Prévia do material em texto
W BA 10 60 _V 1. 0 SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE 2 Patrícia Santos Prudêncio São Paulo Platos Soluções Educacionais S.A 2022 SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE 1ª edição 3 2022 Platos Soluções Educacionais S.A Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César CEP: 01418-002— São Paulo — SP Homepage: https://www.platosedu.com.br/ Head de Platos Soluções Educacionais S.A Silvia Rodrigues Cima Bizatto Conselho Acadêmico Alessandra Cristina Fahl Ana Carolina Gulelmo Staut Camila Braga de Oliveira Higa Camila Turchetti Bacan Gabiatti Giani Vendramel de Oliveira Gislaine Denisale Ferreira Henrique Salustiano Silva Mariana Gerardi Mello Nirse Ruscheinsky Breternitz Priscila Pereira Silva Coordenador Camila Turchetti Bacan Gabiatti Revisor Mariana da Silva Castro Vianna Editorial Beatriz Meloni Montefusco Carolina Yaly Márcia Regina Silva Paola Andressa Machado Leal Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________ Prudêncio, Patrícia Santos Saúde preventiva e promoção da saúde / Patrícia Santos Prudêncio. – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 2022. 36 p. ISBN 978-65-5356-251-6 1. Saúde coletiva. 2. Saúde preventiva. 3. Prevenção da saúde. I. Título. 3. Técnicas de speaking, listening e writing. I. Título. CDD 613 _____________________________________________________________________________ Evelyn Moraes – CRB: 010289/O P971s © 2022 por Platos Soluções Educacionais S.A. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A. https://www.platosedu.com.br/ 4 SUMÁRIO Apresentação da disciplina __________________________________ 05 Aplicabilidade da prevenção de doenças _____________________ 06 Evolução histórica da promoção da saúde ___________________ 15 Política Nacional de Promoção da Saúde _____________________ 26 Estratégias de intervenção em promoção da saúde __________ 36 SAÚDE PREVENTIVA E PROMOÇÃO DA SAÚDE 5 Apresentação da disciplina Iniciaremos a disciplina Saúde Preventiva e Promoção da Saúde, que tem o propósito de contribuir para a sua capacitação profissional relacionada à saúde preventiva e à promoção da saúde. A realização da disciplina tem como alvo despertar em você a importância da prevenção das doenças e da promoção da saúde, para auxiliar em sua formação e seu aperfeiçoamento profissional. A disciplina está organizada em quatro módulos, a saber: • Módulos I e II: estudaremos sobre a conceituação da prevenção de doenças e promoção da saúde; níveis de prevenção de atenção; diferenças entre os conceitos de prevenção de doenças e promoção da saúde; avanços das ações de promoção da saúde. • Módulos III e IV: abordaremos a Política Nacional de Promoção da Saúde; estratégias de intervenção em promoção da saúde; diferenças entre as medidas preventivas de doenças e agravos e a promoção da saúde. Para finalizar, destacamos que o conteúdo programático da disciplina abordará questões teóricas e reflexivas, no intuito de contribuir para a construção do conhecimento, possibilitando a você o desenvolvimento crítico-reflexivo para sua atuação profissional direcionada à assistência à saúde das mulheres. Por isso, esperamos atender e superar as suas expectativas no final da disciplina. Você está convidado a aprofundar seus conhecimentos nessa temática. 6 Aplicabilidade da prevenção de doenças Autoria: Patrícia Santos Prudêncio Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna Objetivos • Apresentar a conceituação sobre saúde e doença. • Identificar as características da prevenção de doenças e promoção de saúde. • Identificar os tipos de prevenção de doenças e sua aplicabilidade. 7 1. A conceituação da saúde A saúde é conceituada como o completo estado de bem-estar, que deve envolver os aspectos físicos, mentais e sociais, ou seja, ter saúde não está associado simplesmente ao fato de não ter uma enfermidade e doença (OMS, 1947). Assim, a saúde pode ser representada pela expressão de bem-estar, sendo este caracterizado pelo comportamento de proatividade e comprometimento do indivíduo em relação às atividades de autocuidado realizadas por ele no intuito de promover o seu bem-estar físico, psicológico e espiritual (LEAVELL; CLARK, 1976). Segundo os autores, para o alcance do seu bem-estar, o indivíduo deverá ter atendido a quatro componentes, a saber: 1. Habilidade de realizar ações sobre o melhor da sua capacidade; 2. Facilidade de se adaptar e enfrentar situações adversas; 3. Depoimento de sensação de bem-estar; 4. Percepção de unidade e paz. Neste raciocínio, o profissional de saúde deve implementar ações e estratégias que visem promover mudanças positivas e que contribuam para a saúde e o bem- estar do indivíduo. 2. História natural da doença A história natural da doença corresponde ao curso de determinada doença no indivíduo, ao longo do tempo e na ausência de uma intervenção (OPAS, 2010). Isso significa dizer que o processo é iniciado no momento da exposição de um indivíduo/hospedeiro suscetível a um agente causal e finalizado com a recuperação, a deficiência ou até o óbito. A Figura 1 ilustra o modelo tradicional da história natural da doença, bem como a relação estabelecida entre os níveis de prevenção. 8 Figura 1 – História natural da doença Fonte: OPAS (2010, p. 22). A história natural da doença apresenta dois períodos (OPAS, 2010), conforme apresentado na Figura 2: Figura 2 – História natural da doença Fonte: adaptada de OPAS (2010). 9 2.1 Níveis de prevenção de doenças A prevenção de doenças contempla a adoção de cuidados com foco na promoção da saúde e prevenção da enfermidade ou de doenças. A prevenção das doenças pode ocorrer em três níveis (EDELMAN; MANDLE, 2014), conforme ilustrado na Figura 3: Figura 3 – Níveis de cuidados preventivos Fonte: adaptada de Edelman e Mandle (2014). • Prevenção primária: oferecimento de cuidados de saúde cujo foco da atenção é a promoção de saúde e prevenção de agravos e doenças, ou seja, são ações realizadas no período pré-patogênico, com a adoção de medidas direcionadas para o desenvolvimento de uma boa saúde (EDELMAN; MANDLE, 2014). • Prevenção secundária: realização de ações com foco na implementação de cuidados preventivos centrados na manutenção da saúde. Tais ações são direcionadas para a detecção de 10 doenças e adoção de medidas de intervenção, no intuito de evitar ou reduzir complicações comprometedoras da função. Neste contexto, evita-se o desenvolvimento de danos secundários à saúde (EDELMAN; MANDLE, 2014). • Prevenção terciária: oferecimento de cuidados de saúde centrados na redução das complicações decorrentes das doenças e na melhora da qualidade de vida, contribuindo assim para a promoção da reabilitação e evitando danos terciários (EDELMAN; MANDLE, 2014). 3. Diferença entre prevenção de doenças e promoção da saúde Para a adequada compreensão sobre as diferenças entre prevenção de doenças e promoção da saúde, são apresentados a seguir os principais aspectos relacionados aos dois conceitos (BRASIL, 2021a). Quadro 1–Principais características que diferem a prevenção de doenças da promoção da saúde Características Prevenção de doenças Promoção da saúde Referencial História natural das doenças Determinantes sociais da saúde Propósitos Desenvolver ações que evitem a doença e suas complicações Gerar projeção ou mudança Meta a ser alcançada Garantir que não ocorram doenças ou sua disseminação Promover o bem-estar geral por meio das condições de saúde Abordagem Ações que disseminem orientações e recomendações Mudanças estruturais, políticas, econômicase sociais, com a garantia de espaços que incenti- vem participações 11 Método Ação pontual Multiestratégias Atuação do sujeito Receptivo e responsável pela mudança Participação ativa (corresponsa- bilidade na mudança) Expressões e termino- logias clássicas Tenha um estilo de vida saudável A prevenção é o melhor remédio Seja participativo Qualidade de vida Fonte: Brasil (2021a, p. 13). As informações apresentadas no quadro anterior buscam demonstrar as diferentes abordagens entre a prevenção das doenças e a promoção da saúde, contribuindo assim para uma correta compreensão que permita direcionar a atuação em uma ou na outra direção, de forma integrada. O importante é saber direcionar o processo de produção de saúde e construção do cuidado (BRASIL, 2021a, p. 13). Ter essa compreensão entre as diferentes abordagens é importante para identificar as potencialidades e as fragilidades que cada abordagem traz, evitando erros ou confusões diante dos resultados encontrados para cada ação implantada, já que terão sido tomadas as ações mais efetivas (BRASIL, 2021a). Neste contexto, é importante compreender que a promoção da saúde reconhece que a saúde está em constante construção, ou seja, abrange as fragilidades e potencialidades vivenciadas pelos indivíduos e pelos coletivos, bem como a responsabilidade governamental quanto à garantia dos direitos, à acessibilidade aos serviços de saúde essenciais e às possibilidades de desenvolvimento das pessoas (BRASIL, 2021a). Ter saúde representa muito mais do que não ter uma doença. Representa possuir condições favoráveis de vida, como: paz, moradia, educação, alimentação, sustento financeiro, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade (BRASIL, 2021a). 12 Para facilitar a compreensão sobre a implementação de ações estratégicas com foco na prevenção de doenças, apresentamos a seguir um exemplo prático relacionado ao enfrentamento dos fatores de risco para doenças e agravos não transmissíveis (BRASIL, 2021b). Convém destacar que tais estratégias também podem ser direcionadas às mulheres e gestantes, com o propósito de que elas não apresentem doenças e agravos não transmissíveis (BRASIL, 2021b): Quadro 2 – Medidas preventivas relacionadas a doenças e agravos Doenças e Agravos Medidas de prevenção de doenças e agravos Álcool Fortalecer a abordagem familiar na Atenção Primária à Saúde (APS), de- senvolvendo linhas de cuidado e ações de prevenção que abordem riscos e consequências decorrentes do consumo abusivo de álcool. Promover a articulação entre as instituições de ensino (públicas e priva- das) e o Ministério da Educação e Conselho Nacional de Educação, para a inclusão, nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da área da saúde, de disciplinas que abordem, entre outras temáticas, a prevenção e o cuidado dos usuários de álcool e drogas, bem como dos determinantes e condicionantes sociais. Câncer Implementar ações com o objetivo de obter um aumento na cobertura va- cinal contra o HPV para meninas que se enquadrem na faixa etária de 9 a 14 anos de idade e para meninos que estejam na faixa etária de 11 a 14 anos. As ações devem ser realizadas de forma que o ensino público e o ensino privado se articulem entre si. Fortalecer as ações e estratégias que tenham como alvo contribuir para o desenvolvimento de projetos terapêuticos que atendam os pacientes dia- béticos. Para isso, podem ser promovidas atividades como: realização de atividades físicas, alimentação física adequada, condutas que estimulem uma alimentação saudável, medidas que apoiem a interrupção da utiliza- ção de tabaco e derivados, adoção de ações e estratégias que visem esti- mular o autocuidado e adesão ao tratamento. 13 Diabetes mellitus Fortalecer as ações e estratégias de saúde na APS que tenham como meta contribuir para a realização de projetos terapêuticos direcionados para: incentivo à realização de atividades físicas, apoio a uma alimentação saudável, eliminação da utilização de tabaco e derivados e autocuidado. Estimular a busca pelo diagnóstico precoce, no intuito de contribuir para o início precoce do tratamento, o que consequentemente reduzirá as compli- cações associadas à doença. Atividades físicas Elaborar subsídios para aplicar programas de incentivo à prática de ativi- dades físicas e eliminação do sedentarismo nos setores públicos e privados. Promover campanhas nacionais que tenham como alvo sensibilizar a to- dos sobre a importância da adoção de um estilo de vida mais saudável, que inclua a realização de atividades físicas, a redução do comportamento de sedentarismo, o convívio em ambientes saudáveis, entre outras práticas. Fonte: Brasil (2021b, p.96). 4. Considerações finais Para o alcance da saúde, é preciso compreender a importância de obter um completo estado de bem-estar, envolvendo os aspectos físicos, mentais e sociais, além de não apresentar uma doença e enfermidade. Neste contexto, faz-se necessária a implementação de ações e estratégias de prevenção de doenças e promoção da saúde. Portanto, tais práticas devem ser conhecidas pelos profissionais de saúde, que precisam buscar constantemente capacitação e aperfeiçoamento profissional com foco na implementação de planos estratégicos de saúde que contemplem medidas de prevenção de doenças e promoção da saúde. 14 Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos não Transmissíveis no Brasil 2021-2030. Brasília: Ministério da Saúde, 2021b. 118 p. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/relatorio_ monitoramento_11_2021%20-%20plano%20de%20dant.pdf. Acesso em: 13 maio 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: aproximações ao tema: caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2021a. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia- epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/ observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_ tema_05_2021.pdf. Acesso em: 13 maio 2022. EDELMAN, C. L.; MANDLE, C. L. Health promotion throughout the life span. 8. ed. St Louis: Mosby, 2014. LEAVELL H.R.; CLARK E.G. Medicina preventiva. Rio de Janeiro: McGraw-Hill do Brasil, 1976. OPAS. Organização Pan-Americana da Saúde. Módulos de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Módulo 2: Saúde e doença na população. Brasília: OPAS; Ministério da Saúde, 2010. 15 Evolução histórica da promoção da saúde Autoria: Patrícia Santos Prudêncio Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna Objetivos • Apresentar o conceito de promoção da saúde. • Identificar a evolução histórica e cronológica da promoção da saúde no Brasil e no mundo. • Discutir sobre a Política Nacional de Promoção da Saúde. 16 1. O conceito de promoção da saúde O conceito de promoção da saúde é fundamentado no entendimento amplo do processo saúde-doença, sendo construído continuamente e levando em consideração o despertar da crítica sobre a cultura da medicalização e sobre como as condições de vida são afetadas pelos determinantes e condicionantes da saúde e da qualidade de vida da população (BUSS, 2003). A promoção da saúde é definida pela Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) como um conjunto de estratégias e formas de gerar saúde, no âmbito individual e coletivo. É caracterizada pela interlocução e cooperação intra e intersetorial e pela constituição das Redes de Atenção à Saúde (RAS), o que contribui para a implementação das práticas de cuidado consideradas humanizadas e fundamentadas nas necessidades locais. Tais práticas devem reforçar, ainda, a ação comunitária, a participação e o controle social, bem como promover o reconhecimentoe o diálogo entre as diversas formas do saber popular, tradicional e científico. Trata-se de um cuidado pautado pela integralidade, em que a concepção de saúde tem uma visão ampliada e considera o papel e a organização dos diferentes setores e atores que, de forma integrada e articulada, atuam na promoção da saúde (BRASIL, 2014). Para fortalecer o conceito de promoção da saúde, convém lembrarmos do conceito ampliado de saúde, que inclui, além da ausência de doenças, as condições de vida e bem-estar do indivíduo, e que envolve aspectos como: paz, habitação, educação, alimentação, renda, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade (BRASIL, 2021). 2. Evolução histórica da promoção da saúde No Brasil, a promoção da saúde foi incorporada pelo Movimento da Reforma Sanitária na Constituição Federal de 1988 e influenciou o 17 surgimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Sua regulamentação ocorreu em 2006, quando se deu a aprovação da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) (BUSS, CARVALHO, 2009; MALTA et al., 2014). Para compreendermos toda a evolução histórica da promoção da saúde, é apresentado a seguir um breve relato histórico e cronológico de fatos que marcaram a promoção da saúde no Brasil e no mundo, por meio do registro de eventos e reuniões, da implementação de políticas e programas, do estabelecimento de acordos internacionais, entre outros. Tal apresentação tem como propósito demonstrar o dinamismo da evolução ocorrida no decorrer dos anos, a qual foi fundamental para o aperfeiçoamento da Política Nacional de Promoção da Saúde. A descrição histórica e cronológica é apresentada no Quadro 1: Quadro 1–Evolução cronológica anual de fatos que marcaram a promoção da saúde no Brasil e no mundo Ano Evento histórico 1970 Movimento sanitário e ampliação do conceito de saúde. 1974 Informe Lalonde (publicação do Canadá). 1976 Criado o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). 1977 Movimento Saúde para Todos no Ano 2000. 1978 Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, em Alma-Ata, e lan- çamento da meta Saúde para Todos até o Ano 2000. 1979 Criada a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco). 1984 Movimento das Cidades Sustentáveis, Canadá. 1986 1ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, em Ottawa, Canadá. Lançamento da Carta de Ottawa, mais famoso documento sobre promoção da saúde. 8ª Conferência Nacional de Saúde. 18 1988 2ª Conferência Internacional de Promoção da Saúde (Austrália). 1991 3ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Suécia). 1992 Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO 92) (Brasil). 9ª Conferência Nacional de Saúde. Lançamento da Carta de Bogotá. 1993 Primeira Conferência de Promoção da Saúde (Caribe). 1995 Congresso do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). 1997 Inclusão do setor privado no apoio à promoção da saúde. 1998 10ª Conferência Nacional de Saúde. 1º Encontro de Municípios Saudáveis, em Sobral (Ceará). 1999 Comissão Nacional para o Controle do Uso do Tabaco. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. 2000 11ª Conferência Nacional de Saúde (determinantes sociais em saúde). I Oficina de Promoção da Saúde no SUS (Brasil). 5ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (México). Lançamento dos 8 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. 2001 Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. 2002 Projeto de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito (Brasil). Política Nacional de Promoção da Saúde. Criação de grupo temático de promoção da saúde e desenvolvimento sustentável (Abrasco). 2003 Convenção-Quadro da OMS para Controle do Tabaco. Política Nacional de Humanização do SUS. 2004 Rede Nacional de Núcleos de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde. 12ª Conferência Nacional de Saúde. Estratégia Global em Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde. 2005 6º Conferência Global de Promoção da Saúde (Tailândia). Instituição do Comitê Gestor da Política Nacional de Promoção da Saúde. Agenda Nacional de Violência, Prevenção e Controle de Acidentes e Violências (2005 a 2008). 19 2006 Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). 1º Seminário Nacional de Promoção da Saúde. 1º edital de financiamento da Rede Nacional de Promoção da Saúde, constituída por Secretarias Estaduais de Saúde (SES). Criação da Comissão Nacional de Determinantes Sociais em Saúde. Lançado o Pacto pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão, com a promoção da saúde entre as prioridades. 2007 Regulamentação do Programa Saúde na Escola (PSE). 2008 13ª Conferência Nacional de Saúde. Comemoração do Dia Mundial da Saúde e da Atividade Física. Política Nacional de Vigilância em Saúde. 2009 Plano Nacional de Atividade Física. Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas (Pead 2009-2010). 7ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Quênia). Resolução da Assembleia Mundial da Saúde sobre os determinantes sociais da saú- de e a igualdade na saúde. 2010 Encontro Internacional Saúde em Todas as Políticas. 2011 Conferência Mundial dos Determinantes Sociais da Saúde (Brasil). Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022. 2012 Rio+20 – Cúpula dos Povos, Cúpula dos Prefeitos. 2013 8ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (Finlândia). Política Nacional de Educação Popular em Saúde. 2014 Nova Política Nacional de Promoção da Saúde (Portaria GM/MS nº 2.446, de 11 de novembro). Introdução de valores, princípios, diretrizes e competências das três es- feras de gestão para a sua implementação. Estratégia Intersetorial de Prevenção e Controle de Obesidade. 2015 Agenda 2030 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Segunda edição do Plano Nacional de Atividade Física. 2016 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde (Brasil). 2017 9ª Conferência Global de Promoção da Saúde (Xangai). 20 2018 Conferência Global de Atenção Primária à Saúde (Cazaquistão). Plano de Ação Mundial sobre atividade física e saúde – 2018 a 2030. 2019 Estratégia e plano de ação sobre a promoção da saúde no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 2019-2030. Criação do Departamento de Promoção da Saúde na APS. Fonte: Brasil (2021, p. 47-54). 3. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) foi inaugurada em 2006 com o propósito de promover a equidade, bem como oferecer melhores condições de vida, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida e reduzindo as vulnerabilidades e os riscos à saúde que muitas vezes são desencadeados pelos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais (BRASIL, 2006). A PNPS ampliou as ações de promoção da saúde e implementou os eixos operacionais que a integram, com a Atenção Primária à Saúde (APS) e a Vigilância em Saúde de forma integrada, unificadas pelas Redes de Atenção à Saúde (RAS) (BRASIL, 2021). Convém destacar a existência dos oito temas da PNPS, os quais são apresentados na Figura 1: 21 Figura 1 – Temas da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) Fonte: Brasil (2021, p. 22). 4. Redes para a promoção da saúde As redes para a promoção da saúde são reconhecidas por serem estratégias e estruturas que favorecem o processo de organização existente nos serviços de saúde. Tais redes podem ser adotadas em diversos setores, como na área da economia, tecnologia e administração e nos setores públicos. A implementação das redes de promoção à saúde proporciona a captação e a articulação dos indivíduos e das instituições que promovem atividades com motivações semelhantes. Essa atuação é realizada de forma democrática e participativa por meio de uma nova vertente de organização, ou seja, é descontruída a concepção de uma organização piramidalem prol de uma que atenda aos princípios da horizontalidade, garantindo assim a intercomunicação entre as partes (BRASIL, 2021). Na Figura 2 é apresentada a caracterização das redes (BENELLI, 2016): 22 Figura 2 – Caracterização das redes de promoção à saúde Fonte: adaptada de Benelli (2016, p. 271). No âmbito da saúde, as redes de promoção à saúde são consideradas como agrupamentos institucionais que atuam de forma a otimizar os serviços, promover a integralidade do cuidado e proporcionar o acesso a todos os níveis de atenção à saúde (BRASIL, 2021). Convém destacar que as tecnologias que as compõem não atuam exclusivamente na saúde. Existem, então, vários tipos de computadores, de sistemas, de organizações etc. Outro tipo é a rede social, que tem o potencial de reunir grupos e indivíduos em prol de questões relativas às necessidades apresentadas pela sociedade (BRASIL, 2021). Para uma melhor compreensão, segue um exemplo de iniciativa intersetorial para o enfrentamento de casos de violência, por meio da integração e articulação de uma rede de apoio que atenda, além das esferas de saúde (cuidado e assistência), aos níveis de segurança, proteção e trabalho (BRASIL, 2021). 23 Figura 3 – Formação das redes de proteção e cuidados às pessoas vítimas de violências na esfera do gerenciamento público Fonte: adaptada de Brasil (2021). Convém destacar que a articulação entre os setores (Figura 3) pode ser direcionada por meio de: estabelecimento de normas, protocolos, sistemas de informação, monitorização de indicadores, gerenciamento de comitês, fóruns, comissões, audiências públicas etc. (BRASIL, 2021). Na concepção de acolhimento às vítimas de violências, deve ser destacada a importância do suporte que garanta apoio, cuidado e assistência, tanto no âmbito jurídico quanto econômico (BRASIL, 2021). Outra consideração importante é que a rede social, quando direcionada à saúde, deve ter como alvo solucionar a origem do problema, com o intuito de promover a saúde, tomando o cuidado de não atuar como um sistema organizador de problemas e necessidades, mas sim de promoção da saúde (BRASIL, 2021). Para a montagem de uma rede institucional que tenha como integrantes os setores públicos, devem ser obedecidos alguns passos, dos quais podem ser citados os seguintes (BRASIL, 2021): 24 • Mapear as áreas ou os setores que se relacionam com o problema e que possuem objetivos afins aos propostos para a rede. • Construir recursos (técnicos e científicos) que atuem no sustento da problemática identificada, bem como a justificativa da formação da rede. • Mapear os atores sociais (exemplo: pessoas, grupos ou organizações) da área territorial de interesse. • Promover a formação e instituição de apoiadores institucionais com foco na articulação da rede. • Elaborar um planejamento de ação que atenda às demandas. • Planejamento financeiro integrado. • Estabelecer articulação de comunicação entre os componentes da rede. • Ajustar o gerenciamento da rede, bem como definir um espaço de governança para discussão da rede. • Estabelecer uma relação de pactuação do plano de ação com todos os atores envolvidos. 5. Considerações finais Para a implementação das ações de promoção da saúde, é preciso compreender a importância do conceito de saúde, o qual deve ser entendido como sendo um completo estado de bem-estar, envolvendo os aspectos físicos, mentais e sociais, além de não apresentar uma doença e enfermidade. Neste contexto, faz-se necessária a implementação de ações e estratégias de prevenção de doenças e 25 promoção da saúde. Portanto, tais práticas devem ser conhecidas pelos profissionais de saúde, que precisam buscar constantemente capacitação e aperfeiçoamento profissional com foco na implementação de planos estratégicos de saúde que contemplem medidas de prevenção de doenças e promoção da saúde. Referências BENELLI, S. J. A construção de redes sociais: entre a conexão e a captura na gestão dos riscos sociais. In: BENELLI, S. J. O atendimento socioassistencial para crianças e adolescentes: perspectivas contemporâneas. São Paulo: Ed. UNESP, 2016. p. 263- 315. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: aproximações ao tema: caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. 60 p. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia- epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/ observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_ tema_05_2021.pdf. Acesso em: 15 maio 2022. BRASIL. Portaria nº 2446, de 11 de novembro de 2014. Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Brasília: Diário Oficial da União, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt2446_11_11_2014.html. Acesso em: 15 maio 2022. BUSS, P. M. Uma introdução ao Conceito de Promoção da Saúde. In: CZERESNIA, D.; FREITAS, C. M. (org.). Promoção da Saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003. p. 15-38. BUSS, P. M.; CARVALHO, A. I. de. Desenvolvimento da promoção da saúde no Brasil nos últimos vinte anos (1988-2008). Ciência e Saúde Coletiva, v. 14, n. 6, p. 2305-2316, dez. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/ D65mRPV5fD5yGcMswW4dszQ/?lang=pt. Acesso em: 15 maio 2022. MALTA, D. C. et al. A implementação das prioridades da Política Nacional de Promoção da Saúde, um balanço, 2006 a 2014. Ciência de Saúde Coletiva, v. 19, n. 11, p. 4301-4311, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/ a/6CwVSjyyxwQhj8SMvYNrs9h/abstract/?lang=pt. Acesso em: 15 maio 2022. 26 Política Nacional de Promoção da Saúde Autoria: Patrícia Santos Prudêncio Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna Objetivos • Apresentar a regulamentação da Política Nacional de Promoção da Saúde e seus objetivos. • Identificar os valores, os princípios e as diretrizes que norteiam a Política Nacional de Promoção da Saúde. • Contextualizar os temas transversais e apresentar os eixos estratégicos da Política Nacional de Promoção da Saúde. 27 1. Política Nacional de Promoção da Saúde A promoção da saúde é caracterizada por ser um conjunto de estratégias e maneiras que são realizadas com o intuito de produzir saúde para a sociedade, uma vez que o seu alvo é suprir as necessidades sociais de saúde, melhorando consequentemente a qualidade de vida, tanto na esfera individual quanto coletiva (BUSS; CARVALHO, 2009). Convém destacar que as ações de promoção da saúde são regulamentadas pela Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), que ocorreu pela Portaria nº 687, de março de 2006, e posteriormente foi redefinida pela Portaria nº 2.446/2014, sendo então revogada pela Portaria nº 2, de setembro de 2017, a qual estabelece as normas relacionadas às políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A PNPS passou por mudanças, no intuito de alcançar aperfeiçoamento e atualização (BRASIL, 2018). Tais mudanças tiveram uma dimensão ampla e participativa, contando com a intervenção de gestores, trabalhadores, conselheiros, representantes sociais e profissionais de instituições de ensino e saúde. Apesar das mudanças ocorridas, a PNPS sinaliza a necessidade de articulação com outras políticas públicas, no intuito de promover o fortalecimento de tais políticas (BRASIL, 2018). Em 2021, foi lançada uma publicação que retrata todo o processo de desenvolvimento e evolução no decorrer dos anos quanto à implementação da PNPS no SUS, abordando os aspectos importantes relacionados à PNPS (BRASIL, 2021). 1.1 Objetivos da Política Nacional de Promoção da Saúde Para facilitar a compreensão sobre os objetivos da PNPS, é importante destacarmos que, no âmbito da atenção e do cuidado, a abordagem integral da promoção da saúde é caracterizada por ser uma estratégia de saúde que contempla as especificidades e as potencialidades identificadasna elaboração dos projetos pedagógicos, de vida e do 28 processo organizacional do trabalho em saúde. Para que a integralidade na promoção da saúde ocorra, condutas como escuta empática e qualificada devem ser estimuladas, tanto para os profissionais envolvidos quanto para os usuários, com o propósito de focar a atenção no acolhimento do indivíduo, levando em consideração todas as suas particularidades (BRASIL, 2018). Em relação aos objetivos da PNPS, é possível destacar o geral e os específicos, conforme descrito no Quadro 1: 29 Quadro 1 – Propósitos da Política Nacional de Promoção da Saúde Objetivos Política Nacional de Promoção da Saúde Geral Implementar ações que visem promover a equidade e proporcionar melho- res condições de vida. Visa ampliar a saúde e reduzir a vulnerabilidade, bem como os riscos à saúde que são desencadeados pelos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais. Específicos Incentivar as ações e estratégias que visem apoiar a promoção da saúde, de forma integral, na Rede de Atenção à Saúde (RAS). Auxiliar e favorecer a implementação de práticas sociais e de saúde que sejam fundamentadas em atender à equidade, à participação ativa e ao controle social. A adoção de tais condutas contribuirá para a redução das desigualdades prevalentes, injustas e que podem ser evitadas, bem como deve refletir respeito diante das desigualdades existentes na sociedade. Facilitar a mobilidade humana e o acesso, proporcionando o desenvolvi- mento seguro, saudável e sustentável. Favorecer a adoção de condutas que promovam a paz nas comunidades, nos territórios e nos municípios. Dar apoio para o desenvolvimento de ambientes que tenham como alvo promover a produção social e ambientes saudáveis. Reconhecer e valorizar o conhecimento popular e tradicional e as práticas integrativas e complementares. Incentivar o empoderamento, bem como a capacidade de tomada de deci- são, conduta que garanta autonomia. Proporcionar atividades educativas, de formação profissional e de capaci- tação que atendam aos princípios e valores da sociedade. Implementar ações e estratégias quanto à comunicação social, no intuito de fortalecer os princípios e as ações da promoção da saúde. Incentivar a realização de pesquisas científicas, produção e divulgação de conhecimentos e estratégias inovadoras na área da promoção da saúde. Favorecer ações e estratégias que visem promover a inclusão social e a qualificação de atividades relacionadas à promoção da saúde. Incentivar discussões sobre os modos de consumo e de produção que se- jam considerados como conflito de interesses. Contribuir para a articulação de políticas públicas inter e intrassetoriais com as agendas nacionais e internacionais. Fonte: Brasil (2018, p. 11). 30 1.2 Valores e princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde A PNPS apresenta valores e princípios que norteiam suas ações no âmbito da promoção da saúde, os quais são ilustrados na Figura 1: Figura 1 – Valores e princípios da Política Nacional de Promoção da Saúde Fonte: adaptada de Brasil (2018). 1.3 Diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde As diretrizes da PNPS englobam princípios específicos que norteiam as ações e estratégias para a sua funcionalidade de forma efetiva. Tais diretrizes são apresentadas na Figura 2. 31 Figura 2 – Diretrizes que fundamentam a Política Nacional de Promoção da Saúde Fonte: adaptada de Brasil (2018). Convém destacar que as diretrizes que fundamentam a Política Nacional de Promoção da Saúde foram previamente estabelecidas com o propósito de guiar as ações promotoras de saúde, garantindo assim a efetividade da sua operacionalização. Tais diretrizes podem ser caracterizadas da seguinte forma: • Cooperação e articulação intrassetorial e intersetorial: foco é ampliar os determinantes e condicionantes de saúde. • Planejamento de ações territorializadas de promoção da saúde: contextos locais e no respeito às diversidades. 32 • Gestão democrática, participativa e transparente: fortalecimento da participação, controle social e corresponsabilidade (individual, coletiva, institucional, governamental e da sociedade civil). • Desenvolvimento de ações de promoção da saúde: foco na sustentabilidade (enfoque político, social, cultural, econômico e ambiental). • Pesquisa, com vistas à produção e à difusão de experiências: auxílio no processo de tomada de decisão, entre outras possibilidades. • Formação e educação permanente em promoção da saúde: ampliação do compromisso e da capacidade crítica e reflexiva (exemplos: gestores, profissionais de saúde etc.). • Intervenções de promoção da saúde: no modelo de atenção à saúde. 1.4 Temas transversais da Política Nacional de Promoção da Saúde Os temas transversais são considerados referências para o planejamento das agendas relacionadas às ações de promoção da saúde, bem como para a adesão às estratégias a serem seguidas e aos temas prioritários. Uma importante consideração a ser feita é que a operacionalização da agenda, das estratégias e dos temas prioritários obedece aos princípios e valores do Sistema Único de Saúde (SUS) e da PNPS. Tais temas são apresentados nas Figuras 3 e 4. 33 Figura 3 – Temas transversais da Política Nacional de Promoção da Saúde Fonte: adaptada de Brasil (2018). Com o propósito de favorecer a implementação das ações estratégicas de promoção da saúde, a PNPS estabeleceu eixos direcionados à sua operacionalização, conforme ilustrado na Figura 4: Figura 4 – Eixos operacionais da Política Nacional de Promoção da Saúde Fonte: adaptada de Brasil (2018). 34 Quanto à operacionalização da PNPS, Malta et al. (2018) identificaram avanços relacionados às prioridades preconizadas pela PNPS nas ações referentes a: enfrentamento da utilização de tabaco e derivados, alimentação saudável, adoção de condutas corporais e atividades físicas em prol da qualidade de vida, ações de promoção com foco no desenvolvimento sustentável, combate à utilização abusiva de bebidas alcóolicas e outras drogas, condutas que visem promover a mobilidade segura e sustentável, ações com foco na promoção da cultura da paz e garantia dos direitos humanos. Os autores destacam que, apesar de tais avanços, ainda existem muitos alvos e desafios a serem conquistados e superados. Mesmo com a identificação de tais avanços, os autores destacam uma perspectiva problemática para a PNPS, devido à crise política, econômica e institucional que afetou o Brasil, enfatizando uma situação ameaçadora para o futuro do país, em razão dos diversos cortes orçamentários ocorridos e que serão refletidos nos próximos anos. Tal panorama é crítico, gerando um futuro de muita insegurança (MALTA et al., 2018). 2. Considerações finais A Política Nacional de Promoção da Saúde apresentou importantes mudanças desde a sua criação. Para que suas ações e estratégias possam ser efetivas, é importante que atendam aos objetivos, às diretrizes, aos valores, aos princípios e às competências que são regulamentadas. Portanto, é preciso que todos os profissionais de saúde tenham conhecimento, bem como desenvolvam habilidades e competências, para contribuírem com a Política Nacional de Promoção da Saúde, agindo assim em favor do completo bem-estar de saúde. 35 Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise em Saúde e Doenças não Transmissíveis. Promoção da Saúde: aproximações ao tema: caderno 1. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia- epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/ observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_ tema_05_2021.pdf. Acesso em: 15 maio 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde. Anexo I da Portaria de Consolidação nº 2,de 28 de setembro de 2017. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_ promocao_saude.pdf. Acesso em: 15 maio 2022. BUSS, P. M.; CARVALHO, A. I. Desenvolvimento da promoção da saúde no Brasil nos últimos vinte anos (1988-2008). Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 14, n. 6, p. 2305-2316, 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/ D65mRPV5fD5yGcMswW4dszQ/?lang=pt. Acesso em: 27 maio 2022. MALTA et al. O SUS e a Política Nacional de Promoção da Saúde: perspectiva resultados, avanços e desafios em tempos de crise. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 6, p. 1799-1809, 2018. Disponível em: https://www. scielo.br/j/csc/a/9mXFmz3J8Y4qjjbKgk8VVVq/?lang=pt. Acesso em: 24 maio 2022. https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-cronicas-nao-transmissiveis/observatorio-promocao-a-saude/doc/promocao_saude_aproximacoes_tema_05_2021.pdf 36 Estratégias de intervenção em promoção da saúde Autoria: Patrícia Santos Prudêncio Leitura crítica: Mariana da Silva Castro Vianna Objetivos • Apresentar a relação entre a promoção da saúde e o alfabetismo em saúde. • Identificar a diversidade de estratégias e recursos que podem ser utilizados em ações direcionadas à promoção da saúde. • Contextualizar os temas transversais da Política Nacional de Promoção da Saúde. 37 1. Ações direcionadas para a promoção da saúde O ato de disponibilizar ações de orientação e promoção da saúde representa um propósito em comum, que é sensibilizar e conscientizar as pessoas para um estilo de vida saudável que resulte em uma melhor qualidade de vida e, consequentemente, na redução de doenças evitáveis. Neste contexto, é possível afirmar que as ações de promoção da saúde representam o controle de custos e a redução de doenças e mortes (HINKLE; CHEEVER, 2019). Já existem muitas evidências que apontam que uma parte considerável da saúde é gerada por meio de ações que ocorrem fora do setor de saúde. O objetivo, então, é focar a elaboração e o fortalecimento de políticas públicas de saúde em todos os setores, de forma que haja um reconhecimento quanto aos aspectos relacionados a uma saúde integral. Devem ocorrer estratégias de promoção da saúde em todas as esferas de governo, com maior ênfase no governo local e com a criação de ambientes saudáveis em escolas, residências e locais de trabalho (OPAS, 2020). 1.1 Promoção da saúde e o alfabetismo em saúde O alfabetismo em saúde é conhecido como a capacidade de saber ler, compreender o significado e adotar condutas fundamentadas nas informações de saúde que foram recebidas, ou seja, seu impacto representa muito mais do que simplesmente ler e ter o entendimento. Representa o alcance da mudança de comportamentos em prol de uma saúde de qualidade. De acordo com o Institute of Medicine, o nível de alfabetismo em saúde é parâmetro seguro de saúde quando comparado a outros aspectos, como faixa etária, renda financeira, nível educacional, raça/cor e ocupação (NETTINA, 2017). 38 É fundamental realizar a avaliação do nível de alfabetismo em saúde do indivíduo para, posteriormente, planejar a melhor estratégia, a linguagem e os recursos que serão utilizados nas ações de promoção da saúde. Os indivíduos devem ser ensinados a realizar os seguintes questionamentos, bem como buscar suas respostas: qual é o principal problema que estou vivenciando? O que necessito realizar para solucionar esse problema? Quais são os motivos que justificam a importância de adotar determinadas mudanças na minha vida? (NETTINA, 2017). A promoção da saúde tem como meta contribuir para o alcance da saúde e do bem-estar da pessoa, ao favorecer a sensibilização e conscientização a respeito de hábitos saudáveis que promovam um estilo de vida salutar e qualidade de vida, reduzindo, consequentemente, o surgimento de doenças (HINKLE; CHEEVER, 2019). Neste contexto, a promoção da saúde é reconhecida como um processo ativo, em que o indivíduo tem autonomia para realizar suas escolhas e não é forçado a obedecer a algo prescrito, ou seja, o poder de decisão é do indivíduo. Convém destacar que ela deve estar presente no decorrer do ciclo de vida de todas as pessoas (HINKLE; CHEEVER, 2019). 1.2 O ambiente das ações de promoção da saúde Para falarmos sobre as estratégias de promoção da saúde que podem ser aplicadas, é fundamental abordarmos primeiro os aspectos relacionados ao ambiente que inviabilizam a realização de tais ações, os quais são ilustrados na Figura 1 (HINKLE; CHEEVER, 2019): 39 Figura 1 – Fatores que interferem na realização das ações de promoção da saúde Fonte: adaptada de Hinkle e Cheever (2019). 1.3 Técnicas estratégicas e recursos para realização de ações de promoção da saúde As técnicas e os recursos que podem ser utilizados nas ações de promoção da saúde devem ser elegidos de acordo com as características e necessidades de cada público, sendo alguns exemplos apresentados na Figura 2 (NETTINA, 2017). 40 Figura 2 – Técnicas e recursos que podem ser utilizados nas ações de promoção da saúde Fonte: adaptada de Hinkle e Cheever (2019). As técnicas e os recursos didáticos que podem ser utilizados nas ações de promoção da saúde apresentam particularidades, as quais são detalhadas a seguir (HINKLE; CHEEVER, 2019): • Palestras: são consideradas métodos que favorecem momentos de explicação e oportunizam debates entre os participantes e o profissional palestrante. Nesses momentos, os participantes podem expressar suas necessidades e sentimentos, bem como realizar indagações e receber orientações direcionadas e abrangentes. • Orientação em atividades para grupo de pessoas: essa metodologia proporciona aos participantes o recebimento de orientações necessárias a eles, bem como possibilita o sentimento 41 de segurança por se perceberem membros de um grupo. Nesse tipo de intervenção educativa, o profissional deve compreender que a avaliação e o acompanhamento são ferramentas essenciais que devem ser cumpridas, no intuito de garantir que todos os participantes desenvolvam habilidades suficientes e adquiram conhecimentos necessários. • Simulação de atividade prática: essa estratégia metodológica é considerada importante na orientação e no desenvolvimento de habilidades. O profissional deve realizar a demonstração da ação e, em seguida, oportunizar ao participante a realização da ação. Nas ocasiões em que for necessário utilizar algum equipamento/ produto especial, o profissional deve atentar para enfatizar em sua explicação como tal item deverá ser usado no ambiente domiciliar, no intuito de evitar possível situação de confusão, frustração ou até mesmo um erro. • Realizar o reforço e acompanhamento: os profissionais devem ter o entendimento de que os participantes necessitam de um tempo para que possam aprender, e, por isso, devem ofertar momentos de reforço. Os encontros de acompanhamento são considerados essenciais, no intuito de contribuir com a construção da confiança do participante em suas capacidades. O profissional deve realizar o planejamento de encontros adicionais para fornecer orientações extras, o que pode aumentar consideravelmente a efetividade das orientações repassadas. • Entrevista motivacional: é reconhecida como um método educativo avançado no ambiente hospitalar. Pode contribuir para a aquisição de conhecimentos, tanto do paciente quanto do cuidador/acompanhante. • Orientações eletrônicas (online): são utilizadas para fornecer informações de saúde, podendo ser interativas ou não interativas, cursos online, podcasts, programas televisivos etc. 42 • Materiais didáticos: envolvem livros, panfletos, fotografias, filmes, apresentações na forma de slides, fitas de áudio, vídeos, modelos, orientações programadas, recursos visuais e módulos de aprendizado. Barros, Lima e Magalhães (2021) realizaram um estudo de revisão integrativacujo propósito foi identificar as tecnologias em saúde usadas nas ações educativas direcionadas à saúde da mulher, sendo observada a utilização de estratégias como: hipermídia, cartilhas educativas, simuladores, aplicativos, gestograma, massagem, banho, atividades na banqueta meia-lua e de deambulação, manual, protocolo, bola suíça, aromaterapia e musicoterapia. Existem também outras estratégias que podem ser utilizadas nas atividades de promoção da saúde, que são: • Jogo educativo: O jogo educativo é considerado um recurso tecnológico de grande potencial, uma vez que contribui para a melhora da condição de saúde dos indivíduos em decorrência dos benefícios que são gerados pelo conhecimento adquirido. Um excelente exemplo é o jogo educativo criado para gestantes que ensina sobre os seus direitos durante a experiência de trabalho de parto e parto (D’AVILA et al., 2022). A criação deste jogo teve como propósito proporcionar o preparo das mulheres parturientes quanto às intervenções existentes durante os momentos de trabalho de parto e parto, bem como suas indicações e contraindicações. Tal objetivo foi estabelecido visando proporcionar às mulheres conhecimento suficiente e necessário sobre o assunto, com foco na garantia da sua autonomia e protagonismo (D’AVILA et al., 2022). Em um estudo, esse jogo educativo apresentou um resultado efetivo após a sua aplicação, pois proporcionou uma experiência positiva e motivadora para as participantes. Os autores desse estudo destacam que, ao disponibilizarem o jogo para que seja utilizado durante o 43 cuidado pré-natal, espera-se que ele contribua para a autonomia das mulheres, dando a elas o conhecimento necessário para que sejam protagonistas durante o trabalho de parto e o parto (D’AVILA et al., 2022). • Aplicativo para dispositivos móveis: Um exemplo de aplicativo para dispositivo móvel que pode ser mencionado é a criação do m-health, cuja construção resultou da identificação das necessidades das gestantes em obterem informações e suporte psicossocial em relação ao risco de vivenciarem um parto prematuro (nascimento pré-termo). Após a identificação dos principais déficits de conhecimento apresentados pelas gestantes, foram definidas as temáticas a serem abordadas no aplicativo (CHIODI, 2020). A definição dos temas envolveu questões relacionadas ao nascimento pré-termo, como: complicações para o recém-nascido; fatores de risco para a ocorrência do parto prematuro; complicações decorrentes do nascimento pré-termo; o nascimento pré-termo e os cuidados a serem tomados nas unidades neonatais (CHIODI, 2020). Esse aplicativo é considerado uma criação inovadora devido ao propósito de preparar as gestantes de alto risco para a ocorrência do nascimento pré-termo, bem como para a necessidade de internação do recém-nascido em uma unidade neonatal, a depender da situação que for apresentada. Convém destacar a importância de a utilização da tecnologia mencionada ser acompanhada de uma assistência acolhedora às gestantes do alto risco obstétrico, uma vez que isso favorecerá a identificação das necessidades individuais de cada gestante (CHIODI, 2020). Outro aspecto a ser enfatizado é relacionado aos benefícios quanto à utilização dos aplicativos para dispositivos móveis. Tais dispositivos são considerados computadores de bolso, uma vez que armazenam 44 diversos aplicativos. Além disso, sua utilização encontra-se em ampla expansão devido à sua eficácia em atingir o público-alvo (TIBES; DIAS; MASCARENHAS, 2014). No estudo em que foi definida a construção do aplicativo, um dos motivos para tal escolha foi fundamentado no fato de que essa tecnologia foi identificada como a preferida das gestantes (LAU et al., 2018), devido a sua praticidade e facilidade de acesso, uma vez que tal ferramenta pode ser utilizada em qualquer momento, independentemente da localização. Além disso, as gestantes relataram que o aplicativo é fácil de manusear (LAU et al., 2018). A seguir, é apresentada uma ilustração hipotética de um casal que vivencia a experiência de uma ação educativa por meio de um aplicativo para dispositivos móveis (Figura 3): Figura 3 – Aplicativos para dispositivos móveis: uma estratégia para ações de promoção da saúde Fonte: Shutterstock.com. 45 2. Considerações finais Existem diversos tipos de estratégias de promoção da saúde que podem ser utilizadas em ações educativas direcionadas à saúde da mulher, bem como em outros contextos da saúde. No que diz respeito à diversidade de estratégias, é preciso destacar a importância de o profissional da saúde selecionar o melhor método a ser aplicado mediante as características do grupo-alvo, para o qual será direcionada tal ação, para que ela seja efetiva e gere os resultados esperados. Referências BARROS, F. R. B.; LIMA, R. F. S.; MAGALHÃES, V. M. O. Tecnologias desenvolvidas no contexto da saúde da mulher no Brasil: uma revisão integrativa. Revista Cuidarte, Bucaramanga, v. 12, n. 1, p. e1159, 2021. Disponível em: http://www.scielo.org.co/ pdf/cuid/v12n1/2346-3414-cuid-12-1-e1159.pdf. Acesso em: 24 maio 2022. CHIODI, L. C. Desenvolvimento e avaliação de tecnologia m-health direcionada as gestantes com risco para o nascimento pré-termo: uma expressão do design thinking. Tese (Doutorado em Enfermagem em Saúde Pública) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2020. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-06072020- 144926/publico/LUCILEICRISTINACHIODI.pdf. Acesso em: 23 maio 2022. D’AVILA, C. G. et al. Efetividade de jogo educativo para gestantes: conhecimento agregado e vivência das mulheres. Escola Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 26, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ean/a/37GtgQMwwvmrBQkPwG3jRRj/?forma t=pdf&lang=pt. Acesso em: 24 maio 2022. HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Brunner & Suddarth: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Revisão técnica de Sônia Regina de Souza. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. LAU, Y. et al. Development of a healthy lifestyle mobile app for overweight pregnant women: qualitative study. JMIR mHeallth and Uhealth, v. 6, n. 4, 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29685868/. Acesso em: 24 maio 2022. NETTINA, S. M. Práticas de enfermagem. Revisão técnica de Isabel Cruz. Tradução de Carlos Henrique de Araújo Cosendey e Patrícia Lydie Voeux. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 46 OPAS. Plano Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde 2020- 2025: Equidade, o coração da saúde (Documento oficial: 359). Washington, D.C.: Organização Pan-Americana da Saúde, 2020. Disponível em: https:// iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/52968/9789275722756_por. pdf?sequence=5&isAllowed=y. Acesso em: 24 maio 2022. TIBES, C. M. S.; DIAS, J. D.; ZEM-MASCARENHAS, S. H. Aplicativos móveis desenvolvidos para a área da saúde no Brasil: revisão integrativa da literatura. Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte, v. 18, n. 2, p. 471-478, 2014. Disponível em: https://cdn.publisher.gn1.link/reme.org.br/pdf/v18n2a16.pdf. Acesso em: 24 maio 2022. 47 BONS ESTUDOS! Sumário Apresentação da disciplina Aplicabilidade da prevenção de doenças Objetivos 1. A conceituação da saúde 2. História natural da doença 3. Diferença entre prevenção de doenças e promoção da saúde 4. Considerações finais Referências Evolução histórica da promoção da saúde Objetivos 1. O conceito de promoção da saúde 2. Evolução histórica da promoção da saúde 3. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) 4. Redes para a promoção da saúde 5. Considerações finais Referências Política Nacional de Promoção da Saúde Objetivos 1. Política Nacional de Promoção da Saúde Referências Estratégias de intervenção em promoção da saúde Objetivos 1. Ações direcionadas para a promoção da saúde Referências