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PARASITOLOGIA
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul do 
Estado do Espírito Santo, com unidades presenciais 
em Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, 
Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória, 
e com a Educação a Distância presente 
em todo estado do Espírito Santo, e com 
polos distribuídos por todo o país. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro 
áreas do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando 
pela qualidade de seu ensino e pela 
formação de profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto grupo de 
Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 
instituições avaliadas no Brasil, apenas 
15% conquistaram notas 4 e 5, que são 
consideradas conceitos de excelência em 
ensino. Estes resultados acadêmicos 
colocam todas as unidades da Multivix 
entre as melhores do Estado do Espírito 
Santo e entre as 50 melhores do país.
 MISSÃO
Formar profissionais com consciência cidadã para o 
mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança 
e modernidade, visando à satisfação dos clientes e 
colaboradores.
 VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconhecida 
nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I TO R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
2
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
3
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
Kamila Tessarolo Velame e Sérgio Rodriguez Málaga
Parasitologia / VELAME, KAMILA T. - Multivix, 2022
Catalogação: Biblioteca Central Multivix 
 2022 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. 
4
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE QUADROS
UNIDADE 1
 Quadro 1 – Ciclo biológico da Leishmania no hospedeiro vertebrado e 
invertebrado 18
UNIDADE 2
 Quadro 1 – Classificação taxonômica dos protozoários de interesse 
médico 34
 Quadro 2 – Classificação taxonômica dos principais helmintos que 
infectam o ser humano 42
 Quadro 3 – Classificação taxonômica dos principais artrópodes de 
importância medica 43
UNIDADE 3
 Quadro 1 – Cinética das imunoglobulinas para diagnóstico da 
toxoplasmose gestacional e da toxoplasmose congênita 53
UNIDADE 6
 Tabela 1 – Características morfológicas de parasitos do gênero 
Taenia sp. 100
5
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
LISTA DE FIGURAS
UNIDADE 1
 Figura 1 – Células de parasitas 13
 Figura 2 – Insetos hematófagos 15
 Figura 3 – Ciclo evolutivo 16
 Figura 4 – Os parasitas podem estar alojados em alimentos e água 17
 Figura 5 – Dor no pulso 19
 Figura 6 – O meio e a patogenicidade 21
 Figura 7 – Agentes patogênicos 22
 Figura 8 – Fonte de infecção: ser humano 23
 Figura 9 – Células de defesa 24
 Figura 10 – Contaminação 25
UNIDADE 2
 Figura 1 – Reprodução dos protozoário 30
 Figura 2 – Classificação morfológica dos protozoários: 
(A) Sarcodíneos; (B) Mastigóforos; (C) Cilióforos; (D) Esporozoários 31
 Figura 3 – Infecção por protozoários extracelulares e intracelulares: 
(A) Trofozoítos de Giardia duodenalis aderidos na mucosa do 
intestino delgado; (B) Taquizoítos de Toxoplasma gondii se 
reproduzindo no interior de uma célula do cérebro de camundongo 35
 Figura 4 – Classificação morfológica dos helmintos: (A) corpo cilíndrico 
de um nematódeo de vida livre; (B) Formato de folha de um 
platelminto trematódeo (Fasciola hepatica); (C) corpo segmentado 
de um platelminto cestoide (Echinococcus granulosus) 39
 Figura 5 – Características dos artrópodes de importância médica: 
(A) Classe Insecta (Anopheles sp.); (B) Classe Arachnida (Sarcoptes 
scabiei). 41
 Figura 6 – Estágios de desenvolvimento de insetos holometábolos 
(Aedes albopictus) e hemimetábolos 41
6
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
UNIDADE 3
 Figura 1 – Método parasitológico 47
 Figura 2 – Algoritmo de decisão após realização da gota espessa 48
 Figura 3 – Método molecular 49
 Figura 4 – Método imunológico 51
 Figura 5 – Escabiose – Doenças causada por artrópode 54
 Figura 6 – Larva Migrans cutânea 56
 Figura 7 – Aspecto do nariz de uma pessoa com miíase nasal 57
 Figura 8 – Lesão cística (cisticercose) em região da coluna cervical 58
 Figura 9 – Imunodiagnóstico 59
UNIDADE 4
 Figura 1 – Antiparasitários derivados do 2-nitroimidazol 63
 Figura 2 – Estrutura dos derivados de quinina utilizados 
para tratamento da malária 65
 Figura 3 – Mecanismos de ação dos anti-hemínticos mais utilizados 66
 Figura 4 – Mecanismos de resistência de artrópodes aos inseticidas 68
 Figura 5 – Medidas de prevenção da toxoplasmose na gravidez 72
 Figura 6 – Medidas de proteção e controle integrado da malária 73
UNIDADE 5
 Figura 1 – Doenças causadas por protozoários 81
 Figura 2 – Fase crônica: cardiomegalia 82
 Figura 3 – Pele ferida: leishmaniose cutânea 85
 Figura 4 – Mosquito transmissor de malária 86
 Figura 5 – Transmissão da Doença de Chagas 87
 Figura 6 – Hospedeiro definitivo Toxoplasmose: os gatos 88
 Figura 7 – Mapa da África com ícones 89
 Figura 8 – Febre intermitente 91
 Figura 9 – Sonolência 92
 Figura 10 – Ciclo Plasmodium sp. 93
7
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
UNIDADE 6
 Figura 1 – Estágios diagnósticos dos geo-helmintos. A) ovo de Ascaris 
lumbricoides; B) ovo de Trichuris trichiura; C) ovo de 
ancilostomídeos; e D) larva rabditoide de Strongyloides stercoralis 98
 Figura 2 – A) obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides; 
B) prolapso retal causado por Trichuris trichiura 101
 Figura 3 – A) granuloma hepático causado pelo ovo (seta); 
Esquistossomose crônica (“barriga d’agua”) 102
 Figura 4 – A) Culex quinquefasciatus; B) Simulium sp. 105
 Figura 5 – A) Pediculus humanus; B) Pthirus pubis; 
C) Sarcoptes scabiei; e D) Demodex brevis 108
 Figura 6 – A) Sarcoptes scabiei na pele; B) Escabiose humana 
na palma da mão 109
 Figura 7 – A) Pulex irritans; B) Lesão causada por Tunga penetrans 110
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 10
1 RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO 12
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 12
1.1 CICLOS DE VIDA DOS PARASITAS 12
1.2 ASPECTOS PATOLÓGICOS 19
2 PRINCIPAIS PARASITOS: PROTOZOÁRIOS, HELMINTOS 
E ARTRÓPODES 28
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 28
2.1 CONCEITOS BÁSICOS RELACIONADOS AOS PROTOZOÁRIOS 28
2.2 CONCEITOS BÁSICOS RELACIONADOS AOS HELMINTOS E AOS 
ARTRÓPODES 36
3 DIAGNÓSTICOS DAS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS, 
HELMINTOS E ARTRÓPODES 46
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 46
3.1 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DAS DOENÇAS CAUSADAS POR 
PROTOZOÁRIOS 47
3.2 DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS E 
ARTRÓPODES 54
4 TRATAMENTO E PROFILAXIA DOS PARASITOS CAUSADORES DE 
DOENÇAS NO HOMEM 62
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 62
4.1 TRATAMENTO DOS PARASITOS 62
4.2 CONTROLE INTEGRADO DOS PARASITOS 71
5 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS NO BRASIL 
E EM OUTROS PAÍSES 80
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 80
5.1 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS NO BRASIL 81
5.2 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS EM OUTROS PAÍSES 89
6 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS E ARTRÓPODES 
NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES 96
INTRODUÇÃO DA UNIDADE 96
6.1 DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS NO BRASIL E EM 
OUTROS PAÍSES 96
6.2 DOENÇASPARASITOLÓGICOS
As doenças causadas por helmintos que estudaremos ao longo desta dis-
ciplina de Parasitologia são: parasitoses intestinais (Enterobiose, Ascaridíase, 
Tricuríase, Ancilostomosse e Teníase), parasitoses linfáticas e teciduais (Fila-
rioses, Esquistossomose e Cisticercose) e parasitoses acidentais e emergen-
tes (Larva Migrans cutânea e visceral). Já as doenças causadas por artrópodes 
são: pediculose (piolhos), escabiose (sarna) e miíase (causada por moscas) 
(REY, 2009). 
FIGURA 5 – ESCABIOSE – DOENÇAS CAUSADA POR ARTRÓPODE
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de duas mãos com sintomas característicos 
da Escabiose, que é uma doença causada por artrópode (ácaro). Os sintomas são: 
vermelhidão, bolhas, erupções cutâneas, dentre outros.
55
PARASITOLOGIA
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Estudaremos agora como é realizado o diagnóstico dessas doenças, a come-
çar pelo diagnóstico parasitológico dos Helmintos (REY, 2009).
a. Diagnóstico parasitológico das parasitoses intestinais: 
• Diagnóstico da Enterobiose: Pode ser feito pelo Método de Graham, pelo 
método da fita adesiva ou pelo método da fita gomada. Esses testes permitem 
a pesquisa de ovos do parasito ou das fêmeas do parasito na região perianal.
• Diagnóstico da Ascaridíase e da Tricuríase são feitos por meio do exame 
parasitológico de fezes para pesquisa de ovos do parasito ao microscópio 
eletrônico, por meio do método Hofmann, Pons & Janer (HPJ) ou por meio 
do método da sedimentação espontânea.
• Diagnóstico da Ancilostomose: Por meio do método HPJ ou pelo método de 
Baermann-Moraes (este, específico para pesquisa de larvas do parasito).
• Diagnóstico da Teníase: Por meio do exame parasitológico de fezes para 
pesquisa de segmentos da tênia, que são chamados de proglotes, ou, 
pesquisa dos ovos do parasito no hospedeiro. Vale ressaltar que os segmentos 
da tênia não podem ter se rompido nas fezes que serão utilizadas para a 
realização dos testes, caso contrário, o resultado do teste será negativo. Por 
isso, recomenda-se o método da tamização para o diagnóstico de teníase.
Tamização: é um processo onde existe a lavagem do 
bolo fecal utilizando peneira. O objetivo é procurar 
os segmentos da tênia (proglotes). Este é o teste 
mais indicado para o diagnóstico da teníase.
b. Diagnóstico parasitológico das parasitoses linfáticas e teciduais:
• Diagnóstico da Filariose: Por meio da pesquisa de microfilárias no sangue 
periférico. Existem alguns testes parasitológicos possíveis de serem realizados, 
porém, a técnica disponível mais utilizada é o da gota espessa, como vismo 
também no diagnóstico de malária. 
• Diagnóstico da Esquistossomose: Por meio do exame parasitológico de 
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PARASITOLOGIA
fezes afim de pesquisar ovos do parasito. Utiliza-se a técnica HPJ ou a técnica 
da sedimentação por gravidade para a análise do material coletado (fezes).
• Diagnóstico da Cisticercose e da larva Migrans: não é parasitológico. Veremos 
nos próximos tópicos de forma mais aprofundada. 
FIGURA 6 – LARVA MIGRANS CUTÂNEA
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de um pé com sintomas característicos de 
Larva Migrans Cutânea, também conhecida como Bicho Geográfico. Na imagem temos 
um pé com linhas vermelhas e inchaço.
Estudaremos agora como é realizado o diagnóstico das doenças causadas 
por artrópodes:
• Diagnóstico da Escabiose: Por meio da análise das lesões causadas pelo 
agente etiológico e por meio de sua localização. O diagnóstico é visual e 
pode-se utilizar o microscópio eletrônico para análise.
• Diagnóstico da Pediculose e da Miíase: é clínico, por meio dos sinais e 
sintomas. 
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PARASITOLOGIA
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FIGURA 7 – ASPECTO DO NARIZ DE UMA PESSOA COM MIÍASE NASAL
Fonte: Manfrin (2007, p. 75).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de uma pessoa com o nariz acometido por 
miíase nasal. O diagnóstico da miíase, como visto, é clínico, ou seja, por meio dos sinais e 
sintomas. 
3.2.2 MÉTODOS MOLECULARES
Estudaremos agora como é realizado o diagnóstico molecular dessas doen-
ças, a começar pelo diagnóstico molecular dos Helmintos (FERREIRA, 2020).
a. Diagnóstico molecular das parasitoses intestinais: 
• Os diagnósticos de todas as parasitoses intestinais exploradas nesta unidade 
(Enterobiose, Ascaridíase, Tricuríase, Ancilostomose) são feitos através do 
exame parasitológico e dos achados clínicos (sinais e sintomas). Portanto, 
não existem teste moleculares que detectam tais doenças. 
• O diagnóstico da Teníase pode ser realizado por meio da PCR, principalmente 
para diferenciar o tipo de Tênia presente no organismo da pessoa acometida 
(NEVES, 2009). 
Filme sobre a Ancilostomose (o famoso Jeca Tatu, 
personagem de um livro do Monteiro Lobato). 
Vale a pena conferir, pois entenderão melhor a 
doença: https://www.youtube.com/watch?v=O07_
cmzLvok&t=3s&ab_channel=TelaNacional.
https://www.youtube.com/watch?v=O07_cmzLvok&t=3s&ab_channel=TelaNacional.
https://www.youtube.com/watch?v=O07_cmzLvok&t=3s&ab_channel=TelaNacional.
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PARASITOLOGIA
b. Diagnóstico molecular das parasitoses linfáticas e teciduais:
• O diagnóstico molecular não é utilizado para a detecção das parasitoses 
linfáticas e teciduais, sendo elas: Filariose, Esquistossomose, Cisticercose e 
Larva Migrans (parasitose acidental). 
• O diagnóstico da cisticercose, por exemplo, é feito por meio de exames de 
imagem, como a Tomografia Computadorizada (TC), que consegue apontar 
os cistos já calcificados e a Ressonância Magnética Nuclear (RMN), mais 
eficaz para apontar os cisticercos vivos (Figura 8).
FIGURA 8 – LESÃO CÍSTICA (CISTICERCOSE) EM REGIÃO DA COLUNA CERVICAL
Fonte: Yamashita et al. (2003, p. 257).
#ParaTodosVeram: a imagem representa um corte tomográfico da coluna cervical 
mostrando uma lesão causada por uma cisticercose. A lesão é arredondada.
Estudaremos agora como é realizado o diagnóstico molecular das doenças 
causadas por artrópodes.
• O diagnóstico da Escabiose, da Pediculose e da Míiase é feito por meio dos 
achados clínicos (sinais e sintomas). Não existem testes moleculares para a 
identificação delas (COELHO; CARVALHO, 2005). 
3.2.4 MÉTODOS IMUNOLÓGICOS
Estudaremos agora como é realizado o diagnóstico imunológico das doen-
ças causadas pelos Helmintos (REY, 2009).
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PARASITOLOGIA
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FIGURA 9 – IMUNODIAGNÓSTICO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de um cientista fazendo um 
imunodiagnóstico, também conhecido como teste imunológico. O termo 
imunodiagnóstico é derivado da junção da palavra imune, oriundo do latim, com o termo 
diagnóstico, de origem grega, referentes ao aprendizado ou à precisão de componentes 
do sistema imunológico ou a eles associados.
a. Diagnóstico imunológico das parasitoses intestinais: 
• As parasitoses intestinais (Enterobiose, Ascaridíase, Tricuríase, Ancilostomose 
e Teníase não são diagnosticadas por meio de testes imunológicos, apenas 
parasitológicos. 
b. Diagnóstico molecular das parasitoses linfáticas e teciduais:
• O diagnóstico da Filariose não é feito por meio de testes imunológicos.
• Diagnóstico da Esquistossomose: Por meio dos testes imunológicos RIFI e 
ELISA. Os testes, neste caso, são realizados para detectar o anticorpo anti- 
Schistosoma mansoni no soro do paciente com suspeita da doença. As 
técnicas para a identificação de antígenos ou do DNA do parasito do material 
coletado (fezes) são realizadas por meio do ELISA e do PCR, respectivamente. 
• Diagnóstico da Cisticercose:Por meio do teste imunológico ELISA. Há 
pesquisa de antígenos ou anticorpos no líquido cefalorraquidiano (LCR) do 
paciente ou no soro. 
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PARASITOLOGIA
• Diagnóstico de Larva Migrans Ocular: A larva migrans pode acometer regiões 
específicas, como a região ocular. O diagnóstico da larva migrans ocular, 
doença importante para a Saúde Pública, pode ser realizada por meio do 
teste ELISA. O teste visa a identificação das larvas presentes no material 
coletado (fragmento de tecido ocular) ou a pesquisa de antígenos. Para a 
pesquisa de antígenos são utilizados os anticorpos anti-Toxocara ligado a 
enzimas (NEVES, 2009).
Larva Migrans Ocular (LMO)
o A LMO ocorre em pessoas que fazem a ingestão de um pequeno 
número dos ovos de Toxocara (agente etiológico da doença). Por ser 
um número pequeno, a resposta imunológica é quase inexistente, o 
que facilite a migração das larvas para o globo ocular.
Estudaremos agora como é realizado o diagnóstico imunológico das doen-
ças causadas por artrópodes.
• O diagnóstico da Escabiose, da Pediculose e da Míiase é feito por meio dos 
achados clínicos (sinais e sintomas). Não existem testes imunológicos para a 
identificação das mesmas.
CONCLUSÃO 
Caros(as) alunos(as), nesta unidade, pudemos conhecer um pouco sobre os 
diagnósticos das doenças causadas por protozoários, helmintos e artrópo-
des. Compreendemos as diferenças entre os diagnósticos parasitológicos, os 
diagnósticos moleculares e os diagnósticos imunológicos. 
Aprendemos sobre os métodos diagnósticos para a identificação das doen-
ças causadas por protozoários, sendo elas: Doença de Chagas, Leishmanioses 
cutâneas e viscerais, Malária, Toxoplasmose, parasitoses intestinais (Amebíase 
e Giardíase) e parasitose transmitida sexualmente (Tricomoníase); das doen-
ças causadas por helmintos, sendo elas: Enterobiose, Ascaridíase, Tricuríase, 
Ancilostomose, Teníase, Filariose, Esquistossomose, Cisticercose e Larva Mi-
grans; e, das doenças causadas por artrópodes, sendo elas: Escabiose, Pedi-
culose e Miíase.
UNIDADE 4
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
61
MULTIVIX EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
PARASITOLOGIA
> conhecer os principais 
antiparasitários utilizados 
para o controle destes 
patógenos, assim como seu 
mecanismo de ação.
> identificar os principais 
mecanismos de resistência, 
naturais ou adquiridos, 
apresentados pelos 
diferentes tipos de 
parasitos.
> compreender a 
importância das medidas 
profiláticas e as estratégias 
de controle integrado 
empregadas para a 
redução das parasitoses.
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PARASITOLOGIA
4 TRATAMENTO E PROFILAXIA 
DOS PARASITOS CAUSADORES DE 
DOENÇAS NO HOMEM
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
As parasitoses que afetam ao ser humano são um grave problema de saúde 
pública, tanto pelo número de pessoas que podem ser afetadas quanto pelos 
casos graves que algumas parasitoses podem causar. Desde o começo do sé-
culo XX foi iniciada a tarefa de encontrar medicamentos que fossem eficien-
tes no controle destas infecções. Desta forma, diversos derivados de produtos 
naturais foram testados até descobrirem os primeiros antiparasitários, muitos 
deles utilizados até os dias de hoje. Contudo, a utilização constante destes fár-
macos exerceu uma pressão seletiva sobre algumas espécies, principalmen-
te protozoários, permitindo o surgimento de isolados resistentes, forçando à 
procura de novas estratégias de controle. 
Com relação a estas últimas, as entidades de saúde nacionais e internacionais 
começaram a criar medidas profiláticas individuais e estratégias de controle 
integrado que se mostraram eficientes, auxiliando na diminuição do impacto 
das parasitoses. 
4.1 TRATAMENTO DOS PARASITOS
O conhecimento da biologia do parasito e a realização de um bom diagnósti-
co permitem que as infecções causadas por estes patógenos sejam tratadas 
adequadamente. 
4.1.1 ALVOS E MECANISMOS DE AÇÃO 
Em 1955, foi testado um extrato de Streptomyces sp. sobre um isolado de Tri-
chomonas vaginalis, protozoário da mucosa urogenital, com resultados pro-
missores, sendo o princípio ativo do extrato identificado como 2-nitroimidazol 
(azomicina).
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PARASITOLOGIA
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Os derivados nitroimidazólicos se diferenciam 
pela posição do grupo nitro adicionado ao 
imidazol. Assim, os derivados do 5-nitroimidazol 
são o metronidazol, timidazol (utilizados para 
tratamento de protozoários de mucosas) e o 
derivado do 2-nitroimidazol é o benznidazol 
(utilizado para tratamento de Trypanosoma cruzi).
Posteriormente, uma série de fármacos foi sintetizada a partir da sua estrutu-
ra. Estes componentes, apresentam atividade comprovada contra uma vários 
de protozoários anaeróbios, como T.vaginalis, Giardia duodenalis, Entamoe-
ba histolytica e Balantidium coli (MORETH et al., 2010).
O derivado mais importante é o metronidazol, sintetizado em 1957, ampla-
mente utilizado contra protozoários. Administrado por via oral, este fármaco é 
rapidamente absorvido e reduzido no fígado, transformando-o na sua forma 
ativa, apresentando uma atividade citotóxica de curta duração. Nos protozoá-
rios de mucosa, este medicamento se associa às moléculas de DNA, inibindo 
a síntese de ácido nucleico, levando à morte por apoptose. 
FIGURA 1 – ANTIPARASITÁRIOS DERIVADOS DO 2-NITROIMIDAZOL
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um esquema com os derivados nitroimidazólicos 
utilizados para tratamento de protozoários, incluindo Metronidazol, com atividade 
contra: Giardia duodenalis, Trichomonas vaginalis, Balantidium coli e Benznidazol; e 
Benznidazol, com atividade contra: Trypanosoma cruzi.
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PARASITOLOGIA
Outro derivado nitroimidazólico, o benznidazol, é o único medicamento uti-
lizado para o tratamento da doença de Chagas no Brasil. Este fármaco tem 
elevada atividade contra as formas sanguíneas de Trypanosoma cruzi. No 
citoplasma do parasito, o medicamento é reduzido, formando uma série de 
moléculas reativas que se associam ao DNA do parasito, causando a morte do 
patógeno (FERREIRA et al., 2019). 
Por outro lado, o tratamento dos protozoários do gênero Plasmodium sp., foi 
realizado primeiramente com quinina, derivada de uma planta encontrada 
na América do Sul (Cinchona officinalis). 
História da quinina: O pó derivado de uma árvore 
nativa, chamado quina-quina, foi “exportado” 
por jesuítas para Europa para o tratamento 
da malária. Anos depois, utilizando sementes 
contrabandeadas, uma empresa alemã purificou 
seu princípio ativo (quinina), se tornando a principal 
fornecedora do produto até começo do século XX.
Todos os fármacos derivados da quinina mostraram atividade antimalárica, 
incluindo a cloroquina, amodiaquina, mefloquina. Seu mecanismo é baseado 
na atividade do anel quinolínico, que inibe a polimerização do grupo HEME, 
liberado à medida que o parasito se desenvolve na hemácia. O acúmulo des-
te radical se torna tóxico, diminuindo rapidamente a carga parasitária (OLAF-
SON et al., 2015) (Figura 2). 
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FIGURA 2 – ESTRUTURA DOS DERIVADOS DE QUININA UTILIZADOS PARA TRATAMENTO 
DA MALÁRIA
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um esquema com as modificações do anel 
quinolínico na geração de antimaláricos, com a ilustração da Casca de Cinchona 
Officinalis, da fórmula da Quinina, com a indicação do Anel quinolínico; da Cloroquina; da 
Amodiaquina e da Mefloquina.
Com relação aos fármacos utilizados para o tratamento nas infecçõespor hel-
mintos, estes podem atuar por duas vias de ação. A primeira está relacionada 
com a atividade de canais de íons na cutícula dos platelmintos. O anti-hel-
míntico mais utilizado deste grupo é o praziquantel, que promove o aumento 
da permeabilidade de membrana ao cálcio, resultando em contração perma-
nente da musculatura causando paralisia (OPAS, 2018).
A segunda via de ação está relacionada com a interação com os microtúbulos 
dos nematelmintos. Os mais utilizados são albendazol e mebendazol, de boa 
atividade e baixa toxicidade para o ser humano. Estes atuam na depleção de 
glicose, permitindo a inibição da polimerização dos microtúbulos causando a 
paralisação do verme (Figura 3).
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FIGURA 3 – MECANISMOS DE AÇÃO DOS ANTI-HEMÍNTICOS MAIS UTILIZADOS
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa os anti-helminticos e sua atividade frente aos 
agentes infecciosos, incluindo Praziquantel, o qual aumenta o transporte de cálcio por 
meio da cutícula do verme, causando paralisia, com ativo contra: Taenia sp. (cisticercose); 
Schistosoma mansoni; Diphylobothrium sp.; Fasciola hepatica; e Albendazol; e 
Albendazol, o qual participa da depleção de glicose, inibindo assim a polimerização de 
microtúbulos, promovendo paralisia, com ativo contra: Ascaris lumbricoides, Enterobius 
vermicularis, Trichuris Tichiura, Ancilostomídeos e Strongyloides stercoralis.
Os químicos utilizados para controle de artrópodes devem apresentar bai-
xa toxicidade para o ser humano, um amplo espectro de ação, baixo custo e 
efeito residual prolongado. Entre os principais inseticidas se destacam os pi-
retróides, químicos hidrossolúveis de ação rápida, os quais atuam inibindo a 
atividade sináptica no sistema nervoso dos artrópodes, causado sua paralisia 
e morte. O segundo grupo são os compostos organofosforados que atuam 
por ingestão ou contato, inibindo os impulsos nervosos através da sua ação 
sobre a enzima colinesterase (BRAGA, VALE, 2007). 
4.1.2 RESISTÊNCIA A DROGAS USADAS NA 
TERAPIA DE PARASITOSES
O uso indevido de qualquer antiparasitário ou casos em que o esquema te-
rapêutico não é completado podem levar ao surgimento de isolados de pro-
tozoários resistentes. O caso mais importante é observado nas infecções por 
Plasmodium falciparum. Os primeiros isolados resistentes à cloroquina fo-
ram detectados em 1957 na África e, em anos posteriores, em todos os con-
tinentes onde o parasito circula. Na atualidade, são encontrados isolados de 
P. falciparum resistentes a todos os antimaláricos. A resistência de P. falcipa-
rum à cloroquina é dada por uma serie de mutações em um gene que codifi-
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ca um transportador inserido na membrana do vacúolo digestivo do parasito, 
o gene pfcrt (do inglês P. falciparum chloroquin resistance transporter), que 
retira a cloroquina fora do seu sítio de ação (JUGE et al., 2015). 
Resistência de Plasmodium vivax: Este protozoário 
é o principal causador de malária no Brasil, 
responsável por 86% dos casos. A droga de eleição 
para seu tratamento é a cloroquina, contudo, nos 
últimos anos foi descrito o surgimento de isolados 
resistentes ao antimalárico, porém até o momento 
não se tem conhecimento sobre o mecanismo 
para este fenótipo.
Cepas refratárias ao tratamento: Essa 
característica é observada em parasitos de origem 
silvestre, que nunca entraram em contato com 
um antiparasitário, mas conseguem sobreviver ao 
tratamento. 
Exemplo: Um exemplo de protozoários refratários 
ao tratamento é observado em alguns isolados 
silvestres de T. cruzi que não respondem ao 
tratamento com benznidazol, por mecanismos 
ainda não esclarecidos.
Da mesma forma, a resistência ao metronidazol e outros derivados nitroi-
midazólicos ainda não está bem esclarecida, no entanto, já existe relatos de 
resistência em G. duodenalis e T. vaginalis. Nesse sentido, sabe-se que as 
principais formas de resistências estão relacionadas à atividade da enzima 
ferredoxina oxidorredutase (PFOR) que promove a inativação do metronida-
zol por alteração no seu estado de óxido-redução. 
Um fato importante que precisa ser compreendido é a diferenciação de ce-
pas resistentes ao tratamento (que surgem através da seleção) e a existência 
de cepas refratárias ao tratamento. 
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Na atualidade, Trypanosoma cruzi é dividido em 
seis unidades discretas de tipagem (DTU, sigla 
em inglês para Discrete Typing Unit). Cada uma 
dessas DTUs apresenta características biológicas 
singulares e diferentes graus de virulência em 
infecções experimentais e de suscetibilidade ao 
benznidazol.
Por outro lado, o tratamento para a maioria dos helmintos é realizado com 
uma dose única do medicamento, mostrando sua alta eficiência. Este fato 
impede que exista algum efeito de seleção de helmintos resistentes ao tra-
tamento. No entanto, Onchocerca volvulus, nematelminto que se reproduz 
em nódulos formados na pele, sendo causador da “cegueira dos rios” ou “mal 
do garimpeiro”, é naturalmente refratário ao tratamento com ivermectina, 
droga de primeira linha para seu controle. 
Com relação à resistência de artrópodes a inseticidas, é sabido que este fato 
acontece pelo uso contínuo do mesmo inseticida em uma área determinada, 
levando à seleção de isolados resistentes (Figura 4). 
FIGURA 4 – MECANISMOS DE RESISTÊNCIA DE ARTRÓPODES AOS INSETICIDAS
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um esquema com os mecanismos de resistência 
de artrópodes a inseticidas, incluindo: Uso reiterado do mesmo inseticida e Resistência 
do inseto vetor, esta com as indicações: Sobre expressão de enzimas que inativam os 
inseticidas, impedindo a morte do inseto nas concentrações normais de uso; Modificação 
de permeabilidade da cutícula aos inseticidas, não permitindo que sejam absorvidos; e 
Modificação do comportamento do inseto, o qual se afasta dos locais onde o inseticida é 
aplicado.
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Os mecanismos já identificados que permitem esta resistência estão rela-
cionados ao: i) aumento da atividade de enzimas de detoxificação, como a 
glutatione-S-transferase, além de oxidases e esterases, realizado pela sobre-
-expressão dos genes das enzimas ou através da amplificação das copias do 
seu gene no genoma do artrópode; ii) modificação da permeabilidade da 
cutícula externa, impedindo a entrada do inseticida aos tecidos internos; iii) 
ou modificação do comportamento do artrópode, que permite que o artró-
pode perceba a presença do inseticida, evitando os locais onde foi aplicado 
(BRAGA, VALE, 2007). 
4.1.3 PROFILAXIA
A profilaxia e definida como o conjunto de medidas implementadas neces-
sárias para evitar a transmissão de doenças. Dessa forma, neste tópico serão 
abordadas as medidas individuais aconselháveis para evitar as infecções pa-
rasitárias. 
Com relação às diversas espécies que conseguem parasitar o ser humano, os 
parasitos do trato intestinal, protozoários ou helmintos, são os mais impor-
tantes em termos quantitativos. Nesse sentido, os cuidados com o consumo 
de água e alimentos se tornam relevantes para a profilaxia destas parasito-
ses, somados aos hábitos de higiene pessoal, como a lavagem periódica das 
mãos. 
Oocistos de Cryptosporidium sp. podem atravessar 
os filtros de cerâmica utilizado nas moradias sendo 
facilmente transmitidos por veiculação hídrica. 
Esta característica torna este parasito muito 
comum em infecções, principalmente, de crianças 
menores de 5 anos.
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PARASITOLOGIAO consumo de água potável, filtrada ou fervida é de grande importância, 
principalmente para as infecções por protozoários, como G. duodenalis , pa-
rasito de veiculação hídrica. Da mesma forma, a higienização de alimentos 
consumidos in natura (frutas, hortaliças) precisa ser recomendada. Para isso, 
a utilização de sanitizantes para alimentos pode auxiliar no controle de pro-
tozoários. No entanto, estudos da literatura mostram que ovos de A. lumbri-
coides apresentam uma alta resistência à maioria destes produtos comer-
cializados para a população (MASSARA et al., 2003). Nesses casos, a limpeza 
de alimentos com bastante água poderá auxiliar na eliminação por arraste 
destes agentes mais resistentes. 
No consumo de carnes, é sempre recomendado o cozimento do alimento, 
medida que auxilia na eliminação de cisticercos das espécies de Taenia sp. e 
os cistos de Toxoplasma gondii. No caso de carnes de peixes, é recomendada 
a preparação do alimento a temperatura elevada ou cuidados na limpeza do 
alimento nos casos de consumo de peixe cru.
No ano de 2005, na cidade de São Paulo, foram 
registrados 45 casos de difilobotríase, infecção 
causada por Diphylobothrium sp., céstodeo de 
mamíferos aquáticos, que foi transmitida pelo 
consumo de peixe cru contaminado, servido em 
restaurantes de comida oriental.
Com relação às medidas profiláticas utilizadas para a prevenção das infec-
ções transmitidas por artrópodes, podem ser citadas o uso de repelentes 
e a vigilância dos criadouros de mosquitos nas regiões domiciliar e perido-
miciliar. Nesse sentido, uma das medidas recomendadas para a prevenção 
da leishmaniose, transmitida por dípteros da subfamília Phlebotominae, é a 
construção de moradias a uma distância mínima de 500 metros das áreas 
de floresta evitando, desta forma, o contato com os vetores que apresentam 
hábitos silvestres (REY, 2011). 
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Medidas profiláticas destinadas ao controle dos ectoparasitos (Sarcoptes sca-
biei, Pedículus humanus, Pthirus púbis) estão relacionadas a evitar a utiliza-
ção de roupas de estranhos ou evitar aglomerações que possam permitir a 
transmissão direta destes artrópodes. Nesses casos, o tratamento das pessoas 
infestadas corresponde à melhor forma de prevenção. 
4.2 CONTROLE INTEGRADO DOS PARASITOS
O controle integrado das parasitoses precisa ser entendido com as medidas 
implementadas por órgãos públicos e privados que visem, em conjunto, o 
controle da transmissão das infecções na população. 
4.2.1 CONTROLE INTEGRADO PARA 
PROTOZOÁRIOS
Com relação aos protozoários do trato intestinal as medidas gerais visam o 
melhoramento do saneamento básico, com a ampliação de rede de esgoto e 
o tratamento da água potável. Estas medidas preveem a ação de órgãos pú-
blicos que direcionem os recursos necessários para o melhor tratamento das 
águas residuais, impactando todas as doenças transmitidas pela via fecal-oral.
Um dos casos mais relevantes de controle integrado de protozoários está rela-
cionado ao controle da toxoplasmose em gestantes. Toxoplasma gondii pode 
ser transmitido a partir de mães com infecção aguda para o feto em forma-
ção, podendo causar problemas graves ao recém-nascido. Para isso, se torna 
essencial o controle pré-natal multidisciplinar desde os primeiros meses de 
gestação. (Figura 5).
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FIGURA 5 – MEDIDAS DE PREVENÇÃO DA TOXOPLASMOSE NA GRAVIDEZ
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um esquema com as medidas do 
atendimento multidisciplinar para prevenção da toxoplasmose na gravidez, incluindo: 
acompanhamento pré-natal periódico por uma equipe multidisciplinar na área pública 
ou privada; testes sorológicos periódicos para mães não infectadas; orientações para o 
cuidado na manipulação de carnes e o consumo do alimento bem cozido; orientações 
para a limpeza de alimentos consumidos in natura; e cuidado com a manipulação e 
eliminação de fezes de gatos domésticos.
As medidas em gestantes soronegativas incluem os controles sorológicos 
periódicos (ELISA) e, principalmente, as orientações entregadas pela equipe 
multidisciplinar de saúde. Estas orientações precisam incluir o cuidado no 
manuseio de carnes cruas, o consumo de carnes bem cozidas e os cuidados 
na manipulação de fezes de gatos domésticos. 
Com relação ao controle da malária, principal infecção parasitária a nível 
mundial, a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza medidas desti-
nadas ao tratamento de infectados e controle do inseto vetor. Nesse sentido, 
o diagnóstico precoce e específico, pode auxiliar na diminuição da transmis-
são. Para isso, órgãos públicos e privados precisam realizar treinamento cons-
tante das equipes que realizam o diagnóstico. Com relação ao controle do 
inseto vetor, a medida mais importante na atualidade está relacionada com a 
disponibilização de mosquiteiros impregnados com inseticidas que evitam o 
contato com o inseto vetor (Figura 6).
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FIGURA 6 – MEDIDAS DE PROTEÇÃO E CONTROLE INTEGRADO DA MALÁRIA
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um esquema com as medidas de prevenção e 
controle da infecção por Plasmodium sp., incluindo: investimento em pesquisa: permite 
a procura de uma vacina e novas drogas para o tratamento; vigilância entomológica: 
permite a elaboração de planos de controle do vetor em áreas específicas; utilização 
de mosquiteiros nas camas: podem ser impregnados com inseticidas residuais; uso de 
repelentes: é recomendada a utilização de produtos com proteção prolongada; manejo 
do ambiente: é aconselhado para medir o acúmulo de água parada e outros criadouros 
naturais; controle químico do vetor: é recomendado somente em área com elevada taxa 
de infectados; e treinamento no diagnóstico específico: permite o tratamento precoce e 
específico dos infectados.
 Com relação ao controle da transmissão da doença de Chagas uma das 
medidas com maior êxito na América do Sul foi a instauração obrigatória da 
pesquisa de anticorpos contra Trypanosoma cruzi nos bancos de sangue, in-
cluída na triagem inicial dos doadores, resultando na diminuição drástica da 
transmissão transfusional. Outra forma de prevenção é a fiscalização muni-
cipal dos alimentos conhecidos por transmitir o protozoário. Nesse sentido, 
o controle dos produtores de polpa de açaí, consumido amplamente pela 
população nos estados da região norte do país, visa a realização do branque-
amento dos frutos antes de serem processados para venda in natura (incu-
bação dos frutos a 80ºC por 10 segundos). 
A leishmaniose, causada por protozoários do gênero Leishmania sp., pode 
ser prevenida com o controle de cães infectado, os quais precisam ser trata-
dos ou, em último caso, eutanasiados. Para isso, os Centros de Controle de 
Zoonoses apresentam um papel fundamental nessa tarefa.
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4.2.2 CONTROLE INTEGRADO PARA 
HELMINTOS
As medidas de melhoramento do saneamento básico também atingem as 
infecções por helmintos. Segundo dados do IBGE, somente 66% dos muni-
cípios brasileiros contam com rede de coleta de esgoto. Esse fato se torna 
crítico nos Estados da região norte do país, onde somente 16% dos municípios 
contam com esse sistema. Dessa forma, é previsível que essa região apresen-
te as maiores taxas de infecção por geo-helmintos (BRASIL, 2020).
Os geo-helmintos são nematelmintos de 
distribuição cosmopolita, correspondendo aos 
parasitos mais encontrados em infecções humanas. 
No manual em anexo podem ser encontradas as 
medidas destinadas ao controle integrado destas 
parasitoses. Siba mais em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pratico_controle_
geohelmintiases.pdf .
Desta forma, as medidas de controle das geo-helmintíases devem abordar 
o tratamento preventivo nas escolas, principalmente nas áreas com sanea-
mento básico precário. Para atingir esse objetivo, precisa ser realizado um 
planejamento em conjunto dos órgãos de saúde e as escolas, atingindo, prin-
cipalmente, a população de 5 a 14 anos de idade, podendo se estender para 
crianças menores de 5 anos, mulheres em idade fértil (18 a 49 anos) e gestan-
tes, medidas que precisam ser acompanhadas por campanhas de educação 
sanitária para estas faixas etárias.
Nesse sentido, a OMS ressalta que o tratamento periódico e preventivo da 
população com anti-helmínticos auxilia na diminuição da carga parasitária 
e os efeitos adversos provocados por estes patógenos, principalmente, em 
crianças em idade escolar. 
Um dos exemplos mais bem-sucedidos no controle integrado de parasitoses 
causadas por helmintos foi o realizado na cidade de Belém, no Estado do 
Pará, instaurado para tentar diminuir o número de casos de filariose linfática 
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na cidade. Até finais da década de 90, esta cidade era responsável por 90% 
dos casos desta parasitose no Brasil. Nessa época foi instaurado um controle 
de diagnóstico em massa da população, onde agentes de saúde percorriam 
os bairros da cidade no período noturno realizando o exame de gota espessa 
na população. Desta forma, o município conseguiu identificar os bairros mais 
atingidos, o número de pessoas infectadas que foram direcionadas para o 
tratamento apropriado com dietilcarbamazina (DEC). 
Filariose linfática: Doença infecciosa causada 
por Wuchereria bancrofti, nematelminto da 
ordem Spirurida, que consegue colonizar os vasos 
linfáticos de pernas e braços. Na infecção crônica 
pode causar uma manifestação conhecida por 
elefantíase, que corresponde a um linfedema 
crônico nas extremidades. O diagnóstico 
desta infecção é realizado pela observação de 
microfilárias que circulam no sangue no período 
noturno, após as 22h.
Com relação ao controle do complexo teníase-cisticercose é necessária a rea-
lização de fiscalizações nos abatedouros bovinos e suínos, realizado por vete-
rinários e agentes de saúde, verificando a presença de cisticercos na muscu-
latura (esquelética e cardíaca) e no sistema nervoso central. As carcaças que 
apresentem cisticercos poderão, dependendo do número de larvas, serem 
limpas extraindo o tecido que apresentem as estruturas parasitárias ou de-
rivadas para sua utilização com outros fins (salinização, fabricação de ração 
animal). Desta forma, a carne comercializada poderá ser considerada livre de 
fontes infectantes e adequada para o consumo humano. 
4.2.3 CONTROLE INTEGRADO PARA 
ARTRÓPODES
O exemplo mais bem-sucedido de controle integrado de artrópodes foi re-
alizado na década de 1990 na América do Sul, que objetivou a eliminação 
do principal vetor da doença de Chagas, Triatoma infestans, encontrado nas 
moradias de regiões de alta transmissão.
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Iniciativa do Cone Sul
No ano de 1991 foi criada a Iniciativa do Cone Sul, na qual a 
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) recomendou a 
eliminação do vetor em seis países da América Latina: Brasil, Chile, 
Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
Inseticidas residuais
Assim, uma campanha continental foi realizada utilizando inseticidas 
residuais nos domicílios onde o vetor era encontrado. Como resultado, 
Chile e Paraguai se declararam livres da transmissão vetorial da 
doença de Chagas em 1997 e 1999, respectivamente.
Brasil e Argentina
No caso de Brasil e Argentina a erradicação do triatomíneo foi de 
forma gradual, deixando somente alguns focos em municípios onde o 
inseto pode ser encontrado na área silvestre.
No entanto, esta campanha internacional não foi acompanhada de fiscaliza-
ção das áreas declaradas livres da doença. Como resultado, novas espécies de 
triatomíneos conseguiram ocupar o nicho ecológico deixado pelo T. infestans 
ou foi observada a re-infestação pelo inseto, promovendo o aparecimento de 
novos surtos da doença nessas regiões (NEVES, 2016). 
Com relação ao controle integrado das parasitoses transmitidas por dípteros 
hematófagos, mosquitos do gênero Anopheles e flebotomíneos, a principal 
estratégia está relacionada ao manejo ambiental das áreas domiciliares e pe-
ridomiciliares, além de áreas públicas onde existam criadouros dos vetores. 
Desta forma, no caso dos vetores da malária o manejo do ambiente procura 
a drenagem ou aterro de áreas alagadas e limpeza das áreas com vegetação 
alta. Para o controle dos vetores da leishmaniose, além das medidas mencio-
nadas anteriormente, é adicionada a limpeza de matéria orgânica no solo, e o 
destino adequado de lixo orgânico.
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Levantamento entomológico
Corresponde ao estudo da ecologia dos principais vetores 
transmissores de patógenos. Estes estudos precisam ser realizados 
por agentes de saúde treinados para a procura e identificação dos 
artrópodes. O levantamento pode ser realizado através da busca de 
larvas ou de insetos adultos para, desta forma, realizar o planejamento 
de controle dos vetores.
Procura de criadouro de larvas
Com auxílio de pipetas Pasteur e recipientes herméticos, o agente 
de saúde faz uma busca ativa de larvas nas áreas domiciliares e 
peridomiciliares, principalmente em locais onde seja observada 
água parada. As larvas são conduzidas ao centro de estudos para sua 
identificação.
Procura de insetos adultos
São utilizadas armadilhas para a atração e captura dos vetores. Para 
isso, as armadilhas mais utilizadas são as de tipo CDC (isca luminosa), 
as quais são deixadas no período noturno para a captura dos insetos 
em uma rede de contenção. Os insetos são conduzidos para o centro 
de estudos para sua identificação.
O controle químico destes vetores precisa ser realizado somente em ambien-
tes de áreas endêmicas, não sendo recomendado em locais onde existem bai-
xo número de casos. Nesse sentido, um papel fundamental no controle deste 
tipo de vetores é cumprido pelos órgãos públicos que realizam o levantamento 
entomológico das regiões afetadas por infecções transmitidas por artrópodes. 
Este tipo de estudo permite conhecer a diversidade de potenciais vetores e as 
áreas de criação, orientando as medidas de controle de forma mais eficiente. 
Mobile User
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PARASITOLOGIA
CONCLUSÃO
Nesta unidade você aprendeu sobre os principais fármacos utilizados para o 
controle dos diversos tipos de parasitos que afetam ao ser humano, assim como 
os mecanismos que levam ao aparecimento de resistência em alguns isolados. 
Da mesma forma, foram abordadas as principais medidas de profilaxia indivi-
duais e as implementadas no controle integrado das parasitoses. 
UNIDADE 5
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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PARASITOLOGIA
> entender sobre as 
principais doenças 
causadas por protozoários 
no Brasil.
> conhecer as principais 
doenças causadas por 
protozoários em outros 
países.
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PARASITOLOGIA
5 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS 
POR PROTOZOÁRIOS NO BRASIL E 
EM OUTROS PAÍSES
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta unidade, abordaremos as principais doenças causadas por protozoá-
rios de importância para a saúde pública, tanto no Brasil quanto em outros 
países. A trajetória das doenças causadas por protozoários e os desafios na 
prevenção e controletambém serão contemplados. Além disso, reforçaremos 
as estratégias diagnósticas de cada uma delas, buscando sempre o conheci-
mento independente baseado em evidências e o raciocínio clínico baseado 
em casos reais.
Os protozoários (Filo Protozoa) são organismos: unicelulares (possuem uma 
única célula), eucariontes (apresentam o núcleo delimitado por um envoltório 
nuclear e heterotróficos (não são capazes de produzir o próprio alimento). Em 
relação à Parasitologia, os protozoários estão relacionados a diferentes doen-
ças nos seres humanos e animais, podendo determinar parasitoses dissemi-
nadas, cutâneas e/ou mucosas, intestinais e viscerais (COELHO; CARVALHO, 
2005). 
Portanto, nesta unidade, focaremos nas espécies de protozoários parasitos 
cavitários e intestinais (por exemplo, a Tricomoníase e a Giardíase), do sistema 
sanguíneo e dos tecidos do homem (por exemplo, Toxoplasmose e Leishma-
nioses), tendo ou não animais como hospedeiros intermediários, que podem 
ser mamíferos, aves ou certos gêneros de insetos. 
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PARASITOLOGIA
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5.1 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS 
NO BRASIL
5.1.1 QUAIS SÃO AS DOENÇAS CAUSADAS 
POR PROTOZOÁRIOS NO BRASIL E QUE TEM 
IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE PÚBLICA?
As doenças causadas por protozoários e que serão estudadas por nós serão 
e que tem importância para a Saúde Pública são: Doença de Chagas, Leish-
manioses cutâneas e viscerais, Malária, Toxoplasmose, parasitoses intestinais 
(Amebíase e Giardíase) e parasitose transmitida sexualmente (Tricomoníase) 
(REY, 2009).
FIGURA 1 – DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa uma pessoa coçando uma das mãos. A mão 
que está sendo coçada apresentando sinais claros de desenvolvimento de uma doença 
causada por protozoários, com lesões nodulares e indolores que aumentam.
Começaremos então falando sobre a Malária. 
1. Malária: existem mais de 100 tipos de protozoários, porém, no Brasil, dá-
-se a importância para três, o Plasmodium falciparum, o Plasmodium 
vivax e o plasmodium malariae. A malária também é conhecia como 
Paludismo, febre intermitente, tremedeira ou maleita. O Plasmodium 
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PARASITOLOGIA
falciparum e o Plasmodium vivax são os que mais ocorrem no Brasil. O 
vetor responsável pela transmissão do Plasmodium são os mosquitos 
do gênero Anopheles. São conhecidos popularmente como anofelinos 
e mosquito prego. O homem é considerado o principal reservatório da 
doença (REY, 2009).
Espécies da Malária
No Brasil, as principais espécies transmissoras de Plasmodium são: 
Anophles darlingi, Anophles aquasalis, Anopheles albirtasis, Anopheles 
cruzii e Anopheles bellator.
Vetor da Malária
Os vetores são abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e 
ao amanhecer, mas podem picar durante toda a noite.
2. Doença de Chagas: é uma doença que tem uma evolução bifásica: agu-
da e crônica. No Brasil, a fase que mais predomina na população aco-
metida é a fase crônica. O agente etiológico é o Trypanossoma cruzi, um 
protozoário flagelado. Os reservatórios são os humanos e outros animais. 
O vetor é o Triatomíneos hematófagos. São insetos conhecidos também 
como “barbeiro” ou “chupões”. A espécie considerada mais importante 
no Brasil, que transmite a doença, é o Triatoma infestans (FERREIRA, 
2020).
 FIGURA 2 – FASE CRÔNICA: CARDIOMEGALIA
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa o desenho de um coração com as suas estruturas. 
Na fase crônica da Doença de Chagas pode ocorrer a cardiomegalia, que é o aumento no 
tamanho do coração e é irreversível.
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PARASITOLOGIA
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5. Leishmanioses: pode manifestar-se de duas formas: cutânea, também 
chamada de Leishmaniose Tegumentar Americana e visceral, a Leish-
maniose Visceral. A Leishmaniose Tegumentar Americana é uma doen-
ça que acomete pele e mucosas. Os insetos transmissores dos protozoá-
rios Leishmania pertencem ao gênero Lutzomya. Em geral, o grupo dos 
mamíferos representam os reservatórios naturais da doença (FERREIRA, 
2020).
Somente as fêmeas transmitem o protozoário, 
no caso da Leishmaniose Tegumentar, porque 
são hematófagas e precisam de sangue para a 
maturação de seus ovos. O horário de atividade 
desses insetos é crepuscular e noturno.
A Leishmaniose Visceral é um protozoário tripanosomatídeos, o Leishmania 
chagasi. Esse protozoário é um parasita intracelular obrigatório. Na área ur-
bana o principal reservatório são os cães. Na área rural pode ser mais de um, 
como por exemplo, as raposas e os marsupiais. Os transmissores da Leishma-
niose Visceral são insetos denominados flebotomíneos (FERREIRA, 2020). 
1. Toxoplasmose: estima-se que cerca de 60% da população mundial esteja 
infectada com o parasito, não significando que venham a desenvolver a 
doença, por diversos motivos. Atinge várias espécies de animais e o ho-
mem. O agente etiológico é a espécie: Toxoplasma gondii. O Toxoplasma 
gondii possui três formas no seu ciclo de vida: a taquizoíta, a bradizoíta e 
o oocisto (SIQUEIRA-BATISTA, 2020).
2. Amebíase: é mais frequente entre os adultos e tem maior prevalência 
nos países tropicais (como o Brasil) e subtropicais. A sua ocorrência está 
condicionada principalmente a baixas condições sanitárias, precarieda-
de das habitações e maus hábitos de higiene. O agente etiológico é a 
espécie Entamoeba histolytica. A classificação das espécies do gênero 
Entamoeba baseia-se muito em caracteres morfológicos. Possui duas 
formas: trofozoíto e cisto (SIQUEIRA-BATISTA, 2020).
3. Giardíase: É a parasitose frequente no mundo todo, principalmente en-
tre as crianças, e dentre as protozooses intestinais, é a mais prevalente. 
O agente etiológico é da espécie: Giardia intestinalis (também, Giardia 
lamblia, Giardia duodenalis). O parasito apresenta as formas trofozoíta e 
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PARASITOLOGIA
cisto (SIQUEIRA-BATISTA, 2020). 
4. Tricomoníase: É a mais frequente das Infecções Sexualmente Transmis-
síveis (IST’s) e vem crescendo, especialmente nas mulheres entre a se-
gunda e terceira décadas de vida, devido às mudanças de hábitos como 
a troca frequente de parceiros. Na maioria dos homens, a infecção é 
assintomática e perdura por mais tempo do que nas mulheres. O agente 
etiológico é a espécie: Trichomonas vaginalis. Esse protozoário apresen-
ta somente a forma trofozoíta em seu ciclo de vida (SIQUEIRA-BATISTA, 
2020).
5.1.2 SINTOMATOLOGIA DAS DOENÇAS 
CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
1. Malária: os principais sinais e sintomas da malária, de forma geral, são: 
calafrios, febre alta (41ºC) intermitente, cefaleia intensa e sudorese. O pa-
ciente tem a apresentação de sintomas, e depois um período de remis-
são, com melhora do quadro clínico, que retornar considerando o padrão 
cíclico da doença (BRASIL, 2018).
2. Doença de Chagas: na fase aguda, pode haver  edemas (inchaço) loca-
lizados na pálpebra ou em outras partes do corpo, mal-estar, febre E falta 
de apetite. Na fase crônica, pode comprometer órgãos, como o coração, 
baço etc. (BRASIL, 2018).
Na Doença de Chagas, o parasita recebeu essa 
denominação (Trypanossoma cruzi) e a doença 
o nome de Chagas em homenagem ao cientista 
brasileiro Carlos Chagas (o descobridor da doença) 
e à Oswaldo Cruz.
3. Leishmanioses Visceral: os sintomas variam de acordo com os períodos 
da doença. Os períodos são: inicial, de estado e final. No período inicial, 
também conhecido como fase aguda da doença, os principais sintomas 
são febre baixa que dura menos de quatro semanas e a palidez cutânea. 
No período de estado, os principais sintomas são febre irregular e ema-
grecimento progressivo. Vale ressaltar que nesteperíodo, nos achados 
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PARASITOLOGIA
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laboratoriais e de imagem, são encontrados anemia e aumento do baço 
e do fígado. No período final da doença, são encontrados como princi-
pais sintomas a desnutrição, a febre constante e o edema nos membros 
inferiores. Além disso, o acometido encontra-se bastante debilitado. 
Geralmente, a pessoa acometida consegue o diagnóstico no período de 
estado. Por isso, a avaliação criteriosa dos sintomas possibilita verificar 
a progressão da doença. Na leishmaniose cutânea, também conhecida 
como tegumentar americana, os sintomas são classificados em formas 
clínicas. Existem duas formas clínicas, a cutânea e a mucosa. Os sintomas 
são diferentes em cada uma dessas formas clínicas. Na forma cutânea, as 
pessoas apresentam uma lesão (úlcera). Na forma mucosa, os sintomas 
se concentram nas vias aéreas superiores da pessoa acometida, gerando 
desconforto, ardência e obstrução nasal (BRASIL, 2018).
FIGURA 3 – PELE FERIDA: LEISHMANIOSE CUTÂNEA
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa o desenho do sangue saindo de uma pele ferida, 
ocasionado por uma lesão.
4. Toxoplasmose: os principais sintomas são: manchas avermelhadas pelo 
corpo, febre, confusão mental, perda da coordenação motora, aumento 
dos linfonodos, aumento do fígado e do baço, dor de cabeça e dor de 
garganta (ZEIBIG, 2014).
5. Amebíase: dor, cólica abdominal, forte diarreia, presença de sangue e/ou 
muco nas fezes; perda de peso e febre. Esses são os principais sintomas 
(ZEIBIG, 2014). 
6. Giardíase: cólicas abdominais intensas, náuseas, êmese (vômito), diarreia 
aquosa, flatulência, mal-estar, dentre outros sintomas (ZEIBIG, 2014).
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PARASITOLOGIA
7. Tricomoníase: corrimento amarelado ou amarelo-esverdeado, prurido 
(coceira), odor forte e degradável do corrimento, dor, dificuldade ao uri-
nar e irritação vulvar (mulheres). Os homens, em sua maioria, são assin-
tomáticos (ZEIBIG, 2014).
NEGLIGENCIADA, Uma Epidemia. Tricomoníase: 
uma epidemia negligenciada. DST–J bras Doenças 
Sex Transm, v. 18, n. 3, p. 159-160, 2006. Disponível 
em: .
5.1.3 FORMAS DE TRANSMISSÃO
Agora, estudaremos as formas de transmissão das doenças causadas por pro-
tozoários. Tema muito importante para os profissionais da área da saúde, pois 
atuarão com educação continuada.
1. Malária: ocorre através da picada da fêmea do mosquito Anopheles que 
esteja infectado pelo protozoário Plasmodium. Somente as fêmeas infec-
tam, elas são hematófogas e precisam do sangue para a maturação dos 
seus ovos. Outras formas de transmissão (que são raras) podem ocorrer: 
por transfusão sanguínea, pelo compartilhamento de seringas e aciden-
te de trabalho (SIQUEIRA-BATISTA, 2020).
FIGURA 4 – MOSQUITO TRANSMISSOR DE MALÁRIA
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa um mosquito aparentemente morto. O mosquito 
fêmea Anopheles infectado pelo Plasmodium causa a malária.
http://www.dst.uff.br/revista18-3-2006/EDITORIAL.pdf%3e.
http://www.dst.uff.br/revista18-3-2006/EDITORIAL.pdf%3e.
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1. Doença de Chagas: a transmissão ocorre através da introdução do 
Trypanossoma na corrente sanguínea do ser humano. Os triatomíneos, 
a partir do momento em que sugam o sangue de animais infectados 
ou seres humanos, passam a serem portadores do parasita. O parasita é 
eliminado junto com as fezes do triatoma ou popularmente conhecido 
como “barbeiro”. A picada do triatoma ocasiona prurido e facilita a entra-
da do tripanossomo (que estão nas fezes do barbeiro) na corrente san-
guínea do indivíduo. Essa entrada do tripanossomo pode ocorrer tam-
bém através de mucosas dos olhos, da boca e através de lesões recentes 
na pele. Outras formas podem ocorrer através da: via placentária, trans-
fusão sanguínea, acidentes de trabalho e alimentos contaminados pelo 
parasita (SIQUEIRA-BATISTA, 2020).
FIGURA 5 – TRANSMISSÃO DA DOENÇA DE CHAGAS
Fonte: Neves (2005, p. 96).
#ParaTodosVeram: a figura representa um braço com as etapas de um barbeiro ao infectar 
o hospedeiro. a) barbeiro em jejum; b) barbeiro iniciando a hematofagia; c) barbeiro 
engurgitado, tendo depositado uma gota de fezes.
2. Leishmaniose Cutânea: a transmissão ocorre através da picada do 
mosquito fêmea infectada, o Lutzomya, sendo os principais: Lutzomya 
intermedia, Lutzomya whitmani e Lutzomya wellcomei. Leishmanio-
se Visceral: A transmissão ocorre através da picada do mosquito fêmea 
infectada, o Lutzomya longipalpis e Lutzomya cruzi (SIQUEIRA-BATISTA, 
2020).
3. Toxoplasmose: a transmissão da toxoplasmose pode acontecer de forma 
adquirida ou congênita. Na forma congênita, a mãe transmite os proto-
zoários causadores da toxoplasmose por via transplacentária. Por isso, 
é importante que toda gestante faça o acompanhamento pré-natal de 
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PARASITOLOGIA
forma correta. Um dos exames do pré-natal é o IgG e IgM para toxoplas-
mose. Na forma adquirida, a transmissão se dá por meio de alimentos 
contaminados com os cistos do toxoplasma. 
FIGURA 6 – HOSPEDEIRO DEFINITIVO TOXOPLASMOSE: OS GATOS
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa o desenho de um gato com o aparelho digestivo à 
mostra. 
Os hábitos de higiene de felídeos domésticos 
(lamber e enterrar as fezes) e a grande 
proximidade de seres humanos com estes animais 
podem facilitar a ingestão de oocistos, também 
considerada como forma de transmissão adquirida 
da toxoplasmose.
4. Amebíase: a transmissão da amebíase ocorre pela ingestão de água e, 
principalmente, alimentos contaminados com cistos (REY, 2009).
5. Giardíase: a transmissão ocorre pela ingestão de água (principalmente) 
e/ ou alimentos contaminados com a forma cística madura (REY, 2009).
6. Tricomoníase: a transmissão da tricomoníase é direta, ou seja, de uma 
pessoa infectada a outra, ocorrendo primariamente por relação sexual 
sem o uso de preservativo. Pode, em menor grau, ser transmitida de 
mãe infectada ao feto no momento do parto e mecanicamente através 
de fômites úmidos (REY, 2009).
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5.2 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS 
EM OUTROS PAÍSES
5.2.1 DESCRIÇÃO DAS DOENÇAS
a. Malária: estudamos malária também no tópico anterior, porém, existe 
um tipo de Plasmódio que não tem no Brasil. Os mais importantes no 
meio científico são: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plas-
modium malariae e Plasmodium ovale. O Plasmodium falciparum e o 
Plasmodium vivax são os que mais ocorrem no Brasil, como visto an-
teriormente. Já o Plasmodium malariae ocorre com menos frequência 
que os dois primeiros e o Plasmodium ovale não existe no Brasil, ape-
nas em algumas regiões da África. Os casos de Plasmodium ovale que 
surgem no Brasil são importados (BRASIL, 2018).
FIGURA 7 – MAPA DA ÁFRICA COM ÍCONES
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa o desenho do mapa da África. A maioria dos casos 
de Plasmodium Ovale ocorre na África Ocidental. 
O Plasmodium ovale , portanto, é um protozoário que é responsável por uma pequena 
porcentagem dos casos de malária no mundo. Os casos estão concentrados na África 
Ocidental e em alguns países asiáticos (por exemplo, Filipinas e Indonésia) (BRASIL, 
2018).
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PARASITOLOGIA
b. Tripanossomíase Humana Africana: é mais conhecida como doença 
do sono. A doença do sono é causada pela mesma espécie de proto-
zoários da doença deChagas, o Trypanosoma. Porém, as espécies se 
diferenciam. Na doença do sono temos como espécies causadados, o 
Trypanosoma brucei gambiense e o Trypanosoma brucei rhodesiense. 
Ambas as espécies ocorrem em Uganda, África e em locais diferen-
tes. Por exemplo, a espécie Trypanosoma brucei gambiense ocorre 
na África ocidental e central. As duas espécies são parasitas da mosca 
conhecida como tsé-tsé. O contato com as moscas contaminadas com 
o protozoário é a forma de transmissão da doença do sono. (NEVES, 
2005).
Mosca tsé-tsé: a mosca é popularmente conhecida 
como tsé-tsé. Elas são do gênero Glossina e da 
família Glossinidae. O nome tsé-tsé é um nome com 
origem no dialeto da África, ais especificamente, a 
Equatorial.
c. Babesiose: é uma infecção causada pelo protozoário da espécie Babe-
sia. Este, é um protozoário unicelular, ou seja, possui uma única cé-
lula. Vale lembrar que a Babesiose é uma infecção que acomete mais 
os animais. Contudo, é incomum nos seres humanos, mas isso não 
quer dizer que não os acometa. Os locais onde mais se encontra essas 
espécies causadoras de Babesiose são: Massachusetts, Rhode Island, 
Connecticut, Nova York e Nova Jersey, todas localizadas nos Estados 
Unidos. A Babesiose é característica de regiões costeiras dos Estados 
Unidos (NUNCIO, 2014).
5.2.2 SINTOMATOLOGIA
a. Malária (Plasmodium ovale): semelhante às demais espécies estudadas 
anteriormente, sendo: febre alta, sudorese intensa, calafrios com tre-
mores, êmese (vômito), dor de cabeça severa, diarreia, dentre outros 
(BRASIL, 2018). 
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PARASITOLOGIA
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FIGURA 8 – FEBRE INTERMITENTE
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de uma menina deitada com um 
termômetro para aferir a temperatura corpórea. 
Na malária, a febre é intermitente, ou seja, em 
picos. A febre acontece quando há o rompimento 
das hemácias.
b. Tripanossomíase Humana Africana: diversas partes do corpo são afeta-
das seguindo a ordem: pele; sangue e linfonodos; e, cérebro e líquido 
cefalorraquidiano. A rapidez na evolução da infecção e dos sintomas 
dependerão de qual espécie está causando a doença (NEVES, 2005). 
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PARASITOLOGIA
Pele
A mosca tsé-tsé forma um caroço na pele, no local onde foi inoculado 
o protozoário, ou seja, no local da picada. Este caroço, após alguns 
dias, fica com a coloração vermelho-escuro e torna-se doloroso e 
edemaciado.
Cérebro e líquido cefalorraquidiano
A tendência das pessoas acometidas no cérebro é ficarem 
extremamente sonolentas. Além disso, pode acontecer de terem 
dificuldade em se equilibrar, andar e ficar de pé, devido ao 
acometimento da parte do cérebro responsável pelo equilíbrio.
FIGURA 9 – SONOLÊNCIA
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de um menino deitado sobre os livros. A 
sonolência é um sintoma agravado da Tripanossomíase humana africana.
c. Babesiose: os principais sintomas da Babesiose, doença causada pela 
espécie Babesia, são: dores musculares (principalmente nas articula-
ções), febre e cefaleia. Nas pessoas com a imunidade boa, os sintomas 
tendem a desaparecer após uma semana. Porém, em algumas pesso-
as, os sintomas se tornam mais expressivos e agudizados, como o de-
senvolvimento de anemia e icterícia. A doença pode acometer alguns 
órgãos, ocasionando hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do 
baço) (NUNCIO, 2014).
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PARASITOLOGIA
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5.2.3 FORMAS DE TRANSMISSÃO
a. Malária: A malária é transmitida através da picada do mosquito fêmea 
do gênero Anopheles , que pode transportar os esporocitos nas glân-
dulas salivares, de modo que, ao picar uma pessoa saudável, ela seria 
inoculada. Ocorre da mesma forma que nas outras espécies de Plamo-
dium estudadas anteriormente (Figura 10) (NEVES, 2005).
FIGURA 10 – CICLO PLASMODIUM SP.
Fonte: Neves et al. (2005, p. 145).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um fluxograma com o ciclo Plasmodium sp., com 
14 tópicos.
b. Tripanossomíase Humana Africana: as duas espécies causadoras da 
tripanossomíase humana africana (Trypanosoma brucei gambiense e 
ao Trypanosoma brucei rhodiense) transmitem a doença através do 
contato com a mosca conhecida como tsé-tsé. É por meio da picada da 
mosca tsé-tsé contamina com uma dessas duas espécies de Trypano-
soma. Após a picada e a inoculação do protozoário na pele, os mesmos 
vão em direção ao sistema linfático da pessoa picada e se multiplicam. 
A multiplicação ocorre em grau elevado, isso faz com que os órgãos e 
tecidos também sejam afetados (NEVES, 2005). 
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PARASITOLOGIA
Transmissão Doença do Sono
Uma mãe que foi infectada pode transmitir os protozoários para o 
bebê durante a gravidez ou durante o parto. Raramente, as pessoas 
são infectadas por transfusões de sangue ou por doação de órgãos.
como alimentos e parceiros. 
c. Babesiose: a transmissão da Babesiose, causada pelo protozoário da 
espécie Babesia, ocorre por meio de uma espécie de carrapato da fa-
mília Ixodidade. O carrapato contaminado com o protozoário Babesia 
infecta as pessoas por meio da picada (NUNCIO, 2014). 
CONCLUSÃO 
Caros alunos, nesta unidade, pudemos conhecer um pouco sobre as doenças 
causadas por protozoários de importância de Saúde Pública no Brasil e em 
outros países. Compreendemos algumas características principais de cada 
uma das sete doenças causadas por protozoários no Brasil, como a sintoma-
tologia e as formas de transmissão.
 Da mesma forma, estudamos essas características para algumas doenças 
causadas por protozoários em países diferentes do Brasil, sendo elas: Malária 
(Plasmodium ovale), Tripanossomíase Humana Africana (doença do sono) e 
Babesiose. Espero que tenham gostando, bons estudos!
UNIDADE 6
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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PARASITOLOGIA
> conhecer as principais 
doenças causadas por 
helmintos e artrópodes 
parasitos. 
> compreender os sintomas 
apresentados pelo 
hospedeiro afetado pela 
interação com helmintos e 
artrópodes parasitos.
> entender como helmintos 
e artrópodes parasitos 
podem ser transmitidos 
entre os seres humanos.
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PARASITOLOGIA
6 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS 
POR HELMINTOS E ARTRÓPODES 
NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
As infecções causadas por helmintos são, em termos quantitativos, as para-
sitoses mais importantes para o ser humano, promovidas por medidas de 
saneamento básico precário, negligência na sua notificação e tratamento. 
Contudo, dois fatores biológicos contribuem para sua elevada incidência: a 
vida média prolongada dos vermes, que permite a produção de uma enorme 
quantidade de estágios infectantes (ovos e larvas), e a resistência destes está-
gios ao meio ambiente. Estas infecções apresentam uma ampla variedade de 
sinais e sintomas que variam dependendo da espécie de parasito, se apresen-
tando, na maioria das vezes, como quadros debilitantes. 
Por outro lado, os artrópodes podem causar doenças de forma indireta, se 
comportando como vetores de agentes infecciosos, ou de forma direta, no 
caso de ectoparasitos humanos, além dos considerados micropredadores, 
que entram em contato esporadicamente com o homem espoliando sangue 
ao exercerem a hematofagia no hospedeiro. 
6.1 DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS NO 
BRASIL E EM OUTROS PAÍSES
Entre os parasitos que afetam ao ser humano, os helmintos formam um 
grande grupo de organismos que correspondem, em termos numéricos, aos 
parasitos mais importantes,causando principalmente doenças crônicas e de-
bilitantes. 
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PARASITOLOGIA
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6.1.1 QUAIS SÃO AS DOENÇAS CAUSADAS POR 
HELMINTOS?
A ascaridíase é a principal parasitose do ser humano, estima-se que existam 
entre 807 mil a 1,2 bilhões de infectados. Esta helmintíase é causada por As-
caris lumbricoides, o maior nematelminto que infecta o trato intestinal do ser 
humano (20-40 cm de comprimento). Assim como em outras geo-helmintí-
ases, a taxa de incidência da ascaridíase é maior em regiões que apresentam 
saneamento básico inadequado (Figura 1).
Uma fêmea de A. lumbricoides pode viver por até 
dois anos e, quando fecundada, produzir 200.000 
ovos férteis por dia. Contudo, caso não seja 
fecundada, pode produzir uma grande quantidade 
de ovos inférteis, que podem ser observados no 
exame parasitológico de fezes.
Da mesma forma, a tricuríase é causada por Trichuris trichiura, verme da fa-
mília Trichuridae, antigamente conhecido como “tricocéfalo”. Corresponde a 
um parasito tecidual, de distribuição cosmopolita, principalmente em países 
de clima tropical e temperado. Esses parasitos apresentam um corpo alon-
gado, medindo de 2-4 cm com uma porção anterior fina, composta por uma 
boca simples e um esôfago longo, o qual fica inserido na mucosa intestinal. 
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PARASITOLOGIA
FIGURA 1 – ESTÁGIOS DIAGNÓSTICOS DOS GEO-HELMINTOS. A) OVO DE ASCARIS 
LUMBRICOIDES; B) OVO DE TRICHURIS TRICHIURA; C) OVO DE ANCILOSTOMÍDEOS; E 
D) LARVA RABDITOIDE DE STRONGYLOIDES STERCORALIS
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a ilustração dos estágios diagnósticos de geo-
helmintos encontrados em amostras biológicas, incluindo: ovo de Ascaris lumbricoides; 
ovo de Trichuris trichiura; ovo de ancilostomídeos; e larva rabditoide de Strongyloides 
stercoralis.
Por outro lado, os geo-helmintos de infecção ativa são espécies que liberam 
seus ovos através das fezes, os quais eclodem no meio ambiente liberando 
larvas. A infecção acontece pela penetração ativa destas larvas através da pele 
ou mucosas. As espécies mais relevantes em infecções de seres humanos são 
Strongyloides stercoralis, agente etiológico da estrongiloidíase, e duas espé-
cies de ancilostomídeos, Ancylostoma duodenale e Necator americanus, 
causadores da ancilostomose (NEVES, 2016).
Strongyloides stercoralis foi descrito em 1876, se caracterizando por causar in-
fecções assintomáticas. Entretanto, casos de hiperinfecção surgiram a partir 
da década de 1970, comprovando seu caráter patogênico, principalmente em 
pacientes imunocomprometidos (FERREIRA, 2021).
Por outro lado, os ancilostomídeos podem ser diferenciados pela presença de 
dois pares de dentes na cápsula bucal no A. duodelane e dois pares de lâmi-
nas cortantes em N. americanus. Apresentam um tamanho que varia de 0,5 
a 1,2 cm e cor róseo-avermelhada, devido a sua hematofagia.
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PARASITOLOGIA
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A primeira campanha filantrópica a nível mundial 
para a erradicação de uma doença foi realizada pela 
Fundação Rockefeller para controlar a epidemia 
de ancilostomose nos Estados Unidos, Ásia, África, 
Europa e América do Sul, incluindo o Brasil, onde 
foram realizadas campanhas para tratamento em 
massa da população que trabalhava na produção 
de café.
Outro nematelminto do trato intestinal é o Enterobius vermicularis, causador 
da enterobíose. Se caracteriza por ser um verme pequeno esbranquiçado e 
causa infecções benignas e autolimitadas. As fêmeas deste verme depositam 
os ovos fora do organismo, após sua saída através do esfíncter anal. 
Os trematódeos de maior importância em infecções humanas pertencem 
ao gênero Schistosoma, a qual inclui três espécies: S. japonicum, S. haema-
tobium e S. mansoni, causador da esquistossomose mansônica na África e 
países de América do Sul. Esta parasitose é de origem africana, trazida para 
as américas através do tráfego de escravos, sendo conhecida como “doença 
dos caramujos” ou “barriga d’agua”, pelo fenótipo apresentado por pacientes 
crônicos (NEVES, 2016). 
Em relação aos cestódeos, o complexo teníase-cisticercose é o que apresenta 
mais relevância. No Brasil, estas doenças são causadas por duas espécies: Ta-
enia solium e Taenia saginata os quais utilizam suínos e bovinos, respectiva-
mente, como hospedeiros intermediários. Por serem vermes de grande por-
te, as infecções são causadas somente por um espécime, motivo pelo qual 
são conhecidas como “solitárias” (Tabela 1) (FERREIRA, 2021). 
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PARASITOLOGIA
TABELA 1 – CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DE PARASITOS DO GÊNE-
RO TAENIA SP.
Taenia solium Taenia saginata
Escólice Quatro ventosas e uma 
coroa de acúleos
Quatro ventosas laterais
Comprimento 3-4 metros 7-8 metros
Número de proglotes 800-1.000 Mais de 1.000
Proglotes gravídicos Útero com até 12 
ramificações
Útero com mais de 15 
ramificações 
Ovos por proglote 80.000 ovos 160.000 ovos
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Por outro lado, um grupo importante de nematelmintos são transmitidos 
para o ser humano por meio da picada de dípteros hematófagos. Em con-
junto, estes vermes são conhecidos como filárias, duas espécies são encon-
tradas no Brasil: Wuchereria bancrofti, agente etiológico da filariose linfática 
ou bancroftiana, e Onchocerca volvulus, causador da “cegueira dos rios” ou o 
“mal dos garimpeiros”. 
6.1.2 SINTOMATOLOGIA
As infecções por helmintos se caracterizam por ser crônicas e, na maioria dos 
casos, assintomáticas. Contudo, quadros debilitantes podem aparecer de-
pendendo do tamanho do verme e da carga parasitária. Assim, na ascaridíase 
pode ser observada a ação espoliativa do verme pela competição por prote-
ínas, açúcares, vitamina A e C, além de poder causar quadros de obstrução 
intestinal em indivíduos com um elevado número do parasito. No caso da 
tricuríase, causada por um verme tecidual, um número elevado de espécimes 
pode causar um processo inflamatório no intestino grosso, acompanhado de 
dor abdominal, diarreia e, em casos graves, disenteria. As alterações causa-
das pelo verme na mucosa do intestino levam ao aparecimento de lesões 
na musculatura lisa do reto e sigmoide, promovendo o quadro denominado 
prolapso retal (NEVES, 2016) (Figura 2).
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PARASITOLOGIA
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FIGURA 2 – A) OBSTRUÇÃO INTESTINAL POR ASCARIS LUMBRICOIDES; B) PROLAPSO 
RETAL CAUSADO POR TRICHURIS TRICHIURA
Fonte: Flickr (2015, [n. p.]); Wikidoc (2017, [n. p.]).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto de quadros clínicos graves causados por 
geo-helmintos, obstrução intestinal causado por Ascaris lumbricoides e prolapso retal 
causado por Trichuris.. 
Por outro lado, o quadro mais recorrente na ancilostomose é a anemia do 
tipo microcítica e hipocrômica, promovida pela hematofagia do verme. Estes 
parasitos podem ingerir entre 1-5 µL de sangue por dia, assim, a gravidade da 
anemia dependerá diretamente da carga parasitária. 
Com relação às infecções por S. stercoralis, são principalmente assintomáti-
cas. No entanto, quadros de hiperinfecção graves podem ser observados em 
indivíduos com uma co-infecção com o vírus HTLV-1. Nesses casos, pode ser 
observada diarreia abundante, dor abdominal, e sepse por bactérias Gram 
negativas, causada pela migração em massa de larvas filariformes desde a 
luz do intestino para a corrente sanguínea (FERREIRA, 2021). 
Por outro lado, geo-helmintos de infecção ativa e A. lumbricoides, realizam o 
chamado ciclo pulmonar, na qual larvas dos vermes passam através dos capi-
lares alveolares, vias aéreas superiores, chegando ao trato digestivo, causandoinfiltração no parênquima pulmonar, eosinofilia e febre que, em conjunto, é 
conhecida como síndrome de Loeffler. 
Nas infecções por E. vermicularis o sintoma mais eficiente é o prurido na 
região perianal, promovido pelas substâncias secretadas pelas fêmeas no 
momento da ovoposição. Apesar de ser uma infecção benigna, a localização 
ectópica dos vermes pode levar a quadros mais graves, como apendicite e 
vaginite (SIQUEIRA-BATISTA, 2020).
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PARASITOLOGIA
FIGURA 3 – A) GRANULOMA HEPÁTICO CAUSADO PELO OVO (SETA); ESQUISTOSSOMOSE 
CRÔNICA (“BARRIGA D’AGUA”)
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022); Filckr (2015, [n. p.]).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto de lesões hepáticas causadas por ovos de 
Schistosoma mansoni.
Veja a descrição de um caso clínico grave de 
localização ectópica de Enterobius vermicularis 
que se apresentou como um quadro de neoplasia 
de ovário, disponível em: http://old.scielo.br/pdf/
rsbmt/v35n2/9068.pdf.
Com relação à esquistossomose, após a reprodução sexuada no plexo me-
sentérico, a fêmea deposita 400 ovos diariamente, os quais causam uma in-
flamação intensa que permite sua passagem desde o sangue para a luz do 
intestino grosso, causando dor abdominal (inflamação) e disenteria. O res-
tante dos ovos pode ser arrastado para outros órgãos por via hematogênica, 
principalmente para o fígado, promovem inflamação e lesões necróticas que 
serão substituídas por tecido fibroso. Como resultado, a ação cumulativa de 
lesões leva à perda de função hepática, resultando na ascite característica das 
infecções crônicas (“barriga d’agua”) (NEVES 2016) (Figura 3).
http://old.scielo.br/pdf/rsbmt/v35n2/9068.pdf
http://old.scielo.br/pdf/rsbmt/v35n2/9068.pdf
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PARASITOLOGIA
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As infecções por helmintos do gênero Taenia sp. podem causar perda de peso 
pela ação espoliativa, aumento do apetite, obstrução intestinal, diarreia e dor 
abdominal, nos casos que apresentem um fenômeno tóxico-alérgico. No caso 
de T. solium, indivíduos que acidentalmente consigam ingerir ovos do verme 
podem desenvolver cisticercose, que corresponde à presença da larva (Cysti-
cercus cellulosae) em diferentes tecidos, incluindo o sistema nervoso central 
(neurocisticercose).
Cysticercus cellulosae
Foi descrito, inicialmente como um verme diferente, entretanto, em 
1860, essa larva foi associada ao ciclo biológico de Taenia solium em 
experimentos realizados em humanos.
Cisticercos
Condenados à morte, foram alimentados com cisticercos e, após 
sua execução, foi observado que apresentavam vermes adultos no 
intestino.
Finalmente, no caso das filarioses encontradas no Brasil, a filariose bancrof-
tiana promove o extravasamento de linfa nas extremidades e tecidos brandos 
causando um linfedema crônico. Se não tratado, o liquido é substituído por 
tecido fibroso acompanhado de infecções recorrentes, que leva à formação 
da denominada elefantíase. Na oncocercose são observados nódulos na pele 
que correspondem aos locais de crescimento dos vermes adultos. Após a re-
produção, as fêmeas liberam uma grande quantidade de microfilárias que 
migram ativamente através da epiderme, causando uma dermatite papular 
difusa, liquenificação do tecido e, quando o globo ocular é afetado, causam 
uma ceratite esclerosante, glaucoma e atrofias do nervo ótico (“cegueira dos 
rios”) (FERREIRA, 2021).
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6.1.3 FORMAS DE TRANSMISSÃO
Nas infecções por geo-helmintos, a transmissão é dependente de condições 
de saneamento básico. Assim, no caso dos vermes de infecção passiva, a trans-
missão se efetua por meio do consumo de alimentos e água contaminados 
com ovos larvados. Nesse sentido, os alimentos consumidos in natura (frutas 
e hortaliças) têm um papel fundamental, além dos hábitos de higiene da po-
pulação. 
Larvas rabditoides de Strongyloides stercoralis, 
eliminadas nas fezes da pessoa infectada, podem 
se diferenciar em machos e fêmeas de vida livre, 
os quais podem se reproduzir no meio ambiente 
aumentando o número de estágios infectantes 
presentes no solo em regiões de alta transmissão.
Nos geo-helmintos de infecção ativa a transmissão ocorre através da pene-
tração de larvas filarióides através da pele ou mucosas. Por este motivo, estas 
infecções são muito comuns em crianças pequenas que brincam com ter-
ra ou trabalhadores rurais que não utilizam calçados. Esta penetração ativa 
leva ao aparecimento de lesões similares a picada de inseto, correspondente 
a uma dermatite local muito pruriginosa (REY, 2011). No caso de S. stercoralis, 
o verme pode realizar um processo de auto-infecção interna nos indivíduos 
que apresentam infecção por HTLV-1 ou que utilizam corticoides.
Nas filarioses, a transmissão é realizada através da picada do inseto vetor, 
Culex quinquefasciatus no caso de W. bancrofti e dípteros do gênero Simu-
lium (“borrachudos”) no caso de O. volvulus. Esta transmissão é feita pelas 
fêmeas dos insetos que se encontrem infectadas com os vermes (Figura 4).
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FIGURA 4 – A) CULEX QUINQUEFASCIATUS; B) SIMULIUM SP.
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto de vetores da filariose linfática e 
oncocercose, incluindo Culex quinquefasciatus e Simulium sp. 
No momento da hematofagia, são depositadas, na lesão da picada, as larvas 
de terceiro estágio que ativamente se adentram na circulação sanguínea. As-
sim, os insetos se infectam por meio da ingesta de microfilárias presentes no 
sangue e na pele dos indivíduos infectados. 
Por outro lado, na transmissão de E. vermicularis, os ovos depositados ex-
ternamente na região perianal, que apresentam um formato aerodinâmico 
(parede fina e formato de letra “D”), podem se espalhar nos cômodos das mo-
radias, podendo serem ingeridos ou aspirados por um hospedeiro. 
A transmissão da esquistossomose é realizada pela penetração ativa do está-
gio infectante (cercárias) através da pele e mucosas. Este estágio é liberado 
pelos hospedeiros intermediários, moluscos de água doce, em açudes e lago-
as onde estes animais podem se reproduzir. Dependendo da espécie do mo-
lusco, haverá uma maior liberação de cercárias facilitando assim a infecção 
dos hospedeiros vertebrados (NEVES, 2016). 
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PARASITOLOGIA
A transmissão dos cestódeos do gênero Taenia 
sp. acontece por meio do consumo de carne crua 
ou malcozida dos hospedeiros intermediários, 
que contenham os cisticercos dos vermes. Uma 
vez no trato intestinal, o escólice do cisticerco fica 
livre para se aderir à parede do intestino delgado, 
auxiliado pelas suas estruturas de fixação (ventosas 
e ganchos). Pessoas infectadas por T. solium 
podem ser foco de transmissão da cisticercose em 
locais onde as condições de saneamento básico 
sejam precárias, existindo, também, a chance de 
autoinfecção pela ingesta acidental dos ovos.
6.2 DOENÇAS CAUSADAS POR ARTRÓPODES NO 
BRASIL E EM OUTROS PAÍSES
Os artrópodes podem afetar a saúde do ser humano por diversas vias, sen-
do vetores de agentes infecciosos, se comportando como ectoparasitos ou 
como micropredadores, interagindo com o ser humano na sua alimentação 
hematofágica. Neste tópico serão abordados os ectoparasitos e artrópodes 
que se alimentam especificamente de sangue humano. 
6.2.1 DESCRIÇÃO DAS DOENÇAS
A pediculose é causada por insetos hematófagos sem asas, caracterizados 
por serem ectoparasitos de mamíferos e aves, conhecidos popularmente 
como piolhos (Pediculus humanus). Esta parasitose é amplamente distribu-
ída no mundo, sempre associada a regiões de baixos recursos.CAUSADAS POR ARTRÓPODES NO BRASIL E 
EM OUTROS PAÍSES 106
1UNIDADE
2UNIDADE
3UNIDADE
4UNIDADE
5UNIDADE
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ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
ICONOGRAFIA
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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Olá, alunos(as), sejam bem-vindos(as) à disciplina Parasitologia, na qual ire-
mos aprofundar os seus conhecimentos sobre os principais conceitos da Pa-
rasitologia. 
Para que seu estudo se torne proveitoso, esta disciplina foi organizada em 06 
unidades, com temas e subtemas que, por sua vez, são subdivididos em tópi-
cos, atendendo aos objetivos do processo ensino-aprendizagem.
De forma geral na disciplina Parasitologia, que trata da ciência que estuda 
o parasitismo, procuraremos compreender os conhecimentos básicos sobre 
morfologia, biologia, patogenia de parasitas. Detalharemos sobre as formas 
clínicas, epidemiologia, profilaxia, diagnóstico e tratamento, no âmbito de 
atuação do profissionalismo. 
Esperamos que, até o final da disciplina vocês possam:
identificar os parasitas, as medidas de controle e o tratamento;
ampliar a compreensão sobre parasitoses de maior importância na saúde hu-
mana e saúde pública com foco na forma de transmissão e no âmbito de 
atuação da profissão.
Porém, antes de iniciarem a leitura, gostaríamos que vocês parassem um ins-
tante para refletir sobre algumas questões. Vocês tem alguma noção do que 
é a Parasitologia? Saberiam me dizer quais doenças são causadas por proto-
zoários, helmintos e artrópodes?
Não se preocupe. Não queremos que vocês respondam de imediato todas 
essas questões. Mas, esperamos que, até o final, vocês tenham respostas e 
também formulem perguntas.
Enfim, esperamos promover reflexões sobre o assunto e desejamos sucesso 
e bons estudos!
UNIDADE 1
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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PARASITOLOGIA
> conhecer os aspectos 
e conceitos básicos da 
Parasitologia.
> entender os aspectos 
patológicos na relação 
parasito-hospedeiro.
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PARASITOLOGIA
1 RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta unidade, abordaremos a relação parasito-hospedeiro na Parasitologia. 
Dessa forma, veremos sobre a resposta do parasito à presença do hospedeiro, 
os mecanismos de escape do parasito às defesas do hospedeiro e os meca-
nismos de patogenicidade. 
A Parasitologia é a ciência que estuda o parasitismo. Para Araújo et al. (2003), 
"[...] o parasitismo é inerente e assistencial a vida, estando todas as espécies de 
organismos do planeta parasitadas e, por isso mesmo, existem." Quer dizer, 
parasito é uma forma de vida ou um elemento orgânico capaz de multiplicar-
-se. Mas, na Parasitologia Humana (nosso objeto de estudo) eles são os proto-
zoários, os helmintos e os artrópodes, consideraremos também a influência 
do meio nessas relações de parasitismo. Os parasitas conseguem realizar es-
tratégias de adaptação nos hospedeiros, o que pode ocasionar certas doen-
ças. 
Esta unidade, portanto, deverá instrumentalizá-los no âmbito da atenção bá-
sica para os protozoários, helmintos e artrópodes e discutir os conhecimentos 
fundamentais sobre morfologia, biologia e, em especial, o ciclo evolutivo dos 
parasitos de importância médica no Brasil. Vocês compreenderão os meca-
nismos de transmissão, fisiopatogenia e interação parasito-hospedeiro.
1.1 CICLOS DE VIDA DOS PARASITAS
1.1.1 CONCEITOS BÁSICOS EM PARASITOLOGIA
Existem alguns conceitos em Parasitologia que são fundamentais para o en-
tendimento e compreensão. Por exemplo, o conceito de parasitismo, que vi-
mos na introdução desta unidade. Sabemos que o parasitismo é uma relação 
ecológica e é caracterizada pela espécie de parasitas que se instalam nos hos-
pedeiros. Por que os parasitas fazem isso? Eles buscam por nutrição. Porém, 
devido a esse fator podem causar diversas consequências, podendo até ma-
tar seus hospedeiros. Para tanto, precisamos conhecer o que é hospedeiro, 
parasito, vetor, dentre outros conceitos (REY, 2009, p. 4).
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Hospedeiro: organismo simples ou complexo, incluindo o homem, capaz de 
ser infectado por um agente específico. 
Hospedeiro definitivo: apresenta o parasita em fase de maturidade ou de 
atividade sexual. 
Hospedeiro intermediário: apresenta o parasita em fase larvária ou 
assexuada.
Hospedeiro suscetível: qualquer pessoa ou animal que supostamente não 
possui resistência suficiente contra um determinado agente patogênico, 
que o proteja da enfermidade, caso venha a entrar em contato com o agente.
Vetor: é um ser vivo, no qual se passa, obrigatoriamente, uma fase do 
desenvolvimento de determinado agente etiológico. Erradicando-se o vetor 
biológico, desaparece a doença que transmite, nesse caso denomina-se 
como vetor biológico.
FIGURA 1 – CÉLULAS DE PARASITAS
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa a foto de células de parasitas vista de um 
microscópio, com corante azul.
Nem sempre a presença de um parasito em um hospedeiro indica que está 
havendo ação patogênica, ou seja, o desenvolvimento de uma enfermidade 
do mesmo. Em geral, deve haver um equilíbrio entre a interação parasito-hos-
pedeiro. Quando isso não ocorre, há a instalação de doença parasitária (aci-
dente decorrente do desequilíbrio entre hospedeiro e parasito) (REY, 2009). 
A intensidade da doença parasitária dependerá de vários fatores, dentre eles: 
a virulência da cepa, o estado nutricional do hospedeiro, os órgãos atingidos, 
o número de formas infectantes presentes, a imunidade do hospedeiro. En-
fim, a verdade é que a morte do hospedeiro também representará a morte 
do parasito (REY, 2009). 
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PARASITOLOGIA
Ciclo monoxênico
Os parasitos possuem um único hospedeiro no seu ciclo biológico.
Ciclo heteroxênico
Quando possuem hospedeiro intermediário (um ou mais) e 
hospedeiro definitivo.
Dessa forma, nota-se que a ação patogênica dos parasitos varia muito e pode 
ser representada das seguintes formas:
1. Ação espoliativa (o parasito absorve nutrientes do hospedeiro);
2. Ação tóxica (são espécies que produzem enzimas ou que podem lesar o 
hospedeiro);
3. Ação mecânica (são espécies que podem impedir o fluxo de alimento);
4. Ação traumática (formação de lesões no hospedeiro);
5. Ação enzimática (ocorre a ação de enzimas na pele);
6. Anóxia (é o parasito que consume o oxigênio, da hemoglobina ou pro-
duza anemia no hospedeiro).
1.1.2 MORFOLOGIA
A relação parasito-hospedeiro sofreu diversas modificações ao longo de mi-
lhares de anos. Também chamada de adaptação, ela ocorreu para melhorar o 
relacionamento entre os parasitos e os hospedeiros. Os parasitos se tornaram 
mais dependentes de outro ser vivo para sobreviverem. As adaptações foram: 
morfológicas, fisiológicas e biológicas, principalmente (REY, 2009). 
1. Morfológicas:
a) Hipertrofia: adaptação encontrada nos órgãos de reprodução, resistên-
cia, proteção e fixação. Por exemplo, os helmintos possuem órgãos de 
fixação, como lábios, ventosas e bolsa copuladora. Além disso, houve 
aumento de estruturas alimentares de alguns insetos hematófagos que 
passaram a perfurarem mais facilmente a pele dos hospedeiros. A alta 
capacidade de reprodução também é uma hipertrofia, com aumento 
de ovários e útero para armazenarem os ovos. 
15Estes insetos 
apresentam um corpo alongado, de 2 a 3 mm de comprimento, com abdô-
men dilatado após a hematofagia. 
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PARASITOLOGIA
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Pediculus humanus
O piolho-do-corpo era diferenciado do piolho-da-cabeça como 
espécies diferentes. Entretanto, conseguiu se estabelecer que estes 
insetos compartilham das mesmas sequencias de DNA.
Nova nomenclatura
Por esse motivo, na atualidade, é utilizada uma nova nomenclatura, na 
qual P. humanus teria duas variantes: P. humanus var. humanus e P. 
humanus var. capitis.
Por outro lado, o piolho-do-púbis ou chato, apresenta um tamanho menor 
que P. humanus, não superando os 2 mm. São insetos de corpo mais cur-
to, mostrando um formato de triangulo invertido, com a parte torácica mais 
larga que a parte abdominal, na região lateral pode ser observado as pernas 
anteriores mais curtas que os pares de pernas posteriores. O habitat deste 
inseto pode incluir sobrancelhas, barba, axilas, contudo, sua localização mais 
comum é na região pubiana e perianal.
A família Sarcoptidae inclui ácaros de tamanho reduzido caracterizando por 
apresentarem oito pernas curtas, com dois pares direcionados para a região 
anterior e dois pares direcionados para a região posterior do artrópode. Uma 
das suas espécies consegue infestar exclusivamente o ser humano: Sarcop-
tes scabiei, agente etiológico da escabiose ou sarna.
Da mesma forma, a família Demodecidae apresenta duas espécies que po-
dem afetar o homem, Demodex folliculorum e D. brevis, sendo a primeira 
delas amplamente disseminada no mundo. Estes ácaros apresentam uma 
forma alongada com quatro pares de patas dispostas lateralmente no terço 
superior do artrópode. O terço inferior apresenta estritas transversais e para-
lelas que lhe dão um aspecto segmentado. Estes ácaros são pequenos, me-
dindo entre 0,1-0,3 mm, tendo seu habitat nas glândulas sebáceas e folículos 
pilosos do rosto (barba, sobrancelha, cílios) (Figura 5). 
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PARASITOLOGIA
Assista à entrevista do Dr. Alfredo Dias de 
Oliveira sobre o aumento de casos de escabiose 
associado ao aumento do uso de ivermectina, 
disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=4DZ81bQ0YeU&t=111s.
Por outro lado, diversas pulgas podem afetar o ser humano, contudo, uma 
espécie é conhecida como a “pulga do homem”: Pulex irritans, agente cau-
sador da pulicose (infestação por pulgas). Este inseto apresenta distribuição 
cosmopolita, disseminando para todos os continentes na época das grandes 
navegações europeias. Apresenta elevada adaptação ao ambiente domiciliar, 
apresentando preferência por sangue humana e hospedeiros do sexo mas-
culino.
O homem também pode ser afetado acidentalmente por outro sifonáptero: 
Tunga penetrans. Este inseto é a menor pulga já descrita, se diferenciando, 
do ponto de vista comportamental, pela sua capacidade de invadir tecidos. 
Este inseto é encontrado em toda a região neotropical, principalmente afe-
tando suínos domésticos, sendo considerada, por tanto, uma zoonose.
FIGURA 5 – A) PEDICULUS HUMANUS; B) PTHIRUS PUBIS; C) SARCOPTES SCABIEI; E D) 
DEMODEX BREVIS
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa fotos dos principais ectoparasitos do ser humano, 
incluindo: Pediculus humanus; Pthirus púbis; Sarcoptes scabiei; e Demodex brevis.
https://www.youtube.com/watch?v=4DZ81bQ0YeU&t=111s
https://www.youtube.com/watch?v=4DZ81bQ0YeU&t=111s
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6.2.2 SINTOMATOLOGIA DAS DOENÇAS
Na pediculose humana podem ser observadas lesões papulosas muito pru-
riginosas. Esta característica causa na pessoa infestada um prurido intenso, 
provocado por componentes da saliva do anopluro, fenômeno que aumenta 
o grau de inflamação da lesão original. Na cabeça da pessoa parasitada, as 
lesões aparecem na nuca, se estendendo para as regiões temporal e frontal. 
Quando encontradas no corpo, as lesões podem aparecer na região do abdô-
men, axilas, nádegas e coxas. Da mesma forma, nas infestações por P. pubis, 
são observadas lesões similares às causadas por P. humanus, sendo apresen-
tado, também, prurido intenso na região pubiana e perianal. 
Por outro lado, a escabiose sarcóptica (sarna) se caracteriza por lesões infla-
matórias avermelhadas muito pruriginosas. As primeiras lesões aparecem 
sem sintomas aparentes, contudo, após a reprodução, o número de ácaros 
aumenta, gerando um quadro de hipersensibilidade à saliva e detritos produ-
zidos pelo ácaro, aumentando os sintomas inflamatórios locais (vermelhidão) 
e o aparecimento de pequenas vesículas. Os locais do corpo mais afetados 
são a parte anterior do tórax, região axilar, cotovelo, pulso e regiões interdigi-
tais (Figura 6).
FIGURA 6 – A) SARCOPTES SCABIEI NA PELE; B) ESCABIOSE HUMANA NA PALMA DA 
MÃO
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto de lesões causadas por Sarcoptes scabiei 
na pele humana.
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No parasitismo por ácaros do gênero Demodex sp. a maioria das pessoas 
apresentam sintomas leves. Fatores externos, como o aumento na secreção 
de sebo, higiene inadequada e estresse podem levar a um aumento destes 
artrópodes, causando a sarna demodécica, caracterizada por prurido, desca-
mação e inflamação. A presença deste ácaro nas glândulas sebáceas facilita a 
entrada de bactérias (acne rosácea) (SIQUEIRA-BATISTA, 2020).
A ação hematofágica de P. irritans, pode levar ao aparecimento de hipersen-
sibilidade aos produtos da saliva do inseto, a qual é adquirida após repetidos 
repastos sanguíneos. Este quadro se caracteriza por apresentar pequenos 
edemas eritematosos, acompanhados de prurido intenso e dor. Por outro 
lado, a patologia causada T. penetrans está relacionada com o processo infla-
matório causado pela presença da fêmea na pele. A lesão é nitidamente ob-
servável como um edema queratinizado que aparece poucos dias após a in-
festação do parasito, no qual pode ser observada uma pequena lesão central 
que corresponde ao local de entrada do inseto. No ser humano, os locais mais 
afetados são o solado dos pés, a região interdigital e subungueal (Figura 7).
FIGURA 7 – A) PULEX IRRITANS; B) LESÃO CAUSADA POR TUNGA PENETRANS
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022). 
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto de sSifonápteros que parasitam o ser 
humano, a Pulex irritans e uma lesão por Tunga penetrans .
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PARASITOLOGIA
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6.2.3 FORMAS DE TRANSMISSÃO DAS 
DOENÇAS
Na pediculose humana, as fêmeas começam a postura de ovos (8-10 por dia) 
os quais são aderidos na base do cabelo por uma substância cerosa. Após 
poucos dias, emerge a ninfa de primeiro estágio, começando o repasto san-
guíneo. Este estágio realiza três mudas, alcançando o estágio adulto em 3-4 
semanas. A transmissão acontece por contato direto através da transferência 
de estágios adultos ou ovos. A transmissão de P. pubis, acontece através do 
contato sexual. 
Sarcoptes scabiei apresenta uma forma globular com 0,4 mm de diâmetro, 
podendo ser transmitido pelo contato direto ou pelo intercambio de roupas 
não higienizadas, favorecido por situações de confinamento (hospitais, quar-
teis, orfanatos). Biologicamente, a formação dos estágios adultos demora até 
15 dias, momento no qual perfuram a camada estratificada da pele galerias 
onde são depositados os ovos. As fêmeas podem abandonar as galerias pri-
márias para começar a formação de uma nova galeria, aumentando o núme-
ro de lesões na pele. 
Escabiose crostosa
Também conhecida como “sarna norueguesa”, é um quadro raro de 
escabiose grave na qual é observada uma queratinizaçãograve da 
pele com uma elevada carga parasitária.
Transmissão e tratamento
Essa manifestação é altamente transmissível e de difícil tratamento, 
observada em indivíduos com um grau de imunocomprometimento.
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Os artrópodes do gênero Demodex sp. apresentam um ciclo biológico que 
se prolonga por 3-4 semanas dentro dos folículos na pele. As ninfas do ácaro 
são arrastadas secreção do mesmo e, na pele, se diferenciam em adultos que 
regressam aos folículos. O período de amadurecimento do artrópode fora dos 
folículos permite sua transmissão por contato direto entre hospedeiros sus-
ceptíveis.
Por outro lado, P. irritans se aproxima periodicamente do ser humano para 
seu repasto sanguíneo, contudo, pode espoliar sangue de cães e gatos do-
mésticos. Morfologicamente, este inseto apresenta cor castanha escura, ca-
beça arredondada, aparelho bucal picador-sugador e patas modificadas para 
pulos de longa distância.
Da mesma forma, os estágios adultos de T. penetrans são encontrados em 
solos arenosos e quentes na espera de um hospedeiro. Quando fecundadas, 
as fêmeas penetram na epiderme do hospedeiro, aumentando seu tamanho 
pelo acúmulo de ovos no seu interior. Após 6-8 dias, a fêmea começa a postu-
ra de ovos que caem no solo para o desenvolvimento larvário. Nesse momen-
to, as fêmeas são desprendidas da pele por meio da resposta granulomatosa 
formada no local da infecção.
CONCLUSÃO
As espécies de helmintos que conseguem infectar o ser humano podem 
causar uma ampla variedade de quadros clínicos, sempre relacionados à 
cronicidade da infecção. Sua fácil transmissão permitiu que se tornassem os 
parasitos mais importantes do homem, principalmente em regiões com sa-
neamento básico precário. Por outro lado, os ectoparasitos continuam sendo, 
na atualidade, agentes de elevada morbidade a nível global. 
Nesta disciplina, você conseguiu aprender sobre a enorme diversidade de pa-
rasitos que conseguem infectar o ser humano. Para isso, foram abordados os 
conceitos gerais sobre a interação parasitária e as características biológicas 
desses organismos. Finalmente, foram descritas as doenças causadas por es-
ses patógenos, as metodologias utilizadas para o diagnóstico e o tratamento 
específico para cada uma das morbidades. 
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PARASITOLOGIA
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TOXOPLASMA Helical gliding 5x speed. [S. l.], 2010. 1 vídeo (2 min e 14 s). Publicado pelo canal 
Carrutherslab. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Y5YxpOrUpdQAcesso em: 25 
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	Figura 1 – Células de parasitas
	Figura 2 – Insetos hematófagos
	Figura 3 – Ciclo evolutivo
	Figura 4 – Os parasitas podem estar alojados em alimentos e água
	Figura 5 – Dor no pulso
	Figura 6 – O meio e a patogenicidade
	Figura 7 – Agentes patogênicos
	Figura 8 – Fonte de infecção: ser humano
	Figura 9 – Células de defesa
	 Figura 10 – Contaminação
	Figura 1 – Reprodução dos protozoário
	Figura 2 – Classificação morfológica dos protozoários: (A) Sarcodíneos; (B) Mastigóforos; (C) Cilióforos; (D) Esporozoários
	Figura 3 – Infecção por protozoários extracelulares e intracelulares: (A) Trofozoítos de Giardia duodenalis aderidos na mucosa do intestino delgado; (B) Taquizoítos de Toxoplasma gondii se reproduzindo no interior de uma célula do cérebro de camundongo 
	Figura 4 – Classificação morfológica dos helmintos: (A) corpo cilíndrico de um nematódeo de vida livre; (B) Formato de folha de um platelminto trematódeo (Fasciola hepatica); (C) corpo segmentado de um platelminto cestoide (Echinococcus granulosus)
	Figura 5 – Características dos artrópodes de importância médica: (A) Classe Insecta (Anopheles sp.); (B) Classe Arachnida (Sarcoptes scabiei).
	Figura 6 – Estágios de desenvolvimento de insetos holometábolos (Aedes albopictus) e hemimetábolos
	Figura 1 – Método parasitológico
	Figura 2 – Algoritmo de decisão após realização da gota espessa
	Figura 3 – Método molecular
	Figura 4 – Método imunológico
	Figura 5 – Escabiose – Doenças causada por artrópode
	Figura 6 – Larva Migrans cutânea
	Figura 7 – Aspecto do nariz de uma pessoa com miíase nasal
	Figura 8 – Lesão cística (cisticercose) em região da coluna cervical
	Figura 9 – Imunodiagnóstico
	Figura 1 – Antiparasitários derivados do 2-nitroimidazol
	Figura 2 – Estrutura dos derivados de quinina utilizados para tratamento da malária
	Figura 3 – Mecanismos de ação dos anti-hemínticos mais utilizados
	Figura 4 – Mecanismos de resistência de artrópodes aos inseticidas
	Figura 5 – Medidas de prevenção da toxoplasmose na gravidez
	Figura 6 – Medidas de proteção e controle integrado da malária
	Figura 1 – Doenças causadas por protozoários
	 Figura 2 – Fase crônica: cardiomegalia
	Figura 3 – Pele ferida: leishmaniose cutânea
	Figura 4 – Mosquito transmissor de malária
	Figura 5 – Transmissão da Doença de Chagas
	Figura 6 – Hospedeiro definitivo Toxoplasmose: os gatos
	Figura 7 – Mapa da África com ícones
	Figura 8 – Febre intermitente
	Figura 9 – Sonolência
	Figura 10 – Ciclo Plasmodium sp.
	Figura 1 – Estágios diagnósticos dos geo-helmintos. A) ovo de Ascaris lumbricoides; B) ovo de Trichuris trichiura; C) ovo de ancilostomídeos; e D) larva rabditoide de Strongyloides stercoralis
	Figura 2 – A) obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides; B) prolapso retal causado por Trichuris trichiura
	Figura 3 – A) granuloma hepático causado pelo ovo (seta); Esquistossomose crônica (“barriga d’agua”)
	Figura 4 – A) Culex quinquefasciatus; B) Simulium sp.
	Figura 5 – A) Pediculus humanus; B) Pthirus pubis; C) Sarcoptes scabiei; e D) Demodex brevis
	Figura 6 – A) Sarcoptes scabiei na pele; B) Escabiose humana na palma da mão
	Figura 7 – A) Pulex irritans; B) Lesão causada por Tunga penetrans
	Quadro 1 – Ciclo biológico da Leishmania no hospedeiro vertebrado e invertebrado
	Quadro 1 – Classificação taxonômica dos protozoários de interesse médico 
	Quadro 2 – Classificação taxonômica dos principais helmintos que infectam o ser humano
	Quadro 3 – Classificação taxonômica dos principais artrópodes de importância medica
	Quadro 1 – Cinética das imunoglobulinas para diagnóstico da toxoplasmose gestacional e da toxoplasmose congênita
	Tabela 1 – Características morfológicas de parasitos do gênero Taenia sp.
	Apresentação da disciplina
	1 RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	1.1 CICLOS DE VIDA DOS PARASITAS
	1.2 ASPECTOS PATOLÓGICOS
	2 PRINCIPAIS PARASITOS: PROTOZOÁRIOS, HELMINTOS E ARTRÓPODES
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	2.1 CONCEITOS BÁSICOS RELACIONADOS AOS PROTOZOÁRIOS
	2.2 CONCEITOS BÁSICOS RELACIONADOS AOS HELMINTOS E AOS ARTRÓPODES
	3 DIAGNÓSTICOS DAS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS, HELMINTOS E ARTRÓPODES
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	3.1 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DAS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
	3.2 DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS E ARTRÓPODES
	4 TRATAMENTO E PROFILAXIA DOS PARASITOS CAUSADORES DE DOENÇAS NO HOMEM
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	4.1 TRATAMENTO DOS PARASITOS
	4.2 	CONTROLE INTEGRADO DOS PARASITOS
	5 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	5.1 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS NO BRASIL
	5.2 DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS EM OUTROS PAÍSES
	6 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS E ARTRÓPODES NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES
	INTRODUÇÃO DA UNIDADE
	6.1 DOENÇAS CAUSADAS POR HELMINTOS NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES
	6.2 DOENÇAS CAUSADAS POR ARTRÓPODES NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSESPARASITOLOGIA
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FIGURA 2 – INSETOS HEMATÓFAGOS
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa a foto de insetos hematófagos, que desenvolveram 
estruturas alimentares como forma de adaptação ao hospedeiro.
b. Degeneração: são representadas por atrofia de órgãos locomotores ou 
por perdas. Como exemplo temos os percevejos, as pulgas, as moscas 
parasitas de carneiro (que perderam as asas como forma adaptativa ao 
hospedeiro), os Platelmintos (classe Cestoda) perderam o tubo digesti-
vo. 
2. Biológicas:
a. Tipos diversos de reprodução: desenvolveram mecanismos de repro-
dução que permitem uma fecundação mais fácil. Exemplos: o herma-
froditismo e a partenogênese.
b. Capacidade reprodutiva: os parasitos se tornaram capazes de produ-
zirem grandes quantidades de ovos, cistos ou outras formas infectan-
tes das doenças. Dessa forma, conseguindo perpetuar a espécie mais 
facilmente. 
c. Tropismos: os tropismos facilitaram a propagação, reprodução ou so-
brevivência de algumas espécies de parasitos. 
d. Capacidade de resistência à agressão do hospedeiro: conseguiram ad-
quirir a capacidade de resistir à ação de anticorpos ou de macrófagos 
e, a capacidade de induzir uma imunossupressão no hospedeiro. 
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PARASITOLOGIA
Um dos tropismos mais importantes é o 
geotropismo (conhecido também como 
gravitropismo). O geotropismo é positivo quando 
o crescimento está a favor da gravidade. O 
geotropismo é negativo quando o crescimento se 
dá no sentido contrário da gravidade. (quando se 
abrigare na terra, - é positivo, e quando se abrigare 
acima da superfície da terra,é geotropismo 
negativo).
1.1.3 CICLOS EVOLUTIVOS
Na Parasitologia, os ciclos evolutivos estão relacionados à evolução dos seres 
vivos e suas fases. Estes, por sua vez, são considerados fenômenos em que, na 
maioria das vezes, as fases que são diferentes morfologicamente, podem se 
repetir de maneira cíclica. Dessa forma, surge o conceito de geração. As do-
enças podem ser classificadas de acordo com os ciclos evolutivos dos agen-
tes, desde o mais simples aos mais complexos (NEVES, 2005).
FIGURA 3 – CICLO EVOLUTIVO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa o ciclo evolutivo de uma borboleta, que são quatro 
estágios: ovo, larva (lagarta), pupa e adulto (imago).
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FIGURA 4 – OS PARASITAS PODEM ESTAR ALOJADOS EM ALIMENTOS E ÁGUA
Fonte: Plataforma Pixabay (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa a foto de água.
O ciclo de vida (estágios) de um parasita pode ser monoxênico ou heteroxê-
nico, como visto anteriormente. Quando nos reportamos ao estágio de um 
parasita, nos referimos às formas de transição que ocorre para que o ciclo 
biológico de um helminto ou artrópode seja completo. Por exemplo, temos 
a transição de um helminto imaturo para um que já está na última fase de 
estágio. Outro exemplo bem típico é a metamorfose de borboletas. Antes de 
se tornar uma borboleta, ela passa pelos estágios de ovo, larva e pupa. 
Como dito no parágrafo anterior, existem dois tipos de ciclos bem caracterís-
ticos (monoxênico e heteroxênico). No ciclo monoxênico, isto quer dizer, nos 
parasitas que possuem apenas um hospedeiro, a fase inicial é a dos ovos ou 
larvas. Os mesmos podem estar alojados em alimentos e água, ou seja, luga-
res de fácil interação com o hospedeiro. Na fase seguinte (sintomatológica), 
já dentro do organismo do hospedeiro, os parasitas se desenvolvem e se re-
produzem. 
Além disso, outro local onde encontramos parasitas é no próprio ambiente. 
Às vezes, o próprio hospedeiro elimina os ovos e as larvas desse parasita no 
ambiente. Vejam que é um ciclo parasita-hospedeiro-ambiente (COELHO; 
CARVALHO, 2005).
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Já no ciclo heteroxênico, ou seja, quando o parasita se aloja no hospedeiro in-
termediário, temos um ciclo diferente do monoxênico. O parasita ficará aloja-
do em seu hospedeiro intermediário até completar a fase adulta. A partir des-
se momento, o parasita já em fase adulta passa a se propagar no hospedeiro 
definitivo. Essa transmissão é realizada através do transporte do parasita pelo 
vetor, por exemplo. (COELHO; CARVALHO, 2005).
Assistam o vídeo sobre o ciclo evolutivo da Doenças 
de Chagas, que será estudada mais adiante 
e é causada por um protozoário denominado 
Trypanosoma cruzi. Link: https://www.youtube.
c o m / w a t c h? v = J g E I 0 u t L - 6 E & t = 1 2 0 s & a b _
channel=Portaldoen%C3%A7adeChagas.
Mais adiante estudaremos as doenças de importância médica causadas por 
protozoários, helmintos e artrópodes. Uma dessas doenças é a Leishmaniose, 
que é causada por um protozoário. Vejamos a seguir (Quadro 1) o ciclo evo-
lutivo (biológico) da Leishmaniose Tegumentar Americana. A Leishmaniose 
Tegumentar é uma doença infecciosa, não contagiosa e que acomete pele e 
mucosas. Atualmente se conhece 11 espécies de Leishmania causadoras de 
doença humana e 8 espécies causadoras de doenças em animais.
QUADRO 1 – CICLO BIOLÓGICO DA LEISHMANIA NO HOSPEDEIRO VERTEBRADO E IN-
VERTEBRADO
Ciclo da Leishmania
1 Existem duas formas evolutivas de parasitas do gênero Leishmania, o 
promastigota e o amastigota. Promastigota vive no hospedeiro invertebrado 
ou intermediário e amastigota vive no hospedeiro vertebrado ou definido.
2 O vetor inocula o estágio promastigota na pele do indivíduo vertebrado.
3 Os promastigotas inoculados são fagocitados por macrófagos.
4 Os promastigotas se transformam em amastigotas nos macrófagos.
https://www.youtube.com/watch?v=JgEI0utL-6E&t=120s&ab_channel=Portaldoen%C3%A7adeChagas
https://www.youtube.com/watch?v=JgEI0utL-6E&t=120s&ab_channel=Portaldoen%C3%A7adeChagas
https://www.youtube.com/watch?v=JgEI0utL-6E&t=120s&ab_channel=Portaldoen%C3%A7adeChagas
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5 Ocorre multiplicação dos amastigotas nos macrófagos.
6 Flebotomíneos ingerem os macrófagos com amastigotas durante o repasto 
sanguíneo.
7 Os macrófagos se rompem liberando os amastigotas.
8 Amastigotas se transformam em promastigotas no estômago.
9 Divisão no estômago e migração para probóscide.
Fonte: Adaptado de Guia de Vigilância em Saúde (2014, p. 488).
#PraTodosVerem: a imagem representa um quadro com o ciclo da Leishmania.
1.2 ASPECTOS PATOLÓGICOS
1.2.1 PATOGENIA
A patogenia, ou patogênese, refere-se ao mecanismo com que um agente 
infeccioso provoca lesões no hospedeiro. Portanto, a sua finalidade é apontar 
os acontecimentos que podem se desencadear a partir da ação de um fator 
etiológico. A patogenia explica como essas ações levam à manifestação da 
doença (FERREIRA, 2020).
FIGURA 5 – DOR NO PULSO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa uma pessoa segurando uma mão no pulso da 
outra mão, sinalizando a dor ou uma lesão, podendo ter sido causada por um agente 
infeccioso (patogenia).
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Vale ressaltar que a patogenia não estuda somente o desenvolvimento das 
doenças, mas também, as suas origens. A patogenia consegue descrever 
quando os agentes etiológicos (causadores de doenças) agridem o organis-
mo do hospedeiro e como o sistema natural do organismo do hospedeiro 
reage mediante à ação do parasito. 
Esse processo de patogenia envolve três elementos, sendo eles: o agente pa-
togênico ou etiológico; o meio por onde o hospedeiro foi infectado pelo para-
sito (por exemplo, lesão na pele); a reação do organismo do hospedeiro (imu-
nidade) quando foi infectado peloparasito. 
Patogenicidade é a capacidade de produzir 
a doença, ou seja, de ser patogênico. Na ação 
patogênica, um agente infeccioso pode provocar 
lesões características da doença; é a capacidade 
potencial de produzir doença. É a habilidade de 
um agente infeccioso provocar lesões.
Enfim, o reconhecimento do hospedeiro pelo parasito pode ser facilitado ou 
promovido por fatores como o meio, a densidade populacional (tanto de hos-
pedeiros quanto de parasitos) e o tropismo, que podem aumentar a probabi-
lidade do encontro entre as espécies (FERREIRA, 2020).
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FIGURA 6 – O MEIO E A PATOGENICIDADE
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa crianças brincando em local insalubre, com muito 
lixo e sujeira. Esse local, também é um meio de proliferação de agentes patogênicos. 
Nesse meio, as crianças podem ser hospedeiras e, consequentemente, o processo de 
desenvolvimento de doenças é facilitado.
Como visto, a patogenicidade dos parasitos é bastante variável e dependente 
de vários fatores. (FERREIRA, 2020).
Patogenia da Ascaridíase
É uma doença causada por um helminto. Na patogenia da ascaridíase 
temos a fase pulmonar, quando as larvas passam pelos pulmões 
podendo causar febre baixa, falta de ar e tosse; e a fase intestinal.
Patogenia da Doença de Chagas
É uma doença causada por um protozoário. Possui duas fases (aguda 
e crônica) e distintos graus de patologias associadas à replicação e 
infecção celular pelo parasito.
É importante destacar que cada doença tem a sua própria patogenia. A do-
ença de Chagas, a Leishmaniose, a ascaridíase, a filariose e a sarna, só para 
citar alguns exemplos, são doenças que se desencadeiam por diferentes mo-
tivos, os quais podem ser estudados segundo a sua patogenia e os agentes 
patogênicos. Tais agentes podem ser, neste caso, protozoários, helmintos e 
artrópodes.
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FIGURA 7 – AGENTES PATOGÊNICOS
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa uma pessoa mexendo em um lixão, sem 
equipamentos adequados de proteção individual. Nesses ambientes, existem agentes 
patogênicos, como protozoários, bactérias e fungos. Estes podem causar doenças.
1.2.2 ESTABELECIMENTO DA INFECÇÃO
Para sabermos como funciona o estabelecimento de uma infecção, precisa-
mos, antes de tudo, saber o que significa infecção. A infecção nada mais é do 
que a penetração ou multiplicação e desenvolvimento, de um agente infec-
cioso dentro do organismo de humanos ou animais (NEVES, 2009). 
A infecção pode ser inaparente em alguns casos, mas o que seria isso? É a 
presença de infecção em um hospedeiro. Mas, nesse tipo de infecção, não 
existe o aparecimento dos sinais e sintomas. A doença segue o seu curso de 
forma assintomática, mais discreta (NEVES, 2009).
Dica de leitura: DE ANDRADE, Elisabeth Campos 
et al. Parasitoses intestinais: uma revisão sobre 
seus aspectos sociais, epidemiológicos, clínicos 
e terapêuticos.  Revista de APS, v. 13, n. 2, 2010. 
Disponível em: .
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Para que a infecção seja estabelecida necessita-se de uma fonte de infecção. 
A fonte de infecção pode ser uma pessoa ou substância da qual um agente 
etiológico passa de forma direta para um hospedeiro. Exemplos de fontes de 
infecção são: mosquito infectante na malária; carne com cisticercos na tenía-
se (REY, 2009).
FIGURA 8 – FONTE DE INFECÇÃO: SER HUMANO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa uma mulher deitada com a mão na cabeça e 
assoando o nariz. Ao lado dela tem um copo com água e comprimidos. O ser humano é 
uma fonte de infecção.
O estabelecimento da infecção parasitária pode passar por estádio, que se re-
fere à fase intermediária ou ao intervalo entre duas mudas da larva de um ar-
trópode ou helminto. Além disso, existe o estágio, que é a forma de transição 
de um artrópode ou helminto para completar o ciclo biológico. Por exemplo, 
estágio de ovo, larva ou pupa (FERREIRA, 2020).
Após passar por estágios ou estádios (a depender do parasito e da infecção 
que ele está estabelecendo) temos as fases da infecção, que pode ser aguda 
ou crônica. A fase aguda é o período após a infecção em que os sintomas clí-
nicos são mais marcantes, pois há uma resposta das células de defesa do or-
ganismo do hospedeiro. É um período de definição. Nela, o indivíduo se cura, 
entra na fase crônica ou morre. A fase crônica é a que se segue a fase aguda 
(FERREIRA, 2020). 
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FIGURA 9 – CÉLULAS DE DEFESA
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa um homem com células de defesa na 
mão, indicando que na fase aguda das doenças elas são ativadas afim de evitar o 
desenvolvimento da infecção. 
A fase crônica é marcada pela redução dos sintomas e passa a existir um equi-
líbrio entre o hospedeiro e o parasito. O número de parasitos, na fase crônica, 
mantém-se constante. Vale lembrar que este equilíbrio pode ser rompido em 
favor de ambos os lados, tanto dos hospedeiros quanto dos parasitos (FER-
REIRA, 2020). 
1.2.3 SOBREVIVÊNCIA NOS HOSPEDEIROS
À priori e de forma individual, todos os seres vivos seguem um ciclo evolutivo, 
sendo ele: nascer, comer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. Para que 
isso seja possível, necessitamos nos adaptar ao ambiente em que vivemos 
para que possamos sobreviver. Por exemplo, como seres humanos, precisa-
mos ter acesso à alimentação adequada, moradia, saúde e educação. Isso é 
viver em sociedade e faz parte da sobrevivência. Quando nos reportamos às 
outras espécies não é diferente, eles também precisam criar um ambiente 
harmônico para sobreviverem. Caso contrário, haverá um desequilíbrio na in-
teração entre os mesmos. Essas interações podem ser, portanto, harmônicas 
ou desarmônicas. (FERREIRA, 2020).
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Harmônicas
Nessas relações ecológicas, existe um benefício para ambas as 
espécies envolvidas. Se existe benefício, não existe prejuízo.
Desarmônicas
Nessas relações ecológicas, pelo menos uma das espécies envolvidas 
terá prejuízo na interação. Como exemplo temos a competição, que 
ocorre quando as espécies passam a disputar coisas em comum, 
como alimentos e parceiros. 
Na atualidade, parasitas são organismos que vivem 
na interação com os demais organismos. Para que 
isso ocorre? Isso ocorre para que haja sobrevivência, 
por exemplo, um parasito se beneficia obtendo 
parcialmente ou completamente nutrientes dos 
hospedeiros.
 FIGURA 10 – CONTAMINAÇÃO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#PraTodosVerem: a imagem representa tomate, uma lupa e micro-organismos sendo vistos 
no tomate através da lupa. Os micro-organismos sobrevivem no meio nutrindo-se de 
substâncias encontradas no seu hospedeiro. 
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Os principais tipos de parasitismos que ocorrem entre os seres vivos são:
Acidental
Nesse tipo de parasitismo, o parasito se em um hospedeiro diferente 
daquele que é esperado.
Errático
Nesse tipo de parasitismo, o parasito está fora do seu ambiente 
natural. Ou seja, o próprio nome “errático” diz a condição do parasito.
Obrigatório
Nesse tipo de parasitismo, o parasito é considerado intracelular 
obrigatório, ou seja, só é capaz de sobreviver dentro do hospedeiro. 
É dentro do hospedeiro que o parasito conseguirá alimento e, 
consequentemente, a sobrevivência. Issoocorre na maioria das 
parasitoses que estudaremos.
Proteliano
Esse tipo de parasitismo ocorre em estágios larvares, apenas. 
Facultativo: Nesse tipo de parasitismo, os parasitos podem viver na 
forma livre (ou seja, no ambiente propício ao seu desenvolvimento) 
ou de forma parasitária (dependente de um hospedeiro para a 
sobrevivência).
CONCLUSÃO
Caros(as) alunos(as), nesta unidade, pudemos conhecer um pouco sobre a 
Parasitologia e seus conceitos. Compreendemos o processo de estabeleci-
mento de uma infecção e como os parasitos conseguem sobreviver nos hos-
pedeiros. Aprendemos sobre os ciclos evolutivos e a morfologia dos parasitos. 
Entre os principais elementos, podemos destacar: hospedeiro, parasitos, in-
fecção, patogenia, patogenicidade e fonte de infecção.
UNIDADE 2
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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> conhecer as 
características biológicas 
e morfológicas dos 
protozoários.
> identificar as 
características dos 
principais helmintos 
parasitos que infectam o 
ser humano.
> compreender a 
importância dos 
artrópodes na transmissão 
e na geração de patologia 
no homem.
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2 PRINCIPAIS PARASITOS: 
PROTOZOÁRIOS, HELMINTOS E 
ARTRÓPODES
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
A vida parasitária, ao contrário do que se pensa, apresenta vantagens evolu-
tivas para o desenvolvimento de seres vivos. Esse sucesso alcançado entre as 
diferentes formas de interação de seres vivos se traduz na quantidade de or-
ganismos que exercem este estilo de vida, chegando a um terço de todas as 
espécies do planeta. Assim, devemos pensar que cada organismo do planeta, 
neste momento, pode estar parasitado por outro organismo. O ser humano 
não foge dessa regra.
A nossa espécie pode ser afetada por uma ampla variedade de parasitos, in-
cluindo protozoários , organismos unicelulares que apresentam uma rápida 
taxa de reprodução; helmintos , que correspondem aos principais parasitos 
humanos, sendo encontrados em todos os continentes afetando, principal-
mente, crianças pequenas; e os artrópodes , os animais mais diversos do pla-
neta que podem se comportar como parasitos diretos do ser humano ou 
como vetores biológicos das principais doenças infecciosas que atingem à 
humanidade. 
2.1 CONCEITOS BÁSICOS RELACIONADOS AOS 
PROTOZOÁRIOS
Os protozoários são organismos microscópicos encontrados, principalmente, 
como seres de vida livre. No entanto, algumas espécies se adaptaram à vida 
parasitária, conseguindo infectar uma ampla variedade de hospedeiros, in-
cluindo o ser humano. 
2.1.1 O QUE SÃO PROTOZOÁRIOS?
Os protozoários são organismos unicelulares, heterótrofos e eucarióticos en-
contrados em quase todos os habitats do planeta, principalmente em am-
bientes aquáticos ou terrestres com elevada umidade.
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Heterótrofo são os organismos que não sintetizam 
seu próprio alimento, devendo adquirir os 
nutrientes a partir do meio externo ou através da 
predação de outros seres vivos. 
Assista ao vídeo que demonstra o movimento 
de desligamento realizado pelo protozoário 
Toxoplasma gondii em uma superfície sólida que 
ocorre sem mudanças no formato da célula e na 
ausência de estruturas de locomoção. https://www.
youtube.com/watch?v=Y5YxpOrUpdQ
Estes organismos, inicialmente, foram classificados no reino Protista (“primei-
ros seres”), descrito em 1866 pelo naturalista alemão Ernst Haeckel. Curiosa-
mente, compartilham características biológicas com os metazoários, como 
a presença de núcleo e outras organelas. Contudo, não podem ser definidos 
como organismos simples, pois apresentam uma complexidade biológica e 
bioquímica que permite sua sobrevivência nos mais diversos nichos ecológi-
cos (LOURENÇO, 2013). 
Cada protozoário precisa ser capaz de cumprir todas as funções fisiológicas 
da sua espécie, como nutrição, movimentação e reprodução. Assim, para sua 
nutrição, estes organismos apresentam mecanismos diversificados, como a 
fagocitose, pinocitose, transporte ativo e passivo. Da mesma forma, diversas 
adaptações foram adquiridas para sua locomoção, como a emissão de pseu-
dópodes, a presença de um ou mais flagelos e cílios na superfície da mem-
brana. Na ausência de estas estruturas, alguns protozoários podem se movi-
mentar por deslizamento (NEVES , 2016). 
https://www.youtube.com/watch?v=Y5YxpOrUpdQ
https://www.youtube.com/watch?v=Y5YxpOrUpdQ
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Com relação a sua reprodução, a maioria dos protozoários se multiplica atra-
vés de uma reprodução assexuada, podendo ser realizada por: 
• fissão binária simples, na qual são formadas duas células similares à parental; 
• esquizogonia, onde uma célula parental divide sucessivamente seu núcleo, 
gerando uma célula multinucleada que, posteriormente, dividirá seu 
citoplasma em várias células individuais; 
• endodiogenia, que corresponde à formação de duas células filhas que se 
desenvolvem no interior da célula paternal (REY , 2011) 
FIGURA 1 – REPRODUÇÃO DOS PROTOZOÁRIO
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa o desenho dos tipos de reprodução de 
protozoários, assexuada e sexuada.
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Por outro lado, alguns grupos de protozoários podem apresentar, além da 
reprodução assexuada, um processo de reprodução sexuada. Para isso, al-
guns destes organismos podem gerar gametas femininos (macrogametas) 
e masculinos (microgametas), os quais irão se fusionar para a formação de 
um zigoto, processo denominado esporogonia. Da mesma forma, algumas 
espécies podem realizar intercambio de material genético em um processo 
denominado conjugação (Figura 1). 
2.1.2 CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E 
BIOLÓGICAS
Devido a sua elevada diversidade, muitas espécies apresentam característi-
cas próprias, não encontradas em outros grupos de protozoários. Dessa for-
ma, por muito tempo foi utilizada a classificação baseada no mecanismo de 
locomoção para diferenciar as características morfológicas e biológicas dos 
protozoários parasitos (Figura 2). 
FIGURA 2 – CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DOS PROTOZOÁRIOS: (A) SARCODÍNEOS; 
(B) MASTIGÓFOROS; (C) CILIÓFOROS; (D) ESPOROZOÁRIOS
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto da classificação morfológica dos 
protozoários, incluindo: sarcodíneos; mastigóforos; cilióforos; e esporozoários.
Os sarcodíneos (amebas) se caracterizam por apresentar um formato celular 
variável, devido à emissão constante de pseudópodes. Estas projeções ser-
vem para duas funções: direcionamento da movimentação e a captação de 
alimento por fagocitose. No seu citoplasma são encontradas duas regiões 
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bem definidas denominadas ectoplasma, mais próxima da membrana celu-
lar, e endoplasma, localizado mais internamente na célula, onde são obser-
vadas todas as organelas. O núcleo destas células é esférico, contendo no seu 
interior a cromatina associada à membrana nuclear. 
As amebas patogênicas apresentam dois 
estágios no seu ciclo biológico, os trofozoítos que 
correspondem à forma vegetativa, replicando-se por 
fissão binária simples, e os cistos, que corresponde 
à forma infectante para o ser humano, formado por 
uma parede resistente de permeabilidade seletiva 
que cobre completamente o protozoário.
Tanto os flagelos presentes nos mastigóforos 
quanto os cílios dos cilióforos, encontrados na 
membrana de alguns protozoários, precisam estar 
associados às mitocôndriasno citoplasma da célula 
para, desta forma, ter acesso direto à energia para 
sua movimentação.
Os mastigóforos (flagelados) são um dos grupos de protozoários mais diver-
sos, apresentando somente uma característica em comum: a presença de 
um ou mais flagelos na sua superfície. Os flagelados parasitos do ser humano 
podem ser encontrados em diversos órgãos e tecidos, como o trato digestivo, 
tecido cutâneo, musculatura cardíaca e trato urogenital. Este grupo de proto-
zoários pode ser transmitido de forma direta ou através de vetores biológicos, 
correspondentes a artrópodes hematófagos (SIQUEIRA-BATISTA et al., 2020). 
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Os cilíoforos apresentam na sua superfície dezenas de pequenas projeções 
denominadas cílios que, assim como os flagelos, são formados por microtú-
bulos. Estes protozoários apresentam um formato ovoide e mostram na sua 
membrana citoplasmática duas invaginações: o citóstoma ou “boca celular”, 
encarregado da captação de nutrientes por pinocitose, e o citopígio ou “ânus 
celular”. Uma característica singular destes organismos é a presença, no seu 
citoplasma, de dois núcleos: o macronúcleo, que participa da transcrição de 
genes, e o micronúcleo, utilizado para intercambiar material genético na con-
jugação. 
Finalmente, os esporozoários correspondem a um dos grupos mais diversos, 
caracterizando-se por serem patógenos intracelulares. Invariavelmente, estes 
organismos apresentam formato de gota ou meia lua. Na sua porção ante-
rior, estas células possuem uma série de estruturas (roptrias, grânulos densos, 
anéis polares, conóides) que, em conjunto, formam o complexo apical, que 
participa do processo de invasão celular, formando o chamado vacúolo pa-
rasitóforo, local onde o patógeno se multiplica por esquizogonia (SIQUEIRA-
-BATISTA, et al., 2020). 
O protozoário Toxoplasma gondii, esporozoário 
do filo Apicomplexa e agente causador da 
toxoplasmose, é o único patógeno que pode 
modificar o comportamento do seu hospedeiro 
intermediário. Desta forma, roedores infectados 
perdem o medo ao seu predador, o gato, facilitando 
que o felino devore a carne do roedor. Dessa forma, 
a transmissão do protozoário para seu hospedeiro 
definitivo é garantida.
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Supergrupo Grupo Subgrupo Espécie de 
interesse
Amoebozoa Entamoebida - Entamoeba 
histolytica
Mastigamoebidae - Endolimax nana
Chromoalveolata Alveolata Apicomplexa Toxoplasma gondii
Plasmodium sp.
Cryptosporidium sp.
Cystoisospora belli
Ciliophora Balantidium coli
Excavata Fornicata Eopharyngia Giardia duodenalis
Parabasalia Trichomonadida Trichomonas 
vaginalis
Euglenozoa Kinetoplastea Trypanosoma cruzi
Leshmania sp.
2.1.3 TAXONOMIA
Até o momento, foram descritas mais de 80.000 espécies de protozoários, 
entretanto, estima-se que este grupo contenha tantas espécies como as en-
contradas em organismos de outros reinos (GOATER et al., 2014). A sua clas-
sificação taxonômica apresenta uma elevada complexidade por ser um gru-
po polifilético, isto é, não todos os protozoários apresentam um ancestral em 
comum. Por este motivo, a taxonomia dos protozoários é constantemente 
modificada, sofrendo mais câmbios que qualquer outro grupo.
Na atualidade, ferramentas moleculares permitiram determinar uma clas-
sificação taxonômica baseada nas relações evolutivas, deixando obsoleta a 
classificação baseada na comparação de ultraestruturas. Desta forma, a So-
ciedade de Protozoologistas sugere a adoção da classificação descrita por Adl 
e colaboradores (2005). 
QUADRO 1 – CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DOS PROTOZOÁRIOS DE IN-
TERESSE MÉDICO 
Fonte: Adaptado de Ferreira (2021, p. 3).
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Além da classificação oficial, na literatura são encontradas ainda formas de 
agrupamento que facilitam o estudo de protozoários parasitos, como a clas-
sificação baseada no mecanismo de locomoção (SIQUEIRA-BATISTA et al., 
2020). Da mesma forma, outras formas de agrupamento podem ser utiliza-
das para o melhor entendimento deste grupo de organismos. 
A classificação baseada no tipo de interação com seu hospedeiro pode dividir 
os protozoários em dois grandes grupos: 
• Protozoários extracelulares: que inclui os protozoários que conseguem 
se reproduzir aderidos à superfície de órgãos e tecidos específicos. Um 
exemplo deste grupo é a Giardia duodenalis, protozoário intestinal que se 
adere especificamente à parede do duodeno do indivíduo infectado; 
• Protozoários intracelulares: que corresponde aos organismos que precisam 
invadir uma célula do hospedeiro para se reproduzir. Um exemplo deste 
grupo é Toxoplasma gondii que consegue invadir praticamente todas as 
células nucleadas do organismo, exceto linfócitos (Figura 3). 
FIGURA 3 – INFECÇÃO POR PROTOZOÁRIOS EXTRACELULARES E INTRACELULARES: 
(A) TROFOZOÍTOS DE GIARDIA DUODENALIS ADERIDOS NA MUCOSA DO INTESTINO 
DELGADO; (B) TAQUIZOÍTOS DE TOXOPLASMA GONDII SE REPRODUZINDO NO 
INTERIOR DE UMA CÉLULA DO CÉREBRO DE CAMUNDONGO 
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa o desenho de exemplos de protozoários 
extracelulares e intracelulares, incluindo Trofozoítos de Giardia duodenalis aderidos na 
mucosa do intestino delgado e Taquizoítos de Toxoplasma gondii se reproduzindo no 
interior de uma célula do cérebro de camundongo.
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PARASITOLOGIA
Outra forma de classificação corresponde à baseada no órgão ou tecido afe-
tado. Assim, os protozoários podem se classificar em:
Parasitos de mucosas
São os que necessariamente interagem com os açucares da 
mucosidade, sendo encontrados, dependendo da espécie, nas 
mucosas gastrointestinal, pulmonar e sistema urogenital.
Patogenia da Doença de Chagas
São os parasitos que circulam no sangue de forma sistémica, devendo 
ser transmitidos por vetores hematófagos.
Parasitos teciduais
Podem afetar tecidos internos (sistema nervoso central, musculatura 
cardíaca etc.) ou externos (pele).
2.2 CONCEITOS BÁSICOS RELACIONADOS AOS 
HELMINTOS E AOS ARTRÓPODES
Apesar de serem organismos não relacionados, helmintos e artrópodes apre-
sentam uma característica em comum: são grupos com uma diversidade 
impressionante, estimando-se que cada um deles conte com mais de um 
milhão de espécies, a grande maioria ainda não descrita. 
2.2.1 O QUE SÃO HELMINTOS E ARTRÓPODES?
Os helmintos parasitos, conhecidos popularmente como vermes, são um 
grupo diverso de metazoários que se caracterizam por apresentar corpo 
alongado e simetria bilateral. Estes organismos foram os primeiros patóge-
nos a serem descritos, sendo os parasitos mais comumente encontrados em 
infecções humanas. Nesse sentido, estima-se que um de cada cinco pessoas 
no mundo tenham um helminto no trato intestinal (NEVES, 2016). 
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Em termos fisiológicos, estes organismos podem apresentar três estágios de 
desenvolvimento:
I. o verme adulto, encontrado no seu hospedeiro definitivo apresentando 
todas as estruturas para a reprodução sexuada, permitindo a geração 
de milhares de estágios infectantes; 
II. ovos, são o produto resultante da reprodução sexuada, apresentam 
uma elevada resistência ao meio ambiente, sendo, em muitas 
espécies, o estágio infectante para o hospedeiro vertebrado; 
III. larvas, correspondentes ao estágio juvenil, que apresentam várias 
etapas de amadurecimento para formar, finalmente, os estágios 
adultos (REY, 2011). 
Característica dos helmintos
Esses parasitos possuem a capacidade de gerar infecções crônicas 
de longa duração, sendo a maioria destastotalmente assintomáticas, 
contudo, dependendo da carga parasitária e do tamanho do verme, 
podem gerar doenças debilitantes no hospedeiro. 
Por outro lado, os artrópodes são o grupo de seres vivos mais diversificado do 
planeta, contando com espécies aquáticas e terrestres. O filo Arthropoda in-
clui organismos invertebrados que possuem apêndices externos com a pre-
sença de articulações (pernas ou patas), além de apresentarem uma camada 
externa rígida que permite a proteção do animal contra agressões externas 
(PECHENIK, 2016). 
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Os artrópodes são um dos grupos de animais mais 
antigos do planeta, o qual surgiu no final do período 
Pré-Cambriano, a mais de 550 milhões de anos 
atrás. São organismos dinâmicos e abundantes, 
com uma enorme distribuição geográfica, sendo 
encontrados desde trópicos às regiões polares, 
incluindo as fossas abissais marinhas e alturas 
extremas nas cordilheiras.
Os artrópodes apresentam simetria bilateral, apresentando sistemas orgâni-
cos bem definidos (respiratório, nervoso, digestivo, reprodutor), além do cor-
po segmentado. Estes organismos participam de todos os níveis tróficos, in-
cluindo espécies que se adaptaram à vida parasitária. Da mesma forma, estes 
animais podem servir como alimento para uma grande variedade de orga-
nismos, participando também na polinização de plantas e na produção de 
substâncias que podem ser utilizadas pelo ser humano (fármacos, seda, mel, 
etc.). No entanto, também podem competir com o ser humano na procura 
de alimento (pragas) e participar como causadores diretos de patologias ou 
como vetores biológicos de agentes infecciosos (NEVES, 2016). 
2.2.2 CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS 
E BIOLÓGICAS DOS HELMINTOS E DOS 
ARTRÓPODES
Morfologicamente, os helmintos parasitos podem ser divididos em dois gran-
des grupos: vermes com o corpo cilíndrico, denominados nematelmintos, e 
vermes com corpo achatado ou platelmintos (Figura 4). 
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FIGURA 4 – CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DOS HELMINTOS: (A) CORPO CILÍNDRICO 
DE UM NEMATÓDEO DE VIDA LIVRE; (B) FORMATO DE FOLHA DE UM PLATELMINTO 
TREMATÓDEO (FASCIOLA HEPATICA); (C) CORPO SEGMENTADO DE UM PLATELMINTO 
CESTOIDE (ECHINOCOCCUS GRANULOSUS)
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022). 
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto da classificação morfológica dos helmintos 
parasitos, incluindo de nematódeo, de platelminto trematódeo e de platelminto cestoide.
O corpo dos nematelmintos pode ser definido como um cilindro interno 
(tubo digestivo), coberto por um cilindro externo (cutícula). Estes organismos 
apresentam tubo digestivo completo, composto por uma boca, esófago mus-
culoso, trato intestinal composto por um epitélio colunar simples e um ânus 
localizado na porção lateral (FERREIRA, 2021). 
Após a eclosão dos ovos, os estágios larvários dos 
nematelmintos passam por uma série de etapas 
de amadurecimento, nas quais os estágios juvenis 
precisam se desprender da sua cutícula externa 
(ecdise), processo denominado muda, para 
continuar o crescimento até o estágio adulto. Nos 
nematelmintos são observados quatro estágios 
de desenvolvimento larvário, denominados larvas 
L1 (primeiro estágio) até larva L4 (larva de quarto 
estágio).
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Por outro lado, os platelmintos não apresentam cavidades no seu corpo, sen-
do preenchido por parênquima. Estes parasitos podem ser divididos em dois 
grupos: 
• Trematódeos: apresentam formato de folha na qual pode ser observado, na 
sua parte anterior, um par de ventosas: a ventosa oral e a ventosa ventral ou 
acetábulo. Na região interna, estes vermes apresentam um tubo digestivo 
incompleto, formado pela boca, esófago, trato digestivo, mas sem a presença 
de ânus.
• Cestódeos: apresentam corpo alongado e nitidamente segmentado. Estes 
vermes podem ser de pequeno ou grande porte, podendo atingir metros 
de comprimento. Seu corpo está dividido em três regiões: escólice, colo ou 
pescoço e estróbilo, que correspondente ao corpo do parasito dividido em 
segmentos denominados proglotes. 
Cutícula dos platelmintos
Corresponde à camada externa do verme, apresentando função 
metabólica importante pela absorção de nutrientes e oxigênio para 
o verme. Muitas drogas anti-helmínticas têm como sitio de ação as 
bombas de transporte presentes nesta cutícula.
Por outro lado, os artrópodes de importância médica pertencem a duas clas-
ses: classe Insecta e classe Arachnida. Apesar da sua elevada diversidade, am-
bas as classes apresentam membros que participam causando danos diretos 
ao ser humano, se comportando como ectoparasitos (piolhos, ácaros, pulgas, 
carrapatos) e membros que participam indiretamente na geração de doen-
ça, atuando como vetores biológicos de agentes infeciosos (mosquitos, flebo-
tomíneos, triatomíneos), (Figura 5). 
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FIGURA 5 – CARACTERÍSTICAS DOS ARTRÓPODES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA: (A) 
CLASSE INSECTA (ANOPHELES SP.); (B) CLASSE ARACHNIDA (SARCOPTES SCABIEI).
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa a foto de artrópodes de importância médica, 
incluindo a classe insecta e a classe arachnida.
Baseado no tipo de desenvolvimento que realizam os artrópodes, estes orga-
nismos podem ser classificados em: 
• Holometábolos: que correspondem aos organismos que apresentam uma 
metamorfose completa (ovo, larva, pupa e individuo adulto ou imago);
• Hemimetábolos: correspondente aos organismos que apresentam uma 
metamorfose incompleta, tendo vários estágios de ninfas (Figura 6).
FIGURA 6 – ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DE INSETOS HOLOMETÁBOLOS (AEDES 
ALBOPICTUS) E HEMIMETÁBOLOS
Fonte: Plataforma Wikimedia (2022).
#ParaTodosVerem: a imagem representa o desenho e a foto dos tipos de desenvolvimento 
metabólico de artrópodes, com as fases: ovos, larva, pupa e imago; e ninfas e imago. 
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Filo Classe Ordem Família Gênero
Platyhelminthes Trematoda Strigeidida Schistosomatidae Schistosoma
Plagiorchiida Fasciolidae Fasciola
Cestoda Cyclophyllidea Taeniidae Taenia
Echinococcus
Hymenolepididae Hymenolepis
Nematoda Chromadorea Rhabditida Ascarididae Ascaris
Strongyloididae Strongyloides
Onchocercidae Wuchereria
Onchocercidae Onchocerca 
Ascarididae Lagochilascaris
Toxocaridae Toxocara
Strongylida Ancylostomatidae Ancylostoma
Necator
Angiostrongylidae Angiostrongylus
Enoplea Trichinellida Trichuridae Trichuris
Os artrópodes da classe Insecta são os seres vivos mais abundantes do pla-
neta e caracterizam-se por apresentar o corpo dividido em três segmentos: 
cabeça, tórax e abdome, além da presença de três pares de patas. Por ou-
tro lado, os artrópodes da classe Arachnida, apresentam o corpo dividido em 
dois segmentos: cefalotórax e abdômen, mostrando quatro pares de patas 
e a presença de quilíceras e pedipalpos, estruturas móveis utilizadas para a 
alimentação e a cópula. 
2.2.3 TAXONOMIA
Os helmintos apresentam uma elevada diversidade, estimando-se que a filo 
Nematoda inclua mais de um milhão de espécies. A primeira forma de clas-
sificação dos helmintos foi baseada na sua morfologia e, a diferença dos pro-
tozoários, este tipo de classificação acompanhou os estudos moleculares que 
agrupou estes organismos pelas suas características evolutivas (Quadro 2). 
QUADRO 2 – CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DOS PRINCIPAIS HELMINTOS 
QUE INFECTAM O SER HUMANO
Fonte: Elaborado pelo autor (2022).
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Devido a sua elevadadiversidade, os helmintos do filo Nematoda são os mais 
importantes causadores de infecção nos seres humanos, principalmente os 
denominados geohelmintos. Este tipo de helmintos realiza seu processo de 
amadurecimento larvário no solo, antes de infectar um novo hospedeiro (SI-
QUEIRA-BATISTA, 2020). 
Na atualidade, não existe uma classificação taxonômica que aborde exclusi-
vamente os artrópodes de importância medica. No entanto, a grande maio-
ria deles pode ser agrupada nas classes Insecta e Arachnida (Quadro 3).
QUADRO 3 – CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DOS PRINCIPAIS ARTRÓPO-
DES DE IMPORTÂNCIA MEDICA
Classe Ordem Família Subfamília Gênero
Insecta Hemiptera Reduviide Triatominae Triatoma
Cimicidae Cimex
Diptera Muscidae Muscinae Musca
Culicidae Anophelinae Anopheles
Culicinae Culex
Psychodidae Phlebotominae Lutzomyia 
Siphonaptera Pulicidae Pulicinae Pulex
Phthiraptera Pediculidae Pediculus
Blattaria Blattidae Periplaneta
Arachnida Acaridida Sarcoptidae Sarcoptinae Sarcoptes
Ixodidae Ixodes
Araneae Sicariidae Loxosceles 
Theridiidae Latrodectus
Scorpiones Buthidae Tityus
Fonte: Elaborado pelo autor (2022).
Nessa classificação, devem ser destacados os gêneros que atuam como para-
sitos de seres humanos, como o Sarcoptes sp., agente causador da escabiose 
(sarna) e Pediculus sp. (piolho). Também podem ser destacados os artrópo-
des que temporariamente podem afetar o ser humano, principalmente se 
alimentando de sangue, como o gênero Pulex sp. (pulgas) e Ixodes sp. (carra-
patos). Outro grupo incluído são os artrópodes que podem causar acidentes 
na sua interação com o ser humano, como os gêneros Loxosceles sp. e Latro-
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dectus sp., correspondentes à aranha-marrão e a viúva negra, respectivamen-
te, além do gênero Tityus (escorpião amarelo). 
O grupo mais importante se encontra na classe Insecta, correspondente aos 
vetores biológicos de várias parasitoses, como o gênero Triatoma sp., trans-
missão da doença de Chagas, o gênero Anopheles sp., mosquitos transmisso-
res da malária e Lutzomyia sp., transmissor da leishmaniose. 
CONCLUSÃO
Nesta unidade você aprendeu sobre os protozoários, suas características bio-
lógicas e morfológicas, assim como a classificação taxonômica das principais 
espécies que afetam o ser humano. Também, conseguiu conhecer as carac-
terísticas gerais de helmintos e artrópodes, os grupos mais diversos do reino 
Animalia, sua biologia e classificação das espécies de importância médica. 
UNIDADE 3
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos que 
possa:
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> identificar os principais 
métodos diagnósticos 
das doenças causadas por 
protozoários.
> compreender os 
principais métodos 
diagnósticos das doenças 
causadas por helmintos e 
artrópodes.
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3 DIAGNÓSTICOS DAS DOENÇAS 
CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS, 
HELMINTOS E ARTRÓPODES
INTRODUÇÃO DA UNIDADE
Nesta unidade, abordaremos os métodos diagnósticos das doenças causadas 
por protozoários, helmintos e artrópodes. Dessa forma, veremos os diagnósti-
cos parasitológicos, os diagnósticos moleculares e os diagnósticos imunológi-
cos para a identificação das principais doenças causadas por esses parasitos. 
Os diagnósticos parasitológicos tem como finalidade identificar os parasitas 
intestinais que causam doenças, como a Amebíase. Para que seja possível 
a realização dos exames parasitológicos, alguns critérios devem ser levados 
em conta. Por exemplo, os achados morfológicos. Os exames parasitológicos 
conseguem verificar a presença de vermes adultos no intestino dos seres hu-
manos. 
Os diagnósticos moleculares são os testes baseados na Biologia Molecular. 
A Biologia Molecular visa estudar os processos do ácido desoxirribonucleico 
(DNA), como a transcrição, a replicação e a tradução. Assim, podemos contar 
com a Biologia Molecular para o diagnóstico de doenças, como a Leishmanio-
se (causada por protozoário).
Os diagnósticos imunológicos são muito importantes, porém, de alto custo. 
Não é todo local que oferta esse tipo de diagnóstico. Eles conseguem detec-
tar a presença de anticorpos contra os parasitas, como os protozoários. Além 
dessa função, os testes imunológicos detectam os antígenos desses parasitas. 
Os testes imunológicos pela técnica ELISA (Enzyme Linked Immuno Sorbent 
Assay), por exemplo, são específicos para identificar giardíase (doença causa-
da por protozoário).
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3.1 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DAS DOENÇAS 
CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
3.1.1 MÉTODOS PARASITOLÓGICOS
As doenças causadas por protozoários e que serão estudadas por nós serão: 
Doença de Chagas, Leishmanioses cutâneas e viscerais, Malária, Toxoplasmo-
se, parasitoses intestinais (Amebíase e Giardíase) e parasitose transmitida se-
xualmente (Tricomoníase). Os diagnósticos de cada uma delas estão descritos 
abaixo (ZEIBIG, 2014):
FIGURA 1 – MÉTODO PARASITOLÓGICO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de uma mão segurando uma lâmina com 
células de parasitas, uma forma de diagnóstico de doenças causadas por protozoários.
a. Diagnóstico parasitológico da Doença de Chagas: a doença de Cha-
gas possui duas fases, a aguda e a crônica. Os testes diagnósticos são 
diferentes em cada uma das fases. Apenas na fase aguda da doença 
conseguimos identificar o parasita através de métodos parasitológicos 
direto (exames laboratoriais de sangue). Na fase crônica, este método 
diagnóstico é pouco confiável.
b. Diagnóstico parasitológico Leishmanioses: os principais métodos 
diagnósticos são a pesquisa do parasito (exame parasitológico direto 
e indireto). Como visto, temos estudado dois tipos de Leishmaniose, a 
cutânea (tegumentar americana) e a visceral. Os métodos diagnósti-
cos parasitológico da Leishmaniose cutânea baseiam-se na biópsia de 
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parte da lesão ulcerosa e na identificação do parasita em esfregaços de 
lâminas contendo substâncias específicas. Na Leishmaniose visceral o 
método diagnóstico parasitológico mais eficaz é a observação direta 
do parasito, por meio de materiais retirados da medula óssea, fígado, 
baço e linfonodos. Para que essa observação seja possível, são utiliza-
das lâminas de vidro. 
c. Diagnóstico parasitológico Malária: o diagnóstico parasitológico da ma-
lária é feito por meio de preparações coradas de sangue por esfregaços 
ou gotas espessas para a pesquisa do protozoário ao microscópio ele-
trônico. Na figura 2 podemos observar a conduta que os profissionais 
de saúde devem ter ao realizarem o exame de gota espessa.
FIGURA 2 – ALGORITMO DE DECISÃO APÓS REALIZAÇÃO DA GOTA ESPESSA
Fonte: Brasil (2018, p. 538).
#ParaTodosVerem: a imagem representa um fluxograma com o algoritmo de decisão 
após realização da gota espessa, com os campos: resultado positivo para malária, com 
tratamento imediato e assistência ao paciente e controle de cura após o tratamento; 
resultado positivo para outros hemoparasitos, encaminhar para atendimento e notificar 
a vigilância da doença em questão; e resultado negativo, investigar outras causas e, se 
persistirem os sintomas, repetir gota espessa após 24 horas ou 48 horas.
d. Diagnóstico parasitológico Toxoplasmose: os parasitas devem ser isola-
dos em cultura de células retiradas por meio de biópsia. 
e. Diagnóstico parasitológico das parasitoses intestinais: o diagnóstico da 
Giardíase e da Amebíase é feito pelo exame de fezes formadas utilizan-
do técnicas específicas, como o Método de Faust.
f. Diagnóstico parasitológico Tricomoníase:é coletado um material 
quem posteriormente, será examinado em preparações coradas ou a 
fresco. 
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Diagnóstico Tricomoníase em homens
o Por meio de material coletado da região uretral. O homem deverá 
coletar o material na primeira urina do dia. Além deste exame, são 
possíveis também: coleta de esperma e a utilização do swab.
Diagnóstico tricomoníase em mulheres
o Por meio do exame Papanicolau (preventivo) ou da coleta de 
secreção vaginal feita com swabs (sempre antes da higiene íntima 
da parte da manhã).
3.1.2 MÉTODOS MOLECULARES
Os métodos diagnósticos moleculares, por terem alto custo, empregam tec-
nologias bem avançadas, isso permite que sejam mais confiáveis para o diag-
nóstico de doenças causadas por protozoários. As tecnologias empregadas 
podem ser uma simples reação em cadeia da polimerase (PCR) ou o sequen-
ciamento de nova geração (NGS) (mais avançado) (FERREIRA, 2020). 
Diferentemente dos métodos parasitológicos realizados por meio de amos-
tras clínicas de sangue, os diagnósticos moleculares não precisam de jejum 
do paciente para serem feitos. Além disso, uma pequena amostra do sangue 
ou outro material já é o suficiente para a realização dos testes (FERREIRA, 
2020).
FIGURA 3 – MÉTODO MOLECULAR
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa a foto de um homem em um laboratório 
manipulando uma amostra molecular em cima de uma bancada com vários 
equipamentos utilizados em laboratórios.
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PARASITOLOGIA
a. Diagnóstico molecular da Doença de Chagas: os testes moleculares 
são a PCR e o Western Blot (WB). O WB é um teste de imunodetecção 
de proteínas.
b. Diagnóstico molecular Leishmanioses: Por meio da detecção de DNA 
de Leishmania, a técnica empregada é a PCR. 
c. Diagnóstico molecular Malária: Por meio da técnica de PCR. A PCR, 
no caso da malária, permite a detecção e a identificação das espécies 
de plasmódio. Isso ocorre, porque é considerado um teste com maior 
sensibilidade e especificidade.
A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), abriga 
o Laboratório de Referência Nacional para 
o Diagnóstico Molecular de Leishmanioses 
(LRNDML). Este laboratório é responsável por 
receber as amostras clínicas que tem suspeita de 
leishmaniose das regiões do Sul, do Sudeste e do 
Centro-Oeste do Brasil.
d. Diagnóstico molecular Toxoplasmose: ocorre por meio das técnicas 
moleculares da PCR e do WB. Apesar de serem testes poucos empre-
gados no Brasil, eles permitem uma melhor interpretação do estado 
real da interação parasito-hospedeiro.
f. Diagnóstico molecular das parasitoses intestinais: o diagnóstico da 
Giardíase e da Amebíase é realizado por meio da técnica de PCR. 
g. Diagnóstico molecular Tricomoníase: Por meio da técnica de PCR, 
que permite pesquisar o DNA do agente etiológico da Tricomoníase, 
o Tricomonas vaginalis . Porém, a cultura de material coletado tanto 
em amostras de secreção vaginal, como em urinas masculinas é, atual-
mente, a melhor opção diagnóstica para a pesquisa do parasita.
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3.1.3 MÉTODOS IMUNOLÓGICOS
Ao lado da Biologia Molecular, os métodos imunológicos utilizados para o 
diagnóstico de doenças, como as causadas por protozoários, são considera-
dos os que têm mais avançado na última década. O teste imunológico mais 
empregado para o diagnóstico de certas doenças é o Enzyme-Linked Im-
munosorbent Assay (ELISA). Este teste utiliza anticorpos e antígenos, que 
são marcados com fluorescência (imunofluorescência) (SIQUEIRA-BATISTA, 
2020). 
Vale ressaltar que os testes imunológicos são de 
extrema importância no quesito diagnóstico e 
podem ser utilizados tanto para doenças que 
acometem de forma direta o sistema imunológico, 
quanto para as doenças que não acometem o 
sistema imunológico do paciente (SIQUEIRA-
BATISTA, 2020).
FIGURA 4 – MÉTODO IMUNOLÓGICO
Fonte: Plataforma Deduca (2022).
#ParaTodosVeram: a imagem representa o desenho de uma célula cromada vista de 
um microscópio. No diagnóstico imunológico, conseguimos diferenciar essas células e 
identificar a doença.
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a. Diagnóstico imunológico da Doença de Chagas: Por meio da coleta de 
soro, o exame detecta a presença de anticorpos e antígenos. Neste 
caso, o teste é utilizado para a detecção do agente eiológico Trypanos-
soma cruzi apenas na fase crônica da doença.
Antígeno (Ag)
Quaisquer substâncias que o organismo consegue identificar como 
“estranha”. Tais substâncias tem a capacidade de induzir a produção 
de anticorpos por meio do sistema imunológico.
Anticorpo (Ac)
São proteínas, também chamados imunoglobulina (lg). Os anticorpos 
são produzidos pelo sistema imunológico quando querem responder 
à ação de um antígeno. Para isso, os anticospos se ligam aos 
antígenos por meio de ligações específicas.
b. Diagnóstico imunológico Leishmanioses: Por meio do teste diagnós-
tico ELISA ou por meio de ensaios de imunofluorescência indireta. O 
teste “padrão ouro” é o teste cutâneo de Montenegro. Eles conseguem 
avaliar a resposta de células do sistema imunológico e a presença de 
anticorpos anti-Leishmania. Os exames laboratoriais de sangue tam-
bém são utilizados, em menor frequência. 
c. Diagnóstico imunológico Malária: Por meio da técnica ELISA ou por 
meio da imunofluorescência. Os testes imunológicos são baseados 
na interação entre os antígenos do parasita que estão presentes (em 
casos positivos da doença), no soro dos pacientes. Nos testes são en-
contrados anticorpos produzidos pelo sistema imunológico contra os 
parasitas. 
d. Diagnóstico imunológico Toxoplasmose: Por meio realizado de exames 
sorológicos como a RIFI (Reação de Imunofluorescência Indireta) e o 
ELISA para pesquisa de anticorpos antitoxoplasma no soro do pacien-
te. A interpretação da cinética das imunoglobulinas em gestantes e em 
casos congênitos estão descritos no Quadro 1.
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QUADRO 1 – CINÉTICA DAS IMUNOGLOBULINAS PARA DIAGNÓSTICO DA 
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL E DA TOXOPLASMOSE CONGÊNITA
Tipo Viragem sorológica Características
GESTACIONAL
IgM – positiva cinco a 14 
dias após infecção
IgM – pode permanecer 18 
meses ou mais. Não deve 
ser usado como único 
marcador de infecção 
aguda
IgA – positiva após 14 dias 
da infecção
IgA – detectável em 
cerca de 80% dos casos 
de toxoplasmose e 
permanece reagente 
entre três e seis meses, 
apoiando o diagnóstico 
da infecção aguda
IgG – aparece entre 
sete e 14 dias; seu pico 
máximo ocorre em 
aproximadamente dois 
meses após a infecção
IgG – declina entre 
cinco e seis meses, 
podendo permanecer 
em títulos baixos por 
toda a vida. A presença 
da IgG indica qua a 
infecção ocorreu.
CONGÊNITA
IgM ou IgA maternos não 
atravessam a carreira 
transpacentária
IgM ou IgA – a presença 
confirma o caso, mas a 
ausência não descarta.
IgA – útil para identificar 
infecções congênitas
IgG materno atravessa a 
barreira transplacentária
IgG – deve-se 
acompanhar a evolução 
dos títulos de IgG no 
primeiro ano de vida
Fonte: Brasil (2020, p. 10).
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PARASITOLOGIA
e. Diagnóstico imunológico das parasitoses intestinais: não são realizados 
testes imunológicos para o diagnóstico de parasitoses intestinas, como 
a Amebíase e a Giardíase. 
f. Diagnóstico imunológico Tricomoníase: não são realizados testes imu-
nológicos para o diagnóstico de tricomoníase.
3.2 DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS CAUSADAS 
POR HELMINTOS E ARTRÓPODES
3.2.1 MÉTODOS

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