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Volume 1-3-21

Trecho sobre teorias demográficas e estrutura populacional: trata da razão de sexo e mortalidade por gênero no Brasil, dados da População em Idade Ativa (PIA) com PEA/PEI e cifras de 2013, além da distribuição da população nos setores econômico primário, secundário, terciário, quaternário e quinário.

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Samir

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Por outro lado, o advento da vida moderna, o estresse 
e toda a agitação que permeia o cotidiano de tantas 
pessoas pelo mundo, aliados a hábitos alimentares 
pouco saudáveis, têm feito com que a ocorrência de 
doenças cardiovasculares se intensifique, e estas atingem 
principalmente os homens. Além disso, os homens 
também são mais expostos a situações de violência, 
como homicídios, acidentes de carro, alcoolismo e drogas. 
A razão de sexo calculada pelo IBGE é a proporção de 
homens e mulheres em uma determinada população, 
sendo que um número menor que 100 indica que o país 
ou região possui mais mulheres e, maior que 100, que 
possui mais homens. No Brasil, há cerca de 96 homens 
para cada 100 mulheres (IBGE, 2010). O curioso é que 
nascem mais meninos do que meninas no país. Eles são, 
em média, 5% a mais do que elas nas maternidades. 
A situação começa a se inverter a partir da faixa etária 
dos 30 anos, o que ocorre devido à maior mortalidade 
masculina em todas as faixas de idade, pelos motivos 
já mencionados.
No entanto, é importante salientar que, apesar de 
viverem mais, as mulheres ainda não conquistaram 
o mesmo status social e político dos homens, sendo, 
ainda, em muitos casos, vítimas de preconceito e de 
discriminação. São comuns os casos em que as mulheres 
possuem maior qualificação profissional, já que estão 
em maior número nas universidades, conforme dados 
do Censo da Educação Superior, coletados pelo Inep 
(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), 
e receberem um salário menor que o dos homens, até 
para exercerem a mesma função que eles. Mulheres com 
formação superior recebem cerca de 60% do que recebe 
um homem com igual formação (IBGE). Além disso, têm 
menos oportunidades de promoção ou de assumirem 
cargos de chefia.
No Brasil, a maior concentração de mulheres se 
encontra nas cidades, em que há, em média, cerca de 
94,2 homens para cada 100 mulheres. Na área rural, 
essa tendência se inverte: há cerca de 109,2 homens 
para cada 100 mulheres.
No Brasil, somente a região Norte apresenta, em sua 
composição populacional, um número de homens maior 
do que o de mulheres. Já o Rio de Janeiro é o estado 
brasileiro com menor proporção de população masculina 
em relação à feminina: são 91 homens para 100 mulheres 
(razão de sexo de 91,2).
Estrutura setorial
A População em Idade Ativa (PIA) é uma classificação 
etária que compreende o conjunto de todas as pessoas 
teoricamente aptas a exercer uma atividade econômica. 
No Brasil, a PIA é composta por toda população com 15 ou 
mais anos de idade e abrange a população economicamente 
ativa e a não economicamente ativa. Esse critério foi adotado 
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 
2012, e segue um parâmetro internacional, permitindo a 
comparação internacional de maneira mais fácil e coerente. 
A População em Idade Ativa pode ser classificada em:
População Economicamente Ativa (PEA): compreende 
o potencial de mão de obra disponível para o setor 
produtivo, isto é, a população ocupada, que está empregada, 
de maneira formal ou informal, e a população desocupada, 
que está desempregada, mas disposta a trabalhar.
População Economicamente Inativa (PEI) ou 
População Não Economicamente Ativa: são as pessoas 
que estão desempregadas sem buscar um emprego, 
como crianças menores que 15 anos, estudantes que 
não trabalham, donas de casa que exercem apenas 
funções domésticas não remuneradas, os incapacitados 
para o trabalho, os que não querem trabalhar ou os 
que desistiram de buscar trabalho (desalentados). 
O IBGE considera desalentado aquele desempregado que, 
no mês anterior à pesquisa, não buscou emprego, mas o 
procurou nos 6 meses anteriores.
De acordo com o IBGE, em 2013, a população em idade 
ativa (PIA) chegou a 156,6 milhões. Nesse universo, 
cerca de 102,5 milhões (65,5%) compunham a população 
economicamente ativa (PEA) e 54,1 milhões de pessoas 
(34,5%) formavam a população não economicamente ativa 
(PNEA). Na média geral, no Brasil, os homens representam 
58% e as mulheres 42% daqueles que desenvolvem 
atividades em distintos setores da economia.
os setores de atividades
A população ativa se distribui em três setores de atividades 
econômicas. Alguns autores adotam a ideia de cinco 
setores, introduzindo os setores quaternário e quinário, 
o que em dados estatísticos é pouco usado. São eles:
• Primário: trabalhadores do campo (pecuária, 
extrativismo mineral, vegetal e animal ou agricultura);
• Secundário: todos os que trabalham em indústrias 
e em construção civil;
• Terciário: é o setor da prestação de serviços 
(comércio, transportes, setor público, educação, 
telecomunicações, etc.);
• Quaternário: setor ligado a alta tecnologia, 
pesquisa, biotecnologia, informática, entre outros;
• Quinário: setor da economia que engloba serviços 
sem fins lucrativos, como organizações não 
governamentais.
Teorias Demográficas e Estrutura da População
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EO
G
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A
FI
A
63Bernoulli Sistema de Ensino
6VPRV1_GEO_BOOK.indb 63 08/10/18 07:18
Nos países desenvolvidos, mais industrializados (Estados 
Unidos, Japão, Alemanha, etc.), até a década de 1970, 
o setor secundário era considerado o mais importante. 
Com o advento da robotização e da automatização das 
tarefas de maneira intensa, houve diminuição da população 
nesse setor. Atualmente, é o setor terciário que mais cresce 
e absorve a mão de obra.
Nos países subdesenvolvidos, em especial os mais pobres, 
o grande surto de urbanização não foi acompanhado de um 
processo de modernização que gerasse industrialização 
e expansão do comércio e dos serviços, proporcionando 
emprego nos setores secundário e terciário. Dessa forma, 
o desemprego disfarçou-se em subemprego nas cidades. 
Por isso, é preciso considerar a realidade do setor terciário 
nos grandes centros, pois mesmo que, quantitativamente, 
esse setor, nos países pobres, aproxime-se do dos países 
ricos, qualitativamente a realidade é diferente.
Estrutura setorial
Estados Unidos
Canadá
Austrália
Grã-Bretanha
França
Bélgica
Alemanha
Japão
% da PEA
0
Setor
primário
Setor
secundário
Setor
terciário
20 40 60 8010 90 10030 50 70
R. D. Congo
Índia
Bangladesh
Tailândia
Guatemala
Indonésia
Turquia
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ís
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EL ESTADO DEL MUNDO, 1998.
No Brasil, até 1940, dois terços da PEA se concentravam 
no setor primário. Devido ao processo de industrialização / 
urbanização, da mecanização do campo e do êxodo 
rural, em 1999, esse setor abrigava 24,2% da população 
economicamente ativa. O processo de industrialização / 
urbanização, associado a outros fatores, como o avanço 
tecnológico, a busca por competitividade e a estruturação 
administrativa, contribuiu para mudanças também nos 
setores secundário e terciário brasileiros.
Observe os gráficos a seguir. Pode-se perceber que há 
um equilíbrio entre o número de trabalhadores ocupados 
no país e a geração de riquezas por setor. O setor primário, 
apesar da grande expressividade de números em toneladas 
comercializadas, tem uma baixa contribuição ao PIB, devido 
ao reduzido valor agregado de seus produtos. O setor 
terciário é o mais produtivo: é o que mais emprega, 58,5% 
da PEA, e, também, o que mais gera renda, 72,8% do PIB.
Distribuição da PEA / PIB no Brasil 
(por setor de atividade)
9,4%
32,1% 21%
6,2%
72,8%58,5%
Setor secundário
Setor primário
Setor terciário
PIB – 2017PEA – 2017
CIA World Factbook (Adaptação).
a distribuição de renda
Embora em níveis diferentes, a distribuição da renda 
de um país pela sua população sempre apresenta 
desigualdades. Países pobres apresentam maior 
concentração de renda, ou seja, uma ínfima parcela da 
população detém maior parte do capital, em relação aos 
países ricos. O Brasil se destaca como um dos campeões 
de concentração de renda no mundo.
Participação dos ricos na 
renda nacional
Quanto dos salários
vai para o 1% mais rico15%
Quantodas aposentadorias
vai para o 1% mais rico17%
Quanto dos aluguéis
vai para o 1% mais rico33%
Quanto dos investimentos
vai para o 1% mais rico42%
IPEA	⁄	IBGE.
Frente B Módulo 02
64 Coleção 6V
6VPRV1_GEO_BOOK.indb 64 08/10/18 07:18
ExErcícios dE aprEndizagEm
01. (UERJ)
 O NOSSO
INTERESSE É
SÓ TE AJUDAR
A PLANEJAR
 FILHOS...
HAH! MAS
ISTO É ÓTIMO,
COISINHA!
 JÁ PENSOU?
OS MENINOS
NASCEREM COM
TUDO PLANEJADO:
CRECHE, ESCOLA,
MERENDA, LIVROS,
 BIBLIOTECAS...
FALO EM
PLANEJAR NO
SENTIDO DE
CONTROLAR...
NÃO, QUERIDINHA!
CLARO! CLARO!
CONTROLAR O
SARAMPO, A
POLIOMIELITE,
MENINGITE...
 NÃO! É
CONTROLAR
PRA NÃO
TER 5,6
OU 7 FILHOS,
 MAS UM
 SÓ!
 
 CONTE COMIGO!
TENHO PAVOR
DE TER GÊMEOS,
QUE DIRÁ
 QUÍNTUPLOS...
O GLOBO, 25 jun. 2003.
Nos quadrinhos apresentados, fica evidenciado, de 
forma irônica, o conflito entre duas concepções sobre a 
relação entre demografia e pobreza: a neomalthusiana 
e a dos críticos a essa teoria. Essas concepções se 
caracterizam, respectivamente, pela adoção dos seguintes 
fundamentos:
A) Controle da natalidade e da pobreza pelo Estado – 
expansão da população como causa do super- 
-povoamento absoluto.
B) Decisão sem interferência do Estado quanto ao 
número de filhos – diminuição da pobreza pela 
imposição do controle da natalidade.
C) Redução dos níveis de pobreza pelo controle da 
natalidade – redução espontânea da natalidade pela 
melhoria das condições de vida.
D) Independência entre os índices de natalidade e os baixos 
indicadores sociais da população – superpopulação 
decorrente de condições socioeconômicas. 
02. (UFSM-RS) 
Indústria: produtividade x emprego 
Tendências atuais
Produtividade
Emprego
1990 Anos
Ta
xa
 d
e 
cr
es
ci
m
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to
MOREIRA, Igor. O espaço geográfico: Geografia geral 
e do Brasil. São Paulo: Ática, 2002. p. 311.
Com o auxílio do gráfico e de seus conhecimentos, 
pode-se inferir:
A) O desemprego estrutural decorre do atual sistema 
produtivo que prioriza a tecnologia em vez da mão 
de obra.
B) A economia competitiva de hoje impõe a necessidade 
de um aumento contínuo da produtividade, com maior 
número de pessoas empregadas.
C)	 O	crescimento	industrial	significa	geração	de	emprego	
no atual mundo do trabalho.
D) A indústria privilegia o emprego da mão de obra barata 
e	sem	qualificação,	em	detrimento	da	capacidade	e	
da produtividade dos trabalhadores.
E)	 Modernização	 tecnológica,	 trabalho	 qualificado	 e	
desemprego deixam de ser decorrência da atual forma 
de composição do sistema produtivo da indústria. 
03. (FUVEST-SP) 
Brasil: Participação dos grupos etários
no conjunto da população (2000-2050)
Brasil: Participação dos idosos e
“superidosos” no conjunto da
população (2000-2050)
8,1 10,0 13,7 19,7 23,8 29,8
57,161,463,366,364,462,1
13,1
2050204020302020201020000
20
40
60
80
100
%
14,817,020,025,629,8
De 0 a 14
De 15 a 59
60 a mais
205020402030202020102000
60
0
80
100
%
Idosos 
(60 a 75 anos)
“Super idosos”
(– de 75 anos)
IBGE. 2010 e Boletim Mundo, abril 2011 (Adaptação).
Com base nos gráficos e em seus conhecimentos,
A)	 caracterize	o	processo	de	transição	demográfica	em	
curso no Brasil.
B) cite e explique dois possíveis impactos da transição 
demográfica	brasileira	sobre	políticas	públicas.	
Teorias Demográficas e Estrutura da População
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EO
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A
FI
A
65Bernoulli Sistema de Ensino
6VPRV1_GEO_BOOK.indb 65 08/10/18 07:18

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