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ENDODONTIA LABORATORIAL I 4° SEMESTRE Aula 1 05.08. Introdução - Fases operatórias consecutivas: 1. Cirurgia de acesso (CA), acesso feito no sistema de canais radiculares. 2. Esvaziamento (retirada da polpa ou restos contaminados da polpa contaminada). 3. Odontometria (OD), medir o comprimento do canal. 4. Preparo Químico Cirúrgico (PQC), dependendo do caso, se insere uma medicação (MIC - Medicação Intra-Canal) no canal, isto quando as sessões são divididas em várias. 5. Obturação (OBT), fechamento, na última sessão. Cirurgia de Acesso → Ponto de eleição: ponto para iniciar a cirurgia de acesso. Exemplo: em incisivos , o ponto de eleição será próximo ao cíngulo, e sua forma geométrica de abertura será triangular com sua base voltada para incisal. Preparo da entrada de canal A esquerda:: lima entra com uma certa curvatura/inclinação. × A direita: lima entra reta com somente uma curvatura no ápice da raiz, pois foi realizado um preparo na entrada do canal. Fazendo com que frature menos o instrumento. Odontometria Feito com limas para informar até onde vai o canal a ser tratado. Preparo Químico Cirúrgico Ampliação dos canais dentro da raiz do dente, utilizando as limas. A parte química (SQA - substâncias químicas auxiliares) entrará juntamente com o material, a fim de ajudar (lubrificar) esse instrumento dentro do canal. Medicação Intra Canal → Hidróxido de cálcio P.A + NDP Obturação → selamento do canal Obs: Dentística é responsável pela restauração. Anatomia Dental Interna Intervenção segura - necessário saber o número de raízes que há no dente. - número de canais em cada raiz - localização de cada canal (se está mais para a distal ou mesial). - curvaturas. - variações (ex; terceiro molar) Cavidade pulpar - aloja a polpa e reproduza morfologia externa através das paredes dentinárias, ramificações apicais e canais laterais. - porção coronária: abertura feita com brocas ou pontas no contra-ângulo ou em alta rotação. - porção radicular: trabalho feito com limas endodônticas. Faces da câmara pulpar - Dente unirradicular = 5 faces - Dentes multirradiculares ou birradiculares = 6 faces Obs: as paredes são mais amareladas. - Assoalho: em geral é liso, convexo e arredondado. A intenção é que o endodontista não o toque. - Cornos pulpares: são projeções em direção as cúspides (pré-molares e molares). Obs: Podem e estão em constante alteração, por disposição de dentina, causada por fatores fisiológicos ou fatores patológicos. → Fatores fisiológicos: (Exemplo) Paciente de longa idade com uma má escovação acompanhada de atrição dos dentes, ocasionando o fechamento do canal, impossibilitando de ser estudado em uma radiografia. Esses canais são chamados de CANAIS ATRESIADOS ou CALCIFICADOS. → Fatores Patológicos: cárie, doença periodontal, trauma (causa muita calcificação), preparos cavitários e restaurações mal executadas. Características Radiculares → Limite cemento-dentina-canal - cone cementário mede de 0,5 a 3 mm. Obs: em geral devemos trabalhar até o limite CDC. Canal Dentinário - local onde se encontra a polpa. - campo de atuação do endodontista. - o limite é o CDC. Forame Apical - abertura final do canal radicular. - direção diferente do canal dentinário. -a maioria do canal é direcionado para distal. Canal Principal - de maior diâmetro - percorre o longo eixo do dente - possível de trabalhar com a lima, os outros são trabalhados com a SQA (ex: Dakin). Delta Apical - final do canal - há o forame principal e as foraminas. Cirurgia de Acesso Fase operatória inicial do tratamento endodôntico, que permite o acesso a câmara pulpar e aos sistemas de canais radiculares. Sempre executada com isolamento absoluto. - Objetivos principais: ● acesso mais direto possível. ● remoção completa do teto. ● respeito ao assoalho. Em uma radiografia diagnóstico deve-se observar o tamanho da cavidade pulpar, principalmente da câmara pulpar. - Precedentes: ● bochecho com digluconato de clorexidina à 0,12%. ● anestesia. ● isolamento absoluto. - Etapas operatórias: ● REMOVER: tecido cariado, esmalte sem suporte e restaurações imperfeitas. ● PONTO DE ELEIÇÃO ● DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO ● FORMA DE CONTORNO: permite o acesso à entrada e ao interior dos canais através da remoção do teto. Inicialmente projeta a anatomia externa do dente e depende do tamanho do dente, forma da câmara pulpar, do número de canais e das suas curvaturas. ● FORMA DE CONVENIÊNCIA: expandir as paredes a fim de facilitar o acesso. Obs: forma de contorno + forma de conveniência são conhecidas como uma “fase” da PRÉ-CAVIDADE. Estudo individualizado de cada dente Aula 2 12.08.2020 Recapitulando… Cirurgia de acesso Ponto de eleição: É o ponto onde eu inicio a minha cavidade Direção de trepanação: É a direção que eu dou para a minha ponta ou boca para chegar na câmara pulpar, a forma de contorno. Forma de conveniência: Onde eu dou a expulsividade das paredes para conseguir no acesso, uma boa visualização. ★ O que é pré- cavidade? A direção de trepanação e a forma de contorno, acontecerá ao mesmo tempo, para conseguir romper todo o TETO da câmara pulpar. Obs: o TETO coincide com a incisal, dos anteriores ou com a oclusal dos posteriores. Incisivo central superior Forma: Triangular da câmara pulpar. O acesso será triangular voltado para incisal Incisivo lateral superior Semelhante ao incisivo central Canino superior Forma: losangular (chama) A secção da raiz não é tão esférica O canal é amplo, único, reto ( porém as vezes tem desvio para distal). Ele vai afunilando lá pro terço apical, só que ele é sempre no centro da raíz. TANTO INCISIVO E CANINO Ponto de eleição: É o ponto onde se inicia o acesso à câmara pulpar. Na face palatina dos superiores e na lingual dos inferiores. Ocorre na proximidade do cíngulo 2mm Direção de trepanação: Anteriores 45° ou 90° ao longo eixo do dente. Com a face lingual ou palatina, até atingir a câmara. Forma de contorno: Permite a entrada e ao interior dos canais. Com isso eu faço a remoçao do teto e inicialmente eu vou projetar a anatomia externa do dente e isso vai depender do tamanho do dente, da forma da câmara pulpar, número de canais e curvaturas. Forma de conveniência: Eu vou dar expulsividade das paredes ( eu vou deixar as paredes igual um funil) + desgaste compensatório. Cirurgia de acesso Sempre quando for fazer o acesso, temos que fazer uma irrigação para fazer a limpeza e antissepsia da cavidade para não deixar restos de dentina penetrar no interior dos canais. 1° Pré-Molar superior Ele tem 2 raízes. 2 canais ou às vezes 3. Tem um sulco central. A câmara pulpar tem um afastamento mésio-distal. É mais elíptico. Tem 2 cornos pulpares (V e P)- áreas mais projetadas. O canal é central, porém livremente para mesial. Se eu tiver 3 raízes será: 2 na vestibular e 1 na palatina. Localização do assoalho: Pode ser no terço : - cervical - médio - apical Raízes: - Fusionada: Raízes grudadas uma na outra - Trifurcada: 3 raízes 2° Pré- molar superior Raízes fusionadas. Semelhante ao 1° pré molar superior. 1 ou 2 canais. Reta. Às vezes pode ser que forme uma ilhota de dentina separando esses 2 canais, mas lá embaixo ele juntou no forame. TANTO PRÉ MOLARES COMO MOLARES Ponto de eleição: Será sempre na oclusal. Onde eu inicio o acesso a câmara pulpar. Direção de trepanação: Que é a direção que eu tomo para pegar na parte mais volumosa da polpa, será paralela ao longo eixo do dente. Começando né na oclusal e vou indo em direção a câmara pulpar. Forma de contorno: Remoção de teto. Projeta anatomia externa do dente. E vai depender do tamanho do dente, a forma da câmara do dente. Forma de conveniência: Tirar as paredes um pouco para mesial e vestibular, para dar expulsividade, amplitude nas paredes para entrar mais “luz” e eu conseguir enxergar as paredes do canal Cirurgia de acesso O acesso vai ser direto ao canal radicular. Como limite, eu coloco os cornos pulpares (alguma retenção). E o assoalho não deve ser tocado. Sempre fazendo a limpeza anti sepsia da cavidade. ● Prémolares superiores Ponto de eleição: São no centro da face oclusal Direção de trepanação:Paralelo ao longo eixo do dente Forma de contorno: Elíptica, no sentido vestíbulo palatino Forma de conveniência: Expulsividade às paredes (M-V) 1° Molar superior 2 raízes na vestibular e 1 na palatina= 3 raízes. Câmara pulpar:É grande, é maior no sentido vestíbulo palatino e vai ser em forma triangular voltada para mesial ➔ NUNCA fazer acesso pela ponte de esmalte 2° Molar superior Um pouco mais achatado no sentido mésio distal. Raízes+fusionadas. Acesso é semelhante ao do 1° pré-molar superior (câmara pulpar é igual) Direção de trepanação:Paralela ao longo eixo do dente (porém é para ir na direção de maior volume, que no caso é o canal palatino). ● Molares superiores Forma de contorno: Triangular com vértice para palatina Preservar a ponte de esmalte. Forma de conveniência: Expulsiva às paredes mesial e distal + desgaste. Incisivo central inferior Coroa triangular. Semelhante ao incisivo central superior. De menor dimensão( pequenininho). Na raiz, eu tenho um grande achatamento mésio-distal e uma raiz mais delicada. Incisivo lateral inferior Mesmo que o central. :)) Canino inferior Forma de losango ou chama. Raiz, levemente achatada. Podendo ter 1 0u 2 canais. Forma de abertura também em forma de chama. Ponto de eleição: Proximidade do cíngulo Direção de trepanação: 45° ou 90° paralelo ao longo eixo do dente. Forma de contorno:Incisivos- triangulares Caninos- chama Forma de conveniência: A expulsividade das paredes tirando ombro lingual e teto. 1° Pré- molar inferior Redondinho. Câmara pulpar: Mais circular. As vezes, quando ela tem 2 raízes, ela se divide de terço médio para baixo. Por isso fica difícil localizar esses 2 canais. 2° Pré- molar inferior Pode ter mais de 2 canais. ● Pré molares inferiores Ponto de eleição: Face oclusal, fosseta mesial. Direção de trepanação: Paralela ao longo eixo do dente. Forma de contorno:circular Forma de conveniência: Expulsividade as paredes (M-V) + desgaste. 1° Molar inferior 2 Raízes. 2,3 ou 4 canais. Câmara pulpar: Trapezoidal, com a base maior para mesial. Mais amplo o canal distal. Os cornos pulpares estão relacionados com as cúspides. 2° Molar inferior Semelhante ao primeiro molar inferior. + de um canal em cada raiz. ● Molares inferiores Ponto de eleição: Centro da face oclusal (fossa central). Direção de trepanação:Paralela ao longo eixo do dente. ( canal de maior volume= distal) Forma de contorno: Trapezoidal com base maior para mesial Forma de conveniência:Expulsividade às paredes (M-V) + desgaste compensatório Aula3 19/08 Determinação do CAD ( comprimento aparente do dente) Esvaziamento da polpa viva: Colocar a medida do CRI ( comprimento real do instrumento) na nossa lima. ★ SEMPRE NESSA SEQUÊNCIA: 1. Cirurgia de acesso 2. Esvaziamento 3. Preparo cervical 4. Odontometria. O que é o preparo cervical? É o preparo do terço cervical até o terço médio, ou preparar até a metade nos canais retos. - Limas manuais tipo K n° 8,10 e 15 - Brocas gates glidden n° 1 e 2 - Broca de largo n° 1 Odontometria 1. Medir o comprimento aparente do dente na radiografia. 2. Inserir um instrumento justo no canal (CRI) 3. Tomada radiográfica 4. Diferença X + CRI= CRD Medir da ponta do esmalte até o ápice e somar com CRI que encontrará o CRD. A diferença é essa distorção da radiografia inicial. 5. Confirmar o comprimento com uma nova tomada radiográfica É necessário ficar aquém 1mm do dente. CRT( comprt. real de trabalho) :CRD - 1mm Limite do CDC = cemento/dentina/ canal É importante esse limite, pois esse limite mostra até onde podemos trabalhar. Nunca podemos passar desse limite CDC, pois não podemos trabalhar em cemento. O limite é 1mm aquém do vértice radiográfico. (é uma medida de segurança) Preparo Químico Cirúrgico - Movimento da penetração desinfetante - Com ajuda das limas, você vai raspar a dentina, raspar o interior, para poder limpar o canal. Qual o momento do preparo químico cirúrgico? - Só depois da odontometria, depois que eu souber o comprimento daquele canal. - Iremos transformar o Canal anatômico em Canal cirúrgico, pois iremos raspar aquelas paredes, e vamos dar um formato cônico naquele canal, pois vamos limpar aquele canal. Objetivo - Transformar o canal anatômico em um canal cirúrgico. Apresentando o aumento de sua luz, paredes alisadas e conicidade uniforme ( moldagem do canal radicular). Durante este processo, produz-se o esvaziamento do seu conteúdo, vivo ou mortificado, contaminado ou não, ocorre a (limpeza do sistema de canais radiculares) Terapia endodontia 1. Diagnóstico 2. Cirurgia de acesso 3. Odontometria 4. PQC 5. Medicação intracanal (MIC) 6. Obstrução 7. Proservação Objetivos biológicos (limpeza e desinfecção) - Limitar instrumentação dentro canal dentinário - Não deslocar o conteúdo eventual do canal para os tecidos periapicais. - Eliminar todos os restos teciduais vivos ou decompostos, contaminados ou não, do sistema de canais radiculares. - Preparo completo de cada canal independente e na mesma sessão - Criar espaço suficiente para colocação de medicamentos dentro do canal. - Realizar instrumentação com suavidade, concentração causando a menor agressão possível para o órgão dental. Objetivos Mecânicos (Moldagem) - Desenvolver uma forma cônica contínua com base apical menor e cervical maior - A conicidade deve obedecer e respeitar as indicações e curvaturas do canal radicular - Criar um degrau apical nos limites do canal dentinário, respeitando o CRT - Manter forame apical na sua posição original, sem produzir qualquer tipo de desvio Irrigação e aspiração ( ação física ) - São simultâneas Irrigação: Corrente líquida dentro da cavidade Inspiração: Sucção de fluidos e partículas sólidas. Objetivos da irrigação e aspiração - Remoção de detritos - Redução de microrganismos Associação de fármaco ENDO-PTC - Peróxido de uréia = 10% ( desinfetante, clareador, micro-bolhas. - Tween 80 = 15% ( detergente, tensão superficial, umectante - emulsionar gorduras). - Carbowax = 75% ( polietilenoglicol, lubrificante, ação demulscência- protetor tecidual) Vantagem da associação - Permeabilidade dentinária - Difusão da MIC - Poder antimicrobiano - Lubrificante Posicionamento: - Usar 2 mãos - leve pressão no embalo - Agitação mecânica Técnica de instrumentação: - Colocar o ENDO-PTC e hipoclorito de sódio. - Lima tipo k: ● Primeiro instrumento = Condições anatômicas. - Ampliação do diâmetro anatômico ● Movimento de limagem ● Penetração passiva X retirada ativa com tração oblíqua contra todas as paredes. - Delimitação de degrau apical ● Movimento de meia volta da direita para esquerda 1° Instrumento= Condições anatômicas Aula 4 02/09 - dia de prova Aula 5 09/09 Aula 6 16/09