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ANESTÉSICOS GERAIS E LOCAIS A Anestesia Geral deve promover: Hipnose (inconsciência temporária induzida) Analgesia Amnésia Relaxamento Muscular Proteção contra reflexos Mecanismo de Ação dos Anestésicos Ainda não se conhece o mecanismo de ação exato dos anestésicos. 1. Regra de Meyer-Overton - hipótese da lipossolubilidade “Afirma que o anestésico dissolvido perturba as propriedades físicas da dupla camada lipídica, o que, por sua vez, modifica a função de uma proteína da membrana excitável” Mecanismo de Ação dos Anestésicos 2. Efeitos nos canais iônicos Interação com canais iônicos de membrana controlados por ligantes. Ex.: receptores excitatórios de acetilcolina e receptores de GABA Atividade nos receptores GABA Ex. Propofol início de ação aproximadamente 40 segundos ANESTÉSICOS GERAIS Os anestésicos gerais podem ser de dois tipos: Inalatórios Intravenosos Normalmente a anestesia é puma ANESTESIA BALANCEADA. (Ex.:InduçãoVenosa+ Manutenção Inalatória adultos) ANESTÉSICOS INALATÓRIOS Classificados em: GASOSOS: Óxido Nitroso. LÍQUIDOS VOLÁTEIS: Halotano, Éter (Sem uso), “fluranos” Éter foi substituído por “fluranos” (metoxiflurano, enflurano, sevoflurano, isoflurano derivados de éter) Menos efeitos colaterais e não inflamáveis ANESTÉSICOS INALATÓRIOS Os anestésicos inalatórios (líquidos voláteis ou gases) normalmente são utilizados para Manutenção da Anestesia → indução com agentes intravenosos O estado anestésico consiste em 3 componentes principais: Perda da Consciência (hipnose) – Ex.: Propofol Analgesia – Ex.: Opiáceo Relaxamento Muscular (facilitador da intubação) – Ex.: Atracúrio EFEITOS RESPIRATÓRIOS Todos os anestésicos inalatórios são depressores respiratórios, sendo o sevoflurano e o enflurano os mais depressores Os anestésicos inalatórios também deprimem a função mucociliar nas vias aéreas. Por conseguinte, a anestesia prolongada pode resultar posteriormente em atelectasia (colapso de um segmento, lobo ou todo o pulmão) e infecções respiratórias Óxido Nitroso Gás inodoro usado, por exemplo, para reduzir a dor durante o parto. Possui efeito sedativo leve. Baixa potência, portanto, tem que ser combinado com outros agentes, é adjunto a outros anestésicos voláteis. Rápida indução e recuperação Rápida indução e recuperação; Possui boas propriedades Analgésicas. Halotano Potente hipnótico Potente, não-irritante Bem tolerado Indução e recuperação relativamente rápidas É mais empregado em pacientes pediátricos Enflurano Anestésico similar ao halotano; ↓ Risco de toxicidade que o halotano; Indução e recuperação mais rápida que o halotano. Desflurano Similar ao enflurano, porém com início e recuperações mais rápidos; Útil para uso em cirurgias pequenas (alta no mesmo dia) Irritante para o trato respiratório, podendo levar à tosse e laringoespasmo Sevoflurano Similar ao desflurano, sem irritação respiratória ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS TIOPENTAL Único barbitúrico remanescente usado como anestésico Causa inconsciência em cerca de 20 segundos Agente de indução (não é usado para manter a anestesia cirúrgica) ANESTÉSICOS INTRAVENOSOS TIOPENTAL Liga-se à albumina plasmática (85%) Longo pós-efeito associado ao lento declínio da concentração plasmática (sonolência e depressão respiratória por horas) ETOMIDATO Mais rapidamente metabolizado que o tiopental. Menor probabilidade de provocar ressaca prolongada. Paciente pode apresentar movimentos involuntários durante a indução. Náuseas e vômitos pós-operatórios. PROPOFOL Propriedades similares ao tiopental. Rapidamente metabolizado. Recuperação rápida. Sem efeito ressaca. Permite infusão contínua sem necessidade agente inalatório. Não provoca movimentos involuntários. SEDATIVOS PRÉ-ANESTÉSICOS Midazolam – Dormonid® (benzodiazepínico) INDUÇÃO, MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO Indução em crianças: gases (oxigênio + óxido nitroso ou ainda oxigênio puro) com um agente anestésico inalatório. (exemplos: halotano, sevoflurano), administrado através de uma máscara facial. Manutenção: agentes venosos e/ou inalatórios. INDUÇÃO, MANUTENÇÃO, RECUPERAÇÃO Indução em adultos: endovenosa. Manutenção: agentes venosos e/ou inalatórios conforme as necessidades individuais do paciente e do procedimento cirúrgico. ANESTÉSICOS LOCAIS ANESTÉSICOS LOCAIS Bloqueio físico dos canais de sódio – inibidores inespecíficos das vias sensoriais. Atividade dependente do pH resistência dos tecidos inflamados à anestesia (pH ácido). Os anestésicos locais não são seletivos para as fibras de dor Bloqueiam também fibras sensoriais, motoras... Usos clínicos Queimaduras Realização de exames (endoscopia) Pequenos cortes Tratamento dentário Bloqueio em procedimentos obstétricos e cirurgias de grande porte Anestésico local + Vasoconstritor Anestésicos locais de ação curta ou média (associação com vasoconstritor epinefrina ou com fenilefrina) Anestésico local + Epinefrina (adrenalina) A epinefrina reduz o fluxo sanguíneo no local de injeção, produzindo contração dos vasos sanguíneos Aumentam a concentração de anestésico ao redor do nervo Aumenta a duração de ação do anestésico A vasoconstrição também pode levar a hipóxia e lesão teciduais se o suprimento de oxigênio para a área for excessivamente reduzido. Os vasoconstritores não são utilizados quando os anestésicos locais são administrados nas extremidades, devido à circulação limitada nessas áreas. PROCAÍNA - Novocaina® Ação curta; O uso primário da procaína é restrito à anestesia infiltrativa e procedimentos dentários; Um homólogo da procaína de ação curta, a cloroprocaína (Nesacaine®), é popular como anestésico obstétrico TETRACAÍNA Altamente potente, A tetracaína é utilizada principalmente na raquianestesia e tópica para fins oftalmológicos. COCAÍNA A cocaína é o protótipo e o único anestésico local de ocorrência natural. •Tem ação média; •A cardiotoxicidade e a euforia limitam o valor da cocaína como anestésico local (causados pela quantidade que extravasa para o sangue) LIDOCAÍNA - xilocaína® Utilizada para uma variedade grande de procedimentos e bloqueios, Sua ação possui início rápido e duração média (cerca de 1-2 horas). Endoscopia Lidocaína spray + Midazolam PRILOCAÍNA A prilocaína assemelha-se à lidocaína. •Exceto porque possui atividade vasoconstritora. •Não exige a administração concomitante de epinefrina para prolongar a sua duração de ação BUPIVACAÍNA Longa duração de ação. Tem sido amplamente utilizada em baixas concentrações para raquianestesia em cesarianas (0,5% - 12,5 – 15 mg) e no pós-operatório. Visto que proporciona 2-3 horas de alívio da dor sem o bloqueio motor imobilizante. Obrigada! image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.jpg image14.png image15.png image16.jpg image17.png image18.png image19.jpg image20.png image21.png image22.jpg image23.jpg image24.png image25.png image26.png image27.png image28.jpg image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.jpg image43.png image44.png image45.jpg image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image56.png image57.png