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Cirurgia de Dentes Retidos

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<p>Cirurgia de Dentes</p><p>Retidos</p><p>Diagnóstico e Tratamento</p><p>Beatriz Moreira</p><p>Sumário</p><p>Introdução</p><p>Etiologia</p><p>Diagnóstico</p><p>Incidência</p><p>Indicações</p><p>Contraindicações</p><p>Sistema de classificação para impactação de</p><p>terceiro molares mandibulares</p><p>Fatores que podem dificultar a cirurgia</p><p>Necessidades básicas para realizar a</p><p>cirurgia</p><p>Cirurgia Propriamente Dita</p><p>Controle pós-operatório do paciente</p><p>Referências</p><p>Introdução</p><p>Um dente retido é aquele que falha em irromper</p><p>totalmente no arco dentário dentro do tempo</p><p>previsto</p><p>Orientação anormal</p><p>do dente.</p><p>Etiologia</p><p>Dentes adjacentes,</p><p>osso de revestimento</p><p>denso.</p><p>Excesso de tecido</p><p>mole.</p><p>Anormalidade</p><p>genética que impeça</p><p>a erupção dentária.</p><p>Comprimento</p><p>inadequado do arco</p><p>dentário, falta de</p><p>espaço para o dente</p><p>romper.</p><p>ANAMNESE</p><p>SOLICITAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES</p><p>Diagnóstico</p><p>IMAGINOLÓGICO</p><p>RADIOGRAFIA PERIAPICAL</p><p>RADIOGRAFIA PANORÂMICA</p><p>TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA</p><p>HEMATOLÓGICOS</p><p>HEMOGRAMA COMPLETO</p><p>COAGULOGRAMA</p><p>GLICEMIA EM JEJUM</p><p>Incidência</p><p>Terceiros molares maxilares e mandibulares1.</p><p>Incidência</p><p>2. Caninos maxilares</p><p>Incidência</p><p>3. Pré-molares mandibulares.</p><p>Indicações</p><p>Prevenção de</p><p>Doença Periodontal</p><p>Prevenção de Cáries</p><p>Dentárias</p><p>Prevenção de</p><p>Pericoronarite</p><p>Prevenção de</p><p>Reabsorção</p><p>Radicular</p><p>Dentes Impactados</p><p>sob uma prótese</p><p>dentária</p><p>Prevenção Cistos</p><p>Odontogênicos e</p><p>Tumores</p><p>Tratamento da dor</p><p>de origem</p><p>desconhecida</p><p>Prevenção de</p><p>Fraturas de</p><p>Mandíbula</p><p>Facilitação do</p><p>tratamento</p><p>ortodôntico</p><p>Cicatrização</p><p>Periodontal</p><p>Otimizada</p><p>Utilização de</p><p>terceiro molar em</p><p>transplante dentário</p><p>Radiografia de terceiro molar</p><p>impactado contra o segundo molar,</p><p>que apresenta perda óssea como</p><p>resultado da presença do terceiro molar.</p><p>Indicações</p><p>Radiografia de cárie em segundo</p><p>molar mandibular resultante de</p><p>presença de terceiro molar impactado.</p><p>Pericoronarite na área do dente no 32</p><p>exibindo sinais clássicos de</p><p>inflamação com eritema e inchaço.</p><p>Contraindicações para a remoção de dentes</p><p>impactados</p><p>Extremos de Idade Provável Dano</p><p>Excessivos as</p><p>Estruturas</p><p>Adjacentes</p><p>Condição Clinica</p><p>Comprometida</p><p>Pequeno cisto dentígero surgindo</p><p>ao redor dos dentes impactados.</p><p>Contraindicações</p><p>Grande cisto dentígero que se</p><p>estende do processo coronoide até o forame</p><p>mentoniano. O cisto deslocou o</p><p>terceiro molar para a borda inferior da mandíbula.</p><p>Terceiro molar maxilar direito</p><p>impactado em paciente de 63 anos</p><p>de idade. Esse molar não</p><p>deve ser extraído, pois está</p><p>bastante profundo no osso</p><p>e sem sinais de doença aparente</p><p>SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO PARA</p><p>IMPACTAÇÃO DE TERCEIROS</p><p>MOLARES MANDIBULARES</p><p>ANGULAÇÃO</p><p>Angulação do eixo longo do terceiro molar impactado com relação ao eixo</p><p>longo do segundo molar adjacente.</p><p>Impactação Mesioangular Impactação Horizontal Impactação Vertical Impactação</p><p>Distoangular</p><p>Impactação Mesioangular</p><p>Impactação mais comum e fácil de remover.</p><p>A impactação mesioangular geralmente está próxima do segundo</p><p>molar.</p><p>Impactação Horizontal</p><p>Incomum e mais difícil de remover que uma impactação</p><p>mesioangular, a superfície oclusal do terceiro molar impactado na</p><p>horizontal é imediatamente adjacente à raiz do segundo molar, que</p><p>muitas vezes produz grave e precoce doença periodontal.</p><p>Impactação Vertical</p><p>Segunda impactação mais comum e segunda mais difícil de</p><p>remover, a impactação vertical costuma ser coberta em sua face</p><p>posterior com osso do ramo anterior da mandíbula.</p><p>Impactação Distoangular</p><p>Incomum e a mais difícil de remover dentre os quatro tipos de</p><p>impactação, normalmente, a superfície oclusal da impactação</p><p>distoangular é cravada no ramo da mandíbula e requer remoção</p><p>óssea significativa para a extração.</p><p>Relação com a borda anterior do ramo</p><p>Baseia-se na quantidade de dente impactado coberto com o osso do ramo</p><p>ascendente da mandíbula. Tal classificação é conhecida como classificação de</p><p>Pell e Gregory, também chamada de classes 1, 2 e 3 de Pell e Gregory.</p><p>Classe 1 Classe 2 Classe 3</p><p>Relação da borda anterior ao ramo</p><p>Baseia-se na quantidade de dente impactado coberto com o osso</p><p>do ramo ascendente da mandíbula. Tal classificação é conhecida</p><p>como classificação de Pell e Gregory, também chamada de classes</p><p>1, 2 e 3 de Pell e Gregory.</p><p>CLASSE 1 CLASSE 3CLASSE 2</p><p>Relação com plano oclusal</p><p>A profundidade do dente impactado em comparação com a altura</p><p>do segundo molar adjacente é o sistema de classificação para</p><p>determinar a dificuldade de remoção da impactação, também</p><p>sugerido por Pell e Gregory, é chamado classificação A, B e C.</p><p>CLASSIFICAÇÃO A CLASSIFICAÇÃO CCLASSIFICAÇÃO B</p><p>Sistemas de classificação para impactações</p><p>de terceiros molares maxilares</p><p>A. Impactação vertical do terceiro molar maxilar. Esse ângulo representa 63% das impactações. B. Impactação</p><p>distoangular do terceiro molar maxilar. Esse ângulo representa 25% das impactações. C. Impactação</p><p>mesioangular do terceiro molar maxilar. Tal ângulo representa 12% das impactações.</p><p>MORFOLOGIA</p><p>RADICULAR</p><p>Determina o grau de dificuldade da remoção de dentes impactados. Alguns fatores devem ser</p><p>considerados quando se avalia a matriz morfológica da raiz.</p><p>COMPRIMENTO DO DENTE</p><p>RAIZ COM 1 OU 2 TERÇOS FORMADOS</p><p>DESENVOLVIMENTO RADICULAR LIMITADO</p><p>RAÍZES FUSIONADAS (CÔNICA)</p><p>RAÍZES DISTINTAS</p><p>MORFOLOGIA RADICULAR</p><p>Fatores que podem dificultar a</p><p>cirurgia</p><p>Tamanho do saco</p><p>folicular</p><p>Densidade do osso</p><p>circundante</p><p>Relação com o nervoContato com o segundo</p><p>molar mandibular</p><p>Estágio de formação</p><p>radicular</p><p>Fusão ou dilaceração</p><p>radicular</p><p>Largura das raízes Espaço do ligamento</p><p>periodontal</p><p>Necessidades básicas para</p><p>realizar a exodontia</p><p>Acesso Adequado</p><p>Iluminação adequada</p><p>Campo livre de sangue</p><p>Visibilidade</p><p>Adequada</p><p>Auxílio</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.1 DESCOLAMENTO DE RETALHOS ADEQUADO PARA ACESSIBILIDADE</p><p>A. A incisão tipo envelope é mais comumente usada para</p><p>descolar o tecido mole para remover o terceiro molar impactado.</p><p>A extensão posterior da incisão deve ser divergente para evitar o</p><p>prejuízo do nervo lingual. B. A incisão tipo envelope é</p><p>lateralmente descolada para expor o osso que recobre o dente</p><p>impactado. C. Quando se realiza um retalho triangular, faz-se</p><p>uma incisão relaxante na face mesial do segundo molar. D.</p><p>Quando se descola o retalho de tecido mole por meio de uma</p><p>incisão relaxante, é possível obter melhor visibilidade,</p><p>especialmente na área apical do campo cirúrgico.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.1 DESCOLAMENTO DE RETALHOS ADEQUADO PARA ACESSIBILIDADE</p><p>A. Um retalho tipo envelope é mais frequentemente</p><p>usado para remover dentes maxilares impactados. B.</p><p>Quando se descola o retalho de tecido mole, o osso</p><p>sobre o terceiro molar é facilmente visualizado. C. Se o</p><p>dente estiver profundamente impactado, uma incisão</p><p>relaxante no vestíbulo pode ser usada para obter maior</p><p>acesso. D. Quando se descola o retalho triangular, as</p><p>porções mais apicais tornam-se mais visíveis.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.2 REMOÇÃO DO OSSO DE RECOBRIMENTO</p><p>A. Após o retalho de tecido mole ter sido descolado, remove-se o</p><p>osso de recobrimento da superfície oclusal do dente com uma</p><p>broca. B. Em seguida, o osso na face vestibulodistal do dente</p><p>impactado é removido com uma broca.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.3 SECCIONAMENTO DO DENTE</p><p>Impactação mesioangular, retira-se o osso</p><p>vestibulodistal para expor a coroa do dente até a linha</p><p>cervical. B. Em seguida, a face distal da coroa é</p><p>seccionada do dente. C. Após a porção distal da coroa ter</p><p>sido removida, uma alavanca reta pequena pode ser</p><p>inserida na face mesial da coroa exposta cirurgicamente</p><p>para remover o remanescente do dente como mostrado.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.3 SECCIONAMENTO DO DENTE</p><p>Impactação horizontal, o osso de recobrimento do dente é</p><p>removido com uma broca. B. Depois, secciona-se a coroa</p><p>das raízes e remove-se do alvéolo. C. As raízes são</p><p>removidas juntas ou independentemente pela alavanca</p><p>de Cryer usada com movimento de rotação. D. A raiz</p><p>mesial do dente é elevada de modo similar.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.3 SECCIONAMENTO DO DENTE</p><p>Impactação vertical, retira-se o osso nas faces oclusal,</p><p>vestibular e distal</p><p>e secciona-se o dente em partes</p><p>mesial e distal. Se o dente tiver apenas uma raiz</p><p>fusionada, secciona-se a porção distal da coroa de</p><p>maneira similar à demonstrada para a angulação</p><p>mesioangular. B. A face posterior da coroa é elevada, com</p><p>a alavanca de Cryer inserida em um pequeno ponto de</p><p>apoio na porção distal do dente. C. Usa-se uma alavanca</p><p>reta pequena no 301 para elevar a face mesial do dente</p><p>com movimento de rotação.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.3 SECCIONAMENTO DO DENTE</p><p>Impactação distoangular, removem-se ossos oclusal,</p><p>vestibular e distal com uma broca. É importante lembrar</p><p>que deve ser removido mais osso distal do que na</p><p>impactação vertical ou mesioangular. B. Secciona-se a</p><p>coroa do dente com uma broca e remove-se a coroa com</p><p>uma alavanca reta. C. Coloca-se o ponto de apoio na</p><p>porção remanescente da raiz, e as raízes são removidas</p><p>com a alavanca de Cryer com movimento tipo roda e</p><p>cunha. Se as raízes divergirem, pode ser necessário, em</p><p>alguns casos, dividi-las em porções independentes</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>Força moderada, mas para se</p><p>encaixar nos dentes ou na raiz e</p><p>aplicar força na direção certa.</p><p>Adotados procedimentos para</p><p>proteger a tuberosidade da maxila</p><p>mantendo os ligamentos de tecido</p><p>mole</p><p>Força excessiva pode resultar em</p><p>fratura desfavorável do dente</p><p>Dente impactado nunca sofreu</p><p>forças oclusais, os ligamentos</p><p>periodontais são fracos e</p><p>possibilitam o deslocamento da raiz</p><p>do dente, se a quantidade</p><p>apropriada de osso for removida e a</p><p>força for feita na direção certa.</p><p>1.4 REMOÇÃO DO DENTE SECCIONADO COM A ALAVANCA</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.4 REMOÇÃO DO DENTE SECCIONADO COM A ALAVANCA</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.5 PREPARAÇÃO PARA FECHAMENTO DA FERIDA</p><p>Irrigação vigorosa com solução salina estéril. Convém cuidado</p><p>especial para irrigar bastante embaixo do retalho de tecido</p><p>mole descolado. Uma pinça hemostática pequena pode ser</p><p>usada para remover qualquer remanescente de folículo</p><p>dental, se presente. Uma vez agarrado o folículo, ele é</p><p>levantado com pressão lenta e constante e irá se soltar dos</p><p>tecidos circundantes duros e moles. Uma irrigação final e uma</p><p>inspeção cuidadosa devem ser feitas antes de se fechar a</p><p>ferida.</p><p>Cirurgia Propriamente Dita1.</p><p>1.6 FECHAMENTO DA FERIDA</p><p>A sutura inicial deve ser colocada através do tecido inserido na</p><p>face posterior do segundo molar. Colocam-se suturas</p><p>adicionais posteriormente àquela posição e anteriormente</p><p>através da papila no lado mesial do segundo molar.</p><p>Habitualmente, apenas duas ou três suturas são necessárias</p><p>para fechar uma incisão tipo envelope. Se foi utilizada a</p><p>incisão relaxante, a atenção deve ser direcionada para o</p><p>fechamento dessa porção também. Se o retalho de um terceiro</p><p>molar maxilar ficar no lugar passivamente no pós-operatório,</p><p>a sutura poderá não ser necessária. Remoção da sutura após 7</p><p>dias.</p><p>Controle pós-operatório do</p><p>paciente</p><p>Medicação: Analgésico,</p><p>Anti-inframatório</p><p>Antibiótico</p><p>Evitar esforço físico Evitar mastigar no local</p><p>da ferida</p><p>Não fumar ou ingerir</p><p>bebida alcoólica</p><p>Edema Leve (3 a 4 dias) Desconforto Leve Boa Higiene Oral Consumir alimentos</p><p>pastosos e frios durante</p><p>os 3 primeiros dias</p><p>Referências</p><p>PRADO, Roberto. Cirurgia Bucomaxilofacial: Diagnóstico e Tratamento . [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN,</p><p>2018. E-book. ISBN 9788527733076. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527733076/. Acesso em: 07 abr. 2024.</p><p>HUPP, James R.; III, Eduardo E.; TUCKER, Myron R. Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea . [Digite o Local da</p><p>Editora]: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788595157910. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595157910/. Acesso em: 07 abr. 2024.</p><p>BAGHERI, Shahrokh C. Revisão Clínica de Cirurgia Bucomaxilofacial . [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2015.</p><p>E-book. ISBN 9788595153844. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595153844/.</p><p>Acesso em: 07 abr. 2024.</p><p>Obrigada!</p><p>Beatriz Moreira</p><p>Odontologia</p><p>Use estes recursos de design na sua</p><p>apresentação do Canva. Bom design!</p><p>Não se esqueça de excluir este slide</p><p>antes de fazer sua apresentação.</p><p>Recursos</p><p>C para confete</p><p>D para rufar de</p><p>tambores</p><p>O para bolhas</p><p>Qualquer número de 0 a 9 para cronometrar</p><p>B para desfocar</p><p>Q para silenciar X para fechar</p><p>Experimente a mágica e a diversão</p><p>das Apresentações do Canva.</p><p>Pressione as teclas a seguir enquanto</p><p>estiver no modo Apresentação!</p><p>Não se esqueça de excluir este slide</p><p>antes de fazer sua apresentação.</p><p>Recursos</p>