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Unidade I MEDICINA DO TRABALHO Profa. Ma. Paula Castro “As inter-relações produção/trabalho, ambiente e saúde, determinadas pelo modo de produção e consumo hegemônico em uma dada sociedade, são a principal referência para se entender as condições de vida, o perfil de adoecimento e morte das pessoas, a vulnerabilidade diferenciada de certos grupos sociais e a degradação ambiental e, assim, para construir alternativas de mudança capazes de garantir vida e saúde para o ambiente e a população.” DIAS et al (2009) Evolução do trabalho na história A primeira fase que identificamos como processo de trabalho na evolução humana foi para que este conseguisse suprir suas necessidades para sobrevivência. Posteriormente a essa fase, encontramos registros de atividades agrícolas, com o aprendizado do homem em cultivar e armazenar seu cultivo, podendo comercializar aquilo que lhe era excedente. A mudança desse modelo trabalhista agrícola e de pastoreio para o modelo industrial acontece após a descoberta da energia hidráulica, da máquina a vapor e da eletricidade. Iniciam-se, então, as primeiras concentrações de pessoas em trabalhos industriais e que, por ser uma atividade nova, apresentava alto índice de acidentes. Henry Ford incorpora um novo modelo de processo de trabalho, quando determina que cada funcionário faça uma determinada atividade, de maneira que todas as tarefas sejam executadas de maneira sistematizada e, desta forma, conseguindo melhorar a escala industrial de trabalho. Com o passar dos anos, a evolução industrial não teve mais períodos de estagnação e apenas evoluindo, chegando finalmente na automação tecnológica, com o uso de máquinas para a realização de tarefas que até então eram realizadas pelo homem, exigindo, dessa maneira, novas regras para que os processos de produção pudessem ser melhorados. O trabalho junto com a matéria-prima e a tecnologia é essencial para a produção de bens e riquezas. No processo de trabalho sempre será necessária a presença do homem para a execução das tarefas. Na evolução do processo de trabalho ao longo da nossa história sempre houve a exploração da natureza e do trabalhador e, paralelamente, aconteceram as degradações ambientais. As doenças relacionadas aos processos de trabalho também se modificaram com a evolução do trabalho em cada época, pela mudança em cada período da carga biológica, psíquica, social e econômica exigida em cada processo. Algumas doenças foram controladas, outras praticamente extintas e outras emergiram de acordo com esse processo de evolução, mas o que ficou muito claro e necessário é o conjunto das ciências sobre a saúde do trabalhador e sobre o ambiente para que o desenvolvimento econômico e político não interfira nas condições adequadas de trabalho. Na saúde pública, a saúde do trabalhador é um campo de pesquisa que busca o entendimento das intervenções e das relações de produção-consumo, bem como das relações do processo saúde-doença das pessoas de acordo com as suas condições de trabalho. Condições favoráveis poderão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores que levarão a maior efetividade da empresa, porém quando essas condições são desfavoráveis, há o aumento dos efeitos negativos, como a ocorrência de acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais. Princípio da organização científica Processos produtivos Setor primário Recursos naturais Setor secundário Capital Setor terciário Força de trabalho Gerar Lucro e renda Subjetividade Inclusão social Saúde Destruição ambiental Adoecimento Morte Cadeia produtiva de bens e sua relação com a saúde do trabalhador Diversidade. Intensificação do trabalho. Precarização das relações do trabalho. Crescimento do trabalho informal e domiciliado. Complementaridade das cadeias produtivas. Vulnerabilidade e desproteção social. Degradação ambiental. Características dos processos produtivos Está associada a: desregulamentação e perda de direitos trabalhistas e sociais; fragilização das organizações sindicais, subcontratação de força de trabalho – terceirização – com rebaixamento dos níveis salariais e o descumprimento de regulamentos de proteção à saúde e a segurança; intensificação do trabalho, aumento da jornada de trabalho, acúmulo de funções, maior exposição dos riscos, legalização dos trabalhos temporários, informação do trabalho e aumento do número de trabalhadores autônomos. Tudo associado à exclusão social e à precarização da saúde. Precarização do trabalho O equilíbrio entre a demanda e a oferta: Aumento de preços. Aumento do custo assistencial. Preço dos planos: Renda disponível da população. Restrição orçamentária das empresas. Para que haja sustentabilidade desse modelo é preciso que se tenha: Gestão de custo assistencial. Programa de prevenção de doenças e promoção da saúde. Desafios para a sustentabilidade do setor da saúde A escola clássica, Henry Ford e a escola da qualidade podem ser enquadrados no enfoque da administração: a) Sistêmico. b) Técnico. c) Comportamental. d) Behaviorista. e) Civilizatório. Interatividade A escola clássica, Henry Ford e a escola da qualidade podem ser enquadrados no enfoque da administração: a) Sistêmico. b) Técnico. c) Comportamental. d) Behaviorista. e) Civilizatório. Resposta O Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou, em 2011, o documento da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora para o SUS (PNST-SUS), que orienta de que maneira deve ser executada a atenção integral do trabalhador no SUS. A Portaria no 1.823, de 23 de agosto de 2012, institui a Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Essa política reforça o que está definido pelo SUS sobre a necessidade da interdisciplinariedade e da intersetorialidade, de maneira que haja sintonia entre os serviços de saúde, os processos de trabalho e a garantia de participação dos trabalhadores como sujeitos ativos nas decisões. Atenção integral à saúde do trabalhador Para o fortalecimento da atenção integral à saúde do trabalhador, faz-se necessária a construção de ambientes com fortalecimento deles que façam a vigilância dos agravos relacionados ao trabalhador. A Constituição Federal de 1988 define que deve ser garantido atendimento integral a todas as pessoas, com prioridade para as ações de promoção da saúde e prevenção das doenças e agravos. Com a Lei Orgânica 8.080/90, é dado o estabelecimento do princípio da integralidade da assistência, de maneira que todas as ações em todos os níveis de atenção devem ser garantidos de maneira que a assistência à saúde aconteça de maneira resolutiva. Integração da vigilância em saúde do trabalhador com os demais componentes da vigilância em saúde: a) Análise do perfil produtivo e da situação de saúde dos trabalhadores; b) Estruturação da Rede de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador; c) Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos d) Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas; e) Estímulo à participação da comunidade, dos trabalhadores e do controle social; f) Fortalecimento e ampliação da articulação intersetorial; g) Garantia do financiamento das ações de saúde do trabalhador. Estratégias para a implantação da PNSTT Desta maneira, em 2006, o Ministério da Saúde em conjunto com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde) redefinem as responsabilidades de gestão, por meio do Pacto pela Saúde, em seus três componentes: Pacto pela vida; Defesa do SUS; Gestão, Traz orientações específicas para as ações necessárias de fortalecimento da saúde do trabalhador e da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast). Vigilância em saúde do trabalhador: visa à promoção da saúde e à redução da morbimortalidade da população trabalhadora, por meio da integração de ações que intervenham nos agravos e seus determinantes decorrentes dos modelos de desenvolvimento e processos produtivos. Vigilância em saúde ambiental: proporciona o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou a outros agravos à saúde. Vigilância em saúde Portanto, as áreas de saúde do trabalhador e saúde ambiental se complementam e se interligam entre si, gerando novos desafios para o SUS, constituindo a necessidade de execução de ações intra e intersetoriais, por meio de uma equipe necessariamente multidisciplinar, e que devem ser guiadas pelos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade, aliado sempre ao controle social. O artigo 200, da Constituição Federal de 1988, já determinava, em seu inciso II, que compete ao Sistema Único de Saúde “executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador”. A expressão “análise ergonômica do trabalho” trata-se textualmente: “cabe aos empregadores realizar a análise ergonômica do trabalho”. A Norma Regulamentadora de Ergonomia 17, ou NR 17, em sua nova versão, amplia o campo normativo da ergonomia. Essa ampliação normativa da ergonomia muda a responsabilidade que era restrita a conselhos sobre como levantar e carregar pesos, e passa a incluir: o mobiliário de trabalho; algumas condições dos ambientes de trabalho, os equipamentos (todos os equipamentos) de trabalho; a organização do trabalho, as regras e os tempos de trabalho. Ergonomia a) as posturas físicas assumidas pelos funcionários para a realização das atividades; b) as ações e as tomadas de informações pelos funcionários durante a realização da atividade; c) os deslocamentos dos funcionários para executar a atividade; d) o arranjo físico do ambiente; e) as dimensões dos postos de trabalho; f) as habilidades sensoriais (visual e auditiva), motoras e cognitivas necessárias a realização da atividade. Avaliação ergonômica do trabalho A Ergonomia da Atividade, quando aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho, apresenta como fundamentos teóricos e metodológicos os programas de QVT que operacionalizam práticas assistencialistas que buscam compensar os desgastes vivenciados pelos trabalhadores nos ambientes corporativos. A ergonomia, que tem por objetivo adaptar o trabalho ao ser humano, tem uma condição contraditória da abordagem da QVT que revela como importantes limites: ser de natureza paliativa, já que as causas mais profundas do mal-estar no trabalho permanecem intocáveis; é de caráter compensatório, pois suas atividades visam a minimizar os efeitos dos desgastes e se apoia no paradigma do trabalhador como a variável de ajuste. Dar uma definição para Qualidade de Vida no Trabalho sempre será um desafio, por se tratar de um conceito que é muito individual e particular. O conceito de qualidade de vida pode passar por várias áreas e de maneira diferente entre uma mesma classe de trabalhadores. Essa definição pode permear condições relacionadas a como os processos de trabalho são executados e também de que maneira o trabalhador recebe pelo trabalho executado. O importante é determinar quais são os fatores positivos e que causam bem-estar ao trabalhador e fazer a manutenção destes, e identificar aqueles negativos para que possam ser corrigidos. Qualidade de vida no trabalho Com base na NR17 – Ergonomia, que estabelece parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, assinale a opção correta. a) A referida norma não trata dos requisitos mínimos de conforto dos assentos utilizados nos postos de trabalho. b) Os teclados utilizados em computadores deverão obedecer ao padrão ABNT. c) Nas atividades de entrada de dados deverá haver, no mínimo, uma pausa de 5 minutos para cada 55 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho. d) As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas à natureza do trabalho a ser executado. e) Mulheres e trabalhadores jovens, em condições especiais, poderão realizar o transporte manual de carga com peso máximo equivalente ao dos homens. Interatividade Com base na NR17 – Ergonomia, que estabelece parâmetros que permitem a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, assinale a opção correta. a) A referida norma não trata dos requisitos mínimos de conforto dos assentos utilizados nos postos de trabalho. b) Os teclados utilizados em computadores deverão obedecer ao padrão ABNT. c) Nas atividades de entrada de dados deverá haver, no mínimo, uma pausa de 5 minutos para cada 55 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho. d) As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas à natureza do trabalho a ser executado. e) Mulheres e trabalhadores jovens, em condições especiais, poderão realizar o transporte manual de carga com peso máximo equivalente ao dos homens. Resposta Bernardo Ramazzini, médico italiano, foi o primeiro profissional de saúde, em 1700, a classificar e sistematizar como as ações relacionadas às doenças do trabalho deveriam ter um aspecto de integralidade. Sua obra “Doenças do Trabalho” é considerada por muitos médicos da saúde do trabalhador um marco da especialidade, pois ao ser avaliada sua obra ainda é considerada atualizada sobre a compreensão das doenças. História da Medicina do Trabalho Em 1953, a OIT, identificando os serviços médicos no ambiente de trabalho, inicia uma discussão sobre a necessidade de formação e qualificação de médicos de trabalho, além de propor um estudo sobre a organização dos “Serviços Médicos do Trabalho”. Em 1954, a OIT convoca especialistas para discutirem e determinarem quais seriam as Diretrizes desse modelo “Serviços Médicos do Trabalho” e que teve sua definição mudada em 1958 para “serviços de Medicina do Trabalho”. Em 1959, a OIT aprova a Recomendação 112 sobre “Serviços de Medicina do Trabalho”, que passou a ser o instrumento normativo para referência e modelo para o estabelecimento de diplomas legais. Assegurar a proteção dos trabalhadores contra todo o risco que prejudique a sua saúde e que possa resultar de seu trabalho ou das condições em que se efetue; Contribuir à adaptação física e mental dos trabalhadores, em particular pela adequação do trabalho e pela sua colocação em lugares de trabalho correspondentes às suas aptidões; Contribuir ao estabelecimento e à manutenção do nível mais elevado possível do bem-estar físico e mental dos trabalhadores. Recomendação 112 “Serviço de Medicina do Trabalho” 1931: o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (MTIC), por meio do Decreto 19.443, de 26 de novembro de 1931, teve como uma de suas atribuições regulamentar as condições de trabalho de forma geral e estabelecer regras referentes à higiene, à medicina e à segurança do trabalho. 1932: com a organização do Departamento Nacional do Trabalho (DNT), foi criada uma seção que tinha atribuições diretas sobre a organização, a higiene e a segurança do trabalho, e que resultaria na criação da Inspetoria do Trabalho. 1938: junto à Inspetoria foi criado o Serviço de Higiene Industrial e, em 1942, a Divisão de Higiene e Segurança do Trabalho que substituiu o serviço anterior, mostrando que havia uma preocupação com a ampliação das ações direcionadas à Medicina do Trabalho. Medicina do Trabalho no Brasil Ser uma atividade tipicamente médica e que deveser exercida in loco, dentro do ambiente de trabalho; O médico deve supostamente identificar qual o melhor local para cada trabalhador dentro daquele ambiente, após a análise de aptidões físicas e mentais. Outra limitação possível de ser identificada se refere a como o médico faz a adequação do trabalhador ao trabalho, restringindo-se na seleção de candidatos, adaptá-los às condições de trabalho a que serão expostos por meio de atividades educativas; Com a característica do serviço de garantir ao trabalhador o estabelecimento e a manutenção do bem-estar físico e mental, acaba gerando uma condição de que o serviço tem apenas uma prática positivista médica. Limitações do serviço de Medicina do Trabalho Em primeiro lugar = a seleção de pessoal. Em segundo lugar = controle do absentismo na força de trabalho: Casos de doenças, faltas, licenças, obviamente com mais cuidado e maior controle por parte da empresa do que quando essa função é desempenhada por serviços médicos externos a ela, por exemplo, a Previdência Social. Possibilidade de obter um retorno mais rápido da força de trabalho à produção, na medida em que um serviço próprio tem a possibilidade de um funcionamento mais eficaz. A Medicina do Trabalho e as teorias administrativas A necessidade de uma atuação multiprofissional e estratégica na intervenção direta no ambiente de trabalho com o objetivo de identificar e minimizar os riscos ambientais traz à tona a necessidade de intensificação de pesquisas na área de saúde pública. Assim, a saúde ocupacional passa a ser considerada um ramo da saúde ambiental. Brasil = as instituições que se destacaram foram na vertente acadêmica = Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e na vertente instituição = Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – Fundacentro. Medicina do Trabalho e saúde ambiental O direito à informação – sobre a natureza dos riscos, quais as medidas de controle adotadas pelo empregados para a minimização deles; Direito a resultados de seus exames médicos e de avaliações ambientais; Direito à recusa do trabalho quando em condição de risco grave para a saúde ou vida; Direito à consulta prévia aos trabalhadores, antes de mudanças tecnológicas, métodos, processos e formas de organização; Estabelecimento de mecanismos de participação, desde a escolha de tecnologias até a escolha dos profissionais que irão atuar nos serviços de saúde do trabalhador. Direitos fundamentais dos trabalhadores Participação, no âmbito de competência do SUS, em estudos, pesquisas, avaliação e controle de riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho; Participação na normatização, na fiscalização e no controle das condições de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, produtos, máquinas e equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador; Avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde; Participação na normatização, na fiscalização e no controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e nas empresas públicas e privadas; Lei 8.080/90 Informação ao trabalhador, à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidentes de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como sobre os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional; Garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou a saúde dos trabalhadores. Art. 157 – Cabe às empresas: I. cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; II. instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; III. adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente; IV. facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente. Consolidação das leis do trabalho Art. 158 – Cabe aos empregados: I. observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruções de que trata o item II do artigo anterior; II. colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos deste Capítulo. Parágrafo Único – Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: a) À observância das instruções expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; b) Ao uso dos equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa. Ao que diz respeito à legislação sobre o trabalho, ao ambiente de trabalho e às suas implicações; as empresas poderão ser notificadas e autuadas nas condições abaixo, exceto: a) Prejudicando a saúde, a segurança e o bem-estar da população. b) Criando condições adversas às atividades sociais e econômicas. c) Afetando de maneira desfavorável a biota. d) Mantendo e restabelecendo as condições estéticas e sanitárias do ambiente. e) Lançando matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Interatividade Ao que diz respeito à legislação sobre o trabalho, ao ambiente de trabalho e às suas implicações; as empresas poderão ser notificadas e autuadas nas condições abaixo, exceto: a) Prejudicando a saúde, a segurança e o bem-estar da população. b) Criando condições adversas às atividades sociais e econômicas. c) Afetando de maneira desfavorável a biota. d) Mantendo e restabelecendo as condições estéticas e sanitárias do ambiente. e) Lançando matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Resposta Garantir ao trabalhador que ele tenha acesso a uma nutrição equilibrada e adequada deve ser dever de toda empresa. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, inclui que parte da composição salarial deve ser destinada à alimentação, porém não há uma obrigatoriedade de fazê-lo. Atualmente, os sindicados de classe buscam a obrigatoriedade de algum benefício de acordo com número de funcionários e com a atividade da empresa. No Brasil, na década de 1940 = Serviço de Alimentação da Previdência Social. Década de 1970: Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PRONAN). Programa de Nutrição do Trabalhador O Programa de Alimentação do Trabalhador foi criado pela Lei 6.321, de 14 de abril de 1976, sendo regulamentado pelo Decreto 5 apenas em 14 de janeiro de 1991. O PAT é um programa de responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego (MET), financiado com recursos advindos da renda do trabalhador (20%) e também com investimento do empregador (80%), em que o acesso à alimentação acontece pela viabilidade de distribuição de refeições no próprio ambiente de trabalho ou por vale-refeição e cestas básicas. Não pode ser considerado assistencialista. Programa voluntário. Programa de Alimentação do Trabalhador Serviço próprio. Administração de cozinha. Alimentação-convênio. Refeição-convênio. Refeições transportadas. Cesta de alimentos. Modalidades possíveis Aumento da produtividade; Maior integração entre trabalhador e empresa; Redução do absenteísmo (atrasos e faltas); Redução da rotatividade; Isenção de encargos sociais sobre o valor da alimentação fornecida; Incentivo fiscal (dedução de até 4% do Imposto de Renda devido). Benefícios Uma alimentação adequada é tão importante dentro do ambiente de trabalho quanto o intervalo da última refeição do trabalhador. Apresenta importância significativa para o controle do número de acidentes de trabalho. Mudança de perfil epidemiológico = característica dos trabalhos era de deficiência proteico-energética. Atualmente, há um aumento da pré-obesidade. Apesar do programa ter sido implantado com o objetivo de garantir que os trabalhadores, em especial os mais pobres, tivessem acesso a uma alimentação adequada para que pudesse sair da faixa de peso abaixo do ideal, o que é percebido é o ganho de peso maior entre os que já apresentam sobrepeso. Independentemente do tipo de benefício que seja oferecido ao trabalhador, é durante o seu período de trabalho que ele realiza a sua principal refeição do dia. Entende-se por alimentação saudável o direito humano a um padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos, respeitando os princípios da variedade, da moderação e do equilíbrio; dando-se ênfase aos alimentos regionais ao seu significado socioeconômico e cultural, no contexto da Segurança Alimentar e Nutricional. Os programas de alimentação do trabalhador deverão propiciar condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação. Com o objetivo de melhorar a condição de saúde do trabalhador, é essencial que se tenha inserido dentro dessa política de nutrição e alimentação os conceitos de qualidade de vida no trabalho, visto que é pensado pela empresa o aumento da produtividade no seu ambiente de trabalho. A produtividade tem sido definida como o grau de aproveitamento dos meios utilizados para produzir bens e serviços. Um dos fatores mais essenciais para assegurar a produtividade dos recursos humanos, sem dúvida alguma, é a garantia da plena saúde e vitalidade. Os programas de qualidade de vida mudam comportamento, atuam preventivamente, reduzem custos e contribuem para atrair ou reter colaboradores. PAT x qualidade de vida De acordo com a Legislação do PAT, em caso de fiscalização, estará em desacordo a situação em que: a) Há atendimento a todos os empregados que recebem até cinco salários mínimos. b) O benefício concedido é proporcional ao salário oferecido. c) O empregador se abstém de utilizar o PAT de forma a premiar ou punir os trabalhadores. d) São observados os indicadores paramétricos do valor calórico e da composição nutricional dos alimentos disponibilizados aos trabalhadores. e) Há profissional legalmente habilitado em nutrição indicado pelo empregador como responsável técnico pelo Programa, no caso de autogestão. Interatividade De acordo com a Legislação do PAT, em caso de fiscalização, estará em desacordo a situação em que: a) Há atendimento a todos os empregados que recebem até cinco salários mínimos. b) O benefício concedido é proporcional ao salário oferecido. c) O empregador se abstém de utilizar o PAT de forma a premiar ou punir os trabalhadores. d) São observados os indicadores paramétricos do valor calórico e da composição nutricional dos alimentos disponibilizados aos trabalhadores. e) Há profissional legalmente habilitado em nutrição indicado pelo empregador como responsável técnico pelo Programa, no caso de autogestão. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!