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ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
CARLOS EDUARDO OLIVEIRA DIAS
LEGISLAÇÃO 
EMPRESARIAL
Coordenador(a) de Conteúdo 
Fabio Luiz Iba
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Isabella Santos Magalhães
Design Educacional
Ávila Tobias
Revisão Textual
Bruna Da Silva
Cristina Maria Costa Wecker
Meyre Aparecida Barbosa Da Silva
Ilustração
Bruno Cesar Pardinho Figueiredo
Eduardo Aparecido Alves
Fotos
Shutterstock e Envato
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. DIAS, Carlos Eduardo Oliveira.
Legislação Empresarial / Carlos Eduardo Oliveira Dias - 
Florianópolis, SC: Arqué, 2023.
208 p.
ISBN digital 978-65-6137-620-4
1. Legislação 2. Empresarial 3. EaD. I. Título. 
CDD - 338.7
EXPEDIENTE
FICHA CATALOGRÁFICA
N964
https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/17299
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou con-
ceitos avançados, levando ao aprofun-
damento do que está sendo trabalhado 
naquele momento do texto. 
APROFUNDANDO
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de filmes 
que se conectam com o 
tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você terá 
indicações de livros que 
agregarão muito na sua 
vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre o 
tema. Após o texto trazer a explicação, 
essa interlocução pode trazer pontos 
adicionais que contribuam para que 
o estudante não fique com dúvidas 
sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Este item corresponde a uma proposta 
de reflexão que pode ser apresentada por 
meio de uma frase, um trecho breve ou 
uma pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para aprofundar o 
conhecimento em conteúdos 
relevantes utilizando uma lingua-
gem audiovisual.
EM FOCO
Utilizado para agregar um conteúdo 
externo.
EU INDICO
Professores especialistas e con-
vidados, ampliando as discus-
sões sobre os temas por meio de 
fantásticos podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
PRODUTOS AUDIOVISUAIS
Os elementos abaixo possuem recursos 
audiovisuais. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
4
75
113
159
U N I D A D E 3
RESPONSABILIDADES CIVIL E CRIMINAL DAS EMPRESAS 76
ÉTICA EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE 94
U N I D A D E 4
FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL 114
RELAÇÕES DE CONSUMO E EMPRESA 138
U N I D A D E 5
RELAÇÕES DE TRABALHO E PREVIDENCIÁRIA E A EMPRESA 160
PROPRIEDADE INTELECTUAL E PROTEÇÃO DE DADOS 182
7U N I D A D E 1
INTRODUÇÃO AO DIREITO EMPRESARIAL 8
29U N I D A D E 2
CONTRATOS EMPRESARIAIS 30
SOCIEDADES EMPRESARIAIS 52
5
CAMINHOS DE APRENDIZAGEM
UNIDADE 1
MINHAS METAS
INTRODUÇÃO AO DIREITO 
EMPRESARIAL
Entender o contexto histórico das relações comerciais ao longo da trajetória da humanidade.
Compreender a necessidade de uma regulação formal das relações entre as empresas. 
Identificar os diversos momentos da normatização do Direito Empresarial.
Aprender a nomenclatura utilizada para tratar desse ramo do Direito em cada momento 
histórico.
Compreender o conceito de Direito Empresarial e identificar as situações e relações da 
abrangência dele.
Conhecer, compreender e manejar as fontes do Direito Empresarial.
Aferir a relevância efetiva das normas e princípios no cotidiano da empresa.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
8
INICIE SUA JORNADA
Quem nunca sonhou, em algum momento da vida, em ser um empreendedor? Tal-
vez, esse sonho não tenha passado pela sua cabeça, mas, com certeza, a maioria de 
vocês já pensou nisso pelo menos uma vez. Para muitos, seria uma forma de buscar 
a independência financeira; para outros, um meio de aumentar a própria receita; 
por fim, para alguns, apenas, a realização de desejos introjetados na conformação.
Muitas crianças, especialmente, quando não existiam tantos elementos de dis-
tração, como internet, serviços de streaming ou dispositivos móveis, inseriam, nas 
brincadeiras delas, algumas atividades lúdicas, mas que tinham um certo conteúdo 
empreendedor. Nas escolas, meninos e meninas vendiam artefatos produzidos por 
eles mesmos, como pulseiras e correntes. O cartunista Mauricio de Sousa, criador 
da Turma da Mônica, coloca, frequentemente, nos próprios quadrinhos, histórias 
nas quais Cascão e Cebolinha vendem limonada para os passantes do Bairro do 
Limoeiro, nome mais do que sugestivo para o local onde está o empreendimento. 
Imaginemos que, em uma dessas histórias, Cebolinha e Cascão resolvam 
montar as próprias banquinhas para vender limonada. Os clientes começam a 
chegar, e, para conquistá-los, eles começam uma disputa para reduzir os preços, 
para que as vendas de um sejam maiores do que as do outro. Fazem promoções, 
com descontos, vantagens; e criam sistemas de fidelização, mas percebem que 
estão perto de ter prejuízos. Nesse momento, um deles propõe ao outro um plano 
infalível, pelo qual ambos venderiam a limonada pelo mesmo valor, exatamente, 
eliminando, assim, a competição entre eles, e reduzindo as opções dos compra-
dores. Quando os clientes chegam às bancas, notam que o copo de limonada, 
que chegou a ser vendido por R$ 1,00, já está custando R$ 5,00. Ainda, para a 
surpresa de todos, as promoções desapareceram, e ambos, Cascão e Cebolinha, 
estão vendendo os copos pelo mesmo valor.
Alguns clientes indignados, como a Magali, saem procurando ajuda, e en-
contram a Mônica, com o inseparável coelho dela. Rapidamente, ela resolve o 
problema, nos moldes que todos os leitores já conhecem, e distribui limonada 
de graça para todo mundo. 
Bem, se isso é viável nas histórias em quadrinhos, está longe de ser uma 
solução para problemas da vida real. Afinal, ninguém pode fazer uso da força 
física para impor direitos, ainda que sejam legítimos. No mundo concreto, existe 
a necessidade de serem estabelecidas regras para a criação e o desenvolvimento 
UNICESUMAR
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
de empreendimentos, por menores que sejam. Uma simples banca de venda de 
limonada depende de uma série de procedimentos burocráticos para funcionar, 
no plano das leis de urbanismo e zoneamento, e quanto às regras sanitárias. 
Existem, também, regras relativas à regularidade fiscal do empreendimento, 
como a necessidade de recolhimento de tributos, o pagamento de salários e en-
cargos trabalhistas (quando há empregados trabalhando no negócio) e os direitos 
atinentes à proteção da concorrência e do consumidor. 
A existência de empresas, empreendimentos e empresários depende do fun-
cionamento de toda uma estrutura orgânica que compreende autorizações, fis-
calizações e outras atuações concretas para que haja um equilíbrio nas relações 
sociais e econômicas. A complexidade das relações interempresariais contem-
porâneas não pode ser comparada às primeiras experiências comerciais encon-
tradas na nossa história.
Você quer saber a evolução do Direito Empresarial no Brasil? Então, ouça o nosso 
podcast! O primeiro episódio da série será dedicado a falar de como a regulação 
das atividades das empresas se desenvolveu no curso da nossa história. Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Não é possível precisar a origem das primeiras experiências comerciais das 
sociedades. Provavelmente, desde a Antiguidade Clássica, esses eventos 
estão presentesc) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Assinale a alternativa INCORRETA:
a) O Código Comercial de 1850 continha previsão de contratos mercantis.
b) O Código Civil revogou o Código Comercial.
c) O Código Civil não disciplina contratos empresariais.
d) Os contratos previstos no Código Civil são, meramente, exemplificativos.
e) Podem ser celebrados outros contratos que não estão previstos no Código Civil.
VAMOS PRATICAR
5
1
REFERÊNCIAS
AZEVEDO, A. J. Negócio jurídico: existência, validade e eficácia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
BRASIL. Lei nº 14 193, de 6 de agosto de 2021. Institui a Sociedade Anônima do Futebol e dispõe 
sobre normas de constituição, governança, controle e transparência, meios de financiamento da 
atividade futebolística, tratamento dos passivos das entidades de práticas desportivas e regi-
me tributário específico; e altera as Leis nºs 9.615, de 24 de março de 1998, e 10.406, de 10 de 
janeiro de 2002 (Código Civil). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2021/lei/l14193.htm. Acesso em: 24 nov. 2023.
BRASIL. Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional 
da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis no 8.212 e 8.213, 
ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo 
Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei 
Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5 de dezembro de 
1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/lcp/lcp123.htm. Acesso em: 24 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 10 406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: https://
www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2002/lei-10406-10-janeiro-2002-432893-publicacaoo-
riginal-1-pl.html#:~:text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20Civil.&text=Art.%201%C2%BA%20
Toda%20pessoa%20%C3%A9,concep%C3%A7%C3%A3o%2C%20os%20direitos%20do%20nasci-
turo.. Acesso em: 24 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 8 078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá 
outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compila-
do.htm. Acesso em: 24 nov. 2023.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 24 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 556, de 25 de junho de 1850. Código Comercial do Império do Brasil. Disponível em: 
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-556-25-junho-1850-501245-nor-
maatualizada-pl.pdf. Acesso em: 24 nov. 2023.
GOMES, O. Contratos. 28. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2022.
REALE, M. Filosofia do Direito. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1986.
RIBEIRO, M. C. P. Contratos empresariais. 2018. Disponível em: https://enciclopediajuridica.pu-
csp.br/verbete/252/edicao-1/contratos-empresariais. Acesso em: 24 nov. 2023.
WALD, A. A empresa no Código Civil. Rio de Janeiro: Ministério Público, 2006.
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1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14193.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14193.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-556-25-junho-1850-501245-normaatualizada-pl.pdf
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-556-25-junho-1850-501245-normaatualizada-pl.pdf
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/252/edicao-1/contratos-empresariais
https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/252/edicao-1/contratos-empresariais
1. Opção A.
b) Pode ser plurilateral.
c) O fato não precisa estar previsto em lei para ser jurídico.
d) Negócio jurídico não se restringe à atividade comercial.
e) Os contratos não precisam ser escritos.
2. Opção E.
Todas as afirmativas estão corretas, conforme artigo 104 do Código Civil.
3. Opção C. 
O Código Civil trata dos contratos empresariais.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
5
1
MEU ESPAÇO
5
1
MINHAS METAS
SOCIEDADES EMPRESARIAIS
Identificar o conceito de sociedade empresarial e entender como isso tem relevância 
para o Direito Empresarial.
Apresentar o conceito de sócio e compreender as distinções existentes entre o sócio e 
o administrador.
Conhecer as diversas modalidades de sociedade admitidas pelo ordenamento jurídico.
Apurar as características das principais modalidades de sociedades e os atributos de 
cada uma.
Analisar os requisitos para a formação de uma sociedade e para se tornar sócio.
Entender os direitos, os deveres e as responsabilidades dos sócios, administradores e 
demais organizações das sociedades.
Apreender os conceitos de sociedade dentro do contexto do Direito Empresarial.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
5
4
INICIE SUA JORNADA
Steve Jobs foi um dos empresários mais conhecidos de toda a história. A morte 
precoce dele interrompeu uma carreira brilhante, mas a breve trajetória deixou 
um legado fantástico, com a criação de produtos de tecnologia inimagináveis até 
então, e com um apreço especial pelo design e pela funcionalidade. Entretanto, 
o que poucos sabem é que Jobs não criou a Apple sozinho, ainda que tenha de-
sempenhado um papel fundamental na fundação dela. 
Na década de 1970, Jobs conseguiu o primeiro emprego dele como desig-
ner da Atari, mas a mente inquieta que tinha o levou, meses depois, para uma 
viagem espiritual para a Índia. Antes de viajar, ele conheceu Steve Wozniak, 
que, posteriormente, tornou-se engenheiro eletrônico e programador de com-
putadores. Ambos gostavam de tecnologia e criaram o Blue Box, um disposi-
tivo voltado para chamadas de longa distância, mas o que começou como uma 
brincadeira entre amigos se tornou o primeiro negócio da dupla. A Apple foi 
fundada em 1 de abril de 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. 
Jobs e Wozniak eram os principais arquitetos dos primeiros produtos da Apple, 
começando com o computador Apple I. Jobs teve a visão de criar computadores 
pessoais acessíveis para o público, em geral; enquanto Wozniak era o talentoso 
engenheiro por trás da tecnologia.
Em razão de divergências com a diretoria, Jobs deixou a Apple em 1985, 
mas não deixou de atuar no ramo da tecnologia. Criou a Next Computer, para 
o desenvolvimento de computadores e de softwares; e, em 1986, comprou uma 
empresa de animação, que viria a se tornar a Pixar Animation Studios, que pas-
sou a produzir grandes sucessos no cinema. Em 2006, a empresa se fundiu com 
a gigante Walt Disney, quando Jobs já estava, novamente, na Apple. 
Essa trajetória brilhante de Jobs se deve, e muito, ao talento e criatividade 
dele, mas isso não seria suficiente para tornar as empresas que tinha em negó-
cios, mundialmente, conhecidos, e com faturamentos exorbitantes. A associação 
com pessoas com outros atributos, qualidades e capacidade de investimento foi 
fundamental para que pudéssemos usufruir de toda a tecnologia. 
É assim que funciona uma sociedade empresarial. Ela representa a união 
de pessoas que têm um objetivo comum, tornando-a capaz de fazer coisas 
incríveis, como fez Steve Jobs. Por esse motivo, abrir uma sociedade pode ser 
vantajoso na hora de iniciar um empreendimento. Uma sociedade pode dar a 
UNICESUMAR
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5
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
oportunidade de abrir um negócio que não seria possível com o investimento 
de, apenas, uma pessoa. 
Por outro lado, quando um empreendimento é composto por vários sócios, 
os riscos se tornam menores, já que ele é dividido entre todos os participantes. Os 
sócios podem compartilhar e complementar ideias uns dos outros, o que pode 
ser importante nas tomadasde decisões em prol do futuro do negócio. Por fim, os 
sócios podem dividir tarefas referentes à administração da empresa, facilitando 
o funcionamento dela e evitando que alguns acabem sobrecarregados. 
No nosso podcast deste tema, você aprenderá o que é necessário para alguém 
constituir uma sociedade, ou se tornar sócio de uma empresa já existente. Ouça e 
fique por dentro! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
A constituição de uma sociedade empresarial está, diretamente, ligada ao 
empreendedorismo. Por isso, é importante se lembrar, um pouco, do significado 
dessa expressão. Veja o documentário no link a seguir, em uma apresentação 
criativa feita por estudantes de Produção Audiovisual: 
https://youtu.be/mPCU6MvCP70?si=jThqtnFQQjeBVYiI 
5
1
https://youtu.be/mPCU6MvCP70?si=jThqtnFQQjeBVYiI
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
SOCIEDADE EMPRESARIAL E SÓCIOS: CONCEITOS E 
REQUISITOS
Sociedade empresarial nada mais é que uma reunião formal de pessoas com o 
intuito de desenvolver uma atividade econômica em conjunto. De modo mais 
técnico, podem ser qualificadas como organizações econômicas dotadas de per-
sonalidade jurídica e patrimônio próprio, constituídas, em regra, por mais de 
uma pessoa, que têm, como objetivo, a produção, ou a troca, de bens, ou serviços 
com fins lucrativos, segundo explicita o art. 981 do Código Civil (BRASIL, 2002).
Para cada tipo de sociedade, existe um conjunto de regras previstas na legis-
lação que irá definir todos os aspectos da sociedade, como as responsabilidades 
competentes a cada sócio, gestão e distribuição de lucros, modelo de operação, 
regras tributárias, dentre outros.
A origem do regramento das sociedades é o Direito Romano, e, ali, identifi-
ca-se a associação entre os herdeiros para a administração dos bens deixados por 
ascendentes, além da criação de sociedades com fins específicos de arrecadação 
de impostos ou para compra de escravos. Durante a Idade Média, mais especifi-
camente, no período mercantilista, surgiu o modelo mais próximo do que, hoje, 
entende-se por sociedade empresária, na qual se desenvolveu, inclusive, a teoria 
de separação dos patrimônios dos sócios em relação ao patrimônio da sociedade. 
Na ocasião, as sociedades eram, eminentemente, “intuitu personae”, ou seja, o que 
aproximava os sócios envolvia características pessoais e objetivos em comum. 
Essa modalidade, ainda, existe nas chamadas sociedades de pessoas.
As chamadas sociedades de capital surgiram durante o Renascimento, e, nelas, 
o ingresso na sociedade ocorria a partir da contribuição financeira do associado.
Sócios e administradores
A representação legal da sociedade limitada é exercida pelo administrador. Ain-
da, pode ser atribuída a mais de uma pessoa. Já na sociedade anônima, a repre-
sentação legal cabe ao diretor designado para esse fim. Em ambas as formas, o 
administrador não precisa ser sócio. Um sócio é aquele que financia e estrutura 
UNICESUMAR
5
1
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
a empresa, tendo, por objeto, o exercício da atividade própria do empresário, ou 
seja, o papel dele como financiador não o exclui de ser responsável pela empresa. 
O sócio disponibiliza o capital social para a constituição da sociedade, de modo 
que, normalmente, o patrimônio social da sociedade é formado, apenas, pelos 
recursos, inicialmente, fornecidos pelos sócios no momento da constituição.
Já o administrador é o representante legal da sociedade empresária, conforme 
definido pelo contrato social, no caso das sociedades de responsabilidade limi-
tada. Nesse sentido, o art. 1.060 do Código Civil dispõe que a sociedade limitada é 
administrada por uma ou por mais pessoas designadas no contrato social, ou em 
um ato separado. Logo, poderá ser administrador aquele escolhido no contrato, 
ou em um contrato separado (BRASIL, 2002).
O contrato social é um documento jurídico que pode ser considerado a “certidão 
de nascimento” de uma empresa. Nele, irão constar todos os dados básicos 
do negócio, como o objeto social da sociedade e o ramo de atuação, a sede da 
empresa, os nomes dos sócios e os deveres deles com o empreendimento, dentre 
outros pontos. Toda empresa, no Brasil, necessita de um contrato social para poder 
operar e se registrar nos órgãos públicos. Ele será utilizado, também, para participar 
de licitações do governo e realizar a abertura de uma conta bancária.
Nesse sentido, Fábio Ulhoa Coelho (2014, s.p.) diz:
 “ A sociedade limitada tem, como representante legal, o administra-
dor, que é escolhido e substituído pela maioria societária qualifica-
da (unanimidade, três quartos, dois terços ou mais da metade do 
capital social). Nada impede, por outro lado, que a administração 
seja atribuída a mais de uma pessoa, que atuarão em conjunto ou 
isoladamente, segundo o previsto no contrato social.
A regra não estabelece que a escolha do administrador tenha que recair sobre 
um ou mais sócios da empresa, mas a escolha de um terceiro estranho ao quadro 
social só pode ocorrer se o contrato social permitir essa solução. Caso contrário, 
os sócios deverão eleger um administrador que pertença ao quadro societário. 
De qualquer forma, o administrador, sempre, terá um mandato, que pode ser por 
prazo indeterminado ou determinado, igualmente, como disciplinar o contrato 
5
8
social. Apesar de o prazo poder ser indeterminado, isso não significa dizer que 
ele não se cessa jamais. Nesse sentido, o art. 1.063 do Código Civil (BRASIL, 
2002, on-line) determina:
 “ Art. 1.063 O exercício do cargo de administrador cessa pela des-
tituição, em qualquer tempo, do titular, ou pelo término do prazo 
se, fixado no contrato ou em ato separado, não houver recondução. 
A cessação do mandato do administrador, portanto, pode ocorrer em qua-
tro hipóteses: solicitada pelo próprio administrador a qualquer tempo; pelo 
término do prazo do contrato social; pelo término do prazo do exposto no ato 
separado; e quando não houver recondução.
Para o funcionamento regular da empresa, as obrigações do administrador de-
vem, também, ser estabelecidas no contrato social, que se adicionam às previstas 
em lei. Os administradores, portanto, serão incumbidos de determinadas ati-
vidades, que deverão ser realizadas com pontualidade. Dentre essas obrigações, 
está a de, anualmente, prestar contas aos sócios reunidos em assembleia 
anual (ou por outro modo previsto no contrato social), além de apresentar, aos 
UNICESUMAR
5
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
sócios, os balanços patrimonial e de resultados que a sociedade limitada tem 
que produzir. O prazo para essas providências é de quatro meses seguintes ao 
término do exercício social.
Ademais, os administradores da sociedade limitada poderão ter responsabili-
dade solidária e ilimitada se omitirem a palavra “limitada” quando empregarem, 
no exercício, a firma, ou denominação da sociedade, nos termos do § 3º, do art. 
1.158, do Código Civil (BRASIL, 2002).
No caso da sociedade anônima, o Código Civil faz referência a outro órgão de 
gestão, denominado de Conselho de Administração (BRASIL, 2002). Trata-se de 
órgão, em regra, facultativo, constituindo-se de colegiado de caráter deliberativo, 
ao qual a lei atribui parcela da competência da assembleia geral. No entanto, os 
arts. 138 § 2º e 239, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, dispõem que um 
Conselho de Administração será obrigatório nas sociedades de economia mista, 
de capital autorizado e nas sociedades anônimas abertas (BRASIL, 1976a). O 
Conselho de Administração é formado por, no mínimo, três membros, que, por 
força de lei, deverão ser, obrigatoriamente, acionistas (art. 146, Lei nº 6.404/1976). 
Outra instância sujeita à regulação legal é a diretoria, que desempenha um 
papel de representação legal da empresa e é encarregada da execução das deli-
berações da assembleia geral e do Conselho de Administração. Portanto, é res-
ponsabilidade, dos diretores, a representação legal da companhia, realizandoas 
tarefas determinadas pela assembleia geral e pelo Conselho de Administração. 
A condição de acionista, na sociedade anônima, pode, ou não, ser atribuída aos 
diretores, e estes, apenas, ocuparão o cargo de diretor após eleitos pelo Conselho 
de Administração, se existir; ou pela assembleia geral. 
As normas dos arts. 145 a 159, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, 
serão, conjuntamente, aplicadas aos administradores, aos membros da diretoria e 
aos membros do Conselho de Administração, se houver (BRASIL, 1976a). Vários 
são os deveres impostos, por lei, aos administradores e, via de consequência, aos 
membros do Conselho de Administração e da diretoria. Dentre eles, destacam-se 
o dever de prestar informações, o dever de lealdade, o dever de guardar sigilo, o 
dever de diligência, e o de evitar conflitos de interesse. 
Assim como ocorre na sociedade limitada, o prazo para o exercício do cargo 
de administrador da sociedade anônima cessa pela investidura de novos admi-
nistradores, ou pela renúncia do titular. Segundo Fábio Ulhoa Coelho (2014, 
s.p.), o administrador de uma companhia não é responsável “por ato regular de 
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gestão, mas responderá por ilícito seu, pelos 
prejuízos que causa, com culpa ou dolo, ain-
da que dentro de suas atribuições ou poderes”. 
Incorrerão, portanto, os administradores, em 
responsabilidades civil e penal. Além disso, no 
caso de companhia que se sujeite à fiscalização 
da Comissão de Valores Mobiliários, acresce-
-se, aos administradores, a responsabilidade 
de caráter administrativo prevista no art. 11, 
da Lei nº 6.385/1976 (BRASIL, 1976b).
A Comissão de Valores Mobiliários é 
uma autarquia vinculada ao Ministério 
da Fazenda do Brasil, instituída pela Lei 
nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e, 
com a Lei das Sociedades por Ações, 
disciplina o funcionamento do mercado 
de valores mobiliários e a atuação dos 
protagonistas dele.
É importante diferenciarmos os conceitos de 
sócio e de empresário. Empresário é quem 
exerce a atividade econômica, organizada, 
com produção ou circulação de bens e servi-
ços, a fim de obter lucros. Pratica, profissional 
e diretamente, a atividade empresarial dentro 
da empresa. Assim, o empresário pode ser 
as pessoas física e jurídica (sociedade). “É 
a pessoa jurídica que toma iniciativa de orga-
nizar uma atividade econômica de produção 
ou circulação de bens ou serviços. Essa pessoa 
pode ser tanto física, que emprega seu dinheiro 
e organiza a empresa individualmente, como a 
jurídica, nascida da união de esforços de seus 
integrantes” (COELHO, 2014, s.p.).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Para o exercício das funções de empresário, deve-se ter capacidade jurí-
dica, ausência de impedimento legal para o exercício da empresa, efetivo 
exercício profissional da empresa, regime jurídico peculiar regulador da 
insolvência e registro no órgão competente. De outra parte, são obrigações 
gerais do empresário: a) registrar-se na Junta Comercial antes de dar início à ex-
ploração da atividade; b) manter escrituração regular dos negócios; e c) levantar 
demonstrações contábeis periódicas. A ausência de cumprimento dessas obriga-
ções faz com que a empresa seja considerada informal, clandestina e sonegadora 
de tributos, e isso pode, inclusive, gerar consequências criminais.
A propósito, temos que empresa é uma atividade, cuja marca essencial é a 
obtenção de lucros com o oferecimento ao mercado de bens e serviços, gerados 
mediante a organização dos fatores de produção, como força de trabalho, maté-
ria-prima, capital e tecnologia. Com isso, empresa é a atividade empresarial, com 
o conceito, então, estritamente, econômico. A empresa nasce, somente, quando 
se iniciam as atividades dela sob o comando do empresário, e cessa quando o 
exercício da atividade organizada e lucrativa do empresário desaparece. 
Por fim, nem sempre, uma empresa é uma sociedade, pois ela pode ser uma 
entidade individual, como as MEIs e as EIRELIs (Empresa Individual de Respon-
sabilidade Limitada), classificada, pela lei, como pessoa jurídica.
Steve Jobs 
A trajetória de Steve Jobs é algo inspirador e recheado de refe-
rências importantes para o nosso cotidiano. O filme Steve Jobs 
é um retrato bem definido de um homem à frente do tempo 
dele, dentro do epicentro da revolução digital, durante os bas-
tidores dos últimos minutos antes do lançamento de três pro-
dutos icônicos. O filme foi dirigido por Danny Boyle, escrito por 
Aaron Sorkin e estrelado por Michael Fassbender, Kate Winslet, 
Seth Rogen e Jeff Daniels. A película é de 2015, e foi produzida 
pela Universal Studios. 
A análise da vida profissional do personagem nos permite en-
tender a complexidade das relações societárias, inclusive, as 
consequências das divergências que podem ocorrer entre os 
sócios e os possíveis resultados disso.
INDICAÇÃO DE FILME
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ESPÉCIES DE SOCIEDADE EMPRESARIAL 
As sociedades empresariais podem ser organizadas de diversas formas, consoante 
o que é estabelecido na legislação. Na realidade, existe uma Comissão Nacional 
de Classificação (CONCLA), que é responsável por definir todos os tipos de 
sociedades existentes no Brasil, sejam públicas ou privadas, por meio da tabela 
de natureza jurídica. 
A CONCLA é um órgão vinculado ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE) que tem, como principais objetivos, desenvolver e manter a Classificação 
Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) no Brasil. A CNAE é um sistema 
de códigos utilizado para classificar as atividades econômicas das empresas e 
estabelecimentos, permitindo a padronização e organização das informações 
econômicas e estatísticas no país.
Através da tabela apresentada pela CONCLA, você pode conferir os tipos de 
sociedades empresariais existentes no nosso país, bem como as definições e as 
leis nas quais se fundamentam:
1. Sociedade limitada
A sociedade limitada, comumente, abreviada como “LTDA”, é uma das formas 
de entidade jurídica mais empregadas no contexto empresarial brasileiro. A 
constituição dela pode envolver um ou mais sócios, sendo essencial a formali-
zação de um contrato com a Junta Comercial. Nesse sentido, cada sócio aporta 
recursos financeiros ao capital social da empresa, podendo, ou não, igualar-se 
aos demais em termos de montantes investidos. A parcela parcelada por cada 
sócio desempenha um papel determinante na participação e influência dele na 
administração da empresa.
Dessa forma, em situações de dificuldades financeiras, a sociedade limitada 
resguarda o patrimônio pessoal de cada sócio, uma vez que possíveis perdas 
estão limitadas ao capital subscrito e integralizado, origem do próprio nome da 
forma societária. A responsabilidade do sócio se encontra circunscrita a essa 
contribuição, evitando, assim, que os bens pessoais sejam afetados.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
A gestão dessa sociedade pode ser confiável a um indivíduo que não detém, 
necessariamente, participação societária, contanto que a nomeação dele seja 
aprovada pela maioria dos sócios. Além disso, existe a possibilidade de designar 
um grupo de sócios para exercer essa função, desde que tal disposição esteja 
estabelecida de forma clara no Contrato Social.
2. Sociedade simples
Empresas formadas por sociedades simples, geralmente, reúnem profissionais 
atuantes na mesma área, visando à prestação de serviços relacionados a esse se-
tor. Exemplos comuns de sociedades simples incluem parcerias entre médicos, 
dentistas e outros profissionais liberais.
Não é necessário efetuar o registro em Junta Comercial para estabelecer uma 
sociedade desse tipo. Todas as formalidades relacionadas ao funcionamento dela 
podem ser conduzidas em um Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. 
Além disso, é fundamental observar as normas que determinam se os sócios da 
empresa estão sujeitos à declaração de Imposto de Renda (IR).
No que diz respeito à responsabilidade patrimonial, não há distinção entre 
o patrimônio da empresa e os bens dos sócios. Emsituações de endividamento, 
os bens pessoais dos sócios, como residências, veículos e terrenos, podem ser 
passíveis de confisco e leilão para quitar as dívidas.
3. Sociedade anônima
Outro modelo de sociedade bem difundido no contexto empresarial brasileiro 
é o das sociedades anônimas. São obrigações por empresas já estabelecidas e 
maduras, uma vez que o capital dessas entidades é subdividido em ações, as 
quais são negociadas em um mercado de valores mobiliários, com o objetivo de 
atrair investimentos.
Dentro da categoria de sociedades anônimas, é possível identificar duas clas-
sificações distintas: as de capital fechado, cujas ações são restritas à negociação 
entre os acionistas próprios da empresa; e as de capital aberto, em que as ações 
da empresa podem ser transacionadas, livremente, na Bolsa de Valores.
Além disso, é imperativo que os acionistas processem o registro de um Esta-
tuto Social da empresa, um documento fundamental para a operação dela. Nesse 
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estatuto, é essencial que sejam, claramente, definidos os direitos e responsabili-
dades de todas as partes envolvidas na sociedade.
4. Sociedade em nome coletivo
Nas sociedades em nome coletivo, todos os sócios compartilham responsabili-
dade equitativa nas decisões empresariais. Nessa modalidade, é vedado o uso de 
denominações empresariais abstratas, sendo obrigatório empregar as iniciais, 
ou os nomes, dos sócios, seguidas por “& Cia”. A gestão da empresa está restrita 
aos sócios e, nessa configuração, é exclusiva a participação de pessoas naturais.
5. Sociedade cooperativa
As sociedades cooperativas se destacam pela característica preeminente delas, 
que consiste na associação de um grupo de indivíduos, todos compartilhando 
um objetivo comum. É importante salientar que o propósito central dessas en-
tidades não é a obtenção de lucro, mas, sim, a promoção do bem-estar coletivo 
entre os próprios membros. As áreas de atuação das sociedades cooperativas 
podem abranger uma variedade de setores, como crédito financeiro, trabalho, 
saúde, atividades agropecuárias, dentre outros.
Outra característica distintiva é a estrutura organizacional democrática delas, 
na qual cada membro desfruta de participação equivalente nas decisões relevan-
tes para o funcionamento da cooperativa. Ademais, os sócios apresentam res-
ponsabilidades limitadas e ilimitadas, o que faz com que cada membro responda, 
exclusivamente, pelos ganhos e prejuízos proporcionados por cotas de participa-
ção, e, igualmente, é compartilhada a responsabilidade nas votações e decisões.
Cabe ressaltar que o peso do voto de cada associado independe do montante 
de capital investido na cooperativa, uma vez que todos os membros detêm igual 
influência nesse contexto.
6. Sociedade em comandita simples
Em uma sociedade por comandita simples, os sócios são categorizados como 
comanditários e comanditados. Os comanditários participam na sociedade, ex-
clusivamente, com aporte financeiro, não sendo elegíveis para ocupar cargos 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
administrativos na empresa. Em contrapartida, os comanditados podem con-
tribuir com capital e desempenhar funções na administração. Essa configuração 
societária é caracterizada como mista, uma vez que parte dos sócios possui res-
ponsabilidades distintas da outra parte. Portanto, é crucial que cada sócio seja, 
claramente, identificado no Contrato Social.
É relevante observar que, na denominação social da empresa, somente, os 
nomes dos membros comanditados podem ser utilizados, e a inclusão de novos 
membros na sociedade requer a aprovação unânime de todos os sócios.
7. Sociedade comandita por ações
A sociedade comandita por ações apresenta características híbridas entre a socie-
dade em comandita e a sociedade anônima, uma vez que o capital é segmentado 
em ações e os sócios possuem responsabilidades diferenciadas. Contudo, a gestão 
operacional e a responsabilidade social são incumbências de um diretor, não do 
coletivo de acionistas. A designação de mais de um diretor é viável, desde que 
realizada no momento da constituição da sociedade.
Em circunstâncias excepcionais, a destituição do diretor pode ocorrer me-
diante votação dos acionistas. Para que essa destituição seja aprovada, é necessá-
rio obter votos de acionistas que representem, no mínimo, dois terços do capital 
social da empresa.
8. Sociedade de advogados
A sociedade de advogados se assemelha a uma sociedade simples, visto que é 
composta por profissionais da advocacia que oferecem serviços jurídicos. No 
entanto, o funcionamento dela se distingue de outras formas societárias, pois está 
sujeito às normas estabelecidas no Estatuto de Advocacia e à regulamentação da 
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Nesse modelo, é imperativo que todos 
os sócios estejam registrados na OAB, impedindo a participação de bacharéis e 
estagiários como sócios.
Na razão social, é obrigatória a inclusão do nome de um ou mais advogados 
que integram a sociedade, não sendo permitido o uso de um nome-fantasia.
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9. Sociedade em conta de participação
Denominada pela sigla SCP, a característica preponderante da sociedade empre-
sarial em conta de participação reside na informalidade dela. Nessa configuração, 
duas ou mais pessoas contribuem com capital para que uma delas o empregue 
na execução de um empreendimento, ou projeto.
Essa modalidade societária não adota um nome empresarial, e todas as res-
ponsabilidades são assumidas por um dos sócios, denominado de sócio osten-
sivo. Para os demais sócios participantes, recai, unicamente, a responsabilidade 
de aportar capital, além de participar da divisão de lucros e prejuízos.
Amplamente adotada por investidores, essa forma societária os exime de 
quaisquer responsabilidades associadas à administração do empreendimento.
10. Sociedade de economia mista
As sociedades de economia mista representam entidades estatais cujo modelo 
de captação de investimentos se assemelha à estrutura das sociedades anônimas. 
Mesmo sendo uma entidade regulada pelo Estado, é viável adquirir ações dessas 
empresas na Bolsa de Valores.
De forma resumida, nesse modelo, o Estado compartilha o capital com a ini-
ciativa privada. As ações de uma sociedade de economia mista são categorizadas 
em preferenciais e ordinárias. O Estado detém a maioria das ações ordinárias, 
conferindo-lhe o poder de voto nas decisões empresariais, e quem controla a 
maioria exerce domínio sobre a empresa.
Além disso, existem as ações preferenciais, que, embora não confiram direi-
to de voto, geralmente, recebem uma parcela superior de dividendos, quando 
distribuídos. A Petrobrás se destaca como o principal exemplo de uma empresa 
estatal de economia mista no Brasil.
Você conhece outras sociedades de economia mista? Qual é a importância das 
sociedades de economia mista no contexto produtivo de um país, como Brasil, 
especialmente, em setores estratégicos?
APROFUNDANDO
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REQUISITOS, DIREITOS, DEVERES E RESPONSABILIDADES
As “sociedades empresárias, independentemente do objeto a que se dedicam, 
devem se registrar na Junta Comercial do Estado em que estão sediadas” (COE-
LHO, 2014, s.p.). A sociedade empresária que explora, irregularmente, a atividade 
econômica, ou seja, que funciona sem registro na Junta Comercial, está sujeita a 
sanções. A principal delas é a responsabilidade ilimitada dos sócios pelas obri-
gações da sociedade. O arquivamento do ato constitutivo da pessoa jurídica – 
contrato social da limitada, ou os estatutos da anônima – no registro de empresas 
é condição para a limitação da responsabilidade dos sócios.
Além dessa sanção, a sociedade empresária irregular não possui legitimidade 
ativa para o pedido de falência de outro comerciante (Lei de Falências, art. 97, 
§ 1º) e não pode requerer a recuperação judicial (Lei de Falências, art. 51, V). A 
falta do registro na Junta Comercial importa, também, a aplicação de sanções de 
naturezas fiscal e administrativa (BRASIL,2005).
No âmbito da responsabilidade dos sócios em relação à sociedade, verifica-se 
uma distinção entre a responsabilidade ilimitada, a partir da qual os sócios res-
pondem de maneira subsidiária, porém, solidária e sem limitações; e a responsa-
bilidade limitada, com os sócios responsáveis, apenas, até um determinado limite, 
previamente, estabelecido no estatuto, ou contrato social, referente às dívidas da 
sociedade. A partir dessas modalidades, surgem as sociedades denominadas mis-
tas, as quais admitem ambas as formas de responsabilidade por parte dos sócios.
Sistematicamente, temos:
Requisitos
1. **Contrato Social:** Um requisito primordial para a criação de uma sociedade 
empresarial é a elaboração, além do registro do contrato social, que estabelece 
as bases para a organização e funcionamento da empresa. Esse documento deve 
conter informações detalhadas da estrutura societária, os direitos e obrigações 
dos sócios, o capital social, a divisão de lucros e prejuízos, dentre outros aspectos. 
2. **Registro na Junta Comercial:** A sociedade empresarial deve ser registrada 
na Junta Comercial competente, de acordo com as normas estabelecidas pela 
legislação local. Esse registro é essencial para a legalização da empresa.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
**Direitos:**
1. **Participação nos Lucros:** Os sócios têm o direito de compartilhar os lucros da 
empresa, de acordo com a proporção das cotas de participação deles no capital social. 
2. **Participação nas Decisões:** Em sociedades nas quais a estrutura de poder 
não é centralizada, os sócios têm os direitos de participar das decisões estratégicas 
da empresa e exercer o voto em questões relevantes.
**Deveres:**
1. **Contribuição de Capital:** Os sócios têm o dever de contri-
buir com o capital social, conforme acordado no contrato social. 
2. **Honestidade e Lealdade:** Os sócios devem agir de maneira ética, leal e de 
boa-fé nos negócios da empresa, evitando conflitos de interesse.
Os Sócios 
Cindy Tredici é uma jovem excêntrica e obstinada, que quer 
mudar de ares depois do término de um relacionamento. Na 
iminência da aposentadoria dos pais dela, decide que quer ser 
uma mulher de negócios e pede um mês para coordenar a rede 
de hotéis da família. Kevin, ex de Cindy, está tentando superar o 
relacionamento quando o sogro do irmão dele pede ajuda com 
a troca de gestão, que pode ser um passo decisivo de reencon-
tro na carreira. Tudo estaria perfeito para os dois, se não fosse 
um detalhe: ambos trabalharão na mesma empresa e se torna-
rão rivais por ela. Os sentimentos do passado voltarão ou su-
cumbirão à convivência forçada? É típico romance de escritório, 
que pode ajudar você a compreender a dimensão da participa-
ção dos sócios dentro das organizações. Isso permite a reflexão 
mais aprofundada do papel do sócio em uma sociedade.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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NOVOS DESAFIOS
O conhecimento dos conceitos de sociedade e sócios é fundamental para a 
consecução dos estudos de qualquer profissional que atua em torno da empresa, 
que, por sua vez, pode ser exercida pela sociedade. Torna-se imprescindível o co-
nhecimento dos requisitos para se tornar sócio e para constituir uma sociedade, 
a fim de que se possa compreender seu papel dentro do contexto das relações 
com outras instituições. 
As reflexões que envolvem os atributos de responsabilidades, deveres e di-
reitos dos sócios e das empresas são imprescindíveis para a compreensão do 
conceito da matéria.
Estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao longo 
deste tema de aprendizagem? Acesso a videoaula que preparamos para você! 
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aprendizagem.
EM FOCO
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1. Com relação ao conceito de sociedade empresarial, assinale a alternativa CORRETA:
a) Sociedade empresarial é uma reunião informal de pessoas com o intuito de desenvolver 
uma atividade econômica em conjunto.
b) A origem do regramento das sociedades é o Direito Italiano.
c) As sociedades de pessoas surgiram na Idade Média.
d) As sociedades de capital surgiram, apenas, no século XX.
e) Existe um único conjunto de regras para todos os tipos de sociedade.
2. Considerando os conceitos de sócios e de administradores, analise as afirmativas a seguir:
I - O administrador não precisa ser sócio da sociedade, podendo ser indicado pelos sócios.
II - Todos os sócios são representantes legais da empresa perante os órgãos públicos.
III - O sócio majoritário é, sempre, o administrador da empresa.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Considerando os conceitos de sócios e de administradores, assinale a alternativa INCORRETA:
a) A representação legal da sociedade limitada é exercida pelo administrador, que pode 
ser atribuída a mais de uma pessoa.
b) Na sociedade anônima, a representação legal cabe ao diretor designado para esse fim.
c) Sócio é quem disponibiliza o capital social para a constituição da sociedade.
d) O administrador da sociedade tem que ser, obrigatoriamente, um dos sócios.
e) O Contrato Social é considerado a “certidão de nascimento” de uma empresa.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 11 101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e 
a falência do empresário e da sociedade empresária. Disponível em: https://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm. Acesso em: 11 mar. 2024.
BRASIL. Lei nº 10 406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm. Acesso em: 11 mar. 2024.
BRASIL. Lei nº 6 404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976a. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm. Acesso em: 
11 mar. 2024.
BRASIL. Lei nº 6 385, de 7 de dezembro de 1976. Dispõe sobre o mercado de valores mobiliá-
rios e cria a Comissão de Valores Mobiliários. 1976b. Disponível em: https://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/leis/l6385.htm. Acesso em: 11 mar. 2024.
COELHO, F. U. Curso de Direito Comercial: direito de empresa. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6385.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6385.htm
1. Opção C.
2. Opção A.
3. Opção D.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
RESPONSABILIDADES CIVIL E 
CRIMINAL DAS EMPRESAS
Compreender o conceito de responsabilidade e relacioná-lo com os deveres institucio-
nais das empresas.
Entender que a atividade empresarial comporta riscos, e que a prática de determinados 
atos pode gerar a responsabilização da empresa e dos sócios e administradores dela.
Identificar situações potenciais de risco.
Reconhecer o conceito de responsabilidade criminal e os requisitos para a conformação 
dele.
Apreender o significado da responsabilidade da empresa por crimes ambientais e conse-
quências.
Identificar a dimensão da responsabilidade civil, requisitos e espécies.
Conhecer as particularidades da responsabilidade da empresa perante os consumidores 
e perante os trabalhadores, inclusive os prestadores de serviços e os terceirizados.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
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INICIE SUA JORNADA
Jorge era diretor financeiro de uma grande empresa de capital aberto. Depois de 
deixar o cargo, foi feita uma auditoria que apurou que ele teria tomado decisões 
que geraram prejuízos bilionários, sem conhecimento do conselho de adminis-
tração da companhia. Mesmo não tendo mais qualquer vínculo com a organi-
zação, foi processado, civile criminalmente, pela empresa, em razão de perdas 
de R$2,55 bilhões com derivativos cambiais. Nas alegações, a empresa afirma 
que foi o primeiro prejuízo que ela sofreu em mais de 60 anos de história, e esse 
cenário, inclusive, ocasionou a necessidade de fusão com uma antiga concorrente 
e a criação de uma nova marca para as explorações industrial e comercial.
O diretor foi condenado, criminalmente, nas duas instâncias iniciais, mas 
foi absolvido do crime no Superior Tribunal de Justiça, que entendeu que não 
havia sido configurada a prática de algum delito. Já no plano civil, foi condenado 
a ressarcir a empresa no valor de R$1 bilhão, decisão que transitou em julgado. A 
empresa, então, iniciou a execução do título judicial, pretendendo a penhora de 
bens do diretor, a fim de concretizar a decisão judicial. Provavelmente, ele terá 
que dispor do patrimônio pessoal para esse fim.
Esse caso indica que a nomeação para um cargo de alta responsabilidade 
representa uma grande conquista na trajetória de qualquer profissional, mas, 
também, revela o outro lado da questão: a partir do momento em que começa 
a representar uma empresa, já é responsável, do ponto de vista jurídico, por 
todos os atos relativos a ela, seja no aspecto civil, seja no criminal. Todas as ve-
zes em que uma pessoa toma uma decisão, está assumindo um risco em nome 
da organização, que pode ter implicações pessoais e, até mesmo, criminais, 
previstas na legislação. 
Isso significa que pessoas em posição de liderança podem ser responsabi-
lizadas pelos próprios atos ou por danos decorrentes das decisões que tomam, 
inclusive, colocando o patrimônio pessoal em risco. O gestor pode, até mesmo, 
ser obrigado a responder, pessoalmente, na justiça em casos de ações movidas por 
pessoas que se relacionaram com a empresa, ou pela própria empresa. Decisões 
erradas durante o exercício das atividades administrativas; e que não estejam 
dentro das leis, ou das atribuições de um executivo, têm a chance de ocasionar 
responsabilidade pessoal diante dos danos causados a terceiros. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Por essa razão, assumir posições na gestão de uma empresa exige muita pre-
paração e dedicação, além do conhecimento de todas as responsabilidades deri-
vadas dessa condição, que tem bônus, mas, também, muitos ônus.
No nosso podcast deste tema, vamos encarar um assunto complexo: a crise eco-
nômica, a carga tributária e a responsabilidade criminal dos sócios e administrado-
res pelos tributos não pagos pela empresa. Confira! Recursos de mídia disponíveis 
no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Em 2015, a cidade de Mariana (MG) foi palco de uma das maiores tragédias 
ambientais do mundo. O rompimento de uma barragem de uma mineradora 
varreu casas, ruas, carros e matou, pelo menos, 19 pessoas, além de devastar o Rio 
Doce e atingir outras cidades mineiras e capixabas. Quatro anos depois, na cidade 
de Brumadinho, a tragédia se repetiu, dessa vez, matando quase 300 pessoas, 
e deixando outro legado de destruição. O documentário “Fantasmas da Lama” 
(https://youtu.be/8xwOIFizqA0) mostra como foi o processo de reparação (ainda 
que parcial) das famílias que perderam os próprios bens no primeiro acidente. É 
de suma importância a compreensão desse tema para que possamos entender as 
dimensões da responsabilidade das empresas pelos atos delas.
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https://youtu.be/8xwOIFizqA0
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO
A palavra responsabilidade é um substantivo feminino, de origem latina, e que 
indica a qualidade do que é responsável, ou obrigação de responder por atos pró-
prios, ou alheios; ou por uma coisa confiada. A origem da palavra está no latim 
respondere, que significa “responder, prometer em troca”. Em sentido jurídico, 
ela indica a necessidade de reparação, ou contraprestação, em razão da prática de 
um ato, ou de algum fato. Por isso, quando alguém pratica um crime, desse ato, 
surge a responsabilidade criminal. Assim como quando alguém causa um dano 
a uma outra pessoa, advém a responsabilidade civil. Em cada esfera das relações 
jurídicas, existe um tipo de responsabilidade diferente, definido conforme a le-
gislação aplicável ao caso. 
As empresas, também, podem ser alvo de responsabilização pelos próprios 
atos, naturalmente, aqueles praticados por dirigentes, já que, tratando-se de pes-
soas jurídicas, a existência delas é, meramente, ficcional. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
O que ocorre, então, quando o indivíduo em questão não é uma pessoa natural, 
mas uma pessoa jurídica? Ela pode ser responsabilizada criminalmente? Que tipos 
de crimes podem ser praticados por pessoas jurídicas? Os sócios, acionistas e 
administradores podem ser responsabilizados? Isso repercute sobre o patrimônio 
pessoal de cada um?
A compreensão nítida da responsabilidade da pessoa jurídica, no entanto, de-
manda, em primeiro lugar, que saibamos o conceito de personalidade jurídica. 
Conforme delineado por Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho, pode-
mos conceber a personalidade jurídica como a exigência genérica para titularizar 
direitos e contrair obrigações, ou, com outras palavras, o atributo de ser sujeito 
de direito (GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2018). Ao se tornar um sujeito 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
de direito, a entidade passa a atuar em diversas áreas do Direito, o que, evidente-
mente, inclui as várias modalidades de responsabilização, inclusive, a criminal.
Nesse contexto, deparamo-nos com a pessoa jurídica, que é uma construção 
fictícia promovida pelo Estado, por meio da legislação, com o propósito de espe-
cificar determinados direitos e deveres de uma coletividade de pessoas naturais. 
Em outras palavras, uma pessoa jurídica não passa de uma representação fictícia 
de um objetivo comum entre várias pessoas naturais, sem excluir a participação 
de outra pessoa jurídica. Sendo um sujeito de direitos, a pessoa jurídica, também, 
possui deveres e responsabilidade. Nesse sentido, a própria Constituição Federal 
é explícita ao tratar da responsabilidade dos entes coletivos nos artigos 173 § 5º 
e 225 § 3º (BRASIL, 1988).
Pessoa jurídica é uma entidade, legalmente, reconhecida, que pode ser titular de 
direitos e deveres. Ao contrário de uma pessoa física, que se refere a um indivíduo, 
uma pessoa jurídica é uma entidade abstrata, como uma empresa, associação, 
fundação ou sociedade. Por isso, costuma-se dizer que se trata de uma “ficção 
jurídica”, pois ela não tem existência material, como as pessoas naturais. Embora não 
seja um requisito essencial, boa parte das empresas é gerida por pessoas jurídicas.
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Responsabilidade Criminal das Empresas
O sistema criminal brasileiro é marcado pela lógica da responsabilidade focada 
na natureza pessoal e no caráter subjetivo. Pressupõe uma conduta individual 
comissiva, ou omissiva, que seja tipificada no ordenamento jurídico e se constitua 
como infração penal revestida de dolo, ou de culpa. Dito de outro modo, a im-
putação do delito penal exige a apuração de responsabilidade pessoal e subjetiva 
do agente, estabelecendo-se o nexo de causalidade entre a conduta e o resultado. 
Não é suficiente a mera condição de sócio (pessoa natural que integra o quadro 
societário da pessoa jurídica) para a responsabilização penal. Ser sócio, ou ad-
ministrador, de uma pessoa jurídica, por si só, não lhe atribui responsabilidade 
pessoal sobre a infração penal, devendo, de forma imprescindível, ser demons-
trada a culpabilidade, apontando, o acusador, a conduta do agente, devidamente, 
tipificada. Exige, portanto, ação, ou omissão, individual concreta, e, especifi-
camente, vinculada (material ou psicologicamente, por meio da consciência e 
vontade) com o delito penal.
A respeito disso, assim, prevê a legislação brasileira:
Artigo 5º, XLV, da Constituição Federal:
 “ nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obri-
gação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, 
nostermos da lei, estendidas aos sucessores e, contra eles, execu-
tadas, até o limite do valor do patrimônio transferido (BRASIL, 
1988, on-line).
Artigo 13 do Código Penal:
 “ O resultado, de que depende a existência do crime, somente, é im-
putável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação, ou omis-
são, sem a qual o resultado não teria ocorrido.
§ 2º - A omissão é, penalmente, relevante quando o omitente devia e 
podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha, por lei, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do 
resultado (BRASIL, 1940, on-line).
Artigo 18 do Código Penal:
 “ Diz-se o crime:
I – doloso, quando o agente quis o resultado, ou assumiu o risco 
de produzi-lo;
II – culposo, quando o agente deu causa ao resultado por impru-
dência, negligência ou imperícia (BRASIL, 1940, on-line).
Artigo 29 do Código Penal:
 “ Quem, de qualquer modo, concorre para o crime, incide nas penas, 
a este, cominadas, na medida de sua culpabilidade (BRASIL, 1940, 
on-line).
Dessa maneira, a culpa individual do autor só é imputada a ele por fato especí-
fico. Como a pessoa jurídica não opera com uma disposição interna contrária à 
norma violada, nem possui possibilidade física de fazê-lo, não há, a rigor, como 
se estabelecer a responsabilidade penal à empresa, havendo, tão somente, a res-
ponsabilização no nível individual.
Assim, tratando-se de crimes comuns praticados por integrantes de socie-
dades empresariais, haverá, sempre, a necessidade de imputação específica da 
conduta ao sócio, ou administrador, a fim de se aferirem os requisitos da atri-
buição feita a ele, como a tipicidade e a culpabilidade.
No entanto, desde o advento da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, 
o cenário desenhado é diferente, tratando-se de crimes ambientais (BRASIL, 
1998). Com efeito, a regra prevê a possibilidade de as pessoas jurídicas serem 
processadas, criminalmente, por crimes ambientais:
 “ Art. 2º Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos cri-
mes previstos nesta Lei, incide nas penas, a estes, cominadas, na 
medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, 
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o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o 
preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da con-
duta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática, quando 
podia agir para evitá-la.
Art. 3º As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, 
civil e penalmente, conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que 
a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou 
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da 
sua entidade.
Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui 
a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato.
Art. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua 
personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados 
à qualidade do meio ambiente (BRASIL, 1998, on-line).
A responsabilização criminal da entidade coletiva, portanto, deve ser compreen-
dida dentro de um âmbito social, porquanto a pessoa jurídica é distinta da pessoa 
dos agentes (órgãos) dela, atuando com vontade e objetivos próprios. Assim, ob-
servamos a introdução da lei em comento no ordenamento jurídico, que define, 
como cabível, a responsabilidade da empresa no plano penal. A justificativa, para 
tanto, é que deve haver o sacrifício de um bem jurídico relevante na órbita penal, 
não sendo admitidos os tipos penais abertos ou de perigo abstrato, por contemplar 
cláusulas de indeterminação, lesando, assim, o princípio da legalidade. Têm-se, 
como preferíveis, os tipos de perigo concreto, sem o prejuízo dos crimes de dano. 
É mister ressaltar, no entanto, que a responsabilidade penal da empresa 
abrange, apenas, as pessoas jurídicas de direito privado, bem como sociedades 
de economia mista e empresas públicas, desde que seja reconhecido o desvio 
de finalidade para o cometimento do crime. Já com relação aos entes de direito 
público, não há como se conceber tal responsabilidade, visto que, dada a nature-
za, o Estado não pode se punir. Entretanto, isso não livra os agentes públicos da 
responsabilidade individual pelas condutas deles. Dessa forma, a pessoa jurídica 
pode ser, penalmente, responsabilizada por violações à economia, ao meio am-
biente, à saúde pública e à higiene e segurança no trabalho.
A responsabilidade criminal, por outro lado, não elimina a responsabilidade 
civil da empresa pelos danos causados a terceiros. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Dark Waters: Verdade Envenenada 
Direção: Todd Haynes
Ano: 2020
Baseado no artigo The Lawyer Who Became DuPont’s Worst 
Nightmare, de Nathaniel Rich, The New York Times Magazine, 
Dark Waters: Verdade Envenenada conta a história verídica de 
Robert Bilott (Mark Ruffalo), um advogado que, lentamente, 
desvenda a situação de uma empresa química responsável 
pela poluição das águas e consequente declínio do estilo de 
vida dos habitantes das zonas circundantes das estações de 
tratamento. Trata-se de um suspense incrível para que se pos-
sa entender a dimensão da necessidade de se buscar a res-
ponsabilidade pelos danos causados ao meio ambiente, inclu-
sive, das empresas que contaminam rios, mares e lagos.
INDICAÇÃO DE FILME
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RESPONSABILIDADE CIVIL
A responsabilidade civil é a obrigação que qualquer pessoa, natural ou jurídica, 
tem de reparar danos causados por atos, ou fatos, causados, ou produzidos, por 
ela, por administradores, empregados e prestadores de serviços. 
O dever de indenizar aparece quando alguém causa um dano a outro. O 
conceito de responsabilidade civil tem a ver, justamente, com essa necessida-
de de indenização. Algumas pessoas podem ter a falsa impressão de que essa 
responsabilização representaria uma punição, mas não é o caso. A punição, ou 
sanção, dá-se no âmbito criminal, e, no civil, para as situações nas quais existem 
penas dessa natureza, como as multas. No plano ambiental, os danos causados 
à natureza podem ocasionar sanções criminais (penas), sanções civis (multas) e 
indenizações (reparações por danos causados).
A palavra “indenizar” tem origem do latim “indemnizare”, derivada de “in-” (que sig-
nifica “não”); e “damnare” (que significa “prejudicar”, ou “danificar”). Portanto, “inde-
nizar” traz a ideia de compensar, ou ressarcir, alguém por algum dano, prejuízo ou 
perda que tenha ocorrido. O sentido atual da palavra se refere ao ato de pagar uma 
compensação financeira por danos, ou prejuízos, causados a alguém.
ZOOM NO CONHECIMENTO
No plano empresarial, a responsabilização, também, não é uma punição, mas 
uma reparação. A lógica é que a empresa assume certos riscos com o objetivo de 
lucrar, visto que as ações dela podem gerar prejuízos morais, ou materiais, para 
pessoas envolvidas no processo.
Assim, é, justamente, essa a função de responsabilidade civil da empresa: a 
estipulação de uma indenização reparatória de dano causado por atos praticados 
por ela ou por representantes dela. 
Cabe apontar, ainda, que os danos podem ser patrimoniais ou extrapatrimo-
niais, definidos da seguinte forma:
Danos patrimoniais: são prejuízos causados ao patrimônio de uma pessoa, 
ou entidade. O termo “patrimônio” se refere aos bens, direitos e obrigações que 
compõem o conjunto de valores econômicos de uma pessoa física ou jurídica. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Portanto, danos patrimoniais ocorrem quando há uma diminuição ou destruição, 
desses valores econômicos.
Esses danos podem ser causados por diversas situações, como acidentes, ne-
gligência, má-fé, dentre outras. Por exemplo, em um acidente de trânsito, se um 
veículo colide com outro e causa danos materiais (como avarias no carro), isso 
seria considerado um dano patrimonial.
No contextojurídico, a reparação por danos patrimoniais, geralmente, envol-
ve a compensação financeira para restituir a parte prejudicada ao estado anterior 
ao dano. Isso pode ser buscado por meio de ações judiciais, ou outros meios de 
resolução de disputas, dependendo da legislação aplicável e das circunstâncias 
específicas do caso.
Danos extrapatrimoniais: são aqueles não relacionados ao patrimônio fi-
nanceiro de uma pessoa, mas, sim, aos aspectos não econômicos da vida dela. 
Dentre eles, estão os morais, relacionados ao sofrimento emocional, psicológico 
ou social que uma pessoa pode experimentar como resultado de uma ação pre-
judicial para outra. Além deles, têm-se os danos existenciais, os danos estéticos.
No contexto jurídico brasileiro, os danos extrapatrimoniais estão sujeitos à 
reparação, e a legislação, muitas vezes, permite que as vítimas busquem com-
pensação por danos morais. Essa compensação pode ser concedida em casos de 
difamação, calúnia, injúria, violação de privacidade, dentre outros. O valor da 
compensação, geralmente, leva em consideração a intensidade do sofrimento 
causado e a capacidade do infrator de reparar o dano.
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ESPÉCIES DE RESPONSABILIDADE 
A responsabilidade civil consiste na aplicação de medidas que obrigam a em-
presa a reparar danos decorrentes dos próprios atos ou daqueles praticados por 
agentes, administradores, prestadores de serviços ou empregados. Isso, também, 
alcança os produtos, serviços ou instalações fornecidos por ela, abrangendo, da 
mesma maneira, outro padrão de responsabilidade. Nasce, assim, a responsa-
bilidade da empresa perante os consumidores, que tem um tratamento legal e 
principiológico diferenciado.
Essa proteção ao consumidor é a base da legislação de defesa do consumidor 
(Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990), cujo art. 12 afirma:
O Círculo 
Autor: Dave Eggers 
Editora:Companhia das Letras
Ano: 2014 
Situado em um futuro próximo indefinido, o romance de Dave 
Eggers conta a história de Mae Holland, uma jovem profissional 
contratada para trabalhar na empresa de internet mais pode-
rosa do mundo: O Círculo. Sediada em um campus idílico na 
Califórnia, a companhia incorporou todas as empresas de tec-
nologia conhecidas, conectando e-mail, mídias sociais, opera-
ções bancárias e sistemas de compras de cada usuário em um 
sistema operacional universal, que cria uma identidade on-line 
única e, por consequência, uma nova era de civilidade e trans-
parência. A trajetória entusiasmada da ambição e do idealismo 
de uma mulher, logo, transforma-se em uma eletrizante trama 
de suspense que levanta questões fundamentais, referentes às 
responsabilidades em face da memória, da história, da priva-
cidade e da democracia. O estudante poderá compreender a 
dimensão dos atos de uma organização na vida das pessoas e 
o quanto ela pode ser responsabilizada por esses atos. 
INDICAÇÃO DE LIVRO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
 “ O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro; e 
o importador respondem, independentemente da existência de 
culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por 
defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, 
fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus 
produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas 
sobre utilização ou riscos (BRASIL, 1990, on-line).
No mesmo sentido, o artigo 14 preceitua:
 “ O fornecedor de serviços responde, independentemente da exis-
tência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumi-
dores por defeitos relativos à prestação de serviços, bem como por 
informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos 
(BRASIL, 1990, on-line).
A empresa, também, é responsável pelos direitos dos empregados e de todos os 
que trabalham no âmbito do empreendimento ou a seu serviço dela, como os 
terceirizados. Isso inclui a observância das normas de proteção à saúde e segu-
rança no trabalho e, naturalmente, o respeito à legislação trabalhista. No caso dos 
terceirizados, por exemplo, os direitos trabalhistas são devidos pela empresa que 
foi contratada, mas a contratante responde, subsidiariamente, por essas dívidas.
Na terceirização, a responsabilidade subsidiária se refere à responsabilidade 
secundária que uma empresa pode ter em relação às obrigações trabalhistas de 
prestadores de serviços terceirizados. Isso significa que, se a empresa terceirizada 
não cumprir as próprias obrigações legais e trabalhistas, a empresa contratante 
pode ser chamada a assumir essa responsabilidade de forma subsidiária, ou seja, 
como uma espécie de garantia, ou segunda opção.
A responsabilidade civil, também, pode ser classificada como objetiva, ou sub-
jetiva. A responsabilidade objetiva é aquela em que a obrigação de reparar um 
dano é atribuída, independentemente da existência de culpa por parte do res-
ponsável. Em outras palavras, se a ação, ou omissão, da empresa ocasionar algum 
prejuízo para outra pessoa, a organização será penalizada, mesmo não tendo 
agido com negligência, ou má-fé.
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Um exemplo comum é o caso de ocorrências no transporte de mercadorias. 
Se um carro de uma companhia se envolve em um acidente e causa danos a ter-
ceiros, a empresa pode ser responsabilizada, mesmo que não haja culpa direta 
do motorista. Isso ocorre pois, nessa situação, a responsabilidade é atribuída à 
organização como proprietária do veículo.
Por outro lado, a responsabilidade subjetiva exige a comprovação de culpa, 
ou dolo, por parte do responsável pelo dano. Nesse caso, é necessário demons-
trar que a empresa agiu de maneira negligente, ou imprudente, para que seja 
penalizada. A culpa pode ser caracterizada por ações indevidas, ou pela falta de 
medidas que deveriam ter sido tomadas para evitar o prejuízo.
Um exemplo disso é quando a companhia fabrica e comercializa um produto 
com defeito que possa provocar danos aos consumidores. Para que a organização 
seja responsabilizada, é necessário provar que houve falha na fabricação, no pro-
jeto, nas informações prestadas ou na comercialização. A negligência, ou a falta 
de cuidado, na produção é um elemento-chave nesse tipo de situação.
Sabe imaginar algum outro exemplo de responsabilidade objetiva, ou subje-
tiva, na atividade das empresas?
Estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao longo des-
te tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para você! Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Você identificou elementos importantes das responsabilidades civil e criminal 
das empresas. Agora, é o momento de refletir a respeito desses conceitos, a fim 
de saber que qualquer pessoa envolvida na atividade empresarial possui deveres 
e obrigações, os quais podem ocasionar consequências, inclusive, pecuniárias, 
para ela, atingindo o próprio patrimônio e os dos sócios e administradores. Os 
conceitos estudados aqui permitem, a você, profissional, compreender as dimen-
sões da responsabilidade por parte das organizações empresariais, sendo parte 
fundamental para a consecução dos estudos.
UNICESUMAR
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https://portalturbinar.com.br/seguro-de-transportes-agricola/
1. Com relação ao conceito de sociedade empresarial, assinale a alternativa CORRETA:
a) As empresas não podem ser alvo de responsabilização pelos próprios atos, pois são 
entidades imateriais.
b) Uma pessoa jurídica é, sempre, composta por outras pessoas jurídicas.
c) Responsabilidade é um substantivo feminino de origem latina e que indica a qualidade 
do que é responsável; ou obrigação de responder por atos próprios ou alheios, ou por 
uma coisa confiada.
d) Pessoa jurídica é uma construção fictícia promovida pelo Estado, por meio da legislação, 
com o propósito de especificar determinados direitos e deveres de uma coletividade de 
pessoas jurídicas.
e) A pessoa jurídica não é sujeito de direitos e, por isso, não pode ter responsabilidade.
2. Considerando os conceitosde sócios e de administradores, analise as afirmativas a seguir:
I - O sistema criminal brasileiro é marcado pela lógica da responsabilidade focada na na-
tureza pessoal e no caráter subjetivo. 
II - É suficiente a mera condição de sócio para a responsabilização penal.
III - Ser administrador de uma pessoa jurídica já atribui responsabilidade pessoal sobre a 
infração penal, não sendo necessário ser demonstrada a culpabilidade.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
VAMOS PRATICAR
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3. Assinale a alternativa INCORRETA:
a) O sistema criminal brasileiro exige uma conduta individual comissiva, ou omissiva, que 
seja tipificada no ordenamento jurídico e se constitua como infração penal revestida de 
dolo, ou de culpa.
b) Para a configuração de um crime, exige-se ação, ou omissão, individual concreta e, es-
pecificamente, vinculada (material ou psicologicamente – por meio da consciência e 
vontade) com o delito penal.
c) Segundo a lei penal brasileira, o resultado, com a existência do crime dependente dele, 
somente, é imputável a quem lhe deu causa. A causa é considerada a ação, ou omissão, 
sem a qual o resultado não teria ocorrido.
d) A imputação do delito penal não exige a apuração da responsabilidade pessoal e sub-
jetiva do agente.
e) O Código Penal brasileiro estabelece que quem, de qualquer modo, concorre para o 
crime, incide nas penas cominadas a ele, na medida da culpabilidade.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 7 mar. 2024.
BRASIL. Decreto-Lei nº 2 848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm. Acesso em: 7 mar. 2024.
BRASIL. Lei nº 9 605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e adminis-
trativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 7 mar. 2024.
BRASIL. Lei nº 8 078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá 
outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compila-
do.htm. Acesso em: 7 mar. 2024.
GAGLIANO, P. S.; PAMPLONA FILHO, R. Manual de Direito Civil. 2. ed. São Paulo: Saraiva Educa-
ção, 2018.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
1. Opção C.
2. Opção A.
3. Opção D.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
ÉTICA EMPRESARIAL E 
SUSTENTABILIDADE
Apreender o conceito de ética a partir de uma visão filosófica e prática, de modo a enten-
der o significado dela na vida da sociedade.
Entender as distinções conceituais entre ética e moral e ética e Direito.
Identificar a necessidade de observância de preceitos éticos no plano das relações 
empresariais.
Compreender a relevância, para uma empresa, de adotar princípios éticos e direcionar as 
atividades dela para a responsabilidade social.
Apurar as principais práticas a serem observadas pelas empresas para o desenvolvimento 
de um comportamento ético com os trabalhadores, prestadores de serviços e usuários.
Entender os principais conceitos relevantes referentes à sustentabilidade e as dimensões 
dessa prática no contexto contemporâneo.
Reconhecer a relevância das práticas de sustentabilidade na atividade empresarial.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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INICIE SUA JORNADA
Jorge foi contratado para trabalhar na área de contratos de uma empresa multina-
cional. Subordinado, diretamente, ao gerente, dentre as atribuições dele, estavam a 
de verificar a regularidade dos instrumentos contratuais celebrados com a empre-
sa e acompanhar a execução de cada um deles. Nesse escopo, tinha que verificar o 
cumprimento das obrigações das empresas terceirizadas, que forneciam mão de 
obra de vigilância e limpeza; e da empresa que operava o restaurante destinado 
aos trabalhadores. Também, tinha, como função, verificar o correto fornecimento 
de insumos e de peças destinadas à manutenção das máquinas da empresa.
Ao iniciar as atividades, começou a realizar uma auditoria, a fim de aferir se 
os custos de cada contrato estariam dentro da dinâmica do mercado e promo-
veu uma pesquisa entre os usuários (trabalhadores e visitantes) para checar a 
adequação dos serviços dos terceirizados. Identificou que existiam contratos de 
fornecimento de peças e insumos com valores muito superiores aos praticados 
por outras empresas concorrentes e apurou que os serviços do restaurante e dos 
terceirizados eram considerados insatisfatórios pelos usuários. 
Elaborou um relatório detalhado e apresentou ao gerente da área dele, que o 
recebeu de maneira formal, limitando-se a fazer um elogio superficial. Passadas 
duas semanas, Jorge procurou, novamente, o gerente para saber se tinha anali-
sado o relatório, mas ele respondeu de forma evasiva, o que se repetiu em outras 
duas oportunidades. Após completar um mês no cargo, Jorge recebeu a visita do 
representante de uma das empresas fornecedoras de insumos, e, após uma longa 
conversa, ele se despediu, colocando um envelope sobre a mesa. Ao abrir, Jorge 
viu várias cédulas e questionou o representante a respeito, tendo sido respondido 
que aquele seria o “bônus” dele daquele mês.
Indignado, Jorge procurou o gerente, mas, ao informá-lo a respeito, recebeu 
um tapinha nas costas e ouviu, apenas, uma frase: Faça bom proveito! E isso é 
só o começo. 
Ao retornar para a própria sala, começou a pesquisar, nos documentos da 
empresa, a existência de algum tipo de política de compliance, mas nada encon-
trou. Foi ao encontro de João, amigo de longa data, e que o indicou para a vaga, 
para narrar o estranho episódio. João, que trabalhava em outra área da empresa, 
disse que existiam comentários de que o gerente e o antecessor de Jorge recebiam 
UNICESUMAR
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
“incentivos” financeiros para manter os contratos superfaturados com fornece-
dores de bens e serviços, mas isso nunca foi comprovado. 
Foi para casa com uma sensação de impotência e com um grave dilema ético: 
o que fazer diante de um caso grave como esse, que afeta, sensivelmente, a vida 
e as finanças da empresa em que trabalha?
O drama vivenciado por Jorge é uma realidade muito comum e possível de 
se enfrentar nas mais diversas organizações. A mistura de interesses pessoais, 
ou privados, com os da empresa pode causar prejuízos financeiros e, até mesmo, 
morais para a instituição, comprometendo a idoneidade dela. Isso, às vezes, é 
feito, até mesmo, por sócios, em prejuízo dos demais participantes da sociedade.
Por isso, é fundamental que se tenha uma compreensão muito clara da ética 
empresarial e dos deveres que permeiam todos os que participam da vida da 
empresa, em especial, os gestores.
Qual é a relação entre ética e sustentabilidade? Como a indústria do turismo pode 
agir de maneira responsável? Ouça nosso podcast e saiba como esses conceitos 
se relacionam! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Vamos nos aprofundar, um pouco mais, na ética empresarial? Confira o primeiro 
vídeo (palestra) da Plataforma Liderança Sustentável 2016, com o professor Robert 
Henry Srour, Doutor em Sociologia pela USP, no qual o especialista comenta a 
respeito dos benefícios de uma conduta empresarial ética e dos riscos de não 
inserir o tema na estratégia dosnegócios. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
CONCEITO DE ÉTICA
A ética é uma espécie de guia invisível que nos acompanha nas encruzilhadas 
da vida. É como ter um mapa interno que nos diz que direção seguir quando as 
estradas da decisão se entrelaçam. Vamos desbravar o significado desse termo 
que parece ser daqueles que a gente sente na pele, mas, nem sempre, consegue 
explicar com palavras certinhas.
Usando uma linguagem figurativa, ética é um tipo de GPS moral da nossa 
existência. Ela não só nos aponta o caminho certo, mas, também, faz-nos questio-
nar por que escolhemos um rumo em detrimento de outro. É como se fosse uma 
conversa interna entre o que achamos certo e o que pode ser mais tentador. Não 
é só um conjunto de regras chatas, mas funciona como uma espécie de “cola” que 
mantém a sociedade unida e organizada. Frases populares, como “não faça, aos 
outros, o que não gostaria que fizessem com você!” e “seja legal, mesmo quando 
ninguém está olhando!”, representam uma certa visão coloquial do que representa a 
ética. É como se fosse um instinto de justiça que nos indica o que está certo, ou não. 
Quando falamos de ética, é como se estivéssemos falando de um hipotéti-
co “manual do bom convívio”, envolvendo aquelas atitudes que fazem a vida 
em sociedade ser mais harmoniosa. Significa o esforço de ser honesto quando 
poderia dar uma escapadinha; é respeitar o espaço alheio; é agir com empatia 
mesmo quando a paciência está quase indo embora. A ética não é um enigma 
indecifrável, é o nosso compasso moral, sempre, apontando para o norte do 
que é certo e justo. É como ter um amigo sábio dentro da gente, guiando-nos nas 
estradas da vida com um sorriso de consciência tranquila.
A ética, como ciência da conduta, configura-se como uma parte intrínseca 
da Filosofia que direciona seu olhar para o intrincado problema do valor do ho-
mem na qualidade de ser ativo e condutor de ações. Nesse espectro amplo, ela se 
debruça sobre o valor da conduta e a valoração intrínseca do bem a ser efetivado. 
No âmbito da ética, desenha-se o panorama da atitude humana perante seus 
semelhantes e diante do vasto mundo que o cerca. Aqui, a moral é tecida como 
fio condutor, entrelaçando-se com o comportamento, os costumes, os hábitos e 
as atitudes que moldam a tessitura da existência humana.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Os limites da ação humana, delineados pela ética, oferecem uma bússola 
moral que orienta as escolhas individuais e coletivas. Nesse contexto, emergem 
as regras de proceder social, constituindo uma espécie de código ético que baliza 
as interações e relações no tecido social. Assim, a ética se revela como a guardiã 
da harmonia moral, tecendo os fios éticos que entrelaçam a conduta humana em 
busca de um bem comum e equitativo.
A etimologia da palavra “ética” remonta à raiz grega “éthos”, no singular. Esse 
termo sugere a ideia intrínseca de hábito, manifestado como fruto da ação reite-
rada do homem. Nessa perspectiva, éthos se configura como um elemento de-
terminante do modo através do qual o ser humano age, delineando uma espécie 
de padrão comportamental.
O conceito de ética transcende a mera definição linguística. Ele abarca a 
capacidade do indivíduo de agir de maneira livre e autônoma, caracterizando, 
assim, a autonomia moral do ser humano. Essa capacidade não só reflete a 
liberdade de escolha, mas, também, a responsabilidade inerente a cada ação.
Além disso, a ética incorpora a capacidade de resistência do indivíduo a pres-
sões externas do meio. Nesse sentido, ela não é só uma força interna que molda 
o caráter, mas, também, um escudo que protege a integridade moral diante das 
influências externas. A ética, compreendida assim, surge como um alicerce só-
lido, a fim de orientar o indivíduo na senda da ação consciente e responsável, 
ancorada em princípios e valores que transcendem as contingências do am-
biente circundante.
Ética a Nicômaco é uma obra filosófica escrita por Aristóteles, um dos grandes 
filósofos da Grécia antiga. Esse trabalho é uma investigação ética e moral que 
aborda questões relacionadas à virtude, caráter e busca pela felicidade. Aristóteles 
dedicou essa obra ao próprio filho, Nicômaco, daí, o nome.
Ética a Nicômaco explora conceitos, como a ética das virtudes, em que Aristóteles 
(2021) argumenta que a excelência moral é alcançada através da prática habitual 
de comportamentos virtuosos. Ele, também, discute a respeito da ideia de justiça, 
amizade e busca pelo bem supremo, que ele chama de eudaimonia, frequentemente, 
traduzida como felicidade, ou vida bem-sucedida.
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O que distingue, então, ética e moral? A 
moral, nas palavras perspicazes de Eduar-
do Bittar e Guilherme Almeida, represen-
ta o “conjunto das sutis e, por vezes, até 
mesmo, não explícitas manifestações de 
poder axiológico, capazes de constituir 
instâncias de sobredeterminação das 
esferas de decisão individual e coletiva” 
(BITTAR; ALMEIDA, 2022, s. p.).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Nessa definição, os autores ressaltam a profunda interseção entre a moral e o exer-
cício do poder, indicando que os valores e princípios morais não só permeiam, 
mas, muitas vezes, também, orientam e moldam as decisões em diversos âmbitos 
da vida. A morada da moral é, por sua vez, forjada em um processo cumulativo 
de experiências individuais. Essas vivências, ao longo do tempo, expandem-se e 
se entrelaçam, transformando-se, gradualmente, em regras e normas abstratas 
que permeiam a conduta humana. Desse modo, a moral não é estática, mas, sim, 
dinâmica, sendo plasmada pela experiência acumulada de gerações, constituindo 
um legado moral que influencia as decisões presentes e futuras. É, portanto, um 
tecido complexo e em constante evolução, entrelaçando as histórias individual 
e coletiva na tessitura das normas que orientam a conduta ética da sociedade.
Ética e moral, frequentemente, entrelaçadas, e, às vezes, confundidas, re-
velam-se como dois matizes distintos na vastidão do campo comportamental 
humano. O termo “éthe” (usado, aqui, no plural) engloba o conjunto de hábitos, 
ou comportamentos característicos, de grupos, ou coletividades, delineando, 
assim, a tessitura coletiva que permeia a dinâmica social. Entretanto, a inade-
quação etimológica entre “ética” (derivada de “éthos”) e “moral” (originária de 
“mos”) ressalta uma divergência fundamental: enquanto a ética opera no plano 
individual, a moral se desenha como um código coletivo.
É importante notar que a ética não encontra a expressão dela de forma co-
letiva. Ela é, por excelência, uma esfera de ação e reflexão que se desenvolve no 
âmbito individual. Entretanto, mesmo operando nesse plano singular, a ética 
possui a notável capacidade de confrontar a moral reinante. Ela não se submete, 
passivamente, às normas estabelecidas, mas desafia, questiona, e, por vezes, re-
define os limites éticos que orientam as decisões pessoais.
Essa interconexão entre ética e moral, entretanto, não 
implica uma equivalência completa. Afinal, nem tudo 
o que é, moralmente, aceito é, automati-
camente, considerado, eticamente, 
aceitável. Há nuances e distin-
ções que se manifestam na 
intrincada dança entre es-
ses dois conceitos. Assim, 
enquanto compartilham 
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território, ética e moral mantêm identidades distintas, dialogando e, por vezes, 
discordando, em uma complexa coreografia que molda os panoramas ético e 
moral da sociedade.
VOCÊ SABE RESPONDER?
E qual é a relação entre ética e ciência jurídica?
Essa relação se delineia por meio da distinção e interseção entre os objetos de 
estudo delas, revelando-se como um diálogo complexo entre as questões morais 
e as normas jurídicas. A ética, em sua essência, tem, como objetivo, o estudo das 
questões morais, mergulhando nas profundezas da conduta humana, em busca 
de princípios que norteiam os comportamentos individual e coletivo. Por outro 
lado, a ciênciana vida cotidiana. Afinal, se é verdadeiro que os seres humanos 
começaram a trajetória deles consumindo aquilo que caçavam e produziam, com o 
passar do tempo, as necessidades que tinham foram aumentando, e os interesses 
pelos objetos e produtos dos outros incentivaram o escambo. Muito tempo depois, 
surgem os instrumentos universais de troca, que chamamos, genericamente, de 
MOEDAS. Quer conhecer uma breve história da evolução das moedas? Veja o 
vídeo a seguir. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO HISTÓRICA
A atividade mercantil é uma das práticas mais antigas das civilizações. Relatos 
da Antiguidade evidenciam a existência de práticas comerciais, inicialmente, 
construídas a partir do escambo, em função das necessidades materiais das pes-
soas. Se, durante parte da Pré-História, os seres humanos se satisfaziam com o 
resultado direto do próprio trabalho, como caça, pesca e coleta de alimentos 
essenciais para a sobrevivência, à medida que foram se fixando em aldeias, outros 
agrupamentos sociais e demandas foram surgindo. Alguns grupos passaram por 
um processo de sedentarização, fixando-se em locais próximos aos rios, vivendo 
de forma fixa, o que os levou a desenvolverem a agricultura. Com o cultivo e a 
vida em comum, começam os rudimentos das trocas que, hoje, chamamos de 
comerciais. Essas sociedades, 
assim podemos chamá-las as-
sim, não tinham domínio da 
escrita, mas as referências de-
las são obtidas pelos registros 
pictográficos, chamados de 
pinturas rupestres.
4 mil anos a.C., aproxi-
madamente, tem início a Ida-
de Antiga, que começa com 
as chamadas civilizações da 
Antiguidade Oriental (Me-
sopotâmicos, Egípcios, Fení-
cios, Hebreus e Persas) e da 
Antiguidade Clássica (Grécia 
e Roma). Nesse período, es-
tabeleceu-se o domínio da 
escrita, desenvolveram-se as 
cidades-estado, constituiu-se 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
a democracia ateniense e houve a ascensão imperial romana. Entretanto, é o 
período em que a atividade mercantil se constitui de maneira mais consistente, 
especialmente, com os fenícios, hebreus e persas, historicamente, conhecidos 
como grandes comerciantes. Embora não existissem, propriamente, leis comer-
ciais, alguns diplomas legais da época tinham referências à atividade mercantil, 
como o Código de Manu, na Índia; e o Código de Hamurabi, na Babilônica. 
A Idade Antiga se encerra em 476 d.C., com a Queda do Império Romano 
do Ocidente, dando início à Idade Média. Nesse período, houve uma expansão 
muito forte da atividade mercantil, que proporcionou, inclusive, o surgimento de 
uma classe social específica, denominada burguesia, constituída, especialmente, 
por comerciantes. Vale lembrar que a característica mais marcante desse período 
era a organização dos Estados a partir do modelo do feudalismo, e, no plano da 
atividade econômica, as Corporações de Ofício comandavam a produção ma-
nufatureira hegemônica. A decadência do feudalismo permitiu a reorganização 
das sociedades nas cidades medievais e a intensificação do comércio.
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Burguesia é uma classe social surgida na Europa, a partir do desenvolvimento dos 
burgos (cidades) medievais e do influxo do comércio na sociedade feudal, que, 
com o enriquecimento, a exercer crescente influência nas esferas de poder, passa 
a dominar, política e economicamente, as outras classes, especialmente, a partir da 
Revolução Francesa 1789, que foi, por ela, conduzida.
Um elemento marcante desse período é o fato de que havia um número reduzido 
de leis, pois as relações eram reguladas por normas consuetudinárias (costu-
meiras) fixadas pelos senhores feudais. Assim, também, as relações mercantis 
eram tratadas dessa forma, praticamente, inexistindo normas específicas para 
disciplinar a atividade comercial. Essa, podemos dizer, constitui a primeira fase 
do Direito Empresarial, marcado pela incipiente e crescente atividade mercan-
til, mas quase sem nenhuma regulação. O foco do regramento existente, ou das 
soluções consuetudinárias, era a pessoa do comerciante, motivo pelo qual essa 
fase é chamada de subjetiva.
Essa fase alcança a Idade Moderna, em meados do século XV, de grandes 
transformações sociais, econômicas e políticas. Nela, ocorreu a transição do mo-
delo feudal para os Estados Nacionais Modernos, como os pioneiros Portugal 
e Espanha. Aliás, esses dois Estados foram, também, os responsáveis por outra 
mudança significativa em termos comerciais. Foram os primeiros a dominar 
os mares e a desenvolver a navegação rumo à conquista de novos mercados no 
Oriente, à procura de rotas alternativas, a fim intensificar a compra e a venda de 
produtos. Como se sabe, essas Grandes Navegações os fizeram chegar em outros 
continentes, até então, desconhecidos pelos europeus, como na América, e ini-
ciaram um projeto colonizador que durou muitos séculos. 
A segunda fase se inicia já na Idade Contemporânea, que começa com a Re-
volução Francesa, de 1789. Esse fato marca a hegemonia dos liberalismos político 
e econômico, inspirados pelo Iluminismo, o que gera a abolição e a proibição das 
Corporações de Ofício e o estabelecimento da ampla liberdade para o exercício 
do trabalho e da atividade comercial, vedando-se a necessidade de autorização 
estatal para o exercício. Nesse contexto, o elemento demarcador do surgimento 
do Direito Empresarial é o Código Comercial Francês, de 1808, que regu-
lou os atos do comércio, da indústria e das demais atividades econômicas. Esse 
modelo serviu de inspiração para, praticamente, todos os códigos elaborados 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
desde então, e a principal caraterística dele era a separação dos atos de cunho 
civil para aqueles de natureza comercial. Com efeito, quatro anos antes do Código 
Comercial, Napoleão institui o Código Civil Francês, para regular os atos da vida 
civil. A instituição do Código Comercial divide o Direito Privado em dois planos 
distintos. O foco central desse período é a disciplina dos atos de comércio, e, por 
esse motivo, é chamada de fase objetiva. 
A terceira fase começa, justamente, com a reunificação formal do Direito 
Privado, que volta a disciplinar direitos civis e empresariais, e que é demarcada 
pela aprovação de um novo Código Civil na Itália, em 1942. Isso se deu por uma 
necessidade contextual do momento político vivenciado na Itália, o que levou a 
se entenderem superados os debates a respeito da natureza dos atos de comércio. 
Assim, o Direito Privado foi reunificado, acabando com a dicotomia que o dividia 
em Direito Civil e Direito Comercial. Nesse contexto, o Direito Civil estabelece 
o regime jurídico geral do Direito Privado e o Direito Comercial disciplina as 
relações especiais dentro dele, ou seja, disciplina as atividades mercantis. 
No entanto, nessa fase, toma corpo a chamada Teoria da Empresa, o que trans-
fere a incidência do Direito Comercial da pessoa do comerciante (período subjeti-
vo), ou dos atos de comércio (período objetivo), para a própria empresa, o que o fez 
abranger o maior espectro de relações jurídicas. Por isso, nessa nova fase, qualquer 
atividade econômica, desde que seja exercida empresarialmente, está submetida à 
disciplina das normas do Direito Empresarial, não mais, apenas, os comerciantes.
História e memória 
Sobre o livro: O conhecido autor Jacques Le Goff (1924-2014) 
analisa a história vivida das sociedades humanas, percorrendo 
as etapas dessa contínua pesquisa, as relações dela com o am-
biente, os eventos e a diferente temporalidade. É um trabalho 
essencial para a compreensão da evolução da organização da 
sociedade, incluindo a relação com o tempo natural e cíclico 
das estações e do clima, com as percepções de duração re-
gistrada pelos homens. Essa leitura o ajudará a compreender 
melhor as fases históricas que vimos neste tópico.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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DENOMINAÇÕES E AUTONOMIA DO DIREITO EMPRESARIAL
Estudante, você que leu, atentamente, o tópicojurídica volta a atenção dela para as normas jurídicas, explorando 
o universo legal que regula as relações sociais.
O confronto entre normas éticas e normas jurídicas se destaca pela cogência 
e imperatividade intrínsecas destas últimas. As normas jurídicas não só apon-
tam diretrizes, mas, também, possuem um elemento sancionatório que confere 
autoridade e competência à observância delas. Nesse embate, emergem situações 
de convergência, nas quais ética e Direito se alinham harmoniosamente; mas, 
também, de divergência, nas quais as normas jurídicas podem permitir condutas 
que, do ponto de vista ético, seriam vedadas.
É notável a existência de situações nas quais determinadas condutas são, 
juridicamente, admitidas, mas se encontram, ética e moralmente, vedadas. 
A complexidade ética transcende, por vezes, as fronteiras da legalidade, evi-
denciando a necessidade de um olhar crítico sobre as interseções entre ética 
e ciência jurídica. Da mesma forma, há condutas que são vedadas tanto do 
ponto de vista ético quanto jurídico, destacando a convergência de princípios 
fundamentais em ambas as esferas.
Dessa maneira, a interação entre ética e ciência jurídica não só delineia as 
fronteiras dos domínios delas, mas, também, revela os desafios e nuances ineren-
tes à busca por um equilíbrio entre a justiça legal e a justiça ética na sociedade.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
ABUTRES (Carancho), Pablo Trapero 
Ricardo Darín é um advogado cuja licença foi cassada e, agora, 
trabalha em uma firma decadente, cuidando de casos estra-
nhos que envolvem acidentados e seguradoras. Aos poucos, o 
roteiro revela a real função do personagem, Sosa: dar assistên-
cia a pessoas que dão golpes em seguradoras. Nesse percur-
so, o caminho dele se cruza com o de Luján (Martina Gusman), 
uma paramédica que socorre vítimas de acidentes automobi-
lísticos. Eles se encontram por acaso, durante uma ocorrência 
na qual ele diz ser amigo da vítima. Assim que os dois perso-
nagens vão se envolvendo amorosamente, surge um dilema 
moral para Sosa. Ele ajuda pessoas que colocam as próprias 
vidas em risco, enquanto ela faz, exatamente, o contrário. O 
filme apresenta situações dramáticas vivenciadas pelos perso-
nagens e desfia os dilemas morais e éticos que ambos enfren-
tam na abordagem das vítimas e pacientes. Fundamental para 
se compreender o significado da ética na vida das pessoas.
INDICAÇÃO DE FILME
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ÉTICA EMPRESARIAL
Entendendo o que significa a expressão “ética”, é importante falar de trazê-la para 
o mundo dos negócios, além de explicar por que isso é relevante. Nesse sentido, 
podemos começar com uma pergunta: como podemos conectar ética e ativida-
de empresarial quando, lá atrás, desde a Grécia antiga, já se falava de atividade 
mercantil visando ao lucro, que era considerada meio parasitária? 
Naquela época, não havia uma divisão entre os ramos do conhecimento; era 
comum a confusão entre ética, filosofia e religião, como vemos na história épica 
em que Jesus expulsou os vendedores do templo, proibindo a cobrança de juros, 
como se fosse um ataque genérico às práticas comerciais.
Ao longo da história, os códigos de ética foram implantados nas guildas me-
dievais, relacionadas a diferentes atividades comerciais, como mencionado por 
Adam Smith em A Riqueza das Nações, de 1776. Ele trouxe uma nova forma de 
pensar no comércio e na economia, transformando a atividade lucrativa em algo 
fundamental para a sociedade da época (SMITH, 2021).
A respeito do tema, Robert Salomon (2004, s. p.) diz:
 “ A ética empresarial ocupa uma posição peculiar no campo da éti-
ca “aplicada”. Tal como os seus equivalentes em profissões, como a 
medicina e o direito, consiste numa aplicação duvidosa de alguns 
princípios éticos muito gerais (“dever” ou “utilidade”, por exemplo) 
a situações e crises bastante específicas e, muitas vezes, únicas. Mas, 
ao contrário dessas aplicações, a ética empresarial trata de uma área 
do empreendimento humano cujos praticantes, na sua maioria, não 
gozam de um estatuto profissional, e de cujos motivos, muitas vezes, 
se pensa (e se diz) serem muito pouco nobres.
Na década de 1960, nos Estados Unidos, houve uma tentativa moderna de incor-
porar ética aos negócios, uma reação aos escândalos de corrupção e influências 
indevidas. Desde então, a ética empresarial tem sido alvo de várias questões, 
incluindo se é, ou não, um bom negócio para as empresas.
Olhando de forma mais geral, dois fatores justificam a relação entre ética, 
atividade empresarial e desenvolvimento econômico da empresa. Primeiramente, 
há uma redução nos custos de controle, pois uma empresa ética não precisa ficar 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
de olho constante na produtividade e na administração dos trabalhadores dela. 
Segundo, há um aumento da produtividade quando eles veem um propósito 
moral no próprio trabalho.
Tomando a evolução do conceito de lucro de Adam Smith (2021), pode-
mos afirmar que a atividade empresarial não deve ser considerada algo, estri-
tamente, voltado à função lucrativa, mas, também, envolve responsabilidade 
social. Isso significa que as empresas devem direcionar os esforços delas não só 
para o lucro, mas, também, para o benefício dos trabalhadores e da sociedade.
Além disso, a ética deve ser integrada à prática comercial, considerando os 
níveis micro e macroéticos, que envolvem relações individuais e questões mais 
amplas de justiça nos negócios.
Um dos elementos 
mais complexos nesse 
particular diz respei-
to à ética empresarial 
ser usada como uma 
ferramenta de marke-
ting, ou uma estratégia 
para a rentabilidade, no 
que alguns nominam 
de estelionato moral. 
Estabelecer limites é 
fundamental, além de 
questionar até que pon-
to a vida ética influen-
cia a atividade econô-
mica da organização.
A implementação 
de práticas de ética 
empresarial é um pro-
cesso crucial para fortalecer a integridade de uma organização, promover um 
ambiente de trabalho saudável e estabelecer relações comerciais sustentáveis. 
Aqui, estão algumas estratégias que uma empresa pode adotar para incorporar, 
efetivamente, essas práticas:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
SUSTENTABILIDADE E ÉTICA EMPRESARIAL
Os debates a respeito do modelo de desenvolvimento e dos impactos dele no 
meio ambiente e na sociedade começaram a ganhar destaque nos anos 1960. A 
Conferência de Estocolmo, em 1972, marcou um avanço nas discussões, e, em 
1983, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a Comissão Mundial sobre 
o Meio Ambiente e Desenvolvimento. O relatório resultante, conhecido como 
“Nosso Futuro Comum”, introduziu o conceito de desenvolvimento sustentável, 
que representa a promoção simultânea da proteção ambiental, inclusão social e 
crescimento econômico. Esse desenvolvimento sustentável está ligado à garantia 
de condições de bem-estar, saúde, saneamento, moradia, educação, trabalho e 
cultura para as pessoas, dentro de um ambiente equilibrado.
Na dimensão ambiental, a sustentabilidade envolve a redução da pressão 
ambiental, esgotamento de recursos naturais e poluição, por meio de práticas 
Dopesick 
Dopesick é um livro escrito por Beth Macy, uma jornalista inves-
tigativa norte-americana. O título completo do livro é Dopesick: 
Dealers, Doctors, and the Drug Company that Addicted America 
(tradução livre: Dopesick: Traficantes, Médicos e a Empresa Far-
macêutica que Viciou a América). No livro, Beth Macy aborda a 
crise dos opioides nos Estados Unidos, explorando a interseção 
entre a indústria farmacêutica, médicos, traficantes e pacientes 
afetados pela epidemia de dependência de opiáceos.
O livro examina como a prescrição excessiva de medicamentos 
opioides, como OxyContin, contribuiu para a disseminação da 
dependência e dos problemas associados a essas substâncias. 
Além disso, a autora destaca as consequências sociais, econô-
micas e de saúde pública desse fenômeno. O estudo da ética 
empresarial passa pela análise dos limites do comportamento 
das empresas, especialmente, no plano ético. É uma reflexão 
importante para quem estuda a ética empresarial para com-
preender como se deve agir em mercados competitivos, sem 
invasão e ofensa a princípios morais.
INDICAÇÃO DE LIVRO
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mais sustentáveis e eficientes. Nos anos 1990, o conceito evoluiu para Triple Bot-
tom Line, incorporando as dimensões econômica, social e ambiental, assim, o 
sucesso empresarial não é medido, apenas, financeiramente, mas, também, pela 
prosperidade econômica, qualidade ambiental e justiça social. 
As dimensões dos desenvolvimentos sustentável, ambiental, social e econô-
mico têm interpretações específicas. 
A dimensão ambiental abrange diversidade, amplitude ecológica, poluição 
da água e do ar, e proteção de recursos. 
A dimensão econômica está ligada ao lucro gerado por meio da produção de 
bens e serviços que atendem às necessidades humanas, alinhada à dimensão social.
O desenvolvimento sustentável requer mudanças nos aspectos culturais, po-
líticos e econômicos, além de uma nova visão da humanidade. Sob a perspectiva 
da inovação e empreendedorismo sustentável, políticas públicas desempenham 
um papel crucial na busca pelo equilíbrio entre os desenvolvimentos econômico, 
ambiental e social.
A inovação sustentável pode ser impulsionada por pressões institucionais, 
levando a empreendimentos ecoeficazes. No Brasil, a conscientização referente à 
sustentabilidade no meio empresarial surgiu na década de 1990, exigindo uma vi-
são mais complexa e multidisciplinar para alcançar o desenvolvimento sustentável.
A abordagem circular, na academia, trouxe novas concepções da relação entre 
meio ambiente e economia, promovendo maior eficiência no uso de recursos. 
O upcycling, parte dessa abordagem, destaca-se por transformar resíduos em 
matéria-prima sem degradação, promovendo menor impacto ambiental.
Upcycling (em português, REUTILIZAÇÃO) se refere a uma prática sustentável de 
reutilizar materiais, ou produtos, descartados para criar algo de maior valor, ou 
utilidade. É uma forma de reciclagem criativa, na qual os objetos são transformados 
em algo novo e, muitas vezes, esteticamente, mais atraente.
O upcycling difere da reciclagem tradicional, pois não envolve o processo de 
quebra do material para criar algo novo, mas, sim, a transformação direta dos itens 
existentes. Isso pode incluir a reutilização de móveis antigos, roupas, embalagens 
ou outros objetos para criar peças únicas e personalizadas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
A ética desempenha um papel fundamental no desenvolvimento sustentável 
e nas práticas de produção em formato circular. A inovação ética e sustentável 
implica uma responsabilidade empresarial em relação aos recursos ambientais 
e às gerações futuras. A ética, também, desempenha um papel importante nesse 
debate, tornando o processo inovador mais transparente e responsável.
Apesar disso, muitas vezes, a sustentabilidade é usada, apenas, como estraté-
gia de mercado, focada no interesse financeiro das empresas. A lógica do lucro, 
ainda, prevalece sobre o desenvolvimento sustentável, e isso precisa mudar para 
que as ações sejam, realmente, eficazes.
Estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao longo des-
te tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para você! Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Qualquer profissional envolvido com atividades empresariais, nos dias de hoje, 
não pode descurar das preocupações ética e com o meio ambiente sustentável. A 
estrita observância não só dos deveres legais, mas, também, dos preceitos éticos e 
morais, é indispensável para que uma empresa possa ser respeitada e competitiva. 
Além disso, o mercado exige, cada vez mais, práticas de sustentabilidade para 
certificar as próprias relações interinstitucionais. 
Os conceitos tratados aqui são fundamentais para que você possa estar inte-
grado a essas ideias e práticas.
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1. Assinale a alternativa INCORRETA:
a) A etimologia da palavra “ética” remonta à raiz grega “éthos” no singular. Esse termo su-
gere a ideia intrínseca de hábito, manifestado como fruto da ação reiterada do homem.
b) O conceito de ética transcende a mera definição linguística, abarcando a capacidade do 
indivíduo de agir de maneira livre e autônoma.
c) A ética, como ciência da conduta, configura-se como uma parte intrínseca da Filosofia 
que direciona o olhar dela para o intrincado problema do valor do homem na qualidade 
de ser ativo e condutor de ações.
d) A ética se revela como a guardiã da harmonia moral, tecendo os fios éticos que entrela-
çam a conduta humana em busca de um bem comum e equitativo.
e) Toda ofensa ética é, também, uma ofensa a uma regra jurídica.
2. Analise as afirmativas a seguir:
I - A validade do negócio jurídico pressupõe a capacidade das partes contratantes.
II - O negócio jurídico precisa observar a forma legal, se exigida.
III - Um negócio jurídico só pode ser celebrado se o objeto dele foi lícito.
É CORRETO o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Assinale a alternativa CORRETA:
a) Ética e moral, frequentemente, entrelaçadas, e, às vezes, confundidas, revelam-se como 
dois matizes distintos na vastidão do campo comportamental humano.
b) Tanto a ética como a moral operam no plano coletivo.
c) Ética e moral são conceitos que se confundem e têm o mesmosignificado.
d) O confronto entre normas éticas e normas jurídicas se destaca pela cogência e impera-
tividade intrínsecas das primeiras.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Principis, 2021.
BITTAR, E.; ALMEIDA, G. A. de. Curso de Filosofia do Direito. São Paulo: Atlas, 2022.
SALOMON, R. C. A ética empresarial. 2004. Disponível em: https://criticanarede.com/fil_eti-
caempresarial.html. Acesso em: 14 dez. 2023.
SMITH, A. A riqueza das nações. São Paulo: Edipro, 2021.
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https://criticanarede.com/fil_eticaempresarial.html
https://criticanarede.com/fil_eticaempresarial.html
1. Opção E.
Nem toda ofensa ética é, também, jurídica.
2. Opção E.
Todas as afirmativas estão corretas.
3. Opção A.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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UNIDADE 4
MINHAS METAS
FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO 
JUDICIAL 
Compreender o significado dos institutos da falência e da recuperação judicial.
Identificar as causas mais comuns de ambos os institutos.
Entender a distinção entre recuperação e falência.
Apurar os requisitos de cabimento da recuperação judicial, sua forma de processamento, 
a construção do plano de pagamento e a forma de sua execução.
Identificar as justificativas econômicas e sociais e as consequências da recuperação judicial.
Entender os requisitos e o procedimento para requerimento da falência, entendendo seu 
papel institucional.
Analisar os efeitos concretos de uma falência para a empresa e para os sócios.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
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INICIE SUA JORNADA 
Qualquer pessoa precisa saber administrar seus recursos financeiros. A correla-
ção entre receitas e despesas é algo que atormenta a vida de todos, especialmente 
de quem tem recursos mais limitados. Para um assalariado, por exemplo, o desafio 
é “encaixar” os gastos dentro do orçamento, de acordo com os valores recebidos 
naquele mês. Não são raras as situações em que os recursos não são suficientes e 
algumas contas deixam de ser pagas. 
Normalmente, quem cuida do orçamento doméstico e se depara com uma 
situação desse tipo, acaba fazendo opções pelo pagamento de dívidas que não po-
dem ser relativizadas, sem riscos adicionais graves, como contas de água ou luz, 
cujo fornecimento pode ser cessado. Em alguns casos, opta-se pelo pagamento de 
dívidas com juros maiores, ou aquelas com garantias reais, como financiamento de 
veículos ou de imóveis. Nesses casos, o bem correspondente serve como garantia e 
há o risco de retomada do bem pelo credor, o que acarreta danos igualmente graves.
Quando o déficit se torna acentuado e as dívidas aumentam consideravel-
mente, há evidências de que a capacidade de pagamento do devedor está se exau-
rindo. Se o montante das dívidas é muito superior às receitas, instala-se uma 
situação de insolvência, o que compromete a subsistência da pessoa. Popular-
mente falando, pode-se dizer que alguém está “falido”, expressão que, quando 
usada em sentido coloquial, representa a falta de capacidade de cumprimento 
das obrigações financeiras de determinada pessoa. Isso também costuma ocorrer, 
com muita frequência, em situações de desemprego. Ao perder a fonte de receita, 
o trabalhador não tem como honrar os seus compromissos e, com isso, se torna 
inadimplente, o que o leva à insolvência. 
Há casos, no entanto, em que a situação não chega a ser tão grave e os recursos 
financeiros, embora insuficientes para quitação das dívidas, permite que se faça 
uma programação dos pagamentos, de modo a contemplar os diversos credores, 
sem comprometer a sobrevivência do devedor. 
Com as devidas adaptações, isso também se aplica às entidades empre-
sariais. Como no caso das pessoas naturais, as pessoas jurídicas de caráter 
empresarial também têm que equilibrar as suas despesas com suas receitas, 
inclusive para poder resultar em lucratividade. Afinal, esse é o principal obje-
tivo de uma empresa: auferir lucro para que possa investir em seu crescimento 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
e para distribuí-lo entre seus sócios. A existência do lucro, todavia, implica em 
um equilíbrio adequado entre receita e despesa, de modo a “sobrar” capital 
para essas finalidades. Em uma linguagem simples, lucro é o que resulta da 
dedução das despesas de todas as receitas das empresas e que serve para os 
fins já indicados. 
Quando as receitas de uma empresa não são suficientes para cobrir as despe-
sas, fala-se que ela está produzindo prejuízos. Frequentemente, os sócios investem 
seus recursos pessoais para pagar as dívidas empresariais, mas, muitas vezes, isso 
é insuficiente, ou mesmo inviável, porque a gestão da empresa acaba por com-
prometer a condição do sócio. Vale lembrar que a personalidade da empresa não 
se confunde com a do sócio, de modo que há casos em que a empresa está em 
dificuldades, mas os sócios não estão. O próprio investimento de recursos pes-
soais para cobrir os gastos da empresa é subordinado à legislação e ao disposto 
no contrato social da empresa.
Considerando a função social das empresas e as repercussões que sua 
insolvência pode acarretar, faz com que a legislação estabeleça mecanismos 
de proteção a ela e à sociedade. Afinal, quando uma empresa não paga as 
suas dívidas, isso compromete a receita de outras empresas e prejudica os 
seus trabalhadores. Por isso, a legislação prevê mecanismos para que a em-
presa possa se recuperar financeiramente, em caso de insolvência, também 
assegurando meios de liquidar seu patrimônio caso não possa se concretizar, 
a fim de pagar os seus credores. Esses institutos se chamam Recuperação 
Judicial e Falência.
A recuperação da saúde financeira da empresa pode ser requerida mediante um 
processo de recuperação judicial. Isso não se aplica às pessoas naturais, que não 
podem se beneficiar da Lei nº 11.101/2005, mas há uma lei específica, a chamada 
Lei do Superendividamento (Lei nº Lei 14.181/2021), que pode ajudar pessoas 
naturais a sair de dificuldades financeiras. Ouça nosso podcast e fique por dentro 
Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO
A recuperação judicial e a falência são conceitos fundamentais no campo do 
Direito Empresarial, estabelecendo os procedimentos legais para lidar com em-
presas em dificuldades financeiras. A recuperação judicial é um processo jurídico 
que permite que empresas em crise financeira possam reorganizar suas dívidas 
e buscar meios para se reerguer. Por outro lado, a falência é o resultado desse 
processo, em que a empresa não consegue se recuperar e é levada à liquidação 
de seus ativos para pagamento dos credores.
VAMOS RECORDAR?
A pandemia do coronavírus, iniciada em 2020, causou grande impacto econômico 
na atividade empresarial e, naturalmente, na vida de todas as pessoas. Um 
dos efeitos diretos disso foi o aumento vertiginoso das falências, verificado 
especialmente em 2023, quando da retomada completa das atividades presenciais. 
Saberemos mais sobre isso, assistindo ao vídeo a seguir: https://youtu.be/
Do4QLpt2lh0?si=14V1bhUOigJWiVyD. 
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https://youtu.be/Do4QLpt2lh0?si=14V1bhUOigJWiVyD
https://youtu.be/Do4QLpt2lh0?si=14V1bhUOigJWiVyD
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Historicamente, a recuperação judicial tem suas origens em sistemas jurídi-
cos antigos, como o Código de Hamurabi na Mesopotâmia, que já estabelecia 
regras para a reestruturação de dívidas comerciais. No contexto moderno, a 
legislação que regula a recuperação judicial e a falência evoluiu significativa-
mente. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Bankruptcy Act de 1898 (Nelson´s 
Act) foi um marco importante na regulamentação da falência e influenciou 
muitos outros países, inclusive o Brasil. 
A importância econômica e social da recuperação judicial é imensa, espe-
cialmente em tempos de crise financeira global. Primeiramente, esse processo 
permite que as empresas continuem operando, preservando empregos e evi-
tando o colapso de toda uma cadeiaprodutiva. Isso é crucial não apenas para 
o bem-estar dos trabalhadores, mas também para a estabilidade econômica de 
uma região ou país.
Além disso, a recuperação judicial pode ser vista como uma ferramenta para 
promover a eficiência econômica. Em vez de simplesmente liquidar uma empresa 
em dificuldades, permitindo que seus ativos sejam redistribuídos de forma caó-
tica, a recuperação judicial busca maximizar o valor para todos os envolvidos, 
incluindo os credores. Isso pode resultar em uma maior recuperação de dívidas 
e em uma distribuição mais equitativa dos recursos disponíveis.
Do ponto de vista social, a recuperação judicial também pode ter impactos 
positivos significativos. Além de preservar empregos, ela pode ajudar a manter 
serviços essenciais para a comunidade, como fornecimento de água, energia e 
transporte. Além disso, ao evitar a falência de uma empresa, a recuperação judicial 
pode proteger o investimento de acionistas e fornecedores, que, muitas vezes, são 
pequenas empresas ou indivíduos.
Em síntese, a recuperação judicial desempenha um papel crucial na preser-
vação da estabilidade econômica e social, oferecendo uma segunda chance para 
empresas em dificuldades financeiras. Ao fornecer um processo estruturado para 
reorganização de dívidas e continuidade das operações comerciais, ela promove 
não apenas a sobrevivência das empresas, mas também o bem-estar de trabalha-
dores, comunidades e credores. Nesse sentido, é essencial entender e aprimorar 
os instrumentos legais que regem a recuperação judicial, garantindo sua eficácia 
e equidade para todas as partes envolvidas.
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NORMAS REGENTES SOBRE O TEMA
No Brasil, a recuperação judicial e a falência são re-
guladas pela Lei nº 11.101/2005, conhecida como 
Lei de Recuperação e Falência (LRF). Essa legislação 
estabelece os procedimentos legais que empresas em 
dificuldades financeiras devem seguir para se reorga-
nizar ou, em último caso, serem liquidadas. O proces-
so de recuperação judicial no Brasil é conduzido pelo 
juiz da vara empresarial da região onde a empresa 
tem sua sede e requer que o devedor demonstre que 
está em situação de crise econômico-financeira.
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Nos Estados Unidos, o principal instrumento legal para lidar com a in-
solvência empresarial é o Bankruptcy Code, estabelecido pelo Congresso 
em 1978 e, posteriormente, revisado. O código oferece várias opções para 
empresas em crise, incluindo a reorganização sob o Capítulo 11, que é seme-
lhante à recuperação judicial no Brasil, e a liquidação sob o Capítulo 7, que 
é equivalente à falência.
Na União Europeia, a legislação de insolvência varia entre os países-membros, 
mas existe uma Diretiva Europeia sobre Insolvência de Empresas que busca harmo-
nizar as leis de insolvência em toda a UE. Muitos países europeus, como Alemanha, 
França e Reino Unido possuem seus próprios sistemas de insolvência e falência, 
com procedimentos específicos para reorganização e liquidação de empresas.
DISTINÇÃO ENTRE CONCEITOS DE INSOLVÊNCIA, FALÊNCIA 
E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
A insolvência é o estado no qual uma empresa se insere quando não é capaz de 
cumprir suas obrigações financeiras, ou seja, não tem recursos suficientes para 
pagar suas dívidas. É importante notar que a insolvência pode ser temporária ou 
permanente e nem sempre leva à recuperação judicial ou à falência.
A recuperação judicial é um processo legal pelo qual uma empresa em si-
tuação de crise financeira busca reorganizar suas atividades e dívidas, a fim de 
evitar a falência. Esse processo geralmente envolve a elaboração de um plano de 
recuperação, que deve ser aprovado pelos credores e pelo tribunal.
Já a falência é o desfecho final de uma situação de insolvência irreversível, no 
qual a empresa não consegue se recuperar financeiramente e é levada à liquidação 
de seus ativos para pagamento dos credores. A falência resulta no encerramento 
das operações comerciais da empresa e na distribuição dos recursos entre os 
credores de acordo com a ordem de prioridade estabelecida pela lei.
Assim, enquanto a insolvência se refere ao estado de falta de recursos finan-
ceiros, a recuperação judicial e a falência são dois processos legais distintos para 
lidar com empresas em situação de insolvência. A recuperação judicial busca 
reorganizar a empresa e preservar suas atividades, enquanto a falência resulta na 
liquidação e encerramento das operações.
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RECUPERAÇÃO JUDICIAL: REQUISITOS, FASES E PARTES 
ENVOLVIDAS
No Brasil, a lei estabelece uma série de requisitos que devem ser cumpridos para que 
uma empresa possa requerer a recuperação judicial. Um dos requisitos essenciais é 
que a empresa esteja exercendo regularmente suas atividades há mais de dois anos. 
Além disso, é necessário comprovar a impossibilidade de cumprir suas obrigações 
financeiras exigíveis, bem como a insuficiência de recursos para pagar suas dívidas.
A grande aposta, de Adam Mckay 
O drama biográfico ocorre dois anos antes da crise imobiliá-
ria que se alastrou pelos Estados Unidos em 2008 e conta-
minou o resto do mundo. Trata-se da história de três execu-
tivos que decidiram apostar contra o mercado hipotecário 
do país. Burry, interpretado por Christian Bale, largou a me-
dicina para se tornar um gerente de uma área altamente es-
peculativa do mercado, os fundos de cobertura, conhecidos 
como hedge funds. Empregado da corretora de investimen-
tos Scion Capital, Burry “previu” que havia uma bolha econô-
mica. Ela estouraria em breve. Jered Vennett e Mark Baum, 
interpretados respectivamente por Ryan Gosling e Steve 
Carrell, juntam-se a Burry para apostar contra o mercado 
imobiliário de hipotecas. Vennett trabalha no Deustchebank, 
enquanto Mark quer expor as contradições e farsas do mer-
cado financeiro. A obra ganhou o Oscar de Melhor Roteiro 
Adaptado em 2016.
O filme evidencia todo o processo de riscos que estão pre-
sentes em atividades especulativas, que podem resultar 
– como resultaram, de fato – em quebras sucessivas de 
empresas, como as que se deram em 2008, na chamada 
crise global. 
A compreensão dessa dinâmica é fundamental para entender 
o funcionamento dos mecanismos de proteção das finanças 
das empresas e dos interesses dos credores, o que se busca 
com a Lei de Recuperação e de Falências. 
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Outro requisito fundamental é a apresentação de uma relação completa de 
seus credores, atualizada e assinada pelo devedor. Além disso, a empresa deve 
demonstrar que não obteve, nos últimos cinco anos, a concessão de recuperação 
judicial ou falência com base na Lei de Recuperação e Falência.
Esses requisitos devem ser demonstrados em um processo judicial próprio, 
apresentado perante o Juízo que tem competência material para tratar de temas 
relativos à falência e recuperações. Em cidades maiores, há até juízes especiali-
zados que cuidam exclusivamente de processos de tal natureza. O processo de 
recuperação judicial tem, basicamente, quatro fases:
PEDIDO INICIAL
A empresa em crise financeira protocola o pedido de recuperação judicial junto ao 
juízo competente, apresentando toda a documentação necessária, incluindo a relação 
de credores e demonstrações contábeis.
PLANO DE RECUPERAÇÃO
Após a aceitação do pedido inicial, a empresa tem um prazo para apresentar um plano 
de recuperação, que deve conter propostas para a reestruturação de suas dívidas e a 
retomada de suas atividades.
ASSEMBLEIA GERAL DE CREDORES
O plano de recuperação é submetido à aprovação dos credores em uma assembleia 
geral. Cada classe de credores vota separadamente e o plano é aprovado se obtiver 
o voto favorável de mais da metade dos credores presentes, representando mais da 
metade dos créditos de cada classe.
HOMOLOGAÇÃO DO PLANO
Após a aprovação pela assembleia de credores, o plano de recuperação é submetido 
à homologação pelo juiz responsável pelo processo. A homologação ocorre se o planoestiver de acordo com a legislação e se não houver impugnações por parte dos credores.
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Durante o processo de recuperação judicial, tanto o devedor quanto os credores 
possuem uma série de direitos e deveres estabelecidos pela legislação. O devedor 
tem o direito de apresentar um plano de recuperação viável e de continuar exer-
cendo suas atividades durante o processo. Além disso, ele deve colaborar com 
o administrador judicial, fornecendo todas as informações necessárias para a 
elaboração do plano.
Por outro lado, os credores têm o direito de serem informados sobre o an-
damento do processo e de participar da assembleia geral de credores, podendo 
votar no plano de recuperação. Eles também têm o direito de impugnar o plano 
caso considerem que ele não atende aos seus interesses.
Quanto aos deveres, o devedor deve cumprir rigorosamente as obrigações 
estabelecidas pelo plano de recuperação e pelo juiz, incluindo o pagamento das 
dívidas conforme as condições acordadas. Ele também deve manter a transpa-
rência e a honestidade ao lidar com os credores e com o tribunal.
Por sua vez, os credores têm o dever de agir de boa-fé durante o processo, 
colaborando para a elaboração de um plano de recuperação que seja justo e equi-
tativo para todas as partes envolvidas. Eles também devem respeitar as decisões 
do juiz e não tomar medidas que possam prejudicar a recuperação da empresa.
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DIAGNÓSTICO FINANCEIRO
Uma análise detalhada da situação financeira da empresa, incluindo o levantamento 
de todos os ativos, passivos e obrigações pendentes.
PROPOSTA DE PAGAMENTO AOS CREDORES
Definição das condições de pagamento das dívidas, incluindo prazos, formas de paga-
mento e eventuais descontos ou renegociações.
PLANO DE REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA
Medidas para melhorar a gestão financeira da empresa, reduzir custos operacionais e 
aumentar a rentabilidade.
ESTRATÉGIAS DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS
Provisões para a venda de ativos não essenciais e a recuperação de créditos devidos 
à empresa.
REVISÃO ORGANIZACIONAL
Possíveis mudanças na estrutura organizacional da empresa, incluindo redução de 
pessoal, reorganização de departamentos e revisão de processos internos.
PLANO DE RECUPERAÇÃO
O plano de recuperação é um documento fundamental no processo de recuperação 
judicial de uma empresa em crise financeira. Ele contém as estratégias e medidas que 
serão adotadas para reestruturar as dívidas e garantir a continuidade das operações 
comerciais. Para ser eficaz, o plano deve incluir uma série de elementos essenciais 
que abordam as principais áreas de preocupação dos credores e do próprio devedor.
Entre os elementos essenciais do plano de recuperação, destacam-se:
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Após a elaboração do plano de recuperação, inicia-se o processo de negociação 
com os credores. Nessa fase, o devedor apresenta o plano aos credores e busca 
obter seu apoio e aceitação. É comum que haja uma série de discussões e negocia-
ções entre as partes, com o objetivo de ajustar o plano às necessidades e interesses 
de todos os envolvidos.
A aprovação do plano de recuperação pela assembleia de credores é um 
passo crucial no processo de recuperação judicial. Para que o plano seja apro-
vado, ele deve atender a uma série de critérios estabelecidos pela legislação e 
pelos próprios credores.
Um dos critérios mais importantes é a viabilidade fi-
nanceira do plano. Os credores devem avaliar se o plano 
proposto é realista e tem chances reais de ser implemen-
tado com sucesso. Isso inclui a análise da capacidade da 
empresa de gerar receitas suficientes para cumprir suas 
obrigações financeiras conforme estabelecido no plano.
Além disso, o plano deve ser equitativo e justo para todos os credores envol-
vidos. Isso significa que as condições de pagamento e os descontos oferecidos 
devem ser distribuídos de forma equitativa entre as diferentes classes de credores, 
levando em consideração a natureza e a prioridade de cada crédito.
Outro critério importante é a adesão dos credores ao plano. O plano só será 
aprovado se obtiver o voto favorável de mais da metade dos credores presentes 
na assembleia, representando mais da metade dos créditos de cada classe. Isso 
garante que o plano tenha o apoio da maioria dos credores e seja aceito como 
uma solução viável para a situação financeira da empresa.
Como se pode observar, o plano de recuperação é um instrumento fundamental 
no processo de recuperação judicial e sua elaboração e aprovação exigem cuidado e 
atenção aos interesses de todas as partes envolvidas. Ao incluir elementos essenciais e 
atender aos critérios estabelecidos, o plano será uma ferramenta eficaz para reestrutu-
rar as dívidas e garantir a continuidade das operações da empresa em crise financeira.
O administrador judicial desempenha um papel fundamental no processo de 
recuperação judicial de uma empresa. Sua principal função é atuar como um 
intermediário imparcial entre o devedor (empresa em dificuldades financeiras) e os 
credores, garantindo a transparência e a lisura do processo. 
Um dos critérios 
mais importantes 
é a viabilidade 
financeira do plano
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
CONSEQUÊNCIAS DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL
A concessão da recuperação judicial tem uma série de consequências tanto para 
o devedor quanto para seus credores, além de ter diversos efeitos jurídicos que 
moldam o curso do processo e seus desdobramentos futuros. Primeiramente, 
a principal implicação da concessão da recuperação judicial é a suspensão das 
ações e execuções judiciais em curso contra o devedor, o que oferece um período 
de alívio financeiro para a empresa.
Do ponto de vista jurídico, a concessão da recuperação judicial estabelece 
um novo regime legal para a empresa em crise, regido pelas disposições da Lei 
de Recuperação e Falência. Isso significa que a empresa passa a ter obrigações 
e direitos específicos durante o processo, incluindo a necessidade de cumprir o 
plano de recuperação aprovado pela assembleia de credores.
Para o devedor, a recuperação judicial oferece a oportunidade de reorganizar suas 
finanças e negociar condições mais favoráveis para o pagamento de suas dívidas. Além 
disso, o processo de recuperação judicial pode permitir a continuidade das atividades 
da empresa, preservando empregos e mantendo a produção e a prestação de serviços.
Já para os credores, a recuperação judicial pode representar uma chance de 
recuperar parte de seus créditos, mesmo que seja de forma parcelada e sujeita 
a descontos. Além disso, a empresa em recuperação judicial pode ser obrigada 
a apresentar garantias para assegurar o pagamento de suas dívidas, oferecendo 
alguma segurança aos credores.
Com a aprovação e implementação bem-sucedidas do plano de recuperação, a 
empresa pode retomar suas atividades de forma mais sustentável, com uma estru-
tura financeira mais sólida e uma gestão mais eficiente. Isso pode levar ao retorno 
à normalidade econômica, com a empresa recuperando sua competitividade no 
mercado e contribuindo para a geração de empregos e o crescimento econômico.
A concessão da recuperação judicial tem uma série de consequências e efeitos 
jurídicos que afetam tanto o devedor quanto seus credores. No entanto, quando 
bem conduzida, a recuperação judicial pode oferecer uma oportunidade valiosa 
para reestruturar as finanças da empresa e garantir sua sobrevivência e sucesso a 
longo prazo. Se não cumpridos os requisitos, no entanto, isso poderá até mesmo 
levar a empresa à falência.
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FALÊNCIA: CAUSAS, PROCESSO E CONSEQUÊNCIAS
A falência é um desfecho drástico e complexo para empresas que enfrentam 
sérias dificuldades financeiras. Suas causas podem ser variadas e, muitas vezes, 
multifacetadas, refletindo problemas internos de gestão, crises econômicas ex-
ternas ou mudanças no mercado. Entre as principais causas que podem levar 
à decretação da falência, destacam-se a má administração financeira, altos 
níveis de endividamento, faltade capital de giro, perda de clientes e mercado, 
além de fatores externos como crises econômicas, mudanças na legislação ou 
desastres naturais.
O processo de falência segue procedimentos legais e judiciais estabele-
cidos pela legislação específica de cada país. No Brasil, a Lei nº 11.101/2005 
regula esse processo. Geralmente, a falência é requerida por um credor que 
demonstra a insolvência da empresa em uma ação judicial. Após a decretação 
da falência, um administrador judicial é nomeado para gerir o processo e 
liquidar os ativos da empresa. Os credores são convocados a apresentar seus 
créditos e um plano de distribuição dos ativos é elaborado e submetido à 
homologação judicial.
Para Ricardo Negrão (2009, p. 213), a falência é “um processo de execução 
coletiva, no qual todo o patrimônio de um empresário declarado falido – pessoa 
física ou jurídica – é arrecadado, visando o pagamento da universalidade de seus 
credores de forma completa ou proporcional”. É uma execução coletiva porque 
“o processo será universal, isto é, vai abranger todos os credores e todos os bens 
disponíveis do devedor” (TOMAZETTE, 2022, p. 466).
As consequências da falência são significativas para todas as partes envolvi-
das. Para o devedor, a falência representa o encerramento das atividades empre-
sariais e a perda do controle sobre os ativos da empresa. Além disso, o devedor 
pode ficar sujeito a restrições legais, como a impossibilidade de exercer atividade 
empresarial por um período determinado.
Para os credores, a falência, muitas vezes, resulta em perdas financeiras sig-
nificativas, uma vez que nem sempre é possível recuperar o valor total de seus 
créditos. Os credores têm direito a participar da partilha dos ativos da empresa 
falida, de acordo com a ordem de preferência estabelecida pela lei.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Além disso, a falência pode ter implicações mais amplas para a economia e 
a sociedade como um todo. O fechamento de empresas e a perda de empre-
gos podem afetar negativamente a economia local, causando desequilíbrios 
sociais e reduzindo a arrecadação de impostos. Por outro lado, a falência 
também pode criar oportunidades para o surgimento de novos negócios e a 
reorganização do mercado.
Autofalência é um termo que se refere ao ato deliberado de uma empresa em 
declarar sua própria falência. Em outras palavras, é quando a empresa toma a de-
cisão internamente de iniciar o processo de falência, sem a necessidade de ser 
pressionada por credores ou por uma ordem judicial.
Existem diversas razões pelas quais uma empresa pode optar pela autofalência. 
Em alguns casos, a administração da empresa pode perceber que a situação finan-
ceira da empresa é insustentável a longo prazo e que a melhor opção é encerrar 
suas operações de forma controlada, para evitar prejuízos maiores aos credores.
APROFUNDANDO
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RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS NA FALÊNCIA
Quando uma empresa tem sua falência decretada, os sócios podem ser responsa-
bilizados de diversas formas, incluindo responsabilidades civil, administrativa e, 
em certos casos, criminal. A responsabilidade dos sócios pode variar dependendo 
das circunstâncias específicas que levaram à falência da empresa e do tipo de 
empresa (como sociedade limitada ou sociedade anônima).
No âmbito civil e administrativo, os sócios podem ser responsabilizados por 
dívidas não pagas ou obrigações não cumpridas pela empresa falida, especial-
mente se houver evidências de má gestão, negligência ou desvio de recursos. Eles 
podem ser obrigados a ressarcir os credores ou a pagar multas e penalidades 
impostas pelos órgãos reguladores.
Além disso, no plano criminal, os sócios podem ser alvo de investigações e 
processos judiciais se houver indícios de práticas criminosas relacionadas à falência 
da empresa, como fraudes contábeis, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, entre 
outros crimes. Nesses casos, os sócios podem enfrentar acusações formais e, se con-
siderados culpados, serem condenados a penas que variam desde multas até prisão.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
É importante destacar que a responsabilidade dos sócios no plano criminal 
geralmente requer a comprovação de dolo ou culpa grave, ou seja, a intenção 
deliberada de cometer um crime ou negligência grave na gestão dos negócios da 
empresa. Portanto, não é automaticamente assumido que os sócios são responsá-
veis criminalmente pela falência da empresa, mas sim que essa responsabilidade 
é determinada mediante investigação e processo legal adequados.
Os crimes relacionados à falência de uma empresa e que envolve uma série 
de condutas ilegais que prejudicam os credores, os sócios e o funcionamento 
regular do sistema financeiro são chamados crimes falimentares. Alguns dos 
crimes falimentares mais comuns são:
 ■ Fraude falimentar: envolve a prática de atos fraudulentos com o objetivo 
de ocultar ou desviar bens da empresa em crise financeira, prejudicando 
os credores. Isso pode incluir falsificação de documentos, subfaturamento 
de ativos, transferência ilegal de recursos, entre outros.
 ■ Apropriação indébita: consiste na apropriação indevida de recursos ou 
bens pertencentes à empresa em falência, por parte dos sócios, adminis-
tradores ou terceiros. Isso pode ocorrer por meio de desvio de dinheiro, 
bens ou valores da empresa para benefício pessoal.
 ■ Insolvência fraudulenta: refere-se à prática de manter a empresa in-
solvente intencionalmente, sem tomar as medidas adequadas para re-
solver a situação financeira, a fim de evitar o pagamento de dívidas ou 
fraudar credores.
 ■ Administração temerária: caracteriza-se pela gestão irresponsável e 
negligente dos negócios da empresa, resultando em prejuízos financei-
ros significativos para os credores. Isso pode incluir decisões financeiras 
imprudentes, falta de controle adequado sobre os recursos da empresa, 
entre outras condutas.
 ■ Evasão fraudulenta de divisas: consiste na prática de transferir re-
cursos ou valores para o exterior de forma ilegal, com o objetivo de 
evitar o pagamento de dívidas ou fraudar credores durante o processo 
de falência.
 ■ Sonegação fiscal: refere-se à omissão ou à falsificação de informações 
fiscais com o objetivo de evitar o pagamento de tributos devidos pela em-
presa em falência. Isso pode incluir a subdeclaração de receitas, a omissão 
de informações relevantes nas declarações fiscais, entre outros.
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A falência, de Júlia Lopes de Almeida 
O livro constitui a obra mais conhecida da escritora Júlia Lopes 
de Almeida. Seu enredo gira em torno de Camila, uma mulher 
da burguesia casada com Francisco Teodoro, um próspero em-
presário português que mora no Rio de Janeiro, enquanto ela 
mantém um relacionamento extraconjugal com o médico da fa-
mília, Dr. Gervásio. A rotina enfadada da jovem burguesa muda 
completamente com a falência e subsequente suicídio do mari-
do, situação que a coloca a necessidade de recomeçar sua vida.
Ambientada no Rio de Janeiro durante a última década do século 
XIX, a trama revela os primeiros anos após a Proclamação da Repú-
blica. Apresentando uma linguagem direta e desprovida de roman-
tismo, a obra oferece uma visão realista da sociedade da época, 
além de evidenciar traços do naturalismo, como o determinismo.
A narrativa indica o processo de evolução da derrocada do em-
presário, evidenciando seus abalos pessoais e psíquicos a partir 
da situação econômica da empresa. Não conseguindo suportar 
os efeitos, ele comete suicídio. É um bom texto para compreen-
dermos os efeitos subjetivos que um processo de falência acarre-
ta as pessoas e como é capaz de mudar radicalmente suas vidas.
INDICAÇÃO DE LIVRO
COMPARATIVO ENTRE FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL
A comparação entre recuperação judicial e falência é crucial para entender as di-
ferenças fundamentais entre esses dois processos legais e seus impactos sobre as 
empresas e credores envolvidos. Enquanto a recuperação judicial visa reestruturar 
as dívidas e permitir a continuidadedas atividades da empresa, a falência implica o 
encerramento das operações e a liquidação dos ativos para pagamento dos credores.
Uma das principais diferenças entre os dois processos está na finalidade: a 
recuperação judicial busca viabilizar a reorganização da empresa, enquanto a 
falência encerra suas atividades. Na recuperação judicial, a empresa apresenta 
um plano de reestruturação financeira aos credores, visando reduzir as dívidas 
e retomar a sustentabilidade financeira. Na falência, por outro lado, os ativos da 
empresa são vendidos e os recursos são distribuídos entre os credores de acordo 
com a ordem de prioridade estabelecida pela lei.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
NOVOS DESAFIOS
Qualquer profissional que atua no meio empresarial tem que ter claras noções 
sobre a necessidade da boa saúde financeira das empresas. O equilíbrio entre a 
receita e as despesas é essencial não apenas para a subsistência da empresa e dos 
sócios, mas também importante para preservar o interesse dos credores e, com 
isso, manter vivo o círculo produtivo.
Assim, é fundamental entender como funcionam os institutos jurídicos da 
recuperação judicial e da falência, sobretudo as situações de seu cabimento e as 
consequências do seu uso.
Estudante quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao longo deste 
tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para você. Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EM FOCO
Uma vantagem da recuperação judicial é a possibilidade de preservar empregos, 
manter a cadeia produtiva funcionando e evitar perdas irreparáveis para os credo-
res. Além disso, a empresa tem a chance de reverter a situação financeira e recuperar 
sua competitividade no mercado. No entanto, a recuperação judicial também pode 
ser um processo longo e complexo, com custos elevados e sem garantia de sucesso.
Por outro lado, a falência oferece uma solução mais rápida e definitiva para 
empresas que não têm condições de se recuperar financeiramente. Embora isso 
possa resultar em perdas para os credores, também permite que eles encerrem 
o relacionamento com a empresa e recuperem parte de seus créditos de forma 
mais rápida. No entanto, a falência também pode ter impactos negativos, como 
o desemprego e a perda de investimentos.
A recuperação judicial é mais indicada para empresas que enfrentam dificul-
dades financeiras temporárias e têm potencial para se recuperar com o apoio de 
credores e reestruturação financeira. Por outro lado, a falência é inevitável em casos 
de insolvência irreversível, má gestão financeira ou falta de viabilidade do negócio.
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1. A concessão da recuperação judicial tem uma série de consequências e efeitos jurídicos 
que afetam tanto o devedor quanto seus credores. No entanto, quando bem conduzida, a 
recuperação judicial pode oferecer uma oportunidade valiosa para reestruturar as finanças 
da empresa e garantir sua sobrevivência e sucesso a longo prazo. Se não cumpridos os 
requisitos, no entanto, isso poderá até mesmo levar a empresa à falência (NEGRÃO, 2009). 
Com base no exposto, assinale a alternativa incorreta:
a) A falência e a recuperação judicial são fases distintas de um mesmo processo.
b) A recuperação judicial é requisito essencial para a falência.
c) A empresa que pede recuperação judicial não pode ter reconhecida a falência.
d) A falência e a recuperação judicial constituem processos legais de proteção à atividade 
empresarial e ao interesse dos credores
e) A recuperação judicial nunca pode ser transformada em falência.
2. A recuperação judicial é um processo legal pelo qual uma empresa em situação de cri-
se financeira busca reorganizar suas atividades e dívidas, a fim de evitar a falência. Esse 
processo geralmente envolve a elaboração de um plano de recuperação, que deve ser 
aprovado pelos credores e pelo tribunal. Já a falência é o desfecho final de uma situação 
de insolvência irreversível, no qual a empresa não consegue se recuperar financeiramente 
e é levada à liquidação de seus ativos para pagamento dos credores. A falência resulta no 
encerramento das operações comerciais da empresa e na distribuição dos recursos entre 
os credores de acordo com a ordem de prioridade estabelecida pela lei (NEGRÃO, 2009).
Sobre o exposto, analise as sentenças a seguir:
I - A recuperação judicial e a falência são conceitos fundamentais no campo do Direito 
Empresarial, estabelecendo os procedimentos legais para lidar com empresas em difi-
culdades financeiras
II - A recuperação judicial é um processo jurídico que permite que empresas em crise finan-
ceira possam reorganizar suas dívidas e buscar meios para se reerguer. 
III - A falência é o resultado desse processo, em que a empresa não consegue se recuperar 
e é levada à liquidação de seus ativos para pagamento dos credores.
VAMOS PRATICAR
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É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Para o devedor, a recuperação judicial oferece a oportunidade de reorganizar suas finanças 
e negociar condições mais favoráveis para o pagamento de suas dívidas. Além disso, o 
processo de recuperação judicial pode permitir a continuidade das atividades da empresa, 
preservando empregos e mantendo a produção e a prestação de serviços (NEGRÃO, 2009).
Com base no exposto, assinale a alternativa correta:
a) A recuperação judicial permite que as empresas continuem operando, preservando em-
pregos e evitando o colapso de toda uma cadeia produtiva.
b) A empresa em recuperação judicial não pode continuar funcionando.
c) O único instrumento pertinente à proteção das empresas é a falência.
d) A recuperação judicial não tem impactos sociais relevantes.
e) A recuperação judicial não protege os investidores da empresa.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 11 101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial 
e a falência do empresário e da sociedade empresária. Brasília, DF: Presidência da República, 
2005. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.
htm. Acesso em: 6 maio 2024.
BRASIL. Lei nº 14 181, de 1 de julho de 2021. Altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 
(Código de Defesa do Consumidor), e a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do 
Idoso), para aperfeiçoar a disciplina do crédito ao consumidor e dispor sobre a prevenção e 
o tratamento do superendividamento. Brasília, DF: Presidência da República, 2021. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14181.htm#:~:text=LEI%20
N%C2%BA%2014.181%2C%20DE%201%C2%BA%20DE%20JULHO%20DE%202021&text=Altera%20
a%20Lei%20n%C2%BA%208.078,e%20o%20tratamento%20do%20superendividamento. Acesso 
em: 6 maio 2024.
NEGRÃO, R. Manual de direito comercial e de empresa. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. v. 3.
TOMAZETTE, M. Curso de direito empresarial: falência e recuperação de empresas. 10. ed. – 
São Paulo: SaraivaJur, 2022. v. 3
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1. Alternativa E.
A afirmativa é incorreta, pois a recuperação judicial pode ser transformada em falência, se 
não cumpridos os requisitos legais.
2. Alternativa E.
A alternativa correta é a E, pois todas as assertivas estão corretas.
3. Alternativa A.
A alternativa correta é a A, conforme texto-base. As demais estão incorretas
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
RELAÇÕES DE CONSUMO 
E EMPRESA
Compreender o significado das relações de consumo.
Entender os conceitos de consumidor e fornecedor.
Analisar os direitos e deveres do consumidor.
Interpretar os efeitos das condutas empresariais com relação aos consumidores e seus 
efeitos jurídicos e judiciais
Identificar as responsabilidades da empresa, enquanto instituição de função social, com-
preendendo especialmente seus compromissos com a sustentabilidade
Avaliar os impactos das decisões empresariais no tocante aos interesses do consumidor.
Entender a importânciade atuação preventiva a fim de evitar danos e responsabilização 
da empresa e de seus sócios por ofensa a direitos consumeristas.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
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INICIE SUA JORNADA
André juntou suas economias para passar o Carnaval no Rio de Janeiro. Era um 
sonho de infância que ele tinha, o de ir ao Sambódromo para ver o desfile das 
Escolas de Samba mais famosas do Brasil. Em especial, ele tinha uma grande 
predileção pela Mangueira, cuja história acompanhava desde que era criança. 
Trabalhando como motorista de aplicativo, ele tinha uma receita muito limitada, 
mesmo assim guardava um pouquinho por mês até conseguir todo o dinheiro 
necessário para essa aventura. 
Seu projeto durou cerca de três anos, pois os custos de ir de Muzambinho, 
onde ele morava, para o Rio de Janeiro, eram altos. Foi fazendo as contas e jun-
tou o dinheiro para as passagens de ônibus e para a sua hospedagem em um 
hostel, não muito longe do Sambódromo. Preferiu economizar no transporte e 
na hospedagem para poder curtir um espaço privilegiado na avenida Marquês 
de Sapucaí. Assim, comprou ingressos para dois dias de desfile em um camarote 
especial, cujos valores superaram os gastos de estadia e deslocamento. Ele enten-
deu que valeria a pena, pois desfrutaria o desfile com muito conforto. Afinal, seus 
ingressos davam direito à comida e à bebida à vontade.
A compra foi feita em uma agência de sua cidade, que repassava os ingressos 
do camarote aos clientes, mediante uma parceria com uma empresa de eventos 
do Rio de Janeiro. 
Assim ele partiu em busca de seu sonho, mas não imaginava que estaria diante 
de um pesadelo. Depois de encarar a viagem, acomodou-se no hostel e dirigiu-se, 
no horário ajustado, ao Sambódromo. Ao chegar ao local, descobriu que havia sido 
vítima de um golpe. A empresa que vendeu os ingressos não tinha nenhum camarote 
instalado e ele não pode concretizar os seus planos. Como suas reservas tinham se 
esgotado, não pôde sequer assistir ao desfile na arquibancada comum e seus passeios 
pelo Rio ficaram limitados, justamente porque estava sem dinheiro. Sua alternativa foi 
esperar passar o tempo e ver o desfile da TV coletiva do hostel, até sua volta para casa.
Ao retornar, procurou a agência onde comprou os ingressos, mas ali disseram 
que não sabiam de nada e nada poderiam fazer, porque apenas era repassadores 
dos ingressos da empresa de eventos. Procurou um órgão de proteção ao con-
sumidor e ficou sabendo que foram muitos os consumidores lesados com as 
práticas das empresas. Foi aconselhado, então, a fazer uma reclamação formal 
e, se necessário, ajuizar uma ação contra as empresas junto ao Juizado Especial. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Neste tema, analisaremos as diversas facetas das rela-
ções de consumo, desde as estratégias de marketing 
adotadas pelas empresas até os direitos e deveres dos 
consumidores. Exploraremos, também, como essas 
relações impactam as empresas, seja na construção 
de sua reputação e imagem de marca, seja na gestão 
de possíveis conflitos com os consumidores. Além 
disso, será discutido o papel das políticas públicas e 
da legislação na regulação dessas relações, visando 
garantir a proteção dos direitos dos consumidores e 
a sustentabilidade do mercado.
Ao compreender melhor as dinâmicas das relações 
de consumo e seu impacto nas empresas, é possível 
promover um ambiente de negócios mais justo, trans-
parente e equilibrado, no qual os interesses de todas as 
partes envolvidas sejam considerados e respeitados.
O comércio eletrônico é uma realidade inafastável nos dias de hoje. Já em cons-
tante evolução, ele teve um incremento substancial durante o isolamento social 
decorrente da pandemia da Covid-19 e, literalmente, mudou a forma das empre-
sas e consumidores se relacionarem. Quais as responsabilidades das empresas no 
caso de comércio eletrônico? Ouça nosso podcast e fique por dentro. Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
O telemarketing é uma ferramenta de fundamental importância para a consecução 
dos objetivos das empresas. No entanto, é importante atuar de forma a não lesar 
interesses e direitos dos consumidores com esses recursos. Quer saber mais sobre 
isso? Assista ao vídeo a seguir e saiba quando o telemarketing pode configurar 
prática abusiva: https://youtu.be/OMT3CRZjOwY?si=TufkZOpVibGYp8wM.
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https://youtu.be/OMT3CRZjOwY?si=TufkZOpVibGYp8wM
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO
Nas sociedades contemporâneas, as relações de consumo entre empresas e consu-
midores desempenham um papel central na dinâmica econômica e social. Essas 
interações não se limitam apenas à compra e à venda de produtos ou serviços, 
mas também envolvem aspectos éticos, legais e sociais que moldam o comporta-
mento das empresas e influenciam as decisões dos consumidores. A importância 
desse tema reside na sua relevância para a economia global, pois as transações 
comerciais são a base do funcionamento do mercado.
As relações de consumo são parte intrínseca da sociedade contemporânea, 
referindo-se à interação entre consumidores e empresas no contexto de compra 
e venda de bens e serviços. Em sua essência, as relações de consumo abrangem 
todas as transações comerciais que ocorrem entre fornecedores e consumidores 
finais, seja no âmbito físico ou virtual.
Historicamente, as relações de consumo têm suas raízes nos primórdios da 
civilização, quando as primeiras formas de comércio surgiram por meio de trocas 
diretas de produtos entre indivíduos. Com o tempo, o desenvolvimento econô-
mico e tecnológico impulsionou o surgimento de mercados mais complexos e 
sistemas de comércio mais sofisticados, levando à criação de moedas, mercados 
regulamentados e leis comerciais.
No entanto, foi apenas no século XX que as relações de consumo passaram a ser 
regulamentadas de forma mais abrangente, especialmente com o advento do consu-
mo em massa e a industrialização em larga escala. Com o aumento da complexidade 
das transações comerciais e a expansão do mercado de consumo, tornou-se necessá-
ria a criação de legislações específicas para proteger os interesses dos consumidores.
Nesse contexto, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), promulgado no 
Brasil em 1990, estabeleceu os princípios fundamentais que regem as relações 
de consumo no país. Entre esses princípios, destacam-se a proteção da vulne-
rabilidade do consumidor, a transparência e boa-fé nas relações de consumo, a 
garantia de acesso à informação adequada e clara sobre produtos e serviços, a 
prevenção e reparação de danos, a coibição de práticas abusivas e a educação e 
conscientização dos consumidores sobre seus direitos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Portanto, os fundamentos das relações de consumo estão intimamente ligados 
aos princípios de proteção e equidade, visando assegurar que os consumidores 
tenham acesso a produtos e serviços de qualidade, ao mesmo tempo em que são 
protegidos contra práticas comerciais abusivas e enganosas. Esses fundamentos 
são essenciais para garantir um ambiente de consumo justo e equilibrado, que 
promova o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável.
O PAPEL DAS EMPRESAS NAS RELAÇÕES DE CONSUMO
O papel das empresas nas relações de consumo é de fundamental importância, 
uma vez que elas são os principais agentes responsáveis por oferecer produtos e 
serviços aos consumidores. Nesse contexto, é essencial que as empresas assumam 
a responsabilidade de garantir a qualidade, segurança e adequação dos produtos 
e serviços que disponibilizam ao mercado.
Em primeiro lugar, as empresas têm a responsabilidade de oferecer produtos 
e serviços que atendam às expectativas e necessidades dos consumidores. Isso 
envolve a garantia de que os produtos são seguros para uso, não representam 
riscos à saúde ou segurança dos consumidores e estão em conformidade com as 
normas e regulamentações vigentes. Além disso, as empresas devemassegurar 
que os serviços prestados sejam realizados de forma eficiente e satisfatória, ga-
rantindo a satisfação do cliente.
As estratégias de marketing e publicidade desempenham um papel crucial 
nas relações de consumo, uma vez que influenciam diretamente o comporta-
mento e as decisões de compra dos consumidores. As empresas utilizam diversas 
PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS
DAS RELAÇÕES
DE CONSUMO
Proteção da
vulnerabilidade do
consumidor
Transparência e boa-fé
Garantia de acesso à
informação adequada e
clara sobre produtos
e serviços
Prevenção e reparação
de danos
Coibição de práticas
abusivas
Educação e conscientização
dos consumidores sobre
seus direitos
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técnicas de marketing para promover seus produtos e serviços, como propaganda, 
publicidade, promoções, entre outras. No entanto, é importante que essas estra-
tégias sejam pautadas pela ética e transparência, evitando práticas enganosas ou 
abusivas que possam prejudicar os consumidores. As empresas devem fornecer 
informações claras, precisas e completas sobre os produtos e serviços oferecidos, 
bem como estar disponíveis para esclarecer dúvidas e resolver problemas dos 
consumidores de forma rápida e eficiente. 
A transparência e a qualidade no atendimento ao consumidor são aspectos 
essenciais para construir e manter um relacionamento positivo com os clien-
tes. Além disso, a qualidade no atendimento ao cliente pode ser um diferencial 
competitivo para as empresas, contribuindo para a fidelização dos clientes e a 
construção de uma reputação sólida no mercado.
É importante ressaltar que as empresas têm um papel ativo na promoção 
do consumo sustentável e responsável, adotando práticas empresariais 
socialmente responsáveis e ambientalmente sustentáveis. Isso inclui a adoção 
de políticas de responsabilidade social corporativa, o respeito aos direitos hu-
manos e trabalhistas, o apoio a iniciativas de preservação ambiental, entre ou-
tras ações que contribuam para o desenvolvimento sustentável da sociedade.
Em síntese, o papel das empresas nas relações de consumo é multifacetado e 
requer comprometimento com a qualidade, transparência, ética e responsabilida-
de social. Ao assumir essas responsabilidades, as empresas podem contribuir para 
a construção de um ambiente de consumo mais justo, transparente e sustentável, 
que beneficie tanto os consumidores quanto a sociedade como um todo.
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Fome de poder, de John Lee Hanckok 
O filme conta a história da rede de fast-food McDonald’s des-
de a sua criação, mostrando como o personagem central, Ray 
Kroc, interpretado por Michael Keaton, interessou-se pela lan-
chonete dos irmãos Richard e Maurice McDonald, no sul da Ca-
lifórnia. O negócio era inovador, mas Ray tinha uma ideia mais 
visionária para ele.
A obra mostra como as atitudes de Ray Kroc tornaram o 
McDonald’s uma das maiores redes de franquias do mundo 
e como ele conseguiu fazer com que o comportamento de 
comer em fast-foods se tornasse algo cultural dos america-
nos. Dirigido por John Lee Hancock e lançado em 2016, tem 
Michael Keaton e John Carroll Lynch no elenco.
O filme é fundamental para entendermos as dimensões da 
propaganda das empresas e as repercussões dessa dinâ-
mica nas responsabilidades pelos seus consumidores. Todo 
estudante que se dedica à análise das empresas e das re-
lações de consumo pode entender os efeitos concretos da 
massificação da propaganda e o quanto isso afeta a estru-
tura da empresa.
INDICAÇÃO DE FILME
O CONSUMIDOR, SEUS DIREITOS E SEUS DEVERES
Consumidor, nos dizeres do CDC, é “toda pessoa física ou jurídica que adquire 
ou utiliza produto ou serviço como destinatário final” (BRASIL, 1990, Art. 2º). 
Além disso, “equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que 
indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo” (BRASIL, 1990, 
parágrafo único). A doutrina, normalmente critica essa prática legislativa, con-
signando que, “sabe-se que a opção do legislador por definir os conceitos, em 
vez de deixar tal tarefa à doutrina ou à jurisprudência, pode gerar problemas 
na interpretação, especialmente porque corre o risco de delimitar o sentido do 
termo” (NUNES, 2020, p. on-line).
No entanto, nesse caso, a menção é elogiada, a saber:
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 “ No caso da Lei Federal nº 8.078/1990, as definições foram bem-ela-
boradas. É verdade que na hipótese do conceito de “consumidor” há 
alguns obstáculos [...]. O fato é que, apesar de algumas dificuldades, 
a definição de consumidor tem a grande virtude de colocar clara-
mente o sentido querido na maior parte dos casos.
De qualquer maneira, antes de buscarmos a delimitação do con-
ceito, é necessário dizer que ele está basicamente exposto no Art. 
2º, caput e seu parágrafo único, sendo completado por outros dois 
artigos. São eles os artigos 17 e 29 (NUNES, 2020, p. on-line).
Para o doutrinador Flávio Tartuce (2021), o Art. 2º, do CDC, adotou expressamente 
a teoria finalista ou subjetiva para a qualificação do consumidor. O consumidor deve 
ser, em tal contexto, o destinatário final fático e econômico do produto ou serviço, 
em razão da expressão destinatário final constante no dispositivo. Nesse sentido: 
 “ Destinação final fática – o consumidor é o último da cadeia de 
consumo, ou seja, depois dele, não há ninguém na transmissão do 
produto ou do serviço. 
Destinação final econômica – o consumidor não utiliza o produto 
ou serviço para o lucro, repasse ou transmissão onerosa (TARTU-
CE, 2021, p. 88-89, grifos do autor).
Os direitos e deveres estão assinalados na legislação e representam um elemento 
estrutural do sistema de relações de consumo, garantindo um equilíbrio entre 
as partes envolvidas e promovendo a proteção dos interesses dos consumidores. 
No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece os principais 
direitos dos consumidores e os deveres que devem ser observados tanto pelos 
consumidores quanto pelas empresas fornecedoras de produtos e serviços.
Um dos principais direitos garantidos pelo CDC é o direito à informação 
clara, precisa e adequada sobre os produtos e serviços oferecidos no mercado. 
Isso inclui informações sobre características, composição, preço, prazo de vali-
dade, entre outros aspectos relevantes para a tomada de decisão do consumidor. 
Além disso, o CDC garante o direito à proteção contra práticas abusivas, como 
publicidade enganosa, venda casada e cobrança indevida.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Outro direito importante é o direito à segurança, que assegura aos consumi-
dores produtos e serviços que não representem riscos à sua saúde ou segurança. 
Isso inclui desde a garantia de qualidade e durabilidade dos produtos até a presta-
ção de serviços de forma segura e responsável. Além disso, o CDC prevê o direito 
à reparação de danos causados por produtos ou serviços defeituosos, garantindo 
que os consumidores sejam indenizados em caso de prejuízos.
No que diz respeito aos deveres dos consumidores, é importante destacar a 
necessidade de agir de forma responsável e consciente ao adquirir produtos ou 
serviços. Isso inclui ler atentamente as informações disponíveis sobre os produtos 
e serviços, comparar preços e características e evitar o consumo excessivo ou im-
pulsivo. Além disso, os consumidores devem zelar pela conservação dos produtos 
adquiridos e utilizar os serviços de forma adequada e responsável.
Quando surgem problemas ou situações de insatisfação com produtos ou 
serviços, os consumidores têm o direito de reclamar e buscar soluções junto aos 
fornecedores. Nesses casos, é importante que os consumidores saibam como 
exercer seus direitos de forma eficaz, seja por meio de reclamações formais junto 
aos órgãos de defesa do consumidor, seja por meio de ações judiciais para garantir 
a reparação de danos ou a devolução de valores pagos indevidamente.
Em suma, os direitos e deveres dos consumidores são essenciais para garantir 
relações de consumo justas e equilibradas. Ao conhecer e exercerseus direitos, os 
consumidores contribuem para a construção de um mercado mais transparente 
e responsável, enquanto as empresas são incentivadas a oferecer produtos e ser-
viços de qualidade e a respeitar os direitos dos consumidores.
Outrossim, tem-se que o Art. 3º do CDC assinala que:
 “ Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, na-
cional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, constru-
ção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comer-
cialização de produtos ou prestação de serviços (BRASIL, 1990). 
Com relação a quem pode ser fornecedor, temos que, “toda e qualquer pessoa 
civilmente capaz pode sê-lo, seja ela física, jurídica privada ou pública, nacional 
ou estrangeira, bem como um ente despersonalizado” (NUNES, 2018, p. 86).
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PRÁTICAS ABUSIVAS NAS RELAÇÕES DE CONSUMO
Pode-se conceituar relação de consumo como sendo:
 “ Aquela na qual existe um consumidor, um fornecedor e um produto/
serviço que ligue um ao outro. É requisito objetivo de existência, de 
modo que, para haver relação de consumo, necessariamente, deve 
haver, concomitantemente, os três elementos (ALMEIDA, 2019, p. 28).
As práticas abusivas nas relações de consumo são condutas adotadas pelas empresas 
que desrespeitam os direitos dos consumidores e violam as normas estabelecidas 
pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Essas práticas podem assumir di-
ferentes formas e têm o potencial de causar prejuízos aos consumidores, minando 
a confiança no mercado e prejudicando a relação entre empresas e consumidores.
Dentre os tipos de práticas abusivas mais comuns estão a publicidade enga-
nosa, a venda casada, a cobrança de taxas indevidas, o fornecimento de produtos 
ou serviços com vícios ou defeitos ocultos, a recusa injustificada de fornecer 
informações claras sobre produtos ou serviços, entre outras. Essas práticas po-
dem ocorrer em diversos setores da economia, desde o comércio varejista até os 
serviços financeiros e de telecomunicações.
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PRÁTICAS ABUSIVAS
NAS RELAÇÕES
DE CONSUMO
Publicidade enganosa
Venda casada
Cobrança de taxas
indevidas
Fornecimento de
produtos ou serviços
com vícios ou defeitos
ocultos
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Recusa injustificada
de fornecer informações
claras sobre produtos
ou serviços
As consequências legais para as empresas que praticam infrações nas relações de 
consumo podem ser severas e incluem desde advertências e multas administrativas 
até processos judiciais e condenações por danos morais e materiais. O CDC prevê 
sanções específicas para cada tipo de prática abusiva, visando dissuadir as empresas de 
adotarem condutas lesivas aos consumidores e garantir a proteção dos direitos destes.
Para ilustrar essas consequências, podemos citar alguns casos emblemáticos 
de práticas abusivas que foram tratados pela justiça. Um exemplo é o caso da 
Volkswagen, que foi condenada por manipular os resultados de testes de emis-
são de poluentes em seus veículos, enganando os consumidores e as autoridades 
reguladoras. A empresa foi obrigada a pagar multas milionárias e indenizar os 
consumidores afetados pelo problema.
Outro exemplo é o caso das instituições financeiras que foram condenadas 
por cobrar taxas abusivas e tarifas indevidas dos clientes. Após investigações e 
processos judiciais, essas empresas foram obrigadas a restituir os valores cobrados 
indevidamente e a modificar suas práticas comerciais para evitar novas infrações.
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Além disso, casos de publicidade enganosa, como a promoção de produtos 
com características falsas ou inexistentes, também têm sido alvo de ações judiciais 
e multas administrativas. Empresas que utilizam esse tipo de prática abusiva são 
obrigadas a retratar-se publicamente e podem ser condenadas a indenizar os 
consumidores por danos morais e materiais. 
A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS CONSUMERISTAS
Em uma relação naturalmente conflituosa, é fundamental a existência de instrumen-
tos de resolução dos conflitos nas relações de consumo, a fim de garantir a proteção 
dos direitos dos consumidores e promover um ambiente de consumo justo e equi-
librado. Existem diferentes métodos para resolver esses conflitos, que podem ser 
extrajudiciais ou judiciais, cada um com suas características e finalidades específicas.
Entre os métodos de resolução de conflitos, destacam-se os órgãos de defesa 
do consumidor, como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PRO-
CON), no plano extrajudicial, e os Juizados Especiais Cíveis. Esses órgãos têm 
como objetivo oferecer assistência aos consumidores na solução de problemas 
relacionados a produtos ou serviços adquiridos, por meio de negociações, con-
ciliações ou arbitragens.
O Procon, por exemplo, é um órgão de proteção e defesa do consumidor man-
tido pelo governo federal, estadual ou municipal, dependendo da sua localização. 
Ele oferece diversos serviços aos consumidores, como orientações sobre seus 
direitos, mediação de conflitos e até mesmo a aplicação de multas às empresas 
que desrespeitam as normas de proteção ao consumidor.
Além dos órgãos de defesa do consumidor, também existem outras formas 
extrajudiciais de resolver conflitos, como a mediação e a conciliação. Esses mé-
todos buscam facilitar o diálogo entre as partes envolvidas e encontrar soluções 
mutuamente satisfatórias para o problema. A mediação é conduzida por um 
mediador imparcial, que ajuda as partes a chegarem a um acordo por meio de ne-
gociações. Já a conciliação envolve um conciliador que sugere possíveis soluções 
para o conflito, mas não tem poder decisório.
Quando os métodos extrajudiciais não são suficientes para resolver o conflito, 
os consumidores podem recorrer aos processos judiciais. Os processos judiciais 
relacionados a questões de consumo são conduzidos nos Juizados Especiais Cí-
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
veis ou na justiça comum, dependendo do valor da causa e da complexidade do 
caso. Esses processos seguem as normas e procedimentos previstos pelo Código 
de Defesa do Consumidor e pela legislação processual civil.
A importância da mediação e da conciliação na resolução de litígios entre 
empresas e consumidores é evidente, pois esses métodos oferecem uma alterna-
tiva mais rápida, econômica e menos burocrática do que os processos judiciais 
tradicionais. Além disso, a mediação e a conciliação permitem que as partes en-
volvidas participem ativamente da busca por soluções para o conflito, promo-
vendo o diálogo e a cooperação entre elas.
AS INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS DAS EMPRESAS E RELAÇÕES 
DE CONSUMO
As inovações tecnológicas têm desempenhado um papel cada vez mais proe-
minente nas relações de consumo, moldando significativamente a forma como 
as empresas interagem com seus clientes e como os consumidores fazem suas 
escolhas. Com o avanço da tecnologia, surgem novas oportunidades e desafios 
para as empresas que desejam se manter competitivas na era digital.
Uma das maneiras pelas quais as novas tecnologias estão influenciando as 
relações de consumo é por meio da personalização e da experiência do cliente. 
Com o uso de algoritmos e análise de dados, as empresas podem entender 
melhor as preferências individuais dos consumidores e oferecer produtos e 
serviços sob medida para atender às suas necessidades específicas. Isso não 
só aumenta a satisfação do cliente, mas também pode levar a um aumento 
nas vendas e na fidelidade à marca.
No entanto, essa personalização levanta questões sobre privacidade e segu-
rança dos dados dos consumidores. À medida que as empresas coletam cada vez 
mais informações sobre seus clientes, surgem preocupações sobre como esses 
dados estão sendo usados e se estão sendo protegidos adequadamente contra 
acessos não autorizados ou uso indevido. Isso levou a um maior escrutínio por 
parte dos reguladores e à introdução de leis, como o Regulamento Geral de Pro-
teção de Dados (GDPR) na União Europeia, que estabelecemanterior, deve ter se perguntado: 
afinal, se estou estudando Direito Empresarial, por que existem referências ao 
Direito Comercial, aos comerciantes, ou às atividades mercantis? Bem, isso tem 
a ver com o processo evolutivo já explicado no item anterior. Através do estu-
do dos diversos momentos históricos, posso compreender que, a depender das 
circunstâncias, as preocupações recaem sobre um determinado elemento, que 
constitui o que chamamos de objeto do Direito. Toda disciplina jurídica tem um 
objeto, que representa o foco dos estudos dela e das disposições de regulação. As 
três fases do Direito Empresarial foram, diretamente, responsáveis pela adoção 
de nomenclaturas distintas em cada momento histórico.
Quando estudamos as relações estabelecidas, especialmente, a partir da Idade 
Antiga, fizemos referência à atividade mercantil, porque ela era baseada, exclusi-
vamente, nos processos de compra e venda, mediante as trocas (escambo) ou uso 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
de moedas. Nesse tempo, não havia nenhuma atividade industrial, o que só vai 
ocorrer no século XVIII. A produção de bens de consumo era manufatureira, feita, 
somente, por meio das Corporações de Ofício. Portanto, era natural que as regras 
e diretrizes que disciplinavam essa temática usassem a referência “mercantil”, que 
deriva de “mercancia”, palavra associada à “mercadoria”. Mercancia é o ato, proces-
so ou efeito de mercanciar, de mercadejar, ou seja, de fazer circular a mercadoria. 
Uma das principais peças de Shakespeare tem o nome de O Mercador de Veneza, 
referência a Antônio, um comerciante cristão, que é o personagem principal. 
Por ocasião da instituição do Código Comercial Francês, foi estabelecida 
uma divisão entre as relações civis das relações mercantis. O Código Civil Napo-
leônico visava atender aos interesses da nobreza fundiária e estava, fortemente, 
concentrado no direito de propriedade. Já o Código Comercial encarnava os 
espíritos das burguesias comercial e industrial, valorizando a riqueza mobiliária. 
Nessa ocasião, dissemina-se a expressão Direito Comercial, não só pela referência 
expressa no diploma legal dos franceses, mas, também, porque, ainda, tratava-se 
da principal atividade econômica da época. Não por outro motivo, a mesma 
nomenclatura foi adotada em diversos outros Códigos, como o brasileiro. 
Destaca-se que, nessa época, a normatização enfatizava os aspectos objetivos 
das relações comerciais, pois o foco central da regulamentação eram os atos de 
comércio. Portanto, desenvolveu-se uma prática recorrente de se fazer referên-
cia aos institutos agrupados sob essa temática, como sendo atinentes ao Direito 
Comercial, nomenclatura mais difundida até meados do século XX.
Ocorre que, desde a Revolução Industrial, e com a expansão da indústria 
pelos mais diversos países, passou a haver uma desconformidade fática entre o 
objeto tratado e a designação dele. Com efeito, o próprio Código Napoleônico, 
também, fazia referência às indústrias, mas não as distinguia dos empreendimen-
tos comerciais. A rigor, não havia muita clareza na divisão de atividades como 
temos hoje, ao falarmos do setor primário, secundário ou terciário. 
A expansão do capitalismo industrial para outras atividades econômicas de-
mandou o desenvolvimento de novas soluções, já que a chamada teoria dos atos 
de comércio não se mostrava suficiente para abranger as práticas industriais. 
Assim, passaram a ser construídas alternativas, chegando-se a cogitar o desen-
volvimento de uma codificação específica para cada ramo de atividade, o que se 
mostraria inviável. Alcança-se, assim, a construção de uma nova teoria, chamada 
de Teoria da Empresa, de modo a estabelecer que as regras deveriam incidir não 
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sobre uma atividade determinada, mas sobre todos os que desenvolvessem uma 
atividade econômica. Empresa, portanto, passa a ser sinônimo de atividade eco-
nômica, a ser realizada por um empresário ou por uma sociedade empresária. 
Surge, com isso, o Direito Empresarial, nomenclatura, hoje, adotada, e que 
contempla, com mais pertinência, o objeto de estudo dela.
Como já foi dito, coube, ao Código Civil italiano, ao reunificar a legislação dos 
dois segmentos, abolir a teoria francesa dos atos de comércio e abarcar a Teoria 
da Empresa, ou seja, em vez de segmentar cada vez mais o tratamento normativo 
das instituições, ampliou a base de alcance para atingir não só os que praticavam 
atos de comércio, mas qualquer atividade econômica. Surge, com isso, o Direito 
Empresarial, nomenclatura, hoje, adotada, e que contempla, com mais pertinên-
cia, o objeto do estudo. 
Autonomia Científica
O Direito Comercial surgiu como um regime jurídico especial, voltado à regu-
lação das atividades mercantis, mas, sempre, guardou grande proximidade com 
o Direito Civil. Ambos pertencem ao plano do Direito Privado. Entretanto, a 
doutrina francesa criou a Teoria dos Atos de Comércio, que tinha, como uma 
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das principais funções, a de atribuir, a quem praticasse os denominados atos de 
comércio, a qualidade de comerciante. Isso delimitou, de modo muito preciso, o 
alcance do Direito Comercial, afastando-o do Direito Civil. Ao Direito Comer-
cial, caberia regular as relações jurídicas que envolvessem a prática de alguns atos, 
definidos, em lei, como atos de comércio. Se a situação não envolvesse a prática 
de algum desses atos, a relação seria regida pelas normas do Direito Civil. 
A unificação italiana pode passar a impressão de que o Direito Comercial 
teria perdido a autonomia dele, mas o que ocorreu foi, apenas, a organização em 
um único Código, pois a prevalência da Teoria da Empresa gerou um distancia-
mento ainda maior das duas disciplinas. A vertente contemporânea contribuiu 
para que o Direito Comercial (ora chamado, como visto, de Direito Empresarial) 
reforçasse a própria autonomia científica. O caso brasileiro seguiu a mesma ten-
dência, pois o Código Comercial de 1850 seguia a matriz francesa, mas, em 2002, 
a legislação foi unificada no Código Civil. Ainda assim, o Direito Empresarial 
se desenvolveu de modo específico e cada vez mais distanciado do Direito Civil, 
que regula as demais relações privadas. 
Essa autonomia decorre do fato de que o Direito Empresarial tem uma legis-
lação própria (mesmo sem estar em um Código específico), uma metodologia 
própria de estudos, objetos bem delimitados e uma principiologia peculiar.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você acha que a inclusão das regras do Direito Empresarial dentro do Código Civil 
foi uma medida acertada? Seria mais conveniente termos um Código Comercial?
CONCEITO E OBJETO
O Direito Empresarial tem, como objetivo, cuidar do exercício da atividade eco-
nômica organizada para o fornecimento de bens ou serviços, dentro de uma uni-
dade jurídica denominada empresa. A lógica do Direito Empresarial é regular as 
pessoas naturais que se dedicam à atividade empresarial (chamadas de empresá-
rios) e as próprias empresas, que podem ser organizadas sob diversos modelos. 
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Além disso, estão, igualmente, no objeto: a disciplina e a resolução dos conflitos de 
interesses envolvendo empresários ou relacionados às empresas nas quais atuam.
Conforme Coelho (2021, p. 25), chamamos o Direito Empresarial de “tradi-
cional ramo jurídico que tem, por objetivo, os meios, socialmente, estruturados 
de superação dos conflitos de interesse entre os exercentes de atividades econô-
micas de produção ou circulação de bens ou serviços 
de que necessitamos para viver”. Os elementos mais 
importantes do estudo do Direito Empresarial são a 
empresa e o empresário, mas isso, naturalmente, não 
esgota o objeto de estudo dele. 
Direito Empresarial 
são a empresa e o 
empresário
As mudanças na economia e na organização sociopolítica dos países têm exigido 
uma conformação cada vez mais distinta da atividade produtiva. A chamada 
Revolução 4.0 trouxe, para as sociedades e para as empresas, a realidade do uso 
intenso da tecnologia paradiretrizes claras 
sobre como as empresas devem coletar, armazenar e utilizar dados pessoais. No 
caso brasileiro, tem-se a Lei 13.709/2018 (LGPD).
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Além das preocupações com privacidade, as inovações tecnológicas também 
estão mudando a forma como os consumidores interagem com as empresas e 
fazem suas compras. Cada vez mais, as pessoas estão optando por comprar on-
-line em vez de em lojas físicas, devido à conveniência e à variedade de opções 
disponíveis. Isso representa um desafio para as empresas tradicionais, que preci-
sam se adaptar a esse novo ambiente digital ou correm o risco de ficar para trás.
No entanto, também há oportunidades significativas para as empresas na 
era digital. Por exemplo, as mídias sociais oferecem uma plataforma poderosa 
para as empresas se envolverem diretamente com os clientes e construírem 
relacionamentos mais fortes com eles. Ao compartilhar conteúdo relevante e 
interagir com os consumidores de forma autêntica, as empresas podem criar 
uma base de clientes leais e engajados.
Além disso, as novas tecnologias, como a inteligência artificial e a realidade 
aumentada estão permitindo que as empresas criem experiências de compra 
mais imersivas e personalizadas. Por exemplo, as lojas podem usar a realidade 
aumentada para permitir que os clientes experimentem virtualmente produtos 
antes de comprar, enquanto os chatbots alimentados por inteligência artificial 
podem fornecer suporte ao cliente instantâneo e personalizado.
No entanto, é importante que as empresas utilizem essas tecnologias de for-
ma ética e transparente. Isso significa ser transparente sobre como os dados dos 
consumidores estão sendo usados e garantir que as experiências digitais sejam 
acessíveis e inclusivas para todos os clientes.
Em resumo, as inovações tecnológicas estão transformando as relações de con-
sumo de maneiras sem precedentes, oferecendo tanto desafios quanto oportunida-
des para as empresas. Ao abraçar essas mudanças e adotar uma abordagem ética e 
centrada no cliente, as empresas podem se posicionar para prosperar na era digital.
SUSTENTABILIDADE, RELAÇÕES DE CONSUMO E 
RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS EMPRESAS
Diante dos desafios ambientais e sociais que enfrentamos, a responsabilidade 
social das empresas é um tema de grande significado. Empresas que se preocu-
pam com a responsabilidade social reconhecem que têm um papel fundamental 
na promoção do bem-estar da sociedade e na preservação do meio ambiente. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Nesse contexto, a sustentabilidade emerge como um conceito-chave, pois implica 
em utilizar os recursos de forma consciente, visando atender às necessidades do 
presente sem comprometer as gerações futuras.
Uma empresa socialmente responsável busca integrar práticas sustentáveis 
em todas as suas operações, desde a produção até a comercialização de seus pro-
dutos e serviços. Isso envolve adotar medidas para reduzir o impacto ambiental 
de suas atividades, como o uso eficiente de recursos naturais, a minimização de 
resíduos e a adoção de energias renováveis. Além disso, implica em promover o 
desenvolvimento social das comunidades onde está inserida, por meio de pro-
gramas de educação, saúde, cultura e apoio a iniciativas locais.
No contexto das relações de consumo, a responsabilidade social das em-
presas se reflete na oferta de produtos e serviços que atendam a padrões éticos 
e de qualidade, garantindo a segurança e a satisfação dos consumidores. Isso 
envolve desde a transparência na divulgação de informações sobre os produ-
tos até o respeito aos direitos dos consumidores, como o direito à informação, 
à escolha e à segurança.
Além disso, uma empresa socialmente responsável se preocupa em promo-
ver a equidade nas relações de consumo, combatendo práticas discriminatórias 
e buscando atender às necessidades de diferentes grupos sociais. Isso inclui a 
adoção de políticas de inclusão e diversidade, que promovam a igualdade de 
oportunidades para todos os consumidores, independentemente de sua origem 
étnica, gênero, orientação sexual ou condição socioeconômica.
É importante destacar que a responsabilidade social das empresas não é 
apenas uma questão de filantropia ou marketing, mas sim uma questão de ética 
e compromisso com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Empresas que 
se engajam em práticas socialmente responsáveis tendem a colher benefícios a 
longo prazo, como o fortalecimento da reputação da marca, a fidelização dos 
clientes e a atração de talentos.
Portanto, é fundamental que as empresas incorporem a responsabilidade social 
e a sustentabilidade em sua cultura organizacional, integrando-as em sua estratégia 
de negócios e em todas as suas operações. Somente assim será possível construir 
um modelo econômico mais justo e sustentável, que promova o bem-estar de toda 
a sociedade e preserve o meio ambiente para as gerações futuras.
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NOVOS DESAFIOS
A constituição e o desenvolvimento de uma atividade empresarial não represen-
tam apenas a busca incessante pelo lucro. Existem elementos acessórios e laterais 
que fazem parte da essência da empresa e trazem a ela obrigações e responsabi-
lidades adicionais, independentemente de sua atividade econômica. Neste tema, 
aprendemos o significado das relações de consumo e quanto isso impacta na 
organização e na vida das empresas, além de ensejar uma série de responsabili-
dades para ela e para o empresário
Nesse contexto, o estudo das relações de consumo e quanto isso impacta a 
organização empresarial é tema da mais alta relevância e, por isso, é fundamental 
a sua compreensão para que se possa estabelecer as bases de uma atuação em-
presarial adequada e correta.
Você, profissional que venha a se dedicar à atividade empresarial, deve com-
preender o alcance das relações de consumo, seus conceitos essenciais e as obri-
gações que a empresa tem, na condição de fornecedor de bens e serviços, a fim de 
promover um melhor aproveitamento de sua atividade econômica e de aumentar 
seu alcance e evitar problemas futuros.
A sustentabilidade é um tema da mais alta relevância para a subsistência da humani-
dade. Um dos elementos fundamentais desse processo é a sustentabilidade, indicada 
pelo uso de meios adequados de consumo. Veja o vídeo a seguir e saiba como a socie-
dade pode contribuir com isso: https://youtu.be/hsl83iVWGP0?si=ECoX8NpPiEdqkUIz. 
APROFUNDANDO
Estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao longo 
deste tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para você. 
Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem.
EM FOCO
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https://youtu.be/hsl83iVWGP0?si=ECoX8NpPiEdqkUIz
1. As relações de consumo são parte intrínseca da sociedade contemporânea, referindo-se 
à interação entre consumidores e empresas no contexto de compra e venda de bens e 
serviços. Em sua essência, as relações de consumo abrangem todas as transações co-
merciais que ocorrem entre fornecedores e consumidores finais, seja no âmbito físico ou 
virtual (NUNES, 2018).
Com base no exposto, assinale a alternativa correta:
a) As relações de consumo são parte intrínseca da sociedade contemporânea, referindo-se 
à interação entre consumidores e empresas no contexto de compra e venda de bens 
e serviços.
b) As relações de consumo envolvem, necessariamente, relação entre duas empresas.
c) As relações de consumo envolvem, necessariamente, relação entre uma empresa e 
uma pessoa natural.
d) As relações de consumo envolvem sempre organizações não governamentais.
e) As relações de consumo são reguladas pelas leis costumeiras do local.
2. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), promulgado no Brasil em 1990, estabeleceu os 
princípios fundamentais que regem as relações de consumo no país. Entre esses princípios, 
destacam-se a proteção da vulnerabilidade do consumidor, a transparência e boa-fé nas 
relações de consumo, a garantia de acesso à informação adequada e clara sobre produtose serviços, a prevenção e reparação de danos, a coibição de práticas abusivas e a educação 
e conscientização dos consumidores sobre seus direitos (NUNES, 2018)
Sobre os princípios das relações de consumo, analise as sentenças a seguir:
I - Proteção da vulnerabilidade do consumidor.
II - Garantia de acesso à informação adequada e clara sobre produtos e serviços.
III - Educação e conscientização dos consumidores sobre seus direitos.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
VAMOS PRATICAR
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3. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), promulgado no Brasil em 1990, estabeleceu os 
princípios fundamentais que regem as relações de consumo no país. Entre esses princípios, 
destacam-se a proteção da vulnerabilidade do consumidor, a transparência e boa-fé nas 
relações de consumo, a garantia de acesso à informação adequada e clara sobre produtos 
e serviços, a prevenção e reparação de danos, a coibição de práticas abusivas e a educação 
e conscientização dos consumidores sobre seus direitos (NUNES, 2028).
Sobre o exposto, assinale a alternativa correta:
a) A proteção da vulnerabilidade do consumidor e a transparência e boa-fé são princípios 
das relações de consumo.
b) A educação e conscientização dos consumidores sobre seus direitos não estão no es-
copo da regulação das relações de consumo.
c) Nas relações de consumo, deve-se promover a prevenção e reparação de danos.
d) É um princípio das relações de consumo a coibição de práticas abusivas.
e) Nas relações de consumo. ambas as partes devem agir com transparência e boa-fé.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
ALMEIDA, F. B. de. Direito do consumidor esquematizado. 7. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 
2019.
BRASIL. Lei nº 8 078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor 
e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1990. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20
a%20prote%C3%A7%C3%A3o%20do%20consumidor%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%-
C3%AAncias.&text=Art.,48%20de%20suas%20Disposi%C3%A7%C3%B5es%20Transit%C3%B3rias. 
Acesso em: 6 maio 2024.
BRASIL. Lei nº 13 709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais 
(LGPD). Brasília, DF: Presidência da República, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 6 maio 2024.
NUNES, L. A. R. Curso de direito do consumidor. 12. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2018.
NUNES, L. A. R. Consumidor. Enciclopédia Jurídica da PUCSP, São Paulo, 1 jul. 2020. Disponível 
em: https://enciclopediajuridica.pucsp.br/verbete/320/edicao-1/consumidor. Acesso em: 6 
maio 2024.
TARTUCE, F. Manual de direito do consumidor direito material e processual. Barueri: Grupo 
Gen, 2021.
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1. Alternativa A. 
Conforme texto-base.
2. Alternativa E.
Todas as afirmativas estão corretas.
3. Alternativa A.
As demais estão incorretas, conforme texto-base.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MEU ESPAÇO
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UNIDADE 5
MINHAS METAS
RELAÇÕES DE TRABALHO E 
PREVIDENCIÁRIA E A EMPRESA
Contextualizar os sistemas de proteção do trabalho e da previdência.
Identificar a relevância da proteção trabalhista e previdenciária para manutenção da paz 
social e para a economia.
Entender as repercussões e as obrigações empresariais com relação à legislação 
trabalhista e previdenciária e as suas consequências. 
Aprender os principais direitos assegurados aos trabalhadores das empresas.
Reconhecer benefícios previdenciários mais relevantes e o seu significado.
Analisar os impactos da pandemia na organização das empresas e de seus trabalhadores.
Refletir sobre o futuro das relações de trabalho com as novas formas de organização 
empresarial.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
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INICIE SUA JORNADA
O Jardineiro Timóteo, de Monteiro Lobato, é uma história sobre um jardineiro 
– chamado Timóteo, naturalmente – que trabalha para o Sr. Serafim, um rico 
fazendeiro. Timóteo possui uma habilidade especial: ele consegue fazer com que 
as plantas cresçam exponencialmente rápido, transformando o jardim de seu 
empregador em um verdadeiro paraíso.
A esposa do Sr. Serafim, a Sra. Serafina, no entanto, é uma mulher vaidosa e 
ambiciosa. Ela deseja ainda mais riqueza e poder e decide usar o talento de Ti-
móteo para seus próprios fins. Ela o convence a cultivar uma árvore de dinheiro, 
que produz notas de dinheiro em vez de frutas.
Inicialmente, o plano parece ser um sucesso, e a Sra. Serafina se deleita com a 
riqueza sem fim que a árvore de dinheiro proporciona. No entanto, à medida que 
a ganância toma conta dela, a árvore começa a produzir notas cada vez menores 
e mais frágeis, até que, finalmente, para de produzir dinheiro completamente. 
Timóteo, por sua vez, é afetado pela ganância de sua empregadora e se torna 
arrogante e desprezível. Ele é levado a acreditar que sua habilidade é única e in-
substituível, mas acaba percebendo que sua verdadeira felicidade está em cuidar 
das plantas com amor e dedicação, sem preocupações com ganância ou poder.
No final, Timóteo abandona o emprego na fazenda de Sr. Serafim e retorna 
à sua antiga vida simples, onde encontra verdadeira realização e paz de espírito. 
A história serve como uma lição sobre os perigos da ganância e da ambição 
desenfreada, e a importância de valorizar o que realmente importa na vida. Este 
conto foi escrito por Monteiro Lobato, em 1920, pouco mais de 30 anos após a 
abolição. O personagem principal da história era filho de africanos escravizados 
e, naturalmente, trazia na pele o estigma do preconceito.
Se hoje o Brasil ainda não se desgarrou de sua trágica história de escravização 
de africanos, isso era ainda muito mais intenso no início do século XX. Estávamos 
em um contexto de total inexistência de regramentos a respeito de direitos traba-
lhistas e sociais, e as turbulências políticas agitavam o país. Em regiões industriais, 
muitas greves ocorriam em busca de uma disciplina regulatória sobre esses direitos. 
Para muitos, como Timóteo, no entanto, isso era uma realidade distante. A 
existência de uma relação de apropriação do trabalho na qual ele não tinha qual-
quer direito era algo natural naquele contexto que ainda preservava as caracte-
rísticas do escravismo de mais de 300 anos de história do Brasil. 
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Embora tenhamos evoluído bastante desde então, o certo é que a preocu-
pação com a existência de um sistema de proteção social dos trabalhadores é 
algo fundamental, ainda nos dias de hoje. Neste tema, analisarei o que cons-
titui esse sistema, no plano trabalhista e previdenciário, e como isso afeta a 
organização das empresas.
Você já ouviu falar de trabalho plataformizado? Pois é. Este é um modelo de tra-
balho muito em voga nos dias de hoje, e que está causando muita polêmica em 
diversos países do mundo. Quer saber mais sobre isso? Ouça nosso podcast e 
fique por dentro. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Que tal conhecer a origem da legislação trabalhista no Brasil e no mundo de forma 
mais divertida? Assista ao vídeo a seguir e aprenda um pouco mais sobre isso: 
https://youtu.be/85tLMEjIy2w?si=WGuinot9y3VooMgA.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
INTRODUÇÃO
A dinâmica das relações trabalhistas e previdenciárias desempenha um papel 
crucial no contexto empresarial contemporâneo. Estes aspectos regulatórios não 
apenas moldam a forma como as organizações interagem com seus trabalhadores, 
mas também influenciam diretamente sua viabilidade econômica e sua reputação 
no mercado. A compreensão abrangente destas relações é essencial para que as 
empresas operem de maneira ética, legal e sustentável.
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https://youtu.be/85tLMEjIy2w?si=WGuinot9y3VooMgA
No ambiente complexo das relações trabalhistas, as empresas enfrentamde-
safios que vão desde a conformidade com a legislação vigente até a garantia do 
bem-estar dos trabalhadores. Questões, como horas de trabalho, salários, bene-
fícios, segurança no trabalho e oportunidades de crescimento profissional estão 
intrinsecamente ligadas ao desempenho e à reputação de uma empresa. Além 
disso, a gestão eficaz das obrigações previdenciárias, como contribuições para 
a seguridade social e a previdência, é fundamental para garantir a estabilidade 
financeira tanto dos trabalhadores quanto das próprias organizações.
Neste contexto, este tema de aprendizagem propõe uma análise aprofundada 
das relações trabalhistas e previdenciárias sob a ótica empresarial. Dividido em 
seções distintas, o texto abordará desde os fundamentos históricos e legais dessas 
relações até os desafios contemporâneos enfrentados pelas empresas.
Estratégias eficazes de gestão de pessoal, políticas de recursos humanos, nego-
ciação sindical e casos práticos serão explorados para oferecer uma visão abran-
gente das melhores práticas e soluções. Além disso, o texto discutirá o impacto da 
pandemia de COVID-19 nestas relações e apresentará perspectivas futuras e ten-
dências que moldarão o cenário empresarial nos próximos anos. Em suma, busca-se 
fornecer aos leitores uma base sólida para compreender e enfrentar os desafios das 
relações trabalhistas e previdenciárias no contexto empresarial contemporâneo.
FUNDAMENTOS DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E 
PREVIDENCIÁRIAS
A história das relações trabalhistas e previdenciárias com as empresas tem as-
sociação direta com o surgimento do capitalismo. Os modelos anteriores de tra-
balho (escravização, servidão, corporações de ofício) traziam características que 
se afastavam completamente de qualquer modelo de convivência ordenada e 
racional, sob o ponto de vista do trabalhador. Qualquer desses modelos era carac-
terizado pela ausência na liberdade de trabalho, o que só foi consolidado com as 
revoluções burguesas do século XVIII. O incremento do capitalismo industrial, 
no entanto, assimilou o trabalho livre, mas também trouxe como elemento pre-
ponderante a precariedade, que se espraiou não somente nas relações produtivas, 
mas, sobretudo, na vida pessoal dos operários.
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Não por outro motivo, o século XIX foi marcado pelas lutas dos trabalhadores, 
inclusive, a partir das suas organizações de classe, no sentido da instituição de 
mecanismos de proteção social, relativamente aos direitos trabalhistas e previ-
denciários (que, na realidade, não eram assim conhecidos na ocasião). O sistema 
só começou a ser construído na segunda metade do século XIX e teve sua grande 
expansão no século XX, sobretudo, com a criação da Organização Internacional 
do Trabalho, em 1919, e com a instituição do constitucionalismo social em 
diversos países do mundo.
O constitucionalismo social é uma corrente de pensamento jurídico e político 
que surgiu no final do século XIX e início do século XX, como uma resposta 
às demandas por justiça social e proteção dos direitos trabalhistas frente aos 
excessos do liberalismo econômico. Este movimento buscava garantir não 
apenas a liberdade individual, mas também a igualdade material e a justiça 
social, por meio da intervenção do Estado na economia e na regulação das 
relações sociais.
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No Brasil, as relações de trabalho, no período colonial, eram marcadas pelo trabalho 
escravo, que foi a base da economia, seguido pela exploração de mão de obra nas 
fazendas e nas indústrias, durante o período imperial. Com a abolição de 1888, a 
necessidade de regulamentação das relações de trabalho tornou-se evidente, le-
vando à promulgação da primeira legislação trabalhista, no início do século XX.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 1943 foi um marco significa-
tivo na história das relações trabalhistas no Brasil, consolidando os direitos e os 
deveres de empregadores e empregados em um único documento legal. Desde 
então, várias emendas e leis complementares foram introduzidas para adaptar a 
legislação às mudanças sociais e econômicas do país.
Além da legislação trabalhista, o Brasil também possui um extenso arcabou-
ço legal relacionado à previdência social, com o objetivo de garantir a proteção 
financeira dos trabalhadores em casos de doença, invalidez, idade avançada e 
outros eventos que afetem sua capacidade de trabalho. O sistema previdenciário 
brasileiro é composto por diferentes regimes, como o Regime Geral de Previdên-
cia Social (RGPS) e os regimes próprios dos servidores públicos.
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Os principais direitos do empregador incluem o pagamento de salário-mínimo, 
jornada de trabalho limitada, férias remuneradas, décimo terceiro salário, FGTS 
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e previdência social. Por outro lado, 
os principais deveres do empregado são: realizar suas atividades com diligência e 
responsabilidade, seguir as normas de segurança e saúde no trabalho, cumprir a 
jornada estabelecida e respeitar os direitos dos colegas e superiores hierárquicos.
REPERCUSSÕES DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS E 
PREVIDENCIÁRIAS NAS EMPRESAS
A regulação das relações trabalhistas e previdenciárias exerce um impacto signi-
ficativo sobre as operações e o desempenho das empresas, afetando diretamente 
seus custos, seus riscos e suas práticas de gestão de pessoal. A compreensão pro-
funda destes aspectos é fundamental para o sucesso empresarial em um ambiente 
regulatório complexo e em constante mudança.
Os custos trabalhistas e previdenciários representam uma parte substancial 
dos gastos operacionais de uma empresa. Além dos salários e dos benefícios dire-
tos aos empregados, as empresas também devem arcar com encargos adicionais, 
como contribuições para a previdência social, FGTS e outras obrigações traba-
lhistas. Estes custos podem variar de acordo com o setor, o porte da empresa e a 
legislação vigente, impactando sua competitividade e as margens de lucro.
Além dos custos financeiros diretos, as empresas enfrentam uma série de ris-
cos jurídicos e financeiros associados às relações trabalhistas e previdenciárias. A 
não conformidade com a legislação pode resultar em multas, penalidades e litígios 
trabalhistas, prejudicando a reputação da empresa e sua estabilidade financeira. A 
falta de cuidado na gestão destes riscos pode levar a processos judiciais demorados 
e onerosos, afetando, negativamente, o desempenho e a imagem da organização.
Uma gestão eficaz de pessoal e compliance é essencial para mitigar estes riscos 
e garantir o cumprimento das obrigações legais. Isso envolve o desenvolvimento e 
a implementação de políticas e procedimentos claros relacionados à contratação, 
remuneração, jornada de trabalho, saúde e segurança no trabalho, entre outros 
aspectos. Além disso, é importante manter-se atualizado com as mudanças na 
legislação e adotar práticas de governança corporativa que promovam a trans-
parência e a responsabilidade.
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A adoção de tecnologias e sistemas de gestão de pessoas também pode aju-
dar as empresas a otimizarem suas operações e garantirem o cumprimento das 
normas trabalhistas e previdenciárias. Ferramentas, como softwares de folha de 
pagamento, controle de ponto e gestão de benefícios podem simplificar processos, 
reduzir erros e aumentar a eficiência administrativa.
Como uma empresa pode organizar sua atividade produtiva sem desrespeitar os di-
reitos fundamentais dos trabalhadores? Pense e proponha modelos de gestão em-
presarial que passe pela observância estrita da legislação trabalhista e previdenciária.
PENSANDO JUNTOS
PRINCIPAIS GARANTIAS DESTINADAS AOS 
TRABALHADORES NAS EMPRESAS
No Brasil, os direitos dos trabalhadores empregados são garantidos pela Cons-
tituição Federal, pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e por outras leis 
trabalhistas e regulamentações específicas. Esses direitos visam proteger os tra-
balhadores, garantindo condições dignas de trabalho e equilibrando asrelações 
entre empregadores e empregados. “O direito do trabalho visa garantir a digni-
dade do trabalhador, equilibrando as relações laborais e protegendo os direitos 
fundamentais dos trabalhadores” (NASCIMENTO, 2014, p. 35).
Um dos principais direitos dos trabalhadores é o direito ao salário-mínimo, 
estabelecido por lei e revisado, periodicamente, para garantir seu poder de com-
pra. Além disso, os trabalhadores têm direito a receber o pagamento de horas 
extras quando trabalham além da jornada regular bem como a receber adicional 
noturno se trabalharem durante a noite.
Outro direito fundamental é o direito a férias remuneradas após completar 
um ano de trabalho, com acréscimo de um terço do salário. Durante as férias, o 
trabalhador também recebe um adiantamento do décimo terceiro salário. Além 
disso, os trabalhadores têm direito ao décimo terceiro salário, que corresponde 
a um salário extra pago anualmente.
A CLT também prevê a garantia de estabilidade no emprego em determi-
nadas situações, como durante a gestação da mulher, o que protege a trabalha-
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dora contra demissões arbitrárias. Além disso, os trabalhadores têm direito a 
licenças remuneradas em casos de doença, acidente de trabalho ou falecimento 
de parentes próximos.
Os trabalhadores também têm direito à segurança e à saúde no ambiente de 
trabalho, com normas e regulamentações específicas que visam protegê-los de 
acidentes e doenças ocupacionais. Isso inclui a obrigatoriedade de fornecimento 
de equipamentos de proteção individual (EPIs) e treinamento adequado para 
lidar com riscos laborais.
Além dos direitos mencionados, os trabalhadores também têm direito a bene-
fícios previdenciários, como aposentadoria por tempo de contribuição, aposenta-
doria por idade, auxílio-doença, entre outros, que garantem uma renda mínima 
em casos de incapacidade para o trabalho.
A legislação trabalhista é alvo de críticas por associarem a um modelo econômico 
ultrapassado, por ser arcaica e outras por impedir o desenvolvimento e a lucrati-
vidade das empresas. No entanto o sistema de proteção social dos trabalhadores 
foi construído ao longo de décadas de lutas e teve como fundamento exatamente 
a construção de relações econômicas saudáveis e socialmente equilibradas e pa-
cíficas. A existência de conflitos decorrentes da precariedade no século XVIII de-
sestabilizou o próprio capitalismo e levou à necessidade de novas conformações 
sociais no plano das relações de trabalho. Além disso, a garantia de remuneração 
mínima e consistente é instrumento de preservação do próprio capitalismo, pois a 
massa operária é a grande consumidora, que faz girar a roda da economia.
ZOOM NO CONHECIMENTO
PRINCIPAIS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS DOS 
TRABALHADORES EMPREGADOS
Os benefícios previdenciários desempenham um papel fundamental na proteção 
social dos trabalhadores empregados, garantindo-lhes segurança financeira em 
momentos de necessidade, como doenças, acidentes, invalidez ou aposentadoria. 
No Brasil, o sistema previdenciário é regido pelo Instituto Nacional do Seguro 
Social (INSS) e oferece uma série de benefícios aos trabalhadores empregados. 
A seguir estão alguns dos principais benefícios previdenciários disponíveis, pre-
vistos na Lei nº 8.213 (BRASIL, 1991a):
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1 APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Este benefício permite que os trabalhadores se aposentem quando atingem determinado 
período de contribuição ao INSS, que varia de acordo com o gênero e a atividade exercida. Após 
cumprir os requisitos, o trabalhador pode se aposentar com direito a uma renda mensal vitalícia.
2 APOSENTADORIA POR IDADE
Destinada aos trabalhadores que atingem a idade mínima exigida por lei, independen-
temente do tempo de contribuição. Atualmente, a idade mínima para aposentadoria 
por idade é de 65 anos para homens, e 62 anos para mulheres.
3 AUXÍLIO-DOENÇA
Este benefício é concedido aos trabalhadores que ficam, temporariamente, incapa-
citados para o trabalho, devido à doença ou a acidente. Durante o período de afasta-
mento, o trabalhador recebe uma renda mensal equivalente a uma porcentagem do 
seu salário, garantindo-lhe suporte financeiro, durante o período de recuperação.
4 APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
Destinada aos trabalhadores que se tornam permanentemente incapazes para o tra-
balho, devido à doença ou a acidente. Nestes casos, o trabalhador pode se aposentar 
antes da idade mínima, com direito a uma renda mensal vitalícia.
5 SALÁRIO-MATERNIDADE
Benefício concedido às trabalhadoras gestantes, adotantes ou que obtêm guarda 
judicial para fins de adoção. Durante o período de afastamento do trabalho, a traba-
lhadora recebe uma renda mensal equivalente ao seu salário, garantindo-lhe suporte 
financeiro, durante a licença maternidade.
6 PENSÃO POR MORTE
Destinada aos dependentes do trabalhador falecido, este benefício garante uma renda 
mensal vitalícia aos cônjuges, filhos menores de idade ou inválidos, e aos pais do fale-
cido, dependendo da situação e do tipo de vínculo com o segurado.
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Principais benefícios previdenciários
Estes são apenas alguns dos principais benefícios previdenciários disponíveis 
aos trabalhadores empregados no Brasil. Eles desempenham um papel crucial na 
proteção social dos trabalhadores e de suas famílias, garantindo-lhes segurança 
financeira em momentos de vulnerabilidade e contribuindo para a promoção de 
uma sociedade mais justa e igualitária.
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Aposentadoria
por tempo de
contribuição
Aposentadoria
por idade
Auxílio-doença Aposentadoria
por invalidez
Salário-
maternidade
Pensão por
morte
SEGURIDADE SOCIAL
Os benefícios previdenciários não constituem a única face da seguridade social. 
O tema é mais abrangente e, no caso brasileiro, é regido pela Constituição Federal 
de 1988 (BRASIL, 1988) e tem como objetivo garantir os direitos fundamentais 
dos cidadãos, como saúde, assistência social e previdência. A previdência social 
é uma das vertentes da seguridade social e visa proteger os trabalhadores e seus 
dependentes em situações de invalidez, doença, acidente, desemprego, materni-
dade, idade avançada e morte.
No contexto da legislação brasileira, as contribuições à previdência social 
são obrigatórias e incidem sobre a folha de pagamento dos trabalhadores, sobre 
a receita bruta das empresas e sobre outras fontes de renda, como os ganhos 
de autônomos e empresários. As alíquotas de contribuição são estabelecidas de 
acordo com o tipo de atividade exercida e o regime previdenciário ao qual o 
trabalhador está vinculado.
As contribuições à previdência social são destinadas a financiar o pagamen-
to dos benefícios previdenciários, garantindo a sustentabilidade do sistema e o 
atendimento às demandas dos segurados. Além disso, parte das contribuições é 
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destinada ao custeio de outras políticas de seguridade social, como a assistên-
cia social e a saúde. O custeio da seguridade social está previsto na Lei 8.212 
(BRASIL, 1991b).
É importante ressaltar que a previdência social no Brasil é organizada em 
diferentes regimes, como o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e os re-
gimes próprios dos servidores públicos. Cada regime possui regras específicas de 
contribuição e benefícios, sendo geridos pelo Instituto Nacional do Seguro Social 
(INSS) e pelos órgãos previdenciários estaduais e municipais, respectivamente. 
A seguridade abrange não apenas os benefícios previdenciários, mas também 
a instituição de meios de proteção à saúde, como o Sistema Único de Saúde (SUS).
O SUS é o Sistema Único de Saúde, um sistema público de saúde no Brasil, criado 
pela Constituição Federal de 1988. Ele tem o objetivo de garantir acesso integral, 
universal e gratuito à saúde para todos os cidadãos brasileiros. O SUS oferece uma 
ampla gama de serviços de saúde, incluindo consultas médicas, exames, cirurgias, 
vacinação, programas de prevenção, entre outros, e é financiado com recursosprovenientes dos governos federal, estaduais e municipais. O sistema é administrado 
pelo Ministério da Saúde, em conjunto com os governos estaduais e municipais, e é 
considerado uma das maiores conquistas sociais mais importantes do país.
DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS
Os desafios contemporâneos enfrentados pelas relações trabalhistas e previden-
ciárias refletem as mudanças rápidas e profundas que ocorrem no mundo do 
trabalho. Três áreas-chave destacam-se neste contexto: as reformas trabalhistas 
e previdenciárias recentes, o impacto da tecnologia e da automação no mercado 
de trabalho e as novas formas de trabalho e seus reflexos nas relações laborais.
Em muitos países, incluindo o Brasil, tem havido um movimento em direção 
a reformas trabalhistas e previdenciárias para se adaptar às demandas da eco-
nomia contemporânea. Tais reformas, frequentemente, visam flexibilizar as leis 
trabalhistas, simplificar os processos de contratação e demissão e promover a 
competitividade das empresas. Embora possam trazer benefícios, como estimular 
o crescimento econômico e a criação de empregos, essas reformas também geram 
debates acalorados sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores e o aumento 
da desigualdade social.
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O avanço da tecnologia e da automação está transformando profundamente 
o mercado de trabalho, com a automação substituindo muitas tarefas anterior-
mente realizadas por seres humanos. Enquanto isso, novas profissões estão sur-
gindo, impulsionadas pela digitalização e pela inteligência artificial. Este cenário 
apresenta desafios significativos para os trabalhadores, que enfrentam o risco de 
desemprego tecnológico e a necessidade de requalificação constante. Além disso, 
levanta questões sobre a proteção social dos trabalhadores em um mundo cada 
vez mais digitalizado.
As novas formas de trabalho, como o trabalho remoto, o trabalho indepen-
dente e a economia compartilhada estão redefinindo as relações laborais e de-
safiando as estruturas tradicionais de emprego. Embora ofereçam flexibilidade 
e autonomia para os trabalhadores, estas formas de trabalho também levantam 
preocupações sobre a segurança e a proteção social dos trabalhadores, bem como 
sobre a precarização do emprego. Os governos e as empresas estão sendo pres-
sionados a encontrar soluções inovadoras para garantir que estes trabalhadores 
tenham acesso a direitos e benefícios adequados.
Eu, Daniel Blake, de Ken Loach 
Após sofrer um ataque cardíaco e ser desaconselhado pelos 
médicos a retornar ao trabalho, Daniel Blake (Dave Johns) bus-
ca receber os benefícios concedidos pelo governo a todos que 
estão nesta situação. Entretanto ele esbarra na extrema buro-
cracia instalada pelo governo, amplificada pelo fato de ele ser 
um analfabeto digital. Numa de suas várias idas a departamen-
tos governamentais, ele conhece Katie (Hayley Squires), a mãe 
solteira de duas crianças, que se mudou recentemente para 
a cidade e também não possui condições financeiras para se 
manter. Após defendê-la, Daniel se aproxima de Katie e passa 
a ajudá-la.
O filme ajuda a refletir sobre a importância de um sistema de 
proteção previdenciária aos trabalhadores sem condições de 
trabalho, e a relevância de adotarmos um sistema universal 
que atende a todos, indistintamente.
INDICAÇÃO DE FILME
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IMPACTOS DA PANDEMIA DO COVID-19 NAS RELAÇÕES 
TRABALHISTAS
A pandemia de COVID-19 causou uma disrupção sem precedentes nas relações 
de trabalho em todo o mundo, forçando empresas e trabalhadores a se adaptarem 
rapidamente a novas realidades e desafios. As medidas de distanciamento social 
e os lockdowns levaram a mudanças significativas na forma como o trabalho 
é realizado, com muitas empresas adotando o trabalho remoto como medida 
de segurança. Esta rápida transição exigiu adaptações nas práticas de gestão de 
pessoal, comunicação e colaboração, destacando a importância da flexibilidade 
e da tecnologia no ambiente de trabalho contemporâneo.
Ao mesmo tempo, os governos em todo o mundo implementaram uma série 
de medidas de proteção ao emprego e à renda para mitigar os impactos econômi-
cos da pandemia. Programas de apoio, como o auxílio emergencial e esquemas 
de proteção ao emprego, foram implementados para fornecer assistência finan-
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ceira aos trabalhadores afetados pelo fechamento de empresas e pela redução 
da demanda por serviços. Essas medidas desempenharam um papel crucial na 
manutenção da estabilidade social e econômica durante a crise, embora também 
tenham gerado debates sobre sua sustentabilidade a longo prazo e seus efeitos 
colaterais, como o aumento do endividamento público.
À medida que as empresas começam a se recuperar da pandemia e a se adaptar 
a uma nova realidade pós-covid, surgem novos desafios e novas oportunidades. Por 
um lado, as empresas enfrentam o desafio de reconstruir suas operações e recupe-
rar a confiança dos consumidores em meio às incertezas econômicas e sanitárias. 
Isso pode exigir investimentos em novas tecnologias, estratégias de marketing e 
modelos de negócios mais resilientes. Por outro lado, a pandemia também abriu 
oportunidades para inovação e transformação, acelerando tendências, como o co-
mércio eletrônico, a telemedicina e o trabalho remoto. Empresas que conseguirem 
se adaptar rapidamente a essas mudanças e identificar novas oportunidades de 
crescimento podem emergir mais fortes e competitivas no pós-pandemia.
Além disso, a pandemia também trouxe à tona questões mais amplas sobre a 
resiliência e a sustentabilidade das cadeias de suprimentos globais, a importância 
da saúde e da segurança no trabalho, e a necessidade de uma abordagem mais 
inclusiva e equitativa para o desenvolvimento econômico. As empresas estão 
sendo instadas a repensar suas práticas e políticas em relação a essas questões, 
adotando uma abordagem mais holística e responsável com seus funcionários, 
clientes e comunidades.
PERSPECTIVAS E FUTURO DAS RELAÇÕES TRABALHISTAS
As perspectivas futuras e as tendências das relações trabalhistas e previdenciárias 
estão sujeitas a uma série de fatores que moldarão o ambiente de trabalho nas 
próximas décadas. Prever com precisão o futuro destas relações é desafiador, 
mas algumas tendências emergentes podem oferecer insights valiosos sobre as 
mudanças que estão por vir.
Uma das principais previsões para o futuro das relações trabalhistas é o au-
mento da flexibilidade e da autonomia no local de trabalho. Com o avanço da 
tecnologia e a popularização do trabalho remoto, é esperado que mais empresas 
adotem modelos de trabalho híbridos, combinando o escritório físico com o 
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trabalho remoto. Isso exigirá novas políticas e práticas de gestão de pessoal bem 
como a adaptação das leis trabalhistas para atender às novas demandas dos tra-
balhadores e das empresas.
Além disso, prevê-se um aumento na demanda por habilidades digitais e 
tecnológicas, à medida que a automação e a inteligência artificial continuam a 
transformar o mercado de trabalho. Trabalhadores que possuem habilidades em 
áreas, como programação, análise de dados e inteligência artificial estarão em 
alta demanda, enquanto empregos que envolvem tarefas repetitivas e de baixa 
qualificação podem ser automatizados.
Em termos de previdência social, espera-se que haja uma pressão crescente 
sobre os sistemas de seguridade social existentes, devido ao envelhecimento da 
população e ao aumento da expectativa de vida. Isso pode levar a mudanças 
nas regras de aposentadoria, como o aumento da idade mínima e a revisão dos 
critérios de elegibilidade para benefícios previdenciários.
Quanto às demandas e às expectativas dos trabalhadores e das empresas, é 
provável que haja um aumento na ênfase em questões, como diversidade, inclusão 
e equidade no local de trabalho. Os trabalhadores esperam que as empresas ado-
tem políticas e práticas que promovam a igualdade de oportunidades e o respeito 
à diversidade de gênero,raça, orientação sexual e origem étnica.
Por outro lado, as empresas também enfrentarão novas pressões para se tor-
narem mais sustentáveis e socialmente responsáveis. Os consumidores e investi-
dores estão cada vez mais conscientes do impacto social e ambiental das empresas 
e esperam que estas adotem práticas empresariais éticas e sustentáveis.
Em termos de mudanças na legislação, é possível que haja uma maior regu-
lamentação em áreas, como trabalho remoto, proteção de dados pessoais e saúde 
mental no trabalho. Além disso, podem ocorrer reformas na legislação previ-
denciária para garantir a sustentabilidade dos sistemas de seguridade social em 
face do envelhecimento da população e das mudanças no mercado de trabalho.
Em síntese, as perspectivas futuras e as tendências das relações trabalhistas 
e previdenciárias são marcadas por uma série de desafios e oportunidades. As 
mudanças tecnológicas, demográficas e sociais estão moldando o futuro do 
trabalho, exigindo uma resposta adaptativa por parte dos trabalhadores, das 
empresas e dos governos. É essencial estar atento a estas tendências e se prepa-
rar para os desafios que estão por vir, a fim de garantir um futuro sustentável 
e equitativo para todos.
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NOVOS DESAFIOS
O estudo das relações trabalhistas e previdenciárias é de suma importância para 
o desenvolvimento da atividade empresarial. Tirante empresas familiares de ta-
manho reduzido ou microempresas, é muito raro haver empreendimentos que 
não contam com a atuação de trabalhadores, e eles devem estar sob a proteção 
social do Direito do Trabalho e da Seguridade.
A compreensão das obrigações empresariais a esse respeito é essencial para 
qualquer profissional que atue na área.
Estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao lon-
go deste tema de aprendizagem? Acesso a videoaula que preparei para você. 
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aprendizagem.
EM FOCO
A evolução das relações econômicas e a globalização, que provocam o estrei-
tamento das fronteiras e acirram a competição entre as várias empresas, produ-
zem modificações no processo produtivo e refletem nas formas de prestação de 
serviços, alterando os contornos do contrato de trabalho. É preciso analisar estas 
mudanças no plano econômico e organizacional e seus reflexos nas relações de 
trabalho, a fim de constatar se estamos diante de um contrato de trabalho ou de 
outra figura jurídica semelhante, mas distinta. Lembremos de que só há contrato 
individual de trabalho quando estão presentes todos os requisitos que o caracte-
rizam (MANUS; GITELMAN, 2019).
APROFUNDANDO
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1. O constitucionalismo social é uma corrente de pensamento jurídico e político que surgiu, no 
final do século XIX e início do século XX, como uma resposta às demandas por justiça social 
e proteção dos direitos trabalhistas frente aos excessos do liberalismo econômico. Este 
movimento buscava garantir não apenas a liberdade individual, mas também a igualdade 
material e a justiça social, por meio da intervenção do Estado, na economia e na regulação 
das relações sociais (NASCIMENTO, 2014).
Assinale a alternativa correta.
a) O constitucionalismo social é uma corrente de pensamento jurídico e político que surgiu, 
no final do século XIX e início do século XX, como uma resposta às demandas por justiça 
social e proteção dos direitos trabalhistas frente aos excessos do liberalismo econômico
b) No Brasil, as relações de trabalho no período colonial eram marcadas pelo trabalho livre 
e assalariado.
c) O Brasil possui apenas uma legislação trabalhista, mas não tem um sistema de proteção 
previdenciária.
d) As relações trabalhistas, na antiguidade, eram marcadas pela liberdade de trabalho.
e) Mesmo antes de 1888, a atividade econômica no Brasil era feita, preponderantemente, 
por trabalhadores empregados.
2. A regulação das relações trabalhistas e previdenciárias exerce um impacto significativo 
sobre as operações e o desempenho das empresas, afetando diretamente seus custos, 
seus riscos e suas práticas de gestão de pessoal. A compreensão profunda destes aspectos 
é fundamental para o sucesso empresarial em um ambiente regulatório complexo e em 
constante mudança (NASCIMENTO, 2014).
Leia as afirmativas a seguir:
I - Os custos trabalhistas e previdenciários não representam uma parte substancial dos 
gastos operacionais de uma empresa. 
II - Não existem riscos jurídicos e financeiros associados às relações trabalhistas e previ-
denciárias. 
III - A regulação das relações trabalhistas e previdenciárias exerce um impacto significativo 
sobre as operações e o desempenho das empresas, afetando diretamente seus custos, 
seus riscos e suas práticas de gestão de pessoal. 
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É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Uma gestão eficaz de pessoal e compliance é essencial para mitigar estes riscos e garantir 
o cumprimento das obrigações legais. Isso envolve o desenvolvimento e a implementação 
de políticas e procedimentos claros relacionados à: contratação, remuneração, jornada de 
trabalho, saúde e segurança no trabalho, entre outros aspectos. Além disso, é importante 
manter-se atualizado com as mudanças na legislação e adotar práticas de governança 
corporativa que promovam a transparência e a responsabilidade (NASCIMENTO, 2014).
Assinale a alternativa correta.
a) As empresas não precisam se preocupar com o desenvolvimento e a implementação 
de políticas e procedimentos claros relacionados à: contratação, remuneração, jornada 
de trabalho, saúde e segurança no trabalho, entre outros aspectos, pois a lei já garante 
tudo isso.
b) A adoção de tecnologias e sistemas de gestão de pessoas não é necessário para a gestão 
de pessoal das empresas.
c) Uma gestão eficaz de pessoal e compliance é essencial para mitigar estes riscos e ga-
rantir o cumprimento das obrigações legais.
d) As empresas estão desobrigadas a manter-se atualizadas com as mudanças na legisla-
ção e adotar práticas de governança corporativa.
e) Os custos da folha de pagamento são fixos, independentemente da atividade da 
empresa.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto-Lei 5 452 de 1 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. 
Brasília, DF: D. O. U., 1943. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/
del5452.htm. Acesso em: 6 maio 2024. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: D. O. U., 1988. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso 
em: 6 maio 2024.
BRASIL. n. Lei 8 213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previ-
dência Social e dá outras providências. Brasília, DF: D. O. U., 1991a. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm. Acesso em: 6 maio 2024.
BRASIL. Lei n 8 212, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre a organização da Seguridade Social, 
institui Plano de Custeio, e dá outras providências. Brasília, DF: D. O. U., 1991b. Disponível em: 
Acesso em: 6 maio 2024.
MANUS, P. P. T.; GITELMAN, S. E. O futuro das relações entre empregado e empregador. Revista 
do Tribunal Superior do Trabalho, v. 85, n. 4, out./dez. 2019. Disponível em: https://hdl.handle.
net/20.500.12178/167892. Acesso em: 6 maio 2024. 
NASCIMENTO, A. M. do. Curso de Direito do Trabalho. 26. São Paulo: Ed. Saraiva, 2014.
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https://hdl.handle.net/20.500.12178/167892
https://hdl.handle.net/20.500.12178/167892
1. Opção A. A alternativa A é a correta, pois as demais afirmações estão erradas, conforme 
texto-base.
2. Opção B. Apenas a afirmativa III está correta, conforme texto-base, pois as demais não estão 
corretas.
3. Opção C. Apenas a afirmativa C está correta, pois as demais não estão de acordo com o 
texto-base.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MINHAS METAS
PROPRIEDADEINTELECTUAL 
E PROTEÇÃO DE DADOS
Compreender conceitos de propriedade industrial e de proteção de dados.
Entender a relação entre a propriedade industrial e a construção do patrimônio da empresa.
Analisar os efeitos da proteção de dados na organização empresarial, e os deveres da 
empresa. 
Relacionar a propriedade industrial e a proteção de dados como elementos para a reali-
zação dos objetivos empresariais. 
Assimilar os principais atributos da legislação de proteção à propriedade industrial.
Entender os principais pontos da legislação de proteção de dados e saber como ela pode 
ser aplicada. 
Identificar as consequências da não-observância da LGPD para as empresas. 
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9
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INICIE SUA JORNADA
No ano 2000, uma empresa desenvolveu um spray consistente em uma espuma 
volátil, que desaparece em segundos, para ser usado por árbitros de futebol para 
fazer marcações no campo – geralmente, para delimitar a posição da barreira de 
jogadores em frente a uma cobrança de falta. Em 2002, passou a ser usado em 
competições brasileiras e, em 2009, foi incorporado a torneios internacionais. O 
próprio inventor ajudou a Fifa a implantar o spray nas partidas oficiais, e o produto 
acabou sendo usado nas Copas do Mundo de 2014 e 2018. No entanto o inventor e 
a Fifa não entraram em um acordo para a compra dos direitos de uso do produto.
Sem receber a compensação que entendia devida pelo uso do spray, a empresa 
acionou a Justiça contra a Fifa, mas a ação não foi acolhida em primeiro grau, que 
negou a indenização. Após recurso ao TJ-RJ, foi reconhecido que a Fifa “atuou 
em flagrante má-fé negocial, violando o nome da empresa autora e quedando-se 
inerte na concretização do negócio jurídico”. Por isso, o tribunal condenou a Fifa 
a indenizar, adequadamente, o autor da invenção. O caso ainda pende de decisão 
definitiva no Superior Tribunal de Justiça. 
Paralelamente a isso, a Fifa ingressou com outra ação, visando anular a patente 
do produto, que foi registrada em 44 países. A entidade máxima do futebol alegou 
que o spray não pode ser considerado uma invenção (pois não seria uma novidade) 
e que não existe descrição correta de sua composição. O juiz da causa determinou a 
realização de uma perícia técnica, que indicou que o spray de marcação de barreira 
preenche todos os requisitos necessários para ser considerado uma invenção. Quem 
concluiu isso foi a engenheira química Wanise Borges Gouvea Barroso, especialista 
em Propriedade Intelectual, nomeada pelo juiz para estudar a questão.
A perita submeteu o spray a um “teste de motivação criativa”, pelo qual constatou 
o ineditismo da invenção e sua capacidade de resolver o problema da ausência de 
elementos indicativos no gramado. Wanise apontou, ainda, a contradição do Institu-
to Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que, em juízo, posicionou-se contra a 
patente que o próprio órgão havia concedido, sem justificar a mudança de postura.
Em um processo administrativo do INPI, uma examinadora de patentes ates-
tou que o produto preenchia o requisito de atividade inventiva, mas, na ação ju-
dicial, a mesma profissional apresentou parecer em sentido contrário. O assunto, 
agora, depende de decisão judicial para ser resolvido – em favor da Fifa ou da 
empresa detentora da patente.
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Este caso real é emblemático e mostra a relevância de se buscar mecanismos 
de proteção à propriedade industrial. Quando as empresas se dedicam a construir 
produtos ou soluções, precisam atuar, ao lado disso, para proteger seus interesses 
materiais e imateriais, adotando medidas que evitem o uso indevido daquilo que 
resultou do seu investimento.
Quais os principais desafios legais e práticos que a empresa possui para poder 
proteger sua propriedade industrial? E quais as medidas que devem ser adotadas 
para esta proteção? Ouça nosso podcast e fique por dentro. Recursos de mídia 
disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem 
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Vamos entender um pouco mais sobre Marcas, Patentes, Desenhos Industriais, 
Trade Dress e Direito Autoral? Assista ao vídeo a seguir e compreenda:
https://youtu.be/r0S2t7VGSP8?si=Lbb4wxiaT9yZvumU.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL 
INTRODUÇÃO
A proteção da propriedade intelectual e dos dados tornou-se uma preocupação 
central para empresas em todo o mundo, à medida que avanços tecnológicos e 
digitais transformam a maneira como os negócios são conduzidos. 
A propriedade intelectual abrange um conjunto de ativos intangíveis, como 
direitos autorais, patentes, marcas registradas e segredos comerciais, que repre-
sentam o cerne da inovação e da competitividade das empresas. Por meio da 
proteção destes ativos, as empresas podem garantir que suas criações e invenções 
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https://youtu.be/r0S2t7VGSP8?si=Lbb4wxiaT9yZvumU
sejam reconhecidas e utilizadas, de forma exclusiva, proporcionando-lhes vanta-
gens no mercado e incentivando investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Por outro lado, a proteção de dados tornou-se uma preocupação premente, de-
vido à crescente digitalização e interconexão de sistemas em todo o mundo. Com a 
coleta massiva de informações pessoais, surge a necessidade de garantir a segurança 
e a privacidade desses dados, protegendo os interesses dos usuários e evitando vio-
lações que possam comprometer a confiança e a reputação das empresas.
Neste contexto, este tema propõe explorar a interligação entre propriedade in-
telectual e proteção de dados, destacando a importância estratégica destes temas 
para as empresas. Ao final, espera-se que você, estudante, tenha uma compreensão 
mais abrangente da importância da proteção da propriedade intelectual e dos 
dados para as empresas e esteja mais bem preparado para enfrentar os desafios e 
aproveitar as oportunidades que surgem neste contexto em constante evolução.
CONCEITOS BÁSICOS
A propriedade intelectual é um conjunto de direitos concedidos a pessoas ou 
empresas sobre suas criações ou seus inventos, garantindo-lhes exclusividade 
e controle sobre o uso e a comercialização destes ativos. Este conceito abrange 
uma variedade de áreas, incluindo direitos autorais, patentes, marcas registradas 
e segredos comerciais, cada um protegendo diferentes tipos de criações intelec-
tuais. O tema é de tamanha relevância que é objeto de uma convenção da ONU, 
chamada Convenção de Paris
 “ A Convenção de Paris, pela abrangência que conferiu ao conceito 
de propriedade industrial, consolidou uma nova perspectiva para o 
tratamento da matéria. Os direitos dos inventores sobre as invenções, 
e os dos empresários sobre os sinais distintivos de sua atividade, jun-
tamente com as regras de repressão à concorrência desleal, passaram 
a integrar um mesmo ramo jurídico (COELHO, 2012, p. 153).
Os direitos autorais referem-se à proteção de obras originais, como livros, músi-
cas, filmes, software e obras de arte, concedendo ao autor o direito exclusivo de 
reproduzir, distribuir e exibir sua obra. As patentes protegem invenções e pro-
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cessos úteis, garantindo ao inventor o direito exclusivo de produzir, usar e vender 
sua criação por um período determinado. Já as marcas registradas protegem 
símbolos, nomes, slogans ou designs que identificam e distinguem produtos ou 
serviços de uma empresa dos concorrentes. E os segredos comerciais abrangem 
informações confidenciais e estratégias de negócios que conferem uma vantagem 
competitiva à empresa.
A proteção da propriedade intelectual é fundamental para estimular a inova-
ção e promover a competitividade das empresas. Ao garantir que os criadores e 
inventores sejam recompensados por seu trabalho e tenham controle sobre sua 
propriedade, a propriedade intelectual incentiva investimentos em pesquisa e de-
senvolvimento, impulsiona a criação de novas tecnologias e produtos e estimula 
a concorrência saudável no mercado.
Paralelamente à propriedade intelectual,surge o conceito de proteção de 
dados, que se refere à preservação da privacidade e segurança das informações 
pessoais dos indivíduos. Com o avanço da tecnologia e a coleta massiva de dados, 
tornou-se essencial garantir que as informações dos usuários sejam protegidas 
contra acessos não autorizados, violações de segurança e uso indevido.
A legislação relacionada à propriedade intelectual e proteção de dados varia 
de país para país, mas, geralmente, inclui leis, regulamentos e tratados internacio-
nais que estabelecem os direitos e as responsabilidades dos criadores, inventores 
e usuários de dados. No campo da propriedade intelectual, destacam-se leis de 
direitos autorais, legislação de patentes, leis de marcas registradas e regulamentos 
sobre segredos comerciais. Já no âmbito da proteção de dados, destacam-se leis de 
privacidade, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), na União 
Europeia, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil, que estabelecem 
diretrizes para a coleta, o armazenamento e o uso de informações pessoais.
Em resumo, os conceitos básicos de propriedade intelectual e proteção de 
dados são essenciais para entender a importância da proteção dos ativos intan-
gíveis das empresas e a necessidade de garantir a privacidade e a segurança das 
informações dos usuários. A legislação relacionada a estes temas desempenha 
um papel crucial na definição dos direitos e das responsabilidades dos criadores, 
inventores, empresas e usuários de dados, ajudando a promover a inovação, a 
competitividade e a confiança no mercado.
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PROPRIEDADE INTELECTUAL E INOVAÇÃO
A propriedade intelectual desempenha um papel crucial no estímulo à inovação 
nas empresas, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento e 
a proteção de novas ideias, tecnologias e produtos. A relação entre propriedade 
intelectual e inovação é intrínseca, pois a proteção dos direitos de propriedade in-
telectual oferece aos inventores e criadores a segurança necessária para investir em 
pesquisa e desenvolvimento, sabendo que serão recompensados pelo seu trabalho.
Inovação é o processo de criar algo ou aprimorar algo existente para gerar valor. 
Pode envolver a introdução de novos produtos, serviços, processos, modelos de 
negócios ou formas de organização que melhoram a eficiência, a produtividade ou 
a experiência do usuário. A inovação é fundamental para impulsionar o crescimento 
econômico, a competitividade das empresas e a melhoria da qualidade de vida das 
pessoas. Ela pode ocorrer em diversos setores, como tecnologia, saúde, educação, 
meio ambiente, entre outros.
Quando os empresários têm a garantia de que suas inovações serão protegidas 
por patentes, direitos autorais ou marcas registradas, eles são incentivados a in-
vestir recursos em projetos de pesquisa e desenvolvimento, buscando novas solu-
ções para desafios empresariais e oportunidades de mercado. Esta proteção legal 
proporciona um ambiente seguro para o compartilhamento de conhecimento e 
a exploração de novas ideias, estimulando a criatividade e a colaboração entre 
equipes de pesquisa e desenvolvimento.
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Além disso, a proteção da propriedade intelectual pode incentivar a inova-
ção ao fornecer às empresas uma vantagem competitiva no mercado. Empresas 
que possuem uma base sólida de propriedade intelectual podem explorar suas 
inovações exclusivas para diferenciar seus produtos e serviços, conquistar novos 
clientes e expandir sua participação no mercado. Esta vantagem competitiva pode 
ser crucial em setores altamente competitivos, onde a inovação é um fator-chave 
para o sucesso empresarial.
Existem inúmeros exemplos de empresas que utilizaram, efetivamente, a pro-
priedade intelectual para impulsionar a inovação e o desenvolvimento empresarial. 
Por exemplo, a empresa farmacêutica Pfizer obteve grande sucesso ao proteger suas 
descobertas científicas, por meio de patentes, permitindo-lhe desenvolver e comer-
cializar medicamentos inovadores para tratamento de diversas doenças. Da mesma 
forma, a Apple construiu uma sólida carteira de propriedade intelectual ao registrar 
várias patentes relacionadas ao design e à tecnologia de seus produtos, o que lhe 
permitiu manter uma posição de liderança no mercado de eletrônicos de consumo.
Outro caso de sucesso é a empresa de tecnologia Google, que utiliza sua pro-
priedade intelectual para impulsionar a inovação em várias áreas, desde algorit-
mos de busca até tecnologias de inteligência artificial e veículos autônomos. Ao 
proteger suas inovações, por meio de patentes e direitos autorais, Google conse-
guiu atrair talentos e investimentos para seus projetos de pesquisa e desenvolvi-
mento, gerando um ciclo virtuoso de inovação e crescimento empresarial.
PROTEÇÃO DE DADOS E PRIVACIDADE
A proteção de dados pessoais e a preservação da privacidade dos usuários tor-
naram-se questões de extrema importância no mundo digitalizado em que vive-
mos. Essa proteção é fundamental para garantir a privacidade e a segurança dos 
usuários em um mundo digital cada vez mais interconectado. Com a quantidade 
crescente de informações pessoais coletadas e armazenadas por empresas e orga-
nizações, tornou-se essencial proteger esses dados contra acessos não autorizados, 
violações de segurança e uso indevido.
No Brasil o tema é regulado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), 
que é a Lei n. 13.709 (BRASIL, 2018). As violações de dados podem ter um im-
pacto devastador na reputação e nos negócios das empresas, levando à perda de 
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confiança dos clientes, a processos judiciais e a multas significativas. Além disso, 
as violações de dados podem resultar em danos financeiros e danos à reputação, 
prejudicando a capacidade da empresa de atrair clientes e investidores e afetando 
sua posição competitiva no mercado.
Para proteger os dados dos clientes e dos empregados, as empresas devem 
adotar medidas de segurança e boas práticas, como a implementação de po-
líticas de segurança da informação, a criptografia de dados sensíveis, o uso 
de firewalls e sistemas de detecção de intrusos, a realização de auditorias de 
segurança regulares e a realização de treinamentos de conscientização sobre 
segurança da informação para funcionários.
Além disso, as empresas devem garantir a conformidade com a legislação 
de proteção de dados e privacidade, estabelecer procedimentos para o geren-
ciamento e o armazenamento seguro de dados pessoais, obter consentimento 
adequado dos usuários para a coleta e o uso de seus dados e designar um 
responsável pela proteção de dados para supervisionar o cumprimento das 
leis e dos regulamentos aplicáveis.
GESTÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL E PROTEÇÃO DE DADOS
A gestão eficaz da propriedade intelectual (PI) e a proteção dos dados sensíveis 
são elementos essenciais para a sustentabilidade e o sucesso das empresas, na era 
digital. Uma estratégia eficaz de gestão da propriedade intelectual começa com a 
identificação e a avaliação dos ativos intangíveis da empresa, incluindo patentes, 
direitos autorais, marcas registradas e segredos comerciais. Tal prática compreen-
de a realização de auditorias de PI para identificar ativos existentes e potenciais 
lacunas na proteção. Uma vez identificados, estes ativos devem ser gerenciados, de 
forma proativa, com políticas claras de proteção e procedimentos para registrar, 
monitorar e renovar direitos de PI, conforme necessário.
No que diz respeito à proteção de dados sensíveis, as empresas devem imple-
mentar políticas e procedimentos internos rigorosos para garantir a segurança e 
a privacidade das informações dos clientes, funcionários e parceiros de negócios. 
Isso pode incluir a criptografia de dados, o controle de acesso, a implementação 
de firewalls e o uso de software de segurança de TI para detectar e responder a 
ameaças cibernéticas.
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Além disso, é crucial fornecer treinamento regular aos empregados sobrea 
importância da proteção da propriedade intelectual e dados sensíveis. Isso pode 
incluir sessões de conscientização sobre segurança da informação, workshops 
sobre a identificação e o manuseio adequado de informações confidenciais e 
programas de educação continuada para manter os funcionários atualizados 
sobre as melhores práticas de PI e proteção de dados.
Por fim, as empresas podem se beneficiar de parcerias e colaborações com 
instituições especializadas na área de PI e proteção de dados. Isso pode incluir 
consultorias especializadas, escritórios de advocacia especializados em PI, empre-
sas de segurança cibernética e instituições de pesquisa e desenvolvimento. Estas 
parcerias podem fornecer conhecimentos especializados, recursos adicionais e 
acesso a tecnologias e práticas inovadoras para fortalecer a proteção de ativos 
intangíveis e dados sensíveis.
No Brasil, quem regula a Propriedade Industrial é a Lei n. 9.279 (BRASIL, 
1996). Ela estabelece o conjunto de normas que regulam os direitos e as obriga-
ções relacionadas à propriedade industrial, incluindo patentes, marcas, desenhos 
industriais e indicações geográficas. Ela estabelece as regras para a concessão e a 
proteção desses direitos bem como os procedimentos para registro e fiscalização. 
Além disso, a legislação brasileira também está em conformidade com tratados 
internacionais, como o Acordo TRIPS (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de 
Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio), que estabelece padrões mí-
nimos de proteção da propriedade intelectual.
PRINCIPAIS PONTOS DA LEI DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL
A Lei de Propriedade Industrial, Lei nº 9.279 (BRASIL, 1996), estabelece normas 
para a proteção dos direitos relativos à propriedade industrial, que abrange as 
invenções, modelos de utilidade, desenhos industriais e marcas. “O direito de 
propriedade industrial compreende [...] o conjunto de regras e princípios que 
conferem tutela jurídica específica aos elementos imateriais do estabelecimento 
empresarial” (RAMOS; DI BLASI; GARCIA, 2016, p. 12).
Os principais elementos desta legislação são os seguintes:
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1 INVENÇÕES
A Lei de Propriedade Industrial define as invenções como soluções técnicas para pro-
blemas técnicos específicos que resultem em uma melhoria funcional no objeto a que 
se aplicam. Ela estabelece os requisitos para a concessão de patentes de invenção, 
incluindo os critérios de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial.
2 MODELOS DE UTILIDADE
Além das invenções, a lei também aborda os modelos de utilidade, que são objetos 
de uso prático ou parte deste, suscetíveis de aplicação industrial, que apresentem 
nova forma ou nova disposição, envolvendo ato inventivo e que resultem em melhoria 
funcional no seu uso ou em sua fabricação.
3 DESENHOS INDUSTRIAIS
A lei regulamenta os desenhos industriais, que consistem na forma plástica ornamental 
de um objeto ou conjunto ornamental de linhas e cores que possam ser aplicadas a um 
produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa.
4 MARCAS
A proteção das marcas é um dos principais elementos da Lei de Propriedade Indus-
trial. Ela define as marcas como sinais distintivos visualmente perceptíveis, que identi-
ficam e distinguem produtos ou serviços de outros iguais ou semelhantes de origem 
diversa. A legislação estabelece os requisitos para o registro de marcas e os direitos 
conferidos aos seus titulares.
5 PATENTES DE INVENÇÃO
A lei estabelece os procedimentos para a concessão de patentes de invenção, in-
cluindo a solicitação, o exame e a concessão do privilégio. Também define os direitos 
conferidos aos titulares de patentes, como o direito exclusivo de explorar, comercial-
mente, a invenção patenteada.
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6 PATENTES DE MODELO DE UTILIDADE
Além das patentes de invenção, a lei também aborda os procedimentos para a concessão de 
patentes de modelo de utilidade, que têm requisitos menos rigorosos que as patentes de in-
venção, mas proporcionam proteção aos inventores de soluções técnicas menos complexas.
7 REGIME DE EXCLUSIVIDADE
A Lei de Propriedade Industrial estabelece que o titular de uma patente, de um regis-
tro de desenho industrial ou de uma marca terá direito de impedir terceiros, sem o seu 
consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto objeto 
de patente ou processo ou produto obtido diretamente por processo objeto de paten-
te, bem como o produto que seja imitação suscetível de causar confusão, ou o uso de 
marca que reproduza ou imite, no todo ou em parte, marca registrada.
8 PROTEÇÃO CONTRA CONCORRÊNCIA DESLEAL
A lei prevê medidas de proteção contra atos de concorrência desleal, como o aprovei-
tamento indevido da reputação alheia, a imitação servil de produtos ou sinais distinti-
vos e a divulgação não autorizada de segredos industriais.
Estes são os principais elementos da Lei de Proprieda-
de Industrial, que estabelece as bases para a proteção 
dos direitos relativos à propriedade industrial no Brasil, 
promovendo a inovação, o desenvolvimento tecnológi-
co e a concorrência leal no mercado.
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RELEVÂNCIA DA LPI NO PATRIMÔNIO DA EMPRESA
A propriedade intelectual desempenha um papel crucial na preservação dos in-
teresses das empresas e na constituição de seu patrimônio material e imaterial. 
Em um ambiente empresarial altamente competitivo, a propriedade intelectual 
é essencial para proteger as inovações, as criações e os ativos intangíveis de uma 
empresa. Por meio do registro de patentes, marcas, direitos autorais e outros di-
reitos de propriedade intelectual, as empresas podem garantir a exclusividade e o 
controle sobre suas criações e suas tecnologias, impedindo a reprodução não au-
torizada por concorrentes e garantindo uma vantagem competitiva no mercado.
Além disso, a propriedade intelectual tem uma função importante na ge-
ração de receita e na constituição do patrimônio material das empresas. Ativos 
intangíveis, como marcas registradas e patentes, podem representar uma fonte 
significativa de valor econômico para uma empresa, permitindo a exploração 
comercial de suas inovações e criações, por meio de licenciamento, franquias e 
acordos de parceria.
A propriedade intelectual também contribui para a constituição do patri-
mônio imaterial das empresas, que inclui sua reputação, sua imagem e sua cre-
dibilidade no mercado. Marcas fortes e reconhecidas, protegidas por direitos de 
propriedade intelectual, ajudam a construir uma identidade corporativa sólida 
e a conquistar a confiança e a fidelidade dos clientes, o que pode ser um ativo 
valioso em si mesmo.
Além disso, a propriedade intelectual promove a inovação e o desenvolvimen-
to tecnológico, incentivando os investimentos em pesquisa e desenvolvimento 
e estimulando a competição no mercado. Ao garantir a proteção dos direitos de 
propriedade intelectual, as empresas são incentivadas a investirem em novas 
tecnologias, novos processos e novos produtos, impulsionando a economia e 
promovendo o progresso científico e tecnológico.
Por fim, a propriedade intelectual também afeta a preservação do conheci-
mento e da cultura, protegendo obras artísticas, literárias e científicas, incenti-
vando a criação e a disseminação de conhecimento. Ao proteger os direitos de 
propriedade intelectual, as empresas contribuem para a preservação e a promo-
ção da diversidade cultural e para o enriquecimento do patrimônio cultural e 
intelectual da sociedade como um todo.
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Batalha Bilionária: o Caso Google Earth, de Oliver Ziegenbalg 
e Robert Thalheim 
A minissérie de quatro episódios é baseada em fatos. Em 2014, 
a empresa ART + COM, com sede em Berlim, capital da Alema-
nha, processou o Google por violação de patente. A compa-
nhia alega as semelhanças gritantes entre os dois serviços de 
mapas. Na série, conta-se a história de dois jovens inventores 
do país, que criaram o Terravision 1994e lutam pelo reconheci-
mento como criadores do algoritmo que roda o Google Earth. É 
uma batalha que retrata o lado dos perdedores na guerra pelo 
reconhecimento do trabalho.
O trabalho permite compreender a importância da proteção à 
propriedade industrial e o quanto pode ser prejudicial ao in-
ventor a ausência de medidas protetivas das suas criações. A 
correlação com os temas tratados no texto permite entender, 
claramente, a relevância das discussões ora apresentadas.
INDICAÇÃO DE FILME
PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei nº 13.709 (BRASIL, 2018), é uma 
lei brasileira que estabelece regras para o tratamento de dados pessoais por parte 
de empresas públicas e privadas. Seu objetivo é garantir a proteção da privacidade 
dos cidadãos, a transparência e a segurança no uso de suas informações pessoais. 
A seguir, destacaremos os principais pontos dessa legislação:
1. Abrangência: a LGPD se aplica a qualquer operação de tratamento de da-
dos pessoais realizada por pessoa natural ou jurídica, de direito público ou 
privado, no Brasil ou no exterior, desde que a atividade de tratamento esteja 
relacionada à oferta ou ao fornecimento de bens ou serviços ao mercado 
brasileiro ou ao tratamento de dados de indivíduos localizados no Brasil.
2. Princípios: a lei estabelece uma série de princípios que devem nortear o 
tratamento de dados pessoais, como o princípio da finalidade, da necessi-
dade, da transparência, da segurança, da prevenção, da não discriminação 
e da responsabilização e prestação de contas.
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https://olhardigital.com.br/2021/04/15/dicas-e-tutoriais/saiba-como-usar-a-ferramenta-de-timelapse-do-google-earth/
3. Consentimento: a LGPD exige o consentimento expresso e inequívoco 
do titular dos dados para o tratamento de suas informações pessoais, que 
deve ser obtido, de forma clara, específica e destacada, para cada finalidade 
específica do tratamento.
4. Direitos dos titulares: a lei confere uma série de direitos aos titulares dos 
dados, incluindo o acesso aos seus dados pessoais, a correção de informa-
ções incorretas, a exclusão de dados desnecessários ou excessivos, a por-
tabilidade de seus dados para outro fornecedor de serviço, entre outros.
5. Responsabilidades das empresas: as empresas que realizam o trata-
mento de dados pessoais devem adotar medidas de segurança e proteção 
dos dados, implementar políticas de privacidade claras e transparentes, 
designar um encarregado pelo tratamento de dados pessoais e notificar as 
autoridades e os titulares em caso de incidentes de segurança que possam 
comprometer os dados pessoais.
6. Sanções: a LGPD estabelece sanções administrativas para o descumpri-
mento de suas disposições, que incluem advertência, multa simples, multa 
diária, publicização da infração, bloqueio dos dados pessoais a que se refe-
re a infração e a eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração.
7. Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD): a lei cria a Au-
toridade Nacional de Proteção de Dados, órgão responsável por fiscalizar 
e aplicar as disposições da LGPD, promover a educação sobre proteção 
de dados, receber reclamações dos titulares e editar normas e orientações 
sobre a matéria.
Estes são os principais pontos da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil, uma 
legislação que busca garantir a proteção da privacidade dos cidadãos e estabelecer 
regras claras e transparentes para o tratamento de dados pessoais pelas empre-
sas. O cumprimento destas normas é fundamental para garantir a confiança dos 
consumidores e a conformidade legal das organizações que atuam no país.
A não-observância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode acar-
retar uma série de consequências adversas tanto para as empresas quanto para 
os indivíduos afetados. Esta legislação foi criada com o objetivo de proteger a 
privacidade dos cidadãos e garantir a segurança e a transparência no tratamento 
de seus dados pessoais. Veja algumas destas consequências:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
MULTAS E SANÇÕES
Podem ser aplicadas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e po-
dem variar de 2% do faturamento da empresa até o limite de 50 milhões de reais por 
infração, além de outras penalidades, como advertências, bloqueio dos dados e proi-
bição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas ao tratamento de dados.
DANOS À REPUTAÇÃO
O descumprimento da LGPD pode causar desconfiança por parte dos consumidores e 
dos parceiros comerciais. A perda de confiança pode levar à redução da base de clien-
tes, à queda nas vendas e ao comprometimento da imagem da marca no mercado.
AÇÕES JUDICIAIS E INDENIZAÇÕES
Os titulares dos dados pessoais têm o direito de buscar reparação por danos morais e 
materiais decorrentes do tratamento inadequado de seus dados. A empresa pode en-
frentar ações judiciais por violação de privacidade e danos decorrentes de vazamentos 
de dados ou outras práticas ilegais de tratamento de dados.
PERDA DE CLIENTES E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO
A falta de conformidade com a LGPD pode levar à perda de clientes que priorizam a 
privacidade e a segurança de seus dados pessoais. 
PREJUÍZOS FINANCEIROS
As multas e as sanções impostas pela ANPD, junto aos custos associados à reparação 
de danos e litígios judiciais, podem resultar em prejuízos financeiros significativos para 
a empresa.
DESVALORIZAÇÃO DO NEGÓCIO
Empresas que não cumprem as normas de proteção de dados podem enfrentar 
desvalorização no mercado, pois a conformidade com as regulamentações de priva-
cidade e segurança de dados é cada vez mais valorizada por investidores, parceiros 
comerciais e consumidores conscientes.
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NOVOS DESAFIOS
A compreensão do significado da propriedade indus-
trial, dos instrumentos de sua proteção e as medidas 
para assegurar os interesses das empresas são pontos 
de fundamental relevância para todos os profissio-
nais envolvidos na atividade empresarial. Além disso, 
a correta assimilação dos deveres e das obrigações 
relativos à proteção de dados mostra-se significativa 
para moldar o comportamento das empresas e de 
seus dirigentes, sobretudo, de modo a não permitir 
que a empresa possa correr riscos desnecessários. 
Estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao longo 
deste tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para você. 
Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem 
EM FOCO
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1. A propriedade intelectual abrange um conjunto de ativos intangíveis, como direitos autorais, 
patentes, marcas registradas e segredos comerciais, que representam o cerne da inovação 
e da competitividade das empresas. Por meio da proteção desses ativos, as empresas 
podem garantir que suas criações e invenções sejam reconhecidas e utilizadas de forma 
exclusiva, proporcionando-lhes vantagens no mercado e incentivando investimentos em 
pesquisa e desenvolvimento (COELHO, 2012).
Assinale a alternativa correta.
a) A propriedade intelectual é sinônimo de proteção aos direitos autorais.
b) As marcas e as patentes representam o único bem protegido pela propriedade industrial.
c) Nenhuma empresa tem o direito de usar, com exclusividade, qualquer criação, pois todas 
são de domínio público.
d) Toda a propriedade industrial da empresa se subordina ao interesse público.
e) A propriedade intelectual abrange um conjunto de ativos intangíveis, como direitos au-
torais, patentes, marcas registradas e segredos comerciais, que representam o cerne da 
inovação e competitividade das empresas.
2. A propriedade intelectual é um conjunto de direitos concedidos a pessoas ou empresas 
sobre suas criações ou seus inventos, garantindo-lhes exclusividade e controle sobre o 
uso e a comercialização destes ativos. Os direitos autorais referem-se à proteção de obras 
originais, como livros, músicas, filmes, software e obras de arte, concedendo ao autor o 
direito exclusivo de reproduzir,a consecução das atividades, cada vez mais desmate-
rializadas. O comércio eletrônico, por exemplo, era um fenômeno incipiente há 
10 anos, e inimaginável, ao menos com as dimensões atuais, há cerca de 20 anos. 
Hoje, qualquer dispositivo portátil é capaz de promover atos comerciais típicos, 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
mediados por redes sociais ou plataformas eletrônicas. As próprias empresas, 
atualmente, podem ser organizações, completamente, virtuais, sem existência 
física ou material ou sequer possuem estabelecimentos. 
Revolução 4.0 é fenômeno desenvolvido a partir do que se chama de quarta fase 
do processo de evolução na produção industrial (Indústria 4.0). Trata-se de um 
conceito que representa a intensificação da automação industrial e a integração 
de diferentes tecnologias, como Inteligência Artificial (IA), robótica, internet das 
coisas e computação em nuvem, sempre, com a finalidade de promover a virtua-
lização dos processos produtivos, melhorando-os e ampliando a produtividade.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Por isso, o Direito Empresarial contemporâneo tem que dar conta de abarcar 
toda essa temática, nas mais variadas formas dela. Dentro dessa lógica, no Di-
reito Empresarial, também, estudamos as diversas modalidades de sociedades 
empresariais e os contratos empresariais. De suma relevância, ainda, é o estudo 
das responsabilidades civil e criminal das empresas, em razão dos atos que elas 
podem praticar, por meio de representantes, e o alcance disso. A falência e a 
recuperação judicial, como mecanismos de proteção da continuidade da ativi-
dade empresarial e dos interesses dos credores, também, compõem o objeto de 
estudo do Direito Empresarial. 
Há, ainda, assuntos correlatos que, ainda que possam não parecer, diretamen-
te, associados ao escopo do Direito Empresarial, na realidade, também, com-
põem a essência dele. Em tempos atuais, o debate a respeito da ética empresarial 
e da sustentabilidade ganharam grande espaço no plano da concorrência, da 
competitividade, pois há uma demanda social muito forte no sentido de que as 
empresas adotem políticas de compliance. No mesmo contexto, o Direito Em-
presarial deve se preocupar com as relações de consumo e as relações de trabalho 
e previdenciária, além de como isso afeta a organização e a saúde da empresa. 
Por fim, no âmbito do Direito Empresarial, também, situam-se o estudo e a 
disciplina da propriedade intelectual e o regime de proteção de dados, mormente 
a partir da existência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) (BRASIL, 2018). 
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FONTES DO DIREITO EMPRESARIAL
Como todo e qualquer ramo do Direito, o Direito Empresarial possui fontes 
materiais e fontes formais. Fontes materiais compreendem o conjunto de fatos 
sociais, culturais, econômicos e políticos que motivam o legislador a criar so-
luções normativas para determinados problemas. Por exemplo, a existência de 
empresas de pequeno porte e a necessidade de um tratamento diferenciado a 
elas levaram o legislador a instituir o Estatuto Nacional da Microempresa e da 
Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 
2006) (BRASIL, 2006). As demandas sociais para um tratamento diferenciado 
e o fato de essas empresas terem uma atuação ostensiva na atividade econômica 
nacional são as fontes materiais da lei. 
As fontes formais, por sua vez, podem ser primárias, como as leis, os regula-
mentos e os tratados comerciais. Já as fontes secundárias são os usos e costumes, 
muito comuns no âmbito do Direito Empresarial e no Direito Internacional, 
como a jurisprudência, a analogia e os princípios gerais do Direito. Essas fontes, 
também, chamadas de auxiliares, são utilizadas quando a legislação é omissa, ou 
seja, não trata do assunto. Isso permite o uso das fontes auxiliares. 
Startup com 
Kaleil Isaza Tuzman e Tom Herman fizeram faculdade juntos e 
sonhavam em ter um negócio próprio. Em maio de 1999, o so-
nho virou realidade e eles abriram a govworks.com, uma web 
company destinada a facilitar as relações entre as pessoas e 
os diversos serviços municipais. Esse documentário conta a 
breve história da govWorks e como os problemas profissionais 
interferiram na amizade dos dois sócios. Trata-se de um do-
cumentário interessante que vai ajudar a compreender a dinâ-
mica do empreendedorismo nos termos da revolução digital. 
Caro estudante, você poderá entender as dificuldades de um 
empreendimento nessas condições e a necessidade de uma 
regulação do tema.
INDICAÇÃO DE FILME
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Embora, tradicionalmente, a jurisprudência seja classificada como fonte auxiliar, 
no atual sistema processual brasileiro, há vários tipos de decisões que são 
vinculantes, ou seja, são de observância obrigatória. Essas decisões são chamadas 
de precedentes qualificados, que devem ser seguidos pelos juízes das demais 
instâncias. Logo, são fontes primárias. 
A principal base normativa do Direito Empresarial brasileiro é o Código Civil, 
que trata do Direito da Empresa a partir do art. 966. No entanto, o Código Co-
mercial (Lei nº 556, de 25 de junho de 1850), ainda, vigora, no que diz respeito 
ao comércio marítimo (segunda parte). No entanto, não se pode desconsiderar 
que a Constituição Federal possui vários artigos nos quais são abarcados prin-
cípios e regras aplicáveis ao Direito Empresarial, além de tratados e convenções 
internacionais aprovadas pelo Brasil em relação ao tema (BRASIL, 1850; 1988). 
Ainda, no plano normativo, vale destacar a existência de leis especiais, como o 
Estatuto da Microempresa, já citado (BRASIL, 2006); a Lei de Falências e de Recu-
peração Judicial (Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005) (BRASIL, 2005); dentre 
outras, voltadas a disciplinar temas específicos. Também, leis que regem outras 
relações contêm disposições aplicáveis às relações empresariais, como o Código de 
Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990) (BRASIL, 1990).
Além das leis, os princípios de Direito Empresarial são fundamentais nos 
processos de interpretação e aplicação dos conceitos. Na realidade, a Constitui-
ção Brasileira confere uma carga substancial para os princípios, dando, a eles, 
o caráter normativo. Aliás, há vários princípios consagrados na Constituição, 
dentre eles, destacamos o da livre concorrência e o da livre iniciativa (sempre, 
associado ao valor social do trabalho, obviamente), que estão relacionados ao 
Direito Empresarial, e que devem nortear toda a estrutura dele (BRASIL, 1988). 
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Podemos considerar os seguintes princípios de Direito Empresarial: 
LIVRE INICIATIVA
Este princípio, um dos marcos do liberalismo, determina que os indivíduos são livres 
para produzir e colocar os produtos no mercado, além de cessar as atividades quando 
bem entenderem. Não pode haver condicionamento à vontade do Estado para o 
exercício de atividades lícitas. Esse princípio é constitucional, mas, sempre, deve ser 
associado ao valor social do trabalho.
LIVRE CONCORRÊNCIA
Trata-se de princípio, igualmente, fundado em valores liberais, que consiste no permis-
sivo para a disputa das empresas em relação aos produtos, ofertas, valores e aprimora-
mento dos métodos tecnológicos, buscando, sempre, um melhor espaço no mercado. A 
finalidade é evitar o monopólio e o oligopólio. É outro princípio de matriz constitucional.
ONEROSIDADE
A atividade empresarial é onerosa, ou seja, sempre, está em busca da lucratividade.
INFORMALISMO
As transações mercantis devem ser simples, adotando-se procedimentos informais 
nas relações comerciais.
FRAGMENTARISMO
O Direito Empresarial é formado por várias normas independentes, como Direito Socie-
tário, Direito Cambiário e Direito Falimentar.
COSMOPOLITISMO
O Direito Empresarial visa disciplinar temas de interesse das corporações, indepen-
dentemente da nacionalidade dos indivíduos ou da localização deles, uma vez que os 
fatores de produção não possuem fronteiras. Deve constituir, assim, um segmento do 
Direito voltado a contemplardistribuir e exibir sua obra (COELHO, 2012).
Leia as afirmativas a seguir:
I - As patentes protegem invenções e processos úteis, mas não garantem ao inventor o 
direito exclusivo de produzir, usar e vender sua criação por um período determinado.
II - A propriedade intelectual é um conjunto de direitos concedidos a pessoas ou a empresas 
sobre suas criações ou seus inventos, garantindo-lhes exclusividade e controle sobre o 
uso e a comercialização destes ativos.
III - Os direitos autorais referem-se à proteção de obras originais, como livros, músicas, fil-
mes, software e obras de arte, concedendo ao autor o direito exclusivo de reproduzir, 
distribuir e exibir sua obra.
VAMOS PRATICAR
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É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. A proteção da propriedade intelectual é fundamental para estimular a inovação e promo-
ver a competitividade das empresas. Ao garantir que os criadores e os inventores sejam 
recompensados por seu trabalho e tenham controle sobre sua propriedade, a propriedade 
intelectual incentiva investimentos em pesquisa e desenvolvimento, impulsiona a criação 
de novas tecnologias e novos produtos e estimula a concorrência saudável no mercado 
(COELHO, 2012).
Assinale a alternativa incorreta.
a) Os segredos comerciais abrangem informações confidenciais e estratégias de negócios 
que conferem uma vantagem competitiva à empresa, mas podem ser revelados a pedido 
de qualquer pessoa, com base no direito à informação.
b) A proteção da propriedade intelectual não é indispensável para estimular a inovação e 
promover a competitividade das empresas.
c) As marcas registradas protegem símbolos, nomes, slogans ou designs que identificam e 
distinguem produtos ou serviços de uma empresa dos concorrentes. 
d) A proteção de dados refere-se à preservação da privacidade e da segurança das infor-
mações pessoais das empresas e das instituições governamentais.
e) A legislação relacionada à propriedade intelectual e à proteção de dados é a mesma 
para todos os países, conforme estabelecido pela ONU.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n 9 279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade 
industrial. Brasília, DF: D. O. U., 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l9279.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.279%2C%20DE%2014,obriga%C3%A7%C3%B5es%20
relativos%20%C3%A0%20propriedade%20industrial.&text=Art.%201%C2%BA%20Esta%20Lei%20
regula,obriga%C3%A7%C3%B5es%20relativos%20%C3%A0%20propriedade%20industrial.&tex-
t=V%20%2D%20repress%C3%A3o%20%C3%A0%20concorr%C3%AAncia%20desleal. Acesso em: 
6 maio 2024. 
BRASIL. Lei n 13 709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 
Brasília, DF: D. O. U., 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-
2018/2018/lei/l13709.htm. Acesso em: 6 maio 2024.
COELHO, F. U. Curso de Direito Comercial – Direito da Empresa. Vol. 1. 16. ed. São Paulo: Saraiva, 
2012.
RAMOS, A. L. S. C.; DI BLASI, G.; GARCIA, M. S. Direito Empresarial esquematizado. 6. ed. São 
Paulo: Forense, 2016.
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https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91774/codigo-de-propriedade-industrial-lei-9279-96
1. Opção E, conforme o texto-base, sendo as demais incorretas.
2. Opção D. As afirmativas corretas são II e III, conforme texto-base, sendo a I incorreta, pois o 
sentido é justamente oposto.
3. Opção B, pois a afirmativa é incorreta, conforme texto-base, que diz justamente o contrário. 
As demais estão corretas, conforme consta do material de estudos.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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	unidade 1
	INTRODUÇÃO AO DIREITO EMPRESARIAL
	unidade 2
	CONTRATOS EMPRESARIAIS
	SOCIEDADES EMPRESARIAIS
	unidade 3
	RESPONSABILIDADES CIVIL E CRIMINAL DAS EMPRESAS
	ÉTICA EMPRESARIAL E SUSTENTABILIDADE
	unidade 4
	FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO JUDICIAL 
	RELAÇÕES DE CONSUMO 
	E EMPRESA
	unidade 5
	Relações de trabalho e previdenciária e a empresa
	Propriedade intelectual 
	e Proteção de dados
	Button 28: 
	Forms - Unicesumatr: 
	Button 4:todas as relações empresariais.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
O estudo contemporâneo de qualquer ramo do Direito exige um conhecimento 
razoável dos princípios jurídicos. É muito importante ter uma base conceitual 
consistente que ensine, de forma estruturada, o significado e a utilidade dos prin-
cípios. Veja o que diz o Professor Miguel Reale a respeito:
 “ Princípios são, pois, verdades ou juízos fundamentais, que ser-
vem de alicerce ou de garantia de certeza a um conjunto de juízos, 
ordenados em um sistema de conceitos relativos à dada porção 
da realidade. Às vezes, também se denominam princípios certas 
proposições, que, apesar de não serem evidentes ou resultantes 
de evidências, são assumidas como fundantes da validez de um 
sistema particular de conhecimentos, como seus pressupostos ne-
cessários (REALE, 1986, p. 60).
Caro estudante, quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao 
longo deste tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para 
você! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem.
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Tudo o que vimos neste capítulo tem, naturalmente, uma função introdutória, 
de apresentar, a você, estudante, este amplo universo do Direito Empresarial. 
Entretanto, a apreensão do conceito contemporâneo dele é fundamental para que 
você possa entender o alcance das regras e os impactos que tem nas organizações. 
Afinal, como você viu, as formas produtivas da sociedade não param de evoluir, e 
qualquer profissional tem que estar capacitado para enfrentar os problemas que 
as novas realidades apresentam. 
Quando falamos das fontes do Direito Empresarial, oferecemos vários ins-
trumentos interessantes para o profissional que atua nas empresas, para poder 
resolver as situações concretas da realidade em questão. 
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1. Com relação à evolução do Direito Empresarial no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:
a) O Brasil jamais teve qualquer legislação específica a respeito do Direito Comercial.
b) O Brasil, após a Independência, nunca mais usou a legislação portuguesa em matéria 
comercial.
c) O Código Comercial brasileiro é de 1850 e ainda está em vigor.
d) O Código Comercial foi revogado em 2002.
e) O Código Civil não se aplica às relações comerciais.
2. Considerando-se os elementos característicos das fases do Direito Empresarial:
I - A primeira fase do Direito Empresarial é caracterizada pelo uso dos costumes.
II - A segunda fase do Direito Empresarial é, também, conhecida como fase objetiva, ou da 
teoria dos atos de comércio.
III - A terceira fase do Direito Empresarial tem, como marco, o Código Civil italiano, de 1942.
Assinale a alternativa correta:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Assinale a alternativa INCORRETA, relativa às fontes do Direito Empresarial:
a) Analogia, costumes e princípios gerais de Direito são fontes auxiliares do Direito Em-
presarial.
b) Os princípios não possuem força normativa, somente, de orientação na solução dos 
casos concretos.
c) A lei e a jurisprudência são fontes formais do Direito Empresarial.
d) As fontes podem ser materiais e formais; primárias e secundárias.
e) Leis, costumes, jurisprudência e analogia são fontes do Direito Empresarial.
VAMOS PRATICAR
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REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 13 709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais 
(LGPD). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.
htm. Acesso em: 22 nov. 2023.
BRASIL. Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional 
da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis no 8.212 e 8.213, 
ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo 
Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei 
Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5 de dezembro de 
1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/lcp/lcp123.htm. Acesso em: 22 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 11 101, de 9 de fevereiro de 2005. Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e 
a falência do empresário e da sociedade empresária. Disponível em: https://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm. Acesso em: 22 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 10 406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: https://
www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2002/lei-10406-10-janeiro-2002-432893-publicacaoo-
riginal-1-pl.html#:~:text=Institui%20o%20C%C3%B3digo%20Civil.&text=Art.%201%C2%BA%20
Toda%20pessoa%20%C3%A9,concep%C3%A7%C3%A3o%2C%20os%20direitos%20do%20nasci-
turo.. Acesso em: 22 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 8 078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá 
outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compila-
do.htm. Acesso em: 22 nov. 2023. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 22 nov. 2023.
BRASIL. Lei nº 556, de 25 de junho de 1850. Código Comercial do Império do Brasil. Disponível em: 
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-556-25-junho-1850-501245-nor-
maatualizada-pl.pdf. Acesso em: 22 nov. 2023.
COELHO, F. U. Curso de Direito Comercial. Revista dos Tribunais, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 25, 2001.
REALE, M. Filosofia do Direito. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1986.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp123.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11101.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-556-25-junho-1850-501245-normaatualizada-pl.pdf
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/leimp/1824-1899/lei-556-25-junho-1850-501245-normaatualizada-pl.pdf
1. Opção C.
a) O Brasil tem legislação comercial desde 1850.
b) O Brasil continuou a usar a legislação portuguesa após a Independência.
c) Está correta.
d) O Código Comercial foi revogado, parcialmente, em 2002, mas continua em vigor.
e) Existe um livro específico do Código Civil para tratar do Direito da Empresa.
2. Opção E. As três assertivas estão corretas.
3. Opção C.
CONFIRA SUAS RESPOSTAS
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MEU ESPAÇO
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MEU ESPAÇO
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
CONTRATOS EMPRESARIAIS
Entender o significado dos negócios jurídicos e das relações jurídicas, identificando os 
seus elementos conceituais e estruturantes;
Compreender o conceito de contrato e os requisitos formais para a sua construção, 
desenvolvimento e extinção;
Identificar as diversas espécies contratuais admitidas no Direito e sua regulamentação 
normativa;
Analisar os defeitos dos negócios jurídicos e compreender as suas repercussões na 
validade do ato;
Apreender o conceito de contrato empresarial e diferenciá-lo de outros paradigmas 
contratuais;
Entender os conceitos de empresa, empresário e de empreendimento;
Compreender a princiopiologia aplicável aos contratos empresariais e estudar sua 
funcionalidade.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA 
Estou no aeroporto aguardando o embarque para o meu voo. Enquanto espero, 
vou até uma cafeteria instalada no local e peço um café e um pão de queijo. Sou 
servido e pago o valor correspondente no caixa (com preços muito maiores do 
que aqueles, normalmente, colocados em cafeteriassituadas em outros locais). 
Para passar o tempo, vou até uma livraria e fico examinando as obras expostas. 
Localizo um autor do qual gosto muito, e como meu voo será longo, resolvo 
comprá-lo para lê-lo durante a viagem. Pego o livro, dirijo-me ao caixa e faço o 
pagamento com cartão de crédito. 
Caminho até o portão de embarque, e, como, ainda, falta um bom tempo para 
subir no avião, coloco meu celular para carregar em um equipamento próprio 
para isso, mas noto que a bateria do aparelho já não é mais a mesma, embora isso 
não tenha ocorrido há muito tempo. 
Ao se aproximar a hora do embarque, somos informados pelo alto-falante de 
que o voo se atrasaria, e que deveríamos aguardar sentados. Entediado, decido 
procurar algum filme em uma plataforma de streaming, e, nesse momento, vejo-
-me obrigado a acionar diversos “cliques” na tela até chegar ao evento escolhido. 
Passam-se duas, três horas e nada de o avião aparecer. Depois de quatro horas, 
os representantes da companhia informam que o voo foi cancelado e que deve-
ríamos procurar o balcão de atendimento para a remarcação. Alguns passageiros, 
exaltados, ofendem os profissionais da empresa aérea, e um tumulto se instala no 
local, exigindo intervenção dos seguranças. 
Vendo os próximos voos disponíveis, observo de que não conseguirei chegar 
a tempo para participar da reunião que estava programada para aquele dia. Resig-
nado, informo isso aos demais participantes e apanho um táxi de volta para casa.
Essa é uma cena, absolutamente, banal e comum, que acontece quase todos os 
dias e nos principais aeroportos do Brasil. Com eventuais mudanças no roteiro, 
é uma história que, com certeza, já foi vivida, ao menos, parcialmente, por você. 
Pelo menos, pode conhecer pessoas que já passaram por algo semelhante. 
Pois bem, dentro de uma narrativa comum nos nossos dias, olhares menos 
atentos podem não identificar nada que chame a atenção, mas o nosso persona-
gem hipotético esteve, nesse breve período que passou pelo aeroporto, inserido 
em diversas relações interpessoais que estabeleceram direitos e obrigações entre 
elas e as demais pessoas envolvidas. A simples compra de um café, ou de um livro, 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
representa um negócio, chamado de contrato de compra e venda. A aquisição 
da passagem aérea e o ato de o nosso personagem chamar um táxi para voltar 
para casa indicam a existência de um contrato de transporte. O defeito no celular 
indica um provável descumprimento de outro contrato de compra e venda, com 
efeitos próprios de relações de consumo. 
A vida em sociedade é pautada por essas relações. São contatos e conexões 
interpessoais que podem, a qualquer tempo, indicar uma série de direitos e obri-
gações aos envolvidos, com nítidas repercussões jurídicas. 
No nosso podcast desta aula, você vai aprender os princípios que regem os con-
tratos empresariais. Uma boa compreensão desses princípios é fundamental para 
que você possa entender a dimensão dos contratos e a eficácia deles. Não deixe 
de ouvir! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual 
de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Quando falamos de contrato, costumamos associar essa ideia a um documento 
formal, escrito, com uma estrutura definida e assinada de forma manuscrita ou 
digital. Entretanto, um contrato é muito mais do que isso. A simples adesão de 
um usuário a um aplicativo de mensagens, ou a uma plataforma de streaming, é 
um elemento configurador da existência de um contrato. Ao aceitar os chamados 
termos de uso, o usuário manifesta o consentimento dele e, ali, é estabelecida 
uma relação contratual. Quer saber mais a respeito do significado de um contrato? 
Então, assista ao vídeo a seguir! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
CONCEITOS ESSENCIAIS: FATOS JURÍDICOS, NEGÓCIOS 
JURÍDICOS, RELAÇÕES JURÍDICAS E CONTRATOS
Contrato é “um negócio jurídico bilateral, ou plurilateral, que sujeita as partes à 
observância de conduta idônea à satisfação dos interesses que regularam” (GO-
MES, 2022, p. 9). Na verdade, trata-se de um termo equívoco, pois ele apresenta 
diversos significados. Em uma concepção coloquial, 
por exemplo, contrato é um documento no qual 
são estabelecidas obrigações entre os signatários. 
Todavia, isso, na realidade, é o mero instrumento 
do contrato, ou seja, a representação material dele, 
que serve, principalmente, como meio de provar a 
existência do contrato. 
Chamamos de termo equívoco aquele que oferece vários significados, alguns deles 
muito próximos, como a palavra doce, por exemplo, que pode ser substantivo ou 
adjetivo. Não deve ser confundido com o substantivo equívoco, que representa algo 
definido pelo erro, ou por um engano, ou seja, a própria palavra equívoca é uma 
expressão equívoca.
Ainda, um contrato não precisa ter um instrumento escrito para ter validade. 
Há, de fato, contratos chamados de solenes, cuja forma é requisito de validade. 
É o caso, por exemplo, do contrato de compra e venda de imóveis, para os 
quais, sempre, exige-se a forma escrita, ainda, por instrumento público (vale di-
zer, elaborado em cartório). Se a lei não exige forma para um contrato, ele pode 
ser estabelecido de qualquer maneira, inclusive, de forma tácita, ou seja, pela 
mera aceitação dos termos pelos contratantes. 
Contrato é um 
documento no qual 
são estabelecidas 
obrigações entre os 
signatários
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Essa manifestação, no entanto, pode ser simplificada, 
ainda que expressa. É o que ocorre quando instalamos um 
aplicativo novo nos nossos dispositivos e somos chamados 
a clicar nos “Termos de Uso”. Qualquer software que insta-
lamos nos nossos computadores, também, possui algo pare-
cido, normalmente, chamados de EULA (End User License 
Agreement), ou Contrato de Licença do Utilizador Final, em 
tradução livre do inglês. Trata-se de um contrato de licen-
ça de uso de software estabelecido entre o licenciante (fa-
bricante) e o comprador, que disciplina o direito de uso do 
produto. Por isso, nem sempre, um contrato pressupõe um 
instrumento de contrato, e, às vezes, esse instrumento nada 
mais é que um termo de adesão firmado pelos contratantes, 
de maneira pouco formal.
Em linhas gerais, um contrato é representado pela manifes-
tação da vontade dos interessados, o que constitui um requi-
sito de validade de qualquer contrato. Contudo, ele se traduz, 
conforme o conceito que trouxemos, em um negócio jurídico, 
e, para compreendê-lo adequadamente, precisamos, também, 
entender esse conceito. Antes disso, na realidade, cabe a com-
preensão do significado de fato jurídico. 
Fato jurídico é um fato social qualificado pelo Direito. 
Dito de outro modo, é um fato qualquer ao qual o legislador 
atribui eficácia jurídica, ou seja, capacidade de produzir efei-
tos no mundo do Direito. Um exemplo de fato jurídico é um 
acidente de trânsito. Trata-se de um fato comum, decorrente 
da vida em sociedade, na qual podem existir abalroamentos 
entre dois ou mais veículos, como algo do cotidiano. No en-
tanto, o Direito qualificou esse fato, atribuindo, a ele, efeitos, 
como a responsabilidade criminal por eventuais lesões corpo-
rais, a responsabilidade civil por danos materiais, o dever de 
indenizar pessoas que foram prejudicadas pelo evento, dentre 
outros elementos. Um mero acidente de trânsito, pois, de fato 
social, transmuta-se em fato jurídico, produzindo efeitos e 
consequências no plano do Direito. 
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Um negócio jurídico, por seu turno, é uma espécie de fato jurídico que envol-
ve mais de uma pessoa, oriundo da manifestação da sua vontade. Um acidente 
automobilístico é, apenas, um fato jurídico, porque ele não depende da vontade 
de quem quer que seja. Aliás, nem depende da interação com outra pessoa, 
pois o motorista pode se acidentar sozinho e atingir um poste com o carro dele. 
Já quando duas ou mais pessoas associam as própriasvontades em direção a 
um objetivo comum, elas estabelecem um negócio jurídico. Negócio jurídico 
constitui, portanto, “todo fato jurídico consistente em declaração de vontade, a 
que o ordenamento jurídico atribui os efeitos designados como queridos, res-
peitados os pressupostos de existência, validade e eficácia impostos pela norma 
jurídica que sobre ele incide” (AZEVEDO, 2002, p. 16). É o caso, por exemplo, do 
casamento: apesar de se tratar de um fato social, decorrente da união afetiva de 
duas pessoas, ele só se consuma com a manifestação da vontade de ambas, e, 
nesse caso, de forma solene. Como depende da manifestação de duas vontades 
em torno de um mesmo objetivo, é um negócio jurídico. 
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Um negócio jurídico estabelece, dentre os partícipes dele, uma relação jurí-
dica, ou seja, um elemento de conexão entre aqueles que firmaram o negócio, 
normalmente, consubstanciado em um contrato. Por isso é que a doutrina, 
como a que foi citada, conceitua o próprio contrato como sendo um negócio 
jurídico. Há várias outras espécies de negócios jurídicos, mas o contrato é 
uma das modalidades. 
O direito de contratar é uma construção, diretamente, associada à ideia de 
autonomia da vontade, concepção de clara influência liberal, e que foi tomando 
forma, especialmente, a partir das revoluções burguesas do século XVIII. Ele 
deriva da chamada tríplice liberdade: de celebrar contrato, de escolher o outro 
contratante, e de determinar o conteúdo do contrato. De outra parte, o art. 421 
do Código Civil determina que “a liberdade contratual será exercida nos limites 
da função social do contrato” (BRASIL, 2002, on-line).
A autonomia da vontade é o poder que as pessoas capazes têm de estabelecer 
determinado negócio jurídico com alguém, objetivando a constituição de uma 
relação jurídica privada. 
O Código Civil brasileiro estabelece o que chamamos de requisitos de validade 
de qualquer negócio jurídico, o que, naturalmente, atinge os contratos:
 “ Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:
I - agente capaz;
II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;
III - forma prescrita ou não defesa em lei (BRASIL, 2002, on-line).
Assim, a autonomia da vontade, mencionada antes, condiciona-se à presença 
desses elementos para que o contrato seja válido. A capacidade do agente é 
representada pelo fato de que os participantes do negócio jurídico contratual 
estejam em pleno gozo dos atributos jurídicos deles. O art. 1o. do CC afirma que 
“toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil” (BRASIL, 2002, on-
-line). No entanto, o artigo 4o. do mesmo Código estabelece que são incapazes, 
relativamente, a certos atos, ou à maneira de os exercer:
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 “ I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem 
exprimir sua vontade; 
IV - os pródigos (BRASIL, 2002, on-line).
O texto, também, assinala que a menoridade cessa aos dezoito anos completos, 
quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil (art. 5o.), e que 
a capacidade dos indígenas será regulada por legislação especial (BRASIL, 2002).
A validade de um contrato, também, pressupõe a licitude do objeto; vale 
dizer o seguinte: não pode ser celebrado um contrato que recaia sobre algo ilícito. 
Por exemplo, considerando que os jogos de azar, em regra, são proibidos no Bra-
sil, seria inválido um contrato que estipulasse obrigações oriundas da prática de 
um deles. Mais absurdo ainda, que estabelece direitos de apropriação do trabalho 
de outra pessoa, sem a devida remuneração. 
Por fim, há negócios jurídicos que, como já foi dito, exigem uma forma, 
legalmente, prevista, como é o caso do casamento ou da compra e venda de 
imóvel. Se isso for exigido, a forma deve ser respeitada. Se não houver tal exigên-
cia, pode-se usar de qualquer outra forma, desde que a lei não proíba.
A falta de um desses requisitos invalida o negócio jurídico, ou seja, ele pode 
ser considerado nulo e, com isso, não produz os efeitos, nele, previstos. É o que se 
dá, por exemplo, com um contrato celebrado por um menor de 18 (dezoito) anos, 
que não tem capacidade para contratar (art. 166, do Código Civil) (BRASIL, 2002). 
Além disso, 
o negócio jurí-
dico será invali-
dado se houver 
algum dos defei-
tos assinalados 
no Capítulo IV, 
do Título I, do 
Livro III, do Có-
digo Civil, que 
são os seguintes 
(BRASIL, 2002):
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Além desses requisitos, os contratos contemporâneos têm que se nortear pela 
boa-fé objetiva. Trata-se de um princípio elementar segundo o qual as partes pos-
suem o dever de agir com base em valores éticos e morais da sociedade, de modo 
que, disso, decorrem os deveres de lealdade, 
transparência e colaboração, a serem obser-
vados em todas as fases do contrato. 
A estipulação de obrigações no âmbito 
de um contrato estabelece um comando 
de normatividade no conteúdo dele. Dito 
de outra forma, “o contrato faz lei entre as 
partes”, ou seja, o que está estabelecido con-
tratualmente deve ser, estritamente, cumpri-
do, pois obriga os contratantes (pacta sunt 
servanda). Somente, por exceção, pode-se 
invocar, legitimamente, a impossibilidade de 
cumprimento, diante da chamada Teoria da 
Imprevisão, o que permitiria a revisão das 
condições estabelecidas (rebus sic stantibus). 
O Auto da Compadecida 
Adaptação da obra de Ariano Suassuna, o filme narra as aventu-
ras dos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, 
e Chicó, o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de 
cada dia e atravessam por vários episódios enganando todos do 
pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba. A salvação 
da dupla acontece com a aparição da Nossa Senhora em um 
julgamento presidido por Jesus Cristo, e que tem o Diabo como 
Promotor. Em uma das passagens do filme, Chicó faz um con-
trato com o pai de Rosinha, com quem pretendia se casar, e por 
não ter cumprido o combinado, o coronel quer fazer cumprir a 
sanção, nele, prevista. Entretanto, Chicó rejeita a pena, alegando 
que o coronel estaria indo além dos limites do contrato. Impor-
tante reflexão para compreender os limites do negócio jurídico. 
INDICAÇÃO DE FILME
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CONTRATOS EMPRESARIAIS: DEFINIÇÃO, DISTINÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS
Em termos empresariais, a expressão “negócio” é muito utilizada, e, não 
propriamente, no sentido jurídico já tratado. O chamado “negócio mercantil” 
representa, desde sempre, as operações feitas pelos comerciantes, no mesmo 
sentido usado nas expressões affare (italiano), affair (francês) e business (inglês). 
Invariavelmente, porém, essas operações mercantis podem constituir negócios 
jurídicos, ou seja, contratos, que qualificamos como mercantis ou empresariais. 
O Código Comercial, de 1850, tratava dos Contratos e Obrigações Mercantis 
no seu Título V (artigo 121 a 139), estabelecendo que “as regras e disposições do 
Direito Civil para os contratos, em geral, são aplicáveis aos contratos comerciais, 
com as modificações e restrições estabelecidas neste Código” (BRASIL, 1850, on-
-line). Assim, embora fizesse referência à legislação civil para disciplinar os con-
tratos mercantis, assinalava a predominância da especialidade de tratamento da 
norma. Esses artigos foram revogados pelo Código Civil, em 2002 (BRASIL, 2002).
No Código Civil, curiosamente, também, o Título V, mas do Livro II, estão 
disciplinados os Contratos, em classificação que abrange tanto os de natureza 
civil como os de cunho empresarial (BRASIL, 2002). Neste tópico, estão as Dis-
posições Gerais, aplicáveis a todos os contratos, desde a formação até a extinção. 
No Título VI, estão os contratos em espécie, que são os seguintes:
CONTRATOS EM ESPÉCIE ARTIGOS CC
Compra e Venda Arts. 481 a 532
Troca ou Permuta Art. 533
Contrato Estimatório Arts. 534 a 537
Doação Arts. 538 a 564
Locação de Coisas Arts. 565 a 578
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TEMADE APRENDIZAGEM 2
Empréstimo Arts. 579 a 592
Prestação de Serviço Arts. 593 a 609
Empreitada Arts. 610 a 626
Depósito Arts. 627 a 652
Mandato Arts. 653 a 692
Comissão Arts. 693 a 709
Agência e Distribuição Arts. 710 a 721
Corretagem Arts. 722 a 729
Transporte Arts. 730 a 756
Seguro Arts. 757 a 802
Constituição de Renda Arts. 803 a 813
Jogo e Aposta Arts. 814 a 817
Fiança Arts. 818 a 839
Transação Arts. 840 a 850
Compromisso Arts. 851 a 853
Obviamente, essa relação não é exaustiva: tratam-se, apenas, dos contratos especiais 
disciplinados pelo Código, mas é possível a celebração de qualquer outro tipo de 
negócio jurídico, desde que respeitados os requisitos enunciados (BRASIL, 2002). 
Como se vê, o Código Civil não distingue contratos civis e comerciais, tratan-
do-os, indistintamente, dentro do mesmo contexto normativo. O que, portanto, 
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diferenciará um contrato como sendo empresarial? Esse debate é complexo, e 
remonta às discussões a respeito da autonomia do Direito Empresarial frente ao 
Direito Civil. No atual quadro normativo brasileiro, houve a unificação legislativa 
em 2002, mas as relações empresariais foram se desenvolvendo de modo mais 
ostensivo, evidenciando a necessidade de um tratamento peculiar, ao menos, no 
plano científico (BRASIL, 2002). 
A definição de contrato empresarial pode estar associada ao conceito de tro-
ca, vez que a atividade empresarial é voltada à satisfação das necessidades do 
mercado, valendo-se da troca de bens e serviços. Nesse contexto, o empresário 
não tem a exclusividade no processo, mas ele é o titular de uma atividade de troca, 
inclusive, quando está associada a uma atividade de produção. 
A esse propósito, na prática da atividade comercial, encontram-se várias 
modalidades contratuais não regradas pelo Código Civil. Contratos de compra 
e venda mercantil, de representação comercial, de distribuição, de trespasse de 
estabelecimento, de integração, de venda de ações, de acordo de sócios, de faturização, 
de know how são, apenas, alguns exemplos de figuras contratuais, tipicamente, em-
presariais, e que não encontram previsão normativa no CC (BRASIL, 2002).
Os contratos empresariais, portanto, estão inseridos no núcleo da atividade 
econômica organizada, que é o objeto da atividade do empresário. Assim, podem 
ser definidos aqueles firmados entre duas ou mais pessoas jurídicas, abrangendo 
todas as modalidades contratuais, para a realização de operações essenciais ao 
funcionamento de uma empresa. Eles são caracterizados por movimentar a pro-
dução, a industrialização, a comercialização e a intermediação de bens e serviços 
no mercado, tendo, sempre, a finalidade essencial de lucro, porque essa é uma 
característica própria da atividade empresarial.
Vale assinalar que, quando falamos de pessoa jurídica, não estamos falando, 
apenas, das sociedades, mas, também, dos empreendedores individuais, como 
MEIs ou EIRELIs, que são equiparados a pessoas jurídicas. Como se nota, por-
tanto, o elemento que definirá se um contrato é empresarial, ou não, é o subjetivo, 
vale dizer, os sujeitos envolvidos na relação jurídica, não o objeto do contrato. 
Afinal, eu posso ter um contrato de compra e venda de natureza civil ou um con-
trato de compra e venda mercantil. O objeto pode ser o mesmo, mas a condição 
dos sujeitos e a finalidade do contrato determinarão a classificação dele.
Partindo da proposição feita pelo próprio Código Civil, os contratos podem 
ser classificados da seguinte forma:
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Há um ponto peculiar, que merece uma distinção específica. Segundo o Código 
de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990), relação 
de consumo é aquela celebrada entre consumidor (art. 2º) e fornecedor (art. 
3º) (BRASIL, 1990). Todavia, no caso do consumidor, ele pode ser tanto pessoa 
natural como pessoa jurídica. Assim, eu posso ter uma relação de consumo en-
volvendo duas pessoas jurídicas. Assim, como distinguir o contrato de consumo 
de duas pessoas jurídicas com o contrato empresarial? 
Ocorre que, nos contratos de consumo, uma das partes (consumidor) é des-
tinatária final e não busca lucros, enquanto a outra é o fornecedor de bens ou 
serviços, e busca auferir o rendimento dessa relação. Já no contrato mercantil, a 
finalidade de lucro aparece em ambos os lados da relação.
TÍPICOS
Têm previsão em textos normativos.
ATÍPICOS
Sem previsão legal específica e pouco disseminados no mercado.
SOCIALMENTE TÍPICOS
Sem previsão legal e disseminados no mercado, pelos usos e costumes (BRASIL, 
2002, on-line).
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SUJEITOS E PARTES NOS CONTRATOS EMPRESARIAIS
Como já se viu, contrato é “um acordo entre duas ou mais pessoas para, entre si, 
constituir, regular ou extinguir uma relação jurídica de natureza patrimonial” 
(RIBEIRO, 2018, on-line). De outra parte, “o contrato celebrado entre empresas é 
chamado de contrato empresarial, e, por estar inserido num contexto diverso do 
contrato celebrado entre particulares, exige uma compreensão e um tratamento 
diferenciado que prestigie as suas especificidades e função” (idem).
Relevante para a compreensão do contrato empresarial é entendermos os 
conceitos de empresa e de empresário, exatamente, os sujeitos dos contratos 
empresariais, pois são o elemento subjetivo que definirá o tipo de contrato.
Empresa é uma “atividade organizada, para alcançar determinada finalidade, 
que pode ser exercida tanto por pessoa física (comerciante individual) como por 
determinados grupos sob a forma de sociedade” (WALD, 2006, p. 79). O Código 
Civil não se ocupa de conceituar a empresa, deixando isso a cargo da doutrina. 
No entanto, conceitua empresário, no artigo 966:
O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990) foi 
uma das leis mais importantes aprovadas logo após a promulgação da Constitui-
ção de 1988 (BRASIL, 1988; 1990). Até então, o Brasil não tinha um regramento que 
protegesse os interesses dos consumidores. A lei trouxe uma série de obrigações 
para os fornecedores de bens e serviços e estabeleceu vários direitos aos consu-
midores, instituindo, assim, uma política permanente de regulação das relações 
de consumo. Para o Direito Empresarial, o Código é importante por assinalar diver-
sas obrigações e responsabilidades do empresário que fornece bens ou serviços.
APROFUNDANDO
Portanto, distingue-se o contrato de consumo do contrato empresarial, pois, nas 
relações empresariais, nenhuma das partes adquire produto, ou serviço, como 
destinatário final, e, nas relações de consumo, há destinatário final do produto 
(bens ou serviços). Neste caso, aplica-se o Código de Defesa do Consumidor, 
mas, naquelas, o Código Civil (BRASIL, 1990; 2002).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
 “ Art. 966. Considera-se empresário quem exerce, profissionalmente, 
atividade econômica organizada para a produção ou a circulação 
de bens ou de serviços (BRASIL, 2002, on-line).
De outra parte, o parágrafo único do mesmo dispositivo afirma que não se consi-
dera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária 
ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa (BRASIL, 2002).
Em linguagem coloquial, é comum ser utilizada a expressão “empresa” para 
designar o estabelecimento do empresário. Quando alguém se refere ao local 
físico no qual se situa a empresa, na realidade, está tratando de outro conceito. 
Empresa é um elemento imaterial, pois é representado pela atividade econômica 
exercida por um empresário. O exercício dessas atividades em um determinado 
local não o transforma em “empresa”, embora, comumente, façamos referências 
do tipo: “o homem se dirigiu à empresa dele”.
Na verdade, a sede na qual o empresário exerce a atividade econômica 
dele compõe o chamado estabelecimento, assim definido pelo artigo 1.142 
do Código Civil:
 “ Art. 1.142. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens 
organizado,para exercício da empresa, por empresário, ou por so-
ciedade empresária.
§ 1º O estabelecimento não se confunde com o local onde se exerce 
a atividade empresarial, que poderá ser físico ou virtual (BRASIL, 
2002, on-line). 
Como se nota, todo o complexo de bens usados pelo empresário, ou por socie-
dade, para o exercício da empresa, é chamado de estabelecimento, o que com-
preende não só o local físico onde isso se realiza (a sede da empresa), mas, tam-
bém, os demais meios de produção, como máquinas, implementos, mobiliário etc.
Nota-se que o Código fala do exercício da empresa, destacando que esse con-
ceito se refere a uma atividade, não a um local. Demais disso, o texto, também, 
deixa claro que o estabelecimento não é só o local onde a atividade empresarial é 
exercida, dado que isso pode ser realizado de forma física ou virtual. Essa é uma 
realidade cada vez mais presente nos dias de hoje, visto que há uma grande diver-
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sidade de atividades empresariais que são realizadas de forma imaterial. A ima-
terialidade do exercício empresarial é uma das características do atual momento 
produtivo, em que se dissemina a chamada “Indústria 4.0” (BRASIL, 2002). 
Tomemos, como exemplo, as plataformas de intermediação de bens ou ser-
viços, como Uber, iFood, AirBnb, GetNinjas, dentre tantas outras. O modo de 
realização da atividade econômica dessas instituições é, completamente, ima-
terial. Elas até podem ter (e, em regra, têm) sedes físicas, mas isso não precisa, 
necessariamente, ocorrer em todas as localidades nas quais elas operam. A rigor, 
para fins fiscais, bastaria uma sede física, e o restante da atividade poderia ser 
praticada de maneira imaterial, vale dizer, sem a necessidade de um espaço de 
operação, já que o “negócio” funciona a partir das plataformas digitais.
Além de empresas, hoje, já tradicionais, várias outras se organizam a partir 
do mesmo postulado, especialmente, naquilo que se denomina, comumente, 
de start-up.
Startups são empresas em estágio inicial que buscam inovar e crescer rapida-
mente. Elas, geralmente, são fundadas por empreendedores que têm uma ideia 
inovadora e desejam desenvolver produtos ou serviços disruptivos. As startups, 
geralmente, têm recursos financeiros limitados e operam em um ambiente de 
incerteza. Embora não sejam, exclusivamente, voltadas ao mercado tecnológico, 
normalmente, surgem a partir de experiências dessa natureza, o que as leva a uma 
tendência de imaterialidade na instalação.
ZOOM NO CONHECIMENTO
O Código Civil, ainda, destaca alguns tratamentos especiais a certas categorias 
de empresas (BRASIL, 2002). O artigo 970 aponta que a lei assegurará trata-
mento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno 
empresário, quanto à inscrição e aos efeitos, daí, decorrentes. Por isso, existem 
leis específicas para tratar dessas atividades, como o Estatuto Nacional da Mi-
croempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123, de 14 
de dezembro de 2006) (BRASIL, 2006).
Ao lado disso, o art. 971 assinala que o empresário, cuja atividade rural cons-
titua a principal profissão dele, pode requerer inscrição no Registro Público de 
Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará 
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equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. Isso evidencia 
mais uma hipótese de que uma pessoa natural se equipara a pessoa jurídica, para 
fins empresariais. O produtor rural, portanto, pode exercer uma empresa com 
essas características (BRASIL, 2002). 
O Código Civil recebeu, em 2021, um acréscimo feito pela Lei nº 14.193, 
de 6 de agosto de 2021 (Lei da Sociedade Anônima de Futebol) (BRASIL, 2002; 
2021). Por ela, o artigo 971 recebeu um parágrafo no qual foi determinada 
a aplicação do caput à associação que desenvolva atividade futebolística em 
caráter habitual e profissional, caso em que, com a inscrição, será considerada 
empresária, para todos os efeitos. 
A corporação
Joel Bakan, o eminente professor e estudioso canadense de 
Direito, defende que a corporação dos dias de hoje é uma 
instituição patológica, perigosa, detentora do grande poder 
que emana sobre pessoas e sociedades. Nessa revolucioná-
ria avaliação da história, do caráter e da globalização da mo-
derna corporação, Bakan analisa as instituições empresariais 
e propõe um programa a longo prazo, de reformas concretas, 
pragmáticas e realistas, por meio da regulação legal e do con-
trole democrático. É uma leitura de suma importância para a 
compreensão do papel das corporações no mundo atual. Com 
a leitura da obra, o aluno pode entender a dinâmica de fun-
cionamento das empresas e as relações apresentadas com as 
demais organizações, tendo condições reais de aferir a rele-
vância dos contratos empresariais.
INDICAÇÃO DE LIVRO
O estudo contemporâneo de qualquer ramo do Direito exige um conhecimento 
razoável dos princípios jurídicos. É muito importante ter uma base conceitual 
consistente que ensine, de forma estruturada, o significado e a utilidade dos prin-
cípios. Veja o que diz o Professor Miguel Reale a respeito:
 “ Princípios são, pois, verdades ou juízos fundamentais, que ser-
vem de alicerce ou de garantia de certeza a um conjunto de juízos, 
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ordenados em um sistema de conceitos relativos à dada porção 
da realidade. Às vezes, também, se denominam, princípios, certas 
proposições, que, apesar de não serem evidentes ou resultantes 
de evidências, são assumidas como fundantes da validez de um 
sistema particular de conhecimentos, como seus pressupostos ne-
cessários (REALE, 1986, p. 60).
Caro estudante quer saber mais informações a respeito do que discutimos ao 
longo deste tema de aprendizagem? Acesse a videoaula que preparamos para 
você! Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de 
aprendizagem. 
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
As atuações do empresário e dos profissionais que o assessoram pressupõem um 
conhecimento adequado da estrutura morfológica dos contratos empresariais e 
das funções deles. Os estudos apresentados neste tema permitem uma compreen-
são adequada a respeito dos requisitos e diversos tipos de contratos empresariais, 
incluindo uma aplicabilidade concreta na organização empresarial. 
Portanto, o tema dos contratos empresariais, abordado a partir dos conceitos 
essenciais de fatos jurídicos, negócios jurídicos, relações jurídicas e contratos, 
é crucial para a sua formação, caro estudante, e a sua preparação para o futuro 
ambiente profissional. Os contratos empresariais desempenham um papel fun-
damental nas atividades econômica e comercial, e compreender a estrutura, os 
requisitos e as funções deles é essencial para qualquer pessoa que deseje atuar 
no mercado de trabalho.
Em suma, o conhecimento sólido de contratos empresariais é uma habilidade 
valiosa que conecta teoria e prática, permitindo que você, estudante, prepare-se 
para o ambiente profissional, independentemente da sua área de atuação. Isso é, 
particularmente, relevante em um mundo empresarial cada vez mais complexo 
e regulamentado, em que o cumprimento de contratos desempenha um papel 
central no sucesso das organizações.
UNICESUMAR
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1. Assinale a alternativa CORRETA:
a) Contrato é um negócio jurídico bilateral, ou plurilateral, que sujeita as partes à observân-
cia de conduta idônea à satisfação dos interesses que regularam.
b) Um contrato tem que ser celebrado por, no máximo, duas pessoas.
c) Um fato jurídico representa um fato previsto na lei.
d) Negócio jurídico é o nome que se dá para toda atividade comercial.
e) Os contratos, para haver validade, precisam, sempre, ser escritos.
2. Analise as afirmativas a seguir:
I - A validade do negócio jurídico pressupõe a capacidade das partes contratantes.
II - O negócio jurídico precisa observar a forma legal, se exigida.
III - Um negócio jurídico só pode ser celebrado se o objeto dele for lícito 
Assinale a alternativa correta:
a) I, apenas.
b) III, apenas.

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