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APOSTILA - FISCAL

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APOSTILA – FICAL DE OBRAS RL
1. REGIÕES METROPOLITANAS, AGLOMERAÇÕES URBANAS E MICRORREGIÕES
Regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões são unidades territoriais que podem ser constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. A sua criação é possível através de lei complementar dos estados. 
As regiões metropolitanas são formadas por municípios que se interligam física, cultural, política e economicamente. São criadas para executar políticas de interesse comum e para o planejamento urbano e territorial. 
As aglomerações urbanas são formadas pela expansão de núcleos urbanos distintos, que ultrapassam os limites políticos e administrativos dos municípios. Para ser instituída, uma aglomeração deve ter, no mínimo, 300 mil habitantes. 
As microrregiões são unidades territoriais que podem ser constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. 
2. DESAPROPRIAÇÃO E SERVIDÃO.
A desapropriação e a servidão administrativa são duas situações diferentes, que se distinguem na forma como afetam a propriedade e na necessidade de indenização: 
· Desapropriação
É a transferência compulsória da propriedade para o poder público, que pode ser feita por necessidade pública, utilidade pública ou interesse social. A desapropriação implica na retirada da propriedade do particular, que é indenizado. 
Decorridos 5 anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha cumprido a obrigação de
parcelamento, edificação ou utilização, o imóvel poderá ser desapropriado pois não cumpre a função social
da propriedade.
A desapropriação sanção é instrumento de política urbana em que o poder público impõe ao proprietário a
perda do seu imóvel, que se torna propriedade do Estado, indenizando-o com o pagamento em títulos da
dívida pública. Trata-se da segunda sanção pelo descumprimento do PEUC
· Servidão administrativa
É um encargo imposto ao proprietário de um imóvel para permitir o uso público do bem, em benefício da utilidade pública. A servidão administrativa implica no pagamento de uma indenização ao proprietário pelos prejuízos que o uso público possa causar.
servidão administrativa: trata-se de uma forma de intervenção estatal na propriedade mediante o qual é
estabelecido um direito real de uso sobre a propriedade alheia, em favor do Poder Público para garantir a
execução de um serviço público ou de obras de interesse coletivo. Exemplo: obrigação do proprietário em
consentir a passagem de fios elétricos, telefônicos ou redes de esgoto por sua propriedade.
3. NOÇÕES DE ÁREA DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Área: equivale a medida da superfície de uma figura geométrica. Geralmente, para encontrar a área de uma figura basta multiplicar a base (b) pela altura (h). 
Perímetro: soma das medidas de todos lados de uma figura. Já o perímetro é a soma dos segmentos de retas que formam a figura, chamados de lados (l).
O volume é determinado pela multiplicação da altura pela largura e pelo comprimento.
4. FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE
"Art 186 da CF/88 – A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:
I - Aproveitamento racional e adequado;
II - Utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;
III - Observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV - Exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores."
Para que a propriedade rural se adeque à sua função social, deverá preencher todos os quatro requisitos.
5. INSTRUMENTOS DA POLÍTICA URBANA
Seção I
Dos instrumentos em geral
Art. 4o Para os fins desta Lei, serão utilizados, entre outros instrumentos:
I – planos nacionais, regionais e estaduais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social;
II – planejamento das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões;
III – planejamento municipal, em especial:
a) plano diretor;
b) disciplina do parcelamento, do uso e da ocupação do solo;
c) zoneamento ambiental;
d) plano plurianual;
e) diretrizes orçamentárias e orçamento anual;
f) gestão orçamentária participativa;
g) planos, programas e projetos setoriais;
h) planos de desenvolvimento econômico e social;
IV – institutos tributários e financeiros:
a) imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana - IPTU;
b) contribuição de melhoria;
c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros;
V – institutos jurídicos e políticos:
a) desapropriação;
b) servidão administrativa;
c) limitações administrativas;
d) tombamento de imóveis ou de mobiliário urbano;
e) instituição de unidades de conservação;
f) instituição de zonas especiais de interesse social;
g) concessão de direito real de uso;
h) concessão de uso especial para fins de moradia;
i) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios;
j) usucapião especial de imóvel urbano;
l) direito de superfície;
m) direito de preempção;
n) outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso;
o) transferência do direito de construir;
p) operações urbanas consorciadas;
q) regularização fundiária;
r) assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais menos favorecidos;
s) referendo popular e plebiscito;
t) demarcação urbanística para fins de regularização fundiária;
u) legitimação de posse. (Incluído pela Lei nº 11.977, de 2009)
VI – estudo prévio de impacto ambiental (EIA) e estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV).
§ 1o Os instrumentos mencionados neste artigo regem-se pela legislação que lhes é própria, observado o
disposto nesta Lei.
§ 2o Nos casos de programas e projetos habitacionais de interesse social, desenvolvidos por órgãos ou
entidades da Administração Pública com atuação específica nessa área, a concessão de direito real de uso de imóveis públicos poderá ser contratada coletivamente.
§ 3o Os instrumentos previstos neste artigo que demandam dispêndio de recursos por parte do Poder Público
municipal devem ser objeto de controle social, garantida a participação de comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil.
6. CONCEITO DE SOLO CRIADO
No direito urbanístico, solo criado é um conceito que compreende a separação do direito de propriedade do direito de construção. Em termos gerais, é classificado como “o espaço edificado que não esteja em contato direto com o solo natural, seja acima do nível do solo, seja abaixo”.[1] Tecnicamente, esse dispositivo visa tecnicamente conceituar o crescimento vertical das cidades, algo que vinha acontecendo sem grandes consequências no ordenamento jurídico brasileiro.
O conceito de solo criado refere-se a espaços edificados que não estão em contato direto com o solo natural, seja acima ou abaixo dele. 
O conceito de solo criado começou a ser considerado no Brasil em 1976, quando o ex-prefeito de São Paulo, Olavo Setúbal, percebeu a necessidade de investir em equipamentos urbanos em regiões com maior densidade populacional. 
O conceito de solo criado abrange quatro mecanismos básicos: Coeficiente de aproveitamento único, Vinculação a um sistema de zoneamento rigoroso, Transferência do direito de construir. 
A Transferência do Direito de Construir (TDC) permite que o proprietário de um imóvel utilize o seu potencial construtivo em outro lote, venda-o a outro proprietário ou doá-lo ao poder público. 
7. INFRAESTRUTURA E SERVIÇOS URBANOS
Quando falamos em infraestrutura urbana, falamos em estruturas básicas que tornam a vida da população digna e mais confortável.  Isso é: saneamento básico, energia elétrica, mobilidade urbana, iluminação pública, transportes e outros serviços cruciais para o desenvolvimento urbano. 
Ou seja, são serviços básicos que permitem o cidadão viver com boas condições, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas que vivem nas cidades. Acompanhe a leitura para saber mais sobre os principais projetos de infraestrutura urbana, qual a importância e desafio que o setor brasileiro enfrenta nos dias atuais.
 O que é infraestrutura urbana?
A infraestrutura urbana é um conjuntode obras e serviços que fomentam o desenvolvimento socioeconômico, assegurando condições básicas para o bem-estar da população.
E devido ao crescimento das cidades, a infraestrutura urbana segue evoluindo para adaptar e comportar as pessoas, além de atender as demandas da sociedade que vivem em constante transformação.
Na prática, o setor abrange todo o tipo de obra e construção que contribuem para o bom funcionamento das cidades. 
Quais serviços fazem parte da infraestrutura urbana?
As áreas urbanas são constituídas por sistemas básicos de infraestrutura urbana – considerados essenciais para o bom funcionamento e desenvolvimento da cidade.
Fazem parte desse sistema do sistema de infraestrutura: saneamento, transporte, energia e telecomunicação. 
Infraestrutura urbana
A infraestrutura urbana ou social se refere à oferta de serviços indispensáveis para o suporte e desenvolvimento da sociedade, bem-estar e qualidade de vida.
Por exemplo: coleta de resíduos, tratamento de esgoto, abastecimento e distribuição de água, gás, energia elétrica, iluminação pública, rede telefônica, habitação, transporte público e outros serviços que surgem a todo momento para atender as necessidades dos cidadãos.
8. ASSUNTOS RELATIVOS À ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO CIVIL.
PROJETO 
O projeto arquitetônico de uma edificação é composto por algumas etapas que se caracterizam pela coleta de informações, desenvolvimento de estudos e serviços técnicos e emissão de produtos finais, objetivando, de acordo com o Roteiro para o Desenvolvimento do Projeto de Arquitetura da Edificação do IAB: 
a) avaliar a compatibilidade do projeto com o programa de necessidades, em especial no que se refere funcionalidade, dimensionamentos e padrões de qualidade, e custos e prazos de execução da obra; 
b) providenciar, em tempo hábil, as reformulações necessárias à concretização dos objetivos estabelecidos no programa de necessidades, evitando-se posteriores modificações que venham a onerar o custo do projeto e/ou da execução da obra;
9. Conhecimentos gerais sobre: Fiscalização de obras para a liberação de alvarás, licenças e de habite-se;
Matrícula do imóvel Este documento identifica o imóvel pela localização e descrição exata, com o registro das mudanças do imóvel e outras informações, como nome dos antigos proprietários e a data da primeira matrícula
Projeto Arquitetônico Envolve a transcrição das ideias e a definição de formas e tamanhos dos ambientes, levando em conta os fatores limitantes impostos pelas leis municipais, estaduais e federais. 
Alvará de Construção Esse documento garante que a obra foi aprovada pelas autoridades técnicas do município quanto às questões urbanísticas legais, define um prazo e indica o responsável por construir atendendo às questões de saúde, segurança e meio ambiente. 
Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) Criada pela Lei 6.496/77, a ART é a formalização do contrato entre o cliente e o profissional contratado para prestação de serviços de engenharia, arquitetura e agronomia. 
Placa, plantas e ART na Obra Em todas as fases da construção é necessário manter o terreno sinalizado, com todas as informações do projeto, mostrando a regularidade da obra
Habite-se Após a conclusão da obra, a prefeitura emite o Certificado de Conclusão, conhecido como Habite-se, atestando que a construção do imóvel foi conduzida seguindo à risca as exigências da legislação do município.
10. Bens Municipais. Conceito, classificação, uso e alienação
Os bens municipais são bens públicos que se encontram dentro dos limites de um município e não pertencem à União ou ao Estado. 
São de uso público, podendo ser usados por todos, e podem ser utilizados gratuitamente ou onerosamente, conforme estabelecido pela lei da entidade pública. 
Os bens municipais podem ser classificados em: 
· Bens de uso comum do povo: Ruas, praças, florestas, entre outros, Ou seja, dispensa-se, em regra, qualquer tipo de autorização previamente à utilização dos bens de uso comum do povo.
· Bens de uso especial: Prédios de repartições públicas, mercados municipais, cemitérios, entre outros, Por outro lado, os bens de uso especial consistem naqueles utilizados para a prestação de um serviço público específico. Por exemplo, um prédio público utilizado pela Administração como sede administrativa de uma prefeitura.
· bens de uso especial direto consistem naqueles efetivamente utilizados pela Administração Pública.
·  bens de uso especial indireto, por sua vez, consistem naqueles que o poder público não utiliza diretamente
· Bens dominicais: Viaturas velhas da polícia, carteiras escolares danificadas, terras devolutas, entre outros, bens dominicais referem-se àqueles que compõem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público.
A alienação de bens é a transferência do direito de propriedade de um determinado bem, podendo ser realizada por meio de venda, permuta ou doação. 
A Lei Federal nº 14.133/2021, que trata da alienação de bens públicos, estabelece que esse processo deve ser precedido de: 
· Autorização legislativa 
· Avaliação do bem 
· Licitação, na modalidade leilão, exceto nos casos em que a licitação é dispensada 
Alguns requisitos para a alienação de bens públicos são: 
· Existência de interesse público, devidamente justificado 
· Desvinculação de qualquer utilização de interesse público 
Os bens de uso comum do povo e os bens de uso especial não podem ser alienados enquanto conservarem essa qualificação.
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