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BIBLIOTECONOMIA
DIGITAL
DISCIPLINA
UNIDADE II
CARO(A) ACADÊMICO(A)
 Seja bem-vindo(a) à disciplina de Biblioteconomia
Digital!
 Como futuro(a) bibliotecário(a), você deve saber o
quanto a tecnologia é aliada da profissão.
 Ao analisar o mercado de trabalho, é possível afirmar
que a biblioteconomia é uma das profissões em alta,
graças aos avanços tecnológicos e a quantidade
excessiva de informação. Ao contrário da crença popular,
ao invés de se extinguir, através da tecnologia a
biblioteconomia tende a ganhar cada vez mais destaque. 
 Nessa disciplina, o objetivo principal é compreender as
novas tecnologias voltadas à biblioteconomia.
OBJETIVOS
Introduzir a interface para avegaçao em bibliotecas digitais;
Compreender a navegação hierárquica;
Compreender os diagramas de Venn, mapas em
Árvores(Treemaps), Árvores Cônicas/Cone Tress;
Compreender a navegação em Grafos e Facetada.
Essa apostila é composta por artigos científicos.
Para que seu entendimento seja pleno, é necessário ler
todos os documentos, afinal todo o conteúdo cairá nas
atividades e provas. 
TEXTOS ABORDADOS:
Desenvolvimento de Sistemas Web com usabilidade e
acessibilidade: comparando UI-Patterns e Diretrizes W3C.;
Estudo comparativo entre interfaces hipertextuais de softwares
para a representação do conhecimento;
Visualização de Estruturas Hierárquicas por meio de Técnicas
de Realidade Virtual;
A navegação em sistemas de hipertexto e seus aspectos
cognitivos;
A análise facetada na modelagem conceitual de sistemas de
hipertexto.
Accelerat ing the world's research.
Desenvolvimento de Sistemas Web
com usabilidade e acessibilidade:
comparando UI-Patterns e Diretrizes
W3C
Joaquim Machado
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https://www.academia.edu/26722420/Monografia_ACESSIBILIDADE_NA_INTERNET?from=cover_page
https://www.academia.edu/6246376/Desenvolvimento_de_Sistemas_Web_com_usabilidade_e_acessibilidade_comparando_UI_Patterns_e_Diretrizes_W3C?bulkDownload=thisPaper-topRelated-sameAuthor-citingThis-citedByThis-secondOrderCitations&from=cover_page
 
 
Desenvolvimento de Sistemas Web com usabilidade e 
acessibilidade: comparando UI-Patterns e Diretrizes W3C 
Joaquim Augusto Machado, Vânia Paula de Almeida 
Departamento de Computação – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) 
Caixa Postal 676 – 13.565-905 – São Carlos – SP – Brasil 
joaquim@ufscar.br, vania@dc.ufscar.br 
Abstract. This paper presents a comparison of user interface design patterns 
for web system (UI-Patterns) and accessibility guidelines WCAG 2.0 (Web 
Content Accessibility Guidelines) recommended by the W3C (Word Wide Web 
Consortium). The comparison considered three design patterns: BreadCrumbs, 
Pagination and Search Tips and the results shows patterns which complete and 
some which do not meet the W3C guidelines. This paper suggests that 
developers use the usability and accessibility together in your website designs. 
Resumo. Este artigo científico apresenta a comparação de padrões de 
projetos de interface de usuários de sistemas web (UI-Patterns) com as 
diretrizes de acessibilidade WCAG 2.0 (Web Content Accessibility Guidelines) 
recomendadas pelo W3C (World Wide Web Consortium). A comparação 
considerou três padrões de projeto: BreadCrumbs Paginação e Dicas de 
pesquisa e os resultados mostram padrões que completam e alguns que não 
atendem às diretrizes do W3C. Este artigo sugere que desenvolvedores 
utilizem a usabilidade e a acessibilidade juntas em seus projetos de websites. 
1. Introdução 
O desenvolvimento de sistemas voltados para a web deve levar em consideração as 
questões de usabilidade e acessibilidade. O termo usabilidade é aqui associado com 
características de eficiência, eficácia e satisfação de uso, enquanto que a acessibilidade 
permitirá que um maior número de usuários acesse e compreenda os sistemas 
computacionais. 
A usabilidade pode ser entendida como sinônimo de facilidade de uso. Um 
sistema web com boa usabilidade é aquele em que o usuário consegue encontrar 
rapidamente a informação desejada, por exemplo. Também está relacionado em ficar 
satisfeito durante a interação e com o seu resultado (NIELSEN, 1993). Uma das formas 
de se obter sistemas com maior usabilidade é seguir o conjunto de orientações presentes 
em Padrões de Projeto para Interfaces de Usuário, em inglês User Interface Design 
Patterns (UI patterns). 
Já a acessibilidade na web visa tornar os websites acessíveis para todos os 
usuários, inclusive pessoas com deficiências. Para cada tipo de deficiência existem 
recomendações que devem ser seguidas e que foram padronizadas pelo Web 
Accessibility Initiative (WAI). 
Para possibilitar a acessibilidade de sistemas web, podem-se seguir as 
recomendações presentes nos padrões sugeridos pelo The World Wide Web Consortium 
(W3C). A Figura 1 apresenta o modelo de acessibilidade adotado pelo W3C. O modelo 
considera ferramentas que oferecem aos desenvolvedores web uma vasta opção de 
 
 
recursos para tanto para a criação quanto para o aprimoramento das funcionalidades dos 
websites. Já os usuários com deficiência utilizam navegadores, player de mídia e várias 
outras tecnologias assistidas para a interação com os websites. 
 
Figura 1. Relacionamento dos componentes essenciais da Acessibilidade Web 1 
Entretanto, são encontrados alguns problemas entre padrões de interação, que 
são maneiras de descrever soluções de usabilidade comum em um determinado 
contexto, e as recomendações do W3C. Dependendo de como, ou onde designers e 
desenvolvedores procuram informações, pode-se recuperá-las de forma completa, 
incompleta ou até mesmo conflitante. Por um lado, alguns designers e desenvolvedores 
seguem os padrões de interação, por outro, outros designers e desenvolvedores seguem 
apenas as regras propostas pelo W3C. 
 Neste trabalho, serão apresentados alguns padrões voltados para a interface de 
usuário, e uma comparação frente aos padrões do W3C com o intuito de mostrar a 
viabilidade e as inconsistências entre essas duas fontes de conhecimento sobre boas 
soluções de usabilidade e acessibilidade. 
 Esta pesquisa foi realizada nas seguintes bibliotecas de padrões projeto de 
interface: Coleção de Welie2, Coleção UI Patterns and Techniques (TIDWELL, 2010) e 
a biblioteca UI-Patterns3. Após essa pesquisa, foram comparados os padrões com as 
recomendações do W3C com as Guidelines do WCAG 2.0. Os resultados sugerem que 
desenvolvedores se atentem não somente a questão de usabilidade ou apenas a 
acessibilidade. Esses dois conceitos devem estar sempre relacionados, para que os 
 
1 http://www.w3.org/WAI/intro/components.php 
2 http://www.welie.com/ 
3 http://ui-patterns.com/ 
 
 
websites sejam utilizados por um maior numero de usuários, comuns, idosos ou com 
alguma necessidade especial. 
Este artigo está organizado da seguinte maneira: a seção 2 sintetiza os conceitos 
de padrões de interação e as diretrizes do W3C, a seção 3 apresenta trabalhos 
relacionados, a seção 4 apresenta a metodologia aplicada para a realização desta 
pesquisa, na seção 5 têm-se os resultados obtidos, e a seção 6 apresenta as 
considerações finais e a indicação de trabalhos futuros. 
2. Referencial Teórico 
Esta seção apresenta uma síntese sobre Padrões de Projetos, Padrões de Interação de 
Usuários e as Diretrizes de Acessibilidade do WCAG 2.0. 
O W3C é um consórcio internacional no qualpara a re-
presentação do conhecimento: a ISO 704, que apresenta diretrizes para a construção de siste-
mas de conceitos, bem como define seus elementos constituintes; e a ISO 2788, que apresenta 
os elementos para a construção de tesauros monolíngües. 
23 
2.2.1 - ISO 704 – Terminologia 
O trabalho terminológico e o desenvolvimento de seus princípios metodológicos que 
levaram a terminologia ao status de área do conhecimento, tiveram início em meados dos a-
nos 1930, pelo engenheiro austríaco Eugen Wüester, que organizou a Terminologia de Eletro-
técnica, com o objetivo de garantir uma comunicação mais precisa nesse campo da técnica 
(CAMPOS, 2001, p.70). 
As proposições desenvolvidas por Wuester vieram a constituir o que se convencionou 
chamar de “Teoria Geral da Terminologia” (TGT) (KRIEGER, 2000). Posteriormente, em 
1987, essas proposições sobre a Terminologia foram sintetizadas em uma norma da ISO (In-
ternational Organization for Standardization) que é uma federação mundial para o estabele-
cimento de padrões mundiais. Esta norma, a ISO 704, tem como objetivo estabelecer os prin-
cípios e métodos terminológicos baseados no pensamento corrente e em práticas da termino-
logia (ISO 704, 2000, p.6). 
A seguir, expomos os principais tópicos da norma ISO 704 que serão úteis no presente 
trabalho. Primeiramente, apresentamos algumas convenções da norma: 
a) Conceitos: descrevem ou correspondem a um conjunto de objetos. São expressos na 
linguagem por termos ou definições. São organizados em sistemas de conceitos. 
b) Características: são combinadas para combinar conceitos. Características podem ser 
grupos de propriedades. Por exemplo, a cor amarela de um lápis qualquer é uma propriedade, 
a cor que todo o lápis possui, é a característica. 
c) Termos (designações ou símbolos): são usados para representar um conceito. São 
atribuídos a um conceito. 
d) Objetos: são percebidos ou concebidos. São generalizados pelos conceitos. 
e) Definições: definem ou descrevem os conceitos. 
Como vimos, os conceitos são organizados em sistemas de conceitos. Os sistemas de 
conceitos são usados para clarificar as relações entre os conceitos, representando-as formal-
mente ou graficamente. As relações entre os conceitos podem ser: 
24 
1. Hierárquicas 
 1.1 Genéricas 
 1.2 Partitivas 
2. Associativas 
Nas relações hierárquicas, segundo a ISO 704/2000, os conceitos são organizados em 
níveis, onde um conceito superordenado é dividido em conceitos subordinados. Os conceitos 
do mesmo nível devem seguir o mesmo critério de divisão e são denominados “conceitos co-
ordenados”. O critério de divisão utilizado na elaboração dos conceitos coordenados é chama-
do de dimensão. Um conceito superordenado pode ter mais de uma dimensão, e, neste caso, o 
sistema de conceitos é multidimensional. Como exemplo, temos as dimensões específicos e 
partes na figura abaixo. As relações hierárquicas podem ser expressas através da lista enume-
rada. Entretanto, esta representação não permite distinguir se a relação hierárquica é genérica 
ou partitiva (Fig. 3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 3 - Lista enumerada 
 Fonte: ISO 704, p.8 (tradução). 
Existem dois tipos de relações hierárquicas que são organizadas em relações genéricas 
e relações partitivas. Uma relação genérica existe entre dois conceitos quando o subordinado 
tem a intenção do superordenado mais pelo menos uma nova característica. O conceito supe-
rordenado é chamado de genérico e o subordinado de específico. A seguir podemos observar 
um sistema de conceitos com relações genéricas cuja representação é convencionada ser atra-
vés do comum diagrama em árvore (Fig. 4). 
1. Instrumento de escrita 
 1.1 Caneta 
 1.1.1 (Específicos) 
 1.1.1.1 Caneta esferográfica 
 1.1.1.2 Caneta de pena 
 1.1.2 (Partes) 
 1.1.2.1 Refil 
 1.1.2.2 Corpo 
 1.1.2.3 Tampa 
25 
Caneta 
Refil Corpo Tampa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 4 - Diagrama em árvore 
 Fonte: ISO 704, p.6 (tradução). 
As relações partitivas, segundo a ISO 704, existem entre conceitos quando os concei-
tos subordinados representam partes do conceito superordenado. O conceito superordenado é 
chamado de “conceito abrangente” e o subordinado de “conceito partitivo”. As relações parti-
tivas podem ser expressas em séries verticais ou séries horizontais. Um exemplo de um dia-
grama em série representando a relação partitiva pode ser visualizado na Fig. 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 5 - Diagrama em série 
 Fonte: ISO 704, p.9 (tradução). 
As relações associativas, segundo a ISO 704, não são hierárquicas. Uma relação asso-
ciativa existe quando uma conexão entre dois conceitos é estabelecida em virtude da experi-
ência. Muitas vezes é fruto da proximidade dos conceitos no tempo e no espaço. Essa relação 
pode representar diversas coisas, tal como uma ação, um produto, uma propriedade, uma 
substância, um processo etc. As relações associativas são expressas através de linhas com 
flechas nos dois lados (Fig. 6). 
 
Lápis 
Instrumento de escrita 
Caneta Lapiseira 
Caneta de pena Caneta 
Esferográfica 
26 
 
 
 
 
 
 
 
 1 - escreve 2 - estão sempre juntos 3 - apaga 
 FIGURA 6 - Sistema de conceitos de relações associativas 
 Fonte: Baseada em ISO 704, p.13. 
Um sistema de conceitos pode ser caracterizado como mono-hierárquico quando cada 
conceito é subordinado a um único conceito superordenado, ou poli-hierárquico quando um 
conceito pode ter dois ou mais conceitos superordenados. Para a representação do sistema de 
conceitos poli-hierárquico é mais usado o diagrama em árvore como exemplificado na Fig. 7. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 7 - Sistema poli-hierárquico de conceitos 
Fonte: CAMPOS, 2000, p.98. 
2.2.2 - ISO 2788 - Tesauro 
A norma ISO 2788 foi criada para o desenvolvimento de tesauros monolíngües. Esta 
norma traz um conjunto de elementos para construção dos tesauros. O tesauro é um instru-
Lápis 
Borracha 
Escritor 
2 
1 
3 
27 
mento de representação do conhecimento e é a fonte de onde foram extraídos os conceitos e 
relações para serem representados pelas interfaces. Dessa forma, dentro do contexto deste 
trabalho, faz-se necessário entendê-lo. Podemos definir o tesauro como um: 
Sistema de vocabulário baseado em conceitos, incluindo termos preferidos 
(descritores), termos não preferidos (não descritores) e suas inter-relações, 
que se aplica a um determinado ramo do conhecimento e que se destina a 
controlar a terminologia utilizada para a indexação/recuperação de documen-
tos (MOTTA, 1987, p.25). 
 
Segundo Gomes (1990, p.16), o tesauro é “linguagem documentária dinâmica que con-
tém termos relacionados semântica e logicamente, cobrindo de modo compreensivo um do-
mínio do conhecimento”. Podemos definir também como uma: 
(...) lista estruturada de termos associados, empregados por analistas de in-
formação e indexadores, para descrever um documento com a desejada espe-
cificidade, a (sic) nível de entrada, e para permitir aos pesquisadores a recu-
peração de informação que procura (CAVALCANTI, 1978, p.27). 
 
A norma ISO 2788, segundo Pizzato (2003), o tesauro apresenta as seguintes relações: 
PT - Preferential Term (TP - Termo Preferencial): é utilizado como índice e deve representar 
um conceito único. Podem ser compostos (formados por mais de uma palavra); NPT - Non-
Preferential Term (TNP - Termo Não Preferencial): remete o usuário a um termo preferencial 
sinônimo, ou quase-sinônimo; SN - Scope Note (NE - Nota de Escopo): servem para expandir 
ou restringir a utilização de um TP. Uma nota de escopo não faz parte de um TP, como os 
qualificadores que são adicionados somente a palavras homônimas, as notas de escopo podem 
ser relacionadas a quaisquer termos; USE - é utilizada para ligar um TNP com um TP. Ex: 
entulho USE lixo; UF -leva um TP a um TNP. Ex: lixo UF entulho; BT - Broader Term (TG 
- Termo Genérico): utilizada para ligar um termo específico a outro termo mais genérico do 
mesmo. Ex: mamíferos BT vertebrados; NT - Narrower Term (Termo Específico): liga um 
termo genérico a outro mais específico. Ex: plantas NT árvores; BTP - Broader Term Partiti-
ve (Termo Partitivo Genérico): quando o termo é composto por outros termos. Ex: cordas 
BTP violão; NTP - Narrower Term Partitive (Termo Partitivo Específico): quando o termo é 
umas das partes constituintes de outro. Ex: teclado NTP teclas; RT - Related Term (Termo 
Relacionado): quando um termo geralmente está relacionado a outro. É uma associação que 
pode ser bidirecional ou unidirecional. Ex: professores RT estudantes e briga RT raiva respec-
tivamente; TT - Top Term (Termo superior): onde um TP relaciona-se com outro termo ou 
classe que divide um tesauro em seções. Ex: frutas TT botânica. 
28 
2.3 - Quadro comparativo 
Apresentamos logo abaixo um comparativo (Quadro 1) que sintetiza os conceitos e re-
lações apresentados pelas teorias da classificação facetada e do conceito, e as metodologias 
para a prática terminológica e de elaboração de tesauro. 
Percebemos que existem muitas similaridades entre os princípios definidos por essas 
teorias e metodologias. Apenas o tesauro não tem os elementos: conceito, objeto e a caracte-
rística como atributo do conceito. As relações hierárquicas são as únicas que estão presentes 
em todas as teorias e metodologias estudadas. Já a relação associativa só não aparece na teoria 
da classificação facetada. Esta norma tem uma particularidade, que é a dimensão que explicita 
o critério usado na formação de uma relação hierárquica. A definição de um conceito é um 
elemento presente em todas as teorias e metodologias menos na teoria da classificação faceta-
da. Através deste quadro comparativo podemos perceber que a teoria do conceito é mais a-
brangente na definição dos conceitos e de suas relações. 
29 
 
QUADRO 1 
Comparativo entre as teorias e metodologias para a representação do conhecimento 
 
 Nota: ----------- a relação não é apresentada e não faz sentido existir 
 _______ a relação não é apresentada 
Fonte: Adaptado de Campos, 2001, p.39 e ISO 704 e ISO 2788. 
2.4 - Interfaces hipertextuais 
Nas palavras de Dias, as interfaces hipertextuais atuam como "uma superfície de con-
tato com a informação, com a função de adequar esta superfície aos fatores humanos envolvi-
dos no processo de contato e regras de organização do conhecimento" (DIAS, 1994, p.1). 
Segundo Levy, as interfaces hipertextuais atuam como "uma superfície de contato, de 
tradução, de articulação entre dois espaços, duas espécies, duas ordens de realidade diferentes: 
de um código para outro, do analógico para o digital, do mecânico para o humano” (LEVY, 
1993, p.181). 
Teorias de organização do conheci-
mento 
Metodologias para a representação do 
conhecimento 
Teoria do Conceito Classificação Face-
tada 
ISO 704 Termino-
logia 
ISSO 2788 Tesauro 
Conceito Geral e 
Conceito Individual 
Classe e Objeto Conceito e Objeto ___________ 
Relações categoriais Categorias ___________ TT - Top Term 
Relação hierárquica Relação hierárquica Relação Genérica BT - Broader Term 
NT - Narrower Term 
Relação Partitiva Relação hierárquica Relação Partitiva BTP - Broader Term 
Partitive 
NTP - Narrower 
Term Partitive 
Relação Funcional ____________ Relação Associativa RT - Related Term 
Relação de equiva-
lência e oposição 
------------------- ------------------- USE UF 
____________ ____________ Dimensão ____________ 
Afirmativas ____________ Definição SN - Scope Note 
30 
Os diagramas hierárquicos, os mapas conceituais e os mapas hiperbólicos podem ser 
considerados interfaces hipertextuais, superfícies de contato com o usuário que permitem a 
navegação hipertextual (navegação através de hiperlinks). Elas estão descritas a seguir. 
2.4.1 - Diagramas hierárquicos 
O diagrama hierárquico é uma forma tradicional de representação do conhecimento es-
truturada sendo usado em diversos fins, tais como manuais, livros, catálogo de biblioteca, 
estrutura de diretórios, endereçamento da internet, programas de computadores etc. (JOHN-
SON & SHNEIDERMAN, 1991). Os diagramas hierárquicos também são apresentados den-
tro da terminologia da norma ISO 704 e são citados como representações de sistemas de con-
ceitos. A representação gráfica de sistemas de conceitos tem como objetivos: 
(...) a organização efetiva do conhecimento dentro de uma dada área; repre-
sentação clara entre conceitos; revelação de conceitos ainda inexistentes ou 
conceitos redundantes, ajudando a assegurar um nível ótimo de normaliza-
ção da terminologia. (CAMPOS, 2001, p.83) 
 
O diagrama hierárquico é uma forma de visualizar grandes hierarquias e possui vários 
formatos. Estes formatos podem aproveitar com maior ou menor porcentagem a área da inter-
face. Os formatos mais comuns são o formato outline (a) e o formato em árvore (b) (Fig. 8). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 8 - Diagramas hierárquicos: a) Diagrama Outline b) Diagrama em árvore 
 Fonte: JOHNSON & SHNEIDERMAN, 1991. 
a) b) 
31 
Embora sejam os mais comuns, estes formatos desperdiçam mais de 50% da área da 
interface, devido ao modo com que são mostrados os subnós de cada nó. Nota-se que o dia-
grama em árvore aproveita mais a área da interface que o formato outline, embora ocorram 
problemas quando é usado o nome real do nó, que pode ser composto por duas ou mais pala-
vras. De qualquer maneira, os diagramas de Venn (Fig. 9) são mais eficientes neste quesito 
que os formatos de diagramas hierárquicos anteriores. 
Segundo Campos (2001, p.87), os diagramas de Venn são: 
Os que usam campos circulares. Os conceitos subordinados são representa-
dos por pequenos círculos, que por sua vez, fazem parte de círculos maiores 
que representam os conceitos superordenados correspondentes (CAMPOS, 
2001, p.87) 
 
Um exemplo de Diagrama de Venn é ilustrado por JOHNSON & SHNEIDERMAN na 
Fig. 9. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 9 - Diagrama de Venn 
 Fonte: JOHNSON & SHNEIDERMAN, 1991. 
O Diagrama de Venn inspirou a criação de outros formatos de diagramas que aprovei-
tam ainda mais a área da interface. Um exemplo é o mapa em árvore, que utiliza 100% do 
espaço da interface. A seguir temos ilustrações dessa interface (Fig. 10): 
32 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 10 - Mapa em árvore 
 Fonte: JOHNSON & SHNEIDERMAN, 1991. 
Os mapas em árvore abrem a possibilidade de utilização de outros elementos, tais co-
mo cores nos nós. Esta técnica foi usada por Asaki et al. (1994), para ajudar no processo de 
análise de uma hierarquia no contexto empresarial, facilitando a tomada de decisão. As cores 
podem representar características dos nós representados como tamanho dos arquivos ou fre-
qüência do acesso. Uma ilustração dessa versão de mapa em árvore pode ser vista a seguir 
(Fig. 11): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 11 - Mapa em árvore com cores 
 Fonte: ASAKI, et al., 1994. 
33 
Para promover a visualização mais clara e intuitiva das hierarquias e sub-hierarquias, 
os Cushion TreeMaps (mapas em árvore de Cushion), utilizam a transparência dos nós, alte-
rando-a, criando uma espécie de relevo que simboliza o final e início de cada hierarquia. No 
caso apresentado, o final do nó é representado por uma pequena transparência (quase opaco) 
que, gradativamente, vai aumentando até o centro do nó, que é praticamente transparente 
(WIJK; WETERING, 1999). Uma ilustração pode ser vista a seguir (Fig 12). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 12 - Mapa em árvore em relevo. 
 Fonte: WIJK & WETERING, 1999. 
2.4.2 - Mapas conceituais 
O mapa conceitual tem seu referencial teórico baseado na teoriade David 
(AUSUBEL, 1980) denominada de Teoria de Aprendizagem ou Teoria de Assimilação. Esta 
teoria explica que o conhecimento apreendido fica armazenado na estrutura cognitiva do indi-
víduo. Esta estrutura cognitiva pode ser descrita como um conjunto de conceitos, organizados 
de forma hierárquica, que representam o conhecimento e as experiências adquiridas por uma 
pessoa. O conceito é um termo que representa uma série de objetos, eventos ou situações que 
possuem atributos comuns. 
Com base nesta teoria Joseph D. Novak, pesquisador da Universidade de Cornell e 
criador de um software para construção de mapas conceituais, o CMAP, desenvolveu a meto-
34 
dologia de Mapas Conceituais (MC), procurando representar como o conhecimento é armaze-
nado na estrutura cognitiva de uma pessoa. Para definir o que é e o objetivo dos mapas con-
ceituais, Novak (2004, p.1) afirma: 
Mapas conceituais são interfaces para a organização e representação do co-
nhecimento. Eles colocam os conceitos, geralmente dentro de círculos ou re-
tângulos de algum tamanho, e os relacionamentos entre os conceitos ou as 
proposições são indicados por uma linha que conecta os dois conceitos. Pa-
lavras sobre as linhas especificam a relação entre os dois conceitos. 
 
Nos mapas conceituais os conceitos são termos geralmente representados por retângu-
los ou elipses. Entre os conceitos existem linhas que têm etiquetas que definem a natureza da 
relação. É comum que estas relações sejam definidas por verbos, enquanto os conceitos ge-
ralmente são substantivos. Uma recomendação é colocar no topo os conceitos mais genéricos 
e os mais específicos são arranjados hierarquicamente abaixo, mas isto não é obrigatório. Os 
conceitos podem referenciar entidades externas ao mapa, como sites, arquivos e outros mapas 
(hiperlinks) e podem ter formatos e cores diferentes. Um exemplo de mapa conceitual está 
exposto a seguir (Fig. 13): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 13 - Mapa conceitual 
 Fonte: Disponível em: . 
35 
Enfim, estas interfaces podem ser consideradas instrumentos para a representação do 
conhecimento. A representação do conhecimento sob a forma de mapas conceituais, com os 
conceitos organizados de forma relacional e modular, em classes e subclasses, é uma maneira 
alternativa de estruturar a informação. 
2.4.3 - Mapas hiperbólicos 
Os mapas hiperbólicos são tipos de mapas conceituais (LIMA, 2004, p.112). Eles são 
mapas conceituais com interface moderna e atrativa denominada fisheye ou "olho de peixe". 
Isto porque a interface fisheye mostra o nó principal no centro e os nós-filhos ao redor do nó 
principal. É uma distribuição radial dos conceitos. Entretanto, os nós que formam o mapa hi-
perbólico ficam em evidência (mais no centro da interface) quando estamos navegando por 
dentro daquele tópico. Os nós que estão distantes da região que estamos navegando, se retra-
em. O nós em evidência têm sua dimensão ampliada. Isto permite termos uma visão ampla da 
estrutura, mas com ênfase no tópico que estamos pesquisando no momento. Como conse-
qüência, outras características importantes dos mapas hiperbólicos são a economia de tempo 
na busca de um conceito, pois ele permite aprofundarmos na seção do mapa que estamos na-
vegando ou voltarmos aos nós-raízes do mapa apenas arrastando o mouse de um lado para 
outro. Outra característica do mapa hiperbólico é a facilidade de representar na interface um 
domínio de conhecimento de forma mais detalhada sem perder a visão da parte e do todo. Os 
conceitos são encapsulados pela forma de retângulos que podem ter cores diferentes. A cor, o 
tamanho e o tipo da fonte do texto que representa o conceito também podem ser escolhidos de 
acordo com a preferência do autor. As linhas não possuem etiquetas, mas podem ter cores 
diferentes. Veja a ilustração a seguir (Fig. 14): 
36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 14 - Mapa hiperbólico 
Fonte: Disponível em: . 
2.5 - Estudos correlatos 
Essa seção apresenta os estudos correlatos ao presente trabalho onde as teorias da área 
de organização do conhecimento (teoria da classificação facetada, teoria da terminologia e 
teoria do conceito) são relacionadas a instrumentos para a representação do conhecimento, tal 
como tesauros e interfaces hipertextuais (diagramas hierárquicos, mapas conceituais e mapas 
hiperbólicos). A partir do conhecimento destes estudos preliminares, podemos desenvolver 
este trabalho para que o mesmo venha se acrescentar às pesquisas já realizadas. 
O primeiro estudo abordado foi realizado por Amoretti (2000) e relaciona os mapas 
conceituais ao modelo aristotélico de categorização conceitual: 
o modelo aristotélico de categorização conceitual está presente em certas 
concepções associacionistas da memória semântica que diz que uma sub-
categoria é parte de uma categoria na medida em que ela possui propriedades 
definidas, os predicados, que são a essência do conceito (AMORETTI, 2000, 
p.2). 
 
37 
No trabalho de Aristóteles (apud ARAUJO, 2006) são encontrados os primeiros subsí-
dios para a formulação de uma teoria de classificação. No modelo de Aristóteles encontramos 
os cinco predicados, isto é, os cinco tipos de relações existentes num arranjo lógico. São eles, 
segundo Araújo (2006, p.122): 
a) Gênero: classe ou grupo de seres ou objetos que possuem um determinado 
número de características em comum; 
b) Espécie: ser ou coisa que possui uma diferença específica que a distingue 
de seu gênero próximo; a espécie é obtida do gênero pelo acréscimo de uma 
diferença; 
c) Diferença: é a característica que serve para gerar uma espécie; cada acrés-
cimo de diferença gera uma nova espécie; 
d) Propriedade: algo próprio de cada elemento de uma classe mas que não é 
imprescindível à definição da classe; 
e) Acidente: qualidade não-obrigatória a todos os elementos de uma classe, 
isto é, que pode ou não estar presente em um conceito. 
 
Deste modo, o estudo de Amoretti (2000), faz uma descrição das propriedades dos 
mapas conceituais com base no modelo aristotélico que transcrevemos abaixo: 
a) grau de tipicalidade das categorias, (...) o conceito indica o conjunto de 
características a que pertencem os objetos de uma determinada classe, para 
um determinado segmento social, permitindo-nos distingui-los de todos os 
outros; 
b) nível de abstração das categorias, (...) a tipicalidade, por sua vez, vai 
indicar o nível de abstração da categoria.... estabelece-se uma organização 
estrutural baseada em associações, pontos de contato e sobretudo em uma 
disposição hierárquica de inclusão dos conceitos e de esclarecimento das re-
lações culturais que foram estabelecidas entre eles; 
c) a flexibilização na modelagem dos fenômenos cognitivos, (...) a repre-
sentação do conhecimento em mapa facilita, pois, a apreensão do conheci-
mento porque a memória humana reconhece e retém mais rapidamente os 
exemplares prototípicos, respondendo de maneira mais satisfatória às expec-
tativas de realidade dos leitores, facilitando o processo mental da compreen-
são; 
d) a presença de dois planos, (...) todo mapa pode assim ser descrito a par-
tir de dois planos diferentes: a) um plano inferencial no qual os significados 
são descobertos a partir dos conceitos expressos pelos nós relacionados entre 
si, definindo determinadas relações-tipo entre eles e b) um plano referencial 
no qual os conceitos e suas ligações relacionam-se com os objetos e com os 
estados de coisas que eles simbolizam, garantindo assim o valor semiótico 
do mapa. (AMORETTI, 2000, p.3). 
 
38 
Como o modeloaristotélico foi uma das bases para a construção da teoria da classifi-
cação facetada, a correlação dos mapas conceituas poderia ser refeita com a teoria da classifi-
cação facetada ou uma outra teoria similar e esta correlação também pode ser expandida para 
outras interfaces hipertextuais, o que é uma das propostas do presente trabalho. 
O segundo estudo relacionado a este trabalho é da área de representação do conheci-
mento e foi realizado por González et al. (2004). Este estudo faz uma comparação entre tesau-
ro, mapa conceitual e mapa de tópicos (Quadro 2). 
 
QUADRO 2 
Comparação entre tesauro, mapa conceitual e mapa de tópicos 
 Mapa conceitual 
Não existe norma 
Mapa de Tópicos 
ISO 13250:2000 
Tesauro 
ISO 2788:1986 
Controle de 
vocabulário 
O mapa conceitual não realiza 
controle de vocabulário a 
priori. No processo de apren-
dizagem, o professor e o aluno 
marcam os conceitos e os nós. 
O vocabulário de um mapa de tópico 
é dado por um documento que serve 
de base para gerá-lo e são os termos 
que vão marcando de forma dinâmica 
quais são os conceitos sub-adjacentes 
a cada tópico. 
Os descritos e os não-
descritores são marcados a 
priori. 
Domínios O mapa conceitual é orientado 
a domínios, sendo que a vali-
dade de cada nó é algo subjeti-
vo que é estabelecido por 
quem elaborou o mapa 
Tema/Escopo marca o limite das 
assinalações a cada tópico, limite que 
vai variando com os sucessivos temas 
que vão aparecendo nos tópicos, que 
também pode ser infinitos 
Relação de hierarquia (Genera-
lização e enumeração) Organi-
zação por campos e organização 
por indicadores classificatórios. 
Tipos de nós Não existe uma tipologia de 
nós no mapa conceitual. 
Os tipos de tópicos representam uma 
relação de classe-instância, variando 
em função do tipo de informação de 
que estamos tratando. 
Os descritos e os não-
descritores de um domínio. 
Relações São arcos etiquetados (verbo 
ou preposição) entre os concei-
tos. 
As relações são etiquetadas pelos 
verbos. São estruturas do tipo tópico-
verbo-tópico. 
Não existe um conector entre os 
termos relacionados em um 
tesauro. 
 Os mapas conceituais podem 
estabelecer relações do tipo: 
'sendo', 'tendo', 'usando', 'simi-
lar', mas não existe uma norma 
que os padronize. 
Tipos de associação. Os mapas de 
tópicos podem ter um número infini-
to de relações. 
Relação de Hierarquia. 
Relação de Equivalência. 
Relação de Associação. 
 O conjunto nó-arco-nó não 
pode ser considerado um nó. 
Um tipo de associação ou um tipo de 
tópico pode ser um tópico. 
As relações que se estabelecem 
no tesauro não podem ser con-
sideradas descritores. 
Equivalentes 
ortográficos 
Não existe este recurso no 
mapa conceitual (trabalha com 
os conceitos com independên-
cia). 
Os nomes dos tópicos podem ser 
variações ortográficas de um termo, 
tal como acrônimos, abreviaturas etc. 
Relação de equivalência, sendo 
que neste tipo de relação é 
possível contemplar alguns 
casos similares 
Documentos Os nós não dependem dos 
documentos para que possam 
aparecer. 
Ocorrências, casos do tópico que 
estão/foram do próprio mapa de 
tópico de que está se tratando. Reme-
te aos documentos. 
Notas de escopo. Origem do 
termo. Definição do termo. 
 O mapa conceitual estabelece 
conceitos relevantes no domí-
nio mas não termos. 
Sujeito público, pode ser tanto os 
tópicos que representam o mesmo 
sujeito como as variações idiomáticas 
de um tópico, quando todos estão no 
 Sem descritor. Nível diferente. 
Tesauro multilingual. 
39 
Fonte: González et al., 2004, p.13. 
Nota: versão traduzida pelo autor. 
 
O estudo de González et al. (2004) traz um outro tipo de correlação, onde os instru-
mentos para representação do conhecimento — tesauro, mapa conceitual e mapa de tópicos 
— são comparados entre si. Entretanto, este estudo não relaciona estes instrumentos com ne-
nhuma teoria, o que permitiria uma análise mais elaborada dos mesmos. O terceiro estudo 
abordado combina os mapas conceituais e os tesauros e foi realizado por Coleman (2004) da 
University of Arizona at Tucson. Este estudo realiza o desenho ou a construção automática de 
mapas conceituais através das relações entre os termos definidas pelos tesauros. Como resul-
tado segue a representação de um tesauro através dos mapas conceituais que demonstra um 
processo similar ao pretendido neste trabalho. A partir dos recursos gráficos presentes nos 
mapas conceituais, Anita representa as relações e termos presentes em um tesauro. Entretanto, 
ela não faz uma representação completa nem aponta um critério para este mapeamento. (Fig. 
15). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 15 - Visualização de um tesauro por um mapa conceitual 
 Fonte: COLEMAN, 2004, p.6. 
Uma outra pesquisa, que resultou na tese de doutorado defendida em 2004, intitulada 
Mapa Hipertextual (MHTX) - Um modelo para organização hipertextual de documentos, traz 
uma aplicação tanto dos diagramas hierárquicos quanto dos mapas hiperbólicos com o objeti-
vo de realizar a organização e representação do conhecimento humano baseado em hipertexto 
(LIMA, 2004). Este estudo realiza uma representação de uma tese de doutorado, onde se esta-
belece a relação semântica de conceitos e as relações entre eles expressas através das interfa-
mesmo nível 
Domínio semân-
tico 
Conceitos são válidos nos 
limites de cada mapa conceitu-
al. 
Facetas, expressadas mediante pares 
de atributo-val. Pertencem à descri-
ção formal do tópico. 
Facetas (predefinidas no tesau-
ro). 
 
 
40 
ces hipertextuais mencionadas. Para a construção da representação semântica desse documen-
to foram utilizadas como referenciais teóricos: a teoria da classificação facetada e o mapa 
conceitual. Para implementação efetiva dessa representação, foi feito um protótipo. O aparato 
tecnológico necessário para a construção desse protótipo foram dois softwares: Greenstone 
2.50, usado para repositório das partes da tese e criar o diagrama hierárquico do sumário da 
tese; Inxight Star Tree Studio 3.0, usado para criar um mapa hipertextual. Este trabalho fez 
uma interlocução entre a teoria da classificação facetada e os mapas hipertextuais, usando-os 
para representar um índice facetado de uma tese de doutorado. Esta tese evidência alguns be-
nefícios dos mapas hiperbólicos na representação de um esquema facetado, como a capacida-
de do foco na cadeia observada. 
Por último, apresentamos não exatamente um estudo e sim uma solução tecnológica. É 
um sistema que denominado Visual Thesaurus. Neste caso, ao invés de representar o tesauro 
com um mapa conceitual, como no estudo anterior da Coleman (2004), o tesauro é represen-
tado por uma interface similar a um mapa hiperbólico (Fig. 16). 
 
 FIGURA 16 - Navegação pelo Visual Thesaurus. 
 Fonte: Software Visual Thesaurus. 
Uma característica do Visual Thesaurus é que, a cada próximo nível de navegação, a 
cadeia anterior desaparece da tela, ou seja, só é apresentada uma cadeia por vez na interface. 
Isto torna a navegação lenta, pois toda vez o sistema deve atualizar a tela com os novos con-
41 
ceitos. Isto também não permite o usuário identificar o grau de especialização ou generaliza-
ção do termo atual, haja vista todos aparecem no centro da tela do mesmo tamanho. Além 
disso, o Visual Thesaurus não possibilita uma visão global de toda a árvore de conceitos, im-
pedindo a observação do caminho do conceito em foco até a raiz da árvore (Fig. 17). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 17 - Navegação pelo “Visual Thesaurus” 2 
 Fonte: Software Visual Thesaurus. 
Entretanto, é importante notar que as funções sintáticas dos termos são representadas 
graficamente. A palavra é representada por um nó que tem cor vermelha para substantivo, 
amarela para adjetivo e verde para verbos. As relações entre os conceitos não aparecem, mas 
42 
são exibidasinstantaneamente ao passar o mouse sobre o arco de ligação. São permitidas as 
relações descritas a seguir (Fig. 18). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 18 – Tela que mostra as relações entre os nós disponíveis no software Visual Thesaurus 
 Fonte: Software Visual Thesaurus. 
 
Esta solução customiza uma interface de um mapa hiperbólico para a representação de 
um tesauro da língua inglesa. Entretanto, este tesauro tem enfoque mais gramatical ao mostrar 
as funções sintáticas em detrimento dos elementos especificados na norma de elaboração de 
tesauros. Mesmo assim, serve de base para a representação de sistema de conceitos em mapas 
hiperbólicos, ação que iremos executar em nosso experimento. 
43 
3 - METODOLOGIA 
Conforme já citado na seção 1.1 - , o objetivo principal deste estudo foi analisar como 
é feita a representação do conhecimento e a navegação pelas interfaces de softwares para dia-
gramas hierárquicos, dos mapas conceituais e dos mapas hiperbólicos. Um estudo de caso 
pode ser definido como: 
Um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno 
contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os 
limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos (YIN, 
2001, p.32). 
 
O estudo de caso é normalmente utilizado nas pesquisas onde as perguntas principais a 
serem respondidas são o "como" e o "por quê". O estudo de caso também pode ser do tipo: 
caso único ou múltiplos casos. O estudo do tipo único é utilizado quando o objeto de estudo é 
único ou extremo, como, por exemplo, uma empresa que apresenta características peculiares 
no referente à solução de seus conflitos de trabalho, ou no âmbito das pesquisas biomédicas, 
onde o caso analisado é muito restrito àquele paciente (GIL, 2002). Já o estudo de caso do 
tipo múltiplos casos é muito comum nas Ciências Sociais, e é utilizado nas pesquisas onde se 
deseja obter evidência em diferentes contextos ou para a elaboração de generalizações ou 
conclusões mais gerais. Como a proposta foi estudar a forma que certas interfaces hipertextu-
ais dos softwares se comportam na prática da representação do conhecimento, esse estudo se 
caracteriza como um estudo de caso, do tipo múltiplos casos, onde cada caso é um represen-
tante daquele tipo de interface hipertextual que se quer estudar. 
Segundo Stake (apud GIL, 2002) um estudo de caso pode ser: (a) intrínseco, onde o 
caso constitui o próprio objeto de estudo; (b) instrumental, onde o caso estudado não é o foco 
do estudo, servindo de forma apenas auxiliar na coleta de dados; (c) coletivo, onde são estu-
dadas características de uma população. Verificamos, portanto, que o estudo é intrínseco onde 
as interfaces hipertextuais, os casos, são o próprio objeto de estudo. 
O estudo foi, também, uma observação direta e sistemática, na qual, após um planeja-
mento e estruturação do método de análise, o observador a realiza de maneira controlada e 
sistemática, utilizando no estudo os mesmos critérios e testes. Para a coleta de dados utiliza-
ram-se instrumentos, tais como quadros, anotações, dispositivos. Neste tipo de estudo, o ob-
servador "(...) sabe o que procura e o que carece de importância em determinada situação. 
Deve ser objetivo, reconhecendo erros possíveis" (MARCONI, 1982, p.67). 
44 
Dessa forma, estruturamos este trabalho dividindo-o em duas etapas distintas. A pri-
meira etapa referiu-se ao levantamento de um conjunto de parâmetros apropriados para a 
comparação das interfaces mencionadas acima. Na segunda etapa, foram aplicados testes com 
base nos critérios desenvolvidos, utilizando as interfaces em foco, que são os diagramas hie-
rárquicos, mapas conceituais e mapas hiperbólicos. 
3.1 - Objeto de estudo 
Nesta etapa foi feita a escolha de um software para analisar cada tipo de interfaces em 
estudo. Para esta escolha foram usados os seguintes critérios em ordem de importância: o 
software deve permitir a construção de um sistema de conceitos na interface que se quer estu-
dar; ter os recursos e características comuns às interfaces daquele gênero de interface; dispo-
nibilidade gratuita para a utilização do software; tradição nesta área de aplicação; se possível, 
que ele seja um software livre; e disponível na Língua Portuguesa. 
O diagrama hierárquico das interfaces estudadas é o mais comum, existindo em inú-
meros softwares para diversos fins. Dentre os vários tipos de diagramas hierárquicos esco-
lhemos estudar o digrama hierárquico no formato outline, pois, conforme citado na seção 
2.4.1 - , ele é tradicionalmente usado na estruturação de índices de documentos e na procura 
de arquivos no computador. O diagrama hierárquico outline também é amplamente utilizado 
na organização das páginas em um website (são os menus verticais que geralmente ficam à 
esquerda do site). Dessa forma, o software Windows Explorer foi cotado como um represen-
tante dessa interface. Na utilização do sistema operacional Windows, é obrigatório o contato 
com essa interface na manipulação de documentos e pastas. Além desse software, foi avaliado 
o software SiteXpert produzido pela empresa Xtreme com sede na Suíça. Este software é es-
pecializado na criação de menus para websites e tem várias formas de apresentação da rede 
criada. Ele foi usado na tese de doutorado de Lima (2004) para a geração do índice para nave-
gação em contexto. Além dele, foi avaliado também o software SiteBar. Este software é espe-
cializado no gerenciamento de bookmarks (hiperlinks). O SiteBar traz todos os recursos co-
muns aos softwares dessa categoria, como a organização por meio de pastas e documentos 
representados por ícones diferentes. Os documentos podem ter ícones próprios. Tem ferra-
menta de busca incorporada e pode ser colocada uma descrição associada a um documento ou 
pasta. O SiteBar, porque é um software livre, disponibiliza seu código-fonte para qualquer 
45 
interessado sem custo. Isto permite que o mesmo seja modificado para atender objetivos espe-
cíficos de cada aplicação. Esta vantagem foi decisiva para escolha desse software, pois, assim, 
o mesmo pôde ser customizado para a representação de outras relações semânticas que a prio-
ri não seriam possíveis de serem representadas. 
Para representar os mapas conceituais, pesquisamos e encontramos vários softwares 
para este fim, como o CMAP, o Smartdraw, o Inspiration 7.0. O CMAP foi criado por Joseph 
D. Novak, pesquisador da Universidade de Cornell. O software CMAP foi o primeiro softwa-
re disponível para a construção daquilo que chamamos de “mapas conceituais”. Ele foi cons-
truído através da tecnologia JAVA, que o permite funcionar sobre qualquer sistema operacio-
nal. O Smartdraw é um software bastante complexo, com a possibilidade de realização de 
vários tipos de diagramas, tais como fluxogramas, organogramas, diagramas E-R, entre ou-
tros. É um software proprietário e pago. O Inspiration 7.0 é um software voltado apenas para 
a construção de mapas conceituais. Ele também é um software proprietário e pago. Este soft-
ware tem o recurso de zoom e permite exportar o mapa para HTML. Foram percebidos recur-
sos comuns nos softwares desta categoria como os conceitos ligados por relações; as relações 
podem ser identificadas com uma etiqueta, eles têm o recurso zoom. Como software represen-
tante dos mapas conceituais, foi utilizado o CMAP, devido ao fato de o mesmo ser ampla-
mente referenciado na literatura. Ele ainda tem as vantagens de ser gratuito e seu download 
pode ser feito a partir de seu site. 
Os softwares disponíveis com a interface em mapa hiperbólico são mais restritos, pois 
o surgimento desta interface é mais recente. Os recursos comuns a esta categoria de interface 
são a forma radial de distribuição dos conceitos, com os mais genéricos próximos da raiz que 
fica no centro do mapa. A outra principal característica comum é o efeito fisheye, onde os nós 
mais distantes têm seutamanho reduzido. Assim, nós muito distantes não são visualizados. 
Encontramos para a construção dos mapas hiperbólicos, o software Ixight, o Hypergraph e o 
Hipernavegador. O software Ixight é um software-proprietário, para ser utilizado tem que ser 
comprado e não é possível customizá-lo, pois seu código-fonte não é aberto ou disponibiliza-
do. O Hipergraph é um software livre, mas está com a interface na língua inglesa. Ele tam-
bém não possui uma interface de edição. Como software representante dos mapas hiperbóli-
cos, escolhemos o software Hipernavegador, que é um software livre construído em lingua-
gem JAVA cujo projeto de desenvolvimento encontra-se hospedado no Portal Agrolivre. É 
um software livre nacional desenvolvido pelo setor de tecnologia da Embrapa que disponibili-
za vários outros softwares. Outra vantagem é sua interface de edição, que está em português. 
46 
3.2 - Instrumento de análise 
O instrumento de análise utilizado neste estudo foi um quadro formado de um conjun-
to de parâmetros a serem atendidos por cada um dos softwares observados. A elaboração des-
tes parâmetros iniciou-se a partir dos objetivos propostos neste estudo e foi complementada 
pela revisão de literatura realizada acerca dos assuntos abordados. Os parâmetros para a avali-
ação dessas interfaces foram divididos nos seguintes grupos: 
• Parâmetros para a representação conceitual: necessários para a representação 
de conceitos e relações entre os conceitos; 
• Parâmetros para navegação: contribuem para agilizar e facilitar a navegação 
em sistemas de conceitos em cada uma dessas interfaces. 
3.2.1 - Parâmetros para avaliação da representação conceitual 
Com base no quadro comparativo apresentado na seção 2.3 - , escolhemos a teoria do 
conceito para servir de base para a análise da representação conceitual, pois, esta teoria define 
de forma mais completa os princípios e relações para que isso seja realizado. Observamos se é 
possível representar nas interfaces dos softwares cada um dos conceitos e relações apresenta-
dos por esta teoria. Assim, foram determinados os seguintes parâmetros para avaliação da 
representação conceitual: 
1. Conceito: formada pelo conceito geral e individual; 
2. Relação hierárquica: formada pelo conceito gênero e espécie; 
3. Relação partitiva: formada pelo conceito todo e parte; 
4. Relação de equivalência e oposição: formada pelo conceito sinônimo e antô-
nimo; 
5. Relação funcional: formada pelo conceito representa o processo que acontece 
entre dois conceitos. 
47 
3.2.2 - Parâmetros para avaliação da navegação 
Este grupo de parâmetros teve como objetivo avaliar, nas interfaces dos softwares es-
tudados, recursos que contribuem para agilizar e facilitar a navegação em sistemas de concei-
tos em cada uma dessas interfaces.Os parâmetros para avaliação da navegação são embasados 
também na teoria da classificação facetada de onde foi retirado o conceito de cadeia e renque 
como forma de agrupar as classes ou conceitos. As cadeias e os renques ocorrem tanto na re-
lação gênero/espécie quanto na relação todo/parte. Relacionando este conceito à navegação, 
um dos parâmetros que pudemos observar foi se as cadeias expandem ou contraem ao nave-
gar; deste modo, não é preciso mostrar toda a rede de conceitos para se chegar a uma cadeia 
que está na extremidade da rede, basta ir expandindo apenas as cadeias que são interessantes 
no momento da navegação pelo sistema de conceitos. Em um sistema de milhares de concei-
tos, ou seja, em grandes redes de conceitos, se não houver esse recurso, ela terá que ser mos-
trada na íntegra, com todas as suas cadeias expandidas e conceitos expostos, exigindo uma 
área de visualização muito grande, dificultando a recuperação de algum conceito. 
O foco ou ênfase na cadeia observado no momento da navegação é um recurso tam-
bém denominado de fisheye, onde é causada uma distorção visual proposital em que a cadeia 
observada adquire uma maior dimensão. Este parâmetro é correlato ao parâmetro overview, 
onde, apesar do usuário estar em uma extremidade do sistema de conceitos, o mesmo conse-
gue ter uma visão geral da estrutura. Ambos os parâmetros foram usados na avaliação das 
interfaces visuais para a recuperação da informação do artigo de Herrero-Solana e Hassan. 
(2006). O princípio de poli-hierarquia foi visto na terminologia (vide seção 2.2.1 - ) e também 
existe na teoria da classificação facetada (combinação de categorias, vide seção 2.1.1 - ). Ele 
determina que um conceito possa ter mais de um pai, ou seja, ele pode ser a especialização de 
dois ou mais conceitos. Este conceito pode manter outros tipos de relações com outros concei-
tos, o que também demanda uma representação poli-hierárquica. A lista completa de parâme-
tros para a avaliação da navegação está apresentada a seguir: 
Área de interface necessária para representar a rede de relações 
1. Cadeias expandem/contraem ao navegar; 
2. Poli-hierarquia: Quando um conceito tem múltiplos pais; 
3. Reorganização automática do sistema de conceitos no acréscimo de um 
nó; 
48 
4. Foco ou ênfase na cadeia observado no momento da navegação, também de-
nominada de fisheye; 
5. Ordenação alfabética dos conceitos subordinados; 
6. Visualização do caminho da cadeia observada até o conceito-raiz; 
3.3 - Coleta dos dados 
A análise das interfaces foi realizada com a representação de um sistema de conceitos 
com características e necessidades que testaram os parâmetros definidos na seção acima. O 
sistema de conceitos foi formado a partir de um extrato de um tesauro, pois o mesmo já espe-
cifica a maioria dos conceitos e relações a serem observados. Assim, definindo o tesauro co-
mo fonte do sistema de conceitos, foi necessário descobrir qual tesauro melhor atendia às ne-
cessidades deste trabalho. Os pré-requisitos definidos para essa escolha foram: (a) disponibi-
lidade do tesauro para consultas pela internet; (b) estar disponível em Língua Portuguesa; (c) 
familiaridade com os conceitos da área do conhecimento escolhida; (d) ter todas as relações 
entre os termos definidos pela norma ISO 2788 conforme seção 2.7; e (e) estar atualizado com 
termos atuais. Dessa forma, preferencialmente optamos por avaliar um tesauro na área de Ci-
ência da Informação. Após a escolha do tesauro, era necessário representar parte da rede se-
mântica de conceitos definida pelo tesauro em cada uma das interfaces hipertextuais estuda-
das. Entretanto, para avaliar a capacidade de representação conceitual com base nos parâme-
tros de representação conceitual definidos na seção 3.2.1 - , as relações existentes no tesauro 
foram mapeadas para as relações definidas na teoria do conceito, conforme foi apresentado no 
quadro da seção 2.3 - . 
O tesauro é uma rede semântica composta apenas de conceitos gerais. Assim, ele não 
possui todos os elementos necessários para realizar nosso experimento. Para avaliarmos se é 
possível fazer uma distinção gráfica do conceito geral para o conceito individual na interface 
hipertextual (um dos parâmetros da representação conceitual), inserimos nesta rede semântica 
do tesauro alguns conceitos individuais. Como exemplo, podemos citar o conceito geral SRI 
(Sistema de Recuperação da Informação), e o conceito individual Google (serviço de busca 
disponível na Internet). Representamos nas interfaces hipertextuais uma rede semântica, ter-
mos que exibem poli-hierarquia, ou seja, um termo que seja uma especialização de mais de 
um conceito ao mesmo tempo. Assim, pudemos avaliar um dos parâmetros de navegação de-
49 
finido na seção anterior. Caso algumas das relações definidas na norma de construção do te-
sauro não ocorressem em nenhum dos tesauros pesquisados, estas relações e seus termos tam-
bém seriam criadas. Vale lembrar que o objetivo do trabalho foi testar e avaliar as interfaces e 
não criar um tesauro mais completo. Sendo assim, a validade desses novos termosinseridos 
ou a metodologia de construção do tesauro, não impacta os resultados desse estudo, ou seja, 
mesmo que a construção dessa rede de conceitos seja questionável, com relações ou termos 
não apropriados, isto não prejudica os resultados do trabalho que objetiva avaliar qualidade da 
representação gráfica da rede de conceitos. Independente se esta rede de conceitos está con-
ceitualmente correta ou não, consideramos que está rede de conceitos está correta e efetuamos 
a representação gráfica e os outros testes citados na metodologia que não são influenciados 
pela veracidade da semântica da rede. 
3.3.1 - Extração do sistema de conceitos 
O próximo passo na análise das interfaces dos softwares foi escolher o tesauro de onde 
seria retirado o sistema de conceitos. Os tesauros analisados estão a seguir. 
O primeiro tesauro avaliado para este trabalho foi o tesauro criado pela organização 
ASIS&T - American Society for Information Science & Technology, fundada em 1937. Esta 
organização é uma das maiores referências para os profissionais da informação, que busca 
novas e melhores teorias, técnicas e tecnologias, e incorporando essas tendências ao próprio 
nome da organização. 
O segundo tesauro em vista foi o tesauro criado pelo IBICT, Instituto Brasileiro de In-
formação em Ciência e Tecnologia. Segundo o Portal de Referência do NDC/UFF 
(http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia), o IBICT atua no contexto das novas tecnologias 
de acesso à informação, coordenando o projeto da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações 
(BDTD); o COMUT, programa de comutação bibliográfica; o CCN, Catálogo Coletivo Na-
cional de Publicações Seriadas; o Canal-Ciência, portal de divulgação da pesquisa científica 
brasileira; eventos nacionais e estrangeiros em ciência e tecnologia; publica a Revista Ciência 
da Informação. No que tange à informação para a pesquisa, traz o PROSSIGA, que é um con-
junto de bibliotecas virtuais e portais temáticos. Além de apresentar biblioteca especializada 
em Biblioteconomia, Ciência da Informação e Tecnologias da Informação; espaço para divul-
gação de publicações do IBICT; propostas para políticas de ICT - Informação, Ciência e Tec-
50 
nologia; uma coordenação de ensino (Pós-Graduação) e pesquisa em Ciência da Informação; 
e relatórios da Instituição. 
O terceiro tesauro a ser avaliado foi o UNESCO Thesaurus. Este tesauro é um vocabu-
lário controlado desenvolvido pela United Nations Educational, Scientific and Cultural Or-
ganisation, que inclui termos das seguintes áreas do conhecimento: educação, ciências, cultu-
ra, ciências sociais e humanas, informação e comunicação, política, direito e economia. Inclui 
ainda os nomes dos países agrupados por política, economia, geografia, etnia e religião, além 
dos grupos lingüísticos. Os termos do UNESCO Thesaurus expressam os assuntos com con-
sistência e especificidade, podendo ser usado para indexação de documentos nas bibliotecas, 
arquivos e instituições similares. 
O quarto tesauro, EUROVOC, é, nos termos do próprio site EUROVOC (2006): 
um tesauro multilíngüe que cobre todos os domínios da actividade das Co-
munidades Européias; permite indexar os documentos e as questões nos sis-
temas documentais das instituições européias e dos seus utilizadores. Este 
produto documental é actualmente utilizado pelo Parlamento Europeu, pelo 
Serviço das Publicações das Comunidades Européias, pelos parlamentos na-
cionais e regionais na Europa, pelas administrações nacionais e por certas 
organizações européias. 
 
O quinto tesauro analisado foi o AGROVOC (Agricultural Vocabulary), voltado que é 
para a transferência de informação e conhecimentos fundamentais ao desenvolvimento agríco-
la. Permite novas perspectivas de intercâmbio cultural, científico e técnico entre vários países. 
Após a observação dos pré-requisitos apresentados anteriormente, formulamos o quadro com-
parativo dos tesauros conforme apresentado no Quadro 3: 
 
QUADRO 3 
Comparativo das características dos tesauros pesquisados 
 Tesauro Disponibili-
dade on-line 
Relações definidas 
pela ISO 2788 
Cobre a área 
da Ciência da 
Informação 
Estar 
atualizado 
Disponibili-
dade na 
Língua 
Portuguesa 
1 ASIST 
 
NÃO - SIM - NÃO 
2 IBICT SIM Faltam as relações 
NTP e BTP 
SIM NÃO SIM 
3 UNESCO SIM Faltam as relações 
NTP e BTP 
SIM SIM NÃO 
4 EUROVOC SIM Faltam as relações 
NTP e BTP 
SIM SIM SIM 
5 AGROVOC SIM Faltam as relações 
NTP e BTP 
NÃO SIM SIM 
 
51 
Após a avaliação dos tesauros, concluímos que algumas características específicas de 
cada tesauro resultaram na eliminação dos mesmos. No caso do tesauro da ASIST, o mesmo 
não é mais disponibilizado on-line, sendo acessível apenas pela compra do seu CD de instala-
ção e, como também não existe em Língua Portuguesa, sua utilização foi descartada. Já o te-
sauro do IBICT está muito desatualizado (última atualização em 1986), tendo sido descartado 
por este motivo. O tesauro da UNESCO tem como maior desvantagem o fato de não existir 
em Língua Portuguesa e o AGROVOC não cobre a área da Ciência da Informação. 
A relação partitiva da teoria do conceito corresponde às relações NTP e BTP do tesau-
ro, mas, apesar dessas relações estarem definidas na norma ISO 2377, nenhum dos tesauros 
avaliados apresentou essas relações em suas estruturas. Entretanto, o tesauro EUROVOC foi o 
que atendeu ao maior número de requisitos, e foi aquele escolhido para ser utilizado. A partir 
da rede de termos retirada deste tesauro, introduzimos termos com relações partitivas, concei-
tos individuais e relações poli-hierárquicas para que a análise das interfaces fosse completa. 
O EUROVOC tem uma cobertura ampla, com aproximadamente 6000 classes organi-
zadas hierarquicamente (POULIQUEN, 2004). Cada classe tem uma única tradução nas vinte 
línguas suportadas atualmente. Estas classes são divididas em 21 campos e 127 microtesauros 
(europa.eurovoc.eu). O EUROVOC, que é uma norma internacional para desenvolvimento de 
tesauros multilíngües (MICHOS; STAMATATOS e FAKOTAKIS, 1999). 
Desta forma, foi extraído do tesauro EUROVOC um grupo de descritores que consti-
tuiu o sistema de conceitos necessário para testar a representação feita pelas interfaces. Assim, 
descritores devem ser compilados de um microtesauro a ser escolhido. A preferência é que 
este microtesauro contenha termos familiares, sendo relacionado à área de ciência. Dessa 
forma, o microtesauro documentação se destaca principalmente por conter termos onde as 
relações partitivas seriam mais facilmente introduzidas, tal como documento, tesauro etc. Este 
microtesauro está compilado no Anexo A. 
Os descritores GED e OCR, pertencentes ao descritor “Documentação”, foram esco-
lhidos do tesauro EUROVOC, para a inserção dos novos termos necessários para a represen-
tação, e a principal razão da escolha foi a familiaridade do autor com estes termos. Dessa 
forma, o processo de inserção de novos termos ficou mais facilitado. Abaixo estão transcritos 
os descritores escolhidos: 
documentação 
 UF documentação científica 
 documentação técnica 
 NT1 análise da informação 
 NT2 catalogação 
52 
 NT2 classificação 
 NT2 indexação de documentos 
 NT2 resumo de textos 
 NT1 aquisição de documentos 
 NT2 permuta de publicações 
 NT1 armazenagem de documentos 
 NT1 difusão da informação 
 NT2 difusão selectiva da informação 
 NT1 fornecimento de documentos 
 NT1 gestão de documento 
 NT2 GED 
 NT3 digitalização 
 NT3 OCR 
 NT1 pesquisa documental 
 NT1 registo de documentos 
 RT ciência da informação (3606) 
 
GED 
 SN Designa o conjunto dos materiais, software e meios técnicos utilizados para a 
armazenagem e o arquivo de dados sob forma digital. 
 UF gestão electrónica de dados 
 gestão electrónica de documentosprocessamento electrónico de dados 
 BT1 gestão de documento 
 BT2 documentação 
 NT1 digitalização 
 NT1 OCR 
 
OCR 
 SN Processo de reconhecimento óptico de caracteres que consiste em converter uma 
imagem digitalizada através de um módulo de varrimento ou digitalizador (scanner) em texto 
podendo ser, de seguida, alterado num software. 
 UF leitura óptica de caracteres 
 reconhecimento óptico de caracteres 
 BT1 GED 
 BT2 gestão de documento 
 BT3 documentação 
 
Para a representação completa de todas as relações e posterior avaliação das interfaces, 
foi necessária, como descrita anteriormente, a inserção de novos descritores. Os descritores 
inseridos foram: (a) dos termos com relações partitivas, (b) dos conceitos individuais e (c) dos 
termos com relações polihierárquicas. Para a identificação de termos com relações partitivas 
(a), foram usadas as notas de escopo dos termos GED e OCR. Como dito na seção 2.1.2 - , as 
relações partitivas ocorrem quando um termo (todo) é composto de outros termos (parte). Por-
tanto, o termo GED, segundo a nota de escopo, é definido como “Designa o conjunto dos ma-
teriais, software e meios técnicos utilizados para a armazenagem e o arquivo de dados sob 
53 
forma digital”. A partir desta definição, identificamos os termos “arquivo de dados” e “arma-
zenagem de dados” que fazem parte do processo de GED. O termo OCR, segundo a nota de 
escopo, é “Processo de reconhecimento óptico de caracteres que consiste em converter uma 
imagem digitalizada através de um módulo de varredura ou digitalizador (scanner) em texto 
podendo ser, de seguida, alterado num software”. A partir desta definição, identificamos os 
termos “imagem digitalizada” e “texto” que fazem parte do processo de OCR. 
A rede ficou conforme está apresentado abaixo (os novos termos estão em negrito): 
GED 
 UF gestão electrónica de dados 
 gestão electrónica de documentos 
 processamento electrónico de dados 
 BT1 gestão de documento 
 BT2 documentação 
 NT1 digitalização 
 NT1 OCR 
 NTP arquivo de dados 
 NTP armazenagem de dados 
 
OCR 
 UF leitura óptica de caracteres 
 reconhecimento óptico de caracteres 
 BT1 GED 
 BT2 gestão de documento 
 BT3 documentação 
 NTP imagem digitalizada 
 NTP texto 
 
Para inserção dos conceitos individuais (b), utilizamos os mesmos termos GED e O-
CR. Primeiramente, é importante relembrar que os conceitos individuais (seção 2.1.2 - ) são 
aqueles objetos que são pensados como únicos, distintos dos demais, e são diretamente afeta-
dos pelo tempo e espaço. Os conceitos gerais são como classes ou tipos de conceitos indivi-
duais. GED e OCR são conceitos gerais. Portanto, para encontrarmos conceitos individuais 
destes conceitos precisamos primeiramente saber a definição desses conceitos. Dessa forma, 
utilizamos as notas de escopo usadas logo acima. Na nota de escopo de GED, percebemos que 
o GED pode ser um software utilizado para a armazenagem e o arquivo de dados sob forma 
digital. Após pesquisa na internet, identificamos o software LaserFiche 7, da empresa Laser-
Fiche, citada em seu site como uma solução para GED (www.laserfiche.com/pt/Boletim 
/novavers_oct08_2005_000.html). Na nota de escopo, percebemos que OCR é um processo 
de reconhecimento de caracteres em uma imagem, que resulta em um texto. Também da em-
54 
presa LaserFiche encontramos o software Laserfiche Zone OCR. Assim, a rede fica conforme 
está apresentado abaixo (os novos termos estão em negrito): 
 
GED 
 UF gestão electrónica de dados 
 gestão electrónica de documentos 
 processamento electrónico de dados 
 BT1 gestão de documento 
 BT2 documentação 
 NT1 digitalização 
 NT1 OCR 
 NTP arquivo de dados 
 NTP armazenagem de dados 
 Conceito Individual: LaserFiche 7 
 
OCR 
 UF leitura óptica de caracteres 
 reconhecimento óptico de caracteres 
 BT1 GED 
 BT2 gestão de documento 
 BT3 documentação 
 NTP imagem digitalizada 
 NTP texto 
 Conceito Individual: LaserFiche Zone OCR 
 
Para exemplificar a poli-hierarquia, temos o conceito LaserFiche Suíte, uma solução 
de software que engloba o LaserFiche 7 e LaserFiche Zone OCR, e que, portanto, pertence a 
duas classes GED e OCR. Este conceito foi adicionado e está em negrito abaixo. 
GED 
 UF gestão electrónica de dados 
 gestão electrónica de documentos 
 processamento electrónico de dados 
 BT1 gestão de documento 
 BT2 documentação 
 NT1 digitalização 
 NT1 OCR 
 NTP arquivo de dados 
 NTP armazenagem de dados 
 Conceito Individual: LaserFiche 7 
 Conceito Individual: LaserFiche Suite 
 
OCR 
 UF leitura óptica de caracteres 
 reconhecimento óptico de caracteres 
 BT1 GED 
 BT2 gestão de documento 
 BT3 documentação 
55 
 NTP imagem digitalizada 
 NTP texto 
 Conceito Individual: LaserFiche Zone OCR 
 Conceito Individual: LaserFiche Suite 
 
Foi realizado o mapeamento das relações do tesauro para as relações definidas na teo-
ria do conceito, conforme foi especificado no quadro a seguir. Os novos termos que inserimos 
estão em negrito. Veja abaixo: 
QUADRO 4 
Sistema de conceitos formado a partir do descritor documentação 
 Relação do 
tesauro 
Relação na teoria do 
Conceito 
Conceitos representados 
1 UF Relação de equivalência documentação científica 
2 UF Relação de especialização documentação técnica 
3 NT1 Relação de especialização análise da informação 
4 NT2 Relação de especialização Catalogação 
5 NT2 Relação de especialização Classificação 
6 NT2 Relação de especialização indexação de documentos 
7 NT2 Relação de especialização resumo de textos 
8 NT1 Relação de especialização aquisição de documentos 
9 NT2 Relação de especialização permuta de publicações 
10 NT1 Relação de especialização armazenagem de documentos 
11 NT1 Relação de especialização difusão da informação 
12 NT2 Relação de especialização difusão selectiva da informação 
13 NT1 Relação de especialização fornecimento de documentos 
14 NT1 Relação de especialização gestão de documento 
15 NT2 Relação de especialização GED 
16 BTP1 Relação de parte arquivo de dados 
17 BTP1 Relação de parte armazenagem de dados 
18 - Conceito Individual LaserFiche 7 
19 - Conceito Individual LaserFiche Suíte 
20 NT3 Relação de especialização Digitalização 
21 NT3 Relação de especialização OCR 
22 BTP1 Relação de parte imagem digitalizada 
23 BTP1 Relação de parte Texto 
24 - Conceito Individual LaserFiche Zone OCR 
25 - Conceito Individual LaserFiche Suíte 
26 NT1 Relação de especialização pesquisa documental 
27 NT1 Relação de especialização registro de documentos 
28 RT Relação de especialização ciência da informação (3606) 
56 
3.3.2 - Definição da pontuação 
Cada dimensão foi avaliada de forma independente em cada uma das interfaces hiper-
textuais em estudo. Para isso, foi criado um sistema de pontuação a fim de mensurar os parâ-
metros de avaliação. Este modelo de avaliação está baseado no trabalho Conteúdo, Usabilida-
de e Funcionalidade: três dimensões para a avaliação de portais estaduais de Governo Ele-
trônico na Web que foi inspirado na Metodologia para Avaliação de Sistemas (HOSTALÁ-
CIO et al., 1989 apud VILELLA, 2003). 
A nota final para cada dimensão é uma média ponderada. É somatório das notas pon-
deradas de cada parâmetro dividido pelo somatório total dos pesos dos parâmetros. 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro 
Nmp = Nota máxima do parâmetro 
O Quadro 5 demonstra o critério da nota para cada parâmetro de avaliação da repre-
sentação conceitual analisado na interface. 
 
QUADRO 5 
Critério para avaliação de parâmetros de representação conceitual 
Nota Qualidade da representaçãográfica 
 
0 Não é representado ou a mesma representação gráfica é usada para 
representar mais de uma relação, não distinguindo qual a relação que 
está sendo representada. 
1 Não é representada instantaneamente, a representação acontece medi-
ante um estimulo (ao passar o mouse, por exemplo). 
2 É representado por um símbolo que o usuário terá que aprender a reco-
nhecer. 
3 É representado de forma explícita através da forma literal 
 
57 
Para estabelecer as notas dadas para cada parâmetro de representação conceitual, nos 
baseamos, principalmente, no ponto de vista do usuário. Assim, quanto mais clara a represen-
tação ficar para usuário, maior é o valor da nota. Portanto, se para o usuário uma determinada 
relação entre os conceitos não é representada pela interface, ou a mesma representação gráfica 
é usada para representar mais de uma relação, não distinguindo qual a relação que está sendo 
representada, este parâmetro recebe nota igual a 0 (zero). No caso de uma relação só ficar 
caracterizada mediante um estímulo do usuário, estamos aplicando a nota 1 (um), pois exige 
do usuário um esforço para que ele descubra a relação em questão. Em um outro caso, a re-
presentação já é evidenciada pela interface (por exemplo, através de uma cor), mas é preciso 
aprender uma legenda. De qualquer forma, uma vez que esta legenda é aprendida o usuário, já 
reconhecerá imediatamente a representação. Para este tipo de representação estamos atribuin-
do o valor 2 (dois). E, finalmente, para os casos em que o reconhecimento da representação 
ocorre de imediato, sem a necessidade de aprendizagem — por exemplo, com a representação 
literal da relação — atribuímos a nota 3 (três). Estas notas foram atribuídas aos parâmetros 
definidos na seção 3.2.1 - e apresentados no Quadro 6. 
 
QUADRO 6 
Notas dos parâmetros de representação conceitual observados 
Parâmetros de representação conceitual Nota 
1. Conceito: Formada pelo conceito geral e in-
dividual De 0 a 3 
2. Relação hierárquica: Formada pelo conceito 
gênero e espécie De 0 a 3 
3. Relação partitiva: Formada pelo conceito 
todo e parte De 0 a 3 
4. Relação de equivalência e oposição: Forma-
da pelo conceito sinônimo e antônimo De 0 a 3 
5. Relação funcional: Formada por conceito 
processo 
De 0 a 3 
 
 
No caso da representação conceitual, os parâmetros de análise foram considerados to-
dos com o mesmo peso, pois é muito subjetivo considerar que a representação de um tipo de 
relação é mais importante que a outra. 
Além da nota do parâmetro, também foi registrado o recurso gráfico utilizado na re-
presentação do parâmetro. Geralmente, na representação gráfica do sistema de conceitos, cada 
58 
conceito aparece com um nó a que é conectado, ou relacionado a outro nó através de uma 
linha. Esta linha representa uma relação entre os conceitos. Dessa forma, conduzimos este 
estudo com o foco nesses dois elementos gráficos principais, o nó e a linha, já que os mesmos 
estão presentes em todas as interfaces estudadas. Observamos se os mesmos fornecem recur-
sos gráficos, tais como a possibilidade de alteração na cor e no formato, tanto do nó como da 
linha, para que pudéssemos fazer a representação individualizada de cada relação escolhida. 
Para a dimensão de navegação, cada parâmetro recebeu um sim ou não (com o valor 1 
ou 0). O parâmetro de área da interface não foi usado no cálculo da dimensão, mas consta 
para proporcionar uma comparação entre todas as interfaces no final da análise. 
 
QUADRO 7 
Valores dos parâmetros de navegação observados1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 O peso dos parâmetros, tanto da dimensão de representação conceitual, quanto da dimensão de nave-
gação, é igual. 
2 A área da interface foi medida em um monitor de 17 polegadas com resolução de 1024 x 768 pixels. 
Parâmetros de navegação Valor 
Área de interface2 necessária para representar 
a rede de relações 
Número escalar em cm2 
1. Cadeias expandem/contraem ao navegar Sim ou não (1 ou 0) 
2. Poli-hierarquia: Quando um conceito tem 
múltiplos pais. 
Sim ou não (1 ou 0) 
3. Reorganização automática do sistema de 
conceitos no acréscimo de um nó. 
Sim ou não (1 ou 0) 
4. Foco ou ênfase na cadeia observado no 
momento da navegação (fisheye) 
Sim ou não (1 ou 0) 
5. Ordenação alfabética dos conceitos su-
bordinados 
Sim ou não (1 ou 0) 
6. Visualização do caminho da cadeia ob-
servada até o conceito-raiz. 
Sim ou não (1 ou 0) 
59 
4 - ANÁLISE DOS DADOS 
Nesta parte realizamos a análise das interfaces dos softwares em estudo. Cada uma das 
interfaces foi utilizada para a representação dessa rede. Juntamente com a representação, foi 
realizada a análise da capacidade de representação conceitual e da navegação com apresenta-
ção de tabelas e resultados. 
Nesta seção foi realizada a análise das interfaces dos softwares em estudo. Primeira-
mente, cada uma das interfaces foi utilizada para a representação dessa rede de conceitos. 
Juntamente com a representação, foi realizada a análise da capacidade de representação con-
ceitual e da navegação com apresentação de tabelas e resultados. 
4.1 - Diagrama hierárquico 
O diagrama hierárquico no seu formato outline, vide seção 2.4.1, apresenta os concei-
tos em uma lista onde os conceitos subordinados aparecem um pouco deslocados para a direi-
ta. Na frente do conceito existem ícones. Tradicionalmente, estes ícones indicam se o nó é 
uma pasta ou um documento. Nesta aplicação esses ícones são usados para indicar o tipo de 
conceito ou relação. Neste estudo estamos usando o software SiteBar, como representante do 
diagrama hierárquico no formato outline. O software SiteBar é um software livre e disponibi-
liza todo seu código-fonte para qualquer interessado sem custo. Isto permite que o mesmo seja 
modificado para atender a objetivos específicos de cada aplicação. Deste modo, realizamos 
uma primeira avaliação do diagrama hierárquico utilizando apenas os recursos gráficos inici-
ais. Denominamos este experimento de “diagrama hierárquico original”. Posteriormente, rea-
lizamos a avaliação com o aumento da gama de ícones que podem ser utilizados, e o fato de o 
SiteBar ser um software livre foi fundamental para isso. 
60 
4.1.1 - Diagrama hierárquico outline original 
O sistema de conceitos definido na seção 3.3.1 - foi construído através do software Si-
teBar para avaliação do diagrama hierárquico outline. A representação pode ser visualizada na 
Fig 19: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 19 - Diagrama hierárquico outline 
4.1.1.1 - Análise da Representação Conceitual 
A relação hierárquica pôde ser representada através do recurso gráfico pastas e subpas-
tas. Conforme o critério exposto na seção 3.3.2 - , este parâmetro, numa escala de 0 a 3, rece-
beu nota igual a 2 (dois), pois deve aprender uma legenda para reconhecer a relação represen-
tada. Apenas quando a relação é explicitada através de um termo, a nota é igual a 3 (três). 
Legenda: 
 Relação genêro/especie 
 Demais relações 
61 
Embora seja amplamente usado, este tipo de interface de diagramas hierárquicos tem 
muitas limitações para a aplicação requerida. Ele não permite identificar as relações entre os 
nós. Ou seja, caso quiséssemos representar as relações partitivas, as mesmas seriam confundi-
das com as relações hierárquicas. Temos o mesmo problema na representação das relações de 
equivalência, oposição e funcional. Portanto, pela falta de recursos gráficos, para todos os 
outros parâmetros foi usada a diferenciação por ícone pasta e o ícone arquivo. Dessa forma, 
todos os demais parâmetros receberam nota igual a 0 (zero) por não distinguir a relação repre-
sentada. A análise foi sumarizada no Quadro 8 a seguir: 
QUADRO 8 
Notas dos parâmetros de representação conceitual observados 
Parâmetros de representação conceitual Nota 
1.Conceito: Formada pelo conceito geral e in-
dividual 0 
2. Relação hierárquica: Formada pelo conceito 
gênero e espécie; 2 
3. Relação partitiva: Formada pelo conceito 
todo e parte; 0 
4. Relação de equivalência e oposição: Forma-
da pelo conceito sinônimo e antônimo; 0 
5. Relação funcional: Formada por conceito 
processo 0 
 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 3 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
Nd = ( 2 + 0 + 0 + 0 + 0 )/3 x 100 = 13,33 
 5 
 
 
A relação de gênero/espécie foi a única relação representada, assim todos os outros pa-
râmetros receberam valor igual a 0 (zero). Todos os parâmetros têm nota máxima igual a 3 
62 
(três), assim o somatório é dividido por esse valor. Como são cinco parâmetros, o somatório é 
dividido por 5 (cinco). A multiplicação por 100 (cem) é realizada para termos a nota final 
variando de 0 a 100 (zero a cem). A partir das notas coletadas do experimento realizado, é 
possível obter a nota final da dimensão de representação conceitual para diagrama hierárquico 
outline original, que foi igual a 13,33. Assim, percebemos que, na análise de representação 
conceitual, o diagrama hierárquico outline não atende razoavelmente a este quesito, pois não 
atingiu nem cinqüenta por cento da nota máxima igual a cem. 
4.1.1.2 - Análise da navegação 
Vamos agora citar os principais recursos navegacionais proporcionados por esta inter-
face (Fig. 19). A navegação é realizada com a abertura de cada nível hierárquico, clicando no 
ícone +. No painel direito vemos os itens que estão classificados pela pasta selecionada. A 
representação da relação pasta/subpasta é feita através do posicionamento da subpasta uma 
linha abaixo, com um leve deslocamento para direita. Os diagramas hierárquicos têm uma 
limitação, eles não permitem que um nó tenha mais de um pai. Os diagramas hierárquicos 
limitam a uma representação monohierárquica das classes entre si. Não é possível representar 
a poli-hierarquia. A análise foi sumarizada no Quadro 9 a seguir: 
63 
 
QUADRO 9 
Valores dos parâmetros de navegação observados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
 
Nd = ( 1 + 0 + 1 + 0 + 1 + 1) / 1 x 100 = 66,67 
 6 
 
Os únicos parâmetros não atendidos foram a poli-hierarquia (parâmetro 2) e o fisheye 
(parâmetro 4) que receberam a nota igual a 0 (zero). Como os parâmetros da análise da nave-
Parâmetros de navegação Valor 
Área de interface necessária para representar 
a rede de relações 
12,60 x 6,5 = 81,90 cm2 
1. Cadeias expandem/contraem ao navegar Sim 
2. Poli-hierarquia: Quando um conceito tem 
múltiplos pais. 
Não 
3. Reorganização automática do sistema de 
conceitos no acréscimo de um nó. 
Sim 
4. Foco ou ênfase na cadeia observado no 
momento da navegação (fisheye) 
Não 
5. Ordenação alfabética dos conceitos su-
bordinados 
Sim 
6. Visualização do caminho da cadeia ob-
servada até o conceito-raiz. 
Sim 
64 
gação assumem apenas os valores zero (quando o parâmetro não existe) ou um (quando o pa-
râmetro existe) todos os parâmetros são divididos por 1. Como são seis parâmetros, o somató-
rio é dividido por 6 (seis). A multiplicação por cem é realizada para termos a nota final vari-
ando de 0 a 100 (zero a cem). A partir das notas coletadas do experimento realizado é possível 
obter a nota final da dimensão de navegação para o diagrama hierárquico outline, que foi i-
gual a 66,67 em uma escala de 0 a 100. Portanto, concluímos, na análise da navegação, que o 
diagrama hierárquico outline original atende razoavelmente a este quesito, pois atingiu mais 
de cinqüenta por cento da nota máxima cem. 
4.1.2 - Diagrama hierárquico modificado 
Um dos motivos decisivos na escolha do software SiteBar, já mencionado anterior-
mente na seção 3 - , 3.1 - , é ele ser um software livre, disponibilizando todo seu código-fonte 
para qualquer interessado sem custo. Isto permitiu sua personalização para a representação de 
relações semânticas que, a priori, não poderiam ser representadas. Assim foram criados novos 
ícones para cada um dos parâmetros definidos na representação conceitual e inseridos no 
software. A nova representação pode ser visualizada na Fig. 20: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 20 - Diagrama hierárquico outline modificado 
4.1.2.1 - Análise da Representação Conceitual 
Como foi dito, a utilização do software SiteBar permitiu que usássemos ícones especí-
ficos para a representação gráfica das relações semânticas. O formato desses ícones foi emba-
sado no diagrama de classes do padrão UML, descrito no manual escrito por Hensgen (2003). 
Isto está demonstrado no Quadro 10: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relação genêro-espécie 
Relação funcional 
Relação de equivalência 
Conceito individual 
Relação todo-parte 
 
Legenda: 
66 
QUADRO 10 
Notas dos parâmetros de representação conceitual observados 
Parâmetros de representação 
conceitual observado 
 
Nota 
1. Conceito: Formada pelo conceito geral e in-
dividual 2 
2. Relação hierárquica: Formada pelo conceito 
gênero e espécie 2 
3. Relação partitiva: Formada pelo conceito 
todo e parte 2 
4. Relação de equivalência e oposição: Forma-
da pelo conceito sinônimo e antônimo 2 
5. Relação funcional: Formada por conceito 
processo 2 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 3 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
Nd = ( 2 + 2 + 2 + 2 + 2 )/3 x 100 = 66,67 
 ( 5 ) 
 
Todas as relações foram representadas, entretanto elas não são explícitas, é necessária 
uma legenda para o usuário reconhecer qual é a relação representada, assim todos os parâme-
tros receberam nota igual a 2 (dois). Todos os parâmetros têm nota máxima igual a 3 (três), 
assim o somatório é dividido por esse valor. Como são cinco parâmetros, o somatório é divi-
dido por 5 (cinco). A multiplicação por cem é realizada para termos a nota final variando de 0 
a 100 (zero a cem). A partir das notas coletadas do experimento realizado é possível obter a 
nota final da dimensão de representação conceitual para diagrama hierárquico outline modifi-
67 
cado, que foi igual a 66,67. Assim, percebemos que na análise de representação conceitual, o 
diagrama hierárquico outline modificado melhorou de forma considerável seu desempenho. 
4.1.2.2 - Análise da navegação 
A navegação no diagrama hierárquico original e modificado não foi alterada, portanto 
os resultados dessa análise são idênticos (vide seção 4.1.1.2 - ), conforme reproduzimos a 
análise a seguir. Vamos agora citar os principais recursos navegacionais proporcionados por 
esta interface (Fig. 20). A navegação é realizada com a abertura de cada nível hierárquico, 
clicando no icone "+". A representação da relação pasta/subpasta é feita através do posicio-
namento da subpasta uma linha abaixo, com um leve deslocamento para direita. No painel 
direito estão colunas que listam características presentes a todas as pastas e arquivos. Os dia-
gramas hierárquicos têm uma limitação, eles não permitem que um nó tenha mais de um pai. 
Os diagramas hierárquicos se limitam a uma representação mono-hierárquica das classes entre 
si. Não é possível o parâmetro poli-hierarquia. A análise foi sumarizada no Quadro 11 a se-
guir: 
 
QUADRO 11 
Valores dos parâmetrosorganizações filiadas, uma equipe 
em tempo integral e o público, trabalham juntos para desenvolver padrões para a web. 
Liderado por Tim Berners-Lee, o idealizador da internet, e o CEO Jeffrey Jaffe, o W3C 
tem como missão Conduzir a WWW (World Wide Web) para que atinja todo seu 
potencial desenvolvendo protocolos e diretrizes que garantam seu crescimento de longo 
prazo. A WAI orienta algumas das especificações técnicas da web, e são desenvolvidas 
com a coordenação da W3C através de várias tecnologias, como por exemplo: HTML, 
XML, CSS, SVG, SMIL, etc. Também tem como objetivo desenvolver estratégia, 
diretrizes, recursos e normas para tornar a web mais acessível para pessoas com 
necessidades especiais como a WCAG 2.0, que seria apenas uma parte das diretrizes 
abordadas pela WAI. 
O conceito de Padrões de Projetos foi criado pelo arquiteto Christopher 
Alexander (ALEXANDER et al. 1977). Para ele cada padrão deveria seguir as seguintes 
caracteríscas: 
 Encapsulamento: um padrão encapsula um problema ou solução bem 
definida. Ele deve ser independente, específico e bem formulado de maneira 
clara como deve ser aplicado. 
 Generalidade: todo padrão deve permitir sua reutilização a partir dele 
mesmo. 
 Equilíbrio : quando um padrão utilizado em uma aplicação equilibra a razão 
com cada uma das restrições envolvidas para cada passo do projeto. 
 Abstração: os padrões que representam abstrações rotineiras ou do 
conhecimento cotidiano. 
 Abertura : um padrão deve permitir a sua extensão para um nível mais 
detalhado. 
 Combinatoriedade: padrões são relacionados hierarquicamente. Podendo 
ser composto de padrões de alto nível com padrões de nível mais baixo. 
Alexander et al. (1977) também sugeriu o formato que a descrição de um padrão 
deve ter. Ele estabeleceu que um padrão deve ser descrito em cinco partes, além de suas 
definições: Nome, Exemplo, Contexto, Problema e Solução. 
2.1. Padrões de Projetos 
 
 
Um padrão de projeto, ou design pattern, refere-se a uma solução reutilizável que pode 
ser aplicada para a solução de problemas do mundo real. Segundo Gamma et al.(2000) 
um padrão de projeto possui quatro elementos essenciais: 
 Nome do padrão: referência que pode ser usada para descrever um 
problema, suas soluções e consequências, uma ou duas palavras; 
 O problema: descrição de situações nas quais o padrão pode ser aplicado; 
 A solução: descrição de quais os elementos compõem o padrão de projeto, 
seus relacionamentos, responsabilidades e colaborações; 
 As consequências: descreve os resultados da aplicação do padrão e analisa 
as vantagens e desvantagens da aplicação do padrão. 
Os padrões de projeto de software são organizados por famílias padrões de 
criação (Abstract Factory, Builder e Singleton), estruturais (Adapter, Composite e 
Façade) e comportamentais (Mediator, State e Template Method). 
2.2. Padrões de Interação de Usuários 
Padrões de interação de usuário são maneiras de descrever soluções de usabilidade 
comum em um determinado contexto. Eles documentam soluções de sucesso para 
diversos problemas de interação de usuários com soluções de tecnologia. 
Padrões de interação de usuário ajudam a criar consistência em toda a web, e 
proporcionar recomendações para web designers aumentarem a usabilidade de suas 
soluções de design. Muitas coisas do cotidiano obedecem a um padrão, e isso inclui as 
aplicações em design e desenvolvimento. Padrões de interação de usuário, em web 
design, estão ganhando o reconhecimento como um importante recurso na criação de 
projetos, para que os websites tenham uma maior usabilidade por todos os tipos de 
usuários. 
Será mostrado nas próximas subseções exemplos de padrões de interação de 
usuário, contendo a sua definição, quando deve ser utilizado e o porquê de sua 
utilização. 
2.2.1. Breadcrumbs - Tidwell 
Breadcrumbs mostram em que página o usuário se encontra na hierarquia de 
site. Breadcrumbs geralmente são mostrados no topo da página, acima do conteúdo da 
página, como apresentado na Figura 2. Eles são apresentados como uma série de links 
em uma única linha de texto, onde os rótulos link correspondem com o título da página 
correspondente. Esses rótulos devem ser separados por delimitadores, tais como ">", "|", 
"/" e "::" 
 
 
 
Figura 2. Exemplo de Breadcrumbs 4 
Esse padrão deve ser usado quando o website possuir estrutura hierárquica com 
dois níveis ou mais. Os usuários se deslocam através de navegação direta, filtragem, 
pesquisa no site, ou links para seções de outros locais dentro ele. 
O padrão Breadcrumbs mostra cada nível de hierarquia que leva à página atual, 
a partir do topo da página inicial do website. Em certo sentido, ele mostra uma única 
"fatia" linear do mapa geral do website. Assim, como um Mapa de sequência, 
Breadcrumbs ajudam o usuário a descobrir onde ele está no website. 
 
2.2.2. Dicas de Pesquisa - Welie 
O usuário precisa saber como utilizar o sistema de buscas do website, para isso deve 
conter um informativo de como utilizar palavras-chaves na realização das buscas. 
Figura 3. Exemplo de Dica de Pesquisa 5 
Deve ser utilizado para que usuários iniciantes que utilizarem a função de busca 
tenham um melhor controle no termo correspondente a ser pesquisado. Não é 
recomendado na utilização de Pesquisas Avançadas, como apresentado na Figura 3. 
O padrão Dica de Pesquisa mostra aos usuários palavras não técnicas que podem 
ser utilizadas, isto evitaria erros de sintaxe. 
2.2.3. Paginação – UI -Patterns 
O padrão Paginação fornece aos usuários uma quebra natural de leitura ou 
preenchimento de dados, e permite a reavaliação se desejarem ou não continuar 
visitando mais dados. Isso também ocorre porque os controles de paginação são 
frequentemente colocados abaixo da lista para proporcionar aos usuários essa opção 
para continuar a leitura ou o preenchimento dos dados. 
 
 
4 www.submarino.com.br, 2011 
5 www.ibm.com, 2011 
 
 
Figura 4. Exemplo Paginação 6 
Deve ser utilizado quando houver mais dados do que é confortavelmente visível 
em tela, e quando o conjunto de dados é ordenado em qualidade de interesse 
(geralmente o mais recente em primeiro lugar). O padrão de paginação não é indicado 
quando não se deseja que o usuário faça uma pausa na navegação para a página 
seguinte, como apresentado na Figura 4. 
O padrão Paginação quebra uma lista em pedaços para que um usuário possa 
identificar facilmente um maior número de informações. Além disso, ele coloca a opção 
para o usuário se ele deseja carregar mais itens da lista, ou se os resultados desta página 
já são suficientes para ele. Esse padrão também tem a vantagem de ser muito comum na 
Web, especialmente (mas não exclusivamente) para os resultados da pesquisa. 
2.3. Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web 
As WCAG 2.0 definem como tornar o conteúdo da Web mais acessível às pessoas com 
deficiência. O termo acessibilidade faz referência a diferentes deficiências, incluindo 
visuais, auditivas, físicas, de fala, cognitivas, de linguagem, de aprendizagem e 
neurológicas. As WCAG foram desenvolvidas utilizando processos do W3C em 
colaboração com pessoas de todo o mundo, com o objetivo de partilhar uma norma de 
acessibilidade para o conteúdo Web. 
Essas normas são baseadas em quatro princípios: 
1. Perceptível - A informação e os componentes da interface do usuário têm 
de ser apresentados aos usuários em formas que eles possam perceber. 
2. Operável - Os componentes de interface de usuário e a navegação têm de 
ser operáveis. 
3. Compreensível - A informação e a operação da interface de usuário têm de 
ser compreensíveis. 
4. Robusto - O conteúdo tem de ser robusto o suficiente para poder ser 
interpretado de forma concisa por diversos agentes do usuário, incluindo 
tecnologias de apoio. 
As normas WCAG possuem uma hierarquia, a qual segue a seguinte estrutura: 
Princípios, Diretrizes, Critérios de Sucesso e Técnicas de tipode navegação observados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parâmetros de navegação Valor 
Área de interface necessária para representar a re-
de de relações 
12,60 x 6,5 = 81,90 cm2 
7. Cadeias expandem/contraem ao navegar Sim 
8. Poli-hierarquia: Quando um conceito tem 
múltiplos pais. 
Não 
9. Reorganização automática do sistema de con-
ceitos no acréscimo de um nó. 
Sim 
10. Foco ou ênfase na cadeia observado no mo-
mento da navegação (fisheye) 
Não 
11. Ordenação alfabética dos conceitos subordi-
nados 
Sim 
12. Visualização do caminho da cadeia observada 
até o conceito-raiz. 
Sim 
68 
 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
Nd = ( 1 + 0 + 1 + 0 + 1 + 1) / 1 x 100 = 66,67 
 6 
 
Os únicos parâmetros não atendidos foram a poli-hierarquia (parâmetro 2) e o fisheye 
(parâmetro 4) que receberam a nota igual a 0 (zero). Como os parâmetros da análise da nave-
gação assumem apenas os valores zero (quando o parâmetro não existe) ou um (quando o pa-
râmetro existe) todos os parâmetros são divididos por 1 (um). Como são seis parâmetros, o 
somatório é dividido por 6 (seis). A multiplicação por 100 (cem) é realizada para termos a 
nota final variando de 0 a 100 (zero a cem). A partir das notas coletadas do experimento reali-
zado é possível obter a nota final da dimensão de navegação para o diagrama hierárquico ou-
tline modificado, que foi igual a 66,67 em uma escala de 0 a 100. Portanto, concluímos na 
análise da navegação, o diagrama hierárquico outline modificado atende razoavelmente este 
quesito, pois atingiu mais de cinqüenta por cento da nota máxima cem. 
4.2 - Mapas conceituais 
Foi realizada a representação do sistema de conceitos através do software CMAP já 
apresentado na seção 3.3.1 - . A representação pode ser visualizada na Fig. 21: 
 
 
 
 
 
69 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 21 - Mapa Conceitual 
 
Na rede semântica abaixo apresentada no CMAP as relações poli-hierárquicas foram 
demonstradas pelo termo Laser Fiche Suíte conforme seção 3.3.1 - . 
70 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 22 - Mapa Conceitual com poli-hierarquia 
4.2.1 - Análise da representação conceitual 
Como já descrito, o mapa conceitual foi pensado para representar conceitos que são 
representados através de retângulos ou elipses. Entretanto, não há uma definição de como se 
representam os conceitos geral e individual. Essa definição pode ser feita utilizando-se o for-
mato do conceito (ícone) para fazer a diferenciação: retângulo para conceito geral e elipse 
para conceito individual. As etiquetas nas linhas podem ser usadas para representar as rela-
ções. Poderia haver uma padronização na nomenclatura dessas etiquetas para a representação 
de cada relação entre os conceitos. Utilizamos a etiqueta-especialização para indicar a repre-
sentação da relação hierárquica, pois ela define a relação do termo gênero com o termo espé-
cie. Para a representação da relação partitiva foi usada a etiqueta-parte. As relações de equiva-
lência e oposição são representadas respectivamente pela etiqueta-equivalência e pela etique-
ta-oposição. 
QUADRO 12 
71 
Notas dos parâmetros de representação conceitual observados 
Parâmetros de representação conceitual Nota 
1. Conceito: Formada pelo conceito geral e in-
dividual 3 
2. Relação hierárquica: Formada pelo conceito 
gênero e espécie; 3 
3. Relação partitiva: Formada pelo conceito 
todo e parte; 3 
4. Relação de equivalência e oposição: Forma-
da pelo conceito sinônimo e antônimo; 3 
5. Relação funcional: Formada por conceito 
processo 3 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 3 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
Nd = ( 3 + 3 + 3 + 3 + 3 )/3 x 100 = 100,00 
 ( 5 ) 
 
Todos os outros parâmetros têm nota máxima igual a 3 (três), pois todos eles foram 
representados de forma literal, com etiqueta indicando as relações entre os conceitos, sendo 
que no caso do conceito individual e geral, além da representação dessa indicação utilizou-se 
o formato do conceito (ícone) para fazer a diferenciação: retângulo para conceito geral e elip-
se para conceito individual. Como são cinco parâmetros, o somatório é dividido por 5 (cinco). 
A multiplicação por 100 (cem) é realizada para termos a nota final variando de 0 a 100 (zero a 
cem). A partir das notas coletadas do experimento realizado é possível obter a nota final da 
dimensão de representação conceitual para o mapa conceitual, que foi igual a 100,00. Assim, 
percebemos que, na análise de representação conceitual, o mapa conceitual atende de maneira 
excelente este quesito, pois atingiu a nota máxima igual a cem. 
72 
4.2.2 - Análise da navegação 
Vimos na seção anterior que os mapas conceituais têm uma grande capacidade de re-
presentação conceitual e permitem até a representação da poli-hierarquia. Entretanto, devido a 
seu formato em rede eles não têm o recurso de navegação que esconde os subnós, e isto invia-
biliza sua utilização em sistemas de conceitos que têm dezenas de milhares de componentes, 
como o sistema de arquivos do computador ou o tesauro de uma área do conhecimento. 
 
QUADRO 13 
Valores dos parâmetros de navegação observados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
Parâmetros de representação conceitual 
Observado 
Valor 
Área de interface necessária para representar 
a rede de relações 
14,20 x 16,60 = 235,70 cm2 
1. Cadeias expandem/contraem ao navegar Não 
2. Poli-hierarquia: Quando um conceito tem 
múltiplos pais. 
Sim 
3. Reorganização automática do sistema de 
conceitos no acréscimo de um nó. 
Não 
4. Foco ou ênfase na cadeia observada no 
momento da navegação 
Não 
5. Ordenação alfabética dos conceitos su-
bordinados 
Não 
6. Visualização do caminho da cadeia ob-
servada até o conceito-raiz. 
Sim 
73 
 
Nd = (0 + 1 + 0 + 0 + 0 + 1 ) x 100 = 33,33 
6 
 
Os únicos parâmetros atendidos foram a poli-hierarquia (parâmetro 2) e a visualização 
da cadeia até o conceito-raiz (parâmetro 6), que receberam a nota igual a 1 (um). Como os 
parâmetros da análise da navegação assumem apenas os valores 0 (zero), quando o parâmetro 
não existe, ou 1 (um), quando o parâmetro existe, todos os parâmetros são divididos por 1 
(um). Como são seis parâmetros, o somatório é dividido por 6 (seis). A multiplicação por 100 
(cem) é realizada para termos a nota final variando de 0 a 100 (zero a cem). A partir das notas 
coletadas do experimento realizado é possível obter a nota final da dimensão de navegação 
para o mapa conceitual, que foi igual a 33,33 em uma escala de 0 a 100 (zero a cem). Portan-
to, concluímos, na análise da navegação, que o mapa conceitual não atende razoavelmente a 
este quesito, pois não atingiu nem cinqüenta por cento da nota máxima 100 (cem). 
4.3 - Mapas hiperbólicos 
A representação do sistema de conceitos através do software Hipernavegador, confor-
me definição da seção 3.3.1 - , pode ser visualizada nas Fig.23 e 24: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 23 - Mapa Hiperbólico - Parte 1 do sistema de conceitos 
74 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 24 - Mapa Hiperbólico - Parte 2 do sistema de conceitos 
 
4.3.1 - Análise da representaçãoconceitual 
Os conceitos gerais e individuais foram representados pelas cores dos retângulos. Pode 
ser feita uma padronização na utilização das cores para a representação dos conceitos e rela-
ções. Como o conceito individual é uma instância de um conceito geral, foi dada a cor cinza 
para fazer esta representação. As relações hierárquicas, partitivas e de equivalência foram 
representadas segundo o esquema a seguir: a cor branca para o nó-raiz, a cor verde para hie-
rarquia, a cor vermelha para partitiva e a cor azul para equivalência. Como as linhas não têm 
Relação genero-espécie 
Legenda: 
Relação de equivalência 
Relação funcional 
Relação agregação 
Conceito individual 
75 
etiquetas, fica mais difícil representar as relações funcionais. Mas foram representadas por 
nós em amarelo. No Quadro 14 está a analise da interface observada. 
 
QUADRO 14 
Notas dos parâmetros de representação conceitual observados 
Parâmetros de representação conceitual Nota 
1. Conceito: Formada pelo conceito geral e in-
dividual 2 
2. Relação hierárquica: Formada pelo conceito 
gênero e espécie 2 
3. Relação partitiva: Formada pelo conceito 
todo e parte 2 
4. Relação de equivalência e oposição: Forma-
da pelo conceito sinônimo e antônimo 2 
5. Relação funcional: Formada por conceito 
processo 2 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 3 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
 
Nd = ( 2 + 2 + 2 + 2 + 2 )/3 x 100 = 66,67 
 ( 5 ) 
 
Todas as relações foram representadas, entretanto é necessária uma legenda para ser 
reconhecida a relação, assim todos os parâmetros receberam nota igual a 2 (dois). Todos os 
parâmetros têm nota máxima igual a 3 (três), assim o somatório é dividido por esse valor. 
Como são cinco parâmetros, o somatório é dividido por 5 (cinco). A multiplicação por cem é 
realizada para termos a nota final variando de 0 a 100 (zero a cem). A partir das notas coleta-
76 
das do experimento realizado é possível obter a nota final da dimensão de representação con-
ceitual para mapa hiperbólico, que foi igual a 66,67. Assim, percebemos que, na análise de 
representação conceitual, o mapa hiperbólico atende razoavelmente a este quesito, pois atin-
giu mais de cinqüenta por cento da nota máxima cem. 
4.3.2 - Análise da navegação 
Como o mapa hiperbólico aumenta o tamanho dos conceitos onde estamos navegando 
(recurso fisheye) e diminui o tamanho dos conceitos distantes da região em que estamos nave-
gando, eles podem ser usados na navegação de grandes sistemas de conceitos, pois não preci-
sam mostrar todo o sistema de conceitos de uma só vez. A análise foi sumarizada no Quadro 
15: 
 
QUADRO 15 
Valores dos parâmetros de navegação observados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parâmetros de representação conceitual 
observado 
Valor 
Área de interface necessária para representar 
a rede de relações 
10, 85 x 19,65 + 18 x 5,8 
317,6 cm2 
1. Cadeias expandem/contraem ao navegar Sim 
2. Poli-hierarquia: Quando um conceito tem 
múltiplos pais. 
Não 
3. Reorganização automática do sistema de 
conceitos no acréscimo de um nó. 
Sim 
4. Foco ou ênfase na cadeia observado no 
momento da navegação 
Sim 
5. Ordenação alfabética dos conceitos su-
bordinados 
Sim 
6. Visualização do caminho da cadeia ob-
servada até o conceito-raiz. 
Sim 
77 
 
Nd = ( Np x Pp / Nmp) 
 ( Pp) 
 
Nd = Nota da dimensão da interface 
Np = Nota do parâmetro 
Pp = Peso do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros são considerados com o mesmo peso) 
Nmp = Nota máxima do parâmetro = 1 (Todos os parâmetros têm a mesma nota máxima) 
 
Nd = ( 1 + 0 + 1 + 1 + 1 + 1) x 100 = 83,33 
 6 
 
O único parâmetro não atendido foi a poli-hierarquia (parâmetro 2) recebendo nota i-
gual a 0 (zero). Todos os outros parâmetros receberam nota igual a 1 (um). Como os parâme-
tros da análise da navegação assumem apenas os valores 0 (zero), quando o parâmetro não 
existe, ou 1 (um), quando o parâmetro existe, todos os parâmetros são divididos por 1 (um). 
Como são seis parâmetros, o somatório é dividido por 6 (seis). A multiplicação por cem é 
realizada para termos a nota final variando de 0 a 100 (zero a cem). A partir das notas coleta-
das do experimento realizado é possível obter a nota final da dimensão de navegação para o 
mapa hiperbólico, que foi igual a 83,33. Portanto, concluímos, na análise da navegação, que o 
mapa hiperbólico atende razoavelmente a este quesito, pois atingiu mais de cinqüenta por 
cento da nota máxima cem. 
4.4 - Comparativo das interfaces 
Os resultados coletados da análise de cada interface hipertextual foram reunidos em 
um único quadro comparativo (Quadro 16): 
 
 
 
78 
 
QUADRO 16 
Comparativo das interfaces hipertextuais estudadas 
 
É interessante observar que a interface mapa hiperbólico do software Hipernavegador 
obteve a nota geral de 83,33 nos parâmetros avaliados para a navegação pelo sistema de con-
ceitos, enquanto a interface mapa conceitual do software Cmap obteve apenas 33,33. Entre-
 Diagrama 
Hierárquico 
do Software 
SiteBar 
Diagrama Hie-
rárquico do 
Software Site-
Bar Modifica-
do 
Mapa Con-
ceitual do 
software 
CMAP 
Mapa Hi-
perbólico 
do softwa-
re Hiper-
navegador 
Parâmetros de Representação 
Conceitual 
1. conceito geral e individual 2 2 2 2 
2. relação hierárquica 0 2 3 2 
3. relação partitiva 0 2 3 2 
4. relação de equivalência 0 2 3 2 
5. relação funcional 0 1 3 1 
Total 13,33 66,67 100,00 66,67 
Parâmetros de navegação 
1. Cadeias expan-
dem/contraem ao navegar 
Sim Sim Não Sim 
2. Poli-hierarquia Não Não Sim Não 
3. Reorganização automática 
da rede 
Sim Sim Não Sim 
4. Foco ou ênfase na cadeia Não Não Não Sim 
5. Ordenação alfabética dos 
conceitos 
Sim Sim Não Sim 
6. Visualização do caminho 
até o conceito-raiz. 
Sim Sim Sim Sim 
Total 66,67 66,67 33,33 83,33 
Área de interface (em cm2) 81,9 81,9 235,7 317,6 
 
79 
tanto, verificamos que o mapa conceitual obteve a nota 100,00 na avaliação dos parâmetros de 
representação conceitual. Isto evidencia a finalidade para qual cada interface foi construída. 
No caso das duas primeiras interfaces, constatamos que o foco é a recuperação da informação 
através da navegação. No mapa conceitual vemos que a finalidade principal é a representação 
conceitual, deixando a interface bastante debilitada para ser utilizada na recuperação da in-
formação através da navegação. Outro ponto interessante foi que, se compararmos a interface 
de diagrama hierárquico original do software SiteBar — que obteve a nota igual a 13,33 — 
com o mapa hiperbólico do software Hipernavegador — que obteve nota igual a 66,67 — 
vemos que, das interfaces voltadas para a recuperação da informação, o mapa hiperbólico tem 
como diferencial a representação conceitual. Entretanto, o diagrama hierárquico do software 
SiteBar modificado, com a funcionalidade de alteração do ícone do nó, conseguiu superar em 
muito sua eficiência na representação conceitual, se aproximando bastante do mapa hiperbóli-
co. Além disso, o diagrama hierárquico mostrou outro grande diferencial frente às interfaces: 
a capacidade de representação do conhecimento de forma condensada, sendo, em comparação 
com o mapa hiperbólico, foi quase de 4 (quatro) vezes econômico no espaço utilizado para a 
representação do mesmo sistema de conceitos. Em comparação com o mapa conceitual, o 
diagrama hierárquico outline foi quase 3 (três) vezes mais econômico, utilizando o mesmo 
tamanho de letra. Isto permite fazer uma representação de um sistema de conceitos em uma 
pequena área de interface, permitindo, em um sistema de informação, a exibição de outras 
informações no restante da interface. Isto nos fornece subsídio para entender omotivo dos 
diagramas hierárquicos serem, até hoje, a principal interface para a organização e recuperação 
da informação, e, contrariando um pressuposto inicial da pesquisa, sua obsolescência está 
longe de acontecer. 
 
80 
5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Este estudo teve como principais motivações a percepção da existência de várias inter-
faces hipertextuais, o freqüente surgimento de novas interfaces e o aproveitamento destes ins-
trumentos de representação da informação na difícil tarefa de representação do conhecimento 
apoiado por teorias e metodologias criadas para este fim. No estudo visitamos estas teorias e 
metodologias para formar um senso crítico de como a representação do conhecimento pode 
ser realizada, e, no que tange às interfaces, exploramos suas qualidades e características a fim 
de podermos usá-las ao máximo nesta tarefa. Na prática podemos verificar as vantagens e 
desvantagens dessas interfaces, não apenas para a representação do conhecimento, mas tam-
bém para a recuperação da informação, com importantes notas sobre os recursos para a nave-
gação em tais interfaces. O estudo operacionalizou um método para análise dessas interfaces 
que pode ser utilizado de outras interfaces e novas interfaces que surgirem. Concluímos que 
cada uma das interfaces estudadas conserva vantagens exclusivas, como o diagrama hierár-
quico — com sua economia de área de interface na exibição da rede de conceitos, o mapa 
conceitual — com a representação explícita das relações, e o mapa hiperbólico com a natureza 
fisheye, e que, portanto, estas interfaces devem coexistir ao invés de se sobreporem. 
Apesar do presente trabalho ser um estudo de caso, onde os parâmetros das interfaces 
analisadas são específicas dos softwares analisados, percebemos que as observações e conclu-
sões realizadas tendem a ser válidas para o tipo de interface, como, por exemplo, os mapas 
hiperbólicos, onde várias interfaces de software manuseados conservam praticamente as 
mesmas características. Ou seja, apesar do estudo ter sido feito com apenas um caso de cada 
tipo de interface, devido à padronização natural que ocorre na área do software, vemos que o 
estudo poderia ser ampliado ou generalizado para o tipo de interface estudada. Assim, como 
trabalho futuro, é interesse ampliar a análise para um espectro maior de interfaces presente em 
vários outros softwares existentes a fim de buscar um efeito maior de generalização, e tam-
bém para servir de orientação para o usuário na escolha de um deles, ressaltando as vantagens 
que cada um pode trazer. Para o refinamento da análise, poderá ser feito o teste das interfaces 
por grupos de usuários, permitindo, a avaliação de outros critérios, como usabilidade e efici-
ência na recuperação da informação. 
Verificamos que a realização destas análises e comparações leva a sugestões de me-
lhorias nas interfaces existentes, (diagrama hierárquico, mapa conceitual e mapa hiperbólico) 
bem com a sugestão de novas interfaces derivadas das interfaces estudadas que combinem as 
81 
vantagens existentes em cada uma delas. Uma vertente para a continuação do estudo é a veri-
ficação da utilização dessas interfaces na representação de ontologias, bem como no estudo 
das interfaces que já trabalham com este tipo de representação presente na área de visualiza-
ção semântica. Outras teorias de representação do conhecimento, como a modelagem orienta-
da a objetos, também poderia ser usada como fonte de novos critérios para a análise das inter-
faces. O padrão Unified Modeling Language (UML), notação utilizada para modelar objetos, 
especifica diagramas cujo objetivo é, justamente, representar elementos definidos na teoria de 
modelagem orientada a objetos, trazendo uma simbologia já padronizada e acordada por ór-
gãos internacionais. Estes diagramas e os softwares que carregam interfaces para a construção 
dos diagramas UML também poderiam fazer parte do presente estudo, pois foram construídos 
com o intuito de realizar a representação do conhecimento. Entendemos, portanto, que a in-
clusão da ontologia, a modelagem orientada a objetos e os diagramas da UML fariam uma 
interessante interlocução com as teorias e interfaces já abordadas, complementando e ampli-
ando o estudo. Este estudo tem natureza interdisciplinar relacionando a Ciência de Informação 
com a Ciência da Computação — e, possivelmente, outras ciências como a Ciência Cognitiva, 
trazendo a perspectiva do usuário e noções para elaboração dos símbolos presentes ns interfa-
ces — traz pontos de vista diferentes para ambas as áreas, fertilizando-as como novos cami-
nhos exploratórios que, no futuro, a continuação dessa pesquisa pretende seguir. 
82 
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88 
ANEXO A - Extrato do tesauro Eurovoc 
3221 documentação 
documentação 
 RT ciência da informação (3606) 
 NT1 análise da informação 
 NT2 catalogação 
 NT2 classificação 
 NT2 indexação de documentos 
 NT2 resumo de textos 
 NT1 aquisição de documentos 
 NT2 permuta de publicações 
 RT permuta de informação (3231) 
 NT1 armazenagem de documentos 
 RT memorização de dados (3236) 
 NT1 difusão da informação 
 RT acesso à informação (3231) 
 RT auto-estrada da informação (3231) 
 RT difusão da cultura (2831) 
 RT difusão da informação comunitária (1006) 
 RT inteligência económica (3231) 
 RT internet (3226) 
 RT multimédia (3236) 
 RT transparência administrativa (0436) 
 NT2 difusão selectiva da informação 
 NT1 fornecimento de documentos 
 RT documento 
 NT1 gestão de documento 
 RT informática documental (3236) 
 NT2 GED 
 NT3 digitalização 
 RT scanner (3236) 
 NT3 OCR 
 NT1 pesquisa documental 
 RT fonte de informação (3231) 
 NT1 registo de documentos 
 RT registo de dados (3236) 
 
documento 
 RT fax (3226) 
 RT fornecimento de documentos 
 RT indústria do livro (3226) 
 RT manual escolar (3216) 
 RT suporte de informação (3231) 
 NT1 acta de reunião 
 RT congresso de um partido (0411) 
 NT1 acto pontifício 
 NT1 anuário 
89 
 NT1 atlas 
 RT cartografia (3606) 
 NT1 biografia 
 NT1 citação 
 NT1 comentário da lei 
 NT1 comunicado de imprensa 
 NT1 correspondência 
 NT1 cronologia 
 NT1 dicionário 
 NT1 dicionário de abreviaturas 
 NT1 dicionário multilingue 
 NT1 discurso 
 NT2 declaração pública 
 NT1 documentação cinzenta 
 NT1 documento audiovisual 
 RT indústria audiovisual (3226) 
 RT indústria cinematográfica (3226) 
 NT1 documento electrónico 
 RT edição electrónica (3226) 
 RT processamento de dados (3236) 
 NT1 documento oficial 
 RT estatísticas oficiais (1631) 
 NT2 documento parlamentar 
 NT2 jornal oficial 
 RT publicação da lei (0426) 
 NT2 Jornal Oficial UE 
 NT1 enciclopédia 
 NT1 estudo comparativo 
 NT1 estudo de casos 
 RT método de investigação (6416) 
 NT1 formulário 
 NT1 guia de informação 
 NT2 guia turístico 
 NT1 ilustração gráfica 
 NT1 incunábulo 
 NT1 instrumento documental 
 NT2 bibliografia 
 RT biblioteca 
 NT2 catálogo 
 NT2 repertório 
 NT2 tesauro 
 NT1 jornal 
 RT imprensa (3226) 
 NT1 manifesto 
 NT1 manuscrito 
 NT1 microforma 
 NT1 monografia 
 RT impressão gráfica (3226) 
 NT1 plano 
 RT cartografia (3606) 
90 
 RT urbanismo (2846) 
 NT1 publicação 
 RT edição (3226) 
 RT impressão gráfica (3226) 
 NT2 publicação comunitária 
 NT1 publicação periódica 
 NT1 relatório 
 NT2 relatório de actividade 
 NT2 relatório de investigação 
 NT1 tese 
 RT ensino superior (3211) 
 
sistema documental 
 RT acesso à informação (3231) 
 RT ciência da informação (3606) 
 RT informática documental (3236) 
 RT sistema de comunicação (3226) 
 RT sistema de informação (3231) 
 NT1 arquivo 
 NT1 biblioteca 
 RT bibliografia 
 NT2 biblioteca científica 
 NT2 biblioteca juvenil 
 NT2 biblioteca nacional 
 NT2 biblioteca parlamentar 
 NT2 biblioteca pública 
 NT2 biblioteca universitária 
 RT ensino superior (3211) 
 NT2 biblioteca virtual 
 RT internet (3226) 
 NT1 centro de documentação 
 NT1 centro de informação 
 RT informação (3231) 
 NT1 discoteca 
 NT1 ludoteca 
 RT tempos livres (2826) 
 NT1 mediateca 
 NT1 utilizador da informação 
 RT acesso à informação (3231) 
 NT1 videoteca 
 
 
 
 
 
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Visualização de Estruturas Hierárquicas por meio de Técnicas de Realidade
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https://www.researchgate.net/publication/267372693_Visualizacao_de_Estruturas_Hierarquicas_por_meio_de_Tecnicas_de_Realidade_Virtual?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_3&_esc=publicationCoverPdf
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https://www.researchgate.net/project/An-Incremental-Algorithm-to-Support-Geometric-Constraint-Satisfaction-in-Engineering-Design?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_9&_esc=publicationCoverPdfhttps://www.researchgate.net/?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_1&_esc=publicationCoverPdf
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https://www.researchgate.net/institution/Universidade_Federal_de_Uberlandia_UFU?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
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https://www.researchgate.net/profile/Fernando-Mattioli?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Lucas-Vasconcelos?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Lucas-Vasconcelos?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Rochester-Institute-of-Technology?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Lucas-Vasconcelos?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Keynes-Kanno-2?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Keynes-Kanno-2?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Universidade_Federal_de_Uberlandia_UFU?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Keynes-Kanno-2?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Daniel-Caetano?enrichId=rgreq-0927330f6e02cdb834ba6258d9efb710-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2NzM3MjY5MztBUzoyMjM5NTI3OTExODMzNzNAMTQzMDQwNTkxNDgyOQ%3D%3D&el=1_x_10&_esc=publicationCoverPdf
Visualização de Estruturas Hierárquicas por meio de Técnicas de Realidade
Virtual
Daniel S. D. Caetano, Fernando E. R. Mattioli, Lucas P. Vasconcelos, Keynes M. Kanno,
Lázaro V. O. Lima, Alexandre Cardoso, Edgard A. Lamounier Jr.
Universidade Federal de Uberlândia
Uberlândia-MG, Brasil
{sdc.daniel, mattioli.fernando, lucas.pereira.vasconcelos, keyneskanno}@gmail.com,
lazaro.lima@ifb.edu.br, {alexandre, lamounier}@ufu.br
Abstract
Hierarchical structures are one of the most common stra-
tegies of information organization. Many visualization te-
chniques for this kind of data have been developed in 2D
and 3D with the objective of improving the visualization of
large hierarchical structures. A common challenge faced by
these techniques is to increase the amount of displayed in-
formation of each node seeking a balance between quantity
and visibility of the presented information.
In order to overcome these challenges, this paper pre-
sents a visualization technique using Virtual Reality and
hypertextual interfaces to view hierarchical structures,al-
lowing the user to interact and navigate easily through
the structure, visualizing with clarity many kinds of depth-
aligned information.
1. Introdução
Em Visualização da Informação são estudadas as melho-
res técnicas para se representar um conjunto abstrato de in-
formações em imagens reais, facilitando a compreensão dos
elementos representados [12]. Normalmente, estas infor-
mações são classificadas em 3 categorias: unidimensionais,
bidimensionais e tridimensionais [3]. A forma de represen-
tação de determinada informação deve ser cuidadosamente
escolhida, uma vez que representações equivocadas podem
provocar erros de interpretação [11]. Baseado nestas cate-
gorias, foram criadas diversas metáforas como gráficos em
barras, estruturas hierárquicas (Information Cube[9], lis-
tas indentadas [10], grafos hierárquicos [2],TreeMaps[5],
ConeTree[1]) e mapas geográficos para representar as dife-
rentes categorias de informação.
As estruturas hierárquicas podem ser utilizadas para re-
presentar diferentes tipos de dados, em diferentes domí-
nios, tais como Administração (estruturas organizacionais
de empresas...), Engenharia de Software (diagramas de pa-
cotes, diagramas de classes...), Informática (árvores de dire-
tórios...), Medicina (árvores genealógicas...) etc. Algumas
metáforas utilizadas para representação de estruturas hierár-
quicas são: listas identadas, grafos hierárquicos,TreeMaps
e ConeTrees. A seguir é apresentada uma breve descrição
de cada uma destas metáforas.
As listas indentadas são comumente utilizadas na visua-
lização de estruturas de diretórios, conforme apresentadona
Figura 1. Nestas listas, os itens (nós) pertencentes à hierar-
quia são organizados um abaixo do outro, de forma linear,
com a indentação correspondendo proporcionalmente ao ní-
vel ocupado pelo elemento na hierarquia [10]. Para auxiliar
na visualização da informação que cada diretório possui, o
usuário, através do mouse, interage com a estrutura selecio-
nando qual pasta será visualizada.
Figura 1. Lista indentada no Windows
Explorer™[10].
Um grafo hierárquico pode ser definido como sendo um
grafo no qual cada nó constitui um elemento simples ou, por
sua vez, um novo grafo hierárquico [8]. Quando um grafo
tem como finalidade a visualização de dados hierárquicos,
o mesmo é chamado de grafo hierárquico, e pode ser apre-
sentado de diferentes formas (horizontal e radial).
O grafo hierárquico horizontal, conforme apresentado na
Figura 2, possui as linhas de nível traçadas na horizontal,
paralelamente umas às outras. A hierarquia é representada
pelas ligações (arestas) entre os vértices. Uma desvantagem
deste grafo é a sobreposição de linhas, quando deseja-se li-
gar um nó que está em uma extremidade da árvore a um nó
da outra extremidade.Figura 2. Grafo hierárquico horizontal [2].
Para contornar este problema, criou-se o grafo hierár-
quico radial apresentado na Figura 3. Conforme proposto
por Bachmaier [2], as linhas de nível são representadas por
círculos concêntricos, estando o topo da hierarquia no cen-
tro e os níveis inferiores nas extremidades. Uma desvanta-
gem de grafos hierárquicos radiais é que para grandes volu-
mes de nós, perde-se clareza na visualização da informação
apresentada.
Figura 3. Grafo hierárquico radial [2].
Os TreeMapsapresentados pelas Figuras 4 e 5, consti-
tuem uma técnica de visualização de informações estrutu-
radas, que mapeia determinada hierarquia em uma área re-
tangular, utilizando 100% do espaço disponível para a apre-
sentação dos dados [5]. Desta forma, a eficiente utilização
do espaço disponível possibilita a visualização de grandes
hierarquias, facilitando a apresentação da informação em
questão.
Apesar desta técnica ser uma boa opção para visualiza-
ção de grandes hierarquias, ela se limita por exibir em toda
Figura 4. TreeMap equivalente à estrutura da
Figura 5 [5].
a estrutra um único tipo de informação (a visualização em
duas dimensões limita a capacidade de apresentação de in-
formações complementares).
Figura 5. Exemplo de TreeMap [5].
As ConeTreesconstituem uma técnica para visualiza-
ção de estruturas hierárquicas, através da conexão de sub-
árvores, em forma de cones 3D, conforme mostra a Figura
6. A principal desvantagem dasConeTreesé a oclusão de
alguns nós, que aumenta significativamente na medida em
que hierarquias maiores são visualizadas. Para contornar
este problema, asConeTreessão projetadas para serem in-
terativas, possibilitando ao usuário a navegação pela estru-
tura apresentada e, consequentemente, a visualização de nós
oclusos [1].
As técnicas descritas anteriormente apresentam limita-
ções como:
• Apresentação de um único tipo de informação em toda
a estrutura;
• Alto grau de desordem na apresentação de diferentes
tipos de informação;
• Não permitem interação com a estrutura hierárquica
apresentada.
A Realidade Virtual (RV) pode ser definida como uma
forma das pessoas visualizarem, manipularem e interagi-
rem com computadores e dados extremamente complexos,
Figura 6. Exemplo de ConeTree [1].
na qual idéias como imersão, interação e envolvimento com
o ambiente virtual são consideradas básicas e fundamentais
[6]. Ambientes desenvolvidos em RV são nativamente con-
cebidos em 3D, o que aumenta a possibilidade de organi-
zação dos modelos gráficos dentro do ambiente virtual [7].
Além disso, as facilidades de navegação e interação asso-
ciadas à RV possibilitam uma melhoria significativa na per-
cepção das informações contidas no ambientes virtual pelo
usuário.
O protótipo desenvolvido neste trabalho aborda uma
nova técnica de visualização de estruturas hierárquicas na
qual o usuário interage com a informação apresentada em
diferentes níveis de profundidade através de um Ambiente
Virtual. A distinção entre entre os diferentes tipos de infor-
mação foi feita utilizando-se tomos1, que poderão ser aces-
sados através de hyperlinks.
2. Visualização em 3D de informações hierár-
quicas
Ao explorar técnicas de Realidade Virtual, além da utili-
zação da terceira dimensão (profundidade), é possível inte-
grar interfaces hipertextuais ao sistema, visando amplificar
a experiência de navegação e interação do usuário [4].
Para ilustrar a técnica de visualização apresentada neste
trabalho foi escolhido como estudo de caso a visualização
de árvores genealógicas em 3D.
O objetivo da técnica de visualização proposta é possi-
bilitar ao usuário o acesso à maior quantidade de informa-
ções possível, ao mesmo tempo em que se procura reduzir
ao máximo o grau de desordem (clutter) visual. Diferen-
temente de uma apresentação em duas dimensões, na qual
uma maior quantidade de informações, cores e formas ten-
dem a influenciar negativamente a abstração das informa-
1Elementos gráficos alinhados e distribuídos em profundidade, para
distinguir diferentes classes de informação
ções pelo usuário, o sistema em três dimensões e a utiliza-
ção de hyperlinks possibilitam que uma maior quantidade
de dados, cores e formas sejam visualizadas, sem deixar o
ambiente sobrecarregado com informações secundárias.
Uma vez que o protótipo desenvolvido é executado a par-
tir do browser, é possível agregar à hierarquia apresentada
conteúdos externos como links web, imagens, textos com-
plementares entre outros.
2.1. Construção e apresentação da árvore genealógica
No protótipo implementado, o usuário tem a possibili-
dade de construir uma árvore genealógica contendo dife-
rentes tipos de informação, para cada nó da hierarquia, que
representa uma pessoa. Estas informações, distribuídas nos
tomos, são constituídas por dados pessoais, dados profis-
sionais e dados médicos. Ao inserir um novo elemento na
árvore, o usuário é convidado a preencher estes dados, atra-
vés dos formulários pop-up mostrados pelas Figuras 7 e 8.
Figura 7. Guia Personal do formulário pop-
up.
Preenchidos os campos referentes ao primeiro elemento
da árvore (pessoa que representa a raiz da árvore genealó-
gica), o usuário pode acessar um menu de contexto que o
possibilita inserir o cônjuge ou os filhos desta pessoa con-
forme a Figura 9. O nó que representa o cônjuge será deslo-
cado em relação ao nó pai, mantendo-se alinhado horizon-
talmente a este.
Um algoritmo de posicionamento dos nós filhos foi im-
plementado, buscando favorecer a simetria na apresentação
da árvore genealógica. Este algoritmo consiste basicamente
em definir uma posição base (no caso a posição do elemento
Figura 8. Guia More Details do formulário
pop-up.
Figura 9. Árvore genealógica com menu de
contexto.
central) e posicionar os demais elementos deslocados em
relação à posição base. Para um número par de filhos, a po-
sição base é definida como sendo a posição imediatamente
abaixo do nó pai. Para um número ímpar de filhos, a posi-
ção base é deslocada à direita (o nó filho central será posi-
cionado entre os nós pais e deslocado para baixo).
2.2. Navegação e informações complementares
Uma vez construída a árvore genealógica, o usuário pode
acessar as informações complementares (dados pessoais,
dados profissionais e dados médicos) de cada nó. Ao passar
o mouse sobre cada tomo, é apresentada a classe de infor-
mação correspondente ao tomo, facilitando a distinção das
informações conforme a Figura 10.
Para facilitar a experiência de navegação do usuário, fo-
ram implementadas as funcionalidades de zoom e de trans-
Figura 10. Visualização da classe de informa-
ção de cada tomo.
lação na janela de navegação, utilizando o mouse. O usuário
pode optar ainda por visualizar em destaque determinado nó
da árvore, a partir do menu de contexto mostrado anterior-
mente na Figura 9. A Figura 11 apresenta um dos nós da
árvore genealógica em destaque e o formulário de consulta
de dados pessoais.
Figura 11. Visualização de um dos nós da ár-
vore e formulário de dados pessoais.
2.3. Pesquisa de elementos da estrutura
Quando a estrutura hierárquica possui uma grande quan-
tidade de nós, mesmo com os recursos de interação existen-
tes herdados das técnicas de RV aplicadas, torna-se difícile
demorado para o usuário localizar visualmente um nó espe-
cífico. Buscando contornar esta limitação foi implementado
um mecanismo de busca que utilizará os tipos de dados re-
presentados por cada tomo como filtro de busca. A Figura
12 mostra algumas possibilidades de busca dentro da estru-
tura.
Utilizando as funcionalidades de consulta implementa-
das é possível visualizar os componentes da hierarquia que
satisfazem determinado critério de busca. A título de exem-
plo, são apresentados nas Figuras 13 e 14 os resultados de
duas consultas diferentes: a primeira consiste na busca pe-
los indivíduos falecidos; a segunda, pela busca dos indiví-
duos com ocorrência de diabetes. Quando não há elementos
Figura 12. Formas de pesquisas na estrutura
hierárquica.
de uma mesmageração que satisfaçam o critério de busca
utilizado, esta geração é substituída na hierarquia apresen-
tada por um losango verde. Um número no interior deste
losango indica em quantas gerações consecutivas não houve
ocorrência do critério de pesquisa em questão.
Figura 13. Pesquisa de indivíduos falecidos
dentro da estrutura.
Figura 14. Visualização hierárquica das ocor-
rências de diabetes.
3. Resultados
O protótipo desenvolvido neste trabalho, para construção
de árvores genealógicas em RV, possibilitou a aplicação e
avaliação da técnica de visualização proposta. Deve-se res-
saltar a importância de se adaptar esta técnica de visualiza-
ção ao contexto das informações apresentadas, uma vez que
cada tipo de informação hierárquica possui suas próprias
restrições e particularidades.
As informações são apresentadas aos usuários de forma
simples e objetiva, buscando limitar a quantidade de recur-
sos secundários utilizados na apresentação (recursos de “de-
coração”) para favorecer a abstração das informações rele-
vantes pelo usuário.
4. Conclusões e trabalhos futuros
Com este trabalho, foi possível constatar as melhorias
associadas à utilização da terceira dimensão (profundidade)
para visualização de mais de um tipo de informação dentro
de estruturas hierárquicas. Além disso, a utilização de in-
terfaces hipertextuais contribui significativamente paraa re-
dução da desordem visual, quando se lida com um volume
grande de informações a serem apresentadas.
Desta forma, uma técnica de visualização de informa-
ções hierárquicas em RV, que possibilite ao usuário nave-
gar, interagir e pesquisar informações dentro da estrutura,
apresenta-se como uma importante alternativa aos métodos
tradicionais de visualização deste tipo de informação.
Como sugestões para trabalhos futuros, pretende-se dis-
cutir a adaptação da técnica proposta à visualização de hi-
erarquias com outras metáforas, como por exemploCo-
neTree. Além disso, será investigada a eficiência da téc-
nica proposta em representações de hierarquias com grande
quantidade de nós.
Referências
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dos usando mapas em árvore e suas aplicações.Salvador:
Universidade Salvador, 2003.
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tos, Projeto e Aplicações, pages 256–275. 1 ed. Porto Alegre
- RS: Sociedade Brasileira de Computação - SBC, 2007.
View publication statsView publication stats
https://www.researchgate.net/publication/267372693
A NAVEGAÇÃO EM SISTEMAS DE HIPERTEXTOS
O termo hipertexto refere-se a qualquer documento electrónico interconectado
ou colecção de unidades de informação interconectadas. Os aplicativos dos
hipertextos são projectados para efectuar a navegação através de um espaço 
de informações. Para isto, o projecto de navegação de tais aplicativos é uma etapa
crucial no seu desenvolvimento. A navegação é uma metáfora utilizada para descrever
como os usuários se movimentam por documentos hipertextuais, desenhando
um percurso em uma rede que pode ser simples, mas também tão complicada
quanto possível. Isto porque cada nó pode, por sua vez, conter uma rede interactiva.
Assim, navegar está relacionado com as mudanças de foco ou movimentação 
em relação ao conhecimento disponível no hiperdocumento, por meio da utilização
de características abstractas, estruturas ou outras ferramentas para orientação
geral (WOODHEAD 1990: 4). A estrutura navegacional é construída sobre 
nós e links (ou elos). Como já foi descrito, os nós contêm as informações básicas
nas aplicações hipertextuais e sua estrutura depende do conteúdo semântico 
que representa os interesses particulares dos usuários aos quais a aplicação 
se destina. Os nós podem ser acedidos em diferentes contextos e seus atributos 
e links podem mudar de um contexto para outro. A realização navegacional 
das relações ocorre através dos links.
A estrutura de um hipertexto determina e descreve o sistema de ligações 
ou relacionamentos entre os nós ou unidades de informação, sendo um factor
decisivo e facilitador da criação, do uso e da actualização do hiperdocumento.
Para VILAN FILHO (1992: 14), a estruturação da informação em sistemas 
de hipertexto é similar à de uma rede semântica, enquanto modelo de representação
do conhecimento. Os nós representam conceitos e ideias e as ligações representam
as relações entre eles. As relações devem reflectir a estrutura organizacional 
do assunto relacionado ou, em outras palavras, uma rede semântica de uma área
do conhecimento. Se a informação for disposta de maneira organizada, será fácil
para o usuário recuperar o que estiver procurando. Por outro lado, se a estrutura
apresentar uma trilha de navegação desorganizada ou um design cognitivamente
pobre, o folheio (browsing) ou a pesquisa mais direccionada por parte do usuário
se torna difícil ou ineficiente. Uma boa estrutura de hipertexto deve reflectir 
a estrutura organizacional do assunto relacionado ou uma rede semântica da sua
temática. 
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E S E U S A S P E C T O S C O G N I T I V O S 127
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C A D E R N O S B A D 1 ( 2 0 0 4 )126
A B S T R A C T
R E S U M O
A navegação 
em sistemas 
de hipertexto 
e seus aspectos 
cognitivos1
P A L A V R A S - C H A V E
H I P E R T E X T O
N A V E G A Ç Ã O E M H I P E R T E X T O
C O G N I Ç Ã O
C I Ê N C I A C O G N I T I V A
Este artigo descreve 
a navegação em sistemas 
de hipertextos e a influência
dos aspectos cognitivos 
nessa navegação.
This article describes 
the navigation in hypertext
systems and the influence 
of cognition aspects 
in its navigation.
G E R C I N A Â N G E L A B O R É M L I M A
define como «… uma superfície de contacto, de tradução, de articulação entre
dois espaços, duas espécies, duas ordens de realidade diferentes: de um código
para outro, do analógico para o digital, do mecânico para o humano... Tudo
aquilo que é tradução, transformação, passagem é da ordem da interface». 
Já para DIAS (1994: 1), o termo interface designa um elemento discretoe tangível
através do qual o utilizador acede à informação e à sua manipulação num sistema
informático: «. . . uma superfície de contacto com a informação. . . também 
um envelope para o conteúdo, procurando-se adequar esta superfície aos factores
humanos envolvidos no processo de contacto e regras de organização da informação,
segundo o modelo internacional de comunicação». Para LARA (2003: 28), 
as interfaces permitem a visualização do conteúdo, determinam o tipo de interacção
que se estabelece entre as pessoas e a informação, direccionando a sua escolha 
e o acesso ao conteúdo. Na verdade, as interfaces criadas a partir de linguagens
de programação como JAVA, HTML, VRML, SGML, FLASH e JAVASCRIPT,
são mais do que dispositivos lógicos organizados para visualizar mais facilmente 
o conteúdo de um hipertexto. Elas exprimem uma forma de relacionamento 
com a informação, com as ideias, os saberes, os desejos e as aspirações de pessoas
e de grupos. Suscitam diferentes imagens do mundo e imaginário e são, ao mesmo
tempo, reflexos dos múltiplos agenciamentos do mundo real. No entanto, 
para que a interface seja eficiente, é necessário que o autor disponha de informações
sobre várias áreas do conhecimento, muito mais ampla e complexa que as próprias
linguagens de programação. O autor (ou designer) do hipertexto é responsável
por organizar o espaço das funções cognitivas: colecta informações, armazena-as
na memória, avalia, prevê, decide e concebe o espaço virtual. Pode-se dizer, 
então, que a interface é uma forma de representação do modelo organizacional
da informação, como uma forma de visualização do conteúdo e o meio que
permite o acesso a esse mesmo conteúdo.
FOWLER, BRADELEY e FOWLER (2002: 12) afirmam que em redes
relativamente pequenas para pesquisas e resumos de documentos é possível
mostrar todo o sistema em uma interface. Em redes maiores com todos os termos
e todos os documentos na base, somente parte da rede pode ser mostrada,
tornando necessário mecanismos que permitam ao usuário folhear ou navegar
em toda rede. Esses autores salientam que é sempre útil relacionar a parte 
que está sendo vista com todo o conteúdo da rede para permitir ao usuário 
a orientação dentro de toda a estrutura. A orientação e navegação são dificuldades
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E S E U S A S P E C T O S C O G N I T I V O S 129
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SHNEIDERMAN e KEARSLEY (1989: 10) enumeram alguns mecanismos 
de navegação:
• Folheio (Browsing): Através deste mecanismo, os usuários do hipertexto
podem perpassar nós e ligações com a naturalidade de quem folheia um livro 
à procura de algo de interesse. Essa manipulação direta, que possibilita um modo
amigável de interacção, só funciona para ligações (links) pré-definidas e requer
um processo de tomada de decisão.
• Pesquisa: Muitos sistemas de hipertexto possibilitam ao usuário fazer pesquisas
no documento de modo a descobrir nós com informações específicas, o que 
é geralmente feito com pesquisa por cadeias de caracteres em todo o documento.
Este tipo de pesquisa é útil quando o usuário não está familiarizado com a estrutura
do documento ou não se adapta bem à navegação. É considerado por alguns
especialistas como um método lento e ineficiente, especialmente se o documento
for muito grande.
• Filtros: Os filtros são mecanismos de selectividade fornecidos por muitos sistemas,
que podem ser implementados mediante palavras-chave ou atributos de nós 
ou ligações. Complementar à pesquisa, a filtragem visa restringir a quantidade 
de informações exibidas.
• Índices: Embora as ligações sejam o meio principal para conexão de informações
em um sistema de hipertexto, a indexação do conteúdo permite disponibilizar 
a informação alfabeticamente ou pesquisar por termos específicos. Pode-se também
indexar hierarquicamente como num sumário que coincida com as estruturas 
dos nós do hiperdocumento. A grande limitação dos índices resulta da necessidade
do autor ter que indexar cada palavra ou frase a ser encontrada pelo usuário. 
A navegação pode ser influenciada tanto pela estrutura espacial da informação
quanto pela habilidade do usuário. Do ponto de vista da interação homem-
-computador, a navegação é o resultado da interação entre os elementos 
do sistema e as necessidades dos usuários. Esta interação, que ocorre através 
de uma interface entre o sistema e o usuário, pode ser física, perceptiva e cognitiva.
Assim, a navegação no hipertexto é uma ação que pressupõe aspectos mecânicos,
cognitivos e tecnológicos em um só processo.
Como qualquer aplicação interactiva no computador, o hipertexto inclui, como
uma de suas aplicações, uma interface que permite ao usuário seleccionar um nó,
ler o seu conteúdo e mover-se, a partir de um link, para outro nó. Um dos mais
importantes componentes do hipertexto é a sua interface, que LEVY (1993: 181)
C A D E R N O S B A D 1 ( 2 0 0 4 )128
o mundo que o cerca e que estruturas da mente possibilitam as actividades
cognitivas. Considerando que o cognitivo apresenta-se sob a forma de representações
(conhecimentos estabilizados na memória e suas interpretações) e formas 
de processamento das informações (processos voltados para a compreensão 
e a acção), é necessário distinguir dentro do processo cognitivo o que é provisório
e o que é permanente. Tem-se postulado que as informações podem ser retidas
provisoriamente na memória de curta duração (STM – short term memory) 
ou na memória de longa duração (LTM – long term memory), onde os conhecimentos
podem ser representados de forma permanente. Para a leitura de um texto, 
as estratégias cognitivas são accionadas, como num cálculo mental, e assumem 
a função de facilitar o processamento textual, quer em termos de produção 
quer em termos de compreensão. Para que haja compreensão entre os interlocutores,
é necessário que os aspectos estruturais e processuais da cognição sejam organizados
e activados. 
Os processos cognitivos são actividades mentais como o pensamento, a imaginação,
a lembrança e a solução de problemas (ALLEN 1991: 13). Como outras actividades
humanas, são desempenhadas por indivíduos que têm níveis diferentes de habilidade
em raciocínio lógico e memória visual, o que pode afectar o desempenho 
na recuperação da informação. A cognição humana é essencialmente organizada
como uma rede semântica na qual os conceitos são ligados pelas associações. 
O sistema de hipertexto tenta explorar esta natureza básica da cognição. 
Os aspectos cognitivos humanos são características que reforçam o hipertexto
como uma ferramenta computacional que suporta o pensamento e a comunicação.
Tanto a leitura quanto o processo de escrita enfatizam muito a natureza não
linear do pensamento, como um processo natural do ser humano. A influência
do hipertexto, com sua dinâmica e seus aspectos multimediáticos é grande, 
a ponto das representações do tipo cartográfico ganharem cada vez mais importância
nas tecnologias intelectuais de suporte informático. Para LEVY (1993: 40), 
«a memória humana é estruturada de tal forma que nós compreendemos e retemos
bem melhor tudo aquilo que esteja organizado de acordo com as relações espaciais.
Lembremos que o domínio de uma área qualquer do saber implica, quase sempre,
a posse de uma rica representação esquemática». Segundo estudos da psicologia
cognitiva, o facto da memória humana compreender e reter melhor as informações
organizadas espacialmente em diagramas e em mapas conceituais manipuláveis
tem favorecido o domínio mais rápido e fácil de informações, em contraponto
aos meios audiovisuais tradicionais.
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E S E U S A S P E C T O S C O G N I T I V O S 131
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encontradas pelo hipertexto e outras grandes estruturas de informação espacial.
Os autores sugerem dois mecanismos de navegação e orientação que podem
auxiliar nesse problema: a interface overview diagram (diagrama de visão geral 
ou mapa da rede) e a interface fisheye view (visão “olho-de-peixe” ou visão 
mais detalhada).No overview diagram, o documento é mostrado em uma sequência linear de textos
e figuras, fornecendo ao usuário um meio para navegação, orientação e conhecimento
sobre a organização total da rede. Neste tipo de interface, um pequeno número
de nós é seleccionado para mostrar ao usuário informações sobre a organização
completa da rede. Além disso, os nós fornecem pontos de acesso para atravessar 
a rede, como pontos de referência para ajudar o usuário a conhecer qual a parte
da rede está sendo vista naquele momento.
A interface fisheye fornece um esquema que, em geral, é suficiente para lidar com
o grande número de factores importantes na navegação e orientação em grandes
redes de informação. Na movimentação dessa interface, os componentes diminuem
e aumentam de tamanho exponencialmente (saem e entram no foco), demonstrando
grande flexibilidade e agilidade na tela. A interface fisheye permite também reduzir
o tempo gasto para navegar através do documento, uma vez que exibem primeiro
as secções mais importantes. Inicialmente, as outras partes do documento
apresentam-se deformadas ou semi-ocultas abaixo da parte focalizada, mas podem
ser expandidas e lidas se o usuário arrastar os diversos links com o rato ou, ainda,
quando se apresentam completamente ocultas, por meio de pesquisa directa 
pelo conceito. 
O diagrama overview também pode ser usado para navegação. Através de uma
pesquisa directa no diagrama overview, um termo pode ser seleccionado para
servir de foco, centrando na selecção do nó e activando a interface fisheye mostrada
em uma janela maior. A localização do subgráfico em relação ao diagrama
overview é indicada pelo sombreamento de qualquer nó de informação nesse
diagrama, que é mostrado na interface fisheye. Se nenhum termo do diagrama
overview for mostrado na visão detalhada, o termo na trilha mais próxima 
do centro da interface fisheye estará sombreado.
ASPECTOS COGNITIVOS NO HIPERTEXTO 
Segundo KOCH (2002: 67), um dos princípios básicos da Ciência Cognitiva 
é tentar entender e esclarecer como o homem representa mental e especificamente
C A D E R N O S B A D 1 ( 2 0 0 4 )130
para a expansão da actividade de pensamento e representação do conhecimento 
e do trabalho colaborativo.
Seguindo o princípio do associacionismo na concepção da máquina Memex, BUSH
propôs um conceito de rede para ligar unidades de informação. Para construir
um hipertexto eficiente dentro desta proposta, é preciso ter a habilidade 
e o conhecimento para criar uma rede semântica ricamente conectada 
e com referências cruzadas em todas as unidades de informação. 
Dois problemas clássicos relacionados com os aspectos cognitivos no hipertexto,
frequentemente citados, são a desorientação do usuário e o transbordamento
cognitivo. A desorientação do usuário, também humoristicamente citada 
na literatura como “perdidos no hiperespaço”, surge da necessidade do usuário
saber onde ele se encontra na rede, de onde ele vem e para onde ele vai. No texto
tradicional, é mais difícil de se perder por causa da existência de mecanismos 
de referência nas extremidades do documento: o sumário no início e, no final, 
os índices com palavras-chave e números de páginas. Porém, a facilidade de
navegação entre os nós induz ao usuário a percorrer vários caminhos ou trilhas 
ao mesmo tempo, fazendo que, em um dado momento, o usuário sinta dificuldade
em reconhecer onde se encontra e qual o caminho a tomar para chegar onde
precisa. A desorientação pode manifestar-se com as sensações de confusão e
frustração, resultando num grande período de tempo perdido e baixa eficiência
na utilização do sistema. Esta tendência é directamente proporcional ao tamanho
e a complexidade do hipertexto. Um importante e recente campo da pesquisa
concentra-se na tentativa de desenvolver ferramentas cada vez mais poderosas
para a visualização e a organização de estruturas do hipertexto. Deve-se observar
que o usuário não pode trabalhar com um nível de complexidade maior que 
os limites da sua cognição visual, da sua capacidade de mudar o foco de visão 
ou de suprimir detalhes durante o processo de navegação. Segundo CHAIBEN
(2002: 10), muitas estruturas conceituais podem ser eficazmente representadas
pela exposição gráfica e o problema da desorientação poderia ser corrigido através
de algum tipo de mapa. 
O transbordamento cognitivo (cognitive overhead) pode ser tanto um problema
de transbordamento mental do autor ao criar termos e manter seu relacionamento
com os nós e os links na trilha correcta, quanto dos usuários na hora de tomar
decisões sobre quais links seguir e quais devem ser abandonados, devido ao grande
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Segundo FIDERIO (1988: 238) «… o hipertexto imita a capacidade do cérebro
em armazenar e recuperar informações através de ligações referenciais para um
acesso rápido e intuitivo». Já CARLSON (1991: 134), afirma que «os aspectos
virtuais do hipertexto imitam o cérebro humano particularmente na qualidade
associativa da memória. Como uma ferramenta, o hipertexto não molda somente
a realidade externa, mas o interior da mente, proporcionando novas maneiras 
de “ver” e “sentir” o ambiente de informação». Um dos principais pressupostos
para navegar bem num hiperdocumento é entendê-lo. Na ciência cognitiva, 
a compreensão é geralmente caracterizada como a construção de um modelo
mental que representa os seus objectos e as suas relações semânticas descritas 
em um texto (THÜRING, HANNEMANN e HAAKE 1995: 57). A ideia 
de redes de memória associativa teve início com Vannevar BUSH, quando 
este tentou criar um sistema de informações que operava associativamente com 
a mente: «Com um item em seu poder, ela aceita instantaneamente o próximo
que é sugerido pela associação de pensamentos, de acordo com alguma intrincada
teias de trilhas mantidas pelas células do cérebro...» (BUSH 1945: 243). 
Ele se refere à Teoria da Aprendizagem Associativa, que foi desenvolvida
posteriormente por AUSUBEL (1963; 1968; 1978) na Teoria da Aprendizagem
Significativa, a qual tem como ideia fundamental a aprendizagem feita por
assimilação de novos conceitos. Conforme as concepções dessas teorias, 
a aprendizagem é uma organização das estruturas do conhecimento que são 
uma representação da organização de ideias em nossa memória semântica.
Como pode observar, o modelo da mente humana foi aplicado ao computador
desde o começo do desenvolvimento da informática. Segundo DIAS (1994: 2), 
a mente era observada como uma rede complexa de conexões internas que poderia
ser, em parte, formalizada no design dos sistemas computacionais. Desta abordagem,
originaram os modelos de formalização da representação do conhecimento, cujos
desenvolvimentos em inteligência artificial (IA) procuram reproduzir a actividade
mental do homem em tarefas como a compreensão da linguagem, a aprendizagem
e o raciocínio. Este processo de transformar a máquina num simulador dos
processos mentais, presente nas ciências da computação, está profundamente
associado às ciências cognitivas, ao formalismo de representação e à actividade 
de processamento da informação, estabelecendo por outro lado os limites 
dos modelos de construção da representação do conhecimento. A tecnologia
hipertexto é um modelo não sequencial de organização da informação orientado
C A D E R N O S B A D 1 ( 2 0 0 4 )132
metacognitivas, como as técnicas de repetição (rehearsal) e as técnicas de memorização
(técnicas mnemónicas).
Alguns autores identificaram variáveis do processo cognitivo que causam impacto
na performance da navegação num documento: características individuais como
estilo cognitivo ou de aprendizagem (ANDRIS 1996; KORTHAUER e KOUBEK
1994), conhecimento prévio (FORD e CHEN 2000; McDONALD e STEVENSON
1998; LAWLESS e KULIKOWICH 1998), nível de interesse (LAWLESS 
e KULIKOWICH 1998) e sexo (BEASLEY e VILA 1992). As demandas 
das tarefas também influenciam, como por exemplo, se é solicitado ao usuário
pesquisarSuficiente e de tipo 
Aconselhada. Para um melhor entendimento será dado um exemplo de como se pode 
chegar até as técnicas partindo do princípio. 
Para se chegar a uma técnica que faz referência a como aumentar o tamanho da 
fonte para uma melhor leitura de um usuário com problemas visuais, como a G178, 
deve se partir do princípio 1, perceptível, a diretriz utilizada será a número 4, 
discernível, o critério de sucesso referenciado para essa técnica é o de número 4, 
redimensionar texto e por fim a técnica G178. Nesse caso pode ser representado desta 
forma: 1.4.4 – Redimensionar Texto – G178 Fornecer controles na página Web que 
permitam aos utilizadores alterar gradualmente o tamanho de todo o texto numa página 
até 200%. 
3. Trabalhos Relacionados 
 
6 www.google.com, 2011 
 
 
De acordo com os trabalhos de Gonçalves et al. (2010); Maia et al. (2010); Bach et al. 
(2009) e Murenin & Tabrizi (2005) existem várias recomendações para os 
desenvolvedores de web sites. 
Segundo Gonçalves et al (2010), na lista dos principais reguladores estão a 
World Wide Web Consortium (Iniciativa WAI), a União Européia (Regulamentos e 
Planos de Ação), os Estados Unidos da América (artigo 508) e o Brasil com o Decreto 
Nº 5.296, de 2 dezembro de 2004 e a Portaria Nº3, de 7 de maio de 2007, que 
institucionaliza o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico – e-MAG. 
Para Bach et al (2009) poucas organizações, que foram afetadas pelo Decreto nº 
5.296 de 2004, conhecem o e-MAG, conjunto de diretrizes que regulamenta a questão 
de acessibilidade de web sites no Brasil,. Com isso foi feito um levantamento 
comparativo entre as Diretrizes para a acessibilidade do Conteúdo da Web (WCAG), 
criado pela W3C através do WAI e o e-MAG, este criado pelo Departamento de 
Governo Eletrônico. 
Já Vieritz et al. (2010), diz que websites estão focados em designer de interface 
e usabilidade, já que a qualidade da interface do usuário vem tendo um grande aumento 
no impacto comercial. No entanto, nem sempre a questão da acessibilidade é trabalhada 
em conjunto com a usabilidade. Em seu trabalho, Vieritz et al. (2010), apresenta uma 
solução na utilização de padrões de interface de usuário na integração de acessibilidade 
com usabilidade através das normas WCAG 2. Na pesquisa proposta, se pode dizer que 
é complementar a de Vieritz et al. (2010), pois será feita a comparação de padrões de 
projetos de interface de usuários coma as normas propostas pela WCAG 2. 
Baseando-se nas pesquisas citadas, este trabalho realizará estudo de alguns 
padrões de interação e suas relações com as diretrizes do WCAG, visando orientar 
designer no uso conjunto das recomendações para melhorias de usabilidade e 
acessibilidades em websites. 
4. Metodologia 
Para a comparação proposta neste artigo, foram escolhidas as seguintes bibliotecas de 
Padrões de Interação de Usuários: Tidwell - UI Patterns and Techniques (TIDWELL, 
2010), Welie (http://www.welie.com/) e UI-Patterns (http://ui-patterns.com). Após isso, 
alguns padrões foram estudados e selecionados de forma aleatória nessas bibliotecas. 
Com identificação das definições e funcionalidades desses padrões, foi realizada 
uma pesquisa nas diretrizes propostas pela W3C, a WCAG2, levantando quais os 
Princípios, Diretrizes, Critérios de Sucesso e Técnicas em que esses padrões estariam 
relacionados, e se os mesmos atendem as diretrizes propostas por esse Consórcio. 
A formação da coluna Princípios de Acessibilidade – Diretrizes – Técnica da 
Tabela 1 foi composta a partir de um Princípio até a Técnica proposta pela WCAG2. 
Essa montagem foi mostrada na seção 2.3. Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo 
Web deste artigo. 
Após essa seleção de padrões e pesquisa das técnicas da WCAG2, serão 
analisados os dados obtidos e enquadrados nas seguintes categorias: 
 Contempla: Quando um padrão atende todas as diretrizes propostas pelas 
técnicas WCAG; 
 
 
 Não Contempla: Quando um padrão não atende nenhuma das diretrizes 
propostas pelas técnicas WCAG; 
 Completa: Quando um padrão completa as diretrizes da WCAG. 
Uma representação para essa proposta de metodologia encontra-se em uma 
tabela apresentada abaixo. 
Tabela 1 – Relação Padrões de Interface X W3C WCAG2.0 
Relação Padrões de Interface X W3C WCAG2.0 
Tema Subtema Padrões - Linguagem Princípios de Acessibilidade - 
Diretrizes - Técnicas 
Necessidades 
do usuário 
Navegação 
Breadcrumbs - Tidwell 
2.4.8 Localização 
G65: Fornecer um trilho de 
navegação 
Menus Suspenso - Welie 
2.4.1 Ignorar Blocos 
SCR28: Utilizar um menu expansível 
para ignorar blocos de conteúdo 
H50: Utilizar elementos estruturais 
para agrupar os links 
Paginação - UI-Patterns 
2.4.5 Várias Formas 
G125: Fornecer links para navegar 
para páginas Web relacionadas / 
G126: Fornecer uma lista de links 
para todas as outras páginas Web 
 
2.4.2 Página com Título / 2.4.8 
Localização - G127: Identificar a 
relação de uma página Web com um 
conjunto maior de páginas Web 
Pesquisa Dicas de Pesquisa - Welie 
3.1.3 Palavras Invulgares / 3.1.4 
Abreviaturas 
 G70: Fornecer uma função para 
procurar um dicionário online 
 
2.4.5 Várias Formas 
G161: Fornecer uma função de 
procura para ajudar os utilizadores a 
encontrar o conteúdo 
Interação SlideShow - Welie 
2.2 Tempo Suficiente 
G4: Permitir que o conteúdo seja 
colocado em pausa e reiniciado a 
partir do preciso momento em que foi 
colocado em pausa 
G5: Permitir que os utilizadores 
executem uma atividade sem 
qualquer limite de tempo 
G11: Criar conteúdo que fica em 
modo intermitente durante menos de 
5 segundos 
G75: Fornecer um mecanismo para 
adiar qualquer atualização do 
conteúdo 
G76: Fornecer um mecanismo para 
solicitar uma atualização do 
conteúdo, em vez de atualizar 
automaticamente 
G133: Fornecer uma caixa de 
 
 
verificação na primeira página de um 
formulário de várias partes, que 
permite aos utilizadores solicitar um 
limite de tempo de sessão maior ou 
nenhum limite de tempo de sessão 
G152: Definir imagens gif animadas 
para deixar de estar em modo 
intermitente após n ciclos 
G180: Fornecer um meio ao 
utilizador para definir o limite de 
tempo para 10 vezes superior ao 
limite de tempo predefinido 
G186: Utilizar um controlo na página 
Web que para o conteúdo em 
movimento, em modo intermitente ou 
em atualização automática 
G187: Utilizar uma tecnologia para 
incluir conteúdo em modo 
intermitente que possa ser 
descativado através do agente de 
utilizador 
G191: Fornecer um link, um botão ou 
outro mecanismo que recarregue a 
página sem qualquer conteúdo em 
modo intermitente 
G198: Fornecer uma forma para o 
utilizador desativar o limite de tempo 
Necessidades 
da Aplicação 
Chamando a 
atenção 
Captcha - UI-Patterns 
1.1.1 Conteúdo Não Textual 
G143: Fornecer uma alternativa em 
texto que descreva a finalidade do 
CAPTCHA 
G144: Garantir que a Página Web 
inclua outro CAPTCHA que sirva a 
mesma finalidade utilizando uma 
modalidade diferente 
Simplificando 
a Interação 
Ampliador de fonte - 
Welie 
1.4.4 Redimensionar texto 
G178: Fornecer controlos na página 
Web que permitam aos utilizadores 
alterar gradualmente o tamanho de 
todo o texto numa página até 200% 
5. Resultados 
Como resultados dessa pesquisa foram escolhidos três padrões comparados com as 
diretrizes WCAG 2.0 recomendadas pelo W3C, apresentados na Tabela. Para cada tipo 
de análise foi utilizada a classificação: contempla, não atende e completa, como é 
mostrado na Tabela 2. 
Tabela 2 – Resultados obtidos após a análise - Padrões de Interação X WCAG 2.0 W3C 
Padrões - Linguagem Princípios de Acessibilidade - Diretrizes - Técnicas Analise 
Breadcrumbs - Tidwell 
2.4.8 Localização 
 G65: Fornecer um trilho de navegação 
Contempla 
Dicas de Pesquisa - Welie 
3.1.3 Palavras Invulgares / 3.1.4 Abreviaturas 
 G70: Fornecer uma função para procurar um 
dicionário online 
Não Atende 
 
 
2.4.5 Várias Formas 
G161:sobre algum material específico (CHEN e RADA 1996) ou se os usuários
são instruídos para estudar em detalhe ou apenas reler o hiperdocumento 
ao repetir o acesso (BEASLEY e VAUGH 1997). Características do documento
como, por exemplo, a estrutura inerente do material, as dicas da estrutura do
documento, e a estrutura dos links também podem causar impacto na performance
da navegação (KORTHAUER e KOUBEK 1994). Finalmente, os tipos 
de ferramentas de navegação que acompanham o documento podem influenciar
a eficiência da navegação (BOECHLER e DAWSON 2002; McDONALD 
e STEVENSON 1998; WENGER e PAYNE 1994).
Segundo DALAL, QUIBLE e WYATT (2000: 608), uma das maiores causas 
de um design de hipertexto cognitivamente pobre é a falta de regras no
desenvolvimento de aplicativos de hipermídia, resultante da falta de princípios
de organização que sejam aceites internacionalmente para todos os espaços 
de informação electrónica multidimensional. Os autores afirmam que isto 
não quer dizer que não existam regras ou princípios de design. Na verdade, 
existe um grande número de guias de construção de Web design. Porém, a maioria
delas são baseadas no universo restrito do próprios designers e no senso comum,
e não contam com uma validação experimental. THÜRING, HANNEMAN 
e HAAKE (1995: 57) lamentam que «as questões cognitivas e do processamento
humano da informação ainda continuem amplamente negligenciadas e exerçam
pouca influência no design de hipermídia»2
Para melhorar a leitura em hiperdocumentos, não é suficiente concentrar-se
somente na navegação, sem considerar a compreensão do usuário, o que implica
na construção de interfaces com o objetivo de reduzir o esforço mental do mesmo,
buscando coerência no trabalho mental requerido para as atividades de navegação
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E S E U S A S P E C T O S C O G N I T I V O S 135
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número de opções que encontra. O acto de parar em um nó, ao encontrar 
uma informação procurada, pode distrair o usuário, tornando difícil a navegação,
principalmente se houver um grande número de nós e links a percorrer. Outra
dificuldade apresentada dentro do transbordamento cognitivo é a dificuldade 
do usuário em adaptar-se à sobrecarga mental derivada do grande número de
operações requeridas num curto espaço de tempo. A necessidade de acompanhar
as ligações acarreta uma carga cognitiva adicional, podendo significar que parte
da capacidade de processamento de informação será desviada para as tarefas 
de tomada de decisão (o que não deixa de ser uma tarefa inerente ao hipertexto),
capacidade que poderia concentrar-se mais no material que está sendo pesquisado
ou estudado.
Segundo GLENN e CHIGNELL (1992: 147) existem vários fenómenos 
que podem influenciar o processo de “leitura” em hipertextos. Alguns desses
fenómenos que mais se destacam são:
• Recuperação da memória: estudos sugerem que a optimização da eficiência,
numa estrutura de recuperação, conduz a uma capacidade máxima de armazenamento
de cinco a sete elementos. A capacidade humana de armazenagem vai depender
do nível de familiarização do usuário com relação ao assunto do conteúdo 
do sistema de recuperação da informação hipertextual.
• Estímulos na memória de trabalho: que podem ocorrer através da forma 
de memória associativa, pelo estímulo ou predisposição do processo de selecção
de um link e o uso de estratégia de memorização por meio de associações semânticas.
• A eficiência da dica (nova informação ou sinal) de recuperação: o contexto
fornecido por um grupo de links de um nó pode auxiliar ou impedir a recuperação
da informação, dependendo de uma dica. 
• Decisões de folheio (browsing): os seres humanos, algumas vezes, utilizam
heurísticas cognitivas nas tomadas de decisões complexas mesmo que, em alguns
casos, elas possam produzir resultados erróneos. Uma das decisões mais prováveis
no folheio (browsing) é baseada na similaridade heurística, onde o link é escolhido
baseado na sua similaridade com o conceito alvo. Entre os mecanismos de navegação,
o browsing é o que mais elaboração cognitiva exige.
• Estratégias metacognitivas: desempenhos relativamente pobres na realização
de tarefas de memória são geralmente atribuídos a deficiências das estratégias
C A D E R N O S B A D 1 ( 2 0 0 4 )134
links e da habilidade do usuário. Outros aspectos técnicos observados na eficiência
da recuperação da informação em hipertextos são a estrutura e especificidades 
do documento, as dicas de estrutura, as ferramentas auxiliares, a repetição 
do processo de navegação e o sexo do usuário. Do ponto de vista cognitivo, 
a navegação depende dos estímulos da memória e da sua recuperação, da eficiência
das dicas, das decisões de folheio e das estratégias metacognitivas. Ainda 
são apontados como influentes na navegação aspectos pessoais como estilo 
de aprendizagem, conhecimento prévio e nível de interesse.
Finalmente, para o usuário construir um modelo mental com rapidez e clareza,
são necessários mecanismos de design que suportem o processo de formação
desse modelo mental. Sumariando, deve-se ressaltar (1) a importância da coerência
na construção textual do hipertexto, (2) o cuidado na orientação da navegação 
e (3) o design da interface para evitar o transbordamento cognitivo na construção
mental do leitor e dar saídas para os problemas de desorientação do usuário.
NOTAS
1 Este estudo deriva de minha tese de doutorado
MAPA HIPERTEXTUAL (MHTX): proposta 
de um modelo para organização hipertextual 
de documentos, desenvolvida na Escola de Ciência
da Informação da UFMG, sob orientação 
da Prof.ª Lídia Alvarenga (UFMG) e co-orientação
do Prof. Hélio Kuramoto (IBICT).
2 «issues of cognition and human information
processing still are widely neglected and barely
influence hypermedia design»
3 GLENBERG, A. M. e LANGSTON, W. E.
“Comprehension of illustrated text: pictures 
help to build mental models”. Journal of Memory
and Language, 1992, v. 31,n. 2, p.129-151.
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e orientação. Para HANNEMANN, THÜRING e HAAKE (1993: 5), a facilidade
da compreensão do conteúdo de hiperdocumentos pode ser atingida se três questões
forem respondidas: (1) como inserir uma estrutura coerente no documento? (2)
como transmitir esta estrutura para o leitor? e (3) como dar suporte à navegação
e orientação do leitor?
Para evitar a desorientação do usuário e diminuir as suas dificuldades de compreensão,
uma solução poderia ser permitir ao usuário criar uma representação mental
coerente do hiperdocumento que está sendo consultado. De acordo com DALAL,
QUIBLE e WYATT (2000: 609), o modelo mental nesse contexto é a representação
mental de objetos e as relações semânticas no hiperdocumento, que o usuário
constrói quando está processando uma nova informação. Se um documento
consistir de um texto somente – uma tese por exemplo – o modelo mental 
é representado pelo assunto tratado pelo texto. Para caracterizar o modelo
mental, os autores fazem referência a GLENBERG e LANGSTON (1992)3
que propõem as seguintes características do modelo mental: 
1. Constituir uma representação abstracta que faz uso da memória de trabalho
(ativa), em particular a memória que chamam de “rascunho espaço-visual”
(visuo-spatial scratchpad) e que, por isso, tem uma capacidade limitada.
2. Consistir de elementos representacionais do texto e figuras arranjadas num
meio espacial dessa memória de “rascunho espaço-visual”, elementos que devem
apontar para informações proposicionais e perceptivas na memória de longa
duração.
3. Reflectir o entendimento actualizado do leitor sobre o texto, sendo o modelo
o resultado da actualização do progresso da leitura. Esta actualização é aperfeiçoada
por adição, modificação e exclusão de conteúdo e pela localização dos elementos
representados no meio espacial do usuário.
CONCLUSÃO
Viabilizada a partir de links e de nós, a navegação é a principal operação 
de familiarização dousuário com hiperdocumentos, podendo ocorrer a partir
dos mecanismos de folheio, pesquisa, filtro e índice. Podendo ser escritas em
diversas linguagens de programação, as interfaces para navegação em hipertexto
podem ser do tipo overview ou fisheye. Do ponto de vista técnico, a navegação
depende principalmente da estrutura espacial da informação, da estrutura dos
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REFERÊNCIAS
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C A D E R N O S B A D 1 ( 2 0 0 4 )138
Introdução
Desde o final da década de 1980, diversos pesquisadores começaram a estudar
a possibilidade de se utilizarem as teorias da classificação na organização
conceitual de sistemas de hipertexto, principalmente a classificação facetada,
criada pelo indiano Ranganathan. Como a classificação facetada, os sistemas de
hipertexto também objetivam a estruturação do conhecimento, através da organização
dos conceitos e das relações entre eles, permitindo o mapeamento de uma área de
assunto e a inclusão de novos conceitos, sem que isto signifique uma mudança
estrutural do sistema. 
Entre os mais recentes avanços que têm surgido para ajudar os autores de
hipertextos numa organização semântica, estão o modelo Resource Description
Framework (RDF) e a linguagem eXtensible Markup Language (XML), propostas pelo
grupo World Wide Web Consortium (W3C). A arquitetura RDF é um modelo que permite
a representação de dados com um vocabulário distinto para a modelagem da
informação. O XML é uma linguagem que fornece um conjunto extensível de
marcações que podem ser utilizadas para capturar a estrutura semântica do
documento.
Embora se saiba que os processos de autoria de hiperdocumentos têm sido
estudados por vários profissionais da área da ciência da computação, como aqueles do
grupo World Wide Web Consortium (W3C) que, mais recentemente, têm tido a
preocupação de inserir o conteúdo semântico nas páginas Web, este artigo não
contemplará os trabalhos dessa área. A intenção desta revisão concentra-se na
relevância da teoria da análise facetada em relação à modelagem hipertextual, seja ela
offline (CD-ROM, redes locais) ou online (WWW, redes externas)
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A partir da Teoria da Classificação Facetada, busca resgatar um embasamento para a
organização conceitual em sistemas de hipertexto. São apresentados os princípios dessa
teoria e revistos trabalhos de autores da área da Ciência da Informação que descrevem seus
estudos teóricos ou suas experiências. 
Palavras-chave: Análise facetada, Modelagem conceitual, Hipertexto
Recebido em 28/06/02 - Aceito em 6/08/02
Gercina Ângela Borém Lima1
A análise facetada na modelagem conceitual
de sistemas de hipertexto: 
uma revisão de literatura
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1 Professora da Escola de Ciência da Informação da UFMG. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
da Escola de Ciência da Informação da UFMG. e-mail: glima@eci.ufmg.br - Site: www.eci.ufmg.br/glima
A teoria da análise facetada de Ranganathan
Shiyali Ramamrita RANGANATHAN (1892-1972), matemático indiano que
tornou-se bibliotecário, foi um dos estudiosos que mais contribuiu para a teoria da
biblioteconomiano século XX, especialmente na área da classificação de assunto. Sua
insatisfação com os sistemas de Classificação Decimal de Dewey (CDD) e
Classificação Decimal Universal (CDU) o levou a buscar um sistema mais eficiente.
Depois de constatar, em cinco periódicos diferentes, que a maioria dos assuntos
tratados eram assuntos compostos, Ranganathan organizou, em 1933, sua
Classificação de Dois Pontos (Colon Classification), também conhecida como
Classificação em Facetas ou Classificação Analítico-Sintética. Sob influência de sua
área inicial, a matemática, estruturou o conhecimento de maneira que os assuntos
compostos, sinteticamente, surgiam a partir de conceitos elementares. Publicou seis
edições desse sistema, vindo a falecer em 1972, quando sua sétima versão estava
para ser publicada. Além desse sistema de classificação, RANGANATHAN (1945;
1962) publicou Elements of Library Classifications e Prolegomena to Library
Classification (1967), obras consideradas referenciais pelos teóricos da classificação.
Entre os princípios introduzidos por Ranganathan, o mais conhecido é o princípio de
análise de faceta (subdivisões de assuntos em suas partes componentes) e a síntese
(recombinação destas partes para classificar um documento adequadamente). Na
Classificação Facetada, identifica-se cinco categorias: Personalidade (P, de
personality), Material (M, de material), Energia (E, de energy), Espaço (S, de space) e
Tempo (T, de time), mnemonicamente conhecido como PMEST. Esta ordem de citação
é baseada na idéia da concretividade decrescente. Embora o sistema de Classificação
de Dois Pontos não tenha sido aceito mundialmente, a teoria de análise de faceta e
síntese, proposta por ele, transformou-se em uma importante base teórica para a área
de análise de assunto no século XX (RANGANATHAN, 1985, p.86).
A Classificação Facetada compreende princípios e técnicas para os sistemas
de organização e recuperação da informação. Um sistema facetado reconhece muitos
aspectos em um único assunto, e tenta sintetizar estes aspectos de maneira que os
descreva de forma mais adequada. A relação entre assuntos, feita através do símbolo
de dois pontos, seria infinita, provando que o conhecimento pode ser multidimensional
e que essas relações podem tomar rumos diferentes, dependendo da síntese entre
vários conceitos múltiplos (VICKERY, 1980, p.209).
Para elaborar uma classificação facetada, examina-se a literatura do assunto
com a finalidade de identificar seus conceitos e termos e estabelecer suas
características e facetas. Após levantar e definir a terminologia própria do assunto, os
termos são analisados e distribuídos em facetas. Como já foi definido, faceta é a
coleção de termos que apresenta um relacionamento hierarquicamente igual com o
assunto global, refletindo a aplicação de um princípio básico de divisão. As facetas
obtidas são inerentes ao assunto e, dentro de cada faceta, os termos que as
constituem são suscetíveis a novos agrupamentos, pela aplicação de outras
características divisionais, dando origem às subfacetas. Os termos, nas subfacetas,
são mutuamente exclusivos, isto é, não devem se sobrepor na formação de assuntos
compostos. Estabelecidas as facetas e subfacetas, é importante determinar a ordem
de citação em que serão apresentadas no sistema de classificação. A seguir, ordenam-
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AA A ANÁLISE FACETADA NA MODELAGEM CONCEITUAL DE SISTEMA DE HIPERTEXTO: REVISÃO DE LITERATURA
se todos os elementos em ordem de arquivamento, o que permite colocar o assunto
geral antes do específico. Após estas etapas, o sistema está pronto para receber uma
notação, que deverá ser flexível para permitir a inclusão de novas classes. Finalmente,
compila-se um índice com todos os termos e suas respectivas notações (PIEDADE,
1983, p. 80; BARBOSA,1972, p.76).
A análise facetada reconhece muitos aspectos em um único assunto, e tenta
sintetizá-los de maneira que os descreva de forma mais adequada. Esse fato é
relevante para a abordagem não linear do hipertexto, porque permite ao usuário ver um
assunto sob diferentes perspectivas, possibilitando um reagrupamento de um mesmo
conhecimento como parte do todo, ao invés de estar subordinado dentro de uma
hierarquia. Essa modelagem conceitual é uma etapa importante na organização da
informação para sistemas de hipertexto.
Utilização da análise facetada na modelagem conceitual de
sistemas de hipertexto
O objetivo de toda classificação é estabelecer uma ordem ou organização das
coisas e dos pensamentos. A classificação facetada pode mostrar um mapeamento do
conhecimento científico de um determinado período, ou permitir a descoberta de
conexões e analogias entre diferentes campos do conhecimento, facilitando a
recuperação da informação (SPEZIALI, 1973, p.462).
Em 1945, Vannevar Bush previu mudanças na organização da informação e nos
meios de recuperá-la. Segundo seu raciocínio, a mente humana trabalha por
associações e, quando se depara com um item, instantaneamente o relaciona com um
próximo, que é sugerido pela associação de pensamentos. Essa associação se dá pelo
conceito que cada pessoa tem sobre determinado coisa ou idéia. Se a mente humana
pensa rapidamente com itens familiares é, por outro lado, ponderada e muito inconstante
com objetos desconhecidos. No processo de recuperação da informação de uma grande
base de dados, BUSH (1945, p.29) via, como o maior desafio, não a extração, mas sim
a seleção de dados. Para ele, o sistema tradicional de indexação, com sua abordagem
alfabética e numérica para organizar a informação, não refletia o modo de funcionamento
seletivo da mente humana. Para incorporar essa característica associativa na seleção da
informação, Bush sugeriu a indexação associativa na qual, a partir de um item
selecionado, pode-se chegar, automaticamente, a outro. Nesse caso, o autor de um
documento pode criar links associativos ou caminhos entre os itens de informação.
ELLIS (2000, p.109 ) aponta o problema básico na criação de hipertextos, onde
geralmente 
"não há nenhuma proximidade entre o designer ou o criador (que poderia ser qualquer
pessoa) e o usuário em potencial (que poderia ser qualquer um ou todos). . . ‘quanto mais’
distantes as características e necessidades de informação dos usuários estão do tipo de
usuário concebido ou servido pelos que criam ou indexam uma base de dados,’mais
provável’ será a existência de problemas no acesso de informações relevantes pelos
usuários daquela bases de dados."
Vários autores citam a classificação facetada como um instrumento que pode
auxiliar na representação do conteúdo intelectual em sistemas de hipertextos. Um dos
primeiros autores a tratar deste assunto foi Elizabeth B. Duncan. No seu artigo
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Gercina Ângela Borém Lima
Structuring knowledge bases for designers of learning materials DUNCAN (1989, p.20),
apresenta um modelo de aplicação direta da análise facetada no design de hipertexto,
onde sugere que a análise de facetas tem pontos comuns com a teoria lingüística,
entendendo que uma combinação entre facetas e análise semântica pode servir de
base para o desenvolvimento da tecnologia do hipertexto. As categorias determinadas
pela análise das facetas constituem-se nos diferentes pontos de vista do assunto2. 
A autora enfoca três aspectos para a organização e representação do conhecimento:
a) o mapa conceitual, que representa os conceitos de um domínio do conhecimento, 
b) a análise facetada, que representa os diferentes pontos de vista que o assunto pode
ser tratado e c) links e seus tipos e a relação entre eles. Em outro trabalho, A faceted
approach to hypertext?, DUNCAN (1989, p.157) relata uma abordagem da teoria
facetada em sistemas de hipertexto, onde considera possibilidades do hipertexto como
uma tecnologia a ser explorada dentrode alguns princípios básicos da ciência da
informação, como por exemplo, a análise facetada. 
INGWERSEN e WORMELL (1992, p.185) também destacam o trabalho de
Ranganathan sobre análise facetada, para o desenvolvimento dos sistemas de
recuperação da informação. Os autores examinam essa abordagem do conhecimento
e sua relavância para o acesso intelectual nas bibliotecas. Concluem que os princípios
da organização do conhecimento e a metodologia facetada apresentada por
Ranganathan, por ter uma abordagem estruturada, poderiam ser utilizadas como ponto
de partida na modelagem de uma estrutura cognitiva e no trabalho de análise de uma
determinada área do conhecimento, antes do processo de design de um sistema de
recuperação da informação.
ELLIS (1996, p.155), comentando os trabalhos de Duncan citados acima,
concorda que estes são modelos de aplicação da teoria da ciência da informação no
design de hipertexto. Discute o uso da análise de facetas na simplificação do processo
de reconhecimento de conceitos e suas relações, tanto para a máquina quanto para o
usuário, uma vez que a exibição pode se restringir a um tipo de faceta somente. 
POLLITT (1997, p.2) sugere que a abordagem facetada para classificação,
enquanto alternativa aos sistemas enumerativos da classificação de bibliotecas, seja
equivalente à abordagem relacional dos sistemas de bases de dados via computador.
O autor descreve o desenvolvimento do sistema HIBROWSE (a HIgh resolution
Interface for BROWsing and SEarching databases) que trabalha com os princípios da
classificação facetada para melhorar a interação através da pesquisa visual (view-
based). Esse estudo foi realizado na base de dados EMBASE, publicada pela Elsevier
Science, base que, na época, possuía 7 milhões de referências da literatura biomédica.
Aimme GLASSEL (1998, p.1), catalogadora da Internet Scout Project,
provocativamente, escolheu como título do seu artigo "Was Ranganathan a Yahoo!?",
comparando o trabalho do pioneiro da classificação facetada com a conhecida
ferramenta de busca na Internet. Para a autora, Ranganathan reconheceu que o mundo
do conhecimento estava crescendo rapidamente, com o aparecimento de novas áreas
do conhecimento e novas maneiras de combinar os assuntos existentes. Além disso,
nenhuma classificação que tentasse enumerar este enorme e crescente número de
assuntos, sem uma capacidade de expansão para permitir novas áreas do
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2 Um mesmo assunto pode ser tratado sob diferentes aspectos, como por exemplo, um documento sobre o açucar poderá ser tratado
dentro de agricultura (planta), dentro de química orgânica (análise química) ou dentro de nutrição (alimento).
conhecimento, teria um futuro promissor. Pelo fato de a classificação facetada ocupar
menos espaço na tabela do que os sistemas enumerativos, e, mesmo assim, permitir
maior especificidade, fornecendo o acesso a cada faceta de uma notação, é que a
autora afirma que a teoria da análise facetada se parece com a ferramenta de busca
Yahoo!. Esta ferramenta é conhecida por ser um diretório de assuntos dentro das
ferramentas da Web, acessível através da navegação hierárquica de categorias,
subcategorias e sub-subcategorias, caracterizando um processo de navegação
ramificada, que pode chegar até ao quinto nível categórico ou mais. Cada termo, dentro
das categorias mais abrangentes dos sites do Yahoo!, tem uma palavra com seu próprio
significado. Porém, quando combinado com outras palavras dentro de uma classe, um
novo contexto é criado, gerando um novo significado. Daí a semelhança com a
classificação facetada. Por aplicar análise facetada em uma hierarquia online, o Yahoo!
tem a possibilidade de ter uma classe (string) de categorias e subcategorias (facetas).
Pela rotação ou permutação destes termos, essa ferramenta pode fornecer acesso a um
único recurso, por meio de uma variedade de subcategorias em uma hierarquia maior.
PRISS e JACOB (1999, p.205) descrevem uma outra experiência que utiliza a
estrutura facetada no design de sistemas de informação, em que foi feita a análise
estrutural de três web sites de instituições escolares. As autoras argumentam que a
aplicação da abordagem facetada na organização do conhecimento pode assegurar um
processo menos ocasional e mais maleável. Para isto, sugerem o uso de um tesauro
facetado como base para uma abordagem sistemática na estruturação dos sites, onde os
elementos mínimos são as facetas constituintes de cada conjunto de termos ou conjunto
de conceitos. Nesse trabalho são descritos três tipos de construção de facetas: a) por
agregação, b) por composição de termos e c) por composição de termos com limitação.
ELLIS e VASCONCELOS (1999, p.3; 2000, p.97) sugerem a análise facetada
como forma de transpor algumas dificuldades associadas com o processo de criação de
hipertextos para usuários desconhecidos, e, possivelmente, minimizar o problema da
distância entre o designer e o usuário em potencial. Os autores descrevem e discutem,
detalhadamente, o trabalho de Duncan, considerando-o como um bom modelo para
estruturação da Internet e da WWW, mas concluem que a análise facetada não resolve
o problema de indexação para o usuário genérico. Porém, a adoção de uma abordagem
classificatória a posteriori e não a priori, ou seja, quando a classificação é derivada
indutivamente dos conceitos e dos termos usados em uma área de assunto, com base
na garantia literária, pode aliviar alguns problemas de pesquisa na WWW.
KWASNIK (1992, p.63), citada na primeira página do site Web Document
Management 
(http.//www.ou.edu/cas/slis/courses/LIS5990A/slis5990/Catalog/innovation.htm, diz que
"Classificações são muito parecidas com as teorias. De fato, como as teorias, os sistemas
de classificação podem prover um arcabouço que explique a abordagem da palavra a partir
de uma perspectiva contextualmente determinada. Os sistemas de classificação não apenas
refletem o conhecimento baseando-se na teoria e exibindo-o de uma maneira prática [...]
mas as próprias classificações também funcionam como as teorias [...] e desempenham um
papel semelhante na investigação".
KOEHLER (2001, p.1), autor do documento web nesse site, ressalta a
importância da classificação facetada na identificação de características individuais de
vários conceitos, combinando-os de uma maneira sintética, para criar uma estrutura
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Gercina Ângela Borém Lima
fluída e interativa. Citando STAR (1996), argumenta que a classificação facetada é
particularmente importante para a definição da informação e sua recuperação, e
levanta as seguintes questões: (a) Os sistemas de classificação têm sido
desenvolvidos para a WWW ?; (b) O que eles têm em comum?; (c) O que seria mais
útil neste caso: os sistemas de classificação facetados ou os universais?; (d) O
bibliotecário classificador tradicional seria útil para Web? Embora não responda a
essas questões, o autor traz à tona importantes pontos a serem refletidos pela
comunidade de profissionais e acadêmicos da área de ciência da informação,
especialmente o bibliotecário, cuja atualização e adaptação a um perfil mais moderno
é urgente. Pode-se constatar que os sistemas de classificação não têm sido
desenvolvidos para a WWW, embora haja um consenso de que eles poderão ser
instrumentos relevantes para a organização e pesquisa nesse ambiente. Os sistemas
de classificação facetados são mais úteis para a Web por que sua característica
analitico-sintética permite ao usuário ver um assunto sob diferentes pontos de vista, do
mesmo modo que participam da não linearidade do hipertexto.
No meio acadêmico brasileiro, destacam-se, até o momento, uma tese e uma
dissertação dedicadas ao estudo da classificação facetada comopossível contribuição
para a estruturação de hiperdocumentos. Primeiro, SANTOS (1996) em sua
dissertação de mestrado Engenharia da informação para sistemas hipertexto,
apresenta os princípios teóricos que regem a construção de sistemas de conceitos na
Teoria da Classificação Facetada e a Teoria Geral da Terminologia, como opção na
autoria estruturada de hiperdocumentos complexos, em especial na execução da
modelagem conceitual dos sistemas de hipertextos. A autora faz um paralelo entre as
duas teorias e suas aplicabilidades nos sistemas de hipertexto, apontando para a
necessidade de métodos que tracem princípios consistentes para a autoria de
hiperdocumentos. Ela conclui que, através de princípios que orientam a modelagem
conceitual, essas teorias podem promover a construção de sistemas hipertextos que
expressem cada vez mais o processo cognitivo humano.
Segundo CAMPOS (2001), em sua tese de doutorado A organização de unidades
do conhecimento em hiperdocumentos: o modelo conceitual como um espaço
comunicacional para a realização da autoria, apresenta uma preocupação com a autoria
no processo de produção de hiperdocumentos. Para ela, a falta de metodologias
apropriadas afasta o autor (que desenvolve o documento temático) do analista de
sistema (que implementa o hipertexto), ressaltando que os modelos conceituais
atualmente constuídos e aceitos são deficientes. Através de uma perspectiva
interdisciplinar, entre a ciência da informação, a ciência da computação e a área da
terminologia, a autora propõe estudar critérios que venham a auxiliar a elaboração de
metodologias para modelos conceituais voltados para organização de unidades de
conhecimento, como os hiperdocumentos. Além de discorrer sobre o objeto do hipertexto,
apresenta e compara a Teoria da Classificação Facetada, a Teoria da Terminologia, a
Teoria do Conceito, e métodos de construção de modelos segundo a Teoria de
Orientação a Objetos e a Ontologia. Seu estudo culmina na proposição de uma série de
requisitos para a elaboração de metodologias para modelos conceituais de
hiperdocumentos.
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A ANÁLISE FACETADA NA MODELAGEM CONCEITUAL DE SISTEMA DE HIPERTEXTO: REVISÃO DE LITERATURA
Considerações finais
O objetivo deste trabalho foi mostrar, na literatura, a relevância da análise
facetada em relação à organização e à recuperação da informação em sistemas
hipertextuais, seja ele online ou offline. Ainda não se pode afirmar se a análise facetada
resolveria o problema de classificação para o usuário desconhecido. Porém, por adotar
uma abordagem classificatória à posteriori, adotando conceitos ou termos usados no
campo específico do assunto e baseando-se na garantia literária, pode-se dizer que ela
alivia alguns problemas na busca de informações em meios eletrônicos. Além disso,
vários estudos têm sido feitos na implementação da Web semântica, onde o conteúdo
poderá ser agregado ao símbolo. É um assunto emergente em que se busca um
modelo que permita uma melhor organização e recuperação da informação. Verifica-
se, na lteratura, muitos esforços no sentido de relacionar procedimentos sobre a teoria
da classificação facetada com a autoria de hipertexto. Entretanto, aguarda-se ainda,
soluções viáveis.
Facet analysis in the conceptual modeling for hypertext: A bibliographic review
Departing from Ranganathan's Facet analysis, this aricle reviews the literature to find
elements which may help the conceptual organization in hypertext systems. It presents the
principles of this theory, theoretical studies and experiments.
Key-words: Faceted analysis, Concept modeling, Hypertext
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Gercina Ângela Borém Lima
PIEDADE, M. Requião. Introdução à teoria da classificação. 2.ed. Rio de Janeiro: Interciência, 1983.
POLLITT, A. Steven. Interactive information retrieval based on faceted classification using views. Disponível em
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196
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A ANÁLISE FACETADA NA MODELAGEM CONCEITUAL DE SISTEMA DE HIPERTEXTO: REVISÃO DE LITERATURAFornecer uma função de procura para ajudar os 
utilizadores a encontrar o conteúdo 
Paginação - UI-Patterns 
2.4.5 Várias Formas 
 G125: Fornecer links para navegar para páginas Web 
relacionadas 
G126: Fornecer uma lista de links para todas as 
outras páginas Web 
2.4.2 Página com Título / 2.4.8 Localização 
 G127: Identificar a relação de uma página Web com 
um conjunto maior de páginas Web 
Completa 
Verificou-se que o padrão Breadcrumbs atendeu completamente as diretrizes 
propostas pela WCAG 2, como se define a técnica, G65: Fornecer um trilho de 
navegação, que diz “Um trilho de navegação ajuda o utilizador a visualizar a forma 
como o conteúdo foi estruturado e como retroceder na navegação para páginas Web 
anteriores, e pode identificar a localização atual numa série de páginas Web”, e a 
definição de Breadcrumbs para a biblioteca Tidwell diz que “Breadcrumbs mostram em 
que página o usuário se encontra na hierarquia de site”. 
As diretrizes do WCAG para esse padrão mostra o exemplo de implementação 
abaixo. 
 
Figura 5 – Exemplo Breadcrums 7 
Foi observado que o padrão de interação Dicas de Pesquisa não atende as 
diretrizes propostas pela WCAG, já que o mesmo apresenta apenas exemplos de como 
os usuários devem proceder para realizar um busca. Já as diretrizes mostram como deve 
ser implementada uma rotina de busca pelo website. 
As técnicas da WCAG 2.0 identificadas para este padrão foram as G70 e G161. 
A primeira diz que o desenvolvedor deve implementar mecanismos de busca através de 
um dicionário online e verificar se o resultado que está contido no dicionário 
corresponde à definição correta. Para a segunda técnica, os desenvolvedores devem 
implementar um formulário de busca ou um link para uma página de pesquisa. Nesse 
formulário é necessário que os desenvolvedores coloquem meta-tags nas páginas do 
website para conduzir o usuário para uma página com links que contenham os 
resultados da pesquisa obtida pelos termos utilizados. 
Já o padrão de Paginação completa as técnicas propostas pela WCAG2, pois ele 
além de relacionar páginas de um resultado de uma pesquisa, pode estar relacionado a 
 
7 http://www.acesso.umic.pt/w3/TR/WCAG20-TECHS/G65.html, 2011 
 
 
um preenchimento de cadastros em determinados websites, por exemplo, um cadastro 
pessoal que pode ser dividido em algumas páginas. 
As técnicas da WCAG2 para o padrão de Paginação são as G125, G126 e G127. 
Para a técnica G125 o desenvolvedor deve preparar o website para que as páginas 
subsequentes estejam fazendo referencias as informações relacionadas. Já para a G126, 
deve ser verificado se cada página tem uma lista de links para as outras páginas do 
website, se os links da lista conduzem corretamente às páginas e se a lista de links para 
todas as páginas website está presente. E para técnica G127, deve se certificar de que o 
título da página descreve a relação da mesma com o conjunto ao qual ela pertence e se a 
mesma inclui meta-tags que identificam a relação da página com o conjunto ao qual ela 
pertence. 
6. Conclusão e trabalhos futuros 
Teve-se como objetivo deste artigo, mostrar soluções de desenvolvimento de websites 
acessíveis e com uma boa usabilidade, comparando as diretrizes de acessibilidade 
propostas pelo W3C e padrões de interação de usuário. 
Com isso concluímos que um website deve conter vários princípios para ser 
acessível para todos os tipos de usuário, incluindo os idosos e as pessoas com 
deficiência, não deixando de lado a usabilidade, para que o website tenha uma interface 
que permita eficácia, eficiência e satisfação de uso. 
Como trabalhos futuros, pretende-se elaborar um manual de referência, contendo 
todo o material coletado durante a realização deste artigo. 
7. Referências 
ALEXANDER, C. et al. A Pattern Language. New York, NY (USA): Oxford 
University Press, 1977. 
BACH, C. F. et al. Diretrizes de acessibilidade: uma abordagem comparativa entre 
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Acesso em: 07 jun. 2011. 
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http://www.w3.org/TR/2008/REC-WCAG20-20081211/
http://www.w3.org/TR/2008/REC-WCAG20-20081211/
http://www.w3.org/TR/2008/REC-WCAG20-20081211/
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http://www.w3.org/TR/2008/REC-WCAG20-20081211/
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http://www.w3.org/TR/2008/REC-WCAG20-20081211/
1
Marcel Ferrante Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE INTERFACES 
HIPERTEXTUAIS DE SOFTWARES PARA A 
REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte 
ECI - UFMG 
2007 
 
Marcel Ferrante Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE INTERFACES 
HIPERTEXTUAIS DE SOFTWARES PARA A 
REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO 
 
 
Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado 
da Escola de Ciências da Informação da Uni-
versidade Federal de Minas Gerais (ECI-
UFMG), como requisito parcial à obtenção do 
título de Mestre em Ciência da Informação. 
Linha de pesquisa: Organização e Uso da 
 Informação 
Orientadora: Profª. Dra. Gercina Ângela 
 Borém de Oliveira Lima 
 
 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte 
ECI - UFMG 
2007 
 
RESUMO 
Estudo de caráter interdisciplinar que analisa interfaces hipertextuais desenvolvidas 
em outros campos como o da Ciência da Computação à luz das teorias da Ciência da Informa-
ção. Objetiva analisar a capacidade de representação do conhecimento e navegação de interfa-
ces hipertextuais de softwares para a construção de diagramas hierárquicos, mapas conceituais 
e mapas hiperbólicos. Os parâmetros propostos para a realização da análise da capacidade de 
representação conceitual foram feitos com base em teorias e metodologiasda área de Ciência 
da Informação: a teoria da classificação facetada; a teoria do conceito; a norma ISO 2788 para 
a elaboração de tesauros monolíngües; e a norma ISO 704 para a prática terminológica. Quan-
to à capacidade de navegação, foram avaliados principalmente os recursos disponíveis para 
facilitar a navegação em sistemas de conceitos. Este trabalho compara os seguintes tipos de 
interfaces hipertextuais: diagramas hierárquicos, mapas conceituais e mapas hiperbólicos, 
evidenciando as vantagens e desvantagens dessas interfaces em cada uma das aplicações 
mencionadas. O estudo pode servir de ponto de partida para os arquitetos de sistemas de in-
formação na escolha de uma interface mais adequada para seus projetos ou para os próprios 
designers dessas interfaces, no desenvolvimento de novas interfaces híbridas. Os princípios 
levantados neste trabalho possivelmente poderão ser aplicados na análise de outras interfaces 
hipertextuais. 
 
 
Palavras-chave: Hipertexto. Diagramas Hierárquicos. Mapas Conceituais. Mapas Hiperbó-
licos. Representação do Conhecimento. Navegação. Interfaces Hipertextuais. 
 
ABSTRACT 
Interdisciplinary study aiming at analyzing hypertextual interfaces developed in others 
fields like Computer Science viewed through the theories of Information Science. It analyses 
the potential of knowledge representation and browsing of software hypertextual interfaces to 
construct hierarchy diagrams, conceptual maps and hyperbolic maps. The proposed 
parameters to analyze the conceptual representation capacity are inspired in theories and 
methodologies of Science Information field: the Faceted Classification Theory; the Concept 
Theory; the standard ISO 2788 for monolingual thesaurus; and the standard ISO 704 for the 
terminology practice. As far as the browsing capacity, available resources were evaluated in 
order to facilitate the navigation in concept systems. This study also compares these types of 
hypertextual interfaces: hierarchical diagrams, conceptual maps and hyperbolic maps, 
highlighting the advantages and disadvantages in the each mentioned application. The study 
may serve as a starting point for system information architects in the choice of better 
interfaces to be used in their projects or by the designers of these interfaces in the 
development of new hybrid interfaces. The proposed principles could possibly be used to 
analyze others hypertextual interfaces. 
 
 
Keywords: Hypertext. Hierarchy Diagrams. Conceptual Maps. Hyperbolic Maps. 
Knowledge Representation. Browsing. Hypertextual Interfaces. 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
À minha orientadora, professora Gercina Lima, que foi muito atenciosa e paciente em 
me conduzir pela área de ciência da informação e biblioteconomia e que me fez obter resulta-
dos excelentes em minha pesquisa. 
Aos meus pais, Ivana Ferrante e José Mario da Silva, que sempre contribuíram e me 
apoiaram na realização de meus estudos e na obtenção de mais esta conquista. 
À minha companheira, Cláudia Barrada, que foi sempre compreensiva pelos momen-
tos subtraídos de nossa convivência, consumidos pela realização deste trabalho. 
Aos meus amigos que também me incentivaram nesta carreira de pesquisador que pre-
tendo seguir. 
E a todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste tra-
balho. 
 
 
 
 
 
LISTA DE ILUSTRAÇÕES 
FIGURA 1 - Triângulo do conceito ................................................................................................. 21 
FIGURA 2 - Exemplo do triângulo do conceito .............................................................................. 21 
FIGURA 3 - Lista enumerada .......................................................................................................... 24 
FIGURA 4 - Diagrama em árvore.................................................................................................... 25 
FIGURA 5 - Diagrama em série ...................................................................................................... 25 
FIGURA 6 - Sistema de conceitos de relações associativas ............................................................ 26 
FIGURA 7 - Sistema poli-hierárquico de conceitos ........................................................................ 26 
FIGURA 8 - Diagramas hierárquicos: a) Diagrama Outline b) Diagrama em árvore.................... 30 
FIGURA 9 - Diagrama de Venn ...................................................................................................... 31 
FIGURA 10 - Mapa em árvore ........................................................................................................ 32 
FIGURA 11 - Mapa em árvore com cores ....................................................................................... 32 
FIGURA 12 - Mapa em árvore em relevo. ...................................................................................... 33 
FIGURA 13 - Mapa conceitual ........................................................................................................ 34 
FIGURA 14 - Mapa hiperbólico ...................................................................................................... 36 
FIGURA 15 - Visualização de um tesauro por um mapa conceitual ............................................... 39 
FIGURA 16 - Navegação pelo Visual Thesaurus. ........................................................................... 40 
FIGURA 17 - Navegação pelo “Visual Thesaurus” 2...................................................................... 41 
FIGURA 19 - Diagrama hierárquico outline ................................................................................... 60 
FIGURA 20 - Diagrama hierárquico outline modificado ................................................................ 65 
FIGURA 21 - Mapa Conceitual ....................................................................................................... 69 
FIGURA 22 - Mapa Conceitual com poli-hierarquia....................................................................... 70 
FIGURA 23 - Mapa Hiperbólico - Parte 1 do sistema de conceitos ................................................ 73 
FIGURA 24 - Mapa Hiperbólico - Parte 2 do sistema de conceitos ................................................ 74 
QUADRO 1 - Comparativo entre as teorias e metodologias para a representação.......................... 29 
QUADRO 2 - Comparação entre tesauro, mapa conceitual e mapa de tópicos ............................... 38 
 
QUADRO 3 - Comparativo das características dos tesauros pesquisados....................................... 50 
QUADRO 4 - Sistema de conceitos formado a partir do descritor documentação .......................... 55 
QUADRO 5 - Critério para avaliação de parâmetros de representação conceitual ......................... 56 
QUADRO 6 - Notas dos parâmetros de representação conceitual observados................................ 57 
QUADRO 7 - Valores dos parâmetros de navegação observados ................................................... 58 
QUADRO 8 - Notas dos parâmetros de representação conceitual observados................................ 61 
QUADRO 9 - Valores dos parâmetros de navegação observados ................................................... 63 
QUADRO 10 - Notas dos parâmetros de representação conceitual observados.............................. 66 
QUADRO 11 - Valores dos parâmetros de navegação observados ................................................. 67 
QUADRO 12 - Notas dos parâmetros de representação conceitual observados.............................. 71 
QUADRO 13 - Valores dos parâmetros de navegação observados ................................................. 72 
QUADRO 14 - Notas dos parâmetros de representação conceitual observados.............................. 75 
QUADRO 15 - Valores dos parâmetros de navegação observados ................................................. 76 
QUADRO 16 -Comparativo das interfaces hipertextuais estudadas............................................... 78 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................... 11 
1.1 Objetivos .................................................................................................. 15 
1.1.1 Objetivo geral ........................................................................................... 15 
1.1.2 Objetivos específicos ................................................................................ 15 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................. 16 
2.1 Teorias para a representação do conhecimento .......................................... 16 
2.1.1 Teoria da classificação facetada ................................................................ 17 
2.1.2 Teoria do conceito .................................................................................... 20 
2.2 Metodologias para a representação do conhecimento ................................ 22 
2.2.1 ISO 704 – Terminologia ........................................................................... 23 
2.2.2 ISO 2788 - Tesauro................................................................................... 26 
2.3 Quadro comparativo ................................................................................. 28 
2.4 Interfaces hipertextuais ............................................................................. 29 
2.4.1 Diagramas hierárquicos............................................................................. 30 
2.4.2 Mapas conceituais..................................................................................... 33 
2.4.3 Mapas hiperbólicos ................................................................................... 35 
2.5 Estudos preliminares................................................................................. 36 
3 METODOLOGIA....................................................................................... 43 
3.1 Objeto de estudo ....................................................................................... 44 
3.2 Instrumento de análise .............................................................................. 46 
3.2.1 Parâmetros para a representação conceitual............................................... 46 
3.2.2 Parâmetros para navegação ....................................................................... 47 
3.3 Coleta dos dados....................................................................................... 48 
3.3.1 Extração do sistema de conceitos .............................................................. 49 
3.3.2 Definição da pontuação............................................................................. 56 
4 ANÁLISE DOS DADOS............................................................................. 59 
4.1 Diagrama hierárquico................................................................................ 59 
4.1.1 Diagrama hierárquico outline original ....................................................... 60 
4.1.1.1 Análise da Representação Conceitual..................................................... 60 
4.1.1.2 Análise da navegação ............................................................................ 62 
4.1.2 Diagrama hierárquico modificado ............................................................. 64 
4.1.2.1 Análise da Representação Conceitual..................................................... 65 
4.1.2.2 Análise da navegação ............................................................................ 67 
 
4.2 Mapas conceituais..................................................................................... 68 
4.2.1 Análise da representação conceitual .......................................................... 70 
4.2.2 Análise da navegação................................................................................ 72 
4.3 Mapas hiperbólicos ................................................................................... 73 
4.3.1 Análise da representação conceitual .......................................................... 74 
4.3.2 Análise da navegação................................................................................ 76 
4.4 Comparativo das interfaces ....................................................................... 77 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................... 80 
 REFERÊNCIAS............................................................................................. 82 
 ANEXOS......................................................................................................... 88 
11
1 - INTRODUÇÃO 
Hoje, a quantidade de informação cresce em velocidade exponencial: 
Com o desenvolvimento da tecnologia de informação, pesquisadores da U-
niversidade de Berkeley estimam que todo ano é gerado em torno de um e-
xabyte (um milhão de terabytes) de informação. Grande parte dessa infor-
mação já é gerada ou está disponível em meio digital. Mais informação foi 
gerada nos últimos três anos que em toda a história passada da humanidade. 
(KEIM, 2002, p.1) 
 
Por outro lado, armazenar e disponibilizar o acesso à informação já não é mais um 
problema. Em trinta anos, os meios de transmissão e armazenamento de informação aumenta-
ram sua capacidade enormemente, passando de milhares para bilhões de bytes (LECOADIC, 
1996). 
Entretanto, conseguir a informação necessária de um modo rápido, eficiente e preciso 
é um problema que se agrava. Dentro da área de recuperação da informação, existem duas 
técnicas que se destacam para auxiliar este problema: a busca por palavras-chave e a navega-
ção. A técnica de busca por palavra-chave, apesar de ser considerada uma das principais, a-
presenta algumas deficiências. As palavras utilizadas pelo usuário na consulta podem ser dife-
rentes das palavras utilizadas nos documentos. Ou seja, segundo Wives (2000), a linguagem 
natural permite que as pessoas descrevam o mesmo objeto de modos diferentes. Além disso, o 
usuário pode não ter o domínio da área de conhecimento em questão, usando palavras que não 
são os termos técnicos utilizados para representar aquilo que ele quer encontrar. 
Um problema apresentado por Hearst (1999) é que o usuário pode nem saber como 
descrever sua necessidade de informação. Ou seja, quando o usuário não tem conhecimento 
algum sobre aquilo que deseja saber, como irá realizar a consulta com as palavras que repre-
sentam aquilo que ele procura saber? Outro problema é que, neste processo, o usuário na ver-
dade não recupera as informações que lhe são necessárias e sim documentos que podem con-
ter estas informações. De qualquer forma, ele terá o trabalho de ler ou vasculhar dentro destes 
documentos a fim de encontrar as informações que lhe são importantes. 
A organização do conhecimento, apresenta técnicas que devem ser realizadas previa-
mente à busca da informação em um sistema de recuperação de informação (SRI). A organi-
zação do conhecimento disponibiliza técnicas para elaboração de repositórios de informação 
estruturados. Como o próprio significado de organização sugere, as técnicas desta área forne-
12 
cem subsídios para evitar a criação de sistemas de conceitos confusos, onde os usuários gas-
tam muito tempo navegando sem entender ou encontrar o que eles precisam (BOLACHA, 
1993). Deste modo, a organização do conhecimento pode tornar a navegação uma alternativa 
eficiente à busca por palavra-chave desde que seja preparada antes pelos seus princípios. A 
navegação é considerada por Godin (1998) como um dos principais métodos para encontrar 
documentos em um computador. O usuário navega de um conceito para outro, ou para um 
subconceito através de uma estrutura hipertextual. Para cada conceito pode-se ter uma lista de 
documentos relacionados. A navegação é um método mais adequado para aquele usuárioque 
não sabe precisamente o que quer ou como conseguir a informação desejada. A partir de con-
ceitos mais genéricos, o usuário pode encontrar conceitos mais específicos que correspondam 
ao que ele estava procurando. É uma exploração numa estrutura que pode ter várias topologi-
as, como a de uma árvore ou de um grafo. Uma representação visual pode comunicar alguns 
tipos de informação de modo muito mais rápido e efetivo do que qualquer outro método 
(HEARST, 1999). Para Feng e Hoppenbrouwers (2001), a navegação permite o usuário nave-
gar entre termos correlatos, descobrindo algo novo ou interessante, revelando termos que o 
usuário pode ter interesse em saber, mas por não conhecer a área, não tinha o conhecimento 
da sua existência. 
Entretanto, para ter uma navegação eficiente é necessária uma interface amigável, uma 
superfície de contato com a informação fazendo a intermediação entre o usuário e o sistema 
de conceitos que está sendo explorado. Segundo Dias (1999), a interface amigável foi um dos 
motivos que contribuiu para a explosão da Internet. A interface, um recurso computacional e 
de mídia, viabiliza para o usuário a possibilidade de representar aquilo que existe, no primeiro 
momento, apenas em sua mente. Muitas vezes, as relações entre esses nós, unidades de infor-
mação são complexas, intricadas e não-lineares. Portanto, a interface é um meio para a visua-
lização e a representação dessas redes. A interface, a posteriori, auxilia o usuário a navegar 
em um sistema de conceitos conforme regras de organização do conhecimento previamente 
estabelecidas. Permite o usuário seguir as ligações entres estes conceitos, descobrindo novos 
conceitos e possibilitando o acesso a conteúdos relacionados com estes conceitos. Além disso, 
segundo Lima (2004), a navegação é um modo amigável de interação, onde o usuário é parte 
ativa do processo, sendo que ele realiza uma tomada de decisão a cada caminho escolhido. 
Com o desenvolvimento da tecnologia da informação nessas últimas décadas, tem sur-
gido, cada vez mais, novas interfaces para a navegação em repositórios de informação. Se-
gundo Lévy (1993), a interface hipertextual pode ser considerada uma “tecnologia da inteli-
gência” que permite a disposição do conhecimento em um formato mais próximo daquele que 
13 
temos em nossa mente, o que pode causar efeitos tanto no ato de escrita quanto no ato de lei-
tura. Estes novos tipos de interface para a navegação pela informação também realizam a re-
presentação do conhecimento. O sistema de conceitos, com suas relações e elementos repre-
sentados de forma gráfica, ajuda a apreensão e compreensão pelo usuário da informação da-
quele sistema de conceitos que está sendo navegado. Ou seja, a forma com que o conhecimen-
to é representado nestas interfaces é um dos fatores determinantes na aprendizagem do mes-
mo. Estruturas como as hierarquias ou redes tendem a facilitar o processo de absorção do co-
nhecimento (HORTON, 1990 apud CARVALHO, 2000). 
Estas interfaces têm novos recursos gráficos e de navegação capazes de lidar com este 
volume crescente de informação cada vez mais complexo e emaranhado. Dessa forma, surgiu 
um problema ainda não esgotado na literatura: como essas interfaces realizam a representação 
e a recuperação da informação? Ao desenvolver um sistema de informação, pergunta-se: qual 
dessas interfaces seria mais adequada? Quais critérios devem ser levados em consideração na 
escolha de uma ou de outra interface na implementação de um sistema de informação? Quais 
as vantagens e desvantagens de cada interface para a representação do conhecimento? E para 
a recuperação da informação? Uma interface com uma maior capacidade de representação do 
conhecimento facilita ou compromete a recuperação da informação? 
Este trabalho tomou como objeto de estudo interfaces hipertextuais voltadas para a re-
presentação e recuperação da informação, analisando-as. Existem várias interfaces para esse 
fim, tais como os diagramas E-R, diagramas UML, fluxogramas, mapas mentais etc., mas, 
aqui, optamos por analisar as interfaces diagramas hierárquicos, mapas conceituais e mapas 
hiperbólicos por motivos específicos a cada um deles. Os diagramas hierárquicos por serem 
uma das formas mais tradicionais de organização, os mapas conceituais por surgiram no am-
biente do ensino e por se destacarem pela capacidade de representar conceitos e suas relações, 
e os mapas hiperbólicos, por terem uma interface inovadora, dinâmica e intuitiva desenvolvi-
da para trabalhar com grandes sistemas de conceitos. 
A presente pesquisa se propôs a analisar aspectos envolvidos na utilização destas inter-
faces, como a capacidade de representar as relações entre os conceitos através dos seus recur-
sos gráficos. Além disso, também foram observados os aspectos de navegação utilizados nes-
sas interfaces. Este estudo ser útil para os arquitetos de sistemas de informação que precisam 
promover a gestão e organização de grandes sistemas de conceitos, tais como tesauros e bibli-
otecas digitais, pois, assim, eles podem vislumbrar mais precisamente as vantagens e desvan-
tagens de se utilizar uma determinada interface em uma dada aplicação. Pode ser útil para os 
próprios designers dessas interfaces, no desenvolvimento de novas interfaces híbridas. Os 
14 
usuários dos sistemas de informação também poderão ser beneficiados, pois se um sistema de 
informação tiver uma interface mais adequada, ficarão facilitadas as tarefas de organização do 
conhecimento. Estes aspectos influenciam, ainda, diretamente a recuperação da informação, 
mais especificamente na capacidade e velocidade de se lidar com um grande volume de in-
formação. 
Uma característica relevante deste estudo está em seu caráter inovador e interdiscipli-
nar. Muitos estudos sobre estas interfaces podem ser situados no contexto do desenvolvimen-
to de sistemas de informação, situados na área da Ciência da Computação que dificilmente as 
analisa à luz das teorias da Ciência da Informação. Dessa forma, este estudo interdisciplinar 
pode trazer benefícios às duas áreas. Outro fator relevante na elaboração do presente estudo é 
que ele apresenta as vantagens das novas formas de interface hipertextual frente às tradicio-
nais. Além disso, a pesquisa pode estimular o desenvolvimento de novas interfaces hipertex-
tuais que combinem as vantagens específicas de cada interface. 
Este trabalho está dividido em cinco partes, conforme segue: 
Na parte 1 está exposta a introdução com a contextualização, a justificativa, o proble-
ma, e os objetivos da pesquisa; na parte 2, está apresentado o referencial teórico, a partir de 
algumas teorias utilizadas na representação do conhecimento, bem como uma descrição das 
interfaces de navegação avaliadas aqui; na parte 3, descreve-se detalhadamente a metodologia 
utilizada na avaliação de recursos de cada interface com o levantamento dos parâmetros de 
comparação entre elas; na parte 4, a partir dos critérios de análise levantados, se apresentam 
os aplicativos realizados para testar cada interface, bem como a análise dos resultados desta 
avaliação; na parte 5, são feitas considerações finais, bem como sugestões para trabalhos futu-
ros. Este trabalho apresenta, ainda, anexos que complementam com informações necessárias 
ao entendimento do domínio representado nas interfaces analisadas. 
15 
1.1 - Objetivos 
1.1.1 - Objetivo geral 
 Analisar e comparar as interfaces hipertextuais de softwares para a construção de dia-
gramas hierárquicos, mapas conceituais e mapas hiperbólicos quanto a suas características e 
recursos que permitem a representação do conhecimento através de um sistema de conceitos. 
1.1.2 - Objetivos específicos 
• Estabelecer princípios que possam ser usados na análise de outras interfaces 
hipertextuais; 
• Avaliar os recursos e facilidades disponíveis em cada uma dessas interfaces pa-
ra a navegação hipertextual;• Avaliar os recursos das interfaces para a navegação em grandes redes de con-
ceitos. 
 
16 
2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
A fundamentação teórica deste trabalho apresenta quatro objetivos distintos. O primei-
ro é a apresentação de teorias tradicionais da área da Ciência da Informação para a realização 
da representação do conhecimento (CAMPOS, 2001): a teoria da classificação facetada e a 
teoria do conceito. O segundo objetivo é apresentar metodologias para a representação do 
conhecimento, que são a norma ISO 704 Terminology work - Principles and Methods que 
aborda a terminologia, seus princípios e diretrizes para sua realização; e a norma ISO 2788 - , 
que define uma metodologia para a elaboração de tesauros. O terceiro objetivo é fazer uma 
descrição das interfaces hipertextuais de navegação que serão avaliadas: os diagramas hierár-
quicos, os mapas conceituais e os mapas hiperbólicos. O quarto objetivo é fazer uma revisão 
de literatura apresentando alguns estudos similares a este trabalho. 
2.1 - Teorias para a representação do conhecimento 
Segundo Alvarenga (2003, p.4) a representação do conhecimento é: 
(...) um processo cognitivo. Destaca-se como uma instância do processo 
cognitivo humano aquela que culmina com a representação primária do co-
nhecimento, situando-se no âmbito do registro do pensamento em um su-
porte documental, incluindo as etapas de percepção, identificação, interpre-
tação, reflexão e codificação, etapas que são envolvidas no ato de se conhe-
cer um novo ser ou coisa, ou aprofundar-se no conhecimento de um ser ou 
uma coisa já conhecida, utilizando-se dos sentidos, da emoção, da razão e 
da linguagem. 
 
Segundo Davis (1993), a representação do conhecimento é um conceito que pode ser 
mais bem entendido através dos papéis que ele desempenha. A representação do conhecimen-
to desempenha cinco papéis principais, que, resumidamente, são: 
1. É um mecanismo usado para se raciocinar sobre o mundo ao invés de agir 
diretamente sobre ele. Atua como um substituto para aquilo que representa; 
2. É um conjunto de compromissos ontológicos, sendo uma aproximação 
imperfeita da realidade. O compromisso existe na seleção, na representação, 
enfocando uma parte do mundo em detrimento da outra; 
17 
3. Tem caráter cognitivo, em que a representação é motivada pelo entendi-
mento de como as pessoas formam a percepção do mundo a sua volta; 
4. É um meio de programação pragmaticamente eficiente. Representa as coi-
sas para que elas sejam computáveis; 
5. É um meio de expressão, uma linguagem, pela qual se podem comunicar 
as coisas do mundo. (DAVIS, 1993, p.1, tradução nossa). 
 
A representação do conhecimento tem dois níveis: o primário e o secundário (ALVA-
RENGA, 2003). O primeiro nível é de natureza ontológica, materializando o conhecimento 
sobre as coisas (a ontologia é ciência que trata da natureza do ser), ou seja, é a representação 
das coisas e seres existentes. O segundo nível é de natureza epistemológica (ciência que estu-
da o conhecimento), a representação do acervo, por exemplo, onde é realizada uma represen-
tação dos documentos sobre as coisas e seres, constituindo assim uma representação da repre-
sentação. 
A representação do conhecimento pode ser realizada através representação dos concei-
tos e suas relações dentro de cada área do conhecimento. Para desempenhar este objetivo es-
pecífico de representar os conceitos e suas relações, existem, na área de Ciência da Informa-
ção, várias teorias, mas vamos destacar a teoria da classificação facetada — criada para reali-
zar a organização de acervos em bibliotecas — fornece uma base para estruturação dos con-
ceitos; e a teoria do conceito, que permite a sistematização dos conceitos com diretrizes para a 
elaboração dos conceitos (CAMPOS, 2001). 
2.1.1 - Teoria da classificação facetada 
Segundo Campos (2001 b), a teoria da classificação facetada, criada por Shiyali Ra-
mamrita Ranganathan, teve seu inicio em 1933 com o lançamento do sistema de classificação 
de dois pontos (Colon Classification), criado para ser utilizado na Biblioteca da Universidade 
de Madras na Índia, foi elaborado para realizar a organização de acervos em bibliotecas, e se 
destacou como uma alternativa frente as técnicas de organização tradicionais, tais como a 
Classificação Decimal de Dewey (CDD) — desenvolvido por Melvil Dewey (1851–1931) em 
1876 — e a Classificação Decimal Universal (CDU), criada pelos bibliotecários belgas Paul 
Otlet e Henri la Fontaine em 1905, e que foi baseada na CDD. O sistema de classificação de 
dois Pontos (Colon Classification) é considerado o primeiro esquema facetado e sua caracte-
18 
rística principal está na forma da análise de assuntos na categorização, cujo esquema está ba-
seado na estrutura do conhecimento. Segundo Schreiner (1976, p.7): Este sistema de classifi-
cação é: 
(...) baseado no princípio analítico-sintético, em oposição ao princípio hie-
rárquico-enumerativo, analisando o assunto em seus elementos constituintes 
fundamentais, formais e materiais, que são os únicos representados nas tabe-
las, e prevendo a síntese destes elementos, através de símbolos de conexão e 
relação apropriados, de acordo com o conteúdo dos documentos a serem 
classificados. 
 
Nas contribuições de Ranganathan, o livro Prolegomena to Library Classification pu-
blicado em 1937 e o livro Elements of Library Classification em 1945, a teoria de classifica-
ção facetada se tornou mais consistente. Assim, para um entendimento inicial da teoria da 
classificação facetada, apresentamos os conceitos definidos por esta teoria que foram sinteti-
zados por Lima (2004, p.81): 
Classe (...) é um conjunto de coisas ou idéias que possuem vários atributos, 
predicados ou qualidades comuns; 
Categorias (...) são as maiores classes de fenômenos, as classes mais gerais 
que podem ser formadas e que podem ser empregadas para reunir outros 
conceitos; 
Característica é a qualidade ou atributo escolhido para servir de base à clas-
sificação, sendo que, a partir dela, geralmente, formam-se renques e cadeias; 
Cadeias são séries de classes, geradas por subdivisões sucessivas, que se 
movem de forma descendente, de um assunto geral para um assunto especí-
fico, formando as relações hierárquicas dos assuntos. Como exemplo cita-
mos a aeronave e o avião; 
Renques são classes formadas a partir de uma única característica de divi-
são, e que formam uma divisão em fileira de assuntos correlatos. Como e-
xemplo, citamos o avião e o ultraleve; 
Termos são as representações verbais dos conceitos em uma linguagem na-
tural; 
Conceito é qualquer unidade de pensamento de qualquer nível de complexi-
dade. 
 
A teoria de classificação de Ranganathan introduziu o conceito de faceta, que é um 
dos seus principais diferenciais. A faceta é "um termo genérico usado para denotar algum 
componente - pode ser um assunto básico ou um isolado - de um assunto composto, tendo, 
ainda, a função de formar renques, termos e números.” (RANGANATHAN, 1967, p. 88 apud 
19 
CAMPOS, 2001). A faceta também pode ser entendida como “a totalidade das subdivisões 
resultantes da aplicação de uma única característica” (PIEDADE, 1977, p. 22). 
A teoria de classificação facetada permite para o mesmo objeto múltiplas classifica-
ções que podem ser ordenadas de várias maneiras. Nos sistemas tradicionais de classificação, 
hierárquicos e monolíticos, apenas uma categoria podia ser utilizada por vez como caracterís-
tica de classificação. No sistema proposto por Ranganathan, as categorias que podem ser 
combinadas no ato da classificação. Abaixo segue um exemplo. 
Assim, se for tomado como exemplo um conjunto de cadeiras, pode-se pen-
sar em agrupá-las de diferentes formas. Usando a categoria quantidade, seri-
am separadas as grandes das médias e das pequenas. Usando a categoria qua-
lidade, pensada aqui como a cor, separar-se-iam as brancas das azuis e ver-
des. Ou, ainda, usando a categoriasofrimento de ação, separar-se-iam as 
produzidas manualmente das produzidas industrialmente. Num sistema hie-
rárquico, contudo, não podem ser utilizados esses três princípios ao mesmo 
tempo, mas apenas um. Se for escolhida a categoria quantidade, então se te-
rá, para o gênero cadeira, espécies grandes, médias e pequenas. Em cada es-
pécie haverá cadeiras de diferentes cores. Se for a intenção, agora, separar 
por cores, terá de ser aplicado um novo princípio de classificação dentro das 
espécies já formadas, que agora se convertem em gêneros. Haverá, assim, 
cadeiras pequenas brancas, pequenas azuis e pequenas verdes; médias bran-
cas, médias azuis e médias verdes; grandes brancas, grandes azuis e grandes 
verdes. Ou seja, a categoria qualidade, definida neste exemplo como relativa 
à cor, fica aqui dispersa em relação ao gênero geral “cadeira”. Caso se queira 
ter todas as brancas juntas e separadas das verdes e das azuis, deve-se aban-
donar o primeiro princípio classificatório e substituí-lo por outro. Não se po-
de, dessa forma, dividir as cadeiras entre as brancas, as azuis e as pequenas. 
Aqui há um erro lógico de classificação, a aplicação de diferentes critérios 
classificatórios, gerando conceitos de natureza diferente que convivem na 
mesma operação classificatória. A categoria “pequena” não compartilha com 
as demais a característica que define a classe (ARAÚJO, 2006, p.126). 
 
As categorias fundamentais universais propostas pela teoria da classificação facetada 
são: (a) Tempo, (b) Espaço, (c) Energia, (d) Matéria e (e) Personalidade (PMEST), segun-
do as quais os renques e cadeias irão se formar para qualquer área do conhecimento. Segundo 
Campos (2001, p.59): 
 A categoria Tempo é definida com seu significado usual, exemplificando-a 
com algumas idéias isoladas de tempo comum, a saber: milênios, séculos, 
décadas, anos e assim por diante. Ele prevê manifestações de isolados de 
tempo de outro tipo, tais como: dia e noite, estações do ano, tempo com qua-
lidade meteorológica. 
A categoria Espaço é também definida com seu significado usual, apresen-
tando como suas manifestações a superficie da Terra, seu espaço interior e 
exterior, como por exemplo, continentes, países, estados, idéias isoladas fisi-
ográfias etc. 
20 
A categoria Energia é de entedimento um pouco mais difícil. Ela pode ser 
entendida como uma ação de uma espécie ou outra, ocorrendo entre toda es-
pécie de entidades inanimadas, animadas, conceituais e até intuitivas, como, 
por exemplo, através das seguintes facetas: problema, método, processo, o-
peração, técnica. 
A categoria Matéria pode ser encarada como a manifestação de materiais 
em geral, como sua propriedade, e também como o constituinte material de 
todas as espécies. 
A categoria Personalidade é considerada por Ranganathan como indefiní-
vel. Explica que, se uma certa manifestação for facilmente determinada co-
mo não sendo espaço, energia ou matéria, ela é vista como uma manifesta-
ção da categoria fundamental Personalidade. Considera que este tipo de i-
dentificação da categoria Personalidade é o que denomina de método de re-
síduos. 
2.1.2 - Teoria do conceito 
A teoria do conceito foi criada por Dalhberg em 1978 para fins de representação e re-
cuperação da informação. Fornece subsídios para a elaboração de tesauro, com o estabeleci-
mento das relações entre os conceitos. 
A seguir, descreve-se a definição do que é conceito e suas relações apresentados pela 
teoria do conceito. O conceito é visto como a compilação de características sempre verdadei-
ras sobre determinado objeto fixado por um símbolo lingüístico. O símbolo de representação 
pode ser verbal — formado por palavras, ou não-verbal — formado de sinais ou conjunto de 
sinais cujo significado possa ser transmitido e entendido. O conceito é definido também como 
uma unidade do conhecimento, ou seja, é um entendimento sobre algo que pode ser observá-
vel (CAMPOS, 2001, p.93). 
Segundo a própria Dalhberg, o conceito pode ser visto como: 
(...) uma tríade formada por (A) um referente (qualquer objeto material ou 
imaterial, atividade, propriedade, dimensão, tópico, fato, etc.), (B) as carac-
terísticas, predicações verdadeiras e essenciais sobre um referente que esta-
belecem as características sobre o referente e (C) a forma verbal, externa e 
comunicável do referente e suas características (DALHBERG, 1978, p.2). 
Estes elementos que formam o conceito e suas relações são expressos no triângulo do 
conceito reproduzido na Fig. 1 a seguir. 
 
21 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 1 - Triângulo do conceito 
 Fonte: DAHLBERG, 1978, p.2. 
Como exemplo do triângulo do conceito, podemos usar o conceito "mapa" (Fig. 2): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 FIGURA 2 - Exemplo do triângulo do conceito 
 Fonte: MICHAELIS, 1998. 
 
É importante ressaltar que o conceito é formado por todos os elementos do triângulo e 
não apenas por uma de suas arestas, ou seja, é abrangente. Existe também uma diferenciação 
entre conceito geral e conceito individual. Os conceitos gerais são objetos que transcendem o 
tempo e espaço e definem tipos de conceitos individuais. Exemplos: mesa, universidade, car-
ro. Os conceitos individuais são aqueles objetos que são pensados como únicos, distintos dos 
demais, e são diretamente afetados pelo tempo e espaço. Exemplos: a mesa da minha sala de 
jantar, a instituição universitária UFMG, meu carro. 
A característica é um atributo dos conceitos. Uma característica, na verdade, pode ser 
uma hierarquia de características. Assim, uma característica pode ser decomposta até se che-
gar a uma característica fundamental, que é a categoria. Dessa forma, encontramos a definição 
para categoria, que é a característica mais geral que pode ser atribuída a um objeto. 
Referente 
Características Forma verbal 
Representação plana e reduzida de um 
setor da superfície terrestre 
Características Mapa 
Lista, catálogo, relação, quadro 
sinóptico 
22 
A relação hierárquica acontece quando temos dois conceitos que têm características 
idênticas e um deles possui uma única característica a mais; dizemos então que eles têm uma 
relação de gênero e espécie. O conceito ‘espécie’ é então subordinado ao conceito ‘gênero’, 
superior, mais genérico, enquanto o primeiro é mais especifico. Por exemplo, podemos citar a 
relação entre os conceitos veículo e carro, onde o carro é uma especialização do conceito veí-
culo. 
A relação partitiva é similar à relação hierárquica, mas possui outra natureza. Na rela-
ção entre ‘todo’ e ‘parte’, o conceito superior é constituído pelos conceitos inferiores. Como 
exemplo pode-se citar a árvore (o todo) e a folha, o caule, o tronco, a raiz (partes) (CAMPOS, 
2001, p.98). 
A relação de equivalência e oposição é aquela empregada nos tradicionais tesauros. 
São os sinônimos e antônimos, respectivamente. Um exemplo é a relação entre os conceitos 
carro e automóvel. 
A relação funcional é aquela relação que representa processos que acontecem entre 
outros conceitos. Elas podem acontecer entre conceitos de diferentes categorias (CAMPOS, 
2001). Podemos citar como exemplo da relação funcional a relação entre o conceito carro e 
rodovia ou aluno e universidade. Há uma relação de processo entre estes conceitos. 
Neste capitulo apresentamos teorias para representação do conhecimento que foram a 
teoria da classificação facetada e a teoria do conceito. No próximo capítulo apresentamos me-
todologias para a representação do conhecimento, que são a norma ISO 704 - Terminology 
work.Principles and Methods - que aborda a terminologia, seus princípios e diretrizes para sua 
realização e a norma ISO 2788, que define uma metodologia para a elaboração de tesauros, 
com o intuito de fazer um paralelo entre a teoria e a prática da representação do conhecimen-
to. 
 
2.2 - Metodologias para a representação do conhecimento 
A seguir serão apresentadas metodologias para a construção de instrumentos

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