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1 ANÁLISE DE CENÁRIOS ECONÔMICOS Cecília Rutkoski Hoff - Aula 05 2 MAPA DA AULA Neste material, você tem uma linha do tempo com os principais acontecimentos das videoaulas, organizados nas seguintes seções: Momentos importantes da disciplina. Conceitos e termos relevantes para o conteúdo da aula. Para lembrar Dinâmicas, exercícios interativos e infográficos. Para exercitarPara ir além Curiosidades, personalidades e entretenimento. Esta é uma versão simplificada do Mapa da Aula, para impressão. Os recursos interativos disponíveis no material não funcionarão nesta versão. Para uma experiência mais enriquecedora, acesse a versão completa do Mapa da Aula na aba AULAS. 3 AULA 5 ● PARTE 1 O pleno emprego, além de ser difícil de ser obtido, também é um estado econômico difícil de ser mantido. Pleno emprego, então, trata-se da utilização da capacidade máxima de produção de uma sociedade, ou seja, um nível em que todos aqueles que são aptos a trabalhar conseguem emprego em pouco tempo e sem desprender muito esforço. Sendo assim, qual a taxa de desemprego que equivale a economia estar utilizando plenamente os seus recursos produtivos? Um conceito importante para esta reflexão é o PIB Potencial: aquele que poderia ser alcançado e sustentado no futuro usando eficiente e plenamente os fatores de produção ao longo do tempo. Ou seja, PIB Potencial é uma medida de capacidade máxima de produção. Outro fator que deve ser compreendido para se pensar no pleno emprego é o Hiato do produto: a diferença entre o produto potencial e o produto efetivo. Aqui ocorrem análises de séries temporais para medir o hiato do produto: tendência, ciclo, sazonalidade e irregularidade. Quando o hiato do produto é elevado, parte dos fatores de produção está sendo subutilizada. Ou seja, há desemprego de alguns fatores e o principal deles é o do fator trabalho. Pleno emprego 16:12 A forma como saem os resultados diz muito sobre o conceito e sobre o entendimento do indicador de desemprego. PIB potencial e desemprego À primeira vista, desemprego trata-se de um conceito simples: são pessoas que gostariam de trabalhar, mas não conseguem encontrar emprego. Para identificar o nível de desemprego são realizadas pesquisas domiciliares. Importante salientar que desemprego não é um número absoluto, é um indicador. Além disso, desemprego trata-se de um problema social e econômico; dificilmente a taxa de desemprego será zero. Existe um programa governamental que protege parcialmente a renda dos trabalhadores quando eles ficam desempregados: o seguro desemprego. Dentre as vantagens óbvias, como mais pessoas com recursos para sobreviver e ter acesso às necessidades básicas, também tem o fato de que, quanto maior for o nível de emprego, maior será a produção de bens e serviços (PIB). 03:50 O seguro desemprego parte da ideia de que a pessoa talvez leve um tempo, mas ela vai se recolocar no mercado de trabalho. A gente tem um problema mais grave quando não há essa vaga, (quando) não tem como se recolocar no mercado de trabalho. 4 A ideia de pleno emprego e a ideia de PIB potencial não é exata, mas tem indicativos quando a gente tá muito abaixo dele ou muito acima. Quando é que a economia vai estar em pleno emprego? Quando estiver combinando utilização de trabalho, capital e recursos naturais da forma mais eficiente. Hiato do produto Relacione o conceito abaixo com sua respectiva definição: 5 Nesta parte da aula são explicadas as diferentes formas de manifestação do desemprego. Desemprego cíclico: Diz respeito a flutuações do desemprego em torno da taxa natural, associado às variações na atividade econômica. Ou seja, quando a atividade econômica está aquecida, o desemprego cíclico está baixo ou próximo de zero. Quando a atividade econômica está desaquecida, o desemprego cíclico está mais elevado. Tipos de desemprego 02:39 Criada pelo economista Arthur Okun, a Lei de Okun trata-se de um preceito econômico que identifica uma relação inversa entre taxa de desemprego e produto interno bruto. Ou seja, a teoria diz que, através de um crescimento econômico significativo, é possível reduzir consideravelmente a taxa de desemprego. Lei de Okun AULA 5 ● PARTE 2 Desemprego friccional: Decorre do tempo necessário para que os trabalhadores encontrem empregos que melhor se adaptem às suas preferências e habilidades. Desemprego estrutural: Quando o número de empregos disponíveis em algumas economias é insuficiente para proporcionar empregos a todos que desejam. Em economias de mercado, é normal que algumas pessoas saiam de seus empregos e procurem outros. Então, tem sempre gente circulando, tem sempre gente saindo de algum emprego e procurando outro emprego. Para reduzir o desemprego friccional precisa de informação e agilidade para que pessoas e vagas se encontrem de forma mais rápida. O desemprego estrutural é mais grave e preocupante; em que sentido que ele é mais grave e preocupante? É quando o número de empregos disponíveis é insuficiente para proporcionar empregos a todos que desejam. 6 Desemprego estrutural Dentre os tipos de desemprego, o estrutural é o menos grave e menos preocupante. Na verdade, o desemprego estrutural já é uma realidade na maior parte das economias, desenvolvidas e em desenvolvimento. Também conhecida como Indústria 4.0, trata-se de uma nova revolução impulsionada pela convergência das tecnologias digitais, físicas e biológicas; a melhoria da eficiência e da produtividade dos processos é o principal foco da quarta revolução industrial. A utilização das tecnologias vinculadas à internet é o grande alicerce da Indústria 4.0. Quarta Revolução Industrial Tipos de desemprego Relacione o conceito abaixo com sua respectiva definição: A sigla é um acrônimo para a expressão inglesa “Non- Accelerating Inflation Rate of Unemployment”, que significa, traduzindo livremente, “taxa de desemprego não aceleradora da inflação”. Esta teoria foi desenvolvida pelo economista Edmund Phelps. NAIRU 7 Diagnóstico e causa do desemprego Uma primeira possibilidade de diagnóstico e causa do desemprego se dá pelo lado da oferta: quando há incompatibilidade entre o salário real de mercado e o que as empresas podem pagar. No contexto do desemprego pelo lado da oferta, as empresas gostariam de contratar mão de obra, porém, com o salário vigente no mercado, isto é inviável para ela. Uma das formas de se combater o desemprego quando se tem o diagnóstico pelo lado da oferta é flexibilizar as regras de funcionamento do mercado de trabalho, como, por exemplo, o salário mínimo. 02:49 Quanto maior for o salário real, maior é a oferta de trabalho. AULA 5 ● PARTE 3 Diagnóstico pelo lado da demanda: as empresas não oferecem postos de trabalho em número suficiente porque elas acreditam que não vão vender. As empresas, para contratar, precisam também ter perspectiva de demanda; é necessário ter demanda ou perspectiva de aquecimento da demanda. Utilização da política econômica (fiscal e monetária) para ampliar a demanda agregada, ou seja, para que a economia fique o mais próximo possível do pleno emprego. Se não tem perspectiva de venda, se não tem perspectiva de aumentar a produção, as empresas não têm porquê contratarem. Uma forma de se aumentar o emprego quando a causa é oferta, é flexibilizando a legislação relativa ao salário, sobretudo salário mínimo. É importante que tenha flexibilidade e regras seguras para que o emprego não seja um problema para quem vai contratar. Diagnóstico pelo lado da oferta Entre as causas e diagnósticos do desemprego, um tipo é pelo lado da oferta. Escolha a opção que contempla o correto contexto deste tipo de diagnóstico: 8 Além do diagnóstico de desemprego por demanda e por oferta, também existe o desemprego tecnológico: descasamento entre oferta e demanda de trabalho em decorrência de mudanças tecnológicas. Em geral, as inovações possuem umduplo efeito: elas eliminam algumas vagas e criam outras. O que pode acontecer, se o número de novas oportunidades e empregos criados serem inferiores ao número de empregos e vagas que foram eliminados, é a oferta de trabalho ser muito menor do que a demanda, resultando em muitas pessoas ficando de fora do mercado de trabalho. Em situações normais, em que com as inovações tecnológicas algumas vagas são eliminadas e algumas são criadas, existem situaçõe para auxiliar neste processo: difusão tecnológica, treinamento da mão de obra (educação), investimentos em setores com alta empregabilidade (construção civil). Diagnóstico e causa do desemprego II 26:35 9 AULA 5 ● PARTE 4 Glossário A professora cita e explica conceitos que são importantes entender para o estudo do desemprego. • Ocupado: É o principal conceito neste contexto do desemprego; ocupado significa que a pessoa que trabalhou na semana anterior em um emprego remunerado. • Desocupado: Desempregado ou desocupado é a pessoa que procurou emprego nos últimos 30 dias, sem encontrar. Esse é um ponto importante pois, se a pessoa trabalhou de forma remunerada, ainda que seja informal ou precário, ela não está desocupada. • Força de trabalho: Diz respeito ao número total de trabalhadores, incluindo tanto os empregados quanto os desempregados. • Taxa de desocupação: É o percentual da força de trabalho que está sem emprego. • Taxa de participação: Trata-se do percentual da população adulta que está na força de trabalho. • Trabalhadores desalentados: São pessoas que gostariam de trabalhar, mas que desistiram de procurar emprego. Ou seja, são pessoas que, em outra conjuntura, poderiam estar trabalhando; elas constituem o que se chama de “força de trabalho em potencial”. 02:20 A professora apresenta uma figura que pode ser utilizada para ajudar na compreensão de como dividir os dados de população para calcular o desemprego. Primeira parte da figura apresenta o dado “população total”, o qual é dividido entre: pessoas com menos de 14 anos e pessoas com 14 anos ou mais. Essa segunda parcela, daqueles com 14 anos ou mais, constituem o dado “população em idade de trabalhar”, que pode, por sua vez, ser dividido entre: indivíduos fora da força de trabalho (pessoas que estão focando em estudar e não trabalhar no momento; pessoas que, em geral, optam por não trabalhar; idosos e pessoas já aposentadas; desalentados, etc) e indivíduos na força de trabalho (que estão trabalhando ou estão procurando emprego). Por fim, a figura apresenta o contexto da força de trabalho, que é dividida entre os desocupados (pessoas que buscaram emprego nos últimos 30 dias, sem achar qualquer atividade remunerada neste período) e os ocupados (aqueles que trabalharam na semana anterior em um emprego remunerado, mesmo que informal). Dados de população 14:42 10 Estatísticas Taxa de desocupação: Para calcular esta taxa, é necessário utilizar a seguinte fórmula: Total de desocupados/Força de trabalho (%). Taxa de participação: Aqui, o cálculo ocorre da seguinte forma: Força de trabalho/População em idade de trabalhar (%) A taxa de participação varia entre jovens, adultos e idosos. Costuma ser maior na população entre 24 e 60 anos. 20:27 Desemprego - Conceitos Ocupado significa que a pessoa que trabalhou na semana anterior em um emprego remunerado. Desemprego - Conceitos Taxa de participação é o percentual da força de trabalho que está sem emprego. 11 Indicadores A PNAD Contínua elabora, a cada três meses, uma tabela com indicadores para acompanhar as flutuações trimestrais e a evolução, de médio e de longo prazo, da força de trabalho e outras informações importantes para o estudo e desenvolvimento socioeconômico do País. A tabela mostra os números de população e de emprego do país; na tabela do 2º trimestre de 2022, a população total era de quase 214 milhões de pessoas no Brasil. Desse número, cerca de 173 milhões de pessoas fazem parte do grupo com idade para poder trabalhar. Seguindo com os dados, das pessoas com idade para trabalhar, 108 milhões de pessoas fazem parte da força de trabalho; destes, 98 milhões estão ocupados e 10 milhões estão desocupados. 04:49 A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) produz os indicadores que permitem acompanhamento das flutuações trimestrais de diversas informações relevantes pro contexto socioeconômico. A PNAD Contínua foi implementada, experimentalmente, em outubro de 2011 e, a partir de janeiro de 2012, em caráter definitivo, com amostra planejada para produzir resultados em todo o Território Nacional. Para visualizar o site de consulta da PNAD, clique aqui. PNAD Contínua AULA 5 ● PARTE 5 Relatório do IBGE que apresenta os indicadores de medidas de subutilização da força de trabalho. Neste trabalho, é explicado como se mede a subutilização da força de trabalho de acordo com as informações da Organização Internacional do Trabalho. Para saber mais, clique aqui. Indicadores IBGE https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9171-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-mensal.html?=&t=o-que-e https://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_continua/Trimestral/Novos_Indicadores_Sobre_a_Forca_de_Trabalho/pnadc_202202_trimestre_novos_indicadores.pdf 12 Botão 262: Botão 263: Botão 265: Botão 267: Botão 269: Botão 270: Botão 271: Botão 272: Botão 274: Botão 276: Botão 2016: Botão 279: Botão 285: Botão 2017: Botão 105: Botão 109: Botão 1010: Botão 1015: