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Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos Autor: Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta 19 de Abril de 2023 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 2 2 Sumário 1 - Introdução ................................................................................................................................................ 7 2 - Sistema de esgotamento sanitário ............................................................................................................ 9 2.1 - Tipos de sistema .............................................................................................................................. 10 2.1.1 - Classificação de sistemas de esgotamento coletivo ................................................................... 14 2.2 - Componentes de um sistema de esgotamento sanitário .................................................................... 27 3 - Rede coletora de esgoto sanitário .......................................................................................................... 34 3.1 - Tipos de tubulações de redes coletoras ........................................................................................... 34 3.2 - Tipos de traçado de redes coletoras ............................................................................................... 39 3.3 - Elementos acessórios em redes de esgoto ........................................................................................ 44 3.3.1 - Funções do poço de visita ......................................................................................................... 50 3.3.2 - Situações em que o poço de visita pode ser substituído ............................................................. 52 3.4 - Dimensionamento de redes coletoras de esgoto ............................................................................... 72 3.4.1 - Condições de escoamento ......................................................................................................... 72 3.4.2 - Velocidade de escoamento ....................................................................................................... 75 3.4.3 - Relação lâmina d'água e diâmetro (Y / D) ............................................................................... 78 3.4.4 - Tensão trativa........................................................................................................................... 79 3.4.5 - Diâmetro, recobrimento e profundidade ................................................................................... 83 3.4.6 - Vazões de projeto .................................................................................................................... 88 3.4.7 - Elaboração do projeto de rede coletora de esgoto ................................................................ 104 3.4.8 - Resumo dos critérios de projeto .............................................................................................. 108 3.5 - Emissões de gases em redes coletoras de esgotos .......................................................................... 110 4 - Considerações Finais ............................................................................................................................ 115 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 3 3 5 - Lista de Questões ................................................................................................................................. 116 6 - Gabarito ............................................................................................................................................. 139 7 - Referências bibliográficas .................................................................................................................... 140 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 4 4 APRESENTAÇÃO DO CURSO A abordagem desse curso de Engenharia Civil foca em todos os mistérios e pegadinhas dos concursos públicos. Trata-se do curso mais didático de Engenharia de que dispomos, espinha dorsal dos nossos cursos específicos, preparados e adaptados para cada concurso. Os assuntos serão tratados sempre lembrando daquele que está iniciando os estudos na área e também do que está estudando há mais tempo. Os conceitos são expostos com abundância de figuras e gráficos de memorização buscando fazer com que você goste do conteúdo. Assim, você verá que as aulas são seu aliado e, com isso, você constatará o grande potencial que tem dentro de si. Com essas aulas, queremos provar que qualquer um pode ser um grande engenheiro dos concursos. Ao contrário do que encontraremos nos grandes livros de engenharia, o conhecimento aqui é passado na qualidade e quantidade necessárias a seu pleno sucesso, sem detalhes que não vão agregar nada para a aprovação, nem perda de tempo com informações mal redigidas que ninguém entende. Tudo é pensado milimetricamente. Isso, contudo, não significa que somos superficiais. Pelo contrário, sabemos exatamente onde devemos nos aprofundar e não poupamos esforços nesse sentido. Utilize as figuras para se apaixonar pela matéria e os esquemas para não esquecer as informações lá enfatizadas. Com essa estrutura e proposta, você terá uma preparação única no país, sem necessidade de recurso a outros fontes, como livros e normas. Finalmente, destaco que um dos instrumentos mais relevantes para o estudo em .PDF é o contato direto e pessoal com o Professor. Além do nosso fórum de dúvidas, estamos disponíveis por e-mail. Aluno nosso não vai para a prova com dúvida! Por vezes, ao ler o material surgem incompreensões, dúvidas, curiosidades, nesses casos basta acessar o computador e nos escrever. Assim que possível respondemos a todas as dúvidas. É notável a evolução dos alunos que levam a sério a metodologia. Nosso foco não é somente questões, mas sobretudo o conteúdo. Você deve estar preparado inclusive para as mudanças de foco das cobranças das bancas. Por isso, você entenderá os conceitos e saberá aplicá-los. Seu conhecimento será tão significativo, que dificilmente sua atuação se restringirá a concursos. Para tornar o nosso estudo mais completo, é muito importante resolver questões anteriores para nos situarmos diante das possibilidades de cobrança. Traremos questões variadas e, em alguns assuntos, priorizaremos algumas bancas por permitirem um aprendizado mais consistente. Está pronto para essa viagem na Engenharia? Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 5 5 APRESENTAÇÃO PESSOAL É um prazer iniciar essa jornada com você nesse curso de Engenharia Civil focado em concursos de alto nível do país. Faremos uma breve apresentação de nossas origens: -Jonas Vale Lara: Sou engenheiro do Tribunal de Contas do estado de Minas Gerais, tendo sido aprovado em 1º lugar no concurso de 2018. Tenho formação em engenharia civil na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e fiz mestrado em Saneamento. Atuei em obras no Brasil e no exterior e sou um apaixonado por esportes e natureza. -Lineker Max Goulart Coelho: Sou Professor do CEFET-MG, fui aprovado em 4 concursos na área de engenharia e em 4 concursos para professor em instituições superiores federais. Formei em engenharia civil na UFMG, e fui agraciado com a medalha de ouro dos formandos de 2011. Além disso, atuei empermitir a visitação, ou seja, é possível que pessoas entrem no interior do PV por meio do acesso em seu topo em que há uma tampa circular de ferro fundido. O nome poço de visita decorre justamente do fato dele ser uma câmara visitável, ou seja, que permite que um trabalhador entre em seu interior para realizar tarefas de manutenção e limpeza. O topo o poço de visita apresenta uma porção de menor largura denominada de pescoço ou chaminé, a qual se estende até à superfície onde fica a tampa de acesso (Figura 23). O PV permite o acesso às tubulações para a sua manutenção, inspeção e limpeza. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 51 51 Figura 23: Perspectiva de um poço de visita (PV). Figura 24: Tampa de ferro fundido que dá acesso ao interior do poço de visita Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 52 52 Figura 25: Funcionário entrando em poço de visita para realizar manutenção. Além de permitir o acesso ao interior da rede, o poço de visita é uma singularidade que pode ser utilizada também quando: • Precisa-se conectar trechos de tubulação; • No início dos coletores; • Há mudança de direção, ou seja, a rede precisa fazer uma curva; • Há alteração da declividade de um trecho para outro; • Há modificação do material ou do diâmetro da tubulação; • Existência de degraus, ou seja, diferença de nível entre as extremidades de trechos de tubulação que se encontram em um ponto. 3.3.2 - Situações em que o poço de visita pode ser substituído O poço de visita (PV) é uma estrutura robusta de modo que a quantidade de PVs pode aumentar o custo da obra, já que possui grandes dimensões e necessita de materiais com resistência estrutural para suportar a rua logo acima. Dessa forma, para reduzir a quantidade de PVs, a NBR 9649 permite que em algumas situações eles sejam substituídos por dispositivos acessórios de menor porte e que apresentem funções mais específicas. A caixa de passagem (CP) pode ser utilizada ao invés do PV para mudanças de direção, declividade, alteração de diâmetro e mudança de material da tubulação, desde que não haja degraus entre os trechos conectados. Degraus aumentam a velocidade do esgoto em sua queda, necessitando de estruturas mais robustas, o que não é oferecido pelas caixas de passagem, sendo por isso vedado seu emprego com degraus. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 53 53 É importante saber que em mudanças de declividade e de direção, ao invés do CP, pode-se utilizar conexões (ex.: curvas) quando os ângulos destas peças coincidirem com os valores requeridos no projeto. As conexões são bem mais baratas do que as caixas de passagem. Por isso, os projetistas buscam sempre curvaturas que possuam valores disponíveis nas conexões de mercado. O terminal de limpeza (TL), por sua vez, pode substituir o PV na cabeceira dos coletores, ou seja, na extremidade inicial das redes. Já o terminal de inspeção e limpeza (TIL) pode ser utilizado como substituto do PV nas circunstâncias aplicáveis ao CP, ao TL e também nas seguintes situações: • Na reunião de até 2 trechos chegando ao coletor. Cuidado com a frase anterior que utiliza a descrição da NBR 9649: são 2 trechos chegando a 1 coletor, isto é, além do coletor inicial, ligam-se mais outros 2 trechos na singularidade, o que somado resulta em 3 tubulações de entrada. Sendo assim, o TIL pode ser utilizado em um ponto em que existem até 3 trechos de entrada e um trecho de saída; ✓ Se houver mais de 3 trechos de entrada, o TIL teria que ser tão grande, que seria mais viável a construção de um PV. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 54 54 Figura 26: Vista em planta de um TIL mostrando o número máximo de tubulações de entrada permitidas. • Em pontos em que o degrau entre os trechos que irão ser conectados tiver altura inferior a 0,5 m; ✓ Degraus com alturas maiores do que 0,5 m exigem TILs mais robustos e que evitem a erosão provocada pela queda da água em alta velocidade, sendo mais viável a execução de um PV. Por isso, a NBR limita a altura do degrau para TILs. • Em locais a jusante de uma ligação predial com elevado potencial de gerar entupimentos. ✓ Essa é uma medida preventiva da NBR e que evita que se construa PVs indiscriminadamente apenas por se tratar de um ponto crítico, como já ocorreu no passado em projetos antigos, cuja execução saiu muito cara. Os fundos para saneamento já são escassos, imagine então se ainda forem disperdiçados contruindo-se PVs quando pode-se facilmente recorrer a estruturas mais baratas, como é o TIL, TL e CP. Nessas situações, vimos que os poços de visita podem ser substituídos por outros dispositivos acessórios, porém nos seguintes casos deve-se obrigatoriamente utilizar um PV: • Quando for necessário conectar mais de 2 trechos a um coletor, deve-se utilizar um PV, ou seja, há mais de 3 tubulações de entrada. Cuidado mais uma vez com a frase anterior que utiliza a descrição da NBR 9649: são mais de 3 trechos chegando a 1 coletor, isto é, além do coletor inicial, ligam-se 3 outros trechos ou mais. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 55 55 Figura 27: Situações em que um poço de visita é obrigatório: Planta de um PV com mais de três tubulações de entrada. • Quando for necessária a utilização de tubo de queda, o que ocorre quando o degrau entre trechos consecutivos for maior ou igual a 0,5 m; Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 56 56 Figura 28: Situações em que um poço de visita é obrigatório: existência de tubo de queda. • Quando forem utilizados sifões invertidos ou passagens forçadas, as extremidades destes trechos devem apresentar um PV; Figura 29: Situações em que um poço de visita é obrigatório: extremidades de sifão e passagem forçada. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 57 57 • Quando a profundidade da tubulação for maior ou igual a 3m. Figura 30: Situações em que um poço de visita é obrigatório: profundidade da tubulação maior ou igual a 3 m. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 58 58 PVs são obrigatórios quando: Reunião de + de 2 trechos ao coletor Extremidades de passagem forçada e de sifão invertido Uso de tubo de queda (degrau maior ou igual a 0,5m) Tubulação a profundidade maior ou igual a 3 m Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br39471799600 - Naldira Luiza Vieria 59 59 Elementos Acessórios Poço de visita (PV) Permite a visitação Permite a inspeção visual e a entrada de equipamentos Utilizado para: Mudança de direção Mudança de declividade Mudança de material e diâmetro Início da rede Reunião de vários trechos Terminal de limpeza (TL) Localizado no ínicio da rede Não permite a visitação Permite a entrada de equipamentos Tubo de inspeção e limpeza (TIL) Permite a inspeção visual e a entrada de equipamentos Utilizado para: Mudança de direção Mudança de declividade Mudança de material e diâmetro Reunião de até dois trechos no coletor Caixa de Passagem (CP) Utilizado para: Mudança de direção Mudança de declividade Mudança de material e diâmetro Tubo de queda Liga tubulação de montante ao fundo de um PV Utilizado quando o degrau é superior a 0,5 m Sifão invertido Funciona como conduto forçado Trecho rebaixado da tubulação Utiilizado para transpor obstáculos Cursos d´água e depressões no terreno Passagem forçada Funciona como conduto forçado Não se apresenta rebaixado Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 60 60 (CESPE/TJ-AM - Eng. Civil - 2019) Acerca dos aspectos construtivos e operacionais da coleta e do tratamento de esgotos sanitários, julgue o item subsecutivo. O terminal de limpeza, que é um dispositivo não visitável da rede coletora de esgotos, substitui o poço de visita no início dos coletores. Comentários: A afirmação está correta, já que o terminal de limpeza (TL) é um dispositivo não visitável que pode substituir o poço de visita no início dos coletores. Gabarito: “Certo” (CEV-UECE/Pref. Sobral - Eng. Química - 2019) Esgoto sanitário, segundo definição da norma brasileira NBR 9648 (ABNT, 1986), é o “despejo líquido constituído de esgotos doméstico e industrial, água de infiltração e a contribuição pluvial parasitária”. Relacione, corretamente, as partes de um sistema de esgoto sanitário com suas funções, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 61 61 A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 3, 2, 1, 4, 5. b) 2, 3, 1, 4, 5. c) 4, 1, 2, 5, 3. d) 2, 1, 3, 5, 4. Comentários: Vamos analisar cada item da coluna II: A canalização que recebe coletores ao longo de seu comprimento, não recebendo ligações prediais diretas é denominada interceptor, representado pelo número 2 na coluna I. O conjunto de canalizações destinadas a receber e conduzir os esgotos dos edifícios é a rede coletora, que possui o número 1 na coluna I. A canalização destinada a conduzir os esgotos a um destino conveniente (ETE e/ou lançamento) sem receber ligações ao longo de seu comprimento, ou seja, sem receber contribuições de marcha, é o emissário, que tem número 3 na coluna I. Coluna I Coluna II 1. Rede coletora ( ) Canalização que recebe coletores ao longo de seu comprimento, não recebendo ligações prediais diretas. 2. Interceptor ( ) Conjunto de canalizações destinadas a receber e conduzir os esgotos dos edifícios. 3. Emissário ( ) Canalização destinada a conduzir os esgotos a um destino conveniente (ETE e/ou lançamento) sem receber contribuições de marcha. 4. Sifão invertido ( ) Conjunto de instalações destinadas à depuração dos esgotos, antes do lançamento. 5. Estação de tratamento ( ) Obra destinada à transposição de obstáculo pela tubulação de esgoto, funcionando sob pressão. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 62 62 O conjunto de instalações destinadas à depuração dos esgotos para permitir o posterior lançamento descreve a função de uma estação de tratamento de esgotos, representada pelo número 5 na coluna I. A obra destinada à transposição de obstáculo pela tubulação de esgoto, funcionando sob pressão, refere- se ao sifão invertido, que possui número 4 na coluna I. Sendo assim, a sequência correta de cima para baixo é 2, 1, 3, 5, 4, o que corresponde à alternativa D. Gabarito: “D” (CESPE/TCE-MG - Engenharia - 2018) No que se refere à construção de um sistema de redes coletoras de esgoto, assinale a opção correta. a) Nas extremidades de sifões invertidos e de passagens forçadas, o tubo de inspeção de limpeza pode ser usado em substituição ao poço de visita. b) Para facilitar o escoamento do fluxo afluente, recomenda-se que os fundos dos poços de visita sejam constituídos de uma camada de material drenante, cuja altura coincida com a geratriz superior do tubo de saída. c) A distância entre poços de visita, tubos de inspeção e limpeza ou terminais de limpeza consecutivos deve ser inferior ao alcance dos equipamentos de desobstrução. d) As caixas de passagem podem ser substituídas por conexões nas mudanças de diâmetro da tubulação, desde que os diâmetros sejam compatíveis e a supressão de degrau seja possível. e) O emprego de tubo de queda somente será necessário se a altura do degrau do coletor afluente for maior ou igual a 3 m; para degraus de alturas menores, recomenda-se o sifão invertido. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A afirmativa A está errada, visto que, nas extremidades de sifões invertidos, obrigatoriamente devem ser utilizados poços de visita. A afirmativa B está errada, pois os fundos de poços de visita devem ser constituídos de calhas para guiar o fluxo para a tubulação de saída. A afirmativa C está correta, já que a distância entre acessórios consecutivos deve ser menor do que o alcance dos equipamentos utilizados para manutenção. A afirmativa D está errada, pois as caixas de passagem podem ser substituídas por conexões nas mudanças de direção e declividade, caso as deflexões (curvas) coincidam com a das peças utilizadas. A afirmativa E está errada, tendo em vista que os tubos de queda são obrigatórios quando o degrau for maior ou igual a 0,5 m. Gabarito: “C” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 63 63 (CESPE/TCM-BA - Auditor Infraestrutura - 2018) Nas redes de esgoto, o dispositivo não visitável que permite a inspeção visual e a introdução de equipamentos de limpeza, podendo ser construído nas reuniões de coletores (até três entradas e uma saída), quando não há degraus que exigem tubos de queda, é denominado: a) caixa de passagem. b) poço de visita. c) tubo de inspeção e limpeza. d) terminal de limpeza. e) sifão invertido. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está errada, visto que a caixa de passagem não permite a inspeção e introdução de equipamentos. A alternativa B está errada, pois o poço de visita deve ser utilizado em degraus que exigem tubos de queda. A alternativa C está correta, já que o tubo de inspeção e limpeza apresenta todas as características mencionadas no enunciado. A alternativa D está errada, pois o terminal de limpeza não serve para realizar reuniões de coletores; ele se localiza no início do coletor. A alternativa E está errada, pois o sifão invertido não possui nenhuma das características citadas, sendo utilizado para transpor obstáculos. Sendo assim, a alternativa C é a resposta. Gabarito: "C" (UFSM/UFSM - Engenheiro - 2018) Em um projeto de sistema coletivo de esgoto,de acordo com a norma ABNT NBR 9649:1986, um poço de visita, garantidas as condições de acesso de equipamento para limpeza do trecho de jusante, pode ser substituído por: a) caixas de passagem, nas mudanças de direção, declividade, material e diâmetro, quando possível a supressão do degrau. b) caixa de passagem, na reunião que exige colocação de tubo de queda. c) conexões, nas mudanças de direção e declividade quando as deflexões não coincidem com as dessas peças. d) tubo de inspeção e limpeza, na reunião de mais de dois trechos ao coletor. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 64 64 e) tubo de inspeção e limpeza, nos pontos com degrau de altura superiora 0,50 m. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está correta, já que caixas de passagem podem substituir poços de visita nas mudanças de direção, declividade, material e diâmetro, quando for possível a supressão do degrau. A alternativa B está errada, pois o poço de visita deve ser utilizado em degraus que exigem tubos de queda. A alternativa C está errada, visto que conexões podem ser utilizadas nas mudanças de direção e declividade quando as deflexões (curvas) coincidirem com as dessas peças. A alternativa D está errada, pois tubo de inspeção e limpeza pode substituir o poço de visita na reunião de até dois trechos ao coletor. A alternativa E está errada, já que tubo de inspeção e limpeza pode substituir o poço de visita nos pontos com degrau de altura inferior a 0,5 m. Sendo assim, a alternativa A é a resposta. Gabarito: "A" (FUNDATEC/Pref. Três de Maio - Eng. Civil - 2018) Relacione a Coluna 1 à Coluna 2 conforme a NBR 9649/1986 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário). Coluna 1 1- Poço de visita. 2- Tubo de inspeção e limpeza. 3- Sifão invertido. 4- Caixa de passagem. 5- Terminal de limpeza. Coluna 2 ( ) Dispositivo não visitável que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza. ( ) Trecho rebaixado com escoamento sob pressão, cuja finalidade é transpor obstáculos, depressões do terreno ou cursos d'água. ( ) Câmara visitável através de abertura existente em sua parte superior, destinada a execução de trabalhos de manutenção. ( ) Dispositivo que permite a introdução de equipamentos de limpeza, localizado na cabeceira de qualquer coletor. ( ) Câmara sem acesso localizada em pontos singulares por necessidade construtiva. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) 1 - 3 - 5 - 4 - 2 b) 3 - 1 - 2 - 5 - 4 c) 2 - 3- 1 - 5 - 4 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 65 65 d) 3 - 1 - 4 - 5 - 2 e) 4 - 2 - 3 - 5 - 1 Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A primeira afirmativa apresenta a definição de uma tubulação de limpeza e inspeção (TIL) - 3, por permitir não somente a inspeção, como também a introdução de equipamento para a limpeza da rede. A segunda afirmativa descreve um sifão invertido - 2, já que se trata de trecho de tubulação rebaixado para transpor obstáculos e com escoamento sob pressão. A terceira afirmativa apresenta uma característica que só o poço de vista (PV) possui: a capacidade de permitir a visitação do sistema- 1. A quarta afirmativa descreve um terminal de limpeza (TL) - 5, visto que se localiza na extremidade do coletor. A quinta afirmativa apresenta a definição de uma caixa de passagem (CP) - 4, que se justifica nos casos de alteração de diâmetro, direção, inclinação e material. Sendo assim, a sequência correta é 3 - 2- 1- 5- 4, o que corresponde a alternativa C. Gabarito: "C" Essa próxima questão é ambígua, podendo ter mais de uma resposta correta. Não se preocupe se você errar, mas preste atenção na análise crítica que a resolução faz de cada alternativa. (COMPERVE-UFRN/MPE-RN - Eng. Civil - 2017) De acordo com a NBR 9649:1986, os poços de visita (PV) podem ser dispensados a) no início de coletores, nas mudanças de direção, de declividade, de material e na reunião de coletores. b) na reunião que exige colocação de tubo de queda. c) nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. d) nos trechos retilíneos da rede coletora, onde não há alteração de diâmetros e na ausência de degraus. Comentários: Teoricamente a alternativa A poderia ser considerada correta, pois o PV pode ser substituído pelo TL e TIL no início de coletores e pelo TIL e CP nas mudanças de direção, de declividade, de material e na reunião de coletores. Entretanto, essa alternativa foi considerada errada porque a banca aparentemente considerou que o termo "dispensado" em um sentido mais restrito, indicando que não é necessário nem PVs nem nenhum de seus substitutos (TL, TIL, CP), ou seja, dispensa-se o uso de qualquer acessório. As alternativas B e C estão erradas, pois os PVs são obrigatórios quando há tubos de queda e nas extremidades de sifão invertido e passagens forçadas. A alternativa D está correta, visto que os poços de visita, assim como outros acessórios que podem substituí-lo, não precisam ser utilizados, isto é, podem ser dispensados caso não haja mudança de direção (trechos retilíneos), onde não existe modificação de diâmetro da tubulação nem degraus entre trechos. Uma resalva é que, ainda que ocorram a situações citadas, pode ser que seja necessário a instalação de PVs Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 66 66 ou de outros acessórios como TL e TIL, para garantir que a distância entre dois elementos de inspeção não seja superior ao alcance dos equipamentos de desobstrução. Sendo assim, a alternativa D é a resposta. Gabarito: “D” (ADVISE/Pref. Cuité Mama - Eng. Civil - 2016) Em redes de esgoto, a caixa de passagem possui definição igual a alternativa: a) Dispositivo que permite introdução de equipamentos de limpeza, localizado na cabeceira de qualquer coletor. b) Câmara sem acesso localizada em pontos singulares por necessidade construtiva. c) Dispositivo não visitável que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza. d) Dispositivo instalado no poço de visita (PV), ligando um coletor afluente ao fundo do poço. e) Trecho rebaixado com escoamento sob pressão, cuja finalidade é transpor obstáculos, depressões do terreno ou cursos d’água. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A afirmativa A descreve um terminal de limpeza (TL), visto que se localiza na extremidade do coletor. A afirmativa B apresenta a definição de uma caixa de passagem (CP) por se localizar nos pontos de singularidades, sejam elas por alteração de material, inclinação, direção ou diâmetro. Afirmativa C apresenta a definição de uma tubulação de limpeza e inspeção (TIL),que permite a inspeção e também a introdução de equipamento para a limpeza. A afirmativa D descreve um tubo de queda, utilizado no caso de degraus com mais de 50 cm de altura. A afirmativa E descreve um sifão invertido, que transpõe obstáculos à rede por meio de rebaixamentos na tubulação. Sendo assim, a alternativa B é a resposta. Gabarito: "B" (CONSULPLAN/Pref. Venda Nova do Imigrante - Eng. Civil - 2016) “Trecho rebaixado de coletor de esgoto com escoamento sob pressão, que interrompe o curso do escoamento livre do esgoto e, também, o fluxo da mistura de ar e gases que ocorre na lâmina livre do conduto, constituindo, assim, uma descontinuidade indesejável ao funcionamento geral do complexo de tubulações que promovem a coletae o transporte do esgoto sanitário. Além disso, exige observação frequente de funcionamento e operações de ajuste ao crescimento das vazões ao longo do período de alcance planejado. No entanto, constitui solução por vezes conveniente para superar obstáculos ou interferências ao caminhamento normal da canalização, pois seu funcionamento por gravidade independe de equipamentos mecânicos.” Trata-se de: a) Sifão invertido. b) Tubo de alcance. c) Elevatória de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 67 67 d) Estação de tratamento de esgoto. Comentários: O dispositivo descrito consiste em um trecho rebaixado de coletor com escoamento sob pressão que funciona por gravidade (sem equipamentos mecânicos) e que é utilizado para atravessar obstáculos. Essas características existem apenas nos sifões invertidos. Dessa forma, a alternativa A é a resposta. A alternativa B está errada, pois o tubo de alcance não é uma terminologia utilizada em sistemas de esgotos. A alternativa C está errada, visto que a estação elevatória de esgoto é caracterizada por um sistema de bombas, não havendo nenhuma relação com rebaixamento do coletor de esgoto. A alternativa D está errada, já que a estação de tratamento de esgoto é um sistema responsável pela remoção de poluentes do esgoto, sem relação com a "superação de obstáculos ou interferências ao caminhamento normal da canalização" presente na definição de sifão. Gabarito: "A" (FCC/CNMP - Eng. Civil - 2015) Sobre as partes constituintes dos sistemas de esgotos sanitários, as estações elevatórias são a) instalações eletromecânicas destinadas a elevar os esgotos sanitários, com o objetivo de evitar o aprofundamento excessivo das canalizações, proporcionar a transposição de sub-bacias, entre outros. b) canalizações rebaixadas que funcionam sob pressão, destinadas à travessia de canais e obstáculos. c) câmaras de inspeção que possibilitam o acesso de funcionários do serviço, bem como a introdução de equipamentos de limpeza. d) canalizações que conduzem os esgotos sanitários dos edifícios. e) canalizações principais, de maior diâmetro, que recebem os efluentes de vários coletores de esgotos, conduzindo-os a um interceptor e emissário. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está correta, pois descreve uma estação elevatória, que visa a bombear esgotos para regiões mais altas. A alternativa B está errada, visto que descreve um sifão invertido, utilizado na transposição de obstáculos. A alternativa C está errada, pois apresenta as características de um poço de visita, por permitir a visitação. A alternativa D está errada, já que descreve um coletor predial de esgoto. A alternativa E está errada, já que descreve um coletor tronco de esgoto. Sendo assim, a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” (FUNCERN/IFRN - Prof. Esgoto sanitário - 2017) A finalidade de um tanque fluxível em uma rede coletora de esgoto é: A) fornecer descargas periódicas dentro de coletores sujeitos à sedimentação de sólidos. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 68 68 B) permitir a introdução de equipamentos de limpeza. C) passar por obstáculos que não podem ser transpassados em linha reta. D) permitir que o trecho de coletor a montante deságue no fundo do poço de visita. Comentários: Os tanques fluxíveis são dispositivos utilizados para acumular um volume de esgoto e então lançar automaticamente descargas periódicas que irão remover os sólidos depositados na tubulação. Logo, a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” (CONSULPLAN/Pref. Cascavel - Técnico em Edificações - 2014 - Adaptado) São partes constituintes de um sistema de esgotos sanitários, EXCETO: a) Emissários. b) Estações elevatórias. c) Adutoras. d) Obras de lançamento em corpos receptores. e) Rede de esgotos sanitários (coletores gerais e órgãos acessórios: poços de visitas, tanques fluxíveis etc.). Comentários: A alternativa A está correta, pois o emissário é um elemento do sistema de esgotos. A alternativa B está correta, já que as estações elevatórias de esgoto (EEE) são elementos do sistema de esgotos. A alternativa C está errada, pois as adutoras são tubulações pertencentes ao sistema de abastecimento e não ao de esgotamento. As adutoras levam a água sob alta pressão até um outro ponto do sistema de abastecimento, sem distribuir a água ao longo de sua extensão. A alternativa D está correta, tendo em vista que obras de lançamento em corpos receptores fazem parte do sistema de esgotos. A alternativa E está correta, pois a rede de esgotos faz parte do sistema de esgotos e possui os acessórios descritos acima. Dessa forma, a alternativa C é a resposta. Gabarito: “C” (CESPE/POLICIA FEDERAL - Eng. Civil - Questão de fixação) Os sistemas de saneamento, notadamente os de água e esgoto, possuem diversos componentes. Entre esses componentes, vale destacar o conjunto de redes e as unidades de tratamento, com relevantes repercussões nas áreas da saúde. Quanto a sistemas de saneamento, julgue o item seguinte. Na rede coletora de esgoto sanitário, o poço de visita é um órgão acessório obrigatório na reunião de coletores com mais de três entradas. Comentários: Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 69 69 A afirmação está correta, já que uma das situações em que o poço de visita é obrigatório é na reunião de coletores com mais de três entradas. Gabarito: “Certo” (CESGRANRIO/INEA - Eng. Civil - Questão de fixação) A NBR 9649/86 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário) fixa as condições exigíveis na elaboração de projeto hidráulico-sanitário de redes coletoras de esgoto sanitário, funcionando em lâmina livre. De acordo com as disposições construtivas dessa norma, o poço de visita (PV) deve ser obrigatoriamente usado nos seguintes casos: I - pontos com degrau de altura inferior a 0,50m; II - reunião de mais de dois trechos ao coletor; III - reunião que exige a colocação de tubos de queda; IV- extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. É(São) correto(s) APENAS o(s) caso(s) a) I b) II c) II e III d) II e IV e) II, III e IV Comentários: A afirmativa I está errada, visto que os PVs são obrigatórios quando há degraus maiores ou iguais a 0,5 m. A afirmativa II está correta, pois os PVs são obrigatórios na reunião de mais de dois trechos ao coletor. A afirmativa III está correta, já que os PVs são obrigatórios na reunião em que o tubo de queda é necessário. A afirmativa IV está correta, pois os PVs são obrigatórios em extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. Então, as afirmativas II, III e IV estão corretas, o que corresponde à alternativa E. Gabarito: “E” (CESGRANRIO/BR - Eng. Civil - Questão de fixação - Questão adaptada) Em relação a um projeto de rede coletora de esgoto sanitário, considere as seguintes condições para o posicionamento de poços de visita ou de outra singularidade que possa substitui-lo. I - No início de coletores II - Nas mudanças de direção Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 70 70 III - A cada 10 metros De acordo com as normas da ABNT, é(são) obrigatória(s) a(s) condição(ões) a) I, apenas.b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. Comentários: Os poços de visita são obrigatórios no início dos coletores e nas mudanças de direção. Não é necessário poço de visita a cada 10 metros. Dessa forma, apenas as afirmativas I e II estão corretas, o que corresponde à alternativa C. Gabarito: “C” (CESPE/TCU - Auditor - Questão de fixação) Um sistema de esgoto sanitário abrange desde o conjunto de canalizações que recebem os esgotos junto aos domicílios até as instalações destinadas à depuração desses esgotos antes do lançamento. Para o bom funcionamento desse sistema, condições especiais quanto ao uso, ao regime hidráulico e aos materiais e equipamentos devem ser atendidas. A respeito do sistema de esgoto sanitário, julgue o item a seguir. Para permitir o acesso de pessoas para manutenção, tubo de inspeção e limpeza (TIL) e poço de inspeção (PI) são empregados em substituição ao poço de visita. Comentários: A afirmação está errada, visto que o único acessório do sistema de coleta de esgoto que permite o acesso de pessoas para a manutenção é o poço de visita (PV). O TIL e o PI, possuem uma tampa que permite apenas a inspeção visual do lado de fora, mas não possuem espaço suficiente que permita a entrada de pessoas. Gabarito: “Errado” (CESGRANRIO/MP-RO - Engenheiro - Questão de Fixação - adaptada) Uma rede coletora de esgotos é constituída por um conjunto de tubulações e por seus órgãos acessórios, tais como poços de visita, tubos de inspeção e limpeza, terminais de limpeza e caixas de passagem. O órgão acessório ou dispositivo que substitui o poço de visita no início dos coletores e que não permite visita de inspeção, mas permite a introdução de equipamento de desobstrução e limpeza, é a(o): a) caixa de passagem. b) terminal de limpeza. c) tubo de inspeção e limpeza. d) sifão invertido. Comentários: A descrição acima corresponde ao terminal de limpeza (TL); uma dica importante para saber que se trata de um TL é a informação contida no enunciado de que o elemento se encontra no início do coletor e que não Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 71 71 permite visitação, mas permite a introdução de equipamento de desobstrução e limpeza. Dessa forma, a alternativa B é a resposta. Gabarito: “B” A próxima questão envolve conceitos de várias seções vistas anteriormente (ESAF/CGU - Auditor de Obras Públicas - Questão de fixação) A concepção de um sistema de esgoto engloba todas as diretrizes, parâmetros e definições necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema a projetar. Das partes que compõem um sistema de esgoto, escolha a opção correta. a) Sifão invertido destina-se à transposição de obstáculos pela tubulação de esgoto, funcionando sob pressão. b) As redes coletoras admitem traçados tipo distrital, leque e horizontal, dependendo das condições topográficas do terreno. c) Emissário é o tipo de canalização que recebe coletores ao longo do seu comprimento, não recebendo ligações prediais diretas. d) Interceptor é o tipo de canalização que conduz os esgotos a um destino conveniente, estação de tratamento e/ou lançamento, sem receber contribuição em marcha. e) Estação elevatória é o conjunto de instalações destinado à depuração dos esgotos, antes do seu tratamento. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está correta, pois descreve adequadamente um sifão invertido, utilizado no caso de transposição de obstáculos. A alternativa B está errada, visto que o traçado horizontal não é um tipo de traçado de rede de esgotos. A alternativa C está errada, pois apresenta as características de um interceptor, e não de um emissário. A alternativa D está errada, já que descreve um emissário, e não um interceptor. A alternativa E está errada, visto que descreve uma estação de tratamento de esgoto, que é bem diferente de uma estação elevatória, que visa apenas a bombear o esgoto para regiões mais altas. Sendo assim, a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 72 72 3.4 - Dimensionamento de redes coletoras de esgoto O dimensionamento das redes coletoras de esgoto segue as diretrizes da NBR 9649. Trata-se de um tema frequentemente cobrado em questões de concursos. 3.4.1 - Condições de escoamento O dimensionamento das redes de esgoto deve ser realizado considerando escoamento em regime permanente e uniforme, ou seja, considerando uma vazão constante. Na verdade, a vazão de esgoto varia ao longo do dia em função das atividades comerciais e consumo de água pela população. Entretanto, para facilitar a realização dos cálculos de dimensionamento assume-se que a vazão é constante considerando valores de pico definidos com base nos coeficientes K1 e K2 que já foram apresentados na aula de abastecimento. O coeficiente K1 refere-se ao dia de maior consumo e o coeficiente K2 refere-se à hora de maior consumo. Além disso, as tubulações devem se comportar como conduto livre com escoamento sob pressão atmosférica. Isso porque, caso ocorra à ruptura de uma tubulação, haverá uma menor quantidade de esgoto vazando no solo, já que o líquido não estará sob pressão. Dessa forma, reduz-se a poluição do meio ambiente e também o risco de contaminação de uma rede de abastecimento de água que esteja próxima ao local em que houve a ruptura do tubo de esgoto. Saiba que nas vias onde há um coletor de esgoto, muito provavelmente haverá também uma rede de água próxima, que fornecerá a água que se transformará posteriormente no esgoto gerado. Importante saber que quando é necessária a utilização de estações elevatórias de esgoto (EEE) para bombear esgoto de um ponto mais baixo para um ponto mais alto, a tubulação de recalque, isto é a tubulação de saída da EEE, encontra-se sob pressão e funciona como conduto forçado. Além disso, o sifão invertido e a passagem forçada também possuem comportamento hidráulico com funcionamento tipo conduto forçado. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 73 73 (CESPE/SLU-DF- Eng. Civil - 2019) Com relação a tecnologias de tratamento de efluentes sanitários e de redes de esgotamento sanitário, julgue o item que se segue. Se as tubulações de esgoto forem dimensionadas em regime de escoamento permanente e uniforme, a vazão não mudará ao longo do tempo. Comentários: O fato do dimensionamento das redes de esgoto ter sido realizado considerando regime de escoamento permanente e uniforme não significa que a vazão será constante ao longo do tempo. Sabemos que a vazão de esgoto varia ao longo do dia e também com o passar dos anos devido ao aumento da população. Dessa forma, o dimensionamento da rede de esgoto assumindo regime permanente e uniforme corresponde Condições de escoamento em redes coletoras de esgoto Escoamento como conduto livre Regime permanente e uniforme Exceções: Tubulação de recalque da EEE Sifão invertido Passagem forçada Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 74 74 apenas a uma simplificação de projeto para facilitar os cálculos de dimensionamento. Na realidade, a vazão normalmente varia tanto ao longo do dia quanto com o passardos anos. Dessa forma, a afirmativa está errada. Gabarito: “Errado” (SMA-RJ/SMTR-RJ - Eng. Civil - 2016) Para o projeto de redes coletoras de esgoto sanitário, Pereira e Soares destacam que o dimensionamento deve considerar, respectivamente, os seguintes tipos de conduto e regime de escoamento: a) forçado / não uniforme e não permanente b) livre / não uniforme e não permanente c) forçado / não uniforme e permanente d) livre / uniforme e permanente Comentários: O dimensionamento de redes coletoras de esgoto é realizado normalmente considerando escoamento livre em regime uniforme e permanente. Sendo assim, a alternativa D é a resposta. Gabarito: “D” (CESPE/TCU - Auditor - Questão de fixação) Um sistema de esgoto sanitário abrange desde o conjunto de canalizações que recebem os esgotos junto aos domicílios até as instalações destinadas à depuração desses esgotos antes do lançamento. Para o bom funcionamento desse sistema, condições especiais quanto ao uso, ao regime hidráulico e aos materiais e equipamentos devem ser atendidas. A respeito do sistema de esgoto sanitário, julgue o item a seguir. Para dimensionamento hidráulico de interceptores, considera-se a possibilidade de seu funcionamento como conduto livre ou como conduto forçado. Comentários: A afirmação está errada, pois o dimensionamento das tubulações da rede coletora e dos interceptores sempre é realizado de modo a garantir seu funcionamento como conduto livre. As exceções são apenas a tubulação de recalque, a passagem forçada e o sifão invertido. Gabarito: “Errado” (CESPE/FUB - Emg. Civil - 2015) A respeito de sistemas de esgotamento sanitário, julgue o próximo item. Os coletores de esgoto devem ser projetados para trabalhar como dutos fechados. Comentários: Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 75 75 A afirmação está errada, pois os coletores de esgoto são projetados para trabalhar como condutos livres. Afinal, caso ocorra a ruptura de uma tubulação, haverá uma menor quantidade de esgoto vazando para o solo, já que o líquido não estará sob pressão. Dessa forma, reduz-se a contaminação do meio ambiente e também o risco de contaminação de uma rede de abastecimento de água que esteja próxima ao local em que houve a ruptura do tubo de esgoto. Gabarito: “Errado” (CESPE / MPOG - Eng. Civil - Questão de fixação) As previsões acerca da distribuição espacial da população mundial nos próximos decênios indicam que as maiores aglomerações urbanas estarão em países do hemisfério sul, e a metade da população desses países viverá em cidades. Conforme Relatório da Comissão Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento, em apenas 15 anos, o mundo em desenvolvimento terá de aumentar em 65% sua capacidade de produzir e administrar sua infraestrutura, seus serviços e suas habitações urbanas, somente para manter as condições materiais nos níveis atuais. E em muitos países isso terá de se realizar em um quadro de grandes provocações e incertezas econômicas, com recursos abaixo das crescentes necessidades e expectativas. Juan José Marcaro. Densidades, ambiência e infraestrutura urbana. Internet (com adaptações). Com base no texto acima, julgue o item seguinte, relativo aos sistemas e obras de infraestrutura e parcelamentos urbanos, ao dimensionamento e à programação de equipamentos públicos e comunitários. Os sistemas de infraestrutura urbana podem ser categorizados de acordo com a sua relação com a força da gravidade, da qual podem ser independentes, depender parcialmente, ou ser totalmente dependentes, como é o caso dos sistemas de esgoto. Comentários: A afirmação está correta, visto que o escoamento na rede de esgoto ocorre quase que inteiramente com as tubulações funcionando como conduto livre, situação em que o escoamento ocorre por gravidade com o esgoto indo do ponto mais alto para o ponto mais baixo. São raros os casos em que a tubulação de esgoto funciona como conduto forçado, ocorrendo geralmente apenas quando há necessidade de uma estação elevatória para bombeamento do esgoto. A banca considerou a afirmativa correta, já que normalmente a rede de esgoto possui escoamento que acompanha a topografia do local, buscando-se maximizar o escoamento por gravidade. Gabarito: “Certo” 3.4.2 - Velocidade de escoamento Um aspecto importante quanto à velocidade de escoamento é o conceito de velocidade crítica. Quando o esgoto escoa, em função da turbulência, pode ocorrer a entrada de bolhas de ar na massa líquida, o que gera um aumento na lâmina de água. Esse escoamento aerado pode fazer com que a tubulação não suporte mais a vazão escoada devido ao excesso de ar que está sendo misturado ao esgoto. Estudos indicam que quanto maior a velocidade de escoamento, maior também é a quantidade de ar que entra na massa líquida. Assim, uma forma eficaz para evitar o excesso de ar no escoamento é limitar a Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 76 76 velocidade a um valor máximo denominado velocidade crítica. Conceituamos, portanto, essa velocidade crítica como um valor limite para evitar a ocorrência do escoamento aerado, ou seja, essa entrada excessiva de bolhas de água no fluido. Cálculos de velocidade crítica não são frequentemente cobrados em questões de concurso, por isso, não serão aqui apresentados, mas é importante entender o significado deste parâmetro. Importante saber que a máxima velocidade de escoamento admissível em redes coletoras é de 5 m/s. Sendo assim, as declividades das tubulações são limitadas a valores que garantam que o limite máximo de velocidade de escoamento não seja ultrapassado. Assim, uma das formas de se limitar a velocidade do esgoto na tubulação é simplesmente limitando a inclinação máxima do tubo por onde passa o esgoto, já que quanto mais inclinado o tubo, mais rápido escoará o esgoto. Trabalhar com declividades elevadas na rede de esgoto é um problema não somente para a velocidade do escoamento, mas também por aprofundar muito a rede no solo. Com isso, aumenta-se muito o custo de escavação para assentamento da rede, podendo inviabilizar toda a execução de um sistema de coleta de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 77 77 (VUNESP/AMLURB-SP - Ana. Ord. Territorial - 2016) Pelo fato de as declividades elevadas nas instalações de redes coletoras de esgoto sanitário contribuírem para grandes profundidades e para entrada de bolhas no escoamento, a norma referente ao tema recomenda que a máxima declividade admissível prevista nos projetos seja aquela na qual se tenha velocidade final de escoamento de a) 12 m/s. b) 5 m/s. c) 7 m/s. d) 2 m/s. e) 10 m/s. Comentários: De acordo com a NBR 9649, a máxima declividade admissível para coletores de esgoto é aquela que resulta em uma velocidade de escoamento de 5m/s. Gabarito: “B” Velocidade crítica: valor máximo para evitar escoamento aerado Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 78 78 3.4.3 - Relação lâmina d'água e diâmetro (Y / D) A razão entre a altura da lâmina d'água (Y) e o diâmetro (D) é um critério bastante relevante para o projeto de redes coletoras, pois a limitação deste valor é utilizada para garantirque a tubulação estará se comportando como conduto livre e apresentando escoamento à pressão atmosférica. O motivo é que à medida que essa relação aumenta, a tubulação passa a apresentar sua seção cada vez mais preenchida. Figura 31: A relação entre a altura da lâmina d'água e o diâmetro (Y/D) é um importante critério de projeto de redes coletoras de esgoto. Com isso aumenta o risco de a tubulação começar a funcionar como conduto forçado caso haja alguma alteração momentânea na vazão ou uma turbulência que faça a lâmina d'água subir até preencher toda a seção do tubo. Por isso, a NBR 9649 estabelece um valor limite que deixa uma folga na seção parcialmente preenchida, de modo que, mesmo que ocorra uma oscilação da lâmina d´água, o escoamento ainda ocorrerá como conduto livre. Os limites de relação Y / D dependem da velocidade de escoamento, conforme a seguir: • Trechos de tubulação com velocidade de escoamento igual ou inferior à velocidade crítica devem ter uma relação Y / D máxima de 0,75; • Trechos de tubulação com velocidade de escoamento superior à velocidade crítica devem ter uma relação Y / D máxima de 0,50. A relação Y / D no caso de tubulações com velocidade superior à velocidade crítica é mais restritiva, pelo fato de nesta situação ser maior a chance de ocorrer escoamento aerado, ou seja, a entrada de ar na massa líquida, o que eleva a lâmina d'água. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 79 79 (FCC/COPERGÁS - Eng. Civil - 2016) Nos projetos de redes coletoras de esgoto sanitário, as lâminas d’água devem ser sempre calculadas admitindo o escoamento em regime uniforme e permanente, sendo seu valor máximo, para a vazão final, igual ou a) inferior a 75% do diâmetro do coletor. b) inferior a 80% do diâmetro do coletor. c) inferior a 90% do diâmetro do coletor. d) superior a 75% do diâmetro do coletor. e) superior a 92% do diâmetro do coletor. Comentários: De acordo com a NBR 9649, o escoamento para coletores de esgoto deve apresentar uma relação entre altura da lâmina d'água e diâmetro (relação Y/D) menor ou igual a 75%. Dessa forma a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” 3.4.4 - Tensão trativa A tensão trativa é um importante critério de projeto de sistemas de esgoto, pois corresponde à tensão de arraste da massa líquida, ou seja, está relacionada com a capacidade do escoamento conseguir arrastar partículas, evitando o acúmulo de sedimentos e matéria orgânica na tubulação. Dessa forma, a garantia de que o escoamento na tubulação alcançará uma tensão trativa mínima é essencial para evitar o entupimento das tubulações pela deposição de sedimentos. Com isso, temos a produção da autolimpeza pelos esgotos, ou seja, o esgoto limpa sozinho a própria "sujeira" (partículas) que ele deposita na canalização. Do ponto de vista técnico, dizemos que a tensão trativa é a Componente tangencial do peso do líquido sobre a unidade de área da parede do coletor, atuando sobre o material sedimentado, promovendo seu arraste, desde que apresente a associação de uma velocidade mínima com uma mínima relação de enchimento da seção do tubo (Tsutiya & Sobrinho, 2011). Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 80 80 Em qualquer trecho da rede coletora, a tensão trativa deve ter um valor de, no mínimo, 1,0 Pa. Para isso, é necessário definir uma declividade mínima na tubulação que seja suficiente para se atingir este valor. Quanto maior a declividade da tubulação, maior é a tensão trativa neste trecho, já que o aumento da declividade resulta na elevação da velocidade do escoamento e, consequentemente, da capacidade de arraste da massa líquida. O enchimento da seção é também um parâmetro importante para se ter a autolimpeza pelo esgoto, pois quanto maior o raio hidráulico, maior será a tensão trativa. Para se garantir o atendimento à tensão trativa mínima em cidades planas, é comum que a declividade da tubulação seja superior à declividade do terreno, fazendo com que ao longo dos trechos a tubulação fique cada vez mais profunda, o que aumenta os custos de escavação durante a execução da rede coletora de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 81 81 Figura 32: em cidades planas, seguir a declividade do terreno é insuficiente para garantir que o esgoto escoe com uma tensão trativa mínima de 1,0 Pa que permita o arraste de partículas. Por isso, torna-se necessário assentar a tubulação de esgoto com maiores declividades do que a do terreno, resultando no aprofundamento da rede no subsolo, o que aumenta o seu custo de execução em relação a redes em outros tipos de terrenos. Além disso, a tensão trativa é importante também para o controle da geração de gases nas redes coletoras. O acúmulo de sedimentos na tubulação forma um limo composto de matéria orgânica e microrganismos que, ao realizarem a decomposição desse material, liberam gases como metano e sulfetos. Sendo assim, quanto maior a tensão trativa, menor a chance de acúmulo de sedimentos e de formação de limo na tubulação, o que contribui para evitar a geração de gases nas redes coletoras. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 82 82 Algumas questões gostam de relacionar o aumento do diâmetro com a tensão trativa. Saiba que o aumento do diâmetro não resulta necessariamente em melhores condições de escoamento. Trabalhar com diâmetros maiores faz com que a tensão trativa produzida pelo esgoto seja menor, dificultando mais ainda que se atinja a tensão trativa mínima de 1,0 Pa. (CESPE/ABIN Eng. Civil - 2018) Julgue o próximo item, acerca de sistemas, métodos e processos de saneamento urbano e rural. Nas redes de esgoto, quanto maior a tensão trativa, menor a possibilidade de se formar película de limo nas paredes da tubulação, reduzindo-se, assim, a produção de sulfetos. Comentários: A afirmação está correta, pois a tensão trativa está relacionada com a capacidade do escoamento de arrastar sólidos na tubulação, evitando a formação de limo, acúmulo de sedimentos e de matéria orgânica. Tensão trativa Capacidade do escoamento de arrastar material sólido Critério importante no controle de: Entupimentos Formação de gases Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 83 83 Os microrganismos presentes no limo, ao decompor a matéria orgânica, produzem sulfetos, então, ao se evitar a formação de limo, há também uma redução na produção de sulfetos. Gabarito: “Certo” (CESPE/TCE-PA- Eng. Ambiental e Sanitária - 2016) Julgue o item a seguir, relativo à hidráulica dos canais. No projeto de uma canalização de esgotos ou de águas pluviais, a escolha dos diâmetros das tubulações depende basicamente de fatores econômicos, pois, quanto maior for o diâmetro, melhores serão as condições de escoamento. Comentários: A afirmação está errada, pois não necessariamente o maior diâmetro irá proporcionar as melhores condições de escoamento. O atendimento aos limites mínimos de tensão trativa, critério importante no dimensionamento, não apresentamelhoria sob condições de escoamento ao se aumentar o diâmetro, pois o aumento do diâmetro gera uma redução do valor de tensão trativa produzida pelo escoamento do esgoto, dificultando mais ainda que se atinja à tensão trativa mínima de 1,0 Pa. Gabarito: “Errado” (CESPE/TCE-RN - Eng. Civil - 2015) No que se refere aos sistemas de esgotamento sanitário, julgue o item a seguir. Projetos de redes de esgoto devem considerar a possibilidade de autolimpeza, que ocorre em função da tensão trativa, que é a componente tangencial do peso do líquido sobre a unidade de área da parede do coletor, atuando sobre o material sedimentado, promovendo seu arraste, desde que presente a associação de uma velocidade mínima com uma mínima relação de enchimento da seção do tubo. Comentários: A afirmação está correta, pois um dos critérios de dimensionamento de tubulações de redes coletoras de esgoto é a tensão trativa, cujo significado foi adequadamente apresentado acima. Gabarito: “Certo” 3.4.5 - Diâmetro, recobrimento e profundidade Com relação ao diâmetro da tubulação, o diâmetro mínimo das tubulações em redes coletoras deve ser de 100 mm de acordo com a NBR 9649, mas algumas concessionárias adotam um diâmetro mínimo de 150 mm. Outros parâmetros importantes e diretamente relacionados são a profundidade e o recobrimento. O recobrimento consiste na diferença de nível entre a superfície do terreno e o topo da tubulação. Trata- se de um parâmetro importante para a manutenção da integridade da tubulação, uma vez que o tráfego no pavimento pode sobrecarregar o terreno, colocando em risco a rede coletora. Para se evitar esse problema, trabalha-se com recobrimentos mínimos que maximizam a proteção da rede ao mesmo tempo em que não aumenta significativamente os custos de escavação. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 84 84 Já a profundidade corresponde à diferença de nível entre a superfície do terreno e o fundo da tubulação. Dessa forma, a profundidade da tubulação é obtida somando o recobrimento ao diâmetro do tubo. Figura 33: Conceito geral de recobrimento e profundidade A NBR 9649 determina valores mínimos de recobrimento, o qual depende do local em que a tubulação foi assentada: • Coletores sob a via devem ter recobrimento mínimo de 0,90 m; • Coletores sob a calçada (passeio) devem ter recobrimento mínimo de 0,65 m. Para facilitar a memorização, perceba que na calçada as cargas atuantes (dizemos "cargas solicitantes") como as dos pedestres são muito menores do que em uma via por onde passam carros. Logo, nas vias será necessário um recobrimento muito maior (0,90 m) do que nas calçadas (0,65 m), para permitir uma maior dissipação das pressões pelo solo. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria ==1365fc== 85 85 De acordo com a NBR 9649, o recobrimento consiste na diferença de nível entre a superfície do terreno e o topo da tubulação tendo como referência a geratriz superior externa da tubulação (Figura 34). Já a profundidade, conforme a NBR 9649, corresponde à diferença de nível entre a superfície do terreno e o fundo da tubulação tendo como base a geratriz inferior interna da tubulação. Dessa forma, caso uma questão demande diretamente o conceito de profundidade e recobrimento da referida norma, é importante se lembrar que, no caso do recobrimento, a referência é a geratriz superior externa e, no caso da profundidade, a referência é a geratriz inferior interna. Sendo assim, em uma preparação de alto nível como a nossa, saiba que para se determinar a profundidade pela definição da NBR 9649, deve-se somar o recobrimento ao diâmetro externo e subtrair a espessura da tubulação. Recobrimento Diâmetro Profundidade Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 86 86 Figura 34: Esquema das medidas de recobrimento e profundidade conforme NBR 9649 (FCC/SABESP - Eng. Civil - 2018) Na execução de redes coletoras de esgoto, deve-se observar o recobrimento do coletor, importante para evitar interferências e danos à instalação, quando da conclusão dos serviços. Os recobrimentos mínimos indicados pela NBR9649 para coletor assentado no leito da via e no passeio são, em metros, respectivamente: a) 0,5 e 0,3 b) 0,9 e 0,65 c) 0,65 e 0,5 d) 0,9 e 0,7 e) 0,8 e 0,8 Comentários: De acordo com a NBR 9649 as tubulações de uma rede coletora de esgoto assentada sob a via e sob o passeio (calçada) devem possuir recobrimento mínimo de 0,9 e 0,65 m, respectivamente. Sendo assim, a alternativa B é a reposta. Gabarito: “B” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 87 87 (CESGRANRIO/PETROBRAS - Arquitetura - Exercício de fixação) A diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor, no projeto de rede coletora de esgoto sanitário, é denominada: a) recobrimento b) profundidade c) sifão invertido d) passagem forçada e) terminal de limpeza Comentários: De acordo com a NBR 9649 a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor é denominada de recobrimento. Sendo assim, a alternativa A é a reposta. A alternativa B está errada, visto que a profundidade é a diferença de nível entre a superfície do terreno e o fundo da tubulação. Logo, não há relação com a geratriz superior externa do coletor, não correspondendo ao conceito do enunciado da questão. As alternativas C, D e E referem-se a dispositivos da rede de esgoto, que não possuem definição atrelada à diferença de nível entre a superfície e o coletor, como supõe o enunciado da questão. Trata-se, portanto, de alternativas também erradas. Gabarito: “A” (CESGRANRIO/CEF - Eng. Civil - Questão de fixação) Ao executar uma rede coletora de esgoto sanitário, o engenheiro observou que determinado trecho da rede sob o passeio (calçada) ficou com recobrimento de 70 cm. Consultando a NBR 9649:1986 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário - Procedimento), ele concluiu que a) teria de refazer o serviço, pois o recobrimento mínimo é de 80 cm. b) teria de refazer o serviço, pois o recobrimento mínimo é de 90 cm. c) teria de refazer o serviço, pois o recobrimento mínimo é de 100 cm. d) deveria ser feita uma justificativa, pois esse recobrimento está menor que o permitido. e) está de acordo com a norma, considerando-se o local onde a rede se localiza. Comentários: De acordo com a NBR 9649, as tubulações de uma rede coletora de esgoto assentadas sob o passeio (calçada) devem possuir recobrimento mínimo de 0,65 m. Então, a tubulação da situação descrita atende ao requisito da norma, sendo a alternativa E a reposta correta. Gabarito: “E” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 88 88 3.4.6 - Vazões de projeto A vazão de esgoto na rede coletora varia bastante ao longo do tempo e possui diferentes fontes. A determinação das vazões de projeto para o dimensionamento das redes de esgoto no caso do sistema separador absoluto é formada basicamente pela soma de três parcelas: • Vazões de esgotodoméstico: esgoto gerado pelas edificações residenciais. A NBR 9648 considera o esgoto doméstico em um sentido mais amplo como sendo os efluentes líquidos oriundos da utilização da água para higiene e necessidade fisiológicas humanas; • Vazões de infiltração: São águas oriundas do subsolo que acabam penetrando nas tubulações e aumentam a vazões que escoa nas redes coletoras. ✓ As vazões de infiltração normalmente entram na rede por meio das juntas que ligam os tubos ou pelos elementos acessórios, tais como: PVs, TLs, TILs e CPs, pois pode ocorrer a entrada de água pela infiltração através das paredes dos acessórios. ✓ As vazões de infiltração são importantes em locais em que a tubulação se encontra abaixo do nível do lençol freático, ou quando este se eleva em período de chuvas. • Vazões de contribuição singular: são vazões oriundas de grandes produtores de esgoto, sendo por isso, computadas separadamente, já que, podem aumentar consideravelmente a vazão no ponto da rede em que realizam o despejo de esgoto. Normalmente as contribuições singulares são oriundas de indústrias, motivo pelo qual algumas referências chamam esta parcela de vazão de "esgoto industrial". Entretanto, como a contribuição singular pode ser oriunda de indústrias ou de outros grandes geradores, aqui foi indicado o termo contribuição singular por ser mais genérico. ✓ Exemplos de geradores singulares são indústrias (esgotos industriais), escolas e hospitais. A NBR 9648 considera que o esgoto é formado também por uma parcela relativa à contribuição pluvial parasitária, que consiste no escoamento superficial formado a partir da chuva e que acaba adentrando na rede de esgoto devido às ligações clandestinas, à passagem através das frestas das tampas de singularidades como os PVs. Instalações pluviais prediais erroneamente conectadas à rede de esgoto também contribuem para o aumento da contribuição pluvial parasitária. Entretanto, em termos de vazão de projeto, a contribuição pluvial parasitária não é considerada no cálculo da determinação da vazão de projeto de redes coletoras de esgoto, conforme apresentado na NBR 9649. O motivo disso é que teoricamente, no sistema separador absoluto, não deveria existir água pluvial na rede de esgoto. Já no caso de interceptores, a NBR 12207 recomenda que as vazões de contribuição pluvial parasitárias sejam adicionadas à vazão de projeto para realizar a análise do funcionamento do interceptor e dimensionamento dos extravasores. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 89 89 A NBR 9649 recomenda que a vazão mínima de dimensionamento de qualquer trecho seja de 1,5 L/s. Sendo assim, o menor valor de vazão a ser considerado no projeto de qualquer trecho da rede é de 1,5 L/s, sendo que a adoção de vazões inferiores pode ser realizada apenas se existirem dados com validade estatística que justifiquem a utilização de tais valores. (FGV/MPE-AL - Eng. Civil - 2018) O sistema de esgoto sanitário separador absoluto é composto por um conjunto de condutos, instalações e equipamentos destinados a coletar, transportar, condicionar e encaminhar somente esgoto sanitário a uma disposição final conveniente, de modo contínuo e higienicamente seguro. Vazão de projeto Esgoto doméstico Vazão de infiltração Contribuição singular Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 90 90 Relacione os componentes do esgoto sanitário de um sistema separador, listados a seguir, às suas respectivas definições. 1- Esgoto doméstico 2- Água de infiltração 3- Contribuição singular 4- Contribuição pluvial parasitária ( ) Parcela de deflúvio superficial inevitavelmente absorvida pela rede coletora de esgoto sanitário. ( ) Toda água, proveniente do subsolo, indesejável ao sistema separador e que penetra nas canalizações. ( ) Vazão de esgoto concentrada em um ponto da rede coletora, significativamente maior que o produto da taxa de contribuição por superfície esgotada, pela área responsável por esse lançamento. ( ) Despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas. Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada. a) 1, 3, 2 e 4. b) 1, 4, 2 e 3. c) 4, 2, 3 e 1. d) 2, 4, 3 e 1. e) 4, 3, 2 e 1. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A primeira afirmativa apresenta a definição de contribuição pluvial parasitária - 4. A segunda afirmativa descreve a água de infiltração, que adentra a rede de esgoto a partir do subsolo - 2. A terceira afirmativa apresenta a descrição de contribuição singular, a qual consiste em uma vazão elevada com entrada pontual, normalmente oriunda de empreendimentos de grande porte como indústrias - 3. A quarta afirmativa descreve a parcela correspondente ao esgoto doméstico - 1. Sendo assim, a sequência correta é 4 - 2 - 3- 1, o que corresponde a alternativa C. Gabarito: "C" Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 91 91 A próxima questão envolve conceitos de várias seções vistas anteriormente (CONSULPLAN/TRF2 - Eng. Civil - 2017) Os sistemas convencionais de esgoto por gravidade têm sido utilizados há muitos anos e os procedimentos para o seu projeto são bem estabelecidos. Quando projetados e construídos adequadamente, os sistemas convencionais por gravidade têm um desempenho confiável. Os esgotos por gravidade convencionais projetados e construídos adequadamente trazem algumas desvantagens, EXCETO: a) Os requisitos de inclinação para manter o escoamento gravitacional podem exigir escavações profundas nos terrenos acidentados ou planos, aumentando os custos de construção. b) Conseguem manter uma velocidade mínima (no escamento de projeto), aumentando a proporção de sulfeto de hidrogênio e metano que, por sua vez, aumentam os odores, entupimentos, corrosão da tubulação e o potencial para explosão. c) As câmaras de visita associadas aos esgotos por gravidade convencionais são uma fonte de vazão afluente e infiltração, aumentando o volume de águas servidas a ser transportado e também o tamanho dos tubos e estações de levantamento/bombeamento aumentando, assim, os custos. d) O bombeamento do esgoto ou as estações de levantamento podem ser necessários em consequência dos requisitos de inclinação dos esgotos por gravidade convencionais, resultando em um terminal do sistema (isto é, ponto baixo) no final da tubulação onde o esgoto é coletado e tem de ser bombeado ou erguido para um sistema de coleta. As estações de bombeamento e levantamento aumentam substancialmente o custo do sistema de coleta. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está correta, visto que para atender aos critérios de declividade e a outros parâmetros que dela dependem (velocidade e tensão trativa), podem ser necessárias escavações profundas que elevam os custos da obra. A alternativa B está errada, pois manter uma velocidade mínima, na verdade, reduz a formação de metano, sulfeto de hidrogênio, diminuindo os odores, entupimentos e corrosão. Ao se garantir uma velocidade mínima que permita obter uma tensão trativa mínima para evitar o acúmulo de material na tubulação, consegue-se prevenir essa formação de gases oriundos da decomposição da matéria orgânica depositada ao longo da tubulação. A alternativa C está correta, já que os poços de visita podem ser uma fonte de vazão afluente pela entrada de águapela infiltração de água através de suas paredes. Isso pode aumentar o volume de esgoto a ser transportado, resultando nas consequências indicadas nesta alternativa. A alternativa D está correta, tendo em vista que, em sistemas por gravidade, podem ser necessários sistemas de bombeamento nos pontos mais baixos da bacia para ultrapassar obstáculos ou para permitir o Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 92 92 encaminhamento do esgoto para a ETE. Se necessários, tais sistemas de bombeamento aumentam substancialmente o custo do sistema de coleta, pois requerem energia elétrica para seu funcionamento. Dessa forma, a alternativa B é a resposta. Gabarito: “B” (CESPE/TCE-RN - Eng. Civil - 2015) No que se refere aos sistemas de esgotamento sanitário, julgue o item a seguir. No Brasil, adota-se o sistema de separador absoluto, destinado a coletar e transportar águas residuárias domésticas e industriais, veiculado em sistema independente, não sendo admitida a introdução de águas de outras origens como águas de infiltração e águas pluviais. Comentários: A afirmação está errada, pois no sistema separador absoluto, o esgoto sanitário e a drenagem pluvial possuem redes independentes, sendo que cada um é encaminhado para uma tubulação específica. Na rede de esgotos sanitários, escoam águas residuárias domésticas e industriais e também a vazão de água de infiltração do solo que escoa para dentro das tubulações. As águas pluviais são transportadas pela rede de drenagem pluvial. Gabarito: “Errado” (UFMT/UFMT - Eng. Ambiental - 2014) A norma NBR 9649/1986 recomenda que, em qualquer trecho da rede coletora, o menor valor da vazão a ser utilizado nos cálculos do dimensionamento da tubulação é: a) 3,0 L/s b) 1,5 L/s c) 2,5 L/s d) 5,0 L/s Comentários A NBR 9649 recomenda considerar uma vazão mínima, em qualquer trecho de 1,5 L/s. Dessa forma, a alternativa B é a resposta. Gabarito: “B” (CESPE/TCU - Auditor - Questão de fixação) Um sistema de esgoto sanitário abrange desde o conjunto de canalizações que recebem os esgotos junto aos domicílios até as instalações destinadas à depuração desses esgotos antes do lançamento. Para o bom funcionamento desse sistema, condições especiais quanto ao uso, ao regime hidráulico e aos materiais e equipamentos devem ser atendidas. A respeito do sistema de esgoto sanitário, julgue o item a seguir. No sistema separador absoluto, são transportadas águas residuárias domésticas e industriais e águas de infiltração. Comentários: A afirmação está correta, já que no sistema separador absoluto, o esgoto sanitário e a drenagem pluvial possuem redes independentes, ou seja, cada um é encaminhado para uma tubulação específica. Na Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 93 93 tubulação de esgotos sanitários, são transportadas as águas residuárias domésticas (esgoto doméstico), esgotos industriais (contribuição singular) e águas de infiltração. Gabarito: “Certo” 3.4.6.1 - Coeficiente de retorno (C) Antes de avançarmos para o cálculo da vazão de projeto de redes coletoras de esgoto, é importante apresentarmos mais um parâmetro de projeto: o coeficiente de retorno (C), que representa a relação entre o volume de esgoto gerado e a água consumida pela população. Assim, o coeficiente de retorno expressa a parcela de água consumida que de fato retorna para a rede de esgoto: 𝐶 = 𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜 𝑔𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑚é𝑑𝑖𝑜 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎 𝑓𝑜𝑟𝑛𝑒𝑐𝑖𝑑𝑜 à 𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜 = 𝐸𝑠𝑔𝑜𝑡𝑜 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑙ℎ𝑖𝑑𝑜𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎 Pense em uma edificação, que consome, por exemplo, 6.000 litros de água por mês, mas que gera apenas 5.000 litros de esgoto nesse mesmo período. Nesta edificação, teremos um coeficiente C de retorno de: 𝐶 = 5.0006.000 = 0,83 O valor de 0,83 indica que 83% da água consumida por aquela edificação se transforma em esgoto que pe emviado a rede coletora. E o que acontece com a parcela restante, ou seja, com os 17% da água consumida na edificação do nosso exemplo? Parte desta água é encaminhada para outros destinos, seja ela perdida por vazamentos na edificação, ou mesmo por evaporação ou, principalmente, destinada à rega de plantas e jardins. Portanto, perceba que nem toda a água que chega a uma edificação retorna para a rede de esgoto. De acordo com a NBR 9649, na ausência de dados locais comprovados obtidos de pesquisas, pode-se utilizar o valor de 0,8 para o coeficiente de retorno, ou seja, assume-se que 80% da água consumida retorna para a rede de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 94 94 Figura 35: a rega de jardins e hortas é um dos principais fatores que torna o coeficiente de retorno menor do que 100% Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 95 95 (CESPE / MPOG - Eng. Civil - Questão de fixação) Com relação ao projeto e execução de obras de saneamento, julgue o item a seguir. No dimensionamento da rede coletora de esgoto, o coeficiente de retorno equivale à relação volumétrica entre o esgoto recolhido e o consumo de água. Comentários: A afirmação está correta, pois o coeficiente de retorno corresponde à relação entre o volume de esgoto enviado a rede coletora e o volume de água consumido. Gabarito: “Certo” (CESPE/TCE-ES - Eng. Civil - Questão de fixação) A respeito de saneamento básico, julgue o item a seguir. Esgoto recolhido Consumo de água Coeficiente de retorno Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 96 96 Coeficiente de retorno consiste na relação entre o volume de esgoto recolhido e o volume de lodo proveniente do seu tratamento. Comentários: A afirmação está errada, pois o coeficiente de retorno corresponde à relação entre o volume de esgoto enviado a rede coletora e o volume de água consumido. Gabarito: “Errado” 3.4.6.2 - Cálculo das vazões de projeto Normalmente os projetos de saneamento são elaborados buscando atender às necessidades da população ao longo de um horizonte de projeto de 20 anos. Por isso, a rede coletora deve ser projetada para atender aos critérios de projeto tanto no início quanto no final deste horizonte de projeto. Dessa forma, deve-se considerar a possível alteração de vazões ao longo do tempo, pois com o passar dos anos a população que reside nessa área pode aumentar consideravelmente, resultando em uma vazão de final de plano bem superior à vazão existente na inauguração da rede coletora (início de plano). Na elaboração do projeto de esgoto, normalmente calculam-se duas vazões de projeto, uma considerando a vazão que ocorrerá no início de implantação da rede (vazão de início de plano) e outra vazão que ocorrerá no final do horizonte de projeto (vazão de final de plano). V az ão d e p ro je to Considerar horizonte de projeto Variações da vazão ao longo do tempo Vazão de início de plano Vazão de final de plano Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil)obras de grande porte na parte de projetos, tendo especialização em engenharia de estruturas e fiz mestrado e doutorado em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Buscamos fazer um material objetivo e fácil de ler, para que você não só aprenda o que tem em cada apostila, mas também para que goste de ler todas as páginas. Afinal, o estudo é um parceiro seu, e não um inimigo. Queremos que qualquer pessoa possa ser um grande engenheiro dos concursos, de forma que esse curso seja um trampolim para uma vida muito melhor. A sociedade espera muito de você! Sabia que o conhecimento que passamos é muito melhor do que você viu na universidade e, no final, você vai concluir que fez uma pós-graduação de altíssimo nível. Você estará acima de outros engenheiros que não fizeram esse curso, pois o diploma não significa nada na hora da prova. O que conta é a preparação para o concurso; é cada página que você terá lido e entendido que resultará no resultado final em um concurso. Lembre-se: não há conhecimento já produzido que seja impossível de entender! Quando a matéria parecer cansativa, dê um tempo ao seu cérebro, tente andar um pouco no local onde você está, pense em outras coisas, fazendo uma pausa de uns 5 minutos. Depois retorne para os estudos, que já estará com a cabeça mais fresca. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 6 6 Mãos à obra rumo ao sucesso? Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 7 7 1 - INTRODUÇÃO Após ser utilizada nas mais diversas aplicações, a água é contaminada por restos de comida, material fecal, urina, resíduos de higiene pessoal, etc. Essa massa líquida e poluída que é descartada corresponde aos efluentes líquidos oriundos das atividades humanas e é denominada esgoto sanitário. De acordo com a NBR 9648 "o esgoto sanitário corresponde ao despejo líquido formado pelos esgotos domésticos, industriais, água de infiltração e a contribuição pluvial parasitária." Figura 1: As instalações prediais de esgoto coletam as águas utilizadas nas edificações e as enviam para a rede pública de esgotos. Na aula de instalações hidráulicas prediais é visto que o sistema de coleta de esgoto interno a uma edificação. Lá aprendemos que o último elemento que ainda pertence à instalação predial de esgoto é o coletor predial, o qual envia o esgoto gerado na edificação para a rede pública de esgotamento sanitário. Nessa aula vamos estudar a infraestrutura urbana responsável por recolher e conduzir os esgotos gerados no meio urbano, ou seja, o sistema público de esgotamento sanitário. Importante saber que os esgotos sanitários podem conter organismos patogênicos capazes de causar doenças na população. Além disso, os poluentes presentes no esgoto (matéria orgânica, nutrientes e Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 8 8 sedimentos) podem provocar sérios impactos na fauna e flora aquática. Por isso, a correta gestão do esgoto sanitário é fundamental para assegurar a saúde da população e preservar o meio ambiente. O esgoto lançado diretamente no curso d'água sem uma prévia remoção de poluentes pode prejudicar gravemente a qualidade da água. Uma água contaminada, por sua vez, impacta no ambiente aquático e também pode prejudicar comunidades urbanas que ficam à jusante do lançamento, pois o esgoto pode contaminar a água do rio que é a fonte de abastecimento da população, além de outros problemas, como geração de maus odores e atração de insetos. Esse problema é ainda mais evidente em períodos de seca ou estiagem, já que nessas épocas a pouca chuva faz com que a vazão do rio diminua, reduzindo assim, sua capacidade de diluir os poluentes presentes no esgoto, acentuando ainda mais os problemas relacionados com o lançamento de esgoto sem tratamento prévio. Figura 2: Os esgotos possuem contaminantes que podem transmitir doenças à população e poluir o meio ambiente. Outros termos também podem ser utilizados para se referir ao esgoto sanitário, sendo que frequentemente em questões de concursos são empregadas as seguintes terminologias que se referem ao esgoto sanitário: • Efluente sanitário; • Águas servidas; • Águas residuárias. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 9 9 (CESPE/Polícia Federal - Eng. Civil - 2018) Com relação a aspectos diversos pertinentes a sistemas de abastecimento de água, saneamento e drenagem de água pluvial, julgue o item subsequente. Extensos períodos de seca e estiagem associados ao lançamento de esgotos nos corpos hídricos superficiais causam eventos extremos de poluição, prejudicando a qualidade de vida dos cidadãos. Comentários: A afirmação está correta, pois o lançamento de esgotos sem tratamento nos corpos hídricos por si só já causa graves danos ambientais e compromete a qualidade de vida da população à jusante do lançamento, pois esse esgoto degradará a qualidade do rio que será utilizado para abastecer a população. Quando há extensos períodos de seca e estiagem, o problema citado anteriormente fica mais grave, já que a ausência de chuvas faz com que a vazão do rio diminua, de modo que haverá menos água no rio para diluir os poluentes do esgoto lançado sem tratamento, acentuando os problemas já relatados. Gabarito: “Certo” 2 - SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Esta seção irá apresentar as principais características e classificações dos sistemas de esgotamento sanitário. Um sistema de esgotamento sanitário é composto por elementos da infraestrutura urbana necessários para coletar, transportar, tratar e conduzir o esgoto até o lançamento final no corpo d'água. As características principais de cada sistema de esgotos e as classificações existentes, bem como os componentes básicos serão apresentados a seguir. Esgoto sanitário Águas servidas Águas resíduárias Efluente sanitário Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 10 10 2.1 - Tipos de sistema Os sistemas de esgotamento sanitário podem ser classificados quanto a sua forma de atendimento a população em: • Sistema individualizado ou individual: não há rede de esgoto, de forma que cada edificação possui seu próprio sistema de gestão do esgotamento sanitário, inclusive de tratamento do esgoto. ✓ Esse sistema é geralmente recomendado para áreas pouco adensadas (baixa densidade demográfica), como em zonas rurais ou áreas urbanas de baixa ocupação, pois neste caso provavelmente não será viável a construção da rede de coleta, item muito caro na implantação de um sistema de esgotamento e que, neste caso, atenderia poucas habitações que estariam muito dispersas. ▪ Construir uma rede de esgoto demanda altos investimentos, pois inclui escavações, instalações de tubulações, reaterros e recapeamento de praticamente todas as vias da cidade. Além disso, há um custo político alto, visto que as vias dificilmente atingem o bom estado que tinha antes do recapeamento, além da cobrança de esgoto que pode duplicar as faturas de água de cada residência da cidade. ✓ O tratamento neste tipo de sistema normalmente envolveConhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 97 97 3.4.6.2.1 - Vazão de início de plano A vazão de início de plano tende a ser pequena devido à menor população neste momento, sendo utilizada para atestar se, mesmo em condições de baixa vazão, o escoamento nas tubulações alcançará os limites mínimos de tensão trativa. Portanto, o uso da vazão de início de plano é apenas para verificar se o esgoto conseguirá, ao menos em uma hora de cada dia, realizar a autolimpeza da tubulação. Sendo assim, neste caso não se utiliza o coeficiente K1 do dia de maior consumo, pois a vazão de início de plano busca retratar uma vazão baixa de maneira geral e não seria interessante multiplicá-la por um valor que se refere a dias de períodos do ano de maior consumo. Por outro lado, o coeficiente K2 da hora de maior consumo é utilizado no cálculo da vazão de início de plano para evitar que esta vazão seja subestimada. Isso porque o K2 reflete o pico de vazão que ocorre em uma determinada hora do dia. Dessa forma, mesmo no início de plano haverá todo dia uma hora em que a vazão alcançará o valor obtido utilizando o coeficiente K2. Sendo assim, considera-se o coeficiente K2 no cálculo da vazão de início de plano, já que seu objetivo é permitir verificar se em alguma hora do dia as tubulações possuirão uma vazão suficiente para atingir a tensão trativa mínima para arrastar os sedimentos e evitar entupimentos. A vazão de início de plano é calculada conforme a equação abaixo: 𝑄𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑜 = 𝑃𝑜𝑝𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑜. 𝑞𝑝𝑐. 𝐾2. 𝐶86400 + 𝑞𝑖𝑛𝑓 . 𝐿 + 𝑄𝑠𝑖𝑛𝑔𝑢𝑙𝑎𝑟 Em que: • Qinicio: vazão de início de plano; • Popinicio: população de início de plano; • qpc: consumo per capita de água (L/hab.dia); • K2: coeficiente da hora de maior consumo; • C: coeficiente de retorno; • Qsingular: Vazão de contribuição singular (L/s); • qinf: taxa de infiltração, ou seja, quantidade de água que infiltra no subsolo para dentro da rede de esgoto (L/s.km); • L: Extensão da rede coletora (km). Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 98 98 Perceba da fórmula anterior que a vazão de esgoto sanitário é proporcional ao consumo per capita de água. Caso não entenda essa fórmula anterior, podemos analisá-la por etapas: 1. Simplesmente multiplicamos o quanto cada pessoa consome de água (qpc) pela população total da área; 2. Obtemos uma vazão média que será, então, aumentada ao ser multiplicada por K2, que é o coeficiente da hora de maior consumo. Logo, obteremos a vazão máxima obtida ao longo de um dia normal; 3. Multiplicamos essa vazão obtida pelo coeficiente de retorno C, pois parte daquela água é perdida por evaporação, vazamentos na edificação e por rega. 4. Dividimos a vazão obtida pelos segundos que contém um dia (86.400), pois os valores do consumo per capita de água são informados por dia e queremos obter a vazão por segundos. 5. Somamos a componente de infiltração que chegará à rede de esgoto, que é calculada pela taxa de infiltração por metro multiplicada pela extensão total da rede; 6. Somamos a contribuição singular, caso existam grandes geradores naquela localidade, como indústrias, escolas e hospitais. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 99 99 3.4.6.2.2 - Vazão de final de plano Já no caso da vazão de final de plano, o objetivo é determinar a maior vazão para verificar se as tubulações possuem diâmetro suficiente e não ultrapassam a velocidade máxima de escoamento. Por isso, além da população no final do horizonte de projeto (maior população), o cálculo desta vazão inclui ainda o coeficiente do dia de maior consumo (K1) e o coeficiente da hora de maior consumo (K2), refletindo assim a máxima vazão produzida considerando o pior caso. A vazão de final de plano é calculada conforme a equação abaixo: 𝑄𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝑃𝑜𝑝𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙. 𝑞𝑝𝑐. 𝐾1. 𝐾2. 𝐶86400 + 𝑞𝑖𝑛𝑓 . 𝐿 + 𝑄𝑠𝑖𝑛𝑔𝑢𝑙𝑎𝑟 Em que: • Qfinal: Vazão de final de plano; • Popfinal: População de final de plano; • K1: coeficiente do dia de maior consumo. Vazão de início de plano Verificar autolimpeza frequente da tubulação pelo próprio esgoto Por meio da tensão trativa Por isso: Não se utiliza K1 Já que o dia de maior consumo ocorre raramente Utiliza-se K2 Frequentemene ocorre a vazão da hora de maior consumo Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 100 100 (CESPE/TCE-SC - Eng. Civil - 2016) Acerca do planejamento e projeto de sistemas públicos de abastecimento de água potável, de esgotamento sanitário, de drenagem urbana e de coleta e disposição final de resíduos sólidos, julgue o item subsecutivo. A contribuição per capita de esgotos sanitários é desproporcional ao consumo per capita de água, já que a rede coletora, os interceptores e os emissários estão sujeitos a infiltrações ou a outros fatores que aumentem a vazão coletada. Comentários: A afirmação está errada, pois quanto maior a contribuição per capita, maior é a quantidade de esgoto gerado pela população, de modo que a vazão de esgoto sanitário é proporcional à contribuição per capita independentemente de existirem ou não outras fontes que aumentem a vazão como infiltrações e outros fatores. Gabarito: “Errado” Vazão de final de plano •Vazão máxima de projeto •Verificar se a tubulação suporta a vazão máxima •Verificar se o limite de velocidade não é ultrapassado Vazão de início de plano •Vazão mínima de projeto •Verificar se a tubulação atende ao limite de tensão trativa para a vazão mínima Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 101 101 (CESPE/POLICIA FEDERAL - Eng. Civil - Questão de fixação) Os sistemas de saneamento são importantes componentes da infra-estrutura das cidades, tendo grande impacto nas comunidades. Repercussões importantes nas áreas da saúde e da economia, por exemplo, são assuntos bastante estudados. Acerca desse assunto, julgue o item seguinte. Para o dimensionamento das redes coletoras de esgotos, em final de plano, devem ser consideradas as vazões de esgoto doméstico, de infiltração e singular. Comentários: A afirmação está correta, já que no dimensionamento de redes de esgoto, a vazão de final de plano é utilizada para verificar se a tubulação suporta a máxima vazão que ocorrerá no horizonte de projeto. Sendo assim, deve-se considerar as três parcelas que compõem a vazão total: vazão de esgoto doméstico, vazão de infiltração e vazão de contribuição singular. Gabarito: “Certo” (FGV/DPE-RO - Analista em Eng. Civil - 2015) Um sistema de esgotamento sanitário com 30 km foi projetado para atender uma população de 18.000 habitantes, que possui consumo de água médio por pessoa de 240 l/(hab.dia). Sabendo que só existem contribuições de esgoto doméstico ligadas a essa rede, que a relação esgoto/água é de 0,80, que a taxa de infiltração da rede é de 0,0005 l/(s.m), que o coeficiente do dia de maior consumo K1 é de 1,25 e que o coeficiente da hora de maior consumo K2 é de 1,40, a vazão final de projeto que sai a jusante dessa rede é: a) 55 l/s; b) 65 l/s; c) 70 l/s; d) 75 l/s; e) 85 l/s. Comentários: Abaixo temos os dados do problema: População: Pop =18.000 hab Consumo per capita: qpc =240 L/(háb.dia) Comprimento da rede: L= 30 km = 30.000 m Taxa de infiltração: qinf =0,0005 L/(s.m) K1 = 1,25 K2 = 1,40 Coeficiente de retorno: C = 0,80 Então, pode-se realizar cálculo da vazão final de projeto com a equação abaixo: 𝑄𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝑃𝑜𝑝. 𝑞𝑝𝑐. 𝐾1. 𝐾2. 𝐶86400 + 𝑞𝑖𝑛𝑓 . 𝐿 = 18000.240.1,25.1,4.0,886400 + 0,0005.30000 = 85 𝐿/𝑠 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 102 102 Dessa forma a vazão final é de 85 L/s, o que corresponde à alternativa E. Gabarito: “E” (FUNCERN/IFRN - Eng. Ambiental - 2015) Para a elaboração de um projeto de rede coletora de esgoto, é necessário determinar as vazões domésticas, industriais e de infiltração. Considere os seguintes dados: • População inicial (Pi): 250.000 hab. • População final (Pf): 300.000 hab. • Consumo de água efetivo per capita (q): 200 l/hab.dia. • Coeficiente de retorno (C): 0,8. • Coeficiente de máxima vazão diária (K1): 1,2. • Coeficiente de máxima vazão horária (K2): 1,5. Nesse sistema, os valores aproximados das vazões doméstica inicial e final são, respectivamente: a) 667 L/s e 834 L/s b) 667 L/s e 1000 L/s c) 695 L/s e 1000 L/s d) 695 L/s e 834 L/s Comentários: O exercício pede para se calcular as vazões de início e de final de plano. A seguir temos os dados do problema para cálculo da vazão de início de plano: População inicial: Pop = 250.000 hab Consumo per capita: qpc =200 L/(háb.dia) K2 = 1,5 Coeficiente de retorno: C = 0,80 Como não foi informado nada sobre vazão de contribuição singular nem dados sobre a vazão de infiltração, será assumido que as vazões destas fontes são nulas. Logo, pode-se realizar cálculo da vazão no início de projeto com a equação abaixo: 𝑄𝑖𝑛𝑐𝑖𝑜 = 𝑃𝑜𝑝𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑜. 𝑞𝑝𝑐. 𝐾2. 𝐶86400 = 250000.200.1,5.0,886400 = 695 𝐿/𝑠 Agora é necessário calcular também a vazão de final de plano: População final: Pop = 300.000 hab Consumo per capita: qpc =200 L/(hab.dia) K1 = 1,2 K2 = 1,5 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 103 103 Coeficiente de retorno: C = 0,80 Neste caso também, será assumido que as vazões de infiltração e de contribuição singular são nulas. Sendo assim, pode-se realizar cálculo da vazão final de projeto com a equação abaixo: 𝑄𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 = 𝑃𝑜𝑝𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 . 𝑞𝑝𝑐. 𝐾1. 𝐾2. 𝐶86400 = 300000.200.1,2.1,5.0,886400 = 1000 𝐿/𝑠 Dessa forma, as vazões de início e final de plano são, respectivamente, 695 L/s e 1000 L/s, o que corresponde à alternativa C. Gabarito: “C” (FUNCAB/SESAU-RO - Eng. Civil - Exercício de fixação - Questão adaptada) Para o dimensionamento de uma rede coletora de esgoto sanitário que serve a uma população inicial de 5400 pessoas, sabe- se que o consumo de água é de 200 litros por habitante por dia e que 80% da água consumida deverá ser retirada como esgoto e K2 = 1,5. Não há vazão de infiltração. A vazão de contribuição de esgoto de início de projeto para o dimensionamento desta rede coletora, em L/s, é: a) 10 b) 15 c) 20 d) 25 e) 30 Comentários: O exercício pede para se calcular a vazão de início de plano. A seguir temos os dados do problema para cálculo da vazão de início de plano: População inicial: Pop = 5400 hab Consumo per capita: qpc =200 L/(háb.dia) K2 = 1,5 Coeficiente de retorno: C = 0,80 Da mesma forma que na outra questão, não nos foi informado nada sobre vazão de contribuição singular e foi dito que não há vazão de infiltração. Logo, será assumido que as vazões destas fontes são nulas. Sendo assim, pode-se realizar cálculo da vazão no início de projeto com a equação abaixo: 𝑄𝑖𝑛𝑐𝑖𝑜 = 𝑃𝑜𝑝𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑜. 𝑞𝑝𝑐. 𝐾2. 𝐶86400 = 5400.200.1,5.0,886400 = 15 𝐿/𝑠 Dessa forma, a vazão de início de plano é de 15 L/s, o que corresponde à alternativa B. Gabarito: “B” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 104 104 3.4.7 - Elaboração do projeto de rede coletora de esgoto Para a elaboração do projeto de uma rede coletora de esgotos, é necessário executar um levantamento de informações da área em que o sistema será implantado. Devem ser elaborados levantamentos planialtimétricos que apresentam as características topográficas da área com curvas de nível de 1 em 1 metro. Outra informação importante que deve ser coletada refere-se aos obstáculos superficiais e subterrâneos que existem nos logradouros em que provavelmente a rede será instalada. Essa informação é crucial para compatibilizar o projeto com as demais infraestruturas presentes na área. Caso já exista rede de esgoto na área, deve-se realizar um levantamento cadastral desta, de modo que o projeto seja ele de ampliação ou reforma, esteja integrado e compatível com a rede já existente. Além disso, devem ser realizadas sondagens na área de implantação da rede coletora para conhecimento das características do terreno e para determinação do nível do lençol freático. Essa última é uma informação importante tanto para a execução da rede quanto para previsão da vazão de infiltração. Previamente ao dimensionamento, deve-se determinar como será a distribuição das tubulações ao longo dos quarteirões de modo a se formar a rede coletora. Com a rede definida, é possível determinar os comprimentos das tubulações de cada trecho e a cota do terreno. Nessa etapa é importante ter as informações topográficas com as cotas do terreno nos locais em que estão as tubulações. Os comprimentos de cada trecho da rede serão dados de entrada para o seu dimensionamento. Figura 36: o cadastro das interferências permite que o traçado da rede contemple de antemão dos os desvios necessários De posse de todos as informações coletadas, procede-se ao dimensionamento das tubulações: ✓ Primeiramente estima-se a vazão de cada trecho com base nas considerações do engenheiro projetista, em dados históricos e valores de referência, incluindo os seguintes parâmetros: valores de coeficiente de retorno, K1, K2, e consumo per capita, respeitando as diretrizes da NBR 9649. o A vazão é sempre estimada, nunca sabemos o valor com 100% de certeza. É parecido com o que fazemos em projetos estruturais, pois estimamos a carga que uma estrutura estará sendo solicitada para então calcularmos os esforços em cada elemento da estrutura. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 105 105 ✓ Em seguida realiza-se a definição dos diâmetros e declividades de cada trecho de tubulação de modo que a tubulação possua capacidade para conduzir a vazão atendendo aos critérios normativos de velocidade, tensão trativa, diâmetro e relação Y / D. ✓ As cotas de assentamento dos tubos são definidas ao longo do dimensionamento, pois elas dependem da declividade definida para as tubulações. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 106 106 (IDECAN/CBM-DF - Eng. Civil - 2017) Para o projeto e o dimensionamento de redes de esgoto pelo sistema separador absoluto, é necessário determinar, EXCETO: Elaboração de projeto de rede coletora Levantamentos altimétricosCadastro de obstáculos superficiais e subterrâneos Levantamento cadastral de rede de esgoto existente Sondagens Para determinar o nível freático Definição da distribuição das tubulações ao longo dos quarteirões Cálculo dos comprimentos Dimensionamento Estima-se a vazão em cada trecho Definem-se diâmetros e declividades, processo iterativo Verificam-se os critérios normativos: Velocidade, tensão trativa, diâmetro e relação Y/D Ao longo do dimensionamento: Calculam-se as cotas de assentamento Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 107 107 a) Os diâmetros dos tubos de cada trecho. b) O comprimento de cada trecho da rede. c) As vazões que podem se escoar pelas seções de cada trecho. d) As cotas topográficas em que serão assentados os coletores, isto é, a profundidade em que ficará cada coletor no terreno, em cada ponto da rede (perfis dos coletores relativamente aos perfis das ruas). Comentários: A alternativa A está correta, pois a determinação do diâmetro faz parte do dimensionamento de redes de esgoto. A alternativa B está errada, pois o comprimento de cada trecho não é determinado durante o dimensionamento; na verdade trata-se de um dado de entrada do dimensionamento obtido com base no traçado da rede a ser dimensionada. A alternativa C está correta, já que as vazões que podem escoar pelas seções de cada trecho são determinadas no dimensionamento da rede de esgoto. A alternativa D está correta, visto que as cotas topográficas em que os tubos serão assentados são determinadas durante o dimensionamento da rede. Dessa forma a alternativa B é a resposta. Gabarito: “B” A próxima questão envolve conceitos de várias seções vistas anteriormente (CESPE/Pref. São Luís - Eng. Civil - 2017) Acerca dos projetos de redes de esgotos sanitários, assinale a opção correta. a) Inexistindo dados pesquisados e comprovados, com validade estatística, recomenda-se considerar, para fins de projeto, a vazão mínima, em qualquer trecho, de 1,5 L/s. b) Os níveis do lençol freático em redes de esgotos de pequenas extensões (até 5 km) podem ser estimados por meio de métodos empíricos. c) Nas caixas de passagem, é possível a introdução de equipamentos de limpeza na cabeceira dos coletores. d) O escoamento dos esgotos ocorre pela pressão imposta à tubulação pela grande quantidade de matéria orgânica que transporta. e) Em cidades planas, é recomendável o uso de rede coletora do tipo em leque ou espinha de peixe, por ser composta de diversos coletores troncos independentes. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 108 108 A alternativa A está correta, pois a vazão mínima do projeto de redes de esgoto é de 1,5 L/s. A alternativa B está errada, visto que os níveis do lençol freático devem ser determinados por meio de sondagens realizadas na área de implantação do sistema de esgoto. A alternativa C está errada, pois as caixas de passagem não possuem aberturas que permitam introdução de equipamentos de limpeza na cabeceira de coletores, sendo esta uma característica dos tubos de inspeção e limpeza (TIL). A alternativa D está errada, já que o escoamento em redes de esgoto ocorre por ação da gravidade com o líquido indo do ponto mais alto para o ponto mais baixo da área. A alternativa E está errada, tendo em vista que a rede coletora do tipo leque é recomendada para relevo acidentado, sendo que, no caso de topografia plana, recomenda-se rede do tipo radial. Sendo assim, a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” 3.4.8 - Resumo dos critérios de projeto A seguir são agrupados os principais critérios de projeto definidos pela NBR 9649 para dimensionamento de redes coletoras de esgoto sanitário. Importante tê-los em mente, pois algumas questões irão cobrar esses valores limites: • Tensão trativa mínima: 1,0 Pa; • Vazão mínima de dimensionamento: 1,5 L/s; • Velocidade máxima de escoamento: 5 m/s; • Diâmetro mínimo: 100 mm, conforme NBR 9649; • Recobrimento mínimo: o Coletores sob a via devem ter recobrimento mínimo de 0,90 m; o Coletores sob a calçada (passeio) devem ter recobrimento mínimo de 0,65 m. • Relação Y/D máxima: o 0,75 quando a velocidade de escoamento é menor ou igual à velocidade crítica; o 0,50 quando a velocidade de escoamento é superior à velocidade crítica. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 109 109 (CETAP/Pref. São Miguel Guamá - Eng. Sanitarista - 2013) Em relação à rede coletora de esgoto, assinale afirmativa correta: a) Segundo a NBR9649/1986, a lâmina líquida deve ser igual ou superior a 75% do diâmetro do coletor, com o objetivo de assegurar que a tubulação funcione como conduto livre para a vazão final de plano. b) A NBR 9649/1986 recomenda que o recobrimento não deve ser inferior a 0,65 m para o coletor assentado no leito da via de tráfego, ou 0,35 m para o coletor assentado no passeio. c) A profundidade é a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor. d) Segundo a NBR 9649/1986, o diâmetro mínimo recomendado para rede coletora de esgoto é de 300 mm. e) O poço de visita (PV) é uma câmara visitável através de abertura existente em sua parte superior. destinada à execução de trabalhos de manutenção. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está errada, já que a relação Y / D deve ser menor ou igual a 75% para garantir escoamento como conduto livre, e não "igual ou superior" como diz a afirmativa. A alternativa B está errada, visto que coletores sob a via devem ter recobrimento mínimo de 0,90 m e coletores sob a calçada (passeio) devem ter recobrimento mínimo de 0,65 m. Portanto, os valores informados pela afirmativa estão todos errados. A alternativa C está errada, pois a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor é denominada recobrimento. A profundidade é a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz inferior interna do coletor. A alternativa D está errada, tendo em vista que o diâmetro mínimo de redes coletoras é de 100 mm (DN 100). A alternativa E está correta, pois descreve corretamente um poço de visita (PV), que se caracteriza por permitir a visita interna. Sendo assim, a alternativa E é a resposta. Gabarito: “E” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 110 110 A próxima questão cobra elementos chave contidos na NBR 9649 (FUNCERN/IFRN - Eng. Ambiental - 2015) A ABNT NBR 9649:1986 estabelece definições e critérios para projetos de redes de esgotamento sanitário. De acordo com essa norma, a) os trechos da rede de esgotamento devem ser verificados pelo critério de tensão trativa média de valor mínimo de 1 Pa. b) os diâmetros das redes de esgotos são previstos, nas normas e especificações brasileiras relativas aos diversos materiais, com o valor mínimo de DN 150. c) coletor principal é a tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgotos de outros coletores. d) terminal de limpeza é o dispositivo não visitável no final da rede coletora, que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa:A alternativa A está correta, pois a tensão trativa mínima deve ser de 1 Pa em redes coletoras. A alternativa B está errada, visto que o diâmetro mínimo de redes coletoras é de 100 mm (DN 100), e não de 150 mm (DN 150). A alternativa C está errada, pois coletor principal é o coletor de esgoto de maior extensão dentro de uma mesma bacia. O coletor que recebe a contribuição apenas de outros coletores é o coletor tronco. A alternativa D está errada, tendo em vista que terminal de limpeza (TL) é um elemento que permite e introdução de equipamentos de limpeza, localizado no início da rede coletora e não no final, como indicado nesta alternativa. Sendo assim, a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” 3.5 - Emissões de gases em redes coletoras de esgotos A presença de matéria orgânica em decomposição no esgoto resulta na formação de gases que podem oferecer risco a saúde humana. Os dois gases emitidos de redes coletoras que possuem maiores repercussões são: • Metano (CH4): é um gás sem cheiro (inodoro), mas é muito inflamável, sendo que sua produção em sistemas de esgoto pode levar ao risco de ocorrência de explosões. ✓ Por outro lado, a produção controlada de metano em estações de tratamento de esgoto (ETE) pode ser utilizada como fonte alternativa de energia, pois o metano pode ser utilizado como combustível para produção de eletricidade; • Gás sulfídrico (H2S): gás corrosivo e tóxico para o ser humano, se inalado em elevadas concentrações pode inclusive levar a morte do indivíduo. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 111 111 ✓ O H2S em ambientes úmidos pode resultar na formação de ácido sulfúrico (H2SO4), o qual provoca a corrosão do concreto e da armadura de tubulações de esgoto. ✓ Outro aspecto importante, é que o H2S possui um odor forte (cheiro de ovo podre), de modo que mesmo que suas concentrações sejam baixas a ponto de não prejudicar a saúde das pessoas, acabam causando desconforto devido ao mau cheiro gerado. Figura 37: O gás sulfídrico (H2S) formado nas redes de esgoto, além de corrosivo e tóxico ao ser humano, possui um forte odor que provoca desconforto nas pessoas. Figura 38: Tubulação de concreto apresentando corrosão por efeito de gases gerados no sistema de coleta de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 112 112 Durante a realização de manutenções da rede de esgoto em que é necessário adentrar no sistema por meio dos poços de visita, os trabalhadores devem seguir um rígido protocolo de segurança para evitar riscos de intoxicação por gás sulfídrico e/ou explosões devido ao acúmulo de metano. Gases na rede de esgoto Gás sulfídrico (H2S) • Mau cheiroso • Tóxico ao ser humano • Provoca corrosão das tubulações Metano (CH4) • Inodoro • Inflamável •Pode gerar explosões Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 113 113 (CESPE/ABIN Eng. Civil - 2018) Julgue o próximo item, acerca de sistemas, métodos e processos de saneamento urbano e rural. A produção de H2S no esgoto sanitário deve ser evitada apenas por provocar a corrosão de tubulações, já que se trata de substância inofensiva aos seres humanos. Comentários: A afirmação está errada, pois o H2S, além de corroer as tubulações, é também altamente tóxico ao ser humano, sendo que sua inalação em concentrações elevadas pode até levar a morte. Gabarito: “Errado” (FUMARC/COPANOR - Téc. de Obras e Serviços - 2017) Em sistemas de coleta e transporte de esgoto sanitário, a ocorrência de gases pode ser decorrente da sua chegada aos condutos de esgoto, por vazamento de gás natural ou manufaturado, vapores de gasolina, monóxido de carbono, gases provenientes de despejos industriais, ou pela liberação de gases produzidos pelas transformações biológicas que ocorrem no sistema. Nessas situações, a) a presença de gases em esgoto sanitário representa perigo de explosões que podem resultar da ignição de gases, como o gás sulfídrico. b) a presença de gases mal cheirosos em sistemas de coleta e transporte de esgotos não é um perigo potencial para os trabalhadores. c) apenas gases mal cheirosos, como o metano, em sistemas de esgoto, podem ser tóxicos. d) os procedimentos para o controle dos gases de esgotos incluem projeto adequado da rede coletora de esgoto. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A alternativa A está errada, pois a presença de gases na rede de esgoto pode gerar perigo de explosões principalmente devido ao gás metano (CH4) que é altamente inflamável. A alternativa B está errada, visto que a presença de gases mau cheirosos em sistemas de coleta e transporte de esgoto indica que neste local há um potencial perigo para os trabalhadores, pois o gás sulfídrico (H2S) é normalmente responsável pelo forte odor do esgoto e trata-se também de um gás tóxico quando inalado pelo ser humano. A alternativa C está errada, pois o metano é inodoro (não apresenta cheiro), sendo que o gás sulfídrico é que gera o mau odor. A alternativa D está correta, afinal, o projeto e dimensionamento adequado da rede de esgotos fazem parte das medidas para o controle de gases. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 114 114 Sendo assim, a alternativa D é a resposta. Gabarito: “D” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 115 115 4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS Você está adquirindo um nível muito alto no preparo para concursos de engenharia. A rede coletora de esgotos sanitários é uma disciplina complexa e que exige a dedicação do aluno. Aproveite essa aula, domine o conteúdo e tenham mais esse diferencial em sua preparação. Parabéns por mais essa conquista! Esse aprendizado está relacionado a várias outras aulas, facilitando a sua preparação. Com certeza, você precisará desse conhecimento não somente na preparação para o concurso, mas também na sua vida como futuro servidor. Esse é nosso diferencial, cobrir nas aulas tudo que pode cair na prova, ensinar de forma fácil, sem perder tempo, mas de maneira clara, para não ficar nenhuma dúvida. Mas se você ainda tem alguma pergunta, por favor, entre em contato com nosso time no fórum de dúvidas. Será um prazer responder a qualquer pergunta! O setor de saneamento básico no Brasil ainda carece de muita infraestrutura, incluindo as redes de esgotamento sanitário. Você já está em um seleto grupo que entende vários conceitos de sistemas de esgoto e sabe aplicá-los em projetos de engenharia. Que seu conhecimento resultará em sucesso nas provas isso é certo. Desejo, então, que você consiga atuar como futuro servidor contribuindo, para o desenvolvimento do setor de saneamento no Brasil, o que trará benefícios para a saúde e bem estar da população e para a preservação do meio ambiente. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 116 116 5 - LISTA DE QUESTÕES 1. (CESPE/Polícia Federal- Eng. Civil - 2018) Com relação a aspectos diversos pertinentes a sistemas de abastecimento de água, saneamento e drenagem de água pluvial, julgue o item subsequente. Extensos períodos de seca e estiagem associados ao lançamento de esgotos nos corpos hídricos superficiais causam eventos extremos de poluição, prejudicando a qualidade de vida dos cidadãos. 2. (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A respeito dos sistemas e processos construtivos e dos materiais utilizados em obras de edificações, julgue o seguinte item. No Brasil, utiliza-se o sistema misto para a rede pública de esgoto, com canalização própria para as águas de esgoto, mas com condutos instalados dentro das galerias de águas pluviais. 3. (CESPE/ TRT 8ª Região - Ana. Judiciário - Eng. Civil - Adaptado para V ou F - 2016) No que diz respeito ao saneamento básico urbano e rural, julgue a assertiva a seguir. Em comparação aos sistemas de esgotamento sanitário do tipo separador absoluto e misto, o sistema unitário permite a execução das obras de maneira mais fácil, rápida e flexível, apesar de não funcionar bem em vias públicas não pavimentadas e de sua implementação ser mais dispendiosa. 4. (UNEB/ CERB - Eng. Sanitária -Ana. de Processos Técnicos - Questão de fixação - Adaptado) Considerando os tipos de sistemas de esgoto, relacione os termos abaixo com os seus conceitos. I. Sistema Unitário I. Sistema Separador Absoluto III. Sistema Misto ( ) Sistema projetado para receber contribuições do esgoto sanitário e parte das águas pluviais, cuja coleta é variável. ( ) Caracteriza-se por possuir um único coletor para esgotos pluviais, domésticos e industriais. Apresenta custo elevado de implantação e tratamento. ( ) Neste sistema, o esgoto pluvial, o doméstico e o industrial não estão integrados. Possui custo menos elevado de implantação. A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é a a) I, II, III b) I, III, II c) II, I, III d) III, I, II e) III, II, I Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 117 117 5. (CESPE/ TRT 8ª Região - Ana. Judiciário - Eng. Civil - 2016 - Adaptado) No que diz respeito ao saneamento básico urbano e rural, julgue a afirmativa a seguir. O sistema condominial para esgotamento sanitário das quadras apresenta baixo número de ligações prediais e baixo custo de construção dos coletores e de manutenção do sistema. 6. (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. No sistema unitário, ocorrem, com frequência, ligações clandestinas prejudiciais que lançam esgoto no sistema de águas pluviais e águas de chuva no sistema de esgoto sanitário. 7. (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 118 118 Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. Na situação apresentada, os sistemas individuais não são adequados: eles são indicados para atendimento unifamiliar e funcionam adequadamente apenas se houver baixa densidade demográfica e se o lençol freático estiver a uma profundidade que evite o risco de contaminação. 8. (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 119 119 Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. Para atender à referida região, o sistema unitário, também denominado combinado, é indicado e economicamente viável: as canalizações coletam e conduzem as águas residuárias juntamente com as águas pluviais, e as estações de tratamento conseguem tratar toda a vazão de águas residuárias e águas pluviais geradas pelas chuvas. 9. (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 120 120 Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. A melhor opção para o esgotamento sanitário dessa região é o sistema separador: as águas pluviais são lançadas em vários pontos do corpo receptor geralmente cursos d'água - e o efluente tratado é lançado em pontos específicos após as estações de tratamento de esgotos, o que permite reduzir o diâmetro das tubulações separadas de águas pluviais e esgotos. 10. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Eng. Civil - Questão de fixação) Os possíveis sistemas de esgotos sanitários consistem em sistema unitário, sistema separador absoluto e sistema separador parcial. Cada um desses sistemas implica um funcionamento específico para as instalações prediais hidrossanitárias. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. No sistema separador parcial, o esgoto doméstico e as águas pluviais dos telhados devem ser encaminhados para uma tubulação única. 11. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Eng. Civil - Questão de fixação) Os possíveis sistemas de esgotos sanitários consistem em sistema unitário, sistema separador absoluto e sistema separador parcial. Cada um desses sistemas implica um funcionamento específico para as instalações prediais hidrossanitárias. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. No sistema separador absoluto, o esgoto doméstico deve ser encaminhado para uma tubulação específica. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 121 121 12. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Eng. Civil - Questão de fixação) Os possíveis sistemas de esgotos sanitários consistem em sistema unitário, sistema separador absoluto e sistema separador parcial. Cada um desses sistemas implica um funcionamento específico para as instalações prediais hidrossanitárias. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. No sistema separador absoluto, as águas pluviais dos telhados devem ser encaminhadas para a tubulação coletora de esgoto. 13. (ESAF/MTUR - Eng. Civil - 2014) O sistema de esgotamento sanitário, que consiste na coleta e no transporte das águas residuárias, desde a origem até o lançamento final, usualmente apresenta a seguinte configuração: a) rede coletora, coletor tronco, interceptor, estação elevatória, emissário, estaçãode tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. b) coletor tronco, rede coletora, emissário, interceptor, estação elevatória, estação de tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. c) estação elevatória, coletor tronco, emissário, rede coletora, interceptor, estação de tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. d) estação de tratamento de esgoto, emissário, rede coletora, coletor tronco, interceptor, estação elevatória, emissário e corpo hídrico. e) interceptor, estação de tratamento de esgoto, rede coletora, coletor tronco, estação elevatória, emissário e corpo hídrico. 14. (CESPE/SLU-DF- Eng. Civil - 2019) Com relação a tecnologias de tratamento de efluentes sanitários e de redes de esgotamento sanitário, julgue o item que se segue. O traçado da rede de esgotamento sanitário do tipo leque é indicado para cidades com terrenos acidentados, enquanto o traçado do tipo radial é indicado para cidades planas. 15. (FGV/TJ-AM - Eng. San. e Ambiental - 2013) O plano de escoamento em projetos de redes de esgoto sanitário é definido pela topografia, de modo que o fluxo seja orientado no sentido do ponto de maior para o de menor cota, fazendo com que o escoamento seja sempre gravitário. O tipo de traçado da rede de esgoto que normalmente é utilizado em localidades que apresentam baixas declividades é: a) traçado radial b) traçado perpendicular c) traçado em leque d) traçado bilateral e) traçado unilateral 16. (CESPE/Pref. Rio Branco- Eng. Sanitarista - Exercício de fixação) Uma rede coletora de esgotos sanitários, parte constituinte de um sistema de esgotamento sanitário, pode apresentar diferentes Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 122 122 traçados em função da declividade do terreno e pertencer a diferentes tipos: perpendicular, em leque e radial ou distrital. A respeito dos tipos de rede coletora de esgotos sanitários, julgue o item que se segue. Para terrenos acidentados, deve-se utilizar o traçado perpendicular sem coletores-tronco. 17. (CESPE/Pref. Rio Branco- Eng. Sanitarista - Exercício de fixação) Uma rede coletora de esgotos sanitários, parte constituinte de um sistema de esgotamento sanitário, pode apresentar diferentes traçados em função da declividade do terreno e pertencer a diferentes tipos: perpendicular, em leque e radial ou distrital. A respeito dos tipos de rede coletora de esgotos sanitários, julgue o item que se segue. Nas cidades planas, o tipo de traçado mais adequado é o denominado radial ou distrital. 18. (CESPE/Pref. Rio Branco- Eng. Sanitarista - Exercício de fixação) Uma rede coletora de esgotos sanitários, parte constituinte de um sistema de esgotamento sanitário, pode apresentar diferentes traçados em função da declividade do terreno e pertencer a diferentes tipos: perpendicular, em leque e radial ou distrital. A respeito dos tipos de rede coletora de esgotos sanitários, julgue o item que se segue. Em cidades atravessadas ou circundadas por cursos de água, o traçado da rede coletora deve ser do tipo perpendicular. 19. (CS-UFG/Pref. Goianira - Analista Ambiental - 2019) O sistema de esgoto sanitário é separado em partes, as quais têm funções específicas. Uma delas diz respeito à tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgoto de outros coletores. Esta parte do sistema recebe o nome de: a) coletor tronco. b) coletor principal. c) coletor predial. d) coletor de esgoto. 20. (CESPE/ABIN - Eng. Civil - Questão de fixação) O esgotamento sanitário é a parte do saneamento básico que inclui as atividades, a infraestrutura e as instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente. A respeito dos sistemas, métodos e processos de esgotamento sanitário, julgue o item subsequente. Na rede de coleta convencional de esgotos sanitários, os coletores primários são tubulações que podem receber e transportar contribuições de esgoto de ligações prediais e de coletores secundários. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 123 123 21. (UFSM/UFSM - Engenheiro - 2018) Considerando as definições estabelecidas pela norma ABNT NBR 9649:1986, correlacione as estruturas do sistema de coleta de esgoto na primeira coluna com suas definições apresentadas na segunda coluna. (1) Coletor de esgoto (2) Coletor principal (3) Coletor tronco (4) Emissário (5) Trecho ( ) Tubulação que recebe esgoto exclusiva mente na extremidade de montante. ( ) Coletor de esgoto de maior extensão dentro de uma mesma bacia. ( ) Tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgoto de coletores. ( ) Tubulação da rede coletora que recebe contribuição de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo de seu comprimento. A sequência correta é a) 4 - 3 - 5 - 2. b) 3 - 2 - 4 - 5. c) 2 - 4 - 1 - 5. d) 3 - 2 - 5 - 1 . e) 4 - 2 - 3 - 1. 22. (FGV/DPE-RJ - Eng. Civil - 2014) A NBR 9649 trata do procedimento a ser adotado no projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. Diversos são os componentes do sistema de esgotamento sanitário. Segundo esse instrumento legal, a tubulação que recebe esgoto exclusivamente na extremidade de montante, isto é, não possui ligações transversais de outras tubulações ao longo do seu curso, é: a) a ligação predial. b) o coletor de esgoto. c) o emissário. d) o coletor tronco. e) o coletor principal. 23. (CESPE/TJ-AM - Eng. Civil - 2019) Acerca dos aspectos construtivos e operacionais da coleta e do tratamento de esgotos sanitários, julgue o item subsecutivo. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 124 124 O terminal de limpeza, que é um dispositivo não visitável da rede coletora de esgotos, substitui o poço de visita no início dos coletores. 24. (CEV-UECE/Pref. Sobral - Eng. Química - 2019) Esgoto sanitário, segundo definição da norma brasileira NBR 9648 (ABNT, 1986), é o “despejo líquido constituído de esgotos doméstico e industrial, água de infiltração e a contribuição pluvial parasitária”. Relacione, corretamente, as partes de um sistema de esgoto sanitário com suas funções, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 3, 2, 1, 4, 5. b) 2, 3, 1, 4, 5. c) 4, 1, 2, 5, 3. d) 2, 1, 3, 5, 4. 25. (CESPE/TCE-MG - Engenharia - 2018) No que se refere à construção de um sistema de redes coletoras de esgoto, assinale a opção correta. Coluna I Coluna II 1. Rede coletora ( ) Canalização que recebe coletores ao longo de seu comprimento, não recebendo ligações prediais diretas. 2. Interceptor ( ) Conjunto de canalizações destinadas a receber e conduzir os esgotos dos edifícios. 3. Emissário ( ) Canalização destinada a conduzir os esgotos a um destino conveniente (ETE e/ou lançamento) sem receber contribuições de marcha. 4. Sifão invertido ( ) Conjunto de instalações destinadas à depuração dos esgotos, antes do lançamento. 5. Estação de tratamento ( ) Obra destinada à transposição de obstáculo pela tubulação de esgoto, funcionando sob pressão. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria125 125 a) Nas extremidades de sifões invertidos e de passagens forçadas, o tubo de inspeção de limpeza pode ser usado em substituição ao poço de visita. b) Para facilitar o escoamento do fluxo afluente, recomenda-se que os fundos dos poços de visita sejam constituídos de uma camada de material drenante, cuja altura coincida com a geratriz superior do tubo de saída. c) A distância entre poços de visita, tubos de inspeção e limpeza ou terminais de limpeza consecutivos deve ser inferior ao alcance dos equipamentos de desobstrução. d) As caixas de passagem podem ser substituídas por conexões nas mudanças de diâmetro da tubulação, desde que os diâmetros sejam compatíveis e a supressão de degrau seja possível. e) O emprego de tubo de queda somente será necessário se a altura do degrau do coletor afluente for maior ou igual a 3 m; para degraus de alturas menores, recomenda-se o sifão invertido. 26. (CESPE/TCM-BA - Auditor Infraestrutura - 2018) Nas redes de esgoto, o dispositivo não visitável que permite a inspeção visual e a introdução de equipamentos de limpeza, podendo ser construído nas reuniões de coletores (até três entradas e uma saída), quando não há degraus que exigem tubos de queda, é denominado: a) caixa de passagem. b) poço de visita. c) tubo de inspeção e limpeza. d) terminal de limpeza. e) sifão invertido. 27. (UFSM/UFSM - Engenheiro - 2018) Em um projeto de sistema coletivo de esgoto, de acordo com a norma ABNT NBR 9649:1986, um poço de visita, garantidas as condições de acesso de equipamento para limpeza do trecho de jusante, pode ser substituído por: a) caixas de passagem, nas mudanças de direção, declividade, material e diâmetro, quando possível a supressão do degrau. b) caixa de passagem, na reunião que exige colocação de tubo de queda. c) conexões, nas mudanças de direção e declividade quando as deflexões não coincidem com as dessas peças. d) tubo de inspeção e limpeza, na reunião de mais de dois trechos ao coletor. e) tubo de inspeção e limpeza, nos pontos com degrau de altura superiora 0,50 m. 28. (FUNDATEC/Pref. Três de Maio - Eng. Civil - 2018) Relacione a Coluna 1 à Coluna 2 conforme a NBR 9649/1986 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário). Coluna 1 1- Poço de visita. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 126 126 2- Tubo de inspeção e limpeza. 3- Sifão invertido. 4- Caixa de passagem. 5- Terminal de limpeza. Coluna 2 ( ) Dispositivo não visitável que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza. ( ) Trecho rebaixado com escoamento sob pressão, cuja finalidade é transpor obstáculos, depressões do terreno ou cursos d'água. ( ) Câmara visitável através de abertura existente em sua parte superior, destinada a execução de trabalhos de manutenção. ( ) Dispositivo que permite a introdução de equipamentos de limpeza, localizado na cabeceira de qualquer coletor. ( ) Câmara sem acesso localizada em pontos singulares por necessidade construtiva. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) 1 - 3 - 5 - 4 - 2 b) 3 - 1 - 2 - 5 - 4 c) 2 - 3- 1 - 5 - 4 d) 3 - 1 - 4 - 5 - 2 e) 4 - 2 - 3 - 5 - 1 Essa próxima questão é ambígua, podendo ter mais de uma resposta correta. Não se preocupe se você errar, mas preste atenção na análise crítica que a resolução da parte teórica faz de cada alternativa. 29. (COMPERVE-UFRN/MPE-RN - Eng. Civil - 2017) De acordo com a NBR 9649:1986, os poços de visita (PV) podem ser dispensados a) no início de coletores, nas mudanças de direção, de declividade, de material e na reunião de coletores. b) na reunião que exige colocação de tubo de queda. c) nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. d) nos trechos retilíneos da rede coletora, onde não há alteração de diâmetros e na ausência de degraus. 30. (ADVISE/Pref. Cuité Mama - Eng. Civil - 2016) Em redes de esgoto, a caixa de passagem possui definição igual a alternativa: Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 127 127 a) Dispositivo que permite introdução de equipamentos de limpeza, localizado na cabeceira de qualquer coletor. b) Câmara sem acesso localizada em pontos singulares por necessidade construtiva. c) Dispositivo não visitável que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza. d) Dispositivo instalado no poço de visita (PV), ligando um coletor afluente ao fundo do poço. e) Trecho rebaixado com escoamento sob pressão, cuja finalidade é transpor obstáculos, depressões do terreno ou cursos d’água. 31. (CONSULPLAN/Pref. Venda Nova do Imigrante - Eng. Civil - 2016) “Trecho rebaixado de coletor de esgoto com escoamento sob pressão, que interrompe o curso do escoamento livre do esgoto e, também, o fluxo da mistura de ar e gases que ocorre na lâmina livre do conduto, constituindo, assim, uma descontinuidade indesejável ao funcionamento geral do complexo de tubulações que promovem a coleta e o transporte do esgoto sanitário. Além disso, exige observação frequente de funcionamento e operações de ajuste ao crescimento das vazões ao longo do período de alcance planejado. No entanto, constitui solução por vezes conveniente para superar obstáculos ou interferências ao caminhamento normal da canalização, pois seu funcionamento por gravidade independe de equipamentos mecânicos.” Trata-se de: a) Sifão invertido. b) Tubo de alcance. c) Elevatória de esgoto. d) Estação de tratamento de esgoto. 32. (FCC/CNMP - Eng. Civil - 2015) Sobre as partes constituintes dos sistemas de esgotos sanitários, as estações elevatórias são a) instalações eletromecânicas destinadas a elevar os esgotos sanitários, com o objetivo de evitar o aprofundamento excessivo das canalizações, proporcionar a transposição de sub-bacias, entre outros. b) canalizações rebaixadas que funcionam sob pressão, destinadas à travessia de canais e obstáculos. c) câmaras de inspeção que possibilitam o acesso de funcionários do serviço, bem como a introdução de equipamentos de limpeza. d) canalizações que conduzem os esgotos sanitários dos edifícios. e) canalizações principais, de maior diâmetro, que recebem os efluentes de vários coletores de esgotos, conduzindo-os a um interceptor e emissário. 33. (FUNCERN/IFRN - Prof. Esgoto sanitário - 2017) A finalidade de um tanque fluxível em uma rede coletora de esgoto é: a) fornecer descargas periódicas dentro de coletores sujeitos à sedimentação de sólidos. b) permitir a introdução de equipamentos de limpeza. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 128 128 c) passar por obstáculos que não podem ser transpassados em linha reta. d) permitir que o trecho de coletor a montante deságue no fundo do poço de visita. 34. (CONSULPLAN/Pref. Cascavel - Técnico em Edificações - 2014) São partes constituintes de um sistema de esgotos sanitários, EXCETO: a) Emissários. b) Estações elevatórias. c) Adutoras. d) Obras de lançamento em corpos receptores. e) Rede de esgotos sanitários (coletores gerais e órgãos acessórios: poços de visitas, tanques fluxíveis etc.). 35. (CESPE/POLICIA FEDERAL - Eng. Civil - Questão de fixação) Os sistemas de saneamento, notadamente os de água e esgoto, possuem diversos componentes. Entre esses componentes, vale destacar o conjunto de redes e as unidades de tratamento, com relevantes repercussões nas áreas da saúde. Quanto a sistemasde saneamento, julgue o item seguinte. Na rede coletora de esgoto sanitário, o poço de visita é um órgão acessório obrigatório na reunião de coletores com mais de três entradas. 36. (CESGRANRIO/INEA - Eng. Civil - Questão de fixação) A NBR 9649/86 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário) fixa as condições exigíveis na elaboração de projeto hidráulico-sanitário de redes coletoras de esgoto sanitário, funcionando em lâmina livre. De acordo com as disposições construtivas dessa norma, o poço de visita (PV) deve ser obrigatoriamente usado nos seguintes casos: I - pontos com degrau de altura inferior a 0,50m; II - reunião de mais de dois trechos ao coletor; III - reunião que exige a colocação de tubos de queda; IV- extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas. É(São) correto(s) APENAS o(s) caso(s) a) I b) II c) II e III d) II e IV e) II, III e IV Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 129 129 37. (CESGRANRIO/BR - Eng. Civil - Questão de fixação - Adaptada) Em relação a um projeto de rede coletora de esgoto sanitário, considere as seguintes condições para o posicionamento de poços de visita ou de outra singularidade que possa substitui-lo. I - No início de coletores II - Nas mudanças de direção III - A cada 10 metros De acordo com as normas da ABNT, é(são) obrigatória(s) a(s) condição(ões) a) I, apenas. b) II, apenas. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) I, II e III. 38. (CESPE/TCU - Auditor - Questão de fixação) Um sistema de esgoto sanitário abrange desde o conjunto de canalizações que recebem os esgotos junto aos domicílios até as instalações destinadas à depuração desses esgotos antes do lançamento. Para o bom funcionamento desse sistema, condições especiais quanto ao uso, ao regime hidráulico e aos materiais e equipamentos devem ser atendidas. A respeito do sistema de esgoto sanitário, julgue o item a seguir. Para permitir o acesso de pessoas para manutenção, tubo de inspeção e limpeza (TIL) e poço de inspeção (PI) são empregados em substituição ao poço de visita. 39. (CESGRANRIO/MP-RO - Engenheiro - Questão de Fixação - adaptada) Uma rede coletora de esgotos é constituída por um conjunto de tubulações e por seus órgãos acessórios, tais como poços de visita, tubos de inspeção e limpeza, terminais de limpeza e caixas de passagem. O órgão acessório ou dispositivo que substitui o poço de visita no início dos coletores e que não permite visita de inspeção, mas permite a introdução de equipamento de desobstrução e limpeza, é a(o): a) caixa de passagem. b) terminal de limpeza. c) tubo de inspeção e limpeza. d) sifão invertido. 40. (ESAF/CGU - Auditor de Obras Públicas - Questão de fixação) A concepção de um sistema de esgoto engloba todas as diretrizes, parâmetros e definições necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema a projetar. Das partes que compõem um sistema de esgoto, escolha a opção correta. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 130 130 a) Sifão invertido destina-se à transposição de obstáculos pela tubulação de esgoto, funcionando sob pressão. b) As redes coletoras admitem traçados tipo distrital, leque e horizontal, dependendo das condições topográficas do terreno. c) Emissário é o tipo de canalização que recebe coletores ao longo do seu comprimento, não recebendo ligações prediais diretas. d) Interceptor é o tipo de canalização que conduz os esgotos a um destino conveniente, estação de tratamento e/ou lançamento, sem receber contribuição em marcha. e) Estação elevatória é o conjunto de instalações destinado à depuração dos esgotos, antes do seu tratamento. 41. (CESPE/TCE-RN - Eng. Civil - 2015) No que se refere aos sistemas de esgotamento sanitário, julgue o item a seguir. No Brasil, adota-se o sistema de separador absoluto, destinado a coletar e transportar águas residuárias domésticas e industriais, veiculado em sistema independente, não sendo admitida a introdução de águas de outras origens como águas de infiltração e águas pluviais. 42. (CESPE/SLU-DF- Eng. Civil - 2019) Com relação a tecnologias de tratamento de efluentes sanitários e de redes de esgotamento sanitário, julgue o item que se segue. Se as tubulações de esgoto forem dimensionadas em regime de escoamento permanente e uniforme, a vazão não mudará ao longo do tempo. 43. (CESPE/TCU - Auditor - Questão de fixação) Um sistema de esgoto sanitário abrange desde o conjunto de canalizações que recebem os esgotos junto aos domicílios até as instalações destinadas à depuração desses esgotos antes do lançamento. Para o bom funcionamento desse sistema, condições especiais quanto ao uso, ao regime hidráulico e aos materiais e equipamentos devem ser atendidas. A respeito do sistema de esgoto sanitário, julgue o item a seguir. No sistema separador absoluto, são transportadas águas residuárias domésticas e industriais e águas de infiltração. 44. (FGV/MPE-AL - Eng. Civil - 2018) O sistema de esgoto sanitário separador absoluto é composto por um conjunto de condutos, instalações e equipamentos destinados a coletar, transportar, condicionar e encaminhar somente esgoto sanitário a uma disposição final conveniente, de modo contínuo e higienicamente seguro. Relacione os componentes do esgoto sanitário de um sistema separador, listados a seguir, às suas respectivas definições. 1- Esgoto doméstico 2- Água de infiltração 3- Contribuição singular Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 131 131 4- Contribuição pluvial parasitária ( ) Parcela de deflúvio superficial inevitavelmente absorvida pela rede coletora de esgoto sanitário. ( ) Toda água, proveniente do subsolo, indesejável ao sistema separador e que penetra nas canalizações. ( ) Vazão de esgoto concentrada em um ponto da rede coletora, significativamente maior que o produto da taxa de contribuição por superfície esgotada, pela área responsável por esse lançamento. ( ) Despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas. Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada. a) 1, 3, 2 e 4. b) 1, 4, 2 e 3. c) 4, 2, 3 e 1. d) 2, 4, 3 e 1. e) 4, 3, 2 e 1. 45. (SMA-RJ/SMTR-RJ - Eng. Civil - 2016) Para o projeto de redes coletoras de esgoto sanitário, Pereira e Soares destacam que o dimensionamento deve considerar, respectivamente, os seguintes tipos de conduto e regime de escoamento: a) forçado / não uniforme e não permanente b) livre / não uniforme e não permanente c) forçado / não uniforme e permanente d) livre / uniforme e permanente 46. (CESPE/TCU - Auditor - Questão de fixação) Um sistema de esgoto sanitário abrange desde o conjunto de canalizações que recebem os esgotos junto aos domicílios até as instalações destinadas à depuração desses esgotos antes do lançamento. Para o bom funcionamento desse sistema, condições especiais quanto ao uso, ao regime hidráulico e aos materiais e equipamentos devem ser atendidas. A respeito do sistema de esgoto sanitário, julgue o item a seguir. Para dimensionamento hidráulico de interceptores, considera-se a possibilidade de seu funcionamento como conduto livre ou como conduto forçado. 47. (CESPE/FUB - Emg. Civil - 2015) A respeito de sistemas de esgotamento sanitário, julgue o próximo item. Os coletores de esgoto devem ser projetadospara trabalhar como dutos fechados. 48. (CESPE / MPOG - Eng. Civil - Questão de fixação) As previsões acerca da distribuição espacial da população mundial nos próximos decênios indicam que as maiores aglomerações urbanas estarão Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 132 132 em países do hemisfério sul, e a metade da população desses países viverá em cidades. Conforme Relatório da Comissão Mundial do Meio Ambiente e Desenvolvimento, em apenas 15 anos, o mundo em desenvolvimento terá de aumentar em 65% sua capacidade de produzir e administrar sua infraestrutura, seus serviços e suas habitações urbanas, somente para manter as condições materiais nos níveis atuais. E em muitos países isso terá de se realizar em um quadro de grandes provocações e incertezas econômicas, com recursos abaixo das crescentes necessidades e expectativas. Juan José Marcaro. Densidades, ambiência e infraestrutura urbana. Internet (com adaptações). Com base no texto acima, julgue o item seguinte, relativo aos sistemas e obras de infraestrutura e parcelamentos urbanos, ao dimensionamento e à programação de equipamentos públicos e comunitários. Os sistemas de infraestrutura urbana podem ser categorizados de acordo com a sua relação com a força da gravidade, da qual podem ser independentes, depender parcialmente, ou ser totalmente dependentes, como é o caso dos sistemas de esgoto. 49. (CESPE/TCE-SC - Eng. Civil - 2016) Acerca do planejamento e projeto de sistemas públicos de abastecimento de água potável, de esgotamento sanitário, de drenagem urbana e de coleta e disposição final de resíduos sólidos, julgue o item subsecutivo. A contribuição per capita de esgotos sanitários é desproporcional ao consumo per capita de água, já que a rede coletora, os interceptores e os emissários estão sujeitos a infiltrações ou a outros fatores que aumentem a vazão coletada. 50. (CESPE/POLICIA FEDERAL - Eng. Civil - Questão de fixação) Os sistemas de saneamento são importantes componentes da infra-estrutura das cidades, tendo grande impacto nas comunidades. Repercussões importantes nas áreas da saúde e da economia, por exemplo, são assuntos bastante estudados. Acerca desse assunto, julgue o item seguinte. Para o dimensionamento das redes coletoras de esgotos, em final de plano, devem ser consideradas as vazões de esgoto doméstico, de infiltração e singular. 51. (VUNESP/AMLURB-SP - Ana. Ord. Territorial - 2016) Pelo fato de as declividades elevadas nas instalações de redes coletoras de esgoto sanitário contribuírem para grandes profundidades e para entrada de bolhas no escoamento, a norma referente ao tema recomenda que a máxima declividade admissível prevista nos projetos seja aquela na qual se tenha velocidade final de escoamento de a) 12 m/s. b) 5 m/s. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 133 133 c) 7 m/s. d) 2 m/s. e) 10 m/s. 52. (FCC/COPERGÁS - Eng. Civil - 2016) Nos projetos de redes coletoras de esgoto sanitário, as lâminas d’água devem ser sempre calculadas admitindo o escoamento em regime uniforme e permanente, sendo seu valor máximo, para a vazão final, igual ou a) inferior a 75% do diâmetro do coletor. b) inferior a 80% do diâmetro do coletor. c) inferior a 90% do diâmetro do coletor. d) superior a 75% do diâmetro do coletor. e) superior a 92% do diâmetro do coletor. 53. (CESPE/ABIN Eng. Civil - 2018) Julgue o próximo item, acerca de sistemas, métodos e processos de saneamento urbano e rural. Nas redes de esgoto, quanto maior a tensão trativa, menor a possibilidade de se formar película de limo nas paredes da tubulação, reduzindo-se, assim, a produção de sulfetos. 54. (CESPE/TCE-PA- Eng. Ambiental e Sanitária - 2016) Julgue o item a seguir, relativo à hidráulica dos canais. No projeto de uma canalização de esgotos ou de águas pluviais, a escolha dos diâmetros das tubulações depende basicamente de fatores econômicos, pois, quanto maior for o diâmetro, melhores serão as condições de escoamento. 55. (CESPE/TCE-RN - Eng. Civil - 2015) No que se refere aos sistemas de esgotamento sanitário, julgue o item a seguir. Projetos de redes de esgoto devem considerar a possibilidade de autolimpeza, que ocorre em função da tensão trativa, que é a componente tangencial do peso do líquido sobre a unidade de área da parede do coletor, atuando sobre o material sedimentado, promovendo seu arraste, desde que presente a associação de uma velocidade mínima com uma mínima relação de enchimento da seção do tubo. 56. (FCC/SABESP - Eng. Civil - 2018) Na execução de redes coletoras de esgoto, deve-se observar o recobrimento do coletor, importante para evitar interferências e danos à instalação, quando da conclusão dos serviços. Os recobrimentos mínimos indicados pela NBR9649 para coletor assentado no leito da via e no passeio são, em metros, respectivamente: a) 0,5 e 0,3 b) 0,9 e 0,65 c) 0,65 e 0,5 d) 0,9 e 0,7 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 134 134 e) 0,8 e 0,8 57. (CESGRANRIO/PETROBRAS - Arquitetura - Exercício de fixação) A diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor, no projeto de rede coletora de esgoto sanitário, é denominada: a) recobrimento b) profundidade c) sifão invertido d) passagem forçada e) terminal de limpeza 58. (CESGRANRIO/CEF - Eng. Civil - Questão de fixação) Ao executar uma rede coletora de esgoto sanitário, o engenheiro observou que determinado trecho da rede sob o passeio (calçada) ficou com recobrimento de 70 cm. Consultando a NBR 9649:1986 (Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário - Procedimento), ele concluiu que a) teria de refazer o serviço, pois o recobrimento mínimo é de 80 cm. b) teria de refazer o serviço, pois o recobrimento mínimo é de 90 cm. c) teria de refazer o serviço, pois o recobrimento mínimo é de 100 cm. d) deveria ser feita uma justificativa, pois esse recobrimento está menor que o permitido. e) está de acordo com a norma, considerando-se o local onde a rede se localiza. 59. (CESPE / MPOG - Eng. Civil - Questão de fixação) Com relação ao projeto e execução de obras de saneamento, julgue o item a seguir. No dimensionamento da rede coletora de esgoto, o coeficiente de retorno equivale à relação volumétrica entre o esgoto recolhido e o consumo de água. 60. (FGV/DPE-RO - Analista em Eng. Civil - 2015) Um sistema de esgotamento sanitário com 30 km foi projetado para atender uma população de 18.000 habitantes, que possui consumo de água médio por pessoa de 240 l/(hab.dia). Sabendo que só existem contribuições de esgoto doméstico ligadas a essa rede, que a relação esgoto/água é de 0,80, que a taxa de infiltração da rede é de 0,0005 l/(s.m), que o coeficiente do dia de maior consumo K1 é de 1,25 e que o coeficiente da hora de maior consumo K2 é de 1,40, a vazão final de projeto que sai a jusante dessa rede é: a) 55 l/s; b) 65 l/s; c) 70 l/s; d) 75 l/s; Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 135 135 e) 85 l/s. 61. (FUNCERN/IFRN - Eng. Ambiental - 2015) Para a elaboração de um projeto de rede coletora de esgoto, é necessário determinar as vazõesdomésticas, industriais e de infiltração. Considere os seguintes dados: • População inicial (Pi): 250.000 hab. • População final (Pf): 300.000 hab. • Consumo de água efetivo per capita (q): 200 l/hab.dia. • Coeficiente de retorno (C): 0,8. • Coeficiente de máxima vazão diária (K1): 1,2. • Coeficiente de máxima vazão horária (K2): 1,5. Nesse sistema, os valores aproximados das vazões doméstica inicial e final são, respectivamente: a) 667 L/s e 834 L/s b) 667 L/s e 1000 L/s c) 695 L/s e 1000 L/s d) 695 L/s e 834 L/s 62. (FUNCAB/SESAU-RO - Eng. Civil - Exercício de fixação - Questão adaptada) Para o dimensionamento de uma rede coletora de esgoto sanitário que serve a uma população inicial de 5400 pessoas, sabe- se que o consumo de água é de 200 litros por habitante por dia e que 80% da água consumida deverá ser retirada como esgoto e K2 = 1,5. Não há vazão de infiltração. A vazão de esgoto de início de projeto para o dimensionamento desta rede coletora, em L/s, é: a) 10 b) 15 c) 20 d) 25 e) 30 63. (CESPE/TCE-ES - Eng. Civil - Questão de fixação) A respeito de saneamento básico, julgue o item a seguir. Coeficiente de retorno consiste na relação entre o volume de esgoto recolhido e o volume de lodo proveniente do seu tratamento. 64. (CESPE/Pref. SL - Eng. Civil - 2017) Acerca dos projetos de redes de esgotos sanitários, assinale a opção correta. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 136 136 a) Inexistindo dados pesquisados e comprovados, com validade estatística, recomenda-se considerar, para fins de projeto, a vazão mínima, em qualquer trecho, de 1,5 L/s. b) Os níveis do lençol freático em redes de esgotos de pequenas extensões (até 5 km) podem ser estimados por meio de métodos empíricos. c) Nas caixas de passagem, é possível a introdução de equipamentos de limpeza na cabeceira dos coletores. d) O escoamento dos esgotos ocorre pela pressão imposta à tubulação pela grande quantidade de matéria orgânica que transporta. e) Em cidades planas, é recomendável o uso de rede coletora do tipo em leque ou espinha de peixe, por ser composta de diversos coletores troncos independentes. 65. (IDECAN/CBM-DF - Eng. Civil - 2017) Para o projeto e o dimensionamento de redes de esgoto pelo sistema separador absoluto, é necessário determinar, EXCETO: a) Os diâmetros dos tubos de cada trecho. b) O comprimento de cada trecho da rede. c) As vazões que podem se escoar pelas seções de cada trecho. d) As cotas topográficas em que serão assentados os coletores, isto é, a profundidade em que ficará cada coletor no terreno, em cada ponto da rede (perfis dos coletores relativamente aos perfis das ruas). 66. (CONSULPLAN/TRF2 - Eng. Civil - 2017) Os sistemas convencionais de esgoto por gravidade têm sido utilizados há muitos anos e os procedimentos para o seu projeto são bem estabelecidos. Quando projetados e construídos adequadamente, os sistemas convencionais por gravidade têm um desempenho confiável. Os esgotos por gravidade convencionais projetados e construídos adequadamente trazem algumas desvantagens, EXCETO: a) Os requisitos de inclinação para manter o escoamento gravitacional podem exigir escavações profundas nos terrenos acidentados ou planos, aumentando os custos de construção. b) Conseguem manter uma velocidade mínima (no escamento de projeto), aumentando a proporção de sulfeto de hidrogênio e metano que, por sua vez, aumentam os odores, entupimentos, corrosão da tubulação e o potencial para explosão. c) As câmaras de visita associadas aos esgotos por gravidade convencionais são uma fonte de vazão afluente e infiltração, aumentando o volume de águas servidas a ser transportado e também o tamanho dos tubos e estações de levantamento/bombeamento aumentando, assim, os custos. d) O bombeamento do esgoto ou as estações de levantamento podem ser necessários em consequência dos requisitos de inclinação dos esgotos por gravidade convencionais, resultando em um terminal do sistema (isto é, ponto baixo) no final da tubulação onde o esgoto é coletado e tem de ser bombeado ou erguido para um sistema de coleta. As estações de bombeamento e levantamento aumentam substancialmente o custo do sistema de coleta. 67. (FUNCERN/IFRN - Eng. Ambiental - 2015) A ABNT NBR 9649:1986 estabelece definições e critérios para projetos de redes de esgotamento sanitário. De acordo com essa norma, Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 137 137 a) os trechos da rede de esgotamento devem ser verificados pelo critério de tensão trativa média de valor mínimo de 1 Pa. b) os diâmetros das redes de esgotos são previstos, nas normas e especificações brasileiras relativas aos diversos materiais, com o valor mínimo de DN 150. c) coletor principal é a tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgotos de outros coletores. d) terminal de limpeza é o dispositivo não visitável no final da rede coletora, que permite inspeção e introdução de equipamentos de limpeza. 68. (CETAP/Pref. São Miguel Guamá - Eng. Sanitarista - 2013) Em relação à rede coletora de esgoto, assinale afirmativa correta: a) Segundo a NBR9649/1986, a lâmina líquida deve ser igual ou superior a 75% do diâmetro do coletor, com o objetivo de assegurar que a tubulação funcione como conduto livre para a vazão final de plano. b) A NBR 9649/1986 recomenda que o recobrimento não deve ser inferior a 0,65 m para o coletor assentado no leito da via de tráfego, ou 0,35 m para o coletor assentado no passeio. c) A profundidade é a diferença de nível entre a superfície do terreno e a geratriz superior externa do coletor. d) Segundo a NBR 9649/1986, o diâmetro mínimo recomendado para rede coletora de esgoto é de 300 mm. e) O poço de visita (PV) é uma câmara visitável através de abertura existente em sua parte superior. destinada à execução de trabalhos de manutenção. 69. (UFMT/UFMT - Eng. Ambiental - 2014) A norma NBR 9649/1986 recomenda que, em qualquer trecho da rede coletora, o menor valor da vazão a ser utilizado nos cálculos do dimensionamento da tubulação é: a) 3,0 L/s b) 1,5 L/s c) 2,5 L/s d) 5,0 L/s 70. (CESPE/ABIN Eng. Civil - 2018) Julgue o próximo item, acerca de sistemas, métodos e processos de saneamento urbano e rural. A produção de H2S no esgoto sanitário deve ser evitada apenas por provocar a corrosão de tubulações, já que se trata de substância inofensiva aos seres humanos. 71. (FUMARC/COPANOR - Téc. de Obras e Serviços - 2017) Em sistemas de coleta e transporte de esgoto sanitário, a ocorrência de gases pode ser decorrente da sua chegada aos condutos de esgoto, por vazamento de gás natural ou manufaturado, vapores de gasolina, monóxido de carbono, gases provenientes de despejos industriais, ou pela liberação de gases produzidos pelas transformações biológicas que ocorrem no sistema. Nessas situações: Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 138 138 a) a presença de gases em esgoto sanitário representa perigo de explosões que podem resultar da ignição de gases, como o gás sulfídrico. b) a presença de gases mal cheirosos em sistemas de coleta e transporte de esgotos não é um perigo potencial para os trabalhadores. c) apenas gases mal cheirosos, como o metano, em sistemas de esgoto, podem ser tóxicos. d) os procedimentos para o controle dos gases de esgotos incluem projeto adequado da rede coletoraalguma etapa de dispersão de esgoto no solo, sendo neste caso necessário verificar se o lençol freático não está próximo da superfície, de modo a se evitar risco de contaminação da água subterrânea pela disposição de esgoto no solo. A principal característica deste tipo de sistema refere-se ao tratamento do esgoto que utiliza métodos simplificados, sendo normalmente realizado por meio de fossas sépticas. Detalhes deste sistema serão apresentados na próxima aula; Figura 3: Sistemas de esgoto individuais são comuns em áreas de baixa densidade como na zona rural. • Sistema coletivo: há rede de esgoto que coleta o efluente das edificações existentes e encaminha para uma estação de tratamento de esgoto. O sistema coletivo convencional de esgotamento Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 11 11 sanitário apresenta uma rede pública de tubulações assentada sob as vias ou calçadas, nas quais se ligam as tubulações prediais (ligações prediais) de coleta de esgoto. ✓ Esse sistema é recomendado em locais adensados, ou seja, regiões de densidade demográfica elevada, pois nesse caso o volume de esgoto gerado e a proximidade entre edificações justifica o investimento na construção de uma rede coletora. Figura 4: Sistema de esgoto coletivo convencional com rede pública de coleta de esgoto. No caso de sistemas coletivos de esgotamento sanitário, além do sistema convencional apresentado,existe o sistema coletivo condominial. Neste caso, não há uma rede pública de coleta de esgoto, mas sim uma rede condominial formada por ligações de tubulações de esgoto entre lotes adjacentes. Sendo assim, ao invés de existir uma rede sob as vias públicas em que se ligam os coletores prediais, tem-se uma rede de tubos localizados dentro dos lotes conectando o esgoto de uma edificação a outra. Assim, as redes condominiais têm a vantagem de ter uma menor extensão, já que "cortam caminho" passando por dentro dos terrenos dos moradores, enquanto no sistema coletivo convencional a rede só passa pelas vias (ruas) urbanas. Consequentemente, a rede condominial terá também operação e manutenção mais baratas, já que a extensão das canalizações será menor. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 12 12 A desvantagem de se ter redes passando por dentro dos lotes é que o morador não pode construir em qualquer lugar de seu terreno, pois não se pode, por exemplo, apoiar uma edificação sobre o local por onde passa a rede de esgoto. A malha de tubulações condominiais pode ser ligada a uma estação de tratamento de esgoto - ETE condominial, o que é comum em condomínios privados (fechados), ou pode ser conectada a uma rede coletora convencional ou ainda a um interceptor. As redes condominiais são uma alternativa interessante de sistema de esgotamento coletivo em locais em que não há arruamento definido, tendo sido uma solução importante para proporcionar infraestrutura de saneamento em regiões de periferia e em favelas. Figura 5: Tipos de sistemas coletivos de coleta de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 13 13 Quando estudamos redes, trabalhamos com a expressão chamada "ligação predial", que é simplesmente o trecho do coletor predial compreendido entre o limite do terreno e o coletor de esgoto, conforme a NBR 9649. Observe na figura a seguir que, enquanto o sistema condominial tem apenas 1 ligação predial, o sistema coletivo tradicional apresentará 8 ligações prediais, ou seja, uma para cada imóvel. Por isso, dizemos que o a rede condominial apresenta menos ligações prediais do que a coletiva convencional. Figura 6: comparação de ligações prediais em uma rede condominial e uma rede coletiva convencional Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 14 14 2.1.1 - Classificação de sistemas de esgotamento coletivo Há diversas formas de se projetar um sistema de esgotamento sanitário coletivo, sendo que cada uma possui vantagens e desvantagens e, por isso, são mais adequadas a diferentes situações. Os sistemas de esgotamento sanitário podem ser classificados quanto à ligação com a rede pública de drenagem pluvial em: • Sistema unitário, combinado ou romano: há uma única rede de tubulações que coleta tanto os esgotos sanitários (domésticos e industriais) quanto as águas pluviais; ✓ Esse foi o primeiro sistema criado para drenagem e coleta de esgotos, sendo utilizado em cidades com vias pavimentadas, pois não faz sentido a coleta de águas pluviais em vias não pavimentadas. Basta imaginar que, em vias não pavimentadas, a água infiltrará na própria via, dificilmente ocorrendo o seu escoamento até atingir as canaletas. Dessa forma, a rede unitária estaria sendo instalada com um diâmetro muito grande sem necessidade, pois estaria sendo projetada para receber uma quantidade de água pluvial que não chegaria até ela; apenas o esgoto lá chegaria; ✓ A implantação deste sistema é geralmente mais dispendiosa do que os demais, já que envolve tubulações com maiores diâmetros, que são mais pesadas e caras, dificultando e Sistema individual ou individualizado Não há rede de esgoto Soluções isoladas para cada edificação Sistema coletivo Coletivo convencional Há rede pública de coleta de esgoto sob as vias ou calçadas Coletivo condominial Há rede condominial com tubulações interligando lotes adjacentes Redes com menor extensão Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 15 15 atrasando a sua execução. Além disso, as estações de tratamento de esgoto (ETE) são projetadas para tratar grandes vazões no sistema unitário, já que neste sistema as ETEs também receberão a água de chuva. Mesmo que a água de chuva seja desviada da ETE, deverá passar por sedimentadores, que possuem significativo custo de construção; ✓ A execução de uma rede unitária é também menos flexível, devido ao fato de na rede separadora ser possivel ter uma menor extensão de tubulações de grande diâmetro, pois ela permite que a drenagem pluvial seja lançada em pontos diferentes de um curso d'água, enquanto na rede unitária tudo é encaminhado para a ETE;Caso fosse empregado no Brasil, teríamos uma subutilização da rede, pois esta deveria ser muito grande para acomodar as altas vazões de chuva que ocorrem apenas nos períodos úmidos do ano. Figura 7: Esquema de sistema unitário com rede única que conduz esgoto sanitário e água pluvial • Sistema separador parcial ou misto: há duas redes de tubulação separadas, sendo que uma delas recebe os esgotos sanitários (domésticos e industriais) e as águas pluviais de telhados, coberturas e sacadas, e a outra rede capta as águas pluviais das vias públicas; ✓ Uma vantagem em relação ao anterior (sistema unitário), é que o separador parcial possui tubulações com dimensões menores, mas ainda sofrendo com as grandes variações da água de drenagem nos períodos chuvosos oriundas dos telhados, coberturas e sacadas. • Sistema separador absoluto: há duas redes de tubulação, sendo que uma delas recebe apenas os esgotos sanitários (domésticosde esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 139 139 6 - GABARITO 1. CERTO 2. ERRADO 3. ERRADO 4. D 5. CERTO 6. ERRADO 7. CERTO 8. ERRADO 9. CERTO 10. CERTO 11. CERTO 12. ERRADO 13. A 14. CERTO 15. A 16. ERRADO 17. CERTO 18. CERTO 19. A 20. CERTO 21. E 22. C 23. CERTO 24. D 25. C 26. C 27. A 28. C 29. D 30. B 31. A 32. A 33. A 34. C 35. CERTO 36. E 37. C 38. ERRADO 39. B 40. A 41. ERRADO 42. ERRADO 43. CERTO 44. C 45. D 46. ERRADO 47. ERRADO 48. CERTO 49. ERRADO 50. CERTO 51. B 52. A 53. CERTO 54. ERRADO 55. CERTO 56. B 57. A 58. E 59. CERTO 60. E 61. C 62. B 63. ERRADO 64. A 65. B 66. B 67. A 68. E 69. B 70. ERRADO 71. D Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 140 140 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 9648 – Estudo de concepção de sistemas de esgoto sanitário - Procedimento, Rio de Janeiro: ABNT, 1986, 5p. ASSSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 9649 – Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário - Procedimento, Rio de Janeiro: ABNT,1986, 7p . ASSSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 12.207 – Projeto de interceptores de esgoto sanitário, Rio de Janeiro: ABNT, 2016, 4p. ASSSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 12.208 – Projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário - Procedimento, Rio de Janeiro: ABNT, 1992, 5p. ASSSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 12.209 – Elaboração de projetos hidráulico-sanitários de estações de tratamento de esgotos sanitários, Rio de Janeiro: ABNT, 2011, 53p. ASSSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 9814 – Execução de rede coletora de esgoto sanitário, Rio de Janeiro: ABNT, 1987, 19p. CETESB - COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO (São Paulo). Emissários Submarinos. 2020. Disponível em: https://cetesb.sp.gov.br/praias/emissarios-submarinos/. NORTESUL HIDROTECNOLOGIA E COMÉRCIO LTDA (Campinas). DESOBSTRUÇÃO E LIMPEZA DE REDE COLETORA DE ESGOTOS. [20--]. Disponível em: https://www.nortesultec.com.br/1-limpeza-e- desobstrucao. Acesso em: 26 nov. 2019. SABESP (São Paulo). Emissário Submarino de Santos completa 35 anos. 2013. Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/imprensa/noticias-detalhe.aspx?secaoId=65&id=5508 TSUTIYA, M. T.; SOBRINHO, P. A. Coleta e Transporte de Esgoto Sanitário. 3ª edição. Rio de Janeiro: ABES–Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, 2011. TRENTON WATER WORKS (Estados Unidos). Wastewater Treatment. [20--]. Disponível em: https://www.trentonnj.org/447/Wastewater-Treatment. Acesso em: 21 fev. 2020. WRIGHT-HARRIS, Paddy. How do Sewer Systems Work? 2019. Disponível em: https://www.baeumlerapproved.ca/contractors/h/harris-plumbing/blogs/how-do-sewer-systems-work. Acesso em: 12 jun. 2020. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 141 141 Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieriae industriais) e a outra rede recebe as águas pluviais (telhados, coberturas, sacadas e vias públicas). Logo, existe uma tubulação para coletar o esgoto sanitário e Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 16 16 outra tubulação que recebe a drenagem de águas pluviais, sendo que elas não se comunicam, ou seja, são completamente isoladas uma da outra. ✓ Esse sistema é indicado para regiões de elevado índice pluviométrico, pois neste caso, como não há esgoto na rede pluvial, ela não precisa ser tratada, sendo possível reduzir o diâmetro da tubulação de água pluvial por meio do lançamento da água de chuva em vários pontos do corpo receptor, sem necessidade de levar a água de chuva até a estação de tratamento de esgoto; ✓ O fato da tubulação possuir menores diâmetros permite o emprego de materiais mais baratos e de fácil execução, como pré-moldados, facilitando a implantação da obra por etapas; ✓ A vazão em um sistema separador absoluto é praticamente constante ao longo do tempo na canalização de esgoto, o que torna a operação do seu tratamento mais eficaz; ✓ Como no sistema separador absoluto geralmente as águas de chuva são lançadas no corpo receptor antes de serem tratadas na ETE, o que barateia o sistema, tem-se o inconveniente da poluição das águas de chuva, sobretudo das primeiras chuvas, que carregam contaminantes presentes nas vias públicas, como óleos e graxas. O lançamento dessas águas de chuva em rios pode polui-los tanto quanto o lançamento de esgotos sem tratamento. Figura 8: Sistema separador com duas redes distintas. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 17 17 No Brasil predomina a utilização do sistema separador absoluto (Figura 9). Entretanto, são frequentemente identificadas ligações clandestinas em que são lançados esgotos na rede de drenagem pluvial ou o contrário, lança-se águas de chuva na tubulação de coleta de esgoto. Essas ligações clandestinas são fruto de desconhecimento de quem realiza o serviço de conexão da instalação doméstica com a rede pública. Figura 9: sistema separador, comumente empregado em países com altos índices pluviométricos como o Brasil (WRIGHT-HARRIS, 2019) Você já deve ter notado alguma vez, em pleno dia sem chuva, canaletas cheias d'água na rua. É um sinal de que há conexões clandestinas na rede pluvial. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 18 18 Ambas as situações são prejudiciais, pois ao se lançar esgoto na rede de drenagem pluvial, termina-se por contaminar os rios, já que esses irão receber esgoto sem tratamento. Por outro lado, o lançamento de água de chuva na rede de esgoto sanitário acaba aumentando a vazão de esgoto, gerando uma sobrecarga na rede de coleta de esgoto e na estação de tratamento, que podem não terem sido dimensionadas para suportar níveis tão elevados de vazão. É importante saber diferenciar os sistemas unitário, separador parcial e separador absoluto, pois trata-se de um tópico abordado com bastante frequência em questões de concursos. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 19 19 Sistema unitário 1 rede de tubulações em que escoa: Águas pluviais Esgoto sanitário Sistema separador parcial 2 redes de tubulações 1 Rede escoa: Águas pluviais das vias públicas 1 Rede escoa: Água pluvial de telhados, coberturas e sacadas Esgoto sanitário Sistema separador absoluto 2 redes de tubulações 1 Rede escoa: Águas pluviais 1 Rede escoa: Esgoto sanitário Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 20 20 Sistemas de esgotamento sanitário Sistema individual Sistema coletivo Sistema unitário Sistema separador Separador parcial Separador absoluto Sistema convencional Sistema condominial Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 21 21 (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A respeito dos sistemas e processos construtivos e dos materiais utilizados em obras de edificações, julgue o seguinte item. No Brasil, utiliza-se o sistema misto para a rede pública de esgoto, com canalização própria para as águas de esgoto, mas com condutos instalados dentro das galerias de águas pluviais. Comentários: A afirmação está errada, pois o sistema misto possui uma rede de tubulações que recebe tanto o esgoto quanto parte as águas pluviais coletadas de telhados, coberturas e sacadas. Portanto, não há "canalização própria para as águas de esgoto", como diz a afirmativa. Gabarito: “Errado” (CESPE/ TRT 8ª Região - Ana. Judiciário - Eng. Civil - 2016 - Adaptado para V ou F) No que diz respeito ao saneamento básico urbano e rural, julgue a assertiva a seguir. Em comparação aos sistemas de esgotamento sanitário do tipo separador absoluto e misto, o sistema unitário permite a execução das obras de maneira mais fácil, rápida e flexível, apesar de não funcionar bem em vias públicas não pavimentadas e de sua implementação ser mais dispendiosa. Embora esteja correto que o sistema unitário não funcione bem em vias não pavimentadas e que sua implementação seja mais dispendiosa (mais cara), a afirmativa erra ao dizer que sua execução é rápida, fácil e flexível. Na verdade, construir uma rede do tipo unitário ou combinado demanda mais tempo, sendo de execução também mais trabalhosa, pois envolve tubulações de maiores dimensões, que são mais pesadas e caras. Além disso, a ETE deve ser mais robusta, já que receberá maiores vazões, devendo possuir, por exemplo, mais unidades de sedimentação. Por fim, a execução de uma rede unitária é também menos flexível devido ao fato de na rede separadora ser possível ter uma menor extensão de tubulações de grande diâmetro, pois o sistema separador permite que a drenagem pluvial seja lançada em pontos diferentes de um curso d'água, enquanto na rede unitária tudo é encaminhado para a ETE. Gabarito: “Errado” (UNEB/ CERB - Eng. Sanitária -Ana. de Processos Técnicos - Questão de fixação - Adaptado) Considerando os tipos de sistemas de esgoto, relacione os termos abaixo com os seus conceitos. I. Sistema Unitário II. Sistema Separador Absoluto III. Sistema Misto ( ) Sistema projetado para receber contribuições do esgoto sanitário e parte das águas pluviais, cuja coleta é variável. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 22 22 ( ) Caracteriza-se por possuir um único coletor para esgotos pluviais, domésticos e industriais. Apresenta custo elevado de implantação e tratamento. ( ) Neste sistema, o esgoto pluvial, o doméstico e o industrial não estão integrados. Possui custo menos elevado de implantação. A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é aa) I, II, III b) I, III, II c) II, I, III d) III, I, II e) III, II, I Comentários: O sistema unitário é aquele cuja rede na via possui apenas uma tubulação, misturando todo o esgoto com a água pluvial. Analisando os parêntesis presentes na questão, vemos que aquele que corresponde ao conceito de sistema unitário é o 2º parêntesis. Portanto, a sequência correta fica assim: __,I, __. O sistema separador absoluto não permite mistura alguma entre esgotos e água pluvial. Trata-se de um sistema de custos menores em relação aos demais, por utilizar materiais de menor dimensão e resistência. O 3º parêntesis descreve resumidamente este conceito. Logo, a sequência correta será: __,I,II. O sistema misto se caracteriza pela mistura parcial entre água de chuva e esgotos. A sequência correta será, portanto, III,I, II. Letra "D". (CESPE/ TRT 8ª Região - Ana. Judiciário - Eng. Civil - 2016 - Adaptado) No que diz respeito ao saneamento básico urbano e rural, julgue a afirmativa a seguir. O sistema condominial para esgotamento sanitário das quadras apresenta baixo número de ligações prediais e baixo custo de construção dos coletores e de manutenção do sistema. Comentários: O sistema condominial se caracteriza por menores extensões de rede, o que resulta em menor custo de construção, de operação e manutenção. Portanto, a afirmativa está correta. Gabarito: “Correto” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 23 23 (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. No sistema unitário, ocorrem, com frequência, ligações clandestinas prejudiciais que lançam esgoto no sistema de águas pluviais e águas de chuva no sistema de esgoto sanitário. Comentários: A afirmação está errada, pois no sistema unitário há apenas uma tubulação que recebe tanto o esgoto sanitário quanto as águas pluviais, não sendo possível que ocorra o problema relatado. Diferentemente, no sistema separador absoluto há tubulações diferentes para esgoto e águas pluviais, ocorrendo casos de ligações clandestinas que lançam esgoto no sistema de águas pluviais e águas de chuva no sistema de esgoto sanitário. Portanto, ligações clandestinas ocorrem apenas no sistema separador absoluto, e não no unitário. Gabarito: “Errado” (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 24 24 Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. Na situação apresentada, os sistemas individuais não são adequados: eles são indicados para atendimento unifamiliar e funcionam adequadamente apenas se houver baixa densidade demográfica e se o lençol freático estiver a uma profundidade que evite o risco de contaminação. Comentários: A afirmação está correta, visto que os sistemas individuais são recomendados para áreas de baixa densidade demográfica e quando o lençol freático é mais profundo, de modo a diminuir o risco de que a solução individualizada possa contaminar a água subterrânea. Gabarito: “Certo” (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 25 25 Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. Para atender à referida região, o sistema unitário, também denominado combinado, é indicado e economicamente viável: as canalizações coletam e conduzem as águas residuárias juntamente com as águas pluviais, e as estações de tratamento conseguem tratar toda a vazão de águas residuárias e águas pluviais geradas pelas chuvas. Comentários: A afirmação está errada, pois o sistema unitário não é indicado para situações com alto índice pluviométrico, já que neste caso o dimensionamento da estação de tratamento de esgoto teria uma vazão de projeto que seria aumentada principalmente devido ao volume de água de chuva. Isso aumentaria o porte da obra e elevaria os custos de construção sem necessidade, pois o real objetivo da ETE é tratar o esgoto e não a água de chuva Da mesma forma, as canalizações precisariam de grandes diâmetros apenas para funcionarem com capacidade máxima nas épocas chuvosas, restando a maior parte do ano funcionando com pequena lâmina d'água, visto que receberiam continuamente apenas as contribuições de esgoto. Gabarito: “Errado” (CESPE/FUB - Eng. Civil - 2016) A figura seguinte mostra, esquematicamente, sistemas de esgotamento sanitário. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 26 26 Considerando que se pretenda escolher um sistema de esgotamento sanitário adequado para uma região com elevada densidade demográfica, alto índice pluviométrico ao longo de todo o ano e lençol freático a 0,6 m da superfície do solo, julgue o seguinte item. A melhor opção para o esgotamento sanitário dessa região é o sistema separador: as águas pluviais são lançadas em vários pontos do corpo receptor geralmente cursos d'água - e o efluente tratado é lançado em pontos específicos após as estações de tratamento de esgotos, o que permite reduzir o diâmetro das tubulações separadas de águas pluviais e esgotos. Comentários: A afirmação está correta, visto que o sistema separador absoluto é uma boa alternativa para áreas de elevada densidade demográfica e com índice pluviométrico alto ao longo do ano. Gabarito: “Certo” (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Eng. Civil - Adaptado - Questão de fixação) Os possíveis sistemas de esgotos sanitários consistem em sistema unitário, sistema separador absoluto e sistema separador parcial. Cada um desses sistemas implica um funcionamento específico para as instalações prediais hidrossanitárias. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 27 27 No sistema separador parcial, o esgoto doméstico e as águas pluviais dos telhados devem ser encaminhados para uma tubulação única. Comentários: A afirmação está correta, pois no sistema separador parcial há apenas uma rede de tubulação que coleta tanto o esgoto sanitário quanto as águas pluviais oriundas dos telhados, áreas internas das edificações e sacadas. Gabarito: “Certo” (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Eng. Civil - Questão de fixação) Os possíveis sistemas de esgotos sanitários consistem em sistema unitário, sistema separador absolutoe sistema separador parcial. Cada um desses sistemas implica um funcionamento específico para as instalações prediais hidrossanitárias. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. No sistema separador absoluto, o esgoto doméstico deve ser encaminhado para uma tubulação específica. Comentários: A afirmação está correta, pois no sistema separador absoluto o esgoto sanitário e a drenagem pluvial possuem redes independentes, ou seja, cada um é encaminhado para uma tubulação específica. Gabarito: “Certo” (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS - Eng. Civil - Questão de fixação) Os possíveis sistemas de esgotos sanitários consistem em sistema unitário, sistema separador absoluto e sistema separador parcial. Cada um desses sistemas implica um funcionamento específico para as instalações prediais hidrossanitárias. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. No sistema separador absoluto, as águas pluviais dos telhados devem ser encaminhadas para a tubulação coletora de esgoto. Comentários: A afirmação está errada, haja vista que no sistema separador absoluto o esgoto sanitário e a drenagem pluvial possuem redes independentes, sendo que as águas pluviais dos telhados são encaminhadas para a tubulação de drenagem pluvial. Gabarito: “Errado” 2.2 - Componentes de um sistema de esgotamento sanitário Um sistema de esgotamento sanitário coletivo do tipo separador absoluto apresenta alguns elementos básicos. Os principais componentes desse sistema são: • Rede coletora: recebe os esgotos dos coletores prediais e os transporta até os interceptores; • Interceptores: recebe o esgoto da rede coletora e os transporta até um emissário ou até a ETE. ✓ O interceptor recebe esgoto apenas da rede coletora, não sendo permitidas ligações de coletores prediais diretamente no interceptor. Isso quer dizer que uma edificação não pode Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 28 28 lançar seu esgoto diretamente em um interceptor, devendo antes ser encaminhado a uma rede coletora e esta, então, conduzi-lo até um interceptor; • Estação de tratamento de esgoto (ETE): recebe o esgoto de interceptores ou de emissários e realiza o tratamento do esgoto, reduzindo sua concentração de poluentes; • Emissários: recebe esgotos dos interceptores e os envia a ETE ou recebe os esgotos tratados da ETE e os conduz até o corpo hídrico receptor. O emissário tem como característica principal o fato de receber esgoto apenas em sua extremidade de montante, ou seja, não há conexões de tubos ao longo de seu comprimento (não recebe contribuições em marcha). ✓ Quando o lançamento do esgoto é realizado no mar utiliza-se os chamados emissários submarinos. Em poucas palavras, os emissários submarinos afastam o esgoto da costa e o lança no mar em locais distantes e profundos onde haja a presença de correntes oceânicas. Com isso, aproveita-se do imenso volume de água em circulação, que atua como um depurador do esgoto lançado. A vantagem desta opção é que são dispensados vários processos de tratamento na ETE, já que se utilizará da capacidade de depuração das águas do mar. Por ser um processo que pode causar impacto na flora e fauna aquáticas, necessita de licenciamento ambiental; • Corpo hídrico receptor: curso d'água que irá receber o esgoto tratado. a) Exemplo de um tipo de emissário submarino (SABESP, 2013) b) esquema básico de um emissário submarino com difusor (CETESB, 2020) Figura 10: emissários submarinos Além disso, caso necessário o bombeamento do esgoto em algum trecho, deverão existir estações elevatórias de esgoto (EEE) que realizam o bombeamento do efluente sanitário. As EEEs normalmente são utilizadas em pontos baixos da bacia hidrográfica para permitir o bombeamento de esgoto para ultrapassar um obstáculo ou para enviar o esgoto para a ETE, quando esta se encontra em um ponto mais elevado do que a cota mais baixa da rede de esgoto. Neste caso, a utilização de uma EEE logo antes de uma ETE permite que, após o esgoto ser conduzido por gravidade para o ponto mais baixo do sistema, seja bombeado à ETE que se localiza em um ponto mais alto (Figura 11). Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 29 29 Figura 11: exemplo de EEE situada antes da ETE (Adaptado de TRENTON WATER WORKS, [20--]) Todavia, a EEE pode se localizar em qualquer ponto do sistema, desde que seja necessário o bombeamento do esgoto de um ponto mais baixo alto para um ponto mais alto, podendo, então, existir uma EEE em pontos específicos da rede coletora, dos interceptores ou dos emissários. Normalmente evita-se a utilização de EEEs no sistema de esgoto, pois estações elevatórias requerem energia elétrica para o funcionamento das bombas, o que pode aumentar substancialmente os custos de operação do sistema. Fique atento a questões que cobram a sequência dos componentes de um sistema de esgotamento sanitário, pois além das EEEs, outros elementos podem estar localizados em diferentes pontos da rede, como os emissários. Esses podem ser utilizados para ligar interceptores a uma ETE e para encaminhar o esgoto da ETE para um corpo hídrico. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 30 30 Figura 12: Componentes de um sistema de esgoto sanitário coletivo Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 31 31 As principais normas técnicas brasileiras relacionadas com o projeto de sistemas de esgoto sanitário são: • NBR 9648: Estudo de concepção de sistemas de esgotamento sanitário; • NBR 9649: Projeto de redes coletoras de esgoto; • NBR 12207: Projeto de interceptores de esgoto; • NBR 12208: Projeto de estações elevatórias de esgoto (EEE); • NBR 12209: Elaboração de projetos de estações de tratamento de esgoto (ETE); • NBR 9814: Execução de redes coletoras de esgoto sanitário. Figura 13: Visão geral de um sistema de esgotamento sanitário, com destaque para a estação de tratamento de esgoto. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 32 32 Corpo receptor Recebe o esgoto após o tratamento Estação de tratamento de esgoto (ETE) Reduz a concentração de poluentes do esgoto Estação de elevatória de esgoto (EEE) Faz o bombeamento do esgoto para pontos mais altos, quando necessário Emissário Recebe esgoto apenas na sua extremidade Interceptor Recebe o esgoto dos coletores Evita o lançamento do esgoto no curso d'água (intercepta o esgoto) Não recebe esgoto diretamente dos coletores prediais das edificações Rede coletora Coleta e transporta o esgoto das edificações Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 33 33 (ESAF/MTUR - Eng. Civil - 2014) O sistema de esgotamento sanitário, que consiste na coleta e no transporte das águas residuárias, desde a origem até o lançamento final, usualmente apresenta a seguinte configuração: a) rede coletora, coletor tronco, interceptor, estação elevatória,emissário, estação de tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. b) coletor tronco, rede coletora, emissário, interceptor, estação elevatória, estação de tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. c) estação elevatória, coletor tronco, emissário, rede coletora, interceptor, estação de tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. d) estação de tratamento de esgoto, emissário, rede coletora, coletor tronco, interceptor, estação elevatória, emissário e corpo hídrico. e) interceptor, estação de tratamento de esgoto, rede coletora, coletor tronco, estação elevatória, emissário e corpo hídrico. Comentários: A sequência de componentes de um sistema de esgoto pode apresentar variações, pois alguns elementos podem estar localizados em diferentes pontos da rede, como é o caso da estação elevatória de esgotos (EEE) e dos emissários. Uma dica para resolver está questão é ir eliminando as alternativas erradas. Veja que apenas a alternativa A começa pela rede coletora, que é o primeiro item de um sistema de esgoto. Sendo assim, considerando apenas o item inicial de cada alternativa, já é possível identificar que apenas a alternativa A é a resposta viável. Analisando essa questão, vemos que o sistema de esgotamento sanitário pode apresentar a seguinte sequência de elementos, da origem para o lançamento final: rede coletora, coletor tronco, interceptor, estação elevatória, emissário, estação de tratamento de esgoto, emissário e corpo hídrico. Observe que o item coletor tronco ainda não foi apresentado nesta aula, mas não se preocupe, pois ele será descrito na próxima seção. Veja que, no caso desta questão, a banca considerou a existência de uma estação elevatória (EEE) para bombeamento no início do emissário e que existe um emissário entre o interceptor e a ETE e entre a ETE e o corpo hídrico. Não há problemas nessa consideração, pois há uma variedade grande da sequência dos dispositivos de um sistema de esgotamento, visto a influência do relevo sobre os custos de instalação e operação do sistema de esgotos. Dessa forma, a alternativa A é a resposta. Gabarito: “A” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 34 34 3 - REDE COLETORA DE ESGOTO SANITÁRIO A rede coletora compreende o conjunto de tubulações que irão formar a malha de dutos, que tem por objetivo coletar os esgotos gerados nas edificações. 3.1 - Tipos de tubulações de redes coletoras A rede coletora é formada por tubulações que recebem denominações diferentes de acordo com sua função. • Coletor predial de esgoto: é a tubulação da instalação predial que conduz o esgoto da edificação até o coletor de esgoto da rede pública. ✓ O segmento do coletor predial que fica entre o limite do terreno e o coletor de esgoto é chamado de ligação predial; • Coletor de esgoto: é uma tubulação que recebe esgoto dos coletores prediais ao longo de sua extensão; • Coletor tronco: são tubulações que recebem esgoto apenas de outros coletores; ✓ Trata-se de uma tubulação de grande diâmetro e com vários ramais de coletores chegando a ele. Por isso, recebe o nome "tronco". • Coletor principal: trata-se do coletor de esgoto mais longo de uma bacia, ou seja, aquele que possui a maior extensão. Normalmente trata-se da tubulação de maior porte da rede coletora que irá receber esgotos de outros coletores e encaminhá-los a um interceptor. Em alguns livros e manuais, o coletor de esgoto é frequentemente denominado de coletor secundário e utilizam a terminologia coletores primários como sinônimo de coletores tronco. Apesar de a NBR 9649 não utilizar estas terminologias alternativas, é importante conhecê-las, pois elas podem aparecer em questões de concursos. Entretanto, algumas referências consideram o coletor primário de maneira mais geral, como um coletor que pode receber e transportar esgotos tanto de coletores secundários quanto de ligações prediais, neste caso ele não é sinônimo de coletor tronco, pois este recebe esgoto apenas de outros coletores. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 35 35 Tipos de Coletores Coletor de esgoto (coletor secundário) •Recebe coletores prediais Coletor tronco (coletor primário) •Recebe apenas outros coletores Coletor principal •Coleteor de maior extensão em uma bacia Coletor predial •Conecta edificação ao coletor da rede pública Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 36 36 (CS-UFG/Pref. Goianira - Analista Ambiental - 2019) O sistema de esgoto sanitário é separado em partes, as quais têm funções específicas. Uma delas diz respeito à tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgoto de outros coletores. Esta parte do sistema recebe o nome de a) coletor tronco. Coletor predial Coletor de esgoto • Chamado coletor secundário Coletor tronco • Chamado coletor primário Coletor principal • Coletor mais longo • Geralmente encaminha esgoto ao interceptor Coletor primário Coletor tronco ou Tubulação que recebe esgoto de Coletores secundários e Ligações prediais Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 37 37 b) coletor principal. c) coletor predial. d) coletor de esgoto. Comentários: A descrição apresentada acima apresenta as características de um coletor tronco. Dessa forma alternativa A é a resposta. A alternativa B está errada, pois o coletor principal é o coletor mais longo de uma bacia, estando normalmente conectado a um interceptor. Não há, portanto, relação com o requisito do enunciado de receber apenas contribuição de esgoto de outros coletores. A alternativa C está errada, já que o coletor predial apenas conduz o esgoto da edificação até o coletor público, não recebendo contribuição de outros coletores, como requer o conceito do enunciado. A alternativa D está errada, visto que o coletor de esgoto recebe contribuição dos coletores prediais, não correspondendo ao conceito de receber apenas contribuição de outros coletores. Gabarito: “A” (CESPE/ABIN - Eng. Civil - Questão de fixação) O esgotamento sanitário é a parte do saneamento básico que inclui as atividades, a infraestrutura e as instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente. A respeito dos sistemas, métodos e processos de esgotamento sanitário, julgue o item subsequente. Na rede de coleta convencional de esgotos sanitários, os coletores primários são tubulações que podem receber e transportar contribuições de esgoto de ligações prediais e de coletores secundários. Comentários: A afirmação está correta, tendo em vista que os coletores primários podem receber esgotos de ligações prediais, de coletores secundários. Gabarito: “Certo” (UFSM/UFSM - Engenheiro - 2018) Considerando as definições estabelecidas pela norma ABNT NBR 9649:1986, correlacione as estruturas do sistema de coleta de esgoto na primeira coluna com suas definições apresentadas na segunda coluna. (1) Coletor de esgoto (2) Coletor principal (3) Coletor tronco (4) Emissário (5) Trecho ( ) Tubulação que recebe esgoto exclusiva mente na extremidade de montante. ( ) Coletor de esgoto demaior extensão dentro de uma mesma bacia. ( ) Tubulação da rede coletora que recebe apenas contribuição de esgoto de coletores. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 38 38 ( ) Tubulação da rede coletora que recebe contribuição de esgoto dos coletores prediais em qualquer ponto ao longo de seu comprimento. A sequência correta é a) 4 - 3 - 5 - 2. b) 3 - 2 - 4 - 5. c) 2 - 4 - 1 - 5. d) 3 - 2 - 5 - 1 . e) 4 - 2 - 3 - 1. Comentários: Vamos analisar cada afirmativa: A primeira afirmativa, ao se referir a receber contribuição única em sua extremidade de montante, apresenta a definição de um emissário - 4. A segunda afirmativa descreve um coletor principal - 2, pois o coletor principal é aquele de maior comprimento de uma bacia. A terceira afirmativa apresenta a descrição de um coletor tronco - 3, visto que este está conectado somente a coletores de esgoto. A quarta afirmativa descreve um coletor de esgoto - 1, já que se faz referência a receber a contribuição do esgoto doméstico por meio dos coletores prediais. Sendo assim, a sequência correta é 4 - 2 - 3 - 1, o que corresponde a alternativa E. Gabarito: "E" (FGV/DPE-RJ - Eng. Civil - 2014) A NBR 9649 trata do procedimento a ser adotado no projeto de redes coletoras de esgoto sanitário. Diversos são os componentes do sistema de esgotamento sanitário. Segundo esse instrumento legal, a tubulação que recebe esgoto exclusivamente na extremidade de montante, isto é, não possui ligações transversais de outras tubulações ao longo do seu curso, é a) a ligação predial. b) o coletor de esgoto. c) o emissário. d) o coletor tronco. e) o coletor principal. Comentários: A descrição apresentada acima descreve as características de um emissário. Dessa forma alternativa C é a resposta. Gabarito: “C” Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 39 39 3.2 - Tipos de traçado de redes coletoras As redes coletoras são o sistema de tubulações da infraestrutura urbana responsável pela coleta de esgotos das edificações e encaminhamento até o interceptor. O traçado de redes coletoras depende principalmente de características do relevo da área em que ela será implantada. Existem basicamente três tipos de traçado de redes coletoras: • Traçado perpendicular: Traçado adotado em áreas urbanas atravessadas ou circundadas por cursos d'água. Neste caso os coletores tronco apresentam-se aproximadamente perpendiculares ao corpo hídrico receptor. Os coletores tronco levam o esgoto aos interceptores que ficam localizados às margens do curso d'água, acompanhando o traçado deste; Figura 14: Traçado perpendicular de rede coletora de esgoto. • Traçado leque ou espinha de peixe: Este traçado é empregado em áreas de relevo acidentado com os coletores tronco nos fundos de vale ou parte baixa da bacia, recebendo as contribuições dos coletores secundários. Tem-se a formação de uma rede coletora que se assemelha a uma espinha de peixe ou a um leque; Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 40 40 Figura 15: Traçado em leque ou espinha de peixe, adequado a terrenos acidentados. • Traçado radial ou distrital: Este tipo de traçado é recomendado para locais com topografia plana. Nesse caso a rede coletora é dividida em distritos ou setores que são porções da rede independentes. Em cada distrito é escolhido um ponto baixo do setor para onde o esgoto será encaminhado e onde haverá uma estação elevatória de esgoto (EEE), responsável por bombear o esgoto para um distrito vizinho, para um interceptor ou para uma ETE. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 41 41 Figura 16: Traçado radial ou distrital adequado para terrenos planos. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 42 42 (CESPE/SLU-DF- Eng. Civil - 2019) Com relação a tecnologias de tratamento de efluentes sanitários e de redes de esgotamento sanitário, julgue o item que se segue. O traçado da rede de esgotamento sanitário do tipo leque é indicado para cidades com terrenos acidentados, enquanto o traçado do tipo radial é indicado para cidades planas. Comentários: O tipo de traçado utilizado na rede de coleta de esgoto depende das características do relevo da área em que o sistema será implantado. O traçado do tipo leque ou espinha de peixe é indicado para áreas com relevo •Áreas atravessadas ou circundadas por cursos d'água •Coletores tronco perpendiculares ao interceptorTraçado Perpendicular •Relevo acidentado •Coletores tronco nos fundos de vale Traçado Leque ou Espinha de peixe •Topografia plana •Divisão do sistema em distritos ou setores •Necessidade de estação elevatória de esgoto (EEE) Traçado Radial ou Distrital Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 43 43 acidentado, enquanto que o traçado radial é recomendado para regiões com topografia plana. Sendo assim, a afirmativa está certa. Gabarito: “Certo” (FGV/TJ-AM - Eng. San. e Ambiental - Questão de fixação) O plano de escoamento em projetos de redes de esgoto sanitário é definido pela topografia, de modo que o fluxo seja orientado no sentido do ponto de maior para o de menor cota, fazendo com que o escoamento seja sempre gravitário. O tipo de traçado da rede de esgoto que normalmente é utilizado em localidades que apresentam baixas declividades é: a) traçado radial b) traçado perpendicular c) traçado em leque d) traçado bilateral e) traçado unilateral Comentários: O traçado recomendado para regiões com topografia plana, ou seja, aquelas com baixa declividade é o traçado radial ou distrital. Sendo assim, a afirmativa A está correta. O traçado perpendicular (alternativa B) é utilizado quando a área é cruzada ou circundada por um curso d'água. O traçado em leque (alternativa C) é recomendado para terrenos acidentados. Já as alternativas D e E apresentam as denominações bilateral e unilateral, respectivamente, que não correspondem a tipos de traçados de redes de esgoto. Gabarito: “A” (CESPE/Pref. Rio Branco - Eng. Sanitarista - Exercício de fixação) Uma rede coletora de esgotos sanitários, parte constituinte de um sistema de esgotamento sanitário, pode apresentar diferentes traçados em função da declividade do terreno e pertencer a diferentes tipos: perpendicular, em leque e radial ou distrital. A respeito dos tipos de rede coletora de esgotos sanitários, julgue o item que se segue. Para terrenos acidentados, deve-se utilizar o traçado perpendicular sem coletores-tronco. Comentários: O tipo de traçado utilizado na rede de coleta de esgoto depende das características do relevo da área em que o sistema será implantado. Para terrenos acidentados o traçado recomendado é o do tipo leque ou espinha de peixe, e não o perpendicular. Sendo assim, a afirmativa está errada. Gabarito: “Errado” (CESPE/Pref. Rio Branco- Eng. Sanitarista -Exercício de fixação) Uma rede coletora de esgotos sanitários, parte constituinte de um sistema de esgotamento sanitário, pode apresentar diferentes traçados em função da declividade do terreno e pertencer a diferentes tipos: perpendicular, em leque e Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 44 44 radial ou distrital. A respeito dos tipos de rede coletora de esgotos sanitários, julgue o item que se segue. Nas cidades planas, o tipo de traçado mais adequado é o denominado radial ou distrital. Comentários: O traçado radial ou distrital é recomendado para regiões com topografia plana, permitindo dividir a área urbana em vários setores que receberão cada um uma estação elevatória para levar o esgoto até um outro distrito, um interceptor ou uma ETE. Sendo assim, a afirmativa está certa. Gabarito: “Certo” (CESPE/Pref. Rio Branco- Eng. Sanitarista - Exercício de fixação) Uma rede coletora de esgotos sanitários, parte constituinte de um sistema de esgotamento sanitário, pode apresentar diferentes traçados em função da declividade do terreno e pertencer a diferentes tipos: perpendicular, em leque e radial ou distrital. A respeito dos tipos de rede coletora de esgotos sanitários, julgue o item que se segue. Em cidades atravessadas ou circundadas por cursos de água, o traçado da rede coletora deve ser do tipo perpendicular. Comentários: O traçado do tipo perpendicular é recomendado para áreas atravessadas ou circundadas por cursos d'água. Sendo assim, a afirmativa está certa. Gabarito: “Certo” 3.3 - Elementos acessórios em redes de esgoto Assim como em uma instalação predial existem várias singularidades e conexões, no caso de redes coletoras de esgoto são necessários alguns elementos ou órgãos acessórios que permitem conectar trechos de tubulações ou realizar inspeções e manutenções do sistema. Os principais elementos acessórios em redes de esgoto são: • Poço de visita (PV): estrutura que consiste em uma câmara que permite a entrada de pessoas (visitação) em seu interior para realizar manutenções; Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 45 45 Figura 17: Esquema de um poço de visita (PV). • Terminal de limpeza (TL): Elemento localizado no início da rede coletora (cabeceira) e que não é visitável, mas que permite a introdução de equipamentos para realizar a limpeza e desobstrução da rede; • Tubo de inspeção e limpeza (TIL): Elemento que não é visitável, mas que permite a inspeção visual e introdução de equipamentos para limpeza e desobstrução da rede coletora; Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 46 46 Figura 18: Esquemas de? (a) Terminal de limpeza; (b) tubo de inspeção e limpeza. • Caixa de passagem (CP): É um dispositivo subterrâneo que não pode ser acessado pela superfície, e consiste em uma caixa que conecta trechos de tubulação. ✓ Pode ser utilizada quando a tubulação apresenta alteração de material, diâmetro, declividade ou direção. Figura 19: Esquema com exemplo de uma caixa de passagem (CP) utilizada neste caso para realizar a deflexão (curva) em uma tubulação. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 47 47 • Tubo de queda: é um tubo que permite fazer a ligação direta entre uma tubulação localizada a montante de um PV e o fundo deste dispositivo. ✓ Empregamos quando temos tubulações se conectando em profundidades diferentes, o que frequentemente ocorre, devido à conexão de tubulações que possuem declividades diferentes da declividade do terreno. Como os tubos de ruas que se conectam em uma esquina não podem ter suas declividades alteradas para se conectarem em uma mesma profundidade, visto que uma baixa inclinação do tubo resulta em baixas velocidades no escoamento do esgoto, sua conexão em esquinas se dá muitas vezes com o auxílio de tubos de queda; Figura 20: Esquema de tubo de queda de um poço de visita. • Sifão invertido: Trecho de tubulação que é rebaixado para permitir atravessar obstáculos passando por baixo deles, tais como cursos d'água ou depressões no terreno. O sifão invertido funciona sob pressão, ou seja, como conduto forçado. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 48 48 Figura 21: Esquema de um sifão invertido. Um detalhe importante relacionado aos acessórios é a distância máxima de espaçamento entre eles ao longo da rede. A distância máxima entre PV, TIL ou TL consecutivos permitida deve estar em conformidade com o alcance dos equipamentos utilizados para realizar desentupimentos da rede. Esse detalhe é importante, pois se a distância entre essas singularidades for muito grande a ponto de o equipamento não conseguir alcançar toda a extensão de um trecho, ocorreriam dificuldades na realização de manutenções. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 49 49 Figura 22: exemplo de desobstrução de rede coletora de esgotos Outro aspecto relevante é que nos fundos de PV, TIL ou CP devem existir calhas cujo objetivo é direcionar os fluxos de esgoto que chegam rumo à tubulação de saída. A questão muitas vezes vai tentar te confundir dizendo que deve haver no fundo dessas singularidades material drenante, o que é proibido, pois o esgoto infiltraria na camada drenante, atingindo o solo e contaminando-o. Equipe Jonas Vale, Jonas Vale Lara, Leonardo Hotta Aula 18 (Somente em PDF) - Prof. Jonas Vale MPU (Analista - Engenharia Civil) Conhecimentos Específicos www.estrategiaconcursos.com.br 39471799600 - Naldira Luiza Vieria 50 50 A NBR 9649 cita ainda a passagem forçada, que corresponde a um segmento de tubulação da rede de esgoto que não se apresenta rebaixado, mas que funciona sob pressão (conduto forçado). Seria como uma tubulação levando água sob pressão, com a diferença de que, em vez da água, temos esgoto. Há um acessório denominado tanque fluxível, que consiste em uma câmara que acumula esgoto e lança automaticamente descargas periódicas com o volume armazenado na rede com o objetivo de limpar a tubulação removendo os sedimentos depositados. Esse dispositivo era muito utilizado em redes de esgoto antigas, mas atualmente caiu em desuso devido aos novos critérios de dimensionamento de redes de coleta baseados na tensão trativa (este conceito é apresentado na próxima seção), que buscam evitar o acúmulo de sedimentos. Em áreas planas este dispositivo pode ser uma alternativa técnica para evitar o acúmulo de sedimentos na tubulação. 3.3.1 - Funções do poço de visita Um dos temas de maior recorrência em questões de concursos relacionados a redes de esgotos refere-se às funções do poço de visita e as situações em que ele deve obrigatoriamente ser utilizado, ou seja, quando o poço de visita não pode ser substituído por outro dispositivo acessório. Em termos de funções do poço de visita, ele é uma singularidade que possui como característica principal