Prévia do material em texto
Esse arquivo e uma versao estatica. Para melhor experiencia. acesse esse conteudo pela mfdia interativa. Conceitos de Gestao Financeira Minhas Metas · lmportancia e principais func;:oes da gestao financeira; · Analise dos Riscos: contexto hist6rico e analise no ambiente externo da empresa; · Conceito de Orc;:amento; · Planejamento do Capital de Giro e Fluxo de Caixa; · Polftica de Credito e Gestao de Estoque. lnicie sua jornada Falar de Gestao Financeira em certo momenta penso: Como e viver em uma situac;:ao onde nao temos dinheiro? Mas tambem, coma e viver quando temos muito dinheiro (acredito que nesta situac;:ao sao poucas pessoas!). Sera que existe algum equilfbrio, onde poderfamos dizer que uma pessoa ou organizac;:ao ja possui o dinheiro suficiente? Vivemos em um mundo capitalista, onde o dinheiro e um dos instrumentos fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade (assim se espera). 0 que preciso aprender, seja pela educac;,:ao (cursos, capacitac;,:oes, f6runs, feiras, congressos e etc.), seja na experiencia de vida para que eu possa viver minha vida em sociedade e nas organizac;,:oes, utilizando melhor este recurso disponibilizado pelo mundo capitalista chamado de dinheiro. Como profissional de financas, coma usuario das informacoes de financas ou coma gestor financeiro, coma possocontribuir no processo de planejamento, controle, analise e decisao financeira? lnteressante que o mundo das financas possui um arsenal de teorias, metodologias, ferramentas e tecnicas que contribuem em muito para responder os questionamentos acima. lnteressante que voce junta comigo, atraves do conteudo deste livro, iremos experimentar um pouco da Gestao Financeira, seus conceitos principais, o ciclo do dinheiro em nossas vidas e nas organizacoes. Outro ponto importante e compreender porque precisamos na gestao financeira de um instrumento de gestao chamado Fluxo de Caixa e por este entender os ciclos de caixa operacional (contas a receber, contas a pagar e tesouraria) e de investimentos. Atraves da gestao do caixa voce ira observar que existem momentos que precisamos captar recursos e assim compreender os capitais oriundos dos s6cios ou de terceiros, de terceiros os bancos sao os principais representantes, com diversas operacoes financeiras que possibilitam a organizacao escolher coma atender as suas necessidades de caixa, seja para a operacao ou para investimentos. Quando nao estamos com necessidade de captar recursos e temos a opçao de investir recursos que "sobram" em nosso caixa, iremos observar que sao varias as opçoes de destinar os recursos, seja investir em produtos financeiros bancarios, seja em novas investimentos operacionais ou nao operacionais, distribuir dividendos, realizar reservas e comprar outras empresas. 0 risco na gestao financeira e uma variavel que estara sempre presente em nossas decisoes e uma forma de mitiga-lo e atraves de instrumentos complementares de gestao que iremos denominar coma polfticas, procedimentos e normas. A sfntese desta aprendizagem ira nos demonstrar o processo de planejar, analisar e controlar o ftuxo dos recursos financeiros e assim principalmente contribuir ao processo decis6rio de uma forma mais assertiva, garantindo a perenidade das organizacoes. Vamos em frente. Desenvolva seu potencial Gestao Financeira: lnstrumentos de Planejamento e Controle Financeiro Voce sabia que a maioria das empresas apresentam problemas de caixa em algum ou alguns momentos de sua hist6ria. mas poucas possuem suas informac;oes financeiras estruturadas para um planejamento financeiro e evitar estes momentos? Como podemos formar um profissional para assumir este desafio e manter as organizac;oes com um fluxo financeiro condizente com sua operac;ao? lmagino que voce ja esta pensando em encontrar algumas soluc;oes. Aos profissionais da area de financ;:as um grande desafio, de grande responsabilidade, e destinado na essencia de seu papel nas organizac;:oes. este desafio e manter a empresa com liquidez financeira suficiente ou mfnima para manter a organizac;:ao perene e garantir seu crescimento. sejam de organizac;:oes com fins lucrativos ou nao. privadas ou publicas. Para superar este desafio, no conteudo deste livro. com a ajuda de diversos autores referenciados aos textos (presentes na bibliografia deste). iremos compreender este mundo da gestao financeira e as oportunidades de carreira no mundo financeiro. Como saber qual o melhor momenta para tomar uma decisao analisando os prazos medias? Uma organizac;,:ao em seu processo de gestao financeira analisa principalmente a variavel tempo. pois iremos observar durante o modulo que a questao temporal ira definir a maioria das decisoes na area financeira. Os prazos medias sao os tempos que dedicamos as nossas decisoes para o momenta que pagamos aos nossos fornecedores. para o tempo que concedemos aos nossos clientes para vendas a prazo. o tempo que deixamos nossos produtos para dos em estoque. entre outros. Vamos juntas compreender estes prazos. Voce ja se imaginou como um gestor financeiro de uma organizac;,:ao? Imagine que neste momenta voce precisa tomar uma decisao. pois temos uma situac;,:ao financeira que exige alguns cuidados. Nesta organizac;,:ao voce possui em caixa disponfvel (disponibilidades. dinheiro) um montante de R$ 12.000.00 e possui obrigac;,:oes financeiras para pagamento. sendo salarios R$ 5.000.00. aluguel de computadores R$ 5.000.00 e impastos R$ 4.000.00 que totalizam R$ 14.000.00 (5.000.00+5.000.00+4.000.00=14.000.00). Observe que nao temos recursos disponfveis para quitar todas as obrigac;,:oes. 10.000.00 de disponibilidades. menos 14.000.00 de obrigac;,:oes. saldo final: falta de 4.000.00. Qual decisao voce tomaria? Deixaria de pagar as obrigac;,:oes? Como conseguir todo o dinheiro necessario para pagar a quantidade total de dfvidas? Onde posso conseguir o dinheiro faltante? Voce faria um emprestimo em um banco? Ou tentaria parcelar alguma das dfvidas? 0 que fazer? Tomar uma decisao nao e um passo simples. principalmente quando estamos conversando sobre a gestao financeira. Emprestar dinheiro ou parcelar as dfvidas. qual a melhor decisao. imagino que voce esta pensando em uma das alternativas.Este desafio acontece todos os dias nas organizac;,:oes. captar recursos para sua operac;,:ao e investimentos. negociar prazos. taxas de juros. como investir. que ferramentas usar para controlar e etc. 0 contexto a princfpio simples torna-se complicado (complexo) quando nao utilizamos metodologias e tecnicas de analise apropriadas na gestao financeira.No caso proposto temos no mfnimo seis questionamentos que merecem a sua resposta. mas o contexto acima nao possui todas as informac;,:oes necessarias para termos a melhor decisao. Quais as competencias (conteudo e habilidade) entao sao necessarios para conseguir resolver este estudo de caso? · Ponto 1: a compreensao do contexto. ou seja. o diagn6stico do cenario; · Ponto 2: capacidade para compreender as informac;,:oes necessarias para a analise; · Ponto 3: conhecimento de linhas de financiamento. seus prazos. garantias e custos. Descric;:ao da imagem : Gestao Financeira As financ;:as das empresas. em seus prim6rdios consideradas coma parte das Ciencias Econ6micas. vem descrevendo ao longo do tempo um processo consistente de evoluc;:ao conceitual e de tecnicas (ASSAF. 2009). lnteressante perceber que as financ;:as no infcio do seculo vinte comec;:am a ter um destaque independente das ciencias econ6micas. pois neste momenta da hist6ria a administrac;:ao cientffica forma corpo com os estudos de Frederick Winslow Taylor criando o modelo conhecido coma Taylorismo. aplicado nas organizac;:oes industriais da epoca. Taylor foi o primeiro administrador a utilizar metodos cientfficos no processo de gestao. ele preocupou-se com a produtividade. coma realizar as tarefas com menor tempo e utilizou-se de instrumentos coma graficos. tabelas. relat6rios auxiliando os gestores no processo decis6rio. Paraa ser emprestado para os seguintes dados: I = 20% a.m. (ao mes) Juras = RS 1.000,00 Valor Presente (valor emprestado) =? Considerando que apos 30 dias (1 mes), qual deve ser o valor que foi emprestado (VP)? Formula: i = J / VP Calcular e encontrar o VP. 1) Uma organizagao precisa de sua ajuda, ela realizou um emprestimo para realizar o pagamento 30 dias (1 mes) apos o emprestimo. Esta organizagao emprestou RS 4000,00 e ira pagar apos um ano RS 600,00 de juros, calcule a taxa de juros: Dados: i =? valor emprestado (VP) = RS 4.000,00 valor dos juros (J) = RS 600,00 Formula: i = J / VP Calcular e encontrar a taxa de juros. i = J / VP i = 600 / 4000 i = 0,15 transformar numero decimal em percentual/porcentagem: i = 0,15 X 100 = 15 = 15% 100 100 i = 15% ao ano. 2) A mesma organizagao, agora precisa encontrar o valor a ser emprestado para os seguintes dados: I = 20% a.m. (ao mes) Juras= RS 1.000,00 Valor Presente (valor emprestado) =? Considerando que apos 30 dias (1 mes). qual deve ser o valor que foi emprestado (VP)? Formula e Resolugao: i = J / VP 0,2 = 1.000 / VP VP = 1.000 / 0,2 VP = R$ 5.000,00 Referencias ASSAF NETO, Alexandre; LIMA. G. G. Curso de Administrac;:ao Financeira. Atlas, 2009. ASSAF NETO, Alexandre. Financ;:as corporativas e valor. Sao Paulo: Atlas, 2003. ASSAF NETO, Alexandre - Mercado financeiro / Alexandre Assaf Neto. - 10. ed. - Sao Paulo : Atlas, 2011. BERTOLO, L. Apostila Valor do Dinheiro no Tempo. CHEROBIM, A.; LEMES. A.B. RIGO. C.M. Administrac;,:ao Financeira: princfpios fundamentais e praticas brasileiras - 3• Ed. Editora Campus: Sao Paulo, 2010. DOLPHIN, R. R. (2004). The strategic role of investor relations. Corporate Communications: An International Journal, 9(1), 25-42. FORTUNA, E.. Mercado financeiro. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora Ltda,2002. FORTUNA, E. - Mercado Financeiro: Produtos e Servic;:os / Eduardo Fortuna. - 17" ed. rev. e atual. - Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010. 864 p. JOSE, T; MARCOS, S; SARA, G. Sistema Financeiro Nacional. Universidade Federal do Cariri. 2017. LANZANA, A. P. Relac;:ao entre Disclosure e Governanc;:a Corporativa das Empresas Brasileiras. Dissertac;:ao (Mestrado em Administrac;:ao) - Programa de P6s-graduac;:ao em Administrac;:ao, Faculdade de Economia, Administrac;:ao e Contabilidade, Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, 2004. Disponfvel em: . Acesso em: 11 jul. 2021. LEMES JUNIOR, A. B., CHEROBIM, A. P, RIGO, C. M.. Administrac;,:ao financeira: princfpios, fundamentos e praticas brasileiras. Rio de Janeiro: Campus, 2002. MARSTON, C. (1996). The organization of the investor relations function by large UK quoted companies. Omega, 24(4). Referencias On-line PORTAL. da educai;:ao. Analise de lnvestimentos. Disponfvel em: https://www.portaleduc acao.com.br/conteudo/artigos/contabilidade/avaliacao-de-investimentos/44792. Acesso em 01/11/2019. Decisoes de Financiamento da Empresa Minhas Metas · estrutura de capital das empresas. · os principais fatores de estrutura capital. custo de capital de risco. risco financeiro de neg6cio. custo media ponderado de capital (CMPC ou WACC). · regras e fiscalizai;:ao da Comissao de Valores Mobiliarios (CVM). · principais fontes de financiamentos de mercado de credito e apresentar os tftulos coma valores mobiliarios. lnicie sua jornada Neste estudo. vamos conhecer a estrutura de capital das empresas. os principais fatores de estrutura capital. custo de capital de risco. risco financeiro de neg6cio. custo media ponderado de capital (CMPC ou WACC). Apresentar as principais fontes de financiamentos de mercado de credito e apresentar os tftulos coma valores mobiliarios. Apresentar as regras e fiscaliza9ao da Comissao de Valores Mobiliarios (CVM). Mostrar os aspectos que influenciam a distribui9ao de dividendos das empresas, o valor da empresa, dividendos em a96es. Mostrar a estrutura de capital das empresas, principais fatores de estrutura capital, custo de capital de risco, risco financeiro de neg6cio, custo media ponderado de capital (CMPC ou WACC). Apresentar as principais fontes de financiamentos de mercado de credito e apresentar os tftulos coma valores mobiliarios. Apresentar as regras e fiscalizac;:ao da Comissao de Valores Mobiliarios (CVM). Mostrar os aspectos que inftuenciam a distribuic;:ao de dividendos das empresas, o valor da empresa, dividendos em ac;:oes. Desenvolva seu potencial Eu participei e participo de diversas analises de investimentos, tanto para ampliac;:ao das areas operacionais de organizac;:oes, coma a aquisic;:ao de novas bens, participac;:ao em sociedades ou investimento no mercado financeiro. Participar destes processos e uma grande satisfac;:ao para mim, mas tenho que compartilhar com voces que sempre me sinto desafiado em encontrar as melhores soluc;:oes que o mercado pode proporcionar de financiamento. Sendo assim, nesta unidade temos um grande desafio, coma podemos saber sea fonte de financiamento que estamos escolhendo ea melhor para a organizac;:ao ou para o investidor? Como encontrar as melhores taxas de retorno dos investimentos realizados? Descric;,;ao da imagem: Economia Tive a oportunidade em algum momenta de defender alguns projetos para a construc;,;ao e implantac;,;ao de Shopping Centers no Sul do Brasil. A construc;,;ao civil necessita de capital de forma intensiva, au seja, as projetos necessitam de volumes expressivos de capital e na maioria das vezes este capital e investido antes da operac;,;ao do neg6cio. O dinheiro vem na frente e depois que se inaugura o shopping teremos o retorno do investimento pelos alugueis recebidos e outras participac;,;oes no empreendimento. Neste tipo de neg6cio nem sempre as s6cios conseguem ter todos as recursos necessarios para a construc;,;ao, necessitando assim de recursos de terceiros para o financiamento da obra. Como as montantes de recursos necessarios sao expressivos, as projetos de viabilidade econ6mica precisam ter uma "qualidade" de apresentac;,;ao e confianc;,;a. Alem de uma boa apresentac;,;ao, que outros itens voce acredita que podem contribuir em muito para o convencimento de terceiros para emprestarem as recursos necessarios ao projeto? Facil esta analise? Como podemos conseguir entao as recursos? Em projetos de investimentos onde estamos envolvendo recursos de terceiros alguns pontos podem contribuir em muito com o sucesso: a. Pesquisas de Mercado: lmportante e quando possfvel as projetos de viabilidade econ6mica estarem embasados em pesquisas de mercado, assim coma em pesquisas internas dos processos produtivos. As pesquisas independentes com empresas especializadas no segmento do estudo contribuem muito na confianc;:a do projeto. As pesquisas nao se aplicam somente no exemplo do shopping, todo projeto pode ter este embasamento. Qual sua opiniao? b. Qualidade da Apresentac;:ao: Uma apresentac;:ao bem fundamentada, com infcio-meio-fim, com imagens e tabelas legfveis, com objetivos bem definidos e conclusoes contribui em muito, qual sua opiniao? c. Metricas de Avaliac;:ao: As metricas, ou seja, os calculos e formulas utilizadas precisam ter um capftulo especial na apresentac;:ao, para que todos compreendam as abordagens utilizadas e os resultados possfveis do neg6cio. d. Garantias: geralmente as operac;:oes que envolvem capitais de terceiros a garantias serao solicitadas, desta forma na apresentac;:ao este item precisa ser identificado, demonstrando o tipo de garantia e sua qualidade. e. Objetividade: conforme o item b, a qualidade de uma apresentac;:ao passa pela objetividade, pois as pessoas detentoras de capital geralmente nao possuem tempo infinito para assistirem apresentac;:oes de projetos de investimentos, seja objetivo. f. Plano B: Caso o projeto possa ter o piano B, C e etc em caso da viabilidade inicial nao for possfvel seu atingimento, estar na apresentac;:ao outros cenarios podem tranquilizar os investidores (capital de terceiros). g. Quais outros itens voce considera importante para a obtenc;:aode capital de terceiros? Descric;:ao da imagem: Financiamento Na gestao financeira ouve-se e fala-se muito sabre uma sigla, o ROI, Retorno Sabre o lnvestimento. Uma palavra do ambiente empresarial e de gestao de investimentos. Em uma conversa sabre investimentos em algum momenta alguem ira realizar uma pergunta, qual o ROI deste projeto? Como vimos na unidade 2, acreditamos que sempre a empresa esta na busca da gera9ao de valor para seu acionista. Dutro tema que quando emergimos na analise do ROI e compreender o Custa do Capital a ser captado, as vantagens e desvantagens de usarmos ou Capital Pr6prio ou Capital de Terceiros. Assim eu estou preocupado, coma posso fazer isto? Calma, temos maneiras de avaliar os investimentos. Uma ferramenta pratica para este processo e o Fluxo de Caixa. pois com o ftuxo de caixa e na sua linha do tempo conseguimos observar os momentos de sa1das de capital e os de entrada de capital. Outro ponto da avalia9ao e seu Custa de Capital. ou seja, iremos nos financiar com capital pr6prio ou capital de terceiros, qual o mais "barato"? Ou vou usar um pouco de cada, um pouco de capital pr6prio e um pouco de capital de terceiros, coma fica a taxa media de custos de capital neste cenario? Esta analise torna-se importante para nao impactarem no ROI, pois podemos comprometer os desejos dos acionistas em seus retornos e assim significar um aumento desnecessario de custos ou perdas de atratividade da empresa. Sendo assim, precisamos encontrar o equilfbrio de capitais na estrutura da organiza9ao que possa dar o melhor retorno. Uma organiza9ao em seu caminhar, com seus processos operacionais e decis6rios consegue crescer com os seus lucros gerados, ou seja, os lucros permitem a organiza9ao reinvestir em seus processos operacionais e assim crescer muito mais, ou seja, com mais investimentos posso expandir minhas opera96es e crescer mais rapido. Mas pode ser que o lucro que gero em minhas opera96es nao seja suficiente para subsidiar os novos investimentos que a organiza9ao precisa realizar. Uma forma de resolvermos esta situa9ao e termos capital adicional alem do lucro, este capital pode "alavancar" e acelerar o processo de crescimento da organiza9ao. 0 termo alavancar financeiramente e compreendido quando utilizamos recursos de terceiros como uma oportunidade externa de multiplicar os resultados e oportunidades da organiza9ao. 0 termo alavancar que de um "pequeno" esfore procurando soluQ6es que garantam o posicionamento e crescimento. Imagine agora. estamos em um cenario onde iremos buscar o capital necessario para o nosso projeto, desta forma temos que ponderar: · Temos um projeto e precisamos encontrar o custo do capital (k). a letra k de agora em diante simboliza o custo do capital; · Acreditamos que o nova projeto ira gerar fluxos de caixa incrementais; Como conversamos no infcio desta unidade. teremos a certeza de que este projeto pode ou nao ser implementado. Sera que o projeto e viavel e os fluxos de caixa gerados serao suficientes para recompensar os custos de capitais captados? Seo projeto e viavel. entao significa que a empresa esta gerando valor para o acionista e tem um ROI maior que o custo de capital. Agora podemos observar que podemos usar uma formula para o calculo do custo do capital, segue: K= Onde: · K = custo de capital · J = juros · d = dividendos · cp = capital pr6prio · ct = capital de terceiros Conforme os textos anteriores, temos dais tipos de capitais (pr6prios e terceiros). vamos agora analisar a formula de forma separada. iniciando a abordagem pelo Custa do Capital Pr6prio (Kp), segue: Custo de capital proprio (Kp): kp = x 100d cp Sendo: Kp = custo de capital pr6prio d = dividendos cp = capital pr6prio Custo de capital de terceiros (Kt): JX(l-Jr) Kt Ct X100 Em que: Kt= custo de capital de terceiros J = juros C = capital de terceiros Uma duvida corrente sabre o custo de capital equal e o capital mais caro? Quando esta pergunta e realizada, a maioria responde que o capital de terceiros e mais caro, mas na verdade o custo do capital pr6prio e o mais caro, pois o capital de terceiros nao corre tantos riscos coma os acionistas e nas operac;:oes de capital de terceiros geralmente existem garantias dadas. 0 Acionista e quern de fato corre mais risco e merece ter os melhores retornos. Ok, agora precisamos conversar sabre o custo media ponderado dos capitais que a organizac;:ao pode obter. Como investidor eu preciso saber quais serao os custos de capitais, o meu e o do terceiro, sendo assim precisamos de uma forma de realizar esta analise e calculo. Este termo muito utilizado no mundo financeiro se chama Custa Media Ponderado do Capital. na sigla em portugues CMPC ou no ingles WACC (Weighted Average Capital Cost). Copeland et al (2000) define o custo media ponderado do capital ea taxa utilizada para descontar o valor do dinheiro no tempo, trazendo o ftuxo de caixa futuro para seu valor presente, para todos os investidores. Quando falamos de CMPC, dais pontos importantes: 1. Ativos: fundos aplicados na empresa 2. Passivo: origens dos recursos Os termos acima tambem sao os mesmos utilizados nas analises contabil. Na visao da contabilidade e pela sua classificac;:ao no grupo do Passivo conseguimos obter os dados de quanta a empresa depende de capital de terceiros e pr6prio. Vamos para um caso pratico: O custo de capital de uma empresa esta em 15% ao ano para o capital de terceiro captado, e de 20% para o capital pr6prio ao ano. A empresa hoje tern a dependencia de 60% do capital total captado de recursos de terceiros e de 40% do recurso total captado com capital pr6prio. Desta forma encontrar o CMPC da empresa. Dados: CT = 60% do total captado CP = 40% do total captado onde: CT = Capital de Terceiros CP = Capital Pr6prio CCT = 15% ao ano CCP = 20% ao ano onde: CCT = custo do capital de terceiro CCP = custo do capital pr6prio Formula: CMPC= (CCT em% X CT em percentual) + (CCP em percentual X CP em percentual) CMPC= (15% X 60%) + ( 20% X 40%) CMPC= (9% + 8%) CMPC= 17% ao ano onde: CMPC= Custa media ponderado dos capitais (CT e CP) Issa significa que o retorno minimo que a empresa deve dar para ser atrativa aos investidores e de 17%. O case acima ilustra a importancia dos calculos para embasar os processos decis6rios. Na area de financ;:as o erro e alga nao desejavel, par isso a utilizac;:ao de tecnicas para evitar investimentos que nao tragam os retornos desejados. Imagine que iremos comprar uma casa, primeiro iremos observar se temos ou nao os recursos para adquirir esta casa, caso as alternativas de compra de uma casa sejam diversas, temos que estimar os valores das casas que iremos visitar imaginar (planejar) se iremos pagar a vista, se iremos financiar, qual parte sera financiadas, em quantas parcelas podemos financiar, qual a capacidade de pagamento de cada parcela e etc. Sao diversos pontos que precisam ser analisados antes da visita as casas. Quando estamos em uma organizac;:ao ou quando estamos imaginando investir em um neg6cio muitas das duvidas estao presentes coma no exemplo anterior, quanta irei canalizar recursos para a operac;:ao do neg6cio (clientes, estoque, caixa, maquinas, equipamentos e etc). Nos paragrafos anteriores observamos as vantagens e desvantagens dos capitais pr6prios e terceiros para contribuir nesta reflexao. Como vimos. existem vantagens e desvantagens na escolha do capital a ser utilizado. Separamos alguns questionamentos, baseados nos t6picos citados no item anterior, que podem dar um auxflio para reflexao. Mas agora vamos ler os pontos citados anteriormente com outra abordagem para o capital de terceiros: · O controle da empresa e todo seu: o quanta e de fato importante para empresa ter ou nao o controle acionario somente de capital pr6prio? · Previsibilidade: comae o seu planejamento, o quanta voce precisa depender de capital de terceiros para ter o "controle" dos pagamentos mensais? Um ponto que interfere e muito na decisao dos capitais e o quanta quero crescer e em quanta tempo, pois a velocidade do crescimento passa pela analise de estrutura de capital. Uma outra abordagem e que se o Risco do Neg6cio e alto e importante nao ter uma alavancagem financeira com capital de terceiros muito elevada. Nao existe receita de bolo, ambas opc;,:oes funcionam, com capital pr6prio ou de terceiros. Mas coma financiar os capitais, conforme o SEBRAE (Online). conhecer as origens e possibilidades de financiamento sao um ponto de sucesso no empreendimento, pois ao conhecer as possibilidades, o empreendedor pode realizar a escolha adequada ao seu neg6cio no momenta empresarial que ele se encontra. Os bancos sao uma boa opc;,:ao, mas nao a (mica. https:// sebra e.com.br / sites/Porta ISebrae/ ufs/pr/arti gas/viabiIidade-fi nanceira.4e8ccd18a819d61OVgnVCM1OOOOO4cOO21OaRCRD Em muitos casos, a melhor indicai;:ao e o uso de capital proprio. No entanto, o empresario pode nao ter esses recursos disponfveis. Confira a seguir dicas e informai;:oes sabre cotas de participai;:ao acionaria, fontes alternativas e linhas de credito conforme texto e dicas do SEBRAE (Online): · Uma opi;:ao e o empreendedor ter um socio investidor, onde voce continua na gestao, mas o retorno do investimento e compartilhado com o socio investidor. · Existem investidores anjos, que ajudam nas fases iniciais da empresa com recursos. · Existem tambem lugares que permitem que sua empresa fique incubada em um local, com custos reduzidos. · Existem empresas que realizam emprestimos a custos subsidiados, contribuindo para os custos financeiros iniciais menores da empresa. · O BNDES, banco nacional de desenvolvimento economico e social. tambem possui linhas de financiamentos para empresas, com linhas e programas subsidiados. · As Fintechs tambem sao opi;:oes contemporaneas de captai;:ao de recursos. · Se a empresa enfrenta problemas quanta ao fluxo de caixa, as linhas de credito adequadas sao as de capital de giro. Entre outras opi;:oes, tambem e possfvel utilizar antecipai;:ao dos recebfveis e conta garantida que a maioria dos bancos ofertam. Figura 1: Fases para o Financiamento. / Fonte: 0 Autor. Descrir;:ao de imagem: a Figura 1, fases para o financiamento, ilustram 6 passos necessarios para uma possfvel capta9ao de recursos. https://bibliotecas.sebrae.com.br/ chronus/ ARQUIVOS_CHRONUS/bds/ bds.nsf/c30a4bc89ae4a6ce6c8a9df7a2f0a6e5/$File/5868.pdfNao deixe de ouvir o Podcast sabre Projetos de lnvestimentos. Uma parte relevante e na grande maioria das situac;:oes e uma etapa primaria antes da abertura de uma organizac;:ao, par isso ouc;:a o Podcast com algumas dicas sabre Projetos de lnvestimentos. Link: https://vimeo.com/567109922/599f5944a8 Conforme Fuji (2006) os tftulos e valores mobiliarios podem ser divididos em dais grandes grupos: os tftulos de dfvida e os patrimoniais (ac;:oes). Os tftulos de dfvida, coma o pr6prio name diz, representam dfvidas das empresas (ou governos) com os detentores dos tftulos (investidores). ou seja, sao os recursos obtidos atraves de capitais de terceiros. Ja as ac;:oes representam uma participac;:ao dos investidores no patrimonio da empresa. Assim, recursos obtidos com emissao de ac;:oes sao considerados capital pr6prio. Segundo Brigham et al (2001. p. 286), "Um tftulo de dfvida e um contrato de longo prazo pelo quaI aquele que toma emprestimos concorda em fazer pagamentos de juros e principal em datas especfficas aos detentores dos tftulos (os investidores)." Ross et al (2000, p. 158) definem os tftulos de dfvida coma sendo obrigac;:oes que uma empresa (ou governo) faz para tomar dinheiro emprestado a longo prazo junta ao publico. Fuji (2006) pelas definic;:oes apresentadas. pode-se concluir que existem, basicamente, dais participantes no mercado de tftulos de dfvida: a. os emissores dos tftulos de dfvida (empresas ou governos) b. os detentores dos tftulos (investidores), que podem ser institucionais, coma, par exemplo, os fundos de pensao, fundos de investimento, companhias de seguro, instituic;:oes financeiras, ou pessoas jurfdicas e ffsicas. Continuando Fuji (2006) alem disso. verifica-se que o emissor tern a obriga9ao de pagar o principal e os juros aos investidores, em datas especfficas. Os tftulos de dfvida sao instrumentos de renda fixa. ou seja. na data do investimento sao definidos o principal e os juros que serao pagos aos investidores. Os autores citados definem que os tftulos de dfvida sao obriga96es de longo prazo. A afirma9ao deve ser considerada dentro contexto nos quais os autores estao inseridos. No Brasil, a emissao de tftulos de dfvida geralmente sao com vencimentos menores do que 10 anos. Nos Estados Unidos existem tftulos da dfvida americana que vencem por exemplo 30 anos ap6s. A polftica de dividendos de uma empresa esta relacionada a decisao dos proprietarios sobre a distribui9ao ou nao dos lucros da organiza9ao. caso os lucros nao sejam distribufdos o capital pode ser reinvestido. Conforme a decisao da organiza9ao ela ira determinar o crescimento e continuidade da empresa em determinado contexto. Gordon (1959) definiu os dividendos como a forma de pagamento fragmentada que os investidores esperam receber. e apontou como causa mais provavel para a distribui9ao de dividendos o lucro. A polftica de dividendos de uma organiza9ao tern impacto relevante nos processos decis6rios que envolvem as finan9as da corpora9ao. pois dependendo das decisoes tomadas influencia nas propor96es e capta96es de recursos futuros sem capital pr6prio ou de terceiros. Assim o modelo de financiamento ou de investimento da empresa precisa ser repensado. lmportante lembrar que quando a empresa realiza a distribui9ao de dividendos ela diminui a quantidade de recursos na organiza9ao (liquidez) que afeta o planejamento financeiro. A distribui9ao de dividendos esta prevista na legisla9ao. no artigo 187 da Lei n° 6404/1976. Para a Receita Federal, o resultado final apurado, sendo positivo, e classificado como lucro contabil e pode ser distribufdo aos s6cios. A distribui9ao de lucros aos s6cios e isenta de impasto de renda (na fonte e na declara9ao dos beneficiarios). contanto que sejam observadas as regras previstas perante a norma contabil e a legisla9ao societaria. Acesse a lei 6404/1976 e conhe9a as evidencias da distribui9ao de dividendos: Link: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6404consol.htm No Brasil. a Lei das S/ As regulamenta as empresas com capital aberto que devem distribuir de forma obrigat6ria parte de seus lucros de acordo com o estatuto da organizai;:ao. Novos Desafios Nesta unidade observamos principalmente a Captagao de Recursos Financeiros no mercado financeiro e seus custos correspondentes de captagao. Mas um ponto de destaque foi o processo decis6rio, pois neste contexto as decisoes sao tomadas a todos os momentos e para que estas decisoes sejam as melhores para o contexto organizacional do momenta, tecnicas precisam ser utilizadas para esta assertividade. A forma de realizarmos os calculos para encontrar os custos e retornos mfnimos desejados tambem sao importantes. Vamos a algumas dicas importantes para o seu sucesso profissional: a. Quando possfvel, aprimore-se na matematica financeira, hoje existem diversos APP e softwares gratuitos na internet; b. Outro ponto vinculado a matematica financeira, para aqueles que desejarem se especializar na area e compreender melhor o "Calculo Financeiro"; c. A estatfstica esta cada vez mais presente na gestao financeira, atraves, par exemplo, dos Big Data e etc. 1) 0 custo de capital de uma empresa esta em 25% ao ano para o capital de terceiro captado, e de 30% para o capital pr6prio ao ano. A empresa hoje tern a dependencia de 50% do capital total captado de recursos de terceiros e de 50% do recurso total captado com capital pr6prio. Desta forma, precisamos encontrar o CMPC da empresa. Dados: CT= 50% do total captado CP = 50% do total captado onde: CT = Capital de Terceiros CP = Capital Pr6prio CCT = 25% ao ano CCP = 30% ao ano onde: CCT = custo do capital de terceiro CCP = custo do capital pr6prio Formula: CMPC= (CCT em% X CT em percentual) + (CCP em percentual X CP em percentual) onde: CMPC= Custa media ponderado dos capitais (CT e CP) Vamos la? Calcule e Encontre o CMPC. 1) 0 custo de capital de uma empresa esta em 25% ao ano para o capital de terceiro captado, e de 30% para o capital pr6prio ao ano. A empresa hoje tern a dependencia de 50% do capital total captado de recursos de terceiros e de 50% do recurso total captado com capital pr6prio. Desta forma encontrar o CMPC da empresa. Dados: CT = 50% do total captado CP = 50% do total captado onde: CT = Capital de Terceiros CP = Capital Pr6prio CCT = 25% ao ano CCP = 30% ao ano onde: CCT = custo do capital de terceiro CCP = custo do capital pr6prio Formula: CMPC= (CCT em% X CT em percentual) + (CCP em percentual X CP em percentual) CMPC= (25% X 50%) + ( 30% X 50%) CMPC= (12.5% + 15%) CMPC= 27.5% ao ano onde: CMPC = Custa media ponderado dos capitais (CT e CP) Issa significa que o retorno minimo que a empresa deve dar para ser atrativa aos investidores e de 27,5%. Referencias BRIGHAM. Eugene F. et al. Administrai;:ao financeira: Teoria e Pratica. 1. ed. Sao Paulo: Atlas. 2001. COPELAND. T.; KOLLER. T.; MURRIN. J. (2000). Avaliai;:ao de empresas. Trad. Maria Claudia S. R. Ratto. 2. ed . Sao Paulo: Makron Books. FUJI, Alceu. Tftulos e valores mobiliarios: um estudo da contabilizai;:ao a valor de mercado pelas instituii;:oes financeiras no Brasil. Sao Paulo. 2006. Gordon. J. (1959). Dividends. earnings and stock price. Review of Economics and Statistics. 41(2). 99-105. ROSS, S. A. et al. Fundamentos de administrac;:ao financeira. 9. ed. Porto Alegre, 2013 Editorial UNIVERSIDADE CESUMAR Avenida Guedner, 1610 Maringa, Pr - Cep: 87050-390 Telefone: (44) 3027 6360 ::Jornada Academica de Educa ao Continuada Equipe Multidisciplinar da P6s-Graduac;:ao EAD: Victor Vinicius Biazon Liana Gomes Netto ::Jose Tiago de Moraes Ediele de Sousa Menezes Bonilha Fernanda Sutkus de Oliveira Mello Alana Beatriz Lemos Ribeiro Longhi Sergio Henrique Ribeiro Cuba Breno Kelvyn Sousa de Fran a Alexandre Bento dos Reis Sobrinho C397 CENTRO UNIVERSITARIO DE MARINGA. Nucleo de Educac;:ao a Distancia; SILVA. Moacir Gomes da. Conceito de Gestao Financeira. Moacir Gomesda Silva. Maringa-Pr.: UniCesumar. 2021. "P6s-graduac;:ao Universo - Ea□". 1. Conceito. 2. Gestao. 3. Financeira. 4. Ea□.I. Tftulo. COD - 22 ed. 372 CIP - NBR 12899 - AACR/2 ISBN: 978-65-5615-828-0 Pro Reitoria de Ensino EAD Unicesumar Head de p6s-graduac;:ao Victor V. Biazon Diretoria de Design Educacional Equipe Recursos Educacionais Digitais Fotos: Shutterstock NEAD - Nucleo de Educac;:ao a Distancia Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimac;:ao - Cep 87050-900 Maringa - Parana I unicesumar.edu.br I 0800 600 6360 Videos Estudo de caso image77.png image78.png image79.png image80.png image81.png image82.png image83.png image84.png image85.png image86.png image87.png image3.png image88.png image89.png image90.png image91.png image92.png image93.png image94.png image95.png image96.png image4.png image97.png image98.png image99.png image5.png image100.png image101.png image102.png image103.png image104.png image105.png image106.png image107.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png image58.png image1.png image59.png image60.png image61.png image62.png image63.png image64.png image65.png image66.png image2.png image67.png image68.png image69.png image70.png image71.png image72.png image73.png image74.png image75.png image76.pngo mundo das financ;:as. os estudos de Taylor contribufram para destacar coma os estudos dos processos de produc;:ao sao interligados com a gestao financeira. Os pressupostos de que uma organizac;:ao precisa ter lucro para o seu desenvolvimento. promoveu nos ultimas 70 anos um destaque importante as financ;:as. designando termos para o profissional responsavel pela gestao financeira: a) area que tern a chave do cofre; b) area que de fato manda na empresa. termos estes que enaltecem a visao empresarial da necessidade de um cuidado especial com esta coisa chamada dinheiro. Claro que o lucro e uma palavra que demonstra o resultado econ6mico da organizac;:ao, sua sustentabilidade. sua perenidade. mas e um termo que ha 70 anos atras possufa um destaque e uma compreensao de mais curto prazo. hoje as organizac;:oes prezam nao somente para avaliac;:oes econ6micas e financeiras de curto prazo. mas principalmente de visoes de longo prazo, onde as financ;:as atuais contribuem em muito para este olhar. 0 olhar de longo prazo atual esta relacionado a uma palavra chamada de investimentos, que ao analisar os investimentos financeiros realizados, possamos prever, planejar os retornos desejados e assim encontrarmos os lucros futuros necessarios para a continuidade das organizac;:oes. As organizai;:oes atuais sao inteligentes, termo este que usamos para designar coisas que passam para um outro estagio de gestao, como por exemplo cidades inteligentes. A inteligencia em encontrar solui;:oes que garantam que a organizai;:ao consiga alcani;:ar sua missao, seus objetivos, sustentabilidade, preocupai;:ao ambiental e etc presentes em seu planejamento estrategico. As organizai;:oes inteligentes compreendem que a gestao financeira ajuda na analise de investimentos de curto e longo prazo, assim como na gestao financeira operacional com seus instrumentos e ferramentas. Neste movimento hist6rico o papel do Gestor Financeiro ganha cada vez mais destaque, passando de uma visao estatica e especialista, para um profissional que compreende os processos operacionais e administrativos da empresa e assim consegue desempenhar um papel mais generalista, analftico e contribui de forma mais intensa para a continuidade da organizai;:ao e para atender as expectativas de resultados aos interessados e investidores. Em minha vida profissional percebi que a aprendizagem financeira e o pensamento financeiro ja comei;:am em nosso dia a dia, pois quando estamos fora da organizai;:ao realizamos diversas operai;:oes como ir ao supermercado, a compra de roupas. compra de um computador, um celular e diversos itens para satisfazer nossas necessidades. Mas. o pensamento financeiro nos orienta, para que possamos adquirir por exemplo os itens citados acima, ter condii;:oes financeiras para adquiri-los e assim avaliar, pesquisar e controlar o dinheiro e termos sucesso nesta gestao financeira. Descric;,;ao da imagem : Grafico Para Gitman. (2009) a administrac;,;ao financeira diz respeito as responsabilidades e tarefas de controle visando a melhoria do resultado da empresa. Para Lemes Junior (2002, p. 243) "A administrac;,;ao financeira direciona a empresa e estabelece o modo pelo qual as objetivos financeiros podem ser alcanc;,;ados. Em sua maioria, as decisoes demoram bastante para serem implantadas. Numa situac;,;ao de incerteza. isso exige que as decisoes sejam analisadas com grande antecedencia" Como contador em minha formac;,;ao, conheci duas palavras que iriam mudar minha compreensao sabre coma controlar o dinheiro, as palavras sao: debito e credito. Percebi que quando estamos falando em receber recursos estamos falando em ter um credito, assim coma quando estamos falando em pagamentos estamos falando em debito. Como podemos ilustrar esta relac;,;ao no mundo das financ;,;as? De forma simples nosso entendimento e que quando estamos recebendo, au realizando um Embolso (recebimento, credito) temos uma entrada de dinheiro e quando estamos realizando um pagamento temos um Desembolso, au seja, uma safda de dinheiro (debitos) Descric;:ao da imagem : Pagando Contas Eu. antes. nao imaginava em realizar um controle financeiro para acompanhar meus embolsos e desembolsos, mas ao trabalhar na area financeira percebi que o controle financeiro e um processo que permite compreender os tipos de recebimentos e pagamentos e assim classifica-los em tipos distintos para a compreensao da gestao financeira. Assim, quando falamos em Gestao Financeira nos referimos a investimentos, gastos fixos, gastos variaveis. lucros. emprestimos. financiamentos. valor patrimonial. resultados. desempenho e etc. Ac;:oes sao necessarias para esta gestao. utilizando-se principalmente dos processos de gestao que sao: Planejar. Analisar e Controlar as atividades financeiras da organizac;:ao. 0 objetivo destas ac;:oes e garantir que a empresa tenha os resultados financeiros desejados no tempo estipulado ou desejado. A gestao financeira pode ser dividida em 4 partes. conforme observado na Figura 1: Figura 1 - Visao Geral Gestao Financeira / Fonte: o autor. Descrilj:ao de imagem: A Figura 1 representa as areas do conhecimento para a gestao financeira, que se divide em Financ;,:as Corporativas, Mercado Financeiro, Financ;,:as Pessoais e Financ;,:as Comportamentais. As Financ;,:as Corporativas sao o principal papel de nosso contexto neste livro, atraves das financ;,:as corporativas compreendemos a gestao financeira nas organizac;,:oes. 0 Mercado Financeiro demonstra as relac;,:oes das empresas com seu mundo exterior na busca das oportunidades de captac;,:ao de recursos financeiros, assim coma nas oportunidades de investimentos. O segmento das financ;,:as pessoais nao e diferente das financ;,:as corporativas, mas destinado a compreender e gerir as recursos das pessoas ffsicas. Par fim, compreender coma as financ;,:as motivam nosso comportamento e decisoes no mundo das financ;,:as. Segundo Hoji (2014), a gestao financeira busca oferecer maior rentabilidade sabre o capital das organizac;,:oes, buscando conciliar da melhor forma as entradas e safdas de caixa da empresa. A busca de uma maior rentabilidade e possfvel atraves do planejamento financeiro, ferramenta de gestao que permite se antecipar a momentos que podem se tornar crfticos (falta de recursos financeiros). 0 planejamento permite ao gestor de financ;,:as ter controle das obrigac;,:oes correntes de uma organizac;,:ao que compreende dfvidas com terceiros, pagamento de fornecedores, impastos entre outros e assim determinar as melhores formas de captac;,:ao de recursos que permitam o equilfbrio financeiro. Do profissional de financ;,:as alguns papeis sao desejados para uma excelente gestao financeira, sendo: a. Gestao de ativos: gerir as entradas e safdas de dinheiro e encontrar atraves do fluxo de caixa e a gestao do capital de giro que minimize as riscos e estabelec;,:a o melhor retorno de capital e investimentos; b. Gestao de passivos: gerir as estruturas de capital, au seja, as origens de recursos, sendo de capital pr6prio (s6cios) au de terceiros (ex: bancos) que garantam a organizac;,:ao a liquidez desejada com o menor custo e riscos; c. Planejamento Financeiro: as desejos futuros de crescimento da organiza9ao precisam prever e identificar riscos que possam comprometer os resultados, assim precisamos selecionar os ativos que sejam adequados a estrutura de capital e a rentabilidade mfnima; d. Controle financeiro ou controladoria: gerir atraves de analise de indicadores. comparando o previsto com o realizado e assim medir o desempenho organizacional e definir a96es corretivas quando necessarias para a eficacia empresarial. Voce observa que estes papeis sao importantes para a gestao financeira e economica da organiza9ao. Pois se nao conseguirmos pensar em nossos ativos, passivos, e nao saibamos controlar seus desembolsos, podemos colocar a empresa em uma situa9ao delicada. Sera que voce pode ser responsabilizado? As organiza96es possuem opera96es que podemos classificar em curto prazoe longo prazo, exemplo de opera96es e decisoes de curto prazo sao: a. Controle e gestao dos estoques de materias primas ou produtos acabados; b. Controle e gestao do caixa (recebimentos e pagamentos); c. Controle e gestao da carteira de recebfveis; As decisoes de longo prazo podem ser: a. Estrategias de financiamento e investimentos; b. Estrutura e custo de capital; c. Relacionamento com lnvestidores; d. Oportunidades de lnvestimentos Eu percebi em algumas empresas por onde passei na gestao de areas financeiras ou em consultorias realizadas que o pensamento no curto prazo acaba imperando em detrimento das decisoes de longo prazo. Desta forma. identificando um cenario preocupante de empresas com dificuldades financeiras. pois as organiza96es desejam ter resultados econ6micos imediatos (rapidos). mas precisamos compreender que nem sempre os resultados desejados estao nas decisoes de curto prazo e sim, tambem. nas decisoes de longo prazo. ou seja, as decisoes de longo prazo quando tomadas em conjunto e em equilfbrio com as de curto prazo contribuem em muito para uma vida financeira mais saudavel. Assim, precisamos entao estabelecer a rela9ao entre a gestao financeira e os ciclos da empresa (econ6mico, operacional e financeiro). Na Figura 2 a seguir observa-se uma linha temporal, representando o perfodo do mes O ao mes 3. Dentro deste perfodo a organiza9ao realiza algumas atividades operacionais (compra e venda de mercadorias para revenda) que irao determinar sua gestao financeira, sendo: a. No mes O observa-se a Compra de Mercadorias (para revenda); b. No mes 1 a Venda de Mercadorias; c. No mes 2 o Pagamento de Fornecedores e; d. No mes 3 o Recebimento das vendas. Em uma operaQao empresarial. do instante da compra de mercadorias para revenda ate o momenta de sua venda, dais cenarios ocorrem: a. Cicio Econ6mico (4): neste intervalo de tempo os esforQos organizacionais para a compra de mercadorias e sua venda; b. Prazos Medias de Estoque (PME) (1): neste mesmo intervalo, o tempo media em que as mercadorias estavam em estoque. Em outro momenta, entre o intervalo de tempo do mes 0 ate o mes 2 ocorre a compra de mercadorias e o momenta do pagamento financeiro dos fornecedores. No mes 2 temos o desembolso de recurses financeiros (dinheiro). Sendo assim encontramos os Prazos Medias de Pagamentos de Fornecedores (PMPF) (2). ou seja, desde o instante em que adquirimos as mercadorias ate o seu momenta de pagamento. Em outro instante, entre o perfodo do mes 1, momenta da venda, ate o mes 3 ocorre o recebimento das vendas e encontramos mais um indicador importante no mundo das finanQas que sao os Prazos Medias de Recebimento de Vendas (PMRV) (3), neste momenta o recebimento dos recurses financeiros (dinheiro). No intervalo de tempo entre o mes 2 e o mes 3 temos o momenta do Cicio Financeiro (5), ou seja, o intervalo de tempo medido em dias que a organizaQao paga seus fornecedores ate o momenta que recebe de seus clientes, neste perfodo a area de finanQas precisa buscar recurses (pr6prios ou terceiros) para poder honrar suas obrigaQ6es em dia. Na visao macro, entre o intervalo de tempo do mes 0 ao mes 3 temos o perfodo chamado de Cicio Operacional. Figura 2 - Linha do Tempo - Prazos Medias / Fonte: o autor. Estudo de Caso Considere uma empresa onde as mercadorias permanec;:am 40 dias em estoque. com uma media de recebimento de clientes igual a 70 dias sendo o pagamento a fornecedores em 30 dias. Teremos os seguintes valores para o calculo dos ciclos como exemplo: Prazo Medio de Estoque (PME) = 40 dias Prazo Medio de Vendas a Receber (PMVR) = 70 dias Prazo Medio de Pagamento a Fornecedores (PMPF) = 30 dias Cicio Economico 0 ciclo econ6mico e o tempo em que a mercadoria permanece em estoque. Vai desde a aquisic;:ao dos produtos ate o ato da venda, nao levando em considerac;:ao o recebimento das mesmas (encaixe). Formula: Cicio Econ6mico = Prazo Medio de Estoque (PME) Cicio Econ6mico = 40 dias Cicio Operacional Compreende o perfodo entre a data da compra de mercadorias ate o recebimento da venda. Em situac;:oes onde a empresa trabalhe com vendas a vista. o ciclo operacional pode ter o mesmo valor do ciclo econ6mico. Formula: Cicio Operacional = Cicio Econ6mico + Prazo Medio de Contas a Receber (PMCR) Cicio Operacional = 40 dias + 70 dias Cicio Operacional = 110 dias Cicio Financeiro Tambem conhecido como Cicio de caixa e o tempo entre o pagamento a fornecedores e o recebimento das vendas. Formula: Cicio Financeiro = Cicio Operacional - Prazo Medio de Pagamento a Fornecedores (PMPF) Cicio Financeiro = 110 dias - 30 dias Cicio Financeiro = 80 dias Veja o modelo esquematico em seguida do estudo de caso, figura 3: Figura 3 - Linha do Tempo - Prazos Medias - Atividade / Fonte: o autor Descri!j:ao de imagem: A figura 3 representa o resultado dos tempos, conforme o calculo de cada uma das formulas dos prazos medias. Diagn6stico Canalise) Entre o momenta do pagamento aos fornecedores e o recebimento das vendas, ciclo financeiro, observa-se no exemplo que este perfodo e de 80 dias. ou seja, a empresa ja desembolsou recursos para o pagamento a fornecedores e ainda nao recebeu o valor das suas vendas pelo perfodo de 80 dias. Neste perfodo o gestor financeiro precisa captar recursos para poder honrar suas obrigac;,:oes sem atrasar o pagamento. E importante para a empresa, sempre buscar alternativas que resultem em ciclos financeiros reduzidos, observando sempre as limitac;,:oes do mercado e o setor econ6mico inserido. Com ciclos menores temos o aumento do giro de neg6cios, proporcionando maiores retornos sabre os investimentos. No exemplo acima temos um ciclo financeiro de 80 dias, isso significa dizer que durante 1 ano (360 dias) a empresa gira aproximadamente 4,5 vezes (360 dias/80 dias). Voce ja ouviu falar na palavra orc;,:amento? Acredito que sim, poise um termo que ouvimos em nossa casa, na televisao, com nossos amigos e em varios outros contextos. Podemos nao compreender em todas as dimensoes o que seja o orc;,:amento, mas sabemos que atraves deste instrumento podemos ou nao ter recursos em determinado momenta (tempo). Voce ja fez um orc;,:amento? Voce faz o seu orc;,:amento? Mas quais sao as dimensoes do orc;,:amento? Em todas as areas de neg6cios a probabilidade das melhores decisoes sao aquelas que foram tomadas de forma planejada. Uma decisao que foi pensada com antecedencia tera uma menor probabilidade de dar errado. As decisoes que sao tomadas pela operacao do dia a dia podem nao contribuir para os resultados da forma desejada. Claro que na pratica observar-se varias organizacoes nao se utilizando do planejamento financeiro, mas sua existencia e resultados desejados podem nao ser atingidos. Na area financeira podemos afirmar que o risco se torna maior sem o planejamento. A probabilidade de termos prejufzos aumenta. Uma decisao financeira precisa ser com a reftexao necessaria para evitar impactos negativos em seu caixa. A analise de financas e investimentos e avessa ao risco, claro que investir em uma organizacao ja e um risco inerente. Descricao da imagem : Equilibria de risco / dinheiro Goncalves (2005), define que os riscos podem ser divididos em risco sistematico e nao sistematico. A compreensao de risco sistematico envolve as dimensoes sociais, econ6micas e polfticas e tambem as variaveis econ6micas do mercado que compreende: Taxas de Juras e Cambia. O risco sistematico, quando ocorre, atinge todas as organizacoes. Agora, quando uma organizacao deseja correr o seu risco, fruto de seu processo decis6rio, denominamos esta acao de risco nao sistematico. O risco nao sistematico, tambem denominado de Risco Pr6prio Oliveira (2004). cita que os riscos de mercado. sendo os principais o de falta de liquidez e credito, sao controlados pelas instituic;,:oes bancarias. Mas existe um risco, denominado de risco operacional. que identifica nao conformidades nos processos organizacionais da empresa, citando os principais: falta demapeamento de processos, falta de controle e capacitac;,:ao dos colaboradores. A incerteza e uma variavel presente de forma constante no processo de gestao de uma organizac;,:ao. Par isso Gitman (1997) destaca que o gestor saiba no dia a dia da gestao diferenciar o que e um risco e o que e incerteza. A incerteza esta associada quando a organizac;,:ao nao tern coma estimar a sua provavel existencia ou ocorrencia futura. mesmo que a organizac;,:ao possua estruturas organizadas de informac;,:ao. 0 risco e um fen6meno empresarial que pode ser estimado. esta estimativa pode ter uma grau de acuracia mais apropriado sea empresa possuir sistemas de informac;,:oes que permitam bases hist6ricas para calculos de probabilidade. Budget: palavra de origem inglesa, muito utilizada no mercado financeiro que significa no Brasil: Orc;,:amento. Outra caracterfstica da palavra Budget e que ela remete a compreensao de orc;,:amento empresarial. o qual compreende a gestao de Receitas, Custos e Despesas. Ja no portugues a palavra orc;,:amento representa para alguns autores o seguinte: Segundo Welsch (1983, p. 19) "[ ...] um dos enfoques mais importantes utilizados para facilitar a execuc;,:ao eficaz do processo de administrac;,:ao compreende o planejamento e controle de lucros em termos amplos". Gitman (1997, p. 588) destaca que o Planejamento Financeiro e um procedimento importante para o funcionamento e sustentac;,:ao da empresa. pois fornece roteiros para dirigir. coordenar e controlar suas ac;,:oes na consecuc;,:ao de seus objetivos. 0 orc;,:amento e uma expressao formal do planejamento gerencial que determina. em termos financeiros, os objetivos da organizac;,:ao e as estrategias para atingi-los (CORR & HILL, 1998, p. 1-2) Um orc;,:amento e um piano da organizac;,:ao para um perfodo especffico, geralmente para um ano. 0 orc;,:amento tern uma ligac;,:ao direta com o piano estrategico, usando dados e informac;,:oes mais atuais. Busca-se um realinhamento das receitas e despesas para que correspondam a um centro de responsabilidade, ou seja, a um determinado executivo (Anthony & Govindarajan, 2001, p. 45). Quando estamos na organizac;:ao uma duvida surge sempre. par onde voce comec;:aria a planejar as financ;:as de uma empresa? Pensando nos gastos ou nas receitas? Muitos alunos acreditam que o orc;:amento e uma ferramenta de gestao de grandes organizac;:oes, mas independentemente do tamanho ou segmento de mercado o orc;:amento pode ser implementado. Desta forma se iniciamos o pensamento e a elaborac;:ao do orc;:amento pela receita ou pelo gasto ja e um grande ganho. pois a ferramenta ira contribuir em muito na gestao financeira. Em financ;:as o desejo e que a ferramenta orc;:amentaria contribua no sincronismo decis6rio dos principais gestores da organizac;:ao para que o ftuxo financeiro transcorra da forma planejada e desejada e assim assegura o papel do gestor financeiro na organizac;:ao. Voce ja ouviu falar em ftuxo de caixa? Qual o papel desta ferramenta importantfssima no processo de gestao financeira? Existe uma relac;:ao entre esta ferramenta e a ferramenta do Orc;:amento? Da-se o name de ftuxo de caixa (ou cash flow) a demonstrac;:ao que exibe o quanta de dinheiro entra e sai da organizac;:ao em determinado perfodo passado, presente e futuro. As atividades operacionais. os investimentos e o financiamento fazem parte das categorias de demonstrac;:ao do ftuxo de caixa. 0 ftuxo de caixa operacional indica o dinheiro recebido ou desembolsado para as atividades de operac;:ao, ou seja, os processos produtivos para a gerac;:ao dos produtos e/ou servic;:os realizados pela organizac;:ao. 0 ftuxo de caixa de investimentos corresponde ao dinheiro aplicado bens de capital, bens mobiliarios (carros, ac;:oes, etc). bens imobiliarios (predios. instalac;:oes. etc.). e o ftuxo de caixa de financiamento diz respeito principalmente ao dinheiro de emprestimos para o financiamento das operac;:oes e ativos fixos da organizac;:ao. Segundo Ross et al (2013). uma variavel de gestao financeira que precisa ser estimada pelo gestor financeiro e conseguir encontrar o montante de recursos financeiros (dinheiro) em poder da empresa, para cumprir com suas obrigac;:oes de curto prazo. a terminologia utilizada na pratica e Caixa Mfnimo. O gestor financeiro precisa possuir competencias tecnicas de estimular no processo operacional a entrada de recebimentos financeiros antes do pagamento de obrigac;:oes financeiras. na pratica nem sempre possfvel, 0 gestor financeiro pode adotar manter recursos financeiros em caixa. mas existe uma preocupac;:ao que dinheiro em caixa nem sempre e uma boa pratica de gestao financeira. pois este recurso alocado no caixa poderia ser utilizado em processos operacionais da empresa. Na pratica os gestores financeiros mantem recursos em caixa para atender algumas demandas, sejam para o processo de transac;:oes financeiras para o dia a dia operacional da empresa. seja para ter uma certa quantia de dinheiro para um eventual risco e par ultimo para usar o recurso para especulac;:ao financeira no mercado financeiro. Segundo Hoji (2014). o capital de giro e considerado um recurso de curto prazo. pois sao recursos convertidos em um prazo maxima de um ano. Santos (2010) aponta que os componentes do capital de giro sao: ativo circulante. disponibilidades financeiras. contas a receber e estoques. 0 Futuro demanda uma competiQao digital cada vez mais acirrada, desta forma o acesso as informaQ6es certas no momenta adequado para o processo decis6rio torna-se fator crftico de sucesso. Muitos sao os desafios para a gestao financeira das organizaQ6es, mas eu gostaria de citar algumas: a) Acompanhar as mudanQas tecnol6gicas; b) Gerir Big Datas; c) Estar em conformidade com os marcos legais e demandas de compliance; d) Atender demandas de reportes (relat6rios) mais adequados ao processo decis6rio. e) CapacitaQao em ferramentas de gestao de informaQ6es, coma exemplo o Bl (business intelligence); Uma sugestao de uma leitura e de um vfdeo para que voce possa se inspirar ea hist6ria do Tiago Azevedo, CFO Brasil do Mercado Livre e Finalista do Premio Equilibrista do IBEF SP.No link a seguir voce pode inspirar-se com um gestor da area financeira, onde Tiago compartilhou o passo a passo de sua carreira e os grandes aprendizados que teve em mentoring do IBEF Jovem.Ele aponta 10 aprendizados de carreira durante esse processo, compartilhando uma visao de abertura e determinaQao para galgar novas pastas durante a trajet6ria profissional.lnteressante no vfdeo e observar o aprendizado de Tiago na lideranQa de equipes utilizando-se de ferramentas de gestao coma o forecast e gestao de caixa. Novos Desafios Nos ambientes organizacionais as dificuldades de gestao financeira sao desafiadoras, nao deixar faltar recursos e ao mesmo tempo tambem deixar "sobrar'' recursos sem a oportunidade adequada de investimentos e retorno sao situac;,:oes crfticas. Nesta unidade voce observou a evolui;:ao hist6rica da gestao financeira, o papel da gestao financeira e do gestor financeiro. Os conceitos de ori;:amento sao fundamentais para contribuir no planejamento financeiro e assim mitigar os riscos de falta de recursos em momentos nao esperados. Atraves dos fluxos de caixa percebemos coma as recursos financeiros "caminham" pela organizai;;ao, sua origem e aplicai;;ao. O capital de giro e sua gestao sao instrumentos eficazes para a melhor gestao financeira. Eu destaco agora 3 competencias fundamentais para o sucesso de uma gestao financeira: a) Conhecer o neg6cio e seu ciclo operacional b) Compreender as ferramentas de gestao financeiras (fluxo de caixa e ori;;amento); c) Avaliar o processo decis6rio da organizai;;ao. A empresa Boa Gestao, desde sua fundac;,:ao, nunca esteve na situac;,:ao abaixo em sua gestao financeira em seus Ciclos Operacional. Econ6mico e Financeiro. Ver a figura 1 a seguir: Figura 1: Linha do Tempo- Prazos Medias - Atividade / Fonte: o autor. Analisando o ftuxo da organizac;,:ao voce pode agora realizar o calculo dos seguintes ftuxos: a) Cicio Econ6mico; b) Cicio Financeiro; c) Cicio Operacional. Ap6s o calculo dos ciclos, realize a analise financeira da empresa e informe sea mesma esta necessitando de capital para pagar os seus fornecedores ou nao. 0 que eu poderia esperar ap6s os conceitos lidos e praticados? Nao somente compreender a teoria ea pratica da gestao financeira, mas principalmente serum fornecedor de informac;:oes gerenciais econ6micas e financeiras para o processo decis6rio global da organizac;:ao. Assim a gestao financeira e voce podem contribuir para que a empresa esteja sempre ao alcance de sua missao e sua continuidade. Com relac;:ao a atividade proposta, poderfamos realizar os calculos da seguinte forma: A empresa Boa Gestao, desde sua fundac;:ao, nunca esteve na situac;:ao abaixo em sua gestao financeira, sendo assim realizar os calculos do: a) Cicio Economico Cicio Econ6mico: 0 ciclo econ6mico e o tempo em que a mercadoria permanece em estoque. Vai desde a aquisic;:ao dos produtos ate o ato da venda, nao levando em considerac;:ao o recebimento das mesmas (encaixe). Formula: Cicio Econ6mico = Prazo Medio/Rotac;:ao de Estoque (PME) Cicio Econ6mico = 60 dias (resposta) b) Cicio Financeiro e c) Cicio Operacional Cicio Financeiro:Tambem conhecido coma Cicio de caixa e o tempo entre o pagamento a fornecedores e o recebimento das vendas. Formula: Cicio Financeiro = Cicio Operacional - Prazo Media de Pagamento (PMP) Antes de iniciarmos o calculo do Cicio Financeiro, precisamos encontrar o resultado do Cicio Operacional. Cicio Operacional: Compreende o perfodo entre a data da compra de mercadorias ate o recebimento da venda. Em situac;:oes onde a empresa trabalhe com vendas a vista, o ciclo operacional pode ter o mesmo valor do ciclo econ6mico. Formula: Cicio Operacional = Cicio Econ6mico + Prazo Media de Recebimentos (PMR) Cicio Operacional = 60 dias + 60 dias Cicio Operacional = 120 dias (resposta) Agora podemos retornar ao calculo do Cicio Financeiro: Formula: Cicio Financeiro = Cicio Operacional - Prazo Media de Pagamento (PMP) Cicio Financeiro = 120 dias - 40 dias Cicio Financeiro = 80 dias (resposta) A analise demonstra que a empresa paga seus fornecedores com 40 dias ap6s a compra de mercadorias. mas recebe suas vendas ap6s 80 dias do pagamento aos fornecedores. Neste perfodo de 80 dias a empresa tern uma necessidade de caixa. esta necessidade precisa ser atendida (paga) com emprestimos au com sabras anteriores de caixa. No mercado uma terminologia utilizada e de que a sua empresa esta financiando o seu cliente. pois voce compra e paga o fornecedor com 40 dias e depois demora mais 80 dias para receber seu cliente. voce precisa entao buscar recursos para honrar com suas obriga96es. REFERENCIAS ANTONY. R. N. & GOVINDARAJAN V.. Sistemas de Controle Gerencial. Sao Paulo: Atlas.2001. ASSAF NETO. A.; LIMA. G. G. Curso de Administra9ao Financeira. Atlas. 2009. ASSAF NETO. A.. Finan9as corporativas e valor. Sao Paulo: Atlas. 2003. ASSAF NETO. A. - Mercado financeiro - 10. ed. - Sao Paulo: Atlas. 2011. FUJI. A.. Tftulos e valores mobiliarios: um estudo da contabiliza9ao a valor de mercado pelas institui96es financeiras no Brasil. Sao Paulo. 2006. Gitman. L.J. Princfpios de Administra9ao Financeira (7" ed.) Sao Paulo: Harbra Ltda.1997 GITMAN. L J. Princfpios da administra9ao financeira. 12• Ed. Pearson. 2009. GONprojeto de investimento: R$ 10.000,00 · Beneffcios estimados (ftuxo de caixa gerado pelo investimento): R$ 15.000,00 · Valor Criado pelo projeto de investimento: R$ 5.000,00 c) Qual a missao da analise de um novo investimento? Estimar o quanta o nova investimento cria ou nao valor para o acionista. d) Por que criar valor para o acionista e fundamental? Para que a empresa possa continuar atraindo recursos para novas investimentos e assim "garantir" a sua continuidade. Ok, depois destas reftexoes qual foi de fato a sua decisao? Caso voce tenha decidido no desafio investir R$ 1.00 para receber R$ 1,50 ap6s 30 minutos acredito que tenha percebido que o ganho do investimento foi de 50%: 1,50 / 1,00 = 1,50 , ou seja, 50% a mais de retorno em taxa e em valor financeiro o ganho foi de 50 centavos. Caso voce tenha decidido no desafio investir R$ 10.00 para receber R$ 11.00 ap6s 30 minutos observou que o retorno do investimento foi de 10%: 11.00 / 10.00 = 1.10. ou seja. 10% a mais de retorno em taxa e em valor financeiro o ganho foi de R$ 1.00. Nao podemos afirmar qual investimento e o melhor. pois vamos observar que para esta decisao outros criterios sao necessarios. Na op9ao 1 temos um retorno maior em taxa (50%). enquanto no segundo temos um retorno absoluto em reais maior (RS 1.00). ou seja. cada alternativa tern pontos fortes. assim coma pontos de reftexao coma o montante de capital investido na op9ao 1 que e de somente R$ 1.00 e na segunda op9ao um investimento maior de R$ 10.00. Descri9ao da imagem : Decisoes de investimento No Brasil existe um sistema chamado de "Sistema Financeiro Nacional (SFN)". que e composto par organiza96es financeiras publicas e privadas. Este sistema. atraves destas diversas entidades regulamentam. fiscalizam e executam opera96es que proporcionam a circula9ao da moeda (dinheiro) e do credito na economia do nosso pafs. Descric;,;ao da imagem : Bandeira do Brasil. Em todo o mundo tivemos o desenvolvimento destes sistemas que contribuem para a regulac;,;ao do mercado financeiro de cada pafs. Segundo Assaf (2011:38) 0 Sistema Financeiro Nacional pode ser entendido coma um conjunto de instituic;,;oes financeiras e instrumentos financeiros que visam, em ultima analise, transferir recursos dos agentes econ6micos (pessoas, empresas, governo) superavitarios para as deficitarios. Segundo Cravo (2011:53) 0 Sistema Financeiro Nacional pode ser definido coma um conjunto de mercados, instituic;,;6es e instrumentos financeiros que possibilitam a transferencias de recursos dos ofertados finais para as tomadores finais. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4595.htm#:-:text=LEl%20N%C2% BA%204.595%2C%20DE%2031%20DE%20DEZEMBR0%20DE%201964&text=Di sp%C3%B5e%20sobre%20a%20Pol%C3%ADtica%20e.Nacional%20e%20d%C3 %A1%20outras%20provid%C3%AAncias. Em um artigo cientffico desenvolvido par Jose. Marcos e Sara da Universidade Federal do Cariri (2014). com o tftulo de Sistema Financeiro Nacional (SFN). os mesmos demonstram de forma simples e clara as instituic;,:oes participantes do SFN. Primeiro compreender que temos um Subsistema chamado de Normativo que e constitufdo par instituic;,:oes que estabelecem diretrizes de atuac;,:ao das instituic;,:oes financeiras operativas e controle do mercado. Esse subsistema e composto pelo Conselho Monetario Nacional, Banco Central, Comissao de valores Mobiliarios, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e a Caixa economica federal. O papel de cada entidade deste subsistema sao: Conselho Monetario Nacional - CMN 0 CMN ea entidade superior do SFN. Como 6rgao Normativo par excelencia nao e cabfvel func;,:oes executivas sendo responsavel pela fixac;,:ao das diretrizes das polfticas monetarias. creditfcia e cambial do pafs. Segundo Fortuna (2010:19.20) suas atribuic;,:oes sao: · Adaptar o volume dos meios de pagamento as reais necessidades da economia e seu processo de desenvolvimento; · Regular o valor interno da moeda. prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionarios ou deflacionarios de origem interna ou externa; · Regular o valor externo da moeda e o equilfbrio do balanc;,:o de pagamentos do pafs; · Orientar a aplicac;:ao dos recursos das instituic;:oes financeiras publicas ou privadas. de forma a garantir condic;:oes favoraveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional; · Propiciar o aperfeic;:oamento das instituic;:oes e dos instrumentos financeiros. de forma a tomar mais eficiente o sistema de pagamento e mobilizac;:ao de recursos; · Zelar pela liquidez e pela solvencia das instituic;:oes financeiras; · Coordenar as polfticas monetarias. creditfcia. orc;:amentaria. fiscal e da dfvida publica interna e externa; e · Estabelecer a meta da inftac;:ao. Segundo Fortuna (2010:20) a partir destas atribuic;:oes, o CMN tambem esta responsavel por outras atribuic;:oes complementares: · Autorizar as emissoes de papel moeda; · Aprovar os orc;:amentos monetarios preparados pelo banco central; · Fixar diretrizes e normas da polftica cambial; · Disciplinar o credito em suas modalidades e as formas das operac;:oes creditfcias; · Estabelecer limites para remunerac;:ao das operac;:oes e servic;:os bancarios ou financeiros; · Determinar as taxas do recolhimento compuls6rio das instituic;:oes financeiras; · Regulamentar as operac;:oes de redesconto de liquidez, · Outorgar ao banco central o monop61io de operac;:oes de cambio quando o balanc;:o de pagamento o exigir; · Estabelecer normas a serem seguidas pelo BC nas transac;:oes com tftulos publicos; · Regular a constituic;:ao. o funcionamento ea fiscalizac;:ao de todas as instituic;:oes financeiras que operam no pafs. Banco Central do Brasil - BC ou Bacen Descric;:ao da imagem : Nata de 50 reais. A gestao da polftica econ6mica nacional compete ao Banco Central do Brasil, tern par objetivos principais estabilizar a compra de moeda de cada pafs, o sistema financeiro, definir polftica monetaria, regulando as taxas de juros, taxas de cambio e etc. Segundo Fortuna (2010: 20,21) suas atribuic;:oes sao: · Emitir papel moeda e moeda metalica nas condic;:oes e limites autorizados pelo CMN; · Executar os servic;:os do meio circulante; · Receber os recolhimentos compuls6rios dos bancos comerciais e os dep6sitos voluntarios das instituic;:oes financeiras e bancarias que operam no Pafs; · Realizar operac;:oes de redesconto e emprestimos as instituic;:oes financeiras dentro de um enfoque de polftica econ6mica do Governo ou coma socorro a problemas de liquidez; · Regular a execuc;:ao dos servic;:os de compensac;:ao de cheques e outros papeis; · Efetuar, coma instrumento de polftica monetaria, operac;:oes de compra e venda de tftulos publicos federais; · Emitir tftulos de responsabilidade pr6pria, de acordo com as condic;:oes estabelecidas pelo CMN; · Exercer o controle de credito sob todas as formas; · Exercer a fiscalizac;:ao das instituic;:oes financeiras, punindo-as quando necessario; · Autorizar o funcionamento, estabelecendo a dinamica operacional, de todas as instituic;:oes financeiras; · Estabelecer as condic;:oes para o exercfcio de quaisquer cargos de direc;:ao nas instituic;:oes financeiras privadas; · Vigiar a interferencia de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais; · Controlar o fiuxo de capitais estrangeiros. garantindo o correto funcionamento do mercado cambial, operando, inclusive. via ouro, moeda ou operacoes de credito no exterior: · Determinar. via Copom, a taxa de juros de referencia para as operacoes de um dia - a taxa selic. 0 Banco Central em resumo pode intervir, gerenciar, executar se necessario no sistema financeiro para garantir o funcionamento da economia do pafs. Descricao da imagem : Comissao de Valores Mobiliario - CVM Segundo Jose, Marcos e Sara (2017) a Comissao de Valores Mobiliarios foi criada pela Lei 6.385, em 07/12/76, com a missao de regular. fiscalizar e promover o desenvolvimento do mercado de valores mobiliarios, para ser mais exato mercado de debenture em acoese serve tambem para proteger os investidores. lembrando que ele e um 6rgao normativo. Sao algumas de suas atribuicoes: · Fortalecer o mercado de acoes: · Fiscalizar a emissao. registro. distribuicao ea negociacao de tftulos emitidos pelas S/ A de capital aberto: · Assegurar o Funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsas. protegendo os investidores contra atos ilegais de administradores e acionistas: · Estimular a formacao de poupanca e sua aplicacao de valores mobiliarios. A Comissao de Valores Mobiliarios (CVM) foi criada em 07/12/1976 pela Lei 6.385/76, com o objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliarios no Brasil.A CVM e uma entidade autarquica em regime especial, vinculada ao Ministerio da Economia, com personalidade jurfdica e patrim6nio pr6prios. dotada de autoridade administrativa independente, ausencia de subordinac;,:ao hierarquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes. e autonomia financeira e orc;,:amentaria.Acesse o site e tenha mais informac;,:oes sobre a CVM. Link: https://www.gov.br/cvm/pt-br Descric;,:ao da imagem : Banco do Brasil - BB Segundo Jose, Marcos e Sara (2017) e um banco com multiplicidade que atua em parceria com o governo na execuc;,:ao dos servic;,:os bancarios. Ele teve uma func;,:ao tfpica de autoridade monetaria ate janeiro de 1986. Hoje o BB e um conglomerado financeiro de ponta que vem aos poucos se ajustando a estrutura de um banco multiplo tradicional. Algumas Atribuii;:oes: · Atuar como autoridade monetaria com funi;:ao de agente financeiro do Governo e com banco comercial; · Executar por conta do BC a compensai;:ao de cheques e outros papeis; · Dar execui;:ao a polftica de comercio exterior. Descrii;:ao da imagem: Banco Nacional de Desenvolvimento Econ6mico e Social - BNDES 0 BNDES tern como responsabilidade a polftica de investimento de longo prazo do Governo Federal, assim como processos de privatizai;:ao. Hoje e uma das principais instituii;:oes financeiras de fomento do Brasil. Atribuii;:oes: · lmpulsionar o desenvolvimento econ6mico e social do Pafs; · Promover o desenvolvimento integrado das atividades agrfcolas, · lndustriais e de servii;:os; · Gerir todo o processo de privatizai;:ao das empresas estatais; · Atenuar desequilfbrios regionais. Descric;;ao da imagem : Caixa Econ6mica Federal - CEF ou Caixa A Caixa Econ6mica Federal e uma instituic;;ao financeira publica. Atua de forma aut6noma e apresenta um objetivo social. sua responsabilidade e pela operacionalizac;;ao das polfticas do Governo Federal coma habitac;;ao popular e saneamento. Atribuic;;oes: · receber dep6sitos a vista e os repassar na forma de financiamento habitacional; · captar poupanc;;as e dep6sitos a vista coma principal fonte; · financiar o sistema de habitac;;ao; · centralizar o recolhimento e a aplicac;;ao de recursos oriundos do FGTS; · conceder emprestimos e financiamentos a programas e projetos nas areas sociais, educacionais, de saude e etc. Conselho de Recursos do SFN-CRSFN Segundo Jose, Marcos e Sara (2017). foi criado pelo Decreto 91.152 de 15/03/85. Sendo um 6rgao integrante do Ministerio da Fazenda, sua principal atribuic;;ao e julgar os recursos interpostos das decisoes relativa a aplicac;;ao de penalidades administrativas do BCB e da CVM. Subsistema lntermedia ao Existe outro subsistema de name lntermediac;;ao que e mais operativo, ou seja, composto por instituic;;oes bancarias e nao bancarias que atuam em operac;;oes de intermediac;;ao financeira. Este subsistema e composto par diversas entidades, mas podemos classificar os principais grupos: Bancario, Nao Bancario, Poupanc;:a e Emprestimo, Auxiliares e Nao Financeiras. As lnstituic;:oes financeiras monetarias segundo Assaf (2011:45,46) englobam os Bancos Comerciais, Bancos Multiplos e Caixas Econ6micas. Os bancos Comerciais sao instituic;:oes financeiras sob a forma sociedades an6nimas. Bancos Multiplos surgiu coma reftexo da evoluc;:ao dos bancos comerciais e do crescimento do mercado. Bancos Comerciais - BC Sao sociedades an6nimas que podem ter controle publico ou privado. Fazem a func;:ao de agentes superavitarios para os deficitarios. Os bancos podem: · Descontar tftulos; · Realizar operac;:oes de abertura de credito simples ou em conta corrente (contas garantidas); · Realizar operac;:oes especiais, inclusive de credito rural, de cambio e comercio internacional; · Obter recursos externos para repasse e outros. Caixas Economicas - CE Conforme Fortuna (2010: 28,29) coma sua principal atividade, integram o Sistema Financeiro Nacional Brasileiro de poupanc;:as e emprestimos e o sistema financeiro da habitac;:ao, sendo, juntamente com os bancos comerciais, as mais antigas instituic;:oes do sistema Financeiro Nacional. As caixas econ6micas tambem realizam operac;:oes de credito e financiamento direto ao consumidor. Bancos Cooperativos -BCo Conforme Jose, Marcos, Sara (2017) atraves da resoluc;:ao 2.193, de 31/08/95, autorizou a constituic;:ao de bancos comerciais na forma de sociedades an6nimas de capital fechado, com exclusividade de cooperativas de credito singulares, na realidade o BC autorizou para que a s cooperativas de credito abrissem seus pr6prios bancos comerciais. Podendo fazer as mesmas coisas que os outros bancos comerciais fazem, coma par exemplo: · Talao de cheques; · Emitir cartao de credito; · Compensac;:ao de documentos; e · Administrar carteira de credito. Cooperativas de Credito - CC Segundo Fortuna (2010: 30) a lei 5.764, de 16/12/71, definiu a polftica de cooperativismo coma sendo a atividade decorrente das iniciativas ligadas ao sistema cooperativo, originarias de setor publico ou privado, isoladas ou coordenadas entre si. desde que reconhecido o seu interesse publico, e instituiu o regime jurfdico das sociedades cooperativas. Issa quer dizer que a CC sao institui96es financeiras sem fins lucrativos. uma atividade econ6mica de um bem comum, sem objetivo de lucro, constitufda coma sociedade de pessoas com forma e natureza jurfdica pr6pria. Sua finalidade e prestar servi9os ou conceder creditos e geralmente atuam nos setores primarios. lnstitui oes Financeiras nao Bancarias ou nao monetarias Estas institui96es atuam com ativos financeiros nao monetarios. nao e permitida a emissao de moeda escritural. pela impossibilidade de captar recursos a vista. Segundo Fortuna (2010:32) sao as institui96es que captam recursos para emprestimos. atraves da emissao de tftulos e, portanto, intermediam a moeda. Bancos de desenvolvimento - BD lnstitui96es publicas de ambito estadual que promovem o desenvolvimento econ6mico e social de uma regiao. 0 BNDES e o principal, mas destacam-se outros bancos coma: BNB, BASA, apoiam o setor privado da economia, par meio de emprestimos e financiamentos. arrendamento mercantil, garantias e outros. Bancos de investimentos - Bl Segundo Assaf (2011:46) sao os grandes municiadores de credito de media e longo prazo no mercado, suprindo os agentes carentes de recursos para investimento em capital de giro e capital fixo. Sociedade de Credito, Financiamento e lnvestimentos - Financeiras Conhecida coma financeira, sua competencia e financiamento de bens duraveis as pessoas ffsicas par meio de credito direto ao consumidor. Pode ser classificado coma: · lndependentes; · Ligados a conglomerados financeiros; · Ligados a grandes estabelecimentos comerciais; · Ligados a grandes grupos industriais (exemplo: montadora de vefculos). Sociedade de Credito ao Microempreendedor - SCM Conforme Jose, Marcos, Sara (2017) criadas pela MP 1.958-26, de 06/01/2000, com o objetivo de criar um modelo de financiamento sem assistencialismo, que atendesse com o mfnimo de burocracia a um grande numero da popula9ao que nao tern acesso ao sistema bancario tradicional, foi regulamentada pela resolu9ao 2.874, de 26/07/2001 sao companhias fechadas nos termos da Lei 6.704, 15/12/1976 elas podem conceder financiamentos e prestar garantias a pessoasffsicas para empreendimentos de natureza profissional. comercial ou industrial de pequeno porte a pessoas jurfdicas classificadas coma microempresas. Algumas de suas opera96es: aplicar as disponibilidades de caixa no mercado financeiro; ceder creditos, inclusive as companhias securitizadoras. Sao vedadas: · A concessao de emprestimos para fins de consumo; · A participa9ao societaria em institui96es financeiras e em outras institui96es autorizadas a funcionar pelo o BC; · A capta9ao de recursos junta ao publico, bem coma a emissao de tftulos e valores mobiliarios. Companhias Hipotecarias - CH Segundo Fortuna (2010) A resolu9ao 2.122, de 30/11/94, do BC estabeleceu as regras para a constitui9ao e o funcionamento das Companhias Hipotecarias, que devem ser estabelecidas sob a forma de sociedade an6nima. A constitui9ao e o funcionamento das CH dependem de autoriza9ao do BC. Sociedade de Credito lmobiliario - SCI Sao financiamentos de opera96es imobiliarias que envolvem a compra de bens im6veis, destinam-se a constru9ao, a venda ou aquisi9ao de habita9ao. Elas costumam levar os recursos par meio de letras imobiliarias de cadernetas de poupan9a. Associa ao de Poupan a e Emprestimo - APE Par serem sociedades civis sem fins lucrativos, a capta9ao de recursos ocorre par cadernetas de poupan9a onde seus depositantes sao exclusivamente pessoas ffsicas com o principal objetivo de financiamento imobiliario. Bancos de Cambio -Beam Segundo Fortuna (2010:37} a resolu9ao 3.426, de 21/12/06, disp6s sabre a constitui9ao e o funcionamento de institui96es financeiras especializadas na realiza9ao de opera96es de cambio, tais coma: compra e venda de moeda estrangeira; transferencia de recursos dee para o exterior; financiamento de exporta9ao e importa9ao; adiantamento sabre contratos de cambio - ACE; e outras opera96es, inclusive de presta9ao de servi9os previstas na regulamenta9ao do mercado de cambio. Sistema Brasileiro de poupan a e emprestimo - SBPE Ao ser decretada a extin9ao do BNH (Decreto - Lei 2.291, de 21/11/86) o Sistema Financeiro de Habita9ao do Brasil passou a ser constitufdo pelas institui96es do SBPE que sao representadas par: CEF, Sociedade de Creditos lmobiliarios, Associa9ao de Poupan9a e emprestimos a bancos multiplos. Existem outras organiza96es que sao auxiliares do Mercado Financeiro, sendo: a) Sociedade corretoras de titulos e valores mobiliarios - CTVM Essa institui9ao tern exclusividade na intermedia9ao financeira nos pregoes das balsas de valores, podendo intermediar com tftulos e valores imobiliarios. Tenda o direito de comprar, vender e distribuir tftulos e valores mobiliarios. b) Sociedade distribuidora de titulos e valores mobiliarios - DTVM Sao institui96es intermediadoras de tftulos e valores mobiliarios, se assemelham bastante aos das corretoras. Sendo que se destacam em: · Aplica96es par conta pr6pria ou de terceiros (intermedia9ao) em tftulos e valores mobiliarios de renda fixa e variavel; · Operai;:oes no mercado aberto; · Participai;:ao em lani;:amentos publicos de a96es. c) Sociedade de Arrendamento Mercantil (Leasing) As Sociedades de Arrendamento Mercantil captam recursos por intermedio da emissao de debentures. com caracterfsticas de longo prazo. Sua caracterfstica principal sao as opera96es de leasing. que tratam de loca9ao de bens de forma que, no final do contrato. o locatario pode renovar o contrato. adquirir o bem por um valor residencial ou devolver o bem locado a sociedade. Atualmente. tern sido comum opera96es de leasing em que o valor residual e pago de forma dilufda ao longo do perfodo contratual ou de forma antecipada, no infcio do perfodo. d) Agencias de fomento ou desenvolvimento - AF Segundo Fortuna (2010:38) a resolu9ao 2.828, de 30/03/2001, do BC estabeleceu as regras atuais que dispoem sobre a constitui9ao e o funcionamento das agencias de fomento. e) lnstituifi:oes Nao Financeiras Segundo Assaf (2011:50). as sociedades de fomento comercial - factoring - sao empresas comerciais (nao financeiras) que operam por meio de aquisi96es de duplicatas. cheques etc. de forma similar a uma opera9ao de desconto bancario. As empresas factoring tern como fonte de recursos fundos pr6prios e emprestimos bancarios. nao sao considerados uma opera9ao financeira de credito e sim uma transferencia. Observa-se desta forma no Brasil mudan9as expressivas na configura9ao do Sistema Financeiro Nacional que permitiu adequar-se as necessidades de nossa sociedade. Ap6s este arcabouc;:o da estrutura institucional no Brasil do Sistema Financeiro, outro ponto importante na area de financ;:as e o valor do dinheiro no tempo. As decisoes financeiras estao relacionadas aos custos e aos beneffcios de um investimento no tempo. Precisamos comparar os valores das somas de dinheiro em diferentes datas. As competencias que precisamos sao conhecimentos em Fluxo de Caixa e o Custa do Dinheiro no tempo, Conforme Bertolo (2010) o valor do dinheiro no tempo (VDT) se refere ao fato que dinheiro na mao hoje vale mais do que a esperanc;:a dessa mesma quantia ser recebida no futuro. Existem no mfnimo tres razoes do porque isto e verdadeiro. Primeiro, dinheiro na mao hoje pode ser investido, rendendo juros, de modo que voce terminara com mais dinheiro no futuro. Em segundo lugar, o poder de compra do dinheiro pode mudar no tempo devido a inflac;:ao. Finalmente, a receita de dinheiro esperada no futuro e, em geral, incerta. Um dos pontos principais do dinheiro no tempo ea compreensao dos juros. Descric;;ao da imagem: Economia Bertolo (2010) complementa, a linha de tempo pode ser uma ferramenta muito valiosa na analise VDT. A linha de tempo ajuda a visualizar o que esta acontecendo dentro de um problema especffico. Usaremos a linha de tempo nos em todos os capftulos para ilustrar sua utilidade. Esta representac;;ao e dada de forma analftica ou grafica. Exemplo: lmaginemos investir, no instante inicial zero, R$ 6.000,00; no instante 1 e 2 receber, respectivamente, R$ 3.000,00 e R$ 5.000,00; no instante 3 investir R$ 2.000,0 e, no instante 4, receber R$ 10.000,00. 0 Fluxo de Caixa analftico que representa a dimensao financeira pode ser representado assim: Figura 1 - Tabela 1: Entrada e Safda de Recursos Se convencionassemos que as entradas de dinheiro sao positivas e as safdas negativas. poderfamos representar analiticamente o mesmo Fluxo de Caixa da seguinte maneira: Figura 2 - Tabela 2: Entrada e Saida de Recursos - Consolidado 0 Fluxo de Caixa pode ser tambem representado graficamente par um diagrama coma mostrado na figura a seguir: Figura 1: Linha do Tempo/ Fonte: o autor. Descric;:ao da imagem: VP indica valor presente e o i representa a taxa de juros. Aqui neste ponto. eu e voce precisamos compreender o que e Jura: e o recurso (dinheiro) pago pelo uso do dinheiro emprestado ou coma remunerac;:ao do capital empregado em atividades produtivas. Assim coma os juros, outros temas importantes em financ;:as sao importantes compreender na visao do professor Bertolo (2010): a) INFLACAO (perda de poder da moeda) - diminuic;:ao do poder aquisitivo da moeda no tempo obriga que o investimento produza retorno maior que o capital investido. b) UTILIDADE - investir significa deixar de consumir hoje para consumir amanha, o que s6 e atraente quando o capital recebe remunerac;:ao adequada, isto e. havendo preferencia temporal para consumir, as pessoas querem uma recompensa pela abstinencia do consumo. O premio para que nao haja consumo e o juro. c) RISCO - existe sempre a possibilidade do investimento nao corresponder as expectativas. Issa se deve ao fato de o devedor nao poder pagar o debito. o tempo de emprestimo (as operac;:6es de curto prazo sao menos arriscadas) e o volume do capital emprestado. Pode-se associar ao acrescimo na taxa pelo maior risco, coma sendo um seguro que aquele que oferta os fundos cobra par assumi-los. d) OPORTUNIDADE - os recursos disponfveis para investir sao limitados, motivo pelo qual aose aceitar determinado projeto perde-se oportunidades de ganhos em outros; e e preciso que o primeiro oferec;:a retorno satisfat6rio. Em financ;:as o investidor e remunerado pelo retorno do investimento medido pela taxa de juro. Para o tomador de emprestimos o seu custo e medido tambem pela taxa de juros (custo do capital - capital de terceiros). Se formos representar isso em uma formula podemos determinar que chama-se taxa de juros a razao entre os juros J que serao cobrados no fim do perfodo e o capital VP inicialmente empregado. Assim: i = J / VP Desta forma podemos exercitar: Exemplo: Uma organizac;:ao emprestou R$ 2000,00 e ira pagar ap6s um ano R$ 200,00 de juros, calcule a taxa de juros: I=? Juros = 200,00 Valor Presente (valor emprestado) = 2000,00 i = J / VP i = 200 / 2000 i = 0,10 transformar numero decimal em percentual/porcentagem: i = 0,10 X 100 = 10 = 10% 100 100 i = 10% ao ano. (resposta) Um outro exemplo, e calcularmos o VP (valor presente), para os seguintes dados: I = 10% a.m. (ao mes) Juros = R$ 200,00 Valor Presente (valor emprestado) =? Considerando que ap6s 30 dias (1 mes), qual deve ser o valor que foi emprestado (VP)? Formula e Resoluc;:ao: i = J / VP o,1 = 200 / VP VP= 200 / 0,1 VP = R$ 2.000,00 (resposta) Descric;:ao da imagem : Pessoas fazendo uma reuniao A avaliac;:ao de investimentos no Brasil segue algumas legislac;:oes. uma delas a legislac;:ao da Contabilidade que surge principalmente na Lei N° 6.404/76, que define as regras contabeis para as sociedades par ac;:oes. outras legislac;:oes importantes irao determinar par exemplo o Regulamento do Impasto de Renda, assim coma as lnstruc;:oes, Deliberac;:oes. Offcios Circulares e outros documentos da Comissao de Valores Mobiliarios (CVM) e o C6digo Civil. Poder ter mais capital. leva as pessoas a procurarem opc;:oes de investimentos. principalmente que possam ter um retorno lucrativo e favoravel. 0 investimento ao ser realizado, precisa ser observado se o mesmo tera um carater mais permanente ou temporario. Os investimentos permanentes geralmente estao associados a investimento em uma sociedade/organizac;:ao. desde seu infcio ou em empresas que ja estao operando. Sao investimentos de media a longo prazo. Os investimentos temporarios. coma o pr6prio name designa. sao aplicac;:oes de mais curto ou media prazo. com retornos desejados conforme a estrategia do investidor. Descric;:ao da imagem : Governanc;:a Ap6s a compreensao dos tipos de investimentos. um ponto relevante ea compreensao da Governanc;:a Corporativa. No Brasil o principal organismo que aborda o tema e o lnstituto Brasileiro de Governanc;:a Corporativa (IBGC). Conforme Lanzana (2004. p.24). a governanc;:a corporativa e uma pratica do sistema que trata dos mecanismos da administrac;:ao estrategica e operacional da organizac;:ao. a qual possui coma princfpio. melhorias da imagem. rentabilidade das atividades que fazem parte da atividade em que atua. Nos ambientes corporativos atuais a governanc;:a corporativa pretende aumentar a probabilidade de os investidores garantirem para si o retorno sabre seu investimento. por meio de diversos mecanismos estruturais na organizac;:ao coma a necessidade de um Conselho de Administrac;:ao. Auditoria Externa. Comites. Compliance. Gestao de Riscos. Controladoria entre outros. Nao deixe de assistir o Na Pratica, onde estamos abordando o tema processo decis6rio do investir e coma captar os recursos. Cada captac;:ao de recursos no mercado financeiro exige um atenc;:ao nos aspectos legais e formais desta captac;:ao. Nao deixe de assistir o Na Pratica onde estaremos observando algumas dicas sabre o tema. Nao perca. Link: https://vimeo.com/568898835/6516d43dc5 lmportante destacar que uma organizac;:ao e uma entidade que negocia mercadorias, ou presta servic;:os, produz bens. 0 nascimento de uma empresa se faz pelas fontes de financiamento, que podem ter duas origens conforme vista anteriormente: a. Capital Pr6prio; b. Capital de Terceiros; 0 Capital Pr6prio na visao da governanc;:a corporativa e o capital da fonte pr6pria de investimentos oriunda de seus acionistas, quando nos referimos aos registros na contabilidade e o grupo de contas do Patrim6nio Lfquido. A princfpio este grupo e considerado coma um "nao exigfvel", sem um vencimento explfcito de quando a empresa devera devolver o capital a seus acionistas. Os lucros da organizac;:ao e seus acumulos transitam pelo Patrim6nio Lfquido, demonstrando a evoluc;:ao patrimonial. 0 Capital de Terceiros tern par objetivo financiar ativos permanentes para o funcionamento da organizac;:ao e/ou financiar a operac;:ao da empresa em seu capital de giro. Desta forma, a estrutura de capital fundamenta a inftuencia direta do mercado sabre a gestao e controle da organizac;:ao, o que determina os graus de risco do capital investido. https://www.ibgc.org.br/ Outro ponto importante na dimensao financeira da governanc;:a corporativa e o chamado "Conftito de Agencia", pois atraves da governanc;:a corporativa podemos minimizar os conftitos que surgem do fen6meno de separac;:ao entre a propriedade ea gestao da organizac;:ao. Assim, ao delegar ao Gestor o poder de decisao o acionista perde o poder de controle sabre a organizac;:ao, surgindo a partir deste momenta os conftitos de agencia, pois os interesses daqueles que administram a organizac;:ao nem sempre estao alinhados com os seus acionistas. Descric;:ao da imagem : Stakeholder Para contribuir e deixar a gestao de investimentos de uma forma transparente. a Relai;:ao com lnvestidores torna-se necessaria. e uma area que se constitui como interlocutor entre a empresa que negocia suas ai;:6es no mercado da bolsa de valores e todo o mercado que precisa compreender esta empresa. A relai;:ao com investidores (RI) realiza a divulgai;:ao de informai;:6es de forma peri6dica e/ou eventual. assessora o processo de organizar reuni6es (assembleia. com acionista e etc) e atende as demandas eventuais de informai;:6es especfficas para o mercado e acionistas. Segundo Dolphin (2004). o RI tern sido considerado uma area importante nas estrategias de marketing corporativo para definir a imagem da organizai;:ao. Areas e programas de Relai;:ao com lnvestidor sao capazes de melhorar a comunicai;:ao da empresa e assim levar a menores custos de transai;:ao e consequentes aumentos no volume de neg6cios. Novos Desafios Nesta unidade observamos principalmente o Sistema Financeiro Nacional. As unidades do sistema sao importantes para regular e desta forma o sistema financeiro contribui nos processos de investimentos das pessoas e empresas. Conhecer o papel de cada unidade do sistema ajuda no desempenho profissional no momento que estamos gerindo as finan9as da organiza9ao ou no momento que estamos buscando recursos para a organiza9ao. Muitos profissionais da area de finani;:as desconhecem o sistema financeiro nacional e perdem a oportunidade de ampliarem seu conhecimento e suas habilidades. Eu posso indicar para voce algumas dicas importantes para o sucesso profissional: a. Quando estiver participando da gestao de finani;:as ou na analise de investimentos, busque todas as opi;:oes de mercado, par mais complexas que possas parecer certas operai;:oes e os names das mesmas. nao se deixe "assustar"; b. A matematica financeira e uma importante ferramenta, aprimore-se sempre; c. Hoje tambem existem ferramentas de analise financeira que utilizam tecnicas estatfsticas que facilitam em muita a analise de investimentos. 1) Uma organizac;;ao precisa de sua ajuda, ela realizou um emprestimo para realizar o pagamento 30 dias (1 mes) apos o emprestimo. Esta organizac;;ao emprestou RS 4000,00 e ira pagar apos um ano RS 600,00 de juros, calcule a taxa de juros: Dados: i =? valor emprestado (VP) = RS 4.000,00 valor dos juros (J) = RS 600,00 Formula: i = J / VP Calcular e encontrar a taxa de juros. 2) A mesma organizac;;ao, agora precisa encontrar o valor