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Quais Foram os Principais Pensadores do Absolutismo? Nicolau Maquiavel Precursor do pensamento absolutista, Maquiavel defendia a centralização do poder, mesmo que exigisse força e astúcia. "O Príncipe", sua obra seminal, é um guia sobre governança, priorizando a manutenção do poder acima de tudo. Thomas Hobbes Em "Leviatã", Hobbes argumenta que, sem um soberano absoluto, a humanidade vive em guerra constante. Para evitar o caos, os indivíduos devem renunciar a seus direitos a um governante com poder ilimitado, garantindo assim ordem e segurança. Quais foram os governantes absolutistas mais conhecidos? Luis XIV, o Rei Sol Governando a França de 1643 a 1715, Luís XIV personificou o absolutismo monárquico. Sua centralização do poder e a construção de Versalhes, símbolo de sua grandeza, impulsionaram a França à supremacia europeia. Isabel I da Inglaterra Rainha da Inglaterra de 1558 a 1603, Isabel I governou com firmeza, consolidando o poder monárquico e enfrentando a ameaça espanhola. Seu reinado também marcou o florescimento do Renascimento inglês, impulsionando a arte e a cultura. Pedro, o Grande Tsar da Rússia de 1682 a 1725, Pedro, o Grande, implementou reformas modernizadoras, incluindo a construção de São Petersburgo, a criação de um exército moderno e a abertura da Rússia ao Ocidente. Filipe II da Espanha Rei da Espanha de 1556 a 1598, Filipe II expandiu o império espanhol, impondo a Inquisição e o controle sobre a América Espanhola. Seu longo reinado foi marcado por guerras religiosas e pelo auge do poderio espanhol. Quais foram as fases do Absolutismo? 1 1. Absolutismo Monárquico Clássico (Séculos XVI e início do XVII) Caracterizado pela centralização total do poder real, justificado pelo direito divino, o monarca controlava todas as esferas da sociedade: instituições, justiça, economia e religião. A França sob Luís XIV exemplifica essa fase. 2 2. Absolutismo Iluminista (Século XVIII) Influenciado pelas ideias iluministas, o Absolutismo evoluiu para um modelo esclarecido. Monarcas, inspirados pela razão e progresso, implementaram reformas sociais, econômicas e culturais. A Prússia de Frederico, o Grande, e a Áustria de Maria Teresa são exemplos. 3 3. Declínio do Absolutismo (Final do século XVIII) O final do século XVIII testemunhou o declínio do Absolutismo, impulsionado pelo crescimento do liberalismo e revoluções. As Revoluções Americana e Francesa, baseadas na liberdade e igualdade, minaram o poder absoluto dos reis, abrindo caminho para uma nova era. Quais as Principais Diferenças entre Absolutismo e Despotismo Esclarecido? Embora ambos os regimes concentrassem poder em um único governante, Absolutismo e Despotismo Esclarecido diferiam significativamente. O Absolutismo clássico baseava-se na crença no poder absoluto e divino do monarca, justificando seu domínio pelo direito de nascimento e vontade divina. O rei era considerado representante de Deus na Terra, inquestionável e ilimitado. Essa visão tradicional, porém, evoluiu com o Despotismo Esclarecido. Emergindo no século XVIII, o Despotismo Esclarecido reformulou o Absolutismo. Os monarcas, mantendo o poder absoluto, justificavam suas ações pelas ideias iluministas. Acreditavam que o poder real deveria ser usado para o bem da sociedade e o progresso, por meio de reformas sociais, econômicas e administrativas. O soberano tornava-se um "primeiro servidor do Estado", preocupado com o bem-estar de seus súditos. A principal diferença reside na forma de exercer o poder. No Absolutismo, o poder era tradicional e baseado na fé, sem espaço para questionamento ou oposição. No Despotismo Esclarecido, o poder, ainda concentrado no monarca, justificava-se pela razão e busca pelo progresso, permitindo reformas e a influência de pensadores iluministas. A aplicação de ideias iluministas, como liberdade individual, tolerância religiosa e defesa da razão, caracterizava o Despotismo Esclarecido. Monarcas como José I e Marquês de Pombal (Portugal), Frederico II (Prússia) e Catarina, a Grande (Rússia) exemplificam o Despotismo Esclarecido. Mantendo o poder absoluto, implementaram reformas em educação, justiça, economia e administração, buscando melhorar a vida de seus súditos e promover o desenvolvimento nacional.