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Unidade I
MEDICINA DO TRABALHO
Profa. Ma. Paula Castro
“As inter-relações produção/trabalho, ambiente e saúde, 
determinadas pelo modo de produção e consumo hegemônico em 
uma dada sociedade, são a principal referência para se entender 
as condições de vida, o perfil de adoecimento e morte das 
pessoas, a vulnerabilidade diferenciada de certos grupos sociais e 
a degradação ambiental e, assim, para construir alternativas de 
mudança capazes de garantir vida e saúde 
para o ambiente e a população.”
DIAS et al (2009)
Evolução do trabalho na história
 A primeira fase que identificamos como processo de trabalho 
na evolução humana foi para que este conseguisse suprir suas 
necessidades para sobrevivência.
 Posteriormente a essa fase, encontramos registros de 
atividades agrícolas, com o aprendizado do homem em cultivar 
e armazenar seu cultivo, podendo comercializar aquilo que lhe 
era excedente.
 A mudança desse modelo trabalhista agrícola e de pastoreio 
para o modelo industrial acontece após a descoberta da energia 
hidráulica, da máquina a vapor e da eletricidade.
 Iniciam-se, então, as primeiras concentrações de pessoas em 
trabalhos industriais e que, por ser uma atividade nova, 
apresentava alto índice de acidentes.
 Henry Ford incorpora um novo modelo de processo de 
trabalho, quando determina que cada funcionário faça uma 
determinada atividade, de maneira que todas as tarefas sejam 
executadas de maneira sistematizada e, desta forma, 
conseguindo melhorar a escala industrial de trabalho.
 Com o passar dos anos, a evolução industrial não teve mais 
períodos de estagnação e apenas evoluindo, chegando 
finalmente na automação tecnológica, com o uso de máquinas 
para a realização de tarefas que até então eram realizadas pelo 
homem, exigindo, dessa maneira, novas regras para que os 
processos de produção pudessem ser melhorados.
 O trabalho junto com a matéria-prima e a tecnologia é essencial 
para a produção de bens e riquezas. 
 No processo de trabalho sempre será necessária a 
presença do homem para a execução das tarefas. 
 Na evolução do processo de trabalho ao longo da nossa 
história sempre houve a exploração da natureza e do 
trabalhador e, paralelamente, aconteceram as degradações 
ambientais. 
 As doenças relacionadas aos processos de trabalho também se 
modificaram com a evolução do trabalho em cada época, pela 
mudança em cada período da carga biológica, psíquica, social e 
econômica exigida em cada processo.
 Algumas doenças foram controladas, outras praticamente 
extintas e outras emergiram de acordo com esse processo de 
evolução, mas o que ficou muito claro e necessário é o 
conjunto das ciências sobre a saúde do trabalhador e sobre o 
ambiente para que o desenvolvimento econômico e político não 
interfira nas condições adequadas de trabalho.
 Na saúde pública, a saúde do trabalhador é um campo de 
pesquisa que busca o entendimento das intervenções e das 
relações de produção-consumo, bem como das relações do 
processo saúde-doença das pessoas de acordo com as suas 
condições de trabalho.
 Condições favoráveis poderão contribuir para a qualidade de 
vida dos trabalhadores que levarão a maior efetividade da 
empresa, porém quando essas condições são desfavoráveis, 
há o aumento dos efeitos negativos, como a ocorrência de 
acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais.
Princípio da organização científica
 Processos produtivos
 Setor primário Recursos naturais
 Setor secundário Capital
 Setor terciário Força de trabalho
 Gerar
 Lucro e renda Subjetividade
Inclusão social
Saúde
 Destruição ambiental Adoecimento Morte
Cadeia produtiva de bens e sua relação com a saúde 
do trabalhador
 Diversidade.
 Intensificação do trabalho.
 Precarização das relações do trabalho.
 Crescimento do trabalho informal e domiciliado.
 Complementaridade das cadeias produtivas.
 Vulnerabilidade e desproteção social.
 Degradação ambiental.
Características dos processos produtivos
 Está associada a: desregulamentação e perda de direitos 
trabalhistas e sociais; fragilização das organizações sindicais, 
subcontratação de força de trabalho – terceirização – com 
rebaixamento dos níveis salariais e o descumprimento de 
regulamentos de proteção à saúde e a segurança; intensificação 
do trabalho, aumento da jornada de trabalho, acúmulo de funções, 
maior exposição dos riscos, legalização dos trabalhos 
temporários, informação do trabalho e aumento do número de 
trabalhadores autônomos. 
 Tudo associado à exclusão social e à precarização da saúde.
Precarização do trabalho
 O equilíbrio entre a demanda e a oferta:
 Aumento de preços.
 Aumento do custo assistencial.
 Preço dos planos:
 Renda disponível da população.
 Restrição orçamentária das empresas.
 Para que haja sustentabilidade desse modelo é preciso que 
se tenha:
 Gestão de custo assistencial.
 Programa de prevenção de doenças e promoção 
da saúde.
Desafios para a sustentabilidade do setor da saúde
A escola clássica, Henry Ford e a escola da qualidade podem ser 
enquadrados no enfoque da administração:
a) Sistêmico.
b) Técnico.
c) Comportamental.
d) Behaviorista.
e) Civilizatório.
Interatividade
A escola clássica, Henry Ford e a escola da qualidade podem ser 
enquadrados no enfoque da administração:
a) Sistêmico.
b) Técnico.
c) Comportamental.
d) Behaviorista.
e) Civilizatório.
Resposta
 O Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou, em 2011, o 
documento da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da 
Trabalhadora para o SUS (PNST-SUS), que orienta de que 
maneira deve ser executada a atenção integral do trabalhador 
no SUS. 
 A Portaria no 1.823, de 23 de agosto de 2012, institui a Política 
Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. 
 Essa política reforça o que está definido pelo SUS sobre a 
necessidade da interdisciplinariedade e da intersetorialidade, 
de maneira que haja sintonia entre os serviços de saúde, os 
processos de trabalho e a garantia de participação dos 
trabalhadores como sujeitos ativos nas decisões.
Atenção integral à saúde do trabalhador
 Para o fortalecimento da atenção integral à saúde do 
trabalhador, faz-se necessária a construção de ambientes com 
fortalecimento deles que façam a vigilância dos agravos 
relacionados ao trabalhador.
 A Constituição Federal de 1988 define que deve ser garantido 
atendimento integral a todas as pessoas, com prioridade 
para as ações de promoção da saúde e prevenção 
das doenças e agravos. 
 Com a Lei Orgânica 8.080/90, é dado o estabelecimento do 
princípio da integralidade da assistência, de maneira que todas 
as ações em todos os níveis de atenção devem ser garantidos 
de maneira que a assistência à saúde aconteça de maneira 
resolutiva.
Integração da vigilância em saúde do trabalhador com os demais 
componentes da vigilância em saúde:
a) Análise do perfil produtivo e da situação de saúde dos 
trabalhadores;
b) Estruturação da Rede de Atenção Integral à Saúde do 
Trabalhador;
c) Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos
d) Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas;
e) Estímulo à participação da comunidade, dos trabalhadores 
e do controle social;
f) Fortalecimento e ampliação da articulação intersetorial;
g) Garantia do financiamento das ações de saúde 
do trabalhador.
Estratégias para a implantação da PNSTT
 Desta maneira, em 2006, o Ministério da Saúde em conjunto 
com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o 
Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de 
Saúde) redefinem as responsabilidades de gestão, por meio do 
Pacto pela Saúde, em seus três componentes: 
 Pacto pela vida;
 Defesa do SUS; 
 Gestão, 
 Traz orientações específicas para as ações necessárias de 
fortalecimento da saúde do trabalhador e da Rede Nacional de 
Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast). Vigilância em saúde do trabalhador: visa à promoção da saúde 
e à redução da morbimortalidade da população trabalhadora, 
por meio da integração de ações que intervenham nos agravos 
e seus determinantes decorrentes dos modelos de 
desenvolvimento e processos produtivos.
 Vigilância em saúde ambiental: proporciona o conhecimento e a 
detecção de mudanças nos fatores determinantes e 
condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde 
humana, com a finalidade de identificar as medidas de 
prevenção e controle dos fatores de risco ambientais 
relacionados às doenças ou a outros agravos à saúde.
Vigilância em saúde
 Portanto, as áreas de saúde do trabalhador e saúde ambiental se 
complementam e se interligam entre si, gerando novos desafios 
para o SUS, constituindo a necessidade de execução de ações 
intra e intersetoriais, por meio de uma equipe necessariamente 
multidisciplinar, e que devem ser guiadas pelos princípios do SUS 
de universalidade, integralidade e equidade, aliado sempre ao 
controle social.
 O artigo 200, da Constituição Federal de 1988, já determinava, em 
seu inciso II, que compete ao Sistema Único de Saúde “executar 
as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de 
saúde do trabalhador”.
 A expressão “análise ergonômica do trabalho” trata-se 
textualmente: “cabe aos empregadores realizar a análise 
ergonômica do trabalho”. A Norma Regulamentadora de 
Ergonomia 17, ou NR 17, em sua nova versão, amplia o campo 
normativo da ergonomia. 
Essa ampliação normativa da ergonomia muda a responsabilidade 
que era restrita a conselhos sobre como levantar e carregar pesos, e 
passa a incluir: 
 o mobiliário de trabalho; 
 algumas condições dos ambientes de trabalho, os equipamentos 
(todos os equipamentos) de trabalho; 
 a organização do trabalho, as regras e os tempos de trabalho.
Ergonomia 
a) as posturas físicas assumidas pelos funcionários para 
a realização das atividades;
b) as ações e as tomadas de informações pelos funcionários 
durante a realização da atividade;
c) os deslocamentos dos funcionários para executar 
a atividade;
d) o arranjo físico do ambiente;
e) as dimensões dos postos de trabalho;
f) as habilidades sensoriais (visual e auditiva), motoras e 
cognitivas necessárias a realização da atividade.
Avaliação ergonômica do trabalho
 A Ergonomia da Atividade, quando aplicada à Qualidade de 
Vida no Trabalho, apresenta como fundamentos teóricos e 
metodológicos os programas de QVT que operacionalizam 
práticas assistencialistas que buscam compensar os desgastes 
vivenciados pelos trabalhadores nos ambientes corporativos. 
 A ergonomia, que tem por objetivo adaptar o trabalho ao ser 
humano, tem uma condição contraditória da abordagem da QVT 
que revela como importantes limites: ser de natureza paliativa, 
já que as causas mais profundas do mal-estar no trabalho 
permanecem intocáveis; é de caráter compensatório, pois suas 
atividades visam a minimizar os efeitos dos desgastes e se 
apoia no paradigma do trabalhador 
como a variável de ajuste.
 Dar uma definição para Qualidade de Vida no Trabalho sempre 
será um desafio, por se tratar de um conceito que é muito 
individual e particular. 
 O conceito de qualidade de vida pode passar por várias áreas e de 
maneira diferente entre uma mesma classe de trabalhadores. Essa 
definição pode permear condições relacionadas a como os 
processos de trabalho são executados e também de que maneira 
o trabalhador recebe pelo trabalho executado. 
 O importante é determinar quais são os fatores positivos e que 
causam bem-estar ao trabalhador e fazer a manutenção destes, e 
identificar aqueles negativos para que possam ser corrigidos.
Qualidade de vida no trabalho
Com base na NR17 – Ergonomia, que estabelece parâmetros que 
permitem a adaptação das condições de trabalho às características 
psicofisiológicas dos trabalhadores, assinale a opção correta.
a) A referida norma não trata dos requisitos mínimos de conforto dos 
assentos utilizados nos postos de trabalho.
b) Os teclados utilizados em computadores deverão obedecer ao 
padrão ABNT.
c) Nas atividades de entrada de dados deverá haver, no mínimo, uma 
pausa de 5 minutos para cada 55 minutos trabalhados, não 
deduzidos da jornada normal de trabalho.
d) As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas à 
natureza do trabalho a ser executado.
e) Mulheres e trabalhadores jovens, em condições especiais, 
poderão realizar o transporte manual de carga com peso 
máximo equivalente ao dos homens.
Interatividade
Com base na NR17 – Ergonomia, que estabelece parâmetros que 
permitem a adaptação das condições de trabalho às características 
psicofisiológicas dos trabalhadores, assinale a opção correta.
a) A referida norma não trata dos requisitos mínimos de conforto dos 
assentos utilizados nos postos de trabalho.
b) Os teclados utilizados em computadores deverão obedecer ao 
padrão ABNT.
c) Nas atividades de entrada de dados deverá haver, no mínimo, uma 
pausa de 5 minutos para cada 55 minutos trabalhados, não 
deduzidos da jornada normal de trabalho.
d) As condições ambientais de trabalho devem estar adequadas à 
natureza do trabalho a ser executado.
e) Mulheres e trabalhadores jovens, em condições especiais, 
poderão realizar o transporte manual de carga com peso 
máximo equivalente ao dos homens.
Resposta
 Bernardo Ramazzini, médico italiano, foi o primeiro profissional de 
saúde, em 1700, a classificar e sistematizar como as ações 
relacionadas às doenças do trabalho deveriam ter um aspecto de 
integralidade. Sua obra “Doenças do Trabalho” é considerada por 
muitos médicos da saúde do trabalhador um marco da 
especialidade, pois ao ser avaliada sua obra ainda é considerada 
atualizada sobre a compreensão das doenças.
História da Medicina do Trabalho
 Em 1953, a OIT, identificando os serviços médicos no ambiente de 
trabalho, inicia uma discussão sobre a necessidade de formação e 
qualificação de médicos de trabalho, além de propor um estudo 
sobre a organização dos “Serviços Médicos do Trabalho”. 
 Em 1954, a OIT convoca especialistas para discutirem e 
determinarem quais seriam as Diretrizes desse modelo “Serviços 
Médicos do Trabalho” e que teve sua definição mudada em 1958 
para “serviços de Medicina do Trabalho”.
 Em 1959, a OIT aprova a Recomendação 112 sobre “Serviços de 
Medicina do Trabalho”, que passou a ser o instrumento normativo 
para referência e modelo para o estabelecimento 
de diplomas legais.
 Assegurar a proteção dos trabalhadores contra todo o risco 
que prejudique a sua saúde e que possa resultar de seu 
trabalho ou das condições em que se efetue;
 Contribuir à adaptação física e mental dos trabalhadores, em 
particular pela adequação do trabalho e pela sua colocação em 
lugares de trabalho correspondentes às suas aptidões;
 Contribuir ao estabelecimento e à manutenção do nível 
mais elevado possível do bem-estar físico e mental 
dos trabalhadores.
Recomendação 112 “Serviço de Medicina do Trabalho” 
 1931: o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (MTIC), por 
meio do Decreto 19.443, de 26 de novembro de 1931, teve como 
uma de suas atribuições regulamentar as condições de trabalho 
de forma geral e estabelecer regras referentes à higiene, à 
medicina e à segurança do trabalho.
 1932: com a organização do Departamento Nacional do Trabalho 
(DNT), foi criada uma seção que tinha atribuições diretas sobre a 
organização, a higiene e a segurança do trabalho, e que resultaria 
na criação da Inspetoria do Trabalho.
 1938: junto à Inspetoria foi criado o Serviço de Higiene Industrial 
e, em 1942, a Divisão de Higiene e Segurança do Trabalho que 
substituiu o serviço anterior, mostrando que havia uma 
preocupação com a ampliação das ações direcionadas à 
Medicina do Trabalho.
Medicina do Trabalho no Brasil
 Ser uma atividade tipicamente médica e que deveser exercida 
in loco, dentro do ambiente de trabalho;
 O médico deve supostamente identificar qual o melhor local 
para cada trabalhador dentro daquele ambiente, após a análise 
de aptidões físicas e mentais. Outra limitação possível de ser 
identificada se refere a como o médico faz a adequação do 
trabalhador ao trabalho, restringindo-se na seleção de 
candidatos, adaptá-los às condições de trabalho a que 
serão expostos por meio de atividades educativas;
 Com a característica do serviço de garantir ao trabalhador o 
estabelecimento e a manutenção do bem-estar físico e mental, 
acaba gerando uma condição de que o serviço tem apenas uma 
prática positivista médica. 
Limitações do serviço de Medicina do Trabalho
 Em primeiro lugar = a seleção de pessoal.
 Em segundo lugar = controle do absentismo na 
força de trabalho:
 Casos de doenças, faltas, licenças, obviamente com mais 
cuidado e maior controle por parte da empresa do que 
quando essa função é desempenhada por serviços médicos 
externos a ela, por exemplo, a Previdência Social. 
 Possibilidade de obter um retorno mais rápido da força de 
trabalho à produção, na medida em que um serviço próprio tem 
a possibilidade de um funcionamento mais eficaz.
A Medicina do Trabalho e as teorias administrativas
 A necessidade de uma atuação multiprofissional e estratégica 
na intervenção direta no ambiente de trabalho com o objetivo 
de identificar e minimizar os riscos ambientais traz à tona a 
necessidade de intensificação de pesquisas na área de 
saúde pública. 
 Assim, a saúde ocupacional passa a ser considerada um 
ramo da saúde ambiental. 
 Brasil = as instituições que se destacaram foram na vertente 
acadêmica = Faculdade de Saúde Pública da Universidade de 
São Paulo e na vertente instituição = Fundação Jorge Duprat 
Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho –
Fundacentro.
Medicina do Trabalho e saúde ambiental
 O direito à informação – sobre a natureza dos riscos, quais 
as medidas de controle adotadas pelo empregados para 
a minimização deles;
 Direito a resultados de seus exames médicos e de 
avaliações ambientais;
 Direito à recusa do trabalho quando em condição de risco grave 
para a saúde ou vida;
 Direito à consulta prévia aos trabalhadores, antes de mudanças 
tecnológicas, métodos, processos e formas de organização;
 Estabelecimento de mecanismos de participação, desde a escolha 
de tecnologias até a escolha dos profissionais 
que irão atuar nos serviços de saúde do trabalhador.
Direitos fundamentais dos trabalhadores
 Participação, no âmbito de competência do SUS, em estudos, 
pesquisas, avaliação e controle de riscos e agravos potenciais 
à saúde existentes no processo de trabalho;
 Participação na normatização, na fiscalização e no controle das 
condições de produção, extração, armazenamento, transporte, 
distribuição e manuseio de substâncias, produtos, máquinas e 
equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador;
 Avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde;
 Participação na normatização, na fiscalização e no controle dos 
serviços de saúde do trabalhador nas instituições e nas
empresas públicas e privadas;
Lei 8.080/90
 Informação ao trabalhador, à sua respectiva entidade sindical e 
às empresas sobre os riscos de acidentes de trabalho, doença 
profissional e do trabalho, bem como sobre os resultados de 
fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de 
admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos 
da ética profissional; 
 Garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão 
competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de 
todo o ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco 
iminente para a vida ou a saúde dos trabalhadores.
Art. 157 – Cabe às empresas:
I. cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e 
medicina do trabalho;
II. instruir os empregados, através de ordens de serviço, 
quanto às precauções a tomar no sentido de evitar 
acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
III. adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo 
órgão regional competente;
IV. facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.
Consolidação das leis do trabalho
Art. 158 – Cabe aos empregados:
I. observar as normas de segurança e medicina do trabalho, 
inclusive as instruções de que trata o item II do 
artigo anterior;
II. colaborar com a empresa na aplicação dos dispositivos 
deste Capítulo.
Parágrafo Único – Constitui ato faltoso do empregado a recusa 
injustificada:
a) À observância das instruções expedidas pelo empregador 
na forma do item II do artigo anterior;
b) Ao uso dos equipamentos de proteção individual 
fornecidos pela empresa.
Ao que diz respeito à legislação sobre o trabalho, ao ambiente de 
trabalho e às suas implicações; as empresas poderão ser 
notificadas e autuadas nas condições abaixo, exceto:
a) Prejudicando a saúde, a segurança e o bem-estar da população.
b) Criando condições adversas às atividades sociais e 
econômicas.
c) Afetando de maneira desfavorável a biota.
d) Mantendo e restabelecendo as condições estéticas e sanitárias 
do ambiente.
e) Lançando matérias ou energias em desacordo com os padrões 
ambientais estabelecidos.
Interatividade
Ao que diz respeito à legislação sobre o trabalho, ao ambiente de 
trabalho e às suas implicações; as empresas poderão ser 
notificadas e autuadas nas condições abaixo, exceto:
a) Prejudicando a saúde, a segurança e o bem-estar da população.
b) Criando condições adversas às atividades sociais e 
econômicas.
c) Afetando de maneira desfavorável a biota.
d) Mantendo e restabelecendo as condições estéticas e sanitárias 
do ambiente.
e) Lançando matérias ou energias em desacordo com os padrões 
ambientais estabelecidos.
Resposta
 Garantir ao trabalhador que ele tenha acesso a uma nutrição 
equilibrada e adequada deve ser dever de toda empresa. 
 De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, inclui que 
parte da composição salarial deve ser destinada à alimentação, 
porém não há uma obrigatoriedade de fazê-lo. 
 Atualmente, os sindicados de classe buscam a obrigatoriedade 
de algum benefício de acordo com número 
de funcionários e com a atividade da empresa.
 No Brasil, na década de 1940 = Serviço de Alimentação da 
Previdência Social. 
 Década de 1970: Programa Nacional de Alimentação e Nutrição 
(PRONAN).
Programa de Nutrição do Trabalhador
 O Programa de Alimentação do Trabalhador foi criado pela 
Lei 6.321, de 14 de abril de 1976, sendo regulamentado pelo 
Decreto 5 apenas em 14 de janeiro de 1991.
 O PAT é um programa de responsabilidade do Ministério do 
Trabalho e Emprego (MET), financiado com recursos advindos 
da renda do trabalhador (20%) e também com investimento do 
empregador (80%), em que o acesso à alimentação acontece 
pela viabilidade de distribuição de refeições no próprio 
ambiente de trabalho ou por vale-refeição e cestas básicas. 
 Não pode ser considerado assistencialista.
 Programa voluntário.
Programa de Alimentação do Trabalhador
 Serviço próprio.
 Administração de cozinha.
 Alimentação-convênio.
 Refeição-convênio.
 Refeições transportadas. 
 Cesta de alimentos.
Modalidades possíveis
 Aumento da produtividade;
 Maior integração entre trabalhador e empresa;
 Redução do absenteísmo (atrasos e faltas);
 Redução da rotatividade;
 Isenção de encargos sociais sobre o valor da alimentação 
fornecida; 
 Incentivo fiscal (dedução de até 4% do Imposto de Renda devido).
Benefícios
 Uma alimentação adequada é tão importante dentro do 
ambiente de trabalho quanto o intervalo da última refeição do 
trabalhador. Apresenta importância significativa para o controle 
do número de acidentes de trabalho.
 Mudança de perfil epidemiológico = característica dos trabalhos 
era de deficiência proteico-energética. Atualmente, há um 
aumento da pré-obesidade. Apesar do programa ter sido implantado com o objetivo de 
garantir que os trabalhadores, em especial os mais pobres, 
tivessem acesso a uma alimentação adequada para que 
pudesse sair da faixa de peso abaixo do ideal, o que é 
percebido é o ganho de peso maior entre os que já apresentam 
sobrepeso.
 Independentemente do tipo de benefício que seja oferecido ao 
trabalhador, é durante o seu período de trabalho que ele 
realiza a sua principal refeição do dia. 
 Entende-se por alimentação saudável o direito humano a um 
padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais 
dos indivíduos, respeitando os princípios da variedade, da 
moderação e do equilíbrio; dando-se ênfase aos alimentos 
regionais ao seu significado socioeconômico e cultural, no 
contexto da Segurança Alimentar e Nutricional.
 Os programas de alimentação do trabalhador deverão propiciar 
condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação.
 Com o objetivo de melhorar a condição de saúde do 
trabalhador, é essencial que se tenha inserido dentro dessa 
política de nutrição e alimentação os conceitos de qualidade de 
vida no trabalho, visto que é pensado pela empresa o aumento 
da produtividade no seu ambiente de trabalho.
 A produtividade tem sido definida como o grau de 
aproveitamento dos meios utilizados para produzir bens e 
serviços. Um dos fatores mais essenciais para assegurar a 
produtividade dos recursos humanos, sem dúvida alguma, é a 
garantia da plena saúde e vitalidade. Os programas de 
qualidade de vida mudam comportamento, atuam 
preventivamente, reduzem custos e contribuem para atrair ou 
reter colaboradores.
PAT x qualidade de vida
De acordo com a Legislação do PAT, em caso de fiscalização, 
estará em desacordo a situação em que:
a) Há atendimento a todos os empregados que recebem até cinco 
salários mínimos.
b) O benefício concedido é proporcional ao salário oferecido.
c) O empregador se abstém de utilizar o PAT de forma a premiar 
ou punir os trabalhadores.
d) São observados os indicadores paramétricos do valor calórico 
e da composição nutricional dos alimentos disponibilizados 
aos trabalhadores.
e) Há profissional legalmente habilitado em nutrição indicado pelo 
empregador como responsável técnico pelo 
Programa, no caso de autogestão. 
Interatividade
De acordo com a Legislação do PAT, em caso de fiscalização, 
estará em desacordo a situação em que:
a) Há atendimento a todos os empregados que recebem até cinco 
salários mínimos.
b) O benefício concedido é proporcional ao salário oferecido.
c) O empregador se abstém de utilizar o PAT de forma a premiar 
ou punir os trabalhadores.
d) São observados os indicadores paramétricos do valor calórico 
e da composição nutricional dos alimentos disponibilizados 
aos trabalhadores.
e) Há profissional legalmente habilitado em nutrição indicado pelo 
empregador como responsável técnico pelo 
Programa, no caso de autogestão. 
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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