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1 - Compreender a etiologia e epidemiologia da insuficiência cardíaca 
1.1 
- Doença arterial coronariana 
Doença Arterial Coronariana (DAC): Um Olhar Geral 
A doença arterial coronariana (DAC) é uma condição que ocorre quando 
as artérias coronárias, responsáveis por levar sangue oxigenado ao 
coração, se estreitam ou se obstruem devido ao acúmulo de placas de 
gordura (aterosclerose). Essa obstrução impede o fluxo sanguíneo 
adequado para o músculo cardíaco, podendo levar a sintomas como dor 
no peito (angina) e, em casos mais graves, a um infarto do miocárdio. 
Causas da DAC 
A principal causa da DAC é a aterosclerose. Esse processo ocorre ao longo 
dos anos e envolve a formação de placas nas paredes das artérias 
coronárias. Essas placas são compostas por gordura, colesterol, cálcio e 
outros materiais. 
 
* Hipertensão 
A Relação entre Insuficiência Cardíaca e Hipertensão Arterial 
A hipertensão arterial e a insuficiência cardíaca são duas condições 
cardíacas interligadas de forma significativa. A hipertensão é, na verdade, 
uma das principais causas da insuficiência cardíaca. 
Como a hipertensão leva à insuficiência cardíaca? 
Quando a pressão arterial está elevada, o coração precisa trabalhar mais 
para bombear o sangue para todo o corpo. Essa sobrecarga constante 
sobre o músculo cardíaco pode levar a: 
• Hipertrofia ventricular: O coração tenta compensar o aumento da 
pressão arterial engrossando suas paredes, o que pode levar a uma 
rigidez e perda de eficiência. 
• Dano ao músculo cardíaco: A pressão elevada danifica as artérias 
coronárias, responsáveis por levar sangue oxigenado ao coração. 
Isso pode levar a um infarto do miocárdio, que, por sua vez, 
contribui para a insuficiência cardíaca. 
• Sobrecarga dos ventrículos: A pressão elevada nos vasos sanguíneos 
aumenta a resistência que o coração precisa vencer para bombear o 
sangue, sobrecarregando os ventrículos e prejudicando sua função 
de bombeamento. 
 
* ⁠Miocardiopatia Chagásica 
A Cardiomiopatia Chagásica é essencialmente uma miocardiopatia 
dilatada em que a inflamação crônica provocada pelo T. cruzi, usualmente 
de baixa intensidade, mas incessante, provoca destruição tissular 
progressiva e fibrose extensa no coração. 
 
*Miocardiopatia Valvar 
A miocardiopatia valvar é uma condição complexa que envolve tanto o 
músculo cardíaco (miocárdio) quanto as válvulas cardíacas. 
O que é a miocardiopatia? 
A miocardiopatia é uma doença do músculo cardíaco que afeta sua 
capacidade de bombear sangue de forma eficiente. Ela pode ser causada 
por diversos fatores, como genética, infecções, uso de drogas, ou como 
consequência de outras doenças cardíacas. 
O que é a cardiopatia valvar? 
A cardiopatia valvar ocorre quando as válvulas do coração não funcionam 
corretamente, seja por estreitamento (estenose) ou por não fecharem 
adequadamente (insuficiência). Isso impede o fluxo sanguíneo normal e 
sobrecarrega o coração. 
Como as duas se relacionam na miocardiopatia valvar? 
A miocardiopatia valvar ocorre quando a disfunção das válvulas cardíacas 
(cardiopatia valvar) causa danos ao músculo cardíaco (miocardiopatia). 
Essa relação pode acontecer de várias formas: 
• Sobrecarga de volume: Quando uma válvula não fecha 
corretamente, o sangue flui para trás, sobrecarregando o coração e 
levando à dilatação e enfraquecimento do músculo cardíaco. 
• Sobrecarga de pressão: Se uma válvula estiver estreitada, o coração 
precisa trabalhar mais para bombear o sangue, o que leva ao 
espessamento do músculo cardíaco e, eventualmente, à falência. 
• Danos diretos: Em alguns casos, as alterações nas válvulas podem 
causar danos diretos ao músculo cardíaco adjacente. 
 
1.2 - Classificações: fração de ejeção, gravidade dos sintomas e progressão 
da doença 
 
→Classificação da IC 
• A IC pode ser determinada de acordo com: 
-Fração de ejeção: preservada, intermediária e reduzida; 
-Gravidade dos sintomas: classificação funcional da New York Heart 
Association – NYHA; 
-Tempo e progressão da doença: diferentes estágios. 
 
FRAÇÃO DE EJEÇÃO: 
A principal terminologia usada historicamente para definir IC baseia-se na 
fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE) e compreende pacientes 
com: 
 
FEVE reduzida (ao aumento do trabalho 
mecânico → precede a IC em muitos estados patológicos; 
-Ativação dos sistemas neuro-humorais: (1) libera- ção de adrenalina pelo 
simpático, (2) ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (RAA), 
e (3) liberação do peptídeo natriurético atrial 
 
3 - Explicar como a insuficiência cardíaca afeta outros órgãos, destacando 
os sinais e sintomas 
Como a Insuficiência Cardíaca Afeta Outros Órgãos: Um Olhar Detalhado 
A insuficiência cardíaca, uma condição em que o coração não consegue 
bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo, causa 
uma série de complicações que afetam outros órgãos. Vamos entender 
como cada um deles é impactado e quais os sinais e sintomas mais 
comuns: 
Pulmões 
• Edema pulmonar agudo: Quando o coração esquerdo não consegue 
bombear o sangue adequadamente, o líquido se acumula nos 
pulmões, causando dificuldade para respirar, tosse com 
expectoração espumosa e rosada, e sensação de sufocamento. 
• Cianose: A falta de oxigenação adequada nos tecidos pode causar 
uma coloração azulada na pele, especialmente nos lábios, dedos e 
unhas, devido à baixa oxigenação do sangue. 
Fígado 
• Congestão hepática: O acúmulo de sangue no fígado, causado pela 
dificuldade do coração direito de bombear sangue para os pulmões, 
pode levar ao aumento do fígado (hepatomegalia) e à icterícia 
(coloração amarelada da pele e dos olhos). 
• Ascite: O líquido em excesso pode se acumular na cavidade 
abdominal, causando inchaço abdominal. 
Rins 
• Redução do fluxo sanguíneo: A diminuição do débito cardíaco leva a 
uma redução do fluxo sanguíneo para os rins, prejudicando sua 
função de filtrar o sangue e eliminar toxinas. 
• Retenção de líquidos: Os rins, ao detectarem a diminuição do fluxo 
sanguíneo, tentam reter água e sódio para aumentar o volume 
sanguíneo, o que contribui para o edema. 
• Nictúria: Aumento da frequência urinária durante a noite, devido à 
retenção de líquidos durante o dia. 
 
4 - Estudar como se dá o diagnóstico da IC 
↠ A IC é uma síndrome complexa, com alteração da função cardíaca, o 
que resulta em sintomas e sinais de baixo débito cardíaco e/ou congestão 
pulmonar ou sistêmica, em repouso ou aos esforços (DIRETRIZ, 2018). 
↠ Uma história clínica e um exame físico detalhados devem ser feitos em 
todos os pacientes em busca dos principais sinais e sintomas de IC 
(DIRETRIZ, 2018) 
↪ Os exames laboratoriais são utilizados no diagnóstico da anemia e de 
desequilíbrios eletrolíticos e para detectar sinais de congestão hepática 
crônica. A dosagem de peptídeos natriuréticos BNP ou NT-proBNP pode 
ser útil em casos de dúvidas diagnósticas em pacientes com queixa de 
dispneia, podendo servir como exame de triagem na atenção 
primária.Valores de BNP 7 g de sal cloreto de sódio por dia) para todos pacientes com 
IC crônica. 
↪ Vacinação | Vacina para influenza e pneumococo: 
Recomendamos a vacinação anual contra influenza para todos os 
pacientes com IC. Estudo recente sugere redução nas internações por 
doença cardiovascular dos pacientes que foram vacinados. 
↪ Reabilitação ICFER: Exercício aeróbico regular para ICFER NYHA II a III 
para melhorar qualidade de vida e capacidade funcional - aumenta o 
consumo pico de oxigênio (VO2). 
↪ Dieta e perda de peso na insuficiência cardíaca . ↪ Tabagismo e drogas 
ilícitas: Todos os pacientes com IC devem ser encorajados a parar de 
fumar, preferencialmente com o auxílio de serviços especializados, para 
cessação do tabagismo, podendo utilizar terapias de reposição de nicotina 
e/ou fármacos moduladores, de acordo com recomendações 
universalmente aceitas. 
↪ Uso de bebidas alcoólicas: Pacientes com miocardiopatia dilatada de 
origem alcoólica devem ser aconselhados a se absterem completamente 
do uso de bebidas alcoólicas, o que pode se traduzir em melhora 
substancial da função ventricular. 
 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO 
IECA 
 
 
 
 
bloqueadores de receptor beta-adrenérgico (AGONISTAS ALFA2) 
 
 
 
 
DIURÉTICOS 
 
 
 
 
DIU TIAZINICOS 
 
 
 
 
1. ELUCIDAR A RELEVANCIA E O CONTROLE 
 
Impacto na saúde: 
o Morbidade: Causam doenças crônicas, incapacitantes e, em alguns casos, 
fatais. 
o Sofrimento: Afetam a qualidade de vida, causando dor, coceira, desfiguração 
e outras complicações. 
o Carga para os sistemas de saúde: Sobrecarregam os serviços de saúde, 
exigindo recursos e pessoal especializado. 
2. Impacto social e econômico: 
o Perda de produtividade: A incapacidade causada por essas doenças leva à 
perda de dias de trabalho e redução da produtividade. 
o Custos para a sociedade: Os gastos com tratamento, internações e perda de 
produtividade geram um grande impacto econômico. 
o Estigma e discriminação: Pessoas com essas doenças podem sofrer estigma e 
discriminação, impactando suas relações sociais e oportunidades. 
3. Ciclos de pobreza: 
o Pobreza e doenças: As endemias negligenciadas acometem principalmente 
populações vulneráveis, vivendo em condições de pobreza e com acesso 
limitado aos serviços de saúde. 
o Perpetuação da pobreza: As doenças contribuem para a perpetuação do ciclo 
da pobreza, impedindo o desenvolvimento e a ascensão social. 
4. Risco de epidemias: 
o Potencial de disseminação: Algumas dessas doenças, como a dengue, podem 
causar epidemias com grande impacto na saúde pública. 
o Ameaça à segurança sanitária: A falta de controle pode levar à disseminação 
de doenças para outras regiões. 
Estratégias para o controle: 
• Diagnóstico precoce e tratamento: Identificar e tratar os casos o mais rápido possível 
para evitar a progressão da doença e a transmissão. 
• Prevenção: Implementar medidas de prevenção, como o controle de vetores, 
educação em saúde, saneamento básico e melhoria das condições de vida. 
• Vigilância epidemiológica: Monitorar a ocorrência das doenças para identificar surtos 
e avaliara eficácia das medidas de controle. 
• Fortalecimento dos sistemas de saúde: Investir em recursos humanos, infraestrutura 
e insumos para garantir o acesso aos serviços de saúde. 
• Pesquisa: Desenvolver novas ferramentas de diagnóstico, tratamento e prevenção. 
Em resumo: 
O controle das endemias negligenciadas é fundamental para melhorar a saúde da população, 
reduzir a desigualdade social e promover o desenvolvimento sustentável. É preciso um 
esforço conjunto de governos, instituições de saúde, comunidades e sociedade civil para 
enfrentar esse desafio global.

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