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FRACTURAS E LUXAÇÕES DO ANTEBRAÇO As fracturas desta região podem ser isoladas ou combinadas com luxação. São geralmente causadas por traumatismo directo e são muito instáveis (com a excepção da fractura isolada do Cúbito) o que significa que o tratamento conservador não dá bons resultados, sendo necessário transferir. Fracturas do Antebraço sem Luxação As fracturas isoladas do antebraço não são muito frequentes. Podem ser: · Fractura isolada do cúbito; · Fractura isolada do rádio – muito raras; · Fractura do rádio e cúbito. Causas Trauma directo é mais comum, principalmente na fractura isolada do cúbito e trauma indirecto (queda com a mão espalmada, sendo frequente a fractura de ambos ossos). Quadro clínico Dor local, edema, equimose, deformidade local e crepitação. Complicações · Comuns a todas fracturas: pseudoartrose, lesão vascular, lesão nervosa, síndrome compartimental e consolidação viciosa. · Fractura isolada do cúbito – lesão da artéria cubital, nervo cubital e/ou mediano. · Fractura isolada do rádio – lesão da artéria radial, nervo mediano. · Fractura de ambos os ossos – lesão da artéria radial e cubital, nervo cubital, mediano e radial. Exames auxiliares e diagnóstico O diagnóstico é clínico associado ao raio x que mostra o traço da fractura e sua localização óssea (rádio isolado, cúbito isolado ou ambos ossos). Conduta · Fractura isolada do cúbito: imobilização com tala gessada posterior com o cotovelo flectido a 90º 6 a 8 semanas. Analgésicos e anti-inflamatórios orais para a dor (diclofenac 25 a 50 mg ou ibuprofeno 200 a 400 mg de 8 em 8 horas). · Fractura isolada do rádio: imobilize como no anterior 6 semanas. · Fractura de ambos ossos do antebraço: são extremamente instáveis. Imobilize com tala de gesso braquio-palmar, dê analgésicos e transfira para cirurgia. FRACTURAS E LUXAÇÕES DO CÍNGULO PÉLVICO E QUADRIL Traumatismos da Cintura Pélvica e Quadril Os traumatismos da cintura pélvica e quadril são frequentes e geralmente são causadas por: esmagamento, acidente de viação, quedas de alturas elevadas (queda de um prédio ou de uma árvore). Fracturas Pélvicas As fracturas pélvicas são divididas em 4 grupos: · Fracturas isoladas (do íleo, ísquio ou púbis) com o anel intacto; · Fracturas com rompimento do anel: podem ser estáveis ou instáveis; · Fracturas do acetábulo; · Fracturas do sacro e cóccix. Fracturas isoladas com o anel intacto Causas São fracturas de avulsão e ocorrem em consequência de contracções musculares violentas em jovens desportistas (atletas, jogadores de futebol, basquetebol). Quadro clínico O paciente chega com dor localizada que agrava a mobilização da pélvis, a marcha e a compressão da região. Existe hematoma ou escoriações associados. Exames auxiliares e diagnóstico O diagnóstico é clinico confirmado pelo raio x que pode mostrar avulsão da espinha ilíaca antero-superior ou da púbis ou da tuberosidade do ísquio. Conduta Repouso por alguns dias e analgésicos para dor. Retorno da autoconfiança e exercícios activos. Fracturas com rompimento do anel As fracturas com rompimento do anel podem ser de dois tipos: estáveis ou instáveis. 1. Fracturas com rompimento do anel – estáveis Causas Ocorre com maior frequência devido a queda de idoso com osteoporose. Outras devido a acidente de viação ou pancada. Pode haver rompimento da asa do ílio, o fundo do acetábulo ou o ramo isquiopúbico Quadro clínico O paciente refere dor ao andar e a dor é reproduzida ou agravada à compressão da região. Exames auxiliares e diagnóstico O diagnóstico é clinico, confirmado pelo raio x que mostra a fractura sem deslocamento das porções ósseas. Conduta Repouso no leito até que o desconforto passe e, depois, o paciente pode andar com auxílio de uma bengala ou muletas (canadianas) por algumas semanas. Dê analgésicos para dor, na fase inicial. Fractura posterior Ocorre na porção posterior do acetábulo. Vai desde o buraco obturador até a incisura ciática e separa a coluna isquiopúbica posterior do osso Quebra a parte de suporte do peso do acetábulo Acomete transversalmente o acetábulo Separa o osso ilíaco para cima e os ossos púbis e isquio para baixo Fractura transversa Acomete transversalmente o acetábulo Separa o osso ilíaco para cima e os ossos púbis e isquio para baixo Fractura complexa Mais frequente. Dano quer do segmento anterior, quer do segmento posterior (ou ambos) assim como do tecto do acetábulo Lesão grave, com prognóstico reservado Fracturas do sacro e cóccix Causas Golpe lateral ou queda sobre o cóccix. Quadro clínico Há dor ao defecar, sentar, levantar. A dor é desencadeada pela palpação do sacro e cóccix por trás ou por toque rectal. Exames auxiliares e diagnóstico O raio x pode mostrar uma fractura transversa do sacro, fractura do cóccix ou aspecto normal, se a lesão for entorse da articulação sacrococcígea. Conduta Se a fractura tiver deslocamento – redução. O fragmento pode ser empurrado via recto. Retorno as actividades com orientação de sentar sobre uma almofada ou anel de borracha. Analgésicos para dor se necessário. 5