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Cigarro Professora: FRANCÍLIO DE CARVALHO OLIVEIRA Discente: João Pedro Dias Moura Curso: MEDICINA Turma: 39 Teresina, 22 de Outubro de 2024 Como o tabaco está relacionado às neoplasias pulmonares? E os cigarros eletrônicos - como orientar seu paciente? O tabaco é responsável por aproximadamente 85-90% dos casos de câncer de pulmão, sendo a principal causa dessa neoplasia, a fumaça do cigarro contém mais de 7.000 compostos químicos, dos quais pelo menos 70 são reconhecidos como carcinogênicos, entre os componentes mais nocivos estão o alcatrão, o benzeno, o formaldeído e várias nitrosaminas, que causam danos ao DNA das células pulmonares e provocam mutações, essas alterações genéticas incluem a inativação de genes supressores de tumor, como o TP53, e a ativação de oncogenes, como o KRAS. Além de que, o tabagismo causa inflamação crônica e destruição do tecido pulmonar, criando um ambiente propício para o desenvolvimento do câncer. Por outro lado, os fumantes também têm maior probabilidade de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), frequentemente associada ao câncer de pulmão. Sob outro ângulo, em relação aos cigarros eletrônicos, apesar de que muitas vezes são vistos como uma alternativa, eles ainda apresentam riscos significativos para a saúde, estes dispositivos contêm nicotina, uma substância altamente viciante, além de outras toxinas, como formaldeído, acetaldeído e metais pesados, incluindo chumbo e níquel, esses compostos podem causar inflamação e danos ao tecido pulmonar, as pesquisas sobre os efeitos a longo prazo dos cigarros eletrônicos ainda estão em andamento, mas já há evidências que sugerem que seu uso prolongado pode levar a doenças pulmonares, como bronquiolite obliterante (conhecida como "pulmão de pipoca") e enfisema, além de potenciais riscos cardiovasculares e aumento da probabilidade de câncer. Portanto, para orientar os pacientes, é fundamental promover a educação sobre os riscos associados tanto aos cigarros tradicionais quanto aos eletrônicos, ressaltando que nenhum deles é seguro, a recomendação de programas de cessação do tabagismo, que podem incluir terapia de reposição de nicotina, medicamentos como vareniclina e bupropiona, além de apoio psicológico, é essencial. Por fim, é importante aconselhar sobre a necessidade de monitoramento médico regular para a detecção precoce de complicações relacionadas ao uso de tabaco e cigarros eletrônicos, essa combinação de estratégias educativas e suporte clínico pode ajudar a reduzir os riscos e promover uma vida mais saudável para os pacientes. Durante uma consulta, o Dr. Felipe atendeu Juliana, de 35 anos, que fumava há 15 anos e começou a usar cigarros eletrônicos, preocupada com uma tosse seca, ela compartilhou suas preocupações sobre a saúde, o médico explicou que o tabaco é a principal causa de câncer de pulmão e contém substâncias químicas cancerígenas, assim como os cigarros eletrônicos, que também contêm nicotina e compostos tóxicos, o Dr. Felipe sugeriu um plano de cessação, incluindo a redução gradual do consumo e o uso de terapias de reposição de nicotina, ele destacou a importância do monitoramento da saúde pulmonar e de consultas regulares. Referências Bibliográficas 1. Brasil. Ministério da Saúde. Os cigarros eletrônicos são tão nocivos quanto os convencionais?. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2024. 2. Santos, Tamara Ferreira dos. Influência do tabagismo no desenvolvimento da neoplasia pulmonar: revisão de literatura. 2021. 3. National Institute On Drug Abuse. Is vaping bad for you? Bethesda: NIDA, 2021. 4. Cooke, A. et al. The electronic cigarette: the good, the bad, and the ugly. Journal of Allergy and Clinical Immunology: In Practice, v. 3, n. 4, p. 498-505, 2015. 5. Bittencourt, Caroline Partata et al. Tabagismo e sua relação com o desenvolvimento de câncer. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v. 10, n. 1, p. 13-18, 2017.