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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS - EaD AULA 01 DATA: ______/______/______ VERSÃO:01 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA DADOS DO(A) ALUNO(A): NOME: MATRÍCULA: CURSO: POLO: ORIENTAÇÕES GERAIS: · O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e · concisa; · O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema; · Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado); · Tamanho: 12; Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm; · Espaçamento entre linhas: simples; · Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado). TEMA DE AULA: Cinesiologia, biomecânica e subdivisões da mecânica. RELATÓRIO: 1.Discorrer sobre o conceito de cinesiologia e biomecânica, sobre o que cada estudo aborda. 2. Descreva as subdivisões da mecânica e o conceito de cinética e cinemática que são as subdivisões da biomecânica. TEMA DE AULA: Sistema nervoso e nervos cranianos. RELATÓRIO: 1.Discorrer sobre o conceito do sistema nervoso central e periférico. Sistema Nervoso Central: O SNC é composto pelo cérebro e pela medula espinhal. É o centro de processamento de informações do corpo humano. O cérebro é responsável por funções cognitivas superiores, como pensamento, memória, emoções, percepção sensorial e controle motor. A medula espinhal é responsável pela transmissão de sinais nervosos entre o cérebro e o resto do corpo. Ela também coordena reflexos simples. Sistema Nervoso Periférico: O SNP é formado pelos nervos que se estendem do SNC para o resto do corpo, incluindo órgãos, músculos, pele e tecidos. Ele é subdividido em sistema nervoso somático (voluntário) e sistema nervoso autônomo (involuntário). O sistema nervoso somático controla os movimentos musculares conscientes e as sensações corporais. O sistema nervoso autônomo controla funções automáticas do corpo, como batimentos cardíacos, respiração, digestão e outras funções viscerais. Sistema Nervoso Central O Sistema Nervoso Central é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal, ambos envolvidos e protegidos por três membranas denominadas meninges. Encéfalo O encéfalo, que pesa aproximadamente 1,5 quilo, está localizado na caixa craniana e apresenta três órgãos principais: o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico; Cérebro É o órgão mais importante do sistema nervoso. Considerado o órgão mais volumoso, pois ocupa a maior parte do encéfalo, o cérebro está dividido em duas partes simétricas: o hemisfério direito e o hemisfério esquerdo. Assim, a camada mais externa do cérebro e cheia de reentrâncias, chama-se córtex cerebral, o responsável pelo pensamento, visão, audição, tato, paladar, fala, escrita, etc. Ademais, é sede dos atos conscientes e inconscientes, da memória, do raciocínio, da inteligência e da imaginação, e controla ainda, os movimentos voluntários do corpo. Cerebelo Está situado na parte posterior e abaixo do cérebro, o cerebelo coordena os movimentos precisos do corpo, além de manter o equilíbrio. Além disso, regula o tônus muscular, ou seja, regula o grau de contração dos músculos em repouso. Tronco Encefálico Localizado na parte inferior do encéfalo, o tronco encefálico conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa. Além disso, produz os estímulos nervosos que controlam as atividades vitais como os movimentos respiratórios, os batimentos cardíacos e os reflexos, como a tosse, o espirro e a deglutição. Medula Espinhal A medula espinhal é um cordão de tecido nervoso situado dentro da coluna vertebral. Na parte superior está conectada ao tronco encefálico. Sua função é conduzir os impulsos nervosos do restante do corpo para o cérebro e coordenar os atos involuntários (reflexos). Sistema Nervoso Periférico O sistema nervoso periférico é formado por nervos que se originam no encéfalo e na medula espinhal. Sua função é conectar o sistema nervoso central ao resto do corpo. Importante destacar que existem dois tipos de nervos: os cranianos e os raquidianos. · Nervos Cranianos: distribuem-se em 12 pares que saem do encéfalo, e sua função é transmitir mensagens sensoriais ou motoras, especialmente para as áreas da cabeça e do pescoço. · Nervos Raquidianos: são 31 pares de nervos que saem da medula espinhal. São formados de neurônios sensoriais, que recebem estímulos do ambiente; e neurônios motores que levam impulsos do sistema nervoso central para os músculos ou para as glândulas. https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso/ 2. Em relação aos nervos cranianos, fale sobre a classificação e informações transmitidas por eles e discorra sobre os pares cranianos. Nervos cranianos: classificações e informações transmitidas por eles Os pares cranianos fazem, de maneira geral, o suprimento sensitivo e motor da cabeça e do pescoço. Classificados em: · Eferentes/motores, quando a informação sai do sistema nervoso central · Aferentes/sensitivos, quando a informação entra no sistema nervoso central · Mistos As informações transmitidas pelos nervos cranianos podem ser: · Especiais: quando responsáveis pela visão, olfato, paladar, tato e audição · Somáticas: originadas pela pele e músculos esqueléticos · Viscerais: originadas ou vão para os órgãos internos · Gerais: quando originam-se de exteroceptores e proprioceptores. Existem 12 pares de nervos cranianos, cada um com funções específicas. Cada par de nervos cranianos possui uma localização específica na cabeça e no pescoço. Os nervos cranianos são responsáveis por transmitir informações sensoriais e motoras para diferentes partes da cabeça, pescoço e órgãos. Eles são classificados em 12 pares e cada um tem uma localização específica na cabeça e no pescoço. Alguns exemplos de nervos cranianos incluem: · Nervo olfativo (I) - responsável pelo sentido do olfato. · Nervo óptico (II) - responsável pela visão. · Nervo vestibulococlear (VIII) - responsável pela audição e equilíbrio. · Nervo oculomotor (III) - controla os movimentos dos músculos oculares. · Nervo facial (VII) - controla os músculos faciais e transmite sensações gustativas. · Nervo hipoglosso (XII) - controla os movimentos da língua. Cada par de nervos cranianos possui funções específicas e é essencial para o funcionamento adequado das estruturas cranianas. Eles desempenham um papel crucial na transmissão de informações sensoriais e motoras, garantindo que as funções vitais do corpo sejam realizadas corretamente. Olfatório É um nervo exclusivamente sensitivo, contém fibras aferentes viscerais especiais. Sua emergência craniana se localiza na lâmina crivosa do osso etmoide e a encefálica, no bulbo olfatório, na porção inferior do lobo frontal; o seu núcleo é o olfatório anterior, logo, é responsável pela inervação da mucosa olfatória. Está distribuído no epitélio olfatório da cavidade nasal, formado por neurônios bipolares que são as células receptoras olfatórias. Seus axônios se dividem em: estria medial e lateral. A lateral envia estímulos para o hipocampo e para a amigdala, já a medial, envia para o tálamo e depois para o córtex orbitofrontal, responsável pela percepção do cheiro. Óptico É um nervo unicamente sensitivo, suas fibras são somáticas especiais e é responsável pela visão, mais especificamente por transmitir impulsos aferentes especiais de luz para o cérebro. Sua emergência craniana é o canal óptico e a encefálica é o quiasma óptico; o seu núcleo é o geniculado lateral. As fibras ópticas provenientes da parte nasal da retina cruzam no quiasma óptico para o lado oposto, enquanto as da parte lateral permanecem do mesmo lado. O trato óptico é a continuação intracraniana desse nervo e é uma estrutura par, formada pelas fibras citadas anteriormente. A maior parte dessas fibras segue em direção ao núcleo geniculado lateral, onde a informação será transmitida para o córtex visual primário, localizado na área 17 de Brodmann. Algumas dessas fibras podem terminar no núcleo pré-tectal e no colículo superior. Oculomotor É um nervo exclusivamente motor somáticoe visceral, que contém fibras pré-ganglionares parassimpáticas. Sua emergência craniana é a fissura orbital superior e a encefálica é o sulco medial do pedúnculo cerebral, seus núcleos são o oculomotor e o Edinger-Westphal. As fibras primárias são responsáveis pela inervação dos seguintes músculos extraoculares: · Levantador da pálpebra · Reto inferior · Superior · Medial · Obliquo inferior Já as secundárias, inervam o corpo ciliar, íris e músculo esfíncter da pupila. Ele contrai o músculo ciliar, que, por sua vez, relaxa as zônulas ciliares, deixando o cristalino mais arredondado, conferindo acuidade visual. Além disso, por possuir fibras parassimpáticas, realiza a miose da pupila. Ao aplicar um reflexo luminoso em apenas um olho, haverá a contração das duas pupilas, pois será recrutado um núcleo ipsilateral e contralateral. Troclear É um nervo exclusivamente motor, formado por fibras somáticas gerais. Sua emergência craniana é a fissura orbital superior e a encefálica é o véu medular superior; o único par craniano que tem origem posterior no tronco encefálico e seu núcleo pode ser encontrado ao nível do colículo inferior do tronco cerebral. Ele é responsável pela inervação do músculo obliquo superior. Esse músculo realiza os movimentos de adução, depressão e rotação medial (interna) do olho. Trigêmeo É um nervo misto, ou seja, tem função motora e sensitiva, constituído por fibras viscerais especiais e somáticas gerais. É importante salientar que a partir do gânglio trigeminal surgem três ramos: oftálmico, maxilar e mandibular e cada um tem a sua emergência craniana, a fissura orbital superior, forame redondo e oval, respectivamente. Já a encefálica está localizada entre a ponte e o pedúnculo cerebral médio, seus núcleos estão no tronco encefálico e na parte superior da medula espinhal. A inervação somática é responsável por carregar informações relacionadas a dor, propriocepção, temperatura, tato da face, 2/3 do couro cabeludo e língua, cavidade nasal, seios paranasais e conjuntiva ocular. Já a inervação motora é relacionada aos músculos da mastigação: masseter, temporal, pterigoideo lateral e medial. Ramos do trigêmeo O ramo oftálmico é formado por fibras pré-ganglionares do gânglio ciliar e fibras dos ramos periféricos. Ele forma uma sinapse com o gânglio trigeminal e inerva a região anterior do crânio, nariz e regiões oftálmicas da face. Ao chegar à órbita, fornece três ramos terminais, que são os nervos nasociliar, frontal e lacrimal. Já o ramo maxilar inerva a região maxilar e abaixo dos olhos. Ao penetrar na cavidade orbital passa a ser chamado de nervo infraorbital, que, por sua vez, fornece outros ramos, como o nervo alveolar superior. O ramo mandibular possui dois ramos principais, o nervo lingual e alveolar inferior. Ele tem como função a inervação da porção mais inferior da face. Abducente É exclusivamente motor, constituído por fibras eferentes somáticas gerais. Assim como o oculomotor e troclear, tem como função a motricidade do globo ocular. É responsável, mais especificamente, pela inervação do músculo reto lateral, que realiza o movimento de abdução do olho. É evidente a semelhança na função desses três pares cranianos, com isso pode-se explicar a razão de possuírem a mesma emergência craniana. Facial É um nervo misto, possui uma raiz motora, nervo facial propriamente dito e uma raiz sensorial, chamada de nervo intermédio, suas fibras são pré-ganglionares parassimpáticas. Sua emergência craniana é o forame estilomastoideo e a encefálica é o sulco bulbo pontino. Possui quatro núcleos, o lacrimal, motor, salivatório superior e o núcleo do trato solitário. O nervo facial possui cinco ramos principais: · Auricular, marginal · Mandibular · Bucal · Zigomático · Temporal Todos realizam a inervação dos músculos da expressão facial. O intermédio inerva os 2/3 anteriores da língua, gerando o paladar. Logo, de maneira geral, esse par craniano é responsável pela mímica facial, inervação dos 2/3 anteriores da língua, das glândulas salivares e lacrimal. Vestíbulo-coclear É exclusivamente sensitivo e formado por fibras somáticas especiais. Ele penetra no osso temporal pelo meato acústico interno e sua emergência encefálica é o sulco bulbo pontino, possui um núcleo vestibular e outro coclear. O componente vestibular é responsável pelo equilíbrio e possui quatro núcleos: superior, inferior, medial e lateral. O coclear fica responsabilizado pela audição e possui um núcleo anterior e outro posterior. Esses núcleos se encontram lateralmente ao pedúnculo cerebelar inferior. Glossofaríngeo É um nervo misto, suas fibras são motoras e parassimpáticas eferentes. Sua emergência craniana é o forame jugular e a encefálica é o sulco lateral posterior, possui os núcleos ambíguo, salivatório inferior e solitário. Realiza a inervação da glândula parótida, 1/3 posterior da língua, tuba auditiva, faringe, constritor da faringe, úvula e tonsilas. Além disso, também inerva os músculos estilofaríngeo constritor superior da faringe. Vago É um nervo misto e o maior nervo craniano. Sua emergência craniana é o forame jugular, enquanto a encefálica é o sulco lateral posterior e seus núcleos são o ambíguo, vagal motor dorsal e solitário. Suas fibras são eferentes motoras e parassimpáticas e fibras aferentes sensitivas. Tem como função a inervação dos músculos da faringe, traqueia, laringe, estruturas torácicas e abdominais e conduz a inervação parassimpática para os órgãos viscerais. Acessório Nervo exclusivamente motor, formado por uma raiz craniana e uma espinhal. Sua emergência craniana é o forame jugular e a encefálica é o sulco lateral posterior, possui o núcleo ambíguo e acessório espinhal. Possui uma divisão interna e externa, a interna segue junto com o vago e forma o laríngeo recorrente, já a externa vai para o trapézio e esternocleidomastoideo. Realiza a inervação do musculo trapézio e esternocleidomastoideo. Hipoglosso É um nervo essencialmente motor, suas fibras nervosas se comunicam com a alça cervical. Sua emergência craniana é o canal do hipoglosso e a encefálica é o sulco lateral anterior do bulbo; o seu núcleo está localizado no tronco encefálico, ao nível do trígono do hipoglosso. Sua função é a inervação dos músculos intrínsecos e extrínsecos da língua, ou seja, permite que eles se movimentem. Como fazer o exame físico dos pares cranianos? Realizar o exame físico dos pares cranianos é uma parte importante da avaliação neurológica de um paciente. Veja como realizar o exame físico de cada um deles. Olfatório Utiliza-se substâncias aromáticas voláteis não irritantes. O teste é realizado com o paciente fechando os olhos, então a substância é apresentada em cada narina separadamente, seguido por algumas perguntas para analisar se é possível sentir e reconhecer o cheiro. As alterações mais encontradas durante o exame físico são: · Hiposmia · Redução do olfato · Anosmia · Ausência do olfato · Hiperosmia · Aumento da olfação · Disosmia · Percepção alterada do odor · Fantosmia · Percepção de odores sem um estímulo presente · Parosmia · Perversão do olfato com apresentação de um estímulo · Cacosmia, percepção sempre desagradável de determinado cheiro com ou sem estímulo. Óptico Seu exame físico é divido em três partes: medida da acuidade visual, avaliação dos campos visuais e exame do fundo do olho. A acuidade visual deve ser testada com auxílio da tabela de Snellen, com números e letras de tamanhos diferentes, e tabela de Jaeger, composta por blocos de texto em fontes de diversos tamanhos. Caso o paciente use óculos, deve continuar usando durante o exame, já que ele é neurológico e não oftalmológico. https://sanarmed.com/nervos-cranianos-colunistas/ TEMA DE AULA: Cinesiologia do esqueleto axial e apendicular. RELATÓRIO: 1.Discorrer sobre o conceito e diferença do esqueleto axial e apendicular. O esqueleto axial é constituído por 80 ossos, formado pelo crânio, a caixa torácica e a coluna vertebral. Podemos caracterizá-lo como aquele conjunto de ossosque se localizam no eixo ou parte central do corpo. A sua função é proteger o Sistema Nervoso Central e alguns dos órgãos vitais localizados na região torácica. Por isso, o seu papel está relacionado com a proteção do organismo, sendo considerado o pilar central do sistema esquelético. Crânio: O crânio é constituído por ossos faciais e ossos cranianos. De uma maneira geral, esses ossos garantem, principalmente, a proteção do encéfalo, uma porção do sistema nervoso central. Osso hioide: Osso sem articulação localizado na região compreendida entre a mandíbula e a laringe, na região do pescoço. Vértebras: Ossos que constituem a coluna vertebral. Uma de suas funções primordiais é garantir a proteção da medula espinhal. Costelas: Ossos que apresentam formato de arco, encontrados no número de 12 pares. Esterno: Osso localizado na parte anterior do tórax, conhecido também como osso do peito." O esqueleto apendicular compreende os ossos dos membros superiores e inferiores. Ele é responsável pela movimentação e sustentação do corpo. O esqueleto apendicular é composto por 126 ossos, os quais formam nossos membros. Fazem parte do esqueleto apendicular: Membros superiores: Os membros superiores são constituídos pelo úmero (osso do braço), ulna e rádio (ossos do antebraço), carpos (ossos do punho), metacarpos (ossos da palma da mão) e falanges (ossos dos dedos). Cintura escapular: A cintura escapular é constituída pela clavícula e pela escápula. Membros inferiores: Os membros inferiores são constituídos pelo fêmur (osso da coxa), tíbia e fíbula (ossos da perna), patela (osso do joelho), tarsos, metatarsos e falanges (ossos dos dedos). Cintura pélvica: A cintura pélvica é constituída pelos ossos do quadril, também chamados de ossos pélvicos." https://brasilescola.uol.com.br/biologia/esqueleto-humano.htm 2. Abordar sobre a cinesiologia do esqueleto axial e apendicular. A cinesiologia do esqueleto axial investiga o movimento das estruturas do crânio, coluna vertebral e tórax. Compreender a biomecânica dessas regiões é vital para avaliar posturas, lesões e desenvolver intervenções terapêuticas. a cinesiologia do esqueleto apendicular analisa os membros superiores e inferiores, incluindo as cinturas escapular e pélvica. Estudar essas áreas é crucial para entender a locomoção, equilíbrio e função musculoesquelética, proporcionando insights valiosos para profissionais de saúde, fisioterapeutas e educadores físicos. TEMA DE AULA: Biomecânica do esqueleto apendicular e da marcha. RELATÓRIO: 1.Discorrer sobre a biomecânica do esqueleto apendicular. O esqueleto apendicular compreende os ossos dos membros superiores e inferiores. Ele é responsável pela movimentação e sustentação do corpo. No total, o esqueleto apendicular é formado por 126 ossos, divididos na porção superior e inferior do corpo humano. · O membro superior é formado pelo braço, antebraço, pulso e mão. Os ossos dos membros superiores são: Clavícula: osso longo em formato de "s". · Escápula ou omoplata: osso plano de forma triangular. · Úmero: articula o cotovelo com os ossos do antebraço. É o maior osso do membro superior. · Rádio: osso longo que constitui a porção lateral do antebraço. · Ulna: osso longo que constitui a porção medial do antebraço. · Ossos da mão e punho: constituídos por pequenos e maciços ossos chamados de carpos, metacarpos e falanges. Ao todo, correspondem a 27 ossos que trabalham em conjunto. No esqueleto apendicular superior existe ainda a cintura escapular, constituída pela clavícula e escápula. A escápula liga-se ao esqueleto axial através de músculos. O membro inferior é formado pela coxa, perna, tornozelo e pé. Eles são responsáveis pela sustentação e locomoção do corpo. Os ossos dos membros inferiores são: · Ossos do quadril: representa a fusão de três ossos - ílio, ísquio e púbis. · Fêmur: osso mais longo do corpo, presente entre a extremidade do quadril até o joelho. · Patela: osso triangular chato, responsável pela proteção da articulação do joelho. · Tíbia: osso longo localizado entre os pés e joelhos, responsável pela sustentação do peso do corpo. É o segundo maior osso do corpo. · Fíbula: osso longo que faz parte da articulação do joelho e não possui função relacionada à sustentação do corpo. · Ossos do pé e tornozelo: os ossos do pé são divididos em tarsos, metatarsos e falanges, somando 26 ossos. O tornozelo é a articulação entre o pé e a perna, sendo formado pela tíbia, fíbula, e por um osso do pé, o tálus. 2. Abordar sobre a biomecânica da marcha. A análise da marcha humana desempenha um papel preponderante ao nível das patologias neuro-músculo-esqueléticas e no seu diagnóstico. A biomecânica da marcha engloba, entre outros, dados cinemáticos, cinéticos e sinais electromiográficos que, em conjunto, promovem a descrição do fenómeno da marcha. Todo o indivíduo é passível de ser identificado de acordo com o seu padrão de marcha. O profissional de saúde deve conhecer o ciclo normal da marcha para, posteriormente, conseguir identificar e corrigir possíveis disfunções da mesma. Estas disfunções podem ser nocivas para o funcionamento do sistema venoso profundo, podendo causar alterações a nível cutâneo. A marcha humana normal é uma sequência de eventos organizados e sincronizados que tem como objetivo o deslocamento de um ponto a outro. Influenciada por diversos fatores estruturais, como mobilidade articular e o conjunto de ações musculares, o indivíduo pode realizar o movimento de forma ampla e precisa. A avaliação do movimento pode ser utilizada para: compreender mecanismos da marcha patológica, quantificar o afastamento de padrões da normalidade, realizar uma comparação pré e pós-tratamento, sugerir correções das alterações encontradas e reproduzir os dados que ajudarão na reabilitação. A fisioterapia tem como função avaliar esses movimentos biomecânicos e fornecer um feedback ao paciente. O objetivo do trabalho foi observar e relatar o padrão da marcha de populares na prática de caminhada. Métodos: Foi dirigida uma aula prática na noite de 23 de outubro de 2018 na rotatória da Avenida Pedro Neiva de Santana com o objetivo de aplicar os conteúdos desenvolvidos em sala referente à análise da marcha. No presente fizemos diversas observações nos populares que realizavam atividade física no local. Na data em questão averiguamos a vestimenta (para saber se proporcionava o movimento em toda sua amplitude), o calçado (se era adequada para atividade) e irregularidades biomecânicas (atuação de grupos musculares que estavam sendo utilizados) nos praticantes. Nos reportamos a Sra. R.S. para avaliar sua passada por alguns metros, através de registros de fotos e vídeos que foram capturados para assegurar as informações recolhidas e fazer uma análise de forma mais detalhada e segura no processo que foi desenvolvido. Após verificações baseadas nas evidências recolhidas chegamos ao consenso de que a Sra. R.S. apresentou sinais característicos de marcha patológica, a pisada em eversão com o membro inferior esquerdo. A consequência da pisada em eversão pôde ser observada no quadril com a elevação da crista ilíaca ipsilateral. Há muitos fatores que podem contribuir para este quadro, como a distribuição de força na planta do pé devido a sobrepeso utilização de sapatos com salto alto ou em casos de pessoas que trabalham por muito tempo em pé. Outros aspectos patológicos podem influenciar também: artropatia na articulação talocrural, atrofia de músculos laterais da perna, encurtamento de tendões. A melhor maneira de descobrir como se pisa é procurar um ortopedista, de preferência especializado em tornozelo e pé. Caso alguma doença não seja diagnosticada, faz-se o teste com fisioterapeuta especializado em baropodometria, que irá disponibilizar recursos para análise e soluções para sua pisada. A paciente em questão, foi informada sobre seu possível diagnóstico e instruída a procurar os especialistas acima citados para a diminuição do seu quadro álgico, melhora nos desconfortos relatadose por consequência sua marcha. Considerações finais: Diante do exposto podemos entender a real importância da funcionalidade estrutural e morfológica do corpo humano, bem como seu uso geral. A atividade exposta pode proporcionar a nós acadêmicos diversos valores, aqueles vistos em sala de aula, mas que se tornaram viáveis na prática. Enfatizando as áreas em que o fisioterapeuta pode atuar e a importância de uma boa avaliação clínica visto que foi crucial para obter tais resultados. Palavras-chave: Marcha; Análise da marcha; Velocidade de caminhada. image1.png