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FACULDADE DO PIAUÍ – FAPI CURSO: BACHARELADO EM ENFERMAGEM ÉRICA DÉBORA FEITOSA DA COSTA PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura. TERESINA 2017 ÉRICA DÉBORA FEITOSA DA COSTA PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade do Piauí- FAPI como requisito parcial para conclusão do curso de Bacharelado de Enfermagem. Orientadora: Prof.ª. Dra: Lennara de Siqueira Coêlho. TERESINA 2017 TERMO DE APROVAÇÃO ÉRICA DÉBORA FEITOSA DA COSTA PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade do Piauí- FAPI como parte dos requisitos necessários para obtenção do grau de Bacharel em Enfermagem e aprovação na disciplina PTCI. Aprovada em _____/_____/_____ BANCA EXAMINADORA _______________________________________________________ Prof. Dra. Lennara de Siqueira Coêlho Orientadora _______________________________________________________ Profa. Ms. Tatyanne Silva Rodrigues _____________________________________________________ Profa. Esp. Maria José Sena dos Santos Obrigado Deus por me ajudar a comprir essa jornada, por me abençoar, me dar foco, força e fé para alcançar os meus sonhos. AGRADECIMENTOS Primeiramente gostaria de agradecer a Deus pela força, fé, coragem que ele me deu durante esses quatro anos de formação acadêmica, foram anos de muitas lutas e batalhas e sem ele nada disso seria possível. Deixo também meus agradecimentos a Faculdade do Piauí, pela oportunidade a mim concedido de ingressar o nível superior e de me fazer uma profissional qualificada para o mercado de trabalho. Aos meus pais Domingos e Elidinalva, meus irmãos Jhúlio e Hygo , a minha avó Elza e tios que sempre me apoiaram na minha formação, que me dizem todos os dias para seguir em frente que eu conseguiria e que está é mais uma muralha a ser construida na minha carreira profissional. Ao meu companheiro Kelson que desde o ínicio desta jornada vem me acompanhando nesta batalha de todos dos dias, que sempre se colocou a disposição para me ajudar, me deu força e apoio em todas as minhas decissões, principalmente nesta reta final de curso. Aos colegas de turma pelos anos que passamos juntos adquerindo conhecimentos, a minha amiga Bianca por me ajudar na construção deste projeto e pelas amizades que contrui durante esses anos, obrigada valeu conhecer cada um de vocês. A minha orientadora Lennara de Siqueira Coêlho, pelas aulas ministradas durante minha formação acadêmica, por sua disponibilidade, dedicação e conhecimento em suas orientações a este trabalho, o meu muito obrigado pela oportunidade de ser sua orientanda. A todos os meus professores o meu agradecimento fica aqui, pois os conhecimentos passados a mim tentei absorver, capitar e aprender para assim me tornar uma profissional de qualidade e tudo isso devo a vocês que sempre se dedicaram a transmitir seus conhecimentos. “Escolhi os plantões, porque sei que o escuro da noite amedronta os enfermos. Escolhi estar presente na dor porque já estive muito perto do sofrimento. Escolhi servir ao próximo porque sei que todos nós um dia precisamos de ajuda. Escolhi o branco porque quero transmitir paz. Escolhi estudar métodos de trabalho porque os livros são fonte saber. Escolhi ser Enfermeira porque amo e respeito a vida!” Florence Nightingale RESUMO COSTA, E. D. F; 2017.PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura.2017. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em enfermagem). Faculdade do Piauí- FAPI, Teresina, 2017. As lesões por pressão são danos localizados na pele ou em tecidos moles subjacentes normalmente sob uma proeminência óssea ou a um dispositivo médico, esse tipo de lesão pode aparecer em pele integra ou lesão aberta, podendo ou não ser dolorosa. As lesões ocorrem como consequência de uma pressão intensa, prolongada ou em combinação ao cisalhamento, a transigência dos tecidos moles a pressão e ao cisalhamento, também pode ser abalada pela nutrição, perfusão, pelo clima, comorbidades e condições dos tecidos. O objetivo do estudo foi de identificar as publicações cientifica acerca da prevenção e cuidado de enfermagem ao paciente com lesão por pressão. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com dados publicados entre 2013 à 2017, utilizando- se artigos das bases de dados eletrônicas Literatura Latino- Americana e do Caribe em ciências da saúde – LILACS, ScientificElectronic Library Online- SCIELO, Base de dados de Enfermagem- BDNEF, empregando os descritores: úlcera por pressão, lesão por pressão, prevenção e enfermeiro. Durante a coleta de dados obtive-se 74.255 mil referências sem filtragem, logo após a filtragem restaram 3.561 artigos, após o agrupamento dos descritores obteve-se 13 referências que responderam o objetivo da pesquisa. A discussão foi categorizada em três tópicos: variáveis que favorecem o surgimento da lesão por pressão, o conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão por pressão e cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão, destacando-se os artigos sobre os métodos de prevenção e cuidado de enfermagem aos pacientes acometidos pela lesão. Observou- se que os profissionais possuem um déficit quando falado de uma assistência de qualidade, pois os mesmos necessitam de um embasamento científico e prático sobre o tema. Diante do exposto para uma melhor assistência, deve-se ter uma eficiente gestão na atividade de cura e prevenção da lesão, para que ocorra um gerenciamento adequado torna- se de fundamental importância que o enfermeiro esteja atualizado em relação a forma de cuidar. Descritores: Úlcera por pressão, Lesão por pressão, Prevenção, Enfermeiro. ABSTRACT LISTA DE ABREVIATURAS AGE- Ácidos Graxos Essenciais ANVISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária FIOCRUZ- Fundação Oswaldo Cruz ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar LPP- Lesão por Pressão MS- Ministerio da Saúde NPUAP- National Pressure Ulcer Advisory Panel SOBEST- Associação Brasileira de Estomaterapia UTI- Unidade de Terapia Intensiva UBS- Unidade Básica de Saúde UPP- Úlcera por Pressão DAI- Dermatite Associada à Incontinência DI- Dermatite Intertriginosa BDENF- Base de Dados de Enfermagem BVS- Biblioteca Virtual em Saúde LILACS- Literatura Latino- Americana e do Caribe em ciência da saúde SCIELO- Scientific Electronic Library Online LISTA DE QUADROS Quadro 01- Publicações encontradas nas bases de dados Scielo , Lilacs e Bdenf com os descritores estabelecidos sem a utilização de filtros e com a utlização de filtragem . 24 Quadro 02-Resultado dos artigos utilizados nos 03 bancos de dados Scielo, Lilacs e Bdenf quanto as combinações dos descritores. 25 Quadro 03-Distribuições das publicações entre os anos de 2013 à 2017. 25 Quadro 04- Distribuições das publicações científicas com título, ano, autor e tipo de estudo. 26 SUMÁRIOAcesso em: 10 out. 2017. SOUZA, T. S, et al. Estudos clínicos sobre úlcera por pressão.RevBrasEnferm, Brasília, v. 63, n. 3, p. 470-6, Maio. 2010. Disponível em: . Acesso em: 30 abr. 2017. SOUZA; M.T; SILVA, M.D; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein, São Paulo, v.8, n 1, 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2017. SILVA, M. R. V; DICK, N.R. M; MARTINI, A. C. Incidência de úlcera por pressão como indicador de qualidade na assistência de enfermagem. Revista de Enfermagem da UFSM, Santa Maria- RS, v. 2, n. 2, p. 339-346, Ago. 2012. Disponível em:. Acesso em: 26 abr. 2017. SIMON, C.M.F; CALIRE, M. H. L; SANTOS, C, B. Concordância entre enfermeiros quanto ao risco dos pacientes para úlcera por pressão. Acta Paul Enferm, Ribeirão 42 Preto- SP, v. 26, n.(1)p.30-5, Fev. 2013. Disponível em: . Acesso em: 26 set. 2017. VASCONCELOS, J. M. B, CALIRI, M. H. L .Ações de enfermagem antes e após um protocolo de prevenção de lesões por pressão em terapia intensiva. Escola Anna Nery, v. 21n. 1, 2017. Disponível em: .Acesso em:15 out. 2017. VIEIRA, C. P. B et al. Ações preventivas em úlceras por pressão realizadas por enfermeiros na atenção básica. Revista de pesquisa cuidado é fundamental online. Teresina- PI, v. 8, n. 2, p. 4447-4459. Abr. 2016. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2017. VIEIRA, C. P. B, et. Caracterização e fatores de risco para úlceras por pressão na pessoa idosa hospitalizada. Revista de pesquisa cuidado é fundamental online. Teresina- PI, v. 15, n. 4, p. 650-8, Jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2017. WASHINGTON, D. C.NationalPressureUlcerAdvisoryPanel (NPUAP) anuncia uma mudança na terminologia de úlcera de pressão para lesão por pressão e atualiza os estágios de lesão por pressão. 2016. Disponível em:. Acesso em: 21 abr. 2017. 43 APÊNDICE A Instrumento para coleta de dados A: Identificação Título do artigo:_________________ Título do periódico:_______________ Autores:_______________________Graduação:_____________________ Idioma:____________ Ano de publicação:___________________________ B. Instituição sede do estudo. Hospital: ( ) Universidade: ( ) Centro de pesquisa: ( ) Instituição única: ( ) Pesquisa multicêntrica: ( ) Outras instituições: ( ) Qual?______________________________________ Não identifica o local: ( ) C. Tipo de publicação: Publicação de enfermagem: ( ) Publicação médica: ( ) Publicação de outra área da saúde: _____________Qual? _________________ D. Características metodológicas do estudo 1. Tipo de publicação 1.1 Pesquisa ( ) Abordagem quantitativa ( ) Delineamento experimental ( ) Delineamento quase-experimental ( ) Delineamento não-experimental ( ) Abordagem qualitativa 1.2 Não pesquisa ( ) Revisão de literatura ( ) Relato de experiência ( ) Estudo de Reflexão ( ) Outras: ____________________ 2. Objetivo ou questão de investigação 3. Amostra 3.2 Seleção 65 ( ) Randômica ( ) Conveniência ( ) Outra: ________________ 44 3.2 Tamanho (n) ( ) Inicial __________ ( ) Final ____________ 3.3 Características Idade: _______________________Sexo: M ( ) F ( ) Raça:______________Diagnóstico:______________________ Tipo de cirurgia:______________ 3.4 Critérios de inclusão/exclusão dos sujeitos:____________ 4. Tratamento dos dados 5. Intervenções realizadas 5.1 Variável Independente:______________Dependente:______________ 5.3 Grupo controle: sim ( ) não ( ) 5.4 Instrumento de medida: sim ( ) não ( ) 5.5 Duração do estudo:__________________________ 5.6 Métodos empregados para mensuração da intervenção:______ 6. Resultados: 7. Análise 7.1 Tratamento estatístico:_____________________________________ 7.2 Nível de significância:______________________________________ 45 ANEXOS A FIOCRUZ- Fundação Oswaldo Cruz ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar NPUAP- National Pressure Ulcer Advisory Panel SOBEST- Associação Brasileira de Estomaterapia WASHINGTON, D. C.NationalPressureUlcerAdvisoryPanel (NPUAP) anuncia uma mudança na terminologia de úlcera de pressão para lesão por pressão e atualiza os estágios de lesão por pressão. 2016. Disponível em:1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 12 1.1 Objeto de Estudo 14 1.2 Objetivos do Estudo 14 1.3 Justificativa e Relevância 14 2 REFERENCIAL TEMÁTICO 16 2.1 Classificação da lesão por pressão de acordo com a nova nomeclatura 16 2.2 Complicaçoes das lesões por pressão 18 2.3 Assistência de enfermagem aos pacientes com lesão por pressão 20 3 METODOLOGIA 22 4 RESULTADOS 24 5 DISCUSSÕES 29 5.1 Variáveis que favorecem o surgimento da lesão por pressão 29 5.2 O conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão por pressão 31 5.3 Cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão 34 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 37 REFERÊNCIAS 38 APÊNDICES ANEXOS 12 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS A lesão por pressão são definidas por tipos de estágios ou categorias, os estágios são classificados de 1 à 4, incluindo lesão por pressão não classificável, lesão por pressão tissular profunda, lesão relacionada a dispositivos médicos e lesão por pressão em membranas mucosas, porém quanto maior for o dano tecidual maior será o seu estágio de desenvolvimento e custo com seu tratamento, assim resultando em um cuidado diferenciado entre os pacientes acometidos por lesão (CALIRI et al., 2016). As lesões por pressão é um problema que pode afetar pacientes em contexto de vulnerabilidade, principalmente aquelas com objeção de movimento e pessoas com idade elevada. Estes fatores de risco levam a inquietação da equipe e do paciente tanto no meio hospitalar, em domicílio ou nas instituições de longa permanência para idosos, pois é necessário a prevenção do aparecimento a lesão, assim evitando suas dificuldades (FREITAS et al., 2011). Outros fatores para o desenvolvimento da lesão por pressão são os fatores extrínsecos e intrínsecos. As causas extrínsecas se formam através da pressão, umidade, fricção, e cisalhamento, porém as intrínsecas são variadas elas se desenvolvem através de doenças base como hipertesão, diabetes que elevam os valores do metabolismo prejudicando os tecidos, ela pode se iniciar a partir de uma incontinência urinária e fecal, nutrição inadequada entre outros que levam ao aparecimento da lesão por pressão (MENEGON et al., 2012). A lesão por pressão é um dano prejudicial para a saúde do paciente, a ocorrência de lesão por pressão nas instituições tem sido consideradas como um apontador para a qualidade da assistência de enfermagem prestada ao cliente, possibilitando realizar a análise da situação quanto a distribuição das lesões, os pacientes com maior vulnerabilidade e os locais em que a LPP se desenvolve com mais facilidade (SANTOS et al., 2011). A prevenção da lesão por pressão é visto como uma importante fator para a segurança do paciente no mundo globalizado, as lesões por pressão podem causar danos tanto para os pacientes como para as instituições de saúde (SIMÃO; CALIRE; SANTOS, 2013). Segundo o protocolo do Ministério da Saúde (MS) as medidas preventivas realizada pela equipe de enfermagem para as prevenções contra as lesões serão, a 13 avaliação de todos os pacientes na admissão, reavaliação diária de risco de desenvolvimento de LPP em todos os pacientes internados, inspeção diária da pele, manejo da umidade: manutenção do paciente seco e com a pele hidratada, otimização da nutrição e da hidratação, são algumas das medidas para minimizar a lesão por pressão. Os pacientes que apresentam maior risco de desenvolver LPP são pacientes com movimentação diminuida, incontinência urinária e fecal, nutrição inadequada e/ ou imunodeprimidos, modificação da compreensão sensorial e na vascularização periférica, com níveis de consciência modificado (MORO; CALIRE, 2016). Considerando- se que a formação da LPP no momento da internação, será um relevante sinal da qualidade da assistência ofertada, é esperado que seja realizado medidas para a prevenção com o objetivo de atuar no obstáculo. O êxito para a prevenção da LPP dependerá do conhecimento e prática do profissional da área sobre o conteúdo, especialmente da equipe de enfermagem que cuidam diretamente e de forma constante dos pacientes. Todavia, será imprescindível entender as causas individuais e institucionais que incentivaram a compreensão e evidências das equipes, dessa forma métodos podem ser planejados e utilizados nas entidades (MIYAZAKI; CALIRI; SANTOS, 2010). A equipe de enfermagem é a principal fonte de cuidado do paciente, portanto conhecer as causas, anormalidade e efeitos causadas pela lesão por pressão e saber que esta é uma dificuldade para o cliente institucionalizado, para o estabelecimento e para a sociedade, torna-se de grande relevância. Sabemos que esse acontecimento ultrapassa os cuidados de enfermagem, pois sua origem esta ligada a várias causas entre eles os fatores extrínsecos e intrínsecos correlacionados à idade, diminuição de mobilidade, condição nutricional e grau de consciência. Todavia ao ser realizado uma assistência direta pelo profissional ao enfermo e estarem com os pacientes 24 horas por dia, a equipe de enfermagem tem a responsabilidade de aplicar as medidas de prevenção ao cuidado através do protocolo de diretrizes, que tem o objetivo de evitar lesão por pressão (ROGENSKI; KURCGANT , 2012). A qualidade e segurança nas tarefas da saúde são características rigorosas, portanto os administradores e funcionários deste campo tem se responsabilizado em executar políticas e metas, com o propósito de responder as promessas e necessidades de seus pacientes (MELLEIRO et al, 2015). 14 1.1 Objeto do estudo Publicações científicas acerca da prevenção e cuidado de enfermagem ao paciente com lesão por pressão. 1.2 Objetivos do estudo Identificar as publicações científicas acerca da prevenção e cuidado de enfermagem ao paciente com lesão por pressão. 1.3 Justificativa e relevância A construção desta pesquisa se deu pela afinidade da autora com o tema lesão por pressão após participação em uma palestra como ouvinte, a mesma abordava o assunto e formas de prevenção da lesão, após esta participação pode- se observar que os profissionais de enfermagem possuem pouco embasamento sobre o tema e principalmente sobre os métodos de prevenção e cuidados de enfermagem a pacientes com lesão por pressão, assim levando a uma má assistência de enfermagem ao paciente. A lesão por pressão é um assunto que vem sendo tratado a anos na literatura e nas instituições de saúde, pois um dos assuntos abordado com frequência sobre este tema é a segurança do paciente, a ocorrência da lesão se dar pelo motivo de falta de segurança com a integridade da pele entre outros fatores que estão ligados a fatores extrínsecos e intrínsecos. O estudo teve como objetivo entender como é a assistência a lesão por pressão, como ela se desenvolve no paciente, como o enfermeiro lhe dar com esse tipo de ferimento em relação a prevenção e assistência de enfermagem e quais os cuidados a serem tomados com os pacientes, e principalmente por ter observado que este é um tema que exige mais conhecimento do profissional enfermeiro, pois na prática este é um assunto vago, que não possui muito embasamento científico dos profissionais, principalmente sobre os tipos de coberturas corretas, tipos de desbridamento, nutrição, mudança de decúbito entre outros. Foi observado durante a leitura árdua dos artigos que o enfermeiro pode prestar uma assistência de qualidade ao paciente com fator de risco para lesão por 15 pressão através da utilização de técnicas adequadas, como por exemplo avaliar o grau de desenvolvimento para lesão através da escala de Braden, deixando de ser coadjuvante e assumindo o papel de enfermeiro qualificado no tema. Esse trabalho é relevante para nortear os profissionais da área da saúde em relação a lesão por pressão e para influenciar no desenvolvimento e construção de outraspesquisas científicas, além de servir como base para identificar as boas práticas do enfermeiro no conhecimentos e cuidado dos pacientes com lesão. 16 2 REFERENCIAL TEMÁTICO 2.1 Classificação da lesão por pressão de acordo com a nova nomeclatura No dia 13 de abril de 2016, o NPUAP (National Pressure Ulcer Advisory Panel) anunciou a mudança na terminologia Úlcera por Pressão para Lesão por Pressão e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação (CALIRI et al., 2016) A nova terminologia lesão por pressão substituiu a antiga úlcera por pressão no Painel Consultivo da úlcera de pressão nacional do sistema de teste de lesões por pressão de acordo com o NPUAP. A alteração do termo vai descreve precisamente as lesões por pressão tanto na pele intacta quanto ulcerada, sendo assim as lesões por pressão são classificadas das seguintes maneiras (WASHINGTON, 2016). Segundo NPUAP (2016) a lesão por pressão estágio 1 será a pele íntegra com eritema não branqueável, a pele está íntegra com uma área localizada de eritema que não embranquece, pode aparecer dificilmente em pele de pigmentação escura. A presença de eritema branqueado ou com mudanças na sensação, temperatura ou consistência podem não ser vistas a mudanças visuais. As mudanças de cor não incluem a descoloração roxa ou marrom, que pode indicar LPP em tecidos mais fundos. Lesão em estágio 2 será a perda de espessura parcial da pele com exposição da derme, ocorre o rompimento da primeira camada da pele (epiderme) portanto, a exposição da derme. O leito da ferida é visível, com coloração rosa ou vermelho, úmido, podendo apresentar flictena com exsudato seroso intacto ou rompido, nesta lesão o tecido adiposo e os mais profundos não são visíveis, o tecido de granulação, esfacelo, e a escara também não estão presentes, estas lesões podem ser formadas pelo microclima e cisalhamento da pele sobre a pelve e no calcanhar. Entretanto este estágio não deve está ligada a dermatite associada à umidade, incluindo dermatite associada à incontinência (DAÍ), dermatite intertriginosa (DI), lesão de pele relacionada a dispositivo médico ou lesões traumáticas, lesão por fricção, queimaduras e abrasões (NPUAP, 2016). A lesão em estágio 3 será perda total da espessura da pele, possui perda total da pele na qual o tecido adiposo é visto na lesão. O tecido de granulação e a 17 borda despregada estão frequentemente visíveis. Esfacelo ou escara podem está presentes. A profundidade tecidual vai variar conforme a localização corporal, área de adiposidade significativa, que levam ao desenvolvimento de feridas profundas. O descolamento e tunelização no leito da ferida também podem ocorrer. Fáscia, músculo, cartilagens, ligamentos, tendões e osso ainda não estão expostos. Se o esfacelo ou escara cobrirem a extensão da perda tecidual, está será uma LPP não acessível (NPUAP, 2016). Lesão por pressão estágio 4 será a perda total da espessura da pele e perda tissular, ocorre a perda de pele em sua espessura total mais perda tissular com exposição da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso, esfacelo e escara podem ser visíveis nesta fase. Bordas despregadas, descolamentos ou tunelização ocorrem frequência. A profundidade pode variar de acordo a localização corporal. Se o esfacelo ou escara cobrirem a extensão de perda tecidual, ocorre uma LPP não acessível (NPUAP, 2016). A lesão por pressão não estadiável, ocorre a perda de espessura da pele em sua totalidade e de tecido em que o tamanho do dano no interior da LPP não pode ser confirmada pois está coberta de esfacelo ou escara. Se o esfacelo ou escara for removido, a LPP poderá ser visualizada em estágio 3 ou 4. Ainda considerado escara estável (ou seja, seca, aderente, intacta, sem eritema ou flutuação) sobre um membro isquêmico ou calcanhar que não deve ser retirado (NPUAP, 2016). Na lesão tissular profunda, ocorre descoloração persistente que não embranquece, de coloração vermelho escura, marrom ou roxa, podendo está intacta ou não, intacta com localização vermelho escuro persistente com descoloração marrom ou roxa ou com separação da epiderme leito da ferida escuro ou com flictena de sangue. Com presença de dor e mudanças de temperatura que leva a alteração na descoloração da pele e dificilmente em peles de pigmentação escura. Esta lesão é resultado de uma forças intensa, prolongada e cisalhamento sobre osso e músculo. A lesão pode evoluir de modo rápido mostrando a real dimensão da lesão tecidual, se o tecido necrótico, subcutâneo, tecido de granulação, fáscia, músculo ou outras estruturas subjacentes são visíveis, isso indica uma LPP de espessura completa não acessível, estágio 3 ou 4, (NPUAP, 2016). Ainda temos as definições adicionais sobre lesão por pressão que se divide em duas categorias. Lesão por pressão relacionada a dispositivo médico: está definição descreve uma etiologia, a LPP causada por dispositivo médico está 18 relacionada ao uso de dispositivos médicos com finalidade diagnóstica e terapêutica. A LPP resultante geralmente está em conformidade com o formato do dispositivo. A lesão deve ser estadeada usando o sistema de estadiamento. Lesão por Pressão em Membrana Mucosa: LPP em membrana mucosa é encontrada nas regiões recobertas por mucosas com a utilização um dispositivo médico nesse local, mas não pode ser categorizada devido à anatomia do tecido (NPUAP, 2016). 2.2 Complicações das lesões por pressão As lesões por pressões são danos localizados na pele ou em tecidos moles subjacentes normalmente sob uma proeminência óssea ou a um dispositivo médico, esse tipo de lesão pode aparecer em pele integra ou lesão aberta, podendo ou não ser dolorosa. As lesões ocorrem como consequência de uma pressão intensa, prolongada ou em combinação ao cisalhamento, a transigência dos tecidos moles a pressão e ao cisalhamento, também pode ser abalada pela nutrição, perfusão, pelo clima, comorbidades e condições dos tecidos (WASHINGTON, 2016) Segundo a portaria do Ministério da Saúde, Anvisa e Fiocruz as lesões por pressão causam danos importantes aos pacientes, impedindo o procedimento de recuperação do organismo, podendo causar dor e provocando o avanço de infecções graves, podem estar ligada ao prolongamento das internações, sepse e mortalidade. Todos os enfermos devem ser avaliados na admissão, nesta avaliação devem ser observadas as fragilidades, vulnerabilidades e fatores de risco para a formação na pele. Para uma melhor avaliação do risco que o paciente sofre ao desenvolver lesão por pressão, deve ser utilizada a Escala de Braden Q (Pediátrica) para crianças de um à cinco anos e a Escala de Braden (Adulto) para indivíduo acima de cinco anos. Essas escalas deveram caracterizar o paciente sem risco, com baixo risco, moderado, com risco alto ou muito alto para desenvolver lesão por pressão, para ocorrer a classificação de risco deve-se observar que, quanto maior for o número da pontuação, menor será a classificação de risco para o desenvolvimento de lesão (BRASIL, 2013). A formação de uma lesão por pressão é causada pela combinação vários fatores, entre eles os mais importantes podem ser identificados na força ou peso sobre o tecido, no meio de uma estrutura óssea e a pele, levando a morte da célula tecidual (GOMES et al., 2010). 19 Os pacientes cirurgiados, com patologia gastrointestinais, com poucos dias de estadia na Unidade de Terapia Intensiva UTI, podem ser acometidos com o prazo em média de quatro dias para o aparecimento da LPP, afirmando que é de grande importância a prevenção e a monitorização do enfermo durante sua entrada e constantemente, assim ocorrendo uma observação regular do profissional de enfermagem relacionados aos fatores de risco para cadapaciente. Destaca-se que situações clínicas e metabólicas do cliente são afetadas e aumenta a promoção da lesão por pressão (BORGHARDT et al., 2015). A lesão por pressão pode afetar qualquer pessoa, porém o idoso manifesta alguns fatores para seu desenvolvimento, que pode piorar no decorrer ou posteriormente a internação, como a frequência de comorbidades, questões relacionadas a nutrição e deficiência na cognição . As recomendações durante a alta são de grande importância para reduzir a formação da LPP na moradia do paciente. Normalmente durante a internação do paciente o profissional dedica sua instrução para a comorbidade atual do paciente esquecendo das recomendações quanto a prevenção da LPP em casa. Lembrando que a fiscalização dos profissionais da Unidade Básica de Saúde estão focadas no acompanhamento do paciente após a hospitalização, desta forma a LPP só recebera atenção quando já estiver em fase avançado assim necesitando de zelo mais complexos (MORAES et al., 2012). Apesar de não ter descoberto ligação significativa entre a idade dos pacientes com a LPP, caberá destacar a importância de todos os profissionais na prevenção e tratamento da LPP nos idosos, especialmente o paciente frágil, com imobilidade e desnutrição. Diminuir ocorrência de LPP interligada com envelhecer da população representa uma desafio para os funcionários e para a saúde, portanto a educação continuada ofertada pela equipe multiprofissional é indispensável para uma assistência de qualidade (MATOZINHOS et al., 2017). De acordo com o Instituto de Saúde de Gestão Hospitalar ISGH (2014) a defesa da plenitude tecidual é vista como indicador de qualidade, porém a existência de lesão ou prilesão podem estar ligada ao tempo prolongado das internações, trabalho excessivo dos profissionais de saúde e ao custo gerado ao hospital, a lesão pode afetar o ser humano em qualquer fase da vida por este motivo devemos sempre estar atentos a área da neonatologia, pediatria, adulta e geriatria, pois os mesmo são mais frágeis as lesões. Este tipo de lesão pode ser aguda ou crônica, 20 primaria ou secundária a outras enfermidades, causadas por quadros clínicos ou cirúrgicos, ligadas ou não a doenças não transmissíveis como hipertensão, diabetes. De acordo o estudo realizado durante este projeto no site da NPUAP National Pressure Ulcer Advisory Panel (2016) foi verificado que para evitar lesões por pressão são necessários realizar algumas técnicas para sua prevenção como por exemplo avaliação de risco, cuidado com a pele, nutrição, reposicionamento e mobilização e educação. 2.3 Assistência de enfermagem aos pacientes com lesão por pressão A qualificação da assistência de saúde está tornando-se largamente debatida no ambiente nacional e internacional, devido aos grandes gastos com manutenções dos trabalhos, dos poucos fundos acessíveis e o envelhecer da população. É necessário destacar que a qualidade assistencial ofertada vem sendo observada bem como o surgimento das lesões de pele, considerando o trabalho que melhor irá prevenir e não aquele que irá tratar mais. Sugere- se que a excelência da prevenção da LPP é largamente instruído aos saberes e agilidade dos trabalhadores da saúde sobre este tema, tornando-se obrigatório o entendimento de motivos pessoais e organizações que dominam a sabedoria e a utilização das comprovações técnicas (CAMPANILI et al., 2015). Os enfermeiros na circunstância de supervisor do cuidado de enfermagem, tem se tornado o responsável em antecipar e providenciar funcionários, equipamentos e infraestrutura, fundamentando em provas cientificas para estabelecer ações de prevenção de LPP. Portanto quando o surgimento da LPP é inexorável, será indispensável a utilização de intervenções terapêuticas apropriadas com a finalidade de diminuir os resultados e impedir o progresso de sua gravidade (LIMA et al., 2016). A equipe de enfermagem desenvolve uma atividade essencial para se prevenir a lesão por pressão tendo como objetivo controlar os fatores que levam ao seu desenvolvimento como a pressão, fricção, cisalhamento e umidade, sendo assim as causas que levam a lesão pode estar ligado ao cuidado de qualidade, entretanto como sabemos o enfermeiro é a peça chave para se prevenir e tratar a lesão, portanto o envolvimento de toda a equipe será de fundamental importância 21 para a cura do paciente, sabemos também que as causas intrínsecas são de dificultoso manuseio podendo desencadear uma lesão assim necessitando do envolvimento toda a equipe e uma assistência qualificada (SILVA; DICK; MARTINI, 2012). No intuito de proporcionar a segurança do enfermo, a prevenção da lesão por pressão vem sendo ponto de apreensão de gerentes e trabalhadores da saúde. Acrescentando-se este fato para o sustento da organização, as empresas de saúde além de proporcionar um atendimento qualificado, será necessário aprimorar seus custos com as assistências (INOUE; MATSUDA, 2016). A lesão por pressão é capaz de se tornar um problema dificultoso de ser solucionado, ela pode causar dor, levar a deformação e a cura em longo prazo, contudo a realização de uma assistência eficaz e exclusiva, leva a diminuição do impacto danoso e acelera o processo de cura, levando a tranquilidade do enfermo (FREITAS et al., 2011). Além disto, deve ser garantido o dimensionamento da enfermagem nas empresas de saúde que consiste não somente na utilização da escala, também na execução de providências na prevenção para lesão por pressão, como mudança de decúbito, utilização de materiais fundamentais como por exemplo colchões adequados e equipe multidisciplinar interligada para a prestação de cuidados diferentes aos enfermos com mais riscos (MATOZINHOS et al., 2017). A elaboração de parâmetros de qualidade para a análise do trabalho de saúde requer fundamentos em referências teóricas, sob a visão divergente de quais os princípios benéficos das organizações institucionais, dos meios de serviços e da conclusão da assistência que serão resgatados e investigados. Os princípios da assistência constituem uma técnica de mensurar e de registar os acontecimentos, contribuindo para a investigação das causas, resultados e ações de prevenção (MELLEIRO et al., 2015). Diante a tudo que já foi abordado acima, sabemos que para a ocorrência uma assistência de qualidade, devemos ter um eficiente gestão na atividade de cura e prevenção da lesão por pressão, para que ocorra um gerenciamento adequado será de fundamental importância que o enfermeiro esteja atualizado em relação a forma de cuidado, a pesquisa e que esteja ciente de sua importância na atividade diária (SOUZA et al., 2010). 22 3 METODOLOGIA O estudo em questão trata-se de uma revisão integrativa, onde a pesquisa teve como objetivo identificar a prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com lesão por pressão. Para a realização dessa pesquisa foi necessária a consulta na base de dados da biblioteca virtual em saúde onde teve como suporte as produções cientificas publicadas entre 2013 a 2017. Durante a pesquisa dos artigos ouve um questionamento sobre qual nomenclatura deveria ser pesquisada para a elaboração deste trabalho, pois no ano de 2016 ouve a mudança de úlcera por pressão (UPP) para lesão por pressão (LPP) e na tentativa de resgatar os artigos anteriores a mudança de nomenclatura foram pesquisados artigos com a terminologia UPP, e para resgatar os artigos atuais foram pesquisados artigos com a nova nomenclatura LPP, assim ocorrendo a utilização dos dois termos úlcera e lesão para a elaboração da pesquisa, pois os dois respondiam os questionamentos da pesquisa. A busca dos estudos aconteceu no período Agosto á Outubro de 2017, através do acesso online a partir dos descritores seguintes: lesão por pressão (Ulcera por pressão), prevenção e enfermeiro nas bases dedados eletrônicas Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde - LILACS, Scientific Electronic Library Online - SCIELO, Base de Dados De Enfermagem - BDENF, utilizando os descritores de acordo com os Descritores em Ciências da Saúde (DECS). Os critérios de inclusão estabelecidos são artigos desenvolvidos no Brasil, publicados em idioma português, terem sido redigidos na forma de artigos, publicados nos anos de 2013 a 2017, contendo artigos completos disponível nas bases de dados, e que estiverm relacionados com o tema. Dentro dos critérios de exclusão foram eliminados duplicidades de artigos em bases de dados diferentes, artigos que não completavam com a temática como por exemplo: tratamento, tipos de coberturas entre outros que não abordassem o tema prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com lesão por pressão e todas as pesquisas que estavam em língua estrangeira. Foi elaborado um roteiro estruturado para a coleta de dados, realizado para a construção deste estudo tendo objetivo de coletar os trabalhos científicos que 23 abordassem sobre o tema prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com lesão por pressão. Neste estudo foram utilizados dados devidamente referenciados, identificando e respeitando seus autores, observando rigor ético quanto aos textos científicos pesquisados à propriedade intelectual e as demais fontes de pesquisas, no qual se diz respeito ao uso do conteúdo e de citações das obras consultadas. A revisão integrativa de literatura é um método que proporciona a síntese de conhecimento e a incorporação da aplicabilidade de resultados de estudos significativos na prática , diante da necessidade de assegurar uma prática assistencial embasada em evidências científicas, a revisão integrativa tem sido apontada como uma ferramenta ímpar no campo da saúde, pois sintetiza as pesquisas disponíveis sobre determinada temática e direciona a prática fundamentando-se em conhecimento científico. (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010). Inicialmente para a realização da pesquisa foram utilizados os descritores sem a utilização dos filtros , obtendo-se 74.255 mil referências de artigos, porém quanto utilizado os filtros Brasil, português e ano de 2013 a 2017 ouve uma filtragem para diminuir a quantidade da amostra a ser pesquisada, obtendo 3.561 mil artigos, sendo 1.954 mil na Scielo, 1.110 mil na Lilacs, e 497 na BDENF. Nos critérios de inclusão aplicaram-se após uma análise minuciosa das referências e utilizando-se a combinação de descritores controlados, estruturados e organizados para facilitar o acesso à informação cadastrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DECS), onde foram encontrados 13 artigos que totalizaram de posse das fontes selecionadas, no qual foi realizada uma leitura e intepretação para a sistematização da reflexão, que permitiu a identificação das categorias seguintes: aspecto que favorecem o surgimento da lesão por pressão, o conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão por pressão, cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão. 24 4 RESULTADOS A pesquisa iniciou-se no cadastro do Descritores em Ciências da Saúde (DECS) com os descritores estabelecidos: enfermeiro, lesão por pressão e prevenção, após a confirmação dos descritores partiu- se para a procura nos bancos de dados SCIELO, LILACS e BDENF, onde obtendo-se 74.255 mil publicações sem a utilização de filtros. Após o levantamento destas publicações cientificas, mencionando os descritores selecionados partiu-se para a seleção dos artigos. Das 74.255 mil referências que foram encontrada, 70.694 mil artigos não fazem parte do tema proposto e não se encaixam dentro dos critérios de inclusão de artigos publicados no Brasil, em língua portuguesa, e nos anos entre 2013 a 2017, restando após está análise 3.561 mil artigos. Os resultados destas seleções encontram-se representadas no quadro 01. Quadro 01 - Publicações encontradas nas bases de dados Scielo , Lilacs e Bdenf com os descritores estabelecidos sem a utilização de filtros e com a utlização de filtragem . Bancos de dados Descritores Artigos sem filtros Artigos com filtros Scielo Enfermeiro Lesão por pressão Prevenção 1.926 188 8.342 436 48 1470 Lilacs Enfermeiro Lesão por pressão Prevenção 6.222 851 47.965 229 12 869 Bdenf Enfermeiro Lesão por pressão Prevenção 4.969 184 3.608 196 50 251 Total 74.255 3.561 Fonte: Elaborado pelo autor. Após a utilização dos filtros estabelecidos em cada base de dados, foi utilizado junto a eles o agrupamento dos descritores controladores através do AND, destes 3.520 mil artigos foram excluídos, pois não se enquadram nos critérios de inclusão dessa revisão integrativa de literatura ou não possuíam relação com o tema, restando 41 artigos. 25 Ao analisar estes 41 artigos, foi realizada a leitura minuciosa de todos os resumos e separados aqueles que tinham relação os objetivos da pesquisa e com a temática sobre prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com lesão por pressão, onde verificou-se que 24 artigos não respondiam a questão norteadora e 04 estudos repetiam-se em duas bases de dados diferentes. Portanto, 28 artigos foram excluídos, restando apenas 13 artigos que serviram para estruturar a revisão integrativa. A conclusão deste resultado esta representada no quadro 02. Quadro 02- Resultado dos artigos utilizados nos 03 bancos de dados Scielo, Lilacs e Bdenf quanto as combinações dos descritores. Banco de Dados Descritores combinados Nº Artigos Scielo/ Lilacs/ Bdenf Lesão por pressão and Prevenção 10 Scielo/ Lilacs/ Bdenf Lesão por pressão and Enfermeiro 2 Scielo/ Lilacs/ Bdenf Enfermeiro and Prevenção 1 Total 13 Fonte: Elaborado pelo autor. Quanto ao ano das publicações dentro do período 2013 - 2017 relacionadas a temática prevenção e cuidado de enfermagem ao paciente com lesão por pressão consta a distribuição no quadro 03: Quadro 03 - Distribuições das publicações entre os anos de 2013 a 2017. ANO Nº de Artigos % 2013 1 7,7 % 2014 6 46,1 % 2015 2 15,4 % 2016 3 23,1 % 2017 1 7,7 % Total 13 100% Fonte: Elaborado pelo autor. Conforme apresentados no quadro 03, as publicações selecionadas que teve maior frequência foram no ano de 2014, seguidas pelas contidas nos anos de 2015, 2016 e 2017. Tendo menor frequência de estudo publicado no ano de 2013 e 2017. 26 Durante a pesquisa foram obtidos 13 trabalhos científicos, após serem lidos na integra e distribuídos em um quadro de forma resumida as seguintes áreas: ano, autores, títulos, e tipos de estudo. Os artigos foram enumerados do número 01 a 13 para facilitar a análise de identificação das etapas lidos agrupados em eixos temáticos. Quadro 04- Distribuições das publicações científicas com título, ano, autor e tipo de estudo. Nº Ano Título Tipo de estudo Autores 01 2014 Úlcera por pressão no período transoperatório: ocorrência e fatores associados Estudo retrospectivo SARAIVA ;PAULA ;CARVALHO 02 2016 Prevenção de úlceras por pressão em unidade de terapia intensiva: um relato de experiência Estudo descritivo RIOS et al., 03 2014 Caracterização e fatores de risco para úlceras por pressão na pessoa idosa hospitalizada Descritivo VIEIRA et al., 04 2017 Estratégias de enfermagem na prevenção de úlceras por pressão na terapia intensiva: revisão integrativa Revisão integrativa BENEVIDES et al., 05 2015 Prevenção e tratamento de úlceras por pressão: análise de literatura brasileira Revisão integrativa de literatura SOUSA 06 2016 Ações preventivas em úlceras por pressão realizadas por enfermeiros na atençãobásica Investigação descritiva de corte transversal VIEIRA et al., 07 2013 Prevenção e tratamento de úlceras por pressão no cotidiano de enfermeiros intensivistas Estudo exploratório, ROLIM et al., 08 2014 Prática do enfermeiro intensivista no tratamento de úlceras por pressão Estudo descritivo DANTAS et al., 27 09 2014 Avaliação do risco de úlcera por pressão em UTI e assistência preventiva de enfermagem Estudo transversal BARBOSA; BECCARIA; POLETTI 10 2014 Avaliação do risco para úlcera por pressão em unidades de terapia intensiva: uma revisão integrativa Revisão integrativa ALVES ;BORGES; BRITO 11 2014 Alterações dos parâmetros hematológicos em pacientes portadores de úlcera por pressão em um hospital de longa permanência Estudo Prospectivo NEIVA et al., 12 2016 Ações de enfermagem antes e após um protocolo de prevenção de lesões por pressão em terapia intensiva Estudo observacional, prospectivo, comparativo, do tipo antes e depois, VASCONCELOS; CALIRI 13 2015 Desenvolvimento do diagnóstico de enfermagem risco de úlcera por pressão Revisão integrativa da literatura SANTOS et al., Fonte: Elaborado pelo autor. Os estudos seguintes se distribuem quanto ao tipo de estudo no qual das 13 publicações escolhidas, 04 são do tipo descritivo , 04 do tipo revisão integrativa, 01 do tipo retrospectiva, 01 do tipo estudo transversal, 01 do tipo exploratório, 02 do tipo estudo prospectivo. Os títulos mostram que dentre das publicações apresentam 06 artigos que abordam os tipos de prevenção das lesões por pressão nos pacientes, 02 aborda avaliação de risco de LPP em UTI , 01 sobre LPP no período transoperatório, 01 sobre caracterização e fatores de risco de LPP em idosos hospitalizados, 01 prática do enfermeiro intensivista no tratamento da LPP, 01 sobre desenvolvimento do diagnóstico de enfermagem risco para LPP, 01 sobre alteração dos hematológicos em pacientes com LPP. Os 13 artigos pesquisados selecionados foram todos elaborados por pesquisadores da área de enfermagem. 28 Tendo estes resultados nos trabalhos publicados entre 2013 a 2017, segue a discursão da organização das ideias centrais dos autores e com os desfechos dos estudos, estruturando sob forma de eixo temático em categorias: Variáveis que favorecem o surgimento da lesão por pressão; O conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão por pressão; Cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão. 29 5 DISCUSSÃO 5.1 Variáveis que favorecem o surgimento da lesão por pressão Ao analisar o retrato do idoso internado, bem como as circunstâncias patológica presente e a detecção das causas de ameaça, torna-se mais simples o preparo e organização das atividades preventivas da enfermagem em correlação a formação das lesões por pressão. Entre outros indicadores de risco reconhecidos, podemos identificar que o surgimento de lesão por pressão em pacientes idosos, está ligada a mudanças do envelhecimento, utilização de medicamentos como anti- hipertensivos, analgésicos, anticoagulantes e outra patológica como hipertensão. A existência de outras causas também devem ser reconhecidos principalmente com os pacientes idosos, como por exemplo amaçado da roupa de cama, vermelhidão e diminuição da elasticidade da pele (VIEIRA et al., 2014). Ao investigar os perigos e as causas ligadas as peculiaridades dos enfermos para crescimento da LPP, podemos verificar que a lesão possui múltiplos fatores e que pessoas com idade avançada, não deve-se considerar como causa autônoma para prever o perigo a determinada lesão por pressão. Sendo assim há a obrigação de analisar cada paciente de forma integral, visto que em sua pesquisa os procedimentos cirurgicos eram de pequeno, médio e grande dimensão, ocorrendo mudança entre tempo da cirurgia e como consequência a exibição da pele. É incontestável que as doenças anteriores possam influenciar no desenvolvimento da LPP em algumas pessoas, portanto também foi verificado que pessoas sem doenças anteriores desenvolveram lesão por pressão (SARAIVA, CORRÊA, CARVALHO, 2014). Percebe-se que as pessoas mais acometidas pela lesão por pressão são os pacientes idosos entre as faixas de 60 a 70 anos, estando em condição hospitalizadas principalmente para a realização procedimento cirúrgico, sendo portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes entre outros e em uso de medicações continuas, pois as mesmas são fatores que aumentam o desenvolvimento da lesão por pressão no idoso hospitalizado. As causas intrínsecas que estão interligados as situações do cliente, podem ser destacando principalmente a falta de movimentação, pacientes com idade avançada, a situação nutricional (obesidade e desnutrição), umidade, baixo grau de 30 perfusão, oxigênio no tecido e hemoglobina sérica, perda de água do organismo, elevação de temperatura corporal, patologia do sistema circulatório, pitador e inchaço. Os fatores são diversos com isto é importante que o enfermeiro análise cuidadosamente a condição geral do cliente para distinguir os mais indefesos(SANTOS et al., 2015). As causas intrínsecas para a formação da lesão por pressão LPP, agem na totalidade e estruturação do tecido e em sua infraestrutura interior dependendo da duração da cicatrização, outros fatores para formação da lesão serão a situação nutricional, grau de consciência, idade elevada, incontinência urinária e fecal, movimentação restrita ou inexistente, quanto ao peso corporal pode ocorrer a redução de massa adiposa e diminuição na proteção de proeminência óssea, enfermidades como hipertensão, diabetes, doenças vasculares entre outras e utilização de medicações como antibióticos, imunossupressores e betabloqueadores (VIEIRA et al., 2016). Como já sabemos a lesão por pressão pode ser causada por diversos fatores intrínsecos, entre eles foi percebido que as causas mais frequentes estão relacionadas a falta de movimentação no leito, idade avançada, a questão nutricional dos pacientes e principalmente em relação a umidade da pele devido a eliminações fisiológicas, entre outros fatores , pois as causas de uma lpp podem ser diversas, e para que não ocorra o desenvolvimento da lesão, os profissionais devem estar sempre atentos a todos os fatores de riscos. Outra variante para o desenvolvimento da lesão por pressão será a duração das cirurgias, está descoberta estar relacionada a falta de mobilização do paciente na mesa cirúrgica, devido a utilização de perneiras e braçadeiras, ao procedimento anestésico pois o mesmo causa a imobilidade do paciente durante a cirurgia, levando a um provável surgimento de lesões (ALVES, BORGES, BRITO, 2014). Em sua pesquisa foi possível analisar os atributos dos enfermos que evoluíram a ter lesão por pressão, no centro cirúrgico foi identificado que a maioria dos pacientes eram do sexo masculino, com faixa etária de 65 anos, os mesmos possuíam doenças de bases como hipertensão (HAS) e diabetes (DM). O posicionamento cirúrgico mais prevalente para a formação da lesão por pressão foi decúbito dorsal horizontal, a administração de anestesia também será um dos indicadores a LPP, portanto boa parte dos enfermos foram identificados com algum risco para formação de LPP. Foi identificado que maioria das LPPs estavam em 31 estágio 1, com formação na região sacral. Portanto o método mais utilizado para a prevenção da LPP neste trabalho foi a utilização dos coxins em 42% dos pacientes (SARAIVA, CORRÊA, CARVALHO, 2014). O procedimento cirúrgico é um grande indicador para a formação da lesão, pois a falta de movimentação do paciente na mesa cirúrgica devido a utilização de perneiras, braçadeiras e até mesmo da posição que o paciente é colocado para o procedimentopodem ser as principais causas, a duração dos procedimentos também pode ser um grande influenciador pois o tipo de anestesia utilizada pode prolongar a restrição de movimento do paciente. É viável a identificação de fatores extrínsecos principalmente na utilização de lenções não esticados da forma adequada, a não realização de trocas de lenções, em pele não totalmente seca, no atrito entre pele e outra superfície, o fato de o paciente está na mesma posição por um período maior que 2 horas, não alternância de posição e a restrição de movimento no leito (SOUSA, 2015). Outro fator extrínseco importante é a pressão, fricção e cisalhamento, eles possuem um resultado interligado a força, intervalo de tempo e a capacidade do tecido de suportar uma determinada pressão. A tensão por longo tempo leva a destruição dos tecidos moles, assim levando a danificação da pele, músculos entre outros podendo atingir o osso do paciente, está fase já é considerada como uma lesão por pressão crônica, ocorrendo assim a danificação das áreas mais fundas (SANTOS et al., 2015). Os fatores extrínsecos são resultados da pressão exercido do corpo sobre uma superfície, está força é o resultado do peso do paciente contra um leito, uma cadeira. O reflexo da fricção pode ser causada por diversos fatores um deles é o esfregar da pele contra um tecido e/ou os lenções, pois normalmente estes são os principais causadores do rompimento da pele. 5.2 O conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão por pressão A procura de um melhor indício acessível em vínculo com a assistência de enfermagem eficiente, para cuidado com a lesão por pressão nas unidades de terapia intensiva, fica entendido que a medida realizado pelo profissional com o zelo da pele do enfermo em situação crítica devera ser desenvolvido com alicerce de 32 uma avaliação criteriosa e individual, lembrando que a singularidade de cada internação será fundamental. Para que está análise ocorra, será indispensável que o enfermeiro possua uma base científica para que ocorra as condutas eficientes e que respondam as exigências de cada enfermo (BENEVIDES et al., 2017). Conhecendo a veracidade dos fatos compete ao profissional interceder de modo adequado na intervenção ao cliente, para que o mesmo possa ser acompanhado de forma individual e humana, com a finalidade de diminuir as causas de crescimento da lesão por pressão com o apoio de protocolos que tem o objetivo de diminuir a formação da lesão por pressão (ALVES, BORGES, BRITO, 2014). É possível identificar que para a redução da lesão por pressão será necessário que o profissional enfermeiro veja o paciente como um ser individual e não como algo coletivo, que ele avalie o paciente de forma rigorosa e que de fato o paciente seja visto de forma humanizada e para que esta avaliação do paciente ocorra da melhor forma possível será necessário que o enfermeiro possua um alicerce para a tomada de decisão com o enfermo. Entre varias circunstâncias verificou-se que o curativo é o método de assistência mais utilizado pelos profissionais da enfermagem, descrevendo esté método e solução a diversas realização de curativos. Conquanto tenha sido destacado, deve- se destacar sua relevância a situação evidenciada e sua obrigação indispensável para manter a fisiologia da LPP. O curativo é excelente sempre que ele trata o ferimento, quando não produz efeito nefastico sobre os tecidos biológicos e promove a hidratação da pele habilmente, a circunstância em que o leito da LPP se encontra e a funcionalidade desejada de cada tratamento vai indicar o melhor bandagem a ser utilizado no paciente (ROLIM et al., 2013). Em frente ao que foi exibido verificou-se que o enfermeiro esta delimitado na terapêutica da lesão por pressão na UTI, portanto foi observado que o enfermeiro limita o tratamento da lesão por pressão somente a mudança de curativo e ao uso das coberturas, mas sabemos que para uma LPP seja tratada da forma correta é necessário que o fator causador seja eliminado, portanto a pressão da pele contra a cama, ossos, roupas entre outros (DANTAS et al., 2014). O curativo é um dos métodos mais abordado na assistência de enfermagem a paciente com lesão por pressão, portanto para que seja utilizado de forma correta o profissional deve analisar o tipo correto de curativo e as coberturas utilizadas, pois 33 dependendo do material utilizado a mesma possui varias funções na cicatrização da lpp, podendo levar a melhoria da lesão. Foi diagnosticado que os profissionais de enfermagem possuíam uma deficiência quando se falava de lesão por pressão. Quando se abordado as causas de risco para a formação da lpp, muitos trabalhadores não relacionavam que umidade, força do cisalhamento, inchaço e patologias crônicas seriam causadoras da LPP. Também verificou-se que os funcionários possuíam um conhecimento errado acerca das etapas das lesões, por tanto foi percebido que eles possuíam um entendimento sobre o que seria cada fase da lesão (RIOS et al., 2016). As patologias crônicas não contagiosa possuem um fator primordial para os problemas principalmente se interligada aos paciente debilitados, pois amplia a ameaça de formação de uma lesão por pressão. Assim sendo necessário uma fiscalização e atenção constante para as possíveis consequências, pois a mesma pode levar a inaptidão funcional (VIEIRA et al., 2014). Verificou-se que os enfermeiros possuíam uma dificuldade em identificar as prováveis causas da lesão por pressão entre estas causas as patologias crônicas influenciavam sua formação, pois os pacientes ficam com a estrutura da pele mais fragilizadas se interligadas a outras doenças principalmente hipertensão e diabetes. Em uma entrevistas com profissionais foram relatados obstáculos referentes aos funcionários, principalmente com inexistência de trabalhadores especializados e em relação a disposição de uns na realização do trabalho, e com a questão dos matérias utilizados, pois a ausência do mesmo interfere no reposicionamento apropriado e bem-estar do cliente. Portanto é importante destacar que a habilidade com o zelo ao enfermo grave, será um privilégio referente ao desenvolvimento de condição conveniente ao serviço, ou seja relacionado a quantidade de pessoas, a qualidade dos funcionários e a disposição de materiais físicos e equipamentos para a oferta de uma assistência do trabalho e uma atividade diferente da real necessidade do enfermo (ROLIM et al., 2013). A extensão dos resultados provocados pela lpp, será importante uma atualização de toda a equipe profissional, tendo enfoque para a enfermagem. Como já sabemos para que ocorra uma prevenção qualificada será necessário que o profissional tenha um embasamento sobre a causa da lesão e que ele conheça a situação da entidade. O trabalhador da área da saúde deverá possuir um conhecimento específico sobre a lesão e deve colocar em prática esse 34 conhecimento para que ocorra um suporte qualificado. Para que ocorra um atendimento de qualidade na prevenção da lpp é necessário que as entidades hospitalar tenham profissionais e equipamentos suficientes, assim diminuindo as consequências das lesões no cliente, familiares, na equipe e em toda organização de saúde (RIOS et al., 2016). Fica evidente que para uma assistência de qualidade ao paciente, é necessário que os hospitais contratem recursos humanos qualificados com embasamento científico e prático, sobre o que é lesão por pressão, como prevenir, saber os métodos de tratamento adequado para cada estágio da lesão e que os mesmos possuam material disponível nas instituições para um cuidado de qualidade. 5.3 Cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão. A hidratação da epiderme e da derme do enfermo é um método de prevenção a ser orientado para diminuir o desenvolvimento de ameaça de LPP, de acordocom estudos pode se perceber que doente subordinado à hidratação demonstraram escores superiores de modo com os que não tiveram. O valor que foi estabelecido relativo ao exame de verificação são vistos como causadores de perigo, todavia a pele do idoso possui varias transformações, a atrofia da derme, redução da função de barreiras elevando assim o risco de lesão por pressão entre outros (BARBOSA, BECCARIA, POLETTI, 2014). A utilização e a aplicação de hidratação passou a ser utilizado como mais periodicidade em várias localizações corporais a partir da aplicação de protocolo, enfatizando assim que os funcionários mudaram as condutas de assistência a pele dos doentes (VASCONCELOS, CALIRI, 2017). A hidratação da pele é fundamental para a preservação dos tecidos principalmente dos idosos, pois os mesmos possuem vários tipos de fragilidades relacionados a varias situações, a hidratação do tecido pode ocorrer de várias formas como por exemplo hidratação oral com água, sucos e/ ou com a aplicação de hidratantes na camada de pele. Para os profissionais de enfermagem, a análise consiste em medir o estágio de profundidade do ferimento, característica fundamentais para a analisar a escolha da cobertura adequada a ser aplicada logo após a avaliação primária, pois os 35 profissionais escolhiam a cobertura de acordo com as que possuía disponíveis no hospital. Alguns dos profissionais observaram os produtos disponíveis na instituição como um dos fatores que impediam as intervenções, os principais matérias farmacológicos observados nos curativos foram ácidos graxos essenciais, fibras de alginato, hidrogéis, papaína e colagenase (DANTAS et al., 2014). O progresso da lesão por pressão a terapêutica com colagenase ou sulfadiazina de prata foi guiada através da extensão da lpp, no decorrer de um determinado tempo de oito semanas. Entretanto ouve um maior número de enfermos com diminuição da extensão do ferimento, quando comparado a região antes e após a utilização de fármacos não foi verificado mudança, ainda falando da diminuição da lesão não ouve distinção entre a colagenase e a sulfadiazina de prata (NEIVA et al., 2014). Observou- se que as pomadas utilizadas para os curativos devem ser analisadas dependendo da situação da ferida e quanto as condições dos hospitais quanto a compra deste material, pois os profissionais na maioria das vezes utilizam o material disponível para a realização do curativo, para não deixar aquela lesão exposta. Em sua pesquisa foi observado que a idealização e a execução de um protocolo com orientações para precaução da lesão incentivou o desempenho dos funcionários na UTI, pois depois da implementação de formalidade os atos preventivos foram utilizadas como mais regularidade. Aconteceram alterações nas rotinas dos funcionários de enfermagem foram vistas tanto quanto durante a avaliação do enfermo que estão sujeitos a agravo de integridade da pele podendo citar comportamentos através da realização do banho no leito, recomendada para evitar fontes de risco (VASCONCELOS; CALIRI, 2017). Quando relacionamos as normas estabelecidas pelo MS, relacionando aos fatores agravantes com as medidas elaboradas pelos profissionais, foi constatado que os enfermeiros usavam somente métodos de prevenção de baixo risco, uma questão que causa preocupação quando consideramos os meios eficientes para a terapêutica de dano ao enfermo que desenvolvem tendência e agravos de nível moderado a grave (VIEIRA et al., 2016). A utilização dos protocolos são de grande importância para a prevenção da lesão por pressão, pois neles vem descrito os métodos de prevenção e cuidados para o não desenvolvimento da lesão, e enfatiza a importância do profissional está 36 sempre atualizado sobre as mudanças, pois as mesmas estão expressas nos protocolos lançados sobre lesão. As escalas de Norton, Braden e Waterlow são escalas de identificação de LPP, sendo consideradas de grande importância para a análise pessoal, bem como sua obrigação no conhecimento clínico para sua utilização. Desta forma foi verificado a relevância de seu uso na apreciação de risco para LPP em pacientes da Unidade de Terapia Intensiva com a utilização de métodos que preveem o crescimento da lpp, pois a mesma identifica o risco individual e garante uma estratégia de cuidado adequado (ALVES, BORGES, BRITO, 2014) . Quando relacionado os métodos de prevenção , verificou-se que os cuidados não haviam sido realizados seguindo a avaliação da escala de Braden, portanto os meios de prevenção tinham atitudes parecidas, independente do fator apresentado pelo cliente. Portanto a escala de Braden é de extrema importância para os cuidados com o paciente, a mesma necessita ser compartilhada pelos profissionais independente do horário e deve servir de guia para a prescrição elaborada pelo enfermeiro na precaução de lesão na UTI (BARBOSA, BECCARIA, POLETTI, 2014). A escala de Braden é um método mais utilizado pelos enfermeiros para avaliar o risco em pacientes acamados, principalmente os internados na UTI, pois a restrição de movimentação no leito é um dos causadores para desenvolvimento da lesão, ela é um método individual, que previne a formação da lpp nos pacientes e indica os cuidados a serem realizados com os pacientes. 37 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Pode-se identificar através do estudo sobre lesão por pressão a classificação de acordo com a nova nomenclatura dividida em estágio 1, 2, 3 e 4, se tendo ainda lesão por pressão não estadiável e tissular profunda, lesão causada por dispositivos médicos e em membranas mucosas. Está mudança ocorreu devido a várias duvidas dos profissionais de enfermagem em saber identificar qual tipo de lesão e em qual grau ela estava. Portanto segundo a análise e estudo, pode-se identificar que os pacientes acometidos pela lesão por pressão, são os pacientes com faixa etária de idade elevada, acamados, pacientes em unidade de terapia intensiva UTI e pacientes em pós operatório, pelo fato de as mesmas estarem em vulnerabilidade a formação da lesão por pressão, devido a sua pouca mobilização no leito. Constatou- se que os enfermeiros possuem um déficit quando falado dos tipos de prevenção da lesão, pudesse perceber que muitos realizavam mudança de decúbito pois é a forma mais lembrada dos profissionais, mas não se recordavam da importância desta mudança em um intervalo de 2 em 2 horas, utilização dos coxins como por exemplo na região calcânea e principalmente da troca de fraldas após a realização das eliminações fisiológicas, pois a formação de LPP na região sacral e calcânea são as mais prevalentes entre os enfermos. As principais dificuldades encontradas foi identificar os artigos que falassem da prevenção e principalmente de cuidado a lesão em anos mais atuais e que falassem de diferentes tipos de prevenção e cuidado, pois os mesmos sempre se voltam para o mesmo tipo de abordagem em várias pesquisas diferentes. Diante do que foi abordado, para uma melhor assistência deve-se ter uma eficiente gestão na atividade de cura e prevenção da lesão, para que ocorra um gerenciamento adequado torna-se de fundamental importância que o enfermeiro esteja atualizado em relação a forma de cuidar. A assistência a lesão por pressão é uma questão que deveria ter o envolvimento de toda a equipe de enfermagem (enfermeiros e técnicos de enfermagem), pois a equipe é a fonte para o não desenvolvimento de lesão, pois tudo depende das técnicas utilizadas pelos profissionais da saúde que irão variar entre a mudança de decúbito e a utilização de hidrocoloides, AGE e de pomadas utilizado para o tratamento de lesões por pressão. 38 REFERÊNCIA ALVES, A. G. P, BORGES, J. W. P, BRITO, M. A. Avaliação do risco para úlcera por pressão em unidades de terapia intensiva: uma revisão integrativa.Revistade pesquisa cuidado é fundamental online, Floriano- PI v. 6, n2, p. 793-804, Abr. 2014. Disponível em: . Acesso em :15 out. 2017. BARBOSA, T. P; BECCARIA, L. M; POLETTI, N. A. A. Avaliação do risco de úlcera por pressão em UTI e assistência preventiva de enfermagem. Revenferm UERJ, Rio de Janeiro, v. 22, n. 3, p. 353-8, Maio. 2014. Disponível em: . Acesso em: 9 out. 2017. BENEVIDES, J. L et al. 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