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2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................... 4 
2 Agentes envolvidos na obra de jardins ................................................ 5 
3 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DO CANTEIRO DE OBRAS DE 
UM JARDIM ............................................................................................................ 9 
4 MATERIAIS BÁSICOS UTILIZADOS NA OBRA DE UM JARDIM ..... 12 
5 EXEMPLOS DE JARDINS RESIDENCIAIS ...................................... 18 
6 ESPÉCIES ADAPTADAS A ESPAÇOS INTERNOS ......................... 24 
6.1 PACOVÁ (ARACEAE PHILODENDRON MARTIANUM) ............ 24 
6.2 PALMEIRA-RÁFIA (ARACEAE RHAPIS EXCELSA) .................. 25 
6.3 COSTELA-DE-ADÃO (ARACEAE MONSTERA DELICIOSA) .... 26 
6.4 LÍRIO DA PAZ (SPATHIPHYLLUM WALLISII) ............................ 27 
7 EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS EM JARDINS INTERNOS ......... 28 
7.1 ILUMINAÇÃO .............................................................................. 29 
7.2 HIDRATAÇÃO ............................................................................. 30 
7.3 MANUTENÇÃO ........................................................................... 32 
7.4 CONTENEDORES ...................................................................... 33 
7.5 VASOS ........................................................................................ 34 
8 ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO DE JARDINS INTERNOS ........ 35 
8.1 JARDINS PASSIVOS .................................................................. 36 
8.2 JARDINS COM MANUTENÇÃO ................................................. 37 
8.3 COMPOSTAGEM ....................................................................... 38 
9 ESPAÇOS EXTERNOS ..................................................................... 39 
9.1 CLIMA ......................................................................................... 39 
9.2 ORIENTAÇÃO SOLAR ............................................................... 40 
 
3 
 
9.3 SOLO .......................................................................................... 41 
9.4 COMPOSIÇÃO PAISAGISTA ..................................................... 45 
10 PROJETO PAISAGISMO: ETAPAS ............................................... 50 
10.1 REUNIÃO COM CLIENTE E VISITA AO LOCAL ....................... 51 
10.2 ZONEAMENTO ESPACIAL ........................................................ 51 
10.3 ESTUDO PRELIMINAR .............................................................. 52 
10.4 ANTEPROJETO ......................................................................... 53 
10.5 PREEXECUTIVO ........................................................................ 53 
10.6 PROJETO EXECUTIVO ............................................................. 54 
11 REFERÊNCIAS .............................................................................. 56 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é 
semelhante ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro - quase 
improvável - um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor 
e fazer uma pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. 
O comum é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos 
ouvirão a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, 
as perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão 
respondidas em tempo hábil. Os cursos à distância exigem do aluno tempo e 
organização. No caso da nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura 
do texto base e à execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá 
reservar o dia da semana e a hora que lhe convier para isso. A organização é o 
quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida e prazos definidos 
para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
2 AGENTES ENVOLVIDOS NA OBRA DE JARDINS 
Os espaços abertos das cidades são importantes elementos qualificadores 
do meio urbano, incluindo parque, praças, jardins, entre outros. Segundo Parreiras 
(2003), os jardins começaram a surgir quando o ser humano se fixou nos lugares e 
parou de ser nômade, percebendo a necessidade de cultivar algumas plantas. 
Assim, conforme Rocha (1999), eles têm uma função social e outra ecológica, pois 
qualificam a cidade e melhoram as condições ambientais. 
As civilizações mais antigas utilizavam o jardim para plantação de chás e 
flores, cuidando para que esse local melhorasse a estética da cidade. Hoje, os 
jardins podem ser espaços de contemplação ou de convívio e possuir plantas com 
funções, como temperos e chás. Assim, eles são considerados um local de cultivo 
de plantas e flores, planejados e com uma composição paisagística, utilizando 
materiais naturais ou artificiais. “Os jardins são a unidade básica de ocupação 
humana na paisagem, e podem ser vistos como microcosmos da paisagem maior” 
(WATERMAN, 2010, p. 179). 
Os jardins podem ser externos e menores, por exemplo, dentro dos lotes, 
nas calçadas, nos canteiros entre as vias de circulação; ou mais amplos, como os 
jardins de palácios antigos. Na Figura 1, você pode ver um exemplo de jardim 
pequeno. 
 
 
 
6 
 
Os jardins também têm outras variações e podem ser internos, como os de 
inverno e os verticais, os quais você pode ver na Figura 2. 
 
 
 
Para a formação de um jardim, vários agentes são necessários tanto na 
fase de projeto como na execução. Esses agentes englobam não somente os 
profissionais, clientes, empresas e fornecedores, como também as vegetações 
escolhidas, os materiais e condicionantes. Dependendo do seu tamanho e da sua 
complexidade, precisa-se de mais ou menos profissionais. O paisagista é quem 
deve estar presente desde a fase de projeto, planejando como será o jardim, quais 
as espécies usadas, sua colocação, dimensões, quantidades, caminhos, acessos, 
etc., até o final da execução, respondendo às dúvidas de projeto, instruindo os 
demais profissionais, propondo alterações em caso de necessidade, entre outros. 
(SCOPELL, 2020) 
Segundo Waterman (2010), para realizar um bom trabalho, o paisagista 
precisa ter alguns conhecimentos sobre a vegetação, o solo, a água, o clima, a 
geologia e a topografia, bem como ser encarregado de fazer as planilhas 
orçamentárias; sugerir fornecedores; vistoriar a execução; coordenar as equipes, os 
profissionais e os fornecedores; entre outras atividades. 
Em projetos mais complexos, o paisagista pode ter o auxílio de geólogos e 
topógrafos quando necessitar de alguma análise de solo mais detalhada, ou da 
 
7 
 
medição exata da área com suas curvas de nível. Hidrólogos também são 
necessários, às vezes, nos projetos de grandes jardins, principalmente quando 
houver a locação de lagos ou fontes, colaborando para a despoluição da água, sua 
qualidade, etc. Já o agrônomo, segundo Lorenzi (1992), pode fazer contribuições 
no planejamento e na execução do jardim, pois tem conhecimentos específicos 
sobre as plantas e seus tratos, auxiliando nas indicações das espécies mais 
adequadas para cada porção desse projeto. 
Os cientistas ambientais são profissionais que podem contribuir para o 
planejamento correto e a execução de jardins, porque, segundo Waterman (2010), 
eles têm conhecimentos sobre botânica, geologia, ecologia, conservação do habitat, 
entre outros. O estudo ambiental completo é importante, principalmente em áreas 
maiores, pois insetos e pequenos animais podem se apropriar dos jardins, portanto, 
de acordo com o autor, um cientista realiza levantamentos ecológicos, conservação, 
gestão ambiental,recuperação de ecossistemas e despoluição. “As análises de 
impacto ambiental são parte importante do trabalho dos arquitetos paisagistas, e 
isso envolve o preparo de análises de impacto visual e da paisagem e relatórios” 
(WATERMAN, 2010, p. 174). 
Existe ainda o cliente, que, por ser o contratante de todos os serviços, tem 
enorme influência na execução. Assim, ele deve se organizar para que consiga 
negociar os orçamentos, fazer as contratações e encomendar os insumos em tempo 
hábil, evitando que a execução desacelere ou pare. (SCOPELL, 2020) 
Já os operadores de máquinas têm o serviço de mexer com o solo do local 
de intervenção, deixando-o de acordo com o projeto paisagístico. Nos jardins 
internos, geralmente, os construtores e pedreiros estruturam o local, 
impermeabilizam, etc. e, nos espaços externos, podem ser necessários para 
delimitar algum canteiro ou construir um elemento diferenciado. Em jardins 
externos, que possuem lago ou irrigação, os encanadores precisam conduzir a água 
até esses locais ou, nos internos, executam a distribuição de água e a locação dos 
pontos de drenagem. Os eletricistas distribuem a iluminação nesses espaços; e os 
jardineiros, por sua vez, fazem o plantio das mudas e a manutenção dos jardins, 
entre outras funções. (SCOPELL, 2020) 
 
8 
 
Além desses profissionais, a execução de um jardim é influenciada por 
materiais e vegetações, que estão previstos no projeto, mas, dependendo de outros 
condicionantes/agentes, podem receber algumas alterações ou adaptações. Entre 
os vários tipos de vegetações utilizados nessa obra, há os arbustos, que são mais 
baixos e feitos por meio de podas e topiarias, limitando espaços; a grama e as 
forrações, que variam as coberturas vegetais dos pisos, criando a diferenciação de 
cores e áreas no jardim; as vegetações de médio e alto porte, geralmente árvores 
que possibilitam porções sombreadas; e as flores, que garantem o colorido e a 
variação de tons e formatos. (SCOPELL, 2020) 
Os materiais de piso e as cercas também são agentes importantes para a 
execução dos jardins, pois criam a diferenciação de áreas e barramentos. No piso, 
é possível usar britas, pedras maiores, seixos, porcelanatos, madeiras, cimentados, 
entre outros. Já para cercas, as metálicas, plásticas e de madeira são as mais 
comuns, mas pode-se utilizar o ferro forjado, o alumínio e o próprio vidro como 
opções mais atuais. (SCOPELL, 2020) 
Alguns condicionantes podem ser considerados agentes na execução de 
jardins, porque, mesmo que esses itens tenham sido pensados na sua projeção, há 
a possibilidade de surgirem outros detalhes quando o projeto for iniciado. É o caso 
dos condicionantes climáticos, como temperatura e índice de pluviosidade no 
período previsto para realizar algumas etapas, o que influencia na sua execução, 
pois dias chuvosos ou muito frios dificultam o trabalho no canteiro de obras, a 
limpeza da área e o plantio das espécies. Portanto, esse agente pode atrasar e 
modificar o cronograma. O condicionante financeiro, apesar de estar previsto no 
orçamento, sofre modificações dependendo dos produtos disponíveis nos 
fornecedores, fretes, situação do mercado financeiro, produção, entre outros 
fatores, que são incontroláveis e difíceis de se antecipar. (SCOPELL, 2020) 
Assim como projetar o jardim, executá-lo também é muito complexo. Mesmo 
que seja uma área pequena, interna ou vertical, precisa-se do auxílio de diferentes 
agentes, cada um com seus conhecimentos, técnicas e aptidões, para que seja 
possível iniciar a ideia e executá-la de acordo com o que foi planejado. Os agentes 
condicionantes, por exemplo, disponibilidade de materiais, preços, produções, 
 
9 
 
temperatura, chuvas, ventos, que variam conforme a época do ano e são fatores 
externos ao controle, também influenciam diretamente na execução de um jardim. 
(SCOPELL, 2020) 
 
3 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DO CANTEIRO DE OBRAS DE UM 
JARDIM 
Para que um jardim seja executado, é necessário um projeto bem pensado, 
muito detalhado e quantificado, bem como que a área em que será implantado 
esteja limpa e segura, para que nesse espaço possa ser locado o canteiro de obras. 
O canteiro pode ser compreendido como um local de trabalho temporário ou fixo, 
que se divide em espaços operacionais e de vivência, utilizados nas obras de 
construção. (SCOPELL, 2020) 
Os canteiros de obras variam de acordo com a escala e complexidade de 
cada projeto de jardim, portanto, para planejar sua implantação, é necessário 
conhecer alguns itens, por exemplo, tamanho do jardim; quantos trabalhadores 
circularão no local; em quais momentos as etapas serão feitas concomitantemente; 
se haverá a necessidade de alojamento de alguns profissionais; se servirão 
refeições no local; a área disponível para implantação do canteiro; a necessidade 
de áreas de escritório, refeitório, etc.; a quantidade de material que deverá ser 
estocado nesse espaço; entre outros. (SCOPELL, 2020) 
Todos esses aspectos devem ser considerados no planejamento do 
canteiro de obras. Quanto menor for o jardim, provavelmente menor será a estrutura 
do canteiro. À medida que o jardim aumentar de área, eleva-se sua complexidade, 
o tempo de obra, seu espaço para estocagem, etc., formando um canteiro maior e 
com mais infraestrutura. (SCOPELL, 2020) 
Assim, no planejamento e execução do canteiro de obras, deve-se 
considerar a Norma Regulamentadora (NR) nº. 18, que estabelece diretrizes de 
ordem administrativa, planejamento e organização, objetivando a implementação 
de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas 
 
10 
 
condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção (BRASIL, 
2015). A NR-18 ressalta a importância de o canteiro de obras ser demonstrado por 
meio de um leiaute que contemple o dimensionamento das áreas de vivência. 
Quando se trata de jardins pequenos, como os das calçadas da cidade e 
entre as vias, o canteiro de obras é um veículo que colabora na locomoção dos 
trabalhadores e na movimentação dos materiais nessas áreas. Já em jardins 
residenciais, de pequeno porte e com poucos trabalhadores, comumente, loca- -se 
um espaço coberto para depósito das ferramentas e materiais utilizados. Para 
jardins maiores, com mais trabalhadores, é importante que alguns itens sejam 
cumpridos, conforme está previsto na NR-18. (SCOPELL, 2020) 
Portanto, para obras maiores de jardins, o canteiro deve considerar a 
logística dessas áreas, por exemplo, onde ficam os acessos, por onde as máquinas 
podem entrar e sair, onde se realizarão os descarregamentos dos materiais, como 
estes chegarão à área de armazenagem, entre outras. De acordo com Pereira 
(2018, p. 1), “essa organização, se bem planejada, promoverá maior agilidade para 
obra devido a diminuição do tempo de deslocamento de materiais, pessoas e 
máquinas, influenciando diretamente na dinâmica da obra e na funcionalidade na 
execução de cada etapa de trabalho”. 
Na Figura 3, você pode ver os maquinários para a execução de grandes 
jardins. 
 
 
 
11 
 
A NR-18 também destaca alguns componentes que são necessários a um 
canteiro de obras e devem ser dimensionados conforme a quantidade de 
trabalhadores e suas necessidades. Portanto, as áreas de vivência precisam conter, 
entre outros elementos (BRASIL, 2015): 
 Vestiários separados por sexo; 
 Instalações sanitárias separadas por sexo; 
 Refeitório; 
 Cozinha, caso haja preparo de alimentos no próprio canteiro; 
 Área de lazer e descanso; 
 Alojamento e lavanderia, caso haja funcionário residindo no canteiro; 
 Ambulatório, para obras que tenham 50 ou mais trabalhadores. 
 
Existem ainda algumas áreas operacionais que dão o suporte necessário 
ao canteiro, dependendo do tipo de projeto de jardim e sua complexidade. Segundo 
a NR-18, esses ambientes são escritório, almoxarifado, depósito, portaria e áreas 
específicas paraarmazenamento ou estocagem de mudas (BRASIL, 2015). 
Para planejar adequadamente o canteiro de obras, deve-se considerar 
todos os itens citados, o cronograma de execução, os orçamentos, as restrições da 
área e a situação atual, os quais influenciam na disposição dos espaços, na opção 
pelo local adequado para cada estocagem, entre outros. É importante também 
planejar a limpeza do lugar, a cada determinado intervalo de tempo, bem como a 
segurança e sinalização da área para os trabalhadores e a população que estiver 
próxima, a fim de evitar qualquer tipo de acidente. (SCOPELL, 2020) 
 
É interessante que o engenheiro coordene o canteiro de obras para que os 
materiais e insumos não permaneçam estocados por muito tempo, 
implementando o conceito just in time, onde os pedidos de insumos 
chegam na obra na quantidade e tempo certos, sendo levados diretamente 
no local onde serão aplicados e utilizados. (PEREIRA, 2018, p. 1) 
 
Mesmo que o jardim planejado seja pequeno e menos complexo, ao pensar 
em locais adequados para os acessos, estocagem de materiais e circulações, no 
cronograma e nas etapas da obra, facilita-se sua execução, minimizando atrasos e 
 
12 
 
possibilitando o funcionamento apropriado dos serviços. Assim, independentemente 
do tamanho do canteiro de obras, é fundamental fazê-lo de acordo com as 
características de cada projeto, o contexto, os custos e prazos, tornando-o um meio 
colaborador para a logística de execução desse jardim. (SCOPELL, 2020) 
 
4 MATERIAIS BÁSICOS UTILIZADOS NA OBRA DE UM JARDIM 
O jardim é um elemento paisagístico muito variado e se adapta a diferentes 
locais e espaços, se constituindo como grandes e externos, pequenos, residenciais, 
verticais, de inverno, entre outros. A partir de um projeto paisagístico, pode-se 
definir os materiais mais adequados para sua execução, entre eles, existem os 
básicos que são sempre necessários, facilitando o manuseio e a plantação das 
espécies, sem causar machucados às plantas. A seguir, você pode conhecer alguns 
desses materiais. (SCOPELL, 2020) 
 
 Cercas: podem ser plásticas, de madeira ou metálicas e servem tanto 
para delimitar as áreas como conter as próprias vegetações. Muitas 
delas são utilizadas como elemento estético, integrando a 
composição do jardim, bem como possibilitam que este se torne 
organizado e mais agradável. Veja um exemplo de cerca na Figura 
4. 
 Divisores: são elementos plásticos, de diferentes espessuras e 
larguras que servem para delimitar os espaços do jardim, as áreas 
de espécies diferentes, etc. Eles possuem bordas lisas ou ovais e a 
função de impedir que vegetações rasteiras ou a própria grama 
avancem para as bordaduras e os canteiros. Por ser um material 
flexível, permitem a composição e o desenho de variadas formas. Na 
Figura 5, você pode conferir um exemplo de divisor. 
 
 
13 
 
 
 
 
 
 Mangueiras: são muito conhecidas e servem para levar a água às 
áreas do jardim, podendo ser utilizadas como irrigação durante a 
execução ou colocadas de forma permanente para regar as plantas, 
em meio aos canteiros e em pontos estratégicos. 
 
14 
 
 Manta de drenagem: é um material que permite o escoamento da 
água sem entupir as saídas e retém os nutrientes da terra nas raízes 
das plantas, protegendo a vegetação de microrganismos que podem 
prejudicar seu crescimento e desenvolvimento. Ela é feita de material 
sintético, por meio de milhares de filamentos que são produzidos pela 
reciclagem de garrafas plásticas, por exemplo. 
 Terra: é utilizada, muitas vezes, para criar uma topografia 
diferenciada ou preencher canteiros e espaços que formam a 
composição do jardim. 
 Pedras: podem ter variados tamanhos, formatos e cores, sendo 
utilizadas tanto para a drenagem como para a criação de diferentes 
composições e texturas no jardim. Veja um exemplo do uso de 
pedras na Figura 6. 
 
 
 
 Adubos: são importantes para o mantimento de todo o jardim e 
servem para garantir o desenvolvimento qualitativo das vegetações, 
mesmo que o solo seja de boa qualidade. 
 
 
15 
 
Existem também os materiais mais voltados à execução de obras civis e às 
composições de jardim. 
 
Madeira: é um material muito versátil, utilizado nos barramentos, nas 
cercas, no piso (por meio de pisantes e decks), em paredes e elementos verticais 
que criam uma volumetria. Ela pode ser usada em variados tons, no seu estado 
natural, envernizada, pintada, etc. e deve receber cuidados e manutenção no 
decorrer do tempo para diminuir sua deterioração. Na Figura 7, você pode ver um 
exemplo do uso da madeira. (SCOPELL, 2020) 
 
 
 
 Revestimentos: são o material mais variado no mercado atual, 
utilizados em pisos, paredes, canteiros, entre outros locais no jardim. 
Eles possuem uma infinidade de cores, texturas e formatos, podendo 
imitar a pedra natural, a madeira, etc. São resistentes, fáceis de 
aplicar e necessitam de pouca manutenção. Como eles têm diversos 
valores, podem ser facilmente adaptados ao orçamento do projeto. 
 Tijolos e blocos cerâmicos: podem ser utilizados tanto para uma 
composição de pisos como para a criação de canteiros, delimitação 
 
16 
 
de espaços ou pequenos muros. Eles são usados aparentemente, 
como o tijolo a vista (Figura 8); rebocados e pintados; ou com a 
aplicação de revestimentos. 
 
 
 
Para a execução do jardim, além de materiais de qualidade, é importante 
utilizar ferramentas e utensílios auxiliares, que garantam que esse processo seja 
facilitado e esteja de acordo com o projeto. (SCOPELL, 2020) 
 
 Regadores: são usados em jardins menores que não têm irrigação 
instalada. 
 Carrinho de mão: auxilia na locomoção de ferramentas, plantas, 
terras, pedriscos, adubos, entre outros, tornando-se um apoio 
fundamental para a execução de jardins e facilitando o trabalho. 
 Enxada: serve para mexer o solo de forma mais pontual e é utilizada 
tanto no plantio como na manutenção e limpeza dos jardins, podendo 
ter diversos tipos. 
 Pá: é uma ferramenta importante para plantar e semear, podendo ser 
larga ou mais estreita, o que depende da necessidade e do tipo de 
 
17 
 
jardim. O ideal é que seja de alumínio com o cabo em madeira, por 
ser mais resistente. 
 Plantador cônico: serve para a formação de buracos para o plantio 
adequado, nos locais corretos. 
 Enxertador: tem como função enxertar ou retirar parte de uma planta 
para replantar em outro local. É uma ferramenta comprida e estreita. 
 Tesouras: são utilizadas mais especificamente para as podas. 
Quanto maior for o seu cabo, mais fácil será o corte de vegetações 
mais duras. 
 Balaios: são geralmente leves, de palha ou material similar e 
importantes na execução de jardins, porque facilitam o transporte 
das mudas por meio de suas alças. 
 Sacos de jardim: são leves e, por isso, facilitam a retirada de 
vegetações secas ou restos de galhos, permitindo a limpeza da área. 
 Luvas: são importantes para evitar espinhos ou machucados, 
podendo ser de borracha, couro ou outro material. 
 
Existem ainda alguns elementos que trazem variação ao jardim e o tornam 
mais agradável, como vasos, que têm formatos e cores variadas; acessórios para 
suspender vasos; revestimentos de piso e canteiros, que criam volumetrias; deck, 
conforme você pode ver na Figura 9; e placas identificadoras. (SCOPELL, 2020) 
 
 
 
18 
 
Portanto, usar materiais e ferramentas adequados e de qualidade permite 
que a execução do projeto ocorra em conformidade com o que foi previsto, 
garantindo um jardim bonito, agradável, bem cuidado e saudável. (SCOPELL, 2020) 
 
5 EXEMPLOS DE JARDINS RESIDENCIAIS 
O ideal para executar uma edificação seria contar com uma equipe 
multidisciplinar atuando em conjunto para adequar a edificação às necessidades 
dos usuários da melhor maneira possível. Entretanto, nem sempre é possível 
desenvolver oprojeto arquitetônico e seus complementares em conjunto. Em 
determinados momentos, os profissionais se deparam com reformas ou com 
complementações projetuais. Nesses casos, deve-se atentar para a edificação 
existente, mantendo a sua existência e combinando-a às necessidades 
apresentadas pelos clientes. (GRABASCK, 2019) 
A seguir, você encontrará exemplos de edificações unifamiliares e 
multifamiliares, que tiveram os seus projetos desenvolvidos por equipes 
multidisciplinares, bem como verá a alternativa encontrada para adequar uma 
edificação existente a uma área de convivência. (GRABASCK, 2019) 
O Edifício Lorena, projeto de Lucia Manzano Arquitetura + Paisagismo, com 
colaboração de Chahin Arquitetura, foi desenvolvido em 2017 para implantação na 
cidade de São Paulo. O projeto foi elaborado mediante a integração entre 
arquitetura e paisagismo, levando as áreas verdes tanto para as áreas comuns 
como para as áreas privativas dos apartamentos duplex (Figura 5) (PEREIRA, 
2019a). 
 
 
19 
 
 
 
As áreas externas foram elaboradas para atuarem com extensões das 
áreas internas, de modo que o verde garantisse a privacidade e a sensação de cada 
apartamento estar circundado por jardins. O térreo da edificação foi projetado com 
a finalidade de ser compartilhado entre os condôminos, apresentando planta livre, 
com piscina no pátio dos fundos e rodeado por jardins (Figura 6) (PEREIRA, 2019a). 
 
 
 
A cobertura foi pensada para atuar como um estar coletivo, com vista para 
a cidade. A multidisciplinaridade permitiu o plantio de espécies arbóreas e 
arbustivas, ao utilizar jardineiras formadas por vigas calhas de 70 cm de largura e 
 
20 
 
60 cm de profundidade, dispostas nas varandas das fachadas laterais e na principal 
(Figura 7), ao passo que a utilização de vigas invertidas na cobertura e no térreo 
permitiu a elaboração de jardins com maior profundidade de plantio (PEREIRA, 
2019a). 
 
 
 
A vegetação foi escolhida com base nos preceitos da ecologia, utilizando 
vegetação de Mata Atlântica, com árvores frutíferas e nativas, adaptáveis ao bioma 
regional, que atraem a fauna e necessitam de menor manutenção (PEREIRA, 
2019). 
A integração do ambiente externo com os ambientes internos pode ser 
observada também na Residência Jardim (Figura 8), projetada por James Design 
Studio, em 2018, na Austrália, onde a edificação é envolvida pelos jardins, que se 
conectam diretamente ao seu interior (PINTOS, 2019). 
 
 
21 
 
 
 
As áreas de convivência foram pensadas de maneira a se favorecer da 
orientação solar, para garantir a presença do sol durante o inverno e o seu bloqueio 
no período do verão. O térreo da edificação é voltado para um deck, que faz a 
conexão dos ambientes internos com o jardim e permite contemplar a piscina 
(Figura 9) (PINTOS, 2019). 
 
 
 
O paisagismo foi desenvolvido predominantemente com espécies 
arbustivas, apresentando árvores de médio porte no jardim frontal e nos fundos do 
terreno. Nas áreas de circulação externa, foram utilizados pedriscos para garantir a 
permeabilidade do solo, e, junto à piscina e em pequenos canteiros no jardim, frontal 
 
22 
 
realizou-se o plantio de gramíneas, ao passo que os demais canteiros receberam 
as vegetações com solo aparente (Figura 10). (GRABASCK, 2019) 
 
 
 
Já no projeto da Casa Jardim (Figura 11), o escritório AsDesign Arquitetura 
recebeu a incumbência de criar uma área de convivência, com espaço para receber 
amigos, piscina, sauna e churrasqueira, para complementar uma edificação 
existente, que possuía um ambiente externo árido e sem muito verde (PEREIRA, 
2019b). 
 
 
 
23 
 
O escritório optou pela inserção de uma parede verde junto à piscina, 
utilização de seixos nos canteiros e madeira na execução dos ambientes, como 
churrasqueira e sauna (PEREIRA, 2019b). Nesse projeto, a integração entre os 
ambientes internos e externos não se deu por meio da vegetação, por se tratar de 
uma área já pavimentada e com poucas áreas verdes, mas sim pelas áreas de 
convivência (Figura 12). 
 
 
 
Atualmente, os jardins são utilizados principalmente como áreas de 
convivência, seja em conjuntos habitacionais, edifícios multifamiliares ou 
residências unifamiliares. As áreas verdes são projetadas como uma extensão das 
residências, para incentivar o convívio e a apropriação do espaço. (GRABASCK, 
2019) 
Ao incorporar estratégias sustentáveis ou paisagismo funcional, criam- -se 
residências com valor estético e mercadológico, além de garantir que as 
necessidades dos usuários serão atendidas de maneira adequada e funcional, 
visando ao bem-estar e à interação social. (GRABASCK, 2019) 
 
24 
 
6 ESPÉCIES ADAPTADAS A ESPAÇOS INTERNOS 
As plantas têm a capacidade de nos conectar com a natureza; por menor 
que seja a presença dos elementos verdes, o simples fato de fazer parte do 
ambiente o torna um pouco mais aconchegante. Muitas vezes, espaços abertos não 
estão disponíveis para grande parte dos moradores das cidades, que vivem em 
apartamentos muitos metros acima do solo. Nesses casos, a utilização de vasos, 
canteiros e quaisquer outros sistemas de plantio permitem a presença de vegetação 
no espaço, desde que observadas as necessidades de água, luz e substrato. 
(GALINATTI, 2020) 
No entanto, é preciso compreender que cada planta evoluiu para crescer 
em um tipo de ambiente, algumas, desenvolvem-se plenamente apenas com o sol 
a pino, outras, precisam de alguma sombra para poder atingir sua potencialidade 
máxima. Em determinados casos, o fator limitante para o desenvolvimento da planta 
é a umidade, a vitória régia, por exemplo, precisa estar em contato constante com 
a água, ao passo que as cactáceas só precisam de água esporadicamente, 
mantendo uma reserva por muito tempo. A seguir, você conhecerá algumas 
espécies que são bem adaptadas aos ambientes internos, suas características 
principais, além de exemplos de como utilizá-las na ambientação dos espaços. 
(GALINATTI, 2020) 
 
6.1 PACOVÁ (ARACEAE PHILODENDRON MARTIANUM) 
O Pacová (Figura 1) é uma planta da família Araceae, gênero Philodendron, 
das quais fazem parte o guaimbé, o imbé e o lírio da paz (MONDIN; EGGERS; 
FERREIRA, 2010). Essa planta é muito utilizada em ambientes internos porque se 
desenvolve muito bem com pouca luz, podendo ficar à sombra por grande parte do 
dia, sem necessidade de insolação direta. Seu cultivo pode ser feito em vasos 
relativamente pequenos, sendo necessária a troca para ambientes maiores quando 
 
25 
 
as raízes aflorarem da terra. Sua morfologia é caracterizada por folhas ovais, 
suculentas, de coloração verde escuro e com hastes grossas. 
 
 
 
6.2 PALMEIRA-RÁFIA (ARACEAE RHAPIS EXCELSA) 
A palmeira-ráfia de pequeno porte, da família Araceae, é originária da Ásia 
e uma das plantas mais versáteis para uso na decoração, uma vez que pode ser 
cultivada sob o sol intenso ou na penumbra, desde que receba água com 
determinada frequência, evitando, contudo, o encharcamento da terra onde está 
plantada. Suas principais características são caules verticais e finos, no topo dos 
quais aparecem palmas de folhas verdes e brilhantes de formato plissado. Não 
apresenta floração e pode ser plantada tanto em vasos como em canteiros (Figura 
2). (GALINATTI, 2020) 
 
 
26 
 
 
 
6.3 COSTELA-DE-ADÃO (ARACEAE MONSTERA DELICIOSA) 
A costela-de-adão (Figura 3) é uma erva de porte arbustivo que pode se 
desenvolver tanto no solo como aderida ao tronco de árvores, devido a sua 
característica semitrepadeira (MONDIN; EGGERS; FERREIRA, 2010). Seus frutos 
são do tipo baga (como o mirtilo), com formato cilíndrico e comestíveis. As folhas 
da costela-de-adão podem atingir grandes dimensões, sendo ovais, perfuradase 
de grande valor ornamental. É necessário, porém, cuidado com o seu cultivo em 
locais com animais de estimação ou crianças pequenas, pois suas folhas são 
tóxicas. 
 
 
27 
 
 
 
Saiba mais: As costelas-de-adão e as banana-do-mato possuem um nome 
científico um pouco inusitado: Monstera deliciosa, segundo Mondin, 
Eggers e Ferreira (2010, p. 80), "Monstera, do latim monstrum, coisa 
extraordinária ou contra a natureza, monstro, devido às grandes 
dimensões e formas bizarras das folhas de algumas espécies do gênero; 
deliciosa, do latim, delicioso, referente ao sabor da infrutescência". 
 
6.4 LÍRIO DA PAZ (SPATHIPHYLLUM WALLISII) 
Originário da Venezuela e da Colômbia, o lírio da paz possui folhas 
oblongas, de coloração verde brilhante, e flores brancas do tipo espádice com 
espata branca, que se torna verde com o envelhecimento do espécime (MONDIN; 
EGGERS; FERREIRA, 2010). Essa planta não tolera o frio, precisando ser cultivada 
em um ambiente com temperatura amena e pouca incidência solar, sua 
multiplicação se dá espontaneamente por mudas, que se formam junto à planta 
original. 
 
 
28 
 
 
 
Como você viu, existem diversas espécies de plantas, com ou sem flores 
ou frutos, que podem ser cultivadas em ambientes internos. É importante estar 
atento às especificações de cada espécie, por exemplo o fato de que algumas 
precisam de insolação direta e outras não toleram ficar expostas aos raios solares, 
ou a água e a temperatura do ambiente em que estão inseridas, variando a 
tolerância de espécie para espécie. (GALINATTI, 2020) 
 
7 EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS EM JARDINS INTERNOS 
A principal diferença entre jardins externos e internos é que no interior de 
uma edificação, geralmente, é preciso dedicar uma atenção especial à infraestrutura 
que permitirá o desenvolvimento da espécie vegetal. Se em um pátio é possível 
plantar um arbusto na terra e a chuva e o sol se encarregam da sua sobrevivência, 
dentro de um apartamento, por exemplo, é preciso pensar em como iluminar, regar 
e plantar essa vegetação. (GALINATTI, 2020) 
Para facilitar o entendimento, vamos dividir os equipamentos necessários 
para a criação e a manutenção de um jardim interno em quatro categorias 
 
29 
 
complementares: iluminação, tanto a natural quanto a artificial, quando for 
necessário instalar lâmpadas que garantam a fotossíntese; hidratação, desde 
sistemas de regas automatizados até regadores portáteis que podem ser guardados 
facilmente; manutenção, que permitirá que o criador realize podas, mexa na terra e 
realize outras ações que garantem o crescimento correto do exemplar; e espaço 
onde será plantada esse espécime, seja um vaso, uma floreira ou um sistema de 
paredes verdes. (GALINATTI, 2020) 
 
7.1 ILUMINAÇÃO 
Normalmente, os jardins internos são posicionados de modo que a luz solar 
ilumine suficientemente as plantas, tanto nos casos em que a espécie necessita luz 
direta como nos casos que a planta pode ficar em ambientes mais escuros — como 
é o caso da costela-de-adão. Em algumas hortas urbanas, por exemplo, a 
necessidade de plantar espécies comestíveis, normalmente cultivadas em 
ambientes externos, exige que o cultivador crie um sistema de iluminação 
complementar, como você pode ver na Figura 5. (GALINATTI, 2020) 
 
 
 
 
30 
 
A iluminação utilizada nesses casos, geralmente, é feita com lâmpadas de 
light-emitting diode (LED), que possuem baixo consumo de energia em relação à 
luminosidade gerada. No entanto, é importante ficar atento ao espectro de luz 
emitido por essas lâmpadas, pois os LEDs comuns emitem apenas luz no espectro 
visível, e as plantas precisam de raios UVA e UVB. Uma das vantagens do uso de 
iluminação artificial no cultivo de vegetais é o controle da quantidade de luz, 
podendo ser feita a simulação de estações, garantindo o cultivo durante todo o ano. 
(GALINATTI, 2020) 
 
7.2 HIDRATAÇÃO 
Como você sabe, as plantas geram nutrientes por meio da fotossíntese, um 
processo que transforma a luz do sol em energia para o crescimento do vegetal. 
Para garantir o potencial energético desse processo, é necessário que a planta 
tenha a disposição uma determinada quantidade de água, que varia de espécie para 
espécie. (GALINATTI, 2020) 
Nas plantas cultivadas em ambientes internos, é preciso que a pessoa 
responsável administre a rega — como é chamado o processo de administração de 
água — de acordo com as necessidades de cada espécie. Atualmente, é possível 
utilizar sistemas com sensores de umidade no solo, que garantem que o substrato 
esteja sempre com a umidade recomendada. No entanto, na maioria dos casos, 
essa rega é feita utilizando regadores manuais. (GALINATTI, 2020) 
Em grande parte dos casos, é suficiente o uso de um regador manual 
(Figura 6), que o criador utilizará uma ou mais vezes ao dia, dependendo do clima 
e da espécie. O uso do regador é uma oportunidade para aumentar o contato com 
as plantas, que é uma das principais razões para cultiva de vegetais em um 
ambiente interno. (GALINATTI, 2020) 
 
 
31 
 
 
 
Quando se trata de jardins maiores, em que a rega manual se torna inviável, 
é possível utilizar um sistema de mangueiras e aspersores, que leva a água desde 
a rede até as plantas. Nesses casos, é comum utilizar temporizadores 
programáveis, que permitem ao usuário configurar um intervalo de tempo ao longo 
do qual a água passará pelas mangueiras; fora desse horário, o temporizador 
bloqueará o fluxo. (GALINATTI, 2020) 
Os sistemas de rega automáticos podem ser mais ou menos complexos, 
com acionamento por tempo, como no caso dos temporizadores, ou por sensores 
de umidade, que são ligados a um computador central que calcula a quantidade de 
água presente no substrato e aciona uma válvula solenoide que permite a 
passagem de água até o solo atingir a umidade necessária. Sistemas mais 
complexos contém uma válvula para cada espécie, garantindo que a rega seja feita 
de maneira precisa. (GALINATTI, 2020) 
 
 
32 
 
 
 
7.3 MANUTENÇÃO 
Os equipamentos mais comuns da manutenção são as pás e as tesouras, 
utilizadas, respectivamente, para manuseio do solo e podas ou colheita de ervas. 
No entanto, existem diversas outras ferramentas disponíveis para manter um jardim 
de maneira eficiente (Figura 7). (GALINATTI, 2020) 
 
 
33 
 
 
 
Cada espécie vegetal e ação demandam ferramentas específicas, por 
exemplo, para espécies tóxicas, é preciso utilizar luvas e até máscaras para o 
manuseio; desejando-se cortar pequenos ramos, como nas ervas aromáticas 
utilizadas na cozinha, tesouras pequenas são recomendadas; para corte de plantas 
maiores, com caules lenhosos, talvez seja necessário utilizar serras ou tesouras de 
poda. (GALINATTI, 2020) 
 
7.4 CONTENEDORES 
Caso as espécies não sejam plantadas diretamente no solo, será preciso 
um vaso, pote ou floreira, que deverá ser preenchido com substrato em quantidade 
suficiente para garantir o desenvolvimento do exemplar. Os vasos podem ser 
fabricados nos mais diversos formatos e volumes, desde os pequenos, do tamanho 
de copos, até os maiores, capazes de suportar uma árvore de pequeno porte. 
Floreiras podem ser construídas em alvenaria, concreto ou metal e instaladas na 
edificação. A seguir, você verá algumas características dos diferentes tipos de 
contenedores para vegetação. (GALINATTI, 2020) 
 
34 
 
7.5 VASOS 
Os vasos são geralmente fabricados em plástico injetado, material que 
possui ótima durabilidade e peso reduzido, podendo, quando vazios, ser 
empilhados para guardar. Tradicionalmente, esses artefatos eram produzidos em 
barro ou cerâmica, material que ainda hoje é utilizado devido a suas propriedades 
estéticas e de infiltração de água. Veja na Figura 8 alguns vasos de plástico, barro 
e cerâmica. (GALINATTI, 2020) 
 
 
 
No Brasil, é muito comum utilizar fibras vegetais para fabricação de vasos.Até o final do século XX, o tipo mais comum era o xaxim, uma espécie de pteridófita, 
semelhante à samambaia, que tinha seu tronco utilizado como substrato para o 
cultivo de espécies como as orquídeas (Figura 9). O uso desenfreado do xaxim 
levou à sua inclusão na lista de espécies em risco de extinção; por essa razão, 
atualmente, seu uso é proibido, tendo sido substituído pela fibra de coco, com 
propriedades semelhantes e maior abundância na natureza. (GALINATTI, 2020) 
 
 
35 
 
 
 
O cultivo de plantas dentro de edificações demanda uma série de cuidados 
que o plantio externo pode dispensar. No entanto, como você pode ver, esses 
sistemas podem ter a complexidade necessária, podendo variar desde o mais 
simples, um vaso e um regador, até os sistemas mais complexos, com floreiras de 
alvenaria e rega automatizada. (GALINATTI, 2020) 
 
8 ESTRATÉGIAS DE MANUTENÇÃO DE JARDINS INTERNOS 
Como você viu, existem diversos dispositivos disponíveis para a pessoa que 
queira cultivar plantas em ambientes internos, essas tecnologias servem para 
facilitar a vida do criador, podendo tornar a jardinagem uma atividade 
completamente passiva ou um trabalho que exige dedicação diária. (GALINATTI, 
2020) 
 
36 
 
Como projetista, é importante que você conheça diferentes estratégias de 
projeto, para que seu cliente tenha o nível de envolvimento que deseja. Em algumas 
situações, geralmente em edifícios comerciais, é importante que os usuários não 
tenham envolvimento com a manutenção dos jardins, em outras, geralmente em 
casas e apartamentos, a jardinagem acaba se tornando um hobby, ao qual os 
usuários dedicarão parte de seu tempo livre. (GALINATTI, 2020) 
 
8.1 JARDINS PASSIVOS 
Em edifícios comerciais, ou em áreas comuns de edifícios residenciais, nem 
sempre existe uma pessoa que se responsabiliza pela manutenção diária dos 
jardins. É comum vermos nesses espaços jardins abandonados, nos quais as 
plantas estão secas e sem vida, perdendo as características ornamentais 
projetadas originalmente. (GALINATTI, 2020) 
Nesses casos, uma estratégia possível é a instalação de sistemas 
autônomos de controle da umidade do solo, como os temporizadores. Com essas 
tecnologias, a rega é feita de maneira automatizada, garantindo sempre o nível ideal 
de água no substrato no qual as plantas se encontram, restando apenas o trabalho 
de eventuais podas e limpeza dos vasos e canteiros, que deve ser realizado por 
pessoas. (GALINATTI, 2020) 
Em situações extremas, em que é desejável um jardim completamente 
automatizado, pode-se utilizar um sistema robótico de controle. Recentemente, 
alguns engenheiros disponibilizaram na internet instruções para a fabricação de 
robôs capazes de realizar todos os serviços presentes em um jardim, desde plantio, 
eliminação de ervas daninhas, rega e até monitoramento do crescimento. 
(GALINATTI, 2020) 
Um exemplo é o sistema FarmBot (robô de fazenda, em inglês), 
desenvolvido por uma equipe internacional de maneira colaborativa, que utiliza uma 
estrutura deslizante com dois eixos que se movem sobre uma plataforma de terra 
em que o plantio é realizado. O controle das plantas pode ser feito via internet e 
 
37 
 
aplicativo de celular, nele, o usuário tem informações sobre o tamanho dos 
espécimes e a quantidade de água, insolação e PH da terra. O foco da FarmBot 
(Figura 10) é a produção de alimentos em residências, podendo ser instalado dentro 
ou fora de edifícios. (GALINATTI, 2020) 
 
 
 
8.2 JARDINS COM MANUTENÇÃO 
Para aqueles usuários que desejam ter na jardinagem um passatempo, o 
cultivo de plantas ornamentais e comestíveis é uma ótima opção. A jardinagem pode 
ser uma atividade muito prazerosa, que fortalece laços entre gerações de uma 
mesma família, sendo uma boa oportunidade para interações entre pais e filhos. 
(GALINATTI, 2020) 
É importante ressaltar que para ser uma atividade divertida, às vezes, é 
necessário que exista um retorno tangível para quem cultiva, seja a floração anual 
ou a colheita de ervas aromáticas para uso como tempero ou de frutos para 
alimentação. Existem diversas espécies vegetais comestíveis que podem ser 
cultivadas dentro de casa e servir de alimento para quem as cultiva. (GALINATTI, 
2020) 
 
38 
 
Entre as plantas comestíveis que podem ser cultivadas dentro de casa 
estão: o manjericão, utilizado como tempero; o tomate, fruto muito utilizado na 
culinária; e os morangos, que precisam de muito pouco espaço para se desenvolver. 
(GALINATTI, 2020) 
 
8.3 COMPOSTAGEM 
Uma estratégia interessante para manutenção de jardins internos é a 
utilização de sistemas de compostagem (Figura 11), em que restos de alimentos de 
origem vegetal são depositados em recipientes fechados para serem compostados, 
ou seja, servirem de alimento para minhocas ou outros insetos que transformam o 
alimento em húmus, um poderoso fertilizante orgânico que pode ser utilizado como 
substrato para as plantas. (GALINATTI, 2020) 
 
 
 
Além dos húmus, as composteiras produzem biofertilizante, um líquido 
popularmente conhecido como chorume, que pode ser diluído em água e colocados 
 
39 
 
diretamente nas plantas, aumentando a fertilidade do solo e garantindo um 
crescimento saudável da planta. (GALINATTI, 2020) 
As plantas são muito utilizadas na arquitetura de interiores, melhoram a 
ambiência interna e tornam os espaços mais aconchegantes. Além disso, o cultivo 
de vegetação pode ser uma atividade prazerosa, que aumenta o contato dos seres 
humanos com a natureza. A existência de sistemas com mais ou menos intervenção 
humana garante que todos espaços possam ter seu jardim. (GALINATTI, 2020) 
9 ESPAÇOS EXTERNOS 
Os espaços externos apresentam aspectos únicos que devem ser 
considerados no momento de elaborarmos o projeto paisagístico. A maior parte dos 
ambientes externos não apresentam coberturas de fechamento, salvo algumas 
estruturas, como pérgolas e pequenas projeções, o que quer dizer que temos um 
impacto máximo das condições ambientais locais sobre jardim, praça ou parque. 
Dessa forma, devemos sempre considerar tais condições como norteadoras do 
projeto paisagístico, uma vez que interferem fortemente no plantio e 
desenvolvimento da vegetação. Dentre as peculiaridades dos espaços externos, 
vamos explorar três tipos que interferem com maior impacto: clima, orientação solar 
e solo. (MANO, 2019) 
 
9.1 CLIMA 
O clima consiste nas principais tendências ou médias climáticas ocorrentes 
em determinada região — por exemplo, se o local apresenta temperatura amena e 
úmida ou quente e seca (WATERMAN, 2010). Tais tendências são consequência 
da proximidade da Terra com o Sol, do movimento em sua órbita elíptica e da 
inclinação do eixo, e da diferença de temperatura entre os polos e a linha do 
Equador, originando as correntes térmicas de água e ar que propagam o calor no 
planeta. O Brasil apresenta uma diversificação climática considerável, decorrente 
 
40 
 
de sua extensão territorial, relevo e dinâmica das massas de ar sobre o território 
(FARIA, [20--]). 
As plantas necessitam de temperaturas específicas para garantir seu 
desenvolvimento pleno e, como no Brasil temos uma variedade de regiões 
climáticas, também temos uma flora diversificada, cujo desenvolvimento e cultivo 
dependem de uma situação climática favorável. (MANO, 2019) 
É importante observar as temperaturas máximas e mínimas durante o ano, 
verificar a possibilidade de ocorrência de geadas, ventos dominantes e 
precipitações pluviométricas, já que todos esses fatores influenciam no 
desempenho das vegetações, que são elementos vivos que necessitam de um 
ambiente equilibrado para seu desenvolvimento pleno. Voltamos a frisar a 
importância de selecionar espécies adequadas às condições climáticas do local: as 
plantas possuem relação direta com o clima, logo, “[...] conhecer a origem climática 
da vegetação é um requisitobásico para quem lida com plantas urbanas, um dos 
primeiros dados que devem ser levados em consideração na sua escolha, não 
somente do ponto de vista ambiental, mas paisagístico” (MASCARÓ, 2002, p. 104). 
Atenção especial deve-se dar às regiões do litoral, que apresentam altos índices de 
salinidade e ventos fortes. 
 
9.2 ORIENTAÇÃO SOLAR 
Assim como o conhecimento da orientação solar de determinado terreno é 
essencial para projetos arquitetônicos, no paisagismo o mesmo ocorre, uma vez 
que o projeto de plantio, posição da vegetação (em relação à disponibilidade de luz 
direta do sol), cultivo e crescimento dos indivíduos depende da incidência solar 
(MACEDO, 1992). Existem plantas que necessitam de exposição prolongada ao sol 
(sol pleno), enquanto algumas sobrevivem à meia-sombra e outras se desenvolvem 
plenamente em áreas sombreadas, com a presença de luz indireta. No projeto 
paisagístico, devemos considerar também a necessidade de insolação ou 
sombreamento em áreas de permanência, ou seja, na criação de espaços utilizados 
 
41 
 
pelas pessoas: pracinhas infantis necessitam de sombreamento; quadras 
poliesportivas podem estar em local mais ensolarado, desde que orientadas no 
sentido norte e sul; áreas de bancos podem ter provimento de sombra com árvores 
caducifólias, que perdem as folhas no inverno e deixam passar a luz solar em 
temperaturas mais baixas, etc. 
Com o aumento dos prédios em altura nas cidades, cada vez tem se tornado 
mais difícil encontrar um espaço ensolarado; logo, recomenda-se que as áreas que 
dispõem de sol sejam destinadas a piscinas, solários, hortas e canteiros. As áreas 
sombreadas podem acolher equipamentos de estar e áreas de caminhadas em 
regiões mais quentes. (MANO, 2019) 
Nos projetos paisagísticos, procure identificar o Norte para saber qual é o 
caminho que a luz solar percorrerá no terreno, facilitando, assim, a disposição 
adequada de vegetação conforme a necessidade de insolação e a criação de 
espaços de permanência. Ressalta-se a importância de analisar o trajeto solar em 
diferentes horários e estações do ano, porque existe uma variação na posição e 
intensidade da luz solar que deve ser considerada em projeto paisagístico (ABBUD, 
2006). 
 
9.3 SOLO 
Quando falamos em solo, estamos nos referindo ao solo fértil, a camada 
mais superficial da crosta terrestre (Figura 1). Dependendo do tipo de solo 
encontrado no terreno (Quadro 1), poderão ser determinadas as espécies a 
selecionar, sempre atentando para o grau de compactação, que tende a interferir 
no desenvolvimento das plantas. É importante que seja realizada uma análise da 
acidez do solo e que esse solo seja adequadamente equilibrado com adubos 
orgânicos ou químicos para permitir o pleno desenvolvimento dos vegetais ali 
cultivados. Quando se realiza uma terraplanagem, é importante que esse estrato 
não seja descartado ou misturado com outras camadas, provocando sua 
infertilidade (ABBUD, 2006). Por esse motivo, antes de iniciar o processo de corte 
 
42 
 
e aterros, deve-se realizar a raspagem da superfície, armazenando-a em local 
adequado para posterior uso no momento do plantio das espécies especificadas no 
projeto paisagístico. Quando o solo fértil é descartado, a alternativa é comprar um 
solo adubado e rico em nutrientes para realizar a reposição, sabendo que, como se 
trata de um patrimônio não renovável, tende a ser caro e pode comprometer o 
orçamento do jardim (ABBUD, 2006). Ainda, conhecer as propriedades do solo é 
fundamental nos projetos paisagísticos, pois diferentes texturas, porosidade e 
agregação permitem a identificação de pontos de erosão, que devem ser contidos 
antes do plantio (MEDEIROS, 2008). 
 
 
 
 
43 
 
 
 
Diferentemente do que se pensava no paisagismo moderno, em que as 
vegetações eram meros elementos decorativos sem expressão no todo, as plantas 
foram adquirindo seu espaço como protagonistas do lugar, caracterizando cidades 
ou estados — por exemplo Gramado (RS), a cidade das hortênsias (Figura 4), e o 
estado do Paraná, com as araucárias como imagem referência para seus habitantes 
(Figura 5). (MANO, 2019) 
 
 
 
44 
 
 
 
Antigamente, os jardins e praças costumavam ser espaços de 
contemplação da natureza e havia áreas de estar e muito pouco a se fazer além de 
caminhar. Diante das novas necessidades das pessoas, os espaços abertos 
contemporâneos devem servir a uma série de propósitos para atender à população, 
ou seja, espaços para atividades múltiplas: quadras poliesportivas; áreas de 
recreação infantil; ciclovias; área de exercício para idosos; etc. (MACEDO, 1992). 
O jardim contemplativo permanece como outro tipo de espaço, mais de passagem 
e contemplação, como é o caso do High Line, em Nova Iorque (Figura 6), e a Praça 
Japão, em Curitiba (Figura 7). O projeto do High Line surgiu com o intuito de renovar 
uma área degradada da cidade de Nova Iorque, onde estavam localizadas as 
elevadas dos antigos trens que circulavam na região. Com o projeto de 
revitalização, foi sugerido um parque linear sobre essa estrutura, com variedades 
de vegetação, áreas de estar, além dos visuais para a cidade. A Praça Japão teve 
como propósito homenagear os imigrantes japoneses no Paraná; assim, apresenta 
diversas referências ao modo de vida oriental: espaços de contemplação, água 
corrente, edificação localizada na praça aos moldes japoneses (onde fica uma 
pequena loja com artigos artesanais japoneses), presença de pedras, esculturas, 
pórticos e árvores símbolo da herança nipônica, como a cerejeira. 
 
45 
 
 
 
 
 
9.4 COMPOSIÇÃO PAISAGISTA 
Uma das formas de criar um projeto paisagístico é “[...] fazer uma analogia 
do espaço livre com uma figura geométrica, no caso o cubo, pois como ele todo 
espaço possui paredes, tetos e pisos, isto é, vedos, coberturas e pisos” (MACEDO, 
1992, documento on-line). Vamos utilizar como exemplo uma praça: os planos 
horizontais (Figura 8) que a constituem são os gramados, os decks, os pisos e as 
coberturas, caso haja pergolados ou espaços cobertos, etc.; enquanto os planos 
 
46 
 
verticais são os fechamentos que criam e delimitam espaços, troncos das árvores, 
cortina vegetal, balanços, arbustos, dentre outros (Figura 9). Essa lógica de 
composição auxilia no processo criativo, já que direciona os elementos ao encontro 
daquele efeito que se pretende produzir no espaço. Se você quiser trazer uma 
atmosfera mais natural, pode optar por caminhos sinuosos marcados no plano 
horizontal, com plantas herbáceas e árvores realizando o fechamento vertical. Se a 
intenção é direcionar os pedestres para determinado lugar, uma alternativa é 
delimitar o espaço caminhável com arbustos (vertical), direcionando em linha reta o 
pedestre até o local desejado, circundando-o por árvores ou elementos que 
produzam sombra (horizontal) (Figura 10). 
 
 
 
 
 
47 
 
 
 
Quando projetamos com vegetação, estamos trabalhando com seres vivos 
que, ao longo do ano, sofrerão alterações face as mudanças do clima. Por esse 
motivo, é importante pensarmos os espaços livres em etapas, conforme afirma 
Macedo (1992), em momentos de maturação. Esse aspecto é fácil de visualizar: 
imagine uma rua arborizada somente com jacarandá-mimoso, que apresenta 
floração em tons rosados na primavera e no início do verão. Após esse período, 
teremos uma rua sem cores, caso não se tenha pensado em uma árvore que 
intercale a floração com esses jacarandás-mimosos. 
A vegetação como elemento estruturador do espaço oferece diferentes 
tipos de composições dependendo da intenção do projetista e do aspecto que ele 
deseja conferir ao espaço aberto. As praças tradicionais medievais, renascentistas 
e barrocas costumam posicionar um elemento mais alto no centro, enquanto outros 
mais baixos o circundam (MACEDO, 1992)— veja as Figuras 11 e 12. 
 
48 
 
 
 
 
 
Somente após metade do século XX foram abertas novas possibilidades de 
composição, agregando os múltiplos espaços de estar e circulação de pedestres, 
aumentando as estratégias projetuais dos arquitetos paisagistas (Figura 13 e 14). 
 
 
 
49 
 
 
 
As árvores podem ser associadas entre si, formando diversos tipos de 
desenhos com intenções distintas: maciço vegetal — quando estão agrupadas, 
fornecem maior área sombreada para recantos e áreas de permanência; alinhadas, 
dispostas sobre uma linha com afastamento adequado para proteger os pedestres 
em trajetos e percursos (chamadas alamedas quando o alinhamento ocorre dos 
dois lados do trajeto); diferentes alturas entre indivíduos, criando um movimento 
pela variedade de alturas e florações. (MANO, 2019) 
Podemos utilizá-las como um indivíduo único, em espaço adequado e 
posição privilegiada no projeto, como plantar no ponto central de uma praça uma 
árvore imponente, como o flamboyant ou a figueira. Ainda, é possível associar o 
formato das suas copas na criação de ambientes (arredondado, cônico, coluna, 
fastigiata ou pendente) — se a intenção é envolver o usuário no espaço, usa-se 
copas mais abertas; se for criar espaços mais claros e abertos, usa-se copas menos 
densas (MACEDO, 1992). 
Os arbustos, geralmente, são utilizados como elementos balizadores do 
espaço, delimitando áreas, conduzindo caminhos ou peças escultóricas com 
cercas-vivas. Podem ser facilmente combinados com as plantas herbáceas, 
configurando diferentes cenários na paisagem com colorações distintas. Os 
arbustos contam com uma infinidade de formatos, cores e tamanhos, e a poda 
topiaria é uma alternativa para criar esculturas no espaço em posição de destaque. 
(MANO, 2019) 
 
50 
 
 
 
10 PROJETO PAISAGISMO: ETAPAS 
Para que o projeto paisagístico tenha um andamento satisfatório e que 
contemple as necessidades do cliente e o contexto no qual está inserido, é 
necessário compreender as etapas de projeto em paisagismo, os assuntos 
explorados em cada uma delas e os produtos que deverão ser entregues pelo 
projetista. As etapas de projeto em paisagismo são similares às do projeto 
arquitetônico: reunião com cliente e visita ao local; zoneamento espacial; estudo 
preliminar, anteprojeto; preexecutivo; projeto executivo, implantação e 
acompanhamento (ABBUD, 2006). 
 
 
51 
 
10.1 REUNIÃO COM CLIENTE E VISITA AO LOCAL 
A primeira reunião com o cliente é essencial para identificarmos todos os 
anseios que ele tem para o espaço, questões como o que é esperado para a área, 
se deseja áreas de estar ou não, preferência por alguma vegetação em particular e, 
principalmente, os recursos disponíveis para o projeto devem ser esclarecidos 
nesse primeiro contato. Quando o arquiteto paisagista elenca todos os 
apontamentos do cliente, temos como resultado o programa de necessidades, que 
reúne todas as informações sobre o espaço e os desejos do cliente para a área: 
usos e atividades previstos para a área; necessidades específicas, funcionalidade 
do espaço; características e dimensionamento inicial. O perfil do cliente é 
caracterizado pelo conhecimento de suas preferências estéticas, hábitos, 
expectativas e pela imagem que ele tem sobre o espaço. A visita técnica serve para 
que o projetista possa conhecer e perceber o lugar, anotar questões sobre os 
visuais mais relevantes, dimensões gerais, presença de vegetação relevante, 
preexistências (construções, quiosques, pérgolas, etc.), desníveis, enfim, o conjunto 
de informações pertinentes juntamente com registros fotográficos do lugar. (MANO, 
2019) 
 
10.2 ZONEAMENTO ESPACIAL 
O desenho do zoneamento espacial é a segunda etapa do projeto 
paisagístico. As questões levantadas no programa de necessidades e visita técnica 
são especializadas a partir de um zoneamento por manchas, que contém 
aproximadamente as dimensões dos equipamentos, espaços e grupos vegetais, 
identificando a distribuição geral dos elementos. Quando o paisagismo é solicitado 
para áreas nas quais existem edificações, o zoneamento deve considerar os fluxos 
dos usuários neste espaço, de forma a permitir uma fluidez entre espaço construído 
e aberto (ABBUD, 2006). O zoneamento permite a visualização do conceito do 
 
52 
 
projeto porque faz a previsão sobre o que haverá no ambiente e como se dará as 
conexões entre esses elementos. 
 
A questão é prever que tipo de espaço existirá, que relação estabelecer-
se-á entre o usuário e o local, que aproveitamento haverá do potencial 
visual da paisagem do entorno, dependendo das atividades (estar, lazer, 
etc). Se haverá, por exemplo, aconchego e amplidão na área da piscina, 
intimidade na área de estar, proteção na área de recreação infantil, etc. 
(ABBUD, 2006, p.185). 
 
O zoneamento espacial indica a localização das áreas do projeto e as 
atividades ali realizadas (área de lazer, recreação, descanso, circulação, área de 
vegetação a preservar e assim por diante). (MANO, 2019) 
 
10.3 ESTUDO PRELIMINAR 
Definidos os locais onde ocorrerão as atividades e especializados os 
anseios do cliente no zoneamento, passa-se ao estudo preliminar, em que se faz o 
aprofundamento do nível de detalhe das questões contidas no zoneamento. Inicia-
se a especificação da vegetação com o detalhamento das cores e dos tamanhos, 
sem um fechamento conclusivo dos espécimes. É importante que sejam 
especificadas as principais plantas que irão compor o projeto, detalhando suas 
características, época de floração, aromas, textura de folhagem, tipo de caule, etc. 
Nessa etapa, ainda não é preciso, e nem interessante, fechar completamente a 
especificação botânica. Assim, o conceito para a área começa a tomar forma. Em 
alguns casos, geralmente em projetos de pequenos espaços, do zoneamento pode-
se passar ao anteprojeto, desde que as diretrizes estejam acordadas corretamente 
com o cliente. (MANO, 2019) 
Após a conclusão do estudo preliminar, é realizada uma nova reunião para 
o cliente verificar o que foi pensado para a área, fazendo apontamentos e sugestões 
que serão incorporados à solução final. (MANO, 2019) 
 
 
53 
 
10.4 ANTEPROJETO 
O objetivo do anteprojeto é apresentar a solução definitiva do processo de 
criação (iniciado na reunião com o cliente, visita técnica, zoneamento e estudo 
preliminar). Esta etapa apresenta os resultados estéticos, funcionais e formais do 
projeto, indicando as espécies e os materiais selecionados, elementos a serem 
construídos ou existentes, as características do projeto concretizadas em plantas 
baixas, seções e perspectivas. O anteprojeto serve como base para os projetos 
complementares que virão posteriormente, como a irrigação, a luminotécnica e a 
segurança, a cargo de profissionais especializados (ABBUD, 2006). 
 
10.5 PREEXECUTIVO 
Consiste no detalhamento dos elementos construídos que dependem de 
outros profissionais para serem realizados, como jardins sobre lajes, piscinas, áreas 
de churrasqueira, pórticos, guaritas, dentre outros. O preexecutivo é constituído por 
desenhos técnicos que especificam a execução das construções citadas por meio 
de plantas baixas com escala, informações de dimensionamentos, cotas, 
observações e todas as informações necessárias para compreensão de como será 
feita a execução. Esta etapa é uma compatibilização do projeto paisagístico com 
elementos projetuais provenientes de outras áreas (Quadro 2). (MANO, 2019) 
 
 
54 
 
 
 
10.6 PROJETO EXECUTIVO 
O projeto executivo contém as informações aprovadas no anteprojeto e 
compatibilizadas com os demais projetistas no preexecutivo. Consiste em desenhos 
técnicos com todos os elementos necessários para a execução da obra — tudo 
aquilo que foi previsto e descrito no anteprojeto agora passa ao desenho final com 
dimensões e níveis acabados,especificações de materiais e revestimentos, 
descrição da vegetação a ser plantada, pontos de luz e água, detalhamento da 
iluminação, etc. É importante lembrar que desenhos técnicos bem detalhados e 
claros facilitam a execução e agilizam o processo construtivo. (MANO, 2019) 
O sucesso de um projeto de paisagismo depende da implantação e do 
acompanhamento que o projetista faz. A implantação correta da vegetação depende 
de um projeto de plantio, o qual se recomenda que seja feito separado do projeto 
executivo para melhor compreensão da equipe que irá executar o paisagismo. O 
 
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plantio deve iniciar quando as construções forem finalizadas, de modo que a 
vegetação é o último elemento a ser finalizado nas áreas externas. Para garantir 
uma execução adequada, é importante que haja acompanhamento do projetista ao 
longo do processo, pois, frequentemente, algumas decisões são tomadas no 
canteiro, e é fundamental o conhecimento de quem desenvolveu o projeto para 
solucioná-las. (MANO, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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