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Fisiologia I 
Dr. Rafael Teles preceptor em Medicina da Família e Comunidade 
Médico de PSF da SMS de Goianésia-GO 
Célula: Fenômenos de Membrana
1 Estruturas e características da 
membrana intra e extracelulares
2
4
Composição dos líquidos intra e 
extracelulares
3
Temas abordados:
Introdução a 
Fisiologia 
A ciência da fisiologia humana tenta explicar as características e mecanismos 
específicos do corpo humano que o tornam um ser vivo. O fato de 
permanecermos vivos é o resultado de sistemas de controle complexos. 
A fisiologia humana vincula as ciências básicas à medicina e integra várias 
funções das células, tecidos e órgãos às funções do ser humano vivo. Essa 
integração requer comunicação e coordenação por uma vasta gama de sistemas 
de controle que operam em todos os níveis, desde os genes que programam a 
síntese de moléculas até os complexos sistemas nervoso e hormonal que 
coordenam as funções das células, tecidos e órgãos por todo o corpo. 
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A membrana celular (também chamada 
membrana plasmática) envolve a célula e é 
uma estrutura fina, flexível e elástica com 
apenas 7,5 a 10 nanômetros de espessura. 
É composta quase inteiramente de 
proteínas e lipídios. A composição 
aproximada é de 55% de proteínas, 25% de 
fosfolipídios, 13% de colesterol, 4% de 
outros lipídios e 3% de carboidratos.
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A barreira lipídica da membrana celular impede 
a penetração de substâncias solúveis em água. 
A figura ao lado, mostra a estrutura da 
membrana celular. Sua estrutura básica é uma 
bicamada lipídica, um filme fino de duas 
camadas de lipídios – cada camada com apenas 
uma molécula de espessura – que é contínua 
por toda a superfície celular. Intercaladas 
nesse filme lipídico estão grandes proteínas 
globulares.
A bicamada lipídica básica é composta por três tipos principais de 
lipídios – fosfolipídios, esfingolipídios e colesterol. Os fosfolipídios 
são os lipídios mais abundantes da membrana celular. Uma 
extremidade de cada molécula de fosfolipídio é hidrofílica e solúvel 
em água. A outra extremidade é hidrofóbica e solúvel apenas em 
gorduras. A extremidade fosfato do fosfolipídio é hidrofílica, e a 
porção de ácido graxo é hidrofóbica.
Como as porções hidrofóbicas das moléculas de fosfolipídios são repelidas pela água, mas são 
mutuamente atraídas uma pela outra, elas têm uma tendência natural de se ligarem uma à outra 
no meio da membrana. As porções de fosfato hidrofílico constituem, então, as duas superfícies da 
membrana celular completa, em contato com a água intracelular no interior da membrana e a 
água extracelular na superfície externa.
A camada lipídica no meio da membrana é impermeável às substâncias usuais solúveis em água, 
como íons, glicose e ureia. Por outro lado, as substâncias solúveis em gordura, como oxigênio, 
dióxido de carbono e álcool, podem penetrar essa parte da membrana com facilidade.
Os esfingolipídios, derivados do aminoálcool esfingosina, também possuem grupos 
hidrofóbicos e hidrofílicos e estão presentes em pequenas quantidades nas membranas 
celulares, principalmente nas células nervosas. Acredita-se que os esfingolipídios 
complexos nas membranas celulares tenham várias funções, incluindo proteção contra 
fatores ambientais prejudiciais, transmissão de sinais e locais de adesão para proteínas 
extracelulares.
As moléculas de colesterol nas membranas também são lipídios porque seus núcleos de 
esteroides são altamente solúveis em gordura. Essas moléculas, de certo modo, estão 
dissolvidas na bicamada da membrana. Elas ajudam, principalmente, a determinar o grau 
de permeabilidade (ou impermeabilidade) da bicamada aos constituintes solúveis em água 
dos líquidos corporais. O colesterol também controla grande parte da fluidez da membrana.
Proteínas integrais e periféricas
da membrana celular
Há também massas globulares flutuando na bicamada lipídica. Essas proteínas de membrana são, 
principalmente, glicoproteínas. Existem dois tipos de proteínas da membrana celular, as proteínas 
integrais, que se projetam por todo o caminho através da membrana, e as proteínas periféricas, 
que estão fixadas somente em uma superfície da membrana e não penetram totalmente. Muitas 
dessas proteínas formam canais/poros seletivos para água e substâncias hidrofílicas (mais 
especificamente íons) se difundirem entre os meios intra e extracelular. 
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Outras proteínas integrais atuam como proteínas carreadoras para o transporte de substâncias 
que, de outra forma, não poderiam penetrar a bicamada lipídica. Às vezes, essas proteínas 
carreadoras chegam a transportar substâncias na direção oposta a seus gradientes 
eletroquímicos para difusão, o que é chamado de transporte ativo. Outras ainda atuam como 
enzimas e até como mensageiras do meio exterior para o interior da célula.
As moléculas de proteínas periféricas são frequentemente ligadas às proteínas integrais. Essas 
proteínas periféricas funcionam quase inteiramente como enzimas ou como controladores do 
transporte de substâncias através dos poros da membrana celular.
Os carboidratos da membrana ocorrem quase invariavelmente em combinação com 
proteínas ou lipídios na forma de glicoproteínas ou glicolipídios. Na verdade, a maioria das 
proteínas integrais é glicoproteína e cerca de um décimo das moléculas de lipídios da 
membrana é glicolipídio. As porções glico dessas moléculas quase invariavelmente se 
projetam para fora da célula, pendendo para o exterior da superfície celular. Muitos outros 
compostos de carboidratos, chamados proteoglicanos – que são principalmente 
carboidratos ligados a pequenos eixos proteicos – também estão frouxamente ligados à 
superfície externa da célula. Assim, toda a superfície externa da célula frequentemente tem 
uma camada frouxa de carboidrato chamada glicocálix.
Carboidratos da Membrana
Carboidratos da Membrana
O glicocálix da célula
1. Muitos deles têm uma 
carga elétrica 
negativa, o que dá à 
maioria das células 
uma carga superficial 
negativa geral que 
repele outros objetos 
carregados 
negativamente.
2. O glicocálix de algumas 
células se liga ao 
glicocálix de outras 
células, ligando, assim, as 
células umas às outras.
3. Muitos dos carboidratos 
atuam como receptores 
para os hormônios de 
ligação, como a insulina. 
Quando ligados, essa 
combinação ativa 
proteínas internas 
anexadas que, por sua 
vez, ativam uma cascata 
de enzimas intracelulares.
4. Algumas frações de 
carboidratos entram em 
reações imunológicas
As porções de carboidrato ligadas à superfície externa da célula têm várias funções importantes:
Constituintes da Membrana Celular
1. Isolamento físico. 
A membrana celular é 
uma barreira física que 
separa o líquido 
intracelular, dentro da 
célula, do líquido 
extracelular que a 
circunda.
2. Regulação das trocas 
com o seu ambiente 
externo (líquido 
extracelular). 
A membrana celular 
controla a entrada de 
íons e nutrientes na 
célula, a eliminação de 
resíduos celulares e a 
liberação de produtos da 
célula.
3. Comunicação entre a 
célula e o seu ambiente 
externo. 
A membrana celular 
contém proteínas que 
permitem à célula 
reconhecer e responder 
a moléculas ou a 
mudanças no seu meio 
externo. Qualquer 
alteração na membrana 
celular pode afetar as 
atividades celulares.
4. Suporte estrutural. 
Proteínas na membrana 
celular fixam o 
citoesqueleto para 
manter a forma da 
célula. Proteínas de 
membrana também 
criam junções 
especializadas entre 
células adjacentes ou 
entre células e a matriz 
extracelular. Junções 
que estabilizam a célula.
Resumo das Funções da Membrana
Existem dois sinônimos para o termo membrana celular: membrana plasmática e plasmalema. As 
funções gerais da membrana celular incluem:
Na fisiologia, muitas vezes estamos mais interessados em 
compartimentos funcionais do que em compartimentos 
anatômicos. A maioria das células do corpo não está em 
contato direto com o mundo exterior. Em vezdisso, o seu 
ambiente externo é o líquido extracelular. Pode-se dividir o 
corpo em dois compartimentos: (1) o líquido extracelular 
(LEC), fora das células, e (2) o líquido intracelular (LIC), 
dentro das células. A parede que divide o LEC e o LIC é a 
membrana celular. O LEC subdivide-se ainda em plasma, a 
porção fluida do sangue, e em líquido intersticial (“estar 
entre”), que circunda a maioria das células do corpo.
LÍQUIDOS EXTRACELULAR E 
INTRACELULAR
Constituintes do líquido intracelular
O líquido intracelular separa-se do extracelular por uma membrana celular 
altamente permeável à água, porém não à maioria dos eletrólitos do 
organismo. Ao contrário do líquido extracelular, o intracelular contém 
somente pequenas quantidades de sódio e cloreto e praticamente nenhum 
cálcio. Em vez desses íons, contém grandes quantidades de potássio e 
fosfato, os quais são pouco concentrados no líquido extracelular. Ademais, 
as células possuem grandes quantidades de proteínas – quase quatro 
vezes a concentração do plasma.
LÍQUIDOS EXTRACELULAR E 
INTRACELULAR
Como o plasma e o líquido intersticial são separados somente por membranas capilares altamente 
permeáveis, sua composição iônica é similar. A diferença mais importante entre esses dois 
compartimentos é a maior concentração de proteínas do plasma; visto que os capilares 
apresentam menor permeabilidade às proteínas plasmáticas, somente pequenas quantidades 
destas extravasam para os espaços intersticiais na maioria dos tecidos.
1Constituinte líquido 
extracelular
Pode-se observar que o líquido extracelular, incluindo o plasma e líquido intersticial, contém 
grandes quantidades de sódio e cloreto, bem como quantidades razoáveis de bicarbonato, porém 
apenas pequenas quantidades de potássio, cálcio, magnésio, fosfato e ácidos orgânicos. A 
composição desse líquido é cuidadosamente regulada por diversos mecanismos, mas 
especialmente pelos rins. Essa regulação permite que as células permaneçam continuamente 
banhadas em um líquido que contém a quantidade adequada de eletrólitos e nutrientes para sua 
função celular ideal.
1Constituinte líquido 
extracelular
Substâncias osmoticamente ativas nos líquidos extracelular e intracelular.
Continua ->
Fenômenos das Membranas
O corpo tem dois compartimentos de fluido distintos: as células e o fluido que 
circunda as células. O líquido extracelular (LEC) fora das células é o tampão entre 
as células e o meio externo do corpo. Tudo o que entra ou sai da maioria das 
células passa através do LEC.
A água é essencialmente a única molécula que se move livremente entre as 
células e o líquido extracelular. Devido ao movimento livre da água, os 
compartimentos intracelular e extracelular alcançam um estado de equilíbrio 
osmótico, no qual as concentrações nos líquidos são iguais dos dois lados da 
membrana celular.
Embora as concentrações do LIC e do LEC, no geral, sejam iguais, alguns solutos 
estão mais concentrados em um dos compartimentos do corpo. Isso significa que 
o corpo se encontra em um estado de desequilíbrio químico. 
Pequenas moléculas e íons, como Na+ e Cl– são suficientemente pequenas para passar 
livremente entre as células endoteliais e, portanto, têm as mesmas concentrações no plasma 
e no líquido intersticial. As diferenças de concentração do desequilíbrio químico são uma 
característica de um organismo vivo, visto que apenas a entrada contínua de energia mantém 
o corpo nesse estado. Se escapam solutos através da membrana celular que divide os 
compartimentos intracelular e extracelular, é necessária energia para fazê-los retornar aos 
compartimentos nos quais eles estavam. 
Muitos dos solutos do corpo são íons, e, por essa razão, também devemos considerar a 
distribuição da carga elétrica entre os compartimentos intracelular e extracelular. Como 
consequência, o interior das células é ligeiramente negativo em relação ao líquido 
extracelular. Este desbalanço iônico resulta em um estado de desequilíbrio elétrico. As 
mudanças nesse desequilíbrio criam sinais elétricos. 
Os compartimentos intracelular e extracelular do corpo estão em equilíbrio osmótico, porém 
estão em desequilíbrio químico e elétrico. Além disso, o equilíbrio osmótico e os dois 
desequilíbrios são estados estacionários dinâmicos.
O transporte de solutos pode ser passivo, sem 
gasto de energia, ou ativo, com gasto de energia. 
O transporte passivo não consome energia (ATP) 
pois transporte ocorre a favor de um gradiente de 
concentração, isto é, as moléculas ou íons, 
também denominados de soluto, atravessam a 
membrana do lado MAIS concentrado para o lado 
MENOS concentrado. Esse tipo de transporte 
pode ocorrer através da difusão simples e difusão 
facilitada. O transporte ativo é o contrário: o 
soluto é transportado do MENOS concentrado 
para o lado MAIS concentrado com o uso de 
energia. 
Tipos de transporte quanto à necessidade de 
energia
Tipos de transporte quanto à necessidade de 
energia
A distribuição de solutos no corpo depende do fato de uma substância poder, ou não, 
atravessar as membranas celulares. A água, por outro lado, é capaz de se mover livremente 
para dentro e para fora de quase todas as células no corpo, atravessando os canais iônicos 
cheios de água e os canais especiais de água, criados pela proteína aquaporina (AQP). 
A distribuição de água entre os compartimentos do corpo é menos variável. Quando 
checamos os volumes relativos dos compartimentos do corpo, o compartimento intracelular 
contém aproximadamente 2/3 (67%) da água corporal. O terço restante (33%) é dividido entre 
o líquido intersticial (que contém cerca de 75% da água extracelular) e o plasma (que contém 
cerca de 25% da água extracelular).
OSMOSE E 
TONICIDADE
A água é capaz de se mover livremente, esse 
movimento da água através de uma 
membrana em resposta a um gradiente de 
concentração de um soluto é denominado 
osmose. Na osmose, a água move-se para 
diluir a solução mais concentrada, é um tipo 
de transporte passivo (sem gasto de 
energia). Uma vez que as concentrações são 
iguais, o movimento resultante da água 
cessa.
Equilíbrio Osmótico
A osmolaridade é uma propriedade de cada solução. Você pode comparar a osmolaridade 
de diferentes soluções desde que as concentrações sejam expressas na mesma unidade – 
por exemplo, como miliosmoles por litro. Se duas soluções contêm o mesmo número de 
partículas de soluto por unidade de volume, dizemos que as soluções são isosmóticas. Se a 
solução A possui uma osmolaridade maior (contém mais partículas por unidade de volume, 
é mais concentrada) que a solução B, dizemos que a solução A é hiperosmótica em relação 
à solução B. No mesmo exemplo, a solução B, com menos osmoles por unidade de volume, 
é hiposmótica em relação à solução 
Comparando a osmolaridade de duas 
soluções
Comparando a osmolaridade de duas 
soluções
Tonicidade é um termo fisiológico utilizado para descrever uma solução e como esta afeta o 
volume de uma célula se a célula for colocada nessa solução até o equilíbrio.
• Se uma célula é colocada na solução e incha ao ganhar água em equilíbrio, a solução é 
hipotônica para a célula.
• Se a célula perde água e murcha em equilíbrio, a solução é hipertônica.
• Se a célula na solução não muda de tamanho em equilíbrio, a solução é isotônica.
Tonicidade descreve mudança de volune da 
célula
• A osmolaridade descreve o número de partículas de soluto dissolvidas em um volume 
de solução. Ela tem unidades, como osmoles/litros. Já a tonicidade, não tem unidades; 
ela é apenas um termo comparativo.
• A osmolaridade pode ser utilizada para comparar duas soluções quaisquer, e a relação é 
recíproca (a solução A é hiperosmótica em relação à solução B; portanto, a solução B é 
hiposmótica em relação à solução A). 
• A osmolaridade sozinha não diz a você o que acontece com uma célula colocada em 
uma solução. Tonicidade, por definição,diz o que acontece com o volume celular em 
equilíbrio quando a célula é colocada na solução.
Como diferenciar tonicidade de 
osmolaridade?
• A osmolaridade descreve o número de partículas de soluto dissolvidas em um volume 
de solução. Ela tem unidades, como osmoles/litros. Já a tonicidade, não tem unidades; 
ela é apenas um termo comparativo.
• A osmolaridade pode ser utilizada para comparar duas soluções quaisquer, e a relação é 
recíproca (a solução A é hiperosmótica em relação à solução B; portanto, a solução B é 
hiposmótica em relação à solução A). 
• A osmolaridade sozinha não diz a você o que acontece com uma célula colocada em 
uma solução. Tonicidade, por definição, diz o que acontece com o volume celular em 
equilíbrio quando a célula é colocada na solução.
Processos de Transporte 
A difusão é um transporte passivo que pode ser 
definido como o movimento de moléculas a partir de 
uma área de maior concentração para uma de baixa 
concentração dessas moléculas. Ex: Se você deixa um 
frasco de perfume aberto e depois percebe sua 
fragrância pela sala, é porque as moléculas aromáticas 
do perfume se difundiram de onde estavam mais 
concentradas (no frasco) para onde estavam menos 
concentradas (na sala). 
Difusã
o
Corp
o
Na membrana celular o precesso se dificulta um pouco devido a característica lipofílica da 
membrana, onde apenas moléculas com a mesma caracteristica podem atravessar a 
membrana, esse transporte é chamado de difusão simples. 
Difusão na Membrana Celular
No corpo, a difusão simples através das membranas é limitada a moléculas lipofílicas. Em 
sua maioria, as moléculas do corpo são lipofóbicas ou são eletricamente carregadas e, por 
isso, não podem atravessar a membrana por difusão simples. Em vez disso, a grande maioria 
dos solutos atravessa as membranas com a ajuda de proteínas da membrana, em um 
processo denominado transporte mediado. Processo chamado de difusão facilitada.
Transporte Mediado 
por Proteínas
As proteínas de transporte, move moléculas através da membrana. Existem diferentes 
formas de classificar proteínas de transporte. Seja pela forma de obtenção de energia (via 
ATP, transportadores ativos ou por difusão facilitada), ou pelo tipo de proteína de 
transporte: dois principais tipos de proteínas de transporte: canais e carreadoras. As 
proteínas-canal criam passagens cheias de água que diretamente ligam o meio intracelular 
com o compartimento extra-celular. 
Proteínas de 
Transporte
As proteínas carreadoras, também chamadas de 
transportadoras, ligam-se aos substratos que são carreados por 
elas, porém nunca formam uma conexão direta entre os líquidos 
intracelular e extracelular. Os carreadores podem transportar 
moléculas maiores do que os canais transportam, embora sejam 
mais lentos.
Proteínas de Transporte
As proteínas-canal são proteínas com múltiplas subunidades que atravessam a membrana e criam 
um agregado cilíndrico com um túnel ou poro no centro. O movimento através desses canais 
menores é limitado principalmente à água e aos íons. 
Proteínas-canal
As proteínas-canal são nomeadas de acordo com as 
substâncias às quais elas são permissivas. A maioria das 
células possui canais de água formados por uma proteína 
chamada de aquaporina. Além disso, mais de 100 tipos de 
canais iônicos foram identificados. Os canais iônicos 
podem ser específicos para um íon ou podem permitir a 
passagem de íons com tamanho e carga similares. 
Proteínas-canal
As proteínas-canal são como portas estreitas para a célula. Se a porta está fechada, nada pode 
passar através dela. Se a porta está aberta, há uma contínua passagem entre as duas salas 
conectadas por ela. O estado aberto ou fechado de um canal é determinado por regiões das 
moléculas das proteínas que atuam como “portões” de vaivém. Os canais podem ser classificados 
de acordo com seus portões, se estão geralmente abertos ou fechados.
Proteínas-canal
Os canais abertos ou poros de água passam a maior parte do tempo com o seu portão aberto, 
permitindo aos íons moverem-se de um lado a outro através da membrana, sem regulação.
Os canais com portão passam a maior parte do tempo em um estado fechado, o que permite que 
esses canais regulem o movimento de íons que passam através deles. Quando ele se abre movem-
se os íons e quando está fechado não permite a passagem nem de íons e/ou líquidos. 
Proteínas-canal
Para controlar a abertura e o fechamento desses canais há divisão entre controlados 
quimicamente (moléculas mensageiras intracelulares ou ligantes extracelulares que se 
ligam ao canal proteico regulam o portão), os dependentes por voltagem (se abrem quando o 
estado elétrico da célula muda) e os controlados mecanicamente (forças físicas que atuam 
na abertura do canal, como tempretura ou pressão).
Proteínas-canal
As proteínas carregadoras ligam-se com substratos específicos e transportam através da 
membrana pela modificação da sua conformação. Pequenas moléculas orgânicas (como 
glicose e aminoácidos), que são muito grandes para passar através de canais, cruzam as 
membranas utilizando carreadores. Íons como Na+ e K- podem se mover por carreadores, 
assim como por canais. 
Proteínas Carregadoras
As proteínas carreadoras transportam solutos e íons para dentro e para fora das células, 
bem como das organelas, como as mitocôndrias. As proteínas carreadoras são proteínas 
grandes e complexas, com múltiplas subunidades. A mudança de conformação requerida 
por uma proteína carreadora torna este modo de transporte transmembrana muito mais 
lento que o movimento através das proteínas canal.
Proteínas Carregadoras
As proteínas carreadoras diferem das proteínas-canal nos seguintes aspectos: as 
proteínas carreadoras nunca criam uma passagem contínua entre o lado interno e 
o lado externo da célula. Se os canais são como portas, então os carreadores são 
como portas giratórias que permitem o movimento entre o lado interno e o lado 
externo sem nunca formar uma passagem aberta. As proteínas carreadoras 
podem transportar moléculas através da membrana em ambas as direções, como 
uma porta giratória de um hotel, ou elas podem restringir seu transporte a uma 
direção, como uma catraca em um parque de diversões que permite que você 
saia do parque, mas não permite que entre.
Proteínas 
Carregadora
s
Proteínas Carregadoras
Algumas moléculas polares parecem se mover para dentro e para fora das células por 
difusão, estas moléculas polares atravessam a membrana celular por difusão facilitada, com 
o auxílio de carreadores específicos. A difusão facilitada possui as mesmas propriedades da 
difusão simples. As moléculas transportadas movem-se a favor do seu gradiente de 
concentração, o processo não requer adição de energia externa e o movimento líquido cessa 
em equilíbrio, quando a concentração dentro da célula se iguala à de fora. A difusão 
facilitada sempre transporta as moléculas a favor do seu gradiente de concentração. Se o 
gradiente reverte, assim também o faz a direção de transporte. Um exemplo é a difusão 
facilitada de glucose (GLUT).
Proteínas Carregadoras
Proteínas Carregadoras
Muitas partículas precisam ser transportadas contra o seu potencial de difusão e, 
para isso, será necessário consumir energia externa ao sistema como a aquela 
originada do metabolismo celular. Por isso, esse tipo de transporte é chamado 
transporte ativo. Há dois tipos de transporte ativo. 
Transporte Ativo
O transporte ativo pode ser dividido em dois tipos:
• No transporte ativo primário (direto), a energia que empurra as moléculas contra os 
seus gradientes de concentração vem diretamente das ligações fosfato de alta energia 
do ATP. 
• O transporte ativo secundário (indireto) usa a energia potencial armazenada no 
gradiente de concentração de uma molécula para empurrar outras moléculas contra os 
seus gradientes de concentração. Todo transporte ativo secundário depende,em última 
análise, do transporte ativo primário, pois o gradiente de concentração que impulsiona o 
transporte secundário é criado a partir da energia do ATP. 
Transporte Ativo
Já que o transporte ativo primário usa ATP como fonte de energia, muitos transportadores 
ativos primários são chamados de ATPases. Há hidrolisação do ATP a ADP e fosfato 
inorgânico (Pi), liberando energia no processo. As ATPases são, às vezes, chamadas de 
bombas, como na bomba sódio-potássio, ou Na+, K-, ATPase. 
A bomba de sódio-potássio é provavelmente a proteína de transporte mais importante em 
células animais, uma vez que mantém os gradientes de concentração de Na+ e K- através da 
membrana celular. O transportador encontra-se disposto na membrana celular de modo que 
bombeia 3 Na+ para fora da célula e 2K- para dentro da célula para cada ATP consumido.
Transporte Ativo Primário
Transporte Ativo Primário (Bomba de Na+/K-)
O gradiente de concentração de sódio, com uma concentração alta de Na+ no líquido 
extracelular e baixa no interior da célula, é uma fonte potencial de energia que a célula pode 
aproveitar para outras funções.
Transporte Ativo Secundário
O transporte ativo secundário utiliza a energia cinética de uma molécula que se move a favor 
do seu gradiente de concentração para empurrar outras moléculas contra seus gradientes 
de concentração. As moléculas cotransportadas podem ir na mesma direção através da 
membrana (simporte) ou em direções opostas (antiporte). Os sistemas de transporte ativo 
secundário mais comuns são impulsionados pelo gradiente de concentração do sódio. 
Conforme um Na+ entra na célula, ou ele leva uma ou mais moléculas com ele ou troca de 
lugar com moléculas que saem da célula. 
Transporte Ativo 
Secundário
Transporte Ativo Secundário
Obrigado!
Bons estudos!
Referências
• HALL, John E.; HALL, Michael E. Guyton & Hall - Tratado de Fisiologia Médica. Grupo GEN, 
2021. E-book. ISBN 9788595158696. Disponível em: 
https://integrada.minhabioteca.com.br/#/books/9788595158696/. Acesso em: 09 jul. 2024.
• SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia humana. Grupo A, [2017]. E-book. ISBN 9788582714041. 
Disponível em: https://integrada.minhabioteca.com.br/#/books/9788582714041/. Acesso 
em: 09 jul. 2024.
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