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Lei e costumes
Centro Universitário do Rio São Francisco - UNIRIOS
Introdução ao Estudo do Direito I – I período 
Prof. Me. Danilma Melo da Silva 
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OS COSTUMES PRIMITIVOS 
- O Direito foi, durante milênios, pura e simplemente formado pelos usos e costumes. 
- Sociedades primitivas – direito é processo de ordem costumeira. 
- Por isso, o Direito se confundia com om elementos da natureza religiosa, mágica, moral. 
OS COSTUMES PRIMITIVOS
- O homem viveu, preliminarmente, o Direito de forma anônima. 
- Canais de onde se origina o Direito como costumes:
Força (moral e física) – predomínio de um chefe.
Procedimentos religiosos ou mágicos. 
OS COSTUMES PRIMITIVOS
- Costume = Direito anônimo 
- É anônimo por excelência, é um Direito sem paternidade, que vai se consolidando em virtude das forças da imitação, do hábito. 
- Costume = consuetudo (latim), significa hábito, ritos.
Até mesmo quando surgiram os primeiros escritos legais, o costume era a “fonte” determinante. 
OS COSTUMES PRIMITIVOS
- A Lei das XII Tábuas, que é estudada em Direito Romano, e é um documento fundamental do Direito do Ocidente, também se caracteriza por ser uma consolidação de usos e costumes do povo do Lácio (Códigos Antigos)
- O marco fundamental da codificação, que ia dar supremacia à lei é representado pelo Código de Napoleão (1804). Supremacia da lei sobre os costumes (Códigos Modernos)
A LEI E O COSTUME: Distinções básicas 
QUANTO Á ORIGEM
Lei: Tem origem certa e predeterminada
Costumes: não tem origem certa e predeterminada, nasce por toda parte.
QUANTO À FORMA DE ELABORAÇÃO
Lei: órgão certo, obedece trâmites prefixados. 
Costumes: Aparece de forma imprevista 
A LEI E O COSTUME: Distinções básicas 
QUANTO À EXTENSÃO OU ÂMBITO DE EFICÁCIA 
Lei: na maioria das vezes a lei é genérica 
Costumes: geralmente, são particulares, atende categoria de pessoas e atos. 
QUANTO À FORMA
Lei: Predominantemente escrita 
Costumes: Predominantemente não escrito (oral)
A LEI E O COSTUME: Distinções básicas 
QUANTO À VIGÊNCIA E EFICÁCIA 
Lei: validade formal e social 
Costumes: não é possível determinação do tempo de sua duração e extinção.
QUANTO À PRODUÇÃO DOS EFEITOS 
Lei: direito legislado. Efeitos erga omnes, execução imediata e geral. (iura novit curia)
Costumes: produto da espontaneidade. Suscetível de ceder a uma prova em contrário (provar existência) – Art. 376, CPC/2015. 
CONCEITOS 
- Lei: processo intelectual que se baseia em fatos e expressa a opinião do Estado. 
- Costume jurídico: Conjunto de normas de conduta social, criadas espontaneamente pelo povo, através do uso reiterado, uniforme e que gera a certeza da obrigatoriedade. 
ELEMENTOS DOS COSTUMES 
HÁBITO = Repetição habitual de um comportamento durante certo período de tempo. 
 Repetição constante e uniforme de uma prática social. 
 Elemento objetivo ou material. 
CONSCIÊNCIA SOCIAL DA OBRIGATORIEDADE = Convicção da juridicidade. Certeza de que a norma adotada espontaneamente pela sociedade possui valor jurídico. 
 Elemento psicológico 
ESPÉCIES DE COSTUMES 
- As espécies de definem pela forma como o costume se apresenta em relação à lei.
1) Costume “Secundum Legem” – aplicação ordenada pela lei. Há autores que não admitem esta espécie, sob o fundamento de que não se trata e norma gerada voluntariamente pela sociedade. 
ESPÉCIES DE COSTUMES 
2) Costume “Praeter Legem” – é o que se aplica supletivamente, na hipótese de lacuna da lei. 
- É admitida pela generalidade das legislações.
- Código Civil Suíço de 1912, art. 1º. 
- Código Civil Argentino, art. 17. 
- Lei de Introdução de às normas de direito brasileiro, art. 4º. 
“Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”
ESPÉCIES DE COSTUMES
3) Costume “Contra Legem” – se caracteriza pelo fato de a prática social contrariar as normas de Direito escrito. Contudo, é predominante o pensamento de que as normas só podem ser revogadas por outras. 
- Problema da validade das leis em desuso. Solução está na atenção dos Poderes da República. 
COMPREENSÃO DO TERMO “LEI”
- Lei = norma legal 
- A lei só existe quando a norma escrita é constitutiva de direito, ou, esclarecendo melhor, quando ela introduz algo de novo com caráter obrigatório no sistema jurídico em vigor (inovar o direito já existente), disciplinando comportamentos individuais e atividades do Estado. 
- É forma moderna de produção do Direito Positivo. 
COMPREENSÃO DO TERMO “LEI”
- O poder de legislar, dando nascimento a novas situações jurídicas objetivamente válidas, com legitimidade quanto a sua vigência e eficácia, manifesta-se através de uma série de atos que compõem a nomogenese legal ou o processo legislativo. 
ESPÉCIES NORMATIVAS – Art. 59
I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO 
Art. 60, CRFB – Poder Constituinte Derivado Reformador 
Objetivo: Modificação formal da constituição.
Iniciativa (ato primário): 
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados (171) ou do Senado Federal (27);
II - do Presidente da República;
III - de mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO 
A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio (art. 60, §1º)
A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos (3/5) dos respectivos membros (art. 60, §2º)
EMENDAS À CONSTITUIÇÃO 
Art. 60, §4º - cláusulas pétreas 
Art.. 60, § 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
LEIS COMPLEMENTARES e LEIS ORDINÁRIAS
Art. 61, CRFB/88
Diferenças: 
Matéria
LC
A CRFB traz menção expressa 
Leis de organização básica do Estado
LO
Caráter residual. 
Quando a CRFB usa apenas a expressão lei.
LEIS COMPLEMENTARES e LEIS ORDINÁRIAS
Não há hierarquia entre ambas, pois ambas são extraídas da CRFB (são normas primárias);
- O que não pode ocorrer é lei ordinária dispor sobre matéria de lei complementar;
LEIS DELEGADAS
Art. 68, CRFB/88
- Elaborada por Presidente da República,
- Presidente pede autorização do Congresso Nacional;
- Matéria não passível de Lei Delegada – art. 68, §1º. 
LEIS DELEGADAS
Delegação Legislativa
Resolução – art. 68, §2º
Imprópria/Atípica 
Art. 68, §3º
Com retorno, Analisa antes o projeto de lei. 
Própria/Típica 
Art. 68, §3º
Sem retorno. A autorização é dada sem análise do projeto de lei
A resolução estabelecerá o conteúdo e os termos de exercício
MEDIDAS PROVISÓRIAS
- Art. 62, CRFB/88 
- Editadas pelo Presidente da República;
- Não é lei, mas tem força de lei (ordinária);
 - Não pode tratar de matéria relativa à lei complementar;
- Limitações materiais: Expressas - Art. 62, §1º, Art. 25,§2º. 
 Implícitas – Art. 49, 51 e 52 (competências privativas)
MEDIDAS PROVISÓRIAS
Casa Iniciadora: Câmara dos Deputados (Art. 62, §8º)
Casa Revisora: Senado Federal 
Prazos: Art. 62, §§ 3º, 4º e 7º. 
Efeitos: 60 dias. Se não for aprovada (decreto legislativo) ou rejeitada por uma das casas terá seu prazo prorrogado por mais 60 dias – Prazo não conta durante recesso. 
Vedação à reedição: Art. 62, §10. 
DECRETOS LEGISLATIVOS 
- Tratam, geralmente, das matérias exclusivas do CongressoNacional (bicameral) – duas Casas. 
- Art. 49, CRFB/88. 
RESOLUÇÕES
- Tratam de matérias privativas da Câmara e do Senado (unicameral)
- Art. 51 e 52, CRFB/88. 
OBS.: Art. 68, §2º - Autorização de edição de lei delegada é feito por Resolução do Congresso Nacional (bicameral). 
- Em nome da separação de poderes: Não há sanção ou veto no processo de elaboração da resolução, nem do decreto legislativo. 
POR HOJE É SÓ! 
Não falte na próxima aula. 
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