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UNIVERSIDADE DE UBERABA
PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
BELO HORIZONTE- MG
2018
TÍTULO
Brincar e Aprender: A função do jogo na escola.
JUSTIFICATIVA E DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA
Os jogos e as brincadeira são fundamentais no desenvolvimento de novas habilidades para as crianças, pois esses são fontes de alegria, felicidade e prazer, isso devido a sensação de liberdade que se gera e a conquista de poder decidir, sonhar, agir, se aventurar, alcançar objetivos e superar desafios. 
Os jogos são de extrema importância para a criança, visto que, é um grande estimulador para as atividades mentais e proporciona sempre novos desafios, ampliando assim, a capacidade das crianças de libertação e de cooperação. 
Sabendo do grande desafio dos professores em proporcionar aulas interessantes e atraentes com jogos e brincadeiras. Motivo pelo qual, procurou-se neste trabalho, mostrar a função dos jogos e brincadeiras como estratégias pedagógicas para o professor. A partir daí surgiram as seguintes problemáticas:
· De que maneira professor vai aprender a diversificar os conteúdos para trabalhar jogos e brincadeiras de maneira divertida e diferenciada?
· Como ensinar jogos e brincadeiras e os conteúdos ao mesmo tempo?
· Qual a importância dos jogos e brincadeiras na sala de aula para que o aprendizado aconteça?
· Como e quando avaliar a prática educacional, embasado no jogar e brincar?
OBJETIVOS
Geral
· Analisar a importância do brincar na Educação Infantil, pois, segundo os autores pesquisados, este é um período fundamental para a criança no que diz respeito ao seu desenvolvimento e aprendizagem de forma significativa.  Incentivando a capacidade criadora das crianças, pois está se constitui numa das formas de relacionamento e na interpretação do mundo.
Específicos
Que o professor seja capaz de:
· Estabelecer vínculos afetivos, ampliando as possibilidades de comunicação e socialização infantil.
· Estimular para que a criança utilize as linguagens, seja corporal, musical, plástica, oral e escrita para expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e avanços no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez sua capacidade expressiva através do jogos e brincadeiras.
· Levar a criança a conhecer diferentes manifestações culturais, considerando as atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas, bem como de valorização da diversidade.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Wajskop (2007), a brincadeira, desde a antiguidade, era utilizada como um instrumento para o ensino, contudo, somente depois que se rompeu o pensamento românico passou-se a valorizar a importância do brincar, pois antes, a sociedade via a brincadeira como uma negação ao trabalho e como sinônimo de irreverência e até desinteresse pelo que é sério. Mas mesmo com o passar do tempo o termo brincar ainda não está tão definido, pois ele varia de acordo com cada contexto, os termos brincar, jogar e atividade lúdica serão usados como sinônimos.
Para Winnicott (1975, p. 139), “o lugar em que a experiência cultural se localiza está no espaço potencial existente entre o indivíduo e o meio ambiente (originalmente, o objeto)”. Dessa mesma forma ocorre o brincar, pois para o autor a experiência criativa começa quando se pratica essa criatividade e isso se manifesta primeiro através da brincadeira.
De acordo com o que Perrotti (1990) diz, podemos dizer que, conceituá-la como ser passivo é, infelizmente, normal, pois nunca se considerou que a criança possui cultura própria. 
Assim, para o autor, a sociedade nega que a criança possua um lugar ativo nessa cultura, sendo essa afirmativa, uma imposição do sistema que visa classificar os indivíduos segundo o nível quantitativo de produção que eles mantenham. Segundo Perrotti (1990, p.18): 
Nossa organização social é de tal modo ‘adultocêntrica’, que nossas reflexões sobre a criança e seu universo cultural correm sempre o risco de, repetindo a organização social, situar a criança em condição passiva face à cultura. Pensamos sempre na criança recebendo (ou não recebendo) cultura, e nunca na criança fazendo cultura ou, ainda, na criança recebendo e fazendo cultura ao mesmo tempo.
Vigotsky (1984, apud WAJSKOP, 2007), afirma que, é na brincadeira que a criança consegue vencer seus limites e passa a vivenciar experiências que vão além de sua idade e realidade, fazendo com que ela desenvolva sua consciência. 
Dessa forma, é na brincadeira que se pode propor à criança desafios e questões que a façam refletir, propor soluções e resolver problemas. Brincando, elas podem desenvolver sua imaginação, além de criar e respeitar regras de organização e convivência, que serão, no futuro, utilizadas para a compreensão da realidade. 
A brincadeira permite também o desenvolvimento do autoconhecimento, elevando a autoestima, propiciando o desenvolvimento físico-motor, bem como o do raciocínio e o da inteligência. De acordo com o que foi lido, para Sarmento (2003, apud CARVALHO, 2007), o estudo das culturas infantis tem como destaque a capacidade que as crianças possuem de produzir significados a ações existentes nas culturas dos adultos.
 Segundo Carvalho (2007, p.3):
As culturas infantis são constituídas por um conjunto de formas, significados, objetos, artefatos que conferem modos de compreensão simbólica sobre o mundo. Ou seja, brinquedos, brincadeiras, músicas e histórias que expressam o olhar infantil, olhar construído no processo histórico de diferenciação do adulto. Os brinquedos e brincadeiras elaborados e vivenciados pelas crianças ao longo da história da humanidade são, portanto, objeto de estudo que surgem à medida que entendemos a infância como categoria geracional sociologicamente instituída e produtora de uma cultura própria.
 Baseado na história pode-se dizer que jogo, brinquedo e brincadeira representam formas singulares onde, especialmente as crianças, compreendem o mundo.
Os meios de comunicação, principalmente a TV, representam um percentual muito grande de tempo na vida das crianças, a rua e os espaços públicos ou coletivos são poucos frequentados pelas crianças, e esses espaços são de suma importância para se ganhar liberdade e exercer autonomia. O bombardeio que se tem percebido da mídia nos lares torna-se perigoso, no que diz respeito a que tipo de cidadão irá se formar. Nossa sociedade está cada vez mais sem tempo e espaços lúdicos. Garcia (2003, p.126-127 apud GOMES, 2006, p.20) afirma que: 
... assim, além das crianças, dos adolescentes e dos jovens atualmente não possuírem o espaço da rua para desenvolver a socialização, também não possuem um rol de convivência familiar que lhes permita estabelecer maiores relações com o diferente (em idade, gênero, classe social, étnica, geracional e outros)
Segundo Carneiro e Dodge (2007), diante dessa situação, podemos destacar quatro espaços que podem ser reconsiderados ou criados como locais onde as crianças possam realizar livremente suas brincadeiras: a observação da natureza, o teatro, a brinquedoteca e a escola. A observação da natureza é fundamental, pois os benefícios que ela fornece são provenientes do contato com ela, a variedade de coisas que ela apresenta, descoberta das cores, formas, odores, sabores, pode ser relacionado às diferenças existentes entre os seres humanos.
A brinquedoteca é uma opção bastante atrativa, porque tem um espaço organizado, que permite a livre escolha da criança tanto em relação aos objetos quanto a atividades. Segundo Freud (1973, p.1344, apud MEIRA, 2004, p.84): 
Não haveremos de buscar já na criança as primeiras marcas da atividade poética? A ocupação favorita e mais intensa da criança é o jogo. Acaso seja lícito afirmar que toda criança que joga se conduz como um poeta, criando-se um mundo próprio ou, mais exatamente, situando as coisas de seu mundo em uma nova ordem, grata para ele. Seria injusto, neste caso, pensar que não toma a sério este mundo: pelo contrário, toma muito a sério seu brincar e dedica e ele grandes afetos. A antítese dobrincar não é gravidade, senão a realidade. A criança distingue muito bem a realidade do mundo e seu brincar, apesar da carga de afeto com que o satura e gosta de apoiar os objetivos e circunstâncias que imagina em objetos tangíveis e visíveis no mundo real. Este apoio é o que ainda diferencia o “brincar” infantil do “fantasiar”.
O brincar tem um papel fundamental neste processo, nas etapas de desenvolvimento da criança. Na brincadeira, a criança representa o mundo em que está inserida, transformando-o de acordo com as suas fantasias e vontades e com isso solucionando problemas. Para Cunha (1994), o brincar é uma característica primordial na vida das crianças, porque é bom, é gostoso e dá felicidade. Além disso, ser feliz e estar mais pré-disposto a ser bondoso, a amar o próximo e a partilhar fraternalmente, são outros pontos positivos dessa prática.
A escola acaba sendo a única fonte transmissora de cultura, onde ainda existem espaços para as crianças brincarem, tendo os profissionais de educação a incumbência de ensinar e resgatar as brincadeiras populares, mas não só isso, como também o jogo deve fazer parte do cotidiano das crianças, e seria usado como uma nova forma de transmitir conhecimento, pois a atividade lúdica é benéfica ao aprendizado. De acordo com Almeida (2005, p. 5): 
A brincadeira se caracteriza por alguma estruturação e pela utilização de regras. A brincadeira é uma atividade que pode ser tanto coletiva quanto individual. Na brincadeira a existência das regras não limita a ação lúdica, a criança pode modificá-la, ausentar-se quando desejar, incluir novos membros, modificar as próprias regras, enfim existe maior liberdade de ação para as crianças.
A prática da brincadeira na escola promove aspectos diversos na criança que serão de suma importância para o seu desenvolvimento biopsicossocial, sendo imprescindível para uma formação sólida e completa.
 Segundo Wajskop (2007, p.25): 
A criança desenvolve-se pela experiência social nas interações que estabelece, desde cedo, com a experiência sócio-histórica dos adultos e do mundo por eles criado. Dessa forma, a brincadeira é uma atividade humana na qual as crianças são introduzidas constituindo-se um modo de assimilar e recriar a experiência sociocultural dos alunos.
Apesar da visão renovada das possibilidades de utilização dos jogos na escola, o jogo ainda está muito distante de ser integrado realmente como recurso e metodologia. Em geral, o uso dos jogos no cotidiano escolar se restringe a atividades extremamente dirigidas, que contribuem muito pouco para o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e da produção de cultura.
 Segundo Carneiro e Dodge (2007, p.91): 
Para que a prática da brincadeira se torne uma realidade na escola, é preciso mudar a visão dos estabelecimentos a respeito dessa ação e a maneira como entendem o currículo. Isso demanda uma transformação que necessita de um corpo docente capacitado e adequadamente instruído para refletir e alterar suas práticas. Envolve, para tanto, uma mudança de postura e disposição para muito trabalho.
O ambiente escolar é uma comunidade onde diferentes personagens interagem de maneira que sempre há troca de saberes. Assim, a convivência entre professores, alunos, pais e funcionários proporciona experiências inigualáveis para a vida dessas pessoas. Segundo Wajskop (2007, p.26): 
Nesta perspectiva, a brincadeira encontraria um papel educativo importante na escolaridade das crianças que vão se desenvolvendo e conhecendo o mundo nesta instituição que se constrói a partir exatamente dos intercâmbios sociais que nela vão surgindo: a partir das diferentes histórias de vida das crianças, dos pais e dos professores que compõem o corpo de usuários da instituição e que nela interagem cotidianamente.
Mas cabe uma observação, é extremamente importante divulgar entre os pais, responsáveis, profissionais da educação, os benefícios que o brincar traz para o desenvolvimento das crianças. Quando as crianças são estimuladas, o reconhecimento dos benefícios tem um valor muito maior. E conforme já foi citado anteriormente, os pais podem
exercer um papel importantíssimo no brincar de seus filhos. Para finalizar, citamos Carneiro e Dodge (2007, p.201), que afirmam que: 
Ao estimular as crianças durante a brincadeira, os pais tornamse mediadores do processo de construção do conhecimento, fazendo com que elas passem de um estágio de desenvolvimento para outro. Também, ao brincar com os pais, as crianças podem se beneficiar de uma sensação de maior segurança e liberdade para exploração, além de se sentirem mais próximas e mais bem compreendidas, o que pode contribuir para o melhor desenvolvimento de sua autoestima e independência.
METODOLOGIA
Primeiramente serão feitas leituras que permitam o embasamento adequado para o conhecimento do conteúdo a ser trabalhado, através de uma pesquisa bibliográfica, utilizando-se de vários livros. 
A metodologia deste trabalho está fundamentada em uma abordagem qualitativa. Bogdan e Bicklen (1994) caracterizam esse tipo de abordagem como sendo descritiva, onde há um interesse maior pelos processos do que pelos produtos e/ou resultados. 
Chizzotti traz ainda que a pesquisa com abordagem qualitativa geralmente procura “provocar o esclarecimento de uma situação para uma tomada de consciência pelos próprios pesquisados dos seus problemas e das condições que os geram, a fim de elaborar os meios e estratégias de resolvê-los” (2003, p.104). 
Para a realização deste estudo há necessidades de serem feitos permanentes pesquisas em jornais, revistas, Internet, para se destacar algumas notícias à tona a realidade da teoria comentada através da fundamentação teórica. Além de livros com fábulas e contos infantis, ou histórias em quadrinhos. Será feita ainda uma coleta de dados com professores para saber com eles trabalham os jogos e as brincadeiras na sala de aula. 
Finalizada a coleta de dados, através de observações indireta e entrevista semiestrutura, será iniciada à fase de análise dos dados coletados, levando-se em consideração a constância das afirmações e/ou negações feitas pelos personagens da pesquisa a respeito na indisciplina escolar.
CRONOGRAMA
	ATIVIDADES
	MÓDULO BIMESTRAL
	
	S1
	S2
	S 3
	S 4
	S 5
	S 6
	S 7
	Levantamento e revisão da bibliografia
	X
	
	
	
	
	
	
	Elaboração dos resumos e fichamentos
	
	X
	
	
	
	
	
	Escrita do artigo
	
	
	X
	X
	X
	
	
	Adequação da forma e revisão ortográfica do artigo
	
	
	
	
	
	X
	
	Publicação do artigo no AVA
	
	
	
	
	
	
	X
	
	
	
	
	
	
	
	
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, M. T. P. O Brincar na Educação Infantil. Revista Virtual EFArtigos. Natal/RN- volume 03- número 01- maio, 2005. 
BORBA, Ângela Meyer. O brincar como um modo de ser e estar no mundo. In: Brasil MEC/ SEB. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade/ organização JeaneteBeauchamp, Sandra Denise pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. _ Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. 
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TOLEDO, Cristina. O brincar e a constituição de identidades e diferenças na escola. In: Garcia, Regina Leite (Coord.). Anais. II Congresso Internacional – Cotidiano: diálogos sobre diálogos. GRUPOALFA – Grupo de Pesquisa e Alfabetização das alunas e alunos das classes

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