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FISIOLOGIA DA DOR Discentes Bernardo Arthur Cecato Eliane de Almeida Oliveira Gabriela Wittaczik Glayce J. V. Assunção Isadora D. Brandelero Rayanne Vasques V. Rebeca M. Gomes Rhayssa S. Machado Ronald Bryan da S. Rocha Valentina Wolf Docentes: Profª. Vanessa Pillon Engroff Profª. Helen Furmann Knop Data: 05 de novembro de 2024 ÍNDICE Introdução Mecanismos da dor Vias da dor Modulação da dor Tipos de dor Fases da dor Tratamento da dor Conclusão “Experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual ou potencial” - De acordo com Associação Internacional para Estudo da Dor. A dor é subjetiva, variando de pessoa para pessoa, e pode ser influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais. A dor funciona como um mecanismo de alerta do organismo, sinalizando que algo pode estar errado e exigindo atenção. Introdução A Dor Mecanismos da dor A somatossensação atravessa as vias dos neurônios de primeira, segunda e terceira ordem Primeira ordem - os neurônios de primeira ordem e suas terminações receptivas detectam estímulos ameaçantes à integridade de tecidos inervados Segunda ordem - os neurônios de segunda ordem estão localizados na medula espinal e são responsáveis pelo processamento de informação nociceptiva. Terceira ordem - os neurônios de terceira ordem projetam informações de dor para o encéfalo O tálamo e o córtex somatossensorial integram e modulam a dor, bem como a reação subjetiva do indivíduo à experiência dolorosa Vias Ascendentes: nociceptores detectam estímulos dolorosos e enviam sinais de dor que viajam dos nervos periféricos até o cérebro; Vias Ascendente Periféricas: Nervos Periféricos: Transportam os sinais de dor dos nociceptores para a medula espinhal; Gânglios da Raiz Dorsal: Contêm os corpos celulares dos neurônios sensoriais que transmitem os sinais de dor; Vias Ascendente Centrais: Trato Espinotalâmico: Principal via que transmite sinais de dor da medula espinhal para o tálamo no cérebro; Tálamo: Atua como um centro de retransmissão, enviando sinais de dor para várias áreas do córtex cerebral; Vias da dor Vias Descendentes: Regulam o sinal de dor que vem da medula espinhal. Essas vias podem inibir ou amplificar os sinais de dor. Substâncias químicas como serotonina, noradrenalina e endorfinas são liberadas para reduzir a sensação de dor. As endorfinas são analgésicos naturais que o cérebro libera em resposta ao estresse ou dor intensa, e atuam bloqueando parcialmente os sinais de dor na medula espinhal. Vias da dor As fibras aferentes primárias liberam no corno posterior da medula modulares, como substância P e glutamato, após um estímulo doloroso. Uma vez que o glutamato e subtância P são liberados no corno da medula, eles são ligados nos receptores presentes na região somática dendrítca do neurônio pré- sináptico, encaminhado até o tálamo. Com isso, o tálamo traduz essa informação, de forma que ativa a região endócrina do cérebro para liberar moduladores encefalinérgicos para amenizar a dor. Modulação da dor Dor nociceptiva: Causada pela estimulação de receptores de dor (nociceptores) em resposta a um dano tecidual. É dividida em: Somática : Originada na pele, músculos, ossos ou articulações. Geralmente é bem localizada e descrita como uma dor latejante ou cortante. Tipos da dor Visceral: Originada nos órgãos internos. Muitas vezes é difusa e mal localizada, sendo descrita como uma dor profunda, como pressão ou cólica. Aqui está incluída a dor referida, uma dor que é sentida em uma parte do corpo que não é o local da lesão. Dor Neuropática Decorre de lesões ou disfunções no sistema nervoso, seja periférico ou central. É geralmente descrita como queimação, choque, formigamento ou pontadas e pode ser crônica e de difícil controle. Tipos da dor Dor inflamatória: Está associada ao processo inflamatório, que sensibiliza os nervos da região afetada. É comum em condições como artrite ou em casos de lesões agudas e pode se apresentar como dor contínua e latejante. Dor funcional: Não há uma lesão clara no sistema nervoso ou nos tecidos, mas o sistema de dor do corpo parece estar hiperativado. Exemplos incluem a fibromialgia e a síndrome do intestino irritável. Dor psicogênica: Tem uma forte componente emocional ou psicológico, podendo ocorrer mesmo sem uma lesão física identificável. Ela está associada a distúrbios emocionais como depressão e ansiedade. Tipos da dor Dor Aguda É de início súbito, curta duração (não ultrapassa 3 meses) Desaparece com a cura da causa subjacente Função protetora, alertando o corpo para a presença de uma lesão ou dano Causas: Lesões, cirurgias, queimaduras, infecção Exemplo: Entorse do tornozelo Fases da dor Dor Crônica Persiste por mais de 3 meses Pode ser contínua ou intermitente Impacta a qualidade de vida e leva a complicações emocionais Causas: Doenças crônicas, como artrite, fibromialgia, ou lesões que não cicatrizam completamente Exemplo: Dor lombar crônica Fases da dor Tratamento agressivo de dor aguda: Uso de medicação antes da dor se tornar grave; Proporciona maior conforto e atividade ao paciente; Facilita a participação ativa nos cuidados com a saúde; Relutância dos profissionais de saúde: Medo da dependência de medicamentos; Avaliação sobre a dependência: Dependência de opioides é praticamente inexistente quando prescritos para dor aguda; Quantidade de medicação: Menor quantidade é necessária quando administrada antes da dor se agravar; Prevenção da sensibilização das vias de dor; Tratamento da dor aguda Tratamento da dor crônica Requer tentativas precoces para evitar a dor e terapia adequada para crises de dor aguda; Dependente da causa da dor, histórico do problema de saúde subjacente e expectativa de vida; Métodos não curativos tornam-se fundamentais se a doença orgânica não pode ser curada; Métodos de tratamento para dor crônica: Bloqueio neural; Modalidades elétricas (ex.: estimulação elétrica nervosa transcutânea [TENS]); Fisioterapia; Intervenções cognitivo-comportamentais; Medicamentos narcóticos e não narcóticos (antidepressivos tricíclicos, anticonvulsivantes, AINE); Eficiência do tratamento: Melhor quando realizado por uma equipe multiprofissional; Tratamento da dor oncológica crônica Alívio e prevenção da dor são os objetivos principais; Terapia com analgésicos, medicamentos adjuvantes, estratégias cognitivas ou comportamentais, modalidades físicas, bloqueios nervosos; Outros tratamentos incluem radioterapia paliativa, terapias antineoplásicas e cirurgia paliativa, dependendo do tipo e estágio do câncer; Escada analgésica da OMS auxilia na escolha do analgésico mais apropriado. Intervenções cognitivo-comportamentais; Agentes físicos, como calor e frio; Eletroanalgesia; Esses métodos são usados juntamente com os analgésicos e não como o único meio de controle da dor; Tratamento não farmacológico da dor A dor é uma experiência subjetiva As vias da dor são divididas em ascendente e descendente A dor é modulado por neurotransmissores A dor é dividida em nociceptiva, neuropática, inflamatória, funcional e psicogênica Suas fases são: aguda e crônica O tratamento é dividido de acordo com o grau da dor e suas fases e pode ser feita de forma farmacológica ou não Conclusão - recaptulando: Referências NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10th ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. E-book. p.394. ISBN 9788527737876. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737876/. Acesso em: 31 out. 2024.