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Nome: Carina Fonseca e Bruno Espel 
Curso: Fisioterapia UFPEL 
Disciplina: Anatomia 
 
 
Músculos Respiratórios 
 
 
É importante separarmos este estudo, pois os músculos respiratórios ou farão inspiração, 
ou farão expiração. Um mesmo músculo não faz os dois movimentos. 
Na inspiração… 
Como os músculos inspiratórios aumentam o volume da caixa torácica, os pulmões se 
expandem e a pressão em seu interior diminui, ficando menor do que a pressão 
atmosférica e o ar entra nos pulmões. Na inspiração, os pulmões apresentam pressão 
negativa (menor do que a pressão atmosférica) e o ar ambiente apresenta pressão 
positiva (maior do que a pressão intrapulmonar) e por este motivo o ar consegue entrar 
nos pulmões. 
Durante a inspiração em condições de repouso utilizamos dois músculos: o Diafragma e 
os Intercostais Externos. Durante a inspiração forçada utilizamos, além destes, 
os Músculos Acessórios da inspiração. 
Diafragma: 
É um músculo em forma de cúpula que separa a cavidade torácica da cavidade 
abdominal. Os pulmões ficam apoiados sobre o Diafragma e toda vez que este músculo 
contrai ele se movimenta para baixo empurrando as vísceras, favorecendo a expansão 
dos pulmões no sentido caudal. O diafragma é inervado pelo nervo Frênico com raízes no: 
(C3-C4-C5) e é responsável por cerca de 70% do trabalho inspiratório. 
 
 
 
Intercostais Externos: 
 
Origem: Borda inferior das costelas 
Inserção: Borda superior da costela imediatamente abaixo 
Inervação: Nervos Intercostais 
Vascularização: Artérias intercostais anteriores e posteriores 
 
Desta forma este músculo aumenta o diâmetro látero-lateral e ântero-posterior da caixa 
torácica, permitindo maior expansão dos pulmões. 
 
 
 
 
Músculos Acessórios: 
 
São músculos auxiliares da respiração, utilizados somente em inspirações forçadas ou 
quando a pessoa está em sofrimento respiratório. Os músculos acessórios principais são 
o Esternocleidomastóideo, os Escalenos (Anterior, Médio e Posterior), o Peitoral 
Menor e o Serrátil Anterior. Estes músculos ficam inseridos no esterno (no caso do 
esternocleidomastóideo) ou nas costelas superiores (escalenos, peitoral menor e serrátil 
anterior) e durante o esforço respiratório elevam a caixa torácica gerando um aumento 
significativo do volume apical dos pulmões. 
 
 
 
 
Esternocleidomastóideo: O esternocleidomastóideo é um músculo do pescoço de duas 
cabeças que, fiel ao seu nome, tem ligação com o manúbrio do esterno (esterno-), a 
clavícula (-cleido) e o processo mastóideo do osso temporal (-mastóideo). 
É um músculo longo e bilateral do pescoço, que funciona para flexionar o pescoço tanto 
lateralmente como anteriormente, bem como para girar a cabeça contralateralmente ao lado 
da contração. O músculo está intimamente relacionado a certas estruturas neurovasculares 
que atravessam o pescoço, seja no caminho para a cabeça ou para a periferia do corpo. 
Origem: manúbrio esternal e clavícula 
Inserção: processo mastoide do osso temporal 
Inervação: Nervo acessório (nervo craniano XI) e ramos diretos do plexo cervical (C1-C2) 
Vascularização: Artéria occipital, artéria tireóidea superior (ramos da artéria carótida 
externa) 
O esternocleidomastoideo está dentro da fáscia profunda do pescoço, junto com o 
trapézio, com o qual compartilha seu suprimento nervoso (nervo acessório). 
 
 
 
 
 
 
Escalenos (Anterior, Médio e Posterior): 
 
Músculo escaleno anterior 
O músculo escaleno anterior corre do tubérculo anterior dos processos (apófises) 
transversos da terceira à sexta vértebras cervicais para a primeira costela. 
Origem: Tubérculo anterior das apófises transversas de C3 a C6 
Inserção: Primeira costela (tubérculo anterior) 
Inervação: Nervos espinais cervicais de C4 e C6 
Função: Elevação da 1 costela e inclinação do pescoço (inspiração forçada) 
 
Assim eles formam um teto sobre a pleura e o ápice torácico. Estes músculos levam à 
elevação da primeira ou segunda costelas e podem estar ativos durante a inspiração. 
 
 
 
 
 
Músculo escaleno médio 
Origem: Tubérculo anterior das apófises transversas de C3 a C7. 
Inserção: Primeira costela posteriormente ao músculo escaleno anterior 
Inervação: ramos anteriores dos nervos espinais cervicais 
Função: Flexão lateral do pescoço e elevação da 1 costela na inspiração forçada. 
 
 
 
 
 
 
Músculo escaleno posterior 
Origem: tubérculo posterior dos processos (apófises) transversos da quinta à sétima 
vértebras cervicais 
Inserção: segunda costela. 
Inervação: nervos espinais cervicais de C4 a C7. 
Vascularização: artéria subclávia 
 
 
 
Os músculos escalenos têm três funções principais: 
• Os músculos escalenos elevam as costelas, e consequentemente o tórax. Por essa 
razão, eles são também considerados como músculos acessórios da inspiração. 
 
• Flexão lateral: uma contração unilateral dobra a coluna cervical para o lado. 
 
 
• Flexão ventral: uma contração bilateral do músculo escaleno anterior causa a dobra 
da coluna cervical para a frente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Peitoral Menor: 
O músculo peitoral menor é um dos músculos mais superficiais na face anterior do tórax ou 
da parede torácica. O mais superficial é o peitoral maior, profundo ao qual está localizado o 
peitoral menor. 
Embora não mova o braço diretamente, como acontece com o peitoral maior, o peitoral 
menor pode ter um impacto no movimento do braço e do ombro devido às suas ligações 
ósseas, especificamente à escápula. 
Origem: Superfície anterior das 3ª, 4ª e 5ª costelas e fáscia sobrejacente aos espaços 
intercostais. 
Inserção: Apófise coracóide da escápula. 
Inervação: Nervo peitoral medial e nervo peitoral lateral (parcialmente) 
Ação: Potração da escápula (puxa o processo coracoide anterior e inferiormente) 
 
 
Serrátil Anterior: 
 
O músculo serrátil anterior tem sua origem nas laterais das costelas superiores e sua 
inserção por toda a borda medial da escápula, recobrindo a lateral do tórax e fazendo parte 
dos músculos do tórax. Seu nome "serrátil" vem do fato de possuir contornos "serrilhados" 
ou em "dentes de serrote". 
Em sua maior porção encontra-se profundamente à escápula e aos músculos peitorais, 
sendo facilmente palpável entre o músculo peitoral maior e o músculo latíssimo do 
dorso. Em corpos atléticos pode ser visível ao longo das costelas, abaixo das axilas. 
Origem: laterais das costelas superiores 
Inserção: toda a borda medial da escápula 
Inervação: Nervo torácico longo 
Vascularização: Artéria torácica lateral (porção superior), artéria toracodorsal (Porção 
inferior). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Expiração 
 
A expiração em condições de repouso é passiva, pois não utilizamos músculos para a 
realização deste movimento. Como os pulmões são elásticos, a própria elasticidade do 
tecido pulmonar se encarrega de retorná-los ao seu volume original após a inspiração, 
sem a necessidade de trabalho muscular. Porém, durante a expiração forçada é 
necessário o trabalho muscular dos Intercostais Internos e dos Músculos Abdominais. 
Intercostais Internos: 
É responsável por diminuir os espaços costais durante a expiração. Desta forma este 
músculo diminui o diâmetro látero-lateral e ântero-posterior da caixa torácica, aumentando 
as pressões sobre os pulmões para expelir o ar de forma forçada. 
Origem: Sulcos costais das costelas 
Inserção: Margem superior da costela imediatamente inferior 
Inervação: Nervos intercostais 
Vascularização: Ramos musculares das artérias intercostais anterior e posterior ramos 
intercostais das artérias torácica interna, musculofrênica e do tronco costocervical. 
 
 
 
 
Músculos Abdominais: 
 
O abdômen é uma espécie de caixa hidráulica, pois apresenta vísceras e líquido em seu 
interior. Durante uma expiração forçada os músculos abdominais comprimem as vísceras, 
que se movimentam para cima. Isso faz com que o diafragma se eleve e gere compressão 
sobre a base dos pulmões, aumentando as pressões no interior dos pulmões e 
favorecendo a expulsão do ar de forma forçada. Os músculos abdominaissão: o reto 
abdominal, os oblíquos (externo e interno) e o transverso abdominal. 
 
Reto Abdominal: 
 
Origem: Púbis (entre o tubérculo púbico e a sínfise) 
Inserção: Quinta a sétima cartilagem costal e no processo (apófise) xifóide do esterno 
Inervação: Nervos intercostais 
Vascularização: Artéria epigástrica inferior 
 
Transverso Abdominal: 
O músculo transverso do abdome (abdómen) corre da superfície interna das cartilagens 
costais inferiores, a fáscia toracolombar e a crista ilíaca, horizontalmente para a linha alba. 
As fibras caudais são envolvidas na formação do músculo cremaster. A inervação é análoga 
à do oblíquo interno. 
 
Origem: 6 últimas costelas (internamente), aponeurose tóracolombar e crista ilíaca. 
Superfície interna das cartilagens costais inferiores, fáscia toracolombar. 
Inervação: Nervos intercostais inferiores, ílio-hipogástrico e ilioinguinal. 
Faz compressão das vísceras. 
 
 
Oblíquo Interno: 
 
Origem: Fáscia toracolombar, crista ilíaca e ligamento inguinal. 
Inserção: Cartilagens costais inferiores e linha alba 
Inervação: Nervos intercostais baixos (T7-T11), nervo subcostal (T12), nervo ilio-
hipogástrico (L1). 
Função: Faz a compressão das vísceras e rotação ipsilateral do tronco. 
 
Nos homens, as fibras caudais se estendem para o cordão espermático (funículo 
espermático), fundindo-se para formar o músculo cremaster. 
 
 
 
Oblíquo Externo: 
 
O músculo oblíquo externo do abdome (abdómen) corre da quinta à décima segunda 
costela ventro-medialmente à camada anterior da bainha do reto. Em sua origem é 
fortemente conectado com o serrátil (serreado) anterior e o músculo latíssimo do dorso 
(grande dorsal). Ventralmente ele constitui uma larga aponeurose que se estende 
medialmente para a linha alba e caudalmente para a crista ilíaca, o osso púbico e o 
ligamento inguinal. 
 
Origem: 5 a 12 costelas. 
Inserção: Crista ilíaca e linha alba. 
Inervação: Nervos Intercostais inferiores. 
Função: Mantém o tônus abdominal, compressão e suporte das vísceras, rotação 
contralateral. 
 
 
Aponeurose 
 
No abdome, diversos músculos se encontram medialmente na parte anterior do abdome, 
se unem através de tendões planos e chatos chamados de aponeuroses. com isso, os 
musculos: transverso do abdome, obliquo interno e externo tem uma extensa 
aponeurose que une os seus lados colaterais na parte medial do abdome, na chamada 
linha alba. já o musculo reto abdominal também é unido por aponeurose, porém tem seu 
ventre dividido em diversos gomos por essa aponeurose, formando o popular "tanquinho". 
 
 
Referências 
Imagens: https://www.kenhub.com/pt 
Anatomia Orientada para a Clínica por Arthur F. Dalley Moore 
Guyton & Hall Tratado de Fisiologia Médica por John E. John E. Hall

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