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Conteudista Prof.ª Dra. Vivian Fiori Revisão Textual Aline de Fátima Camargo da Silva Sociedade, Política e Ideologia Sumário Objetivos da Unidade ........................................................................................................... 3 Introdução .............................................................................................................................. 4 Política, Poder e Ideologia ................................................................................................... 4 O que é ideologia ................................................................................................................................9 O Estado Moderno e o Governo ........................................................................................ 11 Resumo da Trajetória das Formas de Política no Brasil ..............................................20 A Questão da Escravidão ...................................................................................................21 Material Complementar ................................................................................................... 28 Referências .......................................................................................................................... 29 3 Objetivos da Unidade Atenção, estudante! Aqui, reforçamos o acesso ao conteúdo on-line para que você assista à videoaula. Será muito importante para o entendimento do conteúdo. Este arquivo PDF contém o mesmo conteúdo visto on-line. Sua disponibili- zação é para consulta off-line e possibilidade de impressão. No entanto, re- comendamos que acesse o conteúdo on-line para melhor aproveitamento. • Analisar alguns conceitos e estudos sobre Sociologia e Política; • Discutir algumas formas de poder e ideologia; • Evidenciar a trajetória política do Brasil. 4 VOCÊ SABE RESPONDER? Qual é a influência das formas de poder e ideologia nos estudos sociológicos sobre a trajetória política do Brasil? Introdução Nesta Unidade vamos abordar o ramo da Sociologia Política, que trata da questão da política e de suas formas de poder. Para isso, abordaremos alguns estudos e con- ceitos a respeito do tema, bem como trataremos, brevemente, de alguns eventos e processos da história política no Brasil. Política, Poder e Ideologia A Sociologia Política é um ramo da Sociologia que estuda as formas de poder, cons- tituídas formalmente ou não. Podemos estudar política atrelando-a a um determina- do contexto social. Por exemplo, no governo Vargas (1930-1945) foi instituída uma política trabalhista que culminou com a criação da Consolidação das Leis do Traba- lho (CLT), lei trabalhista que ainda rege parte dos trabalhadores do Brasil. Logo, tal atividade pública é uma forma de política. A política acontece de diferentes maneiras, por meio de um partido político, mediante políticas públicas, a partir das re- lações internacionais, por intermédio dos movimentos sociais e políticos, entre outros. É um ato social que tem a premissa de discutir e compreender as relações de poder, bem como as atividades que buscam uma finalidade sociopolítica, a arte de negociação com vistas a compatibilizar determinados interesses da sociedade ou de suas parcelas. A política é um tema antigo na histó- ria humana, anterior à própria Sociologia. Na Grécia antiga muitos autores, como Aristóteles e Platão, já abordavam esse tema. 5 Com o aparecimento do Estado Moderno, surgiram teorias específicas acerca das formas políticas do Estado, em suas diversas facetas. Tais estudos de política, na maioria dos casos, convergem para a finalidade de desvendar a vida estatal, sua estrutura, funções, maneiras de atuar e suas relações. Reflita Mas o que é política? A origem etimológica da palavra vem do grego “politeia”, por sua vez derivado do termo “polis”, que era o termo usado para designar a cidade grega, e o que se destina para a Polis, de sua vida em coletividade. Na Ciência Política há vários conceitos para essa categoria, mas prevalecem estu- dos em relação às formas de atuação do governo, mediante as políticas públicas (educação, saúde, assistência social, meio ambiente etc.), bem como das formas de sistemas políticos existentes (parlamentarismo, presidencialismo, monarquia etc.) e suas relações de poder. Ao abordarmos questões sobre política, estamos, portanto, tratando de relações de poder. O poder, seja ele formal ou informal, diz respeito a um grupo ou relação interpessoal, não existindo, assim, poder em uma só pessoa, que viva isolada. Como explica a filósofa Hannah Arendt: O poder jamais é propriedade de um indivíduo, pertence ele a um grupo e existe apenas enquanto o grupo se mantiver unido. Quando dizemos alguém está ‘no poder’ estamos na realidade nos referindo ao fato de en- contrar-se esta pessoa investida de poder, por um certo número de pes- soas para atuar em seu nome. No momento em que o grupo – de onde se originara o poder – desaparece, desaparece também o seu poder. [...] Fonte: Arendt, 1985, p. 24 Trata-se de uma habilidade social humana de agir de comum acordo, de imposição de sua vontade contra ou com apoio de outros. Este poder pode ser exercido pelo Esta- do em suas variadas formas, mas também por pessoas e/ou instituições de diversos tipos. Logo, nem sempre o poder é fruto da violência, do abuso de poder e da força. 6 Cite-se, o caso de Gandhi, que sem utilizar métodos de violência, produziu uma onda social e política em torno de sua figura que culminou com a obtenção, pela Índia, de sua independência da Inglaterra. Poder, nesse caso, que lhe foi conferido por milhares de indianos que apoiaram suas ideias e, em alguns casos, seguiram suas propostas. Figura 1 – Retrato de Gandhi, 1931 Fonte: Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: a foto apresenta um retrato de Gandhi. A imagem está em preto e branco e destaca o rosto de Gandhi. No retrato, ele está usando óculos e o seu rosto está ligeiramente inclinado para baixo. Seus olhos são visíveis através dos óculos. Seu cabelo e barba são visíveis. Fim da descrição. Para que o poder seja legítimo, ele deve ser fundado na liberdade de escolha daque- les que serão investidos de poder no Estado, tendo consentimento da população. Se não é nessa condição, então, há o uso da força, da violência, como poderíamos exemplificar inúmeros governos ditatoriais pelo mundo. Cabe lembrar que não é só o Estado que tem poder, mas também, diver- sos grupos, instituições, organizações tanto formais e criadas legalmente, quanto as existentes de maneira ilegal ou informal. Assim como tais grupos e instituições, também podem usar de violência e força física, moral ou de infraestrutura para produzir coerção e violência, ultrapassando o consenso. 7 Poderíamos trazer como exemplos os grupos de narcotráfico e de redes de trafican- tes, os quais se espalham pela América Latina, e especificamente no Brasil, e que usam da persuasão, da violência e da força para dominar territórios e parte da sociedade. Figura 2 – Narcotraficante na América Latina Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: no centro da figura, há a representação de um homem com o rosto tampado, indicando o ano- nimato e a clandestinidade associados ao narcotráfico. O homem está segurando uma arma, que simboliza o uso da violência e o poder exercido por esses criminosos. Essa descrição busca transmitir uma noção geral da imagem acadêmica relacionada ao narcotráfico na América Latina, destacando a representação de um narcotraficante com o rosto tampado e uma arma, símbolos frequentemente associados a esse contexto específico. Fim da descrição. Logo, tratam-se de formas de poder paralelos ao do Estado, mas, muitas vezes, com o apoio de algumas pessoas inseridas dentro do próprio Estado. Há, também, o poder econômico que ocorre por pressão das grandes corporações, e mesmo o po- der ideológico, que pode ser propagado por agentes hegemônicos, pela mídia, por grandes corporaçõesou partidos. A ideologia pode estar em um discurso, em uma ideia, em uma concepção ou visão de mundo que ganha força, tornando-se assim a “verdade”, ainda que não seja necessariamente. Em um mundo atual, cada vez mais global, há uma ideologia dominante e um dis- curso de que se todos se esforçarem o mundo ficará melhor, que basta trabalhar e as situações serão melhores. Isso é um discurso tornado verdade, porém, ao mesmo tempo, sabemos por meio de dados que oito pessoas do mundo detêm a mes- ma renda de quase 50% da população mundial. Então, basta nos esforçarmos ou 8 o mundo precisa ser menos desigual? Todos têm as mesmas condições de poder? Todos os agentes? Todas as instituições? Sabemos que não. Logo, há um poder ideológico, dominante, mesclado com um poder econômico, expli- citado, por exemplo, pela alta renda de 8 pessoas, empresários de megacorporações, em detrimento de mais da metade da população, muitos vivendo de maneira indigna. Leitura Leia o texto Uma Economia para os 99% a res- peito da desigualdade global, disponível no QR Code. Em nosso cotidiano, estamos impregnados de ideologias de diversos tipos. Há uma ideologia dominante capitalista, global, conservadora, neoliberal, que cada vez mais adentra as nossas vidas, em todo o mundo. Esses discursos aparecem no nosso co- tidiano mediante as mídias em geral, na escola, no mundo acadêmico, nas ruas, na propaganda, entre outros meios. Marilena Chauí explica as contradições da ideologia burguesa por meio de um exemplo: Assim, por exemplo, faz parte da ideologia burguesa afirmar que a edu- cação é um direito de todos os homens. Ora, na realidade sabemos que isto não ocorre. Nossa tendência, então, será a de dizer que há uma contradição entre a idéia de educação e a realidade. Na verdade, porém, essa contradição existe porque simplesmente exprime, sem saber, uma outra: a contradição entre os que produzem a riqueza material e cultural com seu trabalho e aqueles que usufruem dessas riquezas, excluindo delas os produtores. Porque estes se encontram excluídos do direito de usufruir os bens que produzem, estão excluídos da educação, que é um desses bens. Em geral, o pedreiro que faz a escola; o marceneiro que faz as carteiras, mesas e lousas, são analfabetos e não têm condições de enviar seus filhos para a escola que foi por eles produzida. Essa é a contradição real, da qual a contradição entre a idéia de “direito de todos â educação” e uma sociedade de maioria analfabeta é apenas o efeito ou a consequência. Fonte: Chauí, 2004, p. 26 https://bit.ly/47i0Sag 9 O que é Ideologia? Trata-se de uma categoria que possui vários significados e começou a ser usada a partir do século XIX. Aqui, trazemos uma dessas concepções: é o conjunto de ideias e formas de pensamento de um grupo de pessoas, organizações e/ou instituições que se manifestam e legitimam por meio de formas de poder, por condutas de grupos ou organizações. É um sistema ordenado de pensamento e ideias, mas é comum, num mundo cheio de contradições, que exista uma diferença entre o que é posto por uma determinada ideologia e o que ocorre na prática. Existem ideologias de diferentes tipos, de esquerda e de direita, neoliberal, socialista, capitalista etc. Na ideologia capi- talista, por exemplo, a classe social dominante, tanto política quanto econômica, torna suas ideias dominantes para toda a sociedade, como dizia Marx e Engels: Os indivíduos que constituem a classe dominante possuem, entre outras coisas, também consciência e, por isso, pensam. Na medida em que domi- nam como classe e determinam todo o âmbito de uma época histórica, é evidente que o façam em toda a sua extensão e, conseqüentemente, entre outras coisas, dominem também como pensadores, como produtores de idéias; que regulem a produção e distribuição das idéias de seu tempo e que suas idéias sejam, por isso mesmo, as idéias dominantes da época Fonte: Marx; Engels, 2002, p. 37 Há o poder das mídias em geral, como transmissor de informação e formador de opinião. No caso brasileiro, a título de exemplo, a televisão ainda tem um papel cru- cial na formação da opinião da população. As redes sociais da internet vêm se dis- seminando mais recentemente como outra forma importante. Tratam-se de formas de poder, de persuasão. Influenciando em comportamentos, na opinião política e social, nos hábitos do cotidiano. 10 Figura 3 – Diversas Mídias Fonte: Adaptado de Getty Images #ParaTodosVerem: a figura é composta por quatro fotos que mostram uma variedade de meios de comunicação e dispositivos utilizados para transmitir informações. As fotos retratam os seguintes elementos: Câmeras e Microfo- nes: a primeira e a segunda foto exibem câmeras fotográficas e microfones. Revistas: a terceira foto mostra várias revistas empilhadas ou dispostas em uma superfície. As revistas são uma forma de mídia impressa que aborda uma ampla variedade de tópicos, como notícias, entretenimento, moda, saúde e estilo de vida. Computador: a última foto apresenta um computador, que representa a mídia digital e a tecnologia moderna de comunicação. Os computadores são usados para acessar a internet, enviar e-mails, criar conteúdo, realizar pesquisas e consumir uma variedade de mídias digitais, como notícias on-line, vídeos e redes sociais. Fim da descrição. Há que se estabelecer um contraponto em relação às informações selecionadas e divulgadas pela mídia em geral (jornais e revistas impressos; blogs, sites pessoais e de empresas de comunicação; televisão, rádio etc.). Todos sempre devem ser ques- tionados, mas no Brasil há uma crença generalizada de que se foi divulgado na mídia não precisa ser questionado. Há fatos, mas, igualmente, muita manipulação e intencionalidades por trás de in- formações, além de uma seleção que é feita pelas grandes agências de notícias que são internacionais, caso da Reuters, por exemplo. A seleção do que deve virar notícia e os fatos que devem ser ignorados não deixa de ser ideológica, também. Na produção acadêmica, na história que nos contam, nas publicações científicas, em tudo há ideologia, embora para alguns a ciência seja neutra. Mas será que é? Chauí (2004) chama atenção para a produção do conhecimento e sobre a história. Ela aponta que: 11 Não é, assim, por exemplo, que os estudantes negros ficam sabendo que a Abolição foi um feito da Princesa Isabel? As lutas dos escravos estão sem registro e tudo que delas sabemos está registrado pelos senhores brancos. Não há direito à memória para o negro. Nem para o índio. Nem para os camponeses. Nem para os operários. História dos “grandes ho- mens”, dos “grandes feitos”, das “grandes descobertas”, dos “grandes progressos”, a ideologia nunca nos diz o que são esses “grandes”. Gran- des em quê? Grandes por quê? Grandes em relação a quê? No entan- to, o saber histórico nos dirá que esses “grandes”, agentes da história e do progresso, são os “grandes e poderosos”, isto é, os dominantes, cuja “grandeza” depende sempre da exploração e dominação dos “pequenos”, aliás, a própria idéia de que os outros são os “pequenos” já é um pacto que fazemos com a ideologia dominante. Fonte: Chauí, 2004, p. 47 Dessa forma, o poder tem relação intrínseca com a política, a ideologia, a economia. Todos esses campos têm relação, influenciando e sendo influenciados pela sociedade. O Estado Moderno e o Governo Na Europa, no período da Idade Média, as divisões territoriais eram baseadas em uni- dades políticas que não se constituam em Estados, e sim principados, bispados, em feudos. A partir do século XVI, alguns destes feudos foram se unificando em torno de reis, formando gradativamente grandes reinos unificados sob a égide da centralização do poder na mão de uma só pessoa, de um território igualmente unificado, cujo poder era personificado por um rei, cujo poder se atribuía originado de direito divino. A forma de poder do governo, nesse caso, era a monarquia absolutista, na qual o poder estavacentralizado nas mãos do rei ou da rainha. De um lado, emerge a figura do rei ou da rainha absolutista, contudo, ao longo dos séculos XVII e XVIII, outro agente social surge como importante figura: trata-se da burguesia mercantil, que se beneficia da ampliação dos ganhos dos Estados euro- peus com o comércio colônia, substituindo a antiga nobreza absolutista no domínio do aparato do Estado. Ao longo do século XIX e começo do século XX, há a expansão capitalista, uma nova fase de colonização na África e Ásia empreendida pelos europeus, conhecida como fase imperialista, pois os impérios europeus partilharam politicamente várias regiões destes continentes. 12 Figura 4 – Mapa da África durante a Colonização Européia Fonte: Getty Images #ParaTodosVerem: a figura é um mapa da África durante o período de colonização europeia. O mapa mostra o continente africano dividido em diferentes áreas que foram colonizadas por potências europeias. No mapa, é possível identificar as fronteiras desenhadas pelos colonizadores europeus. Fim da descrição. Mediante este processo imperialista, países como Inglaterra, França, Espanha, Bélgica e Portugal partilharam regiões da África, criando Estado-Nações, definindo fronteiras conforme os seus próprios interesses. A exploração capitalista em relação às formas de trabalho, no final do século XIX e começo do XX, levou milhares de trabalhadores a morarem em cortiços, em condi- ções sub-humanas e com condições de trabalho bastante degradantes. Muitas leis trabalhistas surgiram a partir daí, como forma do Estado procurar conter os interesses da classe dominante (nesse caso, a burguesia industrial), pois seu avan- ço sucedia de maneira desenfreada e sem regulamentações nas formas de trabalho. 13 Após a crise mundial de 1929, na qual a Bolsa de Valores de Nova York quebrou, alguns Estados procuraram desenvolver políticas de bem-estar social que ficaram conhecidas como “Estado do Bem-Estar Social” (Welfare State). Tais políticas já existiam em países como Finlândia e Suécia, no norte da Europa, e após a crise in- fluenciaram as políticas de proteção social em outros países do mundo. Importante A ideia por trás destas políticas era criar condições mínimas de apoio à população, com programas sociais, legislações que be- neficiassem os trabalhadores, serviços públicos gratuitos etc. A crítica que muitos fazem a elas é que o estabelecimento dessa proteção social serve de apoio ao surgimento de ideias populis- tas por parte de grupos oportunistas que queiram se perpetuar no poder. Tais condições ficaram restritas mais aos países desenvolvidos, mas no Brasil, a par- tir de 1930, algumas destas benesses, caso das legislações trabalhistas, foram incor- poradas à política brasileira. Para alguns autores, como Marx, no século XIX e ao longo do século XX, dois agen- tes, o Estado – que para Marx era a classe dominante no poder – coaduna-se em muitos casos com os interesses da burguesia, produzindo uma política para poucos, uma oligarquia de poder. O Estado Moderno diverge das antigas formas de poder, pois se constitui em três pilares básicos: o território delimitado, o governo e o povo. Se no passado os reis eram reis dos ingleses, passaram, com o tempo da criação das monarquias abso- lutistas, a serem reis da Inglaterra. Um Estado constituído formalmente, soberano, definido formalmente. Já o governo tem um aparato técnico-administrativo, com vistas a exercer o poder, delegado ou não pela população. Esse aparato é formado por um conjunto de insti- tuições públicas cuja finalidade é a gestão administrativa e jurídica. Como explica a socióloga Eloísa de Mattos Hofling (2001): 14 Torna-se importante aqui ressaltar a diferenciação entre Estado e governo. Para se adotar uma compreensão sintética compatível com os objetivos deste texto, é possível se considerar Estado como o conjunto de institui- ções permanentes – como órgãos legislativos, tribunais, exército e outras que não formam um bloco monolítico necessariamente – que possibilitam a ação do governo; e Governo, como o conjunto de programas e projetos que parte da sociedade (políticos, técnicos, organismos da sociedade ci- vil e outros) propõe para a sociedade como um todo, configurando-se a orientação política de um determinado governo que assume e desempe- nha as funções de Estado por um determinado período. Fonte: Höfling, 2001, p. 30 Assim podemos ter uma monarquia absolutista, na qual o poder é exercido, mas sem escolha livre e direta da população; como podemos ter uma ditadura presi- dencialista em que, embora a escolha não seja hereditária, igualmente não é uma democracia. Glossário • Monarquia: regime de governo no qual o poder é trans- mitido segundo os princípios de hereditariedade a um monarca, podendo ser rei ou rainha, ficando no poder em geral até sua morte ou abdicação; • Parlamentarismo: regime político no qual o parlamento (poder legislativo) apoia diretamente o governo, o primei- ro ministro é responsável por governar. Pode ser usado em monarquias e em regime presidencialista. Nele, o rei ou o presidente é somente chefe de Estado, mas quem gover- na é o Primeiro Ministro. Isso ocorre, por exemplo, no Reino Unido, que é uma monarquia parlamentarista; • Ditadura: forma de governo no qual o poder está nas mãos de uma só pessoa ou de um grupo, que não foi eleito pelo povo; • República: Forma de governo na qual, em geral, o eleito governará por um tempo determinado como presidente, tornando-se chefe de Estado. 15 A democracia requer que exista liberdade de escolha dos representantes do grupo político (agente social político) que irá representar toda a sociedade civil em prin- cípio. Ocorre, que na prática, nem sempre as formas denominadas de democracia efetivamente o são, ou são parcialmente. Contudo, sabemos que por conta das contradições inerentes ao processo político, esta representação nem sempre se faz de forma adequada, já que existem diferen- tes intencionalidades dos diferentes partidos políticos existentes. Bem como, para além disso, existe também interesse dos agentes do sistema econômico, dos atores hegemônicos que, muitas vezes, apoiam os governos e, posteriormente, acabam ganhando benefícios pessoais em detrimento da maioria da população. Conforme afirma Cornelius Castoriadis (SOUZA, 2006), na verdade, muito do que temos no mundo hoje, não são democracias de fato e, sim, oligar- quias liberais. Muitos países que se auto definem como democratas, muitas vezes, na verdade, a gestão pública está voltada primordialmente a alguns grupos e classes sociais, por isso são denominados de oligarquias (poder de poucos). Ao mesmo tempo, conforme afirma o autor, há também uma alienação dos dirigi- dos, ou seja, quase sempre a sociedade é muito mal informada, alienada e pouco preocupada com as questões políticas. Isso faz com que os dirigentes acabem se aproveitando dessa alienação para definir as políticas públicas conforme seus próprios interesses e não conforme os interes- ses de toda sociedade. Ocorrem assimetrias de acessos aos proces- sos decisórios e informações. Quando afir- mamos que existem assimetrias, estamos nos referindo ao fato de que poucos têm in- formações sobre o que acontece no seu país, na sua cidade, com a sua classe social. 16 Cornelius Castoriadis (1995) diz que o poder de alguns cria as “oligarquias no poder” (poucos detém o poder) tanto nos países chamados de democráticos quanto nos que se autodenominam socialistas: Quer o regime interno da organização seja “democrático” como nos refor- mistas, quer seja ditatorial, como nos estalinistas, a massa dos militantes não pode absolutamente influir em sua orientação, que é determinada sem apelação por uma burocracia cuja estabilidade nunca é questionada; pois mesmo quando o núcleo dirigente chega a ser substituído, ele o é em pro- veito de um outro não menos burocrático. Fonte: Castoriadis, 1995, p. 5 Portanto, na visão do autor,nem as ditas democracias são de fato democracias, nem o socialismo implantado em países como a antiga União Soviética levou a uma maior equidade social e política. Por outro lado, não é possível separarmos a política da economia, na sociedade con- temporânea. Quando observamos as relações internacionais, por exemplo: se um presidente viaja para estabelecer melhores relações com outros países está fazendo diplomacia, política; de outro, leva junto inúmeros empresários interessados em re- lações econômicas. Cabe ressalvar que os regimes políticos e econômicos ditos socialistas, caso da antiga União Soviética, entre outros, também cria- ram uma classe de dirigentes e burocratas tanto quanto no capitalismo, e que, por isso, não tornou a sociedade menos desigual. Muitas vezes as pessoas desconhecem por completo qual é o papel do governo em seus diferentes níveis de atuação (municipal, esta- dual e federal), qual o papel do prefeito, do governador, do presidente e acabam con- fundindo também de quem é a competência para fazer e decidir sobre o que. 17 A ideologia do liberalismo econômico é antiga. A concepção de que o Estado em suas diferentes formas de governo deveria dar liberdade ao mercado na velha má- xima “o mercado se autorregula” ou ainda “o mercado não precisa de normas e leis”. Mais recentemente, principalmente após os anos 1980-90 temos a doutrina do neoliberalismo, que se coaduna com o interesse de um Estado mínimo, com poucas regulamentações e que sirvam para a expansão do capitalismo, representados principalmente pelas megacorporações. A política neoliberal prega a abertura das fronteiras do ponto de vista do mercado, da diminuição das leis e normas que regulam o mercado econômico, com vistas a ampliar as fronteiras do capitalismo. Em 1989, um grupo de organizações multilaterais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, criam uma recomendação internacional principalmente aos países subdesenvolvidos latino-americanos chamada de “Consenso de Washington”, no qual definiu algumas medidas a serem tomadas, a saber: • Reforma fiscal - buscando diminuir impostos para as grandes empresas; • Redução fiscal e do aparelho estatal, cortando gastos e funcionários do gover- no, terceirizando parte da mão de obra; • Política de privatização de órgãos, empresas e instituições públicas. Tal política seria um parâmetro mundial para os países que necessitassem de em- préstimos mundiais, caso do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mun- dial entre outros. 18 Figura 5 – Sede do Fundo Monetário Internacional, Washington D.C. Fonte: Wikimedia Commons #ParaTodosVerem: a imagem é uma fotografia da sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington D.C. A sede do FMI é um edifício moderno e imponente, com arquitetura contemporânea. O edifício possui uma fachada de vidro e aço, com vários andares e linhas arquitetônicas. Ao redor da sede, é possível observar áreas ajardinadas e uma paisagem urbana típica de Washington D.C., com ruas, calçadas e outros edifícios ao fundo. Fim da descrição. Tais medidas vêm sendo criticadas por entidades sociais e políticas de esquerda, pois afirmam ser uma política de arrocho salarial, de interesse das grandes corpora- ções econômicas. Por outro lado, existem os movimentos sociais, que são agentes sociais de diferen- tes tipos, que buscam se contrapor ao atual processo de globalização, almejando maior equidade social, bem como reduzir desigualdades de natureza política, racial, sexual, entre outras dimensões. Entende-se por movimento social um grupo de pessoas, organizados, com uma in- tenção específica de alcançar transformações sociais e políticas de forma coletiva. 19 Há diferentes maneiras de se expressarem: por meio de artigos, passeatas, mani- festações, denúncias, ocupações, entre outras. Figura 6 - Fórum Social Mundial 2009, painel América Latina e o Desafio da Crise Internacional Fonte: ebc.com.br #ParaTodosVerem: é uma fotografia que captura a cena de uma palestra ou debate, na qual várias pessoas estão presentes. A sala em que o painel ocorre pode ter uma decoração simples, com paredes neutras ou decoradas com pôsteres relacionados ao tema do evento. Pode haver também telas ou projeções exibindo informações visuais ou gráficos relevantes para a discussão. Fim da descrição. Este é o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST), do Movi- mento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), do Fórum Social Mundial (que engloba inúmeros movimentos contra o atual processo de globalização), dos movimentos es- tudantis de diferentes países, dos movimentos negros, entre tantos outros. A seguir, vamos evidenciar de forma resumida, alguns eventos e períodos da política brasileira. 20 Resumo da Trajetória das Formas de Política no Brasil O Brasil se constitui como Estado com a independência formal de Portugal, em 1822, e com a Constituição de 1824 delineia sua forma de governo, que naquela época era o Império, uma forma de monarquia. Assim, em vários momentos do período imperial, houve conflitos regionais, geral- mente relacionados à excessiva intervenção do governo central na vida das provín- cias. Foram estes os casos da Guerra da Cisplatina, que resultou na independência do Uruguai, em 1827; da Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul (1835-1845); e da Revolução Praieira1, em Pernambuco, em 1849. Figura 7 - Revoltas Nativistas do Brasil Império Fonte: Adaptado Acervo do Conteudista #ParaTodosVerem: a imagem é um mapa do Brasil, destacando diferentes regiões do país durante o período do Brasil Império, em que ocorreram revoltas nativistas. O mapa apresenta diferentes cores ou símbolos para representar as regiões envolvidas nas revoltas. É possível observar as fronteiras do Brasil, bem como os estados ou províncias que compunham o país na época. Há também indicações de cidades ou pontos específicos nos quais ocorreram as revoltas. A representação gráfica das revoltas nativistas é feita por meio de números que indicam os locais onde esses movimentos de resistência ocorreram. Fim da descrição. 21 Como explica o historiador Boris Fausto (1994), a chegada da metade do século XIX é marcada por uma busca por modernização, que pode ser verificada principalmen- te pelas mudanças nas leis: [...] 1850 não assinalou no Brasil apenas a metade do século. Foi o ano de várias medidas que tentavam mudar a fisionomia do país, encaminhando-o para o que então se considerava modernidade. Extinguiu-se o tráfico de escravos, promulgou-se a Lei de Terras, centralizou-se a Guarda Nacional e foi aprovado o primeiro Código Comercial. Este trazia inovações e ao mesmo tempo integrava os textos dispersos que vinham do período colo- nial. Entre outros pontos, definiu os tipos de companhias que poderiam ser organizadas no país e regulou suas operações. Assim como ocorreu com a Lei de Terras, tinha como ponto de referência a extinção do tráfico. Fonte: Fausto, 1994, p. 197 Foram mudanças importantes na sociedade brasileira, uma vez que acabou a escra- vidão negra formalmente no país e toda uma nova ideologia é elaborada para este novo momento da história social do Brasil. Se antes o trabalho era visto como algo que o escravo deveria fazer, no final do sé- culo XIX, funda-se a ideologia de que o trabalho dignifica o homem e os imigrantes vão ser trazidos para trabalharem, especialmente, nas lavouras do Sul-Sudeste. A Questão da Escravidão As leis que promoveram a abolição, começando pela Lei de Proibição do Tráfico, de 1850; a Lei do Ventre Livre, de 1871; a Lei do Sexagenário, de 1886; e, finalmente, a Lei Áurea, de 1888; levaram a imensa mão de obra representada pelos escravos a uma situação precária, visto que não foram seguidas por leis que promovessem o acesso à terra por parte desta população. Grandes nomes dentre os abolicionistas, destacando-se Joaquim Nabuco, André Rebouças e João Alfredo, lutavam para aprovar leis que dessem terrase garantissem crédito agrícola, para fazer dos ex-escravos pequenos produtores rurais, dando-lhes garantia de segurança alimentar e evitando desordens sociais. Em 1889, o Brasil se torna uma República presidencialista e federalista. Em 1889, com a Proclamação da República, o Brasil seguiu o modelo norte-americano de federalis- mo, transformando as então províncias em Estados. Entretanto, na história brasileira houve vários períodos de governos ditatoriais, nos quais, na prática, o poder centrali- zador foi grande em detrimento da descentralização do poder dos Estados-membros. 22 Tivemos, por exemplo, a ditadura Vargas, no período de 1930-1945, os governos militares, de 1964-1985, períodos nos quais a liberdade de expressão e política fo- ram suprimidas e alguns partidos políticos foram proibidos de exercer sua atuação política. No começo do século XX, o poder central passou a ter uma influência maior dos poderes regionais, dentro de uma composição hierárquica, liga- da principalmente ao poder econômico das elites locais, que num primeiro momento ficou conhecida como café com leite, pois parte de tal elite era produtora de café e de gado leiteiro, em Minas e em São Paulo. Já com o final da ditadura de Getúlio Vargas (1930-1945), alguns partidos ressur- giram e outros novos foram criados. No final da década de 1950, a ideologia por trás do governo JK (1956-1961) consistia num programa de desenvolvimento rápido, cujo lema era “50 anos em 5”. Juscelino havia sido governador de Minas Gerais, ten- do promovido amplas reformas, especialmente, no que se refere à infraestrutura. Construiu estradas, usinas hidrelétricas, além de ter trazido uma indústria siderúrgi- ca para o seu Estado. Ficou conhecido pela sua gestão desenvolvimentista, o que o credenciou à candida- tura presidencial. Sua eleição foi apoiada por seis partidos, embora houvesse muita desconfiança, sobretudo, por parte dos militares, com relação a um possível apoio comunista à sua candidatura. 23 Dentre os atos institucionais promulgados pelos governos militares, o Ato Institu- cional número 5, de 1968, conhecido como AI-5, tornou-se o mais importante ato na supressão da liberdade no Brasil, que perdurou até 1978. De modo a reduzir o poder do presi- dente, a oposição conseguiu passar no Congresso Nacional uma emenda que instituía o parlamentarismo no Brasil. Assim, ao tomar posse, João Goulart tinha seus poderes limitados à che- fia do Estado, sendo que a chefia de governo caberia ao primeiro ministro. Com o golpe militar em 1964, um novo período de ditadura se estabelece no Brasil. Em 1967, Castello Branco outor- ga a Constituição, institucionalizando as práticas já adotadas pelo governo, o que de certa forma conferia legiti- midade a suas ações. Por essa Cons- tituição, passou a existir uma ditadura impessoal, em que os chefes militares revezavam-se no poder. 24 Glossário AI- 5 [...] Art. 4º. No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Se- gurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais. Parágrafo único. Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos. Art. 5º. A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em: I - cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função; II - suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais; III - proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política; IV - aplicação, quando necessária, das seguintes me- didas de segurança: a) liberdade vigiada; b) proibição de freqüentar determinados lugares; c) domicílio determinado [...] Leitura Conheça mais o que foi o Ato Institucional n.º 5 lendo o texto disponível no QR Code ao lado. http://http://google.com.br https://bit.ly/44SEti6 25 Em 1978, começa a primeira mudança no campo político, com a anistia para alguns brasileiros que haviam sido exilados do Brasil por conta da ditadura. Apesar de um avanço no campo político, no começo dos anos 1980, o Brasil ainda estava assolado pela hiperinflação, desemprego e estagnação econômica. Em 1985, alguns setores da sociedade brasileira criaram uma grande campanha pe- las eleições diretas, movimento conhecido como “Diretas Já”, do qual participavam políticos de oposição e também artistas e pessoas famosas. Houve comícios, prin- cipalmente, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, com a participação de milhões de pessoas. Esse amplo movimento social e político redundou no final dos governos militares em 1985 e em um novo período de redemocratização. Figura 8 – Diretas Já Fonte: ebc.com.br #ParaTodosVerem: a imagem retrata uma manifestação histórica conhecida como “Diretas Já”. A fotografia está em preto e branco, e mostra um grupo de pessoas segurando uma faixa com os dizeres “Diretas Já – Ar- tistas e Intelectuais”. Na imagem, é possível ver uma multidão reunida em um espaço público, como uma praça ou uma rua. As pessoas estão aglomeradas. Embora a imagem esteja em preto e branco, é possível inferir a presença de diferentes indivíduos, provavelmente, com vestimentas diversas e expressões faciais variadas, que demonstram apoio e entusiasmo pela causa política. Fim da descrição. 26 A partir daí, o Congresso elaborou uma nova Constituição em 1988, tornando-se um marco político importante neste novo período de redemocratização no Brasil. Apesar dos avanços no campo político com novas eleições presidenciais diretas, num primeiro momento a questão social e econômica ainda se encontrava bastante debilitada, com grande inflação, desemprego e inúmeros planos econômicos que buscavam sem sucesso equilibrar as finanças do país. Para se ter uma ideia, em 1988 a inflação anual chegou ao patamar de 1.037,53% em um ano (só para comparação, a inflação de 2016 foi 6,2%). Tal condição fez com que a década de 1980 e começo de 1990 como período de aumento da pobreza, do desemprego, das desigualdades sociais ampliadas no Brasil. Um novo momento social e econômico ocorreu com a estabilização eco- nômica e monetária no Brasil, com o Plano Real de 1994, que permitiu uma melhoria na condição socioeconômica do Brasil, ainda muito desigual so- cialmente, mas em condições melhores do que nas décadas anteriores. Nos anos 1990, com a implantação de políticas neoliberais, vários setores e empre- sas estatais foram privatizadas dentro da lógica do “Consenso de Washington”. Ao mesmo tempo, nos anos 2000, voltam a ser de crescimento econômico no Brasil com novas políticas sociais em voga. Já no século XXI, entramos num momento de crescimento econômico e depois com grandes escândalos de corrupção, envolvendo políticos de diversos partidos e grandes empresas (principalmente do setor de construção civil) denunciados por um sistema chamado de “Delação Premiada”. Para alguns, era o “fim do Brasil”; para outros, um momento histórico importante, no qual alguns políticos que estavam envolvidos em irregularidades e fraudes econômi- cas foram presos ou denunciados, situação incomum em nossa história. 27 Reflita É fundamental que se analise sempre as implicações de tais eventos. Estão todos sendo efetivamente punidos, ou há um componente ideológico que está sendo explorado por alguns setores políticos? É essencial lembrar que não se faz política sem poder, sem ideologias, sem rela- ção entre a dimensão econômica e política e tudo isso afeta o Brasil, o mundo e a sociedade. Apesar de tantas desigualdades sociais, assimetrias de acesso, de alienação, cer- tamente se compararmos o Brasil hoje ao do período da escravidão, por exemplo, podemos afirmar que avançamos positivamente, mas, sem dúvidas,ainda há muito para ser questionado, discordado, repensado do ponto de vista social e político no país. Material Complementar 28 História do Brasil: Política e Economia OLIVEIRA, D. História do Brasil: política e economia. Curitiba: Intersaberes, 2012. (e-book). Políticas Públicas: Definições, Interlocuções e Experiências OLIVEIRA, M.; BERGUE, S. T. (orgs.). Políticas públicas: definições, interlocu- ções e experiências. Caxias do Sul: Educs, 2012. (e-book). Relações Internacionais SEITENFUS, R. Relações internacionais. Barueri: Manole, 2013. (e-book). Livros Palestra Antonio Carlos Robert Moraes https://youtu.be/fqTBx6v7uFY Engenheiros do Hawaii – Toda Forma de Poder https://youtu.be/_Aj8oWL_uNQ Vídeos https://youtu.be/fqTBx6v7uFY https://youtu.be/_Aj8oWL_uNQ Referências 29 ANDRADE, M. C. A questão do território no Brasil. São Paulo: HUCITEC, 2004. ARENDT, H. Da Violência. Trad. Maria Cláudia Drummond Trindade. Brasília: Ed. Uni- versidade de Brasília, 1985. CASTORIADIS, C. Sobre o conteúdo do socialismo. Socialismo ou Barbárie, nº 17 julho de 1955. Disponível em: . CHAUÍ, M. O que é ideologia? Revisão José E. A. publicação digital, 2004. Disponível em:. FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1994. HÖFLING, E. M. Estado e políticas públicas sociais. Cadernos Cedes, ano XXI, nº 55, novembro, 2001, p. 30-41. MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 2002. SKIDMORE, T. E. Brasil: de Getúlio a Castello (1930-64). São Paulo: Companhia das Letras, 2010. SOUZA, M. L. A prisão e a ágora: reflexões em torno da democratização do planeja- mento e da gestão das cidades. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. http://- http://- http://- http://-