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1 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 PRODUÇÃO TÉCNICO CIENTÍFICO INTERDISCIPLINAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PAPEL DO ENFERMEIRO DO PRÉ AO PÓS PARTO DE CÓCORAS EM 
ALDEIA INDÍGENA 
 
 
 
 
 
Eliane Souza; 
Hozana Oliveira; 
Rychellmya Lacerda; 
Simone Marques; 
Thalita Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JI-PARANÁ 
2024
2 
 
 
ELIANE SOUZA, HOZANA OLIVEIRA, RYCHELLMYA LACERDA, SIMONE 
MARQUES E THALITA SOUZA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O PAPEL DO ENFERMEIRO DO PRÉ AO PÓS PARTO DE CÓCORAS EM 
ALDEIA INDÍGENA 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão do curso da 
disciplina Produção Técnico Científico 
Interdisciplinar requisito para obtenção 
de título de bacharel em Enfermagem 
apresentado à Universidade Paulista – 
UNIP 
Orientador: Claudio Ferreira de Almeida 
Junior 
 
 
 
 
 
JI-PARANÁ 
2024 
3 
 
Aprovado em: / / 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
 
 Claudio Ferreira de Almeida Junior 
Docente 
Universidade Paulista – UNIP 
 
 
 
 
Verônica Pereira Do Vale 
Bacharel em Educação Física 
Pós Graduação em Musculação e Condicionamento Físico e Nutrição 
Universidade Paulista – UNIP 
 
 
 
 
Wesley Roberto de Souza Santos 
Bacharel em enfermagem- Uniages 
Esp.Urgência e Emergência Pré-Hospitalar 
Esp. Saúde do trabalhador 
Esp. Auditoria em Serviços de Saúde 
Esp.Enfermagem em Saúde Pública. 
Esp.Docência do Ensino Superior 
Universidade Paulista – UNIP 
 
 
 
 
Mariene de Paula Braga 
Enfermeira e Coordenadora 
Universidade Paulista – UNIP 
 
 
 
 
 
JI-PARANÁ 
2024 
4 
 
RESUMO 
Este estudo analisa o papel crítico que os enfermeiros desempenham em partos de 
cócoras em indígenas, enfatizando o significado cultural e fisiológico desta prática 
tradicional. O parto de cócoras, um método profundamente enraizado nas tradições 
culturais indígenas, tem várias vantagens, incluindo auxiliar o parto e aderir às 
práticas tradicionais de parto. Os enfermeiros se esforçam para preencher a lacuna 
entre a medicina ocidental e as tradições locais, defendendo um tratamento que 
honre a autonomia das mulheres e os valores culturais. O estudo enfatiza o valor da 
interculturalidade na assistência médica e mostra como a colaboração entre 
profissionais de saúde e parteiras tradicionais pode melhorar a prestação de 
cuidados. Os enfermeiros ajudam a partos mais seguros e compassivos, 
combinando conhecimento moderno com técnicas tradicionais, ao mesmo tempo em 
que respeitam as crenças e costumes das mulheres indígenas. O parto de cócoras 
não só fornece cuidados obstétricos culturalmente apropriados, mas também tem a 
capacidade de transformar os cuidados obstétricos globais, reconhecendo a 
variedade cultural e encorajando atitudes mais educadas e inclusivas. A abordagem 
multicultural das enfermeiras é crucial para sustentar a saúde e o bem-estar das 
mulheres indígenas, enfatizando a necessidade de fornecer cuidados que respeitem 
e abracem todas as partes do processo de parto. Este estudo contribui para nossa 
compreensão dos benefícios da integração de formas tradicionais e modernas para 
melhorar o atendimento obstétrico. 
Palavras-chave: Parto de cócoras. Saúde indígena. Papel do enfermeiro. 
5 
 
ABSTRACT 
This study analyses the critical role that nurses perform in squatting births among 
indigenous people, emphasizing the cultural and physiological meaning of this 
traditional practice. The squartting birth, a method that is deeply settled in the 
indigenous cultural traditions, has many advantages, incluiding assist the childbirth 
and adhere to traditional practices. The nurses make an effort to fill in the gaps 
between the western medicine and the local traditions, defending a medical 
treatment that honors the women's autonomy and their cultural values. The study 
emphasizes the importance of interculturality during the medical assistance and also 
shows how the collaboration between the healthcare professionals and the 
traditional midwives is able to improve the healthcare. The nurses assist the women 
so that they have safer and more warm-hearted childbirth, in combination of modern 
knowledge with traditional skills, at the same time beliefs and habits of the 
indigenous women are respected. The squatting birth does not offer only obstetric 
care, but it also offers the possibility to transform the global obstetric care, 
aknowledging the cultural variety and encouraging more inclusive atitudes. The 
multicultural approach is crucial to sustain the indigenous women's health and well- 
being, emphasizing the need to supply healthcare that respect every part of the 
childbirth process. This study contributes to our comprehension of the benefits of the 
integration of traditional and modern skills to develop the obstetric assistance. 
Keywords: Squatting chilbirth. Indigenous health. Nurse's rule. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
SUMÁRIO 
1. OBJETIVO GERAL ...................................................................... 7 
2. OBJETIVOS ESPECIFÍCOS ........................................................ 7 
3. HIPÓTESES ................................................................................. 8 
4. PERGUNTA PROBLEMA ............................................................ 8 
5. METODOLOGIA ........................................................................... 9 
6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................. 10 
7. JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA .............................................. 11 
8. INTRODUÇÃO ........................................................................... 13 
9. ARGUMENTAÇÃO E DISCUSSÃO ........................................... 14 
9.1 A história do parto de cócoras...........................................14 
9.2 Parto de cócoras das indígenas.........................................15 
9.3 Parto de cócoras: a volta da natureza ao parto ................16 
9.4 O papel do enfermeiro .....................................................17 
9.5 O enfermeiro como mediador cultural ..............................21 
10. SAE...........................................................................................23 
11. CONCLUSÃO............................................................................26 
12.REFERÊNCIA.............................................................................27 
7 
 
1. OBJETIVO GERAL 
Analisar a atuação do enfermeiro durante o parto de cócoras em aldeias indígenas, 
com o objetivo de compreender como essa assistência influencia na experiência 
materna, bem como nos resultados obstétricos e neonatais. 
2. OBJETIVOS ESPECIFÍCOS 
• Investigar as opiniões de gestantes indígenas sobre o trabalho de parto 
agachado em suas comunidades, bem como suas expectativas e 
experiências na maternidade. 
• Avaliar o conhecimento e as habilidades dos enfermeiros em fornecer 
cuidados de parto em comunidades indígenas, com foco nos costumes 
locais e diferenças culturais. 
• Descrever as abordagens e procedimentos dos enfermeiros para partos 
agachados, com foco no tratamento da dor e no apoio emocional. 
• Explorar a influência dos cuidados de enfermagem no período pós-parto de 
gestantes que preferem agachar em comunidades indígenas, com foco na 
cura física, amamentação e saúde mental. 
• Investigar os elementos que levam a uma experiência agradável de parto 
agachado em culturas indígenas, bem como as ramificações para futuras 
gestações e tradições de parto naquela comunidade. 
8 
 
3. HIPÓTESES 
• A prática de uma enfermeira qualificada, juntamente com uma compreensão 
completa do parto de cócoras e suas implicações culturais, fisiológicas, 
psicológicas e emocionais, ajuda a proporcionar uma experiência mais segura 
e positiva para a mãe e o bebê em ambientes indígenas. 
• O parto de cócoras, quando auxiliado por uma enfermeira qualificada que 
esteja familiarizada com o ambiente indígena, podeencurtar o trabalho de 
parto, minimizar a necessidade de intervenções obstétricas e diminuir o perigo 
de episiotomia. 
• Mulheres grávidas indígenas que optam por dar à luz sentadas, com a 
supervisão e auxílio de uma enfermeira, relatam níveis mais altos de 
satisfação com sua experiência de parto e tempos de recuperação mais 
curtos após o nascimento. 
4. PERGUNTA PROBLEMA 
• Quais os benefícios que o parto de cócoras pode trazer a mulher indígena? 
9 
 
5. METODOLOGIA 
 Este estudo faz parte de uma pesquisa qualitativa exploratória e se baseia em 
uma ampla gama de fontes, incluindo periódicos da internet, artigos técnicos 
científicos publicados anteriormente e artigos especializados. A abordagem 
qualitativa é usada para estudar e documentar extensivamente o papel da 
enfermeira no parto de cócoras em aldeias indígenas, com o objetivo de entender as 
complexidades e nuances dessa prática de várias perspectivas. 
 O estudo utiliza uma ampla estrutura de abordagens qualitativas para adquirir 
uma compreensão mais completa e aprofundada do tópico em questão. Em vez de 
focar em uma perspectiva única ou individual, o estudo emprega uma variedade de 
abordagens metodológicas para capturar as muitas experiências e pontos de vista 
vinculados ao parto de cócoras entre comunidades indígenas. Isso permite uma 
avaliação mais abrangente e contextualizada, levando em consideração as 
diferenças culturais e as interações sociais. 
 Entre as várias perspectivas fornecidas pelas técnicas qualitativas, este estudo 
enfatiza a importância da subjetividade como um eixo-chave nas atividades de 
saúde e no desenvolvimento do conhecimento. Buscamos adquirir um melhor 
conhecimento de como as técnicas de enfermagem influenciam e são influenciadas 
pelos partos de cócoras. 
 A metodologia é semelhante à cartografia, conforme definida por Ferigato e 
Carvalho (2011), e oferece uma nova abordagem para mapear e avaliar ligações 
complexas e processos de geração de conhecimento no ambiente de saúde. A 
cartografia permite uma pesquisa dinâmica e completa, documentando as conexões 
e fluxos de práticas e significados que influenciam a experiência do parto de cócoras 
em sociedades indígenas. 
 Esta pesquisa investiga as práticas e crenças que cercam o parto de cócoras 
em comunidades indígenas, com ênfase particular na saúde e bem- estar de mães e 
recém-nascidos. A abordagem metodológica considera a diversidade de 
experiências vividas. 
10 
 
6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Moysés Paciornik, médico ginecologista e obstetra brasileiro que atuou no 
Paraná, e publicou, em 1979, Parto de Cócoras – Aprenda a Nascer com os Índios. 
Preconiza a adoção de técnicas simples que respeitem a fisiologia do parto e 
estimulem o parto normal e vertical, resgatando a importância do parto domiciliar e 
o valor de atores não médicos na assistência ao parto, como as parteiras 
tradicionais indígenas (PACIORNIK, 2024). 
Em "Pour une Naissance sans Violence" (1974), Frédérick Leboyer sugeriu 
que os bebês deveriam ser manuseados com cuidado em condições silenciosas. 
Ele lutou contra práticas convencionais e defendeu o parto de cócoras, com o 
recém-nascido colocado no peito da mãe, o que influenciou como o parto tem sido 
visto desde o século XVII (LUCAS, 2017). 
Para mulheres grávidas sem risco gestacional, a grande maioria das 
maternidades utiliza protocolos que obrigam-nas a adotar a posição horizontal ou 
ginecológica no momento do parto. Esta conduta, que foi historicamente 
generalizada, produz nascimentos bem sucedidos, segundo seus defensores 
(GAYESKI; BRÜGGEMANN, 2009). 
Partos normais tiveram maior probabilidade de produzir neonatos com baixo 
Apgar ou deprimidos do que partos de cócoras. Em contraste, a taxa de Apgar 10 
foi muito maior em partos de cócoras. Essas descobertas, que incluem menor 
perda de sangue materno e maior sobrevivência de recém-nascidos, revelam os 
benefícios positivos de fatores independentes relacionados à postura de cócoras da 
mulher (SIMON; HASHMI; BRAGG, 2024). 
11 
 
7. JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA 
O parto de cócoras, tem uma variedade de vantagens naturais e fisiológicas 
que podem ser particularmente benéficas para partos indígenas. De acordo com o 
obstetra e ginecologista Alberto Guimarães, deitar de costas não é a posição mais 
natural, pois comprime as veias, inibe o suprimento de sangue para o feto e causa 
variações na frequência cardíaca fetal. De acordo com Guimarães (2017), a posição 
de cócoras durante a gravidez aumenta as contrações uterinas e reduz a 
necessidade de tratamentos como episiotomia. 
Além disso, as indígenas grávidas que optam por dar à luz em uma posição 
de cócoras em um banco ou mesa de apoio têm maior autonomia e controle sobre 
o processo de parto. Isso não apenas incentiva a mãe a se envolver ativamente no 
processo de parto, mas também permite que o bebê seja colocado em seus braços 
imediatamente após o nascimento. Os pais ou cônjuge podem se envolver mais no 
evento (Revista Crescer 2017). 
Pesquisas científicas e diretrizes atuais do Ministério da Saúde e da 
Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem que o parto cócoras é uma 
alternativa melhor para a mãe e o bebê, ajudando a diminuir a alta frequência de 
cesáreas em todo o mundo. No entanto, para que a experiência seja genuinamente 
boa, o parto deve ser realizado com compaixão (CDC, 2020). 
A crescente popularidade do parto cócoras sugere que a posição de cócoras, 
que permite que o bebê se mova mais livremente e use a gravidade a seu favor, 
pode ser extremamente vantajosa. A indígena agacha-se com os joelhos dobrados, 
os pés no chão e as mãos apoiadas em uma cadeira ou outro móvel. Ela também 
pode confrontar seu parceiro, que se abaixará ao lado dela, aumentando o 
envolvimento e o apoio durante o parto (AUGUSTO MOREIRA FILHO; KREPKER 
DE OLIVEIRA, 2024). 
As instalações de parto humanizado, como as unidades PPP (Pré-parto, 
Nascimento e Pós-parto), oferecem equipamentos e suporte para uma variedade de 
posições de parto, permitindo que as gestantes escolham a que melhor se 
adapta às suas necessidades e preferências (AUGUSTO MOREIRA FILHO; 
KREPKER DE OLIVEIRA, 2024). 
Nessa situação, o papel do enfermeiro nos partos de cócoras em aldeias 
indígenas é fundamental, porque ele ou ela não apenas fornece suporte técnico e 
12 
 
emocional, mas também adapta as práticas de cuidado às especificidades culturais 
e às condições locais, resultando em um parto mais seguro e satisfatório para a 
mãe e o bebê (AUGUSTO MOREIRA FILHO; KREPKER DE OLIVEIRA, 2024). 
13 
 
8. INTRODUÇÃO 
A gravidez e o parto são momentos profundamente pessoais e significativos 
na vida de uma mulher, e o cuidado de enfermagem é essencial para tornar essas 
experiências as melhores possíveis. O cuidado de enfermagem para mulheres em 
trabalho de parto se preocupa principalmente em abordar as demandas biológicas 
durante o processo de parto, que é frequentemente mecânico e impessoal 
(KALIDIA et al., 2014). 
A gravidez, o parto e o parto são partes essenciais da saúde reprodutiva e do 
ciclo de vida feminino. Apesar das dificuldades e complexidades, como a dor e os 
perigos potenciais para a vida do bebé, muitas culturas consideram estas 
ocorrências normais para as mulheres. Como resultado, é fundamental 
compreender os muitos componentes que combinam o conhecimento tradicional 
com a tecnologia obstétrica de ponta (SAOCAMILOFORTALEZA, 2022). 
Como resultado, o papel dos enfermeiros no parto em uma sociedade 
indígena é multifacetado, incluindo não apenas cuidados técnicos e científicos, 
mas também respeito cultural e apoio emocional para a mãe e a criança (PEREIRA 
et al., 2016). 
Enfermeiros indígenas devem combinar conhecimento tradicional com ciência 
atual para dar cuidados que sejam específicos para culturas locais. De acordo com 
Janet Balaskas, partos de cócoras demonstraram acelerar a recuperação,diminuir 
a probabilidade de depressão pós-parto e aumentar a eficácia dos cuidados de 
enfermagem (ARAGUAIA, 2017). 
14 
 
9. ARGUMENTAÇÃO E DISCUSSÃO 
9.1 A história do parto de cócoras 
Foi a partir do século XVI, e no Brasil a partir de 1808 com a vinda das 
escolas de medicina e cirurgia da Bahia e Rio de Janeiro, que a profissão de 
parteira começou a cair em declínio, com a entrada do homem no cenário 
obstétrico, juntamente com as tecnologias criadas para “facilitar” o processo de 
parto (DANNYELLE et al., 2023). 
A Obstetrícia não é entendida simplesmente como uma atividade humana, 
como mais uma forma de interpretar a realidade, baseada em questões culturais, 
sociais, econômicas e políticas. De acordo com o DATASUS, no ano de 2014, no 
Brasil, tivemos 2.904.027 nascidos vivos. Desse total, 1.644.557 foram por meio de 
parto cesáreo, ou seja, aproximadamente 57% dos partos registrados, 
demonstrando o quão longe nosso país está do ideal no panorama referente a 
assistência ao parto (DATASUS, 2014). 
O que acontece atualmente vai de encontro com o que o Ministério da saúde 
preconiza quanto à humanização do parto normal. O direito de acompanhante está 
sendo violado e a escolha de posições para o nascimento também. 
Além disso, 25% das mulheres que tiveram parto normal relatam ter sofrido 
algum tipo de maltrato ou violência obstétrica, segundo estudo desenvolvido pela 
Fundação Perseu Abramo no início de 2012.É recomendado que a mulher converse 
com seu médico ou parteira e se prepare fisicamente para o parto de cócoras. Além 
disso, é fundamental que a mulher esteja acompanhada por profissionais de saúde 
experientes e que ofereçam suporte emocional durante o processo (LANSKY et al., 
2019). 
O parto de cócoras é uma posição de parto que oferece uma série de 
benefícios para a mãe e o bebê. Essa posição utiliza a força da gravidade a favor 
da mulher, acelerando o processo de parto e reduzindo a necessidade de 
intervenções médicas. No entanto, é importante que a mulher esteja bem informada 
sobre essa posição de parto e suas indicações e contraindicações, para que possa 
tomar uma decisão consciente (VILLAMIL, I. 2018). 
Estudos têm demonstrado que o parto de cócoras está associado a uma 
redução na necessidade de intervenções médicas, como o uso de ocitocina 
sintética para induzir ou acelerar o trabalho de parto, ou o uso de fórceps ou vácuo 
15 
 
extrator para auxiliar na expulsão do bebê. Isso pode levar a uma experiência de 
parto mais natural e menos medicalizada (MINISTÉRIO, D.; SAÚDE., 2017). 
O principal benefício do parto de cócoras é que ele aproveita a gravidade para 
auxiliar na descida do bebê pelo canal de parto. Ao ficar em uma posição vertical 
ou semi-vertical, a pressão exercida pelo próprio peso do bebê ajuda a facilitar o 
trabalho de parto e reduz a necessidade de intervenções médicas para estimular ou 
acelerar o parto (ARAGUAIA, M., 2024) 
Em muitos casos, o parto de cócoras tem sido associado a uma duração mais 
curta do trabalho de parto. O que resulta em menos fadiga para a mãe e uma 
experiência de parto mais rápida e eficiente (PAIVA, E. F. et al., 2018). 
Estudos também sugerem que o parto de cócoras pode estar associado a 
uma menor taxa de episiotomia, que é um corte cirúrgico feito na região entre a 
vagina e o ânus para facilitar a saída do bebê. Uma posição de cócoras pode 
reduzir a pressão sobre o períneo, tornando menos provável a necessidade desse 
procedimento (DA CUNHA SOBIERAY, N. L. E.; DE SOUZA2., 2019) 
Muitas mulheres relatam que o parto de cócoras lhes proporciona uma 
sensação maior de controle sobre o processo de parto. Ao adotar uma posição 
mais ativa durante o trabalho de parto e o parto, as mulheres podem se sentir mais 
envolvidas e conectadas com o processo, o que pode contribuir para uma 
experiência de parto mais positiva e satisfatória (PAIVA, E. F. et al., 2018). 
9.2 Parto de cócoras das indígenas 
O pato em cócoras tem fortes origens em tribos indígenas e está associado a 
rituais e cerimônias espirituais. Parteiras experientes são cruciais no cuidado da 
mãe e do bebê durante o parto, incluindo práticas tradicionais como massagem, 
medicamentos e orações (TORRE DE VIGIA, 2024). 
O parto de cócoras é uma prática comum entre sociedades indígenas, com 
ramificações médicas e culturais. Não só torna o parto mais fácil, mas também 
reforça identidades e civilizações. A história dessa prática demonstra a interação 
entre cultura, medicina e saúde (ARAGUAIA,2023). 
Civilizações antigas, incluindo tribos na América do Sul, África e Ásia, 
praticavam o parto sentado. Os indígenas brasileiros, como os Kaingang e os 
Munduruku, ainda adotam a postura agachada. Nessa posição, a gravidade permite 
que o canal do parto se expanda naturalmente, reduzindo o rompimento e a dor 
16 
 
durante o parto (TORRE DE VIGIA, 2024). 
A posição de cócoras é importante tanto técnica quanto simbolicamente. Em 
muitos contextos culturais, é considerada um elo direto com a terra e os ciclos 
naturais da vida, destacando a importância do parto como um ato sagrado 
necessário para a sobrevivência da vida e das tradições culturais (REZENDE, 2019 
A chegada da medicina ocidental e da urbanização teve um impacto tremendo 
nas práticas tradicionais de parto. À medida que a tecnologia médica evoluiu e o 
parto se tornou cada vez mais medicalizado, a prática do parto de cócoras foi 
gradualmente substituída por tratamentos mais modernos e, muitas vezes, mais 
invasivos. O parto horizontal, se tornou normal em muitos lugares, substituindo o 
parto de cócoras (PALHARINI; FIGUEIRÔA, 2018). 
Campanhas de saúde pública geralmente defendem técnicas médicas que 
entram em conflito com as práticas tradicionais e costumeiras dos povos indígenas. 
Isso tem proporcionado desafios para a preservação das tradições, exigindo que 
muitas comunidades estabeleçam um equilíbrio entre o tratamento médico 
tradicional e moderno. Muitas comunidades indígenas continuam a praticar o parto 
de cócoras, buscando maneiras de integrar práticas tradicionais com avanços 
modernos (PALHARINI; FIGUEIRÔA, 2018). 
Segundo (ARAGUAIA, 2023), Paciornik recriou o parto de cócoras em sua 
clínica depois de ver o quão benéfico ele era em tribos indígenas, alegando que ele 
dava vantagens consideráveis à saúde reprodutiva das mulheres. Reconhecer os 
costumes étnicos não apenas ajuda a conservar o conhecimento tradicional, mas 
também promove uma abordagem inclusiva à assistência médica. Fornecendo às 
mulheres opções que incluem tanto sua fisiologia quanto suas preferências 
culturais. 
Nos últimos anos, tem havido um impulso crescente para revalorizar e 
reintroduzir o parto de cócoras entre comunidades indígenas. Organizações não 
governamentais (ONGs) e profissionais de saúde têm trabalhado juntos para 
promover o reconhecimento e a incorporação dessas práticas antigas na medicina 
moderna. O trabalho de profissionais como o Dr. Moysés Paciornik mostra essa 
metodologia (NICIDA et al., 2020). 
9.3 Parto de Cócoras: A Volta da Natureza ao Parto 
A história dos partos de cócoras em aldeias indígenas exemplifica o intrincado 
17 
 
tecido cultural e a sabedoria costumeira que moldam as práticas de saúde. A 
restauração e a reavaliação desta profissão destacam a necessidade de 
reconhecer e implementar tradições culturais na medicina contemporânea. Apoiar 
práticas ancestrais como o parto de cócoras promove cuidados maternos atentos, 
respeita a diversidade cultural e resulta em uma experiência de parto mais 
agradável (SOBOTTA, 2021). 
A técnica de parto de cócoras, reintroduzida por parteiras indígenas e apoiada 
por profissionais como o Dr. Moysés Paciornik, traz de volta uma prática 
medicamente benéfica para as mulheres. Esse tratamento é prevalente entre as 
tribos indígenas brasileiras (MARIZ, 2023). 
Paciornik, encorajado pelo estudo tribal indígena, foi um pioneiro noapoio do 
Brasil ao parto de cócoras. Ao longo de sua carreira, ele fez o parto de milhares de 
crianças nesta posição, provando que as mulheres indígenas que tradicionalmente 
utilizaram esta abordagem tiveram menos problemas ginecológicos, como 
incontinência urinária e prolapso, resultando em mais de 7.000 partos (MARIZ, 
2023). 
O parto de cócoras é uma das cerimônias usadas pelos povos indígenas. As 
mulheres indígenas não apenas selecionam a posição de parto mais confortável, 
mas também são auxiliadas por anciãos que lideram o processo com cerimônias 
tradicionais. Essa abordagem abrangente é essencial para o bem- estar das 
mulheres e a preservação de sua identidade cultural, que o sistema de saúde 
tradicional, que se concentra no parto medicalizado, frequentemente ignora (PENA, 
2024). 
9.4 O papel do enfermeiro 
Enfermeiros desempenham um papel importante em partos de cócoras em 
culturas indígenas, servindo como uma ponte entre o conhecimento tradicional das 
parteiras e os tratamentos médicos contemporâneos. Com uma abordagem 
humanística e culturalmente sensível, eles apreciam os costumes locais enquanto 
aceitam as realidades científicas, aumentando a autonomia e o bem- estar das 
mulheres ao ajudá-las a tomar decisões durante o parto (ZIRR et al., 2019). 
Particularmente entre os povos indígenas, o parto de cócoras foi reintroduzido 
como uma das formas mais eficazes e confortáveis de dar à luz. Com o advento da 
medicalização do parto, esse costume, antes considerado um método natural de dar 
18 
 
à luz, foi gradualmente abandonado (MARIZ, 2023). 
Os partos de cócoras, seja em comunidades indígenas ou áreas 
metropolitanas, indicam um desejo por métodos de parto mais naturais e menos 
intrusivos. Reconhecer essa prática antiga pode ajudar as mulheres a terem uma 
experiência de parto mais prazerosa, retendo o conhecimento tradicional e 
fornecendo opções que sejam sensíveis à sua fisiologia e preferências (ZIRR et al., 
2019). 
O papel do enfermeiro em partos de cócoras varia, especialmente entre 
comunidades indígenas onde o método é reverenciado. Durante o pré-natal, o 
enfermeiro deve garantir que a gestante receba os cuidados adequados, como 
exames e educação, respeitando também seus valores e costumes. O Sistema 
Único de Saúde (SUS) oferece atendimento pré-natal em comunidades indígenas, 
no entanto, há certas lacunas no processo (CASTRO, 2023). 
Enfermeiros que trabalham em aldeias indígenas devem estar cientes dos 
padrões culturais para dar um tratamento cortês e culturalmente aceitável. Essa 
abordagem, que valoriza o conhecimento tradicional, é necessária para que as 
intervenções de saúde sejam eficazes e aceitas na comunidade (MPF, 2024). 
De acordo com pesquisas, muitas mulheres indígenas fazem menos exames 
pré-natais do que o recomendado, aumentando a probabilidade de dificuldades 
durante a gravidez e o parto. Os enfermeiros desempenham um papel importante 
em garantir que essas mulheres obtenham o número necessário de exames e 
consultas, bem como oferecem conselhos claros sobre alimentação, exercícios 
físicos e sintomas de gravidez (DE et al., 2022). 
Durante o parto, os enfermeiros garantem que o procedimento seja seguro e 
tranquilo. O local do parto geralmente é montado em um tapete no chão da cabana, 
e a mulher é livre para escolher a posição em que se sente mais à vontade para dar 
à luz. Muitas mulheres gostam de se agachar, embora também possam se ajoelhar, 
sentar ou deitar parcialmente enquanto apoiadas em redes (SAÚDE, 2024). 
O enfermeiro deve estar pronto para fornecer suporte físico e emocional 
durante todo o parto, garantindo o conforto e a segurança da mulher. Se houver 
algum sinal de problema, o enfermeiro deve agir rapidamente para garantir que a 
mãe e o bebê recebam os cuidados de que necessitam, incluindo providenciar o 
transporte para um hospital, se necessário (INTERHELP AMBULÂNCIA, 2021). 
Muitos assuntos são discutidos ao discutir o papel do enfermeiro em partos de 
19 
 
cócoras em aldeias indígenas, incluindo saúde pública, questões culturais e éticas, 
problemas práticos e humanização do parto. Ao analisar de perto cada um desses 
elementos, este argumento visa demonstrar a importância do desempenho 
tecnicamente preciso, culturalmente sensível e competente (PAULA COSTELLA et 
al., 2021). 
Um grande desafio enfrentado por enfermeiros que trabalham com 
comunidades indígenas é o choque de culturas entre as práticas tradicionais de 
parto e a perspectiva biológica ocidental. Um parto de cócoras é visto como um rito 
de passagem nas culturas porque tem aspectos espirituais e simbólicos além do ato 
real de dar à luz, que conecta a criança à terra, aos ancestrais e ao círculo da vida 
(MARIZ, 2023). 
Mais do que simplesmente treinamento em habilidades técnicas é necessário 
para enfermeiros que trabalham neste ambiente. Eles precisam desenvolver 
habilidades de comunicação intercultural e demonstrar respeito pelas tradições e 
valores locais (GLOWACKA, 2022). 
A resistência cultural é um componente frequentemente esquecido, mas crucial 
na aceitação de intervenções médicas. Se a mulher grávida e sua família seguirem 
as normas culturais da comunidade, elas podem rejeitar as sugestões de saúde do 
enfermeiro. Se o enfermeiro provar que segue e respeita essas tradições, a 
comunidade confiará mais nele, permitindo melhor monitoramento pré-natal, ajuda 
no parto e cuidados pós-parto (GOUVEIA et al., 2019). 
O conceito de parto de cócoras destaca a importância de reconhecer as 
responsabilidades de liderança das mulheres no processo de parto e permitir que 
elas escolham como dar à luz. O parto de cócoras consiste com a ideia de 
humanização em comunidades tradicionais (AUGUSTO MOREIRA FILHO; 
VANDENISE KREPKER DE OLIVEIRA, 2024). 
Os povos indígenas do Brasil enfrentam sérios desafios de saúde. A maior 
parte desses assentamentos está localizada em áreas remotas e inacessíveis, 
dificultando o acesso de profissionais de saúde e especialistas treinados. O Sistema 
Único de Saúde (SUS) atende a esses grupos, no entanto, há lacunas significativas 
no processo de tratamento, especialmente no pré-natal (GERONASSO, 2021). 
Muitas gestantes indígenas não obtêm exames e testes suficientes, o que 
aumenta o risco de complicações durante o parto. Nessa situação, o papel do 
enfermeiro é ainda mais vital. Eles não são apenas responsáveis por fornecer 
20 
 
tratamento de emergência durante o parto, mas também por garantir que a gestante 
seja monitorada adequadamente durante toda a gravidez (ANDERSON et al., 2023). 
Isso inclui tudo, desde a realização de exames até recomendações alimentares 
e de cuidados de saúde, bem como o reconhecimento de doenças potenciais que 
precisam de tratamento mais especializado. Os enfermeiros são frequentemente 
obrigados a fazer escolhas rápidas e agir de forma independente para proteger a 
segurança da mãe e do bebê (ZIMMER, 2014). 
Os enfermeiros devem garantir que tanto a mãe quanto o recém-nascido 
recebam cuidados adequados, como assistência à amamentação e monitoramento 
da saúde. Em locais com acesso limitado ao sistema de saúde, os enfermeiros 
podem ser o único ponto de contato da mulher durante esse momento vital. Como 
resultado, seus papéis devem ser amplos, incluindo todos os elementos dos 
cuidados com a mãe e o filho (ENTRINGER et al., 2023). 
Segundo (TATAGIBA; VILELA, 2019) e (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022), a 
Constituição Federal de 1988 protege o direito dos povos indígenas de terem suas 
práticas culturais e de saúde reconhecidas, bem como o acesso a tratamentos 
baseados em suas tradições e costumes. Isso inclui a opção de escolher sua 
posição de parto e ser monitorada por parteiras convencionais. Proteger esses 
direitos em um sistema de saúde altamente medicalizado e centralizado nas grandes 
cidades não é uma tarefa fácil. 
Os enfermeiros têm um compromisso de encorajara autonomia das gestantes, 
respeitando suas escolhas e fornecendo informações claras e acessíveis para que 
possam tomar decisões informadas sobre seus corpos. Enfermeiros em 
comunidades indígenas devem encontrar um equilíbrio entre o conhecimento 
científico e os costumes tradicionais para evitar a alienação cultural e o desprezo 
pelas normas locais (SANTIAGO et al., 2023). 
As parteiras em comunidades indígenas são responsáveis por uma ampla 
gama de responsabilidades, incluindo o bem-estar físico e espiritual das mulheres 
grávidas. Essa riqueza de conhecimento não pode ser negligenciada; deve ser 
integrada ao cuidado atual fornecido pelos enfermeiros (PENA, 2024). 
A colaboração entre enfermeiras e parteiras tradicionais pode resultar em um 
tratamento mais eficaz e culturalmente apropriado. Essa colaboração reúne ciência e 
sabedoria tradicional, abrangendo os elementos biológicos, emocionais, espirituais e 
sociais do parto. Os enfermeiros devem ser modestos, aprendendo com as parteiras 
21 
 
e fornecendo ajuda técnica para garantir que o trabalho de parto seja realizado com 
segurança e de forma informada (PENA, 2024). 
Enfermeiros em comunidades indígenas têm a chance de estabelecer um 
modelo de saúde multicultural, mas enfrentam problemas também. Apreciar hábitos 
locais promove a saúde e a identidade cultural das mulheres grávidas. Eles ajudam 
a melhorar o tratamento obstétrico ao fundir procedimentos tradicionais com práticas 
modernas (VALDÉS. et al., 2017). 
9.5 O Enfermeiro como Mediador Cultural 
A prática de posições de parto de cócoras entre populações tribais, destacam 
a importância da sabedoria tradicional em áreas onde os recursos médicos são 
limitados. Essas posturas comumente usadas demonstraram ser um método 
culturalmente aceito e bem-sucedido de lidar com dificuldades de parto, como 
anemia materna e sofrimento fetal, especialmente quando a terapia obstétrica 
padrão é limitada (V, SRIVIDHYA SAMAKYA; PATI; ACHARYA, 2024). 
A rápida adoção dessa postura promove o fluxo sanguíneo e o alívio da dor, 
diminuindo o risco de hipóxia fetal e perda de consciência da mãe. Essa técnica 
reflete a sabedoria antiga e é empregada como um complemento ao atendimento 
obstétrico em países de baixa renda (MASCARENHAS et al., 2019) 
As mulheres que declararam que as posições verticais geralmente são 
escolhidas não apenas pela tradição, mas também porque são percebidas como 
facilitadoras e mais flexível no parto. Isso mostra que tratamentos de saúde 
baseados em evidências podem se beneficiar da incorporação de reações culturais 
locais em vez de apenas impor métodos ocidentais (CARNEIRO FREITAS et al., 
2024). 
Reconhecer a legitimidade dessas abordagens em certos casos levanta uma 
questão crítica sobre a necessidade de mudanças culturais na assistência médica. 
Respeitar o conhecimento tradicional e educar profissionais de saúde para agir de 
acordo com as normas locais pode melhorar muito os resultados de mães e filhos 
em lugares distantes e difíceis de alcançar, como grupos tribais ou indígenas 
(MÜLLER; LIMA; ORTEGA, 2023). 
Isso tem consequências claras para o trabalho de enfermeiros em áreas rurais e 
indígenas, onde práticas culturalmente aceitáveis, como parto de cócoras, podem 
ser efetivamente incorporadas aos cuidados obstétricos. É fundamental que os 
22 
 
profissionais de saúde reconheçam essas tradições e trabalhem com líderes locais 
e parteiras para respeitar o contexto cultural e garantir que os cuidados de saúde 
sejam acessíveis e culturalmente relevantes (AYRES; HENRIQUES; AMORIM, 
2018). 
O estudo faz uma contribuição importante para a preservação e compreensão 
do conhecimento indígena tradicional, ou seja, cuidados com a gravidez e o parto. 
Essa sabedoria é passada de geração em geração e inclui remédios holísticos, 
massagens e orações (VELOSO, 2021). 
Esse conhecimento, que está profundamente arraigado na identidade 
tradicional, contrasta dramaticamente com a medicina moderna, que atualmente 
domina o cuidado pré-natal para mulheres indígenas em unidades de saúde. No 
entanto, ele não incentiva a inimizade entre os dois sistemas, mas defende um 
paradigma de integração no qual a fusão do conhecimento tradicional e moderno 
pode melhorar o cuidado com a saúde materna (ATRIA DESIGN STUDIO, 2024). 
O papel do enfermeiro na fase pré-parto antes do parto em comunidades 
indígenas também é significativo neste contexto, pois atua como uma conexão 
entre o conhecimento científico e as práticas tradicionais. O enfermeiro pode ajudar 
a gestante a se preparar física e emocionalmente para o parto, respeitando as 
tradições culturais e dando assistência técnica para garantir um parto seguro 
(SERRATO, 2022). 
As Kófas, mulheres idosas que, além de terem partos naturais em casa, 
desempenham um papel fundamental na disseminação de informações culturais. 
Elas ressaltam a importância do envolvimento do pai e dos familiares durante o 
período pré-natal, ampliando a visão do parto como um evento familiar e social 
(SEDICIAS, 2021). 
Ao trazer esse material para a educação formal, as futuras gerações de povos 
indígenas podem ser mais capazes de refletir sobre sua própria cultura e identificar 
abordagens que podem aprimorar o atendimento médico tradicional ((DONISETE 
BENZI GRUPIONI., 2018). 
É recomendado que especialistas em saúde trabalhem para criar um diálogo 
que valorize o conhecimento tradicional, ao mesmo tempo em que leve em conta as 
descobertas científicas. Tal abordagem pode ser crucial para criar um sistema de 
saúde mais inclusivo e culturalmente sensível que reconheça os traços e 
necessidades distintos da comunidade (RAQUEL, 2022). ..........................................
23 
 
10. SAE 
Disposição para conforto melhorado Características 
Definidoras: 
• Expressa desejo de melhorar a resolução das queixas. 
• Expressa desejo de melhorar o conforto e o relaxamento. 
Planejamento: 
• Proporcionar um ambiente calmo e tranquilo para a parturiente. 
• Incentivar a paciente a buscar estratégias para conforto da dor. 
• Demonstrar técnicas de relaxamento e manejo do estresse. 
Intervenção: 
• Identificar fatores que influenciam o desconforto (luz, ambiente, sons). 
• Buscar ambientes calmos e aconchegantes. 
• Ensinar e praticar técnicas de relaxamento. 
• Proporcionar exercícios que promovam conforto. 
Avaliação: 
• Avaliar regularmente o nível de conforto relatado pela paciente. 
• Registrar a eficácia das técnicas de relaxamento e manejo do estresse. 
• Solicitar feedback da paciente sobre o nível de conforto e 
satisfação com as intervenções. 
• Examinar os níveis de dilatação do RN durante os exercícios de parto. 
Dor no trabalho de parto 
Fatores Relacionados: 
• Percepção da dor do trabalho de parto como não natural e não 
produtiva. 
• Posição supina. 
• Ingestão insuficiente de líquidos. 
Características Definidoras: 
• Ansiedade. 
• Contração uterina. 
• Náuseas. 
• Posição para aliviar a dor. 
• Expressão facial de dor. 
• Comportamento protetor. 
24 
 
Planejamento: 
• Reduzir a intensidade da dor para um nível tolerável. 
• Relatar técnicas de alívio da dor eficazes. 
• Demonstrar técnicas de relaxamento e conforto durante as contrações. 
Intervenção: 
• Avaliar a intensidade e localização da dor regularmente. 
• Ensinar técnicas de relaxamento e respiração profunda. 
• Auxiliar a paciente na mudança de posição para aliviar a pressão e a dor. 
• Administrar medicamentos analgésicos conforme prescrição. 
• Oferecer apoio emocional e encorajamento. 
Avaliação: 
• Avaliar regularmente a intensidade da dor relatada. 
• Observar a eficácia das técnicas de alívio da dor. 
• Registrar a resposta ao tratamento da dor, incluindo o uso de 
medicamentos. 
• Solicitar feedback da paciente sobre o nível de conforto e 
satisfação com o manejo da dor. 
Disposição para amamentação melhorada 
Características Definidoras:Expressa desejo de melhorar a capacidade de amamentar com exclusividade. 
Planejamento: 
• Relatar aumento da confiança e conforto da paciente em relação à 
amamentação. 
• Demonstrar técnicas adequadas de posicionamento e pega do bebê. 
Intervenção: 
• Fornecer informações sobre os benefícios da amamentação. 
• Ensinar técnicas de posicionamento e pega corretas. 
• Oferecer suporte emocional e encorajamento. 
• Auxiliar na resolução de problemas comuns na amamentação. 
• Encorajar o contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o parto. 
Avaliação: 
• Avaliar regularmente a confiança e conforto da peciente na amamentação. 
25 
 
• Observar a aplicação das técnicas de posicionamento e pega. 
• Registrar o relato de conforto e satisfação durante a amamentação. 
• Escutar quaisquer dificuldades ou preocupações relacionadas à 
amamentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
11. CONCLUSÃO 
O parto de cócoras em comunidades indígenas exige que os enfermeiros 
adotem uma atitude ética e acolhedora, garantindo que as mulheres tenham 
controle sobre seus corpos e que seus direitos sejam salvaguardados, ao mesmo 
tempo em que incentivam o envolvimento ativo durante o parto. 
Os enfermeiros devem oferecer às indígenas no pós-parto apoio e orientação 
durante todo o processo, promovendo uma troca de informações que permita que 
elas considerem e selecionem a terapia escolhida. Isso garante que cada indígena 
tenha uma experiência de parto única e personalizada, ao mesmo tempo em que 
adere às suas normas culturais. 
É vital que os enfermeiros vejam a mãe e seu bebê como centrais no 
processo de parto, enfatizando a necessidade de respeitar as emoções e objetivos 
da mulher e de sua família. Para ter um parto de cócoras bem- sucedido, é 
fundamental respeitar as escolhas e direitos culturais da mulher, ao mesmo tempo 
em que adere ao método usual. 
De acordo com as diretrizes da OMS, os enfermeiros devem fornecer opções 
criativas para as indígenas administrarem todo o processo de parto, em 
conformidade com os costumes locais e garantindo que seus direitos sejam 
adequadamente protegidos. 
Uma revisão de estudos descobriu que os métodos de enfermagem para parto 
de cócoras beneficiam tanto a indígena em trabalho de parto quanto o recém-
nascido. No entanto, para oferecer um atendimento eficaz e consistente, a melhoria 
contínua na qualidade do serviço, nas condições de trabalho e no 
comprometimento da equipe deve ser enfatizada. 
27 
 
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