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FACULDADE DO PIAUÍ – FAPI 
CURSO: BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
ÉRICA DÉBORA FEITOSA DA COSTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR 
PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA 
2017 
 
ÉRICA DÉBORA FEITOSA DA COSTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR 
PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura. 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado 
à Faculdade do Piauí- FAPI como requisito 
parcial para conclusão do curso de 
Bacharelado de Enfermagem. 
Orientadora: Prof.ª. Dra: Lennara de Siqueira 
Coêlho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERESINA 
2017 
 
TERMO DE APROVAÇÃO 
 
ÉRICA DÉBORA FEITOSA DA COSTA 
 
 
PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM LESÃO POR 
PRESSÃO: uma revisão integrativa de literatura. 
 
 
Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade do Piauí- FAPI como 
parte dos requisitos necessários para obtenção do grau de Bacharel em 
Enfermagem e aprovação na disciplina PTCI. 
 
 
 
 
Aprovada em _____/_____/_____ 
 
 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________ 
Prof. Dra. Lennara de Siqueira Coêlho 
Orientadora 
 
 
 
 
_______________________________________________________ 
Profa. Ms. Tatyanne Silva Rodrigues 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________ 
 Profa. Esp. Maria José Sena dos Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obrigado Deus por me ajudar a comprir 
essa jornada, por me abençoar, me dar 
foco, força e fé para alcançar os meus 
sonhos. 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Primeiramente gostaria de agradecer a Deus pela força, fé, coragem que ele 
me deu durante esses quatro anos de formação acadêmica, foram anos de muitas 
lutas e batalhas e sem ele nada disso seria possível. 
Deixo também meus agradecimentos a Faculdade do Piauí, pela 
oportunidade a mim concedido de ingressar o nível superior e de me fazer uma 
profissional qualificada para o mercado de trabalho. 
Aos meus pais Domingos e Elidinalva, meus irmãos Jhúlio e Hygo , a minha 
avó Elza e tios que sempre me apoiaram na minha formação, que me dizem todos 
os dias para seguir em frente que eu conseguiria e que está é mais uma muralha a 
ser construida na minha carreira profissional. 
Ao meu companheiro Kelson que desde o ínicio desta jornada vem me 
acompanhando nesta batalha de todos dos dias, que sempre se colocou a 
disposição para me ajudar, me deu força e apoio em todas as minhas decissões, 
principalmente nesta reta final de curso. 
Aos colegas de turma pelos anos que passamos juntos adquerindo 
conhecimentos, a minha amiga Bianca por me ajudar na construção deste projeto e 
pelas amizades que contrui durante esses anos, obrigada valeu conhecer cada um 
de vocês. 
A minha orientadora Lennara de Siqueira Coêlho, pelas aulas ministradas 
durante minha formação acadêmica, por sua disponibilidade, dedicação e 
conhecimento em suas orientações a este trabalho, o meu muito obrigado pela 
oportunidade de ser sua orientanda. 
A todos os meus professores o meu agradecimento fica aqui, pois os 
conhecimentos passados a mim tentei absorver, capitar e aprender para assim me 
tornar uma profissional de qualidade e tudo isso devo a vocês que sempre se 
dedicaram a transmitir seus conhecimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Escolhi os plantões, porque sei que o escuro da noite amedronta os enfermos. 
Escolhi estar presente na dor porque já estive muito perto do sofrimento. 
Escolhi servir ao próximo porque sei que todos nós um dia precisamos de ajuda. 
Escolhi o branco porque quero transmitir paz. 
Escolhi estudar métodos de trabalho porque os livros são fonte saber. 
Escolhi ser Enfermeira porque amo e respeito a vida!” 
 
 Florence Nightingale 
 
RESUMO 
 
COSTA, E. D. F; 2017.PREVENÇÃO E CUIDADO DE ENFERMAGEM AO 
PACIENTE COM LESÃO POR PRESSÃO: uma revisão integrativa de 
literatura.2017. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em enfermagem). 
Faculdade do Piauí- FAPI, Teresina, 2017. 
 
As lesões por pressão são danos localizados na pele ou em tecidos moles 
subjacentes normalmente sob uma proeminência óssea ou a um dispositivo médico, 
esse tipo de lesão pode aparecer em pele integra ou lesão aberta, podendo ou não 
ser dolorosa. As lesões ocorrem como consequência de uma pressão intensa, 
prolongada ou em combinação ao cisalhamento, a transigência dos tecidos moles a 
pressão e ao cisalhamento, também pode ser abalada pela nutrição, perfusão, pelo 
clima, comorbidades e condições dos tecidos. O objetivo do estudo foi de identificar 
as publicações cientifica acerca da prevenção e cuidado de enfermagem ao paciente 
com lesão por pressão. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com dados 
publicados entre 2013 à 2017, utilizando- se artigos das bases de dados eletrônicas 
Literatura Latino- Americana e do Caribe em ciências da saúde – LILACS, 
ScientificElectronic Library Online- SCIELO, Base de dados de Enfermagem- 
BDNEF, empregando os descritores: úlcera por pressão, lesão por pressão, 
prevenção e enfermeiro. Durante a coleta de dados obtive-se 74.255 mil referências 
sem filtragem, logo após a filtragem restaram 3.561 artigos, após o agrupamento dos 
descritores obteve-se 13 referências que responderam o objetivo da pesquisa. A 
discussão foi categorizada em três tópicos: variáveis que favorecem o surgimento da 
lesão por pressão, o conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão 
por pressão e cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão, 
destacando-se os artigos sobre os métodos de prevenção e cuidado de enfermagem 
aos pacientes acometidos pela lesão. Observou- se que os profissionais possuem 
um déficit quando falado de uma assistência de qualidade, pois os mesmos 
necessitam de um embasamento científico e prático sobre o tema. Diante do 
exposto para uma melhor assistência, deve-se ter uma eficiente gestão na atividade 
de cura e prevenção da lesão, para que ocorra um gerenciamento adequado torna-
se de fundamental importância que o enfermeiro esteja atualizado em relação a 
forma de cuidar. 
 
Descritores: Úlcera por pressão, Lesão por pressão, Prevenção, Enfermeiro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE ABREVIATURAS 
 
AGE- Ácidos Graxos Essenciais 
ANVISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
FIOCRUZ- Fundação Oswaldo Cruz 
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar 
LPP- Lesão por Pressão 
MS- Ministerio da Saúde 
NPUAP- National Pressure Ulcer Advisory Panel 
SOBEST- Associação Brasileira de Estomaterapia 
UTI- Unidade de Terapia Intensiva 
UBS- Unidade Básica de Saúde 
UPP- Úlcera por Pressão 
DAI- Dermatite Associada à Incontinência 
DI- Dermatite Intertriginosa 
BDENF- Base de Dados de Enfermagem 
BVS- Biblioteca Virtual em Saúde 
LILACS- Literatura Latino- Americana e do Caribe em ciência da saúde 
SCIELO- Scientific Electronic Library Online 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 01- Publicações encontradas nas bases de dados Scielo , Lilacs e Bdenf 
com os descritores estabelecidos sem a utilização de filtros e com a utlização de 
filtragem . 24 
Quadro 02-Resultado dos artigos utilizados nos 03 bancos de dados Scielo, Lilacs e 
Bdenf quanto as combinações dos descritores. 25 
Quadro 03-Distribuições das publicações entre os anos de 2013 à 2017. 25 
Quadro 04- Distribuições das publicações científicas com título, ano, autor e tipo de 
estudo. 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIOAcesso em: 10 out. 
2017. 
 
 
SOUZA, T. S, et al. Estudos clínicos sobre úlcera por pressão.RevBrasEnferm, 
Brasília, v. 63, n. 3, p. 470-6, Maio. 2010. Disponível em: 
. Acesso em: 30 abr. 2017. 
 
 
SOUZA; M.T; SILVA, M.D; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como 
fazer. Einstein, São Paulo, v.8, n 1, 2010. Disponível em: 
. Acesso em: 10 out. 2017. 
 
 
SILVA, M. R. V; DICK, N.R. M; MARTINI, A. C. Incidência de úlcera por pressão 
como indicador de qualidade na assistência de enfermagem. Revista de 
Enfermagem da UFSM, Santa Maria- RS, v. 2, n. 2, p. 339-346, Ago. 2012. 
Disponível em:. 
Acesso em: 26 abr. 2017. 
 
 
SIMON, C.M.F; CALIRE, M. H. L; SANTOS, C, B. Concordância entre enfermeiros 
quanto ao risco dos pacientes para úlcera por pressão. Acta Paul Enferm, Ribeirão 
42 
 
Preto- SP, v. 26, n.(1)p.30-5, Fev. 2013. Disponível em: 
. Acesso em: 26 set. 2017. 
 
 
 VASCONCELOS, J. M. B, CALIRI, M. H. L .Ações de enfermagem antes e após um 
protocolo de prevenção de lesões por pressão em terapia intensiva. Escola Anna 
Nery, v. 21n. 1, 2017. Disponível em: .Acesso em:15 out. 2017. 
 
 
 VIEIRA, C. P. B et al. Ações preventivas em úlceras por pressão realizadas por 
enfermeiros na atenção básica. Revista de pesquisa cuidado é fundamental 
online. Teresina- PI, v. 8, n. 2, p. 4447-4459. Abr. 2016. Disponível em: 
. Acesso em: 09 out. 2017. 
 
 
VIEIRA, C. P. B, et. Caracterização e fatores de risco para úlceras por pressão na 
pessoa idosa hospitalizada. Revista de pesquisa cuidado é fundamental online. 
Teresina- PI, v. 15, n. 4, p. 650-8, Jul. 2014. Disponível em: 
. 
Acesso em: 10 out. 2017. 
 
 
WASHINGTON, D. C.NationalPressureUlcerAdvisoryPanel (NPUAP) anuncia uma 
mudança na terminologia de úlcera de pressão para lesão por pressão e atualiza os 
estágios de lesão por pressão. 2016. Disponível 
em:. Acesso em: 21 abr. 2017. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
APÊNDICE A 
 
Instrumento para coleta de dados 
 
A: Identificação 
Título do artigo:_________________ Título do periódico:_______________ 
Autores:_______________________Graduação:_____________________ 
Idioma:____________ Ano de publicação:___________________________ 
B. Instituição sede do estudo. 
Hospital: ( ) 
Universidade: ( ) 
Centro de pesquisa: ( ) 
Instituição única: ( ) 
Pesquisa multicêntrica: ( ) 
Outras instituições: ( ) Qual?______________________________________ 
Não identifica o local: ( ) 
C. Tipo de publicação: 
Publicação de enfermagem: ( ) Publicação médica: ( ) 
Publicação de outra área da saúde: _____________Qual? _________________ 
D. Características metodológicas do estudo 
1. Tipo de publicação 
1.1 Pesquisa 
( ) Abordagem quantitativa ( ) Delineamento experimental 
( ) Delineamento quase-experimental ( ) Delineamento não-experimental 
( ) Abordagem qualitativa 
1.2 Não pesquisa 
( ) Revisão de literatura ( ) Relato de experiência 
( ) Estudo de Reflexão 
( ) Outras: ____________________ 
2. Objetivo ou questão de investigação 
3. Amostra 
3.2 Seleção 65 
( ) Randômica ( ) Conveniência 
( ) Outra: ________________ 
44 
 
3.2 Tamanho (n) 
( ) Inicial __________ 
( ) Final ____________ 
3.3 Características 
Idade: _______________________Sexo: M ( ) F ( ) 
Raça:______________Diagnóstico:______________________ 
Tipo de cirurgia:______________ 
3.4 Critérios de inclusão/exclusão dos sujeitos:____________ 
4. Tratamento dos dados 
5. Intervenções realizadas 
5.1 Variável Independente:______________Dependente:______________ 
5.3 Grupo controle: sim ( ) não ( ) 
5.4 Instrumento de medida: sim ( ) não ( ) 
5.5 Duração do estudo:__________________________ 
5.6 Métodos empregados para mensuração da intervenção:______ 
6. Resultados: 
7. Análise 
7.1 Tratamento estatístico:_____________________________________ 
7.2 Nível de significância:______________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
ANEXOS A 
	FIOCRUZ- Fundação Oswaldo Cruz
	ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar
	NPUAP- National Pressure Ulcer Advisory Panel
	SOBEST- Associação Brasileira de Estomaterapia
	WASHINGTON, D. C.NationalPressureUlcerAdvisoryPanel (NPUAP) anuncia uma mudança na terminologia de úlcera de pressão para lesão por pressão e atualiza os estágios de lesão por pressão. 2016. Disponível em:1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 12 
1.1 Objeto de Estudo 14 
1.2 Objetivos do Estudo 14 
1.3 Justificativa e Relevância 14 
2 REFERENCIAL TEMÁTICO 16 
2.1 Classificação da lesão por pressão de acordo com a nova nomeclatura 16 
2.2 Complicaçoes das lesões por pressão 18 
2.3 Assistência de enfermagem aos pacientes com lesão por pressão 20 
3 METODOLOGIA 22 
4 RESULTADOS 24 
5 DISCUSSÕES 29 
5.1 Variáveis que favorecem o surgimento da lesão por pressão 29 
5.2 O conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão 
 por pressão 31 
5.3 Cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão 34 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 37 
 REFERÊNCIAS 38 
 APÊNDICES 
 ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
A lesão por pressão são definidas por tipos de estágios ou categorias, os 
estágios são classificados de 1 à 4, incluindo lesão por pressão não classificável, 
lesão por pressão tissular profunda, lesão relacionada a dispositivos médicos e 
lesão por pressão em membranas mucosas, porém quanto maior for o dano tecidual 
maior será o seu estágio de desenvolvimento e custo com seu tratamento, assim 
resultando em um cuidado diferenciado entre os pacientes acometidos por lesão 
(CALIRI et al., 2016). 
As lesões por pressão é um problema que pode afetar pacientes em contexto 
de vulnerabilidade, principalmente aquelas com objeção de movimento e pessoas 
com idade elevada. Estes fatores de risco levam a inquietação da equipe e do 
paciente tanto no meio hospitalar, em domicílio ou nas instituições de longa 
permanência para idosos, pois é necessário a prevenção do aparecimento a lesão, 
assim evitando suas dificuldades (FREITAS et al., 2011). 
Outros fatores para o desenvolvimento da lesão por pressão são os fatores 
extrínsecos e intrínsecos. As causas extrínsecas se formam através da pressão, 
umidade, fricção, e cisalhamento, porém as intrínsecas são variadas elas se 
desenvolvem através de doenças base como hipertesão, diabetes que elevam os 
valores do metabolismo prejudicando os tecidos, ela pode se iniciar a partir de uma 
incontinência urinária e fecal, nutrição inadequada entre outros que levam ao 
aparecimento da lesão por pressão (MENEGON et al., 2012). 
A lesão por pressão é um dano prejudicial para a saúde do paciente, a 
ocorrência de lesão por pressão nas instituições tem sido consideradas como um 
apontador para a qualidade da assistência de enfermagem prestada ao cliente, 
possibilitando realizar a análise da situação quanto a distribuição das lesões, os 
pacientes com maior vulnerabilidade e os locais em que a LPP se desenvolve com 
mais facilidade (SANTOS et al., 2011). 
A prevenção da lesão por pressão é visto como uma importante fator para a 
segurança do paciente no mundo globalizado, as lesões por pressão podem causar 
danos tanto para os pacientes como para as instituições de saúde (SIMÃO; CALIRE; 
SANTOS, 2013). 
Segundo o protocolo do Ministério da Saúde (MS) as medidas preventivas 
realizada pela equipe de enfermagem para as prevenções contra as lesões serão, a 
13 
 
avaliação de todos os pacientes na admissão, reavaliação diária de risco de 
desenvolvimento de LPP em todos os pacientes internados, inspeção diária da pele, 
manejo da umidade: manutenção do paciente seco e com a pele hidratada, 
otimização da nutrição e da hidratação, são algumas das medidas para minimizar a 
lesão por pressão. 
Os pacientes que apresentam maior risco de desenvolver LPP são pacientes 
com movimentação diminuida, incontinência urinária e fecal, nutrição inadequada e/ 
ou imunodeprimidos, modificação da compreensão sensorial e na vascularização 
periférica, com níveis de consciência modificado (MORO; CALIRE, 2016). 
Considerando- se que a formação da LPP no momento da internação, será 
um relevante sinal da qualidade da assistência ofertada, é esperado que seja 
realizado medidas para a prevenção com o objetivo de atuar no obstáculo. O êxito 
para a prevenção da LPP dependerá do conhecimento e prática do profissional da 
área sobre o conteúdo, especialmente da equipe de enfermagem que cuidam 
diretamente e de forma constante dos pacientes. Todavia, será imprescindível 
entender as causas individuais e institucionais que incentivaram a compreensão e 
evidências das equipes, dessa forma métodos podem ser planejados e utilizados 
nas entidades (MIYAZAKI; CALIRI; SANTOS, 2010). 
A equipe de enfermagem é a principal fonte de cuidado do paciente, portanto 
conhecer as causas, anormalidade e efeitos causadas pela lesão por pressão e 
saber que esta é uma dificuldade para o cliente institucionalizado, para o 
estabelecimento e para a sociedade, torna-se de grande relevância. Sabemos que 
esse acontecimento ultrapassa os cuidados de enfermagem, pois sua origem esta 
ligada a várias causas entre eles os fatores extrínsecos e intrínsecos 
correlacionados à idade, diminuição de mobilidade, condição nutricional e grau de 
consciência. Todavia ao ser realizado uma assistência direta pelo profissional ao 
enfermo e estarem com os pacientes 24 horas por dia, a equipe de enfermagem tem 
a responsabilidade de aplicar as medidas de prevenção ao cuidado através do 
protocolo de diretrizes, que tem o objetivo de evitar lesão por pressão (ROGENSKI; 
KURCGANT , 2012). 
A qualidade e segurança nas tarefas da saúde são características rigorosas, 
portanto os administradores e funcionários deste campo tem se responsabilizado em 
executar políticas e metas, com o propósito de responder as promessas e 
necessidades de seus pacientes (MELLEIRO et al, 2015). 
14 
 
1.1 Objeto do estudo 
 
Publicações científicas acerca da prevenção e cuidado de enfermagem ao 
paciente com lesão por pressão. 
 
1.2 Objetivos do estudo 
 
Identificar as publicações científicas acerca da prevenção e cuidado de 
enfermagem ao paciente com lesão por pressão. 
 
1.3 Justificativa e relevância 
 
A construção desta pesquisa se deu pela afinidade da autora com o tema 
lesão por pressão após participação em uma palestra como ouvinte, a mesma 
abordava o assunto e formas de prevenção da lesão, após esta participação pode-
se observar que os profissionais de enfermagem possuem pouco embasamento 
sobre o tema e principalmente sobre os métodos de prevenção e cuidados de 
enfermagem a pacientes com lesão por pressão, assim levando a uma má 
assistência de enfermagem ao paciente. 
A lesão por pressão é um assunto que vem sendo tratado a anos na literatura 
e nas instituições de saúde, pois um dos assuntos abordado com frequência sobre 
este tema é a segurança do paciente, a ocorrência da lesão se dar pelo motivo de 
falta de segurança com a integridade da pele entre outros fatores que estão ligados 
a fatores extrínsecos e intrínsecos. 
O estudo teve como objetivo entender como é a assistência a lesão por 
pressão, como ela se desenvolve no paciente, como o enfermeiro lhe dar com esse 
tipo de ferimento em relação a prevenção e assistência de enfermagem e quais os 
cuidados a serem tomados com os pacientes, e principalmente por ter observado 
que este é um tema que exige mais conhecimento do profissional enfermeiro, pois 
na prática este é um assunto vago, que não possui muito embasamento científico 
dos profissionais, principalmente sobre os tipos de coberturas corretas, tipos de 
desbridamento, nutrição, mudança de decúbito entre outros. 
Foi observado durante a leitura árdua dos artigos que o enfermeiro pode 
prestar uma assistência de qualidade ao paciente com fator de risco para lesão por 
15 
 
pressão através da utilização de técnicas adequadas, como por exemplo avaliar o 
grau de desenvolvimento para lesão através da escala de Braden, deixando de ser 
coadjuvante e assumindo o papel de enfermeiro qualificado no tema. 
Esse trabalho é relevante para nortear os profissionais da área da saúde em 
relação a lesão por pressão e para influenciar no desenvolvimento e construção de 
outraspesquisas científicas, além de servir como base para identificar as boas 
práticas do enfermeiro no conhecimentos e cuidado dos pacientes com lesão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
2 REFERENCIAL TEMÁTICO 
 
2.1 Classificação da lesão por pressão de acordo com a nova nomeclatura 
 
No dia 13 de abril de 2016, o NPUAP (National Pressure Ulcer Advisory 
Panel) anunciou a mudança na terminologia Úlcera por Pressão para Lesão por 
Pressão e a atualização da nomenclatura dos estágios do sistema de classificação 
(CALIRI et al., 2016) 
A nova terminologia lesão por pressão substituiu a antiga úlcera por pressão 
no Painel Consultivo da úlcera de pressão nacional do sistema de teste de lesões 
por pressão de acordo com o NPUAP. A alteração do termo vai descreve 
precisamente as lesões por pressão tanto na pele intacta quanto ulcerada, sendo 
assim as lesões por pressão são classificadas das seguintes maneiras 
(WASHINGTON, 2016). 
Segundo NPUAP (2016) a lesão por pressão estágio 1 será a pele íntegra 
com eritema não branqueável, a pele está íntegra com uma área localizada de 
eritema que não embranquece, pode aparecer dificilmente em pele de pigmentação 
escura. A presença de eritema branqueado ou com mudanças na sensação, 
temperatura ou consistência podem não ser vistas a mudanças visuais. As 
mudanças de cor não incluem a descoloração roxa ou marrom, que pode indicar 
LPP em tecidos mais fundos. 
Lesão em estágio 2 será a perda de espessura parcial da pele com exposição 
da derme, ocorre o rompimento da primeira camada da pele (epiderme) portanto, a 
exposição da derme. O leito da ferida é visível, com coloração rosa ou vermelho, 
úmido, podendo apresentar flictena com exsudato seroso intacto ou rompido, nesta 
lesão o tecido adiposo e os mais profundos não são visíveis, o tecido de granulação, 
esfacelo, e a escara também não estão presentes, estas lesões podem ser 
formadas pelo microclima e cisalhamento da pele sobre a pelve e no calcanhar. 
Entretanto este estágio não deve está ligada a dermatite associada à umidade, 
incluindo dermatite associada à incontinência (DAÍ), dermatite intertriginosa (DI), 
lesão de pele relacionada a dispositivo médico ou lesões traumáticas, lesão por 
fricção, queimaduras e abrasões (NPUAP, 2016). 
A lesão em estágio 3 será perda total da espessura da pele, possui perda 
total da pele na qual o tecido adiposo é visto na lesão. O tecido de granulação e a 
17 
 
borda despregada estão frequentemente visíveis. Esfacelo ou escara podem está 
presentes. A profundidade tecidual vai variar conforme a localização corporal, área 
de adiposidade significativa, que levam ao desenvolvimento de feridas profundas. O 
descolamento e tunelização no leito da ferida também podem ocorrer. Fáscia, 
músculo, cartilagens, ligamentos, tendões e osso ainda não estão expostos. Se o 
esfacelo ou escara cobrirem a extensão da perda tecidual, está será uma LPP não 
acessível (NPUAP, 2016). 
Lesão por pressão estágio 4 será a perda total da espessura da pele e perda 
tissular, ocorre a perda de pele em sua espessura total mais perda tissular com 
exposição da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso, esfacelo e 
escara podem ser visíveis nesta fase. Bordas despregadas, descolamentos ou 
tunelização ocorrem frequência. A profundidade pode variar de acordo a localização 
corporal. Se o esfacelo ou escara cobrirem a extensão de perda tecidual, ocorre 
uma LPP não acessível (NPUAP, 2016). 
A lesão por pressão não estadiável, ocorre a perda de espessura da pele em 
sua totalidade e de tecido em que o tamanho do dano no interior da LPP não pode 
ser confirmada pois está coberta de esfacelo ou escara. Se o esfacelo ou escara for 
removido, a LPP poderá ser visualizada em estágio 3 ou 4. Ainda considerado 
escara estável (ou seja, seca, aderente, intacta, sem eritema ou flutuação) sobre um 
membro isquêmico ou calcanhar que não deve ser retirado (NPUAP, 2016). 
Na lesão tissular profunda, ocorre descoloração persistente que não 
embranquece, de coloração vermelho escura, marrom ou roxa, podendo está intacta 
ou não, intacta com localização vermelho escuro persistente com descoloração 
marrom ou roxa ou com separação da epiderme leito da ferida escuro ou com 
flictena de sangue. Com presença de dor e mudanças de temperatura que leva a 
alteração na descoloração da pele e dificilmente em peles de pigmentação escura. 
Esta lesão é resultado de uma forças intensa, prolongada e cisalhamento sobre osso 
e músculo. A lesão pode evoluir de modo rápido mostrando a real dimensão da 
lesão tecidual, se o tecido necrótico, subcutâneo, tecido de granulação, fáscia, 
músculo ou outras estruturas subjacentes são visíveis, isso indica uma LPP de 
espessura completa não acessível, estágio 3 ou 4, (NPUAP, 2016). 
Ainda temos as definições adicionais sobre lesão por pressão que se divide 
em duas categorias. Lesão por pressão relacionada a dispositivo médico: está 
definição descreve uma etiologia, a LPP causada por dispositivo médico está 
18 
 
relacionada ao uso de dispositivos médicos com finalidade diagnóstica e terapêutica. 
A LPP resultante geralmente está em conformidade com o formato do dispositivo. A 
lesão deve ser estadeada usando o sistema de estadiamento. Lesão por Pressão 
em Membrana Mucosa: LPP em membrana mucosa é encontrada nas regiões 
recobertas por mucosas com a utilização um dispositivo médico nesse local, mas 
não pode ser categorizada devido à anatomia do tecido (NPUAP, 2016). 
 
2.2 Complicações das lesões por pressão 
 
As lesões por pressões são danos localizados na pele ou em tecidos moles 
subjacentes normalmente sob uma proeminência óssea ou a um dispositivo médico, 
esse tipo de lesão pode aparecer em pele integra ou lesão aberta, podendo ou não 
ser dolorosa. As lesões ocorrem como consequência de uma pressão intensa, 
prolongada ou em combinação ao cisalhamento, a transigência dos tecidos moles a 
pressão e ao cisalhamento, também pode ser abalada pela nutrição, perfusão, pelo 
clima, comorbidades e condições dos tecidos (WASHINGTON, 2016) 
Segundo a portaria do Ministério da Saúde, Anvisa e Fiocruz as lesões por 
pressão causam danos importantes aos pacientes, impedindo o procedimento de 
recuperação do organismo, podendo causar dor e provocando o avanço de 
infecções graves, podem estar ligada ao prolongamento das internações, sepse e 
mortalidade. Todos os enfermos devem ser avaliados na admissão, nesta avaliação 
devem ser observadas as fragilidades, vulnerabilidades e fatores de risco para a 
formação na pele. Para uma melhor avaliação do risco que o paciente sofre ao 
desenvolver lesão por pressão, deve ser utilizada a Escala de Braden Q (Pediátrica) 
para crianças de um à cinco anos e a Escala de Braden (Adulto) para indivíduo 
acima de cinco anos. Essas escalas deveram caracterizar o paciente sem risco, com 
baixo risco, moderado, com risco alto ou muito alto para desenvolver lesão por 
pressão, para ocorrer a classificação de risco deve-se observar que, quanto maior 
for o número da pontuação, menor será a classificação de risco para o 
desenvolvimento de lesão (BRASIL, 2013). 
A formação de uma lesão por pressão é causada pela combinação vários 
fatores, entre eles os mais importantes podem ser identificados na força ou peso 
sobre o tecido, no meio de uma estrutura óssea e a pele, levando a morte da célula 
tecidual (GOMES et al., 2010). 
19 
 
Os pacientes cirurgiados, com patologia gastrointestinais, com poucos dias de 
estadia na Unidade de Terapia Intensiva UTI, podem ser acometidos com o prazo 
em média de quatro dias para o aparecimento da LPP, afirmando que é de grande 
importância a prevenção e a monitorização do enfermo durante sua entrada e 
constantemente, assim ocorrendo uma observação regular do profissional de 
enfermagem relacionados aos fatores de risco para cadapaciente. Destaca-se que 
situações clínicas e metabólicas do cliente são afetadas e aumenta a promoção da 
lesão por pressão (BORGHARDT et al., 2015). 
A lesão por pressão pode afetar qualquer pessoa, porém o idoso manifesta 
alguns fatores para seu desenvolvimento, que pode piorar no decorrer ou 
posteriormente a internação, como a frequência de comorbidades, questões 
relacionadas a nutrição e deficiência na cognição . As recomendações durante a alta 
são de grande importância para reduzir a formação da LPP na moradia do paciente. 
Normalmente durante a internação do paciente o profissional dedica sua instrução 
para a comorbidade atual do paciente esquecendo das recomendações quanto a 
prevenção da LPP em casa. Lembrando que a fiscalização dos profissionais da 
Unidade Básica de Saúde estão focadas no acompanhamento do paciente após a 
hospitalização, desta forma a LPP só recebera atenção quando já estiver em fase 
avançado assim necesitando de zelo mais complexos (MORAES et al., 2012). 
Apesar de não ter descoberto ligação significativa entre a idade dos pacientes 
com a LPP, caberá destacar a importância de todos os profissionais na prevenção 
e tratamento da LPP nos idosos, especialmente o paciente frágil, com imobilidade e 
desnutrição. Diminuir ocorrência de LPP interligada com envelhecer da população 
representa uma desafio para os funcionários e para a saúde, portanto a educação 
continuada ofertada pela equipe multiprofissional é indispensável para uma 
assistência de qualidade (MATOZINHOS et al., 2017). 
De acordo com o Instituto de Saúde de Gestão Hospitalar ISGH (2014) a 
defesa da plenitude tecidual é vista como indicador de qualidade, porém a existência 
de lesão ou prilesão podem estar ligada ao tempo prolongado das internações, 
trabalho excessivo dos profissionais de saúde e ao custo gerado ao hospital, a lesão 
pode afetar o ser humano em qualquer fase da vida por este motivo devemos 
sempre estar atentos a área da neonatologia, pediatria, adulta e geriatria, pois os 
mesmo são mais frágeis as lesões. Este tipo de lesão pode ser aguda ou crônica, 
20 
 
primaria ou secundária a outras enfermidades, causadas por quadros clínicos ou 
cirúrgicos, ligadas ou não a doenças não transmissíveis como hipertensão, diabetes. 
De acordo o estudo realizado durante este projeto no site da NPUAP National 
Pressure Ulcer Advisory Panel (2016) foi verificado que para evitar lesões por 
pressão são necessários realizar algumas técnicas para sua prevenção como por 
exemplo avaliação de risco, cuidado com a pele, nutrição, reposicionamento e 
mobilização e educação. 
 
2.3 Assistência de enfermagem aos pacientes com lesão por pressão 
 
A qualificação da assistência de saúde está tornando-se largamente debatida 
no ambiente nacional e internacional, devido aos grandes gastos com manutenções 
dos trabalhos, dos poucos fundos acessíveis e o envelhecer da população. É 
necessário destacar que a qualidade assistencial ofertada vem sendo observada 
bem como o surgimento das lesões de pele, considerando o trabalho que melhor irá 
prevenir e não aquele que irá tratar mais. Sugere- se que a excelência da prevenção 
da LPP é largamente instruído aos saberes e agilidade dos trabalhadores da saúde 
sobre este tema, tornando-se obrigatório o entendimento de motivos pessoais e 
organizações que dominam a sabedoria e a utilização das comprovações técnicas 
(CAMPANILI et al., 2015). 
Os enfermeiros na circunstância de supervisor do cuidado de enfermagem, 
tem se tornado o responsável em antecipar e providenciar funcionários, 
equipamentos e infraestrutura, fundamentando em provas cientificas para 
estabelecer ações de prevenção de LPP. Portanto quando o surgimento da LPP é 
inexorável, será indispensável a utilização de intervenções terapêuticas apropriadas 
com a finalidade de diminuir os resultados e impedir o progresso de sua gravidade 
(LIMA et al., 2016). 
A equipe de enfermagem desenvolve uma atividade essencial para se 
prevenir a lesão por pressão tendo como objetivo controlar os fatores que levam ao 
seu desenvolvimento como a pressão, fricção, cisalhamento e umidade, sendo 
assim as causas que levam a lesão pode estar ligado ao cuidado de qualidade, 
entretanto como sabemos o enfermeiro é a peça chave para se prevenir e tratar a 
lesão, portanto o envolvimento de toda a equipe será de fundamental importância 
21 
 
para a cura do paciente, sabemos também que as causas intrínsecas são de 
dificultoso manuseio podendo desencadear uma lesão assim necessitando do 
envolvimento toda a equipe e uma assistência qualificada (SILVA; DICK; MARTINI, 
2012). 
No intuito de proporcionar a segurança do enfermo, a prevenção da lesão por 
pressão vem sendo ponto de apreensão de gerentes e trabalhadores da saúde. 
Acrescentando-se este fato para o sustento da organização, as empresas de saúde 
além de proporcionar um atendimento qualificado, será necessário aprimorar seus 
custos com as assistências (INOUE; MATSUDA, 2016). 
A lesão por pressão é capaz de se tornar um problema dificultoso de ser 
solucionado, ela pode causar dor, levar a deformação e a cura em longo prazo, 
contudo a realização de uma assistência eficaz e exclusiva, leva a diminuição do 
impacto danoso e acelera o processo de cura, levando a tranquilidade do enfermo 
(FREITAS et al., 2011). 
Além disto, deve ser garantido o dimensionamento da enfermagem nas 
empresas de saúde que consiste não somente na utilização da escala, também na 
execução de providências na prevenção para lesão por pressão, como mudança de 
decúbito, utilização de materiais fundamentais como por exemplo colchões 
adequados e equipe multidisciplinar interligada para a prestação de cuidados 
diferentes aos enfermos com mais riscos (MATOZINHOS et al., 2017). 
A elaboração de parâmetros de qualidade para a análise do trabalho de 
saúde requer fundamentos em referências teóricas, sob a visão divergente de quais 
os princípios benéficos das organizações institucionais, dos meios de serviços e da 
conclusão da assistência que serão resgatados e investigados. Os princípios da 
assistência constituem uma técnica de mensurar e de registar os acontecimentos, 
contribuindo para a investigação das causas, resultados e ações de prevenção 
(MELLEIRO et al., 2015). 
Diante a tudo que já foi abordado acima, sabemos que para a ocorrência uma 
assistência de qualidade, devemos ter um eficiente gestão na atividade de cura e 
prevenção da lesão por pressão, para que ocorra um gerenciamento adequado será 
de fundamental importância que o enfermeiro esteja atualizado em relação a forma 
de cuidado, a pesquisa e que esteja ciente de sua importância na atividade diária 
(SOUZA et al., 2010). 
 
22 
 
3 METODOLOGIA 
 
O estudo em questão trata-se de uma revisão integrativa, onde a pesquisa 
teve como objetivo identificar a prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente 
com lesão por pressão. Para a realização dessa pesquisa foi necessária a consulta 
na base de dados da biblioteca virtual em saúde onde teve como suporte as 
produções cientificas publicadas entre 2013 a 2017. 
Durante a pesquisa dos artigos ouve um questionamento sobre qual 
nomenclatura deveria ser pesquisada para a elaboração deste trabalho, pois no ano 
de 2016 ouve a mudança de úlcera por pressão (UPP) para lesão por pressão (LPP) 
e na tentativa de resgatar os artigos anteriores a mudança de nomenclatura foram 
pesquisados artigos com a terminologia UPP, e para resgatar os artigos atuais foram 
pesquisados artigos com a nova nomenclatura LPP, assim ocorrendo a utilização 
dos dois termos úlcera e lesão para a elaboração da pesquisa, pois os dois 
respondiam os questionamentos da pesquisa. 
A busca dos estudos aconteceu no período Agosto á Outubro de 2017, 
através do acesso online a partir dos descritores seguintes: lesão por pressão 
(Ulcera por pressão), prevenção e enfermeiro nas bases dedados eletrônicas 
Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde - LILACS, Scientific 
Electronic Library Online - SCIELO, Base de Dados De Enfermagem - BDENF, 
utilizando os descritores de acordo com os Descritores em Ciências da Saúde 
(DECS). 
Os critérios de inclusão estabelecidos são artigos desenvolvidos no Brasil, 
publicados em idioma português, terem sido redigidos na forma de artigos, 
publicados nos anos de 2013 a 2017, contendo artigos completos disponível nas 
bases de dados, e que estiverm relacionados com o tema. 
Dentro dos critérios de exclusão foram eliminados duplicidades de artigos em 
bases de dados diferentes, artigos que não completavam com a temática como por 
exemplo: tratamento, tipos de coberturas entre outros que não abordassem o tema 
prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com lesão por pressão e todas 
as pesquisas que estavam em língua estrangeira. 
Foi elaborado um roteiro estruturado para a coleta de dados, realizado para a 
construção deste estudo tendo objetivo de coletar os trabalhos científicos que 
23 
 
abordassem sobre o tema prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com 
lesão por pressão. 
Neste estudo foram utilizados dados devidamente referenciados, identificando 
e respeitando seus autores, observando rigor ético quanto aos textos científicos 
pesquisados à propriedade intelectual e as demais fontes de pesquisas, no qual se 
diz respeito ao uso do conteúdo e de citações das obras consultadas. 
 A revisão integrativa de literatura é um método que proporciona a síntese de 
conhecimento e a incorporação da aplicabilidade de resultados de estudos 
significativos na prática , diante da necessidade de assegurar uma prática 
assistencial embasada em evidências científicas, a revisão integrativa tem sido 
apontada como uma ferramenta ímpar no campo da saúde, pois sintetiza as 
pesquisas disponíveis sobre determinada temática e direciona a prática 
fundamentando-se em conhecimento científico. (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 
2010). 
Inicialmente para a realização da pesquisa foram utilizados os descritores 
sem a utilização dos filtros , obtendo-se 74.255 mil referências de artigos, porém 
quanto utilizado os filtros Brasil, português e ano de 2013 a 2017 ouve uma filtragem 
para diminuir a quantidade da amostra a ser pesquisada, obtendo 3.561 mil artigos, 
sendo 1.954 mil na Scielo, 1.110 mil na Lilacs, e 497 na BDENF. 
Nos critérios de inclusão aplicaram-se após uma análise minuciosa das 
referências e utilizando-se a combinação de descritores controlados, estruturados e 
organizados para facilitar o acesso à informação cadastrados nos Descritores em 
Ciências da Saúde (DECS), onde foram encontrados 13 artigos que totalizaram de 
posse das fontes selecionadas, no qual foi realizada uma leitura e intepretação para 
a sistematização da reflexão, que permitiu a identificação das categorias seguintes: 
aspecto que favorecem o surgimento da lesão por pressão, o conhecimento do 
profissional de enfermagem acerca da lesão por pressão, cuidados de enfermagem 
na prevenção da lesão por pressão. 
 
 
 
 
 
 
24 
 
4 RESULTADOS 
 
A pesquisa iniciou-se no cadastro do Descritores em Ciências da Saúde 
(DECS) com os descritores estabelecidos: enfermeiro, lesão por pressão e 
prevenção, após a confirmação dos descritores partiu- se para a procura nos bancos 
de dados SCIELO, LILACS e BDENF, onde obtendo-se 74.255 mil publicações sem 
a utilização de filtros. 
Após o levantamento destas publicações cientificas, mencionando os 
descritores selecionados partiu-se para a seleção dos artigos. Das 74.255 mil 
referências que foram encontrada, 70.694 mil artigos não fazem parte do tema 
proposto e não se encaixam dentro dos critérios de inclusão de artigos publicados 
no Brasil, em língua portuguesa, e nos anos entre 2013 a 2017, restando após está 
análise 3.561 mil artigos. Os resultados destas seleções encontram-se 
representadas no quadro 01. 
 
Quadro 01 - Publicações encontradas nas bases de dados Scielo , Lilacs e Bdenf 
com os descritores estabelecidos sem a utilização de filtros e com a utlização de 
filtragem . 
Bancos de dados Descritores Artigos sem filtros Artigos com filtros 
Scielo Enfermeiro 
Lesão por pressão 
Prevenção 
1.926 
188 
8.342 
436 
48 
1470 
Lilacs Enfermeiro 
Lesão por pressão 
Prevenção 
6.222 
851 
47.965 
229 
12 
869 
Bdenf Enfermeiro 
Lesão por pressão 
Prevenção 
4.969 
184 
3.608 
196 
50 
251 
Total 
 
74.255 3.561 
Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
Após a utilização dos filtros estabelecidos em cada base de dados, foi 
utilizado junto a eles o agrupamento dos descritores controladores através do AND, 
destes 3.520 mil artigos foram excluídos, pois não se enquadram nos critérios de 
inclusão dessa revisão integrativa de literatura ou não possuíam relação com o 
tema, restando 41 artigos. 
25 
 
Ao analisar estes 41 artigos, foi realizada a leitura minuciosa de todos os 
resumos e separados aqueles que tinham relação os objetivos da pesquisa e com a 
temática sobre prevenção e cuidados de enfermagem aos paciente com lesão por 
pressão, onde verificou-se que 24 artigos não respondiam a questão norteadora e 
04 estudos repetiam-se em duas bases de dados diferentes. Portanto, 28 artigos 
foram excluídos, restando apenas 13 artigos que serviram para estruturar a revisão 
integrativa. A conclusão deste resultado esta representada no quadro 02. 
 
Quadro 02- Resultado dos artigos utilizados nos 03 bancos de dados Scielo, Lilacs e 
Bdenf quanto as combinações dos descritores. 
Banco de Dados 
 
Descritores combinados 
 
Nº Artigos 
 
Scielo/ Lilacs/ Bdenf 
 
Lesão por pressão and 
Prevenção 
10 
Scielo/ Lilacs/ Bdenf 
 
Lesão por pressão and 
Enfermeiro 
2 
Scielo/ Lilacs/ Bdenf 
 
Enfermeiro and 
Prevenção 
1 
Total 
 
13 
Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
Quanto ao ano das publicações dentro do período 2013 - 2017 relacionadas a 
temática prevenção e cuidado de enfermagem ao paciente com lesão por pressão 
consta a distribuição no quadro 03: 
 
 Quadro 03 - Distribuições das publicações entre os anos de 2013 a 2017. 
ANO Nº de Artigos % 
2013 1 7,7 % 
2014 6 46,1 % 
2015 2 15,4 % 
2016 3 23,1 % 
2017 1 7,7 % 
Total 13 100% 
 Fonte: Elaborado pelo autor. 
Conforme apresentados no quadro 03, as publicações selecionadas que teve 
maior frequência foram no ano de 2014, seguidas pelas contidas nos anos de 2015, 
2016 e 2017. Tendo menor frequência de estudo publicado no ano de 2013 e 2017. 
26 
 
Durante a pesquisa foram obtidos 13 trabalhos científicos, após serem lidos 
na integra e distribuídos em um quadro de forma resumida as seguintes áreas: ano, 
autores, títulos, e tipos de estudo. Os artigos foram enumerados do número 01 a 13 
para facilitar a análise de identificação das etapas lidos agrupados em eixos 
temáticos. 
 
Quadro 04- Distribuições das publicações científicas com título, ano, autor e 
tipo de estudo. 
Nº Ano Título Tipo de estudo Autores 
01 2014 Úlcera por pressão no 
período transoperatório: 
ocorrência e fatores 
associados 
 Estudo 
retrospectivo 
SARAIVA ;PAULA 
;CARVALHO 
02 2016 Prevenção de úlceras por 
pressão em unidade de 
terapia intensiva: um relato 
de experiência 
Estudo descritivo RIOS et al., 
03 2014 Caracterização e fatores de 
risco para úlceras por 
pressão na pessoa idosa 
hospitalizada 
Descritivo VIEIRA et al., 
04 2017 Estratégias de enfermagem 
na prevenção de úlceras por 
pressão na terapia 
intensiva: revisão integrativa 
Revisão integrativa BENEVIDES et 
al., 
05 2015 Prevenção e tratamento de 
úlceras por pressão: análise 
de literatura brasileira 
Revisão integrativa 
de literatura 
 
SOUSA 
06 2016 Ações preventivas em 
úlceras por pressão 
realizadas por enfermeiros 
na atençãobásica 
Investigação 
descritiva de corte 
transversal 
 VIEIRA et al., 
 
07 2013 Prevenção e tratamento de 
úlceras por pressão no 
cotidiano de enfermeiros 
intensivistas 
Estudo 
exploratório, 
ROLIM et al., 
08 2014 Prática do enfermeiro 
intensivista no tratamento 
de úlceras por pressão 
Estudo descritivo DANTAS et al., 
27 
 
09 2014 Avaliação do risco de úlcera 
por pressão em UTI e 
assistência preventiva de 
enfermagem 
Estudo transversal BARBOSA; 
BECCARIA; 
POLETTI 
10 2014 Avaliação do risco para 
úlcera por pressão em 
unidades de terapia 
intensiva: uma revisão 
integrativa 
Revisão integrativa ALVES ;BORGES; 
BRITO 
11 2014 Alterações dos parâmetros 
hematológicos em 
pacientes portadores de 
úlcera por pressão em um 
hospital de longa 
permanência 
Estudo 
Prospectivo 
NEIVA et al., 
12 2016 Ações de enfermagem 
antes e após um protocolo 
de prevenção de lesões por 
pressão em terapia 
intensiva 
Estudo 
observacional, 
prospectivo, 
comparativo, do 
tipo antes e 
depois, 
VASCONCELOS; 
CALIRI 
13 2015 Desenvolvimento do 
diagnóstico de 
enfermagem risco de úlcera 
por pressão 
Revisão integrativa 
da literatura 
SANTOS et al., 
 
Fonte: Elaborado pelo autor. 
 
Os estudos seguintes se distribuem quanto ao tipo de estudo no qual das 13 
publicações escolhidas, 04 são do tipo descritivo , 04 do tipo revisão integrativa, 01 
do tipo retrospectiva, 01 do tipo estudo transversal, 01 do tipo exploratório, 02 do 
tipo estudo prospectivo. 
Os títulos mostram que dentre das publicações apresentam 06 artigos que 
abordam os tipos de prevenção das lesões por pressão nos pacientes, 02 aborda 
avaliação de risco de LPP em UTI , 01 sobre LPP no período transoperatório, 01 
sobre caracterização e fatores de risco de LPP em idosos hospitalizados, 01 prática 
do enfermeiro intensivista no tratamento da LPP, 01 sobre desenvolvimento do 
diagnóstico de enfermagem risco para LPP, 01 sobre alteração dos hematológicos 
em pacientes com LPP. Os 13 artigos pesquisados selecionados foram todos 
elaborados por pesquisadores da área de enfermagem. 
28 
 
Tendo estes resultados nos trabalhos publicados entre 2013 a 2017, segue a 
discursão da organização das ideias centrais dos autores e com os desfechos dos 
estudos, estruturando sob forma de eixo temático em categorias: Variáveis que 
favorecem o surgimento da lesão por pressão; O conhecimento do profissional de 
enfermagem acerca da lesão por pressão; Cuidados de enfermagem na prevenção 
da lesão por pressão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
5 DISCUSSÃO 
 
5.1 Variáveis que favorecem o surgimento da lesão por pressão 
 
Ao analisar o retrato do idoso internado, bem como as circunstâncias 
patológica presente e a detecção das causas de ameaça, torna-se mais simples o 
preparo e organização das atividades preventivas da enfermagem em correlação a 
formação das lesões por pressão. Entre outros indicadores de risco reconhecidos, 
podemos identificar que o surgimento de lesão por pressão em pacientes idosos, 
está ligada a mudanças do envelhecimento, utilização de medicamentos como anti-
hipertensivos, analgésicos, anticoagulantes e outra patológica como hipertensão. A 
existência de outras causas também devem ser reconhecidos principalmente com os 
pacientes idosos, como por exemplo amaçado da roupa de cama, vermelhidão e 
diminuição da elasticidade da pele (VIEIRA et al., 2014). 
Ao investigar os perigos e as causas ligadas as peculiaridades dos enfermos 
para crescimento da LPP, podemos verificar que a lesão possui múltiplos fatores e 
que pessoas com idade avançada, não deve-se considerar como causa autônoma 
para prever o perigo a determinada lesão por pressão. Sendo assim há a obrigação 
de analisar cada paciente de forma integral, visto que em sua pesquisa os 
procedimentos cirurgicos eram de pequeno, médio e grande dimensão, ocorrendo 
mudança entre tempo da cirurgia e como consequência a exibição da pele. É 
incontestável que as doenças anteriores possam influenciar no desenvolvimento da 
LPP em algumas pessoas, portanto também foi verificado que pessoas sem 
doenças anteriores desenvolveram lesão por pressão (SARAIVA, CORRÊA, 
CARVALHO, 2014). 
Percebe-se que as pessoas mais acometidas pela lesão por pressão são os 
pacientes idosos entre as faixas de 60 a 70 anos, estando em condição 
hospitalizadas principalmente para a realização procedimento cirúrgico, sendo 
portadores de doenças crônicas como hipertensão, diabetes entre outros e em uso 
de medicações continuas, pois as mesmas são fatores que aumentam o 
desenvolvimento da lesão por pressão no idoso hospitalizado. 
As causas intrínsecas que estão interligados as situações do cliente, podem 
ser destacando principalmente a falta de movimentação, pacientes com idade 
avançada, a situação nutricional (obesidade e desnutrição), umidade, baixo grau de 
30 
 
perfusão, oxigênio no tecido e hemoglobina sérica, perda de água do organismo, 
elevação de temperatura corporal, patologia do sistema circulatório, pitador e 
inchaço. Os fatores são diversos com isto é importante que o enfermeiro análise 
cuidadosamente a condição geral do cliente para distinguir os mais 
indefesos(SANTOS et al., 2015). 
As causas intrínsecas para a formação da lesão por pressão LPP, agem na 
totalidade e estruturação do tecido e em sua infraestrutura interior dependendo da 
duração da cicatrização, outros fatores para formação da lesão serão a situação 
nutricional, grau de consciência, idade elevada, incontinência urinária e fecal, 
movimentação restrita ou inexistente, quanto ao peso corporal pode ocorrer a 
redução de massa adiposa e diminuição na proteção de proeminência óssea, 
enfermidades como hipertensão, diabetes, doenças vasculares entre outras e 
utilização de medicações como antibióticos, imunossupressores e betabloqueadores 
(VIEIRA et al., 2016). 
Como já sabemos a lesão por pressão pode ser causada por diversos fatores 
intrínsecos, entre eles foi percebido que as causas mais frequentes estão 
relacionadas a falta de movimentação no leito, idade avançada, a questão nutricional 
dos pacientes e principalmente em relação a umidade da pele devido a eliminações 
fisiológicas, entre outros fatores , pois as causas de uma lpp podem ser diversas, e 
para que não ocorra o desenvolvimento da lesão, os profissionais devem estar 
sempre atentos a todos os fatores de riscos. 
Outra variante para o desenvolvimento da lesão por pressão será a duração 
das cirurgias, está descoberta estar relacionada a falta de mobilização do paciente 
na mesa cirúrgica, devido a utilização de perneiras e braçadeiras, ao procedimento 
anestésico pois o mesmo causa a imobilidade do paciente durante a cirurgia, 
levando a um provável surgimento de lesões (ALVES, BORGES, BRITO, 2014). 
Em sua pesquisa foi possível analisar os atributos dos enfermos que 
evoluíram a ter lesão por pressão, no centro cirúrgico foi identificado que a maioria 
dos pacientes eram do sexo masculino, com faixa etária de 65 anos, os mesmos 
possuíam doenças de bases como hipertensão (HAS) e diabetes (DM). O 
posicionamento cirúrgico mais prevalente para a formação da lesão por pressão foi 
decúbito dorsal horizontal, a administração de anestesia também será um dos 
indicadores a LPP, portanto boa parte dos enfermos foram identificados com algum 
risco para formação de LPP. Foi identificado que maioria das LPPs estavam em 
31 
 
estágio 1, com formação na região sacral. Portanto o método mais utilizado para a 
prevenção da LPP neste trabalho foi a utilização dos coxins em 42% dos pacientes 
(SARAIVA, CORRÊA, CARVALHO, 2014). 
O procedimento cirúrgico é um grande indicador para a formação da lesão, 
pois a falta de movimentação do paciente na mesa cirúrgica devido a utilização de 
perneiras, braçadeiras e até mesmo da posição que o paciente é colocado para o 
procedimentopodem ser as principais causas, a duração dos procedimentos 
também pode ser um grande influenciador pois o tipo de anestesia utilizada pode 
prolongar a restrição de movimento do paciente. 
É viável a identificação de fatores extrínsecos principalmente na utilização de 
lenções não esticados da forma adequada, a não realização de trocas de lenções, 
em pele não totalmente seca, no atrito entre pele e outra superfície, o fato de o 
paciente está na mesma posição por um período maior que 2 horas, não alternância 
de posição e a restrição de movimento no leito (SOUSA, 2015). 
Outro fator extrínseco importante é a pressão, fricção e cisalhamento, eles 
possuem um resultado interligado a força, intervalo de tempo e a capacidade do 
tecido de suportar uma determinada pressão. A tensão por longo tempo leva a 
destruição dos tecidos moles, assim levando a danificação da pele, músculos entre 
outros podendo atingir o osso do paciente, está fase já é considerada como uma 
lesão por pressão crônica, ocorrendo assim a danificação das áreas mais fundas 
(SANTOS et al., 2015). 
Os fatores extrínsecos são resultados da pressão exercido do corpo sobre 
uma superfície, está força é o resultado do peso do paciente contra um leito, uma 
cadeira. O reflexo da fricção pode ser causada por diversos fatores um deles é o 
esfregar da pele contra um tecido e/ou os lenções, pois normalmente estes são os 
principais causadores do rompimento da pele. 
 
5.2 O conhecimento do profissional de enfermagem acerca da lesão por 
pressão 
 
A procura de um melhor indício acessível em vínculo com a assistência de 
enfermagem eficiente, para cuidado com a lesão por pressão nas unidades de 
terapia intensiva, fica entendido que a medida realizado pelo profissional com o zelo 
da pele do enfermo em situação crítica devera ser desenvolvido com alicerce de 
32 
 
uma avaliação criteriosa e individual, lembrando que a singularidade de cada 
internação será fundamental. Para que está análise ocorra, será indispensável que o 
enfermeiro possua uma base científica para que ocorra as condutas eficientes e que 
respondam as exigências de cada enfermo (BENEVIDES et al., 2017). 
Conhecendo a veracidade dos fatos compete ao profissional interceder de 
modo adequado na intervenção ao cliente, para que o mesmo possa ser 
acompanhado de forma individual e humana, com a finalidade de diminuir as causas 
de crescimento da lesão por pressão com o apoio de protocolos que tem o objetivo 
de diminuir a formação da lesão por pressão (ALVES, BORGES, BRITO, 2014). 
É possível identificar que para a redução da lesão por pressão será 
necessário que o profissional enfermeiro veja o paciente como um ser individual e 
não como algo coletivo, que ele avalie o paciente de forma rigorosa e que de fato o 
paciente seja visto de forma humanizada e para que esta avaliação do paciente 
ocorra da melhor forma possível será necessário que o enfermeiro possua um 
alicerce para a tomada de decisão com o enfermo. 
Entre varias circunstâncias verificou-se que o curativo é o método de 
assistência mais utilizado pelos profissionais da enfermagem, descrevendo esté 
método e solução a diversas realização de curativos. Conquanto tenha sido 
destacado, deve- se destacar sua relevância a situação evidenciada e sua obrigação 
indispensável para manter a fisiologia da LPP. O curativo é excelente sempre que 
ele trata o ferimento, quando não produz efeito nefastico sobre os tecidos biológicos 
e promove a hidratação da pele habilmente, a circunstância em que o leito da LPP 
se encontra e a funcionalidade desejada de cada tratamento vai indicar o melhor 
bandagem a ser utilizado no paciente (ROLIM et al., 2013). 
Em frente ao que foi exibido verificou-se que o enfermeiro esta delimitado na 
terapêutica da lesão por pressão na UTI, portanto foi observado que o enfermeiro 
limita o tratamento da lesão por pressão somente a mudança de curativo e ao uso 
das coberturas, mas sabemos que para uma LPP seja tratada da forma correta é 
necessário que o fator causador seja eliminado, portanto a pressão da pele contra a 
cama, ossos, roupas entre outros (DANTAS et al., 2014). 
O curativo é um dos métodos mais abordado na assistência de enfermagem a 
paciente com lesão por pressão, portanto para que seja utilizado de forma correta o 
profissional deve analisar o tipo correto de curativo e as coberturas utilizadas, pois 
33 
 
dependendo do material utilizado a mesma possui varias funções na cicatrização da 
lpp, podendo levar a melhoria da lesão. 
Foi diagnosticado que os profissionais de enfermagem possuíam uma 
deficiência quando se falava de lesão por pressão. Quando se abordado as causas 
de risco para a formação da lpp, muitos trabalhadores não relacionavam que 
umidade, força do cisalhamento, inchaço e patologias crônicas seriam causadoras 
da LPP. Também verificou-se que os funcionários possuíam um conhecimento 
errado acerca das etapas das lesões, por tanto foi percebido que eles possuíam um 
entendimento sobre o que seria cada fase da lesão (RIOS et al., 2016). 
As patologias crônicas não contagiosa possuem um fator primordial para os 
problemas principalmente se interligada aos paciente debilitados, pois amplia a 
ameaça de formação de uma lesão por pressão. Assim sendo necessário uma 
fiscalização e atenção constante para as possíveis consequências, pois a mesma 
pode levar a inaptidão funcional (VIEIRA et al., 2014). 
Verificou-se que os enfermeiros possuíam uma dificuldade em identificar as 
prováveis causas da lesão por pressão entre estas causas as patologias crônicas 
influenciavam sua formação, pois os pacientes ficam com a estrutura da pele mais 
fragilizadas se interligadas a outras doenças principalmente hipertensão e diabetes. 
Em uma entrevistas com profissionais foram relatados obstáculos referentes 
aos funcionários, principalmente com inexistência de trabalhadores especializados e 
em relação a disposição de uns na realização do trabalho, e com a questão dos 
matérias utilizados, pois a ausência do mesmo interfere no reposicionamento 
apropriado e bem-estar do cliente. Portanto é importante destacar que a habilidade 
com o zelo ao enfermo grave, será um privilégio referente ao desenvolvimento de 
condição conveniente ao serviço, ou seja relacionado a quantidade de pessoas, a 
qualidade dos funcionários e a disposição de materiais físicos e equipamentos para 
a oferta de uma assistência do trabalho e uma atividade diferente da real 
necessidade do enfermo (ROLIM et al., 2013). 
A extensão dos resultados provocados pela lpp, será importante uma 
atualização de toda a equipe profissional, tendo enfoque para a enfermagem. Como 
já sabemos para que ocorra uma prevenção qualificada será necessário que o 
profissional tenha um embasamento sobre a causa da lesão e que ele conheça a 
situação da entidade. O trabalhador da área da saúde deverá possuir um 
conhecimento específico sobre a lesão e deve colocar em prática esse 
34 
 
conhecimento para que ocorra um suporte qualificado. Para que ocorra um 
atendimento de qualidade na prevenção da lpp é necessário que as entidades 
hospitalar tenham profissionais e equipamentos suficientes, assim diminuindo as 
consequências das lesões no cliente, familiares, na equipe e em toda organização 
de saúde (RIOS et al., 2016). 
Fica evidente que para uma assistência de qualidade ao paciente, é 
necessário que os hospitais contratem recursos humanos qualificados com 
embasamento científico e prático, sobre o que é lesão por pressão, como prevenir, 
saber os métodos de tratamento adequado para cada estágio da lesão e que os 
mesmos possuam material disponível nas instituições para um cuidado de 
qualidade. 
 
5.3 Cuidados de enfermagem na prevenção da lesão por pressão. 
 
A hidratação da epiderme e da derme do enfermo é um método de prevenção 
a ser orientado para diminuir o desenvolvimento de ameaça de LPP, de acordocom 
estudos pode se perceber que doente subordinado à hidratação demonstraram 
escores superiores de modo com os que não tiveram. O valor que foi estabelecido 
relativo ao exame de verificação são vistos como causadores de perigo, todavia a 
pele do idoso possui varias transformações, a atrofia da derme, redução da função 
de barreiras elevando assim o risco de lesão por pressão entre outros (BARBOSA, 
BECCARIA, POLETTI, 2014). 
A utilização e a aplicação de hidratação passou a ser utilizado como mais 
periodicidade em várias localizações corporais a partir da aplicação de protocolo, 
enfatizando assim que os funcionários mudaram as condutas de assistência a pele 
dos doentes (VASCONCELOS, CALIRI, 2017). 
A hidratação da pele é fundamental para a preservação dos tecidos 
principalmente dos idosos, pois os mesmos possuem vários tipos de fragilidades 
relacionados a varias situações, a hidratação do tecido pode ocorrer de várias 
formas como por exemplo hidratação oral com água, sucos e/ ou com a aplicação de 
hidratantes na camada de pele. 
Para os profissionais de enfermagem, a análise consiste em medir o estágio 
de profundidade do ferimento, característica fundamentais para a analisar a escolha 
da cobertura adequada a ser aplicada logo após a avaliação primária, pois os 
35 
 
profissionais escolhiam a cobertura de acordo com as que possuía disponíveis no 
hospital. Alguns dos profissionais observaram os produtos disponíveis na instituição 
como um dos fatores que impediam as intervenções, os principais matérias 
farmacológicos observados nos curativos foram ácidos graxos essenciais, fibras de 
alginato, hidrogéis, papaína e colagenase (DANTAS et al., 2014). 
O progresso da lesão por pressão a terapêutica com colagenase ou 
sulfadiazina de prata foi guiada através da extensão da lpp, no decorrer de um 
determinado tempo de oito semanas. Entretanto ouve um maior número de 
enfermos com diminuição da extensão do ferimento, quando comparado a região 
antes e após a utilização de fármacos não foi verificado mudança, ainda falando da 
diminuição da lesão não ouve distinção entre a colagenase e a sulfadiazina de prata 
(NEIVA et al., 2014). 
Observou- se que as pomadas utilizadas para os curativos devem ser 
analisadas dependendo da situação da ferida e quanto as condições dos hospitais 
quanto a compra deste material, pois os profissionais na maioria das vezes utilizam 
o material disponível para a realização do curativo, para não deixar aquela lesão 
exposta. 
Em sua pesquisa foi observado que a idealização e a execução de um 
protocolo com orientações para precaução da lesão incentivou o desempenho dos 
funcionários na UTI, pois depois da implementação de formalidade os atos 
preventivos foram utilizadas como mais regularidade. Aconteceram alterações nas 
rotinas dos funcionários de enfermagem foram vistas tanto quanto durante a 
avaliação do enfermo que estão sujeitos a agravo de integridade da pele podendo 
citar comportamentos através da realização do banho no leito, recomendada para 
evitar fontes de risco (VASCONCELOS; CALIRI, 2017). 
Quando relacionamos as normas estabelecidas pelo MS, relacionando aos 
fatores agravantes com as medidas elaboradas pelos profissionais, foi constatado 
que os enfermeiros usavam somente métodos de prevenção de baixo risco, uma 
questão que causa preocupação quando consideramos os meios eficientes para a 
terapêutica de dano ao enfermo que desenvolvem tendência e agravos de nível 
moderado a grave (VIEIRA et al., 2016). 
A utilização dos protocolos são de grande importância para a prevenção da 
lesão por pressão, pois neles vem descrito os métodos de prevenção e cuidados 
para o não desenvolvimento da lesão, e enfatiza a importância do profissional está 
36 
 
sempre atualizado sobre as mudanças, pois as mesmas estão expressas nos 
protocolos lançados sobre lesão. 
As escalas de Norton, Braden e Waterlow são escalas de identificação de 
LPP, sendo consideradas de grande importância para a análise pessoal, bem como 
sua obrigação no conhecimento clínico para sua utilização. Desta forma foi 
verificado a relevância de seu uso na apreciação de risco para LPP em pacientes da 
Unidade de Terapia Intensiva com a utilização de métodos que preveem o 
crescimento da lpp, pois a mesma identifica o risco individual e garante uma 
estratégia de cuidado adequado (ALVES, BORGES, BRITO, 2014) . 
Quando relacionado os métodos de prevenção , verificou-se que os cuidados 
não haviam sido realizados seguindo a avaliação da escala de Braden, portanto os 
meios de prevenção tinham atitudes parecidas, independente do fator apresentado 
pelo cliente. Portanto a escala de Braden é de extrema importância para os cuidados 
com o paciente, a mesma necessita ser compartilhada pelos profissionais 
independente do horário e deve servir de guia para a prescrição elaborada pelo 
enfermeiro na precaução de lesão na UTI (BARBOSA, BECCARIA, POLETTI, 2014). 
A escala de Braden é um método mais utilizado pelos enfermeiros para 
avaliar o risco em pacientes acamados, principalmente os internados na UTI, pois a 
restrição de movimentação no leito é um dos causadores para desenvolvimento da 
lesão, ela é um método individual, que previne a formação da lpp nos pacientes e 
indica os cuidados a serem realizados com os pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Pode-se identificar através do estudo sobre lesão por pressão a classificação 
de acordo com a nova nomenclatura dividida em estágio 1, 2, 3 e 4, se tendo ainda 
lesão por pressão não estadiável e tissular profunda, lesão causada por dispositivos 
médicos e em membranas mucosas. Está mudança ocorreu devido a várias duvidas 
dos profissionais de enfermagem em saber identificar qual tipo de lesão e em qual 
grau ela estava. 
Portanto segundo a análise e estudo, pode-se identificar que os pacientes 
acometidos pela lesão por pressão, são os pacientes com faixa etária de idade 
elevada, acamados, pacientes em unidade de terapia intensiva UTI e pacientes em 
pós operatório, pelo fato de as mesmas estarem em vulnerabilidade a formação da 
lesão por pressão, devido a sua pouca mobilização no leito. 
Constatou- se que os enfermeiros possuem um déficit quando falado dos 
tipos de prevenção da lesão, pudesse perceber que muitos realizavam mudança de 
decúbito pois é a forma mais lembrada dos profissionais, mas não se recordavam da 
importância desta mudança em um intervalo de 2 em 2 horas, utilização dos coxins 
como por exemplo na região calcânea e principalmente da troca de fraldas após a 
realização das eliminações fisiológicas, pois a formação de LPP na região sacral e 
calcânea são as mais prevalentes entre os enfermos. 
As principais dificuldades encontradas foi identificar os artigos que falassem 
da prevenção e principalmente de cuidado a lesão em anos mais atuais e que 
falassem de diferentes tipos de prevenção e cuidado, pois os mesmos sempre se 
voltam para o mesmo tipo de abordagem em várias pesquisas diferentes. 
Diante do que foi abordado, para uma melhor assistência deve-se ter uma 
eficiente gestão na atividade de cura e prevenção da lesão, para que ocorra um 
gerenciamento adequado torna-se de fundamental importância que o enfermeiro 
esteja atualizado em relação a forma de cuidar. 
A assistência a lesão por pressão é uma questão que deveria ter o 
envolvimento de toda a equipe de enfermagem (enfermeiros e técnicos de 
enfermagem), pois a equipe é a fonte para o não desenvolvimento de lesão, pois 
tudo depende das técnicas utilizadas pelos profissionais da saúde que irão variar 
entre a mudança de decúbito e a utilização de hidrocoloides, AGE e de pomadas 
utilizado para o tratamento de lesões por pressão. 
38 
 
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