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06/05/2022 00:05 Saúde coletiva
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=O%2fMNU68hlC1QpKNuktTowg%3d%3d&l=la%2bg8vLZcU1%2beGWrdetf%2bA%3d%3d&… 1/25
SAÚDE	COLETIVA
UNIDADE 4 - MODELOS, ORGANIZAÇA� O E
PROMOÇA� O EM SAU� DE NO A� MBITO DO SUS
Autoria: Averlândio Wallysson Soares da Costa – Revisão técnica: Patrıćia Passos
Simões
06/05/2022 00:05 Saúde coletiva
https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=O%2fMNU68hlC1QpKNuktTowg%3d%3d&l=la%2bg8vLZcU1%2beGWrdetf%2bA%3d%3d&… 2/25
Introdução
Nesta última unidade, fortaleceremos uma discussão fundamental para a formação de pro�issionais na área da
Saúde Coletiva. Você já se perguntou qual deve ser a forma de atuação em saúde? Se existe uma forma correta
ou não de atuar? A partir de agora, veremos sobre os Modelos de Atenção à Saúde, que funcionam como
estruturas idearias para explicar os modos de intervenção em saúde.
Você já deve ter se interrogado sobre o que seria prevenção e promoção em saúde. Sabe se há alguma
diferença? Para esclarecer essas questões, estudaremos sobre essa temática, aprendendo sobre cada um
desses aspectos e compreendendo que ambos são instrumentos para a operacionalização da atenção à saúde.
Para todo esse processo, é preciso organizar equipes e serviços que atendam a tais demandas, então, como os
serviços de saúde se organizam para atender às necessidades de saúde de indivı́duos e coletividades? Para
isso, elucidaremos sobre os nı́veis de atenção à saúde e a organização dos serviços em Redes de Atenção à
Saúde (RAS).
Como já é possı́vel perceber, esta unidade será incrı́vel e você não perde por esperar tudo o que vem por aı́.
Então, segure �irme e embarque nessa importante viagem.
Bons estudos!
4.1 Modelos de Atenção à Saúde no Brasil
Neste tópico iremos promover uma importante discussão sobre os Modelos de Atenção à Saúde no Brasil, a
partir do arcabouço teórico fundamental para a construção da atuação pro�issional e manejo das necessidades
de saúde de indivı́duos e coletividades em um espaço e tempo delimitado.
4.1.1 Modelos de Atenção: conceitos introdutórios
Em um primeiro momento é fundamental estabelecer o conceito de modelo. Acredito que pensar sobre o que
seria um modelo remete a ideia de um padrão a seguir, algo que serve de base para alcançar uma determinada
condição homogênea. Na saúde essa concepção se aplica, já que os Modelos de Atenção são padrões
organizativos de formas de atuação em saúde.
Desse modo, é importante frisar que, quando lidamos com saúde na perspectiva da determinação social da
saúde, a multiplicidade e complexidade de formas de construir saúde precisam ser consideradas. Portanto,
precisamos, inicialmente, compreender que os modelos não podem engessar ou mesmo limitar a atuação, ao
contrário, devem ser tratados como formas e impulsos para a re�lexão e crı́tica aos processos.
No Brasil, predominam dois modelos, que atuam de forma paralela e contrária: o modelo Médico Hegemônico
e o Sanitarista. O primeiro, como o próprio nome traz, é hegemônico na sociedade, denotando o maior uso e
exequibilidade na sociedade. O segundo, diz respeito a um modelo que, mesmo atuante na sociedade, tende a
ser usado bem menos em relação ao hegemônico, ocupando uma menor relevância social, enfrentando
di�iculdades em sua execução, principalmente, pelos modelos econômicos e polı́ticos da sociedade, como o
neoliberalismo/capitalismo (PAIM, 2014).
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O Modelo Médico Hegemônico está centrado em um formato mais pautado nos ideais econômicos e na lógica
de lucro oriunda do capitalismo/neoliberalismo. Tende ao individualismo a concepção da saúde-doença
como mercadoria, que pode ser comercializada para obtenção de lucro. E como tal, dá ênfase ao biologicismo,
medicalização dos problemas, estı́mulo ao consumismo médico, participação passiva e subordinada dos
consumidores perante a �igura do pro�issional de saúde.
O Modelo Sanitarista teve suas primeiras expressões no inı́cio da década de XX, e remete à ideia de campanha,
campanhas de vacinação, controle de epidemias, erradicação de endemias; e ainda aos programas, programas
de controle de tuberculose, saúde da criança, saúde mental, saúde da mulher, entre outros. Tende a uma
abordagem epidemiológica, no sentido de controle e erradicação de situações de saúde, assim como uma
vigilância em saúde que atenda a tais necessidades (PAIM, 2014).
Em termos conceituais e levando em consideração nossos objetivos, serão abordadas 4 estrati�icações, duas
de cada modelo. Em relação ao Modelo Médico Hegemônico, serão apresentadas noções sobre o Modelo
Médico Assistencial Privatista e o Modelo de Atenção Gerenciada. Quanto ao Modelo Sanitarista, serão
detalhados conceitos sobre Campanhas Sanitárias e Programas e sobre Vigilância Sanitária e Epidemiológica,
de acordo com Paim (2014). Veja a seguir.
Os Modelos de Atenção à Saúde devem englobar técnicas e tecnologias para resolver problemas e atender às
necessidades de saúde individuais e coletivas. Materializando-se como maneiras de intervenção em saúde,
acompanhando as demandas e necessidades da sociedade.
VOCÊ SABIA?
O modelo Médico Flexneriano teve sua origem nos Estados Unidos e caracteriza-se
pela perspectiva exclusivamente biologicista da doença, com negação dos
determinantes sociais de saúde. Tendo no hospital o local para a execução desse
modelo e o estıḿulo à disciplinariedade e uma abordagem reducionista do
conhecimento.
Modelo Médico Hegemônico 
Modelo	Médico	Assistencial	Privatista é a versão mais conhecida
do Modelo Médico Privatista. Aproxima-se da Medicina Flexneriana,
fortalecendo a clı́nica e os procedimentos e serviços especializados,
com uma demanda espontânea.
Modelo	 da	 Atenção	 Gerenciada	 teve seu desenvolvimento
substancial com o incremento dos planos e seguros de saúde, tendo
uma abordagem extremamente focada no custo-efetividade, custo-
benefı́cio. Utiliza técnicas com intuito de uniformizar condutas,
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Modelo Sanitarista 
utilizando uma prática baseada em evidências e protocolos
assistenciais. Fortalecendo, assim, a contenção da demanda e a
racionalização dos serviços e procedimentos. 
 
 
Campanhas	 Sanitárias	 e	 Programas têm seu arcabouço teórico
nos conhecimentos e fundamentos biológicos e epidemiológicos.
Inclina-se para uma gestão verticalizada, em que o centro decisório
está em um nı́vel hierárquico superior e todos os demais
reproduzem as ações estabelecidas. Possui um plano de ação para
determinados riscos e agravos e/ou determinados grupos
populacionais.
Vigilância	 Sanitária	 e	 Epidemiológica	 contempla a Vigilância
Sanitária, que se centra nos riscos, utilizando dos saberes da
biomedicina e epidemiologia, do saber jurı́dico; e a Vigilância
Epidemiológica centrada no controle dos danos, utilizando dos
fundamentos biológicos, estatı́sticos e epidemiológicos. 
 
4.2 Promover e prevenir em saúde
Neste tópico iremos elucidar sobre dois pontos que estão sempre interligados e, muitas vezes, são entendidos
como sinônimos. Porém, iremos perceber que há diferenças, estamos nos referindo à prevenção e a promoção
da saúde. Aqui, iremos discutir sobre cada um desses conceitos, com vistas ao fortalecimento da sua
aplicabilidade.
4.2.1 Promoção da saúde
As intensas mudanças na sociedade, no decorrer da história, contribuı́ram para as transformações nos modos
de compreender e dar sentido à vida. Como a saúde e a doença são produtos dessa transformação, nesse
contexto, passaram e vem passando por mudanças nas formas de atuação.
Assim, as formas de lidar com a saúde e a doençapassaram por mudanças, inclusive nas formas de atuação.
No perı́odo após a Revolução Industrial, em todo o mundo, percebe-se um acréscimo do ideário da
preservação da saúde e controle de vulnerabilidades, com intuito, a princı́pio, de diminuir as incapacidades e
evitar o adoecimento da mão de obra operante.
Essas mudanças, mesmo que com objetivos econômicos, em primeiro momento, embaladas pelo
fortalecimento da concepção de saúde de forma complexa e abrangente, culminaram na necessidade de
formulação de estratégias que viessem a controlar riscos e, assim, diminuir o adoecimento e consequências
das patologias.
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No Brasil, as primeiras expressões de saúde pública utilizaram ferramentas higienistas e sanitárias para
controle de vetores, contaminantes e diminuição de riscos de doenças. Com práticas limitadas e pouco
abrangentes, não resultou em expressivo êxito a nı́vel coletivo. Posteriormente, ascendem movimentos com
intuito de uma reforma a essa situação, a Reforma Sanitária Brasileira que abarcou ideias de práticas que
promovessem a integralidade de ações e condutas.
Posteriormente, em 1988, a VIII Conferência Nacional da Saúde (CNS) promove o fortalecimento da concepção
de saúde como um direito, um direito democrático inclusive, ascendendo outras demandas como a
construção de um sistema único e descentralizado. Tais conduções culminaram na necessidade de construção
conceitual em legislação do que seria saúde, que abarcou as concepções amplas que traziam os determinantes
e condicionantes de saúde como in�luências ao processo saúde-doença.
Essa condição de entendimento amplo de saúde como parte de uma determinação social, por in�luências em
nı́vel internacional da Carta de Otawa, documento produzido na I Conferência Internacional de Promoção da
Saúde, introduziu a concepção teórica e operativa da promoção à saúde em nı́veis mundiais (BASSINELLO,
2014).
VOCÊ O CONHECE?
Jairnilson Silva Paim é professor Titular de Universidade Federal da Bahia e Professor
Honoris Causa da Universidade Estadual de Feira de Santana. Possui uma vasta
literatura na área de saúde pública e saúde coletiva, sendo um dos autores
contemporâneos mais lidos no que diz respeito à construção do SUS e seus re�lexos
atuais.
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#PraCegoVer: na imagem há uma pirâmide construı́da de blocos, cada bloco apresenta um sı́mbolo
relacionado à saúde, como estetoscópio, comprimido, gosta de sangue, cruz vermelha e cadeira de rodas.
 
Com a construção do Sistema U� nico de Saúde (SUS), em 1990, há um incremento do conceito ampliado de
saúde, com o acréscimo de polı́ticas públicas, participação social, regionalização, coparticipação e
intersetorialidade, que são as bases para a promoção da saúde. Nesse sentido, há uma sinergia entre as ações
para melhoramento da qualidade de vida e para a a�irmação do direito à vida e à saúde, dialogando com a
promoção da saúde.
Mas aqui, se faz necessário estabelecermos, em termos conceituais e práticos, o que seria promoção da saúde,
já que se trata de todo o conjunto de polı́ticas, planos, programas de saúde pública com intuito de favorecer a
saúde das pessoas. Em outros termos, podemos de�inir com a série de medidas protetivas com intuito de
manejar os condicionantes e determinantes de saúde, favorecendo o autocuidado, cidadania, liberdade,
democracia e comprimento de direitos (BASSINELLO, 2014).
Figura 1 - Saúde de forma integrada
Fonte: Monster Ztudio, Mediapool, 2020.
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Na condição ampliada de saúde, os modos de vida se referem a arranjos do sujeito e coletivo, de sua interação
no meio social, em todas as diversas áreas de abrangência, não só no âmbito da saúde. Portanto, os modos de
viver superam o modo tradicional de formas individuais de expressão da vontade, para caracterı́sticas do
grupo, das coletividades e como o processo tem acontecido na sua própria vida, ao passo que tem suas
necessidades atendidas, novas são con�iguradas pela própria construção e reconstrução em seu contexto.
A promoção da saúde também mantém relação com Vigilância em Saúde, articulando e reforçando a exigência
de um movimento integrador no estabelecimento de consensos e sinergias, assim como na execução dos
planos governamentais, a �im de que as polı́ticas públicas sejam exequı́veis e adequadas à saúde da população
(ROCHA, 2012).
A cidadania, na perspectiva da promoção da saúde, é peça fundamental do processo, tendo sua expressão por
meio da criatividade e do espı́rito inovador que torna os indivı́duos como atores principais no processo de
construção da saúde. Participando de todas as etapas, desde a captação e identi�icação das necessidades, o
planejamento, execução e avaliação das medidas e ações de saúde.
VOCÊ QUER VER?
No vıd́eo Abertura	 do	 ano	 letivo	 ENSP	 2014 há uma importante entrevista com
Jairnilson Paim, em que ele faz uma re�lexão sobre saúde pública e saúde coletiva de
suma importância para a construção de conhecimento sobre essa área temática.
Con�ira em: https://www.youtube.com/watch?
time_continue=2&v=xuUXD0SJJpE&feature=emb_logo
(https://www.youtube.com/watch?
time_continue=2&v=xuUXD0SJJpE&feature=emb_logo).
https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=xuUXD0SJJpE&feature=emb_logo
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#PraCegoVer: na imagem há duas senhoras em um parque verde, elas estão sorrindo e se exercitando com
bambolê.
 
Para tanto, exigirá a participação de todas as expressões da comunidade, isto é, usuários, trabalhadores da
saúde, gestores, prestadores, entre outras expressões. Buscando sempre contribuir e pensar coletivamente
uma prática que é também coletiva. Promover saúde é pensar o todo, para todos, com todos e com vistas a sua
integralidade (ROCHA, 2012).
A promoção da saúde é, assim, uma estratégia de produção de saúde, ou seja, é um modo de pensar e de
intervir nas polı́ticas e tecnologias desenvolvidas em um sistema de saúde. Podemos compreender o SUS
como uma possibilidade de enfocar os aspectos que determinam o processo saúde-doença. Em um paı́s com
iniquidades como o nosso, temos determinantes como: violência, desemprego, subemprego, falta de
saneamento básico, habitação inadequada e/ou ausente, di�iculdade de acesso à educação, urbanização não
planejada, fome, poluição, que são in�luenciados pelos modos de intervir nas polı́ticas e programas de saúde.
Figura 2 - Vida saudável
Fonte: Rawpixel.com, Mediapool, 2020.
06/05/2022 00:05 Saúde coletiva
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#PraCegoVer: na imagem há dois desenhos, cada um com três garotos que tentam olhar por cima de um
muro. Na primeira �igura está escrito “igualdade” e cada um dos garotos está em cima de uma caixa, assim, o
garoto mais baixo não consegue ver o que acontece no outro lado do muro. Na segunda �igura está escrito
“equidade” e os mesmos garotos aparecem, mas com uma distribuição diferente das caixas, o mais baixo �ica
com duas caixas e, assim, �ica mais elevado e consegue ver, já o mais alto não �ica com caixa e mesmo assim
consegue ver.
 
O Ministério da Saúde, por meio da Portaria MS/GM nº 687, de 30 de março de 2006, propõe a Polı́tica
Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), com vistas a enfrentar os desa�ios de produçãoda saúde em um
cenário sócio-histórico complexo e que precisa ser considerado quanto aos aspectos sanitários e da própria
situação de saúde.
A promoção da saúde por meio da PNPS se coloca como um mecanismo de empoderamento e implantação de
uma polı́tica que seja transversal, integrada e intersetorial, que possibilite uma relação entre as diversas áreas
dos setores da saúde, mas também de outros. Essa articulação se dá entre os diversos setores, não só
públicos, mas também privados. Na verdade, se estabelecem as seguintes relações: sujeito/coletivo,
Figura 3 - Igualdade x equidade
Fonte: SOU+SUS, 2020.
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público/privado, estado/sociedade, clı́nica/ polı́tica, setor sanitário/outros setores, buscando ultrapassar a
constante fragmentação na abordagem do processo saúde-doença. A polı́tica irá, então, fomentar os princı́pios
e diretrizes do SUS.
4.2.2 Prevenir em saúde
A partir de agora iremos produzir uma discussão sobre uma interface aplicativa da promoção da saúde, que é
a prevenção. A prevenção em saúde se relaciona à aplicabilidade dos modos de controle e redução de riscos e
vulnerabilidades pautados em uma determinada situação. Ao contrário da promoção, que tende a abarcar a
saúde de forma geral, na prevenção conseguimos nos deter a patologias especi�icas ou hábitos, por exemplo.
A prevenção é classi�icada em nı́veis de acordo com sua sistemática e o que se propõe. Há quatro nı́veis de
prevenção, descritos a seguir.
 
Prevenção Primária
Trata-se de das medidas de remoção de causas e fatores de risco sobre um problema de saúde individual ou
coletivo, mas antes da existência da condição clı́nica/doença. Assim, trata-se de ações com intuito de
amenizar os riscos e fatores que levem ao adoecimento, por exemplo, aqui adentram medidas de promoção da
saúde e proteções especi�icas, como imunização, orientação de atividade fı́sica, hábitos alimentares e de vida
para manter uma vida saudável (BRASIL, 2013).
Prevenção Secundária
VOCÊ QUER LER?
E� muito importante uma leitura complementar sobre uso e apropriação de tecnologias
para o cuidado em saúde, permitindo conhecer as tecnologias leves, leve-duras. Para
isso, vale a pena a leitura do texto A	 utilização	 e	 a	 apropriação	 das	 tecnologias	 do
cuidado, disponıv́el
em: https://unasus2.moodle.ufsc.br/plugin�ile.php/14844/mod_resource/content/2/
un01/index.html
(https://unasus2.moodle.ufsc.br/plugin�ile.php/14844/mod_resource/content/2/un
01/index.html).
•
•
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/14844/mod_resource/content/2/un01/index.html
06/05/2022 00:05 Saúde coletiva
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Trata-se das medidas com intuito de detectar um problema de saúde em fases iniciais, de preferência em
estágios subclı́nicos, no indivı́duo ou coletividade. A perspectiva aqui é o diagnóstico precoce, a diminuição
dos dados de um possı́vel agravamento e dos efeitos que a doença, propriamente dita, pode causar. Como
exemplos temos os testes e medidas de rastreamento como os exames citopatológicos preventivos de câncer
de colo de útero, testes rápidos de HIV, Sı́�ilis, Hepatite, entre outros (BRASIL, 2013).
Prevenção Terciária
Consiste na ação implementada para a redução dos danos/prejuı́zos de uma determinada condição de
saúde/patologia a um indivı́duo ou população. Adentra aqui a reabilitação da saúde, a �im de que os danos
possam ser controlados ou que novos danos não venham a acontecer, por exemplo, a prevenção de
complicações do Diabetes Mellitus ou Hipertensão Arterial Sistêmica, ação de reabilitação de um paciente pós
Infarto Agudo do Miocárdio ou Acidente Vascular Encefálico.
Prevenção Quaternária
Trata-se de um nı́vel recente de prevenção, oriunda das intervenções e técnicas realizadas de forma excessiva
nos indivı́duos e coletividades. Dessa forma, consiste na proteção dos indivı́duos e/ou coletividades para
intervenções médicas inapropriadas, com intuito de oferecer alternativas eticamente aceitáveis, como
cuidados paliativos para pacientes oncológicos (BRASIL, 2013).
 
A prevenção tem como objetivo, assim, a redução do risco de se adquirir uma doença especı́�ica, reduzindo a
probabilidade de que uma doença ou desordem venha acarretar algum dano ao indivı́duo, famı́lia ou
coletividades (BRASIL, 2013).
•
•
4.3 Atenção à saúde e sua organização
Como já percebemos, as necessidades de saúde são múltiplas e adentram os mais diversos contextos para
serem atendidas. Dessa forma, os sistemas de saúde precisam estar organizados de modo que possam abarcar
as diversas nuances de necessidades e serviços a serem prestados.
4.3.1 Níveis de atenção à saúde
Nesse sentido, temos o estabelecimento dos nı́veis de atenção à saúde, que são arranjos organizacionais, a �im
de tornar os serviços e estabelecimentos de saúde aptos e adequados para o atendimento das reais
necessidades dos indivı́duos e coletividades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) de�ine três nı́veis de
atenção à saúde: primário, secundário e terciário. Esses termos são os mundialmente utilizados. No Brasil, há
adaptações para a atenção básica, média e alta complexidade, respectivamente análogos aos termos da OMS.
Veja quais são os nı́veis de atenção à saúde (BRASIL, 2018).
 
Atenção Primária
Nesse nı́vel se encontram as situações com densidade tecnológica mais baixa, tendo um foco em atividades de
cunho generalista de prevenção e promoção da saúde. O foco é o atendimento de pacientes estabilizados e
com grau de cuidados que não demandem urgência e emergência, ou seja, aqui se encontram os serviços de
eletivos (agendados), programas de doenças crônicas como Hipertensão e Diabetes, pré-natal, atividades de
triagem como testes rápidos e outros. No Brasil, esse nı́vel é representado pela Atenção Básica, materializado
no cenário da Unidade Básica de Saúde, que é porta de entrada para os demais nı́veis e ao próprio SUS.
Atenção Secundária
Nessa etapa estão concentrados os serviços de saúde especializados em nı́vel ambulatorial e hospitalar. De
forma geral, tendem a ser regulados pela atenção primária ou ainda podem ser acessados diretamente.
Incluem serviços ambulatoriais especializados com serviços e consultas de especialidades, como
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06/05/2022 00:05 Saúde coletiva
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cardiologia, oftalmologia, endocrinologia etc., além de serviços de apoio ao diagnóstico, Policlı́nicas, Centro
de Atenção Psicossocial (CAPS), entre outros.
Atenção Terciária
Nesse nı́vel estão os serviços de grande aporte tecnológico, especializados e de alto custo, abarcando
intervenções reabilitadoras. Incluem serviços como cirurgias, internação e demais condutas de alta
complexidade. São exemplos procedimentos em oncologia (incluindo quimio e radioterapia), cardiologia,
oftalmologia, transplantes, parto em gestações de alto risco, traumato-ortopedia, neurocirurgia, diálise (ou
terapia renal substitutiva - TRS), cirurgias (como a bariátrica), reprodução assistida, otologia (destinada ao
tratamento de doenças no aparelho auditivo), dentre outras. Incluem-se também a ressonância nuclear
magnética e a medicina nuclear, hemoterapia. Além do fornecimento de próteses ósseas, marca-passos, stendt
cardı́aco etc.
 
E� importante frisar que esses nı́veis seguem uma ordem crescente de complexidade e aparato tecnológico, a
�im de termos a garantia de que cada paciente seja atendido no nı́vel que necessita de atenção à saúde. O
entendimento de quais são as necessidades e ofertas que cada nı́vel pode oferecer é de grande importância, de
modo a organizar esistematizar os atributos de cada serviço.
4.3.2 A Atenção Básica como a porta de entrada do sistema
A Atenção Básica (AB) representa a Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil e se con�igura como a porta de
entrada ao sistema, devendo ser resolutivo para a maioria das demandas que chegam ao seu campo. Ser a
porta de entrada representa, assim, estar apta a receber e gerenciar todos os serviços ao qual se propõe e se
responsabiliza, conforme regulamenta a Polı́tica Nacional de Atenção Básica (PANB).
E tal responsabilização é o que mais caracteriza esse nı́vel de atenção, pois temos na Atenção Básica um ponto
de encontro para o exercı́cio dos princı́pios e diretrizes do SUS, tornando-os práticos e exequı́veis. Para
fortalecer tal concepção vamos elucidar os atributos da APS, de acordo com Gondim, Grabois e Mendes Júnior,
•
VOCÊ QUER LER?
Para reforçar a discussão aqui trabalhada, é de suma importância a leitura da Portaria
2.436/2017 do Ministério da Saúde
(https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html),
que regulamenta a Polıt́ica Nacional da Atenção Básica (PNAB).
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html
06/05/2022 00:05 Saúde coletiva
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2011. Veja quais são.
 
Garantia de acesso, fortalecendo o ideário de universalidade;
Ser a porta de entrada ao sistema e a rede de serviços;
Longitudinalidade com intuito de fortalecer o vínculo do
serviço/equipe ao indivíduo/família/comunidade;
Integralidade de ações e serviços;
Coordenação de serviços, organizando o fluxo e direcionamento
do usuário/família ao serviço de saúde;
Enfoque familiar, o foco é justamente a família em suas
interações e direcionamentos;
Orientação da comunidade, fortalecendo o controle social.
 
Em termos conceituais a AB se caracteriza como um conjunto de ações e atividades de saúde, adentrando a
promoção e proteção da saúde, assim como prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e
manutenção da saúde, a nı́vel individual e coletivo.
A �igura a seguir demostra os valores que um serviço de atenção primária/atenção básica necessita
conglomerar a �im de ter êxito.
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#PraCegoVer: na imagem há um organograma com várias palavras ao redor, deve-se ler do centro para a
periferia e assim são representados os princı́pios-atributos da atenção primária à saúde.
 
As práticas desenvolvidas pela AB acontecem por meio de exercı́cio de práticas gerenciais e sanitárias, de
forma democrática e participativa, que se dão por meio de trabalhos em equipe, dirigidos a populações em
territórios delimitados. Essa equipe assume, então, a responsabilidade sanitária por uma área territorial
delimitada, utilizando tecnologias de complexidade, mas de baixa densidade tecnológica, a �im de resolver os
problemas de saúde de maior frequência e importância em sua área adscrita (GONDIM; GRABOIS; MENDES
JU� NIOR, 2011).
Figura 4 - Elementos essenciais de um serviço de APS
Fonte: Elaborada pelo autor, baseada em GONDIM; GRABOIS; MENDES JU� NIOR, 2011.
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#PraCegoVer: a imagem é o sı́mbolo da Atenção Básica, há a representação de um homem, uma mulher e uma
criança nas cores azul, vermelho e branco, respectivamente. Atrás deles tem a representação de uma casa e um
prédio.
 
A AB considera o sujeito em sua singularidade e complexidade, dessa forma, busca uma atenção integral que,
como está inserida no território do usuário/ famı́lia/ comunidade, consegue se adaptar e se inserir nos
contextos socioculturais em que está contida. A seguir são apresentados os princı́pios e diretrizes do SUS e da
RAS a serem operacionalizados na Atenção Básica, de acordo com o Ministério da saúde (2017).
Regionalização e hierarquização: dos pontos de atenção da RAS, tendo a AB como ponto de comunicação.
Considera-se regiões de saúde um recorte espacial estratégico para �ins de planejamento, organização e gestão
de redes de ações e serviços de saúde em determinada localidade. A hierarquização é uma forma de
organização de pontos de atenção da RAS entre si, com �luxos e referências estabelecidas.
População adscrita: população que está presente no território da AB, de forma a estimular o desenvolvimento
de relações de vı́nculo e responsabilização entre as equipes e a população, garantindo a continuidade das
ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado e com o objetivo de ser referência para o seu cuidado.
Figura 5 - Atenção Básica
Fonte: BRASIL, 2018.
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Cuidado centrado na pessoa: aponta para o desenvolvimento de ações de cuidado de forma singularizada, que
auxilie as pessoas a desenvolverem os conhecimentos, aptidões, competências e a con�iança necessária para
gerir e tomar decisões sobre sua própria saúde e seu cuidado de saúde de forma mais efetiva. O cuidado é
construı́do com as pessoas, de acordo com suas necessidades e potencialidades, na busca de uma vida
independente e plena. A famı́lia, a comunidade e outras formas de coletividade são elementos relevantes,
muitas vezes, condicionantes ou determinantes na vida das pessoas e, por consequência, no cuidado.
Resolutividade: reforça a importância de a AB ser resolutiva, utilizando e articulando diferentes tecnologias de
cuidado individual e coletivo, capaz de construir vı́nculos positivos e intervenções clı́nica e sanitariamente
efetivas. Centrada na pessoa, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos indivı́duos e grupos
sociais, deve ser capaz de resolver a grande maioria dos problemas de saúde da população, coordenando o
cuidado do usuário em outros pontos da RAS, quando necessário.
Longitudinalidade do cuidado: pressupõe a continuidade da relação de cuidado, com construção de vı́nculo e
responsabilização entre pro�issionais e usuários ao longo do tempo e de modo permanente e consistente,
acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros elementos na vida das pessoas, evitando a
perda de referências e diminuindo os riscos de iatrogenia, que são decorrentes do desconhecimento das
histórias de vida e da falta de coordenação do cuidado.
Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e organizar o �luxo dos usuários entre os pontos de atenção das
RAS. Atuando como o centro de comunicação entre os diversos pontos de atenção, responsabilizando-se pelo
cuidado dos usuários em qualquer um desses pontos por meio de uma relação horizontal, contı́nua e
integrada, com o objetivo de produzir a gestão compartilhada da atenção integral. Articulando também as
outras estruturas das redes de saúde e intersetoriais, públicas, comunitárias e sociais.
Ordenar as redes: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade, organizando
as necessidades dessa população em relação aos outros pontos de atenção à saúde, contribuindo para que o
planejamento das ações, assim como a programação dos serviços de saúde, parta das necessidades de saúde
das pessoas.
Participação da comunidade: estimular a participação das pessoas, a orientação comunitária das ações de
saúde na Atenção Básica e a competência cultural no cuidado, como forma de ampliar sua autonomia e
capacidade na construção do cuidado. Considerando ainda o enfrentamento dos determinantes e
condicionantes de saúde, por meio de articulação e integração das ações intersetoriais na organizaçãoe
orientação dos serviços de saúde, a partir de lógicas mais centradas nas pessoas e no exercı́cio do controle
social.
As responsabilidades da AB na RAS são:
Ordenar o �luxo das pessoas nos demais pontos
de atenção da RAS.
Gerir a referência e contrarreferência em outros
pontos de atenção.
Estabelecer relação com os especialistas que
cuidam das pessoas do território.
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4.3.3 Estratégia Saúde da Família
Nos serviços de AB temos a Estratégia Saúde da Famı́lia (ESF), que busca promover a qualidade de vida da
população brasileira e intervir nos fatores que colocam a saúde em risco, como falta de atividade fı́sica, má
alimentação e o uso de tabaco. Com atenção integral, equânime e contı́nua, a ESF se fortalece como uma porta
de entrada do Sistema U� nico de Saúde (SUS), visa à reorganização da APS no paı́s, de acordo com os preceitos
do SUS, e é tida pelo Ministério da Saúde e gestores estaduais e municipais como estratégia de expansão,
quali�icação e consolidação da APS. Por meio da ESF é possı́vel reorientar o processo de trabalho com maior
potencial para aprofundar os princı́pios, diretrizes e fundamentos da atenção primária, e ampliar a
resolutividade e impacto na situação de saúde das pessoas, além de propiciar uma importante relação custo-
efetividade. 
E� importante frisar que a ESF está ligada a Unidade Básica de Saúde (UBS) local, que é o espaço em que estão
contidas as equipes. Uma ESF é composta por uma equipe multipro�issional que possui, no mı́nimo, um
médico generalista ou especialista em saúde da famı́lia ou famı́lia e comunidade, um enfermeiro generalista
ou especialista em saúde da famı́lia, um técnico de Enfermagem e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
Acresce-se ainda as equipes de Saúde Bucal, composta por odontólogo, preferencialmente especialista em
saúde da famı́lia e Técnico em Saúde Bucal.
Cada ACS terá no máximo 750 pessoas cadastradas sob sua responsabilidade, isto é, em sua microárea. O
número de ACS por equipe deverá ser de�inido de acordo com a base populacional, critérios demográ�icos,
epidemiológicos e socioeconômicos. Cada equipe de saúde da famı́lia deve ter no máximo 4.000 pessoas
cadastradas em sua área.
Como forma de dar apoio à ESF e ainda fomentar a integralidade na atenção à saúde, as unidades/equipes
poderão ainda contar com os Núcleos de Apoio à Saúde da Famı́lia (NASF), mesmo atualmente não tendo mais
padrão �ixo para a sua composição. Já que cada gestor pode organizar essas equipes de acordo com suas
necessidades e possibilidades, tais equipes funcionam como rede de apoio e referência em diversos serviços
como: médico acupunturista, assistente social, pro�issional de educação fı́sica, farmacêutico, �isioterapeuta,
VOCÊ QUER VER?
A Estratégia Saúde da Famıĺia é uma das ações mais exitosas do SUS, no sentido de
desenvolver uma atenção integral às famıĺias e coletividade. De forma breve e
dinâmica, o vıd́eo Estratégia	 Saúde	 da	 Família traz uma boa demonstração dessa
prática. Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=lT3VmVbdxsU
(https://www.youtube.com/watch?v=lT3VmVbdxsU)
https://www.youtube.com/watch?v=lT3VmVbdxsU
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fonoaudiólogo, médico ginecologista e obstetra, médico Homeopata, nutricionista, psicólogo, médico pediatra
e geriatra, terapeuta ocupacional, médico psiquiatra; terapeuta ocupacional; médico geriatra; médico internista
(clı́nica médica), médico do trabalho, médico veterinário, pro�issional com formação em arte e educação (arte
educador) e pro�issional de saúde sanitarista, ou seja, pro�issional graduado na área de saúde com pós-
graduação em saúde pública ou coletiva ou graduado diretamente em uma dessas áreas conforme normativa
vigente.
O NASF constitui uma equipe multipro�issional e interdisciplinar composta por categorias de pro�issionais da
saúde, complementar às equipes que atuam na AB. E� formada por diferentes ocupações (pro�issões e
especialidades) da área da saúde, atuando de maneira integrada para dar suporte (clı́nico, sanitário e
pedagógico) aos pro�issionais das equipes de Saúde da Famı́lia (eSF) e de Atenção Básica (eAB).
4.4 Redes de Atenção à Saúde
Neste tópico iremos abordar a operacionalização dos serviços de saúde de acordo com os nı́veis de atenção e,
assim, possibilitar a execução dos diversos serviços e possibilidades de atenção à saúde. Isto é,
trabalharemos aqui sobre as Redes de Atenção à Saúde (RAS) que, no contexto SUS, se tornam de fundamental
importância e aplicabilidade.
Inicialmente, é importante compreender que as RAS são arranjos de ações e serviços de saúde, de diversos
nı́veis tecnológicos e de atenção, que se conectam em um processo organizativo de forma técnica, logı́stica e
de gestão, garantindo o cumprimento da integralidade do cuidado.
Tais arranjos se organizam de forma sistematizada, a �im de responder as necessidades especı́�icas de saúde
por meio de um ciclo de atenção que abarque todas as situações do usuário que está imerso na rede. Não
importa a necessidade de saúde que se tenha e se essa será sanada pela Atenção Primária, Secundária ou
Terciária, todos os nı́veis de atenção estarão organizados e conectados de forma a promover o cuidado
integral (BRASIL, 2018).
Salienta-se que a coordenação das RAS �ica sob a responsabilidade da AB. Como porta de entrada ao sistema e
o nı́vel de atenção que garante o atendimento ao máximo de demandas dos usuários, a AB é o serviço que terá
relação direta com todos os outros serviços da rede, de modo a permitir o acesso e a resolutividade do
sistema perante o que se propõe.
As RAS estão organizadas e situadas dentro de uma região de saúde. Essa região está contida em uma área
delimitada geogra�icamente e organizada por meio de Comissões Intergestores, que atuam na organização e
funcionamento das atividades e serviços de saúde parte da rede, a nı́vel municipal, estadual e federal, a
depender da rede a que se propõem. A �igura a seguir demostra um exemplo de RAS, em que a Unidade Básica
de Saúde atua como coordenadora.
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#PraCegoVer: na imagem há várias �iguras de serviços de saúde, no centro está a UBS que, por meio de setas
de sentido duplo, faz conexão com a UPA, hospital, ambulatório de especialidades, telessaúde, academia da
saúde, CRAS e outros.
 
A seguir são apresentadas as principais caracterı́sticas das RAS, a partir das quais percebemos a importância
do fortalecimento da integralidade, regionalização e equidade das ações e serviços (BRASIL, 2014).
Figura 6 - Rede de Atenção à Saúde
Fonte: BRASIL, 2020.
Composição de relações horizontais entre os serviços da rede, tendo a Atenção Básica no centro
da comunicação. 
As necessidades de saúde da população no centro da atenção.
 
Fortalecimento de uma atenção contı́nua e integral. 
 
 
Compartilhamento de metas e compromisso com os resultados sanitários e econômicos. 
 
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Para a construção de uma RAS é importante atentar-se para alguns pontos como a de�inição clara da população
e território; diagnóstico situacional em que se identi�ique as maiores necessidades da população adscrita;
de�inição dos objetivos a alcançar; articulação do público com o privado; estabelecimento de um sistema
logı́stico e de suporte; investimento nas pessoas/equipes;de�inição de sistema de regulação e governança da
rede; e �inanciamento sustentável (BRASIL, 2014). 
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CASO
Maria Tereza tem 48 anos, 2 �ilhos gêmeos e é casada com José Felipe, de 51 anos.
Essa famıĺia faz parte da área adscrita da UBS Esperança, que é responsável pelas
famıĺias do bairro. A unidade é composta por um médico, um enfermeiro, um técnico
de enfermagem, um dentista e um técnico em saúde bucal e seis agentes
comunitários de saúde (ACS), sendo que cada um �ica responsável por uma
microárea, já que a área da unidade é dividida em seis microáreas.
A UBS presta diversos serviços com foco na saúde da famıĺia, é por isso que os �ilhos
de Maria Tereza fazem acompanhamento de consultas de crescimento e
desenvolvimento com o enfermeiro e o médico, tomam vacinas e já foram
referenciados para um acompanhamento com nutricionista na policlıńica da região.
José Felipe faz acompanhamento nas consultas de Hiperdia, já que é hipertenso e
toma regularmente anti-hipertensivos, faz acompanhamento com o médico da
unidade e anualmente é referenciado para o cardiologista da clıńica especializada do
municıṕio.
Maria Tereza fez o pré-natal na própria unidade com o médico e o enfermeiro e foi
referenciada para a maternidade no momento do parto. Quando recebeu alta teve a
visita da equipe para a sua avaliação e dos bebês. Além de receber regularmente a
visita da ACS Juliana, que acompanha todas as questões de saúde da famıĺia e sempre
orienta sobre dúvidas que surgem.
E foi em uma dessas visitas que Maria Tereza foi lembrada da necessidade de fazer o
exame preventivo de câncer de colo de útero (PCCU), que estava atrasado, pois o
último tinha sido realizado há mais de 3 anos. Foi agendado o PCCU e no dia e horário
Maria Tereza foi recepcionada pelo enfermeiro da unidade que realizou o
procedimento e prestou as informações necessárias.
Após 15 dias do exame, ela foi contactada pelo enfermeiro solicitando sua presença
na unidade, lá foi informada que o seu exame constatou uma lesão que precisaria ser
averiguada com maior precisão e com maior aporte tecnológico e especialização.
Sendo assim, foi referenciada para o centro de especialidades do municıṕio, onde teve
a assistência de uma ginecologista que a submeteu a uma Colposcopia e, após uma
biopsia, constatou-se uma malignidade.
Maria Tereza �icou extremamente preocupada com a situação, já que foi informada
que teria seu tratamento realizado do hospital de oncologia. Porém, foi tranquilizada,
pois seria contrarreferenciada para a sua UBS, que também �icaria ciente do seu
quadro clıńico.
A equipe da UBS recebeu as informações da situação de Maria Tereza e logo foi
planejado uma visita domiciliar conjunta com o médico, enfermeiro e ACS para
prestar apoio e dar orientações para a famıĺia. Essa visita aconteceu e Maria Tereza
�icou mais aliviada, pois se sentiu apoiada por sua equipe de saúde, com a qual possui
vıńculo, mesmo que quem presta o serviço não são esses mesmos pro�issionais, mas
outros nıv́eis de complexidade da RAS.
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Como uma forma de implementar e pactuar entre os três nı́veis governamentais, em 2010, por meio da
portaria ministerial 4.279, foram regulamentados grupos temáticos que possibilitaram a con�iguração das
Redes Temáticas: Rede Cegonha, Rede de Atenção às Urgências e Emergências, Rede de Atenção Psicossocial,
Rede de Cuidado à Pessoa com De�iciência, Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.
Rede Cegonha: trata-se de uma estratégia que visa implementar
uma rede de serviços para assegurar às mulheres o direito de uma
atenção humanizada no planejamento reprodutivo, gravidez,
parto e puerpério. Garantindo ainda, às crianças, o direito ao
nascimento seguro e um crescimento e desenvolvimento saudável
(BRASIL, 2014). Tais praticas se darão por meio de uma ampliação
do acesso e da melhoria da qualidade do pré-natal, vinculação da
gestante na unidade, implantação de boas práticas no parto,
puerpério, crescimento e desenvolvimento da criança.
Rede de Atenção às Urgências e Emergências: pensada de
forma integrada, busca colocar à disposição da população uma
rede integrada de urgência. Faz parte da rede o Serviço
Atendimento Móvel às Urgências (SAMU 192) e as Unidades de
Pronto Atendimento (UPA 24h), que devem trabalhar de forma
integrada a fim de atender as demandas de urgência e emergência
(BRASIL, 2014).
Rede de Atenção Psicossocial: rede de serviços com vistas a
atender as necessidades de saúde mental. Com perspectivas mais
atuais de um cuidado mais centrado na pessoa e com vistas a sua
ressocialização. Possui serviços específicos, quais sejam: CAPS I,
CAPS II, CAPS III, CAPS i, CAPS ad e CAPS ad III. Juntamente com a
AB e demais serviços de média e alta complexidade buscam
atender de forma integral todas as necessidades de saúde dos
indivíduos com transtornos mentais (BRASIL, 2014).
Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência: constituída de
serviços que buscam propiciar atenção integral à saúde da pessoa
com deficiência. Evolve serviços de atenção básica, que acolhem e
inserem o usuário na rede, até serviços mais especializados com
foco no tratamento e reabilitação. Inclui serviços que fornecem
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concessão de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção,
quando necessários (BRASIL, 2014).
Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas:
formada por uma série de serviços e ações com foco nas doenças
crônicas, incluindo todos os níveos de atenção, por meio de ações
de prevenção, promoção, tratamento, diagnóstico, reabilitação e
redução de danos. Busca-se uma atenção integral, que amplie a
visão tradicional limitada de doença, para a uma abordagem
centrada na pessoa, que visualize e atenda todas as suas
necessidades. No foco estão as seguintes patologias: Hipertensão
Arterial, Hepatites, Diabetes, Meningites, AIDS, Câncer de mama,
Câncer de pênis, Alcoolismo, Tabagismo, Hanseníase,
Leishmaniose, entre outros.
Desta forma, pode-se compreender o delineamento das Redes de Atenção à Saúde e sua con�iguração, com
intuito de desenvolver a integralidade nas ações e serviços de saúde, garantindo a equidade e universalidade
no acesso. 
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Conclusão
Assim, diferentes lógicas de organização dos serviços de saúde podem ser observadas no SUS, orientadas por
critérios diversos: tipos de serviços envolvidos (ambulatoriais, hospitalares, domiciliares, urgência e
emergência), nı́veis de complexidade da atenção à saúde (atenção básica, média e alta complexidade) e
modelos de prestação do cuidado à saúde (Estratégia Saúde da Famı́lia). Porém, existem desa�ios entre essas
distintas lógicas de organização dos serviços no que se refere às propostas de planejamento e �inanciamento
da saúde, que devem ser bem conduzidas e de forma não fragmentada pelas esferas de governo.
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:
conjecturar sobre os Modelos de Atenção à Saúde: compreensão
sobre as estratégias de intervenção para se alcançar a atenção à
saúde;
compreender os preceitos da prevenção e promoção à saúde:
possibilidade de fortalecer as particularidades e
complementariedades que cada um desses processos tem e a sua
contribuição no contexto de saúde e doença;
compreender os três níveis de atenção à saúde: primário,
secundário e terciário, visualizando a organização e
responsabilidade que cada um desses níveis;
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aproximar a organização da Atenção Básica e as Redes de Atenção
à Saúde: visualização da Atenção básica como ordenadora da rede
e a porta de entrada ao SUS.
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Bibliografia
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Comunicação Institucional (CCI/ENSP). Manguinhos, 2014. 1 vı́deo (9 mim). Publicado pelo canal Ensp
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PAIM, J. S. Saúde	coletiva: teoria e prática. 1. ed. Rio de Janeiro: Medbook, 2014.
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https://soumaissus.blogspot.com/2015/03/principio-doutrinario-do-sus-equidade.html
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