Prévia do material em texto
Município da Estância
Balneária de Praia Grande/SP
Atendente de Educação I
Português
Interpretação de Texto. ....................................................................................................................................................... 1
Ortografia oficial. .................................................................................................................................................................. 5
Acentuação gráfica. ........................................................................................................................................................... 17
As classes gramaticais. ..................................................................................................................................................... 20
Concordância verbal e nominal. ..................................................................................................................................... 51
Pronomes: emprego e colocação. ................................................................................................................................... 56
Regência nominal e verbal. .............................................................................................................................................. 58
Matemática
Conjunto dos números naturais, inteiros e racionais relativos (formas decimal e fracionária): propriedades,
operações e problemas; ...................................................................................................................................................... 1
Grandezas Proporcionais - Regra de três simples; ...................................................................................................... 12
Porcentagem e juro simples – Resolvendo problemas; .............................................................................................. 15
Sistema Monetário Brasileiro; ........................................................................................................................................ 21
Sistema Decimal de Medidas: comprimento, superfície, volume, massa, capacidade e tempo (transformação de
unidades e problemas); .................................................................................................................................................... 25
Figuras Geométricas Planas: perímetros e áreas - problemas. ................................................................................. 28
Conhecimentos Específicos
Publicações do MEC para a educação infantil ................................................................................................................. 1
Estatuto da Criança e do Adolescente. ........................................................................................................................... 18
Noções de Primeiros Socorros. ....................................................................................................................................... 50
Aqui você vai saber tudo sobre o Conteúdo Extra Online
Para acessar o Conteúdo Extra Online (vídeoaulas, testes e dicas)
digite em seu navegador: www.apostilasopcao.com.br/extra
O Conteúdo Extra Online é apenas um material de apoio
complementar aos seus estudos.
O Conteúdo Extra Online não é elaborado de acordo com Edital
da sua Apostila.
O Conteúdo Extra Online foi tirado de diversas fontes da internet
e não foi revisado.
A Apostilas Opção não se responsabiliza pelo Conteúdo Extra
Online.
AVISO IMPORTANTE
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
http://www.apostilasopcao.com.br/extra
A Apostilas Opção não está vinculada as organizadoras de
Concurso Público. A aquisição do material não garante sua inscrição
ou ingresso na carreira pública.
Sua Apostila aborda os tópicos do Edital de forma prática e
esquematizada.
Alterações e Retificações após a divulgação do Edital estarão
disponíveis em Nosso Site na Versão Digital.
Dúvidas sobre matérias podem ser enviadas através do site:
https://www.apostilasopcao.com.br/contatos.php, com retorno do
Professor no prazo de até 05 dias úteis.
PIRATARIA É CRIME: É proibida a reprodução total ou parcial desta
apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal.
Apostilas Opção, a Opção certa para a sua realização.
AVISO IMPORTANTE
https://www.apostilasopcao.com.br/contatos.php
PORTUGUÊS
APOSTILAS OPÇÃO
Português 1
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
A leitura é o meio mais importante para
chegarmos ao conhecimento, portanto,
precisamos aprender a ler e não apenas
“passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na
verdade, é dar sentido à vida e ao mundo, é
dominar a riqueza de qualquer texto, seja
literário, informativo, persuasivo, narrativo,
possibilidades que se misturam e as tornam
infinitas. É preciso, para uma boa leitura,
exercitar-se na arte de pensar, de captar ideias,
de investigar as palavras… Para isso, devemos
entender, primeiro, algumas definições
importantes:
Texto
O texto (do latim textum: tecido) é uma
unidade básica de organização e transmissão
de ideias, conceitos e informações de modo
geral. Em sentido amplo, uma escultura, um
quadro, um símbolo, um sinal de trânsito, uma
foto, um filme, uma novela de televisão
também são formas textuais.
Interlocutor
É a pessoa a quem o texto se dirige.
Texto-modelo
“Não é preciso muito para sentir ciúme.
Bastam três – você, uma pessoa amada e uma
intrusa. Por isso todo mundo sente. Se sua
amiga disser que não, está mentindo ou se
enganando. Quem agüenta ver o namorado
conversando todo animado com outra menina
sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê?
(…)
É normal você querer o máximo de atenção
do seu namorado, das suas amigas, dos seus
pais. Eles são a parte mais importante da sua
vida.”
(Revista Capricho)
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível
identificar quem é o seu interlocutor
preferencial?
Um leitor jovem.
2) Quais são as informações (explícitas ou
não) que permitem a você identificar o
interlocutor preferencial do texto?
Do contexto podemos extrair indícios do
interlocutor preferencial do texto: uma jovem
adolescente, que pode ser acometida pelo
ciúme. Observa-se ainda , que a revista
Capricho tem como público-alvo preferencial:
meninas adolescentes.
A linguagem informal típica dos
adolescentes.
09 DICAS PARA MELHORAR A
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
01) Ler todo o texto, procurando ter uma
visão geral do assunto;
02) Se encontrar palavras desconhecidas,
não interrompa a leitura;
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja,
ler o texto pelo menos duas vezes;
04) Inferir;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes
precisar;
06) Não permitir que prevaleçam suas
ideias sobre as do autor;
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes)
para melhor compreensão;
08) Verificar, com atenção e cuidado, o
enunciado de cada questão;
09) O autor defende ideias e você deve
percebê-las;
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-
melhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas/
Não saber interpretar corretamente um
texto pode gerar inúmeros problemas,
afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento
pessoal. O mundo moderno cobra de nós
inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere
apenas a uma boa comunicação verbal, mas
também à capacidade de entender aquilo que
está sendo lido. O analfabetismo funcional está
relacionado compalavra transforma-a em
substantivo. O ato literário é o conjunto do ler
e do escrever.
Questões
01. (Banestes - Analista Econômico
Financeiro - Gestão Contábil - FGV/2018) A
frase abaixo em que o emprego do artigo
mostra inadequação é:
(A) Todas as coisas que hoje se creem
antiquíssimas já foram novas;
(B) Cuidado com todas as coisas que
requeiram roupas novas;
(C) Todos os bons pensamentos estão
presentes no mundo, só falta aplicá-los;
(D) Em toda a separação existe uma imagem
da morte;
(E) Alegria de amor dura apenas um
instante, mas sofrimento de amor dura toda a
vida.
02. (Prefeitura de Timbó - SC - Técnico
em Segurança do Trabalho - FURB/2019)
Uma deputada estadual de Santa Catarina
recebeu críticas nas redes sociais após
comparecer a posse na Assembleia Legislativa
com um macacão decotado. A ex-prefeita de
Bombinhas, Ana Paula da Silva, do PDT, no dia
1º de fevereiro foi até a cerimônia e chamou a
atenção pela roupa. Nas redes sociais, ela
publicou uma foto dizendo que era o momento
de “trabalhar”, no entanto, a maioria das
pessoas reparou apenas no decote. [...]
Disponível em: https://www.metrojornal.com.br. Acesso
em: 05/02/2019. [adaptado]
Assinale a alternativa que contenha um
artigo utilizado no texto:
(A) Uma
(B) Até
(C) De
(D) Após
(E) Ela
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem
- COMPERVE/2018)
Nas décadas subsequentes, vários estudos
correlacionaram os hábitos dos pacientes
como fatores de risco para doenças
cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo,
obesidade, entre outros, aumentam
drasticamente as chances de enfarte.
Com relação à quantidade de artigos no
trecho, há
(A) cinco.
(B) três.
(C) quatro.
(D) dois.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 22
04. (IF-TO - Jornalista - IF-TO/2019)
Texto 2
Tanto o desenvolvimento como o ponto de
partida da argumentação pressupõem acordo
do auditório. Esse acordo tem por objeto ora o
conteúdo das premissas explícitas, ora as
ligações particulares utilizadas, ora a forma de
servir-se dessas ligações. O orador, utilizando
as premissas que servirão de fundamento à sua
construção, conta com a adesão de seus
ouvintes às proposições iniciais, mas estes lha
podem recusar, seja por não aderirem ao que o
orador lhes apresenta como adquirido, seja
por perceberem o caráter unilateral da escolha
das premissas, seja por ficarem contrariados
com o caráter tendencioso da apresentação
delas.
PERELMAN, Chaim; OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado
da argumentação: a nova retórica. São Paulo: Martins Fontes,
2014, p. 73 (adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta
fragmento do texto em que o emprego do
artigo definido é optativo.
(A) “por não aderirem ao que o orador lhes
apresenta”.
(B) “fundamento à sua construção”.
(C) “O orador”.
(D) “adesão de seus ouvintes às proposições
iniciais”.
(E) “escolha das premissas”.
05. (Câmara de Conselheiro Lafaiete - MG
- Agente Legislativo - FCM/2019) O artigo é
um signo que exige a presença de outro (ou
outros) com o qual se associa. Ele se classifica
em definido e em indefinido.
Considere esse princípio e leia o texto
seguinte.
A noite/2
Eu adormeço às margens de uma mulher: eu
adormeço às margens de um abismo.
(GALEANO, Eduardo. Mulheres. Porto Alegre: L&PM, 1997,
p. 28.)
Analise as afirmações a seguir e a relação
proposta entre elas.
I. Os artigos grifados nas frases
apresentadas, antepostos aos substantivos,
são classificados como indefinidos
PORQUE
II. atribuem aos seres que acompanham um
sentido preciso, particularizando as palavras
“mulher” e “abismo”.
Sobre as afirmações, é correto afirmar que
(A) as duas são falsas.
(B) a primeira é falsa e a segunda é
verdadeira.
(C) a primeira é verdadeira e a segunda é
falsa.
(D) as duas são verdadeiras e a segunda é
uma justificativa correta da primeira.
(E) as duas são verdadeiras, mas a segunda
não é uma justificativa da primeira.
Gabarito
01. D / 02. A / 03. C / 04. B / 05. C
Substantivo
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os
nomes de pessoas, de lugares, coisas, entes de
natureza espiritual ou mitológica: vegetação,
sereia, cidade, anjo, árvore, respeito, criança.
Classificação
- Comuns: nomeiam os seres da mesma
espécie. Ex.: menina, piano, estrela, rio, animal,
árvore.
- Próprios: referem-se a um ser em
particular. Ex.: Brasil, América do Norte, Deus,
Paulo, Lucélia.
- Concretos: são aqueles que têm existência
própria; são independentes; reais ou
imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, alma,
Deus, vento, saci.
- Abstrato: são os que não têm existência
própria; depende sempre de um ser para
existir. Designam qualidades, sentimentos,
ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé,
beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É
necessário alguém ser ou estar triste para a
tristeza manifestar-se.
Formação
- Simples: são aqueles formados por apenas
um radical: chuva, tempo, sol, guarda.
- Compostos: são os que são formados por
mais de dois radicais: guarda-chuva, girassol,
água-de-colônia.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 23
- Primitivos: são os que não derivam de
outras palavras; vieram primeiro, deram
origem a outras palavras. Ex.: ferro, Pedro, mês,
queijo.
- Derivados: são formados de outra palavra
já existente; vieram depois. Ex.: ferradura,
pedreiro, mesada, requeijão.
- Coletivos: os substantivos comuns que,
mesmo no singular, designam um conjunto de
seres de uma mesma espécie. Ex.:
Álbum
de
fotografias
Colmeia de abelhas
Alcateia de lobos Concílio
de bispos
em
assembleia
Antologia
de textos
escolhidos
Conclave de cardeais
Arquipélago ilhas Cordilheira
de
montanhas
Reflexão do Substantivo
Os substantivos apresentam variações ou
flexões de gênero (masculino/feminino), de
número (plural/singular) e de grau
(aumentativo/diminutivo).
Gênero (masculino/feminino)
Na língua portuguesa há dois gêneros:
masculino e feminino. A regra para a flexão do
gênero é a troca de o por a, ou o acréscimo da
vogal a, no final da palavra: mestre, mestra.
Formação do Feminino
O feminino se realiza de três modos:
- Flexionando-se o substantivo masculino:
filho, filha / mestre, mestra / leão, leoa;
- Acrescentando-se ao masculino a
desinência “a” ou um sufixo feminino: autor,
autora / deus, deusa / cônsul, consulesa /
cantor, cantora / reitor, reitora.
- Utilizando-se uma palavra feminina com
radical diferente: pai, mãe / homem, mulher /
boi, vaca / carneiro, ovelha / cavalo, égua.
Substantivos Uniformes
- Epicenos: designam certos animais e têm
um só gênero, quer se refiram ao macho ou à
fêmea. – jacaré macho ou fêmea / a cobra
macho ou fêmea.
- Comuns de dois gêneros: apenas uma
forma e designam indivíduos dos dois sexos.
São masculinos ou femininos. A indicação do
sexo é feita com uso do artigo masculino ou
feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a
médium / o, a pianista.
- Sobrecomuns: designam pessoas e têm
um só gênero para homem ou a mulher: a
criança (menino, menina) / a testemunha
(homem, mulher) / o cônjuge (marido,
mulher).
Alguns substantivos que mudam de
sentido, quando se troca o gênero:
o lotação (veículo) - a lotação (efeito de
lotar);
o capital (dinheiro) - a capital (cidade);
o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do
corpo);
o guia (acompanhante) - a guia
(documentação).
São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue
(manha), o champanha, o soprano, o clã, o
alvará, o sanduíche, o clarinete, o Hosana, o
espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o
tapa, o lança-perfume, o praça (soldado raso),
o pernoite, o formicida, o herpes, o sósia, o
telefonema, o saca-rolha, o plasma, o estigma.
São femininos: a dinamite, a derme, a
hélice, a aluvião, a análise, a cal, a gênese, a
entorse, a faringe, a cólera (doença), a
cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo
sexual), a rês, a sentinela, asucuri, a usucapião,
a omelete, a hortelã, a fama, a Xerox, a
aguardente.
Número (plural/singular)
Acrescentam-se:
- S – aos substantivos terminados em vogal
ou ditongo: povo, povos / feira, feiras / série,
séries.
- S – aos substantivos terminados em N:
líquen, liquens / abdômen, abdomens / hífen,
hífens. Também: líquenes, abdômenes,
hífenes.
- ES – aos substantivos terminados em R, S,
Z: cartaz, cartazes / motor, motores / mês,
meses. Alguns terminados em R mudam sua
sílaba tônica, no plural: júnior, juniores /
caráter, caracteres / sênior, seniores.
- IS – aos substantivos terminados em al, el,
ol, ul: jornal, jornais / sol, sóis / túnel, túneis /
mel, meles, méis. Exceções: mal, males /
cônsul, cônsules / real, réis.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 24
- ÃO – aos substantivos terminados em ão,
acrescenta S: cidadão, cidadãos / irmão, irmãos
/ mão, mãos.
Trocam-se:
- ão por ões: botão, botões / limão, limões /
portão, portões / mamão, mamões.
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães
/ alemão, alemães / cão, cães.
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis
/ canil, canis / pernil, pernis.
- por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil,
répteis / projétil, projéteis.
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons /
vintém, vinténs / atum, atuns.
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no
plural: balão, balões. 2º elimina-se o S + zinhos.
Balão – balões – balões + zinhos:
balõezinhos.
Papel – papéis – papel + zinhos:
papeizinhos.
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos.
Alguns substantivos terminados em X são
invariáveis (valor fonético = cs): os tórax, os
tórax / o ônix, os ônix / a fênix, as fênix / uma
Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax.
Substantivos terminados em ÃO com mais
de uma forma no plural:
aldeão, aldeões, aldeãos;
verão, verões, verãos;
anão, anões, anãos;
guardião, guardiões, guardiães;
corrimão, corrimãos, corrimões;
ancião, anciões, anciães, anciãos;
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos.
Metafonia - apresentam o “o” tônico
fechado no singular e aberto no plural: caroço
(ô), caroços (ó) / imposto (ô), impostos (ó).
Substantivos que mudam de sentido
quando usados no plural: Fez bem a todos
(alegria); Houve separação de bens.
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário);
As férias foram maravilhosas. (Descanso).
Substantivos empregados somente no
plural: Arredores, belas-artes, bodas (ô),
condolências, cócegas, costas, exéquias, férias,
olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns,
pêsames, viveres, idos, afazeres, algemas.
Plural dos Substantivos Compostos
Somente o segundo (ou último) elemento vai
para o plural:
- palavra unida sem hífen: pontapé =
pontapés / girassol = girassóis / autopeça =
autopeças.
- verbo + substantivo: saca-rolha = saca-
rolhas / arranha-céu = arranha-céus / bate-
bola = bate-bolas / guarda-roupa = guarda-
roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-
refeição = vale-refeições.
- elemento invariável + palavra variável:
sempre-viva = sempre-vivas / abaixo-assinado
= abaixo-assinados / recém-nascido = recém-
nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-
escola = auto-escolas.
- palavras repetidas: o reco-reco = os reco-
recos / o tico-tico = os tico-ticos / o corre-corre
= os corre-corres.
- substantivo composto de três ou mais
elementos não ligados por preposição: o
bem-me-quer = os bem-me-queres / o bem-te-
vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra /
o fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém
= os joões-ninguém / o ponto-e-vírgula = os
ponto e vírgulas / o bumba meu boi = os bumba
meu bois.
- quando o primeiro elemento for: grão,
grã (grande), bel: grão-duque = grão-duques /
grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer = bel-
prazeres.
Somente o primeiro elemento vai para o
plural:
- substantivo + preposição + substantivo:
água de colônia = águas-de-colônia / mula-
sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / pão-de-ló =
pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz.
- quando o segundo elemento limita o
primeiro ou dá ideia de tipo, finalidade:
samba-enredo = sambas-enredo / pombo-
correio = pombos-correio / salário-família =
salários-família / banana-maçã = bananas-
maçã / vale-refeição = vales-refeição (vale = ter
valor de, substantivo+especificador)
APOSTILAS OPÇÃO
Português 25
Os dois elementos ficam invariáveis quando
houver:
- verbo + advérbio: o ganha-pouco = os
ganha-pouco / o cola-tudo = os cola-tudo / o
bota-fora = os bota-fora
- os compostos de verbos de sentido
oposto: o entra-e-sai = os entra-e-sai / o leva-
e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta = os vai-
e-volta.
Os dois elementos, vão para o plural:
- substantivo + substantivo: decreto-lei =
decretos-leis / abelha-mestra = abelhas-
mestras / tia-avó = tias-avós / tenente-coronel
= tenentes-coronéis / redator-chefe =
redatores-chefes.
- substantivo + adjetivo: amor-perfeito =
amores-perfeitos / capitão-mor = capitães-
mores / carro-forte = carros-fortes / obra-
prima = obras-primas / cachorro-quente =
cachorros-quentes.
- adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-
vidas / curta-metragem = curtas-metragens /
má-língua = más-línguas /
- numeral ordinal + substantivo: segunda-
feira = segundas-feiras / quinta-feira =
quintas-feiras.
Composto com a palavra guarda só vai
para o plural se for pessoa: guarda-noturno =
guardas-noturnos / guarda-florestal =
guardas-florestais / guarda-civil = guardas-
civis / guarda-marinha = guardas-marinha.
Plural dos nomes próprios
personalizados: os Almeidas / os Oliveiras /
os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os
Silvas.
Plural das siglas, acrescenta-se um s
minúsculo: CDs / DVDs / ONGs / PMs / Ufirs.
Grau (aumentativo/diminutivo)
Os substantivos podem ser modificados a
fim de exprimir intensidade, exagero ou
diminuição. A essas modificações é que damos
o nome de grau do substantivo. Os graus
aumentativos e diminutivos são formados por
dois processos:
- Sintético: com o acréscimo de um sufixo
aumentativo ou diminutivo: peixe – peixão;
peixe-peixinho; sufixo inho ou isinho.
- Analítico: formado com palavras de
aumento: grande, enorme, imensa, gigantesca
(obra imensa / lucro enorme / carro grande /
prédio gigantesco); e formado com as palavras
de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula,
casa pequena, peça minúscula, saia diminuta).
- Sem falar em aumentativo e diminutivo
alguns substantivos exprimem também
desprezo, crítica, indiferença em relação a
certas pessoas e objetos: gentalha,
mulherengo, narigão, gentinha, coisinha,
povinho, livreco.
- Já alguns diminutivos dão ideia de
afetividade: filhinho, Toninho, mãezinha.
- Em consequência do dinamismo da língua,
alguns substantivos no grau diminutivo e
aumentativo adquiriram um significado novo:
portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha
(calendário).
- As palavras proparoxítonas e as palavras
terminadas em sílabas nasal, ditongo, hiato ou
vogal tônica recebem o sufixo zinho(a):
lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha;
irmão (sílaba nasal) = irmãozinho; herói
(ditongo) = heroizinho; baú (hiato) =
bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho.
- As palavras terminadas em s ou z, ou em
uma dessas consoantes seguidas de vogal
recebem o sufixo inho: país = paisinho; rapaz
= rapazinho; rosa = rosinha; beleza =
belezinha.
- Há ainda aumentativos e diminutivos
formados por prefixação: minissaia, maxissaia,
supermercado, minicalculadora.
Questões
01. (Prefeitura de Imperatriz - MA -
Fisioterapeuta - Prefeitura de Imperatriz -
MA/2019) Quanto a classificação, estamos
falando daquele que nomeiam estados,
qualidades, sentimentos ou ações cuja
existência depende de outros seres. Neste
sentido, estamos nos referindo a qual
classificação de substantivos?
(A) Próprios;
(B) Primitivos;
(C) Derivados;
(D) Abstratos.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 26
02. (Prefeitura de Fraiburgo - SC -
Auxiliar de Alimentaçãoe Nutrição -
FEPESE/2019) Assinale a alternativa em que
todos os substantivos estão no grau
aumentativo.
(A) coração • coelhão • carvão • mão
(B) carrão • pavão • marcação • corpanzil
(C) palavrão • barrigão • caixão • cabeção
(D) cebolão • canastrão • sabão • leão
(E) portão • capataz • alemão • anão
03. (Prefeitura de Fraiburgo - SC -
Auxiliar de Alimentação e Nutrição -
FEPESE/2019) Assinale a alternativa em que
todos os substantivos destacados pertencem
ao gênero feminino.
(A) “A falta de chuva em Santa Catarina está
levando o estado a uma situação de
estiagem.”
(B) “Para agravar a situação, a previsão
para os próximos dias é de pouca chuva”.
(C) “Provavelmente, as chuvas previstas
para os próximos dias não alterarão o quadro
de estiagem em Santa Catarina”.
(D) “Segundo ele, no dia 10 de agosto há
previsão de chuva com volume entre 5 e 10
mm num período de 24 horas nas regiões do
Oeste ao Sul do Estado.
(E) “[…] nas regiões mais críticas o total de
precipitação acumulada entre os dias 1º de
junho e 5 de agosto está em torno de 40% a
50% da média climatológica.''
04. (IBADE - Recenseador - IBGE/2019) O
substantivo QUINTAS-FEIRAS foi
corretamente flexionado no texto. Assinale a
opção em que a palavra destacada também
está correta no plural.
(A) Os guardas-noturnos não eram
funcionários da empresa
(B) Os guardas-roupas dos funcionários
ficavam no primeiro andar
(C) Os funcionários assinaram os abaixos-
assinados
(D) Aquelas eram verdadeiras obras-prima
(E) Dois beijas-flores apareceram no jardim
05. (MPE-GO - Secretário Auxiliar - MPE-
GO/2019) Assinale a alternativa em que os
substantivos foram CORRETAMENTE
empregados no plural:
(A) tabeliães, melões, couves-flores
(B) demãos, aldeões, guardas-chuvas
(C) mamãos, escrivães, surdos-mudos
(D) chãos, cidadões, terças-feiras
(E) pães, bem-te-vis, abaixos-assinados
Gabarito
01. D / 02. C / 03. E / 04. A / 05. A
Adjetivo
É a palavra variável em gênero, número e
grau que modifica um substantivo, atribuindo-
lhe uma qualidade, estado, ou modo de ser:
laranjeira florida; céu azul; mau tempo. Os
adjetivos classificam-se em:
- simples: apresentam um único radical,
uma única palavra em sua estrutura: alegre,
medroso, simpático.
- compostos: apresentam mais de um
radical, mais de duas palavras em sua
estrutura: estrelas azul-claras; sapatos
marrom-escuros.
- primitivos: são os que vieram primeiro;
dão origem a outras palavras: atual, livre,
triste, amarelo, brando.
- derivados: são aqueles formados por
derivação, vieram depois dos primitivos:
amarelado, ilegal, infeliz, desconfortável.
- pátrios: indicam procedência ou
nacionalidade, referem-se a cidades, estados,
países. Amapá: amapaense; Amazonas:
amazonense; Anápolis: anapolino; Angra dos
Reis: angrense; Aracajú: aracajuano ou
aracajuense; Bahia: baiano.
Pode-se utilizar os adjetivos pátrios
compostos, como: afro-brasileiro; Anglo-
americano, franco-italiano, sino-japonês
(China e Japão); Américo-francês; luso-
brasileira; nipo-argentina (Japão e Argentina);
teuto-argentinos (alemão).
Locução Adjetiva: é a expressão que tem o
mesmo valor de um adjetivo. É formada por
preposição + um substantivo. Vejamos
algumas locuções adjetivas:
Angelical de anjo Etário de idade
Abdominal de
abdômen
Fabril de
fábrica
Apícola de abelha Filatélico de selos
Aquilino de águia Urbano da
cidade
APOSTILAS OPÇÃO
Português 27
Flexões do Adjetivo
Como palavra variável, sofre flexões de
gênero, número e grau:
Gênero
- uniformes: têm forma única para o
masculino e o feminino. Funcionário
incompetente = funcionária incompetente.
- biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal
“a” ou com o acréscimo da vogal “a” no final da
palavra: ator famoso = atriz famosa / jogador
brasileiro = jogadora brasileira.
Os adjetivos compostos recebem a flexão
feminina apenas no segundo elemento:
sociedade luso-brasileira / festa cívico-
religiosa / são – sã.
Às vezes, os adjetivos são empregados como
substantivos ou como advérbios: Agia como
um ingênuo. (adjetivo como substantivo:
acompanha um artigo). A cerveja que desce
redondo. (adjetivo como advérbio:
redondamente).
Número
O plural dos adjetivos simples flexiona de
acordo com o substantivo a que se referem:
menino chorão = meninos chorões / garota
sensível = garotas sensíveis.
- quando os dois elementos formadores são
adjetivos, só o segundo vai para o plural:
questões político-partidárias, olhos castanho-
claros, senadores democrata-cristãos.
- composto formado de adjetivo +
substantivo referindo-se a cores, o adjetivo cor
e o substantivo permanecem invariáveis, não
vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos
azul-petróleo (adjetivo azul, substantivo
petróleo); saia amarelo-canário = saias
amarelo-canário (adjetivo, amarelo;
substantivo canário).
- as locuções adjetivas formadas de cor + de
+ substantivo, ficam invariáveis: papel cor-de-
rosa = papéis cor-de-rosa / olho cor-de-mel =
olhos cor-de-mel.
- são invariáveis os adjetivos raios
ultravioleta / alegrias sem-par, piadas sem-sal.
Grau
O grau do adjetivo exprime a intensidade
das qualidades dos seres. O adjetivo apresenta
duas variações de grau: comparativo e
superlativo.
O grau comparativo é usado para
comparar uma qualidade entre dois ou mais
seres, ou duas ou mais qualidades de um
mesmo ser. Pode ser de igualdade, de
superioridade e de inferioridade:
- de igualdade: iguala duas coisas ou duas
pessoas: Sou tão alto quão / quanto / como
você. (As duas pessoas têm a mesma altura)
- de superioridade: iguala duas pessoas /
coisas sendo que uma é mais do que a outra:
Minha amiga Manu é mais elegante do que /
que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem ser:
Analítico: mais bom / mais mau / mais
grande / mais pequeno: O salário é mais
pequeno do que / que justo (salário pequeno
e justo). Quando comparamos duas qualidades
de um mesmo ser, podemos usar as formas:
mais grande, mais mau, mais bom, mais
pequeno.
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande,
maior / pequeno, menor: Esta sala é melhor do
que / que aquela.
- de inferioridade: um elemento é menor do
que outro: Somos menos passivos do que /
que tolerantes.
O grau superlativo apresenta
característica intensificada. Pode ser absoluto
ou relativo:
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma
absoluta. Pode ser:
Analítico: advérbio de intensidade muito,
intensamente, bastante, extremamente,
excepcionalmente + adjetivo (Nicola é
extremamente simpático).
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo,
érrimo (Minha comadre Mariinha é
agradabilíssima).
- o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos
latinos terminados em r; pauper (pobre) =
paupérrimo; macer (magro) = macérrimo;
APOSTILAS OPÇÃO
Português 28
- forma popular: radical do adjetivo
português + íssimo (pobríssimo);
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo:
amável = amabilíssimo;
- adjetivos terminados em eio formam o
superlativo apenas com i: feio = feíssimo /
cheio = cheíssimo.
- os adjetivos terminados em io forma o
superlativo em iíssimo: sério = seriíssimo /
necessário = necessariíssimo / frio = friíssimo.
Usa-se também, no superlativo:
- prefixos: hipermercado /
ultrassonografia / supersimpática.
- expressões: suja à beça / pra lá de sério /
duro que nem sola / podre de rico / linda de
morrer / magro de dar pena.
- adjetivos repetidos: fofinho, fofinho
(=fofíssimo) / linda, linda (=lindíssima).
- diminutivo ou aumentativo: cheinha /
pequenininha / grandalhão / gostosão /
bonitão.
- linguagem informal, sufixo érrimo, em vez
de íssimo: chiquérrimo, chiquetérrimo,
elegantérrimo.
- Relativo: ressalta a qualidade de um ser
entre muitos, com a mesma qualidade. Pode
ser:
De Superioridade: Wilma é a mais
prendada de todas as suas amigas. (Ela é a
mais de todas)
De Inferioridade:Paulo César é o menos
tímido dos filhos.
Questões
01. (Prefeitura de Juazeiro do Norte - CE
- Agente Administrativo - CETREDE/2019)
Em qual opção o adjetivo está no grau
superlativo?
(A) Ótimo.
(B) Bom.
(C) Melhor.
(D) Menor.
(E) Inferior.
02. (Órgão: Câmara de Piracicaba - SP -
Motorista Parlamentar - VUNESP/2019)
Assinale a alternativa em que a palavra
destacada dá uma característica ao vocábulo
anterior.
(A) vivia brigando.
(B) faria terrorismo.
(C) numa época.
(D) liberdade assustadora.
(E) uma caneta.
03. (Câmara de Jaru - RO - Contador -
IBADE/2019) “Para fotografar um objeto tão
impossivelmente distante, a equipe do EHT
precisaria de UM TELESCÓPIO TÃO GRANDE
COMO A PRÓPRIA TERRA. O segmento em
destaque apresenta o adjetivo no grau:
(A) superlativo relativo.
(B) superlativo absoluto.
(C) comparativo de inferioridade.
(D) comparativo de igualdade.
(E) comparativo de superioridade.
04. (Prefeitura de Teresina - PI -
Professor de Educação Básica -
NUCEPE/2019) Em “Lá estava sempre,
pontualíssimo, o mesmo porteiro.”, a palavra
destacada é um exemplo de superlativo
absoluto sintético, assim como em
(A) O porteiro era o mais competente dos
funcionários.
(B) O novo porteiro é tão querido quanto o
anterior.
(C) Era um porteiro mais pontual do que
atencioso.
(D) Reconhecer o porteiro era o mínimo a se
fazer.
(E) O porteiro era extremamente eficiente.
05. (Prefeitura de Belo Horizonte - MG -
Guarda Civil Municipal - FGR/2019) Na frase
"Nossos viadutos, túneis e pontes majestosos
vão abaixo ou racham", é CORRETO afirmar
que o termo em destaque:
(A) Poderá ser substituído por
"majestosas", caracterizando uma situação de
concordância ideológica.
(B) Transgride as normas da concordância
nominal, pois se trata de um caso de
concordância facultativa.
(C) Deve concordar, obrigatoriamente, em
gênero e número com o elemento mais
próximo, no caso, o substantivo "pontes".
(D) Qualifica três termos de gêneros
distintos, o que indica a flexão do adjetivo no
masculino plural.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 29
Gabarito
01. A / 02. D / 03. D / 04. D / 05. D
Numeral
Os numerais exprimem quantidade, posição
em uma série, multiplicação e divisão. Daí a sua
classificação, respectivamente, em:
- Cardinal - indica número, quantidade: um,
dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove,
dez, onze, doze, treze, catorze ou quatorze,
quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem...,
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil.
- Ordinal - indica ordem ou posição:
primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto,
sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, décimo
primeiro, vigésimo..., trigésimo...,
quingentésimo..., sexcentésimo...,
septingentésimo..., octingentésimo...,
nongentésimo..., milésimo.
- Fracionário - indica uma fração ou
divisão: meia, metade, terço, quarto, décimo,
onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta avos...,
centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo...,
milésimo.
- Multiplicativo - indica a multiplicação de
um número: dobro, triplo, quádruplo,
quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, nônuplo,
décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo.
Os numerais que indicam conjunto de
elementos de quantidade exata são os
coletivos:
BIMESTRE: período de dois meses
CENTENÁRIO: período de cem anos
DECÁLOGO: conjunto de dez leis
DECÚRIA: período de dez anos
DEZENA: conjunto de dez coisas
LUSTRO: período de cinco anos
MILÊNIO: período de mil anos
MILHAR: conjunto de mil coisas
NOVENA: período de nove dias
QUARENTENA: período de quarenta dias
QUINQUÊNIO: período de cinco anos
RESMA: quinhentas folhas de papel
SEMESTRE: período de seis meses
TRIÊNIO: período de três anos
TRINCA: conjunto de três coisas
Algarismos
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I,
2-II, 3-III, 4-IV, 5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-
X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, 15-XV, 16-XVI,
17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-
XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-
C, 200-CC, 300-CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC,
700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, 1.000-M.
Flexão dos Numerais
Gênero
- os numerais cardinais um, dois e as
centenas a partir de duzentos apresentam
flexão de gênero: Um menino e uma menina
foram os vencedores. / Comprei duzentos
gramas de presunto e duzentas rosquinhas.
- os numerais ordinais variam em gênero:
Marcela foi a nona colocada no vestibular.
- os numerais multiplicativos, quando
usados com o valor de substantivos, são
Invariáveis: A minha nota é o triplo da sua.
(Triplo – valor de substantivo)
- quando usados com valor de adjetivo,
apresentam flexão de gênero: Eu fiz duas
apostas triplas na loto fácil. (Triplas valor de
adjetivo)
- os numerais fracionários concordam com
os cardinais que indicam o número das partes:
Dois terços dos alunos foram contemplados.
- o fracionário meio concorda em gênero e
número com o substantivo no qual se refere: O
início do concurso será meio-dia e meia. (Hora)
/ Usou apenas meias palavras.
Número
- os numerais cardinais milhão, bilhão,
trilhão, e outros, variam em número:
Venderam um milhão de ingressos para a festa
do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros.
- os numerais ordinais variam em número:
As segundas colocadas disputarão o
campeonato.
- os numerais multiplicativos são
invariáveis quando usados com valor de
substantivo: Minha dívida é o dobro da sua.
(Valor de substantivo – invariável)
- os numerais multiplicativos variam
quando usados como adjetivos: Fizemos duas
apostas triplas. (Valor de adjetivo – variável)
- os numerais fracionários variam em
número, concordando com os cardinais que
indicam números das partes.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 30
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três
quartos equivalem a 750 ml.
Grau
Na linguagem coloquial é comum a flexão de
grau dos numerais: Já lhe disse isso mil vezes.
/ Aquele quarentão é um “gato”! / Morri com
cincão para a “vaquinha”, lá da escola.
Emprego dos Numerais
- para designar séculos, reis, papas,
capítulos, cantos (na poesia épica), empregam-
se: os ordinais até décimo: João Paulo II
(segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os
cardinais para os demais: Papa Bento XVI
(dezesseis), Século XXI (vinte e um).
- se o numeral vier antes do substantivo,
usa-se o ordinal. O XX século foi de descobertas
científicas. (vigésimo século)
- com referência ao primeiro dia do mês,
usa-se o numeral ordinal: O pagamento do
pessoal será sempre no dia primeiro.
- na enumeração de leis, decretos, artigos,
circulares, portarias e outros textos oficiais,
emprega-se o numeral ordinal até o nono: O
diretor leu pausadamente a portaria 8ª
(portaria oitava); emprega-se o numeral
cardinal, a partir de dez: O artigo 16 não foi
justificado. (artigo dezesseis)
- enumeração de casa, páginas, folhas,
textos, apartamentos, quartos, poltronas,
emprega-se o numeral cardinal: Reservei a
poltrona vinte e oito. / O texto quatro está na
página sessenta e cinco.
- se o numeral vier antes do substantivo,
emprega-se o ordinal. Paulo César é adepto da
7ª Arte. (sétima)
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil
e duzentos reais é muito para mim.
- o artigo e o numeral, antes dos
substantivos milhão, milhar e bilhão, devem
concordar no masculino:
- emprega-se, na escrita das horas, o
símbolo de cada unidade após o numeral que a
indica, sem espaço ou ponto: 10h20min – dez
horas, vinte minutos.
Questões
01. (Prefeitura de Acaraú - CE - Auxiliar
Administrativo - CETREDE/2019) Marque a
opção CORRETA quanto à classificação dos
numerais a seguir: quatrocentos – sexagésimo
– sétuplo
(A) cardinal – ordinal – multiplicativo.
(B) arábico – cardinal – ordinal.
(C) cardinal – cardinal – multiplicativo.
(D) arábico – multiplicativo – multiplicativo.
(E) cardinal – cardinal – ordinal.
02. (Companhia Águas de Joinville -
Advogado - FEPESE/2018) Complete as
frases,escrevendo por extenso o número ou as
expressões dadas entre parênteses,
empregando os vários tipos de numerais.
1. Estefânia trabalhou o _____________ (duas
vezes mais) do que Fabíola.
2. Fiquei feliz. Ganhei duas ____________ (12)
de rosas.
3. Já consegui terminar _____________ (1/4) do
trabalho.
4. Paulo foi o _______________ (400° ) corredor
a terminar a prova.
Assinale a alternativa que completa
corretamente as lacunas do texto.
(A) duplo • dúzias • metade •
quadringentésimo
(B) duplo • doze • um quarto •
quadrigentésimo
(C) duplo • dúzias • um quarto •
quadrigentésimo
(D) dobro • doze • quarto •
quadrigentésimo
(E) dobro • dúzias • um quarto •
quadringentésimo
03. (SAP-SP - Analista Administrativo -
MS CONCURSOS/2018) Assinale a alternativa
onde temos somente numerais fracionários.
(A) Bilionésimo – noventa – quingentésimo.
(B) Meio – seiscentésimo – milionésimo.
(C) Cêntuplo – décuplo – vinte avos.
(D) Duodécuplo – doze avos – milésimo.
(E) Sexto – quíntuplo – treze avos.
04. (Companhia Águas de Joinville -
Advogado - FEPESE/2018) Assinale a
alternativa que contém somente numerais
ordinais e multiplicativos.
(A) triplo • dois trilhões • milésimo • zero
(B) oitava • dobro • vigésimo terceiro •
duplo
(C) nonagésimo • um bilhão • duplo •
primeiro
APOSTILAS OPÇÃO
Português 31
(D) ducentésimo • septuagésimo quinto •
sêxtuplo • novecentos e um
(E) milionésimo • ambos • décimo nono •
trigésimo
05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I -
VUNESP)
O SBT fará uma homenagem digna da
história de seu proprietário e principal
apresentador: no próximo dia 12 [12.12.2015]
colocará no ar um especial com 2h30 de
duração em homenagem a Silvio Santos. É o dia
de seu aniversário de 85 anos.
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias)
As informações textuais permitem afirmar
que, em 12.12.2015, Sílvio Santos completou
seu
(A) octogenário quinquagésimo
aniversário.
(B) octogésimo quinto aniversário.
(C) octingentésimo quinto aniversário.
(D) otogésimo quinto aniversário.
(E) oitavo quinto aniversário.
Gabarito
01. A / 02. E / 03. B / 04. B / 05. B
Pronome
É a palavra que acompanha ou substitui o
nome, relacionando-o a uma das três pessoas
do discurso. As três pessoas do discurso são:
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela
que fala ou emissor;
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela
com quem se fala ou receptor;
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas
(plural): aquela de quem se fala ou referente.
Os pronomes são classificados em: pessoais,
de tratamento, possessivos, demonstrativos,
indefinidos, interrogativos e relativos.
Pronomes Pessoais
Os pronomes pessoais dividem-se em:
- Retos - exercem a função de sujeito da
oração.
- Oblíquos - exercem a função de
complemento do verbo (objeto direto / objeto
indireto). São: tônicos com preposição ou
átonos sem preposição.
Pessoas
do
Discurso
Retos Oblíquos
Átonos Tônicos
Singular 1ª pessoa
2ª pessoa
3ª pessoa
eu
tu
ele/ela
me
te
se, o, a,
lhe
mim,
comigo
ti,
contigo
si, ele,
consigo
Plural 1ª pessoa
2ª pessoa
3ª pessoa
nós
vós
eles/elas
nos
vos
se, os,
as, lhes
nós,
conosco
vós,
convosco
si, eles,
consigo
- Colocados antes do verbo, os pronomes
oblíquos da 3ª pessoa, apresentam sempre a
forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo do teatro.
- As palavras “só” e “todos” sempre
acompanham os pronomes pessoais do caso
reto: Eu vi só ele ontem.
- Colocados depois do verbo, os pronomes
oblíquos da 3ª pessoa apresentam as formas:
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou
ditongo oral: Encontrei-a sozinha. Vejo-os
diariamente.
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados
em: R/S/Z, assumem as formas: lo, Ia, los, las,
perdendo, consequentemente, as terminações
R, S, Z. Preciso pagar ao verdureiro. (=
pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a
lápis)
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos
/ vos - Eis a prova do suborno. (= Ei-la); O
tempo nos dirá. (= no-lo dirá). (eis, nos, vos
perdem o S)
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em
ditongo nasal: m, ão, õe: Deram-na como
vencedora; Põe-nos sobre a mesa.
lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª
pessoa do plural, terminado em S não
modificado: Nós entregamos-lhe a cópia do
contrato. (o S permanece)
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa
do plural, perde o S: Sentamo-nos à mesa para
um café rápido.
me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com
verbos transitivos diretos (TD), têm sentido
possessivo, equivalendo a meu, teu, seu, dele,
nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a
esperança. (sua, dele, dela possessivo)
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e
se recebem o nome de pronomes recíprocos
APOSTILAS OPÇÃO
Português 32
quando expressam uma ação mútua ou
recíproca: Nós nos encontramos emocionados.
(pronome recíproco, nós mesmos). Nunca
diga: Eu se apavorei. / Eu já se arrumei; Eu me
apavorei. / Eu me arrumei. (certos)
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão
substituídos por mim e ti após preposição: O
segredo ficará somente entre mim e ti.
- É obrigatório o emprego dos pronomes
pessoais eu e tu, quando funcionarem como
sujeito: Todos pediram para eu relatar os fatos
cuidadosamente. (pronome reto + verbo no
infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não
escreve, não compra, não anda.
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre
empregadas como complemento de verbos
transitivos diretos ao passo que as formas
lhe, lhes são empregadas como complementos
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília,
querida amiga, chamou-a. (verbo transitivo
direto, VTD); Minha saudosa comadre,
Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo
indireto,VTI)
- É comum, na linguagem coloquial, usar o
brasileiríssimo a gente, substituindo o
pronome pessoal nós: A gente deve fazer
caridade com os mais necessitados.
- Chamam-se pronomes pessoais
reflexivos os pronomes que se referem ao
sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal
reflexivo)
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e
consigo devem ser empregados somente como
pronomes pessoais reflexivos e funcionam
como complementos de um verbo na 3ª
pessoa, cujo sujeito é também da 3ª pessoa:
Nicole levantou-se com elegância e levou
consigo (com ela própria) todos os olhares.
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª
pessoa / se- complemento, 3ª pessoa /
levou- verbo, 3ª pessoa /
consigo- complemento, 3ª pessoa).
Pronomes de Tratamento
São usados no trato com as pessoas.
Dependendo da pessoa a quem nos dirigimos,
do seu cargo, idade, título, o tratamento será
familiar ou cerimonioso.
Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques;
Vossa Eminência - V.Ema - cardeais;
Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades,
presidente, oficiais;
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de
universidades;
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores;
Vossa Santidade - V.S. - Papa;
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento
cerimonioso.
- São também pronomes de tratamento: o
senhor, a senhora, a senhorita, dona, você.
- Doutor não é forma de tratamento, e sim
título acadêmico.
Nas comunicações oficiais devem ser
utilizados somente dois fechos:
Respeitosamente: para autoridades
superiores, inclusive para o presidente da
República.
Atenciosamente: para autoridades de
mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é
empregada quando se fala com a própria
pessoa: Vossa Senhoria não compareceu à
reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa)
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é
empregada quando se fala sobre a pessoa: Sua
Eminência, o cardeal, viajou para um
congresso. (falando a respeito do cardeal)
- Os pronomes de tratamento com a forma
Vossa (Senhoria, Excelência, Eminência,
Majestade), embora indiquem a 2ª pessoa
(com quem se fala), exigem queoutros
pronomes e o verbo sejam usados na 3ª
pessoa. Vossa Excelência sabe que seus
ministros o apoiarão.
Pronomes Possessivos
São os pronomes que indicam posse em
relação às pessoas da fala.
Masculino Feminino
Singular Plural Singular Plural
meu meus minha minhas
teu teus tua tuas
seu seus sua suas
nosso nossos nossa nossas
vosso vossos vossa vossas
seu seus sua suas
APOSTILAS OPÇÃO
Português 33
Emprego dos Pronomes Possessivos
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa
pode provocar, às vezes, a ambiguidade da
frase. Ex.: João Luís disse que Laurinha estava
trabalhando em seu consultório. O pronome
seu toma o sentido ambíguo, pois pode
referir-se tanto ao consultório de João Luís
como ao de Laurinha. No caso, usa-se o
pronome dele, dela para desfazer a
ambiguidade.
- Os possessivos, às vezes, podem indicar
aproximações numéricas e não posse: Cláudia
e Haroldo devem ter seus trinta anos.
- Na linguagem popular, o tratamento seu
como em: Seu Ricardo, pode entrar!, não tem
valor possessivo, pois é uma alteração fonética
da palavra senhor.
- Referindo-se a mais de um substantivo, o
possessivo concorda com o mais próximo. Ex.:
Trouxe-me seus livros e anotações.
- Usam-se elegantemente certos pronomes
oblíquos: me, te, lhe, nos, vos, com o valor de
possessivos. Vou seguir-lhe os passos. (os seus
passos)
- Deve-se observar as correlações entre os
pronomes pessoais e possessivos. “Sendo hoje
o dia do teu aniversário, apresso-me em
apresentar-te os meus sinceros parabéns; Peço
a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu
amigo que te preza.”
- Não se emprega o pronome possessivo (seu,
sua) quando se trata de parte do corpo. Ex.: Um
cavaleiro todo vestido de negro, com um falcão
em seu ombro esquerdo e uma espada em sua,
mão. (usa-se: no ombro; na mão)
Pronomes Demonstrativos
Indicam a posição dos seres designados em
relação às pessoas do discurso, situando-os no
espaço ou no tempo. Apresentam-se em
formas variáveis e invariáveis.
este, esta, isto, estes, estas
Ex.:
Não gostei deste livro aqui.
Neste ano, tenho realizado bons
negócios.
Esta afirmação me deixou surpresa:
gostava de química.
O homem e a mulher são massacrados
pela cultura atual, mas esta é mais
oprimida.
esse, essa, esses, essas
Ex.:
Não gostei desse livro que está em tuas
mãos.
Nesse último ano, realizei bons negócios.
Gostava de química. Essa afirmação me
deixou surpresa.
aquele, aquela, aquilo, aqueles,
aquelas
Ex.:
Não gostei daquele livro que a Roberta
trouxe.
Tenho boas recordações de 1960, pois
naquele ano realizei bons negócios.
O homem e a mulher são massacrados
pela cultura atual, mas esta é mais
oprimida que aquele.
- para retomar elementos já enunciados,
usamos aquele (e variações) para o elemento
que foi referido em 1º Iugar e este (e variações)
para o que foi referido em último lugar. Ex.:
Pais e mães vieram à festa de encerramento;
aqueles, sérios e orgulhosos, estas, elegantes e
risonhas.
- dependendo do contexto os
demonstrativos também servem como
palavras de função intensificadora ou
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com
aquela calma! (=expressão intensificadora).
Não se preocupe; aquilo é uma tranqueira!
(=expressão depreciativa)
- as formas nisso e nisto podem ser usadas
com valor de então ou nesse momento. Ex.: A
festa estava desanimada; nisso, a orquestra
tocou um samba e todos caíram na dança.
- os demonstrativos esse, essa, são usados
para destacar um elemento anteriormente
expresso. Ex.: Ninguém ligou para o incidente,
mas os pais, esses resolveram tirar tudo a
limpo.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 34
Pronomes Indefinidos
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do
discurso de modo vago indefinido, impreciso:
Alguém disse que Paulo César seria o vencedor.
Alguns desses pronomes são variáveis em
gênero e número; outros são invariáveis.
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro,
muito, pouco, certo, vários, tanto, quanto, um,
bastante, qualquer.
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo,
outrem, algo, quem, nada, cada, mais, menos,
demais.
Emprego dos Pronomes Indefinidos
- O indefinido cada deve sempre vir
acompanhado de um substantivo ou numeral,
nunca sozinho: Ganharam cem dólares cada
um. (inadequado: Ganharam cem dólares
cada.)
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias,
são indefinidos quando colocados antes dos
substantivos, e adjetivos quando colocados
depois do substantivo: Certo dia perdi o
controle da situação. (antes do substantivo=
indefinido); Eles voltarão no dia certo. (depois
do substantivo=adjetivo).
- Todo, toda (somente no singular) sem
artigo, equivale a qualquer: Todo ser nasce
chorando. (=qualquer ser; indetermina,
generaliza).
- Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca
se sabe o pensamento de outrem.
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos
quaisquer negócios.
Locuções Pronominais Indefinidas: são
locuções pronominais indefinidas duas ou
mais palavras que equivalem ao pronome
indefinido: cada qual / cada um / quem quer
que seja / seja quem for / qualquer um / todo
aquele que / um ou outro / tal qual (=certo).
Pronomes Relativos
São aqueles que representam, numa 2ª
oração, alguma palavra que já apareceu na
oração anterior. Essa palavra da oração
anterior chama-se antecedente: Comprei um
carro que é movido a álcool e à gasolina. É Flex
Power. Percebe-se que o pronome relativo
que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso a
palavra que é um pronome relativo. Dica:
substituir que por o, a, os, as, qual / quais.
Os pronomes relativos estão divididos em
variáveis e invariáveis.
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais,
cujo, cujos, cuja, cujas, quanto, quantos;
Invariáveis: que, quem, quando, como,
onde.
Emprego dos Pronomes Relativos
- O relativo que, por ser o mais usado, é
chamado de relativo universal. Ele pode ser
empregado com referência à pessoa ou coisa,
no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo
que acabei de comprar; João Adolfo é o cara
que pedi a Deus.
- O relativo que pode ter por seu
antecedente o pronome demonstrativo o, a, os,
as. Ex.: Não entendi o que você quis dizer. (o
que = aquilo que).
- O relativo quem refere se a pessoa e vem
sempre precedido de preposição. Ex.: Marco
Aurélio é o advogado a quem eu me referi.
- O relativo cujo e suas flexões equivalem a
de que, do qual, de quem e estabelecem relação
de posse entre o antecedente e o termo
seguinte. (cujo, vem sempre entre dois
substantivos)
- O pronome relativo pode vir sem
antecedente claro, explícito; é classificado,
portanto, como relativo indefinido, e não vem
precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer
casa; Feliz o homem cujo objetivo é a
honestidade; Estas são as pessoas de cujos
nomes nunca vou me esquecer.
- Só se usa o relativo cujo quando o
consequente é diferente do antecedente. Ex.: O
escritor cujo livro te falei é paulista.
- O pronome cujo não admite artigo nem
antes nem depois de si.
- O relativo onde é usado para indicar lugar
e equivale a: em que, no qual. Ex.: Desconheço
o lugar onde vende tudo mais barato. (= lugar
em que)
- Quanto, quantos e quantas são relativos
quando usados depois de tudo, todos, tanto.
Ex.: Naquele momento, a querida comadre
Naldete, falou tudo quanto sabia.
Pronomes Interrogativos
São os pronomes em frases interrogativas
diretas ou indiretas. Os principais
interrogativos são: que, quem, qual, quanto:
APOSTILAS OPÇÃO
Português 35
- Afinal, quem foram os prefeitos desta
cidade? (interrogativa direta, COM o ponto de
interrogação)
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos
desta cidade. (interrogativa indireta, SEM a
interrogação)
Questões
01. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -
Psicólogo - Prefeitura do Rio de Janeiro -
RJ/2019) Está destacado um pronome
relativo no seguinte trecho:
(A) “Que coisa fantástica”.(B) “...relataram uma melhora coincidente
nas dores de cabeça de que sofriam.”
(C) “O fato é que todos foram criados para
tratar outros males...”
(D) “...depois que pacientes hipertensos,
convulsivos e bipolares relataram...”
02. (Prefeitura de Maracanã - PA -
Zelador - CETAP/2019) “Isso nada tem a ver
com delírio.”. A palavra destacada “Isso” é:
(A) um pronome possessivo.
(B) um pronome relativo.
(C) um pronome demonstrativo.
(D) um pronome oblíquo.
03. (Prefeitura de Gramado - Advogado I
- RS FUNDATEC/2019) Assinale a alternativa
na qual o termo sublinhado possa ser
classificado como pronome demonstrativo.
(A) “quase todos servem para isso”.
(B) “traz algumas fotos de Lygia”.
(C) “Decerto uma mulher elegante, como
Lygia.”
(D) "Deus nunca me abandonou".
(E) “O leitor termina sem saber direito o que
aconteceu.”
04. (Prefeitura de Olímpia - SP - Guarda
Civil Municipal - VUNESP/2019) Assinale a
alternativa em que o pronome destacado
expressa a noção de posse.
(A) Não durou mais de um ou dois minutos,
mas lhe pareceu sinistra…
(B) Por um instante as duas mulheres se
olharam, separadas pela piscina.
(C) … quando perceberam que alguém os
observava pelo portão entreaberto.
(D) Lá no terraço o marido, fascinado,
assistiu a toda a cena.
(E) Era um ser encardido, cujos molambos
em forma de saia não bastavam para defini-la
como mulher.
05. (Prefeitura de Imperatriz - MA -
Fisioterapeuta - Prefeitura de Imperatriz -
MA/2019) Marque a alternativa correta.
Pronomes são palavras que acompanham os
substantivos, podendo substituí-los (direta ou
indiretamente), retomá-los ou se referir a eles.
Alguns exemplos de tipos de pronome são:
pessoais, possessivos, demonstrativos,
interrogativos, relativos e indefinidos. Na frase
"HELENA É MINHA MÃE", estamos fazendo
uso de qual pronome?
(A) Possessivo;
(B) Demonstrativo;
(C) Pessoal;
(D) Indefinido;
Gabarito
01. B / 02. C / 03. E / 04. E / 05. A
Verbo
É a palavra que indica ação, movimento,
fenômenos da natureza, estado, mudança de
estado. Flexiona-se em:
- número (singular e plural);
- pessoa (primeira, segunda e terceira);
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo,
formas nominais: gerúndio, infinitivo e
particípio);
- tempo (presente, passado e futuro);
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva).
De acordo com a vogal temática, os verbos
estão agrupados em três conjugações:
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular.
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter.
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir.
O verbo pôr e seus derivados (repor, depor,
dispor, compor, impor) pertencem a 2ª
conjugação devido à sua origem latina poer.
Elementos Estruturais do Verbo
As formas verbais apresentam três
elementos em sua estrutura: radical, vogal
temática e tema.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 36
Radical: elemento mórfico (morfema) que
concentra o significado essencial do verbo.
Observe as formas verbais da 1ª conjugação:
contar, esperar, brincar. Flexionando esses
verbos, nota-se que há uma parte que não
muda, e que nela está o significado real do
verbo.
cont é o radical do verbo contar;
esper é o radical do verbo esperar;
brinc é o radical do verbo brincar.
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do
infinitivo dos verbos, teremos o radical desses
verbos. Também podemos antepor prefixos ao
radical: desnutrir / reconduzir.
Vogal Temática: é o elemento mórfico que
designa a qual conjugação pertence o verbo. Há
três vogais temáticas: 1ª conjugação: a; 2ª
conjugação: e; 3ª conjugação: i.
Tema: é o elemento constituído pelo radical
mais a vogal temática. Ex.: contar - cont
(radical) + a (vogal temática) = tema. Se não
houver a vogal temática, o tema será apenas o
radical (contei = cont ei).
Desinências: são elementos que se juntam
ao radical, ou ao tema, para indicar as flexões
de modo e tempo, desinências modo
temporais e desinências número pessoais.
Contávamos
Cont = radical
a = vogal temática
va = desinência modo temporal
mos = desinência número pessoal
Flexões Verbais
Flexão de número e de pessoa: o verbo
varia para indicar o número e a pessoa.
- eu estudo – 1ª pessoa do singular;
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural;
- tu estudas – 2ª pessoa do singular;
- vós estudais – 2ª pessoa do plural;
- ele estuda – 3ª pessoa do singular;
- eles estudam – 3ª pessoa do plural.
- Algumas regiões do Brasil, usam o
pronome tu de forma diferente da fala culta,
exigida pela gramática oficial, ou seja, tu foi, tu
pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu
tens.
- O pronome vós aparece somente em textos
literários ou bíblicos.
- Os pronomes: você, vocês, que levam o
verbo na 3ª pessoa, é o mais usado no Brasil.
Flexão de tempo e de modo: os tempos
situam o fato ou a ação verbal dentro de
determinado momento; pode estar em plena
ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas
três possibilidades básicas, mas não únicas,
são: presente, pretérito e futuro.
O modo indica as diversas atitudes do
falante com relação ao fato que enuncia. São
três os modos:
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de
certeza, precisão. O fato é ou foi uma realidade.
Apresenta presente, pretérito perfeito,
imperfeito e mais que perfeito, futuro do
presente e futuro do pretérito.
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de
incerteza, de dúvida, exprime uma
possibilidade. O subjuntivo expressa uma
incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese.
Apresenta presente, pretérito imperfeito e
futuro. Ex: Tenha paciência, Lourdes; Se
tivesse dinheiro compraria um carro zero;
Quando o vir, dê lembranças minhas.
- Modo Imperativo: a atitude do falante é de
ordem, um desejo, uma vontade, uma
solicitação. Indica uma ordem, um pedido, uma
súplica. Apresenta imperativo afirmativo e
imperativo negativo.
Emprego dos Tempos do Indicativo
- Presente do Indicativo: para enunciar um
fato momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para
expressar um fato que ocorre com frequência.
Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de minha
mãe. Na indicação de ações ou estados
permanentes, verdades universais. Ex.: A água
é incolor, inodora, insípida.
- Pretérito Imperfeito: para expressar um
fato passado, não concluído. Ex.: Nós
comíamos pastel na feira; Eu cantava muito
bem.
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de
um fato passado concluído. Ex.: Cantei, dancei,
pulei, chorei, dormi...
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa
um fato passado anterior a outro
acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos
no congresso de música.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 37
- Futuro do Presente: na indicação de um
fato realizado num instante posterior ao que se
fala. Ex.: Cantarei domingo no coro da igreja
matriz.
- Futuro do Pretérito: para expressar um
acontecimento posterior a um outro
acontecimento passado. Ex.: Compraria um
carro se tivesse dinheiro
1ª Conjugação: -AR
Presente: danço, danças, dança, dançamos,
dançais, dançam.
Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou,
dançamos, dançastes, dançaram.
Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas,
dançava, dançávamos, dançáveis, dançavam.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara,
dançaras, dançara, dançáramos, dançáreis,
dançaram.
Futuro do Presente: dançarei, dançarás,
dançará, dançaremos, dançareis, dançarão.
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias,
dançaria, dançaríamos, dançaríeis, dançariam.
2ª Conjugação: -ER
Presente: como, comes, come, comemos,
comeis, comem.
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu,
comemos, comestes, comeram.
Pretérito Imperfeito: comia, comias,
comia, comíamos, comíeis, comiam.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera,
comeras, comera, comêramos, comêreis,
comeram.
Futuro do Presente: comerei, comerás,
comerá, comeremos, comereis, comerão.
Futuro do Pretérito: comeria, comerias,
comeria, comeríamos, comeríeis, comeriam.
3ª Conjugação: -IR
Presente: parto, partes, parte,partimos,
partis, partem.
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu,
partimos, partistes, partiram.
Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia,
partíamos, partíeis, partiam.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira,
partiras, partira, partíramos, partíreis,
partiram.
Futuro do Presente: partirei, partirás,
partirá, partiremos, partireis, partirão.
Futuro do Pretérito: partiria, partirias,
partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam.
Emprego dos Tempos do Subjuntivo
- Presente: é empregado para indicar um
fato incerto ou duvidoso, muitas vezes ligados
ao desejo, à suposição. Ex.: Duvido de que
apurem os fatos; Que surjam novos e honestos
políticos.
- Pretérito Imperfeito: é empregado para
indicar uma condição ou hipótese. Ex.: Se
recebesse o prêmio, voltaria à universidade.
- Futuro: é empregado para indicar um fato
hipotético, pode ou não acontecer. Quando
você fizer o trabalho, será generosamente
gratificado.
1ª Conjugação –AR
Presente: que eu dance, que tu dances, que
ele dance, que nós dancemos, que vós
danceis, que eles dancem.
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu
dançasses, se ele dançasse, se nós
dançássemos, se vós dançásseis, se eles
dançassem.
Futuro: quando eu dançar, quando tu
dançares, quando ele dançar, quando nós
dançarmos, quando vós dançardes, quando
eles dançarem.
2ª Conjugação -ER
Presente: que eu coma, que tu comas, que
ele coma, que nós comamos, que vós comais,
que eles comam.
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu
comesses, se ele comesse, se nós
comêssemos, se vós comêsseis, se eles
comessem.
Futuro: quando eu comer, quando tu
comeres, quando ele comer, quando nós
comermos, quando vós comerdes, quando
eles comerem.
3ª conjugação – IR
Presente: que eu parta, que tu partas, que
ele parta, que nós partamos, que vós partais,
que eles partam.
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu
partisses, se ele partisse, se nós partíssemos,
se vós partísseis, se eles partissem.
Futuro: quando eu partir, quando tu
partires, quando ele partir, quando nós
partirmos, quando vós partirdes, quando
eles partirem.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 38
Emprego do Imperativo
Imperativo Afirmativo
- Não apresenta a primeira pessoa do
singular.
- É formado pelo presente do indicativo e
pelo presente do subjuntivo.
- O Tu e o Vós saem do presente do
indicativo sem o “s”.
- O restante é cópia fiel do presente do
subjuntivo.
Presente do Indicativo: eu amo, tu amas,
ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam.
Presente do subjuntivo: que eu ame, que
tu ames, que ele ame, que nós amemos, que vós
ameis, que eles amem.
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame
você, amemos nós, amai vós, amem vocês.
Imperativo Negativo
- É formado através do presente do
subjuntivo sem a primeira pessoa do singular.
- Não retira os “s” do tu e do vós.
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que
tu ames, que ele ame, que nós amemos, que vós
ameis, que eles amem.
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não
ame você, não amemos nós, não ameis vós, não
amem vocês.
Além dos três modos citados (Indicativo,
Subjuntivo e Imperativo), os verbos
apresentam ainda as formas nominais:
infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e
particípio.
Infinitivo Impessoal4
Quando se diz que um verbo está no
infinitivo impessoal, isso significa que ele
apresenta sentido genérico ou indefinido, não
relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é
invariável. Assim, considera-se apenas o
processo verbal. Ex.: Amar é sofrer.
Podendo ter valor e função de substantivo.
Ex.: Viver é lutar. (= vida é luta); É
indispensável combater a corrupção. (=
combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se
no presente (forma simples) ou no passado
4
https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php
(forma composta). Ex.: É preciso ler este livro;
Era preciso ter lido este livro.
Observe que, embora não haja desinências
para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas
formas são iguais às do infinitivo impessoal),
elas não deixam de referir-se às respectivas
pessoas do discurso (o que será esclarecido
apenas pelo contexto da frase). Ex.: Para ler
melhor, eu uso estes óculos. (1ª pessoa); Para
ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa)
O infinitivo impessoal é usado:
- Quando apresenta uma ideia vaga,
genérica, sem se referir a um sujeito
determinado. Ex. Querer é poder. Fumar
prejudica a saúde. É proibido colar cartazes
neste muro.
- Quando tem valor de Imperativo. Ex.
Soldados, marchar! (= Marchai!) Esquerda,
volver!
- Quando é regido de preposição
(geralmente precedido da preposição “de”)
e funciona como complemento de um
substantivo, adjetivo ou verbo da oração
anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar
assim. As meninas foram impedidas de
participar do jogo. Eu os convenci a aceitar.
No entanto, na voz passiva dos verbos
"contentar", "tomar" e "ouvir", por exemplo,
o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser
flexionado. Ex.:
Eram pessoas difíceis de serem
contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem
tomados.
Os jogos que você me emprestou são
agradáveis de serem jogados.
- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos
acordar bem cedo amanhã. Eles não podiam
reclamar do colégio. Vamos pensar no seu
caso.
- Quando o sujeito do infinitivo é o
mesmo do verbo da oração anterior. Ex. Eles
foram condenados a pagar pesadas multas.
Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho
ainda alguns livros por (para) publicar.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 39
Observação: quando o infinitivo
preposicionado, ou não, preceder ou estiver
distante do verbo da oração principal (verbo
regente), pode ser flexionado para melhor
clareza do período e também para se enfatizar
o sujeito (agente) da ação verbal. Ex.:
Na esperança de sermos atendidos, muito
lhe agradecemos.
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de
jogarem futebol.
Para estudarmos, estaremos sempre
dispostos.
Antes de nascerem, já estão condenadas à
fome muitas crianças.
- Com os verbos causativos "deixar",
"mandar" e "fazer" e seus sinônimos que
não formam locução verbal com o infinitivo
que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje.
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir",
"sentir" e sinônimos, deve-se também
deixar o infinitivo sem flexão. Ex.: Vi-os
entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam
à festa.
Infinitivo Pessoal
É o infinitivo relacionado às três pessoas do
discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma
forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da
seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.:
teres (tu)
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.:
termos (nós)
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.:
terdes (vós)
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.:
terem (eles)
Por exemplo: Foste elogiado por teres
alcançado uma boa colocação.
Quando se diz que um verbo está no
infinitivo pessoal, isso significa que ele atribui
um agente ao processo verbal, flexionando-se.
O infinitivo deve ser flexionado nos
seguintes casos:
- Quando o sujeito da oração estiver
claramente expresso. Ex.:
Se tu não perceberes isto...
Convém vocês irem primeiro.
O bom é sempre lembrarmos (sujeito
desinencial, sujeito implícito = nós) desta
regra.
- Quando tiver sujeito diferente daquele
da oração principal. Ex.:
O professor deu um prazo de cinco dias para
os alunos estudarem bastante para a prova.
Perdoo-te por me traíres.
O hotel preparou tudo para os turistas
ficarem à vontade.
O guarda fez sinal para os motoristas
pararem.
- Quando se quiser indeterminar o
sujeito (utilizado na terceira pessoa do
plural). Ex.:
Faço isso para não me acharem inútil.
Temos de agir assim para nos
promoverem.
Ela não sai sozinha à noite a fim de não
falarem mal da sua conduta.
- Quando apresentar reciprocidade ou
reflexibilidade de ação. Ex.:
Vios alunos abraçarem-se alegremente.
Fizemos os adversários cumprimentarem-
se com gentileza.
Mandei as meninas olharem-se no espelho.
Gerúndio
Pode funcionar como adjetivo ou advérbio.
Ex.: Saindo de casa, encontrei alguns amigos.
(Função de advérbio); Nas ruas, havia crianças
vendendo doces. (Função adjetivo)
Na forma simples, o gerúndio expressa uma
ação em curso; na forma composta, uma ação
concluída. Ex.: Trabalhando, aprenderás o
valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu
o valor do dinheiro.
Particípio
Quando não é empregado na formação dos
tempos compostos, o particípio indica
geralmente o resultado de uma ação
terminada, flexionando-se em gênero, número
e grau. Ex.: Terminados os exames, os
candidatos saíram. Quando o particípio
exprime somente estado, sem nenhuma
relação temporal, assume verdadeiramente a
função de adjetivo (adjetivo verbal). Ex.: Ela foi
a aluna escolhida para representar a escola.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 40
1ª Conjugação –AR
Infinitivo Impessoal: dançar.
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu;
dançar ele, dançarmos nós, dançardes vós,
dançarem eles.
Gerúndio: dançando.
Particípio: dançado.
2ª Conjugação –ER
Infinitivo Impessoal: comer.
Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu,
comer ele, comermos nós, comerdes vós,
comerem eles.
Gerúndio: comendo.
Particípio: comido.
3ª Conjugação –IR
Infinitivo Impessoal: partir.
Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu,
partir ele, partirmos nós, partirdes vós,
partirem eles.
Gerúndio: partindo.
Particípio: partido.
Questões
01. (Prefeitura de Cabo de Santo
Agostinho - PE - Técnico em Segurança do
Trabalho - IBFC/2019)
“Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto das nuvens
serem feitas
de algodão
Dava pra ser herói no mesmo dia em que
escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche
Um banho quente e talvez um arranhão”
(Kell Smith)
(Fonte: Vagalume)
Assinale a alternativa que apresenta o
tempo correto dos verbos destacados no texto.
(A) Pretérito Imperfeito.
(B) Futuro do Pretérito.
(C) Pretérito Perfeito.
(D) Pretérito mais que Perfeito.
02. (MPE-SP - Auxiliar de Promotoria I -
VUNESP/2019) No trecho “Isso significa que
todos devem pensar em consumir apenas
produtos de origem vegetal?”, os verbos
destacados estão no tempo presente.
Passando-os para o tempo futuro, tem-se
corretamente:
(A) Isso significava que todos deveriam
pensar em consumir apenas produtos de
origem vegetal?
(B) Isso significou que todos deverão
pensar em consumir apenas produtos de
origem vegetal?
(C) Isso significaria que todos deviam
pensar em consumir apenas produtos de
origem vegetal?
(D) Isso significara que todos devessem
pensar em consumir apenas produtos de
origem vegetal?
(E) Isso significará que todos deverão
pensar em consumir apenas produtos de
origem vegetal?
03. (IF-RO - Engenheiro Civil -
IBADE/2019) Em “Viu a Rita Baiana, que fora
trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros
e braços nus, para dançar”, o verbo “ir” foi
empregado no pretérito maisque-perfeito. O
que sugere o uso desse tempo verbal?
(A) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre
simultaneamente à ação de “ser vista surgir de
ombros e braços nus”.
(B) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre
após a ação de “ser vista surgir de ombros e
braços nus”.
(C) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre no
passado, enquanto a ação de “ser vista surgir
de braços nus” ocorre no presente.
(D) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre em
um momento que antecedeu a ação de “ser
vista surgir de ombros e braços nus”.
(E) A ação de “ir trocar o vestido” ocorre no
passado, enquanto a ação de “ser vista de
braços nus” ocorre no futuro.
04. (IPREMM - Agente Municipal de
Vigilância Patrimonial - VUNESP/2019)
Para responder à questão, assinale a
alternativa que completa, correta e
adequadamente, as falas dos personagens dos
quadrinhos.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 41
(Garfield. Foi mal. Jim Davis. Adaptado)
(A) Fizemos ... gostas
(B) Fizemos ... gostam
(C) Fiz ... gosta
(D) Fiz ... gostam
(E) Fizeram ... gostam
05. (Prefeitura de Aracruz - ES - Instrutor
de Líbras - IBADE/2019) “Mesmo que
quisesse responder, eu não podia. Não sei o
que procuro. Deve ser por isso mesmo que
procuro.”
No período acima, o verbo poder está no
pretérito imperfeito. A fim de tornar o sentido
do trecho mais bem elaborado e coeso o verbo
poderia ser substituído por:
(A) posso
(B) poderia
(C) poderei
(D) poderias
(E) podereis
Gabarito
01. A / 02. E / 03. D / 04. C / 05. B
Locução Verbal
Uma locução verbal5 é a combinação de um
verbo auxiliar e um verbo principal. Esses
dois verbos, aparecendo juntos na oração,
transmitem apenas uma ação verbal,
desempenhando o papel de um único verbo.
Exemplo:
- estive pensando
- quero sair
- pode ocorrer
- tem investigado
- tinha decidido
5 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/
Função dos verbos auxiliares nas locuções
verbais
Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo
auxiliar é o que perdendo significado próprio,
é utilizado para auxiliar na conjugação de
outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação
verbal são indicados pelo verbo auxiliar.
Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver,
Ser e Estar”. Contudo, outros verbos também
atuam como verbos auxiliares nas locuções
verbais, como os verbos poder, dever, querer,
começar a, deixar de, voltar a, continuar a,
entre outros.
Função dos verbos principais nas
locuções verbais
Nas locuções verbais o verbo auxiliar
aparece conjugado e o principal numa das
formas nominais: no gerúndio, no infinitivo
ou no particípio.
Locução verbal com verbo principal no
gerúndio
Ex.: Estou escrevendo
verbo auxiliar flexionado: estou
verbo principal no gerúndio: escrevendo
Locução verbal com verbo principal no
infinitivo
Ex.: Quero sair
verbo auxiliar flexionado: quero
verbo principal no infinitivo: sair
Locução verbal com verbo principal no
particípio
Ex.: Tinha decidido
verbo auxiliar flexionado: tinha
verbo principal no particípio: decidido
Em todos os exemplos a ideia central é
expressa pelo verbo principal, os verbos
auxiliares apenas indicam flexões de tempo,
modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos
principais, os auxiliares não teriam sentido
algum.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 42
Questões
01. (FMS - Auxiliar de Administração -
NUCEPE/2019)
TEXTO 01
Imigração: o brilho eterno da grama do
vizinho
Um em cada seis adultos do planeta
deseja mudar de país. E isso é uma boa
notícia.
(Por Edison Veiga e Alexandre Versignassi)
É provável que você já tenha pensado em
sair do Brasil. É muito provável que você
conheça pelo menos alguém que tenha saído
do Brasil. Não estamos falando sobre política
aqui: trata-se de uma tendência que já vem de
um bom tempo. Dados da Receita Federal
mostram que o número de brasileiros que
deram baixa, ou seja, fizeram o informe de
saída definitiva do País da última declaração de
imposto de renda, no início de 2018, foi de 21,2
mil. Em 2013, quando o número já era
considerado alto, foram 9,8 mil.
(...)
A explicação, (...) não está só na busca por
mais qualidade de vida. Está nos nossos
instintos. A ilusão de que a grama do vizinho é
mais verde, de que a felicidade está “lá fora”, foi
impressa em nosso DNA ao longo da evolução.
A espécie de hominídeo mais bem-sucedida
entre todas foi o Homo erectus, nosso
antepassado direto. Trata-se da única que
durou mais de 1 milhão de anos. Nós, Homo
sapiens, mal chegamos aos 300 mil e já
estamos a perigo. Bom, o erectus, que não
detinha muito mais tecnologia que um
chimpanzé, saiu de sua terra natal, a África, e
colonizou a Europa e a Ásia bem antes de o
primeiro Homo sapiens ter nascido (a partir de
descendentes do erectus que tinhamficado na
África). Somos uma espécie migratória.
(https://super.abril.com.br/sociedade/imigracao-o-brilho-
eterno-da-grama-do-vizinho/-Publicado em 25 mar 2019.
Acesso em 29 de junho de 2019).
A opção que apresenta uma sequência frasal
que contém uma locução verbal é:
(A) ... trata-se de uma tendência que já vem
de um bom tempo.
(B) A espécie de hominídeo mais bem-
sucedida entre todas foi o Homo erectus, ...
(C) Não estamos falando sobre política aqui:
(D) Nós, Homo sapiens, mal chegamos aos
300 mil ...
(E) ... o erectus, que não detinha muito mais
tecnologia que um chimpanzé, ...
02. (Prefeitura de Cujubim - RO - Agente
Administrativo - IBADE/2018) O trecho
destacado em: “mas que um dia PODERÃO VIR
A SER úteis.” pode ser substituído, sem
prejuízo de sentido ao texto, por:
(A) serão
(B) foram
(C) talvez fosse
(D) talvez sejam
(E) puderam ser
03. (Câmara Legislativa do Distrito
Federal - Técnico Legislativo - FCC/2018)
Ao se transpor para o discurso direto o trecho
“ela perguntou se tinham visto uma corça
sangrando”, a locução verbal tinham visto
assume a seguinte forma:
(A) viram.
(B) veem.
(C) veriam
(D) viam.
(E) vissem.
Gabarito
01. C / 02. D / 03. A
Advérbio
É a palavra invariável que modifica um
verbo (Chegou cedo), um outro advérbio
(Falou muito bem), um adjetivo (Estava muito
bonita).
De acordo com a circunstância que exprime,
o advérbio pode ser de:
Tempo: ainda, agora, antigamente, antes,
amiúde (=sempre), amanhã, breve,
brevemente, cedo, diariamente, depois,
depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente,
logo, novamente, outrora.
Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali,
abaixo, além, algures (=em algum lugar),
aquém, alhures (= em outro lugar), dentro,
defronte, fora, longe, perto.
Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de
outro modo ), devagar, mal, melhor, pior, e a
maior parte dos advérbios que termina em
APOSTILAS OPÇÃO
Português 43
mente: calmamente, suavemente,
rapidamente, tristemente.
Afirmação: certamente, decerto, deveras,
efetivamente, realmente, sim, seguramente.
Negação: absolutamente, de modo algum,
de jeito nenhum, nem, não, tampouco
(=também não).
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem,
demais, mais, meio, menos, muito, quase,
quanto, tão, tanto, pouco.
Dúvida: acaso, eventualmente, por ventura,
quiçá, possivelmente, talvez.
Locuções Adverbiais: são duas ou mais
palavras que têm o valor de advérbio: às cegas,
às claras, às toa, às pressas, às escondidas, à
noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de
viva voz, de medo, com certeza, por perto, por
um triz, de vez em quando, sem dúvida, de
forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância.
- De repente o dia se fez noite.
- Por um triz eu não me denunciei.
- Sem dúvida você é o melhor.
Graus dos Advérbios: o advérbio não vai
para o plural, são palavras invariáveis, mas
alguns admitem a flexão de grau: comparativo
e superlativo.
Comparativo de:
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como:
Sou tão feliz quanto / como você.
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.:
Raquel é mais elegante do que eu.
- Sintético: melhor, pior que. Ex.: Amanhã
será melhor do que hoje.
Inferioridade - menos do que: Falei menos
do que devia.
Superlativo Absoluto:
Analítico - mais, muito, pouco, menos: O
candidato defendeu-se muito mal.
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o
rapidíssimo.
Emprego do Advérbio
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum
o emprego do sufixo diminutivo dando aos
advérbios o valor de superlativo sintético:
agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho,
depressinha, rapidinho (bem rápido). Ex.:
Rapidinho chegou a casa; Moro pertinho da
universidade.
- Frequentemente empregamos adjetivos
com valor de advérbio: A cerveja que desce
redondo. (redondamente)
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio,
portanto, não vai para o plural; equivale a
muito / a: Aquelas jovens são bastante
simpáticas e gentis.
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo,
portanto vai para o plural, equivale a muitos /
as: Contei bastantes estrelas no céu.
- Não confunda mal (advérbio, oposto de
bem) com mau (adjetivo, oposto de bom): Mal
cheguei a casa, encontrei-a de mau humor.
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais
bem, mais mal: Ficamos mais bem informados
depois do noticiário noturno.
- Em frase negativa o advérbio já equivale a
mais: Já não se fazem professores como
antigamente. (=não se fazem mais)
- Na locução adverbial a olhos vistos
(=claramente), o particípio permanece no
masculino plural: Minha irmã Zuleide
emagrecia a olhos vistos.
- Dois ou mais advérbios terminados em
mente, apenas no último permanece mente:
Educada e pacientemente, falei a todos.
- A repetição de um mesmo advérbio
assume o valor superlativo: Levantei cedo,
cedo.
Palavras e Locuções Denotativas: São
palavras semelhantes a advérbios e que não
possuem classificação especial. Não se
enquadram em nenhuma das dez classes de
palavras. São chamadas de denotativas e
exprimem:
Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda
bem. Ex.: Ainda bem que você veio.
Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o
herói da turma.
Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora,
salvo, senão, sequer: Ex.: Não me disse sequer
uma palavra de amor.
Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda,
até, além disso, de mais a mais. Ex.: Também há
flores no céu.
Limitação: só, apenas, somente, unicamente.
Ex.: Só Deus é perfeito.
Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.:
Sei lá o que ele quis dizer!
APOSTILAS OPÇÃO
Português 44
Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes.
Ex.: Irei à Bahia na próxima semana, ou melhor,
no próximo mês.
Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você,
por exemplo, tem bom caráter.
Questões
01. (Prefeitura de Peruíbe - SP - - Auxiliar
de Transporte - VUNESP/2019)
No texto do último quadrinho, “Agora eu
entendo!”, a palavra destacada estabelece
circunstância de
(A) afirmação.
(B) dúvida.
(C) tempo.
(D) lugar.
(E) modo.
02. (Órgão: Prefeitura de Peruíbe - SP -
Inspetor de Alunos - VUNESP/2019) Os
termos destacados nas frases – Mas as
propostas de renovação não seguem adiante,
sempre preteridas nos incentivos
governamentais... / A legislação que virá e a
retomada nas vendas precisam gerar também
um ciclo de renovação mais amplo que a
simples troca de um carro seminovo por um
zero-quilômetro. – expressam circunstâncias,
respectivamente, de
(A) tempo, inclusão e intensidade.
(B) afirmação, intensidade e modo.
(C) tempo, afirmação e intensidade.
(D) certeza, inclusão e afirmação.
(E) certeza, inclusão e modo.
03. (Câmara de Piracicaba - SP -
Motorista Parlamentar - VUNESP/2019)
No trecho da fala do 3º quadrinho “Vamos
chegando, imediatamente!”, a palavra
destacada estabelece sentido de
(A) lugar
(B) tempo.
(C) modo.
(D) dúvida.
(E) negação.
04. (CMDCA de São José do Rio Preto - SP
- Conselheiro Tutelar - VUNESP/2019)
Assinale a alternativa em que a expressão
destacada na frase apresenta circunstância
adverbial de afirmação.
(A) Frank foi com Ernest a uma exposição
de antiguidades.
(B) Eles chegaram ao local do evento de
metrô.
(C) Com certeza Frank e Ernest ficaram
impressionados com a exposição.
(D) Com poucos reais, Frank comprou um
pequeno abajur para seu quarto.
(E) Os dois amigos visitaram uma exposição
de antiguidades pela primeira vez.
05. (UFAL - Engenheiro Mecânico -
COPEVE-UFAL/2019) Assinale a opção em
que o advérbio empregado apresenta sentido
inadequado ao sentido da frase.
(A) A saída de todas as turmas se dará
concomitantemente
(B) O médico atenderá primordialmente as
crianças
APOSTILAS OPÇÃO
Português 45
(C) Independentemente da situação do
trânsito, temos que viajara dificuldade de decifrar as
entrelinhas do código, pois a leitura mecânica
é bem diferente da leitura interpretativa,
Interpretação de Texto.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 2
aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais
com a análise de textos, elaboramos algumas
dicas para você seguir e tirar suas dúvidas.
Uma interpretação de texto competente
depende de inúmeros fatores, mas nem por
isso deixaremos de contemplar alguns que se
fazem essenciais para esse exercício. Muitas
vezes, apressados, descuidamo-nos das
minúcias presentes em um texto, achamos que
apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
não é verdade. Interpretar demanda paciência
e, por isso, sempre releia, pois uma segunda
leitura pode apresentar aspectos
surpreendentes que não foram observados
anteriormente. Para auxiliar na busca de
sentidos do texto, você pode também retirar
dele os tópicos frasais presentes em cada
parágrafo, isso certamente auxiliará na
apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de
que os parágrafos não estão organizados, pelo
menos em um bom texto, de maneira aleatória,
se estão no lugar que estão, é porque ali se
fazem necessários, estabelecendo uma relação
hierárquica do pensamento defendido,
retomando ideias supracitadas ou
apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que
de fato foram explicitadas pelo autor: os textos
argumentativos não costumam conceder
espaço para divagações ou hipóteses,
supostamente contidas nas entrelinhas.
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não
quer dizer que você precise ficar preso na
superfície do texto, mas é fundamental que não
criemos, à revelia do autor, suposições vagas e
inespecíficas. Quem lê com cuidado
certamente incorre menos no risco de tornar-
se um analfabeto funcional e ler com atenção é
um exercício que deve ser praticado à
exaustão, assim como uma técnica, que fará de
nós leitores proficientes e sagazes. Agora que
você já conhece nossas dicas, desejamos a você
uma boa leitura e bons estudos!
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-
uma-boa-interpretacao-texto.html
Questões
01. (Câmara de Mauá – SP - Procurador
Legislativo - VUNESP/2019) Leia trecho da
crônica de Luís Fernando Veríssimo para
responder às questão.
Vá entender___________. que depois dos 7 a 1
o torcedor brasileiro, desencantado, passaria
_______ badminton, balé aquático ou outro
esporte que não envolvesse bola ou qualquer
coisa vagamente esférica. O desastre na Copa
de 2014 não só _______ não éramos mais o país
do futebol como fomentaria nosso ódio pelo
futebol. O futebol seria para nós como a
História para Stephen Dedalus, aquele
personagem do James Joyce: um pesadelo do
qual estaríamos tentando acordar. Mas não.
Assimilamos a derrota até com certa
resignação filosófica. Depois da derrota para o
Uruguai em 1950, correram boatos de
suicídios em massa, de torcedores ateando
fogo _______ vestes, do Bigode engolindo
formicida e do Barbosa pedindo asilo numa
embaixada estrangeira. Depois dos 7 a 1 não
houve nada parecido, nem boatos de coisa
parecida. Foi uma desilusão dolorida, não foi
uma tragédia.
(Luis Fernando Veríssimo [org. Adriana Falcão e Isabel
Falcão], “O bum”. Ironias do tempo, 2018. Adaptado.)
As informações do texto permitem concluir
que a hipótese de que
(A) o torcedor brasileiro deixaria de exaltar
suas tragédias não foi levada a termo, uma vez
que a sua resignação filosófica foi insuficiente
para minimizar a derrota por 7 a 1 da Copa de
2014.
(B) o futebol deixaria de ser o esporte
preferido do brasileiro começou a virar
realidade, uma vez que outros esportes que
não envolvem bola caíram no gosto dos
torcedores.
(C) o Brasil deixaria de ser o país do futebol
virou realidade, uma vez que os torcedores
encararam a derrota por 7 a 1 como uma
verdadeira tragédia, tal como aquela para o
Uruguai em 1950.
(D) o brasileiro deixaria de gostar de futebol
depois do desastre da Copa de 2014 não se
concretizou, uma vez que os torcedores
aceitaram o sofrimento imposto pela derrota
por 7 a 1 sem revoltas.
(E) a Copa de 2014 deixaria de incomodar
rapidamente o torcedor brasileiro foi deixada
de lado, uma vez que o espírito de sofrimento
e tragédia de 1950 se instalou no país.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 3
02. (TRF - 3ª REGIÃO - Técnico Judiciário
- FCC/2019)
1 Existe uma enfermidade moderna que
afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas
incluem falta de apetite, dificuldade para
controlar o peso, baixa imunidade, flutuações
de humor, entre outros. Essa enfermidade é a
privação de sono crônica, que vem crescendo
na esteira de dispositivos que emitem luz azul.
2 Por milênios, a luz azul existiu apenas
durante o dia. Velas e lenha produziam luz
amarelo-avermelhada e não havia iluminação
artificial à noite. A luz do fogo não é problema
porque o cérebro interpreta a luz vermelha
como sinal de que chegou a hora de dormir.
Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a
chegada da manhã.
3 Assim, um dos responsáveis pelo declínio
da qualidade do sono nas duas últimas décadas
é a luz azulada que emana de aparelhos
eletrônicos; mas um dano ainda maior
acontece quando estamos acordados, fazendo
um malabarismo obsessivo com computadores
e smartphones.
4 A maioria das pessoas passam de uma a
quatro horas diárias em seus dispositivos
eletrônicos - e muitos gastam bem mais que
isso. Não é problema de uma minoria.
Pesquisadores nos aconselham a usar o celular
por menos de uma hora diariamente. Mas o uso
excessivo do aparelho é tão predominante que
os pesquisadores cunharam o termo
“nomofobia" (uma abreviatura da expressão
inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a
fobia de ficar sem celular.
5 O cérebro humano exibe diferentes
padrões de atividade para diferentes
experiências. Um deles retrata reações
cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos.
“Comportamentos viciantes ativam o centro de
recompensa do cérebro", afirma Claire Gillan,
neurocientista que estuda comportamentos
obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete
recompensa, o cérebro a tratará da mesma
maneira que uma droga".
(Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo:
Objetiva, edição digital)
Considere as afirmações abaixo.
I. Critica-se no último parágrafo a
dependência psicológica do celular, chamada
por especialistas de “nomofobia”,
característica de uma minoria que o utiliza de
maneira abusiva.
II. No texto, associa-se a perda da qualidade
do sono ao uso de dispositivos eletrônicos que
emitem luz azul.
III. O autor expressa sentimento de
nostalgia ao enaltecer uma época em que a
maior parte da iluminação noturna provinha
de luzes amarelo-avermelhadas.
Está correto o que consta APENAS de
(A) II e III
(B) I e II.
(C) II.
(D) I
(E) I e III.
03. (Prefeitura de Caranaíba - MG -
Auxiliar de Consultório Dentário -
FCM/2019) A questão se refere ao texto a
seguir.
Seu cachorro é um gênio – saiba o porquê
Brian Hare, neurocientista especializado em
cognição canina, e sua esposa, a cientista e
jornalista Vanessa Woods, explicam como
funciona a mente dos cães e contam por que
eles podem ser mais inteligentes do que seus
donos imaginam.
Baseados em um conjunto de trabalhos
sobre o assunto que apelidaram de
caninognição – ou seja, a cognição dos cães –,
os autores chegaram à conclusão de que o
processo evolutivo que transformou lobos em
cachorros domésticos fez com que os animais
adquirissem um novo tipo de inteligência
social.
Essa inteligência teria tornado os cães
muito semelhantes a bebês humanos, em
termos de comportamento e de habilidades de
comunicação – conquistando seus donos
definitivamente. De acordo com Brian Hare,
depois dos seres humanos, os cachorros são os
mamíferos mais bem-sucedidos do planeta,
superando até mesmo os chipanzés, famosos
por sua esperteza.
Disponível em:(D) Havia muita água na pista, por isso o
carro deliberadamente derrapou
(E) Sempre há problemas no atendimento,
mormente quando faltam funcionários.
Gabarito
01. C / 02. A / 03. B / 04. C / 05. D
Preposição
É a palavra invariável que liga um termo
dependente a um termo principal,
estabelecendo uma relação entre ambos. As
preposições podem ser: essenciais ou
acidentais.
As preposições essenciais atuam
exclusivamente como preposições. São: a, ante,
após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Ex.:
Não dê atenção a fofocas; Perante todos disse,
sim.
As preposições acidentais são palavras de
outras classes que atuam eventualmente como
preposições. São: como (=na qualidade de),
conforme (=de acordo com), consoante,
exceto, mediante, salvo, visto, segundo, senão,
tirante. Ex.: Agia conforme sua vontade. (= de
acordo com)
- O artigo definido a que vem sempre
acompanhado de um substantivo, é flexionado:
a casa, as casas, a árvore, as árvores, a estrela,
as estrelas. A preposição a nunca vai para o
plural e não estabelece concordância com o
substantivo. Ex.: Fiz todo o percurso a pé. (não
há concordância com o substantivo masculino
pé)
- As preposições essenciais são sempre
seguidas dos pronomes pessoais oblíquos:
Despediu-se de mim rapidamente. Não vá sem
mim.
Locuções Prepositivas: é o conjunto de
duas ou mais palavras que têm o valor de uma
preposição. A última palavra é sempre uma
preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca
de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
acordo com, dentro de, embaixo de, em cima
de, em frente a, em redor de, graças a, junto a,
junto de, perto de, por causa de, por cima de,
por trás de, a fim de, além de, antes de, a par de,
a partir de, apesar de, através de, defronte de,
em favor de, em lugar de, em vez de, (=no lugar
de), ao invés de (=ao contrário de), para com,
até a.
- Não confunda locução prepositiva com
locução adverbial. Na locução adverbial, nunca
há uma preposição no final, e sim no começo:
Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”.
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto
de meu atelier. (locução prepositiva)
- Uma preposição ou locução prepositiva
pode vir com outra preposição: Abola passou
por entre as pernas do goleiro. Mas é
inadequado dizer: Proibido para menores de
até 18 anos; Financiamento em até 24 meses.
Combinações e Contrações
Combinação: ocorre quando não há perda
de fonemas: a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde.
Contração: ocorre quando a preposição
perde fonemas: de+a, o, as, os, esta, este, isto =
da, do, das, dos, desta, deste, disto.
- em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo,
aquele, aquela, aqueles, aquelas = num, numa,
nuns, numas, nisto, nisso, naquilo, naquele,
naquela, naqueles.
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre,
daquele, daquela, daquilo.
- para+ a = pra.
A contração da preposição a com os artigos
ou pronomes demonstrativos a, as, aquele,
aquela, aquilo recebe o nome de crase e é
assinalada na escrita pelo acento grave ficando
assim: à, às, àquele, àquela, àquilo.
Valores das Preposições
A
(movimento=direção): Foram a Lucélia
comemorar os Anos Dourados.
Modo: Partiu às pressas.
Tempo: Iremos nos ver ao entardecer.
A preposição a indica deslocamento rápido:
Vamos à praia. (ideia de passear)
Ante
(diante de): Parou ante mim sem dizer
nada, tanta era a emoção.
Tempo (substituída por antes de): Preciso
chegar ao encontro antes das quatro horas.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 46
Após (depois de): Após alguns momentos
desabou num choro arrependido.
Até
(aproximação): Correu até mim.
Tempo: Certamente teremos o resultado do
exame até a semana que vem.
Atenção: Se a preposição até equivaler a
inclusive, será palavra de inclusão e não
preposição. Os sonhadores amam até quem os
despreza. (inclusive)
Com (companhia): Rir de alguém é falta de
caridade; deve-se rir com alguém.
Causa: A cidade foi destruída com o
temporal.
Instrumento: Feriu-se com as próprias
armas.
Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se
sempre com elegância.
Contra
(oposição, hostilidade): Revoltou-se contra
a decisão do tribunal.
Direção a um limite: Bateu contra o muro e
caiu.
De (origem): Descendi de pais
trabalhadores e honestos.
Lugar: Os corruptos vieram da capital.
Causa: O bebê chorava de fome.
Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu.
Assunto: Falávamos do casamento da
Mariele.
Matéria: Era uma casa de sapé.
A preposição de não deve contrair-se com o
artigo, que precede o sujeito de um verbo. É
tempo de os alunos estudarem. (e não: dos
alunos estudarem)
Desde
(afastamento de um ponto no espaço): Essa
neblina vem desde São Paulo.
Tempo: Desde o ano passado quero mudar
de casa.
Em
(lugar): Moramos em Lucélia há alguns
anos.
Matéria: As queridas amigas Nilceia e
Nadélgia moram em Curitiba.
Especialidade: Minha amiga Cidinha
formou-se em Letras.
Tempo: Tudo aconteceu em doze horas.
Entre (posição entre dois limites): Convém
colocar o vidro entre dois suportes.
Para
Direção: Não lhe interessava mais ir para a
Europa.
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da
semana.
Finalidade: Lute sempre para viver com
dignidade.
A preposição para indica permanência
definitiva. Vou para o litoral. (ideia de morar)
Perante (posição anterior): Permaneceu
calado perante todos.
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava
por ruas desconhecidas.
Causa: Por ser muito caro, não compramos
um pendrive novo.
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz.
Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem
documento.
Sob (debaixo de / situação): Prefiro
cavalgar sob o luar. Viveu, sob pressão dos
pais.
Sobre
(em cima de, com contato): Colocou as taças
de cristal sobre a toalha rendada.
Assunto: Conversávamos sobre política
financeira.
Trás (situação posterior; é preposição fora
de uso. É substituída por atrás de, depois de):
Por trás desta carinha vê-se muita falsidade.
Questões
01. (IPREMM - SP - Psicólogo Clínico e
Organizacional - VUNESP/2019) Assinale a
alternativa em que se aponta corretamente,
nos parênteses, a noção que o vocábulo
destacado expressa no contexto em que se
encontra.
(A) … passei a dar mais valor ao contato
com os três netos. (comparação)
(B) … alguém da família contava uma
história de dano produzido por alguém.
(agente)
APOSTILAS OPÇÃO
Português 47
(C) … se prepara para entrar na faculdade
de Economia. (meio)
(D) A surpresa veio do Antonio, carioca da
gema… (posse)
(E) Conversamos sobre questões do
Direito… (lugar)
02. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -
Professor - Prefeitura do Rio de Janeiro -
RJ/2019) Em “Estarão as pessoas esquecendo
de estar presentes no momento, espalhando
seu foco ao ver a vida através de uma tela?”, a
preposição em destaque expressa sentido de:
(A) condição
(B) consequência
(C) lugar
(D) tempo
03. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -
Professor - Prefeitura do Rio de Janeiro -
RJ/2019) “Um artigo recente no New York
Times explora a onda explosiva de gravações
de eventos feitas em smartphones, dos mais
significativos aos mais triviais”. No trecho, o
elemento destacado é equivalente a:
(A) com
(B) desde
(C) por
(D) sobre
04. (Prefeitura de Itapevi - SP - Técnico
em Contabilidade - VUNESP/2019) O
sentido expresso pelo termo destacado em “...
a resposta aparece na forma de programas
para evitar o crescimento da desigualdade...”
também pode ser corretamente identificado na
expressão destacada em:
(A) ... em meio às celebrações do centenário
da Organização Internacional do Trabalho.
(B) ... a extinção de profissões e de tarefas
dentro de várias ocupações, diante da
automação e da robotização aceleradas.
(C) ... trabalhar com o conceito de
aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde
a primeira infância, afim de desenvolver
competências...
(D) Por isso, o relatório clama por uma
agenda econômica centrada em seres
humanos...
(E) É importante lembrar que, segundo
pesquisadores, haverá em poucos anos a
extinção de profissões...
05. (Prefeitura de Valinhos - SP - Agente
Administrativo II - VUNESP/2019) Assinale
a alternativa em que se aponta corretamente,
nos parênteses, a noção que o vocábulo
destacado expressa no contexto em que se
encontra.
(A) … selecionou torcedores para um
programa de concessão de entradas
gratuitas… (propósito).
(B) Em dezembro de 2018, a agremiação
azulina reformulou seu plano de sócio-
torcedor… (local).
(C) … destinada a beneficiários de
programas sociais como o Bolsa-Família
(modo).
(D) “Fizemos questão de não colocar
nenhuma distinção na carteirinha de sócio”…
(procedência).
(E) “Quando jogamos contra times de
outros estados, nosso trunfo é o apoio
maciço…”… (comparação).
Gabarito
01. B / 02. D / 03. B / 04. C / 05. A
Interjeição
É a palavra invariável que exprime
emoções, sensações, estados de espírito ou
apelos.
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas
ou mais palavras com valor de uma interjeição:
Muito bem! Que pena! Quem me dera! Puxa,
que legal!
Classificação das Interjeições e Locuções
Interjetivas
As interjeições e as locuções interjetivas são
classificadas de acordo com o sentido que elas
expressam em determinado contexto. Assim,
uma mesma palavra ou expressão pode
exprimir emoções variadas.
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!,
Oba!, Nossa!, Meu Deus!, Céus!
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!,
Calma!, Alto!, Olha lá!
Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!;
Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!,
Eia!, Toca!
Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem!
APOSTILAS OPÇÃO
Português 48
Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit!
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh!
Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai!
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!,
Silêncio!, Chega!, Basta!
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau!
Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem
dúvida!
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira
Deus! Quem me dera!
Observe na relação acima, que as
interjeições muitas vezes são formadas por
palavras de outras classes gramaticais:
Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é
substantivo).
Questões
01. (Prefeitura de Avelinópolis/GO -
Auxiliar Administrativo - Itame/2019)
[...]
"Ah, porque estou tão sozinho?
Ah, porque tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha." Vinícius de
Moraes
[...]
No texto, a palavra ‘Ah’ que aparece
repetida é um/uma
(A) advérbio, pois é uma palavra invariável
que exprime uma circunstância.
(B) preposição, porque é uma palavra
invariável, que liga dois elementos de uma
frase.
(C) interjeição, por ser uma palavra
invariável que exprime sentimentos,
subjetividade do eu poético.
(D) conjunção, por ser uma palavra
invariável que estabelece conexão entre duas
orações ou termos de mesma função sintática.
02. (CRF/SP - Analista de Suporte -
IDECAN/2018)
(In: WATTERSON, B. Os dias estão todos ocupados: as
aventuras de Calvin e Haroldo. São Paulo: Conrad, 2011.)
Tal como utilizada no primeiro quadro, a
palavra “socorro” atua como uma palavra de
qual classe gramatical?
(A) Verbo.
(B) Adjetivo.
(C) Advérbio.
(D) Interjeição.
03. (UFS - Assistente em Administração -
FAPESE/2018) No trecho: “Mas pesquisar
alguns sinônimos não faz mal a ninguém:
posse, regalia, concessão, direito. Opa,
direito?” As palavras sublinhadas
correspondem, pela ordem, a:
(A) pronome possessivo, adjetivo, advérbio,
interjeição;
(B) pronome indefinido, advérbio,
substantivo, interjeição;
(C) pronome relativo, conjunção, verbo,
adjetivo;
(D) conjunção, adjetivo, substantivo,
pronome pessoal;
(E) numeral, substantivo, verbo, conjunção
aditiva.
04. (Prefeitura de Dracena/SP -
Psicólogo - Big Advice Órgão/2017) A
alternativa que apresenta interjeição
corresponde a:
APOSTILAS OPÇÃO
Português 49
(A) Cocoricar.
(B) Urrar.
(C) Zum-zum.
(D) Ui!
(E) Miau.
05. (Prefeitura de São João do Oeste - SC
- Servente - AMEOSC/2019) É um exemplo de
Interjeição:
(A) Estou tão cansada.
(B) Dirija com cuidado!
(C) O marido dela faleceu ontem.
(D) Psiu!
Gabarito
01. C / 02. D / 03. B / 04. D / 05. D
Conjunções
Exercem a função de conectar as palavras
dentro de uma oração. Desta forma, elas
estabelecem uma relação de coordenação ou
subordinação e são classificadas em:
Conjunções Coordenativas e Conjunções
Subordinativas.
Conjunções Coordenativas
1. Aditivas (Adição)
E
Nem
Não só... Mas também
Mas
Mas ainda
Senão
Ex.:
Viajamos e descansamos.
Eu não só estudo, mas também trabalho.
2. Adversativas (posição contrária)
Mas
Porém
Todavia
Entretanto
No entanto
Ex.:
Ela era explorada, mas não se queixava.
Os alunos estudaram, no entanto não
conseguiram as notas necessárias.
3. Alternativas (alternância)
Ou, ou
Ora, ora
Quer, quer
Já, já
Ex.:
Ou você vem agora, ou não haverá mais
ingressos.
Ora chovia, ora fazia sol.
4. Conclusivas (conclusão)
Logo
Portanto
Por conseguinte
Pois (após o verbo)
Ex.:
O caminho é perigoso; vá, pois, com
cuidado!
Estamos nos esforçando, logo seremos
recompensados.
5. Explicativas (explicação)
Que
Porque
Porquanto
Pois (antes do verbo)
Ex.:
Não leia no escuro, que faz mal à vista.
Compre estas mercadorias, pois já estamos
ficando sem.
Conjunções Subordinativas
Ligam uma oração principal a uma oração
subordinativa, com verbo flexionado.
1. Integrantes: iniciam a oração
subordinada substantiva – Que / Se / Como
Ex.:
Todos perceberam que você estava
atrasado.
Aposto como você estava nervosa.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 50
2. Temporais (Tempo) – Quando /
Enquanto / Logo que / Assim que / Desde que
Ex.:
Logo que chegaram, a festa acabou.
Quando eu disse a verdade, ninguém
acreditou.
3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de
que
Ex.:
Foi embora logo, a fim de que ninguém o
perturbasse.
4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À
proporção que / À medida que / Quanto mais ...
mais / Quanto menos... menos
Ex.:
À medida que se vive, mais se aprende.
Quanto mais se preocupa, mais se
aborrece.
5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto
que / Uma vez que
Ex.:
Como estivesse doente, não pôde sair.
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso /
Desde que
Ex.:
Comprarei o livro, desde que esteja
disponível.
Se chover, não poderemos ir.
7. Comparativas (Comparação) – Como /
Que / Do que / Quanto / Que nem
Ex.:
Os filhos comeram como leões.
A luz é mais veloz do que o som.
8. Conformativas (Conformidade) – Como /
Conforme / Segundo
Ex.:
As coisas não são como parecem.
Farei tudo, conforme foi pedido.
9. Consecutivas (Consequência) – Que
(precedido dos termos: tal, tão, tanto...) / De
forma que
Ex.:
A menina chorou tanto, que não conseguiu
ir para a escola.
Ontem estive viajando, de forma que não
consegui participar da reunião.
10. Concessivas (Concessão) – Embora /
Conquanto / Ainda que / Mesmo que / Por mais
que
Ex.:
Todos gostaram, embora estivesse mal
feito.
Por mais que gritasse, ninguém o socorreu.
Questões
01. (IF-PE - Técnico em Assuntos
Educacionais - IF-PE/2019) As conjunções
estabelecem, entre as orações, relações
semântico-sintáticas e contribuem para a
progressão do texto. No trecho “Suas
dimensões, quer em termos conceituais, quer
em suas práticas, são amplas e complexas”,
temos um exemplo de relação de
(A) consequência.
(B) conclusão.
(C) alternância.
(D) finalidade.
(E) conformidade.
02. (IF-RO - Engenheiro Civil -
IBADE/2019) Observe os trechos abaixo.
I. “Ela saltou em meio da roda, com os
braçosna cintura, rebolando as ilhargas e
bamboleando a cabeça, ora para a esquerda,
ora para a direita [...]”. II. “[...] sapateava, miúdo
e cerrado, freneticamente, erguendo e
abaixando os braços, que dobrava, ora um, ora
outro, sobre a nuca [...]”.
Em ambos os trechos, verifica-se o uso da
locução conjuntiva “ora..., ora...”. O efeito de
sentido obtido a partir desse uso é de:
(A) explicação.
(B) alternância.
(C) oposição.
(D) conclusão.
(E) adversidade.
03. (Prefeitura de Teixeiras - MG -
Professor PEB I - FUNDEP/2019) Leia a
sentença a seguir.
“Denise era inteligente, mas especialmente
sagaz”.
Nesse caso, a conjunção destacada tem valor
(A) aditivo.
(B) adversativo.
(C) concessivo.
(D) condicional.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 51
04. (Câmara de Piracicaba - SP -
Motorista Parlamentar - VUNESP/2019) No
trecho “– Enquanto não morder o tubo, está
tudo bem.”, o sentido que a palavra destacada
estabelece para relacionar as orações do
período é de
(A) oposição.
(B) conclusão.
(C) tempo.
(D) adição.
(E) causa.
05. (FMS - Auxiliar de Administração -
NUCEPE/2019) Na frase: Mas, na origem, a
palavra tem outro significado., a palavra em
destaque estabelece, textualmente, entre as
ideias expostas, uma relação de
(A) Confirmação.
(B) Oposição.
(C) Comparação.
(D) Condição.
(E) Exclusão.
Gabarito
01. C / 02. B / 03. D / 04. C / 05. B
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Concordância nominal é o ajuste realizado
aos demais termos da oração para que
concordem em gênero e número com o
substantivo. É preciso alterar, portanto, o
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.
Ademais, há também o verbo, que se flexionará
à sua maneira.
Regra Geral
O artigo, o adjetivo, o numeral e o
pronome concordam em gênero e número
com o substantivo.
A pequena criança é uma gracinha. / O
garoto que encontrei era muito gentil e
simpático.
Casos Especiais
Veremos alguns casos que fogem à regra
geral mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo
vai para o plural ou concorda com o
substantivo mais próximo.
Irmão e primo recém-chegado estiveram
aqui. / Irmão e primo recém-chegados
estiveram aqui.
2- Substantivos de gêneros diferentes: vai
para o plural masculino ou concorda com o
substantivo mais próximo.
Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe
loura.
3- Adjetivo funciona como predicativo: vai
obrigatoriamente para o plural.
O homem e o menino estavam perdidos. / O
homem e sua esposa estiveram hospedados
aqui.
b) Um adjetivo anteposto a vários
substantivos
1- Adjetivo anteposto normalmente
concorda com o mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei
deliciosa fruta e suco.
2- Adjetivo anteposto funcionando como
predicativo: concorda com o mais próximo ou
vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava
ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um
artigo. Falava fluentemente a língua inglesa e a
espanhola.
2- coloca o substantivo no plural. Falava
fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
d) Pronomes de tratamento
Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa
Santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
Concordam com o substantivo a que se
referem.
As cartas estão anexas. / A bebida está
inclusa.
Concordância verbal e
nominal
http://www.infoescola.com/portugues/substantivos/
http://www.infoescola.com/portugues/adjetivos/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
http://www.infoescola.com/portugues/pronomes-de-tratamento/
APOSTILAS OPÇÃO
Português 52
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
Após essas expressões o substantivo fica
sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis. /
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido
Essas expressões não variam se o sujeito
não vier precedido de artigo ou outro
determinante.
É necessário sua presença. / É necessária a
sua presença.
É proibido entrada de pessoas não
autorizadas. / A entrada é proibida.
h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem. /
Pouco arroz é suficiente para mim.
2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei,
por isso perdi a batalha.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de
emprego.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me
convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso. /
Estamos alerta para com suas chamadas.
k) Tal qual
“Tal” concorda com o antecedente, “qual”
concorda com o consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os
pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
Quando vem acompanhado de “mais”,
“menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o
artigo que precede as expressões.
A mais possível das alternativas é a que você
expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste
setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas
nas favelas da cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
Questões
01. (Prefeitura de São José - SC - Analista
de Recursos Humanos - IESES/2019)
Assinale a alternativa correta em relação à
concordância nominal:
(A) Os milhares de pessoas que estiveram
no evento usaram transporte coletivo.
(B) Mais de 20 pessoas desapareceu
durante a passagem do furacão.
(C) Todos queriam que o almoço começasse
meio-dia e meio.
(D) Ela ficou meia chateada com a amiga
porque não a chamou para sair.
02. (IPREMM - SP - Agente Municipal de
Vigilância Patrimonial - VUNESP/2019)
Para responder à questão, assinale a
alternativa que completa, correta e
adequadamente, as falas dos personagens dos
quadrinhos.
(O melhor de Hagar, o horrível. Dik Browne. adaptado)
APOSTILAS OPÇÃO
Português 53
(A) vou ... Meu ... biscoitos
(B) vamos ... Meus ... biscoito
(C) vou ... Meu ... biscoito
(D) vamos ... Meus ... biscoitos
(E) vou ... Meus ... biscoitos
03. (Prefeitura de Barreiras - BA -
Assistente Administrativo - Fundação
CEFETBAHIA/2019) Avalie as orações a
seguir quanto à concordância nominal.
I – A paciente parece meia confusa após a
cirurgia.
II – É proibido entrada de alimentos no
centro cirúrgico.
III – Há motivos bastantes para efetuar uma
nova cirurgia no paciente.
IV - Ela mesmo compareceu à Policlínica
para marcação de exames.
Considerando a norma culta, as orações que
apresentam a concordância nominal correta
são:
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
04. (MPE-GO - Auxiliar Administrativo -
MPE-GO/2019) Das frases abaixo assinale
aquela com erro de concordância nominal.
(A) Ele fez questão de deixar bem claras as
intenções.
(B) Deixarei gravadas estas palavras de
saudade.
(C) A Revolução Russa tornou visíveis os
erros do comunismo.
(D) Tomei emprestados ao professor vários
livros.
(E) Os sindicatos tiveram reconhecidos o
seu direito de greve.
05. (Prefeitura de Várzea - PB - Técnico
em Enfermagem - EDUCA/2019) Há erro de
concordância nominal em:
(A) A fruta é boa para a saúde.
(B) Seguem inclusas as notas fiscais.
(C) A janela,meio aberta, deixava ver o
interior do apartamento.
(D) É proibida a aproximação de
mensageiros.
(E) É proibido a aproximação de
mensageiros.
Respostas
01. A / 02. A / 03. C / 04. E / 05. E
CONCORDÂNCIA VERBAL
Quando se fala sobre a concordância verbal,
fala-se a respeito da relação de dependência
estabelecida entre um termo e outro mediante
um contexto oracional.
Casos Referentes a Sujeito Simples
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou
atrasado.
2) O verbo concorda no singular com o
sujeito coletivo do singular, o verbo
permanece na terceira pessoa do singular: A
multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Observação: no caso de o coletivo aparecer
seguido de adjunto adnominal no plural, o
verbo permanecerá no singular ou poderá ir
para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos
gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos
gritos.
3) Quando o sujeito é representado por
expressões partitivas, representadas por “a
maioria de, a maior parte de, a metade de, uma
porção de, entre outras”, o verbo tanto pode
concordar com o núcleo dessas expressões
quanto com o substantivo que a segue: A
maioria dos alunos resolveu ficar. / A maioria
dos alunos resolveram ficar.
4) No caso de o sujeito ser representado por
expressões aproximativas, representadas por
“cerca de, perto de”, o verbo concorda com o
substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de
piadas.
5) Em casos em que o sujeito é
representado pela expressão “mais de um”, o
verbo permanece no singular: Mais de um
candidato se inscreveu no concurso de piadas.
Observação: no caso da referida expressão
aparecer repetida ou associada a um verbo que
exprime reciprocidade, o verbo,
necessariamente, deverá permanecer no
plural: Mais de um aluno, mais de um professor
APOSTILAS OPÇÃO
Português 54
contribuíram na campanha de doação de
alimentos. / Mais de um formando se
abraçaram durante as solenidades de
formatura.
6) O sujeito for composto da expressão “um
dos que”, o verbo permanecerá no plural:
Paulo é um dos que mais trabalhar.
7) Quanto aos relativos à concordância com
locuções pronominais, representadas por
“algum de nós, qual de vós, quais de vós, alguns
de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
atermos a duas questões básicas:
- No caso de o primeiro pronome estar
expresso no plural, o verbo poderá com ele
concordar, como poderá também concordar
com o pronome pessoal: Alguns de nós o
receberemos. / Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução
estiver expresso no singular, o verbo também
permanecerá no singular: Algum de nós o
receberá.
8) No caso de o sujeito aparecer
representado pelo pronome “quem”, o verbo
permanecerá na terceira pessoa do singular ou
poderá concordar com o antecedente desse
pronome: Fomos nós quem contou toda a
verdade para ela. / Fomos nós quem contamos
toda a verdade para ela.
9) Em casos nos quais o sujeito aparece
realçado pela palavra “que”, o verbo deverá
concordar com o termo que antecede essa
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos
as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
10) No caso de o sujeito aparecer
representado por expressões que indicam
porcentagens, o verbo concordará com o
numeral ou com o substantivo a que se refere
essa porcentagem: 50% dos funcionários
aprovaram a decisão da diretoria. / 50% do
eleitorado apoiou a decisão.
Observações:
- Caso o verbo aparecer anteposto à
expressão de porcentagem, esse deverá
concordar com o numeral: Aprovaram a
decisão da diretoria 50% dos funcionários.
- Em casos relativos a 1%, o verbo
permanecerá no singular: 1% dos funcionários
não aprovou a decisão da diretoria.
- Em casos em que o numeral estiver
acompanhado de determinantes no plural, o
verbo permanecerá no plural: Os 50% dos
funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
11) Quando o sujeito estiver representado
por pronomes de tratamento, o verbo deverá
ser empregado na terceira pessoa do singular
ou do plural: Vossas Majestades gostaram das
homenagens. Vossas Excelência agiu com
inteligência.
12) Casos relativos a sujeito representado
por substantivo próprio no plural se
encontram relacionados a alguns aspectos que
os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural,
seguidos do verbo ser, este permanece no
singular, contanto que o predicativo também
esteja no singular: Memórias póstumas de Brás
Cubas é uma criação de Machado de Assis.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o
verbo também permanece no plural: Os
Estados Unidos são uma potência mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou
em que ele nem aparece, o verbo permanece no
singular: Estados Unidos é uma potência
mundial.
Casos Referentes a Sujeito Composto
1) Nos casos relativos a sujeito composto de
pessoas gramaticais diferentes, o verbo deverá
ir para o plural, estando relacionado a dois
pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta
prevalecerá sobre as demais: Eu, tu e ele
faremos um lindo passeio.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo
poderá flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele
sois primos. / Tu e ele são primos.
2) Nos casos em que o sujeito composto
aparecer anteposto (antes) ao verbo, este
permanecerá no plural: O pai e seus dois filhos
compareceram ao evento.
3) No caso em que o sujeito aparecer
posposto (depois) ao verbo, este poderá
concordar com o núcleo mais próximo ou
permanecer no plural: Compareceram ao
evento o pai e seus dois filhos. Compareceu ao
evento o pai e seus dois filhos.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 55
4) Nos casos relacionados a sujeito simples,
porém com mais de um núcleo, o verbo deverá
permanecer no singular: Meu esposo e grande
companheiro merece toda a felicidade do
mundo.
5) Casos relativos a sujeito composto de
palavras sinônimas ou ordenado por
elementos em gradação, o verbo poderá
permanecer no singular ou ir para o plural:
Minha vitória, minha conquista, minha
premiação são frutos de meu esforço. / Minha
vitória, minha conquista, minha premiação é
fruto de meu esforço.
Questões
01. (TRF - 3ª REGIÃO - Analista Judiciário
- FCC/2019)
[Como se estrutura uma sociedade?]
A pergunta formulada acima é uma
constância da história social. Alguns
antropólogos têm afirmado que a estrutura
social é a rede de todas as relações de pessoa-
a-pessoa, numa dada sociedade. Mas tal
definição é por demais ampla. Não estabelece
distinção entre os elementos efêmeros e os
mais persistentes na atividade social, e torna
quase impossível distinguir a noção de
estrutura de uma sociedade da totalidade da
própria sociedade.
No extremo oposto, está a noção de
estrutura social compreendendo, somente, as
relações entre os grupos principais na
sociedade, que persistem por muitas gerações,
mas exclui outros como a família, que se
dissolve de uma geração para outra. Essa
definição é limitada demais.
Uma terceira noção de estrutura social
enfatiza não tanto as relações reais entre
pessoas ou grupos, mas as relações esperadas
ou mesmo as relações ideais. De acordo com
esse ponto de vista, o que realmente dá à
sociedade sua forma e permite a seus
membros exercerem suas atividades são as
expectativas ou mesmo as crenças idealizadas
do que está feito, ou do que deverá ser feito
pelos outros membros. Não falta quem veja tal
formulação como bastante insatisfatória.
Em vez de respostas prontas à pergunta
aqui tratada, será preciso sempre reconhecer
que a validade de qualquer uma delas estará
presa à validação do critério que a sustenta.
(Adaptado de: FIRTH, Raymond. In: VV.AA. Homem e
sociedade. Trad. Amadeu José Duarte Lanna. São Paulo:
Nacional, 1975, p. 35-36)
O verbo indicado entre parênteses deverá
flexionar-se numa forma do singular para
integrar corretamentea frase:
(A) As respostas que se (aguardar) para
essa questão prendem-se aos critérios a serem
observados.
(B) A propósito dessa exata definição de
estrutura com que se (afligir) os antropólogos,
estamos longe de qualquer consenso.
(C) Não (dever) caber aos sociólogos ou
antropólogos definir açodadamente o que seja
uma estrutura social.
(D) Àqueles que (haver) de pesquisar o
funcionamento de uma sociedade recomenda-
se sensatez na escolha de um critério.
(E) A validação dos critérios que se
(apresentar) como parâmetros aceitáveis
deve receber o aval de todos os envolvidos na
definição.
02. (Câmara de Mauá - SP - Procurador
Legislativo - VUNESP/2019) Assinale a
alternativa que atende à norma-padrão de
concordância.
(A) Será requerido ações urgentes de
intensificação e replicação das políticas mais
bem-sucedidas para limitar o aumento da
temperatura a 1,5 grau.
(B) Os pesquisadores apontam que devem
haver investimentos diretos na
descarbonização por três setores: finanças,
energia e indústria.
(C) Os países mais vulneráveis precisa que
três áreas seja protagonista nas
transformações: soluções baseadas na
natureza, ações locais e urbanas e o
incremento da resiliência e adaptação às
mudanças climáticas.
(D) O desenvolvimento socioeconômico e
ambiental sofre impacto devido às mudanças
climáticas que põe o mundo em estado de
alerta.
(E) Em junho, as queimadas emitiram 50
megatons de dióxido de carbono na atmosfera,
mais do que a soma de todas as emissões que
haviam sido realizadas no mesmo mês entre
2010 e 2018.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 56
03. (Prefeitura de Pinto Bandeira - RS -
Auxiliar Administrativo - OBJETIVA/2019)
Assinalar a alternativa que preenche a lacuna
abaixo CORRETAMENTE:
Queria que tu ___________ hoje me visitar.
(A) viesse
(B) venha
(C) vem
(D) viesses
04. (Prefeitura de Imperatriz - MA -
Técnico em Enfermagem - Prefeitura de
Imperatriz - MA/2019) De acordo com a
concordância verbal marque a alternativa
correta:
(A) Devem haver muitas pessoas na
confraternização;
(B) Houveram muitas festas no fim de
semana passado;
(C) Existe Pessoas que não conhecem a
verdade;
(D) Há alunos se preparando para a
Olimpíada de Química e Biologia.
05. (Prefeitura de Olímpia - SP - Guarda
Civil Municipal - VUNESP/2019) Assinale a
alternativa que reescreve passagem do texto
em conformidade com a norma-padrão de
concordância.
(A) Pesquiso a relação da arma de fogo com
a violência fazem mais de 15 anos.
(B) Quanto às medidas de restrição de
armas de fogo, tratam-se de questão de
segurança.
(C) Existe argumentos ideológicos e crenças
que tem pouca relação com a realidade.
(D) Entre os brasileiros pesquisados, 61%
são contrários à posse de armas.
(E) O fato é que só se garante direitos
quando se pensam nos interesses coletivos.
Respostas
01. C / 02. E / 03. D / 04. D / 05. D
6 http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-
pronominal.htm
Caro(a) Candidato(a), o assunto referente
ao emprego do pronome já foi abordado no
tópico: Classes Gramaticais, por isso logo a
baixo vamos abordar apenas a colocação
pronominal
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS
ÁTONOS
De acordo com as autoras Rose Jordão e
Clenir Bellezi6, a colocação pronominal é a
posição que os pronomes pessoais oblíquos
átonos ocupam na frase em relação ao verbo a
que se referem.
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o,
os, a, as, lhe, lhes, nos e vos.
O pronome oblíquo átono pode assumir três
posições na oração em relação ao verbo:
1. Próclise: pronome antes do verbo;
2. Ênclise: pronome depois do verbo;
3. Mesóclise: pronome no meio do verbo.
Próclise
A próclise é aplicada antes do verbo quando
temos:
- Palavras com sentido negativo: Nada me
faz querer sair dessa cama. / Não se trata de
nenhuma novidade.
- Advérbios: Nesta casa se fala alemão. /
Naquele dia me falaram que a professora não
veio.
- Pronomes relativos: A aluna que me
mostrou a tarefa não veio hoje. / Não vou
deixar de estudar os conteúdos que me
falaram.
- Pronomes indefinidos: Quem me disse
isso? / Todos se comoveram durante o
discurso de despedida.
- Pronomes demonstrativos: Isso me deixa
muito feliz! / Aquilo me incentivou a mudar de
atitude!
Pronomes: emprego e
colocação.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 57
- Preposição seguida de gerúndio: Em se
tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site
mais indicado à pesquisa escolar.
- Conjunção subordinativa: Vamos
estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Ênclise
A ênclise é empregada depois do verbo. A
norma culta não aceita orações iniciadas com
pronomes oblíquos átonos. A ênclise vai
acontecer quando:
- O verbo estiver no imperativo afirmativo:
Amem-se uns aos outros. / Sigam-me e não
terão derrotas.
- O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está
tudo bem. / Chamaram-me para ser sócio.
- O verbo estiver no infinitivo impessoal
regido da preposição “a”: Naquele instante os
dois passaram a odiar-se. / Passaram a
cumprimentar-se mutuamente.
- O verbo estiver no gerúndio: Não quis
saber o que aconteceu, fazendo-se de
despreocupada. Despediu-se, beijando-me a
face.
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se
passar no vestibular em outra cidade, mudo-
me no mesmo instante. / Se não tiver outro
jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise
A mesóclise acontece quando o verbo está
flexionado no futuro do presente ou no futuro
do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela
manhã. (= ela se realizará).
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu
farei uma proposta a você).
Questões
01. (Prefeitura de Cabo de Santo
Agostinho - PE - Técnico em Saneamento -
IBFC 2019) Observe o enunciado abaixo.
Vou-me embora pra Pasárgada,
lá sou amigo do Rei”.
(M.Bandeira)
Quanto à regra de colocação pronominal
utilizada, assinale a alternativa correta.
(A) Ênclise: em orações iniciadas com
verbos no presente ou pretérito afirmativo, o
pronome oblíquo deve ser usado posposto ao
verbo.
(B) Próclise: em orações iniciadas com
verbos no presente ou pretérito afirmativo, o
pronome oblíquo deve ser usado posposto ao
verbo.
(C) Mesóclise: em orações iniciadas com
verbos no presente ou pretérito afirmativo, o
pronome oblíquo deve ser usado posposto ao
verbo.
(D) Próclise: em orações iniciadas com
verbos no imperativo afirmativo, o pronome
oblíquo deve ser usado posposto ao verbo.
02. (UNIRIO - Administrador -
CESGRANRIO/2019) A frase em que a
colocação do pronome oblíquo obedece aos
ditames da norma-padrão é:
(A) Abri o estojo, cheirando-o por um longo
tempo.
(B) Seria-lhe útil ter um notebook de última
geração.
(C) Me fascinou reviver o tempo de minha
primeira infância.
(D) O que lembrou-lhe o estojo escolar foi o
novo notebook.
(E) Conforme abria-o, sentia seu cheiro
agradável cada vez mais forte.
03. (Prefeitura de São José do Cedro - SC
- Agente Comunitário de Saúde -
AMEOSC/2019) Em “Pior ainda, depois que
acordo, minha mente tem se descontrolado de
novo, traindo-me e levando-me a um estado de
pânico que eu não sentia desde o pior período
dos meus anos de divórcio”, os termos
destacados são classificados como:
(A) Próclise.
(B) Mesóclise.
(C) Ênclise.
(D) Cóclise.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 58
04. (Prefeitura de Bom Repouso - MG -
Auxiliar em Saúde Bucal - MDS/2019) Nas
frases a seguir, o uso correto quanto à
colocação dos pronomes átonos
correspondente à sequência: Ênclise –
mesóclise – próclise é:
(A) Ninguém te convidou para a festa? / A
prova realizar-se-á neste sábado. / Diga-lhe
que estou aqui.
(B) Far-lhe-ei a proposta. / Amem-se uns
aos outros. / O homem o qual me referi foi
preso.
(C) Isso me deixa muito triste. / Gostaria de
convidar-te para jantar. / Neste país talvezse
combata a fome.
(D) Sigam-me. / Os alunos esforçar-se-ão. /
Ela desmaiou logo que lhe contaram o
acontecido.
05. (Prefeitura de Arujá - SP - Assistente
Social - VUNESP) Leia a tira para responder à
questão.
De acordo com a norma-padrão, a lacuna do
segundo quadrinho deve ser preenchida com:
(A) destroçar-no
(B) lhe destroçar
(C) destroçar ele
(D) destroçá-lo
(E) destroçar-lhe
Gabarito
01. A / 02. A / 03. C / 04. D /05. D
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Regência Verbal
A regência verbal estuda a relação que se
estabelece entre os verbos e os termos que os
complementam (objetos diretos e objetos
indiretos) ou caracterizam (adjuntos
adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos
ampliar nossa capacidade expressiva, pois
oferece oportunidade de conhecermos as
diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de
uma preposição.
Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa
acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa
"causar agrado ou prazer", satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é
diferente de "agradar a alguém".
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das
preposições é um dos aspectos fundamentais
do estudo da regência verbal (e também
nominal). As preposições são capazes de
modificar completamente o sentido do que se
está sendo dito. Veja os exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que
vou; no segundo caso, é o meio de transporte
por mim utilizado. A oração "Cheguei no
metrô", popularmente usada a fim de indicar o
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum
existirem divergências entre a regência
coloquial, cotidiana de alguns verbos, e a
regência culta.
Para estudar a regência verbal,
agruparemos os verbos de acordo com sua
transitividade. A transitividade, porém, não é
Regência nominal e verbal
APOSTILAS OPÇÃO
Português 59
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar
de diferentes formas em frases distintas.
Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem
complemento. É importante, no entanto,
destacar alguns detalhes relativos aos
adjuntos adverbiais que costumam
acompanhá-los.
a) Chegar, Ir;
Normalmente vêm acompanhados de
adjuntos adverbiais de lugar. Na língua culta,
as preposições usadas para indicar destino ou
direção são: a, para.
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
b) Comparecer;
O adjunto adverbial de lugar pode ser
introduzido por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio)
para ver o último jogo.
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são
complementados por objetos diretos. Isso
significa que não exigem preposição para o
estabelecimento da relação de regência. Ao
empregar esses verbos, devemos lembrar que
os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como
objetos diretos. Esses pronomes podem
assumir as formas lo, los, la, las (após formas
verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na,
nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando
complementos verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos: abandonar,
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar,
acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar,
amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar,
conhecer, conservar, convidar, defender,
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir,
prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
socorrer, suportar, ver, visitar, dentre outros.
Na língua culta, esses verbos funcionam
exatamente como o verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve
amá-la.
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham
esses verbos para indicar posse (caso em que
atuam como adjuntos adnominais).
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (=
prejudicaram sua carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu
mau humor)
Verbos Transitivos Indiretos
Os verbos transitivos indiretos são
complementados por objetos indiretos. Isso
significa que esses verbos exigem uma
preposição para o estabelecimento da relação
de regência. Os pronomes pessoais do caso
oblíquo de terceira pessoa que podem atuar
como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes",
para substituir pessoas. Não se utilizam os
pronomes o, os, a, as como complementos de
verbos transitivos indiretos. Com os objetos
indiretos que não representam pessoas, usam-
se pronomes oblíquos tônicos de terceira
pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos
lhe, lhes.
Os verbos transitivos indiretos são os
seguintes:
a) Consistir - tem complemento introduzido
pela preposição "em".
A modernidade verdadeira consiste em
direitos iguais para todos.
b) Obedecer e Desobedecer - possuem seus
complementos introduzidos pela preposição
"a".
Devemos obedecer aos nossos princípios e
ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - tem complemento
introduzido pela preposição "a". Esse verbo
pede objeto indireto para indicar "a quem" ou
"ao que" se responde.
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de
transitivo indireto quando exprime aquilo a
que se responde, admite voz passiva analítica.
Veja: O questionário foi respondido
APOSTILAS OPÇÃO
Português 60
corretamente. / Todas as perguntas foram
respondidas satisfatoriamente.
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus
complementos introduzidos pela preposição
"com".
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos
que governam para uma minoria privilegiada.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Os verbos transitivos diretos e indiretos são
acompanhados de um objeto direto e um
indireto. Merecem destaque, nesse grupo:
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto
relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto
Direto
Cristo ensina que é preciso perdoar o
pecado ao pecador.
Objeto Direto Objeto Indireto
Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve
ser feito com particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Informar
- Apresenta objeto direto ao se referir a
coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas,
ou vice-versa.
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou
sobre os novos preços)
- Na utilização de pronomes como
complementos, veja as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os
novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os
deles. (ou sobre eles)
Obs.: a mesma regência do verbo informar é
usada para os seguintes: avisar, certificar,
notificar, cientificar, prevenir.
Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo
admite as preposições "a" ou "com" para
introduzir o complemento indireto.
Comparei seu comportamento ao (ou com o)
de uma criança.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa
(geralmente na forma de oração subordinada
substantiva) e indireto de pessoa.
Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada
SubstantivaObjetiva Direta
Saiba que:
1) A construção "pedir para", muito comum
na linguagem cotidiana, deve ter emprego
muito limitado na língua culta. No entanto, é
considerada correta quando a palavra licença
estiver subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os
catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição
"para" introduz uma oração subordinada
adverbial final reduzida de infinitivo (para ir
entregar-lhe os catálogos em casa).
2) A construção "dizer para", também muito
usada popularmente, é igualmente
considerada incorreta.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar
objeto indireto introduzido pela preposição
"a". Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus
ideais.
Prefiro trem a ônibus.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 61
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve
ser usado sem termos intensificadores, tais
como: muito, antes, mil vezes, um milhão de
vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo
existente no próprio verbo (pre).
Mudança de Transitividade versus
Mudança de Significado
Há verbos que, de acordo com a mudança de
transitividade, apresentam mudança de
significado. O conhecimento das diferentes
regências desses verbos é um recurso
linguístico muito importante, pois além de
permitir a correta interpretação de passagens
escritas, oferece possibilidades expressivas a
quem fala ou escreve. Dentre os principais,
estão:
Agradar
- Agradar é transitivo direto no sentido de
fazer carinhos, acariciar.
Sempre agrada o filho quando o revê. /
Sempre o agrada quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar
o gato. / Cláudia não perde oportunidade de
agradá-lo.
- Agradar é transitivo indireto no sentido de
causar agrado a, satisfazer, ser agradável a.
Rege complemento introduzido pela
preposição "a".
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
Aspirar
- Aspirar é transitivo direto no sentido de
sorver, inspirar (o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de
desejar, ter como ambição.
Aspirávamos a melhores condições de vida.
(Aspirávamos a elas)
Obs.: como o objeto direto do verbo
"aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam
as formas pronominais átonas "lhe" e "lhes" e
sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)".
Veja o exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (=
Aspiravam a ela)
Assistir
- Assistir é transitivo direto no sentido de
ajudar, prestar assistência a, auxiliar. Por
Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os
idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
- Assistir é transitivo indireto no sentido de
ver, presenciar, estar presente, caber,
pertencer.
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo
"assistir" é intransitivo, sendo acompanhado
de adjunto adverbial de lugar introduzido pela
preposição "em".
Assistimos numa conturbada cidade.
Chamar
- Chamar é transitivo direto no sentido de
convocar, solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por
favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias
vezes.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar
pode apresentar objeto direto e indireto, ao
qual se refere predicativo preposicionado ou
não.
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Custar
- Custar é intransitivo no sentido de ter
determinado valor ou preço, sendo
acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar
muito.
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser
intransitivo ou transitivo indireto.
Muito custa viver tão longe da família.
Verbo Oração Subordinada
Substantiva Subjetiva
Intransitivo Reduzida de
Infinitivo
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente
aquela atitude.
Objeto Indireto Oração
Subordinada Substantiva -
Subjetiva Reduzida de Infinitivo
APOSTILAS OPÇÃO
Português 62
Obs.: a Gramática Normativa condena as
construções que atribuem ao verbo "custar"
um sujeito representado por pessoa. Observe o
exemplo abaixo:
Custei para entender o problema.
Forma correta: Custou-me entender o
problema.
Implicar
- Como transitivo direto, esse verbo tem
dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Suas atitudes implicavam um firme
propósito.
b) Ter como consequência, trazer como
consequência, acarretar, provocar
Liberdade de escolha implica
amadurecimento político de um povo.
- Como transitivo direto e indireto, significa
comprometer, envolver
Implicaram aquele jornalista em questões
econômicas.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter
implicância, é transitivo indireto e rege com
preposição "com".
Implicava com quem não trabalhasse
arduamente.
Proceder
- Proceder é intransitivo no sentido de ser
decisivo, ter cabimento, ter fundamento ou
portar-se, comportar-se, agir. Nessa segunda
acepção, vem sempre acompanhado de
adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não
havia como refutá-las.
Você procede muito mal.
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se
(rege a preposição" de") e fazer, executar (rege
complemento introduzido pela preposição "a")
é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
Querer
- Querer é transitivo direto no sentido de
desejar, ter vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
- Querer é transitivo indireto no sentido de
ter afeição, estimar, amar.
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
Visar
- Como transitivo direto, apresenta os
sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto,
rubricar.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.
- No sentido de ter em vista, ter como meta,
ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a
preposição "a".
O ensino deve sempre visar ao progresso
social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao
bem-estar público.
Regência Nominal
É o nome da relação existente entre um
nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os
termos regidos por esse nome. Essa relação é
sempre intermediada por uma preposição. No
estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam
exatamente o mesmo regime dos verbos de
que derivam. Conhecer o regime de um verbo
significa, nesses casos, conhecer o regime dos
nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo
obedecer e os nomes correspondentes: todos
regem complementos introduzidos pela
preposição "a". Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes
acompanhados da preposição ou preposições
que os regem. Observe-os atentamente e
procure, sempre que possível, associar esses
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência
você conhece.
Substantivos
Admiração a, por
Devoção a, para, com, por
Medo a, de
Aversão a, para, por
Doutor em
Obediência a
Atentado a, contra
Dúvida acerca de, em, sobre
Ojeriza a, por
APOSTILAS OPÇÃO
Português 63
Bacharel em
Horror a
Proeminência sobre
Capacidade de, para
Impaciência com
Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a
Diferente de
Necessário a
Acostumado a, com
Entendido em
Nocivo a
Afável com, para com
Equivalente a
Paralelo a
Agradável a
Escasso de
Parco em, de
Alheio a, de
Essencial a, para
Passível de
Análogo a
Fácil de
Preferível a
Ansioso de, para, por
Fanático por
Prejudicial a
Apto a, para
Favorável a
Prestes a
Ávido de
Generoso com
Propício a
Benéfico a
Grato a, porPróximo a
Capaz de, para
Hábil em
Relacionado com
Compatível com
Habituado a
Relativo a
Contemporâneo a, de
Idêntico a
Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a
Impróprio para
Semelhante a
Contrário a
7 https://bit.ly/2Gkw913
Indeciso em
Sensível a
Curioso de, por
Insensível a
Sito em
Descontente com
Liberal com
Suspeito de
Desejoso de
Natural de
Vazio de
Advérbios
- Longe de;
- Perto de.
Obs.: os advérbios terminados em -mente
tendem a seguir o regime dos adjetivos de que
são formados: paralela à; paralelamente a;
relativa a; relativamente a.7
Questões
01. (Prefeitura de Caranaíba - MG -
Auxiliar de Consultório Dentário -
FCM/2019) “O verbo é fundamental na
formação de uma oração, pois é a palavra que
exprime ação, estado, fato e fenômeno natural
em determinado espaço de tempo.”
(BUENO, 2014, p.184).
A classificação do verbo grifado, quanto à
predicação, está corretamente indicada em
(A) “... os cachorros são os mamíferos mais
bem-sucedidos do planeta...” (transitivo
indireto)
(B) “Baseados em um conjunto de trabalhos
sobre o assunto que apelidaram de
caninognição...” (intransitivo)
(C) “... em termos de comportamento e de
habilidades de comunicação – conquistando
seus donos definitivamente.” (de ligação)
(D) “... o processo evolutivo que
transformou lobos em cachorros domésticos
fez com que os animais adquirissem um novo
tipo de inteligência social.” (transitivo direto)
02. (Prefeitura de São José do Cedro - SC
- Telefonista - AMEOSC/2019) Em “A criança
dormiu”, o verbo destacado é classificado
como:
(A) Verbo de ligação.
(B) Verbo transitivo.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 64
(C) Verbo intransitivo.
(D) Verbo transito e intransitivo.
03. (Prefeitura de São João do Oeste - SC
- Secretário Legislativo - AMEOSC/2019) Há
erro de regência em qual das frases do texto
abaixo?
(A) Um dia um corvo estava pousado no
galho de uma árvore.
(B) Vendo o corvo com o quejo, a raposa
logo começou a matutar um jeito de se
apoderar do quejo.
(C) Foi para debaixo da árvore, olhou para
cima e disse, meio como se namorasse com o
corvo.
(D) Que pássaro magnífico nessa árvore!.
04. (Prefeitura de Arujá - SP - Assistente
Social - VUNESP/2019) Leia a charge.
Em conformidade com a norma-padrão, as
lacunas da fala da personagem devem ser
preenchidas, correta e respectivamente, com:
(A) que … no … ao
(B) que … ao … o
(C) que … no … o
(D) de que … ao … ao
(E) de que … no … o
05. (Prefeitura de Fraiburgo - SC -
Professor - FEPESE/2019) Preencha as
lacunas com pronomes relativos que, quem,
onde, cujo/cujos/cuja/ cujas, precedidos ou
não de preposição, conforme exige o contexto
frasal.
◾ O engenheiro ......................... fez os estudos
preliminares da obra acabou de me dizer que
está à nossa disposição para iniciar os
trabalhos.
◾ O bairro ......................... ruas circulam
animais domésticos fica a cerca de 10 min do
centro da cidade.
◾ Meu tio Armando, .................................
sempre admirei, recebeu uma justa
homenagem da Câmara
◾ O concurso ....................... estudou neste ano
é um dos mais difíceis que já fez.
◾ Desconheço os reais motivos
........................... meu irmão não respeitou o
acordo feito com a família antes da morte de
mamãe.
Os pronomes relativos, com ou sem
preposição, que preenchem corretamente as
lacunas, de cima para baixo, são:
(A) a quem • para o qual • a cujas • de quem
• por quem
(B) pelo qual • em quem • de cujas • em que
• pelos quais
(C) a que • a quem • no qual • por quem • de
cujas
(D) que • em cujas • a quem • para o qual •
por que
(E) o qual • por cujas • que • no qual • para
os quais
06. (Câmara de Piracicaba - SP -
Jornalista - VUNESP/2019) Leia o texto para
responder à questão.
Ao filósofo americano Daniel Dennett, os
editores da revista Edge perguntaram: “Em
2013, o que deve nos preocupar?”. Ele contou
que em 1980 se temia que a revolução do
computador aumentasse a distância entre os
países ricos “do Ocidente” e os países pobres,
que não teriam acesso à nova tecnologia e a
seus aparelhos. A verdade é que a informática
criou fortunas enormes, mas permitiu também
a mais profunda disseminação niveladora da
tecnologia que já se viu na história. “Celulares
e laptops e, agora, smartphones e tablets
puseram a conectividade nas mãos de bilhões”,
afirmou Dennett.
O planeta, segundo o filósofo, ficou mais
transparente na informação como ninguém
imaginaria há 40 anos. Isso é maravilhoso,
disse Dennett, mas não é o paraíso. E citou a
lista daquilo com que devemos nos preocupar:
ficamos dependentes e vulneráveis neste novo
mundo, com ameaças à segurança e à
privacidade. E sobre as desigualdades, ele
disse que Golias ainda não caiu; milhares de
APOSTILAS OPÇÃO
Português 65
Davis*, porém, estão rapidamente aprendendo
o que precisam. Os “de baixo” têm agora meios
para confrontar os “de cima”. O conselho do
filósofo é que os ricos devem começar a pensar
em como reduzir as distâncias criadas pelo
poder e pela riqueza de poucos.
* referência ao episódio bíblico em que Davi,
aparentemente mais fraco, derrota o gigante
Golias.
(Míriam Leitão. História do futuro: o
horizonte do Brasil no século XXI. Rio de
Janeiro, Intrínseca, 2015)
O trecho destacado em – ... E citou a lista
daquilo com que devemos nos preocupar...
(2º parágrafo) – estará corretamente
substituído, quanto à regência, conforme a
norma-padrão da língua portuguesa, por:
(A) sobre que devemos nos ater
(B) de que devemos estar atentos
(C) a que devemos dar atenção
(D) a que devemos estar cientes
(E) em que devemos estar alertas
07. (Prefeitura de Itapevi - SP - Professor
de Educação Básica I - VUNESP/2019)
Assinale a alternativa cujo enunciado está em
conformidade com a norma-padrão de
regência.
(A) Moana ia nos grupos de estudos com os
pais e ficava atenta de todas as coisas que
aconteciam ali.
(B) Moana, antes de dormir, queria falar
com o pai sobre aquilo de que mais havia
gostado na leitura de O Hobbit.
(C) As transformações no personagem
central mostram que o hobbit aspirava em ser
um aventureiro épico.
(D) Quando Moana pediu para comentar a
leitura, o pai discordou com ela, achando que
não queria dormir.
(E) O pai pensava de que Moana não estava
apta em ler a versão integral do clássico de
J.R.R. Tolkien, O Hobbit.
08. (Prefeitura de Campinas - SP - Agente
de Fiscalização - VUNESP/2019) A frase em
que a regência está em conformidade com a
norma-padrão da língua portuguesa é:
(A) Nossos antepassados tinham pés aos
quais eram mais saudáveis que os nossos.
(B) Andar descalço pode contribuir para a
melhora da saúde dos nossos pés.
(C) Surpreende o fato sob que quase 80%
dos corredores lesionam anualmente.
(D) Foi nos anos 70 que as pessoas
passaram a interessar mais para a corrida.
(E) Ficar mais sentados certamente influiu
ao enfraquecimento dos nossos pés.
09. (Prefeitura de Campinas - SP -
Especialista em Informação -
VUNESP/2019) Assinale a alternativa que
atende à norma-padrão quanto à regência.
(A) As conquistas que aspiravam as antigas
feministas teriam tido resultados compatíveis
aos interesses das mulheres?
(B) Que mudanças foram trazidas no
universo feminino para se pensarem as
relações injustas de gênero?
(C) Pesquisadoras do mundo afora se
dedicam com afinco em buscar respostas a
complexas questões feministas.
(D) Com as conquistas feministas, pode-se,
hoje, conciliar a igualdade de gênero na
igualdade social?
(E) O avanço de conhecimento a que Susan
Watkins se refere diz respeito à expansão dos
sistemas universitários.
10. (Prefeitura de Várzea - PB -
Assistente Social - EDUCA/2019) Aponte a
opção INCORRETA quanto ao uso da regência:
(A) O médico assistiu o paciente.
(B) Visaram os documentos.
(C) Quero muito aos meus filhos.
(D) Aspirou ao ar puro das montanhas.(E) Tenho profunda admiração por você.
Gabarito
01. D / 02. C / 03. C / 04. D / 05. D / 06. C /
07. B / 08. B / 09. E / 10. D
APOSTILAS OPÇÃO
Português 66
Norma Culta
Norma Culta e Língua-Padrão
De acordo com M. T. Piacentini8, mesmo que
não se mencione terminologia específica, é
evidente que se lida no dia-a-dia com níveis
diferentes de fala e escrita. É também verdade
que as pessoas querem “falar e escrever
melhor”, querem dominar a língua dita culta, a
correta, a ideal, não importa o nome que se lhe
dê.
O padrão de língua ideal a que as pessoas
querem chegar é aquele convencionalmente
utilizado nas instâncias públicas de uso da
linguagem, como livros, revistas, documentos,
jornais, textos científicos e publicações oficiais;
em suma, é a que circula nos meios de
comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
pesquisa e trabalhos acadêmicos.
Não obstante, os linguistas entendem haver
uma língua circulante que é correta mas
diferente da língua ideal e imaginária, fixada
nas fórmulas e sistematizações da gramática.
Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o
ideal: a língua concreta com todas suas
variedades de um lado, e de outro um padrão
ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”,
o que conformaria, no seu entender, uma
língua artificial, situada num nível hipotético.
Para os cientistas da língua, portanto, fica
claro que há dois estratos diferenciados: um
praticamente intangível, representado nas
normas preconizadas pela gramática
tradicional, que comporta as irregularidades e
excrescências da língua, e outro concreto, o
utilizado pelos falantes cultos, qual seja, a
“linguagem concretamente empregada pelos
cidadãos que pertencem aos segmentos mais
favorecidos da nossa população”, segundo
Marcos Bagno (“ A norma oculta: língua e
poder na sociedade brasileira”).
Convém esclarecer que para a ciência
sociolinguística somente a pessoa que tiver
8
https://centraldefavoritos.wordpress.com/2011/07/22/norma
-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado)
formação universitária completa será
caracterizada como falante culto(urbano).
Sendo assim, como são presumivelmente
cultos os sujeitos que produzem os jornais, a
documentação oficial, os trabalhos científicos,
só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que
a língua que tais pessoas falam e os textos que
produzem nem sempre se coadunem com as
regras rígidas impostas pela gramática
normativa, divulgada na escola e em outras
instâncias (de repressão linguística) como o
vestibular.
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo
– saberá ele fazer a distinção entre as duas
modalidades e os dois termos que as
descrevem?
Para os linguistas, a língua-padrão se
estriba nas normas e convenções agregadas
num corpo chamado de gramática tradicional
e que tem a veleidade de servir de modelo de
correção para toda e qualquer forma de
expressão linguística.
Querer que todos falem e escrevam da
mesma forma e de acordo com padrões
gramaticais rígidos é esquecer-se que não
pode haver homogeneidade quando o mundo
real apresenta uma heterogeneidade de
comportamentos linguísticos, todos
igualmente corretos (não se pode associar
“correto” somente a culto).
Em suma: há uma realidade heterogênea
que, por abrigar diferenças de uso que refletem
a dinâmica social, exclui a possibilidade de
imposição ou adoção como única de uma
língua-modelo baseada na gramática
tradicional, a qual, por sua vez, está ancorada
nos grandes escritores da língua, sobretudo os
clássicos, sendo pois conservadora. E
justamente por se valer de escritores é que as
prescrições gramaticais se impõem mais na
escrita do que na fala.
“A cultura escrita, associada ao poder social,
desencadeou também, ao longo da história, um
processo fortemente unificador (que vai
alcançar basicamente as atividades verbais
escritas), que visou e visa uma relativa
estabilização linguística, buscando neutralizar
a variação e controlar a mudança. Ao resultado
desse processo, a esta norma estabilizada,
Noções da norma culta da
língua portuguesa na
modalidade escrita
APOSTILAS OPÇÃO
Português 67
costumamos dar o nome de norma-padrão ou
língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto,
“Norma-padrão brasileira”. In Bagno, M. (org.).
Linguística da norma. SP: Loyola).
Aryon Rodrigues (in Bagno) entra na
discussão: “Frequentemente o padrão ideal é
uma regra de comportamento para a qual
tendem os membros da sociedade, mas que
nem todos cumprem, ou não cumprem
integralmente”. Mais adiante, ao se referir à
escola, ele professa que nem mesmo os
professores de Língua Portuguesa escapam a
esse destino: “Comumente, entretanto, o
mesmo professor que ensina essa gramática
não consegue observá-la em sua própria fala
nem mesmo na comunicação dentro de seu
grupo profissional”.
Vamos ilustrar os argumentos acima
expostos. Não há brasileiro – nem mesmo
professores de português – que não fale assim:
– Me conta como foi o fim de semana…
– Te enganaram, com certeza!
– Me explica uma coisa: você largou o
emprego ou foi mandado embora?
Ou mesmo assim:
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles
bem machucados.
– Conheço ela há muito tempo – é ótima
menina.
– Acho que já lhe conheço, rapaz.
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas
que têm acesso às regras padronizadas,
incutidas no processo de escolarização, se
exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já
as formas propugnadas pela gramática
tradicional e que provavelmente só se
encontrariam na escrita (conta-me como foi
/enganaram-te / explica-me uma coisa / pois
os encontrei / conheço-a há tempos / acho que
já o conheço) configuram a norma-padrão ou
língua-padrão.
Se para os cientistas da língua, portanto,
existe uma polarização entre a norma-padrão
(também denominada “norma canônica” por
alguns linguistas) e o conjunto das variedades
existentes no Brasil, aí incluída a norma culta,
no senso comum não se faz distinção entre
padrão e culta. Para os leigos, a população em
geral, toda forma elevada de linguagem, que se
aproxime dos padrões de prestígio social,
configura a norma culta.
Norma culta, norma padrão e norma
popular
A Norma é um uso linguístico concreto e
corresponde ao dialeto social praticado pela
classe de prestígio, representando a atitude
que o falante assume em face da norma
objetiva. A normatização não existe por razões
apenas linguísticas, mas também culturais,
econômicas, sociais, ou seja, a Norma na língua
origina-se de fatores que envolvem diferenças
de classes, poder, acesso à educação escrita, e
não da qualidade da forma da língua. Há um
conceito amplo e um conceito estreito de
Norma. No primeiro caso, ela é entendida como
um fator de coesão social. No segundo,
corresponde concretamente aos usos e
aspirações da classe social de prestígio. Num
sentido amplo, a norma corresponde à
necessidade que um grupo social experimenta
de defender seu veículo de comunicação das
alterações que poderiam advir no momento do
seu aprendizado. Num sentido restrito, a
Norma corresponde aos usos e atitudes de
determinado seguimento da sociedade,
precisamente aquele que desfruta de prestígio
dentro da Nação, em virtude de razões
políticas, econômicas e culturais. Segundo
Lucchesi, considera-se que a realidade
linguística brasileira deve ser entendida como
um contínuo de normas, dentro do quadro de
bipolarização do Português do Brasil.
A existência da civilização dá-se com o
surgimento da escrita. Suas regras são
pautadas a partir da Norma Culta. Sendo esta
importante nos documentos formais que
exigem a correta expressão do Português para
que não haja mal entendido algum. Ela nada
mais é do que a modalidade linguística
escolhida pela elite de uma sociedade como
modelo de comunicação escrita e verbal.
A Norma Culta é uma expressão empregada
pelos linguistas brasileiros para designar o
conjunto de variantes linguísticasefetivamente faladas, na vida cotidiana pelos
falantes cultos, sendo assim classificando os
cidadãos nascidos e criados em zonas urbanas
APOSTILAS OPÇÃO
Português 68
e com grau de instrução superior completo.
“Fundamentam-se as regras da Gramática
Normativa nas obras dos grandes escritores,
em cuja linguagem a classe ilustrada põe o seu
ideal de perfeição, porque nela é que se
espelha o que o uso idiomático e consagrou”.
(Rocha Lima).
Dentre as características que são
pertinentes à Norma Culta podemos citar que
é: a variante de maior prestígio social na
comunidade, sendo realizada com certa
uniformidade pelos membros do grupo social
de padrão cultural mais elevado; cumpre o
papel de impedir a fragmentação dialetal;
ensinada pela escola; usada na escrita em
gêneros discursivos em que há maior
formalidade aproximando-a dos padrões da
prescrição da gramática tradicional; a mais
empregada na literatura e também pelas
pessoas cultas em diferentes situações de
formalidade; indicada precisamente nas
marcas de gênero, número e pessoa; usada em
todas as pessoas verbais, com exceção, talvez,
da 2ª do plural, sendo utilizada principalmente
na linguagem dos sermões; empregada em
todos os modos verbais em relação verbal de
tempos e modos; possuindo uma enorme
riqueza de construção sintática, além de uma
maior utilização da voz passiva; grande o
emprego de preposições nas regências
aproveitando a organização gramatical
cuidada da frase.
De modo geral, um falante culto, em
situação comunicativa formal, buscará seguir
as regras da norma explícita de sua língua e
ainda procurará seguir, no que diz respeito ao
léxico, um repertório que, se não for erudito,
também não será vulgar. Isso configura o que
se entende por norma culta. A Norma Padrão
está vinculada a uma língua modelo. Segue
prescrições representadas na gramática, mas é
marcada pela língua produzida em certo
momento da história e em uma determinada
sociedade. Como a língua está em constante
mudança, diferentes formas de linguagem que
hoje não são consideradas pela Norma Padrão,
com o tempo podem vir a se legitimar.
Dentro da Norma Padrão define-se um
modelo de língua idealizada prescrito pelas
gramáticas normativas, como sendo uma
receita que nenhum usuário da língua emprega
na fala e raramente utiliza na escrita. Sendo
também uma referência para os falantes da
Norma Culta, mas não passam de um ideal a ser
alcançado, pois é um padrão extremamente
enriquecido de língua. Assim, as gramáticas
tradicionais descrevem a Norma Padrão, não
refletindo o uso que se faz realmente do
Português no Brasil.
Marcos Bagno propõe, como alternativa,
uma triangulação: onde a Norma Popular teria
menos prestígio opondo-se à Norma Culta
mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva
sobre as duas anteriores servindo como um
ideal imaginário e inatingível. A Norma Padrão
subdivide-se em: Formal e Coloquial. A Padrão
Formal é o modelo culto utilizado na escrita,
que segue rigidamente as regras gramaticais.
Essa linguagem é mais elaborada, tanto
porque o falante tem mais tempo para se
pronunciar de forma refletida como porque é
supervalorizada na nossa cultura. É a história
do vale o que está escrito. Já a Padrão Coloquial
é a versão oral da língua culta e, por ser mais
livre e espontânea, tem um pouco mais de
liberdade e está menos presa à rigidez das
regras gramaticais. Entretanto, a margem de
afastamento dessas regras é estreita e, embora
exista, a permissividade com relação às
transgressões é pequena.
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se
sem grandes traumas, construções como:
ainda não vi ele; me passe o arroz e não te falei
que você iria conseguir? Inadmissíveis na
língua escrita. O falante culto, de modo geral,
tem consciência dessa distinção e ao mesmo
tempo em que usa naturalmente as
construções acima na comunicação oral, evita-
as na escrita. Contudo, como se disse, não são
muitos os desvios admitidos e muitas formas
peculiares da Norma Popular são condenadas
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é
aquela linguagem que não é formal, ou seja,
não segue padrões rígidos, é a linguagem
popular, falada no cotidiano.
O nível popular está associado à
simplicidade da utilização linguística em
termos lexicais, fonéticos, sintáticos e
semânticos. Esta decorrerá da espontaneidade
própria do discurso oral e da natural economia
linguística. É utilizado em contextos informais.
Dentre as características da Norma Popular
podemos destacar: economia nas marcas de
gênero, número e pessoa; redução das pessoas
gramaticais do verbo; mistura da 2ª com a 3ª
pessoa do singular; uso intenso da expressão a
APOSTILAS OPÇÃO
Português 69
gente em lugar de eu e nós; redução dos
tempos da conjugação verbal e de certas
pessoas, como a perda quase total do futuro do
presente e do pretérito-mais-que-perfeito no
indicativo; do presente do subjuntivo; do
infinitivo pessoal; falta de correlação verbal
entre os tempos; redução do processo
subordinativo em benefício da frase simples e
da coordenação; maior emprego da voz ativa
em lugar da passiva; predomínio das regências
verbais diretas; simplificação gramatical da
frase; emprego dos pronomes pessoais retos
como objetos.
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em
situação de gravação consciente revelaram
uma linguagem que, em geral, também
pertence a falantes comuns”. Sendo mais
espontânea e criativa, a Norma Popular se
afigura mais expressiva e dinâmica. Temos,
assim, alguns exemplos: estou preocupado
(Norma Culta); to preocupado (Norma
Popular); to grilado (gíria, limite da Norma
Popular).
Não basta conhecer apenas uma
modalidade de língua; urge conhecer a língua
popular, captando-lhe a espontaneidade,
expressividade e enorme criatividade para
viver, necessitando conhecer a língua culta
para conviver.
Anotações
APOSTILAS OPÇÃO
Português 70
MATEMÁTICA
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 1
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N
O surgimento do Conjunto dos Números
Naturais, deveu-se à necessidade de se
contarem objetos. Embora o zero não seja um
número natural no sentido que tenha sido
proveniente de objetos de contagens naturais,
iremos considerá-lo como um número natural
uma vez que ele tem as mesmas propriedades
algébricas que estes números.
Subconjuntos notáveis em N:
1 – Números Naturais não nulos
N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0}
2 – Números Naturais pares
Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N
3 - Números Naturais ímpares
Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N
4 - Números primos
P = {2,3,5,7,11,13...}
A construção dos Números Naturais
- Todo número natural dado tem um
sucessor (número que vem depois do número
dado), considerando também o zero.
- Todo número natural dado N, exceto o
zero, tem um antecessor (número que vem
antes do número dado).
Exemplo:
- Se um número natural é sucessor de outro,
então os dois números juntos são chamados
números consecutivos.
Exemplos:
a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 7 e 8 são números consecutivos.
O conjunto abaixo é conhecido como o
conjunto dos números naturais pares. P = {0, 2,
4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o
conjunto dos números naturais ímpares. I = {1,
3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
Operações com Números Naturais
As quatro principais operações no conjunto
dos números naturais são: a adição,
multiplicação, subtração e divisão.
- Adição de Números Naturais: tem por
finalidade reunir em um só número, todas as
unidades de dois ou mais números. Exemplo:cachorro-e-um-genio-saiba-o-porque/> Acesso em: 13 ago.
2019. Adaptado.
Considerando-se a leitura do texto, é
correto afirmar que
APOSTILAS OPÇÃO
Português 4
(A) cachorros e lobos se igualam em termos
de comportamento e de habilidades.
(B) o estudo da mente dos cães prova a
semelhança de comportamento entre estes
animais e os bebês humanos.
(C) cachorros domésticos se tornaram bem-
sucedidos em inteligência graças a pesquisas
de cognição canina.
(D) os cães conquistaram ainda mais seus
donos porque estes descobriram a inteligência
social desses animais.
04. (UFPE - Químico - COVEST-
COPSET/2019)
“Português é muito difícil”.
Essa afirmação preconceituosa é prima-
irmã da ideia de que “brasileiro não sabe
português”. Como o nosso ensino da língua
sempre se baseou na norma gramatical
literária de Portugal, as regras que
aprendemos na escola, em boa parte, não
correspondem à língua que realmente falamos
e escrevemos no Brasil.
Por isso, achamos que “português é uma
língua difícil”: temos de fixar regras que não
significam nada para nós. No dia em que nosso
ensino se concentrar no uso real, vivo e
verdadeiro da língua portuguesa do Brasil, é
bem provável que ninguém continue a pensar
assim. Todo falante nativo de uma língua sabe
essa língua. Saber uma língua, na concepção
científica da linguística moderna, significa
conhecer intuitivamente e empregar com
facilidade e naturalidade as regras básicas de
seu funcionamento.
Está provado e comprovado que uma
criança, por volta dos 7 anos de idade, já
domina perfeitamente as regras gramaticais
de sua língua. O que ela não conhece são
sutilezas e irregularidades no uso dessas
regras, que só a leitura e o estudo podem lhe
dar. Nenhuma criança brasileira dessa idade
vai dizer, por exemplo: “Uma meninos chegou
aqui amanhã”. (...)
Se tantas pessoas inteligentes e cultas
continuam achando que “não sabem
português” ou que “português é muito difícil”,
é porque o uso da língua foi transformado
numa ciência esotérica, numa doutrina
cabalística que somente alguns iluminados
conseguem dominar completamente. (...)
No fundo, a ideia de que “português é muito
difícil” serve como um dos instrumentos de
manutenção do status quo das classes sociais
prestigiadas.
É lamentável que a imagem da língua tenha
sido empobrecida e reduzida a uma
nomenclatura confusa e a exercícios
descontextualizados, práticas que se revelam
irrelevantes para, de fato, levar alguém a se
valer dos muitos recursos que a língua oferece.
Marcos Bagno. Preconceito linguístico. São Paulo:
Parábola, 2015. p. 57-63. Adaptado.
Avaliando as ideias expressas no Texto 2, é
correto afirmar que:
(A) são mostradas as consequências do
problema, mas não se discutem as causas que
o provocam.
(B) faltam argumentos que sustentem
outras possibilidades de contornar a realidade
tratada.
(C) conforme a visão do Texto 2, a escola fica
inteiramente dispensada de ensinar a língua.
(D) os preconceitos que atingem o
fenômeno da língua têm repercussão
socialmente danosa.
(E) o uso real da língua portuguesa falada no
Brasil constitui o referencial de estudo nas
escolas.
05. (IBGE - Agente Censitário
Operacional - FGV/2019)
Texto 1
Uma propaganda sobre o aniversário de um
programa de notícias diz o seguinte:
O maior programa brasileiro de notícias
completa 40 anos
A história de quatro décadas do programa
registra os fatos mais relevantes da história
mundial, bem como as evoluções tecnológicas
e de tratamento de informação que vêm
transformando as comunicações em todo o
mundo.
Segundo o texto 1, o destaque de maior
valor do programa de notícias é:
(A) a procura incessante pela verdade nas
informações;
(B) a durabilidade sempre atualizada do
programa;
(C) a documentação histórica de fatos e
APOSTILAS OPÇÃO
Português 5
evoluções;
(D) a transformação do programa através
do tempo;
(E) as mudanças no tratamento das
informações.
Gabarito
1. D / 2. C / 3. B / 4. D / 5. C
ORTOGRAFIA
Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado
por 26 letras. A – B – C – D – E – F – G – H – I – J
– K – L – M – N – O – P – Q – R – S – T – U – V – W
– X – Y – Z.
Observação: emprega-se também o “ç”, que
representa o fonema /s/ diante das letras: a, o,
e u em determinadas palavras.
Emprego das Letras e Fonemas
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
1) Em antropônimos originários de outras
línguas e seus derivados. Exemplos: Kant,
kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
taylorista.
2) Em topônimos originários de outras
línguas e seus derivados. Exemplos: Kuwait,
kuwaitiano.
3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras
adotadas como unidades de medida de curso
internacional. Exemplos: K (Potássio), W
(West), kg (quilograma), km (quilômetro),
Watt.
Emprego do X
Se empregará o “X” nas seguintes situações:
1) Após ditongos.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe.
Exceção: recauchutar e seus derivados.
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca.
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que
recebem o prefixo “en-”. Ex.: encharcar (de
charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e
seus derivados (enchente, enchimento,
preencher...)
3) Após a sílaba inicial “me-”.
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano,
mexilhão.
Exceção: mecha.
4) Se empregará o “X” em vocábulos de
origem indígena ou africana e em palavras
inglesas aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará,
xerife, xampu, bexiga, bruxa, coaxar, faxina,
graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá,
praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim,
xícara, xale, xingar, etc.
Emprego do Ch
Se empregará o “Ch” nos seguintes
vocábulos: bochecha, bucha, cachimbo, chalé,
charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo,
debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
Emprego do G
Se empregará o “G” em:
1) Substantivos terminados em: -agem, -
igem, -ugem.
Exemplos: barragem, miragem, viagem,
origem, ferrugem.
Exceção: pajem.
2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio,
-ógio, -úgio.
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio,
relógio, refúgio.
3) Em palavras derivadas de outras que já
apresentam “G”.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista
(de massagem), vertiginoso (de vertigem).
Observação - também se emprega com a
letra “G” os seguintes vocábulos: algema, auge,
bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete,
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento,
vagem.
Ortografia oficial.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 6
Emprego do J
Para representar o fonema “j’ na forma
escrita, a grafia considerada correta é aquela
que ocorre de acordo com a origem da palavra,
como por exemplo no caso da na palavra jipe
que origina-se do inglês jeep. Porém também se
empregará o “J” nas seguintes situações:
1) Em verbos terminados em -jar ou -jear.
Exemplos:
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem
Despejar: despejo, despeje, despejem
Viajar: viajo, viaje, viajem
2) Nas palavras de origem tupi, africana,
árabe ou exótica.
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico,
manjericão, Moji.
3) Nas palavras derivadas de outras que já
apresentam “J”.
Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista /
lisonja –lisonjeador / nojo – nojeira / cereja –
cerejeira / varejo – varejista / rijo – enrijecer /
jeito – ajeitar.
Observação - também se emprega com a
letra “J” os seguintes vocábulos: berinjela,
cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum,
laje, traje, pegajento.
Emprego do S
Utiliza-se “S” nos seguintes casos:
1) Palavras derivadas de outras que já
apresentam “S” no radical. Exemplos: análise –
analisar / catálise – catalisador / casa – casinha
ou casebre / liso – alisar.
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem
nacionalidade, título ou origem. Exemplos:
burguês – burguesa5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9
soma ou total
- Subtração de Números Naturais: é usada
quando precisamos tirar uma quantia de outra,
é a operação inversa da adição. A operação de
subtração só é válida nos naturais quando
subtraímos o maior número do menor, ou seja
quando a - b tal que a ≥ 𝑏. Exemplo:
254 – 193 = 61, onde 254 é o minuendo, o
193 subtraendo e 61 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido
como aditivo e o subtraendo como subtrativo.
- Multiplicação de Números Naturais:
tem por finalidade adicionar o primeiro
número denominado multiplicando ou
parcela, tantas vezes quantas são as unidades
do segundo número denominadas
multiplicador. Exemplo:
2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o
10 produto.
Fique Atento!!!
2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes:
2 x 5 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 10.
Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o
ponto (.), para indicar a multiplicação.
Conjunto dos números
naturais, inteiros e racionais
relativos (formas decimal e
fracionária): propriedades,
operações e problemas;
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 2
- Divisão de Números Naturais: dados
dois números naturais, às vezes necessitamos
saber quantas vezes o segundo está contido no
primeiro. O primeiro número que é o maior é
denominado dividendo (D) e o outro número
que é menor é o divisor (d). O resultado da
divisão é chamado quociente (Q). Se
multiplicarmos o divisor pelo quociente
obteremos o dividendo. Muitas divisões não
são exatas, logo temos um resto (R) maior que
zero.
Fique Atento!!!
- Em uma divisão exata de números
naturais, o divisor deve ser menor do que
o dividendo.
35 : 7 = 5
- Em uma divisão exata de números
naturais, o dividendo é o produto do
divisor pelo quociente.
35 = 5 x 7
- A divisão de um número natural n por
zero não é possível pois, se admitíssemos
que o quociente fosse q, então poderíamos
escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n =
0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita
impossível.
Propriedades da Adição e da
Multiplicação dos números Naturais
Para todo a, b e c ∈ 𝑁
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b
+ c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a.
(b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação
relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação
relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
9) Fechamento: tanto a adição como a
multiplicação de um número natural por outro
número natural, continuam como resultado
um número natural.
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 –
Conjuntos e Funções
Questões
01. (UFSBA – Técnico em Tecnologia da
Informação – UFMT/2017) O esquema
abaixo representa a subtração de dois
números inteiros, na qual alguns algarismos
foram substituídos pelas letras A, B, H e I.
Obtido o resultado correto, a sequência
BAHIA representa o número:
(A) 69579
(B) 96756
(C) 75695
(D) 57697
02. (Câmara de Sumaré/SP – Escriturário
– VUNESP/2017) Se, numa divisão, o divisor e
o quociente são iguais, e o resto é 10, sendo
esse resto o maior possível, então o dividendo
é
(A) 131.
(B) 121.
(C) 120.
(D) 110.
(E) 101.
03. (Prefeitura de
Canavieira/PI- Auxiliar de serviços gerais -
IMA) São números pares, EXCETO:
(A)123
(B)106
(C)782
(D)988
Comentários
01. Resposta: D.
Sabemos que o minuendo é maior que o
subtraendo, pois temos como resultado um
número natural positivo.
Fazendo cada número temos:
8 – 2 = H ⇾ H = 6
A - 4 = 3 ⇾ A = 3 + 4 ⇾ A = 7
3 – 1 = 2
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 3
B – A = 8, como já sabemos que A = 7; B – 7
= 8 ⇾ B = 8 – 7 = 15, sabemos que só podemos
ter número de 0 a 9, logo 15 – 10 = 5, então B =
5. Aqui neste caso o número 5 não tem como
subtrair de 7, e pede 1 “emprestado” ao do
lado.
Sabemos que o I deve ser acrescido de 1, já
que “emprestou” um para o lado. I – 4 = 4 ⇾
logo I = 4 + 4 = 8 , acrescido de 1 = 9
B A H I A
5 7 6 9 7
02. Resposta: A.
Como o resto é o maior possível e sabemos
que R(+6) + (–3) = +3
Se compararmos as duas igualdades,
verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que
(+6) + (–3).
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
ATENÇÃO: Subtrair dois números inteiros é
o mesmo que adicionar o primeiro com o
oposto do segundo.
Fique Atento!!!
Todos parênteses, colchetes, chaves,
números, entre outros, precedidos de sinal
negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja,
é dado o seu oposto.
Multiplicação de Números Inteiros: a
multiplicação funciona como uma forma
simplificada de uma adição quando os
números são repetidos. Poderíamos analisar
tal situação como o fato de estarmos ganhando
repetidamente alguma quantidade, como por
exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes
consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta
repetição pode ser indicada por um x, isto é: 1
+ 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2,
obteremos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2,
obteremos: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) =
–60
Divisão de Números Inteiros: divisão
exata de números inteiros.
Veja o cálculo:
(– 20): (+ 5) = q (+ 5) . q = (– 20) q =
(– 4)
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4
Considerando os exemplos dados,
concluímos que, para efetuar a divisão exata de
um número inteiro por outro número inteiro,
diferente de zero, dividimos o módulo do
dividendo pelo módulo do divisor.
Fique Atento!!!
* (+7): (–2) ou (–19): (–5) são divisões
que não podem ser realizadas em Z, pois o
resultado não é um número inteiro.
* No conjunto Z, a divisão não é
comutativa, não é associativa e não tem a
propriedade da existência do elemento
neutro.
* Não existe divisão por zero.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 5
* Zero dividido por qualquer número
inteiro, diferente de zero, é zero, pois o
produto de qualquer número inteiro por
zero é igual a zero.
Exemplo: a) 0: (–10) = 0 b) 0: (+6) = 0
c) 0: (–1) = 0
Regra de Sinais aplicado a Multiplicação
e Divisão
Potenciação de Números Inteiros: a
potência an do número inteiro a, é definida
como um produto de n fatores iguais. O
número a é denominado a base e o número n é
o expoente. an = a x a x a x a x ... x a, a é
multiplicado por a n vezes
Exemplos:
33 = (3) x (3) x (3) = 27
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81
Fique Atento!!!
- Toda potência de base positiva é um
número inteiro positivo. Exemplo: (+3)2 =
(+3). (+3) = +9
- Toda potência de base negativa e
expoente par é um número inteiro
positivo. Exemplo: (– 8)2 = (–8). (–8) = +64
- Toda potência de base negativa e
expoente ímpar é um número inteiro
negativo. Exemplo: (–5)3 = (–5). (–5) . (–5) =
–125
Propriedades da Potenciação
1) Produtos de Potências com bases
iguais: Conserva-se a base e somam-se os
expoentes. Ex.: (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 = (–7)9
2) Quocientes de Potências com bases
iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os
expoentes. Ex.: (-13)8 : (-13)6 = (-13)8 – 6 = (-
13)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a
base e multiplicam-se os expoentes. Ex.: [(-
8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual
à base. Ex.: (-8)1 = -8 e (+70)1 = +70
5) Potência de expoente zero e base
diferente de zero: É igual a 1. Ex.: (+3)0 = 1 e
(–53)0 = 1
Radiciação de Números Inteiros: a raiz n-
ésima (de ordem n) de um número inteiro a é
a operação que resulta em outro número
inteiro não negativo b que elevado à potência n
fornece o número a. O número n é o índice da
raiz enquanto que o número a é o radicando
(que fica sob o sinal do radical).
- A raiz quadrada (de ordem 2) de um
número inteiro a é a operação que resulta em
outro número inteiro não negativo que elevado
ao quadrado coincide com o número a.
ATENÇÃO: Não existe a raiz quadrada de
um número inteiro negativo no conjunto dos
números inteiros.
Fique Atento!!!
Erro comum: Frequentemente lemos em
materiais didáticos e até mesmo ocorre em
algumas aulas aparecimento de: √9 = ±3 ,
mas isto é errado.
O certo é: √9 = +3
Observação: não existe um número inteiro
não negativo que multiplicado por ele mesmo
resulte em um número negativo.
- A raiz cúbica (de ordem 3) de um número
inteiro a é a operação que resulta em outro
número inteiro que elevado ao cubo seja igual
ao número a. Aqui não restringimos os nossos
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 6
cálculos somente aos números não negativos.
Exemplos:
(𝐼)√8
3
= 2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 23 = 8
(𝐼𝐼)√−8
3
= −2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 (−2)3 = −8
Fique Atento!!!
Ao obedecer à regra dos sinais para o
produto de números inteiros, concluímos
que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe
raiz de número inteiro negativo.
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível
extrair a raiz de qualquer número inteiro.
Propriedades da Adição e da
Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c ∈ 𝑍
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b
+ c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a.
(b.c)
6) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação
relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação
relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação:
Para todo inteiro z diferente de zero, existe um
inverso
z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1
11) Fechamento: tanto a adição como a
multiplicação de um número natural por outro
número natural, continua como resultado um
número natural.
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 –
Conjuntos e Funções
Questões
01. (Fundação Casa – Analista
Administrativo – VUNESP) Para zelar pelos
jovens internados e orientá-los a respeito do
uso adequado dos materiais em geral e dos
recursos utilizados em atividades educativas,
bem como da preservação predial, realizou-se
uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e
“atitudes negativas”, no entendimento dos
elementos do grupo. Solicitou-se que cada um
classificasse suas atitudes como positiva ou
negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude
positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um
jovem classificou como positiva apenas 20 das
50 atitudes anotadas, o total de pontos
atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
02. (CGE/RO – Auditor de Controle
Interno – FUNRIO/2018) O jornal “O Globo”
noticiou assim, em 10/02/2018, em sua página
eletrônica, o desfile comemorativo do
centenário de fundação do tradicional bloco
carnavalesco “Cordão da Bola Preta”.
Se o tradicional bloco desfilou pela primeira
vez em 1918 e, de lá para cá, desfilou todos os
anos, apenas uma vez por ano, então o
centésimo desfile do Cordão da Bola Preta
realizou-se ou se realizará no ano de:
(A) 2016.
(B) 2017.
(C) 2018.
(D) 2019.
(E) 2020.
03. (BNDES - Técnico Administrativo –
CESGRANRIO) Multiplicando-se o maior
número inteiro menor do que 8 pelo menor
número inteiro maior do que - 8, o resultado
encontrado será
(A) - 72
(B) - 63
(C) - 56
(D) - 49
(E) – 42
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar –
Cachoeira Dourada – MPE-GO/2017) Para o
jantar comemorativo do aniversário de certa
empresa, a equipe do restaurante preparou 18
mesas com 6 lugares cada uma e, na hora do
jantar, 110 pessoas compareceram. E correto
afirmar que:
(A) se todos sentaram em mesas completas,
uma ficou vazia;
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 7
(B) se 17 mesas foram completamente
ocupadas, uma ficou com apenas 2 pessoas;
(C) se 17 mesas foram completamente
ocupadas, uma ficou com apenas 4 pessoas;
(D) todas as pessoaspuderam ser
acomodadas em menos de 17 mesas;
(E) duas pessoas não puderam sentar.
05. SAP/SP – Agente de Segurança
Penitenciária – MS CONCURSOS/2017)
Dentre as alternativas, qual faz a afirmação
verdadeira?
(A) A subtração de dois números inteiros
sempre resultará em um número inteiro.
(B) A subtração de dois números naturais
sempre resultará em um número natural.
(C) A divisão de dois números naturais
sempre resultará em um número natural.
(D) A divisão de dois números inteiros
sempre resultará em um número inteiro.
Comentários
01. Resposta: A.
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
02. Resposta: B.
Em 1918 ele desfilou uma vez, logo 100 – 1
= 99. Somando 1918 + 99 = 2017.
03. Resposta: D.
Maior inteiro menor que 8 é o 7
Menor inteiro maior que - 8 é o - 7.
Portanto: 7(- 7) = - 49
04. Resposta: E.
Se multiplicarmos o número de mesas por
lugares que cada uma tem, teremos: 18. 6 =
108 lugares.
108 lugares – 110 pessoas = -2, isto significa
que todas as mesas foram preenchidas e 2
pessoas não sentaram.
05. Resposta: A.
(a) A subtração de dois números inteiros
sempre resultará em um número inteiro. – V
(b) A subtração de dois números naturais
sempre resultará em um número natural. –
somente se o primeiro for maior que o segundo
- F
(c) A divisão de dois números naturais
sempre resultará em um número natural. –
somente se o dividendo for maior que o divisor
- F
(d) A divisão de dois números inteiros
sempre resultará em um número inteiro. –
somente se o dividendo for maior que o divisor
- F
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q
Um número racional é o que pode ser
escrito na forma
𝑚
𝑛
, onde m e n são números
inteiros, sendo que n deve ser diferente de
zero. Frequentemente usamos m/n para
significar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números
racionais podem ser obtidos através da razão
entre dois números inteiros, razão pela qual, o
conjunto de todos os números racionais é
reconhecido pela letra Q. Assim, é comum
encontrarmos na literatura a notação:
Q = {
n
m : m e n em Z, n ≠0}
N ᑕ Z ᑕ Q – O conjunto dos números
Naturais e Inteiros estão contidos no Conjunto
do Números Racionais.
Subconjuntos notáveis:
No conjunto Q destacamos os seguintes
subconjuntos:
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
Representação Decimal das Frações
Tomemos um número racional
𝒎
𝒏
, tal que m
não seja múltiplo de n. Para escrevê-lo na
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 8
forma decimal, basta efetuar a divisão do
numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O número decimal obtido possui, após a
vírgula, um número finito de algarismos
(decimais exatos):
3
5
= 0,6
2º) O número decimal obtido possui, após a
vírgula, infinitos algarismos (nem todos
nulos), repetindo-se periodicamente
(Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas):
1
33
= 0,3030 …
Existem frações muito simples que são
representadas por formas decimais infinitas,
com uma característica especial (existência de
um período):
Uma forma decimal infinita com período
de UM dígito pode ser associada a uma soma
com infinitos termos desse tipo:
0, 𝑎𝑎𝑎𝑎. . . = 𝑎.
1
(10)1
+ 𝑎.
1
(10)2
+ 𝑎.
1
(10)3
+ 𝑎.
1
(10)4
…
Aproveitando, vejamos um exemplo:
0,444. . . = 4.
1
(10)1
+ 4.
1
(10)2
+ 4.
1
(10)3
+ 4.
1
(10)4
…
Representação Fracionária dos Números
Decimais
Estando o número racional escrito na forma
decimal, e transformando-o na forma de
fração, vejamos os dois casos:
1º) Transformamos o número em uma
fração cujo numerador é o número decimal
sem a vírgula e o denominador é composto
pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quanto
forem as casas decimais após a virgula do
número dado:
0,7 =
7
10
0,007 =
7
1000
2º) Devemos achar a fração geratriz
(aquela que dá origem a dízima periódica) da
dízima dada; para tanto, vamos apresentar o
procedimento através de alguns exemplos:
a) Seja a dízima 0, 444...
Veja que o período que se repete é apenas
1(formado pelo 4), então vamos colocar um 9
no denominador e repetir no numerador o
período.
Assim, a geratriz de 0,444... é a fração
4
9
.
b) Seja a dízima 3, 1919...
O período que se repete é o 19, logo dois
noves no denominador (99). Observe também
que o 3 é a parte inteira, logo ele vem na frente,
formando uma fração mista:
3
19
99
→ 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜
→ (3.99 + 19) = 316, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
316
99
Assim, a geratriz de 3,1919... é a fração
316
99
.
Neste caso para transformarmos
uma dízima periódica simples em fração,
basta utilizarmos o dígito 9 no
denominador para cada dígito que tiver o
período da dízima.
c) Seja a dízima 0,2777...
Agora, para cada algarismo do anteperíodo
se coloca um algarismo zero, no denominador,
e para cada algarismo do período se mantém o
algarismo 9 no denominador.
No caso do numerador, faz-se a seguinte
conta:
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 9
(Parte inteira com anteperíodo e período)
- (parte inteira com anteperíodo)
d) Seja a dízima 1, 23434...
O número 234 é a junção do anteperíodo
com o período. Neste caso temos uma dízima
periódica composta, pois existe uma parte que
não se repete e outra que se repete. Neste caso
temos um anteperíodo (2) e o período (34). Ao
subtrairmos deste número o anteperíodo
(234-2), obtemos como numerador o 232. O
denominador é formado pelo dígito 9 – que
corresponde ao período, neste caso 99(dois
noves) – e pelo dígito 0 – que corresponde a
tantos dígitos que tiverem o anteperíodo, neste
caso 0(um zero).
1
232
990
→ 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜
− 𝑎:
(1.990 + 232) = 1222, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
1222
990
Simplificando por 2, obtemos 𝑥 =
611
495
, a
fração geratriz da dízima 1, 23434...
Módulo ou valor absoluto: é a distância do
ponto que representa esse número ao ponto de
abscissa zero.
Logo, o módulo de:
−
5
7
é
5
7
.
𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟: |−
5
7
| =
5
7
Números Opostos: dizemos que −
5
7
𝑒
5
7
são números racionais opostos ou simétricos e
cada um deles é o oposto do outro. As
distâncias dos pontos −
5
7
é
5
7
ao ponto zero da
reta são iguais.
Inverso de um Número Racional
(
a
b
)
−n
, a ≠ 0 = (
b
a
)
n
, b ≠ 0 → (
5
7
)
−2
= (
7
5
)
2
Representação geométrica dos Números
Racionais
Observa-se que entre dois inteiros
consecutivos existem infinitos números
racionais.
Operações com Números Racionais
Soma (Adição) de Números Racionais:
como todo número racional é uma fração ou
pode ser escrito na forma de uma fração,
definimos a adição entre os números racionais
a/b e, c/d, da mesma forma que a soma de
frações, através de:
𝑎
𝑏
+
𝑐
𝑑
=
𝑎𝑑 + 𝑏𝑐
𝑏𝑑
Subtração de Números Racionais: a
subtração de dois números racionais p e q é a
própria operação de adição do número p com
o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q), onde p =
𝑎
𝑏
e q =
𝑐
𝑑
.
𝑎
𝑏
−
𝑐
𝑑
=
𝑎𝑑 − 𝑏𝑐
𝑏𝑑
Multiplicação (Produto) de Números
Racionais: como todo número racional é uma
fração ou pode ser escrito na forma de uma
fração, definimos o produto de dois números
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 10
racionais a/b e, c/d, da mesma forma que o
produto de frações, através de:
𝑎
𝑏
.
𝑐
𝑑
=
𝑎𝑐
𝑏𝑑
O produto dos números racionais a/b e c/d
também pode ser indicado por a/b × c/d ou
a/b . c/d. Para realizar a multiplicação de
números racionais, devemos obedecer à
mesma regra de sinais que vale em toda a
Matemática.
Divisão (Quociente) de Números
Racionais:a divisão de dois números
racionais p e q é a própria operação de
multiplicação do número p pelo inverso de q,
isto é: p ÷ q = p × q-1 onde p =
𝑎
𝑏
, q =
𝑐
𝑑
e q-1=
𝑑
𝑐
;
𝑎
𝑏
:
𝑐
𝑑
=
𝑎
𝑏
.
𝑑
𝑐
Potenciação de Números Racionais: a
potência bn do número racional b é um produto
de n fatores iguais. O número b é denominado
a base e o número n é o expoente.
bn = b × b × b × b × ... × b, (b aparece n vezes)
Exemplos:
𝑎) (
3
7
)
2
=
3
7
.
3
7
=
9
49
𝑏) (−
3
7
)
3
= (−
3
7
) . (−
3
7
) . (−
3
7
) = −
27
343
Propriedades da Potenciação
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
(
3
7
)
0
= 1
2) Toda potência com expoente 1 é igual à
própria base.
(
3
7
)
1
=
3
7
3) Toda potência com expoente negativo de
um número racional, diferente de zero é igual
a outra potência que tem a base igual ao
inverso da base anterior e o expoente igual ao
oposto do expoente anterior.
(
3
7
)
−2
= (
7
3
)
2
=
49
9
4) Toda potência com expoente ímpar tem
o mesmo sinal da base.
(−
3
7
)
3
= (−
3
7
) . (−
3
7
) . (−
3
7
) = −
27
343
5) Toda potência com expoente par é um
número positivo.
(
3
7
)
2
=
3
7
.
3
7
=
9
49
6) Produto de potências de mesma base:
reduzir a uma só potência de mesma base,
conservamos as bases e somamos os
expoentes.
(
3
7
)
2
. (
3
7
)
3
= (
3
7
)
2+3
= (
3
7
)
5
7) Divisão de potências de mesma base:
reduzir a uma só potência de mesma base,
conservamos a base e subtraímos os
expoentes.
(
3
7
)
5
: (
3
7
)
3
= (
3
7
)
5−3
= (
3
7
)
2
8) Potência de Potência: reduzir a uma
potência (de mesma base) de um só expoente,
conservamos a base e multiplicamos os
expoentes.
[(
3
7
)
2
]
3
= (
3
7
)
2.3
= (
3
7
)
6
Radiciação de Números Racionais: se um
número representa um produto de dois ou
mais fatores iguais, então cada fator é chamado
raiz do número.
Exemplos:
1) √
𝟏
𝟐𝟓
, representa o produto
1
5
.
1
5
ou (
1
5
)
2
.
Logo,
1
5
é a raiz quadrada de
1
25
.
2) 0,216 representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6
ou (0,6)3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216.
Indica-se: √0,2163 = 0,6.
Um número racional, quando elevado ao
quadrado, dá o número zero ou um número
racional positivo.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 11
Fique Atento!!!
Os números racionais negativos não têm
raiz quadrada em Q.
Referências
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 –
Conjuntos e Funções
https://educacao.uol.com.br
http://mat.ufrgs.br
Questões
01. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS
CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua
mesada de R$120,00, guardou 1/6 na
poupança, do restante usou 2/5 para comprar
figurinhas e gastou o que sobrou numa
excursão da escola. Quanto gastou nessa
excursão?
(A) 32
(B) 40
(C) 52
(D) 60
(E) 68
02. (IPSM - Analista de Gestão Municipal
– Contabilidade – VUNESP/2018) Saí de casa
com determinada quantia no bolso. Gastei, na
farmácia, 2/5 da quantia que tinha. Em
seguida, encontrei um compadre que me
pagou uma dívida antiga que correspondia
exatamente à terça parte do que eu tinha no
bolso. Continuei meu caminho e gastei a
metade do que tinha em alimentos que doei
para uma casa de apoio a necessitados. Depois
disso, restavam-me 420 reais. O valor que o
compadre me pagou é, em reais, igual a
(A) 105.
(B) 210.
(C) 315.
(D) 420.
(E) 525.
03. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista
– Prime Concursos/2017) Qual a alternativa
que equivale a 9/40 em forma decimal
(A) 0,225
(B) 225
(C) 0,0225
(D) 0,22
04. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista
– Prime Concursos/2017) Ao simplificar a
fração 36/100, dividindo o numerador e o
denominador por 2, obtemos:
(A) 18/50
(B) 9/25
(C) 12/50
(D) 9/50
05. (Câmara de Dois Córregos/SP –
Oficial de Atendimento e Administração –
VUNESP/2018) Uma empresa comprou um
lote de envelopes e destinou 3/ 8 deles ao setor
A. Dos envelopes restantes, 4/ 5 foram
destinados ao setor B, e ainda restaram 75
envelopes. O número total de envelopes do lote
era
(A) 760.
(B) 720.
(C) 700.
(D) 640.
(E) 600.
Comentários
01. Resposta: D.
Ele recebeu 120 de mesada, deste guardou
1/6 na poupança, logo:
120
6
= 20
Então ele guardou na poupança 20 e sobrou
120 – 20 = 100.
Desses 100, gastou 2/5 com figurinhas:
100.
2
5
= 40
Ele gastou 40,00 com figurinhas e sobrou
100 – 40 = 60, que ele gastou com a excursão.
02. Resposta: B.
Quantia que eu tinha: x
Gastei na farmácia: 2/5 x, logo sobrou em
meu bolso 3/5x
Compadre pagou 1/3 do que eu tinha no
bolso:
3𝑥
5
.
1
3
=
3𝑥
15
Fiquei com a quantia total de:
3𝑥
5
+
3𝑥
15
=
9𝑥 + 3𝑥
15
=
12𝑥
15
Gastei metade deste valor em alimentos:
12𝑥
15
2
=
12𝑥
15
.
1
2
=
12𝑥
30
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 12
Logo o que sobrou(metade) corresponde a
420,00:
12𝑥
30
= 420 → 12𝑥 = 12600 → 𝑥 =
12600
12
→ 𝑥
= 1050
Como o compadre pagou 3x/15, basta
substituirmos o valor de x por 1050 e
acharmos o valor:
3.1050
15
= 210
03. Resposta: A.
Basta dividirmos 9/40 = 0,225.
04. Resposta: A.
Simplificando temos:
36/2 = 18
100/2 = 50
Logo temos 18/50
05. Resposta: E.
X = envelopes
𝐴 =
3
8
𝑥
𝐵 =
5
8
𝑥.
4
5
=
4
8
𝑥
Sobrou 75
Logo o número de envelopes total é
𝑥 =
3𝑥
8
+
4𝑥
8
+ 75 → 𝑥 =
3𝑥 + 4𝑥 + 600
8
→
8x = 7x + 600 → 8x – 7x = 600 → x = 600
O número total de envelopes é 600.
Regra de três simples é um processo prático
para resolver um problema que envolve
quatro valores dos quais conhecemos três
deles (ou temos condição de encontrar três
deles), estes valores podemos analisa-los como
sendo de grandezas diretamente
proporcionais (se um aumenta o outro
também aumenta, ou se um diminui o outro
também diminui) ou inversamente
proporcionais (quando um valor aumenta o
outro tende a diminuir).
Vejamos a tabela abaixo:
Grandezas Relação Descrição
Nº de
funcionário
x serviço
Direta
MAIS funcionários
contratados
demanda MAIS
serviço produzido
Nº de
funcionário
x tempo
Inversa
MAIS funcionários
contratados exigem
MENOS tempo de
trabalho
Nº de
funcionário
x eficiência
Inversa
MAIS eficiência
(dos funcionários)
exige MENOS
funcionários
contratados
Nº de
funcionário
x grau
dificuldade
Direta
Quanto MAIOR o
grau de dificuldade
de um serviço,
MAIS funcionários
deverão ser
contratados
Serviço x
tempo
Direta
MAIS serviço a ser
produzido exige
MAIS tempo para
realiza-lo
Serviço x
eficiência
Direta
Quanto MAIOR for
a eficiência dos
funcionários, MAIS
serviço será
produzido
Serviço x
grau de
dificuldade
Inversa
Quanto MAIOR for
o grau de
dificuldade de um
serviço, MENOS
serviços serão
produzidos
Tempo x
eficiência
Inversa
Quanto MAIOR for
a eficiência dos
funcionários,
MENOS tempo será
necessário para
realizar um
determinado
serviço
Tempo x
grau de
dificuldade
Direta
Quanto MAIOR for
o grau de
dificuldade de um
serviço, MAIS
tempo será
necessário para
realizar
determinado
serviço
Grandezas Proporcionais -
Regra de três simples;
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 13
Exemplos:
01. Um carro faz 180 km com 15L de álcool.
Quantos litros de álcool esse carro gastaria
para percorrer 210 km?
O problema envolve duas grandezas:
distância e litros de álcool.
Indiquemos por x o número de litros de
álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma
espécie em uma mesma coluna e as grandezas
de espécies diferentes que se correspondem
em uma mesma linha:
Distância (km) Litros de álcool
180 ---- 15
210 ---- x
Na coluna em que aparece a variável x
(“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:
Observe que, se aumentarmosa distância, o
consumo de álcool também aumenta, logo as
grandezas distância e litros de álcool são
diretamente proporcionais. No esquema que
estamos montando, indicamos esse fato
colocando uma flecha na coluna “distância” no
mesmo sentido da flecha da coluna “litros de
álcool”:
Armando a proporção pela orientação das
flechas, temos:
Observe que sempre a fração onde tem o
desconhecido (“x”) fica fixa, pois daí você pode
mudar a outra, quando for inversamente
proporcional.
15
𝑥
=
180
210
→ 𝑐𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠:
15
𝑥
=
180: 30
210: 30
=
6
7
15
𝑥
=
6
7
→ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠)
6𝑥 = 7.15
6𝑥 = 105
𝑥 =
105
6
= 𝟏𝟕, 𝟓
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
2) Viajando de automóvel, à velocidade de
50 km/h, eu gastaria 7 h para fazer certo
percurso. Aumentando a velocidade para 80
km/h, em quanto tempo farei esse percurso?
Indicando por x o número de horas e
colocando as grandezas de mesma espécie em
uma mesma coluna e as grandezas de espécies
diferentes que se correspondem em uma
mesma linha, temos:
Velocidade (km/h) Tempo (h)
50 ---- 7
80 ---- x
Na coluna em que aparece a variável x
(“tempo”), vamos colocar uma flecha:
Observe que, se aumentarmos a velocidade,
o tempo irá reduzir, logo as grandezas
velocidade e tempo são inversamente
proporcionais.
No nosso esquema, esse fato é indicado
colocando-se na coluna “velocidade” uma
flecha em sentido contrário ao da flecha da
coluna “tempo”:
Na montagem da proporção devemos seguir
o sentido das flechas. Assim, temos:
7
𝑥
=
80
50
, 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑙𝑎𝑑𝑜
7
𝑥
=
808
505
=
8
5
Multiplicando em cruz:
7.5 = 8. 𝑥
𝑥 =
35
8
→ 𝑥 = 4,375 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
Para não deixar 4,375 horas, devemos tirar
essa parte após a vírgula, para isso devemos
multiplicar 0,375 por 60, pois 1 hora possui 60
minutos.
0,375 x 60 minutos = 22,5 minutos, que
aproximadamente será 23 minutos, logo o
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 14
percurso todo será feito em 4 horas e 22
minutos aproximadamente.
3) Ao participar de um treino de fórmula
Indy, um competidor, imprimindo a velocidade
média de 180 km/h, faz o percurso em 20
segundos. Se a sua velocidade fosse de 300
km/h, que tempo teria gasto no percurso?
Vamos representar pela letra x o tempo
procurado.
Estamos relacionando dois valores da
grandeza velocidade (180 km/h e 300 km/h)
com dois valores da grandeza tempo (20 s e x
s).
Queremos determinar um desses valores,
conhecidos os outros três.
Se aumentarmos a velocidade inicial do
carro, o tempo gasto para fazer o percurso irá
diminuir, logo as grandezas são inversamente
proporcionais. Os números 180 e 300 são
inversamente proporcionais aos números 20 e
x.
Daí temos:
20
𝑥
=
300
180
𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑒𝑚 𝑐𝑟𝑢𝑧
180.20 = 300. 𝑥
300𝑥 = 3600
𝑥 =
3600
300
𝑥 = 12
Conclui-se, então, que se o competidor
tivesse andando em 300 km/h, teria gasto 12
segundos para realizar o percurso.
Questões
01. (MPE/GO – Secretário Auxiliar –
MPE2019) Três pintores necessitam de 15
dias para pintar a residência de Ricardo.
Entretanto Ricardo contratou mais dois
pintores e com isso o trabalho de pintura foi
realizado em:
(A) 9 dias
(B) 12 dias
(C) 10 dias
(D) 18 dias
(E) 25 dias
02. Pref. de Teresina/PI – Professor de
Matemática – NUCEPE/2019) Para ir de uma
cidade a outra, Eduardo leva 2 horas e 20
minutos, andando a uma velocidade de 90
km/h. Para Eduardo percorrer a mesma
distância, andando à velocidade de 120 km/h,
qual deverá ser o tempo gasto?
(A) 1 hora e 25 minutos.
(B) 1 hora e 45 minutos.
(C) 2 horas e 05 minutos
(D) 2 horas e 45 minutos.
(E) 3 horas e 06 minutos.
03. Pref. de Salvador/BA – Guarda Civil
Metropolitano – FGV/2019) Quando José
tinha 8 anos, seu irmão tinha a metade da idade
dele. Hoje, José tem 56 anos; a idade de seu
irmão é de
(A) 23 anos.
(B) 28 anos.
(C) 33 anos.
(D) 42 anos.
(E) 52 anos.
04. (Pref. de Itapevi – Agente de
Administração Pública – VUNESP/2019) O
futebol foi criado na Inglaterra, onde a jarda é
unidade tradicional de comprimento. Com o
passar dos anos, a FIFA, entidade
internacional, precisava estabelecer as
dimensões também em metros, unidade de
comprimento adotada pela maioria dos outros
países filiados. Ao fazer isso, a FIFA precisou
converter as dimensões de jardas para metros
a fim de facilitar as medições.
Por exemplo, a distância da barreira em
relação à bola, numa cobrança de falta, que era
igual a 10 jardas, foi convertida para 9,15
metros. Analogamente, é correto concluir que
as dimensões mínimas de um campo de futebol
para jogos internacionais foram convertidas
de 110 jardas de comprimento por 70 jardas
de largura para, aproximadamente,
(A) 105 metros por 65 metros.
(B) 100 metros por 64 metros.
(C) 100 metros por 60 metros.
(D) 95 metros por 65 metros.
(E) 95 metros por 60 metros.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 15
Comentários
01. Resposta: A
Vamos montar nossa tabela para realizar a
regra de três.
Pintores Dias
3 15
5 x
Vamos analisar as grandezas.
Repare que, se aumentar o número de
pintores o número de dias irá diminuir, logo
são inversamente proporcionais, e na “inversa
a gente inverte”, portanto fixaremos a
proporção que contém o “x” e inverteremos a
outra, ficando:
15
𝑥
=
5
3
5x = 15.3
5x = 45
x =
45
5
= 9, logo alternativa “A”
02. Resposta: B
Vamos montar a tabela para analisar as
grandezas:
Tempo Velocidade
2h20min 90
X 120
Repare que, se aumentar a velocidade o
tempo irá diminuir, logo serão inversamente
proporcionais, portanto iremos inverter a
proporção da grandeza velocidade.
Atenção para o tempo 2h 20 min = 120 min
+ 20 min = 140 min.
140
𝑥
=
120
90
120x = 140.90
120x = 12600
x =
12600
120
= 105min, mas transformando
para horas teremos 1h e 45min, logo
alternativa “B”
03. Resposta: E
Repare que quando José tinha 8 anos seu
irmão tinha a metade, logo o irmão tinha 4
anos, se hoje José tem 56 seu irmão possui 4 a
menos, portanto o irmão possui 52 anos.
Não precisa montar a regra de três pois vai
induzir o candidato ao erro, típica pegadinha.
1 IEZZI, Gelson Fundamentos da Matemática: Financeira e Estatística Descritiva.
Vol. 1. Atual, 2013.
04. Resposta: B
Devemos realizar duas regras de três
simples na conversão desses dados,
utilizaremos a informação sobre a distância da
barreira em relação à bola, pois temos em
metros e em jardas.
Assim,
Jardas metros
10 9,15
110 x
Repare que são grandezas diretamente
proporcionais, logo não inverte.
9,15
𝑥
=
10
110
10x = 9,15.110
10x = 1006,5
x =
1006,5
10
= 100,65
Agora para a outra medida do campo,
porém o processo é o mesmo.
Jardas metros
10 9,15
70 x
Repare que são grandezas diretamente
proporcionais, logo não inverte.
9,15
𝑥
=
10
70
10x = 9,15.70
10x = 640,5
x =
640,5
10
= 64,05
Analisando as alternativas, observe que
aproximadamente seria 100m e 64m que está
na alternativa “B”.
PORCENTAGEM
Razões de denominador 100 são
chamadas de razões centesimais ou taxas
percentuais ou simplesmente de porcentagem1.
Servem para representar de uma
Porcentagem e juro simples
– Resolvendo problemas;
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 16
maneira prática o "quanto" de um "todo" se
está referenciando.
Costumam ser indicadas pelo numerador
seguido do símbolo % (Lê-se: “por cento”).
𝒙% =
𝒙
𝟏𝟎𝟎
Exemplo:
Em uma classe com 30 alunos, 18 são
rapazes e 12 são moças. Qual é a taxa
percentual de rapazes na classe?Resolução: A razão entre o número de
rapazes e o total de alunos é
18
30
. Devemos
expressar essa razão na forma centesimal, isto
é, precisamos encontrar x tal que:
18
30
=
𝑥
100
⟹ 𝑥 = 60
E a taxa percentual de rapazes é 60%.
Poderíamos ter divido 18 por 30, obtendo:
18
30
= 0,60(. 100%) = 60%
Lucro e Prejuízo
É a diferença entre o preço de venda e o
preço de custo.
Caso a diferença seja positiva, temos o
lucro(L), caso seja negativa, temos
prejuízo(P).
Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de
Custo (C).
Podemos ainda escrever:
C + L = V ou L = V - C
P = C – V ou V = C - P
A forma percentual é:
Exemplo
Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$
100,00. Determinar:
a) a porcentagem de lucro em relação ao
preço de custo;
b) a porcentagem de lucro em relação ao
preço de venda.
Resolução
Preço de custo + lucro = preço de venda
75 + lucro =100
Lucro = R$ 25,00
𝑎)
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜
. 100% ≅
25
75
≅ 0,3333 …
≅ 33,33%
𝑏)
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎
. 100% =
25
100
= 25%
Aumento e Desconto Percentuais
A) Aumentar um valor V em p%, equivale a
multiplicá-lo por (𝟏 +
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V .
Logo:
VA = (𝟏 +
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V
Exemplo:
01. Aumentar um valor V de 20%, equivale
a multiplicá-lo por 1,20, pois:
(1 +
20
100
).V = (1+0,20).V = 1,20.V
B) Diminuir um valor V em p%, equivale a
multiplicá-lo por (𝟏 −
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V.
Logo:
V D = (𝟏 −
𝒑
𝟏𝟎𝟎
).V
Exemplo
Diminuir um valor V de 40%, equivale a
multiplicá-lo por 0,60, pois:
(1 −
40
100
). V = (1-0,40). V = 0, 60.V
A esse valor final de (𝟏 +
𝒑
𝟏𝟎𝟎
) ou (𝟏 −
𝒑
𝟏𝟎𝟎
), é
o que chamamos de fator de multiplicação,
muito útil para resolução de cálculos de
porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo
ou decréscimo no valor do produto.
Aumentos e Descontos Sucessivos
São valores que aumentam ou diminuem
sucessivamente. Para efetuar os respectivos
descontos ou aumentos, fazemos uso dos
fatores de multiplicação.
Exemplos
01. Dois aumentos sucessivos de 10%
equivalem a um único aumento de...?
Utilizando VA = (1 +
𝑝
100
).V → V. 1,1 , como
são dois de 10% temos → V. 1,1 . 1,1 → V. 1,21
http://www.infoescola.com/matematica/porcentagem/
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 17
Analisando o fator de multiplicação 1,21;
concluímos que esses dois aumentos
significam um único aumento de 21%.
OBSERVAÇÃO: esses dois aumentos de
10% equivalem a 21% e não a 20%.
02. Dois descontos sucessivos de 20%
equivalem a um único desconto de:
Utilizando VD = (1 −
𝑝
100
).V → V. 0,8 . 0,8 → V.
0,64.
Analisando o fator de multiplicação 0,64,
observamos que esse percentual não
representa o valor do desconto, mas sim o
valor pago com o desconto. Para sabermos o
valor que representa o desconto é só fazermos
o seguinte cálculo:
100% - 64% = 36%
Observe que: esses dois descontos de 20%
equivalem a 36% e não a 40%.
Questões
01. (UTFPR – Engenheiro Civil –
UTFPR/2019) Numa região de preservação
ambiental, há 80 animais, entre leões e leoas.
Desse total 15% são leões. Um desastre
ambiental matou algumas leoas. Após esse
fato, verificou-se que os leões agora
representam 20% do total de animais, entre
leões e leoas. Assinale a alternativa que
apresenta o número de leoas que foram mortas
no desastre.
(A) 12.
(B) 18.
(C) 20.
(D) 24.
(E) 28.
02. (UFES – Assistente Administrativo –
UFES/2019) Sobre o preço de um certo
produto, foram ofertados dois descontos
sucessivos de 4% e 5%, os quais
correspondem a um desconto único de
(A) 8,2%
(B) 8,8%
(C) 9%
(D) 9,12%
(E) 20%
03. (PGE/PE – Analista de Procuradoria –
CESPE/2019) No item seguinte apresenta
uma situação hipotética, seguida de uma
assertiva a ser julgada, a respeito de
proporcionalidade, porcentagens e descontos.
O casal Rafael e Joana investe R$ 2.000
todos os meses. Joana investe 50% a mais que
Rafael e o valor investido por cada um
corresponde a 25% dos seus respectivos
salários líquidos. Nessa situação, o salário
líquido de Rafael é de R$ 3.200.
( ) Certo ( ) Errado
04. Marcos comprou um produto e pagou
R$ 108,00, já inclusos 20% de juros. Se tivesse
comprado o produto, com 25% de desconto,
então, Marcos pagaria o valor de:
(A) R$ 67,50
(B) R$ 90,00
(C) R$ 75,00
(D) R$ 72,50
05. (Câm. De São José dos Campos/SP –
Técnico Legislativo – VUNESP) O
departamento de Contabilidade de uma
empresa tem 20 funcionários, sendo que 15%
deles são estagiários. O departamento de
Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo
20% estagiários. Em relação ao total de
funcionários desses dois departamentos, a
fração de estagiários é igual a
(A) 1/5.
(B) 1/6.
(C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.
06. Quando calculamos 15% de 1.130,
obtemos, como resultado
(A) 150
(B) 159,50;
(C) 165,60;
(D) 169,50.
Comentários
01. Resposta: C
Primeiro passo é encontrar o número de
leões, consequentemente encontraremos
também o número de leoas antes do desastre,
depois precisamos calcular o novo número de
animais, mas o número de leões não foi
alterado, o que foi alterado foi sua
porcentagem, vamos lá!
15% de 80 = 0,15x80 = 12, portanto temos
12 leões e 80 – 12 = 68 leoas.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 18
Após o desastre os 12 leões representam
20%, assim
12 -----20%
x ------ 100%
12x = 1200
x = 1200/20 = 60
Desta forma após o desastre sobraram 60
animais, consequentemente 60 – 12 = 48 leoas.
Para encontrar o número de leoas que
morreram devemos subtrair 68 – 48 = 20.
02. Resposta: B
Como foram oferecidos dois descontos
sucessivos iremos utilizar (1 – d1%)x(1 – d2%).
(1 – 0,04)x(1 – 0,05) = 0,96x0,95 0,912 =
91,2%. Logo, o desconto foi de 100% - 91,2% =
8,8%.
03. Resposta: Certo
O primeiro passo é descobrir quanto que
cada um investe, mas vamos lá!
Se Rafael investe “x”, então Joana investe
“1,5x”, pois ela investe 50% a mais que Rafael,
mas os dois juntos investem 2000, logo,
x + 1,5x = 2000
2,5x = 2000
x = 2000/2,5
x = 800
Rafael: 800.
Joana: 1200.
Como ele quer saber o valor do salário
líquido de Rafael, devemos fazer uma regra de
três.
800 -----25%
x ----- 100%
25x = 800x100
25x = 80000
x = 80000/25
x = 3200.
Assim, o salário líquido de Rafael é de R$
3200,00.
04. Resposta: A
Como o produto já está acrescido de 20%
juros sobre o seu preço original, temos que:
100% + 20% = 120%
Precisamos encontrar o preço original
(100%) da mercadoria para podermos
aplicarmos o desconto. Utilizaremos uma
regra de 3 simples para encontrarmos:
R$ %
108 ---- 120
X ----- 100
120x = 108.100 → 120x = 10800 → x =
10800/120 → x = 90,00.
O produto sem os juros, preço original, vale
R$ 90,00 e representa 100%. Logo se receber
um desconto de 25%, significa ele pagará 75%
(100 – 25 = 75%) → 90. 0,75 = 67,50
Então Marcos pagou R$ 67,50.
05. Resposta: B
Vamos calcular a porcentagem dos
estagiários em cada um dos departamentos.
* Dep. Contabilidade:
15
100
. 20 =
30
10
= 3 → 3
(estagiários)
* Dep. R.H.:
20
100
. 10 =
200
100
= 2 → 2
(estagiários)
Agora vamos encontrar a fração que
corresponde o número de estagiários em
relação ao total de funcionários.
∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠
=
5
30
=
1
6
06. Resposta: D
Basta encontrarmos 15% de 1130
Que será encontrado realizando, 1130 x
0,15 ou 1130 x 15/100 → 169,50.
JUROS
A Matemática Financeira é um ramo da
Matemática Aplicada que estuda as operações
financeiras de uma forma geral, analisando
seus diferentes fluxos de caixa ao longo do
tempo, muito utilizada hoje para programar a
vida financeira não só de empresas, mas
também dos indivíduos.
Existe também o que chamamos de Regime
de Capitalização, que é a maneira pelo qual
será pago o juro por um capitalaplicado ou
tomado emprestado.
Elementos Básicos
Valor Presente ou Capital Inicial ou
Principal (PV, P ou C): termo proveniente do
inglês “Present Value”, sendo caracterizado
como a quantidade inicial de moeda que uma
pessoa tem em disponibilidade e concorda em
ceder a outra pessoa, por um determinado
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 19
período, mediante o pagamento de
determinada remuneração.
Taxa de Juros (i): termo proveniente do
inglês “Interest Rate” (taxa de juros) e
relacionado à sua maneira de incidência.
Salientamos que a taxa pode ser mensal, anual,
semestral, bimestral, diária, entre outras.
Juros (J): é o que pagamos pelo aluguel de
determinada quantia por um dado período, ou
seja, é a nomenclatura dada à remuneração
paga para que um indivíduo ceda
temporariamente o capital que dispõe.
Montante ou Valor Futuro (FV ou M):
termo proveniente do inglês “Future Value”,
sendo caracterizado em termos matemáticos
como a soma do capital inicial somado com os
juros capitalizados durante o período. Em
outras palavras, é a quantidade de moeda (ou
dinheiro) que poderá ser usufruída no futuro.
Em símbolos, escrevemos FV = PV + J, ou
também M = J + C.
Tempo ou período de capitalização (n ou
t): nada mais é do que a duração da operação
financeira, ou seja, o horizonte da operação
financeira em questão. O prazo pode ser
descrito em dias, meses, anos, semestres, entre
outros.
JUROS SIMPLES
Em regime linear de juros (ou juros
simples2), o juro é determinado tomando
como base de cálculo o capital da operação e o
total do juro é devido ao credor (aquele que
empresta) no final da operação. As operações
aqui são de curtíssimo prazo, exemplo:
desconto simples de duplicata, “Hot Money”
entre outras.
No sistema de capitalização chamado juros
simples o juro de cada intervalo de tempo
sempre é calculado sobre o capital inicial
emprestado ou aplicado.
Chamamos de simples os juros que são
somados ao capital inicial no final da aplicação.
2 SAMANEZ, Carlos P. Matemática Financeira: aplicações à análise de
investimentos. 4 Edição. São Paulo. Pearson Prentice Hall, 2006.
Devemos sempre relacionar taxa e tempo
numa mesma unidade:
Taxa anual Tempo em anos
Taxa mensal Tempo em meses
Taxa diária Tempo em dias
E assim sucessivamente
Podemos definir o Juros simples como:
J = C . i . t
Onde:
J = Juros
C = Capital
i = taxa
t = tempo
1) O capital cresce linearmente com o
tempo;
2) O capital cresce a uma progressão
aritmética de razão: J = C.i;
3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos
na mesma unidade;
4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa
na forma decimal;
5) Chamamos de montante (M) ou FV
(valor futuro) a soma do capital com os juros,
ou seja:
M = C + J → M = C. (1+i.t)
Exemplo
Qual o valor dos juros correspondentes a
um empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo de
15 meses, sabendo-se que a taxa cobrada é de
3% a m.?
Dados:
C = 10.000,00
n = 15 meses
i = 3% a.m = 0,03
J = ?
Solução:
J = C.i.t
J = 10.000 x 0,03 x 15
J = 4.500,00
Para não esquecer!!!
Só podemos efetuar operações algébricas
com valores referenciados na mesma unidade,
ou seja, se apresentarmos a taxa de juros
como a anual, o prazo em questão também
deve ser referenciado em anos, ou seja, as
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 20
unidades de tempo referentes à taxa de juros
(i) e do período (t), tem de ser
necessariamente iguais. Este é um detalhe
importantíssimo, que não pode ser esquecido!
Questões
01. (Pref. de Macedôncia/SP – Fiscal
Municipal de Tributos – PROAM/2019)
Analise a aplicação exposta na tabela a seguir:
Com base na tabela, assinale a alternativa
que representa corretamente a taxa de juros
anual de tal aplicação:
(A) 2,3%
(B) 2,6%
(C) 14,2%
(D) 27,6%
02. (Pref. de Timon/MA – Engenheiro
Civil – NUCEPE/2019) Maria deseja reformar
sua casa antes de seu aniversário, mas para
isso, necessita recorrer a um empréstimo
bancário. Considerando que Maria recebe um
empréstimo no valor de R$ 8.000,00 a uma
taxa de juros simples de 2,7% ao mês
(considerando o mês com trinta dias), qual o
valor dos juros a serem pagos se a duração do
empréstimo for de mil dias?
(A) R$ 6.400,00
(B) R$ 7.200,00
(C) R$ 15.200,00
(D) R$ 17.200,00
(E) R$ 25.200,00
03. (IF/PB – Professor – IDECAN/2019)
Um comerciante aplicou em um fundo de
investimento que opera no regime de juros
simples a quantia de R$ X. Oito meses depois o
investidor verificou que o montante era um
quinto maior. Calcule a taxa de juros desse
fundo de investimento.
(A) 2,5%
(B) 3,33%
(C) 6,25%
(D) 12,5%
(E) 20%
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar –
MPE/GO 2019) Paulo precisava trocar de
carro e para isso pegou emprestado com seu
amigo, no mês de abril, R$3500,00 para ser
pago somente em agosto a juros de 5% ao mês.
No mês de agosto Paulo deverá pagar ao amigo
um montante de:
(A) R$700,00
(B) R$4200,00
(C) R$3900,00
(D) R$4000,00
(E) R$3800,00
05. (UNESP – Agente de Desenvolvimento
Infantil – UNESP/2019) Um investimento
inicial de R$ 6.000,00 teve um saldo final de R$
11.760,00 em um ano. A taxa de rendimento
mensal desse investimento foi:
(A) 4% a. m.
(B) 6% a. m.
(C) 8% a. a.
(D) 8% a. m.
(E) 9 % a. a.
Comentários
01. Resposta: D
Vamos anotar as informações dadas no
enunciado:
C = 10200,00
J = 1407,60
t = 6 meses, vou utilizar t = 0,5, pois ele quer
taxa anual, então vamos utilizar taxa anual já.
i = ?
Utilizando a fórmula de juros simples.
J = C.i.t
1407,60 = 10200.0,5.i
1407,60 = 5100.i
i =
1407,60
5100
= 0,276
O que nos remete a 27,6% que está presente
na alternativa “D”.
02. Resposta: B
Vamos elencar as informações dadas:
C = 8000
i = 2,7% am = 0,027
t = 1000 dias = 1000/30 meses
J = C.i.t
J = 8000x 0,027 x
1000
30
=
216000
30
= 7200
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 21
03. Resposta: A
Montante: M = J + C, se o montante
aumentou 1/5 podemos afirmar que de juros
rendeu esses 1/5 sobre o capital, logo J =
1
5
𝐶.
Sendo assim na Fórmula ficará:
J = C.i.t
1
5
𝐶 = 𝐶. 𝑖. 8
1.𝐶
5.C.8
= 𝑖
1
40
= 𝑖
i 0,025 = 2,5%
04. Resposta: B
Capital = 3500
Taxa = 5% ao mês= 0,05
Tempo = 4 meses
J = C.i.t
J = 3500x0,05x4 = 700
Montante = 3500 + 700 = 4200
05. Resposta: D
C = 6000
M = 11760
t = 1 ano = 12 meses
i = ?
Primeiramente vamos descobrir os juros
nesse período: J = M – C = 11760 – 6000 = 5760
J = C.i.t
5760 = 6000.i.12
5760 = 72000i
i =
5760
72000
= 0,08 = 8%
O primeiro dinheiro do Brasil foi a moeda-
mercadoria. Durante muito tempo, o comércio
foi feito por meio da troca de mercadorias,
mesmo após a introdução da moeda de metal.
As primeiras moedas metálicas (de ouro,
prata e cobre) chegaram com o início da
colonização portuguesa. A unidade monetária
de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante
todo o período colonial. Assim, tudo se contava
em réis (plural popular de real) com moedas
fabricadas em Portugal e no Brasil. O Real (R)
vigorou até 07 de outubro de 1833.
No século XX, o Brasil adotou nove sistemas
monetários ou nove moedas diferentes (mil-
réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro, cruzado,
cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real).
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho
de 1993, transformou o cruzeiro – Cr$ em
cruzeiro real – CR$, na base de CR$ 1,00 por
Cr$ 1.000,00.
Em 30 de junho de 1994, Fernando
Henrique Cardoso, ministro da Fazenda,
anunciou o Plano Real: o cruzeiro real – CR$ se
transformou em real – R$, na base de R$ 1,00
por CR$ 2.750,00.
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de
dezembro de 1964, delegou ao Banco Central
do Brasil (BCB) competência para emitir
papel-moeda e moeda metálica, competência
exclusiva consagrada pelo artigo 164 da
Constituição Federal de 1988.
Antes da criação do BCB, a
Superintendência da Moeda e do Crédito
(SUMOC), oBanco do Brasil e o Tesouro
Nacional desempenhavam o papel de
autoridade monetária.
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do
BCB, tinha por finalidade exercer o controle
monetário. A SUMOC fixava os percentuais de
reservas obrigatórias dos bancos comerciais,
as taxas do redesconto e da assistência
financeira de liquidez, bem como os juros.
Além disso, supervisionava a atuação dos
bancos comerciais, orientava a política cambial
e representava o país junto a organismos
internacionais.
O Banco do Brasil executava as funções de
banco do governo, e o Tesouro Nacional era o
órgão emissor de papel-moeda.
UNIDADES DO SITEMA MONETÁRIO BRASILEIRO
Unidade
monetária
Período de
vigência
Símbol
o
Correspondênci
a
Real
(plural =
Réis)
Período
colonial até
7/10/1833
R
R 1$2000 = 1/8
ouro de 22k
Mil Réis
8/10/1833
a
31/10/194
2
R$
Rs 2$500 = 1/8
de ouro de 22k
Cruzeiro
1/11/1942
a
30/11/196
4
Cr$
Cr$ 1,00 = Rs
1$000
Cruzeiro
(eliminado
s os
centavos)
1/12/1964
a
12/2/1967
Cr$ Cr$ 1 = Cr$ 1,00
Sistema Monetário
Brasileiro;
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 22
Cruzeiro
Novo
(volta dos
centavos)
13/02/196
7 a
14/05/197
0
NCr$
NCr$ 1,00 = Cr$
1.000
Cruzeiro
15/05/197
0 a
14/08/198
4
Cr$
Cr$ 1,00 = NCr$
1,00
Cruzeiro
(eliminado
s os
centavos)
15/8/1984
a
27/2/1986
Cr$ Cr$ 1 = Cr$ 1,00
Cruzado
(volta dos
centavos)
28/2/1986
a
15/1/1989
Cz$
Cz$ 1,00 = Cr$
1.000,00
Cruzado
Novo
16/1/1989
a
15/3/1990
NCz$
NCz$ = Cz$
1.000,00
Cruzeiro
16/03/199
0 a
31/7/1993
Cr$
Cr$ 1,00 = NCz$
1,00
Cruzeiro
Real
1/8/1993 a
30/06/199
4
CR$
CR$ 1,00 = Cr$
1.000,00
Real
(plural =
Reais)
A partir de
1/7/1994
R$
R$ 1,00 = CR$
2.750,00
Fonte: Banco Central. Boletim Mensal, Dez/1995
Elaboração: DIEESE
Até outubro de 1942 –
Mil Réis ($000)
1942 – Cruzeiro (Cr$)
1965 – Cruzeiro Novo
(NCr$)
1970 – Cruzeiro (Cr$)
1986 – Cruzado (Cz$)
1989 – Cruzado Novo
(NCz$)
1990 – Cruzeiro (Cr$)
1993 – Cruzeiro Real
(CR$)
1994 – Real (R$) – criado
em 1994, o real foi primeiro
URV (Unidade Real de
Valor), um indexador
determinado diariamente
pelo governo. Na época de
seu lançamento, cada real
equivalia a 1 URV, ou
2.750,00 cruzeiros reais.
Como surgiram as moedas
Por muito tempo, os objetos de metal foram
mercadorias muito apreciadas. Como sua
produção exigia, além do domínio das técnicas
de fundição, o conhecimento dos locais onde o
metal poderia ser encontrado, essa tarefa,
naturalmente, não estava ao alcance de todas
as pessoas.
A valorização, cada vez maior, destes
instrumentos levou à sua utilização como
moeda, e ao aparecimento de réplicas de
objetos metálicos, em pequenas dimensões,
que circulavam como dinheiro.
Surgem, então, no século VII a.C., as
primeiras moedas com características das
atuais: são pequenas peças de metal, com peso
e valor definidos e com a impressão do cunho
oficial, isto é, a marca de quem as emitiu, e lhes
garante seu valor.
Moedas de prata foram cunhadas na Grécia.
A princípio, essas peças eram fabricadas por
processos manuais muito rudimentares e não
eram exatamente iguais, como as de hoje, que
são peças absolutamente iguais umas às
outras.
Moedas utilizadas no Brasil (Real)
As moedas utilizadas oficialmente no Brasil,
e que compõem o Sistema Monetário
Brasileiro são:
É interessante notar que a moeda de 1
centavo (R$ 0,01) foi desativada em 2004.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 23
Cédulas utilizadas no Brasil (Real)
1ª Família do Real
Atualmente não circula mais a cédula de
R$ 1,00, dando lugar a de R$ 2,00.
As notas da Primeira Família continuam
valendo e podem ser usadas normalmente.
Aos poucos, serão substituídas por suas
versões mais recentes: a Segunda Família do
Real.
2ª Família do Real
Por que mudar as notas?
O Real está consolidado como uma moeda
forte, utilizada cada vez mais nas transações
cotidianas e como reserva de valor. Com o
avanço das tecnologias digitais nos últimos
anos, é necessário dotar as nossas cédulas de
recursos gráficos e elementos antifalsificação
mais modernos, capazes de continuar
garantindo a segurança do dinheiro brasileiro
no futuro.
Glossário
Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade
monetária do país responsável pela execução
da política financeira do governo. Cuida ainda
da emissão de moedas, fiscaliza e controla a
atividade de todos os bancos no país.
Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID) - Órgão
internacional que visa ajudar países
subdesenvolvidos e em desenvolvimento na
América Latina. A organização foi criada em
1959 e está sediada em Washington, nos
Estados Unidos.
Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco
Internacional de Reconstrução e
Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. Órgão
internacional ligado a Organização das Nações
Unidas (ONU), a instituição foi criada para
ajudar países subdesenvolvidos e em
desenvolvimento.
Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) - Empresa
pública federal vinculada ao Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior que tem como objetivo financiar
empreendimentos para o desenvolvimento do
Brasil.
Casa da Moeda do Brasil (CMB) - é uma
empresa pública vinculada ao Ministério da
Fazenda. Fundada em 8 de março de 1694,
acumula mais de 300 anos de existência. Foi
criada no Brasil Colônia pelos governantes
portugueses para fabricar moedas com o ouro
proveniente das minerações. Na época, a
extração de ouro era muito expressiva no
Brasil e o crescimento do comércio começava a
causar um caos monetário devido à falta de um
suprimento local de moedas. A Casa da Moeda
possui, atualmente, três fábricas: de cédulas,
moedas e gráfica geral.
Questões
01. (UFSCAR – Assistente em
Administração – UFSCAR/2017) Em uma
churrascaria, crianças de até 6 anos não pagam
pela refeição e crianças de 7 a 12 anos pagam
metade do valor fixo pago por adultos. Um
grupo de 6 casais de amigos vai à churrascaria
levando consigo 5 crianças menores de 6 anos
e 4 garotos com idades de 9 a 12 anos. A conta
final do rodízio, na parte referente às refeições,
ficou em 350 reais. Quanto cada adulto pagou
pela sua refeição?
(A) R$ 27,00
(B) R$ 30,00
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 24
(C) R$ 25,00
(D) R$ 24,00
(E) R$ 35,00
02. (POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – Auxiliar
de Necropsia e Auxiliar de Perícia –
IBFC/2017) No dia anterior ao pagamento do
seu salário, a conta corrente de Teodoro
apresentava o saldo negativo de R$ 2.800,00.
Com o salário creditado em sua conta, o saldo
passou a ser positivo e ficou em R$ 450,00.
Assinale a alternativa que indica o salário que
Teodoro recebeu.
(A) R$ 3.250,00
(B) R$ 3.350,00
(C) R$ 2.350,00
(D) R$ 2.950,00
(E) R$ 1.900,00
03. (Pref. Salvador/BA – Aux.
Desenvolvimento Infantil – FGV/2017) Júlia
foi ao mercado, comprou 3 caixas de leite, a R$
3,20 cada uma, e 2kg de feijão, a R$ 4,60 o
quilo.
Ela pagou a compra com uma nota de R$
20,00 e recebeu de troco a quantia de
(A) R$ 0,80.
(B) R$ 1,20.
(C) R$ 1,40.
(D) R$ 1,60.
(E) R$ 2,00.
04. (TJ/RS – Técnica Judiciário –
FAURGS/2017) Uma locadora de automóveis
oferece dois planos de aluguel de carros a seus
clientes:
Plano A: diária a R$ 120,00, com
quilometragem livre.
Plano B: diária a R$ 90,00, mais R$ 0,40 por
quilômetro rodado.
Alugando um automóvel, nesta locadora,
quantos quilômetros precisam ser rodados
para que o valor do aluguel pelo Plano A seja
igual ao valor do aluguel pelo Plano B?
(A) 30.
(B) 36.
(C) 48.
(D) 75.
(E) 84.
05. (Pref. Itanhaém/SP – Recepcionista –
VUNESP/2017) Um artista está participando
de uma competição de perguntas e respostas
num programa de TV. A cada resposta correta,
ele ganha R$ 100,00, e a cada resposta errada,
ele perde R$ 40,00. Sabendo-seque ele acertou
6 e errou 14 respostas do total de perguntas,
ele saiu dessa competição com exatos
(A) R$ 25,00.
(B) R$ 30,00.
(C) R$ 35,00.
(D) R$ 40,00.
(E) R$ 45,00.
Comentários
01. Resposta: C.
X é o valor fixo
Temos 6 casais ⇾ 6.2 = 12 adultos que
pagam x
E 4 garotos que pagam x/2 = 4.x/2
Montando a equação temos:
12x + 4. x/2 = 350 ⇾ 12x + 2x = 350 ⇾ 14x
= 350 ⇾ x = 350/14 ⇾ x = 25
Logo o valor pago por cada adulto é de R$
25,00.
02. Resposta: A.
Como estava negativo em 2800 e ficou
positivo em 450. Significa que ele recebeu o
Saldo negativo + o saldo positivo = 2800 + 450
= 3250.
03. Resposta: B.
3 x 3,20 = 9,60
2 x 4,60 = 9,20
Total da compra: 9,60 + 9,20 = 18,80 . Pagou
com 20,00 – 18,80 = 1,20
04. Resposta: D.
120 = 90 + x. 0,40 ⇾ 0,40 x = 120 – 90 ⇾
0,40x = 30 ⇾ x = 30/0,40 ⇾ x = 75 km
05. Resposta: D.
6 certos = 6.100 = 600
14 erros = 14.40 = 560
600 – 560 = R$ 40,00
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 25
Sistema de Medidas Decimais
Um sistema de medidas é um conjunto de
unidades de medida que mantém algumas
relações entre si. O sistema métrico decimal é
hoje o mais conhecido e usado no mundo todo.
Na tabela seguinte, listamos as unidades de
medida de comprimento do sistema métrico. A
unidade fundamental é o metro, porque dele
derivam as demais.
Há, de fato, unidades quase sem uso prático,
mas elas têm uma função. Servem para que o
sistema tenha um padrão: cada unidade vale
sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.
E há mais um detalhe: embora o decímetro
não seja útil na prática, o decímetro cúbico é
muito usado com o nome popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico
correspondem às unidades de comprimento da
tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2),
hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais
usadas, na prática, são o quilômetro quadrado,
o metro quadrado e o hectômetro quadrado,
este muito importante nas atividades rurais
com o nome de hectare (há): 1 hm2 = 1 há.
No caso das unidades de área, o padrão
muda: uma unidade é 100 vezes a menor
seguinte e não 10 vezes, como nos
comprimentos. Entretanto, consideramos que
o sistema continua decimal, porque 100 = 102.
Existem outras unidades de medida mas
que não pertencem ao sistema métrico
decimal. Vejamos as relações entre algumas
essas unidades e as do sistema métrico
decimal (valores aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros
A nomenclatura é a mesma das unidades de
comprimento acrescidas de quadrado.
Agora, vejamos as unidades de volume. De
novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km3),
hectômetro cúbico (hm3), etc. Na prática, são
muitos usados o metro cúbico(m3) e o
centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo
padrão: cada unidade vale 1000 vezes a
unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o
sistema continua sendo decimal.
A noção de capacidade relaciona-se com a
de volume. Se o volume da água que enche um
tanque é de 7.000 litros, dizemos que essa é a
capacidade do tanque. A unidade fundamental
para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale
a 1 dm3.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade
menor seguinte.
O sistema métrico decimal inclui ainda
unidades de medidas de massa. A unidade
fundamental é o grama(g).
Unidades de Massa e suas
Transformações
Dessas unidades, só têm uso prático o
quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-
dia, usa-se ainda a tonelada (t).
Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g
Sistema Decimal de
Medidas: comprimento,
superfície, volume, massa,
capacidade e tempo
(transformação de unidades e
problemas);
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 26
Relações entre unidades:
Temos que:
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Questões
01. O suco existente em uma jarra preenchia
3
4
da sua capacidade total. Após o consumo de
495 mL, a quantidade de suco restante na jarra
passou a preencher
1
5
da sua capacidade total.
Em seguida, foi adicionada certa quantidade de
suco na jarra, que ficou completamente cheia.
Nessas condições, é correto afirmar que a
quantidade de suco adicionada foi igual, em
mililitros, a
(A) 580.
(B) 720.
(C) 900.
(D) 660.
(E) 840.
02. Em uma casa há um filtro de barro que
contém, no início da manhã, 4 litros de água.
Desse filtro foram retirados 800 mL para o
preparo da comida e meio litro para consumo
próprio. No início da tarde, foram colocados
700 mL de água dentro desse filtro e, até o final
do dia, mais 1,2 litros foram utilizados para
consumo próprio. Em relação à quantidade de
água que havia no filtro no início da manhã,
pode-se concluir que a água que restou dentro
dele, no final do dia, corresponde a uma
porcentagem de
(A) 60%.
(B) 55%.
(C) 50%.
(D) 45%.
(E) 40%.
03. Admita que cada pessoa use,
semanalmente, 4 bolsas plásticas para
embrulhar suas compras, e que cada bolsa é
composta de 3 g de plástico. Em um país com
200 milhões de pessoas, quanto plástico será
utilizado pela população em um ano, para
embrulhar suas compras? Dado: admita que o
ano é formado por 52 semanas. Indique o valor
mais próximo do obtido.
(A) 108 toneladas
(B) 107 toneladas
(C) 106 toneladas
(D) 105 toneladas
(E) 104 toneladas
Respostas
01. Resposta: B.
Vamos chamar de x a capacidade total da
jarra. Assim:
3
4
. 𝑥 − 495 =
1
5
. 𝑥
3
4
. 𝑥 −
1
5
. 𝑥 = 495
5.3.𝑥 − 4.𝑥=20.495
20
15x – 4x = 9900
11x = 9900
x = 9900 / 11
x = 900 mL (capacidade total)
Como havia 1/5 do total (1/5 . 900 = 180
mL), a quantidade adicionada foi de 900 – 180
= 720 mL
02. Resposta: B.
4 litros = 4000 ml; 1,2 litros = 1200 ml;
meio litro = 500 ml
4000 – 800 – 500 + 700 – 1200 = 2200 ml
(final do dia)
Utilizaremos uma regra de três simples:
ml %
4000 ------- 100
2200 ------- x
4000.x = 2200 . 100 x = 220000 / 4000
= 55%
03. Resposta: D.
4 . 3 . 200000000 . 52 = 1,248 . 1011 g = 1,248
. 105 t
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 27
MEDIDAS DE TEMPO
Não Decimais
Medidas de Tempo (Hora) e suas
Transformações
Desse grupo, o sistema hora – minuto –
segundo, que mede intervalos de tempo, é o
mais conhecido. A unidade utilizada como
padrão no Sistema Internacional (SI) é o
segundo.
1h → 60 minutos → 3 600 segundos
Para passar de uma unidade para a menor
seguinte, multiplica-se por 60.
Exemplo:
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos,
quantos minutos indica 0,3 horas?
Efetuando temos: 0,3 . 60 = 1. x → x = 18
minutos. Concluímos que 0,3horas = 18
minutos.
- Adição e Subtração de Medida de tempo
Ao adicionarmos ou subtrairmos medidas
de tempo, precisamos estar atentos as
unidades. Vejamos os exemplos:
A) 1 h 50 min + 30 min
Observe que ao somar 50 + 30, obtemos 80
minutos, como sabemos que 1 hora tem 60
minutos, temos, então acrescentamos a hora
+1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos, é o que
resta nos minutos:
Logo o valor encontrado é de 2 h 20 min.
B) 2 h 20 min – 1 h 30 min
Observe que não podemos subtrair 20 min
de 30 min, então devemos passar uma hora
(+1) dos 2 para a coluna minutos.
Então teremos novos valores para fazermos
nossa subtração, 20 + 60 = 80:
Logo o valor encontrado é de 50 min.
Questões
01. Joana levou 3 horas e 53 minutos para
resolver uma prova de concurso, já Ana levou
2 horas e 25 minutos para resolver a mesma
prova. Comparando o tempo das duas
candidatas, qual foi a diferença encontrada?
(A) 67 minutos.
(B) 75 minutos.
(C) 88 minutos.
(D) 91 minutos.
(E) 94 minutos.
02. A tabela a seguir mostra o tempo,
aproximado, que um professor leva para
elaborar cada questão de matemática.
Questão (dificuldade)Tempo (minutos)
Fácil 8
Média 10
Difícil 15
Muito difícil 20
O gráfico a seguir mostra o número de
questões de matemática que ele elaborou.
O tempo, aproximado, gasto na elaboração
dessas questões foi
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 28
(A) 4h e 48min.
(B) 5h e 12min.
(C) 5h e 28min.
(D) 5h e 42min.
(E) 6h e 08min.
03. Para obter um bom acabamento, um
pintor precisa dar duas demãos de tinta em
cada parede que pinta. Sr. Luís utiliza uma tinta
de secagem rápida, que permite que a segunda
demão seja aplicada 50 minutos após a
primeira. Ao terminar a aplicação da primeira
demão nas paredes de uma sala, Sr. Luís
pensou: “a segunda demão poderá ser aplicada
a partir das 15h 40min.”
Se a aplicação da primeira demão demorou
2 horas e 15 minutos, que horas eram quando
Sr. Luís iniciou o serviço?
(A) 12h 25 min
(B) 12h 35 min
(C) 12h 45 min
(D) 13h 15 min
(E) 13h 25 min
Respostas
01. Resposta: C.
Como 1h tem 60 minutos.
Então a diferença entre as duas é de
60+28=88 minutos.
02. Resposta: D.
T = 8 . 4 + 10 . 6 + 15 . 10 + 20 . 5 =
= 32 + 60 + 150 + 100 = 342 min
Fazendo: 342 / 60 = 5 h, com 42 min (resto)
03. Resposta: B.
15 h 40 – 2 h 15 – 50 min = 12 h 35min
Perímetro: é a soma de todos os lados de
uma figura plana.
Exemplo:
Perímetros de algumas das figuras planas:
Área: é a medida da superfície de uma
figura plana.
A unidade básica de área é o m2 (metro
quadrado), isto é, uma superfície
correspondente a um quadrado que tem 1 m
de lado.
Fórmulas de área das principais figuras
planas:
1. Retângulo
Sendo b a base e h a altura:
2. Paralelogramo
Sendo b a base e h a altura:
3. Trapézio
Sendo B a base maior, b a base menor e h a
altura:
Figuras Geométricas
Planas: perímetros e áreas -
problemas.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 29
4. Losango
Sendo D a diagonal maior e d a diagonal
menor:
5. Quadrado
Sendo l o lado:
6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de
área, dependendo dos dados do problema a ser
resolvido.
I) sendo dados a base b e a altura h:
II) sendo dados as medidas dos três lados a,
b e c:
III) sendo dados as medidas de dois lados e
o ângulo formado entre eles:
IV) triângulo equilátero (tem os três lados
iguais):
V) circunferência inscrita:
Onde p é o semiperímetro e r é o raio.
VI) circunferência circunscrita:
Questões
01. (Pref. de Itapevi/SP – Sepultador –
VUNESP/2019) Ricardo irá instalar cerca
elétrica em toda a volta do condomínio Boa
Vida, que possui as seguintes medidas:
A cerca elétrica que será instalada possui
três fios. O comprimento total de fios, em
metros, que Ricardo utilizará no condomínio
Boa Vida é de, pelo menos,
(A) 800.
(B) 1000.
(C) 1100.
(D) 1200.
(E) 1500.
02. (UNICAMP – Pedagogo –
VUNESP/2019) Na figura ABCD e AQBP são
quadrados. O ponto P é o centro do quadrado
ABCD.
O perímetro do quadrado ABCD é de 40 cm.
Nesse caso, o perímetro do triângulo AQB, em
cm, é:
(A) 75
(B) 25√2
(C) 50
(D) 10 + 5√2
(E) 10 + 10√2
03. Câm. De Piracicaba/SP – Agente
Legislativo – VUNESP/2019) Um centro de
reciclagem de produtos eletrônicos está
procurando um local para armazenamento e
separação desse material. Os responsáveis por
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 30
esse centro encontraram quatro possíveis
locais para servir de depósito, cujas áreas úteis
estão representadas a seguir, com as
dimensões dadas em metros.
Após alguns estudos, esses responsáveis
decidiram optar por um espaço que tenha área
útil maior do que 1000 m2. Nesse caso, eles
poderão ficar com os locais
(A) I ou II.
(B) I ou IV.
(C) II ou III.
(D) II ou IV.
(E) III ou IV.
04. (Pref. de Sapucaia do Sul/RS –
Professor – FUNDATEC/2019) Considere o
quadrado ABCD de centro O representado na
figura a seguir:
Se OB = 3√2, então a área do quadrado
ABCD será:
(A) 10.
(B) 12.
(C) 24.
(D) 30.
(E) 36.
05. Corta-se um arame de 30 metros em
duas partes. Com cada uma das partes
constrói-se um quadrado. Se S é a soma das
áreas dos dois quadrados, assim construídos,
então o menor valor possível para S é obtido
quando:
(A) o arame é cortado em duas partes iguais.
(B) uma parte é o dobro da outra.
(C) uma parte é o triplo da outra.
(D) uma parte mede 16 metros de
comprimento.
06. Um grande terreno foi dividido em 6
lotes retangulares congruentes, conforme
mostra a figura, cujas dimensões indicadas
estão em metros.
Sabendo-se que o perímetro do terreno
original, delineado em negrito na figura, mede
x + 285, conclui-se que a área total desse
terreno é, em m², igual a:
(A) 2 400.
(B) 2 600.
(C) 2 800.
(D) 3000.
(E) 3 200.
Comentários
01. Resposta: D
Ele quer 3 voltas de fios no terreno todo,
sendo assim, devemos encontrar o perímetro
do retângulo e multiplicar por 3 para obter a
metragem de fios necessárias.
P = 110 + 90 + 110 + 90 = 400m
Como são 3 voltas: 3x400 = 1200m
02. Resposta: E
Para descobrir o perímetro do triângulo
AQB, devemos encontrar os valores de seus
lados.
Como o perímetro do quadrado ABCD é
40cm, podemos encontrar o valor de cada um
de seus lados, que será 10cm, pois os 4 lados
são iguais, desta forma já encontramos um dos
lados do triângulo AQB, temos o valor de AB =
10cm.
Observe que AQBP é um quadrado, então se
descobrir um dos lados, consequentemente
teremos todos, mas AP é metade da diagonal
do quadrado ABCD, logo AC = 10√2, então AP
= 5√2, sendo assim AP = 5√2 = 𝐴𝑄 = 𝑄𝐵.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 31
O Perímetro do triângulo AQB é 10 + 10√2
03. Resposta: D
Vamos encontrar a área de cada uma das
figuras.
Figura I
É um retângulo, logo A = 25x35 = 875m²,
portanto não serve.
Figura II
Vou dividir a figura em duas partes para
poder encontrar sua área.
Temos um retângulo menor de lados 5x10 e
um maior de lados 35x30, calculando a Área de
cada um teremos:
5x10 = 50
35x30 = 1050
No total a figura terá 1100m² de área, então
serve.
Figura III
Temos um trapézio onde base maior = 50,
base menor = 20, altura = 25.
Sendo assim, vamos calcular a área.
𝐴 =
(𝐵+𝑏)ℎ
2
=
(50+20)25
2
=
70.25
2
=
1750
2
=
875m²
Não serve.
Figura IV.
Nem precisaria, pois se I e III não pode ser,
só resta a II e IV, mas vou mostrar como se
revolve a área desta figura IV.
Irei dividir em duas figuras:
Temos um retângulo de dimensões 30x20,
cuja área será 600m² e um trapézio de
dimensões B = 30, b = 20, h = 20, cuja área será
𝐴 =
(𝐵+𝑏)ℎ
2
=
(30+20)20
2
=
50.20
2
=
1000
2
=
500m²
Logo a área total da figura será 500 + 600 =
1100m² que supera os 1000m², sendo assim a
resposta seria a figura II e IV
04. Resposta: E
Se OB = 3√2, observando a figura, este valor
representa metade da diagonal do quadrado,
cujo valor é 𝑑 = 𝑙√2.
d = 2.3√2=6√2
𝑑 = 𝑙√2 = 6√2
Logo l = 6.
Para encontrar a área do quadrado basta
multiplicar o valor do seu lado por ele mesmo,
ou seja, A = l² = 6² = 6x6 = 36m²
05. Resposta: A
- um quadrado terá perímetro x
o lado será l =
x
4
e o outro quadrado terá
perímetro 30 – x
o lado será l1 =
30−x
4
, sabendo que a área de
um quadrado é dada por S = l2, temos:
S = S1 + S2
S=l²+l1²
S = (
x
4
)
2
+ (
30−x
4
)
2
S =
x2
16
+
(30−x)2
16
, como temos o mesmo
denominador 16:
S =
x2 + 302 − 2.30. x + x2
16
S =
x2 + 900 − 60x + x2
16
S =
2x2
16
−
60x
16
+
900
16
,
sendo uma equação do 2º grau onde a =
2/16; b = -60/16 e c = 900/16 e o valor de x
será o x do vértice que e dado pela fórmula: x =
−b
2a
, então:
xv =
− (
−60
16 )
2.
2
16
=
60
16
4
16
xv =
60
16
.
16
4
=
60
4
= 15,
Logo, l = 15 e l1 = 30 – 15 = 15.
06. Resposta: D
Observando a figura temos que cada
retângulo tem lados medindo x e 0,8x:
Perímetro = x + 285
8.0,8x + 6x = x + 285/ inglês – inglesa / chinês –
chinesa / milanês – milanesa.
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -
ense, -oso e –osa.
Exemplos: catarinense / palmeirense /
gostoso – gostosa / amoroso – amorosa /
gasoso – gasosa / teimoso – teimosa.
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa.
Exemplos: catequese, diocese, poetisa,
profetisa, sacerdotisa, glicose, metamorfose,
virose.
5) Após ditongos.
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea.
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem
como em seus derivados.
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram,
pusera, pusesse, puséssemos, quis, quisemos,
quiseram, quiser, quisera, quiséssemos, repus,
repusera, repusesse, repuséssemos.
7) Em nomes próprios personativos.
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel,
Luís, Luísa, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha,
Tomás.
Observação - também se emprega com a
letra “S” os seguintes vocábulos: abuso, asilo,
através, aviso, besouro, brasa, cortesia, decisão,
despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena,
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio,
presídio, querosene, raposa, surpresa, tesoura,
usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Emprego do Z
Se empregará o “Z” nos seguintes casos:
1) Palavras derivadas de outras que já
apresentam Z no radical.
Exemplos: deslize – deslizar / razão –
razoável / vazio – esvaziar / raiz – enraizar
/cruz – cruzeiro.
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem
substantivos abstratos a partir de adjetivos.
Exemplos: inválido – invalidez / limpo –
limpeza / macio – maciez / rígido – rigidez /
frio – frieza / nobre – nobreza / pobre – pobreza
/ surdo – surdez.
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -
ização, ao formar substantivos.
Exemplos: civilizar – civilização /
hospitalizar – hospitalização / colonizar –
colonização / realizar – realização.
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -
zinha, -zito, -zita.
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho,
arvorezinha, cãozito, avezita.
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite,
azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar,
chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza,
vizinho, xadrez, verniz, etc.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 7
6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo
distinção no contraste entre o S e o Z. Exemplos:
Cozer (cozinhar) e coser (costurar);
Prezar (ter em consideração) e presar
(prender);
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte
posterior).
Observação: em muitas palavras, a letra X
soa como Z. Como por exemplo: exame, exato,
exausto, exemplo, existir, exótico, inexorável.
Emprego do Fonema S
Existem diversas formas para a
representação do fonema “S” no qual podem
ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim
vajamos algumas situações:
1) Emprega-se o S: nos substantivos
derivados de verbos terminados em -andir, -
ender, -verter e -pelir.
Exemplos: expandir – expansão / pretender
– pretensão / verter – versão / expelir –
expulsão / estender – extensão / suspender –
suspensão / converter – conversão / repelir –
repulsão.
2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados
dos verbos ter e torcer.
Exemplos: ater – atenção / torcer – torção /
deter – detenção / distorcer – distorção /
manter – manutenção / contorcer – contorção.
3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa
como Ss.
Exemplos: auxílio, expectativa, experto,
extroversão, sexta, sintaxe, texto, trouxe.
4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos.
Exemplos: acréscimo, ascensorista,
consciência, descender, discente, fascículo,
fascínio, imprescindível, miscigenação,
miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos,
transcender, etc.
5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns
verbos.
Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer -
cresço, cresça / Descer - desço, desça.
6) Emprega-se Ss: nos substantivos
derivados de verbos terminados em -gredir, -
mitir, -ceder e -cutir.
Exemplos: agredir – agressão / demitir –
demissão / ceder – cessão / discutir –
discussão/ progredir – progressão / transmitir
– transmissão / exceder – excesso / repercutir
– repercussão.
7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que
soam como Ss.
Exemplos: exceção, excêntrico, excedente,
excepcional, exsudar.
Atenção - não se esqueça que uso da letra X
apresenta algumas variações. Observe:
1) O “X” pode representar os seguintes
fonemas:
“ch” - xarope, vexame;
“cs” - axila, nexo;
“z” - exame, exílio;
“ss” - máximo, próximo;
“s” - texto, extenso.
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar.
Emprego do E
Se empregará o “E” nas seguintes situações:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados
em -oar, -uar
Exemplos: magoar - magoe, magoes /
continuar- continue, continues.
2) Em palavras formadas com o prefixo ante-
(antes, anterior).
Exemplos: antebraço, antecipar.
3) Nos seguintes vocábulos: cadeado,
confete, disenteria, empecilho, irrequieto,
mexerico, orquídea, etc.
Emprego do I
Se empregará o “I” nas seguintes situações:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados
em -air, -oer, -uir.
Exemplos:
Cair- cai
Doer- dói
Influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti-
(contra).
Exemplos: anticristo, antitetânico.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 8
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine,
artimanha, chefiar, digladiar, penicilina,
privilégio, etc.
Emprego do O/U
A oposição o/u é responsável pela diferença
de significado de algumas palavras. Veja os
exemplos: comprimento (extensão) e
cumprimento (saudação, realização) soar
(emitir som) e suar (transpirar).
- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola,
costume, moleque.
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo,
jabuti, Manuel, tábua.
Emprego do H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não
tem valor fonético. Conservou-se apenas como
símbolo, por força da etimologia e da tradição
escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se
desta forma devido a sua origem na forma latina
hodie. Assim vejamos o seu emprego:
1) Inicial, quando etimológico.
Exemplos: hábito, hesitar, homologar,
Horácio.
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch,
lh, nh.
Exemplos: flecha, telha, companhia.
3) Final e inicial, em certas interjeições.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
4) Em compostos unidos por hífen, no início
do segundo elemento, se etimológico.
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico,
super-homem, etc.
Observações:
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por
tradição. Note que nos substantivos derivados
como baiano, baianada ou baianinha ele não é
utilizado.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não
iniciam com a letra “h”. No entanto, seus
derivados eruditos sempre são grafados com h,
como por exemplo: herbívoro, hispânico,
hibernal.
Questões
01. (Prefeitura de Maracanã/PA -
Auxiliar de Serviços Gerais - CETAP/2019)
SONHO
Não quero nem ma referir aqui do sonho
onírico, aquele que vem quando estamos
dormindo, e que cumpre uma função biológica
e psicológica demasíadarnente importante
para o nosso bem-estar. Falo eu de sonho como
sendo o nosso desejo, o que queremos realizar,
construir. Como Martin Luther King, ao falar de
uma sociedade sem diferenças. Ou Mahatma
Gandhl, ao lutar pela independência da índia e
expressar o sonho de sem violência alguma,
haver um povo que tivesse autodeterminação.
Quando dizemos “eu sonho ter uma casa" ou
‘eu sonho que meus filhos se formem” ou ‘eu
sonho ter um casamento que perdure bastante
tempo", o sonho é aquilo que nos Impulsiona.
É um desejo que colocando no futuro,
procuramos buscar.
Isso nada tem a ver com delírio. Delírio é um
desejo que não tem factibilidade, que não tem
como se realizar. Sonho precisa se factível,
realizável.
Por exemplo não basta eu dizer: ‘Sonho ser
o maior jogador de futebol da Fifa 2016". Isso
não é sonho é delírio. Eu não tenho mais idade,
não teria como entrar no circuito do futebol. “E
se eu rezar muito?" Lamento, não vai6,4x + 6x – x = 285
11,4x = 285
x = 285:11,4
x = 25
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 32
Sendo S a área do retângulo:
S= b.h
S= 0,8x.x
S = 0,8x2
Sendo St a área total da figura:
St = 6.0,8x2
St = 4,8.(25)2
St = 4,8.625
St = 3000
ÁREA DO CIRCULO E SUAS PARTES
I- Círculo:
Quem primeiro descreveu a área de um
círculo foi o matemático grego Arquimedes
(287/212 a.C.), de Siracusa, mais ou menos por
volta do século II antes de Cristo. Ele concluiu
que quanto mais lados tem um polígono
regular mais ele se aproxima de uma
circunferência e o apótema (a) deste polígono
tende ao raio r. Assim, como a fórmula da área
de um polígono regular é dada por A = p.a
(onde p é semiperímetro e a é o apótema),
temos para a área do círculo 𝐴 =
2𝜇𝑟
2
. 𝑟, então
temos:
II- Coroa circular:
É uma região compreendida entre dois
círculos concêntricos (tem o mesmo centro). A
área da coroa circular é igual a diferença entre
as áreas do círculo maior e do círculo menor. A
= 𝜋R2 – 𝜋r2, como temos o 𝜋 como fator
comum, podemos colocá-lo em evidência,
então temos:
III- Setor circular:
É uma região compreendida entre dois raios
distintos de um círculo. O setor circular tem
como elementos principais o raio r, um ângulo
central 𝛼 e o comprimento do arco l, então
temos duas fórmulas:
IV- Segmento circular:
É uma região compreendida entre um
círculo e uma corda (segmento que une dois
pontos de uma circunferência) deste círculo.
Para calcular a área de um segmento circular
temos que subtrair a área de um triângulo da
área de um setor circular, então temos:
Questões
01. A figura abaixo mostra três círculos,
cada um com 10 cm de raio, tangentes entre
si.
Considerando √3 ≅ 1,73 e 𝜋 ≅ 3,14, o
valor da área sombreada, em cm2, é:
(A) 320.
(B) 330.
(C) 340.
(D) 350.
(E) 360.
02. (Pref. de Aracruz/ES – Instrutor de
Libras – IBADE/2019) Sabe-se que a figura foi
feita levando em consideração que o raio da
circunferência é R e que os catetos do triângulo
retângulo valem R. Marque a alternativa que
apresenta o valor da área hachurada, em
função de R.
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 33
(A)
𝑅2
4
(𝜋 − 2)
(B)
𝑅2
4
(𝜋 − 4)
(C)
𝑅2
2
(𝜋 + 2)
(D)
𝑅2
2
(𝜋 − 4)
(E)
𝑅
4
(𝜋 − 2)
03. (Pref. de Juazeiro do Norte/CE –
Jornalista – CETREDE/2019) Na figura a
seguir, o quadrado tem lado igual a 4cm.
Qual é o valor da área destacada em cinza?
(A) 2π cm².
(B) 4 cm².
(C) 4π cm².
(D) 8π cm².
(E) 8 cm².
04. (Pref. de Teresina/PI – Professor –
NUCEPE/2019) A figura a seguir mostra um
retângulo circunscrito em dois círculos
tangentes.
Se a área cinza formada pelos dois círculos
é igual a 72π cm², qual o perímetro do
retângulo?
(A) 24 cm.
(B) 36 cm.
(C) 72 cm.
(D) 36√2cm.
(E) 72√2cm.
05. A área de um círculo, cuja circunferência
tem comprimento 20𝜋 cm, é:
(A) 100𝜋 cm2.
(B) 80 𝜋 cm2.
(C) 160 𝜋 cm2.
(D) 400 𝜋 cm2.
06. Quatro tanques de armazenamento de
óleo, cilíndricos e iguais, estão instalados em
uma área retangular de 24,8 m de
comprimento por 20,0 m de largura, como
representados na figura abaixo.
Se as bases dos quatro tanques ocupam
2
5
da
área retangular, qual é, em metros, o diâmetro
da base de cada tanque?
Dado: use 𝜋=3,1
(A) 2.
(B) 4.
(C) 6.
(D) 8.
(E) 16.
Comentários
01. Resposta: B.
Unindo os centros das três circunferências
temos um triângulo equilátero de lado 2r, ou
seja, l = 2.10 = 20 cm. Então a área a ser
calculada será:
𝐴 = 𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐 + 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔 +
𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐
2
𝐴 =
𝐴𝑐𝑖𝑟𝑐
2
+ 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔
𝐴 =
𝜋𝑟2
2
+ 𝐴𝑡𝑟𝑖𝑎𝑛𝑔
𝐴 =
𝜋𝑟2
2
+
𝑙2√3
4
𝐴 =
(3,14 ∙ 102)
2
+
202 ∙ 1,73
4
𝐴 = 1,57 ∙ 100 +
400 ∙ 1,73
4
𝐴 = 157 + 100 ∙ 1,73 = 157 + 173 = 330
APOSTILAS OPÇÃO
Matemática 34
02. Resposta: A
Para calcular a área da região pintada basta
fazer a área do setor circular e subtrair a área
a triângulo retângulo.
Área do Setor:
Como o enunciado diz que temos um
triângulo retângulo, o ângulo será igual a 90° e
o raio = R, logo:
𝐴 =
𝑎𝜋𝑟2
360°
=
90𝜋𝑅2
360°
=
𝑅²𝜋
4
Área do Retângulo:
𝐴 =
𝑏. ℎ
2
=
𝑅. 𝑅
2
=
𝑅2
2
Desta forma a área total da figura pintada
será:
A =
𝑅²𝜋
4
−
𝑅2
2
Colocando em evidência:
A =
𝑅2
2
(
𝜋
2
− 1)
Mas não temos este valor, logo devemos
colocar em evidência
𝑅2
4
e não
𝑅2
2
, mas daí
ficaria:
A =
𝑅2
4
(𝜋 − 2)
03. Resposta: C
Para descobrir a área da parte pintada,
devemos fazer a área do círculo maior menos a
área do círculo menor, para isso, precisamos
encontrar o valor do raio de cada um dos
círculos, utilizaremos a informação dada sobre
o quadrado para encontrar esses raios.
Círculo menor:
Observando a figura, o lado do quadrado é
igual ao diâmetro do círculo, logo 4 = d, sendo
assim o raio será r = 2 cm, portanto a área do
círculo menor será:
𝐴 = 𝜋𝑟2 = π22 = 4π
Círculo Maior:
Observando a figura, o diâmetro do círculo
maior é igual a diagonal do quadrado.
Diagonal do quadrado: 𝑙√2 = 4√2
Então o diâmetro será: 4√2,
consequentemente o raio será 2√2.
Calculando a área do círculo maior:
𝐴 = 𝜋(2√2. )
2
= π4.2 = 8π
Assim a área pintada da figura será: 8π −
4π = 4π cm²
04. Resposta: C
Para encontrar o perímetro do retângulo,
precisamos encontrar o valor do raio do
círculo.
O enunciado deu 72π cm² de área de dois
círculos, logo a área de apenas um círculo será
36 π cm².
A = 𝜋𝑟2 = 36π
𝜋𝑟2 = 36π
𝑟2 = 36
𝑟 = √36
𝑟 = 6𝑐𝑚
Se o raio é igual a 6 cm, então a largura do
retângulo é 12 cm, pois possui 2 raios de
tamanho, já o comprimento do retângulo tem 4
raios de tamanho, logo 4x6 = 24 cm.
Agora, para encontrar o perímetro do
retângulo, basta somar os 4 lados:
P = 12 + 24 + 12 + 24 = 72 cm
05. Resposta: A.
A fórmula do comprimento de uma
circunferência é C = 2π.r, Então:
C = 20π
2π.r = 20π
r =
20π
2π
r = 10 cm
A = π.r2 → A = π.102 → A = 100π cm2
06. Resposta: D.
Primeiro calculamos a área do retângulo (A
= b.h)
Aret = 24,8.20
Aret = 496 m2
4.Acirc =
2
5
.Aret
4.πr2 =
2
5
.496
4.3,1.r2 =
992
5
12,4.r2 = 198,4
r2 = 198,4 : 12, 4 → r2 = 16 → r = 4
d = 2r =2.4 = 8
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 1
LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 19961
LEI DAS DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL
Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o
Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
TÍTULO I
Da Educação
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no
trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas
manifestações culturais.
§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se
desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em
instituições próprias.
§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do
trabalho e à prática social.
TÍTULO II
Dos Princípios e Fins da Educação Nacional
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada
nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade
humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do
educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes
princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na
escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a
cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de
ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos
oficiais;
VII- valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta
Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extraescolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as
práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial.
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao
longo da vida. (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018)
1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm. Acesso em 07.02.2020.
TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública
será efetivado mediante a garantia de:
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro)
aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte
forma:
a) pré-escola;
b) ensino fundamental;
c) ensino médio;
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco)
anos de idade;
III - atendimento educacional especializado gratuito aos
educandos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades,
preferencialmente na rede regular de ensino;
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e
médio para todos os que não os concluíram na idade própria;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa
e da criação artística, segundo a capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às
condições do educando;
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e
adultos, com características e modalidades adequadas às suas
necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem
trabalhadores as condições de acesso e permanência na
escola;
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da
educação básica, por meio de programas suplementares de
material didático-escolar, transporte, alimentação e
assistência à saúde;
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos
como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de
insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de
ensino-aprendizagem.
X - vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a
partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade.
Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante
o período de internação, ao aluno da educação básica
internado para tratamento de saúde em regime hospitalar ou
domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder
Público em regulamento, na esfera de sua competência
federativa. (Incluído pela Lei nº 13.716, de 2018).
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito
público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de
cidadãos, associação comunitária, organização sindical,
entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o
Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo.
§ 1º O poder público, na esfera de sua competência
federativa, deverá:
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em
idade escolar, bem como os jovens e adultos que não
concluíram a educação básica;
II - fazer-lhes a chamada pública;
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela frequência à
escola.
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público
assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório,
nos termos deste artigo, contemplando em seguida os demais
níveis e modalidades de ensino, conforme as prioridades
constitucionais e legais.
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste
artigo tem legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na
Publicações do MEC para a
educação infantil
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 2
hipótese do § 2º do art. 208 da Constituição Federal, sendo
gratuita e de rito sumário a ação judicial correspondente.
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente
para garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela
ser imputada por crime de responsabilidade.
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de
ensino, o Poder Público criará formas alternativas de acesso
aos diferentes níveis de ensino, independentemente da
escolarização anterior.
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a
matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4
(quatro) anos de idade.
Art. 7º O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as
seguintes condições:
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional e
do respectivo sistema de ensino;
II - autorização de funcionamento e avaliação de qualidade
pelo Poder Público;
III - capacidade de autofinanciamento, ressalvado o
previsto no art. 213 da Constituição Federal.
Art. 7º-A Ao aluno regularmente matriculado em
instituição de ensino pública ou privada, de qualquer nível, é
assegurado, no exercício da liberdade de consciência e de
crença, o direito de, mediante prévio e motivado
requerimento, ausentar-se de prova ou de aula marcada para
dia em que, segundo os preceitos de sua religião, seja vedado
o exercício de tais atividades, devendo-se-lhe atribuir, a
critério da instituição e sem custos para o aluno, uma das
seguintes prestações alternativas, nos termos do inciso VIII do
caput do art. 5º da Constituição Federal: (Incluído pela Lei nº
13.796, de 2019)
I - prova ou aula de reposição, conforme o caso, a ser
realizada em data alternativa, no turno de estudo do aluno ou
em outro horário agendado com sua anuência expressa;
(Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019)
II - trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de
pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega definidos pela
instituição de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019)
§ 1º A prestação alternativa deverá observar os
parâmetros curriculares e o plano de aula do dia da ausência
do aluno. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019)
§ 2º O cumprimento das formas de prestação alternativa
de que trata este artigo substituirá a obrigação original para
todos os efeitos, inclusive regularização do registro de
frequência. (Incluído pela Lei nº 13.796, de 2019)
§ 3º As instituições de ensino implementarão
progressivamente, no prazo de 2 (dois) anos, as providências
e adaptações necessárias à adequação de seu funcionamento
às medidas previstas neste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.796,
de 2019)
§ 4º O disposto neste artigo não se aplica ao ensino militar
a que se refere o art. 83 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.796,
de 2019) (Vide parágrafo único do art. 2)
TÍTULO IV
Da Organização da Educação Nacional
Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios organizarão, em regime de colaboração, os
respectivos sistemas de ensino.
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de
educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e
exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em
relação às demais instâncias educacionais.
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização
nos termos desta Lei.
Art. 9º A União incumbir-se-á de:
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração
com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e
instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos
Territórios;
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de
seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à
escolaridade obrigatória, exercendo sua função redistributiva
e supletiva;
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a
educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que
nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a
assegurar formação básica comum;
IV-A - estabelecer, em colaboraçãocom os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, diretrizes e procedimentos
para identificação, cadastramento e atendimento, na educação
básica e na educação superior, de alunos com altas habilidades
ou superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015)
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a
educação;
VI - assegurar processo nacional de avaliação do
rendimento escolar no ensino fundamental, médio e superior,
em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a
definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino;
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e
pós-graduação;
VIII - assegurar processo nacional de avaliação das
instituições de educação superior, com a cooperação dos
sistemas que tiverem responsabilidade sobre este nível de
ensino;
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de
educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de
ensino.
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho
Nacional de Educação, com funções normativas e de
supervisão e atividade permanente, criado por lei.
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a
União terá acesso a todos os dados e informações necessários
de todos os estabelecimentos e órgãos educacionais.
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser
delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que
mantenham instituições de educação superior.
Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de:
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições
oficiais dos seus sistemas de ensino;
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na
oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a
distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo
com a população a ser atendida e os recursos financeiros
disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público;
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em
consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação,
integrando e coordenando as suas ações e as dos seus
Municípios;
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e
avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de
educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de
ensino;
V - baixar normas complementares para o seu sistema de
ensino;
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com
prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem,
respeitado o disposto no art. 38 desta Lei;
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede
estadual.
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 3
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as
competências referentes aos Estados e aos Municípios.
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de:
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições
oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas
e planos educacionais da União e dos Estados;
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas;
III - baixar normas complementares para o seu sistema de
ensino;
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os
estabelecimentos do seu sistema de ensino;
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e,
com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em
outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas
plenamente as necessidades de sua área de competência e com
recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela
Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do
ensino.
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede
municipal.
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por
se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele
um sistema único de educação básica.
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as
normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a
incumbência de:
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e
financeiros;
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula
estabelecidas;
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada
docente;
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor
rendimento;
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando
processos de integração da sociedade com a escola;
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus
filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a
frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a
execução da proposta pedagógica da escola;
VIII - notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação
dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30%
(trinta por cento) do percentual permitido em lei; (Redação
dada pela Lei nº 13.803, de 2019)
IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e
de combate a todos os tipos de violência, especialmente a
intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas;
(Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018)
X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de
paz nas escolas. (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018)
XI - promover ambiente escolar seguro, adotando
estratégias de prevenção e enfrentamento ao uso ou
dependência de drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019)
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de:
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do
estabelecimento de ensino;
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a
proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
III - zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos
de menor rendimento;
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos,
além de participar integralmente dos períodos dedicados ao
planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola
com as famílias e a comunidade.
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da
gestão democrática do ensino público na educação básica, de
acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes
princípios:
I - participação dos profissionais da educação na
elaboração do projeto pedagógico da escola;
II - participação das comunidades escolar e local em
conselhos escolares ou equivalentes.
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades
escolares públicas de educação básica que os integram
progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa
e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito
financeiro público.
Art. 16. O sistema federal de ensino compreende:
I - as instituições de ensino mantidas pela União;
II - as instituições de educação superior mantidas pela
iniciativa privada; (Redação dada pela Lei nº 13.868, de 2019)
III - os órgãos federais de educação.
Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito
Federal compreendem:
I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente,
pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal;
II - as instituições de educação superior mantidas pelo
Poder Público municipal;
III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas
e mantidas pela iniciativa privada;
IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal,
respectivamente.
Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de
educação infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada,
integram seu sistema de ensino.
Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem:
I - as instituições do ensino fundamental, médio e de
educação infantil mantidas pelo Poder Público municipal;
II - as instituições de educação infantil criadas e mantidas
pela iniciativa privada;
III - os órgãos municipais de educação.
Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis
classificam-se nas seguintes categorias administrativas:
I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas,
mantidas e administradas pelo Poder Público; (Incluído pela
Lei nº 13.868, de 2019)II - privadas, assim entendidas as mantidas e
administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito
privado. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019)
III - comunitárias, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº
13.868, de 2019)
Art. 20. (Revogado pela Lei nº 13.868, de 2019)
TÍTULO V
Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino
CAPÍTULO I
Da Composição dos Níveis Escolares
Art. 21. A educação escolar compõe-se de:
I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino
fundamental e ensino médio;
II - educação superior.
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 4
CAPÍTULO II
DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver
o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável
para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para
progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries
anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de
períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade,
na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de
organização, sempre que o interesse do processo de
aprendizagem assim o recomendar.
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive
quando se tratar de transferências entre estabelecimentos
situados no País e no exterior, tendo como base as normas
curriculares gerais.
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às
peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a
critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir
o número de horas letivas previsto nesta Lei.
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio,
será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas
para o ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas
por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar,
excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver;
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a
primeira do ensino fundamental, pode ser feita:
a) por promoção, para alunos que cursaram, com
aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola;
b) por transferência, para candidatos procedentes de
outras escolas;
c) independentemente de escolarização anterior, mediante
avaliação feita pela escola, que defina o grau de
desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua
inscrição na série ou etapa adequada, conforme
regulamentação do respectivo sistema de ensino;
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular
por série, o regimento escolar pode admitir formas de
progressão parcial, desde que preservada a sequência do
currículo, observadas as normas do respectivo sistema de
ensino;
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos
de séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento
na matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou
outros componentes curriculares;
V - a verificação do rendimento escolar observará os
seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do
aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os
quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de
eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com
atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries
mediante verificação do aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de
preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo
rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições
de ensino em seus regimentos;
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola,
conforme o disposto no seu regimento e nas normas do
respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de
setenta e cinco por cento do total de horas letivas para
aprovação;
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos
escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou
certificados de conclusão de cursos, com as especificações
cabíveis.
§ 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I do
caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino
médio, para mil e quatrocentas horas, devendo os sistemas de
ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos
mil horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de
2017. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 2º Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de
educação de jovens e adultos e de ensino noturno regular,
adequado às condições do educando, conforme o inciso VI do
art. 4º. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades
responsáveis alcançar relação adequada entre o número de
alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais
do estabelecimento.
Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à
vista das condições disponíveis e das características regionais
e locais, estabelecer parâmetro para atendimento do disposto
neste artigo.
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino
fundamental e do ensino médio devem ter base nacional
comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em
cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e dos educandos.
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger,
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da
matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da
realidade social e política, especialmente do Brasil.
§ 2º O ensino da arte, especialmente em suas expressões
regionais, constituirá componente curricular obrigatório da
educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da
escola, é componente curricular obrigatório da educação
básica, sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada
pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
I - que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis
horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
II - maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº
10.793, de 1º.12.2003)
III - que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em
situação similar, estiver obrigado à prática da educação física;
(Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
IV - amparado pelo Decreto-Lei nº 1.044, de 21 de outubro
de 1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003)
V - (Vetado)
VI - que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de
1º.12.2003)
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as
contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação
do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena,
africana e europeia.
§ 5º No currículo do ensino fundamental, a partir do sexto
ano, será ofertada a língua inglesa. (Redação dada pela Lei nº
13.415, de 2017)
§ 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as
linguagens que constituirão o componente curricular de que
trata o § 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.278, de
2016).
§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério
dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os
temas transversais de que trata o caput. (Redação dada pela
Lei nº 13.415, de 2017)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/Mensagem_Veto/2003/Mv07-03.htm
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 5
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá
componente curricular complementar integrado à proposta
pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no
mínimo, 2 (duas) horas mensais.
§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à
prevenção de todas as formas de violência contra a criança e
ao adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos
currículosescolares de que trata o caput deste artigo, tendo
como diretriz a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto
da Criança e do Adolescente), observada a produção e
distribuição de material didático adequado.
§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída
entre os temas transversais de que trata o caput. (Incluído pela
Lei nº 13.666, de 2018)
§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de
caráter obrigatório na Base Nacional Comum Curricular
dependerá de aprovação do Conselho Nacional de Educação e
de homologação pelo Ministro de Estado da Educação.
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e
de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o
estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
(Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008)
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo
incluirá diversos aspectos da história e da cultura que
caracterizam a formação da população brasileira, a partir
desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da
África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas
no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o
índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas
contribuições nas áreas social, econômica e política,
pertinentes à história do Brasil. (Redação dada pela Lei nº
11.645, de 2008)
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-
brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados
no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
educação artística e de literatura e história brasileiras.
(Redação dada pela Lei nº 11.645, de 2008)
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica
observarão, ainda, as seguintes diretrizes:
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social,
aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem
comum e à ordem democrática;
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos
em cada estabelecimento;
III - orientação para o trabalho;
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas
desportivas não-formais.
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população
rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações
necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e
de cada região, especialmente:
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às
reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural;
II - organização escolar própria, incluindo adequação do
calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições
climáticas;
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural.
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo,
indígenas e quilombolas será precedido de manifestação do
órgão normativo do respectivo sistema de ensino, que
considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de
Educação, a análise do diagnóstico do impacto da ação e a
manifestação da comunidade escolar.
Seção II
Da Educação Infantil
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação
básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da
criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade.
Art. 30. A educação infantil será oferecida em:
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até
três anos de idade;
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco)
anos de idade.
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com
as seguintes regras comuns:
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do
desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção,
mesmo para o acesso ao ensino fundamental;
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas,
distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho
educacional;
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas
diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada
integral;
IV - controle de frequência pela instituição de educação
pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por
cento) do total de horas;
V - expedição de documentação que permita atestar os
processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança.
Seção III
Do Ensino Fundamental
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de
9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6
(seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do
cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006)
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo
como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do
cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se
fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem,
tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a
formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se
assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino
fundamental em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular
por série podem adotar no ensino fundamental o regime de
progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo
de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo
sistema de ensino.
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em
língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a
utilização de suas línguas maternas e processos próprios de
aprendizagem.
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino
a distância utilizado como complementação da aprendizagem
ou em situações emergenciais.
§ 5o O currículo do ensino fundamental incluirá,
obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças
e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13
de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 6
Adolescente, observada a produção e distribuição de material
didático adequado.
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído
como tema transversal nos currículos do ensino fundamental.
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte
integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina
dos horários normais das escolas públicas de ensino
fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural
religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os
procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino
religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e
admissão dos professores.
§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil,
constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a
definição dos conteúdos do ensino religioso.
Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá
pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula,
sendo progressivamente ampliado o período de permanência
na escola.
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das
formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei.
§ 2º O ensino fundamental será ministrado
progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas
de ensino.
Seção IV
Do Ensino Médio
Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica,
com duração mínima de três anos, terá como finalidades:
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos
adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o
prosseguimento de estudos;
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do
educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de
se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou
aperfeiçoamento posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana,
incluindo a formação ética e o desenvolvimentoda autonomia
intelectual e do pensamento crítico;
IV - a compreensão dos fundamentos científico-
tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria
com a prática, no ensino de cada disciplina.
Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá
direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio,
conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas
seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415,
de 2017)
I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei
nº 13.415, de 2017)
§ 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o
caput do art. 26, definida em cada sistema de ensino, deverá
estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e ser
articulada a partir do contexto histórico, econômico, social,
ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao
ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de
educação física, arte, sociologia e filosofia. (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
§ 3º O ensino da língua portuguesa e da matemática será
obrigatório nos três anos do ensino médio, assegurada às
comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas
línguas maternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 4º Os currículos do ensino médio incluirão,
obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar
outras línguas estrangeiras, em caráter optativo,
preferencialmente o espanhol, de acordo com a
disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos
sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 5º A carga horária destinada ao cumprimento da Base
Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e
oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de
acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
§ 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho
esperados para o ensino médio, que serão referência nos
processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional
Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a
formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho
voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua
formação nos aspectos físicos, cognitivos e sócio emocionais.
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 8º Os conteúdos, as metodologias e as formas de
avaliação processual e formativa serão organizados nas redes
de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas
orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de
tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre:
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que
presidem a produção moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415,
de 2017)
II - conhecimento das formas contemporâneas de
linguagem. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela
Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos,
que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes
arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto
local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber:
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
I - linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº
13.415, de 2017)
II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei
nº 13.415, de 2017)
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada
pela Lei nº 13.415, de 2017)
IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada
pela Lei nº 13.415, de 2017)
V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
§ 1º A organização das áreas de que trata o caput e das
respectivas competências e habilidades será feita de acordo
com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino.
(Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017)
III - (revogado).
§ 2º (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008)
§ 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser
composto itinerário formativo integrado, que se traduz na
composição de componentes curriculares da Base Nacional
Comum Curricular - BNCC e dos itinerários formativos,
considerando os incisos I a V do caput. (Redação dada pela Lei
nº 13.415, de 2017)
§ 4º (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008)
§ 5º Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de
vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 7
médio cursar mais um itinerário formativo de que trata o
caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação
com ênfase técnica e profissional considerará: (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
I - a inclusão de vivências práticas de trabalho no setor
produtivo ou em ambientes de simulação, estabelecendo
parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos
estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem
profissional; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
II - a possibilidade de concessão de certificados
intermediários de qualificação para o trabalho, quando a
formação for estruturada e organizada em etapas com
terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao
inciso V do caput, em áreas que não constem do Catálogo
Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá, para sua
continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho
Estadual de Educação, no prazo de três anos, e da inserção no
Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos,
contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
§ 8º A oferta de formação técnica e profissional a que se
refere o inciso V do caput, realizada na própria instituição ou
em parceria com outras instituições, deverá ser aprovada
previamente pelo Conselho Estadual de Educação,
homologada pelo Secretário Estadual de Educação e
certificada pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
§ 9º As instituições de ensino emitirão certificado com
validade nacional, que habilitará o concluinte do ensino médio
ao prosseguimento dos estudos em nível superior ou em
outros cursos ou formações para os quais a conclusão do
ensino médio seja etapa obrigatória. (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
§ 10. Além das formas de organização previstas no art. 23,
o ensino médio poderá ser organizado em módulos e adotar o
sistema de créditos com terminalidade específica. (Incluído
pela Lei nº 13.415, de 2017)
§ 11. Para efeito de cumprimento das exigências
curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão
reconhecer competências e firmar convênios com instituições
de educação a distância com notório reconhecimento,
mediante as seguintes formas de comprovação: (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
I - demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de
2017)
II - experiência de trabalho supervisionado ou outra
experiência adquirida fora do ambiente escolar; (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
III - atividades de educação técnica oferecidas em outras
instituições de ensino credenciadas; (Incluído pela Lei nº
13.415, de 2017)
IV - cursos oferecidos por centros ou programas
ocupacionais; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais
ou estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
VI - cursos realizados por meio de educação a distância ou
educação presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela
Lei nº 13.415, de 2017)
§12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de
escolha das áreas de conhecimento ou de atuação profissional
previstas no caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017)
Seção IV-A
Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste
Capítulo, o ensino médio, atendida a formação geral do
educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões
técnicas.
Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e,
facultativamente, a habilitação profissional poderão ser
desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio
ou em cooperação com instituições especializadas em
educação profissional.
Art. 36-B. A educação profissional técnica de nível médio
será desenvolvida nas seguintes formas:
I - articulada com o ensino médio;
II - subsequente, em cursos destinados a quem já tenha
concluído o ensino médio.
Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível
médio deverá observar:
I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes
curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional
de Educação;
II - as normas complementares dos respectivos sistemas de
ensino;
III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos
de seu projeto pedagógico.
Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio
articulada, prevista no inciso I do caput do art. 36-B desta Lei,
será desenvolvida de forma:
I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído
o ensino fundamental, sendo o curso planejado de modo a
conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível
médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se
matrícula única para cada aluno;
II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino
médio ou já o estejam cursando, efetuando-se matrículas
distintas para cada curso, e podendo ocorrer:
a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as
oportunidades educacionais disponíveis;
b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as
oportunidades educacionais disponíveis;
c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios
de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao
desenvolvimento de projeto pedagógico unificado.
Art. 36-D. Os diplomas de cursos de educação profissional
técnica de nível médio, quando registrados, terão validade
nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na
educação superior.
Parágrafo único. Os cursos de educação profissional
técnica de nível médio, nas formas articulada concomitante e
subsequente, quando estruturados e organizados em etapas
com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados
de qualificação para o trabalho após a conclusão, com
aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma
qualificação para o trabalho.
Seção V
Da Educação de Jovens e Adultos
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada
àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos
nos ensinos fundamental e médio na idade própria e
constituirá instrumento para a educação e a aprendizagem ao
longo da vida. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018)
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos
jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na
idade regular, oportunidades educacionais apropriadas,
consideradas as características do alunado, seus interesses,
condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a
permanência do trabalhador na escola, mediante ações
integradas e complementares entre si.
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 8
§ 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se,
preferencialmente, com a educação profissional, na forma do
regulamento.
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames
supletivos, que compreenderão a base nacional comum do
currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em
caráter regular.
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os
maiores de quinze anos;
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores
de dezoito anos.
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos
educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos
mediante exames.
CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
Da Educação Profissional e Tecnológica
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no
cumprimento dos objetivos da educação nacional, integra-se
aos diferentes níveis e modalidades de educação e às
dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia.
§ 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica
poderão ser organizados por eixos tecnológicos,
possibilitando a construção de diferentes itinerários
formativos, observadas as normas do respectivo sistema e
nível de ensino.
§ 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os
seguintes cursos:
I - de formação inicial e continuada ou qualificação
profissional;
II - de educação profissional técnica de nível médio;
III - de educação profissional tecnológica de graduação e
pós-graduação.
§ 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de
graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne
a objetivos, características e duração, de acordo com as
diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho
Nacional de Educação.
Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em
articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias
de educação continuada, em instituições especializadas ou no
ambiente de trabalho.
Art. 41. O conhecimento adquirido na educação
profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser
objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para
prosseguimento ou conclusão de estudos.
Art. 42. As instituições de educação profissional e
tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos
especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à
capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível
de escolaridade.
CAPÍTULO IV
Da Educação Superior
Art. 43. A educação superior tem por finalidade:
I - estimular a criação cultural e o desenvolvimento do
espírito científico e do pensamento reflexivo;
II - formar diplomados nas diferentes áreas de
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais
e para a participação no desenvolvimento da sociedade
brasileira, e colaborar na sua formação contínua;
III - incentivar o trabalho de pesquisa e investigação
científica, visando o desenvolvimento da ciência e da
tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo,
desenvolver o entendimento do homem e do meio em que
vive;
IV - promover a divulgação de conhecimentos culturais,
científicos e técnicos que constituem patrimônio da
humanidade e comunicar o saber através do ensino, de
publicações ou de outras formas de comunicação;
V - suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento
cultural e profissional e possibilitar a correspondente
concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo
adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do
conhecimento de cada geração;
VI - estimular o conhecimento dos problemas do mundo
presente, em particular os nacionais e regionais, prestar
serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta
uma relação de reciprocidade;
VII - promover a extensão, aberta à participação da
população, visando à difusão das conquistas e benefícios
resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e
tecnológica geradas na instituição.
VIII - atuar em favor da universalização e do
aprimoramento da educação básica, mediante a formação e a
capacitação de profissionais, a realização de pesquisas
pedagógicas e o desenvolvimento de atividades de extensão
que aproximem os dois níveis escolares. (Incluído pela Lei nº
13.174, de 2015)
Art. 44. A educação superior abrangerá os seguintes cursos
e programas:I - cursos sequenciais por campo de saber, de diferentes
níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos
requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino, desde
que tenham concluído o ensino médio ou equivalente;
II - de graduação, abertos a candidatos que tenham
concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido
classificados em processo seletivo;
III - de pós-graduação, compreendendo programas de
mestrado e doutorado, cursos de especialização,
aperfeiçoamento e outros, abertos a candidatos diplomados
em cursos de graduação e que atendam às exigências das
instituições de ensino;
IV - de extensão, abertos a candidatos que atendam aos
requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de
ensino.
§ 1º O resultado do processo seletivo referido no inciso II
do caput deste artigo será tornado público pela instituição de
ensino superior, sendo obrigatórios a divulgação da relação
nominal dos classificados, a respectiva ordem de classificação
e o cronograma das chamadas para matrícula, de acordo com
os critérios para preenchimento das vagas constantes do
edital, assegurado o direito do candidato, classificado ou não,
a ter acesso a suas notas ou indicadores de desempenho em
provas, exames e demais atividades da seleção e a sua posição
na ordem de classificação de todos os candidatos. (Redação
dada pela Lei nº 13.826, de 2019)
§ 2º No caso de empate no processo seletivo, as instituições
públicas de ensino superior darão prioridade de matrícula ao
candidato que comprove ter renda familiar inferior a dez
salários mínimos, ou ao de menor renda familiar, quando mais
de um candidato preencher o critério inicial. (Incluído pela Lei
nº 13.184, de 2015)
§ 3º O processo seletivo referido no inciso II considerará
as competências e as habilidades definidas na Base Nacional
Comum Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017)
Art. 45. A educação superior será ministrada em
instituições de ensino superior, públicas ou privadas, com
variados graus de abrangência ou especialização.
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 9
Art. 46. A autorização e o reconhecimento de cursos, bem
como o credenciamento de instituições de educação superior,
terão prazos limitados, sendo renovados, periodicamente,
após processo regular de avaliação.
§ 1º Após um prazo para saneamento de deficiências
eventualmente identificadas pela avaliação a que se refere este
artigo, haverá reavaliação, que poderá resultar, conforme o
caso, em desativação de cursos e habilitações, em intervenção
na instituição, em suspensão temporária de prerrogativas da
autonomia, ou em descredenciamento.
§ 2º No caso de instituição pública, o Poder Executivo
responsável por sua manutenção acompanhará o processo de
saneamento e fornecerá recursos adicionais, se necessários,
para a superação das deficiências.
§ 3º No caso de instituição privada, além das sanções
previstas no § 1o deste artigo, o processo de reavaliação
poderá resultar em redução de vagas autorizadas e em
suspensão temporária de novos ingressos e de oferta de
cursos. (Alterado pela Lei 13.530/2017).
§ 4º É facultado ao Ministério da Educação, mediante
procedimento específico e com aquiescência da instituição de
ensino, com vistas a resguardar os interesses dos estudantes,
comutar as penalidades previstas nos §§ 1o e 3o deste artigo
por outras medidas, desde que adequadas para superação das
deficiências e irregularidades constatadas. (Alterado pela Lei
13.530/2017).
§ 5º Para fins de regulação, os Estados e o Distrito Federal
deverão adotar os critérios definidos pela União para
autorização de funcionamento de curso de graduação em
Medicina.” (Incluído pela Lei 13.530/2017).
Art. 47. Na educação superior, o ano letivo regular,
independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de
trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos
exames finais, quando houver.
§ 1º As instituições informarão aos interessados, antes de
cada período letivo, os programas dos cursos e demais
componentes curriculares, sua duração, requisitos,
qualificação dos professores, recursos disponíveis e critérios
de avaliação, obrigando-se a cumprir as respectivas condições,
e a publicação deve ser feita, sendo as 3 (três) primeiras
formas concomitantemente: (Redação dada pela lei nº 13.168,
de 2015).
I - em página específica na internet no sítio eletrônico
oficial da instituição de ensino superior, obedecido o seguinte:
(Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)
a) toda publicação a que se refere esta Lei deve ter como
título “Grade e Corpo Docente”; (Incluída pela lei nº 13.168, de
2015)
b) a página principal da instituição de ensino superior, bem
como a página da oferta de seus cursos aos ingressantes sob a
forma de vestibulares, processo seletivo e outras com a mesma
finalidade, deve conter a ligação desta com a página específica
prevista neste inciso; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)
c) caso a instituição de ensino superior não possua sítio
eletrônico, deve criar página específica para divulgação das
informações de que trata esta Lei; (Incluída pela lei nº 13.168,
de 2015)
d) a página específica deve conter a data completa de sua
última atualização; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)
II - em toda propaganda eletrônica da instituição de ensino
superior, por meio de ligação para a página referida no inciso
I; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)
III - em local visível da instituição de ensino superior e de
fácil acesso ao público; (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)
IV - deve ser atualizada semestralmente ou anualmente, de
acordo com a duração das disciplinas de cada curso oferecido,
observando o seguinte: (Incluído pela lei nº 13.168, de 2015)
a) caso o curso mantenha disciplinas com duração
diferenciada, a publicação deve ser semestral; (Incluída pela
lei nº 13.168, de 2015)
b) a publicação deve ser feita até 1 (um) mês antes do início
das aulas; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)
c) caso haja mudança na grade do curso ou no corpo
docente até o início das aulas, os alunos devem ser
comunicados sobre as alterações; (Incluída pela lei nº 13.168,
de 2015)
V - deve conter as seguintes informações: (Incluído pela lei
nº 13.168, de 2015)
a) a lista de todos os cursos oferecidos pela instituição de
ensino superior; (Incluída pela lei nº 13.168, de 2015)
b) a lista das disciplinas que compõem a grade curricular
de cada curso e as respectivas cargas horárias; (Incluída pela
lei nº 13.168, de 2015)
c) a identificação dos docentes que ministrarão as aulas em
cada curso, as disciplinas que efetivamente ministrará naquele
curso ou cursos, sua titulação, abrangendo a qualificação
profissional do docente e o tempo de casa do docente, de forma
total, contínua ou intermitente. (Incluída pela lei nº 13.168, de
2015)
§ 2º Os alunos que tenham extraordinário aproveitamento
nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros
instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca
examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos
seus cursos, de acordo com as normas dos sistemas de ensino.
§ 3º É obrigatória a frequência de alunos e professores,
salvo nos programas de educação a distância.
§ 4º As instituições de educação superior oferecerão, no
período noturno, cursos de graduação nos mesmos padrões de
qualidade mantidos no período diurno, sendo obrigatória a
oferta noturna nas instituições públicas, garantida a
necessária previsão orçamentária.
Art. 48. Os diplomas de cursos superiores reconhecidos,
quando registrados, terão validade nacional como prova da
formação recebida por seu titular.
§ 1º Os diplomas expedidos pelas universidades serão por
elas próprias registrados, e aqueles conferidos por instituições
não-universitárias serão registrados em universidades
indicadas pelo Conselho Nacional de Educação.
§ 2º Os diplomas de graduação expedidos por
universidades estrangeirasserão revalidados por
universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e
área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais
de reciprocidade ou equiparação.
§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos
por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos
por universidades que possuam cursos de pós-graduação
reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e
em nível equivalente ou superior.
Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a
transferência de alunos regulares, para cursos afins, na
hipótese de existência de vagas, e mediante processo seletivo.
Parágrafo único. As transferências ex officio dar-se-ão na
forma da lei.
Art. 50. As instituições de educação superior, quando da
ocorrência de vagas, abrirão matrícula nas disciplinas de seus
cursos a alunos não regulares que demonstrarem capacidade
de cursá-las com proveito, mediante processo seletivo prévio.
Art. 51. As instituições de educação superior credenciadas
como universidades, ao deliberar sobre critérios e normas de
seleção e admissão de estudantes, levarão em conta os efeitos
desses critérios sobre a orientação do ensino médio,
articulando-se com os órgãos normativos dos sistemas de
ensino.
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 10
Art. 52. As universidades são instituições
pluridisciplinares de formação dos quadros profissionais de
nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo
do saber humano, que se caracterizam por: (Regulamento)
I - produção intelectual institucionalizada mediante o
estudo sistemático dos temas e problemas mais relevantes,
tanto do ponto de vista científico e cultural, quanto regional e
nacional;
II - um terço do corpo docente, pelo menos, com titulação
acadêmica de mestrado ou doutorado;
III - um terço do corpo docente em regime de tempo
integral.
Parágrafo único. É facultada a criação de universidades
especializadas por campo do saber.
Art. 53. No exercício de sua autonomia, são asseguradas às
universidades, sem prejuízo de outras, as seguintes
atribuições:
I - criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e
programas de educação superior previstos nesta Lei,
obedecendo às normas gerais da União e, quando for o caso, do
respectivo sistema de ensino;
II - fixar os currículos dos seus cursos e programas,
observadas as diretrizes gerais pertinentes;
III - estabelecer planos, programas e projetos de pesquisa
científica, produção artística e atividades de extensão;
IV - fixar o número de vagas de acordo com a capacidade
institucional e as exigências do seu meio;
V - elaborar e reformar os seus estatutos e regimentos em
consonância com as normas gerais atinentes;
VI - conferir graus, diplomas e outros títulos;
VII - firmar contratos, acordos e convênios;
VIII - aprovar e executar planos, programas e projetos de
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em
geral, bem como administrar rendimentos conforme
dispositivos institucionais;
IX - administrar os rendimentos e deles dispor na forma
prevista no ato de constituição, nas leis e nos respectivos
estatutos;
X - receber subvenções, doações, heranças, legados e
cooperação financeira resultante de convênios com entidades
públicas e privadas.
§ 1º Para garantir a autonomia didático-científica das
universidades, caberá aos seus colegiados de ensino e
pesquisa decidir, dentro dos recursos orçamentários
disponíveis, sobre: (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017)
I - criação, expansão, modificação e extinção de cursos;
(Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017)
II - ampliação e diminuição de vagas; (Redação dada pela
Lei nº 13.490, de 2017)
III - elaboração da programação dos cursos; (Redação dada
pela Lei nº 13.490, de 2017)
IV - programação das pesquisas e das atividades de
extensão; (Redação dada pela Lei nº 13.490, de 2017)
V - contratação e dispensa de professores; (Redação dada
pela Lei nº 13.490, de 2017)
VI - planos de carreira docente. (Redação dada pela Lei nº
13.490, de 2017)
§ 2º As doações, inclusive monetárias, podem ser dirigidas
a setores ou projetos específicos, conforme acordo entre
doadores e universidades. (Incluído pela Lei nº 13.490, de
2017)
§ 3º No caso das universidades públicas, os recursos das
doações devem ser dirigidos ao caixa único da instituição, com
destinação garantida às unidades a serem beneficiadas.
(Incluído pela Lei nº 13.490, de 2017)
Art. 54. As universidades mantidas pelo Poder Público
gozarão, na forma da lei, de estatuto jurídico especial para
atender às peculiaridades de sua estrutura, organização e
financiamento pelo Poder Público, assim como dos seus planos
de carreira e do regime jurídico do seu pessoal.
§ 1º No exercício da sua autonomia, além das atribuições
asseguradas pelo artigo anterior, as universidades públicas
poderão:
I - propor o seu quadro de pessoal docente, técnico e
administrativo, assim como um plano de cargos e salários,
atendidas as normas gerais pertinentes e os recursos
disponíveis;
II - elaborar o regulamento de seu pessoal em
conformidade com as normas gerais concernentes;
III - aprovar e executar planos, programas e projetos de
investimentos referentes a obras, serviços e aquisições em
geral, de acordo com os recursos alocados pelo respectivo
Poder mantenedor;
IV - elaborar seus orçamentos anuais e plurianuais;
V - adotar regime financeiro e contábil que atenda às suas
peculiaridades de organização e funcionamento;
VI - realizar operações de crédito ou de financiamento, com
aprovação do Poder competente, para aquisição de bens
imóveis, instalações e equipamentos;
VII - efetuar transferências, quitações e tomar outras
providências de ordem orçamentária, financeira e patrimonial
necessárias ao seu bom desempenho.
§ 2º Atribuições de autonomia universitária poderão ser
estendidas a instituições que comprovem alta qualificação
para o ensino ou para a pesquisa, com base em avaliação
realizada pelo Poder Público.
Art. 55. Caberá à União assegurar, anualmente, em seu
Orçamento Geral, recursos suficientes para manutenção e
desenvolvimento das instituições de educação superior por ela
mantidas.
Art. 56. As instituições públicas de educação superior
obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a
existência de órgãos colegiados deliberativos, de que
participarão os segmentos da comunidade institucional, local
e regional.
Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão
setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e
comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e
modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha
de dirigentes.
Art. 57. Nas instituições públicas de educação superior, o
professor ficará obrigado ao mínimo de oito horas semanais de
aulas.
CAPÍTULO V
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos
desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida
preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
altas habilidades ou superdotação.
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio
especializado, na escola regular, para atender às
peculiaridades da clientela de educação especial.
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes,
escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das
condições específicas dos alunos, não for possível a sua
integração nas classes comuns de ensino regular.
§ 3º A oferta de educação especial, nos termos do caput
deste artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao
longo da vida, observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo
único do art. 60 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632,
de 2018)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2207.htm
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 11
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos
comdeficiência, transtornos globais do desenvolvimento e
altas habilidades ou superdotação:
I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades;
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem
atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental,
em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em
menor tempo o programa escolar para os superdotados;
III - professores com especialização adequada em nível
médio ou superior, para atendimento especializado, bem como
professores do ensino regular capacitados para a integração
desses educandos nas classes comuns;
IV - educação especial para o trabalho, visando a sua
efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições
adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção
no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos
oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma
habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou
psicomotora;
V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais
suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino
regular.
Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro
nacional de alunos com altas habilidades ou superdotação
matriculados na educação básica e na educação superior, a fim
de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao
desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado.
(Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015)
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino
estabelecerão critérios de caracterização das instituições
privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação
exclusiva em educação especial, para fins de apoio técnico e
financeiro pelo Poder Público.
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação na própria rede pública regular
de ensino, independentemente do apoio às instituições
previstas neste artigo.
TÍTULO VI
Dos Profissionais da Educação
Art. 61. Consideram-se profissionais da educação escolar
básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido
formados em cursos reconhecidos, são:
I - professores habilitados em nível médio ou superior para
a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e
médio;
II - trabalhadores em educação portadores de diploma de
pedagogia, com habilitação em administração, planejamento,
supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com
títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas;
III - trabalhadores em educação, portadores de diploma de
curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim.
IV - profissionais com notório saber reconhecido pelos
respectivos sistemas de ensino, para ministrar conteúdos de
áreas afins à sua formação ou experiência profissional,
atestados por titulação específica ou prática de ensino em
unidades educacionais da rede pública ou privada ou das
corporações privadas em que tenham atuado, exclusivamente
para atender ao inciso V do caput do art. 36; (Incluído pela lei
nº 13.415, de 2017)
V - profissionais graduados que tenham feito
complementação pedagógica, conforme disposto pelo
Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela lei nº 13.415,
de 2017)
Parágrafo único. A formação dos profissionais da
educação, de modo a atender às especificidades do exercício
de suas atividades, bem como aos objetivos das diferentes
etapas e modalidades da educação básica, terá como
fundamentos:
I - a presença de sólida formação básica, que propicie o
conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas
competências de trabalho;
II - a associação entre teorias e práticas, mediante estágios
supervisionados e capacitação em serviço;
III - o aproveitamento da formação e experiências
anteriores, em instituições de ensino e em outras atividades.
Art. 62 A formação de docentes para atuar na educação
básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura
plena, admitida, como formação mínima para o exercício do
magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do
ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na
modalidade normal. (Redação dada pela lei nº 13.415, de
2017)
§ 1º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios,
em regime de colaboração, deverão promover a formação
inicial, a continuada e a capacitação dos profissionais de
magistério.
§ 2º A formação continuada e a capacitação dos
profissionais de magistério poderão utilizar recursos e
tecnologias de educação a distância.
§ 3º A formação inicial de profissionais de magistério dará
preferência ao ensino presencial, subsidiariamente fazendo
uso de recursos e tecnologias de educação a distância.
§ 4º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios
adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência
em cursos de formação de docentes em nível superior para
atuar na educação básica pública.
§ 5º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios
incentivarão a formação de profissionais do magistério para
atuar na educação básica pública mediante programa
institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes
matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena,
nas instituições de educação superior.
§ 6º O Ministério da Educação poderá estabelecer nota
mínima em exame nacional aplicado aos concluintes do ensino
médio como pré-requisito para o ingresso em cursos de
graduação para formação de docentes, ouvido o Conselho
Nacional de Educação - CNE.
§ 7º (Vetado).
§ 8º Os currículos dos cursos de formação de docentes
terão por referência a Base Nacional Comum
Curricular. (Incluído pela lei nº 13.415, de 2017)
Art. 62-A. A formação dos profissionais a que se refere o
inciso III do art. 61 far-se-á por meio de cursos de conteúdo
técnico-pedagógico, em nível médio ou superior, incluindo
habilitações tecnológicas.
Parágrafo único. Garantir-se-á formação continuada para
os profissionais a que se refere o caput, no local de trabalho ou
em instituições de educação básica e superior, incluindo
cursos de educação profissional, cursos superiores de
graduação plena ou tecnológicos e de pós-graduação.
Art. 62-B. O acesso de professores das redes públicas de
educação básica a cursos superiores de pedagogia e
licenciatura será efetivado por meio de processo seletivo
diferenciado. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)
§ 1º Terão direito de pleitear o acesso previsto no caput
deste artigo os professores das redes públicas municipais,
estaduais e federal que ingressaram por concurso público,
tenham pelo menos três anos de exercício da profissão e não
sejam portadores de diploma de graduação. (Incluído pela Lei
nº 13.478, de 2017)
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 12
§ 2º As instituições de ensino responsáveis pela oferta de
cursos de pedagogia e outras licenciaturas definirão critérios
adicionais de seleção sempre que acorrerem aos certames
interessados em número superior ao de vagas disponíveis
para os respectivos cursos. (Incluído pela Lei nº 13.478, de
2017)
§ 3º Sem prejuízo dos concursos seletivos a serem
definidos em regulamento pelas universidades, terão
prioridade de ingresso os professores que optarem por cursos
de licenciatura em matemática, física, química, biologia e
língua portuguesa. (Incluído pela Lei nº 13.478, de 2017)
Art. 63. Os institutos superiores de educação manterão:
I - cursos formadores de profissionais para a educação
básica, inclusive o curso normal superior, destinado à
formação de docentes para a educação infantil e para as
primeiras séries do ensino fundamental;
II - programas de formação pedagógica para portadores de
diplomas de educação superior que queiram se dedicar à
educação básica;
III - programas de educação continuada para os
profissionais de educaçãoacontecer. “E se eu ler muitos livros de
autoajuda?" Também não vai adiantar.
Sonho não é delírio, é o desejo com
factibilidade, que pode ser realizado. Delírio é
um desejo marcado pela incapacidade de
realização.
(CORTELLA, Mário Sárglo- Pensar bem nos faz bem! Vozes,
p.138.)
A letra “x" representa vários sons como em
"exemploVz/. Assinale a alternativa com som
diferente:
(A) exato.
(B) exame.
(C) expressar.
(D) exaurir.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 9
02. (Prefeitura de Porto Velho/RO -
Especialista em Educação - IBADE/2019)
Queremos a infância para nós
O mundo anda bem atrapalhado: de um
lado, temos crianças que se comportam, se
vestem, falam e são tratadas como adultos. Do
outro, adultos que se comportam, se vestem,
falam e são tratados como crianças. Pelo jeito,
infância e vida adulta têm hoje pouco a ver com
idade cronológica.
Não é preciso muito para observar sinais
dessa troca: basta olhar as pessoas no espaço
público. É corriqueiro vermos meninas
vestidas com roupas de adultos, inclusive
sensuais: blusas e saias curtas, calças
apertadas, meia-calça e sapatos de salto. E
pensar que elas precisam é de roupa folgada
para deixar o corpo explodir em movimentos
que devem ser experimentados... Mas sempre
há um traço que trai a idade: um brinquedo
pendurado, um exagero de enfeites, um
excesso de maquiagem, etc.
Se olharmos as adultas, vestidas com o
mesmo tipo de roupa das meninas descritas
acima, vemos também brinquedos, carregados
como enfeites ou amuletos: nos chaveiros, nas
bolsas, nos telefones celulares, nos carros. Isso
sem falar nas mesas de trabalho, enfeitadas
com ícones do mundo infantil.
Criança pequena adora ter amigo
imaginário, mas essa maravilhosa
possibilidade tem sido destruída, pouco a
pouco, pelo massacre da realidade do mundo
adulto, que tem colaborado muito para
desfazer a fantasia e o faz-de-conta. Mas os
legítimos representantes desse mundo, por
sua vez, não hesitam em ter o seu.
Ultimamente, ele tem sido comum e ganhou o
nome de deus. Não me refiro ao Deus das
religiões e alvo da fé. A ideia de deus foi
privatizada, e cada um tem o seu, à sua imagem
e semelhança, mesmo sem professar religião
nenhuma.
O amigo imaginário dos adultos chamado de
deus é aquele com quem eles conversam
animadamente, a quem chamam nos
momentos de estresse, a quem recorrem
sempre que enfrentam dificuldades, precisam
tomar uma decisão ou anseiam por algo e,
principalmente, para contornar a solidão.
Nada como ter um amigo invisível, já que ele
não exige lealdade, dedicação nem cobra nada,
não é?
E o que dizer, então, das brincadeiras
infantis que muitos adultos são obrigados a
enfrentar quando fazem cursos, frequentam
seminários ou assistem a aulas? É um tal de
assoprar bexigas, abraçar quem está ao lado,
acender fósforo para expressar uma ideia,
carregar uma pedra para ter a palavra no
grupo, escolher um bicho como imagem de
identificação, usar canetas coloridas para fazer
trabalhos, etc.
Mas, se existe uma manifestação comum a
crianças e adultos para expressar alegria,
contentamento, comemoração e afins, ela tem
sido o grito. Que as crianças gritem porque
ainda não descobriram outras maneiras de
expressar emoções, dá para entender. Aliás, é
bom lembrar que os educadores não têm
colaborado para que elas aprendam a
desenvolver outros tipos de expressão. Mas os
adultos gritarem desesperada e
estridentemente para manifestar emoção é
constrangedor. Com tamanha confusão, fica a
impressão de que roubamos a infância das
crianças porque a queremos para nós, não?
SAYÃO, Rosely. “As melhores crônicas do Brasil”. In
cronicasbrasil.blogspot.com.
O vocábulo “impressão”, sublinhado no
fragmento “fica a impressão de que roubamos
a infância das crianças” (7º §), é grafado com
“ss” em razão de uma regra ortográfica
segundo a qual grafam-se com o dígrafo “ss” os
nomes relacionados aos verbos com radical em
“prim”, como imprimir / impressão,
comprimir/compressão, etc. Abaixo estão
relacionadas outras regras ortográficas, com
os respectivos exemplos. A regra em que um
dos exemplos NÃO se enquadra nela é:
(A) grafam-se com Z os sufixos -izar, -ização:
civilizar, humanizar, catalizar, colonização.
(B) grafa-se com Ç a correlação T – Ç:
absorção, ação, assunção, exceção.
(C) grafa-se com SS a correlação CED - CESS:
cessão, intercessão, acessível, concessão.
(D) grafam-se com S os sufixos -esa, -ês, -
esia, quando o radical é um substantivo:
freguês, burguesa, maresia, pedrês.
(E) grafam-se com Z os sufixos -ez, -eza,
quando o radical é um adjetivo: pobreza,
grandeza, acidez, realeza.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 10
03. (Prefeitura de Timbó/SC -
Engenheiro Civil - FURB/2019) Assim como
o verbo “autorizar”, assinale a alternativa que
contenha outro exemplo de verbo terminado
em IZAR:
(A) avi___ar.
(B) ali___ar.
(C) pesqui___ar.
(D) tranquili___ar.
(E) preci___ar.
04. (Prefeitura de Timbó/SC -
Engenheiro Civil - FURB/2019) A exemplo
de “crescimento”, escrito corretamente com
SC, assinale a alternativa cuja lacuna também
deve ser preenchida com SC:
(A) e___eção.
(B) do___ente.
(C) anoite___er.
(D) ace___ível.
(E) di____ente.
05. (MPE-GO - Secretário Auxiliar - MPE-
GO/2019) Assinale a alternativa em que NÃO
há erro de grafia nas palavras descritas:
(A) aprasível, chafariz, puxar.
(B) pecha, cochichar, piche.
(C) poetiza, encharcada, exdrúxulo.
(D) expetacular, exceção, objeção.
(E) estiagem, expulsão, enchuto.
Gabarito
01. C / 02. A / 03. D / 04. E / 05. B
Emprego das Iniciais Maiúsculas e
Minúsculas
Inicial Maiúscula
Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes
casos:
1) No começo de um período, verso ou
citação direta.
Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com
Cristo em qualquer lugar, ainda que seja no
inferno, é estar no Paraíso.”
“Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da Esperança…”
(Castro Alves)
2) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
3) Nos topônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
4) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: Dionísio, Netuno.
5) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã.
6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas
internacionais.
Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª.
7) Nos nomes que designam altos conceitos
religiosos, políticos ou nacionalistas.
Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica,
Romana), Estado, Nação, Pátria, União, etc.
Observação: esses nomes escrevem-se com
inicial minúscula quando são empregados em
sentido geral ou indeterminado.
Exemplo: Todos amam sua pátria.
Emprego Facultativo da Letra Maiúscula
1) No início dos versos que não abrem
período, é facultativo o uso da letra maiúscula,
como por exemplo:
“Aqui, sim, no meu cantinho,
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro.”
2) Nos nomes de logradouros públicos,
templos e edifícios.
Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da
Liberdade / Igreja do Rosário ou igreja do
Rosário / Edifício Azevedo ou edifício Azevedo.
Inicial Minúscula
Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes
casos:
1) Em todos os vocábulos correntes da língua
portuguesa.
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta,
etc.
2) Depois de dois-pontos, não se tratando de
citação direta, usa-se letra minúscula.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 11
Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com
suas dádivas: ouro, incenso, mirra.” (Manuel
Bandeira)
3) Nos nomes de meses, estações do ano e
dias da semana.
Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. /
segunda, sexta, domingo, etc. / primavera,
verão, outono, inverno.
4) Nos pontos cardeais.
Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de
leste a oeste.” / “Estes são os pontos colaterais:dos diversos níveis.
Art. 64. A formação de profissionais de educação para
administração, planejamento, inspeção, supervisão e
orientação educacional para a educação básica, será feita em
cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-
graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta
formação, a base comum nacional.
Art. 65. A formação docente, exceto para a educação
superior, incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas
horas.
Art. 66. A preparação para o exercício do magistério
superior far-se-á em nível de pós-graduação, prioritariamente
em programas de mestrado e doutorado.
Parágrafo único. O notório saber, reconhecido por
universidade com curso de doutorado em área afim, poderá
suprir a exigência de título acadêmico.
Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização
dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos
termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério
público:
I - ingresso exclusivamente por concurso público de provas
e títulos;
II - aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive
com licenciamento periódico remunerado para esse fim;
III - piso salarial profissional;
IV - progressão funcional baseada na titulação ou
habilitação, e na avaliação do desempenho;
V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação,
incluído na carga de trabalho;
VI - condições adequadas de trabalho.
§ 1º A experiência docente é pré-requisito para o exercício
profissional de quaisquer outras funções de magistério, nos
termos das normas de cada sistema de ensino.
§ 2º Para os efeitos do disposto no § 5º do art. 40 e no §
8o do art. 201 da Constituição Federal, são consideradas
funções de magistério as exercidas por professores e
especialistas em educação no desempenho de atividades
educativas, quando exercidas em estabelecimento de
educação básica em seus diversos níveis e modalidades,
incluídas, além do exercício da docência, as de direção de
unidade escolar e as de coordenação e assessoramento
pedagógico.
§ 3º A União prestará assistência técnica aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios na elaboração de concursos
públicos para provimento de cargos dos profissionais da
educação.
TÍTULO VII
Dos Recursos financeiros
Art. 68. Serão recursos públicos destinados à educação os
originários de:
I - receita de impostos próprios da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios;
II - receita de transferências constitucionais e outras
transferências;
III - receita do salário-educação e de outras contribuições
sociais;
IV - receita de incentivos fiscais;
V - outros recursos previstos em lei.
Art. 69. A União aplicará, anualmente, nunca menos de
dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, vinte
e cinco por cento, ou o que consta nas respectivas
Constituições ou Leis Orgânicas, da receita resultante de
impostos, compreendidas as transferências constitucionais, na
manutenção e desenvolvimento do ensino público.
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela
União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou
pelos Estados aos respectivos Municípios, não será
considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo,
receita do governo que a transferir.
§ 2º Serão consideradas excluídas das receitas de impostos
mencionadas neste artigo as operações de crédito por
antecipação de receita orçamentária de impostos.
§ 3º Para fixação inicial dos valores correspondentes aos
mínimos estatuídos neste artigo, será considerada a receita
estimada na lei do orçamento anual, ajustada, quando for o
caso, por lei que autorizar a abertura de créditos adicionais,
com base no eventual excesso de arrecadação.
§ 4º As diferenças entre a receita e a despesa previstas e as
efetivamente realizadas, que resultem no não atendimento dos
percentuais mínimos obrigatórios, serão apuradas e corrigidas
a cada trimestre do exercício financeiro.
§ 5º O repasse dos valores referidos neste artigo do caixa
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios
ocorrerá imediatamente ao órgão responsável pela educação,
observados os seguintes prazos:
I - recursos arrecadados do primeiro ao décimo dia de cada
mês, até o vigésimo dia;
II - recursos arrecadados do décimo primeiro ao vigésimo
dia de cada mês, até o trigésimo dia;
III - recursos arrecadados do vigésimo primeiro dia ao final
de cada mês, até o décimo dia do mês subsequente.
§ 6º O atraso da liberação sujeitará os recursos a correção
monetária e à responsabilização civil e criminal das
autoridades competentes.
Art. 70. Considerar-se-ão como de manutenção e
desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas
à consecução dos objetivos básicos das instituições
educacionais de todos os níveis, compreendendo as que se
destinam a:
I - remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e
demais profissionais da educação;
II - aquisição, manutenção, construção e conservação de
instalações e equipamentos necessários ao ensino;
III - uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao
ensino;
IV - levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas
visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à
expansão do ensino;
V - realização de atividades-meio necessárias ao
funcionamento dos sistemas de ensino;
APOSTILAS OPÇÃO
Conhecimentos Específicos 13
VI - concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas
públicas e privadas;
VII - amortização e custeio de operações de crédito
destinadas a atender ao disposto nos incisos deste artigo;
VIII - aquisição de material didático-escolar e manutenção
de programas de transporte escolar.
Art. 71. Não constituirão despesas de manutenção e
desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com:
I - pesquisa, quando não vinculada às instituições de
ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que
não vise, precipuamente, ao aprimoramento de sua qualidade
ou à sua expansão;
II - subvenção a instituições públicas ou privadas de
caráter assistencial, desportivo ou cultural;
III - formação de quadros especiais para a administração
pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos;
IV - programas suplementares de alimentação, assistência
médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras
formas de assistência social;
V - obras de infraestrutura, ainda que realizadas para
beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar;
VI - pessoal docente e demais trabalhadores da educação,
quando em desvio de função ou em atividade alheia à
manutenção e desenvolvimento do ensino.
Art. 72. As receitas e despesas com manutenção e
desenvolvimento do ensino serão apuradas e publicadas nos
balanços do Poder Público, assim como nos relatórios a que se
refere o § 3º do art. 165 da Constituição Federal.
Art. 73. Os órgãos fiscalizadores examinarão,
prioritariamente, na prestação de contas de recursos públicos,
o cumprimento do disposto no art. 212 da Constituição
Federal, no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias e na legislação concernente.
Art. 74. A União, em colaboração com os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, estabelecerá padrão mínimo de
oportunidades educacionais para o ensino fundamental,
baseado no cálculo do custo mínimo por aluno, capaz de
assegurar ensino de qualidade.
Parágrafo único. O custo mínimo de que trata este artigo
será calculado pela União ao final de cada ano, com validade
para o ano subsequente, considerando variações regionais no
custo dos insumos e as diversas modalidades de ensino.
Art. 75. A ação supletiva e redistributiva da União e dos
Estados será exercida de modo a corrigir, progressivamente,
as disparidades de acesso e garantir o padrão mínimo de
qualidade de ensino.
§ 1º A ação a que se refere este artigo obedecerá a fórmula
de domínio público que inclua a capacidade de atendimento e
a medida do esforço fiscal do respectivonordeste, noroeste, sudeste, sudoeste.”
Observação: quando empregados em sua
forma absoluta, os pontos cardeais são grafados
com letra maiúscula.
Exemplos: Nordeste (região do Brasil) /
Ocidente (europeu) /Oriente (asiático).
Emprego Facultativo da Letra Minúscula
1) Nos vocábulos que compõem uma citação
bibliográfica.
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão:
veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do
tempo perdido
2) Nas formas de tratamento e reverência,
bem como em nomes sagrados e que designam
crenças religiosas.
Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador
Mário Covas
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou
excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria
c) Nos nomes que designam domínios de
saber, cursos e disciplinas.
Exemplos:
Português ou português
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e
literaturas modernas
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura
Questões
01. (MPE/SC - Promotor de Justiça -
MPE/SC/2019)
Excerto 6
“[...] O jurídico aparece sempre na forma de
linguagem textual, mais precisamente, na
maneira verbal escrita, o que outorga maior
estabilidade às relações deônticas entre os
sujeitos das relações. Como tal, as Ciências da
Linguagem, particularmente a Semiótica,
desempenham papel decisivo para a
investigação do objeto Direito. E, se pensarmos
também na afirmação de Flusser, segundo a
qual a língua é constitutiva da realidade,
ficaremos autorizados a dizer que a linguagem
(língua) do Direito cria, forma e propaga a
realidade jurídica. [...]”
CARVALHO, Paulo Barros. O legislador como poeta: alguns
apontamentos sobre a teoria flusseriana aplicados ao Direito.
IN: PINTO, Rosalice; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco;
RODRIGUES, Maria das Graças Soares (Orgs.). Linguagem e
direito: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Contexto,
2019. p. 25. [fragmento]
As palavras Semiótica e Direito estão
grafadas com letra inicial maiúscula, pois se
referem a domínios do saber. De acordo com a
norma ortográfica vigente, também poderiam
ser grafadas com letra inicial minúscula.
Certo ( ) Errado ( )
02. (MGS – Todos os Cargos de Nível
Fundamental Completo - IBFC/2017)
Estranhas Gentilezas
(Ivan Angelo)
Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-
se que as pessoas nas grandes cidades não têm
o hábito da gentileza. Não é por ruindade, é
falta de tempo. Gastam a paciência nos ônibus,
no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas
de espera, nos embates familiares, e depois
economizam com a gente.
Comigo dá-se o contrário, é o que estou
notando de uns dias para cá. Tratam-me com
inquietante delicadeza. Já captava aqui e ali
sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de asas
de borboleta, quase nada. A impressão de que
há algo estranho tomou meu corpo mesmo foi
na semana passada. Um vizinho que já fora
meu amigo telefonou-me desfazendo o engano
APOSTILAS OPÇÃO
Português 12
que nos afastava, intriga de pessoa que nem
conheço e que afinal resolvera esclarecer tudo.
Difícil reconstruir a amizade, mas a inimizade
morria ali.
Como disse, eu vinha desconfiando
tenuemente de algumas amabilidades. O
episódio do vizinho fez surgir em meu espírito
a hipótese de uma trama, que já mobilizava até
pessoas distantes. E as próximas?
Tenho reparado. As próximas telefonam
amáveis, sem motivo. Durante o telefonema
fico aguardando o assunto que estaria
embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não
sai. Um número inesperado de pessoas me
cumprimenta na rua, com acenos de cabeça.
Mulheres, antes esquivas, sorriem transitáveis
nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o
maître2, com uma piscadela, fura a demorada
fila de executivos à espera e me arruma
rapidinho uma mesa para dois. Um homem de
pasta que parecia impaciente à minha frente
me cede o último lugar no elevador. O
jornaleiro larga sua banca na avenida Sumaré
e vem ao prédio avisar-me que o jornal chegou.
Os vizinhos de cima silenciam depois das dez
da noite.
[...]
Que significa isso? Que querem comigo? Que
complô é este? Que vão pedir em troca de tanta
gentileza?
Aguardo, meio apreensivo, meio feliz.
Interrompo a crônica nesse ponto, saio para
ir ao banco, desço pelas escadas porque
alguém segura o elevador lá em cima, o
segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos
antes de entrar na porta giratória, enfrento a
fila do caixa, não aceitam meus cheques para
pagar contas em nome de minha mulher, saio
mal-humorado do banco, atravesso a avenida
arriscando a vida entre bólidos3 , um
caminhão joga-me água suja de uma poça, o
elevador continua preso lá em cima, subo a pé,
entro no apartamento, sento-me ao
computador e ponho-me de novo a sonhar com
gentilezas.
Vocabulário:
1 bairro Jardim Paulista, um dos mais
requintados de São Paulo
2 funcionário que coordena agendamentos
entre outras coisas nos restaurantes
3 carros muito velozes
Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra
em destaque foi escrita com letra maiúscula
por se tratar de:
(A) um erro de grafia.
(B) um destaque do autor
(C) um substantivo próprio.
(D) um substantivo coletivo.
03. (IF/PB - Assistente em Administração
- IDECAN/2019)
ONG confirma segunda morte em conflitos
na Venezuela
Segunda vítima é mulher que foi baleada na
cabeça, informa o Observatório Venezuelano
de Conflito Social (OVCS). País enfrenta onda
de protestos pró e contra Maduro.
Disponível em:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/05/02/ong-relata-
morte-de-mais-uma-pessoa-durante-protestos-na-
venezuela.ghtml
No texto, no que concerne à grafia, as
iniciais maiúsculas em “Observatório
Venezuelano de Conflito Social” são
gramaticalmente
(A) inadequadas, pois se trata de um
substantivo comum, em razão de formação por
sigla.
(B) inadequadas, pois se trata de um
adjetivo ligado à Venezuela.
(C) inadequadas, pois, no gênero textual
notícia, deve haver a ausência de iniciais
maiúsculas.
(D) adequadas, pois se trata de um
substantivo próprio.
(E) adequadas, pois o gênero notícia exige
este tipo de grafia para convencer ao leitor.
Gabarito
01. Certo / 02.C / 03. D
Palavras ou Expressões que geram
dificuldades
Algumas palavras ou expressões costumam
apresentar dificuldades colocando em maus
lençóis quem pretende falar ou redigir
português culto. Esta é uma oportunidade para
você aperfeiçoar seu desempenho. Preste
atenção e tente incorporar tais palavras certas
em situações apropriadas.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 13
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a
indica tempo futuro)
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica
tempo passado)
Atenção: Há muito tempo já indica passado.
Não há necessidade de usar atrás, isto é um
pleonasmo.
Acerca de: Falávamos acerca de uma
solução melhor. (a respeito de)
A cerca de: dessa forma, separado, tem o
significado de “perto de”, “próximo de”,
“aproximadamente”. (A mulher foi encontrada
a cerca de 15 metros de sua casa.)
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos
este caso. (faz tempo)
Ao encontro de: Sua atitude vai ao
encontro da verdade. (estar a favor de)
De encontro a: Minhas opiniões vão de
encontro às suas. (oposição, choque)
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade)
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante)
Ao invés de: Ao invés de falar começou a
chorar. (oposição, ao contrário de)
Em vez de: Em vez de acompanhar-me,
ficou só. (no lugar de)
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem
informado, ciente)
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de
igualdade ou equivalência entre valores
financeiros – câmbio)
Aprender: O menino aprendeu a lição.
(tomar conhecimento de)
Apreender: O fiscal apreendeu a
carteirinha do menino. (prender)
Baixar: os preços quando não há objeto
direto; os preços funcionam como sujeito:Baixaram os preços (sujeito) nos
supermercados. Vamos comemorar, pessoal!
Abaixar: os preços empregado com objeto
direto: Os postos (sujeito) de combustível
abaixaram os preços (objeto direto) da
gasolina.
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de
vinho. (pessoa que bebe)
Bebedouro: Este bebedouro está
funcionando bem. (aparelho que fornece água)
Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo
aqui, jovem. (adjetivo composto)
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe.
(nome próprio)
Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara
Municipal. (local de trabalho)
Câmera: Comprei uma câmera japonesa.
(aparelho que fotografa)
Champanha/Champanhe (do francês): O
champanha/champanhe está bem gelado.
Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno.
(ato de doar)
Sessão: A sessão do filme durou duas horas.
(intervalo de tempo)
Seção/Secção: Visitei hoje a seção de
esportes. (repartição pública, departamento)
Demais: Vocês falam demais, caras!
(advérbio de intensidade)
Demais: Chamaram mais dez candidatos, os
demais devem aguardar. (equivale a “os
outros”)
De mais: Não vejo nada de mais em sua
decisão. (opõe-se a “de menos”)
Descriminar: O réu foi descriminado; pra
sorte dele. (inocentar, absolver de crime)
Discriminar: Era impossível discriminar os
caracteres do documento. (diferençar,
distinguir, separar)
Descrição: A descrição sobre o jogador foi
perfeita. (descrever)
Discrição: Você foi muito discreto.
(reservado)
Entrega em domicílio: Fiz a entrega em
domicílio. (lugar)
Entrega a domicílio: Enviou as compras a
domicílio. (com verbos de movimento)
Espectador: Os espectadores se fartaram
da apresentação. (aquele que vê, assiste)
Expectador: O expectador aguardava o
momento da chamada. (que espera alguma
coisa)
Estada: A estada dela aqui foi gratificante.
(tempo em algum lugar)
Estadia: A estadia do carro foi prolongada
por mais algumas semanas. (prazo concedido
para carga e descarga)
APOSTILAS OPÇÃO
Português 14
Fosforescente: Este material é
fosforescente. (que brilha no escuro)
Fluorescente: A luz branca do carro era
fluorescente. (determinado tipo de
luminosidade)
Haja: É preciso que não haja descuido.
(verbo haver – 1ª pessoa singular do presente do
subjuntivo)
Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir
– 1ª pessoa singular do presente do subjuntivo)
Houve: Houve um grande incêndio no
centro de São Paulo. (verbo haver - 3ª pessoa do
singular do pretérito perfeito)
Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve.
(verbo ouvir - 3ª pessoa singular do presente do
indicativo)
Mal: Dormi mal. (oposto de bem)
Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de
bom)
Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu.
(ideia contrária)
Mais: Há mais flores perfumadas no campo.
(opõe-se a menos)
Nem um: Nem um filho de Deus apareceu
para ajudá-la. (equivale a nem um sequer)
Nenhum: Nenhum jornal divulgou o
resultado do concurso. (oposto de algum)
Onde: Onde fica a farmácia mais próxima?
(lugar em que se está)
Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia
de movimento)
Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por
este momento)
Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada
sessenta minutos)
Senão: Não fazia coisa nenhuma senão
criticar. (caso contrário)
Se não: Se não houver homens honestos, o
país não sairá desta situação crítica. (se por
acaso não)
1 https://luconcursos.blogspot.com/2016/03/ha-menos-de-
ou-menos-de.html
Tampouco: Não compareceu, tampouco
apresentou qualquer justificativa. (Também
não)
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta
semana. (intensidade)
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da
árvore. (lugar)
Traz: Ele traz consigo muita felicidade.
(verbo trazer)
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
(volumoso)
Vultuoso: Sua face está vultuosa e
deformada. (congestão no rosto)
Há menos de= Quando há a ideia de
passado, tempo transcorrido. Pode ser
substituído por "aproximadamente" ou "mais
ou menos". Ou ainda "faz" (do verbo fazer).
Exemplo: Ele saiu de casa há menos de dois
anos.
Samuel terminou a obra da casa há menos de
seis meses.
A Menos De1= Locução prepositiva. Indica
tempo futuro ou distância aproximada.
Exemplo: Passou a menos de um metro do
muro.
A menos de um mês estarei de férias.
Bastante ou Bastantes?2
Está aí uma palavra-encrenca. O uso de
“bastante” depende muito de qual função ele
está assumindo na frase, podendo ser três:
adjetivo, advérbio e pronome indefinido.
Vejamos os três casos.
Como advérbio
O uso mais comum é usar “bastante” como
advérbio, no sentido de “muito”. Nesse caso, a
palavra está relacionada ao verbo, então não
sofre flexão e deve ficar sempre no singular.
Veja exemplo:
– O frio é bastante intenso por aqui em julho.
– As questões formuladas estão bastante
ruins.
– Você já comeu bastante por hoje.
2 https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/duvidas-
portugues/bastante-ou-bastantes
APOSTILAS OPÇÃO
Português 15
Como adjetivo
Quando usado como adjetivo, “bastante”
assume significado de “suficiente”, devendo ser
flexionado de acordo com o substantivo que o
acompanha. Veja:
– Há motivos bastantes para o divórcio.
– Os salgados e as bebidas não serão
bastantes para a festa.
– O álibi foi bastante para retirar as
acusações.
Como pronome indefinido
Se “bastante” assume a função de pronome,
ele deverá expressar qualidades ou
quantidades não especificadas. Essa função é
menos usada na nossa língua.
– Bastantes empresas fecharam as portas
este mês.
– Camila tem bastantes amigos na escola.
– Encontrei bastantes produtos como os que
você pediu
Questão
01. (Prefeitura de Resende/RJ - Agente
Comunitário de Saúde - CONSULPAM/2019)
Marque abaixo o item onde todas as palavras
estão escritas de forma CORRETA:
(A) Tragédia, empréstimo, arcabouço.
(B) Próximo, esfoço, estrupo.
(C) Cabide, retrospequitiva, análogo.
(D) Barcaça, palhero, aeroporto.
02. (UTFPR - Engenheiro Civil -
UTFPR/2019) Assinale a alternativa cujo
texto apresenta erro ortográfico.
(A) Paralisia do governo dos EUA já começa
a afetar dia a dia de americanos.
(B) Tomara que eles viajem juntos.
(C) SP: falta saúde, educação e o problema é
a pichação.
(D) As perdas do semestre serão
compensadas no próximo.
(E) O país interviu em várias guerras.
03. (Prefeitura de Mauriti/CE -
Procurador - CEV/URCA/2019) Dada
sequência a seguir, marque a opção que não
apresenta desvio na grafia das palavras:
(A) Transgressão; distorsão; consessão;
expulsão; contorção;
(B) Transgreção; distorção; concessão;
expulção; contorsão;
(C) Transgressão; distorção; conseção;
expulsão; contorção;
(D) Transgreção; distorsão; consessão;
expulção; contorsão;
(E) Transgressão; distorção; concessão;
expulsão; contorção.
Gabarito
01. A / 02. E / 03. E
Emprego do Porquê
Por
Que
Orações
Interrogativas
(pode ser
substituído por:
por qual motivo,
por qual razão)
Exemplo:
Por que
devemos nos
preocupar com o
meio ambiente?
Equivalendo a
“pelo qual”
Exemplo:
Os motivos por
que não
respondeu são
desconhecidos.
Por
Quê
Final de frases e
seguidos de
pontuação
Exemplos:
Você ainda tem
coragem de
perguntar por
quê?
Você não vai?
Por quê?
Não sei por quê!
Porque
Conjunção que
indica
explicação ou
causa
Exemplos:
A situação
agravou-se
porque ninguém
reclamou.
Ninguém mais o
espera, porque
ele sempre se
atrasa.
Conjunção de
Finalidade –
equivale a “para
que”, “a fim de
que”.
Exemplos:
Não julgues
porque não te
julguem.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 16
Porquê
Função de
substantivo –
vem
acompanhado
de artigo ou
pronome
Exemplos:
Não é fácil
encontrar o
porquê de toda
confusão.
Dê-me um
porquê de sua
saída.
1. Por que (pergunta);
2. Porque (resposta);
3. Por quê (fim de frase: motivo);
4. O Porquê (substantivo).
Questões01. (IPREMM - Psicólogo Clínico e
Organizacional - VUNESP/2019)
Membro da equipe curatorial do Brooklyn
Museum desde 1998, Edward Bleiberg é
especialista em arqueologia e em arte egípcias.
Ele é o autor de uma pesquisa que busca
compreender por que as estátuas egípcias têm
não só o nariz quebrado, mas outras partes do
corpo, como as mãos.
Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes
quebradas não são comuns apenas em se
tratando de protuberâncias de estátuas, mas
também em baixos-relevos, como entalhes em
placas de pedra, por exemplo.
Isso indica que não se trata apenas de
eventual acidente ou desgaste em razão do
tempo, mas sugere que ele é proposital.
Os egípcios acreditavam que a essência de
uma deidade ou parte da alma de um ser
humano morto podiam habitar estátuas que os
representassem.
Em tumbas e templos, estátuas e relevos em
pedra tinham propósitos ritualísticos e eram
um ponto de encontro entre o mundo
sobrenatural e o mundo natural.
Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma
tumba tinham o propósito de alimentar a
pessoa morta com a comida deixada como
oferenda.
Segundo a explicação encontrada por
Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o
objetivo de “desativar a força da imagem”.
Quando um nariz era quebrado, a estátua
não podia mais respirar, o que impedia que ela
recebesse oferendas ou as retransmitisse para
deuses ou poderosos mortos.
Normalmente, as oferendas eram
transmitidas com a mão esquerda. Por isso,
muitas estátuas dedicadas à transmissão de
oferendas tinham os braços esquerdos
depredados. Por outro lado, estátuas que
recebiam as oferendas tinham as mãos direitas
depredadas.
Posteriormente, durante o período cristão,
entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as
estátuas eram vistas como demônios pagãos e,
também, acabavam atacadas.
(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm
os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019.
Adaptado)
A exemplo do que acontece no primeiro
parágrafo, a expressão por que foi usada
conforme a norma-padrão na frase:
(A) Muitos que olham para as estátuas
egípcias hoje não entendem o por que de elas
não terem nariz.
(B) Por que muitas deidades tinham a
função de transmitir oferendas com a mão
esquerda, essa era a mão vandalizada.
(C) Partes da estátua eram quebradas, por
que assim a força da imagem supostamente
seria desativada.
(D) A explicação do por que de apenas
algumas partes estarem danificadas não estava
apenas no fator tempo.
(E) Não se sabia por que certas partes em
baixo-relevo das estátuas também estavam
danificadas.
02. (Prefeitura de Porto Nacional/TO -
Assistente Administrativo - COPESE/2019)
Assinale a alternativa que preenche
CORRETAMENTE a lacuna da oração: “______ o
jornalista não compareceu ao evento?”.
(A) Porquê
(B) Por quê
(C) Porque
(D) Por que
03. (CONSED/GO - Engenheiro Civil -
IDCAP/2019) Analise o trecho e assinale a
alternativa que completa corretamente a
lacuna:
“Certamente há um _________ para eles terem
discutido.”.
(A) Porque.
(B) Por que.
(C) Porquê.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 17
(D) Por quê.
(E) Para que.
04. (MPE/SC - Promotor de Justiça -
MPE/SC/2019) Considere as duas orações em
(a) e (b) para responder a Questão.
(a) Você chegou atrasado e gostaria de
saber o porquê.
(b) Você chegou atrasado e gostaria de
saber por que.
Na oração em (b), o uso de por que está
errado, pois nesse contexto o correto seria por
quê.
Certo ( ) Errado ( )
05. (Prefeitura de Porto de Moz/PA -
Psicólogo - FUNRIO/2019) Acerca do
emprego do “por que", assinale a alternativa
correta:
(A) Você sabe o porquê ele foi grosseiro
comigo?
(B) Sou uma pessoa muito feliz por que
tenho minha família por perto.
(C) Você não foi ao baile. Porque?
(D) Por quê temos que agir dessa forma?
(E) Porque você quer me irritar?
Gabarito
01. E / 02. D / 03. C / 04. Certo / 05. A
ACENTUAÇÃO3
Tonicidade
Implica na intensidade com que são
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela
que se dá de forma mais acentuada, mais forte,
conceitua-se como sílaba tônica. As demais,
pronunciadas com menor intensidade, são
denominadas átonas .
De acordo com a tonicidade, as palavras são
classificadas como oxítona, paroxítona e
3 BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio
de Janeiro : Nova Fronteira, 2009.
proparoxítonas, independente de levar acento
gráfico:
Oxítonas
São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
última sílaba. Ex.: café – escritor – cajá – atum
– anel – papel
Paroxítonas
São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax
– táxi – leque – retrato – passível
Proparoxítonas
São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na antepenúltima sílaba. Todas as
proparoxítonas são acentuadas. Ex.: lâmpada
– câmara – tímpano – médico – ônibus
Nota-se que, mediante todos os exemplos
mencionados, os vocábulos apresentam mais
de uma sílaba, contudo, na Língua Portuguesa
existem aqueles com somente uma sílaba,
conhecidos como monossílabos, que, quando
pronunciados, apresentam certa diferenciação
quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando são
pronunciados em uma dada sequência de
palavras. Veja um exemplo:
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos
sei de cor .”
Os monossílabos em destaque classificam-
se como tônicos; os demais, como átonos
(que, em e de) .
Acentos Gráficos
Acento agudo (´)
Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u”, “e” e
sobre o “e” do grupo “em”. Indica que estas
letras representam as vogais tônicas de
palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
Acento circunflexo (^)
Colocado sobre as vogais fechadas “a”, “e” e
“o” e sobre as vogais nasais que aparecem nos
dígrafos “âm”, “ân”, “êm”, “ên’, “ôm” e “ôn”.
Indica, além da tonicidade, timbre fechado.
Acentuação gráfica.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 18
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs.
Acento grave (`)
Indica a fusão da preposição “a” com artigos
e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles.
Trema (¨)
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico,
foi totalmente abolido das palavras. Há uma
exceção: ainda é utilizado em palavras
derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex.: mülleriano (de Müller).
Til (~)
Indica que as letras “a” e “o” representam
vogais nasais. Ex.: coração – melão – órgão –
ímã.
Regras Fundamentais
Palavras oxítonas
Acentua-se todas as oxítonas terminadas
em: “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”, “em(ns)”, seguidas ou
não do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) –
armazém(s).
As oxítonas que terminam com os ditongos
tônicos abertos ““éis”, “éu”, “ói” recebem
acento agudo: papéis, chapéu, Ilhéus.
Nas palavras oxítonas, as vogais tônicas
“i(s)” e “u(s)” levam acento agudo quando
estiverem depois de um ditongo: tuiuiú, teiús.
Monossílabos tônicos
Terminados em “a(s)”, “e(s)”, “o(s)”,
seguidos ou não de “s”. Ex.: pá(s) – pé(s) – dó
– há
Formas verbais
Terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
de lo, la, los, las.
Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo.
Paroxítonas
Acentuam-se as palavras paroxítonas
terminadas em:
- i, is: táxi - lápis – júri.
- us, um, uns: vírus - álbuns – fórum.
- l, n, r, x, ps: automóvel - elétron - cadáver -
tórax – fórceps.
- ã, ãs, ão, ãos on, ons: ímã - ímãs - órfão -
órgãos - próton – prótons.
DICA
Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que
essa palavra apresenta as terminações das
paroxítonas que são acentuadas: L, I, N, U (aqui
inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil
a memorização!
Ditongo oral
Nas palavras paroxítonas terminadas em
ditongo oral, a vogal da sílaba tônica é
acentuada: ágeis, imundície, lírio, túneis,
jóquei, história.
Regras Especiais
Os ditongos abertos “ei”, “oi”, que antes
eram acentuados em palavras paroxítonas,
perderam o acento após o Novo Acordo
Ortográfico.Antes Agora
assembléia assembleia
idéia ideia
jibóia jiboia
apóia (verbo
apoiar)
apoia
Quando a segunda vogal do hiato for “i” ou
“u” tônicos, acompanhados ou não de “s”,
haverá acento. Ex.: saída – faísca – baú – país –
Luís.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos,
formando hiato quando vierem depois de
ditongo.
Ex.:
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam
hiato quando seguidos, na mesma sílaba, de l,
m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-
ir, ju-iz.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos
se estiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha,
ven-to-i-nha.
APOSTILAS OPÇÃO
Português 19
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos
se vierem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta,
pa-ra-cu-u-ba.
Após o Novo Acordo Ortográfico, as
seguintes duplas perderam o Acento
Diferencial:
Antes Depois
pára para
péla(s) pela(s)
pólo(s) polo(s)
pêlo(s) pelo(s)
pêra pera
As formas verbais que possuíam o acento
tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g”
ou “q” e seguido de “e” ou “i” não serão mais
acentuadas.
Ex.:
Antes Agora
apazigúe
(apaziguar)
apazigue
argúi (arguir) argui
O acento pertencente aos encontros “oo” e
“ee” foi abolido. Ex.:
Antes Agora
crêem creem
vôo voo
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ.
São os verbos que, no plural, dobram o “e”,
mas que não recebem mais acento como antes:
CRER, DAR, LER e VER.
Veja:
1) O menino crê em você
Os meninos creem em você.
2) Elza lê bem!
Todas leem bem!
3) Espero que ele dê o recado à sala.
Esperamos que os dados deem efeito!
4) Rubens vê tudo!
Eles veem tudo!
Fique atento com os verbos vir, ter,
conter, obter, reter, deter, abster.
Acentua-se a terceira pessoa do plural:
Ele vem – Eles vêm.
Ele tem – Eles têm.
Acentua-se a terceira pessoa do singular
e do plural:
Ele contém – Eles contêm.
Ele obtém – Eles obtêm.
Ele retém – Eles retêm.
Ele convém – Eles convêm.
Ele abstém – Eles abstêm.
Não se acentuam mais as palavras
homógrafas que antes eram acentuadas para
diferenciá-las de outras semelhantes (regra do
acento diferencial). Apenas em algumas
exceções, como:
Pôde (terceira pessoa do singular do
pretérito perfeito do indicativo).
Pode (terceira pessoa do singular do
presente do indicativo).
Ex.:
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mãe
não deixou.
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para
diferenciar da preposição por.
Ex.:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Questões
01. (COPEVE-UFAL - Assistente em
Administração – UFAL/2019) Assinale a
opção que apresenta acentuação correta:
(A) Individualísmo, flores, categoría, funil
(B) Ruína, âmago, numerário, indivíduo
(C) Idéia, ultimato, area, relógio
(D) Efeméride, interêsse, raiz, antítese
(E) Língua, princêsa, burguês, saúde
02. (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ -
Professor Prefeitura de Rio de Janeiro -
RJ/2019) A seguinte palavra é acentuada por
se tratar de uma paroxítona:
(A) máscaras
(B) através
(C) câmeras
(D) fáceis
03. (Prefeitura de Várzea - PB - Auxiliar
de Serviços Gerais - EDUCA/2019) Tendo
por base o novo acordo ortográfico, qual a
SEQUÊNCIA que obedece a mesma regra
quanto à acentuação gráfica:
APOSTILAS OPÇÃO
Português 20
(A) fácil, táxi, tênis, próton
(B) vatapá, avó, refén, máquina
(C) saída, café, pá, mês
(D) dádiva, sátira, parabéns, céu
(E) látex, éden, pé, mói (moer)
04. (Prefeitura de Cuiabá - MT - Oficial
Administrativo - IBFC/2019) Assinale a
alternativa em que as palavras estão
acentuadas corretamente.
(A) Há pesquisas sobre robôs inocuos que
instalarão telescópios na Lua para observar a
galáxia.
(B) Naquela manhã, Pedro saiu taciturno
para a sala recôndita após a conversa com o
pérfido homem de chapéu.
(C) Aproximo-me suavemente do momento
em que os filósofos e os imbecis tem o mesmo
destino.
(D) A Secretaria de Segurança Pública
intervem, sempre que necessário, em favor da
população.
05. (Prefeitura de Resende - RJ - Agente
Comunitário de Saúde - CONSULPAM/2019)
Marque o item abaixo onde a palavra está
acentuada de forma INCORRETA:
(A) Pragmátismo.
(B) Café.
(C) Tráfego.
(D) Terapêutico.
Gabarito
1. B / 2. D / 3. A / 4. B / 5. A
CLASSES DE PALAVRAS
Em Classes de Palavras, estudaremos artigo,
substantivo, adjetivo, numeral, pronome,
verbo, advérbio, preposição, interjeição e
conjunção. E dentro de cada uma,
abordaremos seu emprego e quando houver,
sua flexão.
Artigo
É a palavra que acompanha o substantivo,
indicando-lhe o gênero e o número,
determinando-o ou generalizando-o. Os
artigos podem ser:
Definidos: o, a, os, as; determinam os
substantivos, trata de um ser já conhecido;
denota familiaridade: “A grande reforma do
ensino superior é a reforma do ensino
fundamental e do médio.”
Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se
de um ser desconhecido, dá ao substantivo
valor vago: “...foi chegando um caboclinho
magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima)
Usa-se o artigo definido:
- com a palavra ambos: falou-nos que ambos
os culpados foram punidos.
- com nomes próprios geográficos de
estado, país, oceano, montanha, rio, lago: o
Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o oceano
Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não
conheço Brasília.
- depois de todos/todas + numeral +
substantivo: Todos os vinte atletas
participarão do campeonato.
- com o superlativo relativo: Mariane
escolheu as mais lindas flores da floricultura.
- com a palavra outro, com sentido
determinado: Marcelo tem dois amigos: Rui é
alto e lindo, o outro é atlético e simpático.
- antes dos nomes das quatro estações do
ano: Depois da primavera vem o verão.
- com expressões de peso e medida: O álcool
custa um real o litro. (=cada litro)
Não se usa o artigo definido:
- antes de pronomes de tratamento
iniciados por possessivos: Vossa Excelência,
Vossa Senhoria. Ex.: Vossa Alteza estará
presente ao debate?
- antes de nomes de meses: O campeonato
aconteceu em maio de 2002.
- alguns nomes de países, como Espanha,
França, Inglaterra, Itália podem ser
construídos sem o artigo, principalmente
quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu
muito tempo em Espanha.”
- antes de todos / todas + numeral: Eles
são, todos quatro, amigos de João Luís e
Laurinha.
As classes gramaticais
APOSTILAS OPÇÃO
Português 21
- antes de palavras que designam
matéria de estudo, empregadas com os
verbos: aprender, estudar, cursar, ensinar. Ex.:
Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês.
O uso do artigo é facultativo:
- antes do pronome possessivo: Sua / A sua
incompetência é irritante.
- antes de nomes próprios de pessoas: Você
já visitou Luciana / a Luciana?
- “Daqui para a frente, tudo vai ser
diferente.” (Para a frente: exige a preposição)
Formas combinadas do artigo definido:
Preposição + o = ao / de + o, a = do, da / em +
o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela.
Usa-se o artigo indefinido:
- para indicar aproximação numérica:
Nicole devia ter uns oito anos.
- antes dos nomes de partes do corpo ou de
objetos em pares: Usava umas calças largas e
umas botas longas.
- em linguagem coloquial, com valor
intensivo: Rafaela é uma meiguice só.
- para comparar alguém com um
personagem célebre: Luís August é um Rui
Barbosa.
O artigo indefinido não é usado:
- em expressões de quantidade: pessoa,
porção, parte, gente, quantidade. Ex.: Reservou
para todos boa parte do lucro.
- com adjetivos como: escasso, excessivo,
suficiente. Ex.: Não há suficiente espaço para
todos.
- com substantivo que denota espécie. Ex.:
Cão que ladra não morde.
Formas combinadas do artigo indefinido:
Preposição de e em + um, uma = num, numa,
dum, duma.
O artigo (o, a, um, uma) anteposto a
qualquer