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Resumo sobre glândulas adrenais: anatomia, histologia, 
hormônios e doenças 
 
As glândulas adrenais ou suprarrenais são duas glândulas endócrinas 
situadas crânio-medialmente aos rins. Elas respondem ao stress por meio da 
síntese e liberação de corticosteróides, como o cortisol, e de catecolaminas, 
como a adrenalina, a noradrenalina e a dopamina. 
Esses hormônios produzidos nas adrenais desempenham importante 
papel na regulação da resposta adaptativa do organismo ao estresse, na 
manutenção do equilíbrio da água corporal, do sódio e do potássio, bem como 
no controle da pressão arterial. 
 
Anatomia das glândulas adrenais 
 
 
As adrenais são duas glândulas pequenas, localizadas acima dos rins 
(esquerdo e direito) que medem apenas 5 cm cada uma delas. São constituídas 
pelo córtex, originadas do tecido mesodérmico, e medula, originada de uma 
subpopulação de células da crista neural. 
 
Glândulas adrenais. 
 
O suprimento sanguíneo para essas glândulas provém das artérias 
suprarrenais superior, média e inferior. 
 
Irrigação da glândula adrenal. Netter F. H. Atlas De Anatomia Humana – 
5a Ed. 2011. 
A medula da adrenal pode ser considerada um gânglio do sistema 
nervoso simpático, que, em resposta à estimulação dos neurônios simpáticos 
pré-ganglionares e à liberação de acetilcolina, estimula a produção e a liberação 
de catecolaminas. 
 
Netter F. H. Atlas De Anatomia Humana – 5a Ed. 2011. 
 
 
Histologia das adrenais 
 
 
A medula adrenal é a região central da glândula e secreta os hormônios 
chamados de catecolaminas: adrenalina, noradrenalina e a dopamina. Já o 
córtex adrenal é subdividido em 3 zonas, cada uma com características 
anatômicas específicas. 
A zona glomerulosa, mais externa, contém um retículo endoplasmático 
liso em quantidade abundante e secreta um hormônio mineralocorticóide 
conhecido como aldosterona. 
A zona fasciculada vem logo a seguir, possui quantidades abundantes 
de gotículas lipídicas e produz o glicocorticóide cortisol. E, por fim, a zona 
reticular, que desenvolve-se na vida pós-natal, produz os esteróides 
androgênicos, além de glicocorticóides. 
 
 
Histologia adrenal. 
Os hormônios das adrenais 
Catecolaminas 
As catecolaminas são hormônios derivados de um aminoácido, sendo 
sintetizadas a partir do aminoácido tirosina. A liberação representa uma resposta 
direta à estimulação nervosa simpática da medula suprarrenal. 
A liberação das catecolaminas são fundamentais na resposta de 
estresse a uma agressão física ou psicológica, como perda grave de sangue, 
diminuição do nível de glicemia, lesão traumática, intervenção traumática, 
cirúrgica ou experiência desagradável. 
Seus efeitos fisiológicos consistem em alerta, dilatação das pupilas, 
piloereção, sudorese, dilatação brônquica, taquicardia, inibição da atividade do 
músculo liso e constrição dos esfincteres no trato gastrintestinal. 
 
Glicocorticóides 
 
 
O principal glicocorticóide é o cortisol. A síntese dos glicocorticóides é 
estimulada pelo ACTH (hormônio adrenocorticotrópico) hipofisário, que se 
encontra regulado pelo CRH hipotalâmico, estando relacionados por retro 
alimentação negativa com glicocorticóide. 
O cortisol tem efeito antiinflamatório e antialérgico, causando a redução 
da hiperemia, da resposta celular, da migração de neutrófilos e macrófagos ao 
lugar da inflamação, da exudação, da formação de fibroblastos e da liberação de 
histamina. Possuem importante resposta às situações de estresse. 
Os glicocorticóides têm efeito metabólico sobre os glicídios, lipídios e 
proteínas. O efeito primário sobre os glicídios é o aumento da gliconeogênese e 
da síntese de glicogênio. Em relação às proteínas, há aumento do catabolismo 
protéico, levando a um aumento no nitrogênio urinário. No metabolismo dos 
lipídeos o cortisol estimula a lipólise, facilitando a ação dos hormônios ativadores 
da lipase, como o glucagon, a adrenalina e o GH. 
 
Androgênios 
 
 
São produzidos na zona reticular e é controlada pelo ACTH atrvés do 
eixo hipófise-hipotálamo. São representados pela dehidroepiandrosterona 
(DHEA) e a androstenediona, os estrógenos e a progesterona. 
Os androgênios são convertidos em androstenediona e a seguir em 
androgênios ou estrogênios potentes nos tecidos periféricos. A testosterona é 
formada pela redução do grupamento C-17- ceto da androstenediona. Os 
estrogênios são formados a partir dos androgênios pela perda da metila C-19 e 
a formação de um anel aromático. 
Os conhecimentos atuais indicam que a presença de baixos níveis de de 
DHEA está associada à doença cardiovascular nos homens e ao risco 
aumentado de cânceres de mama e de ovário em mulheres na pré-menopausa. 
Por outro lado, os níveis elevados de DHEA podem aumentar o risco de câncer 
de mama após a menopausa. 
 
Mineralocorticóides 
 
A aldosterona age na regulação da homeostase dos eletrólitos no líquido 
extracelular, principalmente sódio (Na) e potássio (K). São reguladas 
predominantemente pela angiotensina II e pelo K+ extracelular, bem como em 
menor grau, pelo ACTH. 
O principal estímulo fisiológico para a liberação de aldosterona consiste 
em uma redução do volume sanguíneo intravascular. Quando secretada, a 
aldosterona é responsável aumentar a síntese dos canais de sódio na membrana 
apical, a síntese e a atividade da ATPase na membrana basolateral e o aumento 
da reabsorção de sódio leva a um aumento da reabsorção de água. 
 
Doenças da glândula adrenal 
 
Diversas doenças podem acometer as adrenais. Algumas dessas 
doenças produzem excessos de hormônios e podem ser muito graves, mas 
felizmente raras, como a síndrome de Cushing (níveis elevados de cortisol), o 
feocromocitoma (níveis elevados de catecolaminas) e o aldosteronoma (níveis 
elevados de aldosterona). 
Todas estas doenças podem ter diferentes sinais e sintomas, como 
pressão arterial elevada, taquicardia, obesidade, cansaço, fraqueza, entre 
outros. O diagnóstico deve ser estabelecido pelo médico especialista e o 
tratamento adequado implementado conforme cada caso.

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