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<p>1</p><p>FACULDADE ÚNICA</p><p>DE IPATINGA</p><p>2</p><p>Marcelo Guimarães Silva</p><p>Doutor em Engenharia Mecânica e Ciência pela Universidade Estadual Paulista Júlio de</p><p>Mesquita Filho (2016). Mestre em Engenharia Mecânica e Ciência pela Universidade</p><p>Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2012). Graduado em Educação Física pela Escola</p><p>Superior de Educação Física de Cruzeiro (2003). Atualmente faz Pós-Doutorado em</p><p>Engenharia Mecânica e Ciências pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita</p><p>Filho. É membro da Sociedade Brasileira de Biomecânica e membro titular do comitê de</p><p>Ética e Pesquisa.</p><p>PRÁTICA PEDAGÓGICA DESPORTIVA:</p><p>ESPORTES COLETIVOS I</p><p>1ª edição</p><p>Ipatinga – MG</p><p>2021</p><p>3</p><p>FACULDADE ÚNICA EDITORIAL</p><p>Diretor Geral: Valdir Henrique Valério</p><p>Diretor Executivo: William José Ferreira</p><p>Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos</p><p>Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira</p><p>Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa</p><p>Revisão/Diagramação/Estruturação: Bárbara Carla Amorim O. Silva</p><p>Bruna Luiza Mendes Leite</p><p>Carla Jordânia G. de Souza</p><p>Guilherme Prado Salles</p><p>Rubens Henrique L. de Oliveira</p><p>Design: Brayan Lazarino Santos</p><p>Élen Cristina Teixeira Oliveira</p><p>Maria Luiza Filgueiras</p><p>Taisser Gustavo de Soares Duarte</p><p>© 2021, Faculdade Única.</p><p>Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização</p><p>escrita do Editor.</p><p>Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Melina Lacerda Vaz CRB – 6/2920.</p><p>NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA</p><p>Rua Salermo, 299</p><p>Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG</p><p>Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300</p><p>www.faculdadeunica.com.br</p><p>4</p><p>Menu de Ícones</p><p>Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo</p><p>aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos.Eles</p><p>são para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um</p><p>com uma função específica, mostradas a seguir:</p><p>São sugestões de links para vídeos, documentos</p><p>científicos (artigos, monografias, dissertações e teses),</p><p>sites ou links das Bibliotecas Virtuais (Minha Biblioteca e</p><p>Biblioteca Pearson) relacionados com o conteúdo</p><p>abordado.</p><p>Trata-se dos conceitos, definições ou afirmações</p><p>importantes nas quais você deve ter um maior grau de</p><p>atenção!</p><p>São exercícios de fixação do conteúdo abordado em</p><p>cada unidade do livro.</p><p>São para o esclarecimento do significado de</p><p>determinados termos/palavras mostradas ao longo do</p><p>livro.</p><p>Este espaço é destinado para a reflexão sobre</p><p>questões citadas em cada unidade, associando-o a</p><p>suas ações, seja no ambiente profissional ou em seu</p><p>cotidiano.</p><p>5</p><p>SUMÁRIO</p><p>O PROCESSO EVOLUTIVO DA PRÁTICA DO HANDEBOL.......................... 7</p><p>1.1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................7</p><p>1.2 O PROCESSO DE CRIAÇÃO E A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO HANDEBOL......... 7</p><p>1.3 HANDEBOL COMO EXPRESSÃO DA CULTURA CORPORAL DO MOVIMENTO . 10</p><p>1.4 PANORAMA SOBRE A PRÁTICA DO HANDEBOL NO BRASIL E NO MUNDO .... 13</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................... 18</p><p>FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO HANDEBOL ........................................... 23</p><p>2.1 INTRODUÇÃO..................................................................................................... 23</p><p>2.2 A IMPORTÂNCIA DO GESTO TÉCNICO APLICADO AO HANDEBOL ................ 24</p><p>2.3 OS FUNDAMENTOS TÉCNICOS UTILIZADOS NO HANDEBOL ............................ 25</p><p>2.4 HABILIDADES TÉCNICAS ESPECIFICAS DOS JOGADORES DE LINHA E DO</p><p>GOLEIRO............................................................................................................. 26</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................... 36</p><p>SISTEMAS DE JOGO NO HANDEBOL....................................................... 42</p><p>3.1 INTRODUÇÃO..................................................................................................... 42</p><p>3.2 OS FUNDAMENTOS TÁTICOS DO HANDEBOL.................................................... 43</p><p>3.3 AS TÉCNICAS DE ATAQUE E DEFESA NO HANDEBOL ....................................... 45</p><p>3.4 ESQUEMAS TÁTICOS OFENSIVOS E DEFENSIVOS NO HANDEBOL.................... 52</p><p>3.5 SISTEMAS TÁTICOS DO HANDEBOL ................................................................... 54</p><p>3.5.1 Sistemas Ofensivos.......................................................................... 54</p><p>3.5.2 Sistemas Defensivos ....................................................................... 55</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................... 58</p><p>A PEDAGOGIA DO HANDEBOL .............................................................. 64</p><p>4.1 INTRODUÇÃO..................................................................................................... 64</p><p>4.2 AS DIFERENTES MANIFESTAÇÕES DESPORTIVAS APLICADAS AO ENSINO DO</p><p>HANDEBOL.......................................................................................................... 64</p><p>4.3 OS JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS E GRANDES JOGOS COMO FERRAMENTA DO</p><p>PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NO HANDEBOL ..................................... 68</p><p>4.4 O HANDEBOL E SEUS ASPECTOS SOCIAIS, DE INCLUSÃO E PARTICIPAÇÃO .. 73</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................... 78</p><p>REGULAMENTAÇÃO E ARBITRAGEM NO HANDEBOL ............................ 83</p><p>5.1 INTRODUÇÃO..................................................................................................... 83</p><p>5.2 AS PRINCIPAIS REGRAS DO HANDEBOL............................................................ 84</p><p>5.3 A ARBITRAGEM NO HANDEBOL......................................................................... 92</p><p>5.4 A SÚMULA DE JOGO NO HANDEBOL................................................................ 96</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................. 102</p><p>O HANDEBOL ENQUANTO PRÁTICA ESPORTIVA DE ALTO RENDIMENTO</p><p>............................................................................................................... 107</p><p>6.1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 107</p><p>6.2 PREPARAÇÃO TÉCNICA, TÁTICA, PSICOLÓGICA E FÍSICA NO HANDEBOL . 107</p><p>6.3 A ORGANIZAÇÃO, O CONTROLE E A AVALIAÇÃO DE EQUIPES DE HANDEBOL</p><p>.......................................................................................................................... 113</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>UNIDADE</p><p>02</p><p>UNIDADE</p><p>03</p><p>UNIDADE</p><p>04</p><p>UNIDADE</p><p>05</p><p>UNIDADE</p><p>06</p><p>6</p><p>6.4 ANÁLISE DE DESEMPENHO NO HANDEBOL..................................................... 115</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................. 120</p><p>INTRODUÇÃO AO BASQUETEBOL ........................................................ 124</p><p>7.1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 124</p><p>7.2 HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DO BASQUETEBOL ................................................. 125</p><p>7.3 CARACTERIZAÇÃO DOS JOGOS ESPORTIVOS COLETIVOS ........................... 131</p><p>7.4 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO BASQUETEBOL ...................................... 135</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................. 139</p><p>METODOLOGIA DO ENSINO DO BASQUETEBOL ................................. 144</p><p>8.1 INTRODUÇÃO................................................................................................... 144</p><p>8.2 PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM ESPORTIVA..................................... 144</p><p>8.3 PRINCÍPIOS E NOÇÕES DE PROGRESSÕES DE APRENDIZAGEM .................... 147</p><p>8.4 CARACTERIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DOS EXERCÍCIOS E TAREFAS............. 148</p><p>8.5 ABORDAGENS PEDAGÓGICAS DO ENSINO DO BASQUETEBOL.................... 151</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO..................................................................................</p><p>alguns conceitos atrelados à prática dos esportes</p><p>coletivos, no que tange a estruturação tática de uma equipe, neste caso, do</p><p>handebol. Destacam-se alguns temas importantes de serem conceituados a fim de</p><p>compreendê-los quanto a sua aplicação prática, principalmente.</p><p>De acordo com Greco e Fernández (2015), tática está associada “ao fazer”,</p><p>ou seja, a compreensão das formas de organização, preparação e finalização das</p><p>jogadas (ações de ataque e defesa) que podem ser executadas de forma individual</p><p>ou coletiva, dividindo-se em individual, de grupo, e de equipe, conforme menciona</p><p>Almeida e Dechechi (2012). Em adição, temos ainda, as estratégias de jogo, que</p><p>estão ligadas às táticas, porém aqui o foco está na organização e/ou como os</p><p>jogadores ou equipe irão colocar em prática as ações planejadas desde a</p><p>organização até a finalização de uma jogada, por exemplo, podem ser conhecidas</p><p>também como estratégias táticas de jogo.</p><p>Os sistemas táticos do handebol estão associados aos meios e recursos que</p><p>são empregados pela equipe, no intuito de alcançar um resultado favorável. No</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>43</p><p>handebol são usados diferentes sistemas ofensivos e/ou defensivos, dentre os quais:</p><p>3x2x1, 5x1, 6x0, 4x2, 3x3 e 1x5, conforme descreve Almeida e Dechechi (2015), e que</p><p>serão discutidos ainda neste capítulo. Destaca-se ainda os esquemas táticos,</p><p>considerados elementos essenciais para a adequação do sistema tático da equipe,</p><p>sendo considerados fundamentais para a estruturação da equipe, uma vez que é</p><p>por meio deles que os jogadores conseguem realizar determinadas ações, em</p><p>posições específicas, ofensivas e defensivas, tendo como aplicação prática destas</p><p>ações, os sistemas táticos.</p><p>3.2 OS FUNDAMENTOS TÁTICOS DO HANDEBOL</p><p>Os fundamentos táticos aparecem nas situações jogadas, aparecendo</p><p>problemas de quando e como se colocar no espaço de jogo. É no jogo que se</p><p>vivenciará e compreenderá que suas técnicas estão balizadas nas mudanças do</p><p>movimento dos colegas e adversários que ocorrem no espaço e tempo durante o</p><p>jogo, dando-se assim sua iniciação tática, pois o jogo propicia emoções verdadeiras.</p><p>De acordo com Garganta (1998) ações coordenadas podem ser construídas</p><p>visando impedir a progressão da equipe adversária, que esteja com a posse de bola</p><p>do campo de defesa para o ataque, além de buscar o objetivo básico, neste caso,</p><p>que é o de impedir o gol do adversário. Por outro lado, com a posse de bola, faz-se</p><p>necessário realizar movimentos que permitem a manutenção da posse de bola, no</p><p>intuito de superar (ultrapassar) todas as linhas de defesa da equipe adversária, bem</p><p>como atingir a meta – gol adversário. Esses movimentos são considerados ações</p><p>individuais e coletivas, as quais buscam manter o jogo de ataque (sistema ofensivo).</p><p>A prática do handebol tem muitas variações táticas que podem ser</p><p>implantadas em diferentes contextos ao longo de uma partida. É fundamental que</p><p>jogadores mais experientes ou especializados na prática esportiva conheçam os</p><p>conceitos e a estruturação dos mais variados sistemas ofensivos e defensivos, bem</p><p>como saibam fazer transições de um sistema para outro, de acordo com a</p><p>necessidade da partida (FRANKE, 2018).</p><p>Para Bayer (1994) e Garganta (1998), existem princípios gerais que norteiam o</p><p>jogo de ataque e de defesa das equipes nas modalidades esportivas coletivas. Esses</p><p>princípios são ações individuais e coletivas de ataque durante a disputa destas</p><p>modalidades que objetivam a conservação da posse da bola, progressão dos</p><p>44</p><p>alunos/atletas de uma equipe com a posse da bola até a meta defendida pela</p><p>equipe adversária, com a finalidade de marcar um ponto/gol.</p><p>Franke (2018) cita ainda que além de conhecer a forma como a equipe deve</p><p>postar-se nos sistemas táticos, defensivos ou ofensivos, é importante conhecer as</p><p>características básicas que norteiam os conceitos táticos, ou seja, o que cada</p><p>jogador busca para que a equipe responda bem coletivamente dentro de um</p><p>determinado sistema.</p><p>De acordo com Garganta (1998), as modalidades esportivas coletivas</p><p>acontecem dentro de um cenário permanente de mudanças de situações e em um</p><p>contexto imprevisível no qual o praticante deve responder. Mahlo (1970) apud</p><p>Garganta (1998) menciona que a ação tática é realizada em três fases: (1)</p><p>Percepção e análise da situação (identificação do problema); (2) Solução mental</p><p>do problema (elaboração da solução); (3) Solução Motora do problema (execução</p><p>do gesto motor).</p><p>Neste sentido, um bom desempenho tático por parte dos praticantes das</p><p>modalidades esportivas coletivas está diretamente ligado com o desenvolvimento</p><p>de competências específicas nas três fases acima mencionadas, obtidas por meio</p><p>de atividades específicas (vivências) relacionadas aos jogos coletivos. E de acordo</p><p>com</p><p>45</p><p>Almeida e Dechechi (2012) no handebol, a existência de três táticas diferentes</p><p>estão presentes de forma contínua, a saber:</p><p>I. Tática Individual: consideradas as ações adequadas e econômicas do</p><p>jogador com o objetivo de derrotar o adversário. Pode ser ainda, a ação de</p><p>um jogador, na qual procure uma situação (1×1), sem uma ação direta do seu</p><p>companheiro de equipe para alcançar o objetivo almejado, ou seja, depende</p><p>muito do “talento” ou capacidade individual, neste caso.</p><p>II. Tática de grupo: compreende as ações de grupos de jogadores em ataque e</p><p>defesa, a colaboração direta, respectivamente, de dois ou vários jogadores,</p><p>executada de forma eficaz e com o mínimo de esforço e máximo</p><p>desempenho/performance possível. Envolve parte da tática coletiva para a</p><p>sua execução.</p><p>III. Tática de equipe: classificado como o conjunto de ações e medidas</p><p>orientadas para um objetivo que essa equipe utiliza com a finalidade de</p><p>vencer o adversário. A base deste tipo de tática, é construída a partir da tática</p><p>individual associada à e tática de grupo. Neste caso específico, a colocação</p><p>de ações individuais deve ter um conceito comum a toda equipe, buscando</p><p>trabalhar-se dentro de um mesmo propósito a ser lançado em prática durante</p><p>a partida.</p><p>3.3 AS TÉCNICAS DE ATAQUE E DEFESA NO HANDEBOL</p><p>Almeida e Dechechi (2012) descreve que no handebol, temos as linhas</p><p>ofensivas, as quais referem-se à divisão da quadra de ataque em sua profundidade,</p><p>tomando como referência a área dos 9 metros, conforme mostrado na Figura 5.</p><p>46</p><p>Figura 5: Divisão da quadra de ataque em linhas.</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 17)</p><p>Destaca-se a primeira linha ofensiva, conhecida como um espaço que fica</p><p>entre a linha central e a linha da área de tiro livre (9 metros). Essa linha é ocupada</p><p>pelos jogadores “de armação”. No caso da segunda linha ofensiva, esta pode ser</p><p>compreendida como o espaço compreendido entre a linha da área de tiro livre e a</p><p>linha da área de gol (6 metros). Essa é uma linha ocupada pelos jogadores “de</p><p>finalização” do handebol.</p><p>Ainda de acordo com Almeida e Dechechi (2012), temos as zonas ofensivas</p><p>que são as divisões da quadra de ataque na sua largura, tomando como referência</p><p>as linhas laterais. Em relação ao posicionamento de jogo, Ehret et al. (2002) apud</p><p>Almeida e Dechechi (2012) defendem que este é caracterizado pela ação de cada</p><p>jogador em um determinado setor ofensivo. Neste sentido, a posição do jogador</p><p>dentro da quadra ofensiva determina sua função específica de ataque. Pode-se</p><p>dizer que a distribuição dos jogadores nas linhas e zonas de ataque lhes conferem</p><p>funções, como por exemplo: armadores e finalizadores, funções utilizadas nos</p><p>sistemas ofensivos ou de ataque da equipe.</p><p>A partir destes pontos ou zonas específicas de ataque, Almeida e Dechechi</p><p>(2012), descrevem as fases do ataque, na qual são fases que se iniciam a partir do</p><p>momento que a equipe recupera a posse de bola. Vale ressaltar que a recuperação</p><p>da posse de bola se dá normalmente, quando o adversário comete um erro técnico</p><p>(ex: erro de passe, de recepção ou de arremesso), uma infração (ex: invasão da área</p><p>47</p><p>de gol, drible ilegal, sobrepassos, falta de ataque etc.), ou ainda associada</p><p>à</p><p>marcação de um gol. A fase ofensiva (de ataque) está dividida em:</p><p> Transição ofensiva: É a passagem da quadra de defesa para a quadra de</p><p>ataque a partir do momento que a equipe recuperou a posse de bola, até</p><p>quando a defesa adversária esteja devidamente organizada.</p><p> Organização: Período em que os jogadores ocupam suas posições específicas</p><p>de ataque. Após um contra-ataque sem sucesso executado pela equipe ou</p><p>em reposições de bola em jogo, utilizando o tiro livre de saída, são os</p><p>momentos em que o contra-ataque mais ocorre durante a partida.</p><p> Ataque em sistema: Caracteriza-se pelo momento que ocorre após a</p><p>ocupação das respectivas posições de ataque, onde os jogadores buscam</p><p>uma organização por meio de algum sistema e ainda realizam ações táticas,</p><p>na tentativa de criar-se condições favoráveis para o arremesso eficiente à</p><p>meta adversária.</p><p> É importante destacar também na elaboração das táticas ofensivas, os meios</p><p>táticos individuais e de grupo. No caso dos meios táticos individuais, Almeida</p><p>e Dechechi (2012) mencionam os seguintes:</p><p> Contra-ataque direto: Representa a transição ofensiva rápida com o objetivo</p><p>de chegar à quadra de ataque com superioridade numérica, e neste sentido,</p><p>buscar o gol, ao enfrentar uma defesa adversária taticamente desorganizada.</p><p>l.</p><p> Infiltração: Trata-se da aproximação aos 6 metros, com posse de bola,</p><p>passando por entre dois adversários, objetivando a finalização. Muito utilizada</p><p>no handebol, permite variação de jogadas e a “quebra” do sistema defensivo</p><p>adversário.</p><p> Fixação: Representa a aproximação aos 6 metros, com posse de bola, indo</p><p>em direção ao adversário. É uma busca em manter o adversário o mais fixo</p><p>possível na sua posição defensiva, facilitando as movimentações de ataque,</p><p>bem como buscar atrair sua atenção para que acompanhe a trajetória do</p><p>atacante, promovendo o abandono da sua posição defensiva inicial,</p><p>desestabilizando o setor defensivo de certa maneira.</p><p> Par-Ímpar: Caracterizada pela aproximação em profundidade buscando</p><p>espaços, em direção aos correspondente defensores direto e indireto. Par:</p><p>Aproximação em profundidade em direção ao defensor direto; e Ímpar:</p><p>48</p><p>Aproximação em profundidade em direção ao defensor responsável em</p><p>marcar um colega de equipe (defensor indireto).</p><p> Finta: É um tipo de movimentação onde o jogador utiliza a estratégia de induzir</p><p>o adversário ao erro, por meio de uma tomada de decisão equivocada,</p><p>provocada de forma intencional pelo atacante. Com isso, busca-se uma</p><p>vantagem momentânea em relação ao defensor numa trajetória com ou sem</p><p>a posse de bola.</p><p>Por outro lado, Almeida e Dechechi (2012) mencionam ainda a existência dos</p><p>meios táticos de grupo, os quais são caracterizados por um conjunto de ações</p><p>realizadas de comum acordo entre dois ou mais jogadores, que permitem ao</p><p>atacante arremessar de forma mais “livre” sem interferência da barreira, por</p><p>exemplo. Trata-se de uma condição onde a superioridade numérica ganha</p><p>destaque, haja vista, surge a partir do momento em que um dos atacantes consegue</p><p>atrair a marcação de dois defensores e, consequentemente, outro atacante fica livre</p><p>de marcação, facilitando a tentativa do arremesso à meta adversária.</p><p>No caso destes meios táticos de equipe, é importante entendermos a</p><p>distribuição dos jogadores em quadra no ataque, considerando-se a ocupação de</p><p>uma mesma zona e mesma linha, simultaneamente, por dois jogadores da mesma</p><p>equipe, parece ser pouco apropriada para realização do ataque. De acordo com</p><p>Almeida e Dechechi (2012), alguns tipos de ataque buscam manter o equilíbrio por</p><p>meio de movimentações específicas, conforme apresentado a seguir:</p><p>• Jogo Posicional: Nesse tipo de ataque, os jogadores realizam as</p><p>movimentações ofensivas segundo o princípio da manutenção dos postos</p><p>específicos, já que cada jogador não troca de posição com o outro, mesmo</p><p>quando ocorre a invasão do espaço de outro jogador após uma</p><p>movimentação, cabe ao jogador retornar a sua posição inicial, buscando</p><p>manter-se a equipe o mais organizada quanto possível a partir do sistema</p><p>posicional definido pelo treinador.</p><p>• Combinado: A combinação do ataque posicional com o ataque em</p><p>circulação configura-se quando parte dos jogadores mantém-se nos seus</p><p>postos específicos e a outra parte realiza trocas de posição.</p><p>E para as tática de defesa, Almeida e Dechechi (2012) descrevem a</p><p>organização dos jogadores na defesa torna-se elemento crucial para o sucesso da</p><p>49</p><p>equipe, estando diretamente associada aos diferentes espaços que os jogadores de</p><p>defesa podem ocupar. É importante destacar que esses espaços ou áreas são</p><p>divididos em função das linhas e zonas da quadra.</p><p>Outro ponto a destacar, de acordo com Almeida e Dechechi (2012) são as</p><p>fases da defesa, as quais iniciam-se no momento que a equipe que está atacando</p><p>perde a posse de bola, quando comete um erro técnico (erro de passe, de recepção</p><p>ou de arremesso), uma infração (invasão da área de gol, drible ilegal, sobrepassos,</p><p>falta de ataque etc.), ou marca um gol. Estas fases estão divididas em:</p><p> Transição defensiva: é a passagem da quadra de ataque para a quadra de</p><p>defesa a partir do momento que a equipe perdeu a posse de bola, até que a</p><p>defesa esteja devidamente organizada.</p><p> Defesa temporária: é o prolongamento da transição defensiva. Nessa</p><p>situação, o defensor que volta para sua quadra de defesa rapidamente tende</p><p>a retornar em linha reta, mas, muitas vezes, chega à defesa fora de sua</p><p>posição original ou de maior rendimento individual preestabelecido.</p><p> Organização: período em que os jogadores ocupam suas posições específicas</p><p>de defesa. Ocorre imediatamente após um contra-ataque sem sucesso da</p><p>equipe que recuperou a posse de bola, ou quando esta equipe repõe a bola</p><p>em jogo por meio do tiro de saída, com a defesa já posicionada.</p><p> Defesa em sistema ou posicionada: depois de ocuparem suas respectivas</p><p>posições de defesa, os jogadores se organizam em sistema e realizam as ações</p><p>táticas e técnicas com o objetivo de impedir ou dificultar o arremesso ao gol.</p><p>E como meios táticos individuais, Almeida e Dechechi (2012) destacam os</p><p>seguintes elementos:</p><p> Marcação: o objetivo é evitar que um adversário ocupe um determinado</p><p>espaço ou realize qualquer ação ofensiva com ou sem bola. A marcação é</p><p>50</p><p>uma ação técnico-tática que objetiva impedir, ou pelo menos dificultar, a</p><p>progressão do atacante e, consequentemente, o gol da equipe adversária.</p><p> Flutuação: nesse meio tático, o defensor deve estar posicionado na direção</p><p>do atacante correspondente, e no momento que o atacante recebe o passe,</p><p>ele deve deslocar-se com o objetivo de impedir/dificultar a progressão do</p><p>atacante em direção à meta.</p><p> Antecipação: o objetivo é prever a ação do adversário e interferir de tal</p><p>maneira a provocar mudança de atitude na ação técnica, ou mesmo</p><p>recuperando a possa de bola.</p><p> Cobertura: consiste no defensor ocupar o espaço, ou parte desse espaço, se</p><p>o defensor ao seu lado precisar deslocar-se para realizar a marcação de um</p><p>atacante, buscando ocupar o espaço proporcionado por tal deslocamento</p><p>executado.</p><p>Por outro lado, temos os meios táticos de grupo, os quais dividem-se, de</p><p>acordo com Almeida e Dechechi (2012) em:</p><p> Equilíbrio defensivo: é a transição defensiva rápida com o objetivo de dificultar</p><p>a ação de contra-ataque. O equilíbrio defensivo ou balanço defensivo</p><p>normalmente é realizado pelos jogadores que não participaram diretamente</p><p>da jogada que possibilitou a posse de bola para o adversário. Eles procuram</p><p>impedir o desenvolvimento do contra-ataque na parte da quadra que</p><p>provavelmente será explorada pelo adversário.</p><p> Triângulo defensivo: consiste na realização simultânea dos meios táticos</p><p>individuais de flutuação e cobertura. No momento em que um defensor irá</p><p>realizar a cobertura, indo ao encontro do atacante com a bola, os defensores</p><p>mais próximos a ele devem ficar atentos para auxiliá-lo na marcação. Assim,</p><p>51</p><p>irão se aproximar do defensor que flutuou, posicionar o tronco lateralmente</p><p>em</p><p>direção as bolas em descuidar-se, porém, do atacante direto pelo qual é</p><p>responsável a marcação.</p><p>Em adição, temos os meios táticos de equipe, os quais de acordo com</p><p>Almeida e Dechechi (2012) estão associados à diferentes tipos de defesas, a</p><p>destacar:</p><p> Em linha de arremesso: uma forma de diminuir os espaços nas proximidades da</p><p>primeira e da segunda linha defensiva. O defensor responsável por determinada</p><p>zona deverá posicionar-se entre o atacante, estando esse com ou sem bola, e</p><p>o gol. Quando o atacante está com a bola, o defensor pode flutuar para limitar</p><p>as ações do adversário. Nesse tipo de defesa, é importante que o defensor</p><p>mantenha seu posto específico defensivo, realizando trocas de marcação</p><p>apenas nas zonas em que se encontra o pivô (Figura 6).</p><p>Figura 6: Representação da defesa em linha de arremesso</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 45)</p><p> Em bloco: Esse tipo de defesa funciona baseado na utilização do triângulo</p><p>defensivo, no local onde o atacante está com bola. O objetivo da defesa em</p><p>bloco é diminuir as possibilidades de finalização do atacante com bola, pois um</p><p>defensor direto flutua para afastá-lo dos 6 metros e os dois defensores que estão</p><p>ao seu lado se posicionam em função dos ângulos curto e longo de arremesso</p><p>52</p><p>(Figura 7).</p><p>Figura 7: Representações de defesa em bloco</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 46).</p><p>Neste contexto, é importante ainda entendermos a função do goleiro nestes</p><p>sistemas táticos, tano defensiva quanto ofensivamente, levando-se em</p><p>consideração alguns aspectos, de acordo com Tenroler (2004), dentre os quais: o</p><p>posicionamento, aspecto este em que o goleiro deve estar extremamente</p><p>concentrado; quanto a suas propriedades motoras, procurar ser veloz, flexível e ágil.</p><p>Deve posicionar-se entre 50 e 80 centímetros da região dos 3 metros em um arco de</p><p>referência, e ainda, dependendo da sua estatura, altura e envergadura,</p><p>movimentos de membros inferiores e quadril devem ser rápidos, braços ágeis, ombro</p><p>em extensão, cotovelo a 45° e tronco levemente inclinado.</p><p>Vale destacar também que no handebol de alto nível, o goleiro joga muito</p><p>próximo à linha de gol, possibilitando diminuir o ângulo no arremesso. Neste sentido,</p><p>o goleiro deve encontrar o “centro tático” do gol, o qual proporcionará maior</p><p>possibilidade para efetuar as defesas (ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>3.4 ESQUEMAS TÁTICOS OFENSIVOS E DEFENSIVOS NO HANDEBOL</p><p>O esquema tático é fundamental no jogo de handebol e é por meio dele que</p><p>os jogadores conseguem realizar determinadas ações, em posições específicas, de</p><p>acordo com o seu rendimento, sendo diretamente ligado ao sistema de jogo</p><p>adotado pela equipe.</p><p>Um esquema tático ou formação da equipe, considerado de qualidade é</p><p>aquele que consegue aproveitar da melhor maneira possível os pontos fortes da</p><p>53</p><p>equipe, por meio de situações de ataque e defesa alinhadas com a proposta da</p><p>equipe, e executadas em equilíbrio.</p><p>Neste sentido, temos no handebol, com em qualquer outro esporte coletivo,</p><p>os sistemas ou esquemas táticos ofensivos e defensivos, estruturados com o intuito de</p><p>propiciar uma organização da equipe para as ações ofensivas e defensivas,</p><p>respectivamente, conforme Franke (2018). Em cada sistema, são delimitadas as áreas</p><p>de atuação dos jogadores e/ou são apontados os adversários a serem marcados, no</p><p>sistema defensivo, por exemplo. Menezes (2010) apud Franke (2018) cita a</p><p>importância que a equipe deve dispender à dinâmica do sistema, bem como de</p><p>cada jogador em compreender o motivo do seu posicionamento ou das atitudes que</p><p>devem ser tomadas em quadra durante a partida.</p><p>Em esquemas ofensivos, é fundamental oportunizar a prática de vivências, as</p><p>quais possibilitem ao praticante vivenciar situações reais de jogo, para que, dessa</p><p>forma, desenvolva estratégias e a criatividade a fim vencer a marcação adversária</p><p>e buscar progredir em direção à meta adversária (FRANKE, 2018).</p><p>Os esquemas defensivos estão associados à preocupação acerca das</p><p>situações de jogo que possibilitem o desenvolvimento de princípios e capacidades</p><p>técnico-táticas do aluno. E neste caso, faz-se necessário compreender de forma</p><p>clara os principais conceitos básicos de defesa, como recuperação da bola</p><p>(desarme ou interceptação), impedimento de progressão ofensiva e proteção da</p><p>meta, serão utilizados espontaneamente por meio da observação, do combate, da</p><p>aproximação e de coberturas, conforme menciona Franke (2018).</p><p>É importante destacar ainda que no handebol, as táticas grupais e coletivas</p><p>são mais importantes do que as questões individuais. Por isso, a escolha do esquema</p><p>e consequentemente do sistema a ser adotado pela equipe deve ser considerado,</p><p>já que depende da observação do sistema que a equipe adversária utilizará, além</p><p>de considerar as características individuais de seus jogadores. Franke (2018),</p><p>descreve que os princípios defensivos e ofensivos correspondem, respectivamente a:</p><p>(1) Recuperar a posse de bola - manter a posse de bola; (2) Impedir a</p><p>progressão do adversário - progredir em direção ao gol adversário; (3) Evitar o gol -</p><p>marcar o gol.</p><p>Quanto aos aspectos ofensivos, ressalta-se que das formas de atacar no</p><p>handebol, destacam-se três, as quais são consideradas as mais conhecidas:</p><p>• Ataque em circulação: os jogadores se movimentam a todo o momento,</p><p>54</p><p>mudando seu posicionamento na quadra e buscando confundir a defesa e</p><p>dificultar a marcação.</p><p>• Ataque posicionado: os jogadores têm posição fixa na quadra, e a bola</p><p>circula entre os jogadores.</p><p>• Ataque combinado: é a mistura dos dois sistemas citados anteriormente, já</p><p>que alguns jogadores têm posições fixas em quadra, enquanto outros se</p><p>movimentam e trocam de posição.</p><p>Quanto aos aspectos defensivos, Franke (2018) destaca que o sistema a ser</p><p>ensinado na iniciação esportiva para crianças é o sistema defensivo individual, em</p><p>que cada jogador é responsável por marcar um jogador específico na quadra. Por</p><p>outro lado, segundo o autor, o sistema defensivo zonal, inserido posteriormente no</p><p>processo de ensino-aprendizagem, é quando o jogador tem responsabilidade de</p><p>marcação do jogador que se encontra na sua zona. Ele pode ser formado por uma,</p><p>duas ou mais linhas de marcação, como o 6:0, 1:5, 3:3, 3:2:1, 4:2 e 5:1. Além disso, os</p><p>sistemas podem ser divididos quanto ao tipo de defesa, que pode ser alta, como nos</p><p>sistemas 3:3, 4:2 e individual, mista, como no sistema 3:2:1, e baixo, como nos sistemas</p><p>5:1 e 6:0 (MENEZES, REIS e MORATO, 2016 apud FRANKE, 2018).</p><p>3.5 SISTEMAS TÁTICOS DO HANDEBOL</p><p>O sistema de jogo, item indispensável da tática coletiva, é a maneira como</p><p>os jogadores se posicionam na quadra durante o jogo (MENEZES, 2010 apud FRANKE,</p><p>2018). O sistema de jogo pode ser ofensivo, quando os jogadores estão com a posse</p><p>da bola e o principal objetivo é fazer o gol, e defensivo, quando a equipe está em</p><p>posição de defesa da meta e sem a posse da bola.</p><p>A seguir será apresentado os principais sistemas táticos ofensivos e defensivos</p><p>aplicados no handebol, bem como suas características de maneira resumida.</p><p>3.5.1 SISTEMAS OFENSIVOS</p><p>Estes sistemas têm a particularidade de posicionarem seus jogadores o mais</p><p>próximo possível da meta adversária, e para tal, devem em cada um deles ser</p><p>estabelecidas estratégias próprias para sobretudo evitar-se jogadas de contra-</p><p>ataque, caso o adversário retome a posse de bola, atacando-se de forma</p><p>equilibrada, por meio de ações individuais e coletivas coordenadas, que</p><p>55</p><p>demandam treinamento.</p><p>• Sistema 6:0</p><p>No sistema 6:0, todos os jogadores se posicionam lado a lado para atacar,</p><p>buscando ocupar toda a área do tiro livre. É o mais fácil e simples dos sistemas</p><p>ofensivos no handebol. Não há presença do pivô nem a realização das infiltrações,</p><p>comuns nos outros sistemas de jogo. Dessa forma, os arremessos são realizados à</p><p>longa distância, geralmente, e os ataques armados com intensa troca de passes</p><p>para diminuir o bloqueio da defesa (FRANKE, 2018; TENROLER, 2004).</p><p>• Sistema 5:1</p><p>Neste sistema, de acordo com Franke (2018)</p><p>temos a participação do pivô</p><p>posicionado à frente dos outros 5 companheiros de equipe, geralmente na área</p><p>central para se infiltrar e ter um melhor ângulo de arremesso. Os outros jogadores</p><p>armam as jogadas para que o jogador que estiver livre de marcação possa finalizar.</p><p>Os pontas, nesse sistema, auxiliam o pivô na finalização das jogadas (ALMEIDA;</p><p>DECHECHI, 2012; TENROLER, 2004).</p><p>• Sistema 3:3</p><p>Este é o sistema mais utilizado na iniciação esportiva, já que é mais fácil de ser</p><p>assimilado pelos atletas com pouca experiência e vivência do jogo. A configuração</p><p>da equipe é feita com uma linha de três armadores, dois pontas e um pivô. A equipe</p><p>ganha amplitude e versatilidade na troca de passes em frente à área, pois é um</p><p>sistema que permite variações de jogadas e formatações, sendo uma boa</p><p>alternativa para enfrentar equipes fechadas e bem postadas defensivamente</p><p>(FRANKE, 2018; TENROLER, 2004).</p><p>• Sistema 4:2</p><p>No sistema 4:2, o time se posiciona com dois armadores próximos à linha de 9</p><p>metros, dois pontas mais recuados e dois pivôs mais próximos à área, configurando</p><p>as duas linhas postadas. Nesse sistema, os pivôs procuram atrair a marcação para o</p><p>centro da área, liberando espaços nas laterais para infiltrações dos pontas ou</p><p>oferecendo uma linha de passe central para os armadores, buscando proteger a</p><p>bola e girar para finalizar (FRANKE, 2018; TENROLER, 2004).</p><p>3.5.2 SISTEMAS DEFENSIVOS</p><p>O objetivo principal destes sistemas é o de oferecer a máxima proteção à</p><p>56</p><p>equipe, e evitar-se que o adversário avance em direção a sua meta. Cabe ressaltar</p><p>também a importância tática de cada um destes sistemas, pois ao recuperar-se a</p><p>posse de bola, um ciclo de jogadas tende a ser iniciado, portanto, as ações não</p><p>ficam restritas somente à defesa em si, mas nas estratégias a serem tomadas a partir</p><p>da recuperação da bola, por exemplo.</p><p>• Sistema 6:0</p><p>Esse sistema é um dos mais utilizados no handebol competitivo, e de acordo</p><p>com Franke (2018), um dos sistemas mais utilizados e base para os demais sistemas,</p><p>sendo considerado um sistema de defesa baixa, visto que todos os jogadores se</p><p>posicionam de forma recuada, próximo à área do goleiro por diminuir os espaços</p><p>para infiltrações, além de dificultar as movimentações do pivô e reduzir os espaços</p><p>para arremessos das pontas; porém, permite arremessos da segunda linha defensiva</p><p>(ALMEIDA;DECHECHI, 2012).</p><p>• Sistema 5:1</p><p>Esse sistema, conta com um jogador que se posiciona de maneira avançada</p><p>à frente da segunda linha defensiva, e com isso busca dificultar a troca de passes</p><p>entre os armadores. O intuito é fazer com que a troca de passes entre os atacantes</p><p>adversários se torne mais lenta, facilitando a recuperação de bola pela equipe, e</p><p>ainda buscando a melhor forma de organizar a defesa. Um aspecto importante que</p><p>deve ser destacado neste tipo de sistema é que ele deixa mais vulnerável a defesa,</p><p>por meio do enfraquecimento da primeira linha defensiva, fazendo com que as</p><p>jogadas desenvolvidas pelo adversário sejam mais eficientes, dentre as quais:</p><p>infiltrações e os deslocamentos do pivô (ALMEIDA; DECHECHI, 2012). Este sistema é</p><p>considerado de defesa baixa, sendo que um jogador apenas se posiciona à frente</p><p>da linha de 9 metros para interceptar a bola. Tem como pontos fortes um forte</p><p>bloqueio defensivo, como na defesa 6:0, mas tem como interferência na armação</p><p>das jogas, visto que só um jogador se posiciona à frente, e a saída para contra-</p><p>ataque é lendo como no 6:0.</p><p>• Sistema 4:2</p><p>De acordo com Almeida e Dechechi (2012) esse sistema conta com dois</p><p>jogadores avançados na segunda linha defensiva, dificulta ainda mais a troca de</p><p>passes entre os armadores e, assim, pode tornar a troca de passes entre esses</p><p>atacantes bastante lenta. Porém, deixa também a primeira linha defensiva mais</p><p>vulnerável para infiltrações e deslocamentos do pivô.</p><p>57</p><p>Também considerado um sistema de defesa alta como o 3:3, que veremos a</p><p>seguir, esse é um tipo de sistema defensivo em que dois jogadores se posicionam à</p><p>frente da linha de 9 metros para marcar os armadores laterais (FRANKE, 2018). Os</p><p>sistemas de defesa alta são utilizados geralmente quando a equipe tem jogadores</p><p>rápidos que podem posicionar-se à frente com o intuito de perturbar o ataque,</p><p>dificultar a elaboração das jogadas e interceptar a bola.</p><p>• Sistema 3:3</p><p>Nesse sistema, com três jogadores em cada linha defensiva, a troca de passes</p><p>em lateralidade e os arremessos da segunda linha defensiva ficam prejudicados.</p><p>Porém, por dificultar as coberturas no caso de falhas individuais na defesa,</p><p>proporciona uma grande vulnerabilidade à primeira linha defensiva (ALMEIDA;</p><p>DECHECHI, 2012; FRANKE, 2018).</p><p>Ainda de acordo com os autores, é um tipo de sistema de defesa alta, em</p><p>que três jogadores se posicionam à frente dos outros três defensores que ficam atrás,</p><p>próximo à área do goleiro e abaixo da linha de 9 metros. Os três defensores</p><p>posicionados à frente da linha de 9 metros marcam os armadores da equipe</p><p>atacante. Esse sistema, bem como o 4:2, que será explicado em seguida, tem como</p><p>vantagens facilitar a saída para o contra-ataque e a facilidade para interceptar</p><p>arremessos longos e médios, bem como dificultar a formação do ataque adversário.</p><p>• Sistema 3:2:1</p><p>É um tipo de sistema de defesa mista, pois um jogador central posiciona-se à</p><p>frente da linha dos 9 metros, fazendo uma defesa alta, dois deles se posicionam</p><p>próximo à linha de 9 metros, realizando uma defesa média, e três se posicionam</p><p>próximo à área do goleiro para fazer uma defesa baixa. Esse tipo de defesa é</p><p>utilizado quando existem jogadores com diferentes perfis (FRANKE, 2018).</p><p>Franke (2018) destaca ainda que neste sistema, um jogador mais rápido será</p><p>posicionado à frente para dificultar o ataque, dois um pouco mais atrás, que</p><p>também podem auxiliar na interceptação da bola, e três que cobrirão a defesa.</p><p>Esse sistema tem como ponto positivo a facilidade para o contra-ataque, visto que</p><p>a defesa já está posicionada à frente (FRANKE, 2018; TENROLER, 2004).</p><p>58</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. No jogo de handebol, para construir-se ações coordenadas, é necessário</p><p>desenvolver ações ou estratégias de jogo, sejam de caráter ofensivo ou defensivo,</p><p>de acordo com a situação da partida. Contudo, quando se tem a posse de bola,</p><p>são realizados movimentos que permitem a manutenção dessa posse, para superar</p><p>(ultrapassar) todas as linhas de defesa da equipe adversária e atingir o objetivo</p><p>(meta) dos jogos coletivos.</p><p>Analise as assertivas a seguir e assinale a que apresente de forma CORRETA as ações</p><p>que visam desenvolver o jogo de ataque (sistema ofensivo).</p><p>a) Grupais e pessoais.</p><p>b) Individuais e coletivas.</p><p>c) Táticos e pessoais.</p><p>d) Individuais e passivos.</p><p>e) Defensivas e ofensivas.</p><p>2. O handebol é um esporte dinâmico e de movimentação complexa, por isso</p><p>conhecer os sistemas de jogo do handebol é muito importante para um bom</p><p>desempenho nesse esporte, onde as ações ofensivas e defensivas, e suas transições</p><p>são constantes durante uma partida.</p><p>Neste sentido, analise as assertivas a seguir, e assinale a opção correta sobre os</p><p>sistemas de jogos defensivos.</p><p>a) O primeiro sistema a ser ensinado na iniciação esportiva para crianças é o</p><p>defensivo individual.</p><p>b) No sistema zonal cada jogador é responsável por marcar um jogador específico</p><p>na quadra.</p><p>c) O sistema defensivo depende das características da equipe, e não do sistema</p><p>ofensivo do time adversário.</p><p>d) Deve-se priorizar o ensinamento dos sistemas zonais na iniciação esportiva para</p><p>crianças.</p><p>59</p><p>e) O sistema defensivo é adotado pela equipe quando os jogadores estão com a</p><p>posse da bola e tem como principal objetivo fazer o gol.</p><p>3. (IFB – 2017) Em relação aos sistemas defensivos adotados no handebol, propostos</p><p>na obra de Rose Júnior (2006), associe a segunda coluna com a primeira.</p><p>(I) Sistema defensivo Zonal</p><p>(II) Sistema defensivo Combinado</p><p>(III) Sistema defensivo Individual</p><p>( ) É um tipo de sistema que utiliza a marcação por pressão o tempo todo, com o</p><p>objetivo de desajustar</p><p>o ritmo de jogo, dificultar os passes e os deslocamentos</p><p>ofensivos.</p><p>( ) Um tipo de defesa empregado contra equipes que possuam jogadores atacantes</p><p>dotados de habilidades individuais diferenciadas tanto em nível de arremesso</p><p>quanto na capacidade de organização de jogo ofensivo, podendo ser utilizado</p><p>com cinco jogadores na primeira linha de defesa e um exercendo marcação</p><p>individual.</p><p>( ) É utilizado em função dos procedimentos táticos individuais e coletivos ofensivos</p><p>empregados pelas equipes de handebol, sendo que toda formação defensiva</p><p>desta natureza é caracterizada por ser organizada por seis postos específicos, no</p><p>qual cada defensor é responsável por determinado posto.</p><p>( ) Neste sistema, em determinada situação, quando se está em inferioridade</p><p>numérica, por exemplo, os cinco defensores devem estar ligados aos conceitos</p><p>táticos que visam proteger o semicírculo espacial central da defesa.</p><p>Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de associação, de cima</p><p>para baixo:</p><p>a) I, II, I, III.</p><p>b) II, III, I, I.</p><p>c) III, II, I, II.</p><p>d) III, II, I, I.</p><p>e) II, II, III, I.</p><p>60</p><p>4. Um bom desempenho tático por parte dos praticantes das modalidades</p><p>esportivas coletivas está diretamente ligado com o desenvolvimento de</p><p>competências relacionadas aos jogos coletivos. No handebol, vemos de forma clara</p><p>três táticas diferentes que são consideradas bases para os esquemas táticos tanto</p><p>ofensivos quanto defensivos adotados pelas equipes.</p><p>Analise as assertivas a seguir, e assinale a que represente as características da tática</p><p>de grupo.</p><p>a) É parte da tática de grupo e compreende todas as ações adequadas e</p><p>econômicas individuais, por setores ou zonas, em que há a colaboração direta,</p><p>respectivamente, de um ou vários jogadores.</p><p>b) É o conjunto de ações e medidas orientadas para um objetivo que essa equipe</p><p>utiliza com a finalidade de vencer o adversário. A base da tática de equipe é</p><p>constituída por tática individual.</p><p>c) É parte da tática coletiva e compreende todas as ações adequadas e</p><p>econômicas de grupos de jogadores em ataque e defesa, a colaboração direta,</p><p>respectivamente, de dois ou vários jogadores.</p><p>d) Referem-se às ações adequadas e econômicas do jogador com o objetivo de</p><p>vitória sobre o adversário, ou ainda, toda ação de um jogador, na qual procure uma</p><p>situação 1×1, sem uma ação direta do seu companheiro.</p><p>e) É o conjunto de ações e medidas econômicas orientadas para um objetivo que</p><p>essa equipe utiliza com a finalidade de vencer o adversário. A base da tática de</p><p>equipe é constituída por tática individual e tática de grupo.</p><p>5. Enumere a segunda coluna a partir das características marcantes relacionadas ás</p><p>fases do ataque, de acordo com Almeida e Dechechi (2012). Posteriormente,</p><p>marque a sequência correta:</p><p>1. Transição ofensiva</p><p>2. Organização</p><p>3. Ataque em sistema</p><p>61</p><p>( ) Ocorre imediatamente após um contra-ataque sem sucesso ou quando a equipe</p><p>repõe a bola em jogo por meio do tiro de saída, com a equipe adversária já</p><p>posicionada.</p><p>( ) Depois de ocuparem suas respectivas posições de ataque, os jogadores se</p><p>organizam em sistema e realizam ações táticas, com o objetivo de criar condição</p><p>favorável para uma finalização eficiente.</p><p>( ) É a passagem da quadra de defesa para a quadra de ataque a partir do</p><p>momento que a equipe recuperou a posse de bola, até quando a defesa adversária</p><p>esteja devidamente organizada.</p><p>( ) Período em que os jogadores ocupam suas posições específicas de ataque,</p><p>caracterizado pelo momento em que a equipe repõe a bola em jogo por meio do</p><p>tiro de saída, com a equipe adversária já posicionada.</p><p>a) 3, 2, 3, 1;</p><p>b) 2, 2, 1, 3;</p><p>c) 1, 3, 3, 2;</p><p>d) 3, 3, 1, 2;</p><p>e) 2, 3, 1, 2.</p><p>6. Uma partida de handebol ocorre sempre entre duas equipes. Essas equipes, no</p><p>decorrer do desenvolvimento da partida, deverão realizar ações ofensivas e</p><p>defensivas. Considerando as ações defensivas, analise as assertivas a seguir,</p><p>assinalando V para as verdadeiras e F para as falsas:</p><p>( ) O bloqueio somente pode ser efetuado durante uma ação ofensiva.</p><p>( ) O sistema defensivo 3:3 é um sistema aberto.</p><p>( ) Durante o deslocamento lateral devo efetuar o cruzamento das pernas</p><p>para maior eficiência.</p><p>( ) O sistema defensivo 4:2 é um sistema combinado.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:</p><p>a) ( ) F – F – V – F.</p><p>b) ( ) V – F – F – V.</p><p>62</p><p>c) ( ) V – V – F – F.</p><p>d) ( ) F – V – V – V.</p><p>e) ( ) F – V – F – F.</p><p>7. O sistema de jogo, item indispensável da tática coletiva, é a maneira como os</p><p>jogadores se posicionam na quadra durante o jogo, e este podendo ser ofensivo,</p><p>quando os jogadores estão com a posse da bola e o principal objetivo é fazer o gol,</p><p>e defensivo, quando a equipe está em posição de defesa da meta e sem a posse</p><p>da bola. Em relação ao sistema defensivo 6:0, quais são as suas vantagens?</p><p>a) Menor desgaste físico e fácil troca de marcação.</p><p>b) Saída rápida em contra-ataques.</p><p>c) Interferência nas jogadas dos atacantes.</p><p>d) Dificulta os arremessos de longa distância dos atacantes.</p><p>e) Grande mobilidade dos defensores.</p><p>8. O sistema 4:2 é considerado ofensivo, pois têm como particularidade a dos</p><p>jogadores posicionarem-se o mais próximo possível da meta adversária, e para tal,</p><p>devem ser estabelecidas estratégias próprias para sobretudo evitar-se jogadas de</p><p>contra-ataque, caso o adversário retome a posse de bola, atacando-se de forma</p><p>equilibrada, por meio de ações individuais e coletivas coordenadas, que</p><p>demandam treinamento.</p><p>Neste sentido, caracterize o sistema ofensivo 4:2.</p><p>a) Nesse sistema, os arremessos são realizados à longa distância e os ataques</p><p>armados com intensa troca de passes para diminuir o bloqueio da defesa.</p><p>b) Nesse sistema, os pivôs procuram atrair a marcação para o centro da área,</p><p>liberando espaços nas laterais para infiltrações.</p><p>c) Nesse sistema, a equipe ganha amplitude e versatilidade na troca de passes em</p><p>frente à área, pois é um sistema que permite variações de jogadas e formatações.</p><p>d) Nesse sistema, existe a participação dos pontas posicionados à frente dos outros</p><p>4 companheiros de equipe.</p><p>63</p><p>e) Nesse sistema, é o sistema mais utilizado na iniciação esportiva, já que é mais fácil</p><p>de ser assimilado pelos atletas com pouca experiência e vivência do jogo.</p><p>64</p><p>A PEDAGOGIA DO HANDEBOL</p><p>4.1 INTRODUÇÃO</p><p>Praticar um esporte, seja ele coletivo ou individual, é sempre prazeroso para</p><p>os amantes de práticas esportivas, pois, para estes, os benefícios vão além do físico.</p><p>Muitas vezes, as vantagens transcendem para questões psicológicas,</p><p>proporcionando, assim, equilíbrio físico e emocional aos seus praticantes.</p><p>Ao pensar acerca da pedagogia do esporte, mais especificamente do</p><p>handebol, é importante compreender como proceder quanto ao processo ensino-</p><p>aprendizagem, neste sentido, o desafio em reconstruir a manifestação esportiva no</p><p>ambiente escolar torna-se mais evidente na busca pela ampliação do cabedal</p><p>teórico e motor dos alunos para além das quatro linhas da quadra, ou seja, entender</p><p>as inúmeras possibilidades que o esporte (handebol) pode proporcionar.</p><p>Portanto, repensar a importância do esporte na escola passa por entendê-lo</p><p>como um elemento da cultura corporal de movimento, conforme descreve Darido</p><p>(2012) e que, como tal, sua implementação nas aulas de educação física está</p><p>vinculada à complementariedade a outras práticas corporais a fim de enriquecer o</p><p>arcabouço teórico e motor do aluno.</p><p>4.2 AS DIFERENTES MANIFESTAÇÕES DESPORTIVAS APLICADAS AO ENSINO DO</p><p>HANDEBOL</p><p>O esporte é a ação de praticar atividades físicas de maneira coletiva ou</p><p>individual, gerando bem-estar físico e emocional a todas as pessoas que o</p><p>envolvem, sendo considerado um dos fenômenos socioculturais mais importantes no</p><p>final do último século.</p><p>[...] o esporte é entendido como uma atividade competitiva</p><p>institucionalizada que envolve esforço físico vigoroso ou o uso de</p><p>habilidades motoras relativamente complexas, por indivíduos, cuja</p><p>participação é motivada por uma combinação de fatores intrínsecos</p><p>e extrínsecos</p><p>(BARBANTI, 2008, p. 57)</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>65</p><p>Ainda de acordo com o autor, para que tenhamos uma definição precisa do</p><p>que é o esporte, é necessário considerar a especificidade da atividade em questão,</p><p>suas condições para que ela ocorra e a orientação subjetiva dos participantes</p><p>envolvidos. Tubino (1999) classificou o esporte em manifestação sociais: esporte</p><p>educação, esporte participação e esporte performance, que englobam tantos os</p><p>esportes individuais quanto os coletivos, como é o caso do handebol (Figura 4).</p><p>Figura 7: Manifestações sociais do esporte</p><p>a. educacional b. lazer c. rendimento</p><p>Fonte: Acervo Pessoal do Autor (2021)</p><p>Você verá a seguir essas manifestações do esporte, e como elas podem ser</p><p>desenvolvidas tendo como premissa central a prática do esporte, embora sob</p><p>estruturações ou níveis organizacionais que as diferenciam, todas apresentam uma</p><p>enorme contribuição para a formação e desenvolvimento do cidadão.</p><p>ESPORTE EDUCAÇÃO</p><p>O principal objetivo do esporte é gerar cultura, manifestações sociais e</p><p>democratização por meio do movimento. A partir do esporte educação,</p><p>socializamos com pessoas de nosso convívio, desenvolvendo senso crítico,</p><p>cidadania, fazendo com que os alunos tenham consciência da importância da</p><p>inclusão e para desenvolver a competitividade de maneira saudável, conforme</p><p>descreve Paes (2002) e Tubino (1999).</p><p>O handebol educação parte do pressuposto que a inserção do handebol</p><p>como conteúdo curricular deve estar direcionado à democratização do acesso à</p><p>manifestação da cultura de movimento de uma sociedade por meio do seu</p><p>desenvolvimento nas escolas, pois é pela escola que todos terão a oportunidade de</p><p>socialização do movimento, tendo em vista que o esporte é oferecido em outros</p><p>66</p><p>ambientes de socialização, mas que nem todas as pessoas têm um efetivo acesso,</p><p>por exemplo: em praças ao ar livre, academias, escolas de esporte, etc.</p><p>Para Darido e Rangel (2005), o esporte como meio de educação acontece</p><p>nas escolas por meio do desenvolvimento de atividades de maneira coletiva e</p><p>individual com o intuito de formar cidadãos preparados para as adversidades</p><p>cotidianas. No caso do handebol, ao pensar em uma determinada atividade, na</p><p>qual um aluno tem uma habilidade maior nessa atividade e o outro não. O aluno</p><p>que tem maior habilidade deve ajudar ao colega com menor habilidade a</p><p>desenvolver a tarefa proposta. Por exemplo, o objetivo da aula é aprender a fazer</p><p>o arremesso ao gol. A atividade será em dupla e cada aluno deve fazer o arremesso</p><p>a gol, sendo que o aluno mais habilidoso pode dar dicas ao colega de como ele</p><p>pode arremessar de maneira eficaz. Dessa maneira, os alunos desenvolvem senso</p><p>de compreensão e respeito ao nível de aprendizagem do colega, podendo</p><p>entender que as habilidades podem ser trabalhadas e aprendidas com calma.</p><p>ESPORTE PARTICIPAÇÃO OU LAZER</p><p>Neste tipo de esporte, Tubino (1999) descreve que o foco principal está</p><p>centrado no aspecto lúdico. O esporte participação ocorre em espaços formais e</p><p>não formais e é praticado por pessoas de todas as faixas etárias e condições. Paes,</p><p>67</p><p>(2002) descreve que geralmente, esse tipo de esporte acontece no tempo de lazer,</p><p>desenvolvendo a interação social, o bem-estar físico e mental, a diversão e o</p><p>desenvolvimento pessoal.</p><p>No caso do handebol, entende-se que o jogo em si possui alguns propósitos</p><p>bem definidos, tais como: a descontração, a diversão, o desenvolvimento pessoal e</p><p>o relacionamento com as pessoas, e que são constantemente desenvolvidos. É</p><p>importante destacar ainda que, as regras para esta manifestação esportiva, tornam-</p><p>se flexíveis e podem ser adaptadas de acordo com os participantes que possuem</p><p>“liberdade” para fazê-lo, uma vez que o que menos importa nessa manifestação</p><p>esportiva é o resultado. De forma geral, o esporte-participação, apresenta uma</p><p>dimensão mais ligada aos aspectos sociais, em que se busca por exemplo, por meio</p><p>de projetos sociais, a inclusão e participação de todos, e o handebol, como</p><p>modalidade esportiva pode ser facilmente desenvolvido, devido as suas</p><p>características.</p><p>Paes (2002) destaca que é possível presenciar o momento em que os</p><p>indivíduos formam coletivos para alguma prática coletiva, mesmo que o esporte seja</p><p>individual, como a corrida, o ciclismo e a natação, sendo que o importante é a</p><p>participação do indivíduo, bem como a sua socialização. Em geral, os locais</p><p>ocupados por eles são espaços públicos de lazer, clubes particulares, condomínios,</p><p>ruas, parques, praças, praias e montanhas.</p><p>É possível perceber que a prática do handebol com o viés da participação</p><p>ou do lazer tem o poder de transformar os indivíduos devido a sua capacidade de</p><p>interação, causando bem-estar físico, psíquico e social, melhorando o ambiente e</p><p>promovendo ações que modifiquem o cotidiano.</p><p>ESPORTE RENDIMENTO OU PERFORMANCE</p><p>Também conhecido como esporte de rendimento, Tubino (1999) descreve</p><p>que o esporte performance visa ao êxito de vitória sobre o adversário. As</p><p>modalidades são regidas por federações, ligas e comitês a níveis regionais, nacionais</p><p>e internacionais.</p><p>De forma global, o esporte performance tem regras universais, a fim de</p><p>integrar todos os participantes que o praticam, podendo ser mais justos e possibilitar</p><p>uma interação, tendo em vista que existem competições a níveis internacionais.</p><p>68</p><p>Paes (2002) menciona que os seus praticantes se diferem completamente dos</p><p>praticantes do esporte educação e do esporte participação, mas é possível que,</p><p>por meio desses esportes, eles cheguem ao esporte performance. No alto</p><p>rendimento, a prática fica restrita aos talentos esportivos descobertos na maioria das</p><p>vezes em escolas de base esportiva específica de alguma modalidade, como</p><p>ocorre com o handebol, e que geralmente é promovida pelos clubes com o foco</p><p>de encontrar o próximo campeão, deixando claro que muitas vezes o foco dessa</p><p>manifestação esportiva é a vitória.</p><p>Darido e Rangel (2005) descrevem de forma detalhada o esporte rendimento</p><p>como aquele que traz consigo os propósitos de novos êxitos e vitórias sobre os</p><p>adversários. Um outro aspecto que merece atenção nesta manifestação do esporte</p><p>é que essas modalidades são representadas por estruturas organizacionais ou</p><p>hierárquicas, dentre as quais: ligas, federações, confederações, comitês olímpicos,</p><p>que dão a essa manifestação do esporte o perfil mais “formal”, associando-o ao</p><p>rendimento, ou seja, ao atleta.</p><p>Barbanti (2008) e Tubino (1999) descrevem outra importante característica do</p><p>esporte performance, que é a profissionalidade com que são tratadas as</p><p>modalidades: é necessário um corpo de profissionais altamente qualificados para se</p><p>alcançar resultados expressivos. Então, os profissionais da área geralmente são</p><p>especializados de acordo com os objetivos de cada área de atuação e também</p><p>trabalham em grupo.</p><p>4.3 OS JOGOS PRÉ-DESPORTIVOS E GRANDES JOGOS COMO FERRAMENTA DO</p><p>PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NO HANDEBOL</p><p>O handebol é um jogo de equipe e, ao tratar de jogos pré-desportivos e ainda</p><p>dos grandes jogos como ferramenta do processo ensino-aprendizagem da</p><p>modalidade, temos essa prática desenvolvida no âmbito educacional, sobretudo.</p><p>Neste caso o handebol desempenha um papel importante na educação</p><p>social dos alunos, onde o objetivo em geral é fazer com que os</p><p>jogadores/participantes aprendam a cooperar entre si, conforme destaca Franke</p><p>(2018).</p><p>69</p><p>De toda forma, o handebol nas escolas é, entendido como uma atividade</p><p>que deve ser inserida no conteúdo curricular, mediante suas possibilidades de</p><p>desenvolvimento, onde o professor pode explorar diferentes aspectos, não somente</p><p>o motor, mas o cognitivo e ainda o afetivo-social. Cabe aos professores entenderem</p><p>esse propósito e ao planejarem suas atividades, pensem em algo que vai muito mais</p><p>além que os aspectos motores naturais: correr, pular, pegar e jogar. Vale explorar</p><p>aspectos táticos, de tomada de decisão, e ainda as regras da modalidade, pois</p><p>cada uma destas carrega consigo sua importância</p><p>para a formação do aluno</p><p>enquanto cidadão participativo, reflexivo e crítico para atuar na sociedade.</p><p>O ensino eficaz do handebol envolve combinar o ensino do entendimento</p><p>tático com o desenvolvimento de habilidades. Pensando nisso, o ensino do</p><p>handebol pode ser visto por duas grandes abordagens distintas: abordagem</p><p>analítica e abordagem global, conforme destaca (MENEZES, 2012; TENROLER, 2004).</p><p>E antes de apresentarmos os jogos pré-desportivos e/ou outras possibilidades</p><p>de trabalhar-se o handebol, em seus aspectos técnicos e táticos, é importante</p><p>entender o tipo de abordagem que será adotada, pois é ela quem norteará o</p><p>caminho a ser conduzido pelo professor durante o processo ensino-aprendizagem.</p><p>Greco (2007) se posiciona não favorável à adoção de um único método de ensino-</p><p>aprendizagem-treinamento, independente de qual método for adotado, uma vez</p><p>que é importante oferecer ao aluno diferentes possibilidades/variabilidade de</p><p>ações, tomada de decisões e compreensão parcial e global do jogo, por exemplo.</p><p>Neste sentido, temos a abordagem analítica, que de acordo com Franke</p><p>(2018) parte do pressuposto de que o desenvolvimento das habilidades motoras é o</p><p>elemento mais importante. Faz-se importante que os professores de educação física</p><p>incluam em seu programa de treinamento, aspectos associados ao</p><p>desenvolvimento de habilidades motoras gerais na prática do handebol, conforme</p><p>descreve Tenroler (2004), em que elementos como: agilidade, velocidade, força,</p><p>coordenação, equilíbrio, flexibilidade e resistência, essências na prática do</p><p>handebol, sejam colocados em evidência. Além disso, Franke (2018) destaca a</p><p>70</p><p>importância dessa abordagem, a qual prioriza também o ensino pela técnica,</p><p>visando o desenvolvimento das habilidades motoras específicas da modalidade em</p><p>questão.</p><p>Franke (2018) descreve que aulas planejadas a partir dessa perspectiva de</p><p>ensino incluem diversos exercícios, visando a aprendizagem da técnica. Evoluindo</p><p>em grau de complexidade, por exemplo, uma aula com objetivo de ensino do</p><p>fundamento passe pode iniciar com dois alunos trocando passes a uma curta</p><p>distância e, conforme obtiverem sucesso na atividade, aumentará a distância entre</p><p>eles. É possível ainda estimular diferentes formas de passar a bola, como passe a</p><p>meia altura, passe quicando, passe com trajetória parabólica, etc.</p><p>Por outro lado, temos ainda a abordagem global é baseada em jogos e visa</p><p>desenvolver um processo de ensino com o aluno no centro das atividades em</p><p>situações que exigem a solução de problemas para ensinar o handebol, conforme</p><p>descreve Franke (2018). Um aspecto interessante dessa abordagem é que ela difere</p><p>daquelas consideradas tradicionais, uma vez que essa abordagem, primeiramente,</p><p>enfatiza a compreensão, a apreciação e o aprendizado tático do jogo para resolver</p><p>os problemas que surgem ao longo da atividade e, depois, ensina a como fazê-lo.</p><p>De maneira global, nessa abordagem, o professor é desafiado a identificar e</p><p>priorizar os problemas e as habilidades táticas do jogo a serem focados</p><p>estabelecendo tarefas de aprendizado apropriadas para melhorar a competência</p><p>de jogo dos alunos.</p><p>No entanto, observa-se ainda, por meio de estudos realizados para identificar as</p><p>metodologias de ensino e ações pedagógicas que os professores aplicam nas suas</p><p>aulas na escola, a predominância da abordagem de ensino tradicional. Nesse</p><p>sentido, evidencia-se a importância de refletir criticamente durante a formação dos</p><p>profissionais de Educação Física sobre as metodologias de ensino e romper com a</p><p>abordagem tradicional (ROMÃO et al., 2017).</p><p>No caso específico da metodologia pautada pelo uso de jogos, atividades</p><p>de preparação que iniciam um evento ou preparam o caminho para o próximo nível</p><p>de jogos, como jogos reduzidos, formas parciais de jogo e formas básicas de jogo).</p><p>Incluem jogos de recepção, jogos de revezamento, jogos baseados em queimada</p><p>ou combinação, por exemplo, são bem-vindas dentro do processo ensino-</p><p>aprendizagem do handebol. Você verá a seguir uma breve descrição dessas</p><p>atividades:</p><p>71</p><p>• Jogos reduzidos: são uma forma genérica para jogos com poucos jogadores</p><p>competindo em um campo de tamanho menor, sem a necessidade de ter</p><p>todos os principais elementos de jogo para estruturar o handebol. Pode ser</p><p>um jogo de passe 3v3, por exemplo.</p><p>• Jogos parciais: são situações de jogo, porém mais simples que a forma</p><p>básica do jogo, mantendo a dinâmica do jogo de handebol (cooperação</p><p>versus oposição). Podemos manipular as restrições de jogo para resolver um</p><p>problema específico do jogo (por exemplo, 2v2, em meia quadra com</p><p>torcedores nas laterais).</p><p>• As formas básicas de jogo: são versões modificadas do jogo de handebol</p><p>completo (7vs7), mas ainda mantêm suas características únicas de relação</p><p>de cooperação e oposição. As modificações podem incluir alterações nas</p><p>regras de número de jogadores, tamanho da quadra e do gol, formato da</p><p>área do gol, características da bola, restrições defensivas e equipamentos</p><p>alternativos.</p><p>De forma global, Franke (2018) menciona que as modificações nos jogos, a</p><p>complexidade tática e de desempenho do jogo completo pode ser reduzida ou</p><p>modelada de acordo com as necessidades de ensino. É importante destacar que</p><p>uma das ferramentas mais utilizadas neste sentido, o mini-handebol, pode ser</p><p>amplamente utilizado como mecanismo onde se desenvolve aspectos da</p><p>modalidade, de forma lúdica, sendo um bom exemplo de uma forma de jogo</p><p>modificada.</p><p>Podemos destacar como exemplo a ser trabalhado em aula, um jogo cujo</p><p>objetivo é trocar passes por 10 vezes consecutivas. Ao longo da atividade, os alunos</p><p>elaboram estratégias para atingir o objetivo e impedir que a equipe adversária o</p><p>atinja, estimulando a tomada de decisão, e a tática é evidenciada. E para evitar</p><p>que a equipe adversária complete os passes, os alunos podem pensar em se distribuir</p><p>pela quadra, visando marcar o adversário que poderia receber um passe,</p><p>estimulando o aprendizado de aspectos técnicos e táticos de jogo. Diante dessa</p><p>situação, o aluno com a posse de bola deve pensar em diferentes soluções para</p><p>fazer com que a bola chegue até o colega que está marcado (problema). E então,</p><p>as possibilidades aparecem de forma natural, e um exemplo a ser adotado pode ser</p><p>passar a bola de forma forte e direta, para evitar que seja interceptada, com um</p><p>passe quicado, para que a bola vá por baixo do marcador, ou ainda com um passe</p><p>72</p><p>de trajetória parabólica, para passar sobre o adversário.</p><p>O ensino de modalidades esportivas, nas aulas de Educação Física, ou ainda</p><p>em escolas de formação, deve estar voltado para uma ação pedagógica que</p><p>respeite as características individuais. Sendo, mais importantes, de acordo com</p><p>Leonardo (2008), as experiências motoras de habilidades, do que buscar a</p><p>execução perfeita do movimento. Greco (2007) afirma que a organização</p><p>pedagógica das aulas deve ser dinâmica, evitando-se a repetibilidade de ações</p><p>que estejam mais próximas do treinamento, ou seja, na formação de atletas. Cabe</p><p>ao professor verificar este aspecto, onde todos os alunos consigam participar de</p><p>forma participativa, fazendo parte do processo como elementos fundamentais do</p><p>mesmo.</p><p>Garganta (1998) e Paes (2002) afirmam que a estruturação pedagógica</p><p>consiste em etapas definidas de forma clara, e que visam uma sequência estrutural,</p><p>dentre as quais: organização, sistematização, aplicação e avaliação dos</p><p>procedimentos pedagógicos envolvidos nos processos de ensino-aprendizagem,</p><p>além daqueles associados ao treinamento esportivo. Cabe ainda enfatizar as</p><p>múltiplas inteligências e especialmente tratando-se dos jogos esportivos coletivos,</p><p>como é o caso do handebol, é importante considerar três aspectos fundamentais:</p><p>a) imprevisibilidade - as ações nunca se repetem; b) criatividade - não fazer somente</p><p>o óbvio; e c) complexidade – deve-se considerar os diferentes elementos, inerentes</p><p>ao contexto da pedagogia do esporte (PAES, 2002).</p><p>Enfim, o processo de ensino-aprendizagem do handebol na iniciação</p><p>deve</p><p>acontecer preferencialmente, através de jogos e exercícios de aprendizagem com</p><p>clima lúdico e de intensa socialização, estes conceitos devem ser trabalhos</p><p>concomitantemente, sendo eles: atividades de oposição, automatismos</p><p>inconscientes e jogar para aprender. E complementando, Bayer (1994) deixa claro</p><p>73</p><p>que nos ensino dos esportes coletivos, é importante que os participantes sejam</p><p>estimulados a vivenciar atividades que os permitem compreender a estrutura, a</p><p>lógica e a dinâmica desses esportes, evitando com isso, a ocorrência da</p><p>especialização precoce e da automatização recortada e descontextualizada dos</p><p>gestos motores no modelo tecnicista.</p><p>4.4 O HANDEBOL E SEUS ASPECTOS SOCIAIS, DE INCLUSÃO E PARTICIPAÇÃO</p><p>O esporte como fenômeno social tem importante papel na sociedade visto</p><p>que ele abrange vários setores, dentre os quais: da saúde e da educação. A prática</p><p>do esporte, em particular do handebol, envolve a aquisição de habilidades físicas e</p><p>sociais, valores, conhecimentos, atitudes e normas.</p><p>O papel do esporte e da atividade física nos projetos sociais é valorizado na</p><p>sociedade, seja os elementos constituintes ou os elementos de socialização e</p><p>promoção da saúde de adolescentes e crianças. Observamos nos último anos um</p><p>crescimento da possibilidade de acesso à diferentes programas sociais, onde o</p><p>esporte é visto como elemento central. De toda forma, ainda carece de maiores</p><p>investimentos, e uma maior variabilidade de ofertas relacionadas aos esportes,</p><p>entendendo que no caso do handebol ainda vemos uma lacuna no que tange</p><p>projetos sociais direcionados a essa prática esportiva, direcionado ao social, à</p><p>formação do cidadão, dentre outros aspectos.</p><p>Portanto, ao falamos em handebol e seus aspectos de inclusão, é importante</p><p>destacar o handebol feminino, e dentre os fatos históricos, destacam-se, o primeiro</p><p>Campeonato Mundial de Handebol Feminino de Campo, realizado em 1949, na</p><p>Hungria, que contou com sete seleções. Em 1957, foi realizado o primeiro</p><p>Campeonato Mundial Feminino de Handebol de Quadra, na Iugoslávia, contando</p><p>com nove seleções (DACOSTA, 2005). No Brasil, o handebol feminino teve destaque</p><p>a partir de 1973, ano em que foi disputado o IV JEB, em Maceió - AL, contou com a</p><p>participação de 16 equipes femininas. Neste ano, foi criado o primeiro Campeonato</p><p>Brasileiro de Handebol Feminino.</p><p>Franke (2018) destaca que para a seleção brasileira, um dos fatos mais</p><p>importante da história do handebol feminino brasileiro é a sua primeira participação</p><p>nos Jogos Olímpicos em 2000. A seleção ficou em oitavo lugar. Após essa primeira</p><p>participação nos jogos de Sidney, a seleção feminina brasileira de handebol esteve</p><p>74</p><p>presente em todos os outros jogos: Atenas (2004) em sétimo lugar, Pequim (2008) em</p><p>nono lugar, Londres (2012) em sexto lugar e Rio de Janeiro em quinto lugar,</p><p>mostrando sua constante evolução, e por tratar-se de uma modalidade</p><p>desenvolvida a pouco tempo para o público feminino, conseguiu tornar-se</p><p>expoente quanto à pratica para este público. Destaca-se ainda, como</p><p>acontecimento para o handebol feminino brasileiro o Campeonato Mundial,</p><p>conquistado em 2013, a destacar que nesse campeonato, a seleção brasileira</p><p>ganhou todos os seus jogos na competição, tonando-se a segunda seleção não</p><p>europeia e a primeira sul americana a conquistar o título de tal maneira.</p><p>Enfim, Franke (2018) destaca que o avanço do handebol feminino brasileiro</p><p>ao longo dos anos é, sem dúvida, de uma constante evolução. No entanto, como</p><p>em outros esportes femininos, sofre com a falta de políticas e incentivos que possam</p><p>difundir sua prática de maneira mais profissional, o que qualificaria ainda mais o</p><p>esporte. E uma das estratégias fundamentais para que o handebol feminino</p><p>continue a crescer no Brasil é a sua inclusão no ambiente escolar, por meio de aulas</p><p>de Educação Física que privilegiem sua prática também para as meninas.</p><p>O handebol e seus aspectos sociais e de inclusão devem ainda estar</p><p>associados a um outro público específico, os deficientes físicos, por meio da prática</p><p>do handebol para cadeirantes. Quando desenvolvida para este público-alvo,</p><p>entende-se que o handebol deve atuar como agente transformador do cidadão,</p><p>mesmo que o objetivo não seja o esporte em seu caráter competitivo, aqui é notório</p><p>a necessidade de aliar o esporte à inserção do indivíduo na sociedade de forma</p><p>verdadeiramente integradora e participativa, no intuito de desenvolver aspectos</p><p>educacionais, de participação e inclusão.</p><p>De fato, percebe-se um crescimento de pessoas com algum tipo de</p><p>incapacidade ou deficiência física envolvidas em programas esportivos, sendo estes</p><p>uma excelente ferramenta que trabalha os aspectos cognitivos, motores e afetivo-</p><p>sociais. A prática esportiva, é uma interessante oportunidade de testar os limites e</p><p>potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias decorrentes da deficiência</p><p>e ainda promover a integração social do indivíduo, por isso torna-se uma excelente</p><p>opção para este público (MELO e LÓPEZ, 2002). Neste sentido, vemos o</p><p>aparecimento do handebol em cadeira de rodas, considerada uma modalidade</p><p>ainda pouco conhecida, e que ainda carece de maior divulgação, sobretudo da</p><p>mídia.</p><p>75</p><p>Criado em 2005, pelos professores Décio Roberto Calegari, José Irineu Gorla e</p><p>Ricardo Alexandre Carminato, o handebol para cadeirantes já possui uma grande</p><p>adesão no país todo. Vale ressaltar como fato histórico marcante, a fundação da</p><p>primeira federação da modalidade, a Federação Paranaense de Handebol em</p><p>Cadeira de Rodas (FPRHCR), fundada em maio de 2007, na cidade de Toledo-PR.</p><p>Trata-se de uma modalidade voltada para que pessoas com deficiência física</p><p>pudessem ter a oportunidade e a vivência da prática do handebol, e para isto foram</p><p>desenvolvidas duas formas diferentes: o Handebol Sete (Handball Seven ou HCR7) e</p><p>o Handebol Quatro (Handball Four ou HCR4).</p><p>No caso específico do HCR7, a disputada ocorre em uma quadra oficial da</p><p>de handebol, mantendo-se alguns aspectos em comum, tais como: o tempo de</p><p>jogo, as principais regras, o número de jogadores, as substituições, sendo estas</p><p>similares ao que é praticado no handebol convencional. Um fator interessante nesta</p><p>prática adaptada é que todos os jogadores podem atuar como goleiro a qualquer</p><p>momento do jogo, desde que não estejam na área atuando como goleiro dois</p><p>defensores ao mesmo tempo, caso ocorra pode gerar uma sanção à equipe que</p><p>cometeu a falta, e consequente tiro de sete metros concedido ao adversário</p><p>(CALEGARI et al., 2005).</p><p>A outra possibilidade de prática do handebol adaptado é o HCR4, e de</p><p>acordo com Calegari et al. (2005) possui uma similaridade maior com o handebol</p><p>de praia, embora seja pratico em quadra assim como o HCR7, e o handebol</p><p>convencional, trata-se de uma prática menos desenvolvida em nosso país. Neste</p><p>caso, sua área de disputa utiliza as linhas da quadra de basquete, sendo disputado</p><p>por quatro jogadores em cada equipe, com um goleiro e três jogadores de linha,</p><p>mantendo-se as regras para o goleiro da mesma forma que o HCR7. O jogo é</p><p>disputado em dois sets de quinze minutos cada com cinco minutos de intervalo e o</p><p>placar volta a zero ao final de cada set. Em caso de empate será disputado um</p><p>tempo extra de dez minutos para decidir o vencedor do jogo. O desempate no set</p><p>é feito através do gol de ouro. Assim como no handebol de areia, o HCR4 tem o gol</p><p>espetacular que é o gol feito em condições especiais (após um giro de 360º, por</p><p>exemplo) deve ser considerado como se valesse dois gols.</p><p>É importante destacar que as regras gerais do handebol convencional valem</p><p>também para o HCR4 ou HCR7, ou seja, não é permitido conduzir a bola, dar duas</p><p>saídas, deve permanecer no máximo 3 s em posse da bola sem driblar, o trifásico</p><p>76</p><p>também é permitido e o limite dos “três passos” é substituído pelos toques na</p><p>cadeira. Um aspecto interessante a ser destacado é que na modalidade adaptada,</p><p>torna-se proibida a condução de a bola sobre as pernas, diferente do que acontece</p><p>no basquete</p><p>sobre rodas, uma outra modalidade possível de ser praticada por</p><p>cadeirantes.</p><p>Abreu e Bergamaschi (2016) relatam que assim como na prática de outras</p><p>modalidades esportivas adaptadas, para o handebol, há uma classificação</p><p>definida, de acordo com o desempenho e habilidades específicas da modalidade,</p><p>tais como: driblar, passar, empurrar a cadeira, arremessar. Neste sentido, os autores</p><p>descrevem essas classes como: 1.0, 1.5, 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0 e 4.5. É importante</p><p>ressaltar que para cada jogador há uma determinada atribuição de valor</p><p>representada pela sua classificação. E neste sentido, temos no HCR7, cada equipe</p><p>deve ter sete atletas somando 18 pontos dentro de quadra. Já no HCR4, cada</p><p>equipe deve somar 14 pontos.</p><p>No caso do HCR7, as regras são as mesmas do handebol de quadra</p><p>(CALEGARI et al., 2005). Entretanto, algumas adaptações fazem-se necessárias,</p><p>dentre as quais: a trave, que possui sua dimensão reduzida para dois metros de</p><p>largura e dois metros de altura. Destaca-se também a possibilidade de rodízio entre</p><p>os atletas que exercem a função de goleiro, sendo que não há um goleiro fixo como</p><p>no handebol convencional, e neste caso, torna-se o goleiro aquele jogador que, de</p><p>fato, assumir a função primeiro que o companheiro, retornando à área do goleiro o</p><p>mais rápido possível, devendo sempre ter somente um nesta área. O HCR4</p><p>acompanha as características do handebol de areia (CALEGARI et al., 2005).</p><p>Aqui o diferencial está centrado no fato de que, embora a quadra de jogo</p><p>tenha as mesmas dimensões e delimitações de uma quadra oficial de basquetebol,</p><p>a área do goleiro segue um prolongamento da linha de lance livre até a linha lateral.</p><p>Outro aspecto que diferencia esta prática da convencional é a adaptação no</p><p>tempo de jogo, a qual é reduzida para dois tempos de 15 minutos com intervalo de</p><p>cinco minutos, sendo realizada uma contagem independente de gols em cada</p><p>período, muito em função obviamente da quantidade de jogadores, total de 04 em</p><p>cada equipe (Handebol em cadeira de rodas, 2008, site oficial).</p><p>Quanto às violações, faltas e punições, estas seguem as mesmas regras do</p><p>handebol convencional, devendo, todavia, saber-se que a cadeira de rodas deve</p><p>ser considerada uma parte do jogador. No caso da progressão, deve-se levar em</p><p>77</p><p>conta o impulso à cadeira (CALEGARI et al., 2005).</p><p>Tratar a inclusão por meio do esporte é algo que muitos vêm tentando, porém</p><p>há ainda uma carência, principalmente devido à falta de informações sobre o tema</p><p>“esporte adaptado” que está em pleno crescimento, mas necessita ainda de maior</p><p>entendimento. Devemos entender a importância do esporte como fator de inclusão</p><p>social, e neste sentido, o handebol surge como uma excelente ferramenta para</p><p>impulsionar esta ideia e desenvolver diferentes habilidades ou competências em</p><p>seus praticantes. Compreender o handebol muito além do aspecto da disputa, do</p><p>jogo em si, é algo fundamental a ser desenvolvido.</p><p>78</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. O processo ensino-aprendizagem do handebol envolve elementos importantes à</p><p>serem considerados, os quais devem estar associados ao desafio de buscar a</p><p>reconstrução da manifestação esportiva. No âmbito educacional, esse processo</p><p>torna-se mais evidente, sobretudo na busca pela ampliação do cabedal teórico e</p><p>motor dos alunos para além das quatro linhas da quadra, ou seja, entender as</p><p>inúmeras possibilidades que o esporte (handebol) pode proporcionar.</p><p>Analise as assertivas a seguir e assinale a que apresente de forma CORRETA um</p><p>objetivo associado ao handebol educacional.</p><p>a) A formação de cidadãos fisicamente capacitados para a sociedade.</p><p>b) A oportunização de momentos de lazer sem o compromisso com o aprendizado.</p><p>c) A formação de cidadãos preparados para serem futuros atletas.</p><p>d) A cultura do movimento colocada em evidência.</p><p>e) A análise do desempenho na análise e coleta de dados dos alunos.</p><p>2. Ao planejar aulas práticas, é fundamental que esta seja baseada em uma</p><p>sequência lógica, a fim de garantir maior interesse e assimilação de conteúdo por</p><p>parte do aluno. Para isso, boa parte do planejamento já deve estar estabelecido,</p><p>lembrando que alterações são sempre viáveis e úteis, quando direcionadas à</p><p>melhora da aprendizagem do aluno.</p><p>Em relação às etapas de uma aula prática, é correto afirmar que:</p><p>a) Um jogo ou uma adaptação fazem parte da aula.</p><p>b) O aquecimento deve seguir um padrão durante todas as aulas.</p><p>c) A conexão entre as tarefas e o jogo é dispensável.</p><p>d) As regras do esporte sempre devem ser implantadas nas aulas.</p><p>e) Não é necessário fazer adaptações ou decomposições dos lances.</p><p>3. A estruturação pedagógica consiste em organizar, sistematizar, aplicar e avaliar</p><p>procedimentos pedagógicos nos processos de ensino-aprendizagem e treinamento</p><p>79</p><p>esportivo, sendo preciso ainda, enfatizar as múltiplas inteligências e especialmente</p><p>tratando-se dos jogos esportivos coletivos, como é o caso do handebol, considerar</p><p>alguns aspectos fundamentais.</p><p>Analise as assertivas a seguir e assinale V (verdadeiro) ou F (falso).</p><p>( ) O melhor aprendizado deve ser feito a partir de atividades repetitivas.</p><p>( ) A decomposição do jogo auxilia no aprendizado.</p><p>( ) Desafios não são necessários, apenas a apresentação e o ensino do conteúdo.</p><p>( ) A complexidade da proposta das atividades deve ser considerada pelo professor.</p><p>A ordem correta de cima para baixo é:</p><p>a) V,V,F,F.</p><p>b) F,F,V,F.</p><p>c) F,V,F,V.</p><p>d) V,F,V,F.</p><p>e) V,V,V,F.</p><p>4. O esporte pode ser entendido como a ação de praticar atividades físicas de</p><p>maneira coletiva ou individual, gerando bem-estar físico e emocional à todas as</p><p>pessoas que o envolvem, sendo considerado um dos fenômenos socioculturais mais</p><p>importantes no final do último século. Neste sentido, temos o esporte de rendimento,</p><p>cujos aspectos singulares o diferenciam dos jogos e das brincadeiras e fazem com</p><p>que o esporte tenha um caráter formal e profissional.</p><p>Entre as alternativas, qual é um aspecto do esporte de rendimento?</p><p>a) O esporte de rendimento é exclusivo para adultos.</p><p>b) O esporte de rendimento não pode ter suas regras alteradas.</p><p>c) O esporte de rendimento é praticado em âmbito escolar.</p><p>d) O esporte de rendimento não apresenta ligas e campeonatos.</p><p>e) O esporte de rendimento é praticado em âmbito escolar.</p><p>80</p><p>5. Desenvolver e evoluir um esporte é de suma importância para sua sobrevivência</p><p>e, principalmente, para que ele possa se perpetuar como uma prática esportiva.</p><p>Pensar no esporte em um âmbito social e de inclusão deve direcioná-lo para</p><p>aspectos que vão muito mais além do jogo em si, compreendendo-o como</p><p>ferramenta de atuação, inserção e mudança de pensamento de uma sociedade,</p><p>por meio da inserção de determinados públicos-alvos que passam a atuar como</p><p>protagonistas do processo, como ocorre com as mulheres, ao tratar-se do handebol</p><p>feminino. Nesse sentido, é correto afirmar que diferentes estratégias podem ser</p><p>criadas para que o handebol feminino possa ser alavancado.</p><p>Quais estratégias de desenvolvimento e difusão poderão auxiliar o handebol</p><p>feminino brasileiro?</p><p>a) Ensinar o handebol exclusivamente nas escolas privadas, por meio da disciplina</p><p>Educação Física.</p><p>b) Venda de ingressos mais baratos ao público feminino, a crianças, a adolescentes,</p><p>a jovens e a idosos, para assistirem aos jogos de equipes profissionais.</p><p>c) Realizar torneios dentro da escola e entre escolas que visem à prática do</p><p>handebol feminino para adolescentes.</p><p>d) Criar ações entre escola e família que possam proporcionar a prática do</p><p>handebol entre meninas e suas mães dentro do espaço escolar.</p><p>e) Incentivo público-privado para as mulheres que busquem se profissionalizar como</p><p>atletas de handebol, por meio de patrocínio.</p><p>6. No handebol, assim como no ensino de qualquer outra modalidade esportiva,</p><p>individual e/ou coletiva, é importante entender o tipo de abordagem ensino-</p><p>aprendizagem que será adotada, pois é ela quem norteará o caminho a ser</p><p>conduzido pelo professor durante todo o processo. A busca pela variabilidade de</p><p>métodos torna-se</p><p>bem-vinda em muitos casos, pois permite à criança/adolescente</p><p>que vivencie situações as mais diversificadas quanto possível.</p><p>Neste sentido, acerca da abordagem global entende-se que:</p><p>I. a mesma é baseada em jogos.</p><p>81</p><p>II. enfatiza a compreensão, apreciação e aprendizado tático do jogo.</p><p>III. o professor é visto como centro do processo ensino-aprendizagem.</p><p>IV. o desenvolvimento das habilidades motoras é o foco da atenção.</p><p>Analise as assertivas e assinale a opção que contemple as Corretas.</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) I e II, apenas.</p><p>c) II e III, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>7. A prática esportiva enquanto ferramenta de inclusão social, tem se destacado,</p><p>pois a cada dia, um número maior de pessoas com algum tipo de incapacidade</p><p>física está envolvido em diferentes programas que visam a inclusão por meio da</p><p>prática de atividades físicas e esportes, independente do nível, devido sobretudo</p><p>aos benefícios que estes proporcionam e, também, pela oportunidade de testar seus</p><p>limites e potencialidades, prevenir as enfermidades secundárias à sua deficiência e</p><p>promover a integração social do indivíduo, conforme proporcionado pelo</p><p>handebol. Neste sentido, vemos o aparecimento do handebol em cadeira de rodas,</p><p>uma modalidade ainda pouco conhecida, porém que vem crescendo desde a sua</p><p>criação de maneira acentuada.</p><p>Analise as assertivas a seguir e assinale V (verdadeiro) e F (falso) quanto à prática do</p><p>handebol para cadeirantes em sua classificação HCR 4.</p><p>( ) É disputado em quadra, seguindo as mesmas regras do handebol convencional.</p><p>( ) Cada equipe é composta por seis jogadores, sendo um goleiro e cinco</p><p>jogadores de linha.</p><p>( ) Assemelha-se ao handebol de areia, sendo disputada em uma área que utiliza</p><p>linhas da quadra de basquete.</p><p>( ) O jogo é disputado em dois sets de quinze minutos cada com cinco minutos de</p><p>intervalo e o placar volta a zero ao final de cada set.</p><p>82</p><p>A ordem correta de cima para baixo é:</p><p>a) F,F,V,V.</p><p>b) V,V,F,F.</p><p>c) F,F,V,F.</p><p>d) V,F,F,V.</p><p>e) F,V,F,V.</p><p>8. No caso específico da metodologia pautada pelo uso de jogos, atividades de</p><p>preparação que iniciam um evento ou preparam o caminho para o próximo nível</p><p>de jogos, como jogos reduzidos, formas parciais de jogo e formas básicas de jogo),</p><p>é importante entendermos como estas atividades propostas podem estar inseridas</p><p>no contexto ensino-aprendizagem de forma a facilitar a compreensão como um</p><p>todo pelos alunos.</p><p>Neste sentido, entende-se os Jogos Parciais como:</p><p>a) Jogos com poucos jogadores competindo em um campo com tamanho menor,</p><p>como por exemplo um jogo de passe 4v4.</p><p>b) Versões adaptadas de jogos clássicos, onde a cooperação é colocada em prova</p><p>contra a competição, tendo o formato similar ao do jogo parcial.</p><p>c) Jogos que exploram as situações de jogo, mais próximas do real, porém de uma</p><p>maneira mais simplificada.</p><p>d) Uma forma genérica para jogos com sete jogadores em cada equipe, sem a</p><p>necessidade de ter, porém, todos os elementos de um jogo tradicional.</p><p>e) Versões modificadas do handebol 4v4, com adaptações feitas nas regras, na</p><p>estrutura global do jogo, e ainda na dinâmica, podendo ser disputado na areia.</p><p>83</p><p>REGULAMENTAÇÃO E ARBITRAGEM</p><p>NO HANDEBOL</p><p>5.1 INTRODUÇÃO</p><p>De fato, toda modalidade esportiva, individual ou coletiva, que apresente a</p><p>característica formal de jogo, deve obrigatoriamente obedecer um conjunto de</p><p>regras estabelecidas, para que o mesmo possa ser praticado de maneira</p><p>organizada, coerente, respeitando-se o regulamento vigente da competição.</p><p>Em relação ao handebol, há um conjunto de regras bem definido, as quais</p><p>foram revisadas pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) em 1º de julho</p><p>de 2016, e que continuam em vigência para as competições de âmbito nacional,</p><p>estando a mesma alinhada às regras internacionais, o que mostra a importância da</p><p>esportivização dessa modalidade, bem como sua expansão como prática esportiva</p><p>reconhecida ao redor do mundo.</p><p>Neste sentido, é importante que esse conjunto de regras seja mesmo que não</p><p>trabalhado de forma integral, desenvolvido em diferentes âmbitos da prática do</p><p>handebol, como por exemplo, no educacional ou ainda no esportivo/alto</p><p>rendimento, onde é essencial o seu desenvolvimento. Trabalhar-se as regras desde</p><p>a iniciação no handebol, mostra a preocupação que se tem de compreender o</p><p>esporte e sua importância no processo ensino-aprendizagem para a formação do</p><p>indivíduo, uma vez que o ensino das regras não se restringe somente à sua aplicação</p><p>durante o jogo, mas à todo contexto no qual está atrelada, e os valores que a ela</p><p>se conectam.</p><p>E por fim, além de conhecer as regras que regem uma modalidade, torna-se</p><p>fundamental compreender a atuação do árbitro, os seus gestos ao longo de uma</p><p>partida, a participação dos demais agentes reguladores do jogo (ex: auxiliares,</p><p>secretário e cronometrista), bem como a sinalização dos aspectos da partida e a</p><p>conduta ética com todos esses participantes, os quais é parte-chave no processo</p><p>de ensino-aprendizagem do handebol.</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>84</p><p>5.2 AS PRINCIPAIS REGRAS DO HANDEBOL</p><p>Modalidade composta por dezoito regras, o handebol, assim como qualquer</p><p>outro esporte formal, tem esse “status” a partir da inserção das regras normatizadoras,</p><p>especificas para cada modalidade. Nesse tópico, será apresentado um resumo das</p><p>principais considerações acerca das regras do handebol, de acordo com o modelo</p><p>apresentado por Franke (2018), baseando-se nas principais regras oficiais da</p><p>modalidade, as quais foram atualizadas pela CBHb, em 1º de julho de 2016.</p><p> Regra 1 - Quadra de jogo</p><p>De acordo com a Confederação Brasileira de Handeboll (2019), a quadra é</p><p>um retângulo de 40 m de comprimento e 20 m de largura. As balizas são colocadas</p><p>no centro da linha de fundo, medindo 2 m de altura e 3 m de largura. As linhas de gol</p><p>devem ter 8 cm de largura entre os postes da baliza e as outras linhas, 5 cm de largura.</p><p>A distância entre a baliza e a linha de área de gol é de 6 m, da baliza até a linha de</p><p>tiro livre 9 m (linha tracejada) e da baliza até a linha de 7 m (onde se executa o tiro</p><p>de 7 m) (Figura 8).</p><p>85</p><p>Figura 8: Quadra de jogo e suas medidas</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handebol – CBHb (2016, p. 7)</p><p> Regra 2 - Duração da partida, sinal de término e time-out</p><p>Franke (2018) destaca que no handebol, a duração da partida depende da</p><p>faixa etária, sendo que o intervalo do jogo para todas as faixas etárias é, em geral,</p><p>de 10 min, sendo o máximo permitido de 15 min, sendo divididos da seguinte maneira,</p><p>conforme o autor:</p><p>1) Igual ou acima de 16 anos: 2 tempos de 30 min;</p><p>2) Entre 12 e 16 anos: 2 tempos de 25 min;</p><p>3) Entre 8 e 12 anos: 2 tempos de 20 min.</p><p>Destaca-se ainda que havendo a necessidade de prorrogação, considerado</p><p>um tempo-extra dado quando o jogo em seu tempo normal termina empatado,</p><p>começa após 5 min de intervalo, com a duração de 2 tempos de 5 min e um intervalo</p><p>de 1 min. Se o jogo continuar empatado, joga-se uma nova prorrogação com</p><p>intervalo de 5 min., se, ainda assim, o empate se mantiver, é importante verificar as</p><p>regras da competição. E aqui vale destacar ainda, que a prorrogação somente é</p><p>colocada em prática, caso esteja no regulamento prévio da competição/torneio,</p><p>86</p><p>não sendo obrigatória para todos os casos (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE</p><p>HANDEBOLL, 2019).</p><p>E ainda segundo as regras oficiais (Confederação Brasileira de Handeboll)</p><p>caso haja necessidade de cobrança de tiro de 7 m, o equivalente às cobranças de</p><p>pênaltis no futebol, escolhem-se cinco jogadores de cada time para a cobrança. As</p><p>cobranças são alternadas entre as equipes. Em caso de empate, nomeiam-se cinco</p><p>jogadores novamente, mas o jogo termina quando houver a diferença de 1 gol entre</p><p>as equipes.</p><p> Regra 3 – A bola</p><p>Acerca do material, este deve ser de couro ou algum outro material sintético,</p><p>esférica e não pode ser brilhante ou escorregadia. A bola, quanto as suas</p><p>características, deve ser diferentes para as categorias, sendo que para jogadores</p><p>157</p><p>FUNDAMENTOS BÁSICOS E SISTEMAS OFENSIVOS E DEFENSIVOS DO</p><p>BASQUETEBOL .................................................................................................</p><p>............................................................................................................... 163</p><p>9.1 FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO BASQUETEBOL ............................................... 163</p><p>9.2 SISTEMAS BÁSICOS DE DEFESA E DE ATAQUE NO BASQUETEBOL.................. 169</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO .......................................................................................... 176</p><p>REGULAMENTAÇÃO BÁSICA DO BASQUETEBOL: NOÇÕES DAS REGRAS</p><p>BÁSICAS E ARBITRAGEM DO JOGO DE BASQUETEBOL ....................... 182</p><p>10.1 NOÇÕES DAS REGRAS BÁSICAS E ARBITRAGEM DO JOGO DE BASQUETEBOL</p><p>.......................................................................................................................... 182</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO .......................................................................................... 204</p><p>O BASQUETEBOL ADAPTADO .............................................................. 211</p><p>11.1 O BASQUETEBOL COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL ....................... 211</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 215</p><p>O BASQUETEBOL ENQUANTO PRÁTICA ESPORTIVA DE ALTO</p><p>RENDIMENTO......................................................................................... 220</p><p>12.1 PREPARAÇÃO FÍSICA, TÉCNICA, TÁTICA E PSICOLÓGICA NO BASQUETEBOL</p><p>.......................................................................................................................... 220</p><p>12.2 A ORGANIZAÇÃO, O CONTROLE E A AVALIAÇÃO DE EQUIPES DE</p><p>BASQUETEBOL................................................................................................... 225</p><p>12.3 ANÁLISE DE DESEMPENHO NO BASQUETEBOL................................................ 230</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO.................................................................................. 236</p><p>RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO ............................................. 242</p><p>REFERÊNCIAS......................................................................................... 244</p><p>UNIDADE</p><p>07</p><p>UNIDADE</p><p>08</p><p>UNIDADE</p><p>09</p><p>UNIDADE</p><p>10</p><p>UNIDADE</p><p>11</p><p>UNIDADE</p><p>12</p><p>7</p><p>O PROCESSO EVOLUTIVO DA</p><p>PRÁTICA DO HANDEBOL</p><p>1.1 INTRODUÇÃO</p><p>O esporte é considerado um fenômeno sociocultural que movimenta algo que</p><p>vai muito mais além do que a prática de alguma modalidade em si, uma vez que é</p><p>capaz de trazer consigo algo que é inerente ao ser humano: as emoções que</p><p>envolvem o jogo nos mais diferentes âmbitos, seja no lazer, educacional ou mesmo</p><p>de rendimento. Nesse contexto, encontra-se uma das modalidades mais</p><p>competitivas que se conhece quando se fala em prática desportiva, os esportes</p><p>coletivos, como exemplo, o handebol.</p><p>Particularmente, no Brasil, embora ainda sofra com a não valorização dos</p><p>veículos de comunicação (exemplo: transmissão de jogos pela televisão aberta) e</p><p>estando ainda um pouco longe da popularidade do vôlei e do basquete, é a</p><p>segunda modalidade mais praticada nas escolas brasileiras, atrás somente do futsal.</p><p>E além do mais, é notório seu crescimento quando comparado há décadas atrás.</p><p>O handebol pode ser considerado uma prática esportiva que aos poucos</p><p>vêm ganhando espaço em nosso país, sobretudo a sua já reconhecida expansão</p><p>mundial, tanto entre os homens quanto entre as mulheres, o handebol traz</p><p>interessantes desafios em sua prática e pode ser desenvolvido com diferentes fins, do</p><p>pedagógico ao competitivo.</p><p>É importante destacar em relação a sua origem e evolução que embora</p><p>praticado com as mãos, é considerado uma modalidade esportiva revolucionária de</p><p>certa maneira, pois apresentou uma nova maneira de fazer o gol, ou seja alcançar</p><p>a meta adversária, por meio de aspectos similares ao futebol/futsal e ao basquetebol,</p><p>ambos modalidades consideradas “esportes de invasão” porém com a dinâmica de</p><p>jogo desenvolvida a partir das especificidades que carregam a modalidade desde</p><p>a sua concepção e consolidação em cenário nacional e mundial.</p><p>1.2 O PROCESSO DE CRIAÇÃO E A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO HANDEBOL</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>8</p><p>Embora existam diferentes visões a respeito do início/origem do handebol,</p><p>assim como outras modalidades esportivas, existem muitas sugestões divergentes</p><p>acerca do surgimento do handebol, entretanto, pode-se entender que o handebol</p><p>surgiu a partir da modificação de outros jogos disputados com as mãos em contato</p><p>com a bola.</p><p>Para Almeida e Dechechi (2012) o handebol pode ser descrito como um jogo</p><p>coletivo, jogado com as mãos, cujo objetivo é marcar mais gols que o adversário. De</p><p>forma global, podemos considerar o handebol um tanto quanto parecido com o</p><p>futebol, mais precisamente o futsal, por serem modalidades desenvolvidas em</p><p>quadras, com a diferença obvia que o handebol é jogado com as mãos e, por isso,</p><p>recebe este nome em inglês (handball): hand = mão e ball = bola.</p><p>Em relação a sua criação, os primeiros relatos ocorreram na Grécia Antiga (600</p><p>a.C.), em que um jogo conhecido como “Urania”, descrito por Homero na Odisseia,</p><p>era praticado com uma bola do tamanho de uma maçã, com as mãos e sem balizas.</p><p>E ainda, o médico Claudius Galenus relatou que em Roma (130-200 d.C.) se praticava</p><p>um jogo com as mãos denominado Harpaston (ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>Na Idade Média também temos exemplos de jogos de bola com as mãos,</p><p>como o Fangballspiel (jogo de pegar a bola), que aparece nos versos do poeta lírico</p><p>alemão Walther von der Vogelweide, entre os anos 1170 e 1230. Um fato histórico</p><p>interessante acerca da prática do handebol, ocorreu na França (1494-1533), onde o</p><p>escritor Rabelais citou o Esprés Jouaiant à Balle, à la Paume. No final do século XVIII,</p><p>os inuítes da Groenlândia jogavam um jogo similar ao handebol, conforme descreve</p><p>Tenroler (2004).</p><p>Até chegar-se ao formato que conhecemos atualmente, o handebol passou</p><p>ainda por algumas transformações, sendo reconhecido em toda Europa já no</p><p>formato mais atualizado, inicialmente na Áustria e na Suíça e, depois, na Alemanha,</p><p>onde se tornou oficial em 1920, após sua introdução feita por Karl Schellenz, em 1915.</p><p>De acordo com Almeida e Dechechi (2012), a prática do handebol de campo</p><p>pode ser considerada como a primeira manifestação da prática do handebol, e que</p><p>foi oficializada pouco tempo depois, tornando-se popular graças aos professores</p><p>alemães de ginástica que utilizavam o jogo como alternativa para o futebol,</p><p>principalmente para as mulheres. Essa modalidade era disputada por onze jogadores</p><p>em cada equipe, em um campo com dimensões semelhantes às do futebol. O</p><p>professor Schellenz, além de oficializar a modalidade, foi também responsável por</p><p>9</p><p>divulgar o handebol de campo, uma vez que havia muitos estrangeiros que</p><p>praticavam, e estes consequentemente, difundiram suas regras por diversos países,</p><p>conforme destaca (ALMEIDA; DECHECHI, 2012). Porém, o handebol de campo se</p><p>estabeleceu completamente quando Carl Diem, diretor da Escola Superior de</p><p>Educação Física Alemã, reconheceu oficialmente o jogo como esporte, em 1920. Em</p><p>1925, foi disputada a primeira partida internacional de handebol, entre Alemanha e</p><p>Áustria, vencida pelos austríacos por 6 a 3 (CONFEDERAÇÃO INTERNACIONAL DO</p><p>HANDEBOLL, 2010).</p><p>A partir de 1927, as regras alemãs foram consideradas, então, as oficiais a</p><p>serem aplicadas ao redor do mundo, além de ter sido solicitada a inclusão do esporte</p><p>no programa olímpico, o que se deu em 1934, por meio do Comitê Olímpico</p><p>Internacional – COI (TENROLER, 2004).</p><p>Já em 1936, o handebol alcançou um dos momentos mais marcantes de sua</p><p>trajetória histórica, quando tornou-se de fato uma das modalidades esportivas</p><p>presentes nas Olimpíadas de Berlim. Vale destacar que ainda naquele período, a</p><p>modalidade era praticada em campos, porém, em 1938, também na Alemanha, foi</p><p>disputado o primeiro campeonato mundial, tanto no campo quanto no salão</p><p>(quadra). E em 1946, criou-se a Federação Internacional de Handebol</p><p>adultos; a bola utilizada pelas mulheres deve ter entre 54 e 56 cm de circunferência</p><p>e pesar entre 325 e 375 g (tamanho 2) e a dos homens, entre 58 e 60 cm e de 425 a</p><p>475 g (tamanho 3). Vale ressaltar ainda que a bola tamanho 1 (50 a 52 cm; 290 a 330</p><p>g) é a utilizada nas categorias de iniciação da modalidade, neste caso, para</p><p>meninas entre 8 e 14 anos e meninos entre 8 e 12 anos (ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p> Regra 4 - Equipe, substituições, equipamentos e jogadores lesionados</p><p>Uma equipe é formada por até 14 jogadores, sendo o número máximo em</p><p>quadra de 7 jogadores e o mínimo 5 para iniciar a partida (esse número pode diminuir</p><p>durante o jogo). As substituições podem ocorrer a qualquer momento e</p><p>repetidamente sem a necessidade de um aviso prévio ao cronometrista e devem ser</p><p>feitas sempre na área de substituições (ALMEIDA; DECHECHI, 2012; FRANKE, 2018).</p><p>As substituições podem ocorrer a qualquer momento e repetidamente sem a</p><p>necessidade de um aviso prévio ao cronometrista e devem ser feitas sempre na área</p><p>de substituições. Uma falta de substituição é penalizada por um tiro livre para o</p><p>adversário e exclusão de 2 min para o infrator. Se um jogador excluído entrar antes</p><p>do tempo de 2 min, será punido com mais 2 min de exclusão e mais um jogador</p><p>deverá cumprir o tempo que faltava da primeira exclusão (CONFEDERAÇÃO</p><p>BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019).</p><p>Sobre os uniformes dos jogadores da mesma equipe, estes devem ser idênticos,</p><p>sendo que a camisa do goleiro deve ser obrigatoriamente de cor diferente dos seus</p><p>companheiros de equipe, bem como de seus adversários, evitando-se desta maneira</p><p>confundir os árbitros e os próprios jogadores. É importante ressaltar que todos os</p><p>87</p><p>uniformes podem ser numerados de um a vinte, incluindo dos jogadores titulares e</p><p>reservas. É proibido usar pulseiras, relógios, anéis, colares ou qualquer objeto que</p><p>possa colocar em perigo os jogadores (ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>Jogadores que estiverem sangrando devem ser retirados da quadra. Em caso</p><p>de lesão, duas pessoas podem entrar na quadra para prestar o atendimento. Em</p><p>seguida, o jogador deve sair da quadra e entrar somente depois do intervalo ou de</p><p>três ataques da sua equipe (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019).</p><p> Regra 5 – Goleiro</p><p>O goleiro pode se tornar jogador de quadra a qualquer momento, e vice-</p><p>versa, desde que esteja identificado como tal. No entanto, fora da área de gol, o</p><p>goleiro deve respeitar as regras impostas para os jogadores de quadra. Ele pode</p><p>tocar a bola com qualquer parte do corpo na área do gol, mover-se dentro da área</p><p>com a posse de bola, sair da área de gol sem a bola para participar das jogadas, sair</p><p>da área de gol com a bola e jogá-la de novo na área de jogo se não tiver o seu</p><p>controle completo. O goleiro não pode colocar em perigo o adversário, sair da área</p><p>de gol com a posse da bola, tocar na bola que está parada ou rolando no solo do</p><p>lado de fora da área de gol ou levar a bola de fora para área de gol, se estiver dentro</p><p>dela, entrar na área de gol com a posse da bola e sair da linha de 4 m antes da</p><p>cobrança do tiro de 7 m (FRANKE, 2018).</p><p> Regra 6 – Área do gol</p><p>De acordo com a Confederação Brasileira de Handeboll (2019), compreende</p><p>uma área em que somente o goleiro tem a permissão de ficar. Se um jogador de</p><p>quadra pisar na área de gol, deve ser marcado:</p><p>1) Um tiro de meta, caso um atacante entre na área de gol ganhando vantagem</p><p>ao fazer isso (com ou sem a bola);</p><p>2) Um tiro livre, caso um defensor entre na área de gol ganhando vantagem ao</p><p>fazer isso;</p><p>3) Um tiro de 7 metros caso um defensor entre na área de gol e impeça uma</p><p>chance clara de gol.</p><p>Caso um jogador jogue a bola para a sua própria área de gol e ela fique</p><p>dentro dessa área ou toque no goleiro, deve ser marcado um tiro livre; já no caso de</p><p>a bola sair pela linha de fundo, deve ser marcado um tiro lateral (FRANKE, 2018).</p><p> Regra 7 – Manejo da bola e jogo passivo</p><p>88</p><p>É permitido segurar a bola no máximo 3 s e dar no máximo três passos com a</p><p>bola. O jogador pode quicar a bola, parado ou correndo, e agarrá-la e arremessá-</p><p>la de uma mão a outra. Porém, não se pode tocar a bola mais de uma vez depois</p><p>que ela foi controlada ou tocá-la com o pé. Caracteriza-se o jogo passivo quando</p><p>um jogador mantém a posse da bola sem realizar nenhuma tentativa reconhecível</p><p>de ataque ou arremesso a gol, ou atrasa repetidamente a execução de um tiro de</p><p>saída, tiro livre, tiro lateral ou de meta de sua própria equipe. A penalização consiste</p><p>em um tiro livre no lugar onde a bola estava quando o jogo foi interrompido contra a</p><p>equipe com a posse da bola (ALMEIDA; DECHECHI, 2012; FRANKE, 2018).</p><p> Regra 8 – Faltas e Condutas antidesportivas</p><p>De acordo com Almeida e Dechechi (2012) para violações ou faltas</p><p>menores, um tiro livre é concedido para o adversário no ponto exato em que ocorreu.</p><p>Se a violação ou falta ocorrer entre a linha de 9 e de 6 metros, a falta será cobrada</p><p>fora da linha de 9 metros, mas na mesma direção em que a falta ocorreu; o</p><p>executante deverá manter um pé em contato com o chão e, em seguida, passar ou</p><p>arremessar a bola. É anotado um tiro de 7 metros quando:</p><p>1) Uma falta impede uma chance clara de gol;</p><p>2) O goleiro, de posse da bola e fora de sua área, a carrega para dentro</p><p>desta;</p><p>3) Um jogador de linha lança a bola deliberadamente para dentro de sua</p><p>área de gol, e o goleiro a toca;</p><p>4) Um jogador de defesa entra em sua área de meta para ganhar uma</p><p>vantagem sobre um jogador atacante, de posse da bola.</p><p>Todos os jogadores devem estar atrás da linha de 9 metros quando da</p><p>cobrança do tiro de 7 metros. O cobrador não pode ultrapassar o tempo de 3</p><p>segundos para cobrar o tiro.</p><p> Regra 9 – Gol</p><p>Será considerado gol quando um jogador arremessar a bola (e nenhuma</p><p>infração tenha sido cometida logo antes ou no momento desse arremesso) e esta</p><p>ultrapassar completamente a linha da meta. O gol é confirmado pelo árbitro com</p><p>dois apitos curtos e um sinal com o braço direito elevado (FRANKE, 2018).</p><p> Regra 10 – Tiro de saída</p><p>Serve para iniciar o jogo ou reiniciá-lo após um gol ou em períodos de</p><p>prorrogação. No início de algum período, cada equipe deve estar concentrada em</p><p>89</p><p>sua metade da quadra. No caso de um reinício após um gol, os jogadores da equipe</p><p>adversária podem permanecer em ambas as metades da quadra, desde que</p><p>respeitem uma distância de 3 m para o executante do tiro de saída. Este deve manter</p><p>um dos pés em contato com a linha central e o outro sobre essa mesma linha ou atrás</p><p>dela, permanecendo nessa posição até que a bola saia de sua mão. Os</p><p>companheiros do executante não têm permissão para invadir a metade da quadra</p><p>adversária antes do tiro de saída. Por fim, o tiro de saída é autorizado por um sinal do</p><p>árbitro, devendo ser realizado em até 3 s para qualquer direção do centro da quadra</p><p>(tolerância para os lados de 1,5 m) (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL,</p><p>2019; FRANKE, 2018).</p><p> Regra 11 – Tiro lateral</p><p>De acordo com Franke (2018) é realizado quando a bola sai da quadra de</p><p>jogo pela linha lateral (cobrado no local em que a bola saiu), pela linha de fundo</p><p>(cobrado na interseção das linhas lateral e de fundo) ou, ainda, quando toca o teto</p><p>ou um objeto suspenso (cobrado no local mais próximo em que a bola tocou o teto</p><p>ou o objeto suspenso). Não tem necessidade de ser autorizado pelo árbitro e o</p><p>executante deve manter um dos pés em contato com a linha lateral (sem limite de</p><p>posicionamento para o outro pé), permanecendo na posição correta até que a bola</p><p>tenha saído da sua mão. Os adversários, por sua vez, precisam manter uma distância</p><p>inferior a 3 m do executante, a menos que estejam imediatamente fora da linha da</p><p>sua própria área de gol.</p><p> Regra 12 – Tiro de meta</p><p>De acordo com a Confederação Brasileira de Handeboll (2019) e Franke</p><p>(2018), pode ser concedido nas seguintes situações: (1) um adversário arremessou a</p><p>bola e ela foi diretamente para fora ou foi tocada para fora pelo goleiro; (2) um</p><p>adversário invadiu a linha da área de gol; (3) o goleiro</p><p>controlou a bola dentro da</p><p>sua área; (4) um adversário tocou a bola parada ou rolando dentro da área de gol.</p><p>O tiro de meta em si é executado pelo goleiro, sem necessidade de autorização do</p><p>árbitro, para fora e sobre a linha da área.</p><p> Regra 13 – Tiro livre</p><p>É concedido quando uma das equipes viola as regras de jogo, resultando em</p><p>uma paralisação por parte do árbitro, desde que este observe com atenção uma</p><p>possível lei da vantagem. Normalmente, é executado sem sinal de apito do árbitro e</p><p>no local onde a infração ocorreu, salvo algumas ocasiões especiais (FRANKE, 2018).</p><p>90</p><p>Ressalta-se que os tiros livres nunca podem ser executados dentro da área de gol da</p><p>própria equipe ou ainda, dentro da linha de tiro livre da equipe adversária. Os</p><p>jogadores da equipe do executante não podem tocar nem cruzar a linha de tiro livre</p><p>da equipe adversária antes de sua execução. Caso o tiro livre tenha sido realizado</p><p>com um apito do árbitro e os jogadores tenham tocado ou cruzado a linha antes de</p><p>a bola sair da mão do executante, o árbitro deverá marcar um tiro livre para a equipe</p><p>defensora. Os adversários precisam manter uma distância de 3 m do executante, a</p><p>menos que o tiro livre esteja sendo executado dentro da própria linha de tiro livre da</p><p>equipe defensora (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019; FRANKE, 2018).</p><p> Regra 14 – Tiro de 7 metros</p><p>De acordo com Franke (2018) existem diferentes situações em que um tiro de</p><p>7 m é concedido:</p><p>1) Quando uma clara chance de gol for impedida ilegalmente em qualquer local</p><p>da quadra;</p><p>2) Quando houver um sinal de apito (que não seja do árbitro) em um momento de</p><p>chance clara de gol;</p><p>3) Quando houver queda de luz em uma chance clara de gol; ou, ainda, se a</p><p>equipe defensora retardar o jogo nos últimos 30 s, impedindo a criação de uma</p><p>possível chance clara de gol.</p><p>Esse lance deve ser executado como um arremesso ao gol em até 3 s após o</p><p>apito do árbitro, devendo o executante posicionar-se atrás da respectiva linha de tiro</p><p>de 7 m, não ultrapassando 1 m desse ponto e não tocando ou ultrapassando a linha</p><p>de 7 m até que a bola tenha saído de sua mão. Após um tiro de 7 m, a equipe não</p><p>pode tocar a bola até que ela tenha sido tocada por um defensor ou uma baliza.</p><p>Por fim, caso o goleiro ultrapasse a linha de limitação (4 m) e defenda a cobrança, o</p><p>tiro de 7 m deverá ser cobrado novamente.</p><p> Regra 15 - Instruções gerais para a execução dos tiros</p><p>As instruções para a execução de tiros (de saída, lateral, de meta, livre e de 7</p><p>m) envolvem o executante, seus companheiros, os defensores, o sinal do árbitro e</p><p>possíveis punições, conforme apresentado por Franke (2018):</p><p>• Executante: deve manter a posição correta até que a bola saia de sua mão</p><p>(um pé sempre tocando o solo, exceto em tiros de meta), não pode tocar na bola</p><p>após um tiro (a menos que ela toque na baliza ou em um adversário), pode marcar</p><p>um gol diretamente de qualquer tiro, exceto em casos de gol contra em tiros de</p><p>91</p><p>meta.</p><p>• Companheiros do executante: devem manter a posição correta até que o</p><p>tiro tenha sido executado, além de não poderem tocar na bola durante a execução</p><p>do tiro.</p><p>• Defensores: também devem manter suas posições corretas até que o tiro</p><p>tenha sido executado. Em casos em que a equipe infratora tem desvantagem, os</p><p>árbitros não devem corrigir o posicionamento, já que o erro não resultou em um</p><p>benefício direto para a equipe.</p><p>• Apito: o árbitro deve sempre apitar para reiniciar a partida em casos de tiro</p><p>de saída e tiro de 7 metros. Em tiros laterais, tiros de meta ou tiros livres, o árbitro deve</p><p>apitar para dar reinício após um time-out, após uma interrupção sem violação,</p><p>quando houver demora na execução, após a correção de posição e após uma</p><p>advertência verbal. Entretanto, caso julgue necessário e apropriado, pode fazê-lo</p><p>em qualquer situação de reinício de jogo, quando os jogadores têm até 3 s para</p><p>colocar a bola em jogo.</p><p>• Punições: normalmente estão relacionadas a posições incorretas durante o</p><p>tiro, devendo ser corrigidas pelo árbitro. Caso o tiro tenha sido precedido por um</p><p>apito, a equipe sofrerá punição em vez de o árbitro apenas corrigir os erros e autorizar</p><p>uma nova cobrança.</p><p> Regra 16 – Punições disciplinares</p><p>De acordo com Franke (2018), as punições dividem-se em advertências,</p><p>exclusão e desqualificação, podendo ser dadas pelo árbitro antes, durante ou depois</p><p>o jogo se o jogador tiver uma postura inapropriada.</p><p>1) Advertência: punição adequada para ações ou condutas antidesportivas que</p><p>devam ser sancionadas progressivamente. Nesse caso, o árbitro precisa</p><p>mostrar o cartão amarelo.</p><p>2) Exclusão por 2 minutos: punição adequada para uma substituição incorreta,</p><p>se o jogador já havia recebido o número máximo de advertências, se ignora</p><p>o perigo a que expõe seu adversário ou por conduta antidesportiva. Cada</p><p>jogador pode receber até duas exclusões, sendo a terceira uma</p><p>desqualificação. Se o jogador não cumpriu todo o tempo de exclusão e a</p><p>prorrogação acaba empatada, ele não poderá cobrar tiro de 7 m.</p><p>3) Desqualificação: conduta adequada para infrações e condutas</p><p>antidesportivas graves ou extremas, pela terceira exclusão de um jogador. Essa</p><p>92</p><p>punição é cobrada por um cartão vermelho. Uma desqualificação será dada</p><p>para todo o restante do tempo de jogo. Após 2 min, outro jogador poderá</p><p>entrar no lugar do jogador desqualificado.</p><p> Regra 17 – Árbitros</p><p>Os árbitros são os responsáveis por monitorar a conduta dos jogadores e dos</p><p>demais membros da equipe durante todo o tempo em que estiverem em quadra.</p><p>São dois árbitros com igual autoridade, auxiliados por um secretário e um</p><p>cronometrista. Eles devem inspecionar as condições da quadra, das bolas, das</p><p>balizas e suas redes, dos uniformes das equipes, além do número de atletas e</p><p>membros da comissão (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019).</p><p>Ainda, precisam assegurar o bom andamento da partida pelo cumprimento</p><p>das regras de jogo, penalizando ações que as violem. Caso um árbitro se machuque,</p><p>o outro deve conduzir a partida sozinho. Se os árbitros marcam uma infração, mas</p><p>discordam quanto à sua gravidade, prevalece a mais pesada. Já se os árbitros</p><p>discordam entre si de uma marcação, devem realizar uma breve consulta para</p><p>chegar a uma decisão conjunta. Caso não cheguem a essa decisão, prevalece a</p><p>marcação do árbitro central. Ambos os árbitros devem controlar o tempo de jogo, o</p><p>placar, as advertências, as exclusões e as desqualificações, além de preencher</p><p>corretamente a súmula após o jogo (ALMEIDA; DECHECHI, 2012; FRANKE, 2018).</p><p> Regra 18 – Secretário e cronometrista</p><p>O secretário é o responsável por controlar a lista de jogadores, a entrada de</p><p>jogadores que chegaram após a partida ter começado, a entrada de jogadores que</p><p>não estão autorizados a participar e, também, a súmula de jogo. Já o cronometrista</p><p>deve controlar o tempo de jogo, os time-outs e os tempos de exclusão dos jogadores.</p><p>As saídas e entradas de jogadores suplentes, bem como o número de indivíduos na</p><p>área de substituição são de responsabilidade de ambos (CONFEDERAÇÃO</p><p>BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019).</p><p>Na ausência de um placar eletrônico, o cronometrista precisa manter as</p><p>equipes informadas sobre o tempo de jogo, os tempos de exclusão e sinalizar o</p><p>término do período e o término da partida (ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>5.3 A ARBITRAGEM NO HANDEBOL</p><p>O árbitro esportivo é a autoridade máxima durante o jogo, cuja função</p><p>93</p><p>consiste em fazer com que as regras sejam cumpridas por todos os participantes e</p><p>que a disputa se realize de acordo com determinado código de ética esportivo</p><p>(RIGHETO, 2016 apud FRANKE, 2018).</p><p>É importante destacar que existem dois árbitros em quadra, durante a partida,</p><p>que atuam em conjunto tanto nos lances de defesa quanto de ataque de ambos os</p><p>times. O posicionamento, de acordo com Franke (2018), se dá da normalmente da</p><p>seguinte forma: um árbitro se situa na linha de fundo, de um lado da quadra, e o</p><p>outro na linha de meio de quadra, do outro lado da quadra. Esses árbitros devem</p><p>atuar</p><p>em sincronia (cooperando) por meio de um suporte efetivo, onde toda</p><p>observação deve ser de fato considerada para a fluidez da partida, o respeito às</p><p>regras oficiais e aos atletas e equipes adversárias.</p><p>De acordo com Santos (2017) cabe ao árbitro verificar se as regras estão sendo</p><p>aplicadas de forma correta, e seguidas pelas equipes, garantindo a realização da</p><p>partida de acordo com os preceitos éticos e legais que regem a modalidade,</p><p>visando um bom desenvolvimento e preservando a integridade dos atletas</p><p>participantes. Todas as regras apresentadas a seguir têm como respaldo o livro de</p><p>Regras da Federação Internacional de Handebol, disponível no site da</p><p>Confederação Brasileira de Handeboll (2019).</p><p>A seguir você conhecerá um pouco mais sobre a mecânica da arbitragem e</p><p>os sinais/gestos executados pelo árbitro para cada infração ou penalidade</p><p>assinalada durante a partida (Figura 6 a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q).</p><p>Figura 9: Sinais da arbitragem handebol</p><p>94</p><p>Invasão da área do gol Duplo drible</p><p>Sobrepassos ou (> 3s) com a bola Deter, Segurar ou Empurrar</p><p>Golpear Falta de ataque</p><p>Tiro de lateral (direção) Tiro de meta</p><p>Tiro livre (direção) Manter a distância de 3m</p><p>95</p><p>Jogo passivo</p><p>Gol</p><p>Advertência, Desqualificação e Informação</p><p>de relatório escrito</p><p>Exclusão (2 minutos)</p><p>Time-Out Permissão para duas pessoas</p><p>entrarem na quadra de jogo durante</p><p>um time-out</p><p>Sinal de pré-passivo</p><p>Fonte: Confederação Brasileira de Handeboll (2019, p. 64 - 69)</p><p>96</p><p>5.4 A SÚMULA DE JOGO NO HANDEBOL</p><p>Súmula é um documento oficial da partida. Por meio da súmula, é possível</p><p>identificar inúmeros itens anotados em uma partida de handebol, como um histórico</p><p>da partida, dentre os quais destacam-se: nome e número do jogadores, faltas</p><p>cometidas, duração da partida, nome dos árbitros, etc. É considerado o histórico da</p><p>partida, pois qualquer situação ocorrida e que esteja associada à partida deve estar</p><p>relatada na súmula. Neste sentido, sempre que o árbitro julgar necessário deve fazer</p><p>as anotações diretamente na súmula, como forma de comprovação do que de fato</p><p>aconteceu (CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019).</p><p>O principal objetivo desta seção será compreender a importância deste</p><p>documento fundamental para garantir a legalidade de uma partida, neste caso, dar-</p><p>lhe o caráter oficial, bem como entender um pouco mais acerca das instruções</p><p>básicas para o seu correto preenchimento, e para tal, a proposta pedagógica de</p><p>instrução adotada por Santos (2017), em que o documento, dividido em seis partes,</p><p>considerando a categoria de informação que deverá ser registrada nos campos: (1)</p><p>informações sobre o campeonato e jogo de handebol; (2) informações sobre a</p><p>97</p><p>partida e as equipes; (3) informações técnicas sobre a partida; (4) informações sobre</p><p>os jogadores de cada equipe; (5) informações sobre os oficias das equipes; e (6)</p><p>informações sobre o corpo de arbitragem.</p><p>A primeira parte ou superior, pode ser visualizado o(s) campo(s) destinado(s)</p><p>às informações gerais acerca do campeonato e da partida em si. Confore mostra a</p><p>Figura 7, nesse espaço, encontram-se os logotipos da Confederação Brasileira de</p><p>Handeboll, do Campeonato e dos patrocinadores do evento (itens opcionais). Em</p><p>seguida, pode-se visualizar encontram-se os campos para o preenchimento das</p><p>informações sobre os aspectos fundamentais da partida: a natureza do</p><p>campeonato, a categoria dos atletas, e se a partida será composta por atletas</p><p>masculinos ou femininos.</p><p>Figura 10: Informações sobre o campeonato e jogo de handebol.</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>Na segunda parte da súmula, conforme mostra a Figura 11, devem ser</p><p>preenchidas informações das equipes, bem como do local da partida. Durante o</p><p>preenchimento dessa parte, o árbitro deve verificar com atenção as equipes (A e B)</p><p>por exemplo, a mandante e a visitante. Observando ainda a Figura 11, pode-se</p><p>identificar campos destinados a informações em relação ao local em que a partida</p><p>está ocorrendo, sendo: cidade, local (nome do ginásio), data (no formato:</p><p>xx/xx/xxxx), hora de início da partida (no formato: xx:xx h) e duração da partida.</p><p>Figura 11: Informações sobre a partida e as equipes.</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>A terceira parte da súmula deve ser preenchida durante o desenvolvimento</p><p>da partida, pois contém os campos destinados para as informações técnicas das</p><p>equipes, dentre as quais: o horário do 1º e 2º tempo, as punições e os gols marcados,</p><p>conforme mostra a Figura 12.</p><p>Figura 12: Informações técnicas sobre a partida.</p><p>98</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>Já na quarta parte da súmula, o objetivo é preenchê-la em ordem numérica</p><p>ou alfabética com os respectivos números e nomes do uniforme dos integrantes de</p><p>cada equipe. Neste caso, a atenção deve estar voltada para a inserção somente</p><p>dos jogadores listados na súmula, os quais devem estar no banco de reservas, sendo</p><p>estes os únicos autorizados a entrar em jogo durante a partida, mediante as</p><p>substituições. Nos espaços em branco que aparecem nesta parte da súmula, o</p><p>correto é deixá-las com um traço (–). Em adição, cada linha da súmula deve ser</p><p>preenchida com o nome de um jogador e as ações que este realizou em quadra.</p><p>Faz-se saber para as ações, as seguintes anotações: gols (G), advertências (A),</p><p>exclusões de dois min (2’), desqualificação (D) e desqualificação mais expulsão com</p><p>relatório (D+R), conforme mostra a Figura 13.</p><p>Figura 10: Informações sobre os jogadores de cada equipe.</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>Outro aspecto importante a ser verificado em uma súmula diz respeito às</p><p>informações sobre os oficiais técnicos de equipe (Figura 11). Da mesma forma que</p><p>executado com os atletas, os oficiais de equipe podem ser sancionados com</p><p>advertências, exclusões de dois minutos, desqualificações e desqualificações com</p><p>relatório. Cabe ressaltar que o técnico de cada equipe é a figura/membro</p><p>responsável por fornecer as informações ao secretário sobre os oficiais de equipe na</p><p>ordem de preenchimento da súmula de jogo. Elas deverão ser inseridas nos campos:</p><p>Of. A, Of. B, Of. C e Of. D, conforme mostra a Figura 11.</p><p>Figura 11: Informações sobre os oficiais das equipes.</p><p>99</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>E por fim, chegamos à última parte do preenchimento de uma súmula oficial</p><p>(Figura 12). Neste caso, esta parte deverá ser preenchida com as informações do</p><p>corpo de arbitragem: o nome dos árbitros responsáveis pela partida, nome do</p><p>secretário e nome do cronometrista, respectivamente, com suas assinaturas. Deve-se</p><p>também completar com o nome e a assinatura do representante da federação</p><p>organizadora (caso o jogo seja por uma liga federada) e a assinatura do delegado</p><p>técnico da CBHb (em jogos e/ou campeonatos oficiais chancelados por ela).</p><p>Figura 12: Informações sobre o corpo de arbitragem.</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p> Relatório de jogo</p><p>De acordo com Santos (2017) cabe somente ao cronometrista fazer o</p><p>preenchimento do relatório, o qual deve ser executado durante a partida.</p><p>preenchido Algumas das informações encontradas nesse documento serão idênticas</p><p>às encontradas na súmula, ao passo que outras informações servirão como subsídio</p><p>para o preenchimento da súmula de jogo.</p><p>O relatório de jogo foi dividido em três partes, seguindo a organização</p><p>estabelecida por Santos (2017). O primeiro campo, representado pela Figura 12,</p><p>seguirá as mesmas orientações do preenchimento e a extração de informações</p><p>apresentadas para a Figura 13.</p><p>Figura 13: Informações sobre a partida.</p><p>100</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>O segundo campo do relatório de jogo, representado pela Figura 14, será</p><p>preenchido exclusivamente durante o desdobramento da partida de handebol. Para</p><p>facilitar o preenchimento do documento durante a partida, os jogadores serão</p><p>identificados com as numerações</p><p>de seus uniformes.</p><p>Figura 14: Informações técnicas e pontuais sobre os atletas e oficiais técnicos.</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>No terceiro campo do relatório de jogo, representado pela Figura 15, será</p><p>registrado o placar da partida momento a momento e a informação sobre o número</p><p>tiros de 7 metros ocorridos durante o jogo. Ao encerrar o primeiro tempo da partida,</p><p>o cronometrista deverá informar ao secretário o placar parcial para o preenchimento</p><p>do primeiro campo da súmula (Figura 15).</p><p>Figura 15: Informações sobre o placar.</p><p>101</p><p>Fonte: Adaptado de Confederação Brasileira de Handeboll (2019)</p><p>102</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. O handebol é atualmente um dos esportes coletivos mais praticados no Brasil,</p><p>principalmente nas escolas. O esporte trabalha com movimentos que, para serem</p><p>realizados, exigem habilidades motoras fundamentais como correr, saltar e lançar.</p><p>Neste sentido, observa-se no handebol um conjunto de regras bastante fáceis, além</p><p>da utilização de acessórios simples: uma bola e duas traves ou objeto semelhantes</p><p>para a marcação dos gols. Como todo esporte, o handebol também tem suas</p><p>próprias regras, as quais buscam torná-lo cada vez mais dinâmico e, ao mesmo</p><p>tempo, igualitário em condições de disputa pelas equipes.</p><p>Segundo as regras básicas que tangem a atuação do goleiro no handebol, analise</p><p>as afirmações a seguir:</p><p>I. Usar qualquer parte do corpo para defender dentro da sua área de gol.</p><p>II. Sair da área de gol com a bola controlada.</p><p>III. Deslocar-se em posse de bola dentro de sua área de gol sem submeter-se às</p><p>regras que se aplicam a outros jogadores nesta mesma situação.</p><p>IV. Usar apenas as mãos para defender dentro da sua área de gol.</p><p>Neste sentido, leia atentamente as assertivas a respeito das regras relacionadas ao</p><p>goleiro no handebol, e indique quais são as afirmações corretas.</p><p>a) I e II</p><p>b) II e IV</p><p>c) I, II e III</p><p>d) I e III</p><p>e) I, II, III e IV</p><p>2. Diferentemente do que ocorre em outras modalidades esportivas, no handebol,</p><p>temos a duração ou tempo de partida definido pela categoria dos participantes</p><p>(faixa etária), sendo que apresentam diferenças marcantes entre si.</p><p>103</p><p>Neste sentido, analise as assertivas a seguir, e assinale a opção correta acerca do</p><p>tempo ou duração em partidas oficiais para a categoria adulta.</p><p>a) 2 tempos de 25 minutos.</p><p>b) 2 tempos de 15 minutos.</p><p>c) 2 tempos de 30 minutos.</p><p>d) 2 tempos de 20 minutos.</p><p>e) 2 tempos de 40 minutos.</p><p>3. De acordo com as regras básicas do handebol estabelecidas pela Confederação</p><p>Brasileira de Handebol (CBHb), as quais foram atualizadas em 1º de julho de 2016,</p><p>analise as afirmações a seguir:</p><p>I. O intervalo do jogo para todas as faixas etárias é, em geral, de 10 min, sendo o</p><p>máximo permitido de 15 min.</p><p>II. Uma falta de substituição é penalizada por um tiro livre para o adversário e</p><p>exclusão de 1 min para o infrator.</p><p>III. É permitido segurar a bola no máximo 3 s e dar no máximo dois passos com a bola.</p><p>IV. O tiro lateral não tem necessidade de ser autorizado pelo árbitro e o executante</p><p>deve manter um dos pés em contato com a linha lateral.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) III, apenas.</p><p>b) I e IV</p><p>c) II e III, apenas.</p><p>d) I, II e III, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>4. No handebol, as punições dividem-se em advertências, exclusão e</p><p>desqualificação, podendo ser dadas pelo árbitro antes, durante ou depois o jogo se</p><p>o jogador tiver uma postura inapropriada.</p><p>104</p><p>Em relação às advertências, analise as assertivas e assinale V (verdadeiro) ou F</p><p>(falso).</p><p>( ) Cada jogador pode receber até duas exclusões, sendo a terceira uma</p><p>desqualificação.</p><p>( ) Punição adequada para ações ou condutas antidesportivas que devam ser</p><p>sancionadas progressivamente.</p><p>( ) Conduta adequada para infrações e condutas antidesportivas graves ou</p><p>extremas.</p><p>( ) Punição está associada à expulsão do jogador advertido com o cartão</p><p>vermelho.</p><p>Neste sentido, a ordem correta de cima para baixo é:</p><p>a) F,V,F,F.</p><p>b) F,F,V,V.</p><p>c) V,V,F,F.</p><p>d) F,V,V,F.</p><p>e) F,F,F,V.</p><p>5. A regra 8 (Regras Oficiais CBHb) trata das faltas e condutas antidesportivas. De</p><p>acordo com essa regra, violações ou faltas menores, demandam a execução de</p><p>um tiro livre, o qual é concedido para o adversário no ponto exato em que ocorreu</p><p>a falta/lance. Se a violação ou falta ocorrer entre a linha de 9 e de 6 metros, a falta</p><p>será cobrada fora da linha de 9 metros, mas na mesma direção em que a falta</p><p>ocorreu; o executante deverá manter um pé em contato com o chão e, em</p><p>seguida, passar ou arremessar a bola.</p><p>Neste sentido, um tiro de 7 metros é anotado quando:</p><p>( ) uma falta que não impede uma chance clara de gol.</p><p>( ) um adversário arremessou a bola e ela vai diretamente para o gol.</p><p>( ) um adversário toca a bola parada ou rolando dentro da área de gol.</p><p>105</p><p>( ) um jogador de defesa entra em sua área de meta para ganhar uma vantagem</p><p>sobre um jogador atacante, sem a posse da bola.</p><p>( ) uma clara chance de gol for impedida ilegalmente em qualquer local da</p><p>quadra.</p><p>6. (IHF – 2017) Quando um jogador é desqualificado, a equipe é reduzida por um</p><p>jogador na quadra por 2 minutos, exceto se a desqualificação for dada por:</p><p>a) Conduta antidesportiva séria durante o intervalo.</p><p>b) Uma infracção fora da quadra.</p><p>c) Antes do jogo começar.</p><p>d) Insultar os árbitros.</p><p>e) Ameaçar a torcida adversária.</p><p>7. (IHF – 2017) Em caso de dúvida, quem decide sobre a precisão do tempo do jogo?</p><p>a) O cronometrista e o secretário.</p><p>b) Os dois árbitros chegam a uma decisão conjunta.</p><p>c) O cronometrista.</p><p>d) Os dois árbitros e o cronometrista chegam a uma decisão conjunta.</p><p>8. De acordo com a CBHb, a súmula é um documento oficial da partida, onde são</p><p>anotados nome e número do jogadores, faltas cometidas, duração da partida,</p><p>nome dos árbitros, etc. É considerado o histórico da partida, pois qualquer situação</p><p>ocorrida e que esteja associada à partida deve estar relatada na súmula. Neste</p><p>sentido, sempre que o árbitro julgar necessário deve fazer as anotações diretamente</p><p>na súmula, como forma de comprovação do que de fato aconteceu.</p><p>Neste sentido, Santos (2017) propõe uma sequência pedagógica de instrução para</p><p>seu correto preenchimento, sendo esta dividida em 06 etapas, visando facilitar a</p><p>compreensão de todos os envolvidos, conforme pode ser visto a seguir.</p><p>1. informações sobre o campeonato e jogo de handebol;</p><p>2. informações sobre os jogadores de cada equipe;</p><p>106</p><p>3. informações sobre o corpo de arbitragem;</p><p>4. informações sobre a partida e as equipes;</p><p>5. informações técnicas sobre a partida;</p><p>6. informações sobre os oficiais das equipes.</p><p>A sequência pedagógica correta é a seguinte:</p><p>a) 1-4-5-2-6-3.</p><p>b) 2-3-4-1-6-5.</p><p>c) 3-2-1-4-5-6.</p><p>d) 1-2-3-5-4-6.</p><p>e) 6-5-4-3-2-1.</p><p>107</p><p>O HANDEBOL ENQUANTO PRÁTICA</p><p>ESPORTIVA DE ALTO RENDIMENTO</p><p>6.1 INTRODUÇÃO</p><p>A preparação física é um componente essencial do desempenho esportivo.</p><p>No handebol, assim como em outros esportes coletivos, a capacidade física dos</p><p>atletas influencia na organização tática da equipe e no desempenho técnico dos</p><p>atletas.</p><p>Dessa forma, identificar as características físicas dos atletas, como estatura,</p><p>peso, porcentagem de gordura e porcentagem de massa magra, assim como</p><p>conhecer as vias metabólicas predominantes e as capacidades físicas mais exigidas</p><p>durante uma partida, são conhecimentos básicos necessários para a elaboração de</p><p>um planejamento adequado.</p><p>Como qualquer esporte, o handebol tem aspectos técnicos, táticos e</p><p>normativos específicos da sua modalidade. Sendo assim, é muito importante que</p><p>você tenha a capacidade de planejar atividades que facilitem o entendimento e o</p><p>aprendizado de seus alunos em determinada prática esportiva.</p><p>O handebol tem características muito peculiares sobre capacidades físicas,</p><p>fundamentos técnicos e conceitos táticos. Como em qualquer modalidade</p><p>esportiva, acompanhar, controlar e avaliar aspectos presentes no jogo e no</p><p>desempenho dos atletas são quesitos fundamentais para que seja possível evoluir e</p><p>buscar melhores resultados,</p><p>assim como progredir no processo de ensino-</p><p>aprendizagem do esporte.</p><p>6.2 PREPARAÇÃO TÉCNICA, TÁTICA, PSICOLÓGICA E FÍSICA NO HANDEBOL</p><p>Para elaborar uma periodização adequada, o preparador físico deve</p><p>conhecer as características físicas de seus atletas. Para isso, precisa elaborar uma</p><p>bateria de testes, que vão fornecer as informações necessárias para nortear todo o</p><p>trabalho. Além disso, o profissional deve conhecer as demandas fisiológicas de uma</p><p>partida de handebol, para saber quais serão as necessidades físicas dos atletas e das</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>108</p><p>equipes. Com essas duas informações, o profissional, junto à comissão técnica, deve</p><p>elaborar o planejamento de treinamento.</p><p>Franke (2018) descreve os aspectos técnico, tático, psicológico e físico como</p><p>imprescindíveis para o desenvolvimento dos atletas e das equipes, sendo que este</p><p>último, quando bem treinado, pode influenciar positivamente no resultado da</p><p>partida. Conhecer as variáveis do treinamento e seus aspectos torna-se fundamental</p><p>para a prescrição do treinamento físico e tático, já que cada posição no handebol</p><p>exige medidas específicas.</p><p>Na preparação técnica, o foco deve estar direcionado aos fundamentos</p><p>técnicos de jogo, os quais facilitarão ainda o desenvolvimento da tática de forma</p><p>adequada. De forma prática, busca-se nesta etapa desenvolver nos atletas</p><p>conceitos acerca dos fundamentos de ataque e de defesa, e sobretudo a definição</p><p>de qual fundamento deve ser melhor aplicado em cada situação de jogo. Franke</p><p>(2018) destaca que os treinamentos desses fundamentos deve começar nas</p><p>categorias de base, onde desde cedo os alunos começam a entender as</p><p>necessidades das combinações dos elementos fundamentais que compõem o jogo.</p><p>Vale destacar que as atividades propostas para o aprendizado têm que facilitar a</p><p>automação dos fundamentos mais frequentes, porém se o professor mantiver uma</p><p>rotina padrão dos treinamentos, certamente os alunos não terão uma pré-disposição</p><p>adequada para praticar o exercício proposto. As aulas devem ter como objetivos,</p><p>desenvolver as capacidades táticas e técnicas dos alunos durante o jogo, a</p><p>ocupação de espaço, o desenvolvimento das habilidades dentro do contexto do</p><p>jogo e a satisfação do praticante (MENEZES; REIS; TOURINHO FILHO, 2015). Tenroller e</p><p>Merino (2006), descrevem os principais métodos utilizados na preparação técnica do</p><p>handebol, dentre os quais: método analítico ou parcial, global e misto. O método</p><p>analítico, consiste em ensinar os fundamentos por partes e repetição do exercício,</p><p>aperfeiçoando a habilidade do aluno, levando-o a uma progressão na meta</p><p>prevista. O método global ou método complexo requer em ensinar os fundamentos</p><p>a partir de vários jogos, onde podem ser observados os fundamentos técnicos dentro</p><p>do jogo. E por fim o método misto que associa os métodos global e parcial no jogo,</p><p>permitindo a execução e depois a correção dos fundamentos, sendo preciso a voltar</p><p>na forma correta de realizá-lo.</p><p>A preparação tática consiste em desenvolver diferentes estratégias individuais</p><p>e coletivas que estejam atreladas às concepções dos esquemas e sistemas a serem</p><p>109</p><p>adotados pelo treinador, tanto para as fases ofensivas quanto defensivas do</p><p>handebol. Entendendo a tática como o planejamento e a execução racional da</p><p>disposição dos jogadores em quadra, dentro de um determinado sistema, cabe ao</p><p>treinador preparar então sua equipe de acordo com a melhor formação que julga</p><p>possível para o momento (MENEZES; REIS; TOURINHO FILHO, 2015). De forma global, o</p><p>desenvolvimento da parte tática de uma equipe está diretamente ligado à evolução</p><p>física e técnica, à experiência e, principalmente, ao nível de compreensão do jogo</p><p>por parte dos atletas, sendo considerados elementos que funcionam como alicerce</p><p>para a aplicação das atividades táticas estipuladas pelo treinador. É importante</p><p>destacar ainda que o treinamento tático deve partir do mais simples para o mais</p><p>complexo, trabalhando-se nessa preparação, conceitos teóricos representados por</p><p>disposições táticas a serem apresentadas aos atletas, e que serão aplicados na</p><p>prática. O fator psicológico, assim como o físico e ainda o técnico contribuem muito</p><p>para o entendimento tático do jogo, e o melhor aproveitamento das situações</p><p>decorrentes da partida.</p><p>A preparação psicológica, assim como a preparação física, técnica e tática,</p><p>precisa também passar por etapas de periodização e treinamento, respeitando-se</p><p>a(s) estratégia(s) estabelecida(s) pela comissão técnica. Platonov (2004) destaca</p><p>que um dos principais temas das investigações psicológicas é o estudo da</p><p>personalidade integral do atleta, a qual é compreendida como a união da atividade</p><p>do organismo: componente morfológico, bioquímico, fisiológico e bioquímico. E</p><p>ainda de acordo com o autor, os diferentes tipos de atividades (motoras, sensoriais,</p><p>intelectuais, emocionais, volitivas e sociais, entre outras), derivadas da preparação e</p><p>da competição em diferentes esportes, determinam as particularidades da</p><p>adaptação e formação da personalidade integral dos atletas, as quais podem</p><p>influenciar direta ou indiretamente o nível de preparação e consequentemente, os</p><p>resultados obtidos.</p><p>Platonov (2004) destaca que no sistema de preparação psicológica do atleta,</p><p>convém destacar as seguintes características:</p><p> Formação da motivação para a prática do esporte;</p><p> Preparação volitiva;</p><p> Treinamento ideomotor;</p><p> Aperfeiçoamento das reações;</p><p>110</p><p> Aperfeiçoamento das habilidades especializadas;</p><p> Regulação da tensão psíquica;</p><p> Aperfeiçoamento da tolerância ao estresse emocional;</p><p> Direcionamento dos estados no início da competição.</p><p>Em relação à preparação física, destaca-se que o foco está centrado na</p><p>preparação das capacidades físicas gerais e específicas envolvidas nas partidas de</p><p>handebol, e sobre isso, Eleno, Barela e Kokubun (2002) destacam as seguintes</p><p>valências e/ou capacidades físicas:</p><p> Força máxima, importante para suportar o contato com outros jogadores.</p><p> Potência de membros inferiores e superiores, para a realização de saltos e</p><p>arremessos respectivamente.</p><p> Velocidade, para o posicionamento rápido da defesa e para o contra-</p><p>ataque.</p><p> Velocidade de reação, para o manuseio da bola e deslocamentos.</p><p> Agilidade, para as mudanças de direção.</p><p> Resistência muscular localizada, para suportar a demanda dos movimentos</p><p>repetitivos.</p><p> Resistência aeróbia, para a manutenção do desempenho na partida com</p><p>rápida recuperação entre esforços intensos.</p><p> Potência anaeróbia, para realizar esforços de alta intensidade repetidas vezes.</p><p> Flexibilidade, para uma maior amplitude de movimentos e aperfeiçoamento</p><p>técnico.</p><p>Alves (2010) e Rosa (2001) destacam o fato que no processo de elaboração</p><p>da periodização, o preparador físico deve conhecer o calendário de competições</p><p>da equipe, para determinar os seguintes períodos:</p><p>111</p><p> Preparatório: fase destinada à melhoria da aptidão física, momento em que</p><p>as capacidades físicas são desenvolvidas e aperfeiçoadas. É dividido em</p><p>duas etapas: preparação geral e preparação específica. Na preparação</p><p>geral, o principal objetivo é formar a base para o treinamento específico. Para</p><p>isso, é preciso melhorar a forma física geral dos atletas, que estão vindo de</p><p>um período de recesso de treinamento (transitório). Esse período é</p><p>caracterizado pelo aumento do volume e da intensidade de treinamento. Os</p><p>exercícios utilizados desenvolvem a resistência geral e a força. Na</p><p>preparação específica, a ênfase do treinamento está nas capacidades</p><p>físicas determinantes da modalidade. O volume de treino baixa, e a</p><p>intensidade aumenta. Nesse período, a preparação física deve estar aliada</p><p>com os treinos técnicos e táticos.</p><p> Competitivo: fase destinada à manutenção da forma física. É um período</p><p>que varia de acordo com a duração da competição. No caso do handebol,</p><p>que possui um calendário cujas competições são de duração longa, entre 3</p><p>e 6 meses. Nesse caso, o preparador físico deve estar atento à duração</p><p>do</p><p>torneio e à frequência de jogos, já que, nessa fase, o objetivo é a</p><p>manutenção do desempenho das capacidades físicas adquirido durante o</p><p>período anterior. Para isso, o volume geral das cargas deve ser estabilizado, e</p><p>a intensidade dos treinos deve ser reduzida.</p><p> Transitório: fase entre temporadas ou entre competições. É entendido como</p><p>o momento de descanso dos atletas. Podem ser realizadas atividades de</p><p>baixa intensidade, apenas para que o desempenho físico não reduza muito.</p><p>Esse período é importante, sobretudo, para a recuperação psicológica, já</p><p>que, durante a temporada, a pressão para que os atletas tenham um bom</p><p>desempenho é muito alta.</p><p>As partidas de handebol são caracterizadas por intercalarem momentos de</p><p>baixa e alta intensidade, sendo os momentos mais intensos determinantes de</p><p>resultados. A preparação física deve ter como principal objetivo a rápida</p><p>recuperação dos atletas após momentos de intensidade durante as partidas, além</p><p>de tornar os atletas tolerantes a acidez muscular, não prejudicando o seu</p><p>desempenho técnico e tático (FRANKE, 2018).</p><p>Reconhecendo o nível de condição física dos atletas no início de temporada</p><p>112</p><p>e as necessidades fisiológicas das partidas, o preparador físico pode elaborar um</p><p>caminho para preparar os jogadores fisicamente. A periodização, portanto, é</p><p>necessária. Um elemento crucial é conhecer a magnitude da carga, ou seja, saber</p><p>o quanto a sessão e o acúmulo de treinos ao longo das semanas irá afetar o</p><p>organismo do atleta.</p><p>O Quadro a seguir, apresentado por Sainz (2002) mostra de forma breve</p><p>como os componentes/fatores psicológicos podem intervir na preparação do</p><p>atleta, neste caso de alto rendimento.</p><p>Quadro 1 Priorização dos componentes psicológicos dentro de cada preparação do atleta</p><p>de alto desempenho.</p><p>Preparação do atleta Componentes psicológicos</p><p>priorizados</p><p>Outros aspectos importantes a</p><p>considerar dentro da preparação</p><p>1. Preparação Física</p><p>Motivação</p><p>Vontade</p><p>Atenção</p><p>Controle de estados</p><p>desfavoráveis.</p><p>Formações da personalidade.</p><p>Coesão grupal.</p><p>2. Preparação</p><p>Técnica</p><p>Atenção</p><p>Sensações Proprioceptivas</p><p>Percepções Especializadas</p><p>Representação motora</p><p>Pensamento e linguagem</p><p>Motivação</p><p>Vontade</p><p>Visão Periférica</p><p>Controle de estados</p><p>desfavoráveis</p><p>Formações da personalidade</p><p>Coesão grupal.</p><p>3. Preparação Tática</p><p>Pensamento e linguagem</p><p>Capacidade de observação</p><p>Visão Periférica</p><p>Reações de antecipação</p><p>Atenção</p><p>Modelos conceituais</p><p>Motivação</p><p>Vontade</p><p>Controle de estados</p><p>desfavoráveis</p><p>Formações da Personalidade</p><p>Coesão Grupal</p><p>4. Treinamento de</p><p>Cargas máximas</p><p>Motivação</p><p>Vontade</p><p>Controle de tensões psíquicas</p><p>excessivas</p><p>Atenção</p><p>Formações da personalidade</p><p>Coesão Grupal.</p><p>5. Pré-competição e</p><p>competição.</p><p>Motivação (Nível de</p><p>aspirações individuais e</p><p>coletivas).</p><p>Vontade</p><p>Controle de tensões psíquicas</p><p>desfavoráveis</p><p>Formações da personalidade.</p><p>Coesão grupal.</p><p>Fonte: Adaptado de Sainz (2002).</p><p>113</p><p>6.3 A ORGANIZAÇÃO, O CONTROLE E A AVALIAÇÃO DE EQUIPES DE</p><p>HANDEBOL</p><p>É indiscutível que o conhecimento e o aprendizado dos fundamentos</p><p>técnicos, táticos e normativos do handebol são imprescindíveis para que um jogo</p><p>realizado adequadamente (FRANKE, 2018). Portanto, o professor deve ter como</p><p>objetivo realizar atividades que permitam ao aluno internalizar esses conceitos de</p><p>maneira clara e aplicá-los durante a prática.</p><p>O aprendizado técnico é fundamental para a iniciação esportiva, mas,</p><p>isoladamente, não tem um objetivo próprio, pois precisa ser empregado durante o</p><p>jogo de modo bem-sucedido. Cada jogador deverá saber reconhecer a situação</p><p>de jogo, escolher qual fundamento técnico utilizar e qual variação será necessária.</p><p>No entanto, nunca um jogador agirá sozinho e da maneira que quiser, já que as suas</p><p>decisões individuais dependem de diversas ações da equipe e dos adversários. Estas</p><p>devem ser tomadas de forma inteligente e contextualizadas ao cenário técnico-</p><p>tático (MENEZES; REIS; TOURINHO FILHO, 2015). Além disso, cada jogador precisa</p><p>analisar as situações de jogo, levando em consideração a tática da equipe.</p><p>De acordo com Franke (2018) para desenvolver a capacidade de jogo, é</p><p>preciso considerar:</p><p> comportamento tático individual;</p><p> comportamento tático em grupo;</p><p> comportamento tático coletivo básico.</p><p>De fato, esses três componentes principais dependem de alguns fatores</p><p>fundamentais cujo aperfeiçoamento devem ser sempre estimulados pelo professor,</p><p>como a capacidade de percepção e de decisão e a criatividade. Assim, o professor</p><p>114</p><p>precisa desenvolver atividades que propiciem o desenvolvimento dessas</p><p>capacidades para o aperfeiçoamento da equipe.</p><p>Menezes, Reis, Tourinho Filho (2015) destacam que no decorrer do jogo de</p><p>handebol, podemos identificar principalmente duas fases — a ofensiva e a defensiva</p><p>—, conforme as quais o comportamento da equipe muda, visto que há regras de</p><p>ação específicas em cada momento e a adaptação dos jogadores e a rápida</p><p>resposta contribuirão para o sucesso da equipe. Na fase ofensiva, por exemplo, a</p><p>equipe visa a manter a posse da bola, avançar em direção ao gol e marcar o ponto,</p><p>enquanto na defensiva a preocupação consiste em recuperar a posse de bola,</p><p>dificultar ou impedir a progressão da equipe adversária e proteger o gol ou evitá-lo.</p><p>De forma global, Leonardo (2009) apud Franke (2018) cita que para uma</p><p>equipe ter sucesso, é preciso haver uma atuação coletiva, com ações sincronizadas.</p><p>A estratégia consiste no conjunto de especificações estabelecidas para</p><p>fundamentar as ações de uma equipe. Neste sentido, o planejamento das ações,</p><p>apesar de suscetível a modificações pela ampla possibilidade de comportamentos,</p><p>tem como objetivos promover a incerteza em relação ao adversário, dificultar as</p><p>suas ações futuras e inibi-lo quanto à realização do gol.</p><p>A periodização, o planejamento do treinamento, é considerada essencial</p><p>para alcançar os melhores resultados (PASCHOALINO; SPERETTA, 2011). Vale ressaltar</p><p>a importância de monitorar e avaliar o rendimento dos alunos ou atletas de uma</p><p>modalidade esportiva, fundamentais para identificar dificuldades e atestar a</p><p>evolução dos indivíduos dentro do contexto técnico-tático da modalidade.</p><p>Em virtude da importância desse controle, os professores e treinadores</p><p>desenvolveram estratégias para controlar e avaliar as suas equipes de handebol,</p><p>por meio de testes específicos e planilhas de observação de uma partida, conforme</p><p>descreve Franke (2018). Neste sentido, existem inúmeros testes físicos que podem ser</p><p>realizados com o intuito de atestar o nível condicionante de determinada valência</p><p>física, bem como a sua evolução ao longo do treinamento, por exemplo, dentre</p><p>outros que podem ser desenvolvidos. E ainda, esses testes utilizados no intuito de</p><p>avaliar cada valência, sendo ainda possível realizar a análise prática da execução</p><p>dos fundamentos no jogo de handebol (técnico, tático e físico) nas diferentes fases</p><p>do jogo (ofensiva, defensiva e transição).</p><p>Paschoalino e Speretta (2011) deixam claro que não há como identificar ou</p><p>medir todos os fatores que determinam o desempenho esportivo, tampouco</p><p>115</p><p>determinar quem se tornará ou não um atleta de sucesso, pois o rendimento</p><p>esportivo não pode ser diretamente mensurável. Por outro lado, é possível conhecer</p><p>um conjunto de variáveis que, se apresentadas pelo indivíduo, indicam uma maior</p><p>probabilidade de ter sucesso no esporte. Em geral, os fatores condicionantes são</p><p>variados e divergem entre os autores. Porém, Franke (2018) descreve que há um</p><p>consenso na literatura de que existam características físicas, como as variáveis</p><p>morfológicas e de composição corporal (exemplo: estatura, massa corporal, IMC e</p><p>envergadura), e de capacidades funcionais (exemplo: força, velocidade, agilidade,</p><p>resistência e flexibilidade). Componentes hereditários e genéticos também são</p><p>importantes para o desempenho, mas mais difíceis de mensurar e geralmente não</p><p>considerados para avaliar o desempenho. Aspectos psicológicos, técnica e tática</p><p>também têm também um papel importante.</p><p>6.4 ANÁLISE DE DESEMPENHO</p><p>NO HANDEBOL</p><p>A análise do jogo, em qualquer desporto, é uma função imprescindível do</p><p>treinador. É unanime a ideia de que, para avaliar e planejar os treinamentos, é</p><p>necessário acessar dados que informam o rendimento individual e coletivo. Franke</p><p>(2018) destaca que o objetivo principal das análises é extrair dados a respeito do</p><p>desenvolvimento e execução nos eventos. Portanto, esses dados podem ser</p><p>números (quantitativo) ou palavras (qualitativo). E de acordo com Greco et al.</p><p>(2015)a partir deles, o profissional analisa os pontos fracos e erros cometidos pelos</p><p>jogadores e equipe, para então planejar ações de modo a diminuí-los em um</p><p>próximo evento.</p><p>Analisar um jogo é uma tarefa difícil, em razão da grande quantidade de</p><p>elementos a serem observados, das mudanças de comportamentos e ações</p><p>durante os jogos e da multiplicidade dos critérios analisados (GRECO et al., 2015).</p><p>Nos esportes coletivos e, principalmente no handebol, espera-se dos jogadores e da</p><p>equipe uma organização tática ou um modelo de jogo que sirva de exemplo para</p><p>determinar o comportamento individual. Diante disso, as equipes geralmente</p><p>utilizam a análise de desempenho por três motivos: analisar a equipe adversária,</p><p>identificar talentos nas equipes de base e analisar o desempenho da própria equipe</p><p>para nortear o planejamento de treinos (FRANKE, 2018).</p><p>A análise de desempenho contribui para o sucesso esportivo do treinador e</p><p>116</p><p>da equipe. Percebe-se a influência das bases metodológicas de pesquisa, que</p><p>devem ser rigorosamente seguidas. Todo sistema de observação deve ser</p><p>organizado por sua função, nível em que deseja observar, âmbito da realidade a</p><p>que o objeto observado pertence e situação em que ele ocorre. As análises bem-</p><p>estruturadas contribuem para a eficácia ofensiva e defensiva com a variação das</p><p>ações e comportamentos dos jogadores. Além disso, é possível determinar um</p><p>padrão de desempenho, seja motor seja tático, que irá conduzir o planejamento do</p><p>treinador durante toda a temporada (RUSSOMANNO, 2011 apud FRANKE, 2018).</p><p>Menezes e Reis (2010) apresentam um esquema de um processo sistemático</p><p>de análise de jogo, com as etapas definidas, conforme você pode ver a seguir</p><p>(Figura 16).</p><p>Figura 16: Sistematização do processo de análise de jogo e a interação com o treinamento</p><p>Fonte: Menezes e Reis (2010, p. 46)</p><p>E ainda acerca da análise do desempenho de atletas/equipes de handebol,</p><p>Greco e Fernandez (2015) mencionam que existem muitos elementos a serem</p><p>117</p><p>analisados de maneiras diferentes. Com o intuito de diminuir a confusão de</p><p>conceitos e tipos de análises, esses autores propõem que a análise de desempenho</p><p>seja determinada dentro de parâmetros específicos, como: espaço, tempo,</p><p>regulamento, tarefa técnico-tática, organização técnico tática.</p><p>Para Menezes e Reis (2010), as análises de desempenho no handebol, se</p><p>comparado a outros esportes coletivos, além de menor número, está escassa,</p><p>devido a uma possível baixa produção científica dessa modalidade, como a falta</p><p>de rigor e clareza científica. Na maioria das vezes, os dados são coletados por meio</p><p>de observações, entretanto, esse modo de obter as informações pode não refletir a</p><p>realidade do jogo, pois as observações são carregadas de subjetividade. Ao</p><p>observar, o profissional que analisa o jogo pode inserir opiniões pessoais sobre os</p><p>dados. Neste sentido, Russomano (2011) apud Franke (2018) destacam que embora</p><p>a observação seja um ato essencial na prática profissional, o treinador deve ter em</p><p>mãos um instrumento que norteie os elementos a serem observados.</p><p>Greco (2000) apud Greco et al. (2015) acredita que os modelos de análise ou</p><p>elementos a serem avaliados variam de acordo com a necessidade de cada</p><p>treinador, porque devem estar relacionados ao treinamento do time. Neste sentido,</p><p>o autor apresenta os procedimentos de análise de jogos de handebol, os quais se</p><p>dividem em:</p><p> Scout de observação (sequência de jogo): essa ferramenta oferece ao</p><p>treinador informações a respeito do desenvolvimento da equipe e</p><p>diagnóstico da equipe adversária. Com informações referentes às</p><p>ocorrências nos jogos, as ações são registradas minuto a minuto.</p><p> Scout técnico (somatória de ações do jogo): permite registrar todas as</p><p>situações do jogo, tanto individuais quanto coletivas. São contabilizadas</p><p>faltas, gols, passes, etc.</p><p> Scout de observação tática: permite identificar a localização e as ações dos</p><p>jogadores envolvidos nas jogadas, desde ações individuais, como uma finta,</p><p>até ações em grupo, como bloqueios e penetrações.</p><p> Scout de observação de gols e atuação de goleiro: possibilita mapear todos</p><p>os gols da equipe. Por exemplo, onde os jogadores mais lançam a bola a gol</p><p>e de que posição da quadra eles realizam os arremessos. Quando esses</p><p>dados são coletados da equipe adversária, auxiliam o goleiro a focar em</p><p>118</p><p>determinados pontos na defesa.</p><p> Scout tático de contra-ataque: possibilita analisar a eficácia dessas ações nas</p><p>definições, assim como a média de contra-ataques por jogo, por tempo e</p><p>qual a estratégia mais usada pela equipe.</p><p>É necessário compreender que as análises devem ser conduzidas com uma</p><p>observação sistematizada, com objetivos e instrumentos específicos para cada</p><p>elemento a ser analisado. O professional que fará a análise deve ter conhecimentos</p><p>necessários sobre o que será observado e sobre os métodos de observação. Nesse</p><p>sentido, a tecnologia tem ajudado as equipes na análise, no tratamento, no</p><p>armazenamento e na interpretação das informações obtidas nas competições. Esse</p><p>avanço tecnológico é observado pelo aumento do conhecimento sobre a</p><p>organização do jogo, maior eficácia nos métodos de treinamento e,</p><p>consequentemente, uma análise mais fidedigna da evolução da modalidade</p><p>(GRECO; FERNÁNDEZ, 2015).</p><p>119</p><p>Em contrapartida, para evitar erros na análise, tem sido recomendado o uso</p><p>de câmeras para gravar as partidas e treinos. Desse modo, a análise é feita sem a</p><p>influência de fatores externos, como situação do jogo, pressão da torcida, etc. As</p><p>análises desses métodos, conforme descreve Franke (2018) envolvem a filmagem da</p><p>partida por câmeras, em que são quantificadas a distância percorrida e a</p><p>velocidade dos jogadores. Além disso, a partir da análise cinemática, esse método</p><p>é capaz de identificar as trajetórias de todos os jogadores e estão diretamente</p><p>relacionados ao padrão tático e ao condicionamento físico.</p><p>Na prática, na perspectiva Técnica e Tática, o foco deve estar na análise das</p><p>habilidades técnicas, com o propósito de analisar o repertório técnico dos jogadores</p><p>durante uma partida. E ainda, a análise técnico-tática, a fim de analisar aspectos e</p><p>comportamentos táticos de jogadores e do time e, a partir dessas informações,</p><p>estabelecer ações mais eficazes. Por outro lado, na perspectiva Ataque/Defesa, o</p><p>foco deve estar na análise da atividade física dos jogadores, com o objetivo de</p><p>caracterizar os aspectos físicos dos jogadores desenvolvidos durante uma partida.</p><p>Além do mais, a análise do tempo-movimento das tarefas motoras, com o objetivo</p><p>de identificar perfis de jogo, deve ser levada em consideração.</p><p>Enfim, as análises dos jogos devem identificar o maior número de variáveis</p><p>relevantes para compreensão e monitoramento da qualidade do indivíduo e da</p><p>equipe. Deve partir de processos sistemáticos para cada uma das etapas do jogo e</p><p>na sequência de procedimentos dos jogadores.</p><p>Vale destacar que o processo de análise do jogo deve ser constantemente</p><p>retroalimentado. Neste sentido, a coleta dos dados obtidos com as observações e</p><p>a aplicação nos treinos necessita de uma reavaliação e uma reaplicação no</p><p>processo. Por isso, todo o processo é analisado: as variáveis, os instrumentos, o</p><p>modelo, os dados e o treinamento. Em síntese, a análise do jogo deve ter precisão</p><p>naquilo queobjetiva coletar. As informações coletadas devem estar em</p><p>consonância com os objetivos de treinamento e, consequentemente, com aquilo</p><p>que o treinador espera de sua equipe.</p><p>120</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. Ao planejar</p><p>o calendário de treinamentos, o preparador físico deve ter</p><p>conhecimento de quanto tempo terá de preparação, de competição e de</p><p>descanso. Dessa forma, ele consegue ajustar as cargas de treinamento para</p><p>atingir o máximo desempenho do atleta no momento certo.</p><p>Seguindo a proposta do Modelo Tradicional de Periodização, o planejamento</p><p>anual é dividido em três períodos. Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Introdutório, específico e competitivo.</p><p>b) Preparatório, competitivo e transitório.</p><p>c) Preparatório, pré-competitivo e competitivo.</p><p>d) Introdutório, ordinário e transitório.</p><p>e) Preparação geral, pré-competitivo e competitivo.</p><p>2. No handebol, os aspectos técnico, tático, psicológico e físico são vistos como</p><p>imprescindíveis para o desenvolvimento dos atletas e das equipes, sendo que</p><p>este último, quando bem treinado, pode influenciar positivamente no resultado</p><p>da partida. Conhecer as variáveis do treinamento e seus aspectos torna-se</p><p>fundamental para a prescrição do treinamento físico e tático, já que cada</p><p>posição no handebol exige medidas específicas.</p><p>Neste sentido, analise as assertivas a seguir, e assinale V (verdadeiro) e F (falso)</p><p>para as assertivas que tratam das valências/capacidades físicas importantes para</p><p>o jogador de linha no handebol.</p><p>( ) a força máxima é importante para suportar o contato com outros jogadores.</p><p>( ) a agilidade está associada ao posicionamento rápido da defesa e para o</p><p>contra-ataque.</p><p>( ) a resistência muscular localizada é a responsável pela manutenção do</p><p>desempenho na partida com rápida recuperação entre esforços intensos.</p><p>( ) a potência anaeróbia é utilizada para realizar esforços de alta intensidade</p><p>repetidas vezes.</p><p>Neste sentido, a ordem correta de cima para baixo é:</p><p>121</p><p>a) V,F,F,V.</p><p>b) V,V,V,F.</p><p>c) F,V,F,V.</p><p>d) V,V,F,F.</p><p>e) F,F,V,V.</p><p>3. A preparação física, técnica e tática são essenciais para a formação do jogador</p><p>de handebol, entretanto, esses elementos devem estar conectados aos fatores</p><p>psicológicos, os quais exercem influência direta na estruturação/planejamento e</p><p>resultados dos atletas ao longo de uma temporada.</p><p>Neste sentido, analise as assertivas a seguir e assinale a que melhor representa os</p><p>componentes psicológicos priorizados durante a preparação técnica dos</p><p>jogadores de handebol.</p><p>a) Atenção, visão periférica e reações de antecipação.</p><p>b) Controle dos estados desfavoráveis, atenção e tomada de decisão.</p><p>c) Pensamento/linguagem, vontade e motivação.</p><p>d) Sensações proprioceptivas, representação motora e atenção.</p><p>e) Percepções especializadas, atenção e modelos conceituais.</p><p>4. No handebol, existem diferentes testes que avaliam componentes da aptidão</p><p>física dos jogadores, os quais podem influenciar nos fatores condicionantes, e</p><p>serem determinantes para o êxito ou fracasso da equipe, pois é um dos</p><p>elementos da preparação considerados básico, devido a sua importância.</p><p>No caso específico da análise voltada para a preparação física, analise as</p><p>assertivas a seguir e assinale a que melhor represente testes que podem avaliar a</p><p>velocidade e a potência de membros inferiores.</p><p>a) Teste do quadrado e salto horizontal.</p><p>b) Salto horizontal e shuttle run.</p><p>c) Corrida de 20 metros e salto vertical.</p><p>d) Salto vertical e arremesso de medicine ball.</p><p>e) Banco de Wells e teste de Cooper.</p><p>122</p><p>5. A análise do jogo, em qualquer desporto, é uma função imprescindível do</p><p>treinador. É unanime a ideia de que, para avaliar e planejar os treinamentos, é</p><p>necessário acessar dados que informam o rendimento individual e coletivo. De</p><p>acordo com o conceito de scouts e as possibilidades de trabalho a partir dessa</p><p>ferramenta, temos diferentes tipos de scouts que podem ser realizados.</p><p>Analise as assertivas a seguir e assinale V (verdadeiro) e F (falso) no que tange</p><p>características associadas ao scout de observação tática.</p><p>( ) Serve como base para a estruturação do sistema de jogo a ser adotado pela</p><p>equipe a partir de dados obtidos dos adversários e da maneira específica de</p><p>jogo.</p><p>( ) Permite identificar a localização e as ações dos jogadores envolvidos nas</p><p>jogadas, tanto em ações ofensivas como em ações defensivas.</p><p>( ) Oferece ao treinador informações a respeito do desenvolvimento da equipe</p><p>e diagnóstico da equipe adversária.</p><p>( ) Se refere ao somatório das ações do jogo, que permite registrar todas as</p><p>situações do jogo, tanto individuais quanto coletivas.</p><p>A ordem correta de cima para baixo é:</p><p>a) F,F,F,V.</p><p>b) V,F,V,F.</p><p>c) F,F,V,V.</p><p>d) V,V,F,F.</p><p>e) V,V,V,F.</p><p>6. A análise do jogo no handebol é uma atividade extremamente importante para</p><p>a evolução dos jogadores e do time. Por meio dela, é possível obter dados sobre</p><p>os pontos fortes e fracos, auxiliando os treinadores a planejarem os treinos.</p><p>Para realizar a análise do jogo de handebol, os dados devem ser coletados por</p><p>meio:</p><p>a) Da técnica da percepção.</p><p>123</p><p>b) Da análise clínica.</p><p>c) Da análise de conteúdo.</p><p>d) Da subjetividade objetiva.</p><p>e) Da técnica da observação.</p><p>7. A análise dos jogos e dos treinos de handebol é um processo dinâmico e parte</p><p>da observação das situações dos jogos. Com o avanço tecnológico, houve</p><p>melhora na qualidade das análises de desempenho.</p><p>Diante do exposto, qual é a principal contribuição da análise de desempenho no</p><p>handebol?</p><p>a) Fornecer dados para o treinamento.</p><p>b) Realizar a gestão interpessoal da equipe.</p><p>c) Classificar os atletas de acordo com seus desempenhos.</p><p>d) Determinar o campeão do torneio.</p><p>e) Motivar os atletas.</p><p>8. As análises dos jogos devem ser realizadas de forma sistemática, ou seja,</p><p>organizada em etapas planejadas com o objetivo de obter dados corretos a</p><p>respeito do desempenho das equipes e dos jogadores. Acerca das análises de</p><p>desempenho no handebol, analise as afirmações a seguir:</p><p>I. O primeiro procedimento é identificar as datas de avaliação.</p><p>II. O primeiro procedimento é definir os parâmetros que serão avaliados.</p><p>III. O primeiro procedimento é entrevistar os jogadores sobre as suas</p><p>necessidades.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II, apenas.</p><p>c) III, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) I, II e III.</p><p>124</p><p>INTRODUÇÃO AO BASQUETEBOL</p><p>7.1 INTRODUÇÃO</p><p>Modalidade originada no final do século XIX, o basquetebol faz parte do</p><p>contexto educacional norte-americano. De fato, trata-se de um esporte coletivo que</p><p>ganhou muitos adeptos ao redor do mundo, e teve como importante marco histórico,</p><p>os Jogos Olímpicos de Roma, ocorrido em 1936. Considerado uma das principais</p><p>modalidades esportivas praticadas no mundo, tendo 213 países vinculados à</p><p>Federação Internacional de Basquetebol, conforme documento apresentado pela</p><p>Federação Internacional de Basquetebol – FIBA.</p><p>Ao longo dos anos, o basquetebol vem ganhando notoriedade ao redor do</p><p>mundo e o número de adeptos expandindo-se cada vez mais, rompendo fronteiras,</p><p>tendo a sua prática expandida para as mulheres, para cadeirantes, permitindo a</p><p>participação e inclusão por meio do esporte.</p><p>No Brasil vemos um esforço das Instituições em divulgar e promover a</p><p>modalidade, mas é na base que este trabalho deve ser iniciado. É na escola onde</p><p>tudo começa, cabendo a todos os envolvidos no processo (escola – professor –</p><p>alunos) entenderem a importância desta modalidade.</p><p>Diversos são os motivos para acreditar na expansão do basquetebol em</p><p>território nacional, e entender essa modalidade como ferramenta na promoção do</p><p>desenvolvimento na infância e na adolescência, torna o “produto” basquetebol mais</p><p>fácil de ser comercializado, o que gera ganhos em visibilidade.</p><p>No que tange o processo de iniciação do basquetebol, a proposta</p><p>pedagógica tem um importante valor, e quatro pontos fundamentais devem ser</p><p>considerados: diversidade, inclusão, cooperação e autonomia, todas associadas às</p><p>fases do desenvolvimento da criança/adolescente.</p><p>É evidente, portanto, que a formação e o processo ensino-aprendizagem não</p><p>podem voltar-se somente ao treinamento dos aspectos motores ou técnicos, em que</p><p>a aprendizagem tático-cognitiva e das habilidades do jogo (técnicas) vem</p><p>ganhando cada</p><p>vez mais espaço nesta proposta de ensino mais dinâmica.</p><p>UNIDADE</p><p>01</p><p>125</p><p>Considerado uma modalidade que trabalha diferentes aspectos do ser</p><p>humano, o basquetebol além de desafiador, devido ao seu grau de complexidade,</p><p>estimula o desenvolvimento das habilidades motoras, as mais variadas possíveis.</p><p>Neste capítulo você verá um pouco mais acerca do histórico e evolução da</p><p>modalidade, além do processo ensino-aprendizagem envolvidos nesta modalidade,</p><p>e por fim compreender a importância e como trabalhar da melhor maneira possível,</p><p>aspectos associados aos fundamentos técnicos do basquete</p><p>7.2 HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DO BASQUETEBOL</p><p>De acordo com Gonçalves e Romão (2019) o basquetebol se resume em um</p><p>jogo em que duas equipes, compostas cada uma por cinco jogadores, devem</p><p>arremessar a bola em uma cesta suspensa, e o objetivo é fazer o maior número de</p><p>cestas possíveis, sendo declarada a equipe vencedora, a que converter maior</p><p>número de acertos (cestas) que podem ser de 02 ou 03 pontos, os arremessos, e</p><p>lances livres de 01 ou mais pontos, dependendo.</p><p>A origem do basquete se deu no final do século XIX, graças ao professor de</p><p>Educação Física norte-americano, James Naismith, que em 1891, propôs um novo</p><p>jogo frente às possibilidades encontradas à época (CBB, 2020). o Naismith tinha uma</p><p>forte ligação com as atividades esportivas, e sempre foi um incentivador de sua</p><p>prática, sobretudo em âmbito escolar. Ele nasceu na cidade de Almonte, no</p><p>Canadá, em 1861, e tinha formação acadêmica em Teologia, sendo que sua</p><p>primeira atividade profissional exercida foi como instrutor de atividades físicas na</p><p>Escola Internacional de Treinamento da Associação Cristã de Moços (ACM), que veio</p><p>a ser chamada, mais tarde, de Springfield College, localizada na cidade de</p><p>Springfield, no estado de Massachusetts, na Região Nordeste dos Estados Unidos,</p><p>conforme descreve Gonçalves e Romão (2019).</p><p>Ao assumir o Departamento de Educação Física do colégio norte-americano,</p><p>em 1891, o professor Naismith se deparou com algumas situações conflitantes, dentre</p><p>as quais, as condições climáticas (o inverno rigoroso) de Springfield, o que afastava</p><p>a prática esportiva em locais “abertos” pelos estudantes daquela instituição, que</p><p>eram ávidos por esportes e jogos que tinham como elementos principais a</p><p>competição e a recreação.</p><p>O professor Naismith percebeu que as poucas opções de atividades físicas em</p><p>126</p><p>locais fechados se restringiam às aulas de ginástica, que pouco interessavam aos</p><p>alunos, devido as suas características, e o perfil do estudante da época. E de acordo</p><p>com CBB (2020) foi esse o momento- chave para que Naismith pudesse introduzir a</p><p>modalidade (basquetebol) naquela Instituição.</p><p>O diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de</p><p>Moços (ACM), Luther Halsey Gullick , confiou uma missão ao professor Naismith, que</p><p>era pensar em algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante</p><p>o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas,</p><p>conforme descreve Gonçalves e Romão (2019).</p><p>Ciente da resistência inicial que enfrentaria, Naismith pensou neste jogo sendo</p><p>desenvolvido com as mãos, ao invés dos pés, como já tínhamos, no caso do futebol</p><p>de campo. E para melhorar ainda mais a dinâmica do jogo, propôs como objetivo</p><p>inicial, a bola não permanecer retida por muito tempo e nem ser batida com o punho</p><p>fechado, para evitar socos acidentais nas disputas de bola, conforme destaca CBB</p><p>(2020).</p><p>E outra preocupação ocorrida estava em relação ao alvo (cesta), e neste</p><p>caso, Naismith inicialmente pensou em colocá-lo no chão, mas já havia outros</p><p>esportes assim, como o hóquei e o futebol. Foi então que ele pensou em algo</p><p>inovador para a época, que foi a elevação do alvo, a partir do nível do solo, que</p><p>deveria ficar a 3,5 m de altura, onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria</p><p>capaz de parar a bola que fosse arremessada em direção ao alvo. E desta forma,</p><p>essa proposta levantada por Naismith aumentou o grau de dificuldade do jogo, que</p><p>era um dos objetivos principais do professor, sem entretanto, perder-se o interesse</p><p>pela sua prática, devido ao grau de dificuldade encontrado.</p><p>Em relação à cesta no basquetebol, vale a penas destacar um fato, no qual</p><p>ao comparar-se os “alvos” do inicio da prática da modalidade com o que se tem na</p><p>atualidade, muito foi modificado, a partir por exemplo, do material utilizado. No início,</p><p>Gonçalves e Romão (2019) destacam que as “cestas” utilizadas na época, tratavam-</p><p>se de duas caixas ou cestos de pêssego, as quais foram fixados na parte superior de</p><p>duas pilastras, a 3,05 m, uma em cada lado do ginásio.</p><p>As primeiras regras do esporte, escritas por James Naismith, continham 13 itens,</p><p>tendo sido colocadas em um papel em menos de uma hora. Este foi um dos marcos</p><p>fundamentais para a origem e evolução do basquete que vemos hoje em dia, e</p><p>serão apresentadas na seção mais a frente deste capítulo, que trata da evolução da</p><p>127</p><p>modalidade.</p><p>Registros não oficiais apontam que em dezembro de 1891 ocorreu a primeira</p><p>partida de basquetebol. De acordo com CBB (2020), Naismith selecionou dois</p><p>capitães (Eugene Libby e Duncan Patton) e pediu-lhes que escolhessem os lados da</p><p>quadra e seus companheiros de equipe, em seguida, selecionou dois dos jogadores</p><p>mais altos (um de cada time/equipe) e jogou a bola para cima.</p><p>Por não haver regras bem definidas ainda, esse primeiro jogo foi marcado por</p><p>muitas faltas, que eram punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra</p><p>até que a próxima cesta fosse feita. E uma curiosidade desta partida foi a limitação</p><p>apresentada pela própria cesta, onde a cada vez que um arremesso era convertido,</p><p>um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola, sendo que a solução</p><p>encontrada na época, é a que perdurou desde então, a de cortar a base do cesto,</p><p>o que permitiria a rápida continuação da partida, similar ao que vemos atualmente</p><p>(Figura 1).</p><p>Figura 1: A cesta do basquetebol (oficial)</p><p>Fonte: Disponível em: https://shutr.bz/3Oj0w9e. Acesso em: 15 mar. 2021.</p><p>No Brasil, o basquete tem sua origem em 1896, trazido por um milionário norte-</p><p>americano chamado Auguste F. Shaw, sendo praticado pela primeira vez na</p><p>Associação Cristã de Moços (ACM), no Rio de Janeiro, em um pequeno recinto onde</p><p>duas colunas situadas no meio do salão atrapalhavam um pouco a movimentação</p><p>dos praticantes.</p><p>128</p><p>No ano de 1912, ocorreu a primeira partida de basquete no Brasil, na cidade</p><p>do Rio de Janeiro, no Ginásio da famosa rua da Quitanda, fato que deve ser</p><p>destacado, devido a sua importância dentro de um contexto social e histórico da</p><p>época.</p><p>Outro importante aspecto a destacar acerca da modalidade, conforme</p><p>descreve Gonçalves e Romão (2019), foi a participação das mulheres, uma vez que</p><p>as características do basquetebol impulsionaram a prática para este público, e por</p><p>consequência, gerou um aumento da resistência machista quanto a essa inserção</p><p>na modalidade. De acordo com Guedes (2009) citado por Gonçalves e Romão</p><p>(2019) o crescimento do número de praticantes na década de 1920 acarretou o</p><p>aumento do número de times de basquetebol feminino na década de 1930, reflexo</p><p>também da disseminação da modalidade entre as mulheres na Europa e nos EUA.</p><p>Ocorreram vários eventos em que as mulheres tiveram a oportunidade de participar.</p><p>Em 1930, ocorreu o primeiro campeonato feminino de bola ao cesto, como era</p><p>chamada a modalidade.</p><p>Com o passar do tempo, os brasileiros foram tomando gosto pelo esporte e</p><p>com o aumento do número de adeptos e a cobrança por uma estrutura mais</p><p>profissional. Nesse contexto, surgiram as entidades responsáveis e posteriormente as</p><p>ligas regionais, que vem se tornando a cada ano que passa referência na Américado</p><p>Sul.</p><p>De fato, desde que foi criado por James Naismith, em 1891, o basquetebol</p><p>tem evoluído consideravelmente tanto no que se refere à modificação e à</p><p>atualização das regras quanto à execução dos fundamentos e à aplicação dos</p><p>sistemas de jogo,</p><p>conforme descreve De Rose Jr., e Tricoli (2017).</p><p>129</p><p>Ao pensar na dinâmica do futuro jogo, Naismith imaginou algo que</p><p>limitasse o contato e não permitisse ao praticante o controle absoluto</p><p>sobre a bola, levando o jogo a um conceito coletivo diferente do que</p><p>vinha sendo praticado pelo futebol americano e pelo futebol</p><p>(soccer), nos quais o atleta em posse da bola podia se deslocar sem</p><p>qualquer restrição. Para isso, ele definiu cinco normas básicas: (1)</p><p>Seria jogado com as mãos e com uma bola “redonda”; (2) Não seria</p><p>permitido caminhar com a bola sem quicá-la (drible); (3) Os</p><p>jogadores poderiam se posicionar como e quando quisessem no</p><p>terreno de jogo; (4) Não seria permitido o contato pessoal; (5) O</p><p>arremesso seria executado para cima. (ROSE JR., e TRICOLI, 2017, p.3).</p><p>Ao tratar da evolução da modalidade, enquanto esporte coletivo</p><p>organizado, o foco foi centrado nas “regras” da modalidade, e em 1892, Naismith</p><p>elaborou as primeiras regras do basquetebol que, ao longo do tempo, foram</p><p>modificadas e aperfeiçoadas. Gonçalves (2019) destaca que o objetivo do jogo</p><p>recém-criado era colocar a bola dentro do goal adversário fazendo-se arremessos</p><p>de qualquer parte do campo e obedecendo-se às treze regras criadas por Naismith,</p><p>destacadas por Naismith (1941) e descritas por De Rose Jr., e Tricoli (2010; 2017, p. 5):</p><p>1.A bola poderia ser lançada em qualquer direção, com uma ou com</p><p>as duas mãos; 2.A bola poderia ser golpeada com uma ou duas mãos</p><p>em qualquer direção, mas nunca com os punhos; 3.Os jogadores não</p><p>poderiam correr com a bola nas mãos. Deveriam lançá-la a partir da</p><p>mesma posição de onde a receberam. Poderia ser concedida certa</p><p>tolerância a um jogador que recebe a bola em movimento; 4.A bola</p><p>poderia ser segurada por uma ou por duas mãos, mas os braços e</p><p>nenhuma outra parte do corpo poderiam ser utilizados para retê-la;</p><p>5.Seria proibido golpear o adversário com os ombros, puxar, empurrar</p><p>ou impedir sua movimentação. Toda infração a essa regra seria</p><p>considerada falta. Em caso de repetição, o jogador reincidente seria</p><p>eliminado até que fosse marcada uma nova cesta. Se houvesse a</p><p>intenção de lesionar o adversário, o jogador seria eliminado por todo</p><p>o jogo, sem que se permitisse sua substituição; 6.Golpear a bola com</p><p>os punhos seria considerado falta, como as violações descritas nas</p><p>regras 3 e 4, e se aplicaria a penalidade descrita na regra 5; 7.Se uma</p><p>equipe cometesse três faltas consecutivas (sem que a outra equipe</p><p>tivesse cometido falta no mesmo intervalo de tempo), 1 ponto seria</p><p>anotado em favor da equipe adversária; 8.Seria considerado ponto</p><p>quando a bola fosse lançada ao cesto e nele entrasse, caindo no</p><p>solo. Se a bola tocasse o aro e os defensores movimentassem esse</p><p>aro, seria marcado 1 ponto para a equipe atacante; 9.Quando a</p><p>bola saísse do campo, ela deveria ser reposta no meio do campo</p><p>pelo mesmo jogador que a tocasse para fora. Se houvesse dúvida, o</p><p>árbitro deveria lançá-la ao alto no interior do campo de jogo. O</p><p>jogador teria 5 segundos para repor a bola em jogo. Se retivesse a</p><p>bola por mais tempo, a reposição seria dada à equipe adversária. Se</p><p>uma equipe retardasse intencionalmente o reinício do jogo, seria</p><p>penalizada com uma falta; 10.O árbitro principal julgaria as ações dos</p><p>jogadores e marcaria as faltas. Quando um jogador cometesse a</p><p>terceira falta, poderia ser desclassificado, aplicando-se as</p><p>130</p><p>penalidades da regra 5; 11.O segundo árbitro tomaria as decisões</p><p>relacionadas à bola e indicaria quando ela estava em jogo, quando</p><p>saía e a quem devia ser entregue. Ele seria o cronometrista e decidiria</p><p>se houvesse ponto. Seria também o responsável pela contagem dos</p><p>pontos; 12.A partida seria disputada em dois tempos de 15 minutos,</p><p>com intervalo de 5 minutos; 13.A equipe que marcasse o maior</p><p>número de pontos seria declarada vencedora. Em caso de empate,</p><p>a partida, em comum acordo entre os capitães, poderia ser</p><p>prorrogada até que novo ponto fosse marcado.</p><p>Em relação à evolução do basquetebol, uma das mais marcantes é em</p><p>relação às regras, entretanto, destaca-se também a estrutura de jogo, no que tange</p><p>os sistemas táticos, e características dos jogadores. Ressalta-se que a</p><p>multifuncionalidade dos jogadores aliada às características do jogo levaram à</p><p>necessidade de um ajuste e uma nova adequação da carga de treinamento com</p><p>suas especificidades, elaborada a partir de um planejamento que leve em</p><p>consideração também o calendário de competições, a infraestrutura disponível e os</p><p>recursos humanos que compõem a equipe multidisciplinar, que deve estar</p><p>preparada para sua execução (DE ROSE JR., e TRICOLI, 2017).</p><p>O sucesso do basquetebol ao redor do mundo é tão grande que atualmente,</p><p>o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, nos mais</p><p>de 170 países filiados à FIBA (FIB, s/d).</p><p>De Rose Jr., e Tricoli (2010) destacam a presença da modalidade em Jogos</p><p>Olímpicos como um claro sinal da evolução do basquetebol, solidificando seu papel</p><p>na sociedade, cuja potencialidade é cada vez mais evidenciada. De fato, se</p><p>analisarmos desde a primeira aparição nos jogos de 1936 até as Olimpíadas de</p><p>Tóquio, Japão, que deveria ocorrer em 2020, porém devido à pandemia da Covid-</p><p>19, ocorreu em 2021, vimos o basquete contar com a participação de</p><p>aproximadamente 60 países.</p><p>É importante neste sentido, destacar que os primeiros jogos em Berlim e Londres</p><p>tiveram a participação de 21 e 23 equipes, respectivamente. Atualmente a FIBA e o</p><p>Comitê Olímpico Internacional (COI) delimitaram o número para 12 equipes,</p><p>tornando ainda mais difícil para países do continente americano e europeu se</p><p>classificarem. Porém, isso também torna possível a expansão da modalidade em</p><p>países dos continentes africano e asiático, em que o nível competitivo é menor.</p><p>É notória a supremacia norte-americana, seja no basquetebol masculino ou</p><p>no feminino. No entanto, podemos perceber que outros países têm um número</p><p>elevado de participações, como o Brasil, que, no basquete masculino, é a segunda</p><p>131</p><p>seleção que mais participou e, no feminino, é a quarta equipe que mais esteve</p><p>presente nos jogos olímpicos.</p><p>7.3 CARACTERIZAÇÃO DOS JOGOS ESPORTIVOS COLETIVOS</p><p>Partindo do pressuposto que os jogos esportivos coletivos devem ser</p><p>entendidos a partir da ontologia do jogo, de acordo com Leonardo et al. (2009),</p><p>e o principal aspecto que sustenta essa afirmação é sua natureza como atividade</p><p>caracterizada pelo seu caráter livre, delimitada, regulamentada, incerta,</p><p>improdutiva e fictícia.</p><p>De fato, é importante destacar que à medida em que o jogador está em</p><p>estado de jogo, sua mobilização quanto aos recursos necessários para a execução</p><p>das ações pertinentes serão cada vez mais evidenciadas, e as competências e</p><p>habilidades colocadas em prova, numa dinâmica constante, em que as ações serão</p><p>reproduzidas a partir do contexto em que se desenvolve tal jogo/esporte.</p><p>Assim como em qualquer esporte, individual ou coletivo, a presença da tática</p><p>de jogo é algo essencial para o sucesso das ações tomadas ao longo da partida.</p><p>Leonardo et al. (2009) descrevem a ação de jogar e sua intencionalidade,</p><p>sobretudo em alcançar uma meta e/ou objetivo, atrelado à lógica do jogo, ou seja,</p><p>sua estrutura em várias etapas, como um “quebra-cabeça”.</p><p>Ao tratarmos dos jogos esportivos coletivos, dentre os quais, o basquetebol, a</p><p>atenção deve estar direcionada à diferentes aspectos, e um dos problemas que</p><p>surgem, de acordo com Reverdito et al. (2009) é o fato de tratar-se de uma prática</p><p>recorrente à sistematização de currículos. Portanto, quando feito é baseado na</p><p>simplificação e descontextualização das partes do jogo: fundamentos, gestos</p><p>técnicos, táticas (como sinônimo de sistema/esquema de jogo) e condicionantes</p><p>físico-motoras. E aqui fica evidente que ao aprender as partes de um jogo, ficaria</p><p>mais evidente o aprendizado do jogo, o que não pode ser considerado uma regra</p><p>“fechada” haja vista a grande variabilidade de ações presentes em um jogo,</p><p>sobretudo aqueles considerados coletivos.</p><p>– IHF (em</p><p>inglês), cuja sede atual está localizada na Suíça.</p><p>Em adição, uma outra modalidade do handebol, o de quadra, originado do</p><p>Haandbold dinamarquês, como é praticado atualmente, começou a ganhar muitos</p><p>adeptos desde então, devido a duas razões principais: a primeira, pelas condições</p><p>climáticas dos países escandinavos, e a segunda, por ser mais veloz e não concorrer</p><p>pelo espaço do campo com o futebol. Entretanto, conforme detalha Almeida e</p><p>Dechechi (2012) sua prática ficou limitada aos países escandinavos, devido ao</p><p>inverno rigoroso, tinham que buscar algo para exercitarem-se mesmo nesses</p><p>períodos, e então o handebol surgiu como uma excelente alternativa. Vale destacar</p><p>acerca das regras que estas foram unificadas e internacionalizadas somente em</p><p>1934, a partir do Congresso da FIHA, em Estocolmo, Suécia.</p><p>Aos poucos, de acordo com Almeida e Dechechi (2012), passou-se a praticar</p><p>o handebol apenas no salão/quadra, possivelmente, devido ao clima do inverno</p><p>europeu rigoroso, em que manteve-se o campo para a prática do futebol, e as</p><p>quadras, pelas características do piso serem mais adequadas à prática do handebol,</p><p>sobretudo pelo quicar da bola, e a velocidade necessária para o desenvolvimento</p><p>10</p><p>das partidas. E isso corroborou para que de fato, em 1966, suspendeu-se a realização</p><p>de campeonatos de campo, mantendo-se somente a prática em quadras, e após</p><p>um período sem participações nas Olimpíadas, o handebol voltou a ser uma das</p><p>modalidades presentes nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976), com regras</p><p>reformuladas e partidas disputadas apenas em quadra (FRANKE, 2018; TENROLER,</p><p>2004).</p><p>1.3 HANDEBOL COMO EXPRESSÃO DA CULTURA CORPORAL DO MOVIMENTO</p><p>A cultura corporal do movimento é entendida como uma maneira de produzir,</p><p>reproduzir e criar a cultura de um povo por meio dos movimentos corporais, podendo</p><p>ser apresentadas com diversas roupagens e formas. Assim, as práticas corporais são</p><p>apresentadas como fenômeno de estudo e como formas de expressão (BRASIL,</p><p>1998):</p><p>[...] Dentro desse universo de produções da cultura corporal de</p><p>movimento, algumas foram incorporadas pela Educação Física como</p><p>objetos de ação e reflexão: os jogos e brincadeiras, os esportes, as</p><p>danças, as ginásticas e as lutas, que têm em comum a representação</p><p>corporal de diversos aspectos da cultura humana. São atividades que</p><p>ressignificam a cultura corporal humana e o fazem utilizando ora uma</p><p>intenção mais próxima do caráter lúdico, ora mais próxima do</p><p>pragmatismo e da objetividade.</p><p>De fato, o ser humano sempre produziu cultura; sua história é uma história de</p><p>cultura, conforme é mencionado nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs</p><p>(BRASIL, 1998). Neste sentido, é de esperar-se que a cultura esteja associado a um</p><p>conjunto de fazeres com sentido, significado e relevância, no qual a cultura é</p><p>constantemente transformada de acordo com o contexto. Portanto, cultura pode ser</p><p>definida como o produto da sociedade, da coletividade a qual o indivíduo pertence.</p><p>E ainda de acordo com os PCNs (1998), cabe ao homem transformar-se a partir de</p><p>suas relações sociais buscando adaptar-se em condições/situações diferentes. E por</p><p>11</p><p>fim, o documento traz uma importante contextualização, a qual está associada à</p><p>fragilidade de recursos biológicos encontradas na antiguidade, o que mostrou a</p><p>necessidade de reinventar-se, cujo contexto histórico nos apresenta um “homem”</p><p>que buscava constantemente novos recursos para suprir as insuficiências do período,</p><p>por meio de diferentes aspectos, dentre os quais: a busca por uma maior eficiência</p><p>na execução dos movimentos, uma melhor amplitude e domínio do uso de espaço,</p><p>além de aperfeiçoamento relacionado às tecnologias de caça, pesca e agricultura,</p><p>seja por razões religiosas, comemorativas ou lúdicas. Nota-se, que todo essa</p><p>transformação que vem ocorrendo desde o início dos tempos está em constante</p><p>evolução, assim como a humanidade em geral, deixando claro que essas em</p><p>representações podem, de fato, serem chamadas de cultura corporal do</p><p>movimento.</p><p>A partir deste contexto, entender o handebol como modalidade esportiva</p><p>coletiva que cresce e tem se tornado referência em diferentes cenários, torna-se</p><p>fundamental, sobretudo por tratar-se de uma prática dinâmica, capaz de</p><p>desenvolver vários aspectos sociais, cognitivos e motores, tais, como cooperação,</p><p>sociabilização e inclusão, lateralidade, agilidade e flexibilidade, além de habilidades</p><p>como correr, saltar e arremessar, conforme descreve Gallati (2004), e que</p><p>representam a cultura corporal do movimento, conforme pode ser visto pela</p><p>evolução ocorrida na modalidade ao longo dos tempos.</p><p>É importante também pensarmos no handebol e suas possibilidades, inseridas</p><p>no contexto sócio-cultural esportivo, tendo em vista sua representatividade</p><p>alcançada no ambiente educacional. Tendo em vista que o fenômeno “esporte”</p><p>está esporte presente na vida dos indivíduos, este deve ser trabalhado nos conteúdos</p><p>curriculares, haja vista sua enorme contribuição para a formação do indivíduo,</p><p>preparando-o para a sociedade, e que tem na Educação Física Escolar, um dos</p><p>melhores mecanismos de fazê-lo de forma real, transformadora e significativa. Assim,</p><p>a sua presença na escola tem como objetivo a formação do cidadão para atuação</p><p>direta na sociedade, assim como outras modalidades esportivas, jogos, brincadeiras,</p><p>entre outros possuem um papel significativo dentro deste contexto (GALLATI, 2010;</p><p>PAES, 2002).</p><p>12</p><p>De acordo com Galatti et al. (2010), os esportes coletivos possuem diversas</p><p>características importantes que devem ser exploradas pelo professor dentro do</p><p>contexto das aulas, que resgatem diversos valores diretamente conectados à</p><p>formação do cidadão de forma integral. Reforça-se a ideia de complementaridade,</p><p>de agregar-se às atividades práticas propostas pelo professor de Educação Física,</p><p>por meio de um vasto material associado as questões técnicas, táticas, de regras, e</p><p>valores morais que não se restringem somente a sala de aula.</p><p>Uma maior organização no processo de ensino e aprendizagem destas</p><p>modalidades, faz-se necessário, dando a estas um caráter pedagógico mais</p><p>direcionado ao que deve ser tratado como formal, usufruindo da prática em todas</p><p>as suas possibilidades. Desta forma, é possível estender sua presença na escola,</p><p>visando ampliar aspectos relacionados ao lado afetivo, psicomotor e cognitivo dos</p><p>alunos (GALATTI et al., 2010).</p><p>Neste sentido, cabe ao professor de educação física buscar uma prática</p><p>pedagógica pautada na cultura corporal do movimento, assim como descreve</p><p>Daolio (2004), que, além da ludicidade e das diferentes experiências motoras,</p><p>possibilite a construção de valores como cooperação, integração, respeito aos</p><p>adversários, favorecendo a análise e a construção crítica do conhecimento,</p><p>buscando atender as necessidade e expectativas do grupo, e a ferramenta</p><p>handebol apresenta de fato, os requisitos necessários para que este desenvolvimento</p><p>ocorra da forma mais eficaz o quanto possível.</p><p>Para explicar seu raciocínio com relação à ressignificação do conceito de</p><p>cultura na Educação Física a partir do início dos anos de 1980, Daolio (2004, p. 41)</p><p>afirma que:</p><p>A discussão de cultura estaria libertando a educação física dos</p><p>chamados elementos da ordem, a subjetividade, o indivíduo e a</p><p>história, para permitir sua transformação em elementos de desordem,</p><p>a intersubjetividade, a individualidade e a historicidade.</p><p>13</p><p>Enfim, a cultura corporal tem a intenção de ser socialmente compartilhada,</p><p>como uma prática ativa e valorizada pela sociedade; assim, figura-se como um</p><p>objeto de estudo e apreciação. Tendo em vista que a cultura corporal pode ser</p><p>entendida como um amplo espectro de conhecimento, como ginástica,</p><p>condicionamento físico para a saúde, motricidade, esporte e manifestações</p><p>corporais tradicionais, é mais do que evidente a compreensão do handebol como</p><p>uma das possibilidades de modalidades esportivas coletivas que podem explorar de</p><p>forma positiva esse aspecto.</p><p>1.4 PANORAMA SOBRE A PRÁTICA</p><p>Scaglia et al. (2013) evidencia a importância das habilidades, que devem ser</p><p>devidamente trabalhadas, haja vista tratar-se de um elemento muito mais amplo do</p><p>apenas motoras, e que estão conectadas ao saber fazer, ou seja, entender o jogo</p><p>em sua plenitude, o jogar a partir de um objetivo estabelecido. Esses autores</p><p>132</p><p>descrevem ainda que o jogo, caracterizado pelos esportes coletivos, consiste em</p><p>saber fazer cada vez melhor o que se pode fazer no jogo, compreendendo as</p><p>ações individuais que levam ao conjunto de ações desenvolvidas em equipe (grupo)</p><p>determinantes para o êxito e/ou fracasso da equipe.</p><p>Nos jogos esportivos coletivos, alguns elementos devem ser considerados, de</p><p>acordo com Scaglia et al. (2013, p. 232):</p><p>[...] estruturar-se no espaço coletivo, confluindo ações individuais</p><p>com as coletivas, em relação ao posicionamento dos adversários</p><p>e a estratégia pré-estabelecida coletivamente, configurando-se as</p><p>circunstâncias contextuais do jogo; estas devem ser lidas pelos</p><p>jogadores à medida que se ampliam suas respectivas habilidades de</p><p>interpretação da lógica do jogo, aliada ao seu amadurecimento</p><p>cognitivo e ampliação contextualizada de seus esquemas de</p><p>ação, comunicando-se por meio de suas ações com os demais</p><p>jogadores; além de, ao mesmo tempo, manter uma adequada e</p><p>eficiente relação com a bola (ou implemento), de modo a conseguir</p><p>executar as ações motrizes requeridas, sempre com o objetivo</p><p>de ganhar o ponto.</p><p>Cada jogo, por ser único, irredutível, casual e por natureza ontológica,</p><p>tendendo ao caos, apresenta uma lógica particular (FREIRE, 2002; SCAGLIA, 2005</p><p>citados por SCAGLIA et al., 2013). Neste sentido, a leitura do jogo, a compreensão</p><p>dos aspectos que o cerceiam são fundamentais, e o ato de aprender a jogar</p><p>pressupõe aprender a se comunicar, compreendendo a lógica interna de cada</p><p>jogo, a partir da interpretação de seu padrão de organização, em meio ao seu</p><p>processo organizacional sistêmico (SCAGLIA, 2013).</p><p>O futebol (Figura 2), é um exemplo de esporte coletivo em que a proposta de</p><p>jogos são bem definidas e quando colocadas em prática evidenciam o quão</p><p>importante é desenvolver o jogo coletivo, por meio de aspectos, dentre os quais: a</p><p>organização, a consciência tática dos jogadores, o trabalho em equipe, e a busca</p><p>por um objetivo definido a partir de uma proposta definida de jogo, conforme</p><p>defende Scaglia (2013).</p><p>133</p><p>Figura 2: Um exemplo da iniciação esportiva – o jogo esportivo coletivo (futebol)</p><p>Fonte: Disponível em: https://shutr.bz/3tWwyzB. Acesso em: 15 mar. 2021.</p><p>Garganta (1995) descreve um importante aspecto acerca dos jogos esportivos</p><p>coletivos, em que as competências essenciais são definidas a partir da congruência</p><p>do conflito de objetivos inerentes ao jogo e da capacidade do jogador. Portanto,</p><p>ainda de acordo com o autor, para elucidar a lógica do jogo, configurando uma</p><p>circunstância a qual demanda: a) estruturação do espaço; b) comunicação da</p><p>ação; c) relação com a bola (ou implemento). A partir dessa configuração</p><p>apresentada por Garganta (1995) podemos entender que os jogos esportivos</p><p>coletivos dependem desses três fatores que se integram em diferentes momentos ao</p><p>longo da execução do jogo em si.</p><p>De fato, a estruturação do espaço está ligada à compreensão das ações a</p><p>serem feitas, da tomada de decisões mediante o espaço físico, a partir da</p><p>concepção que um jogo desenvolvido em dimensões menores (quadra) deve ser</p><p>adaptado quando é desenvolvido em um campo, cujas dimensões oficiais são</p><p>maiores. No que tange a comunicação da ação, está ligada a uma comunicação</p><p>corporal, que acontece à medida que os jogadores aprendem a linguagem do jogo.</p><p>Aprendem a se comunicar no jogo, por meio de um posicionamento individual,</p><p>de grupo e coletivo, adequado frente às situações do jogo. E por fim, a relação com</p><p>a bola (ou implemento), a terceira competência essencial, não pode se resumir</p><p>em adestramento técnico. Neste sentido, pensando em um processo de</p><p>134</p><p>aprendizagem considerado “aberto”, busca desenvolver habilidades em contextos</p><p>de jogo, em que a imprevisibilidade esteja presente, sendo essa uma das</p><p>principais características dos jogos esportivos coletivos.</p><p>Scaglia et al. (2013) apresentam uma proposta de sistematização que pode</p><p>ser aplicada aos jogos esportivos coletivos, visando fornecer mecanismos evidentes</p><p>aliados a uma metodologia que privilegie as competências essenciais, em meio</p><p>ao jogo e suas peculiaridades - como o ambiente de jogo -, em que as</p><p>competências essenciais devem ser ordenadas de tal maneira que sua</p><p>aplicabilidade seja relevante ao longo do processo de ensino e aperfeiçoamento.</p><p>Neste sentido, as competências essenciais gerais são as manifestações</p><p>comuns das competências que podem ser encontrada em todos os jogos</p><p>coletivos. Trata-se de uma competência que pode ser aplicada ao futebol e ao</p><p>handebol, por exemplo, ao mesmo tempo, sem prejuízos no processo, devido as suas</p><p>exigências semelhantes, o que nos remete ao fato de que os jogos esportivos</p><p>coletivos podem pertencer a um mesmo grupo/família, conforme descreve</p><p>Leonardo et al. (2011).</p><p>Por outro lado, as competências específicas são as ma infestações</p><p>específicas das competências essenciais em decorrência das especificidades</p><p>requeridas por cada jogo coletivo. Assim, as competências específicas,</p><p>diferentemente das gerais, que partem das semelhanças entre os jogos, elas se</p><p>preocupam com as diferenças.</p><p>E por fim, como descreve Scaglia et al. (2013) temos as competências</p><p>contextuais, que são as manifestações das competências essenciais em meio às</p><p>135</p><p>competições regulamentadas do esporte. Assim, as competências essenciais</p><p>contextuais estão conectadas às competições formais, que também devem ser</p><p>entendidas como conteúdo(s) a serem ensinados ao longo de todo o processo de</p><p>ensino-aprendizagem-treinamento.</p><p>7.4 CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO BASQUETEBOL</p><p>O basquetebol é caracterizado por ser um esporte cujas disputas envolvem</p><p>duas equipes que têm como objetivo principal somar pontos passando a bola entre</p><p>um aro suspenso, evitando que a equipe adversária faça o mesmo. Atualmente,</p><p>existem duas modalidades oficiais de basquete: o 5x5 (também chamado de</p><p>basquete formal) e o 3x3. De modo geral, ambas as modalidades apresentam</p><p>fundamentos técnicos muito parecidos, entretanto, a intensidade e a frequência</p><p>desses movimentos tendem a se modificar em cada uma das variações da</p><p>modalidade.</p><p>Por ser classificado como modalidade coletiva de invasão, suas características</p><p>do jogo são marcadas por ações intermitentes de ataque/defesa, que apresentam</p><p>um elevado dinamismo. Essa relação ataque/defesa é constante e inevitável, e</p><p>descreve de forma clara o confronto direto entre oponentes, o que cria condições</p><p>específicas para que cada uma das partes tenha o sucesso desejado – no caso do</p><p>ataque, a cesta; em relação à defesa, a proteção da meta, conforme descreve De</p><p>Rose Jr. e Tricoli (2017).</p><p>E dentro deste contexto, vemos para cada setor de quadra, de ataque ou</p><p>defesa, diferentes funções a serem exercidas pelos jogadores, a partir das</p><p>concepções táticas estabelecidas para a equipe.</p><p>No que tange o jogo em si, o aspecto evolutivo do basquetebol é evidente, e</p><p>vale ressaltar três fatores fundamentais, a partir deste contexto, conforme descreve</p><p>De Rose Jr., e Tricoli (2017):</p><p> Cooperação e oposição.</p><p> Criação e diminuição de espaços.</p><p> Imprevisibilidade.</p><p>O Quadro a seguir mostra de forma detalhada cada um destes fatores</p><p>destacados pelos autores.</p><p>136</p><p>Quadro 1: Os fatores fundamentais para o desenvolvimento do basquetebol</p><p>Fatores Fundamentais Descrição</p><p>Cooperação e Oposição</p><p>De fato, a cooperação é nítida e necessária para que</p><p>se possa enfrentar de forma organizada a oposição imposta</p><p>pelo adversário, seja ela na defesa ou no ataque. Uma das</p><p>principais características da cooperação é que pode</p><p>ocorrer</p><p>a partir da elaboração dos sistemas de ataque e defesa ou</p><p>mesmo por meio de situações fracionadas do jogo, como na</p><p>sincronização de movimentos entre dois, três ou quatro</p><p>jogadores, até que se chegue à situação real (“cinco contra</p><p>cinco”, ou 5×5). Por outro lado, a oposição, está</p><p>intrinsecamente ligada à relação ataque/defesa, situação</p><p>esta compreendida como constante e inevitável no</p><p>basquetebol.</p><p>Criação e Diminuição dos</p><p>espaços</p><p>Ambos elementos são decorrentes da organização</p><p>tática das equipes ou mesmo de ações individuais que levam</p><p>em consideração a habilidade de cada atleta para atacar</p><p>ou defender. Neste sentido, no ataque, as equipes devem ter</p><p>como objetivo as melhores opções de finalização com base</p><p>na busca de posições em que essa finalização possa oferecer</p><p>maiores probabilidades de acerto ou a exploração da</p><p>qualidade e da habilidade de determinado jogador. E na</p><p>defesa, ocorre o processo inverso. Os sistemas defensivos são</p><p>criados para diminuir ou eliminar os espaços criados pelo</p><p>ataque, fazendo com que os arremessos sejam executados</p><p>em regiões de pouco percentual de acertos ou por jogadores</p><p>com pouca habilidade para finalizar.</p><p>Imprevisibilidade</p><p>No basquetebol, a imprevisibilidade é muito</p><p>decorrente do espaço reduzido para se realizar as ações;</p><p>regras relacionadas a tempo de posse de bola, tempo para</p><p>passagem da defesa para o ataque e tempo de retenção</p><p>de bola por um atacante quando marcado de perto; e</p><p>ações de um companheiro de equipe ou de um adversário.</p><p>A leitura de jogo é a interpretação de sinais relevantes</p><p>oferecidos pelo adversário e que levam à tomada de</p><p>decisões adequadas e no momento correto.</p><p>Fonte: Adaptado de Rose Jr. e Tricoli (2017, p. 1,2)</p><p>Ferreira e De Rose Jr. (2003) destaca alguns dos principais movimentos básicos</p><p>característicos do basquetebol. A partir da execução destes movimentos, a parte</p><p>técnica pode ser bem conduzida. Portanto, o treinamento influencia diretamente na</p><p>qualidade/performance da execução dos movimentos que serão apresentados a</p><p>seguir:</p><p>1. Posição corporal: é a maneira que o executante se posta dentro de quadra</p><p>quando não está de posse da bola. De fato, uma boa posição corporal demanda</p><p>que os joelhos estejam levemente flexionados, de forma a facilitar o movimento</p><p>rápido dos membros inferiores durante o jogo. Da mesma forma, os cotovelos devem</p><p>estar levemente flexionados e as mãos devem sempre estar a postos, prontas para</p><p>137</p><p>receber, bloquear ou arremessar a bola, estando, portanto, à frente ou acima do</p><p>corpo, com as palmas viradas predominantemente para o local e/ou indivíduo em</p><p>que a bola está.</p><p>2. O giro: caracterizado como uma mudança corporal a partir do</p><p>deslocamento sobre apenas um ponto de contato realizado com os pés. Isto é, um</p><p>dos membros inferiores age como um eixo, e o restante do corpo desliza sobre esse</p><p>eixo, mudando a direção em que o jogador se encontra.</p><p>3. Mudanças de direção: As mudanças de direção são as variações negativas</p><p>ou positivas na velocidade em que um jogador se desloca, modificando a sua</p><p>direção. Esse fundamento é muito essencial no basquete, uma vez que a</p><p>movimentação tática é um importante fator e possibilita que a equipe chegue à</p><p>vitória. As mudanças de ritmo podem ser classificadas em fase de freada, de giro e</p><p>de saída. As fases de freada buscam reduzir drasticamente a velocidade de</p><p>deslocamento do jogador; a fase de giro consiste, como o nome sugere, em realizar</p><p>o giro descrito anteriormente com uma amplitude suficiente para posicionar o corpo</p><p>na direção desejada; a fase de saída consiste em buscar novamente a velocidade</p><p>por meio do recrutamento dos diversos músculos corporais e da coordenação</p><p>corporal, possibilitando que a saída ocorra de forma explosiva.</p><p>4. Saltos: importante movimento dentro do basquete. Muitas vezes, a bola</p><p>encontra-se no alto após um arremesso e durante um passe ou longe do jogador,</p><p>neste sentido, é necessário que os jogadores saltem de modo a recuperar o mais</p><p>rápido possível a bola, evitando que os jogadores adversários tomem sua posse. De</p><p>acordo com o autor, existem dois tipos de salto, os saltos em altura e os saltos em</p><p>longitude.</p><p>A Figura 3 apresenta algumas das ações encontradas em um jogo de</p><p>basquetebol, caracterizado pelo dinamismo e muitas vezes a multifuncionalidade de</p><p>seus atletas, o que torna o jogo imprevisível em termos de resultados.</p><p>138</p><p>Figura 3: Algumas das ações encontradas em um jogo de basquetebol</p><p>Fonte: Disponível em: https://shutr.bz/3QYy927. Acesso em: 15 mar. 2021.</p><p>139</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. (Q578737 - CETRO - 2013 - SESI-DF - Professor - Educação Física). Sobre a história do</p><p>Basquetebol, assinale a alternativa correta.</p><p>a) O Basquetebol foi criado por um americano, em uma escola do Canadá, em</p><p>1891.</p><p>b) O Basquetebol foi criado porque havia necessidade de se criar um jogo para</p><p>ambientes fechados que melhorasse os problemas de indisciplina dos alunos.</p><p>c) James Naismith, ao criar o basquetebol, pensou que o jogo deveria ser adaptável</p><p>a qualquer espaço, envolver vários jogadores, ser fácil de aprender e não</p><p>violento.</p><p>d) Na primeira versão do Basquetebol, os pontos eram marcados colocando-se a</p><p>bola em caixas, que ficavam no chão, uma de cada lado do espaço demarcado</p><p>para a partida.</p><p>e) Na primeira versão do Basquetebol, cada equipe era formada por 20 jogadores,</p><p>e os cestos ficavam a 2,50m do solo.</p><p>2. (IPEFAE - 2020- Adaptada). O basquete (ou basquetebol) é um esporte em que</p><p>duas equipes de cinco jogadores competem para ver qual marca mais pontos</p><p>acertando a bola numa cesta que fica no alto. Vence a equipe que encestar</p><p>mais bolas ao longo de quarenta minutos, divididos em dois ou quatro tempos. É</p><p>um jogo muito popular nos Estados Unidos, onde começou em 1891. Ele também</p><p>se tornou popular no Brasil e em muitos outros países. O basquetebol é uma</p><p>modalidade coletiva de invasão com interação. Uma das principais técnicas do</p><p>basquetebol é o drible.</p><p>Podemos afirmar sobre o drible.</p><p>a) É o ato de recuperar a bola após um arremesso.</p><p>b) É quando jogador se aproxima da cesta, segura a bola, realiza dois passos e salta</p><p>em direção a cesta, lançando a bola.</p><p>c) É um movimento que o jogador realiza para enganar ou desequilibrar o</p><p>140</p><p>adversário, através de mudança de direção ou giro, com a bola ou sem ela.</p><p>d) É a condução da bola com uma das mãos ou de forma alternada, batendo a</p><p>mesma no chão, podendo haver variações de velocidade, sentido e direção.</p><p>e) É o ato de esquivar-se do adversário, batendo a bola contra o solo uma ou mais</p><p>vezes seguidamente.</p><p>3. Os jogos esportivos coletivos são uma excelente oportunidade de trabalhar-se</p><p>diferentes competências que surgem como essenciais para a formação do</p><p>indivíduo, tendo em vista as diferentes fases do jogo, e as características de cada</p><p>uma delas, que demanda ações específicas. Neste sentido, um dos aspectos a ser</p><p>analisado dentro do processo é a estruturação do espaço, a qual diz respeito a(o):</p><p>a) Compreensão das ações a serem feitas, da tomada de decisões mediante um</p><p>determinado espaço físico.</p><p>b) Espaço em que o jogador tem para progredir em quadra, o que difere do campo,</p><p>uma vez que são espaços diferentes.</p><p>c) Ambiente de análise de cada jogada executada pela equipe, entendendo-se</p><p>que independente da dimensão do espaço, o jogo é o mesmo.</p><p>d) Processo de aprendizagem atrelado ao conhecimento da quantidade de</p><p>jogadores que podem participar de uma partida, oficial ou não.</p><p>e) Ambiente de execução do jogo, das dificuldades encontradas e como os</p><p>participantes podem buscar as melhores estratégias de execução de uma jogada.</p><p>4. O basquetebol é caracterizado por ser um jogo dinâmico e de ocupação de</p><p>espaços, onde os jogadores devem se movimentar de maneira a evitar ao máximo</p><p>a marcação adversária e buscar posições mais adequadas ao arremesso. De Rose</p><p>Jr., e Tricoli (2017) apontam três fatores fundamentais para o desenvolvimento do</p><p>basquetebol, neste sentido, analise as alternativas a seguir e correlacione as</p><p>colunas.</p><p>(A) Criação e Diminuição dos espaços</p><p>(B) Cooperação e Oposição</p><p>(C) Imprevisibilidade</p><p>141</p><p>( ) associada à leitura de jogo, a interpretação de sinais relevantes oferecidos</p><p>pelo adversário e que levam à tomada de decisões adequadas e no momento</p><p>correto.</p><p>( ) decorrentes da organização tática das equipes ou mesmo de ações</p><p>individuais que levam em consideração a habilidade de cada atleta para atacar</p><p>ou defender.</p><p>( ) ação necessária para que se possa enfrentar de forma organizada a oposição</p><p>imposta pelo adversário, seja ela na defesa ou no ataque.</p><p>A ordem correta é:</p><p>a) A-B-C.</p><p>b) B-A-C.</p><p>c) A-C-B.</p><p>d) C-B-A.</p><p>e) C-A-B.</p><p>5. Ao longo dos anos, o basquetebol vem ganhando notoriedade ao redor do</p><p>mundo e o número de adeptos expandindo-se cada vez mais, rompendo</p><p>fronteiras, tendo a sua prática expandida para as mulheres, para cadeirantes,</p><p>permitindo a participação e inclusão por meio do esporte. Em relação ao</p><p>processo histórico da modalidade podemos afirmar que:</p><p>a) o basquetebol é uma modalidade esportiva coletiva com origem no início do</p><p>século XIX no contexto escolar norte-americano.</p><p>b) em Olimpíadas, teve sua inclusão oficial no quadro de modalidades, em Roma,</p><p>no ano 1936.</p><p>c) James Naismith, em 1891, após retornar da França, trouxe consigo uma nova</p><p>maneira de praticar o futebol.</p><p>d) a origem da modalidade ocorreu no Canadá, a partir da necessidade de criar-</p><p>se uma modalidade onde os ricos e os pobres pudessem participar.</p><p>e) a busca pela prática esportiva em locais alternativos fez o basquete crescer em</p><p>número de praticantes, sobretudo entre os professores.</p><p>142</p><p>6. Ferreira e De Rose Jr. (2003) destaca alguns dos principais movimentos básicos</p><p>característicos do basquetebol. A partir da execução destes movimentos, a parte</p><p>técnica pode ser bem conduzida., sendo os treinamentos, uma parte essencial</p><p>que influencia diretamente na qualidade/performance da execução dos</p><p>movimentos.</p><p>Sobre os movimentos básicos executados no basquetebol, analise as alternativas</p><p>a seguir, e assinale V (verdadeiro) e F (falso).</p><p>( ) a posição corporal é entendida como a maneira que o executante se posta</p><p>dentro de quadra quando não está de posse da bola.</p><p>( ) o giro é feito para tentar se desvencilhar da marcação adversária, sendo</p><p>caracterizado como uma mudança corporal a partir do deslocamento sobre</p><p>apenas um ponto de contato realizado com os pés.</p><p>( ) as mudanças de direção são as variações alternadas de velocidade que</p><p>ocorrem na organização defensiva, em que um jogador se desloca, modificando</p><p>a sua direção, dentro ou fora do garrafão.</p><p>( ) os saltos são considerados importantes movimentos que buscam a</p><p>recuperação de modo a recuperar o mais rápido possível a bola, evitando que</p><p>os jogadores adversários façam a cesta de 03 pontos.</p><p>A sequência correta é:</p><p>a) V-V-F-F.</p><p>b) F-F-V-F.</p><p>c) V-V-F-V.</p><p>d) V-V-V-V.</p><p>e) F-F-V-V.</p><p>7. Por ser uma modalidade esportiva coletiva, o basquetebol possui características</p><p>próprias deste tipo de jogo, neste sentido, muitas vezes sua prática deve ter a</p><p>atenção direcionada à diferentes aspectos, e um dos problemas que surgem, de</p><p>acordo com Reverdito et al. (2009) é o fato de tratar-se de uma prática</p><p>recorrente à sistematização de currículos. Sabendo da importância do</p><p>143</p><p>basquetebol como um jogo esportivo coletivo, analise as alternativas a seguir, e</p><p>assinale a que represente algum elemento que deve ser considerado nesse</p><p>processo:</p><p>a) Estruturar-se no espaço coletivo, confluindo ações individuais com as coletivas,</p><p>em relação ao posicionamento dos adversários e a estratégia pré-</p><p>estabelecida coletivamente.</p><p>b) Analisar cada detalhe da partida, fazendo com que o jogo flua da melhor</p><p>maneira possível, e seja direcionada aos aspectos motores, entendendo-se sua</p><p>importância sobre a concepção lógica do jogo em si.</p><p>c) Configurar as circunstâncias contextuais do jogo, em que a leitura do jogo é feita</p><p>sucessivamente pelos jogadores, sem a participação efetiva da equipe, em um</p><p>trabalho isolado, que rende resultados expressivos.</p><p>d) Compreender a concepção do jogo em seus diferentes aspectos, colocando-se</p><p>à disposição para o aprendizado das técnicas e das regras, com a tática sendo</p><p>uma consequência do que foi aprendido nas fases anteriores.</p><p>e) Ampliar-se os esquemas de ação, comunicando-se por meio de suas ações com</p><p>os demais jogadores, o que gera uma organização técnica defensiva superior ao</p><p>que se implementa em situações de reação de uma jogada.</p><p>8. (CONSESP -2018). A respeito da história oficial do Basquetebol, analise as</p><p>alternativas e assinale a correta.</p><p>a) O Basquetebol foi criado pela necessidade de um jogo sem violência que</p><p>estimulasse os alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado</p><p>no verão em áreas abertas.</p><p>b) Após passar as regras criadas para o papel, James Naismith aplicou-as em uma</p><p>turma escolar contendo 24 jogadores.</p><p>c) Na primeira versão do Basquetebol, os cestos ficavam em contato com o solo.</p><p>d) O esporte foi criado por um professor americano em 1981.</p><p>e) Criado no Canadá, rapidamente teve sua expansão a outros países da América</p><p>do Sul, dentre os quais, o Brasil, que teve a primeira equipe de basquetebol</p><p>feminina do mundo.</p><p>144</p><p>METODOLOGIA DO ENSINO DO</p><p>BASQUETEBOL</p><p>8.1 INTRODUÇÃO</p><p>Reconhecidamente um fenômeno sociocultural, o esporte vem</p><p>conquistando, ao longo dos anos, mais adeptos e uma maior expansão das diversas</p><p>modalidades, que não somente o futebol. O esporte coletivos, o caso do basquete,</p><p>requerem a participação de duas ou mais pessoas contra uma equipe adversária,</p><p>podendo ser também chamado de esporte em grupo ou em equipe e necessita da</p><p>utilização de um determinado objeto como por exemplo, a bola.</p><p>O processo ensino-aprendizagem no basquetebol centra-se nos</p><p>componentes técnicos e táticos da modalidade, tendo em vista a(s) fase(s) do</p><p>aprendizado, do desenvolvimento dos alunos, e dos objetivos a serem</p><p>desenvolvidos.</p><p>De fato, o processo de iniciação esportiva, em qualquer modalidade, tem</p><p>como premissa básica seu desenvolvimento em âmbito escolar, uma vez que é onde</p><p>as crianças/adolescentes podem vivenciar experiências que transcendam o simples</p><p>ato de jogar. É evidente que a inclusão do basquetebol desde as fases iniciais</p><p>(primeira e segunda infância) propiciam um melhor desenvolvimento das crianças,</p><p>uma vez que está diretamente associada ao desenvolvimento de habilidades físico-</p><p>mentais, como: consciência corporal, coordenação, flexibilidade, ritmo, agilidade,</p><p>equilíbrio, percepção espaço-temporal em uma atmosfera de descontração,</p><p>dinamismo e ludicidade, conforme descreve Paes e Oliveira (2005).</p><p>8.2 PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM ESPORTIVA</p><p>Neste sentido, Greco (1998) indica que na iniciação esportiva, os jogos</p><p>populares surgem como mecanismos mais assertivos para o treinamento dos</p><p>diferentes esportes. Na fase de iniciação esportiva, tornar o treinamento muito</p><p>específico, a partir do que demanda, por exemplo, cada posição em quadra</p><p>(especificidade técnica e tática) pode limitar o desenvolvimento global da criança,</p><p>além de afastá-la do lúdico, do prazer de jogar, entendendo aos poucos o que deve</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>145</p><p>ser o jogo desenvolvido de forma adequada.</p><p>De fato, o processo ensino-aprendizagem é pautado em torno de três</p><p>métodos de ensino-aprendizagem (tradicionais), considerados básicos, e</p><p>reconhecidamente aplicados desde a iniciação, a especialização e a formação no</p><p>esporte, em geral, os seguintes métodos: analítico-sintético (analítico-parcial),</p><p>situacional (global-funcional) e misto (integrado).</p><p>Greco (1998) descreve os métodos, iniciando pelo método analítico-parcial,</p><p>o qual tem como principal objetivo o ensino dos fundamentos técnicos, tendo como</p><p>principal forma de trabalho uma série de exercícios.</p><p>Ainda segundo o autor, a principal vantagem desse método é o</p><p>desenvolvimento da técnica correta, possibilitando maior êxito na vivência e a</p><p>correção é fácil de ser realizada. Por outro lado, suas desvantagens são: a demora</p><p>para o exercício chegar no “todo”,</p><p>visto que o movimento é treinado em separado,</p><p>a aula se torna monótona e pouco atraente e não possibilita a satisfação do desejo</p><p>de jogar.</p><p>De acordo com Perfeito (2009) apud Gonçalves e Romão (2019), esse método</p><p>ainda prevalece em muitas escolas e clubes brasileiros, amparado pela crença da</p><p>necessidade do domínio total da técnica para ter sucesso no jogo.</p><p>Em seguida, temos o método global-funcional, o qual tem como princípio de</p><p>que só se aprende o jogo jogando, sendo assim, a técnica e os demais elementos</p><p>relacionados ao futebol e ao futsal serão aprendidos durante o jogo formal (GRECO,</p><p>1998). Por esse método, a aula consiste em distribuir dois times para que joguem e,</p><p>quando necessário, o professor faz as correções sobre a técnica, a tática e os</p><p>demais elementos. Vale ressaltar, todavia, que não se trata do “jogar por jogar” mas</p><p>a figura do professor/treinador é essencial na condução do processo,</p><p>estabelecendo diretrizes para que esse jogo tenha um significado dentro do</p><p>processo ensino-aprendizagem da turma (Figura 4).</p><p>As principais vantagens desse método está o prazer de jogar, a motivação, a</p><p>aprendizagem de todos os elementos desde o começo e a simplificação da</p><p>organização da aula. No entanto, por receber inúmeras informações, o aluno pode</p><p>não assimilar todas e o tempo para correções pode ser pouco (GRECO, 1998).</p><p>146</p><p>Figura 4: O método global, caracterizado pela prática do jogo (situacional)</p><p>Fonte: Disponível em: https://shutr.bz/3OmlNie. Acesso em: 20 mar. 2021.</p><p>E por último, o método misto, que segundo Gonçalves e Romão (2019) pode</p><p>ser definido como uma união entre os dois métodos anteriormente apresentados.</p><p>Dessa forma, o professor iria trabalhar primeiramente os fundamentos do futebol e</p><p>do futsal (condução, domínio, chute, drible, passe, etc.) para, após atingir um nível</p><p>adequado, haver o jogo como sugere o método global-funcional (GRECO, 1998).</p><p>Esse método permite que o professor utilize na mesma aula os exercícios e o</p><p>jogo, independentemente de ordem ou quantidade estabelecidas, sendo possível</p><p>o professor tanto realizar correções nos exercícios mais técnicos quanto dar o</p><p>feedback no jogo. A metodologia mista é considerada a mais completa das</p><p>tradicionais (GONÇALVES e ROMÃO, 2019; GRECO, 1998).</p><p>Além dos métodos tradicionais, Garganta (1995) apresenta dois métodos</p><p>chamados de contemporâneos, mais utilizados nas escolinhas, nas categorias de</p><p>base e nos clubes profissionais de futebol e futsal. Esses modelos são considerados</p><p>sistêmicos e visam às capacidades cognitivas como elementos-chave da</p><p>aprendizagem, buscando, sobretudo, desenvolver a inteligência do praticante</p><p>durante o jogo. Como exemplo, temos os jogos condicionados e o método</p><p>situacional, os quais apresentam muitas semelhanças respectivamente, com os</p><p>métodos misto e global-funcional, ambos estudados nesta seção.</p><p>147</p><p>8.3 PRINCÍPIOS E NOÇÕES DE PROGRESSÕES DE APRENDIZAGEM</p><p>De forma geral, o ensino dos esportes ainda é pautado em uma pedagogia</p><p>considerada tradicional, em que as técnicas esportivas são consideradas o eixo</p><p>central de todo o processo de aprendizagem. Giménez (1999) traz um interesante</p><p>levantamento acerca do ensino dos esportes, em que as propostas associadas à</p><p>situações-modelo onde a experiência real, de jogo se faz ativa, é considerada um</p><p>importante meio de trabalhar-se a evolução do aprendizado nos esportes, haja vista</p><p>um dos modelos mais adotados atualmente, conhecido como Jogos Esportivos</p><p>Coletivos (JEC).</p><p>De fato, por tratar-se de um modelo mais dinâmico de ensino, os JEC prioriza</p><p>não somente partes fragmentadas do ensino e aplicação de uma determinada</p><p>habilidade específica de jogo, mas a melhor compreensão sobre as diferente</p><p>concepções de ensino, e cabe ressaltar, a importância de progredir os aspectos do</p><p>processo ensino-aprendizagem em uma perspectiva mais aberta, e que estimule a</p><p>visão do participante como um todo.</p><p>Um aspecto que deve ser destacado no ensino dos esportes sob uma visão</p><p>mais sistêmica está sua fundamentação pautada em propostas de experiências</p><p>lúdicas vinculadas ao contexto real do jogo, mostrando que o jogo quando jogado</p><p>de forma “livre” possui importantes aspectos que podem melhor direcionar a</p><p>atuação do professor.</p><p>Scaglia et al. (2013) explicam que para que o praticante desenvolva</p><p>aspectos do jogo de forma consciente e lógica, a progressão deve ser tal que as</p><p>informações apresentadas ao longo de um jogo, por exemplo, estimulem tomada</p><p>de decisão a ser executada, bem como a utilização da decisão mental para então</p><p>148</p><p>colocar em prática a ação motora. Neste sentido, fica evidente que a estrutura de</p><p>um jogo desenvolvida por meio do modelo tradicional, a partir de uma perspectiva</p><p>tecnicista tende a fazer com que o processo de aprendizado se torne muitas inócuo</p><p>ao aluno, e desconecte-o do que deve, de fato, aprender por meio dos jogos e/ou</p><p>esportes coletivos.</p><p>8.4 CARACTERIZAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DOS EXERCÍCIOS E TAREFAS</p><p>De acordo com Platonov (2008) os meios de treinamento influenciam direta</p><p>e/ou indiretamente o aperfeiçoamento para alcançar o alto desempenho</p><p>desportivo, constituindo a base do processo pedagógico da preparação, e que</p><p>podem ser considerado um mecanismo estável em que as diferentes ações se</p><p>repetem de alguma maneira, a fim de interligarem-se visando encontrar soluções</p><p>para determinadas tarefas.</p><p>Um dos aspectos que devem ser considerados no processo de seleção dos</p><p>exercícios e tarefas esportivas são os aspectos do desenvolvimento humano, em que</p><p>não apenas o motor deve ser considerado, mas o cognitivo e o afetivo-social,</p><p>atuando de forma integrada na construção de uma estrutura sólida e que seja</p><p>desenvolvida ao longo dos anos, não pensando apenas na formação do atleta, e</p><p>sim, compreendendo os diferentes mecanismos que as atividades esportivas podem</p><p>proporcionar.</p><p>Em contrapartida, Galatti et al. (2012) descreve que com o passar dos anos e</p><p>com a evolução do basquetebol, tem evidenciado como fator predominante, no</p><p>que tange a formação dos atletas, os aspectos de ordem motora. E ainda de</p><p>149</p><p>acordo com os autores, cabe ao treinador procurar sempre as devidas melhorias nos</p><p>métodos de ensino das habilidades (técnica e tática) da modalidade, buscando</p><p>aperfeiçoar meios e métodos que possam ser aplicados também a outras</p><p>modalidades esportivas cujas habilidades básicas sejam similares.</p><p>Wilmore e Oliveira (2005) trazem alguns aspectos básicos do exercício, em que</p><p>destacam o treinador como figura central da condução de um processo de treino</p><p>organizado e estruturado. Neste sentido, ainda de acordo com os autores, para</p><p>obter-se uma intervenção eficaz, a elaboração e estruturação dos exercícios</p><p>(tarefas) necessitam estabelecer alguns elementos de forma marcante, dentre os</p><p>quais: o objetivo, o conteúdo, a estrutura e o nível de desempenho, conforme você</p><p>verá mais detalhadamente a seguir:</p><p>Objetivo: Está associado ao diagnóstico que se faz do nível de performance</p><p>dos atletas, tendo como mecanismo de análise/avaliação, os resultados obtidos em</p><p>exercícios anteriores ou avaliação de diagnóstico/inicial. Na prática, é importante</p><p>entender a multifuncionalidade do exercício, em que exercícios semelhantes</p><p>podem ter objetivos diferentes, sendo da responsabilidade do treinador a</p><p>hierarquização dos mesmos.</p><p>Conteúdo: Tratam dos fatores de rendimento (técnicos, tácticos, físicos e</p><p>psicológicos) desenvolvidos, quer pelos jogadores ou pela equipe, em situações de</p><p>jogo ou exercícios. Neste caso, é importante considerar ainda, os fatores de jogo,</p><p>suas ações, as quais são essenciais para que tanto os objetivos quanto os conteúdos</p><p>sejam desenvolvidos de maneira satisfatória com a proposta.</p><p>Estrutura do exercício: Importante ressaltar a relação que existe entre a</p><p>atividade proposta e desenvolvida pelos jogadores associada aos aspectos</p><p>fundamentais dentro do contexto em que se estabelece o jogo, por meio de</p><p>situações dinâmicas e reais de jogo, a destacar: o ataque – a defesa – o contra-</p><p>ataque.</p><p>Nível de</p><p>desempenho: Diz respeito ao resultado obtido pelos alunos/atletas</p><p>após a operacionalização das atividades propostas. Estas informações confrontadas</p><p>com os objetivos previamente definidos, resultam num conjunto de conclusões</p><p>acerca do sucesso/insucesso da atividade e permite o reforço ou reorganização dos</p><p>aspectos básicos do exercício. Castelo (1996) citado por Wilmore e Oliveira (2005)</p><p>levanta ainda dois aspectos a serem considerados na estruturação de exercícios e</p><p>tarefas do jogo, a incluir o basquetebol, conforme apresentado a seguir:</p><p>150</p><p>Racionalização: a procura da redução do número de exercícios de treino e, o</p><p>aumento do número de repetições do mesmo, tendo como objetivo principal</p><p>implicitamente melhoria do rendimento dos praticantes, e consequentemente da</p><p>equipe. Modelação: processo através do qual se procura correlacionar o exercício</p><p>de treino com as exigências específicas da competição, com base nos índices</p><p>mensuráveis dos componentes de rendimento.</p><p>Ainda de acordo com o autor, as componentes estruturais do exercício</p><p>devem ser consideradas no plano fisiológico e no plano técnico – táctico, conforme</p><p>mostrado na Figura a seguir.</p><p>Figura 5: Componentes estruturais do exercício</p><p>Fonte: Castelo (1996) citado por Wilmore e Oliveira (2005, p.3)</p><p>A de considerar-se ainda a classificação dos exercícios, cujo fator de treino é</p><p>um dos aspectos mais predominante no conteúdo do exercício, conforme descreve</p><p>Wilmore e Oliveira (2006), e os seguintes exercícios merecem maior atenção:</p><p>técnicos, táticos e físicos. E complementando, o grau de identidade do exercício</p><p>merece destaque, haja vista as diferentes possibilidades que surgem para o</p><p>desenvolvimento do exercício, a saber: os exercícios de competição, os especiais, e</p><p>os gerais.</p><p>151</p><p>8.5 ABORDAGENS PEDAGÓGICAS DO ENSINO DO BASQUETEBOL</p><p>A prática do basquetebol na escola deve ir além dos aspectos metodológicos</p><p>e técnicos: possibilitar a integração dos envolvidos, centrada numa proposta</p><p>pedagógica embasada por uma filosofia que vise à educação e à formação</p><p>integral dos praticantes. O planejamento do conhecimento a ser trabalhado é base</p><p>para o desenvolvimento do esporte na escola, devendo ser coerente com o seu</p><p>projeto pedagógico, de forma a aproximar a Educação Física das demais</p><p>disciplinas, tornando os conteúdos significativos e formadores.</p><p>Gallati et al. (2012) descrevem que a maior parte das pesquisas relacionadas</p><p>aos jogos esportivos coletivos destaca a abordagem da pedagogia do esporte para</p><p>o seu ensino nas escolas de esportes, visto que contribui para a educação das</p><p>crianças e adolescentes, proporcionando reflexões a respeito de aspectos como</p><p>cooperação, convivência, participação, inclusão, solidariedade, autonomia, entre</p><p>outros, conforme descreve ainda Paes e Oliveira (2005).</p><p>Bento (2006) afirma que o professor deve levar para a situação de ensino uma</p><p>formação objetivada em competências sociais, culturais, pedagógicas e</p><p>metodológicas, para, dessa forma, construir uma prática embasada e</p><p>responsabilizada pela teoria, circundada por princípios e valores teóricos, espirituais,</p><p>éticos e morais.</p><p>A capacidade de impulsionar as ações humanas em busca de um mundo</p><p>melhor há de estar atenta às orientações curriculares voltadas à educação básica,</p><p>conforme descreve Freire (1996), e a ação pedagógica é o elemento central capaz</p><p>de nortear as necessárias opções metodológicas na organização e</p><p>desenvolvimento dos conteúdos de ensino, dentre os quais, podemos destacar o</p><p>dos esportes coletivos, mais precisamente, do basquetebol. Freire (1996, p.26)</p><p>complementa:</p><p>Nas condições de verdadeira aprendizagem, os educandos vão se</p><p>transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do</p><p>saber ensinado, ao lado do educador igualmente sujeito do processo.</p><p>Neste sentido, o ensino pautado pelo constructo qualitativo no âmbito</p><p>pedagógico nos remete à concepção do professor atuando de forma ativa,</p><p>buscando construir o conhecimento que aproxime o aluno da realidade,</p><p>compreendendo o que foi apresentado em aula, e transportando esse aprendizado</p><p>(troca constante de saberes entre professor-aluno) em sua atuação na sociedade.</p><p>152</p><p>Isso permite ao aluno a possibilidade de atribuição de um novo sentido, gerando</p><p>novas e interessantes possibilidades de aprendizado a partir de diferentes contextos</p><p>que lhe são apresentados.</p><p>Um dos aspectos criticados por Freire é a chamada “educação bancária” e</p><p>aqui o autor se depara com situações as quais o professor não está, de fato,</p><p>comprometido com o valor da aprendizagem. É importante, atrelar o conhecimento</p><p>do conteúdo a algo que seja assimilado de maneira significativa e transformadora,</p><p>pelo aluno. O próprio ensino dos jogos e esportes coletivos permitirá ao professor</p><p>despertar em seus alunos, uma maior consciência crítica e um maior discernimento</p><p>acerca das questões sociais, a partir das mais diversas situações que são vivenciadas</p><p>nessas práticas.</p><p>Galatti et al. (2012) descrevem o ensino dos esportes coletivos, sendo</p><p>realizados a partir de metodologias de ensino que visam alcançar determinados</p><p>objetivos como, por exemplo, melhora da técnica em determinada modalidade</p><p>esportiva, criando situações particulares de jogo com crescente complexidade para</p><p>que posteriormente seja obtido o êxito quando se estiver em situação real de jogo.</p><p>Neste sentido, complementando o que foi apresentado na seção 2.1 existem</p><p>métodos de ensino tradicionais (Parcial, Global e Misto) e métodos de ensino</p><p>contemporâneos (Iniciação Esportiva Universal, Jogos Desportivos Coletivos, Método</p><p>Situacional e Teaching Games For Understanding).</p><p>Não há dentre as diferentes possibilidades de ensinar o basquetebol, um</p><p>método que se sobreponha a outra em termos de eficiência do ensino-</p><p>aprendizagem, sendo responsabilidade do professor conduzir o trabalho/planejar-se</p><p>de acordo com as características que vão desde o(s) objetivo(s) da aula, até as</p><p>características da turma, que podem influenciar diretamente essa tomada de</p><p>decisão.</p><p>Reverdito, Scaglia e Paes (2009) entendem a pedagogia do esporte,</p><p>enquanto área de intervenção, responsável por investigar as práticas esportivas</p><p>corporais, bem como os sujeitos condicionantes de sua existencialidade. Esses</p><p>autores trazem como contribuição de um estudo feito acerca de algumas das</p><p>principais palavras-chave da resultante conceitual das principais abordagens em</p><p>pedagogia do esporte, as quais mostram como o esporte pode ser desenvolvido a</p><p>partir de diferentes perspectivas, conforme você verá a seguir (Quadro 2).</p><p>153</p><p>Quadro 2: Imagem que representa as principais palavras-chaves da resultante conceitual</p><p>das principais abordagens em pedagogia do esporte</p><p>Autores e Obras Caracterização Estratégia-Metodologia Fundamentação</p><p>Paes (2001);</p><p>Balbino (2001)</p><p> Pedagogia;</p><p> Formação crítica e</p><p>consciente;</p><p> Inclusão;</p><p> Cooperação; etc.</p><p> Complexidade do</p><p>jogo;</p><p> Jogar;</p><p> Jogo possível;</p><p> Ambiente fascinante.</p><p> Pensamento sistêmico;</p><p> Construtivismo;</p><p> Teoria das Inteligências</p><p>múltiplas;</p><p> Capacidades</p><p>potenciais;</p><p> Totalidade.</p><p>Scaglia (1999,</p><p>2003); Freire</p><p>(2003)</p><p> Princípios</p><p>pedagógicos;</p><p> Sujeito;</p><p> Motivações intrínsecas;</p><p> Humanitude;</p><p> Ensinar;</p><p> Autonomia e</p><p>Criticidade;</p><p> Cultura Corporal;</p><p> Diversidade</p><p> Jogo;</p><p> Compreensão do</p><p>jogo;</p><p> Capacidade tática</p><p>(cognitiva)</p><p> Especificidade</p><p>técnica (motora</p><p>específica);</p><p> Jogos e Brincadeiras</p><p>populares;</p><p> Cultura infantil;</p><p> Jogo-trabalho.</p><p> Abordagens</p><p>interacionista;</p><p> Pensamento sistêmico-</p><p>complexo;</p><p> Teoria do jogo;</p><p> Produções culturais.</p><p>Garganta</p><p>(1995); Graça</p><p>(1995)</p><p> Jogo;</p><p> Formativo;</p><p> Cooperação;</p><p> Inteligência;</p><p> Cultura esportiva;</p><p> Natureza aberta das</p><p>habilidades;</p><p> Equipe;</p><p> Conhecimentos em</p><p>pedagogia.</p><p>Garganta (1995):</p><p> Jogos</p><p>condicionados;</p><p> Unidades funcionais;</p><p> Compreensão do</p><p>jogo;</p><p> Especificidade</p><p>técnica;</p><p> Princípios comuns</p><p>do jogo;</p><p>Formas jogadas</p><p>acessíveis.</p><p>___________</p><p>Graça (1995):</p><p> Habilidades</p><p>básicas;</p><p> Capacidade de</p><p>jogo;</p><p> Atividades</p><p>simplificadas e</p><p>modificadas;</p><p></p><p>Formas de jogos;</p><p> Transferibilidade;</p><p>Caráter</p><p>multidimensional.</p><p> Teoria dos Jogos</p><p>desportivos coletivos;</p><p> Abordagem</p><p>fenômeno-estrutural;</p><p> Prática transferível;</p><p> Sistêmica;</p><p> Compreensão;</p><p> Totalidade complexa;</p><p>154</p><p>Kroger e Roth</p><p>(2002)</p><p> Ação pedagógica;</p><p> Cultura do jogar;</p><p> Escola da bola;</p><p> Universal a todos os</p><p>esportes.</p><p> Jogos coletivos;</p><p> Jogos situacionais;</p><p> Aprendizagem</p><p>incidental;</p><p> Capacidade de</p><p>jogo;</p><p> Capacidades</p><p>coordenativas;</p><p> Determinantes da</p><p>motricidade;</p><p> Habilidades;</p><p> Construção de</p><p>movimentos.</p><p> Ciências biológicas e</p><p>pedagógicas;</p><p> Teorias de controle e</p><p>aprendizagem motora;</p><p> Psicologia geral e</p><p>cognitiva;</p><p> Aprendizagem formal e</p><p>incidental.</p><p>Greco e Benda</p><p>(1998); Greco</p><p>(1998)</p><p>Iniciação esportiva</p><p>universal;</p><p>Aprendizagem</p><p>incidental;</p><p>Capacidades</p><p>coordenativas.</p><p> Capacidades</p><p>coordenativas;</p><p> Aprendizagem</p><p>motora;</p><p> Treinamento da</p><p>técnica;</p><p> Capacidade de</p><p>jogo;</p><p> Treinamento</p><p>tático;</p><p> Jogos funcionais</p><p>e situacional;</p><p> Determinantes</p><p>da motricidade.</p><p> Ciências biológicas e</p><p>pedagógicas;</p><p> Teorias de controle e</p><p>aprendizagem motora;</p><p> Psicologia geral e</p><p>cognitiva;</p><p>Aprendizagem formal e</p><p>incidental</p><p>Fonte: Reverdito, Scaglia E Paes (2009, p. 606).</p><p>Mais especificamente, Paes e Oliveira (2005), destacam o treinamento do</p><p>basquetebol que pode ser dividido em duas fases distintas: fase de iniciação ao jogo</p><p>e fase de treinamento especializado. A proposta sugerida por esses autores</p><p>estabelecem o desenvolvimento das capacidades físicas, aprendizagem tático-</p><p>cognitivas e habilidades do jogo, as quais podem ser subdivididas em três fases,</p><p>conforme descrevem os autores:</p><p>A fase de iniciação I – marca os primeiros contatos da criança da primeira à</p><p>quarta série do ensino fundamental, com idades entre 7 e 10 anos. Nesta fase o</p><p>aprendizado dos fundamentos e o desenvolvimento das capacidades podem se</p><p>dar de maneira recreativa, por meio de jogos com alterações nas regras, e nos</p><p>objetivos, adaptando-os à realidade de cada cenário e as necessidades dos alunos,</p><p>observando a disponibilidade de recursos materiais e humanos.</p><p>Nesta fase, o indivíduo começa a combinar e a aplicar habilidades motoras</p><p>fundamentais ao desempenho das habilidades motoras especializadas no esporte e</p><p>em ambientes recreacionais. O objetivo neste estágio, deve ser o de ajudar as</p><p>crianças a aumentar o controle motor e a competência motora em inúmeras</p><p>155</p><p>atividades, conforme descreve Paes e Oliveira (2005).</p><p>Em adição, Paes (2009) ressalta que os jogos reduzidos, pré-desportivos, e as</p><p>brincadeiras podem ser utilizados como facilitadores do ensino, pois possibilitam</p><p>adequar as atividades à vivência motora dos alunos ou praticantes e podem ser</p><p>realizados na escola, no clube ou em qualquer lugar, em função da sua ação</p><p>recreativa.</p><p>A fase de iniciação II – o processo de desenvolvimento, deve ocorrer</p><p>aproximadamente aos 11 e 12 anos de idade; os pré-adolescentes deverão estar</p><p>cursando a quinta e a sexta séries do ensino fundamental, corresponde ao</p><p>aprendizado inicial dos sistemas técnico e tático do jogo associados aos conteúdos</p><p>da fase anterior do aprendizado. E é nesta fase que as experiências tendem a tornar</p><p>o indivíduo capaz de tomar inúmeras decisões de aprendizado e de participação</p><p>baseadas em muitos fatores da tarefa, individuais e ambientais.</p><p>A fase de iniciação III – tem como alvo os alunos da sétima e oitava séries do</p><p>ensino fundamental, com idade aproximada de 13 a 14 anos. Esta é uma fase</p><p>marcada pela melhor assimilação dos conteúdos das etapas anteriores, em que a</p><p>automatização e o refinamento se sobressaem, no que tange a aprendizagem de</p><p>um gesto motor (esportivo). Os fundamentos individuais são constituídos</p><p>coletivamente, realizados no tempo e espaço e deverão ser adequados as ótimas</p><p>capacidades do jogo moderno (PAES e OLIVEIRA, 2005).</p><p>E por fim, é importante ressaltar a contribuição de Balbino e Paes (2005), que</p><p>definem quatro princípios filosóficos a serem seguidos no ensino de basquetebol,</p><p>visando objetivar a integração e a aquisição de valores na criança, neste caso, de</p><p>estudantes na faixa etária até 13 anos.</p><p> Participação – o foco é o jogar para aprender;</p><p> Cooperação – o objetivo é o jogo “com” substituindo o jogar “contra”;</p><p> Coeducação – um modelo em que aluno e professor jogam e aprendem</p><p>juntos, uns com os outros;</p><p> Convivência – ligado ao princípio do respeito às diferenças.</p><p>156</p><p>Enfim, os jogos esportivos coletivos são compostos por muitas modalidades,</p><p>que evoluem e mudam suas regras e regulamentos todos os anos. Eles possuem</p><p>características comuns e específicas que, ao serem trabalhadas de forma</p><p>adequada, auxiliam no desenvolvimento motor, cognitivo e social do indivíduo.</p><p>157</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. Reconhecidamente um fenômeno sociocultural, o esporte possui elementos que</p><p>o tornam importante em diferentes contextos, e contribui para a formação da</p><p>sociedade. Os esportes coletivos, praticados em forma de jogo, requerem a</p><p>participação de duas ou mais pessoas contra uma equipe adversária, podendo</p><p>ser também chamado de esporte em grupo ou em equipe e necessita da</p><p>utilização de um determinado objeto como por exemplo, a bola, como ocorre</p><p>com o basquetebol.</p><p>Tendo em vista a importância do basquetebol na formação do indivíduo desde</p><p>a base ou iniciação, analise as alternativas a seguir e assinale a que represente</p><p>aspectos ou habilidades físico-mentais, que são desenvolvidas por meio da</p><p>prática desta modalidade.</p><p>a) Coordenação, força, agilidade e descontração.</p><p>b) Fadiga, stress, coordenação e flexibilidade.</p><p>c) Interesse, técnica, reflexão e ritmo.</p><p>d) Consciência corporal, aptidão social, agilidade e equilíbrio.</p><p>e) Coordenação, flexibilidade, agilidade e equilíbrio.</p><p>2. Os Jogos Esportivos Coletivos (JEC) são uma excelente ferramenta para</p><p>desenvolver-se aspectos multifatoriais de seus praticantes, além de serem</p><p>utilizadas como importantes mecanismos a serem inseridos em programas de</p><p>treinamento, que vão da base até as categorias adultas/profissionais.</p><p>Neste sentido, analise as alternativas a seguir e assinale V (verdadeiro) e/ou F</p><p>(falso) no que tange aspectos ligados ao JEC.</p><p>( ) prioriza o ensino e forma ampla, sem atrelar-se somente ao aprendizado das</p><p>habilidades específicas da modalidade/jogo.</p><p>( ) por ser uma perspectiva considerada mista, é importante entender que o</p><p>ensino tem sua potencialidade nos aspectos motores e lúdicos.</p><p>( ) o participante aprende o jogo como um todo, e trabalha de forma dinâmica</p><p>para buscar a conexão entre as partes que formam o todo.</p><p>158</p><p>( ) a progressão é vista como fundamental nesta concepção, e as informações</p><p>apresentadas em cada parte do processo se interligam em algum momento.</p><p>A ordem correta de cima para baixo é:</p><p>a) V-F-V-F.</p><p>b) V-F-V-V.</p><p>c) F-F-V-F.</p><p>d) V-F-V-F.</p><p>e) F-F-V-V.</p><p>3. O basquetebol é uma prática importante e que desperta muito interesse em</p><p>crianças e adolescentes de diferentes faixas etárias. Tendo em vista a importância</p><p>desta modalidade inserida como conteúdo curricular das aulas de Educação</p><p>Física, assinale qual seria o principal foco/objetivo de uma aula de basquetebol</p><p>em um ambiente escolar?</p><p>a) Deveria ter como foco a utilização de estratégias e jogos lúdicos, oportunizando</p><p>o aprendizado do jogo de uma forma global.</p><p>b) Deveria ter como foco somente o ensino técnico dos fundamentos do jogo,</p><p>focando na iniciação e no preparo de novos atletas.</p><p>c) Deveria ter como foco somente o ensino das regras oficiais do jogo, os sistemas</p><p>táticos e a técnica o aluno aprenderia fora da escola.</p><p>d) Deveria ter como foco o ensino das regras oficiais do jogo e os sistemas táticos da</p><p>modalidade, uma vez que são aspectos de formação.</p><p>e) Deveria ter como foco, exclusivamente, a iniciação esportiva ao voleibol,</p><p>ensinando as técnicas e táticas da modalidade com o objetivo de formar equipes</p><p>competitivas.</p><p>4. Existem diferentes metodologias de ensino dos esportes, com características e</p><p>objetivos específicos. Analise as afirmativas na sequência e assinale a</p><p>alternativa</p><p>que melhor define o método analítico-sintético de treinamento esportivo.</p><p>a) É a metodologia que tem como foco o ensino das técnicas esportivas por meio</p><p>159</p><p>de jogos e brincadeiras lúdicas.</p><p>b) É a metodologia que tem como base o ensino a partir do jogo, da prática do</p><p>esporte propriamente dita (global).</p><p>c) É a metodologia que tem como foco o ensino das técnicas esportivas da</p><p>modalidade, sendo ensinadas separadamente, uma a uma.</p><p>d) É o método que prioriza o trabalho físico do treinamento esportivo, buscando</p><p>agregá-lo ao ensino das táticas.</p><p>e) É o método que prioriza o trabalho tático do treinamento esportivo, assim como</p><p>das regras e dos fundamentos de jogo.</p><p>5. (FUNDEP -2020). Método de ensino é a ação do professor ao dirigir e estimular o</p><p>processo de ensino em função da aprendizagem dos alunos, quando utiliza</p><p>intencionalmente um conjunto de ações e condições externas procedimentais,</p><p>visando o melhor entendimento do discente. Com relação às metodologias de</p><p>ensino dos esportes coletivos na iniciação esportiva escolar, assinale com V as</p><p>afirmativas verdadeiras e com F as falsas.</p><p>( ) O método analítico-sintético é caracterizado pelas diversas experiências de</p><p>jogo, para uma melhor aprendizagem da técnica.</p><p>( ) O método global está centralizado no desenvolvimento das habilidades</p><p>técnicas, por meio da análise de jogadas e técnicas já existentes, trabalhando de</p><p>forma gradual para se obter o nível mais elevado da técnica em si.</p><p>( ) O método misto é a junção dos métodos analítico sintético e global funcional.</p><p>Esse método possibilita a prática de exercícios isolados, bem como a iniciação ao</p><p>jogo por meio das formas jogadas dos esportes coletivos.</p><p>( ) O método misto permite que o professor utilize dentro da mesma aula</p><p>exercícios e jogos, independentemente da ordem ou da quantidade de</p><p>atividades estabelecidas, mais jogos ou mais exercícios.</p><p>Assinale a sequência correta.</p><p>a) V-F-F-V.</p><p>b) F-F-V-V.</p><p>c) V-V-F-F.</p><p>160</p><p>d) F-V-V-F.</p><p>e) V-F-F-V.</p><p>6. Existem diferentes metodologias que podem ser aplicadas ao basquetebol e que</p><p>estão diretamente ligadas ao público-alvo e aos objetivos que se tem com a</p><p>modalidade. As metodologias e estratégias de ensino são muito importantes, pois</p><p>proporcionam que os objetivos possam ser atingidos e as propostas iniciais que se</p><p>tem com a modalidade alcancem êxito. Neste sentido, leia atentamente as</p><p>afirmativas a seguir e assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.</p><p>I. O professor, nas suas aulas de Educação Física na escola, deve procurar trabalhar</p><p>de forma que possa formar novos atletas, estimulando assim o aspecto</p><p>competitivo da modalidade.</p><p>II. Tanto no ambiente escolar como no esporte para o rendimento, o professor pode</p><p>diversificar as estratégias de ensino, utilizando as diferentes metodologias.</p><p>III. O método global-funcional tem como referência o trabalho dos fundamentos</p><p>técnicos da modalidade de forma individualizada, proporcionando assim um</p><p>melhor aprimoramento da técnica e especialização do atleta/aluno.</p><p>IV.Os objetivos que se tem com o jogo e a prática dos fundamentos técnicos do</p><p>voleibol no ambiente escolar e competitivo são os mesmos, diferindo-se somente</p><p>que no esporte de rendimento a exigência da eficiência técnica é maior.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Apenas I é verdadeira.</p><p>b) Apenas II e III são verdadeiras.</p><p>c) I, II, III e IV são verdadeiras.</p><p>d) Apenas I, II e III verdadeiras.</p><p>e) Apenas II é verdadeira.</p><p>7. Um dos aspectos que devem ser considerados no processo de seleção dos</p><p>exercícios e tarefas esportivas são os aspectos do desenvolvimento humano, em</p><p>que não apenas o motor deve ser considerado, mas o cognitivo e o afetivo-social,</p><p>161</p><p>atuando de forma integrada na construção de uma estrutura sólida e que seja</p><p>desenvolvida ao longo dos anos.</p><p>Neste sentido, podem ser considerados elementos que tratam da estrutura do</p><p>exercício, o(a):</p><p>a) Fatores de rendimento do exercício, tático, fisiológico e psicológico, os quais</p><p>visam adequar-se ao contexto do jogo, tendo em cada jogador, características</p><p>essenciais para a equipe.</p><p>b) Relação existente entre a atividade proposta e desenvolvida pelos jogadores</p><p>associada aos aspectos fundamentais dentro do contexto em que se estabelece</p><p>o jogo.</p><p>c) Aspectos relacionados à dinâmica do jogo, às situações reais de jogo e suas</p><p>diferentes vertentes, atreladas ao desenvolvimento de aspectos que transformam</p><p>a equipe em vencedora.</p><p>d) Informações confrontadas com os objetivos previamente definidos, as quais</p><p>resultam num conjunto de conclusões acerca da atividade, como um feedback</p><p>constante do jogo em si.</p><p>e) Fatores de jogo, e suas ações, as quais são essenciais para que tanto os objetivos</p><p>quanto os conteúdos sejam desenvolvidos paralelamente, e se conectem na</p><p>formação do atleta.</p><p>8. De acordo com Paes e Oliveira (2005), o treinamento do basquetebol pode ser</p><p>dividido em duas fases distintas: fase de iniciação ao jogo e fase de treinamento</p><p>especializado. Ambas são fundamentais para a formação do jogador, e devem</p><p>ser respeitadas durante o processo de formação. Essa proposta está diretamente</p><p>atrelada ao desenvolvimento das capacidades físicas, aprendizagem tático-</p><p>cognitivas e habilidades do jogo, as quais podem ser subdivididas em três fases.</p><p>Analise as alternativas a seguir e assinale a que represente aspectos ligados às</p><p>fases de iniciação do basquetebol:</p><p>a) Na fase de iniciação III, o processo de desenvolvimento, deve ocorrer</p><p>aproximadamente aos 11 e 12 anos de idade, período em que a execução desses</p><p>princípios deixa de ter um caráter individual, transformando-se em ações</p><p>coletivas, nas quais o movimento realizado por um jogador/ aluno traz benefícios</p><p>162</p><p>aos companheiros de equipe.</p><p>b) Na fase de iniciação II, que marca os primeiros contatos da criança da primeira</p><p>à quarta série do ensino fundamental, com idades entre 7 e 10 anos, é</p><p>caracterizado como o período em que os jogos reduzidos, pré-desportivos, e as</p><p>brincadeiras podem ser utilizados como facilitadores do ensino, pois possibilitam</p><p>adequar as atividades à vivência motora dos alunos ou praticantes e podem ser</p><p>realizados na escola.</p><p>c) Na fase de iniciação I, o aprendizado dos fundamentos e o desenvolvimento das</p><p>capacidades podem se dar de maneira recreativa, por meio de jogos com</p><p>alterações nas regras, e nos objetivos, adaptando-os à realidade de cada</p><p>cenário e as necessidades dos alunos, observando a disponibilidade de recursos</p><p>materiais e humanos.</p><p>d) Na fase de iniciação I, o indivíduo começa a combinar e a aplicar habilidades</p><p>motoras fundamentais ao desempenho das habilidades motoras especializadas</p><p>no esporte e em ambientes recreacionais. O objetivo neste estágio, deve ser o de</p><p>ajudar as crianças a aumentar o controle motor e a competência motora em</p><p>inúmeras atividades.</p><p>e) Na fase de iniciação II, os fundamentos individuais são constituídos</p><p>coletivamente, realizados no tempo e espaço e deverão ser adequados as</p><p>ótimas capacidades do jogo moderno, em que os participantes se revezam em</p><p>funções as mais diversas quanto possíveis em quadra.</p><p>163</p><p>FUNDAMENTOS BÁSICOS E</p><p>SISTEMAS OFENSIVOS E</p><p>DEFENSIVOS DO BASQUETEBOL</p><p>Nesta Unidade, abordaremos os fundamentos técnicos básicos do</p><p>basquetebol, levando-se em consideração que o seu processo de aprendizagem e</p><p>desenvolvimento se baseia no aprendizado específico de algumas competências,</p><p>mínimas e específicas, para o desempenho da modalidade.</p><p>As concepções táticas são essenciais para que uma equipe consiga obter o</p><p>êxito em uma partida. Para saber qual concepção adotar, mais do que dispor de</p><p>jogadores habilidosos, é necessário identificar e considerar diversos outros fatores.</p><p>Além disso, o treinamento e o entrosamento da equipe nas formas assumidas em</p><p>seus sistemas defensivos e ofensivos também se mostram relevantes.</p><p>De certa maneira, para que sejam efetivadas, as ações táticas de uma</p><p>equipe de basquetebol, o que pode ser visto tanto em ações ofensivas quanto</p><p>defensivas, é necessário bastante tempo de</p><p>treinamento e entrosamento entre os</p><p>jogadores. No entanto, por mais que as equipes estejam treinadas, alguns elementos</p><p>podem ditar o modo como as equipes se postam e agem em quadra, o que</p><p>demanda dos treinadores a leitura de jogo e a tomada de decisão correta frente às</p><p>inúmeras situações possíveis encontradas na modalidade.</p><p>9.1 FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO BASQUETEBOL</p><p>Modalidade constituída por duas equipes, com 5 jogadores em cada uma,</p><p>cujo objetivo principal é arremessar a bola dentro da cesta da equipe oponente e</p><p>não permitir que os adversários detenham a posse e o controle de bola ou marquem</p><p>pontos. De acordo com Gonçalves e Romão (2019), a bola pode ser arremessada,</p><p>passada “tapeada”, rolada ou driblada em qualquer direção, desde que as regras</p><p>sejam respeitadas. E em relação à pontuação, vence a equipe que marcar mais</p><p>pontos ao final do quarto período do jogo, ou ao final do tempo extra, se houver</p><p>(CBB, 2020)</p><p>Ainda que uma equipe tenha um jogador de extrema habilidade técnica e</p><p>de exímia condição física, são as características coletivas que determinarão o</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>164</p><p>rendimento do time. Assim, as técnicas individuais, como o arremesso, os giros e o</p><p>drible, por exemplo, ainda que sejam fundamentais em um jogo de basquete, devem</p><p>estar acompanhadas de um bom desenvolvimento técnico coletivo. Nesse sentido,</p><p>as técnicas podem ser entendidas como os movimentos cujos resultados são obtidos</p><p>a partir de ações mais econômicas e efetivas (FILIN, 1996 citado por GONÇALVES,</p><p>2019). Como técnicas coletivas, portanto, Gonçalves e Romão (2019) entende que</p><p>são aqueles movimentos que visam o resultado e que necessitam da participação</p><p>de dois jogadores.</p><p>Como o basquetebol constitui-se de um desporto coletivo, que reúne uma</p><p>série de habilidades técnicas chamadas de fundamentos ou gestos técnicos, e que</p><p>constituem a base para a prática do jogo, deve-se obedecer aos princípios, às</p><p>diretrizes pedagógicas e às regras de aprendizagem que sejam consequência de</p><p>uma teorização da problemática por parte de quem ensina, sob a influência de</p><p>parâmetros que condicionam a eficiência do movimento humano (FERREIRA e DE</p><p>ROSE JR., 2010).</p><p>Oliveira (2012) destaca a importância do refinamento da técnica, mecanismo</p><p>esse primordial à execução de uma boa performance e a habilidade específica de</p><p>cada jogador, em cada posição/função na quadra, no momento de uma partida.</p><p>Neste sentido, Ferreira e De Rose Jr. (2010) destacam os fundamentos básicos do</p><p>basquete, dentre os quais:</p><p> Controle de corpo;</p><p> Manejo de bola;</p><p> Recepção;</p><p> Drible;</p><p> Passe;</p><p> Rebote;</p><p> Arremesso;</p><p> Posição básica de defesa;</p><p> Deslocamentos.</p><p>O controle de corpo representa o domínio da execução de gestos específicos</p><p>no basquete, sendo representado por corridas para frente, para trás e em sentido</p><p>lateral; corridas com mudanças de direção. Consideram ainda, as ações que</p><p>requerem técnicas específicas nas suas execuções, como fintas (tentativa de</p><p>enganar o defensor), giros (movimento feito com as pernas, para ficar livre do</p><p>165</p><p>defensor), paradas bruscas (interrompe o deslocamento do atacante, dificultando a</p><p>defesa); bem como, as saídas rápidas e saltos com impulso de uma ou ambas as</p><p>pernas.</p><p>Dominar o corpo, portanto, é de suma importância para a realização dos</p><p>gestos do basquetebol, e caracteriza-se pela capacidade de realizar movimentos,</p><p>específicos, exigidos pela dinâmica do jogo, sempre na intencionalidade de</p><p>maximizar as ações defensivas e/ou ofensivas do praticante (FERREIRA e DE ROSE JR.,</p><p>2010).</p><p>O manejo da bola está relacionado com todos os fundamentos que exigem o</p><p>seu manuseio, e também está associado ao contato com a bola nas diversas</p><p>possibilidades de movimentos dentre as quais: rolar, tocar, quicar, segurar, lançar,</p><p>enfim permitir o manuseio nos diversos planos do corpo, conforme descreve Oliveira</p><p>(2012) conforme mostra a Figura a seguir.</p><p>Figura 6: A técnica do manejo de bola</p><p>Fonte: Disponível em: https://shutr.bz/3nh9CHS. Acesso em: 20 mar. 2021.</p><p>E ainda de acordo com o autor, em relação ao modo de segurar a bola,</p><p>algumas técnicas devem ser aplicadas para que o manejo da bola seja executado</p><p>de forma correta, a destacar:</p><p> A utilização de ambas as mãos na parte lateral e posterior;</p><p> A posição dos dedos, que devem estar entreabertos;</p><p> O toque da parte “calosa” dos dedos;</p><p> Os cotovelos próximo ao corpo.</p><p>A recepção pode ser entendida como o primeiro controle que um jogador</p><p>tem sobre a bola em qualquer condição, como, por exemplo, após um rebote, um</p><p>166</p><p>arremesso, um passe ou na tentativa de salvá-la após um lance acidental em que</p><p>ela tome uma direção qualquer (RÍO, 2003 citado por GONÇALVES e ROMÃO, 2019).</p><p>Gonçalves e Romão (2019) descreve que a recepção pode ser classificada</p><p>em dois grupos principais: a recepção do tipo estática e a recepção em movimento.</p><p>A recepção estática, portanto, ocorre quando o jogador está com os dois pés fixos</p><p>no solo, sem movimentá-los, o que acaba sendo a mais comum, pelo nível de</p><p>dificuldade mais baixo (coordenação) e é sobretudo muito aplicada na iniciação</p><p>desse esporte, nas categorias de base Já a recepção dinâmica ocorre durante o</p><p>deslocamento do atleta, seja por meio da corrida ou durante um salto, por exemplo.</p><p>Maroneze (2013) menciona que as recepções podem ocorrer também,</p><p>utilizando-se apenas uma ou ambas as mãos. A recepção com apenas uma das</p><p>mãos permite ao jogador deslocar a bola rapidamente para baixo, em direção ao</p><p>solo, possibilitando que os dribles sejam feitos. Por outro lado, a recepção com as</p><p>duas mãos coloca o jogador em uma posição vantajosa para realizar um arremesso</p><p>rapidamente ou para passar a bola com mais força e ter maior controle sobre a bola.</p><p>O drible é um fundamento com a bola e é a forma pela qual o aluno se</p><p>desloca pela quadra com a sua posse, sem infringir as regras do jogo. O drible é o</p><p>ato de bater bola, impulsionando-a contra o solo com uma das mãos, e tem como</p><p>objetivos, os seguintes: livrar-se do adversário, melhorar a posição para o passe,</p><p>infiltrar na defesa adversária, etc. Em relação à técnica de execução deste</p><p>fundamento, pode ser descrita da seguinte maneira: a mão do drible é apoiada</p><p>sobre a bola; com os dedos apontando para a frente; tronco ligeiramente inclinado</p><p>à frente; pernas em afastamento ântero-posterior, sendo que à frente se coloca a</p><p>perna oposta à mão do drible (drible com a mão direita – perna esquerda à frente)</p><p>(OLIVEIRA, 2012).</p><p>De acordo com Oliveira (2012) os dribles são classificados em dois tipos:</p><p> Alto ou de velocidade: utilizado para se deslocar em velocidade ou quando</p><p>não sofre marcação. A bola é impulsionada à frente do corpo e lateralmente.</p><p> Baixo ou de proteção: utilizado quando o jogador recebe uma marcação e</p><p>há a necessidade de proteção. Maior flexão das pernas e a bola deve ser</p><p>protegida com o corpo.</p><p>O passe é uma ação coordenada entre dois jogadores de mesma equipe e</p><p>ocorre quando um deles transfere o controle da bola para o outro (RÍO, 2003 apud</p><p>GONÇALVES e ROMÃO, 2019). Esses autores destacam que existem diferentes tipos</p><p>167</p><p>de passes, e cada um deles apresenta suas próprias características, o que permite</p><p>classifica-los quanto ao tipo.</p><p>Entre os passes com o uso de uma mão, destacam-se: o passe picado, à altura</p><p>do ombro, por baixo e tipo gancho. Com o uso de duas mãos, existem as variações</p><p>de passes à altura do tórax, picado, acima da cabeça e por baixo (FERREIRA e DE</p><p>ROSE JR., 2010).</p><p>O rebote é o ato de recuperação da posse de bola, após o arremesso não</p><p>convertido. Durante o jogo de basquete, quando a bola é arremessada em direção</p><p>ao aro, os jogadores devem posicionar-se próximo à cesta para recuperar a bola</p><p>caso ela não atinja o objetivo. Com isso, o ato de recuperar a bola após um</p><p>arremesso em que a bola não entrou na cesta e não saiu de quadra é chamado de</p><p>rebote. Como você pode imaginar, a bola pode ser recuperada por um jogador da</p><p>equipe que efetuou o arremesso ou pela equipe que tentava defender</p><p>a sua cesta.</p><p>Assim, os rebotes podem ser considerados de ataque ou de defesa (DE ROSE JR., e</p><p>TRICOLI, 2017).</p><p>O arremesso é um fundamento de ataque com a bola, com objetivo de fazer</p><p>a cesta. Depende da posição do aluno/jogador na quadra, oponente mais próximo</p><p>e da sua velocidade no deslocamento. Os arremessos mais utilizados são: a bandeja</p><p>(arremesso próximo à cesta, com ou sem posse de bola), o arremesso com uma das</p><p>mãos (arremesso é finalizado com forte impulsão da bola com o punho, de cima para</p><p>baixo e para o lado), jump (difere do arremesso com uma das mãos, porque, ao final,</p><p>a impulsão da bola acontece com as duas mãos, no ponto mais alto do salto) e o</p><p>gancho (arremesso com a mão direita acima e atrás da cabeça) (FERREIRA e DE</p><p>ROSE JR., 2010). Dentre os arremessos mais utilizados no basquete, destacam-se os</p><p>seguintes:</p><p> Bandeja: é um tipo de arremesso executado quando o atacante se encontra</p><p>em deslocamento e nas proximidades da cesta adversária. A bandeja se</p><p>caracteriza pela execução de dois tempos rítmicos e impulsão numa só</p><p>perna.</p><p> Com posse de bola (driblando). Pelo lado direito: ao se aproximar da cesta,</p><p>numa região que varia conforme a amplitude de sua passada, o atacante</p><p>segura a bola com o pé direito à frente (primeiro tempo rítmico) e executa</p><p>um passo à frente com a perna esquerda (segundo tempo rítmico)</p><p>preparando-se para a impulsão.</p><p>168</p><p> Sem posse da bola: quando o atacante se aproxima da cesta sem a posse</p><p>de bola, deverá recebê-la com a perna direita à frente (primeiro tempo</p><p>rítmico), no caso da bandeja pelo lado direito. A partir daí o movimento</p><p>segue a mesma descrição acima.</p><p> Arremesso com uma das mãos: outra forma de concluir o ataque é por meio</p><p>do arremesso com uma das mãos. Esse tipo de arremesso é realizado quando</p><p>o atacante estiver em deslocamento a qualquer distância da cesta.</p><p> Arremesso do tipo “jump”: o termo “jump”, de origem inglesa, significa saltar,</p><p>pular. Esse tipo de arremesso é o mais utilizado e um dos mais eficientes no</p><p>basquetebol moderno. Sua principal característica é que o momento do</p><p>arremesso coincide com o momento mais alto do salto. O “jump” pode ser</p><p>realizado tanto partindo de uma posição estática quanto em deslocamento.</p><p>A posição básica de defesa é aquela na qual o aluno/jogador estará</p><p>preparado para deslocamentos rápidos em várias direções, dificultando o drible, o</p><p>passe ou arremesso, como também posicionado para o rebote. Essa posição muda</p><p>de acordo, por exemplo, com posição defensiva em função do atacante driblando</p><p>ou em posição de arremesso (OLIVEIRA, 2012). Os autores descrevem que a posição</p><p>básica de defesa deve permitir ao jogador estar preparado para várias funções, tais</p><p>como: deslocar-se rapidamente em várias direções (lateralmente, para frente e para</p><p>trás); dificultar o drible, o passe ou arremesso; interceptar um passe, bloquear um</p><p>arremesso; e posicionar-se para o rebote.</p><p>Os deslocamentos são os movimentos que o defensor faz com postura e a</p><p>velocidade necessária para que o atacante adversário não realize o que planejou.</p><p>Um deslocamento eficaz requer muita atenção e comprometimento tático individual</p><p>e da equipe integrados. Quando falamos dos deslocamentos da posição básica de</p><p>defesa, estes podem ser realizados em sentido lateral, para frente e para trás,</p><p>conforme mencionado anteriormente.</p><p>169</p><p>9.2 SISTEMAS BÁSICOS DE DEFESA E DE ATAQUE NO BASQUETEBOL</p><p>De acordo com Gonçalves e Romão (2019) as situações táticas de jogo</p><p>envolvem em sua grande maioria dois ou mais jogadores de uma mesma equipe.</p><p>Portanto, o entrosamento entre os jogadores é fundamental para que, durante o</p><p>jogo, sejam elaboradas estratégias para se chegar à vitória. Essas combinações entre</p><p>jogadores podem ser feitas a partir dos treinos de uma equipe, nos quais as</p><p>combinações táticas ganham forma. As combinações táticas são estratégias</p><p>definidas a priori para que uma equipe ataque e defenda com eficiência.</p><p>Formações e Concepções defensivas</p><p>As formações de defesa são ações coletivas que buscam impedir que a</p><p>equipe adversária realize cestas e, consequentemente, some pontos. Para elaborar</p><p>um bom sistema defensivo, é preciso levar em consideração as especificidades</p><p>técnicas e físicas de cada jogador. Além disso, a disciplina coletiva e o entrosamento</p><p>devem estar apurados, uma vez que cada atleta desempenha papel fundamental</p><p>na organização de todo o time – ou seja, a displicência de um único jogador pode</p><p>comprometer o objetivo coletivo da equipe. De modo geral, as formações defensivas</p><p>se classificam em individual, zona, pressão, mistas ou combinadas, as quais serão</p><p>discutidas a seguir.</p><p>Defesa individual</p><p>Nesse formato defensivo, ocorre a predominância de atuação de um defensor</p><p>sobre um atacante específico. Ou seja, os embates técnicos e físicos ocorrem no</p><p>sistema um contra um, havendo uma predeterminação sobre qual atacante cada</p><p>um dos defensores deverá conter. Os princípios para os defensores seguem regras</p><p>básicas, ou seja, deverão ficar entre o atacante e a cesta, mantendo-se a uma</p><p>distância próxima, obrigando-o a conduzir a bola para o lado da quadra em que</p><p>tem menor habilidade, de modo a forçar suas ações limitadas (MARONEZE, 2013).</p><p>Defesa por zona</p><p>De acordo com Gonçalves e Romão (2019) na defesa por zona, os defensores</p><p>não se preocupam com apenas um jogador adversário, especificamente, mas, sim,</p><p>com um determinado local da quadra que devem proteger. Ou seja, a quadra de</p><p>defesa é dividida em cinco quadrantes, nos quais cada um dos jogadores de defesa</p><p>é responsável por conter os jogadores atacantes que nela adentrarem.</p><p>Nesse formato, várias disposições são possíveis, tais como definir quantos</p><p>170</p><p>jogadores estarão mais próximos da cesta, quantos estarão no interior da área</p><p>demarcada, etc. Entre as mais comuns, encontram-se a 2-1-2, a 3-2 e a 1-3-1</p><p>(FERREIRA e DE ROSE JR., 2010). Para definir a melhor disposição de jogadores na</p><p>defesa, é preciso levar em consideração suas características. De acordo com</p><p>Gonçalves e ROMÃO (2019) geralmente, os jogadores mais próximos da cesta são os</p><p>mais altos, impedindo os arremessos dos pivôs adversários e recuperando rebotes</p><p>defensivos. Mais distante da cesta, encontram-se aqueles mais rápidos e ágeis, com</p><p>a função de impedir os arremessos de longa distância, os dribles e as fintas dos</p><p>adversários, além de estarem preparados para iniciar um contra-ataque.</p><p>Defesa pressão</p><p>As principais características da defesa pressão são a presença de dois</p><p>defensores marcando um atacante adversário e a agressividade na marcação,</p><p>conforme descreve Gonçalves e Romão (2019). Esse tipo de defesa é comumente</p><p>utilizado quando se deve buscar reverter uma diferença significativa de pontos ou na</p><p>tentativa de realizar a mudança de ritmo de jogo adversário. Os jogadores devem</p><p>ter um excelente preparo físico, uma vez que devem manter-se em constante</p><p>deslocamento para realizar a marcação dupla.</p><p>Defesa mista</p><p>A defesa mista reúne elementos da defesa individual e por zona. Ou seja,</p><p>enquanto um defensor marca um jogador individualmente, os outros defensores</p><p>tentam guarnecer locais específicos da quadra, sem que estejam necessariamente</p><p>preocupados com algum jogador em específico.</p><p>Nesse formato de defesa, são comuns três tipos de variação: a defesa do tipo</p><p>box and one, a defesa do tipo diamante e a defesa do tipo triângulo (FERREIRA e DE</p><p>ROSE JR., 2010). Na defesa box and one, um defensor realiza a marcação de forma</p><p>individual à frente da linha demarcada e os outros quatro posicionam-se em duas</p><p>linhas de dois defensores à frente da cesta (em configuração com forma de</p><p>quadrado), marcando por zona.</p><p>Na defesa do tipo diamante, também há um defensor realizando a marcação</p><p>do tipo individual à frente da linha demarcada e quatro defensores por zona. No</p><p>entanto, a disposição dos defensores à frente da cesta se modifica, formando três</p><p>linhas com um, dois e um defensor (em configuração com forma de losango). Por sua</p><p>vez, a formação triângulo consiste em dois jogadores realizando</p><p>as marcações de</p><p>forma individual e três defensores, próximos a cesta, realizando marcações por zona</p><p>171</p><p>(em configuração com forma de triângulo).</p><p>Defesa combinada</p><p>A defesa combinada também se utiliza de dois ou mais modelos de defesa.</p><p>Esse tipo de formação defensiva necessita de um grande entrosamento da equipe e</p><p>uma disciplina tática excepcional dos jogadores. Na formação combinada, as ações</p><p>defensivas variam durante a jogada de ataque adversária (MARONEZE, 2013).</p><p>Gonçalves e Romão (2019) cita como exemplo prático deste tipo de defesa</p><p>quando uma equipe está marcando por zona; após um passe ou um movimento de</p><p>um dos atacantes adversários, a equipe rapidamente transforma sua formação para</p><p>a defesa individual.</p><p>Contra-ataques</p><p>Os contra-ataques são as situações nas quais uma equipe, após uma situação</p><p>de defesa, recupera a bola e progride em direção à cesta adversária. Para</p><p>caracterizar o contra-ataque, é fundamental que haja maior número de atacantes</p><p>do que de defensores - por exemplo, uma situação em que existam três atacantes e</p><p>dois defensores (3x2) (MARONEZE, 2013). Nesses eventos, os jogadores devem buscar</p><p>efetuar passes e dribles de forma rápida, para manter a superioridade numérica até</p><p>chegar o momento de arremesso (GONÇALVES e ROMÃO, 2019).</p><p>Transição defesa-ataque</p><p>Conhecida como subfase ofensiva, ou seja, um momento de adequação e</p><p>transição do time na sua mudança de postura, a transição defesa-ataque parte de</p><p>uma situação em que deveria defender a sua cesta em direção ao ataque à cesta</p><p>adversária.</p><p>172</p><p>Essa fase é chamada de transição defesa-ataque, o momento em que inicia</p><p>a partir de diversas situações: após a recuperação da bola; após roubá-la de um</p><p>adversário; após a recuperação da bola em um rebote defensivo; após a equipe</p><p>adversária perder a posse de bola, com um passe ou arremesso malsucedido; ou a</p><p>partir da reposição da bola na linha de final, após uma cesta sofrida (GONÇALVES e</p><p>ROMÃO, 2019; OLIVEIRA, 2012).</p><p>As transições entre a defesa e o ataque de uma equipe seguem padrões</p><p>básicos. Elas devem ser realizadas o mais rápido possível, evitando a organização da</p><p>defesa adversária, devem ser desenvolvidas de forma organizada, evitando erros de</p><p>passes e movimentação entre os jogadores de mesma equipe, e devem ser feitas de</p><p>forma segura, de modo que sejam dificultados os roubos de bola pela equipe</p><p>adversária e não colocando o time em transição em uma situação defensiva</p><p>desfavorável.</p><p>De acordo com Gonçalves e Romão (2019) seguindo esses três aspectos</p><p>importantes para o êxito da transição entre a defesa e o ataque, podemos destacar,</p><p>ainda, alguns elementos importantes a serem observados para alcançar a eficiência</p><p>dessa ação:</p><p> A marcação que a equipe adversária vinha desempenhando antes de realizar</p><p>um ataque;</p><p> Os trajetos percorridos pelos atletas;</p><p> A finalização do contra-ataque.</p><p>Concepções táticas ofensivas</p><p>No basquete, a tática surge como uma forma de facilitar que os objetivos do</p><p>jogo sejam alcançados por meio da utilização da soma das capacidades e</p><p>habilidades individuais e coletivas dos jogadores (OLIVEIRA, 2019).</p><p>Existem inúmeros formatos táticos, que devem ser adaptados de acordo com</p><p>a potencialidade de cada equipe. Deve-se levar em consideração na elaboração</p><p>de um sistema de ataque, alguns princípios básicos, os quais, devem reger a</p><p>movimentação e as articulações entre os jogadores da equipe (FERREIRA e DE ROSE</p><p>JÚNIOR, 2010), conforme mostra o quadro a seguir:</p><p>173</p><p>Quadro 3: Princípios básicos necessários na elaboração de um sistema tático</p><p>Princípios Básicos Descrição</p><p>Organização</p><p>Para definir o tipo de ataque a ser adotado, é fundamental</p><p>conhecer o tipo de defesa que o time enfrentará. A seguir, define-</p><p>se a quantidade de pivôs que será necessária para superar a</p><p>defesa adversária. Definidos os pivôs, as outras posições (alas e</p><p>armadores) também são identificadas. A partir da definição de um</p><p>formato básico a ser adotado pela equipe, é necessário identificar</p><p>as qualidades dos jogadores a fim de colocá-los em posições que</p><p>privilegiem o uso de suas potencialidades.</p><p>Movimentação</p><p>ordenada</p><p>Após definir a organização da equipe, é necessário</p><p>estabelecer as funções e os deslocamentos de cada atacante em</p><p>quadra. O objetivo da etapa de definição de uma movimentação</p><p>ordenada é identificar as melhores condições para que os</p><p>atacantes estejam aptos a realizar as cestas.</p><p>Rebote de ataque</p><p>Seguindo o planejamento ofensivo, é necessário que os</p><p>jogadores que disputarão os rebotes de ataque, após o arremesso</p><p>de um dos atacantes, também estejam definidos.</p><p>Equilíbrio</p><p>defensivo</p><p>Junto ao rebote de ataque, também é necessário identificar</p><p>quais atacantes estarão preparados e incumbidos da tarefa de</p><p>voltar para a defesa, prevenindo os contra-ataques adversários.</p><p>Como o jogo de basquete é muito dinâmico, muitas vezes, a equipe</p><p>que estava defendendo rapidamente passa a atacar, seja por meio</p><p>da recuperação de um rebote ou pela rápida colocação da bola</p><p>em jogo após uma cesta convertida.</p><p>Continuidade</p><p>Nem sempre as movimentações ofensivas resultam em</p><p>cestas. Assim, é necessário que a equipe continue suas</p><p>movimentações</p><p>durante todo o jogo, permitindo ações táticas ofensivas</p><p>planejadas e ordenadas e aumentando as chances de obtenção</p><p>de resultados.</p><p>Fonte: Adaptado de Ferreira e Rose Jr. (2010)</p><p>Além desses aspectos mais coletivos, a organização ofensiva também</p><p>depende bastante do perfil físico e técnico da equipe. De acordo com Gonçalves e</p><p>Romão (2019) é possível perceber que existem muitas formas de disposição dos</p><p>atacantes em quadra. Do mesmo modo, as movimentações também são múltiplas,</p><p>uma vez que variam com as características de cada jogador, da equipe e do sistema</p><p>defensivo adversário. Dentre essas inúmeras possibilidades, você verá as principais</p><p>características de cada uma delas a seguir.</p><p>Sistema de acordo com o número de pivôs</p><p>De acordo com Gonçalves e Romão (2019) em relação ao ataque, os</p><p>formatos ofensivos variam de acordo com o número de pivôs, de maneira que uma</p><p>equipe pode atuar com apenas um, dois, ou três pivôs ou em um formato de</p><p>rotatividade, em que cada um dos atacantes pode assumir a posição de pivô.</p><p>174</p><p>Destaca-se também, que os formatos ofensivos assumem as suas formas de acordo</p><p>com a disposição inicial dos atacantes, sendo mais comuns as formações 2-2-1, 1-2-</p><p>2 e 2-3.</p><p>Sistemas de ataque contra defesa</p><p>Além das disposições dos jogadores em quadra, as formações ofensivas</p><p>variam de acordo com a defesa da equipe adversária, sendo classificadas em</p><p>ataques contra individual, contra zona, contrapressão e contra mista ou combinada,</p><p>podendo assumir, também, um formato que privilegie os contra-ataques</p><p>(GONÇALVES e ROMÃO, 2019).</p><p>Nos ataques contra um formato de defesa individual, geralmente, utilizam-se</p><p>esquemas com um ou dois pivôs. As marcações individualizadas sugerem que a</p><p>movimentação se realize predominantemente com movimentos de corta-luz e de</p><p>servir-e-ir (RÍO, 2003 citado por GONÇALVES, 2019). O treinador deve organizar as</p><p>posições do time previamente, assim como estabelecer a movimentação dos</p><p>atacantes.</p><p>Ao enfrentarem os sistemas de defesas por zona, os atacantes, ao obterem a</p><p>posse de bola, devem procurar avançar rapidamente ao campo de ataque, a fim</p><p>de realizar o arremesso antes que os defensores se posicionem em suas respectivas</p><p>zonas. Muitas vezes, os sistemas defensivos conseguem ter êxito em fechar os</p><p>caminhos à cesta (FERREIRA e DE ROSE JR., 2010).</p><p>Em situações nas quais seja necessária a superação de uma marcação sob</p><p>pressão, os atacantes devem procurar ficar pouco tempo com a posse da bola. O</p><p>passe rápido minimiza as chances de ficar sob marcação dupla.</p><p>Nas situações em que enfrentam defesas de formações mistas ou</p><p>combinadas, os atacantes devem procurar identificar quais são os formatos</p><p>adotados por cada jogador em cada momento da partida (MARONEZE, 2013). A</p><p>leitura do jogo por parte do coletivo é fundamental para que se evitem os fatores</p><p>surpresa e se minimizem as chances de</p><p>DO HANDEBOL NO BRASIL E NO MUNDO</p><p>De fato o handebol enquanto jogo desportivo propriamente dito, com todas</p><p>as especificações que conhecemos, passou por várias modificações, a destacar</p><p>que passou de uma prática inicial realizada em campo para o que é praticado</p><p>atualmente, em quadra.</p><p>O handebol de campo foi a primeira forma da modalidade a ser oficializada</p><p>e tornou-se popular graças aos professores alemães de ginástica que utilizavam o</p><p>jogo como alternativa para o futebol, principalmente para as mulheres. Max Heiser</p><p>desenvolvia um jogo ao ar livre para as operárias da fábrica Siemens, que era</p><p>derivado do Torball, sendo que, em 1917, elaborou as primeiras regras oficiais do</p><p>handebol para mulheres. Em 1919, Karl Schellenz reformulou as regras para os</p><p>homens, publicando-as pela Federação Alemã de Ginástica conforme descreve</p><p>(FRANKE, 2018).</p><p>No que tange o handebol, enquanto modalidade esportiva mundialmente</p><p>reconhecida, um dos aspectos considerados fundamentais para esse “status”, de</p><p>acordo com Souza (2012), foi a sua inclusão pelo COI – Comitê Olímpico</p><p>Internacional, como modalidade integrante do quadro de modalidades esportivas</p><p>14</p><p>olímpicas, fato que ocorreu em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim. Naquela edição</p><p>das Olimpíadas, a modalidade ainda exclusiva para os homens, foi representada</p><p>por apenas seis países, os quais participaram do torneio, tendo a Alemanha</p><p>conquistado a medalha de ouro ao vencer a Áustria por 10 a 6 na final, partida esta</p><p>que foi disputada no Olympia Stadium diante de um público de 100 mil pessoas.</p><p>Como fato histórico, é importante ressaltar que durante a competição, a</p><p>Federação Internacional de Handebol (FIHA) realizou um congresso que reuniu</p><p>quarenta representantes de nações filiadas no intuito de discutir o futuro da</p><p>modalidade e sua expansão a outros países ao redor mundo (INTERNATIONAL</p><p>HANDBALL FEDERATION, 2010).</p><p>Por outro lado, a estreia do handebol de quadra em jogos olímpicos</p><p>aconteceu, de fato, em 1972, na cidade de Munique, Alemanha, com o handebol</p><p>masculino, e em 1976, na cidade de Montreal, Canadá, o handebol feminino</p><p>(FERREIRA [s.d.] apud FRANKE, 2018).</p><p>Por essa razão, podemos considerar que o handebol é uma modalidade</p><p>esportiva que se espalhou pelo mundo e atualmente existem diversas competições</p><p>que ocorrem a nível nacional e internacional, dentre as quais merecem destaque o</p><p>Campeonato Mundial de Handebol nas categorias feminina e masculina. Outro</p><p>aspecto importante a destacar é a fundação, em 1999, da IHFA – International</p><p>Handball Federation (em inglês), com sede na Basileia, Suíça, foi fundada em 11 de</p><p>julho de 1946. Esse órgão é responsável pelo esporte a nível mundial, e de acordo</p><p>com os números recentes, é praticado em mais de 180 países do mundo.</p><p>No Brasil, apesar de ser uma modalidade que não possui o mesmo</p><p>reconhecimento se comparado à outras modalidades esportivas de quadra,</p><p>percebe-se um crescimento da modalidade, principalmente no meio escolar,</p><p>ocupando atualmente o segundo lugar na preferência dos estudantes</p><p>(CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2018), embora a divulgação da</p><p>modalidade ainda careça de maior espaço na mídia, haja vista encontra-se abaixo</p><p>do voleibol, bem como do futebol, o que é considerado um fator complicador para</p><p>que o crescimento seja mais significativo ainda.</p><p>A história do handebol é considerada recente em nosso país, principalmente</p><p>em comparação a outros esportes coletivos. Apesar disso, podemos perceber sua</p><p>ascensão, com um aumento vertiginoso em relação à sua prática em escolas e</p><p>clubes, além de sua consequente popularização na nossa sociedade (FRANKE,</p><p>15</p><p>2018).</p><p>De acordo com Almeida e Dechechi (2012) a prática do handebol no Brasil</p><p>teve início na década de 1930, devido a inúmeros imigrantes europeus, mais</p><p>precisamente, alemães, que se estabeleceram nas regiões sul e sudeste do Brasil, os</p><p>quais praticavam o handebol de campo. Um fato histórico marcante acerca do</p><p>handebol o Brasil foi a fundação da Federação Paulista de Handebol (FPH)</p><p>considerada pioneira da modalidade a ser instituída no país, em 1940, presidida na</p><p>época por Otto Schemelling.</p><p>É importante destacar que naquele período, jogava-se ainda o handebol de</p><p>campo. Entretanto, em 1954, disputou-se o Primeiro Torneio Aberto de Handebol de</p><p>Quadra no Brasil, organizado pela FPH – Federação Paulista de Handebol, sendo</p><p>realizado no Esporte Clube Pinheiros. A modalidade agradou tanto os praticantes</p><p>que a CBD, órgão que regia nacionalmente o desporto amador na época e foi</p><p>precursor do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), criou o departamento de handebol,</p><p>responsável pela organização de campeonatos em várias categorias no território</p><p>nacional, conforme mantém-se até os dias atuais (Confederação Brasileira de</p><p>Handebol, 2010)</p><p>Por muitos anos, a prática do handebol limitou-se ao estado de São Paulo, até</p><p>que um professor de origem francesa, chamado Augusto Listello, apresentou o</p><p>esporte (durante um encontro internacional para profissionais da área na cidade de</p><p>Santos) a outros professores que ministravam aulas em outros estados do Brasil, os</p><p>quais, por sua vez, introduziram o esporte em suas respectivas escolas e estados</p><p>(ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>De acordo com Tenroler (2004) e Franke (2018), outro importante</p><p>acontecimento que auxiliou na promoção do handebol no Brasil consistiu na sua</p><p>inclusão entre as modalidades que faziam parte dos Jogos Estudantis Brasileiros (JEB)</p><p>e dos Jogos Universitários Brasileiros (JUB). Isso se deu no ano de 1971 por uma</p><p>iniciativa do Ministério da Educação (MEC), o que culminou em uma maior</p><p>disseminação do handebol pelo país, com resultados positivos e títulos conquistados</p><p>por diferentes estados.</p><p>Almeida e Dechechi (2012) destacam que ainda na década de 1970, mais</p><p>precisamente em 1979, foi fundada a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb)</p><p>o que deu à modalidade um caráter de maior profissionalismo e a condição de</p><p>esporte, de fato, não estando restrita sua prática somente no âmbito</p><p>16</p><p>informal/amador. E então, em 1980, realizou-se na cidade de São Paulo, a primeira</p><p>edição da Taça Brasil de Clubes.</p><p>Em relação à participação da seleção brasileira em âmbito mundial, temos</p><p>os Jogos Olímpicos, competição considerada a mais importante de todas, na qual</p><p>o Brasil participou pela primeira vez em 1992 (Barcelona) com a seleção masculina</p><p>e ficou na 12ª colocação. Um fato importante a destacar é que a vaga da seleção</p><p>brasileira, e consequentemente sua participação nessa Olimpíada foi possível</p><p>somente pelo fato da seleção cubana, dona da vaga pan-americana naquele</p><p>momento, ter desistido de participar daquela edição dos Jogos. Em 1996, nas</p><p>Olimpíadas de Atlanta, o Brasil disputou a competição sob a mesma condição de</p><p>1992 (a desistência de Cuba) e ficou com 11ª colocação. Nos Jogos Pan-americanos</p><p>de Winnipeg, em 1999, o Brasil conquistou a medalha de prata com a seleção</p><p>masculina e a medalha de ouro com a seleção feminina. Esse resultado garantiu à</p><p>seleção brasileira feminina uma vaga para disputar sua primeira olimpíada, em</p><p>Sydney, em 2000, a qual terminou em oitavo lugar (ALMEIDA; DECHECHI 2012).</p><p>Portanto vemos que com o passar dos anos, o Brasil vem alcançando posições mais</p><p>representativas no cenário mundial, embora muito aquém do que obtém os países</p><p>europeus, onde se encontra a hegemonia da modalidade.</p><p>No continente americano, todavia, o Brasil estabeleceu hegemonia graças à</p><p>conquista da medalha de ouro com as seleções masculina e feminina no Pan de</p><p>Santo Domingo, em 2003, repetindo-se o feito no Pan do Rio de Janeiro em 2007. No</p><p>Campeonato Mundial Masculino Adulto, disputado em 2009 na Croácia, o Brasil</p><p>ficou em 21º lugar. No feminino, o Brasil foi o 15º colocado no Mundial da China,</p><p>também em 2009 (ALMEIDA; DECHECHI, 2012). Em 2010, o handebol brasileiro teve</p><p>um momento de destaque no cenário mundial quando obteve excelentes</p><p>resultados nos Jogos Olímpicos da Juventude em Singapura, conquistando a</p><p>medalha de bronze no feminino e a quarta colocação</p><p>perder a posse da bola.</p><p>Enfim, a dedicação às técnicas tanto defensivas quanto ofensivas por parte</p><p>do atleta, deve constar sempre nos treinamentos deste esporte, e ser desenvolvida</p><p>ao longo do processo, desde a iniciação. O atleta também deve estar preparado no</p><p>que tange aos aspectos táticos, físicos e psicológicos do jogo, para poder tomar a</p><p>melhor decisão acerca dos aspectos táticos, durante uma partida.</p><p>Os aspectos táticos estão intimamente inseridos no processo de ensino-</p><p>175</p><p>aprendizagem da modalidade, e cabe a cada professor/técnico encontrar a</p><p>metodologia mais assertiva que garante ao praticante o desenvolvimento das</p><p>habilidades táticas do jogo, além da técnica.</p><p>176</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. O basquete é constituído por duas equipes, com 5 jogadores em cada uma. De</p><p>acordo com Melhem (2004) o objetivo do jogo é arremessar a bola dentro da</p><p>cesta da equipe oponente e não permitir que os adversários detenham a posse e</p><p>o controle de bola ou marquem pontos. Analise as afirmações a seguir e assinale</p><p>a que melhor represente os fundamentos técnicos desta modalidade.</p><p>a) Drible, passe, condução e cabeceio.</p><p>b) Arremesso, rebote, manejo de bola e drible.</p><p>c) Rebote, condução, drible e cortada.</p><p>d) 3x3, arremesso, manejo de bola, salto.</p><p>e) 2x1x1, ataque, defesa e arremesso.</p><p>2. Os fundamentos técnicos podem ser resumidos no “como fazer”, e dependem de</p><p>uma série de atributos pessoais, como as capacidades físicas e as habilidades</p><p>motoras gerais e específicas que o praticante tem desenvolvidas, além de</p><p>aspectos cognitivos, fundamentais, para o entendimento do desporto. Portanto, a</p><p>técnica no Basquetebol é o elemento que viabiliza toda a concepção do jogo,</p><p>pois ela apoia à tática; é a execução dos movimentos através dos fundamentos</p><p>do jogo.</p><p>Neste sentido, analise a imagem a seguir e assinale a alternativa que apresente os</p><p>fundamentos técnicos envolvidos na ação desta jogada do basquetebol.</p><p>177</p><p>a) Recepção – manejo de bola – passe.</p><p>b) Manejo de bola – posição de ataque – deslocamento.</p><p>c) Controle de corpo – drible – deslocamentos.</p><p>d) Recepção – drible – bloqueio.</p><p>e) Passe – controle de corpo – condução de bola.</p><p>3. A recepção pode ser entendida como o primeiro controle que um jogador tem</p><p>sobre a bola em qualquer condição, como, por exemplo, após um rebote, um</p><p>arremesso, um passe ou na tentativa de salvá-la após um lance acidental em que</p><p>ela tome uma direção qualquer (RÍO, 2003 citado por GONÇALVES, 2019). Trata-</p><p>se de um fundamento técnico importante para a condução e/ou progressão de</p><p>uma jogada. Analise as afirmações a seguir e assinale a que represente as</p><p>características deste fundamento técnico.</p><p>a) Quando em movimento, demanda do jogador uma ótima noção espaço-</p><p>temporal de seu deslocamento e da bola que receberá do companheiro de</p><p>equipe.</p><p>b) Pode ser classificada em dois grupos principais: a recepção do tipo semiestatiza</p><p>e a recepção flutuante. Ambas podem ser usadas ao mesmo tempo durante uma</p><p>partida, dependendo do lance ou jogada a ser executada.</p><p>c) Quando efetuada com apenas uma das mãos permite ao jogador deslocar a</p><p>bola em uma posição vantajosa para realizar um arremesso rapidamente, e com</p><p>duas mãos, possibilita que os dribles sejam feitos de forma rápida, devido ao</p><p>controle.</p><p>d) Quanto à execução, a mão deve estar apoiada sobre a bola, com os dedos</p><p>apontando para a frente; tronco ligeiramente inclinado à frente, e pernas em</p><p>afastamento ântero-posterior.</p><p>e) No caso da recepção flutuante, o jogador deve se deslocar em velocidade ou</p><p>quando não sofre marcação, sendo que a bola é impulsionada à frente do corpo</p><p>e lateralmente, numa espécie de movimento ‘pendular’.</p><p>4. (IMA- 2015- Adaptada). São fundamentos do basquetebol:</p><p>I. Fintas: são os movimentos que os jogadores fazem com a bola, cujo objetivo é o</p><p>178</p><p>de enganar o adversário.</p><p>II. Jump: é um tipo de arremesso feito a partir de um salto. Isso ocorre para dificultar</p><p>que o marcador impeça o lance.</p><p>III. Rebotes: quando se erra um arremesso, há a oportunidade de reaver a bola para</p><p>sua equipe: isso é chamado de rebote.</p><p>IV.Bandeja: esse arremesso é executado correndo em direção à cesta.</p><p>A quantidade de assertivas corretas é:</p><p>a) 0</p><p>b) 1</p><p>c) 2</p><p>d) 3</p><p>e) 4</p><p>( ) (IFB - 2017). No basquetebol, a tática coletiva é expressa pelos sistemas de</p><p>ataque e defesa que são elaborados a partir de diversos aspectos, dentre eles</p><p>os sistemas utilizados pelas equipes, as peculiaridades de uma determinada</p><p>equipe, as situações momentâneas do jogo, dentre outras (ROSE JÙNIOR, 2006).</p><p>Em relação a estes aspectos, é INCORRETO afirmar que:</p><p>a) Um dos sistemas de ataque é o ataque posicionado que ocorre quando a defesa</p><p>está toda estabelecida na sua quadra defensiva e exige ações individuais e</p><p>criativas dos atacantes em detrimento de uma maior organização tática do</p><p>ataque.</p><p>b) O sistema de defesa por zona caracteriza-se pela marcação de setores da</p><p>quadra, dependendo da movimentação da bola, sendo que as coberturas dos</p><p>espaços criados pela movimentação do ataque e movimentação dos defensores</p><p>devem ser uma constante.</p><p>c) O sistema de defesa individual caracteriza-se pela marcação de cada atacante</p><p>por um defensor, procurando equiparar as características físicas e técnicas desses</p><p>jogadores.</p><p>d) O contra-ataque é uma ação ofensiva executada em velocidade que procura</p><p>aproveitar situações de superioridade numérica do ataque em relação à defesa,</p><p>179</p><p>para tentar um arremesso rápido e próximo à cesta.</p><p>e) Nas ações de um contra um, o defensor deve tentar provocar o erro do atacante,</p><p>através de suas habilidades defensivas, dificultando a recepção da bola, e, caso</p><p>o atacante já estiver com a bola, tentar conduzi-lo para regiões da quadra onde</p><p>sua ação seja dificultada, como os cantos e laterais.</p><p>6. O arremesso é um fundamento de ataque com a bola, com objetivo de fazer a</p><p>cesta. Essa ação é dependente da posição do aluno/jogador na quadra, do</p><p>oponente mais próximo e da sua velocidade no deslocamento. Os arremessos</p><p>mais utilizados são: a bandeja, o arremesso com uma das mãos, jump e o gancho.</p><p>Em relação ao arremesso com uma das mãos,</p><p>I. É realizado quando o atacante estiver em deslocamento a qualquer distância da</p><p>cesta.</p><p>II. Possui características similares ao arremesso do tipo “jump”.</p><p>III. Devido a sua complexidade, não deve ser estimulado o seu ensino na fase de</p><p>iniciação esportiva.</p><p>IV.Tipo de arremesso empregado nos “lances livres”.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II, apenas.</p><p>c) III, apenas.</p><p>d) I, II e IV, apenas.</p><p>e) I, III e IV, apenas.</p><p>7. De acordo com De Rose Jr., e Tricoli (2010) os conteúdos técnico-táticos podem</p><p>ser divididos entre: técnicas ou fundamentos de defesa (posição defensiva;</p><p>deslocamentos na posição defensiva; rebote de defesa), técnicos ou</p><p>fundamentos de ataque (drible; passes; arremessos; rebote de ataque), controle</p><p>do corpo, táticas individuais de ataque e defesa (condutas possíveis dentro da</p><p>estrutura funcional 1x1), táticas grupais de ataque (servir e ir; bloqueio direto;</p><p>180</p><p>bloqueio indireto) táticas grupais de defesa (ajudas; trocas de marcação; saídas</p><p>do bloqueio), táticas coletivos de ataque e defesa (sistemas de ataque e defesa).</p><p>A partir do excerto acima, e considerando seus conhecimentos sobre o tema,</p><p>avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. No basquete, o conhecimento dos fundamentos técnicos e táticos devem ser</p><p>aprimorados desde a fase de iniciação na modalidade, passando pelos</p><p>fundamentos executados em ações individuais, ou em grupo/coletivo, em</p><p>situações de ataque ou defesa.</p><p>PORQUE</p><p>II. Ambas, técnica e tática, formam a base de qualquer modalidade esportiva, e</p><p>devem, portanto, serem desenvolvidas e aprimoradas simultaneamente, já que</p><p>estão presentes em diversas situações do jogo, especialmente na elaboração de</p><p>jogadas, sejam elas de ataque ou defesa, e quanto mais eficaz a sua execução</p><p>maiores serão as chances de êxito da equipe.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>a) As asserções</p><p>I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da</p><p>I.</p><p>b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>e) As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>8. No basquete, um dos aspectos a ser considerado é a tática, que surge como uma</p><p>forma de facilitar que os objetivos do jogo sejam alcançados por meio da</p><p>utilização da soma das capacidades e habilidades individuais e coletivas dos</p><p>jogadores, conforme descreve Oliveira (2019). Dentre os princípios básicos</p><p>necessários na elaboração de um sistema tático temos:</p><p>a) A organização; cuja principal função é identificar as melhores condições para que</p><p>os atacantes estejam aptos a realizar as cestas.</p><p>181</p><p>b) A movimentação ordenada; necessária nos lances de arremesso e rebote, em que</p><p>os jogadores permanecem atentos à “sobra de bola”.</p><p>c) O equilíbrio defensivo; que está atrelada à capacidade de organização da</p><p>equipe, em que os atacantes contribuem com a marcação, e recomposição em</p><p>quadra.</p><p>d) O sistema de jogo, necessário para que a equipe continue suas movimentações</p><p>durante todo o jogo, permitindo ações táticas ofensivas planejadas e ordenadas.</p><p>e) A continuidade; que se refere às marcações implementadas pela equipe, e os</p><p>sucessivos contra-ataques organizados de forma coordenada entre os jogadores.</p><p>182</p><p>REGULAMENTAÇÃO BÁSICA DO</p><p>BASQUETEBOL: NOÇÕES DAS</p><p>REGRAS BÁSICAS E ARBITRAGEM</p><p>DO JOGO DE BASQUETEBOL</p><p>As regras em todos os esportes são estabelecidas com o intuito de buscar uma</p><p>disputa mais justa entre as equipes, bem como um ambiente de boa esportividade.</p><p>No basquete, assim como em qualquer oura modalidade esportiva, é de vital</p><p>importância que todos os jogadores que queiram participar, obtenham os recursos</p><p>que precisam para aprender e aderir às regras.</p><p>10.1 NOÇÕES DAS REGRAS BÁSICAS E ARBITRAGEM DO JOGO DE</p><p>BASQUETEBOL</p><p>As regras que serão apresentadas a seguir são as aplicadas nas principais ligas</p><p>do mundo, e apesar de sua importância, que legitima o esporte/modalidade,</p><p>enquanto prática formal, entende-se as diferentes possibilidades de adaptação que</p><p>podem surgir, sobretudo na iniciação esportiva, em que os jogos pré-desportivos e/ou</p><p>adaptados ganham um destaque considerável, é necessária uma flexibilização das</p><p>regras oficiais, mantendo-se, entretanto, o seu ensino, mesmo que de forma menos</p><p>rígida, quando vemos na formação de atletas.</p><p>Portanto, os objetivos e finalidades da prática orientarão o caráter de</p><p>rigidez/formalidade aplicados ao jogo, que de um forma ou outra terá sempre a base</p><p>apoiada em algum tipo de regra que permita a prática dessa modalidade de forma</p><p>mais justa, ética e apoiada em princípios morais que devem reger os esportes.</p><p>Objetivo de jogo, quadra e tempo</p><p>No basquete, o objetivo principal é fazer cestas, e isto ocorre quando a bola</p><p>atravessa o interior de um aro localizado em uma tabela a uma altura de 3,05 m do</p><p>solo, convertendo, assim, pontos para a equipe que alcançou tal feito. De fato,</p><p>vence a partida, a equipe que conseguir marcar o maior número de pontos possível,</p><p>evitando que a equipe adversária faça o mesmo. Cada equipe é composta por</p><p>cinco jogadores titulares e até sete reservas.</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>183</p><p>Em relação à área de jogo, no basquete, a quadra oficial de basquete possui</p><p>várias demarcações que delimitam os espaços a serem ocupados pelos jogadores.</p><p>O garrafão ou área restritiva (retângulo em laranja) é uma zona em que os atacantes</p><p>não podem permanecer por mais de 3 segundos. A extremidade do garrafão oposta</p><p>à cesta marca o local onde os jogadores realizam o lance livre. A linha que circunda</p><p>o lance livre é utilizada para restringir o acesso de jogadores ao seu interior durante</p><p>a realização de um lance livre por algum jogador. O semicírculo maior (linha de três</p><p>pontos) reflete o valor dos pontos durante os arremessos. Em seu interior, os arremessos</p><p>convertidos valem 2 pontos. Em seu exterior, os arremessos convertidos valem 3</p><p>pontos. O círculo central limita o acesso aos jogadores que não fazem parte da</p><p>disputa de bola ao ar, ao início do jogo. A Figura 7 mostra algumas dessas</p><p>características da quadra de basquete.</p><p>Figura 7: Dimensões oficiais da quadra de jogo</p><p>Fonte: Regras Oficiais CBB (2018, p. 7)</p><p>De modo geral, os arremessos nos lances livres valem 1 ponto e, dentro da área</p><p>limitada pela linha de 3 pontos, os arremessos convertidos valem 2 pontos. No seu</p><p>exterior, como o nome sugere, valem 3 pontos. Ainda que o campo de jogo oficial</p><p>seja em um retângulo de 28 m x 15 m, algumas competições não oficiais podem</p><p>apresentar quadras que variam o seu comprimento entre 22 m e 28 m e a largura</p><p>184</p><p>entre 13 m a 15 m (CBB, 2018).</p><p>O início do jogo assume formas diversas, seja a partir de cara e coroa, disputas</p><p>de par ou ímpar ou com a equipe que acertar o primeiro lance livre. O tempo de</p><p>jogo oficial estabelecido pela FIBA é de 40 minutos, divididos em 4 tempos de 10</p><p>minutos. Em caso de empate, as equipes jogam duas prorrogações de 5 minutos até</p><p>que uma das equipes vença. Em competições não oficiais, como as escolares, é</p><p>comum que o jogo dure menos, muitas vezes em 2 períodos de 10 minutos,</p><p>possibilitando que uma maior quantidade de times e jogadores possam experimentar</p><p>o esporte e as competições não se tornem demasiadamente longas (GONÇALVES e</p><p>ROMÃO, 2019).</p><p>Início e Desenvolvimento do jogo</p><p>De acordo com CBB (2018) o jogo de basquete é iniciado com a bola sendo</p><p>lançada ao ar pelo árbitro, no centro da quadra, entre dois jogadores, um de cada</p><p>equipe. Os atletas que disputarão o lance devem tentar tapear a bola quando ela</p><p>estiver em trajetória descendente. O restante dos jogadores deve permanecer fora</p><p>do círculo central da quadra. Após o lance inicial, o jogador com a posse da bola</p><p>pode efetuar o drible, passar ou arremessar a bola.</p><p>Os jogadores podem movimentar-se pela quadra livremente sem a bola. Com</p><p>a bola em suas mãos, podem permanecer na posição em que estão ou efetuando</p><p>até dois passos por até 5 segundos, tendo que passá-la, arremessá-la ou driblar o</p><p>adversário. Efetuando o drible, o atleta pode mover-se com a bola sem que haja um</p><p>limite definido de passos.</p><p>De acordo com CBB (2018) o jogo é desenvolvido entre as quatro linhas das</p><p>185</p><p>extremidades da quadra. É importante destacar que essas linhas não fazem parte do</p><p>campo de jogo. Ou seja, se a bola toca as linhas laterais ou finais, ela é considerada</p><p>fora de jogo. O mesmo ocorre quando a bola toca o solo além dessas linhas.</p><p>Do mesmo modo, o jogador de posse da bola não pode pisar nas linhas das</p><p>extremidades ou além delas. Enquanto a bola estiver no ar, ainda que tenha</p><p>ultrapassado a distância demarcada pelas linhas laterais ou finais, a bola é</p><p>considerada em jogo. Caso dois jogadores agarrem a bola simultaneamente (bola</p><p>presa), não havendo a possibilidade de definir a sua posse, a bola é lançada ao ar</p><p>pelo árbitro no círculo mais próximo de onde a bola presa ocorreu. Além disso, os</p><p>jogadores podem ser substituídos em qualquer momento do jogo; no entanto,</p><p>apenas quando o jogo estiver interrompido (bola morta), conforme descreve</p><p>Gonçalves e Romão (2019).</p><p>Faltas</p><p>De acordo com CBB (2018) citado por Gonçalves e Romão (2019) o basquete</p><p>é um jogo bastante dinâmico e com diversas corridas e saltos que resultam no</p><p>contato direto dos jogadores. Assim, quando um jogador encosta de forma não</p><p>proposital em um adversário, o lance geralmente é interpretado como uma jogada</p><p>normal. No entanto, é vedado agarrar, empurrar ou impedir os movimentos de um</p><p>jogador adversário utilizando-se de braços ou pernas. Quando uma falta ocorre sobre</p><p>um jogador que não está realizando o ato de arremesso, o jogo é paralisado e</p><p>recomeça na linha mais próxima do local onde a falta ocorreu, seja na linha lateral</p><p>ou linha final (exceto diretamente atrás</p><p>da tabela). Quando a falta ocorre sobre um</p><p>jogador que está efetuando um arremesso, são concedidos lances livres de acordo</p><p>com as seguintes situações:</p><p> Se a cesta for convertida, a sua pontuação será válida e o jogador que sofreu</p><p>a falta tem direito a um lance livre, podendo somar mais um ponto para a sua</p><p>equipe.</p><p> Se a cesta não foi convertida, o jogador que sofreu a falta tem direito a efetuar</p><p>dois ou três lances livres, conforme o local em que a falta foi realizada (dentro</p><p>ou fora do semicírculo da linha de 3 pontos). Cada lance livre vale 1 ponto, de</p><p>modo que o jogador pode somar até 3 pontos ao final dos arremessos.</p><p>Gonçalves e Romão (2019) em sua obra, descreve a regulamentação do</p><p>basquetebol divididos em duas modalidades: o basquete 3x3; e o basquete formal</p><p>(regido pelas regras da FIBA – Federação Internacional de Basketball.</p><p>186</p><p>As regras do basquete 3x3</p><p>Mesmo pouco difundido como esporte oficial, o basquete 3x3 tem mais de</p><p>50.000 jogadores registrados pela FIBA (Federação Internacional de Basquete), e em</p><p>torno de 250 milhões de adeptos por quadras ao redor do mundo, fato que a</p><p>transformou em uma das mais novas modalidades olímpicas, incluídas no quadro de</p><p>modalidades, para as Olimpíadas de Tóquio (2020), que ocorreram no ano de 2021,</p><p>devido à pandemia da COVID-19.</p><p>A modalidade, muito popular pela acessibilidade (já que em seu formado</p><p>amador pode ser jogada em praticamente qualquer quadra com uma cesta),</p><p>começou a se tornar profissional no final da década de 80.</p><p>Como o nome sugere, no 3x3 cada equipe é composta por três jogadores em</p><p>quadra, mais um substituto. O jogo é disputado em uma área menor (15 m x 11 m)</p><p>que funciona como metade da quadra padrão, com uma só cesta, mantendo as</p><p>marcações originais. As regras, no entanto, mudam: o que em um jogo normal é uma</p><p>bola que vale três pontos, no 3x3 são pontuados dois. Ganha a equipe que marcar</p><p>21 pontos primeiro ou a que estiver com maior número de cestas feitas ao final de 10</p><p>minutos. As faltas, o drible e as possibilidades de se deslocar são praticamente as</p><p>mesmas do basquete formal (FIBA, 2016).</p><p>Cada uma possui 12 segundos para executar suas jogadas e marcar sua</p><p>pontuação, que pode variar entre lances de dois pontos (atrás da linha demarcada),</p><p>e um ponto (dentro da linha ou lances livres, semelhantes ao do basquete</p><p>convencional). Em caso de empate, a disputa vai para uma prorrogação, onde a</p><p>primeira equipe a marcar dois pontos é a vencedora.</p><p>Por se tratar de apenas uma tabela, as equipes, após recuperarem a bola no</p><p>interior da linha demarcatória, devem fazer com que ela chegue até o seu exterior</p><p>antes de fazer uma nova investida de ataque em direção à cesta (NAE, 2014 citado</p><p>por GONÇALVES e ROMÃO, 2019).</p><p>Os pontos também mudam: aqueles realizados dentro da linha demarcatória</p><p>valem apenas um ponto e as cestas realizadas em seu exterior valem dois pontos.</p><p>No Brasil, a ANB 3x3 (Associação Nacional de Basquete 3×3) é a maior</p><p>organizadora de torneios oficiais da modalidade. Três campeonatos oficiais da</p><p>organização classificam para as etapas do FIBA 3x3 World Tour, o Mundial do esporte.</p><p>O primeiro evento teste de 3x3 organizado pela FIBA aconteceu em 2007, durante os</p><p>Asian Indoor Games (Jogos Asiáticos em Local Coberto, na tradução livre), em</p><p>187</p><p>Macau, na China. Vale ressaltar que a FIBA permite que atletas profissionais do</p><p>basquete convencional participem dos torneios de 3x3, ainda que nenhuma grande</p><p>estrela tenha participado até o momento.</p><p>As regras são feitas para tornar o jogo mais rápido e empolgante. A atmosfera</p><p>com muita música e cultura urbana ajuda a atrair o público jovem. O 3x3 é a</p><p>oportunidade para novos jogadores, organizadores e países levarem o basquete das</p><p>ruas para o “Palco Mundo” (CBB, 2020).</p><p>Você verá a seguir, as principais regras que regem os principais campeonatos</p><p>nacionais e internacionais do basquete formal, praticado por 5 jogadores em cada</p><p>equipe (em quadra) e que possui um grande número de adeptos ao redor do mundo,</p><p>com destaque ao basquetebol norte-americano, considerado o mais “poderoso” do</p><p>mundo, tendo a liga cuja representatividade expande fronteiras, a National</p><p>Basketball Association (em inglês) mais conhecida como NBA.</p><p>Por outro lado, é importante ressaltar que as ligas possuem algumas</p><p>particularidades em suas regras, consideradas oficiais, e que diferem, como por</p><p>exemplo: o tempo de jogo para partidas oficiais no Brasil, homologadas pelo NBB –</p><p>Novo Basquete Brasil, é de 4 tempos (quartos) de 10 minutos cada, enquanto na NBA,</p><p>este tempo sobe para 12 minutos em cada quarto, mantendo-se o total de 04.</p><p>As regras do jogo formal</p><p>De acordo com Gonçalves e Romão (2019) as regras promulgadas por essas</p><p>instituições devem ser adotadas por todos os jogos e equipes que participam de seus</p><p>torneios. A começar, o jogo só tem seu início com a presença de alguns</p><p>equipamentos obrigatórios:</p><p> tabelas e respectivos suportes;</p><p> bolas de basquete;</p><p> cronômetro de jogo;</p><p>188</p><p> placar;</p><p> relógio de 24 segundos;</p><p> cronômetro ou dispositivo adequado (visível), e que não seja o cronômetro de</p><p>jogo, para cronometrar os tempos debitados;</p><p> 2 sinais sonoros independentes, altos e claramente distintos, um para o</p><p>operador do relógio de 24 segundos e outro para o cronometrista;</p><p> súmula de jogo;</p><p> marcadores de faltas de jogadores;</p><p> marcadores de faltas de equipe;</p><p> seta de posse alternada;</p><p> piso de jogo;</p><p> quadra de jogo;</p><p> iluminação adequada.</p><p>Esses itens são fundamentais para que o jogo se desenvolva em alto nível, e</p><p>para que todas as marcações de infrações sejam devidamente sinalizadas pelos</p><p>árbitros, cronometristas e anotadores (GONÇALVES e ROMÃO, 2019).</p><p>Você verá a seguir um resumo das principais regras oficiais do basquete,</p><p>regulamentadas pela CBB (versão 2018) e adaptadas por Gonçalves e Romão (2019),</p><p>incluindo as sinalizações executadas pelos árbitros e seus respectivos significados e a</p><p>súmula (modelo) utilizada em partidas oficiais da modalidade.</p><p>Equipes</p><p>Os membros da equipe só são autorizados a entrar em quadra quando seus</p><p>nomes estão devidamente relacionados na súmula do jogo. As equipes podem ser</p><p>compostas por até 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico e até sete</p><p>acompanhantes da equipe (gerente, médico, fisioterapeuta, estatístico, intérprete,</p><p>etc.). Os uniformes dos jogadores devem ser iguais, variando apenas a sua</p><p>numeração, que pode ser representada pelos números 0 e 00 e entre 1 e 99.</p><p>Regulamentos de jogo</p><p>O tempo regulamentar de jogo é de 40 minutos, divididos em quatro tempos.</p><p>Entre o primeiro e o segundo tempo e entre o terceiro e quarto tempo, o intervalo é</p><p>de dois minutos. No meio tempo da partida, o intervalo é de 15 minutos. O início do</p><p>jogo começa quando o árbitro lança a bola ao alto e ela atinge o ponto máximo de</p><p>altura, podendo ser disputada pelos jogadores. Os inícios dos outros tempos ocorrem</p><p>a partir da reposição lateral.</p><p>189</p><p>Violações</p><p>As violações são as infrações às regras de jogo sem que haja o contato</p><p>corporal irregular entre adversários. A equipe que pratica uma violação sofre uma</p><p>penalidade em que a bola será concedida aos adversários para uma reposição nas</p><p>linhas extremas da quadra, no local mais próximo à infração, exceto diretamente</p><p>atrás da tabela. O Quadro 2 mostra as violações que caracterizam o basquete</p><p>formal.</p><p>Quadro 4: Violações do basquete formal</p><p>Situação Descrição</p><p>Jogador fora da quadra e bola</p><p>fora da quadra</p><p>Um jogador está fora da quadra quando</p><p>qualquer parte do seu corpo está em contato</p><p>com o piso, ou qualquer outro objeto que não seja</p><p>um jogador em cima, sobre ou fora da linha</p><p>limítrofe. A bola está fora da quadra quando ela</p><p>toca: um jogador ou qualquer outra pessoa que</p><p>está fora da quadra; o piso ou qualquer outro</p><p>objeto em cima, sobre ou fora da linha limítrofe; ou</p><p>o suporte da tabela, a parte posterior da tabela</p><p>ou qualquer objeto acima da quadra de jogo.</p><p>Drible</p><p>Um jogador não deverá driblar pela segunda vez,</p><p>após seu primeiro drible ter terminado,</p><p>falta</p><p>antidesportiva e 1 falta</p><p>técnica.</p><p>Falta</p><p>desqualificante</p><p>Uma falta desqualificante é um</p><p>comportamento antidesportivo</p><p>flagrante de um jogador,</p><p>substituto,</p><p>técnico, assistente técnico ou</p><p>acompanhante de equipe.</p><p>Lance(s) livre(s) será(ão)</p><p>concedido(s):</p><p>A qualquer adversário,</p><p>como designado pelo seu</p><p>técnico, no caso de uma</p><p>falta sem contato.</p><p>Ao jogador que sofreu a</p><p>falta, no caso de uma</p><p>falta com contato.</p><p>Seguido por:</p><p>Uma reposição no</p><p>prolongamento da linha</p><p>central estendida, do</p><p>lado oposto da mesa de</p><p>controle.</p><p>Uma bola ao alto no</p><p>círculo central para iniciar</p><p>o primeiro período.</p><p>O número de lances livres</p><p>será concedido, como</p><p>segue:</p><p>Se a falta for sem</p><p>contato: 2 lances livres.</p><p>Se a falta for cometida</p><p>em</p><p>um jogador que não está</p><p>em ato de arremesso: 2</p><p>lances livres.</p><p>Se a falta for cometida</p><p>em</p><p>um jogador que está no</p><p>ato de arremesso: a</p><p>cesta, se convertida,</p><p>deverá contar e, em</p><p>acréscimo, 1 lance livre.</p><p>194</p><p>Se a falta for cometida</p><p>um jogador em ato de</p><p>arremesso e a cesta não</p><p>for convertida: 2 ou 3</p><p>lances livres.</p><p>Briga</p><p>Briga é uma interação física</p><p>entre 2 ou mais adversários</p><p>(jogadores e membros de</p><p>equipe).</p><p>Independentemente do</p><p>número de membros de</p><p>equipe (técnicos,</p><p>assistentes</p><p>técnicos, substitutos,</p><p>jogadores excluídos ou</p><p>acompanhantes de</p><p>equipe) desqualificados</p><p>por deixarem a área de</p><p>banco, uma única falta</p><p>técnica (“B”) será</p><p>registrada contra o</p><p>técnico.</p><p>Se os membros (técnicos,</p><p>assistentes técnicos,</p><p>substitutos, jogadores</p><p>excluídos ou</p><p>acompanhantes de</p><p>equipe)</p><p>de ambas as equipes</p><p>forem</p><p>desqualificados sob este</p><p>artigo e não existirem</p><p>outras</p><p>penalidades de faltas</p><p>restantes para</p><p>administrar, o jogo deverá</p><p>continuar como segue:</p><p>Se, aproximadamente,</p><p>ao mesmo tempo que a</p><p>partida foi paralisada por</p><p>causa da briga:</p><p>Uma cesta válida é</p><p>convertida, a bola deverá</p><p>ser</p><p>concedida à equipe que</p><p>não</p><p>marcou os pontos para</p><p>uma</p><p>reposição em qualquer</p><p>lugar</p><p>da linha final.</p><p>Uma equipe tinha o</p><p>controle da bola ou tinha</p><p>o direito a ela, a bola</p><p>deverá ser concedida</p><p>para esta equipe para</p><p>uma reposição no</p><p>prolongamento da linha</p><p>195</p><p>central estendida, do</p><p>lado oposto da mesa de</p><p>controle.</p><p>Nenhuma das equipes</p><p>tinha o controle da bola,</p><p>nem tinha direito a ela,</p><p>uma situação de bola ao</p><p>alto ocorre.</p><p>Fonte: Gonçalves e Romão (2019, p. 16 a 20) Adaptado de CBB (2017)</p><p>Arbitragem no basquetebol</p><p>Os sinais manuais ilustrados a seguir são os únicos sinais oficiais válidos, de</p><p>acordo com a CBB (2020).</p><p>De acordo com a regra 8, em seu artigo 45 (CBB, 2020) em uma partida oficial</p><p>de basquetebol, os árbitros serão um árbitro principal, além de 01 ou 02 fiscais. Eles</p><p>serão auxiliados pelos oficiais de mesa e por um comissário, se presente. Os oficiais</p><p>de mesa serão um apontador, um assistente de apontador, um cronometrista e um</p><p>operador de 24 segundos. O comissário deverá sentar entre o apontador e o</p><p>cronometrista. Sua função principal durante o jogo é supervisionar o trabalho dos</p><p>oficiais de mesa, e auxiliar o árbitro principal e o(s) fiscal(is) no bom andamento da</p><p>partida. Os árbitros de uma determinada partida não devem ter qualquer tipo de</p><p>ligação com nenhuma das equipes na quadra de jogo.</p><p>Ainda de acordo com CBB (2020), os árbitros, os oficiais de mesa e o comissário</p><p>deverão conduzir a partida de acordo com estas regras e não tem autoridade para</p><p>mudá-las. O uniforme dos árbitros consistirá de camisetas de árbitros, calças</p><p>compridas pretas, meias pretas e tênis preto de basquetebol. E por fim, os árbitros e</p><p>os oficiais de mesa deverão estar uniformemente vestidos.</p><p>A seguir você verá os sinais oficiais realizados pela equipe de arbitragem.</p><p>196</p><p>Figura 8: Sinais oficiais realizados pelos árbitros no basquetebol</p><p>197</p><p>198</p><p>199</p><p>200</p><p>201</p><p>202</p><p>Fonte: Regras Oficiais CBB (2020, p.62-69)</p><p>As regras aqui apresentadas são aquelas consideradas básicas para</p><p>compreender ou desenvolver uma partida desse esporte.</p><p>Atualmente, as regras apresentadas pela FIBA são oito, mas, ainda que o</p><p>número total de regras tenha diminuído (em sua primeira formatação eram 13), o</p><p>formato atual se desmembra em 50 artigos, somados aos sinais de arbitragem,</p><p>203</p><p>normas de súmula, formas de protesto, entre outros elementos e situações que se</p><p>desenvolvem durante o jogo.</p><p>Gonçalves e Romão (2019) menciona que embora a regulamentação atual</p><p>tenha se distanciado e acrescentado muitos novos elementos ao basquete, suas</p><p>regras básicas são bastante simples, de modo que esse esporte pode ser</p><p>implementado e desenvolvido nos mais diversos locais, em caráter pré-desportivo ou</p><p>recreativo. Nesse sentido, ainda de acordo com o autor, conhecer todas as</p><p>possibilidades e características é fundamental para que o profissional de Educação</p><p>Física consiga promover o esporte e o bem-estar em qualquer espaço em que deseje</p><p>atuar.</p><p>204</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. As regras em todos os esportes são estabelecidas para garantir uma disputa justa</p><p>entre competidores e promover um ambiente de boa esportividade. No basquete,</p><p>assim como em qualquer oura modalidade esportiva, é de vital importância que</p><p>todos os jogadores que queiram participar, obtenham os recursos que precisam</p><p>para aprender e aderir às regras. Considerando a Regra 01, que trata do jogo em</p><p>si do basquete, analise as assertivas a seguir:</p><p>I. O basquetebol é jogado por 2 equipes de cinco 5 jogadores cada.</p><p>II. O jogo é conduzido pelos oficiais, oficiais de mesa e um comissário, se presente.</p><p>III. O objetivo do basquete é fazer com que a bola atravesse o interior de um aro</p><p>localizado em uma tabela a uma altura de 2,95 m do solo.</p><p>IV.O jogo é conduzido pelos oficiais, oficiais de mesa e um cronometrista, se presente.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) II, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) III e IV, apenas.</p><p>e) I, III e IV, apenas.</p><p>2. De acordo com Gonçalves (2019) as faltas são infrações às regras que estão</p><p>relacionadas ao contato pessoal ilegal com algum adversário ou a um</p><p>comportamento antidesportivo. As faltas podem ser classificadas em: pessoal,</p><p>dupla, técnica, antidesportiva, desqualificante ou briga. As faltas podem ser</p><p>punidas com perda da posse de bola ou com um ou mais lances livres.</p><p>Avalie as afirmações a seguir e assinale verdadeiro (V) ou falso (F).</p><p>( ) Falta dupla é uma situação em que dois ou mais adversários cometem faltas</p><p>pessoais, um contra o outro, aproximadamente ao mesmo tempo.</p><p>205</p><p>( ) Se uma falta técnica for cometida por um jogador, um arremesso livre deve ser</p><p>cobrado do local mais próximo a ocorrência desta falta, contando como falta</p><p>somente do jogador, e não da equipe (cumulativa).</p><p>( ) Uma falta antidesportiva ocorre quando há contato excessivo causado por um</p><p>jogador em um esforço para jogar a bola ou um adversário.</p><p>( ) Uma falta desqualificante é um comportamento antidesportivo flagrante de um</p><p>jogador, substituto, técnico, assistente técnico ou acompanhante de equipe.</p><p>( ) Se a falta for cometida em um jogador que não está no ato de arremesso, o jogo</p><p>será reiniciado com uma reposição pela equipe não infratora no local mais</p><p>próximo da infração.</p><p>A sequência correta, de cima para baixo, é:</p><p>a) V- F- F-V- V.</p><p>b) F- V- F- F- F.</p><p>c) F- V- F- F- V.</p><p>d) V- V- F- V- F.</p><p>e) F- F- V- V- V.</p><p>3. Mesmo pouco difundido como esporte oficial, o basquete 3x3 tem mais de 50.000</p><p>jogadores registrados pela FIBA (Federação Internacional de Basquete), e em</p><p>torno de 250 milhões de adeptos por quadras ao redor do mundo, fato que a</p><p>transformou em uma das mais novas modalidades olímpicas.</p><p>Neste sentido, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. No basquete 3x3, a quantidade de jogadores em quadra é menor, se comparada</p><p>ao basquete convencional. Neste caso, limitando-se a 3 jogadores em cada</p><p>equipe, atuando como titulares e 1 reserva para cada lado.</p><p>PORQUE</p><p>II. O jogo é disputado em uma área menor (15 m x 11 m) que funciona como</p><p>metade da quadra padrão, com uma só cesta, mantendo as marcações</p><p>originais, permitindo desta forma, a fluidez e dinâmica de jogo.</p><p>206</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção</p><p>correta:</p><p>a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da</p><p>I.</p><p>b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>e) As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>4. (EDUCA - 2019). O basquete, ou basquetebol, é um jogo de origem norte-</p><p>americana do século XIX. Pode ser jogado tanto em quadras abertas quanto</p><p>fechadas e, embora seja um esporte praticado por homens em sua maioria,</p><p>também é jogado por mulheres até mesmo em grandes torneios esportivos.</p><p>Geralmente é disputado por duas equipes, cada uma com 5 jogadores. São</p><p>consideradas regras do basquete:</p><p>I. Cada partida tem duração de 40 minutos (na NBA são 48 minutos), sendo dividida</p><p>em quatro tempos de 10 minutos (na NBA são 4 tempos de 12 minutos). Em caso</p><p>de empates ao final do jogo, são permitidas prorrogações de 5 minutos.</p><p>II. A partida é supervisionada por quatro árbitros.</p><p>III. O jogo começa quando um dos árbitros lança a bola para cima. A bola será,</p><p>então, disputada pelos jogadores que se encontram no círculo central a partir do</p><p>momento em que ela atingir o ponto mais alto de sua trajetória.</p><p>IV.O manejo da bola deve ser feito somente com as mãos. É proibido, entretanto,</p><p>caminhar com ela em mãos por mais de dois passos. Deslocamentos maiores com</p><p>a bola devem ser feitos quicando-a continuamente.</p><p>V. A cesta é feita quando a bola atravessa o cesto adversário. Cada cesta de</p><p>campo vale 2 pontos. Quando é feita antes da linha dos 3 pontos, vale,</p><p>obviamente, 3 pontos. Por fim, um cesto de lance livre tem o valor de 1 ponto.</p><p>VI.É permitido a um jogador cometer no máximo 7 faltas (na NBA são 5 faltas). A</p><p>partir disso, ele será eliminado da partida em questão.</p><p>Estão CORRETAS as alternativas:</p><p>207</p><p>a) I, II e III, apenas.</p><p>b) I, II, V e VI, apenas.</p><p>c) I, III, IV e V, apenas.</p><p>d) III, IV, V e VI, apenas.</p><p>e) I, II, III, IV, V e V.</p><p>( ) A Regra 02 trata da Quadra de Jogo e Equipamentos. O objetivo de cada</p><p>equipe é marcar o maior número de pontos possível, evitando que a equipe</p><p>adversária faça o mesmo. Uma quadra oficial de basquete segue padrões de</p><p>comprimento e largura, assim como de altura das tabelas e cestas. Observe a</p><p>imagem abaixo (quadra oficial) e analise as assertivas a seguir:</p><p>I. A quadra de jogo terá uma superfície rígida, plana, livre de obstruções com</p><p>dimensões de 25 m de comprimento por 12 m de largura, medidos desde a</p><p>margem interna da linha limítrofe.</p><p>II. A quadra de ataque de uma equipe consiste da cesta dos adversários, a parte</p><p>interna da tabela e a parte da quadra de jogo limitada pela linha final atrás da</p><p>sua própria cesta, as linhas laterais e a margem interna da linha central mais</p><p>próxima da própria cesta.</p><p>208</p><p>III. A quadra de defesa de uma equipe consiste na cesta da própria equipe, na parte</p><p>interna da tabela e a parte da quadra de jogo limitada pela linha final atrás da</p><p>sua própria cesta, as linhas laterais e a linha central.</p><p>IV.A quadra, geralmente, é composta por duas cestas suspensas, presas a tabelas</p><p>que se encontram a 2,95 m do solo.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) II e III apenas.</p><p>d) II e IV, apenas.</p><p>e) I, III e IV, apenas.</p><p>6. (DES IFSUL – 2012- Adaptada). Sobre as regras do basquetebol são feitas as</p><p>seguintes afirmativas:</p><p>I. Uma partida é jogada em quatro períodos de 12 minutos.</p><p>II. Apenas um substituto tem o direito de solicitar uma substituição.</p><p>III. Cada equipe terá o direito de pedir até dois tempos no primeiro tempo da partida</p><p>e até três pedidos de tempo no segundo tempo da partida.</p><p>IV.Após um arremesso à cesta, quando a bola está acima do nível do aro e um</p><p>jogador de defesa toca na bola, sempre acontecerá uma falta chamada</p><p>interferência no arremesso.</p><p>Estão corretas apenas as afirmativas:</p><p>a) I e III.</p><p>b) II e IV.</p><p>c) I e IV.</p><p>d) II e III.</p><p>e) III e IV.</p><p>209</p><p>7. “(...) De acordo com CBB (2018) o jogo de basquete inicia com a bola sendo</p><p>lançada ao ar pelo árbitro, no centro da quadra, entre dois jogadores de equipes</p><p>opostas. Os atletas que disputarão o lance devem tentar tapear a bola quando</p><p>ela estiver em trajetória descendente. O restante dos jogadores deve permanecer</p><p>fora do círculo central da quadra.</p><p>A partir do excerto acima, e considerando seus conhecimentos sobre o tema,</p><p>avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. Após o lance inicial, o jogador com a posse da bola pode realizar mais de dois</p><p>passos (dois apoios) com a bola em mão, e efetuar o drible, passar ou arremessar</p><p>a bola.</p><p>PORQUE</p><p>II. Cabe ao técnico definir sua equipe, e os sete jogadores que iniciarão a partida,</p><p>definindo os titulares e reservas, respeitando sempre as regras oficiais, dentre as</p><p>quais o manejo de bola.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da</p><p>I.</p><p>b) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>d) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>e) As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>8. Atualmente, o basquetebol é uma das modalidades presentes nos jogos olímpicos</p><p>e consideradas mais populares no mundo. Nas escolas, é um dos esportes mais</p><p>praticados nas aulas de educação física e tem crescido muito principalmente nos</p><p>países da América do Sul. Neste sentido, o basquetebol pode assumir diferentes</p><p>formas e/ou maneiras de pratica, desde as formais quanto as não-formais. Analise</p><p>as afirmações a seguir:</p><p>210</p><p>I. Em jogos de até 3 jogadores em cada equipe, é comum que o basquete seja</p><p>desenvolvido em apenas metade da quadra, com as duas equipes utilizando</p><p>uma mesma cesta.</p><p>II. Na prática forma, os arremessos nos lances livres valem 2 pontos e, dentro da área</p><p>limitada pela linha de 3 pontos, os arremessos convertidos valem 1 ponto.</p><p>III. O tempo de jogo oficial estabelecido pela FINA é de 40 minutos, divididos em 4</p><p>tempos de 12 minutos. Em caso de empate, as equipes jogam duas prorrogações</p><p>de 10 minutos até que uma das equipes vença.</p><p>IV.Na prática não-formal, como as escolares, é comum que o jogo dure menos,</p><p>muitas vezes em 2 períodos de 15 minutos, com intervalo de 5 minutos,</p><p>possibilitando que uma maior quantidade de times e jogadores possam</p><p>experimentar o esporte.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) IV, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) II, III e IV, apenas.</p><p>211</p><p>O BASQUETEBOL ADAPTADO</p><p>11.1 O BASQUETEBOL COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO SOCIAL</p><p>O esporte é reconhecido como um fenômeno social muito presente na</p><p>sociedade. Ele se manifesta de diferentes formas e pode ser aplicado com objetivos</p><p>diversos, com fins educativos, de lazer ou de alta performance, por exemplo.</p><p>Considerando a sua amplitude, costumeiramente é indicado como uma ferramenta</p><p>de inclusão social com grande potencial para contribuir na inserção de pessoas com</p><p>deficiência na sociedade.</p><p>Tratar do basquetebol em sua vertente inclusiva significa entender as</p><p>capacidades que essa modalidade esportiva possui de ir muito mais além que sua</p><p>prática formal. E aqui, vemos alguns princípios básicos que devem ser praticados</p><p>para que essa inclusão seja efetiva, em que o indivíduo seja respeitado, e sua</p><p>deficiência não seja uma barreira que impeça sua prática esportiva.</p><p>Gonçalves e Romão (2019) descrevem que para realmente existir a inclusão,</p><p>a pessoa com deficiência deve ser motivada a participar ativamente do convívio</p><p>social, como no trabalho e no esporte, por exemplo. Esses autores defendem que</p><p>adaptar as diferentes formas de convívio social e a busca pela solução de</p><p>problemas/necessidades tanto individuais quanto coletivas torna-se prioridade em</p><p>muitos momentos.</p><p>Cabe a nós, enquanto membros de uma sociedade,</p><p>estarmos abertos à</p><p>modificações que permitam o compartilhamento entre todas as pessoas, sem</p><p>distinções, de maneira que sejam reconhecidas como membros e produtos dessa</p><p>sociedade. A inclusão deve ser direcionada e compreendida pela essência da</p><p>diversidade, tendo em vista o senso de pertencimento e aceitação, bem como o</p><p>sentido de apoiar e ser apoiado, como elementos fundamentais para um ambiente</p><p>inclusivo (SHERRILL, 1993 citado por GONÇALVES e ROMÃO, 2019).</p><p>No âmbito legislativo, destaca-se dentre diversas Leis elaboradas, e em grande</p><p>parte fracassadas, a Lei 13.146, de 2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>212</p><p>(LBI) das PcDs, ou Estatuto da PcD, que constitui um documento fundamental e</p><p>provavelmente o mais importante para o reconhecimento e valorização dessa</p><p>população. Essa Lei trouxe diversas modificações no ordenamento jurídico em</p><p>relação ao tema, tendo como objetivo oferecer condições de igualdade quanto aos</p><p>direitos fundamentais, almejando o processo de inclusão social. A lei reafirma que a</p><p>cultura, o esporte e o lazer são direitos das PcDs e que o Estado tem a</p><p>responsabilidade de oferecer ambientes propícios para tal (BRASIL, 2015).</p><p>Em adição, é importante destacar que a Constituição de 1988, apresentou o</p><p>prenúncio de todo o desenvolvimento direcionado às políticas públicas e incentivo</p><p>à participação das pessoas com deficiência nas atividades esportivas comuns, o que</p><p>inclui toda forma de manifestação esportiva na sociedade, bem como todos os níveis</p><p>de disputa (BRASIL, 2015). De acordo ainda com a Constituição Brasileira de 1988,</p><p>ainda, devem assegurar que as pessoas com deficiência participem de atividades</p><p>esportivas e recreativas; tal participação deve acontecer em igualdade de</p><p>oportunidades com as demais pessoas. Além disso, as pessoas com deficiência</p><p>precisam ter amplo acesso aos serviços prestados por pessoas ou entidades</p><p>envolvidas na organização de atividades recreativas, turísticas, esportivas e de lazer.</p><p>E por fim, assegurar, também, que as pessoas com deficiência tenham acesso a</p><p>locais de eventos esportivos, recreativos e turísticos. As instalações precisam ser</p><p>adaptadas para que as pessoas com deficiência consigam se locomover com</p><p>autonomia, além de ter uma boa visão do espetáculo (BRASIL, 2015).</p><p>De maneira geral, o objetivo das autoridades públicas é oferecer condições</p><p>de igualdade para que a PcD se insira nos diversos contextos sociais, o que inclui</p><p>ambientes direcionados a práticas esportivas e de lazer, seja como ator principal ou</p><p>como espectador do espetáculo, e no caso da participação nos esportes,</p><p>independentemente do nível (educacional, lazer/participação ou rendimento), o de</p><p>oferecer condições ideais para que essa prática seja real, significativa e</p><p>transformadora na vida dessas pessoas.</p><p>Atrelado à inclusão, é importante destacar a popularização do desporto</p><p>paraolímpico, que possibilitou uma ascensão até então nunca antes vista, dos</p><p>esportes adaptados, neste caso, de performance. Adams et al. (1985, p. 217) citado</p><p>por Gonçalves e Romão (2019) descrevem: (...) “graças às atividades recreativas, os</p><p>deficientes físicos encontram a motivação necessária para participarem da</p><p>comunidade mais ampla, de produzir, de trabalhar e de assumir papéis de liderança</p><p>213</p><p>na comunidade”.</p><p>Neste sentido, o basquete em cadeira de rodas tem o objetivo de atender</p><p>crianças, adolescentes e adultos, dos sexos feminino e masculino, que tenham</p><p>interesse em aprender a modalidade, contribuindo, assim, para a inclusão social, a</p><p>partir do momento em que entende-se ser esta uma das ferramentas mais</p><p>importantes (basquete em cadeira de rodas) que podem desenvolver o indivíduo a</p><p>partir de uma concepção da ludicidade, por exemplo.</p><p>Figura 9: Prática do basquetebol em cadeira de rodas</p><p>Fonte: Disponível em: https://shutr.bz/3HVj5xW. Acesso em: 15 mar. 2021.</p><p>214</p><p>215</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. (IADES - 2014). Basquetebol em cadeira de rodas é um desporto praticado</p><p>principalmente por indivíduos com deficiências físicas. É fundamentado no</p><p>basquetebol convencional, mas com algumas adaptações para refletir a</p><p>presença da cadeira de rodas e para harmonizar os diferentes níveis de</p><p>deficiência dos jogadores. Acerca desse tema, assinale a alternativa CORRETA.</p><p>a) A altura da tabela é um metro abaixo do basquetebol convencional.</p><p>b) As cadeiras não são adaptadas nem padronizadas.</p><p>c) As dimensões da quadra são reduzidas, porém a altura da tabela é a mesma.</p><p>d) As dimensões da quadra e a altura da tabela são as mesmas do basquetebol</p><p>convencional.</p><p>e) A participação de pessoas sem deficiência no basquetebol adaptado é proibida.</p><p>2. O basquete convencional envolve uma sucessão de esforços vigorosos, realizados</p><p>em cadências variadas. Trata-se de uma movimentação diversa, entre corridas,</p><p>lançamentos e saltos. O basquete adaptado, em cadeira de rodas, representa</p><p>grande estímulo para os jogadores/atletas que o praticam, tendo em vista,</p><p>sobretudo, as possibilidades de superação e integração social. Com a ampliação</p><p>da visão democrática, o crescimento da adesão à inclusão social da pessoa com</p><p>deficiência vem se tornando cada vez mais emergente. Em relação ao</p><p>delineamento de corpo, bem como à pessoa com deficiência, o que é desejável</p><p>considerar?</p><p>a) Aceitar a essência da diversidade e promover adequações.</p><p>b) Ignorar percepções e atitudes próprias da pessoa com deficiência.</p><p>c) Dissociar satisfação e imagem de corpo da pessoa com deficiência.</p><p>d) Discriminar e destacar as diferenças individuais corporais.</p><p>e) Priorizar a imagem do corpo “ideal” padronizada socialmente.</p><p>3. Especificamente, a opção pela prática do basquete em cadeira de rodas,</p><p>considerando as pessoas com necessidades especiais, sinaliza vários motivos,</p><p>envolvendo várias situações (fatores internos e externos). Considerando as</p><p>216</p><p>alternativas a seguir, o que pode ser sinalizado como um fator de destaque tendo</p><p>em vista os benefícios da prática do basquete em cadeira de rodas?</p><p>a) Melhora das habilidades motoras.</p><p>b) Melhora na ocupação do tempo livre.</p><p>c) Melhora em relação à deficiência.</p><p>d) Melhora das relações sociais.</p><p>e) Melhora da autoestima.</p><p>4. (ADM&TEC – 2020- Adaptada). Analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. Na educação física adaptada, o professor deve ser paciente, observador e</p><p>criativo com os alunos, pois a atenção e a dedicação do docente são</p><p>fundamentais para abreviar as chances de sucesso das ações de inclusão das</p><p>pessoas com deficiência nos jogos e esportes escolares.</p><p>II. No nível cognitivo, os benefícios adquiridos pelo aluno com deficiência pela</p><p>prática da atividade física compreendem o desenvolvimento do raciocínio, da</p><p>atenção, a melhora da percepção espaço-temporal e o aumento do poder de</p><p>concentração.</p><p>III. A educação física adaptada para pessoas com deficiência compreende</p><p>técnicas, métodos e formas de organização que podem ser aplicados apenas</p><p>aos indivíduos com deficiências motoras decorrentes de acidentes, não sendo</p><p>possível adaptar as atividades para alunos com deficiências congênitas.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>a) Apenas I está correta.</p><p>b) Apenas II está correta.</p><p>c) Apenas III está correta.</p><p>d) Apenas I e II estão corretas.</p><p>e) I, II e III estão corretas.</p><p>5. A Lei n° 13.146/2005, também conhecida como “Lei Brasileira de Inclusão da</p><p>Pessoa com Deficiência”, trata dos direitos a serem oferecidos pelo Poder Público</p><p>217</p><p>às pessoas com deficiência, com o objetivo de promover a inclusão social. Sobre</p><p>essa lei, marque V para verdadeiro e F para falso.</p><p>( ) Representa um documento de ordem legal fundamental para o reconhecimento</p><p>e a valorização das pessoas com deficiência.</p><p>( ) Reafirma que a cultura, o esporte e o lazer são direitos fundamentais das pessoas</p><p>com deficiência, e é dever do Poder Público garantir o seu acesso.</p><p>( ) O Poder Público precisa ofertar acesso a atividades esportivas e de lazer,</p><p>independentemente da forma.</p><p>( ) As pessoas com deficiência terão direito a local reservado</p><p>em locais públicos,</p><p>inclusive com direito à acompanhante.</p><p>Qual é a ordem correta das afirmativas?</p><p>a) F- F- V- V.</p><p>b) V- V- V- F.</p><p>c) V- V- F- V.</p><p>d) V- F- V- F.</p><p>e) F- V- F- V.</p><p>6. A pessoa com deficiência sempre foi estigmatizada e marginalizada ao longo da</p><p>história da humanidade. Existem relatos de agressão, sacrifícios, exposição ao</p><p>ridículo, segregação da convivência social, etc. Pensando em corrigir esses erros</p><p>e possibilitar a inclusão das pessoas com deficiência nos diversos contextos sociais,</p><p>políticas públicas vêm sendo criadas para estabelecer direitos e criar</p><p>oportunidades.</p><p>Conforme a Constituição de 1988, as políticas públicas de inclusão social das</p><p>pessoas com deficiência devem:</p><p>a) Assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso a locais de eventos</p><p>esportivos, recreativos e turísticos. As instalações precisam ser adaptadas para</p><p>que as pessoas com deficiência consigam se locomover com o auxílio de</p><p>terceiros, além de ter uma boa visão do espetáculo.</p><p>218</p><p>b) Assegurar que as crianças com deficiência possam participar de jogos e</p><p>atividades recreativas, esportivas e de lazer, inclusive no sistema escolar. É</p><p>necessário observar as possibilidades individuais, ou seja, não há a obrigação de</p><p>atingir igualdade de condições com as demais crianças.</p><p>c) Assegurar que as pessoas com deficiência participem de atividades esportivas e</p><p>recreativas, incentivando a instrução do treinamento pessoal e o uso de recursos</p><p>adequados. Porém, tal participação não precisar atingir igualdade de</p><p>oportunidades com as demais pessoas.</p><p>d) Incentivar e promover a maior participação possível das pessoas com deficiência</p><p>nas atividades esportivas comuns em todos os níveis de disputa e em todas as</p><p>dimensões de manifestação esportiva, como os esportes de participação e de</p><p>alto rendimento.</p><p>e) Assegurar que as pessoas com deficiência tenham acesso limitado aos serviços</p><p>prestados por pessoas ou entidades envolvidas na organização de atividades</p><p>recreativas, turísticas, esportivas e de lazer, sem custos e com os devidos</p><p>privilégios.</p><p>7. (CONTEMAX – 2019). Pela característica essencial das cadeiras de rodas no</p><p>basquete em cadeira de rodas, elas possuem medidas adaptadas especiais.</p><p>Todas as regras devem ser atendidas para o jogo, EXCETO:</p><p>a) Os pneus traseiros devem ter diâmetro máximo de 66cm.</p><p>b) Os jogadores classe 3.5, 4.0 e 4.5 podem usar almofada de no máximo 5cm.</p><p>c) A altura máxima do acento deve ser 53 centímetros a partir do chão.</p><p>d) O apoio para os pés deve ficar a no máximo 11cm do chão.</p><p>e) Freios são permitidos em casos específicos.</p><p>8. O caminho que leva da exclusão à inclusão dos alunos com deficiência na escola</p><p>e das pessoas com deficiência na sociedade está relacionado às características</p><p>econômicas, sociais e culturais de cada época. O esporte é visto como uma das</p><p>melhores ferramentas que podem combater aspectos que são considerados</p><p>excludentes, e que tendem a segregar uma população que por vezes já se sente</p><p>excluída da sociedade. A respeito das estratégias de inclusão nas aulas de</p><p>Educação Física, um ponto fundamental é a adaptação. Sobre esse aspecto, é</p><p>219</p><p>correto afirmar:</p><p>a) O aluno com deficiência deve adaptar-se às atividades na aula, pois não é</p><p>possível o professor adaptar a aula para ele, prejudicando os demais colegas.</p><p>b) Refere-se à capacidade de cada aluno de realizar ou não as atividades que são</p><p>propostas nas aulas de Educação Física.</p><p>c) São necessárias adaptações no ambiente da escola, na metodologia do</p><p>professor e nos materiais utilizados, buscando garantir a inclusão dos alunos.</p><p>d) Diz respeito à possibilidade de participação dos alunos com deficiência e sua</p><p>interação com os colegas.</p><p>e) Não são necessários materiais específicos, pois isso causa diferenciação negativa</p><p>do aluno com deficiência em relação a seus colegas.</p><p>220</p><p>O BASQUETEBOL ENQUANTO</p><p>PRÁTICA ESPORTIVA DE ALTO</p><p>RENDIMENTO</p><p>O basquete é um esporte que reúne fundamentos, os quais precisam progredir</p><p>para habilidades específicas em situações de jogo e que, portanto, requerem cada</p><p>vez mais planejamento e organização. Dessa forma, o desenvolvimento dos aspectos</p><p>táticos, bem como de toda a estrutura depende, essencialmente, do</p><p>desenvolvimento satisfatório de capacidades motoras condicionantes e</p><p>coordenativas.</p><p>Por ser caracterizado como uma modalidade esportiva de cooperação e</p><p>oposição que envolve duas equipes, entre ataque e defesa, ocupando um espaço</p><p>comum, conforme descreve Ferreira e De Rose Jr. (2010). Trata-se de um jogo que</p><p>ocasiona contato direto entre os alunos/jogadores e requer habilidades específicas</p><p>para a execução dos fundamentos, reunindo ações combinadas e em sequência</p><p>lógica e objetiva.</p><p>No basquetebol, para que o aluno/jogador execute corretamente um ou mais</p><p>fundamentos do basquete, individual ou coletivamente, é preciso planejar uma</p><p>evolução progressiva. Neste sentido, a evolução progressiva apresenta as seguintes</p><p>fases: aprendizagem (fase 1: assimilação do gesto motor), fixação (fase 2: associação</p><p>dos fundamentos com situações de jogo) e aperfeiçoamento (fase 3: envolve o</p><p>máximo de aplicações práticas no jogo). E estes elementos devem ser trabalhados</p><p>de forma integrada aos demais que serão apresentados nesta seção: físico, técnico,</p><p>tático e psicológico.</p><p>12.1 PREPARAÇÃO FÍSICA, TÉCNICA, TÁTICA E PSICOLÓGICA NO</p><p>BASQUETEBOL</p><p>Em relação aos aspectos físicos do basquetebol, é importante compreender</p><p>que trata-se de uma modalidade que reúne aptidões físicas, perceptivas e</p><p>cognitivas, em alta intensidade, com padrão de habilidades motoras finas, sobretudo</p><p>de membros superiores.</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>221</p><p>(...) em geral, todos os jogadores percorrem em torno de 5.551 km</p><p>durante um jogo de alto nível, com pouca variação, dependendo da</p><p>posição/função de cada jogador dentro da quadra. Normalmente,</p><p>os armadores percorrem em torno de 5.162 km; laterais ou alas, em</p><p>média 5.273 km; e os pivôs chegam a 6.106 km, por se deslocarem de</p><p>tabela a tabela, considerando os rebotes ofensivos e defensivos que</p><p>estão sob sua responsabilidade. O número de saltos de armadores</p><p>acontecem em torno de 25 vezes no jogo, laterais, cerca de 30 vezes,</p><p>e a média dos pivôs é de 36 vezes, devido à maior demanda de</p><p>deslocamentos e responsabilidades (GONÇALVES e ROMÃO, 2019, p.</p><p>15-16).</p><p>Neste sentido, a maior parte da energia utilizada no basquete tem sua origem</p><p>nos estoques musculares (ATP/CP – energia em curto prazo: anaeróbias), não</p><p>menosprezando as atividades aeróbias. A predominância de níveis submáximos de</p><p>sobrecarga, no basquete, solicita uma recuperação de, no mínimo, 24 horas,</p><p>sobretudo para o aluno/jogador que participa de forma ativa no jogo. Assim, para o</p><p>aluno/jogador estar apto a participar efetivamente de um jogo, deve apresentar um</p><p>bom condicionamento físico, que transita entre três capacidades básicas motoras</p><p>condicionantes: força, resistência e velocidade (DE ROSE JUNIOR e TRICOLI, 2010).</p><p>Portanto, a essência da preparação física no basquete é que o</p><p>jogador consiga executar os fundamentos com o máximo de precisão</p><p>durante uma partida, destacado o desenvolvimento de resistência,</p><p>predominantemente anaeróbia. Sob a perspectiva psicológica, a</p><p>prática do basquete reúne as capacidades físicas do jogador e suas</p><p>percepções próprias em manifestações globais. Trata-se de o jogador</p><p>ter ciência acerca dos processos fisiológicos que ocorrem na prática,</p><p>como em situações que envolvem força e velocidade — por exemplo,</p><p>em impulsão vertical no rebote, qual via energética é utilizada.</p><p>Portanto, a cognição interfere na consciência do jogador, tendo em</p><p>vista a representação das suas capacidades físicas, bem como na</p><p>qualidade da sua percepção especializada Rudik (1990) citado por</p><p>Gonçalves e Romão (2019, p. 12).</p><p>De fato, as valências físicas [força, velocidade e resistência] são consideradas</p><p>as capacidades essenciais na preparação física do basquete, e serão discutidos mais</p><p>a frente, em combinação com os aspectos psicológicos, tão importantes quanto,</p><p>para a execução e tomada das ações no basquete.</p><p>As capacidades físicas de destaque no basquete são: força (de salto,</p><p>velocidade e resistência), velocidade (de reação, ações acíclicas e específicas no</p><p>jogo) e resistência (aeróbia, anaeróbia, de velocidade, de salto). Além disso, é</p><p>essencial ter capacidade de coordenação, como: agilidade, ritmo, junção de</p><p>coordenação visomotora, óculo-manual e diferenciação de imagem-campo</p><p>(FERREIRA e DE ROSE JR., 2010).</p><p>222</p><p>Já os aspectos técnicos, há uma tendência a se considerar, de senso comum,</p><p>que a simples execução prática seja uma qualificação suficiente para um bom</p><p>professor/técnico, o que de fato, não condiz com a realidade, sobretudo no alto</p><p>nível. Nesse contexto, De Rose Jr., e Tricoli (2010) destacam o seguinte acróstico (I-D-</p><p>E-A) como sugestão ao desenvolvimento dos aspectos técnicos da modalidade:</p><p>I - introdução da técnica;</p><p>D - demonstração da técnica;</p><p>E -explicação da técnica;</p><p>A- ajuda aos alunos/jogadores a praticarem a técnica.</p><p>Introdução da técnica: os alunos/jogadores iniciantes precisam compreender</p><p>o que estão aprendendo e o porquê. Para isso, o professor/técnico deve seguir os</p><p>seguintes passos.</p><p>a) Manter os alunos/jogadores atentos.</p><p>b) Iniciar destacando o nome da técnica.</p><p>c) Dar explicação clara sobre a relevância da técnica.</p><p>O importante é demonstrar exaltação e olhar nos olhos da assistência no</p><p>momento da comunicação. É fundamental que os alunos/jogadores estejam</p><p>posicionados de maneira que favoreça a visualização direta do professor/técnico,</p><p>que deve perguntar se todos têm a mesma percepção, antes de começar a falar</p><p>(AMERICAN SPORT EDUCATION PROGRAM, 2000 citado por GONÇALVES e ROMÃO,</p><p>2019).</p><p>Em relação ao nome da técnica, é importante definir a terminologia que</p><p>será considerada, tendo em vista outras possibilidades comuns, para que não cause</p><p>confusão na compreensão dos alunos/jogadores.</p><p>Demonstração da técnica: é considerada a parte mais representativa do</p><p>ponto de vista técnico, sobretudo para os jovens, em razão da novidade. Quem</p><p>nunca praticou uma atividade precisa iniciar a familiarização com imagens, e não</p><p>somente com a fala. As seguintes sugestões podem tornar mais a compreensão inicial</p><p>mais eficiente.</p><p>a) Demonstrar a técnica corretamente;</p><p>b) Fazer várias demonstrações;</p><p>c) Realizar as demonstrações de forma lenta para melhor visualização de</p><p>cada fase do movimento;</p><p>d) Executar a técnica em vários ângulos, para permitir uma visão global dos</p><p>223</p><p>movimentos;</p><p>e) Fazer as demonstrações com ambas as mãos.</p><p>Explicação da técnica: direciona os alunos/jogadores a aprenderem de forma</p><p>efetiva, principalmente associada à demonstração. As palavras utilizadas devem ser</p><p>o mais simples possível e associadas a outras aprendidas anteriormente. O</p><p>professor/técnico deve sempre perguntar sobre a compreensão geral e individual,</p><p>pedindo que repitam as descrições. As técnicas mais complexas normalmente são</p><p>mais bem compreendidas, quando as partes menos complexas são explicadas.</p><p>Ajuda aos jogadores a praticar a técnica: envolve uma boa iniciação, desde</p><p>a introdução, a demonstração, até a explicação, estando os alunos/jogadores</p><p>preparados para a execução propriamente dita. Nas primeiras tentativas, alguns</p><p>deles podem precisar de direcionamentos individuais, por insegurança natural inicial.</p><p>O dever do professor/técnico não finaliza quando todos os alunos/jogadores</p><p>demonstram a técnica, sendo esse um momento importante para observações e</p><p>devidas correções. Logo, o professor/técnico deve dar um feedback que sugira as</p><p>adequações e mantenha a motivação do aluno/jogador. Quanto aos aspectos</p><p>táticos, o basquetebol é uma modalidade marcada por sinalizar situações que</p><p>acontecem no jogo, que englobam os sistemas defensivos e ofensivos, situações em</p><p>grupo, como marcações por zona 2x2 e 3x3, bem como individuais (FERREIRA e DE</p><p>ROSE JR., 2003).</p><p>De fato, a tática individual faz referência à aptidão que um atleta possui de</p><p>executar os fundamentos do jogo, conforme a sua posição na quadra, a atitude de</p><p>seu adversário ou o contexto do jogo. Já a tática em grupo reúne jogadores em</p><p>situações 2x2 ou 3x3, em níveis de maior complexidade e que solicitam maior</p><p>sincronismo dos movimentos (FERREIRA e DE ROSE JR., 2003). E em adição, a tática</p><p>individual (execução individual do fundamento) e a coletiva (execução dos</p><p>fundamentos que envolvem a equipe) juntas incluem o momento inicial, no qual o</p><p>jogador mantém a sua atenção na quadra, observando o posicionamento e o perfil</p><p>dos jogadores em geral (companheiros e adversários) (REIS, 2009).</p><p>Ainda de acordo com esses autores, a tática representa a visão particular</p><p>em relação ao todo, e a estratégia aparece como uma consideração global, que</p><p>pode ser constituída por um objetivo principal e planejamento prévio a curto, médio</p><p>e longo prazo. Portanto, a estratégia, basicamente, significa saber fazer. Dentre as</p><p>estratégias que favorecem a marcação de pontos, por exemplo, destacam-se a</p><p>224</p><p>velocidade, os lançamentos e a diminuição na diferença de pontos. Entretanto, com</p><p>vistas a bloquear os sistemas defensivos, as táticas defensivas passam a representar</p><p>os fatores principais do perfil de jogo de uma equipe (REIS, 2009).</p><p>E por fim, no processo de preparação para o basquetebol, temos as</p><p>habilidades psicológicas, elemento que destaca-se a partir da necessidade de</p><p>desenvolvimento, quando a defesa reage de forma rápida e antecipa o ataque, na</p><p>interceptação de um passe ou em mudanças de atenção, tendo em vista as</p><p>transições dos atacantes, e vice-versa, conforme destaca De Rose Jr., e Tricoli (2010)</p><p>e Reis (2009).</p><p>Um aspecto interessante destacado por esses autores está relacionado ao</p><p>momento/situação de jogo, em que ao final do jogo, por exemplo, com placar</p><p>adverso, há empenho dos competidores até o último segundo, muitas vezes,</p><p>conseguindo vencer com um ponto de vantagem. Esse nível de rendimento</p><p>depende da capacidade de trabalho, tanto físico como psicológico do atleta, que</p><p>pode melhorar, e conforme descreve De Rose Jr., e Tricoli (2010) é necessário</p><p>estabelecer estratégias de treinamento que desenvolvam de maneira equilibrada,</p><p>as diferentes tarefas direcionadas ao trabalho global do atleta, o seu</p><p>desenvolvimento por meio da preparação física, técnica e tática, considerando suas</p><p>particularidades psicológicas associadas a cada uma delas.</p><p>O Quadro 5 apresenta aspectos relacionados às capacidades físicas,</p><p>relacionando-os aos aspectos psicológicos.</p><p>Figura 10: Relação das valências físicas e aspectos psicológicos</p><p>Força Velocidade Resistência</p><p>A estrutura psicológica de</p><p>força relaciona esforços</p><p>musculares máximos,</p><p>distribuídos e dosados, que</p><p>se manifestam nas</p><p>aplicações de forc ̧a</p><p>máxima, como ocorre nos</p><p>saltos. Quanto aos esforc ̧os</p><p>distribuídos, trata-se de</p><p>exigência parcial dessa</p><p>capacidade, em</p><p>treinamentos com 70% da</p><p>força máxima. No terceiro</p><p>grupo de esforços, estão</p><p>os que solicitam</p><p>diferenciação detalhada</p><p>dos elementos capazes de</p><p>A estrutura psicológica de</p><p>velocidade é definida pela</p><p>junção de sinalizadores de</p><p>tempo (duração e ritmo). No</p><p>basquete, a estrutura está</p><p>associada, por exemplo, ao</p><p>tempo de duração da</p><p>execução de um arremesso ou</p><p>ao tempo necessário para a</p><p>conclusão de uma infiltração,</p><p>antes que defensor a alcance,</p><p>envolvendo a velocidade de</p><p>deslocamento, de execução</p><p>de movimento, entre outras</p><p>situações.</p><p>Em relação à</p><p>resistência, não é</p><p>identificada uma</p><p>expressão nítida,</p><p>psicológica, entretanto</p><p>há consenso de que</p><p>esteja condicionada à</p><p>complexidade e</p><p>intensidade da</p><p>duração dos esforc ̧os</p><p>musculares, os quais</p><p>normalmente se</p><p>diferenciam na</p><p>resistência de forc ̧a,</p><p>velocidade e</p><p>forc ̧a/velocidade.</p><p>Dessa forma, cada uma</p><p>225</p><p>garantir o controle exato</p><p>para a execução de um</p><p>passe longo, como no</p><p>contra-ataque.</p><p>delas, com suas</p><p>características</p><p>específicas interativas,</p><p>sobretudo no esporte</p><p>como o basquete, se</p><p>manifestam em</p><p>situações complexas.</p><p>Por isso, a percepção</p><p>de capacidades</p><p>predominantes requer</p><p>alto nível de atenção.</p><p>Fonte: Adaptado de Rose Júnior</p><p>e Tricoli (2005)</p><p>E um outro fator a ser considerado são as capacidades coordenativas ou</p><p>psicomotoras, destacam-se: a percepção espaço-temporal; a seleção imagem-</p><p>campo; a coordenação multimembros; a coordenação óculo-manual; a destreza</p><p>manual; a estabilidade braço/mão; a precisão.</p><p>12.2 A ORGANIZAÇÃO, O CONTROLE E A AVALIAÇÃO DE EQUIPES DE</p><p>BASQUETEBOL</p><p>O basquete é um esporte dinâmico, que requer uma prática com</p><p>desempenho tanto físico quanto motor, incluindo aspectos cognitivos. É formado por</p><p>um somatório de habilidades e ações que, por si só, constituem unidades</p><p>representativas e totais. Os esforços são fortes e curtos, de várias cadências, o que</p><p>caracteriza uma atividade predominantemente anaeróbia, com maior demanda</p><p>dos membros inferiores (FERREIRA; ROSE JR., 2010).</p><p>O desempenho de uma equipe de Basquetebol depende da precisa</p><p>cooperação entre os jogadores. A cooperação organizada faz com que os</p><p>226</p><p>jogadores antecipem situações comuns de jogo e respondam de forma</p><p>orquestrada, mantendo maior aderência ao planejamento coletivo da equipe</p><p>(LAMAS et al., 2014). Por sua vez, aderência ao planejamento da equipe é um tema</p><p>central na análise do desempenho do Basquetebol (LUCEY et al., 2013; LAMAS et al.,</p><p>2014) e depende de um processo de preparação adequado para que seja bem-</p><p>sucedido.</p><p>De acordo com Lucey et al. (2013) o processo de preparação da equipe</p><p>envolve as seguintes etapas: i) especificação da estratégia; ii) aprendizado da</p><p>estratégia (ex: treinamento); iii) avaliação do jogo (LAMAS, 2014). Uma estratégia</p><p>bem desenhada garante um bom plano de cooperação. Um processo de</p><p>treinamento qualificado consiste na forma adequada para se ensinar o que foi</p><p>planejado na estratégia à equipe. Finalmente, um protocolo acurado de análise de</p><p>jogo permite avaliar quanto e com qual qualidade o conteúdo estratégico foi</p><p>aplicado nas condições reais. Em todo caso, vemos a análise de jogo como uma</p><p>excelente ferramenta de dados, por meio do uso de softwares específicos, fornecem</p><p>informações essenciais acerca de todo o processo.</p><p>Desde algum tempo, verificam-se contribuições científicas no assunto, que</p><p>buscam superar a abordagem empírica na estruturação do processo de rendimento</p><p>das equipes (LAMAS et al., 2014). Em adição, Na proposta de Lebed (2007) são</p><p>apresentados quatro níveis hierárquicos, conforme mostra a Figura 10. O primeiro</p><p>nível é a equipe (1), composta por comissão técnica (2T) e jogadores (2A), sendo o</p><p>elemento central da estrutura e o mais elevado. O segundo nível representa a</p><p>relação entre a comissão técnica (3T) e os jogadores (3A1 a 3An) por intermédio da</p><p>comunicação e feedback entre eles. O terceiro nível é formado pelos integrantes</p><p>da comissão técnica e por cada um dos jogadores. O quarto nível é formado pelos</p><p>sistemas internos de cada jogador (i.e., aspectos físicos, cognitivos, psicológicos)</p><p>(4A).</p><p>227</p><p>Figura 11: Estrutura hierárquica do sistema dinâmico equipe. 1: equipe (jogadores e</p><p>comissão técnica); 2T: comissão técnica; 2A: grupo de jogadores; 3T: membros da comissão</p><p>técnica; 3A1 a 3An: jogadores da equipe; 4A: características internas de cada jogador.</p><p>Fonte: Adaptado de Lebed (2007).</p><p>Segundo Lamas et al. (2014), há uma sequência de etapas no processo de</p><p>preparação da equipe, de acordo com algumas estratégias que você verá a seguir:</p><p>(1) O treinador modela a forma com que a equipe deve atuar em quadra por</p><p>meio do desenho da estratégia;</p><p>(2) Esta estratégia deve ser aprendida nas sessões de treinamento para uma</p><p>melhor aplicação nos jogos;</p><p>(3) Após os jogos, os conteúdos planejados devem passar por uma avaliação</p><p>para compreender o que deu certo, ou o que precisa melhorar, ser feitos tanto na</p><p>estratégia quanto nos treinamentos.</p><p>Portanto, diante do exposto, é possível modelar as etapas de preparação da</p><p>equipe em: i) planejamento da estratégia; ii) aprendizado da estratégia por parte</p><p>dos jogadores nos treinamentos; e iii) execução da estratégia nos jogos (LAMAS et al.,</p><p>2014). Enfim, durante o jogo, as equipes mantêm uma relação de oposição indicada</p><p>pela posse ou não da bola, dividindo suas funções em ataque e defesa. No ataque,</p><p>a equipe deve conservar a bola, mover-se ao campo adversário e tentar uma</p><p>finalização. O êxito ou falha na tentativa de marcação do ponto produz, de acordo</p><p>com Lamas (2012) e Lebed (2007) uma alternância da posse de bola, reconfigurando</p><p>o time para a posição de defesa. Na defesa, a equipe procura proteger sua meta,</p><p>retardando ou evitando a aproximação do adversário, para finalmente, investir na</p><p>retomada da bola. E vale ressaltar que essa alternância pela posse/controle da bola</p><p>ocorre ao longo de toda partida.</p><p>228</p><p>Do ponto de vista do resultado, a probabilidade de sucesso sobre o oponente</p><p>está relacionada a sinergia das ações individuais, grupais e coletivas dos jogadores</p><p>(LAMAS, 2012; LEBED, 2007) principalmente, quando estes dispõem de um plano de</p><p>ação coletivo (ex: rotinas “condição-ação” pré-definidas) revelando a capacidade</p><p>de atuar de forma colaborativa em comparação à outra equipe que tenha sua</p><p>atuação centrada em ações individuais, que demanda obviamente um conjunto de</p><p>estratégias diferentes, a considerar.</p><p>Ainda de acordo com Lamas (2012) e Lamas et al. (2014) devemos considerar</p><p>ao avaliar/analisar uma equipe de basquetebol, considerar as chamadas “regras de</p><p>ação” elementos estes classificados em: regras de alto e baixo nível. Ainda de acordo</p><p>com os autores, uma regra de alto nível controla uma ação de uma habilidade</p><p>esportiva (ex: bandeja no Basquetebol) e sua execução é feita a partir de uma</p><p>sequência de regras de baixo nível (ex: correr, saltar ou lançar a bola) (LAMAS, 2012).</p><p>Na prática, quando o jogador não dispõe de nenhuma regra de ação</p><p>previamente definida, uma regra de ação tática é utilizada. No baixo nível, quando</p><p>não for possível a execução da regra deste nível, uma outra regra do mesmo nível</p><p>deve ser aplicada. As decisões tomadas pelos jogadores levarão ao próximo estado</p><p>dentro deste modelo. Este novo estado pode ser uma continuidade da ação (E3) ou</p><p>uma bifurcação (E2) indicando um novo caminho estratégico (E6) para o desfecho</p><p>da ação, conforme exemplificado na Figura 11.</p><p>Figura 12: Grafo da Estratégia destacando as variações do Sistema de Triângulos</p><p>Fonte: Adaptado de Lamas (2012)</p><p>229</p><p>No âmbito dos conteúdos estratégicos e táticos, embora haja estudos que</p><p>investiguem o processo de planejamento (LAMAS, 2012) há carência de</p><p>sistematização de conteúdos para composição de sessões de treino. Além disso, a</p><p>investigação de processos de otimização da distribuição dos conteúdos de</p><p>treinamento ao longo do tempo é um tema ainda menos estudado.</p><p>Em relação ao controle e monitoramento de uma equipe, cabe á comissão</p><p>técnica estabelecer parâmetros a partir de variáveis que venham a surgir ao longo</p><p>de uma temporada, e em todo caso, o planejamento estruturado é essencial para</p><p>que as ações pré-elaboradas possam ser devidamente colocadas em prática.</p><p>A avaliação de um atleta e/ou equipe passa pela necessidade de levantar-</p><p>se dados quantitativos ou qualitativos, conhecidos como “indicadores” os quais são</p><p>observados e analisados em um jogo, como por exemplo: o tempo de jogo,</p><p>quantidade de tentativas de arremessos (3 pts, 2 pts e lances-livres), quantidade de</p><p>arremessos convertidos (3 pts, 2 pts e lances-livres), rebotes de defesa e de ataque,</p><p>assistências, bloqueios de arremessos (tocos), bolas recuperadas, etc.</p><p>Lamas (2012) apresenta uma estrutura que visa facilitar o trabalho da</p><p>comissão técnica (treinador) a partir da concepção de um modelo estrutural</p><p>preliminar das cargas de treinamento de conteúdos de estratégia, táticos e técnicos</p><p>(ETT), conforme descreve Jerônimo et al. (2016) citado por Santos (2018) (Figura 12).</p><p>Trata-se de um método de estruturação do treinamento, em que a distribuição da</p><p>carga tática é relevante ao que se pretende desenvolver em termos de jogo</p><p>coletivo da equipe.</p><p>Figura 13: Classes de conteúdos estratégicos, táticos e técnicos de treinamento</p><p>no masculino (COB, 2010</p><p>apud ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>Em 2016, no Campeonato Pan-Americano, em Buenos Aires, o Brasil superou</p><p>o Chile e conquistou o tricampeonato continental da modalidade. Em Olimpíadas,</p><p>o melhor resultado do handebol masculino adulto foi o 7º lugar conquistado nas</p><p>Olímpiadas disputadas no Rio de Janeiro (2016), além do 9º lugar obtido no último</p><p>Mundial disputado na Alemanha/Dinamarca. No feminino, o melhor desempenho</p><p>foi obtido nas Olímpiadas do Rio de Janeiro (2016) com o 5º lugar; e em mundiais, o</p><p>17</p><p>handebol feminino brasileiro alcançou a maior conquista em 2013 (Sérvia), onde</p><p>sagrou-se campeã, conquistando o tão sonhado ouro inédito (CONFEDERAÇÃO</p><p>BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2019).</p><p>18</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. A história do handebol é considerada recente em nosso país, principalmente em</p><p>comparação a outros esportes coletivos. O handebol de quadra amplamente</p><p>praticado, desde então, sofreu inúmeras contestações até a sua afirmação como</p><p>modalidade esportiva de fato, destacando-se importantes fatos históricos, os quais</p><p>foram marcantes para o reconhecimento da modalidade, como esporte formal, em</p><p>nosso país.</p><p>Neste sentido, assinale a alternativa que apresente um fato histórico que ajudou a</p><p>alavancar a prática do handebol de quadra no Brasil.</p><p>a) A organização do Primeiro Campeonato Brasileiro Juvenil de Handebol Masculino,</p><p>feita pela CBD, no ano de 1979, na cidade do Rio de Janeiro.</p><p>b) A fundação da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), ocorrida em</p><p>fevereiro de 1974, na cidade de Porto Alegre.</p><p>c) A participação pela primeira vez das seleções masculina e feminina do Brasil em</p><p>Olimpíadas, ocorrida em Sidney (2000).</p><p>d) Inclusão, no ano de 1971, do handebol como uma das modalidades que faziam</p><p>parte dos Jogos Estudantis Brasileiros (JEB) e dos Jogos Universitários Brasileiros (JUB).</p><p>e) A realização em 1949 do Primeiro Torneio Aberto de Handebol de quadra no Brasil,</p><p>organizado pela FIHB e realizado no Esporte Clube Pinheiros.</p><p>2. Embora existam diferentes visões a respeito da origem do handebol, alguns</p><p>pesquisadores consideram que a modalidade surgiu a partir da modificação de</p><p>outros esportes ou jogos, remontando a muitos séculos passados, desde a criação da</p><p>bola e de jogos de pontaria com as mãos.</p><p>Neste sentido, assinale a alternativa que apresente alguns destes fatores</p><p>preponderantes para a modificação do ambiente de jogo do handebol.</p><p>a) Em virtude, possivelmente, do inverno americano rigoroso, e da preferência em</p><p>utilizar o campo para a prática do críquete.</p><p>b) Visando otimizar uma característica fundamental no jogo de handebol que pôde</p><p>19</p><p>ser otimizada na quadra – a velocidade, além da preferência em utilizar o campo</p><p>para a prática do futebol.</p><p>c) Em virtude, possivelmente do número de espectadores considerado reduzido</p><p>quando as partidas eram realizadas no campo, além do inverno europeu rigoroso.</p><p>d) Devido a uma intervenção da federação internacional de handebol que exigia</p><p>que os esportes coletivos deveriam ser praticados em quadras, além de explorar</p><p>uma das características fundamentais encontradas no handebol – a velocidade</p><p>e a resistência.</p><p>e) Visando alcançar um número maior de praticantes ao redor do mundo, sobretudo,</p><p>na ásia, além de estimular a sua prática entre as crianças e adolescentes, pois as</p><p>dimensões da quadra eram menores, se comparadas ao de um campo de jogo.</p><p>3. A origem do handebol é algo que gera algumas contradições, haja vista muitos</p><p>consideram seu surgimento remontando a muitos séculos passados, a partir da</p><p>modificação de outros esportes ou jogos, cujo objetivo era o manuseio da bola, com</p><p>o objetivo de acertar um determinado alvo. Mesmo não se tratando do handebol</p><p>enquanto prática esportiva, pode-se considerar este período como o princípio do</p><p>que vemos desenvolvido atualmente na modalidade.</p><p>Considerando a evolução histórica do handebol, avalie as afirmações a seguir.</p><p>I. Para as mulheres, o jogo de handebol era utilizado como alternativa à prática do</p><p>futebol.</p><p>II. No final do século XV, os sulinos da Groenlândia jogavam um jogo similar ao</p><p>handebol.</p><p>III. O handebol, em 1934, torna-se, de fato uma das modalidades esportivas presentes</p><p>nas Olimpíadas de Berlim, praticada por homens e mulheres.</p><p>É correto o que se afirma somente em:</p><p>a) I.</p><p>b) III.</p><p>c) I e II.</p><p>d) II e III.</p><p>e) I, II e III.</p><p>20</p><p>4. A cultura corporal do movimento é algo que deve ser desenvolvido não somente</p><p>em ambiente escolar, como muitos pensam. Trata-se de uma maneira de produzir,</p><p>reproduzir e criar a cultura de um povo por meio dos movimentos corporais, podendo</p><p>ser apresentadas com diversas roupagens e formas. Neste sentido, pode ser</p><p>representada por diferentes mecanismos, dentre os quais: o esporte, e neste caso</p><p>específico, os coletivos, onde se encaixa o handebol como representante das</p><p>práticas corporais, que apresentam como fenômeno de estudo e como formas de</p><p>expressão, o movimento humano por meio dos esportes.</p><p>Tendo por base a afirmação acima, é correto afirmar que:</p><p>a) A cultura corporal do movimento está presente somente nas brincadeiras e jogos.</p><p>b) O handebol é capaz de ressignificar a cultura corporal humana.</p><p>c) Por meio dos esportes é difícil de trabalhar-se a cultura corporal do movimento.</p><p>d) O handebol em sua prática formal representa a cultura corporal do movimento.</p><p>e) A cultura corporal do movimento está indiretamente ligada às práticas corporais.</p><p>5. O handebol como modalidade esportiva coletiva deve ser entendido não apenas</p><p>como uma modalidade esportiva, sobretudo no âmbito educacional, em que</p><p>representam de forma evidente a cultura corporal do movimento, uma vez que o</p><p>esporte está presente na vida dos indivíduos, nada mais significante ele estar inserido</p><p>na escola, mais especificamente na disciplina Educação Física. Assim, a sua</p><p>presença na escola tem como objetivo direto:</p><p>a) Colaborar para a inserção dos cidadãos no mercado de trabalho, de forma</p><p>direta, por meio da prática da modalidade.</p><p>b) Orientar as escolas para receberem alunos-atletas, oferecendo-lhes o melhor</p><p>mecanismo de preparação possível neste contexto.</p><p>c) Formar os cidadãos para suas atuações diretas na sociedade, como seres ativos,</p><p>participativos e transformadores do processo.</p><p>d) Transformar vidas por meio da prática esportiva, e neste caso, o handebol</p><p>enquanto lazer ou de rendimento seriam consideradas os eixos mais adequados</p><p>de trabalho.</p><p>e) Implementar conceitos acerca da aplicação do aprendizado desta modalidade</p><p>21</p><p>na vida em sociedade, sobretudo dos fundamentos técnicos e táticos.</p><p>6. Um dos episódios mais importantes na consolidação do handebol no Brasil foi a</p><p>criação da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb).</p><p>Em que ano isso ocorreu?</p><p>a) 1973.</p><p>b) 1980.</p><p>c) 1982.</p><p>d) 1979.</p><p>e) 1970.</p><p>7. No contexto brasileiro, o handebol, apesar de ser uma modalidade que não possui</p><p>o mesmo reconhecimento se comparado à outras modalidades esportivas de</p><p>quadra, percebe-se um crescimento da modalidade, principalmente no meio</p><p>escolar, ocupando atualmente o segundo lugar na preferência dos estudantes</p><p>(CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HANDEBOLL, 2018), embora a divulgação da</p><p>modalidade ainda careça de maior espaço na mídia, haja vista encontra-se abaixo</p><p>do voleibol, bem como do futebol, o que é considerado um fator complicador para</p><p>que o crescimento seja mais significativo ainda.</p><p>Neste sentido, analise as assertivas a seguir, e assinale aquela que representa o fator</p><p>preponderante para a inserção do handebol no contexto brasileiro?</p><p>a) Competições de handebol em países vizinhos.</p><p>b) A participação do Brasil em Jogos Para-Olímpicos.</p><p>c) Redução dos praticantes de voleibol.</p><p>d) Colonização de países escandinavos.</p><p>e) Imigração alemã.</p><p>8. O handebol é considerado uma modalidade esportiva que se espalhou pelo</p><p>mundo, sendo que vem crescendo ao longo dos anos no Brasil. Existem diversas</p><p>competições que ocorrem a nível nacional e internacional, dentre as quais</p><p>22</p><p>merecem destaque o Campeonato Mundial de Handebol nas categorias feminina</p><p>no</p><p>Basquetebol</p><p>Fonte: Adaptado de Jerônimo et al. (2016) citado por Santos (2018, p. 23).</p><p>230</p><p>12.3 ANÁLISE DE DESEMPENHO NO BASQUETEBOL</p><p>A utilização de sistemas indicadores de desempenho em um jogo, como a</p><p>análise estatística e o scouting, demonstra aspectos essenciais para as definições de</p><p>estratégias, tendo em vista a organização técnica e tática das partidas. Nessas</p><p>análises, podem ser comparados, por exemplo, jogadores em várias posições, com</p><p>pareceres estatisticamente diferentes, que, ainda assim, são determinantes nos</p><p>pontos obtidos durante o jogo.</p><p>O basquete é uma modalidade esportiva que estabelece relações</p><p>importantes entre aspectos pedagógicos, biomecânicos, táticos, técnicos,</p><p>psicológicos e sociais. Em geral, todos eles contribuem para uma melhor eficácia no</p><p>jogo, conforme demonstrado na Figura 10. Esses aspectos devem ter como base a</p><p>situação real do jogo, porque é isso que define, de acordo com Gonçalves (2019)</p><p>tanto o trabalho quanto a maneira que as atividades e os exercícios vão sendo</p><p>propostos, tendo em vista as fases de aprendizagem, e servem ainda como</p><p>parâmetro para a estruturação de jogo, ou seja, da análise de desempenho e</p><p>performance individual e da equipe.</p><p>De acordo com Ferreira e De Rose Jr. (2010), para que o jogador consiga</p><p>realizar execuções corretas de um ou mais fundamentos do basquete, individual ou</p><p>coletivamente, é preciso planejar uma evolução progressiva, passando pelas fases</p><p>de aprendizagem (1), fixação (2) e aperfeiçoamento (3).</p><p>231</p><p>Figura 14: Estrutura de Jogo</p><p>Fonte: Adaptada de Ferreira e De Rose Jr. (2010)</p><p>A competitividade nas competições esportivas é muito grande, e um dos</p><p>diferenciais mais vistos atualmente passa a ser, o conhecimento que cada equipe</p><p>tem de si própria e dos adversários. Alvarez (2001) complementa mencionando que</p><p>o conhecimento das características que definem qualquer modalidade esportiva e</p><p>a análise dos tipos de exigências competitivas são imprescindíveis para se progredir,</p><p>aperfeiçoar e elaborar programas de preparação e treinamento apropriados nos</p><p>esportes coletivos.</p><p>O estudo do jogo a partir da observação do comportamento dos</p><p>jogadores e das equipes, constitui-se em um forte argumento para a</p><p>organização e avaliação dos processos de ensino e treino nas</p><p>modalidades esportivas coletivas. As formas de manifestação da</p><p>técnica, os aspectos táticos e a atividade física desenvolvida pelos</p><p>jogadores são parte do conteúdo abordado (GARGANTA, 1996, p.8).</p><p>De acordo com Janeira (1999) citado por De Rose Jr. e Tricoli (2010), no</p><p>universo dos esportes de rendimento e, particularmente, nos jogos esportivos</p><p>coletivos, a observação de jogo vem se revelando como meio imprescindível para a</p><p>caracterização das exigências específicas que são impostas aos jogadores em</p><p>situação competitiva. Esse tipo de estudo é encontrado na literatura com diferentes</p><p>nomes, entre eles: observação de jogo (game observation), análise notacional</p><p>(notational analysis) e análise de jogo (match analysis). A observação de jogo e a</p><p>análise notacional referem-se a determinados aspectos observados e registrados</p><p>durante a partida em tempo real, enquanto a análise do jogo refere-se à observação</p><p>e coleta de dados após a realização do evento, a partir da análise de vídeos, por</p><p>232</p><p>exemplo.</p><p>A observação do jogo e a aná lise notacional referem-se a</p><p>determinados aspectos observados e registrados durante a partida</p><p>em tempo real, enquanto a análise do jogo refere-se à observação e</p><p>coleta de dados após a realização do evento, a partir da aná lise de</p><p>vídeos, por exemplo (FERREIRA e DE ROSE JR. 2010, p. 125)</p><p>De acordo com estes autores, para que qualquer processo de análise tenha</p><p>fidelidade e validade, é necessário desenvolver sistemas e métodos de observação</p><p>que possibilitem o registro de todos os fatos relevantes do jogo de basquetebol,</p><p>produzindo-se desse modo informação objetiva e quantificável, consistente e</p><p>confiável. E ainda, de acordo com Garganta (1996) um jogo de basquetebol pode</p><p>ser analisado sob o ponto de vista – técnico e tático.</p><p>Mais especificamente quando se analisa o desempenho técnico de um ou</p><p>mais jogadores, procura-se determinar o nível de suas ações, a execução dos</p><p>fundamentos e a eficiência dessa execução, quantificando a ação através de uma</p><p>determinada mensuração. Já do ponto de vista tático, são analisadas as situações</p><p>desenvolvidas por pequenos grupos ou por toda a equipe, a partir de padrões</p><p>predefinidos (plano tático de jogo) tanto na defesa quanto no ataque (DE ROSE JR.,</p><p>e TRICOLI, 2010; GARGANTA, 1996).</p><p>O conjunto dessas observações (objetiva/subjetiva; qualitativa/quantitativa) é</p><p>chamado de “scouting”, termo aceito universalmente na linguagem corrente do</p><p>basquetebol (DE ROSE JR. e TRICOLI, 2010). O scouting é a arte de detectar as</p><p>variações do jogo e seus aspectos subjetivos, buscando sempre identificar o fator</p><p>desencadeador das atitudes dos jogadores e das equipes.</p><p>Especificamente no basquete, o scouting preocupa-se com o local e a</p><p>distância dos arremessos, o tipo de movimentação ofensiva que os gerou, o</p><p>posicionamento defensivo, entre tantos aspectos do jogo (TAVARES, 2001). Neste</p><p>sentido, a preocupação do scouting fica centralizada no local e na distância dos</p><p>arremessos, bem como nas causas das ações ofensivas e posições de defesa,</p><p>incluindo diversas situações de jogo. Em contrapartida, a estatística representa o</p><p>aluno/jogador ou a equipe de forma numérica, não priorizando as causas</p><p>qualitativas, e sim os aspectos quantitativos (FERREIRA e DE ROSE JR., 2010).</p><p>Para que qualquer análise seja fidedigna e válida, é preciso que haja o</p><p>desenvolvimento de métodos e sistemas observacionais, que favoreçam os registros</p><p>de tudo o que é representativo em situações de jogo no basquetebol, resultando em</p><p>233</p><p>dados objetivos, consistentes e confiáveis. Portanto, a análise estatística e o scouting</p><p>são considerados viáveis nesse contexto.</p><p>Tavares (2001) menciona que podem ser utilizadas diversas formas de análise</p><p>em um jogo de basquetebol, além de diferentes metodologias; entretanto, muitas</p><p>delas não têm rigor científico e são baseadas, somente, na experiência do</p><p>observador. As observações, em geral, são feitas pelos próprios técnicos, não</p><p>favorecendo análises fidedignas. Entretanto, isso vem mudando no que tange os</p><p>métodos de coleta de dados na estatística e no scouting, facilitando o trabalho dos</p><p>anotadores em geral.</p><p>O que antes era feito com papel e lápis, tornou-se um sofisticado sistema</p><p>envolvendo programas de computador e diferentes processos de análise, incluindo</p><p>os mais modernos, que são acionados por voz, nos quais os anotadores não precisam</p><p>desviar a atenção do jogo para registrar os dados (TAVARES, 2001).</p><p>Essas análises podem ocorrer com ênfase no aluno/jogador ou na equipe</p><p>como um todo. Nas análises baseadas no aluno/jogador, são observados aspectos</p><p>referentes à energia e aos aspectos motores, morfológicos e psicológicos em geral.</p><p>Com ênfase na equipe como um todo, as observações são focadas nos aspectos</p><p>táticos, motores e referentes à energia corporal, segundo Tavares (2001).</p><p>De forma específica, quando o desempenho técnico é analisado, seja</p><p>individual ou coletivo, o nível das ações é determinado de forma objetiva, mediante</p><p>a quantificação. As observações determinam a forma e a eficiência com que os</p><p>fundamentos são executados. Sob a perspectiva tática, são observados e analisados</p><p>grupos menores, ou mesmo toda a equipe, considerando padrões predefinidos,</p><p>tendo em vista o plano tático de jogo na defesa e no ataque (FERREIRA e DE ROSE</p><p>JR., 2010; GARGANTA, 1996).</p><p>É importante destacar que a estatística de jogo é utilizada mundialmente e</p><p>existem critérios que definem previamente cada um desses indicadores para garantir</p><p>a objetividade das observações e da quantificação. Esses mesmos critérios são</p><p>utilizados em torneios internacionais (Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais)</p><p>como também em torneio Nacionais e Regionais (por exemplo: Campeonato</p><p>Nacional e Campeonato</p><p>e masculina.</p><p>O órgão responsável pela administração do handebol a nível mundial, é o:</p><p>a) CbHb.</p><p>b) IHFA.</p><p>c) AHA.</p><p>d) FIFA.</p><p>e) IHF.</p><p>23</p><p>FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO</p><p>HANDEBOL</p><p>2.1 INTRODUÇÃO</p><p>Antes de falar sobre os fundamentos técnicos do handebol, é importante</p><p>destacar a técnica, que de acordo com Almeida e Dechechi (2012) é o</p><p>procedimento ou o seu conjunto, que têm como objetivo obter um determinado</p><p>resultado, seja no campo da ciência, da tecnologia, das artes ou no esporte, como</p><p>no caso do handebol, por exemplo.</p><p>Vieira e Freitas (2007) descrevem a técnica no handebol como um elemento</p><p>fundamental que viabiliza toda a concepção do jogo, e serve de apoio ao plano</p><p>tático, uma vez que está apoiada nos fundamentos técnicos. Trata-se, neste sentido,</p><p>da execução dos movimentos ou dos fundamentos técnicos do jogo, e depende de</p><p>alguns aspectos importantes, a destacar: as capacidades físicas e as habilidades</p><p>motoras gerais e específicas dos participantes, além dos aspectos cognitivos, muito</p><p>utilizados nas tomadas de decisões e estratégias a serem adotadas da equipe.</p><p>De fato, a fundamentação técnica também se baseia no processo de</p><p>aprendizagem e desenvolvimento de algumas competências mínimas e específicas</p><p>para o desempenho da modalidade, conforme descreve Abreu e Bergamaschi</p><p>(2016), mostrando a importância do refinamento da técnica como elemento</p><p>primordial para a execução otimizada do gesto técnico de cada jogador.</p><p>É importante entender que os fundamentos técnicos de uma modalidade</p><p>esportiva podem ser considerados os elementos que trazem à modalidade o status</p><p>de prática esportiva, mesmo que não-formal, a execução destes fundamentos</p><p>básicos deve ser implementada, no intuito de buscar-se o melhor desenvolvimento</p><p>do jogo em si.</p><p>De fato, o êxito durante um jogo depende da correta execução de</p><p>movimentos por parte de cada um dos jogadores, e tratando-se de esportes</p><p>coletivos, como é o caso do handebol, os jogadores desempenham funções</p><p>específicas dentro de uma mesma equipe, o que torna mais complexo ainda o</p><p>processo, pois um acaba dependendo do outro, e o sucesso da equipe passa por</p><p>Erro!</p><p>Fonte de</p><p>referênci</p><p>a não</p><p>encontra</p><p>da.</p><p>24</p><p>esse importante ajuste no âmbito técnico.</p><p>Vale destacar que Bayer (1986) apud Almeida e Dechechi (2012) menciona</p><p>que a técnica representa todo um repertório de gestos, desenvolvidos</p><p>individualmente, de acordo com a especificidade da ação no jogo, sendo este fruto</p><p>da história e da evolução de cada jogo esportivo coletivo e baseado na experiência</p><p>acumulada e continuamente enriquecida pelas gerações precedentes de</p><p>desportistas.</p><p>Neste capítulo, você conhecerá os principais fundamentos técnicos</p><p>necessários à prática do handebol, independentemente de sua manifestação</p><p>social: educacional, participativa ou competitiva.</p><p>2.2 A IMPORTÂNCIA DO GESTO TÉCNICO APLICADO AO HANDEBOL</p><p>O handebol é uma modalidade coletiva, desenvolvido por meio de ações</p><p>individuais e coletivas. No decorrer do andamento de uma partida serão</p><p>desenvolvidas ações técnicas individuais, como passes, arremessos, dribles, fintas</p><p>etc., e em alguns momentos ocorrerão ações coletivas.</p><p>No caso do jogo de handebol ocorrem em sucessivas ações de ataque e</p><p>defesa, e para vencer uma partida de handebol é necessário que a equipe alcance</p><p>o maior número de gols do que a equipe adversária. Desse modo, enquanto uma</p><p>equipe realiza o ataque, a outra equipe defende. O objetivo final durante um ataque</p><p>é fazer o gol, já o da equipe que está defendendo é defender. Por isso é que durante</p><p>uma partida ocorrerão várias ações de ataque e defesa alternadas, dependendo</p><p>de quem estiver com a posse de bola (FRANKE, 2018).</p><p>Reis (2006) destaca que os fundamentos básicos do handebol são</p><p>desenvolvidos por meio de movimentos que são executados segundo um</p><p>determinado gesto técnico, descrito biomecanicamente, os quais oportunizam a</p><p>execução de um movimento com menor gasto energético, rapidez e velocidade,</p><p>resultando em maior eficácia.</p><p>Neste sentido, o autor ainda destaca que esses fundamentos básicos estão</p><p>também associados aos fundamentos técnicos, considerados, os gestos que</p><p>individualmente cada jogador realiza a partir de movimentos específicos do</p><p>handebol para desenvolvero jogo. No caso do handebol, os gestos são determinados</p><p>pelas limitações que as regras oficiais impõem tanto aos jogadores como ao próprio</p><p>25</p><p>contexto do jogo. Por isso que em alguns casos os gestos são limitados e adequados</p><p>de acordo com as situações que o jogo demanda.</p><p>2.3 OS FUNDAMENTOS TÉCNICOS UTILIZADOS NO HANDEBOL</p><p>Franke (2018) destaca que as ações dos jogadores no handebol diferem de</p><p>acordo com a situação de jogo, basicamente de quatro formas:</p><p>I. Situação de ataque: uma das equipes tem a posse da bola e busca a</p><p>progressão, trocar passes, infiltrar-se e fazer arremates contra o gol</p><p>adversário;</p><p>II. Situação de defesa: uma das equipes busca preencher os espaços,</p><p>defender o gol e tenta interceptar passes ou tomar a bola do adversário</p><p>para atacar;</p><p>III. Situação de ataque-defesa: fase de transição para a defesa, na qual uma</p><p>das equipes realizou o arremate ou perdeu a posse da bola e precisa postar-</p><p>se defensivamente, buscando evitar um contra-ataque;</p><p>IV. Situação de defesa-ataque: fase de transição para o ataque, na qual uma</p><p>das equipes sofreu o arremate ou recuperou a posse da bola e precisa</p><p>postar-se ofensivamente, buscando um contra-ataque.</p><p>Além das quatro situações de jogo apresentadas, destaca-se uma outra,</p><p>conhecida como – situação de bola parada – que corresponde ao reinício do jogo,</p><p>por exemplo, após a marcação de uma infração/penalidade pelo árbitro, em que</p><p>a bola se encontra parada, sendo colocada em ação (movimento), por meio de</p><p>um “tiro” correspondente à situação ocorrida (ex: tiro livre, sete metros, lateral, de</p><p>canto).</p><p>Vieira e Freitas (2007) descrevem que no handebol, os fundamentos técnicos</p><p>se dividem entre aqueles que são utilizados no ataque ou na defesa. Neste sentido,</p><p>é importante destacar que o êxito da equipe e dos jogadores, está associado ao</p><p>alcance de metas, das quais são necessárias como base, o desenvolvimento das</p><p>26</p><p>habilidades técnicas, além das táticas. Por exemplo, para conservar a bola consigo,</p><p>o jogador deve se deslocar a fim de evitar a marcação, dar bons passes para os</p><p>companheiros de equipe e receber adequadamente a bola, evitando que o</p><p>adversário intercepte a jogada, conforme descreve Menezes (2012). Em adição, na</p><p>progressão, a manutenção da posse de bola de bola é fundamental, executando-</p><p>se os fundamentos básicos e táticos, tanto individuais quanto coletivos. Para</p><p>alcançar o gol, todos os passos anteriores devem ser realizados, procurando</p><p>arremessar de posições favoráveis (FRANKE, 2018).</p><p>Por outro lado, nos aspectos defensivos, a equipe precisa de muita</p><p>concentração e disciplina tática para portar-se corretamente no sistema de defesa,</p><p>além de velocidade e elevado tempo de reação para buscar retomar a posse de</p><p>bola, seja por meio de uma interceptação, seja por meio de um desarme por parte</p><p>de um jogador. (FRANKE, 2018; MENEZES, 2012).</p><p>É importante ressaltar, todavia, que junto à fundamentação técnica da</p><p>modalidade, deve-se atentar para o fato de como todo o processo de</p><p>aprendizagem e desenvolvimento de algumas competências mínimas e específicas</p><p>para o desempenho da modalidade podem ser desenvolvidos.</p><p>A seção seguinte abordará as habilidades técnicas específicas dos jogadores</p><p>de linha e também do goleiro, lembrando que existem fundamentos técnicos que</p><p>são associados tanto aos jogadores de linha quanto ao goleiro, exceto o fato de</p><p>que, no handebol, o goleiro pode utilizar os pés para realizar defesas, conforme</p><p>destacado mais a frente nas regras oficiais do handebol.</p><p>2.4 HABILIDADES TÉCNICAS ESPECIFICAS DOS JOGADORES DE LINHA E DO</p><p>GOLEIRO</p><p>Vieira e Freitas (2007) destacam que antes de iniciar qualquer treinamento de</p><p>27</p><p>algum fundamento ou habilidade técnica, faz-se necessário trabalhar-se o controle</p><p>de corpo, sendo este um fundamento</p><p>que está presente tanto nas ações ofensivas</p><p>quanto nas defensivas, tanto para os jogadores linha como para o goleiro, sendo</p><p>uma característica encontrada em modalidades esportivas onde é necessário que</p><p>o praticante domine seu próprio corpo durante a realização dos movimentos</p><p>específicos, ou gestos técnicos da modalidade, como vemos no handebol, o passe</p><p>e/ou arremesso que dependem do equilíbrio e o domínio corporal, e que também</p><p>são elementos muito úteis para a execução de jogadas, neste caso, para as saídas</p><p>rápidas, as paradas bruscas, as mudanças de direção, os deslocamentos, os saltos,</p><p>as aterrissagens e etc. Ainda de acordo com os autores, no handebol, a importância</p><p>que se dá ao domínio do corpo deve ser considerada, haja vista, ser considerada,</p><p>haja vista a execução de muitos fundamentos estarem atreladas a um bom domínio</p><p>corporal. E por tratar-se de uma modalidade dinâmica, deve ser desenvolvido</p><p>sempre na intencionalidade de maximizar as ações defensivas e/ou ofensivas.</p><p>As técnicas de ataque, são aquelas cujo objetivo é direcionado à progressão</p><p>ao gol, e para tal deve-se utilizar os fundamentos mais adequados para tal. É</p><p>considerado a maneira como os companheiros de equipe trabalham a jogada (a</p><p>bola), visando dar continuidade ou fluidez ao lance (TENROLER, 2004; VIEIRA e</p><p>FREITAS, 2007).</p><p>Neste sentido, o passe e a recepção, ganham destaque no handebol, pois</p><p>constituem-se como elementos fundamentais da condução de bola entre os</p><p>companheiros, além de permitir a preparação da jogada para as finalizações, tanto</p><p>para os jogadores de linha, como para o goleiro.</p><p>Este fundamento é descrito pela maneira de enviar e dirigir a bola ao</p><p>companheiro, de forma correta, com finalidade de facilitar a continuidade do jogo.</p><p>O passe, junto com a recepção, é considerado elemento fundamental na</p><p>condução da bola, entre os companheiros e na preparação da finalização</p><p>(ZAMBERLAM, 1999 apud ALMEIDA; DECHECHI, 2012).</p><p>Ainda de acordo com Almeida e Dechechi (2012), independentemente do</p><p>tipo de passe utilizado, a bola pode descrever a trajetória reta – cujo objetivo é fazer</p><p>com que a bola chegue o mais rápido possível ao colega de equipe; parabólica –</p><p>em que visa lançar a bola por cima de um defensor que se coloque entre dois</p><p>atacantes; quicada – onde o objetivo é lançar por baixo de um defensor que se</p><p>coloque entre dois atacantes. Todos os tipos de passe que serão apresentados a</p><p>28</p><p>seguir podem ser executados com o jogador parado, em deslocamento ou em</p><p>suspensão.</p><p>Existem cinco tipos de passes, dentre os quais: passe de ombro, por trás do</p><p>quadril, por trás da cabeça, em pronação, o pendular e suas variações). Franke</p><p>(2018) destaca que o trabalho orientado para a iniciação deve ser focado nos</p><p>aspectos mais simples progredindo gradativamente até atingir níveis mas</p><p>complexos. Destacam-se, então, dois tipos de situações metodológicas que podem</p><p>ser adotadas: o tipo simples, onde o trabalho inicial se realiza com pequenos grupos</p><p>de 2 a 3 alunos, com uma bola e sem defensor; e o tipo complexo, onde também</p><p>se trabalha com grupos de 2 a 3 alunos, porém com maior número de bolas e</p><p>defensores em igualdade numérica. Vale ressaltar que no tipo simples deve ser</p><p>aplicado quando o objetivo é orientado ao aprendizado do fundamento, sem a</p><p>preocupação excessiva com as ações defensivas, em um primeiro momento; e no</p><p>caso do tipo complexo, faz-se necessário intensificar o objetivo, no sentido de aplicá-</p><p>lo em diferentes situações, dentre as quais, a partir de um contexto em que</p><p>prevaleça as situações de pressão espaço-temporal, na presença de defensores</p><p>(VIEIRA e FREITAS, 2007). A figura 1 mostra ainda dois outros tipos de passes diferentes</p><p>e que são muito utilizados no handebol, o passe de ombro (Figura 1 a) e o passe em</p><p>pronação (Figura 1 b).</p><p>Figura 1: Tipos de passes no handebol</p><p>(a) de ombro; (b) em pronação.</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 59-60)</p><p>Em paralelo, aos passes, temos ainda, as recepções, fundamento este que de</p><p>acordo com Tenroler (2004) significa o ato de receber e controlar a bola, sendo</p><p>considerada técnica básica da modalidade, em que o objetivo principal é fazer</p><p>29</p><p>com que o jogador consiga um domínio amplo/controle sobre a bola a ele passada.</p><p>É importante destacar que as recepções visam também reter a bola, protegendo-a</p><p>do adversário e enquadrando o corpo em condições de se executar outros</p><p>movimentos (VIEIRA; FREITAS, 2007).</p><p>De toda maneira, as recepções são considerados gestos específicos de</p><p>receber, amortecer e reter a bola de forma assertiva, tendo em vista as diferentes</p><p>posições e situações dos jogadores, em quadra, onde tem-se o foco de preparação</p><p>para as finalizações e ainda, na manutenção da posse de bola. Almeida e Dechechi</p><p>(2012) destaca que tecnicamente, a recepção deve ser feita com as mãos</p><p>paralelas, ligeiramente côncavas e com as palmas das mãos voltadas para frente.</p><p>Porém, recentemente os atletas tendem a realizar este gesto utilizando apenas uma</p><p>mão.</p><p>No handebol existem seis tipos de recepções: recepção alta, média, baixa,</p><p>em deslocamento, em suspensão e recepção no solo (FRANKE, 2018; VIEIRA e</p><p>FREITAS, 2007). Entretanto, é importante ressaltar que no processo de iniciação</p><p>esportiva, recomenda-se que os seis tipos de recepções sejam desenvolvidos em</p><p>conjunto com os passes, sendo que a ênfase inicial do trabalho deve ser no domínio</p><p>correto sobre a bola, de modo que a mesma não saia da posse de sua equipe,</p><p>conforme descreve Tenroler (2004).</p><p>A empunhadura, trata-se de um importante fundamento o qual está</p><p>associado à recepção, ao passe, enfim, muito importante para a execução de um</p><p>gesto técnico no handebol. De acordo com Franke (2018) é considerado o principal</p><p>fundamento do handebol, e base para os demais fundamentos, a empunhadura</p><p>consiste na forma de segurar com uma das mãos a bola de handebol. Sem uma</p><p>empunhadura adequada, dificilmente serão realizados os demais fundamentos,</p><p>como receber, passar, arremessar, driblar e fintar (ALMEIDA; DECHECHI, 2012). A</p><p>empunhadura pode ser realizada com o jogador parado ou em movimento (Figura</p><p>2). De acordo com Vieira e Freitas (2007) este fundamento está associado ao ato de</p><p>receber a bola e livrar-se dela, de forma orientada, explorando a técnica do</p><p>manuseio, que pode ser executado com uma ou ambas as mãos, segurando-a com</p><p>as falanges distais dos cinco dedos abertos e com a palma da mão em uma posição</p><p>ligeiramente côncava, podendo ser realizada com o jogador parado ou em</p><p>movimento e nos diferentes planos do corpo.</p><p>30</p><p>Figura 2: Empunhadura no handebol.</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 58)</p><p>O arremesso é considerado um dos fundamentos técnicos mais importantes,</p><p>e que possibilita ao jogador fazer o gol na equipe adversária. Vieira e Freitas (2007)</p><p>destacam que existem três tipos de arremessos no handebol, a destacar: o</p><p>arremesso básico; com salto; e ainda, o arremesso com queda.</p><p>Almeida e Dechechi (2012) descreve que este é um meio técnico realizado</p><p>sempre em direção ao gol. É a maneira de enviar e dirigir a bola em direção ao alvo,</p><p>de forma correta, com finalidade de facilitar a anotação do gol. Para cumprir os</p><p>objetivos ofensivos do jogo de handebol, o praticante deverá estar preparado para</p><p>arremessar a bola em diferentes situações. Por isso, o arremesso pode ser realizado</p><p>com o jogador apoiado no solo, após a bola ter perdido contato com a mão do</p><p>arremessador, a perna que estava posicionada atrás deverá ser levada à frente,</p><p>seguindo o movimento do tronco (Figura 3 a) ou em suspensão (saltando), o qual</p><p>deve ser realizado em deslocamento frontal e vertical simultaneamente, podendo</p><p>ser mais vertical em arremesso de longa distância e mais frontal em arremessos de</p><p>curta distância, a fim de obter maior tempo de vôo/em suspensão (Figura 3 b).</p><p>31</p><p>Figura 3: Tipos de arremessos no handebol</p><p>(a) apoiado; (b) em suspensão.</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 58)</p><p>As progressões, de acordo com Vieira e Freitas (2007), é considerada um</p><p>fundamento técnico, em que</p><p>o principal objetivo é dar ao jogador condições</p><p>necessárias para a sua progressão em direção à quadra adversária, em posse de</p><p>bola, no intuito de conseguir o melhor posicionamento possível dentro das variantes</p><p>ambientais que o jogo oferece, buscando a meta adversária (gol). No handebol</p><p>existem dois tipos de progressões: o drible e o ritmo (trifásico e o duplo trifásico).</p><p>No caso específico do ritmo trifásico, Tenroler (2004) destaca que este é</p><p>constituído por três passadas consecutivas em que o jogador, em posse da bola,</p><p>pode realizar, independentemente da perna utilizada. Cabe ao jogador identificar,</p><p>32</p><p>como executar o ritmo trifásico de acordo com as possibilidades da situação da</p><p>partida. As seguintes possibilidades podem ser desenvolvidas, como por exemplo:</p><p>esquerda + direita + esquerda; esquerda + direita + direita; esquerda + esquerda +</p><p>direita; direita + esquerda + direita; direita + esquerda + esquerda; direita + direita +</p><p>esquerda, conforme descreve (VIEIRA e FREITAS, 2007).</p><p>Os autores descrevem a possibilidade de uma variação interessante, na qual</p><p>pode ser executada o chamado “duplo ritmo trifásico” ou a dupla passada,</p><p>constituído da realização de sete passos pelo jogador em posse da bola (VIEIRA e</p><p>FREITAS, 2007) e também independentemente da perna utilizada, verificando</p><p>aspectos fundamentais da técnica, em que os três primeiros passos podem ser</p><p>executados com a posse de bola, imediatamente após sua recepção, e,</p><p>simultaneamente à execução do quarto passo, onde o jogador terá que driblar a</p><p>bola no solo uma vez, tornar a empunhá-la e executar mais três passos, com ela</p><p>dominada, onde ao final do sétimo deve passá-la a um companheiro ou arremessá-</p><p>la em direção ao gol, conforme descreve Tenroler (2004).</p><p>Em relação aos dribles, Franke (2018) define este fundamento como o ato de</p><p>quicar a bola com uma das mãos contra o solo, parado ou em movimento, deve ser</p><p>feito com a mão em cima da bola, e, durante o deslocamento, deve-se deixar</p><p>preferencialmente a bola em posição lateral e à frente do corpo. Esse fundamento</p><p>é importante quando a equipe/atleta visa a progressão em quadra, mantendo-se a</p><p>posse de bola. De fato, pode ser muito utilizado em situações de contra-ataque,</p><p>para fintar a defesa, sair de marcações, em jogadas individuais e para buscar uma</p><p>posição favorável para o arremesso. De acordo com Almeida e Dechechi (2012)</p><p>existem dois tipos de dribles no handebol: o drible alto, utilizado para deslocamentos</p><p>em grande velocidade, sendo fundamental para um bom contra-ataque; e o drible</p><p>baixo, utilizado basicamente para a proteção de bola.</p><p>Temos ainda as fintas, as quais constituem-se no ato de fingir, do particípio</p><p>passado fintar (VIEIRA e FREITAS, 2007). É importante destacar que este gesto</p><p>(fundamento) é muito utilizado no handebol, devido a sua função de tentar de</p><p>alguma maneira "ludibriar" o adversário, buscando-se livrar-se de uma marcação,</p><p>por exemplo. O objetivo deste fundamento é fazer com que o adversário acredite</p><p>em uma determinada ação técnica ofensiva, que não acontecerá, levando-o a</p><p>tomar uma postura, posição ou atitude ineficiente diante do ataque, sendo que,</p><p>logo após isto, o atacante realiza outro fundamento técnico qualquer, diferente</p><p>33</p><p>daquele proposto na finta (ALMEIDA e DECHECHI, 2012). De fato, existe uma enorme</p><p>quantidade de possibilidades de realização das fintas, dentre as quais destacam-se:</p><p>a finta de arremesso, de drible, de passe, de mudança de direção (com ou sem</p><p>bola), de marcação, de desmarcação, de ataque, de velocidade, de corpo, etc.</p><p>No caso específico dos fundamentos técnicos de defesa, existe a posição</p><p>básica defensiva; o deslocamento básico defensivo; o bloqueio defensivo; a</p><p>marcação por impedimento e as diferentes técnicas de goleiro (ALMEIDA;</p><p>DECHECHI, 2012; SIMÕES, 2002) as quais estão associadas sobretudo aos goleiros, ou</p><p>aos jogadores de linha em situação defensiva, como na formação de uma barreira</p><p>à frente da área do gol, por exemplo.</p><p>Franke (2018) menciona que a posição básica defensiva é definida como</p><p>aquela que favorece todos os deslocamentos dos defensores para se realizar a</p><p>marcação, a partir de posições anatômicas de seus atletas, de forma especifica</p><p>para tal. Por outro lado, no deslocamento básico defensivo, o defensor desloca-se</p><p>em direção ao seu atacante correspondente, com ou sem a bola, ou ainda,</p><p>desloca-se em direção ao espaço proporcionado por outro defensor em fase de</p><p>marcação. Almeida e Dechechi (2012) e Simões (2002) descrevem que o bloqueio</p><p>defensivo, por sua vez, é um fundamento técnico utilizado para interceptar a bola</p><p>lançada ao gol, sendo considerado como o recurso final de um defensor de linha. E</p><p>por fim, a marcação por impedimento consiste na maneira pela qual o defensor</p><p>evita as ações do atacante, segurando o braço de arremesso do ofensor com uma</p><p>das mãos e o quadril com a outra.</p><p>Em relação às habilidades específicas do goleiro (fundamentos), apesar de</p><p>as características de cada jogador serem distintas na quadra de jogo, de modo</p><p>geral todos têm funções semelhantes. Contudo, o jogador que mais difere com</p><p>relação aos fundamentos é o goleiro, cujo treinamento, nesse sentido, também deve</p><p>ser diferenciado, embora, muitas vezes, esse aspecto seja negligenciado em</p><p>algumas equipes. Por isso, a importância de se conscientizar que o goleiro precisa</p><p>de um treinamento de técnicas e fundamentos específicos no processo didático-</p><p>pedagógico (FRANKE, 2018; MENEZES, 2012).</p><p>As técnicas de goleiro, devem ser muito bem executadas, pois exige alguns</p><p>pré-requisitos, como por exemplo, um reflexo apurado, para que as defesas tenham</p><p>alguma chance de serem realizadas, dada a pouca distância e a grande força que</p><p>os atacantes empreendem no momento de se tentar um arremesso ao gol. Sendo</p><p>34</p><p>assim, as defesas são realizadas dentro de uma pequena fração de segundo,</p><p>disponível para o goleiro, conforme destaca Simões (2002).</p><p>Franke (2018) menciona que as técnicas de defesa do goleiro são variadas,</p><p>porém existem três consideradas as mais tradicionais: a defesa alta, consiste na</p><p>intenção de interceptação de bolas que os atacantes arremessam acima da linha</p><p>dos ombros dos goleiros. Esse tipo de defesa deve ser executada com uma ou</p><p>ambas as mãos, saltando ou não. Vale ressaltar um outro tipo de defesa, classificado</p><p>como “meia altura”, a qual é derivada das bolas arremessadas pelos atacantes</p><p>entre a linha do joelho e a linha dos ombros dos goleiros, podendo ser realizada com</p><p>as mãos, pernas e/ou quadris. E por fim, temos a defesa baixa deriva das bolas</p><p>arremessadas abaixo da linha do joelho, podendo ser realizada com os pés, as mãos</p><p>alternadas ou simultaneamente, conforme apresentado na Figura 4 (a, b, c).</p><p>Figura 4: Tipos de defesas no handebol. (a) alta; (b) meia altura; (c) baixa.</p><p>Fonte: Almeida e Dechechi (2012, p. 73-74)</p><p>E, por fim, a defesa em “X”, pode ser realizada sempre que as bolas forem</p><p>arremessadas por pivôs ou atacantes, em fase de contra-ataque, quando a</p><p>intenção do goleiro for diminuir os espaços em arremessos realizados entre a linha</p><p>dos ombros e dos quadris. É um tipo de defesa que é desempenhada por meio de</p><p>35</p><p>um salto, seguido de um movimento de abdução de ombros e quadris,</p><p>simultaneamente, proporcionando o alinhamento dos braços na linha do ombro e</p><p>das pernas na linha do quadril, onde a defesa pode ser realizada com qualquer</p><p>parte do corpo (SIMÕES, 2002).</p><p>36</p><p>FIXANDO O CONTEÚDO</p><p>1. As ações dos jogadores no handebol diferem de acordo com a situação de jogo.</p><p>Neste sentido, para que os jogadores consigam atingir essas metas, são necessárias</p><p>habilidades técnicas e táticas, como por exemplo, para conservar a bola consigo,</p><p>o jogador deve se deslocar a fim de evitar a marcação, dar bons passes para os</p><p>companheiros de equipe e receber adequadamente a bola, evitando que o</p><p>adversário intercepte a jogada.</p><p>Baseado nessa afirmativa, assinale a opção que apresente as quatro formas ou</p><p>situações referentes à atuação técnica e tática de um jogador</p><p>de handebol.</p><p>a) Situação de ataque, Situação de transição, Situação de flutuação e Situação de</p><p>defesa-ataque.</p><p>b) Situação de defesa, Situação de ataque, Situação de ataque-defesa e Situação</p><p>de defesa-ataque.</p><p>c) Situação de defesa-ataque, Situação de ataque-defesa, Situação de transição e</p><p>Situação de resolução de problemas.</p><p>d) Situação de ataque, Situação de defesa, Situação de infiltração e Situação</p><p>técnico-tática.</p><p>e) Situação de defesa, Situação de ataque, Situação técnico-tática e Situação de</p><p>defesa-ataque.</p><p>2. O handebol é decorrente de sucessivas ações de _________ e ___________, e para</p><p>vencer uma partida é necessário que a equipe alcance o maior número de gols do</p><p>que a equipe adversária. O objetivo final durante um __________ é fazer o gol, já o</p><p>da equipe que está defendendo é defender. Por isso é que durante uma partida</p><p>ocorrerão várias ações de ataque e defesa alternadas, dependendo de quem</p><p>estiver com a posse de bola</p><p>Assinale a alternativa que apresente os termos que preencham de forma correta as</p><p>lacunas:</p><p>a) Ataque – defesa – lançamento.</p><p>37</p><p>b) Defesa – estratégia – sistema.</p><p>c) Tática – técnica – ataque.</p><p>d) Ataque – defesa – ataque.</p><p>e) Recuo – posse de bola – ataque.</p><p>3. (Concurso público UFRJ/2004 – adaptado) Dentre os fundamentos técnicos do</p><p>handebol, de ataque e/ou de defesa, aquele que fornece base para o aprendizado</p><p>dos demais fundamentos do jogo é:</p><p>a) O arremesso.</p><p>b) O drible.</p><p>c) A cobrança de faltas.</p><p>d) A defesa.</p><p>e) O passe.</p><p>4. O controle do corpo é um fundamento que deve ser desenvolvido/trabalhado ao</p><p>longo do processo, sobretudo na iniciação do handebol, haja vista tratar-se de um</p><p>elemento que está presente tanto nas ações ofensivas quanto nas defensivas, tanto</p><p>para os jogadores linha como para o goleiro, e se caracteriza no fato de que em</p><p>toda modalidade esportiva é necessário que o praticante domine seu próprio corpo</p><p>durante a realização dos movimentos específicos que envolvem a prática, a</p><p>exemplo do equilíbrio e o domínio corporal necessários as saídas rápidas, as paradas</p><p>bruscas, as mudanças de direção, os deslocamentos, os saltos, as aterrissagens e</p><p>etc.</p><p>A partir do excerto acima, e considerando seus conhecimentos sobre o tema, avalie</p><p>as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.</p><p>I. O ato de dominar o corpo, é de suma importância sobretudo em modalidades</p><p>dinâmicas, como é o handebol, em que as ações defensivas e/ou ofensivas são</p><p>constantes ao longo da partida.</p><p>PORQUE</p><p>38</p><p>II. O indivíduo que consegue manter seu corpo em equilíbrio durante as ações ou</p><p>fundamentos técnicos, como por exemplo, o passe, dificilmente conseguirá êxito em</p><p>uma determinada situação de jogo (um passe mais longo, por exemplo).</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:</p><p>a) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.</p><p>b) As asserções I e II são falsas.</p><p>c) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.</p><p>d) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da</p><p>I.</p><p>e) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa</p><p>correta da I.</p><p>5. (IFB/2017 – adaptado) Em relação aos fundamentos técnicos utilizados no</p><p>handebol e suas aplicações durante o jogo, analise as afirmativas abaixo.</p><p>I) O passe é a ação de tomada de contato com a bola, controlando-a para realizar</p><p>na continuação outra ação.</p><p>II) A finta é a ação técnica que oferece ao jogador o máximo de possibilidades de</p><p>progressão espacial com a bola.</p><p>III) O arremesso é a ação de aplicar um impulso à bola de forma que percorra uma</p><p>distância determinada em direção ao gol, procurando superar o goleiro e conseguir</p><p>o gol.</p><p>IV) Uma troca de passes em velocidade no ataque é capaz de provocar um</p><p>desequilíbrio defensivo em determinada situação de jogo.</p><p>V) Um drible pode ser entendido como uma ação realizada pelo jogador com bola</p><p>que, por meio de um engano, tenta iludir uma marcação em proximidade do</p><p>oponente direto.</p><p>Neste sentido, assinale a alternativa que apresenta somente as afirmativas</p><p>CORRETAS.</p><p>a) III e IV.</p><p>39</p><p>b) II e III.</p><p>c) I, III e IV.</p><p>d) I, IV e V.</p><p>e) III, IV e V.</p><p>6. O handebol, como qualquer outro esporte coletivo, repleto de imprevisibilidade e</p><p>aleatoriedade, exige de seus jogadores constantes adaptações às situações que</p><p>emergem em busca dos seus objetivos. O número de ações possíveis do atacante</p><p>com a posse de bola é grande e ele deve ser capaz de identificar a ação correta,</p><p>como por exemplo, driblar, passar a bola, fintar o adversário e/ ou arremessar a gol.</p><p>Da mesma forma, o defensor precisa reagir e decidir o que deve ser feito para</p><p>retomar a posse da bola. Para tanto, ambos devem saber executar os fundamentos</p><p>do handebol e saber aplicá-los nos momentos propícios.</p><p>Neste sentido, marque V para verdadeiro ou F para falso, no que tange as</p><p>características de alguns dos principais fundamentos do handebol.</p><p>( ) A finta é considerada o principal fundamento do handebol, e considerado como</p><p>base para todos os outros fundamentos.</p><p>( ) O passe é utilizado para dar sequência ao jogo e elaborar jogadas, sendo capaz</p><p>de alterar a velocidade do jogo.</p><p>( ) O arremesso é o fundamento utilizado em uma situação de jogo de ataque,</p><p>executado para fazer o gol.</p><p>( ) O drible é o fundamento realizado quando um jogador sem posse de bola</p><p>ameaça fazer um movimento na quadra, mas em seguida muda de direção, com</p><p>o intuito de enganar o adversário.</p><p>( ) A recepção deve ser feita com as duas mãos paralelas, com a palma das mãos</p><p>posicionadas de forma côncava e voltada para frente, na direção em que a bola</p><p>está vindo.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresente a sequência CORRETA.</p><p>a) V - F - V - F - V.</p><p>b) F - V - V - F - V.</p><p>40</p><p>c) F - V - F - V - F.</p><p>d) F - F - V - V - F.</p><p>e) V - F - F - F - V.</p><p>7. (Concurso público Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da</p><p>Paraíba – 2013 – questão 45) O handebol é um esporte dinâmico, bastando uma</p><p>bola e alguns jogadores para sua realização. Disputado entre duas equipes, seu</p><p>objetivo é a marcação do maior número de gols possível, algo que a cultura</p><p>brasileira tanto admira no futebol.</p><p>Durante um jogo de handebol, caso você segure a bola ao driblar, suas funções</p><p>ficarão limitadas a:</p><p>I. Repetir o drible.</p><p>II. Passar a bola.</p><p>III. Deslocamento em até três passos.</p><p>Considerando a jogada descrita no enunciado, está(ão) CORRETA(S) as funções</p><p>apresentadas em:</p><p>a) I apenas.</p><p>b) II apenas.</p><p>c) I e III apenas.</p><p>d) I e II apenas.</p><p>e) II e III.</p><p>8. Sobre os fundamentos técnicos de base de um goleiro de handebol, como</p><p>deslocamento, postura, posição e tipos de defesa, pode-se afirmar que cada</p><p>técnica aplica-se a uma situação. Neste sentido, em que situação o goleiro deve</p><p>utilizar uma posição adiantada?</p><p>a) Para diminuir o ângulo de ataque do adversário.</p><p>b) Quando há um ataque da sua equipe.</p><p>c) Quando os atacantes estão armando a jogada.</p><p>41</p><p>d) Para ter mais tempo para reagir a um ataque.</p><p>e) Para aumentar o ângulo de ataque do adversário.</p><p>42</p><p>SISTEMAS DE JOGO NO HANDEBOL</p><p>3.1 INTRODUÇÃO</p><p>A compreensão dos sistemas táticos de jogo é algo fundamental quando o</p><p>handebol é entendido a partir de sua concepção formal, sobretudo. Tanto na</p><p>iniciação (ambiente escolar, por exemplo) como no alto rendimento (equipes</p><p>profissionais) os sistemas táticos são os responsáveis não somente por determinar a</p><p>movimentação da própria equipe, e de seus jogadores, como também a estratégia</p><p>de jogo a ser adotada pelo adversário mediante uma situação surgida dentro da</p><p>partida, de ataque, defesa, contra-ataque, etc.</p><p>Enfim, quando se busca a prática de um esporte, muitas vezes, não se imagina</p><p>a complexidade que tal prática pode exigir de seus praticantes, portanto, o</p><p>compreensão dos aspectos que cerceiam as particularidades dos fundamentos</p><p>técnicos e táticos, apoiados numa metodologia de ensino organizada em seus</p><p>diversos aspectos, pode fazer com que o trabalho desenvolvido seja, de fato</p><p>relevante.</p><p>É importante destacar</p>no
Basquetebol
Fonte: Adaptado de Jerônimo et al. (2016) citado por Santos (2018, p. 23).
230
12.3 ANÁLISE DE DESEMPENHO NO BASQUETEBOL
A utilização de sistemas indicadores de desempenho em um jogo, como a
análise estatística e o scouting, demonstra aspectos essenciais para as definições de
estratégias, tendo em vista a organização técnica e tática das partidas. Nessas
análises, podem ser comparados, por exemplo, jogadores em várias posições, com
pareceres estatisticamente diferentes, que, ainda assim, são determinantes nos
pontos obtidos durante o jogo.
O basquete é uma modalidade esportiva que estabelece relações
importantes entre aspectos pedagógicos, biomecânicos, táticos, técnicos,
psicológicos e sociais. Em geral, todos eles contribuem para uma melhor eficácia no
jogo, conforme demonstrado na Figura 10. Esses aspectos devem ter como base a
situação real do jogo, porque é isso que define, de acordo com Gonçalves (2019)
tanto o trabalho quanto a maneira que as atividades e os exercícios vão sendo
propostos, tendo em vista as fases de aprendizagem, e servem ainda como
parâmetro para a estruturação de jogo, ou seja, da análise de desempenho e
performance individual e da equipe.
De acordo com Ferreira e De Rose Jr. (2010), para que o jogador consiga
realizar execuções corretas de um ou mais fundamentos do basquete, individual ou
coletivamente, é preciso planejar uma evolução progressiva, passando pelas fases
de aprendizagem (1), fixação (2) e aperfeiçoamento (3).
231
Figura 14: Estrutura de Jogo
Fonte: Adaptada de Ferreira e De Rose Jr. (2010)
A competitividade nas competições esportivas é muito grande, e um dos
diferenciais mais vistos atualmente passa a ser, o conhecimento que cada equipe
tem de si própria e dos adversários. Alvarez (2001) complementa mencionando que
o conhecimento das características que definem qualquer modalidade esportiva e
a análise dos tipos de exigências competitivas são imprescindíveis para se progredir,
aperfeiçoar e elaborar programas de preparação e treinamento apropriados nos
esportes coletivos.
O estudo do jogo a partir da observação do comportamento dos
jogadores e das equipes, constitui-se em um forte argumento para a
organização e avaliação dos processos de ensino e treino nas
modalidades esportivas coletivas. As formas de manifestação da
técnica, os aspectos táticos e a atividade física desenvolvida pelos
jogadores são parte do conteúdo abordado (GARGANTA, 1996, p.8).
De acordo com Janeira (1999) citado por De Rose Jr. e Tricoli (2010), no
universo dos esportes de rendimento e, particularmente, nos jogos esportivos
coletivos, a observação de jogo vem se revelando como meio imprescindível para a
caracterização das exigências específicas que são impostas aos jogadores em
situação competitiva. Esse tipo de estudo é encontrado na literatura com diferentes
nomes, entre eles: observação de jogo (game observation), análise notacional
(notational analysis) e análise de jogo (match analysis). A observação de jogo e a
análise notacional referem-se a determinados aspectos observados e registrados
durante a partida em tempo real, enquanto a análise do jogo refere-se à observação
e coleta de dados após a realização do evento, a partir da análise de vídeos, por
232
exemplo.
A observação do jogo e a aná lise notacional referem-se a
determinados aspectos observados e registrados durante a partida
em tempo real, enquanto a análise do jogo refere-se à observação e
coleta de dados após a realização do evento, a partir da aná lise de
vídeos, por exemplo (FERREIRA e DE ROSE JR. 2010, p. 125)
De acordo com estes autores, para que qualquer processo de análise tenha
fidelidade e validade, é necessário desenvolver sistemas e métodos de observação
que possibilitem o registro de todos os fatos relevantes do jogo de basquetebol,
produzindo-se desse modo informação objetiva e quantificável, consistente e
confiável. E ainda, de acordo com Garganta (1996) um jogo de basquetebol pode
ser analisado sob o ponto de vista – técnico e tático.
Mais especificamente quando se analisa o desempenho técnico de um ou
mais jogadores, procura-se determinar o nível de suas ações, a execução dos
fundamentos e a eficiência dessa execução, quantificando a ação através de uma
determinada mensuração. Já do ponto de vista tático, são analisadas as situações
desenvolvidas por pequenos grupos ou por toda a equipe, a partir de padrões
predefinidos (plano tático de jogo) tanto na defesa quanto no ataque (DE ROSE JR.,
e TRICOLI, 2010; GARGANTA, 1996).
O conjunto dessas observações (objetiva/subjetiva; qualitativa/quantitativa) é
chamado de “scouting”, termo aceito universalmente na linguagem corrente do
basquetebol (DE ROSE JR. e TRICOLI, 2010). O scouting é a arte de detectar as
variações do jogo e seus aspectos subjetivos, buscando sempre identificar o fator
desencadeador das atitudes dos jogadores e das equipes.
Especificamente no basquete, o scouting preocupa-se com o local e a
distância dos arremessos, o tipo de movimentação ofensiva que os gerou, o
posicionamento defensivo, entre tantos aspectos do jogo (TAVARES, 2001). Neste
sentido, a preocupação do scouting fica centralizada no local e na distância dos
arremessos, bem como nas causas das ações ofensivas e posições de defesa,
incluindo diversas situações de jogo. Em contrapartida, a estatística representa o
aluno/jogador ou a equipe de forma numérica, não priorizando as causas
qualitativas, e sim os aspectos quantitativos (FERREIRA e DE ROSE JR., 2010).
Para que qualquer análise seja fidedigna e válida, é preciso que haja o
desenvolvimento de métodos e sistemas observacionais, que favoreçam os registros
de tudo o que é representativo em situações de jogo no basquetebol, resultando em
233
dados objetivos, consistentes e confiáveis. Portanto, a análise estatística e o scouting
são considerados viáveis nesse contexto.
Tavares (2001) menciona que podem ser utilizadas diversas formas de análise
em um jogo de basquetebol, além de diferentes metodologias; entretanto, muitas
delas não têm rigor científico e são baseadas, somente, na experiência do
observador. As observações, em geral, são feitas pelos próprios técnicos, não
favorecendo análises fidedignas. Entretanto, isso vem mudando no que tange os
métodos de coleta de dados na estatística e no scouting, facilitando o trabalho dos
anotadores em geral.
O que antes era feito com papel e lápis, tornou-se um sofisticado sistema
envolvendo programas de computador e diferentes processos de análise, incluindo
os mais modernos, que são acionados por voz, nos quais os anotadores não precisam
desviar a atenção do jogo para registrar os dados (TAVARES, 2001).
Essas análises podem ocorrer com ênfase no aluno/jogador ou na equipe
como um todo. Nas análises baseadas no aluno/jogador, são observados aspectos
referentes à energia e aos aspectos motores, morfológicos e psicológicos em geral.
Com ênfase na equipe como um todo, as observações são focadas nos aspectos
táticos, motores e referentes à energia corporal, segundo Tavares (2001).
De forma específica, quando o desempenho técnico é analisado, seja
individual ou coletivo, o nível das ações é determinado de forma objetiva, mediante
a quantificação. As observações determinam a forma e a eficiência com que os
fundamentos são executados. Sob a perspectiva tática, são observados e analisados
grupos menores, ou mesmo toda a equipe, considerando padrões predefinidos,
tendo em vista o plano tático de jogo na defesa e no ataque (FERREIRA e DE ROSE
JR., 2010; GARGANTA, 1996).
É importante destacar que a estatística de jogo é utilizada mundialmente e
existem critérios que definem previamente cada um desses indicadores para garantir
a objetividade das observações e da quantificação. Esses mesmos critérios são
utilizados em torneios internacionais (Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais)
como também em torneio Nacionais e Regionais (por exemplo: Campeonato
Nacional e Campeonato

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