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1.
0
SAÚDE PREVENTIVA E 
PROMOÇÃO DA SAÚDE
2
Patrícia Santos Prudêncio
São Paulo
Platos Soluções Educacionais S.A 
2022
SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE
1ª edição
3
2022
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Head de Platos Soluções Educacionais S.A
Silvia Rodrigues Cima Bizatto
Conselho Acadêmico
Alessandra Cristina Fahl 
Ana Carolina Gulelmo Staut
Camila Braga de Oliveira Higa
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Giani Vendramel de Oliveira
Gislaine Denisale Ferreira
Henrique Salustiano Silva
Mariana Gerardi Mello
Nirse Ruscheinsky Breternitz
Priscila Pereira Silva
Coordenador
Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Revisor
Mariana da Silva Castro Vianna
Editorial
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Márcia Regina Silva
Paola Andressa Machado Leal
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ 
 Prudêncio, Patrícia Santos
Saúde preventiva e promoção da saúde / Patrícia 
 Santos Prudêncio. – São Paulo: Platos Soluções 
 Educacionais S.A., 2022. 
 36 p.
ISBN 978-65-5356-251-6
 1. Saúde coletiva. 2. Saúde preventiva. 3. Prevenção da 
saúde. I. Título. 
3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. Título. 
CDD 613
_____________________________________________________________________________ 
 Evelyn Moraes – CRB: 010289/O
P971s
© 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou 
transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo 
fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de 
informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
https://www.platosedu.com.br/
4
SUMÁRIO
Apresentação da disciplina __________________________________ 05
Aplicabilidade da prevenção de doenças _____________________ 06
Evolução histórica da promoção da saúde ___________________ 15
Política Nacional de Promoção da Saúde _____________________ 26
Estratégias de intervenção em promoção da saúde __________ 36
SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE
5
Apresentação da disciplina
Iniciaremos a disciplina Saúde Preventiva e Promoção da Saúde, que tem o 
propósito de contribuir para a sua capacitação profissional relacionada à 
saúde preventiva e à promoção da saúde.
A realização da disciplina tem como alvo despertar em você a 
importância da prevenção das doenças e da promoção da saúde, 
para auxiliar em sua formação e seu aperfeiçoamento profissional. A 
disciplina está organizada em quatro módulos, a saber:
• Módulos I e II: estudaremos sobre a conceituação da prevenção 
de doenças e promoção da saúde; níveis de prevenção de 
atenção; diferenças entre os conceitos de prevenção de doenças e 
promoção da saúde; avanços das ações de promoção da saúde.
• Módulos III e IV: abordaremos a Política Nacional de Promoção 
da Saúde; estratégias de intervenção em promoção da saúde; 
diferenças entre as medidas preventivas de doenças e agravos e a 
promoção da saúde.
Para finalizar, destacamos que o conteúdo programático da disciplina 
abordará questões teóricas e reflexivas, no intuito de contribuir para a 
construção do conhecimento, possibilitando a você o desenvolvimento 
crítico-reflexivo para sua atuação profissional direcionada à assistência à 
saúde das mulheres.
Por isso, esperamos atender e superar as suas expectativas no final da 
disciplina. Você está convidado a aprofundar seus conhecimentos nessa 
temática.
6
Aplicabilidade da prevenção 
de doenças
Autoria: Patrícia Santos Prudêncio
Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna
Objetivos
• Apresentar a conceituação sobre saúde e doença.
• Identificar as características da prevenção de 
doenças e promoção de saúde. 
• Identificar os tipos de prevenção de doenças e sua 
aplicabilidade.
7
1. A conceituação da saúde
A saúde é conceituada como o completo estado de bem-estar, que 
deve envolver os aspectos físicos, mentais e sociais, ou seja, ter saúde 
não está associado simplesmente ao fato de não ter uma enfermidade 
e doença (OMS, 1947). Assim, a saúde pode ser representada pela 
expressão de bem-estar, sendo este caracterizado pelo comportamento 
de proatividade e comprometimento do indivíduo em relação às 
atividades de autocuidado realizadas por ele no intuito de promover o 
seu bem-estar físico, psicológico e espiritual (LEAVELL; CLARK, 1976).
Segundo os autores, para o alcance do seu bem-estar, o indivíduo 
deverá ter atendido a quatro componentes, a saber: 1. Habilidade de 
realizar ações sobre o melhor da sua capacidade; 2. Facilidade de se 
adaptar e enfrentar situações adversas; 3. Depoimento de sensação 
de bem-estar; 4. Percepção de unidade e paz. Neste raciocínio, o 
profissional de saúde deve implementar ações e estratégias que visem 
promover mudanças positivas e que contribuam para a saúde e o bem-
estar do indivíduo.
2. História natural da doença
A história natural da doença corresponde ao curso de determinada 
doença no indivíduo, ao longo do tempo e na ausência de uma 
intervenção (OPAS, 2010). Isso significa dizer que o processo é iniciado 
no momento da exposição de um indivíduo/hospedeiro suscetível a 
um agente causal e finalizado com a recuperação, a deficiência ou até 
o óbito. A Figura 1 ilustra o modelo tradicional da história natural da 
doença, bem como a relação estabelecida entre os níveis de prevenção.
8
Figura 1 – História natural da doença
Fonte: OPAS (2010, p. 22).
A história natural da doença apresenta dois períodos (OPAS, 2010), 
conforme apresentado na Figura 2:
Figura 2 – História natural da doença
Fonte: adaptada de OPAS (2010).
9
2.1 Níveis de prevenção de doenças
A prevenção de doenças contempla a adoção de cuidados com foco 
na promoção da saúde e prevenção da enfermidade ou de doenças. 
A prevenção das doenças pode ocorrer em três níveis (EDELMAN; 
MANDLE, 2014), conforme ilustrado na Figura 3:
Figura 3 – Níveis de cuidados preventivos
Fonte: adaptada de Edelman e Mandle (2014).
• Prevenção primária: oferecimento de cuidados de saúde cujo 
foco da atenção é a promoção de saúde e prevenção de agravos e 
doenças, ou seja, são ações realizadas no período pré-patogênico, 
com a adoção de medidas direcionadas para o desenvolvimento 
de uma boa saúde (EDELMAN; MANDLE, 2014).
• Prevenção secundária: realização de ações com foco na 
implementação de cuidados preventivos centrados na manutenção 
da saúde. Tais ações são direcionadas para a detecção de 
10
doenças e adoção de medidas de intervenção, no intuito de evitar 
ou reduzir complicações comprometedoras da função. Neste 
contexto, evita-se o desenvolvimento de danos secundários à 
saúde (EDELMAN; MANDLE, 2014).
• Prevenção terciária: oferecimento de cuidados de saúde 
centrados na redução das complicações decorrentes das doenças 
e na melhora da qualidade de vida, contribuindo assim para a 
promoção da reabilitação e evitando danos terciários (EDELMAN; 
MANDLE, 2014).
3. Diferença entre prevenção de doenças e 
promoção da saúde
Para a adequada compreensão sobre as diferenças entre prevenção de 
doenças e promoção da saúde, são apresentados a seguir os principais 
aspectos relacionados aos dois conceitos (BRASIL, 2021a).
Quadro 1–Principais características que diferem a prevenção de 
doenças da promoção da saúde
Características Prevenção de doenças Promoção da saúde
Referencial História natural das doenças Determinantes sociais da saúde
Propósitos Desenvolver ações que evitem a 
doença e suas complicações Gerar projeção ou mudança
Meta a ser alcançada Garantir que não ocorram doenças 
ou sua disseminação
Promover o bem-estar geral por 
meio das condições de saúde
Abordagem
Ações que disseminem orientações 
e recomendações
Mudanças estruturais, políticas, 
econômicase sociais, com a 
garantia de espaços que incenti-
vem participações
11
Método Ação pontual Multiestratégias
Atuação do sujeito Receptivo e responsável 
pela mudança
Participação ativa (corresponsa-
bilidade na mudança)
Expressões e termino-
logias clássicas
Tenha um estilo de vida saudável
A prevenção é o melhor remédio
Seja participativo
Qualidade de vida
Fonte: Brasil (2021a, p. 13).
As informações apresentadas no quadro anterior buscam demonstrar as 
diferentes abordagens entre a prevenção das doenças e a promoção da 
saúde, contribuindo assim para uma correta compreensão que permita 
direcionar a atuação em uma ou na outra direção, de forma integrada. 
O importante é saber direcionar o processo de produção de saúde e 
construção do cuidado (BRASIL, 2021a, p. 13).
Ter essa compreensão entre as diferentes abordagens é importante 
para identificar as potencialidades e as fragilidades que cada abordagem 
traz, evitando erros ou confusões diante dos resultados encontrados 
para cada ação implantada, já que terão sido tomadas as ações mais 
efetivas (BRASIL, 2021a).
Neste contexto, é importante compreender que a promoção da saúde 
reconhece que a saúde está em constante construção, ou seja, abrange 
as fragilidades e potencialidades vivenciadas pelos indivíduos e pelos 
coletivos, bem como a responsabilidade governamental quanto à 
garantia dos direitos, à acessibilidade aos serviços de saúde essenciais e 
às possibilidades de desenvolvimento das pessoas (BRASIL, 2021a). Ter 
saúde representa muito mais do que não ter uma doença. Representa 
possuir condições favoráveis de vida, como: paz, moradia, educação, 
alimentação, sustento financeiro, ecossistema estável, recursos 
sustentáveis, justiça social e equidade (BRASIL, 2021a).
12
Para facilitar a compreensão sobre a implementação de ações 
estratégicas com foco na prevenção de doenças, apresentamos a 
seguir um exemplo prático relacionado ao enfrentamento dos fatores 
de risco para doenças e agravos não transmissíveis (BRASIL, 2021b). 
Convém destacar que tais estratégias também podem ser direcionadas 
às mulheres e gestantes, com o propósito de que elas não apresentem 
doenças e agravos não transmissíveis (BRASIL, 2021b):
Quadro 2 – Medidas preventivas relacionadas a doenças e agravos
Doenças e 
Agravos Medidas de prevenção de doenças e agravos
Álcool
Fortalecer a abordagem familiar na Atenção Primária à Saúde (APS), de-
senvolvendo linhas de cuidado e ações de prevenção que abordem riscos 
e consequências decorrentes do consumo abusivo de álcool.
Promover a articulação entre as instituições de ensino (públicas e priva-
das) e o Ministério da Educação e Conselho Nacional de Educação, para 
a inclusão, nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da área da 
saúde, de disciplinas que abordem, entre outras temáticas, a prevenção e 
o cuidado dos usuários de álcool e drogas, bem como dos determinantes e 
condicionantes sociais.
Câncer
Implementar ações com o objetivo de obter um aumento na cobertura va-
cinal contra o HPV para meninas que se enquadrem na faixa etária de 9 a 
14 anos de idade e para meninos que estejam na faixa etária de 11 a 14 
anos. As ações devem ser realizadas de forma que o ensino público e o 
ensino privado se articulem entre si.
Fortalecer as ações e estratégias que tenham como alvo contribuir para o 
desenvolvimento de projetos terapêuticos que atendam os pacientes dia-
béticos. Para isso, podem ser promovidas atividades como: realização de 
atividades físicas, alimentação física adequada, condutas que estimulem 
uma alimentação saudável, medidas que apoiem a interrupção da utiliza-
ção de tabaco e derivados, adoção de ações e estratégias que visem esti-
mular o autocuidado e adesão ao tratamento.
13
Diabetes 
mellitus
Fortalecer as ações e estratégias de saúde na APS que tenham como 
meta contribuir para a realização de projetos terapêuticos direcionados 
para: incentivo à realização de atividades físicas, apoio a uma alimentação 
saudável, eliminação da utilização de tabaco e derivados e autocuidado.
Estimular a busca pelo diagnóstico precoce, no intuito de contribuir para o 
início precoce do tratamento, o que consequentemente reduzirá as compli-
cações associadas à doença. 
Atividades 
físicas
Elaborar subsídios para aplicar programas de incentivo à prática de ativi-
dades físicas e eliminação do sedentarismo nos setores públicos e 
privados.
Promover campanhas nacionais que tenham como alvo sensibilizar a to-
dos sobre a importância da adoção de um estilo de vida mais saudável, 
que inclua a realização de atividades físicas, a redução do comportamento 
de sedentarismo, o convívio em ambientes saudáveis, entre outras 
práticas. 
Fonte: Brasil (2021b, p.96).
4. Considerações finais
Para o alcance da saúde, é preciso compreender a importância de obter 
um completo estado de bem-estar, envolvendo os aspectos físicos, 
mentais e sociais, além de não apresentar uma doença e enfermidade. 
Neste contexto, faz-se necessária a implementação de ações e 
estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde. Portanto, 
tais práticas devem ser conhecidas pelos profissionais de saúde, que 
precisam buscar constantemente capacitação e aperfeiçoamento 
profissional com foco na implementação de planos estratégicos de 
saúde que contemplem medidas de prevenção de doenças e promoção 
da saúde.
14
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Plano de 
Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos 
não Transmissíveis no Brasil 2021-2030. Brasília: Ministério da Saúde, 
2021b. 118 p. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/relatorio_
monitoramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf. Acesso em: 13 maio 
2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: 
aproximações ao tema: caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2021a. 
Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-
epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/
observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_
tema_05_2021.pdf. Acesso em: 13 maio 2022.
EDELMAN, C. L.; MANDLE, C. L. Health promotion throughout the life span. 8. ed. 
St Louis: Mosby, 2014.
LEAVELL H.R.; CLARK E.G. Medicina preventiva. Rio de Janeiro: McGraw-Hill do 
Brasil, 1976.
OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. Módulos de Princípios de 
Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Módulo 2: Saúde e doença na 
população. Brasília: OPAS; Ministério da Saúde, 2010.
15
Evolução histórica da 
promoção da saúde
Autoria: Patrícia Santos Prudêncio
Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna
Objetivos
• Apresentar o conceito de promoção da saúde.
• Identificar a evolução histórica e cronológica da 
promoção da saúde no Brasil e no mundo. 
• Discutir sobre a Política Nacional de 
Promoção da Saúde.
16
1. O conceito de promoção da saúde
O conceito de promoção da saúde é fundamentado no entendimento 
amplo do processo saúde-doença, sendo construído continuamente 
e levando em consideração o despertar da crítica sobre a cultura da 
medicalização e sobre como as condições de vida são afetadas pelos 
determinantes e condicionantes da saúde e da qualidade de vida 
da população (BUSS, 2003). A promoção da saúde é definida pela 
Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) como um conjunto de 
estratégias e formas de gerar saúde, no âmbito individual e coletivo. É 
caracterizada pela interlocução e cooperação intra e intersetorial e pela 
constituição das Redes de Atenção à Saúde (RAS), o que contribui para 
a implementação das práticas de cuidado consideradas humanizadas e 
fundamentadas nas necessidades locais. Tais práticas devem reforçar, 
ainda, a ação comunitária, a participação e o controle social, bem como 
promover o reconhecimentoe o diálogo entre as diversas formas do 
saber popular, tradicional e científico. Trata-se de um cuidado pautado 
pela integralidade, em que a concepção de saúde tem uma visão 
ampliada e considera o papel e a organização dos diferentes setores 
e atores que, de forma integrada e articulada, atuam na promoção da 
saúde (BRASIL, 2014).
Para fortalecer o conceito de promoção da saúde, convém lembrarmos 
do conceito ampliado de saúde, que inclui, além da ausência de doenças, 
as condições de vida e bem-estar do indivíduo, e que envolve aspectos 
como: paz, habitação, educação, alimentação, renda, ecossistema 
estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade (BRASIL, 2021).
2. Evolução histórica da promoção da saúde
No Brasil, a promoção da saúde foi incorporada pelo Movimento da 
Reforma Sanitária na Constituição Federal de 1988 e influenciou o 
17
surgimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua regulamentação 
ocorreu em 2006, quando se deu a aprovação da Política Nacional de 
Promoção da Saúde (PNPS) (BUSS, CARVALHO, 2009; MALTA et al., 2014).
Para compreendermos toda a evolução histórica da promoção da 
saúde, é apresentado a seguir um breve relato histórico e cronológico 
de fatos que marcaram a promoção da saúde no Brasil e no mundo, por 
meio do registro de eventos e reuniões, da implementação de políticas 
e programas, do estabelecimento de acordos internacionais, entre 
outros. Tal apresentação tem como propósito demonstrar o dinamismo 
da evolução ocorrida no decorrer dos anos, a qual foi fundamental 
para o aperfeiçoamento da Política Nacional de Promoção da Saúde. A 
descrição histórica e cronológica é apresentada no Quadro 1:
Quadro 1–Evolução cronológica anual de fatos que marcaram a 
promoção da saúde no Brasil e no mundo
Ano Evento histórico
1970 Movimento sanitário e ampliação do conceito de saúde.
1974 Informe Lalonde (publicação do Canadá).
1976 Criado o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
1977 Movimento Saúde para Todos no Ano 2000.
1978 Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, em Alma-Ata, e lan-
çamento da meta Saúde para Todos até o Ano 2000.
1979 Criada a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco).
1984 Movimento das Cidades Sustentáveis, Canadá.
1986
1ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, em Ottawa, 
Canadá. Lançamento da Carta de Ottawa, mais famoso documento 
sobre promoção da saúde.
8ª Conferência Nacional de Saúde.
18
1988 2ª Conferência Internacional de Promoção da Saúde (Austrália).
1991 3ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Suécia).
1992
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO 
92) (Brasil).
9ª Conferência Nacional de Saúde.
Lançamento da Carta de Bogotá.
1993 Primeira Conferência de Promoção da Saúde (Caribe).
1995 Congresso do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
1997 Inclusão do setor privado no apoio à promoção da saúde.
1998
10ª Conferência Nacional de Saúde.
1º Encontro de Municípios Saudáveis, em Sobral (Ceará).
1999
Comissão Nacional para o Controle do Uso do Tabaco.
Política Nacional de Alimentação e Nutrição.
2000
11ª Conferência Nacional de Saúde (determinantes sociais em saúde).
I Oficina de Promoção da Saúde no SUS (Brasil).
5ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (México).
Lançamento dos 8 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
2001 Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências.
2002
Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito (Brasil).
Política Nacional de Promoção da Saúde.
Criação de grupo temático de promoção da saúde e desenvolvimento sustentável 
(Abrasco).
2003
Convenção-Quadro da OMS para Controle do Tabaco.
Política Nacional de Humanização do SUS.
2004
Rede Nacional de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde.
12ª Conferência Nacional de Saúde.
Estratégia Global em Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde.
2005
6º Conferência Global de Promoção da Saúde (Tailândia).
Instituição do Comitê Gestor da Política Nacional de Promoção da Saúde.
Agenda Nacional de Violência, Prevenção e Controle de Acidentes e Violências 
(2005 a 2008).
19
2006
Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS).
1º Seminário Nacional de Promoção da Saúde.
1º edital de financiamento da Rede Nacional de Promoção da Saúde, constituída por 
Secretarias Estaduais de Saúde (SES).
Criação da Comissão Nacional de Determinantes Sociais em Saúde.
Lançado o Pacto pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão, com a promoção da 
saúde entre as prioridades.
2007 Regulamentação do Programa Saúde na Escola (PSE).
2008
13ª Conferência Nacional de Saúde.
Comemoração do Dia Mundial da Saúde e da Atividade Física.
Política Nacional de Vigilância em Saúde.
2009
Plano Nacional de Atividade Física.
Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool 
e outras Drogas (Pead 2009-2010).
7ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Quênia).
Resolução da Assembleia Mundial da Saúde sobre os determinantes sociais da saú-
de e a igualdade na saúde.
2010 Encontro Internacional Saúde em Todas as Políticas.
2011
Conferência Mundial dos Determinantes Sociais da Saúde (Brasil).
Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não 
Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022.
2012 Rio+20 – Cúpula dos Povos, Cúpula dos Prefeitos.
2013
8ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Finlândia).
Política Nacional de Educação Popular em Saúde.
2014
Nova Política Nacional de Promoção da Saúde (Portaria GM/MS nº 2.446, de 11 de 
novembro). Introdução de valores, princípios, diretrizes e competências das três es-
feras de gestão para a sua implementação.
Estratégia Intersetorial de Prevenção e Controle de Obesidade.
2015
Agenda 2030 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Segunda edição do Plano Nacional de Atividade Física.
2016 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde (Brasil).
2017 9ª Conferência Global de Promoção da Saúde (Xangai). 
20
2018
Conferência Global de Atenção Primária à Saúde (Cazaquistão).
Plano de Ação Mundial sobre atividade física e saúde – 2018 a 2030.
2019
Estratégia e plano de ação sobre a promoção da saúde no contexto 
dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 2019-2030.
Criação do Departamento de Promoção da Saúde na APS.
Fonte: Brasil (2021, p. 47-54).
3. Política Nacional de Promoção 
da Saúde (PNPS)
A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) foi inaugurada em 
2006 com o propósito de promover a equidade, bem como oferecer 
melhores condições de vida, proporcionando assim uma melhor 
qualidade de vida e reduzindo as vulnerabilidades e os riscos à saúde 
que muitas vezes são desencadeados pelos determinantes sociais, 
econômicos, políticos, culturais e ambientais (BRASIL, 2006). A PNPS 
ampliou as ações de promoção da saúde e implementou os eixos 
operacionais que a integram, com a Atenção Primária à Saúde (APS) e 
a Vigilância em Saúde de forma integrada, unificadas pelas Redes de 
Atenção à Saúde (RAS) (BRASIL, 2021). Convém destacar a existência dos 
oito temas da PNPS, os quais são apresentados na Figura 1:
21
Figura 1 – Temas da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS)
Fonte: Brasil (2021, p. 22).
4. Redes para a promoção da saúde
As redes para a promoção da saúde são reconhecidas por serem 
estratégias e estruturas que favorecem o processo de organização 
existente nos serviços de saúde. Tais redes podem ser adotadas em 
diversos setores, como na área da economia, tecnologia e administração 
e nos setores públicos. A implementação das redes de promoção à 
saúde proporciona a captação e a articulação dos indivíduos e das 
instituições que promovem atividades com motivações semelhantes. 
Essa atuação é realizada de forma democrática e participativa por 
meio de uma nova vertente de organização, ou seja, é descontruída a 
concepção de uma organização piramidalem prol de uma que atenda 
aos princípios da horizontalidade, garantindo assim a intercomunicação 
entre as partes (BRASIL, 2021). Na Figura 2 é apresentada a 
caracterização das redes (BENELLI, 2016):
22
Figura 2 – Caracterização das redes de promoção à saúde
Fonte: adaptada de Benelli (2016, p. 271).
No âmbito da saúde, as redes de promoção à saúde são consideradas 
como agrupamentos institucionais que atuam de forma a otimizar os 
serviços, promover a integralidade do cuidado e proporcionar o acesso 
a todos os níveis de atenção à saúde (BRASIL, 2021). Convém destacar 
que as tecnologias que as compõem não atuam exclusivamente na 
saúde. Existem, então, vários tipos de computadores, de sistemas, de 
organizações etc. Outro tipo é a rede social, que tem o potencial de 
reunir grupos e indivíduos em prol de questões relativas às necessidades 
apresentadas pela sociedade (BRASIL, 2021).
Para uma melhor compreensão, segue um exemplo de iniciativa 
intersetorial para o enfrentamento de casos de violência, por meio 
da integração e articulação de uma rede de apoio que atenda, além 
das esferas de saúde (cuidado e assistência), aos níveis de segurança, 
proteção e trabalho (BRASIL, 2021).
23
Figura 3 – Formação das redes de proteção e cuidados às pessoas 
vítimas de violências na esfera do gerenciamento público
Fonte: adaptada de Brasil (2021).
Convém destacar que a articulação entre os setores (Figura 3) pode 
ser direcionada por meio de: estabelecimento de normas, protocolos, 
sistemas de informação, monitorização de indicadores, gerenciamento 
de comitês, fóruns, comissões, audiências públicas etc. (BRASIL, 
2021). Na concepção de acolhimento às vítimas de violências, deve 
ser destacada a importância do suporte que garanta apoio, cuidado e 
assistência, tanto no âmbito jurídico quanto econômico (BRASIL, 2021).
Outra consideração importante é que a rede social, quando direcionada 
à saúde, deve ter como alvo solucionar a origem do problema, com o 
intuito de promover a saúde, tomando o cuidado de não atuar como 
um sistema organizador de problemas e necessidades, mas sim de 
promoção da saúde (BRASIL, 2021). Para a montagem de uma rede 
institucional que tenha como integrantes os setores públicos, devem ser 
obedecidos alguns passos, dos quais podem ser citados os seguintes 
(BRASIL, 2021):
24
• Mapear as áreas ou os setores que se relacionam com o problema 
e que possuem objetivos afins aos propostos para a rede.
• Construir recursos (técnicos e científicos) que atuem no sustento 
da problemática identificada, bem como a justificativa da formação 
da rede.
• Mapear os atores sociais (exemplo: pessoas, grupos ou 
organizações) da área territorial de interesse.
• Promover a formação e instituição de apoiadores institucionais 
com foco na articulação da rede.
• Elaborar um planejamento de ação que atenda às demandas.
• Planejamento financeiro integrado.
• Estabelecer articulação de comunicação entre os componentes da 
rede.
• Ajustar o gerenciamento da rede, bem como definir um espaço de 
governança para discussão da rede.
• Estabelecer uma relação de pactuação do plano de ação com todos 
os atores envolvidos.
5. Considerações finais
Para a implementação das ações de promoção da saúde, é preciso 
compreender a importância do conceito de saúde, o qual deve ser 
entendido como sendo um completo estado de bem-estar, envolvendo 
os aspectos físicos, mentais e sociais, além de não apresentar 
uma doença e enfermidade. Neste contexto, faz-se necessária a 
implementação de ações e estratégias de prevenção de doenças e 
25
promoção da saúde. Portanto, tais práticas devem ser conhecidas 
pelos profissionais de saúde, que precisam buscar constantemente 
capacitação e aperfeiçoamento profissional com foco na implementação 
de planos estratégicos de saúde que contemplem medidas de prevenção 
de doenças e promoção da saúde.
Referências
BENELLI, S. J. A construção de redes sociais: entre a conexão e a captura na gestão 
dos riscos sociais. In: BENELLI, S. J. O atendimento socioassistencial para crianças 
e adolescentes: perspectivas contemporâneas. São Paulo: Ed. UNESP, 2016. p. 263-
315.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: 
aproximações ao tema: caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 60 p. 
Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-
epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/
observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_
tema_05_2021.pdf. Acesso em: 15 maio 2022.
BRASIL. Portaria nº 2446, de 11 de novembro de 2014. Redefine a Política Nacional 
de Promoção da Saúde (PNPS). Brasília: Diário Oficial da União, 2014. Disponível 
em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt2446_11_11_2014.html. 
Acesso em: 15 maio 2022.
BUSS, P. M. Uma introdução ao Conceito de Promoção da Saúde. In: CZERESNIA, D.; 
FREITAS, C. M. (org.). Promoção da Saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de 
Janeiro: Editora Fiocruz, 2003. p. 15-38.
BUSS, P. M.; CARVALHO, A. I. de. Desenvolvimento da promoção da saúde no 
Brasil nos últimos vinte anos (1988-2008). Ciência e Saúde Coletiva, v. 14, 
n. 6, p. 2305-2316, dez. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/
D65mRPV5fD5yGcMswW4dszQ/?lang=pt. Acesso em: 15 maio 2022.
MALTA, D. C. et al. A implementação das prioridades da Política Nacional de 
Promoção da Saúde, um balanço, 2006 a 2014. Ciência de Saúde Coletiva, 
v. 19, n. 11, p. 4301-4311, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/
a/6CwVSjyyxwQhj8SMvYNrs9h/abstract/?lang=pt. Acesso em: 15 maio 2022. 
26
Política Nacional de 
Promoção da Saúde
Autoria: Patrícia Santos Prudêncio
Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna
Objetivos
• Apresentar a regulamentação da Política Nacional de 
Promoção da Saúde e seus objetivos.
• Identificar os valores, os princípios e as diretrizes 
que norteiam a Política Nacional de Promoção da 
Saúde.
• Contextualizar os temas transversais e apresentar os 
eixos estratégicos da Política Nacional de Promoção 
da Saúde.
27
1. Política Nacional de Promoção da Saúde
A promoção da saúde é caracterizada por ser um conjunto de estratégias 
e maneiras que são realizadas com o intuito de produzir saúde para 
a sociedade, uma vez que o seu alvo é suprir as necessidades sociais 
de saúde, melhorando consequentemente a qualidade de vida, tanto 
na esfera individual quanto coletiva (BUSS; CARVALHO, 2009). Convém 
destacar que as ações de promoção da saúde são regulamentadas 
pela Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), que ocorreu pela 
Portaria nº 687, de março de 2006, e posteriormente foi redefinida pela 
Portaria nº 2.446/2014, sendo então revogada pela Portaria nº 2, de 
setembro de 2017, a qual estabelece as normas relacionadas às políticas 
nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A PNPS passou 
por mudanças, no intuito de alcançar aperfeiçoamento e atualização 
(BRASIL, 2018).
Tais mudanças tiveram uma dimensão ampla e participativa, 
contando com a intervenção de gestores, trabalhadores, conselheiros, 
representantes sociais e profissionais de instituições de ensino e 
saúde. Apesar das mudanças ocorridas, a PNPS sinaliza a necessidade 
de articulação com outras políticas públicas, no intuito de promover o 
fortalecimento de tais políticas (BRASIL, 2018). Em 2021, foi lançada uma 
publicação que retrata todo o processo de desenvolvimento e evolução 
no decorrer dos anos quanto à implementação da PNPS no SUS, 
abordando os aspectos importantes relacionados à PNPS (BRASIL, 2021).
1.1 Objetivos da Política Nacional de Promoção da Saúde
Para facilitar a compreensão sobre os objetivos da PNPS, é importante 
destacarmos que, no âmbito da atenção e do cuidado, a abordagem 
integral da promoção da saúde é caracterizada por ser uma estratégia 
de saúde que contempla as especificidades e as potencialidades 
identificadasna elaboração dos projetos pedagógicos, de vida e do 
28
processo organizacional do trabalho em saúde. Para que a integralidade 
na promoção da saúde ocorra, condutas como escuta empática 
e qualificada devem ser estimuladas, tanto para os profissionais 
envolvidos quanto para os usuários, com o propósito de focar a atenção 
no acolhimento do indivíduo, levando em consideração todas as suas 
particularidades (BRASIL, 2018).
Em relação aos objetivos da PNPS, é possível destacar o geral e os 
específicos, conforme descrito no Quadro 1:
29
Quadro 1 – Propósitos da Política Nacional de Promoção da Saúde
Objetivos Política Nacional de Promoção da Saúde
Geral
Implementar ações que visem promover a equidade e proporcionar melho-
res condições de vida. Visa ampliar a saúde e reduzir a vulnerabilidade, 
bem como os riscos à saúde que são desencadeados pelos determinantes 
sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais.
Específicos
Incentivar as ações e estratégias que visem apoiar a promoção da saúde, 
de forma integral, na Rede de Atenção à Saúde (RAS).
Auxiliar e favorecer a implementação de práticas sociais e de saúde que 
sejam fundamentadas em atender à equidade, à participação ativa e ao 
controle social. A adoção de tais condutas contribuirá para a redução das 
desigualdades prevalentes, injustas e que podem ser evitadas, bem como 
deve refletir respeito diante das desigualdades existentes na sociedade.
Facilitar a mobilidade humana e o acesso, proporcionando o desenvolvi-
mento seguro, saudável e sustentável.
Favorecer a adoção de condutas que promovam a paz nas comunidades, 
nos territórios e nos municípios.
Dar apoio para o desenvolvimento de ambientes que tenham como alvo 
promover a produção social e ambientes saudáveis.
Reconhecer e valorizar o conhecimento popular e tradicional e as práticas 
integrativas e complementares.
Incentivar o empoderamento, bem como a capacidade de tomada de deci-
são, conduta que garanta autonomia.
Proporcionar atividades educativas, de formação profissional e de capaci-
tação que atendam aos princípios e valores da sociedade.
Implementar ações e estratégias quanto à comunicação social, no intuito 
de fortalecer os princípios e as ações da promoção da saúde.
Incentivar a realização de pesquisas científicas, produção e divulgação de 
conhecimentos e estratégias inovadoras na área da promoção da saúde.
Favorecer ações e estratégias que visem promover a inclusão social e a 
qualificação de atividades relacionadas à promoção da saúde.
Incentivar discussões sobre os modos de consumo e de produção que se-
jam considerados como conflito de interesses.
Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrassetoriais 
com as agendas nacionais e internacionais.
Fonte: Brasil (2018, p. 11).
30
1.2 Valores e princípios da Política Nacional de 
Promoção da Saúde
A PNPS apresenta valores e princípios que norteiam suas ações no 
âmbito da promoção da saúde, os quais são ilustrados na Figura 1:
Figura 1 – Valores e princípios da Política Nacional 
de Promoção da Saúde
Fonte: adaptada de Brasil (2018).
1.3 Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde
As diretrizes da PNPS englobam princípios específicos que norteiam 
as ações e estratégias para a sua funcionalidade de forma efetiva. Tais 
diretrizes são apresentadas na Figura 2.
31
Figura 2 – Diretrizes que fundamentam a Política 
Nacional de Promoção da Saúde
Fonte: adaptada de Brasil (2018).
Convém destacar que as diretrizes que fundamentam a Política 
Nacional de Promoção da Saúde foram previamente estabelecidas 
com o propósito de guiar as ações promotoras de saúde, garantindo 
assim a efetividade da sua operacionalização. Tais diretrizes podem ser 
caracterizadas da seguinte forma:
• Cooperação e articulação intrassetorial e intersetorial: foco é 
ampliar os determinantes e condicionantes de saúde.
• Planejamento de ações territorializadas de promoção da saúde: 
contextos locais e no respeito às diversidades.
32
• Gestão democrática, participativa e transparente: fortalecimento 
da participação, controle social e corresponsabilidade (individual, 
coletiva, institucional, governamental e da sociedade civil).
• Desenvolvimento de ações de promoção da saúde: foco na 
sustentabilidade (enfoque político, social, cultural, econômico e 
ambiental).
• Pesquisa, com vistas à produção e à difusão de experiências: 
auxílio no processo de tomada de decisão, entre outras 
possibilidades.
• Formação e educação permanente em promoção da saúde: 
ampliação do compromisso e da capacidade crítica e reflexiva 
(exemplos: gestores, profissionais de saúde etc.).
• Intervenções de promoção da saúde: no modelo de atenção à 
saúde.
1.4 Temas transversais da Política Nacional de 
Promoção da Saúde
Os temas transversais são considerados referências para o 
planejamento das agendas relacionadas às ações de promoção da 
saúde, bem como para a adesão às estratégias a serem seguidas e aos 
temas prioritários. Uma importante consideração a ser feita é que a 
operacionalização da agenda, das estratégias e dos temas prioritários 
obedece aos princípios e valores do Sistema Único de Saúde (SUS) e da 
PNPS. Tais temas são apresentados nas Figuras 3 e 4.
33
Figura 3 – Temas transversais da Política Nacional 
de Promoção da Saúde
Fonte: adaptada de Brasil (2018).
Com o propósito de favorecer a implementação das ações estratégicas 
de promoção da saúde, a PNPS estabeleceu eixos direcionados à sua 
operacionalização, conforme ilustrado na Figura 4:
Figura 4 – Eixos operacionais da Política 
Nacional de Promoção da Saúde
Fonte: adaptada de Brasil (2018).
34
Quanto à operacionalização da PNPS, Malta et al. (2018) identificaram 
avanços relacionados às prioridades preconizadas pela PNPS nas 
ações referentes a: enfrentamento da utilização de tabaco e derivados, 
alimentação saudável, adoção de condutas corporais e atividades 
físicas em prol da qualidade de vida, ações de promoção com foco no 
desenvolvimento sustentável, combate à utilização abusiva de bebidas 
alcóolicas e outras drogas, condutas que visem promover a mobilidade 
segura e sustentável, ações com foco na promoção da cultura da paz e 
garantia dos direitos humanos. Os autores destacam que, apesar de tais 
avanços, ainda existem muitos alvos e desafios a serem conquistados e 
superados.
Mesmo com a identificação de tais avanços, os autores destacam 
uma perspectiva problemática para a PNPS, devido à crise política, 
econômica e institucional que afetou o Brasil, enfatizando uma situação 
ameaçadora para o futuro do país, em razão dos diversos cortes 
orçamentários ocorridos e que serão refletidos nos próximos anos. Tal 
panorama é crítico, gerando um futuro de muita insegurança (MALTA et 
al., 2018).
2. Considerações finais
A Política Nacional de Promoção da Saúde apresentou importantes 
mudanças desde a sua criação. Para que suas ações e estratégias 
possam ser efetivas, é importante que atendam aos objetivos, às 
diretrizes, aos valores, aos princípios e às competências que são 
regulamentadas. Portanto, é preciso que todos os profissionais de 
saúde tenham conhecimento, bem como desenvolvam habilidades e 
competências, para contribuírem com a Política Nacional de Promoção 
da Saúde, agindo assim em favor do completo bem-estar de saúde.
35
Referências  
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: 
aproximações ao tema: caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 
Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-
epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/
observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_
tema_05_2021.pdf. Acesso em: 15 maio 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de 
Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Anexo I da Portaria 
de Consolidação nº 2,de 28 de setembro de 2017. Brasília: Ministério da Saúde, 
2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_
promocao_saude.pdf. Acesso em: 15 maio 2022.
BUSS, P. M.; CARVALHO, A. I. Desenvolvimento da promoção da saúde no Brasil 
nos últimos vinte anos (1988-2008). Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 
v. 14, n. 6, p. 2305-2316, 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/
D65mRPV5fD5yGcMswW4dszQ/?lang=pt. Acesso em: 27 maio 2022.
MALTA et al. O SUS e a Política Nacional de Promoção da Saúde: 
perspectiva resultados, avanços e desafios em tempos de crise. Ciência & Saúde 
Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 6, p. 1799-1809, 2018. Disponível em: https://www.
scielo.br/j/csc/a/9mXFmz3J8Y4qjjbKgk8VVVq/?lang=pt. Acesso em: 24 maio 2022.
https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_tema_05_2021.pdf
36
Estratégias de intervenção em 
promoção da saúde
Autoria: Patrícia Santos Prudêncio
Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna
Objetivos
• Apresentar a relação entre a promoção da saúde e o 
alfabetismo em saúde.
• Identificar a diversidade de estratégias e recursos 
que podem ser utilizados em ações direcionadas à 
promoção da saúde.
• Contextualizar os temas transversais da Política 
Nacional de Promoção da Saúde.
37
1. Ações direcionadas para a 
promoção da saúde
O ato de disponibilizar ações de orientação e promoção da saúde 
representa um propósito em comum, que é sensibilizar e conscientizar 
as pessoas para um estilo de vida saudável que resulte em uma melhor 
qualidade de vida e, consequentemente, na redução de doenças 
evitáveis. Neste contexto, é possível afirmar que as ações de promoção 
da saúde representam o controle de custos e a redução de doenças e 
mortes (HINKLE; CHEEVER, 2019).
Já existem muitas evidências que apontam que uma parte considerável 
da saúde é gerada por meio de ações que ocorrem fora do setor de 
saúde. O objetivo, então, é focar a elaboração e o fortalecimento de 
políticas públicas de saúde em todos os setores, de forma que haja 
um reconhecimento quanto aos aspectos relacionados a uma saúde 
integral. Devem ocorrer estratégias de promoção da saúde em todas as 
esferas de governo, com maior ênfase no governo local e com a criação 
de ambientes saudáveis em escolas, residências e locais de trabalho 
(OPAS, 2020).
1.1 Promoção da saúde e o alfabetismo em saúde
O alfabetismo em saúde é conhecido como a capacidade de saber 
ler, compreender o significado e adotar condutas fundamentadas 
nas informações de saúde que foram recebidas, ou seja, seu impacto 
representa muito mais do que simplesmente ler e ter o entendimento. 
Representa o alcance da mudança de comportamentos em prol de uma 
saúde de qualidade. De acordo com o Institute of Medicine, o nível de 
alfabetismo em saúde é parâmetro seguro de saúde quando comparado 
a outros aspectos, como faixa etária, renda financeira, nível educacional, 
raça/cor e ocupação (NETTINA, 2017).
38
É fundamental realizar a avaliação do nível de alfabetismo em saúde 
do indivíduo para, posteriormente, planejar a melhor estratégia, a 
linguagem e os recursos que serão utilizados nas ações de promoção 
da saúde. Os indivíduos devem ser ensinados a realizar os seguintes 
questionamentos, bem como buscar suas respostas: qual é o 
principal problema que estou vivenciando? O que necessito realizar 
para solucionar esse problema? Quais são os motivos que justificam 
a importância de adotar determinadas mudanças na minha vida? 
(NETTINA, 2017).
A promoção da saúde tem como meta contribuir para o alcance da 
saúde e do bem-estar da pessoa, ao favorecer a sensibilização e 
conscientização a respeito de hábitos saudáveis que promovam um 
estilo de vida salutar e qualidade de vida, reduzindo, consequentemente, 
o surgimento de doenças (HINKLE; CHEEVER, 2019).
Neste contexto, a promoção da saúde é reconhecida como um processo 
ativo, em que o indivíduo tem autonomia para realizar suas escolhas e 
não é forçado a obedecer a algo prescrito, ou seja, o poder de decisão é 
do indivíduo. Convém destacar que ela deve estar presente no decorrer 
do ciclo de vida de todas as pessoas (HINKLE; CHEEVER, 2019).
1.2 O ambiente das ações de promoção da saúde
Para falarmos sobre as estratégias de promoção da saúde que podem 
ser aplicadas, é fundamental abordarmos primeiro os aspectos 
relacionados ao ambiente que inviabilizam a realização de tais ações, os 
quais são ilustrados na Figura 1 (HINKLE; CHEEVER, 2019):
39
Figura 1 – Fatores que interferem na realização 
das ações de promoção da saúde
Fonte: adaptada de Hinkle e Cheever (2019).
1.3 Técnicas estratégicas e recursos para realização de 
ações de promoção da saúde
As técnicas e os recursos que podem ser utilizados nas ações de 
promoção da saúde devem ser elegidos de acordo com as características 
e necessidades de cada público, sendo alguns exemplos apresentados 
na Figura 2 (NETTINA, 2017).
40
Figura 2 – Técnicas e recursos que podem ser utilizados 
nas ações de promoção da saúde
Fonte: adaptada de Hinkle e Cheever (2019).
As técnicas e os recursos didáticos que podem ser utilizados nas ações 
de promoção da saúde apresentam particularidades, as quais são 
detalhadas a seguir (HINKLE; CHEEVER, 2019):
• Palestras: são consideradas métodos que favorecem momentos 
de explicação e oportunizam debates entre os participantes e 
o profissional palestrante. Nesses momentos, os participantes 
podem expressar suas necessidades e sentimentos, bem 
como realizar indagações e receber orientações direcionadas e 
abrangentes.
• Orientação em atividades para grupo de pessoas: essa 
metodologia proporciona aos participantes o recebimento de 
orientações necessárias a eles, bem como possibilita o sentimento 
41
de segurança por se perceberem membros de um grupo. Nesse 
tipo de intervenção educativa, o profissional deve compreender 
que a avaliação e o acompanhamento são ferramentas essenciais 
que devem ser cumpridas, no intuito de garantir que todos os 
participantes desenvolvam habilidades suficientes e adquiram 
conhecimentos necessários.
• Simulação de atividade prática: essa estratégia metodológica é 
considerada importante na orientação e no desenvolvimento de 
habilidades. O profissional deve realizar a demonstração da ação 
e, em seguida, oportunizar ao participante a realização da ação. 
Nas ocasiões em que for necessário utilizar algum equipamento/
produto especial, o profissional deve atentar para enfatizar em sua 
explicação como tal item deverá ser usado no ambiente domiciliar, 
no intuito de evitar possível situação de confusão, frustração ou 
até mesmo um erro.
• Realizar o reforço e acompanhamento: os profissionais devem 
ter o entendimento de que os participantes necessitam de um 
tempo para que possam aprender, e, por isso, devem ofertar 
momentos de reforço. Os encontros de acompanhamento 
são considerados essenciais, no intuito de contribuir com a 
construção da confiança do participante em suas capacidades. 
O profissional deve realizar o planejamento de encontros 
adicionais para fornecer orientações extras, o que pode aumentar 
consideravelmente a efetividade das orientações repassadas.
• Entrevista motivacional: é reconhecida como um método 
educativo avançado no ambiente hospitalar. Pode contribuir 
para a aquisição de conhecimentos, tanto do paciente quanto do 
cuidador/acompanhante.
• Orientações eletrônicas (online): são utilizadas para fornecer 
informações de saúde, podendo ser interativas ou não interativas, 
cursos online, podcasts, programas televisivos etc.
42
• Materiais didáticos: envolvem livros, panfletos, fotografias, 
filmes, apresentações na forma de slides, fitas de áudio, vídeos, 
modelos, orientações programadas, recursos visuais e módulos de 
aprendizado.
Barros, Lima e Magalhães (2021) realizaram um estudo de revisão 
integrativacujo propósito foi identificar as tecnologias em saúde usadas 
nas ações educativas direcionadas à saúde da mulher, sendo observada 
a utilização de estratégias como: hipermídia, cartilhas educativas, 
simuladores, aplicativos, gestograma, massagem, banho, atividades na 
banqueta meia-lua e de deambulação, manual, protocolo, bola suíça, 
aromaterapia e musicoterapia. Existem também outras estratégias que 
podem ser utilizadas nas atividades de promoção da saúde, que são:
• Jogo educativo:
O jogo educativo é considerado um recurso tecnológico de grande 
potencial, uma vez que contribui para a melhora da condição de saúde 
dos indivíduos em decorrência dos benefícios que são gerados pelo 
conhecimento adquirido. Um excelente exemplo é o jogo educativo 
criado para gestantes que ensina sobre os seus direitos durante a 
experiência de trabalho de parto e parto (D’AVILA et al., 2022).
A criação deste jogo teve como propósito proporcionar o preparo das 
mulheres parturientes quanto às intervenções existentes durante os 
momentos de trabalho de parto e parto, bem como suas indicações e 
contraindicações. Tal objetivo foi estabelecido visando proporcionar às 
mulheres conhecimento suficiente e necessário sobre o assunto, com 
foco na garantia da sua autonomia e protagonismo (D’AVILA et al., 2022).
Em um estudo, esse jogo educativo apresentou um resultado efetivo 
após a sua aplicação, pois proporcionou uma experiência positiva e 
motivadora para as participantes. Os autores desse estudo destacam 
que, ao disponibilizarem o jogo para que seja utilizado durante o 
43
cuidado pré-natal, espera-se que ele contribua para a autonomia das 
mulheres, dando a elas o conhecimento necessário para que sejam 
protagonistas durante o trabalho de parto e o parto (D’AVILA et al., 
2022).
• Aplicativo para dispositivos móveis:
Um exemplo de aplicativo para dispositivo móvel que pode ser 
mencionado é a criação do m-health, cuja construção resultou da 
identificação das necessidades das gestantes em obterem informações 
e suporte psicossocial em relação ao risco de vivenciarem um parto 
prematuro (nascimento pré-termo). Após a identificação dos principais 
déficits de conhecimento apresentados pelas gestantes, foram definidas 
as temáticas a serem abordadas no aplicativo (CHIODI, 2020).
A definição dos temas envolveu questões relacionadas ao nascimento 
pré-termo, como: complicações para o recém-nascido; fatores de risco 
para a ocorrência do parto prematuro; complicações decorrentes do 
nascimento pré-termo; o nascimento pré-termo e os cuidados a serem 
tomados nas unidades neonatais (CHIODI, 2020).
Esse aplicativo é considerado uma criação inovadora devido ao 
propósito de preparar as gestantes de alto risco para a ocorrência do 
nascimento pré-termo, bem como para a necessidade de internação 
do recém-nascido em uma unidade neonatal, a depender da situação 
que for apresentada. Convém destacar a importância de a utilização 
da tecnologia mencionada ser acompanhada de uma assistência 
acolhedora às gestantes do alto risco obstétrico, uma vez que isso 
favorecerá a identificação das necessidades individuais de cada gestante 
(CHIODI, 2020).
Outro aspecto a ser enfatizado é relacionado aos benefícios quanto 
à utilização dos aplicativos para dispositivos móveis. Tais dispositivos 
são considerados computadores de bolso, uma vez que armazenam 
44
diversos aplicativos. Além disso, sua utilização encontra-se em ampla 
expansão devido à sua eficácia em atingir o público-alvo (TIBES; DIAS; 
MASCARENHAS, 2014).
No estudo em que foi definida a construção do aplicativo, um dos 
motivos para tal escolha foi fundamentado no fato de que essa 
tecnologia foi identificada como a preferida das gestantes (LAU 
et al., 2018), devido a sua praticidade e facilidade de acesso, uma 
vez que tal ferramenta pode ser utilizada em qualquer momento, 
independentemente da localização. Além disso, as gestantes relataram 
que o aplicativo é fácil de manusear (LAU et al., 2018). A seguir, é 
apresentada uma ilustração hipotética de um casal que vivencia a 
experiência de uma ação educativa por meio de um aplicativo para 
dispositivos móveis (Figura 3):
Figura 3 – Aplicativos para dispositivos móveis: uma estratégia 
para ações de promoção da saúde
Fonte: Shutterstock.com.
45
2. Considerações finais
Existem diversos tipos de estratégias de promoção da saúde que podem 
ser utilizadas em ações educativas direcionadas à saúde da mulher, bem 
como em outros contextos da saúde. No que diz respeito à diversidade 
de estratégias, é preciso destacar a importância de o profissional 
da saúde selecionar o melhor método a ser aplicado mediante as 
características do grupo-alvo, para o qual será direcionada tal ação, para 
que ela seja efetiva e gere os resultados esperados.
Referências
BARROS, F. R. B.; LIMA, R. F. S.; MAGALHÃES, V. M. O. Tecnologias desenvolvidas no 
contexto da saúde da mulher no Brasil: uma revisão integrativa. Revista Cuidarte, 
Bucaramanga, v. 12, n. 1, p. e1159, 2021. Disponível em: http://www.scielo.org.co/
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CHIODI, L. C. Desenvolvimento e avaliação de tecnologia m-health direcionada 
as gestantes com risco para o nascimento pré-termo: uma expressão do 
design thinking. Tese (Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública) – Escola de 
Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2020. 
Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-06072020-
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D’AVILA, C. G. et al. Efetividade de jogo educativo para gestantes: conhecimento 
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Disponível em: https://www.scielo.br/j/ean/a/37GtgQMwwvmrBQkPwG3jRRj/?forma
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HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem 
médico-cirúrgica. Revisão técnica de Sônia Regina de Souza. 14. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2019.
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46
OPAS. Plano Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde 2020-
2025: Equidade, o coração da saúde (Documento oficial: 359). Washington, 
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TIBES, C. M. S.; DIAS, J. D.; ZEM-MASCARENHAS, S. H. Aplicativos móveis 
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em: 24 maio 2022.
47
BONS ESTUDOS!
	Sumário
	Apresentação da disciplina
	Aplicabilidade da prevenção de doenças
	Objetivos 
	1. A conceituação da saúde 
	2. História natural da doença 
	3. Diferença entre prevenção de doenças e promoção da saúde
	4. Considerações finais 
	Referências 
	Evolução histórica da promoção da saúde
	Objetivos
	1. O conceito de promoção da saúde 
	2. Evolução histórica da promoção da saúde 
	3. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS)
	4. Redes para a promoção da saúde 
	5. Considerações finais 
	Referências 
	Política Nacional de Promoção da Saúde
	Objetivos
	1. Política Nacional de Promoção da Saúde 
	Referências   
	Estratégias de intervenção em promoção da saúde
	Objetivos
	1. Ações direcionadas para a promoção da saúde
	Referências

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