Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Atuação
Gerencial do
enfermeiro
Profª Vitória Alcântara
AULA 02
PLANEJAMENTO EMPLANEJAMENTO EMPLANEJAMENTO EM
SAÚDE:SAÚDE:SAÚDE:
Estabelecimento de um conjunto coordenado de
ações, visando a obtenção de um determinado
objetivo:
-enfrentamento de problemas
 
figura 01: evolução dos modelos de gestão
fonte: Universidade Castelo Branco. Planejamento e Gestão em Enfermagem
02
Primeiramente, a Gestão em
Enfermagem é regida por
quatro pilares que devem ser
sustentados pelos
profissionais de enfermagem.
-planejamento 
-organização 
-direção
-controle.
organizar escalas;
identificar possíveis profissionais
produtivos, ociosos e sobrecarregados;
certificar que os procedimentos estão
sendo seguidos;
ter relatórios de uso racional de materiais e
medicamentos;
buscar ferramentas para melhorar a
produtividade do serviço;
propor estratégias para diminuir a demora
de atendimento;
atuar na gestão da qualidade dos serviços
prestados.
O que fazemos?
02
Diferença: cuidar x gerenciar
O cuidar caracteriza-se
pela observação, pelo
levantamento de dados,
planejamento, pela
implementação,
evolução, pela avaliação
e interação entre
pacientes e
trabalhadores da
enfermagem e entre
diversos profissionais
de saúde.
O processo de gerenciar, tem
como foco organizar a
assistência e proporcionar a
qualificação do pessoal de
enfermagem por meio
educação permanente/
continuada, apropriando-se
para isto, dos modelos e
métodos de administração,
da força de trabalho da
enfermagem e dos
equipamentos e materiais
03
O grande desafio do gerenciamento do
cuidado está em oportunizar ambiente
e ações que propiciem um cuidado
criativo, humano e de co-participação
com as pessoas da relação neste
processo em que o aceitar, o decidir e o
liderar centralizam as estratégias do
gerenciamento
Florence Nightingale, considerada a primeira administradora
hospitalar, demonstrou, com os resultados do trabalho que
ela e sua equipe desenvolveram no hospital, a importância
do conhecimento acerca das técnicas e instrumentos
administrativos, para a organização do ambiente
terapêutico, mediante a divisão do trabalho desenvolvido
pelas nurses (cuidado direto) e pelas ladies nurses (cuidado
indireto)
04
Administração hospitalar: públicos ou privados
Gestão de Saúde: questões políticas, logístisca a fim de
direcionar
Gestão de Enfermagem
Gestão em home care
Gestão da estratégia de saúde da família necessidade dos
usuários
Gestão empresarial: setores financeiros, recursos humanos
Gestão de qualidade em saúde: qualidade dos atendimentos
Gestão de Redes de Atenção á Saúde: medidas para garantir o
direito de todos ao acesso á saúde
Gestão da atenção básica: previne brasil
Gestão de urgências e emergências
Gestão dos resíduos de serviço de saúde: descarte adequado
Gestão em hotelaria hospitalar: LEITOS
Acreditação hospitalar
ÁREAS DE ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO GESTOR
RESOLUÇÃO COFEN Nº 0509/2016
05
Art. 1º A Anotação de Responsabilidade Técnica, pelo Serviço de Enfermagem, bem como, as
atribuições do Enfermeiro Responsável Técnico, passam a ser regidas por esta Resolução.
II – Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) pelo Serviço de Enfermagem: ato
administrativo decorrente do poder de polícia vinculado no qual o Conselho Regional de
Enfermagem, na qualidade de órgão fiscalizador do exercício profissional, concede, a partir
do preenchimento de requisitos legais, licença ao enfermeiro Responsável Técnico para atuar
como liame entre o Serviço de Enfermagem da empresa/instituição e o Conselho Regional de
Enfermagem, visando facilitar o exercício da atividade fiscalizatória em relação aos
profissionais de Enfermagem que nela executam suas atividades.
IV – Enfermeiro Responsável Técnico (ERT): profissional de Enfermagem de nível superior,
nos termos da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986 e do Decreto nº 94.406, de 08 de junho
de 1987, que tem sob sua responsabilidade o planejamento, organização, direção,
coordenação, execução e avaliação dos serviços de Enfermagem, a quem é concedida, pelo
Conselho Regional de Enfermagem, a ART.
Parágrafo Único. A ART e a CRT terão validade de 12 (doze) meses, devendo ser renovada
após este período.
RESOLUÇÃO COFEN Nº 0509/2016
05
§ 1º Fica estabelecido o limite máximo de 02 (duas) concessões de ART por enfermeiro,
desde que não haja coincidência de horário de suas atividades como RT ou assistencial nas
empresas/instituições/ensino as quais esteja vinculado.
§ 2º O enfermeiro RT requerente deverá firmar de próprio punho, declaração de que suas
atividades como RT nas Empresas/Instituições/ensino não coincidem em seus horários.
I – A jornada de trabalho não poderá ser inferior a 20 (vinte) horas semanais para qualquer
instituição.
§ 4º A gestão de área técnica corresponde às ações do enfermeiro que não configuram
cuidado assistencial direto, devendo ser especificadas na CRT, tais como: Programas de
Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, Programas de Limpeza e Higienização,
Auditoria, Equipamentos, Materiais e Insumos médico-hospitalares, Consultoria;
§ 5º A gestão de ensino refere-se à Coordenação de Curso de Graduação em Enfermagem
bem como do Ensino Médio Profissionalizante;
Art. 9º O enfermeiro que deixou de exercer a atividade de Responsável Técnico da
empresa/instituição/ensino, deverá comunicar seu afastamento ao Conselho Regional de
Enfermagem, no prazo máximo de 15 (quinze) dias a contar de seu afastamento, para fins de
cancelamento de sua ART, sob pena de responder a Processo Ético-Disciplinar perante a
Autarquia.
Art. 10º São atribuições do
enfermeiro RT:
06
I – Cumprir e fazer cumprir todos os dispositivos legais da profissão de Enfermagem;
II – Manter informações necessárias e atualizadas de todos os profissionais de Enfermagem que atuam
na empresa/instituição
III – Realizar o dimensionamento de pessoal de Enfermagem.
IV – Informar, de ofício, ao representante legal da empresa/instituição/ensino e ao Conselho Regional
de Enfermagem situações de infração à legislação da Enfermagem, tais como:
a) ausência de enfermeiro em todos os locais onde são desenvolvidas ações de Enfermagem durante
algum período de funcionamento da empresa/instituição;
b) profissional de Enfermagem atuando na empresa/instituição/ensino sem inscrição ou com inscrição
vencida no Conselho Regional de Enfermagem;
c) profissional de Enfermagem atuando na empresa/instituição/ensino em situação irregular, inclusive
quanto à inadimplência perante o Conselho Regional de Enfermagem, bem como aquele afastado por
impedimento legal;
d) pessoal sem formação na área de Enfermagem, exercendo atividades de Enfermagem na
empresa/instituição/ensino;
XI – Colaborar com as atividades da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), Comissão de
Controle de Infecções Hospitalares (CCIH), Serviço de Educação Continuada e demais comissões
instituídas na empresa/instituição;
Art. 10º São atribuições do
enfermeiro RT:
06
XIX – Participar do processo de seleção de pessoal, seja em instituição pública, privada ou filantrópica,
observando o disposto na Lei nº 7.498/86 e Decreto nº 94.406/87, e as normas regimentais da instituição;
XX – Comunicar ao Coren quando impedido de cumprir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem,
a legislação do Exercício Profissional, atos normativos do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de
Enfermagem
XXIII – Participar no planejamento, execução e avaliação dos programas de saúde da
empresa/instituição/ensino em que ocorrer a participação de profissionais de Enfermagem.
Parágrafo Único. O enfermeiro RT que descumprir as atribuições constantes neste artigo poderá ser
notificado a regularizar suas atividades, estando sujeito a responder a Processo Ético-Disciplinar na
Autarquia.
O Coren-GO realiza, anualmente, encontro ou reunião específica com os Responsáveis Técnicos (RTs) com o
objetivo de atualizar e oferecer subsídios para a execução de suas atividades.
07
Os modelos de gestão dos Serviços de Enfermagem (SE), ao longo do tempo,
sofreram influências das mudanças que ocorreramnas economias e sociedades
no mundo. Enquanto processo de trabalho, estudos consideram dois modelos de
gerência de enfermagem: 
1. Modelo com foco no indivíduo e nas organizações, denominado “modelo
racional”; 
2. Modelo centrado na abordagem das práticas Sociais, relacionada à história,
chamado “modelo histórico-social”(1).
Destaca-se neste contexto do SUS a atuação dos enfermeiros em cargos de
direção nos diversos níveis das instituições de saúde, desde a direção de
unidades básicas de saúde, funções em nível central das esferas municipal,
estadual e federal, bem como direção de órgãos de enfermagem em instituições
hospitalares e coordenação de unidades assistenciais neste nível de atenção.
09
PROCESSO DE SUPERVISÃO
-Integram um importante eixo do
gerenciamento do cuidado
-Grande quantidade de atividades
desenvolvidas sob coordenação do
enfermeiros
-Co-responsável pela manutenção de um
serviço de qualidade
Características da
supervisão
10
Caráter educativo: ensino, educação em saúde.
reflexão crítica sobre a prática do trabalho, feita com base nas
experiências empíricas (práticas) 
Caráter de controle: Dá-se pela organização do trabalho em bases
coletivas que demanda atividades articuladoras que lhe confira
unidade e garanta a efetivação de suas finalidades e objetivos.
Caráter de Articulação Política: Evidencia a posição intermediária
e intermediadora da supervisão, pois no conceito do trabalho,
intermediar os níveis centrais com os regionais/locais, bem como
os aspectos ético-políticos relacionados à função.
11
FIGURA 2: Instrumentos gerenciais em serviços de saúde
FONTE: UNASUS.
13
Em uma unidade de saúde onde o enfermeiro L.A é gestor há 01 sala de triagem,
composta por 01 tec. e 01 enfermeiro, 01 sala vermelha com 4 leitos, composta
por 1 enfermeiro e 5 tec. 01 box de emergencia, composto por 01 enfermeiro e 4
tec, e 01 internação com 10 leitos, composto por 02 enfermeiras e 8 tec. e para
todos esses setores, 03 médicos disponíveis. Durante o dia, quando o enfermeiro
L.A assumiu o plantão, ocorria uma intercorrência no box de emergência que
demandou ajuda de toda equipe do local + 02 tec da internação e 02 médicos, na
triagem, um paciente aguardando em uma maca do lado de fora um leito
disponível na sala vermelha, na internação todos os pacientes dos 10 leitos
necessitando de troca de curativo + banho, porém a equipe disponível no local
teria conseguido dar banho em somente 5 dos pacientes visto que é necessário 2
profissionais para esse procedimento. na sala vermelha todos os leitos estão
ocupados, porém em 01 desses leitos há um paciente estável aguardando um
médico para sua alta. Havia ainda, 02 enfermeiras e 01 médico na copa, tomando
café da tarde, em seu horário de descanso. L.A recebeu uma ligação da
coordenação solicitando com urgência a lista de requisição matérias em falta na
unidade. 
08
RESOLUÇÃO COFEN Nº 0509/2016. COFEN. 2016 DISPONÍVEL EM:
http://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-05092016-2_39205.html
A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO GESTOR NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE. Revista Saúde em Foco –
Edição nº 11 – Ano: 2019. DISPONÍVEL EM: https://portal.unisepe.com.br/unifia/wp-
content/uploads/sites/10001/2019/03/031_A-IMPORT%C3%82NCIA-DO-ENFERMEIRO-GESTOR.pdf
Guia Prático Para Gestores de Unidades de Internação. BIBLIOTECA VIRTUAL. 2021. DISPONIVEL EM:
http://biblioteca.cofen.gov.br/guia-pratico-dimensionamento-pessoal-enfermagem/
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DA ENFERMAGEM HOSPITALAR: ABORDAGENS NA LITERATURA. exto
Contexto Enferm, Florianópolis, 2014 Out-Dez; 23(4): 1104-12. DISPONÍVEL EM:
Scielo.br/j/tce/a/GtFQhTRJyG9pxN98C4yPgjK/?format=pdf&lang=pt
A Prática gerencial do enfermeiro na atenção às urgências. unasus. DISPONÍVEL EM:
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/10198/mod_resource/content/1/un04/index.html.

Mais conteúdos dessa disciplina