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MIP da bananeira UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA/CAMPUS DE ROLIM DE MOURA DISCIPLINA: ENTOMOLOGIA AGRÍCOLA Professor: Vando Miossi Rondelli vando.rondelli@unir.br Introdução Características da Bananeira: Família Musaceae Rizoma Raízes Pseudocaule Flores dispõem-se numa espiga em torno do “coração” Importância econômica: Brasil: Segunda fruta mais produzida e consumida Produção brasileira: A área plantada no Brasil é de cerca de 507 mil ha. 1. Nordeste 37,3% 2. Sudeste 32,9 % 3. Sul 14,4% 4. Norte 11,98% 5. Centro-Oeste 3,5% Introdução Fonte: IBGE 2011 IBGE 2009 Importância de Pragas Bananeira - ataque de inúmeras pragas Presença constante Ampla distribuição geográfica Importante conhecer problemas fitossanitários Identificá-los Medidas adequadas de controle Nível de controle e o dano econômico Importância de Pragas Problemas fitossanitários Influencia de Pragas e Doenças baixos níveis de produtividade no Brasil Aspecto qualitativo Aspecto quantitativo Fenologia da Bananeira vs Ataque da Praga Plantio Crescimento Floração Frutificação Moleque Falso-moleque Tripes-da-ferrugem Tripes-da-erupção, Irapuá Lagartas-das-folhas Praga-chave Moleque-da-Bananeira Cosmopolites sordidus Morfologia e Hábitos Besouro preto 11 mm x 4 mm Atividade noturna e movimentos lentos Postura no rizoma ou base do psedocaule Moleque-da-bananeira Ovos (60-70/fêmea) 5 a 8 dias 12 a 22 dias 7-10 dias Ciclo total 27-40 dias Pupa Adulto Larva Gallo et al. 2002 Prejuízos Danos diretos Consideráveis, pois: Danos indiretos Moleque-da-bananeira Danos diretos Larvas Galerias no rizoma e na base do pseudocaule Desenvolvimento limitado Folhas amareladas Cachos e frutos menores (20-50% de perdas) Moleque-da-bananeira Danos no rizoma Moleque-da-bananeira Danos no rizoma Moleque-da-bananeira Larva do moleque da bananeira e seu dano “Vela seca” Seca e morte das folhas centrais Danos diretos Moleque-da-bananeira Moleque-da-bananeira Danos indiretos Queda das bananeiras Entrada de microorganismos Ex: Mal-do-Panamá Moleque-da-bananeira Bananeira caída devido ao ataque do moleque Moleque-da-bananeira Mal-do-panamá Aspecto de “guarda chuva fechado” Moleque-da-bananeira Levantamento Populacional Conhecimento da população Detecção: presença da praga tendência do crescimento populacional ocorrência de inimigos naturais Mortalidade natural Realização de amostragens periódicas Momento de controle Moleque-da-bananeira Levantamento Populacional Isca tipo “Telha” 50 cm Moleque-da-bananeira Levantamento Populacional Isca tipo “Queijo” Moleque-da-bananeira Levantamento Populacional Isca tipo “Sanduíche” Feitas com pedaços do rizoma Mais atrativas Moleque-da-bananeira Levantamento Populacional Atratividade de 15 dias Monitoramento - 20 iscas/ha NC- 5/isca/15dias Controle -150 iscas / ha Tratadas com Beauveria bassiana Inseticidas registrados para cultura Isca tipo “Telha” e “Queijo” Armadilha tipo Alçapão cosmolure Arame Pseudocaule Água + Detergente (3%) Nível do solo 12 cm 3 cm Moleque-da-bananeira Armadilha de feromônio Levantamento Populacional Mudas sadias Mudas por micropropagação Descorticamento do rizoma Tratamento das mudas com inseticidas (químico) Tratamento das covas no plantio Na implantação: Medidas de controle Limpeza e desbaste (Controle Cultural) Iscas (150 iscas/ha) Controle biológico Controle químico Após implantação: Medidas de controle Cortar os pseudocaules em pedaços pequenos acelera a decomposição Controle Cultural Manejo incorreto Manejo correto Medidas de controle Controle Biológico Medidas de controle Beauveria bassiana 20 a 25 g/isca 100 iscas/ha Resistência de Plantas Medidas de controle Maçã, Terra, São Domingos e Ouro Prata, Prata-anã, Pacovan Nanica e Nanicão Tolerantes ao Moleque Susceptíveis ao Moleque Todas variedades são atacadas por C. Sordidus, porém o grau de infestação difere Controle Químico Tratamento de mudas e iscas (carbamatos) Podem ser aplicados: cova e/ou cobertura (organofosforados) Medidas de controle Cova de plantio: 20g/cova Cobertura: Distribuição bem próxima à touceira Controle Químico Medidas de controle } Pragas Secundárias Deposita seus ovos no pseudocaule ou sob tecidos em decomposição Abertura de galerias na base do pseudocaule. Seu ataque ocorre principalmente ao fim do ciclo. Metamasius hemipterus Falso-moleque Falso-moleque Danos do falso-moleque no pseudocaule. Vivem nas inflorescências Depositam seus ovos sob os frutos. Formas jovens têm movimentos lentos e são mais claras que os adultos. Tripes Palleucothrips musae - Erupção Frankiniella sp. - Erupção Caliothrips bicinctus - Ferrugem Chaetanaphathrips orchidii - Ferrugem Tryphactothrips lineatus - Ferrugem Tripes manchas avermelhadas nos frutos superfície áspera e rachaduras Prejuízos Causados pela alimentação de ninfas e adultos Depreciação dos frutos inutilizando-os para a exportação! Danos de Tripes Fruto manchado Com aspecto de “queimado” Tripes da Ferrugem dos frutos Pontuações marrons e ásperas ao tato Danos deTripes Tripes da Erupção dos frutos Químico Pulverização de flores e frutos Sacos impregnados com inseticida Cultural Despistilagem e remoção do coração Ensacamento dos cachos Controle de plantas invasoras Controle de Tripes • Vivem em grandes colônias • Colônias localizam-se na porção basal do pseudocaule Pentalonia nigronervosa Pulgão Prejuízos Sucção de seiva em folhas mais novas Clorose Engruvinhamento das folhas Paralização do crescimento Dano indireto: Transmissão do mosaico-da-bananeira (CMV) Pentalonia nigronervosa Pulgão Engruvinhamento das folhas Pentalonia nigronervosa Pulgão Mosaico-da-bananeira (CMV) Pentalonia nigronervosa Pulgão Controle Pulverização com: Fosforados neonicotinoides ou Obs: Não há produtos registrados para essa praga! Pentalonia nigronervosa Pulgão Trigona spinipes Coloração preta (5 a 7 mm) É bastante frequente em bananais na fase de floração. Abelha-cachorro ou Irapuá Danos Atacam as inflorescências e cachos Lesões irregulares nos frutos Prejudica valor comercial Abelha-cachorro Controle É mais eficiente a destruição dos ninhos! Abelha-cachorro Opsiphanes spp. Calligo illioneus Antichloris eriphia Lagartas das Folhas Opsiphanes spp. Lagartas das Folhas Adulto cor marrom Faixa amarela na asa anterior Duas manchas brancas no ápice Depositam os ovos nas folhas Lagartas verdes Com oito apêndices na cápsula cefálica e 2 abdominais 10 cm Ciclo total ~ 80 dias Opsiphanes spp. Lagartas das Folhas Calligo illioneus – Borboleta-coruja Borboleta grande de cor azul Face inferior das asas posteriores com dois “ olhos” pretos de halo branco Hábitos diúrnos Postura nas folhas (5 a 6 ovos) Lagartas das Folhas Calligo illioneus – Borboleta-coruja Lagartas de coloração parda Oito apêndices cefálicos Dois apêndices na extremidade do corpo Ciclo total ~ 120 dias Lagartas das Folhas Lagartas das Folhas Antichloris eriphia Mariposa de coloração preta com estrias verdes brilhantes no corpo Lagartas brancas e pilosas Danos das Lagartas Destroem o limbo foliar a partir dos bordos Deixam apenas a nervura central em ataques intensos Opsiphanes spp. e Calligo illioneus Ambas prejudicam seriamente os cachos que ficam de tamanho menor Antichloris eriphia Perfuram o limbo deixando a folha cheia de orifícios Antichloris eriphia Danos das Lagartas Opsiphanes spp. e Calligo illioneus Controle Aplicação em cobertura sobre as folhagens com: Inseticidas fosforados Piretroides Reguladores de crescimento A aplicação deve ser realizada com cautela, pois a bananeira é muito sensível a inseticidas Lagartas das Folhas Pequena mariposa (30 mm) Coloração marrom clara Postura na banana ou em outras partes Altamente polífaga (42 espécies de plantas) Traça-da-Bananeira Opogona sacchari Atacam as bananas ainda verde Formam galerias na polpa Apodrecimento do fruto Destruição do engaço Danos da Traça Danos causados pela traça-da-bananeira Danos da Traça Danos da Traça População alta danos no pseudocaule Deve ser preventivo Remoção do coração Despistilagem Destruição de restos culturais Controle da Traça Aumentar a diversidade do agroecossistema; Monitorar a população das pragas; Preservar e incrementar a população de inimigos naturais. Estratégias de controle geral