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– E nossos bancos, entre os mais eficientes do mundo, têm tudo para a mudança de ramo, passando ao financiamento da produção. d) “Nossas instituições ainda não estão organizadas para apoiar esse impulso construtivo.” – Nossas instituições ainda não estão organizadas para o apoiamento desse impulso construtivo. e) “...dá sinais de optar por ideal pequeno-burguês.” – dá sinais de opção por ideal pequeno-burguês. 6. (FCC – TRT (20R) – Técnico Judiciário – 2002) Assinale a frase em que o plural do substantivo composto está INCORRETO: a) Os brasileiros não são cucas-frescas, como se pensa. b) Esses são pontos-chave para evitar o nervosismo. c) São coletes salvam-vidas contra os fatores de stress. d) Os chefes são geralmente todo-poderosos no serviço. e) As causas de sofrimento não são simples lugares-comuns. 7. (FCC – TRT (5R) – Auxiliar Judiciário – 2003) Na época em que alguns trabalhadores recebiam suas ...... não existiam os ...... . a) meia-tigelas – vale-refeições; b) meia-tigelas – valem-refeição; c) meias-tigelas – vales-refeições; d) meias-tigelas – valem-refeições; e) meias-tigela – vales-refeição. 8. (Cesgranrio – BNDES – Advogado – 2004) No título do artigo “A tal da demanda social”, a classe de palavra de “tal” é: a) pronome; b) adjetivo; c) advérbio; d) substantivo; e) preposição. 9. (Cesgranrio – MPE/RO – Analista de Sistemas – 2005) Dentre os plurais dos nomes compostos, o único flexionado de modo adequado é: a) guarda-chuvas; b) olhos azuis-turquezas; c) escolas-modelos; d) surdo-mudos; e) pores-dos-sóis. 10. (FCC – TRT/MS (24R) – Auxiliar Judiciário – 2006) O município de Bonito é exemplo de preservação de suas belezas naturais, com ...... de visão magnífica, verdadeiros ...... . a) quedas d’água – cartões-postal; b) quedas d’água – cartões-postais; c) queda d’águas – cartões-postais; d) quedas d’água – cartão-postais; e) queda d’águas – cartão-postais. 11. (FCC – TRT (24R) – Técnico Judiciário – 2006) A forma correta de plural dos substantivos compostos mico-leão-dourado e ararinha-azul é: a) micos-leão-dourados e ararinhas-azul; b) micos-leão-dourado e ararinha-azuis; c) mico-leões-dourados e ararinha-azuis; d) mico-leão-dourados e ararinhas-azul; e) micos-leões-dourados e ararinhas-azuis. O ser humano não pode ser definido em relação a ele mesmo, porque não é um sujeito isolado, vive em relação com as coisas, com os outros e com o mundo, mesmo antes de pensar e de falar. Esta presença não é somente observável como também um fato vivido, isto é, quer dizer que o ser humano se manifesta no ser a cada instante. Nessa responsabilidade, inclui, às vezes, o eu e, às vezes, o outro, num equilíbrio que se faz de uma parte entre poder cuidar de si mesmo e, de outra, poder cuidar dos demais. Através dessa construção coletiva, os homens fazem e criam sua história e, nessa construção-criação, o cuidado torna-se um processo, não apenas um ato. Ato este que envolve o cuidar de si e do outro, mais o cuidado como possibilidade de continuidade da espécie, gozar a vida com qualidade e com liberdade. 12. (Esaf – CGU – Analista de Finanças – 2006) Assinale o termo sublinhado do texto que apresenta ambivalência, ou seja, para conferir coerência ao texto, tanto pode receber a interpretação de substantivação do verbo quanto a interpretação de substantivo concreto. a) “ser”. b) “pensar”. c) “ser”. d) “cuidar”. e) “cuidar”. 13. (NCE/UFRJ – Eletrobras – Letras (Espanhol) – 2007) O vocábulo telefonema pertence ao gênero masculino, como mostra o texto. A alternativa abaixo que mostra um substantivo do gênero feminino é: a) champanha / clã; b) mármore / guaraná; c) apetite / suéter; d) pijama / saca-rolhas; e) milhar / cal. 14. (Instituto Ludus – CRO – Auxiliar de Serviços Gerais – 2008) Quantos substantivos há no período “Um anjo de asas azuis, todo vestido de luz, sussurrou-lhe num segredo os mistérios de outra vida”? a) seis. b) cinco. c) quatro. d) sete. e) três. Fragmento de texto O soldado e o marinheiro permutaram bofetadas, mais ou menos teóricas, numa esquina de minha rua por causa da namorada comum, que devia chamar-se Marlene. O duelo durou vinte minutos, e cinquenta pessoas assistiram. (...) 15. (Cespe – Instituto Rio Branco – Diplomata – 2008) Acerca dos sentidos e dos elementos de coesão e de referenciação presentes no texto, julgue (C ou E) os itens subsequentes. – O substantivo “duelo” resume, com certa dose de ironia, o episódio narrado no primeiro período do texto. ( ) CERTO ( ) ERRADO 16. (Cesgranrio – Casa da Moeda – Advogado – 2009) Há três substantivos em: a) “... com sérias dificuldades financeiras.”; b) “... não conseguiu prever nem a crise econômica atual.”; c) “... vai tornar inúteis arquivos e bibliotecas).”; d) “... precisa da confirmação e do endosso do ‘impresso’”; e) “Muitos dos blogs e sites mais influentes...”. O efeito da supervalorização cambial sobre a indústria atinge muito mais fortemente os níveis da produção e do emprego que os demais setores. Essa é uma situação que precisa ser repensada. É claro que não se trata de um problema simples, que se resolva com providências rápidas, pois exige medidas que às vezes podem ser classificadas como heterodoxas. (...) 17. (Esaf – MPOG – Analista de Planejamento e Orçamento – 2010) (Adaptada) Julgue a alternativa a seguir como correta ou incorreta a respeito do uso das estruturas linguísticas no texto. I. Nas relações de coesão, a ideia explicitada na primeira oração do texto é várias vezes retomada: apontada pelo pronome “Essa”, resumida por “situação”, referida pelo pronome “que” e substituída pelo termo “problema”. 18. (FCC – TRE/RS – Técnico Judiciário – 2010) Considerada a flexão, a frase que está em total concordância com o padrão culto escrito é: a) Os tabeliões reúnem-se sempre às quinta-feiras. b) Nos últimos botas-foras, houve grande confusão, pois a agência de turismo não reteu os que não possuíam ingresso. c) Na delegacia, não tinha ainda reavido os documentos que perdera, quando entrou o rapaz considerado a testemunha mais importante de famoso crime. d) Se não se conterem roubos de obras-primas, gerações futuras serão privadas de grandes realizações do espírito humano. e) Os lusos-africanos ostentavam no braço fitinhas verde-amarela. 19. (Consulplan – Advogado – 2010) “Que emigrado da roça não sentiu uma indefinível estranheza e talvez um secreto mal-estar a primeira vez...” Assinale a alternativa que faz o plural da mesma forma que a palavra sublinhada anteriormente: a) guarda-civil; b) amor-perfeito; c) guarda-roupa; d) obra-prima; e) pombo-correio. Leia o poema de Paulo Leminski via sem saída via bem via aqui via além não via o trem via sem saída via tudo não via a vida via tudo que havia não via a vida a vida havia 20. (MP-SP – Analista de Promotoria I (Assistente Social) – 2011) Considere as afirmações que seguem. I. A palavra via aparece no poema tanto como substantivo quanto como verbo. II. O verbo via encontra-se no pretérito imperfeito do indicativo. Está correto o que se afirma em: a) somente I; b) somente II; c) I e II; d) nenhuma. 21. (Consulplan – Carreira Univ. (Analista Administrativo) – 2011) “[...] que foi moldada, durante anos, pela ação dos ventos e da água.” Se pluralizarmos o vocábulo em destaque obteremos a forma “ações”. A alternativa que contém um vocábulo que admite duas formas de plural é: a) construção; b) verão; c) cidadão; d) especulação; e) região. 22. (MP/PE – Penum (Estágo Nível Universitário) – 2011) O plural de cidadão, pastelzinho e paul é: a) cidadões, pasteisinhos, pauls; b) cidadãos, pasteisinhos, pauis; c) cidadãos, pasteizinhos, pauis; d) cidadãos, pasteizinhos, pauls; e) cidadãos, pasteisinhos, pauis. 23. (MP/PE – Penum (Estágo Nível Universitário) – 2011) Os compostos estão corretamente pluralizados em: a) pés-de-moleques, guarda-roupas, ex-diretores; b) grão-duques, bananas-maçã, piscas-piscas; c) pés-de-moleque, bananas-maçã, canetas-tinteiro; d) pés-de-moleques, canetas tinteiros, tique-taques; e) pés-de-cabras, pores do sol, porta-bandeiras.24. (FCC – TRE/AP – Técnico Judiciário – 2011) A palavra destacada que está empregada corretamente é: a) Diante de tantos abaixos-assinados, teve de acatar a solicitação. b) Considerando os incontestáveis contra-argumento, reconheceu a falha do projeto. c) Ele é um dos mais antigos tabeliões deste cartório. d) Os guardas-costas do artista foram agressivos com os jornalistas. e) Os funcionários da manutenção já instalaram os corrimãos. 25. (Cesgranrio – Petrobras – Técnico de Adm. e Controle Jr. – 2011) A flexão de número dos substantivos está correta em: a) florezinhas – troféis; b) salário-famílias – coraçãozinhos; c) os vaivéns – anães; d) paisezinhos – beija-flores; e) limãos – abdômenes. 26. (Cesgranrio – FINEP – Analista Jurídica – 2011) A formação do plural da palavra cartão-postal é a mesma que ocorre em: a) abaixo-assinado; b) alto-falante; c) porta-voz; d) cavalo-vapor; e) guarda-civil. 27. (Cesgranrio – SEEC/RN – Professor de Língua Portuguesa – 2011)Quanto à formação do plural de substantivos compostos, algumas normas devem ser observadas. O grupo de palavras compostas que seguem a mesma regra de flexão de número de lugares-comuns é: a) obra-prima, navio-petroleiro, água-marinha; b) amor-próprio, vice-presidente, beija-flor; c) salário-mínimo, cartão-postal, sempre-viva; d) segunda-feira, bate-boca, tenente-coronel; e) vitória-régia, amor-perfeito, abaixo-assinado. 28. (Cespe/ UnB – Correios – Agente de Correios – 2011) No que se refere à estrutura gramatical do texto, assinale a opção correta. a) O vocábulo “cidadão” apresenta duas formas corretas de plural: cidadãos e cidadões. ( ) CERTO ( ) ERRADO 29. (BIORIO – Pref. Mesquita/RJ – Agente Administrativo – 2012) Dado o período “A verdade é que nunca fui muito bom de memória.”, a oração destacada exerce a mesma função de um: a) adjetivo; b) advérbio de lugar; c) advérbio de modo; d) substantivo; e) advérbio de intensidade. 30. (FCC – TCE/SP – Agente de Fiscalização Financeira – 2012) (adaptada) A afirmação abaixo está correta ou incorreta? – Se Freud tivesse se referido a mais de um sentimento, o padrão culto escrito exigiria, no plural, a forma “os mal-estar”. 31. (Cesgranrio – Petrobras – Técnico de Contabilidade Júnior – 2012) A respeito da formação do plural dos substantivos compostos, quando os termos componentes se ligam por hífen, podem ser flexionados os dois termos ou apenas um deles. O substantivo composto que NÃO apresenta flexão de número como matéria-prima é: a) água-benta; b) batalha-naval; c) bate-bola; d) batata-doce; e) obra-prima. 32. (CEPERJ – Degase – Técnico de Suporte e Comunicação – 2012 ) O plural dos nomes terminados em ão pode se fazer de maneiras diferentes. Das palavras abaixo, retiradas do texto, a única que não possui, no plural, a mesma terminação que “prestações” é: a) televisão; b) mão; c) produção; d) organização; e) conclusão. 33. (Funcab – Pref. Búzios/RJ – Administrador – 2012) O uso das formas sintéticas do diminutivo em “A NEGRINHA, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o PRATINHO que o garçom deixou à sua frente.”, no contexto, tem conotação: a) afetiva; b) depreciativa; c) pejorativa; d) objetiva; e) negativa. “O menino Joaquim Barbosa nunca se acomodou àquilo que o destino parecia lhe reservar. Filho de um pedreiro, cresceu ouvindo dos adultos que nas festas de aniversário de famílias mais abastadas deveria ficar sempre no fundo do salão. (...)” 34. (Fundação Sousândrade – Pref. Estreito/MA – Supervisor Escolar – 2012) Sobre as relações coesivas que estabeleçam no texto, o termo “O menino Joaquim Barbosa”, do primeiro período, é retomado no segundo por um(a): a) expressão sinonímica; b) pronome relativo; c) expressão nominal; d) pronome oblíquo; e) advérbio intensificador. 35. (FAB – EEAr – Controlador de Tráfego Aéreo – 2012) Complete as lacunas com o ou a e, a seguir, assinale a alternativa com a sequência de substantivos masculino, feminino, masculino. a) __ eclipse, __ dinamite, __ derme; b) __ magma, __libido, __ pernoite; c) __ aneurisma, __fonema, __ clã; d) __ pane, __ ênfase, __ dó. 36. (FAB – EAGS – Sargento – 2012) Em qual alternativa não é possível identificar se o ser ao qual o substantivo em destaque se refere é masculino ou feminino? a) A agente de turismo me garantiu que o hotel é excelente. b) A cliente reclamou do péssimo atendimento ao gerente do banco. c) O público aplaudiu muito a intérprete quando o espetáculo terminou. d) Depois de várias ameaças anônimas, a testemunha passou a receber proteção policial. Gabarito 1. E. 9. A. 17. CORRETO. 25. D. 33. A. 2. C. 10. B. 18. C. 26. E. 34. C. 3. C. 11. E. 19. C. 27. A. 35. B. 4. B. 12. C. 20. C. 28. Errado. 36. D. 5. B. 13. E. 21. B. 29. D. 6. C. 14. A. 22. C. 30. INCORRETO. 7. C. 15. CERTO. 23. C. 31. C. 8. A. 16. D. 24. E. 32. B. Os comentários sobre as questões estão no site da editora na página www.elsevier.com.br/agramatica_pestana http://www.elsevier.com.br/agramatica_pestana Capítulo 8 Adjetivo Definição Do ponto de vista semântico, o adjetivo é um caracterizador, um modificador de sentido. A vida sem adjetivo é impossível, pois, quando queremos descrever ou expor um ponto de vista sobre algo, usamos nada mais, nada menos que ad-je-ti-vos. Por exemplo, se alguém pede que você descreva a bandeira do Brasil, o que você irá dizer? “Ah, ela é verde, amarela e azul, basicamente.” Beleza. Agora, se alguém pergunta a sua opinião sobre o estilo dela, o que você irá dizer? “Bem, eu acho a bandeira muito bonita, com simbolismos bem sugestivos.” Percebeu os adjetivos que você usou? Os três primeiros foram adjetivos de caráter objetivo; os dois últimos, de caráter subjetivo. De qualquer modo, adjetivos precisam ser usados para entendermos melhor ainda o mundo à nossa volta, certo? Do ponto de vista morfológico, normalmente o adjetivo varia em gênero, número e grau. Como você pôde perceber, os adjetivos destacados mudaram de gênero, número e/ou grau: amarela, (muito) bonita, (bem) sugestivos. Ele varia em grau normalmente pelo uso de advérbios de intensidade. Veremos melhor isso à frente. Ah! Vale também perceber os sufixos formadores de adjetivos no capítulo de estrutura de palavras, pois, quanto mais soubermos sobre eles, com mais facilidade identificaremos esta classe. Do ponto de vista sintático, o adjetivo só exerce duas funções sintáticas na frase: adjunto adnominal ou predicativo (do sujeito ou do objeto). O adjetivo e a locução adjetiva têm função sintática de adjunto adnominal quando vêm dentro do sintagma nominal (se necessário, reveja este conceito na parte de definição do substantivo), mas, quando têm função de predicativo, vêm fora do sintagma nominal. Exemplificando para você entender logo: em “Aquela casa amarela é suntuosa”, amarela funciona como adjunto adnominal, pois faz parte do sintagma nominal “Aquela casa amarela”; já suntuosa funciona como predicativo, pois está fora do sintagma. Falando a língua do concurseiro menos experiente, aqui vai um “bizu”: se você puder retirar o adjetivo da frase sem mudança substancial de sentido, normalmente ele terá função de adjunto adnominal. Veja estas duas frases: “Nós achamos a língua portuguesa difícil.” e “Preciso estudar esta matéria difícil.”. Qual difícil pode sair da jogada? Claro que é o segundo, logo o adjetivo tem função de adjunto. Agora grave isto: as classes gramaticais modificadas por um adjetivo são o substantivo (normalmente), o pronome, o numeral, qualquer palavra de valor substantivo (verbo no infinitivo, por exemplo) e até uma oração substantiva. Veja: – Rocha Lima e Celso Cunha eram excelentes. – Eles eram excelentes. – Os dois eram excelentes.¹ – Viver é excelente. – Acho excelente resolver exercícios de Português.² Cuidado!!! ¹ Apesar de não ser aula de substantivo nem de numeral, preciso explicar um detalhe: qualquer numeral só fica substantivado pelo artigo ou outro determinante quando está implícita a palavra “numeral” antes dele: “O dois indica quantidade correspondente a uma unidade maisuma”. Agora, sim, é um substantivo. ² Substitua a oração “resolver exercícios de Português” por um substantivo (ou pelo pronome demonstrativo isto) e perceba mais facilmente o adjetivo: “Acho excelente a resolução de exercícios de Português”. O que eu acho excelente? Resposta: “a resolução de exercícios de Português”. Ou: “Acho excelente isto (ou seja, ‘resolver exercícios de Português’)”. Está claro que o adjetivo modifica a oração substantiva. Inclusive, isso apareceu em questão de prova elaborada pela banca Consulplan (TSE/Técnico Judiciário/2012). Nela, o adjetivo bobagem modifica uma oração. Veja: “... ofereça ao presenteado algo de que ele goste, mas acha bobagem comprar...”. O presenteado acha isto/a compra bobagem. Percebeu? Muito boa a questão! Falarei mais sobre isso no capítulo 19, em Predicativo do Objeto. Para entendermos bem todas essas definições de adjetivo, vamos analisar por último esta frase: Meus alunos conseguiram conquistar as vagas concorridíssimas no ano passado. Note, por exemplo, que a palavra concorridíssimas: 1) caracteriza/modifica uma palavra: concorridíssimas caracteriza vagas; 2) variou de forma (feminino, plural, superlativo): “... as vagas concorridíssimas”; 3) é núcleo do adjunto adnominal; note que o adjetivo, como determinante que é, vem dentro do sintagma nominal “as vagas concorridíssimas”. Tudo bem até agora, não é? Beleza... Para fechar: Certamente você já ouviu falar em orações subordinadas adjetivas, não é? Então, elas são chamadas assim porque têm valor de adjetivo. Note que tanto o adjetivo quanto a oração adjetiva caracterizam um substantivo (indivíduos): – Os indivíduos praianos são felizes. / Os indivíduos que residem na praia são felizes. Isso já foi questão de prova, meu nobre! Veremos isso com mais detalhes só no capítulo 23, de Orações Subordinadas Adjetivas, ok? Coloque sua curiosidade na coleira! Identificação e Adjetivação Algumas questões exigem do candidato o conhecimento básico de identificação de adjetivos. Mas como diferenciá-los das demais classes gramaticais, como substantivos ou advérbios? Identificação O adjetivo é uma palavra caracterizadora que modifica normalmente um substantivo, por isso, diante de uma frase, você deve notar qual palavra está atribuindo uma característica ao substantivo; muito possivelmente ela será um adjetivo. Há outros determinantes, é claro, como os artigos, os pronomes e os numerais (que não podem ser confundidos com um adjetivo, convenhamos!). Veja os adjetivos no texto Paratodos, de Chico Buarque: O meu pai era paulista Meu avô, pernambucano O meu bisavô, mineiro Meu tataravô, baiano Meu maestro soberano Foi Antonio Brasileiro (...) Vou na estrada há muitos anos Sou um artista brasileiro Perceba que os adjetivos modificam, respectivamente, os substantivos “pai, avô, bisavô, tataravô, maestro e artista”. “Pestana, e Brasileiro? Não é adjetivo? Está modificando o substantivo Antonio, ora!” Meu nobre, note que “Brasileiro” está escrito com letra maiúscula, faz parte do nome do cara, é um sobrenome, logo é um nomeador, um... subs-tan-ti-vo. O segundo “brasileiro” (com letra minúscula), este, sim, está modificando, como um caracterizador, como um adjetivo de verdade, o substantivo “artista”. Ok? Ah! A essa altura do campeonato, não é novidade para ninguém que o adjetivo pode virar substantivo, certo? Tudo depende do contexto... Fique esperto! Note também que somente os dois últimos adjetivos exercem função sintática de adjunto adnominal, pois fazem parte dos seguintes sintagmas nominais: “Meu maestro soberano” e “um artista brasileiro”. Os demais adjetivos estão fora do sintagma (ou separados pelo verbo ser ou por vírgula), por isso são adjetivos com função de predicativo. Não se desespere com essas funções sintáticas. Preciso mencioná-las agora para que você, digamos assim, comece a pegar intimidade... Obs.: Meus dedos coçam para escrever o que vou escrever agora: “Pelo amor de Deus, grave isto: o adjetivo pode caracterizar uma oração inteira!”. Eu sei que já falei isso, mas eu preciso reiterar. Em frases formadas por “ser + adjetivo + oração substantiva”, o adjetivo que caracteriza a oração substantiva nunca varia de forma. Veja: “É válido que as pessoas estudem muito.”. Note que o adjetivo “válido” caracteriza a oração “que as pessoas estudem muito” (= Isto é válido). Agora posso dormir tranquilo. Essa você não erra mais no dia da prova! Ainda acho que vale a pena comentar que alguns adjetivos não são físicos ou materiais. Muitos adjetivos descritivos podem apresentar um viés psicológico. Por exemplo, na primeira estrofe do poema Retrato, de Cecília Meireles, os adjetivos nele presentes descrevem as características físicas (magro) e psicológicas (calmo, triste, vazios, amargo...) do rosto, dos olhos e do lábio relacionadas ao envelhecimento percebido pelo eu-lírico: Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Interessante, não? Adjetivação Há dois conceitos de adjetivação: 1) presença de muitos adjetivos em um texto ou 2) transformação de um substantivo em adjetivo. Por exemplo, no texto que você acabou de ler, do Chico, ocorre adjetivação, ou seja, uso excessivo de adjetivos por razões estilísticas. Quando, por exemplo, dizemos assim: “Acho a minha namorada linda, sedosa, cheirosa, gostosa, voluptuosa, quente...”, o propósito do excesso de adjetivos é o realce, a ênfase! Não confunda esse tipo de adjetivação com estruturas do tipo adjetivo + adjetivo + substantivo (novos falsos picassos), ou adjetivo + substantivo + adjetivo (pobre menina rica), ou substantivo + adjetivo + adjetivo (físico nuclear brasileiro), ou adjetivo + substantivo + adjetivo + adjetivo (atual indústria naval japonesa). Nessas estruturas, há um adjetivo (negritado) modificando um substantivo que já havia sido modificado por um adjetivo ou mais (sublinhado). Obs.: Há estruturas em que um substantivo é caracterizado por um adjetivo (1), por uma locução adjetiva (2) e por uma oração adjetiva (3) ao mesmo tempo. Veja: “O inusitado (1) pouso que se espera suave (3) da economia norte-americana (2) continua sendo pontuado por turbulências e temores.”. Fique atento no uso de adjetivos, pois, segundo o Manual de Redação e Estilo, por Eduardo Martins, “O texto noticioso (notícia, texto jornalístico) deve limitar-se aos adjetivos que definam um fato (noticioso, pessoal, vizinho, próximo, sulino etc.), evitando aqueles que envolvam avaliação ou encerrem carga elevada de subjetividade (evidente, imponderável, belo, bom, ótimo, inteligente, infinito etc.). Mesmo nas matérias opinativas, em que o autor tem maior necessidade de recorrer aos adjetivos, a parcimônia é boa conselheira. O jornalista pode sempre mostrar que um temporal foi devastador e um incêndio foi violento. Ou que uma peça constitui retumbante fracasso. Tudo isso sem poluir seu texto com dezenas de qualificativos.”. Interessante, não? O que mais nos deve interessar para a prova, porém, é a transformação de um substantivo em adjetivo. Note estas frases: – Seu jeito moleque atrai as mulheres mais novas. – Esta blusa laranja lembra a da seleção de futebol da Holanda. – É preferível ter um cachorro amigo a um amigo cachorro. – É muito verdade o que ele nos disse. – David é muito homem! Em condições normais, os termos destacados não são caracterizadores (adjetivos) mas nomeadores (substantivos). No entanto... nessas frases em itálico... o papel deles é caracterizar, por isso se tornam adjetivos. Isso também é “adjetivação”. Perceba que, nos dois últimos exemplos, os nomes verdade e homem estão sendo modificados por um advérbio (muito), logo se tornaram adjetivos. Está claro? Obs.: Não confunda mudança de classe gramatical com homônimos perfeitos. Na questão a seguir, a palavra “exemplares” tem o mesmo som, a mesma grafia, mas tem classes gramaticais e sentidos diferentes, por isso são homônimas perfeitas. Neste caso, não podemos falar em mudança de classe gramatical motivada pelocontexto. 23. (FAB – EEAR – Sargento – 1/2003 a) Leia com atenção: I. Os alunos homenageados tiveram comportamentos exemplares. II. O autor terá diferentes exemplares de sua obra analisados pela editora. III. As pedras eram realmente lindas! Jamais tais exemplares haviam sido vistos por alguém. Nas frases acima, temos adjetivo em: a) I e II. c) III apenas. b) I, II e III. d) I apenas. (gabarito!) Recurso de Nominalização No caso dos adjetivos, a nominalização se dá pela transformação de orações subordinadas adjetivas em meros adjetivos. Veja alguns exemplos: – O aluno que é inteligente passou na prova. – O aluno inteligente passou na prova. – Comprei para a minha frota dois carros que estavam novíssimos. – Comprei para a minha frota dois carros muito novos. Note nesses exemplos que houve uma redução no número de verbos, tornando a leitura mais concisa. Simples assim. Classificação Existem tipos de adjetivo que precisam ser estudados. Vejamos! Tipo Definição Exemplo Simples Apresenta apenas um radical. visão social, visão econômica Composto Apresenta mais de um radical. visão socioeconômica Primitivo Não apresenta afixos. sorriso amarelo Derivado Apresenta afixos. sorriso amarelado Restritivo¹ Acrescenta um sentido não inerente ao ser. carro azul, homem feliz, leite quente Explicativo² Apresenta um sentido inerente, próprio do ser. carro motorizado, homem mortal, leite branco Pátrio/Gentílico³ Refere-se a continentes, países, cidades, regiões (pátrio), raças e povos (gentílico), indicando a origem. polaco, americano, afegão, mineiro, fluminense, panamenho, inglês, londrino, santista, vietnamita, espanhol, indígena, negro, branco... ¹ Tome cuidado com os adjetivos restritivos, pois a presença ou a ausência de algum sinal de pontuação (vírgula, travessão ou parênteses) pode mudar seu sentido: – O homem feliz entrou no bar e anunciou a todos seu casamento. – O homem, feliz, entrou no bar e anunciou a todos seu casamento. Na primeira frase, não estamos falando de qualquer homem, mas do homem que é feliz por natureza, isto é, a felicidade é sua característica natural; na segunda, ele estava momentaneamente tomado de felicidade quando entrou no bar. Reitero que, dependendo do uso da pontuação, principalmente das vírgulas, o sentido pode mudar: “O atleta ansioso não conseguiu concluir seu trabalho.” / “O atleta, ansioso, não conseguiu concluir seu trabalho.” “Ansioso, o atleta não conseguiu concluir seu trabalho.” Percebeu a diferença? Na primeira frase, o atleta é inerentemente ansioso. Na segunda e na terceira, o atleta estava temporariamente ansioso. ² O adjetivo explicativo é sempre separado por pontuação (vírgula, travessão ou parênteses), pois informa sempre uma característica inerente e própria do ser, de modo que tal ser não pode ter seu sentido restringido. Em outras palavras, não faz sentido dizer “O homem mortal age muitas vezes como imortal”, pois, sem estar separado por sinal de pontuação, o adjetivo dá a entender que existe algum homem não mortal. Isso não tem cabimento, uma vez que todo homem é mortal. Logo, a frase deve ser redigida assim: “O homem, mortal, age muitas vezes como imortal.” Outro exemplo: “A gasolina inflamável é poluente.” Meu Deus, que gasolina no mundo não é inflamável?! Logo, a frase deve ser reescrita assim: “A gasolina, inflamável, é poluente”. ³ A junção de dois ou mais adjetivos pátrios é feita pela união do menor adjetivo (com forma latina) ao maior: mulher latino-americana, arte euro-americana, língua indo-europeia etc. Capítulo 7 – Substantivo Gabarito Capítulo 8 – Adjetivo Definição Identificação e Adjetivação Identificação Adjetivação Recurso de Nominalização Classificação