Prévia do material em texto
Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br Busca Paga Versus Busca Orgânica Faz-se necessário compreender o funcionamento da ferramenta e a forma que ela exibe os resultados de uma pesquisa. Elas são separadas entre resultados pagos (anúncios) e orgânicos (gratuitos). Inicialmente, é preciso esclarecer que as estratégias de marketing digital em motores de busca Search Engine Optmization (otimização para motores de busca) afetam direta e unicamente as buscas orgânicas resultantes de qualquer pesquisa em um buscador, ou seja, as técnicas de SEO não influenciam as buscas pagas ou aquelas patrocinadas, como no caso do Google Adwords, uma das plataformas mais usadas atualmente. Diferença entre resultado pago e orgânico Na imagem anterior, os resultados marcados pelo quadro vermelho são patrocinados, os quais são pagos por um anunciante pelo clique de um usuário através do Google AdWords. Vale ressaltar que nessa apostila iremos falar exclusivamente da otimização orgânica, visualizada no quadro azul, que tende a receber a concentração de cliques. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br A estrutura das buscas é composta inicialmente por um robô que rastreia as home pages que localiza. Basicamente, ele acessa cada link e realiza a leitura de todo o conteúdo que uma página oferece, gerando um arquivo para os servidores dentro do Google. Quando uma busca é feita pelo usuário, o Google procura dentro desse arquivo, gerado pelo robô, o que ele considera que possa responder da melhor forma ao usuário. Essa função descrita é realizada por um algoritmo. Na seção seguinte, vamos explicar detalhadamente esse algoritmo, mas de antemão listamos apenas alguns pontos que serão detalhados. • Títulos de páginas são mostrados nos resultados de busca. O cabeçalho do site pode exibir o nome da empresa, marca, produto ou serviço, bem como as demais informações relevantes, tais como: endereço, dados de contato e ofertas. Crie títulos originais para as páginas; • URLs simples permitem acessar os dados com eficácia, é importante ressaltar que elas são exibidas nos resultados da busca. Invista na arquitetura das URLs utilizando palavras-chave nelas; • O site deve ter navegabilidade, ou seja, exibir simplicidade na sua navegação; • Proporcione conteúdo relevante e de qualidade nos serviços ofertados. Uma homepage com qualidade desperta o interesse do usuário e estará melhor posicionada organicamente em relação aos concorrentes; • A estrutura textual precisa ser de fácil entendimento, quanto mais rebuscado, menor a probabilidade de ele ser absorvido na totalidade; • Otimize o emprego de vídeos, áudio e imagens. Por mais que não seja o foco principal, faz-se necessário passar uma pequena noção de como funciona a rede de display da plataforma. Em cada busca realizada, o Google pesquisa na sua base de anunciantes do sistema AdWords quais anúncios são relevantes à palavra-chave procurada. Se o anúncio for relevante, mais alta a probabilidade do mesmo ser clicado a cada nova busca. Após identificar os anunciantes participantes do leilão da palavra-chave, o Google ranqueia os anúncios tendo como base dois fatores: • Preço máximo que o anunciante estipulou por clique para aquela determinada palavra-chave; file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br • Índice de qualidade do anunciante em torno da palavra-chave. Busca pelo termo “iphone X” Paralelo a esta discussão técnica sobre SEO, o que gostaríamos que fosse absorvido por você, acadêmico, é que o foco de um usuário deve estar na sua experiência agradável dentro de um ambiente digital. Leve em consideração seus consumidores e zele pela qualidade do conteúdo relevante ofertado, essa é a razão que faz um usuário acionar um buscador. Utilizar armadilhas para se elevar no ranking orgânico dos resultados não vai gerar o resultado esperado, é uma forma de se iludir. A otimização do marketing digital para as máquinas de busca visa aumentar a probabilidade de uma página tornar-se relevante quando buscada, por isso deve-se ter clareza: o consumidor final é o usuário que realiza uma busca e não um motor de busca em si. A seguir detalhamos o funcionamento do algoritmo do Google. Algoritmo do Google Diferentes elementos interferem no ranqueamento de um resultado de busca no Google, e é importante deixar claro que eles estão em constante mutação, logo, as orientações explanadas nessa seção fazem sentido dentro de um contexto de espaço e tempo, podendo ser alteradas sem aviso prévio pela própria empresa. Esse é um dos desafios de quem trabalho com SEO, aprender a conviver em um mundo na “versão Beta”, buscando o aperfeiçoamento constantemente para determinar o que é relevante para os motores de buscas na hora de rastrear uma página online. Independentemente das possíveis mudanças que possam surgir, o objetivo do Google tende a permanecer o mesmo: identificar as respostas mais assertivas para as diferentes pesquisas realizadas pelos usuários. O Google apresenta distintos sistemas de indexação de dados que consideram a relevância de diferentes aspectos dos websites, tais como: data da publicação, conteúdo, determinadas terminologias destacadas no texto, fotos, vídeos e outros mais. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br Em 1999, a maioria das empresas existentes empregava somente elementos primários na identificação da relevância de uma página, tal como a quantidade de vezes que uma palavra se repetia dentro de uma página. Já o algoritmo desenvolvido pelos fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, quando eram estudantes na Universidade de Stanford, pressupunha a noção de que a web realizava um “concurso de popularidade” contínuo sobre o seu próprio conteúdo online. Além disso, a quantidade de vezes que uma determinada página dentro da web apresentava hyperlinks em outros sites, poderia ser uma forma de medir sua utilidade e relevância. O link de uma homepage para outra era uma forma de recomendação, e foi com base nessa convicção que a ferramenta de busca do Google foi estruturada, conforme visualizaremos na figura a seguir. Estrutura de apontamento de links da web Fonte: Page et al. (1999, p. 3). A dissertação acadêmica dos fundadores emoldurou esse raciocínio, em essência, o Google interpreta um link da página A para página B, como um voto da página A em prol da página B, o Google avalia a importância de uma página pelos votos que ela recebe (PAGE et al., 1999). Em outras palavras, quanto maior o número de ligações apontando para uma página, maior é seu grau de importância no Google. Assim, esse site apresenta uma maior probabilidade de conseguir uma boa posição nos resultados de busca, o PageRank aponta o que os usuários elegeram como os sites de maior relevância sobre um determinado assunto investigado. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br Cálculo simplificado de PageRank Fonte: Page et al. (1999, p. 5). Neste sentido, o Google analisa as terminologias mais pesquisadas pelos usuários e faz a verificação dos respectivos sites que abordam aquela temática. A lógica inicial do algoritmo determina a atribuição de uma pontuação, chamado PageRank, às páginas da internet, de acordo com a qualidade e quantidade de ligações, externas ou internas que apontavam para o site. Ele continua sendo um dos elementos determinantes na definiçãoda ordem que as páginas são apresentadas nos resultados de busca do Google, além de outras atribuições que foram acrescentadas com o passar do tempo. Mostraremos brevemente um pouco da visão geral da arquitetura do Google, esquematizada na figura a seguir. A maior parte do seu sistema é implementada usando a linguagem de programação “C ou C++”, para poder ser rodada nos sistemas Solaris ou Linux (BRIN; PAGE, 2012). O download de páginas da internet é realizado por vários rastreadores distribuídos dentro da grande rede. Existe um servidor para as URLs que envia listas para serem buscadas pelos rastreadores, os sites mapeados são enviados para o servidor que os armazena. Todo site possui uma identificação chamada “docID” que é atribuída quando uma nova URL é analisada fora de uma página. Com isso, a função de indexar é realizada e ela já tem sua classificação. Cada documento identificado é convertido em um conjunto de ocorrências de palavras-chave chamadas “hits”. Eles registram cada palavra, sua posição file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br no documento, o tamanho da fonte e outras informações. Na sequência, os hits são distribuídos em um conjunto de "barris", criando um índice avançado parcialmente classificado. O indexador analisa todos os links em cada site, armazena as informações importantes em “arquivos de âncoras”, com dados suficientes para determinar o local em que cada link aponta e que palavra foi usada para linkar (fazer uma conexão). Depois, as informações são combinadas, gerando um banco de dados com links e “docIDs”, que são usados para calcular os PageRanks para todos os documentos. Visão geral da arquitetura do Google Fonte: Brin e Page (2012). O Google oferece também um recurso bem eficaz chamado "Em cache". A plataforma armazena quase todas as homepages mapeadas pelo robô de busca e permite que seu conteúdo possa ser acessado, mesmo quando a página de origem não esteja mais operando na rede, ou seja, acessar a cópia do site que está guardada no Google. Muitas atuações podem ser executadas e atribuídas como técnicas de SEO, tais como a velocidade de carregamento e navegabilidade de uma página, disposição semântica da estrutura do código fonte, os links das próprias páginas internas, o arranjo do file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br conteúdo ofertado, o emprego correto da diagramação do texto (negritos, itálicos, link, palavras-chave etc.) que auxiliam a otimizar a experiência de navegação dos novos visitantes. Com o aperfeiçoamento do algoritmo, a plataforma consegue deixar de medir a quantidade de indicação para um site, para medir como os usuários comportam-se no ambiente digital. A expertise dos robôs de busca consegue aferir os conteúdos mapeados e se fazem sentido dentro do contexto da pesquisa. Na figura a seguir visualizamos uma ilustração usada pelo Google em um dos seus diversos materiais didáticos para facilitar a compreensão dessa linguagem. Dessa forma, o buscador sempre vai exibir as melhores opções de conteúdos relevantes para o questionamento de cada usuário. Esse é o fator mais importante e não apenas a eleição e ordenamento de quais páginas conseguem melhor se posicionar nas pesquisas. É por essa eficiência que o Google detém a maior preferência dos usuários. Nessa seção, portanto, entendemos a importância dos hyperlinks e o papel decisivo que exercem no algoritmo do Google, os quais determinam a relevância dos sites que aparecem em primeiro lugar nos resultados das pesquisas. Com o processo de evolução da web, novas variáveis de classificação tendem a surgir, porém os links continuarão a desempenhar um papel importante dentro do motor de busca, justamente por serem a ligação entre os diferentes sites que surgem a cada instante dentro da rede. A seguir, conheça a Search Engine Results Page (SERP) e seus critérios de pesquisa, detalhando um pouco mais sobre a expertise do mecanismo do Google. Conhecendo a SerP (SEARCH ENGINE RESULTS PAGE) e os Critérios de Pesquisa A terminologia técnica aplicada aos resultados de pesquisas é SERP – Search Engine Results Page –, em tradução livre, Página de Resultados do Motor de Busca ou Página de Resultados de Busca. Essas páginas são o resultado de uma busca, com elas o SEO pode melhorar o posicionamento orgânico de um site em relação aos demais. Logo, entender a dinâmica do buscador do Google é necessário para aprimorar as páginas, colocando-as em posições de destaque organicamente na página inicial. Antes deste anseio que acabamos de relatar, o tráfego de informações dentro dos buscadores era tratado de forma muito singular, no que se refere às classificações dos resultados. As empresas e os demais interessados em serem encontrados em uma busca online querem ser visualizados na primeira página da busca e de preferência nos primeiros lugares, para tanto, existem determinados fatores que otimizam essa dinâmica para se file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br posicionar na SERP. Os resultados que aparecem em uma melhor classificação tendem a receber consequentemente mais cliques dos usuários, e acessos dos interessados em consumir um determinado conteúdo, produto, marca ou serviço. Essa lógica se dá porque boa parte dos usuários que realiza a pesquisa restringe-se aos resultados exibidos na primeira página dos resultados, assim, as páginas que não são exibidas nela tendem a ser descartadas, perdendo visitantes em potencial. Neste momento, vemos a importância de criar um plano de SEO, cujo objetivo será aumentar a visibilidade de um site, atraindo um público qualificado, gerando negócios para a empresa através da web. Seguindo esta linha de raciocínio, os usuários costumam realizar uma pesquisa a partir de um interesse ou propensão a executar um ato. Pode parecer simples, mas entender as motivações de quem acessa um buscador faz parte da complexidade de se entender o ecossistema em torno da temática. Com o passar do tempo, no uso da ferramenta, o enfoque nas classificações dos resultados das buscas foi sofrendo pequenas alterações. Inicialmente, as pesquisas apresentavam uma listagem de links azuis ordenados e priorizando os resultados pagos e posteriormente os orgânicos. Atualmente, os resultados se apresentam de forma mais elaborada, contendo: caixa de texto (text box); imagens (fotos, infográficos etc.); vídeos; perfis em redes sociais e demais metadados que auxiliam os usuários a selecionar o resultado que mais os agradam. Sendo assim, a função do motor de busca consiste em: rastrear, indexar, ranquear e exibir os resultados de uma pesquisa. O rastreamento de páginas e links consiste na primeira etapa do processo. Nele é realizado uma varredura da web, dentro das homepages, sem restrições de privacidade, que permite identificar os links entre os milhares de sites na rede. Os crawlers (programas varredores de rede) realizam a cópia de todos esses dados que estão conectados entre si. Na sequência, o motor de busca analisa o código da página e armazena todo o seu conteúdo. É importante esclarecer que existe diferença entre os dados reais e os dados de navegação dentro de um website. Os dados reais são os presentes na página em si, tais como texto, foto, vídeo, áudio etc. Os dados de navegação são os links no menu da página (home (ou página principal), quem somos, missão, valores, contatos etc.). Estas duas sequências de dados informam aos buscadores a estrutura de um site, indexando em um banco de dados para que no instante que ocorrer umapesquisa, esses dados sejam file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br utilizados. Após todos os dados serem mapeados e indexados, é criada uma classificação da relevância para cada URL, o conhecido ranking que visualizamos em todas as páginas de respostas. A incumbência dos mecanismos é ofertar o conteúdo mais relevante possível naquele momento da pesquisa, já que o próprio motor se aprimora a cada novo ciclo do processo. O site que ficar com o score mais alto tende a aparecer na cobiçada página principal do Google, para aquele determinado resultado de pesquisa. No quadro a seguir, visualizamos um percentual estatístico que mostra a vantagem de se estar bem posicionado no resultado das pesquisas orgânicas do Google, comprovando, assim, a relevância das técnicas de SEO em sites. Os dados são de um estudo realizado pela empresa Chitika Insights, que tinha o objetivo de determinar o valor de posicionamento dos resultados do Google, realizando uma análise para determinar como os cliques são afetados pela classificação de resultado. Mesmo sabendo que o algoritmo de busca do site se aperfeiçoa a cada nova atualização, a pesquisa científica buscou quantificar cada ponto em uma página de resultados e o quanto isso representa em termos de tráfego dentro do mecanismo de pesquisa. Percentual de cliques orgânicos nos resultados de busca do Google Fonte: Adaptado de Chitika Insights (2013). file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Cursos Online Grátis? Acesse: www.pensarcursos.com.br Por fim, nesta seção, detalhamos de funcionamento do SERP (Search Engine Results Page). Compreender a lógica de exibição das páginas de resultados do motor de busca é fundamental para a elaboração das técnicas de SEO. Essas, por sua vez, auxiliarão na definição das estratégias de marketing digital para a geração de leads, cada qual com a sua objetividade. A seguir, vamos abordar o último tópico deste capítulo, o qual é referente aos fatores de ranqueamento dos resultados nos desktops e nos aparelhos mobile, duas lógicas de funcionamento que interferem na experiência dos usuários. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br