Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

ROTEIRO DE AULA
Tema: DECADENCIA E PRESCRIÇÃO - Art. 156, V CTN
	
1. Decadência: é o prazo que o Fisco tem para lançar o crédito tributário, dado que este se constitui pelo lançamento. Ocorre a decadência porque não houve o lançamento no prazo de 05 anos. 
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento.
1.1. Decadencia do direito de lançar
a) Regra geral: conta-se do primeiro dia do exercico financeiro seguinte à ocorrencia do fato gerador da obrigação tributária. 
EX. Tributo e Ofício (IPVA). FG – 01/01/2017
Em que pese o fisco poder efetuar o lançamento a partir do dia 01.01.2017, o prazo decadencial, de 05(cinco)anos para efetuar o lançamento só tem início em 01.01.2018. 
Esta é a regra contida no artigo 173, I do CTN – conta-se do priemeiro dia do exercícico financeiro seguinte. 
b) Nos casos de sonegação inocente, também denomiado de antecipação de lançamento, o prazo começa a contar no dia da ocorrência do fato gerador. Isso ocorre por exemplo, nos lançamentos por homoogação, quando o sujeito passivo interpreta erroneamente a legislação e comete equivocos no lançamento. 
EX: lançamento por homologação, sem dolo, fraude ou simulação; o contribuinte entendeu que devia 50 e na verdade devia 100; ocorre sonegação com relação a 50, mas este é inocente, em razaõ de dificuldade de interpretar a legislação. O prazo decadencial conta-se da ocorrência do fato gerador. 
OBS: O pagamento de créditos tributários caducos ou prescritos dá ensejo à repetição (diferentemente, portanto, do âmbito civil), cf. pacífico entendimento do STJ.
Ex. Lançamento do IPTU em 01/01/2019 – pagar ou impugnar em 30 dias . 
Apresentou impugnação administrativa em 20/01/2019. ( goza de insenção) - SUSPENSÃO - 
Decisão definitiva administrativa do fisco saiu em 20/07/2020. Indeferiu o pedido. 
HI – FG – OT – LÇTO – CREDITO – DA – CDA – EF
2. PRESCRIÇÃO: Ocorre a prescrição porque não houve o ajuizamento da execução fiscal no prazo de 05(cinso) anos. Fulmina o crédito e libera o contribuinte. Conta-se da constituição definitiva do crédito. 
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. (ou seja, com o decurso do processo administrativo, ou com a declaração não paga).
Parágrafo único. A prescrição se interrompe:
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005)
II - pelo protesto judicial; (observar que o protesto extrajudicial, apesar de permitido – Lei 12.767/2012 não enseja o mesmo efeito)
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.
A constituição definitiva do crédito tributário se dá em três momentos distintos: 
a) após o transcurso do prazo para pagmento ou impugnação, ou seja, primeiro dia após vencido o prazo para pagamento ou apresentação de impgnação. 
EX. Auto de lançamento expedido em 01.03.2018 – o sujeito passivo terá 30(tinta dia) para pagar ou impugnar. A prescrição começa a contar a partir de 01.04.2018. 
b) a partir da data da decisão final administrativa que analizou a impugnação ou o recurso. 
EX. Decisão proferida em 01.04.2019 – canta-se desde então. 
c) nos tributos por homologação, a declaração vale como lançamento. E, assim, a prescrição tem inìcio no dia em que o débito foi pago ou deveria ter sido pago. 
OBS: O termo inicial da prescrição, em caso de tributo declarado e não pago, não se inicia da declaração, mas da data estabelecida como vencimento para o pagamento da obrigação tributária declarada (entendimento atual do STJ).
Súmula 436 STJ:
A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco.
- Aplicável, no caso da primeira hipótese de interrupção, a Súmula 106 do STJ e o art. 240, §1º, do nCPC.
2.1. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO: São situações que produzem o efeito de zerar o prazo prescicional que já tenha corrido e que permite o reinicio da contagem de 05(cinao) anos 
a) Art. 8º, § 2º da LEF ( Lei. N°. 6.830/80) 
Art. 8º - O executado será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, pagar a dívida com os juros e multa de mora e encargos indicados na Certidão de Dívida Ativa, ou garantir a execução, observadas as seguintes normas:
(...)
§ 2º - O despacho do Juiz, que ordenar a citação, interrompe a prescrição.
FG do IPTU – ocorreu em 2/jan/19 
LÇTO IPTU foi realizado pelo municipio em 2/jan/19
SP após notificado apresentou impgnação em 1/fev/19 – Está dentro dp prazo legal? SIM
O que ocorreu com a exigib ilidade do crédito? A exigibilidade está suspensa. 
Em 02/jan/20 – o fisco municipal indeferiu a impugnação do SP. Devidamente notificado do indeferimento, o SP apresentou em 10/jan/20 RECURSO. O Crétido tributário já esta definitivamente constitudo? NÃO, pq continua suspensa a exigibilidade. 
O Fisco municipal analizou o recurso em 01/fev/21 e INDEFERIU. E agora? Houve a constituição definitiva? SIM, pq não há mais possiilidade de discutir adminitratvamente o crédito. Houve DECISÃO DEFINITIVA ADMINITRATIVA. 
Em que data tem inicio o prazo prescircional para ajuizamento do EF? 01/02/2021. De quantos anos ? 05 anos . 
Em 10/dez/2025 o fisco ingresso com a EF, foi dentro do prazo? SIM, pq o prazo final é em 01/fev/2026. 
Ocorre que o juiz só despachou no processo, determinado a citação do devedor em 10/jul/2026. O crédito foi alcançado pela prescirção? NÃO, pq o despacho do juiz que ordena a citação do devedor, retroage à data de ajuizamento da EF e produz o efeito de INTERROMPER a prescitção. (art 8°, § 2º, da LEF) 
Em 10/dez/2025 – zerou – inicioi uma nova contagem de prazo precricional de 05 anos. A EF de verá ter sentença no prazo de 05 anos. 
 
OBS: Note-se que o despacho que ordena a citação produz efeito retroativo à data do ajuizamento. 
EX: Crédito contituído definitivamente em 20.03.2015
 Execução fiscal ajuizada em 20.03.2020 (no último dia do prazo prescricional) 
 Despacho ordenando a citação em 24.03.2020.
#Ocorreu a prescrição? 
		
	NÃO 
b) pelo protesto judicial
c) por qualquer ato judicial que constitua o devedor em mora
d) qualquer ato que importe em reconhecimento de dívida
EX: TRD – Parcelamento
Súmula 248 - TFR: no caso de descumprimento do parcelamento, o prazo volta a correr no dia em que o devedor deixa de adimplir o acordo celebrado 
Prazo de decadência e prescrição está sob o manto de legislação complementar (Súmula Vinculante 8). 
SÚMULA VINCULANTE 8 :
 
São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência
2.2. Prescrição Intercorrente
Aquela que ocorre durante o curso do processo judicial
OBS: Não há previsão expressa de suspensão da prescrição, apesar de se entender que há esse cenário é aplicável no caso do parágrafo único do art. 155, que subsidia outras hipóteses de suspensão de exigibilidade do crédito tributário (tais como o parcelamento). 
Na verdade, entende-se que quando houver suspensão de exigibilidade, há suspensão da prescrição. 
· Devedor foi citado e não praticou nenhum ato no processo; 
· O credor não encontra bens do devedor; ( já apassou 1 ano de prazo prescricional)
· Ocorrerá a suspensão do processo, por um ano; (suspendea precrição, não conta prazo) 
· Transcorrido o prazo de um ano, o processo volta a correr; 
· Ocorrendo a prescrição, se o contribuinte não alegar, 
· O juiz intimará a Fazenda Públia para se manifestar; 
· Nos processos de pequeno valor, se a fazenda não se manifestar no prazo de 03(tres) dias, o juiz pode extinguir o feito; 
· Nos processos 
Neste sentido é a redação do artigo 40 da LEF. 
Art. 40 - O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses casos, não correrá o prazo de prescrição.
§ 1º - Suspenso o curso da execução, será aberta vista dos autos ao representante judicial da Fazenda Pública.
§ 2º - Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano, sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o Juiz ordenará o arquivamento dos autos.
§ 3º - Encontrados que sejam, a qualquer tempo, o devedor ou os bens, serão desarquivados os autos para prosseguimento da execução.
§ 4o Se da decisão que ordenar o arquivamento tiver decorrido o prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda Pública, poderá, de ofício, reconhecer a prescrição intercorrente e decretá-la de imediato
§ 5o A manifestação prévia da Fazenda Pública prevista no § 4o deste artigo será dispensada no caso de cobranças judiciais cujo valor seja inferior ao mínimo fixado por ato do Ministro de Estado da Faze
OBS: A prescrição pode ser reconhecida pelo juiz (art. 40 da LEF) e pela própria autoridade tributária (art. 53 da Lei 11.941/2009). Sobre o art. 40, vide a Súmula 314, STJ: 
Súmula 314 STJ: Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente.
image1.png

Mais conteúdos dessa disciplina