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AULA 6 - Relação Espírito e Personagem
Site: Universidade Livre do Espírito - EAD
Curso: ULE EAD - Ciclo X - 2024.2
Livro: AULA 6 - Relação Espírito e Personagem
Impresso por: Maria Cléa Sousa Miranda Dos Anjos Mendes
Data: segunda-feira, 18 nov. 2024, 02:30
18/11/2024, 02:34 AULA 6 - Relação Espírito e Personagem | ULE EAD
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Descrição
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Índice
6.1 A reencarnação é do Espírito
6.2 O campo da Consciência e as influências externas
6.3 O Personagem representa o Espírito
6.4 Espiritual e material se complementam
6.5 A vida do Personagem alinhada à vontade do Espírito
6.6 Refletindo
6.7 Bibliografia
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6.1 A reencarnação é do Espírito
De quem é a vida que se tem durante uma reencarnação: do Personagem que nasce ou do
Espírito que nunca morre? É isso que veremos nessa Aula. Bons estudos!
“A encarnação é processo obrigatório para a evolução dos Espíritos no nível de
desenvolvimento em que se encontram aqui na Terra. Não é punição, não é descida nem
involução, mas tão somente meio contínuo de conexão com um tipo de vibração
denominada de material, para a integração de habilidades. Graças à encarnação, o Espírito
formou um ego que lhe deu consciência de si como individualidade. A reencarnação
possibilita a vivência de inúmeros personagens, que também, entre outros ganhos, permite
ao Espírito a percepção das distintas faces de Deus.” (NOVAES, 2018, p. 122)
Segundo “O livro dos Espíritos”, Cap. II, o objetivo da encarnação é para que cheguemos
à perfeição. Para isso, necessitamos suportar todas as vicissitudes da existência do
Personagem corporal. Todos os Espíritos foram criados simples e ignorantes e foram se
instruindo na luta e tribulações da vida corpórea. Uma vez que o Espírito cumpre
determinada etapa de seu desenvolvimento no Personagem vigente, chega a hora de
desencarnar. O corpo encerra seu ciclo de vida como instrumento do Espírito e o Espírito
segue preparando-se para uma próxima encarnação. No vídeo abaixo, Mário chama cada
encarnação como “janela de oportunidades” para o Espírito se desenvolver na vivência
humana, adquirindo aprendizagens no cotidiano do corpo (Personagem) que o Espírito
é, as quais ficarão registradas no perispírito (nosso HD) para seguir a vida espiritual.
Em nossa “Roda da vida” praticamos diversas atuações nas mais diversas e necessárias
áreas de vida do Personagem, às vezes, de maneira desequilibrada. Para evitar isso,
precisamos observar como nós agimos diante de cada fato que nos envolve ou que nós
nos envolvemos deliberadamente. Como diz Adenáuer em “Viver Como Espírito”, p.87:
“Caminhar com o personagem é um passeio por um imenso universo de possibilidades de
ação, consciente de que se trata de viver experiências significativas, visando o aprendizado
de como se dá o funcionamento da Vida.” Não há porquê se autojulgar e tampouco se
autopunir por entender que fez algo “errado” ou fora dos padrões quaisquer que sejam.
A reflexão pertinente deve ser a de que necessita integrar as habilidades que faltam ao
Espírito que se é. Essa atitude requer um pré-requisito importante na vida do
Personagem que é a de se entender como um Espírito imortal, portanto, de vida
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contínua, suficiente para ir desenvolvendo-se a cada ação, pensamento, descoberta,
encontros e desencontros também. Além disso, é importante compreender que o
Personagem é passageiro e finito, mas que o Espírito é imortal.
Há Espíritos encarnados que vivem mais tempo de sua Vida terrena como Espíritos em
seus Personagens. Viajam (transcendem) e retornam como se estivessem indo e voltando
de um país, Estado, munícipio a outro com certa naturalidade pelo fato de estarem
conscientes de seu propósito essencial: viver como Espírito. Esse exercício dá a esses
Personagens a tranquilidade e certeza da imortalidade. O autor citado é um desses
Espíritos, como relata em oito momentos no livro “Viver Como Espírito”, a partir da p.
165. Daí, a leve e tranquila constatação, confirmação efetiva de que a encarnação é do
Espírito. O Personagem é o instrumento utilizado para o Espírito se desenvolver,
vivenciando, aprendendo e integrando mais habilidades para ampliar sua evolução.
Vamos conhecer um pouco mais com o vídeo abaixo:
Então, compreendeu bem a relação entre o Espírito e o Personagem? No próximo item,
vamos refletir sobre as influências externas no campo da Consciência. Vamos lá?
11:16
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6.2 O campo da Consciência e as influências externas
Nesse capítulo, continuamos a nossa reflexão a respeito da relação Personagem-Espírito.
Sigamos!
“As diferenças entre Espírito e personagem são compreensíveis quando se entende que o
uso de um novo corpo implica surgimento de nova Consciência, cujo campo não absorve
sumariamente a resultante das experiências dos personagens anteriores, mas é
influenciado pelas tendências que se estruturam no Inconsciente. O campo da Consciência
relativo ao personagem que morreu se dissolve, permanecendo, no entanto, o campo do
Inconsciente, que vai influenciar a formação de novos personagens, de acordo com a
dimensão em que são constituídos. Personagem e Espírito não são totalmente distintos,
pois há entre eles uma enorme zona de interseção. O personagem representa o Espírito, do
qual emana grande parte da personalidade, suas experiências pregressas e seu caráter.
Porém, há também outra zona em que são mostrados aspectos diferentes. O campo da
Consciência é um deles, pois teve sua constituição grande parte influenciada pelo meio em
que foi educado; o outro vem das influências da cultura e da época em que se encontra o
personagem. É possível identificar algumas características de um e do outro para uma
melhor percepção.” (NOVAES, 2007, p. 333)
Como se pode ler no trecho acima, toda vez que o Espírito encarna traz o Inconsciente
carregado de habilidades integradas, mas a Consciência é totalmente apagada,
esquecida, não se revela no novo Personagem e uma nova Consciência surge, trazendo
as tendências que foram integradas ao Inconsciente em outras existências anteriores.
Desta forma, há de se cuidar do Personagem em busca de saber “Para quê?” estamos no
Personagem presente. A reflexão deve ser aprofundada gradualmente para saber qual o
lugar deve ocupar neste universo, o que deve fazer neste planeta Terra e qual o seu
propósito. Contudo, existem diversas interferências externas que envolvem o
Personagem a ponto de ele permitir ser conduzido pelos valores e atrativos da vida na
matéria, sem atentar-se para os propósitos do Espírito.
Certamente, o Personagem vai ter um momento em que vai se dar conta de que algo
está fora de seu controle, porque os resultados estão diferentes daquilo que deseja, seu
Inconsciente vai dando impulsos inesperados, surpreendentes até, e ele começa a se
questionar. Todo Personagem tem seu momento de “STOP” e recebe determinados sinais
para refletir sobre o que está se passando em sua existência. Lógico que tem. E tá tudo
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certo, é o momento de cada um. Chegou para aquele Personagem também. É hora de
rever conceitos e crenças, encontrar-se consigo mesmo, fazer uma revisão das ações
pretéritas, tomar novas decisões, descobrir seu propósito, mudar de rumo, seguiradiante
com novas atitudes e pensamentos mais sólidos a partir do que encontrou em seu
Inconsciente e aí vai desvendando suas tendências e predisposições, alinhando tudo, aos
poucos, ao seu real propósito. Isso tudo acontece porque não há um controle do Ego
sobre seus sentidos, uma vez que sofre influências por fatores genéticos, biológicos,
cerebrais, ambientais, familiares, educacionais, sociais entre outros. Nenhum desses
fatores atua isoladamente; suas características se inter-relacionam e como traz Adenáuer
em “Estigmas Segundo a Psicologia do Espírito”, p. 58:
“Os fatores podem ser agrupados em seis categorias de contribuição: Sensoriais: herança
genética, instintos biológicos, química cerebral e estímulos ambientais; Da família, da
educação e da sociedade: fantasias infantis, aspirações familiares e aspirações culturais;
Diretos de outras mentes: anímicos e mediúnicos; Automáticos do Inconsciente:
automatismos psíquicos, complexos autônomos, outras personas de vidas passadas, carma
e Self; Da Individualidade (Espírito): aspirações próprias; Do Divino: supra arquetípicos.”.
Percebe-se, dessa forma, que existem muitas interferências para um Personagem dar
conta de tratar com brevidade. Demanda várias encarnações e vivências na vida do
Espírito imortal.
A cada existência, cabe tratar e desenvolver algumas aprendizagens, vivenciá-las e
integrá-las à vida do Espírito, mas ocorre que há Personagens que resolvem ficar
ancorados em determinados aspectos influenciadores, como foi descrito, valorizando os
aspectos materiais, dando a eles muita importância em sua vida terrena, sem se ater às
necessidades essenciais do Espírito. Estes passam boa parte da existência envolvidos em
buscar, exclusivamente, tudo aquilo que o satisfaça no trabalho, sociedade, encontros,
riqueza material, poder, religião coletiva. Tudo válido e necessário, mas se esquecendo
do potencial espiritual que possui para se elevar com sua religião pessoal, que o
conduzirá à liberdade para voar por caminhos mais seguros e leves.
O Personagem deve satisfazer suas necessidades, sem dúvida alguma. Deve, contudo,
ficar atento aos sinais de seu Inconsciente que chamam a atenção sobre suas atitudes e
comportamentos, que são divergentes daquilo que o Espírito pretende neste planeta
para se realizar com plenitude. Sabe-se que existem muitas interferências influentes e
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poderosas na jornada de cada ser humano. Cabe a cada um agir com sabedoria sempre
se perguntando sobre o “Para quê?”, repito, para se encontrar e descobrir o melhor para
si.
A vida humana é uma delícia que atrai cada Personagem para se distrair nas ondas de
viver e aproveitar todo bem material que se lhe apresentar. “Ah, venha que eu quero!”.
Mas como vai ficar a vida espiritual? “Nada, vou procurar uma religião dessas e faço
minhas preces, orações, cânticos e tal”. Só que isso fica somente na figuração. Assim, o
Personagem torna-se objeto no processo, quando deveria ser o protagonista, atendendo
aos propósitos do seu senhor, o Espírito. O mergulho cada vez mais vertical no
Inconsciente poderá acordar aspectos adormecidos ou guardados e mostrar habilidades
que precisam ser desenvolvidas e integradas no processo de evolução do Espírito. No
vídeo, Mário mostra o exemplo do elefante que nasce e que desde pequeno cresce,
desenvolvendo-se com uma pata amarrada às correntes, e passa a acreditar que sua
força é daquele tamanho. Vive, assim, desconhecendo seu potencial de arrebentar e
seguir uma vida livre dos grilhões impostos por algum dominador, por crenças limitantes
em sua existência.
“A busca da felicidade na Terra sempre foi o alvo e motivo das atitudes humanas. O ser
humano, na sua trajetória rumo à felicidade, em todos os níveis evolutivos, dedica suas
ideias e motivações a essa incessante busca, muitas vezes deparando-se com seu oposto
pela ignorância que caracteriza seu estágio de aprendizagem. Conhecendo e vivenciando
as leis que regem a Vida, alcançaria com mais equilíbrio e menos sofrimento seu desejo,
para cuja realização foi criado.” (NOVAES 2007, p. 155)
Vamos conhecer um pouco mais com o vídeo abaixo:
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Vimos, neste capítulo, quanto tempo perdemos ancorados e amarrados aos grilhões das
interferências que mudam o rumo da existência? Você já pensou sobre isso? Vamos saber
agora como o Personagem representa o Espírito.
08:08
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6.3 O Personagem representa o Espírito
Nesse capítulo, refletiremos como se dá a representação do Espírito por intermédio do
Personagem. Então vamos aos estudos!
“Os princípios básicos do Espiritismo dos quais extraí os caminhos para a felicidade pessoal
são a existência de Deus como causa primeira de todas as coisas; a existência,
individualidade e imortalidade do Espírito; evolução do princípio espiritual (mais tarde
Espírito) através da reencarnação; existência de leis gerais que regem a Vida;
comunicabilidade dos Espíritos pela mediunidade; existência de uma moral espírita, como
a de Cristo, em fazer o bem que se possa, amando a si mesmo e ao próximo; torna-se útil
com os meios dispostos por Deus e viver em sociedade e no contato com os semelhantes.”
(NOVAES, 2007, p. 156)
Como descrito nesse trecho, o Personagem pode vivenciar todas as experiências
materiais com o propósito da evolução do Espírito que é. A Vida deve ser bem vivida e
calcada em princípios que o conduzem à felicidade verdadeira, à paz e à harmonia tão
desejada. Ainda em “Psicologia e Espiritualidade”, p. 156, Adenáuer elenca oito princípios
fundamentais para atingir esse propósito. Vejamos quais são eles: Trabalhar visando
colaborar com Deus; Considerar-se uma individualidade eterna, sendo responsável por
tudo que acontece a si mesmo, aprendendo a viver coletivamente; Conscientizar-se de que
sua vida evolui à medida que se conhece e se transforma; Perceber que sua mente é um
canal de comunicação com o Universo a sua volta; Princípios espirituais são válidos,
principalmente, nas relações consigo mesmo; Buscar, após conhecer o Espiritismo, perceber
a Vida de outra forma e alcançar a felicidade; e Viver buscando levar esperança e
felicidade aos que fazem parte de seu meio.
Entende-se assim, que deve haver um diálogo equilibrado entre o Personagem e o
Espírito, a fim de se atingir os propósitos espirituais. A Vida terrena deve ser o meio para
o fim e não servir de finalidade em si. Há uma necessidade de fusão entre os dois e,
como sabemos, só o AMOR pode promover este estado de complementariedade e
integração ao mesmo tempo. Deve haver muito amor envolvido neste processo. O
AMOR deve ser exercitado em sua plenitude para o Personagem e o Espírito caminharem
juntos na existência presente. Vale a pena amar, pois quem ama é feliz. Como diz o
escritor, psicoterapeuta, palestrante, alemão, residente na América do Norte, Eckhart
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Tolle: “Hoje o amor não é mais uma questão religiosa, emocional, pois quem ama não
adoece”. Diz ainda que: “A proposta da atualidade é o desenvolvimento ético moral da
criatura humana em busca de Deus dentro de si”.
Para firmarmos bem este entendimento, observemos com mais atenção ainda, a questão
919 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec pergunta “Qual o método mais eficaz para
sermos felizes no mundo e lutarmos, vencendo as nossas más inclinações?”. Ao que obteve
a seguinte resposta dos Espíritos da época: “Conhece-te a ti mesmo.”, logo depois, Santo
Agostinho comentando a frase disse, “fazei como eu, diariamente, quando estavana
Terra. Deitava-me e fazia um exame de consciência e quando me dava conta de que havia
feito algo errado, no dia seguinte eu reparava o mal que fiz e quando me dava conta do
bem, eu continuava”. Esta é a proposta da atualidade em que vivemos.
Da forma como o Personagem representa o Espírito, resta estabelecer uma relação de
responsabilidade com esta Vida e pautar os comportamentos em um processo de
aprendizagem permanente, para integrar habilidades que causem benefícios, por assim
dizer, ao Espírito. O ser humano precisa de um norte para dar rumo a um estado de
felicidade plena, de paz e de satisfação essencial para o Espírito. Existem muitos convites
a que se pratique atitudes e comportamentos vis, fúteis, de pouco valor e,
consequentemente, distantes do que o Espírito necessita para sua evolução. Ao mesmo
tempo, retomando a questão do equilíbrio, a matéria necessita de vivências saudáveis,
importantes para obter satisfação, tranquilidade, paz, força e coragem para curtir a
existência presente. Viver o presente leva o homem a exercer seus direitos e cumprir
seus deveres com consciência de que está fazendo o que lhe cabe, já aprendeu e pode
fazer.
Retomando Eckhart Tolle, em “Poder do Agora” que nos traz: “O portão estreito que nos
conduz à vida se chama AGORA”, pois “O foco no futuro perpetua a negação do AGORA”.
Assim, se faz necessário usar o passado, também, como base para aprendizagem e se
transformar e o presente para obter um futuro de felicidade essencial.
Vamos conhecer um pouco mais com o vídeo abaixo:
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Vimos um pouco o que é preciso para alcançar uma felicidade essencial. Agora, no objetivo
seguinte, vamos analisar como o material e o espiritual se complementam. Como você
pensa que isso acontece? Vamos ler pra ver?
08:33
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6.4 Espiritual e material se complementam
Material se opõe a Espiritual ou seria uma relação de complementaridade? É o que vamos
ver nesse capítulo. Vamos lá?
“A descontinuidade é aparente, pois uma vida tem conexão com a seguinte, que ocorre em
diferente dimensão e que também será sucedida por outra. Não se opõem nem se
assemelham em tudo, pois são complementares na medida em que apresentam diferentes
possibilidades para a integração de específicas habilidades, só passíveis de ocorrer em cada
uma delas. A aparente descontinuidade é momentânea e tratada como transitória para
que o Espírito gradativamente se adapte ao ritmo pulsante da vida imortal. Quando
entende que se trata de meios estabelecidos pelo Criador, compreende melhor e relativiza
os conflitos vividos em suas relações interpessoais, considerando-os menores.” (NOVAES,
2018, p. 141)
Uma pergunta me saltou à mente: Que devo fazer e como proceder na existência
presente em que represento o Espírito que sou, a fim de atendê-lo efetivamente? Bem,
antes de tudo, vale lembrar-se de que o homem ocidental tem a cultura de cuidar do
corpo e das necessidades materiais com muito apego e ocupação prioritariamente.
Desta forma, o ser humano, em geral, vive distanciado de sua espiritualidade o tempo
todo. Sente-se feliz e satisfeito a cada conquista, cada prêmio adquirido, cada êxito
atingido e, assim, segue uma vida tranquila, de paz e alegrias, quando, de repente, a
partir de um determinado momento de dor, falta de saúde, de trabalho, de dinheiro, de
bens, de diversão..., passa a sentir falta das belezas e conquistas, acha que tudo está
acabado, perdido e o mundo desabando sobre sua cabeça, e aí “é um Deus nos acuda”
imediato.
Nesse momento, paradoxalmente, o Personagem perde a felicidade momentânea, que
parece ser de sua vida toda. Vê-se em apuros e procura tudo quanto é suporte,
acolhimento, salvação e, muitas vezes, se desesperam em um mar de lamentações e
lamúrias inexplicáveis à sua ignorância. Mas, como lidar diante de tanta dor e sofrimento
que parecem intermináveis e que destroem as suas conquistas, a sua estabilidade? Aí,
não tem jeito. Ele é conduzido a parar pra pensar, refletir e resolve perguntar, por quê?
Só que esta pergunta piora ainda mais a situação, porque ele se vê conduzido ao
passado impossível de refazer, e lá permanece o tempo todo buscando respostas e
explicações à sua pergunta. Mas como existem "anjos" na vida que circulam e orientam
18/11/2024, 02:34 AULA 6 - Relação Espírito e Personagem | ULE EAD
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os passos dos teimosos e/ou ignorantes, sopram um certo alívio para que reflita de uma
forma mais tranquila, respirando e, daí, surge algum sinal informando que deve mudar a
pergunta e que em vez de “por quê?” deve-se perguntar “para quê?”.
A partir daí, a chave para tratar das questões agora está em suas mãos e só lhe resta
abrir as portas do conhecimento para aprender, desenvolver-se gradualmente, integrar
habilidades, vivenciar as novidades e desenvolver-se cada vez mais como personagem a
serviço do Espírito que é. Ou seja, vai vivendo como Espírito. Qual a diferença agora? O
Personagem resolveu apagar o véu da ignorância que obscurecia sua visão das
necessidades espirituais e passa a ir em direção à real necessidade de atender aos
propósitos do Espírito ao qual deve estar a serviço.
O Personagem precisa ter clareza de que é mortal e de que sua vida terrena se extinguirá
brevemente. Que deve aproveitar para vivê-la e desenvolvê-la em sua plenitude em prol
do Espírito que é imortal. Que deve fazer valer a pena sua passagem desta vez,
utilizando-se da matéria para servir bem ao Espírito, cuidando-se cada vez mais de se
apropriar de conhecimentos sobre como lidar com essa questão.
Cada encarnação deve ser vivida de maneira plena em busca da autodeterminação do
Espírito. Deve ser vivida dando sentido de projeção e elevação das aprendizagens,
conhecendo-se a cada vivência como Espírito que já sabe que é. Deve ir dando vida
significativa aos seus dias para não perder tempo. Isso não precisa ser assim
obrigatoriamente. Se não quiser colocar pressa, vá devagar, mas é bom que saiba para
onde está indo e qual o propósito desta existência e o que deverá registrar no
inconsciente para a próxima encarnação.
“Regras não são sistemas absolutos que devamos sempre estar seguindo quando algo mais
importante carece de nossa atitude. Precisamos avaliar o contexto e as necessidades de
atender aos anseios íntimos do próprio Espírito que se é.” (NOVAES, 2012, p. 57)
Certamente, deve-se escolher qual o propósito para cuidar de cumprir devidamente, a
fim de não acumular para a próxima existência, pois como disse Adenáuer, a
descontinuidade da vida do Espírito nas existências é aparente, mas estão interligadas
18/11/2024, 02:34 AULA 6 - Relação Espírito e Personagem | ULE EAD
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sem dúvida alguma. Libertar-se é necessário e importante para que o Personagem seja
protagonista a fim de se desenvolver e se reconhecer como Espírito imortal em busca da
própria essência espiritual.
Vamos conhecer um pouco mais com o vídeo abaixo:
Como refletimos sobre a complementariedade entre o Personagem e o Espírito, vamos ver
agora como anda o alinhamento Personagem e Espírito. Vamos ver como isso ocorre?
11:59
18/11/2024, 02:34 AULA 6 - Relação Espírito e Personagem | ULE EAD
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6.5 A vida do Personagem alinhada à vontade do Espírito
Vamos agora refletir a respeito do que acontece quando Personagem e Espíritos se alinham
numa existência. Vamos aos estudos!
“A consciência de ser Espírito imortal permite a percepção de que cada fase evolutiva
implica a constituição de um Personagem. Há Personagens construídos no corpo físico e
outros, na dimensãoespiritual. O Espírito geralmente vive cada Personagem transitando
em duas dimensões contíguas, pois sempre vai vislumbrar uma que lhe seria superior, em
que anseia viver. Quando o Personagem, em sua Consciência, consegue dar lugar ao
Espírito para que este conduza o viver, é possível notar-se nele uma série de mudanças
internas com consequências no comportamento e na percepção da realidade.” (NOVAES,
2018, p.128)
A autorização do Personagem para o Espírito tocar sua vida acontece quando seus
conhecimentos e habilidades estão integrados plenamente a ponto de ter a certeza de
que é um Espírito imortal. Aí, ninguém segura mais a evolução dele. As mudanças
internas vão acontecendo gradativamente, com clareza, e vão chegando cada vez mais à
Consciência. Suas atitudes ganham relevância destacada em seu meio de convivências
diversas. Há um alinhamento entre Personagem e Espírito de tal forma que, em alguns
casos, passam a chamá-lo, até, de santo, anjo e outros generosos nomes.
Aquele Personagem, agora, influencia com sua postura, expressão das palavras,
qualidade das respostas às intempéries do dia a dia, atitudes refletidas, tonalidade da
voz, enfim, estabeleceu-se um estado de equilíbrio entre os dois que mais parecem um
só. Estabeleceu-se um alinhamento pleno e perfeito na direção da autodeterminação do
Espírito. A autodeterminação do Espírito se instaurou.
“Sem o alimento do corpo, o Espírito não alcança a realidade para se expressar e para dela
retirar o resultante das experiências de contato. Cuidar do corpo é tão importante quanto
ocupar-se do Espírito. Se o pão com todos os seus nutrientes, mantém o corpo, o Espírito
também tem seu alimento que lhe serve de sustentação para sua evolução. Tal alimento,
ao ser ingerido, se traduz em motivação, em disposição para enfrentar obstáculos, em
vontade de desfrutar a vida, em desejo de prazer, em sentimentos positivos, em interações
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de relacionamentos afetivos bem como em possibilidade de conexão com o divino. [...] O
Espírito se alimenta do bem que faz, do amor que cultiva, da paz que semeia, da harmonia
que proporciona e do que constrói em favor da vida.” (NOVAES, 2012, p. 305 e 306)
Quando o Personagem conhece a si mesmo e busca estar alinhado ao Espírito, torna sua
existência mais consistente, leve, pacífica, forte e corajosa. “A reencarnação por si só não
se atribui o processo de aquisição das leis de Deus”, necessitamos, por isso, aprender,
integrar, desenvolver e evoluir a partir da valorização do corpo.
Vamos conhecer um pouco mais com o vídeo abaixo:
Depois dessas reflexões, compartilhe suas impressões e achados no nosso Fórum do
Módulo II. Assim, todos aprendem. Até a próxima Aula!
13:20
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6.6 Refletindo
Uma vez alinhados, Personagem e Espírito, seguindo uma religião pessoal, a vida toma
rumo pleno, com suas asas brandas e prontas para voar e se consagrar na plenitude do
seu voo como Espírito, pois  “O Espírito fará sua jornada como herói, que se lança ao
objetivo sem que tenha a consciência plena de tudo que enfrentará.” (Adenáuer Novaes)
Ilustrando esse alinhamento possível, trazemos um vídeo com uma versão da história de
“O Rei que tinha quatro mulheres”...
A História do Rei com 4 esposas – Camila Zen
Camila Zen (YouTube®) – 29 de set. de 2019
Duração: 5min.
Observação - De certa forma, todos nós também temos simbolicamente quatro esposas
em nossas vidas… Nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que
fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos. Nossa 3ª
esposa são as nossas posses, propriedades e riquezas. Quando morremos, tudo isso vai
para os outros. Nossa 2ª esposa é a família e amigos. Apesar de nos amarem muito e
estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
Finalmente nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por
perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego.
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde
formos…
“Aquele que já construiu sua Religião Pessoal sabe que continuará alquimicamente a
promover mudanças profundas em sua alma, a fim de que ela se torne aquilo para que foi
designada. O processo é constante e as transformações não cessam. O desconhecido não é
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temido nem tampouco minimizado. O resultado, o encontro como o Si mesmo, é a máxima
obra humana e, simultaneamente, divina.” (NOVAES, 2007, p. 169)
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6.7 Bibliografia
NOVAES, Adenáuer. Jesus, o Intérprete de Deus. O Arquétipo Espiritual. Salvador:   Fundação Lar Harmonia,
2015. (*)
________. O voo do Espírito. Salvador: Fundação Lar Harmonia. 2018. (*)
________. Psicoterapia e mediunidade. Salvador: Fundação Lar Harmonia. 2021. (*)
________. Religião pessoal. Salvador: Fundação Lar Harmonia. 2007. (*)
(*) Disponível para aquisição em nossa livraria.
Importante: as vendas dos livros pela Livraria Harmonia tem sua receita revertida para as obras sociais (incluindo a
ULE) da Fundação Lar Harmonia, cuja missão é contribuir para o despertar da autoconsciência e da autodeterminação
do ser humano.
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