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1 E-BOOK INSTRUMENTAIS E MONTAGEM DE MESA CIRÚRGICA mftacademy.com.br 2 A agulha deve ser rosqueada nessa região (adaptador de agulha da seringa carpule). Palmar - região onde fazemos pressão com a palma da mão ou polegar, empurrando o pistão contra o êmbolo do anestésico. Essa abertura permite a visualização do pistão e do tubete anestésico com o seu êmbolo. Assim, sabemos a velocidade da administração, a quantidade de anestésico presente e se houve aspiração positiva. Pistão Corpo da carpule Haste Garfo Porca Empunhadura para os dedos 4 passos para montar a sua seringa de maneira adequada: 1. Remova a seringa do seu invólucro estéril; 2. Introduza o tubete na seringa enquanto o êmbolo está totalmente retraído. Em seringas carpule que abrem, o tu- bete é inserido por trás, logo, o diafragma entra primeiro; 3. Fixe a agulha à seringa após remover a tampa plástica da extremidade da agulha. A agulha deve ser constante- mente pressionada contra o canhão de metal enquanto a agulha é girada; 4. Remova cuidadosamente a proteção plástica da haste da agulha e ejete algumas gotas para verificar se o fluxo está apropriado. LEIA O QR CODE E ASSISTA A UM VÍDEO COMPLETO MOSTRAN- DO O PASSO A PASSO DA MONTAGEM DA SERINGA CARPULE. ARMAMENTÁRIO PARA A ANESTESIA LOCAL Nome: Seringa carpule Função: Permitir a administração segura do anestésico local 3 Nome: Agulha gengival Função: Permitir a perfuração da mucosa e infiltração do anestésico As pontas das agulhas pos- suem um bisel que facilita a penetração no tecido. Agulha extra-curta 15 mm. Calibre 30G Agulha curta 20 mm. Calibre 30G Agulha longa 30 mm. Calibre 27G Agulhas anestésicas de diferentes tamanhos devidamente encapadas Agulhas de diferentes dimensões são úteis na Odontologia a depender da técnica anestésica em- pregada. Técnicas anestésicas maxilares e mandi- bulares exigem profundidades diferentes de pene- tração do tecido para uma anestesia adequada. Na prática, utilizamos quase que exclusivamente as agulhas curta e longa (consultar Capítulo 12). O comprimento e o calibre da agulha po- dem variar e, ainda, uma agulha do mesmo comprimento pode ter calibres diferentes. Geralmente, quanto mais longa a agulha, maior o seu diâmetro. Assim, garante maior resistência à deflexão durante a sua penetração nos planos mais profundos. Bisel. Deve estar sempre voltado para o osso Haste (cano) Canhão Adaptador da seringa Extremidade que penetra no diafragma do tubete anestésico 4 Nome: Tubete anestésico Função: Anestésico local O tubete anestésico é posicionado na seringa carpule de modo que a agulha possa ser conectada em seu diafragma, localizado no centro da tampa de alumínio. Êmbolo de borracha. O êmbolo é pressionado contra o conteúdo do tubete, permitindo que o anestésico seja infiltrado no tecido através da agulha gengival (também acoplada à seringa carpule). O anel colorido é uma importante identificação do anestésico. Tampa de alumínio Diafragma de borracha Êmbolo de borracha revestido por silicone Êmbolo (um pouco mais baixo que a margem do vidro)Colo Cilindro de vidro Antes da sua utilização, todas as informações sobre o anestésico descritas no tubete devem ser lidas e conferidas, incluindo: 1. Validade do anestésico; 2. O sal anestésico; 3. Concentração do sal anestésico; 4. Vasoconstritor e sua diluição (se presente). Lidocaína com adrenalina ou epinefrina na concentração de 1:100.000. Recordando que a solução contida no tubete anestésico tem vários componentes, incluindo: o anestésico local (sal), vasoconstritor e conservante (normalmente um antioxidante, como o bis- sulfito de sódio, quando em soluções que contenham vasoconstritor), cloreto de sódio (que deixa a solução isotônica com os tecidos) e, por fim, água destilada como diluente, para completar o volume da solução anestésica. 5 Nome: Blocos de mordida Função: Manter a boca do paciente aberta Os blocos de mordida são úteis nos procedimentos cirúrgicos e possibilitam a manutenção da abertu- ra bucal do paciente com maior conforto, sem que haja esforço muscular (evita fadiga). Podem ser encontrados em diferentes tamanhos, incluindo adultos e pediátricos. Bloco de mordida pediátrico Bloco de mordida adulto Bloco de mordida adulto A parte mais larga do mordedor deve ficar voltada para a mucosa jugal O relevo nas faces voltadas para o plano oclusal dos dentes permite um encaixe mais confortável e estável. Mesmo que seu uso seja descomplicado, cuidados de- vem ser tomados para que o bloco não seja movimen- tado para a região posterior da orofaringe. Uso correto do bloco de mordida. Além de auxiliar o profissional, traz conforto ao paciente. 6 As perfurações têm a função de permitir que o calor úmido da autoclave alcance todos os instru- mentais de maneira homogênea. Cabo mais utilizado para cirurgia bucal. É reutilizável. Existem também os descartáveis, onde a lâmina já vem acoplada a um cabo plástico, que são descar- tados após o procedimento. A ponta do cabo é preparada para re- ceber vários tipos e formatos de lâmi- nas, que se diferenciam por números. As travas laterais certificam que os instrumentais estejam seguros. Disponível em vários tamanhos e formatos diferentes. Esta por exemplo é uma caixa quadrada. CAIXA CIRÚRGICA Nome: Caixa cirúrgica Função: Armazenamento e esterilização de todos os instrumentais cirúrgicos INCISANDO O TECIDO Nome: Cabo de bisturi número 3 Função: Recebe a lâmina de bisturi, e juntos realizam as incisões Etapa cirúrgica fundamental: Diérese Cuidado ao colocar materiais que não sejam autoclaváveis. Eles podem derreter e danifi- car o seu instrumental. ATENÇÃO! 7 DIFERENTES LÂMINAS DE BISTURI As lâminas de bisturi são comercializadas em caixas e individualizadas em embalagens metálicas. COMPARAÇÃO ENTRE AS LÂMINAS 15 E 15C O número da lâmina, contido no invólucro, sinaliza o seu tamanho e formato. As lâminas são desenvolvidas para uso em único paciente e perdem o corte facilmente quando entram em contato com tecidos duros como o osso. Lâminas cegas não incisam de maneira precisa. Por isso, em algumas situações você deve utilizar mais de uma lâmina durante o procedimento. Lâmina 15. Mais utilizada na prática. Repare que ela é um pouco mais robusta que a lâmina 15C. Lâmina 15C. Menor em espessura, porém maior em comprimento quando comparada à lâmina 15. A lâmina 15C também é bastante utilizada na prática cirúrgica odontológica. A lâmina 15 é frequente- mente utilizada nas cirurgias bucais. Além de incisões nos tecidos ao redor dos dentes, seu formato possibilita inci- sões seguras e precisas nos demais tecidos moles da ca- vidade oral. Outras lâminas que podem ser utilizadas na cirurgia bucal: 11 - Pontiaguda. Utilizada para incisões perfurantes, como por exemplo, para drenar um abcesso. 12 - Formato em garra. Seu formato permite incisar com mais precisão a região distal dos dentes ou túber da maxila. Frente do invólucro Verso do invólucro Verso do invólucro Frente do invólucro 8 ADAPTANDO A LÂMINA DE BISTURI AO CABO DE MANEIRA SEGURA De maneira cuidadosa, o porta-agulha deve ser sempre utilizado para prender a lâmina e adaptá-la ao cabo de bisturi. Nunca utilizar os dedos! O bisel presente na base da haste do bisturi é desenhado para acomodar perfeitamente a lâmina. O espaço antes vazio no centro da lâmina recebe a haste do bisturi, com se fosse um sistema macho- fêmea. A lâmina é deslizada para baixo (em direção ao cabo) até que se encaixem. Para desacoplar a lâmina, utilize seu porta- agulha nesta altura e movimente o corpo dela com cuidado para fora e para cima (sentido contrário do encaixe). Atente-se para não forçar, o que pode facilmente fraturar a lâmina, aumentando o risco de acidentes. Porta-agulha Mayo-Hegar (ver adiante), formando um ângulode 90º com a lâmina. Para uma correta montagem, as linhas inferiores (tanto do cabo quanto da lâmina) devem estar no mesmo sentido, de modo que se encaixem. Assim que acoplados, um estalido discreto pode ser ouvido Assista ao vídeo prático da montagem Assista ao vídeo prático da desmontagem 9 EMPUNHADURA CORRETA DO CABO DE BISTURI EMPUNHADURA INCORRETA DO CABO DE BISTURI EMPUNHADURA ADEQUADA. SEGURAR COMO SE FOSSE UMA CANETA. Cabo de bisturi número 3 Lâmina de bisturi número 15C Dedos “apoiadores”. Devem permanecer apoiados sobre estruturas fixas durante toda a incisão, trazendo estabilidade e precisão. Além da imprecisão cirúrgica, o risco de acidentes é muito maior! Para máxima eficácia da incisão, o tecido móvel deve ser mantido firmemente sob alguma tensão. Normalmente isso é feito com o afastador. Nas cirurgias orais, NUNCA manu- seie o bisturi de outra maneira que não aquela descrita acima. 10 Extremidade romba Extremidade pontiaguda Ponta larga e arredondada Utilizada para continuar o descolamento do periósteo e do osso. Eleva maior quantidade de tecidos. Ponta afiada e pontiaguda Utilizada durante o descolamento inicial e para descolar as papilas entre os dentes. Empunhadura adequada Segurar “como caneta” utilizando indicador e polegar para controle fino do instrumental. Demais dedos devem ser utilizados como “apoiadores” sobre estruturas fixas para melhor controle e estabilidade da mão. É o descolador mais utilizado na cirurgia oral. Utilizado basicamente de 2 formas: 1. Movimento de alavanca. A extremidade pontiaguda é utilizada como se fosse uma alavanca, elevando o tecido mole. Ex: papilas gengivais ou sulco gengival ao redor de um dente que será extraído; 2. Movimento de empurrar. Tanto com a extremidade pontiaguda quanto com a romba (mais larga). ELEVANDO O RETALHO MUCOPERIOSTEAL Nome: Molt nº 9 Função: Utilizado para o descolamento mucoperiosteal (sindesmotomia) Etapa cirúrgica fundamental: Diérese Vista superior Vista lateral 11 OUTROS DESCOLADORES COMPARADOS AO MOLT Nº 9 MOLT Nº 9 X ESPÁTULA 7 DESCOLADOR DE SELDIN Descolador de Freer Mais longo e com pontas mais delicadas que o Molt nº 9. Molt 2-4 Muito utilizado nas cirurgias periodontais e na implantodontia. Tem as pontas arredondadas para um descolamento mais delicado. Não confunda o Molt nº 9 com a espátula 7, muito utilizada por outras áreas da Odontologia. Um outro exemplo de descolador, muito utilizado pela CTBMF em cirurgias de maior porte. Apesar de apresentarem uma anatomia semelhante, perceba a diferença de tamanho dos instrumen- tais, inclusive das pontas ativas. As pontas ativas da espátula sofrem deflexão com o mínimo de força. Por isso, não é indicado para o descolamento de tecidos. Espátula nº 7 Molt nº 9 Molt nº 9 12 AFASTANDO O TECIDO MOLE Nome: Afastador de Minnesota Função: Afastar bochecha, língua e retalhos mucoperiosteais É o afastador mais utilizado em cirurgia. Utilizado em praticamente todas as etapas cirúrgicas! Pode afastar a bochecha e o retalho simultaneamente, como por exemplo, durante a remoção de terceiros molares inclusos. Empunhadura adequada O Minnesota é um instrumental de manuseio fino. É essencial para viabilizar o acesso e a visão durante toda a cirurgia. Empunhadura inadequada Não devemos empregar força sobre os tecidos moles de modo que gere tensão excessiva. Cuidado para não esmagar os tecidos com a ponta, o que pode cortá-los e/ou provocar isquemias e consequente retardo na cicatrização. Após o descolamento, a porção anterior do afastador deve ser apoiada sobre o tecido ósseo. Além de afastar, ele também protege todo o tecido adjacente. É todo angulado, em formato de onda, o que permite sua utilização em várias regiões diferentes. Extremidade menor e com ângulo mais fechado (mais curva). Extremidade maior e com ângulo mais aberto (mais reta). Vista lateral Vista superior EMPUNHADURA CORRETA DO AFASTADOR DE MINNESOTA EMPUNHADURA INCORRETA DO AFASTADOR DE MINNESOTA 13 Afastador sendo utilizado de maneira adequada, permitindo visualização mais superior, sem grandes tensões e sem gerar dano aos tecidos moles adjacentes. Ponta do aspirador, localizada atrás do Minnesota. Requer mais cuidado ao ser posicionado sobre os tecidos. Cânula que conduz ar e líquido aspirado ao longo de todo o instrumental até a mangueira. Conexão para a mangueira de aspiração VARIAÇÃO DO MINNESOTA + ASPIRADOR USO ADEQUADO DO AFASTADOR DE MINNESOTA Atenção para não tracionar muito a comissura labial do paciente, o que pode provocar lesões! Dependendo da extensão da cirurgia e tracionamento da comissura, hidrate a comissura labial com pomada hidratante ou à base de corticoide. DICA A extremidade do afastador é fina e pode se tornar cortante caso apoiada sob pressão. Por isso, muito cuidado ao utilizá-lo sobre o tecido mole. 14 Nome: Afastador de Bruenings Função: Afastar a língua e, eventualmente, expor o soalho bucal Nome: Afastador de Weider Função: Afastar a língua e, eventualmente, expor o soalho bucal Vista superior Vista lateral Muito utilizado pela CTBMF em cirurgias hospitalares de maior porte. Também conhecido como “abaixador de língua”, o afastador de Bruenings é utilizado para contê-la e afastá-la. Uma leve pressão vertical e para baixo é realizada. Orifícios permitem menor compressão da língua, isquemia, e visualização direta pelo cirurgião e auxiliar. Tem formato de coração. É largo para permitir melhor retração e proteção da língua. As ranhuras permitem melhor adaptação e retração da língua. A empunhadura se dá na região da haste, conferindo firmeza e sensibilidade ao cirurgião e auxiliar. Orifícios permitem menor compressão da língua, isquemia, e visualização direta pelo cirurgião e auxiliar. Muito utilizado pela CTBMF em cirurgias hospitalares de maior porte. Esse instrumental é mais maleável e permite pequenas adaptações em seu formato que podem auxiliar muito o afastamento durante a cirurgia. 15 Nome: Afastador de Farabeuf Função: Afastar os tecidos moles de maneira geral Nome: Pinças Desmarres ou pinça para calázio Função: Afastar o lábio inferior e mucosa jugal (mais anterior) e auxiliar na hemostasia Vista superior Vista lateral É muito utilizado durante os procedimentos maiores da CTBMF e procedimentos cirúrgicos médicos, permitindo afastamento de todas as camadas até o plano mais profundo. Muito utilizado para realização de biópsias nessas regiões. Enquanto uma extremidade afasta, a outra serve como empunhadura. Sempre aplicar pressão gentil para não machucar os lábios, uma vez que as suas pontas não são arredondadas. Cabo permite segurar e tracionar os tecidos. Aro comprime as extremidades, diminuindo o aporte sanguíneo na região. Permite adaptação e proteção da pele do lábio inferior ou bochecha. Abertura permite a exposição do tecido da região. A rosca permite abrir, fechar e travar o afastador. Ao mesmo tempo que afasta, comprime as extremidades, diminuindo o sangramento na região. Nesse caso, utilizado para afastar o lábio inferior durante o tratamento de uma mucocele. Disponível em vários tamanhos e espessuras diferentes. 16 APREENDENDO E REMOVENDO O TECIDO MOLE Nome: Pinças de tecido Função: Apreensão do tecido mole As pinças são amplamente utilizadas para apreender o tecido mole seja para incisá-lo, controlar um sangramento ou para passar a agulha de sutura. Existe uma ampla variação de tamanho e formato das pinças. Pinça Adson com dente, ou popularmente conhecida como pinça dente de rato. A mais comumente utilizada em cirurgia oral é a pinça de Adson (sem dente). Uma pinça com dente pode facilmente perfurar o fino tecido gengival, portanto, deve ser utilizada com cuidado! Utilizada para manipulação mais firme de tecidos ou mesmo para auxiliar arecuperação da agulha quando o tecido é transpassado na sutura. Veja a diferença entre as pinças Stillies (18 cm) e Adson (12 cm). Pinça Stillies. São maiores (18-22 cm) e por isso utilizadas para trabalhar nas regiões mais posteriores da cavidade bucal, podendo apresentar dentes ou não. Pinça de algodão. A mais utilizada em procedimentos clínicos gerais. Haste 17 Útil para apreender tecidos que serão removidos ou excisados. Utilizado para remoção de cistos e granulomas. Instrumento com duas pontas em forma de colher para remover tecidos moles como granulomas, cistos e detritos do alvéolo. Tem um travamento em cremalheira igual ao do porta-agulha e outras pinças como a hemostática. Isso permite travamento e tensão pelo cirurgião ou auxiliar, favorecendo a dissecção dos tecidos. Possui dentes que prendem firmemente os tecidos. Nome: Pinças Allis Função: Apreensão do tecido mole Nome: Cureta de Lucas nº 85 Função: Remoção de tecidos moles no interior de cavidades ósseas Nunca deve ser utilizada nos tecidos que permanecerão na cavidade bucal, pois o trauma por esmagamento pode ser significativo! 18 Nome: Pinças porta-enxerto Função: Apreensão de blocos de enxerto Nome: Pinça Backhaus Função: Apreensão e fixação dos campos cirúrgicos estéreis Pouco utilizadas em cirurgia oral menor, porém amplamente utilizadas pelos especialistas em CTBMF e colegas da Implantodontia. Utilizada para apreender o bloco de enxerto ósseo enquanto ele é fixado ao leito receptor. Note a extensão da cremalheira comparado à pinça Allis ou porta-agulha. Isso se justifica pela necessidade de apreensão de tecidos ósseos de maior volume. Também conhecida como pinça de campo. A ponta ativa apreende e fixa o tecido, diminuindo as chances de sua movimentação e consequente contaminação do campo. Assim como outros instrumentais, possui o sistema de cremalheira para garantir o travamento da pinça junto aos campos cirúrgicos. Porção serrilhada permite melhor apreensão do enxerto ósseo. Os anéis da pinça podem ser úteis para prender a mangueira cirúrgica (conectada ao aspirador) no campo cirúrgico. DICA As aberturas dão passagem para brocas e parafusos, permitindo fixação do bloco de enxerto. 19 Existem pinças hemostáticas retas e curvas de diferentes tamanhos. São instrumentais muito dinâmi- cos para a prática cirúrgica e são primariamente indicados para a clampagem de vasos que tenham sido rompidos inadvertidamente. Sistema de fechamento em cremalheira. Permite prender o vaso e o largar como nos casos de ligadura. Hemostática curva de 12 cm Hemostática curva de 14 cm 14 cm 12 cm Pinça hemostática curva Pinça hemostática reta CONTROLANDO O SANGRAMENTO Nome: Pinças hemostáticas Função: Clampar vasos sanguíneos que foram rompidos Etapa cirúrgica fundamental: Hemostasia 20 REMOVENDO OSSO Nome: Alveolótomo de Luer ou pinça goiva Função: Remoção de tecido ósseo É o instrumento mais utilizado para a remoção de osso em cirurgia oral. Raramente são utilizados na cirurgia bucal, mas cabe uma menção a eles aqui. Lembrando que para menores desgastes podemos utilizar brocas acopladas à peça reta. Lembrar de sempre irrigar a ponta da broca com soro fisiológico estéril para evitar aquecimento ósseo e necrose. DICA Apresenta lâminas cortantes Promove uma força de corte maior, com menos esforço. Utilizadas para remoção de septos ósseos, margens cortantes de osso e até grandes quantidades de tecido ósseo (caso necessário). Articulação Pinça goiva comum Pinça goiva biarticulada Cabo Cinzel curvo Diferentes espessuras entre os cinzéis curvos e retos. Alguns cinzéis apresentam marcações para que o cirurgião possa mensurar a sua penetração no tecido ósseo, evitando intercorrências. Cinzel reto Nome: Cinzel e martelo Função: Remoção e fraturas de tecido ósseo Assim como vários outros instrumentais, variam de acordo com tamanho, espessura e ponta ativa (curva ou reta). 21 É utilizada apenas para remoção de pequenas quantidades de osso. Ponta ativa menor Ponta ativa maior Nome: Lima para osso Função: Alisamento final do osso antes da sutura do retalho Instrumento de duas pontas ativas, uma maior e uma menor. Sua ponta ativa tem um aspecto de lixa. Instrumentos com ranhuras diferentes. IRRIGANDO Nome: Seringa hipodérmica descartável Função: Irrigação com soro fisiológico durante osteotomia ou ostectomia e lavagem da loja cirúrgica LEIA O QR CODE E ASSISTA AO VÍDEO SOBRE COMO QUEBRAR A AGULHA DA SERINGA HIPODÉRMICA E UTILIZÁ-LA DE MANEI- RA ADEQUADA. 22 SUTURANDO Nome: Fio agulhado Função: Unir as bordas do tecido incisado, promovendo a sua síntese Etapa cirúrgica fundamental: Síntese O fio agulhado pode ser encontrado em diferentes apresentações, a depender das suas propriedades. Polycryl incololor (reabsorvível) 4-0, de 45 cm com agulha triangular 3/8. São fios mais caros, e por isso menos utilizados de maneira rotineira. Nylon preto (monofilamentado) 4-0, de 45 cm com agulha triangular 3/8. Nylon preto (monofilamentado) 5-0, de 45 cm com agulha triangular 1/2 círculo. Os mais comumente utilizados em cirurgias bu- cais são os fios de Seda (4-0) e Nylon (5-0). Para suturas extrabucais em pele de face e pescoço nor- malmente opta-se por fios mais finos como o Nylon 5-0 ou 6-0, principalmente em áreas estéticas. Os fios de sutura podem ser classificados conforme os seguintes aspectos: 1. Diâmetro; 2. Monofilamentados ou multifilamentados, como o Nylon e Seda, respectivamente; 3. Absorvíveis ou não absorvíveis; 4. Cor: preto, transparente ou roxo, dentre várias outras disponíveis atualmente. O diâmetro de um fio é uma das mais importan- tes informações consideradas em sua escolha. Pode ser 2-0, 3-0, 4-0, 5-0, 6-0. Quanto maior o número de zeros, menor o diâmetro do fio. No invólucro encontramos todas as informações importantes como o diâmetro do fio, o tamanho e formato da agulha. Em relação ao formato, a agulha pode ser triangular, triangular invertida ou circular (atraumática). Neste caso, temos uma seda 4-0, de 45 cm, com agulha triangular de meio círculo, medindo 1,7 cm. DICA 23 Existe uma grande variedade de tamanho das agulhas, desde grande a pequena. Formato triangular cortante. A agulha é curva para permitir a sua passagem pelos tecidos apenas com o giro do punho. Polegar e anelar se posicionam nos anéis do porta-agulha. O indicador é apoiado no corpo do instrumental, guiando e permitindo os movimentos de giro junto ao punho. Indicador Anelar Polegar O ponto de apreensão ideal está dois terços distante da ponta ativa da agulha, como na imagem. 2/3 Normalmente, utilizamos em cirurgia oral uma agulha pequena, de meio círculo ou 3/8 de círculo. Seda (fio multifilamentar) Vantagens: mais maleável (não tem memória). Os nós são mais fáceis de ser executados e suas pontas são muito mais confortáveis para o paciente. Desvantagem: por ser multifilamentar, retém mais resíduos e biofilme. Mais utilizado em cirurgia oral de maneira geral. Nylon (fio monofilamentar) Vantagem: não favorece o acúmulo de biofilme. Por isso é mais utilizado pelos colegas da Implantodontia e Periodontia após cirurgias de implantes e enxertos. Desvantagem: menos maleáveis, soltam mais facilmente e incomodam mais o paciente devido a suas pontas mais rígidas. EMPUNHADURA ADEQUADA 24 Nome: Porta-agulha Mayo-Hegar Função: Junto com o fio agulhado, promove a sutura Etapa cirúrgica fundamental: Síntese Disponível em diferentes tamanhos, o porta-agulha Mayo-Hegar de 14 cm é o mais indicado para a realização de suturas intraorais. Sistema de cremalheira para travamento. A Videa é uma liga de metal extremamente dura, o que proporciona uma apreensão muito mais firme e mais segura da agulha. Repare como a região que contém a Videa é mais escura e apresenta textura áspera em sua superfície. A ponta de um porta-agulhaé mais compacta e curta se comparada ao volume da ponta de uma pinça hemostática, por exemplo. Polegar e anelar se posicionam nos anéis. O indicador é apoiado no corpo do instrumental. Juntamente com o segundo dedo-guia (dedo médio) dá precisão aos movimentos de giro do punho. Numa vista lateral, a Videa pode ser percebida como uma uma fina camada mais escura e áspera recobrindo a região de apreensão da agulha. Vista lateral aproximada de um porta-agulha Mayo-Hegar com Videa EMPUNHADURA ADEQUADA DO PORTA-AGULHA Porta-agulha Mayo-Hegar de 14 cm. 25 Nome: Tesouras Função: Cortar sutura ou tecidos (dissecação) Todas as tesouras devem ser empunhadas como o porta-agulha. Podem ser descartáveis ou autoclaváveis. Os autoclaváveis são mais utilizados em cirurgias hospitalares. Podem ser retas ou curvas. Tesoura Metzenbaum (ponta romba e ponta afiada) Indicada para divulsão e corte tecidual. Tesoura Íris Ponta fina. É indicada para regiões mais delicadas. Ponta romba (reta) Aspirador descartável. Mais utilizado na prática odontológica. Aspirador de Frazier (metálico autoclavável) Tesouras para tecido, como a Met- zenbaum e Íris, não devem ser utili- zadas para corte dos fios de sutura. O fio pode cegar a tesoura, gerando maior trauma tecidual quando for utilizada com essa finalidade. Ponta afiada (curva) Fio que permite a limpeza, inclusive quando entupir com fragmentos de osso ou dente. ASPIRANDO Nome: Aspirador Função: Fornecer boa visualização, aspirando sangue, saliva, soluções de irrigação, etc. 26 EXTRAÇÃO DENTÁRIA Nome: Alavancas Função: Luxar os dentes antes da utilização dos fórceps e avulsão de raízes fraturadas ou seccionadas Etapa cirúrgica fundamental: Exérese Quando utilizadas antes do fórceps, reduzem o risco de fratura. Fazem um movimento de expansão óssea no sentido mesio-distal, enquanto o fórceps atua no sentido vestíbulo-lingual ou vestíbulo-palatino. Três tipos básicos: 1. Retas (mais utilizadas) 2. Triangulares 3. Apicais Lâmina ou ponta ativa Indicador apoiado sobre a haste, controlando movimento fino e força excessiva. Mão segurando o cabo, permitindo movimento de rotação. A ponta ativa é côncava no lado de trabalho. Haste Cabo Alavanca reta 304 EMPUNHADURA ADEQUADA DA ALAVANCA 304 EMPUNHADURA INADEQUADA DA ALAVANCA 304 Deve estar sempre voltada para o dente a ser extraído, evitando luxação do dente vizinho. DICA 27 Assim como a alavanca 304, é amplamente utilizada. Também são bastante utilizadas. Possuem variações na forma e angulação da ponta ativa. No Brasil, são conhecidas popularmente como “alavancas bandeirinhas”. São muito utilizadas para exodontia dos terceiros molares superiores e restos radiculares por meio do movimento eixo-roda. Permite um encaixe adequado entre os elementos dentários e a crista óssea. Alavanca em formato triangular ALAVANCA SELDIN 2 ALAVANCAS APEXO ALAVANCAS SELDIN 1R / 1L Ligeiramente angulada. Ponta ativa mais robusta. Ranhuras permitem melhor adaptação aos tecidos. Reta Ligeiramente angulada. Ponta ativa mais fina. Possuem formato triangular e diferentes lados. 1R de Right em inglês = direito 1L de Left em inglês = esquerdo 28 ALAVANCAS DE POTTS São muito utilizadas para exodontia de terceiros molares superiores. Formato de T, e assim como a Seldin, possui lado direto e esquerdo. Superfície serrilhada permite melhor apreensão, evitando que a mão do cirurgião e/ou o fórceps escorreguem. Possuem vários formatos, com pontas ativas diferentes para se adaptarem aos mais variados tipos de dentes. Fonte da maior variação entre os fórceps. São empunhados de maneiras diferentes de acordo com o dente a ser extraído (maxila ou mandíbula). R de Right em inglês = direito L de Left em inglês = esquerdo FÓRCEPS Nome: Fórceps para extração dentária Função: Luxar e remover o elemento dentário Etapa cirúrgica fundamental: Exérese As pontas ativas são desenhadas para se adaptarem à estrutura radicular e não à coroa do dente e, por isso, apresentam formatos diferentes para dentes uni, bi ou trirradiculares. DICA Ponta ativa Articulação Cabo Por serem instrumentais muito volumosos, co- locamos na nossa mesa cirúrgica apenas aqueles fórceps que iremos uti- lizar. Assim, mantemos a nossa mesa com a me- nor quantidade possível de instrumentais. Isso, inclusive, ajuda a preve- nir acidentes. Por esse e tantos outros motivos, o planejamento cirúrgico é fundamental. 29 Superfície vestibular com região pontiaguda. Adapta na região vestibular entre a furca das raízes mesio- -vestibular e disto-vestibular. Superfície palatina suave e côncava. Adapta na região palatina (raiz cônica). FÓRCEPS PARA A MAXILA Nome: Fórceps 150 Função: Luxação e avulsão dos incisivos, caninos e pré-molares superiores (dentes unirradiculares) Vista superior Vista superior Vista aproximada Vista aproximada Vista aproximada Como os molares superiores são trirradiculares (uma raiz palatina e duas vestibulares) - ao contrário dos molares mandibulares, que são birradiculares -, torna-se necessário que tenhamos fórceps espe- cíficos para ambos os lados. Nome: Fórceps 18R Função: Luxação e avulsão dos molares superiores do lado direito (trirradiculares) 30 Nome: Fórceps 18L Função: Luxação e avulsão dos molares superiores do lado esquerdo (trirradiculares) Vista superior Vista aproximada Vista aproximada Superfície vestibular com região pontiaguda. Adapta na região vestibular entre a furca das raízes mesio- -vestibular e disto-vestibular. As duas pontas ativas possuem a região pontiaguda na região central. Superfície palatina suave e côncava. Adapta na região palatina (raiz cônica). Superfície com região pontiaguda. Adaptam perfeitamente à região da furca. FÓRCEPS PARA A MANDÍBULA Nome: Fórceps 17 Função: Luxação e avulsão dos molares inferiores (birradiculares) Como os molares inferiores são birradiculares (uma raiz mesial e outra distal), ambas as pontas ativas do fórceps têm a região pontiaguda para se adaptarem perfeitamente à região da furca. Vista superior Vista aproximada 31 Nome: Fórceps 151 Função: Luxação e avulsão dos incisivos, caninos e pré-molares inferiores (dentes unirradiculares) Vista superior Vista superior Vista aproximada Vista aproximada Suas pontas ativas são mais finas e compridas quando comparadas às de outros fórceps para dentes unirradicula- res, o que permite entrar em maior profundidade e alcançar restos radiculares ou raízes fraturadas. Pontas ativas mais finas e compridas FÓRCEPS UNIVERSAL Nome: Fórceps 69 Função: Luxação e avulsão de restos radiculares tanto mandibulares quanto maxilares 32 MESA CIRÚRGICA Mesa cirúrgica completa para realização de uma exodontia A mesa cirúrgica é montada seguindo a sequência das etapas cirúrgicas fundamentais (diérese, exérese, hemostasia e síntese). Incluímos também na sequência, instrumentais necessários para a anestesia e cuidados pós avulsão dentária, como a cureta de Lucas número 85 e lima para osso. Brocas cirúrgicas de alta rotação (AR) e peça reta (baixa rotação - BR) devem sempre estar disponíveis. Todo o material de consumo deve ser aberto pelo auxiliar ou circulante e depositado na mesa cirúrgica estéril. A mesa cirúrgica deve ser reorganizada ao longo de todo procedimento cirúrgico. Isso previne uma série de complicações ao profissional e paciente. Uma mesa cirúrgica bagunçada não é sinal de que “é ou foi uma cirurgia difícil”. Ela simplesmente reflete o seu cuidado e nível de organização profissional! DICA AR - Zecrya, 702 e 703 longa BR - Esféricas números 6, 8 e 10 e tronco-cônicas 702 e 703 33 KIT CLÍNICO PARA REMOÇÃO DE SUTURA Nome: Kit clínico para remoção de sutura Função: Remoção de sutura e avaliação da cicatrização da ferida São todos aqueles materiais descartáveis que vamos consumir (utilizar) durante a nossa cirurgia. MATERIAISDE CONSUMO Pinça de algodão Tesoura Sonda Espelho Soro fisiológico 0,9% Fio de sutura Anestésico local Agulha gengival Luva cirúrgica Capote e campos cirúrgicos estéreis Lâmina de bisturi Gaze Sugador cirúrgico descartável Seringa hipodérmica de 20 mL com agulha LEIA O QR CODE E ASSISTA AO VÍDEO COMPLETO SOBRE MONTAGEM DA MESA CIRÚRGICA.