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Administração pública Aula 3 PROFESSORA: Dra.Camila Arruda E´MAIL: profcamilaarruda@gmail.com Aula 3 Princípios norteadores do Direito Administrativo: Princípios constitucionais: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Princípios constitucionais da Administração Pública: Noções Gerais O regime jurídico único da Administração Pública apresenta regras fundamentais. A compreensão do Regime Jurídico deve partir da análise dos princípios que norteiam todas as atividades administrativas. Os princípios pretendem manter a harmonia dos atos com o ordenamento jurídico. PRINCÍPIOS São parâmetros de interpretação o conteúdo das demais regras do sistema jurídico, apontando as regras que devem ser seguidas pelo administrador público. PRINCÍPIOS IMPORTÂNCIA PARÂMETROS DE INTERPRETAÇÃO OFERECEM COERÊNCIA E HARMONIA AO SISTEMA No Direito Administrativo, esses princípios estão localizados no caput do artigo 37 da CF/88: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência ....... Esse artigo estabelece o mínimo de regras a serem seguidos no exercício da administração pública. O exercício do poder constituinte derivado fundamentado no artigo 25 da CF, admite a possibilidade, quando da elaboração das constituições estaduais, de acrescentar outros princípios. Exemplo: Lei nº 9784/99, que ao disciplinar o processo administrativo federal, em seu artigo 2º, acrescentou a relação dos princípios do artigo 37 da CF, nos seguintes termos: “Art. 2º A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.” O artigo 37 estabeleceu princípios mínimos norteadores da atividade administrativa, que representam os interesses da coletividade. A previsão dessas regras na Constituição não se limitam no caput do artigo 37, podendo ser encontradas em outros pontos da constituição: Artigo 5º, inciso LXXIII (moralidade administrativa); Artigo 93, IX e X (motivação das decisões judiciais); Artigo 169 (princípio da eficiência quando limita os gastos com o pessoal). A abrangência dos princípios, ou seja, a quem deve a eles se submeter, tem a resposta no próprio caput do artigo 37 da CF: Administração Direta (órgãos públicos, tais como Ministérios, Secretarias, Subprefeituras, Administrações Regionais); Administração Indireta (autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e as agências reguladoras e executivas); Obs: De qualquer dos poderes da União, dos Estados e dos Municípios. DESTINATÁRIO ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL DISTRITAL Os princípios da administração pública devem ser cumpridos por todas as pessoas integrantes da Administração Pública e por todos os prestadores de serviços ou exploradores de atividade econômica pública. O artigo 173, §1º da CF estabelece que as empresas públicas e a sociedade de economia mista que explorem atividade econômica devam se submeter ao mesmo regime jurídico das empresas privadas, isso não as desobriga do cumprimento dos princípios relacionados ao artigo 37. ADMINISTRAÇÃO DIRETA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ÓRGÃOS PESSOAS MINISTÉRIOS AUTARQUIAS SECRETARIAS FUNDAÇÕES SUPREFEITURAS EMPRESAS ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS SOCIEDADES Os órgãos são unidades de competência desprovidas de personalidade jurídica, e, como consequência, ao menos em regra, desprovidas de capacidade processual (propositura de ações e polo passivo). O órgão não responderá pelos danos causados a terceiros, mas sim a esfera de governo em que se encontrem. Essa teoria é conhecida como teoria do órgão, que atribui a responsabilidade dos atos dos servidores e órgãos ao em que se encontram. EXCEÇÕES: xxxxx Natureza Personalidade jurídica Capacidade Processual Localização MINISTÉRIO PÚBLICO ÓRGÃO NÃO TEM TEM ADMINISTRAÇÃO DIRETA DEFENSORIA PÚBLICA ÓRGÃO NÃO TEM TEM ADMINISTRAÇÃO DIRETA A estrutura indireta da Administração se apresentam pessoas jurídicas, que são unidades de personalidade jurídica e, como consequência, de capacidade processual. Na estrutura indireta responde pelas obrigações que contraírem, bem como pelos danos que causarem. A vítima de danos causados por autarquias, fundações, empresas públicas ou sociedade de economia mista deverá acioná-las em juízo e não a esfera de governo em que se encontrem. ESTRUTURA INDIRETA DA ADMINISTRAÇÃO XXXX NATUREZA PERSONALIDADE JURÍDICA CAPACIDADE PROCESSUAL LOCALIZAÇÃO AUTARQUIAS PESSOA JURÍDICA TEM TEM ADMINISTRAÇÃO INDIRETA FUNDAÇÕES PESSOA JURÍDICA TEM TEM ADMINISTRAÇÃO INDIRETA EMPRESAS PESSOA JURÍDICA TEM TEM ADMINISTRAÇÃO INDIRETA SOCIEDADES PESSOA JURÍDICA TEM TEM ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ESPÉCIES EXPRESSOS: PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPLÍCITOS: NÃO PREVISTOS NA LEI MAIOR, MAS PERMEIAM A ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE a) Princípio da legalidade: A Administração Pública só pode praticar as condutas autorizadas em lei. O agente público deve observar todos os requisitos expressos em lei. Esse princípio aparece com dois perfis diferenciados: Administração: só poderá fazer aquilo expressamente previsto em lei. Particulares: poderá fazer tudo aquilo que não é vedado em lei. REFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS LEGALIDADE ART. 5º, II; ART.5º, XXXIX; ART. 150, I; ART. 37, II Na expressão Lei podem ser inseridas outras espécies normativas: Medida Provisórias; Decretos legislativos; Resoluções; Princípio da Impessoalidade: É o dever da imparcialidade na defesa do interesse público, impedindo discriminações e privilégios a particulares no exercício da função administrativa. É tratar todos os administrados sem discriminações ou benefícios. IMPESSOALIDADE NEUTRALIDADE EM RELAÇÃO AOS ADMINISTRADOS PROIBIÇÃODE DISCRIMINAÇÃO GRATUITA Esse principio assegura o melhor interesse público, vedando o favorecimento gratuito. Exemplos: Concurso público; Processos licitatórios; Ordem cronológica de quitação de débitos (precatórios e ordem de pagamentos); Propaganda do governo (proibição de nomes, imagens, símbolos e cores de partidos); Teoria do órgão: imputa a responsabilidade dos atos dos agentes à pessoa jurídica. Estado de sitio e Estado de defesa (art. 136 a 141) https://www.youtube.com/watch?v=yCZvhxB6XkU Princípio da Moralidade É a exigência do respeito a padrões éticos, de boa-fé, decoro, lealdade, honestidade e probidade (integridade) incorporados pela prática diária ao conceito de administração. Exemplos: Súmula Vinculante 13 do STF, Resolução 7 do Conselho Nacional de Justiça (Antinepotismo) e a Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/92). Princípio da Publicidade: São os deveres de transparência e divulgação oficial dos atos administrativos. Exemplos: habeas data (art. 5º, LVII CF), Publicação de edital de concurso público no Diário Oficial, Lei de Acesso à Informação (11.527/2011). Observação: Exceções à Publicidade => Segurança do Estado (art. 5, XXXIII, CF) e Intimidade dos Envolvidos em Processos Administrativos Disciplinares (art. 5, X, CF). Publicidade https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=FF3bSa7sjWo Princípio da Eficiência É obrigar a Administração a buscar os melhores resultados por meio da atribuição de seus agentes públicos. É estruturar, organizar e disciplinar a administração pública, exigindo que seja o mais racional possível, no intuito de alcançar os melhores resultados na prestação dos serviços públicos. Exemplos: Rapidez, produtividade, rendimento funcional, qualidade, etc. Por Leticia Paixão – 14/3/21 O rol de princípios constitucionais do Direito Administrativo não se esgota no art. 37, caput. Veremos na aula 4 os demaisprincípios. SURPRESA https://wordwall.net/pt/resource/11708890 image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.png image8.png media1.mp4 image9.png image10.png