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MASTITES AGUDAS E CRÔNICAS Dra. Rebeca N. Heinzen Médica pela Universidade Federal de Santa Catarina Mastologista pelo Hospital Sírio Libanês Pós Graduada em Predisposição Hereditária ao Câncer Doutora pela Universidade de São Paulo 1 Inflamação do tecido mamário que pode ou não ser acompanhada por infecção. NÃO OCORRE SOMENTE NA LACTAÇÃO NEM SEMPRE RESPONDE ATB NEM SEMPRE TEM INFECÇÃO 2 ATENDIMENTO BÁSICO DE SAÚDE INCIDÊNCIA DE MASTITE 3 4 Mastites Agudas Crônicas Puerperal Infecciosa Não infecciosa O papel da RNM em diferenciar mastite maligna x não maligna necessita de mais estudos 6 Mastite Não lactacional MMG/ USG Punch da pele Aspiração/ Biópsia Falha ao ATB ULTRASSONOGRAFIA Edema Coleções mal definidas Dilatação do sistema ducto retroareolar Espessamento da pele (> 2 mm) Massas/ Cistos/ Abscesso Trajetos fistulosos Linfonodomegalia Vascularização 7 MASTITES Agudas Mastite lactacional/ puerperal Crônicas Infecciosa Mastite periductal/ Abscesso subareolar recidivante Mastite da ectasia ductal Mastite granulomatosa idiopática Mastopatia diabética 8 MASTITES Agudas Mastite lactacional/ puerperal Crônicas Infecciosa Mastite periductal/Abscesso subareolar recidivante Mastite da ectasia ductal Mastite granulomatosa idiopática Mastopatia diabética 9 Mastite puerperal/ lactacional EPIDEMIOLOGIA Mulheres lactantes 2a- 5a semana do puerpério Mastite puerperal 11 FISIOLOGIA Agentes: S. aures e o epidermidis, Streptococcus, E. Coli, Pseudomonas aeruginosa, Proteus mirabilis. Estafilocóccicas abscessos multiloculados Estreptocóccicas celulites Anaeróbios necrose tecidual Mastite puerperal 12 QUADRO CLÍNICO Sintomas sistêmicos e locais Mastite puerperal 13 TRATAMENTO Manter amamentação Ordenha manual delicada das mamas Analgésicos Antitérmicos Antibióticos Drenagem cirúrgica se abscesso Mastite puerperal 14 Mastite puerperal Drogas Posologia Cefalexina 500 mg 6/6h VO 7-10d Cefadroxila 500 mg 12/12h VO 7-10d Amoxacilina/ clavulanato 875 mg 12/12h VO 7-10d Ciprofloxacina 500 mg 6/6h VO 7-10d Trimetropim/ sulfametoxazol 160/800 mg 12/12 VO 7-10d Metronidazol e cefalexina 500 mg 6/6h VO 7-10d Oxacilina 2 gramas IV 4/4h Cefoxitima, clindamicina 1 grama IV 6/6 horas e 600 mg IV 8/8h Adaptado: Doenças da mama 15 … sempre lembrar: PARA REALIZAR A PROFILAXIA DA MASTITE PUERPERAL É DEVER DA EQUIPE DE SAÚDE ENSINAR A PACIENTE NA FASE PRÉ- NATAL, MEDIDAS DE HIGIENE , EXERCÍCIOS COM MAMILOS E TÉCNICA CORRETA DA AMAMENTAÇÃO PARA EVITAR FISSURAS E ESTASE LÁCTEA. Mastite puerperal 16 MASTITES Agudas Mastite lactacional/ puerperal Crônicas Infecciosa Mastite periductal/Abscesso subareolar recidivante Mastite da ectasia ductal Mastite granulomatosa idiopática Mastopatia diabética 17 Mastite Tuberculosa EPIDEMIOLOGIA “Scrofulous swelling of the bosom” Sir Astley Cooper, 1829 Negras> brancas, 20-40 anos, unilateral Macrófagos, linfócitos Reação granulomatosa QUADRO CLÍNICO Não específico Massa irregular Inflamação periférica Áreas de abscesso, ulceração Retração mamilar, edema em casca- de- laranja Adenopatia axilar Mastite granulomatosa idiopática 50 Estudo retrospectivo Janeiro de 1996- Dezembro de 2005 20 Casos Achados inconsistentes DIAGNÓSTICO US: massa sólida, normalmente sugestiva de abscesso MMG: sugestiva de malignidade (B4) Core biopsy: Lesão granulomatosa no lóbulo mamário Diagnóstico diferencial: Sarcoidose, tuberculose Infecção fúngica, parasitária, Granulomatose de Wegener, poliarterite nodosa Mastite granulomatosa idiopática \ 53 MANEJO Inflamação auto- limitada Resolução em 9-12 meses recorrência (50% dos casos) Infecção: ATB e drenagem Glicocorticoides sistêmicos e injeção de corticoide intralesional: sem estudos randomizados. Metotrexate Ressecção pode favorecer a formação de trajetos fistulosos. Mastite granulomatosa idiopática 54 55 MASTITES Agudas Mastite lactacional/ puerperal Crônicas Infecciosa Mastite periductal/ abscesso subareolar recidivante Mastite da ectasia ductal Mastite granulomatosa idiopática Mastopatia diabética 56 Mastopatia DIABÉTICA EPIDEMIOLOGIA Mastite lobular linfocítica esclerosante Soler e Khardori, 1984 Associação com DM1 de longa duração, com mau controle glicêmico. Alguns casos de DM2, outras desordens endocrinológicas Doença rara (1: 1694),