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PRODUÇÃO 
INTEGRADA
Subsídios para
PRODUÇÃO INTEGRADA DE
FOLHOSAS, INFLORESCÊNCIAS E 
CONDIMENTARES
Universidade Federal De Viçosa
Reitor: Demetrius David da Silva
Vice-Reitora: Rejane Nascentes
Coordenadoria de Educação 
Aberta e a Distância
Diretor: Francisco de Assis Carvalho Pinto
Autores: Augusto G.F. Costa, Dartanha J. 
Soares, Raul P. Almeida, Tais M.F. Suassuna, 
Tarcísio M.S. Gondim
Editor: Laércio Zambolim
Layout: Lucas Kato e Taiane Souza
Editoração Eletrônica: Stéfany Peron
Edição de conteúdo e CopyDesk: João Ba-
tista Mota
Viçosa, novembro de 2021
Este obra está licenciada com uma Licença
Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.
3
Significado dos ícones da apostila
Para facilitar o seu estudo e a compreensão imediata do conteúdo apresenta-
do, ao longo de todas as apostilas, você vai encontrar essas pequenas figuras ao 
lado do texto. Elas têm o objetivo de chamar a sua atenção para determinados 
trechos do conteúdo, com uma função específica, como apresentamos a seguir.
Texto-destaque:  são definições, conceitos ou afirmações 
importantes às quais você deve estar atento. 
Glossário: Informações pertinentes ao texto, para situá-lo melhor sobre 
determinado termo, autor, entidade, fato ou época, que você pode 
desconhecer.
 SAIBA MAIS! Se você quiser complementar ou aprofundar o conteúdo 
apresentado na apostila, tem a opção de links na internet, onde pode 
obter vídeos, sites ou artigos relacionados ao tema. 
 
Quando vir este ícone, você deve refletir sobre os aspectos apontados, 
relacionando-os com a sua prática profissional e cotidiana.
Ì
a
Ñ
Õ
4
FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS 
AUTORES DOS CAPÍTULOS
CONTEUDISTAS
Jorge Anderson Guimarães
Biólogo, doutor em Entomologia, pesquisador da Embrapa Hortaliças. jorge.
anderson@embrapa.br
Maria Thereza Pedroso
Engenheiro Agrônomo, doutora em Ciências Sociais, pesquisadora da 
Embrapa Hortaliças.
maria.pedroso@embrapa.br
Juscimar da Silva
Engenheiro Agrônomo, doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Pesquisador 
da Embrapa Hortaliças.
Juscimar.silva@embrapa.br
Marcos Brandão Braga
Engenheiro agrônomo, doutor em Irrigação e Drenagem, pesquisador da 
Embrapa Hortaliças.
marcos.braga@embrapa.br
Alexandre Pinho de Moura
Engenheiro agrônomo, doutor em Entomologia, pesquisador da Embrapa 
Hortaliças.
alexandre.moura@embrapa.br
Miguel Michereff Filho
Engenheiro agrônomo, doutor em Entomologia, pesquisador da Embrapa 
Hortaliças.
Miguel.michereff@embrapa.br
Ricardo Borges Pereira
Engenheiro agrônomo, doutor em Fitopatologia, pesquisador da Embrapa 
Hortaliças.
Ricardo-borge.pereira@embrapa.br
Ítalo M. R. Guedes
Engenheiro agrônomo, doutor em Solos e Nutrição de Plantas, pesquisador 
da Embrapa Hortaliças.
italo.guedes@embrapa.br
5
Milza Moreira Lana
Engenheiro agrônomo, PhD em Plant Science, pesquisador da Embrapa 
Hortaliças.
Milza.lana@embrapa.br
Tiago Felipe Moreira Silva
Estudante de Agronomia da UnB, bolsista da Embrapa.
Gabriel Junior da Silva
Estudante de Agronomia da UnB, bolsista da Embrapa.
Allan Livino da Silva
Estudante de Agronomia da UnB, bolsista da Embrapa.
6
APRESENTAÇÃO
O termo hortaliça é utilizado para designar os vegetais de ciclo rápido que 
podem ser plantados e colhidos em uma horta. 
As hortaliças são divididas em 8 grupos, com base na parte comercializável, 
em:
1. hortaliças do tipo fruto, das quais se consomem os frutos, como tomate 
e pimentão;
2. folhosas, das quais se consomem as folhas (alface); 
3. inflorescências, das quais se consomem a flores e inflorescências 
(couve-flor, brócolis); 
4. raízes, cuja parte comestível é a raiz da planta (beterraba e cenoura); 
5. tubérculos (batata e inhame); 
6. bulbos (alho e cebola); 
7. hastes comestíveis (aipo, aspargo), e 
8. condimentares, que constituem um grupo heterogêneo, usadas para 
condimentar os alimentos (hortelã, cebolinha, salsa) (BORREGO; SORIA, 
2017; FILGUEIRA, 2000).
As hortaliças folhosas e as inflorescências são também denominadas de 
verduras e apresentam características próprias quanto à propagação, época de 
plantio, forma de cultivo, espaçamento e ciclo da cultura (SANTOS ET AL., 2005). 
Com relação ao grupo das ervas aromáticas e condimentares, elas também são 
consumidas nas formas de folhas, talos e inflorescências, porém, seu uso principal 
é para temperar e realçar o sabor dos alimentos (PEREIRA; SANTOS, 2013). 
De maneira geral, as verduras e as ervas condimentares são produzidas para 
o abastecimento regional, não permitindo grandes deslocamentos (CAMARGO 
FILHO; CAMARGO, 2008; BEVILACQUA, 2011). De acordo com FILGUEIRA (2000), 
a produção e a comercialização dessas hortaliças no Brasil estão localizadas 
basicamente nas proximidades das grandes e médias cidades, nos chamados 
cinturões verdes (MARTINS, 2017). 
O cultivo das hortaliças sofre forte influência das condições climáticas na fase 
de produção. Por isso, há grande variação na produção e na comercialização, 
fazendo com que os preços oscilem, conforme a estação do ano. Devido a esse fato, 
tem-se destacado o cultivo protegido de folhosas, como a alface, que têm como 
vantagem a viabilidade de produção ao longo de todo o ano, principalmente no 
verão. Isso porque não sofrem com as chuvas diretas e, assim, são menos atacadas 
por doenças e têm qualidade superior, em relação às produzidas de modo 
convencional (CAMARGO FILHO; CAMARGO, 2008). 
O produtor de hortaliças folhosas, inflorescências e ervas condimentares 
geralmente carece de informações e treinamentos sobre gestão da propriedade 
e uso de tecnologias para o manejo da cultura. Esse cenário favorece o uso 
inadequado de insumos, gera desperdício e prejuízos econômicos e ambientais 
(MALDONADE ET AL., 2014). 
Um exemplo disso é o mau uso dos agrotóxicos, feito de maneira empírica 
ou por calendário, sem base em monitoramentos, o que acaba contaminando as 
7
folhas com resíduos químicos tóxicos ao ser humano e causando desequilíbrios ao 
agroecossistema. Tal fato é corroborado pelos resultados recentes do Programa de 
Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária (Anvisa), que indicaram a presença de resíduos de agrotóxicos 
em alface e couve comercializadas em supermercados do país (MATTOS ET AL., 
2009). 
Dessa forma, a Produção Integrada pode ser uma boa alternativa, 
pois atua na cadeia produtiva como um todo, normatizando 
todas as etapas de sistema de produção, tanto no campo como 
na pós-colheita, garantindo a padronização dos produtos e 
processos, e melhorando a gestão da propriedade e a qualidade 
dos produtos obtidos. 
Visando dar suporte às normas técnicas específicas da Produção Integrada 
de Folhosas, Inflorescências e Condimentares (PIFIC), essa apostila reúne as 
informações básicas de cultivo, colheita e pós-colheita, baseadas nas boas 
práticas agrícolas para as 32 espécies de hortaliças: acelga, agrião, aipo, alcachofra, 
alecrim, alface, alho-poró, almeirão, aspargo, brócolis, cebolinha, chicória, 
coentro, couve, couve chinesa, couve de Bruxelas, couve-flor, erva doce, escarola, 
espinafre, estévia, estragão, hortelã, louro, manjericão, manjerona, mostarda, 
orégano, repolho, rúcula, salsa e sálvia. Elas compõem a Instrução normativa n. 1 
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de 11 de janeiro de 2021, 
que trata das normas técnicas específicas da Produção Integrada de folhosas, 
inflorescências e condimentares.
Acreditamos que todas as orientações apresentadas serão de grande utilidade 
para você, que já atua ou quer se dedicar a essa área de produção.
Bons estudos!
Jorge Anderson Guimarães
Õ
8
SUMÁRIO
FORMAÇÃO ACADÊMICA DOS AUTORES DOS CAPÍTULOS 4
APRESENTAÇÃO 6
SITES, LIVROS E ARTIGOS 9
RECOMENDADOS PARA LEITURA 9
AGRONEGÓCIO DAS FOLHOSAS NO BRASIL 10
ANÁLISE DAS CADEIAS PRODUTIVAS DE HORTALIÇAS FOLHOSAS NO 
BRASIL 12
CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA DAS HORTALIÇAS FOLHOSAS, 
INFLORESCÊNCIAS E CONDIMENTARES 19
MORFOLOGIA E FISIOLOGIA DAS ESPÉCIES DE FOLHOSAS,vem ganhando 
terreno a cada ano, principalmente, em cultivos protegidos e, também, em 
cultivos que se utilizam de mulchings plásticos em cobertura do solo. 
Em algumas regiões do Cerrado brasileiro, principalmente em cultivos de 
alface com uso de mulchings plásticos, em períodos do ano de altas temperaturas 
(T) e baixas umidades relativas do ar (UR) – junho a setembro -, muitos produtores 
adotam sistema misto, utilizando a aspersão e o gotejamento. O sistema de 
aspersão é mais usado para baixar a T e a UR, imediatamente próximo ao dossel 
das plantas; já o gotejamento é utilizado para efetuar a irrigação das plantas. Essa 
prática permite que as folhas de alface não fiquem muito coriáceas, nem ocasione 
perdas no valor comercial. Além de auxiliar, de maneira indireta, no controle de 
alguns insetos pragas. 
Alguns produtores de folhosas usam o sistema de irrigação por sulcos, 
principalmente, pequenos produtores com baixo poder aquisitivo, em regiões 
menos desenvolvidas do Brasil. Esse sistema, no entanto, vem perdendo campo 
na produção de folhosas, uma vez que demanda mão de obra todo o tempo e 
solos sistematizados, com baixa velocidade de infiltração de água. Além disso, 
propicia ambiente adequado para o surgimento de doenças de solo. 
Apesar de ser sensível a déficits hídricos, a maioria das hortaliças folhosas 
não tolera excessos de umidade do solo. Regas em excesso podem diminuir a 
produtividade e a qualidade das folhas comerciais, além de elevar o surgimento 
de doenças foliares e de solo. 
2. MANEJO DA ÁGUA DE IRRIGAÇÃO 
Deve-se estabelecer quando e quanto irrigar usando indicador quantitativo 
do estado da água no solo. Método mínimo requerido: tato-aparência ou sensores 
do tipo Irrigas®. As orientações sobre como utilizar os diversos métodos são 
facilmente encontradas em publicações disponíveis em livros e/ou em circulares 
técnicas que podem ser acessadas no portal da Embrapa. 
É recomendado estabelecer quando e quanto irrigar. Para tanto, podem ser 
usadas algumas metodologias, como:
 1) dados de retenção de água do solo e sensores para medição do estado da 
água no solo; 
2) procedimentos para estimativa diária da evapotranspiração da cultura e 
dados de retenção de água do solo. 
2.1. Capacidade de retenção de água no solo 
O monitoramento da disponibilidade de água no solo é essencial, pois 
as folhosas são plantas que não toleram estresses hídricos. Diversos estudos 
demostraram que a umidade ideal dos solos para o cultivo da maioria das 
hortaliças folhosas está próxima à capacidade de campo dos solos cultivados. Em 
sua grande maioria, as tensões de água no solo para manejo das irrigações em 
hortaliças folhosas variam de 15 a 25 kPa, dependendo do sistema de irrigação 
utilizado e da espécie cultivada. 
A Tabela 01 indica algumas tensões limites para manejo das irrigações em 
hortaliças folhosas (cultivo em solo), que, também, são utilizadas para a prática 
do manejo com sensores do tipo Irrigas® (kPa). Estes valores médios são os mais 
adequados para indicar o momento de irrigar para diferentes hortaliças folhosas, 
conforme o sistema de irrigação usado.
49
TABELA 1. TENSÕES LIMITES (KPA) DE IRRIGAÇÃO PARA HORTALIÇAS 
FOLHOSAS E USO DE SENSORES IRRIGAS®
HORTALIÇAS FOLHOSAS
SISTEMA DE IRRIGAÇÃO
ASPERSÃO GOTEJAMENTO SULCO
Agrião 15 15 25
Alface 15 15 25
Cebolinha 15 15 25
Chicória 15 15 25
Coentro 15 15 25
Couve 25 15 25
Espinafre 15 15 25
Repolho 25 25 40
Rúcula 15 15 25
Salsinha 15 15 25
Obs: Adaptado de Marouelli et al. (2015) e Marouelli et al. (2011).
A instalação correta de sensores, que podem definir o momento de irrigar 
(quando) e/ou possibilita a estimativa da umidade do solo, é primordial para 
indicar quanto irrigar. De acordo com o sensor, há possibilidade de estimar a 
quantidade de água a ser reposta a cada irrigação, caso se utilize o manejo da 
irrigação, via umidade do solo, por meio de curvas de retenção de água no solo 
(tensiometria), ou utilizar outros sensores que estimam indiretamente a umidade 
do solo – estes, em sua grande maioria, necessitam ser calibrados para o solo local. 
2.2. Estimativa da necessidade de água com base nos dados do solo 
cultivado
Pode-se também estimar a quantidade de água a ser aplicada utilizando-se 
dados de retenção de água do solo cultivado ou umidade do solo (manejo via 
solo – usando sensores ou metodologia que determina a umidade do solo - como 
os tensiômetros, etc.). Para tanto, pode-se aplicar a relação descrita em Bernardo 
et al. (2019), acrescida da área molhada (Am):
Em que: CC - é a capacidade de campo do solo (% massa); 
• UI - é a umidade de irrigação (% massa), que abaixo da qual a planta começa a sofrer 
estresses hídricos, provocando perdas de produtividade e qualidade; 
• Da - é a densidade aparente do solo (g cm-3);
• Z - é a profundidade efetiva do sistema radicular (cm), e 
• Am - é a fração da área molhada (decimal). 
Caso se irrigue com sistemas que molham toda a superfície do solo, o valor de 
Am será igual a 1.
Para estimar a LRN, faz-se necessária a obtenção da umidade do solo e a 
densidade aparente, que podem ser facilmente estimados em laboratórios de 
solos, caso de curvas de retenção de água no solo (uso de sensores que medem 
50
tensão de água – força que a água está retida) e/ou determinado por outros 
sensores. Como exemplo, temos o TDR (Reflectometria no Domínio do Tempo) e 
o TDR (Reflectometria no Domínio da Frequência).
Os valores de Z variam com o desenvolvimento da cultura e podem ser 
estimados a campo ou obtidos em literatura, sendo a primeira opção a mais 
adequada.
A Am pode ser estimada a partir da relação entre a área potencial de ocupação 
da planta e a área molhada do solo. Ressalta-se que existem diversas metodologias, 
na literatura, para a estimativa da Am. Muitos autores utilizam a área coberta (Ac) 
pela planta, e não área molhada. Sugere-se que quando a Am for maior que a Ac, 
utiliza-se para efeito de cálculo da lâmina de irrigação a Am, e vice-versa. Não se 
esqueça de que a Am é em decimal (valor máximo 1), e só é utilizada em caso de 
irrigação localizada, que não molhe toda a superfície do solo. Caso molhe toda a 
superfície, o valor de Am será igual a 1.
Caso não se tenha dados confiáveis de solo e/ou analisados em laboratório de 
solos, produtores e técnicos podem estimar a lâmina de água necessária a cada 
irrigação em função da tensão de água no solo e de suas características (Tabela 2).
TABELA 2. SUGESTÃO DE LÂMINA NECESSÁRIA DE ÁGUA A CADA 
IRRIGAÇÃO (MM CM-1 DE SOLO), CONFORME A TENSÃO DE ÁGUA NO SOLO
Tensão 
(KPa)
Textura do solo (1)
Grossa Média Fina
10 0,15 0,22 0,25
15 0,20 0,32 0,45
20 0,23 0,42 0,60
25 0,25 0,48 0,70
30 0,28 0,54 0,80
40 0,33 0,66 0,90
50 0,35 0,72 1,00
(1) Textura grossa incluem solos de classe textural: areia, areia franca e franco arenoso; textura 
média: franco, franco siltoso, franco argiloso-arenoso e silte; e textura fina: franco argilo-siltoso, 
franco argiloso, argila arenosa, argila siltosa, argila e muito argiloso.
Obs.: solos de cerrado de textura fina devem ser considerados, para efeito de retenção de 
água, como de textura média.
Fonte: adaptadode Marouelli et al. (2011)
2.3. Estimativa da lâmina de irrigação utilizando dados climatológicos e de 
desenvolvimento da planta 
O manejo de irrigação utilizando estimativas da evapotranspiração das plantas 
para determinar o volume de água a ser aplicado é hoje o mais utilizado no mundo, 
devido à facilidade de uso e de ser uma prática já testada com sucesso. Como a 
determinação da demanda hídrica, via dados climatológicos, utiliza o conceito de 
evapotranspiração da cultura (ETc), faz-se necessária a definição de coeficientes 
de cultura (Kc), que variam nos diferentes estádios de desenvolvimento, espécie 
de planta e variedades, sistema de irrigação e de cultivo, além da condição 
edafoclimática local. 
51
A estimativa da evapotranspiração da cultura (ETc) pode ser dada com base 
na relação apresentadaem Bernardo et al. (2019), em que ETc = ETo x Kc , sendo 
que: 
ETc - é a evapotranspiração da cultura, 
ETo - é a evapotranspiração de referência, ambas pode ser dadas em mm/dia,
Kc - é o coeficiente de cultura (decimal), que é usado para ajustar os valores de ETc 
às condições de desenvolvimento da cultura. 
A ETo pode ser estimada por meio de diversas fórmulas e métodos. Os mais 
usados são a metodologia do Tanque Classe “A” e a equação da FAO Penman-
Monteith - esta última é recomendada como padrão. 
O coeficiente Kc é usado no ajuste da quantidade de água a ser aplicada, dada 
as condições ambientais e as necessidades fisiológicas intrínsecas de cada espécie 
e variedade de planta. Assim, em um cultivo irrigado para a mesma condição 
edafoclimática, a depender do sistema de cultivo e de irrigação, a planta cultivada 
necessitará de uma diferente, de acordo com o seu estádio de desenvolvimento; 
ou seja, em um cultivo de alface, quando ele estiver no estádio inicial de 
desenvolvimento (10 das após transplantio), apresentará menor exigência hídrica 
do que ao final do desenvolvimento (25 dias após transplantio). 
Conforme a variedade, tipo de folhosas e as condições de cultivo 
e, principalmente, da sanidade das plantas, o ciclo de produção 
pode estender-se por períodos longos (3 meses ou mais – 
Couves), curtos (alface – 21 a 60 dias; coentro – 30 a 60 dias) e 
bem curtos (5 a 10 dias - baby leaves) - as últimas são bastante 
cultivadas em ambientes controlados, como: estufas, túneis 
altos e baixos e, muitas vezes, em bandejas de produção (baby 
leaves). 
TABELA 3. COEFICIENTES DE CULTURA (KC) MÉDIOS PARA ALFACE, 
CONFORME O SISTEMA DE IRRIGAÇÃO E PRESENÇA DE COBERTURA 
DO SOLO COM FILME DE POLIETILENO (MULCHING), DURANTE OS 
DIFERENTES ESTÁDIOS DE DESENVOLVIMENTO DA CULTURA E SISTEMAS 
DE IRRIGAÇÃO UTILIZADOS
Estádio (1) Aspersão/ 
sulco Gotejamento (2) Gotejamento 
com multching (2)
Inicial (I) (0 - 8 dia) 0,70 0,85 0,40
Vegetativo (II) (9 - 15 dias) 0,80 0,90 0,60
Vegetativo (III) (16 - 25 dias) 0,95 1,00 0,80
Produção (IV) (26 até colheita) 1,05 0,95 0,75
(1) Estádio I: transplantio até pleno pegamento de mudas (8 dias após o transplantio); II: pega-
mento de mudas até 15 DAT; III: 16 até 25 DAT; IV: 26DAT até colheita.
(2)Kc para gotejamento já integram os coeficientes de ajustes para compensar a menor 
perda de água por evaporação. Fontes: adaptado de Allen et al. (1998); Marouelli et al. 
(2011).
Portanto, para o manejo das irrigações via dados climáticos com uso da 
ETc, é necessário dispor de dados confiáveis de coeficientes de cultura (Kc), de 
preferência obtidos nas condições edafoclimáticas da região/local. Entretanto, na 
Õ
52
maioria das vezes, esse tipo de estudo não é feito, devido aos custos relativamente 
altos e à demanda de tempo. Porém, caso não existam dados confiáveis de Kc na 
região, pode-se adotar valores médios obtidos em outros locais em condições de 
cultivos semelhantes. 
Feitosa Neto et al. (2011), em ensaio de campo com uma cultivar de alface 
crespa, em Uberlândia-MG, e utilizando sistema de irrigação por aspersão, 
encontraram valores de Kc de 0,54 (0 a 8 DAT), 0,84 (9 a 16 DAT); 0,96 (17 a 24 
DAT); 1,07 (25 a 33 DAT) e 1,21 (34 a 39 DAT). 
Muitos trabalhos técnicos recomendam o uso dos coeficientes de cultura 
do Boletim da FAO 33 (Doorenbos e Kassam,1994) e FAO 56 (Allen et al.,1998). 
Ressaltamos que, muitas vezes, esses valores subestimam ou superestimam 
as lâminas de irrigação nas condições de cultivo no Brasil. Devem-se usar as 
recomendações desses boletins, em última instância, caso não se disponham de 
valores de coeficientes cofiáveis para a região de cultivo (Tabela 4). 
TABELA 4. COEFICIENTES DE CULTURA - KC E ALTURAS MÁXIMAS MÉDIAS 
DAS PLANTAS PARA CULTURAS NÃO ESTRESSADAS E BEM MANEJADAS EM 
CLIMAS SUB-ÚMIDOS, PARA USO COM O FAO PENMAN-MONTEITH ETO
Culturas Kc inicial Kc médio Kc final Alt. Máx (m)
Repolho 0,70 (1/4 do ciclo) 1,05 (2/4 do ciclo) 0,95 (1/4 do ciclo) 0,4
Couve de Bruxelas 0,70 (1/4 do ciclo) 1,05 (2/4 do ciclo) 0,9 5(1/4 do ciclo) 0,4
Salsinha 0,70 (1/4 do ciclo) 1,05 (2/4 do ciclo) 1,00 (1/4 do ciclo) 0,6
Alface 0,70 (1/4 do ciclo) 1,00 (2/4 do ciclo) 0,95 (1/4 do ciclo) 0,3
Espinafre 0,70 (1/4 do ciclo) 1,00 (2/4 do ciclo) 0,95 (1/4 do ciclo) 0,3
Cebolinha Verde 0,70 (1/4 do ciclo) 1,00 (2/4 do ciclo) 1,00 (1/4 do ciclo) 0,3
Obs.: Adaptado de Allen et al. (1998) e Doorenbos e Kassam (1994)
Em cultivos protegidos (solo), a demanda evaporativa, normalmente, é 
menor que em campo aberto, na mesma condição edafoclimática. Carrijo e 
Oliveira (1997) recomendam que os valores de coeficiente de cultura (Kc) sejam 
diminuídos em 10% para irrigação nesses ambientes. Utilizando tanque classe “A” 
para estimativa da demanda evaporativa, Braga (2000) observou que, dentro de 
estufas plásticas posicionadas nas direções norte/sul e leste/oeste e circundadas 
com tela antiafídica, a evaporação foi em média de 30% a 20% menor que a 
externa, o que, a princípio, indica menores volumes de água a serem aplicados 
nesses ambientes de cultivo. 
Para a estimativa da lâmina de água, via dados climáticos e balanço de água – 
a LRN poderá ser calculada usando a seguinte equação
Em que: LRN é a lâmina real de água necessária (mm) e Pe a precipitação 
efetiva no período considerado, caso em cultivo aberto. Deve-se considerar que, 
para efeito de manejo das irrigações, caso se esteja irrigando por gotejamento 
(molha uma parte da superfície do solo), deve-se considerar nessa equação o 
fator área molhada (Am), que irá reduzir a lâmina aplicada. 
53
É importante destacar que em áreas de cultivo protegido (estufas), com plantio 
no solo, a salinização vem ocorrendo de forma incontrolada, uma vez que não 
ocorrem precipitações (chuvas) no interior das estruturas. A salinização também 
vem sendo intensificada pela ausência de manejo adequado das irrigações e da 
fertirrigação. Normalmente, adiciona-se uma lâmina de lixiviação à lâmina de 
irrigação a ser aplicada. Ela pode ser calculada por diversas fórmulas, porém, uma 
das mais usadas no mundo é:
Onde: Fl é a fração de lixiviação (decimal); CEa é a condutividade elétrica da 
água de irrigação (dS.m-1); CEereq é a condutividade elétrica requerida do extrato 
de saturação do solo (dS.m-1). 
Ressalta-se que a grande maioria das folhosas não tolera teores de salinização 
elevada dos solos de cultivo. Por exemplo, no caso da alface, o nível ideal da 
condutividade elétrica do extrato de saturação do solo (CEs), para não afetar a 
produtividade, não deverá passar de 1,3 dS.m-1. Caso a CEs esteja a 2,1 dS.m-1, a 
produtividade cai 10% e se estiver 3,2 dS.m-1, cai 25%, e assim sucessivamente. 
Assim, para a alface, pode-se fazer a CEs de 1,3 dS.m-1 igual a CEreq para 
estimativa da fração de lixiviação (Fl). Isso vale para a água de irrigação: valores de 
condutividade da água de irrigação (CEa) menores que 0,9 dS.m-1 seriam ideais 
para o cultivo de folhosas (Ayers e Westcot, 1999).
2.4. Manejo de irrigação de folhosas em sistemas hidropônicos 
Um dos grandes avanços na produção de hortaliças adveio dos cultivos em 
sistemas sem solo ou hidropônicos, sejam em plantios com uso de substratos 
inertes ou não. Nesse contexto, as hortaliças folhosas se destacam, devido à sua 
adaptabilidade e ciclo relativamente curto, o que permite uma alta rotatividade 
da produção e recursos financeiros mais rápidos nas mãos dos produtores. 
Outro ponto a ser observado é o aspecto geral das hortaliças folhosas 
produzidos nesse sistema. Por sofrerem menos danos físicos comparativamente 
ao produzido a campo aberto, elas chamam mais a atenção dos consumidores 
durante a escolha de compra. Não se esqueça de que as folhosas são bem frágeis 
a danos mecânicos, e que, após a colheita, continuam vivas e respondendo às 
condições ambientais. 
A definição da demanda hídrica das folhosas nesse sistema é um desafio 
que vem sendo travado em diversos locais do mundo e do Brasil, uma vezque, 
em sua maioria, são cultivados em espaços protegidos, como: estufas plásticas, 
fazendas verticais, containers etc. A grande variabilidade microclimática nesses 
ambientes, além das variedades de hortaliças cultivadas, exige estudos apurados, 
tanto da demanda hídrica como da nutrição. Essas estruturas de cultivos podem 
ser encontradas, principalmente, em regiões urbanas e periurbanas, em cidades 
de médio e de grande portes. 
Normalmente, em estruturas hidropônicas, o fluxo de água de irrigação é 
acompanhado com nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta (solução 
nutritiva). Assim, a depender da espécie cultivada, do estádio de desenvolvimento 
da cultura e da condição climática, os fluxos das irrigações (solução nutritiva) 
serão mais ou menos frequentes. Comparando-se cultivos hidropônicos usando 
54
a mesma espécie/variedade e estrutura, em plantios nas condições das regiões 
Sul e Centro-Oeste do Brasil, no período de abril a agosto, pode-se afirmar que os 
fluxos de irrigação (água) sejam mais espaçados no Sul do que no Centro-Oeste. 
Normalmente, adotam-se temporizadores de fluxo de irrigação, em cultivos 
de hortaliças folhosas, em produção, como a alface em sistema hidropônico (NFT 
– nutriente film technique) fluxos de irrigações e parada: irriga-se 10min e para-se 
10min (10-10), 10min-20min; 15min-15min, 15min-30min. 
Os fluxos de irrigação (frequência), a serem adotados, 
também dependem da região de cultivo, espécie e estádio 
de desenvolvimento, além do período do dia. Normalmente, 
à noite, quando as plantas em condições normais de cultivo 
diminuem drasticamente o seu metabolismo, o espaçamento 
entre irrigações pode aumentar muito ou, às vezes, cessar por 2 
a 8 horas (período noturno). 
Cultivos hidropônicos usando suporte de substratos inertes são menos usuais 
em cultivos de hortaliças folhosas. Nesse sistema, o que se adota são fluxos de 
irrigações em que se permita que a tensão de água nesse substrato fique entre 
2 e 8 kPa, conforme a espécie cultivada. Pode-se adotar juntamente, também, o 
controlar do volume de solução (água e nutrientes) de drenagem: normalmente, 
esse volume pode variar de 10% a 30% o de entrada, dependendo da espécie 
cultivada, sistema de cultivo e da condutividade elétrica da água de drenagem 
(CEd) em relação à água de irrigação (CEi). A relação CEd/CEi, pode ser usada para 
ajustes da lâmina de irrigação, sendo o valor referência igual a 1 ou ligeiramente 
maior (5% a 10%), sempre levando em consideração as exigências nutricionais 
e os limites de salinização suportados por cada folhosa cultivada. O controle de 
fluxo das irrigações pode-se aumentar e/ou diminuir, de acordo com a CE e o 
volume de solução de drenagem. 
Em relação aos cultivos de hortaliças folhosas em ambiente controlado 
(fazendas verticais), uma realidade cada vez mais próxima, os fluxos das irrigações 
podem variar bastante em relação aos cultivos hidropônicos em ambiente não 
controlado. Isso porque, nesses ambientes, normalmente, pode-se controlar o 
fotoperíodo, aumentando ou diminuindo o número de horas de luz incidente, 
além dos fatores climáticos do ambiente (temperatura, umidade relativa). 
Tais fatores podem aumentar ou diminuir os fluxos das irrigações, pois as 
demandas hídricas das plantas variam conforme as condições ambientais de 
cultivo. Nesses ambientes, altamente tecnificados, o controle de fluxos das 
irrigações pode se dar por diversas maneiras. Uma das formas bastante usadas é 
a dos sensores de turgescências das folhas, medidores de vazão na entrada e na 
saída dos compartimentos, entre outros. 
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Como as hortaliças folhosas são plantas tenras e com mais de 95% da sua 
matéria verde constituída de líquido (água), não se pode deixar faltar água em 
nenhum estádio de desenvolvimento. Destaca-se, também, que, dependendo 
do ambiente de cultivos, condição edafoclimática e da espécie cultivada, poderá 
exigir mais de um fluxo de irrigação por dia. Assim, o produtor tem que ter muita 
atenção à prática do manejo das irrigações, uma vez que, é uma prática decisiva 
para a qualidade e produtividade das hortaliças folhosas. Recomenda-se sempre 
consultar uma orientação técnica efetiva, tanto no manejo das irrigações como 
do sistema de cultivo adotado. 
Õ
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ASPECTOS FITOTÉCNICOS
Jorge Anderson Guimarães
1. ACELGA
A acelga é uma planta de clima temperado, que se desenvolve melhor em 
temperaturas que vão de 15º a 25º C. Em locais de clima mais quente, pode ser 
cultivada em áreas mais altas e, nessas situações, pode se comportar como uma 
planta perene, devido à ausência de inverno definido nessas regiões (PORTAL 
SÃO FRANCISCO).
Para o seu bom desenvolvimento, necessita de boa luminosidade, com 
algumas horas de sol ao dia. Requer solos profundos, ricos em matéria orgânica, 
alcalinos, com um pH ótimo de 7,2, porém, tolerando solos com pH variando de 
5,5 a 8. A planta não suporta os solos ácidos (HORTA E FLORES, 2010)
O plantio deve ser feito na primavera ou outono, semeando em canteiros bem 
adubados. O transplante das mudas se dá quando as plantas estiverem com 6 
folhas, observando um espaçamento de 40 x 30 cm (HORTA E FLORES, 2010).
A colheita pode ser iniciada 60 dias após o transplantio, colhendo-se as folhas 
mais tenras (PORTAL SÃO FRANCISCO).
2. AGRIÃO
É uma planta que se desenvolve melhor em temperaturas amenas (entre 15° 
e 25°C), sendo plantada geralmente nos períodos de outono e inverno. Em locais 
em que o verão não é muito quente, pode ser plantada o ano inteiro (CATÁLOGO, 
2010).
É semeada em bandejas ou em sementeiras, para posterior transplantio para 
o local definitivo, quando as mudas tiverem de 4 a 6 folhas, com espaçamento de 
15 cm entre plantas. Deve ser cultivado em sol pleno, em solo fértil, enriquecido 
com matéria orgânica, com pH neutro a levemente alcalino, irrigado diariamente. 
Aprecia água corrente e limpa, além de adubações periódicas. O cultivo por meio 
de estacas retiradas de culturas adultas também pode ser utilizado (CATÁLOGO, 
2010).
A colheita ocorre a partir de 50 dias, no verão, e 70 dias, no inverno, suportando 
até 4 cortes seguidos (PATRO, 2013).
3. AIPO
Deve ser cultivado em sol pleno, em solo fértil e enriquecido com matéria 
orgânica, irrigado a intervalos regulares. Pode ser semeado diretamente no local 
definitivo ou em sementeiras, para posterior transplante das mudas. Os canteiros 
definitivos devem ser bem elevados, adubados e bem arejados (PATRO, 2013). 
O aipo é uma cultura de outono e inverno. Sua colheita inicia-se entre 
150 e 180 dias após o plantio. Aprecia o clima ameno e regas frequentes, sem 
encharcamento (PATRO, 2013).
4. ALCACHOFRA
É uma cultura perene, plantada por meio de brotos retirados de plantas 
selecionadas. As mudas devem ter de 5 a 7 folhas na parte aérea e algumas raízes. 
É possível obter até 20 botões de cada planta. Deve-se respeitar o espaçamento 
de 60 cm entre as mudas (CATÁLOGO, 2010). 
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56
Não há época apropriada para semear a Alcachofra. Ela se desenvolve bem 
em temperaturas médias, que vão de 13°C a 18°C. Exige frio para se desenvolver 
bem e também os botões florais. Floresce em climas subtropicais e temperados. 
Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável e enriquecido com 
matéria orgânica (PATRO, 2014).
Não se desenvolve bem em solos muitos ácidos. Certifique-se de que o 
local escolhido tenha boa drenagem, seja profundo, fértil e que tenha matéria 
orgânica, a fim de satisfazer às necessidades da planta (CPT). Não se recomenda 
plantá-la juntamente com outras culturas. É importante que se faça a limpeza do 
local, retirando as plantas invasoras.
A colheita ocorre quando as brácteas estão inchadas e ainda fechadas, verdes, 
pois, assim, se aproveita melhor o sabor (CPT).
5. ALECRIM 
Deve ser cultivado sempre a sol pleno, em solo drenável, adaptando-se bem 
aos arenosos. A pungência da planta depende da quantidade de exposição ao 
sol: assim quanto mais sol a planta recebemais forte será o aroma das suas folhas 
(PATRO, 2015).
Tolerante ao frio do inverno, vento e geadas, assim como à salinidade de 
regiões litorâneas. As podas, que estimulam o adensamento da planta, devem se 
iniciar ainda na formação das mudas. 
Multiplica-se por sementes ou por estaquia (PATRO, 2015).
6. ALFACE 
O cultivo também é sob sol pleno, com a planta protegida nas horas mais 
quentes do dia. Multiplica-se por sementes, em bandejas preparadas para a 
formação das mudas, que serão transplantadas ao local definitivo. O solo para o 
plantio deve ser solto, de baixa acidez e elevado teor de matéria orgânica (PATRO, 
2015).
Qualquer que seja a variedade, todas podem ser cultivadas no solo ou em 
solução nutritiva. A propagação se dá por meio de sementes, que devem ser 
plantadas em sementeiras ou bandejas de isopor. Quando as mudas estiverem 
com cinco a sete centímetros de altura, transplante para os canteiros, os quais 
devem ser elevados com cerca de 15 cm, devidamente calados e adubados. A 
irrigação deve ser diária, pela manhã ou à tarde. O espaçamento no local definitivo 
deve ser de 30 cm ou mais entre as plantas (CPT; PATRO, 2015).
Evite áreas propensas ao encharcamento, para reduzir doenças nas raízes. 
Para cultivares comuns, os espaçamentos devem ser de 30 centímetros entre as 
plantas e entre linhas; para a alface americana, as medidas são de 35 centímetros. 
Irrigue as hortaliças diariamente de manhã ou no final da tarde, dependendo 
do clima e do tipo de solo (CPT).
A colheita é feita entre 50 e 70 dias após a semeadura, antes do florescimento, 
o qual torna a planta imprópria para consumo, devido ao sabor amargo que 
adquire (PATRO, 2015).
7. ALHO-PORÓ
É planta típica do frio e deve ser plantada nos períodos de outono e inverno. 
Embora seja bianual, é cultivada comercialmente como anual. Produz melhor em 
solos de textura média (entre argiloso e arenoso), solto e leve. (CATÁLOGO, 2010).
Deve ser plantado sob sol pleno, em solo leve, fértil, calado e enriquecido com 
matéria orgânica. A irrigação deve ser feita regularmente. 
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O plantio por mudas é o mais indicado, transplantando-se as mudas quando 
atingirem cerca de 12 centímetros de altura. Deve-se respeitar um espaçamento 
de 30 a 50 cm entre as linhas e de 15 a 20 cm entre as plantas. Recomenda-se 
a tática da amontoa para induzir a produção de hastes brancas mais longas. O 
plantio em regiões quentes é indicado nos meses de fevereiro a junho. Em locais 
frios, pode ser cultivado em todas as épocas do ano (CPT; CATALOGO, 2010; PATRO, 
2013). 
Faça a limpeza do local, quando - e se necessário - for retiradas as plantas 
invasoras.
A colheita das hastes ocorre com cerca de 120 dias no verão e 140 no inverno, 
escolhendo as plantas que apresentarem pseudocaules com 2,5 a 4 cm de 
diâmetro e arrancando-as por inteiro (CPT; PATRO, 2013).
8. ALMEIRÃO 
Produz melhor sob temperaturas amenas (entre 15° e 25°C), sendo plantado 
geralmente nas estações de outono e inverno. Deve ser cultivado em sol pleno, 
em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado 
regularmente. Tolera o frio e o calor.
 Os canteiros devem ter elevação de 15 cm nas variedades “de folha” e 22 cm 
nas variedades “de raiz” (PATRO, 2013). Já o espaçamento entre linhas é de 10 cm 
e entre plantas é de 15 cm (CPT).
A colheita é feita de 50 a 60 dias após a semeadura e o corte das folhas externas 
deve ser feito rente ao solo (CPT).
9. ASPARGO 
O cultivo de aspargos pode ocorrer por meio de três métodos distintos: 
sementeira direta; transplante de mudas, com 10 a 12 semanas, e por plantio de 
coroas (conjunto de raízes), com 1 ano de idade (CPT).
O solo deve ser fértil, profundo, com boa capacidade de retenção de umidade, 
sílico-argiloso e friável, para que os turriões não se entortem ao atravessá-lo. A 
planta é tolerante à acidez do solo, porém, desenvolve-se melhor em pH entre 6.0 
e 6.8 (CPT). 
O local ideal para o plantio é um terreno virgem, no qual nunca se plantou 
qualquer tipo de vegetal, a fim de evitar a possibilidade de contaminação por 
fungos no solo. O terreno deve estar limpo de ervas daninhas, pois elas podem 
sufocar o crescimento dos aspargos (CPT).
O solo deve ter sido fertilizado adequadamente com antecedência, com base 
em análises. Recomenda-se que a terra seja muito rica em matéria orgânica. As 
covas devem ter cerca de 20 centímetros de profundidade e as coroas, espaçadas 
entre si a uma distância de 20 a 30 centímetros e 1,5 metro entre linhas. Por último, 
deve cobrir as coroas com cerca de 5 centímetros de terra (CPT).
O aspargo é uma planta que se adapta a uma grande diversidade de climas, 
mas prefere os temperados e suaves. Necessita de um período de repouso 
vegetativo de pelo menos 90 dias, que, geralmente, coincide com o Inverno 
(baixas temperaturas). A colheita deve ser realizada manualmente, entre os meses 
de agosto e novembro, no terceiro ano de vida da planta. Os turiões devem estar 
jovens e com pouca fibra, pois, quanto mais tarde for a colheita, maior será o teor 
em fibras. Dessa forma, mais rapidamente os aspargos lenhificam e endurecem, 
fazendo com que o seu sabor fique mais amargo (CPT).
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10. BRÓCOLIS 
Prefere temperatura mais amena. O clima afeta o desenvolvimento da planta, 
influenciado no tamanho e na qualidade da inflorescência, produtividade e 
duração do ciclo. Para a maioria dos tipos cultivados, as temperaturas ótimas 
estão entre 20°C e 24°C.
Deve ser cultivado em local de alta luminosidade, no qual tenha contato 
com a luz solar direta por, pelo menos, algumas horas por dia. Recomenda-se o 
cultivo em áreas recém-trabalhadas, com resíduos de restos culturais, madeira ou 
touceiras de capim em decomposição. 
O pH ótimo do solo é entre 6,5 e 7,0. O solo deve ser calado e, dependendo 
do teor de matéria orgânica, receber adubos orgânicos. A produção de mudas 
para transplantio no local definitivo é uma prática usual. De 30 a 35 dias após 
a semeadura, as mudas se encontram em estágio ideal para o transplantio, 
quando atingem de 12 cm a 15 cm de altura e apresentam de quatro a seis folhas 
definitivas. A irrigação utilizada pode ser por aspersão ou micro aspersão. O 
espaçamento entre linhas é de 50 cm e 70 cm e entre plantas varia de 50 a 80 cm 
(CASTRO E MELO, 2015).
É uma cultura exigente em termos de adubação de micronutrientes, 
especialmente boro e molibdênio. A colheita deve ser feita quando os botões 
florais estiverem bem desenvolvidos, ainda com coloração verde-escuro, mas 
antes da abertura das flores.
11. CEBOLINH A 
Produz melhor sob temperaturas amenas a frias (de 25ºC para baixo), sendo 
plantadas geralmente nas estações de outono e inverno. Deve ser cultivada em 
sol pleno ou meia sombra, em qualquer tipo de solo, mas preferencialmente 
drenável, fértil, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. 
Multiplica-se facilmente por divisão das touceiras ou por sementes. A germinação 
ocorre entre 6 e 14 dias. 
Após o plantio por sementes, as cebolinhas estarão prontas para a colheita 
em cerca de quatro meses. É recomendado que o corte das folhas seja feito a 2 cm 
do solo, a fim de estimular a preservação do bulbo e as novas brotações (PATRO, 
2015).
12. CHICÓRIA
Produz melhor em temperaturas amenas, entre 15º e 25ºC, sendo semeada 
normalmente nos períodos de outono e inverno. Em regiões altas de clima ameno, 
pode ser plantada o ano todo. 
Multiplicam-se por sementes em bandejas ou diretamente no local definitivo. 
Devem ser cultivadas em sol pleno, em solos areno-argilosos, férteis, ricos em 
matéria orgânica, bem drenados e com o pH entre 6 e 6,8, de preferência em 
canteiros elevados cerca de 20 cm e irrigados regularmente (PATRO, 2015).
Apreciam clima ameno, com temperaturas na faixa de 14º a 18ºC. Quando 
expostas a altas temperaturas, as chicórias tendem a ficar com o sabor mais 
amargo. Temperaturas acima de 25ºC afetam o desenvolvimento da planta, que 
fica com folhas mais grossas e menores.
A colheitadeve ser realizada aos 80 ou 90 dias após a semeadura, com 
rendimento aproximado de 25 a 30 toneladas por hectare (CPT).
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13. COENTRO 
É uma cultura de clima quente, que não tolera baixas temperaturas. 
Normalmente, é plantado já no local definitivo, via semente e, posteriormente, 
é feito o desbaste das plantas. Deve-se manter espaçamento de 8 a 10 cm 
entre plantas. É pouco exigente em relação ao solo e muito tolerante à acidez 
(CATÁLOGO, 2010).
O ciclo até o início da colheita é de 50 dias no verão, e 70 no inverno. As 
sementes devem ser colhidas dos frutos bem maduros, já marrons e secos (PATRO, 
2014).
14. COUVE
A couve é uma cultura de outono e inverno, com tolerância ao calor. Pode 
ser plantada durante o ano todo, porém, alcança melhores resultados quando 
plantadas de fevereiro a julho no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e de abril a agosto 
na região Nordeste. No norte do País, a época indicada é entre abril e julho 
(CATÁLOGO, 2010).
Propaga-se por semente ou por plantio do broto lateral. Essa é a forma de 
propagação mais comum. Colocar 2 a 3 sementes por célula se usar bandeja de 
semeadura a uma profundidade de plantio é de 0,5 cm. O transplante das mudas 
ocorre de 5 a 10 dias após o semeio, quando elas possuem 10 cm (CPT; CATALOGO, 
2010).
O plantio deve ser feito com espaçamento de 100 x 50 cm. A cultura é bastante 
exigente em boro e molibdênio. Deve ser comercializada e consumida em pouco 
tempo, pois sua vida útil é curta, quando não congelada (CATÁLOGO, 2010).
Cerca de 12-16 semanas depois do plantio das sementes, as couves já poderão 
ser colhidas. Nunca retire todas as folhas do caule. Procure deixar, pelo menos, 
alguns brotos (CPT).
15. COUVE CHINESA
Prefere temperaturas amenas (entre 15º e 25ºC), mas há cultivares mais 
tolerantes ao calor. 
São semeadas em bandejas e depois transplantadas para o local definitivo, ou 
diretamente no canteiro, sendo necessário selecionar as melhores plantas.
16. COUVE-FLOR 
É fundamental a escolha da cultivar correta, de acordo com a época de plantio, 
pois há cultivares adaptadas a temperaturas mais quentes ou mais amenas, entre 
15º e 25ºC. As mudas devem ser produzidas em substrato enriquecido com cálcio 
e fósforo, mas pobre em nitrogênio. É muito exigente em adubação com boro e 
molibdênio. 
Deve-se irrigar bem a lavoura de couve-flor, mas sem excesso, para não 
favorecer o aparecimento de doenças. Algumas folhas devem ser mantidas para 
a proteção da cabeça durante o transporte que, preferencialmente, deve ser feito 
sob refrigeração (CATÁLOGO, 2010).
17. ERVA DOCE
Uma planta facilmente cultivada e pouco exigente com relação ao tipo de 
solo, mas que precisa ser plantada sob sol pleno e em local seco. Cresce bem em 
solos arenosos e é tolerante à seca, uma vez estabelecida.
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É frequentemente cultivada no jardim de ervas para usos comestíveis e 
medicinais, mas também comercialmente, como planta medicinal para extração 
de seu óleo essencial. 
A planta é tolerante ao calor e as temperaturas frias do inverno. 
18. ESCAROLA 
Igual ao da chicória.
19. ESPINAFRE
Produz melhor em temperaturas amenas (entre 15° e 25°C), mas tem boa 
resistência ao calor. Não tolera frio excessivo. 
Recomenda-se a semeadura em bandejas para posterior transplante. Também 
é possível enraizar os seus ramos cortados pela base. 
Deve ser cultivada em sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, com pH entre 
6 e 7,5, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente 
(CATÁLOG, 2010; PATRO, 2013). 
O espaçamento indicado é de 50 cm entre linhas e 30 cm entre as plantas. O 
ciclo do plantio à colheita é de cerca de 70 dias. Suas folhas devem ser colhidas 
antes que a planta emita o pendão e forme flores. Podem ser feitos cortes 
sucessivos, os quais estimulam a produção de novas folhas (PATRO, 2013).
20. ESTRAGÃO
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo drenável, preferencialmente arenoso, 
enriquecido com matéria orgânica e irrigado de forma regular. As plantas bem 
estabelecidas são tolerantes a curtos períodos de estiagem. 
Resiste ao frio, mas entra em dormência durante o inverno e pode perder as 
folhas, rebrotando na primavera. Nesta ocasião é importante reduzir as regas. 
A colheita se dá após 60 a 90 do plantio (PATRO, 2015).
21. HORTELÃ
Seu cultivo é fácil, devido à sua rusticidade. O solo deve ser fértil e enriquecido 
com matéria orgânica para uma boa produção. 
As regas devem ser regulares, deixando o solo permanentemente úmido, 
porém, sem encharcamento. Tolera geadas. Multiplica-se facilmente por rizomas, 
sementes e divisão da planta (PATRO, 2013).
22. MANJERICÃO
Recomenda-se seu cultivo em pleno sol, em solo fértil, bem drenável, 
enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Pode ser plantado 
diretamente em canteiros adubados.
 A planta não tolera o frio, geadas ou calor excessivo. Não resiste também 
a muitas colheitas subsequentes, exigindo o replantio. Multiplica-se facilmente 
por estacas de ponteiro, postas a enraizar na primavera ou por sementes (PATRO, 
2015).
23. MOSTARDA 
Prefere temperaturas mais amenas (entre 15° e 25°C). O plantio pode ser feito 
por mudas semeadas em bandejas ou diretamente no local definitivo, fazendo o 
desbaste posteriormente. 
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Prefere solo bem drenado, fértil, com matéria orgânica suficiente ao seu 
desenvolvimento e com pH acima de 6 (CPT).
A colheita das folhas é feita entre 40 e 70 dias do plantio, de acordo com a 
cultivar e com o sistema de plantio (CPT).
24. ORÉGANO
O orégano é resistente a curtos períodos de estiagem. Apesar de sobreviver 
à meia-sombra, sua folhagem não adquire aroma tão intenso nessas condições. 
Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com 
matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. 
Apesar de perene, deve ser replantado a cada 2 ou 3 anos. Multiplica-se por 
sementes, divisão das touceiras (PATRO, 2014).
25. REPOLHO
Desenvolve-se bem sob temperaturas amenas (entre 15° e 25°C) e frias, 
resistindo bem a geadas. Entretanto, há cultivares adaptadas a temperaturas mais 
altas. Geralmente, as altas temperaturas causam malformação das cabeças. É uma 
planta que se desenvolve melhor em local ensolarado (CATÁLOGO, 2010).
O plantio é feito por mudas, semeadas em bandejas. É exigente em adubação 
e irrigação, necessitando de água constantemente para evitar rachaduras. O solo 
deve ter boa drenagem, boa fertilidade e com nitrogênio disponível. A irrigação 
deve manter o solo sempre úmido e nunca seco. O plantio é feito por meio de 
sementes ou diretamente no local definitivo, respeitando um espaçamento de 
0,80 a 1,0 m entre linhas e 0,40 a 0,50 m entre mudas (CATÁLOGO, 2010; CPT). 
A colheita inicia-se a partir de 60 dias, para cultivares precoces, e 80 dias para 
outros cultivares (CATÁLOGO, 2010; CPT). 
26. RÚCULA
Deve ser cultivada em sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com 
matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o clima ameno e é sensível ao 
excesso de umidade e ao calor. Multiplica-se por sementes plantadas diretamente 
no local definitivo, em profundidade de 0,5 cm e com espaçamento de 20 cm 
entre linhas. Após a germinação, deve ser feito o desbaste, quando as plantas 
atingirem 10 cm, mantendo espaçamento de 15 cm entre elas. A colheita ocorre 
entre 40 e 65 dias após, dependendo da variedade e da estação do ano. Pode-
se arrancar a planta inteira ou cortá-la próxima ao colo, incentivando o rebrote 
(PATRO, 2017).
27. SALSA
Prefere temperaturas amenas, em torno de 20ºC. Em climas frios, ocorre 
atraso da germinação de suas sementes. Multiplica-se facilmente por sementes, 
que podem ser mantidas em água morna, de um dia para outro, para acelerar a 
germinação.
Produz melhor em solos bem drenados, ricos em matéria orgânica, que devem 
ser mantidos sempre úmidos. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra. 
Recomenda-se que seja fertilizada regularmente para um crescimento 
vigoroso das folhas. É importante colher as folhasmais externas, respeitando um 
bom intervalo entre as colheitas para a recuperação da planta. (PATRO, 2014).
62
28. SÁLVIA
Deve ser cultivada em sol pleno ou a meia sombra, em solo preferencialmente 
drenável, neutro a levemente alcalino e enriquecido com matéria orgânica. 
Multiplica-se por estacas ou sementes. 
A germinação ocorre entre 7 e 14 dias após a semeadura. As mudas são levadas 
para canteiros bem-preparados, elevados, com esterco curtido, NPK e calcário. 
A irrigação deve ser feita regularmente nos primeiros meses após o plantio, 
reduzindo as regas após o estabelecimento das plantas.
 Resiste ao frio, mas não tolera locais muito frios e úmidos. Apesar de perene, 
perde o vigor com o tempo, ficando mais suscetível a doenças. Por este motivo, é 
recomendável seu replantio a cada 3 ou 4 anos (PATRO, 2015).
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PRINCIPAIS ESPÉCIES DE 
ARTRÓPODES-PRAGA
Jorge Anderson Guimarães
Alexandre Pinho de Moura
Miguel Michereff Filho
ACELGA PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca 
(Lepidoptera: Noctuidae) 
Agrotis ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização do replantio de mudas.
Pulgões (Myzus persicae)
(Brevicoryne brassicae)
(Cavariella aegopodii)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Grilo paquinha 
Gryllotalpa hexadactyla
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre por 
injúrias mecânicas às raízes, durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
mulching (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Lagarta militar 
(Spodoptera frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta.
Vaquinha (Coleoptera: 
Chrysomelidae) 
Diabrotica speciosa
A larva ataca as raízes da planta, enquanto os adultos se alimentam das folhas. 
O ataque às folhas pelos adultos resulta em grande número de pequenas 
perfurações, que reduzem a área fotossintética da planta. Altas infestações de 
adultos, logo após o transplantio, podem ocasionar a destruição total da parte 
aérea das mudas, exigindo o replantio
AGRIÃO PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca
 A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização do replantio de mudas.
08
64
Pulgões (M.persicae)
(B. brassicae)
(C. aegopodii)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa).
O principal dano dos pulgões resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Mosca-minadora 
(Diptera: Agromyzidae) 
(Liriomyza huidobrensis)
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas, estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas, além da desfolha precoce, principalmente em plantas 
jovens.
AIPO PRAGA TIPO DE DANO
Pulgão (Aphis spp.)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa).
O principal dano dos pulgões resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
ALCACHOFRA PRAGA TIPO DE DANO
Pulgão da cenoura (C. 
aegopodii)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa).
O principal dano dos pulgões resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Lesmas
Adultos e imaturos alimentam-se raspando as folhas, as quais apresentam 
perfurações irregulares, porém, quando a infestação é severa e a planta é jovem, 
podem ficar apenas as nervuras. As plantas infestadas apresentam rastros de 
muco branco-prateado brilhante e fezes nas folhas, o que ocasiona perdas na 
qualidade visual e sanitária da hortaliça. Têm hábito noturno e, durante o dia, 
escondem-se em locais úmidos e escuros, como debaixo do mulching (palhada, 
casca de arroz, filme plástico preto), de restos culturais, de pedras e no solo. No 
Planalto Central, estas pragas ocorrem em alface durante a estação chuvosa.
65
Lagarta rosca A. ipsilon
Cochonilha branca da 
raiz
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização do replantio de mudas.
Caracóis
Adultos e imaturos alimentam-se raspando as folhas, as quais apresentam 
perfurações irregulares, porém, quando a infestação é severa e a planta é jovem, 
podem ficar apenas as nervuras. As plantas infestadas apresentam rastros de 
muco branco-prateado brilhante e fezes nas folhas, o que ocasiona perdas na 
qualidade visual e sanitária da hortaliça. Têm hábito noturno e, durante o dia, 
escondem-se em locais úmidos e escuros, como debaixo do mulching (palhada, 
casca de arroz, filme plástico preto), de restos culturais, de pedras e no solo. No 
Planalto Central, estas pragas ocorrem em alface durante a estação chuvosa.
Tripes (Thysanoptera: 
Thripidae)
(Frankliniella occidentalis 
e F. schultzei)
Transmissão do vírus do gênero Tospovirus, denominada Tomate Spotted Wilt 
Virus, (TSWV) causadora da doença do vira cabeça do tomateiro. Em infecções 
precoces, induzem a morte de plantas ou necrose nas folhas e nos frutos, 
comprometendo a produção.
ALECRIM PRAGA TIPO DE DANO
Sem registros É uma planta aromática e, por isso, atua como repelente de pragas.
ALFACE PRAGA TIPO DE DANO
F. schultzei
F. occidentalis
Thrips palmi
T. tabaci
Adultos e larvas perfuraram os tecidos vegetais e sugam o conteúdo das 
células; a região atacada apresenta pequenas manchas irregulares de coloração 
esbranquiçada ou prateada, com presença de pontuações escuras (gotículas 
fecais), notadamente nas folhascentrais. Em ataques severos, com elevada 
infestação de tripes, as plantas de alface adquirem coloração amarelo-esverdeada. 
O principal dano deve-se à transmissão de vírus causadores da doença “Vira-
cabeça” (Tomato spotted wilt virus - TSWV; Groundnut ringspot virus - GRSV e 
Tomato chlorotic spot virus –TCSV; gênero Orthotospovirus; família Bunyaviridae), 
por larvas e adultos. Esta doença é de grande importância para a alface, causando 
grandes prejuízos. Frankliniella schultzei é o principal transmissor.
Pulgões (Hemiptera: 
Aphididae)
Urolecon sonchi
Nasonovia ribisnigri
M. persicae
B. brassicae
C. aegopodii
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto, como sob ambiente protegido (estufa).
O principal dano dos pulgões resulta da transmissão de vírus; adultos e ninfas 
transmitem os vírus causadores do mosaico-da-alface (Lettuce mosaic virus – LMV; 
gênero Potyvirus, família Potyviridae), vírus do mosaico-do-nabo (Turnip mosaic 
virus – TuMV; gênero Potyvirus, família Potyviridae), vírus do mosaico-do-picão 
(Bidens mosaic virus – BiMV; gênero Potyvirus, família Potyviridae); vírus do 
mosqueado-da-alface (Lettuce mottle virus – LeMoV; gênero Sequivirus, família 
Secoviridae) e o vírus do mosaico-do-pepino (Cucumber mosaic virus – CMV; 
gênero Cucumovirus, família Bromoviridae).
66
Formigas-cortadeiras 
(Hymenoptera: 
Formicidae).
Atta sp.
Acromyrmex spp.
Durante a noite cortam as folhas e transportam o material vegetal para o interior 
da colônia, que é utilizado como substrato para cultivo de um fungo, que serve de 
alimento para larvas e adultos.
Grilo (Orthoptera: 
Gryllidae)
Gryllus spp.
Adultos e ninfas atacam as raízes e a parte aérea das plantas; promovem o corte 
de mudas e plantas jovens na região do coleto (próximo ao solo), acarretando sua 
morte
Paquinha (Orthoptera: 
Gryllotalpidae)
Neoscapteriscus spp.
Neocurtilla spp.
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre 
por injúrias mecânicas às raízes durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
mulching (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Lagarta-militar 
(Lepidoptera: Noctuidae)
Spodoptera frugiperda
S. eridania
S. comioides
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta. A infestação inicia-se da base (folhas baixeiras) para o ápice da planta. 
Lagartas grandes também promovem o corte da planta jovem (total ou parcial) 
próximo ao solo (como a lagarta-rosca), podendo ocasionar a sua morte. Sob 
infestação severa, em períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização 
de replantio de mudas. Surtos populacionais de lagarta-militar na região Centro-
Oeste podem ocorrer na transição entre as estações chuvosa e seca.
Lagarta rosca A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização do replantio de mudas.
Lagartas-falsas-
medideiras Chrysodeixis 
includens e 
Trichoplusia ni
As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta. A espécie C. includens é a principal 
Plusiinae que infesta cultivos de hortaliças na região Centro-Oeste brasileira
Moscas-minadoras 
L. huidobrensis, L. sativa e 
L. trifolii
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas, estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas e desfolha precoce, principalmente em plantas jovens de 
alface.
Vaquinha D. speciosa
A larva ataca as raízes da planta, enquanto os adultos se alimentam das folhas. 
O ataque às folhas pelos adultos resulta em grande número de pequenas 
perfurações, que reduzem a área fotossintética da planta. Altas infestações de 
adultos, logo após o transplantio, podem ocasionar a destruição total da parte 
aérea das mudas, exigindo o replantio.
Moscas-brancas 
(Hemiptera: Aleyrodidae) 
Bemisia tabaci 
e Trialeurodes 
vaporariorum
Ataca as plantas no viveiro de mudas ou sementeira e no cultivo após o 
transplantio, infestando principalmente folhas jovens. Adultos e ninfas sugam 
a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação injetam toxinas que 
geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada (honeydew), que 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as folhas, afetando 
a respiração e fotossíntese. Infestação severa pode ocasionar murcha e morte de 
mudas e plantas jovens ou nanismo. Em alface, a presença excessiva de fumagina 
nas folhas também pode depreciar o valor comercial desta hortaliça.
67
Traça-das-crucíferas 
(Lepidoptera: Plutellidae)
Plutella xylostella
Desfolha, broqueamento do ponto de crescimento caulinar de pecíolos das folhas 
e de ramos e consumo das inflorescências. Após a eclosão, as lagartas penetram 
nas folhas e iniciam sua alimentação no parênquima, formando pequenas 
minas (galerias) nas folhas; posteriormente, deixam as minas e se alimentam da 
epiderme da face inferior das folhas, porém não consomem as nervuras e podem 
não atingir a epiderme da face superior da folha, deixando pequenos orifícios 
de alimentação de formato irregular, com aspecto de “janelas”; lagartas mais 
desenvolvidas deixam grandes orifícios entre as nervuras da folha, a qual pode 
apresentar-se totalmente rendilhada ou apenas com as nervuras
Curuquerê-da-couve 
(Lepidoptera: Pieridae)
Ascia monuste orseis
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo deixar 
apenas as nervuras, ocasionam desfolha parcial ou total da planta.
Lagarta Helicoverpa 
(Lepidoptera: Noctuidae)
Helicoverpa armigera
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento, causando 
perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes 
orifícios) ou total da planta.
Fungus gnats (Diptera: 
Sciaridae)
Bradysia spp. e outros
As larvas se alimentam das raízes e radicelas e podem broquear o caule das 
mudas no viveiro ou na sementeira. Essas lesões facilitam a penetração de fungos 
fitopatogênicos como Pythium spp. e Rhizoctonia solani. Os adultos podem 
disseminar estes fungos fitopatogênicos. Os sintomas de infestação incluem: 
secamento das folhas; murchamento parcial ou da planta inteira; retardo no 
desenvolvimento e morte de mudas ou de plantas recém transplantadas.
Lesmas e caracóis 
(Mollusca: Gastropoda)
várias espécies e famílias
Adultos e imaturos alimentam-se raspando as folhas de alface. As folhas atacadas 
apresentam perfurações irregulares (Figura 49 C), porém, quando a infestação é 
severa e a planta é jovem, podem ficar apenas as nervuras. As plantas infestadas 
apresentam rastros de muco branco-prateado brilhante e fezes nas folhas, o que 
ocasiona perdas na qualidade visual e sanitária da hortaliça. As lesmas e caracóis 
têm hábito noturno e, durante, o dia escondem-se em locais úmidos e escuros, 
como debaixo do mulching (palhada, casca de arroz, filme plástico preto), de 
restos culturais, de pedras e no solo. NoPlanalto Central, estas pragas ocorrem em 
alface durante a estação chuvosa.
ALHO-PORÓ PRAGA TIPO DE DANO
Tripes Thrips tabaci
Adultos e larvas perfuram os tecidos vegetais e sugam o conteúdo das células; 
a região atacada apresenta pequenas manchas irregulares de coloração 
esbranquiçada ou prateada, com presença de pontuações escuras (gotículas 
fecais), notadamente nas folhas centrais. Em ataques severos, com elevada 
infestação de tripes, as plantas de alface adquirem coloração amarelo-esverdeada. 
O principal dano deve-se à transmissão de vírus causadores de doenças.
ALMEIRÃO PRAGA TIPO DE DANO
Pulgões 
(M. persicae) 
(Br. brassicae)
(C. aegopodii)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa).
O principal dano dos pulgões resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
68
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta.
Mosca minadora (L. 
huidobrensis)
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas, estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas e desfolha precoce, principalmente em plantas jovens
Mosca-branca B. tabaci
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação, 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew) que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
ASPARGO PRAGA TIPO DE DANO
Mosca-do-Aspargo 
(Chlorops sp.)
A fêmea deposita os ovos no turião. Poucos dias depois aparecem as larvas, que 
fazem uma galeria por baixo da epiderme do turião, o que impede a circulação da 
seiva. O turião se dobra para o lado em que se encontra a galeria, onde se observa 
uma mancha parda. O aparecimento de turiões parece coincidir com o dos insetos 
adultos, e, portanto, com a postura. Na fase vegetativa, os brotos apresentam um 
típico formato de caracol, como consequência do ataque.
BROCOLIS PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões 
(M. persicae) 
(L. pseudobrassicae)
(B. brassicae)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Grilo paquinha 
Gryllotalpa hexadactyla
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre 
por injurias mecânicas às raízes durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
“mulching” (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Lagarta militar 
(Spodoptera frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Falsa-medideira 
(Pseudoplusia includens)
As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
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Falsa medideira (T. ni) As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Vaquinha (D. speciosa)
A larva ataca as raízes da planta, enquanto os adultos se alimentam das folhas. 
O ataque às folhas pelos adultos resulta em grande número de pequenas 
perfurações, que reduzem a área fotossintética da planta. Altas infestações de 
adultos, logo após o transplantio, podem ocasionar a destruição total da parte 
aérea das mudas, exigindo o replantio
Mosca-branca (B. tabaci)
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew) que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
Traça-das-crucíferas P. 
xylostella
Desfolha, broqueamento do ponto de crescimento caulinar de pecíolos das folhas 
e de ramos e consumo das inflorescências. Após a eclosão, as lagartas penetram 
nas folhas e iniciam sua alimentação no parênquima, formando pequenas 
minas (galerias) nas folhas; posteriormente, deixam as minas e se alimentam da 
epiderme da face inferior das folhas, porém não consomem as nervuras e podem 
não atingir a epiderme da face superior da folha, deixando pequenos orifícios 
de alimentação de formato irregular, com aspecto de “janelas”; lagartas mais 
desenvolvidas deixam grandes orifícios entre as nervuras da folha, a qual pode 
apresentar-se totalmente rendilhada ou apenas com as nervuras
Curuquerê-da-couve (A. 
monuste orseis)
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo 
deixar apenas as nervuras; ocasionam desfolha parcial ou total da planta e 
podem consumir as inflorescências, principalmente de brócolis. As injúrias 
ocasionadas pela praga podem ainda favorecer infecções secundárias de bactérias 
necrotóficas, aumentando a incidência, respectivamente, da podridão-negra-das-
crucíferas e da podridão-mole.
Lagarta H. armigera
As lagartas causam desfolha e atacam as inflorescências em diferentes fases de 
desenvolvimento. Lagartas desenvolvidas deixam grandes orifícios nas folhas e 
consomem as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas.
CEBOLINHA PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta-rosca A. ipsilon
Cigarrinhas
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Tripes (Thrips tabaci)
Os danos causados pela raspagem das folhas pelos adultos e ninfas dos tripe 
causam manchas brancas que evoluem para prateadas. Quando o ataque é 
intenso, as plantas apresentam-se retorcidas, amarelecimento e seca das folhas.
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Mosca minadora (L. 
trifolii)
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas,estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas e desfolha precoce, principalmente em plantas jovens.
CHICÓRIA PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões
(M. persicae) 
(B. brassicae) 
(C. aegopodii)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Grilo paquinha G. 
hexadactyla
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre 
por injurias mecânicas às raízes durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
“mulching” (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Curuquerê da couve (A. 
monuste orseis)
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo deixar 
apenas as nervuras; ocasionam desfolha parcial ou total da planta e podem 
consumir as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas, aumentando a 
incidência, respectivamente, da podridão-negra-das-crucíferas e da podridão-
mole.
Mosca minadora (L. 
huidobrensis)
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas, estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas e desfolha precoce, principalmente em plantas jovens.
Mosca-branca B. tabaci
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew) que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
71
Traça-das-crucíferas P. 
xylostella
Desfolha, broqueamento do ponto de crescimento caulinar de pecíolos das folhas 
e de ramos e consumo das inflorescências. Após a eclosão, as lagartas penetram 
nas folhas e iniciam sua alimentação no parênquima, formando pequenas 
minas (galerias) nas folhas; posteriormente, deixam as minas e se alimentam da 
epiderme da face inferior das folhas, porém não consomem as nervuras e podem 
não atingir a epiderme da face superior da folha, deixando pequenos orifícios 
de alimentação de formato irregular, com aspecto de “janelas”; lagartas mais 
desenvolvidas deixam grandes orifícios entre as nervuras da folha, a qual pode 
apresentar-se totalmente rendilhada ou apenas com as nervuras
Lagarta H. armigera
As lagartas causam desfolha e atacam as inflorescências em diferentes fases de 
desenvolvimento. Lagartas desenvolvidas deixam grandes orifícios nas folhas e 
consomem as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas.
COENTRO PRAGA TIPO DE DANO
Pulgões
A. gossypii
M. persicae
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Tripes T. tabaci e F. 
schultzei
Adultos e larvas perfuraram os tecidos vegetais e sugam o conteúdo das 
células; a região atacada apresenta pequenas manchas irregulares de coloração 
esbranquiçada ou prateada, com presença de pontuações escuras (gotículas 
fecais) notadamente nas folhas centrais. Em ataques severos, com elevada 
infestação de tripes, as plantas de alface adquirem coloração amarelo-esverdeada. 
O principal dano deve-se à transmissão de vírus causadores de doenças.
Mosca branca B. tabaci
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew), que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
Lagarta rosca A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Lagartas de Spodoptera 
spp.
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Lagarta H. armigera
As lagartas causam desfolha e atacam as inflorescências em diferentes fases de 
desenvolvimento. Lagartas desenvolvidas deixam grandes orifícios nas folhas e 
consomem as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas.
72
COUVE, COUVE 
CHINESA, COUVE 
DE BRUXELAS E 
COUVE-FLOR
PRAGA TIPO DE DANO
Traça-das-crucíferas (P. 
xylostella)
Desfolha, broqueamento do ponto de crescimento caulinar de pecíolos das folhas 
e de ramos e consumo das inflorescências. Após a eclosão, as lagartas penetram 
nas folhas e iniciam sua alimentação no parênquima, formando pequenas 
minas (galerias) nas folhas; posteriormente, deixam as minas e se alimentam da 
epiderme da face inferior das folhas, porém não consomem as nervuras e podem 
não atingir a epiderme da face superior da folha, deixando pequenos orifícios 
de alimentação de formato irregular, com aspecto de “janelas”; lagartas mais 
desenvolvidas deixam grandes orifícios entre as nervuras da folha, a qual pode 
apresentar-se totalmente rendilhada ou apenas com as nervuras
Curuquerê-da-couve (A. 
monuste orseis)
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo deixar 
apenas as nervuras; ocasionam desfolha parcial ou total da planta e podem 
consumir as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas, aumentando a 
incidência, respectivamente, da podridão-negra-das-crucíferas e da podridão-
mole.
Lagarta falsa-medideira 
(T. ni)
As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Lagarta-rosca (A. ipsilon)
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões
(B. brassicae)
(M. persicae)
(L. erysimi)
(L. pseudobrassicae)
Adultose ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas)
Grilo (G. assimilis)
Adultos e ninfas atacam as raízes e a parte aérea das plantas; promovem o corte 
de mudas e plantas jovens na região do coleto (próximo ao solo), acarretando sua 
morte
Paquinha (N. 
hexadactyla)
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre 
por injurias mecânicas às raízes durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
“mulching” (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Falsa-medideira (P. 
includens)
As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
73
Falsa medideira (T. ni) As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Vaquinha (D. speciosa)
A larva ataca as raízes da planta, enquanto os adultos se alimentam das folhas. 
O ataque às folhas pelos adultos resulta em grande número de pequenas 
perfurações, que reduzem a área fotossintética da planta. Altas infestações de 
adultos, logo após o transplantio, podem ocasionar a destruição total da parte 
aérea das mudas, exigindo o replantio.
Mosca-branca (B. tabaci)
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew) que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
Lagarta (Helicoverpa 
armígera)
As lagartas causam desfolha e atacam as inflorescências em diferentes fases de 
desenvolvimento. Lagartas desenvolvidas deixam grandes orifícios nas folhas e 
consomem as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas.
Broca-da-couve (Hellula 
phidilealis) (Lepidoptera: 
Crambidae)
As lagartas broqueiam o ponto de crescimento caulinar (brotos e meristema 
apical), os pecíolos e nervuras das folhas e os ramos da porção apical da planta. 
Após a eclosão, a lagarta raspa a face superior da folha próxima às nervuras, 
podendo torná-la rendilhada ou com pequenos orifícios irregulares, com depósito 
de fezes e teia; posteriormente, a lagarta passa a broquear as estruturas vegetais, 
principalmente o caule.
ERVA-DOCE PRAGA TIPO DE DANO
Pulgão da cenoura (C. 
aegopodii)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Pulgão (Hyadaphis 
foeniculi)
ataca a inflorescência da planta, principalmente no período seco, época de 
aumento da temperatura ambiente, que coincide com a floração
ESCAROLA PRAGA TIPO DE DANO
As mesmas da Chicória Vide Chicória
ESPINAFRE PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca (A. ipsilon)
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões 
(M. persicae) 
(B. brassicae)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
74
Grilo paquinha G. 
hexadactyla
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre 
por injurias mecânicas às raízes durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
“mulching” (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Falsa medideira (T. ni) As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Mosca minadora (L. 
huidobrensis)
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas, estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas e desfolha precoce, principalmente em plantas jovens.
Lagarta H. armigera
As lagartas causam desfolha e atacam as inflorescências em diferentes fases de 
desenvolvimento. Lagartas desenvolvidas deixam grandes orifícios nas folhas e 
consomem as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas.
ESTÉVIA PRAGA TIPO DE DANO
Pulgão da couve (B. 
brassicae)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
ESTRAGÃO PRAGA TIPO DE DANO
Não há registros Espécie aromática, normalmente usada para repelir artrópodes-praga.
HORTELÃ PRAGA TIPO DE DANO
Tripes 
Dinurothrips hookeri e 
Caliothrips phaseoli
Adultos e larvas perfuraram os tecidos vegetais e sugam o conteúdo das 
células; a região atacada apresenta pequenas manchas irregulares de coloração 
esbranquiçada ou prateada, com presença de pontuações escuras (gotículas 
fecais) notadamente nas folhas centrais. Em ataques severos,INFLORESCÊNCIAS E CONDIMENTARES 21
FERTILIDADE DO SOLO E NUTRIÇÃO DE HORTALIÇAS FOLHOSAS 35
IRRIGAÇÃO 47
ASPECTOS FITOTÉCNICOS 55
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE ARTRÓPODES-PRAGA 63
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS 79
PRINCIPAIS DOENÇAS E NEMATOIDES 84
GRADE DE AGROTÓXICOS REGISTRADOS PARA HORTALIÇAS 
FOLHOSAS, INFLORESCÊNCIAS E CONDIMENTARES NO BRASIL 131
BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS NO CULTIVO HIDROPÔNICO DE FOLHOSAS
 152
BOAS PRÁTICAS NA COLHEITA E PÓS-COLHEITA DE HORTALIÇAS 
FOLHOSAS 157
REFERÊNCIAS 172
9
SITES, LIVROS E ARTIGOS
RECOMENDADOS PARA LEITURA
https://www.abcsem.com.br/noticias/1554/as-familias-botanicas-das-
hortalicas-folhosas-
http://en.wikipedia.org/wiki/Asteraceae
https://www.agrolink.com.br/problemas/
https://www.conquistesuavida.com.br/noticia/as-hortalicas-folhosas-
essenciais-para-a-saude-para-consumir-com-frequencia_a11167/1
https://www.cpt.com.br/cursos-horticultura-agricultura/artigos/horta-
vegetais-cultivados-em-pequena-quantidade-para-o-consumo-proprio
http://www.freewebs.com/rapinibot/embriofitas/parte9.pdf
http://www.nordesterural.com.br/nordesterural/matler.asp?newsId=2086
Almeida, D., Manual de Culturas Hortícolas. Editorial Presença, Lisboa, Portugal 
(1ª edição), Vol.1, 2006. 356p.
Almeida, D., Manual de Culturas Hortícolas. Editorial Presença, Lisboa, Portugal 
(1ª edição), Vol.2, 2006. 325p.
Filgueira, F.A.R. Novo Manual de Olericultura. Editora UFV, Viçosa, MG. 2000. 
402p.
10
AGRONEGÓCIO DAS FOLHOSAS 
NO BRASIL
Jorge Anderson Guimarães
O agronegócio de folhosas é basicamente de origem familiar, realizado em 
pequenas propriedades, localizadas nas regiões periurbanas das grandes cidades. 
Devido ao ciclo curto, é possível cultivar várias safras em um único ano, o que faz 
dessa cadeia uma grande geradora de emprego e renda. 
De acordo com VILELA & LUENGO (2017), um hectare de 
hortaliças folhosas gera, por ano, de três a quatro empregos 
diretos e o mesmo número de empregos indiretos. É capaz de 
movimentar grande quantidade de capital de giro, favorecendo 
o desenvolvimento das regiões onde são cultivadas. 
Além disso, as folhosas movimentam o setor produtivo como um todo, por 
meio da grande demanda de produtos e serviços das empresas de produção e 
comercialização de sementes, das empresas de produção e comercialização de 
fertilizantes, defensivos químicos, orgânicos, embalagens, incluindo o setor de 
apoio, com serviços de pesquisa e extensão rural (VILELA & LUENGO, 2017).
As hortaliças folhosas são produzidas em todas as regiões brasileiras, porém, as 
regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte da produção (84%), com destaque 
para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os quais são responsáveis por mais 
da metade da produção nacional de hortaliças folhosas (VILELA & LUENGO, 2017).
A área dedicada ao cultivo de hortaliças folhosas no Brasil é estimada em 
174.061 hectares cultivados com alface (49,9%), rúcula (22,8%), repolho (15,3%), 
couve (6,1%), espinafre (1,0%) e outras (4,9%). No entanto, como a estimativa de 
área cultivada é baseada na venda de sementes, para as culturas, como a couve 
manteiga, que têm sua propagação realizada por mudas, esses dados estão 
certamente subestimados. Portanto, acredita-se que a área de couve seja superior 
a 23% àquela dedicada ao cultivo de folhosas no país (VILELA & LUENGO, 2017). 
A produção de folhosas no Brasil é de 1, 317 milhão de toneladas, das quais 
quase a metade é de alface, com cerca de 575 mil toneladas, representado (43,7%); 
seguida de repolho com 417 mil ton. (31,7%); couve, com cerca de 120 mil ton. 
(9,1%); agrião, com 10 mil ton. (7,6%); espinafre, com 4 mil ton. (3,1%); rúcula, com 
2.635 ton. (2,0%), e outras (2,1%) (VILELA & LUENGO, 2017). 
De acordo com dados levantados pela Ceagesp, em São Paulo, houve uma 
grande evolução no volume comercializado de hortaliças folhosas, entre 1999 e 
2009, passando de 84 mil para 136 mil toneladas, o que significou um aumento 
de 63% (ABCSEM XX).
No Ceagesp, as hortaliças mais comercializadas por famílias botânicas foram as 
Brassicaceae, responsáveis por 52% das vendas, seguidas pelas Asteraceae (38%) 
e Amaranthaceae, com 10% do volume. Entre as Asteraceae, a alface representou 
82% do volume, seguida de escarola (11%), almeirão (3%), catalonha (2%), endívia 
Õ
01
11
(0,7%), chicória e radicchio (0,5% cada uma). Dentre as Amaranthaceae, acelga 
responde com 10 mil toneladas e o espinafre com cerca de 3 mil toneladas. Entre 
as Brassicaceae, as vendas estão distribuídas entre repolho (57 mil toneladas), 
mostarda (317 toneladas), agrião (2,9 mil toneladas) e rúcula, com 3,4 mil 
toneladas (ABCSEM).
12
ANÁLISE DAS CADEIAS 
PRODUTIVAS DE HORTALIÇAS 
FOLHOSAS NO BRASIL
Maria Thereza Pedroso
Em termos gerais, a cadeia produtiva de hortaliças conta com as indústrias de 
adubos químicos, pesticidas, maquinários, etc. Seus produtos são comercializados, 
na maioria, em revendas de insumos agropecuários. Para o produtor de hortaliças, 
os principais riscos estão relacionados ao clima, aos problemas fitossanitários e às 
frequentes oscilações de preços. 
A elevada suscetibilidade às pragas no cultivo de hortaliças ocorre 
especialmente em função das características do clima tropical. Por isso, são 
utilizados muitos agrotóxicos no Brasil. As principais culturas têm custo de 
produção alto e o peso dos gastos com insumos agrícolas (em especial os 
agrotóxicos) é significativo. 
Como a cultura de hortaliças exige um manejo de alguma 
complexidade, requer mão de obra relativamente qualificada. 
O que configura um desafio crescente, pois tem havido pouca 
oferta de mão de obra no campo com a qualificação necessária. 
Quando há oferta, seu valor é alto, aumentando o custo de 
produção. 
No entanto, há outros custos que recaem sobre o preço final das hortaliças 
que estão situados “da porteira para fora”. Por exemplo, durante o transporte, são 
verificados custos que influenciam o preço final do produto, tais como os dos 
pedágios nas rodovias, do diesel, do seguro e até mesmo de escolta armada - 
necessidade que ocorre para o transporte de algumas hortaliças.
As hortaliças são alimentos muito perecíveis - apodrecem facilmente. Esse fato 
impossibilita a sua armazenagem; ainda que o preço esteja baixo, é necessário 
vender a produção com rapidez. Por outro lado, é um produto muito manipulado 
pelo produtor, intermediários e repositores. Além disso, o consumidor brasileiro 
o manuseia excessivamente para escolhê-lo. Aumenta-se, assim, o risco de 
contaminação biológica, mas também a chance de inviabilizar o fruto como um 
todo, acarretando elevado descarte. 
Outro problema grave é que o Brasil carece da cadeia do frio - são poucos os 
caminhões refrigerados que transportam as hortaliças, por exemplo. Por isso, a 
distância entre o estabelecimento agrícola e a zona urbana torna-se um problema.
Existem formas distintas de comercialização da produção pelo agricultor: 
com o intermediário I (aquele que compra as hortaliças nos estabelecimentos 
agropecuários e as vende para as empresas de atacado); diretamente com 
a empresa de atacado, ou, então, mais diretamente ainda com as redes de 
supermercados. 
Õ
02
13
As empresas de atacado de hortaliças costumam se localizar nas centrais 
de abastecimento (ceasas) ou em seu entorno. Vendem para supermercados de 
pequeno e médio porte, restaurantes, quitandas, feirantes, atacados e verdurões. 
Mas também comercializam para outro agente econômico menos conhecido, o 
“intermediário II”, que vende para organizações que têm grandes refeitórios, como 
grandes empresas, indústrias, escolas, redes de restaurantes e hotéis. 
Verdurões: As redes de supermercado, quando verificam alguma falta de 
produto em suas centrais de distribuição, recorrem a esse tipo de empresa.
Por fim, é importante destacar que a exigência de rastreabilidade é uma 
tendência mundial e tornou-se norma do Ministério da Agricultura e da Anvisa. 
Define, portanto, procedimentos para a aplicação da rastreabilidade aocom elevada 
infestação de tripes, as plantas de alface adquirem coloração amarelo-esverdeada. 
O principal dano deve-se à transmissão de vírus causadores de doenças.
Lagarta falsa-medideira 
T. ni
As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
75
LOURO PRAGA TIPO DE DANO
Psilídeo (Hemiptera: 
Triozidae) Lauritrioza 
alacris
Os triozídeos imaturos induzem a formação de galhas nas folhas atacadas, 
fazendo com que as margens das folhas fiquem mais espessadas e se dobram 
para baixo, formando um rolo alongado em forma de tubo que abriga os 
imaturos. Todos os estágios de desenvolvimento (ovo, imaturos e adultos) do 
psilídeo são encontrados nas folhas jovens do louro.
Lesmas
Adultos e imaturos alimentam-se raspando as folhas, as quais apresentam 
perfurações irregulares, porém, quando a infestação é severa e a planta é jovem, 
podem ficar apenas as nervuras. As plantas infestadas apresentam rastros de 
muco branco-prateado brilhante e fezes nas folhas, o que ocasiona perdas na 
qualidade visual e sanitária da hortaliça. Têm hábito noturno e durante o dia 
escondem-se em locais úmidos e escuros, como debaixo do “mulching” (palhada, 
casca de arroz, filme plástico preto), de restos culturais, de pedras e no solo.
Cigarrinha listrada 
(Hemiptera: Cicadellidae)
Sibovia sagata
Adultos e ninfas sugam a seiva da planta.
MANJERONA PRAGA TIPO DE DANO
Não há registros
MOSTARDA PRAGA TIPO DE DANO
Pulgões
(L. erysimi) 
(B. brassicae)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta.
Curuquerê da couve (A. 
monuste orseis)
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo deixar 
apenas as nervuras; ocasionam desfolha parcial ou total da planta e podem 
consumir as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas, aumentando a 
incidência, respectivamente, da podridão-negra-das-crucíferas e da podridão-
mole.
ORÉGANO PRAGA TIPO DE DANO
Pulgão (Macrosiphum 
solanifoli)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Ácaros (Tetranichus sp.), Sugadores de seiva, reduzindo produção. Causam manchas cloróticas nas folhas 
reduzindo o valor comercial. Tecem teias nas folhas quando em altas populações.
76
Lagarta-falsa-medideira 
(Pseudoplusia sp.) As lagartas causam desfolha parcial ou total da planta.
REPOLHO PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões
(M. persicae) 
(B. brassicae)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Grilo paquinha G. 
hexadactyla
Vivem dentro de túneis no solo. Tanto os adultos como as ninfas causam danos 
diretos à planta pelo consumo de suas raízes, enquanto o dano indireto ocorre 
por injurias mecânicas às raízes durante as escavações ao redor da planta. Durante 
o dia, adultos e ninfas permanecem escondidos dentro dos túneis e debaixo do 
“mulching” (palhada, casca de arroz, filme plástico preto). Durante noites quentes 
e úmidas, os insetos saem dos esconderijos e podem atacar caules e folhas 
próximas ao solo; podem seccionar mudas e plantas jovens na região do coleto, 
acarretando sua morte.
Curuquerê da couve (A. 
monuste orseis)
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo deixar 
apenas as nervuras; ocasionam desfolha parcial ou total da planta e podem 
consumir as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas, aumentando a 
incidência, respectivamente, da podridão-negra-das-crucíferas e da podridão-
mole.
Falsa-medideira (P. 
includens)
As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Falsa medideira (T. ni) As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Vaquinha (D. speciosa)
A larva ataca as raízes da planta, enquanto os adultos se alimentam das folhas. 
O ataque às folhas pelos adultos resulta em grande número de pequenas 
perfurações, que reduzem a área fotossintética da planta. Altas infestações de 
adultos, logo após o transplantio, podem ocasionar a destruição total da parte 
aérea das mudas, exigindo o replantio
Mosca-branca B. tabaci
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew) que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
Traça-das-crucíferas P. 
xylostella
Desfolha, broqueamento do ponto de crescimento caulinar de pecíolos das folhas 
e de ramos e consumo das inflorescências. Após a eclosão, as lagartas penetram 
nas folhas e iniciam sua alimentação no parênquima, formando pequenas 
minas (galerias) nas folhas; posteriormente, deixam as minas e se alimentam da 
epiderme da face inferior das folhas, porém não consomem as nervuras e podem 
não atingir a epiderme da face superior da folha, deixando pequenos orifícios 
de alimentação de formato irregular, com aspecto de “janelas”; lagartas mais 
desenvolvidas deixam grandes orifícios entre as nervuras da folha, a qual pode 
apresentar-se totalmente rendilhada ou apenas com as nervuras
77
Lagarta H. armigera
As lagartas causam desfolha e atacam as inflorescências em diferentes fases de 
desenvolvimento. Já desenvolvidas, elas deixam grandes orifícios nas folhas e 
consomem as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas.
RÚCULA PRAGA TIPO DE DANO
Lagarta rosca A. ípsilon
As lagartas promovem o corte de plantas jovens na região do coleto, acarretando 
sua morte (como as espécies de lagarta-militar). Sob infestação severa, em 
períodos quentes e secos, torna-se necessária a realização de replantio de mudas.
Pulgões
(M. persicae) 
(B. brassicae)
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
noviveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
Lagarta militar (S. 
frugiperda)
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas as lagartas raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto 
rendilhado; lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam 
perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes 
orifícios) ou total da planta
Curuquerê da couve (A. 
monuste orseis)
As lagartas iniciam o ataque das bordas para o centro da folha, podendo deixar 
apenas as nervuras; ocasionam desfolha parcial ou total da planta e podem 
consumir as inflorescências. As injúrias ocasionadas pela praga podem ainda 
favorecer infecções secundárias de bactérias necrotóficas, aumentando a 
incidência, respectivamente, da podridão-negra-das-crucíferas e da podridão-
mole.
Falsa medideira (T. ni) As lagartas causam perfurações nas folhas, podendo evoluir para uma desfolha 
parcial (grandes orifícios) ou total da planta.
Mosca minadora (L. 
huidobrensis)
As larvas abrem galerias translúcidas ou esbranquiçadas, estreitas e irregulares, 
em forma de serpentina nas folhas. Alta infestação pode provocar necrose e 
secamento das folhas e desfolha precoce, principalmente em plantas jovens.
SALSA PRAGA TIPO DE DANO
Lagartas Spodoptera spp. 
e H. armigera
As lagartas atacam as folhas em diferentes fases de desenvolvimento. Quando 
novas, raspam a face inferior da folha, deixando-a com aspecto rendilhado; 
lagartas mais desenvolvidas (a partir do terceiro ínstar) causam perfurações nas 
folhas, podendo evoluir para uma desfolha parcial (grandes orifícios) ou total da 
planta
Vaquinhas D. speciosa
A larva ataca as raízes da planta, enquanto os adultos se alimentam das folhas. 
O ataque às folhas pelos adultos resulta em grande número de pequenas 
perfurações, que reduzem a área fotossintética da planta. Altas infestações de 
adultos, logo após o transplantio, podem ocasionar a destruição total da parte 
aérea das mudas, exigindo o replantio
Pulgões A. gossypii
M. persicae
Adultos e ninfas sugam a seiva e injetam toxinas nas plantas, provocando 
definhamento de mudas e de plantas jovens; sua excreção adocicada (honeydew) 
favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) nas folhas. Infestam plantas 
no viveiro de mudas e no cultivo após o transplantio. Ocorrem tanto em campo 
aberto como sob ambiente protegido (estufa). O principal dano dos pulgões 
resulta da transmissão de vírus (adultos e ninfas).
78
SÁLVIA PRAGA TIPO DE DANO
Lesmas
Adultos e imaturos alimentam-se raspando as folhas, as quais apresentam 
perfurações irregulares, porém, quando a infestação é severa e a planta é jovem, 
podem ficar apenas as nervuras. As plantas infestadas apresentam rastros de 
muco branco-prateado brilhante e fezes nas folhas, o que ocasiona perdas na 
qualidade visual e sanitária da hortaliça. Possuem hábito noturno e durante o dia 
escondem-se em locais úmidos e escuros, como debaixo do “mulching” (palhada, 
casca de arroz, filme plástico preto), de restos culturais, de pedras e no solo.
Mosca branca B. tabaci
Adultos e ninfas sugam a seiva e reduzem o vigor das plantas; na alimentação 
injetam toxinas que geram anomalias nas plantas; excretam substância açucarada 
(honeydew) que favorece a formação de fumagina (lâmina fina e preta) sobre as 
folhas, afetando a respiração e fotossíntese. É vetor de vírus.
Ácaros Tetranychus spp. Sugadores de seiva, reduzindo produção. Causam manchas cloróticas nas folhas 
reduzindo o valor comercial. Tecem teias nas folhas quando em altas populações.
79
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
Jorge Anderson Guimarães
Alexandre Pinho de Moura
Miguel Michereff Filho
A estrutura básica do manejo integrado de pragas pode ser comparada, 
analogamente, à estrutura de uma casa, onde o alicerce do MIP seria representado 
pela taxonomia (identificação correta das espécies) e pelas amostragens (níveis 
de controle). Já as paredes seriam representadas pelos métodos de controle, e 
o telhado, como sendo o programa integrado (GONZÁLES, 1971; GALLO et al., 
2002).
Para a implementação de um programa de MIP, devem ser respeitadas, 
basicamente, as seguintes etapas:
• Reconhecimento das pragas-chave (identificação, biologia, 
comportamento, hospedeiros).
• Avaliação dos inimigos naturais (responsáveis pela mortalidade natural 
nos agroecossistemas).
• Avaliação dos fatores de mortalidade abiótica (temperatura, umidade, 
precipitação).
• Determinação dos níveis de equilíbrio, de dano e de controle (baseados 
na fenologia da planta, prejuízos das pragas, custo do controle e preço 
da produção).
• Avaliações populacionais, obtidas por meio de amostragens, a fim de se 
estabelecer os métodos de controle mais adequados para incorporação 
no programa de manejo (GALLO et al., 2002). 
• 
A tomada de decisão sobre a necessidade de controle está baseada nos 
níveis populacionais dos insetos. O nível de equilíbrio (NE) é representado pela 
densidade média de uma população durante um longo período, em um ambiente 
que não tenha sofrido mudanças permanentes. Em decorrência de fatores de 
desequilíbrio, os insetos podem multiplicar-se rapidamente, atingindo o nível de 
dano econômico- NDE. Nesse caso, o inseto que causa esse dano econômico é 
considerado “praga” e deve ser controlado, com o uso de medidas de controle 
adequadas, dentro dos preceitos do MIP (PAPA,2003). 
Nível de dano econômico (NDE) - menor densidade populacional do inseto 
capaz de causar perdas econômicas.
Geralmente, por meio das amostragens é possível evitar que o inseto atinja o 
NDE. Por meio da utilização do nível de controle (NC), definido como a densidade 
populacional do inseto onde medidas de controle devem ser adotadas para evitar 
que o inseto atinja o nível de dano econômico (GALLO et al., 2002).
a
09
80
Segundo KOGAN (1998), as diferentes táticas de controle utilizadas no 
manejo integrado são:
• Uso de cultivares resistentes
• Controle biológico
• Controle cultural
• Defensivos biorracionais
• Defensivos seletivos
• Defensivos de largo espectro só devem ser utilizados em casos extremos, 
e nunca no início do cultivo, sob pena de erradicar toda a população de 
inimigos naturais, causando sérios desequilíbrios no agroecossistema.
As normas técnicas da Produção Integrada de Folhosas, Inflorescências e 
Condimentares (PIFIC) estabeleceram a obrigatoriedade da implantação do 
MIP, visando à redução do uso de agroquímicos e à adoção de práticas mais 
sustentáveis, como os métodos biológicos de controle de pragas. Além disso, as 
normas estabelecem o uso exclusivo de inseticidas registrados (Anexo 1, Capítulo 
13), levando em consideração a eficiência, a seletividade, os níveis de resíduos 
nos produtos e no ambiente, buscando, sempre que possível, alternativas para 
retardar ou impedir o advento da resistência dos artrópodes aos inseticidas 
(BRASIL, 2021).
Nesse contexto, é necessária a busca de métodos de controle 
que possam ser utilizados em conjunto, respeitando os preceitos 
ecológicos, econômicos e sociais, visando à obtenção de um 
pacote tecnológico e dinâmico, que possa atender às normas 
técnicas da PIFIC e, ao mesmo tempo, tenha reconhecida 
eficiência no controle das populações de insetos-praga. 
Assim, o MIP deve ser baseado em um conjunto de medidas de uso planejado, 
visando preparar a cultura para o ataque das pragas. Dessa forma, evita-se que 
atinjam o nível de dano econômico e, consequentemente, reduz a necessidade 
do uso de medidas de controle curativo (PICANÇO et al., 2003). 
A seguir, serão discutidas as principais táticas de manejo que devem compor 
um programa de MIP para as culturas de folhosas, inflorescências e condimentares 
no Brasil.
1. TÁTICAS DE USO PLANEJADO
Constituem-se um conjunto de medidas baseadas no conhecimento da 
cultura edas pragas, visando à prevenção e à manutenção do nível populacional 
dos insetos abaixo do NDE. São considerados nessa categoria o controle cultural, 
a resistência de plantas, o controle legislativo e o controle comportamental.
1.1. Controle cultural
 Tem como finalidade a manipulação do ambiente agrícola, visando torná-
lo inadequado para o desenvolvimento de pragas, promovendo sua dispersão 
e dificultando sua reprodução e sobrevivência (DENT, 1991). Assim, o controle 
Õ
81
cultural tem início com a escolha da variedade vegetal a ser cultivada, bem como 
a época de cultivo, manejo da água, fertilidade, espaçamento, etc. Outros fatores 
do ambiente, como a temperatura, umidade do ar e do solo, luminosidade, 
composição e estrutura do solo e plantas associadas, têm influência direta nas 
populações de insetos-praga (GUEDES, 2000).
As principais práticas culturais que podem ser adotadas no manejo integrado 
de pragas:
1) Eliminação de restos culturais - Impede a reinfestação da cultura pela 
destruição de ovos e insetos presentes nos restos culturais.
2) Eliminação de plantas daninhas e hospedeiras - Diminui os locais onde 
os insetos podem se alojar durante os períodos de entressafra e reduz as fontes de 
infestação para os insetos transmissores de fitopatógenos.
3) Utilização de plantas-iscas ao redor da área cultivada - As plantas-iscas 
são geralmente mais atrativas às pragas do que o meloeiro. Assim, as iscas atraem 
esses insetos, possibilitando seu manejo (inseticida) fora dos limites do meloeiro, 
evitando-se a interferência nas populações de inimigos naturais.
4) Rotação de culturas - Utilização, principalmente, de plantas que não sejam 
hospedeiras naturais das pragas das folhosas, inflorescências e condimentares. O 
grau de eficiência dessa tática dependerá do tamanho da área de abrangência da 
rotação, devendo envolver o controle na comunidade ou microrregião.
5) Pousio - Manutenção da área sem cultivo durante determinado período. 
Também necessita de planejamento em larga escala; caso contrário, os insetos se 
dispersarão para áreas vizinhas, comprometendo todo o esquema de controle.
6) Distribuição espacial dos cultivos - Reduz a dispersão dos insetos pelo 
vento. Sabe-se que a mosca-branca, pulgões e a mosca-minadora se dispersam 
em longas distâncias com o auxílio dos ventos predominantes. Dessa forma, o 
planejamento do plantio, deve ser realizado de forma que os novos cultivos sejam 
feitos no sentido contrário ao dos ventos vindos de áreas infestadas.
7) Cercas vivas - Barreiras vegetais que evitam que os insetos presentes 
em campos infestados tenham acesso às novas áreas. A mata nativa pode ser 
manejada para atuar como cerca viva.
8) Manejo nutricional da planta - A deficiência e o excesso de nutrientes, 
(principalmente o nitrogênio), utilizados na adubação, devem ser manejados 
deforma a evitar que os insetos utilizem o excesso de nitrogênio como fonte de 
aminoácidos livres para seu desenvolvimento e reprodução.
9) Manejo adequado da água - A oferta de água determinará o grau 
de desenvolvimento vegetativo da planta, interferindo na sua atratividade e 
aceitação pelas pragas.
10) Uso de armadilhas adesivas amarelas - A instalação dessas armadilhas 
baseia-se no princípio da atração dos adultos da mosca-branca, mosca-minadora 
e pulgão pela cor amarela, ficando retidos na superfície dos painéis adesivos. 
Esses painéis devem ser instalados principalmente nas bordaduras da cultura 
para capturar os insetos migrantes. 
11) Uso da cobertura do solo com plástico – Os insetos migrantes, que 
utilizam estímulos visuais para localizar as plantas, são confundidos pelo uso desse 
material. Além disso, o uso do plástico (mulching) pode modificar o microclima no 
entorno das plantas, tornando-o desfavorável ao desenvolvimento dos insetos.
12) Resistência de plantas a insetos - Caracteriza-se como uma das áreas 
mais importantes do MIP e pode ser utilizada em conjunto com todos os demais 
métodos de controle de pragas. A busca por variedades que expressem algum 
82
tipo de resistência ou tolerância é de fundamental importância para maximizar o 
manejo de pragas (GALLO et al., 2002). 
1.2. Métodos baseados na Densidade Populacional dos Artrópodes-Praga
Uma vez instalada a cultura no campo, de acordo com as táticas de uso 
planejado, é necessário adotar medidas de acompanhamento das populações 
dos insetos, para determinar a necessidade de utilização de controle. 
Para isso, deve-se passar por três etapas distintas: 1. Monitoramento; 2. 
Tomada de Decisão e 3. Táticas de controle curativo.
1. Monitoramento
 Consiste na realização das amostragens de pragas no campo, a fim de verificar 
a chegada das pragas e estimar a sua densidade populacional ao longo do 
tempo. Os dados, que devem ser anotados nos cadernos de campo, indicam 
se a praga-chave está presente na cultura e em qual densidade populacional 
ela se encontra naquele momento.
2. Tomada de decisão
É feita com base nos resultados das amostragens dos insetos no campo, as 
quais permitem estabelecer os níveis populacionais dos insetos (Nível de 
equilíbrio - NE, Nível de Controle NC ou ação e Nível de Dano Econômico NDE). 
No momento em que o nível de controle NC é alcançado, há a necessidade do 
uso de medidas de controle curativo, a fim de evitar prejuízos econômicos ao 
produtor.
3. Táticas de Controle Curativo
Essas táticas são utilizadas apenas quando os artrópodes-praga atingem o 
nível de controle, indicando que as medidas de controle preventivo não foram 
capazes de manter as pragas em níveis populacionais abaixo do NC. 
Assim, a PIFIC preconiza, para esses casos, o uso do controle químico, por 
meio da aplicação de agrotóxicos registrados paras a culturas (Anexo 1, Cap 13) e 
do controle biológico aplicado.
• Controle químico
O uso dos agrotóxicos só pode ser realizado sob a supervisão do responsável 
técnico, devidamente registrado no CREA, com a emissão do receituário 
agronômico. Este profissional ficará responsável por minimizar os efeitos adversos 
do uso dos agrotóxicos, buscando utilizar produtos com menor toxicidade ao 
homem, respeitando o período de carência e tomando todas as precauções para 
evitar a contaminação do solo, água e meio ambiente com resíduos químicos. 
De acordo com BLEICHER (2003), a aplicação de agrotóxicos deve ser feita de 
forma planejada, levando em consideração os fatores relacionados ao produto 
escolhido, à fenologia da planta e à praga-alvo. Com relação ao agrotóxico a ser 
utilizado, deve-se conhecer:
- Efetividade: a escolha do produto deve ser baseada em compêndios e 
Agrofit, que apresentam todas as características dos produtos, culturas, pragas 
controladas, doses, etc.
- Seletividade: produtos que causam menores desequilíbrios biológicos, 
em virtude da seletividade fisiológica (tolerância diferenciada de determinadas 
83
espécies ao agrotóxico) e ecológica (diminuição do risco de os organismos 
benéficos entrarem em contato com o defensivo). São poucos os inseticidas que 
têm seletividade fisiológica total. Assim, os inseticidas reguladores de crescimento 
só atuam sobre as fases imaturas dos insetos. A seletividade ecológica pode ser 
obtida por meio do uso de inseticidas sistêmicos, tratamento de sementes, ou 
pelo uso de inseticidas que agem apenas quando ingeridos ou aqueles com baixa 
persistência residual, etc.
- Toxicidade: conhecimento das classes de toxicidade dos defensivos.
- Efeito residual: tempo em que a molécula permanece biologicamente ativa, 
controlando a praga.
- Período de carência: período compreendido entre a última aplicação e a 
colheita dos produtos.
- Persistência: tempo em que a molécula permanece biologicamente ativa, 
no ambiente, sem necessariamente estar controlando a praga.
- Método de aplicação: definido de acordo com o produto escolhido, a 
fenologia da planta e a praga-alvo.
- Manejo da resistência dos artrópodes aos agrotóxicos.
• Controle biológico
Os inimigos naturais são os principais agentesde mortalidade biótica no 
agroecossistema, com papel fundamental na manutenção do nível de equilíbrio 
das populações de pragas. Todas as culturas abrigam naturalmente uma grande 
diversidade de inimigos naturais, como os parasitoides, os predadores e os 
microrganismos entomopatogênicos (BRAUN e SHEPARD, 1997).
Os procedimentos básicos para o uso do controle biológico no MIP são: 
introdução, conservação e multiplicação dos inimigos naturais (GALLO et al., 
2002). A conservação se baseia no uso de inseticidas seletivos, visando diminuir a 
mortalidade dos inimigos naturais no agroecossistema, bem como a preservação 
de áreas no entorno da cultura, a fim de prover refúgios de alimentação e 
reprodução para os inimigos naturais, além de permitir a sua manutenção na 
entressafra. A multiplicação visa aumentar o número desses inimigos, por meio 
da introdução de novos indivíduos criados em laboratório e liberados em grande 
quantidade na cultura. Nessa classe, também podem ser utilizados os fungos 
entomopatogênicos, produzidos no laboratório e aplicados via pulverização no 
campo (PICANÇO et al., 2003).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a adoção da PIFIC, cria-se um ambiente favorável ao sucesso do 
manejo integrado de pragas. Para que isso se torne realidade, no entanto, faz-
se necessário o planejamento criterioso da cultura (táticas culturais, mecânicas, 
etológicas, resistência de plantas, etc.), visando ao uso dos agrotóxicos apenas 
quando realmente necessários. Dessa forma, permite-se a manutenção dos 
inimigos naturais e, consequentemente, a sustentabilidade das culturas de 
hortaliças folhosas, inflorescências e condimentares.
84
PRINCIPAIS DOENÇAS E 
NEMATOIDES
Ricardo Borges Pereira
1. ACELGA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Cercosporiose Cercospora 
beticola
Os sintomas se manifestam inicialmente nas folhas mais 
velhas na forma de manchas circulares, de cor parda a 
marrom-clara no centro, rodeadas por um halo marrom-
escuro a púrpura-avermelhado. Nos pecíolos, ocorrem 
sintomas similares, apenas diferenciando-se pelo formato 
alongado ou elíptico. Com o progresso da doença, as 
lesões coalescem, ocupando grande área do limbo foliar. 
Em casos severos, a doença pode causar a morte da planta. 
Em condições de alta umidade, observam-se a presença de 
estromas (estruturas reprodutivas do fungo) no centro das 
lesões. O tecido necrótico pode se destacar, conferindo furos 
nas folhas.
A doença ocorre principalmente 
em períodos de alta precipitação 
quando as temperaturas 
predominam na faixa de 22°C a 
30°C. O fungo sobrevive em restos 
culturais entre as estações de 
cultivo e em outras hospedeiras 
quenopodiáceas.
Tombamento 
ou damping-
off
Rhizoctonia solani 
Pythium spp.
Phytophthora 
spp.
Fusarium spp.
A doença ocorre na fase inicial de desenvolvimento das 
plantas e na forma de pequenas reboleiras. Inicialmente, é 
observada uma lesão encharcada na base das plântulas, na 
região do coleto, que posteriormente torna-se necrótica, 
causando o tombamento e a morte das plantas.
A ocorrência da doença é favorecida 
pela alta umidade do solo e 
temperaturas predominantes na 
faixa de 15°C a 25°C. Os patógenos 
sobrevivem em restos culturais entre 
as estações de cultivo. Na ausência 
de hospedeiros, podem sobreviver 
por longo período por meio de 
estruturas de resistência.
Podridão de 
esclerotínia
Sclerotinia 
sclerotiorum
Inicialmente, é observada a redução do crescimento, murcha 
e amarelecimento das plantas afetadas, que geralmente se 
apresentam em reboleiras. No caule, próximo à região do 
coleto, verifica-se uma podridão aquosa seguida por lesões 
necróticas. Em condições de alta umidade, verifica-se o 
crescimento de micélio branco de aspecto cotonoso sobre 
os tecidos infectados e a formação de numerosos escleródios 
(estruturas de resistência) escuros, rígidos e de formato e 
tamanho variável.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela predominância 
de temperaturas amenas, na faixa 
de 15°C a 20°C, pela alta umidade 
relativa do ar e pela alta umidade 
do solo. O fungo sobrevive em 
restos culturais. Na ausência de 
hospedeiros, pode sobreviver 
por longo período por meio dos 
escleródios
1.1. Outras doenças
Podridão mole (Pectobacterium spp.)
Septoriose (Septoria lactucae)
10
85
1.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Usar de substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento do solo.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Eliminar plantas quenopodiáceas próximas a área de cultivo, que possam 
hospedar patógenos.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por pelo 
menos três anos para a redução da população dos patógenos de solo. 
Exemplo: gramíneas, ou por um ano no caso de patógenos de parte aérea.
• Utilizar fungicidas registrados para a cultura, se necessário.
2. AGRIÃO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Míldio Hyaloperonospora 
parasitica
A doença ocorre em todas as fases de desenvolvimento 
da planta. Os sintomas manifestam-se na face inferior 
das folhas na forma de manchas mais ou menos 
circulares, inicialmente úmidas e cloróticas. Em 
condições de alta umidade, observa-se a formação de 
micélio branco‐acinzentado sobre as lesões. Com o 
progresso da doença, as lesões tornam-se irregulares 
e necróticas. Em mudas, os sintomas podem ser 
observados nas folhas cotiledonares, que, em seguida, 
progridem de forma ascendente para toda a parte área 
da planta.
A ocorrência da doença é 
favorecida por condições de 
alta umidade relativa, longos 
períodos de molhamento 
foliar e temperaturas baixas a 
amenas, na faixa de 12°C a 
20°C. O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas entre 
as estações de cultivo.
Podridão de 
esclerotínia
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em pequenas reboleiras, cujas plantas 
apresentam redução do crescimento, sintomas de 
murcha e amarelecimento das folhas. No caule, observa-
se uma podridão aquosa seguida de lesões necróticas. 
Em condições de alta umidade, verifica-se o crescimento 
de micélio branco de aspecto cotonoso sobre os tecidos 
infectados e a formação de numerosos escleródios 
(estruturas de resistência) escuros, rígidos e de formato 
e tamanho variável. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C 
a 20°C, pela alta umidade 
relativa e pela alta umidade 
do solo. O fungo sobrevive em 
restos culturais, e na ausência 
de hospedeiros, na forma de 
escleródios por longo período. 
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
Os sintomas caracterizam-se por lesões amarelecidas em 
formato de cunha ou “V” nas extremidades das folhas, 
com o vértice voltado para o centro, visto que a bactéria 
infecta a planta pelos hidatódios. Entretanto, as lesões 
podem aparecer em qualquer posição no limbo foliar 
quando a penetração da bactéria se dá pelos estômatos, por 
ferimentos mecânicos ou causados por insetos. Neste caso, 
as lesões apresentam formato irregular. Com o progresso da 
doença, as lesões tornam-se maiores e necróticas, levando à 
queda prematura das folhas.
A doença ocorre em períodos 
de alta precipitação quando as 
temperaturas predominam na 
faixa de 25°C. A bactéria sobrevive 
em restos culturais entre as 
estações de cultivo e em outras 
hospedeiras.
86
2.1. Outras doenças
• Hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae)
• Mancha de alternaria(Alternaria brassicae e A. brassicicola)
• Mosaico do nabo (Turnip mosaic virus - TuMV)
2.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em áreas de baixadas, sujeitas à formação de orvalho.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento do solo.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas cultivadas com outras brássicas.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Manter a limpeza e a sanidade do sistema hidropônico, se for o caso.
• Eliminar plantas brássicas aos arredores da área de cultivo ou outras que 
possam hospedar patógenos.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a limpeza de maquinário e ferramentas para evitar a contaminação 
de novas áreas.
• Corrigir o pH do solo para 6,5 ou superior, no caso de áreas infestadas por 
Plasmodiophora brassicae.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por, pelo 
menos, três anos para a redução da população dos patógenos de solo. 
Exemplo: gramíneas, ou por um ano no caso de patógenos de parte aérea.
• Utilizar fungicidas e bactericidas registrados para a cultura, se necessário.
3. AIPO OU SALSÃO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Queima de 
alternaria Alternaria dauci
Os sintomas se manifestam inicialmente nas folhas mais 
velhas na forma de pequenas manchas castanho-escuras ou 
pretas, circundadas por halo amarelado. Com o progresso 
da doença, as lesões tornam-se necróticas, e as folhas 
ficam retorcidas. Lesões semelhantes podem aparecer nos 
pecíolos, porém, apresentam formato mais alongado. O 
patógeno também pode causar lesões nas umbelas e o 
escurecimento das sementes, em cultivos de produção de 
sementes.
A ocorrência da doença é favorecida 
por altas temperaturas, alta umidade 
relativa e por longos períodos de 
molhamento foliar. O patógeno 
sobrevive em restos culturais entre 
as estações de cultivo ou em outras 
hospedeiras, bem como em sementes 
infectadas. 
Mofo branco Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em pequenas reboleiras, cujas plantas 
apresentam sintomas de murcha e amarelecimento das 
folhas. As raízes apresentam necrose e podridão aquosa 
radial de fora para dentro. Em condições de alta umidade, 
verifica-se o crescimento de micélio branco de aspecto 
cotonoso sobre os tecidos infectados e a formação de 
numerosos escleródios (estruturas de resistência) escuros, 
rígidos e de formato e tamanho variável. 
A ocorrência da doença é favorecida 
pela predominância de temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C a 21°C, 
pela alta umidade relativa e pela alta 
umidade do solo. O fungo sobrevive 
em restos culturais, e na ausência de 
hospedeiros, pode sobreviver por longo 
período por meio das estruturas de 
resistência.
87
3.1. Outras doenças
• Tombamento ou damping-off (Rhizoctonia solani)
• Cercosporiose (Cercospora sp.)
• Septoriose (Septoria sp.)
• Nematoide das galhas (Meloidogyne spp.)
3.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Usar de substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento do solo.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Eliminar plantas apiáceas próximas à área de cultivo, que possam hospedar 
patógenos.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por, pelo 
menos, dois (nematoides) ou três (fungos de solo) anos para a redução da 
população dos patógenos de solo. Exemplo: gramíneas, ou por um ano no 
caso de patógenos de parte aérea.
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias para o caso de solos 
infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas e bactericidas registrados para a cultura, se necessário.
4. ALCACHOFRA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Crestamento 
bacteriano
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
Os sintomas se manifestam na forma de manchas oleosas 
escuras nas folhas e capítulos da planta, com exsudação 
bacteriana de coloração amarela nos tecidos lesionados, 
seguida de podridão.
Condições de elevada temperatura 
e alta umidade do solo favorecem a 
ocorrência da doença. O patógeno 
sobrevive em restos culturais entre as 
estações de cultivo.
Podridão 
mole
Pectobacterium 
carotovorum 
subsp. 
carotovorum
Os sintomas se manifestam na forma de murcha das 
folhas, seguida do apodrecimento da planta. A podridão 
é mole e apresenta odor fétido, característico da doença.
A ocorrência da doença é favorecida 
pela elevada umidade do solo e altas 
temperaturas. O patógeno sobrevive 
em restos culturais entre as estações de 
cultivo.
Míldio Bremia lactucae
Os sintomas são observados inicialmente na face inferior 
da folha pela presença de micélio pulverulento de cor 
branca sobre o limbo foliar. Com o progresso da doença, 
as lesões aumentam de tamanho e podem ser vistas 
na face superior, na forma de manchas irregulares de 
cor parda e aspecto seco, geralmente delimitadas pelas 
nervuras das folhas. A alcachofra é acometida por raças 
de B. lactucae distintas da alface.
A ocorrência da doença é favorecida por 
temperaturas amenas, em torno de 15°C 
e por longos períodos de molhamento 
foliar. O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas entre as 
estações de cultivo.
88
Oídio Leveillula taurica 
f. sp. cynarae
Os sintomas aparecem inicialmente na face superior 
de folhas jovens, as quais apresentam-se cobertas 
por micélio pulverulento branco-amareladas. Com o 
progresso da doença, os sintomas manifestam-se nas 
folhas velhas e evoluem para pequenas lesões necróticas. 
As folhas afetadas podem apresentar ligeiro enrolamento 
em direção ao ápice.
A ocorrência da doença é favorecida por 
temperaturas amenas, variando entre 
15°C e 20°C, e pela elevada umidade do 
ar, em torno de 50% ou 70%. 
Podridão do 
colo
Rhizoctonia 
solani
Sclerotinia 
sclerotiorum
Sclerotium rolfsii
Quando os patógenos incidem sobre plantas jovens, 
causam sintomas de tombamento nas plântulas. Em 
plantas maiores, os sintomas manifestam-se inicialmente 
na parte aérea das plantas, na forma de amarelecimento 
progressivo da extremidade mais externa das folhas, 
que, em seguida, secam. Com o progresso da doença, as 
plantas murcham e morrem, devido ao apodrecimento 
das raízes e da região do colo. 
A elevada umidade do solo favorece a 
ocorrência da doença. Temperaturas 
mais elevadas estimulam a ocorrência 
de R. solani e S. rolfsii, enquanto 
temperaturas amenas favorecem S. 
sclerotiorum. O fungo resiste em restos 
culturais, e na ausência de hospedeiros, 
pode sobreviver por longo período 
por meio das estruturas de resistência 
(escleródios e microescleródios).
4.1. Outras doenças
• Queima bacteriana (Pseudomonas viridiflava)
• Ferrugem (Puccinia carduorum)
• Mancha de ramulária (Ramularia cynarae)
• Murcha de ascochyta (Ascochyta hortorum)
• Murcha de verticílio(Verticillium dahliae)
• Vírus latente da alcachofra (Artichoke latente virus – ArLV)
• Nematoides (Pratylenchus penetrans)
4.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes, quando disponíveis.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Formar mudas em ambientes fechados, protegidos com telas antiafídeos.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento na base das plantas.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Eliminar brássicas e plantas hospedeiras de viroses aos arredores das 
áreas de cultivo.
• Realizar o monitoramento e o controle de insetos vetores de viroses, como 
ArLV.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com viroses, imediatamente 
após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por pelo 
menos três anos para a redução da população dos patógenos de solo. 
89
Exemplo: gramíneas ou, por um a dois anos, no caso de patógenos de 
parte aérea.
• Realizar a solarização do solo no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
5. ALFACE
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Mancha 
bacteriana
Pseudomonas 
cichorii
Os sintomas se manifestam na forma de pequenas 
manchas de aspecto encharcado e, posteriormente, 
com o centro necrótico, dispersas em todo o limbo e 
nervura central das folhas. Com o progresso da doença, as 
lesões tornam-se maiores, coalescem e secam, exibindo 
coloração parda a preta. Em infecções severas, a bactéria 
causa murcha da planta e, consequentemente, as folhas 
apodrecem pela ação de bactérias oportunistas.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
relativa e temperaturas amenas, em 
torno de 25°C. O fungo sobrevive 
em diversas hospedeiras, como 
solanáceas, cucurbitáceas, aliáceas 
e fabáceas, e também nos restos 
culturais entre as estações de 
cultivo.
Podridão mole Dickeya spp.
Os sintomas são observados inicialmente na forma de 
murcha das folhas mais externas, devido ao colapso 
dos tecidos vasculares, seguido pela morte da planta. 
Quando arrancada, ela apresenta intensa podridão mole 
na região da coroa, que pode se estender na forma de 
necrose por todo o caule da planta, que exibe um odor 
fétido característico. Plantas próximas à colheita são mais 
suscetíveis à podridão mole, que também pode ocorrer na 
pós-colheita.
Temperaturas acima de 25°C e 
alta umidade relativa do ar e do 
solo favorecem a ocorrência da 
doença. Esta também é favorecida 
por adubações nitrogenadas em 
excesso. Ferimentos mecânicos nas 
plantas servem de porta de entrada 
para a bactéria, que sobrevive nos 
restos culturais entre as estações de 
cultivo. 
Míldio Bremia lactucae
Os sintomas são visíveis nas folhas mais velhas na 
forma de manchas cloróticas de tamanho variado. Na 
face inferior correspondente, observa-se a presença de 
micélio (estruturas reprodutivas) de coloração branca e 
aspecto cotonoso sobre o limbo foliar. Com o progresso 
da doença, as lesões coalescem, tornam-se necróticas e 
adquirem coloração parda.
Condições ambientais de alta 
umidade e temperaturas amenas, 
em torno de 15°C, aliadas a 
longos períodos de molhamento 
foliar, favorecem a ocorrência da 
doença. O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas entre as 
estações de cultivo.
Tombamento 
ou damping-off
Rhizoctonia 
solani Pythium 
spp.
Os sintomas geralmente ocorrem em pequenas reboleiras, 
na fase inicial de desenvolvimento das plantas. Lesões 
causadas por R. solani se manifestam na forma de 
pequeno cancro marrom, com bordas bem definidas, 
entre o tecido sadio e o doente, na base do caule da 
planta, entre a raiz e o cotilédone. Já as infecções causadas 
por Pythium spp. caracterizam-se por um afilamento 
desta região. Em ambos os casos, as plantas já emergidas 
tombam e, em seguida, a área lesionada seca e apodrece, 
causando a morte das plantas.
Solos encharcados e irrigações 
e chuvas excessivas favorecem 
a ocorrência da doença. Os 
patógenos podem sobreviver na 
ausência do hospedeiro, por vários 
anos, por meio de estruturas de 
resistência (escleródios e oósporos), 
bem como em restos culturais 
remanescentes na lavoura.
90
Mancha de 
cercóspora
Cercospora 
longíssima
Os sintomas se manifestam inicialmente nas folhas mais 
velhas, na forma de manchas mais ou menos circulares 
de tamanhos variados, de cor parda, com bordas bem 
definidas e centro mais claro. Com o progresso da doença, 
as lesões coalescem, danificando grande parte do limbo 
foliar.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade do 
ar, acima de 90%, temperaturas na 
faixa de 25°C e longos períodos de 
molhamento foliar.
Podridão de 
esclerotínia ou 
mofo branco
Sclerotinia 
sclerotiorum
Sclerotinia minor
O patógeno causa o apodrecimento do caule e da base 
da planta, principalmente em plantas adultas. Na região 
do colo da planta, observa-se a necrose generalizada 
dos tecidos, que degradam de forma rápida, assumindo 
aspecto de podridão mole. Em condições de alta umidade, 
verifica-se a presença de micélio branco e de aspecto 
cotonoso sobre os tecidos infectados, bem como de 
escleródios (estruturas de resistência) rígidos, pretos e de 
tamanho e formas variados.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C a 20°C, 
pela alta umidade relativa e pela 
alta umidade do solo. O fungo 
sobrevive em restos culturais, e na 
ausência de hospedeiros, na forma 
de escleródios por longo período.
Murcha de 
esclerócio Sclerotium rolfsii
Os sintomas são inicialmente observados em reboleiras, 
geralmente em plantas adultas, na forma de murcha. 
Na base da planta próxima ao solo, observa-se o 
apodrecimento do caule. Em condições de alta umidade, 
verifica-se o crescimento de micélio branco de aspecto 
cotonoso sobre os tecidos infectados e a formação de 
numerosos microescleródios (estrutura de resistência) 
de formato esférico, de 1 mm a 2 mm de diâmetro, 
inicialmente brancos e, posteriormente, marrom-escuros. 
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas torno de 25°C e 
pela alta umidade do solo. O fungo 
sobrevive em restos culturais, e na 
ausência de hospedeiros, na forma 
de microescleródios por longo 
período.
Murchadeira ou 
podridão negra 
das raízes
Thielaviopsis 
basicola
Os sintomas são observados inicialmente na parte aérea 
das plantas, as quais apresentam redução do crescimento 
e murcha nas horas mais quentes do dia. Ao arrancar as 
plantas afetadas observa-se manchas escuras nas raízes. 
Com o progresso da doença, principalmente as raízes 
laterais vão se tornando completamente apodrecidas. 
A severidade da doença geralmente é maior em plantas 
cultivadas em condições adversas de temperatura.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
elevadas, de 23°C a 26°C, e pela 
elevada umidade do solo. O fungo 
sobrevive em restos culturais, e 
na ausência de hospedeiros, na 
forma de estruturas de resistência 
(clamidósporos) por longo período.
Queima da saia Rhizoctonia 
solani
Os sintomas são observados em reboleiras, nas folhas 
baixeiras da planta, próximas ao solo. Inicialmente as 
lesões limitam-se a pequenos pontos marrom-claros 
nas nervuras das folhas, que aumentam de tamanho, 
escurecem e se expandem no limbo foliar. Com o 
progresso da doença, as folhas murcham e secam. Na 
parte interna das plantas afetadas, junto à nervura 
central, na base do limbo, observa-se o crescimento 
de micéliobranco a pardacento, podendo encontrar 
também numerosos escleródios (estruturas de resistência) 
pequenos de coloração branca a pardo-escuros.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, de 15°C a 20°C, e pela 
elevada umidade do solo. O fungo 
sobrevive em restos culturais, e na 
ausência de hospedeiros, na forma 
de escleródios por longo período.
Murcha de 
fusário
Fusarium 
oxysporum f. sp. 
Lactucae
Os sintomas são observados inicialmente em reboleiras e 
na parte aérea das plantas, que apresentam redução do 
crescimento, amarelecimento e murcha. Mediante o corte 
longitudinal no caule, verifica-se um escurecimento dos 
vasos do xilema.
Altas temperaturas e alta umidade 
do solo favorecem a ocorrência 
da doença. O fungo sobrevive 
em restos culturais e na forma 
de clamidósporos (estruturas de 
resistência) por longo período.
91
Septoriose Septoria lactucae
A septoriose ocorre principalmente em folhas mais velhas, 
onde são observadas manchas com contornos irregulares. 
O tecido afetado inicialmente apresenta aspecto 
desidratado, torna-se pardacento, com numerosos pontos 
de cor escura visíveis a olho nu, que são as estruturas do 
patógeno.
As condições favoráveis à 
ocorrência da doença são a alta 
umidade relativa e temperaturas na 
faixa de 10°C a 28°C, com ótimo de 
24°C.
Mosaico Lettuce mosaic 
virus – LMV
Quando das plantas são afetadas no estádio inicial de 
desenvolvimento, observa-se drástica redução no seu 
crescimento. Quando adultas, as plantas apresentam 
mosaico, amarelecimento foliar, clareamento das nervuras, 
má-formação e distorção da cabeça. Podem exibir ainda 
necroses das nervuras e folhas. Sintomas de mosaico e 
clareamento das nervuras são menos evidentes em alfaces 
do tipo crespa.
O vírus pode ser transmitido por 
sementes, mas sua dispersão 
ocorre de forma mais eficiente por 
meio de afídeos vetores (Myzus 
persicae, Macrosiphum euphorbiae, 
Acyrtosiphon scariolae e Aphis 
gossypii) de forma não persistente.
Big-vein ou 
engrossamento 
das nervuras
Mirafiori lettuce 
big vein virus - 
MLBVV
Quando as plantas são infectadas na fase de mudas, 
não se desenvolvem ou morrem. Em plantas mais 
desenvolvidas, observa-se o engrossamento generalizado 
das nervuras, acompanhado de amarelecimento das 
áreas no entorno das nervuras. As plantas apresentam 
crescimento reduzido, retardo fisiológico e má-formação 
da cabeça.
O vírus é transmitido pelo oomiceto 
Olpidium brassicae, um habitante 
de solo, que permanece viável por 
muitos anos no solo. Temperaturas 
amenas, por volta de 16°C, e solos 
encharcados ou mal drenados 
favorecem a transmissão da 
doença, uma vez que os vetores 
produzem zoósporos que se 
movimentam através da água livre 
no solo.
Mosqueado Lettuce mottle 
virus – LeMoV
Os sintomas são muito similares aos de LMV, porém 
menos intensos. Plantas infectadas apresentam 
mosqueado salpicado e ausência de necroses nas folhas. 
Quando as plantas são infectadas de forma associada, 
com LeMoV e LMV, os sintomas são atenuados e os danos 
podem ser mais severos.
O vírus é transmitido pelo afídeo 
Hyperomyzus lactucae, de forma não 
persistente. Estudos apontam que, 
diferentemente do LMV, o LeMoV 
não é transmitido por Myzus persicae, 
Aphis gossypii ou por sementes.
Vira-cabeça Tospovirus
Os sintomas se manifestam na forma de manchas 
necróticas pelo bronzeamento das folhas, que geralmente 
se concentram em um lado da planta, ocasionando a sua 
curvatura. No caso de infecções mais severas (infecção 
sistêmica), também podem ser observados sintomas de 
amarelecimento, murcha marginal, bronzeamento das 
folhas internas e da nervura, presença de anéis cloróticos 
e necróticos e redução de crescimento da planta, 
podendo causar a sua morte.
O Tospovirus é transmitido de 
forma circulativa propagativa 
por diferentes espécies de tripes, 
como Frankliniella ocidentalis, 
F. fusca, F. schultzei e Thrips 
tabaci. Altas temperaturas e 
alta umidade relativa do ar 
favorecem a movimentação e, 
consequentemente, a transmissão 
do vírus pelos vetores.
Nematoide das 
galhas
Meloidogyne 
incognita
Meloidogyne 
javanica
Meloidogyne 
enterolobii
O sintoma mais visível devido à infecção por espécies de 
Meloidogyne é a presença de galhas de formato arredondado 
e inchaços nas raízes. Raízes infectadas são geralmente 
mais curtas e com menor número de raízes laterais. Junto 
às galhas, pode ser observada a presença de massas de 
ovos, na forma de pontos escuros na superfície das raízes. 
Plantas afetadas podem apresentar sintomas adicionais 
na parte aérea, como nanismo, amarelecimento, formação 
de cabeças menores, mais leves e folhas mais soltas e 
murchas. 
A alta umidade do solo, mas sem 
saturação, e altas temperaturas, em 
torno de 25° a 30°C são condições 
ambientais favoráveis a ocorrência 
da doença.
92
5.1. Outras doenças
• Queima Iateral das folhas (Pseudomonas marginalis pv. marginalis)
• Mancha bacteriana (Xanthomonas axonopodis pv. vitians)
• Tombamento ou damping-off (Pythium spp. e Rhizoctonia solani)
• Podridão de raiz e murcha (Pythium spp.)
• Podridão de botritis (Botrytis cinerea)
• Oídio (Oidium sp.)
• Vírus do mosqueado do picão (Bidens mosaic virus – BMV)
• Vírus do mosaico do pepino (Cucumber mosaic virus – CMV)
• Vírus do mosaico do nabo (Turnip mosaic virus – TuMV)
• Nematoide das galhas (Meloidogyne hapla e Meloidogyne arenaria)
• Nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis)
5.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados, protegidos com telas antiafídeos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento na base.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Eliminar plantas voluntárias da mesma família da alface, como serralha e 
falsa serralha.
• Eliminar plantas hospedeiras de viroses aos arredores das áreas de cultivo.
• Realizar o monitoramento e o controle de insetos vetores de viroses.
• Em cultivos hidropônicos, manter o sistema limpo e utilizar água de boa 
qualidade.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com viroses, imediatamente 
após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Exemplo: 
gramíneas (mínimo de um ano para C.  longissima, S.  lactucae e 
Meloidogyne spp., dois anos para Dickeya spp. e três para F. oxysporum f. 
sp. lactucae, S. rolfsii e S. sclerotiorum).
• Realizar o alqueive ou pousio por pelo menos 45 dias para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas, bactericida e produtos biológicos registrados para a 
cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
viroses, se necessário.
93
6. ALHO-PORÓ
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Mancha 
púrpura Alternaria porri
Os sintomas podem ser observados inicialmente pela 
presença de pequenas lesões de formato irregular nas 
folhas, que se tornam esbranquiçadas e, posteriormente, 
adquirem coloração púrpura, podendo apresentar 
halo amarelado e anéis concêntricos característicos, 
de coloração marrom a cinza escuro. As lesões podemcrescer e coalescer, levando à murcha e à seca das folhas. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
superiores a 21°C e alta umidade 
relativa. O fungo sobrevive em 
restos culturais entre as estações 
de cultivo e em outras aliáceas 
hospedeiras.
Raiz rosada Setophoma 
terrestris
A doença ocorre em reboleiras em qualquer estádio de 
desenvolvimento da planta, mas geralmente incide em 
plantas adultas. Os sintomas são observados inicialmente 
na parte aérea, cujas plantas exibem sintomas de déficit 
hídrico, deficiência nutricional e crescimento reduzido. 
As raízes inicialmente apresentam coloração rosa-claro, 
mas, com o progresso da doença, apodrecem e adquirem 
tonalidades mais escuras.
As condições ótimas para a 
ocorrência da doença são 
temperaturas entre 24°C e 28°C 
e alta umidade do solo. O fungo 
sobrevive em restos culturais entre 
as estações de cultivo e em outras 
aliáceas hospedeiras.
6.1. Outras doenças
• Podridão branca ou murcha de esclerócio (Sclerotium cepivorum)
• Oídio (Oidiopsis taurica)
6.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Uso de substrato livre de patógenos para a produção de mudas, se for o 
caso.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento na base.
• Realizar o manejo adequado da irrigação de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Eliminar plantas aliáceas próximas às áreas de cultivo.
• Realizar a incorporação dos restos culturais imediatamente após a 
colheita, de modo a acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo, no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Exemplo: 
gramíneas.
• Evitar o cultivo sucessivo com outras aliáceas.
94
7. ASPARGO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Fusariose Fusarium spp.
O ataque do patógeno geralmente ocorre em reboleiras. 
Durante a fase inicial de desenvolvimento das plantas, o fungo 
causa o amarelecimento da parte, redução do crescimento 
e a morte das raízes. Novos brotos apresentam-se mal 
desenvolvidos, murchos e podem apresentar coloração 
marrom com o progresso da doença. Em condições de alta 
umidade relativa, observa-se o crescimento de micélio sobre 
as escamas dos brotos, os quais tornam-se secos e enrugados. 
Neste estágio, as raízes e a parte basal do caule situados 
abaixo da superfície do solo apresentam necroses e coloração 
avermelhada. O rizoma pode apresentar áreas podres e 
escurecimento vascular.
A doença é favorecida por 
condições de elevada umidade 
relativa, temperaturas em torno 
de 24°C e solos ácidos. O fungo 
sobrevive em restos culturais 
ou associado a sementes e 
forma estruturas de resistência 
(clamidósporos), capazes de 
manter o patógeno viável no solo 
por longo período.
Cercosporiose Cercospora 
asparagi
Os sintomas manifestam-se nas folhas e hastes da planta 
na forma de pequenas lesões circulares a elíptico com 
centro marrom acinzentado, circundadas por halo marrom 
avermelhado. Com o progresso da doença, as lesões coalescem 
e podem causar a queda das folhas. Ataques severos causam 
desfolha significativa da planta.
Temperaturas elevadas, entre 
25°C e 30°C, alta unidade e longos 
períodos de molhamento foliar 
favorecem a ocorrência da doença. 
O fungo sobrevive em restos 
culturais e em outras plantas 
hospedeiras.
Ferrugem Puccinia 
asparagi
Os sintomas são observados nas hastes e folhas, na forma de 
pequenas urédias circulares de coloração alaranjada e aspecto 
pulverulento. Dependendo da fase de desenvolvimento do 
patógeno, as urédias apresentam coloração mais escura como 
castanho-avermelhadas.
A ocorrência da doença é 
favorecida por períodos frios e 
úmidos. O fungo sobrevive outras 
plantas hospedeiras entre as 
estações de cultivo.
Mancha foliar Phoma asparagi
Os sintomas da doença ocorrem em toda a parte érea das 
plantas, geralmente nos estágios finais de desenvolvimento 
da cultura (período de repouso vegetativo). Nas hastes, são 
observadas lesões elípticas de, aproximadamente, 15 mm de 
comprimento por 5 mm de largura e de coloração marrom a 
preto. No centro das lesões, são observadas pequenas pontuações 
pretas (picnídios). Nas folhas, as lesões são puntiformes e de cor 
escura. Dependendo da severidade da doença, as hastes da 
planta secam e morrem. 
Temperaturas entre 20°C e 30°C, 
alta umidade relativa do ar e 
chuvas associadas a ventos fortes 
favorecem ocorrência da doença. O 
fungo sobrevive em restos culturais 
entre as estações de cultivo.
7.1. Outras doenças
• Podridão aquosa (Pectobacterium carotovorum)
• Mancha púrpura (Stemphylium vesicarium e S. botryosum)
7.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Uso de sementes sadias e certificadas.
• Plantar de rizomas sadios.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Plantar em solos bem drenados e não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar ferimentos nas plantas, na ocasião dos tratos culturais.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
95
• Evitar irrigações por aspersão (redução do molhamento foliar).
• Realizar a adubação equilibrada.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras.
• Para o controle de Fusarium spp., realizar a calagem o mais próximo a 
neutralidade.
8. BRÓCOLIS
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS
ASPECTOS 
EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas desde a fase de mudas até a 
fase adulta. Quando a bactéria incide sobre plantas jovens, 
pode causar o nanismo ou a sua morte. Em plantas maiores, 
os sintomas se manifestam na forma de lesões cloróticas, em 
formato de “V”, localizadas geralmente nas margens da folha, 
com o vértice voltado para o centro - visto que a infecção 
ocorre pelos hidatódios. Quando a infecção ocorre pelos 
estômatos, ferimentos mecânicos ou por insetos, as lesões 
podem aparecer em qualquer posição na folha e geralmente 
apresentam formato irregular. Com o progresso da doença, as 
lesões tornam-se maiores e com o centro necrótico, podendo 
causar a queda das folhas. A bactéria pode se tornar sistêmica 
e atingir os vasos do xilema, obstruindo a passagem de água e 
nutrientes. Consequentemente, os vasos do xilema perdem a 
função e ficam pretos, o que denominou a doença de podridão 
negra.
A ocorrência da doença 
é favorecida pela alta 
umidade relativa, longos 
períodos de molhamento 
foliar e altas temperaturas, 
entre 28°C e 30°C. A 
bactéria sobrevive em 
restos culturais por até 
oito meses em condições 
naturais ou, ainda, em 
outras hospedeiras ou em 
sementes infectadas.
Podridão mole
Pectobacterium 
carotovorum subsp. 
carotovorum
Os sintomas se manifestam inicialmente na base da planta 
na forma de lesões de aspecto encharcado, que progridem 
rapidamente para uma podridão mole, com a secreção de 
líquidos de odor fétido, característico da doença. A parte 
externa do caule pode apresentar-se intacta, porém deprimida, 
enquanto a parte interna se desintegra. Plantas afetadas 
também podem apresentar sintomas de murcha. Quando 
a bactéria afeta a cabeça, observam-se áreas encharcadas 
em contraste com áreas sadias, podendo aparecer lesões 
enegrecidas nas áreas afetadas. Os sintomas podem ocorrer em 
pós-colheita, durante o armazenamento e conservação.
A doença é favorecida 
por condições de alta 
umidade relativa e altas 
temperaturas, bem como 
adubações nitrogenadas 
em excesso. Ferimentos 
causados nas plantas 
servem de porta de 
entrada para a bactéria. 
Longos períodos chuvosos 
favorecem o apodrecimento 
da cabeça. A bactéria 
sobrevive principalmente 
emrestos culturais.
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, na parte aérea 
das plantas, que apresentam deficiências nutricionais e 
desenvolvimento reduzido. Elas murcham nas horas mais 
quentes do dia e retomam a turgidez nas horas mais frescas. 
Nas raízes, pode ser observada a formação de galhas oriundas 
da multiplicação rápida e crescimento exagerado das células, 
induzidas pelo protozoário. As galhas variam de tamanho, 
podendo medir desde alguns milímetros até mais de 10 cm 
de comprimento. As galhas diferenciam-se daquelas causadas 
pelos nematoides por serem mais quebradiças, quando 
esmagadas com os dedos, e não apresentam massas de ovos.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
entre 18°C e 25°C, solo 
arenoso e pH ácido. O 
patógeno sobrevive em 
restos culturais e em outros 
hospedeiros. Contudo, na 
ausência de hospedeiros, 
produz elevada quantidade 
de esporos capazes de 
permanecem viáveis no solo 
por até 10 anos.
96
Enfezamento 
ou pratinho Fitoplasma
Os sintomas são observados inicialmente nas plantas situadas 
às margens da área de cultivo. As plantas afetadas apresentam 
subdesenvolvimento e/ou deformação da inflorescência, 
avermelhamento das folhas e proliferação de ramos laterais 
na haste principal. Ao se cortar transversalmente a haste de 
plantas infectadas, observa-se a formação de anel necrótico de 
cor escura na região vascular. Quanto mais precoce a infecção, 
maior a expressão dos sintomas.
A infecção pelo patógeno 
é atribuída à presença 
de insetos sugadores, 
principalmente cigarrinhas. 
A transmissão é do tipo 
propagativa circulativa; ou 
seja, uma vez adquirido o 
fitoplasma, o vetor é capaz 
de transmiti-lo durante toda 
sua vida.
Míldio Hyaloperonospora 
parasitica
A doença ocorre em todas as fases de desenvolvimento 
da planta. Os sintomas manifestam-se na face inferior das 
folhas, na forma de manchas mais ou menos circulares, 
inicialmente úmidas e cloróticas. Em condições de alta 
umidade, observa-se a formação de micélio branco‐
acinzentado sobre as lesões. Com o progresso da doença, 
as lesões tornam-se maiores, irregulares e necróticas.
A ocorrência da doença é 
favorecida por condições 
de alta umidade relativa, 
longos períodos de 
molhamento foliar e 
temperaturas na faixa 
entre 12°C e 20°C. O 
patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas 
entre as estações de 
cultivo.
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados inicialmente em 
reboleiras na parte aérea das plantas, que apresentam 
redução do desenvolvimento. O patógeno causa o 
apodrecimento da região do coleto das plantas, acima 
do nível do solo. Em condições de alta umidade, 
observa-se o crescimento de micélio branco de aspecto 
cotonoso sobre os tecidos infectados, com a formação de 
numerosos escleródios (estruturas de resistência) rígidos, 
de tamanhos variados, de coloração, inicialmente, clara 
e, posteriormente, pretos. Em alguns casos, é possível 
observar a formação de escleródios também dentro do 
caule da planta na região da medula. 
A ocorrência da doença 
é favorecida por 
temperaturas amenas, na 
faixa de 15°C a 20°C, e 
pela alta umidade relativa 
do ar e do solo. O fungo 
sobrevive em restos 
culturais, e, na ausência 
de hospedeiros, pode 
sobreviver por longo 
período por meio dos 
escleródios.
Mancha de 
alternaria
Alternaria 
brassicae
Alternaria 
brassicicola
Os sintomas podem ser observados em toda a parte 
aérea da planta. Na fase inicial de desenvolvimento das 
plantas, o patógeno pode causar lesões necróticas nos 
cotilédones e o tombamento das plântulas. Em plantas mais 
desenvolvidas, os sintomas são observados inicialmente 
nas folhas mais velhas, na forma de pequenas manchas 
escuras e circulares, que gradualmente aumentam de 
tamanho. Elas apresentam anéis concêntricos e halo 
amarelado. As lesões causadas por A. brassicicola 
são menores e mais escuras que aquelas provocadas por 
A. brassicae. No centro delas, formam-se numerosas 
estruturas reprodutivas do fungo. 
Temperaturas amenas 
favorecem a ocorrência 
de A. brassicae, enquanto 
temperaturas mais 
amenas favorecem 
a ocorrência de A. 
brassicicola. Os 
patógenos sobrevivem em 
restos culturais e podem 
ser transmitidos por meio 
de sementes infectadas.
Nematoide 
das galhas
Meloidogyne 
incognita
Meloidogyne 
javanica
Os sintomas são, inicialmente, observados pela redução 
do crescimento das plantas. Nas raízes, observa-se a 
presença de galhas e inchaços, com formato arredondado. 
Raízes infectadas são geralmente mais curtas e com menor 
número de raízes laterais. Com o progresso da doença, 
pode haver o apodrecimento do sistema radicular, devido à 
abertura de portas de entrada para patógenos oportunistas 
(fungos e bactérias de solo).
As condições ambientais 
favoráveis à infecção 
pelos nematoides são a 
alta umidade do solo, mas 
sem saturação, e altas 
temperaturas, de 25° a 
30°C.
97
8.1. Outras doenças
• Mancha foliar translúcida (Pseudomonas syringae pv. maculicola)
• Ferrugem branca (Albugo candida)
• Murcha de fusário (Fusarium oxysporum f. sp. conglutinans)
• Mancha circular (Mycosphaerella brassicicola)
• Tombamento (Rhizoctonia solani, Pythium spp., Fusarium spp. e S. rolfsii) 
• Raiz negra (Aphanomyces raphani)
8.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes, quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente, para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Promover a limpeza de maquinários e ferramentas.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas aos arredores da área de cultivo.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com fitoplasma, imediatamente 
após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Por exemplo: 
gramíneas.
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias, para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar a manipueira para o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas e bactericida registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores do 
fitoplasma, se necessário.
98
9. CEBOLINHA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Míldio Peronospora 
destructor
Os sintomas iniciam-se nas folhas, com a descoloração do 
tecido afetado, que apresenta tonalidades de verde mais 
claro que as regiões sadias. Com o progresso da doença, a 
lesão progride para uma mancha alongada no sentido do 
comprimento da folha, que, em seguida, torna-se necrótica. Em 
condições de alta umidade relativa, observa-se a formação de 
um micélio esbranquiçado sobre as lesões que correspondem à 
frutificação do patógeno.A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas amenas, em torno 
de 20°C, e alta umidade relativa 
do ar. O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas entre as 
estações de cultivo.
Ferrugem Puccinia allii
Os sintomas caracterizam-se pela presença de numerosas 
urédias de 1 mm a 3 mm de diâmetro nas folhas, com formato 
elíptico. Inicialmente, apresentam-se recobertas pela cutícula 
da folha e, após o rompimento delas, há exposições de uma 
massa pulverulenta de cor alaranjada, constituída pelos esporos 
do fungo. Com o progresso da doença, os esporos adquirem 
coloração castanho escura ou preta. Folhas apresentando 
elevada severidade da doença podem amarelecer e colapsar 
prematuramente.
A ocorrência da doença é favorecida 
pela alta umidade do ar e 
temperaturas amenas, em torno de 
20°C. O fungo sobrevive em restos 
culturais e em outras aliáceas entre 
as estações de cultivo. 
Mancha 
púrpura Alternaria porri
Os sintomas manifestam-se na forma de pequenas lesões 
aquosas de aspecto esbranquiçado, que com o progresso 
da doença tornam-se arredondadas e adquirem coloração 
rosada a púrpura. Em condições de alta umidade, verifica-
se a formação de halos amarelados e anéis concêntricos de 
coloração escura nas lesões.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas superiores a 
21°C e alta umidade do ar. O fungo 
sobrevive em restos culturais entre 
as estações de cultivo e em outras 
aliáceas hospedeiras.
Queima das 
pontas
Botrytis 
squamosa
Os sintomas se iniciam com pequenas manchas de 1 mm a 
3 mm de diâmetro e de coloração parda nas pontas das folhas. 
Com o progresso da doença, ocorre a morte progressiva dos 
ponteiros. Em condições de alta umidad, é observada, sobre e 
ao redor das lesões, a presença de micélio branco acinzentado. 
A doença é de difícil diagnóstico, visto que alguns patógenos 
causam infecções secundárias nas lesões de B. squamosa.
A doença é favorecida por longos 
períodos de molhamento foliar 
e baixas temperaturas. O fungo 
sobrevive em outras aliáceas, 
associado a sementes e em restos 
culturais na forma de escleródios 
(estruturas de resistência).
Antracnose
Colletotrichum 
gloeosporioides 
f. sp. cepae
Os sintomas da doença geralmente se manifestam em 
reboleiras, na forma de pequenas lesões brancas deprimidas 
sobre a lâmina foliar, circundadas por um halo verde-
amarelado. Com o progresso da doença, verifica-se intensa 
esporulação de coloração negra no centro das lesões. As folhas 
afetadas podem apresentar retorcimento.
Altas precipitações e temperaturas 
entre 24°C e 30°C favorecem a 
ocorrência da doença. O fungo 
sobrevive em restos culturais, no solo 
e em outras hospedeiras aliáceas 
entre as estações de cultivo.
9.1. Outras doenças
• Podridão mole (Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum)
• Podridão branca ou murcha de esclerócio (Sclerotium cepivorum)
• Raiz rosada (Setophoma terrestris)
• Podridão de fusário (Fusarium oxysporum f. sp. cepae)
• Nematoide do alho (Ditylenchus dipsaci)
99
9.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas, principalmente de aliáceas.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Eliminar plantas aliáceas próximas às áreas de cultivo.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após o término da colheita, 
para acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Por exemplo: 
gramíneas (mínimo de três anos no caso de B. squamosa).
• Utilizar produtos biológicos, à base de Bacillus pumilus, para o controle de 
Alternaria porri.
• Usar fungicidas e bactericida registrados para a cultura.
100
10. CHICÓRIA, ALMEIRÃO E ESCAROLA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Cercosporiose Cercospora 
cichorii
Os sintomas se manifestam, inicialmente, nas folhas, 
na forma de manchas arredondadas a elípticas, de cor 
marrom-escura, com centro cinza-claro e circundadas por 
um halo amarelado. Com o progresso da doença, as lesões 
aumentam de tamanho e coalescem, ocasionando grandes 
áreas necróticas nas folhas. 
As condições ideais para a 
ocorrência da doença são de 
alta umidade relativa e altas 
temperaturas.
Mancha de 
alternaria Alternaria cichorii
Em chicória e escarola, os sintomas iniciam-se na forma de 
pequenas lesões escuras de aspecto encharcado nas folhas, 
as quais tornam-se necróticas e coalescem, estendendo 
para grande parte da área foliar. Em almeirão, dependendo 
da cultivar, as lesões podem ser acompanhadas de halo 
avermelhado e apresentarem formato oblongo, não 
havendo a coalescência das lesões.
A ocorrência da doença é 
favorecida por longos períodos 
de molhamento foliar e 
temperaturas entre 22°C e 25°C. 
O patógeno sobrevive em restos 
culturais entre as estações de 
cultivo e pode ser disseminado 
por sementes infectadas.
Podridão basal Sclerotinia 
sclerotiorum
Os sintomas da doença são observados em reboleiras, e se 
manifestam na forma de necrose generalizada dos tecidos 
na região do colo em plantas adultas. Os tecidos afetados 
degradam de forma rápida, assumindo aspecto de podridão 
mole. Em condições de elevada umidade, observa-se o 
crescimento de micélio branco de aspecto cotonoso sobre 
os tecidos infectados, com a formação de numerosos 
escleródios (estruturas de resistência) rígidos de tamanhos 
variados, de coloração, inicialmente, clara e, posteriormente, 
pretos.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 12°C a 20°C, 
e pela alta umidade relativa do 
ar e do solo. O fungo sobrevive 
em restos culturais, e na ausência 
de hospedeiros, pode sobreviver 
por longo período por meio dos 
escleródios.
Septoriose Septoria lactucae
Os sintomas da doença caracterizam-se por manchas com 
contornos irregulares nas folhas mais velhas. O tecido 
afetado, inicialmente apresenta aspecto desidratado, torna-
se pardacento, com numerosos pontos de cor escura visíveis 
a olho nu, que são as estruturas do patógeno.
As condições favoráveis à 
ocorrência da doença são a alta 
umidade relativa e temperaturas 
de 10°C a 28°C, com ótimo de 
24°C.
Tombamento Rhizoctonia solani
Os sintomas geralmente ocorrem em pequenas reboleiras, 
na fase inicial de desenvolvimento das plantas. Lesões 
causadas pelo patógeno se manifestam na forma de 
pequeno cancro marrom, com bordas bem definidas, entre 
o tecido sadio e o doente, na base do caule da planta, entre 
a raiz e o cotilédone. Com o progresso da doença, a planta 
tomba e morre.
Solos encharcados e irrigações 
e chuvas excessivas favorecem 
a ocorrência da doença. O 
patógeno sobrevive na ausência 
do hospedeiro por vários 
anos, por meio de estruturas 
de resistência (escleródios), 
bem como em restos culturais 
remanescentes na lavoura.
Nematoide das 
galhas
Meloidogyne 
incognita
Meloidogyne 
javanica 
Plantas atacadas apresentam redução do crescimento, 
amarelecimento e murcha temporária nos períodos mais 
quentes do dia. Nas raízes, pode ser observada a formação 
de galhas isoladas. Junto às galhas, observa-se a presença 
de massas de ovos, na forma de pontos escuros na 
superfície das raízes.
A alta umidade do solo, mas sem 
saturação, e altas temperaturas, 
em torno de 25° a 30°C, são 
condições ambientais favoráveis à 
ocorrência da doença.
101
10.1. Outras doençaslongo 
da cadeia produtiva de produtos vegetais frescos, para fins de monitoramento e 
controle de resíduos de agrotóxicos, em todo o território nacional (Figura 1).
Figura 1. Fluxograma das cadeias produtivas de hortaliças no Brasil
a
14
A norma da Produção Integrada de Folhosas, Inflorescências 
e Condimentares contempla 32 espécies: acelga, agrião, aipo, 
alcachofra, alecrim, alface, alho-poró, almeirão, aspargo, brócolis, 
cebolinha, chicória, coentro, couve, couve chinesa, couve de 
bruxelas, couve-flor, erva doce, escarola, espinafre, estévia, 
estragão, hortelã, louro, manjericão, manjerona, mostarda, 
orégano, repolho, rúcula, salsa e sálvia. Mas nem todas constam 
dos dados do Censo Agropecuário de 2017. Dessa forma, serão 
apresentados os dados de produção das hortaliças folhosas que 
estão na base do Censo Agropecuário. 
O que se verifica é que há uma grande diversidade de hortaliças folhosas 
cultivadas no país: pelo menos, 24, segundo o Censo Agropecuário (IBGE, 2019). 
No entanto, há concentração no número de estabelecimentos que afirmam 
produzir folhosas (Figura 2), mas ela é ainda maior, quando observados os dados 
de volume de produção (Figura 3). Impressiona também a concentração ao 
verificar os dados de valor de venda (Figura 4). Nos três casos, tem-se a hortaliça 
como a mais produzida pelos estabelecimentos agropecuários, com maior volume 
de produção e maior valor de venda (IBGE, 2019).
Õ
15
Figura 2. Número de estabelecimentos agropecuários – Censo Agropecuário de 2017 (IBGE, 
2019)
16
Figura 3. Quantidade produzida (toneladas) – Censo Agropecuário de 2017 (IBGE, 2019)
17
Figura 4. Valor de venda (mil Reais) – Censo Agropecuário de 2017 (IBGE, 2019)
18
Ao serem analisados os dados de volume de produção e de número de 
estabelecimentos agropecuários por unidade da federação, verifica-se que São 
Paulo é responsável por parte importante do volume de produção de quase todas 
as hortaliças. Por outro lado, o número de estabelecimentos que plantam folhosas 
está mais espalhado entre as unidades da federação (Tabela 1).
TABELA 1: PARTICIPAÇÃO DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO NO VOLUME 
DE PRODUÇÃO E NO NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS NO BRASIL PARA 
CADA HORTALIÇA (CENSO AGROPECUÁRIO 2017)
HORTALIÇA 
FOLHOSA
UF COM MAIOR 
PRODUÇÃO 
NACIONAL (%)
UF COM MAIS 
PRODUTORES 
(%)
Acelga SP 56% PR 22%
Agrião SP 32% MG 22%
Aipo SP 50% MG 19%
Alcachofra SP 81% SC 21%
Alecrim SP 45% SC 17%
Alface SP 40% MG 18%
Alho-poró SP 67% MG 22%
Almeirão SP 44% SP 32%
Aspargo DF 20% PR 26%
Brócolis SP 20% SC 19%
Cebolinha CE 20% MG 18%
Chicória SP 38% SP 14%
Coentro CE 19% BA 23%
Couve SP 40% MG 23%
Couve-flor SP 26% SC 28%
Erva doce SP 68% SC 19%
Espinafre SP 46% MG 21%
Hortelã SP 25% BA 21%
Manjericão SP 32% BA 16%
Mostarda SP 31% RJ 22%
Orégano SP 46% SC 41%
Repolho SP 32% SC 29%
Rúcula SP 46% SP 22%
Salsa SP 34 % MG 17%
Fonte: Censo Agropecuário de 2017 (IBGE, 2019).
19
CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA 
DAS HORTALIÇAS FOLHOSAS, 
INFLORESCÊNCIAS E 
CONDIMENTARES
Jorge Anderson Guimarães
As hortaliças folhosas, inflorescências e condimentares estão classificadas no 
reino Plantae, divisão Magnoliophyta, que abrange duas classes: Magnoliopsida 
(dicotiledôneas) e Liliopsida (monocotiledôneas) (CRONQUIST, 1981).
Dentre as 32 hortaliças que compõem a norma, apenas três delas pertencem à 
Classe Liliopsida ou monocotiledôneas, que são: alho-poró, aspargos e cebolinha. 
Todas as outras 29 espécies pertencem à Classe Magnoliopsida ou Dicotiledôneas 
(Tabela 1). 
Dentre elas, a família Brassicales é a que tem o maior número de representantes, 
com nove espécies (agrião, brócolis, couve, couve chinesa, couve-de-bruxelas, 
couve-flor, mostarda, repolho e rúcula) (Tabela 1).
Em seguida, as famílias Asteraceae com sete espécies (alcachofra, alface, 
almeirão, chicória, escarola, estévia e estragão) e Lamiaceae, com seis (alecrim, 
hortelã, manjericão, manjerona, orégano e sálvia) são as mais representativas 
(Tabela 1).
Além dessas, há também as famílias Amaranthaceae, representada por duas 
espécies (acelga e espinafre); Amaryllidaceae (alho-poró e cebolinha); Apiaceae 
(aipo, coentro, erva-doce e salsa); Asparagaceae (aspargo) e Lauraceae (louro) 
(Tabela 1).
03
20
TABELA 1. CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA DAS 32 ESPÉCIES DE FOLHOSAS, INFLORESCÊNCIAS E 
CONDIMENTARES DE IMPORTÂNCIA ECONÔMICA PRESENTES NA INSTRUÇÃO NORMATIVA 
Nº. 1 DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, DE 11 DE JANEIRO 
DE 2021, QUE ESTABELECE AS NORMAS DA PRODUÇÃO INTEGRADA DE FOLHOSAS, 
INFLORESCÊNCIAS E CONDIMENTARES
NOME 
VULGAR REINO DIVISÃO CLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO ESPÉCIE
Acelga Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Caryophyllales Amaranthaceae Beta B. vulgaris
Agrião Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Nasturtium N. officinale
Aipo Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Apiales Apiaceae Apium A. graveolens
Alcachofra Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Cynara C. cardunculus
Alecrim Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Lamiales Lamiaceae Rosmarinus R. officinalis
Alface Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Lactuca L. sativa
Alho-poró Plantae Magnoliophyta Liliopsida Asparagales Amaryllidaceae Allium A. porrum
Almeirão Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Cichorium C. intybus intybus
Aspargo Plantae Magnoliophyta Liliopsida Asparagales Asparagaceae Asparagus A. officinalis
Brócolis Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Brassica B. oleracea var. 
italica
Cebolinha Plantae Magnoliophyta Liliopsida Asparagales Amaryllidaceae Allium A. schoenoprasum
Chicória Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Cichorium C. endivia
Coentro Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Apiales Apiaceae Coriandrum C. sativum
Couve Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Brassica B. oleracea var. 
acephala
Couve 
chinesa Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Brassica B. olerace var. 
alboglabra
Couve-de-
bruxelas Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Brassica B. oleracea var. 
gemmifera 
Couve-flor Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Brassica B. oleracea var. 
Botrytis
Erva-doce Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Apiales Apiaceae Foeniculum F. vulgare
Escarola Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Cichorium C. endívia var. 
Latifolia
Espinafre Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Caryophyllales Amaranthaceae Spinacia S. oleracea
Estévia Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Stevia S. spp.
Estragão Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Asterales Asteraceae Artemisia A. dracunculus
Hortelã Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Lamiales Lamiaceae Mentha M. spp.
Louro Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Laurales Lauraceae Laurus L. nobilis
Manjericão Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Lamiales Lamiaceae Ocimum O. basilicum
Manjerona Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Lamiales Lamiaceae Origanum O. majorana
Mostarda Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Sinapis S. alba
Orégano Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Lamiales Lamiaceae Origanum O. vulgare
Repolho Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Brassica B. oleracea var. 
capitata
Rúcula Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Brassicales Brassicaceae Eruca E. sativa
Salsa Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Apiales Apiaceae Petroselinum P. crispum
Sálvia Plantae Magnoliophyta Magnoliopsida Lamiales Lamiaceae Salvia S. officinalis
21
MORFOLOGIA E FISIOLOGIA 
DAS ESPÉCIES DE FOLHOSAS, 
INFLORESCÊNCIAS E 
CONDIMENTARES
Jorge Anderson Guimarães
1. ACELGA
A acelga Beta vulgaris cicla é uma planta bianual, de pequeno porte (máximo 
até 0,9 m), lenhosa, cuja raiz não pode ser consumida. Suas partes consumíveis 
são os talos, que são carnudos e folhosos, e folhas, de coloração verde-escuras 
e formato ovalado com as bordas encouraçadas.• Vira cabeça (Tospovirus)
• Vírus do mosaico da alface (Lettuce mosaic virus – LMV)
10.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados, protegidos com telas antiafídeos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Evitar o molhamento foliar, utilizar gotejamento ou cultivar em ambiente 
protegido.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Eliminar plantas hospedeiras de viroses aos arredores das áreas de cultivo.
• Realizar o monitoramento e o controle de insetos vetores de viroses.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com viroses, imediatamente 
após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo, no caso de áreas infestadas, para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, exemplo: 
gramíneas (mínimo de um ano Meloidogyne  spp. e de três anos para 
S. sclerotiorum e R. solani).
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias, para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas e bactericida registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
viroses, se necessário.
102
11. COENTRO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Tombamento 
ou damping-off
Alternaria dauci
Rhizoctonia solani
Pythium spp.
Os sintomas da doença podem ser observados na fase 
de germinação das sementes, quando os patógenos 
causam a podridão dos tecidos recém-formados; ou 
na fase de plântulas, quando provocam uma lesão 
de aspecto inicialmente encharcado no caule na 
base da planta. Com o progresso da doença, a área 
lesionada apresenta um afilamento e a plântula 
tomba. Em seguida, a área apresenta-se necrosada 
seca, causando a podridão das raízes e morte da 
planta. Dependendo do patógeno envolvido, observa-
se a formação de micélio branco no caule e raízes em 
condições de alta umidade. 
A doença ocorre com maior 
frequência em solos encharcados 
e nas épocas mais quentes do ano. 
Os patógenos podem sobreviver na 
ausência do hospedeiro por vários 
anos por meio de estruturas de 
resistência (R. solani e S. sclerotiorum 
– escleródios; Pythium spp. - 
oósporos), bem como em restos 
culturais.
Queima das folhas 
ou queima de 
alternaria
Alternaria dauci
Em plântulas, os sintomas podem ser observados 
na forma de lesões inicialmente encharcadas e, 
posteriormente, afiladas na região do colo, com 
posterior tombamento e morte. Em plantas já 
desenvolvidas, o fungo causa pequenas manchas 
de coloração escura ou preta e formato irregular 
nas folhas, acompanhadas de halos cloróticos. Com 
o progresso da doença, as manchas coalescem, 
causando a queima de grande parte do limbo foliar. 
A ocorrência da doença é favorecida 
por altas temperaturas e longos 
períodos de molhamento foliar. O 
fungo é transmitido, de maneira 
eficiente, pela semente e sobrevive 
em restos culturais entre as estações 
de cultivo.
Mofo branco Sclerotinia 
sclerotiorum
Os sintomas aparecem normalmente em reboleiras 
nos estádios mais avançado de desenvolvimento das 
plantas. O patógeno causa o apodrecimento do caule 
e da base da planta. À medida que a doença progride, 
o caule seca e adquire coloração palha. Em condições 
de alta umidade, verifica-se a presença de micélio 
branco e de aspecto cotonoso sobre os tecidos 
infectados, bem como de escleródios (estruturas de 
resistência) rígidos, pretos e de tamanho e formas 
variados.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas amenas, na faixa 
de 15°C a 21°C, pela alta umidade 
relativa do ar e pela alta umidade 
do solo. O fungo sobrevive em 
restos culturais e, na ausência 
de hospedeiros, na forma de 
escleródios por longo período.
Nematoide das 
galhas
Meloidogyne 
incognita
Meloidogyne javanica 
Os sintomas são inicialmente observados na parte 
aérea das plantas, que apresentam nanismo, 
amarelecimento e deficiências nutricionais. Nas raízes, 
pode ser observada a formação de galhas isoladas 
de formato arredondado. Junto às galhas, pode ser 
observada a presença de massas de ovos, na forma de 
pontos escuros na superfície das raízes.
A alta umidade do solo, mas sem 
saturação, e altas temperaturas, 
entre 25° e 30°C, são condições 
ambientais favoráveis à ocorrência da 
doença.
103
11.1. Outras doenças
Oídio (Oidiopsis haplophylli)
Cercosporiose (Cercospora spp.)
Vira cabeça (Groundnut ring spot virus - GRSV)
Nematoide (Rotylenchulus reniformis)
11.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas, com cultivo de apiáceas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, de modo a reduzir o 
molhamento foliar.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Eliminar plantas hospedeiras de viroses aos arredores das áreas de cultivo.
• Realizar o monitoramento e o controle de insetos vetores de viroses.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com viroses, imediatamente 
após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a última colheita, de 
forma a acelerar a decomposição.
• Em cultivos hidropônicos, manter o sistema limpo e utilizar água de boa 
qualidade.
• Realizar a solarização do solo, no caso de áreas infestadas, para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Por exemplo: 
gramíneas (mínimo de um ano para Meloidogyne spp. e de três anos para os 
fungos de solo).
• Realizar o alqueive ou pousio, por pelo menos, 45 dias, para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar a manipueira para o controle de nematoides.
104
12. COUVE
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas da fase de mudas até a adulta. 
Quando a bactéria incide sobre plantas jovens, pode causar 
o nanismo ou a morte. Em plantas maiores, os sintomas se 
manifestam na forma de lesões cloróticas, em formato de 
“V”, localizadas geralmente nas margens da folha, com o 
vértice voltado para o centro, visto que a infecção ocorre 
pelos hidatódios. Quando a infecção ocorre pelos estômatos, 
ferimentos mecânicos ou insetos, as lesões podem aparecer em 
qualquer posição na folha e geralmente apresentam formato 
irregular. Com o progresso da doença, as lesões tornam-se 
maiores e com o centro necrótico, podendo causar a queda 
das folhas. A bactéria pode se tornar sistêmica e atingir os 
vasos do xilema, obstruindo a passagem de água e nutrientes. 
Consequentemente, os vasos do xilema perdem a função e 
ficam pretos, o que denominou a doença de podridão negra.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
relativa, longos períodos de 
molhamento foliar e altas 
temperaturas, em torno de 28°C 
a 30°C. A bactéria sobrevive em 
restos culturais, por até oito meses, 
em condições naturais, ou ainda 
em outras hospedeiras ou em 
sementes infectadas.
Podridãomole
Pectobacterium 
carotovorum 
subsp. 
carotovorum
Os sintomas se manifestam inicialmente na base da planta, 
na forma de lesões de aspecto encharcado, que progridem 
rapidamente para uma podridão mole, com a secreção de 
líquidos de odor fétido, característico da doença. A parte 
externa do caule pode apresentar-se intacta, porém deprimida, 
enquanto a parte interna se desintegra. Plantas afetadas 
também podem apresentar sintomas de murcha. É comum as 
plantas afetadas terem sintomas de rachaduras externas no 
caule.
A doença é favorecida por 
condições de alta umidade relativa 
e altas temperaturas, bem como 
adubações nitrogenadas em 
excesso. Ferimentos causados 
nas plantas servem de porta 
de entrada para a bactéria, que 
sobrevive principalmente em 
restos culturais.
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, a parte aérea 
das plantas, que apresentam deficiências nutricionais e 
desenvolvimento reduzido. Elas murcham nas horas mais 
quentes do dia e retomam a turgidez nas horas mais frescas. 
Nas raízes, pode ser observada a formação de galhas oriundas 
da multiplicação rápida e crescimento exagerado das células, 
induzidas pelo protozoário. As galhas variam de tamanho, 
podendo medir desde alguns milímetros até mais de 10 cm de 
comprimento. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
entre 18°C e 25°C, solo arenoso e 
pH ácido. O patógeno sobrevive 
em restos culturais e em outros 
hospedeiros. Contudo, na ausência 
de hospedeiros, produz elevada 
quantidade de esporos, capazes de 
permanecem viáveis no solo por 
até 10 anos.
Míldio Peronospora 
parasitica
Os sintomas se manifestam na face inferior das folhas, na 
forma de manchas mais ou menos circulares, inicialmente 
úmidas e cloróticas. Em condições de alta umidade, 
observa-se a formação de micélio branco‐acinzentado 
sobre as lesões. Com o progresso da doença, as lesões 
tornam-se maiores, às vezes, limitadas pelas nervuras, 
irregulares e necróticas, que escurecem, podendo levar a 
grandes perdas foliares. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas e elevada umidade 
relativa do ar (acima de 90%), 
bem com períodos prolongados 
de molhamento foliar e orvalho. 
O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas entre 
as estações de cultivo.
105
Oídio Erysiphe polygoni
Os sintomas se manifestam na face superior das folhas, 
inicialmente nas mais velhas, onde são observadas manchas 
constituídas de estruturas pulverulentas de coloração braça ou 
cinza-esbranquiçado. Com o progresso da doença, as manchas 
aumentam de tamanho e, na face inferior correspondente, 
observam-se pequenas pontuações amareladas.
Condições de baixa umidade 
relativa e temperaturas amenas 
favorecem a ocorrência da 
doença. O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas entre as 
estações de cultivo.
Mancha de 
alternaria
Alternaria 
brassicae
Alternaria 
brassicicola
Os sintomas podem ser observados em toda da parte aérea 
da planta. Na fase inicial de desenvolvimento das plantas, o 
patógeno pode causar lesões necróticas nos cotilédones e o 
tombamento das plântulas. Em plantas mais desenvolvidas, 
os sintomas são observados inicialmente nas folhas mais 
velhas, na forma de pequenas manchas escuras e circulares, 
que gradualmente aumentam de tamanho. Elas apresentam 
anéis concêntricos e halo amarelado. As lesões causadas por A. 
brassicicola são menores e mais escuras que as lesões causadas por 
A. brassicae. No centro delas, formam-se numerosas estruturas 
reprodutivas do fungo. 
Temperaturas amenas favorecem 
a ocorrência de A. brassicae, 
enquanto as mais amenas 
possibilitam A. brassicicola. Os 
patógenos sobrevivem em restos 
culturais e podem ser transmitidos 
por meio de sementes infectadas.
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados, inicialmente, em 
reboleiras, na parte aérea das plantas, que apresentam redução 
do desenvolvimento. O patógeno causa o apodrecimento 
da região do coleto das plantas, acima do nível do solo. Em 
condições de alta umidade, observa-se o crescimento de micélio 
branco de aspecto cotonoso sobre os tecidos infectados, com a 
formação de numerosos escleródios (estruturas de resistência) 
rígidos, de tamanhos variados, de coloração, inicialmente, clara 
e, posteriormente, pretos. Em alguns casos, é possível observar a 
formação de escleródios também dentro do caule da planta na 
região da medula. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C a 20°C, 
e pela alta umidade relativa e 
do solo. O fungo sobrevive em 
restos culturais, e na ausência de 
hospedeiros, pode sobreviver 
por longo período por meio dos 
escleródios.
Mosaico do 
nabo
Turnip mosaic 
virus - TuMV
Os sintomas da doença são observados apenas nas folhas mais 
novas, nas formas de amarelecimento e mosaico, mosaico leve, 
mosaico e distorções da folha e bolhosidade. Em alguns casos 
podem ser observados anéis cloróticos. As plantas afetadas 
ainda jovens apresentam sintomas de enfezamento. Quanto 
mais precoce a infecção, maior a expressão dos sintomas.
O vírus é transmitido por pulgões. 
de forma não persistente, e pode 
permanecer aos arredores da 
área de cultivo em hospedeiras 
infectadas, como alface e 
brássicáceas.
12.1. Outras doenças
• Ferrugem branca (Albugo candida)
• Mosaico latente da couve (Cole latent virus - CoLV)
• Tombamento (Rhizoctonia solani, Pythium spp. e Sclerotium rolfsii)
106
12.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento na base.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente, para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• No caso da ocorrência do oídio, irrigar preferencialmente por aspersão.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Evitar ferimentos nas plantas, na ocasião dos tratos culturais.
• Promover a limpeza de maquinários e ferramentas.
• Eliminar as folhas velhas com a presença de manchas foliares.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas aos arredores da área de cultivo.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a última colheita, de 
forma a acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo, em áreas infestadas, para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, como as 
gramíneas.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior, para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Realizar o monitoramento dos insetos vetores aos arredores e na área de 
cultivo.
• Utilizar fungicidas e bactericida registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
viroses (pulgões), se necessário.
107
13. COUVE-CHINESA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS
ASPECTOS 
EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas desde a fase de mudas até 
a fase adulta. Quando a bactéria incide sobre plantas 
jovens, pode causar o nanismo ou a morte delas. Em 
plantas maiores, os sintomas se manifestam na forma 
de lesões cloróticas, em formato de “V”, localizadas 
geralmente nas margens da folha, com o vértice 
voltado para o centro, visto que a infecçãoocorre pelos 
hidatódios. Quando a infecção ocorre pelos estômatos, 
ferimentos mecânicos ou insetos, as lesões podem 
aparecer em qualquer posição na folha e geralmente 
apresentam formato irregular. Com o progresso da 
doença, as lesões tornam-se maiores e com o centro 
necrótico, podendo causar a queda das folhas. A 
bactéria pode se tornar sistêmica e atingir os vasos do 
xilema, obstruindo a passagem de água e nutrientes. 
Consequentemente, os vasos do xilema perdem a função 
e ficam pretos, o que denominou a doença de podridão 
negra.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
relativa, longos períodos de 
molhamento foliar e altas 
temperaturas, entre 28°C e 
30°C. A bactéria sobrevive 
em restos culturais por até 
oito meses em condições 
naturais, ou ainda em outras 
hospedeiras ou em sementes 
infectadas.
Podridão mole
Pectobacterium 
carotovorum subsp. 
carotovorum
Os sintomas iniciais da doença são observados nas 
nervuras das folhas próximas ou em contato com 
o solo, na forma de lesões de aspecto encharcado 
que progridem rapidamente para uma podridão 
mole, com a secreção de líquidos de odor fétido e 
característico. A doença progride rapidamente para o 
caule principal, resultando no colapso de toda a planta. 
Os sintomas podem ocorrer em pós-colheita, durante o 
armazenamento e conservação.
A doença é favorecida por 
condições de alta umidade 
relativa e altas temperaturas, 
bem como adubações 
nitrogenadas em excesso. 
Ferimentos nas plantas servem 
de porta de entrada para 
a bactéria, que sobrevive 
principalmente em restos 
culturais.
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, a parte aérea 
das plantas, que apresentam deficiências nutricionais e 
desenvolvimento reduzido. Elas murcham nas horas mais 
quentes do dia e retomam a turgidez nas horas mais 
frescas. Nas raízes pode ser observado a formação de 
galhas oriundas da multiplicação rápida e crescimento 
exagerado das células, induzidas pelo protozoário. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
entre 18°C e 25°C, solo arenoso 
e pH ácido. O patógeno 
sobrevive em restos culturais 
e em outros hospedeiros. 
Contudo, na ausência de 
hospedeiros, produz elevada 
quantidade de esporos 
capazes de permanecerem 
viáveis no solo por até 10 anos.
108
Míldio Hyaloperonospora 
parasitica
A doença ocorre em todas as fases de 
desenvolvimento da planta. Os sintomas manifestam-
se na face inferior das folhas, na forma de manchas 
mais ou menos circulares, inicialmente úmidas e 
cloróticas. Em condições de alta umidade, observa-
se a formação de micélio branco‐acinzentado sobre 
as lesões. Com o progresso da doença, as lesões 
tornam-se irregulares e necróticas. Em mudas, 
os sintomas podem ser observados nas folhas 
cotiledonares, que, em seguida, progridem de forma 
ascendente para toda a parte área da planta.
A ocorrência da doença é 
favorecida por condições 
de alta umidade relativa 
do ar, longos períodos 
de molhamento foliar e 
temperaturas baixas, na 
faixa de 12°C a 20°C. O 
patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas 
entre as estações de cultivo.
Ferrugem 
branca Albugo candida
Em mudas, o patógeno pode causar necrose nos 
cotilédones e o seu tombamento. Em plantas 
adultas, os sintomas se iniciam com o aparecimento 
de pequenas manchas amareladas nas folhas e no 
caule. Na face inferior correspondente das folhas, 
formam-se urédias de coloração branca e aspecto 
pulverulento. Com o progresso da doença, as 
lesões tornam-se maiores e as folhas apresentam 
distorções e tornam-se amareladas. 
A ocorrência da doença 
é favorecida por baixas 
temperaturas, na faixa de 
10°C a 20°C, longos períodos 
de molhamento foliar e alta 
umidade relativa do ar (acima 
de 90%).
Mancha de 
alternaria
Alternaria brassicae
Alternaria brassicicola
Os sintomas podem ser observados em toda a parte 
aérea da planta. Na fase inicial de desenvolvimento 
das plantas, o patógeno pode causar lesões necróticas 
nos cotilédones e o tombamento das plântulas. 
Em plantas mais desenvolvidas, os sintomas são 
observados inicialmente nas folhas mais velhas, na 
forma de pequenas manchas escuras e circulares, que 
gradualmente aumentam de tamanho. Elas apresentam 
anéis concêntricos e halo amarelado. As lesões causadas 
por A. brassicicola são menores e mais escuras que aquelas 
provocadas por A. brassicae. No centro delas, formam-
se numerosas estruturas reprodutivas do fungo. Com o 
progresso das doenças, as lesões formadas coalescem, 
conferindo às folhas externas um aspecto de queima.
Temperaturas amenas 
favorecem a ocorrência de A. 
brassicae, enquanto as mais 
amenas contribuem para o 
surgimento de A. brassicicola. 
Os patógenos sobrevivem 
em restos culturais e podem 
ser transmitidos por meio de 
sementes infectadas.
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados inicialmente em 
reboleiras, na parte aérea das plantas, que apresentam 
redução do desenvolvimento. O patógeno causa o 
apodrecimento da região do coleto, acima do nível 
do solo. Em condições de alta umidade, observa-se o 
crescimento de micélio branco de aspecto cotonoso 
sobre os tecidos infectados, com a formação de 
numerosos escleródios (estruturas de resistência) rígidos, 
de tamanhos variados, de coloração, inicialmente, clara 
e, posteriormente, pretos.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C a 
20°C, e pela alta umidade 
relativa do ar e do solo. O 
fungo sobrevive em restos 
culturais e, na ausência de 
hospedeiros, pode resistir por 
longo período por meio dos 
escleródios.
109
13.1. Outras doenças
• Cercosporioses (Cercospora brassicicola)
• Tombamento (Rhizoctonia solani)
13.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes, quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e 
orvalho.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente, para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Evitar ferimentos nas plantas, na ocasião dos tratos culturais.
• Eliminar as folhas velhas com a presença de manchas foliares.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas e outras que possam hospedar 
patógenos, como A. candida e P. brassicae aos arredores da área de cultivo.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras,como as 
gramíneas, por, pelo menos, um ano, para patógenos foliares, e três anos 
para patógenos de solo.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Utilizar fungicidas e bactericidas registrados para a cultura, se necessário.
110
14. COUVE-DE-BRUXELAS
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas da fase de mudas à adulta. Quando 
a bactéria incide sobre plantas jovens, pode causar o nanismo 
ou a morte. Em plantas maiores, os sintomas se manifestam 
na forma de lesões cloróticas, em formato de “V”, localizadas 
geralmentenas margens da folha, com o vértice voltado para 
o centro, visto que a infecção ocorre pelos hidatódios. Quando 
a infecção ocorre pelos estômatos, ferimentos mecânicos 
ou provocada por insetos, as lesões podem aparecer em 
qualquer posição na folha, geralmente, apresentando formato 
irregular. Com o progresso da doença, as lesões tornam-se 
maiores e com o centro necrótico, podendo causar a queda 
das folhas. A bactéria pode se tornar sistêmica e atingir os 
vasos do xilema, obstruindo a passagem de água e nutrientes. 
Consequentemente, os vasos do xilema perdem a função e ficam 
pretos, o que denominou a doença de podridão negra.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
relativa, longos períodos de 
molhamento foliar e altas 
temperaturas, entre 28°C e 30°C. 
A bactéria sobrevive em restos 
culturais por até oito meses, em 
condições naturais, ou ainda 
em outras hospedeiras ou em 
sementes infectadas.
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, a parte aérea 
das plantas, que apresentam deficiências nutricionais e 
desenvolvimento reduzido. Elas murcham nas horas mais 
quentes do dia, e retomam a turgidez nas horas mais frescas. 
Nas raízes, pode ser observada a formação de galhas oriundas 
da multiplicação rápida e crescimento exagerado das células, 
induzidas pelo protozoário. As galhas variam de tamanho, 
podendo medir desde alguns milímetros até mais de 10 cm de 
comprimento. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
entre 18°C e 25°C, solo arenoso e 
pH ácido. O patógeno sobrevive 
em restos culturais e em outros 
hospedeiros. Contudo, na 
ausência de hospedeiros, produz 
elevada quantidade de esporos, 
capazes de permanecem viáveis 
no solo por até 10 anos.
Mancha de 
alternaria
Alternaria 
brassicae
Alternaria 
brassicicola
Os sintomas podem ser observados em toda a parte aérea 
da planta. Na fase inicial de desenvolvimento das plantas, o 
patógeno pode causar lesões necróticas nos cotilédones e o 
tombamento das plântulas. Em plantas mais desenvolvidas, 
os sintomas são observados inicialmente nas folhas mais 
velhas, na forma de pequenas manchas escuras e circulares, 
que gradualmente aumentam de tamanho. Elas apresentam 
anéis concêntricos e halo amarelado. As lesões causadas por A. 
brassicicola são menores e mais escuras que aquelas provocadas por 
A. brassicae. No centro delas, formam-se numerosas estruturas 
reprodutivas do fungo. 
Temperaturas amenas favorecem 
a ocorrência de A. brassicae, 
enquanto temperaturas mais 
amenas favorecem a ocorrência 
de A. brassicicola. Os patógenos 
sobrevivem em restos culturais e 
podem ser transmitidos por meio 
de sementes infectadas.
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados inicialmente em 
reboleiras, na parte aérea das plantas, que apresentam redução 
do desenvolvimento. O patógeno causa o apodrecimento 
da região do coleto, acima do nível do solo. Em condições de 
alta umidade, observa-se o crescimento de micélio branco de 
aspecto cotonoso sobre os tecidos infectados, com a formação 
de numerosos escleródios (estruturas de resistência) rígidos 
de tamanhos variados, de coloração, inicialmente, clara e, 
posteriormente, pretos. Em alguns casos, é possível observar a 
formação de escleródios também dentro do caule da planta na 
região da medula. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C a 20°C, 
e pela alta umidade relativa do 
ar e do solo. O fungo sobrevive 
em restos culturais e, na ausência 
de hospedeiros, pode resistir 
por longo período por meio dos 
escleródios.
111
14.1. Outras doenças
• Ferrugem branca (Albugo candida)
• Míldio (Peronospora parasitica)
• Tombamento (Rhizoctonia solani)
• Mosaico do nabo (Turnip mosaic virus - TuMV)
• Raiz negra (Aphanomyces raphani)
14.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes, quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e 
orvalho.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Evitar ferimentos nas plantas, na ocasião dos tratos culturais.
• Promover a limpeza de maquinários e ferramentas.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas e outras que possam hospedar 
patógenos, como A. candida e P. brassicae e vetores de virose aos arredores 
da área de cultivo.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após o término da colheita, 
de forma a acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas, para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Por exemplo: 
gramíneas, pelo menos, por um ano para patógenos foliares, e três anos para 
patógenos de solo.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior, para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Realizar o monitoramento dos insetos vetores aos arredores e na área de 
cultivo.
• Utilizar bactericida e produtos biológicos registrados para a cultura, se 
necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores do 
fitoplasma e de visores, se necessário.
112
15. COUVE-FLOR
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas da fase de mudas à de adulta. 
Quando a bactéria incide sobre plantas jovens, pode 
causar o nanismo ou a morte delas. Em plantas maiores, 
os sintomas se manifestam na forma de lesões cloróticas, 
em formato de “V”, localizadas geralmente nas margens 
da folha, com o vértice voltado para o centro, visto que a 
infecção ocorre pelos hidatódios. Quando ela acontece pelos 
estômatos, ferimentos mecânicos ou por insetos, as lesões 
podem aparecer em qualquer posição na folha, geralmente, 
apresentando formato irregular. Com o progresso da doença, 
as lesões tornam-se maiores e com o centro necrótico, 
podendo causar a queda das folhas. A bactéria pode se tornar 
sistêmica e atingir os vasos do xilema, obstruindo a passagem 
de água e nutrientes. Consequentemente, os vasos do xilema 
perdem a função e ficam pretos, o que denominou a doença 
de podridão negra.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
relativa, longos períodos de 
molhamento foliar e altas 
temperaturas, em torno de 28°C 
a 30°C. A bactéria sobrevive 
em restos culturais por até oito 
meses em condições naturais, ou 
ainda em outras hospedeiras ou 
em sementes infectadas.
Podridão mole
Pectobacterium 
carotovorum subsp. 
carotovorum
Os sintomas se manifestam inicialmente na base da planta, 
na forma de lesões de aspecto encharcado, que progridem 
rapidamente para uma podridão mole, com a secreção 
de líquidos de odor fétido, característico da doença. A 
parte externa do caule pode apresentar-se intacta, porém 
deprimida, enquanto a parte interna se desintegra. Plantas 
afetadas também podem ter sintomas de murcha. Quando 
a bactéria afeta a cabeça, observam-se áreas encharcadas 
em contraste com áreas sadias, podendo aparecer lesões 
enegrecidas nas áreas afetadas. Os sintomas podem ocorrer 
em pós-colheita, durante o armazenamento e conservação.
A doença é favorecida 
por condições de alta 
umidade relativa e altas 
temperaturas, bem como 
adubações nitrogenadas 
em excesso. Ferimentos nas 
plantasservem de porta 
de entrada para a bactéria. 
Longos períodos chuvosos 
favorecem o apodrecimento 
das inflorescências. A bactéria 
sobrevive principalmente em 
restos culturais.
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, a parte aérea 
das plantas, que apresentam deficiências nutricionais e 
desenvolvimento reduzido. Elas murcham nas horas mais 
quentes do dia e retomam a turgidez nas horas mais frescas. 
Nas raízes, pode ser observada a formação de galhas oriundas 
da multiplicação rápida e crescimento exagerado das células, 
induzidas pelo protozoário. As galhas variam de tamanho, 
podendo medir desde alguns milímetros até mais de 10 
cm de comprimento. Essas galhas diferenciam-se daquelas 
causadas pelos nematoides, por serem mais quebradiças 
quando esmagadas com os dedos e não apresentam massas 
de ovos.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
entre 18°C e 25°C, solo arenoso e 
pH ácido. O patógeno sobrevive 
em restos culturais e em outros 
hospedeiros. Contudo, na 
ausência de hospedeiros, produz 
elevada quantidade de esporos, 
capazes de permanecerem 
viáveis no solo, por até 10 anos.
113
Enfezamento 
ou pratinho Fitoplasma
São observados inicialmente nas plantas situadas nas 
margens da área de cultivo. Os principais sintomas são o 
a redução generalizada do crescimento e a deformação 
das inflorescências, as quais se tornam assimétricas. 
Contudo, plantas infectadas podem apresentar leve 
clorose, avermelhamento foliar e a proliferação de brotos 
laterais na base. Ao se cortar transversalmente a haste 
de plantas infectadas, observa-se a formação de anel 
necrótico de cor escura na região vascular. Quanto mais 
precoce a infecção, maior a expressão dos sintomas.
A infecção pelo patógeno é 
atribuída à presença de insetos 
sugadores, principalmente 
cigarrinhas. A transmissão é 
do tipo propagativa circulativa, 
ou seja, uma vez adquirido o 
fitoplasma, o vetor é capaz de 
transmiti-lo durante toda a sua 
vida.
Míldio Hyaloperonospora 
parasitica
A doença ocorre em todas as fases de desenvolvimento 
da planta. Os sintomas manifestam-se na face inferior 
das folhas, na forma de manchas mais ou menos 
circulares, inicialmente úmidas e cloróticas. Em 
condições de alta umidade, observa-se a formação de 
micélio branco‐acinzentado sobre as lesões. Com o 
progresso da doença, as lesões tornam-se maiores, 
irregulares e necróticas.
A ocorrência da doença é 
favorecida por condições de 
alta umidade relativa, longos 
períodos de molhamento 
foliar e temperaturas na faixa 
de 12°C a 20°C. O patógeno 
sobrevive em hospedeiras 
alternativas entre as estações 
de cultivo.
Mancha de 
alternaria
Alternaria brassicae
Alternaria 
brassicicola
Os sintomas podem ser observados em toda da parte 
aérea da planta. Na fase inicial de desenvolvimento 
das plantas, o patógeno pode causar lesões necróticas 
nos cotilédones e o tombamento das plântulas. 
Em plantas mais desenvolvidas, os sintomas são 
observados inicialmente nas folhas mais velhas, na 
forma de pequenas manchas escuras e circulares, que 
gradualmente aumentam de tamanho. Elas apresentam 
anéis concêntricos e halo amarelado. No centro delas, 
formam-se numerosas estruturas reprodutivas do 
fungo. Alternaria brassicicola também causa numerosas 
manchas nas inflorescências da planta. As lesões 
provocadas por A. brassicicola são menores e mais escuras 
que aquelas causadas por A. brassicae. 
Temperaturas amenas 
favorecem a ocorrência de 
A. brassicae, enquanto que 
as mais amenas contribuem 
para a A. brassicicola. Os 
patógenos sobrevivem em 
restos culturais e podem ser 
transmitidos por meio de 
sementes infectadas.
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados inicialmente em 
reboleiras, na parte aérea das plantas, que apresentam 
redução do desenvolvimento. O patógeno causa o 
apodrecimento da região do coleto, acima do nível do solo. 
Em condições de alta umidade, observa-se o crescimento 
de micélio branco de aspecto cotonoso sobre os tecidos 
infectados, com a formação de numerosos escleródios 
(estruturas de resistência) rígidos de tamanhos variados, de 
coloração, inicialmente, clara e, posteriormente, pretos. Em 
alguns casos, é possível observar a formação de escleródios 
também dentro do caule da planta, na região da medula. 
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, na faixa de 15°C a 20°C, 
e pela alta umidade relativa do 
ar e do solo. O fungo sobrevive 
em restos culturais, e na ausência 
de hospedeiros, pode resistir 
por longo período, por meio dos 
escleródios.
114
Tombamento 
ou damping-
off
Pythium spp.
Rhizoctonia solani
Botrytis cinerea
Sclerotium rolfsii
Os patógenos causam a morte de plantas recém-germinadas 
ou após a emergência, na fase de plântulas. Pode ocorrer 
também após o transplantio, principalmente com mudas de 
raiz nua. O sintoma pode ser observado na região do colo da 
planta, onde se verificam lesões inicialmente encharcadas. 
Com o progresso da doença, a área lesionada apresenta um 
afilamento e a plântula tomba. Em seguida, a área torna-se 
necrosada seca, causando a morte da planta. Dependendo 
do patógeno envolvido, observa-se a formação de micélio 
branco no caule e raízes em condições de alta umidade. 
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade do 
solo, excesso de matéria orgânica 
e por adubações nitrogenadas 
em excesso. Os patógenos 
podem sobreviver na ausência 
do hospedeiro, por vários 
anos, por meio de estruturas 
de resistência (escleródios e 
oósporos), bem como em restos 
culturais.
Nematoide 
das galhas
Meloidogyne incognita
Meloidogyne javanica
Os sintomas são inicialmente observados em reboleiras, pela 
redução do crescimento das plantas. Nas raízes, observa-se 
a presença de galhas e inchaços com formato arredondado. 
Raízes infectadas são geralmente mais curtas e com menor 
número de raízes laterais. Junto às galhas pode ser observada 
a presença de massas de ovos, na forma de pontos escuros na 
superfície das raízes. Com o progresso da doença, pode haver 
o apodrecimento do sistema radicular, devido à abertura de 
portas de entrada para patógenos oportunistas (fungos e 
bactérias de solo).
As condições ambientais 
favoráveis à infecção pelos 
nematoides são a alta umidade 
do solo, mas sem saturação, e 
altas temperaturas, em torno de 
25° a 30°C.
Mosaico da 
couve-flor
Cauliflower mosaic 
virus - CaMV
Os sintomas se manifestam nas folhas novas, onde ocorre o 
clareamento das nervuras, que se estendem da base da folha 
para todo o limbo. Podem ser observadas distorções foliares, 
além de pequenas pintas necróticas na face inferior das 
folhas. Folhas velhas não exibem sintomas.
O vírus é transmitido de forma 
semipersistente por afídeos, 
e pode permanecer nos 
arredores da área de cultivo em 
hospedeiras brássicas infectadas.
15.1. Outras doenças
• Mancha foliar translúcida (Pseudomonas syringae pv. maculicola)
• Ferrugem branca (Albugo candida)
• Oídio (Erysiphe polygoni)
15.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes, quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e à 
formação de orvalho.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente, para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, exceto quando as plantas 
apresentarem altaincidência de oídio. Nesse caso, intercalar.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
115
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Promover a limpeza de maquinários e ferramentas.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas e outras que possam hospedar 
patógenos, como A. candida e P. brassicae e vetores de virose nos arredores 
da área de cultivo.
• Eliminar as folhas velhas com a presença de manchas foliares.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com viroses e fitoplasma, 
imediatamente após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Exemplo: 
gramíneas por, pelo menos, um ano para patógenos foliares e nematoides, 
e três anos para patógenos de solo.
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar a manipueira para o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas e bactericida registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
viroses e do fitoplasma, se necessário.
116
16. ESPINAFRE
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Cercosporiose Cercospora 
tetragoniae
Os sintomas se manifestam na 
forma de manchas circulares e 
amarronzadas nas folhas, com o 
centro deprimido e de coloração 
acinzentada.
As condições ideais para a ocorrência 
da doença são alta umidade e 
temperatura.
16.1. Outras doenças
• Podridão de raiz ou damping-off (Fusarium oxysporum, Rhizoctonia solani e Pythium sp.) 
16.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Usar substrato livre de patógenos.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento do solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, para evitar o molhamento foliar.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a acelerar a 
decomposição.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras.
• Utilizar fungicidas registrados para a cultura, se necessário.
17. ESTÉVIA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS
ASPECTOS 
EPIDEMIOLÓGICOS
Mancha de 
alternaria
Alternaria 
steviae
Os sintomas se manifestam inicialmente nas folhas mais velhas, na base 
das plantas, na forma de manchas escuras com halos concêntricos. 
Com o progresso da doença, as lesões aparecem nas folhas superiores 
da planta, bem como nos ramos, flores e frutos. Nas folhas, as lesões 
aumentam em número e tamanho e coalescem, apresentando grandes 
áreas necróticas.
A ocorrência da doença 
é favorecida por 
temperaturas de 20°C 
a 25°C, alta umidade 
relativa e longos períodos 
de molhamento foliar. 
Septoriose Septoria 
steviae
Os sintomas manifestam-se na forma de manchas necróticas 
irregulares, de cor marrom escuro, nas folhas inferiores da planta. Com 
o progresso da doença, as lesões aparecem de forma generalizada em 
toda a planta.
A ocorrência da doença 
é favorecida por 
altas precipitações e 
temperaturas noturnas 
mais frias, abaixo de 20°C.
Podridão 
da haste ou 
raiz
Sclerotium 
rolfsii
 Os sintomas são observados inicialmente em reboleiras, na parte aérea 
das plantas. As plantas afetadas exibem sintomas de seca de ramos, 
amarelecimento e murcha. No sistema radicular, verifica-se a podridão 
de raízes. Com o tempo, os sintomas progridem em direção às hastes 
e ramos, onde causa lesões profundas, levando a planta à morte. Em 
condições de alta umidade, verifica-se a formação de micélio de cor 
branca e aspecto cotonoso sobre as lesões, onde são formadas as 
estruturas de resistência do patógeno (microescleródios), de coloração, 
inicialmente, branca e, posteriormente, marrom-escuro e formato 
esférico, de 1 mm a 2 mm.
A ocorrência da doença 
é favorecida pela alta 
umidade do solo e 
altas temperaturas. O 
patógeno é capaz de 
sobreviver, por anos, 
no solo por meio de 
microescleródios.
17.1. Outras doenças
• Tombamento (Rhizoctonia solani)
117
17.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, para evitar o molhamento 
foliar.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após o término da colheita, 
de forma a acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo, no caso de áreas infestadas, para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras.
18. HORTELÃ OU MENTA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Ferrugem Puccinia 
menthae
Os sintomas são inicialmente observados na face superior das 
folhas mais velhas e caracterizam-se por manchas circulares, 
de 4 mm a 5 mm de diâmetro, com bordos de coloração 
púrpura e centro claro. Na face inferior correspondente, 
observa-se a presença de urédias de coloração alaranjada e 
ferruginosa, contendo esporos do fungo. Em condições de 
alta severidade da doença, pode ocorrer o crestamento e a 
quedas das folhas infectadas.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
amenas, por volta de 20°C, alta 
umidade relativa e molhamento 
foliar. Na ausência da hortelã, o 
patógeno sobrevive em outras 
espécies hospedeiras, como 
manjerona e orégano. 
Bolor 
branco das 
raízes
Sclerotium rolfsii
Os sintomas da doença podem ser observados nas reboleiras, 
no campo, e se manifestam na forma de murcha da planta 
nas horas mais quentes do dia, progredindo para a morte. 
Em condições de alta umidade, verifica-se a formação 
de micélio de cor branca e aspecto cotonoso sobre as 
lesões, onde são formadas as estruturas de resistência do 
patógeno (microescleródios), de cor, inicialmente, branca e, 
posteriormente, marrom-escuro e formato esférico, de 1 mm 
a 2 mm.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
do solo e altas temperaturas. O 
patógeno é capaz de sobreviver, 
por anos no solo, por meio de 
microescleródios.
Oídio Erysiphe 
biocellata
O sintoma da doença pode ser observado em ambas as faces 
do limbo foliar, porém com maior intensidade na inferior. 
Ele se caracteriza pela presença de uma massa de micélio 
de coloração branca e aspecto pulverulento sobre o limbo 
foliar, constituída de estruturas do fungo. Com o progresso da 
doença, as áreas infectadas tornam-se necróticas, causando o 
crestamento das folhas.
As condições favoráveis para 
a ocorrência da doença são 
temperaturas amenas e baixa 
umidade relativa.
18.1. Outras doenças
Mancha foliar (Pseudomonas cichorii)
Nematoide das galhas (Meloidogyne incognita, M. javanica)
18.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados com patógenos de solo.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
118
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento do solo.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar a adubação de forma equilibrada,evitando o excesso de 
nitrogênio.
• Eliminar as plantas que apresentarem sintomas de doenças.
• Eliminar plantas hospedeiras próximas à área de cultivo, que possam 
hospedar patógenos, como manjerona e orégano.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo, no caso de áreas infestadas, para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por pelo 
menos um ano.
19. MANJERICÃO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Míldio Peronospora sp.
Os sintomas da doença podem ser observados na 
face superior das folhas, próximas às nervuras, na 
forma de manchas amareladas e irregulares, de 3 mm 
a 7 mm de diâmetro. É comum também a presença 
de lesões nos pecíolos e novas ramificações. Na face 
inferior correspondente observa-se a presença de 
bolor pulverulento esbranquiçado, posteriormente 
acinzentado. Com o progresso da doença, as lesões 
tornam-se escuras e necróticas, causando a desfolha da 
planta e a morte de ramos novos.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas amenas, na faixa 
de 20°C, e alta umidade relativa 
do ar. Locais sujeitos a neblina e 
presença de orvalho favorecem 
o desenvolvimento da doença. 
O patógeno sobrevive em outras 
plantas hospedeiras entre as 
estações de cultivo.
Podridão mole 
ou mela Rhizoctonia sp.
A doença geralmente se manifesta em reboleiras. 
Quando o patógeno ataca as plântulas, causa lesões 
encharcadas na haste, levando ao tombamento 
e à morte prematura das mudas. Em plantas mais 
desenvolvidas, o fungo pode atacar a haste e as folhas, 
onde se observam sintomas de mela ou podridão. 
Sobre os tecidos afetados, em condições de alta 
umidade, observa-se o crescimento do micélio do 
fungo, semelhante a teias.
Temperaturas amenas, na faixa de 
18°C, e alta umidade relativa do ar e 
do solo favorecem a ocorrência da 
doença.
Oídio Oidium sp.
Os sintomas aparecem inicialmente na face superior 
de folhas jovens, as quais apresentam-se cobertas 
por micélio pulverulento branco ou levemente 
acinzentado. Os sintomas também podem ocorrer 
em ramos, flores e frutos novos. Com o progresso da 
doença, os sintomas manifestam-se nas folhas velhas e 
evoluem para pequenas lesões necróticas.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas de 20°C a 25°C 
e pela baixa umidade relativa. O 
fungo sobrevive em hospedeiras 
voluntárias, como ervas daninhas e 
espécies silvestres e cultivadas.
Cercosporiose Pseudocercospora 
ocimicola
Os sintomas se manifestam nas folhas, na forma de 
manchas pardo-amarronzada de aspecto aveludado e 
formato variado, causando a seca das folhas e desfolha 
da planta. O patógeno também provoca lesões nos 
pecíolos e hastes. Em cultivares muito suscetíveis, o 
fungo pode acarretar danos severos, levando à morte 
das plantas.
Condições de altas temperatura e 
alta umidade relativa, bem como 
longos períodos de molhamento 
foliar, favorecem a ocorrência da 
doença.
119
19.1. Outras doenças
• Murcha de fusário (Fusarium oxysporum f. sp. basilici)
• Podridão em sementes e plântulas (Curvularia lunata, Alternaria alternata, 
Bipolaris sp. e Phoma sp.)
• Nematoides das galhas (Meloidogyne incognita e M. javanica)
19.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e limpos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e 
orvalho. 
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, no caso de alta incidência de 
cercosporiose, e por aspersão, para alta incidência do oídio.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após o término da colheita, 
de forma a acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo, no caso de áreas infestadas para a redução 
da população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Exemplo: 
gramíneas (mínimo de um ano para patógenos de parte aérea e 
nematoides e três anos para fungos de solo).
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos 45 dias, para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar a manipueira para o controle de nematoides.
20. MANJERONA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Ferrugem Puccinia 
menthae
Os sintomas manifestam-se na forma de 
pequenas urédias de coloração alaranjada, na 
face inferior das folhas, que posteriormente 
adquirem tonalidade amarronzada. Grandes 
áreas do tecido foliar podem ser necrosadas, 
levando à queda das folhas. Brotos novos, 
quando afetados, apresentam-se retorcidos. 
Temperaturas amenas, por volta de 
20°C, e alta umidade e molhamento 
foliar favorecem a ocorrência da 
doença. Na ausência da hortelã, 
o patógeno sobrevive em outras 
espécies de hortelã e orégano. 
Oídio Oidium sp.
Os sintomas manifestam-se na forma de 
manchas pulverulentas, de coloração braço-
acinzentada, sobre as folhas e pecíolos. Com 
o progresso da doença, ocorre a necrose dos 
tecidos afetados e consequentemente a queda 
das folhas.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas em torno de 25°C e 
baixa umidade relativa. O patógeno 
sobrevive em hospedeiras alternativas 
entre as estações de cultivo.
20.1. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, no caso de alta incidência de 
ferrugem, e por aspersão, para a alta incidência do oídio.
• Realizar a adubação de forma equilibrada.
120
• Eliminar plantas hospedeiras próximas à área de cultivo, que possam 
hospedar patógenos, como hortelã e orégano.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por pelo 
menos um ano.
21.MOSTARDA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, a parte 
aérea das plantas, que apresentam deficiências 
nutricionais e desenvolvimento reduzido. Elas 
murcham nas horas mais quentes do dia e retomam 
a turgidez nas horas mais frescas. Nas raízes, pode 
ser observada a formação de galhas, oriundas da 
multiplicação rápida e crescimento exagerado das 
células, induzidas pelo protozoário.
A ocorrência da doença é favorecida por 
temperaturas entre 18°C e 25°C, solo arenoso 
e pH ácido. O patógeno sobrevive em 
restos culturais e em outros hospedeiros. 
Contudo, na ausência de hospedeiros, produz 
elevada quantidade de esporos capazes de 
permanecerem viáveis no solo por até 10 anos.
Ferrugem 
branca Albugo candida
Os sintomas se iniciam com o aparecimento de 
pequenas manchas amareladas nas folhas e no 
caule, que, com o progresso da doença, tornam-
se maiores. Na face inferior correspondente das 
folhas, formam-se urédias de coloração branca e 
aspecto pulverulento. Com o progresso da doença, 
as lesões tornam-se maiores e as folhas apresentam 
distorções e tornam-se amareladas. Em mudas, o 
patógeno pode causar necrose nos cotilédones e o 
tombamento das plântulas.
A ocorrência da doença é favorecida por baixas 
temperaturas, na faixa de 10°C a 20°C, longos 
períodos de molhamento foliar e alta umidade 
relativa do ar (acima de 90%).
Podridão 
de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquerfase de 
desenvolvimento das plantas. Os sintomas são 
observados inicialmente em reboleiras, na parte 
aérea das plantas, que apresentam redução 
do desenvolvimento. O patógeno causa o 
apodrecimento da região do coleto, acima do 
nível do solo. Em condições de alta umidade, 
observa-se o crescimento de micélio branco de 
aspecto cotonoso sobre os tecidos infectados, com 
a formação de numerosos escleródios (estruturas 
de resistência) rígidos de tamanhos variados, de 
coloração, inicialmente, clara e, posteriormente, 
pretos.
A ocorrência da doença é favorecida por 
temperaturas amenas, na faixa de 15°C a 20°C, 
e pela alta umidade relativa do ar e do solo. 
O fungo sobrevive em restos culturais, e na 
ausência de hospedeiros, pode resistir por 
longo período, por meio dos escleródios.
Mancha de 
alternaria
Alternaria brassicae
Alternaria 
brassicicola
Na fase inicial de desenvolvimento das plantas, 
o patógeno pode causar lesões necróticas nos 
cotilédones e o tombamento das plântulas. Em 
plantas mais desenvolvidas, os sintomas aparecem 
nas folhas e progridem por toda a planta, causando 
a senescência precoce dela. Caracterizam-se por 
pequenas manchas escuras, circundadas por halo 
amarelado, que gradualmente aumentam de 
tamanho. Nelas é observada a formação de anéis 
concêntricos e de estruturas reprodutivas do fungo 
no centro das lesões.
Temperaturas amenas favorecem a ocorrência 
de A. brassicae, enquanto aquelas mais amenas 
promovem a A. brassicicola. Os patógenos 
sobrevivem em restos culturais e podem ser 
transmitidos por meio de sementes infectadas.
121
21.1. Outras doenças
• Cercosporioses (Cercospora brassicicola)
• Oídio (Oidium sp.)
• Tombamento (Rhizoctonia solani)
• Mosaico do nabo (Turnip mosaic virus - TuMV)
21.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores de 
virose com tela antiafídeos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e à 
formação de orvalho.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente, para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento. Porém, no caso de alta 
incidência de oídio, irrigar por aspersão.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior, para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Promover a limpeza de maquinários e ferramentas.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas aos arredores da área de cultivo.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com virose, como o TuMV, 
imediatamente após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, como 
gramíneas.
• Utilizar fungicidas registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
virose (pulgões), se necessário.
122
22.ORÉGANO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Ferrugem Puccinia 
menthae
Os sintomas se manifestam em ambas as faces das 
folhas. Na face superior, podem ser observadas 
pequenas manchas circulares, de 2 mm a 5 mm de 
diâmetro, de coloração amarelada e centro escuro. Na 
face inferior correspondente, observa-se a presença 
de abundante esporulação alaranjada escura a 
amarronzada. Com o progresso da doença, as lesões 
tornam-se necróticas.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas amenas, por volta de 
20°C, alta umidade e molhamento foliar. 
Na ausência do orégano, o patógeno 
sobrevive em outras espécies de hortelã 
e manjerona.
22.1. Manejo integrado das doenças na cultura
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento, de forma a evitar o 
molhamento foliar.
• Realizar a adubação de forma equilibrada, evitando o excesso de 
nitrogênio.
• Eliminar plantas hospedeiras próximas à área de cultivo, que possam 
hospedar patógenos, como manjerona e hortelãs.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras por, pelo 
menos, um ano.
23.REPOLHO
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas da fase de mudas à 
de adulta. Quando a bactéria incide sobre plantas 
jovens, pode causar o nanismo ou a morte delas. Em 
plantas maiores, os sintomas se manifestam na forma 
de lesões cloróticas, em formato de “V”, localizadas 
geralmente nas margens da folha, com o vértice 
voltado para o centro, visto que a infecção ocorre 
pelos hidatódios. Quando acontece pelos estômatos, 
ferimentos mecânicos ou por insetos, as lesões podem 
aparecer em qualquer posição na folha e geralmente 
apresentam formato irregular. Com o progresso da 
doença, as lesões tornam-se maiores e com o centro 
necrótico, podendo causar a queda das folhas. A 
bactéria pode se tornar sistêmica e atingir os vasos do 
xilema, obstruindo a passagem de água e nutrientes. 
Consequentemente, os vasos do xilema perdem a 
função e ficam pretos, o que denominou a doença de 
podridão negra.
A doença é favorecida pela alta 
umidade relativa, longos períodos 
de molhamento foliar e altas 
temperaturas, entre 28°C e 30°C. 
A bactéria sobrevive em restos 
culturais por até oito meses, em 
condições naturais, ou ainda em 
outras hospedeiras ou em sementes 
infectadas.
123
Podridão 
mole
Pectobacterium 
carotovorum subsp. 
carotovorum
Os sintomas se manifestam inicialmente na base da 
planta, na forma de lesões de aspecto encharcado, que 
progridem rapidamente para uma podridão mole, com 
a secreção de líquidos de odor fétido, característico da 
doença. A parte externa do caule pode apresentar-se 
intacta, porém deprimida, enquanto a parte interna 
se desintegra. Plantas afetadas também podem 
apresentar sintomas de murcha. Eles podem ocorrer 
ainda em pós-colheita, durante o armazenamento e 
conservação.
A doença é favorecida por condições 
de alta umidade relativa e altas 
temperaturas, bem como adubações 
nitrogenadas em excesso. Ferimentos 
nas plantas servem de porta de 
entrada para a bactéria, que sobrevive 
principalmente em restos culturais.
Hérnia das 
crucíferas
Plasmodiophora 
brassicae
Os sintomas são observados em reboleiras, a parte 
aérea das plantas, que apresentam deficiências 
nutricionais e desenvolvimento reduzido. Elas 
murcham nas horas mais quentes do dia e retomam 
a turgidez nas horas mais frescas. Nas raízes, pode 
ser observada a formação de galhas oriundas da 
multiplicação rápida e crescimento exagerado das 
células, induzidas pelo protozoário. As galhas variam 
de tamanho, podendo medir desde alguns milímetros 
até mais de 10 cm de comprimento. Essas galhas 
diferenciam-se daquelas provocaas pelos nematoides, 
por serem mais quebradiças quando esmagadas com 
os dedos e não apresentarem massas de ovos.
A ocorrência é favorecida por 
temperaturas entre 18°C e 25°C, solo 
arenoso e pH ácido. O patógeno 
sobrevive em restos culturais e em 
outros hospedeiros. Contudo, na 
ausência de hospedeiros, produz 
elevada quantidade de esporos, 
capazes de permanecerem viáveis no 
solo, por até 10 anos.
Enfezamento
ou pratinho Fitoplasma
São observados inicialmente nasplantas situadas 
nas margens da área de cultivo. Quando afetadas, 
apresentam crescimento reduzido, clorose foliar, 
intenso avermelhamento, que se inicia pelos bordos 
foliar e a má formação das cabeças, visto que as 
folhas permanecem abertas. Pode haver a formação 
de pequenas cabeças na base da haste. Ao se cortar 
transversalmente a haste de plantas infectadas, 
observa-se a formação de anel necrótico de cor escura 
na região vascular. Quanto mais precoce a infecção, 
maior a expressão dos sintomas.
A infecção pelo patógeno é atribuída 
a presença de insetos sugadores, 
principalmente cigarrinhas. A 
transmissão é do tipo propagativa 
circulativa, ou seja, uma vez adquirido 
o fitoplasma, o vetor é capaz de 
transmiti-lo durante toda sua vida.
Tombamento 
ou damping-
off
Pythium spp.
Rhizoctonia solani
Botrytis cinerea
Sclerotium rolfsii
Os patógenos causam a morte de plantas 
recém-germinadas ou após a emergência, na 
fase de plântulas. Pode ocorrer também após o 
transplantio, principalmente com mudas de raiz 
nua. O sintoma pode ser observado na região do 
colo da planta, onde se verifica lesões inicialmente 
encharcadas. Com o progresso da doença, a área 
lesionada apresenta um afilamento e a plântula 
tomba. Em seguida, a área apresenta-se necrosada 
seca, causando a morte da planta. Dependendo 
do patógeno envolvido, observa-se a formação de 
micélio branco no caule e raízes em condições de 
alta umidade. 
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade do 
solo, excesso de matéria orgânica, 
e por adubações nitrogenadas 
em excesso. Os patógenos 
podem sobreviver na ausência do 
hospedeiro por vários anos por 
meio de estruturas de resistência 
(escleródios e oósporos), bem como 
em restos culturais.
Míldio Hyaloperonospora 
parasitica
A doença ocorre em todas as fases de 
desenvolvimento da planta. Os sintomas 
manifestam-se na face inferior das folhas, na forma 
de manchas mais ou menos circulares, inicialmente 
úmidas e cloróticas. Em condições de alta 
umidade, observa-se a formação de micélio branco‐
acinzentado sobre as lesões. Com o progresso da 
doença, as lesões tornam-se maiores, irregulares e 
necróticas.
A ocorrência da doença é favorecida 
por condições de alta umidade 
relativa, longos períodos de 
molhamento foliar e temperaturas 
na faixa de 12°C a 20°C. O 
patógeno sobrevive em hospedeiras 
alternativas entre as estações de 
cultivo.
124
Mancha de 
alternaria
Alternaria 
brassicae
Alternaria 
brassicicola
Os sintomas podem ser observados em toda 
a parte aérea da planta. Na fase inicial de 
desenvolvimento das plantas, o patógeno pode 
causar lesões necróticas nos cotilédones e o 
tombamento das plântulas. Em plantas mais 
desenvolvidas, os sintomas são observados 
inicialmente nas folhas mais velhas, na forma 
de pequenas manchas escuras e circulares, 
que gradualmente aumentam de tamanho. 
Elas apresentam anéis concêntricos e halo 
amarelado. No centro delas, formam-se numerosas 
estruturas reprodutivas do fungo. Alternaria 
brassicicola também causa diversas manchas nas 
inflorescências da planta. As lesões causadas por 
A. brassicicola são menores e mais escuras que as 
lesões causadas por A. brassicae. 
Temperaturas amenas favorecem 
a ocorrência de A. brassicae, 
enquanto aquelas mais amenas 
contribuem para A. brassicicola. Os 
patógenos sobrevivem em restos 
culturais e podem ser transmitidos 
por meio de sementes infectadas.
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados inicialmente 
em reboleiras, na parte aérea das plantas, que 
apresentam redução do desenvolvimento. O patógeno 
causa o apodrecimento da região do coleto das plantas, 
acima do nível do solo. Em condições de alta umidade, 
observa-se o crescimento de micélio branco de aspecto 
cotonoso sobre os tecidos infectados, com a formação 
de numerosos escleródios (estruturas de resistência) 
rígidos, de tamanhos variados, de coloração, 
inicialmente, clara e, posteriormente, pretos. Em alguns 
casos, é possível observar a formação de escleródios 
também dentro do caule da planta, na região da 
medula. Sintomas podem ser também observados 
nas folhas próximas ao solo e na cabeça, na forma 
de áreas encharcadas e de formatos irregulares, que 
posteriormente também ficam cobertas pelo micélio 
do fungo. As cabeças, quando afetadas, apodrecem. 
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas amenas, na faixa 
de 15°C a 20°C, e pela alta umidade 
relativa e do solo. O fungo sobrevive 
em restos culturais, e na ausência 
de hospedeiros, pode sobreviver 
por longo período por meio dos 
escleródios.
Murcha de 
fusário
Fusarium 
oxysporum f. sp. 
conglutinans
A doença geralmente ocorre em reboleiras, na área 
de cultivo. Inicialmente, observa-se o amarelecimento 
das folhas basais da planta, em direção às folhas mais 
novas. Em alguns casos, observa-se o amarelecimento 
somente em um lado da folha. As plantas apresentam 
crescimento reduzido e podem murchar e morrer. 
Mediante corte transversal do caule, próximo à 
base da planta e nos pecíolos, é possível observar o 
escurecimento do xilema.
Temperaturas na faixa de 28°C a 30°C 
e alta umidade do solo são condições 
ideiais para a surgimento da doença. 
O patógeno pode ser transmitido por 
sementes infectadas e permanecer 
no solo, na ausência do hospedeiro, 
por meio de estruturas de resistência 
(clamidósporos).
Nematoide 
das galhas
Meloidogyne 
incognita
Meloidogyne 
javanica
Os sintomas são inicialmente observados pela redução 
do crescimento das plantas. Nas raízes, observa-
se a presença de galhas e inchaços com formato 
arredondado. Raízes infectadas são geralmente mais 
curtas e com menor número de raízes laterais. Com o 
progresso da doença, pode haver o apodrecimento 
do sistema radicular, devido à abertura de portas 
de entrada para patógenos oportunistas (fungos e 
bactérias de solo).
As condições ambientais favoráveis à 
infecção pelos nematoides são a alta 
umidade do solo, mas sem saturação, e 
altas temperaturas, de 25° a 30°C.
125
23.1. Outras doenças
• Mancha bacteriana (Pseudomonas cichorii)
• Ferrugem branca (Albugo candida)
• Mancha circular (Mycosphaerella brassicicola)
• Cercosporioses (Cercospora brassicicola)
• Mosaico do nabo (Turnip mosaic virus - TuMV)
• Raiz negra (Aphanomyces raphani)
23.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores 
com telas antiafídeos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e à 
formação de orvalho.
• Plantar em canteiros altos para evitar encharcamento na base.
• Plantar em espaçamentos maiores no período quente, para permitir maior 
ventilação entre as plantas.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior, para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Evitar ferimentos nas plantas na ocasião dos tratos culturais.
• Realizar a limpeza de máquinas e ferramentas, para evitar a contaminação 
de novas áreas.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas e outras que possam hospedar 
patógenos comuns à cultura aos arredores da área de cultivo.
• Eliminar plantas doentes, principalmente com sintomas de TuMV e 
enfezamento (fitoplasma), imediatamente após sua constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Gramíneas: 
por, pelo menos, um ano para patógenos de parte aérea e nematoides, e 
três anos para patógenos de solo.
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias para caso de solos 
infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar a manipueira para o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas e bactericida registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
virose (pulgões) e do fitoplasma (cigarrinhas), se necessário.
126
24.RÚCULA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS
ASPECTOS 
EPIDEMIOLÓGICOS
Podridão 
negra
Xanthomonas 
campestris pv. 
campestris
O patógeno ataca as plantas desde a fase de mudas até a 
fase adulta. Quando a bactéria incide sobre plantas jovens 
pode causar o nanismo ou a morte destas. Em plantas 
maiores, os sintomas se manifestam na forma de lesões 
cloróticas, em formato de “V”, localizadas geralmente nas 
margens da folha, com o vértice voltado para o centro, visto 
que a infecção ocorre pelos hidatódios. Quando a infecção 
ocorre pelos estômatos,ferimentos mecânicos ou por 
insetos, as lesões podem aparecer em qualquer posição na 
folha e geralmente apresentam formato irregular.
A ocorrência da doença é 
favorecida pela alta umidade 
relativa, longos períodos de 
molhamento foliar e altas 
temperaturas, de 28°C a 
30°C. A bactéria sobrevive 
em restos culturais, por até 
oito meses, em condições 
naturais, ou ainda em outras 
hospedeiras ou sementes 
infectadas.
Míldio Hyaloperonospora 
parasitica
A doença ocorre em todas as fases de desenvolvimento 
da planta. Os sintomas manifestam-se na face inferior 
das folhas, na forma de manchas mais ou menos 
circulares, inicialmente úmidas e cloróticas. Em 
condições de alta umidade, observa-se a formação de 
micélio branco‐acinzentado sobre as lesões. Com o 
progresso da doença, as lesões tornam-se irregulares 
e necróticas. Em mudas, os sintomas podem ser 
observados nas folhas cotiledonares, que, em seguida, 
progridem de forma ascendente para toda a parte área 
da planta.
A ocorrência da doença é 
favorecida por condições de 
alta umidade relativa, longos 
períodos de molhamento 
foliar e temperaturas baixas 
a amenas, de 12°C a 20°C. 
O patógeno sobrevive em 
hospedeiras alternativas 
entre as estações de cultivo.
Ferrugem 
branca Albugo candida
Em mudas, o patógeno pode causar necrose nos 
cotilédones e o tombamento das plantas. Em plantas 
adultas, os sintomas se iniciam com o aparecimento de 
pequenas manchas amareladas nas folhas e no caule. 
Na face inferior correspondente das folhas, formam-se 
urédias de coloração branca e aspecto pulverulento. 
Com o progresso da doença, as lesões tornam-se 
maiores e as folhas apresentam distorções e tornam-se 
amareladas. 
A ocorrência da doença 
é favorecida por baixas 
temperaturas, na faixa 
de 10°C a 20°C, longos 
períodos de molhamento 
foliar e alta umidade relativa 
do ar (acima de 90%).
Podridão de 
esclerotínia 
Sclerotinia 
sclerotiorum
A doença ocorre em qualquer fase de desenvolvimento 
das plantas. Os sintomas são observados inicialmente 
em reboleiras, na parte aérea das plantas, que 
apresentam redução do crescimento, amarelecimento 
e murcha. No caule, pode ser observada uma podridão 
aquosa e lesões necróticas. Em condições de alta 
umidade, observa-se o crescimento de micélio branco 
de aspecto cotonoso sobre os tecidos infectados, com 
a formação de numerosos escleródios (estruturas 
de resistência) rígidos, de tamanhos variados, de 
coloração inicialmente clara e posteriormente pretos. 
O surgimento da doença é 
favorecido por temperaturas 
amenas, de 15°C a 20°C, e 
pela alta umidade relativa e 
do solo. O fungo sobrevive 
em restos culturais, e na 
ausência de hospedeiros, 
pode resistir por longo 
período, por meio dos 
escleródios.
Mela Rhizoctonia spp.
A doença geralmente se manifesta em reboleiras, em 
plantas ainda na fase inicial de desenvolvimento, nas 
quais o patógeno causa tombamento. Em plantas 
adultas, o patógeno causa o apodrecimento das raízes, 
murcha e a mela das folhas basais, próximas ao solo.
A ocorrência da doença é 
favorecida por temperaturas 
em torno de 25°C e pela 
alta umidade do solo. 
O patógeno é capaz de 
sobreviver no solo, na 
ausência de hospedeiras, 
por longo período, por meio 
de estruturas de resistência 
(escleródios).
127
24.1. Outras doenças
• Hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae)
• Mosaico do nabo (Turnip mosaic virus - TuMV)
• Nematoide das galhas (Meloidogyne incognita e M. javanica)
24.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e protegidos de insetos vetores 
com telas antiafídeos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados, não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de brássicas.
• Evitar plantios em áreas de baixas, sujeitos à alta umidade relativa e à 
formação de orvalho.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Plantar em espaçamentos maiores, no período quente, para permitir 
maior ventilação entre as plantas.
• Em cultivos realizados em hidroponia, manter o sistema limpo e utilizar 
água de boa qualidade.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Realizar a calagem do solo para pH 6,5 ou superior, para o controle da 
hérnia das crucíferas.
• Realizar a limpeza de máquinas e ferramentas para evitar a contaminação 
de novas áreas.
• Eliminar plantas voluntárias de brássicas e outras que possam hospedar 
patógenos comuns à cultura aos arredores da área de cultivo.
• Eliminar plantas com sintomas de TuMV imediatamente após sua 
constatação.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após a colheita, de forma a 
acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas, para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras: gramíneas 
por, pelo menos, um ano para patógenos de parte aérea e nematoides, e 
três anos para patógenos de solo.
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias para o caso de 
solos infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar fungicidas e bactericida registrados para a cultura, se necessário.
• Utilizar inseticidas registrados para o controle dos insetos vetores de 
virose (pulgões), se necessário.
128
25.SALSA
DOENÇAS PATÓGENOS SINTOMAS ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
Septoriose Septoria petroselini
Os sintomas se manifestam na forma de pequenas 
manchas irregulares de cor palha, geralmente 
circundadas por um halo amarronzado e com centro 
escuro. Com o progresso da doença, as lesões 
aumentam em número e tamanho e coalescem. 
Manchas semelhantes ocorrem nos pecíolos, porém, 
menores e de formato elíptico.
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas amenas, de 20°C a 
25°C, pela e alta umidade relativa e 
por longos períodos de molhamento 
foliar. O fungo sobrevive em restos 
culturais entre as estações de cultivo.
Oídio Erysiphe heraclei
Os sintomas ocorrem inicialmente nas folhas mais 
velhas. Aparecem na forma de manchas branco-
acinzentadas na face superior das folhas, podendo 
ocorrer também nos pecíolos. Com o progresso da 
doença, as lesões tornam-se necrosadas, causando 
redução da área foliar.
CondiçõesAlgumas variedades de acelga 
têm folhas amarelo-pálidas e outras, vermelho-vivas (Figura 1).
A B
Figura 1. Acelga (Fotos A: Jorge A. Guimarães; B:Milza Moreira Lana)
A espécie é hermafrodita (tem órgãos masculinos e femininos) e, para que 
ocorra a formação de flores, é necessário que a planta passe por um período de 
temperaturas baixas. A polinização é feita pelo vento. O fruto contém de três a 
quatro sementes muito pequenas.
É uma planta muito rica em fibras e vitaminas A e C, além de sais minerais, 
como cálcio e ferro.
2. AGRIÃO
Segundo PATRO (2013), o agrião Nasturtium officinale é uma planta herbácea, 
perene, de rápido crescimento, alcançando até 70 cm de altura. A planta tem 
caule tenro, verde, glabro e oco, com folhas pequenas e alternas, compostas de 3 
– 11 folíolos oblongos e glabros. Apresenta raízes principais e adventícias A planta 
é hermafrodita, com inflorescências em rácemos terminais, que surgem no verão, 
formados por inúmeras flores brancas, de quatro pétalas cada. A polinização é 
feita por insetos, como abelhas e moscas (Figura 2).
04
22
A B
Figura 2. Agrião (Fotos: A. Jorge A. Guimarães e B. Milza Moreira Lana)
É mais rica em vitamina C do que a laranja. Além disso, é rico em ferro, cálcio, 
magnésio e vitaminas A, B6 B12. Seus talos são ricos em iodo.
3. AIPO
Apium graveolens é uma planta bianual, que cresce até 0,6 m de altura. Tem 
as folhas pinadas ou bipinadas, compostas por folíolos romboides, e sustentadas 
por pecíolos (talos) estriados, longos, eretos e espessos, de disposição alternada 
e coloração que varia entre o branco, o amarelo e o verde (Figura 3). A espécie 
é hermafrodita, com as inflorescências terminais, sesseis, do tipo umbela com 
pedúnculo curto, carregadas de numerosas e pequenas flores branco-esverdeadas 
(PATRO, 2013). A polinização é feita por moscas.
Figura 3. Aipo (Foto: Milza Moreira Lana)
4. ALCACHOFRA
De acordo com PATRO (2014), Cynara cardunculus é uma planta perene, 
que pode atingir até 2 m de altura, rebrotando após o inverno. Apresenta 
folhas dispostas em roseta, longas, com espinhos, profundamente lobadas, de 
coloração verde-clara na face superior e pubescentes na superfície inferior. Do 
centro da planta surge uma haste floral alongada, na qual são produzidas as 
alcachofras, parte comestível da planta, que são inflorescências grandes, do tipo 
capítulo, reunindo numerosas flores púrpuras e cobertas de grossas brácteas 
membranáceas.
É fonte de vitamina C, ácido fólico, magnésio e potássio. A espécie é 
hermafrodita (tem órgãos masculinos e femininos) e é polinizada por insetos.
23
5. ALECRIM
Rosmarinus officinalis é um arbusto perene, lenhoso, que cresce até 1,5 m 
de altura. As folhas são filiformes, pequenas e sempre verdes na parte superior 
e esbranquiçadas no verso, com pelos finos e curtos (Figura 4). As folhas são 
aromáticas. As flores são axilares e podem ser azuis, brancas, roxas ou róseas. A 
espécie é hermafrodita e polinizada por abelhas, floresce durante o ano todo 
(PATRO, 2015).
A B
Figura 4. Alecrim (Fotos: A. Jorge A. Guimarães e B. Milza Moreira Lana)
6. ALFACE
Lactuca sativa é uma planta herbácea anual, que cresce até 0,9 m de altura. 
Tem folhas macias, grandes, que crescem em roseta, em volta do caule pequeno. 
As folhas podem ser lisas ou crespas, formando ou não uma cabeça e podem 
apresentar diversas tonalidades de verde e roxo-bronzeado, de acordo com as 
variedades (Figura 5). Apresenta sistema radicular delicado, muito ramificado 
e superficial. A floração ocorre no verão, estimulada pelos dias longos (PATRO, 
2015).
É uma importante fonte de sais minerais, principalmente de cálcio e de 
vitaminas, especialmente a vitamina A. 
 Figura 5. Alface (Fotos: Milza Moreira Lana)
24
7. ALHO-PORÓ
Allium porrum é uma planta tipo bulbo, que cresce até 0,9 m de altura. Parecida 
com o alho, porém maior, com as folhas longas, largas, suculentas e verdes, com 
bainhas compridas que se sobrepõem recobrindo o falso caule, formando o 
“talo” tenro, branco e comestível, dilatado na base. Suas raízes são fasciculadas e 
pouco profundas. As inflorescências, grandes e de aspecto esférico, são do tipo 
umbela e contêm numerosas flores brancas, róseas ou roxas (PATRO, 2013). Após a 
polinização, formam-se os frutos do tipo cápsula trigona e as sementes pequenas, 
pretas e achatadas, com superfície enrugada, semelhantes às da cebola (Figura 6).
Apresenta consideráveis teores de vitaminas A, B e C.
A
B C
Figura 6. Alho-poró (Fotos: A - Jorge A. Guimarães; B e C - Milza Moreira Lana)
8. ALMEIRÃO
Cichorium intybus é uma planta perene, de crescimento rápido, podendo 
alcançar até 1,5 m de altura. Apresenta folhas alongadas, largas ou estreitas, 
mais ou menos pubescentes, de coloração verde ou arroxeada, de acordo com 
a variedade (Figura 7). Sua raiz é tuberosa, pivotante. As inflorescências são em 
capítulo, de coloração azul ou arroxeada, surgem de uma longa haste ramificada, 
com folhas reduzidas (PATRO, 2013).
Rica em vitaminas A, C e do complexo B, é boa fonte de fósforo e ferro. 
25
Figura 7. Almeirão (Foto: Jorge A. Guimarães)
9. ASPARGO
Asparagus officinalis é uma planta perene, dioica, que cresce até 1,5 m de 
altura. Produz ápices caulinares tenros, que podem começar a ser colhidos a partir 
do segundo ano, após o plantio das mudas ou da semeadura. Suas folhas são 
muito pequenas, assim como as flores. O fruto é uma baga vermelha.
10. BRÓCOLIS
Brassica oleracea italica é uma planta herbácea que apresenta um caule ereto, 
raiz do tipo pivotante e folhas longas, simples, com nervuras pouco salientes e 
sem tricomas. Forma inflorescências de coloração verde-escura, chamadas de 
cabeças, que são a parte comestível principal da planta. Essa inflorescência pode 
ser do tipo “cabeça”, ou do tipo “ramoso” (Figura 8). 
São ricas em vitaminas C, A e sais minerais, como cálcio, ferro, fósforo e fibras. 
Figura 8. Brócolis (Foto: Jorge Anderson Guimarães)
26
11. CEBOLINHA
Allium schoenoprasum é uma planta herbácea, bulbosa, condimentar e 
ornamental. Se parece com a cebola, porém, com um número maior de folhas, 
que formam uma touceira. Apresenta bulbo alongado, pequeno e branco, e suas 
folhas são cilíndricas e fistulosas, com cerca de 0,3 m de comprimento e cor verde 
escura. A floração ocorre na primavera e verão, evidenciando inflorescências 
do tipo umbela (Figura 9). As flores são hermafroditas e apresentam brácteas 
papiráceas cor-de-rosa (PATRO, 2015).
As folhas são uma boa fonte de cálcio e de vitaminas C e A. 
A B
Figura 9. Cebolinha (Fotos: A - Jorge A. Guimarães; B - Milza Moreira Lana)
12. CHICÓRIA
Cichorium endivia é uma planta perene, que cresce rapidamente até 1,5 m de 
altura. Elas se classificam em duas principais variedades: a Cichorium endivia var. 
Crispa, que inclui as endívias, e a Cichorium endivia var. Latifolia, que engloba as 
escarolas. As endívias têm folhas curvas e retorcidas, com bordos denteados; já as 
escarolas apresentam folhas amplas, eretas e planas. Ambas têm o característico 
sabor amargo, que é mais forte nas folhas mais verdes. As flores das chicórias são 
azuis, muito bonitas e delicadas (PATRO, 2015).
É rica em fibras, vitaminas e minerais, em especial, o potássio.
13. COENTRO
Coriandrum sativum é uma planta herbácea anual, que cresce até 0,5 m de 
altura. É uma hortaliça condimentar da mesma família da cenoura, da salsa e da 
mandioquinha- salsa. Apresenta caule com ramos delicados e ramificados e raiz 
branca e alongada. As folhas são aromáticas, verdes e de formas variadas - as da 
base são lobadas e as do ápice, divididas em finos segmentos (Figura 10).
 As flores são pequenas, assimétricas, de cor branca, formando inflorescências 
do tipo umbela (PATRO, 2014).
27
A B
Figura 10. Coentro (Fotos: Milza Moreira Lana)
O coentro é rico em vitaminas A, B1, B2 e C. Suas folhas frescas são utilizadas 
para temperar diferentes tipos de pratos, molhos e saladas.
14. COUVE
Brassica oleracea acephala é uma planta herbáceade alta umidade do 
ar e temperaturas moderadas 
favorecem a ocorrência da doença. 
O fungo sobrevive em outras plantas 
hospedeiras entre as estações de 
cultivo.
Cercosporiose Cercosporidium 
punctum
Os sintomas se manifestam na forma de manchas 
circulares a elípticas de coloração palha a 
amarronzada, circundadas por um halo de verde 
claro a amarelo. No centro das lesões, podem ser 
observadas várias pontuações escuras (estruturas 
reprodutivas) do patógeno. Com a produção 
dos esporos, as lesões adquirem tonalidade 
esbranquiçada. Com o progresso da doença, as 
manchas aumentam em número e tamanho, 
causando a queima das folhas da planta. Sintomas 
semelhantes podem aparecer nos pecíolos, porém as 
lesões apresentam formato alongado. 
A ocorrência da doença é favorecida 
por temperaturas em torno de 22°C 
e alta umidade relativa. O patógeno 
pode sobreviver em restos culturais, 
entre as estações de cultivo ou 
associado a sementes.
Queima de 
alternaria
Alternaria dauci
Alternaria petroselini
Os sintomas se manifestam na margem das 
folhas velhas, na forma de pequenas manchas 
castanho-escuras ou pretas, circundadas por halo 
amarelado. Com o progresso da doença, as lesões 
tornam-se necróticas, e o tecido foliar apresenta-
se completamente distorcido. Nos pecíolos, lesões 
semelhantes são observadas, porém, alongadas. 
Os patógenos podem também causar lesões nas 
umbelas, levando ao escurecimento das sementes.
Os patógenos podem sobreviver 
em restos culturais contaminados 
entre as estações de cultivo ou em 
outras hospedeiras, bem como 
em sementes infectadas. Altas 
temperaturas, alta umidade relativa 
e longos períodos de molhamento 
foliar favorecem a ocorrência da 
doença.
129
Podridão de raiz
Phytophthora 
nicotianae
Pythium spp.
Os sintomas manifestam-se inicialmente na parte 
aérea das plantas, geralmente em reboleiras, na 
forma de murcha, podridão dos pecíolos e morte das 
plantas. Quando as plantas conseguem sobreviver, 
têm o amarelecimento das folhas. As raízes 
apesentam podridão de cor amarronzada e aspecto 
esponjoso. A doença também pode ocorrer quando a 
salsa é cultivada em hidroponia (Pythium).
Temperaturas amenas favorecem a 
ocorrência de P. nicotianae, enquanto 
temperaturas mais altas favorecem a 
ocorrência de espécies de Pythium. 
Os patógenos podem sobreviver, 
de forma viável, no solo, por longo 
período, na forma de estruturas de 
resistência (oósporos).
Tombamento 
ou damping-off
Rhizoctonia solani
Pythium spp.
Phytophthora 
nicotianae
Os sintomas da doença geralmente são observados 
em reboleiras. Durante a germinação, os patógenos 
causam a podridão dos tecidos recém-formados. 
Já na fase de plântulas, observa-se inicialmente o 
encharcamento na região do colo ou logo acima 
do solo, com posterior escurecimento da lesão ou 
crescimento micelial no caule e nas raízes, de acordo 
com o patógeno envolvido. Com o progresso da 
doença, a área lesionada apresenta um afilamento 
e a plântula tomba e morre. No caso de o ataque 
acontecer com plantas mais desenvolvidas, somente 
o tecido externo é afetado, no qual observa-se a 
presença de lesões escurecidas e/ou rachaduras na 
altura do colo.
Os patógenos são favorecidos 
por solos encharcados e podem 
sobreviver, na ausência do 
hospedeiro, por vários anos, por 
meio de estruturas de resistência, 
bem como em restos culturais e 
outras alternativas.
Mofo branco Sclerotinia 
sclerotiorum
Os sintomas inicialmente são observados em 
reboleiras, nas quais as plantas afetadas apresentam 
murcha e amarelecimento das folhas, seguidos 
do apodrecimento da coroa e da redução do 
crescimento. Com o progresso da doença, as plantas 
podem tombar e morrer. As raízes apresentam 
necrose e podridão aquosa radial de fora para dentro. 
Em condições de elevada umidade, pode-se observar 
o crescimento de micélio branco e aspecto cotonoso 
sobre os tecidos infectados, bem como a formação 
de escleródios pretos, rígidos e de tamanho irregular, 
junto ao micélio e aos tecidos infectados.
Condições de temperatura amena, 
de 15°C a 21°C, e alta umidade do 
solo favorecem a ocorrência da 
doença. O fungo pode sobrevier de 
forma viável no solo, por anos, por 
meio de estruturas de resistência 
(escleródios).
Nematoide das 
galhas
Meloidogyne 
incognita
Meloidogyne 
javanica
Os sintomas são inicialmente observados em 
reboleiras, pela redução do crescimento das plantas 
ou leve amarelecimento. Nas raízes, observa-se 
a presença de galhas de formato arredondado e 
deformações. Junto às galhas, pode ser observada 
a presença de massas de ovos, na forma de pontos 
escuros na superfície das raízes.
As condições ambientais favoráveis à 
infecção pelos nematoides são a alta 
umidade do solo, mas sem saturação, 
e altas temperaturas, entre 25° e 
30°C.
25.1. Outras doenças 
Míldio (Plasmopara nivea)
130
25.2. Manejo integrado das doenças na cultura
• Plantar cultivares resistentes ou tolerantes quando disponíveis.
• Plantar sementes certificadas e mudas sadias.
• Formar mudas em ambientes fechados e limpos.
• Usar substrato livre de patógenos para a produção de mudas.
• Plantar em solos bem drenados não sujeitos ao acúmulo de água.
• Evitar o plantio em solos sabidamente infestados.
• Evitar plantios próximos a lavouras velhas com o cultivo de apiáceas, 
como cenoura.
• Plantar em canteiros altos, para evitar encharcamento na base.
• Irrigar preferencialmente por gotejamento. Porém, no caso de alta 
incidência de oídio, irrigar por aspersão.
• Realizar o manejo adequado da irrigação, de modo a evitar o excesso de 
umidade no solo.
• Realizar a adubação equilibrada das plantas.
• Em cultivos realizados em hidroponia, manter o sistema limpo e utilizar 
água de boa qualidade.
• Eliminar plantas voluntárias de aliáceas aos arredores da área de cultivo.
• Incorporar os restos culturais imediatamente após o término da colheita, 
de forma a acelerar a decomposição.
• Realizar a solarização do solo em áreas infestadas, para a redução da 
população dos patógenos.
• Realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras. Por exemplo: 
gramíneas por, pelo menos, um ano para patógenos de parte aérea e 
nematoides, e três anos para demais patógenos de solo.
• Realizar o alqueive ou pousio por, pelo menos, 45 dias ,para o caso de 
solos infestados por nematoides.
• Utilizar plantas antagonistas (crotalária, mucunas, cravo-de-defunto) para 
o controle de nematoides.
• Utilizar a manipueira para o controle de nematoides.
26. CONDIMENTARES SEM GRANDES PROBLEMAS COM DOENÇAS
No Brasil, algumas condimentares não apresentam doenças expressivas, 
capazes de causar prejuízos significativos durante o cultivo. As doenças geralmente 
ocorrem de forma restrita e em determinadas épocas do ano ou regiões.
- Alecrim: podridão de raízes (Rhizoctonia solani), mancha de alternaria 
(Alternaria sp.), murcha de fusário (Fusarium oxysporum), entre outras.
- Erva-doce: não apresenta doenças de importância econômica relatadas.
- Estragão: cercosporiose (Cercospora sp.).
- Louro: mancha de alga (Cephaleuros sp.) e oídio (Oidium sp.).
- Sálvia: ferrugens (Puccinia spp. e Uredo spp.).
131
GRADE DE AGROTÓXICOS 
REGISTRADOS PARA HORTALIÇAS 
FOLHOSAS, INFLORESCÊNCIAS E 
CONDIMENTARES NO BRASIL
Jorge Anderson Guimarães
De acordo com a Lei Federal nº 7.802, de 11 de julho de 1989, agrotóxicos são os 
produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao 
uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento dos produtos 
agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, de 
outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja 
finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da 
ação danosa de seres vivos considerados nocivos (BRASIL, 1989). 
Esta lei dispõe sobre as atividades realizadas com agrotóxicos 
no território nacional, desde a sua produção ou importação até 
o destinofinal de seus resíduos e embalagens. As disposições 
dessa lei foram regulamentadas pelo Decreto nº 4.074, de 4 de 
janeiro de 2002. Outros aspectos do uso de agrotóxicos dispostos 
nas leis incluem: classificação, certificação de prestadores de 
serviços, transporte, aplicação, segurança para os trabalhadores 
e destino final dos resíduos e embalagens vazias (BRASIL, 1989).
No Brasil, o registro dos agrotóxicos e afins é realizado mediante a avaliação 
e aprovação por parte dos órgãos federais responsáveis pelos setores de saúde, 
de meio ambiente e da agricultura, tendo por finalidade principal a verificação 
da segurança ambiental e para saúde humana, além da avaliação da eficiência 
do produto para as indicações de uso apresentadas pelo requerente do registro 
(MAPA, 2012).
A determinação da grade de agrotóxicos de cada cultura é de responsabilidade 
do Mapa, após a realização dos testes de eficiência agronômica desses produtos, 
Com base nestes resultados, o ministério define a grade de produtos para a 
cultura e publica os resultados no Agrofit, que é um banco de dados on-line sobre 
agrotóxicos e afins registrados para controle de insetos, fitopatógenos e plantas 
daninhas, com opção de acesso por marca comercial, indicação de uso (culturas, 
pragas), classificação toxicológica, classificação ambiental, entre outros (AGROFIT, 
2018).
No caso do agrupamento das hortaliças folhosas proposto nesta publicação, 
deve-se ressaltar que existe uma grade específica para cada espécie e nem sempre 
os produtos de uma grade estarão disponíveis para uso em outra espécie. Por 
exemplo, os produtos registrados para alface não podem ser usados em acelga ou 
espinafre, caso não estejam registrados para estas culturas (Anexo 1).
Õ
11
132
Ao todo, existem 64 princípios ativos registrados para uso em 29 espécies de 
hortaliças folhosas no Brasil (Tabela 1 e Anexo 1). Porém, vale salientar que várias 
espécies dispõem de um a três princípios ativos registrados, o que torna o uso do 
controle químico praticamente inviável, pois impossibilita a rotação e o manejo 
da resistência das pragas a esses produtos, tornando-os ineficientes em pouco 
tempo. Além disso, existem algumas folhosas, como alcachofra, escarola e louro, 
que não dispõem de nenhum princípio ativo registrado. Assim, para o manejo 
fitossanitário destas culturas, é necessário solicitar a extensão de uso de produtos 
de culturas próximas ou buscar formas alternativas baseados no controle cultural 
(Anexo 1).
1. CLASSIFICAÇÃO POR FINALIDADE DE USO
De acordo com Peres et al. (2003), os agrotóxicos podem ser classificados de 
várias formas, quanto à finalidade, modo de ação, grupo químico, toxicidade, entre 
outros. Com relação à finalidade, podem ser inseticidas, nematicidas, fungicidas, 
etc. 
Dos 64 princípios ativos que compõem a grade das folhosas, quase a metade 
deles pertence à classe dos inseticidas (51,56%), seguido pelos fungicidas (16%) 
e herbicidas (8%). Existem quatro princípios com ação bactericida/fungicida, dois 
acaricidas e apenas um nematicida (Tabela 1e Anexo 1).
TABELA 1. PERCENTAGEM DE PRINCÍPIOS ATIVOS DE AGROTÓXICOS 
REGISTRADOS QUANTO À FINALIDADE DE USO NO MANEJO 
FITOSSANITÁRIO DE HORTALIÇAS FOLHOSAS NO BRASIL
CLASSE PRINCÍPIO ATIVO (PA) %
Acaricida 2 3,13
Bactericida/fungicida 4 6,25
Fungicida 16 25
Herbicida 8 12,5
Inseticida 33 51,56
Nematicida 1 1,56
Total 64 100
Existem 33 produtos (PA) registrados para folhosas, dos quais, boa parte 
está disponível para o manejo de mariposas, como: Ascia monuste orseis (20), P. 
xylostela (18), Trichoplusia ni (8), Agrotis ipsilon, Hellula phidilealis e Spodoptera 
frugiperda (4) (Anexo 1). Este fato se deve ao dano direto causado pelas lagartas 
dessas mariposas nas folhas das hortaliças, tornando-as imprestáveis para a 
comercialização. No caso de A. ipsilon, as lagartas atacam as mudas recém-
plantadas no campo, fazendo com seja necessária a reposição do estande de 
mudas (Filgueira, 2002).
O outro grupo de artrópodes-praga que se destaca pelo número de PAs 
disponíveis em folhosas é o dos hemípteros sugadores, como os pulgões 
Brevicoryne brassicae (15), Myzus persicae (5) e a mosca-branca Bemisia tabaci (4) 
(Anexo 1). Tais insetos causam danos diretos pela sucção contínua da seiva da 
planta e por viabilizarem a formação da fumagina, que reduz a fotossíntese e a 
qualidade externa das folhas, reduzindo ou inviabilizando seu valor comercial. 
No entanto, a maior importância desses insetos está na veiculação de viroses 
133
nas folhosas, que causam danos significativos na produção (GALLO et al., 2002; 
FILGUEIRA, 2002).
Os fungos fitopatogênicos contam com 16 PA registrados, com destaque 
para Alternaria brassicae (7), causadora da alternariose, seguida de duas espécies 
causadoras de míldio, Peronospora parasitica (5), Bremia lactucae (4) e Sclerotinia 
sclerotiorum (4) causadora do mofo branco (Anexo 1). Atualmente, as folhosas 
vêm sendo cultivadas o ano inteiro no Brasil, inclusive na época das chuvas, 
fazendo com que sejam atacadas mais intensamente por fitopatógenos, como 
os fungos que se desenvolvem em condições de alta umidade e temperaturas 
amenas. Nessas condições, tais organismos se disseminam rapidamente na área 
cultivada, favorecidos pela ação de ventos e pela água das chuvas e da irrigação, 
causando perdas significativas em várias hortaliças folhosas (Filgueira, 2002).
Entre as plantas daninhas, o caruru Amaranthus hybridus e a galisonga 
Galinsoga parviflora são as espécies que dispõem do maior número (quatro) 
de PAs registrados para seu manejo, enquanto para oito espécies de plantas 
daninhas existem três (Anexo 1). No entanto, para a maioria das espécies de 
plantas daninhas que ocorrem em cultivos de folhosas, existe apenas um único 
princípio ativo registrado, o que torna praticamente inviável o manejo químico 
adequado dessas espécies, fazendo com que seja muito importante o uso de 
outras táticas de controle cultural.
Há apenas um único nematicida de origem biológica (Paecilomyces lilacinus) 
registrado para controle de Meloidogyne incognita em alface no Brasil (Anexo 1). 
Tal fato é preocupante, tendo em vista a grande importância que os nematoides 
representam nas folhosas, causando perdas significativas na produção, e pela 
dificuldade de manejo deles após seu estabelecimento e infestação da área de 
cultivo (PINHEIRO, 2017).
134
ANEXO 1. GRADE DE AGROTÓXICOS REGISTRADOS NO MINISTÉRIO DA 
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO 
PARA USO NO CONTROLE DE ARTRÓPODES-PRAGA, FITOPATÓGENOS E 
PLANTAS DANINHAS DE HORTALIÇAS FOLHOSAS
GRUPO QUÍMICO NOME COMUM CLASSE (S) PRAGA ALVO
CLASSIFICAÇÃO
TOXICOLÓGICA AMBIENTAL
ACELGA
Antibiótico casumigacina Bactericida e 
Fungicida Septoria lactucae III III
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida Myzus persicae III IV
Oxadiazina indoxicarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Anilida boscalida Fungicida Cercospora beticola III III
Metaflimizona Semicarbazone Inseticida Agrotis ipsilon I III
Benzimidazol tiabendazol Fungicida Fusarium oxysporum III II
AGRIÃO
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Agrotis ipsilon
I IIISpodoptera 
frugiperda
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida Myzus persicae III IV
Antranilamida ciantraniliprole Inseticida Lyriomyza 
huidobrensis IV III
Morfolina dimetomorfe Fungicida Phytium 
alphanidermatum III III
Antibiótico casugamicina Bactericida e 
Fungicida Septoria lactucae III III
AIPO
Inorgânico
hidróxido de 
cobre
Bactericida/
Fungicida Cercospora apii IV II
óxido Cuproso Bactericida/
Fungicida Cercospora apii III III
Biológico VPN-HzSNPV Inseticida Helicoverpa armigera III IV
ALCACHOFRA
NÃO HÁ - - - - -
ALECRIM
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
ALFACE
Tetranortriterpenoideazadiractina Inseticida Myzus persicae III IV
Estrobilurina azoxistrobina Fungicida Septoria lactucae IV III
Triazol difenoconazol Fungicida Septoria lactucae III III
135
Ácido 
ariloxifenoxipropiônico
fenoxaprope-P-
etílico Herbicida
Eleusine indica
I IIDigitaria horizontalis
Brachiaria 
plantaginea
fluazifope-P-
butílico Herbicida
Oryza sativa
IV II
Eleusine indica
Digitaria horizontalis
Cynodon dactylon
Cenchrus echinatus
Brachiaria 
plantaginea
Triticum aestivum
Zea mays
Neonicotinoide
tiametoxam Inseticida Myzus persicae III III
tiacloprido Inseticida Thrips tabaci III III
imidacloprido Inseticida
Bemisia tabaci
IV III
Dactynotus sonchi
Piretroide
beta-ciflutrina Inseticida Agrotis ipsilon II I
Beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Semicarbazone Metaflimizona Inseticida
Agrotis ipsilon
I IIISpodoptera 
frugiperda
Não Pertinente VPN-HzSNPV Inseticida Helicoverpa armigera III IV
Biológico
Bacillus 
thuringiensis Inseticida Ascia monuste orseis IV IV
Paecilomyces 
lilacinus Nematicida Meloidogyne 
incognita IV IV
Trichoderma 
harzianum Fungicida Sclerotinia 
sclerotiorum III IV
Bacillus pumilus Fungicida Botrytis cinerea III IV
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Antranilamida ciantraniliprole Inseticida Liriomyza 
huidobrensis IV III
Anilida boscalida Fungicida
Sclerotinia 
sclerotiorum III III
Botrytis cinerea III III
Éter mandelamida mandipropamid Fungicida Bremia lactucae II IV
imidazolinona fenamidona Fungicida Bremia lactucae III II
Piridina azometina pimetrozina Inseticida Myzus persicae III IV
136
Metilcarbamato de 
fenila
cloridrato de 
formetanato Inseticida Frankliniella schultzei II II
Homoalanina 
substituída
Glufosinato - sal 
de amônio Herbicida
Stellaria media
I III
Sonchus oleraceus
Polygonum aviculare
Galinsoga parviflora
Soliva anthemifolia
Amaranthus viridis
Morfolina dimetomorfe Fungicida Bremia lactucae III III
Inorgânico bicarbonato de 
potássio Fungicida Oidium sp. III IV
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Fenilureia pencicurom Fungicida Rhizoctonia solani II II
Dicarboximida
procimidona Fungicida Sclerotinia 
sclerotiorum III II
iprodiona Fungicida Sclerotinia 
sclerotiorum I II
imidazol Ciazofamida Fungicida Bremia lactucae III III
butenolida flupiradifurona Inseticida Myzus persicae I III
benzimidazol tiabendazol Fungicida Fusarium oxysporum III II
Terpenos Melaleuca 
altemifolia
Bactericida/
Fungicida Oidium sp. I IV
ALHO PORÓ
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
ALMEIRÃO
Neonicotinoide imidacloprido Inseticida Bemisia tabaci 
Biótipo B IV III
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida Myzus persicae III IV
Antranilamida ciantraniliprole Inseticida Lyriomyza 
huidobrensis IV III
Anilida boscalida Fungicida
Alternaria cichorii
III III
Cercospora spp.
Sclerotinia 
sclerotiorum
Alternaria sonchi
Morfolina dimetomorfe Fungicida Bremia lactucae III III
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
ASPARGO
137
Triazinona metribuzim Herbicida
Ageratum conyzoides
II II
Spermacoce latifolia
Amaranthus 
hybridus
Amaranthus viridis
Bidens pilosa
Brassica rapa
Coronopus didymus
Desmodium 
tortuosum
Emilia sonchifolia
Galinsoga parviflora
Hyptis lophanta
Ipomoea 
aristolochiaefolia
Nicandra 
physaloides
Phyllanthus tenellus
Polygonum 
convolvulus
Portulaca oleracea
Raphanus 
raphanistrum
Richardia brasiliensis
Senecio brasiliensis
Sida rhombifolia
Sonchus oleraceus
Spergula arvensis
Alternanthera tenella
BRÓCOLIS
Organofosforado malationa Acaricida/
Inseticida
Ascia monuste orseis
III III
Brevicoryne brassicae
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida
Trichoplusia ni
IV IV
Ascia monuste orseis
Plutella xylostella
Spodoptera 
frugiperda
Helicoverpa armigera
NÃO PERTINENTE VPN-HzSNPV Inseticida Helicoverpa armigera III IV
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Plutella xylostella III III
138
Metilcarbamato de 
oxima metomil Inseticida
Ascia monuste orseis
I IIBrevicoryne brassicae
Plutella xylostella
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida
Plutella xylostella
III IV
Brevicoryne brassicae
Ácido 
ariloxifenoxipropiônico
fluazifope-P-
butílico Herbicida
Brachiaria 
plantaginea
III III
Cenchrus echinatus
Eleusine indica
Digitaria horizontalis
Cynodon dactylon
Imidazol ciazofamida Fungicida Plasmodiophora 
brassicae III III
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Diacilhidrazina tebufenozida Inseticida Ascia monuste orseis IV III
Terpenos
Melaleuca 
altemifolia
Extrato de folhas
Bactericida/
Fungicida Alternaria brassicae I IV
Espinosinas espinosade Inseticida
Plutella xylostella
III III
Hellula phidilealis
Agrotis ipsilon
Ascia monuste orseis
Trichoplusia ni
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Semicarbazone Metaflimizona Inseticida
Trichoplusia ni
I III
Hellula phidilealis
Plutella xylostella
Ascia monuste orseis
Agrotis ipsilon
Benzoilureia teflubenzurom Inseticida Trichoplusia ni IV II
Antranilamida
ciantraniliprole Inseticida Plutella xylostella IV III
clorantraniliprole Inseticida
Plutella xylostella
IV II
Trichoplusia ni
Neonicotinoide
imidacloprido Inseticida
Bemisia tabaci raça B III IV
Brevicoryne brassicae
acetamiprido Inseticida Brevicoryne brassicae III II
oxadiazina indoxacarbe Inseticida Plutella xylostella I III
139
Alquilenobis 
(ditiocarbamato) mancozebe Acaricida/
Fungicida
Peronospora 
parasitica I II
Alternaria brassicae
Metilcarbamato de 
oxima metomil Acaricida/
Inseticida
Plutella xylostella
I IIBrevicoryne brassicae
Ascia monuste orseis
CEBOLINHA
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Biológico Bacillus pumilus Fungicida Alternaria porri III IV
Éter mandelamida mandipropamid Fungicida Peronospora 
destructor II IV
CHICÓRIA
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Biológico
Bacillus 
thuringiensis Inseticida
Ascia monuste orseis
IV IV
Plutella xylostella
VPN-HzSNPV Inseticida Helicoverpa armigera III IV
Anilida boscalida (anilida) Fungicida
Alternaria cichorii
III III
Alternaria sonchi
Cercospora spp.
Sclerotinia 
sclerotiorum
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Antranilamida ciantraniliprole Inseticida Lyriomyza 
huidobrensis IV III
Neonicotinoide imidacloprido Inseticida Bemisia tabaci raça B IV III
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida Myzus persicae III IV
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Spodoptera 
frugiperda
I IIIAgrotis ipsilon
Ascia monuste orseis
Benzimidazol tiabendazol Fungicida Fusarium oxysporum III II
COENTRO
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
140
ureia linurom Herbicida
Acanthospermum 
australe
III IIAmaranthus hybridus
Bidens pilosa
Galinsoga parviflora
COUVE
Organofosforado malationa Inseticida
Brevicoryne brassicae
III III
Ascia monuste orseis
Não pertinente VPN-HzSNPV Inseticida Helicoverpa armigera III IV
Tetranortriterpenóide azadiractina Inseticida
Plutella xylostella
III IV
Brevicoryne brassicae
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida
Trichoplusia ni
III IVPlutella xylostella
Ascia monuste orseis
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Antranilamida
ciantraniliprole Inseticida Plutella xylostella IV III
clorantraniliprole Inseticida
Plutella xylostella
IV II
Trichoplusia ni
Éter mandelamida mandipropamid Fungicida Peronospora 
parasitica II IV
Análogo de pirazol clorfenapir Inseticida Ascia monuste orseis III II
Tiocarbamato cloridrato de 
cartape Inseticida Ascia monuste orseis I II
Piretroide
lambda-cialotrinaInseticida Ascia monuste orseis II II
zeta-cipermetrina Inseticida Ascia monuste orseis I I
permetrina Inseticida
Plutella xylostella
I II
Ascia monuste orseis
Gama-cialotrina Inseticida Ascia monuste orseis III II
beta-ciflutrina Inseticida Ascia monuste orseis II I
bifentrina Inseticida Ascia monuste orseis III II
deltametrina Inseticida
Plutella xylostella
I I
Agrotis ipsilon
Diabrotica speciosa
Trichoplusia ni
Ascia monuste orseis
Brevicoryne brassicae
141
Bipiridílio dicloreto de 
paraquate Herbicida
Solanum 
americanum
I II
Sonchus oleraceus
Senna obtusifolia
Richardia brasiliensis
Portulaca oleracea
Oryza sativa
Lolium multiflorum
Galinsoga parviflora
Euphorbia 
heterophylla
Eleusine indica
Echinochloa crusgalli
Digitaria sanguinalis
Commelina 
benghalensis
Cenchrus echinatus
Senna occidentalis
Brachiaria 
plantaginea
Bidens pilosa
Amaranthus 
retroflexus
Ageratum conyzoides
Setaria geniculata
Espinosina espinosade Inseticida
Agrotis ipsilon
III III
Hellula phidilealis
Trichoplusia ni
Ascia monuste orseis
Plutella xylostella
Butenolida flupiradifurona Inseticida
Brevicoryne brassicae
I III
Bemisia tabaci
142
Neonicotinoide
tiacloprido Inseticida Brevicoryne brassicae III III
acetamiprido Inseticida Brevicoryne brassicae III II
imidacloprido Inseticida
Brevicoryne brassicae IV III
Bemisia tabaci raça B
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Plutella xylostella III III
Alquilenobis 
(ditiocarbamato) mancozebe Fungicida
Peronospora 
parasitica
I IIAlternaria brassicae
Peronospora 
parasitica
Éter mandelamida mandipropamid Fungicida Peronospora 
parasitica II IV
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Trichoplusia ni
I III
Agrotis ipsilon
Metilcarbamato de 
oxima metomil Inseticida
Plutella xylostella
I IIBrevicoryne brassicae
Ascia monuste orseis
Inorgânico oxicloreto de 
cobre Fungicida
Albugo candida
IV IIPeronospora 
parasitica
Alternaria brassicae
Piridina azometina pimetrozina Inseticida Brevicoryne brassicae III IV
Diacilhidrazina tebufenozida Inseticida Ascia monuste orseis
Benzoilureia teflubenzurom Inseticida Hellula phidilealis IV II
143
Dinitroanilina trifluralina Herbicida
Amaranthus hybridus
I II
Spergula arvensis
Brachiaria 
decumbens
Brachiaria 
plantaginea
Brachiaria 
platyphylla
Cenchrus echinatus
Digitaria ciliaris
Digitaria horizontalis
Sorghum halepense
Silene gallica
Portulaca oleracea
Pennisetum setosum
Panicum maximum
Eleusine indica
Echinochloa crusgalli
Echinochloa colona
Digitaria sanguinalis
COUVE CHINESA
Neonicotinoide acetamiprido Inseticida Brevicoryne brassicae III II
Piretroide Beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida Trichoplusia ni IV IV
Tetranortriterpenóide azadiractina Inseticida
Plutella xylostella
III IV
Brevicoryne brassicae
Antibiótico casugamicina Bactericida Septoria lactucae III III
Antranilamida
Ciantraniliprole Inseticida Plutella xylostella IV III
clorantraniliprole Inseticida Trichoplusia ni IV II
Imidazol Ciazofamida Fungicida
Plasmodiophora 
brassicae III III
Plutella xylostella
Espinosina espinosade Inseticida
Agrotis ipsilon
III III
Trichoplusia ni
Ascia monuste orseis
Plutella xylostella
Hellula phidilealis
144
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Plutella xylostella III III
Semicarbazone Metaflimizona Inseticida
Plutella xylostella
I III
Hellula phidilealis
Agrotis ipsilon
Ascia monuste orseis
Diacilhidrazina tebufenozida Inseticida Ascia monuste orseis IV III
Benzoiluréia teflubenzurom Inseticida Hellula phidilealis IV II
COUVE DE BRUXELAS
Neonicotinoide acetamiprido Inseticida Brevicoryne brassicae III II
Piretroide Beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida
Ascia monuste orseis
IV IV
Trichoplusia ni
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida
Plutella xylostella
III IV
Brevicoryne brassicae
Antibiótico casugamicina Bactericida Septoria lactucae III III
Antranilamida
ciantraniliprole Inseticida Plutella xylostella IV III
clorantraniliprole Inseticida
Trichoplusia ni
IV II
Plutella xylostella
Espinosina espinosade Inseticida
Agrotis ipsilon
III III
Trichoplusia ni
Ascia monuste orseis
Plutella xylostella
Hellula phidilealis
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Plutella xylostella III III
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Plutella xylostella
I III
Hellula phidilealis
Agrotis ipsilon
Ascia monuste orseis
Benzoilureia teflubenzurom Inseticida Ascia monuste orseis IV II
COUVE-FLOR
Neonicotinoide
acetamiprido Inseticida Brevicoryne brassicae III II
imidacloprido Inseticida Brevicoryne brassicae III III
145
Piretroide
beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
deltametrina Inseticida
Plutella xylostella
I I
Agrotis ipsilon
Diabrotica speciosa
Trichoplusia ni
Ascia monuste orseis
Brevicoryne brassicae
permetrina Inseticida
Plutella xylostella
I II
Ascia monuste orseis
Estrobilurina azoxistrobina Fungicida Alternaria brassicae IV II
Éter mandelamida mandipropamid Fungicida Peronospora 
parasitica II IV
Biológico
Bacillus pumilus Inseticida Botrytis cinerea III IV
Bacillus 
thuringiensis Inseticida
Trichoplusia ni
IV IVPlutella xylostella
Ascia monuste orseis
Metilcarbamato de 
naftila Carbaril Inseticida Plutella xylostella III II
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Imidazol ciazofamida Fungicida Plasmodiophora 
brassicae III III
Antranilamida
ciantraniliprole Inseticida Plutella xylostella IV III
clorantraniliprole Inseticida
Plutella xylostella
IV II
Trichoplusia ni
Triazol difenoconazol Fungicida Alternaria brassicae I II
Espinosina espinosade Inseticida
Agrotis ipsilon
III
III
Hellula phidilealis
Trichoplusia ni
Ascia monuste orseis
Plutella xylostella
Ácido 
ariloxifenoxipropiônico
fluazifope-P-
butílico Herbicida
Brachiaria 
plantaginea
IV II
Digitaria horizontalis
Cynodon dactylon
Cenchrus echinatus
Eleusine indica
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Plutella xylostella I III
146
Organofosforado malationa Inseticida
Brevicoryne brassicae III III
Ascia monuste orseis
I IIAlquilenobis 
(ditiocarbamato) mancozebe Fungicida
Peronospora 
parasitica
Alternaria brassicae
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Plutella xylostella
I III
Agrotis ipsilon
Spodoptera 
frugiperda
Peronospora 
parasitica
Alternaria brassicae
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida
Plutella xylostella
III IV
Brevicoryne brassicae
Benzoilureia teflubenzurom Inseticida Ascia monuste orseis IV II
Dinitroanilina trifluralina Herbicida
Echinochloa crusgalli
I II
Eleusine indica
Panicum maximum
Pennisetum setosum
Portulaca oleracea
Silene gallica
Sorghum halepense
Spergula arvensis
Amaranthus 
hybridus
Amaranthus viridis
Brachiaria 
decumbens
Brachiaria 
plantaginea
Brachiaria 
platyphylla
Cenchrus echinatus
Digitaria ciliaris
Digitaria horizontalis
Digitaria sanguinalis
Echinochloa colona
Não pertinente VPN-HzSNPV Inseticida 
biológico Helicoverpa armigera III IV
ERVA-DOCE
Antibiótico Casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
ESCAROLA
NÃO HÁ - - - - -
147
ESPINAFRE
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida Trichoplusia ni IV IV
Anilida boscalida Fungicida Cercospora spp. III III
Triazolona carfentrazona-
etílica Herbicida Commelina diffusa I II
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Antranilamida Ciantraniliprole Inseticida Lyriomyza 
huidobrensis IV III
Morfolina dimetomorfe Fungicida phytium spp III III
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Trichoplusia ni
I III
Agrotis ipsilon
Benzimidazol tiabendazol Fungicida Fusarium oxysporum III II
Não pertinente VPN-HzSNPV Inseticida 
biológico Helicoverpa armigera III IV
ESTÉVIA
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicorynebrassicae I II
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda I III
ESTRAGÃO
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
HORTELÃ
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
LOURO
NÃO HÁ - - - - -
MANJERICÃO
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
MANJERONA
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
MOSTARDA
Piretroide beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida Ascia monuste orseis IV IV
Anilida boscalida Fungicida Cercospora 
brassicicola III III
148
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Antranilamida Ciantraniliprole Inseticida Lyriomyza 
huidobrensis
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Semicarbazone metaflimizona Inseticida Ascia monuste orseis I III
OREGANO
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
REPOLHO
Organofosforado malationa Inseticida
Brevicoryne brassicae
I IIAscia monuste orseis
Diabrotica speciosa
Neonicotinoide
tiametoxam Inseticida
Brevicoryne brassicae
III III
Bemisia tabaci raça B
tiacloprido Inseticida Brevicoryne brassicae III III
imidacloprido Inseticida
Brevicoryne brassicae
IV III
Bemisia tabaci raça B
acetamiprido Inseticida
Myzus persicae
III II
Brevicoryne brassicae
Piretroide
permetrina Inseticida
Plutella xylostella
I II
Ascia monuste orseis
fenpropatrina Inseticida Ascia monuste orseis I II
deltametrina Inseticida
Brevicoryne brassicae
I I
Agrotis ipsilon
Ascia monuste orseis
Diabrotica speciosa
Plutella xylostella
Trichoplusia ni
beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida Brevicoryne brassicae III IV
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida
Trichoplusia ni
III IVPlutella xylostella
Ascia monuste orseis
Metilcarbamato de 
naftila carbaril Inseticida Plutella xylostella III II
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Antranilamida
ciantraniliprole Inseticida
Plutella xylostella
IV III
Trichoplusia ni
clorantraniliprole Inseticida
Plutella xylostella
IV II
Trichoplusia ni
Análogo de pirazol clorfenapir Inseticida
Brevicoryne brassicae
III II
Plutella xylostella
149
Benzoilureia
clorfluazurom Inseticida Ascia monuste orseis I II
teflubenzurom Inseticida Plutella xylostella IV II
lufenurom Inseticida Plutella xylostella II II
novalurom Inseticida Plutella xylostella I II
Espinosinas espinosade Inseticida Plutella xylostella III III
Imidazol ciazofamida Fungicida Plasmodiophora 
brassicae III III
Ácido 
ariloxifenoxipropiônico
fluazifope-P-
butílico Herbicida
Digitaria horizontalis
IV II
Cynodon dactylon
Eleusine indica
Cenchrus echinatus
Brachiaria 
plantaginea
Homoalanina 
substituída
glufosinato - sal de 
amônio Herbicida
Galinsoga parviflora
I III
Stellaria media
Coronopus didymus
Sonchus oleraceus
Polygonum persicaria
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida
Plutella xylostella
I IIIHellula phidilealis
Trichoplusia ni
Alquilenobis 
(ditiocarbamato) mancozebe Fungicida
Peronospora 
parasitica I II
Alternaria brassicae
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Plutella xylostella
I IIIAgrotis ipsilon
Spodoptera 
frugiperda
Acilalaninato metalaxil-M Fungicida Peronospora 
parasitica I II
Metilcarbamato de 
oxima metomil Inseticida
Plutella xylostella
I IIBrevicoryne brassicae
Ascia monuste orseis
Éter piridiloxipropílico piriproxifem Inseticida Bemisia tabaci raça B I II
Diacilhidrazina tebufenozida Inseticida Ascia monuste orseis IV III
150
Dinitroanilina trifluralina Herbicida
Amaranthus hybridus
I II
Portulaca oleracea
Brachiaria 
decumbens
Brachiaria 
plantaginea
Brachiaria 
platyphylla
Cenchrus echinatus
Digitaria ciliaris
Digitaria horizontalis
Digitaria sanguinalis
Echinochloa colona
Echinochloa crusgalli
Eleusine indica
Panicum maximum
Pennisetum setosum
Silene gallica
Sorghum halepense
Spergula arvensis
Amaranthus viridis
Não pertinente VPN-HzSNPV Inseticida 
biológico Helicoverpa armigera III IV
RÚCULA
Piretroide Beta-Cipermetrina Inseticida Brevicoryne brassicae I II
Biológico Bacillus 
thuringiensis Inseticida Ascia monuste orseis IV IV
Tetranortriterpenoide azadiractina Inseticida Myzus persicae III IV
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Antranilamida Ciantraniliprole Inseticida Lyriomyza 
huidobrensis IV III
Morfolina dimetomorfe Fungicida phytium spp III III
Oxadiazina indoxacarbe Inseticida Spodoptera 
frugiperda III III
Semicarbazone metaflimizona Inseticida
Trichoplusia ni
I IIIAgrotis ipsilon
Ascia monuste orseis
Benzimidazol tiabendazol Fungicida Fusarium oxysporum III II
Não pertinente VPN-HzSNPV Inseticida 
biológico Helicoverpa armigera III IV
SALSA
151
ureia linurom Herbicida
Amaranthus hybridus
III II
Acanthospermum 
australe
Bidens pilosa
Galinsoga parviflora
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
SALVIA
Antibiótico casugamicina Bactericida/
Fungicida Septoria lactucae III III
Fonte: GUIMARAES et al., 2019.
152
BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS 
NO CULTIVO HIDROPÔNICO DE 
FOLHOSAS
Ítalo M. R. Guedes
Embora a maior parte do cultivo de hortaliças sob ambiente protegido no 
Brasil ainda seja feita em solo, é notável o crescimento da adoção de práticas de 
cultivo sem solo, como a hidroponia. Segundo Jones Jr. (2016), a área de cultivo 
protegido de hortaliças no mundo seria de pouco mais de 40.000ha, dos quais 
entre 20.000 e 28.000ha são de cultivos hidropônicos. 
As razões para esse crescimento são várias, mas sobressaem os problemas 
causados pelo manejo inadequado do solo. Adubações excessivas e irrigação 
inadequada têm levado à salinização de solos. Já a ausência de boas práticas 
culturais, como rotação e sucessão de cultivos, adubação orgânica e manejo 
integrado de pragas e doenças, tem provocado acúmulo de doenças e pragas de 
solo, virtualmente inviabilizando os empreendimentos.
Uma vez que há inegáveis vantagens na agricultura protegida (altas 
produtividades, precocidade dos cultivos, proteção física contra intempéries 
e organismos indesejáveis e maior qualidade do que é colhido), há 
compreensivelmente um anseio por parte dos agricultores em continuar 
desfrutando desses benefícios e, ao mesmo tempo, em evitar as desvantagens. 
A escolha pelo cultivo hidropônico surge como uma excelente alternativa, a 
agregando ainda mais vantagens do que o cultivo em solo.
O cultivo hidropônico oferece as possibilidades de:
• grande economia em água e nutrientes, 
• maior eficiência no uso de insumos, 
• facilidade na correção de problemas de ordem química, 
• eliminação da possibilidade de qualquer tipo de contaminação via solo, 
seja de natureza biótica ou abiótica. 
A utilização de plásticos e telas nas estufas e outras estruturas de cultivo, 
associada ao manejo correto de circulação no ambiente protegido, previne a 
entrada de organismos indesejáveis, diminuindo consideravelmente a utilização 
de defensivos agrícolas. O uso de filtros no sistema de provisão de água, bem 
como a utilização de água de boa qualidade nas soluções nutritivas, facilita a 
prevenção de contaminação por microrganismos e a absorção de elementos 
químicos indesejáveis. 
1. NUTRIENTES E ADUBOS 
O insucesso na produção hidropônica de hortaliças geralmente é resultado 
da falta de conhecimento dos princípios básicos da química e do manejo da 
solução nutritiva. É relativamente comum a noção equivocada de que o cultivo 
hidropônico seja realizado utilizando-se apenas água. 
12
153
Na hidroponia é usada uma solução de água e nutrientes em 
formas e concentrações adequadas, que podem variar de 
acordo com a espécie cultivada, com a fase de desenvolvimento 
da cultura ou com a estação do ano. Ométodo de plantio 
hidropônico também demanda cuidados para que haja 
oxigenação suficiente das raízes e estejam adequados os níveis 
de pH e salinidade. Além de luz, ar e água, as plantas cultivadas 
necessitam de, pelo menos, 13 nutrientes minerais, elementos 
químicos essenciais para o desenvolvimento vegetal. 
A solução nutritiva usada em hidroponia é uma mistura de água e nutrientes. 
Os nutrientes devem estar em formas químicas e concentrações adequadas às 
necessidades das culturas. Para garantir isso, periodicamente deve-se medir e, se 
necessário, corrigir o pH e a condutividade elétrica (CE) da solução. É importante 
que a solução nutritiva contenha oxigênio dissolvido e esteja a uma temperatura 
adequada para a ótima absorção de nutrientes pelas plantas. 
A água utilizada para o preparo da solução nutritiva também deve ter boas 
características químicas e microbiológicas. Como os nutrientes serão fornecidos 
às plantas através da água, ela deve ter uma condutividade elétrica de, no máximo, 
0,50 mS/cm. Para garantir padrões adequados de qualidade, deve-se realizar 
análises laboratoriais da água antes de se iniciar a hidroponia.
Além de luz, ar e água, as plantas cultivadas necessitam de nutrientes 
minerais, elementos químicos essenciais para o desenvolvimento vegetal. Todas 
as espécies vegetais cultivadas precisam de, pelo menos, 16 nutrientes. Três 
destes nutrientes, hidrogênio (H), oxigênio (O) e carbono (C), são fornecidos pela 
água ou pelo ar. Os outros 13 nutrientes, conhecidos como minerais, devem ser 
fornecidos através de adubos ou fertilizantes e estar na forma de íons (cátions ou 
ânions), no meio radicular para que as plantas possam absorvê-los. Os nutrientes 
minerais são divididos em macronutrientes e micronutrientes.
1.1. Macronutrientes
São elementos químicos cuja concentração na matéria seca vegetal é maior 
que 0,1%. São considerados macronutrientes os elementos nitrogênio (N), fósforo 
(P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). 
1.2. Micronutrientes
Elementos nutrientes cuja concentração na matéria seca da planta é menor 
que 0,1% são chamados de micronutrientes. Atualmente reconhecem-se 7 
micronutrientes: ferro (Fe), manganês (Mn), zinco (Zn), cobre (Cu), boro (B), 
molibdênio (Mo) e cloro (Cl). Para alguns fisiologistas o elemento níquel (Ni) é 
essencial e classificado como micronutriente. Os micronutrientes são elementos 
tão essenciais para as plantas quanto os macronutrientes, só que requeridos em 
quantidades muito pequenas, daí a denominação. 
Além dos nutrientes essenciais, alguns elementos são considerados benéficos, 
como silício (Si), sódio (Na), cobalto (Co) e selênio (Se). São elementos não 
essenciais que estimulam o crescimento vegetal. Também são classificados como 
benéficos os elementos essenciais para um número limitado de espécies: o Na 
aparentemente é essencial para algumas Chenopodiaceas (família da beterraba) 
e o silício para algumas espécies de gramíneas, como o milho-doce. 
Õ
154
A condutividade elétrica ou CE é uma medida que indica a 
quantidade total de nutrientes em solução. A condutividade 
elétrica é o que se chama de medida quantitativa, ou seja, ela 
indica a quantidade total de sais dissolvidos, mas não informa 
quais são eles. A condutividade elétrica da solução nutritiva 
indica basicamente os teores de macronutrientes, uma vez que 
os micronutrientes contribuem com menos de 0,1% do valor da 
condutividade elétrica. 
À medida que a temperatura da solução nutritiva aumenta, aumenta 
também a sua condutividade elétrica. Estima-se que para cada 5°C de aumento 
da temperatura, há um incremento de cerca de 11% no valor da condutividade 
elétrica. Assim, se a 25°C a condutividade elétrica de uma solução é de 1,2 mS/cm, 
essa mesma solução a 30°C terá uma CE de mais ou menos 1,33 mS/cm. 
O pH (potencial hidrogeniônico) é uma medida da atividade de íons hidrogênio 
(H+) na solução e indica o grau de acidez ou alcalinidade da solução nutritiva, 
podendo variar de 1 a 14. Para a maioria das plantas cultivadas, o pH da solução 
nutritiva deve ser mantido entre 5,5 e 6,5 - valores fora dessa faixa podem causar 
toxicidade ou deficiência de nutrientes. É importante conhecer as características 
químicas da água a ser utilizada para o preparo da solução nutritiva. Em relação 
ao manejo do pH, recomenda-se conhecer as concentrações de alumínio na água. 
Caso a concentração de Al seja alta, deve-se evitar valores de pH abaixo de 6,0.
A água utilizada para o preparo da solução nutritiva deve ter boas 
características químicas e microbiológicas. Como os nutrientes serão fornecidos 
às plantas através da água, ela deve ter uma condutividade elétrica de, no máximo, 
0,50 mS/cm. Para garantir padrões adequados de qualidade, deve-se realizar 
análises laboratoriais da água antes de se iniciar a hidroponia. Deve-se solicitar 
pelo menos análises químicas e microbiológicas. As principais características 
químicas a serem analisadas são os teores de nitrogênio amoniacal, nitrogênio 
nítrico, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, cloro e sódio.
1.3. Adubos
Um adubo é um “transportador” de nutrientes. Os adubos utilizados na 
hidroponia geralmente são sais (compostos formados por um cátion e um ânion) 
de altas pureza e solubilidade. Um adubo pode conter um ou mais nutrientes e o 
mesmo nutriente pode estar presente em diferentes adubos.
Como já dito, nitrogênio (N) é um nutriente, mas, quando se pretende 
adicionar o nitrogênio na solução nutritiva, utiliza-se um adubo que contenha o 
nutriente. Por exemplo, o MAP (monoamônio fosfato ou fosfato monoamônico) 
purificado, cuja fórmula química é NH4H2PO4. É possível ver na fórmula química 
do MAP que, além do nitrogênio (N), ele contém fósforo (P). Isso quer dizer que 
contém, ou transporta, os nutrientes nitrogênio e fósforo. Embora também 
contenha hidrogênio e oxigênio em sua composição, esses dois elementos que 
as plantas utilizam são retirados da água e do ar, não dos adubos. 
Pois bem, entendida a diferença entre nutrientes e adubos, é necessário afinal 
preparar uma solução nutritiva com adubos que garantam a presença de todos os 
nutrientes essenciais para as plantas. 
A seguir, são mostrados dois quadros (Quadro 1 e Quadro 2) que esclarecem 
a diferença entre nutrientes e adubos e de que forma o conhecimento básico das 
Õ
155
necessidades de nutrientes pelas plantas se transforma em conhecimento prático 
de manejo da nutrição mineral em cultivo hidropônico.
QUADRO 1. NUTRIENTES E CONCENTRAÇÕES DE UMA SOLUÇÃO 
NUTRITIVA GENÉRICA
Nutriente Concentração
mmol/l µmol/l
N 17.055067694
P 1358124211
K 8.011077045
Ca 4.022628343
Mg 2.028463398
S 2.038394299
Cu 0.2002402883
Zn 0.7650258022
Mn 8.965634722
B 48.51699712
Mo 0.08266102367
Fe 68.10949828
O Quadro 1 mostra a composição genérica de uma solução nutritiva, tendo, 
na primeira coluna, os símbolos dos nutrientes essenciais; na segunda, as 
concentrações dos macronutrientes em milimol por litro (mmol/l), e na terceira, 
as concentrações de micronutrientes em micromol por litro (µmol/l). O quadro, 
em termos práticos, não permite se fazer muita coisa - não há como se pesar 17,55 
mmol/l de nitrogênio em uma balança. Esses valores indicam a concentração de 
nutrientes que a solução final deve ter. 
De posse da informação de que a solução deve ter 1,35 mmol/l de fósforo, é 
necessário realizar-se a escolha de adubos que contêm fósforo. Feita a escolha, 
será preciso se informar sobre as porcentagens de fósforo nos adubos escolhidos. 
Com essas informações, realizam-se os cálculos de quanto do adubo escolhido vai 
ser necessário diluir na água, para que a solução nutritiva tenha a concentração 
de fósforo (e dos outros nutrientes) recomendada. Depois disso tudo feito, o 
produtor deve observar o Quadro 2.
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QUADRO 2. ADUBOS E QUANTIDADES NECESSÁRIOS 
PARA A ELABORAÇÃO DA SOLUÇÃO NUTRITIVA FINAL
Adubo g/100l
Nitrato de Cálcio 950
Nitrato de Potássio 810
Sulfato de Magnésio500
MAP 155
Ácido bórico 3
Sufato de zinco 0.22
Sulfato de manganês 2
Sulfato de cobre 0.05
Molibdato de sódio 0.02
Ferro-EDTA 25
Na primeira coluna do Quadro 2, estão os diferentes adubos que serão 
utilizados e, na segunda, a quantidade que deve ser pesada em gramas (g) para 
se diluir em 1000 litros de água. Com essas quantidades de adubos, teremos, 
na solução nutritiva final, todos os nutrientes essenciais nas concentrações 
recomendadas no primeiro quadro.
A condutividade elétrica (CE) e o pH das soluções nutritivas deverão ser 
monitorados, pelo menos, uma vez por semana, utilizando-se instrumentos 
devidamente calibrados. O armazenamento das soluções deverá ser feito em 
recipientes que permaneçam fechados e protegidos da luz solar direta, em 
ambiente bem ventilado. Toda vez que as soluções forem trocadas, deve-se fazer 
uma limpeza - preferencialmente com produto à base de cloro - dos recipientes.
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BOAS PRÁTICAS NA COLHEITA 
E PÓS-COLHEITA DE HORTALIÇAS 
FOLHOSAS
Milza Moreira Lana, PhD.
1. INTRODUÇÃO
O principal objetivo da produção integrada, por meio da adoção de boas 
práticas, é a produção de um alimento seguro, sem contaminantes físicos, 
químicos e biológicos. Na fase de colheita e pós-colheita, as boas práticas também 
são importantes para manter a qualidade das hortaliças pelo tempo necessário 
para a sua comercialização e consumo, sem que ocorram perdas significativas 
nesse período.
As perdas podem ser qualitativas ou quantitativas:
• Perdas qualitativas: são relacionadas à redução do teor de nutrientes, 
alteração detrimental da qualidade sensorial ou redução do valor 
comercial das hortaliças, devido à redução da qualidade. 
• Perdas quantitativas: são representadas pelo alimento que é descartado 
antes do consumo, podendo esse descarte ocorrer desde a propriedade 
rural até a residência do consumidor ou até o serviço de alimentação.
Para manter a qualidade pós-colheita das hortaliças, o produtor deve se 
guiar por três princípios básicos: 
1. Manusear as hortaliças com cuidado para manter a sua integridade 
física e reduzir, tanto quanto possível, o número de vezes que elas são 
manuseadas.
2. Proteger as hortaliças colhidas de insolação direta, de alta temperatura, 
de vento e de baixa umidade.
3. Manter as condições de higiene para evitar contaminação, tanto por 
fitopatógenos como por patógenos transmitidos por alimentos.
2. ASPECTOS BÁSICOS DA FISIOLOGIA PÓS-COLHEITA DE HORTALIÇAS 
FOLHOSAS
À exceção de repolho, que pode ser armazenado por longos períodos, este 
grupo inclui hortaliças de baixa durabilidade pós-colheita.
Os principais processos que resultam em perdas de qualidade das hortaliças 
folhosas após a colheita são:
- a perda de água por transpiração, que leva ao murchamento; 
- a degradação de clorofila, que resulta em amarelecimento das folhas; 
- o escurecimento de área danificadas fisicamente (ferimentos), e 
- a podridão causada por fitopatógenos. A podridão pode ser resultante de 
infecção durante o cultivo ou após a colheita, ou ser devida à colonização dos 
ferimentos for fungos e bactérias.
13
158
Em geral, a maturidade hortícola é determinada pelo tamanho e, no caso de 
hortaliças que formam cabeça, também pela compacidade.
A maioria das espécies se origina de regiões de baixas temperaturas 
e, portanto, não são sujeitas à injúria por frio, podendo ser armazenadas a 
temperaturas próximas a 0 oC. Entretanto, o alto teor de água dessas hortaliças as 
torna susceptíveis à injúria por congelamento. 
Hortaliças folhosas são sensíveis à ação de etileno. A depender 
da espécie, a exposição à etileno pode induzir um ou mais dos 
seguintes danos: alterações da aparência, devido a distúrbios 
fisiológicos (por exemplo: russet spotting em alface); degradação 
de clorofila; abscisão foliar.
3. PONTOS CRÍTICOS PARA OCORRÊNCIA DE DANOS FÍSICOS
Os danos físicos podem ocorrer por cortes, compressão e/ou abrasão dos 
tecidos da planta. Eles aceleram a transpiração, o amarelecimento e representam 
porta de entrada para a infecção por microrganismos. Também prejudicam a 
aparência, pois, quando as células são rompidas, alguns compostos que na célula 
intacta estão separados em diversas organelas entram em contato, produzindo 
compostos que causam o escurecimento dos tecidos.
Para evitar danos físicos, as seguintes práticas devem ser coibidas durante a 
colheita e o beneficiamento (Figura 1).
1. Excesso de produto nos contentores de colheita e nas embalagens 
enviadas para o mercado, causando danos por compressão e cortes em 
folhas e nervuras.
2. Amontoa da hortaliça em pilhas altas, provocando danos por compressão 
e cortes em folhas e nervuras.
3. Manuseio da hortaliça em superfícies rugosas e sujas, acarretando danos 
por abrasão.
4. Amarrio descuidado dos maços, levando a cortes em folhas e nervuras.
5. Empilhamento descuidado das embalagens, causando danos por 
compressão.
6. Fluxo de trabalho com numerosas etapas, durante as quais a hortaliça é 
manuseada e transferida de um contentor para outro.
Õ
159
Figura 1. Más práticas de manipulação durante a colheita e beneficiamento de hortaliças folhosas
Fotos: Milza Moreira Lana
4. PONTOS CRÍTICOS PARA OCORRÊNCIA DE DANOS POR CONDIÇÕES 
INADEQUADAS DE TEMPERATURA E UMIDADE
A condição ideal para a manutenção da qualidade pós-colheita das hortaliças 
folhosas é a combinação de baixas temperaturas com alta umidade. Baixas 
temperaturas reduzem a perda de água, a degradação de clorofila, o escurecimento 
dos tecidos danificados e o crescimento de microrganismos. 
Hortaliças folhosas devem ser mantidas em condição de alta 
umidade para inibir a perda de água. Entretanto, o excesso 
de água livre nas folhas, associado a danos físicos, favorece o 
apodrecimento microbiano (Figura 2). 
Figura 2. A alta umidade no interior das embalagens de plásticos reduz a transpiração, mas 
promove o crescimento microbiano em áreas com danos físicos. As hortaliças foram removidas 
dos sacos de plástico para visualização dos danos
Fotos: Milza Moreira Lana
Õ
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Para evitar danos por alta temperatura e/ou baixa umidade, as seguintes 
práticas devem ser coibidas durante a colheita e o beneficiamento e transporte: 
1. Colheita nas horas mais quentes do dia, sem posterior rápida remoção do 
calor de campo.
2. Exposição do produto colhido à insolação direta e a ventos.
3. Amontoa de quantidade excessiva de produto em contentores de colheita 
e embalagens, o que resulta em aceleração da respiração e aquecimento 
do produto.
4. Transporte em carros abertos e em caminhões baús não refrigerados, 
durante as horas mais quentes do dia.
5. PONTOS CRÍTICOS PARA CONTAMINAÇÃO BIOLÓGICA
As hortaliças podem ser contaminadas durante e após a colheita por dois 
grupos de microrganismos: fitopatógenos que causam doenças em plantas e 
patógenos transmitidos por alimentos que causam doenças em humanos.
Os pontos críticos para a ocorrência de contaminações biológicas são:
1. Lavagem das hortaliças em água contaminada.
2. Contato das hortaliças com embalagens e superfícies contaminadas ou 
com mãos contaminadas dos trabalhadores. 
3. Danos físicos que facilitam o processo de infecção ou contaminação.
 
6. FLUXO DE TRABALHO 
Fluxo de trabalho é a sequência de operações entre a colheita e a expedição. 
Ele deve ser planejado de modo a reduzir, ao mínimo necessário, o número de 
operações para evitar danos ao produto e aumentar o rendimento do trabalho.
Em um cenário ideal, as plantas seriam colhidas e embaladas 
durante a colheita, pré-resfriadas e enviadas ao mercado. 
Porém, em várias situações, isso não pode ser feito, porque a 
propriedade não tem infraestrutura de pré-resfriamento para a 
hortaliça já embalada em caixas; o produto precisa ser lavado 
para remoção de sujidades; são feitas várias classificações e 
embalagens diferentes a partir do mesmo lote colhido.
A seguir são descritos dois sistemas: colheita e beneficiamento na lavoura e 
colheita seguida de beneficiamento em galpãode embalagem (packing house).
6.1. Colheita e beneficiamento no campo
Neste sistema, a colheita e o beneficiamento são feitos no campo e o produto 
sai da lavoura pronto para ser enviado ao mercado. Ele é típico do cultivo 
hidropônico, mas também pode ser utilizada no cultivo em solo à céu aberto ou 
em ambiente protegido.
Um dos desafios desse sistema é acelerar o tempo de colheita, que deve ser o 
mais curto possível, para não aquecer o produto e para aumentar o rendimento do 
trabalho, sem comprometer o cuidado necessário para selecionar, remover folhas 
danificadas e embalar. Se a colheita é muito rápida, o colhedor pode danificar as 
hortaliças e/ou não fazer uma boa seleção e limpeza do produto. 
Outro desafio desse sistema é a manutenção da limpeza das hortaliças 
colhidas, em lavouras à céu aberto, no período chuvoso. Após remoção das folhas 
Õ
161
danificadas, as hortaliças devem ser colocadas diretamente nos contentores 
ou sobre as folhas remanescentes (por exemplo, em hortaliças, como alface e 
repolho).
Em vários países onde se faz a colheita direta, as hortaliças colhidas são 
depositadas sobre uma esteira rolante, que as transporta para uma estação de 
beneficiamento, acoplada ao trator.
Figura 3. Exemplo de boas práticas na colheita de alface. A hortaliça é colhida no início da 
manhã, limpa (remoção de folhas danificadas), embalada em saco de plástico, acondicionada em 
caixa de plástico limpa e transportada para o Galpão de Embalagem para expedição ao cliente
Fotos: Milza Moreira Lana
162
6.2. Colheita e beneficiamento no galpão
Nesse sistema, o produto colhido é selecionado, classificado, lavado e 
embalado em um galpão de beneficiamento, ou packing house. Também nesse 
sistema é possível planejar as operações, de modo a reduzir o número de etapas 
do fluxo de trabalho. As Figuras 4 e 5 mostram esse sistema sendo usado, 
respectivamente, para a colheita de rúcula, com um número reduzido de etapas, 
o que diminui os danos às hortaliças, e para a colheita de alface, com um número 
excessivo de etapas que danificam a hortaliça.
 É preciso ter em mente que, quanto mais trabalho se executa 
no campo, menos se executa no galpão. Assim, uma boa seleção 
e remoção de folhas danificadas no campo facilita o trabalho 
de limpeza e reduz a quantidade de resíduo gerada no galpão. 
Porém, o trabalho no campo é feito sob condições de sol, vento 
e umidade que aceleram a perda de água e, por isso, deve ser o 
mais rápido possível. 
É importante estabelecer um bom diálogo entre os dois setores, campo e 
galpão, de modo a aumentar o rendimento do trabalho e evitar retrabalho. 
Figura 4. Exemplo de boas práticas na colheita de rúcula. A hortaliça é colhida no início da 
manhã, limpa para remoção das folhas danificadas, agrupada em maços e acondicionada em cai-
xas de plástico limpas. No Galpão de Embalagem, os maços são lavados em água corrente, limpos 
para remoção de folhas danificadas, embalados em sacos de plástico e acondicionados em caixas 
de plástico
Fotos: Milza Moreira Lana
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Figura 5. Exemplo de más práticas na colheita de alface. A hortaliça é colhida no início da 
tarde, acondicionada em caixas de plástico sujas, sem prévia remoção das folhas danificadas, e 
transportada para o Galpão de Embalagem. Em seguida, é aspergida com água, limpa, lavada em 
duas etapas, empilhada, embalada em sacos de plástico e acondicionada em caixas de plástico 
para expedição
Fotos: Milza Moreira Lana
7. ETAPAS DO FLUXO DE TRABALHO
7.1. Colheita
A colheita deve ser feita em contentores limpos, respeitando a capacidade 
do contentor de modo a preservar a integridade física das hortaliças. Ela deve 
ser feita nas horas mais frescas do dia para evitar aquecimento das hortaliças. No 
164
entanto, pode ser feita nas horas mais quentes, quando a propriedade contar com 
um bom sistema de pré-resfriamento, que remova rapidamente o calor de campo 
É importante levar em conta que muitos dos danos físicos causados durante 
a colheita, como áreas escurecidas e podres horas, só aparecem mais tarde. 
Assim, um produto com boa aparência na colheita pode apresentar má aparência 
quando chegar ao mercado, desacreditando o produtor rural e reduzindo o valor 
comercial de seu produto.
7.2. Transporte para o galpão de beneficiamento
É importante manter as hortaliças colhidas protegidas de sol e vento até o 
seu envio para o galpão. Para isso, podem ser usadas estruturas móveis e de baixo 
custo instaladas próximas à lavoura (Figura 4).
O veículo para transporte deve ser limpo e higienizado periodicamente. É 
importante, mesmo em distâncias curtas, proteger as hortaliças da incidência 
direta de sol e vento (Figura 3).
7.3. Lavagem 
A lavagem deve ser feita com água limpa e cuidado para não danificar as 
hortaliças. O uso de água fria pode remover parte do calor de campo, de acordo 
com a temperatura do produto, da água e do tempo de contato.
A lavagem por imersão, sem o correto processo de sanitização da água, ou 
sem trocas frequentes da água, pode ser um ponto crítico para a infecção das 
hortaliças por patógenos. 
Produtos à base de cloro são os mais usados para tratamento da 
água. Porém, é preciso considerar que a eficiência da cloração 
é altamente dependente do pH e da temperatura da água. 
A presença de matéria orgânica em solução é outro fator que 
decresce sobremaneira a eficiência da cloração. A ação germicida 
do cloro ativo depende de seu contato com o microrganismo que 
se quer eliminar. Por isso, este sanitizante é eficiente para evitar 
contaminações cruzadas por microrganismos presentes na 
água e em superfícies (embalagens, equipamentos, bancadas, 
etc.), mas é pouco eficiente para eliminar organismos presentes 
no interior dos tecidos vegetais. 
A concentração de cloro ativo recomendada varia de 50 a 200 ppm.
Após a lavagem, deve-se escorrer o excesso de água, antes de embalar as 
hortaliças. Quando os produtos são embalados muito molhados, a transpiração 
é reduzida, porque se forma uma atmosfera com alta umidade no interior da 
embalagem, o que é benéfico. Porém, se o produto apresenta danos físicos e 
contaminação por fitopatógenos, a podridão microbiana será acelerada e a 
durabilidade reduzida.
7.4. Formação dos maços 
O amarrio descuidado é um ponto crítico para ocorrência de podridões 
em hortaliças vendidas em maços. Também deve-se ter cuidado para manter a 
uniformidade no tamanho e apresentação dos maços (Figura 6).
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Figura 6. Exemplo de más práticas na confecção de maços de mostarda. Da esquerda para a 
direita e de cima para baixo: maços de tamanho desuniforme; amarrio causando danos físicos às 
folhas e nervuras; maços com folhas e nervuras com danos físicos extensos e presença de folhas 
estragadas, que deveriam ter sido descartadas na colheita
Fotos: Milza Moreira Lana
7.5. Embalagem individual
A embalagem das hortaliças para venda deve protegê-las, aumentar sua 
durabilidade e ser um cartão de visitas do produtor rural. Além disso, deve 
atender às normas de rotulagem previstas na legislação, além do selo da produção 
integrada.
Três situações podem fazer com que a embalagem, mais comumente filmes 
plásticos, não protejam as hortaliças:
1. Uso de embalagens pequenas, que comprimem as hortaliças em seu 
interior, causando quebra das nervuras e folhas.
2. Uso de filme plástico com baixa permeabilidade a gases em condição 
de alta temperatura, o que pode resultar em uma atmosfera anaeróbica 
no interior da embalagem.
3. Embalagem descuidada em bandeja recoberta de filme plástico, 
causando danos físicos às hortaliças (comum em alface americana).
Além das informações obrigatórias de rotulagem, a embalagem pode ser usada 
para promover o produto, com informações sobre o preparo e armazenamento 
da hortaliça, bem como de receitas. Para produtores que não têm condições de 
elaborar esse conteúdo para seus clientes, a Embrapa Hortaliças disponibiliza 
166
gratuitamente uma etiqueta com o QR Code do site ‘Hortaliça não é sóSalada’, 
que pode ser impresso nas próprias embalagens (Figura 7). 
SAIBA MAIS No site, cujo endereço é https://www.embrapa.br/hortalica-nao-
e-so-salada , o consumidor encontrará informações sobre como comprar, 
consumir e consumir hortaliças, com várias receitas utilizando as hortaliças 
folhosas mais utilizadas no Brasil.
 
Figura 7. Etiqueta com o QR Code do site ‘Hortaliça não é só Salada’, que pode ser impressa 
diretamente na embalagem das hortaliças ou em etiquetas adesivas fixadas à embalagem. Nas 
áreas de vendas, as etiquetas adesivas podem ser usadas para sinalização nas gôndolas. O site traz 
informações sobre como comprar, conservar e consumir as principais hortaliças folhosas comercia-
lizadas no Brasil
7.6. Embalagem para transporte
A embalagem para transporte das hortaliças, acondicionadas ou não em 
unidades individuais, deve ser paletizável, higienizável (plástico) ou descartável 
(papelão, madeira).
As caixas plásticas, mais comuns no mercado brasileiro, devem ser limpas 
e sanitizadas periodicamente, para evitar a contaminação das hortaliças e a 
transmissão de doenças.
O produtor que investiu em produção integrada e, portanto, tem um produto 
diferenciado, deve se esforçar para estabelecer uma política de entrega com seu 
fornecedor que elimine a operação de “virada de caixa” ou “batida de caixa”; qual 
seja: a transferência das hortaliças da caixa do fornecedor para a do cliente. Nessa 
operação, além dos danos físicos, podem ocorrer contaminação das hortaliças 
quando elas são transferidas para caixas sujas do cliente, pondo a perder todo o 
investimento feito pelo produtor para a obtenção de um alimento seguro.
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https://www.embrapa.br/hortalica-nao-e-so-salada
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gratuitamente uma etiqueta com o QR Code do site ‘Hortaliça não é só Salada’, 
que pode ser impresso nas próprias embalagens (Figura 7). 
SAIBA MAIS No site, cujo endereço é https://www.embrapa.br/hortalica-nao-
e-so-salada , o consumidor encontrará informações sobre como comprar, 
consumir e consumir hortaliças, com várias receitas utilizando as hortaliças 
folhosas mais utilizadas no Brasil.
 
Figura 7. Etiqueta com o QR Code do site ‘Hortaliça não é só Salada’, que pode ser impressa 
diretamente na embalagem das hortaliças ou em etiquetas adesivas fixadas à embalagem. Nas 
áreas de vendas, as etiquetas adesivas podem ser usadas para sinalização nas gôndolas. O site traz 
informações sobre como comprar, conservar e consumir as principais hortaliças folhosas comercia-
lizadas no Brasil
7.6. Embalagem para transporte
A embalagem para transporte das hortaliças, acondicionadas ou não em 
unidades individuais, deve ser paletizável, higienizável (plástico) ou descartável 
(papelão, madeira).
As caixas plásticas, mais comuns no mercado brasileiro, devem ser limpas 
e sanitizadas periodicamente, para evitar a contaminação das hortaliças e a 
transmissão de doenças.
O produtor que investiu em produção integrada e, portanto, tem um produto 
diferenciado, deve se esforçar para estabelecer uma política de entrega com seu 
fornecedor que elimine a operação de “virada de caixa” ou “batida de caixa”; qual 
seja: a transferência das hortaliças da caixa do fornecedor para a do cliente. Nessa 
operação, além dos danos físicos, podem ocorrer contaminação das hortaliças 
quando elas são transferidas para caixas sujas do cliente, pondo a perder todo o 
investimento feito pelo produtor para a obtenção de um alimento seguro.
Ì
7.7. Transporte 
O transporte é uma das etapas mais críticas para a manutenção da qualidade, 
na qual devem ser observados os mesmos cuidados recomendados para o 
armazenamento. 
• Transporte não refrigerado
O produto deve ser abrigado da incidência de luz solar direta, tomando-
se o cuidado de manter uma ventilação adequada da carga, que evite o seu 
aquecimento, mas não promova, em contrapartida, a desidratação. Lonas comuns 
de cor clara ou lonas térmicas promovem uma proteção parcial. 
O uso de embalagens adequadas e empilhadas corretamente é essencial para 
evitar danos por compressão e por vibração da carga. A carga e descarga devem 
ser feitas com cuidado para evitar danos físicos. 
Os veículos devem ser mantidos limpos para evitar a contaminação das 
hortaliças por fitopatógenos, patógenos transmitidos por alimentos e compostos 
químicos.
• Transporte refrigerado
O produto deve ser esfriado até a temperatura de transporte o mais 
rapidamente possível. A temperatura recomendada deve ser mantida uniforme 
durante o trânsito e distribuição. Pequenos desvios da temperatura ideal são 
tolerados pelos produtos menos perecíveis, mas devem ser os menores possíveis 
para evitar perda de qualidade.
O transporte refrigerado demanda, além da temperatura recomendada, a 
manutenção de um adequado fluxo de ar para remoção do calor e esfriamento 
da carga. O uso de embalagens adequadas e paletizadas, com aberturas que 
permitam o fluxo de ar necessário, também é importante para garantir a 
refrigeração da carga.
Assim como recomendado para o transporte não refrigerado, a 
embalagem e paletização são essenciais para evitar danos por 
compressão e por vibração da carga. A carga e descarga devem 
ser feitas com cuidado, para evitar danos físicos e abuso de 
temperatura. 
Os veículos devem ser mantidos limpos para evitar a contaminação das 
hortaliças por fitopatógenos, por patógenos transmitidos por alimentos e por 
compostos químicos. Atenção especial deve ser dada à limpeza e à manutenção 
dos equipamentos de refrigeração.
7.8. Higiene 
Dois grupos de patógenos podem estar presentes nas hortaliças:
1. Fitopatógenos: organismos que causam danos às plantas durante o 
cultivo e nos produtos colhidos. Em pós-colheita, a maioria das doenças 
importantes é causada por fungos e bactérias. Quando a doença está 
só começando, os danos podem não ser visíveis, mas, à medida que a 
doença avança, ocorrem alterações não só na aparência, como manchas 
e podridões, mas também no cheiro e no sabor das hortaliças. Na maioria 
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dos casos, os microrganismos não provocam danos à saúde das pessoas. 
Mas como os danos são visíveis, as hortaliças doentes são comumente 
descartadas e não consumidas, gerando prejuízos para o produtor rural. 
2. Patógenos transmitidos por alimentos: incluem fungos, bactérias, 
vírus, vermes e protozoários que levam doenças aos humanos. Esses 
organismos, em geral, não acarretam danos visíveis às hortaliças, mas 
esses produtos contaminados, quando ingeridos pelas pessoas, causam 
intoxicação alimentar que pode ser leve ou muito grave. Tais organismos 
são propagados e contaminam as hortaliças quando elas entram em 
contato com água e superfície contaminadas.
Para evitar a contaminação das hortaliças com esses patógenos, a higiene 
deve ser mantida em todas as etapas da colheita e pós-colheita.
Além da contaminação por patógenos, a higiene também é importante para 
a remoção de sujidades que prejudicam a aparência e causam danos físicos nas 
hortaliças mais sensíveis. 
7.9. Limpeza e manutenção de ferramentas e contentores
Os contentores, instrumentos e equipamentos auxiliares de colheita devem 
ser limpos periodicamente. A frequência de limpeza deve ser estabelecida em 
função do estado de sujidade dos equipamentos e do estado sanitário da lavoura. 
Contentores e ferramentas, usados na colheita de produtos consumidos crus, 
devem ser limpos com mais frequência.
A simples lavagem com água e escova é suficiente para a remoção de 
restos vegetais e terra e de inóculos de patógenos pós-colheita, assim como 
nutrientes que permitem o seu crescimento na superfície dos contentores. 
O uso de detergentes elimina grande parte dos microrganismos que causam 
podridões, assim como aqueles que causam doenças em humanos. Para remoção 
de organismos, como Salmonella, Escherichia coli e Staphilococcus aureus, énecessário o uso de desinfetantes.
Quando houver necessidade de sanitização, ela deve ser precedida da 
lavagem com água e detergente – pode ser usado qualquer detergente, desde 
que apropriado para uso em indústria de alimentos. 
Quando não estiverem em uso, ferramentas e contentores devem ser mantidos 
ao abrigo de animais domésticos e silvestres, para evitar a sua contaminação com 
fezes, urina, pelo e penas dos animais.
• Limpeza e manutenção do galpão de beneficiamento
A limpeza e manutenção do galpão de beneficiamento deve seguir uma 
rotina preestabelecida, descrita em fichas de Procedimento Operacional Padrão 
(POP) disponibilizados para os funcionários.
A estrutura simplificada de um galpão de beneficiamento deve 
conter 4 áreas: recepção, beneficiamento, expedição e escritório. 
Elas devem ser dispostas de forma a evitar a contaminação 
cruzada, seguindo a direção do fluxo de trabalho. Toda a unidade 
deve ter estruturas (portas, janelas, telas, cortinas, ralos) que 
impeçam a infestação por roedores, pássaros e insetos. 
Equipamentos de lavagem e classificação devem ser limpos periodicamente 
Õ
169
com água e sabão e sanitizados com produtos indicados para indústria de 
alimentos. Especial atenção deve ser dada para evitar vazamentos e danos aos 
equipamentos que resultem em contaminação do alimento com produtos 
químicos (óleos, graxas e outros lubrificantes).
• Limpeza dos veículos
Os mesmos princípios e procedimentos recomendados para contentores, 
equipamentos e ambiente se aplicam à limpeza dos veículos.
• Higiene dos trabalhadores
A saúde e as práticas de higiene dos trabalhadores rurais, da colheita à 
expedição, impactam diretamente a segurança das hortaliças. 
Mãos contaminadas são a principal via de transmissão de doenças e a 
importância da correta higienização das mãos não deve ser subestimada. Para 
manter as práticas recomendadas é importante realizar um programa regular 
de treinamento e dispor de instalações sanitárias e estações de lavagem e 
higienização das mãos de fácil acesso.
Também é importante a utilização correta dos equipamentos de proteção.
7.10. Comercialização no varejo
Apesar de o produtor não ser responsável pela comercialização no varejo, as 
perdas que ocorrem nesta etapa da cadeia produtiva são, muitas vezes, total ou 
parcialmente, revertidas para o fornecedor por meio de bônus ou descontos.
É muito frustrante para o produtor rural que investe na produção integrada 
não ter um retorno de seu investimento, seja pelo aumento das vendas, seja pela 
valorização financeira de seu produto.
Quando contar com um promotor de vendas, o produtor rural deve orientá-
lo para:
1. Garantir que o varejista e o consumidor final saibam que seu produto 
é certificado e atende às recomendações de boas práticas agrícolas 
e conheçam a importância dessa certificação para a segurança e 
qualidade da hortaliça.
2. Manuseie a hortaliça na loja com cuidado e mantenha as condições de 
higiene durante a recepção, estocagem e exposição.
3. Faça uma exposição atraente na área de vendas, que valorize o produto 
e não induza ao manuseio excessivo do produto pelo consumidor 
final. Isso pode ser conseguido, quando possível, pela exposição de 
quantidades menores com reposições mais frequentes.
4. Assegurar que o produto esteja na área de vendas nos momentos de 
maior presença de clientes. 
5. Auxilie o varejista no planejamento das compras e estabeleça critérios 
claros de qualidade, acordados entre fornecedor e loja, para reduzir a 
devolução de produtos não conforme.
O mesmo selo com o QR Code do site Hortaliça não é só Salada, apresentado 
170
na seção sobre embalagem individual, pode ser usado na área de venda (nas 
gôndolas) e em materiais promocionais (revistas, panfletos) para incentivar 
o consumo de hortaliças. Esse site também disponibiliza cartazes voltados 
especificamente para a promoção de hortaliças folhosas, com o slogan: ‘Ponha 
esse verde no seu prato”.
O site também conta com dois outros conteúdos que podem auxiliar o 
produtor a promover o consumo de hortaliças folhosas certificadas: “Hortaliças 
Folhosas” e “Hortaliças Certificadas”. Ambos os conteúdos estão disponíveis em 
formato html e PDF, sendo o segundo indicado para impressão no formato de 
folder de 2 dobras.
171
Figura 8 . Cartazes da campanha de promoção do consumo de hortaliças folhosas com o mote 
“Ponha esse verde no seu prato”, disponíveis gratuitamente no site ‘Hortaliça não é só Salada’. Os 
cartazes podem ser impressos ou divulgados em mídias sociais e usados em eventos de promoção 
do consumo de hortaliças e em sinalizações na área de vendas 
172
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173
BRECHT, J. K.; SARGENT; S. A.; BRECHT, P. E.; SAENZ, J.; RODOWICK, L. Protecting 
Perishablebianual ou perene - 
nesse caso, seu ciclo pode se prolongar por mais dois anos, crescendo até 0,9 
m de altura. O caule é ereto, com as folhas de formato variado, podendo ser 
oblongas, obovadas, onduladas, denteadas, formando, ou não, uma “cabeça”, de 
folhas apertadas, antes da floração. As folhas são geralmente verdes, levemente 
azuladas, grossas, não chegando a ser carnosas, e crescem continuamente ao 
longo do caule ou talo. As flores são dispostas em racimos terminais eretos, de 
cor branco-amarelada, com sépalas eretas e corola composta por quatro pétalas 
obovadas (Figura 11). 
É muito rica em nutrientes, especialmente, cálcio, ferro e vitaminas A, C, K e B5. 
Figura 11. Couve (Foto: Jorge A. Guimarães)
28
15. COUVE CHINESA
Brassica oleracea alboglabra é uma planta perene, que cresce rapidamente até 
0,5 m de altura. Apresenta folhas de cor verde-claro com a parte central branca. 
É fonte de ácido fólico (importante para a formação do sangue), além de 
vitaminas A e dos grupos B e C, além de cálcio e potássio.
16. COUVE-DE-BRUXELAS
Brassica oleracea gemmifera é uma planta herbácea bianual, que cresce até 1,2 
m de altura. A parte comestível são gemas, na forma de pequenos repolhos com 
diâmetro entre 2,5 cm e 4 cm, que crescem ao longo do talo da planta. Na época 
da colheita, o talo fica totalmente coberto pelos pequenos repolhos.
É fonte de sais minerais, principalmente fósforo e ferro. Contém vitaminas A 
e C, ambas importantes para os olhos e para a pele. Além disso, é rica em fibras 
de celulose, sendo recomendada para as pessoas que têm problemas intestinais.
17. COUVE-FLOR
Brassica oleracea botrytis é uma planta bianual, que cresce até 0,8 m de 
altura. Apresenta as folhas alongadas, raízes com 20-30 cm e a parte comestível 
é a inflorescência imatura. Para a formação da inflorescência, é preciso haver 
clima frio para florescer. É uma planta típica de outono-inverno, necessitando de 
melhoramento para cultivo em temperaturas elevadas.
É uma hortaliça rica em cálcio e fósforo, além de fonte de folato e vitamina C.
18. ERVA-DOCE 
Foeniculum vulgare é uma planta herbácea de 30 a 50 cm de altura, com haste 
ereta, cilíndrica, folhas fendidas, alternas e verde-escuras (Figura 18). As flores são 
brancas, pequenas e formando umbelas. As sementes, folhas, caules e bolbos 
podem todos ser consumidos.
19. ESCAROLA
Cichorium endivia var. Latifolia é uma planta bianual que cresce até 1 m de 
altura. As escarolas têm folhas amplas, eretas e planas, com o característico sabor 
amargo, que é mais forte nas folhas mais verdes (Figura 13).
Figura 13. Escarola (Foto: Milza Moreira Lana)
29
20. ESPINAFRE 
Spinacia oleracea é uma planta herbácea dioica anual, que cresce de forma 
rápida, até 0,3 m de altura. De acordo com PATRO (2013), o espinafre apresenta 
folhas simples, basais ou alternas, ovais a triangulares, os maiores estão próximos 
à base da planta e menores, às extremidades. Suas flores são discretas, amarelo-
esverdeadas, sendo que nas plantas masculinas surgem em inflorescências 
terminais, do tipo espiga, e nas femininas, são sésseis e nascem nas axilas das 
folhas (Figura 14). 
O espinafre pode ser consumido cru ou cozido, sendo muito rico em vitamina 
A, em complexo B e sais minerais, principalmente ferro.
Figura 14. Espinafre (Foto: Jorge A. Guimarães)
21. ESTÉVIA
Stevia rebaudiana é uma planta aromática de hábito arbustivo que forma, com 
o tempo, múltiplos brotos e mede de 40 a 80 cm de altura. A raiz é perene, fibrosa 
e filiforme.
Tem sido muito usada como adoçante natural em substituição ao açúcar. 
22. ESTRAGÃO
Artemisia dracunculus é uma planta herbácea, perene e condimentar. Tem 
raízes rizomatosas e ramos cilíndricos, muito ramificados, conferindo-lhe o 
aspecto de pequena “moita”. As folhas são lanceoladas, sésseis, glabras, brilhantes, 
alternas, carnosas, aromáticas, de cor verde-acinzentada e com margens inteiras. 
As flores - que podem ser brancas, amarelas ou esverdeadas - se formam em 
pequenos capítulos terminais (PATRO, 2015).
Segundo PATRO (2015), o estragão contém os óleos essenciais estragol, 
anethol e eugenol, além de flavonoides, minerais e vitaminas.
30
23. HORTELÃ
Hortelã é o nome comum utilizado para as espécies do gênero Mentha e seus 
híbridos. A planta é perene, de porte baixo, chegando até 0,5 m de altura. Tem 
as folhas com formato lanceolado, de cor verde a arroxeada, pilosas e com forte 
aroma característico (Figura 15). O aroma se deve à presença do óleo essencial 
mentol, presente nas suas folhas. As flores são numerosas e roxas e se apresentam 
em inflorescências terminais do tipo espiga (PATRO, 2013). 
É utilizada na indústria farmacêutica, cosmética e de alimentos, seja como 
planta medicinal ou como aromatizante de alimentos (PATRO, 2013).
A
B
Figura 15. Hortelã (Fotos: Jorge A. Guimarães e Milza Moreira Lana)
24. LOURO
Laurus nobilis é uma árvore condimentar, perene, que cresce até 12 m em 
ritmo lento. O loureiro apresenta as folhas com 6–12 cm de comprimento e 2–4 
cm de largura, com margem lisa. A flor é verde-amarelo pálida, com cerca de 1 cm 
de diâmetro (Figura 24). O fruto é uma pequena baga brilhante e preta, como uma 
drupa, contendo uma semente. A plantas são dioicas e polinizada por abelhas.
É uma especiaria usada em uma grande variedade de receitas, particularmente 
entre as cozinhas mediterrâneas. Mais comumente, as folhas aromáticas são 
adicionadas inteiras aos pratos, e removidas antes de serem servidos.
25. MANJERICÃO
Ocimum basilicum é uma planta aromática e perene, que apresenta caule ereto 
e ramificado, podendo crescer de 0,5 a 1 metro de altura. Suas folhas são delicadas, 
ovaladas, pubescentes e de cor verde-brilhante. As inflorescências são do tipo 
espiga e compostas por flores brancas, lilases ou avermelhadas. Sua polinização 
é cruzada e os frutos são do tipo aquênio, de coloração preto-azulada (Figura 16). 
Há mais de 60 variedades de manjericão, com variações na cor, tamanho e forma 
das folhas, porte da planta e concentração de aroma (PATRO, 2015).
31
A B
Figura 16. Manjericão (Fotos: A - Jorge A. Guimarães; B - Milza Moreira Lana)
26. MANJERONA
Origanum majorana é uma planta aromática perene, que cresce até 0,5 m de 
altura. Suas folhas são simples, de cor verde escura. As flores são esbranquiçadas, 
róseas ou violáceas, dispostas em glomérulos e reunidas em inflorescências 
paniculadas terminais. 
A manjerona tem diversos usos, tanto na culinária quanto como erva 
medicinal, proporcionando benefícios ao nosso organismo. É excelente para 
temperar saladas e carnes, principalmente as brancas, como frango, peixe e porco. 
27. MOSTARDA
Sinapis alba é uma planta herbácea anual, que cresce até 1 m de altura. 
Apresenta caule ereto, folhas longas e estreitas com bordas serrilhadas. As flores 
são pequenas, amarelas, em forma de inflorescência terminal, seguidas de frutos 
redondos (Figura 17). Há cultivares para a produção de folhas (saladas) e outras 
cultivares e espécies para a produção de sementes, as quais são utilizadas para 
a fabricação de molhos e temperos. As sementes têm de 1 a 2 milímetros de 
diâmetro. 
O sabor picante é característico dessa hortaliça, que é muito usada na 
preparação de molhos. É fonte das vitaminas C e A, de cálcio e tem teores 
moderados de ferro, sódio, potássio e magnésio. 
 
Figura 17. Mostarda (Fotos: Milza Moreira Lana)
32
28. ORÉGANO
Origanum vulgare é uma planta semilenhosa, ramificada, perene e de folhas 
muito aromáticas, que cresce até 0,6 m de altura. As folhas são ovais, pecioladas, 
opostas, geralmente pubescentes e ricas em óleo essencial (Figura 18). Suas 
flores são pequenas, tubulares, róseas a arroxeadas e surgem no verão, em 
inflorescências do tipo racemo (PATRO, 2014).
As folhas são muito usadas como condimentares, sendo utilizadas frescas, 
cruas ou desidratadas. 
Figura 18. Orégano (Fotos: Jorge Anderson Guimarães)
29. REPOLHO
Brassica oleracea capitata é uma planta herbácea, bianual, cuja cabeçaFoods During Transport by Truck and Rail. University of Florida. 2019. 
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formada por inúmeras folhas que se imbricam, constituindo a parte comestível 
da planta. Existem diferentes tipos de repolhos, sendo as variedades verde e roxo 
as mais populares. A verde tem a cabeça densa e folhas externas verdes; já a roxa 
apresenta as folhas vermelhas ou roxas, sendo também mais rica em vitamina C 
que as outras variedades.
33
30. RÚCULA
Eruca sativa é uma planta herbácea e de ciclo anual, de baixo porte, que 
cresce até 0,6m de altura. Apresenta folhas verde escuras, dispostas em roseta, 
pinadas em 4 a 10 profundos lobos laterais e um grande lobo terminal (Figura 19). 
São tenras quando jovens, e gradativamente vão ficando mais firmes e fibrosas 
(PATRO, 2017).
Dentre todas as hortaliças, a rúcula é a fonte mais rica em ferro. Contém ainda 
cálcio, fósforo, vitaminas A e C. 
 
Figura 19. Rúcula (Fotos: Milza Moreira Lana)
31. SALSA
Petroselinum crispum é uma planta herbácea, bianual, que cresce até 0,6 m 
de altura. É uma planta aromática e condimentar, que forma pequenas touceiras, 
com longos ramos e folhas brilhantes, planas, divididas em folíolos também 
repartidos (Figura 20). A planta toda é muito aromática, com sabor pungente e, ao 
mesmo tempo, refrescante. A planta emite inflorescências altas do tipo umbela, 
com numerosas flores amarelas (PATRO, 2014).
Há cultivares de folhas lisas, crespas e muito crespas. Há ainda variedades para 
consumo das raízes.
Rica em sais minerais e vitaminas, principalmente a C. Também é utilizada por 
seu valor medicinal. 
A B
Figura 20. Salsa (Fotos: A - Jorge A. Guimarães; B - Milza Moreira Lana)
34
32. SÁLVIA
Salvia officinalis é um arbusto perene, de folhas aromáticas, que cresce até 0,6 
m de altura. Apresenta hastes eretas, quadrangulares, ramificadas e recobertas por 
tricomas curtos. São inicialmente herbáceas e se tornam lenhosas com o passar do 
tempo. De acordo com PATRO (2015), suas folhas são elípticas a oblongas, sésseis 
no ápice dos ramos, e pecioladas na parte inferior, com a superfície rugosa, pilosa 
e de cor verde acinzentada (Figura 21).
De sabor amargo e pungente, é utilizada como condimento de alimento e 
no preparo de chás, mas também tem propriedades medicinais e ornamental 
(PATRO, 2015).
Figura 21. Sálvia (Foto: Jorge Anderson Guimarães)
35
FERTILIDADE DO SOLO E 
NUTRIÇÃO DE HORTALIÇAS 
FOLHOSAS
Ítalo Moraes Rocha Guedes 
Juscimar da Silva 
Tiago Felipe Moreira Silva 
Gabriel Junior da Silva 
Allan Livino da Silva
1. INTRODUÇÃO
As hortaliças folhosas são cultivadas em todas as regiões do país, nos mais 
diferentes tipos de solos. Com exceção das áreas recém-inseridas no sistema 
produtivo, a grande maioria das áreas tradicionalmente produtoras de hortaliças 
já apresenta solos com fertilidade construída; ou seja, durante vários anos de 
cultivo utilizando doses elevadas de adubos, os teores de nutrientes já atingiram 
valores próximos do nível crítico e, para alguns nutrientes, até excessivo. 
A qualidade física do solo também deve ser monitorada, em especial a 
avalição da compactação do solo, que afeta a dinâmica da água, distribuição 
dos nutrientes e desenvolvimento das raízes. O conhecimento da textura do solo 
auxilia na recomendação e no parcelamento dos fertilizantes, uma vez que, a 
depender dos teores de argila, pode ocorrer a perda de nutrientes. 
A matéria orgânica afeta diretamente a qualidade química, 
física e biológica do solo e a sua manutenção e restituição são 
fundamentais. Em muitas áreas produtivas, a matéria orgânica é 
a única fonte de nutrientes adicionadas ao solo. A restituição dos 
nutrientes ao solo para atingir altos índices de produtividade 
comercial deve considerar as práticas de manejo que visem 
aumentar a eficiência da adubação e a redução de perdas, que 
podem ocorrer por volatilização ou por lixiviação de nutrientes. 
2. MANEJO DO SOLO
A elevação de canteiros é prática comum na produção de hortaliças folhosas, 
pois permite o bom crescimento das raízes e uma boa drenagem. No entanto, o 
uso continuado de encanteiradores pode acarretar perda da qualidade física do 
solo nas camadas subsuperficiais. 
A compactação do solo é a variável física que deve ser avaliada com maior 
periodicidade, pois afeta a drenagem do solo, favorecendo o acúmulo de água 
e de nutrientes em subsuperfície. Assim, recomenda-se fazer uma avaliação 
das condições físicas do solo, antes do início da produção, para verificar se há 
camadas de solo compactadas, principalmente nas profundidades superiores a 
30 cm. Constatando a compactação, deve-se realizar a subsolagem do solo para 
Õ
05
36
romper este impedimento. Não havendo ferramentas para avaliar a compactação, 
deve-se fazer a subsolagem “preventiva” pelo menos a cada 2 anos. 
O cultivo em nível também é importante para evitar perda do solo por 
escoamento superficial (enxurrada) e permitir uma melhor infiltração da água no 
solo. 
3. CORREÇÃO DO SOLO
Esta prática está relacionada tanto à correção do pH, quanto à restituição dos 
nutrientes do solo. Devido à alta densidade de plantas por hectare, o cultivo de 
hortaliças folhosas demanda altas doses de nutrientes para se atingir o máximo 
potencial produtivo. Por isso, a correção ou a fertilização deve ser realizada de 
maneira equilibrada, com critério técnico para atender à demanda da planta e 
evitar desperdícios, já que os adubos impactam significativamente o custo de 
produção (Figura 1). 
A adição ou a restituição ao solo de nutrientes exportados pela cultura pode 
se dar por meio de técnicas agrícolas convencionais, como a calagem e a aplicação 
de fertilizantes no plantio e na cobertura, ou a partir de soluções nutritivas 
balanceadas, no caso da produção por sistemas sem solo. 
Para o cultivo direto no solo, a disponibilidade de nutrientes e as condições do 
pH e da condutividade elétrica da solução são determinados pela análise química 
do solo. A partir do laudo da análise do solo calcula-se as quantidades de corretivos 
e nutrientes a serem aplicados, bem como corrige-se os possíveis desequilíbrios 
nutricionais causados pelo uso excessivo de um ou mais fertilizantes, fato muito 
comum em áreas de cultivo de hortaliças. 
Quando se faz a análise química do solo para produção agrícola, 
está sendo avaliada a fertilidade média da área. Por isso, é muito 
importante uma boa amostragem, coletando de 20 a 30 amostras 
simples, em diferentes locais da unidade de amostragem 
(Figura 2a e 2b). A unidade de amostragem, ou talhão ou a gleba 
correspondente ao local de plantio e à sua escolha, é realizada 
considerando que a variabilidade das características do solo 
ocorre tanto em curtas, quanto em longas distâncias.
A unidade de amostragem é agrupada considerando o histórico de cultivo 
da área, uniformidade em relação à vegetação, à posição topográfica e às 
características do solo, como a cor e a textura. Não há uma quantidade adequada 
de unidades de amostragem; o importante é selecionar as áreas com a maior 
similaridade possível para melhor caracterizar o solo e minimizar os erros de 
amostragem.
Õ
37
 
Figura 1. Participação do gasto com fertilizante no custo de produção das principais hortaliças 
(Adaptado de ABCSEM, 2014)
Figura 2A. Divisão da propriedade em unidades de amostragem/gleba/talhão. Para cada 
característica do solo (relevo, textura, cor, etc.) ou tipo de cultivo, deve-se delimitar um local de 
amostragem
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Figura 2B. A amostragem dentro da casa de vegetação (estufa) deve seguir os mesmos princí-
pios
A profundidade de amostragem deve ser entre 0,00 e 20,0 cm. A amostragem 
do solo em camadas mais profundas (maior que 30 cm) é incentivada, pois 
permite verificar possíveis impedimentos químicos que podem ser limitantes ao 
crescimento das raízes.
Depois de coletadas, as amostras simples deverão ser homogeneizadas para 
obter uma amostra composta, por talhão. Essa amostra deverá ser colocada 
para secar à sombra, depois passada em peneira de 4,0 mm e, em seguida, 
enviada ao laboratório, devidamente identificada.Devem ser solicitadas uma 
análise completa do solo: análises de rotina (pH, condutividade elétrica, P, K e Na 
disponíveis, Al, Ca e Mg trocáveis, acidez potencial – H+Al e MO), micronutrientes 
e a granulometria (textura).
É recomendado sempre optar por laboratórios com selo de qualidade em 
análises de solo. A partir do laudo técnico, serão calculadas as quantidades de 
corretivos e de fertilizantes.
3.1. Calagem
Consiste na aplicação de corretivos da acidez ao solo, ajustando o seu pH 
para um intervalo de valores (pH entre 6,0 a 6,5), no qual os nutrientes (presentes 
na solução do solo) possam estar prontamente disponíveis para a absorção 
pela planta. Os corretivos da acidez podem ser carbonatos, silicatos, óxidos e 
hidróxidos. 
Outros benefícios da calagem são: redução do alumínio trocável (Al3+), que 
é prejudicial às folhosas, e a adição de cálcio (Ca) e magnésio (Mg). Vale ressaltar 
que os corretivos são as fontes mais baratas para o suprimento desses nutrientes 
e de outros, como silício e micronutrientes. 
A quantidade de corretivos (QC) a ser utilizada na área é 
determinada a partir da estimativa da necessidade de calagem 
(NC), que obedece a critérios regionais, e o poder relativo 
de neutralização total (PRNT) do corretivo. Não obstante a 
determinação da quantidade de corretivos, para se obter os 
efeitos desejáveis da calagem, deve-se considerar ainda: a 
época de aplicação (preferencialmente, no período chuvoso), o 
tipo (teores de CaO e MgO e PRNT) e a forma de incorporação do 
calcário (preferencialmente, a lanço). 
Õ
39
Os métodos mais utilizados para calcular a NC são: o da neutralização do 
Al3+ e fornecimento de Ca e Mg e o do reajuste da saturação por bases a valores 
preestabelecidos.
Método de neutralização do Al3+ e elevação dos teores de Ca2+ e Mg2+
A NC é calculada a partir de duas equações que se somam e levam em 
consideração, de um lado, a textura do solo e a presença e a sensibilidade da 
cultura ao Al3+ e, de outro, as exigências nutricionais em Ca e Mg. 
NC = Necessidade de calcário, em t ha-1;
Y = variável relacionada à capacidade tampão do solo e que pode ser definida de acordo com 
a textura do solo (Tabela 1);
Al3+ = acidez trocável, em cmolc dm-3;
mt = saturação máxima por Al tolerada, m = 5%;
t = capacidade de troca catiônica efetiva (CTCefetiva), em cmolc dm-3;
X = disponibilidade de Ca e Mg requerida pela hortaliça, X = 3;
Ca2+ + Mg2+ = teores trocáveis de Ca e Mg, em cmolc dm-3.
Na equação, o resultado negativo nos colchetes deve ser substituído por zero 
para dar continuidade ao cálculo.
Essa equação poderá ser simplificada, se for considerado que as hortaliças 
folhosas são sensíveis à presença do Al3+ e muito exigentes em Ca e Mg. Assim, 
pode-se adotar o valor mt = 0 e X = 3. A partir do resultado obtido faz-se o cálculo 
da QC utilizando o valor de PRNT do corretivo, da seguinte maneira: 
TABELA 1. VALORES DE Y EM FUNÇÃO DA TEXTURA E PORCENTAGEM 
DE ARGILA DO SOLO
TEXTURA
 DO SOLO
TEOR 
DE ARGILA (%) Y
Arenosa 0 – 15 0,0 – 1,0
Média 15 – 35 1,0 – 2,0
Argilosa 35 – 60 2,0 – 3,0
Muito argilosa > 60 3,0 – 4,0
Fonte: Adaptado de Alvarez V. e Ribeiro (1999)
40
• Método do reajuste da saturação por bases
Neste método, as cargas negativas do solo, representadas pela capacidade de 
troca de cátions (CTC pH = 7 ou T), são “ocupadas” por bases para atingir um valor 
predeterminado de saturação. A saturação por bases é aumentada pela adição 
de Ca e Mg, contidos no corretivo. Isso é possível graças à relação direta entre a 
saturação por bases (V) e o pH do solo. No caso das hortaliças folhosas, pode-se 
adotar o valor de V = 70%.
NC = Necessidade de calcário, em t ha-1;
T = capacidade de troca catiônica a pH 7,0, estimada pela soma de bases e acidez potencial [SB 
+ (H+Al)], determinadas pela análise do solo, em cmolc dm-3;
V2 = porcentagem de saturação por bases recomendada, para as folhosas (70%);
V1 = saturação por bases atual do solo, em %, estimado por: V1 = (100 x SB/T); sendo SB = Ca2+ 
+ Mg2+ + K+ + Na+, em cmolc dm-3
De maneira simplificada e corrigindo a NC pela fração do PRNT do corretivo, a 
quantidade de calcário (QC) é calculada da seguinte maneira:
Ressalta-se que o valor obtido na estimativa da NC deve ser incorporado num 
hectare de solo, ou seja, em 2.000.000 dm-3, para a profundidade de 0 a 20 cm. Se 
a amostragem do solo ocorrer em volume diferente (0 a 10 cm, por exemplo), a 
QC deverá ser corrigida, proporcionalmente. 
Na escolha do calcário, sugere-se optar pelos dolomíticos que contêm maior 
concentração de óxido de magnésio (MgO), para elevar os teores de Mg2+ acima 
de 0,9 cmolc dm-3. Em situações favoráveis ao uso do calcário calcítico ou de 
óxidos – óxido de cálcio (CaO) ou hidróxidos de cálcio [Ca(OH)2] -, o Mg deverá 
ser adicionado utilizando outras fontes, como sulfatos, carbonatos e óxidos. Para 
solos com teores de Mg baixo (Mg2+Mg são adicionados durante a calagem, as quantidades 
dos demais nutrientes devem ser calculadas conforme a classe de fertilidade de 
cada um. A classe de fertilidade dos nutrientes pode ser muito baixa, baixa, média, 
alta (boa) ou muito alto (muito boa). Depois de definida a classe de fertilidade, 
recorre-se às tabelas de recomendação de adubação química de plantio e de 
42
cobertura para cada espécie ou grupo de hortaliças. Quanto mais pobre o solo, 
maior será a dose do fertilizante para se atingir o nível crítico do nutriente no solo. 
É importante enfatizar que as doses dos nutrientes contidas nos manuais ou 
boletins informativos foram determinadas obedecendo critérios regionais. Por 
isso, o uso em outras regiões deve ser feito com cautela. Deve-se estar atento 
ainda quanto ao método de análise utilizado, uma vez que ele pode alterar 
sobremaneira a interpretação dos níveis de fertilidade do solo. Por exemplo, na 
maioria das regiões produtoras, o extrator Mehlich-1 é referência para extração 
de P e K disponíveis. Já no estado de São Paulo, é utilizado o método da resina 
catiônica/aniônica (mista).
O conhecimento da textura do solo a partir da análise granulométrica auxilia 
na recomendação e forma de aplicação dos fertilizantes no solo. Nos solos mais 
arenosos (teor de argila menor que 400 g kg-1) e de baixa CTC, as adubações 
devem ser parceladas, especialmente com N e K, para evitar perdas por lixiviação.
5.2. Adubação de plantio 
Recomenda-se aplicar a adubação orgânica no solo e incorporá-la no momento 
da elevação dos canteiros, para que seja distribuída de maneira uniforme até a 
profundidade de 20 a 30 cm. A adubação mineral antes do plantio poderá ser feita 
em toda área do canteiro ou na linha de cultivo.
Como estratégia de adubação, recomenda-se aplicar 100% do adubo fosfatado 
no plantio e apenas de 20% a 30% dos adubos contendo nitrogênio (N) e potássio 
(K). As menores quantidades de Ne K no plantio se justificam por causa da baixa 
demanda inicial das folhosas. Além disso, as quantidades dependerão também 
do histórico da área, da textura e dos teores disponíveis no solo. Especificamente 
para o K, se o teor disponível estiver acima de 100 mg dm-3 (0,30 cmolc dm-3), 
recomenda-se parcelar toda a quantidade recomendada na adubação de 
cobertura. 
Os solos brasileiros, em especial os do Cerrado, são carentes 
em micronutrientes, principalmente boro (B) e zinco (Zn) e, por 
isso, deve-se dar atenção à restituição desses elementos. As 
quantidades recomendadas de B e Zn giram em torno de 1 a 3 kg 
ha-1 e de 3 a 5 kg ha-1, respectivamente, e podem ser adicionadas 
no plantio, na forma de sais solúveis, óxido ou silicatos. 
As hortaliças folhosas, em especial as brássicas, são muito exigentes em enxofre 
(S) e, por isso, a restituição desse nutriente é importantíssima para se alcançar 
altas produtividades. A deficiência de S tem sido percebida frequentemente nas 
áreas de produção, devido ao uso de formulações mais concentradas em NPK, 
como 04:30:10 ou 04:30:16. A adubação com S pode ser feita com o uso de outras 
fontes que contenham o nutriente, como o sulfato de magnésio. 
Uma alternativa é associar duas formulações na adubação de base. Por 
exemplo, aplicar uma parte do P como 04:14:08 e a outra como 04:30:10. A 
primeira formulação utiliza na mistura o sulfato de amônio e o superfosfato 
simples, ambos contêm S.
Outra opção para substituir as formulações mais concentradas em P é usar o 
termofosfato magnesiano, no sulco de plantio. Essa prática fornece quantidades 
significativas de Ca, Mg, silício (Si) e micronutrientes. 
Õ
43
O uso de fontes simples ou individuais de fertilizantes (ureia, cloreto de 
potássio, superfosfato triplo, dentre outros) é menos usual. Assim, a decisão dessa 
forma de adubação, bem como a escolha de qualquer fertilizante, deve considerar 
os custos da aquisição e das operações de aplicações dos insumos. 
5.3. Adubação de cobertura
As adubações de cobertura visam complementar as quantidades de nutrientes 
requeridas pela cultura ao longo do seu ciclo vegetativo e que não foram aplicadas 
no momento do plantio, para evitar perdas ou elevação rápida da condutividade 
elétrica (CE) do solo. 
As hortaliças folhosas apresentam ciclo produtivo curto em comparação 
com outras espécies e, portanto, o parcelamento da adubação deve levar em 
consideração, quando possível, a curva de absorção de nutrientes da cultura de 
interesse. Em geral, recomenda-se fazer a aplicação de cobertura em pelo menos 
três estágios de desenvolvimento:
• 30% no início do crescimento;
• 50% na fase de crescimento pleno, de maior produção de massa fresca, e
• 20% no terço final do cultivo. 
Em solos arenosos, sugere-se fazer o máximo de parcelamento possível. 
Sob o ponto de vista prático, são utilizadas as formulações mais concentradas 
em N e K, como a 20:00:20 ou 20:05:20. 
Considerando que no período de crescimento pleno da hortaliça aumenta-
se a demanda por Ca, caso se observe sintomas de queimadura dos ponteiros, 
deve-se fazer uma suplementação desse nutriente. Nesse caso, como medida 
preventiva, parte do N pode ser aplicado como nitrato de cálcio – Ca(NO3)2. 
Muitas das vezes, o aparecimento da deficiência de Ca não está diretamente 
associado aos baixos teores no solo, mas sim a problemas no fornecimento de água 
de irrigação ou por condições climáticas adversas que podem causar redução na 
evapotranspiração da cultura, como dias seguidos com alta nebulosidade e alta 
umidade relativa.
A fertirrigação é a forma mais eficiente para suprir os nutrientes ao longo do 
período de cultivo e, para isso, deve-se ser utilizar sais específicos. Além da maior 
eficiência de uso de água e nutrientes pela planta, essa prática facilita a adição de 
outros nutrientes em cobertura, como Ca, Mg, S e os micronutrientes. 
5.4. Escolha de fertilizantes
A eficiência da fertilização está condicionada às características especificas do 
adubo e às reações do solo. Adicionalmente, a escolha do adubo mais adequado 
para o cultivo deverá levar em conta principalmente o custo do fertilizante por 
nutriente adicionado.
As tecnologias de produção de fertilizantes têm avançado no sentido de 
aumentar a eficiência de uso pelas plantas e de minimizar as perdas de nutrientes. 
Algumas estratégias têm sido utilizadas para minimizar tais perdas, como o 
revestimento de grãos com polímeros para controlar a sua solubilidade, inibir a 
ação da enzima uréase, etc. Contudo, a relação entre a eficiência e o custo da 
adubação deverá ser considerada frente as outras opções. 
44
• Fertilizantes solúveis
São as principais fontes de adubos utilizadas nos cultivos. A escolha e o manejo 
dos fertilizantes solúveis devem levar em consideração técnicas de manejo que 
aumentem a eficiência de uso dos nutrientes pelas plantas. 
- O N pode ser fornecido na forma de adubos nítricos ou amoniacais e ambos 
precisam de manejo adequado para evitar a perda, seja por lixiviação ou por 
volatilização, respectivamente. 
- A ureia é o fertilizante mais utilizado tanto na adubação de base, quanto de 
cobertura e o seu manejo requer atenção para minimizar a perda de N, devido 
à volatilização da amônia (NH3). Recomenda-se que seja feita a incorporação da 
ureia logo após a sua aplicação e que depois seja mantida a umidade do solo na 
capacidade de campo. Deve-se evitar a supercalagem, porque a perda da ureia é 
acelerada em condição de pH do solo acima de 7,0.
- As fontes nítricas de N, como Ca(NO3)2 e KNO3 e Mg(NO3), são mais estáveis 
que a as fontes amoniacais. Porém, em solos arenosos, mais propensos a perdas 
por lixiviação, deve-se realizar o parcelamento da adubação para minimizar essa 
forma de perda. 
- Os adubos fosfatados, sejam na sua forma simples - superfosfato simples 
(SSP) ou triplo (ST), fosfato monoamônio (MAP) ou como formulações, têm a 
sua disponibilidade governada pelo poder tampão de P do solo. Quanto maior 
o teor de argila do solo, maior a propensão do P ficar retidonos coloides do solo. 
Recomenda-se aplicar o adubo na linha de cultivo do canteiro ou utilizar fontes de 
eficiência aumentada ou liberação controlado, com destaque para os fertilizantes 
organominerais.
- Os adubos fontes de K comportam-se de maneira similar às fontes nítricas, 
sob o ponto de vista de perdas por lixiviação. Porém, deve-se ter o cuidado com 
os riscos de efeito salino dos fertilizantes, os quais, em muitos casos, têm sido 
responsáveis pela redução da população de plantas, devido ao aumento abrupto 
da condutividade elétrica (CE) da solução do solo. 
• Fertilizantes organominerais
São fertilizantes produzidos por tecnologia, que combinam fontes orgânicas 
e minerais no mesmo produto; ou seja, não se trata da aplicação conjunta das 
fontes orgânica e mineral no plantio. 
Os fertilizantes organominerais (FOM) estão na categoria daqueles de 
eficiência aumentada e o uso deles tem crescido anualmente, devido às 
repostas agronômicas favoráveis, fornecimento de carbono orgânico para os 
microrganismos do solo e minimização da perda de nutriente, em especial o 
P. A maioria dos FOM é fonte de P, embora sejam oferecidos também produtos 
concentrados em outros nutrientes, inclusive com micronutrientes. 
A fração orgânica no grão e/ou o seu revestimento com substâncias húmicas 
ou outro material orgânico protege o fertilizante mineral. Sua disponibilização está 
condicionada inicialmente à oxidação da matéria orgânica contida no grão pelos 
microrganismos do solo, seguida da sua dissolução. Isso reduz os problemas de 
adsorção do fosfato, as perdas por lixiviação e minimiza as chances de salinização 
do solo.
• Fertilizantes orgânicos e biofertilizantes
O uso desses insumos tem crescido anualmente principalmente na 
complementação da adubação. 
45
• Fertilizantes orgânicos: são obtidos de matérias-primas animal ou 
vegetal, podendo ou não ser enriquecidos com nutrientes de origem 
mineral. Nesse grupo, destacam-se os chamados fertilizantes orgânicos 
compostos: os mais comuns são os compostos orgânicos e vermicomposto 
(húmus de minhoca), etc. 
O composto orgânico pode ser aplicado na superfície do canteiro e, em 
seguida, incorporado. Sugere-se fazer a extração dos nutrientes solúveis contidos 
nesses insumos para uso como fertirrigação ou aplicação foliar. Para isso, deve-
se juntar uma parte de composto ou vermicomposto – separar as minhocas 
previamente – com dez partes de água, homogeneizar bem e manter a mistura 
sob aeração por 24 horas. Depois desse período, filtre a solução e aplique o extrato 
direto no solo, como fertirrigação, ou dilua para concentração final de 5% (5 L de 
extrato para 100 L de água) e aplique nas folhas. 
• Biofertilizantes: são insumos líquidos obtidos a partir da fermentação 
aeróbica ou anaeróbica de resíduos orgânicos na presença de 
microrganismos eficientes (EM). Geralmente, o produto é rico em 
fitohormônios ou hormônios vegetais, que são produzidos pelas próprias 
plantas ou microrganismos. A aplicação pode ser feita na linha de plantio 
ou foliar, porém, deve-se diluir os biofertilizantes com água na proporção 
de 20% e até 5%, respectivamente. Alguns biofertilizante apresentam 
altas concentrações de sais e o seu uso, sem uma diluição prévia, poderá 
“queimar” as plantas. 
5.5. Diagnose à campo
As folhas são as principais indicadoras da saúde do cultivo das hortaliças 
folhosas. Desequilíbrios no estado nutricional (causados pela ausência ou excesso 
de um ou mais nutrientes ou a modificação da química da solução do solo, etc.) são 
evidenciados pelas folhas da planta, na forma de sintomas que estão associados 
diretamente ao nutriente ou a outras variáveis do solo ou da solução nutritiva.
Deve-se ressaltar que as hortaliças, em geral, são muito sensíveis à salinidade 
do solo e a alteração repentina da CE pode levar a perdas significativas (Tabela 2). 
Portanto, sugere-se fazer o monitoramento periódico do pH e da CE da solução 
do solo. Como ferramenta para monitoramento da solução, têm sido utilizados 
os extratores de solução do solo, instalados na linha de cultivo na profundidade 
de 10 a 20 cm. Antes da aplicação da adubação, principalmente por fertirrigação, 
deve-se amostrar a solução do solo e medir o pH e CE. Se a condutividade estiver 
igual ou acima do valor limite (sensibilidade), deve-se apenas irrigar a cultura para 
reduzir a CE. Se os valores de CE estiverem menores que 0,5 unidade abaixo do 
valor limite (Tabela 2), deve-se fazer a adubação de cobertura, de preferência por 
fertirrigação. 
46
TABELA 2. SENSIBILIDADE DAS HORTALIÇAS FOLHOSAS À 
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA DO EXTRATO DA SOLUÇÃO DO SOLO E AS 
PORCENTAGENS DE PERDAS DE PRODUTIVIDADE CASO SE ULTRAPASSE 
OS VALORES LIMITES
HORTALIÇAS
LIMITE 
MÁXIMO DE 
SENSIBILIDADE
PORCENTAGEM 
PERDA DE PRODUÇÃO
(mS cm-1)
mS cm-1 10% 25% 50%
Funcho 1,1 - - -
Alface 1,3 2,1 (1,4)a/ 3,2 (2,1) 5,1 (3,4)
Aipo (salsão) 1,8 3,4 (2,3) 5,8 (3,9) 9,9 (6,6)
Repolho 1,8 2,8 (1,9) 4,4 (2,9) 7,0 (4,6)
Couve 1,8 - - -
Espinafre 2,0 3,3 (2,2) 5,3 (3,5) 8,6 (5,7)
Couve-Flor 2,5 - - -
Brócolos 2,8 3,9 (2,6) 5,5 (3,7) 8,2 (5,5)
Aspargo 4,1 9,1 16 29
Beldroega 6,3 - - -
a/valores entre parênteses referem-se à condutividade elétrica da água de irrigação para perdas de 
10%, 25% e 50% de produtividade de algumas hortaliças
Fonte: Adaptado de Shannom e Grieve (1999) e Lorenz & Maynard (1988). Machado e Serra-
lheiro (2017)
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IRRIGAÇÃO
Marcos Brandão Braga
1. INTRODUÇÃO 
A produção de hortaliças folhosas no Brasil está mais concentrada ao redor de 
centros urbanos. Este fato está mais ligado à facilidade da logística de distribuição, 
por serem, em sua maioria, produtos com alta perecibilidade. De um modo mais 
abrangente, entende-se por hortaliças folhosas aquelas cuja parte comercializada 
é a folha. 
Entre as principais folhosas cultivadas no Brasil, destaca-se a alface, que 
praticamente é cultivada em todos os municípios brasileiros. Em qualquer feira 
livre ou mercado, seja de pequeno ou grande porte, encontram-se disponíveis 
aos consumidores diversos tipos de hortaliças folhosas. 
A necessidade hídrica dessas hortaliças pode variar, dependendo 
das condições de cultivo, da espécie e das variedades em 
produção. Normalmente, em condições de cultivo em campo, 
varia de 200mm a 500mm por ciclo. Em cultivo protegido 
(hidropônicos), a necessidade pode cair para mais da metade 
(50 a 100mm/ciclo - alface). 
No Brasil, os cultivos de hortaliças folhosas, em sua maioria, são realizados 
em campo aberto, especialmente durante a estação seca. Alguns produtores 
mais tecnificados utilizam-se de cultivo em ambiente protegido (CAP) e/ou 
hidropônicos. O CAP com cobertura plástica (estufas, túneis altos e baixos, etc.) é 
bastante usado para a proteção contra as intempéries da natureza (chuva/frio). A 
irrigação em cultivos de folhosas é uma prática indispensável, tanto para garantir 
a produtividade, como a qualidade dos produtos. 
Dentre as principais vantagens do cultivo de folhosas em ambiente 
protegido, com o uso da fertirrigação por gotejamento, destacam-se: 
• proteção contra a chuva; 
• menor incidência de doenças da parte aérea; 
• prolongamento do período de colheita; 
• maior produtividade; 
• melhor qualidade da produção; e
• oferta de produto durante todo o ano. 
Apesar do alto investimento inicial e do elevado custo de produção, o sistema 
de cultivo em ambiente protegido hidropônico tem se mostrado uma alternativa 
economicamente viável em várias regiões do Brasil, principalmente, próximo aos 
médios e grandes centros consumidores. Nessas condições, alguns produtores 
têm alcançado produtividades acima de 100%, em relação ao cultivo em campo 
aberto. 
A irrigação por aspersão é o sistema mais usado em cultivos de folhosas 
em campo aberto, porém, o molhamento frequente das plantas favorece mais 
Õ
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a incidência de doenças, sobretudo em condições climáticas com alta a média 
umidade relativa do ar. A irrigação localizada por gotejamento

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