Prévia do material em texto
Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 1 Aula 02 Administração Geral Processo Administrativo e Processo Decisório Professora: Lilian Quintão Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 2 SUMÁRIO 1 PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO. ............................................................ 3 2 PROCESSO DE PLANEJAMENTO. ............................................................................................................. 7 ANÁLISE DE CENÁRIOS................................................................................................................................... 13 EMPRESA COMO SISTEMA ............................................................................................................................ 18 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, TÁTICO E OPERACIONAL. ........................................................................... 20 METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO .................................................................................... 27 MISSÃO, VISÃO E VALORES ORGANIZACIONAIS ............................................................................................ 29 FORMAÇÃO DE ESTRATÉGIA ......................................................................................................................... 32 ANÁLISE COMPETITIVA E ESTRATÉGIAS GENÉRICAS ..................................................................................... 35 SISTEMA DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. ..................................................................... 45 BALANCED SCORECARD ................................................................................................................................. 50 ANÁLISE SWOT .............................................................................................................................................. 56 REDES E ALIANÇAS ......................................................................................................................................... 61 ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS................................................................................................................. 64 3 PROCESSO DECISÓRIO. ......................................................................................................................... 66 4 LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS ..................................................................................................... 77 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................... 106 6 LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS ............................................................................................... 108 7 GABARITO ........................................................................................................................................... 120 Querido aluno, Vamos começar firme na preparação da segunda aula para o desejado cargo de Auditor Fiscal do Trabalho. Muitos candidatos estão na batalha por essa oportunidade! Você precisará se dedicar durante todo o período para conquistar sua vaga. Vamos começar em ritmo acelerado! Fique atento a todos os detalhes da aula de hoje que é bastante extensa. Estarei disponível no fórum para esclarecer eventuais dúvidas. Espero você nas minhas redes sociais, lá também é outro canal de comunicação. Professora Lilian Quintão Instagram: Professora Lilian Quintão / Facebook: Lilian Quintão Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 3 PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO. Vamos iniciar nossa aula estudando cada uma das quatro funções administrativas propostas pela Teoria Neoclássica. Quando consideradas isoladamente, o planejamento, a direção, a organização e o controle constituem as FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS. Quando consideradas de forma integrada, as funções administrativas formam o chamado PROCESSO ADMINISTRATIVO. Isso significa que o administrador planeja, organiza, dirige e controla as atividades organizacionais a fim de alcançar objetivos previamente estabelecidos. Observe a figura do processo administrativo proposta por Chiavenato: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 4 O processo administrativo possui algumas características básicas, que são: Cíclico e repetitivo – o processo é permanente e contínuo e está constantemente sendo completado e repetido. O desenvolvimento de um ciclo permite definir quais as correções que deverão ser introduzidas no ciclo seguinte, e assim por diante. Interativo – cada função administrativa interage com as demais, influenciando-as e sendo por elas influenciadas. Iterativo – é uma sequencia de passos que, embora não sejam rigidamente seguidos, formam um itinerário sujeito a adaptações e correções ao longo de sua implementação. Sistêmico – o processo não pode ser analisado em cada uma de suas partes isoladamente, mas em sua totalidade. Para entender cada uma das funções administrativas, é necessário conhecer todas as demais. O administrador não deve se restringir ao presente, ele precisa saber em qual rumo deseja que sua organização vá seguir, tomando as decisões necessárias e elaborando os planos para que isso realmente aconteça. Se quiser ter perspectivas a longo prazo de sua organização, deve começar a planejar no presente e o que deseja para o futuro. A primeira função Planejamento é a função administrativa que define objetivo e decide sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los adequadamente. Para isso, as organizações elaboram planos a fim de facilitar a organização no alcance de suas metas. Inicialmente, no planejamento, é fundamental definir os objetivos que devem ser estabelecidos para cada departamento da organização. Uma vez definidos, os programas de ação são estabelecidos a fim de alcançarem os objetivos de maneira sistemática e racional. Resumidamente, planejar significa olhar para frente, visualizar o futuro e o que deverá ser feito, elaborar bons planos e ajudar as pessoas a fazer hoje as ações necessárias para melhor enfrentar os desafios de amanhã. O planejamento é considerado a primeira função administrativa formada por um processo constituído de uma sequência de passos, a saber: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 5 Definir os objetivos – devem servir de direção a todos os planos, especificando os resultados desejados e os pontos finais onde se pretende chegar. Verificar qual a situação atual em relação aos objetivos – verificar onde se está e o que precisa ser feito. Desenvolver premissas quanto às condições futuras – trata-se de gerar cenários alternativos para os estados futuros das ações, analisar o que pode ajudar ou prejudicar o progresso em direção aos objetivos. Analisar as alternativas de ação – relacionar e avaliar as ações que devem serLILIAN LIMA QUINTÃO 39 oferta de serviços ou o foco em assuntos estratégicos. Dessa forma, pode valer a pena transferir a iniciativa administrativa de uma área com serviços demasiados para outra com menos rivalidade, na qual as organizações possam realizar algo de maior relevo. Da mesma forma, as estratégias podem ser usadas para diminuir a dependência de fornecedores muito poderosos e dispendiosos, como as empresas de energia ou as profissões altamente especializadas. ESTRATÉGIAS GENÉRICAS DE PORTER Segundo Porter, embora uma empresa possa ter inúmeros pontos fortes e pontos fracos em comparação com seus concorrentes, existem dois tipos básicos de vantagem competitiva que uma empresa pode possuir: baixo custo e diferenciação. Os dois tipos básicos listados anteriormente, combinados com o escopo de atividades para as quais uma empresa procura obtê-los levam a três estratégias genéricas para alcançar o desempenho acima da média de uma indústria. Para Porter, as estratégias podem ser classificadas nas categorias: DIFERENCIAÇÃO – Desenvolvimento de produtos ou serviços únicos, com base na lealdade à marca e do cliente. Consiste em procurar projetar uma forte identidade própria para o serviço ou produto, que o torne nitidamente distinto dos produtos e serviços concorrentes. Isso significa enfatizar uma ou mais vantagens competitivas, como qualidade, serviço, prestígio para o consumidor, entre outros. LIDERANÇA DO CUSTO – busca liderança por meio do custo, o objetivo não é diferenciar-se dos concorrentes, mas oferecer um produto ou serviço mais barato. Esta estratégia visa ser o produtor de baixo custo da indústria, realizada através do ganho de experiência, do investimento em instalações para produção em grande escala, do uso de economias de escala e da monitoração cuidadosa dos custos operacionais totais. FOCO (enfoque) – a estratégia do foco, também chamada estratégia da concentração ou do nicho, consiste em escolher um nicho ou segmento do mercado e concentrar-se nele. Quando adota a estratégia do foco, a empresa procura dominar os recursos Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 40 para explorar o nicho escolhido da melhor forma possível, ao invés de procurar enfrentar todos os concorrentes no grande mercado. A estratégia, portanto, é ser o melhor e tirar o máximo proveito de mercados ou produtos e serviços selecionados de forma estreita. Embora as estratégias de custo e de diferenciação tenham o intuito de atingir seus objetivos no âmbito de toda a indústria, toda a estratégia de enfoque visa atender muito bem ao alvo determinado, e cada política é desenvolvida levando isso em conta. A estratégia parte da premissa de que a empresa é capaz de atender seu alvo estratégico estreito mais efetiva ou eficientemente do que os concorrentes que estão competindo de forma mais ampla. Assim, a empresa atinge a diferenciação por satisfazer melhor às necessidades de seu alvo, ou por ter custos mais baixos na obtenção desse alvo, ou ambos. As diferenças entre as três estratégias genéricas estão ilustradas na figura a seguir: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 41 Destaca-se que a vantagem competitiva existe quando as empresas conseguem defender-se contra as forças competitivas, manter seus clientes e crescer. Isto pode ser conseguido oferecendo-se bons produtos a preços baixos ou usando a diferenciação e, assim, oferecendo um produto melhor, pelo qual o consumidor estará disposto a pagar um preço melhor. A noção que fundamenta o conceito de estratégias genéricas é que vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia e para obtê-la é preciso que uma empresa faça uma escolha. Se uma empresa deseja obter uma vantagem competitiva, ela deve fazer uma escolha sobre o tipo de vantagem competitiva que busca obter e sobre o escopo dentro do qual irá alcançá-la. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Julgue os itens subsecutivos, referentes a análise de cenários, estabelecimento de objetivos e formulação de estratégias. Para Michel Porter, estratégia é a criação de um posicionamento único e de valor, que envolve atividades realizadas de maneira idêntica à de seus concorrentes. Comentários: A palavra “idêntica” invalidou a questão. Para Michel Porter, estratégia consiste em procurar projetar uma forte identidade própria para o serviço ou produto, que o torne distinto dos produtos e serviços concorrentes. CADEIA DE VALOR DE PORTER A cadeia de valor desagrega uma empresa nas suas atividades de relevância estratégica para que se possa compreender o comportamento dos custos e potenciais de diferenciação. Segundo Porter, toda empresa consiste em uma síntese de atividades executadas para projetar, produzir, comercializar, entregar e sustentar um produto. Porter identificou nove atividades criadoras de valor que consistem em cinco atividades principais (primárias) e quatro de suporte (apoio). As ATIVIDADES PRIMÁRIAS estão diretamente envolvidas no fluxo de produtos Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 42 até o cliente e incluem logística de entrada (recebimento, armazenagem, entre outros), operações (ou transformações), logística de saída (processamento de pedidos, distribuição física, etc.), marketing e vendas de serviços (instalações, reparos, etc.). Já as ATIVIDADES DE SUPORTE existem para apoiar as atividades primárias. Elas incluem suprimento, desenvolvimento tecnológico, gerência de recursos humanos e provisão de infraestrutura da empresa (contabilidade, administração, finanças, entre outros). A palavra MARGEM indica que as empresas alcançam margens de lucro baseadas em como é gerenciada a cadeia de valor. As LINHAS PONTILHADAS da figura representam que as atividades de suporte, com exceção da infraestrutura da empresa, podem ser associadas a cada uma das atividades primárias bem como dar suporte a toda a cadeia. A INFRAESTRUTURA DA EMPRESA é mostrada aplicando-se à cadeia inteira em vez de a qualquer das suas partes. Para Porter, a cadeia de valor provê uma maneira sistemática de examinar todas as atividades desempenhadas pela empresa e como elas interagem entre si. Em sua visão, a totalidade da cadeia de valor deve ser considerada. Dessa forma, a análise da cadeia de valor serve para fortalecer a posição estratégica de uma empresa. Uma empresa tanto mais constrói valor, o que lhe Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 43 possibilita conquistar um aumento de margem do negócio, quanto mais consegue integrar sinérgica e positivamente as suas atividades de apoio e as atividades primárias de sua cadeia de valor genérica. Quanto mais a empresa tiver sua cadeia de valores orientada a partir da cadeia de valores de seus compradores, por exemplo, maior será a condição de gerar impactos positivos à cadeia de valores do comprador. Isso significa agregar mais valor ao seu cliente, aumentando a eficiência e reduzindo o custo do cliente. MATRIZ ANSOFF Um modelo de apoio à definição das estratégias que serão adotadas pela organização é a matriz Ansoff. A Matriz Ansoff,também conhecida como Matriz Produto e Mercado, é utilizada para determinar oportunidades de crescimento de unidades de negócio de uma organização. Essa matriz representa algumas formas que o autor Igor Ansoff acreditava que poderiam aprimorar o negócio de determinada organização por meio de quatro estratégias distintas: Penetração, Desenvolvimento de Mercado, Desenvolvimento de Produto e Diversificação Pura. É importante destacar que a matriz tem duas dimensões: produtos e mercados. Seguem as estratégias de crescimento segundo a matriz Ansoff: PENETRAÇÃO NO MERCADO - estratégia de explorar produtos tradicionais em um mercado tradicional. DESENVOLVIMENTO DE MERCADO – explorar um mercado novo com produtos tradicionais. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO - explorar mercados tradicionais com produtos novos. DIVERSIFICAÇÃO – explorar novos mercados com novos produtos. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 44 PRODUTOS EXISTENTES NOVOS M ER C A D O S EX IS TE N TE S PENETRAÇÃO DO MERCADO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS N O V O S DESENVOLVIMENTO DE MERCADO DIVERSIFICAÇÃO MATRIZ ANSOFF MATRIZ BCG A Matriz BCG (Matriz de Crescimento/ Participação), modelo para análise de portfólio de produtos ou unidades de negócios baseado no conceito de ciclo de vida do produto, desenvolvida por Bruce Henderson, é uma ferramenta usada para analisar o posicionamento e possibilidades de cada unidade de negócios de uma empresa. A matriz é composta por 4 quadrantes localizados em um diagrama com o eixo "X" representando a participação relativa de mercado da Unidade de Negócios (da maior para a menor) em relação ao principal concorrente e o eixo "Y" com a taxa de crescimento do mercado em que a unidade atua. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 45 Vamos analisar cada quadrante: PONTO DE INTERROGAÇÃO - tem a pior característica quanto ao fluxo de caixa, pois exige altos investimentos e apresenta baixo retorno sobre ativos e tem baixa participação de mercado. Se nada é feito para mudar a participação de mercado, pode absorver um grande investimento e depois de tornar um "abacaxi". Por outro lado, por estar em um mercado de alto crescimento pode-se tornar um produto "estrela". ESTRELA - exige grandes investimentos e são referências no mercado, gerando receitas (ainda que não muito elevadas) e com taxas de crescimento potencialmente elevadas. Ficam frequentemente em equilíbrio quanto ao fluxo de caixa. Entretanto, a participação de mercado deve ser mantida, pois pode se tornar "vaca leiteira" se não houver perda de mercado. VACA LEITEIRA - os lucros e a geração de caixa são altos. Como o crescimento do mercado é baixo, não são necessários grandes investimentos. Pode ser a base de uma empresa, já que a empresa detém uma quota de mercado considerável. ABACAXI - também conhecido como “cão” ou “vira-lata”, é a situação em que o crescimento é baixo e a participação de mercado é baixa. É uma das piores situações que uma empresa ou produto pode enfrentar. Nesta situação, se os produtos não estão gerando lucro, o melhor é descontinuá-los. ATENÇÃO!!! Muitos produtos apresentam momentos diferentes durante o ciclo de vida e, por isso, mudam de posição na matriz BCG. Normalmente iniciam-se como pontos de interrogação e, se aumentarem a participação de mercado, passarão a ser considerados estrelas. À medida que o crescimento de mercado se torna mais lento, passarão a ser classificados como vacas leiteiras (altos lucros) e o investimento alocado a esses produtos irá diminuir, pois o excesso de caixa será utilizado em outros produtos estrelas ou pontos de interrogação. Por fim, muitos produtos ao final do seu ciclo de vida tornam-se abacaxis. SISTEMA DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. Os indicadores são instrumentos de gestão essenciais nas atividades de monitoramento e avaliação das organizações, assim como seus projetos, http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxo_de_caixa http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxo_de_caixa http://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retorno_sobre_ativos&action=edit&redlink=1 http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retorno_sobre_ativos&action=edit&redlink=1 Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 46 programas e políticas, pois permitem acompanhar o alcance das metas, identificar avanços, melhorias de qualidade, correção de problemas, necessidades de mudança, entre outros. Os indicadores de desempenho possuem um papel fundamental, pois fornecem dados para a análise de processos e implementação de melhorias e são instrumentos que guia o processo na direção estabelecida pelo planejamento estratégico. Porém, o planejamento estratégico e indicadores de desempenho utilizados de forma isolada podem não prover melhorias se esses não estiverem alinhados. Observa-se que o planejamento estratégico de forma isolada não é eficaz para a melhoria da competitividade das empresas, e que um sistema de avaliação de desempenho é fundamental para gerenciamento e melhoria de processos. Um sistema de avaliação de desempenho consiste em um conjunto de indicadores de desempenho organizados de forma a permitir o gerenciamento dos processos de forma integrada, alinhados com os objetivos estratégicos da organização. Assim sendo, pode-se dizer que os indicadores possuem, minimamente, duas funções básicas: a primeira é descrever por meio da geração de informações o estado real dos acontecimentos e o seu comportamento; a segunda é de caráter valorativo que consiste em analisar as informações presentes com base nas anteriores de forma a realizar proposições valorativas. De forma geral, os indicadores não são simplesmente números, ou seja, são atribuições de valor a objetivos, acontecimentos ou situações, de acordo com regras, que possam ser aplicados critérios de avaliação, como, por exemplo, eficácia, efetividade e eficiência. Uma combinação dos elementos da cadeia de valor com as dimensões do desempenho permite identificar seis categorias básicas de indicadores de desempenho: Efetividade são os impactos gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos. A efetividade está vinculada ao grau de satisfação ou ainda ao valor agregado, a transformação produzida no contexto em geral. Esta classe de indicadores, mais difícil de ser mensurada (dada a natureza dos dados e o caráter temporal), está relacionada com a missão da instituição. Por exemplo, se uma campanha de vacinação realmente imunizar e diminuiu a incidência de determinada doença entre as crianças, a campanha foi efetiva. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 47 Indicadores de efetividade podem ser encontrados na dimensão estratégica do Plano Plurianual (PPA); Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços entregues ao usuário (beneficiário direto dos produtos e serviços da organização). Por exemplo, se, na mesma campanha citada, a meta de vacinação é imunizar 100.000 crianças e este número foi alcançado ou superado, a campanha foi eficaz. Indicadores de eficácia podem ser definidos a partir da Carta de Serviçosdo órgão; Eficiência é a relação entre os produtos/serviços gerados (outputs) com os insumos utilizados, relacionando o que foi entregue e o que foi consumido de recursos, usualmente sob a forma de custos ou produtividade. Por exemplo: uma campanha de vacinação é mais eficiente quanto menor for o custo, ou seja, quanto menor for o custo da campanha, mantendo-se os objetivos propostos. Execução refere-se à realização dos processos, projetos e planos de ação conforme estabelecidos. Excelência é a conformidade a critérios e padrões de qualidade/excelência para a realização dos processos, atividades e projetos na busca da melhor execução e economicidade; sendo um elemento transversal. Economicidade está alinhada ao conceito de obtenção e uso de recursos com o menor ônus possível, dentro dos requisitos e da quantidade exigidas pelo input, gerindo adequadamente os recursos financeiros e físicos. Indicadores de economicidade podem ser encontrados nas unidades de suprimentos. Dessa forma, podemos considerar que os principais objetivos dos indicadores são: Mensurar os resultados e gerir o desempenho; Embasar a análise crítica dos resultados obtidos e do processo de tomada decisão; Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais; Facilitar o planejamento e o controle do desempenho; e Viabilizar a análise comparativa do desempenho da organização e do desempenho de diversas organizações atuantes em áreas ou ambientes semelhantes. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 48 Os indicadores devem ser especificados por meio de métricas estatísticas, comumente formados por porcentagem, média, número bruto, proporção e índice. Os componentes básicos de um indicador são: MEDIDA - grandeza qualitativa ou quantitativa que permite classificar as características, resultados e consequências dos produtos, processos ou sistemas; FÓRMULA - padrão matemático que expressa à forma de realização do cálculo; ÍNDICE (NÚMERO) - valor de um indicador em determinado momento; PADRÃO DE COMPARAÇÃO - índice arbitrário e aceitável para uma avaliação comparativa de padrão de cumprimento; METAS ESTRATÉGICAS - índice (número) orientado por um indicador em relação a um padrão de comparação a ser alcançado durante certo período. A meta é uma expressão numérica que representa o estado futuro de desempenho desejado. Todos os indicadores de desempenho devem ter metas, podendo ser definida mais de uma meta por indicador. As metas têm como objetivo serem suficientes para assegurar a efetiva implementação da estratégia. Na identificação e seleção de um indicador é importante considerar um conjunto de critérios básicos, para garantir a sua posterior operacionalização. Os critérios centrais para um indicador são: Seletividade ou importância - fornece informações sobre as principais variáveis estratégicas e prioridades definidas de ações, produtos ou impactos esperados; Simplicidade, clareza, inteligibilidade e comunicabilidade - os indicadores devem ser simples e compreensíveis, capazes de levar a mensagem e o significado. Os nomes e expressões devem ser facilmente compreendidos e conhecidos por todos os públicos interessados; Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 49 Representatividade, confiabilidade e sensibilidade - capacidade de demonstrar a mais importante e crítica etapa de um processo, projeto etc. Os dados devem ser precisos, capazes de responder aos objetivos e coletados na fonte de dados correta e devem refletir tempestivamente os efeitos decorrentes das intervenções; Investigativos - os dados devem ser fáceis de analisar, sejam estes para registro ou para reter informações e permitir juízos de valor; Comparabilidade - os indicadores devem ser facilmente comparáveis com as referências internas ou externas, bem como séries históricas de acontecimentos; Estabilidade - procedimentos gerados de forma sistemática e constante, sem muitas alterações e complexidades, uma vez que é relevante manter o padrão e permitir a série-histórica; Custo-efetividade - projetado para ser factível e economicamente viável. Os benefícios em relação aos custos devem satisfazer todos os outros demais níveis. Nem todas as informações devem ser mensuradas, é preciso avaliar os benefícios gerados em detrimento do ônus despendido. Além disso, é necessário identificar se a escolha do indicador atende às expectativas de seus públicos de interesse, como os órgãos setoriais, órgãos centrais, órgãos de controle e outros possíveis interessados, de modo a assegurar a relevância do indicador proposto. A formulação de indicadores pode ser realizada por um conjunto de passos necessários para assegurar que os princípios da qualidade e do sistema de medição do desempenho estejam em conformidade com o desejado pela organização. Os passos são: Identificação do nível, dimensão, subdimensão e objetos de mensuração; Estabelecimento dos indicadores de desempenho; Validação preliminar dos indicadores com as partes interessadas; Construção de fórmulas, estabelecimento de metas e notas; Definição de responsáveis pela apuração dos indicadores; Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 50 Geração de sistemas de coleta de dados; Ponderação e validação final dos indicadores com as partes interessadas; Mensuração dos resultados pretendidos; Análise e interpretação dos indicadores; e Comunicação do desempenho e gerir mudança. Alguns trechos foram retirados do Guia Referencial para Medição do Desempenho da Gestão disponibilizado pelo Ministério do Planejamento. BALANCED SCORECARD Um sistema contemporâneo de gestão, chamado Balanced Scorecard (BSC), foi proposto por Kaplan e Norton. Representa uma modalidade de gestão centrada no futuro da organização e nos caminhos a serem seguidos, o que a transforma em um sistema de gestão estratégica. O BSC é uma metodologia baseada no equilíbrio organizacional e se fundamenta no balanceamento entre quatro diferentes perspectivas de objetivos: Perspectiva FINANCEIRA – como a organização é vista pelos acionistas, proprietários e investidores. Essa perspectiva visa verificar se a estratégia organizacional está contribuindo para os resultados. Exemplos: retorno sobre o investimento, receita operacional, valor econômico agregado, entre outros. Perspectiva do CLIENTE – como a organização é vista pelo cliente e como atendê-lo da melhor maneira possível. Verifica se os serviços prestados estão de acordo com a missão da empresa. Exemplos: satisfação do cliente, retenção de clientes, aquisição de novos clientes, lucratividade dos clientes, participação em contas nos segmentos-alvo, entre outros. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 51 Perspectiva dos PROCESSOS INTERNOS – os executivos identificam os processos críticos nos quais a empresa deve alcançar a excelência. Esses processos permitem que as unidades de negócios ofereçam as propostas de valor capazes de atrair e reter clientes em segmentos-alvo de mercado, satisfaça às expectativas que os acionistas têm de excelentes retornosfinanceiros. Esse modelo inclui processos como inovação, operações e serviço de pós-venda. Perspectiva do APRENDIZADO E CRESCIMENTO – Qual a capacidade da organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. Exemplos: satisfação, retenção, treinamento e habilidades dos funcionários. Segundo Kaplan e Norton, o sistema de gestão de desempenho BSC proporciona uma visão abrangente do desempenho da empresa, pois contempla tanto indicadores financeiros quanto não financeiros. Isso facilita o acompanhamento dos resultados, objetivando alcançar as metas traçadas. O BSC, portanto, é um conjunto de indicadores que proporciona aos gestores uma visão abrangente, de toda a empresa. Reflete um equilíbrio entre objetivos de curto e de longo prazo, entre medidas financeiras e não financeiras, entre perspectivas interna e externa de desempenho. Por isso, com o tempo, ele deixou de ser apenas um sistema de medição aperfeiçoado, passando a ser um sistema gerencial importante às empresas. Os aspectos mais importantes do BSC são a medição de resultados e a utilização de direcionadores que levam a organização a atuar de acordo com suas estratégias. A sinergia é alcançada pela correlação dos objetivos financeiros e estratégicos corporativos com os objetivos de níveis hierárquicos inferiores. Assim, os funcionários passam a entender como suas ações vão causar impacto nas estratégias da organização. A figura a seguir representa as relações entre as perspectivas e a estratégia no BSC: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 52 O BSC enfatiza a existência de relações de causa e efeito nas relações entre as perspectivas. Assim, a organização é capaz de compreender como os indicadores não financeiros, como a qualidade do produto ou serviço, direcionam os indicadores financeiros, como a de rentabilidade. É muito importante compreender que todo indicador selecionado para um BSC deve fazer parte de uma cadeia de relações de causa e efeito que termina em objetivos financeiros e representa um tema estratégico para a unidade de negócios. Etapas de elaboração do BSC: 1) Definição da estratégia – determinação dos objetivos de longo prazo da empresa. Nesta etapa a empresa realiza o diagnóstico de seus ambientes externos e internos e avalia suas vantagens e desvantagens competitivas. Como resultado, define seus objetivos e as estratégias para atingi-los. Em seguida a estratégia deverá ser descrita e comunicada para a organização de maneira significativa através de um mapa estratégico. 2) Montagem do mapa da estratégia – significa desdobrar a estratégia nas perspectivas básicas (financeira, cliente, processos Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 53 internos, inovação). O Balanced Scorecard inclui Mapas Estratégicos, recurso gráfico para ajudar a comunicar uma visão unificada da estratégia. Eles ajudam as pessoas a entenderem a lógica e a inteligência da estratégia e como os diferentes objetivos se relacionam. Os mapas estratégicos fornecem a cada unidade e indivíduo uma visão de como seus objetivos, projetos e realizações contribuem para o sucesso da estratégia global da empresa. 3) Montagem do BSC – traduz a estratégia em termos operacionais para que ela seja executada adequadamente. Nesta etapa os objetivos estratégicos são desdobrados em objetivos e planos de ação ao longo da cadeia de comando da organização. O mapa estratégico fornece a representação visual para a integração dos objetivos da organização nas quatro perspectivas do BSC. Ilustra as relações de causa e efeito que conectam os resultados almejados na perspectiva do cliente e na perspectiva financeira ao desempenho notável nos processos internos críticos. Esses processos críticos criam e cumprem a proposição de valor da organização para os clientes-alvo e também promovem os objetivos de produtividade da organização na perspectiva financeira. Além disso, o mapa estratégico identifica as competências específicas dos ativos intangíveis da organização – capital humano, capital da informação e capital da organização – necessários para o desempenho excepcional nos processos internos críticos. Dessa forma, o mapa estratégico descreve a lógica da estratégia, mostrando com clareza os objetivos dos processos internos críticos que criam valor e os ativos intangíveis necessários para respaldá-los. O Balanced Scorecard traduz os objetivos do mapa estratégico em indicadores e metas. Mas os objetivos e metas não serão alcançados apenas porque foram identificados; a organização deve lançar um conjunto de programas que criarão condições para que se realizem as metas de todos os indicadores. A organização também deverá fornecer os recursos considerados escassos como pessoas, financiamento e capacidade para cada programa. Kaplan e Norton denominam esses programas de iniciativas estratégicas. Para cada indicador do BSC, os gerentes precisam identificar iniciativas estratégicas necessárias para alcançar a meta. As iniciativas criam resultados e assim a execução da estratégia é gerenciada por meio do acompanhamento das iniciativas estratégicas. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 54 Segue o modelo de mapa da estratégia do BSC: (CESGRANRIO/ ELETROBRÁS/ 2010) Na definição de BSC, os mapas estratégicos apresentam os a) objetivos da organização, relacionados por setas, que representam relações de restrição. b) objetivos da organização, relacionados por setas, que representam relações de causa e efeito. c) objetivos da organização, relacionados por setas, que representam relações cronológicas. LUCRO Perspectiva financeira Aumentar o desempenho financeiro Perspectiva dos clientes Melhorar o atendimento aos clientes Implantar sistema de relacionameto com clientes Perspectiva dos processos internos Melhorar os processos internos Implantar novas tecnologias Perspectiva da inovação Assegurar treinamento e capacitação para a força de trabalho Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 55 d) indicadores da organização, relacionados por setas, que representam relações de restrição. e) indicadores da organização, relacionados por setas, que representam relações de similaridade. Comentários: Preste muito atenção nos conceitos. Os mapas estratégicos fornecem uma representação visual das relações de causa e efeito entre os componentes da estratégia de uma organização. É através desta cadeia de relações de causa e efeito que os melhoramentos específicos de uma ação criam os resultados desejados. Proporciona uma linguagem simples e de fácil entendimento para todos, procurando descrever a visão de futuro da organização, permitindo que os colaboradores dessa organização lidem com a incerteza. Gabarito: letra B Por fim, é importante compreender aspectos essenciais no BSC: Fazer da estratégia a tarefa diária de cada pessoa visto que todos os funcionários precisam compreender a estratégia. Fazer da estratégia um processo contínuo da organização, ligado a um processo constante de aprendizagem e adaptação. Mobilizar a mudança através da liderança de executivos. Os executivos deverão motivar a organização a mudar e seguir os objetivos estratégicos. É muito cobrado em questões de concurso sobre o BSC no setor público. É fundamental compreender que o BSC é adaptável às perspectivas do setor público. Segundo Norton e Kaplan, as organizações do setor privado, em qualquer setor econômico, podem adotar uma perspectiva financeira homogênea: aumento do valor para os acionistas. Por outro lado, o critério definido de sucesso para as organizações do setor público e para entidades sem fins lucrativos é o desempenho no cumprimento da missão, podendo abranger um conjunto amplo e diversificado de missões. Dessa forma, devem definir seu impacto social e seus objetivos maiores de maneira diferente. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 56 (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Uma das vantagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a possibilidade de se alinharem os objetivos individuais com os objetivos estratégicos da organização. Comentários: Isso mesmo! Os indicadores utilizados no balanced sorecard buscam alinhar as estratégias empresariais e as estratégias individuais em prol do alcance de uma meta comum. Dessa forma, o BSC contribui para o alinhamento de toda a organização com suas estratégias. Gabarito: CERTO ANÁLISE SWOT O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês e significa Strengths (Forças), Weaknesses (Fraqueza), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). A matriz SWOT, também conhecida como matriz F.O.F.A. em português, foi desenvolvida como uma metodologia de análise do ambiente externo e interno da organização. É um sistema simples que visa verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. A aplicação da matriz SWOT é realizada com o cruzamento do que sejam as oportunidades e as ameaças externas à intenção estratégica da organização com as forças e fraquezas dessa organização. FORÇAS E FRAQUEZAS – São variáveis internas que a organização TEM CONTROLE como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações obsoletas (Fraquezas). Quando percebe-se um ponto forte, a organização deve ressaltá-lo e quando há um ponto fraco é necessário corrigi-lo ou pelo menos minimizar seus efeitos. http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 57 Assim, uma força é algo que a empresa faça bem ou que constitua uma característica que aumente a sua competitividade. Por outro lado, fraqueza é algo que falta à empresa, que ela execute mal ou que a ponha em desvantagem em relação à concorrência. As fraquezas, em geral são justamente a falta dos elementos encontrados nas forças. AMEAÇAS E OPORTUNIDADES – são fatores externos os quais a empresa NÃO PODE CONTROLAR, mas é importante monitorá-los. Entre as ameaças e oportunidades a serem consideras estão os fatores demográficos, econômicos, históricos, políticos, sociais, tecnológicos, sindicais, legais, entre outros. Segue um modelo de Matriz Swot: A N Á LI SE E X TE R N A ANÁLISE INTERNA PONTOS FORTES PONTOS FRACOS OPORTUNIDADES Tirar o máximo partindo dos pontos fortes para aproveitar ao máximo as oportunidades detectadas. Desenvolver as estratégias que minimizem os efeitos negativos dos pontos fracos e que em simultâneo aproveitem as oportunidades emergentes. AMEAÇAS Tirar o máximo partindo dos pontos fortes para minimizar os efeitos das ameaças detectadas. As estratégias a desenvolver devem minimizar ou ultrapassar os pontos fracos e, tanto quanto possível, fazer face às ameaças. É importante compreender que a combinação entre a análise do ambiente externo (ameaças e oportunidades) e do ambiente interno (pontos fortes e fracos) resulta na escolha entre as estratégias a seguir: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 58 PONTOS FORTES PONTOS FRACOS O P O R TU N ID A D ES DESENVOLVIMENTO CRESCIMENTO A M EA Ç A S MANUTENÇÃO SOBREVIVÊNCIA Dessa forma, destacam-se as estratégias de desenvolvimento, crescimento, manutenção e sobrevivência: Estratégias de DESENVOLVIMENTO - refere-se às estratégias voltadas para o desenvolvimento de novos mercados, à geração de novos produtos e serviços, à diversificação de atividades e ao desenvolvimento da capacidade tecnológica das organizações. Estratégias de CRESCIMENTO - refere-se às estratégias voltadas para a inovação, a internacionalização (a empresa estende suas atividades para fora do seu país de origem) e para a formação de Joint Ventures (estratégia usada para entrar em novo mercado onde duas empresas se associam para produzir um produto). Estratégias de MANUTENÇÃO - refere-se à adoção de estratégias de estabilidade (voltadas para a busca do equilíbrio financeiro), de nicho (foco em grupo específico dentro de um setor econômico) ou de especialização (com o incentivo ao desenvolvimento de alta tecnologia). Estratégias de SOBREVIVÊNCIA - refere-se à adoção de medidas que visam à redução de custos (por exemplo, custos de água, telefone, colaboradores), ao desinvestimento (utilização dos recursos financeiros em atividades não relacionadas à finalidade da empresa) ou à liquidação do negócio. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 59 Muita atenção! Os quatro aspectos (forças/ fraquezas/ oportunidades/ ameaças) podem ser vistos segundo duas dimensões principais: Dimensão INTERNA/ EXTERNA – os fatores internos da organização estão relacionados com as suas forças e as suas fraquezas; analisá-las significa avaliar o status da empresa em relação aos aspectos ambientais externos, que são as oportunidades e ameaças. Dimensão POSITIVA/ NEGATIVA – considera-se positiva, ou alavancadora, a relação entre as forças e as oportunidades; já a dimensão negativa, ou problemática, é a relação entre as ameaças e as fraquezas. Observe na figura outras relações entre os quatro aspectos principais. A relação entre as forças e as ameaças pode indicar vulnerabilidade e a relação entre as fraquezas e as oportunidades pode significar limitação. Assim, entenda que a empresa pode apresentar pontos fortes, mas estar ao mesmo tempo vulnerável às ameaças do mercado externo. Para facilitar sua compreensão, imagina que uma empresa grande e muito produtiva pode estar vulnerável à ameaça de crises econômicas. ALAVANCAGEM PROBLEMAS VULNERABILIDADE LIMITAÇÕES FRAQUEZAS Distribuição falha Alto custos de produção Gerenciamento inadequado Limitações financeiras AMEAÇAS Regulação governamental Novos concorrentes Mudanças no gosto dos consumidores FORÇAS OPORTUNIDADES Proteção por patente Instalações modernas Vantagens de custo Recursos financeiros Novos mercados Alianças etratégicas Acesso a novas tecnologias Novos produtos e serviços Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 –Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 60 A empresa também pode ter uma grande oportunidade no mercado e estar sujeita às limitações devido às fraquezas internas. Um bom exemplo é quando um cliente contrata a organização para fornecer grande quantidade de produtos (oportunidade), mas a empresa possui fraquezas em relação ao maquinário visto que não possui equipamento capaz de produzir toda a demanda. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) Acerca dos planejamentos estratégico, tático e operacional bem como da estrutura e do controle organizacionais, julgue os itens seguintes. A participação da organização no mercado bem como a dos clientes e dos produtos e serviços no seu faturamento são elementos importantes para a construção de uma análise de desempenho organizacional e permitem identificar os pontos fortes e fracos da organização, o que contribui para a construção de uma matriz SWOT. Comentários: Inicialmente a banca publicou o gabarito CERTO e, após recursos, considerou a questão ERRADA. Segue a justificativa publicada para a alteração do gabarito: “Ao contrário do afirmado no item, a identificação de pontos fracos e fortes da organização não é atributo dos elementos importantes para a construção de análise de desempenho organizacional, motivo suficiente para alteração do gabarito do item.” (CESPE/ POLÍCIA FEDERAL / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL/ 2012) Julgue o item seguinte, referente a administração e processo Administrativo. A matriz SWOT consiste em ferramenta típica de planejamento operacional. Comentários: A alternativa está errada porque a Matriz Swot é uma ferramenta típica do Planejamento ESTRATÉGICO. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 61 REDES E ALIANÇAS As modernas organizações estão sofrendo uma total ruptura com relação aos velhos padrões tradicionais. A organização tradicional representada pelo organograma tradicional está passando por mudanças. Cada vez mais, as organizações estão focalizando suas energias, tempos e recursos naquilo que tem mais valor: o seu ativo intangível que lhes proporciona inteligência competitiva. A flexibilidade busca que a organização realize ajustes internos (na estrutura organizacional, na tecnologia, entre outros) em função das mudanças ambientais e no contexto em que se situa. Os fortalecimentos organizacionais e mudanças na estrutura têm ocorrido com algumas características: As organizações estão operando cada vez mais em redes (networks). Nesses mecanismos de rede, pequenos núcleos de grandes cérebros criarão negócios de grande porte através de sua capacidade de concentração, formação de empresas em rede e desenvolvimento de marca. O ativo intangível dessas redes será uma parcela cada vez menor do valor global do negócio estruturado. Para Casarotto e Pires, redes de empresas são a formação de alianças entre empresas como forma de diminuir os risco e, ganhar sinergia e juntar esforços em funções em que se necessita de uma escala maior e mais capacidade inovativa para sua viabilidade competitiva. Segundo Labombe, aliança pode ser definida como uma associação, de curta ou longa duração, entre duas ou mais empresas com interesses comuns. Em uma aliança, as empresas cooperam em função de uma necessidade mútua e compartilham habilidades e riscos de atingir um fim comum. Já aliança estratégica é a associação com uma estratégia de negócios, que dá forma e estrutura à aliança. Possui uma visão que orienta sua gestão e conta com uma infraestrutura interna que a sustenta. Quais são as características a que deve satisfazer uma aliança estratégica? As alianças estratégicas devem possuir três características necessárias e suficientes: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 62 As duas ou mais firmas que se unem para alcançar um conjunto de resultados permanecem independentes após a formação da aliança. As empresas associadas partilham os benefícios da aliança e do controle sobre o desempenho das tarefas designadas. As empresas associadas contribuem numa base contínua em uma ou mais áreas chave estratégicas, por exemplo, tecnologia e produtos. Destacam-se três tipos de alianças em função dos tipos de negócios: Alianças entre as empresas e seus fornecedores ou distribuidores Alianças entre competidores do mesmo país ou de outro Alianças entre empresas com negócios pouco relacionados e operando, às vezes, em países diferentes Seguem as principais armadilhas no gerenciamento das alianças: Abordagem ad hoc – eterna improvisação é o comportamento mais comum entre as empresas. Confiança em poucos representantes – o conhecimento aprendido sobre a formação de alianças fica concentrado nas mãos de um ou dois especialistas, chamados durante as negociações para agir como depositários das informações sobre a aliança. Síndrome da torre de marfim – criação de uma comunicação de “pensadores” de alianças, vêem a administração das alianças como uma arte acadêmica, que só pode ser dominada por especialistas. Complexo do não foi inventado aqui – incapacidade de manter a mente aberta e aprender com os outros. As empresas que conseguem formar alianças com sucesso fazem avaliações periódicas de suas capacidades e prioridades. Estrutura padrão – incapacidade de escolher a estrutura certa. É preciso saber adaptar a estrutura de gerenciamento de alianças a cada empresa, pois as questões críticas, os desafios e os níveis de liberdade diferem muito de uma para outra. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 63 Após toda essa análise sobre alianças, ressalto que a flexibilidade é uma de suas maiores propriedades, já que algumas podem auto arranjar-se de acordo com as suas necessidades. Outras vantagens se destacam como a diluição do risco e compartilhamento de recursos para se evitar a duplicação de esforços e maior acesso ao Know-how e às informações por meio de relações de colaboração. (ESAF/ ANA/ ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2009) Como instrumento gerencial contemporâneo, é correto afirmar sobre os mecanismos de rede: a) seu pressuposto básico é o da articulação conjunta entre as organizações, visando ao compartilhamento de recursos, exceto o acesso ao know-how, que deve ser mantido em sigilo. b) as redes podem ser compreendidas como a formação de relações interorganizacionais segundo uma perspectiva econômica e mercadológica. c) as redes são vistas como uma forma rígida e centralizada de governança. d) a redução dos custos de transação é a única causa da emergência das redes organizacionais. e) embora seja um espaço plural, onde coexistem diferentes agentes, a rede organizacional se caracteriza pela unicidade de capital e de interesses corporativos. Comentários: A letra A está incorreta, uma vez que pode haver troca de know-how entre as organizações que participam da rede de relacionamento. A alternativa C está visivelmente incorreta. Lembre-se que as redes de empresas são flexíveis. Observe que a lera D está incorreta porque a redução dos custos de transação pode ser uma causa das redes organizacionais, mas é errado afirmar que é “a única causa”. A letra E está errada porque nem sempre as redes são caracterizadas por unicidade decapital e de interesses corporativos. Gabarito: letra B Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 64 ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS A Administração por Objetivos (APO) ou Administração por Resultados, surgiu em 1954 quando o autor Peter Drucker publicou um livro o assunto. Com a APO, a ênfase, antes voltada para as atividades-meio, foi deslocada para os objetivos ou finalidades da empresa. A administração por objetivos é um processo pelo qual gerentes e subordinados identificam objetivos comuns, definem as áreas de responsabilidade de cada um em termos de resultados esperados e utilizam esses objetivos como guias para sua atividade. Funciona como uma abordagem amigável, democrática e participativa, pois é um método no qual as metas são definidas em conjunto pelo gerente e subordinado, as responsabilidades são especificadas para cada um em função dos resultados esperados, que passam a constituir os padrões de desempenho sob os quais ambos serão avaliados. A administração por objetivos (APO) trabalha da seguinte forma: Gerente e subordinado se reúnem e formulam de forma consensual os objetivos de desempenho para o subordinado. O gerente se compromete a proporcionar apoio e recursos necessários e cobra os resultados dos subordinados. O subordinado passa a trabalhar para desempenhar metas. Periodicamente, gerente e subordinado se reúnem e avaliam os resultados. A partir da avaliação conjunta, os objetivos são reavaliados ou redimensionados, bem como os meios e os recursos necessários. O mais importante que você precisa conhecer sobre APO são as seguintes características: Estabelecimento conjunto de objetivos entre o gerente e o subordinado Estabelecimento de objetivos para cada departamento ou posição São determinadas as metas que o gerente e o subordinado deverão alcançar. Os objetivos deverão ser quantificados e com prazos definidos. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 65 Interligação entre os vários objetivos departamentais Os objetivos entre os diferentes departamentos devem ser correlacionados. Ênfase na mensuração e no controle de resultados Após a definição dos objetivos, gerentes e subordinados definem planos táticos e operacionais para alcançá-los. Em todos os planos táticos e operacionais, a APO enfatiza a quantificação, a mensuração e o controle. Contínua avaliação, revisão e reciclagem dos planos Os processos são avaliados e revistos a fim de que providências sejam tomadas e novos objetivos sejam fixados para o período seguinte. Participação atuante das gerências e dos subordinados Apoio intensivo do staff O staff é responsável pela coordenação e integração dos esforços. Segundo Chiavenato, na Administração por Objetivos, todas as gerências de uma organização estabelecem metas para suas administrações no início de cada período em consonância com as metas gerais da organização. Um objetivo é um enunciado escrito sobre resultados a serem alcançados num período determinado. O objetivo deve ser quantificado, difícil, relevante e comparável. A importância dos objetivos pode ser avaliada pelos seguintes aspectos: Os objetivos proporcionam uma diretriz ou uma finalidade comum. Permitem o trabalho em equipe e eliminam as tendências egocêntricas de grupos existentes na organização. Melhoram as possibilidades de previsão do futuro. A organização deve dirigir o seu destino, em vez de submeter-se a fatalidades ou ao acaso. Quando os recursos são escassos, os objetivos ajudam a orientar e prever a sua distribuição criteriosa. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 66 Segue um quadro resumo sobre alguns benefícios e problemas com a APO: BENEFÍCIOS DA APO ALGUNS PROBLEMAS COM A APO Aclaramento dos objetivos Coerção sobre subordinados Melhoria do planejamento Aprovação de objetivos incompatíveis Padrões claros para controle Papelório em excesso Aumento da motivação do pessoal Focalização sobre resultados mais Avaliação mais objetiva facilmente mensuráveis do que sobre resultados mais importantes Melhoria do moral Perseguição rígida de objetivos que poderiam ser abandonados PROCESSO DECISÓRIO. A tomada de decisão está presente em todas as funções do administrador: na fixação das metas e determinação dos recursos para atingi-las (planejamento); na divisão do trabalho e na atribuição das atividades a quem deve executá-las, bem como no grau de centralização e no relacionamento dos órgãos e das pessoas (organização); na formação da equipe; na escolha do estilo de liderança, entre outros exemplos. Para Maximiano, decisão é a escolha que as pessoas fazem para enfrentar problemas e aproveitar oportunidades, considerando problema uma situação que provoca frustração, irritação, estresse ou desafio, e oportunidade, uma situação que cria interesse e sensação de desafio por causa da expectativa de recompensa. Heller afirma que decidir é julgar ou escolher entre duas ou mais opções, que podem envolver desde problemas simples do dia-a-dia até questões ambiciosas, como a implantação de um plano de ação. Por definição, o gerente é um tomador de decisões. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 67 Chiavenato também define decisão que é o processo de análise e escolha entre as alternativas disponíveis de cursos de ação que a pessoa deverá seguir. Segundo o autor, toda decisão envolve seis elementos: Tomador de decisão – pessoa responsável por tomar a decisão Objetivos que pretende alcançar Preferências – são os critérios usados na escolha Estratégias – é o curso de ação que o tomador escolhe para atingir seus objetivos Situação – são os aspectos do ambiente que envolve o tomador de decisão, alguns deles fora do seu controle e que afeta sua escolha Resultado – consequência de uma dada estratégia Já as decisões estratégicas envolvem a definição do negócio, sua alteração ou, pelo menos, uma mudança no rumo dos negócios. São consideradas decisões com impactos a longo prazo e grande dificuldade de serem desfeitas. Segundo Maximiano, Herbert Simon, nos anos 60, fez uma contribuição de grande importância para o trabalho dos gerentes. De acordo com Simon, administrar é sinônimo de tomar decisões. Essencialmente, toda ação gerencial tem natureza decisória. O processo de tomar decisões é composto por três fases e cada fase é um processo decisório em si, assim como a implementação das decisões. Intelecção ou prospecção - análise de um problema ou situação que requer solução. Concepção - criação de alternativas de solução para o problema ou situação. Decisão - julgamento e escolha de uma alternativa. Idealmente, as decisões gerenciais, de acordo com Simon, têm sua base na teoria econômica tradicional, que pressupõe a maximização dos ganhos por meio da racionalidade. Ou seja, os gerentes (e as pessoas, de forma geral) procuram agir segundo o modelo do homem econômico, que consegue lidar com toda a complexidade do mundo e reduzi-la a variáveis controladas. O homem econômico seleciona o melhor curso de ação, dentre todas as possibilidades, de modoa aproveitar todas as vantagens. O modelo simplifica pensamento e ação, já que a racionalidade tem limites e não é possível Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 68 aprender toda a complexidade do mundo. Simon compartilha com seu colega March a criação do conceito de racionalidade limitada, que exprime essa incapacidade. Em lugar do homem econômico, Simon propõe o modelo do homem administrativo, que procura tomar as decisões satisfatórias em lugar das decisões maximizadas. As decisões satisfatórias são aquelas que atendem aos requisitos mínimos desejados. Os tomadores de decisão contentam-se com simplificações da realidade, nas quais há os elementos mínimos que as limitações humanas conseguem manejar. Os administradores guiam-se pela regra de que qualquer decisão serve, desde que pareça resolver o problema. O autor Herbert Simon criou dois tipos de decisões: decisões programadas e decisões não programadas para designar as decisões que ocorrem com certa frequência e as que são novas, não têm precedentes e, pela sua importância, requerem tratamento especial. Podemos diferenciá-las: DECISÕES PROGRAMADAS – são as que ocorrem com certa frequência, recorrentes e rotineiras. São mais fáceis de serem tomadas, uma vez que tendem a ser repetitivas e numerosas. Para facilitar o trabalho, as empresas criam regras que orientam as decisões como políticas, normas de procedimento, práticas e rotinas. Destaca-se, também, que são decisões mais bem processadas pelos níveis inferiores da administração. DECISÕES NÃO PROGRAMADAS – decisões novas (sem precedentes), que requerem tratamento especial. Para evitar que as decisões não programadas sejam postergadas além do desejável, é preciso que os executivos aloquem um tempo específico para elas, ou, alternativamente, formem equipes dedicadas à análise e a recomendações específicas para subsidiar essas decisões. São decisões mais bem tomadas pela alta administração. A tomada de decisão programada é, portanto, um processo rotineiro. São decisões tomadas várias vezes no passado que os administradores criaram regras ou diretrizes para resolver certas situações. Um bom exemplo ocorre quando o gerente de um escritório solicita a compra de materiais de papelaria Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 69 sempre que o estoque de material disponível atingir um nível mínimo. Essas decisões são consideradas programadas porque não há necessidade de fazer repetidamente novas avaliações sobre o que deve ser feito. Por outro lado, nas decisões não programadas ocorrem quando não existem regras de decisões porque a situação é inesperada ou incerta, e faltam aos administradores as informações necessárias para elaborar regras que a comtemplem. Destaco como exemplo a decisão da organização em investir em um novo tipo de tecnologia. Diferentemente de Herbert, Maximiano classifica as decisões em: Programadas: aplicam-se a problemas repetitivos; Não programadas: aplicam-se a problemas que não são familiares; Estratégicas: escolhem objetivos para a organização; Administrativas: colocam decisões estratégicas em prática; Operacionais: definem meios e recursos; Individuais: são tomadas unilateralmente; Coletivas: são tomadas em grupo; Satisfatórias: qualquer alternativa serve; Maximizadas: procuram o melhor resultado possível; Otimizadas: equilibram vantagens e desvantagens de diversas alternativas. De acordo com Heller, as decisões ainda podem ser classificadas quanto às suas características: Irreversível: a decisão não tem volta como, por exemplo, a assinatura de um contrato de compra e venda de uma empresa; Reversível: a decisão pode sofrer mudança radical, seja antes, durante ou após a chegada a uma conclusão; Experimental: a decisão só é considerada final quando surgem os primeiros resultados satisfatórios; Tentativa e Erro: mudanças de planos passam a ocorrer se fatos concretos levam a alterações de curso; Por Etapas: após os passos iniciais, as decisões são tomadas, uma após a outra, em etapas previamente determinadas; Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 70 Cautelosa: enfatiza os eventuais problemas futuros; os responsáveis pela decisão privilegiam a segurança; Condicional: uma decisão em aberto, que admite alterações caso surja esta ou aquela circunstância prevista; Tática: a decisão é adiada até que surjam as circunstâncias ideais para que ela tenha o efeito esperado. Para muitas decisões, é possível estruturar um processo decisório que orienta a forma de se chegar à melhor alternativa. Existem muitos estudos definindo as etapas do processo decisório estruturado. Podemos enumerar as seguintes etapas desse processo: Identificação de sintomas e sinais que indicam existência de problemas a ser resolvido ou oportunidade a ser aproveitada. Análise do tipo de problema ou da oportunidade existente – identificação das verdadeiras causas do problema ou oportunidade e das dificuldades que impedem a obtenção de resultados melhores. Identificação de soluções alternativas – pesquisa das possibilidades para eliminar as causas do problema ou das dificuldades para aproveitar as oportunidades existentes. O brainstorming pode ser considerado uma das formas de pesquisar soluções. É a técnica em que um grupo de pessoas reunidas em círculo, ou em volta de uma mesa, gera tantas alternativas quantas forem possíveis, sem crítica prévia à sua validade, pois uma alternativa fora da realidade pode lembrar a outras pessoas do grupo alternativas que não teriam vindo à tona. Análise das soluções alternativas e considerações sobre as suas consequências – o administrador deve saber avaliar dentre as alternativas quais as que proporcionam maiores vantagens ou benefícios, ao menor custo e com riscos aceitáveis. Avaliação das alternativas e escolha da mais adequada – deve-se analisar não só os custos e benefícios de cada alternativa a ser adotada, como também os seguintes aspectos: os riscos previsíveis, os benefícios e os custos não financeiros, o momento certo e as limitações de recursos e a possibilidade de uso desses recursos para solucionar outros problemas ou aproveitar outras situações mais vantajosas. Comunicação da decisão escolhida. Acompanhamento das ações necessárias à implantação da decisão e, se for o caso, tomada de ações corretivas. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 71 Há cinco tipos de ações e técnicas de análise e solução de problemas: Ação provisória – propicia ao administrador tempo para descobrir a causa de um problema. Ação adaptativa – permite ao administrador aceitar os efeitos toleráveis de um problema ou os de uma causa que não pode ser erradicada. Ação corretiva – elimina a causa conhecida do problema. Ação preventiva – elimina a possível causa de um problema ou reduz sua probabilidade. Ação contingente – proporciona providências para compensar ou minimizar os efeitos de um problema potencial sério. Além disso, destacam-se alguns erros frequentes e fatores que afetam a tomada de decisão: Precipitação Cegueira estrutural –partir para resolver o problema errado, porque foi criada uma estrutura mental para decisões, com pouco pensamento, que faz com que se descartem as melhores opções ou objetivos importantes. Falta de referências de controle – incapacidade de conscientemente definir o problema de mais de uma forma ou ser indevidamente influenciado pelos outros. Excesso de confiança no julgamento – não coletar informações importantes por acreditar de forma segura nas suas hipóteses e opiniões. Uso de atalhos míopes – confiar de forma inapropriada em métodos empíricos. Agir sem sistematização – acreditar que é possível memorizar todas as informações e precipitar a decisão. Condução inadequada de um grupo – supor que com muitas pessoas capazes envolvidas, escolhas boas são inevitáveis. Auto engano sobre o feedback – incapacidade de interpretar as evidências de acontecimentos passados pelo que elas realmente significam, geralmente para proteger o ego. Não acompanhar os resultados da decisão Falta de auditoria do processo decisório – não criar uma abordagem organizada para compreender suas próprias decisões. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 72 Outra forma de classificar as decisões refere-se ao grau de participação de pessoas. Certas decisões são tomadas individualmente e outras são tomadas em grupo. Agora vamos analisar cada opção: Vantagens da tomada de decisão individual: A vantagem principal da decisão individual é a rapidez. Um indivíduo não precisa marcar uma reunião ou gastar tempo discutindo várias alternativas. As decisões individuais também apresentam responsabilização clara, pois você sabe quem tomou a decisão. Vantagens da tomada de decisão em grupo: Os grupos geram informações e conhecimento mais completos, pois agregam recursos de vários indivíduos. Oferecem mais diversidades de opiniões e levam à maior aceitação de uma solução. Resumidamente: em termos de eficácia, o desempenho do grupo é superior visto que geram mais alternativas, é mais criativo, mais preciso e produz decisões de melhor qualidade do que as propiciadas pelos indivíduos. Já as decisões individuais são mais eficientes, pois os grupos consomem muito mais tempo e recursos para chegar a uma solução. Uma das tarefas mais desafiadoras diante de quem vai tomar uma decisão é a análise das alternativas e seus desdobramentos nas empresas. Esta análise é realizada sob diversas condições, dentre as quais as incertezas dos resultados e o risco que a empresa está correndo se não acertar a escolha. As decisões podem ser tomadas dentro de três condições: INCERTEZA – nas situações de decisão sob incerteza, o tomador de decisão tem pouco ou nenhum conhecimento ou informação para utilizar como base na atribuição de probabilidade a cada estado da natureza ou a cada evento futuro. Em casos extremos de incerteza não é possível estimar o grau de probabilidade com que o evento venha a ocorrer. É a situação típica com a qual se defronta o Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 73 nível institucional das empresas, exigindo um planejamento contingencial que permita alternativas variadas e flexíveis. RISCO – nas situações de decisão sob risco, o tomador de decisão tem informação suficiente para predizer os diferentes estados da natureza. No entanto, a qualidade dessa informação e a sua interpretação pelos diversos administradores são capazes de variar amplamente e cada administrador pode atribuir diferentes probabilidades conforme sua crença ou intuição, experiência anterior, opinião, entre outros. CERTEZA – nas situações sob certeza, o administrador tem completo conhecimento das consequências ou dos resultados das várias alternativas de cursos de ação para resolver o problema. É a decisão mais fácil de ser tomada, pois cada alternativa pode ser associada com os resultados que pode produzir. Mesmo que o administrador não tenha condições de investigar todas as alternativas disponíveis, ele pode escolher a melhor das alternativas consideradas. Esta é uma situação excepcional e não a regra. Para finalizar o assunto, é fundamental ressaltar que o processo decisorial é um processo complexo e depende das características pessoas do tomador de decisões, da situação em que está envolvido e da maneira como percebe a situação. O processo decisorial, segundo Chiavenato, segue sete etapas, a saber: Percepção da situação que envolve o problema Análise e definição do problema Definição dos objetivos Procura de alternativas de solução ou de cursos de ação Escolha da alternativa mais adequada ao alcance dos objetivos Avaliação e comparação das alternativas Implementação da alternativa escolhida Destacam-se algumas técnicas de solução de problemas tais como Brainstorming, Princípio de Pareto e Diagrama de Ishikawa. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 74 BRAINSTORMING O brainstorming, desenvolvido em 1930 por Alex F. Osborn, busca, a partir da criatividade de um grupo, a geração de ideias para um determinado fim. A técnica propõe que um grupo de pessoas (de duas até dez pessoas) se reúna e se utilize das diferenças em seus pensamentos e ideias para que possa chegar a um denominador comum eficaz e com qualidade. É preferível que as pessoas que se envolvam nesse método sejam de setores e competências diferentes e nenhuma ideia é descartada ou julgada como errada ou absurda. O ambiente deve ser encorajador e sem críticas para os participantes ficarem a vontade e deve ser incentivado o trabalho em grupo. Pegar carona nas ideias dos outros deve ser incentivado. As quatro principais regras do brainstorming são: Críticas são rejeitadas, pois a crítica pode inibir a participação das pessoas; Criatividade é bem-vinda. Vale qualquer ideia que lhe venha a mente, sem preconceitos e sem medo que isso irá prejudicar. Uma ideia esdrúxula pode desencadear ideias inovadoras; Quantidade é necessária. Quanto mais ideias forem geradas, maior é a chance de se encontrar uma boa ideia; Combinação e aperfeiçoamento são necessários. O brainstorming pode ser feito de duas formas: estruturado ou não estruturado. No brainstorming ESTRUTURADO - os participantes lançam ideias seguindo uma sequência inicialmente estabelecida. Quando chega a sua vez, você lança a sua ideia. A vantagem desta forma é que propicia oportunidades iguais a todos os participantes, gerando maior envolvimento. No brainstorming NÃO ESTRUTURADO - as ideias são lançadas aleatoriamente, sem uma sequencia inicialmente definida. Isso cria um ambiente mais informal, porém com risco dos mais falantes dominarem a cena. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 75 PRINCÍPIO DE PARETO O diagrama de Pareto é uma técnica de priorização das informações, dando uma ordem hierárquica de importância. Esta técnica permite estabelecer dois grupos de causas para a maioria dos processos. Uma grande quantidade de causas (ordem de 80%) contribui muito pouco (ordem de 20%) para os efeitos observados. Uma pequena quantidade de causas (ordem de 20%) contribui de forma preponderante (ordem de 80%) paraos efeitos observados. O primeiro grupo é denominado “maiorias triviais” e o segundo grupo de “minorias essenciais”. Esta técnica utiliza uma abordagem de classificação para enumerar as causas de acordo com suas contribuições para atingir um dado efeito. A causa mais recorrente é vista do lado esquerdo do diagrama e as causas menos recorrentes são mostradas em ordem decrescente do lado direito. Em geral, a melhoria inicia- se a partir da causa mais recorrente, indo para as outras em ordem decrescente e assim por diante. Atenção! Esta técnica utiliza uma abordagem de classificação para enumerar as causas de acordo com suas contribuições para atingir um dado efeito. No entanto, há vezes em que a frequência de ocorrência não determina a importância de um fator. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 76 Observe no gráfico que o problema ”Entregas Atrasadas” é consideravelmente mais representativo que os demais, caracterizando-o como prioridade dentre os demais problemas existentes. (CESPE/ BASA/ TÉCNICO CIENTÍFICO/ 2010) O Diagrama de Pareto pode ser adotado quando se está diante de problemas e busca-se identificar quais são os itens responsáveis pela maior parcela deles. Comentários: Esse gráfico visa identificar as situações mais importantes causadoras de problemas. Gabarito: CERTO DIAGRAMA DE ISHIKAWA Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta gráfica utilizada pela administração para o gerenciamento e o controle da qualidade em diversos processos, e também é conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Diagrama Espinha de peixe. Na sua estrutura, os problemas são classificados em seis tipos diferentes: Método, Matéria prima, Mão de obra, Máquinas, Medição Meio ambiente. Esse sistema permite estruturar hierarquicamente as causas potenciais de um determinado problema ou também uma oportunidade de melhoria, assim como seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. O Diagrama de Ishikawa é uma das ferramentas mais eficazes e mais utilizadas nas ações de melhoria e controle de qualidade nas organizações, Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 77 permitindo agrupar e visualizar as várias causas que estão na origem qualquer problema ou de um resultado que se pretende melhorar. Vamos treinar mais!!! LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS QUESTÕES CESPE 1. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Julgue os próximos itens, referentes a administração geral e pública. Considere que, em um tribunal regional eleitoral, haja pequena quantidade de profissionais com conhecimento profundo na área de direito eleitoral e que, nesse mesmo tribunal, seja feito um planejamento estratégico com uso de análise SWOT. Nessa situação, de acordo com os princípios desse tipo de análise, a carência de especialistas deve ser considerada uma ameaça ao cumprimento da missão do tribunal. Comentários: Vamos relembrar importantes detalhes da Matriz Swot. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 78 Forças e fraquezas são variáveis internas que a organização TEM CONTROLE como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações obsoletas (Fraquezas). Já as ameaças e oportunidades são fatores externos os quais a empresa NÃO PODE CONTROLAR, mas é importante monitorá-los. Dessa forma, pequena quantidade de profissionais com conhecimento profundo na área de direito eleitoral é considerada uma variável interna, ou seja, uma fraqueza organizacional. Gabarito: ERRADO 2. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Se duas empresas fornecerem recursos para a criação de uma nova empresa, tem-se um exemplo de aliança estratégica. Comentários: A banca examinadora CESPE divulgou o gabarito preliminar de errada. Contudo, após recursos, optou por anular a questão conforme disposto na justificativa a seguir: “Por haver divergência na literatura especializada no assunto abordado no item, opta-se pela anulação do item.” Acrescentei essa questão para você ver que o assunto aliança estratégica também é cobrado nas provas de concurso. É importante relembrar que aliança estratégica é a união de duas ou mais empresas que possuem um objetivo comum entre si. Podem se unir de diversos modos e podem ter um tempo certo para se atingir o objetivo ou ser permanente. Gabarito: ANULADA 3. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Um gestor que se utiliza da administração por objetivos deve fixar as metas organizacionais em conjunto com seus subordinados, buscando interligar os objetivos departamentais, mesmo que vários desses objetivos estejam apoiados em princípios básicos diferentes entre si. Comentários: Alternativa adequada! Na administração por objetivos, gerentes e subordinados identificam objetivos comuns, definem as áreas de responsabilidade de cada um em termos de resultados esperados e utilizam esses objetivos como guias para sua atividade. Busca uma abordagem amigável, democrática e participativa, pois é um método no qual as metas são definidas em conjunto pelo gerente e subordinado, as responsabilidades são especificadas para cada um em função Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 79 dos resultados esperados, que passam a constituir os padrões de desempenho sob os quais ambos serão avaliados. Gabarito: CERTO 4. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Uma das vantagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a possibilidade de se alinharem os objetivos individuais com os objetivos estratégicos da organização. Comentários: Isso mesmo! Os indicadores utilizados no balanced sorecard buscam alinhar as estratégias empresariais e as estratégias individuais em prol do alcance de uma meta comum. Dessa forma, o BSC contribui para o alinhamento de toda a organização com suas estratégias. Gabarito: CERTO 5. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) Com relação ao processo de planejamento, julgue os itens a seguir. O planejamento estratégico pode ser considerado como a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas; o planejamento tático tem por objetivo a otimização dos resultados da empresa como um todo; e o planejamento operacional relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para se alcançá-los. Todos esses tipos de planejamento, portanto, estão associados aos níveis de decisão da organização. Comentários: A banca inverteu conceitos importantes sobre os três tipos de planejamento. O planejamento operacional que pode ser considerado como a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. O planejamento tático envolve o nível departamental. O planejamento operacional relaciona-se com objetivos de curto prazo. Gabarito: ERRADO 6. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) A postura estratégica da empresa — conduzida por aspectos como a missão da empresa, a relação entre oportunidades e ameaças, a relação entre seus Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aulatomadas, escolher uma delas para perseguir um ou mais objetivos, fazer um plano para alcançar os objetivos. Escolher um curso de ação entre as várias alternativas – trata-se de uma tomada de decisão, em que se escolhe uma alternativa e se abandona as demais. A alternativa escolhida se transfere em um plano para o alcance dos objetivos. Implementar o plano e avaliar os resultados – fazer o que o plano determina, avaliar os resultados e tomar as ações corretivas à medida que se tornarem necessárias. Para que o planejamento seja bem sucedido, torna-se necessário verificar quais os fatores críticos de sucesso para atingir os objetivos propostos. Existem duas maneiras de identificar esses fatores críticos de sucesso: a primeira é observar os recursos organizacionais e o mercado de maneira imaginativa para identificar os seguimentos que são mais importantes e a segunda é descobrir o que distingue as organizações bem sucedidas das malsucedidas e analisar as diferenças entre elas. É importante ressaltar que nesse segundo item se aplica o benchmarking. O benchmarking é caracterizado como um processo contínuo e sistemático de pesquisa para avaliar produtos, serviços, processos de trabalho de outras empresas, a fim de identificar quais são as melhores práticas adotadas por elas. A partir dessa análise, a instituição verifica seus próprios processos e realiza o aprimoramento organizacional, desenvolvendo a habilidade dos administradores de visualizar no mercado as melhores práticas administrativas das empresas consideradas excelentes (benchmarks) em certos aspectos. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 6 Destacam-se os principais benefícios do planejamento: Foco e flexibilidade – uma organização com foco conhece o que faz melhor, conhece as necessidades de seus clientes e conhece como servi-las melhor. A organização flexível opera dinamicamente e com um senso do futuro. Melhoria na coordenação – os objetivos de nível mais elevado são claramente interligados aos objetivos de nível mais baixo. Melhoria no controle – através da definição dos objetivos, se os resultados estiverem abaixo do esperado, deverão ser ajustados. Administração de tempo – o planejamento permite uma forma de administrar o tempo. Como o planejamento é a definição de objetivos, o administrador deve saber lidar com diferentes tipos de planos que serão traçados a fim de alcançá- los. Estes planos podem variar de acordo com os períodos de abrangência (longo, médio ou curto prazo) bem como podem envolver toda a organização, um departamento, ou uma simples tarefa. No decorrer da aula, estudaremos os diferentes tipos de planejamento: estratégico, tático e operacional. A seguir apresentarei breves conceitos para conhecimento sobre as outras funções administrativas organização, direção e controle. Focaremos apenas a função planejamento na aula de hoje. ORGANIZAÇÃO significa o ato de organizar, estruturar e integrar os recursos e os órgãos incumbidos de sua administração e estabelecer relações entre eles e suas atribuições. É o processo de agrupar o trabalho a ser realizado; de definir responsabilidades e autoridades e estabelecer as relações entre os grupos de modo a possibilitar que as pessoas trabalhem eficazmente para atingir os objetivos. DIREÇÃO é a função administrativa que se refere ao relacionamento interpessoal do administrador com os seus subordinados. Para que o planejamento e organização possam ser eficazes, eles precisam ser complementados pela orientação e apoio às pessoas, através de uma adequada comunicação, liderança e motivação. Está diretamente relacionada com a atuação sobre as pessoas na organização. Por fim, a função administrativa de CONTROLE pode ser considerada a forma como os objetivos devem ser alcançados através da atividade das pessoas que compõem a organização. O controle serve para que todas as coisas Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 7 funcionem da forma como foi prevista, verificando se a execução está de acordo com o que foi planejado: quanto mais completos, definidos e coordenados forem os planos, mais fácil será o seu controle. PROCESSO DE PLANEJAMENTO. Incialmente, estudaremos os conceitos sobre estratégia para você compreender melhor o estudo do planejamento estratégico. Estratégia é a orientação e o alcance de uma organização a longo prazo que conquista vantagens num ambiente inconstante por meio da configuração de recursos e competências com o intuito de atender às expectativas dos stakeholders (esse termo significa partes interessadas pela gestão da organização como, por exemplo, os funcionários, gerentes, proprietários, fornecedores, concorrentes, entre outros). Consideramos a estratégia como uma escolha de um curso de ação para uma posição diferente no futuro que poderá oferecer ganhos e vantagens em relação à situação presente. A elaboração das estratégias é resultado da prática do pensamento estratégico exercida pelo estrategista, um tipo de reflexão sofisticada e complexa que envolve imaginação, discernimento, intuição, iniciativa, força mental e impulso para o empreendimento. No quadro abaixo apresento algumas definições de autores clássicos sobre estratégia que são muito cobradas em questões de concursos. Ansoff – “Estratégia é um conjunto de regras de tomada de decisão em condições de desconhecimento parcial. As decisões estratégicas dizem respeito à relação entre a empresa e o seu ecossistema”. Chandler – “Estratégia é a determinação dos objetivos básicos de longo prazo de uma empresa e a adoção das ações adequadas e afetação de recursos para atingir esses objetivos”. Mitzberg – “Estratégia é uma força mediadora entre a organização e o seu meio envolvente: um padrão no processo de tomada de decisões organizacionais para fazer face ao meio envolvente”. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 8 Porter – “Estratégia competitiva são as ações ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento”. Observe que, de todas as definições apresentadas, Porter se diferencia por fazer relação com a indústria, área importante em que a concorrência ocorre. É importante também conhecer quais são os componentes da estratégia segundo a visão de Porter. Em seu artigo “O que é estratégia?”, o autor apresenta três componentes que definem a estratégia segundo o posicionamento da organização: Posicionamento – a estratégia é a criação de uma posição única e valiosa, que envolve um conjunto diferente de atividades. Opções excludentes (trade-off) – a estratégia requer que sejam feitas opções para competir, ou seja, deve-se escolher o que não deve ser feito. Sinergia – a estratégia implica em criar uma sinergia entre as atividades da organização. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) O termo estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a traçar planos para vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para explorar condições favoráveis ao alcance de determinados objetivos. Comentários: Questão adequada! Consideramos a estratégia como uma escolha de um curso de ação para uma posição diferente no futuro que poderá02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 80 pontos fortes e fracos — não sofre influências de fatores psicológicos motivados por anseios dos proprietários ou de executivos que têm o poder de decisão. Comentários: Postura estratégica da empresa enquadra-se nas variáveis internas à organização. Dessa forma, pode sofrer influência de fatores psicológicos motivados por anseios dos proprietários ou de executivos que tem o poder de decisão. Gabarito: ERRADO 7. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) Conforme o método Grumbach de gestão, informatizado pelos softwares Puma, Lince e Jaguar, adotam-se conceitos de planejamento estratégico cuja visão de futuro tem por base cenários prospectivos e se desenvolve em cinco fases: identificação do sistema, diagnóstico estratégico, visão estratégica, consolidação do plano estratégico e gestão estratégica. Comentários: Vamos relembrar as principais característica desse método: O Método Grumbach foi desenvolvido, a partir de 1996, por Raul Grumbach, brasileiro que estudou o desenvolvimento de Cenários Prospectivos e conseguiu aliar algumas ideias de autores consagrados, como Igor Ansoff, Michael Porter e Michel Godet, às suas próprias conclusões, fruto da prestação de consultorias a várias empresas públicas e privadas no Brasil. Concebido inicialmente como uma ferramenta para geração e análise de Cenários Prospectivos, evoluiu substancialmente, passando a constituir uma sistemática de elaboração de Planejamento Estratégico com Visão de Futuro baseada em Cenários Prospectivos, recentemente ampliada para um processo de Gestão Estratégica, com acompanhamento de indicadores. Algumas características do Método merecem destaque: • tem o seu emprego facilitado com a utilização dos softwares Puma, Lince e Jaguar, que automatizam os procedimentos previstos em cada uma de suas fases; • adota o enfoque sistêmico, em que a instituição objeto de um Estudo de Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos é tratada como um sistema aberto, que influencia e é influenciado pelo seu ambiente; • emprega intensivamente Modelagem Matemática e ferramentas de Pesquisa Operacional; Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 81 • gera os Cenários Prospectivos por Simulação Monte Carlo, utilizando variáveis binárias para modelar as Questões Estratégicas, procedimento que oferece os seguintes benefícios: construção de um número finito de Cenários; análise conjunta de diversas variáveis; análise de interdependência entre as variáveis; e acompanhamento da dinâmica dos cenários. • emprega princípios da Teoria dos Jogos para modelar a forma de agir dos Atores (pessoas, empresas e governos). • sua estrutura contempla quatro elementos básicos: Decisor Estratégico – geralmente é o “nº 1” da instituição (Titular, Diretor, Presidente, “CEO2”, Chefe, Comandante), ou quem suas vezes fizer, que determina a realização do estudo; Grupo de Controle (GC) – pessoal orgânico da instituição, com a responsabilidade de condução de todo o processo; Comitê de Planejamento (CP) - pessoal orgânico da instituição, representando todos os seus setores, com a responsabilidade de apoiar o GC; e Peritos – pessoas de notório saber, normalmente externas à instituição, que, convidadas pelo Decisor Estratégico, respondem a sucessivas consultas formuladas pelo Grupo de Controle. O Método Grumbach é informatizado pelos softwares Puma, Lince e Jaguar e se desenvolve em cinco Fases: 6. Identificação do Sistema (Puma); 7. Diagnóstico Estratégico (Puma); 8. Visão Estratégica, com as seguintes Etapas: Visão do Presente (Puma); Visão de Futuro (Puma) / Simulação e Gestão de Futuro (Lince); Avaliação de Medidas e Gestão de Resistências (Puma). 9. Consolidação do Plano Estratégico (Puma); e 10. Gestão Estratégica Priorização das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); Ordenamento das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); e Monitoramento (Jaguar). Gabarito: CERTO Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 82 8. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) Em qualquer processo de planejamento, independentemente da metodologia utilizada, devem ser considerados os planejamentos dos fins, de meios, organizacional, de recursos e, por fim, de implantação e controle. Acerca do balanced scorecard, julgue os itens que se seguem. Por meio do balanced scorecard, mede-se o desempenho organizacional como um todo, de acordo com as seguintes perspectivas: financeiras; processos internos do negócio; aprendizado e crescimento; e clientes. Comentários: Muita atenção nos pequenos detalhes. O BSC é uma metodologia baseada no equilíbrio organizacional e se fundamenta no balanceamento entre quatro diferentes perspectivas de objetivos: Perspectiva FINANCEIRA – como a organização é vista pelos acionistas, proprietários e investidores. Essa perspectiva visa verificar se a estratégia organizacional está contribuindo para os resultados. Exemplos: retorno sobre o investimento, receita operacional, valor econômico agregado, entre outros. Perspectiva do CLIENTE – como a organização é vista pelo cliente e como atendê-lo da melhor maneira possível. Verifica se os serviços prestados estão de acordo com a missão da empresa. Exemplos: satisfação do cliente, retenção de clientes, aquisição de novos clientes, lucratividade dos clientes, participação em contas nos segmentos-alvo, entre outros. Perspectiva dos PROCESSOS INTERNOS – os executivos identificam os processos críticos nos quais a empresa deve alcançar a excelência. Esses processos permitem que as unidades de negócios ofereçam as propostas de valor capazes de atrair e reter clientes em segmentos-alvo de mercado, satisfaça às expectativas que os acionistas têm de excelentes retornos financeiros. Esse modelo inclui processos como inovação, operações e serviço de pós-venda. Perspectiva do APRENDIZADO E CRESCIMENTO – Qual a capacidade da organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. Exemplos: satisfação, retenção, treinamento e habilidades dos funcionários. Gabarito: CERTO 9. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) O balanced scorecard, uma ferramenta de gestão estratégica alternativa aos métodos tradicionais de medida de desempenho, permite o monitoramento Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 83 de metas, estratégias e objetivos organizacionais com base na missão e na visão da organização. Comentários: O BSC permite descrever a estratégia de forma clara, através de objetivos estratégicos em 4 perspectivas (financeira, cliente, processos internos e aprendizado e crescimento), sendo todos eles relacionados entre si através de uma relação de causa e efeito. Promove o alinhamento dos objetivos estratégicos com indicadores de desempenho, metas e projetos. Desta maneira, é possível gerenciar a estratégia de forma integrada e garantir que os esforços da organização estejam direcionados para a estratégia. Além disso, o BSC abrange a missão, a visão, osvalores essenciais, os fatores críticos de sucesso, os objetivos estratégicos, os indicadores de desempenho, as metas e as iniciativas de melhoria organizacionais da empresa como um todo, ou seja, une a visão e as estratégias da empresa por meio das quatro perspectivas do BSC. Gabarito: CERTO 10. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Julgue os itens a seguir, a respeito de estratégia e planejamento. Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os objetivos a serem atingidos por uma organização. Comentários: Muito cuidado ao ler as questões. Fique atento (a) aos pequenos detalhes. A alternativa está incorreta porque planejamento é processo anterior a tomada de decisão. Gabarito: ERRADO 11. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) O termo estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a traçar planos para vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para explorar condições favoráveis ao alcance de determinados objetivos. Comentários: Questão adequada! Consideramos a estratégia como uma escolha de um curso de ação para uma posição diferente no futuro que poderá oferecer ganhos e vantagens em relação à situação presente. Gabarito: CERTO Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 84 12. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) No que diz respeito a missão, visão e valores de uma organização, julgue os próximos itens. A declaração de missão define o negócio da organização e seu ambiente de atuação e deve ser compartilhada com os seus grupos de interesse. Comentários: Isso mesmo. Relembrando, missão organizacional é a declaração do propósito e do alcance da organização em termos de produto e de mercado. Deve partir do pressuposto de que a organização como um todo se compromete com essa missão. Ela corresponde à causa pela qual se deve lutar, a razão de ser da organização. Gabarito: CERTO 13. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Uma declaração de missão representa o que a empresa pretende ser no futuro. Comentários: A questão está incorreta, uma vez que a visão organizacional que representa a imagem com a qual a organização se vê no futuro. Gabarito: ERRADO 14. (CESPE/ SEGER – ES/ ANALISTA DO EXECUTIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2013) O tipo de planejamento que faz parte do processo de desdobramento do plano estratégico de uma organização, determinando ações especializadas de produção, recursos humanos, financeiros e de marketing, é o A intermitente. B gerencial. C operacional. D tático. E singular. Comentários: No nível estratégico, temos o planejamento estratégico. No nível tático, destacam-se planejamentos de produção, recursos humanos, financeiros e de marketing. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 85 Já os desdobramentos do planejamento de produção em planejamentos operacionais, geram planos como, por exemplo, planos de produção, plano de manutenção, plano de abastecimento, entre outros. Gabarito: letra D 15. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) Com relação às características do planejamento, julgue os itens seguintes. O planejamento permite aos gestores saberem o que o futuro reserva para seus concorrentes, fornecedores e empresas. Comentários: Essa questão está errada. O planejamento não tem informações suficientes para saber qual será o futuro dos concorrentes, fornecedores e outras empresas. O planejamento é apenas uma forma de prever cenários futuros da empresa a fim de reduzir incertezas. Gabarito: ERRADO 16. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) O planejamento orienta gestores e funcionários quanto às atividades que devem ser desenvolvidas para que as metas da empresa sejam cumpridas. Comentários: O planejamento visa proporcionar o estudo das atividades necessárias para a organização atingir seus objetivos e alcançar as metas estabelecidas. Gabarito: CERTO 17. (CESPE / INPI/ ADMINISTRAÇÃO GERAL – ADMINISTRAÇÃO/ 2013) A respeito das funções da administração e do processo de planejamento, julgue os itens a seguir. A função gerencial de planejamento abrange a definição de metas de uma organização, o estabelecimento de uma estratégia global para alcançá-las e o desenvolvimento de uma hierarquia abrangente de planos, no intuito de integrar e coordenar as atividades. Comentários: Alternativa adequada. Observe que nessa questão a banca examinadora relacionou os planejamentos estratégico, tático e operacional a uma hierarquia abrangente de planos. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 86 Gabarito: CERTO 18. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) Acerca dos planejamentos estratégico, tático e operacional bem como da estrutura e do controle organizacionais, julgue os itens seguintes. O processo de planejamento estratégico que resulta na definição da missão e da visão de uma organização é complexo e dinâmico e, por isso, deve ser submetido a análises continuamente, a fim de se acompanhar a evolução das inúmeras variáveis que o balizam. Comentários: Questão adequada. O planejamento estratégico como um todo deve ser periodicamente revisto devido a várias mudanças no contexto interno e externo que podem comprometer as estratégias previamente definidas como, por exemplo, crise econômica, perda de fornecedores, entre outros. Gabarito: CERTO 19. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) As habilidades conceituais são essenciais aos gerentes de nível tático, que são os responsáveis por interpretar os objetivos estratégicos de uma organização e desdobrá-los em planos operacionais. Comentários: A banca organizadora tentou confundir o candidato. Os gerentes de nível tático interpretam os objetivos estratégicos e os desdobram em objetivos táticos. Já os gerentes operacionais que definem os planos operacionais. Gabarito: ERRADO 20. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINSITRATIVO/ 2012) No que se refere aos aspectos gerais do processo administrativo, julgue o item a seguir. Os planos relacionados à área de gestão de pessoas, como recrutamento e seleção, treinamento, plano de cargos e salários, promoções e capacitação são desdobramentos operacionais do planejamento estratégico. Comentários: Observe como as questões se repetem! Muita atenção para não confundir. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 87 Observe que em nível estratégico temos o planejamento estratégico. No nível tático, destacam-se planejamentos financeiros, marketing, produção e gestão de pessoas. Já os desdobramentos do planejamento de gestão de pessoas como, por exemplo, recrutamento e seleção, treinamento, planos de cargos e salários, promoções e capacitação são considerados planejamento operacional. Gabarito: CERTO 21. (CESPE/ PREVIC / ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2011) De acordo com a teoria de sistemas, sistema consiste no conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e função. Um sistema compõe-se de objetivos, entradas, processo de transformação, saídas, controles, avaliaçõese retroalimentação ou realimentação ou feedback. Com base nessas informações, julgue o item subsecutivo. O planejamento estratégico consiste em um sistema e caracteriza-se por tomar a organização como um todo perante seu ambiente. Comentários: Segundo o autor Djalma de Pinho Rebouças, o planejamento estratégico trata de toda a empresa perante seu ambiente. O planejamento estratégico é considerado um sistema, pois tem um conjunto de partes interagentes e interdependentes, que devem consolidar um todo considerando os diversos fatores controláveis e não controláveis pela empresa, bem como busca determinado resultado, desenvolvendo uma função específica e importante nas empresas. Gabarito: CERTO 22. (CESPE/ EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO/ ADMINISTRAÇÃO/ 2011) Tendo em vista que o planejamento, segundo Peter Drucker (1962), diz respeito às implicações futuras de decisões presentes, julgue o próximo item, referente aos diversos níveis de planejamento. O detalhamento das estratégias e políticas pela gerência intermediária, encarregada do planejamento tático, ou seja, aquele responsável por aprimorar o resultado de uma área específica da organização, resulta nos planos de ação, ferramentas características desse nível de planejamento. Comentários: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 88 O planejamento estratégico é desdobrado em planejamentos táticos enquanto estes se desdobram em planos operacionais para a sua realização. Assim, o planejamento tático é detalhado, resultando em planos de ações no planejamento operacional. Gabarito: ERRADO 23. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Julgue os itens a seguir, referentes a planejamento. O desenvolvimento de planos táticos e operacionais assegura a eficácia do desempenho organizacional. Comentários: A alternativa está inadequada porque os planejamentos estratégico, tático e operacional de forma isolada, são considerados insuficientes sendo necessário o desenvolvimento e implantação de forma INTEGRADA e o desenvolvimento de planos táticos e operacionais não assegura a eficácia do desempenho organizacional. Gabarito: ERRADO 24. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) No planejamento operacional, comumente adotado com o objetivo de aprimorar os resultados de determinada área da organização, detalham-se os objetivos, as estratégias e as políticas elaboradas no processo de planejamento tático. Comentários: Cuidado com os detalhes! Tem que ler a questão com muita concentração porque no decorrer da prova, se você estiver cansado (a) pode errar algo simples por mera desatenção. Vamos relembrar: Os objetivos, as estratégias e as políticas são elaboradas no processo de planejamento ESTRATÉGICO. Em seguida, o planejamento estratégico é desdobrado em planejamentos táticos enquanto estes se desdobram em planos operacionais para a sua realização. Gabarito: ERRADO 25. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atividades características do planejamento operacional incluem-se a definição de responsáveis pela execução do projeto, o estabelecimento de prazos, a determinação de procedimentos básicos a serem adotados, a definição de produtos e resultados finais esperados e a elaboração de planos de ação. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 89 Comentários: O planejamento OPERACIONAL é elaborado pelos níveis organizacionais inferiores para o curto prazo, com foco nas atividades do dia a dia da empresa. Preocupa-se com “o que fazer” e com o “como fazer” as atividades cotidianas da organização. Os planos operacionais cuidam da administração da rotina para assegurar que todos executem as tarefas de acordo com os procedimentos estabelecidos pela organização a fim de que esta possa alcançar os seus objetivos. Gabarito: CERTO 26. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Com relação ao planejamento organizacional e ao impacto do ambiente nas organizações, julgue os itens subsequentes. Na abordagem sistêmica, a morfogênese permite que as organizações corrijam seus rumos diante de mudanças no ambiente externo. Comentários: Coloquei essa questão na aula de hoje porque é importante conhecer alguns conceitos de outras teorias visto que a banca examinadora pode fazer uma relação entre o planejamento estratégico com esses assuntos. Seguem algumas definições sobre teoria dos sistemas que podem ajudar em questões futuras. Todo sistema também possui algumas características básicas, entre elas: Propósito ou objetivo – todo sistema tem um objetivo a ser atingido. Globalismo ou totalidade – o sistema reage globalmente ao estímulo a uma de suas partes. Unidade – a cada parte do sistema (unidade) compete um papel, que se não realizado leva a um desequilíbrio do todo. Interdependência – apesar de diferenciadas, as unidades que formam um sistema são interdependentes, ou seja, uma influencia a ação da outra. Qualquer modificação no funcionamento de uma unidade tem repercussões nas demais, através de uma reação em cadeia. Homeostasia – tentativa do sistema de manter o seu equilíbrio interno. Entropia – tendência natural dos organismos à degeneração (morte). Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 90 Entropia Negativa – capacidade dos organismos de reverterem o processo entrópico (degeneração). MORFOGÊNESE – capacidade dos organismos de desenvolverem novas estruturas, visando adequação à realidade ambiental. Fronteiras – limites existentes entre os sistemas. Gabarito: CERTO 27. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atribuições do profissional de planejamento operacional inclui-se a elaboração de políticas e diretrizes para a organização. Comentários: ATENÇÃO! Vamos repetir para você gabaritar no dia da prova. Os objetivos, estratégias e políticas são estabelecidos no planejamento ESTRATÉGICO! Gabarito: ERRADO 28. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Durante o processo de elaboração do planejamento estratégico, são estabelecidas a visão, a missão e os valores das organizações. Comentários: Perfeito! São elaborados no planejamento ESTRATÉGICO. Relembrando os conceitos de uma forma bem resumida: MISSÃO ORGANIZACIONAL – é a razão de existência de uma organização. VISÃO ORGANIZACIONAL – é um estado ou situação altamente desejável de uma realidade futura possível. VALORES ORGANIZACIONAIS – são características, virtudes, qualidades da organização que devem ser perseguidas e incentivadas. Gabarito: CERTO 29. (CESPE / FINEP/ ADMINISTRADOR RH/ 2009) É correto definir estratégia como a) a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação de resultados específicos que serão alcançados pelas áreas funcionais da empresa. b) um plano com vistas à interação com o ambiente competitivo a fim de chegar aos objetivos organizacionais. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 91 c) a medida do rendimento global do sistema, pela qual se faz o que precisa ser feito, com referência à contribuição dos resultados obtidos para o alcance dos objetivos globais da empresa. d) o que satisfaz uma necessidade e representa um sentimento de carência em alguém, queproduz desconforto e desejo de aliviá-lo. e) a habilidade do sistema de se modificar a si e(ou) ao seu ambiente, quando pelo menos um deles se altera. Comentários: Estratégia empresarial é o conjunto de meios que uma organização utiliza para alcançar seus objetivos em meio ao ambiente. Tal processo envolve as decisões que definem os produtos e os serviços para determinados clientes e mercados e a posição da empresa em relação aos seus concorrentes. Quando for resolver questões de concurso tem que ficar atento porque é preciso identificar a resposta mais adequada, a que melhor define o assunto. A alternativa A está errada porque limitou a estratégia ao alcance de objetivos das áreas funcionais. Já a alternativa B está correta porque definiu a estratégia como o alcance de objetivos organizacionais (organização como um todo). Gabarito: letra B 30. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 2012) De acordo com especialistas, a maior parte das organizações ainda emprega técnicas de planejamento embasadas unicamente na superação de situações passadas. Comentários: A técnica mais comum e simples de planejamento estratégico é a análise de fatos históricos, definindo as estratégias e ações corretivas a fim de corrigi-los futuramente. Gabarito: CERTO 31. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 2012) No planejamento estratégico, estabelece-se a direção a ser seguida pela organização, formulando-se ações estratégicas que proporcionem maior sinergia entre a organização e o ambiente. Comentários: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 92 Perfeita definição! O Planejamento Estratégico é uma metodologia gerencial que permite estabelecer planos e a direção a ser seguida pela organização, visando à maior interação com o ambiente. Gabarito: CERTO 32. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 2012) Julgue os seguintes itens, relativos ao planejamento estratégico. O grau negativo de interação entre uma organização e o ambiente pode ser classificado em reagente, adaptativo e inovativo; interações de grau negativo frequentemente estão associadas a um crescimento organizacional lento e gradual. Comentários: Para responder essa questão é necessário conhecer uma classificação apresentada pelo autor Vasconcellos que relaciona as interações entre uma organização e o ambiente em três graus, cada um com seu respectivo comportamento e consequências esperadas: GRAUS DE INTERAÇÃO COMPORTAMENTO CONSEQUÊNCIAS NEGATIVO (Dinossauro) Não reagente Sobrevivência a curto prazo Não adaptativo Extinção Não inovativo NEUTRO (Camaleão) Reagente Sobrevivência a longo prazo Adaptativo Estagnação POSITIVO (Homo Sapiens) Reagente Sobrevivência a longo prazo Adaptativo Desenvolvimento Inovativo O grau de interação da organização e o ambiente varia de acordo com o comportamento estratégico assumido pela organização perante o contexto ambiental. Portanto, a questão está errada porque no grau de interação NEGATIVO o comportamento é: não reagente (não reage ao ambiente), não adaptativo (não se adapta ao ambiente), não inovativo (não inova). Nesse grau não há relação com o ambiente, a organização sobrevive a curto prazo e tende à extinção. Gabarito: ERRADO Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 93 33. (CESPE/ POLÍCIA FEDERAL / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL/ 2012) Julgue o item seguinte, referente a administração e processo Administrativo. A matriz SWOT consiste em ferramenta típica de planejamento operacional. Comentários: A alternativa está errada porque a Matriz Swot é uma ferramenta típica do Planejamento ESTRATÉGICO. Gabarito: ERRADO 34. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Acerca do BSC (Balance Scorecard), julgue os itens subsequentes. O BSC é uma ferramenta que traduz a missão e a estratégia das organizações em um conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. Comentários: O Balance Scorecard (BSC) constitui uma ferramenta administrativa que traduz a estratégia empresarial num conjunto de objetivos e indicadores de desempenho que envolvem perspectivas que devem ser integradas e balanceadas para promover sinergia. Gabarito: CERTO 35. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) O BSC é similar a todos os outros modelos de gestão, diferenciando-se apenas quanto à quantidade de indicadores utilizados no nível operacional. Comentários: O BSC não é similar a todos os outros modelos de gestão, cada modelo tem sua particularidade. É errado fazer essa comparação. Gabarito: ERRADO 36. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A característica que singulariza o BSC é a ênfase nos indicadores financeiros, que propiciarão o controle da organização em todos os níveis. Comentários: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 94 Não há ênfase nos indicadores apenas financeiros. O BSC constitui uma ferramenta administrativa que traduz a estratégia empresarial num conjunto de objetivos e indicadores de desempenho tanto financeiros quanto não financeiros. Gabarito: ERRADO 37. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) O BSC é organizado em torno de quatro perspectivas distintas — financeira; dos clientes; dos processos internos; do aprendizado e crescimento —, que são padronizadas, o que permite a mesma utilização em qualquer organização. Comentários: BSC é elaborado de acordo com as quatro perspectivas criadas por Norton e Kaplan: financeira, clientes, processos internos, aprendizado e crescimento. Contudo, essa regra em casos específicos pode ser adaptada às peculiaridades do setor como, por exemplo, no serviço público. Gabarito: ERRADO 38. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Segundo a metodologia do BSC, os participantes da organização devem acompanhar e monitorar cada aspecto ligado à estratégia, para que haja sucesso na implementação do plano. Comentários: Sim! É importante uma cooperação entre os funcionários da empresa para que o planejamento estratégico seja efetivamente implementado. São aspectos essenciais no BSC: Fazer da estratégia a tarefa diária de cada pessoa, todos os funcionários precisam compreender a estratégia. Fazer da estratégia um processo contínuo da organização. Mobilizar a mudança através da liderança de executivos. Os executivos deverão motivar a organização a mudar e seguir os objetivos estratégicos. Gabarito: CERTO 39. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Uma organização que vise implementar o BSC deve, primeiramente, identificar os indicadores relevantes. Comentários: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 95 Inicialmente a organização precisa fazer o diagnóstico estratégico para depois formular as estratégias e posteriormente implantá-las. O autor Djalma de Pinho Rebouças define as seguintes fases básicas para a elaboraçãoe implementação do planejamento estratégico: FASE I – Diagnóstico Estratégico Análise e verificação dos aspectos inerentes à realidade externa e interna da empresa. Subdivide-se nas etapas: FASE II – Missão da Empresa Neste ponto deve ser estabelecida a razão de ser da empresa, bem como seu posicionamento estratégico. FASE III – Instrumentos prescritivos e quantitativos FASE IV – Controle e avaliação Verifica-se como a empresa está indo. É a ação necessária para assegurar a realização dos objetivos, metas, estratégias e projetos estabelecidos. Gabarito: ERRADO 40. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) No que tange ao foco nos recursos humanos, a adoção do BSC possibilita a utilização da remuneração variável. Comentários: A perspectiva de aprendizado e crescimento identifica qual a capacidade da organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. Dessa forma, a adoção do BSC possibilita a concessão de recompensas individuais variáveis como fator de incentivo. Gabarito: CERTO 41. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Um mapa estratégico deve contemplar os objetivos estratégicos, que poderão estar desdobrados em todas as perspectivas e temas previstos. Comentários: Montagem do mapa da estratégia significa desdobrar a estratégia nas perspectivas básicas (financeira, cliente, processos internos, inovação). O Balanced Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 96 Scorecard inclui Mapas Estratégicos, recurso gráfico para ajudar a comunicar uma visão unificada da estratégia. Eles ajudam as pessoas a entenderem a lógica e a inteligência da estratégia e como os diferentes objetivos se relacionam. Os mapas estratégicos fornecem a cada unidade e indivíduo uma visão de como seus objetivos, projetos e realizações contribuem para o sucesso da estratégia global da empresa. Gabarito: CERTO 42. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A cadeia de causa e efeito deve permear todas as perspectivas de um BSC, garantindo encadeamento entre os objetivos das perspectivas, de modo a refletir as relações de causa e efeito assumidas na formulação das estratégias. Comentários: Segundo Kaplan & Norton, o sistema de medição deve tornar explícitas as relações entre os objetivos nas várias perspectivas, para que elas possam ser gerenciadas e validadas. A cadeia de causa e efeito deve permear todas as quatro perspectivas de um BSC garantindo um encadeamento entre os objetivos das perspectivas, de modo a refletir as relações de causa e efeito assumidas na formulação das estratégias. Gabarito: CERTO 43. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) De acordo com a metodologia do BSC, são os temas estratégicos que refletem os únicos grandes e importantes focos de atenção dos gerentes para implementação da estratégia da organização. Os temas estratégicos refletem os grandes e importantes focos de atenção dos gerentes para implementação da estratégia da organização, porém não são os únicos importantes. Comentários: Questão de mera interpretação. Inicialmente afirma que os únicos grandes e importantes focos de atenção dos gerentes são os temas estratégicos e, posteriormente, afirma que os temas estratégicos não são os únicos importantes. Gabarito: ERRADO 44. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Pode-se dar como exemplos de temas estratégicos para uma organização pública: na perspectiva de processos internos, a excelência Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 97 operacional; na perspectiva do aprendizado e crescimento, a capacitação dos funcionários e o clima organizacional para a ação. Comentários: De acordo com as perspectivas a seguir, observamos que os temas estratégicos estão adequados: Perspectiva dos PROCESSOS INTERNOS – busca identificar quais os processos de negócios em que a organização precisa ter EXCELÊNCIA e se os processos e a operação estão alinhados. Exemplo: qualidade, inovação, produtividade, logística, comunicação interna. Perspectiva do APRENDIZADO E CRESCIMENTO – Qual a capacidade da organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. Exemplos: índice de renovação de produtos, motivação das pessoas. Gabarito: CERTO 45. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Determinada organização pública encontra-se diante do seguinte quadro: Servidores desmotivados para o desenvolvimento das atividades que lhe são atribuídas; Perspectiva de corte do orçamento previsto para suas atividades; Servidores com alto grau de capacitação para o desenvolvimento das atividades previstas em seus cargos; Instalações deficientes; Predisposição de parlamentares a apoiar a mudança da legislação, de modo a conceder maior autonomia à organização. Com referência à análise SWOT e à aplicação dessa análise à situação acima descrita, julgue os itens a seguir: O fato de os servidores estarem desmotivados para o desenvolvimento das atividades que lhe são atribuídas é um exemplo de ameaça à organização. Comentários: Querido aluno, a desmotivação dos servidores é uma variável interna ou externa a organização pública? INTERNA. Portanto, é um exemplo de uma FRAQUEZA da organização pública. Gabarito: ERRADO Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 98 46. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) O fato de os servidores terem alto grau de capacitação para o desenvolvimento das atividades previstas em seus cargos é um exemplo de força da organização. Comentários: O alto grau de capacitação dos servidores é uma variável interna ou externa da organização pública? INTERNA. Portanto, é uma FORÇA. A questão refere-se aos servidores públicos muito capacitados e isso é algo positivo para a organização, ou seja, é uma força. Relembrando: Forças e fraquezas – São variáveis internas que a organização TEM CONTROLE como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações obsoletas (Fraquezas). Quando percebe-se um ponto forte, a organização deve ressaltá-lo e quando há um ponto fraco é necessário corrigi-lo ou pelo menos minimizar seus efeitos. Gabarito: CERTO 47. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A predisposição parlamentar de apoio à mudança da legislação constitui um exemplo de força da organização. Comentários: Apoio à mudança na legislação é uma variável EXTERNA porque a organização pública não tem controle sobre essa variável. Como é apoio à mudança, considera- se algo positivo e, por isso, é considerada uma oportunidade. Ameaças e oportunidades – são fatores externos os quais a empresa NÃO PODE CONTROLAR, mas é importante monitorá-los. Entre as ameaças e oportunidades a serem consideras estão os fatores demográficos, econômicos, históricos,políticos, sociais, tecnológicos, sindicais, legais, entre outros. Gabarito: ERRADO 48. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A perspectiva de corte do orçamento previsto para o desenvolvimento das atividades da organização constitui exemplo de ameaça à organização. Comentários: Como se trata de organização pública, esta não tem controle sobre seu orçamento. Portanto, o corte do orçamento é considerado uma variável EXTERNA, ou seja, é uma AMEAÇA. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 99 Gabarito: CERTO 49. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A análise SWOT é obtida a partir da análise interna da organização, realizada ao longo de, no mínimo, um ano. Comentários: A matriz SWOT foi desenvolvida como uma metodologia de análise do ambiente EXTERNO e INTERNO da organização. Gabarito: ERRADO 50. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Instalações deficientes são exemplos de fraqueza da organização. Comentários: Isso mesmo! Como é uma variável INTERNA, trata-se de uma fraqueza da organização. Forças e fraquezas – São variáveis internas que a organização TEM CONTROLE como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações obsoletas (Fraquezas). Quando percebe-se um ponto forte, a organização deve ressaltá-lo e quando há um ponto fraco é necessário corrigi-lo ou pelo menos minimizar seus efeitos. Gabarito: CERTO QUESTÕES OUTRAS BANCAS 51. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 2010) Segundo Ansoff, no planejamento estratégico a) espera-se necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado. b) o passado não deve ser considerado. c) o futuro representa uma tendência histórica. d) não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado. e) o futuro não é extrapolável a partir do passado. Comentários: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 100 Segundo o autor, apresenta diferenças básicas entre o planejamento a longo prazo e o planejamento estratégico: No planejamento a longo prazo, acredita-se que o futuro possa ser previsto a partir da extrapolação do crescimento passado. A alta administração tipicamente supõe que o desempenho futuro possa e deva ser melhor do que o passado, e negocia metas correspondentemente mais elevadas com os executivos de níveis inferiores. O processo tipicamente produz metas otimistas que não condizem completamente com a realidade. Em empresas bem administradas, os resultados ficam acima da projeção, mas sofrem o efeito típico da variação irregular. Em empresas mal administradas, o desempenho efetivo também sofre esse efeito, mas fica abaixo da projeção. No planejamento estratégico, não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado, e tampouco se acredita que seja extrapolável. Portanto, como primeira medida, é feita uma analise das perspectivas da empresa, identificando-se tendências, ameaças, oportunidades, e descontinuidades singulares que possam alterar as tendências históricas. O gabarito preliminar divulgado pela Esaf previa a alternativa D como resposta, mas após os recursos a banca anulou a questão porque as alternativas D e E estão corretas. Gabarito: QUESTÃO ANULADA PELA ESAF. 52. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 2010) Um planejamento é estratégico quando se dá ênfase ao aspecto: a) de longo prazo dos objetivos e à análise global do cenário. b) de prazo emergencial dos objetivos e à análise global do cenário. c) de longo prazo dos objetivos e à análise da situação passada. d) de médio prazo dos objetivos e à análise da situação atual. e) de urgência dos objetivos e à análise da situação futura. Comentários: O planejamento estratégico trata de objetivos de longo prazo e visa à análise voltada para o todo, ou seja, à análise global do cenário. As demais alternativas estão erradas. O planejamento estratégico não foca o curto e o médio prazo, nem se limita a eventos passados e a situação atual da organização. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 101 Gabarito: letra A 53. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 2010) Segundo Matias-Pereira, o alcance de resultados positivos na implementação de planejamento estratégico, principalmente na administração pública, depende das condições e formas para a sua concretização. Destacam-se as abaixo listadas, com exceção de: a) forma de envolvimento exclusivamente da alta direção, em especial do processo de sensibilização. b) demonstração de vontade política para a implementação. c) a existência de mecanismos que monitoram tanto o plano quanto os elementos contextuais que lhe deram origem. d) capacidade de percepção das condições que sustentam e condicionam a viabilidade das ações planejadas. e) nível de consciência das potencialidades e debilidades que o grupo que planeja possui. Comentários: O erro da questão está na alternativa A, pois na implantação do planejamento estratégico TODA a organização deve compreender e se sensibilizar a fim de alcançar os objetivos organizacionais. A alta direção deverá motivar a organização a mudar e seguir os objetivos estratégicos. IMPLEMENTAÇAO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SETOR PÚBLICO O alcance de resultados positivos na implementação de planejamento estratégico, principalmente na Administração Pública e no terceiro setor dependem das condições e formas para a sua concretização. Destacam-se, segundo Matias Pereira: Forma de envolvimento dos atores, em especial do processo de sensibilização. Os atores devem ser mobilizados previamente por preocupações comuns e deve estar dispostos a debater conjuntamente as formas de enfrentamento das situações problemas. Interação e qualidade na relação entre o conjunto de atores que planeja. Nível de consciência das potencialidades e debilidades que o grupo que planeja possui. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 102 Capacidade de percepção das condições que sustentam e condicionam a viabilidade das ações planejadas. Demonstração de vontade política para a implementação e a existência de mecanismos que monitoram tanto o plano quanto os elementos contextuais que lhe deram origem. Gabarito: letra A 54. (ESAF/ EPPGG) As frases a seguir referem-se ao processo de planejamento estratégico. Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou Falsas (F). ( ) O planejamento estratégico é capaz de estabelecer a direção a ser seguida pela organização com objetivos de curto, médio e longo prazo e com maneiras e ações para alcançá-los que afetam o ambiente como um todo. ( ) O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, sendo necessário o desenvolvimento e a implantação dos planejamentos táticos e operacionais de forma integrada. ( ) O planejamento estratégico é o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes políticas, os quais proporcionam uma conjuntura que viabiliza a avaliação das implicações presentes de decisões a serem tomadas em funçãodo ambiente. ( ) O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos níveis mais altos da organização e diz respeito tanto à formulação de objetivos, quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua consecução. ( ) O planejamento estratégico é uma ferramenta que tem como fases básicas para sua elaboração e implementação o diagnóstico estratégico, a definição da missão, a elaboração de instrumentos prescritivos e quantitativos, além do controle e da avaliação. Indique a opção correta. a) F, V, F, V, V b) F, F, V, F, V c) V, V, F, F, V d) V, F, F, V, V e) V, V, F, V, F Comentários: Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 103 Vamos analisar cada alternativa: O primeiro item está errado porque a finalidade do planejamento estratégico é atingir os objetivos de longo prazo. O segundo item está correto. Enquanto o planejamento estratégico envolve toda a organização, o planejamento tático e operacional são responsáveis pelo desdobramento do planejamento estratégico em objetivos implementáveis. A terceira alternativa está errada e não representa o conceito de planejamento estratégico. A quarta alternativa está correta. O planejamento estratégico, de responsabilidade dos níveis mais altos da empresa, é o processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa. O último item é verdadeiro. Gabarito: letra A 55. (ESAF / ANEEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – RECURSOS HUMANOS) Escolha a opção que não apresenta corretamente uma razão para as organizações investirem em planejamento. a) Interferir no curso dos acontecimentos. b) Enfrentar eventos futuros previsíveis. c) Coordenar eventos e recursos entre si. d) Analisar séries temporais. e) Criar o futuro. Comentários: Interferir no curso dos acontecimentos, enfrentar eventos futuros previsíveis, coordenar eventos e recursos entre si e criar o futuro são algumas razões para as organizações investirem em planejamento, pois o administrador precisa tomar decisões estratégicas e planejar o futuro de sua organização. Ele precisa saber em qual rumo deseja que sua organização vá em frente, tomar as decisões necessárias e elaborar os planos para que isso aconteça. O planejamento está voltado para o futuro. E o futuro requer uma atenção especial. Já a alternativa D se refere a séries temporais que são observações de uma variável que ocorreram em um determinado período de tempo. As séries Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 104 temporais não apresentam uma razão para a organização investir em planejamento porque uma boa parte das séries temporais não indica eventos futuros e incertos. Gabarito: letra D 56. (FCC/ TRF – 2 REGIÃO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/ 2012) Indicador de desempenho estratégico que mede o grau de satisfação, o valor agregado e os impactos gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos no contexto em geral: a) Economicidade. b) Execução. c) Eficiência. d) Efetividade. e) Excelência. Comentários: Efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Está vinculada ao grau de satisfação dos clientes e ao valor agregado do produto ou serviço. Resumidamente: Eficácia - relação objetivo x resultado. Eficiência - utilização dos recursos de maneira econômica. Efetividade - relação resultado x impacto. Gabarito: letra D 57. (CESGRANRIO/ ELETROBRÁS/ ANALISTA DE SISTEMAS JÚNIOR/ 2010) Considerando os conceitos de missão e visão de uma empresa, tem-se que a a) declaração de missão articula a descrição ideal de uma organização e molda o futuro pretendido. b) missão é um retrato do que a empresa pretende ser e, em termos amplos, do que pretende realizar. c) missão e a visão formam a base que a empresa precisa para selecionar e implantar uma ou mais estratégias. d) visão da empresa é mais concreta do que sua missão. e) visão da empresa já possibilita derivar seus indicadores BSC. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 105 Comentários: A alternativa A está errada porque a missão não molda o futuro. A missão é o enunciado da identidade institucional, ou seja, o motivo da sua existência. É perene em relação ao tempo, às circunstâncias e às tendências ambientais. Sua função é dar sentido ao esforço coletivo, frente ao que a sociedade espera da organização. A alternativa B também está errada porque o termo “pretende ser” remete a ideia de futuro. A alternativa C está correta. A alternativa D está errada visto que missão e visão são conceitos abstratos, não há essa relação de um conceito é mais concreto do que o outro. A alternativa E está errada porque a visão não é suficiente para a elaboração do BSC e indicadores. Gabarito: letra C 58. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) Analise as afirmações a seguir. A construção de cenários é uma ferramenta útil para a análise do ambiente externo no planejamento estratégico. PORQUE A análise dos cenários permite à organização atuar sobre as forças que impactam suas operações. A esse respeito conclui-se que (A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. (B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. (C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. (D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. (E) as duas afirmações são falsas. Comentários: A primeira alternativa está adequada, pois a construção de cenários prepara a organização perante as possíveis mudanças no ambiente externo. Já a segunda alternativa não justifica a primeira e, analisando-a isoladamente, está errada porque a análise dos cenários somente prepara a organização para Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 106 as possíveis mudanças. Apenas a análise dos cenários não permite que a organização atue sobre as forças que impactam suas operações. Gabarito: letra C 59. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) No planejamento estratégico do Banco Central do Brasil, a autarquia declara que deve “assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”. Considerando os elementos típicos de um processo de planejamento estratégico, essa declaração está associada à(ao) (A) missão da organização. (B) visão de futuro. (C) declaração de accountability. (D) análise SWOT. (E) indicador de desempenho. Comentários: Todos os itens foram estudados no decorrer do nosso curso e a alternativa correta é a letra A. Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente é a razão de ser do Banco Central. Essa frase responde a pergunta “por que o BACEN existe?”. Gabarito: letra A REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERGAMINI, Cecília Whitaker. O Líder Eficaz. 1ª edição. Editora Atlas, 2009. BERGAMINI, Cecília Whitaker; CODA, Roberto. Psicodinâmica da Vida Organizacional: Motivação e Liderança. Editora Atlas, 1997. CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Recursos Humanos: Fundamentos Básicos. 7ª. Edição. São Paulo: Manole, 2009 CHIAVENATO,Idalberto. Administração Geral e Pública. 2ª. edição. Editora Elsevier– Campus Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 107 CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. 3ª edição. Editora Campus. DUTRA, Joel. Administração de carreira: uma proposta para repensar a gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 1996. DUTRA, Joel. Gestão de Pessoas. Editora Atlas, 2002. FISCHER, André Luiz. ADMINISTRAÇAO- As Pessoas na Organização. 6ª ed. Editora Gente, 2002. FLEURY, Maria Tereza. As pessoas na organização. Editora Gente, 2002. Gil, Antônio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. São Paulo. Editora Atlas, 2001 GONÇALVES, Vicente e Carla CAMPOS. Gestão de Mudanças: o fator humano na liderança de projetos. Editora Brasport, 2012. HELLER, Robert. Como Tomar Decisões – Série Sucesso Profissional: Seu Guia de Estratégia Pessoal. São Paulo: Publifolha, 1999. LAMCOMBE, Francisco e Gilberto Heilborn. Administração princípios e tendências. 1ª edição. Editora Saraiva, 2003. LACOMBE, Francisco. Recusos Humanos: Princípios e Tendências. 2ª edição. Editora Saraiva, 2012. LIMA, S. M. V.; BRESSAN, C. L Mudança organizacional: uma introdução. Rio de Janeiro: FGV, 2003. LUZ, Ricardo. Clima organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995. Manual de Gestão de Pessoas: estratégias e tendências. 7ª edição. Editora Gente, 2002. MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humanos. 14ª edição. São Paulo: Editora Saraiva, 2011. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração. 7ª edição revista e ampliada. São Paulo: Editora Atlas, 2007. MULLINS, Laurie J. Gestão da hospitalidade e comportamento organizacional. Tradução de Vinicius Figueira. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. NONAKA, I. & TAKEUCHI, H.. Criação do conhecimento na empresa. Rio de Janeiro: Campus, 1997. ROBBINS, Stephen P.; JUDGE, Timothy A.; Sobral, Filipe. Comportamento organizacional. 14ª edição. São Paulo: Pearson, 2010. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 108 RODRIGUES, S. B. A Informática na organização e no trabalho. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, 1988. RUSSO, J. Edward. Decisões vencedoras. Editora Campus, 2002. SAVIOLI, N. Carreira – Manual do Proprietário. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1991. SHIMIZU, Tamio. Decisões nas Organizações. 2ª. Editora Atlas, 2006. WAGNER III, Jhon A. e HOLLENBECK, Jhon R. Comportamento Organizacional: criando vantagem competitiva. Editora Saraiva, 2000. WEISS, Donald H. Treinando e orientando no local de trabalho. São Paulo: Novel, 1996. LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS QUESTÕES CESPE 1. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Julgue os próximos itens, referentes a administração geral e pública. Considere que, em um tribunal regional eleitoral, haja pequena quantidade de profissionais com conhecimento profundo na área de direito eleitoral e que, nesse mesmo tribunal, seja feito um planejamento estratégico com uso de análise SWOT. Nessa situação, de acordo com os princípios desse tipo de análise, a carência de especialistas deve ser considerada uma ameaça ao cumprimento da missão do tribunal. 2. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Se duas empresas fornecerem recursos para a criação de uma nova empresa, tem-se um exemplo de aliança estratégica. 3. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Um gestor que se utiliza da administração por objetivos deve fixar as metas organizacionais em conjunto com seus subordinados, buscando interligar os objetivos departamentais, mesmo que vários desses objetivos estejam apoiados em princípios básicos diferentes entre si. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 109 4. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Uma das vantagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a possibilidade de se alinharem os objetivos individuais com os objetivos estratégicos da organização. 5. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) Com relação ao processo de planejamento, julgue os itens a seguir. O planejamento estratégico pode ser considerado como a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas; o planejamento tático tem por objetivo a otimização dos resultados da empresa como um todo; e o planejamento operacional relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para se alcançá-los. Todos esses tipos de planejamento, portanto, estão associados aos níveis de decisão da organização. 6. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) A postura estratégica da empresa — conduzida por aspectos como a missão da empresa, a relação entre oportunidades e ameaças, a relação entre seus pontos fortes e fracos — não sofre influências de fatores psicológicos motivados por anseios dos proprietários ou de executivos que têm o poder de decisão. 7. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) Conforme o método Grumbach de gestão, informatizado pelos softwares Puma, Lince e Jaguar, adotam-se conceitos de planejamento estratégico cuja visão de futuro tem por base cenários prospectivos e se desenvolve em cinco fases: identificação do sistema, diagnóstico estratégico, visão estratégica, consolidação do plano estratégico e gestão estratégica. 8. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) Em qualquer processo de planejamento, independentemente da metodologia utilizada, devem ser considerados os planejamentos dos fins, de meios, organizacional, de recursos e, por fim, de implantação e controle. Acerca do balanced scorecard, julgue os itens que se seguem. Por meio do balanced scorecard, mede-se o desempenho organizacional como um todo, de acordo com as seguintes perspectivas: financeiras; processos internos do negócio; aprendizado e crescimento; e clientes. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 110 9. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) O balanced scorecard, uma ferramenta de gestão estratégica alternativa aos métodos tradicionais de medida de desempenho, permite o monitoramento de metas, estratégias e objetivos organizacionais com base na missão e na visão da organização. 10. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Julgue os itens a seguir, a respeito de estratégia e planejamento. Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os objetivos a serem atingidos por uma organização. 11. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) O termo estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a traçar planos para vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para explorar condições favoráveis ao alcance de determinados objetivos. 12. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) No que diz respeito a missão, visão e valores de uma organização, julgue os próximos itens. A declaração de missão define o negócio da organização e seu ambiente de atuação e deve ser compartilhada com os seus grupos de interesse. 13. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/2013) Uma declaração de missão representa o que a empresa pretende ser no futuro. 14. (CESPE/ SEGER – ES/ ANALISTA DO EXECUTIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2013) O tipo de planejamento que faz parte do processo de desdobramento do plano estratégico de uma organização, determinando ações especializadas de produção, recursos humanos, financeiros e de marketing, é o A intermitente. B gerencial. C operacional. D tático. E singular. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 111 15. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) Com relação às características do planejamento, julgue os itens seguintes. O planejamento permite aos gestores saberem o que o futuro reserva para seus concorrentes, fornecedores e empresas. 16. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) O planejamento orienta gestores e funcionários quanto às atividades que devem ser desenvolvidas para que as metas da empresa sejam cumpridas. 17. (CESPE / INPI/ ADMINISTRAÇÃO GERAL – ADMINISTRAÇÃO/ 2013) A respeito das funções da administração e do processo de planejamento, julgue os itens a seguir. A função gerencial de planejamento abrange a definição de metas de uma organização, o estabelecimento de uma estratégia global para alcançá-las e o desenvolvimento de uma hierarquia abrangente de planos, no intuito de integrar e coordenar as atividades. 18. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) Acerca dos planejamentos estratégico, tático e operacional bem como da estrutura e do controle organizacionais, julgue os itens seguintes. O processo de planejamento estratégico que resulta na definição da missão e da visão de uma organização é complexo e dinâmico e, por isso, deve ser submetido a análises continuamente, a fim de se acompanhar a evolução das inúmeras variáveis que o balizam. 19. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) As habilidades conceituais são essenciais aos gerentes de nível tático, que são os responsáveis por interpretar os objetivos estratégicos de uma organização e desdobrá-los em planos operacionais. 20. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINSITRATIVO/ 2012) No que se refere aos aspectos gerais do processo administrativo, julgue o item a seguir. Os planos relacionados à área de gestão de pessoas, como recrutamento e seleção, treinamento, plano de cargos e salários, promoções e capacitação são desdobramentos operacionais do planejamento estratégico. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 112 21. (CESPE/ PREVIC / ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2011) De acordo com a teoria de sistemas, sistema consiste no conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e função. Um sistema compõe-se de objetivos, entradas, processo de transformação, saídas, controles, avaliações e retroalimentação ou realimentação ou feedback. Com base nessas informações, julgue o item subsecutivo. O planejamento estratégico consiste em um sistema e caracteriza-se por tomar a organização como um todo perante seu ambiente. 22. (CESPE/ EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO/ ADMINISTRAÇÃO/ 2011) Tendo em vista que o planejamento, segundo Peter Drucker (1962), diz respeito às implicações futuras de decisões presentes, julgue o próximo item, referente aos diversos níveis de planejamento. O detalhamento das estratégias e políticas pela gerência intermediária, encarregada do planejamento tático, ou seja, aquele responsável por aprimorar o resultado de uma área específica da organização, resulta nos planos de ação, ferramentas características desse nível de planejamento. 23. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Julgue os itens a seguir, referentes a planejamento. O desenvolvimento de planos táticos e operacionais assegura a eficácia do desempenho organizacional. 24. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) No planejamento operacional, comumente adotado com o objetivo de aprimorar os resultados de determinada área da organização, detalham-se os objetivos, as estratégias e as políticas elaboradas no processo de planejamento tático. 25. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atividades características do planejamento operacional incluem-se a definição de responsáveis pela execução do projeto, o estabelecimento de prazos, a determinação de procedimentos básicos a serem adotados, a definição de produtos e resultados finais esperados e a elaboração de planos de ação. 26. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Com relação ao planejamento organizacional e ao impacto do ambiente nas organizações, julgue os itens subsequentes. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 113 Na abordagem sistêmica, a morfogênese permite que as organizações corrijam seus rumos diante de mudanças no ambiente externo. 27. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atribuições do profissional de planejamento operacional inclui-se a elaboração de políticas e diretrizes para a organização. 28. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Durante o processo de elaboração do planejamento estratégico, são estabelecidas a visão, a missão e os valores das organizações. 29. (CESPE / FINEP/ ADMINISTRADOR RH/ 2009) É correto definir estratégia como a) a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação de resultados específicos que serão alcançados pelas áreas funcionais da empresa. b) um plano com vistas à interação com o ambiente competitivo a fim de chegar aos objetivos organizacionais. c) a medida do rendimento global do sistema, pela qual se faz o que precisa ser feito, com referência à contribuição dos resultados obtidos para o alcance dos objetivos globais da empresa. d) o que satisfaz uma necessidade e representa um sentimento de carência em alguém, que produz desconforto e desejo de aliviá-lo. e) a habilidade do sistema de se modificar a si e(ou) ao seu ambiente, quando pelo menos um deles se altera. 30. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 2012) De acordo com especialistas, a maior parte das organizações ainda emprega técnicas de planejamento embasadas unicamente na superação de situações passadas. 31. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 2012) No planejamento estratégico, estabelece-se a direção a ser seguida pela organização, formulando-se ações estratégicas que proporcionem maior sinergia entre a organização e o ambiente. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 114 32. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 2012) Julgue os seguintes itens, relativos ao planejamento estratégico. O grau negativo de interação entre uma organização e o ambiente pode ser classificado em reagente, adaptativo e inovativo; interações de grau negativo frequentemente estão associadas a um crescimento organizacional lento e gradual. 33. (CESPE/ POLÍCIA FEDERAL / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL/ 2012) Julgue o item seguinte, referente a administração e processo Administrativo. A matriz SWOT consiste em ferramenta típica de planejamento operacional. 34. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Acerca do BSC (Balance Scorecard), julgueos itens subsequentes. O BSC é uma ferramenta que traduz a missão e a estratégia das organizações em um conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. 35. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) O BSC é similar a todos os outros modelos de gestão, diferenciando-se apenas quanto à quantidade de indicadores utilizados no nível operacional. 36. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A característica que singulariza o BSC é a ênfase nos indicadores financeiros, que propiciarão o controle da organização em todos os níveis. 37. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) O BSC é organizado em torno de quatro perspectivas distintas — financeira; dos clientes; dos processos internos; do aprendizado e crescimento —, que são padronizadas, o que permite a mesma utilização em qualquer organização. 38. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Segundo a metodologia do BSC, os participantes da organização devem acompanhar e monitorar cada aspecto ligado à estratégia, para que haja sucesso na implementação do plano. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 115 39. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Uma organização que vise implementar o BSC deve, primeiramente, identificar os indicadores relevantes. 40. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) No que tange ao foco nos recursos humanos, a adoção do BSC possibilita a utilização da remuneração variável. 41. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Um mapa estratégico deve contemplar os objetivos estratégicos, que poderão estar desdobrados em todas as perspectivas e temas previstos. 42. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A cadeia de causa e efeito deve permear todas as perspectivas de um BSC, garantindo encadeamento entre os objetivos das perspectivas, de modo a refletir as relações de causa e efeito assumidas na formulação das estratégias. 43. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) De acordo com a metodologia do BSC, são os temas estratégicos que refletem os únicos grandes e importantes focos de atenção dos gerentes para implementação da estratégia da organização. Os temas estratégicos refletem os grandes e importantes focos de atenção dos gerentes para implementação da estratégia da organização, porém não são os únicos importantes. 44. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Pode-se dar como exemplos de temas estratégicos para uma organização pública: na perspectiva de processos internos, a excelência operacional; na perspectiva do aprendizado e crescimento, a capacitação dos funcionários e o clima organizacional para a ação. 45. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Determinada organização pública encontra-se diante do seguinte quadro: Servidores desmotivados para o desenvolvimento das atividades que lhe são atribuídas; Perspectiva de corte do orçamento previsto para suas atividades; Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 116 Servidores com alto grau de capacitação para o desenvolvimento das atividades previstas em seus cargos; Instalações deficientes; Predisposição de parlamentares a apoiar a mudança da legislação, de modo a conceder maior autonomia à organização. Com referência à análise SWOT e à aplicação dessa análise à situação acima descrita, julgue os itens a seguir: O fato de os servidores estarem desmotivados para o desenvolvimento das atividades que lhe são atribuídas é um exemplo de ameaça à organização. 46. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) O fato de os servidores terem alto grau de capacitação para o desenvolvimento das atividades previstas em seus cargos é um exemplo de força da organização. 47. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A predisposição parlamentar de apoio à mudança da legislação constitui um exemplo de força da organização. 48. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A perspectiva de corte do orçamento previsto para o desenvolvimento das atividades da organização constitui exemplo de ameaça à organização. 49. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) A análise SWOT é obtida a partir da análise interna da organização, realizada ao longo de, no mínimo, um ano. 50. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E GESTÃO/ 2008) Instalações deficientes são exemplos de fraqueza da organização. QUESTÕES OUTRAS BANCAS 51. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 2010) Segundo Ansoff, no planejamento estratégico Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 117 a) espera-se necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado. b) o passado não deve ser considerado. c) o futuro representa uma tendência histórica. d) não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado. e) o futuro não é extrapolável a partir do passado. 52. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 2010) Um planejamento é estratégico quando se dá ênfase ao aspecto: a) de longo prazo dos objetivos e à análise global do cenário. b) de prazo emergencial dos objetivos e à análise global do cenário. c) de longo prazo dos objetivos e à análise da situação passada. d) de médio prazo dos objetivos e à análise da situação atual. e) de urgência dos objetivos e à análise da situação futura. 53. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 2010) Segundo Matias-Pereira, o alcance de resultados positivos na implementação de planejamento estratégico, principalmente na administração pública, depende das condições e formas para a sua concretização. Destacam-se as abaixo listadas, com exceção de: a) forma de envolvimento exclusivamente da alta direção, em especial do processo de sensibilização. b) demonstração de vontade política para a implementação. c) a existência de mecanismos que monitoram tanto o plano quanto os elementos contextuais que lhe deram origem. d) capacidade de percepção das condições que sustentam e condicionam a viabilidade das ações planejadas. e) nível de consciência das potencialidades e debilidades que o grupo que planeja possui. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 118 54. (ESAF/ EPPGG) As frases a seguir referem-se ao processo de planejamento estratégico. Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou Falsas (F). ( ) O planejamento estratégico é capaz de estabelecer a direção a ser seguida pela organização com objetivos de curto, médio e longo prazo e com maneiras e ações para alcançá-los que afetam o ambiente como um todo. ( ) O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, sendo necessário o desenvolvimento e aoferecer ganhos e vantagens em relação à situação presente. Gabarito: CERTO Outros autores também propõem um conceito diferente para estratégia. Mintzberg, Ahlstrand e Lampel afirmam que não é fácil oferecer uma definição para estratégia e, por isso, trabalham com cinco diferentes definições Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 9 (conhecida como cinco Ps da estratégia): estratégia como plano, estratégia como padrão, estratégia como posição, estratégia como perspectiva e estratégia como pretexto. A primeira delas define a estratégia como plano, algum tipo de curso de ação conscientemente pretendido, uma diretriz para lidar com uma situação, uma direção, um curso de ação para o futuro. Trata-se da estratégia planejada. A segunda definição apresentada pelos autores mostra a estratégia como padrão, uma coerência em comportamento ao longo do tempo, um olhar para o comportamento passado. É a chamada estratégia realizada. Estratégias planejadas e estratégias realizadas são duas maneiras diferentes de abordagem que não são incompatíveis, mas complementares. Por um lado, uma perspectiva histórica é útil quando se busca entender os caminhos efetivamente percorridos, independentemente da existência de intenções e planos previamente estabelecidos. Por outro lado, uma concepção da estratégia voltada apenas para o passado não é suficiente do ponto de vista da gestão. Enxergar o futuro dos negócios é uma das tarefas que reconhecidamente cabe aos gestores, gerando um plano explícito ou não. A terceira definição é a estratégia como posição, um meio de localizar uma organização no ambiente, como a localização de determinados produtos em determinados mercados. Já a quarta definição mostra a estratégia como perspectiva, a maneira fundamental de uma organização fazer as coisas. Finalmente, a última definição é a estratégia como pretexto, um truque, uma manobra específica para superar um oponente ou concorrente. Cada definição da estratégia nos apresenta fundamentos importantes que colaboram e facilitam nossa compreensão deste termo dentro da administração. Com as definições do termo estratégia propostas por Mintzberg surge um facilitador para uma melhor visualização dentro da organização dos pontos relevantes para sua elaboração e realização. Esses autores também identificam que as intenções plenamente realizadas podem ser chamadas de estratégias deliberadas. As não realizadas são as estratégias não alcançadas. Chamamos de estratégias Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 10 emergentes aquelas que acontecem sem pretensão. As estratégias emergentes são ações praticadas na dinâmica das organizações sem terem sido expressamente planejadas. Posteriormente, caso obtenham êxito, passam a integrar o esforço de planejamento da instituição. A figura a seguir apresenta o caminho percorrido por uma estratégia pretendida e os pontos que ocorrem as interferências do ambiente. A estratégia efetivamente realizada é fruto de estratégias pretendidas, deliberadas, emergentes e não realizadas. Fonte: autores Mintzberg, Ampel e Ghoshal. Além das definições sobre estratégias, é fundamental compreender o conceito de planejamento estratégico. Segundo os autores Idalberto Chiavenato e Arão Sapiro, o planejamento estratégico é um processo de formulação de estratégias organizacionais para buscar a inserção da organização e de sua missão no ambiente onde ela atua. Para Peter Drucker, planejamento estratégico é o processo contínuo de, com o maior conhecimento possível do futuro considerado, tomar decisões atuais que envolvem riscos futuros aos resultados esperados; organizar as atividades necessárias à execução das decisões e, através de uma reavaliação sistemática, medir os resultados em face às expectativas alimentadas. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 11 O planejamento deve procurar maximizar os resultados e minimizar as deficiências, respeitando os princípios da maior eficiência, eficácia e efetividade. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade possuem significados distintos, pois uma atividade pode ser desempenhada com eficácia, porém sem eficiência e vice-versa e, em relação ao conceito da efetividade, pode-se considerar como a prática da junção dos dois conceitos. EFICIÊNCIA está relacionada ao conceito de racionalidade econômica, ou seja, a razão custo/ benefício que a organização pode alcançar prestando serviços ou produzindo determinados bens. É a capacidade do administrador de obter bons produtos como produtividade e desempenho, utilizando a menor quantidade de recursos possíveis, como tempo, mão-de-obra e material, ou mais produtos utilizando a mesma quantidade de recursos. O alcance dos objetivos organizacionais traduz o conceito de EFICÁCIA. A organização pode verificar se uma organização está ou não eficaz à medida que ela consegue alcançar seus objetivos, sejam eles de natureza qualitativa ou quantitativa. Assim, eficácia é a capacidade de fazer aquilo que é preciso, que é certo para se alcançar determinado objetivo, escolhendo os melhores meios e produzir um produto adequado ao mercado. A eficiência envolve a forma com que uma atividade é feita, a eficácia se refere ao resultado da mesma. EFETIVIDADE diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. Demonstra se os produtos ou serviços prestados pelas organizações estão ou não atendendo às necessidades e expectativas de mercado. Quando o gestor utiliza o conceito de efetividade, ele pode obter feedback a fim de aperfeiçoar continuamente as atividades que precisam ser melhoras dentro da organização. As evidências mostram que as organizações que planejam estrategicamente, em geral, alcançam um desempenho superior às demais. Destacam-se alguns benefícios do planejamento estratégico: Um claro sentido de visão estratégica para a organização. Compreensão aprimorada de um ambiente mutável e competitivo. Foco sobre aquilo que é estrategicamente importante para a organização no futuro, com objetivos de longo prazo. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 12 Comportamento proativo em relação aos elementos do ambiente externo, de modo interdependente com os elementos do ambiente interno. Comportamento sistêmico envolvendo toda a organização. Interdependência com o ambiente externo. Observe agora a diferenciação que o autor Ansoff faz entre o planejamento a longo prazo e o planejamento estratégico. Muita atenção porque esse assunto já foi cobrado em prova de concurso. Segundo o autor, uma diferença básica entre o planejamento a longo prazo (às vezes chamado de planejamento empresarial) e o planejamento estratégico envolve suas respectivas visões do futuro. No PLANEJAMENTO A LONGO PRAZO, acredita-se que o futuro possa ser previsto a partir da extrapolação do crescimento passado. A alta administração tipicamente supõe que o desempenho futuro possa e deva ser melhor do que o passado, e negocia metas correspondentemente mais elevadas com os executivos de níveis inferiores. O processo tipicamente produz metas otimistas que não condizem completamenteimplantação dos planejamentos táticos e operacionais de forma integrada. ( ) O planejamento estratégico é o desenvolvimento de processos, técnicas e atitudes políticas, os quais proporcionam uma conjuntura que viabiliza a avaliação das implicações presentes de decisões a serem tomadas em função do ambiente. ( ) O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos níveis mais altos da organização e diz respeito tanto à formulação de objetivos, quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua consecução. ( ) O planejamento estratégico é uma ferramenta que tem como fases básicas para sua elaboração e implementação o diagnóstico estratégico, a definição da missão, a elaboração de instrumentos prescritivos e quantitativos, além do controle e da avaliação. Indique a opção correta. a) F, V, F, V, V b) F, F, V, F, V c) V, V, F, F, V d) V, F, F, V, V e) V, V, F, V, F 55. (ESAF / ANEEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – RECURSOS HUMANOS) Escolha a opção que não apresenta corretamente uma razão para as organizações investirem em planejamento. a) Interferir no curso dos acontecimentos. b) Enfrentar eventos futuros previsíveis. c) Coordenar eventos e recursos entre si. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 119 d) Analisar séries temporais. e) Criar o futuro. 56. (FCC/ TRF – 2 REGIÃO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/ 2012) Indicador de desempenho estratégico que mede o grau de satisfação, o valor agregado e os impactos gerados pelos produtos/serviços, processos ou projetos no contexto em geral: a) Economicidade. b) Execução. c) Eficiência. d) Efetividade. e) Excelência. 57. (CESGRANRIO/ ELETROBRÁS/ ANALISTA DE SISTEMAS JÚNIOR/ 2010) Considerando os conceitos de missão e visão de uma empresa, tem-se que a a) declaração de missão articula a descrição ideal de uma organização e molda o futuro pretendido. b) missão é um retrato do que a empresa pretende ser e, em termos amplos, do que pretende realizar. c) missão e a visão formam a base que a empresa precisa para selecionar e implantar uma ou mais estratégias. d) visão da empresa é mais concreta do que sua missão. e) visão da empresa já possibilita derivar seus indicadores BSC. 58. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) Analise as afirmações a seguir. A construção de cenários é uma ferramenta útil para a análise do ambiente externo no planejamento estratégico. PORQUE A análise dos cenários permite à organização atuar sobre as forças que impactam suas operações. A esse respeito conclui-se que (A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 120 (B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. (C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. (D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. (E) as duas afirmações são falsas. 59. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) No planejamento estratégico do Banco Central do Brasil, a autarquia declara que deve “assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”. Considerando os elementos típicos de um processo de planejamento estratégico, essa declaração está associada à(ao) (A) missão da organização. (B) visão de futuro. (C) declaração de accountability. (D) análise SWOT. (E) indicador de desempenho. GABARITO 1. ERRADO 2. ANULADA 3. CERTO 4. CERTO 5. ERRADO 6. ERRADO 7. CERTO 8. CERTO 9. CERTO 10. ERRADO 11. CERTO 12. CERTO 13. ERRADO 14. LETRA D 15. ERRADO 16. CERTO 17. CERTO 18. CERTO 19. ERRADO 20. CERTO 21. CERTO 22. ERRADO 23. ERRADO 24. ERRADO 25. CERTO 26. CERTO 27. ERRADO 28. CERTO 29. LETRA B 30. CERTO 31. CERTO 32. ERRADO Gestão Governamental (Item 9) Especialista em regulação - Área 1 e Área 3 - ANAC Aula 00 - Aula Demonstrativa Profª. Lilian Quintão www.pontodosconcursos.com.br | Prof. XXXXX 121 33. ERRADO 34. CERTO 35. ERRADO 36. ERRADO 37. ERRADO 38. CERTO 39. ERRADO 40. CERTO 41. CERTO 42. CERTO 43. ERRADO 44. CERTO 45. ERRADO 46. CERTO 47. ERRADO 48. CERTO 49. ERRADO 50. CERTO 51. ANULADA 52. LETRA A 53. LETRA A 54. LETRA A 55. LETRA D 56. LETRA D 57. LETRA C 58. LETRA C 59. LETRA Acom a realidade. Em empresas bem administradas, os resultados ficam acima da projeção, mas sofrem o efeito típico da variação irregular. Em empresas mal administradas, o desempenho efetivo também so fre esse efeito, mas fica abaixo da projeção. No PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado, e tampouco se acredita que seja extrapolável. Portanto, como primeira medida, é feita uma analise das perspectivas da empresa, identificando-se tendências, ameaças, oportunidades, e descontinuidades singulares que possam alterar as tendências históricas. Para finalizar essa parte introdutória, também é fundamental compreender que os conceitos sobre gestão estratégica e o planejamento estratégico são muitas vezes usados como sinônimos, mas há diferenças entre eles. Segundo o autor Eliezer Arantes, há diferença entre gestão estratégica e o planejamento estratégico tradicional. O conceito de gestão estratégica é muito mais amplo do que o planejamento estratégico. Engloba desde as avaliações de diagnósticos e de prontidão, a estruturação do processo de Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 13 planejar e formular um propósito compartilhado para a organização, a escolha de estratégias, a fixação de metas e desafios, até a atribuição de responsabilidades para o detalhamento dos planos e projetos e para produzir e acompanhar as etapas de sua implantação. Assim, a GESTÃO ESTRATÉGICA é um processo sistemático, planejado, administrado e executado pela alta direção da organização, envolvendo todos os gerentes e responsáveis, que busca assegurar a continuidade, a sobrevivência e o crescimento da organização, através da contínua adequação de suas estratégias, capacitação, estrutura e infraestrutura às mudanças, tendências e descontinuidades observadas ou previsíveis no ambiente externo da organização. Já o PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, segundo o autor, é um conjunto estruturado de atividades que visa à elaboração de um documento, chamado plano estratégico, que define para onde a organização pretende ir e como pretende construir o seu futuro. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Julgue os itens a seguir, a respeito de estratégia e planejamento. Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os objetivos a serem atingidos por uma organização. Comentários: Muito cuidado ao ler as questões. Fique atento (a) aos pequenos detalhes. A alternativa está incorreta porque planejamento é processo anterior a tomada de decisão. Gabarito: ERRADO ANÁLISE DE CENÁRIOS Antes de detalhar o planejamento baseado em cenários, destaco que, no momento do diagnóstico estratégico, a organização sistematiza o conhecimento que possui em relação ao mercado no qual está inserida e realiza a análise interna, identificando os pontos fortes e as fraquezas organizacionais. Após esta fase do diagnóstico, que tem como princípio olhar para o passado e para o Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 14 presente (respectivamente, o histórico e a situação atual interna e externa), faz-se necessário direcionar o olhar para o futuro. Como exemplo deste processo, podemos utilizar a figura elaborada por Chiavenato e Sapiro: A partir do conhecimento de como está o ambiente externo e interno da organização, é necessário saber combiná-los de maneira a identificar o que está por trás deles e como eles poderão evoluir dali para frente. É preciso definir premissas, ponderar eventuais desdobramentos e visualizar possíveis consequências futuras, procurando minimizar os riscos inerentes à tomada de decisão. O termo cenário pode ser conceituado como o conjunto formado pela descrição coerente de uma situação futura e pelo encaminhamento dos acontecimentos que permitem passar da situação de origem à situação futura. Os cenários são projeções variadas de tendências históricas para compor o futuro esperado. Não basta conhecer o hoje, é preciso projetar como será o amanhã no momento em que a estratégia for implementada. Os cenários podem ser analisados em situações de mais provável, de otimista e de pessimista. Projetam-se as variáveis, por exemplo, em cenários otimistas e pessimistas. Após a construção de cenários plausíveis, é feita a previsão ambiental a fim de alinhar as condições que o ambiente organizacional apresentará em um certo tempo no futuro. O executivo pode considerar duas referências às formas de desenvolvimento de cenários: DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO EXTERNO O que há no ambiente. A organização identifica o que ela poderia escolher para fazer. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO INTERNO O que temos na organização. A organização identifica o que ela pode fazer. CONSTRUÇÃO DE CENÁRIOS Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 15 Abordagem projetiva – projetar os dados atuais para o futuro utilizando modelos determinantes e quantitativos. Costuma restringir- se a fatores e variáveis quantitativos, objetivos e já conhecidos. É a abordagem utilizada para situações em que as mudanças são previsíveis e gradativas. Abordagem prospectiva – prospectar o futuro usando uma visão global, utilizando modelos de julgamento, probabilidades subjetivas, pareceres de profissionais, entre outros. Em geral, essa abordagem trata do futuro por meio de variações qualitativas, mostra o futuro atuando como determinado pela ação presente. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 16 A partir dos cenários, é possível se preparar para eles e tomar decisões mais certeiras. Ao identificar implicações para os correspondentes cenários, pode-se ter confiança para buscar os melhores planos. Os cenários nos ajudam a aprimorar as respostas para os futuros possíveis e focalizar as respostas assim que surgem no horizonte novas possibilidades. TÉCNICA DELPHI Técnica Delphi é uma técnica que pode ser utilizada para prever o futuro. Nela, especialistas em determinada área são identificados e interrogados sobre a probabilidade de a tendência ocorrer. Chiavenato exemplifica que se, por exemplo, uma construtora quiser saber se será possível construir conjuntos habitacionais com energia solar como única fonte de energia, a empresa deve elaborar uma lista de peritos no campo da energia solar. A cada perito é enviado um questionário sobre seu julgamento pessoal acerca de quanto conhecimento da energia solar estará suficientemente avançado para que se possa depender exclusivamente dela para as necessidades domésticas de energia. O líder do grupo faz um documento com o problema e uma série de perguntas que os especialistas participantes devem responder. O questionário é encaminhado para os especialistas que informarão soluções para o problema e devolverão os questionários para o líder do grupo. As respostas serão sintetizadas. Os resultados são então reenviados aos participantes, com mais perguntas a serem respondidas antes de se tomar a decisão. Assim, o processo é repetido até que se chegue a um consenso e a linha de ação mais adequada fique clara. MÉTODO GRUMBACH O Método Grumbach foi desenvolvido,a partir de 1996, por Raul Grumbach, brasileiro que estudou o desenvolvimento de Cenários Prospectivos e conseguiu aliar algumas ideias de autores consagrados, como Igor Ansoff, Michael Porter e Michel Godet, às suas próprias conclusões, fruto da prestação de consultorias a várias empresas públicas e privadas no Brasil. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 17 Concebido inicialmente como uma ferramenta para geração e análise de Cenários Prospectivos, evoluiu substancialmente, passando a constituir uma sistemática de elaboração de Planejamento Estratégico com Visão de Futuro baseada em Cenários Prospectivos, recentemente ampliada para um processo de Gestão Estratégica, com acompanhamento de indicadores. Algumas características do Método merecem destaque: • tem o seu emprego facilitado com a utilização dos softwares Puma, Lince e Jaguar, que automatizam os procedimentos previstos em cada uma de suas fases; • adota o enfoque sistêmico, em que a instituição objeto de um Estudo de Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos é tratada como um sistema aberto, que influencia e é influenciado pelo seu ambiente; • emprega intensivamente Modelagem Matemática e ferramentas de Pesquisa Operacional; • gera os Cenários Prospectivos por Simulação Monte Carlo, utilizando variáveis binárias para modelar as Questões Estratégicas, procedimento que oferece os seguintes benefícios: construção de um número finito de Cenários; análise conjunta de diversas variáveis; análise de interdependência entre as variáveis; e acompanhamento da dinâmica dos cenários. • emprega princípios da Teoria dos Jogos para modelar a forma de agir dos Atores (pessoas, empresas e governos). • sua estrutura contempla quatro elementos básicos: Decisor Estratégico – geralmente é o “nº 1” da instituição (Titular, Diretor, Presidente, “CEO2”, Chefe, Comandante), ou quem suas vezes fizer, que determina a realização do estudo; Grupo de Controle (GC) – pessoal orgânico da instituição, com a responsabilidade de condução de todo o processo; Comitê de Planejamento (CP) - pessoal orgânico da instituição, representando todos os seus setores, com a responsabilidade de apoiar o GC; e Peritos – pessoas de notório saber, normalmente externas à instituição, que, convidadas pelo Decisor Estratégico, respondem a sucessivas consultas formuladas pelo Grupo de Controle. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 18 O Método Grumbach é informatizado pelos softwares Puma, Lince e Jaguar e se desenvolve em cinco Fases: 1. Identificação do Sistema (Puma); 2. Diagnóstico Estratégico (Puma); 3. Visão Estratégica, com as seguintes Etapas: Visão do Presente (Puma); Visão de Futuro (Puma) / Simulação e Gestão de Futuro (Lince); Avaliação de Medidas e Gestão de Resistências (Puma). 4. Consolidação do Plano Estratégico (Puma); e 5. Gestão Estratégica Priorização das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); Ordenamento das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); e Monitoramento (Jaguar). Ressalto que as informações foram retiradas do site do Ministério Público da Bahia http://www.mpba.mp.br/cge/publicacoes/instrumentos/aplicacao_metodo_grumba ch.pdf EMPRESA COMO SISTEMA Segundo o autor Djalma de Pinho Rebouças, como o planejamento estratégico trata de toda a empresa perante seu ambiente, é importante a conceituação de alguns aspectos da Teoria de Sistemas. SISTEMA é o conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuando uma função. Dessa forma, o planejamento estratégico é um sistema, pois tem um conjunto de partes interagentes e interdependentes, que devem consolidar um todo considerando os diversos fatores controláveis e não controláveis pela empresa, bem como busca determinado resultado – objetivos -, desenvolvendo uma função específica e importante nas empresas. http://www.mpba.mp.br/cge/publicacoes/instrumentos/aplicacao_metodo_grumbach.pdf http://www.mpba.mp.br/cge/publicacoes/instrumentos/aplicacao_metodo_grumbach.pdf Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 19 Outro aspecto a ser abordado é o ambiente do sistema. AMBIENTE é o conjunto de todos os fatores que, dentro de um limite específico, se possa conceber como tendo alguma influência sobre a operação do sistema, o qual corresponde ao foco do estudo. Há uma premissa de que o sistema, ou o que se está sendo estudado, é sempre a empresa como um todo. Nesse ponto, apresentam-se algumas considerações sobre os sistemas abertos, como, por exemplo, são as empresas que estão em permanente intercâmbio com seu ambiente e caracterizam-se por equilíbrio dinâmico. Dois conceitos, segundo Von Bertalanffy, facilitam o entendimento das empresas como sistema aberto, e sua interação com o ambiente: Equifinalidade – segundo a qual um mesmo estado final pode ser alcançado, partindo de diferentes condições iniciais e por maneiras diferentes; e Entropia negativa - mostra o empenho dos sistemas em se organizarem para a sobrevivência, por meio de maior ordenação. (CESPE/ PREVIC/ ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2011) De acordo com a teoria de sistemas, sistema consiste no conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e função. Um sistema compõe-se de objetivos, entradas, processo de transformação, saídas, controles, avaliações e retroalimentação ou realimentação ou feedback. Com base nessas informações, julgue o item subsecutivo. O planejamento estratégico consiste em um sistema e caracteriza-se por tomar a organização como um todo perante seu ambiente. Comentários: Segundo o autor Djalma de Pinho Rebouças, o planejamento estratégico trata de toda a empresa perante seu ambiente. O planejamento estratégico é considerado um sistema, pois tem um conjunto de partes interagentes e interdependentes, que devem consolidar um todo considerando os diversos fatores controláveis e não controláveis pela empresa, bem como busca determinado resultado, desenvolvendo uma função específica e importante nas empresas. Gabarito: CERTO Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 20 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, TÁTICO E OPERACIONAL. O planejamento é feito através de planos que podem incluir períodos de longo a curto prazo, como podem envolver a organização inteira, uma divisão ou departamento ou ainda uma tarefa. O planejamento é uma função administrativa que se distribui entre todos os níveis organizacionais, embora apresentando características diferentes em cada nível. Na consideração dos níveis organizacionais, podem-se distinguir três tipos de planejamento: ESTRATÉGICO – Processo administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com os fatores externos – não controláveis – e atuando de forma inovadora e diferenciada. De responsabilidade dos níveis mais altos da empresa, diz respeito tanto à formulação de objetivos quanto à seleção de cursos de ação a serem seguidos para sua consecução, levandoem conta as condições externas e internas à empresa e sua evolução esperada. Também considera as premissas básicas que a empresa, como um todo, deve respeitar para que o processo estratégico tenha coerência e sustentação decisória. O resultado do processo é um plano que serve para guiar a ação organizacional por um prazo de três a cinco anos (longo prazo). TÁTICO (funcional/ administrativo) – Enquanto o planejamento estratégico envolve toda a organização, o planejamento tático envolve uma determinada unidade organizacional: um departamento ou divisão. É a metodologia administrativa que tem por finalidade otimizar determinada área de resultado e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidos no planejamento estratégico. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 21 É desenvolvido pelos níveis organizacionais intermediários, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para consecução dos objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como as políticas orientativas para o processo decisório da empresa. É voltado para uma determinada área de resultados, embasado nos objetivos desenvolvidos no plano estratégico. O plano tático envolve os diversos departamentos de uma empresa, cada um com suas peculiaridades, buscando a melhor maneira de contribuir para a realização da estratégia da empresa. OPERACIONAL – É elaborado pelos níveis organizacionais inferiores para o curto prazo, com foco nas atividades do dia a dia da empresa. Preocupa-se com “o que fazer” e com o “como fazer” as atividades cotidianas da organização. É um processo de menor amplitude, em que o foco é trabalhar junto aos funcionários não administrativos, implementando os planos específicos definidos no planejamento tático. Os planos operacionais cuidam da administração da rotina para assegurar que todos executem as tarefas de acordo com os procedimentos estabelecidos pela organização a fim de que esta possa alcançar os seus objetivos. Outro aspecto levantado por Oliveira, é que o planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacional inferiores, tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como as políticas orientativas para o processo decisório da empresa. O autor afirma que cada um dos planejamentos operacionais deve conter com detalhes: • os recursos necessários para seu desenvolvimento e implantação; • os procedimentos básicos serem adotados; • os produtos ou resultados finais esperados; • os prazos estabelecidos; e • os responsáveis por sua execução e implantação. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 22 De acordo com Oliveira, é possível verificar que o planejamento estratégico em relação ao tático é: • De prazo mais longo, pois considera um conjunto de planejamento tático, e sua soma deve provocar um período de tempo maior para sua conclusão; • De amplitude maior, pois considera a empresa como um todo, enquanto o planejamento tático considera apenas uma parte dela; • De risco maior, por sua maior amplitude e maior prazo de execução em relação ao planejamento tático; • Relacionado às atividades fins e meios da empresa, enquanto os planejamentos táticos são mais relacionados as atividade-meio (não em sua totalidade), e • De flexibilidade menor, por considerar toda a empresa, bem como sua situação e posição em seu ambiente. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 23 De forma resumida, o planejamento estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para alcançá-los que afetam a empresa como um todo, enquanto o planejamento tático relaciona-se a objetivos de mais curto prazo e com estratégias e ações que, geralmente, afetam somente parte da empresa. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PLANEJAMENTO TÁTICO PLANEJAMENTO OPERACIONAL Decisões estratégicas Decisões táticas Decisões operacionais Longo prazo Médio prazo Curto prazo Maiores riscos Riscos menores Riscos menores Maior amplitude de ação Amplitude restrita Amplitude menor O planejamento estratégico, de forma isolada, é considerado insuficiente sendo necessário o desenvolvimento e implantação de forma INTEGRADA com os planejamentos táticos e operacionais. Observe a figura a seguir proposta por Chiavenato e Sapino que exemplifica planos táticos e operacionais decorrentes do planejamento estratégico. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 24 Chiavenato também apresenta os desdobramentos estratégicos como consequência dos objetivos empresariais conforme a figura a seguir. As políticas gerais e planos estratégicos são definidos no nível institucional da empresa. Posteriormente, esses planos são desdobrados em planos táticos e as políticas gerais em normas e procedimentos pelo nível intermediário. Por fim, o nível operacional é responsável por estabelecer as regras e regulamentos bem como os planos operacionais. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 25 (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) Com relação às características do planejamento, julgue os itens seguintes. O planejamento permite aos gestores saberem o que o futuro reserva para seus concorrentes, fornecedores e empresas. Comentários: Essa questão está errada. O planejamento não tem informações suficientes para saber qual será o futuro dos concorrentes, fornecedores e outras empresas. O planejamento é apenas uma forma de prever cenários futuros da empresa a fim de reduzir incertezas. Gabarito: ERRADO (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) O planejamento orienta gestores e funcionários quanto às atividades que devem ser desenvolvidas para que as metas da empresa sejam cumpridas. Comentários: O planejamento visa proporcionar o estudo das atividades necessárias para a organização atingir seus objetivos e alcançar as metas estabelecidas. Gabarito: CERTO Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 26 Os ambientes de tarefa das empresas são compostos de vários ambientes com os quais a empresa se acha envolvida em uma rede de interdependências, para poder efetuar suas transações. Para administrar essas relações com os demais elementos do ambiente, cada empresa utiliza vários tipos de tarefas. Para tanto, a empresa pode desenvolver estratégias cooperativas como ajuste, cooptação e coalizão ou estratégias competitivas como a competição. AJUSTE OU NEGOCIAÇÃO - Busca de acordo ou compromisso com outras empresas quanto à troca de bens ou de serviços. COOPTAÇÃO OU COOPÇÃO - Conquista e absorve grupos inimigos ou ameaçadores; absorvernovos indivíduos (de fora) para a liderança, com intuito de impedir ameaças ou pressões. A empresa faz com que alguns líderes desses grupos venham participar de seu processo decisório, para inibir a sua ação contrária aos interesses da empresa. COALIZÃO - Combinação de duas ou mais empresas que se juntam para atingir um objetivo. Duas ou mais empresas agem como uma só, com relação a determinados objetivos, quando há necessidade de mais apoio ou de recursos que uma só empresa não teria condições de assegurar isoladamente. COMPETIÇÃO - É a rivalidade entre duas ou mais empresas por um terceiro grupo. Se tratar de duas ou mais indústrias concorrentes, o terceiro grupo pode ser o comprador, o fornecedor, o potencial de força de trabalho ou outros. Inclui a concorrência tanto na busca de recursos quanto na busca de clientes ou compradores. As estratégias competitivas são formuladas para aumentar a competitividade da empresa em relação aos concorrentes. Elas podem buscar a manutenção e defesa do mercado, o aumento na participação de mercado ou novos mercados, ou tudo isso conjuntamente. As estratégias competitivas básicas são: Estratégia DEFENSIVA - possuem domínio definido de produto/mercado que pretendem manter ou defender da ação de concorrentes. Não buscam novas oportunidades ou experimentam mudanças. Procura a previsibilidade no domínio, para voltar-se introversivamente para a eficiência de suas operações. Estratégia OFENSIVA - buscam novas oportunidades de mercado. Criadoras de mudanças e incertezas no ambiente, afetando os Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 27 concorrentes. A preocupação com mudança, não exploram o máximo de rendimento de suas operações, tornando-se pouco eficientes. Estratégia ANALÍTICA - adotadas por empresas que operam em dois tipos de domínio. Um estável e outro mutável. Essa dualidade não permite que a empresa atinja nem a eficiência nem a eficácia. Estratégia REATIVA - enquanto as três estratégias anteriores as proativas, esta é uma estratégia reativa. Reage com atraso às ocorrências no ambiente, tornando-se incapaz de articular uma resposta empresarial integrada, pronta e eficaz. METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O autor Djalma de Pinho Rebouças Oliveira define as seguintes fases básicas para a elaboração e implementação do planejamento estratégico: FASE I – Diagnóstico Estratégico Análise e verificação dos aspectos inerentes à realidade externa e interna da empresa. Subdivide-se nas etapas: Identificação da Visão Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 28 Identificação dos valores Análise externa Análise interna Análise dos concorrentes FASE II – Missão da Empresa Neste ponto deve ser estabelecida a razão de ser da empresa, bem como seu posicionamento estratégico. Subdivide-se nas etapas: Estabelecimento da missão da empresa Estabelecimento dos propósitos atuais e potenciais Estruturação e debate de cenários Estabelecimento de macroestratégias e macropolíticas FASE III – Instrumentos prescritivos e quantitativos Subdivide-se nas etapas: Instrumentos prescritivos – proporcionam a explicação do que se deve ser feito pela empresa para que se direcione ao alcance dos propósitos estabelecidos dentro de sua missão. Estabelecimento de objetivos, desafios e metas Estabelecimento de estratégia e políticas Estabelecimento de projetos e planos de ação Instrumentos quantitativos – consistem nas projeções econômico- financeiras do planejamento orçamentário, devidamente associados à estrutura organizacional da empresa, necessárias ao desenvolvimento dos planos de ação, projetos e atividades previstas FASE IV – Controle e avaliação Verifica-se como a empresa está indo. É a ação necessária para assegurar a realização dos objetivos, metas, estratégias e projetos estabelecidos. Subdivide-se nas etapas: Avaliação de desempenho Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 29 Comparação do desempenho real com os objetivos, desafios, metas e projetos estabelecidos Análise dos desvios Tomada de ação corretiva Acompanhamento para avaliar a eficiência da ação de natureza corretiva Adição de informações ao processo de planejamento, para desenvolver os ciclos futuros de atividade administrativa Já segundo o autor Maximiano, um processo de planejamento estratégico é uma sequência de análises e decisões que compreende as etapas: 1) Análise da situação estratégica presente na organização – Onde estamos? Como chegamos aqui? 2) Análise do ambiente externo – Quais são as oportunidades e ameaças do ambiente? 3) Análise do ambiente interno – Quais os pontos fortes e fracos dos sistemas internos da organização? 4) Definição do plano estratégico - Para onde devemos ir? O que devemos fazer para alcançar os objetivos? O processo de planejamento estratégico tem a finalidade de mapear o caminho a ser seguido até se definirem os resultados e se conduzirem os esforços para a concretização desses resultados através da gestão estratégica. MISSÃO, VISÃO E VALORES ORGANIZACIONAIS A primeira atividade do processo de planejamento estratégico, segundo os autores Idalberto Chiavenato e Arão Sapino, consiste em refletir sobre a intenção estratégica da organização em torno de algumas questões centrais e básicas apresentados nos itens 1 a 6 a seguir. Para facilitar sua compreensão, acrescentei a missão, visão e valores estabelecidos no planejamento estratégico do Ministério do Trabalho e Emprego. É importante destacar essas orientações estratégicas foram formuladas para o período de 2014 a 2015 e as informações foram retiradas do Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 30 portal do ministério no link a seguir. O planejamento estratégico está em fase de revisão e futuramente será disponibilizado no site. http://portal.mte.gov.br/imprensa/portaria-institui-planejamento-estrategico- no-mte.htm 1) MISSÃO ORGANIZACIONAL – é a declaração do propósito e do alcance da organização em termos de produto e de mercado. Deve partir do pressuposto de que a organização como um todo se compromete com essa missão. Ela corresponde à causa pela qual se deve lutar, a razão de ser da organização. Qual é o negócio da organização? MISSÃO DO MTE “Promover trabalho, emprego e renda e garantir condições dignas ao trabalhador, por meio de políticas públicas participativas e sustentáveis, que visem contribuir para o bem estar individual e o desenvolvimento econômico e social do País”. 2) VISÃO ORGANIZACIONAL - é a imagem com a qual a organização se vê no futuro. É a explicação do porquê, diariamente, todos se levantam e dedicam a maior parte dos seus dias ao sucesso da organização onde trabalham, investem ou fazem negócios. Como o negócio da organização será no futuro? VISÃO DE FUTURO DO MTE “Ser referência na excelência dos serviços prestados ao trabalhador e na sustentação do trabalho decente”. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃOwww.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 31 3) VALORES ORGANIZACIONAIS – correspondem aos atributos e às virtudes prezados pela organização, como a prática da transparência, respeito à diversidade, cultura para a qualidade ou respeito ao meio ambiente. O que é importante para a organização. VALORES DO MTE Ética Criatividade Proatividade Transparência Comprometimento 4) STAKEHOLDERS OU PÚBLICOS DE INTERESSE – são pessoas, grupos ou organizações capazes de influenciar ou ser influenciados pelos resultados estratégicos alcançados e participam direta ou indiretamente do sucesso do negócio, contribuindo de alguma forma para o negócio, esperando retornos dessa contribuição. Referem-se a todos os envolvidos em um processo, como acionistas, clientes, funcionários, investidores, fornecedores, comunidade em torno, entre outros. 5) PROPOSTA DE VALOR – Quais são os clientes e o que eles consideram valioso na organização, em seus produtos e serviços? 6) OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS – A missão organizacional e a visão de negócios são eficazes na medida em que são associados objetivos claros e explícitos a serem alcançados ao longo do tempo. O objetivo organizacional é uma situação desejada que a organização deseja alcançar. Quais são os resultados esperados da organização? Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 32 FORMAÇÃO DE ESTRATÉGIA Chiavenato e Sapiro definem a construção de uma estratégia em cinco principais etapas que tem início com a concepção estratégica. Na CONCEPÇÃO ESTRATÉGICA há a declaração da missão, da visão, definição dos públicos de interesse, seu potencial de conflito e construção da ideologia central da organização (princípios e valores). As missões definem as responsabilidades e pretensões da empresa junto ao ambiente e a visão de negócios mostra a percepção das necessidades do mercado e os métodos pelos quais a organização pode satisfazê-las. Em seguida ocorre a GESTÃO DO CONHECIMENTO ESTRATÉGICO. Nesse momento é realizado o diagnóstico estratégico externo, diagnóstico estratégico interno e construção de cenários (previsões que estimulam a percepção de possíveis problemas para ensaiar possíveis respostas). O diagnóstico externo procura antecipar as oportunidades e ameaças do ambiente externo da organização. Já o diagnóstico interno visa avaliar a situação interna da organização, suas forças e fraquezas. Na terceira parte ocorre a FORMULAÇÃO ESTRATÉGICA com a determinação dos fatores críticos de sucesso, definição dos modelos de apoio à decisão e das políticas de relacionamento. Esta é definida como um curso de ação com vistas a garantir que a organização alcance seus objetivos. Formular estratégias é projetar e selecionar estratégias que levem à realização dos objetivos organizacionais. O enfoque central está em como lidar satisfatoriamente com a concorrência. Assim que o ambiente tenha sido analisado e a diretriz organizacional estipulada, a administração é capaz de traçar cursos alternativos de ação em um esforço conhecido para assegurar o sucesso da organização. O processo de planejamento estratégico requer a construção de modelos a fim de chegar à fase de tomada de decisão. Após a elaboração de cenários de futuros plausíveis, a organização deve decidir o que representa ameaça ou oportunidade e cruzar essas decisões para avaliar quais seriam seus pontos fortes e fracos. Além disso, é importante identificar fatores críticos de sucesso que são as atividades chave do negócio que precisam ser bem feitas para que a organização possa atingir os seus objetivos. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 33 Outra determinação importante na formulação estratégica é desenvolver a fidelidade dos clientes mais valiosos e aumentar a lucratividade, essa é a base da política de relacionamento. Segundo o autor Chiavenato, há quatro passos chave para implementar uma política de relacionamento: Identificação dos clientes – conhecer os clientes no maior detalhe possível. Diferenciação dos clientes – em termos gerais, os clientes podem se diferenciar sob duas maneiras, eles representam níveis distintos de valor e têm necessidades diferentes. A partir do momento que os clientes são identificados, diferenciá-los ajudará a focar os esforços de forma a gerar maior vantagem com os clientes mais valiosos. Interação com clientes – a eficácia da interação com clientes gera informações relevantes periodicamente que forneçam uma melhor visualização das necessidades do cliente ou um quadro mais preciso do seu valor. Personalização do comportamento da organização – para envolver um cliente em um relacionamento de aprendizado, a organização deve adaptar aspectos de seu comportamento para atender às necessidades específicas do cliente. Na IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA ocorre a operacionalização da estratégia pelo cascateamento dos objetivos estratégicos e globais em objetivos táticos e operacionais, governança corporativa e liderança estratégica e monitoração do desempenho organizacional. É importante que haja a participação de todos os envolvidos, principalmente da alta cúpula e das lideranças para que o processo consiga alcançar sua plenitude. A governança corporativa significa o relacionamento entre os investidores utilizado para determinar e controlar a direção estratégica e o desempenho de organizações. Possui o objetivo de garantir que os interesses dos gerentes e executivos de alto nível estejam alinhados com os dos acionistas da empresa. Na implementação das ações planejadas, colocam-se em ação as estratégias desenvolvidas logicamente que emergiram de etapas anteriores ao processo de administração estratégica. Sem a implementação efetiva da estratégia, as organizações são incapazes de obter os benefícios da realização de uma análise organizacional, do estabelecimento de uma diretriz organizacional e da formulação da estratégia organizacional. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 34 É necessário destacar que o processo de implementação dos planos estratégicos prevê as seguintes etapas: Estabelecer senso de urgência – antecipando-se às críticas ou às oportunidades potenciais e estabelecendo prazos para a realização dos objetivos definidos. Formar uma forte coalizão – incentivando os grupos de colaboradores e parceiros a atuarem como equipe, e não como grupo, e com autoridade para liderarem a mudança. Criar uma clara visão – criando uma visão de negócios que direcione o esforço de mudança, elaborando estratégias para a realização da visão de negócios negociada e compartilhada por todos os envolvidos no processo. Comunicar a visão compartilhada – ensinando novas percepções e novos comportamentos por todos os meios possíveis. Dar poder (empower) – mudando sistemas e estruturas que possam atravancar o processo de mudança e elevação, incentivando a tomada de risco, a aplicação de ideias inovadoras e promovendo ações não convencionais. Obter vitórias de curto prazo – reconhecendo e premiando pequenas vitórias coerentes com a visão buscada. Consolidar as vitórias inicias e aprofundar o processo – promovendo mudanças mais profundas, graças à credibilidade alcançada inicialmente, revigorando o processo com novos projetos e agentes para manter o clima positivo. Institucionalizar a nova abordagem e cultura – articulando as conexões entre os novos comportamentos e sucesso organizacional confirmado, desenvolvendo a liderança e criando quadros de sucessão. Por último, a AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA faz a mensuração de desempenho por indicadores, auditoria de resultados e avaliação estratégica. Para validação do planejamento estratégico, é necessário rever o que foi implementado para decidir os novos rumos, mantendo as estratégias de sucesso e revendo as que não alcançaram seus objetivos finais. O controle estratégico é um tipo especial de controle organizacional que se concentra na monitoração e avaliação do processo de administração estratégica no sentido de melhorá-lo e assegurar um funcionamento adequado. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 35 ANÁLISE COMPETITIVA E ESTRATÉGIAS GENÉRICAS Podemos considerar a estratégia competitiva como a busca por uma posição competitiva favorável em uma indústria meio à concorrência. A estratégia competitiva visa estabelecer uma posição lucrativa e sustentável contra as forças que determinam a concorrência da indústria. MODELO DAS FORÇAS COMPETITIVAS DE PORTER Porter afirma que a geração de margem de uma organização depende da configuração das forças competitivas do setor. Para ele, a concorrência reduz a taxa de retorno sobre o capital investido num determinado setor. A taxa competitiva mais elevada motiva que surjam novos entrantes ou a ampliação da capacidade de atuação das empresas já instaladas no mercado. Dessa forma, a concorrência é proporcional ao retorno esperado do setor, fazendo com que as cinco forças competitivas identificadas por Porter determinem a intensidade da competitividade no setor e, consequentemente, a sua atratividade. Essas forças estão representadas na figura a seguir. Apresentam as situações que determinam a rivalidade dos setores considerando cada força competitiva. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 36 1. AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES – novo entrante é considerado uma organização que ingressa no mercado, trazendo ameaças às organizações existentes. Com o objetivo de barrar o ingresso de novos entrantes, as organizações utilizam barreiras de entradas, tais como: Economias de escala - quanto maior a quantidade de um produto fabricado, menor serão os custos de fabricação de cada unidade. Dessa forma, o novo entrante enfrenta o desafio frente às economias de escala dos concorrentes existentes. Diferenciação de produto - as organizações existentes diferenciam o produto a fim de torná-lo único e exclusivo de modo que o cliente o valorize mais. O novo entrante precisa alocar muitos recursos para superar a fidelidade do cliente. Requisitos de capital - para que um novo entrante ingresse no setor, ele precisa dispor de capital e recursos. Custos de mudança - envolvem custos de aquisição de equipamentos auxiliares, treinamento de pessoal, entre outros. São custos adicionais, como no caso da mudança da fita cassete para o CD. Quando os custos de mudança são elevados, o novo entrante enfrenta desafios. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 37 Acesso aos canais de distribuição - feito a partir de meios eficazes de distribuição dos produtos, e que inclui um forte relacionamento com distribuidores cuja finalidade é de gerar custos de mudanças para estes. 2. PODER DE BARGANHA DOS FORNECEDORES - Um grupo de fornecedores é considerado poderoso, com poder de barganha, quando: É constituído por um pequeno número de grandes organizações fornecedoras altamente concentradas. Não há produtos substitutos satisfatórios para o setor. As organizações não são consideradas clientes importantes para o grupo fornecedor. Os artigos do fornecedor são essenciais ao êxito do comprador no mercado. Os fornecedores representam uma ameaça de integrar-se para assumir a frente no setor dos compradores (um produtor de roupas pode optar por operar seus próprios canais de varejo). 3. PODER DE BARGANHA DOS COMPRADORES - o cliente ou grupo de compradores tem poder de barganha quando: Está adquirindo grande parte do total da produção do setor. O produto adquirido responde por uma parcela significativa dos custos do comprador. Os produtos da indústria não são diferenciados ou padronizados. O comprador pode apresentar uma ameaça concreta de integração para trás. A indústria automobilística está oferecendo um serviço de vendas nacionais on-line para oferecer serviços adicionais ao cliente. 4. AMEAÇA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS - Produtos substitutos são os diferentes bens ou serviços que vêm de fora do setor e que desempenham as mesmas funções de um produto fabricado no setor. É o caso de recipientes plásticos no lugar de potes de vidro, sacos de papel em vez de sacos plásticos, chá substituindo café, entre outros. Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 38 5. INTENSIDADE DA RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES - Em cada setor, há organizações que concorrem ativamente para alcançar competitividade estratégica. Os fatores influenciadores da intensidade da rivalidade entre as organizações são: Concorrentes numerosos ou igualmente equilibrados. Crescimento lento do setor. Custos fixos elevados. Capacidade aumentada em grandes incrementos. Concorrentes divergentes em termos de metas e estratégias. Apostas estratégicas elevadas. Barreiras de saída elevadas envolvendo ativos especializados (vinculados a um negócio específico), custos fixos de saída (como custos trabalhistas), inter-relacionamentos estratégicos (relações de dependência recíproca entre um negócio e outras partes das operações, como operações compartilhadas), barreiras emocionais (como lealdade aos funcionários) e limitações sociais e governamentais (preocupação com demissões). A análise das cinco forças de Porter deve indicar algumas conclusões, como por exemplo: Em quais indústrias entrar (ou sair)? – os gerentes devem investir em indústrias onde as cinco forças trabalham a seu favor e evitar ou reduzir o investimento em mercados onde as forças sejam fortemente contrárias. Qual influência pode ser exercida? – As organizações podem, por exemplo, criar barreiras de entrada ao aumentar o gasto em publicidade a fim de aumentar a lealdade do cliente. Podem adquirir concorrentes para diminuir a rivalidade e aumentar o poder sobre fornecedores ou compradores. Como os competidores são afetados de maneiras diferentes? – Se as barreiras ficam mais altas, por exemplo, pelo aumento dos gastos em P&D ou em publicidade, os atores menores na indústria talvez não sejam capazes de seguir os maiores e acabam postos para fora. É fundamental destacar que, embora tenha sua origem no setor privado, a análise das cinco forças pode também proporcionar conclusões importantes para o setor público. As forças podem ser usadas, por exemplo, para ajustar a Administração Geral em Teoria e Exercícios Auditor Fiscal do Trabalho Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO www.pontodosconcursos.com.br | Prof.