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A Filosofia dos Pré-Socráticos: Parmênides, Zenão, Empédocles, Leucipo e Demócrito Resumo Este artigo discute as contribuições filosóficas de Parmênides, Zenão, Empédocles, Leucipo e Demócrito, destacando suas teorias sobre a natureza do universo e suas diferenças fundamentais em relação aos pré-socráticos. Parmênides e Zenão enfatizaram a unidade e a imutabilidade do ser, enquanto Empédocles introduziu a ideia de multiplicidade e mudança através de seus elementos e princípios cósmicos. Leucipo e Demócrito desenvolveram a teoria atomista, que revolucionou o pensamento científico e filosófico da época. 1. Introdução Os pré-socráticos desempenharam um papel crucial no desenvolvimento da filosofia ocidental, oferecendo uma variedade de teorias sobre a natureza fundamental do universo. Este artigo explora as ideias de Parmênides, Zenão, Empédocles, Leucipo e Demócrito, examinando suas principais doutrinas e diferenças em relação aos pré-socráticos anteriores. 2. Parmênides e Zenão: O Ser Imutável e o Paradoxo do Movimento Parmênides defendia que o ser é imutável e eterno, negando a possibilidade de mudança e multiplicidade, através de 3 vias de pesquisa: a da verdade absoluta onde ele cunhava com clareza a ideia da existência do ser humano ao pensamento, nas palavras dele “tudo que alguém pensa e diz, é”. Pensar em nada significa literalmente não pensar. Outra via era a das opiniões falazes onde ele tinha como conceito que o caminho da verdade estava sempre entrelaçado a razão de maneira inseparável em contrário a razão vinha os sentidos que tendiam a perdição do ser humano. A terceira via se intitulava opinião plausível onde ele buscava não anular o que já fora falado nas outras duas onde o dito cujo sábio entendia o que era licito onde em seus discursos procurava dar conta dos fenômenos e da aparência das coisas sem haver existência da sua visão inicial( ser e não ser ao mesmo tempo era impossível” . Seu discípulo, Zenão, elaborou paradoxos para demonstrar as contradições envolvidas na concepção comum do movimento e do espaço como a "refutação dialética" da ideia oposta ao que se quer sustentar, posteriormente foi fixada como "demonstração pelo absurdo". 3. Empédocles: Os Quatro Elementos e os Princípios Cósmicos Empédocles, um filósofo grego anterior a Sócrates, que viveu por volta do século V a.C., ficou famoso por sua teoria dos quatro elementos e seus princípios cósmicos. Segundo Empédocles, todos os materiais são compostos por terra, água, ar e fogo como elementos fundamentais. Ele afirmou que esses elementos eram eternos e indivisíveis, sendo todas as transformações na natureza resultado de sua combinação e separação. Além dos quatro elementos, Empédocles introduziu dois princípios cósmicos opostos: Amor (ou Atração) e Ódio (ou Repulsão). De acordo com sua teoria, o Amor promovia a união e fusão dos elementos, enquanto o Ódio provocava a separação e divisão. Esses princípios operavam de forma cíclica, alternando entre períodos de união e separação, resultando na diversidade de formas e fenômenos observados no universo. A concepção cosmológica de Empédocles exerceu uma influência significativa no pensamento filosófico subsequente, especialmente no contexto da cosmologia e da física. Sua ênfase nos elementos primordiais e nos princípios dinâmicos da atração e repulsão representou uma contribuição relevante para o avanço da ciência e da filosofia na Grécia antiga. 4. Diferenças entre Empédocles e os Pré-Socráticos Empédocles, um pensador da Grécia Antiga, trouxe contribuições significativas para a filosofia, diferenciando-se dos seus contemporâneos pré-socráticos. Enquanto outros filósofos como Tales, Anaximandro e Anaxímenes buscavam identificar um único elemento primordial que originasse tudo, Empédocles propôs uma abordagem mais complexa e dinâmica. Sua visão da natureza incluía a ideia de que ela era composta por quatro elementos fundamentais: terra, água, ar e fogo, em contraste com a busca por um único elemento que muitos pré-socráticos defendiam. Empédocles também introduziu a noção de dois princípios dinâmicos, o Amor e o Ódio, que não apenas explicavam a origem dos elementos, mas também governavam suas interações. Enquanto o Amor unia e harmonizava os elementos, o Ódio os separava e os colocava em conflito. Essas ideias mais complexas e dinâmicas de Empédocles expandiram os horizontes do pensamento pré-socrático, oferecendo uma visão mais rica e multifacetada sobre a natureza e o funcionamento do universo. 5. Leucipo e Demócrito: A Teoria Atomista Leucipo, juntamente com seu discípulo Demócrito, desenvolveu a teoria atomista, que postulava que todas as coisas são compostas por partículas indivisíveis chamadas átomos onde o mesmo pregava sobre a condição do morrer somente a partir do nascer, ainda cunhava que a realidade poderia descrita de maneira totalmente mecânica. Demócrito expandiu essa teoria, aplicando-a não apenas à matéria física, mas também à mente humana e aos processos mentais. Ainda de Maneira individual Demócrito formulou algumas máximas morais centrada na alma como referência do exercício ética. Os dois ainda postularam que nascer seria um emaranhar-se das coisas que existem e morrer seria o contrário, uma segregação, o criacionismo prega algo parecido quando sugere a ideia de se vir do pó e ao pó se regressa. 6. Conclusão Parmênides, Zenão, Empédocles, Leucipo e Demócrito foram figuras proeminentes na filosofia pré-socrática, cada um contribuindo de forma única para o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico. Suas teorias sobre a natureza do universo e da realidade estabeleceram as bases para a investigação racional e empírica que caracterizou a filosofia grega antiga e influenciou profundamente o pensamento ocidental subsequente. Referências Empédocles de Agrigento. (2020). In Encyclopædia Britannica. https://www.britannica.com/biography/Empedocles-de-Agrigento Kirk, G. S., Raven, J. E., & Schofield, M. (1983). Os filósofos pré-socráticos: Uma história crítica com seleção de textos (3ª ed.). Cambridge University Press. Sedley, D. (2007). Atomism: Leucippus and Democritus. In The Stanford Encyclopedia of Philosophy (E. N. Zalta, Ed.). https://plato.stanford.edu/archives/win2008/entries/atomism-ancient/ Zenão de Eleia, séc. VI-V a.C., História da Filosofia, p. 32 Kirk, G. 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