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Município da Estância 
Balneária de Praia Grande/SP 
 
 
Atendente de Educação I 
 
 
 
 
Português 
Interpretação de Texto. ....................................................................................................................................................... 1 
Ortografia oficial. .................................................................................................................................................................. 5 
Acentuação gráfica. ........................................................................................................................................................... 17 
As classes gramaticais. ..................................................................................................................................................... 20 
Concordância verbal e nominal. ..................................................................................................................................... 51 
Pronomes: emprego e colocação. ................................................................................................................................... 56 
Regência nominal e verbal. .............................................................................................................................................. 58 
 
 
 
 
Matemática 
Conjunto dos números naturais, inteiros e racionais relativos (formas decimal e fracionária): propriedades, 
operações e problemas; ...................................................................................................................................................... 1 
Grandezas Proporcionais - Regra de três simples; ...................................................................................................... 12 
Porcentagem e juro simples – Resolvendo problemas; .............................................................................................. 15 
Sistema Monetário Brasileiro; ........................................................................................................................................ 21 
Sistema Decimal de Medidas: comprimento, superfície, volume, massa, capacidade e tempo (transformação de 
unidades e problemas); .................................................................................................................................................... 25 
Figuras Geométricas Planas: perímetros e áreas - problemas. ................................................................................. 28 
 
 
 
 
 
Conhecimentos Específicos 
Publicações do MEC para a educação infantil ................................................................................................................. 1 
Estatuto da Criança e do Adolescente. ........................................................................................................................... 18 
Noções de Primeiros Socorros. ....................................................................................................................................... 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PIRATARIA É CRIME: É proibida a reprodução total ou parcial desta 
apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal. 
 
 
 
 
 
 
 
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AVISO IMPORTANTE 
https://www.apostilasopcao.com.br/contatos.php
PORTUGUÊS 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 1 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
A leitura é o meio mais importante para 
chegarmos ao conhecimento, portanto, 
precisamos aprender a ler e não apenas 
“passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na 
verdade, é dar sentido à vida e ao mundo, é 
dominar a riqueza de qualquer texto, seja 
literário, informativo, persuasivo, narrativo, 
possibilidades que se misturam e as tornam 
infinitas. É preciso, para uma boa leitura, 
exercitar-se na arte de pensar, de captar ideias, 
de investigar as palavras… Para isso, devemos 
entender, primeiro, algumas definições 
importantes: 
 
Texto 
O texto (do latim textum: tecido) é uma 
unidade básica de organização e transmissão 
de ideias, conceitos e informações de modo 
geral. Em sentido amplo, uma escultura, um 
quadro, um símbolo, um sinal de trânsito, uma 
foto, um filme, uma novela de televisão 
também são formas textuais. 
 
Interlocutor 
É a pessoa a quem o texto se dirige. 
 
Texto-modelo 
“Não é preciso muito para sentir ciúme. 
Bastam três – você, uma pessoa amada e uma 
intrusa. Por isso todo mundo sente. Se sua 
amiga disser que não, está mentindo ou se 
enganando. Quem agüenta ver o namorado 
conversando todo animado com outra menina 
sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? 
(…) 
É normal você querer o máximo de atenção 
do seu namorado, das suas amigas, dos seus 
pais. Eles são a parte mais importante da sua 
vida.” 
(Revista Capricho) 
Modelo de Perguntas 
1) Considerando o texto-modelo, é possível 
identificar quem é o seu interlocutor 
preferencial? 
Um leitor jovem. 
 
2) Quais são as informações (explícitas ou 
não) que permitem a você identificar o 
interlocutor preferencial do texto? 
Do contexto podemos extrair indícios do 
interlocutor preferencial do texto: uma jovem 
adolescente, que pode ser acometida pelo 
ciúme. Observa-se ainda , que a revista 
Capricho tem como público-alvo preferencial: 
meninas adolescentes. 
A linguagem informal típica dos 
adolescentes. 
 
09 DICAS PARA MELHORAR A 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 
01) Ler todo o texto, procurando ter uma 
visão geral do assunto; 
02) Se encontrar palavras desconhecidas, 
não interrompa a leitura; 
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, 
ler o texto pelo menos duas vezes; 
04) Inferir; 
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes 
precisar; 
06) Não permitir que prevaleçam suas 
ideias sobre as do autor; 
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) 
para melhor compreensão; 
08) Verificar, com atenção e cuidado, o 
enunciado de cada questão; 
09) O autor defende ideias e você deve 
percebê-las; 
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-
melhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas/ 
 
Não saber interpretar corretamente um 
texto pode gerar inúmeros problemas, 
afetando não só o desenvolvimento 
profissional, mas também o desenvolvimento 
pessoal. O mundo moderno cobra de nós 
inúmeras competências, uma delas é a 
proficiência na língua, e isso não se refere 
apenas a uma boa comunicação verbal, mas 
também à capacidade de entender aquilo que 
está sendo lido. O analfabetismo funcional está 
relacionado compalavra transforma-a em 
substantivo. O ato literário é o conjunto do ler 
e do escrever. 
 
Questões 
 
01. (Banestes - Analista Econômico 
Financeiro - Gestão Contábil - FGV/2018) A 
frase abaixo em que o emprego do artigo 
mostra inadequação é: 
(A) Todas as coisas que hoje se creem 
antiquíssimas já foram novas; 
(B) Cuidado com todas as coisas que 
requeiram roupas novas; 
(C) Todos os bons pensamentos estão 
presentes no mundo, só falta aplicá-los; 
(D) Em toda a separação existe uma imagem 
da morte; 
(E) Alegria de amor dura apenas um 
instante, mas sofrimento de amor dura toda a 
vida. 
 
02. (Prefeitura de Timbó - SC - Técnico 
em Segurança do Trabalho - FURB/2019) 
 
Uma deputada estadual de Santa Catarina 
recebeu críticas nas redes sociais após 
comparecer a posse na Assembleia Legislativa 
com um macacão decotado. A ex-prefeita de 
Bombinhas, Ana Paula da Silva, do PDT, no dia 
1º de fevereiro foi até a cerimônia e chamou a 
atenção pela roupa. Nas redes sociais, ela 
publicou uma foto dizendo que era o momento 
de “trabalhar”, no entanto, a maioria das 
pessoas reparou apenas no decote. [...] 
Disponível em: https://www.metrojornal.com.br. Acesso 
em: 05/02/2019. [adaptado] 
 
Assinale a alternativa que contenha um 
artigo utilizado no texto: 
(A) Uma 
(B) Até 
(C) De 
(D) Após 
(E) Ela 
 
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem 
- COMPERVE/2018) 
Nas décadas subsequentes, vários estudos 
correlacionaram os hábitos dos pacientes 
como fatores de risco para doenças 
cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, 
obesidade, entre outros, aumentam 
drasticamente as chances de enfarte. 
 
Com relação à quantidade de artigos no 
trecho, há 
(A) cinco. 
(B) três. 
(C) quatro. 
(D) dois. 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 22 
04. (IF-TO - Jornalista - IF-TO/2019) 
 
Texto 2 
 
Tanto o desenvolvimento como o ponto de 
partida da argumentação pressupõem acordo 
do auditório. Esse acordo tem por objeto ora o 
conteúdo das premissas explícitas, ora as 
ligações particulares utilizadas, ora a forma de 
servir-se dessas ligações. O orador, utilizando 
as premissas que servirão de fundamento à sua 
construção, conta com a adesão de seus 
ouvintes às proposições iniciais, mas estes lha 
podem recusar, seja por não aderirem ao que o 
orador lhes apresenta como adquirido, seja 
por perceberem o caráter unilateral da escolha 
das premissas, seja por ficarem contrariados 
com o caráter tendencioso da apresentação 
delas. 
PERELMAN, Chaim; OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado 
da argumentação: a nova retórica. São Paulo: Martins Fontes, 
2014, p. 73 (adaptado) 
 
Assinale a alternativa que apresenta 
fragmento do texto em que o emprego do 
artigo definido é optativo. 
(A) “por não aderirem ao que o orador lhes 
apresenta”. 
(B) “fundamento à sua construção”. 
(C) “O orador”. 
(D) “adesão de seus ouvintes às proposições 
iniciais”. 
(E) “escolha das premissas”. 
 
05. (Câmara de Conselheiro Lafaiete - MG 
- Agente Legislativo - FCM/2019) O artigo é 
um signo que exige a presença de outro (ou 
outros) com o qual se associa. Ele se classifica 
em definido e em indefinido. 
Considere esse princípio e leia o texto 
seguinte. 
 
A noite/2 
 
Eu adormeço às margens de uma mulher: eu 
adormeço às margens de um abismo. 
(GALEANO, Eduardo. Mulheres. Porto Alegre: L&PM, 1997, 
p. 28.) 
 
Analise as afirmações a seguir e a relação 
proposta entre elas. 
I. Os artigos grifados nas frases 
apresentadas, antepostos aos substantivos, 
são classificados como indefinidos 
PORQUE 
II. atribuem aos seres que acompanham um 
sentido preciso, particularizando as palavras 
“mulher” e “abismo”. 
 
Sobre as afirmações, é correto afirmar que 
(A) as duas são falsas. 
(B) a primeira é falsa e a segunda é 
verdadeira. 
(C) a primeira é verdadeira e a segunda é 
falsa. 
(D) as duas são verdadeiras e a segunda é 
uma justificativa correta da primeira. 
(E) as duas são verdadeiras, mas a segunda 
não é uma justificativa da primeira. 
 
Gabarito 
 
01. D / 02. A / 03. C / 04. B / 05. C 
 
Substantivo 
 
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os 
nomes de pessoas, de lugares, coisas, entes de 
natureza espiritual ou mitológica: vegetação, 
sereia, cidade, anjo, árvore, respeito, criança. 
 
Classificação 
- Comuns: nomeiam os seres da mesma 
espécie. Ex.: menina, piano, estrela, rio, animal, 
árvore. 
- Próprios: referem-se a um ser em 
particular. Ex.: Brasil, América do Norte, Deus, 
Paulo, Lucélia. 
- Concretos: são aqueles que têm existência 
própria; são independentes; reais ou 
imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, alma, 
Deus, vento, saci. 
- Abstrato: são os que não têm existência 
própria; depende sempre de um ser para 
existir. Designam qualidades, sentimentos, 
ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé, 
beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É 
necessário alguém ser ou estar triste para a 
tristeza manifestar-se. 
 
Formação 
- Simples: são aqueles formados por apenas 
um radical: chuva, tempo, sol, guarda. 
- Compostos: são os que são formados por 
mais de dois radicais: guarda-chuva, girassol, 
água-de-colônia. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 23 
- Primitivos: são os que não derivam de 
outras palavras; vieram primeiro, deram 
origem a outras palavras. Ex.: ferro, Pedro, mês, 
queijo. 
- Derivados: são formados de outra palavra 
já existente; vieram depois. Ex.: ferradura, 
pedreiro, mesada, requeijão. 
- Coletivos: os substantivos comuns que, 
mesmo no singular, designam um conjunto de 
seres de uma mesma espécie. Ex.: 
 
Álbum 
de 
fotografias 
Colmeia de abelhas 
Alcateia de lobos Concílio 
de bispos 
em 
assembleia 
Antologia 
de textos 
escolhidos 
Conclave de cardeais 
Arquipélago ilhas Cordilheira 
de 
montanhas 
 
Reflexão do Substantivo 
Os substantivos apresentam variações ou 
flexões de gênero (masculino/feminino), de 
número (plural/singular) e de grau 
(aumentativo/diminutivo). 
 
Gênero (masculino/feminino) 
Na língua portuguesa há dois gêneros: 
masculino e feminino. A regra para a flexão do 
gênero é a troca de o por a, ou o acréscimo da 
vogal a, no final da palavra: mestre, mestra. 
 
Formação do Feminino 
O feminino se realiza de três modos: 
- Flexionando-se o substantivo masculino: 
filho, filha / mestre, mestra / leão, leoa; 
- Acrescentando-se ao masculino a 
desinência “a” ou um sufixo feminino: autor, 
autora / deus, deusa / cônsul, consulesa / 
cantor, cantora / reitor, reitora. 
- Utilizando-se uma palavra feminina com 
radical diferente: pai, mãe / homem, mulher / 
boi, vaca / carneiro, ovelha / cavalo, égua. 
 
Substantivos Uniformes 
- Epicenos: designam certos animais e têm 
um só gênero, quer se refiram ao macho ou à 
fêmea. – jacaré macho ou fêmea / a cobra 
macho ou fêmea. 
- Comuns de dois gêneros: apenas uma 
forma e designam indivíduos dos dois sexos. 
São masculinos ou femininos. A indicação do 
sexo é feita com uso do artigo masculino ou 
feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a 
médium / o, a pianista. 
- Sobrecomuns: designam pessoas e têm 
um só gênero para homem ou a mulher: a 
criança (menino, menina) / a testemunha 
(homem, mulher) / o cônjuge (marido, 
mulher). 
 
Alguns substantivos que mudam de 
sentido, quando se troca o gênero: 
o lotação (veículo) - a lotação (efeito de 
lotar); 
o capital (dinheiro) - a capital (cidade); 
o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do 
corpo); 
o guia (acompanhante) - a guia 
(documentação). 
 
São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue 
(manha), o champanha, o soprano, o clã, o 
alvará, o sanduíche, o clarinete, o Hosana, o 
espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o 
tapa, o lança-perfume, o praça (soldado raso), 
o pernoite, o formicida, o herpes, o sósia, o 
telefonema, o saca-rolha, o plasma, o estigma. 
 
São femininos: a dinamite, a derme, a 
hélice, a aluvião, a análise, a cal, a gênese, a 
entorse, a faringe, a cólera (doença), a 
cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo 
sexual), a rês, a sentinela, asucuri, a usucapião, 
a omelete, a hortelã, a fama, a Xerox, a 
aguardente. 
 
Número (plural/singular) 
Acrescentam-se: 
- S – aos substantivos terminados em vogal 
ou ditongo: povo, povos / feira, feiras / série, 
séries. 
- S – aos substantivos terminados em N: 
líquen, liquens / abdômen, abdomens / hífen, 
hífens. Também: líquenes, abdômenes, 
hífenes. 
- ES – aos substantivos terminados em R, S, 
Z: cartaz, cartazes / motor, motores / mês, 
meses. Alguns terminados em R mudam sua 
sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / 
caráter, caracteres / sênior, seniores. 
- IS – aos substantivos terminados em al, el, 
ol, ul: jornal, jornais / sol, sóis / túnel, túneis / 
mel, meles, méis. Exceções: mal, males / 
cônsul, cônsules / real, réis. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 24 
- ÃO – aos substantivos terminados em ão, 
acrescenta S: cidadão, cidadãos / irmão, irmãos 
/ mão, mãos. 
 
Trocam-se: 
- ão por ões: botão, botões / limão, limões / 
portão, portões / mamão, mamões. 
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães 
/ alemão, alemães / cão, cães. 
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis 
/ canil, canis / pernil, pernis. 
- por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, 
répteis / projétil, projéteis. 
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / 
vintém, vinténs / atum, atuns. 
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no 
plural: balão, balões. 2º elimina-se o S + zinhos. 
Balão – balões – balões + zinhos: 
balõezinhos. 
Papel – papéis – papel + zinhos: 
papeizinhos. 
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos. 
 
Alguns substantivos terminados em X são 
invariáveis (valor fonético = cs): os tórax, os 
tórax / o ônix, os ônix / a fênix, as fênix / uma 
Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax. 
 
Substantivos terminados em ÃO com mais 
de uma forma no plural: 
aldeão, aldeões, aldeãos; 
verão, verões, verãos; 
anão, anões, anãos; 
guardião, guardiões, guardiães; 
corrimão, corrimãos, corrimões; 
ancião, anciões, anciães, anciãos; 
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos. 
 
Metafonia - apresentam o “o” tônico 
fechado no singular e aberto no plural: caroço 
(ô), caroços (ó) / imposto (ô), impostos (ó). 
 
Substantivos que mudam de sentido 
quando usados no plural: Fez bem a todos 
(alegria); Houve separação de bens. 
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário); 
As férias foram maravilhosas. (Descanso). 
 
Substantivos empregados somente no 
plural: Arredores, belas-artes, bodas (ô), 
condolências, cócegas, costas, exéquias, férias, 
olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, 
pêsames, viveres, idos, afazeres, algemas. 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
Somente o segundo (ou último) elemento vai 
para o plural: 
 
- palavra unida sem hífen: pontapé = 
pontapés / girassol = girassóis / autopeça = 
autopeças. 
- verbo + substantivo: saca-rolha = saca-
rolhas / arranha-céu = arranha-céus / bate-
bola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-
roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-
refeição = vale-refeições. 
- elemento invariável + palavra variável: 
sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado 
= abaixo-assinados / recém-nascido = recém-
nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-
escola = auto-escolas. 
- palavras repetidas: o reco-reco = os reco-
recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre 
= os corre-corres. 
- substantivo composto de três ou mais 
elementos não ligados por preposição: o 
bem-me-quer = os bem-me-queres / o bem-te-
vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / 
o fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém 
= os joões-ninguém / o ponto-e-vírgula = os 
ponto e vírgulas / o bumba meu boi = os bumba 
meu bois. 
- quando o primeiro elemento for: grão, 
grã (grande), bel: grão-duque = grão-duques / 
grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-
prazeres. 
 
Somente o primeiro elemento vai para o 
plural: 
 
- substantivo + preposição + substantivo: 
água de colônia = águas-de-colônia / mula-
sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / pão-de-ló = 
pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz. 
- quando o segundo elemento limita o 
primeiro ou dá ideia de tipo, finalidade: 
samba-enredo = sambas-enredo / pombo-
correio = pombos-correio / salário-família = 
salários-família / banana-maçã = bananas-
maçã / vale-refeição = vales-refeição (vale = ter 
valor de, substantivo+especificador) 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 25 
Os dois elementos ficam invariáveis quando 
houver: 
 
- verbo + advérbio: o ganha-pouco = os 
ganha-pouco / o cola-tudo = os cola-tudo / o 
bota-fora = os bota-fora 
- os compostos de verbos de sentido 
oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai / o leva-
e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta = os vai-
e-volta. 
 
Os dois elementos, vão para o plural: 
 
- substantivo + substantivo: decreto-lei = 
decretos-leis / abelha-mestra = abelhas-
mestras / tia-avó = tias-avós / tenente-coronel 
= tenentes-coronéis / redator-chefe = 
redatores-chefes. 
- substantivo + adjetivo: amor-perfeito = 
amores-perfeitos / capitão-mor = capitães-
mores / carro-forte = carros-fortes / obra-
prima = obras-primas / cachorro-quente = 
cachorros-quentes. 
- adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-
vidas / curta-metragem = curtas-metragens / 
má-língua = más-línguas / 
- numeral ordinal + substantivo: segunda-
feira = segundas-feiras / quinta-feira = 
quintas-feiras. 
 
Composto com a palavra guarda só vai 
para o plural se for pessoa: guarda-noturno = 
guardas-noturnos / guarda-florestal = 
guardas-florestais / guarda-civil = guardas-
civis / guarda-marinha = guardas-marinha. 
 
Plural dos nomes próprios 
personalizados: os Almeidas / os Oliveiras / 
os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os 
Silvas. 
 
Plural das siglas, acrescenta-se um s 
minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMs / Ufirs. 
 
Grau (aumentativo/diminutivo) 
Os substantivos podem ser modificados a 
fim de exprimir intensidade, exagero ou 
diminuição. A essas modificações é que damos 
o nome de grau do substantivo. Os graus 
aumentativos e diminutivos são formados por 
dois processos: 
 
- Sintético: com o acréscimo de um sufixo 
aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão; 
peixe-peixinho; sufixo inho ou isinho. 
 
- Analítico: formado com palavras de 
aumento: grande, enorme, imensa, gigantesca 
(obra imensa / lucro enorme / carro grande / 
prédio gigantesco); e formado com as palavras 
de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula, 
casa pequena, peça minúscula, saia diminuta). 
 
- Sem falar em aumentativo e diminutivo 
alguns substantivos exprimem também 
desprezo, crítica, indiferença em relação a 
certas pessoas e objetos: gentalha, 
mulherengo, narigão, gentinha, coisinha, 
povinho, livreco. 
- Já alguns diminutivos dão ideia de 
afetividade: filhinho, Toninho, mãezinha. 
- Em consequência do dinamismo da língua, 
alguns substantivos no grau diminutivo e 
aumentativo adquiriram um significado novo: 
portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha 
(calendário). 
- As palavras proparoxítonas e as palavras 
terminadas em sílabas nasal, ditongo, hiato ou 
vogal tônica recebem o sufixo zinho(a): 
lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; 
irmão (sílaba nasal) = irmãozinho; herói 
(ditongo) = heroizinho; baú (hiato) = 
bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho. 
- As palavras terminadas em s ou z, ou em 
uma dessas consoantes seguidas de vogal 
recebem o sufixo inho: país = paisinho; rapaz 
= rapazinho; rosa = rosinha; beleza = 
belezinha. 
- Há ainda aumentativos e diminutivos 
formados por prefixação: minissaia, maxissaia, 
supermercado, minicalculadora. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Imperatriz - MA - 
Fisioterapeuta - Prefeitura de Imperatriz - 
MA/2019) Quanto a classificação, estamos 
falando daquele que nomeiam estados, 
qualidades, sentimentos ou ações cuja 
existência depende de outros seres. Neste 
sentido, estamos nos referindo a qual 
classificação de substantivos? 
(A) Próprios; 
(B) Primitivos; 
(C) Derivados; 
(D) Abstratos. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 26 
02. (Prefeitura de Fraiburgo - SC - 
Auxiliar de Alimentaçãoe Nutrição - 
FEPESE/2019) Assinale a alternativa em que 
todos os substantivos estão no grau 
aumentativo. 
(A) coração • coelhão • carvão • mão 
(B) carrão • pavão • marcação • corpanzil 
(C) palavrão • barrigão • caixão • cabeção 
(D) cebolão • canastrão • sabão • leão 
(E) portão • capataz • alemão • anão 
 
03. (Prefeitura de Fraiburgo - SC - 
Auxiliar de Alimentação e Nutrição - 
FEPESE/2019) Assinale a alternativa em que 
todos os substantivos destacados pertencem 
ao gênero feminino. 
(A) “A falta de chuva em Santa Catarina está 
levando o estado a uma situação de 
estiagem.” 
(B) “Para agravar a situação, a previsão 
para os próximos dias é de pouca chuva”. 
(C) “Provavelmente, as chuvas previstas 
para os próximos dias não alterarão o quadro 
de estiagem em Santa Catarina”. 
(D) “Segundo ele, no dia 10 de agosto há 
previsão de chuva com volume entre 5 e 10 
mm num período de 24 horas nas regiões do 
Oeste ao Sul do Estado. 
(E) “[…] nas regiões mais críticas o total de 
precipitação acumulada entre os dias 1º de 
junho e 5 de agosto está em torno de 40% a 
50% da média climatológica.'' 
 
04. (IBADE - Recenseador - IBGE/2019) O 
substantivo QUINTAS-FEIRAS foi 
corretamente flexionado no texto. Assinale a 
opção em que a palavra destacada também 
está correta no plural. 
(A) Os guardas-noturnos não eram 
funcionários da empresa 
(B) Os guardas-roupas dos funcionários 
ficavam no primeiro andar 
(C) Os funcionários assinaram os abaixos-
assinados 
(D) Aquelas eram verdadeiras obras-prima 
(E) Dois beijas-flores apareceram no jardim 
 
05. (MPE-GO - Secretário Auxiliar - MPE-
GO/2019) Assinale a alternativa em que os 
substantivos foram CORRETAMENTE 
empregados no plural: 
(A) tabeliães, melões, couves-flores 
(B) demãos, aldeões, guardas-chuvas 
(C) mamãos, escrivães, surdos-mudos 
(D) chãos, cidadões, terças-feiras 
(E) pães, bem-te-vis, abaixos-assinados 
 
Gabarito 
 
01. D / 02. C / 03. E / 04. A / 05. A 
 
Adjetivo 
 
É a palavra variável em gênero, número e 
grau que modifica um substantivo, atribuindo-
lhe uma qualidade, estado, ou modo de ser: 
laranjeira florida; céu azul; mau tempo. Os 
adjetivos classificam-se em: 
- simples: apresentam um único radical, 
uma única palavra em sua estrutura: alegre, 
medroso, simpático. 
- compostos: apresentam mais de um 
radical, mais de duas palavras em sua 
estrutura: estrelas azul-claras; sapatos 
marrom-escuros. 
- primitivos: são os que vieram primeiro; 
dão origem a outras palavras: atual, livre, 
triste, amarelo, brando. 
- derivados: são aqueles formados por 
derivação, vieram depois dos primitivos: 
amarelado, ilegal, infeliz, desconfortável. 
- pátrios: indicam procedência ou 
nacionalidade, referem-se a cidades, estados, 
países. Amapá: amapaense; Amazonas: 
amazonense; Anápolis: anapolino; Angra dos 
Reis: angrense; Aracajú: aracajuano ou 
aracajuense; Bahia: baiano. 
 
Pode-se utilizar os adjetivos pátrios 
compostos, como: afro-brasileiro; Anglo-
americano, franco-italiano, sino-japonês 
(China e Japão); Américo-francês; luso-
brasileira; nipo-argentina (Japão e Argentina); 
teuto-argentinos (alemão). 
 
Locução Adjetiva: é a expressão que tem o 
mesmo valor de um adjetivo. É formada por 
preposição + um substantivo. Vejamos 
algumas locuções adjetivas: 
 
Angelical de anjo Etário de idade 
Abdominal de 
abdômen 
Fabril de 
fábrica 
Apícola de abelha Filatélico de selos 
Aquilino de águia Urbano da 
cidade 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 27 
Flexões do Adjetivo 
Como palavra variável, sofre flexões de 
gênero, número e grau: 
 
Gênero 
 
- uniformes: têm forma única para o 
masculino e o feminino. Funcionário 
incompetente = funcionária incompetente. 
- biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal 
“a” ou com o acréscimo da vogal “a” no final da 
palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador 
brasileiro = jogadora brasileira. 
 
Os adjetivos compostos recebem a flexão 
feminina apenas no segundo elemento: 
sociedade luso-brasileira / festa cívico-
religiosa / são – sã. 
Às vezes, os adjetivos são empregados como 
substantivos ou como advérbios: Agia como 
um ingênuo. (adjetivo como substantivo: 
acompanha um artigo). A cerveja que desce 
redondo. (adjetivo como advérbio: 
redondamente). 
 
Número 
 
O plural dos adjetivos simples flexiona de 
acordo com o substantivo a que se referem: 
menino chorão = meninos chorões / garota 
sensível = garotas sensíveis. 
 
- quando os dois elementos formadores são 
adjetivos, só o segundo vai para o plural: 
questões político-partidárias, olhos castanho-
claros, senadores democrata-cristãos. 
- composto formado de adjetivo + 
substantivo referindo-se a cores, o adjetivo cor 
e o substantivo permanecem invariáveis, não 
vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos 
azul-petróleo (adjetivo azul, substantivo 
petróleo); saia amarelo-canário = saias 
amarelo-canário (adjetivo, amarelo; 
substantivo canário). 
- as locuções adjetivas formadas de cor + de 
+ substantivo, ficam invariáveis: papel cor-de-
rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel = 
olhos cor-de-mel. 
- são invariáveis os adjetivos raios 
ultravioleta / alegrias sem-par, piadas sem-sal. 
 
 
 
Grau 
 
O grau do adjetivo exprime a intensidade 
das qualidades dos seres. O adjetivo apresenta 
duas variações de grau: comparativo e 
superlativo. 
 
O grau comparativo é usado para 
comparar uma qualidade entre dois ou mais 
seres, ou duas ou mais qualidades de um 
mesmo ser. Pode ser de igualdade, de 
superioridade e de inferioridade: 
 
- de igualdade: iguala duas coisas ou duas 
pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como 
você. (As duas pessoas têm a mesma altura) 
 
- de superioridade: iguala duas pessoas / 
coisas sendo que uma é mais do que a outra: 
Minha amiga Manu é mais elegante do que / 
que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem ser: 
Analítico: mais bom / mais mau / mais 
grande / mais pequeno: O salário é mais 
pequeno do que / que justo (salário pequeno 
e justo). Quando comparamos duas qualidades 
de um mesmo ser, podemos usar as formas: 
mais grande, mais mau, mais bom, mais 
pequeno. 
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande, 
maior / pequeno, menor: Esta sala é melhor do 
que / que aquela. 
 
- de inferioridade: um elemento é menor do 
que outro: Somos menos passivos do que / 
que tolerantes. 
 
O grau superlativo apresenta 
característica intensificada. Pode ser absoluto 
ou relativo: 
 
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma 
absoluta. Pode ser: 
Analítico: advérbio de intensidade muito, 
intensamente, bastante, extremamente, 
excepcionalmente + adjetivo (Nicola é 
extremamente simpático). 
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, 
érrimo (Minha comadre Mariinha é 
agradabilíssima). 
 
- o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos 
latinos terminados em r; pauper (pobre) = 
paupérrimo; macer (magro) = macérrimo; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 28 
- forma popular: radical do adjetivo 
português + íssimo (pobríssimo); 
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo: 
amável = amabilíssimo; 
- adjetivos terminados em eio formam o 
superlativo apenas com i: feio = feíssimo / 
cheio = cheíssimo. 
- os adjetivos terminados em io forma o 
superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo / 
necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo. 
 
Usa-se também, no superlativo: 
 
- prefixos: hipermercado / 
ultrassonografia / supersimpática. 
- expressões: suja à beça / pra lá de sério / 
duro que nem sola / podre de rico / linda de 
morrer / magro de dar pena. 
- adjetivos repetidos: fofinho, fofinho 
(=fofíssimo) / linda, linda (=lindíssima). 
- diminutivo ou aumentativo: cheinha / 
pequenininha / grandalhão / gostosão / 
bonitão. 
- linguagem informal, sufixo érrimo, em vez 
de íssimo: chiquérrimo, chiquetérrimo, 
elegantérrimo. 
 
- Relativo: ressalta a qualidade de um ser 
entre muitos, com a mesma qualidade. Pode 
ser: 
De Superioridade: Wilma é a mais 
prendada de todas as suas amigas. (Ela é a 
mais de todas) 
De Inferioridade:Paulo César é o menos 
tímido dos filhos. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Juazeiro do Norte - CE 
- Agente Administrativo - CETREDE/2019) 
Em qual opção o adjetivo está no grau 
superlativo? 
(A) Ótimo. 
(B) Bom. 
(C) Melhor. 
(D) Menor. 
(E) Inferior. 
 
02. (Órgão: Câmara de Piracicaba - SP - 
Motorista Parlamentar - VUNESP/2019) 
Assinale a alternativa em que a palavra 
destacada dá uma característica ao vocábulo 
anterior. 
(A) vivia brigando. 
(B) faria terrorismo. 
(C) numa época. 
(D) liberdade assustadora. 
(E) uma caneta. 
 
03. (Câmara de Jaru - RO - Contador - 
IBADE/2019) “Para fotografar um objeto tão 
impossivelmente distante, a equipe do EHT 
precisaria de UM TELESCÓPIO TÃO GRANDE 
COMO A PRÓPRIA TERRA. O segmento em 
destaque apresenta o adjetivo no grau: 
(A) superlativo relativo. 
(B) superlativo absoluto. 
(C) comparativo de inferioridade. 
(D) comparativo de igualdade. 
(E) comparativo de superioridade. 
 
04. (Prefeitura de Teresina - PI - 
Professor de Educação Básica - 
NUCEPE/2019) Em “Lá estava sempre, 
pontualíssimo, o mesmo porteiro.”, a palavra 
destacada é um exemplo de superlativo 
absoluto sintético, assim como em 
(A) O porteiro era o mais competente dos 
funcionários. 
(B) O novo porteiro é tão querido quanto o 
anterior. 
(C) Era um porteiro mais pontual do que 
atencioso. 
(D) Reconhecer o porteiro era o mínimo a se 
fazer. 
(E) O porteiro era extremamente eficiente. 
 
05. (Prefeitura de Belo Horizonte - MG - 
Guarda Civil Municipal - FGR/2019) Na frase 
"Nossos viadutos, túneis e pontes majestosos 
vão abaixo ou racham", é CORRETO afirmar 
que o termo em destaque: 
(A) Poderá ser substituído por 
"majestosas", caracterizando uma situação de 
concordância ideológica. 
(B) Transgride as normas da concordância 
nominal, pois se trata de um caso de 
concordância facultativa. 
(C) Deve concordar, obrigatoriamente, em 
gênero e número com o elemento mais 
próximo, no caso, o substantivo "pontes". 
(D) Qualifica três termos de gêneros 
distintos, o que indica a flexão do adjetivo no 
masculino plural. 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 29 
Gabarito 
 
01. A / 02. D / 03. D / 04. D / 05. D 
 
Numeral 
 
Os numerais exprimem quantidade, posição 
em uma série, multiplicação e divisão. Daí a sua 
classificação, respectivamente, em: 
 
- Cardinal - indica número, quantidade: um, 
dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, 
dez, onze, doze, treze, catorze ou quatorze, 
quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem..., 
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil. 
 
- Ordinal - indica ordem ou posição: 
primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, 
sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, décimo 
primeiro, vigésimo..., trigésimo..., 
quingentésimo..., sexcentésimo..., 
septingentésimo..., octingentésimo..., 
nongentésimo..., milésimo. 
 
- Fracionário - indica uma fração ou 
divisão: meia, metade, terço, quarto, décimo, 
onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta avos..., 
centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., 
milésimo. 
 
- Multiplicativo - indica a multiplicação de 
um número: dobro, triplo, quádruplo, 
quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo, 
décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo. 
 
Os numerais que indicam conjunto de 
elementos de quantidade exata são os 
coletivos: 
 
BIMESTRE: período de dois meses 
CENTENÁRIO: período de cem anos 
DECÁLOGO: conjunto de dez leis 
DECÚRIA: período de dez anos 
DEZENA: conjunto de dez coisas 
LUSTRO: período de cinco anos 
MILÊNIO: período de mil anos 
MILHAR: conjunto de mil coisas 
NOVENA: período de nove dias 
QUARENTENA: período de quarenta dias 
QUINQUÊNIO: período de cinco anos 
RESMA: quinhentas folhas de papel 
SEMESTRE: período de seis meses 
TRIÊNIO: período de três anos 
TRINCA: conjunto de três coisas 
Algarismos 
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 
2-II, 3-III, 4-IV, 5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-
X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, 15-XV, 16-XVI, 
17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-
XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-
C, 200-CC, 300-CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 
700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, 1.000-M. 
 
Flexão dos Numerais 
Gênero 
- os numerais cardinais um, dois e as 
centenas a partir de duzentos apresentam 
flexão de gênero: Um menino e uma menina 
foram os vencedores. / Comprei duzentos 
gramas de presunto e duzentas rosquinhas. 
- os numerais ordinais variam em gênero: 
Marcela foi a nona colocada no vestibular. 
- os numerais multiplicativos, quando 
usados com o valor de substantivos, são 
Invariáveis: A minha nota é o triplo da sua. 
(Triplo – valor de substantivo) 
- quando usados com valor de adjetivo, 
apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas 
apostas triplas na loto fácil. (Triplas valor de 
adjetivo) 
- os numerais fracionários concordam com 
os cardinais que indicam o número das partes: 
Dois terços dos alunos foram contemplados. 
- o fracionário meio concorda em gênero e 
número com o substantivo no qual se refere: O 
início do concurso será meio-dia e meia. (Hora) 
/ Usou apenas meias palavras. 
 
Número 
- os numerais cardinais milhão, bilhão, 
trilhão, e outros, variam em número: 
Venderam um milhão de ingressos para a festa 
do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros. 
- os numerais ordinais variam em número: 
As segundas colocadas disputarão o 
campeonato. 
- os numerais multiplicativos são 
invariáveis quando usados com valor de 
substantivo: Minha dívida é o dobro da sua. 
(Valor de substantivo – invariável) 
- os numerais multiplicativos variam 
quando usados como adjetivos: Fizemos duas 
apostas triplas. (Valor de adjetivo – variável) 
- os numerais fracionários variam em 
número, concordando com os cardinais que 
indicam números das partes. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 30 
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três 
quartos equivalem a 750 ml. 
 
Grau 
Na linguagem coloquial é comum a flexão de 
grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes. 
/ Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com 
cincão para a “vaquinha”, lá da escola. 
 
Emprego dos Numerais 
- para designar séculos, reis, papas, 
capítulos, cantos (na poesia épica), empregam-
se: os ordinais até décimo: João Paulo II 
(segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os 
cardinais para os demais: Papa Bento XVI 
(dezesseis), Século XXI (vinte e um). 
- se o numeral vier antes do substantivo, 
usa-se o ordinal. O XX século foi de descobertas 
científicas. (vigésimo século) 
- com referência ao primeiro dia do mês, 
usa-se o numeral ordinal: O pagamento do 
pessoal será sempre no dia primeiro. 
- na enumeração de leis, decretos, artigos, 
circulares, portarias e outros textos oficiais, 
emprega-se o numeral ordinal até o nono: O 
diretor leu pausadamente a portaria 8ª 
(portaria oitava); emprega-se o numeral 
cardinal, a partir de dez: O artigo 16 não foi 
justificado. (artigo dezesseis) 
- enumeração de casa, páginas, folhas, 
textos, apartamentos, quartos, poltronas, 
emprega-se o numeral cardinal: Reservei a 
poltrona vinte e oito. / O texto quatro está na 
página sessenta e cinco. 
- se o numeral vier antes do substantivo, 
emprega-se o ordinal. Paulo César é adepto da 
7ª Arte. (sétima) 
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil 
e duzentos reais é muito para mim. 
- o artigo e o numeral, antes dos 
substantivos milhão, milhar e bilhão, devem 
concordar no masculino: 
- emprega-se, na escrita das horas, o 
símbolo de cada unidade após o numeral que a 
indica, sem espaço ou ponto: 10h20min – dez 
horas, vinte minutos. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Acaraú - CE - Auxiliar 
Administrativo - CETREDE/2019) Marque a 
opção CORRETA quanto à classificação dos 
numerais a seguir: quatrocentos – sexagésimo 
– sétuplo 
(A) cardinal – ordinal – multiplicativo. 
(B) arábico – cardinal – ordinal. 
(C) cardinal – cardinal – multiplicativo. 
(D) arábico – multiplicativo – multiplicativo. 
(E) cardinal – cardinal – ordinal. 
 
02. (Companhia Águas de Joinville - 
Advogado - FEPESE/2018) Complete as 
frases,escrevendo por extenso o número ou as 
expressões dadas entre parênteses, 
empregando os vários tipos de numerais. 
1. Estefânia trabalhou o _____________ (duas 
vezes mais) do que Fabíola. 
2. Fiquei feliz. Ganhei duas ____________ (12) 
de rosas. 
3. Já consegui terminar _____________ (1/4) do 
trabalho. 
4. Paulo foi o _______________ (400° ) corredor 
a terminar a prova. 
 
Assinale a alternativa que completa 
corretamente as lacunas do texto. 
(A) duplo • dúzias • metade • 
quadringentésimo 
(B) duplo • doze • um quarto • 
quadrigentésimo 
(C) duplo • dúzias • um quarto • 
quadrigentésimo 
(D) dobro • doze • quarto • 
quadrigentésimo 
(E) dobro • dúzias • um quarto • 
quadringentésimo 
 
03. (SAP-SP - Analista Administrativo - 
MS CONCURSOS/2018) Assinale a alternativa 
onde temos somente numerais fracionários. 
(A) Bilionésimo – noventa – quingentésimo. 
(B) Meio – seiscentésimo – milionésimo. 
(C) Cêntuplo – décuplo – vinte avos. 
(D) Duodécuplo – doze avos – milésimo. 
(E) Sexto – quíntuplo – treze avos. 
 
04. (Companhia Águas de Joinville - 
Advogado - FEPESE/2018) Assinale a 
alternativa que contém somente numerais 
ordinais e multiplicativos. 
(A) triplo • dois trilhões • milésimo • zero 
(B) oitava • dobro • vigésimo terceiro • 
duplo 
(C) nonagésimo • um bilhão • duplo • 
primeiro 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 31 
(D) ducentésimo • septuagésimo quinto • 
sêxtuplo • novecentos e um 
(E) milionésimo • ambos • décimo nono • 
trigésimo 
 
05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I - 
VUNESP) 
O SBT fará uma homenagem digna da 
história de seu proprietário e principal 
apresentador: no próximo dia 12 [12.12.2015] 
colocará no ar um especial com 2h30 de 
duração em homenagem a Silvio Santos. É o dia 
de seu aniversário de 85 anos. 
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias) 
 
As informações textuais permitem afirmar 
que, em 12.12.2015, Sílvio Santos completou 
seu 
(A) octogenário quinquagésimo 
aniversário. 
(B) octogésimo quinto aniversário. 
(C) octingentésimo quinto aniversário. 
(D) otogésimo quinto aniversário. 
(E) oitavo quinto aniversário. 
 
Gabarito 
 
01. A / 02. E / 03. B / 04. B / 05. B 
 
Pronome 
 
É a palavra que acompanha ou substitui o 
nome, relacionando-o a uma das três pessoas 
do discurso. As três pessoas do discurso são: 
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela 
que fala ou emissor; 
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela 
com quem se fala ou receptor; 
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas 
(plural): aquela de quem se fala ou referente. 
 
Os pronomes são classificados em: pessoais, 
de tratamento, possessivos, demonstrativos, 
indefinidos, interrogativos e relativos. 
 
Pronomes Pessoais 
Os pronomes pessoais dividem-se em: 
- Retos - exercem a função de sujeito da 
oração. 
- Oblíquos - exercem a função de 
complemento do verbo (objeto direto / objeto 
indireto). São: tônicos com preposição ou 
átonos sem preposição. 
 Pessoas 
do 
Discurso 
Retos Oblíquos 
Átonos Tônicos 
Singular 1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
eu 
tu 
ele/ela 
me 
te 
se, o, a, 
lhe 
mim, 
comigo 
ti, 
contigo 
si, ele, 
consigo 
Plural 1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
nós 
vós 
eles/elas 
nos 
vos 
se, os, 
as, lhes 
nós, 
conosco 
vós, 
convosco 
si, eles, 
consigo 
 
- Colocados antes do verbo, os pronomes 
oblíquos da 3ª pessoa, apresentam sempre a 
forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo do teatro. 
- As palavras “só” e “todos” sempre 
acompanham os pronomes pessoais do caso 
reto: Eu vi só ele ontem. 
- Colocados depois do verbo, os pronomes 
oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas: 
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou 
ditongo oral: Encontrei-a sozinha. Vejo-os 
diariamente. 
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados 
em: R/S/Z, assumem as formas: lo, Ia, los, las, 
perdendo, consequentemente, as terminações 
R, S, Z. Preciso pagar ao verdureiro. (= 
pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a 
lápis) 
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos 
/ vos - Eis a prova do suborno. (= Ei-la); O 
tempo nos dirá. (= no-lo dirá). (eis, nos, vos 
perdem o S) 
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em 
ditongo nasal: m, ão, õe: Deram-na como 
vencedora; Põe-nos sobre a mesa. 
lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª 
pessoa do plural, terminado em S não 
modificado: Nós entregamos-lhe a cópia do 
contrato. (o S permanece) 
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa 
do plural, perde o S: Sentamo-nos à mesa para 
um café rápido. 
me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com 
verbos transitivos diretos (TD), têm sentido 
possessivo, equivalendo a meu, teu, seu, dele, 
nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a 
esperança. (sua, dele, dela possessivo) 
 
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e 
se recebem o nome de pronomes recíprocos 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 32 
quando expressam uma ação mútua ou 
recíproca: Nós nos encontramos emocionados. 
(pronome recíproco, nós mesmos). Nunca 
diga: Eu se apavorei. / Eu já se arrumei; Eu me 
apavorei. / Eu me arrumei. (certos) 
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão 
substituídos por mim e ti após preposição: O 
segredo ficará somente entre mim e ti. 
- É obrigatório o emprego dos pronomes 
pessoais eu e tu, quando funcionarem como 
sujeito: Todos pediram para eu relatar os fatos 
cuidadosamente. (pronome reto + verbo no 
infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não 
escreve, não compra, não anda. 
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre 
empregadas como complemento de verbos 
transitivos diretos ao passo que as formas 
lhe, lhes são empregadas como complementos 
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, 
querida amiga, chamou-a. (verbo transitivo 
direto, VTD); Minha saudosa comadre, 
Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo 
indireto,VTI) 
 
- É comum, na linguagem coloquial, usar o 
brasileiríssimo a gente, substituindo o 
pronome pessoal nós: A gente deve fazer 
caridade com os mais necessitados. 
- Chamam-se pronomes pessoais 
reflexivos os pronomes que se referem ao 
sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª 
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal 
reflexivo) 
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e 
consigo devem ser empregados somente como 
pronomes pessoais reflexivos e funcionam 
como complementos de um verbo na 3ª 
pessoa, cujo sujeito é também da 3ª pessoa: 
Nicole levantou-se com elegância e levou 
consigo (com ela própria) todos os olhares. 
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª 
pessoa / se- complemento, 3ª pessoa / 
levou- verbo, 3ª pessoa / 
consigo- complemento, 3ª pessoa). 
 
Pronomes de Tratamento 
São usados no trato com as pessoas. 
Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos, 
do seu cargo, idade, título, o tratamento será 
familiar ou cerimonioso. 
 
Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques; 
Vossa Eminência - V.Ema - cardeais; 
Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, 
presidente, oficiais; 
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de 
universidades; 
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores; 
Vossa Santidade - V.S. - Papa; 
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento 
cerimonioso. 
- São também pronomes de tratamento: o 
senhor, a senhora, a senhorita, dona, você. 
- Doutor não é forma de tratamento, e sim 
título acadêmico. 
 
Nas comunicações oficiais devem ser 
utilizados somente dois fechos: 
Respeitosamente: para autoridades 
superiores, inclusive para o presidente da 
República. 
Atenciosamente: para autoridades de 
mesma hierarquia ou de hierarquia inferior. 
 
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é 
empregada quando se fala com a própria 
pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à 
reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa) 
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é 
empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua 
Eminência, o cardeal, viajou para um 
congresso. (falando a respeito do cardeal) 
- Os pronomes de tratamento com a forma 
Vossa (Senhoria, Excelência, Eminência, 
Majestade), embora indiquem a 2ª pessoa 
(com quem se fala), exigem queoutros 
pronomes e o verbo sejam usados na 3ª 
pessoa. Vossa Excelência sabe que seus 
ministros o apoiarão. 
 
Pronomes Possessivos 
São os pronomes que indicam posse em 
relação às pessoas da fala. 
 
Masculino Feminino 
Singular Plural Singular Plural 
meu meus minha minhas 
teu teus tua tuas 
seu seus sua suas 
nosso nossos nossa nossas 
vosso vossos vossa vossas 
seu seus sua suas 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 33 
Emprego dos Pronomes Possessivos 
 
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa 
pode provocar, às vezes, a ambiguidade da 
frase. Ex.: João Luís disse que Laurinha estava 
trabalhando em seu consultório. O pronome 
seu toma o sentido ambíguo, pois pode 
referir-se tanto ao consultório de João Luís 
como ao de Laurinha. No caso, usa-se o 
pronome dele, dela para desfazer a 
ambiguidade. 
- Os possessivos, às vezes, podem indicar 
aproximações numéricas e não posse: Cláudia 
e Haroldo devem ter seus trinta anos. 
- Na linguagem popular, o tratamento seu 
como em: Seu Ricardo, pode entrar!, não tem 
valor possessivo, pois é uma alteração fonética 
da palavra senhor. 
- Referindo-se a mais de um substantivo, o 
possessivo concorda com o mais próximo. Ex.: 
Trouxe-me seus livros e anotações. 
- Usam-se elegantemente certos pronomes 
oblíquos: me, te, lhe, nos, vos, com o valor de 
possessivos. Vou seguir-lhe os passos. (os seus 
passos) 
- Deve-se observar as correlações entre os 
pronomes pessoais e possessivos. “Sendo hoje 
o dia do teu aniversário, apresso-me em 
apresentar-te os meus sinceros parabéns; Peço 
a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu 
amigo que te preza.” 
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, 
sua) quando se trata de parte do corpo. Ex.: Um 
cavaleiro todo vestido de negro, com um falcão 
em seu ombro esquerdo e uma espada em sua, 
mão. (usa-se: no ombro; na mão) 
 
Pronomes Demonstrativos 
Indicam a posição dos seres designados em 
relação às pessoas do discurso, situando-os no 
espaço ou no tempo. Apresentam-se em 
formas variáveis e invariáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
este, esta, isto, estes, estas 
Ex.: 
Não gostei deste livro aqui. 
Neste ano, tenho realizado bons 
negócios. 
Esta afirmação me deixou surpresa: 
gostava de química. 
O homem e a mulher são massacrados 
pela cultura atual, mas esta é mais 
oprimida. 
esse, essa, esses, essas 
Ex.: 
Não gostei desse livro que está em tuas 
mãos. 
Nesse último ano, realizei bons negócios. 
Gostava de química. Essa afirmação me 
deixou surpresa. 
aquele, aquela, aquilo, aqueles, 
aquelas 
Ex.: 
Não gostei daquele livro que a Roberta 
trouxe. 
Tenho boas recordações de 1960, pois 
naquele ano realizei bons negócios. 
O homem e a mulher são massacrados 
pela cultura atual, mas esta é mais 
oprimida que aquele. 
 
- para retomar elementos já enunciados, 
usamos aquele (e variações) para o elemento 
que foi referido em 1º Iugar e este (e variações) 
para o que foi referido em último lugar. Ex.: 
Pais e mães vieram à festa de encerramento; 
aqueles, sérios e orgulhosos, estas, elegantes e 
risonhas. 
- dependendo do contexto os 
demonstrativos também servem como 
palavras de função intensificadora ou 
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com 
aquela calma! (=expressão intensificadora). 
Não se preocupe; aquilo é uma tranqueira! 
(=expressão depreciativa) 
- as formas nisso e nisto podem ser usadas 
com valor de então ou nesse momento. Ex.: A 
festa estava desanimada; nisso, a orquestra 
tocou um samba e todos caíram na dança. 
- os demonstrativos esse, essa, são usados 
para destacar um elemento anteriormente 
expresso. Ex.: Ninguém ligou para o incidente, 
mas os pais, esses resolveram tirar tudo a 
limpo. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 34 
Pronomes Indefinidos 
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do 
discurso de modo vago indefinido, impreciso: 
Alguém disse que Paulo César seria o vencedor. 
Alguns desses pronomes são variáveis em 
gênero e número; outros são invariáveis. 
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, 
muito, pouco, certo, vários, tanto, quanto, um, 
bastante, qualquer. 
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, 
outrem, algo, quem, nada, cada, mais, menos, 
demais. 
 
Emprego dos Pronomes Indefinidos 
 
- O indefinido cada deve sempre vir 
acompanhado de um substantivo ou numeral, 
nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada 
um. (inadequado: Ganharam cem dólares 
cada.) 
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias, 
são indefinidos quando colocados antes dos 
substantivos, e adjetivos quando colocados 
depois do substantivo: Certo dia perdi o 
controle da situação. (antes do substantivo= 
indefinido); Eles voltarão no dia certo. (depois 
do substantivo=adjetivo). 
- Todo, toda (somente no singular) sem 
artigo, equivale a qualquer: Todo ser nasce 
chorando. (=qualquer ser; indetermina, 
generaliza). 
- Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca 
se sabe o pensamento de outrem. 
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos 
quaisquer negócios. 
 
Locuções Pronominais Indefinidas: são 
locuções pronominais indefinidas duas ou 
mais palavras que equivalem ao pronome 
indefinido: cada qual / cada um / quem quer 
que seja / seja quem for / qualquer um / todo 
aquele que / um ou outro / tal qual (=certo). 
 
Pronomes Relativos 
São aqueles que representam, numa 2ª 
oração, alguma palavra que já apareceu na 
oração anterior. Essa palavra da oração 
anterior chama-se antecedente: Comprei um 
carro que é movido a álcool e à gasolina. É Flex 
Power. Percebe-se que o pronome relativo 
que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso a 
palavra que é um pronome relativo. Dica: 
substituir que por o, a, os, as, qual / quais. 
Os pronomes relativos estão divididos em 
variáveis e invariáveis. 
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, 
cujo, cujos, cuja, cujas, quanto, quantos; 
Invariáveis: que, quem, quando, como, 
onde. 
 
Emprego dos Pronomes Relativos 
 
- O relativo que, por ser o mais usado, é 
chamado de relativo universal. Ele pode ser 
empregado com referência à pessoa ou coisa, 
no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo 
que acabei de comprar; João Adolfo é o cara 
que pedi a Deus. 
- O relativo que pode ter por seu 
antecedente o pronome demonstrativo o, a, os, 
as. Ex.: Não entendi o que você quis dizer. (o 
que = aquilo que). 
- O relativo quem refere se a pessoa e vem 
sempre precedido de preposição. Ex.: Marco 
Aurélio é o advogado a quem eu me referi. 
- O relativo cujo e suas flexões equivalem a 
de que, do qual, de quem e estabelecem relação 
de posse entre o antecedente e o termo 
seguinte. (cujo, vem sempre entre dois 
substantivos) 
- O pronome relativo pode vir sem 
antecedente claro, explícito; é classificado, 
portanto, como relativo indefinido, e não vem 
precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer 
casa; Feliz o homem cujo objetivo é a 
honestidade; Estas são as pessoas de cujos 
nomes nunca vou me esquecer. 
- Só se usa o relativo cujo quando o 
consequente é diferente do antecedente. Ex.: O 
escritor cujo livro te falei é paulista. 
- O pronome cujo não admite artigo nem 
antes nem depois de si. 
- O relativo onde é usado para indicar lugar 
e equivale a: em que, no qual. Ex.: Desconheço 
o lugar onde vende tudo mais barato. (= lugar 
em que) 
- Quanto, quantos e quantas são relativos 
quando usados depois de tudo, todos, tanto. 
Ex.: Naquele momento, a querida comadre 
Naldete, falou tudo quanto sabia. 
 
Pronomes Interrogativos 
São os pronomes em frases interrogativas 
diretas ou indiretas. Os principais 
interrogativos são: que, quem, qual, quanto: 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 35 
- Afinal, quem foram os prefeitos desta 
cidade? (interrogativa direta, COM o ponto de 
interrogação) 
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos 
desta cidade. (interrogativa indireta, SEM a 
interrogação) 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - 
Psicólogo - Prefeitura do Rio de Janeiro - 
RJ/2019) Está destacado um pronome 
relativo no seguinte trecho: 
(A) “Que coisa fantástica”.(B) “...relataram uma melhora coincidente 
nas dores de cabeça de que sofriam.” 
(C) “O fato é que todos foram criados para 
tratar outros males...” 
(D) “...depois que pacientes hipertensos, 
convulsivos e bipolares relataram...” 
 
02. (Prefeitura de Maracanã - PA - 
Zelador - CETAP/2019) “Isso nada tem a ver 
com delírio.”. A palavra destacada “Isso” é: 
(A) um pronome possessivo. 
(B) um pronome relativo. 
(C) um pronome demonstrativo. 
(D) um pronome oblíquo. 
 
03. (Prefeitura de Gramado - Advogado I 
- RS FUNDATEC/2019) Assinale a alternativa 
na qual o termo sublinhado possa ser 
classificado como pronome demonstrativo. 
(A) “quase todos servem para isso”. 
(B) “traz algumas fotos de Lygia”. 
(C) “Decerto uma mulher elegante, como 
Lygia.” 
(D) "Deus nunca me abandonou". 
(E) “O leitor termina sem saber direito o que 
aconteceu.” 
 
04. (Prefeitura de Olímpia - SP - Guarda 
Civil Municipal - VUNESP/2019) Assinale a 
alternativa em que o pronome destacado 
expressa a noção de posse. 
(A) Não durou mais de um ou dois minutos, 
mas lhe pareceu sinistra… 
(B) Por um instante as duas mulheres se 
olharam, separadas pela piscina. 
(C) … quando perceberam que alguém os 
observava pelo portão entreaberto. 
 
(D) Lá no terraço o marido, fascinado, 
assistiu a toda a cena. 
(E) Era um ser encardido, cujos molambos 
em forma de saia não bastavam para defini-la 
como mulher. 
 
05. (Prefeitura de Imperatriz - MA - 
Fisioterapeuta - Prefeitura de Imperatriz - 
MA/2019) Marque a alternativa correta. 
Pronomes são palavras que acompanham os 
substantivos, podendo substituí-los (direta ou 
indiretamente), retomá-los ou se referir a eles. 
Alguns exemplos de tipos de pronome são: 
pessoais, possessivos, demonstrativos, 
interrogativos, relativos e indefinidos. Na frase 
"HELENA É MINHA MÃE", estamos fazendo 
uso de qual pronome? 
(A) Possessivo; 
(B) Demonstrativo; 
(C) Pessoal; 
(D) Indefinido; 
 
Gabarito 
 
01. B / 02. C / 03. E / 04. E / 05. A 
 
Verbo 
 
É a palavra que indica ação, movimento, 
fenômenos da natureza, estado, mudança de 
estado. Flexiona-se em: 
- número (singular e plural); 
- pessoa (primeira, segunda e terceira); 
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, 
formas nominais: gerúndio, infinitivo e 
particípio); 
- tempo (presente, passado e futuro); 
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva). 
 
De acordo com a vogal temática, os verbos 
estão agrupados em três conjugações: 
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular. 
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter. 
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir. 
 
O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, 
dispor, compor, impor) pertencem a 2ª 
conjugação devido à sua origem latina poer. 
 
Elementos Estruturais do Verbo 
As formas verbais apresentam três 
elementos em sua estrutura: radical, vogal 
temática e tema. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 36 
Radical: elemento mórfico (morfema) que 
concentra o significado essencial do verbo. 
Observe as formas verbais da 1ª conjugação: 
contar, esperar, brincar. Flexionando esses 
verbos, nota-se que há uma parte que não 
muda, e que nela está o significado real do 
verbo. 
cont é o radical do verbo contar; 
esper é o radical do verbo esperar; 
brinc é o radical do verbo brincar. 
 
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do 
infinitivo dos verbos, teremos o radical desses 
verbos. Também podemos antepor prefixos ao 
radical: desnutrir / reconduzir. 
 
Vogal Temática: é o elemento mórfico que 
designa a qual conjugação pertence o verbo. Há 
três vogais temáticas: 1ª conjugação: a; 2ª 
conjugação: e; 3ª conjugação: i. 
 
Tema: é o elemento constituído pelo radical 
mais a vogal temática. Ex.: contar - cont 
(radical) + a (vogal temática) = tema. Se não 
houver a vogal temática, o tema será apenas o 
radical (contei = cont ei). 
 
Desinências: são elementos que se juntam 
ao radical, ou ao tema, para indicar as flexões 
de modo e tempo, desinências modo 
temporais e desinências número pessoais. 
 
Contávamos 
Cont = radical 
a = vogal temática 
va = desinência modo temporal 
mos = desinência número pessoal 
 
Flexões Verbais 
Flexão de número e de pessoa: o verbo 
varia para indicar o número e a pessoa. 
- eu estudo – 1ª pessoa do singular; 
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural; 
- tu estudas – 2ª pessoa do singular; 
- vós estudais – 2ª pessoa do plural; 
- ele estuda – 3ª pessoa do singular; 
- eles estudam – 3ª pessoa do plural. 
 
- Algumas regiões do Brasil, usam o 
pronome tu de forma diferente da fala culta, 
exigida pela gramática oficial, ou seja, tu foi, tu 
pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu 
tens. 
- O pronome vós aparece somente em textos 
literários ou bíblicos. 
- Os pronomes: você, vocês, que levam o 
verbo na 3ª pessoa, é o mais usado no Brasil. 
 
Flexão de tempo e de modo: os tempos 
situam o fato ou a ação verbal dentro de 
determinado momento; pode estar em plena 
ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas 
três possibilidades básicas, mas não únicas, 
são: presente, pretérito e futuro. 
 
O modo indica as diversas atitudes do 
falante com relação ao fato que enuncia. São 
três os modos: 
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de 
certeza, precisão. O fato é ou foi uma realidade. 
Apresenta presente, pretérito perfeito, 
imperfeito e mais que perfeito, futuro do 
presente e futuro do pretérito. 
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de 
incerteza, de dúvida, exprime uma 
possibilidade. O subjuntivo expressa uma 
incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. 
Apresenta presente, pretérito imperfeito e 
futuro. Ex: Tenha paciência, Lourdes; Se 
tivesse dinheiro compraria um carro zero; 
Quando o vir, dê lembranças minhas. 
- Modo Imperativo: a atitude do falante é de 
ordem, um desejo, uma vontade, uma 
solicitação. Indica uma ordem, um pedido, uma 
súplica. Apresenta imperativo afirmativo e 
imperativo negativo. 
 
Emprego dos Tempos do Indicativo 
- Presente do Indicativo: para enunciar um 
fato momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para 
expressar um fato que ocorre com frequência. 
Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de minha 
mãe. Na indicação de ações ou estados 
permanentes, verdades universais. Ex.: A água 
é incolor, inodora, insípida. 
- Pretérito Imperfeito: para expressar um 
fato passado, não concluído. Ex.: Nós 
comíamos pastel na feira; Eu cantava muito 
bem. 
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de 
um fato passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, 
pulei, chorei, dormi... 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa 
um fato passado anterior a outro 
acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos 
no congresso de música. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 37 
- Futuro do Presente: na indicação de um 
fato realizado num instante posterior ao que se 
fala. Ex.: Cantarei domingo no coro da igreja 
matriz. 
- Futuro do Pretérito: para expressar um 
acontecimento posterior a um outro 
acontecimento passado. Ex.: Compraria um 
carro se tivesse dinheiro 
 
1ª Conjugação: -AR 
Presente: danço, danças, dança, dançamos, 
dançais, dançam. 
Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, 
dançamos, dançastes, dançaram. 
Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, 
dançava, dançávamos, dançáveis, dançavam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, 
dançaras, dançara, dançáramos, dançáreis, 
dançaram. 
Futuro do Presente: dançarei, dançarás, 
dançará, dançaremos, dançareis, dançarão. 
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, 
dançaria, dançaríamos, dançaríeis, dançariam. 
 
2ª Conjugação: -ER 
Presente: como, comes, come, comemos, 
comeis, comem. 
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, 
comemos, comestes, comeram. 
Pretérito Imperfeito: comia, comias, 
comia, comíamos, comíeis, comiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, 
comeras, comera, comêramos, comêreis, 
comeram. 
Futuro do Presente: comerei, comerás, 
comerá, comeremos, comereis, comerão. 
Futuro do Pretérito: comeria, comerias, 
comeria, comeríamos, comeríeis, comeriam. 
 
3ª Conjugação: -IR 
Presente: parto, partes, parte,partimos, 
partis, partem. 
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, 
partimos, partistes, partiram. 
Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, 
partíamos, partíeis, partiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, 
partiras, partira, partíramos, partíreis, 
partiram. 
Futuro do Presente: partirei, partirás, 
partirá, partiremos, partireis, partirão. 
Futuro do Pretérito: partiria, partirias, 
partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam. 
 
Emprego dos Tempos do Subjuntivo 
- Presente: é empregado para indicar um 
fato incerto ou duvidoso, muitas vezes ligados 
ao desejo, à suposição. Ex.: Duvido de que 
apurem os fatos; Que surjam novos e honestos 
políticos. 
- Pretérito Imperfeito: é empregado para 
indicar uma condição ou hipótese. Ex.: Se 
recebesse o prêmio, voltaria à universidade. 
- Futuro: é empregado para indicar um fato 
hipotético, pode ou não acontecer. Quando 
você fizer o trabalho, será generosamente 
gratificado. 
 
1ª Conjugação –AR 
Presente: que eu dance, que tu dances, que 
ele dance, que nós dancemos, que vós 
danceis, que eles dancem. 
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu 
dançasses, se ele dançasse, se nós 
dançássemos, se vós dançásseis, se eles 
dançassem. 
Futuro: quando eu dançar, quando tu 
dançares, quando ele dançar, quando nós 
dançarmos, quando vós dançardes, quando 
eles dançarem. 
 
2ª Conjugação -ER 
Presente: que eu coma, que tu comas, que 
ele coma, que nós comamos, que vós comais, 
que eles comam. 
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu 
comesses, se ele comesse, se nós 
comêssemos, se vós comêsseis, se eles 
comessem. 
Futuro: quando eu comer, quando tu 
comeres, quando ele comer, quando nós 
comermos, quando vós comerdes, quando 
eles comerem. 
 
3ª conjugação – IR 
Presente: que eu parta, que tu partas, que 
ele parta, que nós partamos, que vós partais, 
que eles partam. 
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu 
partisses, se ele partisse, se nós partíssemos, 
se vós partísseis, se eles partissem. 
Futuro: quando eu partir, quando tu 
partires, quando ele partir, quando nós 
partirmos, quando vós partirdes, quando 
eles partirem. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 38 
Emprego do Imperativo 
Imperativo Afirmativo 
- Não apresenta a primeira pessoa do 
singular. 
- É formado pelo presente do indicativo e 
pelo presente do subjuntivo. 
- O Tu e o Vós saem do presente do 
indicativo sem o “s”. 
- O restante é cópia fiel do presente do 
subjuntivo. 
 
Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, 
ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam. 
Presente do subjuntivo: que eu ame, que 
tu ames, que ele ame, que nós amemos, que vós 
ameis, que eles amem. 
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame 
você, amemos nós, amai vós, amem vocês. 
 
Imperativo Negativo 
- É formado através do presente do 
subjuntivo sem a primeira pessoa do singular. 
- Não retira os “s” do tu e do vós. 
 
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que 
tu ames, que ele ame, que nós amemos, que vós 
ameis, que eles amem. 
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não 
ame você, não amemos nós, não ameis vós, não 
amem vocês. 
 
Além dos três modos citados (Indicativo, 
Subjuntivo e Imperativo), os verbos 
apresentam ainda as formas nominais: 
infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e 
particípio. 
 
Infinitivo Impessoal4 
Quando se diz que um verbo está no 
infinitivo impessoal, isso significa que ele 
apresenta sentido genérico ou indefinido, não 
relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é 
invariável. Assim, considera-se apenas o 
processo verbal. Ex.: Amar é sofrer. 
Podendo ter valor e função de substantivo. 
Ex.: Viver é lutar. (= vida é luta); É 
indispensável combater a corrupção. (= 
combate à) 
O infinitivo impessoal pode apresentar-se 
no presente (forma simples) ou no passado 
 
4 
https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php 
(forma composta). Ex.: É preciso ler este livro; 
Era preciso ter lido este livro. 
Observe que, embora não haja desinências 
para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas 
formas são iguais às do infinitivo impessoal), 
elas não deixam de referir-se às respectivas 
pessoas do discurso (o que será esclarecido 
apenas pelo contexto da frase). Ex.: Para ler 
melhor, eu uso estes óculos. (1ª pessoa); Para 
ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa) 
 
O infinitivo impessoal é usado: 
 
- Quando apresenta uma ideia vaga, 
genérica, sem se referir a um sujeito 
determinado. Ex. Querer é poder. Fumar 
prejudica a saúde. É proibido colar cartazes 
neste muro. 
- Quando tem valor de Imperativo. Ex. 
Soldados, marchar! (= Marchai!) Esquerda, 
volver! 
- Quando é regido de preposição 
(geralmente precedido da preposição “de”) 
e funciona como complemento de um 
substantivo, adjetivo ou verbo da oração 
anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar 
assim. As meninas foram impedidas de 
participar do jogo. Eu os convenci a aceitar. 
 
No entanto, na voz passiva dos verbos 
"contentar", "tomar" e "ouvir", por exemplo, 
o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser 
flexionado. Ex.: 
Eram pessoas difíceis de serem 
contentadas. 
Aqueles remédios são ruins de serem 
tomados. 
Os jogos que você me emprestou são 
agradáveis de serem jogados. 
 
- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos 
acordar bem cedo amanhã. Eles não podiam 
reclamar do colégio. Vamos pensar no seu 
caso. 
- Quando o sujeito do infinitivo é o 
mesmo do verbo da oração anterior. Ex. Eles 
foram condenados a pagar pesadas multas. 
Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho 
ainda alguns livros por (para) publicar. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 39 
Observação: quando o infinitivo 
preposicionado, ou não, preceder ou estiver 
distante do verbo da oração principal (verbo 
regente), pode ser flexionado para melhor 
clareza do período e também para se enfatizar 
o sujeito (agente) da ação verbal. Ex.: 
Na esperança de sermos atendidos, muito 
lhe agradecemos. 
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de 
jogarem futebol. 
Para estudarmos, estaremos sempre 
dispostos. 
Antes de nascerem, já estão condenadas à 
fome muitas crianças. 
 
- Com os verbos causativos "deixar", 
"mandar" e "fazer" e seus sinônimos que 
não formam locução verbal com o infinitivo 
que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje. 
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", 
"sentir" e sinônimos, deve-se também 
deixar o infinitivo sem flexão. Ex.: Vi-os 
entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam 
à festa. 
 
Infinitivo Pessoal 
É o infinitivo relacionado às três pessoas do 
discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não 
apresenta desinências, assumindo a mesma 
forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da 
seguinte maneira: 
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: 
teres (tu) 
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: 
termos (nós) 
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: 
terdes (vós) 
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: 
terem (eles) 
 
Por exemplo: Foste elogiado por teres 
alcançado uma boa colocação. 
 
Quando se diz que um verbo está no 
infinitivo pessoal, isso significa que ele atribui 
um agente ao processo verbal, flexionando-se. 
O infinitivo deve ser flexionado nos 
seguintes casos: 
 
- Quando o sujeito da oração estiver 
claramente expresso. Ex.: 
Se tu não perceberes isto... 
Convém vocês irem primeiro. 
O bom é sempre lembrarmos (sujeito 
desinencial, sujeito implícito = nós) desta 
regra. 
 
- Quando tiver sujeito diferente daquele 
da oração principal. Ex.: 
O professor deu um prazo de cinco dias para 
os alunos estudarem bastante para a prova. 
Perdoo-te por me traíres. 
O hotel preparou tudo para os turistas 
ficarem à vontade. 
O guarda fez sinal para os motoristas 
pararem. 
 
- Quando se quiser indeterminar o 
sujeito (utilizado na terceira pessoa do 
plural). Ex.: 
Faço isso para não me acharem inútil. 
Temos de agir assim para nos 
promoverem. 
Ela não sai sozinha à noite a fim de não 
falarem mal da sua conduta. 
 
- Quando apresentar reciprocidade ou 
reflexibilidade de ação. Ex.: 
Vios alunos abraçarem-se alegremente. 
Fizemos os adversários cumprimentarem-
se com gentileza. 
Mandei as meninas olharem-se no espelho. 
 
Gerúndio 
Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. 
Ex.: Saindo de casa, encontrei alguns amigos. 
(Função de advérbio); Nas ruas, havia crianças 
vendendo doces. (Função adjetivo) 
Na forma simples, o gerúndio expressa uma 
ação em curso; na forma composta, uma ação 
concluída. Ex.: Trabalhando, aprenderás o 
valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu 
o valor do dinheiro. 
 
Particípio 
Quando não é empregado na formação dos 
tempos compostos, o particípio indica 
geralmente o resultado de uma ação 
terminada, flexionando-se em gênero, número 
e grau. Ex.: Terminados os exames, os 
candidatos saíram. Quando o particípio 
exprime somente estado, sem nenhuma 
relação temporal, assume verdadeiramente a 
função de adjetivo (adjetivo verbal). Ex.: Ela foi 
a aluna escolhida para representar a escola. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 40 
1ª Conjugação –AR 
Infinitivo Impessoal: dançar. 
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; 
dançar ele, dançarmos nós, dançardes vós, 
dançarem eles. 
Gerúndio: dançando. 
Particípio: dançado. 
 
2ª Conjugação –ER 
Infinitivo Impessoal: comer. 
Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, 
comer ele, comermos nós, comerdes vós, 
comerem eles. 
Gerúndio: comendo. 
Particípio: comido. 
 
3ª Conjugação –IR 
Infinitivo Impessoal: partir. 
Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, 
partir ele, partirmos nós, partirdes vós, 
partirem eles. 
Gerúndio: partindo. 
Particípio: partido. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Cabo de Santo 
Agostinho - PE - Técnico em Segurança do 
Trabalho - IBFC/2019) 
 
“Era uma vez 
O dia em que todo dia era bom 
Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens 
serem feitas 
de algodão 
Dava pra ser herói no mesmo dia em que 
escolhia ser vilão 
E acabava tudo em lanche 
Um banho quente e talvez um arranhão” 
(Kell Smith) 
(Fonte: Vagalume) 
 
Assinale a alternativa que apresenta o 
tempo correto dos verbos destacados no texto. 
(A) Pretérito Imperfeito. 
(B) Futuro do Pretérito. 
(C) Pretérito Perfeito. 
(D) Pretérito mais que Perfeito. 
 
02. (MPE-SP - Auxiliar de Promotoria I - 
VUNESP/2019) No trecho “Isso significa que 
todos devem pensar em consumir apenas 
produtos de origem vegetal?”, os verbos 
destacados estão no tempo presente. 
Passando-os para o tempo futuro, tem-se 
corretamente: 
(A) Isso significava que todos deveriam 
pensar em consumir apenas produtos de 
origem vegetal? 
(B) Isso significou que todos deverão 
pensar em consumir apenas produtos de 
origem vegetal? 
(C) Isso significaria que todos deviam 
pensar em consumir apenas produtos de 
origem vegetal? 
(D) Isso significara que todos devessem 
pensar em consumir apenas produtos de 
origem vegetal? 
(E) Isso significará que todos deverão 
pensar em consumir apenas produtos de 
origem vegetal? 
 
03. (IF-RO - Engenheiro Civil - 
IBADE/2019) Em “Viu a Rita Baiana, que fora 
trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros 
e braços nus, para dançar”, o verbo “ir” foi 
empregado no pretérito maisque-perfeito. O 
que sugere o uso desse tempo verbal? 
(A) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre 
simultaneamente à ação de “ser vista surgir de 
ombros e braços nus”. 
(B) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre 
após a ação de “ser vista surgir de ombros e 
braços nus”. 
(C) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre no 
passado, enquanto a ação de “ser vista surgir 
de braços nus” ocorre no presente. 
(D) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre em 
um momento que antecedeu a ação de “ser 
vista surgir de ombros e braços nus”. 
(E) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre no 
passado, enquanto a ação de “ser vista de 
braços nus” ocorre no futuro. 
 
04. (IPREMM - Agente Municipal de 
Vigilância Patrimonial - VUNESP/2019) 
Para responder à questão, assinale a 
alternativa que completa, correta e 
adequadamente, as falas dos personagens dos 
quadrinhos. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 41 
 
(Garfield. Foi mal. Jim Davis. Adaptado) 
 
(A) Fizemos ... gostas 
(B) Fizemos ... gostam 
(C) Fiz ... gosta 
(D) Fiz ... gostam 
(E) Fizeram ... gostam 
 
05. (Prefeitura de Aracruz - ES - Instrutor 
de Líbras - IBADE/2019) “Mesmo que 
quisesse responder, eu não podia. Não sei o 
que procuro. Deve ser por isso mesmo que 
procuro.” 
No período acima, o verbo poder está no 
pretérito imperfeito. A fim de tornar o sentido 
do trecho mais bem elaborado e coeso o verbo 
poderia ser substituído por: 
(A) posso 
(B) poderia 
(C) poderei 
(D) poderias 
(E) podereis 
Gabarito 
 
01. A / 02. E / 03. D / 04. C / 05. B 
 
Locução Verbal 
 
Uma locução verbal5 é a combinação de um 
verbo auxiliar e um verbo principal. Esses 
dois verbos, aparecendo juntos na oração, 
transmitem apenas uma ação verbal, 
desempenhando o papel de um único verbo. 
Exemplo: 
- estive pensando 
- quero sair 
- pode ocorrer 
- tem investigado 
- tinha decidido 
 
 
 
 
5 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/ 
Função dos verbos auxiliares nas locuções 
verbais 
Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo 
auxiliar é o que perdendo significado próprio, 
é utilizado para auxiliar na conjugação de 
outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o 
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação 
verbal são indicados pelo verbo auxiliar. 
 
Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, 
Ser e Estar”. Contudo, outros verbos também 
atuam como verbos auxiliares nas locuções 
verbais, como os verbos poder, dever, querer, 
começar a, deixar de, voltar a, continuar a, 
entre outros. 
 
Função dos verbos principais nas 
locuções verbais 
Nas locuções verbais o verbo auxiliar 
aparece conjugado e o principal numa das 
formas nominais: no gerúndio, no infinitivo 
ou no particípio. 
 
Locução verbal com verbo principal no 
gerúndio 
Ex.: Estou escrevendo 
verbo auxiliar flexionado: estou 
verbo principal no gerúndio: escrevendo 
 
Locução verbal com verbo principal no 
infinitivo 
Ex.: Quero sair 
verbo auxiliar flexionado: quero 
verbo principal no infinitivo: sair 
 
Locução verbal com verbo principal no 
particípio 
Ex.: Tinha decidido 
verbo auxiliar flexionado: tinha 
verbo principal no particípio: decidido 
 
Em todos os exemplos a ideia central é 
expressa pelo verbo principal, os verbos 
auxiliares apenas indicam flexões de tempo, 
modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos 
principais, os auxiliares não teriam sentido 
algum. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 42 
Questões 
 
01. (FMS - Auxiliar de Administração - 
NUCEPE/2019) 
TEXTO 01 
 
Imigração: o brilho eterno da grama do 
vizinho 
Um em cada seis adultos do planeta 
deseja mudar de país. E isso é uma boa 
notícia. 
(Por Edison Veiga e Alexandre Versignassi) 
 
É provável que você já tenha pensado em 
sair do Brasil. É muito provável que você 
conheça pelo menos alguém que tenha saído 
do Brasil. Não estamos falando sobre política 
aqui: trata-se de uma tendência que já vem de 
um bom tempo. Dados da Receita Federal 
mostram que o número de brasileiros que 
deram baixa, ou seja, fizeram o informe de 
saída definitiva do País da última declaração de 
imposto de renda, no início de 2018, foi de 21,2 
mil. Em 2013, quando o número já era 
considerado alto, foram 9,8 mil. 
(...) 
A explicação, (...) não está só na busca por 
mais qualidade de vida. Está nos nossos 
instintos. A ilusão de que a grama do vizinho é 
mais verde, de que a felicidade está “lá fora”, foi 
impressa em nosso DNA ao longo da evolução. 
A espécie de hominídeo mais bem-sucedida 
entre todas foi o Homo erectus, nosso 
antepassado direto. Trata-se da única que 
durou mais de 1 milhão de anos. Nós, Homo 
sapiens, mal chegamos aos 300 mil e já 
estamos a perigo. Bom, o erectus, que não 
detinha muito mais tecnologia que um 
chimpanzé, saiu de sua terra natal, a África, e 
colonizou a Europa e a Ásia bem antes de o 
primeiro Homo sapiens ter nascido (a partir de 
descendentes do erectus que tinhamficado na 
África). Somos uma espécie migratória. 
(https://super.abril.com.br/sociedade/imigracao-o-brilho-
eterno-da-grama-do-vizinho/-Publicado em 25 mar 2019. 
Acesso em 29 de junho de 2019). 
 
A opção que apresenta uma sequência frasal 
que contém uma locução verbal é: 
(A) ... trata-se de uma tendência que já vem 
de um bom tempo. 
(B) A espécie de hominídeo mais bem-
sucedida entre todas foi o Homo erectus, ... 
(C) Não estamos falando sobre política aqui: 
(D) Nós, Homo sapiens, mal chegamos aos 
300 mil ... 
(E) ... o erectus, que não detinha muito mais 
tecnologia que um chimpanzé, ... 
 
02. (Prefeitura de Cujubim - RO - Agente 
Administrativo - IBADE/2018) O trecho 
destacado em: “mas que um dia PODERÃO VIR 
A SER úteis.” pode ser substituído, sem 
prejuízo de sentido ao texto, por: 
(A) serão 
(B) foram 
(C) talvez fosse 
(D) talvez sejam 
(E) puderam ser 
 
03. (Câmara Legislativa do Distrito 
Federal - Técnico Legislativo - FCC/2018) 
Ao se transpor para o discurso direto o trecho 
“ela perguntou se tinham visto uma corça 
sangrando”, a locução verbal tinham visto 
assume a seguinte forma: 
(A) viram. 
(B) veem. 
(C) veriam 
(D) viam. 
(E) vissem. 
Gabarito 
 
01. C / 02. D / 03. A 
 
Advérbio 
 
É a palavra invariável que modifica um 
verbo (Chegou cedo), um outro advérbio 
(Falou muito bem), um adjetivo (Estava muito 
bonita). 
 
De acordo com a circunstância que exprime, 
o advérbio pode ser de: 
Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, 
amiúde (=sempre), amanhã, breve, 
brevemente, cedo, diariamente, depois, 
depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, 
logo, novamente, outrora. 
Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, 
abaixo, além, algures (=em algum lugar), 
aquém, alhures (= em outro lugar), dentro, 
defronte, fora, longe, perto. 
Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de 
outro modo ), devagar, mal, melhor, pior, e a 
maior parte dos advérbios que termina em 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 43 
mente: calmamente, suavemente, 
rapidamente, tristemente. 
Afirmação: certamente, decerto, deveras, 
efetivamente, realmente, sim, seguramente. 
Negação: absolutamente, de modo algum, 
de jeito nenhum, nem, não, tampouco 
(=também não). 
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem, 
demais, mais, meio, menos, muito, quase, 
quanto, tão, tanto, pouco. 
Dúvida: acaso, eventualmente, por ventura, 
quiçá, possivelmente, talvez. 
 
Locuções Adverbiais: são duas ou mais 
palavras que têm o valor de advérbio: às cegas, 
às claras, às toa, às pressas, às escondidas, à 
noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de 
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de 
viva voz, de medo, com certeza, por perto, por 
um triz, de vez em quando, sem dúvida, de 
forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à 
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância. 
- De repente o dia se fez noite. 
- Por um triz eu não me denunciei. 
- Sem dúvida você é o melhor. 
 
Graus dos Advérbios: o advérbio não vai 
para o plural, são palavras invariáveis, mas 
alguns admitem a flexão de grau: comparativo 
e superlativo. 
 
Comparativo de: 
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: 
Sou tão feliz quanto / como você. 
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.: 
Raquel é mais elegante do que eu. 
 - Sintético: melhor, pior que. Ex.: Amanhã 
será melhor do que hoje. 
Inferioridade - menos do que: Falei menos 
do que devia. 
 
Superlativo Absoluto: 
Analítico - mais, muito, pouco, menos: O 
candidato defendeu-se muito mal. 
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o 
rapidíssimo. 
 
Emprego do Advérbio 
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum 
o emprego do sufixo diminutivo dando aos 
advérbios o valor de superlativo sintético: 
agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, 
depressinha, rapidinho (bem rápido). Ex.: 
Rapidinho chegou a casa; Moro pertinho da 
universidade. 
- Frequentemente empregamos adjetivos 
com valor de advérbio: A cerveja que desce 
redondo. (redondamente) 
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, 
portanto, não vai para o plural; equivale a 
muito / a: Aquelas jovens são bastante 
simpáticas e gentis. 
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo, 
portanto vai para o plural, equivale a muitos / 
as: Contei bastantes estrelas no céu. 
- Não confunda mal (advérbio, oposto de 
bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal 
cheguei a casa, encontrei-a de mau humor. 
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais 
bem, mais mal: Ficamos mais bem informados 
depois do noticiário noturno. 
- Em frase negativa o advérbio já equivale a 
mais: Já não se fazem professores como 
antigamente. (=não se fazem mais) 
- Na locução adverbial a olhos vistos 
(=claramente), o particípio permanece no 
masculino plural: Minha irmã Zuleide 
emagrecia a olhos vistos. 
- Dois ou mais advérbios terminados em 
mente, apenas no último permanece mente: 
Educada e pacientemente, falei a todos. 
- A repetição de um mesmo advérbio 
assume o valor superlativo: Levantei cedo, 
cedo. 
 
Palavras e Locuções Denotativas: São 
palavras semelhantes a advérbios e que não 
possuem classificação especial. Não se 
enquadram em nenhuma das dez classes de 
palavras. São chamadas de denotativas e 
exprimem: 
Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda 
bem. Ex.: Ainda bem que você veio. 
Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o 
herói da turma. 
Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, 
salvo, senão, sequer: Ex.: Não me disse sequer 
uma palavra de amor. 
Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, 
até, além disso, de mais a mais. Ex.: Também há 
flores no céu. 
Limitação: só, apenas, somente, unicamente. 
Ex.: Só Deus é perfeito. 
Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.: 
Sei lá o que ele quis dizer! 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 44 
Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes. 
Ex.: Irei à Bahia na próxima semana, ou melhor, 
no próximo mês. 
Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você, 
por exemplo, tem bom caráter. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Peruíbe - SP - - Auxiliar 
de Transporte - VUNESP/2019) 
 
 
 
No texto do último quadrinho, “Agora eu 
entendo!”, a palavra destacada estabelece 
circunstância de 
(A) afirmação. 
(B) dúvida. 
(C) tempo. 
(D) lugar. 
(E) modo. 
 
02. (Órgão: Prefeitura de Peruíbe - SP - 
Inspetor de Alunos - VUNESP/2019) Os 
termos destacados nas frases – Mas as 
propostas de renovação não seguem adiante, 
sempre preteridas nos incentivos 
governamentais... / A legislação que virá e a 
retomada nas vendas precisam gerar também 
um ciclo de renovação mais amplo que a 
simples troca de um carro seminovo por um 
zero-quilômetro. – expressam circunstâncias, 
respectivamente, de 
(A) tempo, inclusão e intensidade. 
(B) afirmação, intensidade e modo. 
(C) tempo, afirmação e intensidade. 
(D) certeza, inclusão e afirmação. 
(E) certeza, inclusão e modo. 
 
 
 
03. (Câmara de Piracicaba - SP - 
Motorista Parlamentar - VUNESP/2019) 
 
 
 
No trecho da fala do 3º quadrinho “Vamos 
chegando, imediatamente!”, a palavra 
destacada estabelece sentido de 
(A) lugar 
(B) tempo. 
(C) modo. 
(D) dúvida. 
(E) negação. 
 
04. (CMDCA de São José do Rio Preto - SP 
- Conselheiro Tutelar - VUNESP/2019) 
Assinale a alternativa em que a expressão 
destacada na frase apresenta circunstância 
adverbial de afirmação. 
(A) Frank foi com Ernest a uma exposição 
de antiguidades. 
(B) Eles chegaram ao local do evento de 
metrô. 
(C) Com certeza Frank e Ernest ficaram 
impressionados com a exposição. 
(D) Com poucos reais, Frank comprou um 
pequeno abajur para seu quarto. 
(E) Os dois amigos visitaram uma exposição 
de antiguidades pela primeira vez. 
 
05. (UFAL - Engenheiro Mecânico - 
COPEVE-UFAL/2019) Assinale a opção em 
que o advérbio empregado apresenta sentido 
inadequado ao sentido da frase. 
(A) A saída de todas as turmas se dará 
concomitantemente 
(B) O médico atenderá primordialmente as 
crianças 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 45 
(C) Independentemente da situação do 
trânsito, temos que viajara dificuldade de decifrar as 
entrelinhas do código, pois a leitura mecânica 
é bem diferente da leitura interpretativa, 
Interpretação de Texto. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 2 
aquela que fazemos ao estabelecer analogias e 
criar inferências. Para que você não sofra mais 
com a análise de textos, elaboramos algumas 
dicas para você seguir e tirar suas dúvidas. 
Uma interpretação de texto competente 
depende de inúmeros fatores, mas nem por 
isso deixaremos de contemplar alguns que se 
fazem essenciais para esse exercício. Muitas 
vezes, apressados, descuidamo-nos das 
minúcias presentes em um texto, achamos que 
apenas uma leitura já se faz suficiente, o que 
não é verdade. Interpretar demanda paciência 
e, por isso, sempre releia, pois uma segunda 
leitura pode apresentar aspectos 
surpreendentes que não foram observados 
anteriormente. Para auxiliar na busca de 
sentidos do texto, você pode também retirar 
dele os tópicos frasais presentes em cada 
parágrafo, isso certamente auxiliará na 
apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de 
que os parágrafos não estão organizados, pelo 
menos em um bom texto, de maneira aleatória, 
se estão no lugar que estão, é porque ali se 
fazem necessários, estabelecendo uma relação 
hierárquica do pensamento defendido, 
retomando ideias supracitadas ou 
apresentando novos conceitos. 
Para finalizar, concentre-se nas ideias que 
de fato foram explicitadas pelo autor: os textos 
argumentativos não costumam conceder 
espaço para divagações ou hipóteses, 
supostamente contidas nas entrelinhas. 
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não 
quer dizer que você precise ficar preso na 
superfície do texto, mas é fundamental que não 
criemos, à revelia do autor, suposições vagas e 
inespecíficas. Quem lê com cuidado 
certamente incorre menos no risco de tornar-
se um analfabeto funcional e ler com atenção é 
um exercício que deve ser praticado à 
exaustão, assim como uma técnica, que fará de 
nós leitores proficientes e sagazes. Agora que 
você já conhece nossas dicas, desejamos a você 
uma boa leitura e bons estudos! 
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-
uma-boa-interpretacao-texto.html 
 
Questões 
 
01. (Câmara de Mauá – SP - Procurador 
Legislativo - VUNESP/2019) Leia trecho da 
crônica de Luís Fernando Veríssimo para 
responder às questão. 
Vá entender___________. que depois dos 7 a 1 
o torcedor brasileiro, desencantado, passaria 
_______ badminton, balé aquático ou outro 
esporte que não envolvesse bola ou qualquer 
coisa vagamente esférica. O desastre na Copa 
de 2014 não só _______ não éramos mais o país 
do futebol como fomentaria nosso ódio pelo 
futebol. O futebol seria para nós como a 
História para Stephen Dedalus, aquele 
personagem do James Joyce: um pesadelo do 
qual estaríamos tentando acordar. Mas não. 
Assimilamos a derrota até com certa 
resignação filosófica. Depois da derrota para o 
Uruguai em 1950, correram boatos de 
suicídios em massa, de torcedores ateando 
fogo _______ vestes, do Bigode engolindo 
formicida e do Barbosa pedindo asilo numa 
embaixada estrangeira. Depois dos 7 a 1 não 
houve nada parecido, nem boatos de coisa 
parecida. Foi uma desilusão dolorida, não foi 
uma tragédia. 
(Luis Fernando Veríssimo [org. Adriana Falcão e Isabel 
Falcão], “O bum”. Ironias do tempo, 2018. Adaptado.) 
 
As informações do texto permitem concluir 
que a hipótese de que 
(A) o torcedor brasileiro deixaria de exaltar 
suas tragédias não foi levada a termo, uma vez 
que a sua resignação filosófica foi insuficiente 
para minimizar a derrota por 7 a 1 da Copa de 
2014. 
(B) o futebol deixaria de ser o esporte 
preferido do brasileiro começou a virar 
realidade, uma vez que outros esportes que 
não envolvem bola caíram no gosto dos 
torcedores. 
(C) o Brasil deixaria de ser o país do futebol 
virou realidade, uma vez que os torcedores 
encararam a derrota por 7 a 1 como uma 
verdadeira tragédia, tal como aquela para o 
Uruguai em 1950. 
(D) o brasileiro deixaria de gostar de futebol 
depois do desastre da Copa de 2014 não se 
concretizou, uma vez que os torcedores 
aceitaram o sofrimento imposto pela derrota 
por 7 a 1 sem revoltas. 
(E) a Copa de 2014 deixaria de incomodar 
rapidamente o torcedor brasileiro foi deixada 
de lado, uma vez que o espírito de sofrimento 
e tragédia de 1950 se instalou no país. 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 3 
02. (TRF - 3ª REGIÃO - Técnico Judiciário 
- FCC/2019) 
 
1 Existe uma enfermidade moderna que 
afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas 
incluem falta de apetite, dificuldade para 
controlar o peso, baixa imunidade, flutuações 
de humor, entre outros. Essa enfermidade é a 
privação de sono crônica, que vem crescendo 
na esteira de dispositivos que emitem luz azul. 
2 Por milênios, a luz azul existiu apenas 
durante o dia. Velas e lenha produziam luz 
amarelo-avermelhada e não havia iluminação 
artificial à noite. A luz do fogo não é problema 
porque o cérebro interpreta a luz vermelha 
como sinal de que chegou a hora de dormir. 
Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a 
chegada da manhã. 
3 Assim, um dos responsáveis pelo declínio 
da qualidade do sono nas duas últimas décadas 
é a luz azulada que emana de aparelhos 
eletrônicos; mas um dano ainda maior 
acontece quando estamos acordados, fazendo 
um malabarismo obsessivo com computadores 
e smartphones. 
4 A maioria das pessoas passam de uma a 
quatro horas diárias em seus dispositivos 
eletrônicos - e muitos gastam bem mais que 
isso. Não é problema de uma minoria. 
Pesquisadores nos aconselham a usar o celular 
por menos de uma hora diariamente. Mas o uso 
excessivo do aparelho é tão predominante que 
os pesquisadores cunharam o termo 
“nomofobia" (uma abreviatura da expressão 
inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a 
fobia de ficar sem celular. 
5 O cérebro humano exibe diferentes 
padrões de atividade para diferentes 
experiências. Um deles retrata reações 
cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos. 
“Comportamentos viciantes ativam o centro de 
recompensa do cérebro", afirma Claire Gillan, 
neurocientista que estuda comportamentos 
obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete 
recompensa, o cérebro a tratará da mesma 
maneira que uma droga". 
 (Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo: 
Objetiva, edição digital) 
 
Considere as afirmações abaixo. 
I. Critica-se no último parágrafo a 
dependência psicológica do celular, chamada 
por especialistas de “nomofobia”, 
característica de uma minoria que o utiliza de 
maneira abusiva. 
II. No texto, associa-se a perda da qualidade 
do sono ao uso de dispositivos eletrônicos que 
emitem luz azul. 
III. O autor expressa sentimento de 
nostalgia ao enaltecer uma época em que a 
maior parte da iluminação noturna provinha 
de luzes amarelo-avermelhadas. 
 
Está correto o que consta APENAS de 
(A) II e III 
(B) I e II. 
(C) II. 
(D) I 
(E) I e III. 
 
03. (Prefeitura de Caranaíba - MG - 
Auxiliar de Consultório Dentário - 
FCM/2019) A questão se refere ao texto a 
seguir. 
 
Seu cachorro é um gênio – saiba o porquê 
 
Brian Hare, neurocientista especializado em 
cognição canina, e sua esposa, a cientista e 
jornalista Vanessa Woods, explicam como 
funciona a mente dos cães e contam por que 
eles podem ser mais inteligentes do que seus 
donos imaginam. 
Baseados em um conjunto de trabalhos 
sobre o assunto que apelidaram de 
caninognição – ou seja, a cognição dos cães –, 
os autores chegaram à conclusão de que o 
processo evolutivo que transformou lobos em 
cachorros domésticos fez com que os animais 
adquirissem um novo tipo de inteligência 
social. 
Essa inteligência teria tornado os cães 
muito semelhantes a bebês humanos, em 
termos de comportamento e de habilidades de 
comunicação – conquistando seus donos 
definitivamente. De acordo com Brian Hare, 
depois dos seres humanos, os cachorros são os 
mamíferos mais bem-sucedidos do planeta, 
superando até mesmo os chipanzés, famosos 
por sua esperteza. 
Disponível em:(D) Havia muita água na pista, por isso o 
carro deliberadamente derrapou 
(E) Sempre há problemas no atendimento, 
mormente quando faltam funcionários. 
 
Gabarito 
 
01. C / 02. A / 03. B / 04. C / 05. D 
 
Preposição 
 
É a palavra invariável que liga um termo 
dependente a um termo principal, 
estabelecendo uma relação entre ambos. As 
preposições podem ser: essenciais ou 
acidentais. 
 
As preposições essenciais atuam 
exclusivamente como preposições. São: a, ante, 
após, até, com, contra, de, desde, em, entre, 
para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Ex.: 
Não dê atenção a fofocas; Perante todos disse, 
sim. 
 
As preposições acidentais são palavras de 
outras classes que atuam eventualmente como 
preposições. São: como (=na qualidade de), 
conforme (=de acordo com), consoante, 
exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão, 
tirante. Ex.: Agia conforme sua vontade. (= de 
acordo com) 
 
- O artigo definido a que vem sempre 
acompanhado de um substantivo, é flexionado: 
a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela, 
as estrelas. A preposição a nunca vai para o 
plural e não estabelece concordância com o 
substantivo. Ex.: Fiz todo o percurso a pé. (não 
há concordância com o substantivo masculino 
pé) 
- As preposições essenciais são sempre 
seguidas dos pronomes pessoais oblíquos: 
Despediu-se de mim rapidamente. Não vá sem 
mim. 
 
Locuções Prepositivas: é o conjunto de 
duas ou mais palavras que têm o valor de uma 
preposição. A última palavra é sempre uma 
preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca 
de, acima de, ao lado de, a respeito de, de 
acordo com, dentro de, embaixo de, em cima 
de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, 
junto de, perto de, por causa de, por cima de, 
por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de, 
a partir de, apesar de, através de, defronte de, 
em favor de, em lugar de, em vez de, (=no lugar 
de), ao invés de (=ao contrário de), para com, 
até a. 
- Não confunda locução prepositiva com 
locução adverbial. Na locução adverbial, nunca 
há uma preposição no final, e sim no começo: 
Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. 
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto 
de meu atelier. (locução prepositiva) 
- Uma preposição ou locução prepositiva 
pode vir com outra preposição: Abola passou 
por entre as pernas do goleiro. Mas é 
inadequado dizer: Proibido para menores de 
até 18 anos; Financiamento em até 24 meses. 
 
Combinações e Contrações 
Combinação: ocorre quando não há perda 
de fonemas: a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde. 
Contração: ocorre quando a preposição 
perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto = 
da, do, das, dos, desta, deste, disto. 
- em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo, 
aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa, 
nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele, 
naquela, naqueles. 
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, 
daquele, daquela, daquilo. 
- para+ a = pra. 
A contração da preposição a com os artigos 
ou pronomes demonstrativos a, as, aquele, 
aquela, aquilo recebe o nome de crase e é 
assinalada na escrita pelo acento grave ficando 
assim: à, às, àquele, àquela, àquilo. 
 
Valores das Preposições 
 
A 
(movimento=direção): Foram a Lucélia 
comemorar os Anos Dourados. 
Modo: Partiu às pressas. 
Tempo: Iremos nos ver ao entardecer. 
A preposição a indica deslocamento rápido: 
Vamos à praia. (ideia de passear) 
 
Ante 
(diante de): Parou ante mim sem dizer 
nada, tanta era a emoção. 
Tempo (substituída por antes de): Preciso 
chegar ao encontro antes das quatro horas. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 46 
Após (depois de): Após alguns momentos 
desabou num choro arrependido. 
 
Até 
(aproximação): Correu até mim. 
Tempo: Certamente teremos o resultado do 
exame até a semana que vem. 
Atenção: Se a preposição até equivaler a 
inclusive, será palavra de inclusão e não 
preposição. Os sonhadores amam até quem os 
despreza. (inclusive) 
 
Com (companhia): Rir de alguém é falta de 
caridade; deve-se rir com alguém. 
Causa: A cidade foi destruída com o 
temporal. 
Instrumento: Feriu-se com as próprias 
armas. 
Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se 
sempre com elegância. 
 
Contra 
(oposição, hostilidade): Revoltou-se contra 
a decisão do tribunal. 
Direção a um limite: Bateu contra o muro e 
caiu. 
 
De (origem): Descendi de pais 
trabalhadores e honestos. 
Lugar: Os corruptos vieram da capital. 
Causa: O bebê chorava de fome. 
Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. 
Assunto: Falávamos do casamento da 
Mariele. 
Matéria: Era uma casa de sapé. 
A preposição de não deve contrair-se com o 
artigo, que precede o sujeito de um verbo. É 
tempo de os alunos estudarem. (e não: dos 
alunos estudarem) 
 
Desde 
(afastamento de um ponto no espaço): Essa 
neblina vem desde São Paulo. 
Tempo: Desde o ano passado quero mudar 
de casa. 
 
Em 
(lugar): Moramos em Lucélia há alguns 
anos. 
Matéria: As queridas amigas Nilceia e 
Nadélgia moram em Curitiba. 
Especialidade: Minha amiga Cidinha 
formou-se em Letras. 
Tempo: Tudo aconteceu em doze horas. 
 
Entre (posição entre dois limites): Convém 
colocar o vidro entre dois suportes. 
 
Para 
Direção: Não lhe interessava mais ir para a 
Europa. 
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da 
semana. 
Finalidade: Lute sempre para viver com 
dignidade. 
A preposição para indica permanência 
definitiva. Vou para o litoral. (ideia de morar) 
 
Perante (posição anterior): Permaneceu 
calado perante todos. 
 
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava 
por ruas desconhecidas. 
Causa: Por ser muito caro, não compramos 
um pendrive novo. 
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz. 
 
Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem 
documento. 
 
Sob (debaixo de / situação): Prefiro 
cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos 
pais. 
 
Sobre 
(em cima de, com contato): Colocou as taças 
de cristal sobre a toalha rendada. 
Assunto: Conversávamos sobre política 
financeira. 
 
Trás (situação posterior; é preposição fora 
de uso. É substituída por atrás de, depois de): 
Por trás desta carinha vê-se muita falsidade. 
 
Questões 
 
01. (IPREMM - SP - Psicólogo Clínico e 
Organizacional - VUNESP/2019) Assinale a 
alternativa em que se aponta corretamente, 
nos parênteses, a noção que o vocábulo 
destacado expressa no contexto em que se 
encontra. 
(A) … passei a dar mais valor ao contato 
com os três netos. (comparação) 
(B) … alguém da família contava uma 
história de dano produzido por alguém. 
(agente) 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 47 
(C) … se prepara para entrar na faculdade 
de Economia. (meio) 
(D) A surpresa veio do Antonio, carioca da 
gema… (posse) 
(E) Conversamos sobre questões do 
Direito… (lugar) 
 
02. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - 
Professor - Prefeitura do Rio de Janeiro - 
RJ/2019) Em “Estarão as pessoas esquecendo 
de estar presentes no momento, espalhando 
seu foco ao ver a vida através de uma tela?”, a 
preposição em destaque expressa sentido de: 
(A) condição 
(B) consequência 
(C) lugar 
(D) tempo 
 
03. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - 
Professor - Prefeitura do Rio de Janeiro - 
RJ/2019) “Um artigo recente no New York 
Times explora a onda explosiva de gravações 
de eventos feitas em smartphones, dos mais 
significativos aos mais triviais”. No trecho, o 
elemento destacado é equivalente a: 
(A) com 
(B) desde 
(C) por 
(D) sobre 
 
04. (Prefeitura de Itapevi - SP - Técnico 
em Contabilidade - VUNESP/2019) O 
sentido expresso pelo termo destacado em “... 
a resposta aparece na forma de programas 
para evitar o crescimento da desigualdade...” 
também pode ser corretamente identificado na 
expressão destacada em: 
(A) ... em meio às celebrações do centenário 
da Organização Internacional do Trabalho. 
(B) ... a extinção de profissões e de tarefas 
dentro de várias ocupações, diante da 
automação e da robotização aceleradas. 
(C) ... trabalhar com o conceito de 
aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde 
a primeira infância, afim de desenvolver 
competências... 
(D) Por isso, o relatório clama por uma 
agenda econômica centrada em seres 
humanos... 
(E) É importante lembrar que, segundo 
pesquisadores, haverá em poucos anos a 
extinção de profissões... 
 
05. (Prefeitura de Valinhos - SP - Agente 
Administrativo II - VUNESP/2019) Assinale 
a alternativa em que se aponta corretamente, 
nos parênteses, a noção que o vocábulo 
destacado expressa no contexto em que se 
encontra. 
(A) … selecionou torcedores para um 
programa de concessão de entradas 
gratuitas… (propósito). 
(B) Em dezembro de 2018, a agremiação 
azulina reformulou seu plano de sócio-
torcedor… (local). 
(C) … destinada a beneficiários de 
programas sociais como o Bolsa-Família 
(modo). 
(D) “Fizemos questão de não colocar 
nenhuma distinção na carteirinha de sócio”… 
(procedência). 
(E) “Quando jogamos contra times de 
outros estados, nosso trunfo é o apoio 
maciço…”… (comparação). 
 
Gabarito 
 
01. B / 02. D / 03. B / 04. C / 05. A 
 
Interjeição 
 
É a palavra invariável que exprime 
emoções, sensações, estados de espírito ou 
apelos. 
 
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas 
ou mais palavras com valor de uma interjeição: 
Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa, 
que legal! 
 
Classificação das Interjeições e Locuções 
Interjetivas 
 
As interjeições e as locuções interjetivas são 
classificadas de acordo com o sentido que elas 
expressam em determinado contexto. Assim, 
uma mesma palavra ou expressão pode 
exprimir emoções variadas. 
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, 
Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus! 
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, 
Calma!, Alto!, Olha lá! 
Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; 
Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, 
Eia!, Toca! 
Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem! 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 48 
Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! 
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! 
Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! 
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, 
Silêncio!, Chega!, Basta! 
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! 
Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem 
dúvida! 
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira 
Deus! Quem me dera! 
 
Observe na relação acima, que as 
interjeições muitas vezes são formadas por 
palavras de outras classes gramaticais: 
Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é 
substantivo). 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Avelinópolis/GO - 
Auxiliar Administrativo - Itame/2019) 
[...] 
"Ah, porque estou tão sozinho? 
Ah, porque tudo é tão triste? 
Ah, a beleza que existe 
A beleza que não é só minha 
Que também passa sozinha." Vinícius de 
Moraes 
[...] 
 
No texto, a palavra ‘Ah’ que aparece 
repetida é um/uma 
(A) advérbio, pois é uma palavra invariável 
que exprime uma circunstância. 
(B) preposição, porque é uma palavra 
invariável, que liga dois elementos de uma 
frase. 
(C) interjeição, por ser uma palavra 
invariável que exprime sentimentos, 
subjetividade do eu poético. 
(D) conjunção, por ser uma palavra 
invariável que estabelece conexão entre duas 
orações ou termos de mesma função sintática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
02. (CRF/SP - Analista de Suporte - 
IDECAN/2018) 
 
 
 
(In: WATTERSON, B. Os dias estão todos ocupados: as 
aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad, 2011.) 
 
Tal como utilizada no primeiro quadro, a 
palavra “socorro” atua como uma palavra de 
qual classe gramatical? 
(A) Verbo. 
(B) Adjetivo. 
(C) Advérbio. 
(D) Interjeição. 
 
03. (UFS - Assistente em Administração - 
FAPESE/2018) No trecho: “Mas pesquisar 
alguns sinônimos não faz mal a ninguém: 
posse, regalia, concessão, direito. Opa, 
direito?” As palavras sublinhadas 
correspondem, pela ordem, a: 
(A) pronome possessivo, adjetivo, advérbio, 
interjeição; 
(B) pronome indefinido, advérbio, 
substantivo, interjeição; 
(C) pronome relativo, conjunção, verbo, 
adjetivo; 
(D) conjunção, adjetivo, substantivo, 
pronome pessoal; 
(E) numeral, substantivo, verbo, conjunção 
aditiva. 
 
04. (Prefeitura de Dracena/SP - 
Psicólogo - Big Advice Órgão/2017) A 
alternativa que apresenta interjeição 
corresponde a: 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 49 
(A) Cocoricar. 
(B) Urrar. 
(C) Zum-zum. 
(D) Ui! 
(E) Miau. 
 
05. (Prefeitura de São João do Oeste - SC 
- Servente - AMEOSC/2019) É um exemplo de 
Interjeição: 
(A) Estou tão cansada. 
(B) Dirija com cuidado! 
(C) O marido dela faleceu ontem. 
(D) Psiu! 
 
Gabarito 
01. C / 02. D / 03. B / 04. D / 05. D 
 
Conjunções 
 
Exercem a função de conectar as palavras 
dentro de uma oração. Desta forma, elas 
estabelecem uma relação de coordenação ou 
subordinação e são classificadas em: 
Conjunções Coordenativas e Conjunções 
Subordinativas. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
1. Aditivas (Adição) 
 
E 
Nem 
Não só... Mas também 
Mas 
Mas ainda 
Senão 
 
Ex.: 
Viajamos e descansamos. 
Eu não só estudo, mas também trabalho. 
 
2. Adversativas (posição contrária) 
 
Mas 
Porém 
Todavia 
Entretanto 
No entanto 
 
Ex.: 
Ela era explorada, mas não se queixava. 
Os alunos estudaram, no entanto não 
conseguiram as notas necessárias. 
 
3. Alternativas (alternância) 
 
Ou, ou 
Ora, ora 
Quer, quer 
Já, já 
 
Ex.: 
Ou você vem agora, ou não haverá mais 
ingressos. 
Ora chovia, ora fazia sol. 
 
4. Conclusivas (conclusão) 
 
Logo 
Portanto 
Por conseguinte 
Pois (após o verbo) 
 
Ex.: 
O caminho é perigoso; vá, pois, com 
cuidado! 
Estamos nos esforçando, logo seremos 
recompensados. 
 
5. Explicativas (explicação) 
 
Que 
Porque 
Porquanto 
Pois (antes do verbo) 
 
Ex.: 
Não leia no escuro, que faz mal à vista. 
Compre estas mercadorias, pois já estamos 
ficando sem. 
 
Conjunções Subordinativas 
 
Ligam uma oração principal a uma oração 
subordinativa, com verbo flexionado. 
 
1. Integrantes: iniciam a oração 
subordinada substantiva – Que / Se / Como 
 
Ex.: 
Todos perceberam que você estava 
atrasado. 
Aposto como você estava nervosa. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 50 
2. Temporais (Tempo) – Quando / 
Enquanto / Logo que / Assim que / Desde que 
Ex.: 
Logo que chegaram, a festa acabou. 
Quando eu disse a verdade, ninguém 
acreditou. 
 
3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de 
que 
Ex.: 
Foi embora logo, a fim de que ninguém o 
perturbasse. 
 
4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À 
proporção que / À medida que / Quanto mais ... 
mais / Quanto menos... menos 
Ex.: 
À medida que se vive, mais se aprende. 
Quanto mais se preocupa, mais se 
aborrece. 
 
5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto 
que / Uma vez que 
Ex.: 
Como estivesse doente, não pôde sair. 
 
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso / 
Desde que 
Ex.: 
Comprarei o livro, desde que esteja 
disponível. 
Se chover, não poderemos ir. 
 
7. Comparativas (Comparação) – Como / 
Que / Do que / Quanto / Que nem 
Ex.: 
Os filhos comeram como leões. 
A luz é mais veloz do que o som. 
 
8. Conformativas (Conformidade) – Como / 
Conforme / Segundo 
Ex.: 
As coisas não são como parecem. 
Farei tudo, conforme foi pedido. 
 
9. Consecutivas (Consequência) – Que 
(precedido dos termos: tal, tão, tanto...) / De 
forma que 
Ex.: 
A menina chorou tanto, que não conseguiu 
ir para a escola. 
Ontem estive viajando, de forma que não 
consegui participar da reunião. 
10. Concessivas (Concessão) – Embora / 
Conquanto / Ainda que / Mesmo que / Por mais 
que 
Ex.: 
Todos gostaram, embora estivesse mal 
feito. 
Por mais que gritasse, ninguém o socorreu. 
 
Questões 
01. (IF-PE - Técnico em Assuntos 
Educacionais - IF-PE/2019) As conjunções 
estabelecem, entre as orações, relações 
semântico-sintáticas e contribuem para a 
progressão do texto. No trecho “Suas 
dimensões, quer em termos conceituais, quer 
em suas práticas, são amplas e complexas”, 
temos um exemplo de relação de 
(A) consequência. 
(B) conclusão. 
(C) alternância. 
(D) finalidade. 
(E) conformidade. 
 
02. (IF-RO - Engenheiro Civil - 
IBADE/2019) Observe os trechos abaixo. 
I. “Ela saltou em meio da roda, com os 
braçosna cintura, rebolando as ilhargas e 
bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, 
ora para a direita [...]”. II. “[...] sapateava, miúdo 
e cerrado, freneticamente, erguendo e 
abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora 
outro, sobre a nuca [...]”. 
Em ambos os trechos, verifica-se o uso da 
locução conjuntiva “ora..., ora...”. O efeito de 
sentido obtido a partir desse uso é de: 
(A) explicação. 
(B) alternância. 
(C) oposição. 
(D) conclusão. 
(E) adversidade. 
 
03. (Prefeitura de Teixeiras - MG - 
Professor PEB I - FUNDEP/2019) Leia a 
sentença a seguir. 
“Denise era inteligente, mas especialmente 
sagaz”. 
Nesse caso, a conjunção destacada tem valor 
(A) aditivo. 
(B) adversativo. 
(C) concessivo. 
(D) condicional. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 51 
04. (Câmara de Piracicaba - SP - 
Motorista Parlamentar - VUNESP/2019) No 
trecho “– Enquanto não morder o tubo, está 
tudo bem.”, o sentido que a palavra destacada 
estabelece para relacionar as orações do 
período é de 
(A) oposição. 
(B) conclusão. 
(C) tempo. 
(D) adição. 
(E) causa. 
 
05. (FMS - Auxiliar de Administração - 
NUCEPE/2019) Na frase: Mas, na origem, a 
palavra tem outro significado., a palavra em 
destaque estabelece, textualmente, entre as 
ideias expostas, uma relação de 
(A) Confirmação. 
(B) Oposição. 
(C) Comparação. 
(D) Condição. 
(E) Exclusão. 
 
Gabarito 
 
01. C / 02. B / 03. D / 04. C / 05. B 
 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Concordância nominal é o ajuste realizado 
aos demais termos da oração para que 
concordem em gênero e número com o 
substantivo. É preciso alterar, portanto, o 
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. 
Ademais, há também o verbo, que se flexionará 
à sua maneira. 
 
Regra Geral 
 
O artigo, o adjetivo, o numeral e o 
pronome concordam em gênero e número 
com o substantivo. 
A pequena criança é uma gracinha. / O 
garoto que encontrei era muito gentil e 
simpático. 
 
 
Casos Especiais 
 
Veremos alguns casos que fogem à regra 
geral mostrada acima. 
 
a) Um adjetivo após vários substantivos 
1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo 
vai para o plural ou concorda com o 
substantivo mais próximo. 
 Irmão e primo recém-chegado estiveram 
aqui. / Irmão e primo recém-chegados 
estiveram aqui. 
 
2- Substantivos de gêneros diferentes: vai 
para o plural masculino ou concorda com o 
substantivo mais próximo. 
Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe 
loura. 
 
3- Adjetivo funciona como predicativo: vai 
obrigatoriamente para o plural. 
O homem e o menino estavam perdidos. / O 
homem e sua esposa estiveram hospedados 
aqui. 
 
b) Um adjetivo anteposto a vários 
substantivos 
1- Adjetivo anteposto normalmente 
concorda com o mais próximo. 
Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei 
deliciosa fruta e suco. 
2- Adjetivo anteposto funcionando como 
predicativo: concorda com o mais próximo ou 
vai para o plural. 
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava 
ferido o pai e os filhos. 
 
c) Um substantivo e mais de um adjetivo 
1- antecede todos os adjetivos com um 
artigo. Falava fluentemente a língua inglesa e a 
espanhola. 
2- coloca o substantivo no plural. Falava 
fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 
 
d) Pronomes de tratamento 
 Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa 
Santidade esteve no Brasil. 
 
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado 
Concordam com o substantivo a que se 
referem. 
As cartas estão anexas. / A bebida está 
inclusa. 
Concordância verbal e 
nominal 
 
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivos/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-de-tratamento/
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 52 
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) 
Após essas expressões o substantivo fica 
sempre no singular e o adjetivo no plural. 
Renato advogou um e outro caso fáceis. / 
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. 
 
g) É bom, é necessário, é proibido 
Essas expressões não variam se o sujeito 
não vier precedido de artigo ou outro 
determinante. 
É necessário sua presença. / É necessária a 
sua presença. 
É proibido entrada de pessoas não 
autorizadas. / A entrada é proibida. 
 
h) Muito, pouco, caro 
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. 
Comi muitas frutas durante a viagem. / 
Pouco arroz é suficiente para mim. 
 
2- Como advérbios: são invariáveis. 
Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei, 
por isso perdi a batalha. 
 
i) Mesmo, bastante 
1- Como advérbios: invariáveis 
Preciso mesmo da sua ajuda. 
Fiquei bastante contente com a proposta de 
emprego. 
 
2- Como pronomes: seguem a regra geral. 
Seus argumentos foram bastantes para me 
convencer. 
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. 
 
j) Menos, alerta 
Em todas as ocasiões são invariáveis. 
Preciso de menos comida para perder peso. / 
Estamos alerta para com suas chamadas. 
 
k) Tal qual 
“Tal” concorda com o antecedente, “qual” 
concorda com o consequente. 
As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os 
pais vieram fantasiados tais quais os filhos. 
 
l) Possível 
Quando vem acompanhado de “mais”, 
“menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o 
artigo que precede as expressões. 
A mais possível das alternativas é a que você 
expôs. 
Os melhores cargos possíveis estão neste 
setor da empresa. 
As piores situações possíveis são encontradas 
nas favelas da cidade. 
 
m) Meio 
1- Como advérbio: invariável. 
Estou meio (um pouco) insegura. 
 
2- Como numeral: segue a regra geral. 
Comi meia (metade) laranja pela manhã. 
 
n) Só 
1- apenas, somente (advérbio): invariável. 
Só consegui comprar uma passagem. 
 
2- sozinho (adjetivo): variável. 
Estiveram sós durante horas. 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de São José - SC - Analista 
de Recursos Humanos - IESES/2019) 
Assinale a alternativa correta em relação à 
concordância nominal: 
(A) Os milhares de pessoas que estiveram 
no evento usaram transporte coletivo. 
(B) Mais de 20 pessoas desapareceu 
durante a passagem do furacão. 
(C) Todos queriam que o almoço começasse 
meio-dia e meio. 
(D) Ela ficou meia chateada com a amiga 
porque não a chamou para sair. 
 
02. (IPREMM - SP - Agente Municipal de 
Vigilância Patrimonial - VUNESP/2019) 
Para responder à questão, assinale a 
alternativa que completa, correta e 
adequadamente, as falas dos personagens dos 
quadrinhos. 
 
 
 
(O melhor de Hagar, o horrível. Dik Browne. adaptado) 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 53 
(A) vou ... Meu ... biscoitos 
(B) vamos ... Meus ... biscoito 
(C) vou ... Meu ... biscoito 
(D) vamos ... Meus ... biscoitos 
(E) vou ... Meus ... biscoitos 
 
03. (Prefeitura de Barreiras - BA - 
Assistente Administrativo - Fundação 
CEFETBAHIA/2019) Avalie as orações a 
seguir quanto à concordância nominal. 
I – A paciente parece meia confusa após a 
cirurgia. 
II – É proibido entrada de alimentos no 
centro cirúrgico. 
III – Há motivos bastantes para efetuar uma 
nova cirurgia no paciente. 
IV - Ela mesmo compareceu à Policlínica 
para marcação de exames. 
Considerando a norma culta, as orações que 
apresentam a concordância nominal correta 
são: 
(A) I e II. 
(B) I e III. 
(C) II e III. 
(D) II e IV. 
(E) III e IV. 
 
04. (MPE-GO - Auxiliar Administrativo - 
MPE-GO/2019) Das frases abaixo assinale 
aquela com erro de concordância nominal. 
(A) Ele fez questão de deixar bem claras as 
intenções. 
(B) Deixarei gravadas estas palavras de 
saudade. 
(C) A Revolução Russa tornou visíveis os 
erros do comunismo. 
(D) Tomei emprestados ao professor vários 
livros. 
(E) Os sindicatos tiveram reconhecidos o 
seu direito de greve. 
 
05. (Prefeitura de Várzea - PB - Técnico 
em Enfermagem - EDUCA/2019) Há erro de 
concordância nominal em: 
(A) A fruta é boa para a saúde. 
(B) Seguem inclusas as notas fiscais. 
(C) A janela,meio aberta, deixava ver o 
interior do apartamento. 
(D) É proibida a aproximação de 
mensageiros. 
(E) É proibido a aproximação de 
mensageiros. 
Respostas 
 
01. A / 02. A / 03. C / 04. E / 05. E 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Quando se fala sobre a concordância verbal, 
fala-se a respeito da relação de dependência 
estabelecida entre um termo e outro mediante 
um contexto oracional. 
 
Casos Referentes a Sujeito Simples 
 
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o 
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou 
atrasado. 
 
2) O verbo concorda no singular com o 
sujeito coletivo do singular, o verbo 
permanece na terceira pessoa do singular: A 
multidão, apavorada, saiu aos gritos. 
Observação: no caso de o coletivo aparecer 
seguido de adjunto adnominal no plural, o 
verbo permanecerá no singular ou poderá ir 
para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos 
gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos 
gritos. 
 
3) Quando o sujeito é representado por 
expressões partitivas, representadas por “a 
maioria de, a maior parte de, a metade de, uma 
porção de, entre outras”, o verbo tanto pode 
concordar com o núcleo dessas expressões 
quanto com o substantivo que a segue: A 
maioria dos alunos resolveu ficar. / A maioria 
dos alunos resolveram ficar. 
 
4) No caso de o sujeito ser representado por 
expressões aproximativas, representadas por 
“cerca de, perto de”, o verbo concorda com o 
substantivo determinado por elas: Cerca de 
vinte candidatos se inscreveram no concurso de 
piadas. 
 
5) Em casos em que o sujeito é 
representado pela expressão “mais de um”, o 
verbo permanece no singular: Mais de um 
candidato se inscreveu no concurso de piadas. 
Observação: no caso da referida expressão 
aparecer repetida ou associada a um verbo que 
exprime reciprocidade, o verbo, 
necessariamente, deverá permanecer no 
plural: Mais de um aluno, mais de um professor 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 54 
contribuíram na campanha de doação de 
alimentos. / Mais de um formando se 
abraçaram durante as solenidades de 
formatura. 
 
6) O sujeito for composto da expressão “um 
dos que”, o verbo permanecerá no plural: 
Paulo é um dos que mais trabalhar. 
 
7) Quanto aos relativos à concordância com 
locuções pronominais, representadas por 
“algum de nós, qual de vós, quais de vós, alguns 
de nós”, entre outras, faz-se necessário nos 
atermos a duas questões básicas: 
- No caso de o primeiro pronome estar 
expresso no plural, o verbo poderá com ele 
concordar, como poderá também concordar 
com o pronome pessoal: Alguns de nós o 
receberemos. / Alguns de nós o receberão. 
- Quando o primeiro pronome da locução 
estiver expresso no singular, o verbo também 
permanecerá no singular: Algum de nós o 
receberá. 
 
8) No caso de o sujeito aparecer 
representado pelo pronome “quem”, o verbo 
permanecerá na terceira pessoa do singular ou 
poderá concordar com o antecedente desse 
pronome: Fomos nós quem contou toda a 
verdade para ela. / Fomos nós quem contamos 
toda a verdade para ela. 
 
9) Em casos nos quais o sujeito aparece 
realçado pela palavra “que”, o verbo deverá 
concordar com o termo que antecede essa 
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos 
as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. 
 
10) No caso de o sujeito aparecer 
representado por expressões que indicam 
porcentagens, o verbo concordará com o 
numeral ou com o substantivo a que se refere 
essa porcentagem: 50% dos funcionários 
aprovaram a decisão da diretoria. / 50% do 
eleitorado apoiou a decisão. 
Observações: 
- Caso o verbo aparecer anteposto à 
expressão de porcentagem, esse deverá 
concordar com o numeral: Aprovaram a 
decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
- Em casos relativos a 1%, o verbo 
permanecerá no singular: 1% dos funcionários 
não aprovou a decisão da diretoria. 
- Em casos em que o numeral estiver 
acompanhado de determinantes no plural, o 
verbo permanecerá no plural: Os 50% dos 
funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
 
11) Quando o sujeito estiver representado 
por pronomes de tratamento, o verbo deverá 
ser empregado na terceira pessoa do singular 
ou do plural: Vossas Majestades gostaram das 
homenagens. Vossas Excelência agiu com 
inteligência. 
 
12) Casos relativos a sujeito representado 
por substantivo próprio no plural se 
encontram relacionados a alguns aspectos que 
os determinam: 
- Diante de nomes de obras no plural, 
seguidos do verbo ser, este permanece no 
singular, contanto que o predicativo também 
esteja no singular: Memórias póstumas de Brás 
Cubas é uma criação de Machado de Assis. 
- Nos casos de artigo expresso no plural, o 
verbo também permanece no plural: Os 
Estados Unidos são uma potência mundial. 
- Casos em que o artigo figura no singular ou 
em que ele nem aparece, o verbo permanece no 
singular: Estados Unidos é uma potência 
mundial. 
 
Casos Referentes a Sujeito Composto 
 
1) Nos casos relativos a sujeito composto de 
pessoas gramaticais diferentes, o verbo deverá 
ir para o plural, estando relacionado a dois 
pressupostos básicos: 
- Quando houver a 1ª pessoa, esta 
prevalecerá sobre as demais: Eu, tu e ele 
faremos um lindo passeio. 
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo 
poderá flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele 
sois primos. / Tu e ele são primos. 
 
2) Nos casos em que o sujeito composto 
aparecer anteposto (antes) ao verbo, este 
permanecerá no plural: O pai e seus dois filhos 
compareceram ao evento. 
 
3) No caso em que o sujeito aparecer 
posposto (depois) ao verbo, este poderá 
concordar com o núcleo mais próximo ou 
permanecer no plural: Compareceram ao 
evento o pai e seus dois filhos. Compareceu ao 
evento o pai e seus dois filhos. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 55 
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, 
porém com mais de um núcleo, o verbo deverá 
permanecer no singular: Meu esposo e grande 
companheiro merece toda a felicidade do 
mundo. 
 
5) Casos relativos a sujeito composto de 
palavras sinônimas ou ordenado por 
elementos em gradação, o verbo poderá 
permanecer no singular ou ir para o plural: 
Minha vitória, minha conquista, minha 
premiação são frutos de meu esforço. / Minha 
vitória, minha conquista, minha premiação é 
fruto de meu esforço. 
 
Questões 
 
01. (TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário 
- FCC/2019) 
 
[Como se estrutura uma sociedade?] 
 
A pergunta formulada acima é uma 
constância da história social. Alguns 
antropólogos têm afirmado que a estrutura 
social é a rede de todas as relações de pessoa-
a-pessoa, numa dada sociedade. Mas tal 
definição é por demais ampla. Não estabelece 
distinção entre os elementos efêmeros e os 
mais persistentes na atividade social, e torna 
quase impossível distinguir a noção de 
estrutura de uma sociedade da totalidade da 
própria sociedade. 
No extremo oposto, está a noção de 
estrutura social compreendendo, somente, as 
relações entre os grupos principais na 
sociedade, que persistem por muitas gerações, 
mas exclui outros como a família, que se 
dissolve de uma geração para outra. Essa 
definição é limitada demais. 
Uma terceira noção de estrutura social 
enfatiza não tanto as relações reais entre 
pessoas ou grupos, mas as relações esperadas 
ou mesmo as relações ideais. De acordo com 
esse ponto de vista, o que realmente dá à 
sociedade sua forma e permite a seus 
membros exercerem suas atividades são as 
expectativas ou mesmo as crenças idealizadas 
do que está feito, ou do que deverá ser feito 
pelos outros membros. Não falta quem veja tal 
formulação como bastante insatisfatória. 
Em vez de respostas prontas à pergunta 
aqui tratada, será preciso sempre reconhecer 
que a validade de qualquer uma delas estará 
presa à validação do critério que a sustenta. 
(Adaptado de: FIRTH, Raymond. In: VV.AA. Homem e 
sociedade. Trad. Amadeu José Duarte Lanna. São Paulo: 
Nacional, 1975, p. 35-36) 
 
O verbo indicado entre parênteses deverá 
flexionar-se numa forma do singular para 
integrar corretamentea frase: 
(A) As respostas que se (aguardar) para 
essa questão prendem-se aos critérios a serem 
observados. 
(B) A propósito dessa exata definição de 
estrutura com que se (afligir) os antropólogos, 
estamos longe de qualquer consenso. 
(C) Não (dever) caber aos sociólogos ou 
antropólogos definir açodadamente o que seja 
uma estrutura social. 
(D) Àqueles que (haver) de pesquisar o 
funcionamento de uma sociedade recomenda-
se sensatez na escolha de um critério. 
(E) A validação dos critérios que se 
(apresentar) como parâmetros aceitáveis 
deve receber o aval de todos os envolvidos na 
definição. 
 
02. (Câmara de Mauá - SP - Procurador 
Legislativo - VUNESP/2019) Assinale a 
alternativa que atende à norma-padrão de 
concordância. 
(A) Será requerido ações urgentes de 
intensificação e replicação das políticas mais 
bem-sucedidas para limitar o aumento da 
temperatura a 1,5 grau. 
(B) Os pesquisadores apontam que devem 
haver investimentos diretos na 
descarbonização por três setores: finanças, 
energia e indústria. 
(C) Os países mais vulneráveis precisa que 
três áreas seja protagonista nas 
transformações: soluções baseadas na 
natureza, ações locais e urbanas e o 
incremento da resiliência e adaptação às 
mudanças climáticas. 
(D) O desenvolvimento socioeconômico e 
ambiental sofre impacto devido às mudanças 
climáticas que põe o mundo em estado de 
alerta. 
(E) Em junho, as queimadas emitiram 50 
megatons de dióxido de carbono na atmosfera, 
mais do que a soma de todas as emissões que 
haviam sido realizadas no mesmo mês entre 
2010 e 2018. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 56 
03. (Prefeitura de Pinto Bandeira - RS - 
Auxiliar Administrativo - OBJETIVA/2019) 
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna 
abaixo CORRETAMENTE: 
Queria que tu ___________ hoje me visitar. 
(A) viesse 
(B) venha 
(C) vem 
(D) viesses 
 
04. (Prefeitura de Imperatriz - MA - 
Técnico em Enfermagem - Prefeitura de 
Imperatriz - MA/2019) De acordo com a 
concordância verbal marque a alternativa 
correta: 
(A) Devem haver muitas pessoas na 
confraternização; 
(B) Houveram muitas festas no fim de 
semana passado; 
(C) Existe Pessoas que não conhecem a 
verdade; 
(D) Há alunos se preparando para a 
Olimpíada de Química e Biologia. 
 
05. (Prefeitura de Olímpia - SP - Guarda 
Civil Municipal - VUNESP/2019) Assinale a 
alternativa que reescreve passagem do texto 
em conformidade com a norma-padrão de 
concordância. 
(A) Pesquiso a relação da arma de fogo com 
a violência fazem mais de 15 anos. 
(B) Quanto às medidas de restrição de 
armas de fogo, tratam-se de questão de 
segurança. 
(C) Existe argumentos ideológicos e crenças 
que tem pouca relação com a realidade. 
(D) Entre os brasileiros pesquisados, 61% 
são contrários à posse de armas. 
(E) O fato é que só se garante direitos 
quando se pensam nos interesses coletivos. 
 
Respostas 
 
01. C / 02. E / 03. D / 04. D / 05. D 
 
 
6 http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php 
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-
pronominal.htm 
 
 
Caro(a) Candidato(a), o assunto referente 
ao emprego do pronome já foi abordado no 
tópico: Classes Gramaticais, por isso logo a 
baixo vamos abordar apenas a colocação 
pronominal 
 
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS 
ÁTONOS 
 
De acordo com as autoras Rose Jordão e 
Clenir Bellezi6, a colocação pronominal é a 
posição que os pronomes pessoais oblíquos 
átonos ocupam na frase em relação ao verbo a 
que se referem. 
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, 
os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. 
O pronome oblíquo átono pode assumir três 
posições na oração em relação ao verbo: 
1. Próclise: pronome antes do verbo; 
2. Ênclise: pronome depois do verbo; 
3. Mesóclise: pronome no meio do verbo. 
 
Próclise 
A próclise é aplicada antes do verbo quando 
temos: 
- Palavras com sentido negativo: Nada me 
faz querer sair dessa cama. / Não se trata de 
nenhuma novidade. 
 
- Advérbios: Nesta casa se fala alemão. / 
Naquele dia me falaram que a professora não 
veio. 
 
- Pronomes relativos: A aluna que me 
mostrou a tarefa não veio hoje. / Não vou 
deixar de estudar os conteúdos que me 
falaram. 
 
- Pronomes indefinidos: Quem me disse 
isso? / Todos se comoveram durante o 
discurso de despedida. 
 
- Pronomes demonstrativos: Isso me deixa 
muito feliz! / Aquilo me incentivou a mudar de 
atitude! 
 
Pronomes: emprego e 
colocação. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 57 
- Preposição seguida de gerúndio: Em se 
tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site 
mais indicado à pesquisa escolar. 
 
- Conjunção subordinativa: Vamos 
estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. 
 
Ênclise 
A ênclise é empregada depois do verbo. A 
norma culta não aceita orações iniciadas com 
pronomes oblíquos átonos. A ênclise vai 
acontecer quando: 
 
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: 
Amem-se uns aos outros. / Sigam-me e não 
terão derrotas. 
 
- O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está 
tudo bem. / Chamaram-me para ser sócio. 
 
- O verbo estiver no infinitivo impessoal 
regido da preposição “a”: Naquele instante os 
dois passaram a odiar-se. / Passaram a 
cumprimentar-se mutuamente. 
 
- O verbo estiver no gerúndio: Não quis 
saber o que aconteceu, fazendo-se de 
despreocupada. Despediu-se, beijando-me a 
face. 
 
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se 
passar no vestibular em outra cidade, mudo-
me no mesmo instante. / Se não tiver outro 
jeito, alisto-me nas forças armadas. 
 
Mesóclise 
A mesóclise acontece quando o verbo está 
flexionado no futuro do presente ou no futuro 
do pretérito: 
A prova realizar-se-á neste domingo pela 
manhã. (= ela se realizará). 
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu 
farei uma proposta a você). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Cabo de Santo 
Agostinho - PE - Técnico em Saneamento - 
IBFC 2019) Observe o enunciado abaixo. 
Vou-me embora pra Pasárgada, 
lá sou amigo do Rei”. 
(M.Bandeira) 
 
Quanto à regra de colocação pronominal 
utilizada, assinale a alternativa correta. 
(A) Ênclise: em orações iniciadas com 
verbos no presente ou pretérito afirmativo, o 
pronome oblíquo deve ser usado posposto ao 
verbo. 
(B) Próclise: em orações iniciadas com 
verbos no presente ou pretérito afirmativo, o 
pronome oblíquo deve ser usado posposto ao 
verbo. 
(C) Mesóclise: em orações iniciadas com 
verbos no presente ou pretérito afirmativo, o 
pronome oblíquo deve ser usado posposto ao 
verbo. 
(D) Próclise: em orações iniciadas com 
verbos no imperativo afirmativo, o pronome 
oblíquo deve ser usado posposto ao verbo. 
 
02. (UNIRIO - Administrador - 
CESGRANRIO/2019) A frase em que a 
colocação do pronome oblíquo obedece aos 
ditames da norma-padrão é: 
(A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo 
tempo. 
(B) Seria-lhe útil ter um notebook de última 
geração. 
(C) Me fascinou reviver o tempo de minha 
primeira infância. 
(D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o 
novo notebook. 
(E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro 
agradável cada vez mais forte. 
 
03. (Prefeitura de São José do Cedro - SC 
- Agente Comunitário de Saúde - 
AMEOSC/2019) Em “Pior ainda, depois que 
acordo, minha mente tem se descontrolado de 
novo, traindo-me e levando-me a um estado de 
pânico que eu não sentia desde o pior período 
dos meus anos de divórcio”, os termos 
destacados são classificados como: 
(A) Próclise. 
(B) Mesóclise. 
(C) Ênclise. 
(D) Cóclise. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 58 
04. (Prefeitura de Bom Repouso - MG - 
Auxiliar em Saúde Bucal - MDS/2019) Nas 
frases a seguir, o uso correto quanto à 
colocação dos pronomes átonos 
correspondente à sequência: Ênclise – 
mesóclise – próclise é: 
(A) Ninguém te convidou para a festa? / A 
prova realizar-se-á neste sábado. / Diga-lhe 
que estou aqui. 
(B) Far-lhe-ei a proposta. / Amem-se uns 
aos outros. / O homem o qual me referi foi 
preso. 
(C) Isso me deixa muito triste. / Gostaria de 
convidar-te para jantar. / Neste país talvezse 
combata a fome. 
(D) Sigam-me. / Os alunos esforçar-se-ão. / 
Ela desmaiou logo que lhe contaram o 
acontecido. 
 
05. (Prefeitura de Arujá - SP - Assistente 
Social - VUNESP) Leia a tira para responder à 
questão. 
 
 
 
De acordo com a norma-padrão, a lacuna do 
segundo quadrinho deve ser preenchida com: 
(A) destroçar-no 
(B) lhe destroçar 
(C) destroçar ele 
(D) destroçá-lo 
(E) destroçar-lhe 
 
Gabarito 
 
01. A / 02. A / 03. C / 04. D /05. D 
 
 
 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
 
Regência Verbal 
 
A regência verbal estuda a relação que se 
estabelece entre os verbos e os termos que os 
complementam (objetos diretos e objetos 
indiretos) ou caracterizam (adjuntos 
adverbiais). 
O estudo da regência verbal permite-nos 
ampliar nossa capacidade expressiva, pois 
oferece oportunidade de conhecermos as 
diversas significações que um verbo pode 
assumir com a simples mudança ou retirada de 
uma preposição. 
Observe: 
A mãe agrada o filho. -> agradar significa 
acariciar, contentar. 
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa 
"causar agrado ou prazer", satisfazer. 
 
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é 
diferente de "agradar a alguém". 
 
Saiba que: 
O conhecimento do uso adequado das 
preposições é um dos aspectos fundamentais 
do estudo da regência verbal (e também 
nominal). As preposições são capazes de 
modificar completamente o sentido do que se 
está sendo dito. Veja os exemplos: 
Cheguei ao metrô. 
Cheguei no metrô. 
 
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que 
vou; no segundo caso, é o meio de transporte 
por mim utilizado. A oração "Cheguei no 
metrô", popularmente usada a fim de indicar o 
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da 
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum 
existirem divergências entre a regência 
coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a 
regência culta. 
 
Para estudar a regência verbal, 
agruparemos os verbos de acordo com sua 
transitividade. A transitividade, porém, não é 
Regência nominal e verbal 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 59 
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar 
de diferentes formas em frases distintas. 
 
Verbos Intransitivos 
Os verbos intransitivos não possuem 
complemento. É importante, no entanto, 
destacar alguns detalhes relativos aos 
adjuntos adverbiais que costumam 
acompanhá-los. 
a) Chegar, Ir; 
Normalmente vêm acompanhados de 
adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta, 
as preposições usadas para indicar destino ou 
direção são: a, para. 
Fui ao teatro. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
Ricardo foi para a Espanha. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
b) Comparecer; 
O adjunto adverbial de lugar pode ser 
introduzido por em ou a. 
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) 
para ver o último jogo. 
 
Verbos Transitivos Diretos 
Os verbos transitivos diretos são 
complementados por objetos diretos. Isso 
significa que não exigem preposição para o 
estabelecimento da relação de regência. Ao 
empregar esses verbos, devemos lembrar que 
os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como 
objetos diretos. Esses pronomes podem 
assumir as formas lo, los, la, las (após formas 
verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, 
nos, nas (após formas verbais terminadas em 
sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando 
complementos verbais, objetos indiretos. 
São verbos transitivos diretos: abandonar, 
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, 
acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, 
amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar, 
conhecer, conservar, convidar, defender, 
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, 
prejudicar, prezar, proteger, respeitar, 
socorrer, suportar, ver, visitar, dentre outros. 
Na língua culta, esses verbos funcionam 
exatamente como o verbo amar: 
Amo aquele rapaz. / Amo-o. 
Amo aquela moça. / Amo-a. 
Amam aquele rapaz. / Amam-no. 
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve 
amá-la. 
 
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham 
esses verbos para indicar posse (caso em que 
atuam como adjuntos adnominais). 
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) 
Prejudicaram-lhe a carreira. (= 
prejudicaram sua carreira) 
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu 
mau humor) 
 
Verbos Transitivos Indiretos 
Os verbos transitivos indiretos são 
complementados por objetos indiretos. Isso 
significa que esses verbos exigem uma 
preposição para o estabelecimento da relação 
de regência. Os pronomes pessoais do caso 
oblíquo de terceira pessoa que podem atuar 
como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes", 
para substituir pessoas. Não se utilizam os 
pronomes o, os, a, as como complementos de 
verbos transitivos indiretos. Com os objetos 
indiretos que não representam pessoas, usam-
se pronomes oblíquos tônicos de terceira 
pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos 
lhe, lhes. 
Os verbos transitivos indiretos são os 
seguintes: 
a) Consistir - tem complemento introduzido 
pela preposição "em". 
A modernidade verdadeira consiste em 
direitos iguais para todos. 
 
b) Obedecer e Desobedecer - possuem seus 
complementos introduzidos pela preposição 
"a". 
Devemos obedecer aos nossos princípios e 
ideais. 
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 
 
c) Responder - tem complemento 
introduzido pela preposição "a". Esse verbo 
pede objeto indireto para indicar "a quem" ou 
"ao que" se responde. 
Respondi ao meu patrão. 
Respondemos às perguntas. 
Respondeu-lhe à altura. 
Obs.: o verbo responder, apesar de 
transitivo indireto quando exprime aquilo a 
que se responde, admite voz passiva analítica. 
Veja: O questionário foi respondido 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 60 
corretamente. / Todas as perguntas foram 
respondidas satisfatoriamente. 
 
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus 
complementos introduzidos pela preposição 
"com". 
Antipatizo com aquela apresentadora. 
Simpatizo com os que condenam os políticos 
que governam para uma minoria privilegiada. 
 
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos 
Os verbos transitivos diretos e indiretos são 
acompanhados de um objeto direto e um 
indireto. Merecem destaque, nesse grupo: 
 
Agradecer, Perdoar e Pagar 
São verbos que apresentam objeto direto 
relacionado a coisas e objeto indireto 
relacionado a pessoas. Veja os exemplos: 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
 Objeto Indireto Objeto 
Direto 
 
Cristo ensina que é preciso perdoar o 
pecado ao pecador. 
 
Objeto Direto Objeto Indireto 
Paguei o débito ao cobrador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
 
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve 
ser feito com particular cuidado. Observe: 
Agradeci o presente. / Agradeci-o. 
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. 
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. 
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 
Paguei minhas contas. / Paguei-as. 
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. 
 
Informar 
- Apresenta objeto direto ao se referir a 
coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, 
ou vice-versa. 
Informe os novos preços aos clientes. 
Informe os clientes dos novos preços. (ou 
sobre os novos preços) 
 
- Na utilização de pronomes como 
complementos, veja as construções: 
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os 
novos preços. 
Informe-os dos novos preços. / Informe-os 
deles. (ou sobre eles) 
 
Obs.: a mesma regência do verbo informar é 
usada para os seguintes: avisar, certificar, 
notificar, cientificar, prevenir. 
 
Comparar 
Quando seguido de dois objetos, esse verbo 
admite as preposições "a" ou "com" para 
introduzir o complemento indireto. 
Comparei seu comportamento ao (ou com o) 
de uma criança. 
 
Pedir 
Esse verbo pede objeto direto de coisa 
(geralmente na forma de oração subordinada 
substantiva) e indireto de pessoa. 
Pedi-lhe favores. 
Objeto Indireto Objeto Direto 
 
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio. 
Objeto Indireto Oração Subordinada 
SubstantivaObjetiva Direta 
 
Saiba que: 
1) A construção "pedir para", muito comum 
na linguagem cotidiana, deve ter emprego 
muito limitado na língua culta. No entanto, é 
considerada correta quando a palavra licença 
estiver subentendida. 
 
Peço (licença) para ir entregar-lhe os 
catálogos em casa. 
 
Observe que, nesse caso, a preposição 
"para" introduz uma oração subordinada 
adverbial final reduzida de infinitivo (para ir 
entregar-lhe os catálogos em casa). 
 
2) A construção "dizer para", também muito 
usada popularmente, é igualmente 
considerada incorreta. 
 
Preferir 
Na língua culta, esse verbo deve apresentar 
objeto indireto introduzido pela preposição 
"a". Por Exemplo: 
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus 
ideais. 
Prefiro trem a ônibus. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 61 
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve 
ser usado sem termos intensificadores, tais 
como: muito, antes, mil vezes, um milhão de 
vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo 
existente no próprio verbo (pre). 
 
Mudança de Transitividade versus 
Mudança de Significado 
Há verbos que, de acordo com a mudança de 
transitividade, apresentam mudança de 
significado. O conhecimento das diferentes 
regências desses verbos é um recurso 
linguístico muito importante, pois além de 
permitir a correta interpretação de passagens 
escritas, oferece possibilidades expressivas a 
quem fala ou escreve. Dentre os principais, 
estão: 
 
Agradar 
- Agradar é transitivo direto no sentido de 
fazer carinhos, acariciar. 
Sempre agrada o filho quando o revê. / 
Sempre o agrada quando o revê. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar 
o gato. / Cláudia não perde oportunidade de 
agradá-lo. 
- Agradar é transitivo indireto no sentido de 
causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. 
Rege complemento introduzido pela 
preposição "a". 
O cantor não agradou aos presentes. 
O cantor não lhes agradou. 
 
Aspirar 
- Aspirar é transitivo direto no sentido de 
sorver, inspirar (o ar), inalar. 
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) 
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de 
desejar, ter como ambição. 
Aspirávamos a melhores condições de vida. 
(Aspirávamos a elas) 
Obs.: como o objeto direto do verbo 
"aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam 
as formas pronominais átonas "lhe" e "lhes" e 
sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". 
Veja o exemplo: 
Aspiravam a uma existência melhor. (= 
Aspiravam a ela) 
 
Assistir 
- Assistir é transitivo direto no sentido de 
ajudar, prestar assistência a, auxiliar. Por 
Exemplo: 
As empresas de saúde negam-se a assistir os 
idosos. 
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. 
- Assistir é transitivo indireto no sentido de 
ver, presenciar, estar presente, caber, 
pertencer. 
 
Exemplos: 
Assistimos ao documentário. 
Não assisti às últimas sessões. 
Essa lei assiste ao inquilino. 
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo 
"assistir" é intransitivo, sendo acompanhado 
de adjunto adverbial de lugar introduzido pela 
preposição "em". 
Assistimos numa conturbada cidade. 
 
Chamar 
- Chamar é transitivo direto no sentido de 
convocar, solicitar a atenção ou a presença de. 
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por 
favor, vá chamá-la. 
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias 
vezes. 
- Chamar no sentido de denominar, apelidar 
pode apresentar objeto direto e indireto, ao 
qual se refere predicativo preposicionado ou 
não. 
A torcida chamou o jogador mercenário. 
A torcida chamou ao jogador mercenário. 
A torcida chamou o jogador de mercenário. 
A torcida chamou ao jogador de mercenário. 
 
Custar 
- Custar é intransitivo no sentido de ter 
determinado valor ou preço, sendo 
acompanhado de adjunto adverbial. 
Frutas e verduras não deveriam custar 
muito. 
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser 
intransitivo ou transitivo indireto. 
 
Muito custa viver tão longe da família. 
 Verbo Oração Subordinada 
Substantiva Subjetiva 
 Intransitivo Reduzida de 
Infinitivo 
 
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente 
aquela atitude. 
 Objeto Indireto Oração 
Subordinada Substantiva - 
Subjetiva Reduzida de Infinitivo 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 62 
Obs.: a Gramática Normativa condena as 
construções que atribuem ao verbo "custar" 
um sujeito representado por pessoa. Observe o 
exemplo abaixo: 
Custei para entender o problema. 
Forma correta: Custou-me entender o 
problema. 
 
Implicar 
- Como transitivo direto, esse verbo tem 
dois sentidos: 
a) dar a entender, fazer supor, pressupor 
Suas atitudes implicavam um firme 
propósito. 
b) Ter como consequência, trazer como 
consequência, acarretar, provocar 
Liberdade de escolha implica 
amadurecimento político de um povo. 
 
- Como transitivo direto e indireto, significa 
comprometer, envolver 
Implicaram aquele jornalista em questões 
econômicas. 
Obs.: no sentido de antipatizar, ter 
implicância, é transitivo indireto e rege com 
preposição "com". 
Implicava com quem não trabalhasse 
arduamente. 
 
Proceder 
- Proceder é intransitivo no sentido de ser 
decisivo, ter cabimento, ter fundamento ou 
portar-se, comportar-se, agir. Nessa segunda 
acepção, vem sempre acompanhado de 
adjunto adverbial de modo. 
As afirmações da testemunha procediam, não 
havia como refutá-las. 
Você procede muito mal. 
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se 
(rege a preposição" de") e fazer, executar (rege 
complemento introduzido pela preposição "a") 
é transitivo indireto. 
O avião procede de Maceió. 
Procedeu-se aos exames. 
O delegado procederá ao inquérito. 
 
Querer 
- Querer é transitivo direto no sentido de 
desejar, ter vontade de, cobiçar. 
Querem melhor atendimento. 
Queremos um país melhor. 
- Querer é transitivo indireto no sentido de 
ter afeição, estimar, amar. 
Quero muito aos meus amigos. 
Ele quer bem à linda menina. 
Despede-se o filho que muito lhe quer. 
 
Visar 
- Como transitivo direto, apresenta os 
sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, 
rubricar. 
O homem visou o alvo. 
O gerente não quis visar o cheque. 
- No sentido de ter em vista, ter como meta, 
ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a 
preposição "a". 
O ensino deve sempre visar ao progresso 
social. 
Prometeram tomar medidas que visassem ao 
bem-estar público. 
 
Regência Nominal 
 
É o nome da relação existente entre um 
nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os 
termos regidos por esse nome. Essa relação é 
sempre intermediada por uma preposição. No 
estudo da regência nominal, é preciso levar em 
conta que vários nomes apresentam 
exatamente o mesmo regime dos verbos de 
que derivam. Conhecer o regime de um verbo 
significa, nesses casos, conhecer o regime dos 
nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo 
obedecer e os nomes correspondentes: todos 
regem complementos introduzidos pela 
preposição "a". Veja: 
Obedecer a algo/ a alguém. 
Obediente a algo/ a alguém. 
 
Apresentamos a seguir vários nomes 
acompanhados da preposição ou preposições 
que os regem. Observe-os atentamente e 
procure, sempre que possível, associar esses 
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência 
você conhece. 
 
Substantivos 
Admiração a, por 
Devoção a, para, com, por 
Medo a, de 
Aversão a, para, por 
Doutor em 
Obediência a 
Atentado a, contra 
Dúvida acerca de, em, sobre 
Ojeriza a, por 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 63 
Bacharel em 
Horror a 
Proeminência sobre 
Capacidade de, para 
Impaciência com 
Respeito a, com, para com, por 
 
Adjetivos 
Acessível a 
Diferente de 
Necessário a 
Acostumado a, com 
Entendido em 
Nocivo a 
Afável com, para com 
Equivalente a 
Paralelo a 
Agradável a 
Escasso de 
Parco em, de 
Alheio a, de 
Essencial a, para 
Passível de 
Análogo a 
Fácil de 
Preferível a 
Ansioso de, para, por 
Fanático por 
Prejudicial a 
Apto a, para 
Favorável a 
Prestes a 
Ávido de 
Generoso com 
Propício a 
Benéfico a 
Grato a, porPróximo a 
Capaz de, para 
Hábil em 
Relacionado com 
Compatível com 
Habituado a 
Relativo a 
Contemporâneo a, de 
Idêntico a 
Satisfeito com, de, em, por 
Contíguo a 
Impróprio para 
Semelhante a 
Contrário a 
 
7 https://bit.ly/2Gkw913 
Indeciso em 
Sensível a 
Curioso de, por 
Insensível a 
Sito em 
Descontente com 
Liberal com 
Suspeito de 
Desejoso de 
Natural de 
Vazio de 
 
Advérbios 
- Longe de; 
- Perto de. 
 
Obs.: os advérbios terminados em -mente 
tendem a seguir o regime dos adjetivos de que 
são formados: paralela à; paralelamente a; 
relativa a; relativamente a.7 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Caranaíba - MG - 
Auxiliar de Consultório Dentário - 
FCM/2019) “O verbo é fundamental na 
formação de uma oração, pois é a palavra que 
exprime ação, estado, fato e fenômeno natural 
em determinado espaço de tempo.” 
(BUENO, 2014, p.184). 
A classificação do verbo grifado, quanto à 
predicação, está corretamente indicada em 
(A) “... os cachorros são os mamíferos mais 
bem-sucedidos do planeta...” (transitivo 
indireto) 
(B) “Baseados em um conjunto de trabalhos 
sobre o assunto que apelidaram de 
caninognição...” (intransitivo) 
(C) “... em termos de comportamento e de 
habilidades de comunicação – conquistando 
seus donos definitivamente.” (de ligação) 
(D) “... o processo evolutivo que 
transformou lobos em cachorros domésticos 
fez com que os animais adquirissem um novo 
tipo de inteligência social.” (transitivo direto) 
 
02. (Prefeitura de São José do Cedro - SC 
- Telefonista - AMEOSC/2019) Em “A criança 
dormiu”, o verbo destacado é classificado 
como: 
(A) Verbo de ligação. 
(B) Verbo transitivo. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 64 
(C) Verbo intransitivo. 
(D) Verbo transito e intransitivo. 
 
03. (Prefeitura de São João do Oeste - SC 
- Secretário Legislativo - AMEOSC/2019) Há 
erro de regência em qual das frases do texto 
abaixo? 
(A) Um dia um corvo estava pousado no 
galho de uma árvore. 
(B) Vendo o corvo com o quejo, a raposa 
logo começou a matutar um jeito de se 
apoderar do quejo. 
(C) Foi para debaixo da árvore, olhou para 
cima e disse, meio como se namorasse com o 
corvo. 
(D) Que pássaro magnífico nessa árvore!. 
 
04. (Prefeitura de Arujá - SP - Assistente 
Social - VUNESP/2019) Leia a charge. 
 
 
 
Em conformidade com a norma-padrão, as 
lacunas da fala da personagem devem ser 
preenchidas, correta e respectivamente, com: 
(A) que … no … ao 
(B) que … ao … o 
(C) que … no … o 
(D) de que … ao … ao 
(E) de que … no … o 
 
05. (Prefeitura de Fraiburgo - SC - 
Professor - FEPESE/2019) Preencha as 
lacunas com pronomes relativos que, quem, 
onde, cujo/cujos/cuja/ cujas, precedidos ou 
não de preposição, conforme exige o contexto 
frasal. 
◾ O engenheiro ......................... fez os estudos 
preliminares da obra acabou de me dizer que 
está à nossa disposição para iniciar os 
trabalhos. 
◾ O bairro ......................... ruas circulam 
animais domésticos fica a cerca de 10 min do 
centro da cidade. 
◾ Meu tio Armando, ................................. 
sempre admirei, recebeu uma justa 
homenagem da Câmara 
◾ O concurso ....................... estudou neste ano 
é um dos mais difíceis que já fez. 
◾ Desconheço os reais motivos 
........................... meu irmão não respeitou o 
acordo feito com a família antes da morte de 
mamãe. 
Os pronomes relativos, com ou sem 
preposição, que preenchem corretamente as 
lacunas, de cima para baixo, são: 
(A) a quem • para o qual • a cujas • de quem 
• por quem 
(B) pelo qual • em quem • de cujas • em que 
• pelos quais 
(C) a que • a quem • no qual • por quem • de 
cujas 
(D) que • em cujas • a quem • para o qual • 
por que 
(E) o qual • por cujas • que • no qual • para 
os quais 
 
06. (Câmara de Piracicaba - SP - 
Jornalista - VUNESP/2019) Leia o texto para 
responder à questão. 
 
Ao filósofo americano Daniel Dennett, os 
editores da revista Edge perguntaram: “Em 
2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou 
que em 1980 se temia que a revolução do 
computador aumentasse a distância entre os 
países ricos “do Ocidente” e os países pobres, 
que não teriam acesso à nova tecnologia e a 
seus aparelhos. A verdade é que a informática 
criou fortunas enormes, mas permitiu também 
a mais profunda disseminação niveladora da 
tecnologia que já se viu na história. “Celulares 
e laptops e, agora, smartphones e tablets 
puseram a conectividade nas mãos de bilhões”, 
afirmou Dennett. 
O planeta, segundo o filósofo, ficou mais 
transparente na informação como ninguém 
imaginaria há 40 anos. Isso é maravilhoso, 
disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a 
lista daquilo com que devemos nos preocupar: 
ficamos dependentes e vulneráveis neste novo 
mundo, com ameaças à segurança e à 
privacidade. E sobre as desigualdades, ele 
disse que Golias ainda não caiu; milhares de 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 65 
Davis*, porém, estão rapidamente aprendendo 
o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios 
para confrontar os “de cima”. O conselho do 
filósofo é que os ricos devem começar a pensar 
em como reduzir as distâncias criadas pelo 
poder e pela riqueza de poucos. 
* referência ao episódio bíblico em que Davi, 
aparentemente mais fraco, derrota o gigante 
Golias. 
(Míriam Leitão. História do futuro: o 
horizonte do Brasil no século XXI. Rio de 
Janeiro, Intrínseca, 2015) 
O trecho destacado em – ... E citou a lista 
daquilo com que devemos nos preocupar... 
(2º parágrafo) – estará corretamente 
substituído, quanto à regência, conforme a 
norma-padrão da língua portuguesa, por: 
(A) sobre que devemos nos ater 
(B) de que devemos estar atentos 
(C) a que devemos dar atenção 
(D) a que devemos estar cientes 
(E) em que devemos estar alertas 
 
07. (Prefeitura de Itapevi - SP - Professor 
de Educação Básica I - VUNESP/2019) 
Assinale a alternativa cujo enunciado está em 
conformidade com a norma-padrão de 
regência. 
(A) Moana ia nos grupos de estudos com os 
pais e ficava atenta de todas as coisas que 
aconteciam ali. 
(B) Moana, antes de dormir, queria falar 
com o pai sobre aquilo de que mais havia 
gostado na leitura de O Hobbit. 
(C) As transformações no personagem 
central mostram que o hobbit aspirava em ser 
um aventureiro épico. 
(D) Quando Moana pediu para comentar a 
leitura, o pai discordou com ela, achando que 
não queria dormir. 
(E) O pai pensava de que Moana não estava 
apta em ler a versão integral do clássico de 
J.R.R. Tolkien, O Hobbit. 
 
08. (Prefeitura de Campinas - SP - Agente 
de Fiscalização - VUNESP/2019) A frase em 
que a regência está em conformidade com a 
norma-padrão da língua portuguesa é: 
(A) Nossos antepassados tinham pés aos 
quais eram mais saudáveis que os nossos. 
(B) Andar descalço pode contribuir para a 
melhora da saúde dos nossos pés. 
(C) Surpreende o fato sob que quase 80% 
dos corredores lesionam anualmente. 
(D) Foi nos anos 70 que as pessoas 
passaram a interessar mais para a corrida. 
(E) Ficar mais sentados certamente influiu 
ao enfraquecimento dos nossos pés. 
 
09. (Prefeitura de Campinas - SP - 
Especialista em Informação - 
VUNESP/2019) Assinale a alternativa que 
atende à norma-padrão quanto à regência. 
(A) As conquistas que aspiravam as antigas 
feministas teriam tido resultados compatíveis 
aos interesses das mulheres? 
(B) Que mudanças foram trazidas no 
universo feminino para se pensarem as 
relações injustas de gênero? 
(C) Pesquisadoras do mundo afora se 
dedicam com afinco em buscar respostas a 
complexas questões feministas. 
(D) Com as conquistas feministas, pode-se, 
hoje, conciliar a igualdade de gênero na 
igualdade social? 
(E) O avanço de conhecimento a que Susan 
Watkins se refere diz respeito à expansão dos 
sistemas universitários. 
 
10. (Prefeitura de Várzea - PB - 
Assistente Social - EDUCA/2019) Aponte a 
opção INCORRETA quanto ao uso da regência: 
(A) O médico assistiu o paciente. 
(B) Visaram os documentos. 
(C) Quero muito aos meus filhos. 
(D) Aspirou ao ar puro das montanhas.(E) Tenho profunda admiração por você. 
 
Gabarito 
 
01. D / 02. C / 03. C / 04. D / 05. D / 06. C / 
07. B / 08. B / 09. E / 10. D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 66 
 
 
Norma Culta 
 
Norma Culta e Língua-Padrão 
 
De acordo com M. T. Piacentini8, mesmo que 
não se mencione terminologia específica, é 
evidente que se lida no dia-a-dia com níveis 
diferentes de fala e escrita. É também verdade 
que as pessoas querem “falar e escrever 
melhor”, querem dominar a língua dita culta, a 
correta, a ideal, não importa o nome que se lhe 
dê. 
O padrão de língua ideal a que as pessoas 
querem chegar é aquele convencionalmente 
utilizado nas instâncias públicas de uso da 
linguagem, como livros, revistas, documentos, 
jornais, textos científicos e publicações oficiais; 
em suma, é a que circula nos meios de 
comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de 
pesquisa e trabalhos acadêmicos. 
Não obstante, os linguistas entendem haver 
uma língua circulante que é correta mas 
diferente da língua ideal e imaginária, fixada 
nas fórmulas e sistematizações da gramática. 
Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o 
ideal: a língua concreta com todas suas 
variedades de um lado, e de outro um padrão 
ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, 
o que conformaria, no seu entender, uma 
língua artificial, situada num nível hipotético. 
Para os cientistas da língua, portanto, fica 
claro que há dois estratos diferenciados: um 
praticamente intangível, representado nas 
normas preconizadas pela gramática 
tradicional, que comporta as irregularidades e 
excrescências da língua, e outro concreto, o 
utilizado pelos falantes cultos, qual seja, a 
“linguagem concretamente empregada pelos 
cidadãos que pertencem aos segmentos mais 
favorecidos da nossa população”, segundo 
Marcos Bagno (“ A norma oculta: língua e 
poder na sociedade brasileira”). 
Convém esclarecer que para a ciência 
sociolinguística somente a pessoa que tiver 
 
8 
https://centraldefavoritos.wordpress.com/2011/07/22/norma
-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado) 
formação universitária completa será 
caracterizada como falante culto(urbano). 
Sendo assim, como são presumivelmente 
cultos os sujeitos que produzem os jornais, a 
documentação oficial, os trabalhos científicos, 
só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que 
a língua que tais pessoas falam e os textos que 
produzem nem sempre se coadunem com as 
regras rígidas impostas pela gramática 
normativa, divulgada na escola e em outras 
instâncias (de repressão linguística) como o 
vestibular. 
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo 
– saberá ele fazer a distinção entre as duas 
modalidades e os dois termos que as 
descrevem? 
Para os linguistas, a língua-padrão se 
estriba nas normas e convenções agregadas 
num corpo chamado de gramática tradicional 
e que tem a veleidade de servir de modelo de 
correção para toda e qualquer forma de 
expressão linguística. 
Querer que todos falem e escrevam da 
mesma forma e de acordo com padrões 
gramaticais rígidos é esquecer-se que não 
pode haver homogeneidade quando o mundo 
real apresenta uma heterogeneidade de 
comportamentos linguísticos, todos 
igualmente corretos (não se pode associar 
“correto” somente a culto). 
Em suma: há uma realidade heterogênea 
que, por abrigar diferenças de uso que refletem 
a dinâmica social, exclui a possibilidade de 
imposição ou adoção como única de uma 
língua-modelo baseada na gramática 
tradicional, a qual, por sua vez, está ancorada 
nos grandes escritores da língua, sobretudo os 
clássicos, sendo pois conservadora. E 
justamente por se valer de escritores é que as 
prescrições gramaticais se impõem mais na 
escrita do que na fala. 
“A cultura escrita, associada ao poder social, 
desencadeou também, ao longo da história, um 
processo fortemente unificador (que vai 
alcançar basicamente as atividades verbais 
escritas), que visou e visa uma relativa 
estabilização linguística, buscando neutralizar 
a variação e controlar a mudança. Ao resultado 
desse processo, a esta norma estabilizada, 
Noções da norma culta da 
língua portuguesa na 
modalidade escrita 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 67 
costumamos dar o nome de norma-padrão ou 
língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto, 
“Norma-padrão brasileira”. In Bagno, M. (org.). 
Linguística da norma. SP: Loyola). 
Aryon Rodrigues (in Bagno) entra na 
discussão: “Frequentemente o padrão ideal é 
uma regra de comportamento para a qual 
tendem os membros da sociedade, mas que 
nem todos cumprem, ou não cumprem 
integralmente”. Mais adiante, ao se referir à 
escola, ele professa que nem mesmo os 
professores de Língua Portuguesa escapam a 
esse destino: “Comumente, entretanto, o 
mesmo professor que ensina essa gramática 
não consegue observá-la em sua própria fala 
nem mesmo na comunicação dentro de seu 
grupo profissional”. 
Vamos ilustrar os argumentos acima 
expostos. Não há brasileiro – nem mesmo 
professores de português – que não fale assim: 
– Me conta como foi o fim de semana… 
 
– Te enganaram, com certeza! 
 
– Me explica uma coisa: você largou o 
emprego ou foi mandado embora? 
 
Ou mesmo assim: 
 
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles 
bem machucados. 
 
– Conheço ela há muito tempo – é ótima 
menina. 
 
– Acho que já lhe conheço, rapaz. 
 
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas 
que têm acesso às regras padronizadas, 
incutidas no processo de escolarização, se 
exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já 
as formas propugnadas pela gramática 
tradicional e que provavelmente só se 
encontrariam na escrita (conta-me como foi 
/enganaram-te / explica-me uma coisa / pois 
os encontrei / conheço-a há tempos / acho que 
já o conheço) configuram a norma-padrão ou 
língua-padrão. 
Se para os cientistas da língua, portanto, 
existe uma polarização entre a norma-padrão 
(também denominada “norma canônica” por 
alguns linguistas) e o conjunto das variedades 
existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, 
no senso comum não se faz distinção entre 
padrão e culta. Para os leigos, a população em 
geral, toda forma elevada de linguagem, que se 
aproxime dos padrões de prestígio social, 
configura a norma culta. 
 
Norma culta, norma padrão e norma 
popular 
 
A Norma é um uso linguístico concreto e 
corresponde ao dialeto social praticado pela 
classe de prestígio, representando a atitude 
que o falante assume em face da norma 
objetiva. A normatização não existe por razões 
apenas linguísticas, mas também culturais, 
econômicas, sociais, ou seja, a Norma na língua 
origina-se de fatores que envolvem diferenças 
de classes, poder, acesso à educação escrita, e 
não da qualidade da forma da língua. Há um 
conceito amplo e um conceito estreito de 
Norma. No primeiro caso, ela é entendida como 
um fator de coesão social. No segundo, 
corresponde concretamente aos usos e 
aspirações da classe social de prestígio. Num 
sentido amplo, a norma corresponde à 
necessidade que um grupo social experimenta 
de defender seu veículo de comunicação das 
alterações que poderiam advir no momento do 
seu aprendizado. Num sentido restrito, a 
Norma corresponde aos usos e atitudes de 
determinado seguimento da sociedade, 
precisamente aquele que desfruta de prestígio 
dentro da Nação, em virtude de razões 
políticas, econômicas e culturais. Segundo 
Lucchesi, considera-se que a realidade 
linguística brasileira deve ser entendida como 
um contínuo de normas, dentro do quadro de 
bipolarização do Português do Brasil. 
A existência da civilização dá-se com o 
surgimento da escrita. Suas regras são 
pautadas a partir da Norma Culta. Sendo esta 
importante nos documentos formais que 
exigem a correta expressão do Português para 
que não haja mal entendido algum. Ela nada 
mais é do que a modalidade linguística 
escolhida pela elite de uma sociedade como 
modelo de comunicação escrita e verbal. 
A Norma Culta é uma expressão empregada 
pelos linguistas brasileiros para designar o 
conjunto de variantes linguísticasefetivamente faladas, na vida cotidiana pelos 
falantes cultos, sendo assim classificando os 
cidadãos nascidos e criados em zonas urbanas 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 68 
e com grau de instrução superior completo. 
“Fundamentam-se as regras da Gramática 
Normativa nas obras dos grandes escritores, 
em cuja linguagem a classe ilustrada põe o seu 
ideal de perfeição, porque nela é que se 
espelha o que o uso idiomático e consagrou”. 
(Rocha Lima). 
Dentre as características que são 
pertinentes à Norma Culta podemos citar que 
é: a variante de maior prestígio social na 
comunidade, sendo realizada com certa 
uniformidade pelos membros do grupo social 
de padrão cultural mais elevado; cumpre o 
papel de impedir a fragmentação dialetal; 
ensinada pela escola; usada na escrita em 
gêneros discursivos em que há maior 
formalidade aproximando-a dos padrões da 
prescrição da gramática tradicional; a mais 
empregada na literatura e também pelas 
pessoas cultas em diferentes situações de 
formalidade; indicada precisamente nas 
marcas de gênero, número e pessoa; usada em 
todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, 
da 2ª do plural, sendo utilizada principalmente 
na linguagem dos sermões; empregada em 
todos os modos verbais em relação verbal de 
tempos e modos; possuindo uma enorme 
riqueza de construção sintática, além de uma 
maior utilização da voz passiva; grande o 
emprego de preposições nas regências 
aproveitando a organização gramatical 
cuidada da frase. 
De modo geral, um falante culto, em 
situação comunicativa formal, buscará seguir 
as regras da norma explícita de sua língua e 
ainda procurará seguir, no que diz respeito ao 
léxico, um repertório que, se não for erudito, 
também não será vulgar. Isso configura o que 
se entende por norma culta. A Norma Padrão 
está vinculada a uma língua modelo. Segue 
prescrições representadas na gramática, mas é 
marcada pela língua produzida em certo 
momento da história e em uma determinada 
sociedade. Como a língua está em constante 
mudança, diferentes formas de linguagem que 
hoje não são consideradas pela Norma Padrão, 
com o tempo podem vir a se legitimar. 
Dentro da Norma Padrão define-se um 
modelo de língua idealizada prescrito pelas 
gramáticas normativas, como sendo uma 
receita que nenhum usuário da língua emprega 
na fala e raramente utiliza na escrita. Sendo 
também uma referência para os falantes da 
Norma Culta, mas não passam de um ideal a ser 
alcançado, pois é um padrão extremamente 
enriquecido de língua. Assim, as gramáticas 
tradicionais descrevem a Norma Padrão, não 
refletindo o uso que se faz realmente do 
Português no Brasil. 
Marcos Bagno propõe, como alternativa, 
uma triangulação: onde a Norma Popular teria 
menos prestígio opondo-se à Norma Culta 
mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva 
sobre as duas anteriores servindo como um 
ideal imaginário e inatingível. A Norma Padrão 
subdivide-se em: Formal e Coloquial. A Padrão 
Formal é o modelo culto utilizado na escrita, 
que segue rigidamente as regras gramaticais. 
Essa linguagem é mais elaborada, tanto 
porque o falante tem mais tempo para se 
pronunciar de forma refletida como porque é 
supervalorizada na nossa cultura. É a história 
do vale o que está escrito. Já a Padrão Coloquial 
é a versão oral da língua culta e, por ser mais 
livre e espontânea, tem um pouco mais de 
liberdade e está menos presa à rigidez das 
regras gramaticais. Entretanto, a margem de 
afastamento dessas regras é estreita e, embora 
exista, a permissividade com relação às 
transgressões é pequena. 
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se 
sem grandes traumas, construções como: 
ainda não vi ele; me passe o arroz e não te falei 
que você iria conseguir? Inadmissíveis na 
língua escrita. O falante culto, de modo geral, 
tem consciência dessa distinção e ao mesmo 
tempo em que usa naturalmente as 
construções acima na comunicação oral, evita-
as na escrita. Contudo, como se disse, não são 
muitos os desvios admitidos e muitas formas 
peculiares da Norma Popular são condenadas 
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é 
aquela linguagem que não é formal, ou seja, 
não segue padrões rígidos, é a linguagem 
popular, falada no cotidiano. 
O nível popular está associado à 
simplicidade da utilização linguística em 
termos lexicais, fonéticos, sintáticos e 
semânticos. Esta decorrerá da espontaneidade 
própria do discurso oral e da natural economia 
linguística. É utilizado em contextos informais. 
Dentre as características da Norma Popular 
podemos destacar: economia nas marcas de 
gênero, número e pessoa; redução das pessoas 
gramaticais do verbo; mistura da 2ª com a 3ª 
pessoa do singular; uso intenso da expressão a 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 69 
gente em lugar de eu e nós; redução dos 
tempos da conjugação verbal e de certas 
pessoas, como a perda quase total do futuro do 
presente e do pretérito-mais-que-perfeito no 
indicativo; do presente do subjuntivo; do 
infinitivo pessoal; falta de correlação verbal 
entre os tempos; redução do processo 
subordinativo em benefício da frase simples e 
da coordenação; maior emprego da voz ativa 
em lugar da passiva; predomínio das regências 
verbais diretas; simplificação gramatical da 
frase; emprego dos pronomes pessoais retos 
como objetos. 
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em 
situação de gravação consciente revelaram 
uma linguagem que, em geral, também 
pertence a falantes comuns”. Sendo mais 
espontânea e criativa, a Norma Popular se 
afigura mais expressiva e dinâmica. Temos, 
assim, alguns exemplos: estou preocupado 
(Norma Culta); to preocupado (Norma 
Popular); to grilado (gíria, limite da Norma 
Popular). 
Não basta conhecer apenas uma 
modalidade de língua; urge conhecer a língua 
popular, captando-lhe a espontaneidade, 
expressividade e enorme criatividade para 
viver, necessitando conhecer a língua culta 
para conviver. 
 
 Anotações 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 70 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MATEMÁTICA 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 1 
 
 
 
 
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N 
 
O surgimento do Conjunto dos Números 
Naturais, deveu-se à necessidade de se 
contarem objetos. Embora o zero não seja um 
número natural no sentido que tenha sido 
proveniente de objetos de contagens naturais, 
iremos considerá-lo como um número natural 
uma vez que ele tem as mesmas propriedades 
algébricas que estes números. 
 
 
Subconjuntos notáveis em N: 
1 – Números Naturais não nulos 
N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0} 
 
2 – Números Naturais pares 
Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N 
 
3 - Números Naturais ímpares 
Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N 
 
4 - Números primos 
P = {2,3,5,7,11,13...} 
 
A construção dos Números Naturais 
- Todo número natural dado tem um 
sucessor (número que vem depois do número 
dado), considerando também o zero. 
- Todo número natural dado N, exceto o 
zero, tem um antecessor (número que vem 
antes do número dado). 
Exemplo: 
 
 
- Se um número natural é sucessor de outro, 
então os dois números juntos são chamados 
números consecutivos. 
Exemplos: 
a) 1 e 2 são números consecutivos. 
b) 7 e 8 são números consecutivos. 
 
O conjunto abaixo é conhecido como o 
conjunto dos números naturais pares. P = {0, 2, 
4, 6, 8, 10, 12, ...} 
O conjunto abaixo é conhecido como o 
conjunto dos números naturais ímpares. I = {1, 
3, 5, 7, 9, 11, 13, ...} 
 
Operações com Números Naturais 
As quatro principais operações no conjunto 
dos números naturais são: a adição, 
multiplicação, subtração e divisão. 
 
- Adição de Números Naturais: tem por 
finalidade reunir em um só número, todas as 
unidades de dois ou mais números. Exemplo:cachorro-e-um-genio-saiba-o-porque/> Acesso em: 13 ago. 
2019. Adaptado. 
 
Considerando-se a leitura do texto, é 
correto afirmar que 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 4 
(A) cachorros e lobos se igualam em termos 
de comportamento e de habilidades. 
(B) o estudo da mente dos cães prova a 
semelhança de comportamento entre estes 
animais e os bebês humanos. 
(C) cachorros domésticos se tornaram bem-
sucedidos em inteligência graças a pesquisas 
de cognição canina. 
(D) os cães conquistaram ainda mais seus 
donos porque estes descobriram a inteligência 
social desses animais. 
 
04. (UFPE - Químico - COVEST-
COPSET/2019) 
 
“Português é muito difícil”. 
 
Essa afirmação preconceituosa é prima-
irmã da ideia de que “brasileiro não sabe 
português”. Como o nosso ensino da língua 
sempre se baseou na norma gramatical 
literária de Portugal, as regras que 
aprendemos na escola, em boa parte, não 
correspondem à língua que realmente falamos 
e escrevemos no Brasil. 
Por isso, achamos que “português é uma 
língua difícil”: temos de fixar regras que não 
significam nada para nós. No dia em que nosso 
ensino se concentrar no uso real, vivo e 
verdadeiro da língua portuguesa do Brasil, é 
bem provável que ninguém continue a pensar 
assim. Todo falante nativo de uma língua sabe 
essa língua. Saber uma língua, na concepção 
científica da linguística moderna, significa 
conhecer intuitivamente e empregar com 
facilidade e naturalidade as regras básicas de 
seu funcionamento. 
Está provado e comprovado que uma 
criança, por volta dos 7 anos de idade, já 
domina perfeitamente as regras gramaticais 
de sua língua. O que ela não conhece são 
sutilezas e irregularidades no uso dessas 
regras, que só a leitura e o estudo podem lhe 
dar. Nenhuma criança brasileira dessa idade 
vai dizer, por exemplo: “Uma meninos chegou 
aqui amanhã”. (...) 
Se tantas pessoas inteligentes e cultas 
continuam achando que “não sabem 
português” ou que “português é muito difícil”, 
é porque o uso da língua foi transformado 
numa ciência esotérica, numa doutrina 
cabalística que somente alguns iluminados 
conseguem dominar completamente. (...) 
No fundo, a ideia de que “português é muito 
difícil” serve como um dos instrumentos de 
manutenção do status quo das classes sociais 
prestigiadas. 
É lamentável que a imagem da língua tenha 
sido empobrecida e reduzida a uma 
nomenclatura confusa e a exercícios 
descontextualizados, práticas que se revelam 
irrelevantes para, de fato, levar alguém a se 
valer dos muitos recursos que a língua oferece. 
Marcos Bagno. Preconceito linguístico. São Paulo: 
Parábola, 2015. p. 57-63. Adaptado. 
 
Avaliando as ideias expressas no Texto 2, é 
correto afirmar que: 
(A) são mostradas as consequências do 
problema, mas não se discutem as causas que 
o provocam. 
(B) faltam argumentos que sustentem 
outras possibilidades de contornar a realidade 
tratada. 
(C) conforme a visão do Texto 2, a escola fica 
inteiramente dispensada de ensinar a língua. 
(D) os preconceitos que atingem o 
fenômeno da língua têm repercussão 
socialmente danosa. 
(E) o uso real da língua portuguesa falada no 
Brasil constitui o referencial de estudo nas 
escolas. 
 
05. (IBGE - Agente Censitário 
Operacional - FGV/2019) 
 
Texto 1 
 
Uma propaganda sobre o aniversário de um 
programa de notícias diz o seguinte: 
O maior programa brasileiro de notícias 
completa 40 anos 
A história de quatro décadas do programa 
registra os fatos mais relevantes da história 
mundial, bem como as evoluções tecnológicas 
e de tratamento de informação que vêm 
transformando as comunicações em todo o 
mundo. 
 
Segundo o texto 1, o destaque de maior 
valor do programa de notícias é: 
(A) a procura incessante pela verdade nas 
informações; 
(B) a durabilidade sempre atualizada do 
programa; 
(C) a documentação histórica de fatos e 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 5 
evoluções; 
(D) a transformação do programa através 
do tempo; 
(E) as mudanças no tratamento das 
informações. 
 
Gabarito 
 
1. D / 2. C / 3. B / 4. D / 5. C 
 
 
 
ORTOGRAFIA 
 
Alfabeto 
 
O alfabeto da língua portuguesa é formado 
por 26 letras. A – B – C – D – E – F – G – H – I – J 
– K – L – M – N – O – P – Q – R – S – T – U – V – W 
– X – Y – Z. 
 
Observação: emprega-se também o “ç”, que 
representa o fonema /s/ diante das letras: a, o, 
e u em determinadas palavras. 
 
Emprego das Letras e Fonemas 
 
Emprego das letras K, W e Y 
Utilizam-se nos seguintes casos: 
1) Em antropônimos originários de outras 
línguas e seus derivados. Exemplos: Kant, 
kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 
taylorista. 
 
2) Em topônimos originários de outras 
línguas e seus derivados. Exemplos: Kuwait, 
kuwaitiano. 
 
3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras 
adotadas como unidades de medida de curso 
internacional. Exemplos: K (Potássio), W 
(West), kg (quilograma), km (quilômetro), 
Watt. 
 
Emprego do X 
Se empregará o “X” nas seguintes situações: 
1) Após ditongos. 
Exemplos: caixa, frouxo, peixe. 
Exceção: recauchutar e seus derivados. 
2) Após a sílaba inicial “en”. 
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca. 
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que 
recebem o prefixo “en-”. Ex.: encharcar (de 
charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e 
seus derivados (enchente, enchimento, 
preencher...) 
 
3) Após a sílaba inicial “me-”. 
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, 
mexilhão. 
Exceção: mecha. 
 
4) Se empregará o “X” em vocábulos de 
origem indígena ou africana e em palavras 
inglesas aportuguesadas. 
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, 
xerife, xampu, bexiga, bruxa, coaxar, faxina, 
graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, 
praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, 
xícara, xale, xingar, etc. 
 
Emprego do Ch 
Se empregará o “Ch” nos seguintes 
vocábulos: bochecha, bucha, cachimbo, chalé, 
charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo, 
debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, 
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc. 
 
Emprego do G 
Se empregará o “G” em: 
1) Substantivos terminados em: -agem, -
igem, -ugem. 
Exemplos: barragem, miragem, viagem, 
origem, ferrugem. 
Exceção: pajem. 
 
2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, 
-ógio, -úgio. 
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, 
relógio, refúgio. 
 
3) Em palavras derivadas de outras que já 
apresentam “G”. 
Exemplos: engessar (de gesso), massagista 
(de massagem), vertiginoso (de vertigem). 
 
Observação - também se emprega com a 
letra “G” os seguintes vocábulos: algema, auge, 
bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, 
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, 
vagem. 
 
Ortografia oficial. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 6 
Emprego do J 
Para representar o fonema “j’ na forma 
escrita, a grafia considerada correta é aquela 
que ocorre de acordo com a origem da palavra, 
como por exemplo no caso da na palavra jipe 
que origina-se do inglês jeep. Porém também se 
empregará o “J” nas seguintes situações: 
 
1) Em verbos terminados em -jar ou -jear. 
Exemplos: 
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
Despejar: despejo, despeje, despejem 
Viajar: viajo, viaje, viajem 
 
2) Nas palavras de origem tupi, africana, 
árabe ou exótica. 
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, 
manjericão, Moji. 
 
3) Nas palavras derivadas de outras que já 
apresentam “J”. 
Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista / 
lisonja –lisonjeador / nojo – nojeira / cereja – 
cerejeira / varejo – varejista / rijo – enrijecer / 
jeito – ajeitar. 
 
Observação - também se emprega com a 
letra “J” os seguintes vocábulos: berinjela, 
cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, 
laje, traje, pegajento. 
 
Emprego do S 
Utiliza-se “S” nos seguintes casos: 
1) Palavras derivadas de outras que já 
apresentam “S” no radical. Exemplos: análise – 
analisar / catálise – catalisador / casa – casinha 
ou casebre / liso – alisar. 
 
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem 
nacionalidade, título ou origem. Exemplos: 
burguês – burguesa5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 
soma ou total 
 
- Subtração de Números Naturais: é usada 
quando precisamos tirar uma quantia de outra, 
é a operação inversa da adição. A operação de 
subtração só é válida nos naturais quando 
subtraímos o maior número do menor, ou seja 
quando a - b tal que a ≥ 𝑏. Exemplo: 
254 – 193 = 61, onde 254 é o minuendo, o 
193 subtraendo e 61 a diferença. 
 
Obs.: o minuendo também é conhecido 
como aditivo e o subtraendo como subtrativo. 
 
- Multiplicação de Números Naturais: 
tem por finalidade adicionar o primeiro 
número denominado multiplicando ou 
parcela, tantas vezes quantas são as unidades 
do segundo número denominadas 
multiplicador. Exemplo: 
2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 
10 produto. 
 
Fique Atento!!! 
2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes: 
2 x 5 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 10. 
Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o 
ponto (.), para indicar a multiplicação. 
 
Conjunto dos números 
naturais, inteiros e racionais 
relativos (formas decimal e 
fracionária): propriedades, 
operações e problemas; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 2 
- Divisão de Números Naturais: dados 
dois números naturais, às vezes necessitamos 
saber quantas vezes o segundo está contido no 
primeiro. O primeiro número que é o maior é 
denominado dividendo (D) e o outro número 
que é menor é o divisor (d). O resultado da 
divisão é chamado quociente (Q). Se 
multiplicarmos o divisor pelo quociente 
obteremos o dividendo. Muitas divisões não 
são exatas, logo temos um resto (R) maior que 
zero. 
 
 
Fique Atento!!! 
- Em uma divisão exata de números 
naturais, o divisor deve ser menor do que 
o dividendo. 
35 : 7 = 5 
- Em uma divisão exata de números 
naturais, o dividendo é o produto do 
divisor pelo quociente. 
35 = 5 x 7 
 
- A divisão de um número natural n por 
zero não é possível pois, se admitíssemos 
que o quociente fosse q, então poderíamos 
escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 
0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão 
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita 
impossível. 
 
Propriedades da Adição e da 
Multiplicação dos números Naturais 
Para todo a, b e c ∈ 𝑁 
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b 
+ c) 
2) Comutativa da adição: a + b = b + a 
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a 
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. 
(b.c) 
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a 
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a 
7) Distributiva da multiplicação 
relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac 
8) Distributiva da multiplicação 
relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac 
9) Fechamento: tanto a adição como a 
multiplicação de um número natural por outro 
número natural, continuam como resultado 
um número natural. 
 
Referências 
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único 
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – 
Conjuntos e Funções 
 
Questões 
 
01. (UFSBA – Técnico em Tecnologia da 
Informação – UFMT/2017) O esquema 
abaixo representa a subtração de dois 
números inteiros, na qual alguns algarismos 
foram substituídos pelas letras A, B, H e I. 
 
Obtido o resultado correto, a sequência 
BAHIA representa o número: 
(A) 69579 
(B) 96756 
(C) 75695 
(D) 57697 
 
02. (Câmara de Sumaré/SP – Escriturário 
– VUNESP/2017) Se, numa divisão, o divisor e 
o quociente são iguais, e o resto é 10, sendo 
esse resto o maior possível, então o dividendo 
é 
(A) 131. 
(B) 121. 
(C) 120. 
(D) 110. 
(E) 101. 
 
03. (Prefeitura de 
Canavieira/PI- Auxiliar de serviços gerais -
IMA) São números pares, EXCETO: 
(A)123 
(B)106 
(C)782 
(D)988 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D. 
Sabemos que o minuendo é maior que o 
subtraendo, pois temos como resultado um 
número natural positivo. 
Fazendo cada número temos: 
8 – 2 = H ⇾ H = 6 
A - 4 = 3 ⇾ A = 3 + 4 ⇾ A = 7 
3 – 1 = 2 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 3 
B – A = 8, como já sabemos que A = 7; B – 7 
= 8 ⇾ B = 8 – 7 = 15, sabemos que só podemos 
ter número de 0 a 9, logo 15 – 10 = 5, então B = 
5. Aqui neste caso o número 5 não tem como 
subtrair de 7, e pede 1 “emprestado” ao do 
lado. 
Sabemos que o I deve ser acrescido de 1, já 
que “emprestou” um para o lado. I – 4 = 4 ⇾ 
logo I = 4 + 4 = 8 , acrescido de 1 = 9 
B A H I A 
5 7 6 9 7 
 
02. Resposta: A. 
Como o resto é o maior possível e sabemos 
que R(+6) + (–3) = +3 
Se compararmos as duas igualdades, 
verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que 
(+6) + (–3). 
Temos: 
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3 
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3 
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3 
 
ATENÇÃO: Subtrair dois números inteiros é 
o mesmo que adicionar o primeiro com o 
oposto do segundo. 
 
Fique Atento!!! 
Todos parênteses, colchetes, chaves, 
números, entre outros, precedidos de sinal 
negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja, 
é dado o seu oposto. 
 
Multiplicação de Números Inteiros: a 
multiplicação funciona como uma forma 
simplificada de uma adição quando os 
números são repetidos. Poderíamos analisar 
tal situação como o fato de estarmos ganhando 
repetidamente alguma quantidade, como por 
exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes 
consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta 
repetição pode ser indicada por um x, isto é: 1 
+ 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30 
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, 
obteremos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60 
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, 
obteremos: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = 
–60 
 
Divisão de Números Inteiros: divisão 
exata de números inteiros. 
 Veja o cálculo: 
(– 20): (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = 
(– 4) 
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4 
Considerando os exemplos dados, 
concluímos que, para efetuar a divisão exata de 
um número inteiro por outro número inteiro, 
diferente de zero, dividimos o módulo do 
dividendo pelo módulo do divisor. 
 
Fique Atento!!! 
* (+7): (–2) ou (–19): (–5) são divisões 
que não podem ser realizadas em Z, pois o 
resultado não é um número inteiro. 
* No conjunto Z, a divisão não é 
comutativa, não é associativa e não tem a 
propriedade da existência do elemento 
neutro. 
* Não existe divisão por zero. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 5 
* Zero dividido por qualquer número 
inteiro, diferente de zero, é zero, pois o 
produto de qualquer número inteiro por 
zero é igual a zero. 
Exemplo: a) 0: (–10) = 0 b) 0: (+6) = 0 
c) 0: (–1) = 0 
 
Regra de Sinais aplicado a Multiplicação 
e Divisão 
 
 
Potenciação de Números Inteiros: a 
potência an do número inteiro a, é definida 
como um produto de n fatores iguais. O 
número a é denominado a base e o número n é 
o expoente. an = a x a x a x a x ... x a, a é 
multiplicado por a n vezes 
 
Exemplos: 
33 = (3) x (3) x (3) = 27 
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125 
(-7)² = (-7) x (-7) = 49 
(+9)² = (+9) x (+9) = 81 
 
Fique Atento!!! 
- Toda potência de base positiva é um 
número inteiro positivo. Exemplo: (+3)2 = 
(+3). (+3) = +9 
 
- Toda potência de base negativa e 
expoente par é um número inteiro 
positivo. Exemplo: (– 8)2 = (–8). (–8) = +64 
 
- Toda potência de base negativa e 
expoente ímpar é um número inteiro 
negativo. Exemplo: (–5)3 = (–5). (–5) . (–5) = 
–125 
 
Propriedades da Potenciação 
1) Produtos de Potências com bases 
iguais: Conserva-se a base e somam-se os 
expoentes. Ex.: (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 = (–7)9 
 
2) Quocientes de Potências com bases 
iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os 
expoentes. Ex.: (-13)8 : (-13)6 = (-13)8 – 6 = (-
13)2 
 
3) Potência de Potência: Conserva-se a 
base e multiplicam-se os expoentes. Ex.: [(-
8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10 
 
4) Potência de expoente 1: É sempre igual 
à base. Ex.: (-8)1 = -8 e (+70)1 = +70 
 
5) Potência de expoente zero e base 
diferente de zero: É igual a 1. Ex.: (+3)0 = 1 e 
(–53)0 = 1 
 
Radiciação de Números Inteiros: a raiz n-
ésima (de ordem n) de um número inteiro a é 
a operação que resulta em outro número 
inteiro não negativo b que elevado à potência n 
fornece o número a. O número n é o índice da 
raiz enquanto que o número a é o radicando 
(que fica sob o sinal do radical). 
 
 
- A raiz quadrada (de ordem 2) de um 
número inteiro a é a operação que resulta em 
outro número inteiro não negativo que elevado 
ao quadrado coincide com o número a. 
 
ATENÇÃO: Não existe a raiz quadrada de 
um número inteiro negativo no conjunto dos 
números inteiros. 
 
Fique Atento!!! 
Erro comum: Frequentemente lemos em 
materiais didáticos e até mesmo ocorre em 
algumas aulas aparecimento de: √9 = ±3 , 
mas isto é errado. 
O certo é: √9 = +3 
 
Observação: não existe um número inteiro 
não negativo que multiplicado por ele mesmo 
resulte em um número negativo. 
 
- A raiz cúbica (de ordem 3) de um número 
inteiro a é a operação que resulta em outro 
número inteiro que elevado ao cubo seja igual 
ao número a. Aqui não restringimos os nossos 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 6 
cálculos somente aos números não negativos. 
Exemplos: 
(𝐼)√8
3
= 2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 23 = 8 
(𝐼𝐼)√−8
3
= −2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 (−2)3 = −8 
 
Fique Atento!!! 
Ao obedecer à regra dos sinais para o 
produto de números inteiros, concluímos 
que: 
(1) Se o índice da raiz for par, não existe 
raiz de número inteiro negativo. 
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível 
extrair a raiz de qualquer número inteiro. 
 
 
Propriedades da Adição e da 
Multiplicação dos números Inteiros 
Para todo a, b e c ∈ 𝑍 
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b 
+ c) 
2) Comutativa da adição: a + b = b +a 
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a 
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0 
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. 
(b.c) 
6) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a 
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a 
8) Distributiva da multiplicação 
relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac 
9) Distributiva da multiplicação 
relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac 
10) Elemento inverso da multiplicação: 
Para todo inteiro z diferente de zero, existe um 
inverso 
 z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1 
11) Fechamento: tanto a adição como a 
multiplicação de um número natural por outro 
número natural, continua como resultado um 
número natural. 
 
Referências 
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único 
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – 
Conjuntos e Funções 
 
Questões 
 
01. (Fundação Casa – Analista 
Administrativo – VUNESP) Para zelar pelos 
jovens internados e orientá-los a respeito do 
uso adequado dos materiais em geral e dos 
recursos utilizados em atividades educativas, 
bem como da preservação predial, realizou-se 
uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e 
“atitudes negativas”, no entendimento dos 
elementos do grupo. Solicitou-se que cada um 
classificasse suas atitudes como positiva ou 
negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude 
positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um 
jovem classificou como positiva apenas 20 das 
50 atitudes anotadas, o total de pontos 
atribuídos foi 
(A) 50. 
(B) 45. 
(C) 42. 
(D) 36. 
(E) 32. 
 
02. (CGE/RO – Auditor de Controle 
Interno – FUNRIO/2018) O jornal “O Globo” 
noticiou assim, em 10/02/2018, em sua página 
eletrônica, o desfile comemorativo do 
centenário de fundação do tradicional bloco 
carnavalesco “Cordão da Bola Preta”. 
Se o tradicional bloco desfilou pela primeira 
vez em 1918 e, de lá para cá, desfilou todos os 
anos, apenas uma vez por ano, então o 
centésimo desfile do Cordão da Bola Preta 
realizou-se ou se realizará no ano de: 
(A) 2016. 
(B) 2017. 
(C) 2018. 
(D) 2019. 
(E) 2020. 
 
03. (BNDES - Técnico Administrativo – 
CESGRANRIO) Multiplicando-se o maior 
número inteiro menor do que 8 pelo menor 
número inteiro maior do que - 8, o resultado 
encontrado será 
(A) - 72 
(B) - 63 
(C) - 56 
(D) - 49 
(E) – 42 
 
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – 
Cachoeira Dourada – MPE-GO/2017) Para o 
jantar comemorativo do aniversário de certa 
empresa, a equipe do restaurante preparou 18 
mesas com 6 lugares cada uma e, na hora do 
jantar, 110 pessoas compareceram. E correto 
afirmar que: 
(A) se todos sentaram em mesas completas, 
uma ficou vazia; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 7 
(B) se 17 mesas foram completamente 
ocupadas, uma ficou com apenas 2 pessoas; 
(C) se 17 mesas foram completamente 
ocupadas, uma ficou com apenas 4 pessoas; 
(D) todas as pessoaspuderam ser 
acomodadas em menos de 17 mesas; 
(E) duas pessoas não puderam sentar. 
 
05. SAP/SP – Agente de Segurança 
Penitenciária – MS CONCURSOS/2017) 
Dentre as alternativas, qual faz a afirmação 
verdadeira? 
(A) A subtração de dois números inteiros 
sempre resultará em um número inteiro. 
(B) A subtração de dois números naturais 
sempre resultará em um número natural. 
(C) A divisão de dois números naturais 
sempre resultará em um número natural. 
(D) A divisão de dois números inteiros 
sempre resultará em um número inteiro. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A. 
50-20=30 atitudes negativas 
20.4=80 
30.(-1)=-30 
80-30=50 
 
02. Resposta: B. 
Em 1918 ele desfilou uma vez, logo 100 – 1 
= 99. Somando 1918 + 99 = 2017. 
 
03. Resposta: D. 
Maior inteiro menor que 8 é o 7 
Menor inteiro maior que - 8 é o - 7. 
Portanto: 7(- 7) = - 49 
 
04. Resposta: E. 
Se multiplicarmos o número de mesas por 
lugares que cada uma tem, teremos: 18. 6 = 
108 lugares. 
108 lugares – 110 pessoas = -2, isto significa 
que todas as mesas foram preenchidas e 2 
pessoas não sentaram. 
 
05. Resposta: A. 
(a) A subtração de dois números inteiros 
sempre resultará em um número inteiro. – V 
(b) A subtração de dois números naturais 
sempre resultará em um número natural. – 
somente se o primeiro for maior que o segundo 
- F 
(c) A divisão de dois números naturais 
sempre resultará em um número natural. – 
somente se o dividendo for maior que o divisor 
- F 
 (d) A divisão de dois números inteiros 
sempre resultará em um número inteiro. – 
somente se o dividendo for maior que o divisor 
- F 
 
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q 
 
Um número racional é o que pode ser 
escrito na forma 
𝑚
𝑛
, onde m e n são números 
inteiros, sendo que n deve ser diferente de 
zero. Frequentemente usamos m/n para 
significar a divisão de m por n. 
Como podemos observar, números 
racionais podem ser obtidos através da razão 
entre dois números inteiros, razão pela qual, o 
conjunto de todos os números racionais é 
reconhecido pela letra Q. Assim, é comum 
encontrarmos na literatura a notação: 
Q = {
n
m : m e n em Z, n ≠0} 
 
 
N ᑕ Z ᑕ Q – O conjunto dos números 
Naturais e Inteiros estão contidos no Conjunto 
do Números Racionais. 
 
Subconjuntos notáveis: 
No conjunto Q destacamos os seguintes 
subconjuntos: 
- Q* = conjunto dos racionais não nulos; 
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos; 
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos; 
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos; 
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos. 
 
Representação Decimal das Frações 
Tomemos um número racional 
𝒎
𝒏
, tal que m 
não seja múltiplo de n. Para escrevê-lo na 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 8 
forma decimal, basta efetuar a divisão do 
numerador pelo denominador. 
Nessa divisão podem ocorrer dois casos: 
1º) O número decimal obtido possui, após a 
vírgula, um número finito de algarismos 
(decimais exatos): 
3
5
= 0,6 
 
2º) O número decimal obtido possui, após a 
vírgula, infinitos algarismos (nem todos 
nulos), repetindo-se periodicamente 
(Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas): 
1
33
= 0,3030 … 
 
Existem frações muito simples que são 
representadas por formas decimais infinitas, 
com uma característica especial (existência de 
um período): 
 
Uma forma decimal infinita com período 
de UM dígito pode ser associada a uma soma 
com infinitos termos desse tipo: 
0, 𝑎𝑎𝑎𝑎. . . = 𝑎.
1
(10)1
+ 𝑎.
1
(10)2
+ 𝑎.
1
(10)3
+ 𝑎.
1
(10)4
… 
 
Aproveitando, vejamos um exemplo: 
0,444. . . = 4.
1
(10)1
+ 4.
1
(10)2
+ 4.
1
(10)3
+ 4.
1
(10)4
… 
 
Representação Fracionária dos Números 
Decimais 
Estando o número racional escrito na forma 
decimal, e transformando-o na forma de 
fração, vejamos os dois casos: 
1º) Transformamos o número em uma 
fração cujo numerador é o número decimal 
sem a vírgula e o denominador é composto 
pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quanto 
forem as casas decimais após a virgula do 
número dado: 
0,7 =
7
10
 
 
0,007 =
7
1000
 
 
2º) Devemos achar a fração geratriz 
(aquela que dá origem a dízima periódica) da 
dízima dada; para tanto, vamos apresentar o 
procedimento através de alguns exemplos: 
 
a) Seja a dízima 0, 444... 
Veja que o período que se repete é apenas 
1(formado pelo 4), então vamos colocar um 9 
no denominador e repetir no numerador o 
período. 
 
Assim, a geratriz de 0,444... é a fração 
4
9
. 
 
b) Seja a dízima 3, 1919... 
O período que se repete é o 19, logo dois 
noves no denominador (99). Observe também 
que o 3 é a parte inteira, logo ele vem na frente, 
formando uma fração mista: 
3
19
99
 
→ 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 
→ (3.99 + 19) = 316, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶ 
316
99
 
 
Assim, a geratriz de 3,1919... é a fração 
316
99
. 
 
Neste caso para transformarmos 
uma dízima periódica simples em fração, 
basta utilizarmos o dígito 9 no 
denominador para cada dígito que tiver o 
período da dízima. 
 
c) Seja a dízima 0,2777... 
Agora, para cada algarismo do anteperíodo 
se coloca um algarismo zero, no denominador, 
e para cada algarismo do período se mantém o 
algarismo 9 no denominador. 
No caso do numerador, faz-se a seguinte 
conta: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 9 
(Parte inteira com anteperíodo e período) 
- (parte inteira com anteperíodo) 
 
 
 
d) Seja a dízima 1, 23434... 
O número 234 é a junção do anteperíodo 
com o período. Neste caso temos uma dízima 
periódica composta, pois existe uma parte que 
não se repete e outra que se repete. Neste caso 
temos um anteperíodo (2) e o período (34). Ao 
subtrairmos deste número o anteperíodo 
(234-2), obtemos como numerador o 232. O 
denominador é formado pelo dígito 9 – que 
corresponde ao período, neste caso 99(dois 
noves) – e pelo dígito 0 – que corresponde a 
tantos dígitos que tiverem o anteperíodo, neste 
caso 0(um zero). 
 
 
1
232
990
 
→ 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜
− 𝑎: 
(1.990 + 232) = 1222, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶ 
1222
990
 
 
Simplificando por 2, obtemos 𝑥 =
611
495
 , a 
fração geratriz da dízima 1, 23434... 
 
Módulo ou valor absoluto: é a distância do 
ponto que representa esse número ao ponto de 
abscissa zero. 
 
 
Logo, o módulo de: 
−
5
7
 é 
5
7
 . 
𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟: |−
5
7
| =
5
7
 
 
Números Opostos: dizemos que −
5
7
 𝑒 
5
7
 
são números racionais opostos ou simétricos e 
cada um deles é o oposto do outro. As 
distâncias dos pontos −
5
7
 é 
5
7
 ao ponto zero da 
reta são iguais. 
 
Inverso de um Número Racional 
(
a
b
)
−n
, a ≠ 0 = (
b
a
)
n
, b ≠ 0 → (
5
7
)
−2
= (
7
5
)
2
 
 
Representação geométrica dos Números 
Racionais 
 
 
Observa-se que entre dois inteiros 
consecutivos existem infinitos números 
racionais. 
 
Operações com Números Racionais 
 
Soma (Adição) de Números Racionais: 
como todo número racional é uma fração ou 
pode ser escrito na forma de uma fração, 
definimos a adição entre os números racionais 
a/b e, c/d, da mesma forma que a soma de 
frações, através de: 
𝑎
𝑏
+
𝑐
𝑑
=
𝑎𝑑 + 𝑏𝑐
𝑏𝑑
 
 
Subtração de Números Racionais: a 
subtração de dois números racionais p e q é a 
própria operação de adição do número p com 
o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q), onde p =
𝑎
𝑏
 
e q = 
𝑐
𝑑
. 
𝑎
𝑏
−
𝑐
𝑑
=
𝑎𝑑 − 𝑏𝑐
𝑏𝑑
 
 
Multiplicação (Produto) de Números 
Racionais: como todo número racional é uma 
fração ou pode ser escrito na forma de uma 
fração, definimos o produto de dois números 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 10 
racionais a/b e, c/d, da mesma forma que o 
produto de frações, através de: 
𝑎
𝑏
.
𝑐
𝑑
=
𝑎𝑐
𝑏𝑑
 
 
O produto dos números racionais a/b e c/d 
também pode ser indicado por a/b × c/d ou 
a/b . c/d. Para realizar a multiplicação de 
números racionais, devemos obedecer à 
mesma regra de sinais que vale em toda a 
Matemática. 
 
Divisão (Quociente) de Números 
Racionais:a divisão de dois números 
racionais p e q é a própria operação de 
multiplicação do número p pelo inverso de q, 
isto é: p ÷ q = p × q-1 onde p = 
𝑎
𝑏
, q = 
𝑐
𝑑
 e q-1=
𝑑
𝑐
; 
𝑎
𝑏
:
𝑐
𝑑
=
𝑎
𝑏
.
𝑑
𝑐
 
 
Potenciação de Números Racionais: a 
potência bn do número racional b é um produto 
de n fatores iguais. O número b é denominado 
a base e o número n é o expoente. 
bn = b × b × b × b × ... × b, (b aparece n vezes) 
Exemplos: 
𝑎) (
3
7
)
2
=
3
7
.
3
7
=
9
49
 
 
𝑏) (−
3
7
)
3
= (−
3
7
) . (−
3
7
) . (−
3
7
) = −
27
343
 
 
Propriedades da Potenciação 
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1. 
(
3
7
)
0
= 1 
 
2) Toda potência com expoente 1 é igual à 
própria base.
 
 
(
3
7
)
1
=
3
7
 
 
3) Toda potência com expoente negativo de 
um número racional, diferente de zero é igual 
a outra potência que tem a base igual ao 
inverso da base anterior e o expoente igual ao 
oposto do expoente anterior. 
(
3
7
)
−2
= (
7
3
)
2
=
49
9
 
 
 
4) Toda potência com expoente ímpar tem 
o mesmo sinal da base. 
(−
3
7
)
3
= (−
3
7
) . (−
3
7
) . (−
3
7
) = −
27
343
 
 
5) Toda potência com expoente par é um 
número positivo. 
(
3
7
)
2
=
3
7
.
3
7
=
9
49
 
 
6) Produto de potências de mesma base: 
reduzir a uma só potência de mesma base, 
conservamos as bases e somamos os 
expoentes. 
(
3
7
)
2
. (
3
7
)
3
= (
3
7
)
2+3
= (
3
7
)
5
 
 
7) Divisão de potências de mesma base: 
reduzir a uma só potência de mesma base, 
conservamos a base e subtraímos os 
expoentes. 
(
3
7
)
5
: (
3
7
)
3
= (
3
7
)
5−3
= (
3
7
)
2
 
 
8) Potência de Potência: reduzir a uma 
potência (de mesma base) de um só expoente, 
conservamos a base e multiplicamos os 
expoentes. 
[(
3
7
)
2
]
3
= (
3
7
)
2.3
= (
3
7
)
6
 
 
Radiciação de Números Racionais: se um 
número representa um produto de dois ou 
mais fatores iguais, então cada fator é chamado 
raiz do número. 
 
Exemplos: 
1) √
𝟏
𝟐𝟓
, representa o produto 
1
5
.
1
5
 ou (
1
5
)
2
. 
Logo, 
1
5
 é a raiz quadrada de 
1
25
. 
 
2) 0,216 representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 
ou (0,6)3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. 
Indica-se: √0,2163 = 0,6. 
 
Um número racional, quando elevado ao 
quadrado, dá o número zero ou um número 
racional positivo. 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 11 
Fique Atento!!! 
Os números racionais negativos não têm 
raiz quadrada em Q. 
 
Referências 
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único 
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – 
Conjuntos e Funções 
https://educacao.uol.com.br 
http://mat.ufrgs.br 
 
Questões 
 
01. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS 
CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua 
mesada de R$120,00, guardou 1/6 na 
poupança, do restante usou 2/5 para comprar 
figurinhas e gastou o que sobrou numa 
excursão da escola. Quanto gastou nessa 
excursão? 
(A) 32 
(B) 40 
(C) 52 
(D) 60 
(E) 68 
 
02. (IPSM - Analista de Gestão Municipal 
– Contabilidade – VUNESP/2018) Saí de casa 
com determinada quantia no bolso. Gastei, na 
farmácia, 2/5 da quantia que tinha. Em 
seguida, encontrei um compadre que me 
pagou uma dívida antiga que correspondia 
exatamente à terça parte do que eu tinha no 
bolso. Continuei meu caminho e gastei a 
metade do que tinha em alimentos que doei 
para uma casa de apoio a necessitados. Depois 
disso, restavam-me 420 reais. O valor que o 
compadre me pagou é, em reais, igual a 
(A) 105. 
(B) 210. 
(C) 315. 
(D) 420. 
(E) 525. 
 
03. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista 
– Prime Concursos/2017) Qual a alternativa 
que equivale a 9/40 em forma decimal 
(A) 0,225 
(B) 225 
(C) 0,0225 
(D) 0,22 
 
 
04. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista 
– Prime Concursos/2017) Ao simplificar a 
fração 36/100, dividindo o numerador e o 
denominador por 2, obtemos: 
(A) 18/50 
(B) 9/25 
(C) 12/50 
(D) 9/50 
 
05. (Câmara de Dois Córregos/SP – 
Oficial de Atendimento e Administração – 
VUNESP/2018) Uma empresa comprou um 
lote de envelopes e destinou 3/ 8 deles ao setor 
A. Dos envelopes restantes, 4/ 5 foram 
destinados ao setor B, e ainda restaram 75 
envelopes. O número total de envelopes do lote 
era 
(A) 760. 
(B) 720. 
(C) 700. 
(D) 640. 
(E) 600. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D. 
Ele recebeu 120 de mesada, deste guardou 
1/6 na poupança, logo: 
120
6
= 20 
Então ele guardou na poupança 20 e sobrou 
120 – 20 = 100. 
Desses 100, gastou 2/5 com figurinhas: 
100.
2
5
= 40 
Ele gastou 40,00 com figurinhas e sobrou 
100 – 40 = 60, que ele gastou com a excursão. 
 
02. Resposta: B. 
 Quantia que eu tinha: x 
Gastei na farmácia: 2/5 x, logo sobrou em 
meu bolso 3/5x 
Compadre pagou 1/3 do que eu tinha no 
bolso: 
3𝑥
5
.
1
3
=
3𝑥
15
 
Fiquei com a quantia total de: 
3𝑥
5
+
3𝑥
15
=
9𝑥 + 3𝑥
15
=
12𝑥
15 
Gastei metade deste valor em alimentos: 
12𝑥
15
2
=
12𝑥
15
.
1
2
=
12𝑥
30
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 12 
Logo o que sobrou(metade) corresponde a 
420,00: 
12𝑥
30
= 420 → 12𝑥 = 12600 → 𝑥 =
12600
12
→ 𝑥
= 1050 
Como o compadre pagou 3x/15, basta 
substituirmos o valor de x por 1050 e 
acharmos o valor: 
3.1050
15
= 210
 
 
03. Resposta: A. 
Basta dividirmos 9/40 = 0,225. 
 
04. Resposta: A. 
Simplificando temos: 
36/2 = 18 
100/2 = 50 
Logo temos 18/50 
 
05. Resposta: E. 
X = envelopes 
𝐴 =
3
8
𝑥 
 
𝐵 =
5
8
𝑥.
4
5
=
4
8
𝑥 
 
Sobrou 75 
Logo o número de envelopes total é 
𝑥 =
3𝑥
8
+
4𝑥
8
+ 75 → 𝑥 =
3𝑥 + 4𝑥 + 600
8
→ 
 
8x = 7x + 600 → 8x – 7x = 600 → x = 600 
O número total de envelopes é 600. 
 
 
 
Regra de três simples é um processo prático 
para resolver um problema que envolve 
quatro valores dos quais conhecemos três 
deles (ou temos condição de encontrar três 
deles), estes valores podemos analisa-los como 
sendo de grandezas diretamente 
proporcionais (se um aumenta o outro 
também aumenta, ou se um diminui o outro 
também diminui) ou inversamente 
proporcionais (quando um valor aumenta o 
outro tende a diminuir). 
Vejamos a tabela abaixo: 
 
Grandezas Relação Descrição 
Nº de 
funcionário 
x serviço 
Direta 
MAIS funcionários 
contratados 
demanda MAIS 
serviço produzido 
Nº de 
funcionário 
x tempo 
Inversa 
MAIS funcionários 
contratados exigem 
MENOS tempo de 
trabalho 
Nº de 
funcionário 
x eficiência 
Inversa 
MAIS eficiência 
(dos funcionários) 
exige MENOS 
funcionários 
contratados 
Nº de 
funcionário 
x grau 
dificuldade 
Direta 
Quanto MAIOR o 
grau de dificuldade 
de um serviço, 
MAIS funcionários 
deverão ser 
contratados 
Serviço x 
tempo 
Direta 
MAIS serviço a ser 
produzido exige 
MAIS tempo para 
realiza-lo 
Serviço x 
eficiência 
Direta 
Quanto MAIOR for 
a eficiência dos 
funcionários, MAIS 
serviço será 
produzido 
Serviço x 
grau de 
dificuldade 
Inversa 
Quanto MAIOR for 
o grau de 
dificuldade de um 
serviço, MENOS 
serviços serão 
produzidos 
Tempo x 
eficiência 
Inversa 
Quanto MAIOR for 
a eficiência dos 
funcionários, 
MENOS tempo será 
necessário para 
realizar um 
determinado 
serviço 
Tempo x 
grau de 
dificuldade 
Direta 
Quanto MAIOR for 
o grau de 
dificuldade de um 
serviço, MAIS 
tempo será 
necessário para 
realizar 
determinado 
serviço 
Grandezas Proporcionais - 
Regra de três simples; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 13 
Exemplos: 
01. Um carro faz 180 km com 15L de álcool. 
Quantos litros de álcool esse carro gastaria 
para percorrer 210 km? 
O problema envolve duas grandezas: 
distância e litros de álcool. 
Indiquemos por x o número de litros de 
álcool a ser consumido. 
Coloquemos as grandezas de mesma 
espécie em uma mesma coluna e as grandezas 
de espécies diferentes que se correspondem 
em uma mesma linha: 
 
Distância (km) Litros de álcool 
180 ---- 15 
210 ---- x 
 
Na coluna em que aparece a variável x 
(“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha: 
 
Observe que, se aumentarmosa distância, o 
consumo de álcool também aumenta, logo as 
grandezas distância e litros de álcool são 
diretamente proporcionais. No esquema que 
estamos montando, indicamos esse fato 
colocando uma flecha na coluna “distância” no 
mesmo sentido da flecha da coluna “litros de 
álcool”: 
 
 
Armando a proporção pela orientação das 
flechas, temos: 
Observe que sempre a fração onde tem o 
desconhecido (“x”) fica fixa, pois daí você pode 
mudar a outra, quando for inversamente 
proporcional. 
 
15
𝑥
=
180
210
 
 
→ 𝑐𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠: 
15
𝑥
= 
180: 30
210: 30
=
6
7
 
15
𝑥
=
6
7
 
 
→ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠) 
6𝑥 = 7.15 
6𝑥 = 105 
𝑥 =
105
6
= 𝟏𝟕, 𝟓 
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool. 
 
2) Viajando de automóvel, à velocidade de 
50 km/h, eu gastaria 7 h para fazer certo 
percurso. Aumentando a velocidade para 80 
km/h, em quanto tempo farei esse percurso? 
 
Indicando por x o número de horas e 
colocando as grandezas de mesma espécie em 
uma mesma coluna e as grandezas de espécies 
diferentes que se correspondem em uma 
mesma linha, temos: 
 
Velocidade (km/h) Tempo (h) 
50 ---- 7 
80 ---- x 
 
Na coluna em que aparece a variável x 
(“tempo”), vamos colocar uma flecha: 
 
Observe que, se aumentarmos a velocidade, 
o tempo irá reduzir, logo as grandezas 
velocidade e tempo são inversamente 
proporcionais. 
No nosso esquema, esse fato é indicado 
colocando-se na coluna “velocidade” uma 
flecha em sentido contrário ao da flecha da 
coluna “tempo”: 
 
 
Na montagem da proporção devemos seguir 
o sentido das flechas. Assim, temos: 
7
𝑥
=
80
50
, 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑙𝑎𝑑𝑜 
7
𝑥
=
808
505
=
8
5
 
Multiplicando em cruz: 
7.5 = 8. 𝑥 
𝑥 =
35
8
→ 𝑥 = 4,375 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 
 
Para não deixar 4,375 horas, devemos tirar 
essa parte após a vírgula, para isso devemos 
multiplicar 0,375 por 60, pois 1 hora possui 60 
minutos. 
0,375 x 60 minutos = 22,5 minutos, que 
aproximadamente será 23 minutos, logo o 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 14 
percurso todo será feito em 4 horas e 22 
minutos aproximadamente. 
 
3) Ao participar de um treino de fórmula 
Indy, um competidor, imprimindo a velocidade 
média de 180 km/h, faz o percurso em 20 
segundos. Se a sua velocidade fosse de 300 
km/h, que tempo teria gasto no percurso? 
 
Vamos representar pela letra x o tempo 
procurado. 
Estamos relacionando dois valores da 
grandeza velocidade (180 km/h e 300 km/h) 
com dois valores da grandeza tempo (20 s e x 
s). 
Queremos determinar um desses valores, 
conhecidos os outros três. 
 
Se aumentarmos a velocidade inicial do 
carro, o tempo gasto para fazer o percurso irá 
diminuir, logo as grandezas são inversamente 
proporcionais. Os números 180 e 300 são 
inversamente proporcionais aos números 20 e 
x. 
Daí temos: 
 
20
𝑥
=
300
180
 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑒𝑚 𝑐𝑟𝑢𝑧 
180.20 = 300. 𝑥 
300𝑥 = 3600 
𝑥 =
3600
300
 
𝑥 = 12 
Conclui-se, então, que se o competidor 
tivesse andando em 300 km/h, teria gasto 12 
segundos para realizar o percurso. 
 
Questões 
 
01. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – 
MPE2019) Três pintores necessitam de 15 
dias para pintar a residência de Ricardo. 
Entretanto Ricardo contratou mais dois 
pintores e com isso o trabalho de pintura foi 
realizado em: 
(A) 9 dias 
(B) 12 dias 
(C) 10 dias 
(D) 18 dias 
(E) 25 dias 
 
02. Pref. de Teresina/PI – Professor de 
Matemática – NUCEPE/2019) Para ir de uma 
cidade a outra, Eduardo leva 2 horas e 20 
minutos, andando a uma velocidade de 90 
km/h. Para Eduardo percorrer a mesma 
distância, andando à velocidade de 120 km/h, 
qual deverá ser o tempo gasto? 
(A) 1 hora e 25 minutos. 
(B) 1 hora e 45 minutos. 
(C) 2 horas e 05 minutos 
(D) 2 horas e 45 minutos. 
(E) 3 horas e 06 minutos. 
 
03. Pref. de Salvador/BA – Guarda Civil 
Metropolitano – FGV/2019) Quando José 
tinha 8 anos, seu irmão tinha a metade da idade 
dele. Hoje, José tem 56 anos; a idade de seu 
irmão é de 
(A) 23 anos. 
(B) 28 anos. 
(C) 33 anos. 
(D) 42 anos. 
(E) 52 anos. 
 
04. (Pref. de Itapevi – Agente de 
Administração Pública – VUNESP/2019) O 
futebol foi criado na Inglaterra, onde a jarda é 
unidade tradicional de comprimento. Com o 
passar dos anos, a FIFA, entidade 
internacional, precisava estabelecer as 
dimensões também em metros, unidade de 
comprimento adotada pela maioria dos outros 
países filiados. Ao fazer isso, a FIFA precisou 
converter as dimensões de jardas para metros 
a fim de facilitar as medições. 
Por exemplo, a distância da barreira em 
relação à bola, numa cobrança de falta, que era 
igual a 10 jardas, foi convertida para 9,15 
metros. Analogamente, é correto concluir que 
as dimensões mínimas de um campo de futebol 
para jogos internacionais foram convertidas 
de 110 jardas de comprimento por 70 jardas 
de largura para, aproximadamente, 
(A) 105 metros por 65 metros. 
(B) 100 metros por 64 metros. 
(C) 100 metros por 60 metros. 
(D) 95 metros por 65 metros. 
(E) 95 metros por 60 metros. 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 15 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
Vamos montar nossa tabela para realizar a 
regra de três. 
Pintores Dias 
 3 15 
 5 x 
Vamos analisar as grandezas. 
Repare que, se aumentar o número de 
pintores o número de dias irá diminuir, logo 
são inversamente proporcionais, e na “inversa 
a gente inverte”, portanto fixaremos a 
proporção que contém o “x” e inverteremos a 
outra, ficando: 
15
𝑥
=
5
3
 
5x = 15.3 
5x = 45 
x = 
45
5
= 9, logo alternativa “A” 
 
02. Resposta: B 
Vamos montar a tabela para analisar as 
grandezas: 
 
Tempo Velocidade 
2h20min 90 
 X 120 
 
Repare que, se aumentar a velocidade o 
tempo irá diminuir, logo serão inversamente 
proporcionais, portanto iremos inverter a 
proporção da grandeza velocidade. 
Atenção para o tempo 2h 20 min = 120 min 
+ 20 min = 140 min. 
140
𝑥
=
120
90
 
120x = 140.90 
120x = 12600 
x = 
12600
120
= 105min, mas transformando 
para horas teremos 1h e 45min, logo 
alternativa “B” 
 
03. Resposta: E 
Repare que quando José tinha 8 anos seu 
irmão tinha a metade, logo o irmão tinha 4 
anos, se hoje José tem 56 seu irmão possui 4 a 
menos, portanto o irmão possui 52 anos. 
Não precisa montar a regra de três pois vai 
induzir o candidato ao erro, típica pegadinha. 
 
 
1 IEZZI, Gelson Fundamentos da Matemática: Financeira e Estatística Descritiva. 
Vol. 1. Atual, 2013. 
04. Resposta: B 
 
Devemos realizar duas regras de três 
simples na conversão desses dados, 
utilizaremos a informação sobre a distância da 
barreira em relação à bola, pois temos em 
metros e em jardas. 
Assim, 
 
Jardas metros 
 10 9,15 
 110 x 
 
Repare que são grandezas diretamente 
proporcionais, logo não inverte. 
9,15
𝑥
=
10
110
 
 
10x = 9,15.110 
 
10x = 1006,5 
 
x = 
1006,5
10
= 100,65 
Agora para a outra medida do campo, 
porém o processo é o mesmo. 
Jardas metros 
 10 9,15 
 70 x 
Repare que são grandezas diretamente 
proporcionais, logo não inverte. 
9,15
𝑥
=
10
70
 
 
10x = 9,15.70 
 
10x = 640,5 
 
x = 
640,5
10
= 64,05 
 
Analisando as alternativas, observe que 
aproximadamente seria 100m e 64m que está 
na alternativa “B”. 
 
 
 
PORCENTAGEM 
 
Razões de denominador 100 são 
chamadas de razões centesimais ou taxas 
percentuais ou simplesmente de porcentagem1. 
Servem para representar de uma 
Porcentagem e juro simples 
– Resolvendo problemas; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 16 
maneira prática o "quanto" de um "todo" se 
está referenciando. 
Costumam ser indicadas pelo numerador 
seguido do símbolo % (Lê-se: “por cento”). 
 
𝒙% =
𝒙
𝟏𝟎𝟎
 
 
Exemplo: 
Em uma classe com 30 alunos, 18 são 
rapazes e 12 são moças. Qual é a taxa 
percentual de rapazes na classe?Resolução: A razão entre o número de 
rapazes e o total de alunos é 
18
30
 . Devemos 
expressar essa razão na forma centesimal, isto 
é, precisamos encontrar x tal que: 
 
18
30
=
𝑥
100
⟹ 𝑥 = 60 
 
E a taxa percentual de rapazes é 60%. 
Poderíamos ter divido 18 por 30, obtendo: 
 
18
30
= 0,60(. 100%) = 60% 
 
Lucro e Prejuízo 
É a diferença entre o preço de venda e o 
preço de custo. 
Caso a diferença seja positiva, temos o 
lucro(L), caso seja negativa, temos 
prejuízo(P). 
 
Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de 
Custo (C). 
 
Podemos ainda escrever: 
C + L = V ou L = V - C 
P = C – V ou V = C - P 
 
A forma percentual é: 
 
 
Exemplo 
Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 
100,00. Determinar: 
a) a porcentagem de lucro em relação ao 
preço de custo; 
b) a porcentagem de lucro em relação ao 
preço de venda. 
Resolução 
Preço de custo + lucro = preço de venda 
75 + lucro =100 
Lucro = R$ 25,00 
 
𝑎)
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜
. 100% ≅
25
75
≅ 0,3333 …
≅ 33,33% 
 
 𝑏)
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎
. 100% =
25
100
= 25% 
 
Aumento e Desconto Percentuais 
A) Aumentar um valor V em p%, equivale a 
multiplicá-lo por (𝟏 +
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V . 
Logo: 
VA = (𝟏 +
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V 
 
Exemplo: 
01. Aumentar um valor V de 20%, equivale 
a multiplicá-lo por 1,20, pois: 
(1 +
20
100
).V = (1+0,20).V = 1,20.V 
 
B) Diminuir um valor V em p%, equivale a 
multiplicá-lo por (𝟏 −
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V. 
Logo: 
V D = (𝟏 −
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V 
Exemplo 
Diminuir um valor V de 40%, equivale a 
multiplicá-lo por 0,60, pois: 
(1 −
40
100
). V = (1-0,40). V = 0, 60.V 
 
A esse valor final de (𝟏 +
𝒑
𝟏𝟎𝟎
) ou (𝟏 −
𝒑
𝟏𝟎𝟎
), é 
o que chamamos de fator de multiplicação, 
muito útil para resolução de cálculos de 
porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo 
ou decréscimo no valor do produto. 
 
Aumentos e Descontos Sucessivos 
São valores que aumentam ou diminuem 
sucessivamente. Para efetuar os respectivos 
descontos ou aumentos, fazemos uso dos 
fatores de multiplicação. 
 
Exemplos 
01. Dois aumentos sucessivos de 10% 
equivalem a um único aumento de...? 
Utilizando VA = (1 +
𝑝
100
).V → V. 1,1 , como 
são dois de 10% temos → V. 1,1 . 1,1 → V. 1,21 
http://www.infoescola.com/matematica/porcentagem/
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 17 
Analisando o fator de multiplicação 1,21; 
concluímos que esses dois aumentos 
significam um único aumento de 21%. 
OBSERVAÇÃO: esses dois aumentos de 
10% equivalem a 21% e não a 20%. 
 
02. Dois descontos sucessivos de 20% 
equivalem a um único desconto de: 
Utilizando VD = (1 −
𝑝
100
).V → V. 0,8 . 0,8 → V. 
0,64. 
Analisando o fator de multiplicação 0,64, 
observamos que esse percentual não 
representa o valor do desconto, mas sim o 
valor pago com o desconto. Para sabermos o 
valor que representa o desconto é só fazermos 
o seguinte cálculo: 
100% - 64% = 36% 
Observe que: esses dois descontos de 20% 
equivalem a 36% e não a 40%. 
 
Questões 
 
01. (UTFPR – Engenheiro Civil – 
UTFPR/2019) Numa região de preservação 
ambiental, há 80 animais, entre leões e leoas. 
Desse total 15% são leões. Um desastre 
ambiental matou algumas leoas. Após esse 
fato, verificou-se que os leões agora 
representam 20% do total de animais, entre 
leões e leoas. Assinale a alternativa que 
apresenta o número de leoas que foram mortas 
no desastre. 
(A) 12. 
(B) 18. 
(C) 20. 
(D) 24. 
(E) 28. 
 
02. (UFES – Assistente Administrativo – 
UFES/2019) Sobre o preço de um certo 
produto, foram ofertados dois descontos 
sucessivos de 4% e 5%, os quais 
correspondem a um desconto único de 
(A) 8,2% 
(B) 8,8% 
(C) 9% 
(D) 9,12% 
(E) 20% 
 
03. (PGE/PE – Analista de Procuradoria – 
CESPE/2019) No item seguinte apresenta 
uma situação hipotética, seguida de uma 
assertiva a ser julgada, a respeito de 
proporcionalidade, porcentagens e descontos. 
O casal Rafael e Joana investe R$ 2.000 
todos os meses. Joana investe 50% a mais que 
Rafael e o valor investido por cada um 
corresponde a 25% dos seus respectivos 
salários líquidos. Nessa situação, o salário 
líquido de Rafael é de R$ 3.200. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
04. Marcos comprou um produto e pagou 
R$ 108,00, já inclusos 20% de juros. Se tivesse 
comprado o produto, com 25% de desconto, 
então, Marcos pagaria o valor de: 
(A) R$ 67,50 
(B) R$ 90,00 
(C) R$ 75,00 
(D) R$ 72,50 
 
05. (Câm. De São José dos Campos/SP – 
Técnico Legislativo – VUNESP) O 
departamento de Contabilidade de uma 
empresa tem 20 funcionários, sendo que 15% 
deles são estagiários. O departamento de 
Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 
20% estagiários. Em relação ao total de 
funcionários desses dois departamentos, a 
fração de estagiários é igual a 
(A) 1/5. 
(B) 1/6. 
(C) 2/5. 
(D) 2/9. 
(E) 3/5. 
 
06. Quando calculamos 15% de 1.130, 
obtemos, como resultado 
(A) 150 
(B) 159,50; 
(C) 165,60; 
(D) 169,50. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: C 
Primeiro passo é encontrar o número de 
leões, consequentemente encontraremos 
também o número de leoas antes do desastre, 
depois precisamos calcular o novo número de 
animais, mas o número de leões não foi 
alterado, o que foi alterado foi sua 
porcentagem, vamos lá! 
15% de 80 = 0,15x80 = 12, portanto temos 
12 leões e 80 – 12 = 68 leoas. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 18 
Após o desastre os 12 leões representam 
20%, assim 
12 -----20% 
 x ------ 100% 
12x = 1200 
x = 1200/20 = 60 
Desta forma após o desastre sobraram 60 
animais, consequentemente 60 – 12 = 48 leoas. 
Para encontrar o número de leoas que 
morreram devemos subtrair 68 – 48 = 20. 
 
02. Resposta: B 
Como foram oferecidos dois descontos 
sucessivos iremos utilizar (1 – d1%)x(1 – d2%). 
(1 – 0,04)x(1 – 0,05) = 0,96x0,95 0,912 = 
91,2%. Logo, o desconto foi de 100% - 91,2% = 
8,8%. 
 
03. Resposta: Certo 
O primeiro passo é descobrir quanto que 
cada um investe, mas vamos lá! 
Se Rafael investe “x”, então Joana investe 
“1,5x”, pois ela investe 50% a mais que Rafael, 
mas os dois juntos investem 2000, logo, 
x + 1,5x = 2000 
2,5x = 2000 
x = 2000/2,5 
x = 800 
Rafael: 800. 
Joana: 1200. 
Como ele quer saber o valor do salário 
líquido de Rafael, devemos fazer uma regra de 
três. 
800 -----25% 
 x ----- 100% 
25x = 800x100 
25x = 80000 
x = 80000/25 
x = 3200. 
Assim, o salário líquido de Rafael é de R$ 
3200,00. 
 
04. Resposta: A 
Como o produto já está acrescido de 20% 
juros sobre o seu preço original, temos que: 
100% + 20% = 120% 
Precisamos encontrar o preço original 
(100%) da mercadoria para podermos 
aplicarmos o desconto. Utilizaremos uma 
regra de 3 simples para encontrarmos: 
R$ % 
108 ---- 120 
 X ----- 100 
120x = 108.100 → 120x = 10800 → x = 
10800/120 → x = 90,00. 
O produto sem os juros, preço original, vale 
R$ 90,00 e representa 100%. Logo se receber 
um desconto de 25%, significa ele pagará 75% 
(100 – 25 = 75%) → 90. 0,75 = 67,50 
Então Marcos pagou R$ 67,50. 
 
05. Resposta: B 
Vamos calcular a porcentagem dos 
estagiários em cada um dos departamentos. 
* Dep. Contabilidade: 
15
100
. 20 =
30
10
= 3 → 3 
(estagiários) 
 
* Dep. R.H.: 
20
100
. 10 =
200
100
= 2 → 2 
(estagiários) 
Agora vamos encontrar a fração que 
corresponde o número de estagiários em 
relação ao total de funcionários. 
∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠
=
5
30
=
1
6
 
 
06. Resposta: D 
 
Basta encontrarmos 15% de 1130 
Que será encontrado realizando, 1130 x 
0,15 ou 1130 x 15/100 → 169,50. 
 
JUROS 
 
A Matemática Financeira é um ramo da 
Matemática Aplicada que estuda as operações 
financeiras de uma forma geral, analisando 
seus diferentes fluxos de caixa ao longo do 
tempo, muito utilizada hoje para programar a 
vida financeira não só de empresas, mas 
também dos indivíduos. 
Existe também o que chamamos de Regime 
de Capitalização, que é a maneira pelo qual 
será pago o juro por um capitalaplicado ou 
tomado emprestado. 
 
Elementos Básicos 
Valor Presente ou Capital Inicial ou 
Principal (PV, P ou C): termo proveniente do 
inglês “Present Value”, sendo caracterizado 
como a quantidade inicial de moeda que uma 
pessoa tem em disponibilidade e concorda em 
ceder a outra pessoa, por um determinado 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 19 
período, mediante o pagamento de 
determinada remuneração. 
 
Taxa de Juros (i): termo proveniente do 
inglês “Interest Rate” (taxa de juros) e 
relacionado à sua maneira de incidência. 
Salientamos que a taxa pode ser mensal, anual, 
semestral, bimestral, diária, entre outras. 
 
Juros (J): é o que pagamos pelo aluguel de 
determinada quantia por um dado período, ou 
seja, é a nomenclatura dada à remuneração 
paga para que um indivíduo ceda 
temporariamente o capital que dispõe. 
 
Montante ou Valor Futuro (FV ou M): 
termo proveniente do inglês “Future Value”, 
sendo caracterizado em termos matemáticos 
como a soma do capital inicial somado com os 
juros capitalizados durante o período. Em 
outras palavras, é a quantidade de moeda (ou 
dinheiro) que poderá ser usufruída no futuro. 
Em símbolos, escrevemos FV = PV + J, ou 
também M = J + C. 
 
Tempo ou período de capitalização (n ou 
t): nada mais é do que a duração da operação 
financeira, ou seja, o horizonte da operação 
financeira em questão. O prazo pode ser 
descrito em dias, meses, anos, semestres, entre 
outros. 
 
JUROS SIMPLES 
 
Em regime linear de juros (ou juros 
simples2), o juro é determinado tomando 
como base de cálculo o capital da operação e o 
total do juro é devido ao credor (aquele que 
empresta) no final da operação. As operações 
aqui são de curtíssimo prazo, exemplo: 
desconto simples de duplicata, “Hot Money” 
entre outras. 
No sistema de capitalização chamado juros 
simples o juro de cada intervalo de tempo 
sempre é calculado sobre o capital inicial 
emprestado ou aplicado. 
 
Chamamos de simples os juros que são 
somados ao capital inicial no final da aplicação. 
 
 
2 SAMANEZ, Carlos P. Matemática Financeira: aplicações à análise de 
investimentos. 4 Edição. São Paulo. Pearson Prentice Hall, 2006. 
Devemos sempre relacionar taxa e tempo 
numa mesma unidade: 
Taxa anual Tempo em anos 
Taxa mensal Tempo em meses 
Taxa diária Tempo em dias 
E assim sucessivamente 
 
Podemos definir o Juros simples como: 
J = C . i . t 
Onde: 
J = Juros 
C = Capital 
i = taxa 
t = tempo 
 
1) O capital cresce linearmente com o 
tempo; 
2) O capital cresce a uma progressão 
aritmética de razão: J = C.i; 
3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos 
na mesma unidade; 
4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa 
na forma decimal; 
5) Chamamos de montante (M) ou FV 
(valor futuro) a soma do capital com os juros, 
ou seja: 
M = C + J → M = C. (1+i.t) 
 
Exemplo 
Qual o valor dos juros correspondentes a 
um empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo de 
15 meses, sabendo-se que a taxa cobrada é de 
3% a m.? 
Dados: 
C = 10.000,00 
n = 15 meses 
i = 3% a.m = 0,03 
J = ? 
Solução: 
J = C.i.t 
J = 10.000 x 0,03 x 15 
J = 4.500,00 
 
Para não esquecer!!! 
Só podemos efetuar operações algébricas 
com valores referenciados na mesma unidade, 
ou seja, se apresentarmos a taxa de juros 
como a anual, o prazo em questão também 
deve ser referenciado em anos, ou seja, as 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 20 
unidades de tempo referentes à taxa de juros 
(i) e do período (t), tem de ser 
necessariamente iguais. Este é um detalhe 
importantíssimo, que não pode ser esquecido! 
 
Questões 
 
01. (Pref. de Macedôncia/SP – Fiscal 
Municipal de Tributos – PROAM/2019) 
Analise a aplicação exposta na tabela a seguir: 
 
Com base na tabela, assinale a alternativa 
que representa corretamente a taxa de juros 
anual de tal aplicação: 
(A) 2,3% 
(B) 2,6% 
(C) 14,2% 
(D) 27,6% 
 
02. (Pref. de Timon/MA – Engenheiro 
Civil – NUCEPE/2019) Maria deseja reformar 
sua casa antes de seu aniversário, mas para 
isso, necessita recorrer a um empréstimo 
bancário. Considerando que Maria recebe um 
empréstimo no valor de R$ 8.000,00 a uma 
taxa de juros simples de 2,7% ao mês 
(considerando o mês com trinta dias), qual o 
valor dos juros a serem pagos se a duração do 
empréstimo for de mil dias? 
(A) R$ 6.400,00 
(B) R$ 7.200,00 
(C) R$ 15.200,00 
(D) R$ 17.200,00 
(E) R$ 25.200,00 
 
03. (IF/PB – Professor – IDECAN/2019) 
Um comerciante aplicou em um fundo de 
investimento que opera no regime de juros 
simples a quantia de R$ X. Oito meses depois o 
investidor verificou que o montante era um 
quinto maior. Calcule a taxa de juros desse 
fundo de investimento. 
(A) 2,5% 
(B) 3,33% 
(C) 6,25% 
(D) 12,5% 
(E) 20% 
 
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – 
MPE/GO 2019) Paulo precisava trocar de 
carro e para isso pegou emprestado com seu 
amigo, no mês de abril, R$3500,00 para ser 
pago somente em agosto a juros de 5% ao mês. 
No mês de agosto Paulo deverá pagar ao amigo 
um montante de: 
(A) R$700,00 
(B) R$4200,00 
(C) R$3900,00 
(D) R$4000,00 
(E) R$3800,00 
 
05. (UNESP – Agente de Desenvolvimento 
Infantil – UNESP/2019) Um investimento 
inicial de R$ 6.000,00 teve um saldo final de R$ 
11.760,00 em um ano. A taxa de rendimento 
mensal desse investimento foi: 
(A) 4% a. m. 
(B) 6% a. m. 
(C) 8% a. a. 
(D) 8% a. m. 
(E) 9 % a. a. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Vamos anotar as informações dadas no 
enunciado: 
C = 10200,00 
J = 1407,60 
t = 6 meses, vou utilizar t = 0,5, pois ele quer 
taxa anual, então vamos utilizar taxa anual já. 
i = ? 
Utilizando a fórmula de juros simples. 
J = C.i.t 
1407,60 = 10200.0,5.i 
1407,60 = 5100.i 
i = 
1407,60
5100
= 0,276 
O que nos remete a 27,6% que está presente 
na alternativa “D”. 
 
02. Resposta: B 
Vamos elencar as informações dadas: 
C = 8000 
i = 2,7% am = 0,027 
t = 1000 dias = 1000/30 meses 
J = C.i.t 
J = 8000x 0,027 x 
1000
30
 = 
216000
30
 = 7200 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 21 
03. Resposta: A 
Montante: M = J + C, se o montante 
aumentou 1/5 podemos afirmar que de juros 
rendeu esses 1/5 sobre o capital, logo J = 
1
5
𝐶. 
Sendo assim na Fórmula ficará: 
J = C.i.t 
1
5
𝐶 = 𝐶. 𝑖. 8 
1.𝐶
5.C.8
= 𝑖 
1
40
= 𝑖 
i 0,025 = 2,5% 
 
04. Resposta: B 
Capital = 3500 
Taxa = 5% ao mês= 0,05 
Tempo = 4 meses 
J = C.i.t 
J = 3500x0,05x4 = 700 
Montante = 3500 + 700 = 4200 
 
05. Resposta: D 
C = 6000 
M = 11760 
t = 1 ano = 12 meses 
i = ? 
Primeiramente vamos descobrir os juros 
nesse período: J = M – C = 11760 – 6000 = 5760 
 
J = C.i.t 
5760 = 6000.i.12 
5760 = 72000i 
i = 
5760
72000
= 0,08 = 8% 
 
 
 
O primeiro dinheiro do Brasil foi a moeda-
mercadoria. Durante muito tempo, o comércio 
foi feito por meio da troca de mercadorias, 
mesmo após a introdução da moeda de metal. 
As primeiras moedas metálicas (de ouro, 
prata e cobre) chegaram com o início da 
colonização portuguesa. A unidade monetária 
de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante 
todo o período colonial. Assim, tudo se contava 
em réis (plural popular de real) com moedas 
fabricadas em Portugal e no Brasil. O Real (R) 
vigorou até 07 de outubro de 1833. 
 
No século XX, o Brasil adotou nove sistemas 
monetários ou nove moedas diferentes (mil-
réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro, cruzado, 
cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real). 
 
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho 
de 1993, transformou o cruzeiro – Cr$ em 
cruzeiro real – CR$, na base de CR$ 1,00 por 
Cr$ 1.000,00. 
Em 30 de junho de 1994, Fernando 
Henrique Cardoso, ministro da Fazenda, 
anunciou o Plano Real: o cruzeiro real – CR$ se 
transformou em real – R$, na base de R$ 1,00 
por CR$ 2.750,00. 
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de 
dezembro de 1964, delegou ao Banco Central 
do Brasil (BCB) competência para emitir 
papel-moeda e moeda metálica, competência 
exclusiva consagrada pelo artigo 164 da 
Constituição Federal de 1988. 
Antes da criação do BCB, a 
Superintendência da Moeda e do Crédito 
(SUMOC), oBanco do Brasil e o Tesouro 
Nacional desempenhavam o papel de 
autoridade monetária. 
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do 
BCB, tinha por finalidade exercer o controle 
monetário. A SUMOC fixava os percentuais de 
reservas obrigatórias dos bancos comerciais, 
as taxas do redesconto e da assistência 
financeira de liquidez, bem como os juros. 
Além disso, supervisionava a atuação dos 
bancos comerciais, orientava a política cambial 
e representava o país junto a organismos 
internacionais. 
O Banco do Brasil executava as funções de 
banco do governo, e o Tesouro Nacional era o 
órgão emissor de papel-moeda. 
 
UNIDADES DO SITEMA MONETÁRIO BRASILEIRO 
Unidade 
monetária 
Período de 
vigência 
Símbol
o 
Correspondênci
a 
Real 
(plural = 
Réis) 
Período 
colonial até 
7/10/1833 
R 
R 1$2000 = 1/8 
ouro de 22k 
Mil Réis 
8/10/1833 
a 
31/10/194
2 
R$ 
Rs 2$500 = 1/8 
de ouro de 22k 
Cruzeiro 
1/11/1942 
a 
30/11/196
4 
Cr$ 
Cr$ 1,00 = Rs 
1$000 
Cruzeiro 
(eliminado
s os 
centavos) 
1/12/1964 
a 
12/2/1967 
Cr$ Cr$ 1 = Cr$ 1,00 
Sistema Monetário 
Brasileiro; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 22 
Cruzeiro 
Novo 
(volta dos 
centavos) 
13/02/196
7 a 
14/05/197
0 
NCr$ 
NCr$ 1,00 = Cr$ 
1.000 
Cruzeiro 
15/05/197
0 a 
14/08/198
4 
Cr$ 
Cr$ 1,00 = NCr$ 
1,00 
Cruzeiro 
(eliminado
s os 
centavos) 
15/8/1984 
a 
27/2/1986 
Cr$ Cr$ 1 = Cr$ 1,00 
Cruzado 
(volta dos 
centavos) 
28/2/1986 
a 
15/1/1989 
Cz$ 
Cz$ 1,00 = Cr$ 
1.000,00 
Cruzado 
Novo 
16/1/1989 
a 
15/3/1990 
NCz$ 
NCz$ = Cz$ 
1.000,00 
Cruzeiro 
16/03/199
0 a 
31/7/1993 
Cr$ 
Cr$ 1,00 = NCz$ 
1,00 
Cruzeiro 
Real 
1/8/1993 a 
30/06/199
4 
CR$ 
CR$ 1,00 = Cr$ 
1.000,00 
Real 
(plural = 
Reais) 
A partir de 
1/7/1994 
R$ 
R$ 1,00 = CR$ 
2.750,00 
Fonte: Banco Central. Boletim Mensal, Dez/1995 
Elaboração: DIEESE 
 
 
Até outubro de 1942 – 
Mil Réis ($000) 
 
1942 – Cruzeiro (Cr$) 
 
1965 – Cruzeiro Novo 
(NCr$) 
 
1970 – Cruzeiro (Cr$) 
 
1986 – Cruzado (Cz$) 
 
1989 – Cruzado Novo 
(NCz$) 
 
1990 – Cruzeiro (Cr$) 
 
1993 – Cruzeiro Real 
(CR$) 
 
1994 – Real (R$) – criado 
em 1994, o real foi primeiro 
URV (Unidade Real de 
Valor), um indexador 
determinado diariamente 
pelo governo. Na época de 
seu lançamento, cada real 
equivalia a 1 URV, ou 
2.750,00 cruzeiros reais. 
 
Como surgiram as moedas 
Por muito tempo, os objetos de metal foram 
mercadorias muito apreciadas. Como sua 
produção exigia, além do domínio das técnicas 
de fundição, o conhecimento dos locais onde o 
metal poderia ser encontrado, essa tarefa, 
naturalmente, não estava ao alcance de todas 
as pessoas. 
A valorização, cada vez maior, destes 
instrumentos levou à sua utilização como 
moeda, e ao aparecimento de réplicas de 
objetos metálicos, em pequenas dimensões, 
que circulavam como dinheiro. 
Surgem, então, no século VII a.C., as 
primeiras moedas com características das 
atuais: são pequenas peças de metal, com peso 
e valor definidos e com a impressão do cunho 
oficial, isto é, a marca de quem as emitiu, e lhes 
garante seu valor. 
Moedas de prata foram cunhadas na Grécia. 
A princípio, essas peças eram fabricadas por 
processos manuais muito rudimentares e não 
eram exatamente iguais, como as de hoje, que 
são peças absolutamente iguais umas às 
outras. 
 
Moedas utilizadas no Brasil (Real) 
As moedas utilizadas oficialmente no Brasil, 
e que compõem o Sistema Monetário 
Brasileiro são: 
 
 
É interessante notar que a moeda de 1 
centavo (R$ 0,01) foi desativada em 2004. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 23 
Cédulas utilizadas no Brasil (Real) 
 
1ª Família do Real 
 
Atualmente não circula mais a cédula de 
R$ 1,00, dando lugar a de R$ 2,00. 
As notas da Primeira Família continuam 
valendo e podem ser usadas normalmente. 
Aos poucos, serão substituídas por suas 
versões mais recentes: a Segunda Família do 
Real. 
 
2ª Família do Real 
 
 
Por que mudar as notas? 
O Real está consolidado como uma moeda 
forte, utilizada cada vez mais nas transações 
cotidianas e como reserva de valor. Com o 
avanço das tecnologias digitais nos últimos 
anos, é necessário dotar as nossas cédulas de 
recursos gráficos e elementos antifalsificação 
mais modernos, capazes de continuar 
garantindo a segurança do dinheiro brasileiro 
no futuro. 
 
Glossário 
Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade 
monetária do país responsável pela execução 
da política financeira do governo. Cuida ainda 
da emissão de moedas, fiscaliza e controla a 
atividade de todos os bancos no país. 
Banco Interamericano de 
Desenvolvimento (BID) - Órgão 
internacional que visa ajudar países 
subdesenvolvidos e em desenvolvimento na 
América Latina. A organização foi criada em 
1959 e está sediada em Washington, nos 
Estados Unidos. 
 
Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco 
Internacional de Reconstrução e 
Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. Órgão 
internacional ligado a Organização das Nações 
Unidas (ONU), a instituição foi criada para 
ajudar países subdesenvolvidos e em 
desenvolvimento. 
 
Banco Nacional de Desenvolvimento 
Econômico e Social (BNDES) - Empresa 
pública federal vinculada ao Ministério do 
Desenvolvimento, Indústria e Comércio 
Exterior que tem como objetivo financiar 
empreendimentos para o desenvolvimento do 
Brasil. 
 
Casa da Moeda do Brasil (CMB) - é uma 
empresa pública vinculada ao Ministério da 
Fazenda. Fundada em 8 de março de 1694, 
acumula mais de 300 anos de existência. Foi 
criada no Brasil Colônia pelos governantes 
portugueses para fabricar moedas com o ouro 
proveniente das minerações. Na época, a 
extração de ouro era muito expressiva no 
Brasil e o crescimento do comércio começava a 
causar um caos monetário devido à falta de um 
suprimento local de moedas. A Casa da Moeda 
possui, atualmente, três fábricas: de cédulas, 
moedas e gráfica geral. 
 
Questões 
 
01. (UFSCAR – Assistente em 
Administração – UFSCAR/2017) Em uma 
churrascaria, crianças de até 6 anos não pagam 
pela refeição e crianças de 7 a 12 anos pagam 
metade do valor fixo pago por adultos. Um 
grupo de 6 casais de amigos vai à churrascaria 
levando consigo 5 crianças menores de 6 anos 
e 4 garotos com idades de 9 a 12 anos. A conta 
final do rodízio, na parte referente às refeições, 
ficou em 350 reais. Quanto cada adulto pagou 
pela sua refeição? 
(A) R$ 27,00 
(B) R$ 30,00 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 24 
(C) R$ 25,00 
(D) R$ 24,00 
(E) R$ 35,00 
 
02. (POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – Auxiliar 
de Necropsia e Auxiliar de Perícia – 
IBFC/2017) No dia anterior ao pagamento do 
seu salário, a conta corrente de Teodoro 
apresentava o saldo negativo de R$ 2.800,00. 
Com o salário creditado em sua conta, o saldo 
passou a ser positivo e ficou em R$ 450,00. 
Assinale a alternativa que indica o salário que 
Teodoro recebeu. 
(A) R$ 3.250,00 
(B) R$ 3.350,00 
(C) R$ 2.350,00 
(D) R$ 2.950,00 
(E) R$ 1.900,00 
 
03. (Pref. Salvador/BA – Aux. 
Desenvolvimento Infantil – FGV/2017) Júlia 
foi ao mercado, comprou 3 caixas de leite, a R$ 
3,20 cada uma, e 2kg de feijão, a R$ 4,60 o 
quilo. 
Ela pagou a compra com uma nota de R$ 
20,00 e recebeu de troco a quantia de 
(A) R$ 0,80. 
(B) R$ 1,20. 
(C) R$ 1,40. 
(D) R$ 1,60. 
(E) R$ 2,00. 
 
04. (TJ/RS – Técnica Judiciário – 
FAURGS/2017) Uma locadora de automóveis 
oferece dois planos de aluguel de carros a seus 
clientes: 
Plano A: diária a R$ 120,00, com 
quilometragem livre. 
Plano B: diária a R$ 90,00, mais R$ 0,40 por 
quilô­metro rodado. 
Alugando um automóvel, nesta locadora, 
quantos quilômetros precisam ser rodados 
para que o valor do aluguel pelo Plano A seja 
igual ao valor do aluguel pelo Plano B? 
(A) 30. 
(B) 36. 
(C) 48. 
(D) 75. 
(E) 84. 
 
05. (Pref. Itanhaém/SP – Recepcionista – 
VUNESP/2017) Um artista está participando 
de uma competição de perguntas e respostas 
num programa de TV. A cada resposta correta, 
ele ganha R$ 100,00, e a cada resposta errada, 
ele perde R$ 40,00. Sabendo-seque ele acertou 
6 e errou 14 respostas do total de perguntas, 
ele saiu dessa competição com exatos 
(A) R$ 25,00. 
(B) R$ 30,00. 
(C) R$ 35,00. 
(D) R$ 40,00. 
(E) R$ 45,00. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: C. 
X é o valor fixo 
Temos 6 casais ⇾ 6.2 = 12 adultos que 
pagam x 
E 4 garotos que pagam x/2 = 4.x/2 
Montando a equação temos: 
12x + 4. x/2 = 350 ⇾ 12x + 2x = 350 ⇾ 14x 
= 350 ⇾ x = 350/14 ⇾ x = 25 
Logo o valor pago por cada adulto é de R$ 
25,00. 
 
02. Resposta: A. 
Como estava negativo em 2800 e ficou 
positivo em 450. Significa que ele recebeu o 
Saldo negativo + o saldo positivo = 2800 + 450 
= 3250. 
 
03. Resposta: B. 
3 x 3,20 = 9,60 
2 x 4,60 = 9,20 
Total da compra: 9,60 + 9,20 = 18,80 . Pagou 
com 20,00 – 18,80 = 1,20 
 
04. Resposta: D. 
120 = 90 + x. 0,40 ⇾ 0,40 x = 120 – 90 ⇾ 
0,40x = 30 ⇾ x = 30/0,40 ⇾ x = 75 km 
 
05. Resposta: D. 
6 certos = 6.100 = 600 
14 erros = 14.40 = 560 
600 – 560 = R$ 40,00 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 25 
 
 
Sistema de Medidas Decimais 
Um sistema de medidas é um conjunto de 
unidades de medida que mantém algumas 
relações entre si. O sistema métrico decimal é 
hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. 
Na tabela seguinte, listamos as unidades de 
medida de comprimento do sistema métrico. A 
unidade fundamental é o metro, porque dele 
derivam as demais. 
 
 
Há, de fato, unidades quase sem uso prático, 
mas elas têm uma função. Servem para que o 
sistema tenha um padrão: cada unidade vale 
sempre 10 vezes a unidade menor seguinte. 
Por isso, o sistema é chamado decimal. 
 
E há mais um detalhe: embora o decímetro 
não seja útil na prática, o decímetro cúbico é 
muito usado com o nome popular de litro. 
As unidades de área do sistema métrico 
correspondem às unidades de comprimento da 
tabela anterior. 
São elas: quilômetro quadrado (km2), 
hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais 
usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, 
o metro quadrado e o hectômetro quadrado, 
este muito importante nas atividades rurais 
com o nome de hectare (há): 1 hm2 = 1 há. 
No caso das unidades de área, o padrão 
muda: uma unidade é 100 vezes a menor 
seguinte e não 10 vezes, como nos 
comprimentos. Entretanto, consideramos que 
o sistema continua decimal, porque 100 = 102. 
Existem outras unidades de medida mas 
que não pertencem ao sistema métrico 
decimal. Vejamos as relações entre algumas 
essas unidades e as do sistema métrico 
decimal (valores aproximados): 
1 polegada = 25 milímetros 
1 milha = 1 609 metros 
1 légua = 5 555 metros 
1 pé = 30 centímetros 
 
 
A nomenclatura é a mesma das unidades de 
comprimento acrescidas de quadrado. 
 Agora, vejamos as unidades de volume. De 
novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km3), 
hectômetro cúbico (hm3), etc. Na prática, são 
muitos usados o metro cúbico(m3) e o 
centímetro cúbico(cm3). 
Nas unidades de volume, há um novo 
padrão: cada unidade vale 1000 vezes a 
unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o 
sistema continua sendo decimal. 
 
 
 
A noção de capacidade relaciona-se com a 
de volume. Se o volume da água que enche um 
tanque é de 7.000 litros, dizemos que essa é a 
capacidade do tanque. A unidade fundamental 
para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale 
a 1 dm3. 
Cada unidade vale 10 vezes a unidade 
menor seguinte. 
 
O sistema métrico decimal inclui ainda 
unidades de medidas de massa. A unidade 
fundamental é o grama(g). 
 
Unidades de Massa e suas 
Transformações 
 
Dessas unidades, só têm uso prático o 
quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-
dia, usa-se ainda a tonelada (t). 
Medidas Especiais: 
1 Tonelada(t) = 1000 Kg 
1 Arroba = 15 Kg 
1 Quilate = 0,2 g 
Sistema Decimal de 
Medidas: comprimento, 
superfície, volume, massa, 
capacidade e tempo 
(transformação de unidades e 
problemas); 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 26 
Relações entre unidades: 
 
 
Temos que: 
1 kg = 1l = 1 dm3 
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2 
1 m3 = 1000 l 
 
Questões 
 
01. O suco existente em uma jarra preenchia 
3
4
 da sua capacidade total. Após o consumo de 
495 mL, a quantidade de suco restante na jarra 
passou a preencher 
1
5
 da sua capacidade total. 
Em seguida, foi adicionada certa quantidade de 
suco na jarra, que ficou completamente cheia. 
Nessas condições, é correto afirmar que a 
quantidade de suco adicionada foi igual, em 
mililitros, a 
(A) 580. 
(B) 720. 
(C) 900. 
(D) 660. 
(E) 840. 
 
02. Em uma casa há um filtro de barro que 
contém, no início da manhã, 4 litros de água. 
Desse filtro foram retirados 800 mL para o 
preparo da comida e meio litro para consumo 
próprio. No início da tarde, foram colocados 
700 mL de água dentro desse filtro e, até o final 
do dia, mais 1,2 litros foram utilizados para 
consumo próprio. Em relação à quantidade de 
água que havia no filtro no início da manhã, 
pode-se concluir que a água que restou dentro 
dele, no final do dia, corresponde a uma 
porcentagem de 
(A) 60%. 
(B) 55%. 
(C) 50%. 
(D) 45%. 
(E) 40%. 
 
03. Admita que cada pessoa use, 
semanalmente, 4 bolsas plásticas para 
embrulhar suas compras, e que cada bolsa é 
composta de 3 g de plástico. Em um país com 
200 milhões de pessoas, quanto plástico será 
utilizado pela população em um ano, para 
embrulhar suas compras? Dado: admita que o 
ano é formado por 52 semanas. Indique o valor 
mais próximo do obtido. 
(A) 108 toneladas 
(B) 107 toneladas 
(C) 106 toneladas 
(D) 105 toneladas 
(E) 104 toneladas 
 
Respostas 
 
01. Resposta: B. 
Vamos chamar de x a capacidade total da 
jarra. Assim: 
 
3
4
 . 𝑥 − 495 = 
1
5
 . 𝑥 
 
3
4
 . 𝑥 − 
1
5
 . 𝑥 = 495 
 
5.3.𝑥 − 4.𝑥=20.495 
20
 
 
15x – 4x = 9900 
11x = 9900 
x = 9900 / 11 
x = 900 mL (capacidade total) 
Como havia 1/5 do total (1/5 . 900 = 180 
mL), a quantidade adicionada foi de 900 – 180 
= 720 mL 
 
02. Resposta: B. 
4 litros = 4000 ml; 1,2 litros = 1200 ml; 
meio litro = 500 ml 
4000 – 800 – 500 + 700 – 1200 = 2200 ml 
(final do dia) 
Utilizaremos uma regra de três simples: 
ml % 
4000 ------- 100 
2200 ------- x 
4000.x = 2200 . 100 x = 220000 / 4000 
= 55% 
 
03. Resposta: D. 
4 . 3 . 200000000 . 52 = 1,248 . 1011 g = 1,248 
. 105 t 
 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 27 
MEDIDAS DE TEMPO 
 
Não Decimais 
 
Medidas de Tempo (Hora) e suas 
Transformações 
 
 
Desse grupo, o sistema hora – minuto – 
segundo, que mede intervalos de tempo, é o 
mais conhecido. A unidade utilizada como 
padrão no Sistema Internacional (SI) é o 
segundo. 
 
1h → 60 minutos → 3 600 segundos 
 
Para passar de uma unidade para a menor 
seguinte, multiplica-se por 60. 
 
Exemplo: 
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos, 
quantos minutos indica 0,3 horas? 
 
Efetuando temos: 0,3 . 60 = 1. x → x = 18 
minutos. Concluímos que 0,3horas = 18 
minutos. 
 
- Adição e Subtração de Medida de tempo 
Ao adicionarmos ou subtrairmos medidas 
de tempo, precisamos estar atentos as 
unidades. Vejamos os exemplos: 
 
A) 1 h 50 min + 30 min 
 
 
Observe que ao somar 50 + 30, obtemos 80 
minutos, como sabemos que 1 hora tem 60 
minutos, temos, então acrescentamos a hora 
+1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos, é o que 
resta nos minutos: 
 
Logo o valor encontrado é de 2 h 20 min. 
 
B) 2 h 20 min – 1 h 30 min 
 
Observe que não podemos subtrair 20 min 
de 30 min, então devemos passar uma hora 
(+1) dos 2 para a coluna minutos. 
 
Então teremos novos valores para fazermos 
nossa subtração, 20 + 60 = 80: 
 
Logo o valor encontrado é de 50 min. 
 
Questões 
 
01. Joana levou 3 horas e 53 minutos para 
resolver uma prova de concurso, já Ana levou 
2 horas e 25 minutos para resolver a mesma 
prova. Comparando o tempo das duas 
candidatas, qual foi a diferença encontrada? 
(A) 67 minutos. 
(B) 75 minutos. 
(C) 88 minutos. 
(D) 91 minutos. 
(E) 94 minutos. 
 
02. A tabela a seguir mostra o tempo, 
aproximado, que um professor leva para 
elaborar cada questão de matemática. 
 
Questão (dificuldade)Tempo (minutos) 
Fácil 8 
Média 10 
Difícil 15 
Muito difícil 20 
 
O gráfico a seguir mostra o número de 
questões de matemática que ele elaborou. 
 
O tempo, aproximado, gasto na elaboração 
dessas questões foi 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 28 
(A) 4h e 48min. 
(B) 5h e 12min. 
(C) 5h e 28min. 
(D) 5h e 42min. 
(E) 6h e 08min. 
 
03. Para obter um bom acabamento, um 
pintor precisa dar duas demãos de tinta em 
cada parede que pinta. Sr. Luís utiliza uma tinta 
de secagem rápida, que permite que a segunda 
demão seja aplicada 50 minutos após a 
primeira. Ao terminar a aplicação da primeira 
demão nas paredes de uma sala, Sr. Luís 
pensou: “a segunda demão poderá ser aplicada 
a partir das 15h 40min.” 
Se a aplicação da primeira demão demorou 
2 horas e 15 minutos, que horas eram quando 
Sr. Luís iniciou o serviço? 
(A) 12h 25 min 
(B) 12h 35 min 
(C) 12h 45 min 
(D) 13h 15 min 
(E) 13h 25 min 
 
Respostas 
 
01. Resposta: C. 
 
Como 1h tem 60 minutos. 
Então a diferença entre as duas é de 
60+28=88 minutos. 
 
02. Resposta: D. 
T = 8 . 4 + 10 . 6 + 15 . 10 + 20 . 5 = 
 = 32 + 60 + 150 + 100 = 342 min 
Fazendo: 342 / 60 = 5 h, com 42 min (resto) 
 
03. Resposta: B. 
15 h 40 – 2 h 15 – 50 min = 12 h 35min 
 
 
 
Perímetro: é a soma de todos os lados de 
uma figura plana. 
 
 
 
Exemplo: 
 
Perímetros de algumas das figuras planas: 
 
 
 
Área: é a medida da superfície de uma 
figura plana. 
A unidade básica de área é o m2 (metro 
quadrado), isto é, uma superfície 
correspondente a um quadrado que tem 1 m 
de lado. 
 
Fórmulas de área das principais figuras 
planas: 
 
1. Retângulo 
Sendo b a base e h a altura: 
 
 
2. Paralelogramo 
Sendo b a base e h a altura: 
 
 
3. Trapézio 
Sendo B a base maior, b a base menor e h a 
altura: 
 
 
 
 
Figuras Geométricas 
Planas: perímetros e áreas - 
problemas. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 29 
4. Losango 
Sendo D a diagonal maior e d a diagonal 
menor: 
 
 
5. Quadrado 
Sendo l o lado: 
 
6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de 
área, dependendo dos dados do problema a ser 
resolvido. 
 
I) sendo dados a base b e a altura h: 
 
 
II) sendo dados as medidas dos três lados a, 
b e c: 
 
 
III) sendo dados as medidas de dois lados e 
o ângulo formado entre eles: 
 
 
IV) triângulo equilátero (tem os três lados 
iguais): 
 
 
V) circunferência inscrita: 
 
Onde p é o semiperímetro e r é o raio. 
 
 
 
VI) circunferência circunscrita: 
 
 
Questões 
 
01. (Pref. de Itapevi/SP – Sepultador – 
VUNESP/2019) Ricardo irá instalar cerca 
elétrica em toda a volta do condomínio Boa 
Vida, que possui as seguintes medidas: 
 
A cerca elétrica que será instalada possui 
três fios. O comprimento total de fios, em 
metros, que Ricardo utilizará no condomínio 
Boa Vida é de, pelo menos, 
(A) 800. 
(B) 1000. 
(C) 1100. 
(D) 1200. 
(E) 1500. 
 
02. (UNICAMP – Pedagogo – 
VUNESP/2019) Na figura ABCD e AQBP são 
quadrados. O ponto P é o centro do quadrado 
ABCD. 
 
O perímetro do quadrado ABCD é de 40 cm. 
Nesse caso, o perímetro do triângulo AQB, em 
cm, é: 
(A) 75 
(B) 25√2 
(C) 50 
(D) 10 + 5√2 
(E) 10 + 10√2 
 
03. Câm. De Piracicaba/SP – Agente 
Legislativo – VUNESP/2019) Um centro de 
reciclagem de produtos eletrônicos está 
procurando um local para armazenamento e 
separação desse material. Os responsáveis por 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 30 
esse centro encontraram quatro possíveis 
locais para servir de depósito, cujas áreas úteis 
estão representadas a seguir, com as 
dimensões dadas em metros. 
 
Após alguns estudos, esses responsáveis 
decidiram optar por um espaço que tenha área 
útil maior do que 1000 m2. Nesse caso, eles 
poderão ficar com os locais 
(A) I ou II. 
(B) I ou IV. 
(C) II ou III. 
(D) II ou IV. 
(E) III ou IV. 
 
04. (Pref. de Sapucaia do Sul/RS – 
Professor – FUNDATEC/2019) Considere o 
quadrado ABCD de centro O representado na 
figura a seguir: 
 
Se OB = 3√2, então a área do quadrado 
ABCD será: 
(A) 10. 
(B) 12. 
(C) 24. 
(D) 30. 
(E) 36. 
 
05. Corta-se um arame de 30 metros em 
duas partes. Com cada uma das partes 
constrói-se um quadrado. Se S é a soma das 
áreas dos dois quadrados, assim construídos, 
então o menor valor possível para S é obtido 
quando: 
 
(A) o arame é cortado em duas partes iguais. 
(B) uma parte é o dobro da outra. 
(C) uma parte é o triplo da outra. 
(D) uma parte mede 16 metros de 
comprimento. 
 
06. Um grande terreno foi dividido em 6 
lotes retangulares congruentes, conforme 
mostra a figura, cujas dimensões indicadas 
estão em metros. 
 
 
Sabendo-se que o perímetro do terreno 
original, delineado em negrito na figura, mede 
x + 285, conclui-se que a área total desse 
terreno é, em m², igual a: 
(A) 2 400. 
(B) 2 600. 
(C) 2 800. 
(D) 3000. 
(E) 3 200. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Ele quer 3 voltas de fios no terreno todo, 
sendo assim, devemos encontrar o perímetro 
do retângulo e multiplicar por 3 para obter a 
metragem de fios necessárias. 
 
P = 110 + 90 + 110 + 90 = 400m 
Como são 3 voltas: 3x400 = 1200m 
 
02. Resposta: E 
Para descobrir o perímetro do triângulo 
AQB, devemos encontrar os valores de seus 
lados. 
Como o perímetro do quadrado ABCD é 
40cm, podemos encontrar o valor de cada um 
de seus lados, que será 10cm, pois os 4 lados 
são iguais, desta forma já encontramos um dos 
lados do triângulo AQB, temos o valor de AB = 
10cm. 
Observe que AQBP é um quadrado, então se 
descobrir um dos lados, consequentemente 
teremos todos, mas AP é metade da diagonal 
do quadrado ABCD, logo AC = 10√2, então AP 
= 5√2, sendo assim AP = 5√2 = 𝐴𝑄 = 𝑄𝐵. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 31 
O Perímetro do triângulo AQB é 10 + 10√2 
 
03. Resposta: D 
Vamos encontrar a área de cada uma das 
figuras. 
Figura I 
É um retângulo, logo A = 25x35 = 875m², 
portanto não serve. 
Figura II 
Vou dividir a figura em duas partes para 
poder encontrar sua área. 
 
 
Temos um retângulo menor de lados 5x10 e 
um maior de lados 35x30, calculando a Área de 
cada um teremos: 
5x10 = 50 
35x30 = 1050 
No total a figura terá 1100m² de área, então 
serve. 
Figura III 
Temos um trapézio onde base maior = 50, 
base menor = 20, altura = 25. 
Sendo assim, vamos calcular a área. 
𝐴 =
(𝐵+𝑏)ℎ
2
=
(50+20)25
2
=
70.25
2
=
1750
2
=
875m² 
Não serve. 
Figura IV. 
Nem precisaria, pois se I e III não pode ser, 
só resta a II e IV, mas vou mostrar como se 
revolve a área desta figura IV. 
Irei dividir em duas figuras: 
 
Temos um retângulo de dimensões 30x20, 
cuja área será 600m² e um trapézio de 
dimensões B = 30, b = 20, h = 20, cuja área será 
𝐴 =
(𝐵+𝑏)ℎ
2
=
(30+20)20
2
=
50.20
2
=
1000
2
= 
500m² 
Logo a área total da figura será 500 + 600 = 
1100m² que supera os 1000m², sendo assim a 
resposta seria a figura II e IV 
 
04. Resposta: E 
Se OB = 3√2, observando a figura, este valor 
representa metade da diagonal do quadrado, 
cujo valor é 𝑑 = 𝑙√2. 
d = 2.3√2=6√2 
𝑑 = 𝑙√2 = 6√2 
Logo l = 6. 
Para encontrar a área do quadrado basta 
multiplicar o valor do seu lado por ele mesmo, 
ou seja, A = l² = 6² = 6x6 = 36m² 
 
05. Resposta: A 
- um quadrado terá perímetro x 
 o lado será l =
x
4
 e o outro quadrado terá 
perímetro 30 – x 
o lado será l1 =
30−x
4
, sabendo que a área de 
um quadrado é dada por S = l2, temos: 
S = S1 + S2 
S=l²+l1² 
S = (
x
4
)
2
+ (
30−x
4
)
2
 
S =
x2
16
+
(30−x)2
16
, como temos o mesmo 
denominador 16: 
 
S =
x2 + 302 − 2.30. x + x2
16
 
S =
x2 + 900 − 60x + x2
16
 
 S =
2x2
16
−
60x
16
+
900
16
, 
 
sendo uma equação do 2º grau onde a = 
2/16; b = -60/16 e c = 900/16 e o valor de x 
será o x do vértice que e dado pela fórmula: x =
−b
2a
, então: 
xv =
− (
−60
16 )
2.
2
16
=
60
16
4
16
 
xv =
60
16
.
16
4
=
60
4
= 15, 
Logo, l = 15 e l1 = 30 – 15 = 15. 
 
06. Resposta: D 
Observando a figura temos que cada 
retângulo tem lados medindo x e 0,8x: 
Perímetro = x + 285 
8.0,8x + 6x = x + 285/ inglês – inglesa / chinês – 
chinesa / milanês – milanesa. 
 
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -
ense, -oso e –osa. 
Exemplos: catarinense / palmeirense / 
gostoso – gostosa / amoroso – amorosa / 
gasoso – gasosa / teimoso – teimosa. 
 
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa. 
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, 
profetisa, sacerdotisa, glicose, metamorfose, 
virose. 
5) Após ditongos. 
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea. 
 
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem 
como em seus derivados. 
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, 
pusera, pusesse, puséssemos, quis, quisemos, 
quiseram, quiser, quisera, quiséssemos, repus, 
repusera, repusesse, repuséssemos. 
 
7) Em nomes próprios personativos. 
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, 
Luís, Luísa, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, 
Tomás. 
 
Observação - também se emprega com a 
letra “S” os seguintes vocábulos: abuso, asilo, 
através, aviso, besouro, brasa, cortesia, decisão, 
despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, 
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, 
presídio, querosene, raposa, surpresa, tesoura, 
usura, vaso, vigésimo, visita, etc. 
 
Emprego do Z 
Se empregará o “Z” nos seguintes casos: 
1) Palavras derivadas de outras que já 
apresentam Z no radical. 
Exemplos: deslize – deslizar / razão – 
razoável / vazio – esvaziar / raiz – enraizar 
/cruz – cruzeiro. 
 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem 
substantivos abstratos a partir de adjetivos. 
Exemplos: inválido – invalidez / limpo – 
limpeza / macio – maciez / rígido – rigidez / 
frio – frieza / nobre – nobreza / pobre – pobreza 
/ surdo – surdez. 
 
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -
ização, ao formar substantivos. 
Exemplos: civilizar – civilização / 
hospitalizar – hospitalização / colonizar – 
colonização / realizar – realização. 
 
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -
zinha, -zito, -zita. 
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, 
arvorezinha, cãozito, avezita. 
 
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, 
azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, 
chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, 
vizinho, xadrez, verniz, etc. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 7 
6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo 
distinção no contraste entre o S e o Z. Exemplos: 
Cozer (cozinhar) e coser (costurar); 
Prezar (ter em consideração) e presar 
(prender); 
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte 
posterior). 
 
Observação: em muitas palavras, a letra X 
soa como Z. Como por exemplo: exame, exato, 
exausto, exemplo, existir, exótico, inexorável. 
 
Emprego do Fonema S 
Existem diversas formas para a 
representação do fonema “S” no qual podem 
ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim 
vajamos algumas situações: 
 
1) Emprega-se o S: nos substantivos 
derivados de verbos terminados em -andir, -
ender, -verter e -pelir. 
Exemplos: expandir – expansão / pretender 
– pretensão / verter – versão / expelir – 
expulsão / estender – extensão / suspender – 
suspensão / converter – conversão / repelir – 
repulsão. 
 
2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados 
dos verbos ter e torcer. 
Exemplos: ater – atenção / torcer – torção / 
deter – detenção / distorcer – distorção / 
manter – manutenção / contorcer – contorção. 
 
3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa 
como Ss. 
Exemplos: auxílio, expectativa, experto, 
extroversão, sexta, sintaxe, texto, trouxe. 
 
4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos. 
Exemplos: acréscimo, ascensorista, 
consciência, descender, discente, fascículo, 
fascínio, imprescindível, miscigenação, 
miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, 
transcender, etc. 
 
5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns 
verbos. 
Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer - 
cresço, cresça / Descer - desço, desça. 
 
6) Emprega-se Ss: nos substantivos 
derivados de verbos terminados em -gredir, -
mitir, -ceder e -cutir. 
Exemplos: agredir – agressão / demitir – 
demissão / ceder – cessão / discutir – 
discussão/ progredir – progressão / transmitir 
– transmissão / exceder – excesso / repercutir 
– repercussão. 
 
7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que 
soam como Ss. 
Exemplos: exceção, excêntrico, excedente, 
excepcional, exsudar. 
 
Atenção - não se esqueça que uso da letra X 
apresenta algumas variações. Observe: 
1) O “X” pode representar os seguintes 
fonemas: 
“ch” - xarope, vexame; 
“cs” - axila, nexo; 
“z” - exame, exílio; 
“ss” - máximo, próximo; 
“s” - texto, extenso. 
 
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- 
Exemplos: excelente, excitar. 
 
Emprego do E 
Se empregará o “E” nas seguintes situações: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados 
em -oar, -uar 
Exemplos: magoar - magoe, magoes / 
continuar- continue, continues. 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- 
(antes, anterior). 
Exemplos: antebraço, antecipar. 
 
3) Nos seguintes vocábulos: cadeado, 
confete, disenteria, empecilho, irrequieto, 
mexerico, orquídea, etc. 
 
Emprego do I 
Se empregará o “I” nas seguintes situações: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados 
em -air, -oer, -uir. 
Exemplos: 
Cair- cai 
Doer- dói 
Influir- influi 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- 
(contra). 
Exemplos: anticristo, antitetânico. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 8 
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, 
artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, 
privilégio, etc. 
 
Emprego do O/U 
A oposição o/u é responsável pela diferença 
de significado de algumas palavras. Veja os 
exemplos: comprimento (extensão) e 
cumprimento (saudação, realização) soar 
(emitir som) e suar (transpirar). 
- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola, 
costume, moleque. 
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo, 
jabuti, Manuel, tábua. 
 
Emprego do H 
Esta letra, em início ou fim de palavras, não 
tem valor fonético. Conservou-se apenas como 
símbolo, por força da etimologia e da tradição 
escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se 
desta forma devido a sua origem na forma latina 
hodie. Assim vejamos o seu emprego: 
 
1) Inicial, quando etimológico. 
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, 
Horácio. 
 
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, 
lh, nh. 
Exemplos: flecha, telha, companhia. 
 
3) Final e inicial, em certas interjeições. 
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. 
 
4) Em compostos unidos por hífen, no início 
do segundo elemento, se etimológico. 
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, 
super-homem, etc. 
 
Observações: 
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por 
tradição. Note que nos substantivos derivados 
como baiano, baianada ou baianinha ele não é 
utilizado. 
 
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não 
iniciam com a letra “h”. No entanto, seus 
derivados eruditos sempre são grafados com h, 
como por exemplo: herbívoro, hispânico, 
hibernal. 
 
 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Maracanã/PA - 
Auxiliar de Serviços Gerais - CETAP/2019) 
 
SONHO 
 
Não quero nem ma referir aqui do sonho 
onírico, aquele que vem quando estamos 
dormindo, e que cumpre uma função biológica 
e psicológica demasíadarnente importante 
para o nosso bem-estar. Falo eu de sonho como 
sendo o nosso desejo, o que queremos realizar, 
construir. Como Martin Luther King, ao falar de 
uma sociedade sem diferenças. Ou Mahatma 
Gandhl, ao lutar pela independência da índia e 
expressar o sonho de sem violência alguma, 
haver um povo que tivesse autodeterminação. 
Quando dizemos “eu sonho ter uma casa" ou 
‘eu sonho que meus filhos se formem” ou ‘eu 
sonho ter um casamento que perdure bastante 
tempo", o sonho é aquilo que nos Impulsiona. 
É um desejo que colocando no futuro, 
procuramos buscar. 
Isso nada tem a ver com delírio. Delírio é um 
desejo que não tem factibilidade, que não tem 
como se realizar. Sonho precisa se factível, 
realizável. 
Por exemplo não basta eu dizer: ‘Sonho ser 
o maior jogador de futebol da Fifa 2016". Isso 
não é sonho é delírio. Eu não tenho mais idade, 
não teria como entrar no circuito do futebol. “E 
se eu rezar muito?" Lamento, não vai6,4x + 6x – x = 285 
11,4x = 285 
x = 285:11,4 
x = 25 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 32 
Sendo S a área do retângulo: 
S= b.h 
S= 0,8x.x 
S = 0,8x2 
Sendo St a área total da figura: 
St = 6.0,8x2 
St = 4,8.(25)2 
St = 4,8.625 
St = 3000 
 
ÁREA DO CIRCULO E SUAS PARTES 
 
I- Círculo: 
Quem primeiro descreveu a área de um 
círculo foi o matemático grego Arquimedes 
(287/212 a.C.), de Siracusa, mais ou menos por 
volta do século II antes de Cristo. Ele concluiu 
que quanto mais lados tem um polígono 
regular mais ele se aproxima de uma 
circunferência e o apótema (a) deste polígono 
tende ao raio r. Assim, como a fórmula da área 
de um polígono regular é dada por A = p.a 
(onde p é semiperímetro e a é o apótema), 
temos para a área do círculo 𝐴 =
2𝜇𝑟
2
. 𝑟, então 
temos: 
 
 
II- Coroa circular: 
É uma região compreendida entre dois 
círculos concêntricos (tem o mesmo centro). A 
área da coroa circular é igual a diferença entre 
as áreas do círculo maior e do círculo menor. A 
= 𝜋R2 – 𝜋r2, como temos o 𝜋 como fator 
comum, podemos colocá-lo em evidência, 
então temos: 
 
 
 
III- Setor circular: 
É uma região compreendida entre dois raios 
distintos de um círculo. O setor circular tem 
como elementos principais o raio r, um ângulo 
central 𝛼 e o comprimento do arco l, então 
temos duas fórmulas: 
 
 
 
IV- Segmento circular: 
É uma região compreendida entre um 
círculo e uma corda (segmento que une dois 
pontos de uma circunferência) deste círculo. 
Para calcular a área de um segmento circular 
temos que subtrair a área de um triângulo da 
área de um setor circular, então temos: 
 
 
 
Questões 
 
01. A figura abaixo mostra três círculos, 
cada um com 10 cm de raio, tangentes entre 
si. 
 
Considerando √3 ≅ 1,73 e 𝜋 ≅ 3,14, o 
valor da área sombreada, em cm2, é: 
(A) 320. 
(B) 330. 
(C) 340. 
(D) 350. 
(E) 360. 
 
02. (Pref. de Aracruz/ES – Instrutor de 
Libras – IBADE/2019) Sabe-se que a figura foi 
feita levando em consideração que o raio da 
circunferência é R e que os catetos do triângulo 
retângulo valem R. Marque a alternativa que 
apresenta o valor da área hachurada, em 
função de R. 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 33 
(A)
𝑅2
4
(𝜋 − 2) 
(B) 
𝑅2
4
(𝜋 − 4) 
(C) 
𝑅2
2
(𝜋 + 2) 
(D) 
𝑅2
2
(𝜋 − 4) 
(E) 
𝑅
4
(𝜋 − 2) 
 
03. (Pref. de Juazeiro do Norte/CE – 
Jornalista – CETREDE/2019) Na figura a 
seguir, o quadrado tem lado igual a 4cm. 
 
Qual é o valor da área destacada em cinza? 
(A) 2π cm². 
(B) 4 cm². 
(C) 4π cm². 
(D) 8π cm². 
(E) 8 cm². 
 
04. (Pref. de Teresina/PI – Professor – 
NUCEPE/2019) A figura a seguir mostra um 
retângulo circunscrito em dois círculos 
tangentes. 
 
Se a área cinza formada pelos dois círculos 
é igual a 72π cm², qual o perímetro do 
retângulo? 
(A) 24 cm. 
(B) 36 cm. 
(C) 72 cm. 
(D) 36√2cm. 
(E) 72√2cm. 
 
05. A área de um círculo, cuja circunferência 
tem comprimento 20𝜋 cm, é: 
(A) 100𝜋 cm2. 
(B) 80 𝜋 cm2. 
 
(C) 160 𝜋 cm2. 
(D) 400 𝜋 cm2. 
 
06. Quatro tanques de armazenamento de 
óleo, cilíndricos e iguais, estão instalados em 
uma área retangular de 24,8 m de 
comprimento por 20,0 m de largura, como 
representados na figura abaixo. 
 
Se as bases dos quatro tanques ocupam 
2
5
 da 
área retangular, qual é, em metros, o diâmetro 
da base de cada tanque? 
Dado: use 𝜋=3,1 
(A) 2. 
(B) 4. 
(C) 6. 
(D) 8. 
(E) 16. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: B. 
Unindo os centros das três circunferências 
temos um triângulo equilátero de lado 2r, ou 
seja, l = 2.10 = 20 cm. Então a área a ser 
calculada será: 
 
𝐴 = 𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐 + 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔 +
𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐
2
 
𝐴 =
𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐
2
+ 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔 
𝐴 =
𝜋𝑟2
2
+ 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔 
𝐴 =
𝜋𝑟2
2
+
𝑙2√3
4
 
𝐴 =
(3,14 ∙ 102)
2
+
202 ∙ 1,73
4
 
𝐴 = 1,57 ∙ 100 +
400 ∙ 1,73
4
 
𝐴 = 157 + 100 ∙ 1,73 = 157 + 173 = 330 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Matemática 34 
02. Resposta: A 
Para calcular a área da região pintada basta 
fazer a área do setor circular e subtrair a área 
a triângulo retângulo. 
Área do Setor: 
Como o enunciado diz que temos um 
triângulo retângulo, o ângulo será igual a 90° e 
o raio = R, logo: 
𝐴 =
𝑎𝜋𝑟2
360°
=
90𝜋𝑅2
360°
= 
𝑅²𝜋
4
 
Área do Retângulo: 
𝐴 =
𝑏. ℎ
2
=
𝑅. 𝑅
2
=
𝑅2
2
 
Desta forma a área total da figura pintada 
será: 
A = 
𝑅²𝜋
4
−
𝑅2
2
 
Colocando em evidência: 
A = 
𝑅2
2
(
𝜋
2
− 1) 
Mas não temos este valor, logo devemos 
colocar em evidência
𝑅2
4
 e não 
𝑅2
2
, mas daí 
ficaria: 
A = 
𝑅2
4
(𝜋 − 2) 
 
03. Resposta: C 
Para descobrir a área da parte pintada, 
devemos fazer a área do círculo maior menos a 
área do círculo menor, para isso, precisamos 
encontrar o valor do raio de cada um dos 
círculos, utilizaremos a informação dada sobre 
o quadrado para encontrar esses raios. 
Círculo menor: 
Observando a figura, o lado do quadrado é 
igual ao diâmetro do círculo, logo 4 = d, sendo 
assim o raio será r = 2 cm, portanto a área do 
círculo menor será: 
𝐴 = 𝜋𝑟2 = π22 = 4π 
 
Círculo Maior: 
Observando a figura, o diâmetro do círculo 
maior é igual a diagonal do quadrado. 
Diagonal do quadrado: 𝑙√2 = 4√2 
Então o diâmetro será: 4√2, 
consequentemente o raio será 2√2. 
Calculando a área do círculo maior: 
𝐴 = 𝜋(2√2. )
2
 = π4.2 = 8π 
Assim a área pintada da figura será: 8π −
4π = 4π cm² 
 
 
 
04. Resposta: C 
Para encontrar o perímetro do retângulo, 
precisamos encontrar o valor do raio do 
círculo. 
O enunciado deu 72π cm² de área de dois 
círculos, logo a área de apenas um círculo será 
36 π cm². 
A = 𝜋𝑟2 = 36π 
𝜋𝑟2 = 36π 
𝑟2 = 36 
𝑟 = √36 
𝑟 = 6𝑐𝑚 
Se o raio é igual a 6 cm, então a largura do 
retângulo é 12 cm, pois possui 2 raios de 
tamanho, já o comprimento do retângulo tem 4 
raios de tamanho, logo 4x6 = 24 cm. 
Agora, para encontrar o perímetro do 
retângulo, basta somar os 4 lados: 
P = 12 + 24 + 12 + 24 = 72 cm 
 
05. Resposta: A. 
A fórmula do comprimento de uma 
circunferência é C = 2π.r, Então: 
C = 20π 
2π.r = 20π 
r =
20π
2π
 
r = 10 cm 
A = π.r2 → A = π.102 → A = 100π cm2 
 
06. Resposta: D. 
Primeiro calculamos a área do retângulo (A 
= b.h) 
Aret = 24,8.20 
Aret = 496 m2 
4.Acirc = 
2
5
.Aret 
4.πr2 = 
2
5
.496 
4.3,1.r2 = 
992
5
 
12,4.r2 = 198,4 
r2 = 198,4 : 12, 4 → r2 = 16 → r = 4 
d = 2r =2.4 = 8 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 1 
 
 
 
 
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 19961 
LEI DAS DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL 
 
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o 
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
 
TÍTULO I 
Da Educação 
 
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se 
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no 
trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos 
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas 
manifestações culturais. 
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se 
desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em 
instituições próprias. 
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do 
trabalho e à prática social. 
 
TÍTULO II 
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional 
 
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada 
nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade 
humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do 
educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a 
cultura, o pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; 
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; 
V - coexistência de instituições públicas e privadas de 
ensino; 
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos 
oficiais; 
VII- valorização do profissional da educação escolar; 
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta 
Lei e da legislação dos sistemas de ensino; 
IX - garantia de padrão de qualidade; 
X - valorização da experiência extraescolar; 
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as 
práticas sociais. 
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. 
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao 
longo da vida. (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018) 
 
 
 
1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm. Acesso em 07.02.2020. 
TÍTULO III 
Do Direito à Educação e do Dever de Educar 
 
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública 
será efetivado mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) 
aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte 
forma: 
a) pré-escola; 
b) ensino fundamental; 
c) ensino médio; 
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) 
anos de idade; 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos 
educandos com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, 
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e 
médio para todos os que não os concluíram na idade própria; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa 
e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às 
condições do educando; 
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e 
adultos, com características e modalidades adequadas às suas 
necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem 
trabalhadores as condições de acesso e permanência na 
escola; 
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da 
educação básica, por meio de programas suplementares de 
material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde; 
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos 
como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de 
insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de 
ensino-aprendizagem. 
X - vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino 
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a 
partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. 
 
Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante 
o período de internação, ao aluno da educação básica 
internado para tratamento de saúde em regime hospitalar ou 
domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder 
Público em regulamento, na esfera de sua competência 
federativa. (Incluído pela Lei nº 13.716, de 2018). 
 
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito 
público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de 
cidadãos, associação comunitária, organização sindical, 
entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o 
Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. 
§ 1º O poder público, na esfera de sua competência 
federativa, deverá: 
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em 
idade escolar, bem como os jovens e adultos que não 
concluíram a educação básica; 
II - fazer-lhes a chamada pública; 
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à 
escola. 
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público 
assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, 
nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais 
níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades 
constitucionais e legais. 
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste 
artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na 
Publicações do MEC para a 
educação infantil 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 2 
hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo 
gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente. 
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente 
para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela 
ser imputada por crime de responsabilidade. 
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de 
ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso 
aos diferentes níveis de ensino, independentemente da 
escolarização anterior. 
 
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a 
matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 
(quatro) anos de idade. 
 
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as 
seguintes condições: 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e 
do respectivo sistema de ensino; 
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade 
pelo Poder Público; 
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o 
previsto no art. 213 da Constituição Federal. 
 
Art. 7º-A Ao aluno regularmente matriculado em 
instituição de ensino pública ou privada, de qualquer nível, é 
assegurado, no exercício da liberdade de consciência e de 
crença, o direito de, mediante prévio e motivado 
requerimento, ausentar-se de prova ou de aula marcada para 
dia em que, segundo os preceitos de sua religião, seja vedado 
o exercício de tais atividades, devendo-se-lhe atribuir, a 
critério da instituição e sem custos para o aluno, uma das 
seguintes prestações alternativas, nos termos do inciso VIII do 
caput do art. 5º da Constituição Federal: (Incluído pela Lei nº 
13.796, de 2019) 
I - prova ou aula de reposição, conforme o caso, a ser 
realizada em data alternativa, no turno de estudo do aluno ou 
em outro horário agendado com sua anuência expressa; 
(Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) 
II - trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de 
pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega definidos pela 
instituição de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) 
§ 1º A prestação alternativa deverá observar os 
parâmetros curriculares e o plano de aula do dia da ausência 
do aluno. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) 
§ 2º O cumprimento das formas de prestação alternativa 
de que trata este artigo substituirá a obrigação original para 
todos os efeitos, inclusive regularização do registro de 
frequência. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019) 
§ 3º As instituições de ensino implementarão 
progressivamente, no prazo de 2 (dois) anos, as providências 
e adaptações necessárias à adequação de seu funcionamento 
às medidas previstas neste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.796, 
de 2019) 
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica ao ensino militar 
a que se refere o art. 83 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.796, 
de 2019) (Vide parágrafo único do art. 2) 
 
 
TÍTULO IV 
Da Organização da Educação Nacional 
 
Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios organizarão, em regime de colaboração, os 
respectivos sistemas de ensino. 
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de 
educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e 
exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em 
relação às demais instâncias educacionais. 
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização 
nos termos desta Lei. 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração 
com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e 
instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos 
Territórios; 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de 
seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à 
escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva 
e supletiva; 
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a 
educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que 
nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a 
assegurar formação básica comum; 
IV-A - estabelecer, em colaboraçãocom os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e procedimentos 
para identificação, cadastramento e atendimento, na educação 
básica e na educação superior, de alunos com altas habilidades 
ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a 
educação; 
VI - assegurar processo nacional de avaliação do 
rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior, 
em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a 
definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino; 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e 
pós-graduação; 
VIII - assegurar processo nacional de avaliação das 
instituições de educação superior, com a cooperação dos 
sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de 
ensino; 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e 
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de 
educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de 
ensino. 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho 
Nacional de Educação, com funções normativas e de 
supervisão e atividade permanente, criado por lei. 
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a 
União terá acesso a todos os dados e informações necessários 
de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais. 
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser 
delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que 
mantenham instituições de educação superior. 
 
Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições 
oficiais dos seus sistemas de ensino; 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na 
oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a 
distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo 
com a população a ser atendida e os recursos financeiros 
disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em 
consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, 
integrando e coordenando as suas ações e as dos seus 
Municípios; 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e 
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de 
educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de 
ensino; 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de 
ensino; 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com 
prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem, 
respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; 
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede 
estadual. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 3 
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as 
competências referentes aos Estados e aos Municípios. 
 
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições 
oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas 
e planos educacionais da União e dos Estados; 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
III - baixar normas complementares para o seu sistema de 
ensino; 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os 
estabelecimentos do seu sistema de ensino; 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, 
com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em 
outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas 
plenamente as necessidades de sua área de competência e com 
recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela 
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do 
ensino. 
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede 
municipal. 
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por 
se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele 
um sistema único de educação básica. 
 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as 
normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a 
incumbência de: 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e 
financeiros; 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula 
estabelecidas; 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada 
docente; 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor 
rendimento; 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando 
processos de integração da sociedade com a escola; 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus 
filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a 
frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a 
execução da proposta pedagógica da escola; 
VIII - notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação 
dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% 
(trinta por cento) do percentual permitido em lei; (Redação 
dada pela Lei nº 13.803, de 2019) 
IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e 
de combate a todos os tipos de violência, especialmente a 
intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas; 
(Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) 
X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de 
paz nas escolas. (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) 
XI - promover ambiente escolar seguro, adotando 
estratégias de prevenção e enfrentamento ao uso ou 
dependência de drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a 
proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos 
de menor rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, 
além de participar integralmente dos períodos dedicados ao 
planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola 
com as famílias e a comunidade. 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da 
gestão democrática do ensino público na educação básica, de 
acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes 
princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na 
elaboração do projeto pedagógico da escola; 
II - participação das comunidades escolar e local em 
conselhos escolares ou equivalentes. 
 
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades 
escolares públicas de educação básica que os integram 
progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa 
e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito 
financeiro público. 
 
Art. 16. O sistema federal de ensino compreende: 
I - as instituições de ensino mantidas pela União; 
II - as instituições de educação superior mantidas pela 
iniciativa privada; (Redação dada pela Lei nº 13.868, de 2019) 
III - os órgãos federais de educação. 
 
Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito 
Federal compreendem: 
I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente, 
pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal; 
II - as instituições de educação superior mantidas pelo 
Poder Público municipal; 
III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas 
e mantidas pela iniciativa privada; 
IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, 
respectivamente. 
Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de 
educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada, 
integram seu sistema de ensino. 
 
Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem: 
I - as instituições do ensino fundamental, médio e de 
educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal; 
II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas 
pela iniciativa privada; 
III - os órgãos municipais de educação. 
 
Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis 
classificam-se nas seguintes categorias administrativas: 
I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, 
mantidas e administradas pelo Poder Público; (Incluído pela 
Lei nº 13.868, de 2019)II - privadas, assim entendidas as mantidas e 
administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito 
privado. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019) 
III - comunitárias, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº 
13.868, de 2019) 
 
Art. 20. (Revogado pela Lei nº 13.868, de 2019) 
 
TÍTULO V 
Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino 
CAPÍTULO I 
Da Composição dos Níveis Escolares 
 
Art. 21. A educação escolar compõe-se de: 
I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino 
fundamental e ensino médio; 
II - educação superior. 
 
 
 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 4 
CAPÍTULO II 
DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
Seção I 
Das Disposições Gerais 
 
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver 
o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável 
para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para 
progredir no trabalho e em estudos posteriores. 
 
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries 
anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de 
períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, 
na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de 
organização, sempre que o interesse do processo de 
aprendizagem assim o recomendar. 
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive 
quando se tratar de transferências entre estabelecimentos 
situados no País e no exterior, tendo como base as normas 
curriculares gerais. 
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às 
peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a 
critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir 
o número de horas letivas previsto nesta Lei. 
 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, 
será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: 
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas 
para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas 
por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, 
excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver; 
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a 
primeira do ensino fundamental, pode ser feita: 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com 
aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; 
b) por transferência, para candidatos procedentes de 
outras escolas; 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante 
avaliação feita pela escola, que defina o grau de 
desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua 
inscrição na série ou etapa adequada, conforme 
regulamentação do respectivo sistema de ensino; 
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular 
por série, o regimento escolar pode admitir formas de 
progressão parcial, desde que preservada a sequência do 
currículo, observadas as normas do respectivo sistema de 
ensino; 
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos 
de séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento 
na matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou 
outros componentes curriculares; 
V - a verificação do rendimento escolar observará os 
seguintes critérios: 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do 
aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os 
quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de 
eventuais provas finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com 
atraso escolar; 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries 
mediante verificação do aprendizado; 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de 
preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo 
rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições 
de ensino em seus regimentos; 
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, 
conforme o disposto no seu regimento e nas normas do 
respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de 
setenta e cinco por cento do total de horas letivas para 
aprovação; 
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos 
escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou 
certificados de conclusão de cursos, com as especificações 
cabíveis. 
§ 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do 
caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino 
médio, para mil e quatrocentas horas, devendo os sistemas de 
ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos 
mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 
2017. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 2º Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de 
educação de jovens e adultos e de ensino noturno regular, 
adequado às condições do educando, conforme o inciso VI do 
art. 4º. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 
Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades 
responsáveis alcançar relação adequada entre o número de 
alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais 
do estabelecimento. 
Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à 
vista das condições disponíveis e das características regionais 
e locais, estabelecer parâmetro para atendimento do disposto 
neste artigo. 
 
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino 
fundamental e do ensino médio devem ter base nacional 
comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em 
cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, 
exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da 
cultura, da economia e dos educandos. 
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, 
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da 
matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da 
realidade social e política, especialmente do Brasil. 
§ 2º O ensino da arte, especialmente em suas expressões 
regionais, constituirá componente curricular obrigatório da 
educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da 
escola, é componente curricular obrigatório da educação 
básica, sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada 
pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
I - que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis 
horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
II - maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 
10.793, de 1º.12.2003) 
III - que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em 
situação similar, estiver obrigado à prática da educação física; 
(Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
IV - amparado pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro 
de 1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
V - (Vetado) 
VI - que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 
1º.12.2003) 
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as 
contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação 
do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, 
africana e europeia. 
§ 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto 
ano, será ofertada a língua inglesa. (Redação dada pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as 
linguagens que constituirão o componente curricular de que 
trata o § 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.278, de 
2016). 
§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério 
dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os 
temas transversais de que trata o caput. (Redação dada pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/Mensagem_Veto/2003/Mv07-03.htm
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 5 
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá 
componente curricular complementar integrado à proposta 
pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no 
mínimo, 2 (duas) horas mensais. 
§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à 
prevenção de todas as formas de violência contra a criança e 
ao adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos 
currículosescolares de que trata o caput deste artigo, tendo 
como diretriz a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto 
da Criança e do Adolescente), observada a produção e 
distribuição de material didático adequado. 
§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída 
entre os temas transversais de que trata o caput. (Incluído pela 
Lei nº 13.666, de 2018) 
§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de 
caráter obrigatório na Base Nacional Comum Curricular 
dependerá de aprovação do Conselho Nacional de Educação e 
de homologação pelo Ministro de Estado da Educação. 
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e 
de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o 
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. 
(Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008) 
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo 
incluirá diversos aspectos da história e da cultura que 
caracterizam a formação da população brasileira, a partir 
desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da 
África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas 
no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o 
índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas 
contribuições nas áreas social, econômica e política, 
pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº 
11.645, de 2008) 
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados 
no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de 
educação artística e de literatura e história brasileiras. 
(Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008) 
 
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica 
observarão, ainda, as seguintes diretrizes: 
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, 
aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem 
comum e à ordem democrática; 
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos 
em cada estabelecimento; 
III - orientação para o trabalho; 
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas 
desportivas não-formais. 
 
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população 
rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações 
necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e 
de cada região, especialmente: 
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às 
reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; 
II - organização escolar própria, incluindo adequação do 
calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições 
climáticas; 
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural. 
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, 
indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do 
órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que 
considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de 
Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a 
manifestação da comunidade escolar. 
 
 
 
Seção II 
Da Educação Infantil 
 
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação 
básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da 
criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, 
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da 
família e da comunidade. 
 
Art. 30. A educação infantil será oferecida em: 
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até 
três anos de idade; 
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) 
anos de idade. 
 
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com 
as seguintes regras comuns: 
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, 
mesmo para o acesso ao ensino fundamental; 
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, 
distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho 
educacional; 
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas 
diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada 
integral; 
IV - controle de frequência pela instituição de educação 
pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por 
cento) do total de horas; 
V - expedição de documentação que permita atestar os 
processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança. 
 
Seção III 
Do Ensino Fundamental 
 
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 
9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 
(seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do 
cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo 
como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do 
cálculo; 
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema 
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se 
fundamenta a sociedade; 
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, 
tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a 
formação de atitudes e valores; 
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de 
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se 
assenta a vida social. 
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino 
fundamental em ciclos. 
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular 
por série podem adotar no ensino fundamental o regime de 
progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo 
de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo 
sistema de ensino. 
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em 
língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a 
utilização de suas línguas maternas e processos próprios de 
aprendizagem. 
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino 
a distância utilizado como complementação da aprendizagem 
ou em situações emergenciais. 
§ 5o O currículo do ensino fundamental incluirá, 
obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças 
e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 
de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 6 
Adolescente, observada a produção e distribuição de material 
didático adequado. 
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído 
como tema transversal nos currículos do ensino fundamental. 
 
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte 
integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina 
dos horários normais das escolas públicas de ensino 
fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural 
religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. 
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os 
procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino 
religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e 
admissão dos professores. 
§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, 
constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a 
definição dos conteúdos do ensino religioso. 
 
Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá 
pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, 
sendo progressivamente ampliado o período de permanência 
na escola. 
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das 
formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. 
§ 2º O ensino fundamental será ministrado 
progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas 
de ensino. 
 
Seção IV 
Do Ensino Médio 
 
Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, 
com duração mínima de três anos, terá como finalidades: 
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos 
adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o 
prosseguimento de estudos; 
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do 
educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de 
se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou 
aperfeiçoamento posteriores; 
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, 
incluindo a formação ética e o desenvolvimentoda autonomia 
intelectual e do pensamento crítico; 
IV - a compreensão dos fundamentos científico-
tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria 
com a prática, no ensino de cada disciplina. 
 
Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá 
direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, 
conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas 
seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, 
de 2017) 
I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei 
nº 13.415, de 2017) 
§ 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o 
caput do art. 26, definida em cada sistema de ensino, deverá 
estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e ser 
articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, 
ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao 
ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de 
educação física, arte, sociologia e filosofia. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 3º O ensino da língua portuguesa e da matemática será 
obrigatório nos três anos do ensino médio, assegurada às 
comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas 
línguas maternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 4º Os currículos do ensino médio incluirão, 
obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar 
outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, 
preferencialmente o espanhol, de acordo com a 
disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos 
sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 5º A carga horária destinada ao cumprimento da Base 
Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e 
oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de 
acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho 
esperados para o ensino médio, que serão referência nos 
processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional 
Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a 
formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho 
voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua 
formação nos aspectos físicos, cognitivos e sócio emocionais. 
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 8º Os conteúdos, as metodologias e as formas de 
avaliação processual e formativa serão organizados nas redes 
de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas 
orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de 
tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: 
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que 
presidem a produção moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415, 
de 2017) 
II - conhecimento das formas contemporâneas de 
linguagem. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 
Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela 
Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, 
que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes 
arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto 
local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: 
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei 
nº 13.415, de 2017) 
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada 
pela Lei nº 13.415, de 2017) 
IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada 
pela Lei nº 13.415, de 2017) 
V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 1º A organização das áreas de que trata o caput e das 
respectivas competências e habilidades será feita de acordo 
com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino. 
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
III - (revogado). 
§ 2º (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008) 
§ 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser 
composto itinerário formativo integrado, que se traduz na 
composição de componentes curriculares da Base Nacional 
Comum Curricular - BNCC e dos itinerários formativos, 
considerando os incisos I a V do caput. (Redação dada pela Lei 
nº 13.415, de 2017) 
§ 4º (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008) 
§ 5º Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de 
vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 7 
médio cursar mais um itinerário formativo de que trata o 
caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação 
com ênfase técnica e profissional considerará: (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
I - a inclusão de vivências práticas de trabalho no setor 
produtivo ou em ambientes de simulação, estabelecendo 
parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos 
estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem 
profissional; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - a possibilidade de concessão de certificados 
intermediários de qualificação para o trabalho, quando a 
formação for estruturada e organizada em etapas com 
terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao 
inciso V do caput, em áreas que não constem do Catálogo 
Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá, para sua 
continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho 
Estadual de Educação, no prazo de três anos, e da inserção no 
Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos, 
contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 8º A oferta de formação técnica e profissional a que se 
refere o inciso V do caput, realizada na própria instituição ou 
em parceria com outras instituições, deverá ser aprovada 
previamente pelo Conselho Estadual de Educação, 
homologada pelo Secretário Estadual de Educação e 
certificada pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 9º As instituições de ensino emitirão certificado com 
validade nacional, que habilitará o concluinte do ensino médio 
ao prosseguimento dos estudos em nível superior ou em 
outros cursos ou formações para os quais a conclusão do 
ensino médio seja etapa obrigatória. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 10. Além das formas de organização previstas no art. 23, 
o ensino médio poderá ser organizado em módulos e adotar o 
sistema de créditos com terminalidade específica. (Incluído 
pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 11. Para efeito de cumprimento das exigências 
curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão 
reconhecer competências e firmar convênios com instituições 
de educação a distância com notório reconhecimento, 
mediante as seguintes formas de comprovação: (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
I - demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 
2017) 
II - experiência de trabalho supervisionado ou outra 
experiência adquirida fora do ambiente escolar; (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
III - atividades de educação técnica oferecidas em outras 
instituições de ensino credenciadas; (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
IV - cursos oferecidos por centros ou programas 
ocupacionais; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais 
ou estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
VI - cursos realizados por meio de educação a distância ou 
educação presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
§12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de 
escolha das áreas de conhecimento ou de atuação profissional 
previstas no caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 
Seção IV-A 
Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio 
 
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste 
Capítulo, o ensino médio, atendida a formação geral do 
educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões 
técnicas. 
Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, 
facultativamente, a habilitação profissional poderão ser 
desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio 
ou em cooperação com instituições especializadas em 
educação profissional. 
 
Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio 
será desenvolvida nas seguintes formas: 
I - articulada com o ensino médio; 
II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha 
concluído o ensino médio. 
Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível 
médio deverá observar: 
I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes 
curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional 
de Educação; 
II - as normas complementares dos respectivos sistemas de 
ensino; 
III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos 
de seu projeto pedagógico. 
 
Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio 
articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei, 
será desenvolvida de forma: 
I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído 
o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a 
conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível 
médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se 
matrícula única para cada aluno; 
II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino 
médio ou já o estejam cursando, efetuando-se matrículas 
distintas para cada curso, e podendo ocorrer: 
a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; 
b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as 
oportunidades educacionais disponíveis; 
c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios 
de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao 
desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. 
 
Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educação profissional 
técnica de nível médio, quando registrados, terão validade 
nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na 
educação superior. 
Parágrafo único. Os cursos de educação profissional 
técnica de nível médio, nas formas articulada concomitante e 
subsequente, quando estruturados e organizados em etapas 
com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados 
de qualificação para o trabalho após a conclusão, com 
aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma 
qualificação para o trabalho. 
 
Seção V 
Da Educação de Jovens e Adultos 
 
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada 
àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos 
nos ensinos fundamental e médio na idade própria e 
constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao 
longo da vida. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018) 
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos 
jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na 
idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, 
consideradas as características do alunado, seus interesses, 
condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames. 
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a 
permanência do trabalhador na escola, mediante ações 
integradas e complementares entre si. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 8 
§ 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, 
preferencialmente, com a educação profissional, na forma do 
regulamento. 
 
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames 
supletivos, que compreenderão a base nacional comum do 
currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em 
caráter regular. 
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: 
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os 
maiores de quinze anos; 
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores 
de dezoito anos. 
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos 
educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos 
mediante exames. 
 
CAPÍTULO III 
DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
Da Educação Profissional e Tecnológica 
 
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no 
cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se 
aos diferentes níveis e modalidades de educação e às 
dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. 
§ 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica 
poderão ser organizados por eixos tecnológicos, 
possibilitando a construção de diferentes itinerários 
formativos, observadas as normas do respectivo sistema e 
nível de ensino. 
§ 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os 
seguintes cursos: 
I - de formação inicial e continuada ou qualificação 
profissional; 
II - de educação profissional técnica de nível médio; 
III - de educação profissional tecnológica de graduação e 
pós-graduação. 
§ 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de 
graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne 
a objetivos, características e duração, de acordo com as 
diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho 
Nacional de Educação. 
 
Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em 
articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias 
de educação continuada, em instituições especializadas ou no 
ambiente de trabalho. 
 
Art. 41. O conhecimento adquirido na educação 
profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser 
objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para 
prosseguimento ou conclusão de estudos. 
 
Art. 42. As instituições de educação profissional e 
tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos 
especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à 
capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível 
de escolaridade. 
 
CAPÍTULO IV 
Da Educação Superior 
 
Art. 43. A educação superior tem por finalidade: 
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do 
espírito científico e do pensamento reflexivo; 
II - formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais 
e para a participação no desenvolvimento da sociedade 
brasileira, e colaborar na sua formação contínua; 
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação 
científica, visando o desenvolvimento da ciência e da 
tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, 
desenvolver o entendimento do homem e do meio em que 
vive; 
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da 
humanidade e comunicar o saber através do ensino, de 
publicações ou de outras formas de comunicação; 
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento 
cultural e profissional e possibilitar a correspondente 
concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo 
adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do 
conhecimento de cada geração; 
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo 
presente, em particular os nacionais e regionais, prestar 
serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta 
uma relação de reciprocidade; 
VII - promover a extensão, aberta à participação da 
população, visando à difusão das conquistas e benefícios 
resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e 
tecnológica geradas na instituição. 
VIII - atuar em favor da universalização e do 
aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a 
capacitação de profissionais, a realização de pesquisas 
pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão 
que aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei nº 
13.174, de 2015) 
 
Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos 
e programas:I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes 
níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos 
requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde 
que tenham concluído o ensino médio ou equivalente; 
II - de graduação, abertos a candidatos que tenham 
concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido 
classificados em processo seletivo; 
III - de pós-graduação, compreendendo programas de 
mestrado e doutorado, cursos de especialização, 
aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados 
em cursos de graduação e que atendam às exigências das 
instituições de ensino; 
IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos 
requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de 
ensino. 
§ 1º O resultado do processo seletivo referido no inciso II 
do caput deste artigo será tornado público pela instituição de 
ensino superior, sendo obrigatórios a divulgação da relação 
nominal dos classificados, a respectiva ordem de classificação 
e o cronograma das chamadas para matrícula, de acordo com 
os critérios para preenchimento das vagas constantes do 
edital, assegurado o direito do candidato, classificado ou não, 
a ter acesso a suas notas ou indicadores de desempenho em 
provas, exames e demais atividades da seleção e a sua posição 
na ordem de classificação de todos os candidatos. (Redação 
dada pela Lei nº 13.826, de 2019) 
§ 2º No caso de empate no processo seletivo, as instituições 
públicas de ensino superior darão prioridade de matrícula ao 
candidato que comprove ter renda familiar inferior a dez 
salários mínimos, ou ao de menor renda familiar, quando mais 
de um candidato preencher o critério inicial. (Incluído pela Lei 
nº 13.184, de 2015) 
§ 3º O processo seletivo referido no inciso II considerará 
as competências e as habilidades definidas na Base Nacional 
Comum Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) 
 
Art. 45. A educação superior será ministrada em 
instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com 
variados graus de abrangência ou especialização. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 9 
Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem 
como o credenciamento de instituições de educação superior, 
terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente, 
após processo regular de avaliação. 
§ 1º Após um prazo para saneamento de deficiências 
eventualmente identificadas pela avaliação a que se refere este 
artigo, haverá reavaliação, que poderá resultar, conforme o 
caso, em desativação de cursos e habilitações, em intervenção 
na instituição, em suspensão temporária de prerrogativas da 
autonomia, ou em descredenciamento. 
§ 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo 
responsável por sua manutenção acompanhará o processo de 
saneamento e fornecerá recursos adicionais, se necessários, 
para a superação das deficiências. 
§ 3º No caso de instituição privada, além das sanções 
previstas no § 1o deste artigo, o processo de reavaliação 
poderá resultar em redução de vagas autorizadas e em 
suspensão temporária de novos ingressos e de oferta de 
cursos. (Alterado pela Lei 13.530/2017). 
§ 4º É facultado ao Ministério da Educação, mediante 
procedimento específico e com aquiescência da instituição de 
ensino, com vistas a resguardar os interesses dos estudantes, 
comutar as penalidades previstas nos §§ 1o e 3o deste artigo 
por outras medidas, desde que adequadas para superação das 
deficiências e irregularidades constatadas. (Alterado pela Lei 
13.530/2017). 
§ 5º Para fins de regulação, os Estados e o Distrito Federal 
deverão adotar os critérios definidos pela União para 
autorização de funcionamento de curso de graduação em 
Medicina.” (Incluído pela Lei 13.530/2017). 
 
Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular, 
independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de 
trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos 
exames finais, quando houver. 
§ 1º As instituições informarão aos interessados, antes de 
cada período letivo, os programas dos cursos e demais 
componentes curriculares, sua duração, requisitos, 
qualificação dos professores, recursos disponíveis e critérios 
de avaliação, obrigando-se a cumprir as respectivas condições, 
e a publicação deve ser feita, sendo as 3 (três) primeiras 
formas concomitantemente: (Redação dada pela lei nº 13.168, 
de 2015). 
I - em página específica na internet no sítio eletrônico 
oficial da instituição de ensino superior, obedecido o seguinte: 
(Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
a) toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como 
título “Grade e Corpo Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de 
2015) 
b) a página principal da instituição de ensino superior, bem 
como a página da oferta de seus cursos aos ingressantes sob a 
forma de vestibulares, processo seletivo e outras com a mesma 
finalidade, deve conter a ligação desta com a página específica 
prevista neste inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
c) caso a instituição de ensino superior não possua sítio 
eletrônico, deve criar página específica para divulgação das 
informações de que trata esta Lei; (Incluída pela lei nº 13.168, 
de 2015) 
d) a página específica deve conter a data completa de sua 
última atualização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
II - em toda propaganda eletrônica da instituição de ensino 
superior, por meio de ligação para a página referida no inciso 
I; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
III - em local visível da instituição de ensino superior e de 
fácil acesso ao público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
IV - deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de 
acordo com a duração das disciplinas de cada curso oferecido, 
observando o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015) 
a) caso o curso mantenha disciplinas com duração 
diferenciada, a publicação deve ser semestral; (Incluída pela 
lei nº 13.168, de 2015) 
b) a publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início 
das aulas; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
c) caso haja mudança na grade do curso ou no corpo 
docente até o início das aulas, os alunos devem ser 
comunicados sobre as alterações; (Incluída pela lei nº 13.168, 
de 2015) 
V - deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei 
nº 13.168, de 2015) 
a) a lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de 
ensino superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015) 
b) a lista das disciplinas que compõem a grade curricular 
de cada curso e as respectivas cargas horárias; (Incluída pela 
lei nº 13.168, de 2015) 
c) a identificação dos docentes que ministrarão as aulas em 
cada curso, as disciplinas que efetivamente ministrará naquele 
curso ou cursos, sua titulação, abrangendo a qualificação 
profissional do docente e o tempo de casa do docente, de forma 
total, contínua ou intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de 
2015) 
§ 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento 
nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros 
instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca 
examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos 
seus cursos, de acordo com as normas dos sistemas de ensino. 
§ 3º É obrigatória a frequência de alunos e professores, 
salvo nos programas de educação a distância. 
§ 4º As instituições de educação superior oferecerão, no 
período noturno, cursos de graduação nos mesmos padrões de 
qualidade mantidos no período diurno, sendo obrigatória a 
oferta noturna nas instituições públicas, garantida a 
necessária previsão orçamentária. 
 
Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos, 
quando registrados, terão validade nacional como prova da 
formação recebida por seu titular. 
§ 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por 
elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições 
não-universitárias serão registrados em universidades 
indicadas pelo Conselho Nacional de Educação. 
§ 2º Os diplomas de graduação expedidos por 
universidades estrangeirasserão revalidados por 
universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e 
área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais 
de reciprocidade ou equiparação. 
§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos 
por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos 
por universidades que possuam cursos de pós-graduação 
reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e 
em nível equivalente ou superior. 
 
Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a 
transferência de alunos regulares, para cursos afins, na 
hipótese de existência de vagas, e mediante processo seletivo. 
Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na 
forma da lei. 
 
Art. 50. As instituições de educação superior, quando da 
ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus 
cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade 
de cursá-las com proveito, mediante processo seletivo prévio. 
 
Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas 
como universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de 
seleção e admissão de estudantes, levarão em conta os efeitos 
desses critérios sobre a orientação do ensino médio, 
articulando-se com os órgãos normativos dos sistemas de 
ensino. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 10 
Art. 52. As universidades são instituições 
pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de 
nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo 
do saber humano, que se caracterizam por: (Regulamento) 
I - produção intelectual institucionalizada mediante o 
estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes, 
tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e 
nacional; 
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação 
acadêmica de mestrado ou doutorado; 
III - um terço do corpo docente em regime de tempo 
integral. 
Parágrafo único. É facultada a criação de universidades 
especializadas por campo do saber. 
 
Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às 
universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes 
atribuições: 
I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e 
programas de educação superior previstos nesta Lei, 
obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do 
respectivo sistema de ensino; 
II - fixar os currículos dos seus cursos e programas, 
observadas as diretrizes gerais pertinentes; 
III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa 
científica, produção artística e atividades de extensão; 
IV - fixar o número de vagas de acordo com a capacidade 
institucional e as exigências do seu meio; 
V - elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em 
consonância com as normas gerais atinentes; 
VI - conferir graus, diplomas e outros títulos; 
VII - firmar contratos, acordos e convênios; 
VIII - aprovar e executar planos, programas e projetos de 
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em 
geral, bem como administrar rendimentos conforme 
dispositivos institucionais; 
IX - administrar os rendimentos e deles dispor na forma 
prevista no ato de constituição, nas leis e nos respectivos 
estatutos; 
X - receber subvenções, doações, heranças, legados e 
cooperação financeira resultante de convênios com entidades 
públicas e privadas. 
§ 1º Para garantir a autonomia didático-científica das 
universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e 
pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários 
disponíveis, sobre: (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) 
I - criação, expansão, modificação e extinção de cursos; 
(Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) 
II - ampliação e diminuição de vagas; (Redação dada pela 
Lei nº 13.490, de 2017) 
III - elaboração da programação dos cursos; (Redação dada 
pela Lei nº 13.490, de 2017) 
IV - programação das pesquisas e das atividades de 
extensão; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017) 
V - contratação e dispensa de professores; (Redação dada 
pela Lei nº 13.490, de 2017) 
VI - planos de carreira docente. (Redação dada pela Lei nº 
13.490, de 2017) 
§ 2º As doações, inclusive monetárias, podem ser dirigidas 
a setores ou projetos específicos, conforme acordo entre 
doadores e universidades. (Incluído pela Lei nº 13.490, de 
2017) 
§ 3º No caso das universidades públicas, os recursos das 
doações devem ser dirigidos ao caixa único da instituição, com 
destinação garantida às unidades a serem beneficiadas. 
(Incluído pela Lei nº 13.490, de 2017) 
 
Art. 54. As universidades mantidas pelo Poder Público 
gozarão, na forma da lei, de estatuto jurídico especial para 
atender às peculiaridades de sua estrutura, organização e 
financiamento pelo Poder Público, assim como dos seus planos 
de carreira e do regime jurídico do seu pessoal. 
§ 1º No exercício da sua autonomia, além das atribuições 
asseguradas pelo artigo anterior, as universidades públicas 
poderão: 
I - propor o seu quadro de pessoal docente, técnico e 
administrativo, assim como um plano de cargos e salários, 
atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos 
disponíveis; 
II - elaborar o regulamento de seu pessoal em 
conformidade com as normas gerais concernentes; 
III - aprovar e executar planos, programas e projetos de 
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em 
geral, de acordo com os recursos alocados pelo respectivo 
Poder mantenedor; 
IV - elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais; 
V - adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas 
peculiaridades de organização e funcionamento; 
VI - realizar operações de crédito ou de financiamento, com 
aprovação do Poder competente, para aquisição de bens 
imóveis, instalações e equipamentos; 
VII - efetuar transferências, quitações e tomar outras 
providências de ordem orçamentária, financeira e patrimonial 
necessárias ao seu bom desempenho. 
§ 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser 
estendidas a instituições que comprovem alta qualificação 
para o ensino ou para a pesquisa, com base em avaliação 
realizada pelo Poder Público. 
 
Art. 55. Caberá à União assegurar, anualmente, em seu 
Orçamento Geral, recursos suficientes para manutenção e 
desenvolvimento das instituições de educação superior por ela 
mantidas. 
 
Art. 56. As instituições públicas de educação superior 
obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a 
existência de órgãos colegiados deliberativos, de que 
participarão os segmentos da comunidade institucional, local 
e regional. 
Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão 
setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e 
comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e 
modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha 
de dirigentes. 
 
Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o 
professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de 
aulas. 
 
CAPÍTULO V 
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL 
 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos 
desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida 
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos 
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e 
altas habilidades ou superdotação. 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio 
especializado, na escola regular, para atender às 
peculiaridades da clientela de educação especial. 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, 
escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das 
condições específicas dos alunos, não for possível a sua 
integração nas classes comuns de ensino regular. 
§ 3º A oferta de educação especial, nos termos do caput 
deste artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao 
longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo 
único do art. 60 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632, 
de 2018) 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 11 
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos 
comdeficiência, transtornos globais do desenvolvimento e 
altas habilidades ou superdotação: 
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e 
organização específicos, para atender às suas necessidades; 
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem 
atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, 
em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em 
menor tempo o programa escolar para os superdotados; 
III - professores com especialização adequada em nível 
médio ou superior, para atendimento especializado, bem como 
professores do ensino regular capacitados para a integração 
desses educandos nas classes comuns; 
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua 
efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições 
adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção 
no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos 
oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma 
habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou 
psicomotora; 
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais 
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino 
regular. 
 
Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro 
nacional de alunos com altas habilidades ou superdotação 
matriculados na educação básica e na educação superior, a fim 
de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao 
desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado. 
(Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) 
 
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino 
estabelecerão critérios de caracterização das instituições 
privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação 
exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e 
financeiro pelo Poder Público. 
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa 
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação na própria rede pública regular 
de ensino, independentemente do apoio às instituições 
previstas neste artigo. 
 
TÍTULO VI 
Dos Profissionais da Educação 
 
Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar 
básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido 
formados em cursos reconhecidos, são: 
I - professores habilitados em nível médio ou superior para 
a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e 
médio; 
II - trabalhadores em educação portadores de diploma de 
pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, 
supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com 
títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas; 
III - trabalhadores em educação, portadores de diploma de 
curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim. 
IV - profissionais com notório saber reconhecido pelos 
respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de 
áreas afins à sua formação ou experiência profissional, 
atestados por titulação específica ou prática de ensino em 
unidades educacionais da rede pública ou privada ou das 
corporações privadas em que tenham atuado, exclusivamente 
para atender ao inciso V do caput do art. 36; (Incluído pela lei 
nº 13.415, de 2017) 
V - profissionais graduados que tenham feito 
complementação pedagógica, conforme disposto pelo 
Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela lei nº 13.415, 
de 2017) 
Parágrafo único. A formação dos profissionais da 
educação, de modo a atender às especificidades do exercício 
de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes 
etapas e modalidades da educação básica, terá como 
fundamentos: 
I - a presença de sólida formação básica, que propicie o 
conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas 
competências de trabalho; 
II - a associação entre teorias e práticas, mediante estágios 
supervisionados e capacitação em serviço; 
III - o aproveitamento da formação e experiências 
anteriores, em instituições de ensino e em outras atividades. 
 
Art. 62 A formação de docentes para atuar na educação 
básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura 
plena, admitida, como formação mínima para o exercício do 
magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do 
ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na 
modalidade normal. (Redação dada pela lei nº 13.415, de 
2017) 
§ 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios, 
em regime de colaboração, deverão promover a formação 
inicial, a continuada e a capacitação dos profissionais de 
magistério. 
§ 2º A formação continuada e a capacitação dos 
profissionais de magistério poderão utilizar recursos e 
tecnologias de educação a distância. 
§ 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará 
preferência ao ensino presencial, subsidiariamente fazendo 
uso de recursos e tecnologias de educação a distância. 
§ 4º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios 
adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência 
em cursos de formação de docentes em nível superior para 
atuar na educação básica pública. 
§ 5º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios 
incentivarão a formação de profissionais do magistério para 
atuar na educação básica pública mediante programa 
institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes 
matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena, 
nas instituições de educação superior. 
§ 6º O Ministério da Educação poderá estabelecer nota 
mínima em exame nacional aplicado aos concluintes do ensino 
médio como pré-requisito para o ingresso em cursos de 
graduação para formação de docentes, ouvido o Conselho 
Nacional de Educação - CNE. 
§ 7º (Vetado). 
§ 8º Os currículos dos cursos de formação de docentes 
terão por referência a Base Nacional Comum 
Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017) 
 
Art. 62-A. A formação dos profissionais a que se refere o 
inciso III do art. 61 far-se-á por meio de cursos de conteúdo 
técnico-pedagógico, em nível médio ou superior, incluindo 
habilitações tecnológicas. 
Parágrafo único. Garantir-se-á formação continuada para 
os profissionais a que se refere o caput, no local de trabalho ou 
em instituições de educação básica e superior, incluindo 
cursos de educação profissional, cursos superiores de 
graduação plena ou tecnológicos e de pós-graduação. 
 
Art. 62-B. O acesso de professores das redes públicas de 
educação básica a cursos superiores de pedagogia e 
licenciatura será efetivado por meio de processo seletivo 
diferenciado. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) 
§ 1º Terão direito de pleitear o acesso previsto no caput 
deste artigo os professores das redes públicas municipais, 
estaduais e federal que ingressaram por concurso público, 
tenham pelo menos três anos de exercício da profissão e não 
sejam portadores de diploma de graduação. (Incluído pela Lei 
nº 13.478, de 2017) 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 12 
§ 2º As instituições de ensino responsáveis pela oferta de 
cursos de pedagogia e outras licenciaturas definirão critérios 
adicionais de seleção sempre que acorrerem aos certames 
interessados em número superior ao de vagas disponíveis 
para os respectivos cursos. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 
2017) 
§ 3º Sem prejuízo dos concursos seletivos a serem 
definidos em regulamento pelas universidades, terão 
prioridade de ingresso os professores que optarem por cursos 
de licenciatura em matemática, física, química, biologia e 
língua portuguesa. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017) 
 
Art. 63. Os institutos superiores de educação manterão: 
I - cursos formadores de profissionais para a educação 
básica, inclusive o curso normal superior, destinado à 
formação de docentes para a educação infantil e para as 
primeiras séries do ensino fundamental; 
II - programas de formação pedagógica para portadores de 
diplomas de educação superior que queiram se dedicar à 
educação básica; 
III - programas de educação continuada para os 
profissionais de educaçãoacontecer. “E se eu ler muitos livros de 
autoajuda?" Também não vai adiantar. 
Sonho não é delírio, é o desejo com 
factibilidade, que pode ser realizado. Delírio é 
um desejo marcado pela incapacidade de 
realização. 
(CORTELLA, Mário Sárglo- Pensar bem nos faz bem! Vozes, 
p.138.) 
 
A letra “x" representa vários sons como em 
"exemploVz/. Assinale a alternativa com som 
diferente: 
(A) exato. 
(B) exame. 
(C) expressar. 
(D) exaurir. 
 
 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 9 
02. (Prefeitura de Porto Velho/RO - 
Especialista em Educação - IBADE/2019) 
 
Queremos a infância para nós 
 
O mundo anda bem atrapalhado: de um 
lado, temos crianças que se comportam, se 
vestem, falam e são tratadas como adultos. Do 
outro, adultos que se comportam, se vestem, 
falam e são tratados como crianças. Pelo jeito, 
infância e vida adulta têm hoje pouco a ver com 
idade cronológica. 
Não é preciso muito para observar sinais 
dessa troca: basta olhar as pessoas no espaço 
público. É corriqueiro vermos meninas 
vestidas com roupas de adultos, inclusive 
sensuais: blusas e saias curtas, calças 
apertadas, meia-calça e sapatos de salto. E 
pensar que elas precisam é de roupa folgada 
para deixar o corpo explodir em movimentos 
que devem ser experimentados... Mas sempre 
há um traço que trai a idade: um brinquedo 
pendurado, um exagero de enfeites, um 
excesso de maquiagem, etc. 
Se olharmos as adultas, vestidas com o 
mesmo tipo de roupa das meninas descritas 
acima, vemos também brinquedos, carregados 
como enfeites ou amuletos: nos chaveiros, nas 
bolsas, nos telefones celulares, nos carros. Isso 
sem falar nas mesas de trabalho, enfeitadas 
com ícones do mundo infantil. 
Criança pequena adora ter amigo 
imaginário, mas essa maravilhosa 
possibilidade tem sido destruída, pouco a 
pouco, pelo massacre da realidade do mundo 
adulto, que tem colaborado muito para 
desfazer a fantasia e o faz-de-conta. Mas os 
legítimos representantes desse mundo, por 
sua vez, não hesitam em ter o seu. 
Ultimamente, ele tem sido comum e ganhou o 
nome de deus. Não me refiro ao Deus das 
religiões e alvo da fé. A ideia de deus foi 
privatizada, e cada um tem o seu, à sua imagem 
e semelhança, mesmo sem professar religião 
nenhuma. 
O amigo imaginário dos adultos chamado de 
deus é aquele com quem eles conversam 
animadamente, a quem chamam nos 
momentos de estresse, a quem recorrem 
sempre que enfrentam dificuldades, precisam 
tomar uma decisão ou anseiam por algo e, 
principalmente, para contornar a solidão. 
Nada como ter um amigo invisível, já que ele 
não exige lealdade, dedicação nem cobra nada, 
não é? 
E o que dizer, então, das brincadeiras 
infantis que muitos adultos são obrigados a 
enfrentar quando fazem cursos, frequentam 
seminários ou assistem a aulas? É um tal de 
assoprar bexigas, abraçar quem está ao lado, 
acender fósforo para expressar uma ideia, 
carregar uma pedra para ter a palavra no 
grupo, escolher um bicho como imagem de 
identificação, usar canetas coloridas para fazer 
trabalhos, etc. 
Mas, se existe uma manifestação comum a 
crianças e adultos para expressar alegria, 
contentamento, comemoração e afins, ela tem 
sido o grito. Que as crianças gritem porque 
ainda não descobriram outras maneiras de 
expressar emoções, dá para entender. Aliás, é 
bom lembrar que os educadores não têm 
colaborado para que elas aprendam a 
desenvolver outros tipos de expressão. Mas os 
adultos gritarem desesperada e 
estridentemente para manifestar emoção é 
constrangedor. Com tamanha confusão, fica a 
impressão de que roubamos a infância das 
crianças porque a queremos para nós, não? 
SAYÃO, Rosely. “As melhores crônicas do Brasil”. In 
cronicasbrasil.blogspot.com. 
 
O vocábulo “impressão”, sublinhado no 
fragmento “fica a impressão de que roubamos 
a infância das crianças” (7º §), é grafado com 
“ss” em razão de uma regra ortográfica 
segundo a qual grafam-se com o dígrafo “ss” os 
nomes relacionados aos verbos com radical em 
“prim”, como imprimir / impressão, 
comprimir/compressão, etc. Abaixo estão 
relacionadas outras regras ortográficas, com 
os respectivos exemplos. A regra em que um 
dos exemplos NÃO se enquadra nela é: 
(A) grafam-se com Z os sufixos -izar, -ização: 
civilizar, humanizar, catalizar, colonização. 
(B) grafa-se com Ç a correlação T – Ç: 
absorção, ação, assunção, exceção. 
(C) grafa-se com SS a correlação CED - CESS: 
cessão, intercessão, acessível, concessão. 
(D) grafam-se com S os sufixos -esa, -ês, -
esia, quando o radical é um substantivo: 
freguês, burguesa, maresia, pedrês. 
(E) grafam-se com Z os sufixos -ez, -eza, 
quando o radical é um adjetivo: pobreza, 
grandeza, acidez, realeza. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 10 
03. (Prefeitura de Timbó/SC - 
Engenheiro Civil - FURB/2019) Assim como 
o verbo “autorizar”, assinale a alternativa que 
contenha outro exemplo de verbo terminado 
em IZAR: 
(A) avi___ar. 
(B) ali___ar. 
(C) pesqui___ar. 
(D) tranquili___ar. 
(E) preci___ar. 
 
04. (Prefeitura de Timbó/SC - 
Engenheiro Civil - FURB/2019) A exemplo 
de “crescimento”, escrito corretamente com 
SC, assinale a alternativa cuja lacuna também 
deve ser preenchida com SC: 
(A) e___eção. 
(B) do___ente. 
(C) anoite___er. 
(D) ace___ível. 
(E) di____ente. 
 
05. (MPE-GO - Secretário Auxiliar - MPE-
GO/2019) Assinale a alternativa em que NÃO 
há erro de grafia nas palavras descritas: 
(A) aprasível, chafariz, puxar. 
(B) pecha, cochichar, piche. 
(C) poetiza, encharcada, exdrúxulo. 
(D) expetacular, exceção, objeção. 
(E) estiagem, expulsão, enchuto. 
 
Gabarito 
 
01. C / 02. A / 03. D / 04. E / 05. B 
 
Emprego das Iniciais Maiúsculas e 
Minúsculas 
 
Inicial Maiúscula 
Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes 
casos: 
1) No começo de um período, verso ou 
citação direta. 
 
Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com 
Cristo em qualquer lugar, ainda que seja no 
inferno, é estar no Paraíso.” 
 
“Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que à luz do sol encerra 
As promessas divinas da Esperança…” 
(Castro Alves) 
2) Nos antropônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. 
 
3) Nos topônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. 
 
4) Nos nomes mitológicos. 
Exemplos: Dionísio, Netuno. 
 
5) Nos nomes de festas e festividades. 
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã. 
 
6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas 
internacionais. 
Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª. 
 
7) Nos nomes que designam altos conceitos 
religiosos, políticos ou nacionalistas. 
Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, 
Romana), Estado, Nação, Pátria, União, etc. 
 
Observação: esses nomes escrevem-se com 
inicial minúscula quando são empregados em 
sentido geral ou indeterminado. 
Exemplo: Todos amam sua pátria. 
 
Emprego Facultativo da Letra Maiúscula 
1) No início dos versos que não abrem 
período, é facultativo o uso da letra maiúscula, 
como por exemplo: 
 
“Aqui, sim, no meu cantinho, 
vendo rir-me o candeeiro, 
gozo o bem de estar sozinho 
e esquecer o mundo inteiro.” 
 
2) Nos nomes de logradouros públicos, 
templos e edifícios. 
Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da 
Liberdade / Igreja do Rosário ou igreja do 
Rosário / Edifício Azevedo ou edifício Azevedo. 
 
Inicial Minúscula 
Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes 
casos: 
1) Em todos os vocábulos correntes da língua 
portuguesa. 
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta, 
etc. 
 
2) Depois de dois-pontos, não se tratando de 
citação direta, usa-se letra minúscula. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 11 
Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com 
suas dádivas: ouro, incenso, mirra.” (Manuel 
Bandeira) 
 
3) Nos nomes de meses, estações do ano e 
dias da semana. 
Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. / 
segunda, sexta, domingo, etc. / primavera, 
verão, outono, inverno. 
 
4) Nos pontos cardeais. 
Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de 
leste a oeste.” / “Estes são os pontos colaterais:dos diversos níveis. 
 
Art. 64. A formação de profissionais de educação para 
administração, planejamento, inspeção, supervisão e 
orientação educacional para a educação básica, será feita em 
cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-
graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta 
formação, a base comum nacional. 
 
Art. 65. A formação docente, exceto para a educação 
superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas 
horas. 
 
Art. 66. A preparação para o exercício do magistério 
superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente 
em programas de mestrado e doutorado. 
Parágrafo único. O notório saber, reconhecido por 
universidade com curso de doutorado em área afim, poderá 
suprir a exigência de título acadêmico. 
 
Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização 
dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos 
termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério 
público: 
I - ingresso exclusivamente por concurso público de provas 
e títulos; 
II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive 
com licenciamento periódico remunerado para esse fim; 
III - piso salarial profissional; 
IV - progressão funcional baseada na titulação ou 
habilitação, e na avaliação do desempenho; 
V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, 
incluído na carga de trabalho; 
VI - condições adequadas de trabalho. 
§ 1º A experiência docente é pré-requisito para o exercício 
profissional de quaisquer outras funções de magistério, nos 
termos das normas de cada sistema de ensino. 
§ 2º Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no § 
8o do art. 201 da Constituição Federal, são consideradas 
funções de magistério as exercidas por professores e 
especialistas em educação no desempenho de atividades 
educativas, quando exercidas em estabelecimento de 
educação básica em seus diversos níveis e modalidades, 
incluídas, além do exercício da docência, as de direção de 
unidade escolar e as de coordenação e assessoramento 
pedagógico. 
§ 3º A União prestará assistência técnica aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios na elaboração de concursos 
públicos para provimento de cargos dos profissionais da 
educação. 
 
TÍTULO VII 
Dos Recursos financeiros 
 
Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os 
originários de: 
I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios; 
II - receita de transferências constitucionais e outras 
transferências; 
III - receita do salário-educação e de outras contribuições 
sociais; 
IV - receita de incentivos fiscais; 
V - outros recursos previstos em lei. 
 
Art. 69. A União aplicará, anualmente, nunca menos de 
dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte 
e cinco por cento, ou o que consta nas respectivas 
Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de 
impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na 
manutenção e desenvolvimento do ensino público. 
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela 
União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou 
pelos Estados aos respectivos Municípios, não será 
considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, 
receita do governo que a transferir. 
§ 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos 
mencionadas neste artigo as operações de crédito por 
antecipação de receita orçamentária de impostos. 
§ 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos 
mínimos estatuídos neste artigo, será considerada a receita 
estimada na lei do orçamento anual, ajustada, quando for o 
caso, por lei que autorizar a abertura de créditos adicionais, 
com base no eventual excesso de arrecadação. 
§ 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as 
efetivamente realizadas, que resultem no não atendimento dos 
percentuais mínimos obrigatórios, serão apuradas e corrigidas 
a cada trimestre do exercício financeiro. 
§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios 
ocorrerá imediatamente ao órgão responsável pela educação, 
observados os seguintes prazos: 
I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada 
mês, até o vigésimo dia; 
II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo 
dia de cada mês, até o trigésimo dia; 
III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final 
de cada mês, até o décimo dia do mês subsequente. 
§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção 
monetária e à responsabilização civil e criminal das 
autoridades competentes. 
 
Art. 70. Considerar-se-ão como de manutenção e 
desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas 
à consecução dos objetivos básicos das instituições 
educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se 
destinam a: 
I - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e 
demais profissionais da educação; 
II - aquisição, manutenção, construção e conservação de 
instalações e equipamentos necessários ao ensino; 
III - uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao 
ensino; 
IV - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas 
visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à 
expansão do ensino; 
V - realização de atividades-meio necessárias ao 
funcionamento dos sistemas de ensino; 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Conhecimentos Específicos 13 
VI - concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas 
públicas e privadas; 
VII - amortização e custeio de operações de crédito 
destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo; 
VIII - aquisição de material didático-escolar e manutenção 
de programas de transporte escolar. 
 
Art. 71. Não constituirão despesas de manutenção e 
desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: 
I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de 
ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que 
não vise, precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade 
ou à sua expansão; 
II - subvenção a instituições públicas ou privadas de 
caráter assistencial, desportivo ou cultural; 
III - formação de quadros especiais para a administração 
pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; 
IV - programas suplementares de alimentação, assistência 
médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras 
formas de assistência social; 
V - obras de infraestrutura, ainda que realizadas para 
beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar; 
VI - pessoal docente e demais trabalhadores da educação, 
quando em desvio de função ou em atividade alheia à 
manutenção e desenvolvimento do ensino. 
 
Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e 
desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos 
balanços do Poder Público, assim como nos relatórios a que se 
refere o § 3º do art. 165 da Constituição Federal. 
 
Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão, 
prioritariamente, na prestação de contas de recursos públicos, 
o cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição 
Federal, no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias e na legislação concernente. 
 
Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, estabelecerá padrão mínimo de 
oportunidades educacionais para o ensino fundamental, 
baseado no cálculo do custo mínimo por aluno, capaz de 
assegurar ensino de qualidade. 
Parágrafo único. O custo mínimo de que trata este artigo 
será calculado pela União ao final de cada ano, com validade 
para o ano subsequente, considerando variações regionais no 
custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino. 
 
Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos 
Estados será exercida de modo a corrigir, progressivamente, 
as disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de 
qualidade de ensino. 
§ 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula 
de domínio público que inclua a capacidade de atendimento e 
a medida do esforço fiscal do respectivonordeste, noroeste, sudeste, sudoeste.” 
 
Observação: quando empregados em sua 
forma absoluta, os pontos cardeais são grafados 
com letra maiúscula. 
Exemplos: Nordeste (região do Brasil) / 
Ocidente (europeu) /Oriente (asiático). 
 
Emprego Facultativo da Letra Minúscula 
1) Nos vocábulos que compõem uma citação 
bibliográfica. 
Exemplos: 
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: 
veredas 
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do 
tempo perdido 
 
2) Nas formas de tratamento e reverência, 
bem como em nomes sagrados e que designam 
crenças religiosas. 
Exemplos: 
Governador Mário Covas ou governador 
Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou 
excelentíssimo senhor reitor 
Santa Maria ou santa Maria 
 
c) Nos nomes que designam domínios de 
saber, cursos e disciplinas. 
Exemplos: 
Português ou português 
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e 
literaturas modernas 
História do Brasil ou história do Brasil 
Arquitetura ou arquitetura 
 
 
 
Questões 
 
01. (MPE/SC - Promotor de Justiça - 
MPE/SC/2019) 
 
Excerto 6 
 
“[...] O jurídico aparece sempre na forma de 
linguagem textual, mais precisamente, na 
maneira verbal escrita, o que outorga maior 
estabilidade às relações deônticas entre os 
sujeitos das relações. Como tal, as Ciências da 
Linguagem, particularmente a Semiótica, 
desempenham papel decisivo para a 
investigação do objeto Direito. E, se pensarmos 
também na afirmação de Flusser, segundo a 
qual a língua é constitutiva da realidade, 
ficaremos autorizados a dizer que a linguagem 
(língua) do Direito cria, forma e propaga a 
realidade jurídica. [...]” 
CARVALHO, Paulo Barros. O legislador como poeta: alguns 
apontamentos sobre a teoria flusseriana aplicados ao Direito. 
IN: PINTO, Rosalice; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco; 
RODRIGUES, Maria das Graças Soares (Orgs.). Linguagem e 
direito: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Contexto, 
2019. p. 25. [fragmento] 
 
As palavras Semiótica e Direito estão 
grafadas com letra inicial maiúscula, pois se 
referem a domínios do saber. De acordo com a 
norma ortográfica vigente, também poderiam 
ser grafadas com letra inicial minúscula. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
02. (MGS – Todos os Cargos de Nível 
Fundamental Completo - IBFC/2017) 
 
Estranhas Gentilezas 
(Ivan Angelo) 
 
Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-
se que as pessoas nas grandes cidades não têm 
o hábito da gentileza. Não é por ruindade, é 
falta de tempo. Gastam a paciência nos ônibus, 
no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas 
de espera, nos embates familiares, e depois 
economizam com a gente. 
Comigo dá-se o contrário, é o que estou 
notando de uns dias para cá. Tratam-me com 
inquietante delicadeza. Já captava aqui e ali 
sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de asas 
de borboleta, quase nada. A impressão de que 
há algo estranho tomou meu corpo mesmo foi 
na semana passada. Um vizinho que já fora 
meu amigo telefonou-me desfazendo o engano 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 12 
que nos afastava, intriga de pessoa que nem 
conheço e que afinal resolvera esclarecer tudo. 
Difícil reconstruir a amizade, mas a inimizade 
morria ali. 
Como disse, eu vinha desconfiando 
tenuemente de algumas amabilidades. O 
episódio do vizinho fez surgir em meu espírito 
a hipótese de uma trama, que já mobilizava até 
pessoas distantes. E as próximas? 
Tenho reparado. As próximas telefonam 
amáveis, sem motivo. Durante o telefonema 
fico aguardando o assunto que estaria 
embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não 
sai. Um número inesperado de pessoas me 
cumprimenta na rua, com acenos de cabeça. 
Mulheres, antes esquivas, sorriem transitáveis 
nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o 
maître2, com uma piscadela, fura a demorada 
fila de executivos à espera e me arruma 
rapidinho uma mesa para dois. Um homem de 
pasta que parecia impaciente à minha frente 
me cede o último lugar no elevador. O 
jornaleiro larga sua banca na avenida Sumaré 
e vem ao prédio avisar-me que o jornal chegou. 
Os vizinhos de cima silenciam depois das dez 
da noite. 
[...] 
Que significa isso? Que querem comigo? Que 
complô é este? Que vão pedir em troca de tanta 
gentileza? 
Aguardo, meio apreensivo, meio feliz. 
Interrompo a crônica nesse ponto, saio para 
ir ao banco, desço pelas escadas porque 
alguém segura o elevador lá em cima, o 
segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos 
antes de entrar na porta giratória, enfrento a 
fila do caixa, não aceitam meus cheques para 
pagar contas em nome de minha mulher, saio 
mal-humorado do banco, atravesso a avenida 
arriscando a vida entre bólidos3 , um 
caminhão joga-me água suja de uma poça, o 
elevador continua preso lá em cima, subo a pé, 
entro no apartamento, sento-me ao 
computador e ponho-me de novo a sonhar com 
gentilezas. 
 
Vocabulário: 
1 bairro Jardim Paulista, um dos mais 
requintados de São Paulo 
2 funcionário que coordena agendamentos 
entre outras coisas nos restaurantes 
3 carros muito velozes 
 
Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra 
em destaque foi escrita com letra maiúscula 
por se tratar de: 
(A) um erro de grafia. 
(B) um destaque do autor 
(C) um substantivo próprio. 
(D) um substantivo coletivo. 
 
03. (IF/PB - Assistente em Administração 
- IDECAN/2019) 
 
ONG confirma segunda morte em conflitos 
na Venezuela 
 
Segunda vítima é mulher que foi baleada na 
cabeça, informa o Observatório Venezuelano 
de Conflito Social (OVCS). País enfrenta onda 
de protestos pró e contra Maduro. 
Disponível em: 
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/05/02/ong-relata-
morte-de-mais-uma-pessoa-durante-protestos-na-
venezuela.ghtml 
 
No texto, no que concerne à grafia, as 
iniciais maiúsculas em “Observatório 
Venezuelano de Conflito Social” são 
gramaticalmente 
(A) inadequadas, pois se trata de um 
substantivo comum, em razão de formação por 
sigla. 
(B) inadequadas, pois se trata de um 
adjetivo ligado à Venezuela. 
(C) inadequadas, pois, no gênero textual 
notícia, deve haver a ausência de iniciais 
maiúsculas. 
(D) adequadas, pois se trata de um 
substantivo próprio. 
(E) adequadas, pois o gênero notícia exige 
este tipo de grafia para convencer ao leitor. 
 
Gabarito 
 
01. Certo / 02.C / 03. D 
 
Palavras ou Expressões que geram 
dificuldades 
 
Algumas palavras ou expressões costumam 
apresentar dificuldades colocando em maus 
lençóis quem pretende falar ou redigir 
português culto. Esta é uma oportunidade para 
você aperfeiçoar seu desempenho. Preste 
atenção e tente incorporar tais palavras certas 
em situações apropriadas. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 13 
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a 
indica tempo futuro) 
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica 
tempo passado) 
Atenção: Há muito tempo já indica passado. 
Não há necessidade de usar atrás, isto é um 
pleonasmo. 
 
Acerca de: Falávamos acerca de uma 
solução melhor. (a respeito de) 
A cerca de: dessa forma, separado, tem o 
significado de “perto de”, “próximo de”, 
“aproximadamente”. (A mulher foi encontrada 
a cerca de 15 metros de sua casa.) 
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos 
este caso. (faz tempo) 
 
Ao encontro de: Sua atitude vai ao 
encontro da verdade. (estar a favor de) 
De encontro a: Minhas opiniões vão de 
encontro às suas. (oposição, choque) 
 
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade) 
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante) 
 
Ao invés de: Ao invés de falar começou a 
chorar. (oposição, ao contrário de) 
Em vez de: Em vez de acompanhar-me, 
ficou só. (no lugar de) 
 
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem 
informado, ciente) 
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de 
igualdade ou equivalência entre valores 
financeiros – câmbio) 
 
Aprender: O menino aprendeu a lição. 
(tomar conhecimento de) 
Apreender: O fiscal apreendeu a 
carteirinha do menino. (prender) 
 
Baixar: os preços quando não há objeto 
direto; os preços funcionam como sujeito:Baixaram os preços (sujeito) nos 
supermercados. Vamos comemorar, pessoal! 
Abaixar: os preços empregado com objeto 
direto: Os postos (sujeito) de combustível 
abaixaram os preços (objeto direto) da 
gasolina. 
 
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de 
vinho. (pessoa que bebe) 
Bebedouro: Este bebedouro está 
funcionando bem. (aparelho que fornece água) 
Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo 
aqui, jovem. (adjetivo composto) 
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe. 
(nome próprio) 
 
Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara 
Municipal. (local de trabalho) 
Câmera: Comprei uma câmera japonesa. 
(aparelho que fotografa) 
 
Champanha/Champanhe (do francês): O 
champanha/champanhe está bem gelado. 
 
Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno. 
(ato de doar) 
Sessão: A sessão do filme durou duas horas. 
(intervalo de tempo) 
Seção/Secção: Visitei hoje a seção de 
esportes. (repartição pública, departamento) 
 
Demais: Vocês falam demais, caras! 
(advérbio de intensidade) 
Demais: Chamaram mais dez candidatos, os 
demais devem aguardar. (equivale a “os 
outros”) 
De mais: Não vejo nada de mais em sua 
decisão. (opõe-se a “de menos”) 
 
Descriminar: O réu foi descriminado; pra 
sorte dele. (inocentar, absolver de crime) 
Discriminar: Era impossível discriminar os 
caracteres do documento. (diferençar, 
distinguir, separar) 
Descrição: A descrição sobre o jogador foi 
perfeita. (descrever) 
Discrição: Você foi muito discreto. 
(reservado) 
 
Entrega em domicílio: Fiz a entrega em 
domicílio. (lugar) 
Entrega a domicílio: Enviou as compras a 
domicílio. (com verbos de movimento) 
 
Espectador: Os espectadores se fartaram 
da apresentação. (aquele que vê, assiste) 
Expectador: O expectador aguardava o 
momento da chamada. (que espera alguma 
coisa) 
 
Estada: A estada dela aqui foi gratificante. 
(tempo em algum lugar) 
Estadia: A estadia do carro foi prolongada 
por mais algumas semanas. (prazo concedido 
para carga e descarga) 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 14 
Fosforescente: Este material é 
fosforescente. (que brilha no escuro) 
Fluorescente: A luz branca do carro era 
fluorescente. (determinado tipo de 
luminosidade) 
 
Haja: É preciso que não haja descuido. 
(verbo haver – 1ª pessoa singular do presente do 
subjuntivo) 
Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir 
– 1ª pessoa singular do presente do subjuntivo) 
 
Houve: Houve um grande incêndio no 
centro de São Paulo. (verbo haver - 3ª pessoa do 
singular do pretérito perfeito) 
Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve. 
(verbo ouvir - 3ª pessoa singular do presente do 
indicativo) 
 
Mal: Dormi mal. (oposto de bem) 
Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de 
bom) 
 
Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. 
(ideia contrária) 
Mais: Há mais flores perfumadas no campo. 
(opõe-se a menos) 
 
Nem um: Nem um filho de Deus apareceu 
para ajudá-la. (equivale a nem um sequer) 
Nenhum: Nenhum jornal divulgou o 
resultado do concurso. (oposto de algum) 
 
Onde: Onde fica a farmácia mais próxima? 
(lugar em que se está) 
Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia 
de movimento) 
 
Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por 
este momento) 
Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada 
sessenta minutos) 
 
Senão: Não fazia coisa nenhuma senão 
criticar. (caso contrário) 
Se não: Se não houver homens honestos, o 
país não sairá desta situação crítica. (se por 
acaso não) 
 
 
1 https://luconcursos.blogspot.com/2016/03/ha-menos-de-
ou-menos-de.html 
 
Tampouco: Não compareceu, tampouco 
apresentou qualquer justificativa. (Também 
não) 
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta 
semana. (intensidade) 
 
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da 
árvore. (lugar) 
Traz: Ele traz consigo muita felicidade. 
(verbo trazer) 
 
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. 
(volumoso) 
Vultuoso: Sua face está vultuosa e 
deformada. (congestão no rosto) 
 
Há menos de= Quando há a ideia de 
passado, tempo transcorrido. Pode ser 
substituído por "aproximadamente" ou "mais 
ou menos". Ou ainda "faz" (do verbo fazer). 
Exemplo: Ele saiu de casa há menos de dois 
anos. 
Samuel terminou a obra da casa há menos de 
seis meses. 
 
A Menos De1= Locução prepositiva. Indica 
tempo futuro ou distância aproximada. 
Exemplo: Passou a menos de um metro do 
muro. 
A menos de um mês estarei de férias. 
 
Bastante ou Bastantes?2 
Está aí uma palavra-encrenca. O uso de 
“bastante” depende muito de qual função ele 
está assumindo na frase, podendo ser três: 
adjetivo, advérbio e pronome indefinido. 
Vejamos os três casos. 
Como advérbio 
 
O uso mais comum é usar “bastante” como 
advérbio, no sentido de “muito”. Nesse caso, a 
palavra está relacionada ao verbo, então não 
sofre flexão e deve ficar sempre no singular. 
Veja exemplo: 
 
– O frio é bastante intenso por aqui em julho. 
– As questões formuladas estão bastante 
ruins. 
– Você já comeu bastante por hoje. 
2 https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/duvidas-
portugues/bastante-ou-bastantes 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 15 
Como adjetivo 
 
Quando usado como adjetivo, “bastante” 
assume significado de “suficiente”, devendo ser 
flexionado de acordo com o substantivo que o 
acompanha. Veja: 
 
– Há motivos bastantes para o divórcio. 
– Os salgados e as bebidas não serão 
bastantes para a festa. 
– O álibi foi bastante para retirar as 
acusações. 
 
Como pronome indefinido 
 
Se “bastante” assume a função de pronome, 
ele deverá expressar qualidades ou 
quantidades não especificadas. Essa função é 
menos usada na nossa língua. 
 
– Bastantes empresas fecharam as portas 
este mês. 
– Camila tem bastantes amigos na escola. 
– Encontrei bastantes produtos como os que 
você pediu 
 
Questão 
 
01. (Prefeitura de Resende/RJ - Agente 
Comunitário de Saúde - CONSULPAM/2019) 
Marque abaixo o item onde todas as palavras 
estão escritas de forma CORRETA: 
(A) Tragédia, empréstimo, arcabouço. 
(B) Próximo, esfoço, estrupo. 
(C) Cabide, retrospequitiva, análogo. 
(D) Barcaça, palhero, aeroporto. 
 
02. (UTFPR - Engenheiro Civil - 
UTFPR/2019) Assinale a alternativa cujo 
texto apresenta erro ortográfico. 
(A) Paralisia do governo dos EUA já começa 
a afetar dia a dia de americanos. 
(B) Tomara que eles viajem juntos. 
(C) SP: falta saúde, educação e o problema é 
a pichação. 
(D) As perdas do semestre serão 
compensadas no próximo. 
(E) O país interviu em várias guerras. 
 
03. (Prefeitura de Mauriti/CE - 
Procurador - CEV/URCA/2019) Dada 
sequência a seguir, marque a opção que não 
apresenta desvio na grafia das palavras: 
(A) Transgressão; distorsão; consessão; 
expulsão; contorção; 
(B) Transgreção; distorção; concessão; 
expulção; contorsão; 
(C) Transgressão; distorção; conseção; 
expulsão; contorção; 
(D) Transgreção; distorsão; consessão; 
expulção; contorsão; 
(E) Transgressão; distorção; concessão; 
expulsão; contorção. 
 
Gabarito 
 
01. A / 02. E / 03. E 
 
Emprego do Porquê 
 
Por 
Que 
Orações 
Interrogativas 
(pode ser 
substituído por: 
por qual motivo, 
por qual razão) 
Exemplo: 
Por que 
devemos nos 
preocupar com o 
meio ambiente? 
Equivalendo a 
“pelo qual” 
Exemplo: 
Os motivos por 
que não 
respondeu são 
desconhecidos. 
Por 
Quê 
Final de frases e 
seguidos de 
pontuação 
Exemplos: 
Você ainda tem 
coragem de 
perguntar por 
quê? 
Você não vai? 
Por quê? 
Não sei por quê! 
Porque 
Conjunção que 
indica 
explicação ou 
causa 
Exemplos: 
A situação 
agravou-se 
porque ninguém 
reclamou. 
Ninguém mais o 
espera, porque 
ele sempre se 
atrasa. 
Conjunção de 
Finalidade – 
equivale a “para 
que”, “a fim de 
que”. 
Exemplos: 
Não julgues 
porque não te 
julguem. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 16 
Porquê 
Função de 
substantivo – 
vem 
acompanhado 
de artigo ou 
pronome 
 
Exemplos: 
Não é fácil 
encontrar o 
porquê de toda 
confusão. 
Dê-me um 
porquê de sua 
saída. 
 
1. Por que (pergunta); 
2. Porque (resposta); 
3. Por quê (fim de frase: motivo); 
4. O Porquê (substantivo). 
 
Questões01. (IPREMM - Psicólogo Clínico e 
Organizacional - VUNESP/2019) 
Membro da equipe curatorial do Brooklyn 
Museum desde 1998, Edward Bleiberg é 
especialista em arqueologia e em arte egípcias. 
Ele é o autor de uma pesquisa que busca 
compreender por que as estátuas egípcias têm 
não só o nariz quebrado, mas outras partes do 
corpo, como as mãos. 
Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes 
quebradas não são comuns apenas em se 
tratando de protuberâncias de estátuas, mas 
também em baixos-relevos, como entalhes em 
placas de pedra, por exemplo. 
Isso indica que não se trata apenas de 
eventual acidente ou desgaste em razão do 
tempo, mas sugere que ele é proposital. 
Os egípcios acreditavam que a essência de 
uma deidade ou parte da alma de um ser 
humano morto podiam habitar estátuas que os 
representassem. 
Em tumbas e templos, estátuas e relevos em 
pedra tinham propósitos ritualísticos e eram 
um ponto de encontro entre o mundo 
sobrenatural e o mundo natural. 
Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma 
tumba tinham o propósito de alimentar a 
pessoa morta com a comida deixada como 
oferenda. 
Segundo a explicação encontrada por 
Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o 
objetivo de “desativar a força da imagem”. 
Quando um nariz era quebrado, a estátua 
não podia mais respirar, o que impedia que ela 
recebesse oferendas ou as retransmitisse para 
deuses ou poderosos mortos. 
Normalmente, as oferendas eram 
transmitidas com a mão esquerda. Por isso, 
muitas estátuas dedicadas à transmissão de 
oferendas tinham os braços esquerdos 
depredados. Por outro lado, estátuas que 
recebiam as oferendas tinham as mãos direitas 
depredadas. 
Posteriormente, durante o período cristão, 
entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as 
estátuas eram vistas como demônios pagãos e, 
também, acabavam atacadas. 
(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm 
os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. 
Adaptado) 
 
A exemplo do que acontece no primeiro 
parágrafo, a expressão por que foi usada 
conforme a norma-padrão na frase: 
(A) Muitos que olham para as estátuas 
egípcias hoje não entendem o por que de elas 
não terem nariz. 
(B) Por que muitas deidades tinham a 
função de transmitir oferendas com a mão 
esquerda, essa era a mão vandalizada. 
(C) Partes da estátua eram quebradas, por 
que assim a força da imagem supostamente 
seria desativada. 
(D) A explicação do por que de apenas 
algumas partes estarem danificadas não estava 
apenas no fator tempo. 
(E) Não se sabia por que certas partes em 
baixo-relevo das estátuas também estavam 
danificadas. 
 
02. (Prefeitura de Porto Nacional/TO - 
Assistente Administrativo - COPESE/2019) 
Assinale a alternativa que preenche 
CORRETAMENTE a lacuna da oração: “______ o 
jornalista não compareceu ao evento?”. 
(A) Porquê 
(B) Por quê 
(C) Porque 
(D) Por que 
 
03. (CONSED/GO - Engenheiro Civil - 
IDCAP/2019) Analise o trecho e assinale a 
alternativa que completa corretamente a 
lacuna: 
“Certamente há um _________ para eles terem 
discutido.”. 
(A) Porque. 
(B) Por que. 
(C) Porquê. 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 17 
(D) Por quê. 
(E) Para que. 
 
04. (MPE/SC - Promotor de Justiça - 
MPE/SC/2019) Considere as duas orações em 
(a) e (b) para responder a Questão. 
(a) Você chegou atrasado e gostaria de 
saber o porquê. 
(b) Você chegou atrasado e gostaria de 
saber por que. 
 
Na oração em (b), o uso de por que está 
errado, pois nesse contexto o correto seria por 
quê. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
05. (Prefeitura de Porto de Moz/PA - 
Psicólogo - FUNRIO/2019) Acerca do 
emprego do “por que", assinale a alternativa 
correta: 
(A) Você sabe o porquê ele foi grosseiro 
comigo? 
(B) Sou uma pessoa muito feliz por que 
tenho minha família por perto. 
(C) Você não foi ao baile. Porque? 
(D) Por quê temos que agir dessa forma? 
(E) Porque você quer me irritar? 
 
Gabarito 
 
01. E / 02. D / 03. C / 04. Certo / 05. A 
 
 
 
ACENTUAÇÃO3 
 
Tonicidade 
 
Implica na intensidade com que são 
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela 
que se dá de forma mais acentuada, mais forte, 
conceitua-se como sílaba tônica. As demais, 
pronunciadas com menor intensidade, são 
denominadas átonas . 
De acordo com a tonicidade, as palavras são 
classificadas como oxítona, paroxítona e 
 
3 BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio 
de Janeiro : Nova Fronteira, 2009. 
proparoxítonas, independente de levar acento 
gráfico: 
 
Oxítonas 
São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a 
última sílaba. Ex.: café – escritor – cajá – atum 
– anel – papel 
 
Paroxítonas 
São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax 
– táxi – leque – retrato – passível 
 
Proparoxítonas 
São aquelas em que a sílaba tônica se 
evidencia na antepenúltima sílaba. Todas as 
proparoxítonas são acentuadas. Ex.: lâmpada 
– câmara – tímpano – médico – ônibus 
 
Nota-se que, mediante todos os exemplos 
mencionados, os vocábulos apresentam mais 
de uma sílaba, contudo, na Língua Portuguesa 
existem aqueles com somente uma sílaba, 
conhecidos como monossílabos, que, quando 
pronunciados, apresentam certa diferenciação 
quanto à intensidade. 
Tal diferenciação só é percebida quando são 
pronunciados em uma dada sequência de 
palavras. Veja um exemplo: 
 
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos 
sei de cor .” 
 
Os monossílabos em destaque classificam-
se como tônicos; os demais, como átonos 
(que, em e de) . 
 
Acentos Gráficos 
 
Acento agudo (´) 
Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u”, “e” e 
sobre o “e” do grupo “em”. Indica que estas 
letras representam as vogais tônicas de 
palavras como Amapá, caí, público, parabéns. 
 
Acento circunflexo (^) 
Colocado sobre as vogais fechadas “a”, “e” e 
“o” e sobre as vogais nasais que aparecem nos 
dígrafos “âm”, “ân”, “êm”, “ên’, “ôm” e “ôn”. 
Indica, além da tonicidade, timbre fechado. 
Acentuação gráfica. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 18 
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs. 
 
Acento grave (`) 
Indica a fusão da preposição “a” com artigos 
e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles. 
 
Trema (¨) 
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, 
foi totalmente abolido das palavras. Há uma 
exceção: ainda é utilizado em palavras 
derivadas de nomes próprios estrangeiros. 
Ex.: mülleriano (de Müller). 
 
Til (~) 
Indica que as letras “a” e “o” representam 
vogais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – 
ímã. 
 
Regras Fundamentais 
 
Palavras oxítonas 
Acentua-se todas as oxítonas terminadas 
em: “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”, “em(ns)”, seguidas ou 
não do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – 
armazém(s). 
As oxítonas que terminam com os ditongos 
tônicos abertos ““éis”, “éu”, “ói” recebem 
acento agudo: papéis, chapéu, Ilhéus. 
Nas palavras oxítonas, as vogais tônicas 
“i(s)” e “u(s)” levam acento agudo quando 
estiverem depois de um ditongo: tuiuiú, teiús. 
 
Monossílabos tônicos 
Terminados em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”, 
seguidos ou não de “s”. Ex.: pá(s) – pé(s) – dó 
– há 
 
Formas verbais 
Terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas 
de lo, la, los, las. 
Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo. 
 
Paroxítonas 
Acentuam-se as palavras paroxítonas 
terminadas em: 
- i, is: táxi - lápis – júri. 
- us, um, uns: vírus - álbuns – fórum. 
- l, n, r, x, ps: automóvel - elétron - cadáver - 
tórax – fórceps. 
- ã, ãs, ão, ãos on, ons: ímã - ímãs - órfão - 
órgãos - próton – prótons. 
 
 
DICA 
Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que 
essa palavra apresenta as terminações das 
paroxítonas que são acentuadas: L, I, N, U (aqui 
inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil 
a memorização! 
 
Ditongo oral 
Nas palavras paroxítonas terminadas em 
ditongo oral, a vogal da sílaba tônica é 
acentuada: ágeis, imundície, lírio, túneis, 
jóquei, história. 
 
Regras Especiais 
 
Os ditongos abertos “ei”, “oi”, que antes 
eram acentuados em palavras paroxítonas, 
perderam o acento após o Novo Acordo 
Ortográfico.Antes Agora 
assembléia assembleia 
idéia ideia 
jibóia jiboia 
apóia (verbo 
apoiar) 
apoia 
 
Quando a segunda vogal do hiato for “i” ou 
“u” tônicos, acompanhados ou não de “s”, 
haverá acento. Ex.: saída – faísca – baú – país – 
Luís. 
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE 
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, 
formando hiato quando vierem depois de 
ditongo. 
Ex.: 
 
Antes Agora 
bocaiúva bocaiuva 
feiúra feiura 
 
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam 
hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l, 
m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-
ir, ju-iz. 
 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos 
se estiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, 
ven-to-i-nha. 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 19 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos 
se vierem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, 
pa-ra-cu-u-ba. 
 
Após o Novo Acordo Ortográfico, as 
seguintes duplas perderam o Acento 
Diferencial: 
 
Antes Depois 
pára para 
péla(s) pela(s) 
pólo(s) polo(s) 
pêlo(s) pelo(s) 
pêra pera 
 
As formas verbais que possuíam o acento 
tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” 
ou “q” e seguido de “e” ou “i” não serão mais 
acentuadas. 
Ex.: 
 
Antes Agora 
apazigúe 
(apaziguar) 
apazigue 
argúi (arguir) argui 
 
O acento pertencente aos encontros “oo” e 
“ee” foi abolido. Ex.: 
 
Antes Agora 
crêem creem 
vôo voo 
 
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. 
São os verbos que, no plural, dobram o “e”, 
mas que não recebem mais acento como antes: 
CRER, DAR, LER e VER. 
 
Veja: 
1) O menino crê em você 
 Os meninos creem em você. 
2) Elza lê bem! 
 Todas leem bem! 
3) Espero que ele dê o recado à sala. 
 Esperamos que os dados deem efeito! 
4) Rubens vê tudo! 
 Eles veem tudo! 
 
Fique atento com os verbos vir, ter, 
conter, obter, reter, deter, abster. 
Acentua-se a terceira pessoa do plural: 
Ele vem – Eles vêm. 
Ele tem – Eles têm. 
Acentua-se a terceira pessoa do singular 
e do plural: 
Ele contém – Eles contêm. 
Ele obtém – Eles obtêm. 
Ele retém – Eles retêm. 
Ele convém – Eles convêm. 
Ele abstém – Eles abstêm. 
 
Não se acentuam mais as palavras 
homógrafas que antes eram acentuadas para 
diferenciá-las de outras semelhantes (regra do 
acento diferencial). Apenas em algumas 
exceções, como: 
Pôde (terceira pessoa do singular do 
pretérito perfeito do indicativo). 
Pode (terceira pessoa do singular do 
presente do indicativo). 
Ex.: 
Ela pode fazer isso agora. 
Elvis não pôde participar porque sua mãe 
não deixou. 
 
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para 
diferenciar da preposição por. 
Ex.: 
Faço isso por você. 
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? 
 
Questões 
 
01. (COPEVE-UFAL - Assistente em 
Administração – UFAL/2019) Assinale a 
opção que apresenta acentuação correta: 
(A) Individualísmo, flores, categoría, funil 
(B) Ruína, âmago, numerário, indivíduo 
(C) Idéia, ultimato, area, relógio 
(D) Efeméride, interêsse, raiz, antítese 
(E) Língua, princêsa, burguês, saúde 
 
02. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - 
Professor Prefeitura de Rio de Janeiro - 
RJ/2019) A seguinte palavra é acentuada por 
se tratar de uma paroxítona: 
(A) máscaras 
(B) através 
(C) câmeras 
(D) fáceis 
 
03. (Prefeitura de Várzea - PB - Auxiliar 
de Serviços Gerais - EDUCA/2019) Tendo 
por base o novo acordo ortográfico, qual a 
SEQUÊNCIA que obedece a mesma regra 
quanto à acentuação gráfica: 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 20 
(A) fácil, táxi, tênis, próton 
(B) vatapá, avó, refén, máquina 
(C) saída, café, pá, mês 
(D) dádiva, sátira, parabéns, céu 
(E) látex, éden, pé, mói (moer) 
 
04. (Prefeitura de Cuiabá - MT - Oficial 
Administrativo - IBFC/2019) Assinale a 
alternativa em que as palavras estão 
acentuadas corretamente. 
(A) Há pesquisas sobre robôs inocuos que 
instalarão telescópios na Lua para observar a 
galáxia. 
(B) Naquela manhã, Pedro saiu taciturno 
para a sala recôndita após a conversa com o 
pérfido homem de chapéu. 
(C) Aproximo-me suavemente do momento 
em que os filósofos e os imbecis tem o mesmo 
destino. 
(D) A Secretaria de Segurança Pública 
intervem, sempre que necessário, em favor da 
população. 
 
05. (Prefeitura de Resende - RJ - Agente 
Comunitário de Saúde - CONSULPAM/2019) 
Marque o item abaixo onde a palavra está 
acentuada de forma INCORRETA: 
(A) Pragmátismo. 
(B) Café. 
(C) Tráfego. 
(D) Terapêutico. 
 
Gabarito 
 
1. B / 2. D / 3. A / 4. B / 5. A 
 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS 
 
Em Classes de Palavras, estudaremos artigo, 
substantivo, adjetivo, numeral, pronome, 
verbo, advérbio, preposição, interjeição e 
conjunção. E dentro de cada uma, 
abordaremos seu emprego e quando houver, 
sua flexão. 
 
 
Artigo 
 
É a palavra que acompanha o substantivo, 
indicando-lhe o gênero e o número, 
determinando-o ou generalizando-o. Os 
artigos podem ser: 
Definidos: o, a, os, as; determinam os 
substantivos, trata de um ser já conhecido; 
denota familiaridade: “A grande reforma do 
ensino superior é a reforma do ensino 
fundamental e do médio.” 
Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se 
de um ser desconhecido, dá ao substantivo 
valor vago: “...foi chegando um caboclinho 
magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima) 
 
Usa-se o artigo definido: 
- com a palavra ambos: falou-nos que ambos 
os culpados foram punidos. 
- com nomes próprios geográficos de 
estado, país, oceano, montanha, rio, lago: o 
Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o oceano 
Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não 
conheço Brasília. 
- depois de todos/todas + numeral + 
substantivo: Todos os vinte atletas 
participarão do campeonato. 
- com o superlativo relativo: Mariane 
escolheu as mais lindas flores da floricultura. 
- com a palavra outro, com sentido 
determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é 
alto e lindo, o outro é atlético e simpático. 
- antes dos nomes das quatro estações do 
ano: Depois da primavera vem o verão. 
- com expressões de peso e medida: O álcool 
custa um real o litro. (=cada litro) 
 
Não se usa o artigo definido: 
- antes de pronomes de tratamento 
iniciados por possessivos: Vossa Excelência, 
Vossa Senhoria. Ex.: Vossa Alteza estará 
presente ao debate? 
- antes de nomes de meses: O campeonato 
aconteceu em maio de 2002. 
- alguns nomes de países, como Espanha, 
França, Inglaterra, Itália podem ser 
construídos sem o artigo, principalmente 
quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu 
muito tempo em Espanha.” 
- antes de todos / todas + numeral: Eles 
são, todos quatro, amigos de João Luís e 
Laurinha. 
As classes gramaticais 
 
APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Português 21 
- antes de palavras que designam 
matéria de estudo, empregadas com os 
verbos: aprender, estudar, cursar, ensinar. Ex.: 
Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. 
 
O uso do artigo é facultativo: 
- antes do pronome possessivo: Sua / A sua 
incompetência é irritante. 
- antes de nomes próprios de pessoas: Você 
já visitou Luciana / a Luciana? 
- “Daqui para a frente, tudo vai ser 
diferente.” (Para a frente: exige a preposição) 
 
Formas combinadas do artigo definido: 
Preposição + o = ao / de + o, a = do, da / em + 
o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela. 
 
Usa-se o artigo indefinido: 
- para indicar aproximação numérica: 
Nicole devia ter uns oito anos. 
- antes dos nomes de partes do corpo ou de 
objetos em pares: Usava umas calças largas e 
umas botas longas. 
- em linguagem coloquial, com valor 
intensivo: Rafaela é uma meiguice só. 
- para comparar alguém com um 
personagem célebre: Luís August é um Rui 
Barbosa. 
 
O artigo indefinido não é usado: 
- em expressões de quantidade: pessoa, 
porção, parte, gente, quantidade. Ex.: Reservou 
para todos boa parte do lucro. 
- com adjetivos como: escasso, excessivo, 
suficiente. Ex.: Não há suficiente espaço para 
todos. 
- com substantivo que denota espécie. Ex.: 
Cão que ladra não morde. 
 
Formas combinadas do artigo indefinido: 
Preposição de e em + um, uma = num, numa, 
dum, duma. 
 
O artigo (o, a, um, uma) anteposto a 
qualquer

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