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20
ORGANIZAÇÃO SETE DE SETEMBRO DE CULTURA E ENSINO LTDA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO RIO SÃO FRANCISCO - UNIRIOS
CURSO BACHARELADO EM DIREITO
DEBATE: LEGALIZAÇÃO DA EUTANÁSIA
Paulo Afonso – BA
agosto/2024
				
	
Ageu Vitório Ribeiro De Lima Andrade
Agnes De Oliveira Dantas
Ana Clara Barbosa Ferraz
Ana Maria Rodrigues Freire
Anthonella Maitê Cavalcante De Melo
Brenda Jasmin Santos Silva
Crislâine Vieira Batalha
Emanuela Tito Dos Santos
Emilly Mariana Varjão Telis De Almeida
Guilherme Mendes De Andrade
Helen Tereza Santos Varjão
João Paulo Balarquino Rodrigues 
Maria Clara Da Cunha Godoi
Maria De Jesus Barros Neta
Marcus Vinicius Alencar Brandão
Mirelly Malta Lima Dos Anjos
Mirta Milena Teixeira Dos Santos
Sthefany Maria Silva Marcelino
Taina Souza Do Amaral
Thayná Aparecida Gonçalves Leite
Valeria Alves Campos
Yasmim Caroline Leal da Silva
DEBATE: LEGALIZAÇÃO DA EUTANÁSIA
Debate apresentado ao curso de Bacharelado em Direito do Centro Universitário do Rio São Francisco (UNIRIOS), na disciplina de Civil l, no 2º período, Turno noturno, como requisito para a Atividade do AVA.
Orientador: Prof. Vanessa Estevam Alves Martins
Paulo Afonso – BA
agosto/2024
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	3
2 A INCONSTITUCIONALIDADE DA CRIMINALIZAÇÃO DA PRÁTICA DA EUTANÁSIA E SUICÍDIO ASSISTIDO	07
3 A FALHA DO CÓDIGO PENAL EM RELAÇÃO A DIGNIDADE DA HUMANA E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL	07
4 AS CONSEQUÊNCIAS DA NÃO LEGALIZAÇÃO	08
4.1 O sofrimento e a escolha............................................................................09
4.2 Os leitos e aparelhos hospitalares........................................................	....10
4.3 A busca pela cura em meio ao crime.........................................................11 
4..4 A desigualdade social...............................................................................12 
5 CASOS DE EUTANÁSIA..............................................................................13 
5.1 Ana Estrada................................................................................................14 
5.2 Victor Escobar Prado.................................................................................14
5.3 Ramón Sampedro......................................................................................15
5.4 Chantal Sébire...........................................................................................15
6 PAÍSES QUE LEGALIZAM A EUTANÁSIA................................................16
7 EUTANÁSIA E SUICÍDIO: DIFERENÇA.....................................................17
8 CONTROVÉRSIAS ENTRE A VISÃO RELIGIOSA E O ESTADO LAICO DO ESTADO NA PRESERVAÇÃO DO ORDENAMENTO JURÍDICO.......18
8.1 Perspectiva Religiosa................................................................................18
8.2 Estado Laico e Ordenamento Jurídico.......................................................19
8.3 O Princípio do Duplo Efeito........................................................................19
8.4 Livre Arbítrio e Agência Moral....................................................................20
9 CONCLUSÕES	21
10 REFERÊNCIAS	22
 
1 INTRODUÇÃO 
A eutanásia é denominada como uma execução de terminar a vida de uma pessoa que está com dores e sofrimentos insuportáveis, de uma forma indolor, para aliviar o sofrimento. Portanto, a eutanásia é um tema complexo, e discutido na sociedade, já que não abrange apenas questões legais, mas também os aspectos culturais e religiosos.
Consequentemente, há diferenças em tipos de eutanásia, e são divididas de acordo com a participação enfermo e dos profissionais da saúde.
- A Eutanásia ativa: É o ato de terminar intencionalmente a vida de alguém, normalmente pela administração de medicamentos letais, para aliviar o sofrimento insuportável e irreversível causado por uma doença ou condição de saúde.
- A eutanásia passiva: É a prática de permitir que uma pessoa morra naturalmente, interrompendo ou não iniciando tratamentos médicos que prolongaria sua vida, no intuído de evitar sofrimento.
2 A INCONSTITUCIONALIDADE DA CRIMINALIZAÇÃO DA PRÁTICA DA EUTANÁSIA E SUICÍDIO ASSISTIDO
A criminalização da eutanásia e do suicídio assistido no Brasil, conforme os artigos 121 e 122 do Código Penal, é inconstitucional. A análise leva em conta os direitos fundamentais e a situação de pacientes com doenças graves e incuráveis que enfrentam sofrimento intenso.
Primeiramente, é necessário entender que os direitos fundamentais podem, em alguns casos, entrar em conflito, exigindo interpretação conforme o contexto histórico e a unidade do texto constitucional. No caso de um paciente com uma doença incurável que deseja a eutanásia, surgem questões sobre qual direito deve prevalecer: O direito à vida, à liberdade ou à dignidade humana. A aplicação da Constituição brasileira revela que, ao criminalizar a eutanásia, o Estado está impondo qual direito deve prevalecer, suprimindo outros direitos fundamentais. A criminalização da eutanásia viola diversos direitos, incluindo:
- Dignidade da pessoa humana: O paciente é forçado a viver sem dignidade, apesar de não haver tratamento para sua doença ou alívio para seu sofrimento.
- Liberdade: O paciente perde o direito de fazer escolhas pessoais importantes.
- Inviolabilidade da vida privada: A autonomia do paciente sobre decisões íntimas é retirada.
- Proibição de tortura e tratamento degradante: O paciente sofre intenso sofrimento físico e psicológico sem a opção de abreviar sua vida.
A dignidade da pessoa humana, prevista no art. 1º, inciso III da Constituição, é fundamental para o Estado democrático de direito e deve ser considerada junto aos outros direitos fundamentais. Segundo Barroso¹, a perda de autonomia caracteriza a perda da dignidade humana, especialmente quando o sofrimento é insuportável. Ao impedir a escolha de eutanásia, o Estado viola o direito à liberdade individual e à dignidade humana, além de interferir na privacidade do paciente, que tem o direito de decidir sobre sua própria vida. O paciente é forçado a uma existência agonizante, o que é desumano e degradante.
O princípio da unidade da Constituição e o da proporcionalidade são essenciais para interpretar a constitucionalidade dessas leis. A Constituição deve ser vista como um sistema integrado, onde não há hierarquia entre normas, mas sim uma necessidade de harmonização e ponderação entre direitos.
Em resumo, a aplicação dos artigos 121 e 122 do Código Penal à eutanásia é inconstitucional, pois retira do paciente a autonomia e viola seus direitos fundamentais à dignidade, liberdade, privacidade e proteção contra tratamento desumano, afinal, vida sem dignidade não é vida. Por fim, a legislação atual não se alinha com os princípios constitucionais ao proibir a eutanásia.
3 A FALHA DO CÓDIGO PENAL EM RELAÇÃO A DIGNIDADE DA HUMANA E A CONSTITUIÇÃO FEDERAL
A eutanásia é um tema multifacetado que suscita diversos questionamentos. Muitos defensores argumentam a favor da eutanásia, destacando a incurabilidade de certas doenças e o sofrimento insuportável enfrentado pelos pacientes. No entanto, devemos abordar a eutanásia sob outra perspectiva, considerando a dignidade da pessoa e seus direitos fundamentais. Além disso, explorar a possível inconstitucionalidade da aplicação dos artigos 121 e 122 do Código Penal.
Conforme já mencionado, a eutanásia envolve o auxílio médico para abreviar a vida de pacientes em situação de sofrimento insuportável devido a doenças terminais ou incuráveis. Essa decisão é delicada e deve ser tomada com base na autonomia do paciente e no respeito à sua dignidade.
Quanto à inconstitucionalidade, os artigos 121 e 122 do Código Penal tratam do homicídio e do induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, respectivamente. A aplicação desses artigos no contexto da eutanásia pode ser questionada, considerando os princípios constitucionais que garantem a vida, a liberdade e a dignidade humana. Além disso, a eutanásia é um tema complexo que exige reflexãoprofunda sobre valores éticos, legais e morais. É fundamental considerar o sofrimento do paciente, sua autonomia e os limites impostos pela legislação vigente.
O art. 121 do Código Penal criminaliza a eutanásia no Brasil como homicídio. No entanto, a criminalização desses procedimentos viola diversos direitos fundamentais e desconsidera os princípios de unidade. Isso porque o Estado submete ao paciente a um sofrimento que equivale a tortura. Além disso, ao impedir a eutanásia por meio da criminalização, o Estado priva o paciente de exercer seu direito de fazer escolhas existenciais. Também viola o direito fundamental à liberdade previsto no caput do art. 5° da Constituição, uma vez que a autonomia do cidadão é essencial para a liberdade individual e está diretamente relacionada ao princípio da dignidade humana.
No Art. 5°, inciso V da Constituição Federal, está estabelecido que “Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.” Nesse contexto, o Estado e a sociedade não têm o direito de interferir. Em resumo, como pode o Estado impor que o paciente continue a enfrentar a fase terminal de sua vida, sofrendo intensamente e perdendo sua dignidade, apenas para agradar parte da sociedade?
Além disso, a própria Constituição, no art. 1°, inciso III, estabelece a dignidade da pessoa humana, deixando implícito que a vida não se constitui apenas de um estado biológico. Ela deve ser entendida como a gênese da dignidade da vida, considerando aspectos físicos, emocionais e existenciais. 
À vista disso, deveria ser inconstitucional a aplicação dos art. 121 e 122 do Código Penal à prática de eutanásia. O Estado está intervindo na autonomia do paciente, decidindo quais direitos fundamentais ele deve priorizar. No entanto, essa intervenção não garante a inviolabilidade da vida, pois uma vida sem dignidade não é verdadeiramente vida. Portanto, tais artigos não se alinham com a moldura constitucional quando aplicados à eutanásia.
Elísio Augusto Velloso acredita que, quando a Constituição Federal consagrou a princípio da dignidade da pessoa humana, abriu- se uma porta não apenas ao direito a uma vida digna, mas também ao direito de morrer com dignidade. Diante disso, questiono a bancada da acusação: O que leva ao Estado a querer tutelar uma vida sem dignidade? À custa da extinção dos direitos fundamentais protegidos pela própria Constituição Federal.
4 AS CONSEQUÊNCIAS DA NÃO LEGALIZAÇÃO
Diante dos dilemas constitucionais referentes ao direito à vida, à liberdade e a dignidade humana já anteriormente expostos, às consequências da negação da eutanásia como uma pauta a ser considerada pelo ordenamento jurídico brasileiro devem ser apresentadas. 
4.1 O sofrimento e a escolha
Em primeiro momento, é de extrema importância destacar que os favoráveis à legalização da eutanásia, em nenhum momento, acreditam que o processo tratado deva ser a única opção de pacientes incuráveis em sofrimento, até porque a medicina já passou por diversas doenças e condições antes interpretadas como invencíveis, atualmente havendo uma série de estudos e tratamentos que salvam milhões de vidas em todo o mundo. Entretanto, para chegar até esse cenário, milhares de pessoas morreram em angústia até o último suspiro, com a certeza de um fim trágico, passando por tratamentos que já não eram mais eficazes diante da gravidade na qual se encaixava. 
A eutanásia, antigamente vista como um ato de compaixão, teve seu significado deturpado após a implementação de tabus religiosos e a utilização errônea, infeliz e cruel da palavra por parte dos nazistas, passando a ser repudiada. Porém, é onde entra o princípio da dignidade da pessoa humana e a defesa dos indivíduos contra tortura e tratamentos degradantes, pois privar alguém portador de uma condição ou doença, até então irreversível; onde os tratamentos são meramente paliativos ou apresentam inutilidade, apenas o obrigando a viver uma vida carregada de dor, destinado a esperar a morte - também dolorosa - natural chegar; de escolher que no último momento de sua vida estar livre da dor, é um ato puramente cruel e egoísta. Mantendo ênfase novamente na importância da consciência do paciente de sua escolha e da condição psicológica que o levou a tal decisão. 
4.2 Os leitos e aparelhos hospitalares
Quando tratamos de doenças ou condições incuráveis que privam o paciente de uma vida comum, muitas das vezes, mesmo que o próprio esteja consciente, sua vida depende daqueles aparelhos, não podendo usufruir do livre arbítrio. Tendo em vista essa realidade, se torna desejo de alguns o direito de uma morte - já comprovada - sem dor, sendo essa escolha negada pela tutela do Estado a uma vida sem dignidade. 
Como tal se entende, permitir que alguém continue vivendo uma vida apenas biológica, mantida por aparelhos, sem levar em consideração o sofrimento do paciente e a inutilidade do tratamento, é agir contra a dignidade humana. Se alguém defende tal permanência, apenas por considerar a 'santidade da vida', certamente tem nessa obstinação uma forma indisfarçável de atentado à dignidade dessa pessoa (FRANÇA, 2009, p. 541).
Impedir o indivíduo nestas condições, plenamente consciente de sua decisão, de recorrer a eutanásia não só fere a dignidade da pessoa humana como também contribui para o detrimento do direito fundamental à saúde, garantido pela Constituição Federal brasileira de 1988, onde se expõem os direitos sociais. 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição (BRASIL, 1988, art. 6).
O descaso com a saúde começa a partir do momento em que se observa que o Brasil apresenta hospitais públicos que carecem de leitos e aparelhos para arcar com todas as demandas sociais. Contudo, a vida de nenhum cidadão deve ser desrespeitada apenas porque o Estado não disponibiliza a estrutura necessária para o sistema gratuito de saúde, mas em um cenário onde o próprio paciente decide não querer mais passar por tal sofrimento e adotar uma morte indolor do que esperar a chegada natural da morte dolorosa, isso abre oportunidades para que outras pessoas possam ter o direito de serem tratadas e usufruam da saúde pública gratuita, em vista da falha governamental na distribuição de renda para a saúde no país. 
4.3 A busca pela cura em meio ao crime 
Com a saúde pública ainda em discussão, outro problema alarmante no sistema gratuito de saúde brasileiro são as filas de espera de transplantes de órgãos. O Brasil, apesar de ser referência neste âmbito, ainda não consegue arcar com a demanda das filas de espera, resultando na morte de muitas pessoas, que muitas vezes tem previsão de vida menor que a necessária para a chegada de um órgão. Outras usufruem da sorte de conseguir um doador específico, mas isso se enquadra apenas em casos isolados. 
A maior demanda atual é para o transplante de rim, chegando a 40 mil pessoas na fila de espera, sendo a média de tempo de 18 meses podendo variar dependendo do transplante, isso sem contar com pacientes que precisam de doação de mais de um órgão e também das demais listas de espera para outros tipos de órgãos, assim essa espera pode ultrapassar mais de três anos. Com isso, a situação de cidadãos que têm o tempo de vida menor que sua espera se torna cada vez mais degradante. 
A doação de órgãos deve ser uma pauta a ser compartilhada para toda a população, motivando o máximo de pessoas possível a se tornar um doador. Infelizmente, apesar da divulgação em massa no incentivo à doação de órgãos ainda se é presente a resistência de grande parte da população por falta de pesquisa e estudo sobre a causa, sendo obrigação do Estado investir em informar mais a fundo como esse ato de solidariedade pode salvar a vida de milhares de pessoas, promovendo o bem comum. 
Nesse tópico, a eutanásia não só contribuiria para aliviar o peso e a dor das pessoas que não tem mais condiçõesfísicas de esperar pelos transplantes, como diminuiria, de forma significativa, o poder do mercado negro no tráfico de órgãos no país. 
O tráfico de órgãos é uma prática criminosa pouco discutida entre a população brasileira, contudo, é um mercado negro que cresce cada vez mais de forma rápida e silenciosa. Esse crime surgiu em razão da longa espera por doadores em filas de transplante de órgãos. Diante do problema, os criminosos se aproveitam da situação para “explorar” o desespero dos pacientes que precisam de um órgão urgente, bem como de doadores que necessitam de dinheiro e estão aptos a doar. Pessoas com um poder econômico consideravelmente alto logo procuram uma solução para salvar a vida, e acabam se rendendo ao comércio ilegal (CARNEIRO e TOURINHO, 2019, p. 1).
Como uma forma de evitar a morte certa e dolorosa, diversas pessoas acabam recorrendo ao crime, sendo enganadas, ou caso cheguem a realmente realizar o transplante, morrendo em mesas de cirurgias clandestinas com sofrimento ainda maior. 
4.4 A desigualdade social 
Para concluir a discussão sobre as consequências da não legalização da eutanásia, é de extrema urgência apontar como o aspecto social impacta na vida das pessoas que carregam consigo doenças e condições que as colocam em tortura contínua. 
Como já mencionado, indivíduos que se encaixam nessa realidade muitas vezes dependem de tratamentos - sendo eles eficazes ou não -, aparelhos ou outros métodos. A luta pela cura e o alívio é muito mais fácil quando se tem condições financeiras favoráveis para isso, até mesmo para se escolher uma “boa morte” é possível. 
Há aqueles que conscientes de sua condição decidem recorrer a eutanásia e apenas se locomovem a algum país que a tenha legalizado, a realizando sem nenhum problema ou, na questão de transplante de órgãos, vão a outro que seja mais fácil conseguir um transplante de forma legal; há também aqueles que tem dinheiro suficiente para arcar com diversos tipos de tratamentos alternativos que a esmagadora maioria das pessoas não têm acesso e também se manter em um leito de um bom hospital particular; sem mencionar os que além de recorrer ao crime tem dinheiro suficiente para atrair um bom médico, em um bom hospital para realizar um transplante seguro. 
É possível que alguns consigam esses tratamentos ou o acesso à eutanásia em outros países através de ajuda de terceiros, com doações, vaquinhas na internet, bancados por outrem com boas condições que se disponha a ajudar e entre outros, todavia esses casos são muito raros e não tem a mínima possibilidade de fazer alguma diferença significativa. 
Então, apenas os ricos têm direito a uma morte digna e sem dor? Quem toma essa decisão e tem como buscá-la, faz o possível para que, pelo menos, sua morte seja em paz, livre do peso da dor que aguentou até aquele momento. A legalização da eutanásia no Brasil poderia acarretar o fim dessa angústia para todos os cidadãos, sem qualquer discriminação ou favorecimento de grupos, por meio da saúde pública. Dessa maneira, a pessoa que sofre de doenças ou condições incuráveis, que já passou por todos os tratamentos nos quais ele tem condições de utilizar, ou que não pode mais esperar por um transplante, em sua plena consciência, teria o direito de nos seus últimos momentos não sofrer.
5 CASOS DE EUTANÁSIA 
Em diversos dos países em que a eutanásia é permitida por lei, há certas condições para sua realização, como existência de doença, sofrimento exacerbado, altos índices de dores ou impossibilidade de suicídio assistido. No Brasil, tanto o suicídio assistido como o a eutanásia é considerada ilegal.
O princípio da dignidade humana abarca a dignidade na última fase da vida. Do direito à vida plena não deriva a obrigação de se continuar vivendo, a todo custo, em circunstâncias extremas e heroicas. Entender que a morte participa da vida – em diversas tradições religiosas – não significa forçar alguém a viver nem a morrer. Contudo, ajudar a morrer pode ser ajudar a viver ou vice-versa.
A UTI é o setor de atendimento médico de alta complexidade onde se encontram recursos humanos e materiais capazes de introduzir procedimentos de suporte avançado de vida. Tem por objetivo beneficiar pacientes em situação crítica, estabilizando variáveis clínicas e hemodinâmicas essenciais. As terapias intensivas acolhem pessoas criticamente enfermas, mas com possibilidade de recuperação.
5.1 Ana Estrada 
Na Estrada, diagnosticada com poli miosite aos 12 anos, enfrentou uma batalha incansável contra uma doença degenerativa que gradativamente a aprisionou em uma cadeira de rodas. A miopatia inflamatória, que ataca os próprios músculos, roubou-lhe a autonomia e a qualidade de vida.
Após anos de sofrimento, Ana tomou a difícil decisão de buscar a eutanásia como forma de encerrar sua jornada com dignidade. Em um processo jurídico que durou mais de um ano, a Suprema Corte Peruana, em julho de 2022, reconheceu seu direito à morte assistida, abrindo um precedente histórico no país.
A decisão judicial, baseada no princípio da autonomia do paciente, permitiu que Ana escolhesse o médico de sua confiança para realizar o procedimento, seguindo um protocolo rigoroso estabelecido pelo Seguro Social de Saúde. Em suas últimas palavras, Ana expressou a paz e a libertação que sentia ao ter seu desejo atendido, afirmando que a decisão da Suprema Corte lhe proporcionou a tranquilidade necessária para viver plenamente os seus últimos momentos.
5.2 Victor Escobar Prado
Victor Escobar Prado sofreu um acidente automobilístico, que deixou sequelas, e, anos depois, dois AVCs. Ele também tinha problemas cardíacos, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes, hipertensão e um lado do corpo paralisado. 
Com de 60 anos, se tornou a primeira pessoa a morrer por eutanásia na Colômbia sem sofrer de uma doença terminal. Ele lutou na Justiça durante dois anos para conseguir que seu pedido fosse aprovado. O procedimento foi realizado em uma clínica em Cali.
"Victor Escobar pediu para doar seus órgãos. Ele morreu às 21h20 de sexta-feira, 7 de janeiro de 2022, como era seu desejo. Victor conseguiu. Ele descansou da dor".
5.3 Ramón Sampedro 
A tragédia de Ramón Sampedro, um jovem mergulhador de 25 anos que se viu confinado a uma cadeira de rodas após um acidente, alterando drasticamente o curso de sua vida. A partir daquele momento, dedicou-se incansavelmente à luta por um direito que considerava fundamental: a escolha de encerrar a própria existência de forma digna. Impossibilitado de realizar tal ato por si só, devido à sua condição, Sampedro tornou-se um dos maiores defensores da eutanásia em nível mundial.
Seu caso, que ecoou nos tribunais espanhóis e europeus, embora não tenha obtido a decisão jurídica que almejava, serviu como catalisador para um debate global sobre os direitos do paciente terminal. O filme 'Mar Adentro', que retrata sua história, consolidou seu legado e sensibilizou o público para a complexidade da questão.
Em 1998, Sampedro pôs fim à própria vida, assistido por uma amiga próxima. A forma como organizou sua morte demonstrava sua determinação em garantir que ninguém fosse penalizado por ajudá-lo a realizar seu desejo. A amiga, anos mais tarde, assumiu publicamente sua participação no ato, revelando a cumplicidade que permitiu a Sampedro exercer seu direito à morte digna, ainda que de forma indireta.
5.4 Chantal Sébire
Chantal Sébire, uma francesa de 52 anos, foi encontrada morta em sua casa após ter seu pedido de eutanásia negado pela Justiça.
Sébire, que era professora e mãe de três filhos, sofria de um tumor nasal incurável que se espalhava para o cérebro, causando cegueira progressiva e dores intensas.
Ela havia apelado à Justiça para que pudesse morrer com dignidade.
Seu pedido, o primeiro desse tipo na França, foi negado com base na legislação francesa de cuidados paliativos de 2005, que permite ao paciente optar por um coma induzido para aliviar a dor até a morte natural.
A doença rara de Sébire, que afeta cerca de 200 pessoas nomundo, causa deformação facial severa e dores tão intensas que nem mesmo a morfina conseguia aliviar completamente.
O caso de Chantal Sébire gerou um debate nacional sobre a eutanásia e levou o governo a solicitar um estudo sobre possíveis lacunas na legislação.
Antes da decisão judicial, Sébire havia expressado sua intenção de buscar a eutanásia na Suíça, onde a prática é permitida, assim como na Holanda e na Bélgica.
O caso também causou divisões no governo francês, com o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, defendendo a eutanásia ativa para evitar que pacientes recorram ao suicídio clandestino, o que causaria sofrimento adicional às suas famílias.
6 PAÍSES QUE LEGALIZAM A EUTANÁSIA 
A Holanda foi o primeiro país europeu a legalizar e praticar a eutanásia. A prática da eutanásia já é regulamentada a mais de 20 anos no país. A legislação holandesa determina que comete o crime quem matar alguém a pedido próprio, mas isenta desta condenação o ato cometido por médicos quem cumpram as exigências legais. 
Sobre essas exigências legais, são elas o pedido expresso, retirado e convicto do paciente, que precisa estar consciente, sofrer de alguma doença incurável em estado terminal, paciente em sofrimento insuportável e sem chances de uma possível melhoria. O processo para a realização da eutanásia precisa do acordo de dois médicos. A prática da eutanásia também é permitida na Oceania, na Austrália e na Nova Zelândia. Já na Europa, a prática é legalizada na Holanda, como já foi citado acima, na Bélgica, em Luxemburgo, Espanha e Portugal.
O Equador, reconheceu em fevereiro pela primeira vez o direito a eutanásia em uma paciente que já estava em estado terminal. Após essa decisão, a corte Constitucional do país instruiu o Ministério da Saúde a regulamentar o procedimento em até dois meses, enquanto a lei para legalizar de forma ampla vai ao Congresso.
Vale lembrar que a eutanásia é diferente do suicídio assistido. Este, ocorre quando a equipe médica fornece os medicamentos para o paciente e ele mesmo administra a dose que irá receber. Já na eutanásia, a própria equipe administra a dose no paciente.
No Brasil, os dois procedimentos ainda são ilegais. O Código Penal brasileiro define as práticas de crime de homicídio, a pena pode variar de seis meses a dois anos de prisão.
7 EUTANÁSIA E SUICÍDIO ASSISTIDO: DIFERENÇA
A eutanásia e o suicídio assistido são práticas relacionadas ao fim da vida, mas diferem em seus métodos e na forma como são realizadas.
Eutanásia refere-se à prática de provocar intencionalmente a morte de um paciente para aliviar seu sofrimento. Isso é feito por um profissional de saúde, que administra uma substância letal ou realiza um ato que causa a morte do paciente. A eutanásia pode ser classificada como voluntária, quando o paciente consente; não voluntária, quando o paciente não pode consentir (por exemplo, em casos de coma); ou involuntária, quando o paciente explicitamente se opõe ao procedimento.
Suicídio assistido, por outro lado, envolve a ajuda fornecida a um indivíduo que deseja terminar sua própria vida. Nesse caso, o profissional de saúde fornece ao paciente os meios necessários para realizar o ato, como prescrever medicamentos letais, mas a ação final é tomada pelo próprio paciente. O suicídio assistido é, portanto, um processo em que o paciente tem controle direto sobre a execução de sua própria morte.
Principais diferenças:
- Responsabilidade pelo ato: Na eutanásia, o profissional de saúde realiza o ato que causa a morte. No suicídio assistido, o paciente é quem executa a ação final, enquanto o profissional apenas fornece assistência.
- Controle do paciente: Na eutanásia, o paciente pode não ter controle direto sobre o ato final, enquanto no suicídio assistido, o controle é inteiramente do paciente.
- Objetivo: Ambos visam aliviar o sofrimento, mas a eutanásia é realizada diretamente pelo profissional de saúde, enquanto o suicídio assistido envolve uma decisão e ação ativa do paciente.
- Essas diferenças são fundamentais para compreender os debates éticos e legais em torno dessas práticas.
8 CONTROVÉRSIAS ENTRE A VISÃO RELIGIOSA E O ESTADO LAICO DO ESTADO NA PRESERVAÇÃO DO ORDENAMENTO JURÍDICO 
 
A Eutanásia por ser um tema polêmico, não foge à regra entre as diversas religiões, que opinam sobre o assunto na defesa da preservação da vida ou não (exceção das religiões do hinduísmo e jainismo), independente da condição da saúde física e mental do indivíduo que esteja passando por um sofrimento constante, seja em estado terminal ou simplesmente psicológico e que não deseja mais viver, não podendo confundir essa vontade com suicídio. Portanto há religiões que defendem a Eutanásia, respeitando a vontade do indivíduo de fazer sua escolha em viver ou morrer e há religiões que não concordam com a eutanásia, como é o caso da Igreja Católica (Entendimento da Igreja Católica). Nesse entendimento o “Estado laico significa que o ordenamento jurídico de um país não pode se vincular a nenhum credo religioso. O laicismo é um tema que gera muitas controvérsias, pois implica a manutenção de um equilíbrio tênue entre liberdade de crença e imparcialidade do Estado em relação a religião”.
O hinduísmo aceita o direito de morrer para aqueles que são atormentados por doenças terminais ou aqueles que não tem desejo, ambição ou nenhuma responsabilidade remanescente; permite a morte através da prática não violenta do jejum ao ponto de inanição (Prayopavesa). O jainismo tem uma prática semelhante chamada Santhara (David, Benatar (2017) The Human Predicament: A Candid Guide to life’s Biggest Questions.Oxford University Press).
Na fé católica, o suícidio e a eutanásia, são considerados um grave pecado” (Catholic Digest – The Magazine for Catholic Living – Do people wo commit suicide go to hell?)
8.1 Perspectiva Religiosa
As religiões têm uma variedade de entendimentos sobre a eutanásia. Algumas religiões, como o hinduísmo e o jainismo, aceitam práticas que podem ser vistas como formas de eutanásia. No hinduísmo, por exemplo, a prática do Prayopavesa permite que um indivíduo em estado terminal ou sem responsabilidades remanescentes termine sua vida através do jejum até a inanição. O jainismo tem uma prática semelhante chamada Santhara, onde o indivíduo opta por jejuar até a morte. Essas práticas são vistas como escolhas individuais respeitáveis dentro dessas tradições religiosas.
Por outro lado, a Igreja Católica e muitas outras religiões monoteístas são firmemente contra a eutanásia. A Igreja Católica, em particular, considera tanto o suicídio quanto a eutanásia como graves pecados, baseando-se no princípio de que a vida é um dom sagrado de Deus, e somente Ele tem o direito de tirar a vida. Este entendimento é reforçado pelo Princípio do Duplo Efeito, que permite a realização de ações que podem inadvertidamente levar à morte, desde que a intenção primária seja aliviar o sofrimento e não causar a morte.
8.2 Estado Laico e Ordenamento Jurídico
O estado laico, por definição, não deve estar vinculado a qualquer credo religioso, e deve garantir a imparcialidade em relação às crenças religiosas. No contexto da eutanásia, isso significa que as leis e políticas públicas devem ser formuladas sem basear-se exclusivamente em doutrinas religiosas, mas sim em princípios de direitos humanos, autonomia individual e bem-estar social.
No entanto, o equilíbrio entre a liberdade de crença e a imparcialidade do estado é delicado. Leis sobre a eutanásia, ou a falta delas, frequentemente refletem essa tensão. Países com uma população fortemente influenciada por valores religiosos tendem a ter leis mais restritivas sobre a eutanásia. Em contraste, em nações onde o secularismo é mais predominante, pode haver maior aceitação legal da prática, desde que sejam respeitadas salvaguardas rigorosas para proteger os direitos dos indivíduos e evitar abusos.
8.3 O Princípio do Duplo Efeito
A Declaração do Vaticano sobre a Eutanásia (1980) introduz o princípio do duplo efeito, que afirma que épermitido agir de uma forma que possa levar à morte de uma pessoa se a intenção principal for aliviar o sofrimento [1]. Este conceito está alinhado com atos de amor e compaixão, onde a intenção não é apressar a morte, mas proporcionar alívio de uma dor insuportável. As implicações éticas que cercam a eutanásia ressoam com a história de Sansão, pois ambas envolvem considerações complexas de amor, autonomia e alívio do sofrimento.
Nesse ponto podemos verificar que a igreja também tem controversas. Hora aceita e hora mudam de ideia.
8.4 Livre Arbítrio e Agência Moral
No centro desta discussão está o conceito de livre arbítrio, que permite aos indivíduos fazerem escolhas sobre as suas vidas e destinos. O livre arbítrio é um aspecto poderoso da existência humana, reconhecido em vários contextos religiosos e filosóficos [1]. Esta autonomia implica que os indivíduos tenham o direito de tomar decisões relativas às suas vidas, incluindo a escolha de acabar com o sofrimento. No entanto, isto deve ser equilibrado com considerações morais e o impacto dessas escolhas sobre os outros.
9 CONCLUSÃO
Esse trabalho tem a finidade de examinar argumentos a favor da eutanásia. A eutanásia é caracterizada como a execução de terminar a vida de alguém, de uma forma onde não há dor, para aliviar um sofrimento.
O debate sobre sua legalização não abrange apenas questões legais, mas também os aspectos culturais e religiosos, refletindo as diversas perspectivas e a dignidade da pessoa humana.
Ao final do estudo, ficou evidente que a legalização da eutanásia é essencial. Além disso, é importante levar em consideração a dignidade da pessoa humana, ou seja, viver em uma situação exatamente precária, sem nenhuma uma expectativa de recuperação, é uma violação a dignidade da pessoa humana.
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