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Administração Geral em Teoria e Exercícios 
Auditor Fiscal do Trabalho 
Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório 
Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 
 
 
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Aula 02 
Administração Geral 
Processo Administrativo e Processo Decisório 
Professora: Lilian Quintão 
 
Administração Geral em Teoria e Exercícios 
Auditor Fiscal do Trabalho 
Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório 
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SUMÁRIO 
1 PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO. ............................................................ 3 
2 PROCESSO DE PLANEJAMENTO. ............................................................................................................. 7 
ANÁLISE DE CENÁRIOS................................................................................................................................... 13 
EMPRESA COMO SISTEMA ............................................................................................................................ 18 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, TÁTICO E OPERACIONAL. ........................................................................... 20 
METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO .................................................................................... 27 
MISSÃO, VISÃO E VALORES ORGANIZACIONAIS ............................................................................................ 29 
FORMAÇÃO DE ESTRATÉGIA ......................................................................................................................... 32 
ANÁLISE COMPETITIVA E ESTRATÉGIAS GENÉRICAS ..................................................................................... 35 
SISTEMA DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. ..................................................................... 45 
BALANCED SCORECARD ................................................................................................................................. 50 
ANÁLISE SWOT .............................................................................................................................................. 56 
REDES E ALIANÇAS ......................................................................................................................................... 61 
ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS................................................................................................................. 64 
3 PROCESSO DECISÓRIO. ......................................................................................................................... 66 
4 LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS ..................................................................................................... 77 
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................... 106 
6 LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS ............................................................................................... 108 
7 GABARITO ........................................................................................................................................... 120 
 
Querido aluno, 
Vamos começar firme na preparação da segunda aula para o desejado cargo de Auditor 
Fiscal do Trabalho. Muitos candidatos estão na batalha por essa oportunidade! Você 
precisará se dedicar durante todo o período para conquistar sua vaga. Vamos começar 
em ritmo acelerado! Fique atento a todos os detalhes da aula de hoje que é bastante 
extensa. Estarei disponível no fórum para esclarecer eventuais dúvidas. Espero você 
nas minhas redes sociais, lá também é outro canal de comunicação. 
Professora Lilian Quintão 
Instagram: Professora Lilian Quintão / Facebook: Lilian Quintão 
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PROCESSO ADMINISTRATIVO. FUNÇÕES DE 
ADMINISTRAÇÃO. 
 
Vamos iniciar nossa aula estudando cada uma das quatro funções 
administrativas propostas pela Teoria Neoclássica. Quando consideradas isoladamente, 
o planejamento, a direção, a organização e o controle constituem as FUNÇÕES 
ADMINISTRATIVAS. 
 
 
Quando consideradas de forma integrada, as funções administrativas formam o 
chamado PROCESSO ADMINISTRATIVO. Isso significa que o administrador planeja, 
organiza, dirige e controla as atividades organizacionais a fim de alcançar objetivos 
previamente estabelecidos. Observe a figura do processo administrativo proposta por 
Chiavenato: 
 
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O processo administrativo possui algumas características básicas, que 
são: 
 Cíclico e repetitivo – o processo é permanente e contínuo e está 
constantemente sendo completado e repetido. O desenvolvimento 
de um ciclo permite definir quais as correções que deverão ser 
introduzidas no ciclo seguinte, e assim por diante. 
 Interativo – cada função administrativa interage com as demais, 
influenciando-as e sendo por elas influenciadas. 
 Iterativo – é uma sequencia de passos que, embora não sejam 
rigidamente seguidos, formam um itinerário sujeito a adaptações e 
correções ao longo de sua implementação. 
 Sistêmico – o processo não pode ser analisado em cada uma de 
suas partes isoladamente, mas em sua totalidade. Para entender 
cada uma das funções administrativas, é necessário conhecer todas 
as demais. 
 
O administrador não deve se restringir ao presente, ele precisa saber em 
qual rumo deseja que sua organização vá seguir, tomando as decisões 
necessárias e elaborando os planos para que isso realmente aconteça. Se quiser 
ter perspectivas a longo prazo de sua organização, deve começar a planejar no 
presente e o que deseja para o futuro. 
A primeira função Planejamento é a função administrativa que define 
objetivo e decide sobre os recursos e tarefas necessários para alcançá-los 
adequadamente. Para isso, as organizações elaboram planos a fim de facilitar a 
organização no alcance de suas metas. 
Inicialmente, no planejamento, é fundamental definir os objetivos que 
devem ser estabelecidos para cada departamento da organização. Uma vez 
definidos, os programas de ação são estabelecidos a fim de alcançarem os 
objetivos de maneira sistemática e racional. 
Resumidamente, planejar significa olhar para frente, visualizar o futuro e 
o que deverá ser feito, elaborar bons planos e ajudar as pessoas a fazer hoje as 
ações necessárias para melhor enfrentar os desafios de amanhã. 
 
O planejamento é considerado a primeira função administrativa formada 
por um processo constituído de uma sequência de passos, a saber: 
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 Definir os objetivos – devem servir de direção a todos os planos, 
especificando os resultados desejados e os pontos finais onde se 
pretende chegar. 
 Verificar qual a situação atual em relação aos objetivos – 
verificar onde se está e o que precisa ser feito. 
 Desenvolver premissas quanto às condições futuras – trata-se 
de gerar cenários alternativos para os estados futuros das ações, 
analisar o que pode ajudar ou prejudicar o progresso em direção 
aos objetivos. 
 Analisar as alternativas de ação – relacionar e avaliar as ações 
que devem serLILIAN LIMA QUINTÃO 
 
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oferta de serviços ou o foco em assuntos estratégicos. Dessa forma, pode valer 
a pena transferir a iniciativa administrativa de uma área com serviços 
demasiados para outra com menos rivalidade, na qual as organizações possam 
realizar algo de maior relevo. Da mesma forma, as estratégias podem ser 
usadas para diminuir a dependência de fornecedores muito poderosos e 
dispendiosos, como as empresas de energia ou as profissões altamente 
especializadas. 
 
 
ESTRATÉGIAS GENÉRICAS DE PORTER 
 
Segundo Porter, embora uma empresa possa ter inúmeros pontos fortes e 
pontos fracos em comparação com seus concorrentes, existem dois tipos 
básicos de vantagem competitiva que uma empresa pode possuir: baixo custo e 
diferenciação. 
Os dois tipos básicos listados anteriormente, combinados com o escopo de 
atividades para as quais uma empresa procura obtê-los levam a três estratégias 
genéricas para alcançar o desempenho acima da média de uma indústria. 
Para Porter, as estratégias podem ser classificadas nas categorias: 
 DIFERENCIAÇÃO – Desenvolvimento de produtos ou serviços 
únicos, com base na lealdade à marca e do cliente. Consiste em 
procurar projetar uma forte identidade própria para o serviço ou 
produto, que o torne nitidamente distinto dos produtos e serviços 
concorrentes. Isso significa enfatizar uma ou mais vantagens 
competitivas, como qualidade, serviço, prestígio para o consumidor, 
entre outros. 
 LIDERANÇA DO CUSTO – busca liderança por meio do custo, o 
objetivo não é diferenciar-se dos concorrentes, mas oferecer um 
produto ou serviço mais barato. Esta estratégia visa ser o produtor 
de baixo custo da indústria, realizada através do ganho de 
experiência, do investimento em instalações para produção em 
grande escala, do uso de economias de escala e da monitoração 
cuidadosa dos custos operacionais totais. 
 FOCO (enfoque) – a estratégia do foco, também chamada 
estratégia da concentração ou do nicho, consiste em escolher um 
nicho ou segmento do mercado e concentrar-se nele. Quando 
adota a estratégia do foco, a empresa procura dominar os recursos 
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para explorar o nicho escolhido da melhor forma possível, ao invés 
de procurar enfrentar todos os concorrentes no grande mercado. A 
estratégia, portanto, é ser o melhor e tirar o máximo proveito de 
mercados ou produtos e serviços selecionados de forma estreita. 
Embora as estratégias de custo e de diferenciação tenham o intuito 
de atingir seus objetivos no âmbito de toda a indústria, toda a 
estratégia de enfoque visa atender muito bem ao alvo 
determinado, e cada política é desenvolvida levando isso em 
conta. A estratégia parte da premissa de que a empresa é capaz de 
atender seu alvo estratégico estreito mais efetiva ou eficientemente 
do que os concorrentes que estão competindo de forma mais ampla. 
Assim, a empresa atinge a diferenciação por satisfazer melhor às 
necessidades de seu alvo, ou por ter custos mais baixos na 
obtenção desse alvo, ou ambos. 
 
As diferenças entre as três estratégias genéricas estão ilustradas na figura 
a seguir: 
 
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Destaca-se que a vantagem competitiva existe quando as empresas 
conseguem defender-se contra as forças competitivas, manter seus clientes e 
crescer. Isto pode ser conseguido oferecendo-se bons produtos a preços baixos 
ou usando a diferenciação e, assim, oferecendo um produto melhor, pelo qual o 
consumidor estará disposto a pagar um preço melhor. 
 A noção que fundamenta o conceito de estratégias genéricas é que 
vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia e para obtê-la é 
preciso que uma empresa faça uma escolha. Se uma empresa deseja obter uma 
vantagem competitiva, ela deve fazer uma escolha sobre o tipo de vantagem 
competitiva que busca obter e sobre o escopo dentro do qual irá alcançá-la. 
 
(CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Julgue os 
itens subsecutivos, referentes a análise de cenários, estabelecimento de objetivos e 
formulação de estratégias. 
Para Michel Porter, estratégia é a criação de um posicionamento único e de valor, 
que envolve atividades realizadas de maneira idêntica à de seus concorrentes. 
Comentários: 
A palavra “idêntica” invalidou a questão. Para Michel Porter, estratégia consiste 
em procurar projetar uma forte identidade própria para o serviço ou produto, 
que o torne distinto dos produtos e serviços concorrentes. 
 
 
 
CADEIA DE VALOR DE PORTER 
 
A cadeia de valor desagrega uma empresa nas suas atividades de 
relevância estratégica para que se possa compreender o comportamento dos 
custos e potenciais de diferenciação. Segundo Porter, toda empresa consiste 
em uma síntese de atividades executadas para projetar, produzir, 
comercializar, entregar e sustentar um produto. 
Porter identificou nove atividades criadoras de valor que consistem em 
cinco atividades principais (primárias) e quatro de suporte (apoio). As 
ATIVIDADES PRIMÁRIAS estão diretamente envolvidas no fluxo de produtos 
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até o cliente e incluem logística de entrada (recebimento, armazenagem, entre 
outros), operações (ou transformações), logística de saída (processamento de 
pedidos, distribuição física, etc.), marketing e vendas de serviços (instalações, 
reparos, etc.). 
 
 
 
 
 Já as ATIVIDADES DE SUPORTE existem para apoiar as atividades 
primárias. Elas incluem suprimento, desenvolvimento tecnológico, gerência de 
recursos humanos e provisão de infraestrutura da empresa (contabilidade, 
administração, finanças, entre outros). 
 A palavra MARGEM indica que as empresas alcançam margens de lucro 
baseadas em como é gerenciada a cadeia de valor. As LINHAS PONTILHADAS 
da figura representam que as atividades de suporte, com exceção da 
infraestrutura da empresa, podem ser associadas a cada uma das atividades 
primárias bem como dar suporte a toda a cadeia. A INFRAESTRUTURA DA 
EMPRESA é mostrada aplicando-se à cadeia inteira em vez de a qualquer das 
suas partes. Para Porter, a cadeia de valor provê uma maneira sistemática de 
examinar todas as atividades desempenhadas pela empresa e como elas 
interagem entre si. Em sua visão, a totalidade da cadeia de valor deve ser 
considerada. 
 Dessa forma, a análise da cadeia de valor serve para fortalecer a posição 
estratégica de uma empresa. Uma empresa tanto mais constrói valor, o que lhe 
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possibilita conquistar um aumento de margem do negócio, quanto mais 
consegue integrar sinérgica e positivamente as suas atividades de apoio e as 
atividades primárias de sua cadeia de valor genérica. 
 Quanto mais a empresa tiver sua cadeia de valores orientada a partir da 
cadeia de valores de seus compradores, por exemplo, maior será a condição de 
gerar impactos positivos à cadeia de valores do comprador. Isso significa 
agregar mais valor ao seu cliente, aumentando a eficiência e reduzindo o custo 
do cliente. 
 
 
MATRIZ ANSOFF 
 
Um modelo de apoio à definição das estratégias que serão adotadas pela 
organização é a matriz Ansoff. A Matriz Ansoff,também conhecida como Matriz 
Produto e Mercado, é utilizada para determinar oportunidades de crescimento 
de unidades de negócio de uma organização. 
Essa matriz representa algumas formas que o autor Igor Ansoff 
acreditava que poderiam aprimorar o negócio de determinada organização por 
meio de quatro estratégias distintas: Penetração, Desenvolvimento de Mercado, 
Desenvolvimento de Produto e Diversificação Pura. É importante destacar que a 
matriz tem duas dimensões: produtos e mercados. 
 
Seguem as estratégias de crescimento segundo a matriz Ansoff: 
 PENETRAÇÃO NO MERCADO - estratégia de explorar produtos 
tradicionais em um mercado tradicional. 
 DESENVOLVIMENTO DE MERCADO – explorar um mercado novo 
com produtos tradicionais. 
 DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO - explorar mercados 
tradicionais com produtos novos. 
 DIVERSIFICAÇÃO – explorar novos mercados com novos 
produtos. 
 
 
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 PRODUTOS 
 
 EXISTENTES NOVOS 
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EX
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TE
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TE
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PENETRAÇÃO DO 
MERCADO 
DESENVOLVIMENTO 
DE PRODUTOS 
N
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O
S DESENVOLVIMENTO 
DE MERCADO 
DIVERSIFICAÇÃO 
MATRIZ ANSOFF 
 
MATRIZ BCG 
 
A Matriz BCG (Matriz de Crescimento/ Participação), modelo para 
análise de portfólio de produtos ou unidades de negócios baseado no conceito 
de ciclo de vida do produto, desenvolvida por Bruce Henderson, é uma 
ferramenta usada para analisar o posicionamento e possibilidades de cada 
unidade de negócios de uma empresa. A matriz é composta por 4 quadrantes 
localizados em um diagrama com o eixo "X" representando a participação 
relativa de mercado da Unidade de Negócios (da maior para a menor) em 
relação ao principal concorrente e o eixo "Y" com a taxa de crescimento do 
mercado em que a unidade atua. 
 
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Vamos analisar cada quadrante: 
 PONTO DE INTERROGAÇÃO - tem a pior característica quanto ao fluxo 
de caixa, pois exige altos investimentos e apresenta baixo retorno sobre 
ativos e tem baixa participação de mercado. Se nada é feito para mudar a 
participação de mercado, pode absorver um grande investimento e depois 
de tornar um "abacaxi". Por outro lado, por estar em um mercado de alto 
crescimento pode-se tornar um produto "estrela". 
 ESTRELA - exige grandes investimentos e são referências no mercado, 
gerando receitas (ainda que não muito elevadas) e com taxas de 
crescimento potencialmente elevadas. Ficam frequentemente em 
equilíbrio quanto ao fluxo de caixa. Entretanto, a participação de mercado 
deve ser mantida, pois pode se tornar "vaca leiteira" se não houver perda 
de mercado. 
 VACA LEITEIRA - os lucros e a geração de caixa são altos. Como o 
crescimento do mercado é baixo, não são necessários grandes 
investimentos. Pode ser a base de uma empresa, já que a empresa detém 
uma quota de mercado considerável. 
 ABACAXI - também conhecido como “cão” ou “vira-lata”, é a situação 
em que o crescimento é baixo e a participação de mercado é baixa. É 
uma das piores situações que uma empresa ou produto pode enfrentar. 
Nesta situação, se os produtos não estão gerando lucro, o melhor é 
descontinuá-los. 
 
ATENÇÃO!!! Muitos produtos apresentam momentos diferentes durante o 
ciclo de vida e, por isso, mudam de posição na matriz BCG. Normalmente 
iniciam-se como pontos de interrogação e, se aumentarem a participação de 
mercado, passarão a ser considerados estrelas. À medida que o crescimento de 
mercado se torna mais lento, passarão a ser classificados como vacas leiteiras 
(altos lucros) e o investimento alocado a esses produtos irá diminuir, pois o 
excesso de caixa será utilizado em outros produtos estrelas ou pontos de 
interrogação. Por fim, muitos produtos ao final do seu ciclo de vida tornam-se 
abacaxis. 
 
 
SISTEMA DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO ORGANIZACIONAL. 
 
Os indicadores são instrumentos de gestão essenciais nas atividades de 
monitoramento e avaliação das organizações, assim como seus projetos, 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxo_de_caixa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxo_de_caixa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Investimento
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retorno_sobre_ativos&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Retorno_sobre_ativos&action=edit&redlink=1
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programas e políticas, pois permitem acompanhar o alcance das metas, 
identificar avanços, melhorias de qualidade, correção de problemas, 
necessidades de mudança, entre outros. 
Os indicadores de desempenho possuem um papel fundamental, pois 
fornecem dados para a análise de processos e implementação de melhorias e 
são instrumentos que guia o processo na direção estabelecida pelo 
planejamento estratégico. Porém, o planejamento estratégico e indicadores de 
desempenho utilizados de forma isolada podem não prover melhorias se esses 
não estiverem alinhados. 
Observa-se que o planejamento estratégico de forma isolada não é eficaz 
para a melhoria da competitividade das empresas, e que um sistema de 
avaliação de desempenho é fundamental para gerenciamento e melhoria de 
processos. Um sistema de avaliação de desempenho consiste em um conjunto 
de indicadores de desempenho organizados de forma a permitir o 
gerenciamento dos processos de forma integrada, alinhados com os objetivos 
estratégicos da organização. 
Assim sendo, pode-se dizer que os indicadores possuem, minimamente, 
duas funções básicas: a primeira é descrever por meio da geração de 
informações o estado real dos acontecimentos e o seu comportamento; a 
segunda é de caráter valorativo que consiste em analisar as informações 
presentes com base nas anteriores de forma a realizar proposições valorativas. 
De forma geral, os indicadores não são simplesmente números, ou seja, 
são atribuições de valor a objetivos, acontecimentos ou situações, de acordo 
com regras, que possam ser aplicados critérios de avaliação, como, por 
exemplo, eficácia, efetividade e eficiência. 
 
Uma combinação dos elementos da cadeia de valor com as dimensões do 
desempenho permite identificar seis categorias básicas de indicadores de 
desempenho: 
 Efetividade são os impactos gerados pelos produtos/serviços, 
processos ou projetos. A efetividade está vinculada ao grau de 
satisfação ou ainda ao valor agregado, a transformação produzida 
no contexto em geral. Esta classe de indicadores, mais difícil de ser 
mensurada (dada a natureza dos dados e o caráter temporal), está 
relacionada com a missão da instituição. Por exemplo, se uma 
campanha de vacinação realmente imunizar e diminuiu a incidência 
de determinada doença entre as crianças, a campanha foi efetiva. 
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Indicadores de efetividade podem ser encontrados na dimensão 
estratégica do Plano Plurianual (PPA); 
 Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços 
entregues ao usuário (beneficiário direto dos produtos e serviços da 
organização). Por exemplo, se, na mesma campanha citada, a meta 
de vacinação é imunizar 100.000 crianças e este número foi 
alcançado ou superado, a campanha foi eficaz. Indicadores de 
eficácia podem ser definidos a partir da Carta de Serviçosdo órgão; 
 Eficiência é a relação entre os produtos/serviços gerados (outputs) 
com os insumos utilizados, relacionando o que foi entregue e o que 
foi consumido de recursos, usualmente sob a forma de custos ou 
produtividade. Por exemplo: uma campanha de vacinação é mais 
eficiente quanto menor for o custo, ou seja, quanto menor for o 
custo da campanha, mantendo-se os objetivos propostos. 
 Execução refere-se à realização dos processos, projetos e planos 
de ação conforme estabelecidos. 
 Excelência é a conformidade a critérios e padrões de 
qualidade/excelência para a realização dos processos, atividades e 
projetos na busca da melhor execução e economicidade; sendo um 
elemento transversal. 
 Economicidade está alinhada ao conceito de obtenção e uso de 
recursos com o menor ônus possível, dentro dos requisitos e da 
quantidade exigidas pelo input, gerindo adequadamente os recursos 
financeiros e físicos. Indicadores de economicidade podem ser 
encontrados nas unidades de suprimentos. 
 
Dessa forma, podemos considerar que os principais objetivos dos 
indicadores são: 
 Mensurar os resultados e gerir o desempenho; 
 Embasar a análise crítica dos resultados obtidos e do processo de 
tomada decisão; 
 Contribuir para a melhoria contínua dos processos organizacionais; 
 Facilitar o planejamento e o controle do desempenho; e 
 Viabilizar a análise comparativa do desempenho da organização e 
do desempenho de diversas organizações atuantes em áreas ou 
ambientes semelhantes. 
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Os indicadores devem ser especificados por meio de métricas estatísticas, 
comumente formados por porcentagem, média, número bruto, proporção e 
índice. 
 
Os componentes básicos de um indicador são: 
 MEDIDA - grandeza qualitativa ou quantitativa que permite 
classificar as características, resultados e consequências dos 
produtos, processos ou sistemas; 
 FÓRMULA - padrão matemático que expressa à forma de 
realização do cálculo; 
 ÍNDICE (NÚMERO) - valor de um indicador em determinado 
momento; 
 PADRÃO DE COMPARAÇÃO - índice arbitrário e aceitável para 
uma avaliação comparativa de padrão de cumprimento; 
 METAS ESTRATÉGICAS - índice (número) orientado por um 
indicador em relação a um padrão de comparação a ser alcançado 
durante certo período. A meta é uma expressão numérica que 
representa o estado futuro de desempenho desejado. 
Todos os indicadores de desempenho devem ter metas, podendo ser 
definida mais de uma meta por indicador. As metas têm como 
objetivo serem suficientes para assegurar a efetiva implementação 
da estratégia. 
 
Na identificação e seleção de um indicador é importante considerar um 
conjunto de critérios básicos, para garantir a sua posterior operacionalização. 
Os critérios centrais para um indicador são: 
 Seletividade ou importância - fornece informações sobre as 
principais variáveis estratégicas e prioridades definidas de ações, 
produtos ou impactos esperados; 
 Simplicidade, clareza, inteligibilidade e comunicabilidade - os 
indicadores devem ser simples e compreensíveis, capazes de levar a 
mensagem e o significado. Os nomes e expressões devem ser 
facilmente compreendidos e conhecidos por todos os públicos 
interessados; 
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 Representatividade, confiabilidade e sensibilidade - 
capacidade de demonstrar a mais importante e crítica etapa de um 
processo, projeto etc. Os dados devem ser precisos, capazes de 
responder aos objetivos e coletados na fonte de dados correta e 
devem refletir tempestivamente os efeitos decorrentes das 
intervenções; 
 Investigativos - os dados devem ser fáceis de analisar, sejam 
estes para registro ou para reter informações e permitir juízos de 
valor; 
 Comparabilidade - os indicadores devem ser facilmente 
comparáveis com as referências internas ou externas, bem como 
séries históricas de acontecimentos; 
 Estabilidade - procedimentos gerados de forma sistemática e 
constante, sem muitas alterações e complexidades, uma vez que é 
relevante manter o padrão e permitir a série-histórica; 
 Custo-efetividade - projetado para ser factível e economicamente 
viável. Os benefícios em relação aos custos devem satisfazer todos 
os outros demais níveis. 
 
Nem todas as informações devem ser mensuradas, é preciso avaliar os 
benefícios gerados em detrimento do ônus despendido. Além disso, é 
necessário identificar se a escolha do indicador atende às expectativas de seus 
públicos de interesse, como os órgãos setoriais, órgãos centrais, órgãos de 
controle e outros possíveis interessados, de modo a assegurar a relevância do 
indicador proposto. 
 
A formulação de indicadores pode ser realizada por um conjunto de 
passos necessários para assegurar que os princípios da qualidade e do sistema 
de medição do desempenho estejam em conformidade com o desejado pela 
organização. Os passos são: 
 Identificação do nível, dimensão, subdimensão e objetos de 
mensuração; 
 Estabelecimento dos indicadores de desempenho; 
 Validação preliminar dos indicadores com as partes interessadas; 
 Construção de fórmulas, estabelecimento de metas e notas; 
 Definição de responsáveis pela apuração dos indicadores; 
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 Geração de sistemas de coleta de dados; 
 Ponderação e validação final dos indicadores com as partes 
interessadas; 
 Mensuração dos resultados pretendidos; 
 Análise e interpretação dos indicadores; e 
 Comunicação do desempenho e gerir mudança. 
 
Alguns trechos foram retirados do Guia Referencial para Medição do 
Desempenho da Gestão disponibilizado pelo Ministério do Planejamento. 
 
 
BALANCED SCORECARD 
 
Um sistema contemporâneo de gestão, chamado Balanced Scorecard 
(BSC), foi proposto por Kaplan e Norton. Representa uma modalidade de gestão 
centrada no futuro da organização e nos caminhos a serem seguidos, o que a 
transforma em um sistema de gestão estratégica. O BSC é uma metodologia 
baseada no equilíbrio organizacional e se fundamenta no balanceamento entre 
quatro diferentes perspectivas de objetivos: 
 
 Perspectiva FINANCEIRA – como a organização é vista pelos 
acionistas, proprietários e investidores. Essa perspectiva visa verificar 
se a estratégia organizacional está contribuindo para os resultados. 
Exemplos: retorno sobre o investimento, receita operacional, valor 
econômico agregado, entre outros. 
 Perspectiva do CLIENTE – como a organização é vista pelo cliente e 
como atendê-lo da melhor maneira possível. Verifica se os serviços 
prestados estão de acordo com a missão da empresa. Exemplos: 
satisfação do cliente, retenção de clientes, aquisição de novos clientes, 
lucratividade dos clientes, participação em contas nos segmentos-alvo, 
entre outros. 
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51 
 Perspectiva dos PROCESSOS INTERNOS – os executivos 
identificam os processos críticos nos quais a empresa deve alcançar a 
excelência. Esses processos permitem que as unidades de negócios 
ofereçam as propostas de valor capazes de atrair e reter clientes em 
segmentos-alvo de mercado, satisfaça às expectativas que os 
acionistas têm de excelentes retornosfinanceiros. Esse modelo inclui 
processos como inovação, operações e serviço de pós-venda. 
 Perspectiva do APRENDIZADO E CRESCIMENTO – Qual a 
capacidade da organização para a melhoria contínua, aprendendo e se 
desenvolvendo para garantir o crescimento. Considera as pessoas em 
termos de capacidades, competências, motivação, alinhamento e 
estrutura organizacional em termos de investimentos no seu futuro. 
Exemplos: satisfação, retenção, treinamento e habilidades dos 
funcionários. 
 
Segundo Kaplan e Norton, o sistema de gestão de desempenho BSC 
proporciona uma visão abrangente do desempenho da empresa, pois contempla 
tanto indicadores financeiros quanto não financeiros. Isso facilita o 
acompanhamento dos resultados, objetivando alcançar as metas traçadas. 
O BSC, portanto, é um conjunto de indicadores que proporciona aos 
gestores uma visão abrangente, de toda a empresa. Reflete um equilíbrio entre 
objetivos de curto e de longo prazo, entre medidas financeiras e não 
financeiras, entre perspectivas interna e externa de desempenho. Por isso, com 
o tempo, ele deixou de ser apenas um sistema de medição aperfeiçoado, 
passando a ser um sistema gerencial importante às empresas. 
Os aspectos mais importantes do BSC são a medição de resultados e a 
utilização de direcionadores que levam a organização a atuar de acordo com 
suas estratégias. A sinergia é alcançada pela correlação dos objetivos 
financeiros e estratégicos corporativos com os objetivos de níveis hierárquicos 
inferiores. Assim, os funcionários passam a entender como suas ações vão 
causar impacto nas estratégias da organização. 
 
A figura a seguir representa as relações entre as perspectivas e a 
estratégia no BSC: 
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52 
 
O BSC enfatiza a existência de relações de causa e efeito nas relações 
entre as perspectivas. Assim, a organização é capaz de compreender como os 
indicadores não financeiros, como a qualidade do produto ou serviço, 
direcionam os indicadores financeiros, como a de rentabilidade. 
 É muito importante compreender que todo indicador selecionado para um 
BSC deve fazer parte de uma cadeia de relações de causa e efeito que termina 
em objetivos financeiros e representa um tema estratégico para a unidade de 
negócios. 
 
Etapas de elaboração do BSC: 
1) Definição da estratégia – determinação dos objetivos de longo 
prazo da empresa. Nesta etapa a empresa realiza o diagnóstico de 
seus ambientes externos e internos e avalia suas vantagens e 
desvantagens competitivas. Como resultado, define seus objetivos e 
as estratégias para atingi-los. 
Em seguida a estratégia deverá ser descrita e comunicada para a 
organização de maneira significativa através de um mapa estratégico. 
2) Montagem do mapa da estratégia – significa desdobrar a 
estratégia nas perspectivas básicas (financeira, cliente, processos 
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internos, inovação). O Balanced Scorecard inclui Mapas Estratégicos, 
recurso gráfico para ajudar a comunicar uma visão unificada da 
estratégia. Eles ajudam as pessoas a entenderem a lógica e a 
inteligência da estratégia e como os diferentes objetivos se 
relacionam. Os mapas estratégicos fornecem a cada unidade e 
indivíduo uma visão de como seus objetivos, projetos e realizações 
contribuem para o sucesso da estratégia global da empresa. 
3) Montagem do BSC – traduz a estratégia em termos operacionais 
para que ela seja executada adequadamente. Nesta etapa os objetivos 
estratégicos são desdobrados em objetivos e planos de ação ao longo 
da cadeia de comando da organização. 
 
O mapa estratégico fornece a representação visual para a integração dos 
objetivos da organização nas quatro perspectivas do BSC. Ilustra as relações de 
causa e efeito que conectam os resultados almejados na perspectiva do cliente 
e na perspectiva financeira ao desempenho notável nos processos internos 
críticos. Esses processos críticos criam e cumprem a proposição de valor da 
organização para os clientes-alvo e também promovem os objetivos de 
produtividade da organização na perspectiva financeira. Além disso, o mapa 
estratégico identifica as competências específicas dos ativos intangíveis da 
organização – capital humano, capital da informação e capital da organização – 
necessários para o desempenho excepcional nos processos internos críticos. 
Dessa forma, o mapa estratégico descreve a lógica da estratégia, 
mostrando com clareza os objetivos dos processos internos críticos que criam 
valor e os ativos intangíveis necessários para respaldá-los. O Balanced 
Scorecard traduz os objetivos do mapa estratégico em indicadores e metas. 
Mas os objetivos e metas não serão alcançados apenas porque foram 
identificados; a organização deve lançar um conjunto de programas que criarão 
condições para que se realizem as metas de todos os indicadores. 
A organização também deverá fornecer os recursos considerados escassos 
como pessoas, financiamento e capacidade para cada programa. Kaplan e 
Norton denominam esses programas de iniciativas estratégicas. Para cada 
indicador do BSC, os gerentes precisam identificar iniciativas estratégicas 
necessárias para alcançar a meta. As iniciativas criam resultados e assim a 
execução da estratégia é gerenciada por meio do acompanhamento das 
iniciativas estratégicas. 
 
 
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Segue o modelo de mapa da estratégia do BSC: 
 
 
 
(CESGRANRIO/ ELETROBRÁS/ 2010) Na definição de BSC, os mapas estratégicos 
apresentam os 
a) objetivos da organização, relacionados por setas, que representam relações de 
restrição. 
b) objetivos da organização, relacionados por setas, que representam relações de 
causa e efeito. 
c) objetivos da organização, relacionados por setas, que representam relações 
cronológicas. 
LUCRO
Perspectiva 
financeira
Aumentar o 
desempenho 
financeiro
Perspectiva 
dos clientes
Melhorar o 
atendimento aos 
clientes
Implantar sistema 
de relacionameto 
com clientes
Perspectiva 
dos processos 
internos
Melhorar os 
processos 
internos
Implantar novas 
tecnologias
Perspectiva da 
inovação
Assegurar 
treinamento e 
capacitação para a 
força de trabalho
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d) indicadores da organização, relacionados por setas, que representam relações 
de restrição. 
e) indicadores da organização, relacionados por setas, que representam relações 
de similaridade. 
Comentários: 
Preste muito atenção nos conceitos. Os mapas estratégicos fornecem uma 
representação visual das relações de causa e efeito entre os componentes da 
estratégia de uma organização. É através desta cadeia de relações de causa e 
efeito que os melhoramentos específicos de uma ação criam os resultados 
desejados. Proporciona uma linguagem simples e de fácil entendimento para todos, 
procurando descrever a visão de futuro da organização, permitindo que os 
colaboradores dessa organização lidem com a incerteza. 
Gabarito: letra B 
 
 
Por fim, é importante compreender aspectos essenciais no BSC: 
 Fazer da estratégia a tarefa diária de cada pessoa visto que todos 
os funcionários precisam compreender a estratégia. Fazer da estratégia um processo contínuo da organização, ligado a 
um processo constante de aprendizagem e adaptação. 
 Mobilizar a mudança através da liderança de executivos. Os 
executivos deverão motivar a organização a mudar e seguir os 
objetivos estratégicos. 
 
É muito cobrado em questões de concurso sobre o BSC no setor público. É 
fundamental compreender que o BSC é adaptável às perspectivas do setor 
público. Segundo Norton e Kaplan, as organizações do setor privado, em 
qualquer setor econômico, podem adotar uma perspectiva financeira 
homogênea: aumento do valor para os acionistas. Por outro lado, o critério 
definido de sucesso para as organizações do setor público e para entidades sem 
fins lucrativos é o desempenho no cumprimento da missão, podendo abranger 
um conjunto amplo e diversificado de missões. Dessa forma, devem definir seu 
impacto social e seus objetivos maiores de maneira diferente. 
 
 
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(CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Uma das 
vantagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a possibilidade de se 
alinharem os objetivos individuais com os objetivos estratégicos da 
organização. 
Comentários: 
Isso mesmo! Os indicadores utilizados no balanced sorecard buscam alinhar as 
estratégias empresariais e as estratégias individuais em prol do alcance de uma 
meta comum. Dessa forma, o BSC contribui para o alinhamento de toda a 
organização com suas estratégias. 
Gabarito: CERTO 
 
ANÁLISE SWOT 
 
O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês e significa Strengths 
(Forças), Weaknesses (Fraqueza), Opportunities (Oportunidades) e Threats 
(Ameaças). 
A matriz SWOT, também conhecida como matriz F.O.F.A. em português, 
foi desenvolvida como uma metodologia de análise do ambiente externo e 
interno da organização. É um sistema simples que visa verificar a posição 
estratégica da empresa no ambiente em questão. 
 A aplicação da matriz SWOT é realizada com o cruzamento do que sejam 
as oportunidades e as ameaças externas à intenção estratégica da organização 
com as forças e fraquezas dessa organização. 
 
FORÇAS E FRAQUEZAS – São variáveis internas que a organização TEM 
CONTROLE como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou 
instalações obsoletas (Fraquezas). Quando percebe-se um ponto forte, a 
organização deve ressaltá-lo e quando há um ponto fraco é necessário 
corrigi-lo ou pelo menos minimizar seus efeitos. 
http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa
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Assim, uma força é algo que a empresa faça bem ou que constitua uma 
característica que aumente a sua competitividade. Por outro lado, fraqueza 
é algo que falta à empresa, que ela execute mal ou que a ponha em 
desvantagem em relação à concorrência. As fraquezas, em geral são 
justamente a falta dos elementos encontrados nas forças. 
 
AMEAÇAS E OPORTUNIDADES – são fatores externos os quais a empresa 
NÃO PODE CONTROLAR, mas é importante monitorá-los. Entre as 
ameaças e oportunidades a serem consideras estão os fatores 
demográficos, econômicos, históricos, políticos, sociais, tecnológicos, 
sindicais, legais, entre outros. 
 
 
 
Segue um modelo de Matriz Swot: 
 
A
N
Á
LI
SE
 E
X
TE
R
N
A
 
 ANÁLISE INTERNA 
 PONTOS FORTES PONTOS FRACOS 
OPORTUNIDADES 
Tirar o máximo partindo 
dos pontos fortes para 
aproveitar ao máximo 
as oportunidades 
detectadas. 
Desenvolver as 
estratégias que 
minimizem os efeitos 
negativos dos pontos 
fracos e que em 
simultâneo aproveitem 
as oportunidades 
emergentes. 
AMEAÇAS 
Tirar o máximo partindo 
dos pontos fortes para 
minimizar os efeitos das 
ameaças detectadas. 
As estratégias a 
desenvolver devem 
minimizar ou ultrapassar 
os pontos fracos e, tanto 
quanto possível, fazer 
face às ameaças. 
 
É importante compreender que a combinação entre a análise do ambiente 
externo (ameaças e oportunidades) e do ambiente interno (pontos fortes e 
fracos) resulta na escolha entre as estratégias a seguir: 
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58 
 PONTOS FORTES PONTOS FRACOS 
O
P
O
R
TU
N
ID
A
D
ES
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 
 
CRESCIMENTO 
 
A
M
EA
Ç
A
S 
 
 
MANUTENÇÃO 
 
 
SOBREVIVÊNCIA 
 
 
Dessa forma, destacam-se as estratégias de desenvolvimento, 
crescimento, manutenção e sobrevivência: 
 Estratégias de DESENVOLVIMENTO - refere-se às estratégias 
voltadas para o desenvolvimento de novos mercados, à geração 
de novos produtos e serviços, à diversificação de atividades e ao 
desenvolvimento da capacidade tecnológica das organizações. 
 Estratégias de CRESCIMENTO - refere-se às estratégias 
voltadas para a inovação, a internacionalização (a empresa 
estende suas atividades para fora do seu país de origem) e para 
a formação de Joint Ventures (estratégia usada para entrar em 
novo mercado onde duas empresas se associam para produzir 
um produto). 
 Estratégias de MANUTENÇÃO - refere-se à adoção de 
estratégias de estabilidade (voltadas para a busca do equilíbrio 
financeiro), de nicho (foco em grupo específico dentro de um 
setor econômico) ou de especialização (com o incentivo ao 
desenvolvimento de alta tecnologia). 
 Estratégias de SOBREVIVÊNCIA - refere-se à adoção de 
medidas que visam à redução de custos (por exemplo, custos de 
água, telefone, colaboradores), ao desinvestimento (utilização 
dos recursos financeiros em atividades não relacionadas à 
finalidade da empresa) ou à liquidação do negócio. 
 
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Muita atenção! Os quatro aspectos (forças/ fraquezas/ oportunidades/ 
ameaças) podem ser vistos segundo duas dimensões principais: 
 Dimensão INTERNA/ EXTERNA – os fatores internos da 
organização estão relacionados com as suas forças e as suas 
fraquezas; analisá-las significa avaliar o status da empresa em 
relação aos aspectos ambientais externos, que são as oportunidades 
e ameaças. 
 Dimensão POSITIVA/ NEGATIVA – considera-se positiva, ou 
alavancadora, a relação entre as forças e as oportunidades; já a 
dimensão negativa, ou problemática, é a relação entre as ameaças 
e as fraquezas. 
 
Observe na figura outras relações entre os quatro aspectos principais. A 
relação entre as forças e as ameaças pode indicar vulnerabilidade e a relação 
entre as fraquezas e as oportunidades pode significar limitação. 
 
 
Assim, entenda que a empresa pode apresentar pontos fortes, mas 
estar ao mesmo tempo vulnerável às ameaças do mercado externo. Para 
facilitar sua compreensão, imagina que uma empresa grande e muito produtiva 
pode estar vulnerável à ameaça de crises econômicas. 
ALAVANCAGEM
PROBLEMAS
VULNERABILIDADE
LIMITAÇÕES
FRAQUEZAS
Distribuição falha
Alto custos de produção
Gerenciamento inadequado
Limitações financeiras
AMEAÇAS
Regulação governamental
Novos concorrentes
Mudanças no gosto dos 
consumidores
FORÇAS OPORTUNIDADES
Proteção por patente 
Instalações modernas
Vantagens de custo
Recursos financeiros
Novos mercados
Alianças etratégicas
Acesso a novas tecnologias
Novos produtos e serviços
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60 
A empresa também pode ter uma grande oportunidade no mercado e 
estar sujeita às limitações devido às fraquezas internas. Um bom exemplo é 
quando um cliente contrata a organização para fornecer grande quantidade de 
produtos (oportunidade), mas a empresa possui fraquezas em relação ao 
maquinário visto que não possui equipamento capaz de produzir toda a 
demanda. 
 
(CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) Acerca dos planejamentos 
estratégico, tático e operacional bem como da estrutura e do controle 
organizacionais, julgue os itens seguintes. 
A participação da organização no mercado bem como a dos clientes e dos 
produtos e serviços no seu faturamento são elementos importantes para a 
construção de uma análise de desempenho organizacional e permitem 
identificar os pontos fortes e fracos da organização, o que contribui para a 
construção de uma matriz SWOT. 
Comentários: 
Inicialmente a banca publicou o gabarito CERTO e, após recursos, considerou a 
questão ERRADA. Segue a justificativa publicada para a alteração do gabarito: 
“Ao contrário do afirmado no item, a identificação de pontos fracos e fortes da 
organização não é atributo dos elementos importantes para a construção de 
análise de desempenho organizacional, motivo suficiente para alteração do 
gabarito do item.” 
 
(CESPE/ POLÍCIA FEDERAL / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL/ 2012) Julgue o 
item seguinte, referente a administração e processo Administrativo. 
A matriz SWOT consiste em ferramenta típica de planejamento operacional. 
Comentários: 
A alternativa está errada porque a Matriz Swot é uma ferramenta típica do 
Planejamento ESTRATÉGICO. 
 
 
 
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61 
REDES E ALIANÇAS 
 
As modernas organizações estão sofrendo uma total ruptura com relação 
aos velhos padrões tradicionais. A organização tradicional representada pelo 
organograma tradicional está passando por mudanças. Cada vez mais, as 
organizações estão focalizando suas energias, tempos e recursos naquilo que 
tem mais valor: o seu ativo intangível que lhes proporciona inteligência 
competitiva. 
A flexibilidade busca que a organização realize ajustes internos (na 
estrutura organizacional, na tecnologia, entre outros) em função das mudanças 
ambientais e no contexto em que se situa. 
 
Os fortalecimentos organizacionais e mudanças na estrutura têm ocorrido 
com algumas características: 
 As organizações estão operando cada vez mais em redes (networks). 
Nesses mecanismos de rede, pequenos núcleos de grandes cérebros 
criarão negócios de grande porte através de sua capacidade de 
concentração, formação de empresas em rede e desenvolvimento de 
marca. O ativo intangível dessas redes será uma parcela cada vez 
menor do valor global do negócio estruturado. 
 
Para Casarotto e Pires, redes de empresas são a formação de 
alianças entre empresas como forma de diminuir os risco e, ganhar sinergia e 
juntar esforços em funções em que se necessita de uma escala maior e mais 
capacidade inovativa para sua viabilidade competitiva. 
Segundo Labombe, aliança pode ser definida como uma associação, de 
curta ou longa duração, entre duas ou mais empresas com interesses comuns. 
Em uma aliança, as empresas cooperam em função de uma necessidade mútua 
e compartilham habilidades e riscos de atingir um fim comum. 
Já aliança estratégica é a associação com uma estratégia de negócios, 
que dá forma e estrutura à aliança. Possui uma visão que orienta sua gestão e 
conta com uma infraestrutura interna que a sustenta. 
 
Quais são as características a que deve satisfazer uma aliança 
estratégica? As alianças estratégicas devem possuir três características 
necessárias e suficientes: 
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62 
 As duas ou mais firmas que se unem para alcançar um conjunto de 
resultados permanecem independentes após a formação da aliança. 
 As empresas associadas partilham os benefícios da aliança e do 
controle sobre o desempenho das tarefas designadas. 
 As empresas associadas contribuem numa base contínua em uma 
ou mais áreas chave estratégicas, por exemplo, tecnologia e 
produtos. 
 
Destacam-se três tipos de alianças em função dos tipos de negócios: 
 Alianças entre as empresas e seus fornecedores ou distribuidores 
 Alianças entre competidores do mesmo país ou de outro 
 Alianças entre empresas com negócios pouco relacionados e 
operando, às vezes, em países diferentes 
 
Seguem as principais armadilhas no gerenciamento das alianças: 
 Abordagem ad hoc – eterna improvisação é o comportamento 
mais comum entre as empresas. 
 Confiança em poucos representantes – o conhecimento 
aprendido sobre a formação de alianças fica concentrado nas mãos 
de um ou dois especialistas, chamados durante as negociações para 
agir como depositários das informações sobre a aliança. 
 Síndrome da torre de marfim – criação de uma comunicação de 
“pensadores” de alianças, vêem a administração das alianças como 
uma arte acadêmica, que só pode ser dominada por especialistas. 
 Complexo do não foi inventado aqui – incapacidade de manter a 
mente aberta e aprender com os outros. As empresas que 
conseguem formar alianças com sucesso fazem avaliações 
periódicas de suas capacidades e prioridades. 
 Estrutura padrão – incapacidade de escolher a estrutura certa. É 
preciso saber adaptar a estrutura de gerenciamento de alianças a 
cada empresa, pois as questões críticas, os desafios e os níveis de 
liberdade diferem muito de uma para outra. 
 
 
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63 
Após toda essa análise sobre alianças, ressalto que a flexibilidade é uma 
de suas maiores propriedades, já que algumas podem auto arranjar-se de 
acordo com as suas necessidades. Outras vantagens se destacam como a 
diluição do risco e compartilhamento de recursos para se evitar a duplicação de 
esforços e maior acesso ao Know-how e às informações por meio de relações de 
colaboração. 
 
(ESAF/ ANA/ ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2009) Como instrumento gerencial 
contemporâneo, é correto afirmar sobre os mecanismos de rede: 
a) seu pressuposto básico é o da articulação conjunta entre as organizações, 
visando ao compartilhamento de recursos, exceto o acesso ao know-how, que deve 
ser mantido em sigilo. 
b) as redes podem ser compreendidas como a formação de relações 
interorganizacionais segundo uma perspectiva econômica e mercadológica. 
c) as redes são vistas como uma forma rígida e centralizada de governança. 
d) a redução dos custos de transação é a única causa da emergência das redes 
organizacionais. 
e) embora seja um espaço plural, onde coexistem diferentes agentes, a rede 
organizacional se caracteriza pela unicidade de capital e de interesses corporativos. 
Comentários: 
A letra A está incorreta, uma vez que pode haver troca de know-how entre as 
organizações que participam da rede de relacionamento. 
A alternativa C está visivelmente incorreta. Lembre-se que as redes de empresas 
são flexíveis. 
Observe que a lera D está incorreta porque a redução dos custos de transação 
pode ser uma causa das redes organizacionais, mas é errado afirmar que é “a 
única causa”. 
A letra E está errada porque nem sempre as redes são caracterizadas por unicidade 
decapital e de interesses corporativos. 
Gabarito: letra B 
 
 
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64 
ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS 
 
A Administração por Objetivos (APO) ou Administração por Resultados, 
surgiu em 1954 quando o autor Peter Drucker publicou um livro o assunto. Com 
a APO, a ênfase, antes voltada para as atividades-meio, foi deslocada para os 
objetivos ou finalidades da empresa. 
A administração por objetivos é um processo pelo qual gerentes e 
subordinados identificam objetivos comuns, definem as áreas de 
responsabilidade de cada um em termos de resultados esperados e utilizam 
esses objetivos como guias para sua atividade. 
Funciona como uma abordagem amigável, democrática e participativa, 
pois é um método no qual as metas são definidas em conjunto pelo gerente e 
subordinado, as responsabilidades são especificadas para cada um em função 
dos resultados esperados, que passam a constituir os padrões de desempenho 
sob os quais ambos serão avaliados. 
 
A administração por objetivos (APO) trabalha da seguinte forma: 
 Gerente e subordinado se reúnem e formulam de forma consensual 
os objetivos de desempenho para o subordinado. 
 O gerente se compromete a proporcionar apoio e recursos 
necessários e cobra os resultados dos subordinados. 
 O subordinado passa a trabalhar para desempenhar metas. 
 Periodicamente, gerente e subordinado se reúnem e avaliam os 
resultados. 
 A partir da avaliação conjunta, os objetivos são reavaliados ou 
redimensionados, bem como os meios e os recursos necessários. 
 
O mais importante que você precisa conhecer sobre APO são as seguintes 
características: 
 Estabelecimento conjunto de objetivos entre o gerente e o 
subordinado 
 Estabelecimento de objetivos para cada departamento ou 
posição 
São determinadas as metas que o gerente e o subordinado deverão 
alcançar. Os objetivos deverão ser quantificados e com prazos 
definidos. 
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65 
 Interligação entre os vários objetivos departamentais 
Os objetivos entre os diferentes departamentos devem ser 
correlacionados. 
 Ênfase na mensuração e no controle de resultados 
Após a definição dos objetivos, gerentes e subordinados definem 
planos táticos e operacionais para alcançá-los. Em todos os planos 
táticos e operacionais, a APO enfatiza a quantificação, a 
mensuração e o controle. 
 Contínua avaliação, revisão e reciclagem dos planos 
Os processos são avaliados e revistos a fim de que providências 
sejam tomadas e novos objetivos sejam fixados para o período 
seguinte. 
 Participação atuante das gerências e dos subordinados 
 Apoio intensivo do staff 
O staff é responsável pela coordenação e integração dos esforços. 
 
 Segundo Chiavenato, na Administração por Objetivos, todas as gerências 
de uma organização estabelecem metas para suas administrações no início de 
cada período em consonância com as metas gerais da organização. Um 
objetivo é um enunciado escrito sobre resultados a serem alcançados num 
período determinado. O objetivo deve ser quantificado, difícil, relevante e 
comparável. 
 
A importância dos objetivos pode ser avaliada pelos seguintes aspectos: 
 Os objetivos proporcionam uma diretriz ou uma finalidade comum. 
 Permitem o trabalho em equipe e eliminam as tendências 
egocêntricas de grupos existentes na organização. 
 Melhoram as possibilidades de previsão do futuro. A organização 
deve dirigir o seu destino, em vez de submeter-se a fatalidades ou 
ao acaso. 
 Quando os recursos são escassos, os objetivos ajudam a orientar e 
prever a sua distribuição criteriosa. 
 
 
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66 
Segue um quadro resumo sobre alguns benefícios e problemas com a 
APO: 
BENEFÍCIOS DA APO ALGUNS PROBLEMAS COM A APO 
Aclaramento dos objetivos Coerção sobre subordinados 
Melhoria do planejamento Aprovação de objetivos incompatíveis 
Padrões claros para controle Papelório em excesso 
Aumento da motivação do pessoal Focalização sobre resultados mais 
Avaliação mais objetiva 
facilmente mensuráveis do que sobre 
resultados mais importantes 
Melhoria do moral 
Perseguição rígida de objetivos que 
poderiam ser abandonados 
 
 
PROCESSO DECISÓRIO. 
 
A tomada de decisão está presente em todas as funções do administrador: 
na fixação das metas e determinação dos recursos para atingi-las 
(planejamento); na divisão do trabalho e na atribuição das atividades a quem 
deve executá-las, bem como no grau de centralização e no relacionamento dos 
órgãos e das pessoas (organização); na formação da equipe; na escolha do 
estilo de liderança, entre outros exemplos. 
Para Maximiano, decisão é a escolha que as pessoas fazem para 
enfrentar problemas e aproveitar oportunidades, considerando problema uma 
situação que provoca frustração, irritação, estresse ou desafio, e oportunidade, 
uma situação que cria interesse e sensação de desafio por causa da expectativa 
de recompensa. 
Heller afirma que decidir é julgar ou escolher entre duas ou mais opções, 
que podem envolver desde problemas simples do dia-a-dia até questões 
ambiciosas, como a implantação de um plano de ação. Por definição, o gerente 
é um tomador de decisões. 
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Chiavenato também define decisão que é o processo de análise e escolha 
entre as alternativas disponíveis de cursos de ação que a pessoa deverá seguir. 
Segundo o autor, toda decisão envolve seis elementos: 
 Tomador de decisão – pessoa responsável por tomar a decisão 
 Objetivos que pretende alcançar 
 Preferências – são os critérios usados na escolha 
 Estratégias – é o curso de ação que o tomador escolhe para atingir 
seus objetivos 
 Situação – são os aspectos do ambiente que envolve o tomador de 
decisão, alguns deles fora do seu controle e que afeta sua escolha 
 Resultado – consequência de uma dada estratégia 
 
Já as decisões estratégicas envolvem a definição do negócio, sua 
alteração ou, pelo menos, uma mudança no rumo dos negócios. São 
consideradas decisões com impactos a longo prazo e grande dificuldade de 
serem desfeitas. 
Segundo Maximiano, Herbert Simon, nos anos 60, fez uma contribuição 
de grande importância para o trabalho dos gerentes. De acordo com Simon, 
administrar é sinônimo de tomar decisões. Essencialmente, toda ação gerencial 
tem natureza decisória. O processo de tomar decisões é composto por três 
fases e cada fase é um processo decisório em si, assim como a implementação 
das decisões. 
 Intelecção ou prospecção - análise de um problema ou situação 
que requer solução. 
 Concepção - criação de alternativas de solução para o problema ou 
situação. 
 Decisão - julgamento e escolha de uma alternativa. 
 
Idealmente, as decisões gerenciais, de acordo com Simon, têm sua base 
na teoria econômica tradicional, que pressupõe a maximização dos ganhos por 
meio da racionalidade. Ou seja, os gerentes (e as pessoas, de forma geral) 
procuram agir segundo o modelo do homem econômico, que consegue lidar 
com toda a complexidade do mundo e reduzi-la a variáveis controladas. O 
homem econômico seleciona o melhor curso de ação, dentre todas as 
possibilidades, de modoa aproveitar todas as vantagens. O modelo simplifica 
pensamento e ação, já que a racionalidade tem limites e não é possível 
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aprender toda a complexidade do mundo. Simon compartilha com seu colega 
March a criação do conceito de racionalidade limitada, que exprime essa 
incapacidade. 
Em lugar do homem econômico, Simon propõe o modelo do homem 
administrativo, que procura tomar as decisões satisfatórias em lugar das 
decisões maximizadas. As decisões satisfatórias são aquelas que atendem aos 
requisitos mínimos desejados. Os tomadores de decisão contentam-se com 
simplificações da realidade, nas quais há os elementos mínimos que as 
limitações humanas conseguem manejar. Os administradores guiam-se pela 
regra de que qualquer decisão serve, desde que pareça resolver o problema. 
 
O autor Herbert Simon criou dois tipos de decisões: decisões 
programadas e decisões não programadas para designar as decisões que 
ocorrem com certa frequência e as que são novas, não têm precedentes e, pela 
sua importância, requerem tratamento especial. Podemos diferenciá-las: 
 
 DECISÕES PROGRAMADAS – são as que ocorrem com certa 
frequência, recorrentes e rotineiras. São mais fáceis de serem 
tomadas, uma vez que tendem a ser repetitivas e numerosas. Para 
facilitar o trabalho, as empresas criam regras que orientam as 
decisões como políticas, normas de procedimento, práticas e 
rotinas. Destaca-se, também, que são decisões mais bem 
processadas pelos níveis inferiores da administração. 
 
 DECISÕES NÃO PROGRAMADAS – decisões novas (sem 
precedentes), que requerem tratamento especial. Para evitar que as 
decisões não programadas sejam postergadas além do desejável, é 
preciso que os executivos aloquem um tempo específico para elas, 
ou, alternativamente, formem equipes dedicadas à análise e a 
recomendações específicas para subsidiar essas decisões. São 
decisões mais bem tomadas pela alta administração. 
 
A tomada de decisão programada é, portanto, um processo rotineiro. São 
decisões tomadas várias vezes no passado que os administradores criaram 
regras ou diretrizes para resolver certas situações. Um bom exemplo ocorre 
quando o gerente de um escritório solicita a compra de materiais de papelaria 
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sempre que o estoque de material disponível atingir um nível mínimo. Essas 
decisões são consideradas programadas porque não há necessidade de fazer 
repetidamente novas avaliações sobre o que deve ser feito. 
Por outro lado, nas decisões não programadas ocorrem quando não 
existem regras de decisões porque a situação é inesperada ou incerta, e faltam 
aos administradores as informações necessárias para elaborar regras que a 
comtemplem. Destaco como exemplo a decisão da organização em investir em 
um novo tipo de tecnologia. 
 
Diferentemente de Herbert, Maximiano classifica as decisões em: 
 Programadas: aplicam-se a problemas repetitivos; 
 Não programadas: aplicam-se a problemas que não são familiares; 
 Estratégicas: escolhem objetivos para a organização; 
 Administrativas: colocam decisões estratégicas em prática; 
 Operacionais: definem meios e recursos; 
 Individuais: são tomadas unilateralmente; 
 Coletivas: são tomadas em grupo; 
 Satisfatórias: qualquer alternativa serve; 
 Maximizadas: procuram o melhor resultado possível; 
 Otimizadas: equilibram vantagens e desvantagens de diversas 
alternativas. 
 
De acordo com Heller, as decisões ainda podem ser classificadas quanto 
às suas características: 
 Irreversível: a decisão não tem volta como, por exemplo, a 
assinatura de um contrato de compra e venda de uma empresa; 
 Reversível: a decisão pode sofrer mudança radical, seja antes, 
durante ou após a chegada a uma conclusão; 
 Experimental: a decisão só é considerada final quando surgem os 
primeiros resultados satisfatórios; 
 Tentativa e Erro: mudanças de planos passam a ocorrer se fatos 
concretos levam a alterações de curso; 
 Por Etapas: após os passos iniciais, as decisões são tomadas, uma 
após a outra, em etapas previamente determinadas; 
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 Cautelosa: enfatiza os eventuais problemas futuros; os 
responsáveis pela decisão privilegiam a segurança; 
 Condicional: uma decisão em aberto, que admite alterações caso 
surja esta ou aquela circunstância prevista; 
 Tática: a decisão é adiada até que surjam as circunstâncias ideais 
para que ela tenha o efeito esperado. 
 
Para muitas decisões, é possível estruturar um processo decisório que 
orienta a forma de se chegar à melhor alternativa. Existem muitos estudos 
definindo as etapas do processo decisório estruturado. Podemos enumerar as 
seguintes etapas desse processo: 
 Identificação de sintomas e sinais que indicam existência de 
problemas a ser resolvido ou oportunidade a ser aproveitada. 
 Análise do tipo de problema ou da oportunidade existente – 
identificação das verdadeiras causas do problema ou oportunidade e 
das dificuldades que impedem a obtenção de resultados melhores. 
 Identificação de soluções alternativas – pesquisa das 
possibilidades para eliminar as causas do problema ou das 
dificuldades para aproveitar as oportunidades existentes. 
O brainstorming pode ser considerado uma das formas de pesquisar 
soluções. É a técnica em que um grupo de pessoas reunidas em 
círculo, ou em volta de uma mesa, gera tantas alternativas quantas 
forem possíveis, sem crítica prévia à sua validade, pois uma 
alternativa fora da realidade pode lembrar a outras pessoas do 
grupo alternativas que não teriam vindo à tona. 
 Análise das soluções alternativas e considerações sobre as 
suas consequências – o administrador deve saber avaliar dentre 
as alternativas quais as que proporcionam maiores vantagens ou 
benefícios, ao menor custo e com riscos aceitáveis. 
 Avaliação das alternativas e escolha da mais adequada – 
deve-se analisar não só os custos e benefícios de cada alternativa a 
ser adotada, como também os seguintes aspectos: os riscos 
previsíveis, os benefícios e os custos não financeiros, o momento 
certo e as limitações de recursos e a possibilidade de uso desses 
recursos para solucionar outros problemas ou aproveitar outras 
situações mais vantajosas. 
 Comunicação da decisão escolhida. 
 Acompanhamento das ações necessárias à implantação da 
decisão e, se for o caso, tomada de ações corretivas. 
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Há cinco tipos de ações e técnicas de análise e solução de problemas: 
 Ação provisória – propicia ao administrador tempo para descobrir 
a causa de um problema. 
 Ação adaptativa – permite ao administrador aceitar os efeitos 
toleráveis de um problema ou os de uma causa que não pode ser 
erradicada. 
 Ação corretiva – elimina a causa conhecida do problema. 
 Ação preventiva – elimina a possível causa de um problema ou 
reduz sua probabilidade. 
 Ação contingente – proporciona providências para compensar ou 
minimizar os efeitos de um problema potencial sério. 
 
Além disso, destacam-se alguns erros frequentes e fatores que afetam a 
tomada de decisão: 
 Precipitação 
 Cegueira estrutural –partir para resolver o problema errado, 
porque foi criada uma estrutura mental para decisões, com pouco 
pensamento, que faz com que se descartem as melhores opções ou 
objetivos importantes. 
 Falta de referências de controle – incapacidade de 
conscientemente definir o problema de mais de uma forma ou ser 
indevidamente influenciado pelos outros. 
 Excesso de confiança no julgamento – não coletar informações 
importantes por acreditar de forma segura nas suas hipóteses e 
opiniões. 
 Uso de atalhos míopes – confiar de forma inapropriada em 
métodos empíricos. 
 Agir sem sistematização – acreditar que é possível memorizar 
todas as informações e precipitar a decisão. 
 Condução inadequada de um grupo – supor que com muitas 
pessoas capazes envolvidas, escolhas boas são inevitáveis. 
 Auto engano sobre o feedback – incapacidade de interpretar as 
evidências de acontecimentos passados pelo que elas realmente 
significam, geralmente para proteger o ego. 
 Não acompanhar os resultados da decisão 
 Falta de auditoria do processo decisório – não criar uma 
abordagem organizada para compreender suas próprias decisões. 
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Outra forma de classificar as decisões refere-se ao grau de participação 
de pessoas. Certas decisões são tomadas individualmente e outras são tomadas 
em grupo. Agora vamos analisar cada opção: 
 Vantagens da tomada de decisão individual: 
A vantagem principal da decisão individual é a rapidez. Um 
indivíduo não precisa marcar uma reunião ou gastar tempo 
discutindo várias alternativas. As decisões individuais também 
apresentam responsabilização clara, pois você sabe quem tomou a 
decisão. 
 Vantagens da tomada de decisão em grupo: 
Os grupos geram informações e conhecimento mais completos, pois 
agregam recursos de vários indivíduos. Oferecem mais diversidades 
de opiniões e levam à maior aceitação de uma solução. 
 
Resumidamente: em termos de eficácia, o desempenho do grupo é 
superior visto que geram mais alternativas, é mais criativo, mais preciso e 
produz decisões de melhor qualidade do que as propiciadas pelos indivíduos. Já 
as decisões individuais são mais eficientes, pois os grupos consomem muito 
mais tempo e recursos para chegar a uma solução. 
 
 Uma das tarefas mais desafiadoras diante de quem vai tomar uma 
decisão é a análise das alternativas e seus desdobramentos nas empresas. Esta 
análise é realizada sob diversas condições, dentre as quais as incertezas dos 
resultados e o risco que a empresa está correndo se não acertar a escolha. As 
decisões podem ser tomadas dentro de três condições: 
 
 INCERTEZA – nas situações de decisão sob incerteza, o tomador 
de decisão tem pouco ou nenhum conhecimento ou informação 
para utilizar como base na atribuição de probabilidade a cada 
estado da natureza ou a cada evento futuro. Em casos extremos de 
incerteza não é possível estimar o grau de probabilidade com que o 
evento venha a ocorrer. É a situação típica com a qual se defronta o 
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nível institucional das empresas, exigindo um planejamento 
contingencial que permita alternativas variadas e flexíveis. 
 RISCO – nas situações de decisão sob risco, o tomador de decisão 
tem informação suficiente para predizer os diferentes estados da 
natureza. No entanto, a qualidade dessa informação e a sua 
interpretação pelos diversos administradores são capazes de variar 
amplamente e cada administrador pode atribuir diferentes 
probabilidades conforme sua crença ou intuição, experiência 
anterior, opinião, entre outros. 
 CERTEZA – nas situações sob certeza, o administrador tem 
completo conhecimento das consequências ou dos resultados 
das várias alternativas de cursos de ação para resolver o problema. 
É a decisão mais fácil de ser tomada, pois cada alternativa pode ser 
associada com os resultados que pode produzir. Mesmo que o 
administrador não tenha condições de investigar todas as 
alternativas disponíveis, ele pode escolher a melhor das alternativas 
consideradas. Esta é uma situação excepcional e não a regra. 
 
Para finalizar o assunto, é fundamental ressaltar que o processo decisorial 
é um processo complexo e depende das características pessoas do tomador de 
decisões, da situação em que está envolvido e da maneira como percebe a 
situação. O processo decisorial, segundo Chiavenato, segue sete etapas, a 
saber: 
 Percepção da situação que envolve o problema 
 Análise e definição do problema 
 Definição dos objetivos 
 Procura de alternativas de solução ou de cursos de ação 
 Escolha da alternativa mais adequada ao alcance dos objetivos 
 Avaliação e comparação das alternativas 
 Implementação da alternativa escolhida 
 
 
Destacam-se algumas técnicas de solução de problemas tais como 
Brainstorming, Princípio de Pareto e Diagrama de Ishikawa. 
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BRAINSTORMING 
 
O brainstorming, desenvolvido em 1930 por Alex F. Osborn, busca, a partir 
da criatividade de um grupo, a geração de ideias para um determinado fim. A 
técnica propõe que um grupo de pessoas (de duas até dez pessoas) se reúna e se 
utilize das diferenças em seus pensamentos e ideias para que possa chegar a um 
denominador comum eficaz e com qualidade. 
É preferível que as pessoas que se envolvam nesse método sejam de setores 
e competências diferentes e nenhuma ideia é descartada ou julgada como errada 
ou absurda. O ambiente deve ser encorajador e sem críticas para os participantes 
ficarem a vontade e deve ser incentivado o trabalho em grupo. Pegar carona nas 
ideias dos outros deve ser incentivado. 
 
As quatro principais regras do brainstorming são: 
 Críticas são rejeitadas, pois a crítica pode inibir a participação das 
pessoas; 
 Criatividade é bem-vinda. Vale qualquer ideia que lhe venha a mente, 
sem preconceitos e sem medo que isso irá prejudicar. Uma ideia 
esdrúxula pode desencadear ideias inovadoras; 
 Quantidade é necessária. Quanto mais ideias forem geradas, maior é a 
chance de se encontrar uma boa ideia; 
 Combinação e aperfeiçoamento são necessários. 
 
O brainstorming pode ser feito de duas formas: estruturado ou não 
estruturado. 
 No brainstorming ESTRUTURADO - os participantes lançam ideias 
seguindo uma sequência inicialmente estabelecida. Quando chega a sua 
vez, você lança a sua ideia. A vantagem desta forma é que propicia 
oportunidades iguais a todos os participantes, gerando maior 
envolvimento. 
 No brainstorming NÃO ESTRUTURADO - as ideias são lançadas 
aleatoriamente, sem uma sequencia inicialmente definida. Isso cria um 
ambiente mais informal, porém com risco dos mais falantes dominarem a 
cena. 
 
 
 
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PRINCÍPIO DE PARETO 
 
O diagrama de Pareto é uma técnica de priorização das informações, dando 
uma ordem hierárquica de importância. Esta técnica permite estabelecer dois 
grupos de causas para a maioria dos processos. Uma grande quantidade de causas 
(ordem de 80%) contribui muito pouco (ordem de 20%) para os efeitos 
observados. Uma pequena quantidade de causas (ordem de 20%) contribui de 
forma preponderante (ordem de 80%) paraos efeitos observados. O primeiro 
grupo é denominado “maiorias triviais” e o segundo grupo de “minorias essenciais”. 
Esta técnica utiliza uma abordagem de classificação para enumerar as causas 
de acordo com suas contribuições para atingir um dado efeito. A causa mais 
recorrente é vista do lado esquerdo do diagrama e as causas menos recorrentes 
são mostradas em ordem decrescente do lado direito. Em geral, a melhoria inicia-
se a partir da causa mais recorrente, indo para as outras em ordem decrescente e 
assim por diante. 
Atenção! Esta técnica utiliza uma abordagem de classificação para enumerar 
as causas de acordo com suas contribuições para atingir um dado efeito. No 
entanto, há vezes em que a frequência de ocorrência não determina a importância 
de um fator. 
 
 
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76 
Observe no gráfico que o problema ”Entregas Atrasadas” é 
consideravelmente mais representativo que os demais, caracterizando-o como 
prioridade dentre os demais problemas existentes. 
 
 (CESPE/ BASA/ TÉCNICO CIENTÍFICO/ 2010) O Diagrama de Pareto pode ser 
adotado quando se está diante de problemas e busca-se identificar quais são os 
itens responsáveis pela maior parcela deles. 
Comentários: 
Esse gráfico visa identificar as situações mais importantes causadoras de 
problemas. 
Gabarito: CERTO 
 
 
DIAGRAMA DE ISHIKAWA 
 
Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta gráfica utilizada pela administração 
para o gerenciamento e o controle da qualidade em diversos processos, e também 
é conhecido como Diagrama de Causa e Efeito ou Diagrama Espinha de 
peixe. 
Na sua estrutura, os problemas são classificados em seis tipos diferentes: 
 Método, 
 Matéria prima, 
 Mão de obra, 
 Máquinas, 
 Medição 
 Meio ambiente. 
 
Esse sistema permite estruturar hierarquicamente as causas potenciais de 
um determinado problema ou também uma oportunidade de melhoria, assim 
como seus efeitos sobre a qualidade dos produtos. 
O Diagrama de Ishikawa é uma das ferramentas mais eficazes e mais 
utilizadas nas ações de melhoria e controle de qualidade nas organizações, 
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permitindo agrupar e visualizar as várias causas que estão na origem qualquer 
problema ou de um resultado que se pretende melhorar. 
 
 
Vamos treinar mais!!! 
 
 
 
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS 
 
QUESTÕES CESPE 
 
1. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Julgue 
os próximos itens, referentes a administração geral e pública. 
Considere que, em um tribunal regional eleitoral, haja pequena quantidade 
de profissionais com conhecimento profundo na área de direito eleitoral e 
que, nesse mesmo tribunal, seja feito um planejamento estratégico com uso 
de análise SWOT. Nessa situação, de acordo com os princípios desse tipo de 
análise, a carência de especialistas deve ser considerada uma ameaça ao 
cumprimento da missão do tribunal. 
Comentários: 
Vamos relembrar importantes detalhes da Matriz Swot. 
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Forças e fraquezas são variáveis internas que a organização TEM CONTROLE 
como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações 
obsoletas (Fraquezas). Já as ameaças e oportunidades são fatores externos os 
quais a empresa NÃO PODE CONTROLAR, mas é importante monitorá-los. 
Dessa forma, pequena quantidade de profissionais com conhecimento profundo 
na área de direito eleitoral é considerada uma variável interna, ou seja, uma 
fraqueza organizacional. 
Gabarito: ERRADO 
 
2. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Se 
duas empresas fornecerem recursos para a criação de uma nova empresa, 
tem-se um exemplo de aliança estratégica. 
Comentários: 
A banca examinadora CESPE divulgou o gabarito preliminar de errada. Contudo, 
após recursos, optou por anular a questão conforme disposto na justificativa a 
seguir: 
“Por haver divergência na literatura especializada no assunto abordado no item, 
opta-se pela anulação do item.” 
Acrescentei essa questão para você ver que o assunto aliança estratégica 
também é cobrado nas provas de concurso. É importante relembrar que aliança 
estratégica é a união de duas ou mais empresas que possuem um objetivo 
comum entre si. Podem se unir de diversos modos e podem ter um tempo certo 
para se atingir o objetivo ou ser permanente. 
Gabarito: ANULADA 
 
3. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Um 
gestor que se utiliza da administração por objetivos deve fixar as metas 
organizacionais em conjunto com seus subordinados, buscando interligar os 
objetivos departamentais, mesmo que vários desses objetivos estejam 
apoiados em princípios básicos diferentes entre si. 
Comentários: 
Alternativa adequada! Na administração por objetivos, gerentes e subordinados 
identificam objetivos comuns, definem as áreas de responsabilidade de cada um 
em termos de resultados esperados e utilizam esses objetivos como guias para 
sua atividade. Busca uma abordagem amigável, democrática e participativa, 
pois é um método no qual as metas são definidas em conjunto pelo gerente e 
subordinado, as responsabilidades são especificadas para cada um em função 
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dos resultados esperados, que passam a constituir os padrões de desempenho 
sob os quais ambos serão avaliados. 
Gabarito: CERTO 
 
4. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVO/ 2015) Uma 
das vantagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a 
possibilidade de se alinharem os objetivos individuais com os objetivos 
estratégicos da organização. 
Comentários: 
Isso mesmo! Os indicadores utilizados no balanced sorecard buscam alinhar as 
estratégias empresariais e as estratégias individuais em prol do alcance de uma 
meta comum. Dessa forma, o BSC contribui para o alinhamento de toda a 
organização com suas estratégias. 
Gabarito: CERTO 
 
5. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) 
Com relação ao processo de planejamento, julgue os itens a seguir. 
O planejamento estratégico pode ser considerado como a formalização das 
metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas; o 
planejamento tático tem por objetivo a otimização dos resultados da 
empresa como um todo; e o planejamento operacional relaciona-se com 
objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para se alcançá-los. 
Todos esses tipos de planejamento, portanto, estão associados aos níveis de 
decisão da organização. 
Comentários: 
A banca inverteu conceitos importantes sobre os três tipos de planejamento. O 
planejamento operacional que pode ser considerado como a formalização das 
metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. O planejamento 
tático envolve o nível departamental. O planejamento operacional relaciona-se 
com objetivos de curto prazo. 
Gabarito: ERRADO 
 
6. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) A 
postura estratégica da empresa — conduzida por aspectos como a missão da 
empresa, a relação entre oportunidades e ameaças, a relação entre seus 
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Aulatomadas, escolher uma delas para perseguir um ou 
mais objetivos, fazer um plano para alcançar os objetivos. 
 Escolher um curso de ação entre as várias alternativas – 
trata-se de uma tomada de decisão, em que se escolhe uma 
alternativa e se abandona as demais. A alternativa escolhida se 
transfere em um plano para o alcance dos objetivos. 
 Implementar o plano e avaliar os resultados – fazer o que o 
plano determina, avaliar os resultados e tomar as ações corretivas à 
medida que se tornarem necessárias. 
 
Para que o planejamento seja bem sucedido, torna-se necessário verificar 
quais os fatores críticos de sucesso para atingir os objetivos propostos. Existem 
duas maneiras de identificar esses fatores críticos de sucesso: a primeira é 
observar os recursos organizacionais e o mercado de maneira imaginativa para 
identificar os seguimentos que são mais importantes e a segunda é descobrir o 
que distingue as organizações bem sucedidas das malsucedidas e analisar as 
diferenças entre elas. É importante ressaltar que nesse segundo item se aplica 
o benchmarking. 
O benchmarking é caracterizado como um processo contínuo e 
sistemático de pesquisa para avaliar produtos, serviços, processos de 
trabalho de outras empresas, a fim de identificar quais são as 
melhores práticas adotadas por elas. A partir dessa análise, a 
instituição verifica seus próprios processos e realiza o aprimoramento 
organizacional, desenvolvendo a habilidade dos administradores de 
visualizar no mercado as melhores práticas administrativas das 
empresas consideradas excelentes (benchmarks) em certos aspectos. 
 
 
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6 
 Destacam-se os principais benefícios do planejamento: 
 Foco e flexibilidade – uma organização com foco conhece o que 
faz melhor, conhece as necessidades de seus clientes e conhece 
como servi-las melhor. A organização flexível opera dinamicamente 
e com um senso do futuro. 
 Melhoria na coordenação – os objetivos de nível mais elevado 
são claramente interligados aos objetivos de nível mais baixo. 
 Melhoria no controle – através da definição dos objetivos, se os 
resultados estiverem abaixo do esperado, deverão ser ajustados. 
 Administração de tempo – o planejamento permite uma forma de 
administrar o tempo. 
 
Como o planejamento é a definição de objetivos, o administrador deve 
saber lidar com diferentes tipos de planos que serão traçados a fim de alcançá-
los. Estes planos podem variar de acordo com os períodos de abrangência 
(longo, médio ou curto prazo) bem como podem envolver toda a organização, 
um departamento, ou uma simples tarefa. No decorrer da aula, estudaremos os 
diferentes tipos de planejamento: estratégico, tático e operacional. 
 
A seguir apresentarei breves conceitos para conhecimento sobre as outras 
funções administrativas organização, direção e controle. Focaremos apenas a 
função planejamento na aula de hoje. 
ORGANIZAÇÃO significa o ato de organizar, estruturar e integrar os 
recursos e os órgãos incumbidos de sua administração e estabelecer relações 
entre eles e suas atribuições. É o processo de agrupar o trabalho a ser 
realizado; de definir responsabilidades e autoridades e estabelecer as relações 
entre os grupos de modo a possibilitar que as pessoas trabalhem eficazmente 
para atingir os objetivos. 
DIREÇÃO é a função administrativa que se refere ao relacionamento 
interpessoal do administrador com os seus subordinados. Para que o 
planejamento e organização possam ser eficazes, eles precisam ser 
complementados pela orientação e apoio às pessoas, através de uma adequada 
comunicação, liderança e motivação. Está diretamente relacionada com a 
atuação sobre as pessoas na organização. 
Por fim, a função administrativa de CONTROLE pode ser considerada a 
forma como os objetivos devem ser alcançados através da atividade das 
pessoas que compõem a organização. O controle serve para que todas as coisas 
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7 
funcionem da forma como foi prevista, verificando se a execução está de acordo 
com o que foi planejado: quanto mais completos, definidos e coordenados 
forem os planos, mais fácil será o seu controle. 
 
 
PROCESSO DE PLANEJAMENTO. 
 
Incialmente, estudaremos os conceitos sobre estratégia para você 
compreender melhor o estudo do planejamento estratégico. 
Estratégia é a orientação e o alcance de uma organização a longo prazo 
que conquista vantagens num ambiente inconstante por meio da configuração 
de recursos e competências com o intuito de atender às expectativas dos 
stakeholders (esse termo significa partes interessadas pela gestão da 
organização como, por exemplo, os funcionários, gerentes, proprietários, 
fornecedores, concorrentes, entre outros). 
Consideramos a estratégia como uma escolha de um curso de ação para 
uma posição diferente no futuro que poderá oferecer ganhos e vantagens em 
relação à situação presente. A elaboração das estratégias é resultado da prática 
do pensamento estratégico exercida pelo estrategista, um tipo de reflexão 
sofisticada e complexa que envolve imaginação, discernimento, intuição, 
iniciativa, força mental e impulso para o empreendimento. 
 
No quadro abaixo apresento algumas definições de autores clássicos 
sobre estratégia que são muito cobradas em questões de concursos. 
Ansoff – “Estratégia é um conjunto de regras de tomada de decisão em 
condições de desconhecimento parcial. As decisões estratégicas dizem respeito 
à relação entre a empresa e o seu ecossistema”. 
Chandler – “Estratégia é a determinação dos objetivos básicos de longo 
prazo de uma empresa e a adoção das ações adequadas e afetação de recursos 
para atingir esses objetivos”. 
Mitzberg – “Estratégia é uma força mediadora entre a organização e o seu 
meio envolvente: um padrão no processo de tomada de decisões 
organizacionais para fazer face ao meio envolvente”. 
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8 
Porter – “Estratégia competitiva são as ações ofensivas ou defensivas 
para criar uma posição defensável numa indústria, para enfrentar com sucesso 
as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento”. 
 
 
Observe que, de todas as definições apresentadas, Porter se diferencia 
por fazer relação com a indústria, área importante em que a concorrência 
ocorre. 
É importante também conhecer quais são os componentes da estratégia 
segundo a visão de Porter. Em seu artigo “O que é estratégia?”, o autor 
apresenta três componentes que definem a estratégia segundo o 
posicionamento da organização: 
 Posicionamento – a estratégia é a criação de uma posição única e 
valiosa, que envolve um conjunto diferente de atividades. 
 Opções excludentes (trade-off) – a estratégia requer que sejam 
feitas opções para competir, ou seja, deve-se escolher o que não 
deve ser feito. 
 Sinergia – a estratégia implica em criar uma sinergia entre as 
atividades da organização. 
 
(CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) O termo 
estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a traçar 
planos para vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para explorar 
condições favoráveis ao alcance de determinados objetivos. 
Comentários: 
Questão adequada! Consideramos a estratégia como uma escolha de um curso de 
ação para uma posição diferente no futuro que poderá02 – Processo Administrativo e Processo Decisório 
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pontos fortes e fracos — não sofre influências de fatores psicológicos 
motivados por anseios dos proprietários ou de executivos que têm o poder 
de decisão. 
Comentários: 
Postura estratégica da empresa enquadra-se nas variáveis internas à 
organização. Dessa forma, pode sofrer influência de fatores psicológicos 
motivados por anseios dos proprietários ou de executivos que tem o poder de 
decisão. 
Gabarito: ERRADO 
 
7. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) 
Conforme o método Grumbach de gestão, informatizado pelos softwares 
Puma, Lince e Jaguar, adotam-se conceitos de planejamento estratégico cuja 
visão de futuro tem por base cenários prospectivos e se desenvolve em cinco 
fases: identificação do sistema, diagnóstico estratégico, visão estratégica, 
consolidação do plano estratégico e gestão estratégica. 
Comentários: 
Vamos relembrar as principais característica desse método: 
O Método Grumbach foi desenvolvido, a partir de 1996, por Raul Grumbach, 
brasileiro que estudou o desenvolvimento de Cenários Prospectivos e conseguiu 
aliar algumas ideias de autores consagrados, como Igor Ansoff, Michael Porter e 
Michel Godet, às suas próprias conclusões, fruto da prestação de consultorias a 
várias empresas públicas e privadas no Brasil. 
Concebido inicialmente como uma ferramenta para geração e análise de Cenários 
Prospectivos, evoluiu substancialmente, passando a constituir uma sistemática de 
elaboração de Planejamento Estratégico com Visão de Futuro baseada em Cenários 
Prospectivos, recentemente ampliada para um processo de Gestão Estratégica, 
com acompanhamento de indicadores. 
Algumas características do Método merecem destaque: 
• tem o seu emprego facilitado com a utilização dos softwares Puma, Lince e 
Jaguar, que automatizam os procedimentos previstos em cada uma de suas 
fases; 
• adota o enfoque sistêmico, em que a instituição objeto de um Estudo de 
Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos é tratada como um sistema 
aberto, que influencia e é influenciado pelo seu ambiente; 
• emprega intensivamente Modelagem Matemática e ferramentas de 
Pesquisa Operacional; 
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• gera os Cenários Prospectivos por Simulação Monte Carlo, utilizando 
variáveis binárias para modelar as Questões Estratégicas, procedimento que 
oferece os seguintes benefícios: construção de um número finito de 
Cenários; análise conjunta de diversas variáveis; análise de 
interdependência entre as variáveis; e acompanhamento da dinâmica dos 
cenários. 
• emprega princípios da Teoria dos Jogos para modelar a forma de agir dos 
Atores (pessoas, empresas e governos). 
• sua estrutura contempla quatro elementos básicos: 
Decisor Estratégico – geralmente é o “nº 1” da instituição (Titular, 
Diretor, Presidente, “CEO2”, Chefe, Comandante), ou quem suas vezes 
fizer, que determina a realização do estudo; 
Grupo de Controle (GC) – pessoal orgânico da instituição, com a 
responsabilidade de condução de todo o processo; 
Comitê de Planejamento (CP) - pessoal orgânico da instituição, 
representando todos os seus setores, com a responsabilidade de apoiar 
o GC; e 
Peritos – pessoas de notório saber, normalmente externas à 
instituição, que, convidadas pelo Decisor Estratégico, respondem a 
sucessivas consultas formuladas pelo Grupo de Controle. 
O Método Grumbach é informatizado pelos softwares Puma, Lince e Jaguar e se 
desenvolve em cinco Fases: 
6. Identificação do Sistema (Puma); 
7. Diagnóstico Estratégico (Puma); 
8. Visão Estratégica, com as seguintes Etapas: 
Visão do Presente (Puma); 
Visão de Futuro (Puma) / Simulação e Gestão de Futuro (Lince); 
Avaliação de Medidas e Gestão de Resistências (Puma). 
9. Consolidação do Plano Estratégico (Puma); e 
10. Gestão Estratégica 
Priorização das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); 
Ordenamento das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); e 
Monitoramento (Jaguar). 
Gabarito: CERTO 
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8. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) 
Em qualquer processo de planejamento, independentemente da metodologia 
utilizada, devem ser considerados os planejamentos dos fins, de meios, 
organizacional, de recursos e, por fim, de implantação e controle. Acerca do 
balanced scorecard, julgue os itens que se seguem. 
Por meio do balanced scorecard, mede-se o desempenho organizacional 
como um todo, de acordo com as seguintes perspectivas: financeiras; 
processos internos do negócio; aprendizado e crescimento; e clientes. 
Comentários: 
Muita atenção nos pequenos detalhes. O BSC é uma metodologia baseada no 
equilíbrio organizacional e se fundamenta no balanceamento entre quatro 
diferentes perspectivas de objetivos: 
Perspectiva FINANCEIRA – como a organização é vista pelos acionistas, 
proprietários e investidores. Essa perspectiva visa verificar se a estratégia 
organizacional está contribuindo para os resultados. Exemplos: retorno sobre o 
investimento, receita operacional, valor econômico agregado, entre outros. 
Perspectiva do CLIENTE – como a organização é vista pelo cliente e como 
atendê-lo da melhor maneira possível. Verifica se os serviços prestados estão 
de acordo com a missão da empresa. Exemplos: satisfação do cliente, retenção 
de clientes, aquisição de novos clientes, lucratividade dos clientes, participação 
em contas nos segmentos-alvo, entre outros. 
Perspectiva dos PROCESSOS INTERNOS – os executivos identificam os 
processos críticos nos quais a empresa deve alcançar a excelência. Esses 
processos permitem que as unidades de negócios ofereçam as propostas de 
valor capazes de atrair e reter clientes em segmentos-alvo de mercado, 
satisfaça às expectativas que os acionistas têm de excelentes retornos 
financeiros. Esse modelo inclui processos como inovação, operações e serviço 
de pós-venda. 
Perspectiva do APRENDIZADO E CRESCIMENTO – Qual a capacidade da 
organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para 
garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, 
competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de 
investimentos no seu futuro. Exemplos: satisfação, retenção, treinamento e 
habilidades dos funcionários. 
Gabarito: CERTO 
 
9. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) O 
balanced scorecard, uma ferramenta de gestão estratégica alternativa aos 
métodos tradicionais de medida de desempenho, permite o monitoramento 
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de metas, estratégias e objetivos organizacionais com base na missão e na 
visão da organização. 
Comentários: 
O BSC permite descrever a estratégia de forma clara, através de objetivos 
estratégicos em 4 perspectivas (financeira, cliente, processos internos e 
aprendizado e crescimento), sendo todos eles relacionados entre si através de 
uma relação de causa e efeito. Promove o alinhamento dos objetivos 
estratégicos com indicadores de desempenho, metas e projetos. Desta maneira, 
é possível gerenciar a estratégia de forma integrada e garantir que os esforços 
da organização estejam direcionados para a estratégia. 
Além disso, o BSC abrange a missão, a visão, osvalores essenciais, os fatores 
críticos de sucesso, os objetivos estratégicos, os indicadores de desempenho, 
as metas e as iniciativas de melhoria organizacionais da empresa como um 
todo, ou seja, une a visão e as estratégias da empresa por meio das quatro 
perspectivas do BSC. 
Gabarito: CERTO 
 
10. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) 
Julgue os itens a seguir, a respeito de estratégia e planejamento. 
Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os 
objetivos a serem atingidos por uma organização. 
Comentários: 
Muito cuidado ao ler as questões. Fique atento (a) aos pequenos detalhes. A 
alternativa está incorreta porque planejamento é processo anterior a tomada de 
decisão. 
Gabarito: ERRADO 
 
11. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) O 
termo estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a 
traçar planos para vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para 
explorar condições favoráveis ao alcance de determinados objetivos. 
Comentários: 
Questão adequada! Consideramos a estratégia como uma escolha de um curso de 
ação para uma posição diferente no futuro que poderá oferecer ganhos e 
vantagens em relação à situação presente. 
Gabarito: CERTO 
 
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12. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) No 
que diz respeito a missão, visão e valores de uma organização, julgue os 
próximos itens. 
A declaração de missão define o negócio da organização e seu ambiente de 
atuação e deve ser compartilhada com os seus grupos de interesse. 
Comentários: 
Isso mesmo. Relembrando, missão organizacional é a declaração do propósito e do 
alcance da organização em termos de produto e de mercado. Deve partir do 
pressuposto de que a organização como um todo se compromete com essa missão. 
Ela corresponde à causa pela qual se deve lutar, a razão de ser da organização. 
Gabarito: CERTO 
 
13. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Uma 
declaração de missão representa o que a empresa pretende ser no futuro. 
Comentários: 
A questão está incorreta, uma vez que a visão organizacional que representa a 
imagem com a qual a organização se vê no futuro. 
Gabarito: ERRADO 
 
14. (CESPE/ SEGER – ES/ ANALISTA DO EXECUTIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 
2013) O tipo de planejamento que faz parte do processo de desdobramento 
do plano estratégico de uma organização, determinando ações 
especializadas de produção, recursos humanos, financeiros e de marketing, é 
o 
A intermitente. 
B gerencial. 
C operacional. 
D tático. 
E singular. 
Comentários: 
No nível estratégico, temos o planejamento estratégico. No nível tático, 
destacam-se planejamentos de produção, recursos humanos, financeiros e de 
marketing. 
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Já os desdobramentos do planejamento de produção em planejamentos 
operacionais, geram planos como, por exemplo, planos de produção, plano de 
manutenção, plano de abastecimento, entre outros. 
Gabarito: letra D 
 
15. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) Com relação 
às características do planejamento, julgue os itens seguintes. 
O planejamento permite aos gestores saberem o que o futuro reserva para 
seus concorrentes, fornecedores e empresas. 
Comentários: 
Essa questão está errada. O planejamento não tem informações suficientes 
para saber qual será o futuro dos concorrentes, fornecedores e outras 
empresas. O planejamento é apenas uma forma de prever cenários futuros da 
empresa a fim de reduzir incertezas. 
Gabarito: ERRADO 
16. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) O 
planejamento orienta gestores e funcionários quanto às atividades que 
devem ser desenvolvidas para que as metas da empresa sejam cumpridas. 
Comentários: 
O planejamento visa proporcionar o estudo das atividades necessárias para a 
organização atingir seus objetivos e alcançar as metas estabelecidas. 
Gabarito: CERTO 
 
17. (CESPE / INPI/ ADMINISTRAÇÃO GERAL – ADMINISTRAÇÃO/ 2013) A 
respeito das funções da administração e do processo de planejamento, 
julgue os itens a seguir. 
A função gerencial de planejamento abrange a definição de metas de uma 
organização, o estabelecimento de uma estratégia global para alcançá-las e 
o desenvolvimento de uma hierarquia abrangente de planos, no intuito de 
integrar e coordenar as atividades. 
Comentários: 
Alternativa adequada. Observe que nessa questão a banca examinadora 
relacionou os planejamentos estratégico, tático e operacional a uma hierarquia 
abrangente de planos. 
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Gabarito: CERTO 
 
18. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) Acerca dos planejamentos 
estratégico, tático e operacional bem como da estrutura e do controle 
organizacionais, julgue os itens seguintes. 
O processo de planejamento estratégico que resulta na definição da missão e 
da visão de uma organização é complexo e dinâmico e, por isso, deve ser 
submetido a análises continuamente, a fim de se acompanhar a evolução 
das inúmeras variáveis que o balizam. 
Comentários: 
Questão adequada. O planejamento estratégico como um todo deve ser 
periodicamente revisto devido a várias mudanças no contexto interno e externo 
que podem comprometer as estratégias previamente definidas como, por 
exemplo, crise econômica, perda de fornecedores, entre outros. 
Gabarito: CERTO 
 
19. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) As habilidades conceituais são 
essenciais aos gerentes de nível tático, que são os responsáveis por 
interpretar os objetivos estratégicos de uma organização e desdobrá-los em 
planos operacionais. 
Comentários: 
A banca organizadora tentou confundir o candidato. Os gerentes de nível tático 
interpretam os objetivos estratégicos e os desdobram em objetivos táticos. Já 
os gerentes operacionais que definem os planos operacionais. 
Gabarito: ERRADO 
 
20. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINSITRATIVO/ 2012) No que se refere 
aos aspectos gerais do processo administrativo, julgue o item a seguir. 
Os planos relacionados à área de gestão de pessoas, como recrutamento e 
seleção, treinamento, plano de cargos e salários, promoções e capacitação 
são desdobramentos operacionais do planejamento estratégico. 
Comentários: 
Observe como as questões se repetem! Muita atenção para não confundir. 
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Observe que em nível estratégico temos o planejamento estratégico. No nível 
tático, destacam-se planejamentos financeiros, marketing, produção e gestão 
de pessoas. 
Já os desdobramentos do planejamento de gestão de pessoas como, por 
exemplo, recrutamento e seleção, treinamento, planos de cargos e salários, 
promoções e capacitação são considerados planejamento operacional. 
Gabarito: CERTO 
 
21. (CESPE/ PREVIC / ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2011) De acordo com a 
teoria de sistemas, sistema consiste no conjunto de partes interagentes e 
interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com 
determinado objetivo e função. Um sistema compõe-se de objetivos, 
entradas, processo de transformação, saídas, controles, avaliaçõese 
retroalimentação ou realimentação ou feedback. Com base nessas 
informações, julgue o item subsecutivo. 
O planejamento estratégico consiste em um sistema e caracteriza-se por 
tomar a organização como um todo perante seu ambiente. 
Comentários: 
Segundo o autor Djalma de Pinho Rebouças, o planejamento estratégico trata 
de toda a empresa perante seu ambiente. 
O planejamento estratégico é considerado um sistema, pois tem um conjunto 
de partes interagentes e interdependentes, que devem consolidar um todo 
considerando os diversos fatores controláveis e não controláveis pela empresa, 
bem como busca determinado resultado, desenvolvendo uma função específica 
e importante nas empresas. 
Gabarito: CERTO 
 
22. (CESPE/ EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO/ ADMINISTRAÇÃO/ 2011) 
Tendo em vista que o planejamento, segundo Peter Drucker (1962), diz 
respeito às implicações futuras de decisões presentes, julgue o próximo 
item, referente aos diversos níveis de planejamento. 
O detalhamento das estratégias e políticas pela gerência intermediária, 
encarregada do planejamento tático, ou seja, aquele responsável por 
aprimorar o resultado de uma área específica da organização, resulta nos 
planos de ação, ferramentas características desse nível de planejamento. 
Comentários: 
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O planejamento estratégico é desdobrado em planejamentos táticos enquanto 
estes se desdobram em planos operacionais para a sua realização. Assim, o 
planejamento tático é detalhado, resultando em planos de ações no 
planejamento operacional. 
Gabarito: ERRADO 
 
23. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Julgue os itens a seguir, 
referentes a planejamento. 
O desenvolvimento de planos táticos e operacionais assegura a eficácia do 
desempenho organizacional. 
Comentários: 
A alternativa está inadequada porque os planejamentos estratégico, tático e 
operacional de forma isolada, são considerados insuficientes sendo necessário o 
desenvolvimento e implantação de forma INTEGRADA e o desenvolvimento de 
planos táticos e operacionais não assegura a eficácia do desempenho 
organizacional. 
Gabarito: ERRADO 
24. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) No planejamento 
operacional, comumente adotado com o objetivo de aprimorar os resultados 
de determinada área da organização, detalham-se os objetivos, as 
estratégias e as políticas elaboradas no processo de planejamento tático. 
Comentários: 
Cuidado com os detalhes! Tem que ler a questão com muita concentração 
porque no decorrer da prova, se você estiver cansado (a) pode errar algo 
simples por mera desatenção. 
Vamos relembrar: Os objetivos, as estratégias e as políticas são elaboradas no 
processo de planejamento ESTRATÉGICO. Em seguida, o planejamento 
estratégico é desdobrado em planejamentos táticos enquanto estes se 
desdobram em planos operacionais para a sua realização. 
Gabarito: ERRADO 
 
25. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atividades 
características do planejamento operacional incluem-se a definição de 
responsáveis pela execução do projeto, o estabelecimento de prazos, a 
determinação de procedimentos básicos a serem adotados, a definição de 
produtos e resultados finais esperados e a elaboração de planos de ação. 
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Comentários: 
O planejamento OPERACIONAL é elaborado pelos níveis organizacionais 
inferiores para o curto prazo, com foco nas atividades do dia a dia da empresa. 
Preocupa-se com “o que fazer” e com o “como fazer” as atividades cotidianas 
da organização. Os planos operacionais cuidam da administração da rotina para 
assegurar que todos executem as tarefas de acordo com os procedimentos 
estabelecidos pela organização a fim de que esta possa alcançar os seus 
objetivos. 
Gabarito: CERTO 
 
26. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Com relação ao 
planejamento organizacional e ao impacto do ambiente nas organizações, 
julgue os itens subsequentes. 
Na abordagem sistêmica, a morfogênese permite que as organizações 
corrijam seus rumos diante de mudanças no ambiente externo. 
Comentários: 
Coloquei essa questão na aula de hoje porque é importante conhecer alguns 
conceitos de outras teorias visto que a banca examinadora pode fazer uma 
relação entre o planejamento estratégico com esses assuntos. 
Seguem algumas definições sobre teoria dos sistemas que podem ajudar em 
questões futuras. Todo sistema também possui algumas características básicas, 
entre elas: 
 Propósito ou objetivo – todo sistema tem um objetivo a ser atingido. 
 Globalismo ou totalidade – o sistema reage globalmente ao estímulo 
a uma de suas partes. 
 Unidade – a cada parte do sistema (unidade) compete um papel, que 
se não realizado leva a um desequilíbrio do todo. 
 Interdependência – apesar de diferenciadas, as unidades que 
formam um sistema são interdependentes, ou seja, uma influencia a 
ação da outra. 
 Qualquer modificação no funcionamento de uma unidade tem 
repercussões nas demais, através de uma reação em cadeia. 
 Homeostasia – tentativa do sistema de manter o seu equilíbrio 
interno. 
 Entropia – tendência natural dos organismos à degeneração (morte). 
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 Entropia Negativa – capacidade dos organismos de reverterem o 
processo entrópico (degeneração). 
 MORFOGÊNESE – capacidade dos organismos de desenvolverem 
novas estruturas, visando adequação à realidade ambiental. 
 Fronteiras – limites existentes entre os sistemas. 
Gabarito: CERTO 
 
27. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atribuições do 
profissional de planejamento operacional inclui-se a elaboração de políticas e 
diretrizes para a organização. 
Comentários: 
ATENÇÃO! Vamos repetir para você gabaritar no dia da prova. Os objetivos, 
estratégias e políticas são estabelecidos no planejamento ESTRATÉGICO! 
Gabarito: ERRADO 
 
28. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Durante o processo de 
elaboração do planejamento estratégico, são estabelecidas a visão, a missão 
e os valores das organizações. 
Comentários: 
Perfeito! São elaborados no planejamento ESTRATÉGICO. Relembrando os 
conceitos de uma forma bem resumida: 
MISSÃO ORGANIZACIONAL – é a razão de existência de uma organização. 
VISÃO ORGANIZACIONAL – é um estado ou situação altamente desejável 
de uma realidade futura possível. 
VALORES ORGANIZACIONAIS – são características, virtudes, qualidades 
da organização que devem ser perseguidas e incentivadas. 
Gabarito: CERTO 
 
29. (CESPE / FINEP/ ADMINISTRADOR RH/ 2009) É correto definir estratégia 
como 
a) a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação de 
resultados específicos que serão alcançados pelas áreas funcionais da 
empresa. 
b) um plano com vistas à interação com o ambiente competitivo a fim de 
chegar aos objetivos organizacionais. 
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c) a medida do rendimento global do sistema, pela qual se faz o que precisa 
ser feito, com referência à contribuição dos resultados obtidos para o 
alcance dos objetivos globais da empresa. 
d) o que satisfaz uma necessidade e representa um sentimento de carência 
em alguém, queproduz desconforto e desejo de aliviá-lo. 
e) a habilidade do sistema de se modificar a si e(ou) ao seu ambiente, 
quando pelo menos um deles se altera. 
Comentários: 
Estratégia empresarial é o conjunto de meios que uma organização utiliza para 
alcançar seus objetivos em meio ao ambiente. Tal processo envolve as decisões 
que definem os produtos e os serviços para determinados clientes e mercados e 
a posição da empresa em relação aos seus concorrentes. 
Quando for resolver questões de concurso tem que ficar atento porque é preciso 
identificar a resposta mais adequada, a que melhor define o assunto. A 
alternativa A está errada porque limitou a estratégia ao alcance de objetivos 
das áreas funcionais. Já a alternativa B está correta porque definiu a estratégia 
como o alcance de objetivos organizacionais (organização como um todo). 
Gabarito: letra B 
 
30. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E 
PATRIMÔNIO/ 2012) De acordo com especialistas, a maior parte das 
organizações ainda emprega técnicas de planejamento embasadas 
unicamente na superação de situações passadas. 
Comentários: 
A técnica mais comum e simples de planejamento estratégico é a análise de 
fatos históricos, definindo as estratégias e ações corretivas a fim de corrigi-los 
futuramente. 
Gabarito: CERTO 
 
31. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E 
PATRIMÔNIO/ 2012) No planejamento estratégico, estabelece-se a direção a 
ser seguida pela organização, formulando-se ações estratégicas que 
proporcionem maior sinergia entre a organização e o ambiente. 
Comentários: 
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92 
Perfeita definição! O Planejamento Estratégico é uma metodologia gerencial que 
permite estabelecer planos e a direção a ser seguida pela organização, visando 
à maior interação com o ambiente. 
Gabarito: CERTO 
 
32. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 
2012) Julgue os seguintes itens, relativos ao planejamento estratégico. 
O grau negativo de interação entre uma organização e o ambiente pode ser 
classificado em reagente, adaptativo e inovativo; interações de grau negativo 
frequentemente estão associadas a um crescimento organizacional lento e 
gradual. 
Comentários: 
Para responder essa questão é necessário conhecer uma classificação apresentada 
pelo autor Vasconcellos que relaciona as interações entre uma organização e o 
ambiente em três graus, cada um com seu respectivo comportamento e 
consequências esperadas: 
GRAUS DE INTERAÇÃO COMPORTAMENTO CONSEQUÊNCIAS 
NEGATIVO 
(Dinossauro) 
Não reagente Sobrevivência a curto prazo 
Não adaptativo Extinção 
Não inovativo 
NEUTRO 
(Camaleão) 
Reagente Sobrevivência a longo prazo 
Adaptativo Estagnação 
POSITIVO 
(Homo Sapiens) 
Reagente Sobrevivência a longo prazo 
Adaptativo Desenvolvimento 
Inovativo 
 
O grau de interação da organização e o ambiente varia de acordo com o 
comportamento estratégico assumido pela organização perante o contexto 
ambiental. 
Portanto, a questão está errada porque no grau de interação NEGATIVO o 
comportamento é: não reagente (não reage ao ambiente), não adaptativo (não se 
adapta ao ambiente), não inovativo (não inova). Nesse grau não há relação com o 
ambiente, a organização sobrevive a curto prazo e tende à extinção. 
Gabarito: ERRADO 
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93 
33. (CESPE/ POLÍCIA FEDERAL / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL/ 2012) Julgue o 
item seguinte, referente a administração e processo Administrativo. 
A matriz SWOT consiste em ferramenta típica de planejamento operacional. 
Comentários: 
A alternativa está errada porque a Matriz Swot é uma ferramenta típica do 
Planejamento ESTRATÉGICO. 
Gabarito: ERRADO 
 
34. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Acerca do BSC (Balance Scorecard), julgue os itens 
subsequentes. 
O BSC é uma ferramenta que traduz a missão e a estratégia das organizações 
em um conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base 
para um sistema de medição e gestão estratégica. 
Comentários: 
O Balance Scorecard (BSC) constitui uma ferramenta administrativa que traduz a 
estratégia empresarial num conjunto de objetivos e indicadores de desempenho 
que envolvem perspectivas que devem ser integradas e balanceadas para 
promover sinergia. 
Gabarito: CERTO 
 
35. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) O BSC é similar a todos os outros modelos de gestão, 
diferenciando-se apenas quanto à quantidade de indicadores utilizados no nível 
operacional. 
Comentários: 
O BSC não é similar a todos os outros modelos de gestão, cada modelo tem sua 
particularidade. É errado fazer essa comparação. 
Gabarito: ERRADO 
 
36. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A característica que singulariza o BSC é a ênfase nos 
indicadores financeiros, que propiciarão o controle da organização em todos os 
níveis. 
Comentários: 
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Não há ênfase nos indicadores apenas financeiros. O BSC constitui uma ferramenta 
administrativa que traduz a estratégia empresarial num conjunto de objetivos e 
indicadores de desempenho tanto financeiros quanto não financeiros. 
Gabarito: ERRADO 
 
37. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) O BSC é organizado em torno de quatro perspectivas distintas 
— financeira; dos clientes; dos processos internos; do aprendizado e 
crescimento —, que são padronizadas, o que permite a mesma utilização em 
qualquer organização. 
Comentários: 
BSC é elaborado de acordo com as quatro perspectivas criadas por Norton e 
Kaplan: financeira, clientes, processos internos, aprendizado e crescimento. 
Contudo, essa regra em casos específicos pode ser adaptada às peculiaridades do 
setor como, por exemplo, no serviço público. 
Gabarito: ERRADO 
 
38. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Segundo a metodologia do BSC, os participantes da 
organização devem acompanhar e monitorar cada aspecto ligado à estratégia, 
para que haja sucesso na implementação do plano. 
Comentários: 
Sim! É importante uma cooperação entre os funcionários da empresa para que o 
planejamento estratégico seja efetivamente implementado. 
São aspectos essenciais no BSC: 
 Fazer da estratégia a tarefa diária de cada pessoa, todos os funcionários 
precisam compreender a estratégia. 
 Fazer da estratégia um processo contínuo da organização. 
 Mobilizar a mudança através da liderança de executivos. Os executivos deverão 
motivar a organização a mudar e seguir os objetivos estratégicos. 
Gabarito: CERTO 
 
39. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Uma organização que vise implementar o BSC deve, 
primeiramente, identificar os indicadores relevantes. 
Comentários: 
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Inicialmente a organização precisa fazer o diagnóstico estratégico para depois 
formular as estratégias e posteriormente implantá-las. 
O autor Djalma de Pinho Rebouças define as seguintes fases básicas para a 
elaboraçãoe implementação do planejamento estratégico: 
FASE I – Diagnóstico Estratégico 
Análise e verificação dos aspectos inerentes à realidade externa e interna da 
empresa. Subdivide-se nas etapas: 
FASE II – Missão da Empresa 
Neste ponto deve ser estabelecida a razão de ser da empresa, bem como seu 
posicionamento estratégico. 
FASE III – Instrumentos prescritivos e quantitativos 
FASE IV – Controle e avaliação 
Verifica-se como a empresa está indo. É a ação necessária para assegurar a 
realização dos objetivos, metas, estratégias e projetos estabelecidos. 
Gabarito: ERRADO 
 
40. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) No que tange ao foco nos recursos humanos, a adoção do BSC 
possibilita a utilização da remuneração variável. 
Comentários: 
A perspectiva de aprendizado e crescimento identifica qual a capacidade da 
organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para 
garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, 
competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de 
investimentos no seu futuro. Dessa forma, a adoção do BSC possibilita a concessão 
de recompensas individuais variáveis como fator de incentivo. 
Gabarito: CERTO 
 
41. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Um mapa estratégico deve contemplar os objetivos 
estratégicos, que poderão estar desdobrados em todas as perspectivas e temas 
previstos. 
Comentários: 
Montagem do mapa da estratégia significa desdobrar a estratégia nas perspectivas 
básicas (financeira, cliente, processos internos, inovação). O Balanced 
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Scorecard inclui Mapas Estratégicos, recurso gráfico para ajudar a comunicar uma 
visão unificada da estratégia. Eles ajudam as pessoas a entenderem a lógica e a 
inteligência da estratégia e como os diferentes objetivos se relacionam. Os mapas 
estratégicos fornecem a cada unidade e indivíduo uma visão de como seus 
objetivos, projetos e realizações contribuem para o sucesso da estratégia global da 
empresa. 
Gabarito: CERTO 
 
42. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A cadeia de causa e efeito deve permear todas as perspectivas 
de um BSC, garantindo encadeamento entre os objetivos das perspectivas, de 
modo a refletir as relações de causa e efeito assumidas na formulação das 
estratégias. 
Comentários: 
Segundo Kaplan & Norton, o sistema de medição deve tornar explícitas as 
relações entre os objetivos nas várias perspectivas, para que elas possam ser 
gerenciadas e validadas. A cadeia de causa e efeito deve permear todas as quatro 
perspectivas de um BSC garantindo um encadeamento entre os objetivos das 
perspectivas, de modo a refletir as relações de causa e efeito assumidas na 
formulação das estratégias. 
Gabarito: CERTO 
 
43. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) De acordo com a metodologia do BSC, são os temas 
estratégicos que refletem os únicos grandes e importantes focos de atenção dos 
gerentes para implementação da estratégia da organização. Os temas 
estratégicos refletem os grandes e importantes focos de atenção dos gerentes 
para implementação da estratégia da organização, porém não são os únicos 
importantes. 
Comentários: 
Questão de mera interpretação. Inicialmente afirma que os únicos grandes e 
importantes focos de atenção dos gerentes são os temas estratégicos e, 
posteriormente, afirma que os temas estratégicos não são os únicos importantes. 
Gabarito: ERRADO 
 
44. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Pode-se dar como exemplos de temas estratégicos para uma 
organização pública: na perspectiva de processos internos, a excelência 
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operacional; na perspectiva do aprendizado e crescimento, a capacitação dos 
funcionários e o clima organizacional para a ação. 
Comentários: 
De acordo com as perspectivas a seguir, observamos que os temas estratégicos 
estão adequados: 
 Perspectiva dos PROCESSOS INTERNOS – busca identificar quais os processos 
de negócios em que a organização precisa ter EXCELÊNCIA e se os processos e 
a operação estão alinhados. Exemplo: qualidade, inovação, produtividade, 
logística, comunicação interna. 
 Perspectiva do APRENDIZADO E CRESCIMENTO – Qual a capacidade da 
organização para a melhoria contínua, aprendendo e se desenvolvendo para 
garantir o crescimento. Considera as pessoas em termos de capacidades, 
competências, motivação, alinhamento e estrutura organizacional em termos de 
investimentos no seu futuro. Exemplos: índice de renovação de produtos, 
motivação das pessoas. 
Gabarito: CERTO 
 
45. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Determinada organização pública encontra-se diante do 
seguinte quadro: 
 Servidores desmotivados para o desenvolvimento das atividades que lhe são 
atribuídas; 
 Perspectiva de corte do orçamento previsto para suas atividades; 
 Servidores com alto grau de capacitação para o desenvolvimento das 
atividades previstas em seus cargos; 
 Instalações deficientes; 
 Predisposição de parlamentares a apoiar a mudança da legislação, de modo a 
conceder maior autonomia à organização. 
Com referência à análise SWOT e à aplicação dessa análise à situação acima 
descrita, julgue os itens a seguir: 
O fato de os servidores estarem desmotivados para o desenvolvimento das 
atividades que lhe são atribuídas é um exemplo de ameaça à organização. 
Comentários: 
Querido aluno, a desmotivação dos servidores é uma variável interna ou externa a 
organização pública? INTERNA. Portanto, é um exemplo de uma FRAQUEZA da 
organização pública. 
Gabarito: ERRADO 
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46. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) O fato de os servidores terem alto grau de capacitação para o 
desenvolvimento das atividades previstas em seus cargos é um exemplo de 
força da organização. 
Comentários: 
O alto grau de capacitação dos servidores é uma variável interna ou externa da 
organização pública? INTERNA. Portanto, é uma FORÇA. A questão refere-se aos 
servidores públicos muito capacitados e isso é algo positivo para a organização, ou 
seja, é uma força. 
Relembrando: 
 Forças e fraquezas – São variáveis internas que a organização TEM CONTROLE 
como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações 
obsoletas (Fraquezas). Quando percebe-se um ponto forte, a organização deve 
ressaltá-lo e quando há um ponto fraco é necessário corrigi-lo ou pelo menos 
minimizar seus efeitos. 
Gabarito: CERTO 
 
47. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A predisposição parlamentar de apoio à mudança da legislação 
constitui um exemplo de força da organização. 
Comentários: 
Apoio à mudança na legislação é uma variável EXTERNA porque a organização 
pública não tem controle sobre essa variável. Como é apoio à mudança, considera-
se algo positivo e, por isso, é considerada uma oportunidade. 
 Ameaças e oportunidades – são fatores externos os quais a empresa NÃO PODE 
CONTROLAR, mas é importante monitorá-los. Entre as ameaças e 
oportunidades a serem consideras estão os fatores demográficos, econômicos, 
históricos,políticos, sociais, tecnológicos, sindicais, legais, entre outros. 
Gabarito: ERRADO 
 
48. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A perspectiva de corte do orçamento previsto para o 
desenvolvimento das atividades da organização constitui exemplo de ameaça à 
organização. 
Comentários: 
Como se trata de organização pública, esta não tem controle sobre seu orçamento. 
Portanto, o corte do orçamento é considerado uma variável EXTERNA, ou seja, é 
uma AMEAÇA. 
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Gabarito: CERTO 
 
49. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A análise SWOT é obtida a partir da análise interna da 
organização, realizada ao longo de, no mínimo, um ano. 
Comentários: 
A matriz SWOT foi desenvolvida como uma metodologia de análise do ambiente 
EXTERNO e INTERNO da organização. 
Gabarito: ERRADO 
 
50. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Instalações deficientes são exemplos de fraqueza da 
organização. 
Comentários: 
Isso mesmo! Como é uma variável INTERNA, trata-se de uma fraqueza da 
organização. 
 Forças e fraquezas – São variáveis internas que a organização TEM CONTROLE 
como, por exemplo, recursos financeiros adequados (Força) ou instalações 
obsoletas (Fraquezas). Quando percebe-se um ponto forte, a organização deve 
ressaltá-lo e quando há um ponto fraco é necessário corrigi-lo ou pelo menos 
minimizar seus efeitos. 
Gabarito: CERTO 
 
QUESTÕES OUTRAS BANCAS 
 
51. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 
2010) Segundo Ansoff, no planejamento estratégico 
a) espera-se necessariamente que o futuro represente um progresso em 
relação ao passado. 
b) o passado não deve ser considerado. 
c) o futuro representa uma tendência histórica. 
d) não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em 
relação ao passado. 
e) o futuro não é extrapolável a partir do passado. 
Comentários: 
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100 
Segundo o autor, apresenta diferenças básicas entre o planejamento a longo 
prazo e o planejamento estratégico: 
No planejamento a longo prazo, acredita-se que o futuro possa ser previsto 
a partir da extrapolação do crescimento passado. A alta administração 
tipicamente supõe que o desempenho futuro possa e deva ser melhor do que o 
passado, e negocia metas correspondentemente mais elevadas com os 
executivos de níveis inferiores. O processo tipicamente produz metas otimistas 
que não condizem completamente com a realidade. Em empresas bem 
administradas, os resultados ficam acima da projeção, mas sofrem o efeito 
típico da variação irregular. Em empresas mal administradas, o desempenho 
efetivo também sofre esse efeito, mas fica abaixo da projeção. 
No planejamento estratégico, não se espera necessariamente que o futuro 
represente um progresso em relação ao passado, e tampouco se acredita que 
seja extrapolável. Portanto, como primeira medida, é feita uma analise das 
perspectivas da empresa, identificando-se tendências, ameaças, oportunidades, 
e descontinuidades singulares que possam alterar as tendências históricas. 
O gabarito preliminar divulgado pela Esaf previa a alternativa D como resposta, 
mas após os recursos a banca anulou a questão porque as alternativas D e E 
estão corretas. 
Gabarito: QUESTÃO ANULADA PELA ESAF. 
 
52. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 
2010) Um planejamento é estratégico quando se dá ênfase ao aspecto: 
a) de longo prazo dos objetivos e à análise global do cenário. 
b) de prazo emergencial dos objetivos e à análise global do cenário. 
c) de longo prazo dos objetivos e à análise da situação passada. 
d) de médio prazo dos objetivos e à análise da situação atual. 
e) de urgência dos objetivos e à análise da situação futura. 
Comentários: 
O planejamento estratégico trata de objetivos de longo prazo e visa à análise 
voltada para o todo, ou seja, à análise global do cenário. 
As demais alternativas estão erradas. O planejamento estratégico não foca o 
curto e o médio prazo, nem se limita a eventos passados e a situação atual da 
organização. 
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101 
Gabarito: letra A 
 
53. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 
2010) Segundo Matias-Pereira, o alcance de resultados positivos na 
implementação de planejamento estratégico, principalmente na 
administração pública, depende das condições e formas para a sua 
concretização. Destacam-se as abaixo listadas, com exceção de: 
a) forma de envolvimento exclusivamente da alta direção, em especial do 
processo de sensibilização. 
b) demonstração de vontade política para a implementação. 
c) a existência de mecanismos que monitoram tanto o plano quanto os 
elementos contextuais que lhe deram origem. 
d) capacidade de percepção das condições que sustentam e condicionam a 
viabilidade das ações planejadas. 
e) nível de consciência das potencialidades e debilidades que o grupo que 
planeja possui. 
Comentários: 
O erro da questão está na alternativa A, pois na implantação do planejamento 
estratégico TODA a organização deve compreender e se sensibilizar a fim de 
alcançar os objetivos organizacionais. A alta direção deverá motivar a 
organização a mudar e seguir os objetivos estratégicos. 
IMPLEMENTAÇAO DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SETOR PÚBLICO 
O alcance de resultados positivos na implementação de planejamento 
estratégico, principalmente na Administração Pública e no terceiro setor 
dependem das condições e formas para a sua concretização. 
Destacam-se, segundo Matias Pereira: 
 
 Forma de envolvimento dos atores, em especial do processo de 
sensibilização. Os atores devem ser mobilizados previamente por preocupações 
comuns e deve estar dispostos a debater conjuntamente as formas de 
enfrentamento das situações problemas. 
 Interação e qualidade na relação entre o conjunto de atores que planeja. 
 Nível de consciência das potencialidades e debilidades que o grupo que 
planeja possui. 
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102 
 Capacidade de percepção das condições que sustentam e condicionam a 
viabilidade das ações planejadas. 
 Demonstração de vontade política para a implementação e a existência de 
mecanismos que monitoram tanto o plano quanto os elementos contextuais que 
lhe deram origem. 
Gabarito: letra A 
 
54. (ESAF/ EPPGG) As frases a seguir referem-se ao processo de 
planejamento estratégico. Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou 
Falsas (F). 
( ) O planejamento estratégico é capaz de estabelecer a direção a ser 
seguida pela organização com objetivos de curto, médio e longo prazo e com 
maneiras e ações para alcançá-los que afetam o ambiente como um todo. 
( ) O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, sendo 
necessário o desenvolvimento e a implantação dos planejamentos táticos e 
operacionais de forma integrada. 
( ) O planejamento estratégico é o desenvolvimento de processos, técnicas 
e atitudes políticas, os quais proporcionam uma conjuntura que viabiliza a 
avaliação das implicações presentes de decisões a serem tomadas em funçãodo ambiente. 
( ) O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos 
níveis mais altos da organização e diz respeito tanto à formulação de 
objetivos, quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua 
consecução. 
( ) O planejamento estratégico é uma ferramenta que tem como fases 
básicas para sua elaboração e implementação o diagnóstico estratégico, a 
definição da missão, a elaboração de instrumentos prescritivos e 
quantitativos, além do controle e da avaliação. 
Indique a opção correta. 
a) F, V, F, V, V 
b) F, F, V, F, V 
c) V, V, F, F, V 
d) V, F, F, V, V 
e) V, V, F, V, F 
Comentários: 
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103 
Vamos analisar cada alternativa: 
O primeiro item está errado porque a finalidade do planejamento estratégico é 
atingir os objetivos de longo prazo. 
O segundo item está correto. Enquanto o planejamento estratégico envolve 
toda a organização, o planejamento tático e operacional são responsáveis pelo 
desdobramento do planejamento estratégico em objetivos implementáveis. 
A terceira alternativa está errada e não representa o conceito de planejamento 
estratégico. 
A quarta alternativa está correta. O planejamento estratégico, de 
responsabilidade dos níveis mais altos da empresa, é o processo 
administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a 
melhor direção a ser seguida pela empresa. 
O último item é verdadeiro. 
Gabarito: letra A 
 
55. (ESAF / ANEEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – RECURSOS HUMANOS) 
Escolha a opção que não apresenta corretamente uma razão para as 
organizações investirem em planejamento. 
a) Interferir no curso dos acontecimentos. 
b) Enfrentar eventos futuros previsíveis. 
c) Coordenar eventos e recursos entre si. 
d) Analisar séries temporais. 
e) Criar o futuro. 
Comentários: 
Interferir no curso dos acontecimentos, enfrentar eventos futuros previsíveis, 
coordenar eventos e recursos entre si e criar o futuro são algumas razões para 
as organizações investirem em planejamento, pois o administrador precisa 
tomar decisões estratégicas e planejar o futuro de sua organização. Ele precisa 
saber em qual rumo deseja que sua organização vá em frente, tomar as 
decisões necessárias e elaborar os planos para que isso aconteça. O 
planejamento está voltado para o futuro. E o futuro requer uma atenção 
especial. 
Já a alternativa D se refere a séries temporais que são observações de uma 
variável que ocorreram em um determinado período de tempo. As séries 
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104 
temporais não apresentam uma razão para a organização investir em 
planejamento porque uma boa parte das séries temporais não indica eventos 
futuros e incertos. 
Gabarito: letra D 
 
56. (FCC/ TRF – 2 REGIÃO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/ 
2012) Indicador de desempenho estratégico que mede o grau de satisfação, 
o valor agregado e os impactos gerados pelos produtos/serviços, processos 
ou projetos no contexto em geral: 
a) Economicidade. 
b) Execução. 
c) Eficiência. 
d) Efetividade. 
e) Excelência. 
Comentários: 
Efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos. 
Está vinculada ao grau de satisfação dos clientes e ao valor agregado do 
produto ou serviço. 
Resumidamente: 
Eficácia - relação objetivo x resultado. 
Eficiência - utilização dos recursos de maneira econômica. 
Efetividade - relação resultado x impacto. 
Gabarito: letra D 
 
57. (CESGRANRIO/ ELETROBRÁS/ ANALISTA DE SISTEMAS JÚNIOR/ 2010) 
Considerando os conceitos de missão e visão de uma empresa, tem-se que a 
a) declaração de missão articula a descrição ideal de uma organização e 
molda o futuro pretendido. 
b) missão é um retrato do que a empresa pretende ser e, em termos 
amplos, do que pretende realizar. 
c) missão e a visão formam a base que a empresa precisa para selecionar e 
implantar uma ou mais estratégias. 
d) visão da empresa é mais concreta do que sua missão. 
e) visão da empresa já possibilita derivar seus indicadores BSC. 
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105 
Comentários: 
A alternativa A está errada porque a missão não molda o futuro. A missão é o 
enunciado da identidade institucional, ou seja, o motivo da sua existência. É 
perene em relação ao tempo, às circunstâncias e às tendências ambientais. Sua 
função é dar sentido ao esforço coletivo, frente ao que a sociedade espera da 
organização. 
A alternativa B também está errada porque o termo “pretende ser” remete a 
ideia de futuro. 
A alternativa C está correta. 
A alternativa D está errada visto que missão e visão são conceitos abstratos, 
não há essa relação de um conceito é mais concreto do que o outro. 
A alternativa E está errada porque a visão não é suficiente para a elaboração do 
BSC e indicadores. 
Gabarito: letra C 
 
58. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) Analise as afirmações 
a seguir. 
A construção de cenários é uma ferramenta útil para a análise do ambiente 
externo no planejamento estratégico. 
PORQUE 
A análise dos cenários permite à organização atuar sobre as forças que 
impactam suas operações. 
A esse respeito conclui-se que 
(A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
(B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. 
(C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
(D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
(E) as duas afirmações são falsas. 
Comentários: 
A primeira alternativa está adequada, pois a construção de cenários prepara a 
organização perante as possíveis mudanças no ambiente externo. 
Já a segunda alternativa não justifica a primeira e, analisando-a isoladamente, 
está errada porque a análise dos cenários somente prepara a organização para 
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106 
as possíveis mudanças. Apenas a análise dos cenários não permite que a 
organização atue sobre as forças que impactam suas operações. 
Gabarito: letra C 
 
59. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) No planejamento 
estratégico do Banco Central do Brasil, a autarquia declara que deve 
“assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema 
financeiro sólido e eficiente”. Considerando os elementos típicos de um 
processo de planejamento estratégico, essa declaração está associada à(ao) 
(A) missão da organização. 
(B) visão de futuro. 
(C) declaração de accountability. 
(D) análise SWOT. 
(E) indicador de desempenho. 
Comentários: 
Todos os itens foram estudados no decorrer do nosso curso e a alternativa 
correta é a letra A. Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e 
um sistema financeiro sólido e eficiente é a razão de ser do Banco Central. Essa 
frase responde a pergunta “por que o BACEN existe?”. 
Gabarito: letra A 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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de Vinicius Figueira. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. 
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WEISS, Donald H. Treinando e orientando no local de trabalho. São Paulo: Novel, 1996. 
 
 
LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS 
 
QUESTÕES CESPE 
 
1. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Julgue 
os próximos itens, referentes a administração geral e pública. 
Considere que, em um tribunal regional eleitoral, haja pequena quantidade 
de profissionais com conhecimento profundo na área de direito eleitoral e 
que, nesse mesmo tribunal, seja feito um planejamento estratégico com uso 
de análise SWOT. Nessa situação, de acordo com os princípios desse tipo de 
análise, a carência de especialistas deve ser considerada uma ameaça ao 
cumprimento da missão do tribunal. 
 
2. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Se 
duas empresas fornecerem recursos para a criação de uma nova empresa, 
tem-se um exemplo de aliança estratégica. 
 
3. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Um 
gestor que se utiliza da administração por objetivos deve fixar as metas 
organizacionais em conjunto com seus subordinados, buscando interligar os 
objetivos departamentais, mesmo que vários desses objetivos estejam 
apoiados em princípios básicos diferentes entre si. 
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4. (CESPE/ TRE-GO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINSITRATIVO/ 2015) Uma 
das vantagens trazidas pelo emprego do balanced scorecard é a 
possibilidade de se alinharem os objetivos individuais com os objetivos 
estratégicos da organização. 
 
5. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) 
Com relação ao processo de planejamento, julgue os itens a seguir. 
O planejamento estratégico pode ser considerado como a formalização das 
metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas; o 
planejamento tático tem por objetivo a otimização dos resultados da 
empresa como um todo; e o planejamento operacional relaciona-se com 
objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para se alcançá-los. 
Todos esses tipos de planejamento, portanto, estão associados aos níveis de 
decisão da organização. 
6. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) A 
postura estratégica da empresa — conduzida por aspectos como a missão da 
empresa, a relação entre oportunidades e ameaças, a relação entre seus 
pontos fortes e fracos — não sofre influências de fatores psicológicos 
motivados por anseios dos proprietários ou de executivos que têm o poder 
de decisão. 
 
7. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) 
Conforme o método Grumbach de gestão, informatizado pelos softwares 
Puma, Lince e Jaguar, adotam-se conceitos de planejamento estratégico cuja 
visão de futuro tem por base cenários prospectivos e se desenvolve em cinco 
fases: identificação do sistema, diagnóstico estratégico, visão estratégica, 
consolidação do plano estratégico e gestão estratégica. 
 
8. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) 
Em qualquer processo de planejamento, independentemente da metodologia 
utilizada, devem ser considerados os planejamentos dos fins, de meios, 
organizacional, de recursos e, por fim, de implantação e controle. Acerca do 
balanced scorecard, julgue os itens que se seguem. 
Por meio do balanced scorecard, mede-se o desempenho organizacional 
como um todo, de acordo com as seguintes perspectivas: financeiras; 
processos internos do negócio; aprendizado e crescimento; e clientes. 
 
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9. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 2014) O 
balanced scorecard, uma ferramenta de gestão estratégica alternativa aos 
métodos tradicionais de medida de desempenho, permite o monitoramento 
de metas, estratégias e objetivos organizacionais com base na missão e na 
visão da organização. 
 
10. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) 
Julgue os itens a seguir, a respeito de estratégia e planejamento. 
Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os 
objetivos a serem atingidos por uma organização. 
 
11. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) O 
termo estratégia, originado nas batalhas militares, que levavam os generais a 
traçar planos para vencer seus inimigos, refere-se às formas utilizadas para 
explorar condições favoráveis ao alcance de determinados objetivos. 
 
12. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) No 
que diz respeito a missão, visão e valores de uma organização, julgue os 
próximos itens. 
A declaração de missão define o negócio da organização e seu ambiente de 
atuação e deve ser compartilhada com os seus grupos de interesse. 
 
13. (CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/2013) Uma 
declaração de missão representa o que a empresa pretende ser no futuro. 
 
14. (CESPE/ SEGER – ES/ ANALISTA DO EXECUTIVO – ADMINISTRAÇÃO/ 
2013) O tipo de planejamento que faz parte do processo de desdobramento 
do plano estratégico de uma organização, determinando ações 
especializadas de produção, recursos humanos, financeiros e de marketing, é 
o 
A intermitente. 
B gerencial. 
C operacional. 
D tático. 
E singular. 
 
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111 
15. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) Com relação 
às características do planejamento, julgue os itens seguintes. 
O planejamento permite aos gestores saberem o que o futuro reserva para 
seus concorrentes, fornecedores e empresas. 
 
16. (CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) O 
planejamento orienta gestores e funcionários quanto às atividades que 
devem ser desenvolvidas para que as metas da empresa sejam cumpridas. 
 
17. (CESPE / INPI/ ADMINISTRAÇÃO GERAL – ADMINISTRAÇÃO/ 2013) A 
respeito das funções da administração e do processo de planejamento, 
julgue os itens a seguir. 
A função gerencial de planejamento abrange a definição de metas de uma 
organização, o estabelecimento de uma estratégia global para alcançá-las e 
o desenvolvimento de uma hierarquia abrangente de planos, no intuito de 
integrar e coordenar as atividades. 
18. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) Acerca dos planejamentos 
estratégico, tático e operacional bem como da estrutura e do controle 
organizacionais, julgue os itens seguintes. 
O processo de planejamento estratégico que resulta na definição da missão e 
da visão de uma organização é complexo e dinâmico e, por isso, deve ser 
submetido a análises continuamente, a fim de se acompanhar a evolução 
das inúmeras variáveis que o balizam. 
 
19. (CESPE/ TJ – RR/ ADMINISTRADOR/ 2012) As habilidades conceituais são 
essenciais aos gerentes de nível tático, que são os responsáveis por 
interpretar os objetivos estratégicos de uma organização e desdobrá-los em 
planos operacionais. 
 
20. (CESPE/ ANATEL/ ANALISTA ADMINSITRATIVO/ 2012) No que se refere 
aos aspectos gerais do processo administrativo, julgue o item a seguir. 
Os planos relacionados à área de gestão de pessoas, como recrutamento e 
seleção, treinamento, plano de cargos e salários, promoções e capacitação 
são desdobramentos operacionais do planejamento estratégico. 
 
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112 
21. (CESPE/ PREVIC / ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2011) De acordo com a 
teoria de sistemas, sistema consiste no conjunto de partes interagentes e 
interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com 
determinado objetivo e função. Um sistema compõe-se de objetivos, 
entradas, processo de transformação, saídas, controles, avaliações e 
retroalimentação ou realimentação ou feedback. Com base nessas 
informações, julgue o item subsecutivo. 
O planejamento estratégico consiste em um sistema e caracteriza-se por 
tomar a organização como um todo perante seu ambiente. 
 
22. (CESPE/ EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO/ ADMINISTRAÇÃO/ 2011) 
Tendo em vista que o planejamento, segundo Peter Drucker (1962), diz 
respeito às implicações futuras de decisões presentes, julgue o próximo 
item, referente aos diversos níveis de planejamento. 
O detalhamento das estratégias e políticas pela gerência intermediária, 
encarregada do planejamento tático, ou seja, aquele responsável por 
aprimorar o resultado de uma área específica da organização, resulta nos 
planos de ação, ferramentas características desse nível de planejamento. 
23. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Julgue os itens a seguir, 
referentes a planejamento. 
O desenvolvimento de planos táticos e operacionais assegura a eficácia do 
desempenho organizacional. 
 
24. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) No planejamento 
operacional, comumente adotado com o objetivo de aprimorar os resultados 
de determinada área da organização, detalham-se os objetivos, as 
estratégias e as políticas elaboradas no processo de planejamento tático. 
 
25. (CESPE/ DETRAN-ES/ ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atividades 
características do planejamento operacional incluem-se a definição de 
responsáveis pela execução do projeto, o estabelecimento de prazos, a 
determinação de procedimentos básicos a serem adotados, a definição de 
produtos e resultados finais esperados e a elaboração de planos de ação. 
 
26. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Com relação ao 
planejamento organizacional e ao impacto do ambiente nas organizações, 
julgue os itens subsequentes. 
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113 
Na abordagem sistêmica, a morfogênese permite que as organizações 
corrijam seus rumos diante de mudanças no ambiente externo. 
 
27. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Entre as atribuições do 
profissional de planejamento operacional inclui-se a elaboração de políticas e 
diretrizes para a organização. 
 
28. (CESPE/ DETRAN-ES / ADMINISTRAÇÃO/ 2010) Durante o processo de 
elaboração do planejamento estratégico, são estabelecidas a visão, a missão 
e os valores das organizações. 
 
29. (CESPE / FINEP/ ADMINISTRADOR RH/ 2009) É correto definir estratégia 
como 
a) a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação de 
resultados específicos que serão alcançados pelas áreas funcionais da 
empresa. 
b) um plano com vistas à interação com o ambiente competitivo a fim de 
chegar aos objetivos organizacionais. 
c) a medida do rendimento global do sistema, pela qual se faz o que precisa 
ser feito, com referência à contribuição dos resultados obtidos para o 
alcance dos objetivos globais da empresa. 
d) o que satisfaz uma necessidade e representa um sentimento de carência 
em alguém, que produz desconforto e desejo de aliviá-lo. 
e) a habilidade do sistema de se modificar a si e(ou) ao seu ambiente, 
quando pelo menos um deles se altera. 
 
30. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E 
PATRIMÔNIO/ 2012) De acordo com especialistas, a maior parte das 
organizações ainda emprega técnicas de planejamento embasadas 
unicamente na superação de situações passadas. 
 
31. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E 
PATRIMÔNIO/ 2012) No planejamento estratégico, estabelece-se a direção a 
ser seguida pela organização, formulando-se ações estratégicas que 
proporcionem maior sinergia entre a organização e o ambiente. 
 
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32. (CESPE/ CÂMARA DOS DEPUTADOS/ TÉCNICO EM MATERIAL E PATRIMÔNIO/ 
2012) Julgue os seguintes itens, relativos ao planejamento estratégico. 
O grau negativo de interação entre uma organização e o ambiente pode ser 
classificado em reagente, adaptativo e inovativo; interações de grau negativo 
frequentemente estão associadas a um crescimento organizacional lento e 
gradual. 
 
33. (CESPE/ POLÍCIA FEDERAL / AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL/ 2012) Julgue o 
item seguinte, referente a administração e processo Administrativo. 
A matriz SWOT consiste em ferramenta típica de planejamento operacional. 
 
34. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Acerca do BSC (Balance Scorecard), julgueos itens 
subsequentes. 
O BSC é uma ferramenta que traduz a missão e a estratégia das organizações 
em um conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base 
para um sistema de medição e gestão estratégica. 
 
35. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) O BSC é similar a todos os outros modelos de gestão, 
diferenciando-se apenas quanto à quantidade de indicadores utilizados no nível 
operacional. 
 
36. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A característica que singulariza o BSC é a ênfase nos 
indicadores financeiros, que propiciarão o controle da organização em todos os 
níveis. 
 
37. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) O BSC é organizado em torno de quatro perspectivas distintas 
— financeira; dos clientes; dos processos internos; do aprendizado e 
crescimento —, que são padronizadas, o que permite a mesma utilização em 
qualquer organização. 
 
38. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Segundo a metodologia do BSC, os participantes da 
organização devem acompanhar e monitorar cada aspecto ligado à estratégia, 
para que haja sucesso na implementação do plano. 
 
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39. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Uma organização que vise implementar o BSC deve, 
primeiramente, identificar os indicadores relevantes. 
 
40. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) No que tange ao foco nos recursos humanos, a adoção do BSC 
possibilita a utilização da remuneração variável. 
 
41. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Um mapa estratégico deve contemplar os objetivos 
estratégicos, que poderão estar desdobrados em todas as perspectivas e temas 
previstos. 
 
42. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A cadeia de causa e efeito deve permear todas as perspectivas 
de um BSC, garantindo encadeamento entre os objetivos das perspectivas, de 
modo a refletir as relações de causa e efeito assumidas na formulação das 
estratégias. 
 
43. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) De acordo com a metodologia do BSC, são os temas 
estratégicos que refletem os únicos grandes e importantes focos de atenção dos 
gerentes para implementação da estratégia da organização. Os temas 
estratégicos refletem os grandes e importantes focos de atenção dos gerentes 
para implementação da estratégia da organização, porém não são os únicos 
importantes. 
 
44. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Pode-se dar como exemplos de temas estratégicos para uma 
organização pública: na perspectiva de processos internos, a excelência 
operacional; na perspectiva do aprendizado e crescimento, a capacitação dos 
funcionários e o clima organizacional para a ação. 
 
45. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Determinada organização pública encontra-se diante do 
seguinte quadro: 
 Servidores desmotivados para o desenvolvimento das atividades que lhe são 
atribuídas; 
 Perspectiva de corte do orçamento previsto para suas atividades; 
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 Servidores com alto grau de capacitação para o desenvolvimento das 
atividades previstas em seus cargos; 
 Instalações deficientes; 
 Predisposição de parlamentares a apoiar a mudança da legislação, de modo a 
conceder maior autonomia à organização. 
Com referência à análise SWOT e à aplicação dessa análise à situação acima 
descrita, julgue os itens a seguir: 
O fato de os servidores estarem desmotivados para o desenvolvimento das 
atividades que lhe são atribuídas é um exemplo de ameaça à organização. 
 
46. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) O fato de os servidores terem alto grau de capacitação para o 
desenvolvimento das atividades previstas em seus cargos é um exemplo de 
força da organização. 
 
47. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A predisposição parlamentar de apoio à mudança da legislação 
constitui um exemplo de força da organização. 
 
48. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A perspectiva de corte do orçamento previsto para o 
desenvolvimento das atividades da organização constitui exemplo de ameaça à 
organização. 
 
49. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) A análise SWOT é obtida a partir da análise interna da 
organização, realizada ao longo de, no mínimo, um ano. 
 
50. (CESPE / TCU / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO – PLANEJAMENTO E 
GESTÃO/ 2008) Instalações deficientes são exemplos de fraqueza da 
organização. 
 
QUESTÕES OUTRAS BANCAS 
 
51. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 
2010) Segundo Ansoff, no planejamento estratégico 
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a) espera-se necessariamente que o futuro represente um progresso em 
relação ao passado. 
b) o passado não deve ser considerado. 
c) o futuro representa uma tendência histórica. 
d) não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em 
relação ao passado. 
e) o futuro não é extrapolável a partir do passado. 
 
52. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 
2010) Um planejamento é estratégico quando se dá ênfase ao aspecto: 
a) de longo prazo dos objetivos e à análise global do cenário. 
b) de prazo emergencial dos objetivos e à análise global do cenário. 
c) de longo prazo dos objetivos e à análise da situação passada. 
d) de médio prazo dos objetivos e à análise da situação atual. 
e) de urgência dos objetivos e à análise da situação futura. 
 
53. (ESAF/ SUSEP/ ANALISTA TÉCNICO – ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS/ 
2010) Segundo Matias-Pereira, o alcance de resultados positivos na 
implementação de planejamento estratégico, principalmente na 
administração pública, depende das condições e formas para a sua 
concretização. Destacam-se as abaixo listadas, com exceção de: 
a) forma de envolvimento exclusivamente da alta direção, em especial do 
processo de sensibilização. 
b) demonstração de vontade política para a implementação. 
c) a existência de mecanismos que monitoram tanto o plano quanto os 
elementos contextuais que lhe deram origem. 
d) capacidade de percepção das condições que sustentam e condicionam a 
viabilidade das ações planejadas. 
e) nível de consciência das potencialidades e debilidades que o grupo que 
planeja possui. 
 
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54. (ESAF/ EPPGG) As frases a seguir referem-se ao processo de 
planejamento estratégico. Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou 
Falsas (F). 
( ) O planejamento estratégico é capaz de estabelecer a direção a ser 
seguida pela organização com objetivos de curto, médio e longo prazo e com 
maneiras e ações para alcançá-los que afetam o ambiente como um todo. 
( ) O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, sendo 
necessário o desenvolvimento e aoferecer ganhos e 
vantagens em relação à situação presente. 
Gabarito: CERTO 
 
Outros autores também propõem um conceito diferente para estratégia. 
Mintzberg, Ahlstrand e Lampel afirmam que não é fácil oferecer uma definição 
para estratégia e, por isso, trabalham com cinco diferentes definições 
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9 
(conhecida como cinco Ps da estratégia): estratégia como plano, estratégia 
como padrão, estratégia como posição, estratégia como perspectiva e 
estratégia como pretexto. 
 A primeira delas define a estratégia como plano, algum tipo de 
curso de ação conscientemente pretendido, uma diretriz para lidar 
com uma situação, uma direção, um curso de ação para o futuro. 
Trata-se da estratégia planejada. 
 A segunda definição apresentada pelos autores mostra a estratégia 
como padrão, uma coerência em comportamento ao longo do 
tempo, um olhar para o comportamento passado. É a chamada 
estratégia realizada. 
Estratégias planejadas e estratégias realizadas são duas maneiras 
diferentes de abordagem que não são incompatíveis, mas 
complementares. Por um lado, uma perspectiva histórica é útil 
quando se busca entender os caminhos efetivamente percorridos, 
independentemente da existência de intenções e planos 
previamente estabelecidos. Por outro lado, uma concepção da 
estratégia voltada apenas para o passado não é suficiente do ponto 
de vista da gestão. Enxergar o futuro dos negócios é uma das 
tarefas que reconhecidamente cabe aos gestores, gerando um plano 
explícito ou não. 
 A terceira definição é a estratégia como posição, um meio de 
localizar uma organização no ambiente, como a localização de 
determinados produtos em determinados mercados. 
 Já a quarta definição mostra a estratégia como perspectiva, a 
maneira fundamental de uma organização fazer as coisas. 
 Finalmente, a última definição é a estratégia como pretexto, um 
truque, uma manobra específica para superar um oponente ou 
concorrente. 
 
Cada definição da estratégia nos apresenta fundamentos importantes que 
colaboram e facilitam nossa compreensão deste termo dentro da administração. 
Com as definições do termo estratégia propostas por Mintzberg surge um 
facilitador para uma melhor visualização dentro da organização dos pontos 
relevantes para sua elaboração e realização. 
Esses autores também identificam que as intenções plenamente 
realizadas podem ser chamadas de estratégias deliberadas. As não 
realizadas são as estratégias não alcançadas. Chamamos de estratégias 
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10 
emergentes aquelas que acontecem sem pretensão. As estratégias 
emergentes são ações praticadas na dinâmica das organizações sem terem sido 
expressamente planejadas. Posteriormente, caso obtenham êxito, passam a 
integrar o esforço de planejamento da instituição. 
A figura a seguir apresenta o caminho percorrido por uma estratégia 
pretendida e os pontos que ocorrem as interferências do ambiente. A 
estratégia efetivamente realizada é fruto de estratégias pretendidas, 
deliberadas, emergentes e não realizadas. 
 
Fonte: autores Mintzberg, Ampel e Ghoshal. 
 
 
Além das definições sobre estratégias, é fundamental compreender o 
conceito de planejamento estratégico. 
Segundo os autores Idalberto Chiavenato e Arão Sapiro, o planejamento 
estratégico é um processo de formulação de estratégias organizacionais para 
buscar a inserção da organização e de sua missão no ambiente onde ela atua. 
Para Peter Drucker, planejamento estratégico é o processo contínuo 
de, com o maior conhecimento possível do futuro considerado, tomar decisões 
atuais que envolvem riscos futuros aos resultados esperados; organizar as 
atividades necessárias à execução das decisões e, através de uma reavaliação 
sistemática, medir os resultados em face às expectativas alimentadas. 
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11 
O planejamento deve procurar maximizar os resultados e minimizar as 
deficiências, respeitando os princípios da maior eficiência, eficácia e 
efetividade. 
Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade possuem significados 
distintos, pois uma atividade pode ser desempenhada com eficácia, porém sem 
eficiência e vice-versa e, em relação ao conceito da efetividade, pode-se 
considerar como a prática da junção dos dois conceitos. 
EFICIÊNCIA está relacionada ao conceito de racionalidade 
econômica, ou seja, a razão custo/ benefício que a organização pode 
alcançar prestando serviços ou produzindo determinados bens. 
É a capacidade do administrador de obter bons produtos como 
produtividade e desempenho, utilizando a menor quantidade de 
recursos possíveis, como tempo, mão-de-obra e material, ou mais 
produtos utilizando a mesma quantidade de recursos. 
O alcance dos objetivos organizacionais traduz o conceito de 
EFICÁCIA. A organização pode verificar se uma organização está ou 
não eficaz à medida que ela consegue alcançar seus objetivos, sejam 
eles de natureza qualitativa ou quantitativa. 
Assim, eficácia é a capacidade de fazer aquilo que é preciso, que é 
certo para se alcançar determinado objetivo, escolhendo os melhores 
meios e produzir um produto adequado ao mercado. A eficiência 
envolve a forma com que uma atividade é feita, a eficácia se refere 
ao resultado da mesma. 
EFETIVIDADE diz respeito à capacidade de se promover resultados 
pretendidos. Demonstra se os produtos ou serviços prestados pelas 
organizações estão ou não atendendo às necessidades e expectativas 
de mercado. Quando o gestor utiliza o conceito de efetividade, ele 
pode obter feedback a fim de aperfeiçoar continuamente as 
atividades que precisam ser melhoras dentro da organização. 
 
As evidências mostram que as organizações que planejam 
estrategicamente, em geral, alcançam um desempenho superior às demais. 
Destacam-se alguns benefícios do planejamento estratégico: 
 Um claro sentido de visão estratégica para a organização. 
 Compreensão aprimorada de um ambiente mutável e competitivo. 
 Foco sobre aquilo que é estrategicamente importante para a 
organização no futuro, com objetivos de longo prazo. 
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12 
 Comportamento proativo em relação aos elementos do ambiente 
externo, de modo interdependente com os elementos do ambiente 
interno. 
 Comportamento sistêmico envolvendo toda a organização. 
 Interdependência com o ambiente externo. 
 
Observe agora a diferenciação que o autor Ansoff faz entre o 
planejamento a longo prazo e o planejamento estratégico. Muita atenção 
porque esse assunto já foi cobrado em prova de concurso. 
Segundo o autor, uma diferença básica entre o planejamento a longo 
prazo (às vezes chamado de planejamento empresarial) e o planejamento 
estratégico envolve suas respectivas visões do futuro. 
 
 No PLANEJAMENTO A LONGO PRAZO, acredita-se que o futuro possa 
ser previsto a partir da extrapolação do crescimento passado. A alta 
administração tipicamente supõe que o desempenho futuro possa e deva ser 
melhor do que o passado, e negocia metas correspondentemente mais elevadas 
com os executivos de níveis inferiores. O processo tipicamente produz metas 
otimistas que não condizem completamenteimplantação dos planejamentos táticos e 
operacionais de forma integrada. 
( ) O planejamento estratégico é o desenvolvimento de processos, técnicas 
e atitudes políticas, os quais proporcionam uma conjuntura que viabiliza a 
avaliação das implicações presentes de decisões a serem tomadas em função 
do ambiente. 
( ) O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos 
níveis mais altos da organização e diz respeito tanto à formulação de 
objetivos, quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua 
consecução. 
( ) O planejamento estratégico é uma ferramenta que tem como fases 
básicas para sua elaboração e implementação o diagnóstico estratégico, a 
definição da missão, a elaboração de instrumentos prescritivos e 
quantitativos, além do controle e da avaliação. 
Indique a opção correta. 
a) F, V, F, V, V 
b) F, F, V, F, V 
c) V, V, F, F, V 
d) V, F, F, V, V 
e) V, V, F, V, F 
 
55. (ESAF / ANEEL/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – RECURSOS HUMANOS) 
Escolha a opção que não apresenta corretamente uma razão para as 
organizações investirem em planejamento. 
a) Interferir no curso dos acontecimentos. 
b) Enfrentar eventos futuros previsíveis. 
c) Coordenar eventos e recursos entre si. 
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119 
d) Analisar séries temporais. 
e) Criar o futuro. 
 
56. (FCC/ TRF – 2 REGIÃO/ ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/ 
2012) Indicador de desempenho estratégico que mede o grau de satisfação, 
o valor agregado e os impactos gerados pelos produtos/serviços, processos 
ou projetos no contexto em geral: 
a) Economicidade. 
b) Execução. 
c) Eficiência. 
d) Efetividade. 
e) Excelência. 
 
57. (CESGRANRIO/ ELETROBRÁS/ ANALISTA DE SISTEMAS JÚNIOR/ 2010) 
Considerando os conceitos de missão e visão de uma empresa, tem-se que a 
a) declaração de missão articula a descrição ideal de uma organização e 
molda o futuro pretendido. 
b) missão é um retrato do que a empresa pretende ser e, em termos 
amplos, do que pretende realizar. 
c) missão e a visão formam a base que a empresa precisa para selecionar e 
implantar uma ou mais estratégias. 
d) visão da empresa é mais concreta do que sua missão. 
e) visão da empresa já possibilita derivar seus indicadores BSC. 
 
58. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) Analise as afirmações 
a seguir. 
A construção de cenários é uma ferramenta útil para a análise do ambiente 
externo no planejamento estratégico. 
PORQUE 
A análise dos cenários permite à organização atuar sobre as forças que 
impactam suas operações. 
A esse respeito conclui-se que 
(A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
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120 
(B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. 
(C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. 
(D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
(E) as duas afirmações são falsas. 
 
59. (CESGRANRIO/ BACEN/ ANALISTA – ÁREA 4/ 2010) No planejamento 
estratégico do Banco Central do Brasil, a autarquia declara que deve 
“assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema 
financeiro sólido e eficiente”. Considerando os elementos típicos de um 
processo de planejamento estratégico, essa declaração está associada à(ao) 
(A) missão da organização. 
(B) visão de futuro. 
(C) declaração de accountability. 
(D) análise SWOT. 
(E) indicador de desempenho. 
 
 
 
GABARITO 
1. ERRADO 
2. ANULADA 
3. CERTO 
4. CERTO 
5. ERRADO 
6. ERRADO 
7. CERTO 
8. CERTO 
9. CERTO 
10. ERRADO 
11. CERTO 
12. CERTO 
13. ERRADO 
14. LETRA D 
15. ERRADO 
16. CERTO 
17. CERTO 
18. CERTO 
19. ERRADO 
20. CERTO 
21. CERTO 
22. ERRADO 
23. ERRADO 
24. ERRADO 
25. CERTO 
26. CERTO 
27. ERRADO 
28. CERTO 
29. LETRA B 
30. CERTO 
31. CERTO 
32. ERRADO 
Gestão Governamental (Item 9) 
Especialista em regulação - Área 1 e Área 3 - ANAC 
Aula 00 - Aula Demonstrativa 
Profª. Lilian Quintão 
 
 
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121 
33. ERRADO 
34. CERTO 
35. ERRADO 
36. ERRADO 
37. ERRADO 
38. CERTO 
39. ERRADO 
40. CERTO 
41. CERTO 
42. CERTO 
43. ERRADO 
44. CERTO 
45. ERRADO 
46. CERTO 
47. ERRADO 
48. CERTO 
49. ERRADO 
50. CERTO 
51. ANULADA 
52. LETRA A 
53. LETRA A 
54. LETRA A 
55. LETRA D 
56. LETRA D 
57. LETRA C 
58. LETRA C 
59. LETRA Acom a realidade. Em empresas 
bem administradas, os resultados ficam acima da projeção, mas sofrem o efeito 
típico da variação irregular. Em empresas mal administradas, o desempenho 
efetivo também so fre esse efeito, mas fica abaixo da projeção. 
 No PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, não se espera necessariamente 
que o futuro represente um progresso em relação ao passado, e tampouco se 
acredita que seja extrapolável. Portanto, como primeira medida, é feita uma 
analise das perspectivas da empresa, identificando-se tendências, ameaças, 
oportunidades, e descontinuidades singulares que possam alterar as tendências 
históricas. 
 
Para finalizar essa parte introdutória, também é fundamental 
compreender que os conceitos sobre gestão estratégica e o planejamento 
estratégico são muitas vezes usados como sinônimos, mas há diferenças entre 
eles. 
Segundo o autor Eliezer Arantes, há diferença entre gestão estratégica e 
o planejamento estratégico tradicional. O conceito de gestão estratégica é 
muito mais amplo do que o planejamento estratégico. Engloba desde as 
avaliações de diagnósticos e de prontidão, a estruturação do processo de 
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13 
planejar e formular um propósito compartilhado para a organização, a escolha 
de estratégias, a fixação de metas e desafios, até a atribuição de 
responsabilidades para o detalhamento dos planos e projetos e para produzir e 
acompanhar as etapas de sua implantação. 
Assim, a GESTÃO ESTRATÉGICA é um processo sistemático, planejado, 
administrado e executado pela alta direção da organização, envolvendo todos 
os gerentes e responsáveis, que busca assegurar a continuidade, a 
sobrevivência e o crescimento da organização, através da contínua adequação 
de suas estratégias, capacitação, estrutura e infraestrutura às mudanças, 
tendências e descontinuidades observadas ou previsíveis no ambiente externo 
da organização. 
Já o PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, segundo o autor, é um conjunto 
estruturado de atividades que visa à elaboração de um documento, chamado 
plano estratégico, que define para onde a organização pretende ir e como 
pretende construir o seu futuro. 
 
(CESPE/ BACEN/ ANALISTA – GESTÃO E ANÁLISE PROCESSUAL/ 2013) Julgue os 
itens a seguir, a respeito de estratégia e planejamento. 
Planejamento é o processo no qual são definidos, após a tomada de decisão, os 
objetivos a serem atingidos por uma organização. 
Comentários: 
Muito cuidado ao ler as questões. Fique atento (a) aos pequenos detalhes. A 
alternativa está incorreta porque planejamento é processo anterior a tomada de 
decisão. 
Gabarito: ERRADO 
 
 
ANÁLISE DE CENÁRIOS 
 
Antes de detalhar o planejamento baseado em cenários, destaco que, no 
momento do diagnóstico estratégico, a organização sistematiza o conhecimento 
que possui em relação ao mercado no qual está inserida e realiza a análise 
interna, identificando os pontos fortes e as fraquezas organizacionais. Após esta 
fase do diagnóstico, que tem como princípio olhar para o passado e para o 
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presente (respectivamente, o histórico e a situação atual interna e externa), 
faz-se necessário direcionar o olhar para o futuro. 
Como exemplo deste processo, podemos utilizar a figura elaborada por 
Chiavenato e Sapiro: 
 
A partir do conhecimento de como está o ambiente externo e interno da 
organização, é necessário saber combiná-los de maneira a identificar o que está 
por trás deles e como eles poderão evoluir dali para frente. É preciso definir 
premissas, ponderar eventuais desdobramentos e visualizar possíveis 
consequências futuras, procurando minimizar os riscos inerentes à tomada de 
decisão. 
O termo cenário pode ser conceituado como o conjunto formado pela 
descrição coerente de uma situação futura e pelo encaminhamento dos 
acontecimentos que permitem passar da situação de origem à situação futura. 
Os cenários são projeções variadas de tendências históricas para compor o 
futuro esperado. Não basta conhecer o hoje, é preciso projetar como será o 
amanhã no momento em que a estratégia for implementada. 
Os cenários podem ser analisados em situações de mais provável, de 
otimista e de pessimista. Projetam-se as variáveis, por exemplo, em cenários 
otimistas e pessimistas. 
 
 Após a construção de cenários plausíveis, é feita a previsão ambiental a 
fim de alinhar as condições que o ambiente organizacional apresentará em um 
certo tempo no futuro. O executivo pode considerar duas referências às formas 
de desenvolvimento de cenários: 
DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO 
EXTERNO
O que há no ambiente. A 
organização identifica o que ela 
poderia escolher para fazer.
DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO 
INTERNO
O que temos na organização. A 
organização identifica o que ela 
pode fazer.
CONSTRUÇÃO DE 
CENÁRIOS
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15 
 Abordagem projetiva – projetar os dados atuais para o futuro 
utilizando modelos determinantes e quantitativos. Costuma restringir-
se a fatores e variáveis quantitativos, objetivos e já conhecidos. É a 
abordagem utilizada para situações em que as mudanças são 
previsíveis e gradativas. 
 
 Abordagem prospectiva – prospectar o futuro usando uma visão 
global, utilizando modelos de julgamento, probabilidades subjetivas, 
pareceres de profissionais, entre outros. Em geral, essa abordagem 
trata do futuro por meio de variações qualitativas, mostra o futuro 
atuando como determinado pela ação presente. 
 
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16 
A partir dos cenários, é possível se preparar para eles e tomar decisões 
mais certeiras. Ao identificar implicações para os correspondentes cenários, 
pode-se ter confiança para buscar os melhores planos. Os cenários nos ajudam 
a aprimorar as respostas para os futuros possíveis e focalizar as respostas 
assim que surgem no horizonte novas possibilidades. 
 
 
TÉCNICA DELPHI 
 
 Técnica Delphi é uma técnica que pode ser utilizada para prever o futuro. 
Nela, especialistas em determinada área são identificados e interrogados sobre a 
probabilidade de a tendência ocorrer. 
Chiavenato exemplifica que se, por exemplo, uma construtora quiser saber 
se será possível construir conjuntos habitacionais com energia solar como única 
fonte de energia, a empresa deve elaborar uma lista de peritos no campo da 
energia solar. A cada perito é enviado um questionário sobre seu julgamento 
pessoal acerca de quanto conhecimento da energia solar estará suficientemente 
avançado para que se possa depender exclusivamente dela para as necessidades 
domésticas de energia. 
O líder do grupo faz um documento com o problema e uma série de 
perguntas que os especialistas participantes devem responder. O questionário é 
encaminhado para os especialistas que informarão soluções para o problema e 
devolverão os questionários para o líder do grupo. As respostas serão sintetizadas. 
Os resultados são então reenviados aos participantes, com mais perguntas a serem 
respondidas antes de se tomar a decisão. Assim, o processo é repetido até que se 
chegue a um consenso e a linha de ação mais adequada fique clara. 
 
 
MÉTODO GRUMBACH 
 
O Método Grumbach foi desenvolvido,a partir de 1996, por Raul Grumbach, 
brasileiro que estudou o desenvolvimento de Cenários Prospectivos e conseguiu 
aliar algumas ideias de autores consagrados, como Igor Ansoff, Michael Porter e 
Michel Godet, às suas próprias conclusões, fruto da prestação de consultorias a 
várias empresas públicas e privadas no Brasil. 
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17 
Concebido inicialmente como uma ferramenta para geração e análise de 
Cenários Prospectivos, evoluiu substancialmente, passando a constituir uma 
sistemática de elaboração de Planejamento Estratégico com Visão de Futuro 
baseada em Cenários Prospectivos, recentemente ampliada para um processo de 
Gestão Estratégica, com acompanhamento de indicadores. 
Algumas características do Método merecem destaque: 
• tem o seu emprego facilitado com a utilização dos softwares Puma, 
Lince e Jaguar, que automatizam os procedimentos previstos em cada 
uma de suas fases; 
• adota o enfoque sistêmico, em que a instituição objeto de um Estudo 
de Planejamento Estratégico e Cenários Prospectivos é tratada como 
um sistema aberto, que influencia e é influenciado pelo seu ambiente; 
• emprega intensivamente Modelagem Matemática e ferramentas de 
Pesquisa Operacional; 
• gera os Cenários Prospectivos por Simulação Monte Carlo, utilizando 
variáveis binárias para modelar as Questões Estratégicas, 
procedimento que oferece os seguintes benefícios: construção de um 
número finito de Cenários; análise conjunta de diversas variáveis; 
análise de interdependência entre as variáveis; e acompanhamento da 
dinâmica dos cenários. 
• emprega princípios da Teoria dos Jogos para modelar a forma de agir 
dos Atores (pessoas, empresas e governos). 
• sua estrutura contempla quatro elementos básicos: 
Decisor Estratégico – geralmente é o “nº 1” da instituição 
(Titular, Diretor, Presidente, “CEO2”, Chefe, Comandante), ou 
quem suas vezes fizer, que determina a realização do estudo; 
Grupo de Controle (GC) – pessoal orgânico da instituição, com a 
responsabilidade de condução de todo o processo; 
Comitê de Planejamento (CP) - pessoal orgânico da instituição, 
representando todos os seus setores, com a responsabilidade de 
apoiar o GC; e 
Peritos – pessoas de notório saber, normalmente externas à 
instituição, que, convidadas pelo Decisor Estratégico, respondem 
a sucessivas consultas formuladas pelo Grupo de Controle. 
 
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18 
O Método Grumbach é informatizado pelos softwares Puma, Lince e Jaguar e 
se desenvolve em cinco Fases: 
1. Identificação do Sistema (Puma); 
2. Diagnóstico Estratégico (Puma); 
3. Visão Estratégica, com as seguintes Etapas: 
Visão do Presente (Puma); 
Visão de Futuro (Puma) / Simulação e Gestão de Futuro (Lince); 
Avaliação de Medidas e Gestão de Resistências (Puma). 
4. Consolidação do Plano Estratégico (Puma); e 
5. Gestão Estratégica 
Priorização das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); 
Ordenamento das Iniciativas Estratégicas (Jaguar); e 
Monitoramento (Jaguar). 
 
Ressalto que as informações foram retiradas do site do Ministério Público da Bahia 
http://www.mpba.mp.br/cge/publicacoes/instrumentos/aplicacao_metodo_grumba
ch.pdf 
 
 
EMPRESA COMO SISTEMA 
 
 Segundo o autor Djalma de Pinho Rebouças, como o planejamento 
estratégico trata de toda a empresa perante seu ambiente, é importante a 
conceituação de alguns aspectos da Teoria de Sistemas. 
 SISTEMA é o conjunto de partes interagentes e interdependentes que, 
conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e 
efetuando uma função. 
Dessa forma, o planejamento estratégico é um sistema, pois tem um 
conjunto de partes interagentes e interdependentes, que devem consolidar um 
todo considerando os diversos fatores controláveis e não controláveis pela 
empresa, bem como busca determinado resultado – objetivos -, desenvolvendo 
uma função específica e importante nas empresas. 
http://www.mpba.mp.br/cge/publicacoes/instrumentos/aplicacao_metodo_grumbach.pdf
http://www.mpba.mp.br/cge/publicacoes/instrumentos/aplicacao_metodo_grumbach.pdf
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19 
Outro aspecto a ser abordado é o ambiente do sistema. AMBIENTE é o 
conjunto de todos os fatores que, dentro de um limite específico, se possa 
conceber como tendo alguma influência sobre a operação do sistema, o qual 
corresponde ao foco do estudo. 
Há uma premissa de que o sistema, ou o que se está sendo estudado, é 
sempre a empresa como um todo. Nesse ponto, apresentam-se algumas 
considerações sobre os sistemas abertos, como, por exemplo, são as empresas 
que estão em permanente intercâmbio com seu ambiente e caracterizam-se por 
equilíbrio dinâmico. 
Dois conceitos, segundo Von Bertalanffy, facilitam o entendimento das 
empresas como sistema aberto, e sua interação com o ambiente: 
 Equifinalidade – segundo a qual um mesmo estado final pode ser 
alcançado, partindo de diferentes condições iniciais e por maneiras 
diferentes; e 
 Entropia negativa - mostra o empenho dos sistemas em se 
organizarem para a sobrevivência, por meio de maior ordenação. 
 
 (CESPE/ PREVIC/ ANALISTA ADMINISTRATIVO/ 2011) De acordo com a teoria de 
sistemas, sistema consiste no conjunto de partes interagentes e interdependentes 
que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e função. 
Um sistema compõe-se de objetivos, entradas, processo de transformação, saídas, 
controles, avaliações e retroalimentação ou realimentação ou feedback. Com base 
nessas informações, julgue o item subsecutivo. 
O planejamento estratégico consiste em um sistema e caracteriza-se por tomar a 
organização como um todo perante seu ambiente. 
Comentários: 
Segundo o autor Djalma de Pinho Rebouças, o planejamento estratégico trata de 
toda a empresa perante seu ambiente. 
O planejamento estratégico é considerado um sistema, pois tem um conjunto de 
partes interagentes e interdependentes, que devem consolidar um todo 
considerando os diversos fatores controláveis e não controláveis pela empresa, 
bem como busca determinado resultado, desenvolvendo uma função específica e 
importante nas empresas. 
Gabarito: CERTO 
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20 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, TÁTICO E OPERACIONAL. 
 
O planejamento é feito através de planos que podem incluir períodos de 
longo a curto prazo, como podem envolver a organização inteira, uma divisão 
ou departamento ou ainda uma tarefa. O planejamento é uma função 
administrativa que se distribui entre todos os níveis organizacionais, embora 
apresentando características diferentes em cada nível. 
 Na consideração dos níveis organizacionais, podem-se distinguir três 
tipos de planejamento: 
 
ESTRATÉGICO – Processo administrativo que proporciona 
sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção 
a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de 
interação com os fatores externos – não controláveis – e 
atuando de forma inovadora e diferenciada. 
De responsabilidade dos níveis mais altos da empresa, diz 
respeito tanto à formulação de objetivos quanto à seleção de 
cursos de ação a serem seguidos para sua consecução, levandoem conta as condições externas e internas à empresa e sua 
evolução esperada. Também considera as premissas básicas 
que a empresa, como um todo, deve respeitar para que o 
processo estratégico tenha coerência e sustentação decisória. O 
resultado do processo é um plano que serve para guiar a ação 
organizacional por um prazo de três a cinco anos (longo 
prazo). 
TÁTICO (funcional/ administrativo) – Enquanto o 
planejamento estratégico envolve toda a organização, o 
planejamento tático envolve uma determinada unidade 
organizacional: um departamento ou divisão. É a metodologia 
administrativa que tem por finalidade otimizar determinada área 
de resultado e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha 
com decomposições dos objetivos, estratégias e políticas 
estabelecidos no planejamento estratégico. 
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21 
É desenvolvido pelos níveis organizacionais intermediários, 
tendo como principal finalidade a utilização eficiente dos 
recursos disponíveis para consecução dos objetivos previamente 
fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como as 
políticas orientativas para o processo decisório da empresa. 
É voltado para uma determinada área de resultados, embasado 
nos objetivos desenvolvidos no plano estratégico. O plano tático 
envolve os diversos departamentos de uma empresa, cada um 
com suas peculiaridades, buscando a melhor maneira de 
contribuir para a realização da estratégia da empresa. 
 
OPERACIONAL – É elaborado pelos níveis organizacionais 
inferiores para o curto prazo, com foco nas atividades do 
dia a dia da empresa. Preocupa-se com “o que fazer” e com o 
“como fazer” as atividades cotidianas da organização. 
É um processo de menor amplitude, em que o foco é trabalhar 
junto aos funcionários não administrativos, implementando os 
planos específicos definidos no planejamento tático. 
Os planos operacionais cuidam da administração da rotina para 
assegurar que todos executem as tarefas de acordo com os 
procedimentos estabelecidos pela organização a fim de que esta 
possa alcançar os seus objetivos. 
 
Outro aspecto levantado por Oliveira, é que o planejamento tático é 
desenvolvido em níveis organizacional inferiores, tendo como principal 
finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a 
consecução dos objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia 
predeterminada, bem como as políticas orientativas para o processo 
decisório da empresa. O autor afirma que cada um dos planejamentos 
operacionais deve conter com detalhes: 
• os recursos necessários para seu desenvolvimento e implantação; 
• os procedimentos básicos serem adotados; 
• os produtos ou resultados finais esperados; 
• os prazos estabelecidos; e 
• os responsáveis por sua execução e implantação. 
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De acordo com Oliveira, é possível verificar que o planejamento 
estratégico em relação ao tático é: 
• De prazo mais longo, pois considera um conjunto de planejamento 
tático, e sua soma deve provocar um período de tempo maior para 
sua conclusão; 
• De amplitude maior, pois considera a empresa como um todo, 
enquanto o planejamento tático considera apenas uma parte dela; 
• De risco maior, por sua maior amplitude e maior prazo de 
execução em relação ao planejamento tático; 
• Relacionado às atividades fins e meios da empresa, enquanto os 
planejamentos táticos são mais relacionados as atividade-meio (não 
em sua totalidade), e 
• De flexibilidade menor, por considerar toda a empresa, bem como 
sua situação e posição em seu ambiente. 
 
 
 
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23 
De forma resumida, o planejamento estratégico relaciona-se com 
objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para alcançá-los que afetam 
a empresa como um todo, enquanto o planejamento tático relaciona-se a 
objetivos de mais curto prazo e com estratégias e ações que, geralmente, 
afetam somente parte da empresa. 
 
PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
PLANEJAMENTO 
TÁTICO 
PLANEJAMENTO 
OPERACIONAL 
Decisões estratégicas Decisões táticas Decisões operacionais 
Longo prazo Médio prazo Curto prazo 
Maiores riscos Riscos menores Riscos menores 
Maior amplitude de ação Amplitude restrita Amplitude menor 
 
 
O planejamento estratégico, de forma isolada, é considerado insuficiente 
sendo necessário o desenvolvimento e implantação de forma INTEGRADA 
com os planejamentos táticos e operacionais. 
Observe a figura a seguir proposta por Chiavenato e Sapino que 
exemplifica planos táticos e operacionais decorrentes do planejamento 
estratégico. 
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24 
 
 
Chiavenato também apresenta os desdobramentos estratégicos como 
consequência dos objetivos empresariais conforme a figura a seguir. As políticas 
gerais e planos estratégicos são definidos no nível institucional da empresa. 
Posteriormente, esses planos são desdobrados em planos táticos e as políticas 
gerais em normas e procedimentos pelo nível intermediário. Por fim, o nível 
operacional é responsável por estabelecer as regras e regulamentos bem como 
os planos operacionais. 
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(CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) Com relação às 
características do planejamento, julgue os itens seguintes. 
O planejamento permite aos gestores saberem o que o futuro reserva para seus 
concorrentes, fornecedores e empresas. 
Comentários: 
Essa questão está errada. O planejamento não tem informações suficientes para 
saber qual será o futuro dos concorrentes, fornecedores e outras empresas. O 
planejamento é apenas uma forma de prever cenários futuros da empresa a fim de 
reduzir incertezas. 
Gabarito: ERRADO 
 
(CESPE/ ANP/ ANALISTA ADMINISTRATIVO – ÁREA I/ 2013) O planejamento 
orienta gestores e funcionários quanto às atividades que devem ser desenvolvidas 
para que as metas da empresa sejam cumpridas. 
Comentários: 
O planejamento visa proporcionar o estudo das atividades necessárias para a 
organização atingir seus objetivos e alcançar as metas estabelecidas. 
Gabarito: CERTO 
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Os ambientes de tarefa das empresas são compostos de vários ambientes 
com os quais a empresa se acha envolvida em uma rede de interdependências, 
para poder efetuar suas transações. Para administrar essas relações com os 
demais elementos do ambiente, cada empresa utiliza vários tipos de tarefas. 
Para tanto, a empresa pode desenvolver estratégias cooperativas como 
ajuste, cooptação e coalizão ou estratégias competitivas como a competição. 
 AJUSTE OU NEGOCIAÇÃO - Busca de acordo ou compromisso com 
outras empresas quanto à troca de bens ou de serviços. 
 COOPTAÇÃO OU COOPÇÃO - Conquista e absorve grupos inimigos ou 
ameaçadores; absorvernovos indivíduos (de fora) para a liderança, com 
intuito de impedir ameaças ou pressões. A empresa faz com que alguns 
líderes desses grupos venham participar de seu processo decisório, para 
inibir a sua ação contrária aos interesses da empresa. 
 COALIZÃO - Combinação de duas ou mais empresas que se juntam para 
atingir um objetivo. Duas ou mais empresas agem como uma só, com 
relação a determinados objetivos, quando há necessidade de mais apoio 
ou de recursos que uma só empresa não teria condições de assegurar 
isoladamente. 
 COMPETIÇÃO - É a rivalidade entre duas ou mais empresas por um 
terceiro grupo. Se tratar de duas ou mais indústrias concorrentes, o 
terceiro grupo pode ser o comprador, o fornecedor, o potencial de força 
de trabalho ou outros. Inclui a concorrência tanto na busca de recursos 
quanto na busca de clientes ou compradores. 
 
As estratégias competitivas são formuladas para aumentar a 
competitividade da empresa em relação aos concorrentes. Elas podem buscar a 
manutenção e defesa do mercado, o aumento na participação de mercado ou 
novos mercados, ou tudo isso conjuntamente. As estratégias competitivas 
básicas são: 
 Estratégia DEFENSIVA - possuem domínio definido de produto/mercado 
que pretendem manter ou defender da ação de concorrentes. Não buscam 
novas oportunidades ou experimentam mudanças. Procura a 
previsibilidade no domínio, para voltar-se introversivamente para a 
eficiência de suas operações. 
 Estratégia OFENSIVA - buscam novas oportunidades de mercado. 
Criadoras de mudanças e incertezas no ambiente, afetando os 
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concorrentes. A preocupação com mudança, não exploram o máximo de 
rendimento de suas operações, tornando-se pouco eficientes. 
 Estratégia ANALÍTICA - adotadas por empresas que operam em dois 
tipos de domínio. Um estável e outro mutável. Essa dualidade não 
permite que a empresa atinja nem a eficiência nem a eficácia. 
 Estratégia REATIVA - enquanto as três estratégias anteriores as 
proativas, esta é uma estratégia reativa. Reage com atraso às ocorrências 
no ambiente, tornando-se incapaz de articular uma resposta empresarial 
integrada, pronta e eficaz. 
 
 
 
METODOLOGIAS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
 
O autor Djalma de Pinho Rebouças Oliveira define as seguintes fases 
básicas para a elaboração e implementação do planejamento estratégico: 
 
FASE I – Diagnóstico Estratégico 
Análise e verificação dos aspectos inerentes à realidade externa e interna 
da empresa. 
Subdivide-se nas etapas: 
 Identificação da Visão 
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 Identificação dos valores 
 Análise externa 
 Análise interna 
 Análise dos concorrentes 
 
FASE II – Missão da Empresa 
Neste ponto deve ser estabelecida a razão de ser da empresa, bem como 
seu posicionamento estratégico. 
Subdivide-se nas etapas: 
 Estabelecimento da missão da empresa 
 Estabelecimento dos propósitos atuais e potenciais 
 Estruturação e debate de cenários 
 Estabelecimento de macroestratégias e macropolíticas 
 
FASE III – Instrumentos prescritivos e quantitativos 
Subdivide-se nas etapas: 
 Instrumentos prescritivos – proporcionam a explicação do que se 
deve ser feito pela empresa para que se direcione ao alcance dos 
propósitos estabelecidos dentro de sua missão. 
 Estabelecimento de objetivos, desafios e metas 
 Estabelecimento de estratégia e políticas 
 Estabelecimento de projetos e planos de ação 
 Instrumentos quantitativos – consistem nas projeções econômico-
financeiras do planejamento orçamentário, devidamente associados 
à estrutura organizacional da empresa, necessárias ao 
desenvolvimento dos planos de ação, projetos e atividades 
previstas 
 
FASE IV – Controle e avaliação 
Verifica-se como a empresa está indo. É a ação necessária para assegurar 
a realização dos objetivos, metas, estratégias e projetos estabelecidos. 
Subdivide-se nas etapas: 
 Avaliação de desempenho 
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 Comparação do desempenho real com os objetivos, desafios, metas 
e projetos estabelecidos 
 Análise dos desvios 
 Tomada de ação corretiva 
 Acompanhamento para avaliar a eficiência da ação de natureza 
corretiva 
 Adição de informações ao processo de planejamento, para 
desenvolver os ciclos futuros de atividade administrativa 
 
Já segundo o autor Maximiano, um processo de planejamento 
estratégico é uma sequência de análises e decisões que compreende as etapas: 
1) Análise da situação estratégica presente na organização – 
Onde estamos? Como chegamos aqui? 
2) Análise do ambiente externo – Quais são as oportunidades e 
ameaças do ambiente? 
3) Análise do ambiente interno – Quais os pontos fortes e fracos 
dos sistemas internos da organização? 
4) Definição do plano estratégico - Para onde devemos ir? O que 
devemos fazer para alcançar os objetivos? 
 
O processo de planejamento estratégico tem a finalidade de mapear o 
caminho a ser seguido até se definirem os resultados e se conduzirem os 
esforços para a concretização desses resultados através da gestão estratégica. 
 
 
MISSÃO, VISÃO E VALORES ORGANIZACIONAIS 
 
 A primeira atividade do processo de planejamento estratégico, segundo os 
autores Idalberto Chiavenato e Arão Sapino, consiste em refletir sobre a 
intenção estratégica da organização em torno de algumas questões centrais e 
básicas apresentados nos itens 1 a 6 a seguir. 
Para facilitar sua compreensão, acrescentei a missão, visão e valores 
estabelecidos no planejamento estratégico do Ministério do Trabalho e 
Emprego. É importante destacar essas orientações estratégicas foram 
formuladas para o período de 2014 a 2015 e as informações foram retiradas do 
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portal do ministério no link a seguir. O planejamento estratégico está em fase 
de revisão e futuramente será disponibilizado no site. 
http://portal.mte.gov.br/imprensa/portaria-institui-planejamento-estrategico-
no-mte.htm 
 
1) MISSÃO ORGANIZACIONAL – é a declaração do propósito e 
do alcance da organização em termos de produto e de mercado. 
Deve partir do pressuposto de que a organização como um todo 
se compromete com essa missão. Ela corresponde à causa pela 
qual se deve lutar, a razão de ser da organização. Qual é o 
negócio da organização? 
MISSÃO DO MTE 
“Promover trabalho, emprego e renda e 
garantir condições dignas ao trabalhador, por 
meio de políticas públicas participativas e 
sustentáveis, que visem contribuir para o bem 
estar individual e o desenvolvimento 
econômico e social do País”. 
 
 
2) VISÃO ORGANIZACIONAL - é a imagem com a qual a 
organização se vê no futuro. É a explicação do porquê, 
diariamente, todos se levantam e dedicam a maior parte dos 
seus dias ao sucesso da organização onde trabalham, investem 
ou fazem negócios. Como o negócio da organização será no 
futuro? 
VISÃO DE FUTURO DO MTE 
“Ser referência na excelência dos serviços 
prestados ao trabalhador e na sustentação do 
trabalho decente”. 
 
 
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3) VALORES ORGANIZACIONAIS – correspondem aos atributos 
e às virtudes prezados pela organização, como a prática da 
transparência, respeito à diversidade, cultura para a qualidade 
ou respeito ao meio ambiente. O que é importante para a 
organização. 
VALORES DO MTE 
Ética 
Criatividade 
Proatividade 
Transparência 
Comprometimento 
 
 
4) STAKEHOLDERS OU PÚBLICOS DE INTERESSE – são 
pessoas, grupos ou organizações capazes de influenciar ou ser 
influenciados pelos resultados estratégicos alcançados e 
participam direta ou indiretamente do sucesso do negócio, 
contribuindo de alguma forma para o negócio, esperando 
retornos dessa contribuição. Referem-se a todos os envolvidos 
em um processo, como acionistas, clientes, funcionários, 
investidores, fornecedores, comunidade em torno, entre outros. 
 
5) PROPOSTA DE VALOR – Quais são os clientes e o que eles 
consideram valioso na organização, em seus produtos e 
serviços? 
 
6) OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS – A missão organizacional e 
a visão de negócios são eficazes na medida em que são 
associados objetivos claros e explícitos a serem alcançados ao 
longo do tempo. O objetivo organizacional é uma situação 
desejada que a organização deseja alcançar. Quais são os 
resultados esperados da organização? 
 
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FORMAÇÃO DE ESTRATÉGIA 
 
Chiavenato e Sapiro definem a construção de uma estratégia em cinco 
principais etapas que tem início com a concepção estratégica. 
Na CONCEPÇÃO ESTRATÉGICA há a declaração da missão, da visão, 
definição dos públicos de interesse, seu potencial de conflito e construção da 
ideologia central da organização (princípios e valores). As missões definem as 
responsabilidades e pretensões da empresa junto ao ambiente e a visão de 
negócios mostra a percepção das necessidades do mercado e os métodos pelos 
quais a organização pode satisfazê-las. 
 
Em seguida ocorre a GESTÃO DO CONHECIMENTO ESTRATÉGICO. 
Nesse momento é realizado o diagnóstico estratégico externo, diagnóstico 
estratégico interno e construção de cenários (previsões que estimulam a 
percepção de possíveis problemas para ensaiar possíveis respostas). O 
diagnóstico externo procura antecipar as oportunidades e ameaças do ambiente 
externo da organização. Já o diagnóstico interno visa avaliar a situação interna 
da organização, suas forças e fraquezas. 
 
Na terceira parte ocorre a FORMULAÇÃO ESTRATÉGICA com a 
determinação dos fatores críticos de sucesso, definição dos modelos de apoio à 
decisão e das políticas de relacionamento. 
Esta é definida como um curso de ação com vistas a garantir que a 
organização alcance seus objetivos. Formular estratégias é projetar e selecionar 
estratégias que levem à realização dos objetivos organizacionais. O enfoque 
central está em como lidar satisfatoriamente com a concorrência. Assim que o 
ambiente tenha sido analisado e a diretriz organizacional estipulada, a 
administração é capaz de traçar cursos alternativos de ação em um esforço 
conhecido para assegurar o sucesso da organização. 
O processo de planejamento estratégico requer a construção de modelos 
a fim de chegar à fase de tomada de decisão. Após a elaboração de cenários de 
futuros plausíveis, a organização deve decidir o que representa ameaça ou 
oportunidade e cruzar essas decisões para avaliar quais seriam seus pontos 
fortes e fracos. Além disso, é importante identificar fatores críticos de sucesso 
que são as atividades chave do negócio que precisam ser bem feitas para que a 
organização possa atingir os seus objetivos. 
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Outra determinação importante na formulação estratégica é desenvolver a 
fidelidade dos clientes mais valiosos e aumentar a lucratividade, essa é a base 
da política de relacionamento. Segundo o autor Chiavenato, há quatro passos 
chave para implementar uma política de relacionamento: 
 Identificação dos clientes – conhecer os clientes no maior 
detalhe possível. 
 Diferenciação dos clientes – em termos gerais, os clientes podem 
se diferenciar sob duas maneiras, eles representam níveis distintos 
de valor e têm necessidades diferentes. A partir do momento que os 
clientes são identificados, diferenciá-los ajudará a focar os esforços 
de forma a gerar maior vantagem com os clientes mais valiosos. 
 Interação com clientes – a eficácia da interação com clientes 
gera informações relevantes periodicamente que forneçam uma 
melhor visualização das necessidades do cliente ou um quadro mais 
preciso do seu valor. 
 Personalização do comportamento da organização – para 
envolver um cliente em um relacionamento de aprendizado, a 
organização deve adaptar aspectos de seu comportamento para 
atender às necessidades específicas do cliente. 
 
Na IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA ocorre a operacionalização da 
estratégia pelo cascateamento dos objetivos estratégicos e globais em objetivos 
táticos e operacionais, governança corporativa e liderança estratégica e 
monitoração do desempenho organizacional. É importante que haja a 
participação de todos os envolvidos, principalmente da alta cúpula e das 
lideranças para que o processo consiga alcançar sua plenitude. 
A governança corporativa significa o relacionamento entre os investidores 
utilizado para determinar e controlar a direção estratégica e o desempenho de 
organizações. Possui o objetivo de garantir que os interesses dos gerentes e 
executivos de alto nível estejam alinhados com os dos acionistas da empresa. 
Na implementação das ações planejadas, colocam-se em ação as 
estratégias desenvolvidas logicamente que emergiram de etapas anteriores ao 
processo de administração estratégica. Sem a implementação efetiva da 
estratégia, as organizações são incapazes de obter os benefícios da realização 
de uma análise organizacional, do estabelecimento de uma diretriz 
organizacional e da formulação da estratégia organizacional. 
 
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É necessário destacar que o processo de implementação dos planos 
estratégicos prevê as seguintes etapas: 
 Estabelecer senso de urgência – antecipando-se às críticas ou às 
oportunidades potenciais e estabelecendo prazos para a realização 
dos objetivos definidos. 
 Formar uma forte coalizão – incentivando os grupos de 
colaboradores e parceiros a atuarem como equipe, e não como 
grupo, e com autoridade para liderarem a mudança. 
 Criar uma clara visão – criando uma visão de negócios que 
direcione o esforço de mudança, elaborando estratégias para a 
realização da visão de negócios negociada e compartilhada por 
todos os envolvidos no processo. 
 Comunicar a visão compartilhada – ensinando novas percepções 
e novos comportamentos por todos os meios possíveis. 
 Dar poder (empower) – mudando sistemas e estruturas que 
possam atravancar o processo de mudança e elevação, incentivando 
a tomada de risco, a aplicação de ideias inovadoras e promovendo 
ações não convencionais. 
 Obter vitórias de curto prazo – reconhecendo e premiando 
pequenas vitórias coerentes com a visão buscada. 
 Consolidar as vitórias inicias e aprofundar o processo – 
promovendo mudanças mais profundas, graças à credibilidade 
alcançada inicialmente, revigorando o processo com novos projetos 
e agentes para manter o clima positivo. 
Institucionalizar a nova abordagem e cultura – articulando as 
conexões entre os novos comportamentos e sucesso organizacional 
confirmado, desenvolvendo a liderança e criando quadros de 
sucessão. 
 
Por último, a AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA faz a mensuração de 
desempenho por indicadores, auditoria de resultados e avaliação estratégica. 
Para validação do planejamento estratégico, é necessário rever o que foi 
implementado para decidir os novos rumos, mantendo as estratégias de 
sucesso e revendo as que não alcançaram seus objetivos finais. 
O controle estratégico é um tipo especial de controle organizacional que 
se concentra na monitoração e avaliação do processo de administração 
estratégica no sentido de melhorá-lo e assegurar um funcionamento adequado. 
 
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35 
 
 
 
ANÁLISE COMPETITIVA E ESTRATÉGIAS GENÉRICAS 
 
Podemos considerar a estratégia competitiva como a busca por uma 
posição competitiva favorável em uma indústria meio à concorrência. A 
estratégia competitiva visa estabelecer uma posição lucrativa e sustentável 
contra as forças que determinam a concorrência da indústria. 
 
MODELO DAS FORÇAS COMPETITIVAS DE PORTER 
 
Porter afirma que a geração de margem de uma organização depende da 
configuração das forças competitivas do setor. Para ele, a concorrência reduz a 
taxa de retorno sobre o capital investido num determinado setor. 
A taxa competitiva mais elevada motiva que surjam novos entrantes ou a 
ampliação da capacidade de atuação das empresas já instaladas no mercado. 
Dessa forma, a concorrência é proporcional ao retorno esperado do setor, 
fazendo com que as cinco forças competitivas identificadas por Porter 
determinem a intensidade da competitividade no setor e, consequentemente, a 
sua atratividade. 
Essas forças estão representadas na figura a seguir. Apresentam as 
situações que determinam a rivalidade dos setores considerando cada força 
competitiva. 
 
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36 
 
 
1. AMEAÇA DE NOVOS ENTRANTES – novo entrante é considerado uma 
organização que ingressa no mercado, trazendo ameaças às organizações 
existentes. Com o objetivo de barrar o ingresso de novos entrantes, as 
organizações utilizam barreiras de entradas, tais como: 
 Economias de escala - quanto maior a quantidade de um produto 
fabricado, menor serão os custos de fabricação de cada unidade. 
Dessa forma, o novo entrante enfrenta o desafio frente às 
economias de escala dos concorrentes existentes. 
 Diferenciação de produto - as organizações existentes diferenciam o 
produto a fim de torná-lo único e exclusivo de modo que o cliente o 
valorize mais. O novo entrante precisa alocar muitos recursos para 
superar a fidelidade do cliente. 
 Requisitos de capital - para que um novo entrante ingresse no 
setor, ele precisa dispor de capital e recursos. 
 Custos de mudança - envolvem custos de aquisição de 
equipamentos auxiliares, treinamento de pessoal, entre outros. São 
custos adicionais, como no caso da mudança da fita cassete para o 
CD. Quando os custos de mudança são elevados, o novo entrante 
enfrenta desafios. 
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 Acesso aos canais de distribuição - feito a partir de meios eficazes 
de distribuição dos produtos, e que inclui um forte relacionamento 
com distribuidores cuja finalidade é de gerar custos de mudanças 
para estes. 
 
2. PODER DE BARGANHA DOS FORNECEDORES - Um grupo de fornecedores 
é considerado poderoso, com poder de barganha, quando: 
 É constituído por um pequeno número de grandes organizações 
fornecedoras altamente concentradas. 
 Não há produtos substitutos satisfatórios para o setor. 
 As organizações não são consideradas clientes importantes para o 
grupo fornecedor. 
 Os artigos do fornecedor são essenciais ao êxito do comprador no 
mercado. 
 Os fornecedores representam uma ameaça de integrar-se para 
assumir a frente no setor dos compradores (um produtor de roupas 
pode optar por operar seus próprios canais de varejo). 
 
3. PODER DE BARGANHA DOS COMPRADORES - o cliente ou grupo de 
compradores tem poder de barganha quando: 
 Está adquirindo grande parte do total da produção do setor. 
 O produto adquirido responde por uma parcela significativa dos 
custos do comprador. 
 Os produtos da indústria não são diferenciados ou padronizados. 
 O comprador pode apresentar uma ameaça concreta de integração 
para trás. A indústria automobilística está oferecendo um serviço de 
vendas nacionais on-line para oferecer serviços adicionais ao 
cliente. 
 
4. AMEAÇA DE PRODUTOS SUBSTITUTOS - Produtos substitutos são os 
diferentes bens ou serviços que vêm de fora do setor e que desempenham as 
mesmas funções de um produto fabricado no setor. É o caso de recipientes 
plásticos no lugar de potes de vidro, sacos de papel em vez de sacos plásticos, 
chá substituindo café, entre outros. 
 
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5. INTENSIDADE DA RIVALIDADE ENTRE OS CONCORRENTES - Em cada 
setor, há organizações que concorrem ativamente para alcançar 
competitividade estratégica. Os fatores influenciadores da intensidade da 
rivalidade entre as organizações são: 
 Concorrentes numerosos ou igualmente equilibrados. 
 Crescimento lento do setor. 
 Custos fixos elevados. 
 Capacidade aumentada em grandes incrementos. 
 Concorrentes divergentes em termos de metas e estratégias. 
 Apostas estratégicas elevadas. 
 Barreiras de saída elevadas envolvendo ativos especializados 
(vinculados a um negócio específico), custos fixos de saída (como 
custos trabalhistas), inter-relacionamentos estratégicos (relações de 
dependência recíproca entre um negócio e outras partes das 
operações, como operações compartilhadas), barreiras emocionais 
(como lealdade aos funcionários) e limitações sociais e 
governamentais (preocupação com demissões). 
 
A análise das cinco forças de Porter deve indicar algumas conclusões, 
como por exemplo: 
 Em quais indústrias entrar (ou sair)? – os gerentes devem 
investir em indústrias onde as cinco forças trabalham a seu favor e 
evitar ou reduzir o investimento em mercados onde as forças sejam 
fortemente contrárias. 
 Qual influência pode ser exercida? – As organizações podem, 
por exemplo, criar barreiras de entrada ao aumentar o gasto em 
publicidade a fim de aumentar a lealdade do cliente. Podem adquirir 
concorrentes para diminuir a rivalidade e aumentar o poder sobre 
fornecedores ou compradores. 
 Como os competidores são afetados de maneiras diferentes? 
– Se as barreiras ficam mais altas, por exemplo, pelo aumento dos 
gastos em P&D ou em publicidade, os atores menores na indústria 
talvez não sejam capazes de seguir os maiores e acabam postos 
para fora. 
 
É fundamental destacar que, embora tenha sua origem no setor privado, 
a análise das cinco forças pode também proporcionar conclusões importantes 
para o setor público. As forças podem ser usadas, por exemplo, para ajustar a 
Administração Geral em Teoria e Exercícios 
Auditor Fiscal do Trabalho 
Aula 02 – Processo Administrativo e Processo Decisório 
Prof. LILIAN LIMA QUINTÃO 
 
 
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