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Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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Você acaba de adquirir o Método CLQ de Direito Administrativo para o Concurso 
do TRE – Unificado, cargo: Analista Judiciário – Área Judiciaria. 
Esse material é totalmente focado no certame e aborda principais pontos dessa 
disciplina. 
Assim, trabalharemos os assuntos mais importantes para a sua prova, a partir de uma 
metodologia exclusiva, na qual você terá a teoria, a legislação cobrada pelo edital e ao final, 
questões de fixação do conteúdo. 
Ao escolher nosso material que combina a teoria, legislação e questões de fixação, 
você está garantindo uma preparação completa e eficiente. Essa abordagem integrada 
ajudará você a desenvolver um entendimento mais sólido e aprimorado do assunto, além 
de fornecer uma robusta base para alcançar resultados positivos no concurso. 
Desta forma, em um único material, você estudará pelos três pilares da aprovação! 
Caso tenha qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando seus 
questionamentos para o seguinte e-mail: cadernomapeado@gmail.com. 
 
 
Bons Estudos! 
 
Rumo à Aprovação!! 
 
 
 
 
 
 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
mailto:cadernomapeado@gmail.com
 
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SUMÁRIO 
CADERNO MAPEADO ................................................................................................................................... 5 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA .......................................................................................................... 5 
1) Introdução.................................................................................................................................................. 5 
2) Conceitos importantes ............................................................................................................................ 5 
3) Entidades políticas e administrativas .................................................................................................. 6 
3.1) Entidades políticas ................................................................................................................................ 6 
3.2) Entidades administrativas ................................................................................................................... 6 
4) Das técnicas administrativas ................................................................................................................. 7 
4.1) Centralização .......................................................................................................................................... 7 
4.2) Descentralização ................................................................................................................................... 8 
4.3) Desconcentração ................................................................................................................................... 8 
4.4) Concentração ......................................................................................................................................... 9 
5) Órgãos Públicos ........................................................................................................................................ 9 
5.1) Conceito de órgão público ................................................................................................................. 9 
5.2) Teoria do órgão ou imputação volitiva ........................................................................................... 9 
5.3) Criação dos órgãos ............................................................................................................................. 10 
5.4) Classificação dos órgãos públicos ................................................................................................... 10 
5.4.1) Quanto à composição ..................................................................................................................... 10 
5.4.2) Quanto à estrutura .......................................................................................................................... 10 
5.4.3) Quanto à posição estatal (ou hierárquica) ................................................................................ 11 
5.4.4) Quanto à esfera de atuação .......................................................................................................... 11 
6) Entidades da Administração Pública Indireta ................................................................................. 12 
6.1) Autarquias ............................................................................................................................................ 13 
6.1.1) Autarquias corporativas ................................................................................................................. 14 
6.1.2) Agências reguladoras e executivas ............................................................................................. 14 
6.1.3) Fundações .......................................................................................................................................... 15 
6.2) Empresa pública e Sociedade de economia mista (Lei n. 13.303/2016) ................................ 16 
6.2.1) Aspectos comuns das estatais ...................................................................................................... 16 
6.2.2) Sociedade de Economia Mista (SEM).......................................................................................... 16 
6.2.3) Empresa Pública ............................................................................................................................... 17 
6.2.4) Esquema comparativo - Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública ..................... 17 
6.3) Quadro esquematizado das entidades da administração indireta ......................................... 17 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
4 
 
6.4) Empresas subsidiárias e controladas .............................................................................................. 19 
6.4.1) Empresas controladas ..................................................................................................................... 19 
6.4.2) Empresas subsidiárias ..................................................................................................................... 19 
QUESTÕES MAPEADAS .............................................................................................................................. 20 
Organização Administrativa ..................................................................................................................... 20 
Gabarito Comentado .................................................................................................................................. 22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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CADERNO MAPEADO 
Iniciaremos os estudos do dia com a teoria, através do nosso Caderno Mapeado. Neste ponto inicial, 
te disponibilizamos a teoria esquematizada e facilitada para que você, concurseiro, entenda a matéria 
antes de estudar a lei orgânica. 
Importante a sua atenção durante o estudo, pois a nomenclatura utilizada pelo edital nem sempre é 
a mesma utilizada pela legislação, mas o material segue os temas cobrados no certame. 
 
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 
1) Introdução 
A Organização administrativa é a parte do Direito Administrativo a qual estuda a estrutura interna 
da Administração Pública, os órgãos e pessoas jurídicas que a compõem. 
1 – Organização Administrativa: conceitos importantes; entidades políticas e administrativas; 
técnicas administrativas; órgãos públicos; entidadesda administração indireta. 
 
2) Conceitos importantes 
Administração direta União, Estados, DF e Municípios. 
Administração indireta Autarquias, fundações (públicas e governamentais), agências 
reguladoras, associações públicas, empresas públicas, sociedades de 
economia mista. 
Pessoas jurídicas de direito 
público 
U/E/DF/M, autarquias e fundações públicas, agências reguladoras e 
associações públicas. 
Pessoas jurídicas de direito 
privado 
Associações, sociedades, fundações privadas, organizações 
religiosas e partidos políticos 
Desconcentração É a distribuição interna de atividades dentro da mesma pessoa 
jurídica. Em outras palavras, é a subdivisão da pessoa jurídica. 
Descentralização É a atribuição de competências a pessoas jurídicas autônomas. Ex. 
autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de 
economia mista. 
 São pessoas jurídicas privadas, sem fins lucrativos, que não integram 
a administração pública, mas colaboram com o Estado no 
Juhlen Maísa Michels Stange - jhls.dis@hotmail.com - CPF: 093.315.009-12
 
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Entidades paraestatais desempenho de atividades de interesse público, recebendo dele 
modalidades de fomento. 
Ex.: Os serviços sociais autônomos (conhecido como sistema “S”), 
as organizações sociais, as organizações da sociedade civil de 
interesse público, as instituições comunitárias de educação superior 
e as denominadas entidades de apoio. 
 
3) Entidades políticas e administrativas 
3.1) Entidades políticas 
As entidades políticas são os entes federativos previstos na Constituição Federal. São eles: União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios. 
A principal característica é a capacidade de autonomia política, ou seja: 
 Autoadministração 
 Auto-organização 
 Autogoverno 
 
3.2) Entidades administrativas 
As entidades administrativas são as pessoas jurídicas de direito público ou privado, criadas pelas 
entidades políticas para exercer parte de sua capacidade de autoadministração. 
 
Capacidade de autonomia 
política
Autoadministração
Auto-organização 
Autogoverno 
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São as entidades da administração indireta (autarquias, fundações - públicas e governamentais -, 
agências reguladoras, associações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista). 
 
4) Das técnicas administrativas 
Este tópico é um dos assuntos mais relevantes do Direito Administrativo, pois ele serve de base para 
o entendimento da maior parte da disciplina. 
As técnicas administrativas são métodos utilizados pelo Estado para administrar o exercício de suas 
competências. São elas: centralização, descentralização, desconcentração e concentração. 
 
 
4.1) Centralização 
Ocorre quando a entidade política (Administração Direta) realiza a execução das tarefas 
administrativas pelo próprio Estado, por meio de órgãos internos integrantes da administração 
direta. 
 Ex.: Órgãos de segurança, como: polícia civil, polícia militar, guarda municipal, bombeiro; e órgãos 
de arrecadação, como: secretaria da receita federal, secretaria das receitas estaduais e municipais. 
 
Entidades administrativas 
Pessoas jurídicas de 
direito público 
Pessoas jurídicas de 
direito privado 
Das técnicas administrativas
Centralização
Descentralização
Desconcentração
Concentração
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4.2) Descentralização 
Na descentralização são criadas entidades, as quais, possuem Personalidade Jurídica Própria, 
podendo ser pública ou privada. Não possuem relação de hierarquia com os entes políticos que os 
criaram (Administração Direta), possuindo apenas uma relação de vinculação, denominando-se 
''supervisão ministerial'' ou ''controle finalístico'', formando, assim, a chamada Administração Indireta 
(Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e por fim, as Sociedades de Economia Mista). 
Essa descentralização se dá por: 
a) outorga: transfere a titularidade e a execução do serviço; 
Também é conhecida como descentralização por serviços / descentralização por serviço / outorga / 
técnica / funcional. O Estado cria uma nova entidade (uma pessoa jurídica) e a ela transfere 
determinado serviço público. É o que ocorre na criação das entidades da administração indireta. 
 Estado cria a entidade administrativa; 
 Transfere a titularidade e execução; 
 Mediante lei. 
DescEntralização = criam Entidades 
 
b) delegação: transfere apenas a execução de determinado serviço. 
Também é chamada descentralização por colaboração. O Estado transfere por contrato (concessão 
ou permissão) ou por ato unilateral (autorização) unicamente a execução do serviço, para que a 
pessoa delegada o preste à população, em seu próprio nome e por sua conta e risco, sob fiscalização 
do Estado. 
 Estado não cria entidade; 
 Transfere somente a execução da atividade (titularidade não); 
 Mediante contrato administrativo por prazo determinado. 
 
4.3) Desconcentração 
Criam Órgãos Públicos. É uma técnica de distribuição interna de competências. Esses Órgãos não 
possuem Personalidade Jurídica Própria e possuem relação de subordinação e hierarquização. 
Denominando-se, assim, as chamadas Secretárias. 
O = Ó
 
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4.4) Concentração 
É uma técnica administrativa que promove a extinção de determinado órgão público. Uma pessoa 
jurídica integrante da Administração Pública extingue órgãos antes existentes em sua estrutura, 
reunindo em um número menor de unidades as respectivas competências. 
 
5) Órgãos Públicos 
5.1) Conceito de órgão público 
Órgãos públicos são centros de competências – sem personalidade jurídica – instituídos para o 
desempenho de funções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica 
a que pertencem. 
 
 
 Ex.: Ministérios, suas secretarias, coordenadorias e departamentos. 
 
5.2) Teoria do órgão ou imputação volitiva 
O alemão Otto Gierke, fez a comparação do Estado com o corpo humano, segundo ele o Estado 
seria uma pessoa com personalidade e os órgãos seriam partes integrantes do Estado. 
De acordo com ele, os órgãos são centros de competências que tem o objetivo de desempenhar 
funções públicas, e são ligados à pessoa jurídica a que pertencem. Toda conduta dos agentes é 
imputada ao órgão, que é ligado ao ente (e este ente é quem responde civilmente). Essa teoria 
substitui as teorias do mandato e da representação. 
Nosso ordenamento adota a teoria da imputação volitiva, a qual sustenta que o agente público 
atua em nome do Estado. 
 
Órgãos públicos 
Centros de competências 
Sem personalidade jurídica 
Instituídos para o desempenho de 
funções estatais
Atuação é imputada à pessoa jurídica a 
que pertencem.
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5.3) Criação dos órgãos 
Os órgãos são criados por meio de desconcentração, com a finalidade de desempenhar funções 
estatais, podem ser parte da administração direta ou indireta (dependendo da pessoa jurídica 
original). 
 
5.4) Classificação dos órgãos públicos 
Há diversos critérios que tratam da classificação dos órgãos públicos. No entanto, a mais utilizada 
nas provas de concursos públicos é a classificação dada por Hely Lopes Meirelles, um dos principais 
doutrinadores do Direito Administrativo no Brasil. 
O referido autor classifica órgãos públicos quanto à: composição, estrutura, posição estatal e 
atuação. 
 
5.4.1) Quanto à composição 
Segundo essa classificação, os órgãos públicos podem ser definidos como: 
I) singulares (unipessoais): são aqueles que atuam, ou são integrados, através de um único agente. 
 Ex.: cargo de Presidente da República. 
 
II) colegiados: também conhecidos como órgãos pluripessoais, são aqueles formados por vários 
agentes e as decisõessão tomadas por meio de uma deliberação coletiva. Exemplo de órgão 
colegiado: Conselho Nacional de Justiça, Poder Judiciário, dentre outros. 
 
5.4.2) Quanto à estrutura 
Quanto à sua estrutura os órgãos públicos podem ser classificados como simples (ou unitários) e 
compostos: 
I) simples: possuem um único centro de competência, não possui outro órgão em sua estrutura que 
o auxilie na aplicação de suas funções. Esses órgãos contam com estruturas simplificadas, sem 
subdivisões, como acontece em órgãos maiores. 
 
II) compostos: são formados pela união de diversos órgãos menores. Sob a supervisão de um órgão 
chefe, as suas incumbências são distribuídas por outros centros de competência. São bons exemplos: 
Ministérios de Estado, Secretarias Estaduais e Municipais. 
 
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5.4.3) Quanto à posição estatal (ou hierárquica) 
 
 
I) independentes: são os órgãos que decorrem diretamente da Constituição, sem que tenham 
subordinação hierárquica a qualquer outro. Cúpula dos poderes. 
 Ex.: parlamentos, tribunais, MPs. 
 
II) autônomos: estão logo abaixo dos independentes. São órgãos igualmente localizados no ápice 
da Administração, contudo subordinados diretamente aos independentes, com plena autonomia 
financeira, técnica e administrativa. 
 Ex.: Ministérios, secretarias e AGU. 
 
III) superiores: denominados diretivos, são os órgãos encarregados do controle, da direção, e de 
soluções técnicas em geral e, diferentemente dos autônomos e dos independentes, não gozam de 
autonomia financeira e administrativa. 
 Ex.: gabinetes, secretarias-gerais, procuradorias administrativas, divisões, inspetorias. 
 
IV) subalternos: são os órgãos comuns dotados de atribuições meramente executórias. 
 Ex.: portarias, seções de expediente e protocolos. 
 
5.4.4) Quanto à esfera de atuação 
Segundo essa classificação, os órgãos podem ser: centrais e locais. 
Órgãos - posição hierárquica
Independentes
Autonômos
Superiores
Subalternos
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I) centrais: executam atribuições no território nacional, estadual ou municipal. Os Ministérios de 
Estado podem atuar em todo o Brasil, as Secretarias Estaduais atuam em todo o território do estado 
em que está inserida e as Municipais no território do município. 
 
II) locais: atuam apenas em parte do território como é o caso das Delegacias de Polícia. 
 
6) Entidades da Administração Pública Indireta 
É um tema muito recorrente em provas de concurso público. 
A Administração Indireta é composta pelas: Fundações, Autarquias, Sociedade de economia mista e 
Empresa Pública. 
 
 
A base legal sobre o assunto é o Decreto-lei nº 200/67 em seu art. 5º. 
 
Autarquia Empresa pública 
Sociedade de 
Economia Mista 
Fundação Pública 
o serviço autônomo, 
criado por lei, com 
personalidade jurídica, 
patrimônio e receita 
próprios, para executar 
atividades típicas da 
Administração Pública, 
que requeiram, para seu 
melhor funcionamento, 
gestão administrativa e 
a entidade dotada de 
personalidade jurídica 
de direito privado, com 
patrimônio próprio e 
capital exclusivo da 
União, criado por lei 
para a exploração de 
atividade econômica 
que o Governo seja 
levado a exercer por 
força de contingência ou 
a entidade dotada de 
personalidade jurídica de 
direito privado, criada 
por lei para a exploração 
de atividade econômica, 
sob a forma de 
sociedade anônima, 
cujas ações com direito a 
voto pertençam em sua 
maioria à União ou a 
a entidade dotada de 
personalidade jurídica 
de direito privado, sem 
fins lucrativos, criada em 
virtude de autorização 
legislativa, para o 
desenvolvimento de 
atividades que não 
exijam execução por 
órgãos ou entidades de 
direito público, com 
Administração Indireta 
Fundações
Autarquias
Sociedade de economia 
mista 
Empresa Pública
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financeira 
descentralizada. 
de conveniência 
administrativa podendo 
revestir-se de qualquer 
das formas admitidas 
em direito. 
entidade da 
Administração Indireta. 
autonomia 
administrativa, 
patrimônio próprio 
gerido pelos respectivos 
órgãos de direção, e 
funcionamento 
custeado por recursos 
da União e de outras 
fontes. 
 
6.1) Autarquias 
São Pessoas jurídicas de direito público, que fazem parte da Administração Pública Indireta. 
Possuem as seguintes características: 
 Criadas e extintas por lei específica: como a criação se dá por lei, não é necessário registrar nos 
órgãos de registros públicos. 
 Dotadas de autonomia gerencial, orçamentária e patrimonial. 
 Não exercem atividade econômica. 
 Tem capacidade de autoadministração. 
 Possuem imunidade tributária. 
 Têm bens públicos. 
 Regime normal de contratação é estatutário. 
 Possuem prerrogativas da fazenda pública. 
 Devem realizar licitações. 
 Responsabilidade objetiva e direta. 
 Devem observar as regras de contabilidade pública. 
 Seus dirigentes ocupam cargos em comissão de livre provimento e exoneração. 
 Controle finalístico (ou “tutela” ou "supervisão ministerial") exercido pelo ente que a criou: essa 
supervisão é exercida pelo ente que criou a pessoa jurídica e visa à verificação da realização dos 
objetivos que justificaram a criação da autarquia. 
 
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6.1.1) Autarquias corporativas 
São os conselhos de Fiscalização de Profissões Regulamentadas. Tais conselhos são autarquias 
corporativas. Por isso, são pessoas jurídicas de direito público. 
Exige-se concurso público para contratação dos agentes, que podem ser celetistas. 
OAB: entidade sui generis que não exige concurso público. 
 
6.1.2) Agências reguladoras e executivas 
Dentro do gênero autarquias, temos as agências reguladoras e executivas. 
I) agência reguladora 
Possuem as seguintes características: 
 Pessoas Jurídicas Administrativas; 
 Dotada de natureza jurídica de autarquias sob regime especial; 
 Maior autonomia do que outras espécies autárquicas; 
 Criadas com o objetivo de regulação de determinado setor econômico; 
 Possuem caráter fiscalizatório e com poder de polícia; 
 
 Exemplos: ANVISA, ANP, ANCINE, ANAC, ANS e CADE. 
 
II) agências executivas 
A agência executiva é uma autarquia ou fundação pública que recebe uma qualificação jurídica para 
conseguir uma maior autonomia. É um título atribuído pelo governo federal. 
Ou seja, é válido para: autarquias, fundações públicas e órgãos que celebrem contrato de gestão 
para ampliação de sua autonomia mediante a fixação de metas de desempenho. 
Proveniente de Decreto do Presidente da República ou portaria do Ministro de Estado. 
 Requisitos para qualificação como agência executiva: 
 Celebram um contrato de gestão com o Ministério supervisor; 
Existência de plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional; 
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Vejamos um comparativo entre agência reguladora e agência executiva: 
 
 AGÊNCIAS EXECUTIVAS AGÊNCIAS REGULADORAS 
Natureza É uma qualificação jurídica de algumas 
autarquias e fundações. 
Autarquias com regime especial 
Atuação Visa operacionalidade mediante 
exercício descentralizado de tarefas 
públicas 
Controle e fiscalização de setores 
privados 
Surgimento Contexto da reforma administrativa Contexto da reforma administrativa 
Exemplos Inmetro Anatel, Aneel, Anac 
Base ideológica Modelo da Administração gerencial Modelo de Administração gerencial 
Âmbito federativo Somente no âmbito federal Existentes em todas as esferas 
federativas 
 
6.1.3) Fundações 
As Fundações públicas podem ter natureza jurídica de direito privado ou de direito público. 
Quando são de direito público, podem, também, ser chamadasde fundação autárquica, são 
efetivamente criadas por lei. Dessa forma, elas ganham a personalidade jurídica no momento da 
vigência da lei instituidora. Lei complementar definirá as áreas de sua atuação. 
Por outro lado, as fundações Públicas de direito privado recebem autorização legislativa para 
criação, mas dependem do registro do ato constitutivo no registro civil de pessoas jurídicas para que 
adquiram a personalidade jurídica. As Fundações públicas de direito privado não fazem jus à isenção 
das custas processuais, somente as entidades com personalidade de direito público (info 676/STJ). 
 
Fundação Pública de Direito Público Fundação Pública de Direito Privado 
Criada por lei; Autorizada por lei; 
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É equiparada a uma autarquia (e por isso dispensa 
o registro civil) 
Necessita de registro civil (assim como as empresas 
públicas e sociedade de economia mista) 
 
6.2) Empresa pública e Sociedade de economia mista (Lei n. 13.303/2016) 
A Empresa Pública é uma pessoa jurídica de Direito Privado, seu capital é exclusivamente público, 
além disso, poderá ser constituída em qualquer forma das modalidades empresariais. 
Já a Sociedade Economia Mista é uma estatal com capital misto, contudo, a maior parte do capital 
deverá pertencer a um ente da Administração Pública. Além disso, por determinação legislativa a 
SEM deverá ser constituída na forma de Sociedade Anônima (SA). 
 
6.2.1) Aspectos comuns das estatais 
Não se sujeitam aos precatórios, salvo se: prestarem serviços públicos em regime não concorrencial. 
Tribunais de Contas podem controlar as contas das estatais (pois há transferência de recursos 
públicos a elas), exceto quando forem exploradoras de atividade econômica no que diz respeito à 
atividade-fim. 
Regime de trabalho: 
 Celetista; 
 Exige-se concurso público; 
 Demissão dos funcionários da ECT exige procedimento formal (quanto às demais, STF afirmou 
que não possui entendimento consolidado – RE 589.998). 
 
6.2.2) Sociedade de Economia Mista (SEM) 
Sociedade empresária que conta com a participação da Administração e de entidades privadas na 
composição do capital social. 
Deve sempre ser adotada a forma de Sociedade Anônima. 
Se a Sociedade de Economia Mista tiver ações negociadas na bolsa com finalidade de remunerar 
capital dos controladores e acionistas, ela não tem direito à imunidade tributária recíproca, mesmo 
que preste serviço público. 
Imunidade tributária recíproca é aquela em que um ente (U/E/DF/M) não pode cobrar tributo do 
outro. 
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6.2.3) Empresa Pública 
Pessoa jurídica de direito privado, com capital exclusivamente público, poderá ser constituída em 
qualquer uma das modalidades empresariais admitidas em direito. 
 
6.2.4) Esquema comparativo - Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública 
 
Sociedade de Economia Mista Empresa Pública 
Pessoas jurídicas de direito privado; Pessoas jurídicas de direito privado 
Criadas mediante autorização legal; Criadas mediante autorização legal 
Capital público e privado (o poder público detém a 
maioria do capital votante) 
Capital exclusivamente público 
Prestação de serviço público ou exploração de 
atividade econômica 
Prestação de serviço público ou exploração de 
atividade econômica 
Sob a forma de sociedade anônima Qualquer forma de organização empresarial 
Foro comum Foro Federal (apenas empresa pública federal) 
 
6.3) Quadro esquematizado das entidades da administração indireta 
 
 Autarquia Fundação Pública SEM Empresa Pública 
Natureza 
Jurídica 
Direito Público Definição por lei: 
direito público 
(autárquicas) ou 
privado. 
Direito privado Direito privado 
Criação Criada por lei 
específica 
Autorizada por lei Autorizada por lei Autorizada por lei 
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Finalidade Serviço Público; 
poder de polícia; 
fomento 
Serviços de interesse 
da Administração e 
coletivo 
Atua no domínio 
econômico ou 
presta serviços 
públicos 
Atua do domínio 
econômico ou 
presta serviços 
públicos 
Regime de bens Direito Público: 
impenhoráveis, 
inalienáveis e 
imprescritíveis. 
Direito público: 
impenhoráveis, 
inalienáveis e 
imprescritíveis. 
Direito privado. 
bens são 
penhoráveis 
Direito privado. 
Bens são 
penhoráveis 
Contratos Licitação Licitação Não precisa de 
licitação para 
atividades-fim 
Não precisa de 
licitação para 
atividades-fim 
Administração Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Autonomia 
administrativa e 
financeira 
Privilégios Imunidade tributária 
e privilégios da 
Fazenda 
Privilégios próprios 
da Fazenda pública 
Sem privilégios Sem privilégios 
Regime de 
pessoal 
Estatutários Estatutários Celetistas 
(emprego público) 
Celetistas (emprego 
público) 
Constituição do 
capital 
Descentralização do 
capital público 
Descentralização do 
capital público 
Capital misto: a 
maioria tem que 
ser público 
Capital 100% 
público 
Forma jurídica Autarquias comuns, 
agências 
reguladoras, 
agências executivas 
(contratos de 
gestão) 
Fundação de Direito 
Público (autárquica) 
ou direito privado 
Sempre será 
sociedade 
anônima 
Qualquer forma 
Exemplos INMETRO / IBAMA FUNAI / IBGE / 
FUNASA 
Banco do Brasil Caixa Econômica 
Federal 
 
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6.4) Empresas subsidiárias e controladas 
6.4.1) Empresas controladas 
São pessoas de direito privado adquiridas integralmente ou com parcela de seu capital social 
assumido por empresa estatal. 
Dispensa de autorização legal: como a sua instituição realiza-se independentemente de autorização 
legislativa, as controladas não integram a Administração Pública. 
 
6.4.2) Empresas subsidiárias 
São pessoas jurídicas de direito privado criadas para integrar um grupo empresarial encabeçado por 
uma empresa-matriz estatal. 
 Ex.: Petrobras (Transpetro, Gaspetro). 
 
Podem ser subsidiárias integrais (entidade matriz detém a totalidade do capital) ou subsidiária 
controlada (quando a matriz detém apenas o controle societário). 
Criadas por autorização legal, integram a Administração indireta como empresas públicas ou 
sociedades de economia mista, conforme seus institutos. 
Dispensa-se autorização legislativa expressa para criação de subsidiária quando já houver previsão 
na lei de criação da Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista (ainda que seja genérica – ADI 
1.649). 
Além disso, dispensa autorização legislativa expressa para vender controle acionário (info 1018). Em 
palavras mais simples: como não se exige lei específica para criar, também não será exigida lei 
específica para “vender”. 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES MAPEADAS 
Finalizaremos os estudos do tema com algumas questões de fixação! Responder as questões de 
fixação é importante para consolidar os conhecimentos adquiridos. Não tenha medo de errar, pois 
agora estamos treinando! 
Vamos lá! 
 
Organização Administrativa 
1 (Inédito 2023) As entidades políticas são os entes federativos previstos na Constituição Federal. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
2 (Inédito 2023) As técnicas administrativas são métodos utilizados pelo Estado para administrar o 
exercício de suas competências. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
3 (Inédito 2023) Na centralização são criadas entidades, as quais, possuem Personalidade Jurídica 
Própria, podendo ser pública ou privada. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
4 (Inédito 2023) Órgãos públicos são centros de competências com personalidade jurídica. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
5 (Inédito2023) As autarquias são Pessoas jurídicas de direito privado, que fazem parte da 
Administração Pública Indireta. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
6 (Inédito 2023) As Fundações públicas podem ter natureza jurídica de apenas de direito privado. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
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7 (Inédito 2023) As empresas controladas são pessoas de direito público adquiridas integralmente 
ou com parcela de seu capital social assumido por empresa estatal. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
8 (Inédito 2023) As Empresas subsidiárias são pessoas jurídicas de direito público criadas para 
integrar um grupo empresarial encabeçado por uma empresa-matriz estatal. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
9 (Inédito 2023) A Concentração é uma técnica administrativa que promove a extinção de 
determinado órgão público. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
10 (Inédito 2023) A desconcentração não é considerada uma técnica administrativa. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito Comentado 
1 - As entidades políticas são os entes federativos previstos na Constituição Federal. 
Gabarito: Certo. 
Comentário: Os entes federativos são: União, Estados, DF e Municípios. 
 
2 - As técnicas administrativas são métodos utilizados pelo Estado para administrar o exercício 
de suas competências. 
Gabarito: Certo. 
Comentário: A questão está correta, as técnicas administrativas são: centralização, descentralização, 
desconcentração e concentração. 
 
3 - Na centralização são criadas entidades, as quais, possuem Personalidade Jurídica Própria, 
podendo ser pública ou privada. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: Na descentralização são criadas entidades, as quais, possuem Personalidade Jurídica 
Própria, podendo ser pública ou privada. 
 
4 - Órgãos públicos são centros de competências com personalidade jurídica. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: Órgãos públicos são centros de competências sem personalidade jurídica. 
 
5 - As autarquias são Pessoas jurídicas de direito privado, que fazem parte da Administração 
Pública Indireta. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: As autarquias são Pessoas jurídicas de direito público. 
 
6 - As Fundações públicas podem ter natureza jurídica de apenas de direito privado. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: As Fundações públicas podem ter natureza jurídica de direito público ou privado. 
 
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7 - As empresas controladas são pessoas de direito público adquiridas integralmente ou com 
parcela de seu capital social assumido por empresa estatal. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: São pessoas jurídicas de direito privado. 
 
8 - As Empresas subsidiárias são pessoas jurídicas de direito público criadas para integrar um 
grupo empresarial encabeçado por uma empresa-matriz estatal. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: São pessoas jurídicas de direito privado. 
 
9 - A Concentração é uma técnica administrativa que promove a extinção de determinado 
órgão público. 
Gabarito: Certo. 
Comentário: A questão está correta. Uma pessoa jurídica integrante da Administração Pública 
extingue órgãos antes existentes em sua estrutura, reunindo em um número menor de unidades as 
respectivas competências. 
 
10 - A desconcentração não é considerada uma técnica administrativa. 
Gabarito: Errado. 
Comentário: A desconcentração é uma das técnicas administrativas. 
 
 
 
 
 
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