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INSTRUMENTAÇÃO EM PERIODONTIA Profa. Adriana Leal Rossi Instrumental em Periodontia Características Gerais Dividido em 3 Partes básicas: Cabo Haste Parte Ativa ou Lâmina Classificação Dos Instrumentos Classificação geral • Sondas Periodontais • Sondas Exploradoras Foices Curetas Enxadas Limas Instrumentos de averiguação: • Sonda P.S.R. Sondas Exploradoras: Localizar depósitos subgengivais Verificar a qualidade da superfície radicular após raspagem. Sondas Exploradoras • Raspagem e alisamento radicular: Antes: cálculo e irregularidades na superfície do dente Durante: cálculo remanescente Depois: avaliar o resultado da instrumentação Sondas Periodontais Indicação: • Sondar e medir profundidade de bolsas periodontais/sulco gengival • Sondar e medir perda de inserção • Importância: diagnóstico da doença periodontal Sonda milimetrada: Sondar e medir a profundidade das bolsas periodontais. Secção triangular, retangular, oval ou cilíndrica Formas delicadas. Instrumentos de averiguação: • Sonda WHO Instrumentos de averiguação: • Sonda Hu-Friedy UNC 1-15 Instrumentos de averiguação: • Sonda de Williams • Sonda de Nabers Instrumentos de averiguação: Emprego da Sonda Periodontal Áreas Vestibular/Lingual/Palatina Área interproximal: Fatores que influenciam a Profundidade de soldagem • Pressão exercida pelo examinador • Estado inflamatório do tecido gengival • Profundidade da bolsa periodontal • Ângulo de inserção da sonda periodontal • Depósitos e irregularidades da superfície radicular Raspagem dental Processo pelo qual placa e cálculo são removidos das superfícies dentárias supra e subgengivalmente. Movimentos: • Firmes, curtos e tração • Rotação de mão/punho/antebraço • Apoio sobre dedo médio e/ou anelar • Pressão lateral e firme • Verticais/Oblíquos/Horizontais Alisamento radicular Processo pelo qual o cálculo residual e porções de cemento e/ou dentina são removidos, proporcionando uma superfície lisa, resistente e limpa. Movimentos: • Longos, tração, impulsão. • Compressão moderada e leve • Punho/Antebraço • Verticais/Oblíquos/Horizontais RASPAGEM SUPRA SUB GENGIVAL E ALISAMENTO RADICULAR Supra Sub Requisitos básicos • Acessibilidade(posicionamento do paciente e do operador) • Visibilidade, iluminação e afastamento. • Condições dos instrumentos(afiação) • Manutenção do campo limpo • Pressão do movimento • Apoio dos dedos • Movimentos de RAR PARA ISTO PRECISAMOS DE QUAIS INSTRUMENTAIS? Foices Foices: Instrumentais pesados Formato triangular Extremidade pontiaguda Foices: Remoção de cálculos grosseiros Uso somente supragengival Movimentos de tração Faces: Faces: Coronária Faces: Coronária Lateral Faces: Lateral Dorsal Coronária Faces: Ângulos de corte : 2 C L LD 90o Tipos de Foice Ponta Morse: dentes anteriores Tipos de Foice Foice reta: Dentes anteriores e Vestibular e palatino de dentes posteriores Tipos de Foice Foice angulada: Proximais de dentes posteriores Tipos de Foice Foice angulada: Proximais de dentes posteriores Foices •Técnica: •Lâmina posicionada contra o dente •Movimento de tração Curetas Curetas Instrumentos leves Extremidade arredondada Menor trauma nos tecidos moles Melhor adaptação ás superfícies radiculares Remoção de cálculos subgengivais profundos Melhor alisamento do cemento radicular (bem como a remoção do cemento alterado) Remoção do tecido mole que reveste a bolsa periodontal Curetas universais Curetas Podem ser : Universais • Curetas de Mac Call - Para todas as áreas e superfícies Curetas universais Curetas universais S.L. S.L. Curetas universais C D Forma aproximada de um trapézio C S.L. S.L. D Curetas universais Possui 2 Ângulos de corte Forma aproximada de um trapézio Curetas universais 90o Angulação da lâmina em relação à haste: 90o Forma aproximada de um trapézio Possui 2 Ângulos de corte Curetas Universais Técnica: • Parte terminal da haste deve estar paralela ou ligeiramente inclinada em relação ao longo eixo do dente Curetas específicas Curetas Podem ser : Específicas • Curetas de Gracey - Áreas específicas dos dentes Curetas específicas Forma aproximada de um trapézio C S.L . D S. L Curetas específicas Forma aproximada de um trapézio C S.L . D S. L Possui apenas 1 Ângulo de corte Curetas específicas Angulação da lâmina em relação à haste: 70o 70o Forma aproximada de um trapézio Possui apenas 1 Ângulo de corte DS.L . S. L C Curetas específicas Técnica: • Para obtenção do ângulo de corte é necessário que a porção terminal da haste esteja paralela a superfície dental. Tipos de curetas específicas Curetas de Gracey Curetas Mini Five Curetas After Five Curetas de Gracey Áreas específicas dos dentes Gracey n.º 1-2, Gracey n.º 3-4 Gracey n.º 5-6 Gracey n.º 7-8, Gracey n.º 9-10 Gracey n.º 11-12 Gracey n.º 13-14 - Dentes anteriores - Dentes anteriores e pré-molares -Dentes posteriores: Vestibular e lingual -dentes posteriores: mesial -dentes posteriores: distal Curetas específicas Gracey n.º 15-16 • modificação da cureta de Gracey n.º 11-12: Lâmina da Gracey n.º 11-12 + Haste mais angulada da cureta de Gracey n.º 13-14 Gracey n.º 17-18 • modificação da cureta de Gracey n.º 13-14: Alongamento da porção terminal da haste em 3 mm + Haste mais angulada Gracey n.º 3-4 Gracey n.º 11-12 Gracey n.º 13-14 Curetas de Gracey Curetas After Five Haste terminal 3 mm mais longa que a cureta padrão Lâmina mais fina Curetas Mini Five Apresentam a metade do tamanho da lâmina das curetas tradicionais Curetas Mini Five Curetas de Gracey Limas Vários ângulos de corte Fratura de grandes quantidades de cálculos Sensibilidade tátil limitada Podem provocar sulcos sobre a superfície radicular, bem como dilaceração tecidual Bordas cortantes Limas Limas Técnica: • Movimento de tração Enxada C Ponta biselada Borda cortante Ângulo de corte :Face coronária e a ponta biselada da lâmina Grandes massas de cálculos supra e subgengivais Alisamento a aplainamento radicular (em áreas de fácil acesso) Pode provocar ranhura radiculares e dilaceração tecidual Enxada RASPAGEM, ALISAMENTO E DESINTOXICAÇÃO CEMENTÁRIA DEFINIÇÃO- RASPAGEM A raspagem é o procedimento necessário para remover depósitos moles e duros da superfície dental coronária ao epitélio juncional. De acordo com a localização dos depósitos a raspagem pode ser executada em nível supragengival ou subgengival DEFINIÇÃO - ALISAMENTO RADICULAR • O alisamento radicular consiste na remoção de cemento e dentina radicular contaminados, além de toxinas e microbiota. • Não pode ser considerado um procedimento isolado da raspagem. OBJETIVOS • Suprimir e eliminar microbiota patogênica • Diminuir profundidade de sondagem • Conversão de bolsas patológicas em tecido gengival saudável • promover superfície radicular compatível com a inserção de tecido conjuntivo saudável. INSTRUMENTAÇÃO • Podem ser usados na raspagem e alisamento instrumentos: manuais, ultra-sônicos e sônicos, rotatórios e de movimento alternado. TIPOS DE INSTRUMENTOS: • MANUAIS • ROTATÓRIOS • DE MOVIMENTO ALTERNADO • SÔNICOS E ULTRA-SÔNICOS INSTRUMENTOS MANUAIS • Curetas - Instrumento periodontal com bordas cortantes, afiadas que convergem em uma ponta arredondada, usadas principalmente para raspagem e alisamento subgengival e também na raspagem supragengival. Existem dois tipos: McCall (com duas bordas cortantes) e Gracey (uma face cortante) INSTRUMENTOS MANUAIS • Limas- Instrumento destinado ao deslizamento com lâminas triangulares ajustadas com base em ângulo reto com a haste. ROTATÓRIOS • São usados freqüentemente em áreas de furca e superfícies radiculares,onde há dificuldades de debridamento adequado com instrumentos manuais. INSTRUMENTOS DE MOVIMENTO ALTERNADO • Sistema com motor de movimentos alternados de 1,2mm com uma série de pontas ativas com autodireção ou modo fixo adaptado a uma peça de mão. INSTRUMENTOS SÔNICOS E ULTRA SÔNICOS • Utilizadas para remoção de depósitos volumosos de placa, cálculo e manchas. • Resulta em superfície irregular, deve ser complementada. • Deve se ajustar a força e o jato de água. Exerce pressão leve. Não há diferenças evidentes entre os métodos, pois em todos a eficácia é semelhante. A raspagem sub-gengival é um procedimento clínico extremamente eficaz, desde que acompanhado de um ótimo controle de placa supra, pelo profissional e pelo paciente. ( Westfelt et al,1996 ) RESPOSTA TECIDUAL À RASPAGEM : 1- A PAREDE DA BOLSA PODE RETRAIR-SE COMPLETAMENTE; FREQUENTEMENTE OCORRE EM BOLSAS DE 6mm. RESPOSTA TECIDUAL À RASPAGEM: 2- COM A RESOLUÇÃO DA INFLAMAÇÃO, OS FEIXES DE FIBRAS COLÁGENAS SÃO REESTRUTURADOS, FORMANDO ENTRE A SUPERFÍCIE DO DENTE E O EPITÉLIO DO SULCO O EPITÉLIO JUNCIONAL LONGO. Técnica da raspagem • Empunhadura da cureta • Ponto de apoio (o mais próximo possível da área) • Determinação da extremidade ativa • Adaptação da lâmina • Ângulo de trabalho (45° – 90°) • Tipos de movimentos (verticais, horizontais ou oblíquos) Técnica operatória • Apoio digital correto • Instrumental afiado • Perfeita iluminação da área • Controle apropriado do sangramento • Eliminação dos resíduos Técnica operatória • Utilização do instrumento adequado para superfície específica • Acesso suave e cuidadoso • Empunhadura correta e segura do instrumento • DISTRIBUIÇÃO DOS INSTRUMENTOS NA MESA OPERATÓRIA Técnica operatória • Empunhadura: caneta modificada • Movimento: vertical, pressão leve • Extremidade ativa em contato com a superfície dental • Adaptação: rotação do instrumento • Apoio digital – terceiro ou quarto dedo, mais próximo possível da área a ser instrumentada. Posição apropriada do paciente e do operador ( ergonomia): • Facilita a eficiência da instrumentação • Inadequada: fadiga prematura do profissional e diminui eficiência • Arco superior: paciente deitado - boca próxima ao cotovelo do operador • Arco inferior: paciente mais sentado- mandíbula paralela ao chão. Iluminação, visibilidade e afastamento: • Quando possível visão direta com iluminação se for possível utilizar espelho clinico. • O afastamento permite: visibilidade, acessibilidade e iluminação. O espelho para afastar bochechas e dedos para afastar lábios. Afiação • É o desgaste de uma ou mais faces da lâmina do raspador, visando o restabelecimento do corte perdido pelo uso. Afiação inferior superior Sextante 2 13, 12, 11, 21, 22, 23 Sextante 1 18, 17, 16, 15, 14 Sextante 3 24, 25, 26, 27, 28 Sextante 6 48, 47, 46, 45, 44 Sextante 4 34, 35, 36, 37, 38 Sextante 5 43, 42, 41, 31, 32, 33 MICROBIOLOGIA DO PERIODONTO Profa. Adriana Leal Rossi O BIOFILME • A placa bacteriana ou biofilme é considerado um fator determinante para que ocorra a doença periodontal. • Grandes depósitos bacterianos são associados a formas localizadas de doenças dos tecidos duros e moles. • Em 1mm³ de placa dental pesando aproximadamente 1mg, estão presentes mais de 100.000.000 de bactérias. • As comunidades bacterianas presentes na cavidade oral são extremamente complexas, estimando-se o envolvimento de cerca de 700 espécies.(Bartold & Dyke, 2013) •Hipótese da placa inespecífica: visão que toda massa bacteriana estava relacionada a destruição periodontal.(Theilade et al. 1986) •Hipótese da placa específica: visão da periodontite sendo causada por patógenos específicos. PROPRIEDADES DO BIOFILME DENTAL •Estrutura Microcolônias individuais podem constituir espécies individuais, mas frequentemente são compostas de várias espécies diferentes que podem formar colônias em torres ou cogumelos. O corpo do biofilme consiste em matriz ou glicocálice(composto de água, solutos aquosos e material seco) Microcolônias de células bacterianas (15 a 20% em volume) Glicocálice ou matriz (75 a 80% do volume) FORMAÇÃO DA PLACA(BIOFILME) As bactérias utilizam mecanismos: •Aderência adesiva: polímeros extracelulares, salivares e fimbrias. •Aderência mecânica: estruturas anatômicas(fossas e fissuras), lesões de cárie, apinhamento dental, sulco gengival e bolsa periodontal. FORMAÇÃO DA PLACA(BIOFILME) A formação do biofilme inicia-se por meio de bactérias ativas que fixam-se a superfície do dente coberta pela película adquirida (filme orgânico) • Película adquirida composta por uma variedade de glicoproteína salivar(mucina) e anticorpos. Ela aumenta a eficácia da adesão bacteriana. • Não é removida pela escovação dos dentes, porque se embrenha entre os prismas de esmalte e volta a se depositar imediatamente após sua retirada. MATÉRIA ALBA As bactérias que não estão aderidas ao dente, assim como as células de descamação, leucócitos e restos alimentares ligados frouxamente ao dente é chamada de matéria alba e pode ser deslocada da superfície dental por jatos de água/ar e bochechos vigorosos. MATÉRIA ALBA FORMAÇÃO DA PLACA(BIOFILME) • As bactérias aderidas ao dente por meio das coagregações permite um crescimento ativo de outras bactérias que antes não possuíam nutrientes. • Com o aumento da espessura nas camadas mais profundas ocorre a diminuição de oxigênio que propicia o crescimento de bactérias anaeróbicas estritas que contribuem para o aumento da patogenocidade do biofime. PLACA SUPRAGENGIVAL Biofilme formado acima da borda da gengiva sobre a película adquirida ou na coroa clínica do dente, principalmente na região cervical. • Ocorre em 2 passos 1 – estágio reversível: a bactéria se adere fracamente, fácil remoção 2 – estágio irreversível: a aderência se torna consolidada PLACA SUBGENGIVAL Biofilme que estende-se abaixo da margem gengival, apresenta maior espessura e é aderido a superfície dental (cemento/esmalte) INFECÇÕES PERIODONTAIS As doenças periodontais são infecções causadas por microorganismos que colonizam a superfície dentária supra ou subgengivalmente. Microbiota bucal ----- equilíbrio ----- Hospedeiro Microorganismos Hospedeiro ------ periodonto patogênicos ------ Microbiota alteram o equilíbrio DOENÇA PERIODONTAL INFLAMAÇÃO Infecção por microrganismos Resposta do hospedeiro Estágios da Doença - Gengivite - Periodontite GENGIVITE • Inflamação gengival •Reversível •Não existe ainda a perda dos tecidos de sustentação 1° Estágio: Colonização de bactérias Gram + aeróbias recobrindo a superfície dentária próximo a entrada do sulco gengival GENGIVITE Inflamação da gengiva marginal O Biofilme dental localizado no sulco gengival através de liberação de antígenos, toxinas e enzimas bacterianas provoca uma resposta inflamatória do tecido gengival marginal. GENGIVITE GENGIVITE •Ocorrência da colonização sequencial de MO específicos e não apenas o aumento de biofilme bacteriana. Microbiota G+ (Streptococcus) Microbiota + complexa (bactérias G – e formas espiraladas) 50% bactérias anaeróbias MICROBIOTA SUBGENGIVAL Biofilme supra + Gengivite Colonização Bacteriana Subgengival ETAPAS DA COLONIZAÇÃO 1 – Colonização primária: predominantemente por cocos Gram positivos anaeróbios facultativos nas superfícies cobertas pela película adquirida. 2 – Segunda fase: agregação de cocos e bastonetes Gram positivos anaeróbicos facultativos que se multiplicam. 3 – Os bastonetesGram positivos facultativos permitem a aderência de microrganismos Gram negativos, que possuem pouca capacidade de adesão direta na película. 4 – A heterogeneidade aumenta a medida em que a placa envelhece e se torna madura. Ocorre uma colonização secundária por bactérias anaeróbias estritas contribuindo para aumentar a patogenicidade do biofilme. EFEITOS DO ACÚMULO DE BIOFILME BACTERIANO NO PERIODONTO 1) FATOR DE VIRULÊNCIA BACTERIANO Propriedade que permite que uma espécie bacteriana colonize um tecido alvo, defenda-se do hospedeiro e cause dano tecidual 2) FATORES QUE FACILITAM A COLONIZAÇÃO A) ADESINAS: fimbrias e proteínas associadas as células bacterianas B) COAGREGAÇÃO: união entre receptores e adesinas Sulco Gengival Nicho ideal para o crescimento de grande quantidade de bactérias C) MULTIPLICAÇÃO: 3) FATORES QUE RESULTAM EM DANO TECIDUAL A) INVASÃO TECIDUAL Bactérias invadem espaços intercelulares do epitélio da bolsa B) PRODUÇÃO DE ENZIMAS BACTERIANAS HISTOLÍTICAS Destruição do tecido epitelial, tecido conjuntivo e crista óssea alveolar C) PRODUTOS METABÓLICOS RESULTANTES - ATIVIDADE FERMENTATIVA (ácidos orgânicos) - ATIVIDADE PROTEOLÍTICA (amônia, ácido sulfúrico, aminas fétidas, indol e escatol) CÁLCULO DENTÁRIO É o biofilme calcificado Maior prevalência de formação: Face lingual dos incisivos inferiores Face vestibular de molares superiores (ductos salivares) CÁLCULO SUPRAGENGIVAL • Massa de coloração branco-amarelada ou castanho-amarelada dependendo dos hábitos alimentares e do fumo. A sua formação está relacionada com a quantidade placa e saliva. • Maior frequência: Proximidades dos ductos de glândulas salivares maiores - Áreas de mau posicionamento dental (apinhamentos) - Menor aderência - Dureza moderada CÁLCULO SUBGENGIVAL Detectável pela sensibilidade táctil durante o procedimento de sondagem ou através do exame radiográfico, não são visíveis a olho nú. •Coloração marrom ou preta •Maior dureza e aderência •Encontrado nas bolsas periodontais – á partir da junção cemento-esmalte até o fundo da bolsa ALR O cálculo dental não promove a doença periodontal, é um fator retentivo de placa, dificultando a remoção. PERIODONTITE ∙ Extensão da inflamação no interior de estruturas + profundas do periodonto ∙Formação da bolsa periodontal ∙Perda óssea e mobilidade dental 2° Estágio Colonização bacteriana se estende para o sulco gengival Formação da bolsa periodontal PERIODONTITE • Irreversível •Perda de tecidos de sustentação MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Aggregatibacter actinomycetecomitans - Porphyromonas gingivalis - Tannerella forsythia - Treponema denticola - Prevotella intermedia - Fusobacterium nucleatum - Campylobacter rectus - Ekenella corrodens MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS •Aggregatibacter actinomycetecomitans - Bastonete Gram negativo imóvel - Vivem na ausência de oxigênio, na presença de dióxido de carbono - Encontrado em número elevado nos casos de Periodontite agressiva, produz metabólicos destrutivos como a leucotoxina MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Porphyromonas gingivalis - Bastonete Gram negativo anaeróbio - Formam colônias de pigmento castanho a negro - Produzem colagenase, proteases (destruição de imunoglobulina) e endotoxina - São ausentes em áreas tratadas da doença - Podem invadir o tecido gengival MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Tannerella forsythia - Bastonete Gram negativo anaeróbio - Presente em Periodontite ativa e refratária (tratamento não produz resultados esperados) - Invade o epitélio - Observado no biofilme subgengival - Frequentemente associado a Fusobacterium nucleatum MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS • Treponema denticola - Helicoidais Gram negativos anaeróbios altamente móveis - Comuns em bolsas periodontais - Associados a GUN - Provocam alteração na resposta de anticorpos nos casos de Periodontite ativa MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Prevotella intermedia - Bastonete Gram negativo anaeróbio - Frequente nos casos de GUN - Presente em algumas formas de Periodontite - Fator de virulência semelhante a Porphyromonas gengivalis MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Fusobacterium nucleatum - Bastonete Gram negativo anaeróbio - Isolado do biofilme subgengival MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Campylobacter rectus - Vibrião Gram negativo anaeróbio móvel - Incomum, pois utiliza hidrogênio, formam colônias pequenas convexas e difusas - Presentes em áreas de doença periodontal ativa - Produz leucotoxinas MICRORGANISMOS PERIODONTO PATOGÊNICOS - Ekenella corrodens - Bastonete Gram negativo - Relacionada a osteomielite e infecções do sistema nervoso central e endodônticas - Presentes em sítios com destruição periodontal - Respodem insatisfatoriamente ao tratamento - Associado ao A. Actynomicetemcomitans em lesões de Periodontite agressiva NUTRIENTES PARA AS BACTÉRIAS • Na placa supragengival: produtos da dieta dissolvidos na saliva • Na bolsa periodontal profunda: a nutrição provem de tecidos periodontais e do sangue O mecanismo de ação bacteriana ocorre em uma ação combinada de 3 formas: 1 – agentes citotóxicos (endotoxinas/lipossacarídeos) 2 – produção de enzimas histolíticas (colagenase/hialuronidase, etc) 3 – invasão tecidual e celular Não são as bactérias em si que destroem o tecido periodontais, mas a resposta imune altamente inflamatória que elas desencadeiam, com produção de substâncias (citosinas) que matam o patógeno e ao mesmo tempo levam a destruição do tecidos periodontais. (Abbas & Lichtman, 2003) FIM Avaliação e Exame clínico Profa. Adriana Leal Rossi Exame clínico radiográfico Anamnese •Exame clínico: Intra-oral Extra-oral •Exame radiográfico: Radiografias periapicais boca toda e Rx panorâmico ANAMNESE ⚫ Auxilia no diagnóstico ⚫ Determina considerações especiais antes, durante e após terapia ⚫ Alerta quanto a possíveis riscos para o paciente, o c.d. e auxiliar ⚫ Interfere no prognóstico ANAMNESE IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE NOME: .......................... D.NASC. .................... PROF. ............................ RG. ......................... END. .............................. TEL. .......................... CPF: .................... SEXO:....................... INDICAÇÃO: .................................................... ANAMNESE QUEIXA PRINCIPAL ⚫ Sangramento - ao estímulo ou espontâneo ⚫ Gosto ruim – D.P / Cárie / Má higiene bucal ⚫Mau hálito – D.P / Cárie ⚫ Dor – Estados agudos ⚫ Impacção alimentar ⚫Mobilidade ANAMNESE FREQUÊNCIA E HISTÓRIA DOS ÚLTIMOS TRATAMENTOS ⚫ Duração dos sintomas Pouco/ longo tempo ⚫ Localização da doença Localizada/ generalizada ⚫ Progressão da doença Lenta / rápida ANAMNESE HISTÓRIA SISTÊMICA GERAL ⚫ Auxilia no diagnóstico ⚫ Interfere no tratamento ⚫ Exige cuidados especiais ⚫ Influência no prognóstico Sistema cardiovascular Sistema respiratório Sistema endócrino ANAMNESE Angina, Infarto, Hipertensão,defeitos valvulares,febre reumática, aterosclerose, bacteremias, endocardite infecciosa Asma, bronquite, enfisema, tuberculose,alteração nas vias aéreas, respiração bucal Diabetes,distúrbio da tireóide, paratireóide, supra renais, puberdade,menopausa Sistema genito-urinário Sistema gastro – intestinal Sistema Hematopoiético ANAMNESE Gravidez, menopausa, osteoporose, insufuciência renal Úlceras, distúrbios digestivos, hérnias de hiato Anemia, alterações da coagulação (hemofilia),leucemia, púrpuras Sistema Neurológico Sistema Esquelético Sistema Imunológico Síndromes ANAMNESE Disritimias, convulsões,epilepsia, paralisias, parestesias... Dores articulares, fraturas, infecções,osteoporose... Down Aids Medicamentos Tabagismo Hábitos Dieta ANAMNESE Anticoncepcionais Dilantin,Gardenal – Anti-epilética Ciclosporina – imunossupressiva Nifedipina – anti-hipertensiva Álcool, drogas, stress Fumo Vitamina A, B, C, D. Transtornos alimentares... HÁBITOS •RANGER •INTERPOSIÇÃO DE LÍNGUA •TABAGISMO •TIPO DE DIETA EXAME CLÍNICO EXAME INTRA ORAL E EXTRA ORAL Investigação minuciosa para fins de diagnóstico. Podendo ser visual, digital, por palpação, sondagem, radiográfico, laboratorial, entre outros... Exame extra oral •Palpação •Face •Pescoço •ATM •Assimetria EXAME INTRA ORAL EXAME DA HIGIENE ORAL ⚫ escovação ⚫ técnica, frequência ⚫ tipo de escova e cerdas ⚫ dirigidas ( tufo ) ⚫ interdentais ⚫ creme dental ⚫ fio / fita dental ⚫ bochechos ÍNDICE DE PLACA EVIDENCIADORES DE PLACA ⚫ É um tipo de corante que marca, colorindo, a placa bacteriana. ⚫ Pode ser em forma de um líquido ou pastilha EVIDENCIADORES DE PLACA REGISTRO DE CONTROLE DE PLACA – O’ LEARY 1972 AVALIAÇÃO DAS SUPERFÍCIES DENTAIS APÓS COLORAÇÃO IP = Nº superfícies coradas x 100 Nº total de dentes X 4 SAÚDE PERIODONTAL = 10 -20 % Quando faremos o Índice de placa? - Início do tratamento - Durante o tratamento - Final do tratamento - Manutenção e Controle periodontal EXAME BUCAL TECIDOS MOLES “A BOCA É O ESPELHO DO ESTADO DE SAÚDE DO INDIVÍDUO” ⚫ Região jugal ⚫ Palato duro e mole ⚫ Língua ⚫Assoalho da boca ⚫ Periodonto ⚫ Bridas e freios ⚫ Limite oro - faríngeo EXAME DENTAL - Odontograma ⚫ Nº de dentes - ausência ⚫ Mau posicionamento e alinhamento ⚫ Restaurações – Próteses ⚫ Diastemas ⚫ Falta do ponto de contato ⚫ Diferença de altura das cristas marginais ⚫ Sensibilidades ⚫ Oclusão / Desgastes ⚫ Morfologia ⚫ Cáries (cervicais...) ODONTOGRAMA EXAME PERIODONTAL ⚫ Alterações de cor, forma e textura ⚫ Margem gengival ⚫ Sangramento à sondagem ⚫ Profundidade clínica de sondagem ⚫ Nível de inserção clínica ⚫ Mobilidade dental ⚫ Envolvimento de furca EXAME PERIODONTAL ⚫ Inspeção ⚫ Cor ⚫ Forma ⚫ Textura ⚫ Sondagem ⚫ Parede mole da bolsa ⚫ Parede dura da bolsa ⚫ Palpação ⚫ Exsudato ⚫ Consistência da gengiva COR, FORMA E TEXTURA GENGIVA LIVRE ⚫ Rosa pálida ⚫ Lisa ⚫ Delgada GENGIVA INSERIDA ⚫ Rosa pálida ⚫ Pontilhada PERIODONTO SAUDÁVEL COR, FORMA E TEXTURA GENGIVA LIVRE ⚫ Avermelhada ⚫ Brilhante ⚫ Espessa GENGIVA INSERIDA ⚫ Avermelhada ⚫ Lisa ⚫ Brilhante PERIODONTO DOENTE PROFUNDIDADE CLÍNICA DE SONDAGEM ⚫ É a distância medida com sondas milimetradas , entre a margem gengival e o fundo da bolsa periodontal ou sulco gengival SONDAGEM - Sonda delicada - Cônica - Cilíndrica – bem fina - Extremidade arredondada SONDAGEM ⚫ Introdução leve e delicada ⚫Dor no exame: Ponto negativo para o paciente ⚫Deve ser introduzida até sentirmos uma certa resistência – Momento de parar!!!! SONDAGEM ⚫ Saudável ⚫ Aderência epitelial ⚫ Ausência de dor e sangramento ⚫ Doente ⚫ Tec. Conjuntivo ⚫ Dor e sangramento PRECISÃO NA SONDAGEM ⚫ Espessura da sonda ⚫ Posicionamento da sonda ⚫ Grau de inflamação dos tecidos ⚫ Pressão aplicada ÍNDICE DE SANGRAMENTO GENGIVAL AINAMO & BAY 1975 ⚫ Sondagem do sulco gengival ⚫ Avaliar após alguns segundos ISG = nº de faces sangrantes x 100 nº total de dentes x 4 NÍVEL DE INSERÇÃO (NIC) ⚫Distância da junção cemento esmalte ao fundo da bolsa NIC = BOLSA + JEC /MARGEM MARGEM GENGIVAL Distância entre a junção cemento esmalte até a borda gengival Sonda PSR: Esfera Sistema de Triagem e Registro Periodontal Periodontal Screening & Recording CÓDIGO 0 Características: Tarja colorida da Sonda COMPLETAMENTE visível Ausência de Sangramento Gengival Ausência de Cálculo e/ou margens defeituosa de Próteses/Restaurações. CÓDIGO 1 Características: Tarja colorida da Sonda COMPLETAMENTE visível Presença de Sangramento Gengival Ausência de Cálculo e/ou margens defeituosa de Próteses/Restaurações. CÓDIGO 2 Características: Tarja colorida da Sonda COMPLETAMENTE visível Presença de Sangramento Gengival Presença de Cálculo e/ou margens defeituosa de Próteses/Restaurações. CÓDIGO 3 Tarja colorida da Sonda PARCIALMENTE visível Característica: Mapeamento do Sextante Afetado PERIOGRAMA CÓDIGO 4 Tarja colorida da Sonda “INVISÍVEL” (inserida totalmente no interior da bolsa) Característica: Mapeamento de TODOS os Sextantes PERIOGRAMA ETIOLOGIA DA DOENÇA PERIODONTAL PERIODONTIA Profa. Adriana L. Rossi Determinante Predisponentes Modificadores FATORES ETIOLÓGICOS DA DOENÇA PERIODONTAL Sistêmicos Locais Sistêmicos Locais Fator determinante: é imperativo para que a doença aconteça. Fatores Predisponentes: interferem direta ou indiretamente na retenção de placa, facilitando a instalação e progressão da doença periodontal. Fatores modificadores: agem modificando o curso da doença, podendo piorar ou proteger, e podem ser locais ou ambientais e sistêmicos. FATORES ETIOLÓGICOS Fator Determinante • Placa Bacteriana ou • Biofilme dental ACÚMULO DE BIOFILME INFLAMAÇÃO - Matéria Alba : acumulação leve de bactérias e células que não fazem parte de uma estrutura organizada e pode ser facilmente removida com jato de água. - Placa bacteriana: bactérias presentes em matriz de glicoproteínas salivares e polissacarídeos extracelulares. - Cálculo: depósito duro de placa calcificada, coberto por placa não mineralizada. FATOR DETERMINANTE Constituintes: -- Podem ser encontradas mais de 700 especíes -- matriz contém: células epiteliais, macrófagos e linfócitos -Localização: -Supra ou sub gengival PLACA BACTERIANA OU BIOFILME Cálculo dentário ou tártaro - Biofilme/Placa bacteriana mineralizado que se forma sobre a superfície de dentes, próteses, restaurações e implantes - Superfície porosa dificulta a higienização FATOR PREDISPONENTE Fatores Predisponentes Toda condição que facilita o acúmulo de biofilme Locais: - Margem de restauração -- Próteses mal adaptadas -- Materiais dentais pouco polidos -- Dentes apinhados -- Aparelho ortodôntico -- Tabagismo -- Má higiene FATORES PREDISPONENTES Fatores Predisponentes Locais Sistema Imunológico Hereditariedade Outros FATORES PREDISPONENTES Sistêmicos: Fatores Traumatizantes Fatores Modificadores Locais: FATORES MODIFICADORES Respiração bucal Fatores genéticos Fumo Medicamentos Diabetes Estresse Nutrição Gravidez HIV Sistêmicos: GENGIVITE MEDICAMENTOSA GENGIVITE POR FATORES GENÉTICOS (SÍNDROMES) DOENÇA BACTÉRIAS COM POTENCIAL DE PATOGENICIDADE NÚMERO SUFICIENTE DE PATÓGENOS SUSCETIBILIDADE DO HOSPEDEIRO ? DEPÓSITO DE COR AMARELADA , MOLE E ESPESSO. FORMADA PELO ACÚMULO DE BACTÉRIAS,CÉLULAS TECIDUAIS, PROTEINAS SALIVARES E POUCA OU NENHUMA PARTÍCULA ALIMENTAR. DESPROVIDA DE ESTRUTURA ORGANIZADA. MENOS ADERENTE QUE O BIOFILME. MATÉRIA ALBA AGLOMERADO DE BACTÉRIAS EM UMA MATRIZ COMPOSTA POR POLÍMEROS EXTRA CELULARES DE ORIGEM BACTERIANA E PRODUTOS DO EXSUDATO GENGIVAL E / OU SALIVA. PLACA BACTERIANA BIOFILME DENTAL ORGANIZAÇÃO MASSA BRANCA , ACINZENTADA OU AMARELADA COM ASPECTO GLOBULAR A LOCALIZAÇÃO E O RITMO DE FORMAÇÃO VARIAM EM FUNÇÃO DE FATORES DETERMINANTES COMO HIGIENE BUCAL , DIETA E COMPOSIÇÃO E QUANTIDADE DO FLUXO SALIVAR BIOFILME/PLACA CORAZZA PFL PLACA BACTERIANA BIOFILME DENTAL 1. FORMAÇÃO DA PELÍCULA ADQUIRIDA 2. COLONIZAÇÃO INICIAL 3. CO-AGREGAÇÃO 4. MATURAÇÃO FORMAÇÃO DO BIOFILME PELÍCULA COMPOSTA DE GLICOPROTEINAS SALIVARES - (MUCINA) ELEMENTOS DO FLUÍDO GENGIVAL PRESENÇA DE ANTICORPOS ( IgA e IgG ) AÇÃO PROTETORA E LUBRIFICAÇÃODOS TECIDOS VARIA DE 0,1 - 10 um E CORA -SE POR ALCATRÃO CAFÉ , CLOROFILA ... 1. PELÍCULA ADQUIRIDA CORAZZA PFL FORMAÇÃO PELÍCULA ADQUIRIDA ADESÃO BACTERIANA RÁPIDA AO CONTATO POLÍMEROS EXTRACELULARES QUE INTERAGEM COM RECEPTORES DA PELÍCULA ADQUIRIDA ADESINAS FÍMBRIAS POR EXPOSIÇÃO PROLONGADA CORAZZA PFL 1ª FASE - COCOS GRAM + 24 Hs ESTREPTOCOCOS - S. sanguis CÉLULAS EPITELIAIS E PMNs (polimorfonucleares) 2ª FASE - BASTONETES E FILAMENTOS GRAM + ACTNOMYCES viscosus 3ª FASE - RECEPTORES DE SUPERFÍCIE PERMITEM ADESÃO DE BACTÉRIAS GRAM - 2. COLONIZAÇÃO DO BIOFILME DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES NÍVEL DE OXIGÊNIO PROFUNDIDADE DA BOLSA AERÓBIOS - INÍCIO DA DOENÇA ANAERÓBIOS - PROGRESSÃO DA DOENÇA MICRORGANISMOS PERIODONTOPATOGÊNICOS SÃO ANAERÓBIOS E PORTANTO NÃO CONTRIBUEM PARA A COLONIZAÇÃO INICIAL VARIAÇÕES NA MICROBIOTA BOLSAS RASAS PRODUTOS DA DIETA NA SALIVA BOLSAS PROFUNDAS NUTRIENTES DO SANGUE E TECIDOS PERIODONTAIS FLUÍDO GENGIVAL PRODUTOS DA LISE TECIDUAL CRESCIMENTO DO BIOFILME DISPOSTO EM CAMADAS PROFUNDAS - BACTÉRIAS FIRMEMENTE UNIDAS A PELÍCULA SUPERFICIAIS - CAMADA IRREGULAR E FROUXA EXTENDENDO-SE AO MEIO CIRCUNDANTE ESTRUTURA DO BIOFILME CORAZZA PFL 3. CO - AGREGAÇÃO 4. MATURAÇÃO FAVORECENDO O CRESCIMENTO DE ANAERÓBIOS. MATRIZ INTERMICROBIANA PREDOMINÂNCIA DE POLISSACARÍDEOS BIOFILME SUBGENGIVAL PRESENÇA DE LEUCÓCITOS NA PORÇÃO APICAL ESPÉCIES SUB GENGIVAIS NORMALMENTE NÃO SÃO ENCONTRADAS NO AR, ÁGUA, SOLO OU OUTROS ANIMAIS. TRANSMISSÃO VERTICAL – PAIS –FILHOS. TRANSMISSÃO HORIZONTAL - ENTRE OUTROS INDIVÍDUOS. (transmissão através da saliva) TRANSMISSIBILIDADE BIOFILME (PLACA BACTERIANA) CALCIFICADO FORMAÇÃO VARIA EM FUNÇÃO DA QUANTIDADE DE PLACA E SECREÇÃO DAS GLDS. SALIVARES CÁLCULO DENTAL CÁLCULO DENTAL MASSA ADERENTE DE COR AMARELADA PODENDO SOFRER ESCURECIMENTOS EM FUNÇÃO DE HÁBITOS , DE CONSISTÊNCIA DURA E FACILMENTE REMOVIDA DA SUPERFÍCIE DENTAL. MAIOR QUANTIDADE PRÓXIMA A ABERTURA DAS GLÂNDULAS SALIVARES. CÁLCULO DENTAL - SUPRA - GENGIVAL MASSA CALCIFICADA DEVIDO A DEPOSIÇÃO DE COMPONENTES DO FLUÍDO GENGIVAL DE COR MARRON ESCURO A PRETA, GERALMENTE DENSO , DE CONSISTÊNCIA PÉTREA E FORTEMENTE ADERIDO A SUPERFÍCIE DENTAL CALCULO DENTAL - SUBGENGIVAL LINDHE 70 - 90 % DE MAT. INORGÂNICO fosfato de cálcio, carbonato de cálcio MATERIAL ORGÂNICO carboidratos e proteínas salivares polissacarídeos , células epiteliais , leucócitos , microrganismos CÁLCULO DENTAL ÍNTIMO CONTATO COM A SUP. DENTAL DEVIDO A CALCIFICAÇÃO DA PELÍCULA. IRREGULARIDADES DA SUP. RADICULAR SÃO PREENCHIDAS PELA MASSA CALCIFICADA. CÁLCULO DENTAL TIPOS DE ADERÊNCIA DEFESA DO PERIODONTO BACTÉRIAS APRESENTARAM A CAPACIDADE DE INVADIR OS TECIDOS BACTÉRIAS PERMANECEM NA BOLSA, MAS FRAGMENTOS DE SUAS CÉLULAS E OUTROS FATORES PENETRAM NOS TECIDOS - LISTGARTEN 1988 INVASÃO TECIDUAL AÇÃO DIRETA FATORES MICROBIANOS QUE ATUAM DIRETAMENTE SOBRE OS TECIDOS CAUSANDO-LHES DANOS AÇÃO INDIRETA FATORES AUTO - LESIVOS PRODUZIDOS PELO HOSPEDEIRO EM RESPOSTA A AGRESSÃO BACTERIANA MECANISMOS DE AGRESSÃO AO PERIODONTO SALIVA ANTICORPOS IgA E IgG LISOZIMA – AÇÃO ENZIMÁTICA SOBRE BACTÉRIAS AÇÃO FAGOCITÁRIA DOS PMNs DESCAMAÇÃO DO EPITÉLIO INTEGRIDADE DO EP. JUNCIONAL FLUXO DO FLUÍDO GENGIVAL LAVAGEM E ELEMENTOS CELULARES ( PMNs, LINFÓCITOS) EFEITO DO SISTEMA IMUNE / COMPLEMENTO FATORES DE DEFESA DO PERIODONTO CORAZZA PFL DOENÇAS PERIODONTAIS, TÊM ETIOLOGIA MULTIFATORIAL, MAS TEM NO BIOFILME DENTAL SEU FATOR ETIOLÓGICO PRIMÁRIO. A SUA MANIFESTAÇÃO E PROGRESSÃO PODE SER AFETADA POR UMA GRANDE VARIEDADE DE DETERMINANTES: •Características do indivíduo •Fatores sociais •Fatores comportamentais •Fatores sistêmicos •Fatores genéticos •Composição microbiana do biofilme dental Periodonto Saudável colonizado por biofilme Gengivite Pode ou não evoluir Periodontite Perda do Dente ≈ 30 - 40 anos Sem terapia É uma constante, mesmo com BOM controle da placa Profa. Adriana Leal Rossi ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO PERIODONTO Formado pela Gengiva, Osso Alveolar, Ligamento Periodontal e Cemento Radicular Função: Proteção e Sustentação do Dente PERIODONTO • Periodonto de Proteção • Gengiva • Periodonto de Sustentação • Ligamento Periodontal, Cemento e Osso PERIODONTO • Funções do Aparelho de Inserção • Ligar o Dente ao Osso • Suportar e Dirigir as Forças Geradas pela Mastigação, Fonação e Deglutição • Ajustar as Alterações Estruturais Associadas ao Uso e Envelhecimento MUCOSA ORAL • Dividida em 3 tipos • Mucosa de Revestimento (mucosa alveolar) • Mucosa Mastigatória (Gengiva e Palato Duro) • Mucosa Especializada (Dorso da Língua) ALR Periodonto de Proteção GENGIVA • Tipos de Gengiva: • Gengiva livre • Marginal • Papilar ou interdental • Gengiva Inserida GENGIVA Tipos de Gengiva • Gengiva livre • Marginal • Faixa Estreita que Contorna o Colo dos Dentes (0,5 a 2 mm) • Se estende da margem gengival livre até a junção cemento esmalte. GENGIVA GENGIVA Tipos de Gengiva • Gengiva livre • Marginal • Vertente Externa: Tecido Epitelial Escamoso Estratificado Queratinizado • Vertente Interna: Não Queratinizado GENGIVA Tipos de Gengiva • Gengiva Inserida • Mede de 1 a 9 mm • Unida Ao Dente e Osso Alveolar • Estende-se da junção cemento-esmalte até a junção mucogengival GENGIVA GENGIVA Tipos de Gengiva • Gengiva Livre • Papilar ou interdental • Gengiva Marginal que Preenche o Espaço Interproximal • Fator que Influenciam a Forma • Extensão Vestibulo-Lingual dos Dentes GENGIVA Tipos de Gengiva • Gengiva Livre • Papilar ou interdental • Formação do “COL” • “Depressão em forma de cela que representa o encontro entre as papilas vestibulares e linguais” PAPILAS ALR COL SULCO GENGIVAL “Espaço Virtual Existente entre o Esmalte e a vertente Interna da Gengiva Marginal” •Formado por 3 Paredes • Uma de Tecido Duro • Duas por Tecidos Moles PROFUNDIDADE DO SULCO GENGIVAL - É a Profundidade Clínica do Sulco Gengival Saudável que se Estende da Borda Livre da Gengiva Marginal até a Porção mais Coronária do Epitélio Juncional - Varia de indivíduo para Indivíduo e de Região para Região - Profundidade Média: 0,5 a 3 mm (KAHTALIAN, 1980) SULCO GENGIVAL CARRANZA,F. A. (1997) LINDHE 1996 Gengiva X Mucosa Alveolar Epitélio da Mucosa –Poucas Camadas de Células –Não é Ceratinizado –Maior Suprimento Vascular Epitélio Gengival –Numerosas Camadas de Células –Revestimento de Ceratina EPITÉLIO GENGIVAL Epitélio Oral : voltado para a cavidade oral Epitélio do Sulco: voltado para o dente Epitélio Juncional: promove a adesão entre a gengiva e o dente EPITÉLIO ORAL Pavimentoso, Estratificado, Queratinizado 1. Camada Basal 2. Camada Espinhosa 3. Camada Granulosa 4. Camada Queratinizada - Células Produtoras de Queratina LINDHE 1996 EPITÉLIO ORAL Melanócitos: células que contém pigmentos (LINDHE, J. 1984) EPITELIO JUNCIONAL • É uma Faixa de Epitélio Escamoso estratificado Não Queratinizado que liga a Gengiva ao Dente • Durante a Erupção Dentária o Epitélio Juncional é Constantemente Reposicionado EPITÉLIO JUNCIONAL Tecido Conjuntivo •Fibras Colágenas • Fibroblastos, Mastócitos, Macrófagos, Linfócitos, Neutrófilos, Plasmócitos EPITÉLIO JUNCIONAL Tecido Conjuntivo • Mastócito - Produz substâncias vasoativas e controlam o fluxo de sangue através do tecido (sistema microvascular) EPITÉLIO JUNCIONAL Tecido Conjuntivo • Macrófago - Fagocitose EPITÉLIO JUNCIONAL Tecido Conjuntivo • Neutrófilos • Linfócitos • PlasmócitosDefesa do tecido conjuntivo EPITÉLIO JUNCIONAL Tecido Conjuntivo • FIBRAS: produzidas pelos fibroblastos a) Colágenas b) Reticulares c) Oxitalâmicas e) Elásticas LINDHE 1996 FIBRAS GENGIVAIS • Fibras Gengivais (Colágenas) • Função: • Abraçar Firmemente o Dente, Promovendo Rigidez Necessária à Gengiva • Classificação • Dento-Gengivais • Dento-Periosteais • Fibras Transeptais • Fibras Circulares FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) • Fibras Circulares Circundam o dente à maneira de um anel ou punho FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) • Dento-Gengivais Estão embutidas no cemento supra- alveolar da raiz e se projetam em forma de leque em direção ao tecido gengival livre. FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) • Dento-Periosteais Inserem-se na mesma porção do cemento que as fibras dentogengivais, porém fazem trajetória em sentido apical sobre a crista óssea para terminar na gengiva inserida. FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) • Fibras Transeptais Estendem-se entre os cementos dos dentes vizinhos. Seguem trajeto retilíneo. Periodonto de Sustentação PERIODONTO DE INSERÇÃO • Ligamento Periodontal • Tec conjuntivo frouxo • Função Amortecedora • Função Formativa: Rico em Osteoblastos, Fibroblastos e Cementoblastos • Função Nutritiva e Sensorial: Nutre o Cemento, Osso e a Gengiva • Elemento Principal: Fibras Colágenas • Tamanho: 130 a 250 Mm, sendo mais espesso na Área Coronal LIGAMENTO PERIODONTAL ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO LINDHE 1996 PERIODONTO DE INSERÇÃO Ligamento Periodontal • Fibras da Crista Alveolar • Fibras Horizontais • Fibras Oblíquas • Fibras Apicais ACF – fibras da crista alveolar HF – fibras horizontais OF – fibras oblíquas APF – Fibras apicais FUNÇÃO Periodonto de Inserção Ligamento Periodontal • Fibras da Crista Dental • Abaixo do Epitélio Juncional, Evita a Extrusão Dentária • Fibras Horizontais • Menor Grupo, Amortecem as Forças Laterais • Fibras Oblíquas • Maior Grupo, Evita a Intrusão Dentária e Lateralidade PERIODONTO DE INSERÇÃO Ligamento Periodontal • Fibras Apicais • Evita a Movimentação dentária na Região de Ápice • Fibras de Sharpey • Quando as Fibras Penetram no Cemento ou no Osso LINDHE 1996 LINDHE 1996 ESPAÇO BIOLÓGICO O termo “espaço biológico” foi pioneiramente descrito em 1962 e refere-se à distância compreendida entre a base do sulco gengival e o topo da crista óssea alveolar, sem a inclusão do sulco gengival nestas medidas. ESPAÇO BIOLÓGICO É a distância compreendida entre a crista óssea alveolar e a margem gengival livre. Qualquer injúria nessa região provocará, inicialmente, uma reação inflamatória, que poderá gerar reabsorção da margem óssea como uma providência orgânica para o seu restabelecimento ou, até mesmo, acarretar a perda dentária em casos mais severos. QUAL A SUA IMPORTÂNCIA? A integridade do espaço biológico é de suma importância para a manutenção da saúde gengival, uma vez que sua existência é fundamental para a aderência do epitélio juncional e da inserção conjuntiva à estrutura dentária. PERIODONTO DE INSERÇÃO Cemento - Tecido Calcificado Especializado que Recobre a Raiz dos Dentes - É avascular, não é inervado. - Sofre deposição contínua ao longo da vida. - Constituído por fibras colágenas e hidroxiapatita CEMENTO Periodonto de Inserção Cemento Tipos: - Primário ou acelular: formado com a raiz e a erupção do dente - Secundário ou celular: formado após a erupção e em resposta as demandas funcionais CEMENTO Periodonto de Inserção Cemento: - Produzido pelos cementoblastos - Cementócitos (nutrição) CEMENTO ACELULAR X CEMENTO CELULAR CARRANZA,F. A. (1997) OSSO Osso Alveolar: -Se desenvolve-se com a erupção dos dentes - Reabsorvido quando os dentes são perdidos - Constitui o aparelho de inserção do dente - Distribuir e absorver forças geradas pela mastigação e contatos dentários ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO LINDHE 1996 ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO •Osteoblastos são células produtoras de tecido ósseo •Localizam-se na superfície mais externa •Osteócito(manutenção) ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO Osteoclasto Lacunas de Howship (reabsorção óssea) SUPRIMENTO SANGUÍNEO DO PERIODONTO LINDHE 1996 VASCULARIZAÇÃO Principal suprimento sanguíneo do ligamento vem das artérias dentárias que emitem três ramos: • ramos no ligamento periodontal - provenientes dos vasos apicais que suprem a polpa dentária. • ramos dos vasos intra-alveolares - que atravessam a parede alveolar e se dirigem para o periodonto. • ramos das artérias gengivais - estes entram no ligamento periodontal a partir da direção coronária. SUPRIMENTO SANGUÍNEO GENGIVAL CARRANZA,F. A. (1997) Os capilares formam uma rica rede no ligamento e os vasos linfáticos seguem o trajeto dos vasos sanguíneos, proporcionando a drenagem linfática. FIM PSR Periodontal Screening & Recording Sistema de Triagem e Registro Periodontal Sonda PSR: Esfera = 0,5mm Tarja = 3,5 – 5,5mm CÓDIGO 0 CÓDIGO 0 Características: Tarja colorida da Sonda COMPLETAMENTE visível Ausência de Sangramento Gengival Ausência de Cálculo e/ou margens defeituosa de Próteses/Restaurações. CÓDIGO 1 CÓDIGO 1 Características: Tarja colorida da Sonda COMPLETAMENTE visível Presença de Sangramento Gengival Ausência de Cálculo e/ou margens defeituosa de Próteses/Restaurações. CÓDIGO 2 CÓDIGO 2 Características: Tarja colorida da Sonda COMPLETAMENTE visível Presença de Sangramento Gengival Presença de Cálculo e/ou margens defeituosa de Próteses/Restaurações. CÓDIGO 3 CÓDIGO 3 Tarja colorida da Sonda PARCIALMENTE visível Característica: Se 2 ou mais sextantes apresentarem Código 3. Indica-se exame abrangente e mapeamento de todos os sextantes. CÓDIGO 4 CÓDIGO 4 Tarja colorida da Sonda “INVISÍVEL” (inserida totalmente no interior da bolsa) Característica: Mapeamento de TODOS os Sextantes CÓDIGO * Características: Quando da ocorrência de anomalias,adiciona-se um ASTERÍSCO (*), além do número do código: Recessões gengivais Etc. Envolvimento de furca, Mobilidade dentária Sistema de Monitoração e Registro Periodontal dia mês ano Código do sextante 3 2 4* 3 1 X 0 8 0 9 0 8 PERIOGRAMA OU PERIODONTOGRAMA Profa. Adriana Leal Rossi APRENDEMOS SOBRE A CLASSIFICAÇÃO SIMPLIFICADA PSR SONDAGEM PSR o Feita com sonda PSR o Exame de triagem para detectar se o paciente necessita ou não de tratamento periodontal PERIOGRAMA O que é Quando fazer E como fazer O QUE É EXAME PERIODONTAL DETALHADO OBJETI VO: Determinar o estágio da doença periodontal QUANDO FAZER Se no Exame Periodontal Simplificado (PSR) um sextante apresentar Código 4 fazer Mapeamento de todos os sextantes (Periograma). Se no Exame Periodontal Simplificado (PSR) um sextante apresentar Código 3 fazer Mapeamento do Sextante Afetado (Periograma) ou se 2 ou mais sextantes apresentarem Código 3 indica-se mapeamento de todos os sextantes. COMO FAZER • Este exame é realizado com a SONDA MILIMETRADA • Carolina do Norte (15,0 mm) • Cada marcação na sonda corresponde a 1,0 mm • Existem 3 faixas escuras. A primeira inicia em 4,0 mm e termina em 5,0 mm, a segunda, 9,0 mm até 10, 0 mm, e a terceira, 14,0 mm a 15, 0 mm. PERIOGRAMA Deve-se mensurar 06 pontos de cada dente: mésiovestibular, centro da vestibular, disto vestibular, mesiolingual (ou mesiopalatino), centro da palatina, disto lingual (ou distopalatino). PERIOGRAMA Em cada sítio, serão obtidas 3 medidas: 1. Distância da junção esmalte - cemento (JEC) a margem gengival (MG): - permite identificar os sítios com hiperplasia gengival (margem gengival se encontra coronária a JEC), normalidade (JEC e MG são coincidentes ), retração gengival (MG está apical à JEC). PERIOGRAMAEm cada sítio, serão obtidas 3 medidas: 2. Profundidade clínica de sondagem (PCS): - corresponde à distância entre a (MG) e o fundo do sulco/bolsa periodontal (ou seja, até o epitélio juncional). Medidas até 3,0/3,5 mm indicam sulco gengival. Já as medidas superiores a 3,0/3,5 mm, bolsa periodontal. PERIOGRAMA Em cada sítio, serão obtidas 3 medidas: 3. Nível clínico de inserção (NCI): - corresponde à distância entre JEC e fundo do sulco/bolsa periodontal. É a soma da profundidade clínica de sondagem e da margem gengival. PERIOGRAMA • A interpretação destas medidas permite identificar sítios que apresentam bolsa periodontal não associada a perda de inserção, caracterizando a pseudo bolsa ou falsa bolsa. NCI – NÍVEL DE INSERÇÃO CLÍNICA A posição gengival é a distância entre a Margem gengival (MG) e a União esmalte-cemento (UEC). A posição gengival pode ser positiva, normal e negativa. Positiva – casos de recessão gengival Normal – estado fisiológico da gengiva Negativo – casos de hiperplasia EXAME DE FURCA • Realizado com a SONDA NABERS nos dentes que apresentam furca, ou seja, dentes bi ou tri radiculares LESÃO DE FURCA Dependendo da dimensão da perda óssea nas áreas entre as raízes, as lesões ou os envolvimentos de furca serão classificados em grau I, II, III • Lesão de furca grau I: sondagem horizontal da área da furca mostra perda óssea de até 1/3 da largura do dente. • Lesão de furca grau II: sondagem mostra perda óssea que ultrapassa 1/3 da largura do dente, mas não houve comprometimento de toda a furca. • Lesão de furca grau III: sondagem mostra que o tecido de suporte da região da furca foi perdido, permitindo a passagem da sonda Nabers de um lado a outro do dente. MOBILIDADE DENTAL Todos os dentes, graças às fibras do ligamento periodontal, apresentam mobilidade fisiológica. Porém, esta mobilidade pode estar aumentada em função da perda de estruturas periodontais de suporte ocasionadas pela doença periodontal. MOBILIDADE DENTAL A mobilidade dental, avaliada no exame clínico periodontal, quando presente, deve ser classificada em: • Grau I: dente se movimenta no sentido horizontal, amplitude deste movimento mede até 1,0 mm; • Grau II: movimento do dente no sentido horizontal com amplitude superior a 1, 0 mm • Grau III: movimento do dente nos sentidos horizontal e vertical. ROTEIRO PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE PERIOGRAMA • Utilize canetas coloridas hidrográficas: preta, azul, verde e vermelha. • O espaço entre as linhas horizontais do gráfico corresponde à 2,0 mm. • 1. Dente e/ou porção coronária ausente: preencher em preto com X. • 2. Dente incluso: contornar em preto. • 3. JCE-MG (distância entre união esmalte-cemento e margem gengival). • Marcar os valores na linha correspondente de cada quadrado, em preto. • Lembrar que o ponto de partida é a UEC. • Retração gengival: valor positivo (por ex. 2) • Hiperplasia gengival: valor negativo (por ex. -2) • MG = JCE: valor zero • Traçar no gráfico a posição da margem gengival em relação à UEC em azul. ROTEIRO PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE PERIOGRAMA • 4. PCS (profundidade clínica de sondagem). • Marcar os valores na linha correspondente de cada quadrado, em preto. Lembrar que o ponto de partida é a MG. Se houver sangramento à sondagem (SS) fazer um ponto vermelho acima ou abaixo do número correspondente. • 5. NIC (nível de inserção clínica). Somar os valores de UEC-MG e PCS. Anotar os valores na linha correspondente de cada quadrado, em preto. • 6. Mobilidade: seguir a classificação de Miller (grau 1, 2 ou 3). Anotar em azul na face oclusal do dente correspondente. ROTEIRO PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE PERIOGRAMA • 7. Envolvimento de furca: seguir a classificação de Hamp (grau I, II ou III). Desenhar, em verde, triângulos, como a seguir: • Grau I: • Grau II: • Grau III: • A ponta do triângulo deve apontar para a furca envolvida. Slide 1: ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO Slide 2: PERIODONTO Slide 3 Slide 4: PERIODONTO Slide 5: PERIODONTO Slide 6: MUCOSA ORAL Slide 7 Slide 8 Slide 9: GENGIVA Slide 10: GENGIVA Slide 11: GENGIVA Slide 12: GENGIVA Slide 13: GENGIVA Slide 14: GENGIVA Slide 15: GENGIVA Slide 16: GENGIVA Slide 17: PAPILAS Slide 18: COL Slide 19 Slide 20 Slide 21: SULCO GENGIVAL Slide 22: PROFUNDIDADE DO SULCO GENGIVAL Slide 23: SULCO GENGIVAL Slide 24 Slide 25: EPITÉLIO GENGIVAL Slide 26: EPITÉLIO ORAL Slide 27 Slide 28: EPITÉLIO ORAL Slide 29: EPITELIO JUNCIONAL Slide 30: EPITÉLIO JUNCIONAL Slide 31: EPITÉLIO JUNCIONAL Slide 32: EPITÉLIO JUNCIONAL Slide 33: EPITÉLIO JUNCIONAL Slide 34: EPITÉLIO JUNCIONAL Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38: FIBRAS GENGIVAIS Slide 39: FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) Slide 40: FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) Slide 41: FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) Slide 42: FIBRAS GENGIVAIS (COLÁGENAS) Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46: PERIODONTO DE INSERÇÃO Slide 47: LIGAMENTO PERIODONTAL Slide 48: ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO Slide 49: PERIODONTO DE INSERÇÃO Slide 50 Slide 51: FUNÇÃO Slide 52: PERIODONTO DE INSERÇÃO Slide 53 Slide 54 Slide 55: ESPAÇO BIOLÓGICO Slide 56 Slide 57 Slide 58: ESPAÇO BIOLÓGICO Slide 59 Slide 60: QUAL A SUA IMPORTÂNCIA? Slide 61 Slide 62: PERIODONTO DE INSERÇÃO Slide 63: CEMENTO Slide 64: CEMENTO Slide 65: CEMENTO ACELULAR X CEMENTO CELULAR Slide 66: OSSO Slide 67: ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO Slide 68: ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO Slide 69: ANATOMIA E HISTOLOGIA DO PERIODONTO Slide 70: SUPRIMENTO SANGUÍNEO DO PERIODONTO Slide 71: VASCULARIZAÇÃO Slide 72: SUPRIMENTO SANGUÍNEO GENGIVAL Slide 73: FIM