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Saúde do trabalhador
Atividade contextualizada
Desde a Revolução Industrial a Saúde do Trabalhador foi impulsionada pela crescente consciência dos riscos ocupacionais e pela necessidade de proteger os trabalhadores. “O enfermeiro do trabalho deve ter sua atenção voltada ao cuidado e prevenção de doenças e acidentes, passando a exercer papel de destaque na saúde do trabalhador, pois em seu ambiente de trabalho, os trabalhadores estão expostos aos riscos de acidentes e doenças ocupacionais.” (Sousa, TA., et.al., Enfermagem do trabalho: o papel do enfermeiro na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, Brazilian Journal of Development). 
O caso de S.V.A., que operava máquinas pesadas em uma fábrica de tratores, revela várias falhas relacionadas à saúde e segurança no trabalho. O enfermeiro do trabalho não realizou exames periódicos durante cinco anos, fundamentais para monitorar a saúde de trabalhadores com condições crônicas, como a hipertensão de S.V.A. A NR-7, que regula o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), exige tais exames, evidenciando uma séria falha normativa. Além disso, a subnotificação de acidentes pelo enfermeiro contraria o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, que exalta a transparência e o compromisso com a saúde do trabalhador.
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) determina uma jornada máxima de oito horas diárias e exige a anotação das informações contratuais na Carteira de Trabalho e Previdência Social. “O ambiente de trabalho tem relação muito estreita com a motivação do profissional e também com a possibilidade de adoecimento. Nesse sentido, os estudos mostram que a carga horária intensa, o ambiente inadequado, assim como a falta de treinamento podem levar ao adoecimento dos profissionais, tanto do ponto de vista físico quanto, mental” (Faria, MGA, et.al., Saúde do trabalhador no contexto da estratégia de saúde da família: revisão integrativa de literatura, Escola Anna Nery, 2020)
A empresa cometeu erros graves permitindo que S.V.A. trabalhasse em um galpão sem climatização e barulhento e em uma guarita aberta durante a noite, condições que violam as normas de ergonomia NR-17, e impôs jornadas excessivas a S.V.A. sem registrar formalmente sua função de porteiro auxiliar, infringindo a CLT. Essas falhas são negligências tanto da empresa quanto do enfermeiro do trabalho tendo o desfecho trágico. Isso evidencia a necessidade urgente de maior fiscalização e de uma cultura empresarial que priorize a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
Referências: 
· https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0027 
· https://doi.org/10.34117/bjdv7n8-577
· https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/conselhos-e-orgaos-colegiados/comissao-tripartite-partitaria-permanente/arquivos/normas-regulamentadoras/nr-07-atualizada-2022-1.pdf
· https://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2007/02/resolucao_311_anexo.pdf

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