Prévia do material em texto
Discente: Paula Virgínia de Oliveira Anacleto Caso 1 Paloma é uma mulher de 40 anos que se apresenta ao consultório médico com queixas de dor abdominal crônica, especialmente após as refeições. Ela relata uma sensação de queimação na parte superior do abdômen, acompanhada de náuseas ocasionais e azia, principalmente no período noturno. Paloma menciona que ela tem notado uma perda de peso gradual nos últimos meses, apesar de não ter feito alterações significativas em sua dieta ou rotina de exercícios. 1-Qual hipótese diagnóstica de Paloma? Gastrite crônica 2) Fazer três diagnósticos de enfermagem: 1- Dor aguda relacionada à inflamação do trato gastrointestinal, evidenciada pela queimação na região superior do abdômen após as refeições. 2- Náusea relacionada ao desconforto gastrointestinal, manifestada por queixas de náusea frequente. 3- Déficit nutricional relacionado a perda de peso involuntária e desconforto pós-prandial, evidenciado pela perda de peso gradual. 3) Elabore um plano de cuidados de enfermagem para Paloma: 1- Dor aguda Aliviar a dor e promover conforto. Intervenções: - Avaliar a intensidade e características da dor, utilizando escalas de dor. - Orientar a paciente sobre a importância de fracionar as refeições (comer em pequenas porções ao longo do dia) para evitar sobrecarga gástrica. - Aconselhar a evitar alimentos irritantes, como cafeína, alimentos gordurosos, cítricos e condimentos fortes. - Manter a paciente em posição semi-Fowler (semi-sentada) após as refeições, para reduzir o refluxo gástrico. - Avaliar a necessidade de medicação analgésica ou antiácidos, conforme prescrição médica. 2- Náusea Reduzir e controlar a ocorrência de náuseas. Intervenções: - Identificar e evitar alimentos e situações que agravem a náusea, incentivando uma alimentação leve e fracionada. - Ensinar técnicas de respiração profunda e lenta para reduzir o desconforto gástrico. - Oferecer líquidos claros em pequenos volumes durante o dia para manter a hidratação sem sobrecarregar o estômago. - Monitorar e registrar episódios de náusea e vômito, comunicando ao médico se houver agravamento. 3- Déficit nutricional Promover uma nutrição adequada e minimizar a perda de peso. Intervenções: - Orientar a paciente sobre a importância de realizar uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, e ajustar as porções para evitar desconforto. - Encaminhar a paciente para consulta com nutricionista para um plano alimentar que minimize o desconforto gástrico. - Monitorar peso e parâmetros laboratoriais que indiquem estado nutricional (ex.: albumina e hemoglobina). - Encorajar a paciente a manter uma rotina alimentar e registrar os alimentos consumidos, facilitando o controle dos sintomas. Caso 2 Paciente 23 anos, sexo feminino, se apresenta com queixa de dor na barriga há 3 dias. Paciente refere que iniciou dor abdominal aguda difusa em região periumbilical há 2 dias, de caráter progressivo, intensidade 511 0, sem irradiação ou fatores de melhora ou piora, associada a anorexia, náuseas e múltiplos vômitos. Nas últimas 12 horas, relata que houve migração da dor para fossa ilíaca direita juntamente com piora da dor, aumentando a intensidade para 9110. Relata sensação de corpo quente, porém não mensurou temperatura. Nega leucorreia, disúria ou hematúria. Ao exame fisico do Aparelho Gastrintestinal: Abdome plano, ausência de abaulamento, lesões ou pulsações visíveis, cicatriz umbilical intrusa. RHA presentes. Difusamente timpânico. Dor à palpação superficial e profunda na fossa ilíaca direita. Sinais de Rovsing . 1-Qual hipótese de diagnostico: Apendicite aguda 2- Fazer três diagnostico de enfermagem: 1-Dor aguda relacionada à inflamação do apêndice, evidenciada por queixa de dor intensa na fossa ilíaca direita. 2-Náusea e vômito relacionados ao processo inflamatório e à irritação peritoneal, manifestados por queixas de vômitos múltiplos. 3-Risco de infecção relacionado ao processo inflamatório agudo e possível necessidade de intervenção cirúrgica. 3) Elabore um plano de cuidados de enfermagem: 1: Dor aguda Aliviar a dor e promover conforto até o tratamento definitivo. Intervenções: - Avaliar e registrar a intensidade e características da dor, utilizando escalas apropriadas para monitoramento da dor. - Orientar a paciente a permanecer em repouso e evitar movimentos que possam intensificar a dor. - Posicionar a paciente de forma confortável, geralmente em posição fetal (decúbito lateral com joelhos flexionados) para alívio da dor. - Aplicar compressa morna no abdome somente se recomendado e não houver contraindicação. - Preparar para administração de analgesia conforme prescrição médica e monitorar a resposta. 2- Náusea e vômito Reduzir os episódios de náusea e vômito. Intervenções: - Monitorar e registrar episódios de náusea e vômito, incluindo frequência, quantidade e características do conteúdo. - Manter jejum até a avaliação e decisão de intervenção pelo médico, devido à possibilidade de cirurgia. - Administrar antieméticos conforme prescrição médica. - Oferecer conforto com higiene bucal após episódios de vômito para melhorar a sensação de bem-estar. - Incentivar respiração lenta e profunda para auxiliar no controle da náusea. 3- Risco de infecção Prevenir infecção e complicações relacionadas. Intervenções: - Monitorar sinais vitais (temperatura, frequência cardíaca, pressão arterial) para identificar precocemente sinais de infecção. - Observar sinais clínicos de peritonite, como rigidez abdominal, dor intensa e febre. - Manter técnica asséptica ao manipular o paciente e ao realizar qualquer procedimento, como administração de medicamentos intravenosos. - Orientar a paciente e familiares sobre a necessidade de intervenção cirúrgica, caso confirmada a apendicite. - Auxiliar a equipe médica na preparação da paciente para cirurgia, caso indicada, e educar sobre cuidados pós-operatórios. CASO 3 J. A. C. L, 50 anos, masculino, branco, casado, pedreiro desempregado, natural e procedente de região metropolitana da capital do estado da Bahia, é levado _pela esposa para emergência do Hospital Universitário da capital com história de melena, seguido de hematêmese volumosa, há cerca de 24 horas. Refere vômito borráceo, odor de ferro, sem presença de restos alimentares ou outros elementos. A melena foi caracterizada pelo paciente, como pastosa, escura, de caráter em borra de café e odor consideravelmente fétido. Nega febre, dispneia, tonturas, desmaios, cefaleia ou outras queixas álgicas no momento. Diz ter diagnóstico, há 2 anos, de doença parenquimatosa crônica do fígado e hipertensão, sendo atualmente acompanhado no ambulatório de centro de referência de seu município. Ainda a respeito de seus antecedentes médicos e patológicos, nega transfusões ou traumas. Nega DM e epidemiologia para Doença de Chagas e Esquistossomose. Em hábitos de vida e psicossociais, descreve sedentarismo, alimentação hiperlipídica sem consumo regular de frutas e leguminosas, além de abstenção de álcool há 10 meses, quando perdeu o emprego. Conta, também, história passada de hábito etílico, bebê há 20 anos nos finais de semana, fazendo uso até o momento da embriaguez, com eventuais perdas da consciência, consumindo aguardente (cachaça a base de cana-de-açúcar) e cervejas. 1-Qual hipótese de diagnostico: Hemorragia digestiva alta (HDA) 2- Fazer três diagnostico de enfermagem: 1- Risco de desequilíbrio de volume de líquidos relacionado à perda sanguínea aguda, evidenciado pela presença de melena e hematêmese volumosa. 2-Riscode déficit nutricional relacionado a hábitos alimentares inadequados e histórico de etilismo. 3-Risco de integridade da mucosa prejudicada relacionado a doença hepática crônica e hipertensão portal, associado a risco de novas complicações gastrointestinais. 3- Plano de cuidado para os diagnósticos de enfermagem: 1-Risco de desequilíbrio de volume de líquidos Manter a estabilidade hemodinâmica do paciente. Intervenções: - Monitorar sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca) e sinais de choque hipovolêmico. - Manter acesso venoso e, se necessário, preparar para administração de fluidos intravenosos (IV) e/ou hemoderivados conforme prescrição médica. - Monitorar sinais de melhora ou piora dos sintomas, como novas ocorrências de melena ou hematêmese. - Avaliar presença de sinais de hipotensão postural e orientar o paciente para mudanças de posição lentas. - Manter o paciente em posição de Fowler (semi-sentado) para reduzir o risco de aspiração. 2- Risco de déficit nutricional Promover a melhora do estado nutricional do paciente. Intervenções: - Realizar avaliação nutricional completa e monitorar o peso corporal e o índice de massa corporal (IMC). - Orientar e incentivar o consumo de dieta hipossódica, com frutas e vegetais, de acordo com as recomendações nutricionais para pacientes com doença hepática crônica. - Encaminhar o paciente para atendimento com nutricionista para elaboração de um plano alimentar adequado. - Aconselhar sobre a importância da moderação na ingestão de gorduras e o aumento do consumo de alimentos ricos em vitaminas e minerais. 3- Risco de integridade da mucosa prejudicada Minimizar o risco de novas complicações gastrointestinais. Intervenções: - Acompanhar e registrar sinais de dor abdominal, distensão e alteração na coloração das fezes. - Monitorar os resultados de exames laboratoriais, como hemograma completo, para avaliar a anemia, e enzimas hepáticas. - Educar o paciente e a família sobre os sinais de alerta de novos sangramentos e a importância de buscar atendimento médico imediato se ocorrerem. - Orientar o paciente sobre evitar substâncias irritantes ao trato gastrointestinal, como álcool e medicamentos anti-inflamatórios. - Manter cuidados com higiene oral e orientá-lo a evitar escovas de cerdas duras para prevenir sangramentos na cavidade oral.