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1.2 Conceito de normal e variações anatômicas47
A observação de um mesmo órgão em indivíduos distintos mostra que apesar de morfologicamente semelhantes eles não são rigorosamente idênticos. Os órgãos possuem pequenas distinções entre si. O ponto de vista considerado normal em anatomia é a situação morfológica mais comum. Os outros órgãos com características um pouco distintas do mais comum, mas que funcionam bem, se chamam variações anatômicas. Um mesmo órgão, em cada indivíduo possui formas virtuosamente distintas. É necessário, então, determinar qual desses aspectos é classificado normal. Para que uma característica anatômica seja classificada como uma variação é preciso levar em conta determinados fatores.
Como exemplo, podemos citar a posição do coração, sendo que ele se encontra em sua maior parte à esquerda do plano mediano. Nesse caso, não há dano para a função.
As variações anatômicas podem ser internas ou externas. As internas evidentemente são aquelas que acontecem em órgãos internos, como, por exemplo, as variações na posição e no contorno do estômago em relação ao tipo constitucional, conforme ilustra a figura a seguir. Já as variações anatômicas externas são observadas externamente, como, por exemplo, ao considerarmos dois indivíduos, um alto e outro baixo. Percebemos que funcionalmente um indivíduo de 1,60 metros de altura tem equilíbrio para andar da mesma maneira que um de 1,70 metros de altura.
A)
B)
C)
D)
Figura 34 – Variações na posição e no contorno do estômago em relação ao tipo constitucional
A forma da tonicidade do estômago, por exemplo, se altera conforme a estrutura muscular de suas paredes. Os tipos são:
· Estômago hipertônico: paredes musculares contraídas em tempo relativamente maior, portanto, a sua tonicidade é máxima. Ele é típico na maioria dos indivíduos obesos.
· Estômago ortotônico: tonicidade normal, portanto, considerado dentro da normalidade.
· Estômago hipotônico: tonicidade baixa, mas não ao extremo.
· Estômago atônico: tonicidade das paredes quase nula, sendo que o estômago pode atingir até ao nível da pelve.
ANATOMIA HUMANA
48
 Observação
Além das variações anatômicas conhecidas como individuais, o organismo possui variações pertinentes a fatores gerais de variação anatômica, como, por exemplo, sexo, idade, raça e biótipo.
1.6.1 Fatores gerais de variação anatômica
Os fatores gerais de variação anatômica são:
Sexo
O dimorfismo sexual é prontamente reconhecível, conforme ilustram as figuras a seguir. Além das características sexuais secundárias que se desenvolvem na puberdade, como, por exemplo, nas mulheres a presença de mamas desenvolvidas e pelo corporal escasso. Em contrapartida, nos homens existe o crescimento do pelo facial e os ombros sendo mais largos do que a pelve. Assim, sabemos que existem também as diferenças relacionadas ao fator sexo em órgãos não genitais.
Figura 35 – Sexo masculino e feminino
Unidade I
49
 Observação
O popularmente conhecido “gogó”, cujo nome correto é proeminência laríngea, antes denominada de pomo de Adão (homem, em hebraico) e não de Eva (mulher, em hebraico) porque se acreditava que ele existisse apenas no homem (sinal de que a maçã ficou engasgada na garganta por conta do pecado original). Sabe‑se hoje que a proeminência laríngea é mais comum no homem, mas há homens (principalmente os gordos) que não a têm e há mulheres (magras) que a possuem.
Recorrendo à mitologia grega, Hermes era considerado o deus do atletismo e Afrodite a deusa do amor, do sexo e da beleza. De acordo com o mito, na Grécia teria nascido um menino extremamente bonito, Hermafrodito, cujo nome deriva da união de Hermes e Afrodite. O menino se transformou posteriormente em um ser andrógino por haver se unido à ninfa chamada de Salmácia, conforme ilustra a figura a seguir, representando a fusão dos dois sexos e aquele que não tem gênero definido.
Figura 36 – Hermafrodito e Salmácia
Exames feitos na corredora sul‑africana Caster Semenya durante o Mundial de Berlim em 2009 confirmaram que a atleta é hermafrodita. A fundista não tem ovários e apresenta órgãos sexuais masculinos internos, que estariam produzindo uma grande quantidade de testosterona.
ANATOMIA HUMANA
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Figura 37 – Caster Semenya
Saiba mais
Para saber mais sobre a diversidade de gênero no esporte:
LAGUNA, M. Além de Tifanny, outros casos de diversidade de gênero no esporte. Veja on‑line, São Paulo, 12 jan. 2018. Disponível em:
. Acesso em: 11 abr. 2019.
Idade
Observam‑se alterações anatômicas com o avançar da idade, nos vários períodos ou fases da vida intrauterina e extrauterina. As fases de vida intrauterina são: ovo, embrião e feto; na extrauterina os períodos principais são os seguintes: recém‑nascido e período neonatal, infância, meninice, pré‑puberdade, puberdade, pós‑puberdade, virilidade, velhice e senilidade.
Em cada uma destas fases, o organismo possui aspectos próprios, como, por exemplo, a pele das crianças é mais fina do que a dos adultos. Portanto, sabemos que os idosos têm como características rugas faciais decorrentes do ressecamento geral da pele, conforme ilustra a figura a seguir.
Unidade I
51
Figura 38 – O envelhecimento da pele resulta em perda da elasticidade e o aparecimento de rugas
Raça
A raça (grupo étnico), em um sentido amplo, refere‑se a um grupo de indivíduos que obedecem a uma divisão da espécie humana. Em sentido restrito, raça é um grupo de indivíduos que apresentam características particulares em comum devido a uma descendência. Portanto, abrangem os grandes grupos raciais (branco, negro e amarelo) e os seus graus de mestiçagem, responsáveis por diferenças morfológicas externas e internas. Os humanos são os únicos membros vivos da família dos hominídeos. O homo sapiens está incluído dentro desta família, à qual pertencem todas as variedades ou grupos étnicos de humanos, conforme ilustra a seguir.
Assim, há diferenças raciais em órgãos em todos os sistemas, além das bem conhecidas características morfológicas externas que diferenciam cada grupo racial. Possuem algumas características anatômicas diferentes entre si e próprias de cada grupo racial, como, por exemplo, as cores da pele, dos cabelos e dos olhos, os tipos de cabelo e nariz.
(A)(B)
(C)
(D)
(F)
(E)
Figura 39 – Principais raças humanas: (A) mongoloide (Tailândia), (B) caucasoide (norte da Europa), (C) negroide (África), (D) povo do subcontinente indiano (Nepal), (E) capoide (boximane do Kalahari) e (F) australoide (homem de Ngatatjara, oeste da Austrália)
ANATOMIA HUMANA
Frequentemente, estudos que usam populações são questionados quanto à homogeneidade de suas amostras em relação à raça e etnia. Esses questionamentos procedem, pois a heterogeneidade amostral pode elevar a variabilidade dos resultados e mascará‑los. Esses dois conceitos (raça e etnia) são confundidos inúmeras vezes, mas existem diferenças sutis entre ambos: raça engloba características fenotípicas, como, por exemplo, a cor da pele; etnia também compreende fatores culturais, como, por exemplo, a nacionalidade, a afiliação tribal, a religião, a língua e as tradições de um determinado grupo. Sobre a ampla utilização do termo “raça”, cresce entre os geneticistas a definição de que raça é um conceito social, muito mais que científico.52
Saiba mais
Para saber mais sobre a diferença entre raça e etnia:
SANTOS, D. J. S. et al. Raça versus etnia: diferenciar para melhor aplicar. Dental Press J Orthod, [s.l.], v. 15, n. 3, maio/jun. 2010. Disponível em: . Acesso em: 11 mar. 2019.
Biótipo
Essa característica refere‑se ao tipo constitucional, que são subdivididos em dois tipos extremos constitucionais em que as diferenças anatômicas são mais óbvias: os longilíneos e brevilíneos. Os indivíduos longilíneos são altos, magros com pescoço longo e membros compridos em relação ao tronco. Os indivíduos brevilíneos são baixos,gordos com pescoço curto e membros curtos em relação ao tronco. Entre esses estão os indivíduos mediolíneos, que não devem ser chamados de normolíneos, porque são tão normais quanto os dois outros tipos.
Evolução
O ancestral da linhagem humana era seu primata das savanas que não andava bem ereto. Portanto, a posição bípede se tornou típica de nossos ancestrais e acabou sendo a responsável por uma série de características nossas mais essenciais. Além disso, entre os últimos 500 mil e 200 mil anos, nosso cérebro sofreu um crescimento considerável em volume. A estrutura do cérebro também vinha mudando e caracterizava‑se por ter uma área motora e uma área da fala. Um cérebro maior parecia estar associado a uma crescente habilidade em utilizar as mãos e os braços e ao aparecimento de uma linguagem falada. Tais fatos conduziram esses indivíduos ao consumo cada vez maior de carne na alimentação. Então, é possível que com o decorrer do tempo os ácidos graxos encontrados na carne tenham requintado o cérebro e provavelmente seu funcionamento.
É por isso que os humanos são englobados junto com os macacos em um mesmo grupo zoológico, que é a ordem dos primatas. Porém, é evidente que nem em tudo sejam semelhantes. Assim, a comparação dos humanos com os chimpanzés revela que aqueles:
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