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GESTÃO DE CUSTOS E FORMAÇÃO DE PREÇOS AULA 5 Prof. Carlos Ubiratan da Costa Schier 2 CONVERSA INICIAL Tanto quanto as outras informações sobre gestão de custos que vimos anteriormente, estudar e saber sobre a relação e análise custo/volume/lucro, margem de contribuição, ponto de equilíbrio (contábil, econômico e financeiro), grau de alavancagem operacional e estrutura de custos será de suma importância para consolidarmos nossos conhecimentos básicos sobre essa parte tão importante na gestão dos negócios e que proporciona, além de controles específicos da área, condições para que a empresa obtenha os resultados necessários à sua sobrevivência, sustentabilidades e expansão. CONTEXTUALIZANDO É necessário enfatizar a importância e o reflexo que o ambiente competitivo tem no processo de gestão de negócios e em especial na gestão dos custos. Controle e gestão adequada dos custos indicam condições de competição e manutenção da sustentabilidade nos negócios, o que tem como consequência os resultados positivos obtidos. O processo de gestão de custos é altamente informacional e obter os dados e informações de forma ágil e consistente proporciona vantagem competitiva. Para tanto, considerar fatores como análise custo/volume/lucro, margem de contribuição, ponto de equilíbrio e alavancagem operacional é essencial nesse cenário, pois esse conteúdo trata amiúde de questões relevantes à sobrevivência das organizações e de racionalização do uso dos recursos disponíveis. Saiba mais Pesquise sobre a importância e influência do cálculo do ponto de equilíbrio (contábil, financeiro e econômico) e da margem de contribuição como instrumentos de gestão para uma empresa do setor industrial. TEMA 1 – RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO A análise da relação custo/volume/lucro é uma ferramenta de grande utilidade no processo de gestão dos negócios e dos custos nas organizações, por explorar o relacionamento existente entre as quatro principais variáveis nesse contexto: custo; receita; volume de saídas (vendas) e lucro. A análise 3 crítica dessa relação disponibiliza subsídios para que os gestores possam consistir seu processo de tomada de decisão e viabiliza o direcionamento estratégico da empresa, desde que a estrutura, o sistema de custos, os conhecimentos técnicos e a análise crítica estejam embasados fortemente e de forma consistente. Para planejar suas estratégias de curto prazo, os gestores de uma organização precisam saber qual será o efeito das mudanças em uma ou mais dessas variáveis e efeito dessas mudanças no lucro. Na análise, a empresa poderá verificar as seguintes interações: • Se variar o custo, qual o impacto que gera no volume; • Se variar o custo, qual o impacto terá no lucro; • Se variar o volume, que impacto terá no custo; • Se variar o volume, que impacto terá no lucro; • Se variar o volume e o custo, que impacto terá no lucro. Como dito antes, o sistema informacional é de suma importância na gestão dos negócios, porém não adianta ter a informação disponível se não se consegue aplicar em benefício do negócio para fins de obter vantagem estratégica e competitiva, portanto o preparo técnico e gerencial de quem vai levantar, preparar, absorver, disseminar e aplicar essas informações deve estar em consonância com as necessidades da empresa. Segundo Crepaldi (2004), a análise de custo/volume/lucro é: Um instrumento gerencial utilizado para projetar o lucro que seria obtido em diversos níveis possíveis de produção e vendas, bem como para analisar o impacto sobre o lucro, modificações no preço de venda, nos custos (fixos ou variáveis), no nível de atividade desenvolvida e no lucro alcançado ou desejado. Segundo Dubois, Culpa e Souza (2009), a análise tem os seguintes pressupostos: 1. As variações nos níveis de receitas e nos custos decorrem das oscilações nas quantidades de produtos ou serviços produzidos e vendidos. 2. Os custos e despesas devem ser segregados na parte fixa e na parte variável, considerando que esta última responde diretamente às alterações nas quantidades de produtos. 3. Os custos fixos não respondem aos diferentes níveis de produção em curto prazo. Graficamente são representados por uma reta paralela ao eixo das quantidades. 4. Os custos variáveis respondem proporcionalmente às quantidades. Em termos gráficos, o comportamento dos custos variáveis é de uma linha reta crescente em relação às quantidades. Este é um pressuposto válido dentro de intervalos relevantes. 4 5. O intervalo relevante é uma faixa de quantidade em que é desejável realizar o planejamento. Abaixo do limite mínimo a produção é inviável e acima do limite máximo é impossível. 6. A análise de CVL tradicional cobre apenas um produto ou assume que em determinado mix de produtos, as proporções dos custos fixos e variáveis e as quantidades vendidas permaneçam constantes. (Dubois, 2009) O relacionamento entre o custo e o volume das vendas auxilia o estabelecimento nas estratégias de preço e também do melhor mix de vendas. Portanto, objetivamente podemos considerar que os fatores que envolvem a análise do custo/volume/lucro são: • Preços de venda (PV); • Volume de vendas; • Custos e despesas variáveis (CDV); • Custos e despesas fixas (CDF). TEMA 2 – MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO Margem de contribuição significa o valor que sobra da receita depois de subtrair os gastos variáveis (custos e despesas). Essa é a margem de contribuição das atividades (produção, revenda, prestação de serviços) da organização. Lembremos que, em termos de resultado efetivo para a empresa, isso pode não acontecer como deve na área financeira, portanto a análise da margem de contribuição e do ponto de equilíbrio é um fator de suma importância no contexto de gestão dos custos. Note que estamos tratando da receita e não do recebimento. Isso quer dizer que, se houver inadimplência e não recebermos toda a receita, a margem de contribuição econômica é uma e a margem de contribuição financeira é outra. Outro detalhe é que os tributos, impostos e contribuições são calculados e recolhidos sobre a receita e não sobre o recebimento, o que quer dizer que se o cliente que compra a prazo demorar para pagar ou não pagar, teremos problemas financeiros na operação e pagamento de impostos, que depois de pagos indevidamente, caso haja estorno da receita, depende de muita burocracia para ressarcimento. O que acontece na maioria das empresas que têm um sistema de custos estruturado e utilizam as informações decorrentes do modelo para gerir os custos de forma estratégica é considerar a margem de contribuição unitária. 5 Margem de contribuição unitária é a diferença entre o preço de venda e o custo variável de cada produto; é o valor com que cada unidade efetivamente contribui para a formação do lucro. A margem de contribuição unitária é dada pela seguinte fórmula: MCU = PV – (CV + DV) Onde: • MCU = Margem de contribuição; • PV = Preço de venda; • CV = Soma dos custos variáveis; • DV = Soma das despesas variáveis. Exemplificando temos: • PV – preço de venda ($100); • CV – soma dos custos variáveis ($30); • DV – soma das despesas variáveis ($20); • MCU – margem de contribuição ($50) PV = $100 CV = $ 30 DV = $ 20 MCU = $ 50 TEMA 3 – PONTOS DE EQUILÍBRIO: CONTÁBIL, ECONÔMICO E FINANCEIRO Uma das principais informações para fins de sustentabilidade e gestão de negócios nas empresas refere-se ao ponto de equilíbrio. Por meio do acompanhamento dos pontos de equilíbrio da organização, em conjunto com outras ferramentas e informações, os gestores têm condições de estabelecer estratégias, políticas, tomar decisões, estipular ações e definir ajustes para que as atividades (produção, vendas, prestação de serviços) das empresas proporcionem o retorno necessário para aobtenção de lucro, que é o maior objetivo dos acionistas e/ou sócios, bem como influencia os demais stakeholders. A expressão ponto de equilíbrio significa que a empresa atingiu um patamar de vendas em que não há lucro nem prejuízo, ou seja, alcançou um nível de vendas em que as receitas totais se igualam à soma das despesas totais 6 e dos custos totais. Resumindo, o grau no qual há equilíbrio entre receitas e despesas + custos. O valor do ponto de equilíbrio é importante para o empresário e/ou o gestor conhecer de perto a lucratividade e a viabilidade de sua empresa e contribui sobremaneira para que a gestão seja mais ágil e consistente com vistas à obtenção de resultados positivos e em termos de ajustes de performance. Consciente do valor do ponto de equilíbrio, o empresário saberá de forma precisa onde sua empresa começa a ganhar ou perder dinheiro e poderá direcionar as ações de modo a buscar o equilíbrio para ajuste dos resultados, portanto é uma ferramenta importante que deveria ser mais frequentemente utilizada na gestão dos negócios. Existem três tipos de ponto de equilíbrio: contábil, financeiro e econômico. A análise de todos se faz importante para que se possa ler com clareza a situação da organização e assim estabelecer planos de gestão que contribuam para a correção de rumo ou manutenção do foco e dos resultados. Lembrando que a análise dos pontos de equilíbrio é apenas uma das muitas análises a serem feitas na gestão de negócios e deve ter complementação dos resultados de outros tipos de análise. Vejamos então cada um dos pontos de equilíbrio e suas particularidades: 3.1 Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) É o mais comum aplicado pelas empresas e evidencia o nível de venda em termos de quantidade, necessário para que a organização atinja seu ponto de equilíbrio. É o ponto de equilíbrio mais indicado para soluções de curto prazo, quando a empresa tem urgência na correção dos rumos de seu negócio e precisa saber rapidamente qual a necessidade de vendas para cobrir todos os seus custos. A fórmula de cálculo do ponto de equilíbrio contábil é: PEC = GF MCU Onde: • PEC = Ponto de equilíbrio contábil • GF = Gastos fixos (Custos fixos + Despesas fixas) • MCU = Margem de contribuição unitária 7 3.2 Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) É o ponto de equilíbrio que leva em consideração somente gastos que significam desembolso de dinheiro no caixa da empresa, ou seja, os valores que diminuem o lucro, mas não significam saída de dinheiro do caixa, como depreciação, amortização e exaustão de ativos, por exemplo, são excluídos do cálculo. Sua fórmula de cálculo é a seguinte: PEF = GF - Gastos não desembolsáveis MCU Onde: • PEF = Ponto de Equilíbrio Financeiro • GF = Gastos Fixos (Custos fixos + Despesas fixas) • Gastos não desembolsáveis (Depreciação, amortização, etc.) • MCU = Margem de Contribuição Unitária 3.3. Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) Nesse modelo, há o acréscimo de um valor de oportunidade, ou seja, um valor que pode ser investido, e o empresário terá conhecimento de quanto poderá lucrar sobre essa quantia. Dessa forma, o valor do ponto de equilíbrio econômico será aquele em que o empreendedor cobre os custos fixos da empresa mais esse valor. No ponto de equilíbrio econômico, você acrescenta a essas despesas um percentual (custo de oportunidade). Por exemplo, se as despesas serão de R$ 50 mil em um ano e você definir o custo de oportunidade como 15% desse valor, os custos fixos totais serão de R$ 57,5 mil. Exemplo de cálculo do PEC (Ponto de Equilíbrio Contábil), pelas organizações com base nas informações a seguir cálculo do PEC Tabela 1 – Informações para cálculo do PEC PV - Preço de Venda $1000/un GF - Custos mais Despesas Fixas $1.200.000/mês GV - Custos mais Despesas Variáveis $700/un Quantidade vezes $1.000/UN = quantidade vezes $700/UN mais 8 $1.200.000/Mês Quantidade vezes ($1.000/UN menos $700/UN ) = $1.200.000/Mês ($1.000/UN menos $700/UN ) = Margem de Contribuição Unitária ($300/UN) CUSTOS + DESPESAS FIXAS / MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO UNITÁRIA $1.200.000/Mês dividido por $300/Un = 4.000 un/mês Isto significa que quando a organização atingir a produção de 4.000 unidades no mês, ela atingirá seu ponto de equilíbrio. As variações acima dessa produção passam a contribuir para a formação do lucro. Exemplo de cálculo simplificado do ponto de equilíbrio: Dados: • (RT) Receita total: R$ 100.000,00; • (CV) Custo variável: R$ 70.000,00; • (CF) Custo fixo: R$ 19.500,00; • (MC) Margem de contribuição: (RT – CV) = R$ 30.000,00; • (IMC) Índice da margem de contribuição: (MC ÷ RT) = 0,3 (30%); • (PE) Ponto de equilíbrio: (CF ÷ IMC) = R$ 65.000,00. Conclusão: R$ 65.000,00 é o valor que a empresa precisa atingir para cobrir todas as despesas. Tudo que exceder este limite será lucro ou tudo que estiver abaixo desse limite será considerado prejuízo. TEMA 4 – ESTRUTURA DE CUSTOS Mesmo produzindo produtos similares, empresas concorrentes não necessariamente possuem a mesma estrutura. Aliás, é muito mais comum que essas empresas tenham estruturas totalmente diferentes em termos de tamanho, estrutura organizacional, tecnologia, logística, maquinário, mão de obra especializada, estoques e qualidade de matéria prima, por exemplo. Além disso, há de se considerar a cultura organizacional interna, bem como o perfil da gestão. Analisar a estrutura de custos da empresa significa estudar a relação entre os custos fixos e variáveis em relação ao custo total da organização. Analise a situação a seguir de duas empresas que fabricam o mesmo produto: Vamos considerar que cada empresa vendeu $100.000,00 (equivalente a 9 1.000 unidades), sendo que a empresa A teve como custos e despesas fixos $21.000,00 e custos e despesas variáveis na ordem de $49.000,00 da mesma forma a empresa B, teve como custos e despesas fixos $49.000,00 e $21.000,00 como custos e despesas variáveis. Nesse caso a lucratividade fica igual, ou seja, ambas terão lucro de $30.000,00. Mas considerando a diferença de estrutura e política de gestão de custos, se as empresas venderem, por exemplo, 2.000 unidades, poderá haver variação no lucro das organizações, pois os custos e despesas fixos permanecem iguais, mas os gastos variáveis se alteram conforme houver alteração na quantidade. Então teremos o seguinte resultado: a empresa A tem como gastos fixos o valor de $21.000,00 e gastos variáveis passa de $49.000,00 para $98.000, em função do aumento proporcional na quantidade vendida, nesse caso o lucro será de $81.000,00. A empresa B, por sua vez, manteve o custo e as despesas fixas no valor de $49.000,00, mas teve uma variação nos custos e despesas variáveis de $21.000,00 para $42.000,00, o que significa um lucro de $109.000,00. Fazendo análise por meio da aplicação dos princípios do ponto de equilíbrio. No primeiro caso, ambas tiveram um lucro de $30.000,00, mas no segundo caso, houve diferença na lucratividade. Isso significa que o perfil da gestão de custos influencia no resultado. Por isso sempre é necessário considerar-se a possibilidade de aplicação de gestão estratégica de custos. A Empresa A tem uma estrutura de custos que proporciona uma margem de contribuição menor e, com isso, tem um incremento menor no seu lucro à medida que as vendas aumentam. A sua estrutura é mais conservadora. Já a Empresa B possui uma estrutura de custos que proporciona uma margem de contribuição maior, gerando um lucro também maior. No entanto, com a estrutura de custos fixos maior, ela acaba possuindo um risco operacional também maior. TEMA 5 – ALAVANCAGEM OPERACIONAL A alavancagem operacional está fortemente ligada à diluição dos custos fixos, à medida que as vendasaumentam. Assim, um crescimento nas vendas irá gerar um crescimento maior no lucro em termos percentuais. Ou seja, o efeito denominado alavancagem acontece porque os custos fixos são distribuídos por um volume maior da produção, de tal forma que o custo unitário do produto diminua. 10 Conforme Megliorini (2012), “a alavancagem operacional é maior em empresas que possuem proporções mais elevadas de custos e despesas fixos em sua estrutura comparativamente a empresas que possuem proporções menores”. 5.1 Análise do grau de alavancagem e lucro O grau de alavancagem está relacionado diretamente com os custos fixos e com a margem de contribuição. Exemplificando, podemos iniciar a análise por meio dos dados disponibilizados: Ponto de equilíbrio = 4.000/UN • Supondo-se que a organização em análise está produzindo 5.000/UN, obtendo um lucro de (1.000 UN vezes $ 300 – margem de contribuição unitária) $ 300.000/Mês, podemos considerar que a empresa está operando com uma margem de segurança de 1.000 UN, podendo reduzir essa quantidade em sua produção sem apresentar prejuízo. Em termos percentuais, essa margem de segurança representa 20% (1.000 UN unidades produzidas acima do ponto de equilíbrio) dividido por 5.000/UN (total de unidades produzidas no mês); • Se a organização aumentar sua produção para 7.000 UN, seu resultado passará para $ 900.000 (3.000 UN produzidas além do ponto de equilíbrio vezes $ 300 – margem de contribuição unitária). Comparando-se com o processo anterior, temos o que segue: • Aumento no volume de 2.000 UN/Mês (40%); • Aumento no lucro de $ 600.000 (200%). Podemos dizer que, para um acréscimo na ordem de 40% no volume de unidades, houve aumento correspondente de 200% no resultado, o que significa uma alavancagem de 5 vezes (200% dividido por 40%). Alavancagem operacional é a porcentagem de acréscimo no lucro dividida pela porcentagem de acréscimo no volume. Cabe salientar que uma empresa com maior grau de alavancagem operacional possui, também, um maior risco operacional, já que a sua estrutura de gastos fixos é maior. 11 Segundo Megliorini (2012), O risco operacional está associado à instabilidade no lucro operacional decorrente de variações na receita de vendas dada uma estrutura de custos e despesas fixos. A instabilidade, nesse contexto, diz respeito a aumentos ou reduções do lucro operacional. Assim, uma empresa que apresenta estrutura de custos e despesas fixos em proporções maiores com relação à outra, caso as vendas aumentem, terá um impacto positivo no lucro. No entanto, a empresa que apresenta estrutura de custos e despesas fixos menor, caso as vendas diminuam, terá um menor impacto no lucro. TROCANDO IDEIAS Estabeleça discussão sobre a possibilidade de gestão estratégica de custos sem considerar a análise custo/volume/lucro, indicando a efetividade da gestão, controle e tomada de decisão para pequenos negócios e/ou negócios familiares. Além disso, demonstre se a alavancagem operacional pode ser também estratégica considerando o volume de custos fixos. NA PRÁTICA 1. Calcule, com base no exemplo do tema 3, o ponto de equilíbrio de um produto que tenha as seguintes informações: • Preço de venda = $2.000,00/UN; • Custos + Despesas Variáveis = $800/UN; • Custos + Despesas Fixas = $1.200.000,00/Mês. 2. Delimite as semelhanças, diferenças, importância e aplicabilidade de cada um dos pontos de equilíbrio (contábil, financeiro e econômico). FINALIZANDO Tomamos contato com fatores importantes na gestão de custos, pois estudamos a análise custo/volume/lucro e seus componentes, que têm implicação e reflexo direto na gestão estratégica dos custos, na medida em que evidenciam ponto de equilíbrio dos negócios, em que são cobertos todos os custos e despesas de produção, comercialização ou prestação de serviços e a margem de contribuição total e unitária na composição do resultado da empresa. Estudamos também a estrutura dos custos e o grau de alavancagem operacional que nos demonstra variação percentual em decorrência da influência da variação do volume em relação aos custos fixos. 12 REFERÊNCIAS CHING, H. Y. Contabilidade & finanças para não especialistas. São Paulo: Pearson, 2010. CREPALDI, S. A. Auditoria contábil: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004. CRUZ, J. A. W. Gestão de custos – perspectivas e funcionalidades. Curitiba: InterSaberes, 2012. DUBOIS, A.; KULPA, L.; SOUZA, L. E. Gestão de custos e formação de preços. São Paulo: Atlas, 2009. MARTINS, E. Contabilidade de custos. São Paulo: Atlas, 2010. MEGLIORINI, E. Custos – análise e gestão. São Paulo: Pearson, 2012. OLIVEIRA, L. M.; PEREZ JR., J. H. Contabilidade de custos para não contadores. São Paulo: Atlas, 2007. SCHIER, C. U. C. Gestão de custos. Curitiba: InterSaberes, 2011. _____. Gestão prática de custos. Curitiba: Juruá, 2004. STARK, J. A. Contabilidade de custos. São Paulo: Pearson, 2007. Conversa inicial Tanto quanto as outras informações sobre gestão de custos que vimos anteriormente, estudar e saber sobre a relação e análise custo/volume/lucro, margem de contribuição, ponto de equilíbrio (contábil, econômico e financeiro), grau de alavancagem operac... Contextualizando É necessário enfatizar a importância e o reflexo que o ambiente competitivo tem no processo de gestão de negócios e em especial na gestão dos custos. Controle e gestão adequada dos custos indicam condições de competição e manutenção da sustentabilidad... O processo de gestão de custos é altamente informacional e obter os dados e informações de forma ágil e consistente proporciona vantagem competitiva. Para tanto, considerar fatores como análise custo/volume/lucro, margem de contribuição, ponto de equi... 3.1 Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) 3.2 Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) 3.3. Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) 5.1 Análise do grau de alavancagem e lucro Na prática FINALIZANDO REFERÊNCIAS